PONTO DE VISTA: O POVO BRASILEIRO É COMO AQUELA RÂ NA PANELA EM BANHO MARIA E MORRENDO POR INANIÇÃO

O destaque desta quarta-feira aqui na coluna PONTO DE VISTA é o meu grande amigo e colaborador desta coluna Ricardo Araújo, que mostra toda a sua indignação com a letargia e passividade do povo brasileiro diante dos descalabros e desmandos que estão se sucedendo, um atrás do outro, patrocinados pelo STF no nosso pobre Brasil. Então convido você a ler o artigo ácido e provocante deste talentoso comentarista político!

AME-RIO: SELAMAT DATANG MUSIM BUNGA !

De que adianta “aguardar sinalização” com o povo covarde e sem atitude que temos? Que acha que passeata de família em domingos ensolarados resolve? A Praça dos Três Poderes e a frente do Congresso Nacional são muito pequenos para um país de 211 milhões de habitantes. Bastariam 500 mil pessoas tomando aqueles espaços, só saindo de lá depois que o Presidente e as forças armadas atendessem à vontade do povo, expressa no Art. 1º da Constituição. Se o povo está (estrategicamente) desarmado, que fosse às ruas com foice, faca ou inchada. Para lutar, se preciso fosse! Mas temos povo para isso? O pobre se acomoda e se contenta com “auxílios” (mentalmente condicionado a isto!). A classe média vive numa ilusão de “estabilidade”, em especial os servidores públicos, pagando prestação de AP, carro, TV e geladeira, presa dentro de condomínios, protegidos por cerca elétrica e monitorados por câmeras, para escapar de bandidos (armados e protegidos pelos parceiros do STF), iludidos com seus pequenos confortos materiais, churrasquinhos com amigos nos finais de semana e futebol toda quarta e domingo. E a classe rica, ou faz parte do “sistema” que sabota e explora a pátria e os cidadãos ou indiretamente se beneficia deste sem qualquer sentimento de culpa. Vivendo nesse mundo paralelo de “conforto e segurança”, quem das classes média e alta vai se arriscar a “quebrar o pau” para transformar o Brasil num país justo, de homens dignos e honrados? Num país sério, de povo educado, forte e produtivo, respeitado pela comunidade internacional? Me diga aí, quem?

Por Ricardo Araújo

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