PONTO DE VISTA: LUGAR DE PALHAÇO É NO PICADEIRO E NÃO NA ARQUIBANCADA. QUEM OS POLÍTICOS PESSAM QUE SÃO?

Caro(a) leitor(a),

Ao ler o artigo completo a seguir a vontade que dá é desenterrar o antigo jargão do personagem Tavares de Jô Soares, no programa Viva o Gordo, que dizia: “Tem pai que é cego”. Já que o que se viu no episódio do julgamento do deputado Daniel Silveira pela Câmara dos deputados foi mais um espetáculo teatral, com tudo previamente combinado, inclusive essa patética PEC “Daniel Silveira” que de maneira nenhuma tem o intuito de se vingar do STF, pois a hora da vingança era justamente no julgamento do deputado, que poderia ter sido solto, para desmoralização do STF, e em seguida ter sido aplicada uma punição, que poderia variar de suspensão por um determinado período até a cassação do mandato. Essa trup de bandidos do Centrão estão pensando que são o quem, para subestimar assim a inteligência do povo brasileiro? E o autor desse artigo é inocente ou faz parte desse teatro? Na verdade, o que essa bandidagem que teoricamente nos representa no Congresso Nacional quer mesmo é a impunidade ampla, irrestrita e geral. Já estava tudo combinado. O deputado Silveira já era persona non grata para a maioria dos deputados, precisavam de um motivo para criar algo que os blindassem totalmente. Então uniram o útil ao agradável. Se livraram do deputado usando-o como boi de piranha e para evitar abrir precedentes futuros inventaram essa PEC com ares de “vingança”. Uma fuleragem maior do que essa eu nunca vi! 

Congresso se “vinga” do Supremo com ‘Emenda Daniel Silveira’

Foto: Antonio Cruz/Agência BrasilFoto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Congresso se “vinga” do Supremo com ‘Emenda Daniel Silveira’

Câmara, sob o comando de Arthur Lira (PP-AL), decide votar em primeiro turno a PEC que ampliará a imunidade parlamentar, pelo menos, no quesito opiniões, palavras e votos. O texto, apelidado de ‘Emenda Daniel Silveira’, é a resposta do Congresso ao Supremo, após a prisão do deputado.

O texto da PEC garante que deputados e senadores são “invioláveis civil e penalmente por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos, cabendo, exclusivamente, a responsabilização ético-disciplinar por procedimento incompatível com o decoro parlamentar”.

A PEC reafirma também o foro privilegiado de parlamentares, que não podem ser alcançados por decisões judiciais de primeira e segunda instâncias, por crimes relacionados ao atual mandato. Somente o Supremo poderá autorizar busca e apreensão envolvendo deputados e senadores.

Apenas crimes inafiançáveis poderão levar um parlamentar à prisão.

“No caso da prisão em flagrante, prevista no § 2º, o membro do Congresso Nacional deverá ser encaminhado à Casa respectiva logo após a lavratura do auto, permanecendo sob sua custódia até o pronunciamento definitivo do Plenário.”

O deputado Celso Sabino (PSDB-PA) concordou com a nova PEC e avaliou que “não se ignora a gravidade dos fatos perpetrados pelo deputado. Ocorre que os valores envolvidos neste e em outros casos que envolvem as imunidades parlamentares são por demais caros ao regime democrático.”

Fonte: Jornal da Cidade Online

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