PONTO DE VISTA: JAIR BOLSONARO NO MATO SEM CACHORRO

Caro(a) leitor(a),

A edição 193 da Revista Crusoé vem com um comentário do colunista Diogo Mainardi que não pode ser ignorado de maneira nenhuma, pois, pelo menos para mim, faz muito sentido. Vou explicar o porquê!

A trajetória ascensional do Jair Messias Bolsonaro chegou ao seu ápice no evento do sete de setembro de 2021, quando Bolsonaro do alto do palanque da parada militar em Brasília, com o seu vice Mourão ao seu lado calculou que, naquele momento poderia ter todo o apoio que precisava dos militares para dar a sua maior cartada, um golpe militar. Não foi a toa que ele, desde o início do seu mandato, recheou todos os gabinetes dos principais ministérios com muitos militares. Passou todo o seu mandato testando e tencionando a corda do poder o tempo todo, numa forçação de barra interminável contra a esquerda, com o intuito de conseguir o apoio dos militares. Portanto, aquele momento seria o tudo ou nada e deu nada. No dia seguinte ele teve que dar uma ré memorável. Ali ele perdeu uma grande fatia do seu eleitorado e começou a encolher. Ele sabe disso e sabe também que que essa fatia do seu eleitorado agora se posiciona ao lado de Sergio Moro. Unindo tudo isso ao péssimo momento econômico que estamos vivendo e que tende a se agravar a sua situação só tende a deteriorar.

Dessa forma é mais que compreensível que haja uma debandada geral da sua candidatura para a do ex-juiz Sergio Moro que ainda nem começou a arregaçar as mangas. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Repercussão: com Lula na disputa, Bolsonaro fortalece ou enfraquece? | Exame

Trecho da coluna de Diogo Mainardi na edição 193 da Crusoé:

“A primeira pergunta a ser respondida sobre 2022 é a seguinte: Jair Bolsonaro vai levar sua candidatura até o fim? Meu palpite é que ele vai pular fora da disputa presidencial. Dou até uma data: junho ou julho. Se o sociopata tiver a certeza de que vai ser derrotado por Lula no segundo turno ou, de maneira ainda mais humilhante, no primeiro, ele desiste. O outro fator que pode persuadi-lo a fugir das urnas é Sergio Moro. Se meu candidato subir uns seis ou sete pontinhos nas pesquisas, o futuro presidiário vai buscar um caminho mais seguro para tentar evitar a cadeia”

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