PONTO DE VISTA

Na minha opinião o crime de corrupção tem que ser tratado como crime ediondo. O criminoso condenado deve pagar pena em cela individual e dependendo do dano causado a sociedade direta e/ou indiretamente deve ter pena máxima, ou seja, prisão perpétua. É muita ingenuidade supor que dois apenados do calibre de Luiz Estevão e José Dirceu podem conviver numa mesma cela sem que dessa convivência não resulte em nada insextuoso! Principalmente quando se sabe que, pelo menos um deles, José Dirceu, já deu entrevista e divulga amplamente que não se arrependeu e enquanto esteve solto continuou disseminando suas ideias  de extrema esquerda aos seus pupilos. É claro, óbvio e ululante que dessa união só poderia resultar na continuidade dos seus antigos hábitos de poder extorsão. E se encontra terreno fértil dentro da prisão não tenham dúvidas isso só tende a crescer. 
Portanto eu pergunto quem foi o juiz irresponsável e energúmeno que autorizou essas duas cobras criadas a ficarem juntas numa mesma cela? E agora vão continuar juntos?
Esses dois merecem uma solitária, por tempo indeterminado, isso sim! São apenados de alta periculosidade!
Se esse novo congresso a ser eleito não mudar com rapidez as nossas leis vamos continuar malhando em ferro frio por muitas gerações!

Caderno sugere que José Dirceu pediu autorização a Luiz Estevão para receber visita fora do horário na Papuda

ESTEVÃO ERA ‘O DONO DO PRESÍDIO’, DIZ DELEGADO. AÇÃO DA POLÍCIA CIVIL E DO MP FOI AUTORIZADA PELA JUSTIÇA.

A Polícia Civil do Distrito Federal encontrou na cela do ex-ministro José Dirceu, no último domingo (17), uma anotação em um caderno lembrando o político de pedir autorização ao senador cassado Luiz Estevão para conseguir uma visita fora do horário permitido. As informações são do delegado da Divisão de Facções Criminosas (Difac), Thiago Boeing.
Dirceu e Estevão dividem a mesma cela no bloco 5 do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
“Informações de que ele seria o ‘dono’ do presídio”, disse Boeing.
Além das anotações, cinco pendrives, barras de chocolate, cereais e ainda uma tesoura – supostamente, de Luiz Estevão – foram apreendidos pelos investigadores.
Segundo a polícia, as buscas foram autorizadas pela Justiça e motivadas pela denúncia, feita por um detento, de que os políticos estariam recebendo “regalias” na prisão.
O material foi encaminhado à Justiça, que deve analisá-lo nos próximos dias. A polícia também cumpriu buscas na cela do ex-ministro da Articulação Política do governo Michel Temer Geddel Vieira Lima (MDB-BA). No local, a polícia localizou apenas anotações.
O G1 tenta contato com as defesas de Luiz Estevão, José Dirceu e Geddel Vieira Lima.

‘ESCRITÓRIO’ NA PAPUDA

De acordo com o delegado da Difac, foram encontradas na biblioteca da ala 5 – comum a todos os detentos – diversas pastas de documentos ligados ao senador cassado Luiz Estevão.
A Polícia Civil informou, também durante entrevista coletiva nesta segunda-feira (18), que Estevão tentou se livrar de cinco pendrives no momento em que os investigadores cumpriam o mandado de buscas. Ele teria pedido para ir ao banheiro com os aparelhos “escondidos” na mão, mas os agentes não autorizaram e os itens foram jogados no chão. Os pendrives foram recuperados e passarão por perícia.
Além do conteúdo dos itens apreendidos, os investigadores querem descobrir quem facilitou a entrada dos alimentos e das mídias.
A ação foi realizada pela Coordenação de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do DF e pela Promotoria de Execução Penal do Ministério Público do DF durante o jogo do Brasil contra a Suíça, pela Copa do Mundo, na tarde deste domingo.

OS CRIMES

Luiz Estevão foi condenado a 26 anos de prisão por fraudes e desvios nas obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Essa sentença já transitou em julgado, ou seja, não pode ser alvo de novos recursos.
Em março, a Justiça ampliou essa pena em dois anos pelo crime de sonegação fiscal. A defesa recorre dessa sentença, e diz que o processo já prescreveu – ou seja, perdeu a validade.
Geddel Vieira Lima foi denunciado na operação Cui Bono e está preso em Brasília desde setembro – antes, ele passou três meses em prisão domiciliar na Bahia. Durante a investigação, a Polícia Federal descobriu R$ 51 milhões em malas e caixas em um apartamento atribuído a ele, em Salvador (BA).
Geddel foi indiciado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução de investigação. Ele está em prisão preventiva e ainda aguarda julgamento.
Já José Dirceu voltou para a Papuda há exatamente um mês, em 18 de maio. Ele é acusado dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro em processo que investiga irregularidades na diretoria de Serviços da Petrobras, dentro da Operação Lava Jato.
Dirceu, Estevão e Geddel cumprem pena no Centro de Detenção Provisória (CDP), no complexo da Papuda. Além dos presos provisórios, o CDP tem ala reservada para ex-policiais e detentos com direito a cela especial.
Fonteg1.globo.com

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