PONTO DE VISTA: BRASIL AMARRADO AO ATRASO

Caro(a) leitor(a),

A nossa coluna PONTO DE VISTA desta quarta-feira traz uma análise muito bem fundamentada da situação atual do Brasil em relação aos outros países emergentes que deixa bastante claro o poço de atraso em que o nosso amado país se encontra devido as administrações petistas feita pelo meu amigo e competente economista Ricardo Paz que reside em Brasília. Leia o texto completo a seguir e entenda o que realmente estamos passando!

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BRASIL AMARRADO AO ATRASO

Em recente crônica no Cidade Biz, Antônio Machado alerta que os “trend topics” no Brasil prendem as pessoas aos efeitos de uma mentalidade arcaica e nociva dos políticos e da burocracia estatal brasileira. Ele está coberto de razão! As eternas discussões nas redes sociais sobre intrigas e desmandos de forças antagônicas no poder (ou dos lobbies que representam) ocupam as mentes e o tempo de milhões de brasileiros, contribuindo para anular ou retardar a capacidade do país de ser coadjuvante nas transformações tecnológicas que avançam a pleno vapor mundo afora. Cartões de crédito chegando ao fim, celulares fazendo checkup em tempo real, avanço da indústria de carro elétrico e surgimento de smart cities refletem parte de um novo mundo em construção, que trará impacto dramático nas cadeias produtivas, transações comerciais e empregabilidade. Enquanto a discussão dominante nos países desenvolvidos e “emergentes reais” (como Índia e China) é a era da Inteligência Artificial, que fez renascer as redes neurais através de novos métodos de aprendizado de máquina, incorporada ao novo conceito de rede de dados e transações online (o Blockchain — que já está entrando numa fase ultra avançada de segurança de dados via encriptação inquebrável, que responde pelo nome de Blockchain Homomórfica), os assuntos mais “relevantes” no Brasil são “fundo eleitoral”, “juiz de garantia”, “STF perseguindo Bolsonaro”, “Lula livre, Lula solto, Lula ladrão, Lula bêbado”, “a esquerda e a direita-oportunista armando para desestabilizar o governo da vez”, “a eterna luta do bem (Lava Jato) contra o mal (corrupção generalizada)”, dentre outros temas que amarram os pés do Brasil. Como a história ensina, a tendência é mais uma vez nos tornarmos apenas consumidores do que outros países criam (e patenteiam!). Ou seja, nós perdemos muito tempo com “um mundo que se foi”, um mundo de mentalidade governamental “nonsense”, e corremos o risco de pagar um preço alto de novo. Como lembra Machado, aconteceu com a reserva de mercado da informática, nos anos 80. Em nome de um nacionalismo burro, ficamos dependentes de Campinas e cidades do entorno (que pateticamente alguns ainda chamam de Vale do Silício do Brasil), consumindo produtos atrasados, enquanto o mundo começava a fazer a transição da informática para a Internet. Acordamos para a realidade com o fim do protecionismo, e passamos a importar (legalmente!) computadores de qualidade superior, e também se integrar à cadeia de fabricação de equipamentos de informática através das plantas de montagem (aliás, algo muito positivo para a Zona Franca de Manaus, por exemplo, onde predominava a montagem de TVs, equipamentos de vídeo e motocicletas). Mas, desde a década de 90, estamos assistindo a extraordinárias transformações tecnológicas, com uma pegada espetacular após a virada do milênio. As tecnologias digitais estão dominando não apenas os processos de análise e decisão das grandes corporações, mas a governança pública dos países. Neste ambiente, não há espaço para mediocridades como o que ocorre no Brasil com, por exemplo, a exigência de certificação digital de empresas renovável a cada ano, o que apenas beneficia os cartórios brasileiros, ressalta Machado. Anomalias como esta refletem o quão absurdo e pouco inteligente é nosso “processo de modernização”, tão alardeado por ministros de Ciência e Tecnologia de todos os governos. Outro exemplo da falta de visão dos tecnoburocratas, ou da classe política, para colocar o Brasil nos trilhos do avanço tecnológico é a não implantação da arrecadação tributária em tempo real (que já é possível), onde o contribuinte é informado sobre o que lhe foi recolhido, eliminando a declaração do que se deve. A adoção das modernas tecnologias digitais traria redução de custos na gestão pública, simplificaria a vida do cidadão e empresas, aumentaria a produtividade e reduziria a sonegação fiscal, dentre outros benefícios. Infelizmente, as elites que dominam o Brasil, em especial as “velhas cabeças” da política (muitas das quais também “cabeças criminosas”) e a burocracia caduca do Estado brasileiro, acabam definindo a pauta dos “trend topics” centrada em imbróglios do poder. Ou seja, o Brasil segue sem projeto de futuro. Corroborando com isto, parte importante da juventude brasileira finge estudar e adora fazer baderna nas universidades, alienada ou enganada por ideologias fracassadas. Nesse contexto trágico, o Brasil caminha a passos de tartaruga na implantação da inteligência digital de forma definitiva e retomada do desenvolvimento pela transformação tecnológica. Ainda que tudo dê certo com os esforços do atual governo para resgatar a moral e qualidade da educação, o desafio colossal do país é preparar a juventude para assumir as responsabilidades do futuro e afastar (pelo voto) as “velhas cabeças” do sistema de poder. O resto é conversa fiada, pois a Ásia nos ensina que não existe desenvolvimento tecnológico sem educação e planejamento governamental sério.

Autor: Ricardo Paz

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