PONTO DE VISTA: ATÉ QUANDO OS BRASILEIROS VÃO SER FEITOS DE IDIOTAS?

Caro(a) leitor(a),

Depois de tudo que presenciamos nesses últimos 10 meses, após o STF ter retirado a responsabilidade do governo federal de gerir e comandar o combate à Covid-19 nos estados brasileiros e este ter sido praticamente obrigado a distribuir toda a verba para os governantes estaduais gerirem esse processo e a partir de então o que se viu foi a maior e mais descarada roubalheira da história dessa república. Os governadores, com raras exceções, meteram a mão com força, sem dó nem piedade, no dinheiro público destinado a salvar vidas. No estado do Amazonas a coisa foi tão descaradamente escancarada que a Secretária da Saúde foi presa em operação da Polícia Federal que apura fraudes e desvio na compra de respiradores sem licitação pública, de uma importadora de vinhos, ou seja, algo absolutamente bizarro, pois desde quando uma importadora de vinhos comercializa respiradores? É querer achar que o cidadão e até mesmo a justiça brasileira são completamente idiotas e inéptos. E num momento como esse que culminou com o colapso total da saúde no Amazonas a nossa complacente e incompetente justiça ainda está pedindo explicações, não se pode admitir que esses larápios ainda estejam absolutamente livres. Cadeia neles, cadeia neles, cadeia neles!

STJ dá 48h para autoridades do Amazonas se explicarem sobre estoque de oxigênio e gastos com pandemia

Publicado em 20.01.2021

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Divulgação | Governo do Amazonas

O vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Jorge Mussi, determinou nesta última terça-feira (19) que o governo estadual e os municípios do Amazonas prestem em 48 horas esclarecimentos sobre o exato momento em que tiveram conhecimento do risco de desabastecimento de oxigênio em unidades de saúde.

Mussi ordenou que os esclarecimentos sejam “detalhados”. Ele também quer ser informado sobre o recebimento e o uso de verbas federais para o combate à pandemia de covid-19. O vice-presidente do STJ está responsável pelo plantão da Corte, até o fim de janeiro, e pode decidir nos casos que julgar urgentes.

O ministro recebeu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) no sábado (16) para investigar a condução de crise no sistema de saúde pelas autoridades estaduais e municipais do Amazonas, sobretudo em relação à falta de oxigênio nas unidades hospitalares.

Ao atender ao pedido da PGR, ele requisitou ainda informações sobre as ações adotadas no combate à pandemia; o número de leitos clínicos e de UTI à disposição; o número de profissionais envolvidos nas ações de combate à pandemia, entre outras informações técnicas sobre as ações de saúde pública desenvolvidas pelo Sistema Único de Saúde.

As apurações correrão no âmbito de um inquérito que já havia sido aberto no STJ para investigar desvios na instalação de um hospital de campanha em Manaus. Na decisão de terça (19), Mussi escreveu que o Ministério Público Federal (MPF) demonstrou haver a suspeita de “ilegalidades diversas no emprego de recursos federais destinados ao enfrentamento da pandemia”.

OUTRO LADO

Em nota, o governo do Amazonas disse que prestará os esclarecimentos pedidos ao STJ em tempo hábil.

No texto, o Executivo estadual confirma que foi notificado em 7 de janeiro pela empresa White Martins, fornecedora de oxigênio para o estado, sobre o risco de desabastecimento diante de uma alta repentina na demanda.

“Assim que foi comunicado pela empresa da dificuldade de atender a demanda, no dia 7 de janeiro, o Governo do Amazonas reportou a situação ao Ministério da Saúde e iniciou uma força-tarefa para solucionar o problema, contando com o apoio das Forças Armadas no transporte de oxigênio de plantas da própria White Martins em outros estados para Manaus”, diz o texto enviado pela administração do Amazonas, segundo informações da Agência Brasil.

Editor-chefe do Conexão Política; residente e natural de Campo Grande/MS | FALE COMIGO: marcos@conexaopolitica.com.br

Fonte: Conexão Política

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