OPINIÃO: PARA SERGIO MORO O JOGO AINDA NÃO ESTÁ PERDIDO, POR WAGNER BRAGA

Caro(a) leitor(a),

Francamente, as vezes penso que tudo que está acontecendo no cenário político nacional é um grande teatro em um jogo de cartas marcadas, onde já está tudo combinado e no final o vencedor vai governar o país sob a égide do sistema, mais uma vez. Sendo assim, fica tudo como está, não muda nada e o brasileiro continua sendo o babaca que sempre foi.

Senão vejamos:

As coisas são óbvias demais para que não consigamos perceber. De um lado temos os conservadores liberais de direita que apostam em Jair Bolsonaro, um cara que assumiu o comando do país prometendo, mundos e fundos e, até agora nada cumpriu em termos de reformas e melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro. Ao contrário, tudo piorou devido a insegurança jurídica gerada pelo comportamento esdruxulo do STF e do judiciário de uma maneira geral. A maior conquista da democracia e da nossa Constituição de 1988, a liberdade de expressão, acaba de ser sepultada definitivamente com a condenação pelo STF do deputado Daniel Silveira, a 9 anos de prisão por falar mal do STF, lançando mão das suas prerrogativas de imunidade parlamentar. É claro que Jair Bolsonaro não tem culpa direta por isso, mas tem indiretamente pelo fato de não ter assumido publicamente que praticou rachadinha juntamente com seus filhos. Se o tivesse feito, hoje ele seria um herói nacional e ficaria conhecido como o homem que acabou com a corrupção no Brasil. Porque, além desse imbróglio da rachadinha, que é o fantasma do Jair Bolsonaro e seus filhos não ter ido adiante, já que todo e qualquer político está envolvido com isso, não existiria mais nenhuma acusação de corrupção sobre seus ombros e ele já estaria previamente eleito, pois a única coisa que a esquerda se pega é nesse caso de rachadinha. Da mesma forma nenhuma das insanidades que o STF praticou rasgando diariamente a Constituição teria prosperado também.

Do outro lado temos um condenado da justiça, ex-presidiário, que notoriamente não pode sair às ruas de tão impopular que é se encontra em 1º lugar em todas as pesquisas de opinião, com larga margem. Isso não faz sentido. e no meio está o ex-juiz Sergio Moro, que já foi para a maioria da população um herói e hoje, apesar de continuar sendo um homem honesto, probo, corajoso e justo não conseguiu popularidade suficiente para decolar sua candidatura a presidente da República em nenhum dos partidos que se filiou. Sempre achei Sergio Moro um homem de uma inteligência bem acima da média e um grande estrategista. O seu desejo de continuar fazendo parte das pesquisas mostra isso. Mas o jogo político é muito pesado, principalmente para quem está aparentemente sozinho.

Só quero registrar aqui que, nunc acreditei que ele tivesse desistido da candidatura à presidente da república como muitos da própria imprensa acreditou. Só não faço a menor ideia de como ele pretende voltar ao jogo novamente. Aguardemos cenas dos próximos capítulos.

Sergio Moro pede que institutos continuem incluindo seu nome em pesquisas

Sergio Moro

José Cruz | Agência Brasil

O ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro (Podemos), ainda vislumbra a possibilidade de concorrer ao Palácio do Planalto.

Conforme registrou o Conexão Política, o nome de Moro foi rejeitado entre a cúpula do União Brasil, que deu preferência ao líder do partido, Luciano Bivar, para disputar a presidência da República.

Após ser surpreendido com a decisão, o ex-magistrado também tem visto o Tribunal de Contas da União (TCU) ampliar uma série de investidas, visando realizar novas investigações sobre as relações dele com a Alvarez & Marsal, consultoria especializada em reestruturação de empresas em dificuldades financeiras.

Apesar de o União Brasil ter realmente descartado sua candidatura, Sergio Moro fez contato com institutos de pesquisa e pediu para que o nome dele siga nas sondagens eleitorais.

Segundo apurações da nossa equipe de jornalismo, Moro pretende insistir nessa questão até meados de julho. Em agosto, portanto, tomará uma decisão definitiva sobre a sua trajetória política.

FALE COMIGO: raul@conexaopolitica.com.br — diretor de redação do Conexão Política e natural de Recife (PE).

Fonte: Conexão Política

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