OPINIÃO: O JOGO JÁ COMEÇOU E AS PEDRAS COMEÇAM A SE MOVER NO TABULEIRO DE XADREZ

Aos poucos o novo cenário político para as eleições 2022 vai se delineando. As pedras no tabuleiro de xadrez já começam a se movimentar e definir posições. O artigo a seguir mostra o General Hamilton Mourão se posicionando junto ao eleitorado do Rio de Janeiro e provavelmente concorrerá para governador, na tentativa de dar um basta ao avanço do crime organizado e ao tráfico de drogas no estado. Isso deve tranquilizar o presidente Bolsonaro, com menos um para ameaçá-lo e se tornar parceiro. Magno Malta desta vez deverá se candidatar pelo Espírito Santo, onde tem mais chance de se eleger com segurança e não ficar mais fora de combate e Tarcísio parece que não escapa de ser candidato a governador por São Paulo para desbancar o calça apertada de uma vez.

Na teoria a imagem parece estar perfeita, mas na prática a coisa pode ser bem mais difícil, Vamos acompanhar de perto esse jogo de xadrez e ver se as previsões se confirmam realmente.

O cenário eleitoral começa a se definir: Mourão no Rio, Tarcísio em SP, Magno Malta no ES e Bolsonaro no PL

Fotomontagem reproduçãoFotomontagem reprodução

O vice-presidente Hamilton Mourão se decidiu, será candidato no Rio de Janeiro, ele já alinhavou com o presidente do PRTB-RJ, Antônio Carlos Santos, e será candidato no estado. Provavelmente a governador, para ser uma alternativa em relação ao candidato mais radical à esquerda, Marcelo Freixo, ex-Psol.

Mourão deve iniciar viagens pelo interior do Rio, falar mais sobre problemas locais, se reunir com empresários cariocas e participar de eventos por lá.

Com o crime organizado ditando regras no estado, a candidatura de um político hostil as forças de segurança como Freixo é uma ameaça real ao, já sitiado, empresariado fluminense.

O general Mourão (e todo o Brasil) contam com o apoio do presidente Bolsonaro à sua candidatura.

Em São Paulo a pressão pela candidatura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, está gigante. Tarcísio só não será candidato se não quiser – importante dizer que São Paulo é forte reduto Bolsonarista e o eleitorado está ávido por eleger um ‘bolsonarista raiz’ depois da decepção causada pela traição de João Doria.

Por outro lado Valdemar Costa Neto e seu partido, o PL, caiu em si e viu que não poderia abrir mão de Jair Bolsonaro, depois do que ele fez em 2018 transformando um partido nanico e desconhecido, o PSL, no maior e mais rico partido do Brasil.

A força de Bolsonaro já se faz sentir no partido. Na reunião de cúpula do PL o ex-senador Magno Malta foi convidado e não passou em branco, foi escrita por ele a principal frase da carta que o PL divulgou após a reunião:

“O PL está pronto e alinhado para receber o presidente Jair Bolsonaro em todos os estados”.

Foto de Eduardo Negrão

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de “Terrorismo Global” e “México pecado ao sul do Rio Grande” ambos pela Scortecci Editora.

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