OPINIÃO: ESSE É O FIO DA MEADA. AGORA É SÓ PUXAR E DESENROLAR O NOVELO QUE A SUJEIRA TODA APARECE

Caro(a) leitor(a),

O conteúdo do artigo a seguir é apenas um exemplo ou uma pequena amostragem da realidade que se move nas entranhas do corporativismo do judiciário neste imenso país. Não precisa ser muito inteligente ou perspicaz para perceber que isso se repete, não apenas na Bahia, mas em todos os estados da federação, bem como em todas as instâncias do poder judiciário. É o mesmo tipo de expediente vulgarmente conhecido como rachadinha, no qual o presidente Bolsonaro e seus filhos estão envolvidos e que, praticamente, ninguém tem mais dúvidas que é uma prática enraizada nas entranhas do legislativo em todas as suas instâncias, das Câmaras Municipais até o Senado da República. Nos dois casos a ilicitude e a delinquência, infelizmente, já virou regra. No executivo a coisa também anda por ai, com a diferença de que uma grande quantidade de cargos nesse poder é de confiança, não tendo a famigerada estabilidade existente no legislativo e no judiciário. Por isso a imensa dificuldade que Bolsonaro enfrenta para fazer a limpeza que planejou e não tenho dúvida que ainda há bastante gente pendurada nos cargos do executivo por conta da tal rachadinha, cruz pesadíssima que Bolsonaro carrega e lhe tira a devida moral para concluir a operação. 

Portanto, estamos diante de uma estrutura podre, carcomida e viciada, mas que pode ser recuperada. São ações como essa do artigo a seguir que dá esperança de que há uma chance de mudança para fazer uma faxina geral nessa podridão toda. Mas é preciso que uma nova geração sem vícios e com uma nova moral assuma essa faxina, com muita disposição e coragem.  Esse é o fio da meada. É só puxar e desenrolar o novelo que a sujeira toda aparece.

Magistrada e filho fazem acordo de delação e entregam desembargadores, advogados, empresários e políticos

Fotomontagem ilustrativa

O acordo de delação premiada aberto pela desembargadora Sandra Inês Rusciolelli, e o filho, Vasco Rusciolelli, é algo escandaloso e devastador.

A dupla narrou em 39 anexos uma série de pagamentos ilícitos vinculados a decisões de magistrados do Tribunal de Justiça da Bahia.

Homologada pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Og Fernandes, em junho deste ano, a delação revela venda de sentenças, formação de quadrilha, grilagens de terra, dentre outros crimes.

Em mais de 600 páginas entregues ao Ministério Público Federal, a magistrada e seu filho apontaram uma série de “atos de corrupção” que, segundo eles, “permeiam as entranhas do Tribunal de Justiça da Bahia”.

O acordo de colaboração foi feito para recuperar R$ 4 milhões obtidos ilegalmente no esquema. A partir da delação, o acordo prevê 20 anos de prisão para Sandra Inês e 22 para Vasco Rusciolelli.

Segundo delatores, a ação teve início na gestão da desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago como presidente do Tribunal de Justiça baiano. O esquema seria liderado inicialmente por ela, em uma suposta rede de operadores formada pelo genro, uma filha, além de servidores, juízes e desembargadores.

Os delatores ainda afirmam que o desembargador Gesivaldo Britto, que assumiu a presidência do TJ em fevereiro de 2018, passou a chefiar o esquema incluindo novos membros, entre eles servidores, advogados, juízes e desembargadores.

Ao todo, a delação cita 12 desembargadores do TJ baiano, 12 juízes, 15 advogados, 15 parentes dos envolvidos, e 16 pessoas entre servidores públicos e políticos.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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