OBJETIVO DE GIRÃO AO CANDIDATAR-SE À PRESIDÊNCIA DA CPI DA PANDEMIA É “BUSCAR UM RELATOR QUE TENHA ISENÇÃO”

Candidato à presidência da CPI da Pandemia, Girão diz que preza por “equilíbrio”

Jorge Fernando Rodrigues e Nathallia Fonseca, da CNN, em São Paulo

18 de abril de 2021 às 18:25

Candidato à presidência da CPI da Pandemia, Girão diz que preza por " equilíbrio"

 Em entrevista à CNN Brasil, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou neste domingo (18) que seu objetivo ao candidatar-se à presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará a condução da pandemia da Covid-19 no Brasil é, principalmente, “buscar um relator que tenha isenção”.

Girão, que enfrentará o senador Omar Aziz (PSD-AM), destaca que o presidente da Comissão terá o poder de escolher o relator, que por sua vez possui grande responsabilidade no documento final.

“Respeito todos os colegas, mas acredito que, na questão da relatoria, nós precisamos ter uma total isenção sem conflito de interesse algum. É necessário que você possa invesigar parente, que você possa investigar quem quer que seja”, disse.

Ao mencionar investigação aos familiares, Girão falou sobre o provável relator da comissão, o senador Renan Calheiros – a quem diz respeitar profundamente -, que é pai do atual governador de Alagoas, Renan Filho (MDB). “Como vamos buscar todas as verdades do que está acontecendo nos municípios se pode haver uma blindagem com relação a alguns dos investigados?”, indagou.

Ao citar as suas expectativas sobre a condução da CPI, o senador afirmou que a crise da falta de oxigênio no Amazonas e a verba destinada à produção de hidroxicloroquina são pontos importantes, mas também destacou que existem “muitas perguntas sobre as centenas de milhões de reais que foram destinadas aos estados”.

Em nota publicada nas redes sociais, o Podemos, partido de Eduardo Girão, afirmou ser contra “o acordão de cartas marcadas para dominar a CPI da Pandemia” e criticou o acordo de seis dos 11 membros da CPI em torno do nome de Omar Aziz.

CPI da Pandemia

Inicialmente, a proposta da CPI da Pandemia feita pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) era para investigar somente o enfrentamento da Covid-19 por parte do governo federal. Embora a proposta tenha conseguido reunir número superior às 27 assinaturas necessárias para ser levada adiante, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se recusou a fazê-lo.

Diante da recusa, os senadores Jorge Kajuru (de Goiás, que antes estava no Cidadania e nesta quinta-feira comunicou sua filiação ao Podemos) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão monocrática confirmada na quarta-feira (14) pelo plenário do Supremo, o ministro Luís Roberto Barroso determinou a instalação da CPI.

Senadores mais alinhados com o governo Bolsonaro se movimentaram, então, para ampliar o escopo da investigação, de forma que o governo federal não fosse o único foco da comissão. Assim, a administração por estados e municípios do dinheiro destinado pela União ao enfrentamento da pandemia também acabou incorporada à investigação.

Deixe uma resposta