NO CONGRESSO OS PARTIDÁRIOS DE TRUMP DEVEM TENTAR ÚLTIMA CARTADA

Partidários de Trump devem tentar última cartada no Congresso

Sessão que deveria apenas formalizar resultados da eleição de 2020 deve ter republicanos lutando para descartar votos

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 Fábio Fleury, do R7

Congresso norte-americano tem sessão para oficializar resultados da eleição Congresso norte-americano tem sessão para oficializar resultados da eleição

Tradicionalmente, depois que um novo presidente é eleito nos EUA, acontece uma sessão conjunta com as duas casas do Congresso norte-americano, na qual são lidos os votos dados pelo Colégio Eleitoral, certificando os resultados da votação popular. Nesta quarta-feira (6), o que deveria ser uma formalidade deve se transformar em mais um capítulo na luta do presidente Donald Trump para se manter no poder após a derrota na eleição de 3 de novembro.Pelo rito legal, instituído por lei desde 1887, o vice-presidente do país, que acumula o cargo de presidente do Senado, pede que sejam lidos os votos dos delegados do Colégio Eleitoral para cada Estado. Ele, então, fica encarregado de somar todos e, no fim do processo, oficializar o resultado, na última etapa formal antes da posse, que neste ano está marcada para 20 de janeiro.

No entanto, um grupo que supostamente incluiria mais de 100 republicanos da Câmara de Representantes e outro formado por pelo menos 12 senadores prometem contestar esse processo, em uma tentativa de protestar contra a derrota de Trump para o democrata Joe Biden. A manobra tem poucas chances de alterar o resultado, mas vai criar confusão no Congresso.

Objeção de republicanos

Em circunstâncias normais, cada Estado é anunciado e aprovado sem objeções. No entanto, se um senador e um representante entregarem objeções ao resultado por escrito, então a sessão conjunta é suspensa, Câmara e Senado se reúnem em seus respectivos plenários e têm até duas horas para ouvir argumentos contra a oficialização. Em seguida, os parlamentares votam para aprovar ou descartar o resultado.

Essa votação é feita por maioria simples e muito dificilmente descartará os resultados de 3 de novembro. Isso porque a Câmara dos Representantes é dominada pelos democratas e, no Senado, apesar da maioria republicana, alguns membros já se manifestaram contra a ideia, alegando que ela fere os princípios da democracia norte-americana.

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