NA PANDEMIA BRASILEIROS ESTÃO PROCURANDO FORMAS DE DESACELERAR ATRAVÉS DA MEDITAÇÃO  E TÉCNICAS DE RELAXAMENTO

Procura pela meditação e técnicas de relaxamento disparou na pandemia

Pesquisa realizada pela Fiocruz apontou a mudança de comportamento de mais da metade da população brasileira

Camille Couto, da CNN, no Rio de Janeiro

 Atualizado 19 de julho de 2021 às 22:12

Mulher praticando ioga Ioga, reiki, acupuntura e meditação são algumas das práticas adotadas durante a pandemia Foto: Reprodução/Pixabay

Os brasileiros estão procurando formas de desacelerar através da meditação e técnicas de relaxamento. É o que aponta o estudo PICCovid, desenvolvido pela Fiocruz em parceria com a Faculdade de Medicina de Petrópolis (FMP/Unifase).

No primeiro ano das limitações impostas pelo novo coronavírus, mais da metade da população brasileira (61,7%) recorreu à meditação, fitoterapia, reiki, aromaterapia, homeopatia e outras técnicas.

“Os dados mostram as estratégias adotadas para promover o autocuidado no primeiro ano da pandemia, um contexto de muitas incertezas, inseguranças e estresse, marcado pelo isolamento social e o luto”, adianta o coordenador da PICCovid, Cristiano Boccolini, pesquisador do Laboratório de Informação em Saúde do Icict/Fiocruz.

As práticas mais utilizadas em 2020 foram plantas medicinais e fitoterapia (28%), meditação (28%), reiki (21,6%); aromaterapia (16,4%); homeopatia (14,5%); terapia de florais (14%); ioga (13%), apiterapia (11%), imposição de mãos (10%) e medicina tradicional chinesa/acupuntura (7,8%).

Foi registrada maior adesão da população a essas terapias nas regiões Centro-Oeste (71%) e Sul (70,8%), seguidas de Sudeste (63,4%), Norte (52,3%) e Nordeste (45,6%).

“A investigação foi conduzida a partir de um questionário on-line, respondido no ano passado por 12.136 brasileiros com mais de 18 anos. Podemos dizer que é o estudo mais abrangente sobre o tema já realizado no país. Um diferencial metodológico importante é que listamos as 29 Práticas interativas e complementares em saúde (PICs) presentes no Sistema Único de Saúde (SUS), de forma a facilitar o seu reconhecimento pelos participantes”, detalha Boccolini.

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