MILITANTE PELOS DIREITOS DAS MULHERES NA ARÁBIA SAUDITA FOI LIBERTADA NA ÚLTIMA QUARTA FEIRA (10)

Ativista pelos direitos das mulheres é libertada na Arábia Saudita

Loujain al-Hathloul, que estava detida há mais de dois anos acusada de violar uma lei antiterrorismo, está em casa, disse a irmã

INTERNACIONAL

 Do R7, com AFP

Loujain al Hathloul estava detida desde maio de 2018

MARIEKE WIJNTJES / DIVULGAÇÃO VIA REUTERS – ARQUIVO

Loujain al-Hathloul, militante pelos direitos das mulheres na Arábia Saudita, foi libertada nesta quarta-feira (10), segundo anunciou sua família, enquanto o reino enfrenta uma nova pressão por parte dos EUA por suas políticas em relação às questões humanitárias.

“Loujain foi liberada”, escreveu no Twitter sua irmã Lina, que acrescentou em inglês: “Loujain está em casa depois de 1.001 dias encarcerada”.

A ativista tinha sido condenada no último dia 29 de dezembro a uma pena de 5 anos e 8 meses de prisão, em virtude de uma lei “antiterrorista”, sentença que ainda está em suspenso e que, por isso, a deixou ficar em liberdade por alguns meses, de acordo com a família.

Loujain al-Hathloul, 31, foi declarada culpada de “diversas atividades proibidas pela lei antiterrorista”, indicou o site estatal Sabq, que acompanhou a audiência.

Os meios de comunicação sauditas destacaram que a sentença prevê uma liberdade provisória por até 2 anos e 10 meses, “sob a condição de que ela não cometa nenhum novo delito nesse período”. O tempo que a ativista já passou detida em prisão preventiva, desde maio de 2018, foi descontado da pena.

O tribunal também proibiu que ela abandone o país durante 5 anos. A irmã de Loujain, Lina, disse que ela pretende apelar da sentença.

Pressão norte-americana

A libertação aconteceu depois que o novo presidente dos EUA, Joe Biden, se comprometeu a intensificar as investigações sobre os antecedentes em matéria de direitos humanos do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.

Depois de anos de alguma impunidade durante a presidência de Donald Trump, é esperado que Biden insista que ele liberte cidadãos norte-americanos e sauditas, ativistas e até membros da família real, muitos dos quais estão detidos sem nenhuma acusação formal.

Fonte: R7

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