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LIVROS: OS OLHOS NA ESCURIDÃO DE DEAN KOONTZ E A GRANDE COINCIDÊNCIA

Em meio a histeria da pandemia do coronavírus da última semana em face ao avanço da epidemia pelo mundo, vem a tona um livro publicado há 40 anos pelo escritor de suspenses e ficção Dean Koontz, The eyes of darkness ou Os olhos da escuridão sobre uma “arma biológica” chamada “Wuhan-400” que causaria pânico em todo o mundo. Numa extrema coincidência o autor prevê que 2020 aconteceria uma epidemia semelhante a do coronavírus. Leia o artigo completo a seguir e conheça a incrível história!

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981?

Thaís Garcia

Publicado em 26.02.2020

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 16

GETTY/TWITTER

O escritor de suspense, Dean Koontz, previu o surto do atual vírus corona há quase quarenta anos? Em seu livro “The Eyes of Darkness” (Os Olhos da Escuridão), escrito em 1981, o americano escreve sobre uma “arma biológica” chamada “Wuhan-400” que causaria pânico em todo o mundo.

O escritor de ficção – que frequentemente incorpora elementos de horror, ficção científica e mistério em seus ‘thrillers’ (suspenses) – forneceu uma descrição de um vírus que, para muitos, é assustadoramente semelhante ao “Covid-19”.

“Um cientista chinês chamado Li Chen fugiu para os EUA com um disquete com informações sobre a nova e mais perigosa arma biológica da China”, diz o livro de 312 páginas“Eles chamam de “Wuhan-400″ porque foi desenvolvido em laboratórios perto da cidade de Wuhan”.

The eyes of darkness conta a história de Tina Evans, que busca descobrir o que realmente aconteceu com seu filho Danny. O menino é dado como morto após um acidente, mas, cerca de um ano depois, ao entrar no quarto do garoto, Tina vê uma mensagem escrita no quadro-negro que há no cômodo: “Não morreu”.

O filho da protagonista é detido em uma unidade militar, depois de ter sido infectado com o microrganismo produzido pelos seres humanos.

Koontz escreveu que o Wuhan-400 foi desenvolvido como uma “arma perfeita”: afetava apenas as pessoas e não podia sobreviver fora de um corpo humano vivo por mais de um minuto. Era uma arma biológica projetada para matar pessoas, mas acidentalmente deu a uma criança habilidades psíquicas.

Décadas depois, seu romance está circulando on-line, com sugestões de que Koontz previu o coronavírus de 2019.

Uma postagem no Facebook inclui 3 fotos: duas páginas do livro e uma mostrando a capa do romance de Koontz, ‘The Eyes of Darkness’.

A legenda diz: “Koontz escreveu este livro no início dos anos 80 e descreveu o vírus Corona. Interessante.”

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Página do livro de Dean Koontz: “Eles a chamam de ‘Wuhan-400’ porque foi desenvolvida em seus laboratórios de RDNA nos arredores da cidade de Wuhan, e foi a 400ª cepa viável de um micro-organismo feito pelo homem em um centro de pesquisa”.

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 18Trecho do livro que diz: “Por volta de 2020 uma doença severa, parecida com a pneumonia, se espalhará pelo globo, atacando pulmões, tubos bronquiais e resistindo a todos os tratamentos conhecidos”.

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 19O livro “The Eyes of Darkness”, escrito em 1981 por Dean Koontz.

Instituto de Virologia de Wuhan

Várias pessoas estão convencidas de que não é uma história fictícia que Koontz escreveu no início dos anos 80. Elas acreditam que o “centro de pesquisa” descrito no livro é o Instituto Wuhan de Virologia.

De fato, existe um laboratório deste instituto que possui a mais alta classificação de laboratórios que estuda os vírus mais mortais. Ele está localizado a cerca de 30 quilômetros de onde “Covid-19” estourou pela primeira vez.

A China construiu um laboratório em Wuhan para estudar alguns dos vírus mais perigosos do mundo, o SARS e o Ebola – e especialistas em biossegurança dos EUA alertaram em 2017 que o vírus poderia “escapar” da instalação que se tornou essencial no combate ao surto.

Acredita-se que um mercado de peixe em Wuhan seja o local onde o vírus mortal se espalhou. Ele fica a cerca de 32 quilômetros do Laboratório Nacional de Biossegurança de Wuhan, que abrigava patógenos perigosos, incluindo SARS e Ebola.

Em 2017, quando a inauguração do laboratório se aproximava, cientistas americanos publicaram na revista Nature suas preocupações de que esses vírus assassinos pudesse “escapar” e infectar pessoas. Tim Trevan, consultor de biossegurança de Maryland, nos EUA, disse que temia que a cultura da China pudesse tornar o instituto inseguro, porque uma “estrutura em que todos se sentissem à vontade para falar e que tivesse uma abertura de informações seria importante”.

O vírus da SARS – que entre 2002 e 2004 infectou 8.098 pessoas e matou 774 – havia ‘escapado’ várias vezes de um laboratório em Pequim, antes da abertura do laboratório de Wuhan, segundo o artigo da Nature. A China instalou o primeiro dos 5 a 7 biolaboratórios planejados e projetados para a máxima segurança em Wuhan em 2017, com o objetivo de estudar os patógenos de maior risco, como o SARS.

O laboratório, instalado no Instituto de Virologia Wuhan, foi construído em 2015 e ficou pronto em 2017. Ele foi o primeiro laboratório do país projetado para atender aos padrões de biossegurança nível 4 (BSL-4) – o mais alto nível de risco biológico, o que significa que seria qualificado para lidar com os patógenos mais perigosos. Os laboratórios da BSL-4 devem ser equipados com roupas de proteção especiais ou espaços especiais de trabalho em gabinetes, nos quais são confinados vírus e bactérias que podem ser transmitidos pelo ar para caixas seladas que os cientistas alcançam usando luvas de alta qualidade. Existem cerca de 54 laboratórios BSL-4 em todo o mundo. O primeiro da China, em Wuhan, recebeu credenciamento federal em janeiro de 2017.

Apesar dos primeiros temores sobre a contaminação em massa, especialistas chineses disseram que “atualmente não há suspeitas de que a instalação tenha algo a ver com o atual surto”, detectado pela primeira vez na China em dezembro do ano passado.

O microbiologista da Universidade Rutgers, Richard Ebright – e também responsável pelo sequenciamento de genoma crucial que permite aos médicos diagnosticar o vírus – disse ao Daily Mail que “não há motivos para suspeitar de que o laboratório esteja conectado ao vírus corona em Wuhan”.

De acordo com Guizhen Wu, da revista Biosafety and Health, o laboratório de Wuhan estava operacional ‘para experimentos globais em patógenos BSL-4’ desde janeiro de 2018.

“Após um incidente de vazamento de laboratório da SARS em 2004, o Ministério da Saúde da China iniciou a construção de laboratórios de preservação de patógenos de alto nível, como SARS, vírus corona e vírus de gripe pandêmica”, disse Guizhen Wu.

Os cientistas americanos que alertaram dos riscos em 2017 disseram à Revista Nature que o trabalho realizado em Wuhan era importante para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos. Isso incluiu a realização de testes em animais, incluindo macacos, já que os regulamentos para pesquisas com animais são muito mais flexíveis na China do que nos países ocidentais. O mais recente surto do vírus corona, que atualmente os cientistas acreditam ter sofrido mutação para infectar pessoas por meio de contato animal-humano, agora se espalhou para outros países, chegando ao Brasil.

Covid-19 x Wuhan-400

O Wuhan-400 tem algumas semelhanças com o Covid-19, mas as “previsões” de Koontz não se encaixam perfeitamente nas características do Covid-19.

O Wuhan-400 foi mencionado na versão original do livro como ‘Gorki-400’. Naquela época, o que preocupava era a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Somente em 2008 o nome foi alterado para Wuhan-400 e várias passagens do romance foram alteradas.

Ambos têm uma associação com a cidade chinesa de Wuhan. A doença fictícia de Koontz foi desenvolvida por pesquisadores de um laboratório. Embora não haja evidências de que o Covid-19 tenha sido criado em um laboratório ou tenha sido projetado por pessoas, essa hipótese não deve ser totalmente descartada.

O romance também diz que Wuhan-400 “afeta apenas seres humanos” e que “nenhuma outra criatura viva pode transmiti-lo”. Acredita-se, porém, que o Covid-19, segundo cientistas, tenha passado para os humanos a partir de animais.

No livro, a arma é mortal: com uma taxa de mortalidade de 100%, enquanto o atual vírus corona, apresentou até o momento no máximo – as opiniões diferem – 2%.

O período de incubação também é muito diferente. O fictício “Wuhan-400” tem um período de incubação extremamente rápido de cerca de 4 horas, em comparação com o COVID-19, que tem um período de incubação entre de 14 dias ou até mais, apresentando casos de 24, 27 e até 34 dias.

Casos graves de Covid-19 podem causar pneumonia e falta de ar, mas a Organização Mundial da Saúde diz que a maioria das vítimas se recuperará. E testes para vacinas e outros tratamentos em potencial estão sendo realizados.

Covid-19

Os coronavírus são um grupo de vírus que causa doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves. Um surto de uma nova cepa, chamada Covid-19, foi identificado em Wuhan, China, no final de dezembro de 2019.

De acordo com a atualização mais recente da Organização Mundial da Saúde sobre o surto, em 26 de fevereiro de 2020, o vírus já matou 2.770 pessoas.

Houve 81.280 casos confirmados de infecção por Covid-19 em todo o mundo, a maioria deles na China.

Thaís Garcia

Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.

Este post tem 7 comentários

  1. Não creio em boas intenções da elite comunista chinesa quando se trata de resolver seus graves problemas internos, sociais e econômicos.
    Se no ocidente liberal-democrático, mesmo com imperfeições a serem ajustadas, apesar da relativa amplitude das liberdades individuais e da mídia, muitos governos são frequentemente flagrados no cometimento de grandes vilezas e atitudes aéticas e ilegais, contra outros povos e os seus próprios, por que esperar lisura de um Estado politicamente fechado e totalitário?
    Curioso observar que o coronavírus surgiu logo após a guerra comercial entre China e EUA, num momento em que a economia chinesa sofre crescente inflação e não há qualquer transparência nas decisões do politburo amarelo. Ademais, a China vem enfrentando crescente insatisfação por parte da população, que anseia melhores condições de vida e liberdade de expressão, desde que houve a parcial liberalização econômica local.
    Finalmente, qualquer centro de pesquisa dessa natureza, como o de Wuhan, é, ao mesmo tempo, um potencial arsenal de armas biológicas. O que difere as duas naturezas da instituição são somente a motivação e a decisão política. Nada mais. Os governantes sempre a usarão como quiserem.

    1. Caro leitor,
      Você está coberto de razão. A intenção do governo chinês é dominar o mundo.
      Hoje ele tem mais de 1 trilhão de dólares em títulos do tesouro americano. É o maior detentor desses títulos do mundo. Com as sete epidemias que a China já disseminou conseguiu lucrar 60 bilhões de dólares, pois a cada epidemia todo mundo corre para o porto segura que é o “Dólar” e sempre acontece esse panorama econômico: o dólar valoriza, as bolsas caem gerando quebra ou dificuldade financeira nas empresas e as commodities também caem. Desta forma o governo chinês compra tudo mais barato, commodities, empresas, etc e baixa a pressão sobre a inflação. O resultado é um lucro extraordinário e a economia sadia novamente.

  2. Simplesmente o criador do vírus se inspirou nesse livro…

    1. Não! O livro existe sim e conta uma história parecidíssima com a nossa realidade hoje!

  3. Wagner Braga, vejo essa pandemia como você: a China por enquanto é totalmente dependente do resto do mundo para obter alimentos para sua população e energia para sustentar seu desenvolvimento que precisa continuar, senão as pressões sociais internas crescerão perigosamente.
    Acresça-se o fato de que o abastecimento de água potável naquele país vai aos poucos se tornando crítico, seja pela crescente demanda, seja pelo aumento da poluição, seja pelo aquecimento global. Porque a grande fonte de água limpa dali provém das geleiras da cordilheira dos Himalaias. Com o aquecimento climático, o regime de degelo acelerou, de modo que não há mais tempo para a regeneração completa das geleiras como antes. Então esses fatores predominantes estão gradativamente comprometendo o suprimento de água dos chineses.
    Com os lucros obtidos nas estratégias “de produção viral” para o mundo, os chineses vão pacientemente comprando empresas, terras e, por que não, aquíferos mundo afora.
    Assim, lentamente vão se assenhorando lentamente de empresas estratégicas, das terras agricultáveis e da água disponível no ocidente…
    Então sua armadilha engenhosamente urdida, antes do início da abertura econômica parcial do regime, vai se fechar sobre o ocidente, instituindo o novo império global, o chinês. Entretanto, não antes do ato final que será a substituição do dólar como padrão de referência na economia mundial, talvez pelo ouro. Aliás, há cerca de cinco anos, China e Rússia estavam aumentando consideravelmente suas reservas de ouro, a partir dos lucros em dólares no comércio internacional.
    Assim, antes de se tornar a primeira potência do planeta, a China comunista necessita resolver estas três equações fundamentais à sua independência. Até lá, se o ocidente não
    deixar de ser imediatista como demonstrou ser, ao delegar de modo imprudente, praticamente toda sua produção industrial à China, e não reagir rapidamente com estratégias geopolíticas bem articuladas e consistentes, em futuro não muito distante será tragado pelo tsunami sino-comunista. E dará adeus ao imperfeito mas triunfante modelo democrático -liberal que nos trouxe até aqui com liberdade e avanços sociais importantes, com muitos solavancos mas raros terremotos.

    1. A China chegou numa encruzilhada onde não pode mais recuar e para seguir crescendo e mantendo a sua bilionária população terá que continuar usando golpes baixos como esse, pois de outra forma ou honestamente pagará muitíssimo caro e o seu regime ditatorial não sobreviverá, pois a cada dia mais e mais chineses ascendem às classes sociais mais altas que são mais exigente, consomem muito mais e só há uma forma de conter esses novos ricos: corrompendo-os. E o custo da corrupção é caríssimo. Disso nós entendemos. E desta forma o custo de manutenção do comunismo na China chegará a uma situação insuportável. Portanto, pela primeira vez na história as Nações Unidas terão uma missão realmente importante, que é estabelecer um tribunal internacional que possa punir a China ou qualquer outro país que criar vírus e/ou bactérias que extrapolem os seus limites territoriais e atinjam outras nações com o intuito de resolver seus problemas econômicos internos.

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