ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO EVANGELHO DE SÃO TOMÉ – PARTE 3

A nossa coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta segunda-feira vamos estudar a 3ª parte do evangelho de Tomé. Um estudo sob a ótica da física quântica. O Evangelho de São Tomé trás muitas revelações importantes, inclusive a de que Jesus o tempo todo ensinou física quântica. Então vamos continuar desvendando esse enigmático evangelho!

Compreendendo o Evangelho de Tomé

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Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Comparai-me com alguém e dizei-me com quem me assemelho (Simão Pedro disse-lhe: Tu és semelhante a um anjo justo. Mateus lhe disse: Tu te assemelhas a um filósofo sábio. Tomé lhe disse: Mestre, minha boca é inteiramente incapaz de dizer com quem te assemelhas). Não sou teu Mestre (dirigindo a Tomé), porque bebeste na fonte borbulhante que fiz brotar, tornaste-te ébrio. E, pegando-o, retirou-se e disse-lhe três coisas”… E, quando Tomé retornou, seus companheiros lhe perguntaram o que lhe tinha dito Jesus, ele respondeu, se os dissesse uma só das coisas que ele tinha escutado, apanhariam pedras e as atirariam nele e um fogo brotaria das pedras e os queimaria….

Tudo o que o ser humano vê e acredita ser ao seu derredor, está só dentro do alcance/limite do entendimento proporcionado pelos seus cinco sentidos, que são capazes apenas de o conduzir em uma realidade de três dimensões, quando tudo para ele nesta realidade começa como uma ideia limitada e quase sempre ainda lhe imposta, que vai crescendo ao ser compartilhada com os demais com os quais experiencia e, por fim, dando para todos ilusão de um mundo fisicamente acabado, mas de fato constituído apenas por uma série de aprendizados em uma longa caminhada, que se inicia nesta realidade e continua em outras.

O ser humano torna na maioria das vezes o que pensa. Portanto, sua vida torna a maioria das vezes o que imagina e acredita, quase sempre dentro da Linha A de suas Três Linhas da Vida, quando procura acertar, mas movendo com insegurança e medo, entre outros de seus sentimentos negativos. E assim, o mundo em sua volta é literalmente seu espelho, refletindo o que ele na realidade física experimenta, sentindo-o como sua verdade, até alterá-la.

Entre os Mensageiros de Deus Jesus se mostrou o mais iluminado, dotado de sabedoria em sua conduta, conhecedor das leis do universo físico, da multidimensionalidade e como condutor especial dos seres humanos revelou-o outras e diferentes verdades com sentido de eternidade.

 
Rio Jordão nasce na encosta do Monte Hérmon e desagua no mar Morto. Em relatos bíblicos João Batista desenvolveu suas pregações nas suas proximidades e nele Jesus foi batizado – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Se jejuardes, gerareis pecado para vós; se orardes, sereis condenados; se derdes esmolas, fareis mal a vossos espíritos. Quando entrardes em qualquer país e caminhardes por qualquer lugar, se fordes recebidos, comei o que vos for oferecido e curai os enfermos entre eles. Pois o que entrar em vossa boca não vos maculará, mas o que sair de vossa boca – é isso que vos maculará.”

O “Reino dos Céus” está em cada um, mas só será alcançado por aquele que pensa e age movido por sentimentos verdadeiramente fraternos, iluminados pelo amor. Portanto, a caminhada de cada um ao seu verdadeiro céu inicia-se, quando ele começa a vivenciar estes sentimentos velados em seu mundo interior, pondo-os em pratica.

Com estes sentimentos em sua escalada ao seu “céu interior” pelo que pensa, fala e age, ele já começa a perceber mais presente em sua vida o sentimento da harmonia, que com ele começa amorosamente se aceitar e depois sem julgamento aceitar também os demais. Em sentido mais pleno ele começa a se curar, para depois auxiliar os outros também se curarem.

Nesta “sua subida” à autoestima ele já começa a corrigir rotas de vida e paralelamente vai se fortalecendo pelo sentimento do perdão. Perdoando e se sentindo perdoado, já tendo a noção que o amor sem cobranças é a conexão com a verdadeira vida. É o elo constituído de energia divina, unindo um ao outro e unindo todos ao “Pai”.

 
A primeira imagem tirada de cima do Monte do Precipício, nela é vista a planície bem abaixo e distante onde se localizam ruinas da cidade estado de Megido, que por mais de quatro mil anos foi símbolo religioso do povo judeu e palco de centenas de batalhas em sua história disputando aquelas terras férteis. A palavra Armagedom que é originado do grego “Har-Magedone”, ou seja, Monte Megiddo (Megido em português), acabou hoje dando nome à uma pretensa batalha entre forças “do bem e do mal” e, extrapolando ainda mais neste sentido, acabou associando aquele local como a da batalha do fim do mundo (apocalipse), o que de fato foi uma grande e final batalha local entre muitas anteriores, entre aqueles povos mais antigos.
E, a segunda imagem ainda mais distante mostra o Monte Tabor com sua forma triangular, que nele pelo relato bíblico foi onde aconteceu a transfiguração de Jesus.
Ainda, no Monte do Precipício perto de Nazaré que Jesus procurou refúgio, fugindo dos membros de sua sinagoga. Uma multidão enfurecida que tentou joga-lo de cima dele dezenas de metro abaixo, depois de sua proclamação feita na sinagoga de Nazaré, tida por estes nazarenos como ousada, herética. Depois deste acontecimento Jesus foi para Cafarnaum – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:   “Quando virdes aquele que não foi nascido de uma mulher, prostrai-vos com a face no chão e adorai-o: é ele o vosso Pai.”

“Creio em Deus, Pai- todo-poderoso, criador do Céu e da terra…morto e sepultado; desceu à mansão dos mortosressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus…” Esta narração comumente expressada em sentido místico-religioso, ela pode ser exprimida em sentido semelhante de outra maneira ou, Jesus em sua condição humana e com ela ainda regido por Leis para terceira dimensão, ao ser crucificado, morto, e sepultado, ficou temporariamente na realidade paralela 02 (mansão dos mortos).

E, depois do terceiro dia (terreno) já em sua condição e poder divinos mais plenos e já mediante outras Leis associadas agora à sua nova realidade e mais divina/vibrátil, sem tanto mais com interferências energético-vibratórias de sua anterior condição humana, ele já nesta frequência de realidade reviveu pela sua própria vontade seu corpo (físico), o ressuscitou, para depois com ele já totalmente transmutado alcançar em definitivo dimensões mais sutis, mais vibráteis. “Subir aos céus, mostrando a veracidade do sentido divino de suas palavras, quando ainda no mundo físico dizia ser “Filho do Homem” e, nesta condição, “Filho Primogênito do Pai”.

O nascimento de Jesus deve ser especialmente considerado, como o instante que se mostrou no mundo físico em forma humana a presença de um ser especial possuidor de Consciência e Poder Divinos de O Cristo. Uma divindade no “Pai” que se tornou parte do mundo físico, unindo-se à matéria através de seu corpo físico, como o “Filho do Homem”.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Talvez os homens pensem que vim lançar a paz sobre o mundo. Não sabem que é a discórdia que vim espalhar sobre a Terra: fogo, espada e disputa. Com efeito, havendo cinco numa casa, três estarão contra dois e dois contra três: o pai contra o filho e o filho contra o pai. E eles permanecerão solitários.”

Crenças, opiniões e apegos como lições de vida já deveriam ter sido aprendidas pelo ser humano, mas são por ele ignoradas, condicionado como já está em suas constantes buscas de bens materiais, no mundo exterior. Age de maneira oposta que deveria, não evitando inúmeras de suas deficiências, que o impedem de buscar seu mundo interior.

Jesus “Filho do Homem” ou, “Mensageiro de Si Mesmo”, veio trazer aos seres humanos seus conhecimentos e seu exemplo, para que cada um pudesse dar seu “salto quântico” Em sua condição humana ele deu exemplo “de como vencer o mundo”.

Nesta sua “batalha de vencedor” enfrentou antagonismos ao passar informações e conhecimentos àqueles que o ouviam, para que não mais focalizassem mental e emocionalmente no velho modelo, mas no novo absorvendo seus ensinamentos.

E pudessem vivencia-los através do que posteriormente passou a ser chamado Novo Testamento, que hoje continua impulsionando e norteando a construção de um novo tempo – da Era Dourada como a Boa Nova de Cristo.

Mas, mesmo hoje ainda perdura ideias fundamentalistas, quando aqueles que as pregam, dizem até de maneira enfática, para que se observe a “Palavra”, fazendo referência a textos tidos por eles “sagrados”.

Esta advertência pode até possuir em seu conteúdo o sentido energético-vibratório correto, mas incorreto como o expressam fundamentados por conceitos desatualizados originados muitas vezes milhares de anos atrás, mas até hoje continuam alimentadores de preconceitos, que geram atitudes não fraternas, não cristãs.

Estas ideias fundamentalistas estão totalmente descompassadas, não aceitas pela maneira de ser de hoje e ainda, não se coadunam com o conhecimento e a linguagem científicos atuais.

Separações e divergências se ainda existem, são pela limitação mental e por falta de informações ou ignorância de conhecimentos do ser humano. Daquele que se acha perdido na arrogância de suas opiniões, refletindo desencontros de seus conflitos emocionais interiores.

Jesus de Nazaré – O Cristo: : “Eu vos darei o que os olhos não viram, o que os ouvidos não ouviram, o que as mãos não tocaram e o que nunca ocorreu à mente do homem.”

O conhecimento mesmo superficial da mecânica quântica, começa a abrir para aquele que o possui um largo horizonte e, nele perceber Jesus em sua verdadeira realidade multifrequencial, multivibracional e multidimensional.

Percebe-lo “inteiro” em sua real condição divina, além dos tacanhos limites de um mundo denso, onde “os olhos não podem ver, os ouvidos ouvir e as mãos não tocarem. Ou, o que nunca ocorreu à mente do homem”.

 

 


Imagens da esquerda para direita e de cima para baixo, trilha perto de Nazaré que dá a noção por onde transitavam as pessoas no tempo de Jesus; ruínas de suas pequenas construções de pedra, sem ventilação e entre elas ruas estreitas; alguns de seus utensílios, entre eles o de extração por esmagamento do azeite de oliva – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Haveis, então, discernido o princípio, para que estejais procurando o fim? Pois onde estiver o princípio ali estará o fim. Feliz daquele que tomar seu lugar no princípio: ele conhecerá o fim e não provará a morte.”

O ser humano não pode ser separado do Princípio de sua existência ou de Deus.  Ele não pode se separar do que realmente é, do fluxo da Consciência Divina que nele se acha inserido.

Mas, por ele gerar bloqueios e separações, às vezes se vê neles. Apenas quando vai os eliminando, vai também se permitindo perceber o que é de fato e então, sua vida vai fluindo e se enriquecendo em plenitude.

Aquele que busca como objetivo final ressuscitar seu corpo físico e a seguir transmuta-lo e, conseguindo este seu intento, readquire seu verdadeiro corpo. Reencontra seu corpo de luz, que com ele viverá a vida eterna. “Feliz daquele que toma seu lugar no princípio, porque ele conhecerá o fim e não provará a morte.”

Jesus de Nazaré – O Cristo:   “Feliz o que já era antes de surgir. Se vos tornardes meus discípulos e ouvirdes minhas palavras, estas pedras estarão a vosso serviço. Com efeito, há cinco árvores para vós no Paraíso que permanecem inalteradas inverno e verão, e cujas folhas não caem. Aquele que as conhecer não provará a morte.”

Jesus se identificou como o “Filho Primogênito do Pai”, condição divina assim constituída antes mesmo de se apresentar à realidade física, com a “tarefa“ de se tornar “o norte” dos seres humanos, fazendo-se como o exemplo e como o meio de sua salvação, se amassem a Deus sobre todas as coisas e os seus semelhantes como a si mesmos, já arrependidos dos males feitos.

Aqueles que seguissem seus ensinamentos fariam parte de seu “Reino”, onde as atribulações em um mundo denso com experiências físicas em seu sentido de dualidade, de conflito e de sensação de vida e de morte (biológicas) não mais existiriam.

Eles se libertariam de um mundo físico e ilusório das sensações dos sentidos, que se fossem vencidos, teriam como prêmio o “Paraíso”. Eles alcançariam planos de realidades ou dimensões mais sutis, não mais alcançáveis pelo raciocínio e pela lógica próprios de um mundo, que apenas é constatado com o entendimento trazido pelos seus cinco sentidos.

Alcançariam planos de existência mais vibráteis e mais sutis que se mostram àqueles já possuídos da “visão do coração” ou, dos sentimentos mais profundos de percepção do sentido do amor que unifica, próprio das Realidades de Verdadeira e Viva Luz, que nelas não mais se conhece a morte.

 
Mar morto é um lago de água salgada com uma superfície de aproximadamente 650 km, comprimento máximo aproximado de 50 km e a uma largura máxima de 18 km. É alimentado pelo Rio Jordão. Suas aguas banham hoje a Jordânia, Cisjordânia e Israel – Imagens da Internet

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “O reino do céu.se assemelha a uma semente de mostarda, a menor de todas as sementes. Mas, quando cai em terra cultivada, produz uma grande planta e torna-se um refúgio para as aves do céu.”.

A semente que constrói o “Reino do Céu” é a do amor, que assim plantada e adubada com pensamentos e ações e que cultivada com sentimentos de satisfação, alegria e felicidade com propósito apenas de unir e de somar, ela vai crescendo, agigantando e abrigando cada vez mais um número maior de pessoas, que à sua sombra vai se acalentando.

Esta semente nada custa, não está à venda no mundo exterior, necessita apenas ser adubada e cultivada no interior de cada um.  E crescendo, ela vai o enriquecendo com a verdadeira riqueza. A riqueza da harmonia que soma e a do amor que une. E ainda o impulsiona à visão do coração, para com ela (na frequência do mental sutil) alcance realidades muito além do mundo físico.

Realidades além do mundo da matéria com suas Leis, que com elas se alcança apenas o entendimento pelos sentidos ou, com o raciocínio e com a lógica voltados apenas aos interesses do mundo físico.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Eles (discípulos) se parecem com crianças que se instalaram num campo que não lhes pertence. Quando os donos do campo vierem, dirão: ‘Entregai nosso campo. ’ Elas se despirão diante deles para que eles possam receber o campo de volta e para entregá-lo a eles. Por isso digo: se o dono da casa souber que virá um ladrão, velará antes que ele chegue e não deixará que ele penetre na casa de seu domínio para levar seus bens. Vós, portanto, permanecei atentos contra o mundo. Armai-vos com todo poder para que os ladrões não consigam encontrar um caminho para chegar a vós, pois a dificuldade que temeis certamente ocorrerá. Que possa haver entre vós um homem prudente. Quando a safra estiver madura, ele virá rapidamente com sua foice em mãos para colhe-la. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A realidade física é o mundo, que nele o ser humano pode tanto com a mente e o coração se impulsionar, para se perceber em sua luz/essência interior (“espirito”), quanto se direcionar com seus sentidos para experienciar sensações de sua condição físico-corpórea, que como “ladras” estão sempre à espreita em seu cotidiano para lhe “roubar”, desviando-o da primeira opção, que é o seu real motivo existencial e que prudentemente deve para ela se voltar.

Este motivo que ele deve preserva-lo mentalmente sintonizado ao seu Cristo Interior e que deve percebe-lo em relação aos seus semelhantes com o sentimento de unidade.

 
Primeira imagem Cidade de Jericó (ao fundo) e ao lado dela na segunda imagem escavações arqueológicas, que vêm comprovando assentamentos ali já existentes milhares de anos antes. Jericó está situada na Palestina, às margens do rio Jordão. Por ela Jesus passou e curou a cegueira de Bartimeu (filho de Timeu) – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:   “Quando fizerdes do dois um e quando fizerdes o interior como o exterior, o exterior como o interior, o acima como o embaixo e quando fizerdes do macho e da fêmea uma só coisa, de forma que o macho não seja mais macho nem a fêmea seja mais fêmea, e quando formardes olhos em lugar de um olho, uma mão em lugar de uma mão, um pé em lugar de um pé e uma imagem em lugar de uma imagem, então, entrareis (no Reino) ”.

Aquele que já possui a percepção do Sentido de O Todo, já tem a noção também do Sentido de Unidade, que com ele está em ressonância o Segundo Princípio Universal de Correspondência, que expressa o que está em cima, é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima.

O Todo é a sua própria Razão, a sua própria Lei, a sua própria ação, mas todas estas especificações são uma só coisa. A criação de imagens mentais na mente finita do homem separa daquela em que o Universo é criação da Infinita Mente Vivente/Deus.

Aquele que que já alcança esta percepção e com ela procura vivenciar, já está encurtando sua distância à “Casa do Pai”, já está começando a entrar no “Reino dos Céus”.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Escolherei dentre vós, um entre mil e dois entre dez mil, e eles permanecerão como um só. Aquele que tem ouvidos, ouça! Há luz no interior do homem de luz e ele ilumina o mundo inteiro. Se ele não brilha, ele é escuridão. Ama teu irmão como à tua alma, protege-o como a pupila de teus olhos.”

“Há luz no interior do homem de luz e com ela ilumina o mundo inteiro”. Aquele que já começa a alcançar esta percepção e já começa vivencia-la, irradiando-a, ele já começa também a alcançar O Grande Conhecimento. Ele já começa a alcançar a percepção do verdadeiro significado do amor universal através da energia taquionica, que é a soma de todas as formas de energia.

Com ela em sintonia com o Cosmo, que Jesus vibrava com a força de seu poder mental, quando ao mesmo tempo ensinava e vivenciava “amai o próximo como a si mesmo”, como exemplo de Luz Viva, como Luz que propaga.

 
A primeira imagem mostra o Monte da Tentação, que o seu cimo é alcançado através de teleférico e a segunda imagem mostra a Cidade de Jericó ao fundo e mais distante o deserto. Depois de batizado no Rio Jordão por João Batista e já iniciando sua vida pública, Jesus retirou-se para este local, ficando em oração, em jejum e preparando-se para seu compromisso como “Filho Primogênito do Pai”, quando passou ali por processo de “lapidação mental e emocional”. Entre ser em sua realidade divina e exterioriza-la e de ter em sua condição humana e exterioriza-la submetendo-se a tentação dos sentidos e com ela experienciando sensações próprias do mundo físico – Imagens de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Tu vês o cisco no olho de teu irmão, mas não vês a trave em teu próprio olho. Quando retirares a trave de teu olho, então verás claramente e poderás retirar o cisco do olho de teu irmão. Se não jejuardes com relação ao mundo, não encontrareis o Reino. Se não observardes o sábado como um sábado, não vereis o Pai.”

Aquele que não se ilumina, mas que se julga iluminar, ele se predispõe a ver as deficiências de seus semelhantes, mas não as suas. Exige de outros o que não exige de si mesmo. Exigência que antes deve ter consigo, para “retirar a trave de seu olho” e poder ver “ciscos no olho de seus irmãos” (defeitos), mas mesmo assim não com o sentimento de julgá-los.

Aquele que se encanta mais em julgar outros, é aquele também que mais se encanta com o mundo exterior. Por não estar em sintonia (mental) com o “Reino do Pai”, não é capaz de ver a verdadeira beleza, que está no interior de cada um a ser desvelada e que não pode ser fisicamente vista.

 
Imagens atual da Cidade de Jerusalém feitas do alto do Monte das Oliveiras. A última semana Jesus no mundo físico foi em Jerusalém. Aconteceram neste período sua entrada triunfal na cidade, a purificação do templo, tristeza em relação à cidade indiferente, as conspirações e tramas contra ele, a tristeza na última Ceia e a agonia do Getsêmani, a farsa de seu julgamento, a sua crucifixão e e finalmente o reviver de seu corpo com sua ressurreição e transmutação – Fotos de Antônio Carlos Tanure.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Assumi meu lugar no mundo e revelei-me a eles na carne. Encontrei todos embriagados. Não encontrei nenhum sedento, e minha alma ficou aflita pelos filhos dos homens, porque estão cegos em seus corações e não têm visão. Pois vazios vieram ao mundo e vazios procuram deixar o mundo. Mas no momento eles estão embriagados. Quando superarem a embriaguez, então mudarão sua maneira de pensar.”

A Consciência e o Poder Divino de O Cristo vieram ao mundo denso (Terra) através do ser humano Jesus de Nazaré, filho de Maria e de José que se mostrou como um condutor de mentes e corações, informando e passando conhecimento aos seres humanos. Ensinando-os com seu próprio exemplo, mas quase sempre aqueles que o ouviam, não estavam de fato sedentos de seus ensinamentos, embriagados que estavam pelas sensações do mundo.

Mesmo como Mensageiro de Deus às vezes sua alma se afligia, por perceber aqueles que o seguiam, seus ouvidos físicos o ouviam, mas eram incapazes de escuta-lo com seus corações, para alcançarem os esclarecedores e iluminados conhecimentos que lhes eram passados, porque “vazios vieram ao mundo e cheios de luz relutam em deixar o mundo”.

Com paciência Jesus continuou mesmo assim, passando seus conhecimentos àqueles que o ouviam, esperando que a embriaguez deles pelo mundo cessasse e, com suas almas não mais entorpecidas “já possuindo a visão do coração”, mudassem a maneira de pensar e de agir. Não mais cegos cada um se percebesse em sua verdade divina, em sua realidade cocriadora.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Seria uma maravilha se a carne tivesse surgido por causa do espírito. Mas seria a maior das maravilhas se o espírito tivesse surgido por causa do corpo. Estou realmente surpreso pela forma como essa grande riqueza fez morada nessa pobreza. Onde há três deuses, eles são deuses. Onde há dois ou um, estou com ele.”

O corpo humano é no mundo físico “morada” do ”espirito” (de sua essência/luz viva), que é o motivo da existência dele e não o inverso. Nesta interação “a grande pobreza se faz como morada para a grande riqueza”.

E nesta “simbiose vibracional divina” entre o denso e o altamente sutil/luz a consciência humana vivencia sensações com a noção de espaço-tempo, mas a sua Consciência Divina através do Eu do Futuro não mais a experiencia.

Aquele assim já consciente e em sintonia (mental) com este seu Corpo de Luz, ele não necessita de deuses para direcionar sua vida no mundo físico, porque este direcionamento vindo futuro se dá por ele mesmo.

 
Em um lugar no Jardim de Getsêmani, no Monte das Oliveiras Jesus tinha junto dele Pedro, Tiago e João e, ali estando muito aflito, diz aos três que estava profundamente triste e aflito e que mantivessem vigilantes com ele (seu suor estava como gotas de sangue caindo no chão), entretanto eles dormiam e quando os encontrou dormindo pela terceira vez, disse-lhes, “está se aproximando a hora de o “Filho do Homem” ser entregue às mãos de pecadores. Aquele que me trai está chegando” – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Nenhum profeta é aceito em sua cidade; nenhum médico cura aqueles que o conhecem. Uma cidade construída e fortificada sobre uma montanha elevada não pode cair nem pode ser escondida. Proclamai sobre os telhados aquilo que ouvirdes com vosso próprio ouvido. Pois ninguém acende uma lâmpada e coloca-a debaixo de um cesto, tampouco coloca-a num lugar escondido, mas num candelabro, para que todos que venham a entrar e sair vejam sua luz.”

Jesus um monoteísta reivindicou sua especial condição associada a único Deus, mas como uma Trindade Divina que com ela manifestando-se, convenceu muitos por meio de seus “milagres”. E, paralelamente com ela também enfatizou sua autoridade divina através de seus ensinamentos, com objetivo final voltado à ressurreição e à transmutação.

Ele ainda profetizou e levou sua voz às multidões, elevando-a como ensinamentos verdadeiros, sobre os que eram em seu tempo comumente pregados nos templos.

Com sua sabedoria divina iluminava as mentes de todos que o procuravam e que o escutavam, clareando-as nesta sua jornada humana, para que buscassem e se percebessem em sua nova realidade e mais divina/vibrátil,, velada dentro deles.

Jesus se era conhecido aos olhos humanos pelas maravilhas (“milagres”) que realizava, era porque através deles tinha intenção de despertar naqueles que os viam, o poder de também os realizar, possuíssemcomo ele o pleno domínio mental do “circuito energético-vibracional” também chamado de “Santíssima Trindade” e ainda conhecido como “Pai/Filho/Espírito Santo”.

E, nesta tríade energética para que acontecessem seus “milagres”, seu pensamento, desejo e vontade atuassem respectivamente nos níveis da 5ª dimensão/consciência, 4ª dimensão/bioplasma e 3ª dimensão/energia crística (kundalini).

 
Imagens do Cenáculo em Jerusalém. A palavra cenáculo está relacionada com o sentido de sala, que naquele tempo eram feitas as refeições ou, com o sentido de quarto que no primeiro andar de uma casa era utilizado como aposento de hóspedes. No Novo Testamento, cenáculo relaciona-se especificamente à palavra grega anogeon, como um local providenciado para que Jesus celebrasse a Páscoa acompanhado de seus discípulos. E nele foi onde ele realizou a Última Ceia, às vésperas de sua crucificação – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Fonte: Pegasus Portal

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