ENTREVISTA COM PRESIDENTE DO INSS É INTERROMPIDA POR ASSESSORA E DEIXA PERGUNTA SEM RESPOSTA

Por g1 DF e TV Globo

 

Assessora interrompe entrevista e não deixa novo presidente do INSS responder a perguntaAssessora interrompe entrevista e não deixa novo presidente do INSS responder a pergunta

Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano assumiu a presidência do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no dia 7 de abril. Ele substitui José Carlos Oliveira, nomeado Ministro do Trabalho e Previdência no lugar de Onyx Lorenzoni (PL), que pretende disputar o governo do Rio Grande do Sul.

Serrano é servidor público e já atuava no INSS como diretor e presidente substituto. Na última semana, a jornalista Mônica Carvalho, da TV Globo, conversou com ele sobre as novas regras para a análise de pedidos de benefícios.

No entanto, o que mais chamou a atenção foi a pergunta não respondida por ele. Ao ser questionado sobre o aumento no volume de trabalho – ao mesmo tempo em que há uma diminuição no quadro de servidores – a assessora interrompeu a entrevista. Alegando que a agenda estava “muito corrida”, ela impediu que o presidente do INSS falasse (veja vídeo cima).

A jornalista falava sobre o aumento no número de pedidos para concessão de benefícios, ao mesmo tempo em que há menos servidores para analisar estas demandas. “É verdade ou possível que os analistas estejam decidindo mais rapidamente pelo indeferimento para desafogar o trabalho?“, questionou a jornalista e, neste momento, sem que Serrano iniciasse uma resposta, a entrevista foi encerrada pela assessora.

Veja abaixo outros temas da conversa com o novo presidente do INSS, Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano:

Desafios para 2022

Segundo o presidente, o grande desafio do INSS para este ano é reaproximar o instituto da população. “É a gente poder voltar a ter esse atendimento presencial nas nossas agências, voltar o atendimento para a população, fazer as pazes com a população, ter essa presença do INSS, de novo, como referência de bom atendimento à sociedade”.

Nova instrução normativa

INSS publicou, no final de março, uma nova instrução normativa e mais 10 portarias que alteram regras para a análise dos pedidos de benefícios. Na entrevista, Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano prometeu que, “nos próximos dias”, será publicada no site da autarquia, toda a explicação sobre como vão funcionar as novas regras.

“A gente vai trazer essa instrução normativa até num modelo um pouco mais interativo para que as pessoas acessem e consultem, que tenham uma interpretação daquilo, um caso prático aplicado, um comparativo, como era antiga redação e como ficou agora”, diz o presidente.

Segundo ele, “a ideia é trazer, já que é uma norma grande, uma norma que baliza todo o serviço da Previdência, dar um destaque um pouco maior para instrução normativa dentro do nosso portal

Constantes pedidos de documentação para beneficiados

A jornalista Mônica Carvalho questionou o presidente do INSS sobre a incompreensão, por parte do cidadão, pelos inúmeros pedidos de documentação e provas, “mesmo que já tenham sido entregues previamente”. Conforme Serrano, problemas desse tipo devem acabar quando as informações da Previdência Social estiverem totalmente informatizadas.

“É importante destacar que, com a modernização, a base de dados do INSS detém muitas informações: informações de vínculos, de trabalhos anteriores, de salários. Boa parte disso tá no nosso sistema. Lógico que essa informação foi construída ao longo de décadas, então, a gente também tem informações que são da década de 60, 70, época que a gente não tinha sistema informatizado e, justamente, às vezes, nesses períodos é que a gente tem lapsos de informação, e por muitas vezes é necessário pedir documentação complementar”, respondeu Guilherme Gastaldello Pinheiro Serrano.

Como saber qual documentação apresentar para o pedido?

Perguntado sobre a responsabilidade do segurado, de estar ciente sobre a documentação apresentada, ou se o aplicativo poderia notificar o cidadão sobre essas necessidades, o presidente disse que a responsabilidade cabe ao segurado.

“No momento do requerimento, o cidadão é orientado [sobre] qual a documentação necessária para aquela análise. No nosso site existe uma documentação mínima que a gente orienta que seja anexada, e, ao longo do requerimento, aparecem alguns campos pra ele [cidadão] ir anexando documentação”, diz Serrano.

“Caso no momento da análise do processo seja identificado que falta um documento ou complementação de documentação, a nossa instrução diz que, se não for possível analisar com os documentos constantes, tem que ser emitida uma carta de exigência solicitando uma documentação complementar”, aponta o presidente do INSS.

Fonte: G1 

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