EDUCAÇÃO: GOVERNO FEDERAL LANÇA CRONOGRAMA NACIONAL DE IMPLEMENTAÇÃO PARA O NOVO ENSINO MÉDIO

MEC apresenta ações para novo ensino médio; veja o que muda

Mudanças serão gradativas até 2024, mas já prevê aumento de 800 para mil horas anuais do tempo mínimo do estudante na escola

Camila Neumam, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 14 de julho de 2021 às 11:05

Apenas Goiás atingiu a meta do Ideb para o ensino médio, em 2019Apenas Goiás atingiu a meta do Ideb para o ensino médio, em 2019; média nacional chegou a 4,2, mas ficou abaixo do esperado Foto: Tânia Rêgo – 10.abr.2017/ Agência Brasil

O Governo Federal lançou, nesta quarta-feira (14), o Cronograma Nacional de implementação para o Novo Ensino Médio que foca na escolha de disciplinas pelos jovens e deve começar a ser implementado em 2022, para o 1º ano do ensino médio. Em 2023, as mudanças atingirão o 1º e 2º anos, e até 2024 atingirá os três anos do ensino médio, informou o Ministério da Educação.

O novo cronograma prevê ainda o aumento de 800 para mil horas anuais do tempo mínimo do estudante na escola.

O evento contaria com a presença do presidente Jair Bolsonaro e seria sediado no Palácio do Planalto, em Brasília. Mas nesta manhã Bolsonaro deu entrada no Hospital das Forças Armadas, na capital federal, com dores abdominais, e o evento foi transferido para a sede do Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

A portaria 521 deverá orientar as Unidades da Federação quanto aos procedimentos que deverão ser cumpridos e apoiar no processo de execução de seus currículos, alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O programa foca em cinco itinerários formativos – linguagens e tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional – que poderão ser escolhidos pelos alunos.

Entre as mudanças, haverá também um novo cronograma de formação de profissionais e atualizações das matrizes da Sameb e do novo Enem, que deve seguir as mudanças a partir de 2024.

O MEC também anunciou cursos de formação e centros de mídia para 27 unidades federativas para estratégias que envolvam o ensino híbrido.

As mudanças do Novo Ensino Médio (NEM), ocorrem “afim de garantir uma educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e aproximar as escolas da realidade dos estudantes, considerando as novas demandas e a complexidade do mundo do trabalho e da vida em sociedade”, descreveu o Ministério da Educação em nota.

O NEM inclui itinerários formativos que “possibilitam aos estudantes escolherem suas trilhas de aprofundamento, ampliando seus conhecimentos em uma das seguintes áreas: linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas e sociais; e formação técnica e profissional”, afirmou a pasta.

Com o NEM, também passa a ser obrigatório o desenvolvimento do projeto de vida dos estudantes. “Esse componente do NEM garante ao estudante um espaço para refletir a respeito do presente e do futuro, contribuindo para o processo de autoconhecimento e desenvolvendo a identidade do jovem, estimulando sua autonomia e oportunizando realizar escolhas mais assertivas ao longo do ensino médio”, definiu o MEC.

O evento reuniu secretários de Educação Estaduais e Distrital, representantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), governadores, representantes das Comissões de Educação da Câmara e do Senado e representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed).

Oração pelo presidente

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, fez uma oração pela saúde do presidente que, segundo ele, está com uma “crise de soluços”, que pode ter causado suas dores abdominais.

“Vou insistir e orar pela vida do presidente. Ele está com crise de soluço há alguns dias. […] Oro por sua pronta recuperação”, disse Ribeiro.

Fonte: CNN

Deixe uma resposta