ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ONDA DE CALOR QUE OCORRIA A CADA 100 ANOS PASSARÁ A OCORRER A CADA 2 ANOS ATÉ 2030

Na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta quarta-feira temos um artigo acerca do assunto mais sério dos últimos anos, o aquecimento global. Pesquisadores revelam que a maioria dos países sofrerá com ondas de calor com muito mais frequência até 2030. Isso deverá ocorrer a cada dois anos. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa importante pesquisa.

REDAÇÃO GALILEU

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Ondas de calor no Oriente Médio e Norte da África podem chegar a 56ºC (Foto: Bradley Hook/Pexels)Em termos de frequência, ondas de calor afetarão mais a África (Foto: Bradley Hook/Pexels)

Ondas de calor extremo que na era pré-industrial ocorriam uma vez a cada século agora devem se repetir ao menos a cada dois anos em quase todos os países do planeta até 2030. A estimativa consta em um estudo publicado nesta quinta-feira (6) na revista Communications Earth and Environment.

Para chegar a essa previsão, os pesquisadores consideraram os dados sobre emissões dos cinco maiores poluidores atmosféricos do mundo: ChinaEstados UnidosUnião EuropeiaÍndia Rússia. Também foram levadas em conta as promessas de redução de gases poluentes anteriores à COP26.

Um estudo de modelagem a partir dessas informações indicou que 92% dos 165 países estudados devem atravessar anos de calor extremo antes extremamente raros. “Isso realmente mostra a urgência e como estamos entrando em um mundo que é muito mais quente para todos”, afirmou em entrevista à Agência France Press Alexander Nauels, coautor do estudo.

A pesquisa também mostra que sem as emissões dos cinco maiores poluentes do mundo a partir de 1991 – ano em que o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) alertou pela primeira vez sobre as mudanças climáticas – a proporção de países afetados por essas ondas de calor seria cerca de 46% menor.

Embora os anos de calor intenso estejam previstos para todos os cantos do globo, eles devem afetar desproporcionalmente algumas regiões. Enquanto a África Tropical é a região que deve ter anos quentes com mais frequência, os países mais ao norte global são os que devem experimentar os maiores aumentos de temperatura.

Segundo os pesquisadores, o estudo consegue dar concretude ao aquecimento global, indicando quando e o quanto a Terra deve aquecer nos próximos anos. “Normalmente falamos sobre essas quantidades abstratas de emissões ou temperaturas globais, que nós conhecemos mas não conseguimos realmente sentir”, afirmou à AFP Lea Beusch, autora principal do estudo.

Esta matéria faz parte da iniciativa #UmSóPlaneta, união de 19 marcas da Editora Globo, Edições Globo Condé Nast e CBN. Saiba mais em umsoplaneta.globo.com.

Fonte: Revista Galileu

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