ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: NO RITIMO QUE VAI O AQUECIMENTO GLOBAL ESTIMA-SE FUTURO CATASTRÓFICO ATÉ 2200

Uma nova pesquisa alerta para um aumento “rápido e irreversível” do nível do mar com o derretimento da vasta camada de gelo da Antártica, no ritmo atual do aquecimento global. A previsão é que haverá um “salto abrupto” no ritmo da perda de gelo da Antártica por volta de 2060. Ao ler o artigo completo a seguir você tomará consciência da gravidade do caso.

Aumento irreversível do nível do mar é foco de novo estudo sobre aquecimento global

Foto: iStock

O ritmo atual do aquecimento global pode desencadear um aumento “rápido e irreversível” do nível do mar com o derretimento da vasta camada de gelo da Antártica, segundo alerta um novo trabalho de pesquisa.

A menos que as emissões de aquecimento do planeta sejam rapidamente reduzidas para cumprir as metas do acordo climático de Paris, o mundo enfrenta uma situação em que haverá um “salto abrupto” no ritmo da perda de gelo da Antártica por volta de 2060.

“Se o mundo aquecer a uma taxa ditada pelas políticas atuais, veremos o sistema Antártico começar a ruir por volta de 2060”, disse Robert DeConto, especialista em mudanças climáticas polares da Universidade de Massachusetts e principal autor do estudo. “Depois de aquecer esse sistema climático, as camadas de gelo se desfazem e, uma vez que isso seja colocado em movimento, não há como reverter”, concluiu.

A nova pesquisa, publicada na revista Nature, descobriu que a perda de gelo da Antártica seria “irreversível em escalas de tempo de vários séculos”, ajudando a elevar os oceanos do mundo entre 17cm e 21cm até o final do século.

Os cientistas têm alertado cada vez mais sobre o destino da enorme quantidade de gelo armazenado na Antártica que, se derretesse completamente, aumentaria o nível do mar global em 57 metros, invadindo completamente as costas do planeta.

“Se não fizermos nada para reduzir as emissões, poderemos ter 5 metros de elevação do nível do mar apenas na Antártica até 2200, ponto em que seria necessário remapear o mundo. É algo inimaginável”, alertou o cientista.

Fonte: Revista Planeta

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