DESENVOLVIMENTO PESSOAL: A ACEITAÇÃO  FAZ PARTE DO CRESCIMENTO PESSOAL

O poder da aceitação

“Todas as coisas que você acha que deveria ter feito
e que não fez, e todas as coisas que você fez e que
acha que não deveria ter feito – aceite-as. Você pode
lutar com o passado ou pode aceitá-lo”

Peter McWilliams

O poder da aceitação – Como mudar a sua vida - Instituto Fragatha

A aceitação é um conceito tão importante que algumas pessoas a chamam de “primeira lei do crescimento pessoal”. Aceitação é simplesmente ver a coisa da maneira como ela é. Aceitação não é aprovação, consentimento, permissão, autorização, sanção, concorrência, acordo, condescendência, simpatia, endosso, confirmação, apoio, ratificação, assistência, defesa, patrocínio, manutenção, autenticação, reforço, cultivo, encorajamento, favorecimento, promoção, ajuda, incitação – e nem mesmo gostar do que é.

Aceitação é dizer: “Isto é o que é.” Desde uma grande filósofa, Gertrude Stein (“Uma rosa é uma rosa é uma rosa”) até o personagem do desenho animado Popeye (“Eu sou o que sou”) compreenderam esse conceito.

Até que verdadeiramente aceitemos tudo, não poderemos ver com clareza. Estaremos sempre olhando através dos preconceitos e dos “pode,
não pode, deve, não deve”.

Quando a realidade confronta a nossa noção do que ela deve ser, ela sempre vence. Deixe cair alguma coisa acreditando que a gravidade não
existe e ela cairá de qualquer maneira. Nós não gostamos disso (ou seja, temos dificuldade de aceitar), e, sendo assim, ou lutamos com a realidade ou ficamos chateados, viramos as costas e nos tornamos inconscientes. Se você descobrir que está chateado ou inconsciente a respeito de alguma coisa, deve se perguntar: “O que eu não estou aceitando a respeito disto?”

A aceitação não é um estado de passividade nem de inação. Não estamos dizendo que você não pode mudar o mundo, consertar o que está
errado ou substituir o mal pelo bem.A aceitação é, aliás, o primeiro passo para uma ação bem-sucedida.

Se você não aceita plenamente uma situação como ela é, terá mais dificuldade em mudá-la. Além disso, se não aceita plenamente a situação, a realidade você jamais saberá se ela deve ser mudada.

Ao aceitar, você relaxa, se solta, torna-se paciente. Esse é um local agradável (e eficaz) tanto para a participação quanto para a partida. Ficar
e lutar (mesmo com coisas alegres: quantas vezes você tentou se divertir ao máximo?), ou então fugir de desgosto ou medo, não é a maneira mais satisfatória de se viver. Este é, no entanto, o resultado inevitável da não aceitação.

Reserve-se algum tempo e considere uma situação com a qual você não esteja feliz – não o maior fardo da sua vida, apenas um evento simples a respeito do qual você se sinta irritado. Agora aceite tudo a respeito da situação. Deixe que ela seja o que é. Porque, depois de tudo, a coisa é assim, não é? Além disso, se você aceitá-la, vai se sentir melhor a respeito dela.

Após aceitar a situação e tudo que ela envolve, você provavelmente ainda não gostará dela, mas pode deixar de odiá-la ou de temê-la. Na pior das hipóteses, você vai odiá-la ou temê-la um pouco menos.

Este é o verdadeiro valor da aceitação: você se sente melhor a respeito da vida e a respeito de si mesmo. Tudo que dissemos a respeito da
aceitação aplica-se às coisas que você fez e também às que deixou de fazer. Aliás, tudo o que dissemos a respeito da aceitação aplica-se especialmente ao seu julgamento de si mesmo.
Todas as coisas que você acha que deveria ter feito e que não fez, e todas as coisas que você fez e que acha que não deveria ter feito – aceite-as. Essa é a realidade. Isso foi o que aconteceu. Não há como mudar o passado. Você pode lutar com o passado ou fingir que não aconteceu, ou pode aceitá-lo. Sugerimos a última opção. Uma vida de culpa, temor ou inconsciência é no mínimo desagradável.

Mesmo um disciplinador como São Paulo admitiu: “Aquilo que eu devo fazer eu não faço, e faço aquilo que não devo fazer.” Na próxima vez
que você descobrir que está fazendo algo que “não deveria”, ou não fazendo algo que “deveria”, aceite. Se foi bom para São Paulo, é bom para você. Enquanto isso, você pode também aceitar suas transgressões futuras em relação aos “deve, não deve, pode, não pode” do mundo. Você vai transgredir. Não é necessariamente endossar a transgressão, mas aceitar o fato de que realmente fazemos essas coisas. Se você ainda não aceitou a sua humanidade, pode ser uma boa hora para começar.
Quando se está em um estado de não aceitação, é difícil aprender. Uma mão fechada não pode receber um presente. Uma psique fechada – firmemente fechada contra a realidade do que não deve ser aceito – não pode receber uma lição com facilidade.

Relaxe. Aceite o que já aconteceu – quer tenha sido feito por você ou por algo externo a você. Depois procure a lição. Você pode não gostar de tudo que acontece na vida, mas pode desfrutar do fato de que, não importa o que aconteça, há uma lição em algum lugar por aqui.

Fonte: Revista Sophia- Ano 18_ Edição 86

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