DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: MENTE_ É A SOMA DO ESTADO DE CONSCIÊNCIA, PENSAMENTO, VONTADE E SENTIMENTO

O estudo sem o serviço e a meditação é infrutífero. Assimilar conhecimento sem repassá-lo aos outros, não só nos oprimi, como não serve para a nossa evolução espiritual. O verdadeiro instrutor não se coloca acima  dos seus alunos, pois a vida é umeterno aprendizado e temos sempre muito a aprender com o outro. Com o tempo o verdadeiro aprendizado se torna sabedoria, que está além do intelecto. O texto aseguir fala acerca disso. Então leia eexpanda sua consciência!

Estudo,  meditação e serviços

Todos nós podemos contribuir para o bem da humanidade. Não demore – liberte a criança espontânea dentro de você, em toda a sua inocência. A vida não espera; o futuro do mundo depende de nós, então vamos criar um bom futuro para nossos filhos e netos

Margaret Bove*

Meditação: estudo da Universidade de Harvard | Pura Energia Positiva

O manas (mente) concreto e inferior provê um veículo para o aprendizado, e o manas abstrato e superior absorve a essência do aprendizado. A mente superior (Manas) é caracterizada pela criatividade do Eu Superior. Mente é a soma dos estados de consciência: pensamento, vontade e sentimento. Cada vez mais pessoas evoluem em consciência e passam para níveis mentais superiores. Os átomos da mente estão despertando como nunca antes; milhões de neurônios que acreditávamos inativos estão agora em atividade.

Quando nos concentramos no estudo, facilitamos a intuição. Blavatsky disse que partes de A Doutrina Secreta só podiam ser lidas com a intuição. Quando a intuição tiver se desenvolvido e a consciência tiver se elevado com o estudo e a meditação, teremos paz e união entre todas as pessoas. Será o fim de todos os graus de ódio, de todas as barreiras que nos dividem.

Nos ensinamentos dos grandes mestres o positivo sempre supera o não positivo; a vingança não obtém êxito. Somos todos um e não importa a nossa crença ou filosofia, pois viajamos rumo ao mesmo ideal. Como estamos unidos nos níveis sutis, ligados aos outros e a todas as coisas através do etérico, quando ferimos os outros, ferimos também a nós mesmos.

Estudo, meditação e serviço estão ligados e só são completos juntos. O estudo sem o serviço e a meditação é infrutífero. Absorver conhecimento sem oferecê-lo aos outros pode nos oprimir. O verdadeiro instrutor não faz diferença entre ele mesmo e seus alunos; um aprende com o outro.Com o tempo o verdadeiro aprendizado se torna sabedoria, que está além do intelecto.

À medida que progredimos nesse caminho e começamos a distinguir  real do irreal, nosso desejo é ajudar e servir. A razão da nossa encarnação é retornar à residência do espírito puro, aprender a servir, com a experiência e a purificação do nosso ser, para auxiliar o plano divino onde cada um tem seu papel a desempenhar. Começamos a abraçar o amor, a compaixão, a compreensão, a disponibilidade, a inofensividade, o desapego e o perdão incondicionais. Errar é humano e perdoar é super-humano. Todo ser humano tem uma fonte de bondade; se nos concentrarmos nisso, e não no lado negativo, o positivo surge com facilidade. Para deixar para trás traumas passados devemos perdoar os outros e nós mesmos.

Ao longo do caminho espiritual encontramos uma lembrança do bom, do verdadeiro e do belo. Somos compelidos pelo Eu Superior a prosseguir, embora o eu inferior possa mostrar resistência. Edwin Arnold disse: “No coração de cada homem vive um Mestre que, por meio de fios sutis, faz suas ações dançarem segundo a canção que Ele quer.” A Doutrina Secreta e a Sabedoria Antiga nos ensinam que a raiz sem raízes da nossa origem é o amor total, sem distinção entre raça, credo, sexo ou qualquer outra. Em um nível profundo de consciência existe total unidade e paz; o muçulmano cuida do hindu, o hindu ama o sikh, os shias estão em harmonia com os sunnis, os iranianos com os sírios e os palestinos, o árabe com o judeu – a verdadeira unidade fraternal. Brahman, Atma, tudo é um. Om e Jeová são dois pilares do mesmo portal – símbolos do corredor único da vida. Por meio do serviço abrimos o coração e sabemos que todos  somos um. O coração representa o centro do nosso ser. O Santo Graal é um símbolo do coração. Para os maçons o coração representa o Mestre Perfeito. Para os sufis é o ponto de conexão entre o humano e o divino. Quando os místicos se encontram, seus corações batem juntos.

O verdadeiro serviço é nos doar e estar disponíveis com simplicidade e humildade. O mestre Koothumi disse: “Tentai.” Não é preciso ser heroico. O que realmente importa não é o que fazemos, mas a boa vontade com que fazemos. Às vezes basta um sorriso, uma mão reconfortante sobre o ombro ou uma palavra encorajadora. Nada é grande ou pequeno na economia divina. O ato de um presidente para com uma nação não é maior do que o ato de uma mãe com seu  bebê. Todo serviço é necessário e todo ato é uma parte da grande unidade. Uma gentileza que pode parecer insignificante é um diamante na imensa joia da iluminação, e nos lembra da brilhante luz do amor.

O espírito está em toda parte, em cada pássaro que canta, cada animal que anda sobre a Terra e cada criança que ri. O grande mistério está dentro de cada um de nós. Não há separação – somos um com toda a criação e fomos feitos para servi uns aos outros.

É inútil tentar alcançar a fraternidade universal mudando a política ou as pessoas. Primeiro devemos trabalhar em nós mesmos e purificar nosso coração. A regeneração espiritual da humanidade começa com o indivíduo. A meditação e a auto-observação abrem o caminho. Cada pessoa que analisou honestamente seus pensamentos, palavras e ações e tornou-os inofensivos é uma pérola preciosa na cadeia da existência e um forte elo da fraternidade humana.

A essência divina

A paz mundial começa com a paz interior, que é facilitada pela meditação. Meditação é a dissolução da personalidade individual e o desvendar da realidade. É um modo de vida que permite que conheçamos a nós mesmos; assim, somos muito mais valiosos no serviço. A meditação leva a um estado de existência onde compreendemos que não somos o corpo, as emoções nem a mente; somos centelhas da mesma grande chama. Po demos ver a essência divina em toda parte, no amigo e no inimigo, e em tudo ela é a mesma. Não existem inimigos reais, porque eles também auxiliam nossa evolução. Os monges budistas cantam agradecendo às pessoas e situações difíceis, pois sabem que desse modo o seu karma se dissolve.Tudo está no plano divino. Quando somos provocados por situações difíceis e permanecemos calmos, pensando positivamente, ocorre um salto na consciência. A meditação ajuda a penetrar esse estado de consciência, e cada fase desse estado é gloriosa. Todo alento meditativo é uma abertura do coração. Edwin Arnold descreveu isso em Song Celestial: “Aqueles que fazem um sacrifício  silencioso inalam o alento para alimentar a chama do pensamento e o exalam para soprar o coração às alturas, governando cada entrada de ar para que não passe nenhum suspiro que não ajude a alma.”

Em outras palavras, a meditação não se destina ao desenvolvimento pessoal; ela é um auxílio para a alma fazer o seu trabalho, plantando sementes de ações poderosas no jardim da eternidade e cultivando flores de vários matizes, que desabrocham em toda sua beleza. Estudamos e meditamos com o objetivo de servir. O verdadeiro serviço com a doação de

si mesmo é um exemplo da dedicação dos mestres iluminados, cujo único desejo é auxiliar e guiar a humanidade. O grande Sanat Kumara não seguirá para outras dimensões até que cada folha de capim tenha alcançado a iluminação. Façamos a nossa parte e ajudemos a elevar o planeta, auxi liando os grandes seres na realização do plano divino.

A mais famosa escola filosófica da Antiguidade usava as palavras “conhece-te a ti mesmo”. Krishnamurti costumava dizer: “Olha  para dentro. Conhecer a nós mesmos nos ajuda a servir porque nossas emoções e pensamentos podem ser semelhantes às dos outros; assim é mais fácil compreender seus problemas, que podem ter sido os nossos problemas. A meditação ajuda a reconhecer nossas fraquezas e modificá-las.

Não é necessário revelar nossos pensamentos aos outros, mas reconhecê-los no silêncio interno e tentar torná-los altruístas. Assim fortalecemos nosso caráter para o serviço – um serviço silencioso, que nada busca para o eu individual. Quando o objetivo do trabalho é uma recompensa, ele traz prazer, dor ou ambos, no tempo devido; mas, quando uma pessoa trabalha na eternidade, a eternidade é a sua recompensa.

Todos nós podemos, a nosso modo, contribuir para o bem da humanidade. Não demore – liberte a criança espontânea dentro de você, em toda sua inocência. A vida não espera; o futuro do mundo depende de nós, então vamos criar um bom futuro para nossos filhos e netos. Vamos nos tornar servidores altruístas, para que aonde quer que sigamos sejamos como raios de sol que trazem calor, amizade e gentileza.

Margaret Bove é membro da Sociedade Teosófica, em Nova Iorque, desde 1986, e profissional de medicina alternat

Fonte: Revista Sophia ano 19-Nº 89

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