Na coluna DENÚNCIA desta segunda-feira uma situação que precisa ser resolvida com urgência pela Prefeitura de Natal, que é a quantidade de ambulantes que já está insuportável pelos banhistas e frequentadores da praia de Ponta Negra.

Banhistas e ambulantes pedem mais regularização em Ponta Negra

Reportagem do Agora RN constatou que, para os frequentadores do local, o número de vendedores tira a privacidade e não permite “tranquilidade”

José Aldenir / Agora RN

Banhistas são abordados por ambulantes em Ponta Negra

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Banhistas de Ponta Negra reclamaram da quantidade de ambulantes que circulam pela praia. Reportagem do Agora RN constatou que, para os frequentadores do local, o número de vendedores tira a privacidade e não permite “tranquilidade” durante a caminhada pela orla. Os usuários da praia também afirmam que se sentem incomodados com as abordagens dos vendedores.

“Ponta Negra sofre com a invasão dos camelôs. Você não consegue fazer uma caminhada de 1 km sem ser abordado por, no mínimo, 30 vendedores e donos de barracas. As pessoas não te dão a liberdade de fazer uma caminhada tranquila. Você sempre tem que estar respondendo ‘não quero’. Se você for a João Pessoa ou Fortaleza, a orla é muito melhor de passear. Isso também é questão de educação das pessoas”, reclamou o banhista Marcos Paulo, 32.

Os ambulantes recebem reclamações não só de frequentadores que residem na cidade, como também de turistas, que por falta de costume, sentem estranheza na quantidade de abordagens feitas pelos vendedores. De acordo a gaúcha, Paula Martins, 40, que está passando suas férias em Natal, chega a ser “cansativo” responder às diversas aproximações dos vendedores.

“Para nós que não somos acostumados é bem diferente. Lá tem também, mas não nessa quantidade. Eu que estou de férias, acho um pouco cansativo, não consigo descansar nem um pouco. Temos que estar dando atenção o tempo inteiro. Estou aqui desde ontem, mas já fui muito abordada”, queixou-se.

No intuito de resolver o problema com o número de ambulantes, o Plano de Ordenamento, Gestão e Fiscalização Integrada da orla de Ponta Negra foi iniciado em 2017 pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), em conjunto com a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur). A ideia é organizar e regulamentar a ocupação de espaços públicos na praia quanto à ação dos vendedores, além de impedir a prática de atividades que possam causar poluição e degradação ambiental.

Porém, para o ambulante Luciano, 39, que trabalha há 27 anos em Ponta Negra, as ausências de fiscais no local e ações de supervisionamentos frequentes são motivos que fazem com que camelôs que não são frequentadores diários da praia, passem a ocupar a orla nas épocas de “alta estação”. Isso, segundo ele, provoca a superlotação de vendedores no local, ocasionando a “revolta” dos banhistas.

“Sempre antes da alta temporada, eles começam a fiscalizar, dizendo que vai haver mudanças, mas como não se fazem presentes, vem gente de tudo que é lugar e enche a praia. É daí que vem essa poluição visual e o excesso de ambulantes, vem muita gente de fora só para uma temporada, aproveitando não ter fiscalização. Sou de acordo com organizar, cadastrar, colocar um limite e especificar quem é da praia todo dia e quem não é. Tem gente que chega do jeito que quer, trabalha de qualquer forma, isto só prejudica nós que estamos aqui todos os dias e vivemos da praia”, afirmou.

O chefe do Setor de Fiscalização da Semsur, Carlos Falcão, explicou que as fiscalizações não são realizadas “cotidianamente” devido ao efetivo deficitário de agentes da Semurb, secretaria que auxilia na inspeção, o que dificulta na frequência da supervisão, mas esclareceu que existem ações planejadas para o mês de agosto. Falcão também declarou que as cobranças feitas de regularização dos ambulantes não competem à Semsur, uma vez que estão cobrando um ponto fixo na orla.

“A fiscalização deveria ser mais cotidiana, mas infelizmente temos um déficit no efetivo da Semurb. Neste mês de agosto, estamos retornando, temos a expectativa de que na terça-feira, tenha uma ação pela praia. Outro ponto é a regularização cobrada pelos ambulantes. Eles querem um ponto fixo, o que os faz deixar de ser ambulantes, aí já compete a outra demanda judicial”, comentou.

Segundo a Semurb, neste mês de agosto a pasta pretende retornar o cronograma normal de ações para fiscalizações por Ponta Negra. Caso as medidas estabelecidas não estejam sendo cumpridas, os vendedores e ambulantes correm o risco de serem multados e terem suas mercadorias apreendidas.

Fonte: Agora RN

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