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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM NOVAS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS SOBRE A ESCLEROSE MÚLTIPLA

Um tipo de célula no sistema nervoso central conhecido como oligodendrócitos  é o destaque deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS. Pesquisadores internacionais descobriram que este tipo de célula  pode ter um papel diferente no desenvolvimento da esclerose múltipla (EM) do que se pensava anteriormente. Essa descoberta pode abrir um leque de novas abordagens terapêuticas para a EM. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes!

Avanço da MS: Novas pistas genéticas para o que desencadeia a esclerose múltipla descobertas por cientistas

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu que um tipo de célula no sistema nervoso central conhecido como oligodendrócitos pode ter um papel diferente no desenvolvimento da esclerose múltipla (EM) do que se pensava anteriormente.
As descobertas podem abrir novas abordagens terapêuticas para a EM.

A EM é impulsionada por células imunes que atacam os oligodendrócitos e a mielina que eles produzem, que é uma camada isolante que envolve as células nervosas.

Esses ataques interrompem o fluxo de informações no cérebro e na medula espinhal e causam danos nos nervos que desencadeiam sintomas associados à esclerose múltipla, como tremores e perda de marcha.

Compreender quais mecanismos influenciam o risco de EM é fundamental para encontrar terapias eficazes. Estudos genéticos anteriores encontraram regiões no genoma humano que contêm mutações (polimorfismos de nucleotídeo único) associadas ao aumento do risco de EM.  Muitas dessas regiões estão localizadas próximas a genes ativos nas células imunes.

Configuração aberta do genoma

Neste estudo, os pesquisadores mostram em camundongos e amostras de cérebro humano que os oligodendrócitos e seus progenitores têm uma configuração aberta do genoma perto de genes imunológicos e em regiões associadas ao risco de esclerose múltipla.

Isso sugere que as mutações de risco da EM podem ter um papel na ativação de genes próximos em oligodendrócitos e seus progenitores, o que significa que podem desempenhar um papel mais importante do que se pensava anteriormente no desenvolvimento da EM.

“Nossas descobertas sugerem que o risco de esclerose múltipla pode se manifestar pelo mau funcionamento não apenas das células imunes, mas também dos oligodendrócitos e suas células precursoras”, diz Gonçalo Castelo-Branco, professor do Departamento de Bioquímica Médica e Biofísica do Karolinska Institutet, que conduziu o estudo – publicado na Neuron – com os co-primeiros autores Mandy Meijer, estudante de doutorado, e Eneritz Agirre, pesquisador.

“Essas descobertas indicam que essas células também podem ser direcionadas para abordagens terapêuticas para esclerose múltipla, para evitar o mau funcionamento que pode ser causado por essas mutações”.

Fonte: Karolinska Institutet; Imagem em destaque: Geralt, licença CC

Fonte: Good News Network

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