SAÚDE: VEJA AQUI OS DEZ HÁBITOS QUE TURBINAM A SUA IMUNIDADE

Toda quinta-feira é dia da coluna SAÚDE e em tempos de Covid-19 e pandemia nada melhor do que falarmos de imunidade. Algo que precisamos manter em alta para nos protegermos desse famigerado vírus, pois ainda é a maior arma que temos nessa guerra. Portanto convido você a ler o artigo completo a seguir sobre os dez hábitos que turbinam a sua imunidade e garantir a sobrevivência a essa pandemia!

Dez hábitos que turbinam a sua imunidade

Dormir bem, cuidar da higiene e outros cuidados fazem a diferença

Escrito por Carolina Serpejante

Redação Minha Vida

Em 3/10/2016

Estamos o tempo inteiro expostos a todos os tipos de doenças. Um simples descuido já pode ser suficiente para o sistema imunológico não dar conta de fechar todas as “portas” de nosso corpo, que são suscetíveis a alguma infecção ou vírus. Por isso, é muito importante ter consciência dos hábitos que podem blindar nossa imunidade contra qualquer complicação.

Pensando nisso, o Minha Vida foi atrás de especialistas que deram uma série de práticas para adotar no dia a dia e ter uma imunidade poderosa!

Hidrate-se:

Hidrate-se - Foto: Getty Images

Hidrate-se – Foto: Getty Images

É importante ingerir líquidos constantemente, mesmo antes de sentir sede. A ingestão de água melhora a resistência física e retira as impurezas do organismo, prevenindo doenças.

De acordo com o clínico geral Filippo Pedrinola, o ideal é ingerir diariamente por volta de 35ml de água por quilo de peso. Uma pessoa de 70kg, por exemplo, deveria ingerir 2450ml de água. “Mas é importante salientar que boa parte dessa água já está presente nos alimentos que comemos”, completa.

Ao fazer exercícios físicos, reidrate-se ainda mais, se possível com água de coco ou isotônicos, mas sem exagerar e nunca deixar a água de lado.

Tenha uma alimentação saudável:

Alimentação saudável - Foto: Getty Images

Alimentação saudável – Foto: Getty Images

manter uma dieta que inclui todos os grupos alimentares é fundamental para fortalecer a imunidade. “Proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e sais minerais não podem faltar na dieta diária de ninguém”, conta o infectologista Alexandre Naine.

De acordo com pesquisas, os micronutrientes essenciais para o fortalecimento da imunidade são as vitaminas A, B6, B12, C, D, E, ácido fólico, zinco, ferro, selênio e cobre. Eles restauram a proteção contra infecções, fortalecem as células do sistema imunológico e aumentam a produção de anticorpos.

Passe longe dos vícios:

Passe longe dos vícios - Foto: Getty Images

Passe longe dos vícios – Foto: Getty Images

Evitar vícios, como álcool e tabaco, aumenta – e muito – a imunidade. “Esses vícios são extremamente danosos, não só para o nosso sistema imunológico, como para vários outros sistemas de nosso corpo”, afirma Alexandre.

Já existem estudos que comprovam que algumas bebidas podem, inclusive, fazer bem à saúde, mas desde que ingeridas com moderação. O vinho é o principal exemplo. De acordo com Alexandre, todo excesso é prejudicial e a bebida alcoólica não foge dessa regra.

De bem com você:

Autoestima - Foto: Getty Images

Autoestima – Foto: Getty Images

De acordo com os especialistas, a saúde mental está muito relacionada à imunidade. A baixa autoestima faz com que seu sistema imunológico trabalhe menos, além de atrapalhar nosso corpo no combate aos radicais livres, facilitando o aparecimento de doenças.

Faça exercícios!

Pratique exercício físico - Foto: Getty Images

Pratique exercício físico – Foto: Getty Images

Você sabia que um estilo de vida sedentário está associado a 28% das mortes por doenças crônicas, perdendo apenas para o tabagismo? Por isso, mexa-se e passe longe de doenças.

A recomendação dos especialistas é a prática de uma atividade física rotineira e que dê prazer, sempre tomando cuidado com os excessos: “A atividade física intensa pode causar o efeito contrário, baixando a imunidade por fadiga muscular e até mental”, lembra o fisiologista Raul Santo. Se o tempo é curto, inclua o exercício físico na sua rotina, como utilizar escada em vez de elevador ou caminhar depois do almoço.

Fuja do estresse:

Fuja do estresse - Foto: Getty Images

Fuja do estresse – Foto: Getty Images

Viver com tensões relacionadas ao trabalho e outras obrigações do dia é um dos fatores decisivos para a baixa da imunidade. Assim como a baixa autoestima, o estresse impede o sistema imunológico de funcionar a todo vapor, abrindo portas para doenças.

Quando você está estressado, o ideal é praticar alguma atividade que goste e que te faça bem. “Se forem exercícios físicos, melhor, pois são duas vantagens em uma”, conta Alexandre.

Cuide da sua higiene:

Lave as mãos - Foto: Getty Images

Lave as mãos – Foto: Getty Images

Estamos expostos a vírus e bactérias 24 horas por dia, em todos os lugares que frequentamos. O infectologista Fábio Fernandes Morato Castro, supervisor do Serviço de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital das Clínicas, afirma que hábitos – como lavar as mãos antes de manusear alimentos, de levá-las a boca e aos olhos e sempre depois de dirigir ou usar o transporte público – devem ser levados em conta. Ao chegar em casa, vale tomar um banho para mandar todas as impurezas embora.

Previna-se:

Prevenção - Foto: Getty Images

Prevenção – Foto: Getty Images

Usar preservativo protege contra uma série de DST’s – doenças sexualmente transmissíveis – que não podem ser prevenidas apenas com bons hábitos alimentares ou exercícios. O vírus HIV é um dos principais inimigos da imunidade e o jeito mais fácil de contraí-lo é não usando camisinha. Por isso, previna-se sempre!

Atualize sua carteirinha de vacinação:

Vacinação - Foto: Getty Images

Vacinação – Foto: Getty Images

Muitas pessoas deixam de lado esse hábito tão importante. Tomar todas as vacinas deixa você protegido de doenças graves como hepatite B, varicela, hepatite A, BCG, sarampo, rubéola e caxumba.

Durma bem:

Durma bem - Foto: Getty Images

Durma bem – Foto: Getty Images

De acordo com a médica do Instituto do Sono Lia Rita Bittencourt, pessoas que não tem um sono adequado, com cerca de 6 a 7 horas por noite, pode ter seu sistema imunológico afetado. “A privação do sono diminui a quantidade e a função das células responsáveis pela imunidade”, conta a especialista.

As consequências disso são maiores chances de contrair doenças infecciosas e a diminuição do efeito de vacinas. “Diabetes e câncer também podem aparecer com mais facilidade em indivíduos que dormem pouco”, completa.

Fonte:

Carolina Serpejante

Minha Vida

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SAÚDE: BRASILEIRA RECEBE VACINA EXPERIMENTAL DE OXFORD CONTRA COVID-19

‘Não tive medo’, diz primeira brasileira a receber vacina de Oxford contra coronavírus

Cirurgiã dentista do Hospital São Paulo, Denise Abranches é um dos 2 mil voluntários no estado a participar da fase de testes da vacina contra a Covid-19 no Brasil: ‘É um ato de amor se voluntariar’

Por O Globo – Publicado em 30/06/2020 às 10:29

Voluntária brasileira Denise Abranches

Vivendo o maior desafio de sua carreira em mais de 20 anos de trabalho como profissional da saúde, a coordenadora da Odontologia do Hospital São Paulo e a primeira voluntária brasileira a receber a vacina em teste contra o coronavírus, Denise Abranches, de 47 anos, diz que a necessidade em ajudar a ciência no combate à doença que já matou mais de 500 mil pessoas no mundo é a sua principal motivação para participar.Mesmo que a vacina ainda esteja na fase de testes, a cirurgiã dentista acredita que participar do projeto da Universidade de Oxford em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) na busca por um imunizante contra a Covid-19 gera uma sensação de “dever cumprido”.

— Se eu tenho o perfil e estou exposta ao vírus diariamente no hospital, não poderia fazer diferente. Os números me assustam muito e eu não poderia ficar só sentada, lendo o que está acontecendo — afirma.

Denise faz parte do grupo de 2 mil voluntários em São Paulo e no Rio de Janeiro que estão recebendo doses do imunizante em teste. No estado, segundo a Unifesp, passam por testes profissionais da saúde e outros funcionários do Hospital São Paulo, que têm entre 18 e 55 anos, estão expostos ao vírus, mas não foram infectados.

O Brasil está dentro do plano mundial de desenvolvimento da vacina e é o primeiro país a realizar os testes de Oxford depois do Reino Unido. Os testes com brasileiros vão contribuir para o registro da vacina no Reino Unido, previsto para o final deste ano. O registro formal, entretanto, só deve ocorrer após o fim dos estudos em todos os países participantes.

O processo de Denise como voluntária começou em 20 de junho, dia em que participou da triagem com um médico para entender como seria o estudo. Também foram realizados exames de sorologia para comprovar que ela ainda não tinha desenvolvido anticorpos contra o coronavírus e, portanto, não tinha sido contaminada pela doença anteriormente.

— Só pude participar porque deu negativo e ainda não tenho as defesas necessárias — lembra.

Três dias depois, explicou a cirurgiã, foi aplicada a dose. Como o estudo é randomizado, parte do grupo recebeu a vacina em teste contra a Covid-19 e outra parte recebeu um imunizante contra meningite. A seleção aleatória é realizada para que se observe como será o a resposta imunológica dos voluntários testados de forma imparcial.

— Estou confiante de que eu tenha recebido a da Covid, mas nem os pesquisadores sabem dizer qual eu recebi. É confidencial. Isso será revelado lá na frente, para saber se eu fui imunizada, ou não — explica.

Agora, a voluntária precisa ir algumas vezes ao Crie (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais) da Unifesp para verificar as respostas imunológicas. Além disso, tem preenchido uma espécie de “diário eletrônico”.

– Respondemos se estamos com alguma reação, ou desconforto. Eles chamam de eventos adversos. Mas não senti nada até então, nenhuma manifestação significativa.

Apesar de toda complexidade do vírus e da produção da vacina ainda estar em fase de testes, Denise descartou qualquer tipo de insegurança ao se tornar voluntária:

— Não me deu medo, porque já estou no meio do caos mesmo. Vivo diariamente no meio dos pacientes de alta complexidade, entubados na UTI. Eu já poderia ter sido contaminada em algum momento, mas não fui por causa da alta disciplina. Há um tempo, o medo da contaminação era imenso. É um protocolo Chernobyl, mas agora estou muito mais tranquila — revela.

Antes de ser aplicado em seres humanos, o patógeno foi alterado em laboratório e tornado incapaz de se reproduzir. Ele se transforma em uma vacina após ser inserido o fragmento de uma proteína do novo coronavírus. Ele, então, atua como antígeno e faz o sistema imune se preparar para a chegada do vírus verdadeiro.

Para a profissional, o dia a dia de contato com as vítimas da Covid-19 foi um forte impulso para que ela se tornasse voluntária na produção da vacina.

— É uma satisfação poder ajudar os pacientes que estão na minha cabeça quando vou embora do hospital. A gente não fica indiferente a eles. Mexe muito comigo o fato de um paciente não poder sequer ver e falar com a família. E se de repente você não tivesse mais contato com um familiar e nem do velório pudesse participar? É um ato de amor se voluntariar — diz a cirurgiã.

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SAÚDE: TIRE TODAS AS SUAS DÚVIDAS SOBRE DEPRESSÃO

Caro(a) leitor(a),

Posso até estar errado, mas penso que finalmente encontrei um artigo bastante didático, fácil para qualquer um entender e completo sobre um assunto importantíssimo, que hoje atingi uma fatia substancial da população mundial: a Depressão. Portanto, eu lhe convido para ler o artigo completo a seguir e tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto e derrepente ser ajudado(a) ou ajudar alguém!

Depressão: 27 sintomas, causas, tratamento e tem cura?

Escrito por Redação

Redação Minha Vida

Visão Geral

O que é Depressão?

depressão (CID 10 – F33) é uma doença psiquiátrica crônica que tem como sintomas tristeza profunda, perda de interesse, ausência de ânimo e oscilações de humor. Muitas vezes é confundida com ansiedade e pode levar a pensamentos suicidas. Assim, é essencial diagnosticar a doença e iniciar acompanhamento médico.

A doença mental atinge mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a estimativa é que 5,8% da população seja afetada pela doença.

Diferença entre tristeza e depressão

Há uma grande diferença entre tristeza e depressão. A tristeza pode ocorrer desencadeada por algum fato do cotidiano, em que a pessoa realmente sofre com aquilo até assimilar o que está acontecendo e geralmente não dura mais do que quinze a vinte dias.

Por sua vez, a depressão se instala e se não for tratada pode piorar e passar por três estágios: leve (CID 10 F33.0), moderada (CID 10 – F33.1) e grave (CID F33.2).

Depressão: o que é

A depressão em nível leve geralmente pode ser controlada sem medicamentos, sendo tratada com terapia e exercícios físicos, por exemplo.

Já os níveis moderado e grave têm o auxílio de medicamentos para amenizar os sintomas da depressão, além da terapia e outras opções para melhorar a qualidade de vida do paciente, prescritas por psicólogos e psiquiatras.

Diferença entre ansiedade e depressão

A ansiedade é uma sensação desagradável, inquietação, sensação de pressa, urgência. De acordo com a psicóloga Luciana Kotaka, ela pode ser um distúrbio quando ocorre em momentos que não se justificam ou quando é tão intensa ou duradoura que acaba interferindo com as atividades normais da pessoa.

Já depressão, por outro lado, é uma doença do organismo como um todo, comprometendo o físico, o humor e o pensamento, explica a especialista . Nessa condição forma de ver e sentir a realidade são alteradas, modificando as emoções, a disposição, a alimentação, sono, até mesmo como se sente em relação a si mesmo.

Essas quadros não são apostos e muitas vezes se unem. Confira mais sobre nessa matéria: Quando a depressão e a ansiedade se associam.

Teste de depressão

O diagnóstico da depressão deve ser feito por um especialista. Entretanto, é possível reconhecer alguns sintomas em si mesmo, para saber se está na hora de buscar ajuda médica.

Confira nosso teste de sintomas de depressão, em que você pode verificar seus conhecimentos sobre a doença e refletir se está experienciando sinais que indicam a existência do distúrbio emocional.

Sintomas

Sintomas de Depressão

Geralmente a pessoa pode apresentar dois ou mais dos seguintes sintomas abaixo. Ao perceber os sintomas, procure um médico.

Se houver dúvida, procure um especialista para ter um diagnóstico e tratamento corretos. Não tenha medo ou vergonha de expressar o que realmente está sentindo e vivenciando, pois esses profissionais irão se basear nestes dados para prescreverem o melhor tratamento e, a partir daí, você voltará a ter qualidade de vida, com alegria e bem-estar.

Emocionais

  • Apatia
  • Falta de motivação
  • Medos que antes não existiam
  • Dificuldade de concentração
  • Perda ou aumento de apetite
  • Alto grau de pessimismo
  • Indecisão
  • Insegurança
  • Insônia
  • Falta de vontade de fazer atividades antes prazerosas
  • Sensação de vazio
  • Irritabilidade
  • Raciocínio mais lento
  • Esquecimento
  • Ansiedade
  • Angústia
  • Vontade de morrer

Imagem: Minha Vida Imagem: Minha Vida

Físicos

Além dos sintomas emocionais, a depressão também dá sinais físicos. Entre eles:

  • Dores de barriga
  • Má digestão
  • Azia
  • Constipação
  • Flatulência
  • Tensão na nuca e nos ombros
  • Dores de cabeça
  • Dores no corpo
  • Pressão no peito
  • Queda da imunidade

Visão Geral

Causas

Depressão é doença?

A depressão envolve uma ampla família de doenças, por isso é denominada como síndrome e, então, classificada como doença psiquiátrica crônica.

Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.

O que provoca a depressão?

Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais, muitas vezes, são consequência e não causa da depressão, considerada por muitos como o “Mal do Século”.

Vale ressaltar que o estresse pode precipitar a depressão em pessoas com predisposição, que provavelmente é genética. A prevalência (número de casos numa população) da depressão é estimada em 19%, o que significa que aproximadamente uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta o problema em algum momento da vida.

Diagnóstico e Exames

Fatores de risco

Alguns fatores podem facilitar o aparecimento dessa patologia. Veja aqui os gatilhos mais comuns da depressão:

  • Abuso: Sofrer abuso físico, sexual ou emocional pode aumentar a vulnerabilidade psicológica, agravando as chances de desenvolver a depressão.
  • Medicações específicas: Alguns elementos químicos, como a Isotretinoína (usada para tratar a acne), o antiviral interferon alfa, e o uso de corticóides, podem aumentar o risco de desenvolver depressão.
  • Conflitos: A depressão em alguém que já tem predisposição genética para a doença, pode ser resultado de conflitos pessoais ou disputas com membros da família e amigos.
  • Morte ou perda: A tristeza ou luto proveniente da morte ou perda de uma pessoa amada, por mais que natural, pode aumentar os riscos de desenvolver depressão
  • Genética: Um histórico familiar de depressão pode aumentar as chances de desenvolver a doença. Contudo, é de conhecimento científico que a depressão é complexa, o que significa que pode haver diversos genes que exercem pequenos efeitos para o surgimento da doença, ao invés de um único gene que contribui para o quadro clínico.
  • Eventos grandiosos: Eventos negativos, como ficar desempregado, divorciar-se ou se aposentar, podem ser prejudiciais. Porém, até mesmo eventos positivos, como começar um novo emprego, formar-se ou se casar, podem ocasionar a depressão. Entretanto, é importante reiterar que a depressão não é apenas uma simples resposta frente a momentos estressantes do cotidiano, mas algo mais persistente.
  • Problemas pessoais: Problemas como o isolamento, causado por doenças mentais, ou por ser expulso da família e de grupos sociais, também podem contribuir para o surgimento da depressão, assim como baixa autoestima.
  • Doenças graves: Às vezes, a depressão pode coexistir com uma grande doença, como por exemplo, o câncer. Ou, então, pode ser estimulada pelo surgimento de um problema de saúde.
  • Abuso de substâncias: Aproximadamente 30% das pessoas com vícios em substâncias apresentam depressão clínica ou profunda, como álcool, cigarro, remédios e drogas ilícitas.

Visão Geral

Tipos

Existem diversos tipos de distúrbios de depressão. Os mais comuns são:

Episódio depressivo

Um episódio depressivo costuma ser classificado como um período de tempo em que a pessoa apresenta uma alteração em seu comportamento. Os principais sintomas são:

  • Tristeza
  • Falta de energia
  • Falta de iniciativa
  • Falta de prazer
  • Alteração do sono
  • Alteração do apetite
  • Pensamento lento
  • Funções motoras mais lentas

Estes quadros tendem a ter uma duração mais curta, de até seis meses, sem uma intensificação dos sintomas.

Depressão profunda (Transtorno depressivo maior)

Se uma pessoa começa a ter quadros depressivos recorrentes ou mantém os sintomas de depressão por mais de seis meses com uma intensificação do quadro, pode-se considerar que ela esteja passando por uma depressão profunda (ou transtorno depressivo maior).

Normalmente o transtorno depressivo maior é um quadro mais grave e também tem grande relação com a herança genética. Nele há uma mudança química no funcionamento do cérebro, que pode ser desencadeada por uma causa física ou emocional.

Depressão bipolar

As fases de depressão dentro do transtorno bipolar também são consideradas um subtipo de depressão. Os sintomas apresentados na fase de tristeza são os mesmos de um episódio depressivo. Já nas fases de euforia, o paciente pode apresentar sintomas como:

  • Agitação
  • Ocupação com diversas atividades
  • Obsessão com determinados assuntos
  • Aumento de impulsividade
  • Aumento de energia
  • Desatenção
  • Hiperatividade

Distimia

Distimia é uma forma crônica de depressão, porém, menos grave do que a forma mais conhecida da doença. Com a distimia, os sintomas de depressão podem durar um longo período de tempo – muitas vezes, dois anos ou mais.

O paciente com distimia costuma:

  • Perder o interesse nas atividades diárias normais
  • Sentir-se sem esperança
  • Ter baixa produtividade
  • Ter baixa autoestima
  • Sentir-se inadequado
  • Ser excessivamente crítico
  • Reclamar constantemente
  • Ser incapaz de se divertir

Entenda melhor sobre a distimia.

Depressão atípica

Normalmente os quadros de depressão atípica costumam ser melancólicos, em que o paciente apresenta principalmente tristeza e pensamentos de morte, desesperança e inutilidade. Há ainda o predomínio de falta de energia, cansaço, aumento excessivo de sono e o humor apático.

Depressão sazonal

O maior exemplo de depressão sazonal são os episódios de tristeza relacionados ao inverno, que ocorrem devido à baixa exposição à luz solar.

Existem outros tipos de depressões sazonais, ligadas às épocas do ano. Por exemplo, durante as festas de final de ano em que os níveis de estresse acabam aumentando devido a pensamentos de promessas não cumpridas durante o ano e ansiedade por um novo período a vir.

Fique atento com períodos de tristeza e de desânimo que acontecem em épocas específicas – sempre que está frio ou sempre próximo de uma data, por exemplo.

Depressão pós-parto

depressão pós-parto ocorre logo após o parto. Os sintomas incluem tristeza e desesperança. Muitas novas mães experimentam alterações de humor e crises de choro após o nascimento do bebê, que se desvanecem rapidamente. Essas mudanças de humor acontecem principalmente devido às alterações hormonais decorrentes do término da gravidez. No entanto, algumas mães experimentam esses sintomas com mais intensidade, dando origem à depressão pós-parto.

Depressão psicótica

A depressão psicótica alia os sintomas de tristeza a outros menos típicos, como delírios e alucinações. Este é considerado um tipo de depressão grave, mas costuma ser raro. No entanto, qualquer pessoa pode desenvolvê-lo e não só quem tem histórico de psicopatia na família.

Depressão na adolescência

A depressão na adolescência é caracterizada pelos mesmos sintomas da depressão profunda. A única e importante diferença é que normalmente, no lugar da tristeza, costumam apresentar irritabilidade.

No Brasil, cerca de 20% dos adolescentes entre 14 e 15 anos apresentavam depressão leve a moderada; e quase 9%, depressão grave.

Já entre os jovens de 16 e 17 anos o número de depressão grave aumenta (17,1%). E 13,5% têm depressão leve a moderada.

A depressão grave costuma ser mais comum em adolescentes com ansiedade, abuso de drogas, além de transtorno de déficit de atenção hiperatividade.

Muitos pais acham que certas atitudes podem ser rebeldia e não sintomas de depressão na adolescência, como resistência em fazer tarefas, dificuldade em estudar e permanência excessiva no quarto.

É recomendável que a família procure orientação psiquiátrica para que seja feito um diagnóstico preciso sobre o adolescente e a possibilidade de depressão.

Se seu filho ou filha adolescente apresenta depressão, especialistas indicam aos pais para se manterem abertos a conversas e interessados em saber do dia a dia dele ou dela.

Depressão infantil

A depressão infantil é bastante semelhante à depressão na adolescência, tendo como sintomas mais comuns a irritabilidade, perda de interesse, mau humor, tristeza e isolamento.

Além dos fatores também comuns a adultos que podem levar à depressão, crianças também apresentam algumas outras causas que potencializam a doença:

  • Sofrer maus tratos domésticos
  • Ser vítima de bullying
  • Pertencer a minorias sexuais
  • Ser rejeitado por algum familiar ou amigo

Contudo, pesquisas mostram que muitas crianças que tendem a praticar bullying também sofrem de depressão; e que uma relação afetiva calorosa com os pais diminui drasticamente à predisposição à doença.

Os pais ou responsáveis devem procurar um médico psiquiátrico quando a criança apresentar principalmente:

  • Tristeza profunda ou prolongada
  • Desânimo persistente
  • Dificuldade para realizar atividades que gostava antes
  • Alterações de apetite e sono
  • Frases muito pessimistas
  • Dificuldade de concentração e atenção

Ao desconfiar de que há “algo errado” com a criança, procure um médico.

Entenda por que muitas crianças e adolescentes aderiram ao e como isso tem preocupado tanto os pais.

Depressão na menopausa

A depressão na menopausa nem sempre é associada à tristeza, choro compulsivo e desinteresse. Isso porque, nesta fase da vida da mulher, o transtorno depressivo costuma causar irritabilidade, cansaço, desamparo ou até mesmo por meio de outras doenças, como vaginite, gripeherpesgastrite cefaleia.

Mulheres entre 35 e 50 anos, portanto, têm mais riscos de apresentarem depressão devido ao período de grandes alterações hormonais devido à chegada da menopausa. Essas mudanças podem ocasionar abalos emocionais e físicos, resultando na doença.

Vale ressaltar que a chamada “transição menopausal” é dividida em:

  • Perimenopausa: declínio da função ovariana até um ano após a menopausa
  • Menopausa: término da atividade ovulatória folicular e um ano de amenorréia, ou seja, sem menstruar
  • Pós-menopausa: a partir de um ano sem menstruar

Além das alterações hormonais, há outros fatores específicos em mulheres que podem desencadear uma depressão:

  • Relacionamento conjugal desgastado ou rompido
  • Apego excessivo na criação dos filhos
  • Histórico de depressão ou outros transtornos psiquiátricos na família
  • Doenças clínicas
  • Baixa condição socioeconômica
  • Baixa escolaridade
  • Perda precoce dos pais

Depressão gestacional

A depressão gestacional é realidade a mais de 70% das mulheres, que apresentam queixas de depressão durante a gravidez.

Mulheres em idade fértil (considerada hoje entre 10 e 49 anos de idade) têm duas vezes mais chances de terem episódio de depressão do que homens.

Ainda, cerca de 25% das mães que tiveram depressão pós-parto apresentavam sintomas de depressão gestacional.

Afinal, variações hormonais e estresses por conta da mudança no corpo, junto a preocupações excessivas com o fato de colocar uma criança ao mundo, podem implicar em uma maior probabilidade de transtornos mentais, como a depressão.

A depressão gestacional pode causar sintomas como insônia, ausência de apetite ou apetite excessivo, enjoo e fadiga. com queixas somáticas como insônia, falta ou ausência de apetite, enjoo, fadiga, medo, irritabilidade e redução na libido.

Esses sintomas são comuns à qualquer gestação e, portanto, vistos com normalidade – o que pode dificultar o diagnóstico da depressão na gravidez.

O tratamento correto, com acompanhamento médico, é essencial para a boa saúde da mãe e do bebê.

Sintomas

Buscando ajuda médica

É perfeitamente normal sentir-se triste, chateado ou infeliz com situações estressantes da vida. Contudo, pessoas com depressão experimentam essas sensações constantemente durante por anos. Isso pode interferir nos relacionamentos, trabalho e atividades diárias.

Se você apresenta os sintomas de depressão e acredita que isso esteja atrapalhando suas atividades e modo de vida, busque ajuda. Se não tratada efetivamente, a depressão pode progredir para algo mais grave, como as tentativas de suicídio.

Desabafo em total sigilo

Se você tem percebido alguns sintomas de depressão, também pode buscar ajuda com o CVV – Centro de Valorização da Vida.

Através do telefone 188 você pode conversar em completo sigilo, tendo apoio emocional por voluntários da entidade.

Se preferir, pode desabafar diretamente pelo chat ou preenchendo um formulário do site.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a depressão são:

  • Clínico geral
  • Psiquiatra
  • Psicólogo

Diagnóstico de Depressão

Como identificar a depressão

O diagnóstico é feito com base nos sintomas apresentados, em como a pessoa se apresenta fisicamente e emocionalmente no momento e em uma breve análise do seu histórico de vida e familiar.

Além disso, a depressão é classificada de acordo com a sua intensidade – leve, moderada ou grave. Portanto, o especialista precisa fazer uma avaliação para entender que condições te levam a ter depressão e como amenizá-la.

Tratamento e Cuidados

Depressão tem cura?

Desde que tenha sido realizado um diagnóstico correto que leve em consideração todos os fatores envolvidos, o que se pode esperar é uma melhora total do quadro depressivo.

Com os métodos de tratamento atuais, e principalmente com os fármacos de ultima geração, o prognóstico é realmente muito bom e pode, sim, afastar o paciente da depressão.

Diagnóstico e Exames

Exames

Para excluir a possibilidade de doenças físicas, podem ser pedidos exames como:

  • Exame físico durante a consulta
  • Exame de sangue
  • Exames neurológicos

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Depressão

Como vencer a depressão

Como se trata de uma família grande de “depressões” com múltiplas causalidades, antes de se iniciar qualquer tratamento é necessário que seja feita uma investigação rigorosa. Por isso, consulte um médico especialista no assunto.

Após o levantamento das causas envolvidas pode-se fazer um planejamento terapêutico adequado. Existem diversas “ferramentas” terapêuticas e a medicamentosa é uma das mais importantes.

Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício. A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente.

Alguns pacientes precisam de tratamento de manutenção ou preventivo, que pode levar anos ou a vida inteira, para evitar o aparecimento de novos episódios de depressão. A psicoterapia ajuda o paciente, mas não previne novos episódios, nem cura a depressão.

Depressão: Tenho depressão, e agora?

A técnica auxilia na reestruturação psicológica do indivíduo, além de aumentar a sua compreensão sobre o processo de depressão e na resolução de conflitos, o que diminui o impacto provocado pelo estresse.

Psicoterapia

A terapia com um psicólogo pode ajudar o paciente a entender os fatores do dia a dia que desencadeiam a depressão, reduzir seus sintomas e trabalhar os eventos que o levaram a desenvolver este problema.

Algumas abordagens são mais recomendadas, como:

Psicanálise freudiana: O autoconhecimento é a chave desse tipo de psicanálise, baseada no pensamento de Freud. A psicanálise freudiana foca no inconsciente e traz seus problemas para o consciente.

Psicanálise junguiana: Ela leva em consideração o inconsciente, o que é reprimido e passa a tratá-lo através de símbolos, imagens oníricas, usando os sonhos como método de análise.

Exercícios

Muitas pessoas procuram alternativas para acabar com os sintomas da depressão. Uma forma de ajudar no tratamento é inserir a prática de exercícios físicos na rotina.

Psicanálise lacaniana: Nessa abordagem, há associação livre de palavras e é através da linguagem que chegamos ao núcleo do ser.

Gestalt: É considerada uma terapia holística, justamente por levar em conta o todo das situações.

Um estudo realizado pelo Centro Médico de Southwestern, na Universidade do Texas (EUA), descobriu que a prática de exercícios aeróbicos regulares pode reduzir os sintomas de depressão pela metade.

De acordo com a pesquisa, o grupo que praticou exercícios aeróbicos cinco vezes por semana reduziu os sintomas em 47% após três meses de treinos. Já o grupo que se exercitava três vezes por semana melhorou seus sintomas em 30%.

A atividade física proporciona distração e convívio social, além de liberar substâncias como endorfina e serotonina, responsáveis por melhorar o humor.

Praticar esportes, seja de curta ou longa duração, causa bem-estar mental e melhora psicológica na maioria das pessoas. Bastam 15 a 30 minutos de exercícios em dias alternados para sentir os efeitos positivos.

Depressão: Dicas para combater

Terapia cognitivo-comportamental: Mais conhecida como TCC, ela se foca em problemas específicos e na melhor forma de saná-los.

Medicamentos para Depressão

Remédios para depressão

Os medicamentos mais usados para o tratamento de depressão são:

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e nunca se automedique.

Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Efeitos de antidepressivos

Os antidepressivos somente devem ser consumidos com prescrição médica. Afinal, tais medicamentos, se ingeridos sem orientação profissional, podem resultar em uma série de efeitos colaterais que prejudicam a saúde física e mental.

Diante disso, o psiquiatra e psicoterapeuta Fernando Portela Câmara, da Associação Brasileira de Psiquiatria recomenda:

  • Nunca aumente ou diminua a dose por conta própria
  • Nunca tente ingerir um antidepressivo não prescrito por médicos
  • Nunca combine antidepressivos com outros remédios sem orientação médica
  • Nunca misture com bebidas alcoólicas
  • Nunca corte o uso de antidepressivos de repentinamente

Ingerir incorretamente antidepressivos pode:

  • Danificar o cérebro
  • Causar dependência química
  • Alterar a personalidade
  • Aumentar a sonolência
  • Reduzir a consciência
  • Diminuir a libido e afetar relações sexuais
  • Elevar os sintomas da depressão

Porém, não precisa torcer o nariz. Não é preciso ter medo de ficar viciado em antidepressivos desde que o uso seja acompanhado por um profissional, como psiquiatra.

Benefícios dos antidepressivos

Se você consultou um médico e ele te receitou um antidepressivo, saiba que seguir as orientações profissionais junto ao remédio podem, de fato, combater a depressão.

Assim, os principais benefícios do uso de antidepressivos com orientação médica são:

  • Reduzem e até eliminam sintomas da depressão
  • Podem ser combinados com dieta e exercícios físicos
  • Diminuem riscos de doenças cardíacas

Convivendo (prognóstico)

Complicações possíveis

Pessoas depressivas há muito tempo e sem tratamento podem ter uma série de problemas como:

  • Baixas no sistema imunológico
  • Aumento dos processos inflamatórios
  • Cansaço extremo
  • Fraqueza
  • Insônia (ou sono de má qualidade)
  • Dificuldade para se concentrar
  • Problemas ou disfunções sexuais
  • Problemas digestivos
  • Isolamento social
  • Suícidio
  • Abuso de substâncias.

Suicídio e depressão

O suicídio e depressão são muito relacionados. Contudo, nem todas as pessoas que apresentam um transtorno depressivo têm o risco de cometer suicídio. Geralmente a pessoa manda uma série de sinais através do comportamento, mas que nem sempre são percebidos ou, então, não são levados a sério.

Qualquer pessoa que tenha um agravamento muito severo de um quadro depressivo, a ponto de não querer mais viver (mesmo que não mencione se matar), é um candidato em potencial ao suicídio.

A depressão é uma doença multicausal e bastante complexa. Vários são os fatores que podem agravá-la a ponto de levar uma pessoa a tirar a própria vida:

  • Doenças orgânicas: Parkinson, doenças reumáticas, câncer, entre outras doenças, podem produzir como consequências físicas e psíquicas um estado depressivo muito intenso.
  • Dificuldade ou recusa em buscar ajuda ou tratamento: a doença vai tendo uma evolução progressiva, levando o indivíduo à total falta de energia e vontade de viver.
  • Situações de perda muito intensas: Estes acontecimentos costumam produzir uma verdadeira ruptura de valores do indivíduo. É como se ele perdesse (ou fosse perder) tudo que significa ou dá sentido a sua vida. Não tendo outros valores para continuar vivendo, tenta tirar sua própria vida.

Nessa situação, falar que “quer morrer” deve ser levado a sério, pois muitos que ameaçam o suicídio realmente fazem a tentativa por estarem cansados de viver e sofrer com a depressão.

Prevenção

Prevenção

Como prevenir

A prevenção da depressão pode ser feita com algumas medidas:

  • Praticar exercícios físicos
  • Realizar técnicas de relaxamento, como meditação e yoga
  • Ter uma agenda para programar suas atividades
  • Ter uma boa qualidade de sono
  • Fazer atividades de lazer, que você se sinta feliz
  • Manter uma alimentação saudável e equilibrada
  • Manter as vacinações em dia
  • Prevenir-se de outras doenças
  • Estar sempre hidratado

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Além de seguir o tratamento à risca, alguns cuidados caseiros podem ajudar na recuperação de quem sofre com depressão:

12 alimentos para controlar a depressão

Entenda como incluir esses alimentos na dieta e qual a melhor forma de consumir!

Sinais de recuperação da depressão

Saiba reconhecer alguns fatores que indicam que sua depressão está indo embora:

Você se sente feliz na maioria dos dias: O tratamento contra a depressão não visa a felicidade em todos os momentos da vida, até porque isso é algo humanamente inalcançável; mas tem como objetivo que a pessoa volte ao humor que costumava ter antes da doença. Então, quando uma pessoa passa menos dias depressiva, pode ser um sinal de que o tratamento está funcionando.

Você está se alimentando normalmente: A depressão pode gerar tanto a ausência como o aumento de apetite. Se você perceber que seu apetite está retornando a como era antes, isso é um ótimo sinal!

Como sair da depressão

  • Pratique exercícios físicos
  • Mantenha a agenda em dia
  • Alimente-se bem
  • Fuja do álcool
  • Volte a ver beleza nas pequenas coisas
  • Ocupe-se com atividades divertidas
  • Reconquiste uma boa noite de sono

Você tem boas noites de sono: Se dificuldades para dormir, insônia ou até mesmo hipersonia (sono excessivo) passaram a ser menos frequentes, significa que seu tratamento está progredindo.

Aplicativos para combater a depressão

Existem vários aplicativos que ajudam a controlar a depressão. Veja alguns a seguir, sempre lembrando que eles não substituem um bom acompanhamento médico:

Você interage com outras pessoas: Normalmente quem passa por uma depressão acaba se isolando socialmente. Portanto, voltar a frequentar locais que gostava e a ter relações com amigos e parentes (e sentir-se bem com isso) é um sinal de que a depressão está indo embora.

Você consegue se concentrar: A depressão pode causar dificuldades de atenção e concentração. Então, caso você esteja conseguindo voltar a se concentrar no trabalho, estudos e até mesmo em tarefas do dia a dia, é um sinal de você está se afastando da depressão!

  • Diário – Controle de Humor
  • Autoavaliação de depressão
  • Cíngulo – Autoconhecimento
  • Pacifica – Stress & Anxiety (em inglês)

Você sente prazer sexual:Muitas pessoas, quando em depressão, não sentem o mesmo prazer que sentiam anteriormente ao ter uma relação sexual. Assim, se sua libido tem voltado e seu desejo sexual está aumentando, sua depressão está passando.

Você não tem mais pensamentos suicidas: Em uma pessoa que está progredindo no tratamento contra a depressão, a tendência é que os pensamentos suicidas sejam eliminados.

Mesmo ao notar estes sinais, é importante continuar com o acompanhamento médico e as indicações prescritas pelo profissional.

Como evitar recaídas

1) Mantenha um bom vínculo de confiança com o médico psiquiatra, tendo uma comunicação aberta sobre o que sente e o que pensa.

2) Evite o “troca-troca” constante de médicos, justamente para que se sinta à vontade o bastante com um profissional específico. Porém, não evite trocar caso não se sinta nada confortável.

3) Não se automedique ou interrompa o uso de antidepressivos.

4) Não suspenda o medicamento por se sentir “curado”. Sempre consulte seu médico.

5) Evite ingerir bebidas alcoólicas, cigarros e outras drogas, lícitas ou ilícitas.

6) Não aumente ou reduza a dosagem adequada recomendada pelo médico sem orientação prévia.

7) Pense que a depressão é uma doença mental e que pode ser tratada, sim!

8) Mantenha o tratamento, seja com medicamentos, exercícios e outros métodos alternativos, conforme o tempo determinado pelo seu médico.

9) Saiba que, mesmo ao se sentir melhor, o médico pode recomendar doses de continuação, que te ajudarão a evitar recaídas.

10) Evite o excesso de cafeína.

Tratamento e Cuidados

Cuidados

Como ajudar alguém com depressão

  • Converse com a pessoa prestando total atenção às palavras, valorizando os sentimentos dela sem julgá-los.
  • Não insinue que a pessoa é fraca por estar com depressão.
  • Pesquise sobre a doença, entenda o que é o transtorno.
  • Tenha paciência com o discurso do paciente, que é sempre bem pessimista.
  • Não a questione tanto. Mostre que você está ali para os momentos difíceis.
  • Não a force a situações que você supostamente acha que a deixarão mais animada. Isso pode alavancar outros sintomas, como ansiedade, maior tristeza e até pânico.

O que pessoas com depressão querem que você saiba

1. Nem sempre pessoas com depressão estão tristes

A tristeza é um dos principais sintomas da depressão, mas a doença não se resume a somente isso. Afinal, a depressão pode apresentar outras emoções, como ansiedade, medo e até mesmo euforia, em pessoas que sofrem de depressão bipolar.

2. Falar “você vai sair dessa” não ajuda

Por mais que você tente se mostrar empático, falar a uma pessoa com depressão que ela irá ou deve “sair dessa situação” pode agravar o caso. Isso porque o paciente pode se sentir fraco ou inútil, pois a frase dá um caráter simplista a um transtorno que é sério.

3. Entenda que nem sempre há motivo para a pessoa estar depressiva

O isolamento, a tristeza, a falta de interação social muitas vezes são consequências e não causas da depressão. Por isso, em diversas situações os pacientes não têm razões emocionais concretas que justifiquem o porquê de estar com quadro depressivo.

4. A pessoa depressiva pode se afastar justamente por gostar de você

Pessoas com depressão costumem se sentir muito incomodados ao verem amigos e familiares queridos sofrendo com a condição delas. Isso faz com que se afastem de quem amam a fim de protegê-las e não por falta de sentimentos.

5. Pequenas ações são complexas para quem tem depressão

Levantar da cama, comer, falar o que está sentindo, pegar o transporte até o trabalho… Essas atividades podem parecer muito simples e fáceis de serem realizadas; mas por vezes não para alguém com depressão. Ações consideradas pequenas para muitos podem ser verdadeiros desafios e tormentos para quem tem depressão.

Veja outras coisas que pessoas com depressão gostariam que você soubesse.

O que não fazer

7 coisas que você nunca deve dizer a uma pessoa com depressão

1) “Por que você não faz algo para superar isso?”

Pessoas com depressão têm uma enorme redução de energia. Por mais que sua intenção seja de ajudar, estes dizeres podem fazer com que elas se sintam ainda mais para baixo, culpando-se como inúteis ou insuficientes.

Sugira algo que elas gostem de fazer, mostrando-se interessado. Mas não force a barra quando não quiserem realizar tal atividade.

2) “Pense positivo!”

A depressão faz com que seus pacientes distorçam a realidade, tendo uma visão de mundo mais pessimista. Por isso, falar que elas deveriam ser positivas ou felizes pode ser algo desanimador e desesperador para alguém que sofre da doença.

Isso pode reforçar sentimentos de desesperança, pois mudar essa visão não é algo que acontece do dia para a noite: requer tratamentos e é progressivo.

3) “Você não precisa de terapia ou antidepressivos!”

Indivíduos deprimidos tendem a achar que pessoas à sua volta os julgarão por procurar ajuda. Antidepressivos podem ser aliados ao combate da doença se acompanhados de orientação médica.

Ainda, há diferentes tipos de terapia: sempre haverá uma que se encaixará ao paciente. Incentive quem tem depressão a ter a mente aberta para auxílios profissionais dizendo que está tudo bem em procurar ajuda.

4) “Mas sua vida é melhor do que de muita gente!”

Comparações podem fazer com que o sentimento de autopunição em pessoas deprimidas aumente. Com estes dizeres, podem se punir pela imagem irreal de serem ingratas ou egoístas.

Lembre-se de que diversas celebridades (ricas e que conquistaram tudo o que desejavam) sofreram e sofrem depressão – algumas até mesmo chegaram ao suicídio.

6) “Se você está assim, a culpa é sua!”

Desde os primórdios da humanidade, a depressão tem sido ainda tratada por muita gente como ligada ao pecado, sendo uma consequência feita por deuses devido a infrações daquela pessoa. É como pensar que “se a pessoa está com depressão, é porque ela mereceu isso”.

Este tipo de julgamento é seríssimo, pois pode elevar ainda mais os sintomas da depressão e até mesmo levar o paciente ao suicídio. A depressão é uma doença mental grave, que pode acometer qualquer pessoa e precisa ser tratada de maneira empática.

5) “Pare de pensar besteiras!”

Há pessoas que se afastam de quem tem depressão por sentirem o “ambiente pesado” devido a pensamentos negativos. Contudo, não é algo que quem sofra da condição controle.

Por isso, mostrar raiva, gritar ou até mesmo lidar com a situação como se fosse mera frescura é extremamente prejudicial ao paciente. Seja solidário e não julgue uma pessoa deprimida.

7) “Amanhã você estará melhor!”

A depressão não é uma tristeza temporária e curável em tão curto prazo. Esta frase traz um sentimento de incapacidade aos pacientes, como se fossem fracassados por não superarem a doença da noite para o dia.

Em vez de criar esta falsa expectativa em quem tem depressão, incentive a pessoa a procurar uma abordagem médica adequada, como psicólogos e psiquiatras.

Visão Geral

Perguntas frequentes

Confira demais conteúdos com dúvidas frequentes sobre depressão respondidas por especialistas:

Sociedade Brasileira de Psicologia

ABRATA – Associação Brasileira de familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos

Referências

Organização Mundial da Saúde (OMS)

Médico psiquiatra Pérsio Ribeiro Gomes de Deus (CRM-SP 31.656), diretor técnico de saúde do Hospital Psiquiátrico da Água Funda (SP)

Médico psiquiatra Diego Freitas Tavares (CRM: 145258) , pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP)

Médico psiquiatra Mario Louzã, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha

Psicóloga Milena Gonçalves Lhano, pós-graduada em Milão na Itália

Fábio Roesler, psicólogo e Neuropsicólogo da Clínica de Cefaleia e Neurologia “Dr Edgard Raffaeli”

Psicanalista Cristiane M. Maluf Martin

Psicóloga Priscila Gasparini, com especialização em neurologia e doutora pela Universidade de São Paulo (USP)

University Of Texas Southwestern Medical Center At Dallas. “UT Southwestern Researchers Study Benefit Of Exercise, Medication On Depression.” ScienceDaily. ScienceDaily, 5 February 2004.

Educador físico Fábio Miranda

Médica neurologista Thais Rodrigues (CRM: 110217), Diretora do Headache Center Brasil

Adriana de Araujo, psicóloga e autora do livro “O Segredo Para Vencer a Depressão”

Coelho CL, Crippa JA, Santos JL, Pinsky I, Zaleski M, Caetano R, Laranjeira R. “Higher prevalence of major depressive symptoms in Brazilians aged 14 and older”. Revista Brasileira de Psiquiatria, 2013.

Fonte:

Redação

Minha Vida

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SAÚDE: REMDESIVIR PASSARÁ POR TESTES NO BRASIL COM AUTORIZAÇÃO DA ANVISA

A nossa coluna SAÚDE deste sábado trás uma boa notícia sobre o combate ao coronavírus. A Gilead, fabricante responsável pelo medicamento no exterior, que já mantinha negociações com a Anvisa para fornecer o remédio ao Brasil agora consegue autorização da Anvisa para fazer testes. Leia o artigo completo a seguir e saiba dos detalhes!

Coronavírus: Anvisa autoriza testes com Remdesivir. Veja o que se sabe

Desde o início de maio, a droga tem sido utilizada em pacientes graves nos Estados Unidos e agora passará por testes no Brasil

Nayara Fernandes, do R7Brasil

 

Utilizado no tratamento de Ebola, Redemsivir tem testes autorizados no Brasil

Estadão Conteúdo

Na última quarta-feira (25), o medicamento Remdesivir foi autorizado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) à aplicação em pacientes infectados com o novo coronavírus.

A liberação pelo órgão não foi uma surpresa. Desde o início de maio, a droga tem sido utilizada em pacientes graves na América do Norte. A Gilead, fabricante responsável pelo medicamento no exterior, mantinha negociações com a Anvisa para fornecer o remédio ao Brasil.

Como funcionarão os testes com Remdesivir? 

Desenvolvido originalmente para o tratamento de ebola, a droga passou por testes clínicos na China no início da pandemia. De acordo com a Anvisa, ela será aplicada durante um estudo de fase 3 em indivíduos hospitalizados com pneumonia grave causada pela covid-19.

Em uma seleção aleatória, o medicamento será aplicado em combinação com o imunoregulador tocilizumabe. Outro grupo de pacientes também receberá o remdesivir, porém combinado a um placebo para que os resultado da droga possam ser identificados.

Fonte: Notícias R7

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SAÚDE: MÉDICOS BRASILEIROS FAZEM ABAIXO-ASSINADO EM DEFESA DE UMA SAÚDE IGUALITÁRIA NO COMBATE AO COVID-19

Grupo de médicos inicia abaixo-assinado Manifesto de brasileiros em defesa ao acesso igualitário à saúde e ao tratamento precoce contra o coronavírus

Publicado 2 horas atrás

em 26.06.2020

Por  

 

Com o objetivo de ajudar a população brasileira na causa da pandemia COVID-19, um grupo de médicos chamado ‘Médicos Pela Vida Covid19‘ iniciou um abaixo-assinado Manifesto de brasileiros em defesa ao acesso igualitário à saúde e ao tratamento precoce contra o coronavírus.

O manifesto dos brasileiros é destinado ao Presidente da República, Governadores dos Estados, Prefeitos das Capitais e Municípios do Brasil. Aos Senadores da República, Deputados Federais, Estaduais e Distritais e Vereadores.

O Médicos Pela Vida Covid19 é um grupo de médicos de todas as especialidades que assiste pessoas acometidas pela pandemia da covid-19. O grupo defende a relação médico-paciente, a assistência primária e o tratamento precoce da covid-19, que segundo os médicos, salvam vidas.

“Pacientes pedindo tratamento precoce, ansiando de não serem hospitalizados, muito menos intubados sob risco de morte. A angústia em atender adequadamente a essas pessoas, por vezes dentro de nossa própria casa, nos motivou a estudar, observar, e lançar mão de condutas que fossem benéficas às pessoas, inclusive para nós mesmos. Daí nasceu a assistência observacional de cada um de nós, convergida para a experiência coletiva, consolidada na produção de uma proposta de protocolo que servisse de guia para os colegas, sensibilizasse autoridades, e tirasse as pessoas do abandono pré-hospitalar, atendendo às expectativas de não precisarem ser hospitalizadas. Intento que temos conseguido na grande maioria dos casos”, diz a fundadora do grupo, Dra. Cristiana Altino de Almeida.

Em um vídeo explicativo (neste link), a Dra. Cristiana Altino de Almeida fala da importância do atendimento pré-hospitalar e do resultado significativo desse procedimento para preservar vidas.

Dra. Cristiana Altino de Almeida é especialista em Medicina Nuclear pelo Colégio Brasileiro de Radiologia, fez residência médica na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Endocrinologia e em Medicina Nuclear, e é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Biologia, Medicina Nuclear e Imagem Molecular.

Participe do abaixo-assinado através deste link abaixo:
https://www.change.org/medicospelavidacovid-19

Em seguida, o manifesto na íntegra:

MANIFESTO DOS BRASILEIROS EM DEFESA DO ACESSO IGUALITÁRIO À SAÚDE. QUEREMOS TRATAMENTO PRECOCE CONTRA O CORONAVÍRUS.

Ao Presidente da República, Governadores dos Estados, Prefeitos das Capitais e Municípios do Brasil. Aos Senadores da República, Deputados Federais, Estaduais e Distritais e Vereadores.

Sabemos que a COVID-19, causada pelo coronavírus, não é uma virose simples. Trata-se de uma doença sistêmica, complexa, generalizada, infecciosa-imunológica-hematológica-inflamatória que pode acometer as pessoas de forma leve, e também pode evoluir para as formas moderada e grave com elevado índice de letalidade, especialmente entre as pessoas consideradas de risco.

Sabemos que, por se tratar de uma doença nova, pandêmica, ainda não existe um tratamento específico, definitivo, nem vacina que previna.

Por diversas experiências e observações práticas de sucesso, realizadas em vários países e serviços brasileiros, evidenciamos que diversos medicamentos que são usados para tratamento de outras doenças há muitos anos, com efeitos colaterais e dosagens adequadas bem conhecidos, podem atuar positivamente também no tratamento da COVID-19, reduzindo a taxa de internamento hospitalar, de internamento em Unidades de Terapia Intensiva, o uso de respiradores, o tempo de recuperação e principalmente sua taxa de letalidade.

Entendemos que, por não podermos identificar quais pacientes vão evoluir com gravidade, diante dos primeiros sinais suspeitos de infecção pelo Coronavírus, todas as pessoas devem ser identificadas e isoladas de forma correta, assim como seus contatos das últimas duas semanas, familiares, colegas de trabalho ou amigos. O que não está sendo feito no Brasil quando a primeira recomendação das unidades de saúde, no primeiro atendimento, manda que essas pessoas infectadas retornem para casa com tratamento sintomático, instruídas apenas a voltar para atendimento médico se apresentarem tosse ou falta de ar. Consideramos que as pessoas infectadas devem receber atendimento médico aos primeiros sintomas e prescrição de medicamentos adequados para cada caso, tais como Ivermectina, Nitazoxanida, Hidroxicloroquina, Azitromicina e Sulfato de Zinco e outros antivirais na fase inicial da doença. Para podermos usar, um ou outro, ou vários. Medicamentos que devem estar disponibilizados nas farmácias e nas redes públicas e privadas de atendimento primário. O tratamento instituído nas fases mais leves ou moderadas da doença além de salvar vidas diminui o número de pessoas que precisam de internamento, esperam em filas por leitos hospitalares ou de terapia intensiva na rede pública e diminui os custos de tratamento dessa pandemia encurtando o ciclo da doença e permitindo mais rapidamente a volta à vida normal dos brasileiros. Questionamos, inclusive, o fato de em locais onde foi imposto o chamado lockdown, o cidadão ser retirado do isolamento do seu carro, e forçado a usar o aglomerado transporte público, ao tempo que os avós e doentes dos desfavorecidos não tiveram, nem têm, a oportunidade de serem acolhidos e protegidos em locais seguros próximos às suas residências, permanecendo no mesmo ambiente que todos os demais familiares.

Para tanto, reivindicamos que as seguintes providências sejam implementadas de imediato:

1-     Direcionar recursos financeiros e humanos para a atenção ambulatorial, estabelecendo protocolo específico para o atendimento precoce e capacitando as equipes de saúde.

2-     Estabelecer campanhas publicitárias mudando a orientação atual: ao invés de estimular as pessoas a ficar em casa e somente procurar o atendimento diante de sintomas mais graves, orientá-las a procurar o médico diante dos primeiros sintomas da doença.

3-     O atendimento médico, seja na unidade de saúde, seja por teleorientação, precisa ter as condições adequadas para prescrição e entrega de remédios necessários, de acordo com cada caso, assim como termo de consentimento, fornecidos pelos planos de saúde e governos federal, estaduais e municipais. É a campanha “REMÉDIOS NA MÃO”!

4-     Habilitação das estruturas federais para assistência à pandemia, tais como Hospitais militares e organizações militares, inclusive com suas farmácias distribuindo os medicamentos prescritos pelos médicos

5-     Efetivar o isolamento social voltado para pacientes e contactantes, com acompanhamento e controle adequados. Garantir que idosos e doentes possam usar estruturas públicas perto de onde moram, como escolas com médicos e demais profissionais de saúde, professores e recreadores, p. ex., com cuidado mais humanizado.

26 de maio de 2020.

No curso da pandemia COVID-19.

Fonte: Conexão Política

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SAÚDE: OS JOVENS SÃO OS PRINCIPAIS ALVOS DE RESTRIÇÕES PARA EVITAR PROPAGAÇÃO DO COVID-19 EM PORTUGAL

Portugal reverte medidas  de relaxamento e foca nas restrições aos jovens para conter nova propagação do novo coronavírus

 SAÚDE

Os portugueses relutaram a sair da quarentena como se pressentissem que o bom desempenho do país durante a pandemia pudesse sair do controle. Foi o que aconteceu. No período entre 21 de maio e 21 de junho, o país registrou 9.200 novos casos.

O governo se viu obrigado a recuar e antecipar o horário de fechamento de lojas para as 20h, proibir a venda de bebidas alcoólicas a partir desse horário e a limitar as reuniões ao máximo de dez pessoas, metade do que estava permitido.

Os jovens são o principal alvo das novas restrições. Festas clandestinas disseminaram novos focos de infecção. No Algarve, uma comemoração para cem pessoas contaminou 76; em Grândola, nos arredores de Lisboa, pelo menos 20 adolescentes adoeceram num acampamento. A onda de calor encheu praias e parques.

Pela primeira vez, o Porto e cidades do Norte do país cancelaram os tradicionais festejos de São João: não houve música, queima de fogos de artifício, barraquinhas de comida e bebida — tudo que remetesse à aglomeração de pessoas.

Modelo exemplar pela organização e pelas medidas eficazes verificadas enquanto os vizinhos eram atingidos em cheio pelo novo coronavírus, Portugal registrou 40 mil infectados pela Covid-19 e 1.543 mortos. Agora, a taxa de contágio só é superada na Europa pela Suécia, que passou ao largo do distanciamento social.

O crescimento de casos na pós-pandemia fez com que o panorama se invertesse: os bons alunos do continente são esnobados. Alguns países europeus, como o Reino Unido e Áustria, estudam se os passageiros procedentes de Portugal devem ser considerados seguros e, por isso, escapar da quarentena obrigatória de 14 dias. Finlândia e Dinamarca, por sua vez, já excluíram os portugueses da lista dos que estão isentos das restrições.

A região da Grande Lisboa e Vale do Tejo é a mais afetada pelo ressurgimento da doença e concentra 80% do pico recente — 367 novos casos nesta quarta-feira em todo o país. Fernando Maltez, diretor de Infectologia do Hospital Cury Cabral, considera que a situação está descontrolada, mas pode ser revertida.

“O desconfinamento poderia ter sido feito de forma mais lenta”, analisou à Rádio Renascença.

O presidente Marcelo Rebelo Sousa apela para que os portugueses sejam rigorosos no uso das máscaras em locais públicos e afasta o cenário de descontrole e ruptura no sistema hospitalar. Mas o certo é que Portugal mostrou que ainda está longe livrar-se da Covid-19.

Fonte: Blog do  BG

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SAÚDE: MPT-RN DOA 2,1 MILHÕES PARA TESTES DE COVID-19

MPT-RN reverte 2,1 milhões para realização de testes para Covid-19

O Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte destinou R$ 2,1 milhões para a aquisição de equipamentos e insumos necessários para o processamento de testes para a detecção da Covid-19 pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os valores são originários de acordo judicial firmado entre a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) e o MPT-RN, no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, que reverteu um total de R$ 13 milhões para ações de prevenção e de combate ao novo coronavírus no Estado.

De acordo com a diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da UFRN, Selma Jerônimo, a aquisição das máquinas irá dobrar a capacidade de realização de testes da Covid-19. Quatro freezers, três centrífugas, duas cabines de biossegurança, um termocirculador e um extrator de ácido nucleico são os novos equipamentos que estão sendo utilizados pelo IMT para realizar testagem do novo coronavírus. Para a diretora do IMT, as máquinas vão aumentar a capacidade e a qualidade dos processos de testagem, além de conferir mais segurança à equipe.

Um dos equipamentos adquiridos é um robô de extração automática de ácido nucleico (moléculas que possuem informação genética do vírus), que antes só existia no Laboratório Central do Estado (Lacen). Para ilustrar como a máquina vai agilizar a realização dos testes, a diretora do IMT explicou que hoje quatro pessoas da equipe conseguem fazer a extração manual de 160 amostras por dia e, com o robô, essas pessoas farão 300 amostras por dia, praticamente dobrando a capacidade.

O Instituto de Medicina Tropical (IMT) realiza o exame da Covid-19 com o diagnóstico molecular, que é o método chamado de PCR. Atualmente, o IMT recebe do Lacen e de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) as coletas em swab (haste para transporte de amostras) do material colhido nos pacientes. Em seguida, realiza a extração do ácido nucleico (informação genética) e a amplificação do material, que é a fase de detecção da presença do vírus. Por fim, o Instituto devolve os resultados ao Laboratório Estadual para que ocorra a análise epidemiológica da doença.

Até o momento, o MPT no Rio Grande do Norte reverteu R$ 14.738.562,43 para o combate à pandemia no Estado. Além de equipamentos como os adquiridos pela UFRN, os valores foram destinados à aquisição de equipamentos de proteção individual para os profissionais da saúde, insumos, respiradores e serviços.

 Fonte: Política em Foco
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SAÚDE: PROFISSIONAIS DE SAÚDE COMEÇARAM NESTA SEXTA-FEIRA A TESTAR VACINA CRIADA POR OXFORD

Na nossa coluna SAÚDE desta quarta-feira temos uma notícia muito boa. Processo de testagem, em parceria com Universidade de Oxford e Unifesp, teve início neste final de semana em São Paulo, com o apoio financeiro da Fundação Lemann no custeio da infraestrutura médica e equipamentos necessários. Leia o artigo completo a seguir e saiba de todos os detalhes!

Covid: SP inicia teste de vacina criada por Oxford

Ana Luiza Menezes – 23/06/2020 01h00 | atualizado em 23/06/2020 01h03

Profissionais de saúde de SP começaram a testar vacina anti-Covid desenvolvida por Oxford Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (22), a Fundação Lemann e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) confirmaram o início dos testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19, em São Paulo. A vacina é desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido.

De acordo com o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Unifesp, que coordena a aplicação da vacina em São Paulo, os testes começaram na última sexta-feira (19) e continuaram nesta segunda. A vacina é uma das 13 em todo o mundo, que já estão em fase de testes em humanos.

Pelo menos 2 mil profissionais de saúde vão testar a vacina em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em São Paulo, os testes contaram com a viabilização financeira da Fundação Lemann no custeio da infraestrutura médica e equipamentos necessários.

– Há um caminho importante a ser percorrido agora pelos especialistas antes de podermos celebrar bons resultados. O que virá depois, ainda não sabemos. Enquanto isso, o foco da Fundação Lemann está em acompanhar a iniciativa. Há muitas pessoas e organizações trabalhando colaborativamente para o sucesso e, junto delas, esperamos dar nossa contribuição para que a pandemia seja superada – destacou a fundação por meio de uma nota:

Fundação Lemann mantém apoio focado em testes da vacina

No último final de semana (20 e 21 de junho), a Fundação Lemann teve a oportunidade de celebrar, com os parceiros envolvidos e especialistas responsáveis, o início dos testes em São Paulo para a vacina ChAdOx1 nCoV-19, liderada globalmente pela Universidade de Oxford. Em São Paulo, onde a iniciativa contou com o financiamento da Fundação Lemann, os estudos clínicos estão sob responsabilidade do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na liderança da Dra. Lily Yin Weckx e com o apoio da Dra. Sue Ann Costa Clemens, responsável pela articulação que colocou o Brasil como o primeiro a integrar a fase de testes para além do Reino Unido.

Há um caminho importante a ser percorrido agora pelos especialistas antes de podermos celebrar bons resultados. O que virá depois, ainda não sabemos. Enquanto isso, o foco da Fundação Lemann está em acompanhar a iniciativa. Há muitas pessoas e organizações trabalhando colaborativamente para o sucesso e, junto delas, esperamos dar nossa contribuição para que a pandemia seja superada, com foco e atenção ao Brasil e sua gente, nosso maior compromisso.

Atenciosamente,
Denis Mizne e equipe Fundação Lemann

Fontes: Pleno News e Fundação Lemann

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SAÚDE: OMS DESCONFIA QUE COVID-19 NO BRASIL ESTÁ SENDO SUBNOTIFICADO

SAÚDE: OMS DESCONFIA QUE COVID-19 NO BRASIL ESTÁ SENDO SUBNOTIFICADO
A medical worker tests samples of suspected Covid-19 cases at the laboratory of the IESS Carlos Andrade Marin hospital in Quito, on June 17, 2020. - Ecuador, one of the Latin American countries hardest hit by the pandemic, has surpassed 4,000 deaths since it declared the presence of the coronavirus in its territory on February 29, the government said Wednesday. (Photo by RODRIGO BUENDIA / AFP)

OMS faz alerta para subnotificação da Covid no Brasil

Segundo a entidade, o número elevado indica baixa testagem e uma provável subnotificação de casos

Por Agência Estado –

Publicado em 23/06/2020 às 09:12

Diretora técnica da OMS, Maria Van Kerkhove apontou que é necessário reduzir a análise das estatísticas ao menor indicador possível

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou preocupação nesta segunda-feira, 22, com a alta porcentagem de resultados positivos nos testes de covid-19 no Brasil – na casa dos 31%, de acordo com o boletim epidemiológico mais recente. Segundo a entidade, o número elevado indica baixa testagem e uma provável subnotificação de casos, uma vez que a taxa média de positivos, em outros países, costuma ser de 17%.”Precisamos entender como quase um terço dos testes dá positivo. Provavelmente, há uma subestimação do número verdadeiro de casos A taxa em países com testagem em massa chega até a 5%, e essa tendência não é um resultado de realizar vários testes”, esclareceu Michael Ryan, diretor do programa de emergências da OMS.

Na semana passada, Ryan afirmou que havia uma “estabilização” da doença no País. Questionado nesta segunda-feira sobre a declaração, ele justificou que os números de casos apresentaram um padrão durante as semanas de junho. O diretor, porém, chamou a atenção para os dados divulgados pelo Ministério da Saúde na sexta-feira, quando houve recorde absoluto na atualização oficial diária, de 54.771 novos infectados – resultado de uma subnotificação anterior na plataforma.

A diretora técnica da OMS, Maria Van Kerkhove, acrescentou que é necessário reduzir a análise das estatísticas ao menor indicador possível. Segundo ela, é importante identificar as variações no comportamento do vírus em cada local, pois ele não se dissemina de forma equivalente ao redor de cada país. “Pode haver diferenças em intensidade e em transmissão na comparação entre Estados. É importante ir ainda mais a fundo.”

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