SAÚDE: SAIBA TUDO SOBRE TELÔMEROS E LONGEVIDADE COM O DR. ÍTALO RACHID

No vídeo desta quinta-feira, aqui na coluna SAÚDE, VOCÊ VAI SABER O QUE SÃO “Telômeros” e qual a sua função no no organismo humano e sua relação com a longevidade através de uma live entre o Dr. Ítalo Rachid e a Dr. Andreia Antoniolli. Portanto, convido você a assistir ao vídeo completo a seguir e aprender como aumentar a sua longevidade!

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA TUDO SOBRE TELÔMEROS E LONGEVIDADE COM O DR. ÍTALO RACHID

SAÚDE: QUAIS AS CAUSAS DE NARIZ OBSTRUÍDO QUANDO ESTAMOS GRIPADOS OU RESFRIADOS?

Por BBC

 

Por que a lista de possíveis causas de um nariz entupido ou congestionado é tão grande? — Foto: Getty Images via BBCPor que a lista de possíveis causas de um nariz entupido ou congestionado é tão grande? — Foto: Getty Images via BBC

Fumaça de cigarro, poeira, mudança do tempo, frio, rinite, sinusite, poluição, umidade, ar seco, pólen, forte odor, gravidez, gripe, resfriado, covid-19… Por que a lista de possíveis causas de um nariz entupido ou congestionado é tão grande? É recomendado tentar desobstruí-lo com descongestionantes e lavagens com soro ou fazer isso mais atrapalha que ajuda? E afinal, por que o nariz reage desse jeito?

Primeiro é preciso entender o complexo papel do nariz no sistema respiratório humano. Ele principalmente filtra, umedece e aquece (com o calor de vasos sanguíneos) o ar inspirado para que chegue da melhor forma aos pulmões, de onde o oxigênio será distribuído para o resto do corpo por meio do sangue.

O otorrinolaringologista Renato Roithmann, diretor-presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, explica em entrevista à BBC News Brasil que o nariz é responsável por equilibrar o ar que inspiramos para a temperatura corporal. “É o nosso termostato (dispositivo que regula a temperatura). O nariz aquece o ar e produz muco para nos defender.” E não é pouco: a mucosa nasal costuma produzir quase 1,5 litro por dia de secreção para manter as vias aéreas úmidas e ajudar a barrar e descartar partículas ou micro-organismos filtrados também por pêlos nasais.

“Quando olhamos a mucosa (a pele que reveste o nariz) no microscópio, parece um tapete, porque é cheia de pelinhos, que são os cílios. Eles ficam batendo para transportar essa secreção. Parecem algas no fundo do mar quando os vemos varrendo em direção à garganta”, afirma a otorrinolaringologista Renata Lopes Mori, da clínica Otorrino Experts.

Mas nem sempre o nariz passa ileso ao desempenhar essas funções, e é aí que ele pode acabar entupido ou congestionado com tanto muco que às vezes ele escorre (coriza). Mori explica as diferenças sutis entre essas duas reações, que podem acontecer ao mesmo tempo no caso de doenças como gripe, resfriado ou covid-19.

No caso do nariz entupido (ou obstruído), conta Mori, isso ocorre pelo inchaço da mucosa, principalmente em uma estrutura na região inferior do nariz chamada concha nasal. “Ela é um epitélio que aumenta e diminui. Mas quando ele inflama, pode aumentar muito e acabar entupindo o nariz.”

A congestão, explica ela, se dá quando o batimento dos cílios diminui e a secreção se acumula e se condensa no nariz. Tomada por esse muco, a mucosa nasal fica inflamada, com vasos sanguíneos inchados.

Gripe ou resfriado: quais as diferenças?
Gripe ou resfriado: quais as diferenças?

Em geral, esse excesso de muco é produzido pelo corpo como uma reação imunológica posterior à invasão bem-sucedida daqueles micro-organismos que conseguiram ultrapassar a barreira nasal e causar doenças nos pulmões, por exemplo. Um dos papéis dessa secreção nesse caso é combater novos invasores. Estima-se que pelo menos metade das pessoas resfriadas tenham o nariz escorrendo como um dos sintomas. Por outro lado, o excesso de muco correndo na direção oposta, ou seja, a garganta, pode causar inflamações e tosse.

Além disso, estima-se que 2 em cada 100 infecções virais nessa região resultem numa infecção bacteriana porque o muco e outros fluidos acumulados criam um lugar propício para a proliferação de bactérias.

E aí surgem as dúvidas: é recomendado usar remédios ou fazer lavagens com soro fisiológico para lidar com nariz obstruído/congestionado, ou é melhor deixar que a situação “volte ao normal” no nariz naturalmente depois de o sistema imunológico derrotar os invasores em outras partes do corpo?

Descongestionantes nasais: benefícios e riscos

Como mostrado acima, a congestão nasal pode ocorrer em resfriados ou alergias, por exemplo, em que a secreção sai sem que se perceba. Mas há momentos em que o corpo não consegue eliminar todo esse muco nasal e muitas pessoas recorrem aos descongestionantes vendidos em farmácias.

Há dois tipos principais deles: os que são administrados diretamente no nariz e os que são administrados pela boca (em forma de xarope ou comprimido). Em geral, esses medicamentos têm um papel de contraírem os vasos sanguíneos do nariz (vasoconstrição), melhorando o incômodo da congestão e ajudando a respirar melhor.

Mas essa melhora não é natural, já que foi obtida pelo produto farmacêutico, então o alívio (benefício para algumas pessoas) é temporário. Um tempo depois, os vasos sanguíneos do nariz voltam a dilatar e a congestão volta. A partir daí, há um vaivém de contrair e descontrair os vasos do nariz que para algumas pessoas é sinônimo de alívio.

Apesar dos benefícios envolvidos, há também diversos riscos, principalmente para crianças, grávidas, lactantes e idosos.

“Os orais só são liberados em crianças a partir dos 4 anos de idade. Alguns seguem o critério de que só pode usar a partir de 6 anos, mas dependendo das formulações só podem ser usados a partir de 12 anos. Além disso, é proibido o uso de descongestionantes orais em grávidas e lactantes. Os de uso tópico, em forma de gota, eventualmente se pode usar. O problema é que eles funcionam tão bem que a pessoa tem a tendência de começar a usar excessivamente porque na gestação normalmente o nariz fica mais congestionado, e aí pode entrar a questão da dependência”, afirma Roithmann, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial.

Segundo o otorrinolaringologista, gestantes e lactantes devem conversar com seus médicos sobre o uso desse tipo de medicamento, mas, “de maneira geral, não se usa descongestionantes nem tópicos (aplicado no local), nem sistêmicos (medicamentos orais) em gestantes e lactantes.”

Há duas saídas possíveis para grávidas e lactantes, sugere Roithmann. Uma é a lavagem nasal (leia mais abaixo) e a outra é o uso de medicamentos anti-inflamatórios de uso tópico, que também podem ser usados de forma segura na rinite da gestação e durante o período de lactação. Mas é importante ressaltar que eles não são descongestionantes.

E por que há toda essa preocupação em torno do uso de descongestionantes nasais?

Roithmann explica que esse tipo de medicamento é absorvido pela circulação sanguínea e pode gerar alterações na frequência cardíaca e de pressão, sem falar de alterações no sistema nervoso central.

Por isso, devem ficar atentos pacientes com condições cardíacas, como isquemia cardíaca, hipertensão, alterações hormonais como hipertireoidismo, diabetes, glaucoma e uso de outros medicamentos, como alguns tipos de antidepressivos.

“Se você pinga essa medicação, ele descongestiona essas estruturas internas do nariz e você em 2 minutos está respirando melhor. Mas qual é o problema disso? Passado um tempo tem um fenômeno chamado efeito rebote”, explica o especialista. “Se usar mais do que três a cinco dias, continuamente, o organismo começa a precisar do congestionante para funcionar. E começa a pedir que a pessoa use cada vez mais. Isso gera uma situação que tem até um nome e é uma doença, que se chama ‘rinite da gota’, ‘rinite medicamentosa’, e que é difícil de tratar, exigindo em alguns casos intervenção cirúrgica do nariz para resolver.”

Há um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados em que torna obrigatória a apresentação e a retenção de uma receita médica para a compra de medicamentos para desobstrução nasal que contenham corticoides e vasoconstritores.

O autor da proposta, o deputado federal Dr. Zacharias Calil (DEM-GO), cita no texto dados da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, que aponta que “os descongestionantes nasais são os medicamentos mais procurados na automedicação, em torno de 7% das vendas” e que “de 25% a 50% dos usuários dessas substâncias poderá desenvolver rinite medicamentosa”.

O projeto, que cita outros efeitos colaterais possíveis (como malformações cardíacas fetais no primeiro trimestre de gravidez e redução da espessura da mucosa nasal), aguarda parecer do relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

“Uma coisa importante para as mães e pais entenderem: a gente tem tanto receio do uso de descongestionante em criança porque a dose que ajuda, ou seja, a dose que descongestiona, é muito próxima da dose que gera efeitos colaterais. Então, é muito comum intoxicação por descongestionante, inclusive visitas à emergência pelos efeitos do excesso de descongestionante”, afirma Roithmann.

Segundo ele, “a tendência hoje da maior parte dos tratamentos, tanto de rinite crônica, quanto de sinusite crônica, é através de lavagens nasais”.

Lavagem nasal: benefícios e riscos

Esse tipo de tratamento, que basicamente lava as narinas com soro fisiológico, vem sendo considerado por especialistas como um das saídas mais efetivas para o cuidado e tratamento de doenças que afetam o nariz. Além de ajudar a prevenir crises de sinusite ou rinite, por exemplo, ao melhorar em alguns casos a circulação sanguínea e a eficiência da mucosa nasal.

Pacientes com rinite alérgica, congestão nasal e excesso de secreção costumam usar essa técnica com frequência, principalmente porque eventuais efeitos adversos envolvem riscos bem menores: a irritação no nariz e a remoção indevida de defesas nasais.

E quais são os principais benefícios? Mori explica que a lavagem nasal ajuda a eliminar substâncias inflamatórias (reduzindo os sintomas de congestão ou obstrução) e também auxilia na remoção mecânica da secreção acumulada, evitando que o local vire um meio de cultura para bactéria e “evoluindo de uma gripe ou resfriado para uma sinusite aguda bacteriana.”

A lavagem nasal pode ser feita em pessoas de todas as idades, mas a quantidade varia a depender da faixa etária. Crianças mais novas podem precisar do auxílio de adultos para realizar o procedimento. Em geral, podem ser usados seringas (sem agulhas) ou dispositivos específicos para isso (vendidos em farmácias ou lojas de artigos médico-hospitalares).

Há dois tipos de lavagem nasal: baixo volume (até 50ml em cada narina) e alto volume (mais do que 100ml por lavagem).

A primeira costuma ser usada em pacientes sem muita secreção e congestão nasal. A segunda, de alto volume, é indicada “nos casos em que a mucosa está inflamada, como nos episódios de gripes, resfriados e principalmente nos casos de sinusites agudas e crônicas”, explica Mori. O objetivo da maior quantidade de soro é conseguir remover essa secreção e substâncias inflamatórias.

A lavagem pode ser feita tanto com o soro vendido em garrafas em farmácia quanto com soro feito em casa. Mas a composição aqui não é igual à do soro caseiro usado para combater a desidratação (com água, sal e açúcar). Mori sugere uma receita baseada em sachês americanos vendidos para lavagem nasal: 250ml de água filtrada/fervida, 1 colher de café rasa de sal de cozinha e 1/4 de colher de café de bicarbonato de sódio (que ajuda a diminuir a viscosidade da secreção). Esse líquido, que não deve ser usado para inalação, pode ser armazenado na geladeira por até 24h.

E como se faz essa lavagem nasal com soro?

Recomenda-se que isso seja feito com a pessoa em pé ou sentada, com uso de seringa (sem agulha), garrafinha vendida em farmácia para esse fim ou dispositivos conhecidos como Lota.

Segundo Mori, o importante nessa técnica é o volume de soro, e não a força ou a pressão aplicada, que em excesso podem transformar a solução em problema. “Muita força pode fazer com que o soro vá parar no ouvido, que se comunica com o nariz pela tuba auditiva. Com o soro se encaminhando para lá, pode gerar muitos desconfortos, como a sensação de ouvido tampado e pior, pode até causar otite.”

A pressão em excesso também pode machucar o septo nasal e provocar sangramento. Por fim, se não houver força ou pressão demais, mas lavagem em excesso, o nariz pode acabar irritado. “A estrutura interna do nariz e sua defesa contra infecções dependem de algumas substâncias presentes nesse muco nasal. Então, a remoção excessiva delas pode ser prejudicial”, afirma Roithmann. Segundo ele, a quantidade ideal numa criança, por exemplo, é duas vezes ao dia: quando acorda e antes de dormir.

Roithmann afirma ainda que essa técnica pode ser usada em bebês, que costumam ter congestão nasal e excesso de muco dentro do nariz, “o que não é sinônimo de doença”. Nessa faixa etária, são usados tanto a lavagem nasal quanto dispositivos de sucção que retiram um pouco desse muco excessivo, já que bebês ainda não sabem expelir por conta própria essa secreção.

No caso dos bebês, o especialista recomenda também que, no caso de congestão nasal, deve-se amamentá-los na posição sentada, que ajuda a desinchar as estruturas nasais, explica Roithmann .

A posição também deve ser observada na hora de dormir em adultos e crianças com nariz congestionado. Recomenda-se que o travesseiro fique em posição mais elevada para ajudar a respiração e diminuir o desconforto.

Roithmann ressalta, por fim, que deve-se buscar a avaliação de médicos especializados caso esse problema respiratório seja frequente, persistente ou esteja afetando a rotina.

Continuar lendo SAÚDE: QUAIS AS CAUSAS DE NARIZ OBSTRUÍDO QUANDO ESTAMOS GRIPADOS OU RESFRIADOS?

SAÚDE: QUAIS MELHORES OS ALIMENTOS PARA COMER À NOITE, POR DR. VITOR SORRENTINO

Hoje estamos introduzindo na programação da nossa coluna SAÚDE as aulas e orientações do médico Dr. Vitor Sorrentino, profissional de saúde e influencer com mais de 350 mil seguidores, que vai tirar todas as suas dúvidas sobre os melhores alimentos para comer à noite. Então dê o play e aprenda a se alimentar saudavelmente!

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: QUAIS MELHORES OS ALIMENTOS PARA COMER À NOITE, POR DR. VITOR SORRENTINO

SAÚDE: SERVIDOR PÚBLICO DO RN QUE NÃO SE VACINAR PODERÁ SER DEMITIDO

Governo Fátima cobra lista de servidores para demitir quem não se vacinou

11/01/2022 às 11:54

Eleita governadora, Fátima Bezerra promete honrar a confiança do povo do Rio Grande do Norte — Senado Notícias

Os órgãos da administração direta e indireta do Poder Executivo estadual devem encaminhar até o próximo dia 20 de janeiro as informações atualizadas do esquema vacinal contra a covid-19 dos agentes públicos estaduais, conforme exigência do Decreto nº 31.022, de 26 de outubro de 2021. Em ofício circular nº1/2022-GAC, o Governo do Estado reitera a necessidade de cumprimento do decreto sob pena de sanções administrativas.

Por esse decreto, “o servidor público estadual, civil ou militar, de que dispõe o § 1º do artigo 2º, que, no prazo de 5 dias úteis, não atender ao disposto nos arts. 1º e 2º deste Decreto incorrerá em falta disciplinar passível de sanção, podendo ir da advertência até a suspensão ou mesmo a demissão, em caso de manutenção da recusa, observada a legislação aplicável”.

De acordo com o Governo, o objetivo é garantir ambiente de trabalho com reduzido risco de contaminação, preservar a saúde dos agentes públicos e conter avanço do cenário epidemiológico, o decreto estabelece a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 a todos os agentes públicos, servidores e terceirizados, civis ou militares no âmbito do serviço público estadual do Rio Grande do Norte.

A comprovação do esquema vacinal, em conformidade ao calendário de imunização, deve ser enviada ao Gabinete Civil do Estado. Em caso negativo, deve ser apresentada declaração com a devida justificativa médica ou técnica.

Fonte: Blog do Gustavo Negreiros

Continuar lendo SAÚDE: SERVIDOR PÚBLICO DO RN QUE NÃO SE VACINAR PODERÁ SER DEMITIDO

SAÚDE: NÚMERO DE ADULTOS COM 40 ANOS OU MAIS VIVENDO COM DEMÊNCIA NO MUNDO DEVE TRIPLICAR ATÉ 2050

Casos de demência no mundo podem triplicar até 2050, diz estudo

Pesquisa estima que o Brasil poderá ter aumento de 206%, saltando de cerca de 1,8 milhões de casos em 2019 para 5,6 milhões de indivíduos com a condição em 2050

Lucas Rocha

da CNNem São Paulo

Fatores de risco para demência, como o tabagismo, a obesidade, alto teor de açúcar no sangue e baixa escolaridade também devem impactar o cenário da doença no mundoFatores de risco para demência, como o tabagismo, a obesidade, alto teor de açúcar no sangue e baixa escolaridade também devem impactar o cenário da doença no mundoClaudia van Zyl/Unsplash

O número de adultos com 40 anos ou mais vivendo com demência em todo o mundo deve quase triplicar até 2050, passando de cerca de 57 milhões em 2019 para 153 milhões. Os principais motivos são o crescimento populacional e o envelhecimento da população.

Os dados do estudo Global Burden of Disease, que realizou estimativas para 204 países, foram publicados no periódico científico Lancet Public Health. De acordo com o estudo, fatores de risco para demência, como o tabagismo, a obesidade, alto teor de açúcar no sangue e baixa escolaridade também devem impactar o cenário da doença no mundo.

As mulheres são mais afetadas pela demência que os homens em todo o mundo. Em 2019, a proporção era de cerca de 100 casos entre elas para 69 entre eles. Segundo o estudo, esse padrão deve permanecer em 2050.

Distribuição entre os países

Em relação ao Brasil, o estudo estima que haverá um aumento de 206% no número de pessoas vivendo com demência nas próximas décadas. De cerca de 1,8 milhões de casos em 2019, o país poderá atingir 5,6 milhões de indivíduos com a condição em 2050.

As estimativas preveem que os aumentos mais significativos dos casos de demência devem ocorrer no leste da África Subsaariana. De acordo com o estudo, o número de pessoas com demência nessa região deve aumentar em 357%, saltando de quase 660 mil em 2019 para mais de 3 milhões em 2050. A explicação está no crescimento populacional, com os aumentos mais expressivos em países como Djibouti (473%), Etiópia (443%) e o Sudão do Sul (396%).

Por outro lado, os aumentos mais discretos de casos estão previstos para os países da Ásia-Pacífico de alta renda. O número de indivíduos com demência deve crescer 53%, de 4,8 milhões em 2019 para 7,4 milhões em 2050. No Japão, o aumento estimado é de 27%, de 4,1 milhões para 5,2 milhões de casos.

Prevenção à demência

Os autores reforçam a necessidade de implementação de estratégias de saúde pública como medidas para reduzir os riscos de demência, como promover o acesso à educação, dieta equilibrada e exercícios físicos, assim como a expansão dos recursos de saúde e assistência social.

Entre os fatores de risco que podem ser modificados, o estudo elenca baixa escolaridade, hipertensão, deficiência auditiva, tabagismo, obesidade na meia-idade, depressão, sedentarismo, diabetes, isolamento social, excessivo consumo de álcool, traumatismo craniano e poluição do ar.

“Abordar esses fatores por meio de intervenções de saúde pública é um caminho para reduzir a prevalência da doença, e mudanças futuras nos fatores de risco modificáveis ​​podem influenciar a trajetória das tendências na prevalência específica por idade”, diz o artigo.

De acordo com o estudo, o aumento ao longo do tempo no número de pessoas afetadas pela demência acentua a importância de não apenas quantificar a carga atual da demência, mas também gerar previsões da prevalência da condição para permitir decisões políticas embasadas, planejamento dos sistemas de saúde e alocação de recursos pelos países.

Continuar lendo SAÚDE: NÚMERO DE ADULTOS COM 40 ANOS OU MAIS VIVENDO COM DEMÊNCIA NO MUNDO DEVE TRIPLICAR ATÉ 2050

SAÚDE: SAIBA TUDO SOBRE FRUTOSE COM DR. SAMUEL DALLE LASTE

No vídeo de hoje, aqui na coluna SAÚDE do Blog do Saber você vai assistir o Dr. Samuel Dalle Laste desmistificar o açucar das frutas, a FRUTOSE. Então se acomode ai na sua poltrona e comece logo a assistir essa aula altamente esclarecedora e aprenda a se alimentar com inteligência.

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA TUDO SOBRE FRUTOSE COM DR. SAMUEL DALLE LASTE

SAÚDE: 10 DICAS PARA ELIMINAR OS GASES E A BARRIGA INCHADA, POR DR. FERNANDO LEMOS

No vídeo de hoje, aqui na coluna SAÚDE desta quinta-feira você vai aprender com o Dr. Fernando Lemos 10 Dicas para eliminar os Gases e a Barriga Inchada, são dicas práticas e simples para obter alívio do inchaço abdominal e prisão de ventre. Então assista ao vídeo completo a seguir e transforme a sua vida e o seu bem estar!

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: 10 DICAS PARA ELIMINAR OS GASES E A BARRIGA INCHADA, POR DR. FERNANDO LEMOS

SAÚDE: APRENDA COMO SACIAR SUA FOME COM FRUTA, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

No vídeo desta quinta-feira, aqui na coluna SAÚDE do Blog do Saber você vai assistir ao Dr. Samuel Dalle Laste dar dicas importantes sobre como saciar a fome ingerindo frutas. Os neurotransmissores, neuropeptídeos, vão regular sua fome. As frutas são carboidrato simples, que faz rapidamente a absorção para a célula, proporcionando assim uma rápida oferta de frutose para a mesma, fazendo então a pessoa ficar com fome. Acrescentar proteína ou gordura para retardar a absorção da fruta é a dica. Inserir castanhas, sementes de girsassol, etc. Assista ao vídeo completo e aprenda como!

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: APRENDA COMO SACIAR SUA FOME COM FRUTA, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

SAÚDE: PERGUNTE AO DR. SAMUEL DALLE LASTE E TENHA MAIS SAÚDE

Toda quarta-feira o Dr. Samuel Dalle Laste faz um vídeo onde ele atende as perguntas dos seus seguidores e é muito, mas muito interessante, didático e de grande aprendizado. Por isso vamos publicar aqui toda quinta-feira esse vídeo que ele produz nas quartas-feiras. Só para que você tenha noção do quão bom é convido você a assistir o vídeo completo a seguir e tirar suas conclusões!

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: PERGUNTE AO DR. SAMUEL DALLE LASTE E TENHA MAIS SAÚDE

SAÚDE: SAIBA COMO SE LIVRAR DA PRESSÃO ALTA COM DR. MARCO MENELAU

No vídeo desta quinta-feira, aqui na coluna SAÚDE do Blog do Saber você vai aprender como se livrar da pressão alta, através de uma magnífica aula, onde ele dá dicas imperdíveis para você controlar sua pressão a base de uma alimentação saudável e remédios fitoterápicos. Então dê um play e comece logo a assistir essa aula preciosa.

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA COMO SE LIVRAR DA PRESSÃO ALTA COM DR. MARCO MENELAU

SAÚDE: DEPOIS DE ASSISTIR ESSE VÍDEO VOCÊ NUNCA MAIS ADOECERÁ DE NOVO, POR DR. BRUCE LIPTON

Ser absolutamente saudável e nunca adoecer é o que 10 em cada dez pessoas gostaria de materializar em suas vidas. Entretanto, pesquisas apontam que 95% da humanidade padece de algum mal e apenas 5% são plenamente saudáveis. Por que isso acontece? Conheça a resposta e saiba como inverter isso, passando a fazer parte desse seleto grupo de pessoas plenamente saudáveis assistindo ao vídeo a seguir, do Dr. Bruce Lipton!

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: DEPOIS DE ASSISTIR ESSE VÍDEO VOCÊ NUNCA MAIS ADOECERÁ DE NOVO, POR DR. BRUCE LIPTON

SAÚDE: SEGUNDO ESPECIALISTA, ENVELHECER BEM DEPENDE DE VÁRIOS FATORES E DA FORMA DIFERENTE COMO RESPONDE AOS DIVERSOS TIPOS DE DIETAS

As dietas funcionam? Novos estudos garantem que bom senso é a melhor escolha

Envelhecer bem, segundo especialistas, depende de fatores genéticos, da idade e do período da vida – e da certeza de que cada indivíduo responde de forma diferente aos diversos tipos de dietas

Agência Estado

Cristiane Segato, do Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

O que colocamos no prato tem a capacidade de interferir nos mecanismos intracelulares a ponto de expandir nossa longevidade? O mercado das dietas antienvelhecimento prospera ao alimentar o sonho de viver anos a mais e com saúde até a velhice.

Faz isso com alegações cientificamente frágeis, mas sedutoras. Uma nova revisão de estudos publicada na revista Science em novembro separa fatos de ficção em um dos mais populares filões da alimentação saudável.

O objetivo da pesquisa foi resumir o conhecimento atual sobre as chamadas dietas antivelhecimento. Os autores delimitaram a pesquisa aos estudos pré-clínicos realizados em roedores e, quando possível, aos achados mais relevantes em humanos.

Analisaram algumas das dietas mais difundidas, como a restrição calórica, o jejum intermitente, a alimentação sem proteínas e a dieta cetogênica.

Resultado positivo

A análise demonstra que, de todas as intervenções alimentares pesquisadas pela ciência, a redução calórica é a única que demonstrou ser capaz de ampliar a longevidade em experimentos com animais.

Roedores submetidos a uma drástica diminuição de calorias chegam a viver 50% mais tempo que os animais livres dessa dieta. Caso fosse possível replicar esse resultado em humanos, seria como elevar a expectativa de vida de 80 anos até o patamar dos 120.

A lógica desse tipo de dieta é reduzir à metade o consumo diário de calorias por longos períodos, sem chegar ao estado de desnutrição. Por enquanto, não há evidências científicas de que ela ou qualquer outra forma de dieta seja capaz de aumentar a longevidade. Ou seja: prolongar o tempo de vida para além da expectativa média.

“Procuramos evidências de que as demais ‘dietas antienvelhecimento’ vendidas às pessoas apresentavam efeitos similares, ao menos em estudos com animais”, disse à Agência Estado o biogerontologista Matt Kaeberlein, coordenador do estudo.

“A resposta é, claramente, não”. O professor da Universidade de Washington, em Seattle, salienta que o fato de não prolongarem a longevidade não significa que essas dietas não tragam nenhum benefício à saúde das pessoas. Segundo ele, os dados disponíveis em relação a isso não são claros.

Personalização

Uma característica do bem-sucedido mercado das dietas é transformar evidências limitadas obtidas em estudos com animais em promessas milagrosas para quem deseja viver mais e melhor.

“O campo da nutrição é confuso. Até mesmo para alguém com treinamento é difícil navegar por tantos conselhos contraditórios”, afirma Kaeberlein. “Minha sugestão é ignorar o ruído. Se alguém disser que a dieta X é a melhor para você, essa pessoa está mentindo”.

Cada indivíduo responde de forma diferente aos diversos tipos de dieta. Um esquema benéfico para alguns pode ser danoso a outros, salientam os autores. Além disso, a biologia de cada um muda ao longo do tempo.

Dessa forma, a resposta individual a um mesmo tipo de dieta pode ser diferente aos 20 anos e aos 60.

Os autores não recomendam que as pessoas adotem dietas radicais de restrição calórica. Além de não haver comprovação de aumento da longevidade em humanos, esse tipo de esquema alimentar pode trazer riscos à saúde, como prejudicar o sistema imunológico e a cicatrização.

Melhor que fast food

Para algumas pessoas, as chamadas dietas antienvelhecimento podem servir de motivação para a melhoria dos hábitos. Vistas por esse ângulo, talvez elas tenham alguma contribuição a dar.

Segundo Kaeberlein, seguir uma dessas dietas é melhor do que viver de fast food e permanecer na obesidade. “Se uma dessas dietas ajudar alguém a emagrecer e a manter o peso saudável, isso será bom para a saúde”, diz.

O bom senso ainda é a melhor bússola. Maus hábitos alimentares (consumo constante de produtos ultraprocessados, com excesso de açúcar, sal e gordura, por exemplo) podem abreviar a vida.

Ao mesmo tempo, escolhas saudáveis aumentam a chance de chegar à velhice com boa saúde. Planos alimentares personalizados e sem radicalismos (em vez das dietas da moda) são a melhor estratégia para quem pretende reduzir o risco de doenças e, talvez, ter uma vida longa.

“Não existe dieta ideal para o ser humano”, diz o endocrinologista Marcio Mancini, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas, em São Paulo. “Alguns indivíduos vão se dar muito bem comendo um monte de proteínas e cortando gorduras e carboidratos, mas a maioria nem consegue seguir dietas rígidas a longo prazo”, afirma.

Efeito Sanfona

Mancini salienta que a dieta cetogênica e a Dieta de Atkins são variações sobre o mesmo tema. Leva a uma perda de peso relativamente rápida, mas é difícil de seguir por muito tempo.

Segundo ele, o chamado efeito sanfona (recuperação do peso perdido) é mais comum nas chamadas dietas antienvelhecimento do que nos programas balanceados para perda de peso.

Ele destaca a dificuldade de transpor para estudos em humanos os achados verificados em pesquisas com animais.

“Mostrar o que acontece em animais ou em poucas pessoas por um período curto é uma coisa. Fazer um grupo grande de indivíduos seguir esse tipo de dieta restritiva durante um tempo longo não é tarefa fácil. Não vivemos em gaiolas, à espera de alimento. No dia a dia, as dificuldades de seguir esse tipo de intervenção aparecem”.

Segundo Mancini, há pesquisas em humanos que conseguem comprovar o efeito de algumas intervenções dietéticas na melhoria das taxas de glicose e na redução da hipertensão em poucas semanas.

Demonstrar que seguir esses esquemas ao longo dos anos pode levar ao aumento da longevidade é mais complicado.

Novas drogas

Por mais que seja difícil demonstrar em humanos que dietas possam desacelerar o envelhecimento e expandir a duração da vida, esse tipo de pesquisa é importante, mesmo quando realizada apenas em camundongos.

Apesar de suas limitações, esses estudos contribuem para a melhoria da compreensão da resposta celular à baixa disponibilidade de nutrientes.

Os cientistas acreditam que essa linha de pesquisa pode levar à descoberta dos mecanismos moleculares capazes de explicar o aumento da longevidade e à criação de remédios para estimulá-la.

Eles começam a detalhar a rede complexa composta de múltiplas vias de sinalização que convergem em centros moleculares importantes.

O principal deles é o chamado alvo mecanicista da rapamicina (mTOR), proteína relacionada à atividade mitocondrial, à autofagia (limpeza dos dejetos das células) e à redução da inflamação que contribui para o envelhecimento.

A geneticista Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos sobre o Genoma Humano e Células-tronco da Universidade de São Paulo (USP), destaca também o papel das sirtuínas, proteínas envolvidas no processo de envelhecimento.

“Uma das hipóteses é a de que a restrição calórica ativa essas proteínas e, com isso, elas fariam a célula entrar em um regime de baixa atividade para poupar energia. Algo como baixar o nível de luminosidade do celular para reduzir o consumo da bateria”, afirma.

“Por outro lado, estudos mostram que o resveratrol presente nas uvas rosadas e no vinho tinto teria exatamente o mesmo efeito de ativar as sirtuínas.”

Para quem pode

Autora do livro “O legado dos genes: o que a ciência pode nos ensinar sobre o envelhecimento”, escrito em parceria com a jornalista Martha San Juan França, Mayana lidera um projeto de pesquisa sobre pessoas saudáveis com mais de 80 anos. Segundo ela, a longevidade excepcional é para quem pode – não para quem quer.

“Existem centenários que aguentam qualquer desaforo do ambiente; pessoas que vivem muitos anos mesmo sem ter um estilo de vida saudável”, afirma. Eles são exceção. Para a maioria das pessoas, há uma interação entre o genoma e o ambiente.

Segundo Mayana, muitos genes devem atuar para aumentar a longevidade, mas o ambiente tem um papel muito importante. “O exercício físico é consenso; não há dúvida de que ele aumenta a expectativa de vida com qualidade”, diz ela. “No caso das dietas, há controvérsias.”

Certezas?

Chegará o dia em que a ciência conseguirá demonstrar que uma ou outra dieta tem o potencial de dar aos humanos alguns anos de vida a mais?

O professor Matt Kaeberlein mantém o ceticismo. “Não acredito que qualquer dieta sozinha seja capaz de aumentar a longevidade das pessoas de forma expressiva (30 ou 40 anos), mas posso estar errado”, afirma.

Continuar lendo SAÚDE: SEGUNDO ESPECIALISTA, ENVELHECER BEM DEPENDE DE VÁRIOS FATORES E DA FORMA DIFERENTE COMO RESPONDE AOS DIVERSOS TIPOS DE DIETAS

SAÚDE: O SEGREDO DO HOMEM DE GELO DESVENDADO PELO DR. SAMUEL DALLE LASTE

Na edição desta quinta-feira da nossa coluna SAÚDE você vai assistir a uma palestra super interessante do Dr. Samuel Dalle Laste sobre o método Wim Hof, o holandês conhecido como “o homem de gêlo”, que ficou submerso num barril de água e gelo por quase duas horas e suas funções vitais não se alteraram. Um verdadeiro enigma para a ciência estudar. Ele desenvolveu um método, onde ele treina pessoas para conseguirem essa proeza. Então esse é um vídeo que você não pode perder. Não é que você vá fazer a mesma coisa, mas o método ensina como você superar os desafios mais difíceis da sua vida, seja no camo físico, mental, espiritual ou emocional.

Continuar lendo SAÚDE: O SEGREDO DO HOMEM DE GELO DESVENDADO PELO DR. SAMUEL DALLE LASTE

SAÚDE: DIABETES E SÍNDROME METABÓLICA? SAIBA COMO CURAR NATURALMENTE

Nesta quinta-feira, aqui na coluna SAÚDE você vai descobrir junto com o Dr. Marco Menelau uma fruta que é remédio para diabetes e síndrome metabólica. Uma maneira natural e sem efeito colateral de você se curar de duas doenças que são o mal do século e está matando muita gente de uma cajadada só. Então se liga ai e assista ao vídeo completo a seguir.

Fonte:

Dr. Marco Menelau
Continuar lendo SAÚDE: DIABETES E SÍNDROME METABÓLICA? SAIBA COMO CURAR NATURALMENTE

SAÚDE: SECRETARIA DE SAÚDE DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE INICIA O PROCESSO DE RETOMADA DAS CIRURGIAS ELETIVAS NO MUNICÍPIO

Prefeitura de São Gonçalo anuncia retomada das cirurgias eletivas

Foto: Divulgação / Prefeitura de São Gonçalo do Amarante

A Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante (SMS) iniciou o processo de retomada das cirurgias eletivas de pequeno e médio porte no município, que foram paralisadas desde dezembro de 2020, em função da pandemia da Covid-19. Uma Chamada Pública está em fase final e vai permitir a montagem de uma nova equipe de médicos cirurgiões.De acordo com o secretário municipal de Saúde, Jalmir Simões, antes da pandemia, o município realizava de 50 a 60 procedimentos cirúrgicos por mês, representando investimento de R$ 100 a 120 mil mensal, sem contar as cirurgias de emergência como as cesarianas, por exemplo.Na semana passada, foram antecipados procedimentos eletivos no Hospital Maternidade Belarmina Monte. A proctologista da rede municipal, que opera na unidade hospitalar, foi responsável pelas seis cirurgias proctológicas realizadas.  Esta semana, a SMS está referenciando 10 pacientes para cirurgias ginecológicas. “Vamos atender a uma demanda reprimida que é de 300 procedimentos, principalmente ginecológicos. São usuários e usuárias que estão aguardando avaliação ambulatorial “, informou Jalmir.Com a retomada das cirurgias gerais (hérnia, vesícula, cistos, entre outras), ginecológicas e vasculares (varizes), o município deve voltar à média de 50 procedimentos a cada mês. “Nossa ideia é iniciar o quanto antes o trabalho ambulatorial para avaliação destes pacientes. Os casos mais simples serão autorizados com mais rapidez, já aqueles que dependem de exames pré-operatórios mais específicos vão seguindo o fluxo, de acordo com a ordem de atendimento ou de urgência médica”, enfatizou Jalmir.

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo SAÚDE: SECRETARIA DE SAÚDE DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE INICIA O PROCESSO DE RETOMADA DAS CIRURGIAS ELETIVAS NO MUNICÍPIO

SAÚDE: CAMPANHA NOVEMBRO AZUL É DEDICADA À CONSCIENTIZAÇÃO PRA A SAÚDE INTEGRAL DO HOMEM

Novembro Azul: conheça cinco indicadores de que a saúde do homem não vai bem

Campanha promove a conscientização para a saúde integral do homem; atenção aos sintomas pode prevenir doenças e complicações, dizem especialistas

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

Acompanhamento médico regular permite o diagnóstico precoce de doenças que não apresentam sintomasAcompanhamento médico regular permite o diagnóstico precoce de doenças que não apresentam sintomas Foto: Getty Images (PeopleImages)

A campanha Novembro Azul é dedicada à conscientização para a saúde integral do homem. Ainda hoje, persiste o hábito masculino de procurar atendimento médico apenas diante de uma doença, o que pode ser prejudicial à saúde.

À questão cultural, soma-se o medo do diagnóstico de uma doença, o que colocaria em xeque a crença de uma suposta invulnerabilidade. O foco no trabalho e o funcionamento dos serviços de saúde em horários que se chocam com o período do expediente também são fatores que afastam os homens dos consultórios.

“O homem é educado e tem toda a sua formação baseada em ser forte, não sentir dor, ser arrimo de família. Estamos pagando um preço muito alto por isso. Nós vivemos em um país onde não se propaga a promoção da saúde e a prevenção. Não adianta falar sobre a saúde do homem só em novembro, é preciso falar durante o ano inteiro”, destaca Marlene Oliveira, idealizadora da campanha Novembro Azul e presidente do Instituto Lado a Lado pela Vida.

Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que entre os principais motivos para a baixa procura masculina pelos serviços de saúde estão a representação do cuidar como tarefa feminina, as questões relacionadas ao trabalho, a dificuldade de acesso aos serviços e a falta de unidades especificamente voltadas para a saúde do homem.

“O acompanhamento clínico é muito importante por que os exames de check-up permitem o diagnóstico de doenças que não apresentam sintomas, como o câncer de próstata. Temos uma redução significativa nas consultas de rotina por conta da pandemia de Covid-19 e diagnósticos represados de doenças que poderiam ter sido evitadas”, afirmou o médico urologista Carlo Passerotti, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo.

A pesquisa nacional de saúde do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2019, apontou que a proporção de mulheres (82,3%) que consultaram médico foi superior à dos homens (69,4%). De acordo com o estudo, 159,6 milhões (76,2%) de pessoas haviam se consultado com um médico, no país, nos últimos 12 meses anteriores à realização da pesquisa.

Além do acompanhamento médico regular, o conhecimento do próprio corpo também é fundamental para a identificação de possíveis alterações e sintomas de doenças, de acordo com o pesquisador e médico andrologista Jorge Hallak, professor da Faculdade de Medicina e coordenador do Grupo de Estudos em Saúde do Homem do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP).

“O autoexame de testículo é muito importante, desde a puberdade, como conscientização do próprio corpo. O médico ensina como é o exame: no chuveiro, durante o banho é possível apalpar cada testículo. A mão esquerda apoia o testículo contra a superfície do escroto, e a mão direita vai palpando toda a estrutura do testículo de cima para baixo”, explica Jorge.

Segundo o médico, durante o autoexame é importante observar irregularidades, como mudanças no tamanho dos testículos, verificar a presença de nódulos (caroços) e se há algum tipo de dor diante do toque.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a cada três mortes de adultos no Brasil, duas são de homens. No Brasil, os homens vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e também apresentam mais doenças do coração, câncer, diabetes, além de níveis de colesterol e pressão arterial mais elevados, segundo a Opas.

Especialistas consultados pela CNN alertam que ignorar um sintoma físico ou mental pode trazer prejuízos para a saúde a longo prazo. O acompanhamento regular da saúde como medida de prevenção pode reduzir as chances de complicações como infartos, diabetes grave e acidente vascular cerebral (AVC).

Conheça cinco indicadores que apontam que a saúde do homem não vai bem e sugerem a necessidade de buscar atendimento especializado.

1. Dores de cabeça persistentes

Entendidas como um problema corriqueiro, as dores de cabeça tendem a ser ignoradas. Na tentativa de se livrar do incômodo, muitas pessoas optam por tomar remédios por conta própria. Os medicamentos podem aliviar o sintoma por um determinado momento. No entanto, especialistas explicam que o hábito pode apenas esconder um problema maior que precisa ser investigado mais profundamente.

O estresse e a ansiedade, por exemplo, são fatores que podem provocar as dores de cabeça. Os distúrbios afetam a qualidade do sono e atrapalham a concentração, ampliando o cansaço do corpo e da mente. Ignorar sintomas associados à saúde mental pode tornar mais difícil o tratamento de doenças como a depressão, o transtorno de ansiedade generalizada e o estresse crônico.

A origem das dores de cabeça também pode estar em doenças mais simples de tratar, como a gripe, os resfriados e a sinusite. Nesse caso, o tratamento adequado pode ser a solução, incluindo o repouso, a hidratação e o uso de medicamentos que aliviam os sintomas.

2. Falta de energia ao longo do dia

A sobrecarga de trabalho, a má alimentação e a privação do sono contribuem para o cansaço excessivo, a fadiga, e para a sensação de falta de energia para as atividades cotidianas.

Indivíduos adultos devem dormir de sete a nove horas por noite para alcançar a restauração completa do organismo. A falta de sono pode trazer prejuízos para a memória, concentração, desempenho no trabalho e no humor.

Entre as principais causas da privação do sono estão o estresse e a ansiedade, o consumo excessivo de álcool e de cafeína, além de distúrbios como a própria insônia, a apneia e a síndrome das pernas inquietas.

A baixa qualidade do sono favorece o surgimento de doenças como diabetes, obesidade, pressão alta, problemas cardíacos, além da redução da imunidade.

3. Irritabilidade excessiva

De acordo com o médico endocrinologista Filippo Pedrinola, é preciso ter atenção ao diferenciar a irritação comum do dia a dia de quadros em que a irritabilidade se torna excessiva. “A irritabilidade em excesso significa algum desequilíbrio, normalmente ligado aos neurotransmissores cerebrais”, disse.

O especialista explica que a hiperatividade do sistema nervoso autônomo, com a estimulação contínua da glândula suprarrenal, pode levar ao aumento da produção de hormônios como a adrenalina e o cortisol.

“O excesso da ativação da glândula suprarrenal aumenta muito a produção dos hormônios que mexem com o humor, gera irritabilidade, piora o sono e leva à privação do sono, o que também aumenta a irritabilidade”, afirma.

Segundo o médico, o desequilíbrio hormonal geralmente está associado ao estresse crônico. Durante uma situação de estresse, o corpo aumenta a produção de hormônios específicos, como o cortisol e a adrenalina, de modo a preparar o organismo humano para reagir em defesa diante de uma ameaça, por exemplo.

No entanto, as diversas situações estressantes do cotidiano podem tornar a produção desses hormônios mais intensa, mesmo após as situações de nervosismo.

“O estresse foi feito para ser agudo, mas hoje ele se tornou crônico, e quando ele vira crônico ele também passa a ser tóxico. Essa liberação do cortisol em excesso, pode afetar a região do hipocampo, no cérebro, responsável pela memória”, explica Filippo.

4. Perda de peso repentina

A atenção à balança é um cuidado que deve fazer parte da rotina na atenção à saúde integral. A perda de peso significativa pode estar associada a diferentes problemas de saúde, incluindo alterações gastrointestinais, doenças infecciosas e inflamatórias, câncer, e disfunções hormonais.

Problemas no intestino podem prejudicar a absorção de nutrientes pelo organismo, levando ao rápido emagrecimento.

Entre os distúrbios mais comuns estão a intolerância à lactose, que consiste na incapacidade do corpo de digerir o açúcar presente no leite e em seus derivados; a doença celíaca, causada pela intolerância ao glúten; doenças inflamatórias, como a síndrome do intestino irritável e a doença de Crohn (associadas a diarreia e cólica abdominal), e a retocolite ulcerativa, doença caracterizada por episódios recorrentes de inflamação.

O agravamento de outras doenças como o câncer, o diabetes e a Aids, também pode refletir em perda de peso repentina. “Os tumores podem causar perdas de peso rápidas, sendo os mais comuns os do trato gastrointestinal, principalmente do intestino”, afirma Carlo.

Problemas da glândula tireoide, responsável por regular as funções de vários órgãos, como coração, cérebro e fígado, também podem provocar a perda involuntária de peso.

O hipertireoidismo, definido como a produção excessiva de hormônios pela tireoide, pode provocar além da perda de peso, perda de apetite, fraqueza nos músculos, perda de cálcio nos ossos, além de intestino solto, nervosismo e irritação.

5. Falta de desejo sexual

Embora seja um tema difícil de ser debatido, por questões culturais, a falta de desejo sexual também é um problema comum entre os homens. Cerca de metade dos homens com mais de 40 anos apresentam queixas associadas à perda de ereção, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia.

A redução da libido está relacionada principalmente a fatores psicológicos, que vão desde os problemas no relacionamento a distúrbios como ansiedade e depressão.

“Não procurar o médico ou se automedicar acaba mascarando um quadro de ansiedade e insegurança. Muitas vezes, o gatilho para a perda de libido ou da ereção é emocional, como pensamentos automáticos e repetitivos que são negativos”, diz Filippo.

Segundo o urologista Carlo Passerotti, as causas da perda de desejo sexual também incluem o uso de medicamentos, como antidepressivos, e a baixa concentração de testosterona no sangue.

“Há uma parte hormonal por trás do desinteresse sexual que pode ser investigada. Normalmente, alterações hormonais, como a queda de testosterona e dos hormônios masculinos levam a uma falta de interesse sexual. A redução da testosterona pode estar associada a remédios, cirurgias, principalmente no testículo, além de estresse e cansaço”, disse Carlo.

A partir dos 40 anos, os homens apresentam uma diminuição gradativa da produção da testosterona pelo organismo, que dá início à andropausa. O fenômeno é diferente da menopausa, que atinge as mulheres, que leva a uma queda mais drástica dos hormônio femininos, como o estrogênio e a progesterona.

“A andropausa pode levar a diversos sintomas, como falta de desejo sexual, piora da ereção, desânimo, cansaço e perda de massa muscular”, explica. “As medidas de prevenção envolvem ter uma vida saudável. A obesidade é uma das coisas que diminuem a testosterona. Dormir bem, comer bem, fazer exercícios regularmente aumenta a testosterona”, conclui.

Continuar lendo SAÚDE: CAMPANHA NOVEMBRO AZUL É DEDICADA À CONSCIENTIZAÇÃO PRA A SAÚDE INTEGRAL DO HOMEM

SAÚDE: SAIBA COMO DIFERENCIAR DOR DA OVULAÇÃO DE OUTRAS DOENÇAS

Dor da ovulação pode confundir com outras doenças; saiba como  identificá-la

Luiza Vidal

Do VivaBem, em São Paulo

09/11/2021 04h00

iStock

Uma dor na região inferior do abdome, ou do lado esquerdo, ou do lado direito. Depende do mês. O incômodo pode lembrar a presença de gases e, quando é muito intenso, os sintomas de uma apendicite. No entanto, não estamos falando de nenhuma dessas condições e, sim, da dor durante o período de ovulação em pessoas que menstruam.

Essa dorzinha, que pode ser bem sutil ou mais intensa, ocorre apenas em quem não faz uso de hormônios, como as pílulas anticoncepcionais. E existe um motivo para isso ocorrer: a cada ciclo menstrual, há uma produção enorme de folículos —responsáveis por carregar os óvulos— nos ovários. No entanto, apenas um folículo irá amadurecer e se tornar o dominante.

O processo da ovulação acontece quando esse folículo rompe e o óvulo que estava ali dentro segue seu “caminho”, pelas trompas, com objetivo de tentar encontrar o espermatozoide e fecundar. Neste processo todo, também são liberadas secreções que podem irritar a região da pelve, com acúmulo de líquido, causando a dor.

“Por isso que algumas pessoas até sentem que ovularam, que é quando esse líquido cai na cavidade abdominal. Quando o organismo demora mais para absorver esse líquido, pode doer mais em algumas mulheres que em outras. Depende da sensibilidade à dor. Há mulheres que nem sentem”, explica Marcela Queiroz, ginecologista da MEJC (Maternidade Escola Januário Cicco), da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), da Rede Ebserh.

Dor do meio do ciclo

A dor da ovulação também é conhecida pelo nome de “Mittelschmerz”, nome alemão para “dor do meio”. Como o próprio nome diz, ela ocorre no meio do ciclo de quem menstrua, dividindo as duas fases do ciclo.

A primeira é a fase folicular, que começa a partir do primeiro dia da menstruação, com máxima produção de hormônios ao longo dos dias, como o estrogênio. Neste período, é comum sentir-se mais disposta, criativa e com a libido alta.

Depois vem a ovulação, que é a fase mais curta, durando em média de 24 a 48 horas. Na sequência, inicia-se a fase lútea, marcada pela queda abrupta de hormônios —quando a pessoa tende a ficar com menos libido e mais indisposta de uma forma geral.

Quais são as características dessa dor?

Posso tomar algum remédio? Para definir qual é o dia da ovulação, é preciso saber quanto tempo dura o seu ciclo —se 26, 28 ou 30, por exemplo. Isso porque, no geral, a ovulação ocorre 14 dias antes da menstruação. Desta forma, é possível calcular o próximo dia da menstruação e, com base nisso, contar 14 dias antes.

Sabendo quando será esse dia, você também fica mais calma e evita até que a dor seja confundida com outra doença. Mas uma característica dela é a região. A cada mês, a ovulação vai ocorrer em um dos ovários, esquerdo ou direito, então a dor é bem localizada na parte inferior do abdome, na região pélvica.

É possível que a ovulação aconteça dois meses seguidos no mesmo ovário, não tem uma regra, mas é importante saber que a dor é localizada em um dos lados.

Outra característica é que ela tende a durar no máximo um dia, por poucas horas, conforme explica Juliana Sperandio, ginecologista especializada em cirurgias minimamente invasivas pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Essa dor inicia-se de maneira mais abrupta e termina bem fraca. É uma dor também autolimitada que se resolve facilmente”, diz.

Ainda de acordo com a médica, é possível aliviar os sintomas com analgésicos utilizados habitualmente pela paciente —em alguns casos, o especialista pode indicar um anti-inflamatório.

De acordo com Geraldo Caldeira, ginecologista e obstetra da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e médico do serviço de reprodução humana do Hospital e Maternidade Santa Joana (SP), dores que causem muito incômodo merecem atenção especial. “Toda dor da ovulação muito forte precisa ser investigada”, diz.

Também é um bom termômetro para quem quer engravidar (ou não): “A paciente que quer engravidar pode ter relações sexuais nesses dias. Já quem não deseja a gravidez, deve evitar relação neste período”, explica Caldeira.

Alerta vermelho: sua dor pode ser outra coisa.

As dores pélvicas —como a dor da ovulação— podem ser sintoma de diversas doenças, segundo Sperandio. “Pode confundir com quadros de dor pélvica aguda, como apendicite [principalmente se a dor for do lado direito] e simular outras doenças ginecológicas, como cistos ovarianos, torção de ovário e gestação ectópica. Por isso, é importante destacar outras causas”, diz.

Fique de olho, principalmente, se a dor vier acompanhada de febre, falta de apetite, diarreia ou outros sintomas que destoam do quadro. Neste caso, é preciso investigar com ajuda de um especialista. Um exame de ultrassom, por exemplo, é capaz de fechar o diagnóstico.

Segundo Cecilia Maria Roteli, ginecologista e obstetra consultora da AMB (Associação Médica Brasileira), é comum atender mulheres com esse tipo de queixa no consultório. “São queixas que, de repente, com mudanças de hábitos de vida, como mais estresse, tornam-se mais importantes”, explica.

inda de acordo com a médica, é preciso ficar de olho no começo da fase de menstruação em crianças, quando os adultos não dão tanta importância para as queixas. “Essa dor pode ser algo mais sério e evoluir para problemas futuros, como cisto no ovário e endometriose. Quanto mais cedo a gente descobre, mais fácil é tratar e obter melhores resultados.”

Autoconhecimento é a chave.

Quando a pessoa conhece bem o ciclo menstrual, fica mais fácil entender o que deve acontecer cada dia. Com isso, já ter consciência de que a dor em questão é normal e passageira. Fugindo na normalidade, é importante buscar orientação médica.

Há ainda mais benefícios nesse autoconhecimento. “É importante perceber essas flutuações não só para evitar uma gravidez, por exemplo, mas organizar a vida também, principalmente quando estamos na primeira fase, com mais ânimo e criativas”, explica Juliana Sperandio.

Fonte: VivaBem Uol

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA COMO DIFERENCIAR DOR DA OVULAÇÃO DE OUTRAS DOENÇAS

SAÚDE: SAIBA QUAIS OS SINTOMAS E PREVENÇÃO DA PRISÃO DE VENTRE

Sintomas, prevenção e tratamentos para uma vida melhor

Prisão de ventre afeta mais as mulheres; veja como amenizar o problema

Colaboração para VivaBem

08/11/2021 04h00

iStockImagem: iStock

A dificuldade persistente em evacuar é um problema bastante comum que traz um desconforto enorme no dia a dia. A constipação intestinal, que também é conhecida como prisão de ventre, acompanha sintomas como dores abdominais, inchados e irritabilidade.

As mulheres costumam sofrer mais com o intestino preso. A situação desagradável é bastante comum na gestação, alguns dias antes da menstruação e na menopausa.

De acordo com Henrique Perobelli, gastroenterologista e proctologista do Hospital São Camilo, em São Paulo, as alterações hormonais durante o ciclo menstrual mexem com a musculatura do intestino e retardam o ritmo intestinal. “Além disso, o envelhecimento causa flacidez do assoalho pélvico devido ao peso aumentado que precisa suportar ao longo da vida. Isso agrava o problema”, afirma.

O especialista acrescenta que há ainda o fator comportamental. Muitas mulheres ficam com vergonha de evacuar fora de casa e seguram as fezes quando estão no ambiente de trabalho ou ao viajar. Por isso, como ficam mais tempo no organismo, os excrementos endurecem, o que dificulta a eliminação.

“Os estudos apontam que aumenta a prevalência de constipação crônica em mulheres mais velhas. O problema também é mais comum em quem sofreu abusos na infância e em pessoas de baixa condição socioeconômica”, destaca Rafaela Pacheco, médica e presidente da Associação Pernambucana de Medicina de Família e Comunidade e membro da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade).

Principais sintomas

A constipação intestinal é caracterizada pela dificuldade em evacuar. Um indicativo dessa dificuldade é o número de idas ao banheiro: menos de três vezes na semana já é considerado problemático. Geralmente, as fezes são mais duras, secas e em pouca quantidade, o que exige um maior esforço para sua eliminação. Algumas vezes, há ainda a sensação de evacuação incompleta.

Alguns indivíduos também apresentam cólicas abdominais, dificuldade para eliminar os gases, distensão no abdome e náuseas. Em alguns casos, surge a dor anal —quando há o ressecamento excessivo das fezes, causando fissuras e sangramentos na região.

Por que a constipação acontece?

Há diversos motivos para uma pessoa ficar constipada. Entre as principais causas estão o estresse, o consumo de poucas fibras, a hidratação inadequada e o sedentarismo.

Além disso, o uso de alguns medicamentos pode “segurar” ainda mais o intestino: remédios para hipertensão, antiácidos, diuréticos, anticonvulsivantes e alguns analgésicos e anti-inflamatórios entram para a lista.

As gestantes também são mais afetadas devido aos hormônios produzidos no período e pela pressão que o útero faz sobre o reto. Já os idosos apresentam mais o problema por perder a força muscular do abdome e usar medicamentos para doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson.

Outras condições de saúde como diabetesAVC (acidente vascular cerebral), problemas no cólon ou reto (como diverticulite ou síndrome do intestino irritável) e o funcionamento inadequado da glândula tireoide também aumentam o risco de prisão de ventre.

Em casos mais graves, a constipação intestinal crônica ocasiona complicações como fecaloma, ou seja, uma massa compacta de fezes endurecidas, que ficam no reto ou no cólon e interrompem o trânsito intestinal. Sendo assim, a pessoa não consegue mais defecar.

“Quem tem histórico de câncer colorretal na família, sangramentos nas fezes e perda de peso sem motivo aparente deve se atentar ainda mais e procurar ajuda médica. Também é importante observar se há mudanças no aspecto das fezes”, afirma Pacheco.

Tratamentos indicados

Quando a constipação intestinal se torna muito frequente, as fezes estiverem muito ressecadas ou houver sinal de sangue, é a hora de procurar um especialista para ter um diagnóstico correto. Geralmente, são realizados exames para descartar doenças e começar o tratamento adequado.

As pessoas que sofrem com a constipação são orientadas a mudar o estilo de vida. Isso envolve dieta, atividade física e aumento do consumo de água. Além disso, em alguns casos, são indicados medicamentos para combater o problema.

“O tratamento ocorre com a reeducação dietética, aumento do consumo de fibras, laxantes osmóticos, que umidificam as fezes, e formadores de bolo fecal. Em alguns casos, é preciso fisioterapia [para reeducar as funções do músculo esfíncter anal] e medicamentos específicos”, afirma Perobelli.

Vale destacar que o uso de laxantes sem prescrição médica não é recomendado. Apesar de proporcionar um alívio quase imediato, em quantidades excessivas, eles danificam as células do cólon e interferem na capacidade de contração. Sendo assim, costumam piorar a constipação em longo prazo.

“O ideal é evitar o uso de medicamentos ou quaisquer intervenções antes de mudar os hábitos de alimentação e estilo de vida”, completa a médica de família e comunidade.

Alimentação pode ser aliada

Alimentos fontes de fibras - iStock - iStockImagem: iStock

A OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda consumir, no mínimo, 30 gramas de fibras por dia. Elas ajudam a dar volume e consistência pastosa ao bolo fecal, facilitando o trânsito intestinal.

“Uma dieta desequilibrada interfere no funcionamento intestinal. A adição de alimentos ricos em fibras à dieta e o aumento da ingestão de líquidos previne e alivia os sintomas. Essa mudança deve ser gradativa, já que as fibras em excesso causam desconfortos e se não forem bem hidratadas, acabam agravando a constipação”, explica Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia).

Entre os alimentos fontes de fibras, podemos citar:

Por outro lado, a recomendação é evitar ou consumir com moderação alimentos com baixo teor de fibras e mais difíceis de digerir. É o caso das carnes vermelhas, laticínios, alimentos processados e fritos, fast-food e itens com farinha refinada e açúcar.

É possível prevenir a prisão de ventre?

Sim. De acordo com os especialistas consultados por VivaBem, a melhor forma de prevenir a prisão de ventre é apostar na manutenção de bons hábitos de vida. A boa notícia é que pessoas que sofrem de constipação leve também conseguem colher benefícios e controlar a condição com algumas atitudes simples do dia a dia. Veja:

  • Evitar segurar as fezes e ir ao banheiro assim que sentir vontade;
  • Mudar a dieta, ou seja, incluir mais fibras e beber mais água;
  • Ler os rótulos dos produtos e checar o teor de fibras;
  • Realizar atividade física regular. O ideal é se mexer pelo menos 30 minutos por dia, cerca de três vezes por semana;
  • Manter um horário e local regular para evacuar. É importante criar uma rotina;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas, já que desidratam as fezes;
  • Usar laxantes ou supositórios apenas com orientação médica;
  • Gerenciar o estresse e a ansiedade.

Fonte: Vivabem Uol

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA QUAIS OS SINTOMAS E PREVENÇÃO DA PRISÃO DE VENTRE

SAÚDE: 4 PASSOS PARA DESINTOXICAR O CORPO, POR DR. MARCO MENELAU

No vídeo desta quinta-feira, aqui na coluna SAÚDE você vai ver o Dr. Marco Menelau dar uma senhora aula sobre 4 passos para desintoxicar o corpo. Antes ele fala sobre as causas básicas das doenças, que são: psíquico/mental, falta de nutrientes, micróbios, energia vital e toxinas. Então se liga ai e assista ao vídeo completo a seguir e aprenda como desintoxicar o seu corpo e ter muito mais saúde.

Fonte:

 

Continuar lendo SAÚDE: 4 PASSOS PARA DESINTOXICAR O CORPO, POR DR. MARCO MENELAU

SAÚDE: DIETA CETOGÊNICA, COMO FAZER DE MANEIRA CORRETA – PARTE 2, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

Hoje temos a parte 2 da aula sobre DIETA CETOGÊNICA, que apresentamos na coluna SAÚDE da semana passada com o Dr. Samuel Dalle Laste, onde ele vai aprofundar o assunto. Prepare-se para mais uma super aula repleta de bases metabólicas e rotas bioquímicas pare entender os princípios de funcionamento da DIETA CETOGÊNICA. Então não perca tempo, dê um play e comece logo a assistir ao vídeo completo a seguir!

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: DIETA CETOGÊNICA, COMO FAZER DE MANEIRA CORRETA – PARTE 2, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

SAÚDE: SEGUNDO ESTUDO, PESSOAS QUE PERDERAM OLFATO E PALADAR DEVIDO A COVID RECUPERAM EM ATÉ 6 MESES

Por g1

 

Josh Goldenberg, que perdeu o olfato devido à Covid-19, inala um perfume enquanto trabalha com a perfumista Sue Phillips em seu estúdio em Nova York, nos Estados Unidos, em foto de 14 de maio de 2021 — Foto: Brendan McDermid/Reuters/Arquivo

Josh Goldenberg, que perdeu o olfato devido à Covid-19, inala um perfume enquanto trabalha com a perfumista Sue Phillips em seu estúdio em Nova York, nos Estados Unidos, em foto de 14 de maio de 2021 — Foto: Brendan McDermid/Reuters/Arquivo

Um estudo feito por pesquisadores da universidade americana Virginia Commonwealth aponta que 80% dos que perdem olfato ou paladar após uma infecção por Covid recuperam os sentidos em até 6 meses.

As constatações foram divulgadas em meados de setembro. Os cientistas estão monitorando, a longo prazo, casos de perda de olfato e/ou paladar após a infecção pela Covid-19. Até agora, quase 3 mil pessoas nos EUA participaram do estudo.

Apesar de considerar esse um bom percentual, o pesquisador Evan Reiter, professor e vice-presidente do departamento de otorrinolaringologia da universidade, avaliou que 20% dos pacientes não recuperarem os sentidos em até 6 meses “ainda é muita gente, dados os milhões de pessoas que sofrem de Covid-19″.

Essa etapa da pesquisa considerou as respostas de 798 pessoas que tiveram perda de olfato ou paladar, todas com 18 anos ou mais. Veja outras conclusões:

  • Ter menos de 40 anos foi associado a uma maior chance de recuperação do olfato. Entre as pessoas estudadas, 83,2% daquelas abaixo de 40 anos recuperaram o olfato. Entre as que tinham mais de 40 anos, esse percentual foi de 74,5%.
  • Pessoas com histórico de traumatismo craniano tinham menor probabilidade de recuperar o olfato.
  • A recuperação também foi menos provável para aqueles que sofreram com falta de ar durante a infecção pela Covid-19.
  • Já aqueles com congestão nasal tiveram maior probabilidade de recuperação do olfato.

“O aumento da probabilidade de recuperação do olfato em indivíduos com congestão nasal é lógico, simplesmente porque você pode perder o sentido do olfato porque está muito congestionado e os odores não podem entrar em seu nariz”, explicou Evan Reiter, professor e vice-presidente do departamento de otorrinolaringologia da universidade.

Na prática, isso significa que, nesses casos, as pessoas teriam perdido pelo congestionamento do nariz, e não porque o coronavírus tivesse causado algum dano aos nervos responsáveis pelo olfato.

Resultados anteriores do mesmo grupo apontaram que:

  • 43% dos participantes relataram se sentir deprimidos.
  • 56% relataram diminuição do prazer de viver em geral durante a perda de olfato ou paladar.
  • A preocupação mais comum com a qualidade de vida foi a redução do gosto pela comida, com 87% dos entrevistados indicando que era um problema.
  • incapacidade de cheirar fumaça foi o risco de segurança mais comum, relatado por 45% dos entrevistados.
  • A perda de apetite (55%) e a perda de peso não intencional (37%) continuam a representar desafios para os pacientes.

‘Óculos’ de recuperação

Protótipo funcional dos óculos. Um pequeno sensor de gás fica perto das narinas, que seria montado em óculos ou outro dispositivo de retenção. Assim que o sensor de gás entra em contato com moléculas de odor, as informações sensoriais são enviadas a um processador externo. A informação é então entregue a uma matriz de eletrodos interna, que estimula o bulbo olfatório. — Foto: Virginia Commonwealth University

Protótipo funcional dos óculos. Um pequeno sensor de gás fica perto das narinas, que seria montado em óculos ou outro dispositivo de retenção. Assim que o sensor de gás entra em contato com moléculas de odor, as informações sensoriais são enviadas a um processador externo. A informação é então entregue a uma matriz de eletrodos interna, que estimula o bulbo olfatório. — Foto: Virginia Commonwealth University

O mesmo grupo de cientistas já trabalha, desde 2018, em um protótipo de “óculos” que pode ajudar pacientes com perda de olfato a recuperar esse sentido.

Em e-mail ao g1, o líder dessa pesquisa, o médico otorrinolaringologista Richard Costanzo, explicou que estão sendo feitos estudos clínicos no Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, para mapear áreas do cérebro que contribuem para a percepção do olfato.

Outra etapa do estudo está sendo feita na própria universidade: os cientistas estão trabalhando na tecnologia de detecção de odores necessária para desenvolver o detector do próprio protótipo. A ideia é que ele funcione como um implante coclear: esses aparelhos contornam as partes danificadas do ouvido para enviar sinais elétricos ao nervo auditivo, que então direciona os sinais para o cérebro.

No caso do protótipo, isso seria feito com os nervos olfativos, naturalmente. O dispositivo usaria um sensor externo e um processador interno para detectar e transmitir informações e estimular as regiões do cérebro que pararam de receber informações depois da perda do olfato.

A capacidade do cérebro de detectar e categorizar cheiros é função do sistema nervoso central. Os receptores olfativos na cavidade nasal detectam odores e enviam essa informação para o bulbo olfativo. Ele processa as informações do odor e as transfere para outras regiões do cérebro. Se a conexão entre os receptores olfativos e o bulbo for interrompida, entretanto, devido a uma lesão ou doença, o resultado será a perda do olfato.

Protótipos dos pesquisadores mostraram que pequenos sensores de gás detectam moléculas de odor e enviam informações a um microprocessador por meio de sinais elétricos. O microprocessador então usa sinais elétricos para estimular o bulbo olfativo, produzindo cheiro.

Para isso, o implante precisa ser capaz de identificar corretamente as moléculas e estimular o bulbo em locais que produziriam o cheiro correto.

Isso requer a criação de um mapa sensorial personalizado. Os médicos estimulavam o bulbo de uma pessoa sem olfato em vários padrões, e o paciente dava um retorno sobre o cheiro produzido para informar a programação do microprocessador.

“Nós programaríamos a entrada do sensor e o microprocessador para saber se este odor é uma banana e esse é uma rosa”, explicou Costanzo, na época, ao site da universidade.

“Então combinamos a entrada do sensor com um padrão de estimulação para o bulbo olfativo. Então, se um paciente entra em uma sala e há um cheiro de banana, um padrão de odor específico é ativado no bulbo”, disse.

Fonte: G1
Continuar lendo SAÚDE: SEGUNDO ESTUDO, PESSOAS QUE PERDERAM OLFATO E PALADAR DEVIDO A COVID RECUPERAM EM ATÉ 6 MESES

SAÚDE: A IMPORTÂNCIA DA VITAMINA D3 NO COMBATE A COVID-13, POR DR. LAIR RIBEIRO

Hoje eu gostaria que você assistisse e prestasse atenção ao vídeo a seguir do Dr. Lair Ribeiro sobre vitamina D3. Neste vídeo ele mostra o resultado de um estudo feito com 79 mil pacientes com Covid-19, observando-se os níveis de vitamina D3 nesses pacientes e perceber como é inversamente proporcional a relação entre os casos de Covid-19  com morte e o baixo nível de vitamina D3 nesses pacientes. Ele também explica quais os alimentos e as substâncias que devem ser evitadas para manter em alta a vitamina D3 no seu organismo. Então convido você a assistir e compartilhar esse vídeo com as pessoas que você ama.

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: A IMPORTÂNCIA DA VITAMINA D3 NO COMBATE A COVID-13, POR DR. LAIR RIBEIRO

SAÚDE: PELA PRIMEIRA VEZ RIM DE PORCO FOI TRANSPLANTADO EM HUMANO COM SUCESSO

Transplante de rim de porco em humano é realizado pela 1ª vez com sucesso

Transplante de rim de porco geneticamente modificado não causou rejeição no corpo humano; método experimental será estudado para outros fins médicos

Da Reuters*

Cirurgiões fazem transplante de órgãosCirurgiões fazem transplante de órgãosFoto: CNN Brasil

Pela primeira vez, um rim de um porco foi transplantado em um humano sem provocar rejeição imediata pelo sistema imunológico do paciente, em um potencial avanço que pode ajudar a aliviar a escassez de órgãos humanos para transplante.

O procedimento feito no Langone Health, da Universidade de Nova York (NYU), envolveu o uso de um porco cujos genes foram alterados para que seus tecidos não contivessem mais uma molécula conhecida por provocar uma rejeição praticamente imediata.

A receptora do transplante foi uma paciente com morte cerebral com sinais de disfunção renal e cuja família consentiu ao experimento antes que ela fosse retirada dos equipamentos de suporte à vida, afirmaram os pesquisadores à Reuters.

Por três dias, o novo rim foi ligado às suas veias e artérias sanguíneas e mantido do lado de fora de seu corpo, garantido acesso aos pesquisadores.

Os resultados do teste de função do rim transplantado “pareciam bem normais”, disse o cirurgião do transplante, Robert Montgomery, que liderou o estudo.

O rim produziu “uma quantidade de urina esperada” de um rim humano transplantado, e não houve evidências de rejeição vigorosa e quase imediata que já foi vista em rins suínos não modificados que foram transplantados para primatas não humanos.

O nível anormal de creatinina do receptor – um indicador de função renal deficiente – voltou ao normal após o transplante, disse Montgomery.

O porco geneticamente modificado, apelidado de GalSafe, foi desenvolvido pela unidade Revivicor da United Therapeutics Corp. Foi aprovado pelo Food and Drug Administration (agência reguladora dos EUA), em dezembro de 2020, para uso como alimento para pessoas com alergia a carne e como uma fonte potencial de terapêutica humana.

Os produtos médicos desenvolvidos a partir de porcos ainda requerem aprovação específica do FDA antes de serem usados ​​em humanos, disse a agência.

Outros pesquisadores estão considerando se os porcos GalSafe podem ser fontes de válvulas cardíacas a enxertos de pele para pacientes humanos.

O experimento de transplante de rim da NYU deve abrir caminho para testes em pacientes com insuficiência renal em estágio terminal, possivelmente no próximo ano ou dois, disse Montgomery, ele mesmo um receptor de transplante de coração.

Esses ensaios podem testar a abordagem como uma solução de curto prazo para pacientes criticamente enfermos até que um rim humano esteja disponível, ou como um enxerto permanente.

O experimento atual envolveu um único transplante, e o rim foi deixado no local por apenas três dias, então quaisquer testes futuros provavelmente irão descobrir novas barreiras que precisarão ser superadas, disse Montgomery.

Os participantes provavelmente seriam pacientes com baixa probabilidade de receber um rim humano e um prognóstico ruim em diálise.

“Para muitas dessas pessoas, a taxa de mortalidade é tão alta quanto é para alguns tipos de câncer, e não pensamos duas vezes antes de usar novos medicamentos e fazer novos testes [em pacientes com câncer], quando isso pode levar alguns meses mais da vida”, disse Montgomery.

Os pesquisadores trabalharam com especialistas em ética médica, especialistas da área jurídica e religiosos para examinar o conceito antes de pedir a uma família acesso temporário a um paciente com morte cerebral, disse Montgomery.

(Reportagem de Nancy Lapid; Edição de Michele Gershberg e Bill Berkrot)

Continuar lendo SAÚDE: PELA PRIMEIRA VEZ RIM DE PORCO FOI TRANSPLANTADO EM HUMANO COM SUCESSO

SEGUNDO DADOS DO INCA, NA REGIÃO NORTE INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE COLO DO ÚTERO É A MAIOR DO BRASIL

Projeto leva rastreamento de câncer de colo do útero a indígenas do Norte

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

19/10/2021 04h00

Divulgação/SESAIImagem: Divulgação/SESAI

Há cerca de cinco meses, Kátia Ramos Moreira Leite, médica patologista, foi procurada por um assessor da Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), que dividiu com ela a situação alarmante de deficiência no rastreamento de saúde ginecológica das mulheres indígenas na região Norte do país. Mesmo havendo postos de saúde nos bairros e nas aldeias, as coletas de exames precisavam ir para laboratórios afastados das regiões, e muitos resultados nunca voltavam ou demoravam demais.

Na região Norte, a incidência de câncer de colo de útero é a maior do Brasil. Dados do Inca (Instituto Nacional de Câncer) estimam que enquanto nas outras regiões a incidência, em média, é de 17 casos para cada 100 mil mulheres, lá, esse índice é de 24 casos para cada 100 mil mulheres. O atendimento, como apontou o pedido do assessor da Sesai, é majoritariamente centrado nas maiores cidades

Leite ouviu o pedido do assessor e aceitou, em nome da SBP (Sociedade Brasileira de Patologia), da qual é presidente, ajudá-los a montar um mutirão para análise dessas citologias vaginais. O processo está atualmente sendo realizado, e o material colhido é enviado para a sede da SBP, em São Paulo. Depois, as amostras são divididas para os 11 laboratórios espalhados no Brasil que aceitaram realizar os exames gratuitamente.

“O principal causador da doença é o contágio sexual pelo vírus do HPV. O diagnóstico é essencial. Como desde a lesão percursora até o desenvolvimento do câncer levam vários anos, é possível interromper esse processo. Mas se meninas iniciam atividade sexual sem proteção muito cedo e não fazem exames, aos 20 já podem ter carcinoma estabelecido”, explica a patologista.

O câncer de colo de útero é um dos tumores mais comuns entre as mulheres. A doença ocorre predominantemente em mulheres não brancas e com baixa escolaridade —cerca de 62% dos casos—, expondo a chaga da falta de acesso à informação e aos serviços de saúde em grupos mais vulneráveis da população.

“Além do mal que isso causa individualmente, também sobrecarrega o SUS com necessidade de tratamentos como quimioterapia e radioterapia. Não podemos deixar que isso aconteça”, diz a médica, explicando que a vacina contra o HPV é a maneira mais eficaz de se proteger contra o vírus.

“Se as mulheres conseguem descobrir a lesão, o que já é difícil, precisam ir até a capital, deixar o trabalho… Quando muitas vezes ela é chefe da rede da família. Por isso a importância de levar alternativas até elas, e sem dúvida o rastreio oportuno proporciona que as mulheres em volta daquela família conheçam a questão”, aponta Monique Freire Santana, médica patologista e pesquisadora da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas.

O objetivo do projeto é beneficiar 10 mil mulheres, número que pode ser excedido se houver uma demanda maior do que o esperado. “Antigamente, a gente não tinha a segurança de fazer um exame preventivo. Demorava até dois anos para sair um resultado. Agora, está chegando em 30 dias e estamos pedindo para que todas as mulheres indígenas façam a coleta”, diz Daniele Silva de Oliveira, indígena da etnia Mura e moradora da comunidade indígena Vista Alegre, em Roraima.

A coleta é feita por agentes de saúde das unidades primárias, e a SBP está criando um material para melhorar o treinamento desses profissionais. “Havia defeitos em muitas das coletas, o que prejudica um pouco da análise”, comenta a patologista.

Junto do Sesai e com a participação de uma ginecologista do HC-FMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), o objetivo é criar um curso online ensinando as melhores práticas para a coleta.

O patologista Fábio Távora, diretor médico do Laboratório Argos, em Fortaleza, um dos participantes do projeto, avalia que o exame ajuda também a criar uma cultura de cuidados nas comunidades. “Oferecer esse teste gera uma ida ao sistema de saúde, transforma isso em coisa rotineira, e receber os resultados gera mais confiança nesse processo.”

E se o resultado apontar lesões?

Caso lesões sejam encontradas nos exames, o protocolo é prosseguir com biópsia para que o tipo de tumor seja identificado, e se necessário, encaminhar as pacientes para tratamento.

O intuito, explica a presidente da SBP, é contar com a ajuda do HC de São Paulo também para fazer o tratamento, além de levar equipes pequenas e itinerantes até as comunidades para fazer esse atendimento. “A área é enorme e muitas vezes as populações ficam bastante isoladas. Mesmo de barco, às vezes são dias e o custo é grande.”

Além disso, Leite afirma que junto da Sesai, há o planejamento para novas ações na área de saúde. “Uma delas é a doação de equipamentos mais modernos. Outra é a montagem de pequenos laboratórios para fazer pelo menos os exames mais primários nessas unidades de atendimento”, conta.

Fonte: VivaBem Uol

Continuar lendo SEGUNDO DADOS DO INCA, NA REGIÃO NORTE INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE COLO DO ÚTERO É A MAIOR DO BRASIL

SAÚDE: SAIBA QUAIS AS TÉCNICAS QUE PODEM MELHORAR OS HÁBITOS ALIMENTARES

Técnicas de atenção plena podem ajudar a melhorar os hábitos alimentares

A alimentação consciente significa usar todos os sentidos físicos e emocionais para experimentar e desfrutar as escolhas alimentares, segundo especialistas

Kristen Rogers

da CNN

A gratidão é tanto um aspecto quanto um resultado potencial da alimentação consciente, dizem especialistas A  Agratidão é tanto um aspecto quanto um resultado potencial da alimentação consciente, dizem especialistas Louis Hansel/Unsplash

Você engoliu o almoço enquanto navegava pelas redes sociais ou assistia ao seu programa favorito, e agora se sente inchado e inseguro sobre o sabor da sua comida. Ou talvez você se sinta culpado por comer sobras de bolo de chocolate direto da geladeira.

De acordo com a pesquisadora Lilian Cheung, esses comportamentos e mentalidades contrastam com a alimentação consciente, o que significa usar todos os seus sentidos físicos e emocionais para experimentar e desfrutar as escolhas alimentares que você faz sem julgamento. A especialista, que falou à CNN via e-mail, é palestrante e diretora de promoção da saúde e comunicação no Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

“Ela se origina da filosofia mais ampla da atenção plena, uma prática secular e difundida, usada em muitas religiões”, disse Cheung. “Mindfulness é um foco intencional nos pensamentos, emoções e sensações físicas de alguém no momento presente.”

As filosofias da alimentação consciente e da alimentação intuitiva se sobrepõem, mas diferem em alguns aspectos importantes. Enquanto a alimentação consciente significa estar presente para experimentar a comida enquanto a ingere, a alimentação intuitiva se concentra mais em melhorar o relacionamento da pessoa com a comida e a imagem corporal, rejeitando mensagens externas rígidas sobre dieta.

Se um método é melhor do que o outro, depende das necessidades individuais, disse Lisa Young, professora adjunta de nutrição da Universidade de Nova York, nutricionista em consultório particular e autora de “Finally Full, Finally Slim” (“Finalmente satisfeito, finalmente magro”, sem edição no Brasil).

A alimentação consciente se encaixa em todos os tipos de aconselhamento e estratégias para alimentação, peso e saúde. “É mais fácil de usar para um público maior porque é uma ferramenta que pode ser incorporada a vários métodos diferentes”, disse Young.

As especialistas alertaram que a alimentação consciente não é um remédio universal para questões relacionadas à alimentação ou saúde, mas estudos sugeriram alguns benefícios da prática, em grande parte com base em seus aspectos meditativos e habilidades para ajudar as pessoas a distinguir sinais de fome física de fome emocional.

Algumas pessoas experimentaram perda ou estabilidade de peso, redução da ansiedade e do estresse, hábitos alimentares normalizados e alívio da síndrome do intestino irritável e sintomas gastrointestinais, disse Young.

Praticando alimentação consciente

O objetivo da alimentação consciente é ampliar a sintonia entre todos os seus sentidos — visão, olfato, audição, paladar e tato — e pensamentos durante as experiências alimentares sem distração, disse Teresa T. Fung, professora e diretora da Programa Didático de Dietéticas na Simmons University, em Boston, e professora adjunta de nutrição da Escola de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade de Harvard.

“Quando vou tomar o café da manhã, não vou segurar meu iPad e ler as notícias de hoje. Não vou checar meu e-mail. Vou apenas sentar em um lugar tranquilo — pode ser um sofá. Não preciso me sentar à mesa da sala de jantar”, explicou Fung.

CNN acompanhou Fung em sua experiência com o café matinal: ela prestava atenção ao som do café sendo fervido, depois ao cheiro. Ela notava a cor da sua bebida, seu equilíbrio entre creme e café. Em seguida, ela pode se concentrar em saber se o café em si é tão quente em sua boca quanto a caneca em suas mãos ou na textura do líquido. Enquanto ela bebia, ela pode notar mentalmente os sabores.

A gratidão é tanto um aspecto quanto um resultado potencial da alimentação consciente. Aumentando sua consciência além de si mesmo enquanto come, você também pode pensar “de onde veio a comida, expressando gratidão pelos elementos ambientais e indivíduos envolvidos na jornada da comida até o prato”, disse Cheung, diretora editorial da The Nutrition Source, recurso online do departamento de nutrição da Escola de Saúde Pública de Harvard para orientação científica para uma vida saudável.

Você pode estar acostumado a usar o telefone, assistir televisão ou ler enquanto come, mas pode quebrar o hábito eliminando gradualmente as distrações da hora das refeições. “Se você janta enquanto assiste TV na maioria das noites da semana, pode começar reservando o domingo à noite para comer com atenção? Depois na segunda e assim por diante?”, questionou Cheung.

O mesmo vale para aqueles que têm uma agenda lotada, o que dificulta ser capaz de se concentrar apenas em comer. Apenas tente praticar a alimentação consciente o máximo que puder — seja por cinco minutos durante a hora do almoço ou durante cada refeição e lanche, fazer o que você pode é melhor do que nada, disseram as especialistas.

Se você se sentir impaciente ou com vontade de pegar o telefone enquanto come, tudo bem, disse Cheung. Apenas observe esses sentimentos, respire fundo algumas vezes e volte a atenção para a refeição. Dê pequenas mordidas e mastigue bem também. Se você comer devagar, é mais provável que reconheça quando estiver satisfeito — em vez de cheio — e puder parar de comer.

“Compartilhar uma refeição ou comer ao lado de outras pessoas é certamente recomendado”, disse Cheung. E comer atentamente “não precisa significar consumir sua comida em silêncio”. “Em vez disso, tente reservar alguns minutos no início da refeição: sorria para seus colegas, expresse sua gratidão pela comida e a companhia de outras pessoas e experimente as primeiras mordidas sem falar para se concentrar na experiência de comer.”

Depois de comer conscientemente por um tempo, essa mentalidade pode se aplicar a outras áreas de sua vida. “Isso pode se aplicar a uma vida consciente e a fazer uma coisa de cada vez”, disse Fung. “Vou verificar meus e-mails agora, vou assistir à TV mais tarde. Com tanta frequência, fazemos tantas coisas ao mesmo tempo que nos tornamos multitarefas e não prestamos atenção em nada.”

Fonte: CNN

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA QUAIS AS TÉCNICAS QUE PODEM MELHORAR OS HÁBITOS ALIMENTARES

SAÚDE: SAIBA COMO EVITAR A CONSTIPAÇÃO

‘Uma semana sem fazer cocô’: entenda o que é a constipação funcionaL

Luiza Vidal

Do VivaBem, em São Paulo

14/10/2021 04h00

Constipação funcional pode ser evitada com a adoção de hábitos mais saudáveis - Getty ImagesConstipação funcional pode ser evitada com a adoção de hábitos mais saudáveis Imagem: Getty Images

“Eu até esqueço, às vezes, qual foi a última vez que fui ao banheiro.” Você se identificou com a frase? Se sim, há uma chance de você ter constipação crônica funcional, que é quando a pessoa apresenta menos de três evacuações na semana por um período prolongado.

A “dona” da frase é Déborah Chiele, 47, corretora de saúde de São Paulo. Desde pequena ela tem dificuldade para ir ao banheiro e costuma esquecer com frequência quando foi a última vez que conseguiu fazer cocô.

“Quando dá vontade, vou uns três dias seguidos. Depois desse ‘milagre’, penso que estou melhor, mas já volta ao normal”, conta. Mesmo assim, Déborah diz não se incomodar tanto com o problema, mas sabe que precisa ir ao médico para investigar melhor a possível

Déborah Chiele - Arquivo pessoal - Arquivo pessoalDéborah Chiele tem constipação desde a infância Imagem: Arquivo pessoal

A condição relatada por ela não é aquela típica prisão de ventre que aparece quando você está fora de casa ou come algo diferente do que está acostumado.

Neste caso, a constipação ocorre de forma prolongada e nem sempre apresenta-se apenas como dificuldade de evacuar. Também pode ter outros sintomas como fezes muito duras ou fragmentadas, sensação de que não saiu todo o cocô ou que há uma obstrução do ânus.

De acordo com Gustavo Lima, gastroenterologista pela USP (Universidade de São Paulo), para realizar o diagnóstico, o paciente precisa apresentar dois ou mais dos seguintes sintomas:

  • Menos que três evacuações na semana;
  • Esforço evacuatório aumentado em mais de 25% das evacuações;
  • Fezes muito endurecidas ou em bolinhas em mais de 25% das evacuações;
  • Sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das evacuações;
  • Sensação de obstrução anorretal em mais de 25% das vezes;
  • Uso de manobras para facilitar evacuação como suporte com o dedo em mais de 25% das vezes.

“Na maioria dos casos que atendemos, é constipação funcional, que é quando a gente não tem uma causa específica para o problema”, explica o médico. Caso contrário, segundo Lima, a constipação pode ser causada por diversas outras condições como Parkinsondiabeteshipotireoidismo, alterações hormonais da gravidez, entre outros.

Há formas de tratar constipação

Quando o paciente apresenta esse quadro, é importante que ele procure um médico para que uma investigação seja feita. “Tudo que é saudável vai contribuir para o intestino funcionar bem”, diz Ricardo Junio Garcia, coloproctologista, chefe do serviço de coloproctologia do Hospital São Vicente de Paulo (RJ) e membro da SBC (Sociedade Brasileira de Coloproctologia).

Isso quer dizer que atividades físicas e uma dieta equilibrada são fundamentais para o bom funcionamento do intestino. Ou seja, uma mudança nos hábitos já pode ser suficiente para resolver a questão. Foi exatamente o que ocorreu com Bárbara Cavalcante, 28, criadora de conteúdo que desde criança sofria com a prisão de ventre.

O ponto é que Bárbara acostumou-se a usar laxante para conseguir ao banheiro. Como também teve bulimia —um tipo de transtorno alimentar— na adolescência, aumentou ainda mais o uso.

Passou anos desse jeito até que um dia teve um coágulo enquanto evacuava. “O médico disse que foi por causa do uso de laxante por muito tempo. Isso agrediu muito meu intestino”, conta a jovem, do Rio de Janeiro.

Bárbara Cavalcante - Arquivo pessoal - Arquivo pessoalBárbara Cavalcante adotou hábitos mais saudáveis e hoje vai ao banheiro normalmente Imagem: Arquivo pessoal

O uso de laxantes, em excesso e sem orientação médica, deve ser evitado, conforme explica Hadja Abdalla, gastroenterologista da AmorSaúde, rede de clínicas parceira do Cartão de Todos, de Manaus (AM). “Em situações muito agudas, temos, sim, que usar os laxantes. Mas não é só porque é uma constipação crônica que a pessoa só deve ir ao banheiro com laxante, pois pode bagunçar ainda mais”, diz.

Mas Bárbara resolveu melhorar: começou um tratamento com um óleo ayurveda, que já mostrou bom resultado, mas não o suficiente para amenizar as dores da constipação. “Teve um dia que senti muita dor no abdome e fui até a emergência. Saí com todos os exames alterados. Tinha 21 anos, pesava 120 kg, estava com obesidade grau 1, pré-diabetes, ovário policístico e tireoidite de Hashimoto”, lembra.

Depois do susto, buscou uma nutricionista para fazer reeducação alimentar porque comia muito mal. Quando iniciou a nova dieta, já sentiu todas as mudanças na vida. Perdeu 45 kg no total.

“Já cheguei a ficar uma semana sem ir ao banheiro. Sentia muitas dores, gases, ficava inchada, com a pele horrível. Fazia de tudo para o cocô sair. O problema é que quando conseguia, saía rasgando”, diz.

Só quem já passou por isso sabe como é bom fazer um cocô e sentir prazer.Bárbara Cavalcante, produtora de conteúdo

Apesar de ter uma constipação causada pelos diversos problemas de saúde, foi na mudança de hábito que Bárbara conseguiu melhorar o funcionamento do intestino.

Quando sente que terá dificuldades, reforça a hidratação e a ingestão de fibras. Também utiliza o banco de cócoras, um objeto que dá apoio aos pés e, nesta posição, ajuda a esvaziar o intestino por completo, com o cocô saindo “certinho”. “Vou ao banheiro todos os dias agora”, diz a jovem.

Medidas para amenizar constipação

De acordo com Lima, o objeto dos tratamentos de constipação crônica é melhorar a frequência de evacuações e sintomas do paciente. “Não necessariamente terá que ocorrer evacuação diária”, diz.

Segundo o gastroenterologista, existem algumas medidas comportamentais —além da alimentação e da ingestão de água— que podem ajudar o paciente que tem constipação funcional.

  • Aproveitar os movimentos do intestino após refeições e especialmente pela manhã, quando ele é máximo;
  • Não segurar a vontade quando ela vier. Tente procurar um banheiro e aproveite o movimento;
  • Colocar um suporte nos pés para ajudar os músculos do assoalho pélvico a trabalhar melhor;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Evitar levar celular ao banheiro e se concentrar somente na evacuação sem permanecer mais tempo que o necessário no vaso sanitário.

Fonte: VivaBem Uol

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA COMO EVITAR A CONSTIPAÇÃO

SAÚDE: DIETA CETOGÊNICA, O QUE É E COMO AGE NO METABOLISMO – PARTE 1 – POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

Hoje temos, aqui na coluna SAÚDE uma senhora aula sobre DIETA CETOGÊNICA, com o Dr. Samuel Dalle Laste que vai aprofundar um estudo retroagindo aos conhecimentos aprendidos no secundário para você entender tudo sobre metabolismo e também poder entender os mecanismos da dieta cetogênica. Então não perca tempo, dê um play e comece logo a assistir ao vídeo completo a seguir!

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: DIETA CETOGÊNICA, O QUE É E COMO AGE NO METABOLISMO – PARTE 1 – POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

SAÚDE: PESQUISADORES ALERTAM PARA OS PERIGOS DE TOMAR SUPLEMENTO ENERGÉTICO EM PÓ ANTES DO TREINO

Pesquisadores alertam que prática antes de treino físico pode causar elevação da pressão sanguínea e do batimento cardíaco, levando a distúrbios no coração.

Pesquisadores fizeram um alerta em recente congresso médico nos Estados Unidos sobre o hábito de tomar suplementos em pó sem diluir antes de treinos físicos, algo que contraria a recomendação dos fabricantes.

Segundo os autores de um estudo apresentado no evento, há preocupação com adolescentes depois que a prática viralizou em vídeos na internet ? principalmente na plataforma TikTok, com milhões de likes contabilizados.

Perigos à saúde

Suplementos energéticos em pó voltados para consumo antes dos treinos contêm aminoácidos, vitaminas e ingredientes como cafeína.

O objetivo é dar uma “dose de estímulo” antes do exercício para aumentar a resistência física, mas não há estudos científicos consolidados sobre os efeitos da prática.

No entanto, já há conhecimento de riscos pelo consumo em excesso de estimulantes energéticos.

Uma grande dose de cafeína, por exemplo, pode causar efeitos colaterais no coração, incluindo palpitações ou batidas cardíacas a mais ou a menos.

Tomar suplemento energético em pó pode fornecer uma quantidade de cafeína equivalente a cinco copos de café, dizem pesquisadores do Cohen Children’s Medical Center, em Nova York.

A “dose de estímulo” pode causar “uma elevação da pressão sanguínea e do batimento cardíaco, levando a distúrbios no ritmo cardíaco”.

Além disso, inalar acidentalmente o pó e levá-lo aos pulmões pode causar sufocamento, infecção ou pneumonia, declaram os pesquisadores.

No Reino Unido, esses produtos são considerados pelos órgãos reguladores como alimento e não como remédio, mas precisam ser avaliados como seguros para consumo e vendidos apenas para maiores de 18 anos.

Alguns suplementos estão sendo comercializados na internet por vendedores de reputação duvidosa e podem conter ingredientes que não estão listados no rótulo.

Muitos foram proibidos por incluírem substâncias como DMAA, uma anfetamina sintética, além de um estimulante chamado sinefrina.

Reportagens recentes também mostraram os perigos da prática depois que uma influencer de 20 anos, chamada Briatney Portillo, relatou em uma postagem ter sofrido um ataque cardíaco. Ela relacionou o ocorrido ao suplemento em pó ingerido sem diluição.

Popularidade em alta

Os pesquisadores analisaram 100 vídeos postados no TikTok com a hashtag “preworkout” (pré-treino).

Apenas 8 desses vídeos apresentaram o uso correto do suplemento em pó.

Mais de 30 exibiam pessoas ingerindo o pó seco seguido por alguns goles de água ou de líquido, sem diluição.

O levantamento contabilizou 8 milhões de curtidas desses vídeos.

Na apresentação para o congresso da Academia Americana de Pediatras, foi alertado que ‘médicos devem estar cientes da prática disseminada do pré-treino, dos perigosos métodos de consumo e do potencial de acidentes com dosagens excessivas e inalação”.A cientista nutricional Bridget Benelam, da Fundação Britânica de Nutrição, afirma: “Os suplementos em pó para pré-treino normalmente contêm cafeína, além de ingredientes como creatina, aminoácidos e vitaminas”.

“Aparentemente não há muitas pesquisas sobre os benefícios desses produtos, apesar da evidência de que a cafeína pode melhorar performances esportivas em alguns casos. Esses estudos são feitos normalmente em atletas, portanto não está clara a relevância para a população em geral”.

“Os níveis de cafeína nesses produtos são equivalentes a uma xícara de café, podendo chegar a algo entre três e cinco xícaras, de acordo com instruções dos fabricantes.”

“Dessa forma, há risco de consumir cafeína em excesso, especialmente se a ingestão for superior a mais de uma vez por dia. O simples consumo do pó [sem diluição] pode representar riscos, já que pode haver consumo acima da quantidade recomendada”.

Manter-se hidratado para o exercício também é importante.

A Fundação Britânica de Cardiologia recomenda:

  • tomar de 6 a 8 copos de algum líquido, havendo treino ou não
  • ouvir o próprio corpo ? se você está com sede ou transpirando em excesso, beba água
  • mas também não exagere na água e nem na cafeína
Fonte: VivaBem Uol
Continuar lendo SAÚDE: PESQUISADORES ALERTAM PARA OS PERIGOS DE TOMAR SUPLEMENTO ENERGÉTICO EM PÓ ANTES DO TREINO

SAÚDE: SAIBA MAIS SOBRE A SÍNDROME DE HULK

Conheça a ‘síndrome de Hulk’, que causa explosão emocional e raiva descontrolada

No quadro Correspondente Médico, neurocirurgião Fernando Gomes explicou o transtorno que faz as pessoas ‘perderem a cabeça’ em ataques explosivos

Da CNN*

Em São Paulo

 

Na edição desta quarta-feira (6) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou o que pode causar ataques de raiva. O assunto foi motivado por uma imagem que chocou o mundo do esporte.

Em um jogo da segunda divisão do Campeonato Gaúcho, o jogador William, do Esporte Clube São Paulo, ficou irritado com o árbitro Rodrigo Crivellaro e deu um chute na cabeça dele. O juiz ficou desacordado e precisou ser levado ao hospital. Ele já recebeu alta, está bem e só deixou o hospital com um colete cervical para prevenção.

O médico diz que a raiva é manifestada, no cérebro, a partir da relação de uma região específica do sistema límbico, as amígdalas cerebrais, com o córtex pré-frontal.

A ativação desse circuito de sobrevivência faz a pessoa, de acordo com o neurocirurgião, virar um verdadeiro super-herói. “O problema é que o super-herói que ele vira é o Hulk, que não tem controle nenhum. A conversa entre o lóbulo frontal, que traz o indivíduo para como ele está e como deve proceder, acaba enfraquecendo — e a manifestação instintiva acaba sobressaindo.”

O neurocirurgião lembra que sentir raiva é normal e natural, o problema é não conseguir controlar a frustração. “Sabemos que alguns neurotransmissores podem estar envolvidos nesse processo, por isso, muitas vezes isso requer avaliação especializada. Existe tratamento e reabilitação, tanto com psicoterapia quanto com medicamentos que venham reequilibrar esse circuito.”

(*Com informações de Raphael Florêncio, da CNN, em São Paulo)

(Publicado por Daniel Fernandes)

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA MAIS SOBRE A SÍNDROME DE HULK

SAÚDE: SAIBA TUDO SOBRE A PROSTATA – PARTE 1, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

Nesta quinta-feira estamos começando uma série de vídeos muito importante, onde você vai conhecer tudo sobre a SAÚDE DA PRÓSTATA [Parte 1] . Nessa super aula do Dr. Samuel Dalle Laste serão abordados todos os aspectos que envolvem a saúde da próstata, como prevenção, doenças, sintomas, diagnóstico, tipos de tratamento, hormônios e muito mais. Então se acomode na poltrona e aprenda tudo que puder sobre próstata.

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA TUDO SOBRE A PROSTATA – PARTE 1, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

SAÚDE: NATALENSE PROMOVE PROJETO QUE RECONSTRÓI ARÉOLA DO SEIO DE MULHERES QUE TIVERAM CÂNCER DE MAMA

Após perder a mãe para o câncer de mama, natalense cria projeto gratuito para pacientes da doença: “Me sinto conectada com ela”

A enfermeira e micropigmentadora estética Aline Costa, de 32 anos, perdeu a mãe para o câncer de mama em 2012. Atualmente, ela promove um projeto que reconstrói a aréola do seio

Nathallya Macedo
06/10/2021 | 10:41

A campanha Outubro Rosa alerta para a prevenção e tratamento do câncer de mama em todo o Brasil. No Rio Grande do Norte, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 1.130 novos casos da doença em 2021, sendo mais de 50% diagnosticados já em estágio avançado. É por isso que o autoexame e consultas com especialistas são extremamente indicados para o público feminino.

Há 21 anos, a mãe da natalense Aline Costa, de 32 anos, foi diagnosticada com a doença. Ela perdeu a mama e ficou em tratamento por mais de uma década, falecendo em 2012. Foi a partir dessa vivência que a jovem resolveu estudar e se especializar na área da saúde. Em 2010, formou-se enfermeira oncológica e. atualmente, trabalha como micropigmentadora estética.

“A dor da perda da minha mãe nunca vai acabar, só sabe quem passa. E da forma como aconteceu, foi trágico, porque vi minha mãe sofrendo muito”, relembrou Aline. Com força e vontade de ajudar outras mulheres que passaram pela mesma situação, a natalense criou o projeto “Reviver Mulher” para redesenhar, através de tatuagem, a aréola das pacientes que passaram pela reconstrução mamária após o câncer.

Aline fez um curso e começou a trabalhar com a micropigmentação. O foco sempre foi oferecer a reconstrução areolar de forma gratuita, ajudando a devolver a autoestima das mulheres. Em 2018, atendeu a primeira paciente. Até agora, cerca de 50 mulheres passaram pela clínica de Aline.

“Minha mãe me incentivou a seguir essa carreira de enfermagem, mas não deu tempo de cuidar dela. Com o projeto, me me sinto conectada com ela. Me sinto viva”, contou. “Lembro do caso de uma mulher que foi fazer a micropigmentação areolar comigo. A filha dela a acompanhou, mas seria uma surpresa para o marido dela porque ele estava viajando.  Mas quando ela chegou em casa, não aguentou e tirou a blusa, fez uma chamada de vídeo com o marido e começou a chorar. Ela me disse que todo mundo chorava: ela, a filha e o marido”.

A natalense acredita que o autoexame é essencial para manter a saúde. Ela sempre reforça a campanha e o projeto durante o mês de outubro. Para participar do “Reviver Mulher”, basta entrar em contato com Aline Costa através do perfil oficial do Instagram .

Fonte: Agora RN

Continuar lendo SAÚDE: NATALENSE PROMOVE PROJETO QUE RECONSTRÓI ARÉOLA DO SEIO DE MULHERES QUE TIVERAM CÂNCER DE MAMA

SAÚDE: GOVERNO E PREFEITURA DE NATAL ATRASAM REPASSE E DOIS HOSPITAIS DA CAPITAL SUSPENDEM ATENDIMENTO PELO SUS

Dois dos maiores hospitais de Natal param de atender SUS por atrasos do Governo do Estado e Prefeitura do Natal

O Blog do BG recebeu a informação que o Hospital Rio Grande e o Hospital do Coração, simplesmente, pararam de atender pelo SUS em Natal. O motivo são os atrasos das partes equivalentes do Governo do Estado e da Prefeitura do Natal.

Continuar lendo SAÚDE: GOVERNO E PREFEITURA DE NATAL ATRASAM REPASSE E DOIS HOSPITAIS DA CAPITAL SUSPENDEM ATENDIMENTO PELO SUS

SAÚDE: PESQUISA APONTA QUE GENÉTICA PODE INFLUENCIAR NA REAÇÃO DAS PESSOAS À COVID

Estudo sugere que genética influencia na reação do organismo à Covid-19

Entre os resultados, foi possível classificar os grupos de risco de pessoas infectadas pelo novo coronavírus além da idade e das comorbidades associadas a outras doenças

Iara Maggionida CNN

Em Curitiba

Uma pesquisa feita por universidades estaduais do Paraná aponta que a genética pode influenciar o nível de reação das pessoas à Covid-19.

O estudo envolveu a revisão de cerca de 90 trabalhos científicos, publicados até julho de 2021, relacionados às variantes do novo coronavírus em países como Estados Unidos, Inglaterra, Irã, Itália e Suíça.

Entre os resultados, foi possível classificar os grupos de risco de pessoas infectadas além da idade e das comorbidades associadas a outras doenças.

De acordo com a pesquisa, há dois genes que influenciam diretamente na evolução clínica da Covid-19.

Um deles é o ACE2, responsável pela regulação da pressão arterial do corpo humano. O outro é o TMPRSS2, referente à entrada e disseminação viral.

Os resultados demonstram ainda que o tipo sanguíneo influencia nas reações fisiológicas das pessoas. O tipo A, por exemplo, apresenta mais risco de infecção, enquanto o tipo O apresenta menos risco, de acordo com o estudo.

Fonte: CNN

Continuar lendo SAÚDE: PESQUISA APONTA QUE GENÉTICA PODE INFLUENCIAR NA REAÇÃO DAS PESSOAS À COVID

SAÚDE: MULHERES RESPONSÁVEIS PELA GESTÃO DE EQUIPES APRESENTAM NÍVEIS ELEVADOS DE ESGOTAMENTO

Mais mulheres estão sofrendo com burnout no trabalho, e isso é um problema

Relatório aponta que mulheres responsáveis ​​pela gestão de equipes apresentam níveis ainda mais elevados de esgotamento

Kathryn Vasel

do CNN Brasil Business*

Pesquisa aponta que mulheres estão mais esgotadas no mercado de trabalhoPesquisa aponta que mulheres estão mais esgotadas no mercado de trabalho Karolina Grabowska no Pexels

Mesmo em face de uma pandemia global, as mulheres continuaram a progredir no mundo corporativo nos Estados Unidos no ano passado. Mas também estão sofrendo mais com o burnout.

Um novo relatório da McKinsey & Company em parceria com a LeanIn.org apontou que a representatividade das mulheres melhorou na maior parte do fluxo corporativo em 2020. O relatório anual pesquisou mais de 65.000 funcionários de 423 organizações** que optaram por participar.

Embora os ganhos sejam uma boa notícia, as mulheres ainda estão sub-representadas nos cargos de liderança. O problema é ainda maior entre as mulheres negras.

“À medida que as empresas continuam a gerenciar os desafios da pandemia e procuram construir um local de trabalho mais igualitário para o futuro, elas precisam se concentrar em duas prioridades principais. Primeiro a de promover todos os aspectos da diversidade e inclusão. Depois, de lidar com o desgaste crescente que todos os funcionários – mas principalmente as mulheres – estão experimentando “, disse o relatório.

Nos últimos cinco anos, a representação feminina em cargos de liderança, incluindo gerente, vice-presidente e vice-presidente sênior, aumentou, mas as mulheres ainda estão sub-representadas em todos os níveis de gestão.

No início de 2021, 41% dos cargos de chefia eram ocupados por mulheres, ante 37% no início de 2016. Mas as mulheres negras representavam apenas 12% dos gerentes neste ano.

No nível de vice-presidente sênior, 27% são de mulheres em 2021, ante 24% em 2016. No entanto, as mulheres negras ocuparam apenas 5% dessas funções este ano.

“Os ganhos na representação das mulheres em geral não se traduziram em ganhos para as mulheres negras”, disse o relatório. As mulheres negras continuam perdendo terreno a cada etapa do processo, disse Rachel Thomas, cofundadora e CEO da LeanIn.Org. “Elas perdem mais terreno do que as mulheres brancas e perdem mais terreno do que os homens negros”, disse ela.

“E quando você chegar aos níveis de diretoria, nenhum de nós deve estar comemorando a aparência dos chamados C-levels: apenas um em cada quatro executivos desse grupo é uma mulher e apenas um em 25 é uma mulher negra.”

Mulheres negras também enfrentam taxas mais altas de microagressões no local de trabalho que podem prejudicar o crescimento de suas carreiras e levar ao esgotamento, descobriu o relatório.

Burnout é uma ameaça real

A pandemia ampliou o esgotamento dos funcionários em todas as áreas, mas tem sido especialmente ruim entre as mulheres, que estão cada vez mais considerando reduzir o número de funcionários.

Das mulheres entrevistadas, 42% disseram que frequentemente ou quase sempre se sentiram esgotadas este ano, em comparação com 35% dos homens. No ano passado, 32% das mulheres relataram se sentir assim, em comparação com 28% dos homens.

Ainda mais preocupante é que uma em cada três mulheres já pensou em deixar o mercado de trabalho ou mudar de carreira, de acordo com o relatório. Isso representa um em cada quatro durante os primeiros meses da pandemia.

As mulheres responsáveis ​​pela gestão de equipes apresentam níveis ainda mais elevados de esgotamento, com mais de 50% das gerentes entrevistadas relatando que costumavam ficar ou quase sempre estavam esgotadas.

O problema começa cedo

É difícil avançar degraus na escada corporativa quando você nem consegue chegar até ela. Para cada 100 homens promovidos a cargos de chefia, apenas 86 mulheres são promovidas, de acordo com o relatório.

“O degrau quebrado provavelmente explica porque a representação das mulheres nos níveis de gerente sênior, diretor e vice-presidente melhorou mais lentamente do que o fluxo geral”, disse o relatório.

Sem solução rápida

As empresas podem fazer mais quando se trata de melhorar a diversidade, incluindo a revisão das práticas de contratação, promoção e avaliação de desempenho para garantir justiça, responsabilização dos líderes da empresa e acompanhamento mais completo da representação.

O relatório descobriu que, embora muitas empresas promovam a diversidade como importante, apenas cerca de dois terços responsabilizam os líderes seniores pelo progresso nas metas de diversidade e menos de um terço responsabilizam os gerentes.

“Em alguns casos, as empresas estão oferecendo penalidades financeiras por não fazerem progresso, bem como incentivos financeiros para fazer progresso. Algumas estão compartilhando os resultados publicamente fora da organização, então tudo isso ajuda a demonstrar que é importante e responsabiliza os indivíduos”, disse Ishanaa Rambachan, sócia da McKinsey & Company.

Fonte: CNN

Continuar lendo SAÚDE: MULHERES RESPONSÁVEIS PELA GESTÃO DE EQUIPES APRESENTAM NÍVEIS ELEVADOS DE ESGOTAMENTO

SAÚDE: A VERDADE SOBRE AS PLANTAS MEDICINAIS QUE A MEDICINA NÃO CONHECE, POR DR. MARCO MENELAU

Aqui na coluna SAÚDE desta quinta-feira você vai assistir a um vídeo do Dr. Marco Menelau, onde ele esclarece a verdade sobre as plantas medicinais que a medicina tradicional não conhece. Uma ótima oportunidade para você se livrar dos remédios e drogas que invariavelmente provocam efeitos colaterais, ou seja, resolvem um problema e causam outro, que pode ser muito mais grave do que o anterior. Então não deixe de assistir, pois você pode mudar completamente a sua qualidade de vida!

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: A VERDADE SOBRE AS PLANTAS MEDICINAIS QUE A MEDICINA NÃO CONHECE, POR DR. MARCO MENELAU

SAÚDE: SÁBADO (02) SERÁ O DIA D DA CAMPANHA DE VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA

Por g1 RN

 

Natal promove Dia D da campanha de vacinação antirrábica — Foto: Divulgação/PMBVNatal promove Dia D da campanha de vacinação antirrábica — Foto: Divulgação/PMBV

A Secretaria Municipal de Saúde de Natal promove no próximo sábado (2) o Dia D da vacinação antirrábica. Os locais de vacinação serão divulgados até sexta (1º).

A campanha de vacinação começou no dia 16 de agosto após a incidência do vírus rábico em algumas regiões da cidade.

A capital conta com uma população de 108.335 animais domésticos aptos a receber o imunizante, sendo 68.892 cães e 39.443 gatos, mas até agora atingiu 18.426 do total dessa população, que representa 23,9%. A meta é vacinar pelo menos 80% da população total desses cães e gatos na cidade no ano de 2021.

A campanha foi iniciada de forma volante com programação semanal porta a porta, sendo essa semana de 27 de setembro a 1º de outubro voltada para os bairros de Ponta Negra (proximidades do Frasqueirão), Barro Vermelho (proximidades da Régulo Tinoco), Guarapes (conjunto Santa Clara), Pajuçara (conjunto Além Potengi, loteamento Novo Horizonte e conjunto Vila Verde) e no Potengi (conjunto Soledade II nas proximidades da Avenida João Medeiros Filho).

Tutores que tenham a partir de 5 animais e condomínio residenciais podem agendar a vacinação domiciliar através dos telefones 3232-8235 e 3232-8237.

“Vale salientar que até o momento o vírus da raiva somente foi identificado em Quirópteros (morcegos), no total de 11 casos confirmados pelo Laboratório Central (Lacen). Mas é muito importante ter adesão da população nessa vacinação para diminuição dos riscos de contágio e disseminação do vírus rábico em animais domésticos, consequentemente contribuindo para a proteção e segurança de suas famílias”, disse Vaneska Gadelha, Chefe do Centro de Controle de Zoonoses de Natal.

Continuar lendo SAÚDE: SÁBADO (02) SERÁ O DIA D DA CAMPANHA DE VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA

SAÚDE: HOSPITAL GISELDA TRIGUEIRO REALIZA ATÉ QUARTA-FEIRA (29) AÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO SUICÍDIO

Hospital Giselda Trigueiro realiza ações em alusão ao Setembro Amarelo

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:

Hospital Giselda Trigueiro | Foto: Divulgação

O Hospital Giselda Trigueiro (HGT), referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas no Rio Grande do Norte, realiza, até a próxima quarta-feira (29), um conjunto de ações em alusão ao Setembro Amarelo, mês de prevenção e combate ao suicídio. Serão discutidas questões como a valorização da vida, a importância do autocuidado, e a saúde física e mental.

Desde o início do mês, o Giselda Trigueiro tem promovido atividades voltadas ao tema do suicídio, a partir do projeto Nossa Vida em Cores, desenvolvido por assistentes sociais e psicóloga da unidade, com o objetivo de contribuir para a melhoria da qualidade de vida de todos os participantes da área ambulatorial do Hospital. Dentre as ações, pode-se destacar: exposição dialogada sobre o tema do suicídio (Como enfrentar?); afixação de material informativo na recepção do Instituto de Medicina Tropical (IMT), localizado ao lado do Giselda e onde funciona os ambulatórios do HGT; confecção de materiais educativos, como laços e folders.

Dando continuidade às ações, na próxima quarta-feira (29), o Hospital Giselda Trigueiro realiza uma roda de conversa, na sala de espera dos ambulatórios, abordando questões relacionadas à prevenção do suicídio, a partir de uma abordagem sobre a valorização da vida no contexto psicossocial, cultural, econômico e ético-político. Além disso, haverá apresentação cultural com poesia e entrega de materiais informativos.

As ações são desenvolvidas pela equipe multiprofissional do HGT, em parceira com o Programa Estadual de IST/AIDS e Hepatites Virais/SESAP.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícias

Continuar lendo SAÚDE: HOSPITAL GISELDA TRIGUEIRO REALIZA ATÉ QUARTA-FEIRA (29) AÇÕES DE PREVENÇÃO E COMBATE AO SUICÍDIO

SAÚDE: SAIBA QUAL O PONTO IDEAL DO SONO PARA PROTEGER A SAÚDE

Estudo indica ‘ponto ideal’ de sono para proteger saúde e o cérebro dos adultos

Dormir por muito pouco ou muito tempo pode elevar riscos à saúde do cérebro

Kristen Rogers

da CNN

Estudo analisou 4.417 participantes com idade média de 71,3 anosEstudo analisou 4.417 participantes com idade média de 71,3 anos Andisheh A/Unsplash

O tempo que adultos dormem pode afetar a saúde e o cérebro, segundo estudo divulgado na semana passada pela revista JAMA Neurology, A interrupção do sono em pessoas com idade avançada é comum e está associada a alterações da função cognitiva – a capacidade mental de aprender, pensar, raciocinar, resolver problemas, tomar decisões, lembrar e ter atenção –, diz a pesquisa.

Modificações no sono também estão relacionadas à idade e a doenças como Alzheimer, depressão e problemas cardiovasculares. Os autores do estudo ainda observaram possíveis associações entre a duração do sono a fatores como o estilo de vida e a função cognitiva.

De acordo com a pesquisa, dormir por muito pouco ou muito tempo pode elevar os riscos à saúde do cérebro de adultos.

Os entrevistados que relataram uma curta duração de sono – de seis horas ou menos – apresentaram níveis elevados da proteína beta-amiloide, o que “aumenta muito” o risco de demência, aponta o pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Stanford, na Califórnia, Joe Winer, principal autor do estudo.

A comparação foi feita com os participantes que relataram duração do sono normal, definida como de sete a oito horas por noite.

Idosos com sono inadequado também mostraram desempenho moderado a significativamente pior em testes comumente usados para avaliar habilidades cognitivas, incluindo orientação, atenção, memória, linguagem e habilidades visoespaciais; além de identificação de demência leve.

Dormir muito também foi associado a funções executivas menores, mas sem níveis elevados de beta-amiloide. Os participantes que relataram uma longa duração do sono – nove ou mais horas – tiveram uma pontuação pior no Teste de Substituição de Símbolos de Dígitos do que aqueles que indicaram uma duração normal do sono. Por mais de um século, este teste avaliou as habilidades de aprendizagem associativa, observando a capacidade dos participantes de fazer a correspondência correta de símbolos com números.

“A principal lição é que é importante manter um sono saudável no final da vida”, disse Winer. “Além disso, tanto as pessoas que dormem muito pouco quanto as que dormem muito tiveram mais sintomas depressivos”. As descobertas sugerem que o sono curto e longo podem envolver diferentes processos de doenças subjacentes, acrescentou Winer.

O que é beta-amiloide

A beta-amiloide ou amiloide-β é uma proteína criada durante a atividade normal das células cerebrais, embora ainda não tenhamos certeza de sua função.

“Amiloide-β é um dos primeiros marcadores detectáveis ​​na progressão da doença de Alzheimer”, disse Winer. Na doença de Alzheimer, as proteínas amiloide-β começam a se acumular por todo o cérebro. “As placas amiloides têm maior probabilidade de aparecer com a idade, e pessoas com amiloide acumuladas no cérebro permanecem saudáveis. Cerca de 30% das pessoas saudáveis ​​de 70 anos terão quantidades substanciais de placas amiloides em seus cérebros”, afirmou.

Em alguém que tem a doença de Alzheimer, as células cerebrais responsáveis pela recuperação, processamento e armazenamento de informações degeneram e morrem, de acordo com a Associação de Alzheimer . A “hipótese amiloide”, uma das principais teorias sobre o culpado dessa destruição, sugere que o acúmulo da proteína pode interromper a comunicação entre as células cerebrais, acabando por matá-las.

Segundo Laura Phipps, chefe de comunicação da Pesquisa de Alzheimer do Reino Unido, que não estava envolvida no estudo, pesquisas anteriores sugeriram que o sono pode ajudar a limitar a produção de amiloide no cérebro e apoiar o sistema de drenagem que o limpa.

Para ela, o amiloide-β pode começar a se acumular muitos anos antes que os sintomas óbvios de Alzheimer apareçam. “Isso torna difícil separar causa e efeito ao estudar problemas de sono e risco de Alzheimer, especialmente se você olhar apenas para os dados de um ponto no tempo”, acrescentou.

Sono, depressão e dados sociodemográficos

O estudo analisou 4.417 participantes com idade média de 71,3 anos, a maioria brancos e nascidos nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão.

Ambos os grupos — de curta e longa duração do sono — relataram mais sintomas depressivos do que o grupo de sono normal. O consumo de cafeína não foi associado à duração do sono. Por outro lado, quanto mais bebidas alcoólicas os participantes ingeriam diariamente, maior a probabilidade de dormirem mais.

Também havia diferenças entre gêneros, raças e etnias: fatores ser mulher e ter mais anos de educação estavam significativamente associados a dormir mais todas as noites. Em comparação com participantes brancos, que relataram uma duração média de sono de sete horas e nove minutos, negros ou afro-americanos relataram uma duração média de sono de 37,9 minutos a menos. Os asiáticos apresentaram 27,3 minutos a menos do que os participantes brancos. Já os latinos ou brancos hispânicos relataram 15 minutos a menos.

Segundo autores do estudo, essas descobertas apontam que as disparidades de sono podem estar associadas a outros aspectos da vida, como saúde cardiovascular e metabólica, fatores socioeconômicos e “discriminação racial e racismo percebido” correlacionados com menos sono em estudos anteriores.

Perguntas restantes

“Para entender melhor a ordem e a direção da causalidade nessas relações, pesquisas futuras precisarão construir uma imagem de como os padrões de sono, processos biológicos e habilidades cognitivas mudam em longos períodos de tempo”, disse Phipps.

“Esta nova pesquisa é de um grande estudo internacional com pessoas cognitivamente saudáveis, mas contou com os participantes para relatar sua duração do sono, em vez de medi-la diretamente”, acrescentou ela. “Os pesquisadores não puderam avaliar a qualidade do sono ou o tempo gasto em diferentes estágios do ciclo do sono, que podem ser fatores importantes na ligação entre o sono e a saúde cognitiva.”

Segundo os autores do estudo, permanece controverso se alguns domínios cognitivos são mais afetados pela duração extrema do sono do que outros domínios. Winer entende que os idosos deveriam considerar o sono tão importante quanto a dieta e os exercícios para a saúde.

“Enquanto os pesquisadores ainda estão trabalhando para entender a relação complexa entre o sono e nossa saúde cognitiva de longo prazo, um sono de alta qualidade pode ser importante para muitos aspectos de nossa saúde e bem-estar”, disse Phipps. “A melhor evidência sugere que entre sete e nove horas de sono é o ideal para a maioria dos adultos. E quem pensa que seus padrões de sono podem estar afetando sua saúde a longo prazo deve falar com seu médico”, ressaltou.

Fonte: CNN

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA QUAL O PONTO IDEAL DO SONO PARA PROTEGER A SAÚDE

SAÚDE: O ÓLEO DE CÔCO COMO ALIMENTO FANTÁSTICO QUE EVITA INFARTOS E AVCS, POR DR. MARCO MENELAU

Hoje a coluna SAÚDE trás mais uma palestra fabulosa do Dr. Marco Menelau, desta vez é sobre uma gordura fantástica. Assista ao vídeo completo e tire suas conclusões.

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: O ÓLEO DE CÔCO COMO ALIMENTO FANTÁSTICO QUE EVITA INFARTOS E AVCS, POR DR. MARCO MENELAU

SAÚDE: SAIBA QUAIS OS SINTOMAS, TRATAMENTO E PREVENÇÃO DO ALZHEIMER

Alzheimer: saiba mais sobre a doença, seus sintomas, como preveni-la e tratar

Sem cura, ela afeta mais de 1 milhão de brasileiros e atinge com mais frequência pessoas acima dos 65 anos

Camila Neumam

da CNN

Em São Paulo

Medidas preventivas podem retardar o desenvolvimento do AlzheimerMedidas preventivas podem retardar o desenvolvimento do

Alguns aspectos da doença de Alzheimer ainda são uma incógnita para a medicina, justamente por ser uma doença neurodegenerativa que não tem cura. Sua causa, seu diagnóstico e seu tratamento nem sempre são precisos, o que torna a necessidade de se falar mais sobre a condição. Por isso, o dia 21 de setembro foi nomeado como o Dia Mundial da Doença de Alzheimer.

No Brasil, ao menos 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência, e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 55 milhões, com 10 milhões de novos casos por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International, o número de indivíduos acometidos pela doença poderá chegar a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050, devido ao envelhecimento da população.

O que é o Alzheimer?

Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura, que atinge, em geral, pessoas acima dos 65 anos de idade, sendo a forma mais comum de demência no idoso, explica o psiquiatra Adiel Rios, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).

A doença se instala quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central começa a falhar. Com isso, surgem fragmentos de proteínas tóxicas dentro dos neurônios e nos espaços que existem entre eles. Essa toxicidade causa perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro, como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para linguagem, raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos sensoriais e pensamento abstrato.

O termo demência é usado para descrever um conjunto de sintomas que incluem perda de memória, dificuldade de pensamento e comprometimento da linguagem. Apesar de ser a causa mais comum de demência, a doença de Alzheimer não é a única. Existem outros tipos de demência neurodegenerativas e cerebrovasculares, afirma Natally Santiago, neurocirurgiã do Hospital San Gennaro.

“Diferentemente do envelhecimento cerebral normal, na doença de Alzheimer ocorrem alterações patológicas no tecido cerebral, com depósito de proteína (proteinopatia) e perda de neurônios”, explica Santiago.

Causas do Alzheimer

Não se sabe ainda o que realmente causa o Alzheimer, mas se acredita que seja algo geneticamente determinado. Segundo Santiago, a hereditariedade pode ser considerada um fator de risco, mas sem um caráter de transmissão genética direta a todas as gerações.

“Acredita-se que ocorra a transmissão de uma predisposição para desenvolvê-la, que junto a fatores externos (ambientais), pode ou não desencadear a doença”, disse.

Sintomas do Alzheimer

Perda de memória e alteração do comportamento são os primeiros sinais da doença, segundo a neurologista. Um sinal de alerta, segundo ela, é quando a perda da memória interfere nas atividades pessoais, se torna repetitiva e compromete a rotina do indivíduo.

“Com a evolução da doença, a memória fica significativamente comprometida, com incapacidade de reconhecimento de familiares, de ter as memórias autobiográficas. As alterações de comportamento também tendem a se agravar”, afirma Natally Santiago. O diagnóstico é clínico, feito por avaliação médica. Não existe um marcador para a doença, e os exames de sangue e de imagem ajudam na exclusão de outras possíveis causas de demência, explica a neurologista.

Nas fases iniciais do Alzheimer, as falhas progressivas de memória em relação a fatos recentes são os sintomas mais marcantes. Já memórias antigas tendem a ser preservadas, segundo Adiel Rios. “A pessoa pode se lembrar detalhadamente de fatos que ocorreram há 50 anos, mas não se lembra de algo que aconteceu ontem, ou há poucas horas”, comenta o psiquiatra.

Com a progressão da doença, começa a surgir a dificuldade para se orientar no tempo e espaço, e a incapacidade de se lembrar o caminho de casa, por exemplo. Outros sintomas são alterações do sono, agitação ou apatia e até quadros psicóticos, explica Rios.

“Na fase final da doença, o paciente perde a capacidade de se expressar, não reconhece nem os familiares e não consegue mais cuidar de si, demandando a presença de cuidadores em tempo integral”, diz o psiquiatra da USP.

O psiquiatra indica como os principais sintomas do Alzheimer:

  1. Perda de memória
  2. Diminuição da capacidade de juízo e de crítica
  3. Dificuldade de raciocínio
  4. Colocar objetos em lugar impróprio
  5. Alterações frequentes de humor e comportamento
  6. Mudanças na personalidade, e a perda da iniciativa para realizar tarefas

Fatores de risco para o Alzheimer

A doença foi batizada em homenagem ao médico Alois Alzheimer. Em 1906, o neuropatologista fez uma autópsia no cérebro de uma mulher que morreu após apresentar problemas de linguagem, comportamento imprevisível e perda de memória.

O Dr. Alzheimer descobriu as placas amiloides e os emaranhados neurofibrilares, considerados as marcas da doença. Conheça alguns fatores que podem contribuir para seu desenvolvimento:

Idade: a probabilidade de desenvolver Alzheimer dobra a cada cinco anos após os 65 anos. Para a maioria das pessoas, os sintomas aparecem pela primeira vez após os 60 anos. O Alzheimer de início precoce é uma forma incomum de demência que atinge pessoas com menos de 65 anos e geralmente tem fator hereditário.

História familiar: a genética desempenha um papel importante no risco de um indivíduo desenvolver a doença.

Traumatismo craniano: existe uma possível ligação entre a doença e traumas repetidos ou perda de consciência.

Saúde do coração: o risco de demência vascular aumenta com problemas cardíacos, como hipertensão, colesterol alto e diabetes.

Tratamento do Alzheimer

Como o Alzheimer ainda é uma doença sem cura, alguns medicamentos são indicados para estabilizar ou reduzir a velocidade de progressão da doença, proporcionando mais tempo com alívio dos sintomas, gerando mais qualidade de vida ao paciente e seus familiares, afirma Santiago.

O uso do medicamento experimental aducanumab, indicado para as fases iniciais da doença, foi aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA) – agência reguladora dos EUA equivalente à Anvisa em junho de 2021. A agência não aprovava um novo medicamento contra o Alzheimer desde 2003.

A droga foi desenvolvida para pacientes com deficiência cognitiva leve e tem o objetivo de retardar a progressão da doença – não apenas aliviar os sintomas. A farmacêutica Biogen e seu parceiro japonês Eisai desenvolveram o aducanumab, administrado por meio de infusão intravenosa para tratar a doença de Alzheimer precoce. Em julho de 2020, a Biogen concluiu seu pedido para a FDA e aguardava a aprovação desde então.

Esta é a primeira autorização que muda a perspectiva do tratamento contra o Alzheimer. “O medicamento atua na proteína danificada no cérebro de quem já tem a doença”, afirma Jerusa Smid, coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

No entanto, há fatores controversos sobre o aducanumab, que ainda precisam ser esclarecidos. Eles envolvem resultados clínicos e de efeitos colaterais, que devem ser esclarecidos na fase 4 da pesquisa (que testa a medicação em um grupo maior de pessoas), segundo a neurologista.

“Faltam dados que comprovem a melhora clínica do paciente, além do fato de a medicação apresentar sangramento cerebral como efeito colateral, considerado grave”, afirma Jerusa.

Outras drogas vêm sendo estudadas. Em março de 2021 o New England Journal of Medicine publicou um estudo indicando que o medicamento intravenoso experimental do laboratório Eli Lilly and Company, donanemab, pode retardar o declínio cognitivo em pessoas com a doença.

Em 25 de julho de 2018, resultados adicionais de um ensaio clínico inicial para uma droga experimental, o anticorpo chamado BAN2401, mostraram que ele melhorou a cognição e reduziu os sinais clínicos de Alzheimer. Detalhes sobre a imunoterapia foram anunciados em uma entrevista coletiva durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer no mesmo ano.

A primeira droga utilizada em larga escala e aprovada pelas agências reguladoras, em 1993, foi a tacrina. Porém, esse remédio caiu em desuso com o advento de novas medicações, pela dificuldade na administração e pelo risco de complicações e efeitos adversos.

As medicações que atuam na acetilcolina e que estão aprovadas para uso no Brasil nos casos de demências leve e moderada são a rivastigmina, a donepezila e a galantamina (conhecidas como inibidores da acetilcolinesterase ou anticolinesterásicos), segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz). “Todas disponíveis no Sistema Único de Sáude”, diz a neurologista da ABN.

“As medidas preventivas e o uso destas medicações tendem a melhorar sintomas e a retardar a progressão da doença, mas, definitivamente, não trazem a cura do Alzheimer”, afirma Smid.

Como prevenir o Alzheimer

Como até hoje a medicina não descobriu o que realmente causa a doença de Alzheimer, as medidas consideradas preventivas tendem a retardá-la, não a evitá-la, explica Smid.

As medidas de prevenção foram elencadas em duas meta-análises (revisão de diversos estudos) divulgadas nas revistas científicas The Lancet e Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry, em 2020, que analisaram estudos sobre prevenção, tratamento e cuidados em casos de demência, sobretudo Alzheimer.

consumo excessivo de álcool, o sedentarismo, o tabagismo e a alimentação pobre em nutrientes, que aumente o risco de obesidadediabetes e hipertensão são os principais fatores de risco, segundo a publicação.

Estes fatores, segundo os especialistas, precisam ser evitados com medidas sociais e educacionais para melhorar a vida destes grupos. “Essas ações requerem programas de saúde pública e intervenções individualizadas, concluíram os pesquisadores da University College London e da University of Plymouth, ambas no Reino Unido, que assinaram o trabalho.

Os autores concluíram que dois terços das intervenções mais promissoras se concentraram em mudanças de estilo para uma vida saudável, focadas em evitar fatores de risco para doenças cardiovasculares, como pressão alta e níveis de colesterol.

As principais ações preventivas (por indivíduos ou autoridades públicas) apontadas pelas duas meta-análises incluíram:

  1. Manter o nível adequado de açúcar no sangue e o peso sob controle para evitar diabetes
  2. Manter o peso em um nível saudável, normalmente abaixo de um Índice de Massa Corporal (IMC) de 25
  3. Obter o máximo de educação escolar possível a partir da infância
  4. Evitar traumatismo craniano (como concussões)
  5. Manter-se cognitivamente ativo com leituras e aprendendo coisas novas
  6. Evitar ou controlar a depressão
  7. Gerenciar o estresse
  8. Tratar a “hipotensão ortostática” (sensação recorrente de tontura ao se levantar)
  9. Manter a pressão arterial sob controle a partir dos 40 anos
  10. Examinar os riscos de perda de audição ao longo da vida e adotar aparelho auditivo se necessário (perda auditiva está associada a dano na região cerebral vinculada à memória)
  11. Evitar níveis elevados de homocisteína, um aminoácido que pode contribuir para a formação de coágulos nos vasos sanguíneos e danos nas artérias (prevenção com base em suplementação de vitaminas do complexo B, com recomendação médica)
  12. Praticar exercícios físicos
  13. Gerenciar a fibrilação atrial, que é uma frequência cardíaca rápida e irregular devido a sinais elétricos caóticos no coração (com acompanhamento médico regular)
  14. Comer alimentos com vitamina C ou tomar suplementos (frutas cítricas, como laranja e acerola; legumes, como cenoura, pimentão amarelo e pimentão vermelho, e verduras, como couve e brócolis)
  15. Reduzir a exposição à poluição do ar e ao fumo passivo do tabaco
  16. Evitar abuso de álcool
  17. Evitar o hábito de fumar
  18. Ter sono de boa qualidade
  19. Evitar terapia de reposição de estrogênio no pós-menopausa (isso não se aplica em casos de menopausa precoce ou perimenopausa)
  20. Evitar o uso de medicamentos para demência como prevenção
  21. Combater a pobreza e a discriminação racial
Continuar lendo SAÚDE: SAIBA QUAIS OS SINTOMAS, TRATAMENTO E PREVENÇÃO DO ALZHEIMER

SAÚDE: QUAIS OS SINTOMAS DO ALCOOLISMO E COMO IDENTIFICÁ-LOS

 Saiba como identificar os sintomas do alcoolismo

No Brasil, cerca de 10% da população sofre de alcoolismo; os homens correspondem a 70% dos casos e as mulheres, 30%

Da CNN

Em São Paulo

Ouvir notícia

Na edição desta sexta-feira (17) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre como identificar os sintomas do alcoolismo.

A fundadora da banda britânica Liberty X, Michelle Heaton, usou as redes sociais para falar sobre a luta que enfrenta contra o alcoolismo. Ela postou uma foto mostrando como estava o rosto dela na época em que consumia grande quantidade de bebidas alcoólicas e outra foto após começar o tratamento contra a doença.

Na publicação, a cantora disse que essa era a realidade dela há 20 semanas e hoje se sente mais forte mentalmente e fisicamente. No Brasil, cerca de 10% da população sofre de alcoolismo. Os homens correspondem a 70% dos casos e as mulheres, 30%.

Fonte: CNN

Continuar lendo SAÚDE: QUAIS OS SINTOMAS DO ALCOOLISMO E COMO IDENTIFICÁ-LOS

SAIBA QUAL A IMPORTÂNCIA DE FAZER PAUSAS E EXERCÍCIOS APÓS MUITAS HORAS DE TRABALHO SENTADO

Exercícios de até 3 min ajudam quem trabalha muito tempo sentado, revela estudo

No quadro Correspondente Médico, neurocirurgião Fernando Gomes explicou a importância de fazer pausas para se movimentar durante o trabalho

Da CNN*

Em São Paulo

Dicas de alongamento após algumas horas na frente do PC! - TecMundo
Exercícios de até 3 min ajudam quem trabalha muito tempo sentado, diz estudo | Correspondente Médico

Na edição desta quinta-feira (16) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre a importância de fazer pausas e exercícios regulares após muitas horas sentado.

Pesquisa publicada na revista científica da Sociedade Americana de Fisiologia mostra que fazer pausas a cada meia hora e se movimentar por até três minutos faz bem para o nosso corpo. O estudo foi feito com pessoas de meia idade, com empregos sedentários e histórico de obesidade.

Os pesquisadores concluíram que subir escadas, fazer agachamentos ou andar, pelo menos, 15 passos durante esses intervalos melhorou o controle de açúcar no sangue. O estudo foi conduzido por cientistas de um instituto em Estocolmo, na Suécia.

“O corpo em movimento libera substâncias que estimulam o sistema nervoso. Falamos que existe um neurotrofismo envolvido com o processo ativo de se movimentar, ou seja, através da atividade muscular se liberam substâncias como a irisina, por exemplo, que impactam no funcionamento do cérebro e neurônios”, explicou Gomes.

“Até mesmo para se ter uma performance intelectual melhor no trabalho, ou até de rendimento, é importante que associe a concentração à psicomotricidade, o movimentar-se”, completou.

Sobre os exercícios de 3 minutos que podem ser feitos, o médico explicou que 15 passos são o suficiente para “lubrificar” as articulações dos membros inferiores e superiores. “Isso aumenta a frequência cardíaca, distrai do que se está fazendo e impulsiona o pulmão de forma diferente.”

“Subir escadas também é perfeito, além de agachamentos, esticando o braço e fazendo os movimentos de descer e subir umas 10 a 15 vezes, isso é o suficiente para impactar o corpo, como no metabolismo, através do controle e redução do açúcar no sangue”, explicou Fernando Gomes.

(*Com informações de Nicole Lacerda, da CNN, em São Paulo)

Continuar lendo SAIBA QUAL A IMPORTÂNCIA DE FAZER PAUSAS E EXERCÍCIOS APÓS MUITAS HORAS DE TRABALHO SENTADO

SAÚDE: SAIBA QUAL PÃO É UMA OPÇÃO MAIS SAUDÁVEL COM SAMUEL DALLE LASTE

No vídeo de hoje, aqui na coluna SAÚDE do Blog do Saber o Dr. Samuel Dalle Laste dá uma dica sobre pão de fermentação natural. Quem pode comer e em que circunstância. Fala sobre todas as propriedades desse alimento e avalia os prós e os contras. Então não saia dai e assista ao vídeo completo!

Continuar lendo SAÚDE: SAIBA QUAL PÃO É UMA OPÇÃO MAIS SAUDÁVEL COM SAMUEL DALLE LASTE

SAÚDE PÚBLICA : ESPECIALISTAS EXPLICAM OS PREJUÍZOS DE IGNORAR SINAIS DA DEPRESSÃO

O que falta para normalizarmos o cuidado com a saúde mental

Neste 15 de setembro, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Depressão, especialistas explicam os prejuízos de ignorar os sinais da doença

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

A saúde mental ainda é vista como secundária, e os transtornos mentais como sinais de fraquezaA saúde mental ainda é vista como secundária, e os transtornos mentais como sinais de fraqueza Kelly Sikkema/Unsplash

Uma conjuntivite e uma crise de ansiedade não têm o mesmo peso socialmente. Embora as duas situações possam ser incapacitantes, em geral, apenas a primeira tende a ser utilizada como motivo plausível para afastamento do trabalho.

Quando temos uma dor de dente, paramos o que estamos fazendo para buscar atendimento odontológico. Diante de sintomas depressivos, fazemos o possível para esconder que não estamos bem e tocar a vida como se fosse um dia normal.

De acordo com pesquisadores consultados pela CNN, esse é um retrato comum da sociedade que ainda negligencia o cuidado com a saúde mental. E parte da explicação está no entendimento da saúde mental como secundária ou na visão equivocada dos transtornos mentais como sinais de fraqueza ou falta de vontade.

Neste 15 de setembro, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Depressão, psicólogos explicam os riscos de ignorar os sintomas de que a saúde mental não vai bem.

“A sociedade ainda tem um preconceito grande com relação aos transtornos mentais. Eles podem ser tão incapacitante quanto ou ainda mais do que qualquer outra doença”, afirma a psicóloga Karen Scavacini, da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS).

A pesquisadora Joana Singer Vermes, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP), explica que o adoecimento psicológico pode se apresentar com diferentes nuances. “Normalizar é entender que todo mundo, em algum momento da vida, terá questões importantes de saúde mental. Pode ser um quadro ansioso ou depressivo, um luto mais complicado ou uma demência senil, por exemplo”, diz.

“As pessoas precisam entender que, do mesmo jeito que é impossível passar uma vida sem apresentar nenhum problema de saúde geral, não existe chance de nunca vivermos um adoecimento psicológico”, completa.

Saúdes física e mental ainda têm pesos e medidas diferentes

Enquanto as doenças em geral podem ser identificadas a partir de exames diagnósticos ou observadas diretamente, o entendimento dos transtornos relacionados à mente tende a passar por processos mais complexos, segundo os especialistas.

“Embora alguns exames sejam capazes de detectar déficits no funcionamento de neurotransmissores e hormônios que podem explicar parte do problema, não são capazes de dar conta de toda a miríade de questões envolvidas no sofrimento humano. Então, aquilo que a gente não vê, aquilo que não é palpável, fica debaixo do tapete”, explica Joana.

Segundo a professora Maria Julia Kovacs, do Instituto de Psicologia da USP, as pessoas também encontram dificuldades para procurar ajuda especializada pela ideia de que os distúrbios de origem mental possam ser resolvidos por conta própria.

“Ainda tem uma característica bastante negativa e uma ideia de que a própria pessoa pode controlar a sua depressão, diminuir a sua ansiedade, o que temos observado que não é o caso. Muitas pessoas relatam picos muito grandes de ansiedade, uso bastante intenso de álcool e outras drogas e mesmo o adoecimento psíquico com delírios, alucinações e grande sofrimento”, relata Maria Julia.

Sinais de que a saúde mental não vai bem

Os sintomas de transtornos mentais, como ansiedade ou depressão, são diversos e podem variar de uma pessoa para outra. No entanto, os especialistas citam alguns sinais que podem indicar a necessidade de ajuda especializada.

O psicólogo da Fundação Municipal de Saúde de Niterói e professor da Faculdade Maria Thereza (FAMATH) Maycon Rodrigo Torres destaca que as pessoas devem ficar atentas à qualidade das relações sociais. “É preciso observar de que maneira são mantidos os vínculos de trabalho, de amizade, de relacionamento e o quanto esses vínculos são saudáveis. É importante entender o quanto a presença entre outras pessoas se torna algo que dê prazer e bem-estar”, afirma.

Para o psicólogo, o isolamento é uma característica que deve ser avaliada com atenção. Segundo ele, é possível estar isolado mesmo diante de reuniões com familiares ou amigos.

O especialista diz que a avaliação psicológica considera o indivíduo em suas particularidades em uma análise do que é comum e do que pode ser um sinal de adoecimento.

“Costumamos trabalhar, em um processo de avaliação mais ampliado, qual é o normal de cada um, considerando a maneira como a pessoa se desenvolve para poder avaliar o momento presente. O quanto ela está satisfeita com a própria vida, o quanto ela consegue ter encontros que gerem prazer e bem-estar, o quanto ela consegue efetivamente se reconhecer como parte de um grupo ou da sociedade”, explica Torres.

Negligenciamento pode tornar o tratamento mais difícil

Quanto mais tarde uma pessoa busca o atendimento especializado, mais difícil pode se tornar o tratamento, de acordo com os especialistas.

“Há muitos estudos mostrando a importância das intervenções, tanto medicamentosas quanto psicoterápicas, o mais cedo possível. Quanto mais crônico o problema, mais resistente tende a ser o organismo ao tratamento”, explica Joana.

Segundo os pesquisadores, um dos principais riscos do negligenciamento no cuidado com a saúde mental é a possibilidade de que o sofrimento psíquico se torne comum para o indivíduo, que passa a perceber a vida como aquela condição do próprio adoecimento.

“Uma das coisas difíceis é que a doença pode passar a ser um traço, como se fizesse parte da personalidade. A vida acaba ficando muito entrelaçada na questão psiquiátrica, de forma que a pessoa não sabe como é viver de outra forma”, afirma Joana.

Para a psicóloga Karen Scavacini, da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS), a ampliação da oferta de serviços públicos de saúde mental ainda é um desafio no Brasil. Para facilitar o acesso ao tratamento, ela criou o site Mapa da Saúde Mental, que permite a consulta de locais que oferecem o atendimento gratuito, voluntário ou com preços acessíveis no país.

A especialista pondera que o processo terapêutico não pode ser estabelecido do dia para a noite, mas funciona como uma jornada de autoconhecimento. “O terapeuta não vai dar soluções. Ele vai ajudar a pessoa a entender as questões e a trilhar os seus próprios caminhos de uma maneira mais saudável – e isso demora. Não tem ‘fast food’ na terapia”, afirma.

De acordo com a psicóloga, o tratamento pode ajudar as pessoas a entender as situações que trazem bem ou mal, além de ampliar a qualidade de vida, que envolve dormir bem, alimentação saudável, a prática de exercícios físicos e o entendimento dos relacionamentos positivos e negativos.

Para a psicanalista Ana Maria Stucchi Vannucchi, professora e diretora científica da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP), o negligenciamento no cuidado compromete, a longo prazo, a evolução da sociedade.

“A criação de seres humanos que não possam se humanizar efetivamente compromete o desenvolvimento individual e, evidentemente, todo o desenvolvimento social, com fanatismos de toda natureza, autoritarismo, impossibilidade de desenvolvimento de parcerias e de um desenvolvimento mais democrático”, afirma.

De acordo com a psicanalista, os sintomas de transtornos mentais podem comprometer o desenvolvimento humano e a formação de vínculos afetivos “O acolhimento dessas emoções vai permitir o crescimento mental e o desenvolvimento pleno das capacidades”, conclui.

Continuar lendo SAÚDE PÚBLICA : ESPECIALISTAS EXPLICAM OS PREJUÍZOS DE IGNORAR SINAIS DA DEPRESSÃO

SAÚDE: CASOS DA DOENÇA DA URINA PRETA ESTÃO SENDO MONITORADOS PELA PASTA DE EPIDEMIOLOGIA E MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

Ministério da Agricultura monitora casos da doença da ‘urina preta’

Segundo a pasta, consumidor deve adquirir peixes com selo de inspeção oficial; a doença de Haff é causada pelo consumo de pescados contaminados

Rafaela Larada CNN

em São Paulo

Doença de Haff já foi notificada em diversos municípios do AmazonasDoença de Haff já foi notificada em diversos municípios do AmazonasFoto: Reprodução/CNN Brasil

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou nesta quarta-feira (15) que todos os casos notificados e em investigação sobre a doença de Haff – conhecida como “urina preta” – estão sendo acompanhados pelas equipes da pasta e de epidemiologia do Ministério da Saúde.

Os profissionais trabalham em cooperação com os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

O Mapa orienta que a população fique atenta na hora de comprar pescados, de forma geral. Peixes, mariscos e crustáceos comercializados devem conter o selo dos órgãos de inspeção oficiais.

Os produtos identificados pelo carimbo de inspeção na rotulagem possibilitam a rastreabilidade de sua origem, o que os torna seguros.

“É muito importante que a população esteja atenta aos informes, evitando assim informações especulativas que venham a ocasionar confusão a respeito do tema”, disse a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Ana Lúcia Viana.

Pesquisas sobre os possíveis agentes causadores estão sendo realizadas pelos laboratórios, a partir das amostras coletadas dos alimentos consumidos, bem como de material biológico dos próprios pacientes acometidos pela doença.

Por ter sido registrada em diversos biomas (rios, lagos, mares etc.) e espécies, não é possível, até o momento, determinar, com base nos casos analisados, os ambientes e animais envolvidos.

Com base nas análises preliminares, as equipes laboratoriais realizaram uma ampla pesquisa de amostras em busca de moléculas suspeitas, especialmente dos grupos das palytoxinas e ovatoxinas, apontadas como as mais prováveis toxinas causadoras doença de Haff.

Estas moléculas são análogas – podem ser produzidas por microalgas tóxicas – e estão presentes na maioria dos aquários marinhos.

O que é a doença de Haff

A doença de Haff ainda não tem causa definida e se caracteriza por ser uma síndrome em que ocorre uma rabdomiólise (ruptura de fibras musculares), com início súbito, apresentando rigidez, dores musculares e alterações de enzimas.

Os primeiros sinais e sintomas podem se manifestar nas primeiras 24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostins e outros frutos do mar contaminados.

A enfermidade é considerada emergente e, por ter origem desconhecida, enquadra-se como evento de saúde pública, sendo necessária sua notificação compulsória.

No Brasil, foram registrados casos da doença em 2008 com algumas espécies peixeis de água doce como o Pacu (Mylossoma spp), tambaqui (Colossoma macropomum) e pirapitinga (Piaractus brachypomus), bem como peixes de água salgada, como a arabaiana/olho-de-boi (Seriola spp.) e badejo (Mycteroperca spp), além de novos casos em 2016 e, agora, em 2021.

Continuar lendo SAÚDE: CASOS DA DOENÇA DA URINA PRETA ESTÃO SENDO MONITORADOS PELA PASTA DE EPIDEMIOLOGIA E MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

SAÚDE: DEVIDO FALTA DE PAGAMENTO POR PARTE DA SESAP, HOSPITAL WILSON ROSADO EM MOSSORÓ PODERÁ SUSPENDER ATENDIMENTO DO SUS

Wilson Rosado (HWR): Mais um hospital de Mossoró pode suspender atendimentos do SUS por falta de pagamento da Sesap

Hospital Wilson Rosado ameaça suspender serviços do SUS por falta de repasses

O Hospital Wilson Rosado (HWR) deve seguir o mesmo caminho da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) e paralisar atendimentos SUS por falta de pagamento. A Liga anunciou a suspensão dos serviços de quimioterapia e diagnóstico por imagem a partir desta segunda-feira (13). Já o HWR cobra os valores pactuados referentes às complementações dos serviços de Cardiologia, Neurocirurgia, Oncologia, cirurgias em geral e leitos de UTI, e programa reduzir os atendimentos a partir de quarta-feira (15). As informações são do Portal do Oeste.

De acordo com informações apuradas pelo PORTAL DO OESTE, a pendência de pagamentos vem de longe e inclui descumprimento de acordo feito em outubro de 2019, há quase dois anos. Na época, Hospital Wilson Rosado havia paralisado os serviços e aceitou um acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) e a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró para o pagamento da dívida existente até então em 33 parcelas. No entanto, esse acordo jamais foi assinado e muito menos o pagamento das parcelas.

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo SAÚDE: DEVIDO FALTA DE PAGAMENTO POR PARTE DA SESAP, HOSPITAL WILSON ROSADO EM MOSSORÓ PODERÁ SUSPENDER ATENDIMENTO DO SUS

SAÚDE: SEGUNDO PESQUISA, MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ESTÁ DORMINDO MAL DURANTE A PANDEMIA

Recuperar sono perdido leva mais tempo do que se imagina, diz estudo

Pesquisa recente mostra que sono pode não ser recuperado mesmo após noites de descanso nem mesmo nos mais jovens

Sandee LaMotteda

CNN

Mais da metade dos brasileiros está dormindo mal durante a pandemia, segundo pesquisa do Instituto do SonoMais da metade dos brasileiros está dormindo mal durante a pandemia, segundo pesquisa do Instituto do SonoGetty Images

Bocejando e exausto de mais uma noite de pouco sono? Parabéns, você se juntou à multidão de pessoas ao redor do mundo que sofrem de privação de sono, um problema sério que pode afetar sua saúde física e mental.

Os problemas do sono constituem uma “epidemia global que ameaça a saúde e a qualidade de vida de até 45% da população mundial”, segundo estatísticas do Dia Mundial do Sono.

Mas é fácil se recuperar desse déficit de sono, certo, especialmente se você for jovem? Uma boa noite de sono ou duas – e certamente uma semana inteira de sono – e você está de volta ao seu pleno funcionamento?

Infelizmente, um novo estudo recente revelou que pode não ser o caso, mesmo para pessoas mais jovens. Treze pessoas na casa dos 20 anos que dormiram 30% menos do que o necessário, por 10 noites, não recuperaram totalmente a maior parte de seu processamento cognitivo após sete noites de sono irrestrito para se recuperar.

“Este é um estudo bem-feito, embora pequeno, com várias medidas para examinar o impacto da privação parcial do sono – examinando principalmente a duração do sono usando actigrafia de pulso, alterações no EEG e desempenho cognitivo”, disse o Dr. Bhanu Prakash Kolla, especialista em medicina do sono no Centro de Medicina do Sono da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota, que não participou do estudo.

“Os tempos de reação melhoraram ao longo de sete dias e voltaram aos níveis basais, enquanto outras tarefas cognitivas, incluindo a precisão, não se recuperaram completamente”, disse Kolla.

“O que o estudo mostrou que há coisas como memória e velocidade de processamento mental que não serão restauradas tão rapidamente”, disse o especialista em sono Dr. Raj Dasgupta, professor assistente de medicina clínica na Keck School of Medicine da University of Southern California, que também não participou do estudo.

“Definitivamente, a maior parte da perda de sono pode ser recuperada, mas há coisas que você simplesmente não vai recuperar rapidamente”, disse Dasgupta. “É por isso que é tão importante, em primeiro lugar, não ter dívidas de sono.”

Seu cérebro precisa dormir

Pode ter sido um pequeno estudo, mas ecoa os resultados de pesquisas anteriores. Um estudo de sono baseado em laboratório descobriu que as pessoas que dormiam menos de seis horas por noite durante duas semanas – e que pensavam que estavam bem – funcionavam tão mal em termos cognitivos e reflexos quanto as pessoas que foram privadas de sono por dois noites inteiras.

Isso porque o cérebro precisa de ciclos de sono ininterruptos para absorver novas habilidades, formar memórias-chave e reparar o corpo do desgaste do dia. Durante o sono, seu corpo está literalmente se reparando e se restaurando em um nível celular.

A falta crônica de sono, portanto, afeta sua capacidade de prestar atenção, aprender coisas novas, ser criativo, resolver problemas e tomar decisões.

Até mesmo pular o sono por apenas uma noite interrompe o funcionamento.

Ficar acordado por apenas 18 horas pode prejudicar sua capacidade de dirigir se você tivesse uma concentração de álcool no sangue de 0,05%, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Pule 24 horas inteiras de sono e você logo estará com 0,10% – bem acima do limite de direção legal dos EUA de 0,08%.

Um estudo de 2017 descobriu que adultos saudáveis ​​de meia-idade que dormiram mal por apenas uma noite produziram uma abundância da proteína beta-amiloide, responsável pelas placas características do Alzheimer.

E um estudo publicado em junho descobriu que adultos mais velhos que têm dificuldade significativa em adormecer e que passam por despertares noturnos frequentes têm alto risco de desenvolver demência ou morrer prematuramente por qualquer causa.

Dependendo da idade, devemos dormir de sete a dez horas por noite. Mas 1 em cada 3 americanos não dorme o suficiente, de acordo com o CDC.

Além disso, 50 milhões a 70 milhões de americanos lutam com distúrbios do sono, como apneia do sono, insônia e síndrome das pernas inquietas, que podem arruinar o sono de uma boa noite.

O CDC chama isso de “problema de saúde pública”, porque o sono interrompido está associado a um risco maior de doenças, incluindo pressão alta, desempenho imunológico enfraquecido, ganho de peso, falta de libido, alterações de humor, paranoia, depressão e um risco maior de diabetes, derrame, doença cardiovascular, demência e alguns tipos de câncer.

O que fazer

Quanto tempo você vai demorar para se recuperar da falta de sono?

“Não sabemos isso exatamente”, disse Kolla. “Este estudo mostra que talvez algumas tarefas, especialmente em pacientes mais jovens em recuperação, podem demorar mais se se seguir a privação de sono.”

A chave, segundo os especialistas, antes de mais nada, é evitar ficar sem dormir.

“Precisamos priorizar o sono e tentar dormir pelo menos sete horas por noite”, disse Kolla. “Quando não podemos, é importante ter certeza de que temos algum tempo para nos recuperar e estar cientes de que a privação de sono afeta nosso humor e cognição.”

Você pode se preparar para um bom sono não fumando e mantendo a ingestão de álcool ao mínimo. Comer uma dieta bem balanceada, praticar exercícios regularmente, permanecer mentalmente ativo e manter a pressão arterial e os níveis de colesterol sob controle também melhoram o sono.

Você também pode resolver quaisquer problemas de sono treinando seu cérebro para dormir melhor. Os especialistas chamam isso de “higiene do sono” e sugerem definir uma rotina de hora de dormir projetada para relaxar e acalmar, que não inclui TV, smartphone ou outro dispositivo emissor de luz azul pelo menos uma a duas horas antes de dormir.

Fonte: CNN

Continuar lendo SAÚDE: SEGUNDO PESQUISA, MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS ESTÁ DORMINDO MAL DURANTE A PANDEMIA

SAÚDE: TRIGO & GLUTEN PT.3 – MANIFESTAÇÕES E DOENÇAS AUTOIMUNES, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

Bom dia! Nesta quinta-feira você vai assistir, aqui na coluna SAÚDE do Blog do Saber, o terceiro vídeo da série especial TRIGO & GLUTEN do Dr. Samuel Dalle Laste, cujo tema é “Manifestações e Doenças Autoimunes”. Então se acomode na poltrona e aprenda tudo que ainda não sabe sobre o assunto.

Fonte:

Continuar lendo SAÚDE: TRIGO & GLUTEN PT.3 – MANIFESTAÇÕES E DOENÇAS AUTOIMUNES, POR DR. SAMUEL DALLE LASTE

SAÚDE: SEGUNDO PESQUISA, METADE DOS JOVENS BRASILEIROS DE 18 A 24 ANOS CONSIDERAM SUA SAÚDE MENTAL RUIM

Metade dos jovens brasileiros relata problemas de saúde mental

Foto: Getty Images

Uma pesquisa realizada em capitais brasileiras mostrou que metade dos jovens de 18 a 24 anos consideram sua saúde mental como “ruim” (39%) ou “muito ruim” (11%). No mesmo grupo, somente 4% classifica sua saúde mental como muito boa. A análise lança luz sobre o atual período, altamente afetado pela pandemia da Covid-19.

O estudo — que avaliou respostas de homens e mulheres com 18 anos ou mais — mostra que os jovens se sentem mais afetados do que os outros grupos. Considerando o público geral, o número de pessoas que classificou a saúde mental como “muito ruim” foi de 5% e “ruim”, 25%.

Do total dos pesquisados, as queixas mais comuns foram: tristeza (42%), insônia (38%), irritação (38%), angústia ou medo (36%), além de crises de choro (21%).

Ao todo, 2 mil pessoas responderam ao questionário em São Paulo, capital, e nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador. O levantamento é da consultoria Ipec e foi apresentado pela Pfizer nesta quarta-feira.

O estudo também analisou a busca dos participantes por ajuda especializada: 21% chegaram a procurar ajuda profissional, e 11% fazem acompanhamento de maneira contínua. Os diagnósticos mais detectados foram de ansiedade, com 16% dos respondentes, e depressão, detectado em 8%. Também foram relatadas síndrome do pânico (3%) e fobia social (2%).

Em entrevista coletiva realizada pela farmacêutica, o médico e pesquisador do departamento de Psiquiatria da Unifesp Michel Haddad explicou que o aparecimento desse tipo de transtorno está ligado a uma série de fatores combinados.

— A escalada de transtornos mentais já acontece há pelo menos duas décadas, a pandemia só escancarou o problema — disse o especialista.

Em busca de soluções

O levantamento mostra as soluções buscadas pelos respondentes para aplacar o impacto psicológico imposto pela pandemia. Do total, 19% praticam atividade física ao ar livre, e 18% em casa. Outros (17%) apostam na leitura de livros. Embora, seja importante reafirmar, assim como desordens de saúde física, o tratamento de doenças que afetem a saúde mental necessitam de acompanhamento médico e, por vezes, de tratamento farmacológico.

Ao todo, quatro em cada cinco participantes declararam que a pandemia impactou sua saúde mental de alguma forma. Em especial, a preocupação com acúmulo de dívidas foi a mais relatada, com 23% dos respondentes. Na sequência, aparecem o medo de testar positivo para a Covid-19 (18%) e a morte de alguém próximo (12%).

Fonte: Blog do BG

Continuar lendo SAÚDE: SEGUNDO PESQUISA, METADE DOS JOVENS BRASILEIROS DE 18 A 24 ANOS CONSIDERAM SUA SAÚDE MENTAL RUIM

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar