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REFLEXÃO: VIDA SIMPLES E PENSAMENTO ELEVADO DEVEM SER A META

A REFLEXÃO que trago neste sábado é, na verdade, sobre AUTOCONHECIMENTO, pois trata-se de um texto publicado por Beth Michepud, de autoria de um dos mais icônicos iogues e guru indiano Paramahansa Yogananda, sobre a autoanálise. Ele aconselha a autoanálise sempre e isso implica em mergulhar no inconsciente e acessar as sombras do nosso eu. Leia o texto completo a seguir e tire suas conclusões! 

Analise-se e tudo fluirá

 em 

analise

Paramahansa Yogananda, iogue e guru indiano, foi considerado um dos maiores emissários da antiga filosofia da Índia para o Ocidente. Escreveu vários livros, dentre os quais destaco “A Eterna Busca do Homem”. É desta obra o trecho que trago hoje. Se percebermos o quanto é fundamental nos autoanalisarmos conseguiremos viver com mais leveza e plenitude.

“Vida simples e pensamento elevado devem ser a meta. Aprenda a levar em você todas as condições da felicidade, meditando e sintonizando a consciência com a influências externas. Seja qual for o ambiente, não permita que sua paz interior seja afetada por ele. Analise-se, torne-se o que você deve e quer ser. Raramente as pessoas aprendem o verdadeiro autodomínio, fazem coisas que prejudicam seu bem-estar maior e pensam estar sendo felizes; mas não são. Ser capaz de fazer as coisas quando e porque devem ser feitas, e recusar-se a fazer o que sabe que é prejudicial – eis as chaves do sucesso e da felicidade verdadeira.

Não mantenha a mente ocupada com muitas atividades. Analise o que ganha com elas e veja se são realmente importantes. Não desperdice tempo. Ler um bom livro é muito mais útil do que ver filmes. Costumo dizer: “Se você lê durante uma hora, escreva em seu diário espiritual durante duas horas; se escreve durante duas horas, pense durante três horas; se pensa durante três horas, medite todo o tempo”. Onde quer que eu vá, mantenho a mente continuamente na paz da alma. Você também deve sempre apontar a agulha da atenção para o pólo norte da alegria espiritual. Então, ninguém poderá jamais perturbar seu equilíbrio.

Lembre-se disto: se cada novo dia não encontrá-lo melhor do que no dia anterior, você está regredindo – em saúde, paz mental e alegria da alma. Por quê? Porque não exerce controle suficiente sobre suas ações. Você mesmo criou seus hábitos e você mesmo pode mudá-los. Se tem pensado de maneira errada, tome a decisão de andar em boas companhias, estudar e meditar. Uma mudança de companhia pode fazer grande diferença. A influência mais forte na vida, ainda mais forte que a força de vontade, é o ambiente. Modifique-o, se necessário. Enquanto não for mentalmente forte, nunca será o que deseja ser sem um bom ambiente para ajudá-lo. Quando encontrar dificuldade em modificar-se para melhor, companheiros espirituais e outras influências inspiradoras serão essenciais.

A autoanálise também é essencial para ajudá-lo a aprimorar-se. Se puder analisar-se corajosamente, será capaz de suportar, sem pestanejar, uma análise crítica feita pelos outros.

Aqueles que gostam de falar dos defeitos alheios são abutres humanos. Já existe maldade demais no mundo. Não fale mal, não pense mal e não faça mal. Seja como a rosa, exalando para todo o doce aroma da bondade da alma. Faça todos sentirem que você é um amigo, que está pronto a ajudar, não a destruir. Se quiser ser bom, analise-se e desenvolva as virtudes que existem em você. Expulse a ideia de que o mal faz parte de sua natureza e ele se irá. Faça os outros sentirem que você é uma imagem de Deus, não pelas palavras, mas pelo comportamento. Enfatize a luz e não existirá mais escuridão. Estude, medite e faça o bem aos outros.”

Luz e Paz!

Fonte: Sabedoria Universal

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REFLEXÃO: O CORONAVÍRUS ANTECIPOU O GRANDE EVENTO A CUSTA DE MUITAS VIDAS

O evento o qual a pergunta que intitula o texto a seguir é ‘o despertar coletivo da consciência’ que, por causa do evento coronavírus foi antecipado ou, numa linguagem mais rasa, pegou o atalho. Você pode perguntar: isso é bom ou ruim? É claro que é bom! Mas infelizmente foi preciso um vírus pra matar milhares de pessoas para esse atalho acontecer. Então leia o texto completo a seguir e tire suas conclusões!

O Vírus e o Despertar Coletivo | Vibrando Alto - YouTube

O Evento já está começando?

Mensagem de 25 de Março de 2020

É totalmente irracional. Doenças graves e morte estão ocorrendo em todo o mundo; as pessoas estão com medo e desespero. Brigas políticas estão piores do que nunca. E ainda … e ainda … se você se sintonizar, poderá tomar consciência de …

  • um sentimento de profunda alegria e emoção borbulhando dentro de você
  • uma sensação de profunda paz interior
  • um conhecimento de que tudo está realmente bem, apesar do que possa parecer atualmente.

Você sente isso?

Há uma sensação de pausa nos éteres ao nosso redor … uma parada e um descanso.

Como se o proverbial hamster que estivesse rodando no volante por séculos tivesse parado subitamente – e agora é libertado, encontrando-se em um campo de sol dourado e flores silvestres. Há uma incrível leveza no ar.

Como isso pode ser possível? Tudo parece tão irracional, dadas as circunstâncias; e, no entanto, muitos de nós estão sentindo isso. Algo profundamente mágico parece estar acontecendo.

Surpreendentemente coisas positivas estão acontecendo

Um fator que provavelmente está contribuindo para essa experiência é que agora estamos gastando mais tempo em casa; somos menos apressados, menos distraídos por eventos e responsabilidades exteriores. Pode parecer que todas as preocupações e estresse foram de alguma forma suspensos temporariamente. Ao interromper toda a atividade usual em nossas vidas, há mais tempo para relaxar e mergulhar em uma experiência mais profunda da realidade, no momento.

É especialmente fácil perceber isso na natureza. Você já reparou como tudo ao ar livre parece mais vívido e vibrante?

Na verdade, é: existem sinais de que a Natureza está se revivendo com incrível rapidez, agora que os humanos em tantos lugares se isolaram em casa. Golfinhos e cisnes estão retornando aos canais de Veneza; os pássaros estão voltando e o céu azul está aparecendo em lugares que não os veem há décadas. Chemtrails parecem estar desaparecendo em todos os lugares.

A crise também incentivou as pessoas em todo o mundo a se reunir por telefone e internet para se apoiarem. E para ajudar os outros em perigo ou medo. O melhor da humanidade está florescendo em muitos níveis diferentes; parece que as pessoas estão acordando de maneiras que provavelmente não poderiam ter, se uma enorme crise global não tivesse ocorrido.

Além disso, se você faz parte da comunidade de “divulgação”, está ouvindo notícias alternativas sobre o que está acontecendo nos bastidores do mundo – e isso também é motivo de comemoração. É muito provável que as “prisões em massa” dos números do Deep State finalmente ocorram no futuro próximo, juntamente com um possível jubileu de redefinição da moeda global e dívida.

Mas há algo mais?

Portanto, todos esses eventos externos provavelmente estão criando um sentimento maior de alegria e entusiasmo para muitos de nós. Mas acredito que há algo além de todos esses eventos externos e manifestações de mudança positiva que está criando o que estamos experimentando. Existe uma energia ainda mais sutil que podemos sintonizar, abaixo das causas externas óbvias de amor e alegria.

É uma energia de luz de maior dimensão que subitamente flui para a Terra com mais força do que nunca, ajudando as pessoas a acordar espiritual e com coração. É uma energia clara, suave e gentil de celebração alegre que eleva e expande a mente e o coração.

Quando você se sintoniza com essa energia, é como se aterrissasse em um espaço fora do tempo, um espaço no qual você pode simplesmente SER. Há uma sensação de expansão silenciosa em um espaço atemporal.

Você se encontra em um mundo que é de alguma forma mais profundamente silencioso em um nível que você nunca tinha plena consciência antes. De fato, é quase como se algum mecanismo global de controle energético que constantemente nos pressionava emocionalmente tivesse sido desligado pela primeira vez na história. De alguma forma, é mais fácil permanecer positivo do que antes, mais fácil permanecer conectado à Fonte.

Este evento está acontecendo?

Hummm … tudo isso parece muito com descrições da Quinta Dimensão. Poderia ser este um sinal óbvio de que estamos agora, finalmente, nos aproximando do tão esperado “Evento” – a mudança transformacional monumental da Terra para a Quinta Dimensão? Estamos tendo uma pequena amostra disso neste momento?

Eu já expressei em posts e livros anteriores que o Evento provavelmente seria um processo gradual e abrupto que ocorreria em um momento, causado pelo que foi chamado de “flash solar” do sol. Isso ainda parece preciso, e que o que estamos experimentando agora são ondas de luz cada vez mais poderosas, projetadas para nos preparar gradualmente para a experiência final, quando tudo na Terra será transformado.

Se você está experimentando as energias que estou descrevendo aqui, mesmo que de vez em quando, provavelmente pode ver que estamos recebendo transmissões iniciais da graça que em algum momento estaremos experimentando no futuro próximo. Estamos sendo preparados energicamente para absorver as frequências astronomicamente mais altas quando elas chegarem, com maior conforto e facilidade.

Portanto, reserve um tempo para sintonizar essas energias extraordinárias e apreciá-las, se puder! Permita-se ser elevado à frequência de alegria e amor que eles oferecem e cavalgar pelas ondas com a alegria natural que emerge das profundezas do seu ser. Essas ondas de luz estão aqui para nos oferecer isso.

Tempos de transição

E se, às vezes, você ainda se sentir puxado para uma espiral descendente de desespero e medo sobre o estado do mundo, não se preocupe.

Lembre-se de que todas as profecias sobre esses “tempos de transição” que antecederam a época do Evento previram o caos total, a interrupção e o colapso de estruturas globais que ocorreriam a fim de abrir caminho para novas estruturas humanas nascerem em um novo mundo. Esses eventos são assustadores para sobreviver, mas serão libertadores.

As profecias também indicaram que todo ser humano estaria experimentando o mesmo tipo de caos e perturbações em suas vidas pessoais.

Se você está profundamente envolvido no processo de enfrentar seus próprios desafios pessoais durante esse período, saiba que essa é uma experiência esperada, não importa o quanto você esteja acordado. Saiba que você está no caminho certo no seu processo de ascensão. É um momento de limpeza para muitos de nós: tudo o que não pode ir conosco para a Quinta Dimensão deve ser encarado, aceito e equilibrado, para que possa ser liberado.

As ondas de luz de alta frequência chegando estão trazendo essas questões para serem curadas e liberadas; mas eles também carregam profundo amor e alegria para tornar a cura mais rápida e fácil. Sintonize-os e você verá: agora é muito mais fácil do que nunca abandonar velhos padrões e traumas e experimentar cura e alívio. Não há mais necessidade de processos de cura prolongados e prolongados.

Também preste atenção aos seus sonhos. Eles são mais vívidos do que o habitual? São realmente experiências extracorpóreas? Talvez, como muitos trabalhadores da luz, você esteja extremamente ocupado do outro lado, trazendo luz e compreensão às pessoas de todo o mundo no estado de sono.

Esteja ciente também das habilidades intuitivas que também podem estar ativando durante esses períodos. Assista as sincronicidades acontecendo. Permita que realidades multidimensionais estejam acontecendo simultaneamente. Lembre-se: você não é louco – simplesmente está acordando com quem você é e sempre foi.

O humor e o riso são importantes

Também é importante manter seu senso de humor sobre o caos e a confusão que todos estão enfrentando. Encontre coisas que o façam rir. O riso aumenta sua vibração e estimula seu sistema imunológico.

E lembre-se: vamos passar por isso como uma consciência humana coletiva, e seremos mais fortes e mais sábios por isso. O mundo nunca mais será o mesmo. E, de fato, acabará vibrando totalmente em amor, paz e harmonia – um mundo que muitos de nós esperamos por eras de tempo.

Vidya Frazier   

Fonte: https://eraoflight.com/ — Cíntia Pratis e Marco Iorio Júnior — Tradutora e Editor exclusivos do Trabalhadores da Luz

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REFLEXÃO: MATURIDADE E NÍVEIS EVOLUTIVOS, QUAL A RELAÇÃO?

Neste domingo trago mais um texto publicado por Beth Michepud em seu blog na nossa coluna REFLEXÃO sobre maturidade e níveis evolutivos. Porque há pessoas jovens bastante maduras e pessoas idosas imaturas? A resposta está no nível evolutivo de cada um, que independe da idade cronológica do ser humano. Ao compreendermos isso fica mais fácil e tranquilo conviver com as pessoas sem querer mudá-las o tempo todo. O texto a seguir pode esclarecer muita coisa pra você!

Varrer as folhas enquanto venta é inútil

 em 
resiliencia
Talvez você conheça pessoas de 20 anos de idade com uma maturidade digna de um ancião, e também pessoas com idade cronológica avançada que sejam imaturas. É tudo questão de evolução, ou seja, querermos aprender o que edifica e  exercitarmos, praticando, para que esse aprendizado flua tão naturalmente quanto o ato de respirar.

Amadurecer é conquistar um olhar mais sensível e apurado no que diz respeito à nós mesmos, à tudo e à todos.  É não julgar nem interferir nas escolhas alheias e seguir aprendendo a lidar com os embates da vida de forma serena e resiliente.

O texto que segue, de autoria do Prof. Marcel Camargo, reforça que amadurecer é não ter a pretensão de mudar o outro.

“Quanto mais amadurecemos, menos nos importamos com algumas coisas que percebemos serem perda de tempo e com algumas pessoas que simplesmente não mudam por nada nem por ninguém. A maturidade traz essa calma e essa aceitação que nos tornam menos afoitos, menos nervosos, porque vamos aprendendo a dar tempo ao tempo, sem a pressa característica dos jovens que querem tudo para ontem.

Amadurecer é se importar com o que realmente importa, com quem não se nega a rever o que disse ou o que fez, enfim, com o que tem chances de trazer algum resultado. A gente se cansa de bater em tecla furada, de insistir no que não vislumbra futuro algum, de dar importância a opiniões desnecessárias de quem é especialista em perturbar ambiente e em azucrinar a paciência alheia.

Isso porque passamos a entender que cada pessoa irá conceber as coisas à sua maneira, devolvendo na medida exata do que possui dentro de si, nada mais, nada menos do que isso. De nada adianta esperar das pessoas algo além do que elas serão capazes de ofertar e, quanto mais o tempo passa, mais aptos estaremos para discernir o que cada um pode e não pode, aceitando as limitações do que nos rodeiam.

Nem todo mundo está preparado para ouvir o que temos a dizer e a receber o que temos a ofertar. Por essa razão, com o tempo passamos a direcionar nossas energias em direção a terrenos férteis, ignorando a aridez afetiva de gente egoísta, que não consegue enxergar além de suas parcas limitações. Perdemos o medo de mudar, de ousar, de deixar coisas e pessoas para trás, porque não tememos mais o erro. Errar pode ser bom, fazer bem.

Quando amadurecemos, conseguimos perceber que nem sempre estaremos certos, que nem todo mundo irá gostar de nós, que o mundo não gira ao redor de nossas cabeças. Entendemos que somos ínfimos perto da grandeza do universo, mas que nossas ações podem alcançar um número incontável de pessoas, seja quando acertamos, seja quando erramos. E isso nos habilita a exercer a empatia com mais frequência.

Uma das atitudes mais inúteis que existem é varrer as folhas enquanto ainda venta e, da mesma forma, não adianta tentar argumentar com quem não ouve, nem tentar agradar a todos, porque ninguém consegue ser unanimidade. Enfim, buscar estar bem consigo mesmo é o melhor a se fazer, visto que é assim que estaremos prontos a receber o melhor e o pior de cada um, guardando o que for útil e jogando fora o que for imprestável.”

Luz e Paz!

Fonte: Sabedoria Universal

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REFLEXÃO: O DESABAFO DE UM CARDIOLOGISTA EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS

Caro(a) leitor(a),

Apesar de longo o texto a seguir vale a pena e deve ser lido por qualquer pessoa com um pouco de consciência e bom senso. Em tempos de pandemia do coronavírus uma REFLEXÃO como essa não pode passar incólume. Pelo contrário, deve ser vista pelo maior número de pessoas possível, pois que o ler jamais será a mesma pessoal depois que tudo passar!

Vinho, lagosta e respiradores – Ensaio sobre a psicologia do isolamento no país da “Galera”

Fotomontagem JCO

Sim, nós brasileiros e brasileiras somos (ou pensamos que somos) os bons de cama.

Nós saímos do Brasil e achamos que podemos seduzir e levar pra cama qualquer mulher do Mundo. Nossas mulheres são (ou pensam que são) as mais lindas do planeta e que ninguém pode resistir a elas.

Dessa nossa fantasia nasceu a tentativa frustrada, o intento infeliz de sublimação radical e é dela que vem nossa malandragem na vida social, essa nossa malandragem amoral e anticívica, essa malandragem promíscua e bárbara que contamina todo estamento, toda administração pública e todo serviço essencial.

Da contaminação da vida pública nasce um estamento que se sexualiza. Da contaminação da vida íntima a sexualidade é burocratizada, politizada, administrada e registrada em cartório… é publicada na internet, é discutida por especialistas, por doutores, pelos intelectuais…

Ah, como é bom quando o Ministro do Supremo convida aquela advogada de Brasília, tão bonita, tão jovem, tão gatinha, para saborear o vinho e a lagosta que poderiam comprar, com o dinheiro público gasto, um respirador para ser usado na COVID19.

Que maravilha quando a Deputada usa dinheiro público para pagar o hotel em SP (ou RJ, sei lá..) onde ela se encontrou com aquele ex-senador tão “lindinho”…

Que delícia encontrar nas livrarias dos shoppings, e até nos supermercados e farmácias, livros e mais livros de jovens escritoras brasileiras que discorrem sobre a vida da “nova mulher”, da “mulher independente”, da “mulher médica, juíza, jornalista ou empresária”….na cama…

Será que ela goza? Será que ela não goza? Mais importante do que tudo: se ela goza, será que goza como qualquer outra “mulher comum”? Afinal de contas, todas as mulheres tem que ter “direito a gozar” da mesma forma, né?

Se algumas não estão gozando, alguém deve ser culpado por isso! É caso de Polícia! Não interessa se é o capitalismo cruel, a revolução cultural comunista, o marido ou os filhos…Alguém é culpado e ponto final!

É…é a “malandragem”, caro leitor …a mesma malandragem que finge não saber que “um respirador NÃO é igual a um leito de UTI e que uma UTI não é a mesma coisa que um hospital”. A mesma malandragem que coloca falsos médicos cubanos e estudantes do quinto ano de medicina para atender no SUS, a malandragem que diz que “em saúde pública qualquer coisa é melhor do que nada”…e por aí vai…

E no meio disso tudo chega o Sars-Cov2, o “bicho” como eu mesmo resolvi chamá-lo.

O bicho não quer saber de sexualidade nem de malandragem. O bicho não é de Esquerda nem de Direita, ele não é branco nem preto, não é gay nem hétero…O bicho não quer saber de maconha, de passeata, de aborto…Não se interessa pela Bolsa de Nova York, pela BOVESPA nem pelo desemprego…

O bicho só quer uma coisa – MATAR. O bicho quer matar o maior número de pessoas no menor tempo possível e contra ele só há uma coisa há fazer: isolar-se, separar-se, segregar-se…

“Senhor Deus dos desgraçados! Dizei-me vós, Senhor Deus! Se é loucura… se é verdade, tanto horror perante os céus?!” Estas frases eu berro sozinho aqui na frente do meu computador e o espírito de Castro Alves me responde: “Cale-se! Você não está no meu Navio Negreiro, você pertence à Galera”

Aí eu me dou conta de que sou brasileiro, de que Castro tem razão e de que eu pertenço mesmo à “galera”.

Que horror, meu Deus, ser brasileiro e estar sozinho, ficar preso em casa, não saber o que está pensando, o que está fazendo a “galera”.

A sexualização da vida pública e a burocratização da minha vida sexual me fizeram pertencer à “galera”.

Eu sou brasileiro, eu sou da “galera”, comigo ninguém pode… “Te cuida comigo que eu não ando sozinha”, escreveu certa vez uma imbecil comunista que é médica, sambista, mãe e preceptora de residência de Medicina “Comunistária”..tudo ao mesmo tempo lá no Rio de Janeiro…

Aí eu me dou conta de que a galera é um navio de escravos também, de escravos que remam, de escravos que estão acorrentados aos remos no porão do navio e que geralmente morrem afogados quando o navio é atacado e afundado pelos inimigos numa batalha naval.

Interessante, penso eu, na morte por COVID19 o paciente também morre com a sensação de estar se afogando…mas há uma diferença profunda, meu Deus, ele vai morrer sozinho, isolado, sem o contato com os parentes…alguns lembrariam que ele vai estar “sedado e não vai saber nem sentir nada”…e alguns seguidores de George Berkeley responderiam que então ele “já teria morrido”…enfim…deixa pra lá…isso é divagação de filósofo frustrado formado em Medicina…De um intensivista com “fama de louco”…

O importante é o seguinte: que medo terrível que nós, da galera, temos da solidão…que coisa incrível…que desgraça…Como nós precisamos da fila sem fim, do elevador cheio, do trem lotado, do ônibus com as pessoas se esmagando de tanta gente, dos estádios de futebol explodindo com tantos torcedores…

Ah, se o “bicho” soubesse como faz mal, para quem é “da galera”, precisar ficar sozinho ou confinado com outras pessoas…

Sim, ficar confinado com outras pessoas também é ficar sozinho, sim. Confinados com outras pessoas da nossa família nós estamos “sozinhos” porque estas nós já conhecemos completamente, ou acabamos conhecendo completamente e aí, rapidamente, nós acabamos nos sentindo sozinhos e a Rede Globo teria que nos dar um milhão de reais como dá para aqueles pobres diabos do Big Brother Brasil para que a gente aguentasse ficar com nossa própria família em casa, pô !!!

Não, não é isso que nós, “da galera”, queremos. Nós só não nos sentiremos sozinhos se estivermos completamente cercados de gente que sequer conhecemos, que não são nossos familiares, que não tem nada a ver conosco… e é por isso que gostamos da fila, do ônibus, do trem, do estádio…é isso que nós “da galera” queremos…é aí que podemos sexualizar nossa vida pública e burocratizar nossa vida sexual…é aí que está a morena gostosa que encontramos no ônibus, é nela que podemos nos encostar e, quem sabe até nos masturbar e gozar…e é na Delegacia da Mulher, na Delegacia de Todas as Mulheres, brancas ou pretas, é na Delegacia de Combate ao Orgasmo dentro do Ônibus, que ela pode nos denunciar…

Nosso orgasmo foi registrado, catalogado, se tornou público, foi criminalizado…É óbvio que nem todos nós gostamos de fazer isso, mas nós gostamos de saber disso, sim…Somos da “galera”, pô!

Enquanto tudo isso acontece, o bicho segue seu trabalho. O bicho não quer saber de nada disso que eu escrevi. Ele só quer MATAR e ponto final, mas como ele atrapalha a “galera”! Ah, ele atrapalha, sim!

O bicho atrapalha nossa vontade de transar dentro de nossas próprias casas, ele complica a vida do nosso estamento burocrático, ele dificulta a cobrança dos impostos do país com uma das maiores cargas tributárias do mundo, ele dificulta o dia a dia dos cartórios, dos procuradores, dos juízes, dos processos, dos alvarás e dos habeas corpus…do vinho e da lagosta!

Que bicho desgraçado, meu Deus! Ele acabou com a nossa malandragem! Ele é uma ameaça para nosso futuro!

Sim, para nosso futuro, sim! Nós só temos futuro, nós somos o país do futuro! Nós não temos passado nem presente, só futuro!

Somos o país do futuro e aí vem esse bicho maldito parar nossa economia, nossas indústrias, nossos negócios…e nosso tesão pela morena dentro do ônibus lotado ou pela advogada de Brasília.

Certa vez alguém escreveu que “nunca se está tão perto de Deus como quando se está sozinho”. O bicho vai ser então, creio eu, um teste para nossa fé e para nossa capacidade (como “galera”) de ficarmos sozinhos.

Enquanto o bicho segue matando, os Ministros seguem com seus salários de “autoridade”, com a verba do vinho e da lagosta que poderia ser usada nos hospitais, nas escolas, nos presídios…mas isso não faz diferença alguma para o bicho…

Se Maria Antonieta estivesse aqui no Brasil ela aliviaria minhas “preocupações filosófico freudianas” respondendo o seguinte pra mim:

“Estão com falta de ar e não tem respiradores, que usem leques para ser abanar” e para ela eu responderia com a frase de Hannah Arendt no fim do seu livro, “A Condição Humana”:

“Não há dor que não diminua, se uma História puder ser contada sobre ela”

(para Vanessa)

Milton Pires

Médico cardiologista em Porto Alegre

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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REFLEXÃO: ESTE É O MOMENTO DE REDEFINIR QUEM SOMOS E COMO VIVEMOS NESSE MUNDO

Nesta terça-feira, temos um texto na coluna REFLEXÃO especialmente apropriado para este momento de reclusão e quarentena que estamos passando. Momento de redefinir quem somos e como vivemos nesse mundo. Momento de descobrir uma nova direção e novas formas de viver e de ser. Portanto leia este curto, porém magnífico texto e expanda sua consciência!

Estamos num momento de questionar mais sobre nossa vida

Mensagem de 18 de Fevereiro de 2020

Esses tempos de profunda transformação e mudança estão nos levando a encontrar uma nova sensação de equilíbrio, uma nova direção e novas formas de viver e de ser. Atualmente, estamos sendo chamados a redefinir quem somos e como vivemos neste mundo. Como resultado, muitos estão questionando o propósito de suas vidas, o que estão fazendo e por que estão fazendo isso.

Durante esse período do Mercúrio retrógrado, você será solicitado a reconhecer e analisar quais mudanças extensas dentro de você e de sua vida são necessárias. Observe as estruturas de sua vida, seu senso de responsabilidade, e sua integridade. Mude sua maneira habitual de pensar e considere quais situações e problemas não resolvidos precisam ser solucionados. Seja claro sobre suas motivações e instile o conhecimento da auto-disciplina, humildade e serviço. Use esse tempo para obter novas idéias e uma nova perspectiva divina.

Muito amor

Kate Spreckley
Fonte: https://www.spiritpathways.co.za/ — Regina Drukmond – reginamadrumond@yahoo.com.br: Tradução — Marco Iorio Júnior — Editor exclusivo do Trabalhadores da Luz

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REFLEXÃO: A ENERGIA VITAL DO PLANETA E DOS SERES HUMANOS PEDE SOCORRO

Maravilha o texto que estamos publicando na coluna REFLEXÃO deste domingo, pois nos alerta para o socorro desesperado que a energia vital do planeta e dos seres humanos está pedindo! A natureza é sábia e sempre avisa quando estamos extrapolando o respeito a ela. Essa pandemia veio como um aviso, um pedido de socorro. É hora de parar, meditar, refletir e mudar atitudes. Leia esse fantástico texto e entenda o que realmente está acontecendo com a humanidade!

Equinócio de Outono – Quando a Natureza ensina o desapego

Parque natural com árvores de outono e folhas caídas pelo chão, ao pôr do sol.

“Espírito das grandes águas, da chuva, dos rios, dos lagos e dos degelos. Matriz profunda, útero da vida, poder de dissolver fronteiras, de desatar as amarras, poder de provar e de sentir, de limpar e de curar. Oramos para que possamos estar alinhados contigo, para que, assim, tuas forças possam fluir através de nós e ser expressas por nós, para o bem desse planeta e de todos os seres que nele vivem.” Ralph Metzner

E as águas de março anunciam o final do verão e a chegada do Outono.

A oração das quatro direções, descrita acima, nos convida a honrar o elemento água e seu poder sagrado de sabedoria. É hora de acompanhar o ciclo da natureza e acolher o aquietamento da estação.

Pequena queda d'água em um rio que cruza uma floresta, durante o outono, com muitas folhas secas caídas.

Unsplash/Dawid Zawiła

A Natureza está entrando no ritmo da renovação. Depois da extroversão do verão, caminha suavemente para dentro de si até chegar a introversão do inverno.

Neste ano, o verão foi mais chuvoso, o Sol já mudou sua direção, as nuvens estão “correndo” mais rápidas, o vento está mais fresco, a temperatura amena, as cores da estação chegaram mais cedo, as folhas de algumas árvores já caíram.

É momento de mudar nossos hábitos alimentares, redobrar os cuidados com a nossa saúde física, mental, emocional e espiritual.

Interessante notar que os novos vírus de resfriado parecem não estar mais associados às estações do ano, às baixas ou altas temperaturas; eles se alastram rapidamente em todos os cantos do planeta.

Somos orientados pelos órgãos de saúde a cuidar de nossa higiene e alimentação, a reduzir a circulação em ambientes fechados, permanecer em isolamento… parar atividades cotidianas a fim de mais contágios serem evitados.

Precisamos de vírus novos para mudar nosso comportamento social, econômico e político?

Ilustração de um vírus semelhante ao COVID-19 (coronavirus) visto de um microscópio.

Unsplash/Fusion Medical Animation

Será que em pleno século XXI a humanidade precisa ser “parada” por um vírus para compreender que a energia vital do planeta e dos seres humanos, que forma a atmosfera da Terra, pede socorro desesperado?

As comunidades ancestrais, conectadas aos ritmos da Natureza, nos orientam com sua sabedoria sobre a importância de nos reconectarmos com a energia da vida, em que menos é mais.

É necessário que cada um de nós reveja os próprios pensamentos, sentimentos, as próprias palavras, escolhas e atitudes, para elevar a vibração pessoal e coletiva.

É hora de silenciar como a Natureza no Outono e morrer aos poucos para tudo o que não serve mais, para tudo o que não nos representa mais e para estar, atuar e ser no mundo.

Vamos ouvir a nossa sabedoria interior ancestral, sentar em estado meditativo todos os dias, por alguns minutos pela manhã e de noite, buscando orientação para lidar com as situações pessoais e coletivas.

Nutrindo o nosso espaço sagrado com respiração de qualidade, ativando o prana, energia vital, para a saúde dos nossos pensamentos e para a saúde física.

Mulher de costas, em pé, na frente de um lago cercado por árvores de outono, cujas folhas já estão quase todas caídas. Ao fundo, uma pequena casa é vista à beira do lago.

Unsplash/Cristina Gottardi

Sinta como é ficar com você, todos os dias, cultivando o território do silêncio interno, mergulhando na sua “água pessoal”, essa água pode ser fortalecida pelos sentimentos e pensamentos de amor e cuidado por si mesmo.

Quanto mais você aproveitar o Outono para sentir a força do elemento água, mais forte você se tornará, o seu corpo emocional será acolhido em suas necessidades, a intuição ficará mais refinada e profunda.

Você estará em sintonia com seus ideais, suas sensações, seus sentimentos, fazendo ajustes na “bússola de vida” para os próximos meses. Esse é o convite da Natureza durante três meses.

Imagem de um rio junto a um parque natural, cercado por árvores de outono com folhas um pouco secas, em um dia ensolarado.

Unsplash/Ludovic Charlet

Compartilho algumas práticas para que você possa fluir no Outono, assim como o elemento água.

Sono: respeite sua necessidade de dormir, quantas horas de sono são necessárias para boa disposição geral? Considere o ritmo do seu corpo.

Alimentação: faça a transição para alimentos mornos ou quentes, de acordo com seu tipo físico e emocional, ajude o agni (fogo) digestivo, atenção aos alimentos gordurosos, curta os caldos e as sopas.

Água: beba água, sucos e chás, sempre considerando o que é bom para você. É ideal buscar ajuda profissional especializada.

Banho: aproveite o momento do banho para limpar o corpo e seu campo energético, prepare banhos com flores, sal grosso, ervas, canela. Você não precisa ter uma banheira, faça um ramo com lavanda e alecrim, pendure no chuveiro e sinta a delícia desse carinho; apague a luz, acenda velas, coloque uma música relaxante e curta seu banho, poucos minutos farão muita diferença.

Casa: mantenha sempre arejada, deixe a luz do Sol entrar, evite ambientes cheios de coisas, organize os espaços, doe o que não usa mais, deixe os ambientes aconchegantes, com o que você já tem. Lembre-se de fazer mais com menos.

Homem visto de perfil, usando um suéter e óculos, sorrindo na frente de uma árvore de outono, com folhas secas.

Unsplash/Ludovic Charlet

Roupas: customize, doe, troque, costure e economize… você não precisa renovar seu guarda-roupa a cada estação, elegante é ser sustentável.

Leitura, filmes, séries: escolha temas agradáveis que trarão inspiração e incentivo, tudo o que vemos e ouvimos afeta todo o nosso ser consciente e inconsciente.

Atividades físicas: práticas que tragam motivação, considere seu perfil, sua orientação profissional, pois movimentar o corpo libera substâncias químicas que trazem bem-estar.

Meditação: escolha momentos do dia para pausar suas atividades, por uns minutos, entre no suave território do silêncio, ouça a voz da sabedoria ancestral que pulsa em você.

Apreciação ou contemplação: observe o ritmo da Natureza, sinta seu ritmo, veja as manhãs, tardes e noites, o céu… as cores do Sol, saboreie os frutos da estação, curta os dias ensolarados, nublados, chuvosos.

Higiene: corpo, emoções e espírito – sempre!

Seja feliz, seja grata.

Feliz Outono 2020!!!

Abraço super carinhoso!!!!

Anna Maria Oliveira
Escrito por Anna Maria Oliveira
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REFLEXÃO: DEIXAR DE OLHAR PARA O NOSSO PRÓPRIO UMBIGO NOS COLOCA NO JOGO NOVAMENTE

A REFLEXÃO desta quinta-feira é uma grande lição de moral naqueles que já têm consciência do nosso papel aqui nesse planeta e uma grande sacudida naqueles que ainda estão por despertar. A mãe terra manda avisos constantemente. Ela agoniza nesse momento e esperneia mais do que nunca tentando nos avisar que o perigo é iminente e que, apesar desse visível precipício ainda há tempo de mudar o nosso rumo, pois como tudo está conectado basta um movimento, um olhar para fora do nosso umbigo nos colocará na direção certa e conseguiremos nos desviar dele. O texto a seguir nos dá essa real dimensão. Por isso não deixe de ler e reflita!

Não somos um nanomundo particular

 em MARÇO 16, 2020

egregora

Na semana passada eu li este texto (não citava o autor)  e quis compartilhá-lo aqui, porque o momento em que estamos vivenciando necessita urgentemente de nosso bom senso e equilíbrio.  Existe uma atmosfera de envolvimento e participação humana pairando por sobre todo nosso planeta, formando uma egrégora nociva.

Sabemos que nossos pensamentos e atitudes refletem instantaneamente na energia vital do todo ser vivo, certo?  Então, é indispensável mudarmos nosso padrão de comportamento mental imediatamente e nos mantermos serenos, porque basta um pequeno movimento e tudo o que é já não será. Temos o poder de transmutar!  Vamos nos dar conta dele e fazer uso desta nossa imensa capacidade. Com tranquilidade e percepção de que não somos nosso nanomundo particular, vamos seguir em paz.

“De tempos em tempos vivemos situações coletivas de extrema conexão entre os seres. Não há sequer uma molécula no planeta que se isente das consequências. Neste momento existe uma movimentação, aparentemente externa, que impacta diretamente a vida de todos, sem exceção.

Um vírus ínfimo, mas capaz de provar o quanto estamos atrasados. Somos uma espécie incrível, dotada de capacidades ilimitadas de criação e, infelizmente de destruição. Levamos nosso lar terreno à exaustão, consumindo seus recursos como nuvens de gafanhotos em plantações e não há,  imediatamente, tempo hábil para restaurar o que já foi.

Esses fenômenos funcionam de modo a conscientizar à todos a respeito de nossa insignificância diante da imensidão e sabedoria universais, da nossa transitoriedade. Existe uma necessidade urgente de mudança de padrão de vibração e atitude. O afastamento da humanidade de sua essência naturalmente amorosa, está nos levando à um abismo profundo e incalculável.

Quando uma floresta é incendiada, quando uma cidade é inundada pelas águas, quando a mortandade de peixes e espécies aquáticas acontece por poluição, a culpa é coletiva, bem como todos os impactos.  Não importa se aqui ou na China, todos estamos conectados.

Estamos muito ocupados com nosso nanomundo particular. É preciso voltar, olhar ao lado, olhar ao redor, acolher, curar as feridas da alma, pois as que surgem no corpo são apenas reflexo do já criado no inconsciente coletivo. Um pequeno movimento e tudo o que é já não será.

A vida é impermanente,  e temos obrigação de deixar o mundo melhor do que era quando chegamos aqui”.

Luz e Paz!

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REFLEXÃO: A COMPAIXÃO É A AGENTE DA REGENERAÇÃO

A essência da compaixão é o destaque da nossa coluna REFLEXÃO desta terça-feira num texto muito feliz, não apenas com relação ao exemplo utilizado, mas também pela clara e consistente explicação sobre a essência da compaixão. Leia o texto completo a seguir e tire suas conclusões! 

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A essência da compaixão

Numa mesa de almoço, um avô percebe que a neta de onze anos está calada.

Subitamente, ela desaba a chorar e se dirige para outro aposento da casa.

O avô, intrigado, segue a neta querida, que já se sentava sobre o sofá da sala com a cabeça baixa.

O que foi, minha querida? O que aconteceu?

Vovô, quando vejo uma pessoa sofrendo eu sofro também. O meu coração fica junto ao coração dela…

O avô compreendeu que ela chorava porque se lembrava de alguém que estava sofrendo.

A menina, de pouco mais de uma década de vida, descobria ali a essência da compaixão.

Fernando Pessoa, através de Ricardo Reais, diz assim:

Aquele arbusto fenece, e vai com ele parte da minha vida. Em tudo quanto olhei fiquei em parte. Nem distingue a memória do que vi, do que fui.

Aqui se encontra uma das marcas da nossa humanidade. – Proclama Ruben Alves.

Vejo algo fora de mim. Mas os meus olhos trazem o que está fora para dentro de mim.

Aquele arbusto – ora, aquele arbusto… Vegetal, nada tem a ver com o poeta. Mas os meus olhos o veem e percebem que ele está fenecendo.

Sou movido por uma imensa e irracional compaixão. Recolho o arbusto que fenece dentro de mim. E eu feneço também.

* * *

A compaixão tem tal poder, e por isso é agente supremo do amor na Terra. É através dela, inicialmente, que a caridade poderá se manifestar.

Precisamos estar no lugar do outro, sentir o que ele sente, e esse sentimento provocar em nós a urgência da ação.

A compaixão é diferente da pena. A pena é estática, distante, não exige envolvimento com o outro.

A compaixão, por sua vez, é dinâmica, proativa, e implica no envolvimento profundo com a vida alheia.

Em tudo quanto olha, ela fica em parte, sim.

Em tudo quanto olha, ela se identifica, pois não consegue se ver sozinha neste mundo. Ela enxerga muito mais o nós do que o eu.

É ela que está salvando este mundo. É ela que está acelerando a mudança para o bem que vem se operando na Humanidade nos últimos tempos.

É a agente da regeneração. Irmã bendita da caridade.

Sem ela a insensibilidade toma conta, congela, paralisa.

Sem ela somos apenas instinto de sobrevivência, sem sentimento algum.

Sem ela, estagnamos a evolução individual, pois sem envolvimento com o ser coletivo, o crescimento pessoal é limitado.

Compaixão… Tenhamos hoje esta virtude como meta.

Como anda o desenvolvimento dela em seu coração?

O que você pode fazer para colocá-la em prática hoje?

As oportunidades virão. Precisamos estar prontos para ela.

Sejamos agentes de transformação do mundo, de braços dados com a compaixão, sempre.

Redação do Momento Espírita com trecho do cap. 33, do livro O sapo que queria ser príncipe, de Ruben Alves, ed. Planeta.

Fonte: Momento de Reflexão

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REFLEXÃO: QUANDO NÃO PERCEBEMOS O QUE A VIDA ESTÁ TENTANDO NOS ENSINAR É A OPORTUNIDADE QUE SE PERDEU

Um espetacular texto para você ler na nossa coluna REFLEXÃO deste domingo é o que faz você perguntar: o que a vida está tentando me ensinar? Nem sempre fazemos essa importantíssima pausa para refletir no calor dos acontecimentos e com isso muitas vezes perdemos a oportunidade de enxergar o erro e mudar a trajetória da nossa vida. Leia esse extraordinário texto, reflita e tire suas conclusões!

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O que a vida está tentando me ensinar

A oportunidade que se perdeu é o título de um artigo do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, publicado em um periódico de grande circulação nacional.

O ensaio versa sobre como está o Mundo depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, e apresenta uma visão muito interessante que se inicia através das seguintes palavras:

As mortes, a dor, o medo e o luto não esgotam o assunto. Não bastasse isso, não bastasse a barbárie levada a limites impensáveis, o 11 de setembro deixou outro legado desastroso: o da oportunidade perdida.

No dia 12 de setembro de 2001, junto com o pânico, com o choro, com os trabalhos de resgate entre os escombros das torres gêmeas e a busca de culpados, misturada a esses elementos, raiava uma esperança.

Aquele terrível evento poderia ser o ponto de partida para um mundo mais amigo.

Era hora de agir em favor de um mundo menos conflitante e menos injusto. De congregar as nações em busca de soluções que tornassem o planeta Terra um lugar menos perigoso de se viver.

E assim o autor continua, lembrando depois tudo que poderia já estar diferente no Mundo e ainda não está, por muitos líderes não terem percebido que uma grande oportunidade estava sendo concedida ao Mundo.

A de recomeçar.

E como toda a transformação do Mundo passa primeiro pela nossa própria, esta é uma lição que podemos aplicar também em nossas vidas, através de uma visão diferente sobre o sofrimento que nos alcança.

Toda dor que surge em nossa vida é uma oportunidade grandiosa que recebemos. A oportunidade de amadurecer, de crescer, de reescrever nossas histórias, de recomeçar.

Imaginemos a vida nos dizendo: Pare um pouco, pense, reflita, recomece…

Um acontecimento desagradável; um flagelo destruidor; uma enfermidade; a partida de alguém; são chances que a vida nos dá para aprendermos lições preciosas.

Aquele de nós que tivesse o equilíbrio de perguntar: O que a vida está tentando me ensinar? – quando atingido por qualquer tipo de sofrimento, e conseguisse perceber as razões profundas dessas experiências, passaria a viver sem medos.

E com uma consciência espiritual fabulosa sobre as coisas deste Mundo.

A todo momento a existência está nos guiando sem percebermos.

A todo instante a vida ensina.

Constantemente a vida fala conosco, nos mostra caminhos, respostas, conseqüências.

Cabe-nos desenvolver a habilidade de escutar, de perceber em todos os níveis. Do sensorial, passando pelo racional, até o intuitivo, o que nos está sendo ministrado.

A revolta, a indignação e a vingança apenas complicam qualquer problema, enquanto a compreensão e resignação colocam-nos no caminho de resolvê-lo por completo.

Francisco de Assis sempre se referia à dor como sua irmãzinha querida, porque sabia do seu poder e utilidade.

Paulo de Tarso sempre se referia, em suas cartas, aos aguilhões que o machucavam e o faziam sofrer.

Como Francisco de Assis, ele também entendia sua dor, e dizia, inspirado:

Transbordo de júbilo no meio de todas as minhas atribulações.

* * *

A vida nos oferece oportunidades constantemente.

Será extremamente sábio aquele que conseguir perceber esses convites, essas lições, e extrair delas as forças para as mudanças necessárias.

Faça este exercício toda vez que um momento de crise se apresentar.

Troque a reclamação, a indignação e o desapontamento pelo questionamento:

O que a vida está tentando me ensinar??

Redação do Momento Espírita com base no artigo de Roberto Pompeu de Toledo, publicado na revista Veja, de 18 de setembro de 2002, no artigo intitulado O significado do sofrimento, de Sergito de Souza Cavalcanti, extraído do site www.espirito.org.br e no cap. 7, versículo 4 da II epístola de Paulo de Tarso aos Coríntios.

Fonte: Momento de Reflexão

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REFLEXÃO: INJEÇÃO DE ALEGRIA NÃO DÓI E É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO

REFLEXÃO: INJEÇÃO DE ALEGRIA NÃO DÓI E É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO
injeção do coração do amor

A nossa REFLEXÃO desta terça-feira mergulha em mais um texto espetacular publicado por Beth Michepud de autoria de Susiane Canal sobre alegrar o coração para dar sentido a nossa vida e nos tirar de um estado letárgico físico ou emocional no qual, vez por outra, nós mesmos nos aprisionamos. Leia o texto completo a seguir, reflita e tire suas conclusões!

Injeção de alegria não dói

 em MARÇO 2, 2020

brincando

Com que facilidade nos envolvemos nos problemas, não é? Sejam nossos, dos outros, do país ou do mundo, estamos sempre a tentar solucionar ou remediar. Quase não nos desligamos deles nem por um momento e assim vão passando os dias, meses e anos. Sem perceber vamos perdendo a alegria do que significa viver. O texto de Susiane Canal é um bom despertador para nos tirar de um estado letárgico físico ou emocional no qual nós mesmos nos aprisionamos. E fica a pergunta: – você já alegrou o seu coração hoje?

“Lembra quando você era criança, que andava saltitando de um lado para o outro, leve, alegre, inocente, despreocupado, “de boas” com a vida?

Definitivamente não se importava com o que o presidente do país andava fazendo, em como ia a economia, se o tempo estava muito quente ou muito frio, se alguém tinha te olhado torto, se não ia dar conta das suas tarefas, no que ia fazer no final de semana (e nas próximas férias), se estava um pouco acima do peso, se a violência estava crescendo, se o dinheiro ia aguentar até o final do mês…

Claro que essas coisas lhe atingiam – direta ou indiretamente -, mas você simplesmente não dava bola. Não ficava pensando. Não estava nem aí. Não se angustiava com o que estava por vir, com as possibilidades desanimadoras, com o futuro. Nem com o passado.

Simplesmente era. Vivia o momento presente.

No fundo sabia, intuitivamente, que se preocupar com o que quer que fosse não ia fazer diferença. Então, vivia. E curtia. E se divertia. E o seu coração saltitava dentro do peito. Era feliz. Você o alimentava o tempo inteiro.

Claro que agora, adulto, você não pode ficar tão “nem aí” assim. Mas pode ficar muito mais “nem aí” do que está acostumado. Você pode largar de mão muitas coisas. Você necessita alimentar o seu coração.

E, sabendo que alimentar o coração o tempo inteiro, nessa vida de gente grande, é um tanto complicado, sugiro o alimentar com uma coisinha ao dia. Pode ser das mais simples, mas não pode falhar: comer um doce que ama, ouvir uma música gostosa, olhar fotos antigas, andar num brinquedo num parque, abraçar seu velho ursinho de pelúcia, deitar no colo da sua mãe, escrever um poema, conversar com uma criança, lamber a forma de um bolo, assistir a um desenho animado, dançar sozinho em cima da cama, olhar no espelho e rir da sua própria carranca, pular na piscina, chupar uma manga, ler uma história, olhar para o céu e ficar viajando com as nuvens ou admirando as estrelas, falar com um amigo que faz tempo que não vê, ou colocar as mãos sobrepostas sobre o peito, fechar os olhos e ficar sentindo, só sentindo o que se passa.

Vou lhe contar um segredo: se o seu coração não for alimentado com periódicas doses de alegria, ele vai murchando, murchando, até ficar atrofiado. E daí, amigo, a vida fica complicada demais. Fica cinza demais. Fica difícil tocar adiante…

Melhor fazer uns mimos para ele vez ou outra. Você vai ficar muito, mas muito melhor, te garanto. Porque ser sério demais é loucura, é perigo, é abismo à frente.

Ligue o alerta sempre que a diversão estiver muito longe da sua vida.Alguma coisa se perdeu pelo caminho. Inicie, imediatamente, um intensivão para se resgatar. Pode não parecer, mas “vida” rima com “alegria”, com “leveza” e com “amor”.”

Luz e Paz!

Fonte: Sabedoria Universal

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