REFLEXÃO: MAIS LETAL DO QUE O CORONAVÍRUS É O VÍRUS DO MEDO

‘Por favor não alimente medos’ é o tema da nossa REFLEXÃO desta quinta-feira. O texto a ser refletido fala metaforicamente fazendo uma comparação do medo provocado pela ‘cobertura adicional dos veículos de mídia controlados pela Cabala’ com o coronavírus. Enfatiza que o vírus do medo se espalha mais rapidamente do que qualquer outra coisa. E ntão lhe convido a ler o texto completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor!

Por favor, não alimente medos!

O medo é um vírus que se espalha mais rapidamente do que qualquer outra coisa.

Você ainda não entendeu a mensagem?

De acordo com o blog FM 144 e outras fontes:

“O coronavírus atua nos níveis não físicos como uma espécie de nebulosa de Anomalia Negra, consistindo em bilhões de pequenas entidades, ou nanoprobes, semelhantes a aranhas. No entanto, é importante manter a calma e não entrar em pânico com a cobertura adicional dos veículos de mídia controlados pela Cabala (Nota: também é possível deixar as pessoas doentes apenas assustando-as persistentemente).”

A situação está sendo monitorada pelas Forças da Luz e contra medidas estão sendo tomadas. Além disso, já temos os meios para nos proteger:

“As Forças da Luz têm as suas contra-medidas correspondentes para a situação. E a melhor proteção física contra o vírus é, como em qualquer gripe principalmente, ter um bom sistema imunológico de forma natural, que pode ser alcançado com um estilo de vida saudável (sem cigarros, sem álcool etc.), com uma dieta nutritiva (vegetariana; ou se for baseada em plantas/vegana um tanto melhor) e exercício físico adequado.”

Mas a coisa mais importante a se fazer é parar de temer essa situação.

Por favor, não esqueça que você é o Co-Criador de sua própria Realidade. Que realidade você está ajudando a criar para si mesmo?

Por favor não alimente medos!

~ Surfacom

Fonte: https://surfacom-pt.blogspot.com/2020/03/por-favor-nao-alimente-medos.html

Fonte: Preparem-se para a mudança

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REFLEXÃO: A HARMONIA É O CONTATO PROFUNDO COM A EXPERIÊNCIA

Nesta terça-feira temos um verdadeiro compêndio sobre a ‘Harmonia’ na coluna REFLEXÃO. O belíssimo e profundo texto a seguir, publicado pela maravilhosa Beth Michepud é de autoria de Marla de Queiroz. Então lhe convido a ler o texto completo, refletir sobre esse contato profundo com a experiência!

Harmonia

 em 

harmonia-marla

Nunca se fez tão necessário mantermos o equilíbrio e a harmonia quanto agora. Estamos vivendo um momento conturbado, e precisamos estar atentos para não deixarmos de perceber as belezas de tudo o que existe. Se por acaso você não estiver conseguindo perceber, talvez seja interessante olhar para o mesmo de outro ângulo. É como subir na mesa de sua sala e observar tudo o que você já conhece, só que de outra perspectiva. Ou então se deitar no chão e olhar para cima e para os lados. Sempre haverá um novo ângulo. A harmonia está em nós, em tudo e em todos. Basta nos conectarmos com olhar de boa vontade. O lindo texto de  Marla de Queiroz nos convida a refletir.

“São delicados e sutis os fios da harmonia.  Ao contrário da alegria, do entusiasmo, ela é uma das sensações mais discretas. Sua voz é quase imperceptível, feito outra qualidade de silêncio. Ela não é uma gargalhada, é aquele sorriso por dentro, uma sensação gostosa de estar no lugar certo, na hora adequada. Feito um arco-íris depois da tempestade, sua beleza é adornada pelo equilíbrio dentro do derramamento. É um adestramento dos fantasmas internos. A possibilidade de aprimorar os pensamentos. É quase como não pensar.

Simplesmente, sentimos uma ligação profunda com tudo, um denso bem-estar. Como se tivéssemos uma secreta intimidade com o mundo, certa cumplicidade com o tempo. É como se observássemos descompromissados, ela é uma descontração. Como se o coração batesse pelo corpo todo, mas sem extremada euforia. Uma tranquilidade dilatada no peito, o olhar satisfeito, a mente entendendo que já nem precisa entender o que é prosa ou poesia. E o mundo inteiro cabendo num abraço. E uma firmeza na carícia, a maturidade que perdeu o cansaço, uma confiança que preenche a existência.

A harmonia é um contato profundo com a experiência. E o tempo do dia não é mais composto por esperas, ele é vivido. E já não se fala, palavras passeiam pela boca. E já não se escreve, as frases coreografam as paisagens. E já não se ama, o amor vigora em nós.

A harmonia tem fios muito delicados e sua trama faz a ligação mais suave entre todas as urgências já sentidas. E o chão do sonho é macio, e tudo parece estar alinhavado, numa ligação sem sufocamentos. E a poesia não deseja mais ser nada, vira o afago de um momento. E nas letras a textura de um veludo, como se ao correr pela página, os olhos pudessem ser acariciados. E você tem todas as coisas sem precisar tomar posse delas. Você ama o amor, não o delírio de estar apaixonado.

Sinto a harmonia como uma espécie de fascínio pela vida. É quase uma perda de outros apetites, porque se está tão nutrido pela própria companhia. E a gente tem aquela vontade súbita de andar pela noite: não apenas para olhar as estrelas, mas também para por elas sermos vistos. Harmonia é como se fôssemos inundados pelo mar onde antes só havia um precipício.”

Luz e Paz!

Fonte: Sabedoria Universal

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REFLEXÃO: UMA MANEIRA LEVE, DIDÁTICA E PRAGMÁTICA DE PROVAR QUE ‘TODOS SOMOS UM’

Para você refletir por todo o fim de semana! É assim que vejo esse espetacular artigo publicado na 85ª edição da Revista Sophia e que posto aqui na coluna REFLEXÃO desta sexta-feira. A Física Quântica já provou que fazemos parte de uma entrelaçada teia e que, sendo assim estamos todos ligados uns aos outros ou conectados. Isso quer dizer que o que acontece a mim, também diz respeito a você, seja lá onde estejas. No texto a seguir a autora Cristiane Szynwelski aproveita o evento da pandemia com suas consequências globais para mostrar que de uma forma didática, pragmática e fácil de entender que isso é real e como ocorre. Então não perca essa oportunidade de se iniciar na física quântica e entender que estamos todos sob a égide da Lei Universal da Atração e como ela funciona.

Somos 1 - Um só coração, um só propósito - Primeira IEQ BH

A lógica da interdependência

Essa pandemia é uma forma muito concreta de nos fazer constatar a velha verdade: todos somos um. Pense nisso ao planejar seu modo de viver, trabalhe para que todos sejam sábios e felizes ‘

Cristiane Szynwelski*

Proponho a você um exercício: ao acordar, pela manhã, antes de se movimentar, abra os olhos e preste atenção ao que você vê. Um teto? Uma janela? Cortinas? Paredes? Armários? Lençóis? Então, em seguida, pergunte-se: quem fez tudo isso? De onde isso veio? Não me refiro a quem criou o mundo, se foi Deus ou o acaso.

Vamos ficar no primeiro item: um teto. Se você mora em uma casa ou apartamento, por trás daquele teto existe algo chamado construção civil. A construção civil se desenvolveu ao longo de milênios, desde o tempo das cavernas até hoje. O que temos hoje dentro desse ramo agrega uma grande diversidade de coisas: conhecimentos de engenharia, química, física, biologia, cálculo, legislação, empresas, cada item desses desenvolvido ao longo de gerações, com o esforço de incontáveis pessoas. Estamos falando apenas do conhecimento necessário para a realização das construções, mas vamos pensar em algo mais imediato: os materiais empregados e as pessoas que construíram o seu teto. Os engenheiros, os pedreiros, a loja de material de construção, os caminhoneiros que transportaram os materiais, os fabricantes dos caminhões e os construtores das rodovias.

Depois de traçar essa linha, vire a cabeça e aplique o mesmo raciocínio à próxima coisa que enxergar. Então vá ao banheiro, escolha alguns objetos e repita a operação. Para não repetir esse exercício sobre cada pequena coisa que encontrar no seu dia, você pode projetar um gráfico imaginário. Tente visualizar uma linha do tempo dividida em intervalos de cinco minutos: quantas conexões e ramificações surgem, em um espaço de 24 horas, ligando cada momento do seu dia à história da humanidade e à contribuição de bilhões de pessoas? Agora faça uma estimativa e multiplique o gráfico de 24 horas pelo número de dias de sua vida até hoje.

Assim, chegamos à grande pergunta: você ainda se considera uma pessoa independente? Ficando apenas nas evidências, podemos constatar que a evolução dos meios de transporte e de comunicação torna as ações dos seres humanos mais rápidas. No ano de 1.500, uma caravela levava mais de um mês para atravessar o oceano Atlântico, transportando pessoas e cartas para outro continente – isso quando chegava em segurança. Era possível levar junto doenças infecciosas e muitos morriam nas viagens; mas as viagens eram raras e lentas, o que tornava a contaminação dos habitantes de outros continentes mais improvável do que hoje.

Atualmente nossas comunicações são quase instantâneas e as pessoas atravessam o planeta em poucas horas, com razoável segurança. Quando os fatos se sucedem de forma muito lenta, é mais difícil enxergar a ligação entre os elos das cadeias de causas e efeitos, pois eles ficam espaçados no tempo. Quando a concatenação de vários fatos se dá em tempo mais curto, podemos ver as ligações entre eles com mais clareza. A interdependência entre os diversos seres e coisas do planeta sempre existiu, mas agora está mais visível. No momento, o mundo inteiro padece por causa de um vírus que surgiu em determinado país, e que se propagou com muita rapidez.

A velocidade das coisas é nova, mas a felicidade de cada indivíduo depende do bem-estar da população em geral. Isso não é novidade; Aristóteles já ensinava este fato antes do ano 300 a. C. Ele também dizia que a felicidade é conquistada com uma vida de ação conforme a virtude, e que quanto mais os cidadãos forem virtuosos, mais acessível será a felicidade para cada um. Se você não está contente no mundo em pandemia, é capaz de entender isso. Imagine-se em um mundo sem doenças, povoado por pessoas sábias, saudáveis, que respeitam normas sanitárias, respeitam a vida como um todo, inclusive os animais. Você não se sentiria melhor?

Platão, no diálogo Eutidemo, ensina que o mais desejável entre todos os bens é a sabedoria; uma pessoa pode possuir muitos outros bens, porém, sem sabedoria, não será capaz de fazer bom uso deles. Eu creio que não será capaz e também não terá condições de fazer bom uso, se os outros não forem sábios. Pois, se você tem sabedoria para si e as demais pessoas no mundo não têm, sua sabedoria não será suficiente, pois as pessoas podem criar perturbações, doenças e calamidades. Por exemplo, você pode ter sabedoria e também dinheiro, e mesmo assim ficar confinado por causa de uma pandemia, adoecer ou até morrer de infecção. Portanto, para ser feliz, você precisa ser sábio e precisa que os outros também sejam.

Assim vamos aprendendo. Por acaso você sente alguma espécie de orgulho ou contentamento porque, enfim, estamos vendo grande solidariedade na luta contra a pandemia? Há alguns mil anos muitos instrutores têm vindo para ensinar a mensagem da sabedoria e da solidariedade. Eu reconheço que estamos bem atrasados nessas lições. Ainda assim, não é hora para julgamentos. O que podemos fazer de melhor para ajudar essa grande engrenagem mundial é aprender e mudar. Compreender de modo autêntico, sem dissimular a realidade – só isso pode produzir uma transformação profunda.

Somos todos um

Ainda não há conclusões definitivas sobre o surgimento do vírus da Covid-19, mas muitos outros vírus já surgiram no contexto da exploração de animais para consumo humano. Falando de modo objetivo, se você explora os animais, causando sofrimento e doenças a eles, você termina adoecendo, porque, quando explora, você está próximo. Na tentativa de auxiliar a saúde pública, estamos vendo o quanto o isolamento é extremamente difícil, não apenas do ponto de vista emocional, mas do ponto de vista físico. É necessário um árduo esforço de distanciamento e esterilização para evitar a propagação de micro-organismos. Isso nos mostra, mais uma vez, o quanto não estamos isolados. Nós somos próximos de todos os seres vivos. Isso me faz lembrar de uma antiga recomendação: respeite o próximo.

Estamos juntos na torcida. Veja, diferentemente da lógica usual da competição, o quanto nós estamos torcendo para que todos sejam bem-sucedidos no combate ao vírus. Nunca vi uma torcida tão unânime, ardorosa e sincera. Nunca se desejou tanto que os cientistas e profissionais de saúde fossem tão capacitados e brilhantes. Cada profissional de saúde deseja o máximo de sucesso ao outro, que poderá salvar sua vida, a qualquer momento.

Existe uma torcida para que as pessoas se curem, tenham boa imunidade, para que as estatísticas de contágio e mortes diminuam. Também nunca se desejou tanto que os governantes acertassem, não só dentro de cada país, mas também no cenário internacional. Precisamos que os outros estejam seguros, se alimentem bem e cooperem. Os profissionais da saúde, da imprensa, da segurança pública, os governantes, os comerciantes, os trabalhadores da limpeza, os entregadores, os padeiros, os caixas do supermercado: precisamos que tenham saúde, porque nós dependemos deles. Precisamos que as pessoas fiquem em casa, se possível, e tenham discernimento para não propagar notícias falsas, pois isso coloca a nossa saúde em risco. Mas por que ser assim só em tempos de pandemia e não para evitar o sofrimento? Por que não cooperamos sempre para sermos prósperos, saudáveis, sábios e felizes?

Já que estamos confinados ou limitados, vamos pensar. O que eu quero compartilhar hoje sobre esse assunto é este raciocínio. A razão é a outra face do coração amoroso, porque a realidade é uma só. Você pode não ser do tipo sentimental, mas, se tiver um bom raciocínio, entenderá que até mesmo um egoísta, quando é inteligente, torna-se altruísta.

Essa pandemia é uma forma muito concreta de nos fazer constatar a velha verdade: todos somos um. Pense nisso ao planejar seu modo de viver, trabalhe para que todos sejam sábios e felizes, examine se cada atitude sua repercute bem em relação a todas as partes envolvidas. Pois as outras partes são como o piso, as paredes e o teto da sua casa.

* Cristiane Szynwelski é membro da SociedadeTeosófica em Brasília, escritora, psicóloga e advogada.

Fonte: Revista Sophia , 85ª edição, pags 5 a 9.

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REFLEXÃO: SE O AMOR, A RIQUEZA E O SUCESSO FOSSEM PESSOAS, QUEM VOCÊ CONVIDARIA PARA JANTAR NA SUA CASA?

O destaque da nossa coluna REFLEXÃO desta quinta-feira, pela primeira vez não é um texto, mas um vídeo da palestrante Camila Zen sobre uma parábola muito interessante que trata das nossas escolhas e as consequências dessas escolhas. Esta parábola nos convida a fazer uma escolha entre o AMOR, a RIQUEZA E o SUCESSO. Se fossem pessoas, que você escolheria para entrar na sua casa? Então lhe convido assistir ao vídeo até o fim e ver o surpreendente desfecho final, que vai lhe deixar reflexivo(a) por muito tempo!

Fonte:

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REFLEXÃO: PRECISAMOS ENTENDER O QUE É INTEGRIDADE, ONDE COMEÇA E ONDE TERMINA

Nesta terça-feira temos um texto para REFLEXÃO sobre Integridade. Algo que está em falta em muita gente hoje em dia e que salta aos olhos quando percebemos que os nossos gestores públicos, com a maior frieza conseguem em plena pandemia desviar os recursos públicos que deveriam ser aplicados no combate ao coronavírus, apesar de tudo que temos vivenciado nos últimos anos. Portanto é necessário entender onde começa e onde termina a INTEGRIDADE humana.

Integridade

 em 

integridade

“Integridade é coisa das mais lindas. Quer dizer plenitude. Inteireza. Uma espécie elevada de pureza.

E se há tão pouca integridade nos dias de hoje, isso deve-se ao fato de que as pessoas buscam criá-la artificialmente, ao invés de permitir que flua como consequência do ato de nos conectarmos à luz que somos.

Não pode existir verdadeira integridade quando agimos cegos ao fato de que existe uma conexão plena entre nós e tudo o que existe.

Não pode existir integridade se não estamos sendo íntegros com o amor.

O amor nunca causaria mal a alguém para realizar os desejos de outrem.

A integridade só pode vir quando nos dispomos a servir nossa alma, nossa essência, a parte de nós que sabe-se em unidade com toda a vida.

Não é fácil se fazer algo assim. Muitas pessoas queridas ao nosso redor nos rejeitarão. As instituições não nos apoiarão. Mas o maior desafio será nosso próprio ego, que não se entrega com facilidade.

A integridade é o caminho do guerreiro.

Requer que sejamos verdadeiros e cristalinos de uma forma muito corajosa.

Requer que não tenhamos medo de perder pessoas, de enfrentar mudanças, de ter que partir do zero se necessário.

Requer uma força interna que não pode vir de nada que conhecemos.
Requer que nos entreguemos para que a força de Deus flua através de nós.
E entendam. Quando digo Deus, não falo de um homem barbudo sentado numa nuvem.

Falo dessa força maior que brilha em cada estrela desse infinito Universo que nos acolhe.

Só o divino em nós pode ser íntegro, o resto é conversa fiada.” (Patrícia Gebrim)

Luz e Paz!

Fonte: Sabedoria Universal

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REFLEXÃO: SEMPRE COLHEREMOS O QUE PLANTARMOS. AO SEMEARMOS AMOR COLHEREMOS AMOR

A nossa coluna REFLEXÃO desta segunda-feira trás um texto espetacular que me remeteu imediatamente ao episódio da semana passada na política nacional. O caso da fala infeliz de Gilmar Mendes chamando os militares de “genocidas”. A resposta do Ministro da Defesa foi algo muito parecido com a atitude da mãe de Gladys, personagem da história do texto a seguir, de não cortar o pessegueiro a pedido dos vizinhos terríveis. Portanto te convido a ler esse texto iluminado a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor!

Projeto Semeando Mais Amor | Vaquinhas online

Semeando o amor

A vida é feita de aprendizados. Educar é um processo contínuo e os verdadeiros educadores são aqueles que têm uma aguçada percepção para fornecer o ensino no momento propício, não perdendo oportunidade alguma.

A educação no lar tem esta característica especial, de informalidade e de atenção.

Um detalhe, um pedido, um acontecimento podem assumir a condição de uma extraordinária lição.

Conta Gladys Hunt que quando era criança, morou em uma casa cujos vizinhos eram terríveis.

Eram maledicentes, mexeriqueiros, barulhentos e briguentos. Os filhos tinham o hábito de se apropriar dos bens alheios. Eram um espinho na carne da vizinhança.

Perto do terreno da casa de Gladys havia um pessegueiro maltratado que fazia sombra na janela da cozinha deles. Quando chegava a primavera, a velha árvore conseguia, a muito esforço, produzir algumas folhas e flores.

As flores se transformavam em pêssegos minúsculos, verdes e duros que nunca chegavam a amadurecer. Só serviam mesmo para que os vizinhos os apanhassem e jogassem longe.

Certo dia, a mãe de Gladys decidiu mandar cortar a árvore, para colocar flores em seu lugar.

Não demorou muito para que sua decisão chegasse aos ouvidos dos vizinhos.

Eles pediram que ela não cortasse a árvore, porque aquela era a única que havia para dar sombra na sua cozinha, que tinha um teto plano e ficava exposta ao sol inclemente daquela localidade.

Seria uma cena tentadora ver aqueles vizinhos que somente irritavam a todos, sufocar no calor da cozinha. Mas, a mãe de Gladys era cristã e acreditava que como cristã deveria se portar em todas as ocasiões.

Assim, a árvore não foi cortada. Quando a primavera chegou naquele ano, uma coisa maravilhosa aconteceu com o pessegueiro.

Os velhos galhos secos começaram a florescer. As flores se transformaram nos conhecidos pêssegos pequenos, verdes e duros. Mas, maravilha das maravilhas, amadureceram e se tornaram frutos doces e deliciosos.

A mãe de Gladys distribuiu alguns aos vizinhos, inclusive aos desagradáveis, e preparou vidros de conserva em quantidade suficiente para durar até o ano seguinte.

Depois de alguns meses, os vizinhos se mudaram dali. A árvore nunca mais produziu bons frutos. Foi só naquele ano.

“Não sei”, diz Gladys, “porque aquilo aconteceu. Mas de uma coisa eu sei: se minha mãe tivesse retribuído o mal com mal, nada teria acontecido, porque não haveria árvore.”

E, melhor do que tudo, eu teria perdido uma bela experiência e uma das lições mais profundas de minha vida.

Mamãe teve a oportunidade de revidar. Entretanto, preferiu semear amor e recebeu como recompensa uma maravilhosa colheita.

Houve a colheita da árvore, mas também houve uma colheita no coração dela, no meu e no de muitas outras pessoas.”

***

A tarefa da educação deve começar de dentro para fora e não somente nos comportamentos da moral social, da aparência, produzindo efeitos poderosos, de profundidade.

A educação é missão, ciência e arte da vida.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. Semeando amor, da obra histórias para o coração da mulher, de Alice Gray e da obra repositórios de sabedoria, de Divaldo pereira Franco, vol. 2, verbete educação

Fonte: Momento de Reflexão

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REFLEXÃO: SÓ CONSEGUIMOS SER FIEL AOS OUTRO QUANDO SOMOS FIÉIS A NÓS MESMOS

A nossa REFLEXÃO desta sexta-feira é sobre um texto fantasticamente sábio, que nos conta uma história sobre fidelidade e traição. Uma riquíssima lição que nos ensina que quando não somos fieis a nós mesmos jamais seremos fiéis a quem quer que seja. Somente quando aprendemos a ser fiéis a nós mesmos conseguimos ser fiéis as outras pessoas. Portanto, é com prazer que lhe convido a ler este texto maravilhoso e aprender essa importante lição!   

Sobre ser fiel a si mesmo

 em 
passaro
O ser humano é essencialmente bom. Porém, muitas vezes, esta essência é corrompida porque alguns são incapazes de se manter fiéis a si mesmos.
Trago um conto indiano extraído do Katasaritsagara (ou “Oceano do rio dos contos”) que nos propõe esta reflexão. Gostaria de lembrar que o elemento ar, em várias tradições, está associado ao mundo emocional, à psique humana.

“Um dia, um rei teve um sonho: sentado em seu trono, no salão central do palácio, ao olhar à sua volta, viu que várias raposas entravam e saíam pelas janelas do salão, correndo de um lado para o outro, à sua volta. Assustado, chamou seus áugures e conselheiros e lhes pediu que decifrassem o sonho, mas nenhum deles deu uma resposta que lhe satisfizesse. Mandou, então, que se espalhassem proclamas por todo o reino descrevendo seu sonho e prometendo a recompensa de um saco de moedas de ouro para quem o decifrasse satisfatoriamente.

No meio da floresta, um lenhador muito pobre, de nome Ravi, leu o proclama e pensava, sentado em um tronco de árvore, sobre como seria bom se ele soubesse o significado daquele sonho, pois um saco de moedas de ouro o redimiria de sua miséria. Quando assim pensava, pousou um belo e pequeno pássaro colorido próximo dele, no tronco, e lhe falou:

“- O que o entristece, Ravi? Gostaria de saber o significado deste sonho do rei?”
Ravi se assustou:

“- O quê? Um pássaro que fala!”

“- Não só falo, como também sei o significado deste sonho, e posso te contar, com a condição de que você volte aqui e divida este saco de ouro comigo. Combinado?”

Bem, pensou Ravi, meio saco de moedas de ouro é sempre melhor do que nenhum saco de moedas de ouro; assim, ele concordou com a condição do pássaro, e este prosseguiu:

“- O sonho do rei significa que o ar do reino está impregnado de traição; que ele se acautele para que não seja traído!”

Assim, Ravi foi e se apresentou ao rei, que, muito grato pela explicação, que coincidia exatamente com o que ele já intuía estar acontecendo, deu-lhe de imediato o saco de moedas de ouro. Porém, no caminho de casa, Ravi começou a pensar:

“-Minha miséria é tamanha que necessitava de todo este saco de ouro para me redimir dela, e não apenas metade. Também, para que um passarinho necessita de moedas de ouro, cada uma delas quase do seu tamanho? Que miserável explorador! O que vai fazer com isso? “

Assim pensando, resolve tomar outro caminho para casa, evitando o ponto de encontro com o pássaro e guardando todo o ouro para si. Com as moedas, pôde construir uma casa bem melhor e mais confortável do que sua choupana, e ali viver com relativo conforto.

Um dia, porém, passado algum tempo, o rei tem outro sonho: sentado em seu trono, ao olhar para cima, viu que havia um punhal pendente do teto, prestes a cair sobre sua cabeça. Assustado, acorda e chama seus guardas:

“- Não chamem ninguém; vão diretamente à casa daquele lenhador, Ravi, e o tragam aqui. Só ele entende de sonhos, neste reino. Diga-lhe que lhe darei dois sacos de moedas de ouro como recompensa.

Qual não foi a surpresa de Ravi ao ver a guarda real em sua porta; tentou se esquivar do convite, mas foi informado pela mesma que a recusa a um convite do rei era punida com a morte. Assim, pediu que lhe contassem o sonho e lhe dessem um dia para pensar; no dia seguinte, estaria com o rei. Quando os guardas se retiraram, porém, entrou em desespero: como faria para salvar a sua vida?

Sua única saída foi voltar à floresta e sentar-se naquele tronco, pondo-se a lamentar. Em breve, o pássaro veio:

“- O que houve, Ravi? O rei teve um novo sonho?

“- Sim… Se puder me ajudar, comprometo-me a, seja lá o que for que eu receba, dividir contigo, com certeza!”
– Então, o pássaro, aceitando a proposta, falou:

“- O sonho do rei indica que o ar do reino está impregnado de violência; vai e diz a ele para que se acautele para não ser vítima de nenhum ato violento!”

Ao falar do significado do sonho ao rei, este, mais radiante que nunca, entregou a Ravi, os dois sacos de ouro. No caminho de volta para casa, porém, Ravi pôs-se a pensar:

“- Como esse passarinho é desleal e aproveitador! Usa minha dor e aflição para enriquecer às minhas custas! É um vil e ordinário! Já terá sua recompensa em uma bela pedrada!”

Com este pensamento em mente, Ravi se dirige ao local do encontro; pega uma pedra na mão e a esconde às costas.

Quando o pássaro se aproxima, ela a lança com força, mas o pássaro, espertamente, levanta voo a tempo, e a pedra apenas passa de raspão. Assim, Ravi volta para casa e passa a viver com ainda maior comodidade e luxo.

Porém, o tempo gira, e, um dia, o rei tem um novo sonho. Agora, sentado em eu trono, vê ovelhas muito brancas entrando e saindo pelas janelas, e correndo à sua volta. Sem hesitações, chama sua guarda e manda que tragam Ravi à sua presença, com a promessa da recompensa de três sacos de ouro.

Perplexo ante a guarda á sua porta, Ravi usa a mesma estratégia de ouvir o sonho e pedir um dia para pensar. Porém, agora, seu desespero é total e sem perspectivas: se é que o pássaro sobreviveu, como haveria de confiar nele novamente, após quase morrer através de suas mãos? Como havia sido estúpido, ingrato e brutal! Reconhecendo seu erro passado, chorou amargamente.

Sem ter mais o que fazer, Ravi arrastou-se até a floresta e sentou-se no antigo tronco. Para sua surpresa, o pássaro, em breve, aproximou-se e pousou ao seu lado:

“-Novo sonho do rei, Ravi?”

Sem caber em si de alegria, Ravi pôs-se de joelhos ante o pássaro, pedindo-lhe mil perdões por sua conduta passada. O pássaro, sem dar muita atenção a estas demonstrações de arrependimento, concordou em dizer o significado do sonho, com a mesma condição de sempre: metade da recompensa.

“- Diga ao rei que as ovelhas representam pureza; agora, há pureza e honestidade impregnando o ar do reino. Que ele desfrute e fique em paz.”

Correndo na direção do rei e relatando o sonho, Ravi recebeu abraços e condecorações de um soberano ainda mais feliz, pois, afinal, agora a notícia era boa. Ao receber seus três sacos de moedas de ouro, Ravi, desta vez, finalmente, mostrou-se sinceramente determinado a corrigir seus erros passados, e foi ao ponto de encontro:

“- Aqui está, belo pássaro colorido: o meio saco de ouro que te devia da primeira vez, um saco de ouro que te devia da segunda vez e um saco e meio que te devo por este terceiro sonho. Ao todo, três sacos de ouro, tudo o que acabo de receber, além de meu pedido de perdão.”

Para sua surpresa, porém, o pássaro lhe disse:

“- Não necessito de moedas de ouro, Ravi; tudo o que preciso são sementes para me alimentar, um galho para pousar, asas para voar e meu canto, para embelezar meus dias. Tenho tudo isso sem necessitar de ouro. Também não necessito de seu pedido de perdão, pois nunca esperei que você agisse de maneira diferente. No primeiro momento o ar do reino estava impregnado de traição, e você me traiu; no segundo momento, o ar do reino estava impregnado de violência, e você foi violento comigo. Agora, o ar do reino está impregnado de pureza e honestidade, e você está sendo puro e honesto comigo. Poucos homens são capazes de serem fieis a si mesmos, sem se deixarem contaminar pelo ar à sua volta, e nunca esperei que você fosse um deles. Leve seu ouro e seja feliz se puder, apesar da miséria continuar vivendo dentro de ti.”

Luz e Paz!

(Fonte: Revista Pazes)

Fonte: Sabedoria Universal

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REFLEXÃO: É POSSÍVEL NOS LIVRARMOS DESSA BOMBA ATÔMICA QUE PRODUZ DOENÇAS

Vamos começar esta nova semana com uma boa REFLEXÃO sobre o que mais nos aflige nos dias atuais: o Stress e seus bombásticos sintomas. Podemos nos livrar dos efeitos dessa bomba atômica que produz doenças através da yoga e da meditação. Então vejamos como!

STRESS: UMA BOMBA ATÔMICA QUE PRODUZ DOENÇAS

 

Não é curioso notar que apesar da tecnologia ter avançado de forma tão espetacular e trazido tantas facilidades e rapidez na informação, continuamos a trabalhar demais até a exaustão? Tanto avanço deveria ter nos proporcionado tempo de sobra para o descanso nas férias, para nos dedicarmos à nossa vida pessoal, familiar e social, infelizmente não é isto que ocorre.

E você, sente que corre, corre cinco dias na semana, e nos dos dois dias que lhe sobram, quando poderia relaxar, ainda sente a tensão a rondar? Num mundo assim, ao final da maratona de um dia, o que nos sobra é o stress e seus bombásticos sintomas – fadiga, apatia, confusão mental, cansaço crônico, dores, prisão de ventre, distúrbio do sono, enjoo, refluxo etc. E assim vivemos – em estado de insatisfação e frustração – com o coração, no fundo, sempre desejoso que um dia as coisas vão mudar. Como conquistar mais tempo livre se o mal-estar é grande e a cabeça anda a mil? Existe luz no fundo do túnel?

Ensinam o Hatha Yoga e a Meditação que a saúde, equilíbrio, bem-estar e alegria de viver da pessoa humana vêm justamente da salutar alternância entre atividade-repouso- repouso-atividade-repouso, exatamente como opera a sábia mãe natureza, que está sempre lá a nos encantar e espelhar sua estupenda beleza. A prática regular da meditação representa – na sua rotina – um valioso intervalo de descanso mental e físico, que promove uma grande quebra de estado. Após cada prática você se sente em paz, com vigor e energia para lidar com as exigentes demandas de cada dia.

São preciosos os dias que passamos juntos no Travessia: Retiro de Meditação, Silêncio e Cura Interior, são como pequenas férias. Você fará uma experiência profunda com o relaxamento através das práticas calmantes do Yogaterapia junto à natureza e participará também de sessões meditativas – um sagrado treino – para purificação, paz e autodomínio do aparelho mental.

Fonte: Instituto Ciência e Luz

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REFLEXÃO: AS CONTRIBUIÇÕES DA CIÊNCIA DA ESPIRITUALIDADE NA EVOLUÇÃO DA CONSCIÊNCIA

Durante muito tempo nas eras moderna e contemporânea a ciência caminhou batendo de frente com a espiritualidade, desde que o biólogo Charles Darwin formulou a sua teoria da evolução há 146 anos. De lá até aqui os materialistas tentaram de todas as formas provar a inexistência de Deus. De tanto tentar os ateus passaram a estudar e a conhecer a bíblia com mais profundidade do que os próprios teístas. Mas não conseguiu provar nada. De algum tempo para cá uma corrente da ciência passou também a estudar as filosofias e religiões orientais milenares que não estão presas a dogmas e crenças limitantes. Desde então e com o advento da Física Quântica a ciência passou a se aproximar e se alinhar com a espiritualidade. O texto a seguir exalta e analisa essa contribuição mutua entre a ciência e a espiritualidade.

Física Quântica e Espiritualidade — Equilibrio Entre a Fé e a Ciência.

Contribuições da ciência à espiritualidade

“Técnicas de meditação para a saúde mental estão no ápice.
Estudos científicos que demonstram as ligações entre os diferentes
estados de consciência e seus efeitos sobre a atividade cerebral e
sobre o corpo em geral estão se tornando cada vez mais comuns”.

Nilda Venegas Bernal*

A atual abordagem da ciência às verdades expressas pelas grandes tradições espirituais é uma expressão do crucial movimento para o despertar coletivo da consciência humana. Até muito recentemente, o pensamento geral sobre isso era dominado por uma racionalidade centrada no corpo físico, que representava a ciência convencional. Como os instrumentos e as técnicas desenvolvidos para pesquisa científica foram além dos limites conhecidos, produziu-se uma rejeição do que estava previamente estabelecido – o paradigma dominante; e abriu-se um novo estágio com possibilidades que transcendem o físico ou o tangível.
O mundo e seus campos sutis podem ser experimentados e investigados para serem entendidos.
O pesquisador pode reconhecer seu envolvimento e participação no processo de investigação e observação. Isso nos faz lembrar as explicações de Krishnamurti a respeito do observador e do observado.
Podemos citar pontos determinantes nos campos da física quântica, da relatividade, da biologia, da psicologia, etc., que harmonizam os princípios descritos nas grandes tradições espirituais do Oriente, como o Budismo, o Hinduísmo, o Taoísmo e assim por diante, e descobrir que eles estão essencialmente expressos na Teosofia. Líderes nesses campos
descobrem com alegria a grande ressonância das novas postulações da ciência com as verdades eternas.

O Mahachohan, em sua carta de 1881, disse: “A doutrina que promulgamos ser a única verdadeira deve, apoiada por evidências como nos estamos preparando para dar, tornar-se por fim triunfante como toda outra verdade. Contudo é absolutamente necessário inculcá-la gradualmente, reforçando suas teorias, fatos incontestáveis para aqueles que sabem, com inferências diretas deduzidas e corroboradas pela evidência fornecida pela moderna ciência exata.”
Essas palavras falam de nosso presente, no qual cada um de nós, do próprio local onde estamos, podemos participar da oportunidade de colaborar com a expressão e a realização dessas verdades transcendentais, num momento em que
ciência e espiritualidade começam a falar uma linguagem semelhante. Atualmente, técnicas de meditação para a saúde mental, mais conhecidas como ciências contemplativas, estão no ápice. Nesse campo está sendo concluída uma
abordagem científica contemporânea às práticas e aos valores espirituais, isto é, uma tendência para a integração do conhecimento do ser humano e a respeito do ser humano, que pode permitir uma visão mais completa. Estudos científicos que demonstram as ligações entre os diferentes estados de consciência e seus efeitos sobre a atividade cerebral e sobre o corpo em geral estão se tornando cada vez mais comuns.
A crescente colaboração e integração dos ensinamentos do Budismo, das neurociências e das ciências da mente mudou o aparecimento de novas técnicas e modelos padronizados para cultivar saúde mental e bem-estar. A neurobiologia
interpessoal é baseada na integração do conhecimento precedente de várias disciplinas.
A integração poderia ser considerada como um mecanismo comum subjacente a várias maneiras de chegar ao bem-estar. O modo como prestamos atenção ao momento presente pode melhorar diretamente o funcionamento do corpo, da mente, da saúde mental e das relações interpessoais. Essa forma de atenção desenvolve os circuitos cerebrais de tal maneira que nos permite estabelecer um relacionamento responsivo e harmonioso com a nossa própria mente.
Jon Kabat-Zinn, professor emérito da Escola de Medicina da Universidade de Massachusetts, acredita que “uma definição de plena atenção (mindfulness) é prestar atenção de um modo particular: com propósito, no momento presente, sem julgamento”. No campo da psicologia, que, como disse Jung, é a essência da alma, atualmente as práticas de plena atenção podem ser estudadas e investigadas. A psicologia profunda tem feito isso há algum tempo, para atender ao nosso eu interno. Em Psychology and Alchemy, Jung afirma:
“Sua visão só se tornará clara quando você examinar seu próprio coração. Quem olha para fora sonha; quem olha para dentro desperta.”
Somos lembrados da citação feita
pelo Mestre K. H., que diz: “Os sofrimentos morais e espirituais do mundo são mais importantes e precisam de auxílio e cura mais do que qualquer ciência precisa de nossa ajuda em qualquer campo de descoberta.”
O indivíduo que apresenta algum tipo de problema ou sofrimento, seja físico ou mental, como todos nós em nossa vida, pela natureza comum da existência, consegue ter contato durante a terapia com uma maneira transformadora e autêntica de focar os problemas. É possível mostrar como “o senso de atenção ao que é” só pode ser descoberto através da nossa própria experiência.
Esse tratamento deliberado, sem esforço, livremente, sem julgamento e não reativo, permite a aceitação daquilo que é doloroso.
Nesse processo que permite ao participante ver como e o que cada um sente e pensa, ele está desapegado dos pensamentos que são a base de seu sofrimento.
Até o ponto em que a função cognitiva que controla os processos psicológicos habituais pode ser observada, e assim progressivamente enfraquecida, estamos penetrando um estado de metacognição no qual os indivíduos alcançam liberdade interior e são capazes de aumentar sua capacidade para compreender que não são simplesmente pensamentos ou emoções. Existe uma observação que nos permite estar livres no momento do aqui e agora – e esse é o único momento. Os apegos e impedimentos que são a causa profunda do sofrimento são superados. A prática natural dessa forma de atenção resulta num estado de bem-estar psicológico, paz, serenidade e felicidade, que pode se refletir na vida das pessoas na forma de maior doação, equanimidade, senso de beleza e compaixão.
O modo como centramos nossa atenção contribui para moldar a mente. Quando desenvolvemos um modo concreto de atender as exigências do aqui e agora, vemos a verdadeira natureza da mente; estamos diante de uma forma especial
de atenção, a plena atenção.
No Oriente, coração e mente são definidos pela mesma palavra. A plena atenção inclui uma combinação afetiva e compassiva de estar presente com um generoso e amigável interesse. A senda do sofrimento, cuja natureza e transcendência Buda nos mostrou, está manifestada na prática da medicina de corpo e mente.
Estar saudável é aceitar, compreender, integrar e transcender. A qualidade do amor e sua gentileza implícita permitem a transformação do ser humano.
Em psicologia analítica, a totalidade da pessoa é considerada uma meta rumo à qual o desenvolvimento
psicológico no processo terapêutico nos move. O terapeuta ou analista consegue acompanhar o indivíduo nesses estágios relacionados à estrutura do eu, quando os conteúdos psicológicos são abertos para integrar os aspectos previamente desconhecidos, amplificando-os como uma parte individual da totalidade.
A abertura da porta do inconsciente permite uma integração progressiva que leva o indivíduo à transcendência da dualidade da mente. O processo de individuação que Jung expressa continua tomando forma e o indivíduo reconhece
sua unidade interna, ou totalidade; essa unidade conecta e une o indivíduo a outros seres humanos, e ele percebe que nunca esteve separado, mas sempre profundamente unido e conectado a eles.
Jung afirma, em Psychology and Alchemy, que “não fosse um fato da experiência que os valores supremos residem na alma, a psicologia não me interessaria em absoluto, pois a alma seria então nada mais que uma fumaça miserável”. Em The Structure and Dynamics of the Psyche, ele nos inspira: “A vida sempre tem de ser tratada como algo novo.” Krishnamurti disse que “para descobrir algo novo, deve-se começar consigo mesmo, partir numa viagem completamente desnudo, principalmente de conhecimento”.
E assim perguntamos a nós mesmos: qual é a qualidade da menteque nos permite sempre viver o que é novo? Podemos nomeá-la?

* Nilda Venegas Bernal é psiquiatra, palestrante e teósofa.

Fonte: Revista Sophia edição 84

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REFLEXÃO: O MEDO É A ÚNICA COISA QUE VOCÊ NÃO PODE TER CONTRA UM INIMIGO OCULTO

Quando se combate um vírus como esse que não sabemos muita coisa sobre ele, e não existem remédios para a cura as nossas únicas armas são a calma e a coragem. A calma nos permite raciocinar para encontrar a melhor solução. A coragem permite mantemo-nos calmos. Muitas vezes só temos alguns segundos para tomar uma decisão que vale a nossa vida, como o caso do guia atacado por um elefante enfurecido no vídeo a seguir. Apesar de conhecer profundamente o comportamento dos elefantes nada o garantia que, ao ficar estático e com o olhar fixo no elefante, o elefante iria parar. Então ele uniu os 30 anos de experiência + calma + coragem = controle. O segundo case a seguir é um depoimento emocionante da filha do ex-presidente do Chile Salvador Allende, Isabel Allende, sobre como, aos 77 anos, está enfrentando a pandemia do coronavírus. Fala que aprendeu a desapegar das coisas e enfatiza várias vezes que perdeu o medo e para sempre. Então convido você a assistir ao curtíssimo vídeo e ler o texto emocionante de Isabel Allende para entender o quanto o medo é prejudicial nas nossas vidas!

Fonte:

 

Salve Isabel Allende

“Trancada em sua casa ao lado de seu marido e dois cães, a escritora chilena vive nos Estados Unidos há 30 anos.
Consultada pelo principal medo que implica o vírus, * que é a morte *, a escritora contou que desde que a sua filha Paula morreu, há 27 anos, perdeu o medo para sempre: ′′ Primeiro, porque a vi morrer em meus braços, e percebi que a morte é como o nascimento, é uma transição, um limiar, e perdi o medo no pessoal. Agora, se me pegar o vírus, eu pertenço à população mais vulnerável, as pessoas mais velhas, tenho 77 anos e sei que se me contágio eu vou morrer. Então a possibilidade de morte se apresenta muito clara para mim neste momento, eu a vejo com curiosidade e sem medo.
O que a pandemia me ensinou é a soltar coisas, a perceber o pouco que eu preciso. Não preciso comprar, não preciso de mais roupas, não preciso ir a lugar nenhum, nem viajar. Eu acho que eu tenho demais. Eu vejo à minha volta e digo pra quê tudo isso? Para que eu preciso de mais de dois pratos?
Depois, perceber quem são os verdadeiros amigos e as pessoas com quem eu quero estar.
O que você acha que a pandemia nos ensina a todos? Ela está nos ensinando prioridades e nos mostra uma realidade. A realidade da desigualdade. De como algumas pessoas passam a pandemia em um iate no Caribe, e outras pessoas estão passando fome.
Também nos ensinou que somos uma única família. O que acontece com um ser humano em Wuhan, acontece com o planeta, acontece com todos nós. Não há essa ideia tribal de que estamos separados do grupo e que podemos defender o grupo enquanto o resto das pessoas se esfrega. Sem muralhas, sem paredes que possam separar as pessoas.
Criadores, artistas, cientistas, todos os jovens, muitas mulheres, estão se colocando uma nova normalidade. Eles não querem voltar ao que era normal. Eles estão pensando em que mundo nós queremos. Essa é a pergunta mais importante neste momento. Aquele sonho de um mundo diferente: pra lá temos que ir.
E eu reflito: Eu percebi em algum momento que você vem ao mundo perder tudo. Quanto mais você vive, mais perde. Você vai perdendo seus pais primeiro, pessoas às vezes muito queridas ao seu redor, seus animais de estimação, lugares e suas próprias faculdades também. Não se pode viver com medo, porque te faz imaginar o que ainda não aconteceu e sofre o dobro. É preciso relaxar um pouco, tentar apreciar o que temos e viver no presente.
Isabel Allende
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