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PANDEMIA: ‘TSUNAMI CONTÍNUO’ DE PACIENTES GRAVES COM CORONAVÍRUS. E AGORA BORIS JOHNSON?

A opção do governo Boris Johnson em dar prioridade a defesa da economia contra a pandemia do coronavírus causou uma explosão no número de pacientes em estado grave diagnosticados com COVID-19. A falta de seriedade e a devida estruturação do sistema de saúde tornou a situação caótica. Leia a reportagem completa a seguir e saiba o que realmente está acontecendo no Reino Unido.

URGENTE: Hospitais de Londres registram explosão no número de pacientes

Editor(a)

Hospitais de Londres recebem ‘tsunami contínuo’ de pacientes de coronavírus em estado grave. Até poucos dias atrás, estratégia do Reino Unido era a de proteger a economia e não adotar medidas de isolamento. Mudança tardia de enfrentamento só foi definida após apresentação de estudo da Imperial College

londres coronavirus saúde
O primeiro ministro britânico Boris Johnson (AFP)

Em Londres, nas últimas horas, os hospitais públicos registraram uma explosão no número de pacientes em estado grave por conta do coronavírus.

Para piorar o cenário, diversos trabalhadores da área de saúde estão doentes e os hospitais terão de atuar com uma falta “sem precedentes” desses profissionais.

Há algo ainda mais grave: cerca de 70% dos ventiladores mecânicos do sistema de saúde do país já está sendo usado por pacientes com outras enfermidades. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (26) por um diretor do Serviço Nacional de Saúde britânico.

“Estamos observando um tsunami contínuo de pacientes gravemente enfermos em unidades de terapia intensiva (UTIs)”, declarou Chris Hopson do NHS (o SUS do Reino Unido) à rádio pública BBC.

O Reino Unido já registra 9,6 mil casos de infecção e mais de 460 mortes por causa do novo coronavírus, segundo cálculos da universidade americana Johns Hopkins.

Apenas nesta terça-feira (24) passaram a valer regras de isolamento em uma tentativa de conter a expansão do novo coronavírus. Os britânicos só podem se deslocar para ir ao trabalho, caso não possam realizá-lo remotamente, e para comprar itens essenciais ou para atender necessidades médicas próprias ou de pessoas vulneráveis.

Mudança radical de estratégia

O governo do Reino Unido foi muito criticado ao adotar, inicialmente, a estratégia de “mitigação” da pandemia e a “imunização de rebanho”, ou infecção de grande parte da população, que na teoria desenvolveria imunidade coletiva com o objetivo de proteger todos os cidadãos.

A estratégia visava “proteger a economia”, a exemplo do que o presidente Jair Bolsonaro e alguns empresários aliados defendem que se estabeleça no Brasil.

O primeiro ministro Boris Johnson só mudou de posição após ser confrontado com um modelo matemático apresentado pelo Imperial College de Londres. O estudo deu um panorama extremamente sombrio de como a doença iria se propagar pelo país, como iria impactar o sistema público de saúde e quantas pessoas iriam morrer.

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Atualização. Uma leitora do Pragmatismo Político que mora no Reino Unido enviou o seguinte comentário:

“Aqui está havendo um ‘boom’ de infectados e o NHS não tem estrutura para lidar. Todos os outros países da Europa já tinham tomado medidas e UK foi o último. Vamos pagar o preço. Até sexta os metrôs estavam lotados, os parques, tudo. Só começaram a parar agora. E ainda não estamos [totalmente] proibidos de sair de casa, é apenas uma orientação do governo. Talvez se isso não resolver eles tenham que restringir ainda mais. Não vejo a hora desse pesadelo acabar, força pra todos nós!”

Fonte:

Redação Pragmatismo

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NOTÍCIAS INTERNACIONAIS

Outro 11 de Setembro mergulha Nova York na impotência

Catástrofes não são novidade na história da metrópole, mas a crise do coronavírus, ao contrário de outras, esvaziou suas agitadas ruas

Homem caminha por uma rua deserta diante dos prédios de Manhattan.Homem caminha por uma rua deserta diante dos prédios de Manhattan.JOHN MINCHILLO / AP

O primeiro caso foi detectado no começo de março, num subúrbio da zona norte da cidade. Três semanas depois, Nova York contabilizava metade dos casos de coronavírus dos Estados Unidos e quase 5% do total mundial. A decisão demorou a ser tomada, mas, em meados da semana passada, o governador Andrew Cuomo finalmente decretou o confinamento da população, valendo a partir da noite do último domingo. Nova York entrava assim em território desconhecido.

O confinamento ao qual a cidade está submetida desde então não é diferente do que foi imposto em outras partes do mundo, mas o que faz de Nova York um caso especial é que muitos sentem a cidade como um lugar que transcende seus limites, como se o que acontece ali de certa forma afetasse a todos nós. Os sentimentos dominantes são os mesmos que em outros lugares: impotência, pânico e a sensação de que quando isto passar as coisas terão mudado para sempre. Em escala nacional, há grande frustração com a falta de visão e liderança da Casa Branca e das autoridades federais.

A palavra mais adequada para designar o que acontece é catástrofe, termo que de forma alguma é alheio à história da cidade, balizada por desastres de grande envergadura: acidentes aéreos, incêndios que arrasaram bairros inteiros, blecautes de proporções míticas, furacões que causaram uma devastação inexprimível. De todas estas tragédias, a que deixou um rastro mais profundo foi o atentado terrorista contra o World Trade Center, em 11 de setembro de 2001. Milhões de pessoas de todos os cantos do planeta assistiram ao drama ao vivo pela televisão, sentindo na própria carne a vulnerabilidade da cidade ferida. Daquele nódulo de estranha dor surgiram sentimentos que persistem ainda hoje. O que ocorreu na época é muito diferente do que está começando a acontecer agora, salvo na maneira de interiorizar a tragédia. Quando as Torres Gêmeas caíram, o sul de Manhattan parecia uma zona devastada por uma guerra. A ferida se estendeu aos cinco distritos da cidade, que pareciam escapar assim das coordenadas normais do espaço e tempo. Na ocasião Nova York parou, mas de um jeito muito diferente de agora.

No dia seguinte ao atentado, ninguém foi trabalhar, mas todo mundo saiu à rua. O que ocorreu no domingo foi exatamente o contrário: as ruas, parques e avenidas de Manhattan, Brooklyn, Bronx, Queens e Staten Island se esvaziaram como num passe de mágica. É difícil imaginar uma cidade como Nova York, habitualmente tão cheia de vida, com suas ruas vazias, mas assim é, independentemente da região do mapa que escolhamos assinalar. Central Park, Times Square, Madison Avenue, as ruelas do Village e de Chinatown, os teatros da Broadway e as vitrines da Quinta Avenida são lugares que todos conhecemos, mesmo que nunca tenhamos posto o pé ali. Poucas vezes ao longo de sua história Wall Street experimentou paradas cardíacas como as que sofreu agora.

A raivosa independência de caráter dos nova-iorquinos impede generalizações. Cada bairro reage conforme sua idiossincrasia peculiar, e o mesmo ocorre com as diferentes classes sociais. Como confinar o exército de sem-teto que tem a rua como residência fixa? Ou a quem depende de sua dose diária de heroína? Os milionários, que nesta cidade têm um enorme peso específico, refugiaram-se em suas propriedades longe de Manhattan. Claro, o que conta acima de tudo é a imensa maioria de trabalhadores e profissionais: atores, garçons, advogados, artistas, agentes imobiliários… profissionais da saúde.

Toda crise tem seu centro de gravidade a ser fixado num lugar físico ―no caso de Nova York, invariavelmente um arranha-céu. Desta vez, o centro de gravidade moral da cidade é o edifício que abriga a redação do The New York Times, na rua 41, embora seus escritórios estejam paralisados. Depositário da consciência cívica, nos últimos dias ninguém soube tomar o pulso da cidade melhor que a formidável equipe de repórteres e colunistas do jornal, obrigados agora a trabalhar de suas casas. Sentinela da verdade na era das fake news, a lista de últimas notícias do jornal nova-iorquino é a melhor maneira, a única talvez, que os cidadãos têm para se orientarem em meio ao caos.

Em meio à voragem, sufocadas pela magnitude dos acontecimentos, duas vozes se fizeram ouvir com diferentes graus de eficácia: a de Andrew Cuomo, governador do Estado, e a de Bill de Blasio, prefeito da cidade. Suas opiniões, com frequência contraditórias, conseguiram convergir, mas não foi fácil. Ironicamente, o poder do governador se sobrepõe ao do prefeito, o que está em proporção inversa ao peso de seus domínios respectivos. Perante a gravidade da situação, ambos concordam em apontar a ineficácia da gestão federal e a insuficiência da ajuda recebida.

Talvez as coisas mudem nas próximas horas, mas, frente a uma catástrofe cujo alcance é impossível de precisar, certamente já será tarde. Como no resto do planeta, trabalha-se a pleno vapor, sem horário, fazendo preparativos como transformar o gigantesco complexo de convenções que é o Jacob K. Javits Center em um lugar de atendimento hospitalar. O caos alcança todas as esferas da vida pública: a quantidade de leitos normais, UTIs e equipamentos médicos é escandalosamente insuficiente, as universidades estão fechadas, e seus alunos, vindos dos mais remotos pontos do país e do planeta, foram intempestivamente desalojados de suas residências. Os laboratórios de pesquisa científica, alguns deles entre os mais prestigiosos do mundo, foram obrigados a fechar.

No momento em que estas linhas são escritas, De Blasio calcula que a situação se agravará nos próximos dez dias: “Em escala doméstica, será a maior crise que tivemos desde a Grande Depressão”, afirmou. Pouco antes, tinha feito uma advertência ainda mais sombria: “Não posso dizer de maneira mais clara: se o presidente não se decidir agir haverá mortes que poderiam ser evitadas”.

Fonte: EL PAÍS

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CORONAVÍRUS COMEÇA A SE ESPALHAR MAIS RÁPIDO NA ESPANHA DO QUE NA ITÁLIA

Coronavírus se espalha na Espanha de forma mais rápida e ampla que na Itália

Diferentemente do caso italiano, onde 80% das mortes ocorreram em apenas três regiões, o país ibérico registrou um acelerado aumento em áreas antes não não afetadas

Espanha entrou nesta segunda-feira em sua segunda semana de isolamento da pior forma possível: com a morte de 462 pessoas em apenas 24 horas. É o maior aumento diário registrado até hoje e consolida uma tendência que nenhum especialista prevê que mude nos próximos dias. “Continuamos numa fase de crescimento do impacto do vírus e isto ainda durará um tempo”, vaticina Pere Godoy, presidente da Sociedade Espanhola de Epidemiologia (SEE).

A cifra de mortos chega a 2.182 desde o início da epidemia, o que significa que a Espanha levou apenas três dias para duplicar as 1.000 mortes registradas na sexta-feira passada. Um ritmo que nem a China nem a Itália (o país mais atingido pelo vírus, que precisou de um dia a mais para duplicar os primeiros 1.000 mortos) alcançaram.

A Espanha, além disso, está vivendo uma expansão territorial muito mais acentuada que na Itália. Em ambos os casos, quase 90% das primeiras 100 mortes ocorreram em três regiões – na Itália, foram a Lombardia, Emilia-Romana e Vêneto, enquanto na Espanha os primeiros focos foram Madri, País Basco/La Rioja (essas duas comunidades vizinhas sofrem o mesmo surto) e Aragão.

Mais de 80% das 6.000 mortes na Itália continuam acontecendo nas mesmas três regiões, um percentual que na Espanha caiu para 65%. A razão é que, diferentemente da Itália – onde os demais territórios continuam com taxas relativas muito baixas –, na Espanha houve uma acelerada ascensão de casos em um grupo de comunidades autônomas (como são chamadas as principais subdivisões territoriais do país). São elas: Catalunha, Castela e Leão, Castela-La Mancha, e, embora em menor medida, esse aumento também se dá na Comunidade Valenciana.

“Observa-se um grupo de comunidades que, sem chegar às taxas das mais ‘quentes’, registraram um notável aumento de mortes na última semana. É um fenômeno que não ocorreu na Itália”, destaca Daniel López Acuña, professor-associado da Escola Andaluza de Saúde Pública e ex-diretor de Ação Sanitária em Crises da Organização Mundial da Saúde (OMS). Este especialista considera que isto poderia ocorrer porque “na Itália se reduziu mais a mobilidade em torno dos primeiros focos detectados, enquanto na Espanha esta se manteve muito elevada inclusive nos dias anteriores à declaração do estado de alarme”.

Embora os especialistas considerem que “ainda é cedo para tirar conclusões com evidência científica”, Pere Godoy também põe o foco nos momentos prévios à declaração de alarme: “Acredito que foi um erro permitir a grande dispersão geográfica de gente nos dias prévios à entrada em vigor do isolamento, o que pode ter facilitado a dispersão do vírus”, opina.

Outra razão apontada por López Cunha é “o conta-gotas de casos importados da Itália que seguramente houve na Espanha nos dias anteriores à detecção dos contágios locais”. “Certamente foi mais intenso e disperso do que pode ter acontecido entre a China e a Itália, o que explica o atual aumento observado nestas comunidades [onde há mais contato com pessoas recém-chegadas da Itália]”, argumenta.

Joan Ramon Villalbí, membro e ex-presidente da Sociedade Espanhola de Saúde Pública e Administração Sanitária (Sespas), considera que neste processo também influenciam as diferenças existentes entre a Espanha e a Itália. “É provável que, como Estado, a Espanha esteja mais integrada ao fluxo de circulação de pessoas que a Itália, com enormes diferenças entre o norte e o sul”, afirma.

Isto explicaria, por exemplo, que uma região fortemente povoada, como a Sicília, com mais de cinco milhões de habitantes, tenha registrado (com dados de domingo) apenas três mortes. Mas não que outra, como a Toscana (3,8 milhões), também registre um impacto muito reduzido. Isso leva os especialistas a afirmarem que as causas do fenômeno são “uma combinação” das expostas anteriormente.

Em seu comparecimento diário perante a imprensa, o coordenador de emergências do Ministério da Saúde espanhol, Fernando Simón, tratou de oferecer dados para o otimismo e destacou que já se observa certo “achatamento” na curva de aumento de casos. “O aumento de casos notificados vai se suavizando progressivamente. Mas ainda não temos certeza de ter chegado ao pico da epidemia”, afirmou.

O ministério também vê com esperança o aumento das pessoas curadas, que já são 3.355, e que entre os mais de 18.000 hospitalizados caia, embora seja ligeiramente (de 15% para 13%) o percentual dos que precisam de internação em UTI, um dos gargalos do sistema sanitário frente ao vírus. São “dados animadores, que indicam que as tendências já estão sendo modificadas pelas medidas [de isolamento obrigatório]”, defendeu Simón.

Ao todo, os casos confirmados nesta segunda-feira cresceram em 4.717 até superar os 33.000. Também continuam em ascensão os internados na UTI, que já são 2.355, 32% a mais que no domingo. “Se tudo for na linha que esperamos”, continuou o coordenador de emergências, “é provável que chegue um dia, não muito distante, em que começaremos a desescalar, a reduzir progressivamente” as restrições de movimento impostas à população. Até então, entretanto, o sistema deve melhorar sua resposta em vários pontos críticos que até agora foram sobrecarregados pela epidemia.

Um dos mais importantes é a capacidade de fazer exames em todos os casos suspeitos, o que passa pela ampliação dos exames rápidos que o Ministério da Saúde anunciou já faz uma semana. “Começaram a chegar no sábado à noite e começaram a ser distribuídos às comunidades, priorizando as que sofrem uma sobrecarga maior”, explicou Simón, sem oferecer dados concretos. O ministério destinará primeiro os testes aos asilos para idosos.

Fonte: EL PAÍS

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PANDEMIA: HOSPITAL DE CAMPANHA SERÁ MONTADO NO HOTEL PARQUE DA COSTEIRA EM NATAL

ÚLTIMAS NOTÍCIAS LOCAIS sobre combate a PANDEMIA dão conta da montagem do Hospital de Campanha em Natal, no Hotel Parque da Costeira que encontra-se desativado. Leia a reportagem completa a seguir e saiba como será!

Prefeitura prepara montagem do Hospital de Campanha

Prefeitura prepara montagem do Hospital de Campanha

23 mar 2020

Ao lado de auxiliares, o prefeito de Natal, Álvaro Dias, fez neste domingo (22) uma nova visita ao hotel Parque da Costeira, que está desativado e que terá parte de sua estrutura preparada para funcionar como uma espécie de hospital de campanha para atender emergencialmente a pessoas infectadas pelo Covid-19. O secretário municipal de Saúde, George Antunes, também participou da visita, junto com técnicos da SMS.

Além de verificar o resultado do trabalho de limpeza iniciado na última sexta-feira (20), o prefeito recebeu informações sobre a sequência dos trabalhos, desta segunda-feira (23) em diante. A estimativa é de que, em aproximadamente duas semanas, a unidade hospitalar provisória esteja pronta para receber os eventuais pacientes. A capacidade projetada será para instalar até 100 leitos, com possibilidade de ampliação, caso seja preciso. “Dentro de 15 a 20 dias, estaremos aptos a receber os pacientes portadores do novo coronavírus, se houver porventura essa necessidade”, calculou.

Nesta segunda, técnicos da Prefeitura vão ao hotel revisar toda a parte estrutural do hotel e verificar providências que precisam ser tomadas, por exemplo, nas instalações elétricas e hidráulicas. Também será realizado um serviço de dedetização no imóvel. Há, ainda, a ideia de se formar um grupo para receber doações de instituições, empresas e de pessoas que queiram colaborar com a montagem do hospital provisório.

Segundo o secretário de Saúde, George Antunes, o hospital de campanha está sendo planejado para atender a casos de baixa complexidade. Apesar disso, ele ressaltou que, mesmo funcionando num prédio que abrigava um hotel, haverá estrutura e condições totalmente adequadas para acolher e tratar pessoas infectadas pelo Covid-19. “Vamos ter uma operação dentro dos padrões que a medicina exige e que os natalenses merecem. O atendimento será feito de forma digna para a população do nosso município”, garantiu o secretário.

O prefeito Álvaro Dias recebeu na última sexta-feira, do presidente do Tribunal Regional do Trabalho, desembargador Bento Herculano, e do juiz do Trabalho, Cacio Oliveira Manoel, o Mandado de Imissão na Posse do hotel Parque da Costeira, atendendo a pedido da Prefeitura para instalar o hospital de campanha, caso se concretize um surto de Covid 19 com a multiplicação dos casos de pessoas que precisem de internação. O antigo hotel está fechado desde setembro, em virtude do não pagamento de dívidas trabalhistas e tributárias.

“Estamos remanejando recursos da própria Prefeitura para tomar as medidas iniciais necessárias e vamos buscar mais recursos no governo federal, no governo estadual ou com outros parceiros públicos ou privados que quiserem se somar nesse esforço para dotar a cidade de condições de atender as pessoas. Estamos na torcida e trabalhando para que não seja necessária essa estrutura extra, mas se for preciso queremos estar preparados”, afirmou Álvaro Dias.

Fonte: Política em Foco

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PANDEMIA: VÍDEO ESTARRECEDOR MOSTRA A REAL SITUAÇÃO DOS HOSPITAIS NA ITÁLIA

Caro(a) leitor(a),

Hoje é domingo, dia de descanso e No Stress. Entretanto estamos vivendo uma situação de guerra e em tempos de guerra vale tudo, inclusive tirar você da sua paz para ver o a realidade de quem já está no olho do furação dessa guerra no intuito de conscientizar que a coisa não é grave, é gravíssima e que precisamos levar a sério a quarentena. Ficar em casa é extremamente essencial para conter o avanço dessa pandemia. Assista também o outro vídeo do prefeito de Florianópolis, bastante didático mostrando com total clareza e e riqueza de informações gráficas o porquê de ficar em casa!

Pessoal, este vídeo é um informativo da gravidade do Vírus que o Brasil irá enfrentar nos próximos dias e meses, esse vídeo mostra a realidade que a Itália está vivendo e esperamos que o Brasil não chegue na mesma situação. Busquem informações sobre os acontecimentos recentes. A grande questão é que esse vírus se propaga de forma muito acentuada e se isso acontecer no Brasil o grande risco é a falta de capacidade hospitalar pra demanda de pacientes. Esse não é um vídeo monetizado o único objetivo aqui é a divulgação das informações sobre a situação que o mundo está vivendo, e que de algum modo nos ajude a lidar melhor com o que está acontecendo. O número de mortos pelo coronavírus na Itália bateu mais um recorde: foram 627 mortes em 24h na última sexta-feira e 798 no sábado. A situação nos hospitais é cada vez mais dramática. Itália está a ser abalada pela mortalidade da Covid-19. Numa guerra sem tréguas ao coronavírus, os italianos ainda tentam acreditar que “vai ficar tudo bem”.… China e Itália são os países com mais casos e mortes causados pelo coronavírus. Enquanto a Itália supera a China em números de mortos, o país chinês já não registra mais casos de transmissão local do covid-19.

Fonte:

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PANDEMIA: UM MAPA DA EVOLUÇÃO DO CORONAVÍRUS NO BRASIL E NO MUNDO

Na coluna PANDEMIA desta quinta-feira temos um mapa completo e detalhado da evolução do coronavírus no Brasil e no mundo desde que extrapolou os limites fronteiriços da China em janeiro. Você vai conhecer as diferentes maneiras e ritmo que o vírus avança em cada país. 

O mapa do coronavírus: como aumentam os casos dia a dia no Brasil e no mundo

O ritmo de cada país é diferente. Japão, Hong Kong e Singapura viram crescer as infecções de maneira paulatina desde janeiro. Na Europa, os casos dispararam rapidamente

Em janeiro, o novo coronavírus (SARS-CoV-2) estava concentrado na China, e só alguns casos chegavam a outros países, através de pessoas infectadas que viajaram de avião ou navio. No final daquele mês, já eram 10.000 infectados na China e em outros 129 países. Mas em fevereiro foram registrados vários surtos na Coreia do Sul, Itália, Alemanha e Espanha. Hoje, há casos confirmados no Brasil —país que teve a primeira morte confirmada nesta terça-feira—e maior parte da Ásia, Austrália, América do Norte e Europa. Em 11 de março, a Organização Mundial da Saúde declarou o novo coronavírus (Covid-19) é uma pandemia global.

Os casos em cada país

O gráfico mostra os casos registrados nos países com mais infecções detectadas. A escala é logarítmica (a distância de 1 a 10 é igual à de 10 a 100) para apreciar melhor as fases iniciais do surto.

A China é o país onde o vírus apareceu e onde houve mais infecções. Mas outros países já possuem um número significativo de casos confirmados: Coreia do Sul, Itália, Irã, Japão, França, Alemanha e Espanha superavam a marca dos 200 doentes em 5 de março. Em 17 de março, o Governo espanhol confirmava mais de 490 mortes pela Covid-19.

O ritmo de cada país é diferente. Japão, Hong Kong e Singapura viram crescer as infecções de maneira paulatina desde janeiro. Em outros países, como Espanha, França e Alemanha, os casos dispararam seguindo a esteira da Itália, que soou o alarme na Europa.

É importante entender que falamos de casos confirmados. Ou seja, estamos medindo dois fenômenos ao mesmo tempo: o aumento real de infectados em cada país e a capacidade de detectá-los por parte de suas autoridades.

A evolução na Europa é um bom exemplo disso. Após a explosão de casos na Itália, observa-se um aumento em muitos países. Mas a razão disso não é só a existência de infecções; há também um aumento nas detecções porque os países reforçaram seus protocolos. “É provável que essa mudança tenha tido um grande efeito no número de casos. A transmissão da doença pode ser alta, mas não é plausível que seja tão alta a ponto de gerar os picos que vimos em muitos países”, diz Adam Kucharski, professor da London School of Hygiene & Tropical Medicine.

Na Espanha, os casos dispararam após 25 de fevereiro, quando o país começou a realizar exames de Covid-19 em pessoas com pneumonias de origem desconhecidas. Até então, o protocolo era aplicar o teste somente a indivíduos com sintomas que tivessem tido contato com casos confirmados ou que tivessem visitado as zonas de risco.

A evolução de cada surto

Uma forma de tentar comparar o ritmo do vírus em cada país é ver sua evolução desde que os primeiros casos foram confirmados. No gráfico, iniciamos cada surto a partir do dia em que 20 novos casos foram registrados pela primeira vez.

A situação da Coreia do Sul é ilustrativa. O país teve poucos casos até a terceira semana, quando eles dispararam de repente. Nesse ponto, sua curva é quase reta porque coincidem duas tendências crescentes: mais infectados e mais exames. A inclinação diminui depois, o que corresponde a um crescimento ainda exponencial, embora mais lento.

A chave para frear um surto é reduzir o ritmo de crescimento dos casos. Isso é o que tem conseguido a China, onde as infecções deixaram de aumentar de forma exponencial em meados de fevereiro, quando a quarentena e as medidas de distanciamento fizeram efeito.

Nos países europeus, por sua vez, o vírus ainda está em expansão. Na Itália, os casos diários eram cerca de 70 no início do surto, passaram para 500 na segunda semana e atingiram os 1.700 na terceira. França, Espanha e Alemanha crescem num ritmo parecido com o italiano, mas parecem ir alguns dias atrás.

A letalidade registrada por país

O gráfico seguinte representa a relação entre mortos e casos registrados. É um dado relevante, embora saibamos que seja uma medida imprecisa da verdadeira letalidade do vírus. Ao menos por dois motivos. O primeiro é que as mortes costumam chegar com atraso, dado que a doença pode durar várias semanas. Isso explica certamente por que a mortalidade na China cresceu de 2,1 em janeiro para 3,7 em fevereiro.

Esse atraso tem outras implicações. As primeiras mortes por Covid-19 na Espanha foram de pessoas que não tinham sido diagnosticadas. “Essas mortes indicam que o vírus chegou antes do que se pensava”, afirma Antoni Trilla, do Hospital Clínic de Barcelona. O vírus fica pelo menos quatro semanas circulando sem ser detectado, como aconteceu na Espanha e em países como a Itália. “Se há uma morte quando ainda não há muita transmissão, isso sugere que poderia haver algumas centenas de infectados”, diz Kucharski. A lógica é clara: se a mortalidade gira em torno de 1%, detectar um morto implica ter cerca de 100 infectados há três semanas, que é o que a doença demora para matar. E esses 100 casos provavelmente tenham se estendido para 300, 500 ou 1.000 no dia da morte.

Outra dificuldade para medir a letalidade é que existem infecções que não são detectadas porque geram sintomas leves. Se esses casos fossem contabilizados, as taxas de letalidade diminuiriam. É o que sugere a situação da Coreia do Sul, que está fazendo mais exames do que ninguém e neste momento reportar uma mortalidade de 0,6%. São boas notícias, mas só relativamente: mesmo que a mortalidade do coronavírus seja um terço do que dizem os dados atuais, continuaria sendo bastante pior que a da gripe comum.

Tampouco existe consenso sobre quantos casos não detectados existem em cada país. O epidemiologista Christophe Fraser, da Universidade Oxford, explica que a proporção de casos não reportados poderia ser de 50%. Desse modo, “a taxa de letalidade seria em torno de 1%”. O médico Bruce Aylward, da Organização Mundial da Saúde (OMS), concorda. Como ele disse ao The New York Times, não há evidências [na China] de que estejamos vendo apenas a ponta do iceberg, com nove décimos dele formados por zumbis ocultos que espalham o vírus. O que estamos vendo é uma pirâmide: a maior parte está à vista.” Por sua vez, o especialista em RNA viral Adolfo García-Sastre, pesquisador do Hospital Monte Sinai de Nova York, considera que “existem de cinco a 10 vezes mais infectados do que está sendo contabilizado, o que reduz muito a sua letalidade”.

Para julgar os dados confirmados, é importante conhecer o esforço que cada país tem feito para detectar todas as infecções. As diferenças são grandes. A Coreia do Sul realizou 3.400 exames para cada milhão de habitantes. A Itália e a Suíça fizeram entre 500 e 600, e os EUA haviam feito apenas 2 por milhão quando deixaram de publicar seus dados dias atrás.

A capacidade de detecção dos países afeta suas taxas de letalidade. Não por acaso a Coreia do Sul, o país que mais exames tem feito, possui a taxa de mortos mais baixa. É razoável pensar que, se os países fazem mais testes – e detectam mais casos leves –, suas cifras de letalidade se aproximariam das do país asiático, que neste momento é a mais baixa de todas.

Fonte: El País

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PANDEMIA: EUA JÁ COMEÇA A TESTAR VACINA CONTRA CORONAVÍRUS EM HUMANOS NESTA SEMANA

Na nossa coluna PANDEMIA desta segunda-feira uma iniciativa dos pesquisadores americanos na luta contra o coronavírus. EUA já começa a testar vacina projetada para proteger as pessoas contra coronavírus chinês. Leia a reportagem completa a seguir e saiba tudo sobre essa nova descoberta!

EUA iniciam testes de vacina contra coronavírus em humanos

Guilherme L. Campos

Publicado em

EUA iniciam testes de vacina contra coronavírus em humanos 16

 

Um novo estudo clínico com uma vacina projetada para proteger as pessoas contra coronavírus chinês começará nesta segunda-feira (16), nos Estados Unidos. O primeiro participante do teste receberá a vacina experimental ainda hoje.

O National Institutes of Health está financiando o teste, que está ocorrendo em uma instalação de pesquisa da Kaiser Permanente em Seattle, no estado de Washington, uma das regiões mais atingidas pela doença nos Estados Unidos. Os testes envolverão 45 voluntários jovens e saudáveis ​​que receberão a vacina mRNA-1273 da Moderna, uma empresa de biotecnologia de Massachussets .

Aproximadamente 35 empresas e instituições acadêmicas estão correndo para criar uma vacina e pelo menos quatro já realizaram testes em animais.

De acordo com a Universidade de Cambridge, “Diferentemente de uma vacina normal, as vacinas de RNA funcionam introduzindo uma sequência de mRNA (a molécula que diz às células o que construir) que é codificada para um antígeno específico da doença, uma vez produzido no corpo, o antígeno é reconhecido pelo sistema imunológico, preparando-o para combater a doença”.

O objetivo dos testes é garantir que as vacinas não apresentem efeitos colaterais preocupantes antes dos pesquisadores iniciarem testes maiores. Os participantes não correm risco de serem infectados pelas vacinas.

Católico, Conservador, Correspondente Internacional, Observador Político e criador do ‘The Right Talking’. Atualmente vive no estado da Pensilvânia, Estados Unidos.

Fonte: Conexão Política

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DESTA SEXTA-FEIRA

Por G1

13/03/2020 03h30  Atualizado há 2 horas


Bolsonaro espera para hoje o resultado do exame de coronavírus, depois de viajar com o secretário de comunicação que está com a doença. Por causa da pandemia, o governo antecipa metade do 13º de aposentados. As reações do Brasil ao vírus que está chegando aos 100 casos no país estão no podcast O Assunto. Veja ainda: lista de shows, festivais e lançamentos de filmes que foram cancelados por causa da pandemia. E como o coronavírus deve enfraquecer ainda mais o crescimento da economia brasileira, pelo 4º ano seguido.

INTERNACIONAIS

Não vai ter ou foi adiado?

Fãs descansam entre os shows do Coachella, em Indio (EUA), na edição de 2017 — Foto: Reuters

Fãs descansam entre os shows do Coachella, em Indio (EUA), na edição de 2017 — Foto: Reuters

Veja lista de shows, festivais, lançamentos de filmes cancelados por conta da pandemia. Madonna, The Who, Maroon 5 cancelaram shows. Festivais como Coachella, SXSW e Lollapalooza no Chile e na Argentina foram afetados. A visitação de museus também ganhou restrições seguindo as medidas de segurança para conter a pandemia.

Pânico pelo coronavírus afunda Bolsas pelo mundo em queda livre

Discurso da presidenta do BCE acelera as perdas em todos as Bolsas europeias. O Fed injeta liquidez para deter a queda, mas Wall Street cai mais de 8%

Um operador trabalha na segunda-feira na Bolsa de Wall Street, em Nova York (Estados Unidos).Um operador trabalha na segunda-feira na Bolsa de Wall Street, em Nova York (Estados Unidos).

Há três semanas era uma mera gripe, há duas, o cisne negro de 2020, e agora é um terremoto global de magnitude imprevisível. A crise do coronavírus caminha para se transformar em um feroz terremoto às frágeis sustentações da economia global: a ameaça de uma recessão é cada vez mais plausível e os mercados (Bolsas, bônus, petróleo) prolongam um recuo que não era visto desde os piores dias da Grande Recessão: o Ibex 35 espanhol sofreu na quinta-feira a maior queda de sua história (14,06%), da mesma forma que as outras Bolsas europeias e Wall Street, que se viu obrigada a suspender de novo temporariamente sua cotização para evitar as vendas de pânico. Somente o anúncio de novas medidas de liquidez do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) que, como o BCE, dá amostras de esgotamento em sua munição, deteve um pouco a sangria. Apesar disso, caiu a duas horas do fechamento 8,5%, a maior desde 1987. O movimento do Fed foi contundente: 1,5 trilhão de dólares (7 trilhões de reais). Mas os mercados já estão terrivelmente amedrontados.

Nesse contexto, a quinta-feira era o dia do anúncio do pacote de medidas do Banco Central Europeu (BCE). A resposta ao embate do coronavírus é a compra de mais dívida e uma injeção de liquidez, mas não só as circunstâncias mudaram, como a situação piorou. “Da mesma forma que aconteceu com o Fed semana passada, a decisão do BCE não agradou aos mercados, que esperavam muito mais”, diz Rosa Duce, economista chefa do Deutsche Bank Espanha. Uma clara amostra de que as palavras de Lagarde caíram como um balde de água fria. Ou gelada. A única saída possível passa, como frisaram meia dúzia de economistas consultados, em ampliar o menu e aplicar com diligência um potente plano de choque fiscal. Se isso não ocorrer, o risco é cair em uma depressão econômica de grande magnitude, um cenário que já não é, de maneira nenhuma, descartável.

Nas Bolsas mundiais, a quinta-feira passará à coleção dos dias catastróficos da história. Com uma diferença em relação às quedas das últimas semanas: dessa vez foi chover no molhado, com cotizações já bem menores. Wall Street vem do bear market (como no jargão norte-americano se referem a uma queda de 20% a partir do máximo) mais rápido de sua história: só havia se passado um mês do último pico. O Ibex, por sua vez, já perdeu um terço de seu valor desde o início da expansão do coronavírus pela Europa. “Os pedidos à utilização de política fiscal são contínuos e ainda que existam muitas promessas, a quantificação delas e sua posterior aprovação são um processo lento, por isso a desconfiança dos investidores e o medo de que cheguem tarde demais”, afirma Duce.

Se em 2008 a primeira resposta à crise financeira veio pelo caminho monetário, o sinal que os mercados mandaram a Frankfurt na quinta-feira é de total esgotamento dessa via. Não é a primeira vez que isso acontece: na terça passada, e após um brevíssimo alvoroço inicial, a Bolsa de Nova York pagou com a mesma moeda a surpreendente e contundente diminuição da taxa de juros do Fed. Entre os analistas e investidores uma tese ganha intensidade: a única alternativa possível para sair do buraco é a política fiscal. “Nesse ponto são necessárias repostas europeias e, principalmente, globais. O Fed e o BCE fizeram tudo o que poderiam fazer. O alarmante é que as autoridades econômicas europeias estão tão atrasadas quanto as de saúde quando tudo explodiu na China”, diz por telefone José Juan Ruiz, ex-economista chefe do banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O choque é de tal dimensão, acrescenta, que se não houver reação pode ocorrer um “colapso econômico generalizado”.

Washington e Bruxelas terão que colocar muita lenha na fogueira nas próximas semanas se quiserem reverter uma tendência geral que começa a lembrar muito os episódios mais obscuros da história econômica contemporânea. É tempo de agir diretamente, ir no âmago da questão, diz o departamento de estudos do BlackRock ―o maior fundo de investimentos do planeta― em sua última análise: “A única maneira de encarar essa situação é acrescentar novas linhas de defesa e fazer da política fiscal uma parte explícita da resposta”. Se os mercados servem de termômetro, só há uma conclusão: a situação é crítica e não há tempo a perder para usar todo o arsenal. E deve ser suficiente.

As medidas de contenção aplicadas até agora se revelaram insuficientes para deter uma onda que levou todos as grandes Bolsas europeias a sofrer quedas sem comparação recente, superando até mesmo o baque do plebiscito do Brexit. “As ações foram vendidas nos mercados europeus a níveis que sugerem uma recessão”, afirma um relatório recente do Barclays. Essa palavra, recessão, se transformou em uma muleta muito comum nas avaliações dos analistas. Enquanto isso, o solo dos mercados continua distante: “Os mercados se manterão agitados durante as próximas semanas e os valores europeus ainda podem cair mais 10%”, acrescentam os técnicos do banco britânico. Isso é, como frisa o economista José Carlos Díez parafraseando o professor de Yale Gary Gorton, “uma autêntica corrida, em vez de depósitos, de mercados”.

O petróleo sofre o golpe das proibições de voos

As Bolsas e o petróleo estão há dias se retroalimentando, em um círculo vicioso sem final aparente. Na quinta-feira a história não foi diferente: após vários dias em que a oferta ―vasta em uma guerra de preços lançada pelo segundo maior produtor mundial, a Arábia Saudita, após sua ruptura com o terceiro, a Rússia― prevalecia como fator de preocupação, agora a demanda assumiu o destaque. A proibição de Washington de voos com origem na Europa para tentar deter a expansão do vírus significa um severo revés sobre as perspectivas de consumo global.

Sem suporte algum ―demanda em queda livre, oferta não controlada pela OPEP e Moscou, que já foi o cartel dominante, ultrapassado na quinta-feira pelas extrações norte-americanas―, tudo fica ao acaso do mercado, como diz Norbert Rücker, do banco suíço Julius Baer. E isso só pode significar uma coisa: uma diminuição ainda maior dos preços. “Estarão por volta de 30 dólares (140 reais) antes de entrar em uma fase de lenta recuperação no meio do ano. Os temores ainda ressoarão por um tempo”, afirma. Em somente uma semana o petróleo perdeu quase um quarto de seu valor. Na quinta o barril brent, o de referência na Europa, valia 33 dólares (155 reais, 8% a menos do que no dia anterior), bem próximo aos 30 dólares mencionados por Rücker.

A resposta dos países produtores é pisar no acelerador da oferta em uma estratégia contrária ao que dita a intuição para fazer frente a uma demanda baixa: no passado, quando a economia entrava em crise e levava a demanda consigo, os produtores tendiam a restringir a torneira da oferta para tentar nivelar o mercado e oferecer um apoio aos preços. Hoje, a estratégia a seguir está sendo exatamente a contrária: Riad está oferecendo seu petróleo na Europa ―um mercado tradicionalmente abastecido pelo óleo russo― e até nos EUA ―já inundado pelo fracking―: de acordo com os dados da Bloomberg, petrolíferas europeias como a Repsol, Cepsa, Total e Royal Dutch Shell estão recebendo petróleo saudita há dias a preços de queda.

A instabilidade econômica e o temor dos mercados também se fazem sentir nos bônus dos Estados a 10 anos. O prêmio de risco espanhol (diferencial com o bônus alemão, considerado o mais seguro) subiu com força até os 122 pontos básicos, 26 pontos a mais do que na quarta-feira. Isso se explica pela piora do bônus espanhol (subida até 0,5%) e pela resistência do bund alemão em -0,74%. O bônus alemão a 10 anos é, junto com a moeda norte-americana e o iene, o único refúgio possível na tempestade.

Fonte: El País

 

Cinco países da América Latina impõem restrições aos viajantes provenientes de países com coronavírus

Colômbia, Peru, Chile, Guatemala e El Salvador exigem quarentena preventiva ou proíbem a entrada de pessoas que cheguem aos seus territórios procedentes de algum dos focos da epidemia

Estudantes colombianos usam máscaras por causa da epidemia de coronavirus.Estudantes colombianos usam máscaras por causa da epidemia de coronavirus.RAUL ARBOLEDA / AFP

O nervosismo com a propagação do coronavírus afunda seu rastro na América Latina. Nesta quarta-feira, a Colômbia e o Peru decidiram impor uma quarentena obrigatória de 14 dias a qualquer viajante que chegar a seus respectivos territórios procedente de outro país que seja um foco de transmissão. O presidente da Argentina, Alberto Fernández, admitiu que cogita medidas similares. A restrição, que já vinha sendo praticada por Chile, Guatemala e El Salvador, volta-se principalmente para Espanha e Itália, países de onde procedem os contágios confirmados na América Latina. A França, terceiro país europeu com mais casos, e a China, epicentro do vírus, também fazem parte dessa lista.

O presidente da Colômbia, Iván Duque, anunciou a medida após confirmar nove infectados nas populosas cidades de Bogotá, Medellín e Cartagena. Os passageiros que desembarcarem na Colômbia deverão manter isolamento de 14 dias em seus locais de destino, sejam residências ou hotéis. “O isolamento preventivo é adotado para proteger a saúde coletiva”, disse Duque. Seu ministro da Saúde, Fernando Ruiz, foi mais taxativo: “Se não puderem arcar com o isolamento, as autoridades sanitárias recomendam não visitar a Colômbia”. As autoridades estudam novas medidas que afetarão os eventos maciços e as aglomerações humanas. Na semana passada, após uma decisão do Executivo, o Banco Interamericano de Desenvolvimento decidiu adiar para setembro sua assembleia anual, originalmente programada para 18 a 22 de março em Barranquilla, a principal cidade colombiana na costa do Caribe.

O Peru, por sua vez, adotou essas mesmas restrições na manhã de quarta. Com 15 contágios confirmados, o presidente Martín Vizcarra determinou o “isolamento domiciliar preventivo” por 14 dias de todas as pessoas que cheguem ao Peru procedentes da Itália, Espanha, França e China. Em um decreto, o Governo peruano emitiu uma declaração de emergência sanitária pelos próximos 90 dias. Entre as medidas tomadas destaca-se o adiamento por duas semanas do início do ano letivo, originalmente programado para 16 de março. Para proteger os cidadãos, a Universidade Nacional Maior de São Marcos, instituição pública mais importante do país, divulgou um vídeo informativo em quéchua, a língua indígena predominante no Peru.

A Argentina, o único país da América Latina com um morto confirmado (um homem de 64 anos que chegou da França), elevou para 21 o seu número de contagiados. Nesta quarta-feira, diante da declaração de pandemia global feita pela Organização Mundial da Saúde, o presidente Alberto Fernández anunciou que prepara um decreto para declarar a obrigatoriedade das quarentenas, sob ameaça de algum tipo de sanção penal. “A pessoa que cumpre essa quarentena de 14 dias depois de viajar tem a obrigação de se fechar solitariamente em sua casa. Não será algo voluntário, como até agora. Se não cumprir, estará incorrendo em um delito, que é o delito de pôr à saúde pública em risco”, disse Fernández, embora a imposição de penas seja uma atribuição do Congresso, que o presidente não pode impor por decreto. Até agora, as medidas oficiais se limitam a controles extraordinários nos voos procedentes da Itália, Espanha, Alemanha, França, China, Coreia do Sul, Japão e Irã, além da recomendação de quarentenas voluntárias às pessoas que tenham visitado os países de risco.

O Chile tomou medidas na terça-feira, quando o Governo de Sebastián Piñera decidiu qualificar como “viajantes de alto risco” aqueles que cheguem da Espanha e Itália, impondo-lhes também uma quarentena de 14 dias. O Governo chileno já tinha determinado, desde o dia 6, que os passageiros que cheguem por ar, mar ou terra assinem uma declaração jurada onde devem informar sobre os países que visitaram nos últimos 30 dias —com menção especial à China—, se tiveram contato com pessoas doentes, se sofreram algum dos sintomas associados à doença e sua direção de hospedagem durante sua estadia em território chileno. Com 23 casos confirmados, todos importados e com maior presença na capital, ainda não há restrição a grandes eventos. No final de março, o Chile deve acolher o festival Lollapalooza, que reúne mais de 200.000 pessoas e 100 artistas durante três dias em Santiago.

A decisão de controlar os passos dos viajantes começou em El Salvador, onde o Governo de Nayib Bukele proibiu desde 22 de janeiro a entrada de viajantes procedentes da China e Irã. A restrição foi depois ampliada para quem viesse da Coreia do Sul e Itália. Nesta quarta, o Governo salvadorenho subiu mais um degrau em sua tentativa de frear a epidemia antes de sua entrada no país e declarou uma quarentena nacional por 21 dias. Durante essas três semanas, estrangeiros estão proibidos de entrar em El Salvador, e todas as instituições educativas estarão fechadas. A Guatemala, que por enquanto não tem casos confirmados, também seguiu esse exemplo e proibirá a entrada dos cidadãos europeus a partir desta quinta-feira, além de confinar obrigatoriamente por duas semanas qualquer cidadão guatemalteco que retorne da Europa.

Na Bolívia, as autoridades sanitárias confirmaram dois casos de contágio na terça-feira passada. Trata-se de duas mulheres maiores de 60 anos procedentes da Itália. Apesar do reduzido número de casos, a população boliviana reagiu com temor perante a possibilidade da propagação do vírus. O Governo de transição declarou emergência nacional nesta quarta-feira e pediu aos cidadãos que se submetam a “isolamento voluntário” caso tenham passado por algum país que enfrenta a epidemia.

Em Santa Cruz, cidade do leste da Bolívia onde reside uma das mulheres contagiadas, os funcionários de quatro hospitais impediram que ela fosse internada, numa espécie de motim do qual também participaram alguns moradores destes centros de saúde. A mulher, de 60 anos, acabou sendo internada em repartições públicas da cidade à espera que as autoridades possam transferi-la para algum hospital. Em Oruro, cidade do oeste do país onde surgiu o segundo caso, as aulas foram suspensas mesmo sem consulta prévia ao Ministério de Educação, que depois revogou a medida. Em Yacuiba, na fronteira com a Argentina, os moradores bloquearam a estrada para exigir um controle dos viajantes provenientes do país vizinho, onde a enfermidade está mais difundida.

Fonte: El País

 

Por Blog do BG

Argentina suspende voos de Europa, EUA e China

A Argentina resolveu nesta quinta-feira, 12, suspender por 30 dias voos internacionais provenientes das zonas mais afetadas pelo novo coronavírus. No país vizinho ao Brasil, já houve uma morte no último fim de semana, a primeira da América Latina, e três registros de transmissão local. O governo também declarou emergência sanitária por um ano, apesar de não terem sido suspensas as aulas em nível nacional.

Um decreto do presidente Alberto Fernández foi divulgado pela imprensa local. Com a nova medida, ficam suspensos os pedidos de admissão como residentes temporários de estrangeiros que se encontrem fora do país e venham da União Europeia, China, Coreia do Sul, Irã, Japão, Estados Unidos e Grã-Bretanha. A regra inclui imigrantes, atletas, cientistas, estudantes artistas e religiosos. No total, a Argentina já tem 31 infectados pela doença.
Jujuy e Misiones, províncias no norte do país, já suspenderam as aulas. En Chaco, no nordeste argentino, onde foram registrados os casos de contágio local, quatro locais a 400 quilômetros da fronteira do Paraguai ficaram isolados desde quarta-feira, 11 de forma preventiva, até a liberação de resultado de 18 amostras estudadas.

TRIBUNA DO NORTE

ATUALIZADO: Disney fecha todos os seus parques nos EUA e suspende cruzeiros

Imagem: divulgação

Disney anunciou nesta quinta-feira (12) o fechamento de todos os complexos turísticos da marca nos Estados Unidos — a Disneyland, na Califórnia, e o Walt Disney World, na Flórida. A medida tomada para conter o novo coronavírus vale a partir deste domingo e vai durar até o fim de março.

Além dos parques, a Disney suspendeu todas as novas partidas do cruzeiro Disney Cruise Line a partir deste sábado.

Fora dos Estados Unidos, a marca também fechou a Disneyland Paris Resort, na região metropolitana da capital da França. Parques em Xangai e Hong Kong já estavam fechados desde o início da crise do novo coronavírus.

Fonte: Blog do BG

 

 

NACIONAIS

Bolsonaro espera resultado de exame

Bolsonaro usou máscara durante transmissão em rede social nesta quinta (12) — Foto: Reprodução / Facebook

Bolsonaro usou máscara durante transmissão em rede social nesta quinta (12) — Foto: Reprodução / Facebook

Jair Bolsonaro usou máscara em uma transmissão que fez no início da noite de ontem por uma rede social. Ele estava acompanhado do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e de uma intérprete de libras, ambos também de máscaras. Após viajar com o secretário de comunicação Fabio Wajngarten, que contraiu coronavírus – e está em isolamento domiciliar -, o presidente fez exame e espera pelo resultado.

Wajngarten integrou a comitiva presidencial que viajou para os Estados Unidos na semana passada. Ele teve contato com o presidente norte-americano Donald Trump. Devido ao teste positivo de Wajngarten, os integrantes da comitiva – inclusive Bolsonaro, a primeira-dama Michelle e familiares do presidente – se submeteram ao teste para identificação do coronavírus.

Governo antecipa 13º dos aposentados

O Ministério da Economia anunciou cinco medidas para reduzir o impacto da epidemia do novo coronavírus no país, entre elas a antecipação, para abril, a primeira parcela (metade) do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS. Demais medidas:

  • Prova de vida suspensa por 120 dias
  • Reduzir juros do consignado do INSS
  • Preferência tarifária: o Brasil poderá reduzir impostos de importação para produtos médico-hospitalares, de modo a garantir o abastecimento nacional
  • Desembaraço aduaneiro: rapidez na liberação de produtos médico-hospitalares

O Assunto

Coronavírus no Brasil: como se proteger e o que esperar com o avanço da doença? A perspectiva é de que as confirmações cresçam exponencialmente no Brasil nos próximos dias. Quais as medidas de prevenção? Faz sentido cancelar eventos e aulas? Qual o impacto social disso? Para responder a estas e outras perguntas, Renata Lo Prete conversa com Marco Antônio Safadi, presidente do departamento de infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ouça:

Coranavírus e a economia por aqui

Brasil caminha para o 4º ano seguido de crescimento fraco

Brasil caminha para o 4º ano seguido de crescimento fraco

Se as projeções se confirmarem, será o quarto ano de crescimento do Brasil na casa de 1% – um desempenho bastante fraco depois uma recessão tão forte como a que ocorreu no biênio 2015 e 2016.

  • Estamos a caminho de uma bela desaceleração, diz ex-presidente do BC
  • Coronavírus vai provocar um choque mundial, diz Monica De Bolle
  • Cenário de reformas no Brasil está mais adverso neste início de ano, diz Silvia Matos

Série de vídeos

teste 01 selo coronavírus — Foto: Guilherme Gomes/G1

teste 01 selo coronavírus — Foto: Guilherme Gomes/G1

‘G1 lança série de vídeos com dúvidas sobre o coronavírus. Veja no G1 e no Globoplay. Infectologistas esclarecem dúvidas sobre a doença: sintomas, tratamento, uso de máscara, lavagem de mãos, letalidade e recomendações para empresas e funcionários, por exemplo. Série continuará sendo atualizada ao longo da pandemia.

Cuidados

Um ano do massacre de Suzano

Mensagem em fórum na deep web — Foto: TV Globo/Reprodução

Mensagem em fórum na deep web — Foto: TV Globo/Reprodução

Após um ano, MP investiga grupo criminoso suspeito de idealizar, estimular e comemorar massacre de Suzano na ‘deep web’. Promotoria identificou cerca de dez suspeitos nas cidades de São Paulo, Franca e Rio de Janeiro. Eles são suspeitos de incitarem criminosos a cometer chacina que deixou 8 mortos em 2019. Os 2 assassinos se mataram.

Caso Boate Kiss

Como está a boate Kiss atualmente. — Foto: Reprodução / RBS TV

Como está a boate Kiss atualmente. — Foto: Reprodução / RBS TV

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogerio Schietti Cruz suspendeu o julgamento de um dos acusados pelas mortes no incêndio da Boate Kiss, ocorrido em 2013. A sessão do tribunal do júri estava marcada para segunda-feira (16), na cidade de Santa Maria (RS), local da tragédia. Iria ao banco dos réus o produtor da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilho Leão. A tragédia deixou 242 mortos e 636 feridos.

Imposto de Renda

selo feed Imposto de Renda 2020 — Foto: Arte G1

selo feed Imposto de Renda 2020 — Foto: Arte G1

Com mais um ano sem correção sequer da inflação do ano anterior, a tabela do Imposto de Renda passou a acumular em 2020 uma defasagem de mais de 100%. Entenda e veja impactos dessa defasagem.

Cinema

Talitha Eliana Bateman em cena de 'A hora da sua morte' — Foto: Divulgação

Talitha Eliana Bateman em cena de ‘A hora da sua morte’ — Foto: Divulgação

Na sexta-feira 13, veja filmes de terror e suspense em cartaz nos cinemas brasileiros. Lista de seis produções indicadas para quem gosta dos gêneros conta com ‘O homem invisível’ e ‘A maldição do espelho’. Assista aos trailers e saiba mais sobre as opções para tomar sustos nos cinemas.

Previsão do tempo

Saiba como fica o tempo na sexta-feira (13)

Saiba como fica o tempo na sexta-feira (13)

Fonte: G1

Para 36,2% dos Brasileiros, o Brasil estaria melhor se o governo fosse militar

Levantamento exclusivo nacional realizado pelo Paraná Pesquisa para o site Diário do Poder e para esta coluna mostra que 36,2% da população acreditam que o Brasil estaria melhor se fosse governado por militares. São 32,7% os que acreditam que um governo militar seria pior, e para 24,4% tudo estaria igual; 6,7% não souberam ou não quiseram responder. A margem de erro é de 2% para mais ou menos.

Nas regiões Norte e Centro-Oeste, há uma preferência maior (43,5%) por governo militar. No Nordeste, cai para 39% do total.

A região Sudeste é a única onde a maioria acredita que o Brasil estaria pior sob governo militar: 35,8%. Mas para 31,9% seria melhor.

O quadro se inverte também entre formados no ensino superior: 40,2% condenam um governo militar, enquanto 30,1% sonham com isso.

O Paraná Pesquisa entrevistou 2.010 pessoas em 162 municípios dos 26 estados e DF, entre 5 e 9 de março de 2020.

Cláudio Humberto

 

PANCADA: Plano de Guedes tem ‘quase nada’ para combater crise do coronavírus, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirma que a agenda dos próximos 45 dias será focada no combate aos efeitos econômicos do coronavírus. Na sua opinião, o governo tem de apresentar medidas de curto prazo para discussão. Segundo ele, a ausência disso incomodou deputados e senadores que se reuniram com o ministro Paulo Guedes (Economia) na quarta (11).

“Guedes não tinha uma coisa organizada ou não quis falar. Se olhar os projetos, tem pouca coisa que impacte a agenda de curto prazo ou quase nada”, disse.

Maia recebeu a Folha nesta quinta (12) na residência oficial da presidência da Câmara.

As propostas econômicas em andamento no Congresso, listadas por Guedes em ofício enviado aos parlamentares na terça (10), segundo o deputado, não resolvem a turbulência dos próximos meses.

Para Maia, a reforma administrativa, ainda a ser enviada pelo governo, não é uma solução no momento.

“A reforma administrativa estar atrasada incomodava até 15 dias atrás”, afirmou.

O presidente da Câmara disse ainda que terá sido “medíocre” se Guedes pensou em transferir a responsabilidade para os deputados sobre a solução da crise ao ter cobrado a votação da agenda. “Não posso acreditar que um homem de 70 anos, com a experiência dele, tenha mandado isso com essa intenção. A crise é tão grande que a gente não tem direito de imaginar que o ministro da Economia de uma das maiores economias do mundo possa ter pensado de forma tão medíocre.”

Para ler a entrevista é só clicar aqui: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/03/plano-de-guedes-tem-quase-nada-para-combater-crise-do-coronavirus-diz-maia.shtml

FOLHAPRESS

 

INSS vai suspender prova de vida por causa de coronavírus para evitar ida às agências

Imagem: divulgação

O INSS vai suspender a exigência da prova de vida dos beneficiários para evitar ida às agências bancárias num momento de avanço do novo coronavírus no Brasil, antecipou ao Estadão/Broadcast o presidente do órgão, Leonardo Rolim. A medida valerá também para segurados que fazem o agendamento domiciliar do procedimento.

“Vamos suspender a exigência até Ministério da Saúde nos orientar que não cabe mais (a suspensão). O que pudermos fazer para evitar o deslocamento (do beneficiário) vamos fazer”, disse.

O INSS também já está discutindo a operacionalização da concessão do auxílio-doença para segurados da Previdência que já testaram positivo para o coronavírus e precisarão ficar em isolamento. O mais provável, segundo Rolim, é que eles sejam dispensados da perícia médica, justamente para evitar o alastramento da infecção.

As medidas estão sendo discutidas sob orientação do Ministério da Saúde. O INSS ainda aguarda outras diretrizes para decidir sobre outras questões, como funcionamento de agências. Uma reunião será realizada amanhã sobre esses temas.

A prova de vida é feita pelo segurado a cada 12 meses para comprovar que ele está vivo. Esse procedimento é obrigatório para que o benefício continue sendo pago. A prova de vida é feita na agência bancária. Em casos de impossibilidade de locomoção ou se o segurado tiver mais de 80 anos, o procedimento pode ser feito em seu domicílio por um servidor do INSS.

Segundo Rolim, o objetivo com a medida é evitar risco de ampliar a contaminação. Ele lembra que muitos dos segurados que precisam de atendimento presencial são idosos – grupo de risco para infecção pelo coronavírus.

O objetivo, informou o presidente, é orientar a população para evitar idas desnecessárias às agências bancárias e do próprio INSS.

Em relação ao auxílio-doença, Rolim destacou que o número de casos no Brasil é baixo, mas que o órgão precisa estar preparado para responder de forma adequada a qualquer eventual demanda. Por isso, o INSS deve traçar um roteiro de procedimentos para a concessão do benefício nos casos de coronavírus.

Hoje a concessão de auxílio-doença, bem como sua renovação, precisa de perícia médica. O mais provável é que os casos confirmados da nova doença, classificada como pandemia pela Organização Mundial da Saúde, sejam dispensados dessa etapa justamente para não elevar o risco para o restante da população.

Nova Previdência

O INSS deve começar a conceder os pedidos de aposentadoria por idade e por tempo de contribuição feitos sob as novas regras da reforma da Previdência a partir do início de abril, informou Rolim.

Segundo ele, em torno de dois terços dos benefícios já estão sendo concedidos normalmente. As aposentadorias por tempo de contribuição e por idade correspondem ao um terço que ainda aguardava a atualização do sistema do INSS para o cálculo do benefício.

Além do sistema, o órgão ainda trabalha para reduzir a fila de espera do INSS. A fila encerrou o mês de fevereiro com 1,848 milhão de pedidos, sendo 1,206 milhão deles sem análise há mais de 45 dias. No mês passado, a espera caiu em 173 mil benefícios. “A gente precisa acelerar, e acelerar muito”, afirmou Rolim.

No início do ano, com a explosão das reclamações, o governo decidiu liberar contratações emergenciais de militares inativos e servidores públicos aposentados para ampliar a força-tarefa.

O INSS também pretende ampliar, nos próximos 60 dias, a capacidade da rede de internet do órgão e, até o fim do ano, modernizar seu parque tecnológico. A expectativa é que a troca de computadores ajude a dar agilidade, ampliando em mais de 20% a produtividade dos servidores.

Segundo o presidente do órgão, funcionários que já atuam em sistema de teletrabalho e usam equipamento próprio costumam ter produtividade maior que os servidores que trabalham nas dependências do INSS, o que sugere a margem de ganho com o investimento.

Estadão Conteúdo

 

LOCAIS

Álvaro confirma que avisou ao MDB que vai pedir desfiliação e buscar uma nova legenda para a reeleição

Conforme esse blog vinha informando aqui nesse espaço e no programa MEIO DIA RN na 96FM desde o início do ano, o prefeito Álvaro Dias informou ao MDB, partido que praticamente militou sua vida política toda, que vai deixar as fileiras da legenda para se filiar a outro para buscar sua reeleição.

A Tribuna do Norte destacou nessa sexta que o chefe do Executivo municipal chegou de Brasília, na tarde de ontem e informou que até a terça-feira (17)   anuncia a qual legenda vai se filiar, a fim de disputar à reeleição em 04 de outubro, sinalizando que é um partido “de natureza moderada”, conforme o seu perfil político “e que ajude administrar a cidade”.

 

Dois postos próximos são assaltados na Hermes da Fonseca em menos de 30 minutos

Um leitor do BG nos informou que bandidos praticaram assaltos em dois postos de combustíveis localizados na avenida Hermes da Fonseca, nas proximidades da Escola Doméstica durante a noite de quinta-feira, 12. Os postos que foram alvos dos assaltos são o Posto Cirne e o Posto Natal II.

Armados com pistolas, os dois elementos renderam os frentistas e levaram todo o dinheiro que estava com eles. Também roubaram pertences de clientes que se encontravam nos estabelecimentos. Após os atos, os dois assaltantes saíam caminhando normalmente como se nada tivesse acontecido.

“Por muito pouco não entrei no samba, quando parei os dois estavam saindo com o dinheiro andando normalmente e o frentista do posto vizinho informando que eles tinham feito o mesmo lá” relatou nosso leitor.

 

Confirmado primeiro caso de Coronavírus em Natal

A Secretaria de Estado da Saúde Pública e a Secretaria Municipal de Saúde de Natal confirmam, na noite desta quinta-feira (12/03), o primeiro caso importado do novo Coronavírus (COVID-19) no Rio Grande do Norte.

Trata-se de paciente com histórico de viagem à Europa (França, Itália e Áustria), de 24 anos do sexo feminino. A referida paciente passa bem e está seguindo as recomendações de isolamento preconizadas em Natal, onde reside. As análises laboratoriais foram realizadas pelo Instituto Evandro Chagas, no Pará, referência nacional para os exames do covid-19.

Importante destacar que a paciente foi contaminada na Europa, ou seja, ainda não temos transmissão local no RN – quando ocorre de pessoa a pessoa. A paciente começou a manifestar os sintomas da doença ao retornar ao Estado, quando procurou assistência médica. Desde a notificação, todas as medidas de controle e prevenção da doença vêm sendo tomadas pelas Secretarias de Estado e Secretaria Municipal de Saúde de Natal.

As Secretarias reforçam a necessidade da população manter as medidas de higiene que protegem não só para o covid-19, mas para diversos vírus de transmissão respiratória que circulam em nosso território, como sarampo e a influenza. Os potiguares também devem ficar atentos às informações oficiais, evitando propagar fake News.

Por fim, A Sesap-RN e a SMS Natal reafirmam que este não é um momento para pânico. O Estado vem intensificando a articulação com os municípios para operacionalizar o plano de contingências que prevê a ampliação das ações assistenciais, de vigilância e de educação em saúde. Trabalhando arduamente para atender os casos suspeitos por covid-19 independente de confirmação, buscando, assim, evitar novos adoecimentos.

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Estado não é obrigado a fornecer medicamentos de alto custo não registrados na lista do SUS

Foto: reprodução

O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (11) que o Estado não é obrigado a fornecer medicamentos de alto custo solicitados judicialmente, quando não estiverem previstos na relação do Programa de Dispensação de Medicamentos em Caráter Excepcional, do Sistema Único de Saúde (SUS). As situações excepcionais ainda serão definidas na formulação da tese de repercussão geral (Tema 6). A decisão, tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 566471, atinge mais de 42 mil processos sobre mesmo tema.

O caso concreto diz respeito à recusa do Estado do Rio Grande do Norte de fornecer citrato de sildenafila para o tratamento de cardiomiopatia isquêmica e hipertensão arterial pulmonar de uma senhora idosa e carente, com fundamento no alto custo do medicamento e na ausência de previsão de fornecimento no programa estatal de dispensação de medicamentos. A paciente acionou a Justiça para pleitear que o estado fosse obrigado a fornecer o remédio. O juízo de primeiro grau determinou a obrigação do fornecimento, decisão que foi confirmada pelo Tribunal de Justiça estadual.

Corrente vencedora

A maioria dos ministros – oito votos no total – desproveu o recurso tendo como condutor o voto do relator, ministro Marco Aurélio, proferido em setembro de 2016. A vertente vencedora entendeu que, nos casos de remédios de alto custo não disponíveis no sistema, o Estado pode ser obrigado a fornecê-los, desde que comprovadas a extrema necessidade do medicamento e a incapacidade financeira do paciente e de sua família para sua aquisição. O entendimento também considera que o Estado não pode ser obrigado a fornecer fármacos não registrados na agência reguladora.

O ministro Edson Fachin abriu divergência e votou em favor do fornecimento imediato do medicamento solicitado, tendo em vista que, durante o trâmite do processo, ele foi registrado e incluído na política de assistência à saúde. O julgamento, na ocasião, foi interrompido por pedido de vista do ministro Teori Zavascki (falecido), sucedido pelo ministro Alexandre Moraes.

Excesso de judicialização

Na sessão de hoje, o ministro Alexandre acompanhou o relator. No seu entendimento, o excesso de judicialização da saúde tem prejudicado políticas públicas, pois decisões judiciais favoráveis a poucas pessoas, por mais importantes que sejam seus problemas, comprometem o orçamento total destinado a milhões de pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). “Não há mágica orçamentária e não há nenhum país do mundo que garanta acesso a todos os medicamentos e tratamentos de forma generalizada”, afirmou.

Também votaram na sessão de hoje as ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia e os ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Todos acompanharam o entendimento do relator pelo desprovimento do recurso. Em seus votos, eles salientaram que, em caráter excepcional, é possível a concessão de medicamentos não registrados na lista da Anvisa. Nesse sentido, fizeram a ponderação entre diversos argumentos, como as garantias constitucionais (entre elas a concretização dos direitos fundamentais, o direito à vida e à dignidade da pessoa humana), o limite do financeiramente possível aos entes federados, tendo em vistas restrições orçamentárias, o desrespeito às filas já existentes e o prejuízo a outros interesses idênticos.

Todos os ministros apontaram condicionantes em seus votos, que serão analisadas na produção da tese de repercussão geral.

Via STF

 

Gargalheiras volta a abastecer Currais Novos junto com Açude Dourado

Foto: Assecom/Caern

Após quase cinco anos de escassez hídrica no interior do Estado, o reservatório Marechal Dutra (açude Gargalheiras) voltou a abastecer a cidade de Currais Novos, complementando a água fornecida pelo Açude Dourado, além de continuar a abastecer a cidade de Acari.

Ambos os mananciais tiveram uma recarga importante na última semana: o Gargalheiras saiu do volume morto e praticamente seco para quase 14,61% de sua capacidade, segundo o boletim mais recente do Instituto de Gestão das Águas (Igarn), enquanto o Dourado passou de 2% para seu volume total de armazenamento, atingindo a sangria.

Com este cenário positivo, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) retomou o fornecimento de água pelo Gargalheiras para Currais Novos, o que não interfere no abastecimento de Acari, que continuará a receber água com a mesma vazão.

Essa gestão na distribuição da água disponível também vai amenizar o impacto da seca em Currais Novos, que atualmente funciona em um sistema de rodízio quinzenal, dividindo a cidade em dois setores. Atualmente, a Companhia está captando para Currais Novos, 200 metros cúbicos de água, o equivalente a 200 mil litros de água, por hora (200m³/h) durante 24 horas, e completando com 120 a 150 mil litros de água (m3/h) do Gargalheiras, por aproximadamente 10 horas por dia.

Fonte: Blog do BG

 

Por G1 RN

12/03/2020 17h26  Atualizado há 13 horas


Escola de Governo do RN funciona dentro do Centro Administrativo do Estado — Foto: Governo do RN

Escola de Governo do RN funciona dentro do Centro Administrativo do Estado — Foto: Governo do RN

O Governo do RN marcou uma reunião para a próxima segunda-feira (16) com todos os prefeitos e secretários municipais de saúde para discutir ações de prevenção e combate ao novo coronavírus no Rio Grande do Norte. A reunião acontece às 15h na Escola de Governo.

Estarão presentes na reunião também um equipe da Secretaria Estadual de Saúde e representantes do Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Além disso, foram convidados para o compromisso ainda representantes de igrejas, federações patronais e centrais sindicais.

Segundo o secretário-chefe do Gabinete Civil, Raimundo Alves, o Executivo já está seguindo o protocolo da Organização Mundial de Saúde (OMS) – que declarou pandemia da doença – e do Ministério da Saúde em relação às medidas de prevenção ao novo coronavírus.

De acordo com Alves, dentre os procedimentos adotados está o “Plano de contingência estadual para infecção pelo novo coronavírus”, protocolo clínico e de tratamento que vai fundamentar as ações do estado.

O Rio Grande do Norte não teve nenhum caso confirmado do novo coronavírus até o momento. O último boletim epidemiológico da doença registrou 14 casos suspeitos. Os casos só são oficialmente reconhecidos como suspeitos após confirmação do Ministério da Saúde, o que ainda não ocorreu com todos. Os números divulgados pelas secretarias estaduais e pelo MS não são necessariamente iguais, já que os órgãos têm horários e procedimentos distintos para apresentação de seus boletins.

Cemadem considera “moderada” possibilidade de inundação no RN

Previsão é para onde já apresenta acumulado de chuva significativo nas ultimas 24 horas

Por Redação – Publicado em 12/03/2020 às 17:09

Reprodução

Análise é para região norte e leste do estado

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considerou moderada a possibilidade de inundação e/ou enxurrada nas regiões norte e leste do Rio Grande do Norte para esta sexta-feira (13).

Mesorregiões Brasileiras com possibilida …Fonte: Agora RN

 

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