PRIMEIRAS NOTÍCIAS DO DIA 01 DE JUNHO DE 2020 NO G1

Por G1

 

Protestos antirracistas se espalham por mais de 20 estados dos EUA. A escalada de tensão aumentou no final de semana e mais de 40 cidades estão sob toque de recolher por causa das manifestações após a morte de George Floyd, um cidadão negro, por um policial branco. O Brasil ultrapassa a marca de meio milhão de casos de coronavírus, e já são quase 30 mil mortes no país. No estado de SP, começa hoje o relaxamento das regras de isolamento social. O podcast O Assunto conta a história da refugiada síria que fugiu da guerra e morreu de Covid no Brasil. E os criminosos mais procurados do país que tiveram o auxílio de R$ 600 liberado, enquanto muitos trabalhadores não têm o que comer.

Fúria nos EUA

Protesto contra racismo em Washington — Foto: AP Photo/Alex BrandonProtesto contra racismo em Washington

Manifestações antirracistas chegaram a pelo menos 75 cidades de 20 estados dos EUA no final de semana, e a agressividade entre policiais e manifestantes também aumentou. Até a madrugada de hoje, 5 pessoas morreram desde o início dos protestos, após o assassinato do ex-segurança George Floyd, um homem negro morto por um policial branco, há uma semana.

No fim da noite de domingo, o clima ficou tenso nas proximidades da Casa Branca, em Washington. A capital americana é uma das 40 cidades que decretaram toque de recolher para conter a onda de fúria no país. O enredo dos protestos tem sido sempre o mesmo: começam pacificamente e, ao anoitecer, há cenas de violência, com viaturas da polícia incendiadas, quebra-quebra, brigas e saques.

Em Minneapolis, onde Floyd foi morto e os atos começaram, um caminhão avançou sobre os manifestantes. Ninguém ficou ferido.

‘Vidas negras importam’

Protesto contra operações violentas em favelas é feita em frente à sede do governo do RJProtesto contra operações violentas em favelas é feita em frente à sede do governo do RJ

Aqui no Brasil, houve protesto em frente à sede do governo do Rio de Janeiro. O ato, chamado de “Vidas Negras Importam”, foi contra operações violentas em favelas. Manifestantes lembraram o menino joão pedro, de 14 anos, morto em casa na comunidade de São Gonçalo, região metropolitana do Rio, há 2 semanas.

A manifestação foi encerrada pacificamente, mas a polícia lançou bombas de efeito moral e fez disparos de balas de borracha pra dispersar pessoas que ainda chegavam ao local. Houve correria, alguns manifestantes reagiram com pedras e um homem foi detido.

Pró e anti-Bolsonaro

Manifestação a favor da democracia termina em confronto com a polícia em São PauloManifestação a favor da democracia termina em confronto com a polícia em São Paulo

Um ato a favor da democracia na Avenida Paulista, em São Paulo, começou pacífico e terminou em confronto com a polícia após encontrar com grupo de manifestantes pró-Bolsonaro.

A manifestação pró-democracia foi organizada por integrantes de torcidas de futebol e aconteceu no mesmo horário e local de outro ato, de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

A PM apura se a presença uma bandeira usada por neonazistas no ato pró-governo foi o estopim da confusão. Um vídeo nas redes sociais mostra uma apoiadora de Bolsonaro com um taco de beisebol na mão sendo levada por um policial para longe dos manifestantes do outro grupo.

Em brasília, apoiadores de Bolsonaro fizeram uma nova manifestação na esplanada dos Ministérios. O presidente participou, como tem feito sempre aos domingos, e houve aglomeração. O protesto tinha faixas pedindo fechamento do STF, do Congresso e intervenção militar, medidas inconstitucionais.

Avanço da pandemia

Brasil ultrapassa a marca de meio milhão de casos confirmados de Covid-19Brasil ultrapassa a marca de meio milhão de casos confirmados de Covid-19

O Brasil ultrapassou a marca de meio milhão de casos confirmados de coronavírus, menos 100 dias após a confirmação do primeiro paciente. Segundo o Ministério da Saúde, são 514.849 infecções pela Covid-19 no país. As mortes chegaram a 29.314, e o Brasil passou a França no número de vítimas e se tornou o 4º país do mundo com mais óbitos.

Reabertura em SP

Mais 2,5 mil novos casos foram confirmados ontem no estado de SP, que começa hoje a flexibilizar as regras de isolamento social. A retomada econômica vai depender da situação de cada cidade em relação à taxa de ocupação dos hospitais e a redução do número de casos. Na capital paulista, a quarentena foi prorrogada até 15 de junho, e a abertura de atividades só será liberada após apresentação à Prefeitura de propostas dos setores econômicos.

O Assunto

O podcast O Assunto chegou hoje ao episódio #200, que conta a história de Khadouj Makhzoumde, uma refugiada síria de 55 anos que foi trazida pelo filho para o Brasil e morreu de Covid-19. Um relato emocionante de um filho que salvou a mãe da guerra, mas foi vencido na batalha contra a pandemia. Ouça:

Exclusivo Fantástico

Exclusivo: 11 dos 22 criminosos mais procurados do Brasil têm auxílio emergencial liberado

Exclusivo: 11 dos 22 criminosos mais procurados do Brasil têm auxílio emergencial liberado

O Fantástico teve acesso a um levantamento exclusivo que revela que mais de 27 mil foragidos, em todo o Brasil, tiveram o auxilio emergencial de R$ 600 aprovado durante a pandemia. Entre eles, estão 11 dos 22 criminosos mais procurados do país.

Do outro lado dessa história, está quem – comprovadamente – tem direito ao benefício, e mesmo assim, teve o cadastro recusado. “Sem esse dinheiro, eu não consigo fazer nada. Até pra comprar as coisas pros meus filhos está difícil”, conta Karine Souza Oliveira, de Minas Gerais.

O Tribunal de Contas da União deu um prazo de 48 horas para o governo se manifestar sobre problemas na concessão do auxílio emergencial. O TCU quer explicações sobre dificuldades de acesso às bases de informações da Receita, para definir quem tem direito ao benefício.

Inquérito das fake news

Canais do YouTube de investigados no inquérito das fake news por ataques ao STF foram financiados com verbas publicitárias de empresas estatais, segundo levantamento do jornal ‘O Globo’. Os dados, obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, revelam que, “ao todo, mais de 28 mil anúncios da Petrobras e da Eletrobras foram veiculados nesses canais entre janeiro de 2017 e julho de 2019, antes e durante o governo Bolsonaro”.

Morre Nicolau dos Santos Neto

ex-juiz Nicolau dos Santos Neto morreu ontem, aos 91 anos, em São Paulo. Estava internado com pneumonia e suspeita de Covid-19. Ele ficou conhecido em 1998 no caso do superfaturamento na construção da sede do Fórum Trabalhista de São Paulo, na Barra Funda. Ele foi condenado em 2006 a 26 anos e 6 meses de prisão, de onde saiu no ano passado ao receber indulto por ter problemas de saúde.

Curtas e Rápidas:

Fonte: G1
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SÃO PAULO É REPROVADA EM PROTOCOLO DA OMS PARA REABRIR ECONOMIA

São Paulo só atende 2 de 6 critérios recomendados pela OMS para reabrir

Estadão Conteúdo

31 de Maio de 2020 às 08:33

O Monumento às Bandeiras, na zona sul de São Paulo, com máscaras de proteçãoO Monumento às Bandeiras, na zona sul de São Paulo, com máscaras de proteção

Embora a Prefeitura de São Paulo tenha anunciado que passará, a partir de segunda-feira, a receber propostas de representantes do setor privado para liberar parcialmente a retomada das atividades comerciais, a capital paulista só atende a dois de seis critérios recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para iniciar um processo de relaxamento do distanciamento social, segundo um relatório da própria Prefeitura, publicado na última sexta-feira.

De acordo com o quatro Relatório Situacional da Covid-19, no momento, “impedir a escalada da transmissão e atingir a estabilidade com transmissão de baixo nível ou próxima de zero deve ser a prioridade”. O texto, elaborado por técnicos da Secretaria Municipal da Saúde, destaca ainda o distanciamento social como medida que “tem possibilitado ao poder público municipal ampliar sua capacidade de atenção de forma ordenada e efetiva”.

O documento cita outro relatório, Covid-19 Strategy Update, elaborado pela OMS e publicado em 14 de abril, que contém parâmetros a serem considerados em uma transição e relaxamento gradual das medidas de distanciamento.

Os requisitos já cumpridos pela cidade são: ter capacidade de detectar e tratar novos casos, sobretudo os graves, e adotar medidas de prevenção em locais de trabalho. “Isso inclui medidas de distanciamento social, orientações de higiene e de etiqueta respiratória, e, quando possível, monitoramento da temperatura”, afirmam os técnicos que fizeram o relatório.

Já entre os critérios que ainda não são atendidos para iniciar o processo, estão: o controle sobre a transmissão da doença, que seria observada caso o surgimento de novos casos fosse esporádico”, todos por contatos conhecidos ou importações”; a redução do risco de novos surtos, com maior controle sobre a prevenção à doença; controles sobre o surgimento de casos importados; e, por fim, conscientização da população: no novo cenário, a população deve estar consciente de que todo caso, grave ou não, deve resultar em isolamento do paciente.

O relatório faz ainda um balanço das ações adotadas pela Prefeitura até aqui e destaca que, antes da pandemia, a cidade possuía 507 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Agora há 1.007 leitos só para a covid-19. De acordo com o texto, todos os dias 45 novos pacientes com a doença requisitam leitos de UTI, em média. Na semana do dia 21 de março, a média era ainda maior: 55.

Por meio de nota, a secretaria da Saúde informou que as regra da OMS são recomendações, não determinações. “O município tem trabalhado com outros critérios, como redução da disseminação com atuação única no Brasil no controle da covid-19, com a presença de toda a rede básica e a rede hospitalar envolvida”.

Ainda segunda a nota, “o número de casos estão em forma decrescente de crescimento”. Além disso, a nota afirma que o governo do Estado “coloca (a cidade) em melhor situação dentro da região metropolitana.

Retomada

Neste sábado, 30, o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, afirmou que a cidade irá retomar, a partir de amanhã, consultas e cirurgias eletivas. “Mantivemos o funcionamento normal das consultas e também de cirurgias de cinco casos: os casos crônicos de diabete e cardiopatas, para recém-nascidos, para gestantes e vacinação. Fizemos a suspensão de pequenas cirurgias eletivas e também de algumas consultas. Mas já determinamos, a partir da semana que vem, que as consultam suspensas voltem a ser marcadas pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)”, afirmou.

Casos e mortes

Pelo terceiro dia consecutivo, o Estado de São Paulo, epicentro da pandemia de coronavírus no Brasil, registrou mais de 5.500 novos casos de infecção pela doença em 24 horas. Dados divulgados neste sábado pela Secretaria Estadual da Saúde mostram que o total de casos chegou a 107.142. O total de pessoas mortas aumentou de 7.275 para 7.532 de sexta-feira para este sábado, aumento de 257 casos. Os três maiores recordes de número de novos casos por dia da pandemia, desde março, foram atingidos, nesta quinta (6.382), sexta (5.691) e sábado.

A taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é estável: 71,6% no Estado e 83,1% na região metropolitana da capital, que recebeu autorização da gestão João Doria (PSDB) para iniciar planos de reabertura comercial.

Somente entre sexta-feira e este sábado, o coronavírus chegou em mais quatro cidades do Estado. Agora, são 525 cidades paulistas com registros da doença. “O número de pacientes internados é de 12.988, sendo 8.190 em enfermaria e 4.798 em unidades de terapia intensiva”, informa a secretaria. Parte das cidades do interior do Estado iniciará segunda-feira processos de reabertura econômica.

Índice

A taxa de isolamento social no Estado ficou em 47%, índice mais baixo do que o aferido na sexta-feira anterior, 22, quando ficou em 48%. No caso da capital, onde a queda também foi de um ponto porcentual em relação à sexta-feira passada, o índice ficou em 48%.

Fonte: CNN

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SOCORRISTAS DO SAMU OBSERVAM MUDANÇA DE PERFIL DOS PACIENTES COM COVID-19

A rotina sob pressão dentro de uma ambulância que carrega pacientes com covid-19

Socorristas do Samu acostumados a lidar com traumas veem mudança no perfil de pacientes durante a pandemia, que já deixou mais de meio milhão de infectados até este domingo

BEATRIZ JUCÁ

Santo André – 31 JUN 2020 – 20:37 BR

Paciente com suspeita de coronavírus é transferida para uma UPA de Santo André pelo Samu.Paciente com suspeita de coronavírus é transferida para uma UPA de Santo André pelo Samu

São duas horas da tarde de terça-feira, 26 de maio. A tranquilidade que tomava a base central do Samu de Santo André ―a quarta maior cidade de São Paulo― é quebrada por um chamado no rádio. “É covid”, grita um profissional que conversava com os companheiros na garagem. O enfermeiro Haroldo Guireli e o condutor Ricardo Vieira Lopes correm para se paramentar. Colocam máscara, gorro, luva e avental e logo seguem em uma ambulância básica para encontrar uma paciente de 37 anos que estava em uma clínica na qual costuma fazer hemodiálise, um tratamento para filtrar o sangue quando os rins não funcionam bem. A gravidade repassada pelo rádio não indicava necessidade de usar a estrutura mais sofisticada, com UTI móvel. Guireli e Vieira encontram a paciente cerca de meia hora depois do chamado no rádio, com um cateter de oxigênio e aparência cansada. Saturava a 87% quando o normal é acima de 95%. Eles entram na unidade de saúde com pressa, a envolvem numa estrutura que parece alumínio e a conectam em um pequeno cilindro de oxigênio para ajudá-la a respirar no trajeto. Logo depois a levam até a ambulância, onde voltam a avaliá-la. Observam a saturação, a temperatura e só então conseguem iniciar uma conversa difícil, entrecortada pelo cansaço dela e pelas barreiras impostas pela máscara especial, que protege os profissionais mas torna suas vozes pouco audíveis.

 

Aos poucos, eles vão descobrindo que a mulher havia ido à clínica sozinha, como costumava fazer rotineiramente. Não chegou sequer a fazer a sessão de hemodiálise, quando profissionais da saúde observavam que ela apresentava sintomas que poderiam ser da covid-19 e, diante de sua dificuldade para respirar, chamaram o Samu. Há dias, a paciente sentia febre e tosse seca, que vinha controlando com um antitérmico. Havia perdido paladar e olfato. “Está mais para positivo do que para negativo. Acho que é a covid-19”, diz o enfermeiro Guireli, de 51 anos, logo após deixá-la na unidade de pronto-atendimento onde faria novos exames para definir para qual hospital ela deveria ser encaminhada. Guireli atua no socorro há 22 anos. Começou como condutor no Resgate Voluntário de São Paulo, se formou enfermeiro e está na linha de frente da enfermagem do Samu há 10 anos. Acostumado a acompanhar principalmente casos de traumas, viu o perfil de seus pacientes mudar desde março ―quando a pandemia ganhou força no país. Santo André conta 2.330 casos confirmados e 130 mortes pela covid-19, uma pequena parte do que se vê no país, que neste domingo ultrapassou o meio milhão de casos, com 29.314 óbitos. Mas o município da Grande São Paulo viu aumentar em 20 vezes a busca de pacientes com sintomas gripais nos postos de saúde e nas unidades de pronto-atendimento nos últimos dois meses.

O reflexo dessa demanda é sentido também no Samu, onde os profissionais precisaram adaptar o seu ofício diário a uma nova nova realidade. Equipamentos de proteção, assim como a função de desinfectar a ambulância a cada retorno de uma ocorrência, foram adicionados à rotina. “A gente já passou pela H1N1, pela dengue, mas essa doença agora é diferente. Acho que entrou na cabeça de todo mundo que luva, máscara e avental é obrigatório. Não tem mais jeito de trabalhar sem”, diz Guireli.

O enfermeiro também precisou mudar o olhar sobre cada paciente em um exercício diário de tentar identificar uma doença ainda pouco conhecida e bastante agressiva em sua manifestação mais grave. Desde que novo coronavírus começou a se disseminar com velocidade pelo país, Guireli redobra a escuta e o olhar para identificar se há quaisquer sintomas de desconforto respiratório mesmo quando os chamados não envolvem diretamente a suspeita de covid-19. Isso faz parte de um processo de triagem que, para os profissionais do Samu, começa na rua para evitar que pacientes que possam estar infectados tenham qualquer contato com pessoas com outras doenças que procuram as unidades de saúde. “A gente passa a ter um ouvido mais afinado, a prestar mais atenção em detalhes clínicos que te norteiam, como a respiração e a temperatura”, conta o enfermeiro. Aprender a decifrar a doença nova ainda é um desafio na ponta, quando pacientes apresentam sintomas diversos, vários deles comuns também em outras síndromes gripais. “A gente vai se especializando naquilo lá”, diz Guireli, já na base, enquanto se prepara para desinfectar a ambulância.

É ele próprio quem faz a primeira limpeza, com a ajuda do condutor Ricardo Vieira, de 42 anos. Depois de desinfectado, o veículo passa por uma nova higienização pela equipe de limpeza. Há dois anos na linha de frente do Samu, Vieira conta que, nos últimos meses, viu os chamados duplicarem. Se antes trabalhava apenas com o fardamento básico, agora precisa ser muito mais metódico para colocar e, principalmente, para retirar cada equipamento de proteção depois das ocorrências. É ainda na rua, após encaminhar o paciente, que a equipe borrifa álcool nas botas e em parte dos equipamentos após cada atendimento. Uma proteção necessária tanto para evitar afastamentos em uma importante força de trabalho no combate à pandemia quanto para proteger a própria família em meio ao risco de levar um vírus tão contagioso para dentro de casa.

Até a minha vida em casa mudou bastante. Chego em casa e vejo a minha mulher e o meu filho preocupados”, conta. Sempre que retorna do plantão que já não tem hora certa pra sair, Vieira precisa tirar parte do uniforme antes de entrar em casa. A roupa vai direto para a máquina de lavar. No trabalho, os colegas estão o tempo todo pesquisando técnicas e novos aparatos para tentar se proteger o máximo possível. Em uma emergência sanitária como esta, a ordem é tentar. Foi assim que os socorristas do Samu de Santo André desenvolveram com canos e plásticos uma espécie de cápsula para tentar trazer mais segurança aos profissionais ao entubarem pacientes graves. Ou adotaram pequenas soluções como o uso de plásticos nos compartimentos das ambulâncias para facilitar a desinfecção de cada insumo guardado ali dentro.

A preocupação consigo e com os familiares é constante em quem está na linha de frente, mas medo é uma palavra que não cabe no cotidiano deles, especialmente quando se veem em situações de urgência e casos graves da covid-19. “Medo a gente não tem. A gente escolheu isso, treinou. A gente estuda o tempo todo”, explica o enfermeiro Guireli. Assim como não cabe se envolver com os pacientes para não atrapalhar a tecnicidade que demanda a assistência deles, ainda que algumas histórias teimem em voltar à mente. Guireli lembra que perdeu um paciente de 47 anos, homem, que fazia exercícios físicos e parecia ter uma vida saudável. Relutante em procurar hospital, chamou o Samu quando já apresentava insuficiência respiratória. Chegou na unidade de saúde com vida, mas já não havia muito o que fazer. Morreu no mesmo dia em que foi socorrido. “Ele me chamou muita atenção porque era saudável”, diz o enfermeiro. “Essa doença é agressiva. E os pacientes apresentam sintomas diferentes dependendo da idade”, acrescenta.

Antes da pandemia costumava receber uma média de 200 chamados por dia. No início de março, a histórica demanda por acidentes e traumas se arrefeceu com o distanciamento social, mas não demorou para que os 250 profissionais que atuam nessas ambulâncias em santo André voltassem a ver a demanda se intensificar outra vez e voltar ao patamar anterior à crise com um novo perfil: a dificuldade respiratória imposta pela covid-19. “Os casos de suspeita de covid-19 e pedidos de transferência de pacientes vêm aumentando. Mudou o nosso perfil, porque agora temos menos traumas”, diz a médica reguladora Renata Rigo. Ela é uma das três profissionais que ficam em uma central monitorando tanto as características dos pacientes quanto os hospitais com vagas para saber para onde encaminhá-los. “Com base nisso a gente decide qual a ambulância que vai e se precisa que vá um médico ou só a enfermagem”, explica.

Se antes os profissionais do Samu conseguiam acompanhar a história dos pacientes que atendem e entender a sua capacidade de recuperação rapidamente, as longas internações dos casos graves do novo coronavírus agora deixaram os finais das histórias das quais participam fragmentadas. É difícil acompanhar o desfecho de cada ocorrência em meio à grave crise sanitária. Acostumados a lidar com altas situações de estresse e treinados para serem ágeis diante da urgência, os socorristas dizem que chama a atenção a gravidade da covid-19 e a dificuldade de reanimar os pacientes que não procuram atenção médica antes de apresentarem um quadro grave.

“Olha só como caiu o número de PCR (pacientes com parada cardiorrespiratória) que a gente consegue reverter”, diz o coordenador do Samu de Santo André, Renan Tomas, enquanto aponta para um gráfico com estatísticas fixado em um painel na parede. Desde janeiro, ele contabiliza ali o número de ocorrências em que os socorristas encontram o paciente em parada e quantos deles foram revertidos. “Em janeiro, revertemos 19 de 92. Em abril, de 121, a gente reverteu 4″, conta. “Está morrendo mais gente. O paciente com covid-19 não volta [da parada] de jeito nenhum. A gravidade aumentou”, diz.

Fonte: El País

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MAIA PEDE CONCILIAÇÃO E COMANDO DE FORMA HARMONIOSA A BOLSONARO

MAIA PEDE CONCILIAÇÃO E COMANDO DE FORMA HARMONIOSA A BOLSONARO
BRASÍLIA,DF,14.11.2018:BOLSONARO-REUNIÃO-MAIA - O Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) se reúne com o presidente eleito Jair Bolsonaro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde ocorrem as reuniões da equipe de transição, em Brasília (DF), na manhã desta quarta-feira (14). (Foto: Fátima Meira/Futura Press/Folhapress)

Por G1 — Brasília

 

Maia diz que diálogo ‘resolve’ e pede que Bolsonaro ‘comande de forma mais harmoniosa’Maia diz que diálogo ‘resolve’ e pede que Bolsonaro ‘comande de forma mais harmoniosa’

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado (30) que é o diálogo “que resolve” e pediu ao presidente Jair Bolsonaro que “comande de forma mais harmoniosa”.

Maia deu as declarações durante transmissão em rede social, na qual conversou sobre valorização do Parlamento com o professor de Direito Fernando Passos.

“O diálogo é o que resolve, e o presidente [Bolsonaro] tem que entender que ele é o chefe do poder que comanda, que executa. E a gente precisa que ele comande de forma mais harmoniosa, respeitando os outros poderes”, afirmou o presidente da Câmara.

Na mesma transmissão, Maia também afirmou que quando se encontra pessoalmente com Bolsonaro a conversa é “muito boa”, mas que o presidente “desorganiza e gera insegurança” cada vez que “enfrenta” os demais poderes.

“Você não é presidente apenas dos que o elegeram. Você é presidente de todos os brasileiros. E, como a base inicial dele foi muito ideológica, de extrema direita, nas redes sociais, ele se sente mais comprometido com eles. E, quando vem um conflito, ele ataca mais do que fazia antes. Só que, como presidente do Brasil, cada vez que ele vai pro enfrentamento, ele desorganiza e gera insegurança”, afirmou o deputado.

Maia lembrou que o país atravessa uma pandemia e que, no momento, o ideal é “mais harmonia” e “menos conflito”. Disse ainda que ainda que um poder não deve servir apenas para “dizer sim a outro” e que há “instrumentos legais” para se recorrer de uma decisão com a qual não se concorda.

“O Parlamento [serve] para representar toda sociedade, não apenas a parte que governa. E o Judiciário serve para garantir o limite dos outros dois poderes. A gente não pode aplaudir uma decisão que nós concordamos e radicalizar contra uma que discordamos. Temos os instrumentos legais para recorrer. Se a decisão do ministro do Supremo não foi a que você concorda, recorra. Use os instrumentos legais, porque é assim que nós vamos fortalecer a nossa democracia, o nosso país e o governo”, concluiu o parlamentar do Rio de Janeiro.

Maia sobre eleições municipais: podem até ser adiadas, mas não prorrogar mandatos.

Fonte: G1
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ARAS REVELA CONSTRANGIMENTO COM ACENO DE BOLSONARO SOBRE INDICAÇÃO PARA STF

Aras diz que sente desconforto com suposta indicação para ministro do STF

Por Basília Rodrigues

30 de Maio de 2020 às 00:25

Augusto Aras O atual procurador-geral da República, Augusto Aras

O  procurador-geral da República, Augusto Aras, divulgou que sente “desconforto com a veiculação reiterada de seu nome para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF)”.

Para qualquer jurista, chegar a ocupar uma das onze cadeiras de ministro da suprema corte é sinal de prestígio na carreira. Mas Augusto Aras, que é membro do Ministério Público desde 1987, lembra que seria uma honra mas hoje ele já comanda a chefia de sua instituição.

“Conquanto seja uma honra ser membro dessa excelsa Corte, o PGR sente-se realizado em ter atingido o ápice de sua instituição, que também exerce importante posição na estrutura do Estado”, disse em nota divulgada no fim da noite desta sexta-feira, assinada por ele.

O presidente Jair Bolsonaro acenou com uma vaga para Aras na suprema corte, durante transmissão na internet nesta quinta. Apontou para escolha de Aras em uma terceira vaga no STF, apesar deste mandato presidencial lhe permitir a indicação de apenas duas vagas.

Para chegar ao cargo de procurador-geral, Aras foi indicado por Bolsonaro. Trata-se de prerrogativa da presidência da República. “Aceitar a nomeação para a chefia da Procuradoria-Geral da República, não teve o atual PGR outro propósito senão o de melhor servir à Pátria, inovar e ampliar a proteção do Ministério Público Federal e oferecer combate intransigente ao crime organizado e a atos de improbidade que causam desumana e injusta miséria ao nosso povo”, diz.

O mandato de Aras acaba no fim de 2021. Até lá, muita água pode rolar mas o procurador diz que quer continuar procurador. “O PGR considerar-se-á realizado se chegar ao final do seu mandato tão somente cônscio de haver cumprido o seu dever”, encerra a nota.

Fonte:  CNN

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BALANÇO DE DOAÇÕES DO PROGRAMA PÁTRIA VOLUNTÁRIA É DIVULGADO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Ministério da Saúde divulga balanço de doações para combate à COVID-19

Foto: Ministério da Saúde

A partir da solidariedade de empresas e cidadãos, o Governo Federal, por meio da campanha Todos por Todos, já arrecadou e entregou, até o momento, 22,7 milhões de itens, como ventilador pulmonar, máscaras, álcool gel e kits de testagem rápida. Também foram arrecadados R$ 10,8 milhões, doados por 3.904 pessoas físicas e jurídicas por meio do programa Pátria Voluntária, via campanha Arrecadação Solidária, destinado à instituições sem fins lucrativos.

Todas as arrecadações, financeiras e de insumos, são gerenciadas pelo Ministério da Economia que, com apoio do Ministério da Saúde, direciona as doações, conforme as necessidades das Secretarias Estaduais de Saúde. As intenções de doações, que não vão para a Saúde, são compartilhadas com os demais ministérios, a partir da análise da necessidade de cada um.

As doações dos itens hospitalares feitas ao Ministério da Saúde foram realizadas por oito empresas, sendo sete brasileiras e uma estrangeira. O total arrecadado já foi entregue às Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis por definir quais são os serviços de saúde que vão recebê-los, a partir de um planejamento local. As doações são enviadas diretamente pelo doador para o gestor beneficiado, após indicação do Ministério da Saúde.

Entre os produtos hospitalares doados estão 6 milhões de máscaras N95; 9,2 milhões de máscaras cirúrgicas; 3 milhões de máscaras Face Shield; 4,5 mil óculos de proteção; 1,6 milhão de aventais; 15,2 mil unidades de álcool em gel; 79 unidades de álcool líquido; 200 mil testes de biologia molecular (PCR-RT); 5,5 milhões kits de testagem rápida (sorológico) e 20 ventiladores pulmonares. Além disso, também foram doados materiais hospitalares, como 3,5 mil cateteres externos masculinos, 7 mil bolsas coletoras de urina e 2,6 mil curativos hidrocoloides.

Os itens de maior necessidade para a Saúde são os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) usados por profissionais de saúde que prestam assistência aos pacientes com COVID-19, como médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem. Esses materiais também são utilizados pelas equipes de suporte que, eventualmente, precisam entrar no quarto, enfermaria ou área de isolamento. São de uso individual e se destinam a proteger estes profissionais de possíveis riscos de contágios.

ARRECADAÇÃO SOLIDÁRIA

Para auxiliar instituições sem fins lucrativos, que atuam com trabalho voluntário junto a grupos vulneráveis da sociedade, a Casa Civil lançou a campanha Arrecadação Solidária, no âmbito do programa Pátria Voluntária, que, desde abril, recebeu R$ 10,8 milhões de 3.904 doadores. A Fundação Banco do Brasil é responsável pela prestação de contas dos recursos arrecadados e pelo monitoramento das organizações sociais apoiadas.

Para doar produtos hospitalares e recursos financeiros para auxiliar o país no enfrentamento da pandemia da COVID-19, pessoas físicas e jurídicas devem acessar a página da campanha Todos por Todos. Para doações em dinheiro, o canal é a página do programa Pátria Voluntária.

DOAÇÃO DE ITENS HOSPITALARES

Fonte: Blog do BG

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DO DIA 29 DE MAIO DE 2020

Por G1

O IBGE divulga o PIB no 1º trimestre, com o desempenho da economia brasileira diante da pandemia do novo coronavírus. O podcast O Assunto discute o isolamento social e a reabertura econômica: afinal, qual é o momento para afrouxar as medidas de restrição? E afinal, a crise nos deixou mais solidários ou individualistas? Uma live do G1 discute as lições que ficarão na vida em sociedade. E veja também: a Caixa conclui hoje o pagamento da 1ª parcela da ajuda de R$ 600 para novos aprovados. E a Receita paga o 1º lote do Imposto de Renda.

PIB

As medidas de isolamento social e os impactos da pandemia de coronavírus na atividade econômica vão afetar a economia do Brasil? A resposta sai hoje, com a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no 1º trimestre de 2020. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos.

Já o Banco Central divulga pela manhã o resultado de abril e a parcial do ano das contas do setor público,que englobam o governo federal, estados, municípios e empresas estatais. Em março, foi registrado um déficit primário de R$ 23,655 bilhões.

Pandemia

Mortes por coronavírus no Brasil em 28 de maio — Foto: Reprodução / Ministério da Saúde

Mortes por coronavírus no Brasil em 28 de maio — Foto: Reprodução / Ministério da Saúde

Pelo 3º dia consecutivo, o Brasil registrou mais de mil mortes por coronavírus. O total chega a 26.754. Foram 1.156 registros nas últimas 24 horas. Em apenas um dia o país também registrou 26,4 mil novos casos de Covid-19, o maior aumento diário desde o início da pandemia.

O assunto

Qual é a hora de afrouxar o isolamento? A curva de casos de Covid-19 no Brasil segue em ascensão, mas várias capitais e estados começaram a relaxar as medidas de isolamento social. Neste episódio, Renata Lo Prete conversa com o jornalista Raphael Faraco, da afiliada da TV Globo em Santa Catarina, que recorda o que aconteceu por lá, onde a reabertura do comércio fez o número de casos triplicar em 3 semanas. Participa também o reitor da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal. Doutor em epidemiologia, ele responde, entre outras perguntas: quais os critérios para começar a afrouxar a quarentena? Existe no Brasil alguma região onde convém fazer isso agora? Ouça:

Live do G1

Agora é Assim? A nova comunidade — Foto: G1Agora é Assim? A nova comunidade

Toda sexta-feira, o G1 vai promover um debate sobre as expectativas e as perspectivas de como será nossa realidade pós-pandemia do coronavírus. Quais novos hábitos, novas estruturas de organização, novas relações com a comunidade e com o mundo digital, entre outros, vão perdurar num futuro que todos torcemos para que chegue em breve? O que ficará de aprendizado dessa intensa experiência vivida por todos em 2020? O que nos fará questionar: agora é assim?

Nesta sexta-feira, às 19h, a live com transmissão simultânea no G1, Facebook e Twitter vai tratar de como será a nossa relação em comunidade, como o individualismo e o coletivismo vão se impor ou conviver nesse novo tempo. A repórter Paula Paiva Paulo conversa com o escritor e palestrante Clóvis de Barros Filho e a arquiteta e líder comunitária do Jardim Colombo, em São Paulo, Ester Carro.

Mande sua pergunta sobre a vida na pandemia.

Ajuda de R$ 600

 — Foto: Marcos Santos / USP Imagens

A Caixa Econômica Federal (CEF) credita nesta sexta-feira os últimos lotes do Auxílio Emergencial tanto da primeira parcela, para novos aprovados, quanto da segunda, para beneficiários do Bolsa Família. Ao todo, o benefício será pago a 2,5 milhões de trabalhadores, segundo o banco. Veja quem recebe hoje:

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

Imposto de Renda

 — Foto: Arte G1

A Receita Federal paga hoje as restituições do primeiro lote do Imposto de Renda 2020. Neste lote, serão pagos R$ 2 bilhões a 901.077 contribuintes. As consultas podem ser feitas por meio da página da Receita na internet ou pelo telefone 146, ou ainda por um aplicativo para tablets e smartphones.

PIS-Pasep

 — Foto: Reprodução / TV Globo

Termina nesta sexta-feira o pagamento do abono salarial PIS-Pasep do calendário 2019-2020, ano-base 2018, para os trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público. O PIS é pago na Caixa Econômica Federal, e o Pasep, por meio do Banco do Brasil.

Distúrbios nos EUA

Manifestante protesta do lado de fora da prefeitura contra a morte de George Floyd, em Minneapolis, no Estados Unidos, na quinta-feira (28) — Foto: Carlos Barria / ReutersManifestante protesta do lado de fora da prefeitura contra a morte de George Floyd, em Minneapolis, no Estados Unidos, na quinta-feira (28)

Minneapolis enfrentou mais uma noite de distúrbios, a terceira seguida. Grupos invadiram uma delegacia. Os manifestantes também incendiaram carros, imóveis e ainda há registros de saques e vandalismo. Os protestos se tornaram violentos em resposta a morte de um homem negro, George Floyd, na segunda-feira (25), sob custódia da polícia.

O governador de Minnesota, Tim Walz, chamou a ajuda da Guarda Nacional para conter os saques e tumultos em Minneapolis.

As manifestações também chegaram a Nova York: 30 pessoas foram presas ontem.

G1 ouviu

Lady Gaga — Foto: Divulgação / UniversalLady Gaga

Lady Gaga volta às origens em “Chromatica”, com letras diretas e eurodance escapista. No sexto álbum da carreira, americana retorna ao pop eletrônico mais frenético do final dos anos 2000. Ela convida Ariana Grande e Blackpink em álbum sem sutilezas. Leia o “faixa a faixa” comentado e veja ainda as 15 fases da cantora em figurinhas.

Webcrentes

Veja vídeos que brincam com temas religiosos no TikTok

Veja vídeos que brincam com temas religiosos no TikTok

Webcrentes do TikTok: quem são os jovens cristãos que fazem sucesso com pregações divertidas? Tendência no app ganhou força na quarentena. Seminarista virou meme com reinterpretação da ressurreição de Jesus, mas rede também tem padre“gótica cristã” e “otaku gospel”Veja vídeos.

Lives de hoje

Felipe Araújo, Daniela Mercury e Filipe Ret fazem lives nesta sexta (29) — Foto: Divulgação / Divulgação / CeliaSantosFelipe Araújo, Daniela Mercury e Filipe Ret fazem lives nesta sexta (29) 

Se apresentam nesta sexta Felipe Araújo, Daniela Mercury, Filipe Ret, Rosa de Saron, Karina Buhr e festival com Xamã, Delacruz e outros rappers. Veja a lista completa com horários.

Volta às aulas: 10 medidas em 7 países

Alunos do ensino médio voltam à sala de aula em Wuhan, na província de Hubei, na China — Foto: AFP PhotoAlunos do ensino médio voltam à sala de aula em Wuhan, na província de Hubei, na China .

Após decretarem o afrouxamento do isolamento social para conter a transmissão do novo coronavírus, países que estão voltando às aulas adotam medidas de prevenção para evitar uma nova onda de contaminação. O G1 analisou a experiência de China, Coreia do Sul, Dinamarca, Finlândia, França, Portugal e Israel para saber quais cuidados estão sendo tomados. No Brasil, as aulas estão suspensas em todos os estados e as escolas seguem fechadas.

Achatando a curva

Estudantes com máscaras passam por higienização das mãos e checagem de temperatura na chegada para a aplicação de um exame estadual durante a pandemia do coronavírus em Kochi, no estado de Kerala, suld a Índia — Foto: R S Iyer / AP PhotoEstudantes com máscaras passam por higienização das mãos e checagem de temperatura na chegada para a aplicação de um exame estadual durante a pandemia do coronavírus em Kochi, no estado de Kerala, suld a Índia —

Um estado da Índia tem chamado atenção mundial por seu sucesso no combate à pandemia do novo coronavírus. Kerala, no sul do país, conseguiu “achatar sua curva” de infecções apesar de fatores que favoreceriam o alastramento, como suas conexões com a comunidade internacional, poucos recursos e grande densidade populacional. Veja abaixo cinco pontos que ajudam o estado indiano.

Curtas e Rápidas:

  • Carioca organiza festa beneficente online para doar cestas básicas para brasileiros em Nova York
  • Procon-SP registra alto número de reclamações relacionadas a viagens; veja cuidados com ‘promoções incríveis’
  • SUV pode ser cupê? Tendência ganha força no mundo com lançamentos de grandes marcas
Fonte: G1
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BOLSONARO TESTA ESTABILIDADE DA DEMOCRACIA E FLERTA PERIGOSAMENTE COM GOLPE

Bolsonaro invoca “intervenção militar” contra o STF e flerta com golpe

Enquanto ataca Corte, presidente se aproxima do Congresso e oferece vaga no Supremo ao PGR, que o investiga. “É a interpretação de quem conspira contra a democracia”, diz Oscar Vilhena

AFONSO BENITES|CARLA JIMÉNEZ

Brasília E São Paulo – 28 MAY 2020 – 23:45 BRT

Bolsonaro é observado pelo ministro Augusto Heleno na frente do Palácio da Alvorada.Bolsonaro é observado pelo ministro Augusto Heleno na frente do Palácio da Alvorada.

Em conflito aberto com o Supremo Tribunal Federal e diante de inquéritos que acossam a ele e parte de seus mais fieis militantes, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) invocou por meio de suas redes sociais uma “intervenção militar pontual”, ou seja, um golpe contra outros poderes constituídos. Na tarde desta quinta-feira, quando em suas contas no Twitter e no Facebook, o mandatário compartilhou uma entrevista concedida pelo advogado constitucionalista Ives Gandra Martins, na qual ele defendeu que o artigo 142 da Constituição permite uma intervenção das Forças Armadas em outros poderes para a garantia da lei e da ordem. “Live com Ives Gandra: A politização no STF e a aplicação pontual da 142”, escreveu o presidente.

Nessa entrevista, o advogado disse que, em casos extremos, quando começasse a haver um choque entre poderes, os militares exerceriam um “poder moderador” e interviriam em outra instituição. “Caso contrário, o que teríamos seria um superpoder. Existe um poder máximo que é Supremo, o Judiciário, e existem poderes menores, subpoderes, que seriam o Legislativo e o Executivo. E cada vez que houvesse um conflito, mesmo que parte do conflito fosse o poder Judiciário, seria o próprio poder Judiciário era quem decidiria em causa própria”.

O EL PAÍS consultou dez juristas, três deles que preferiram não ter seus nomes revelados pelos cargos que ocupam, e todos afirmaram, unânimes, que não há a figura de “intervenção militar” que não seja um golpe. Parte deles opina, inclusive, que o presidente, que já havia participado de manifestações golpistas, incorreu no crime de incitar um golpe de Estado.

Pela manhã, Bolsonaro, que usava uma gravata azul com desenhos de pequenos fuzis enfileirados, já havia demonstrado inconformismo com uma decisão de quarta-feira do ministro Alexandre de Moraes, da Suprema Corte, no âmbito do polêmico inquérito das fake news. Era uma ordem de apreensão de computadores, celulares e tablets de 29 bolsonaristas, além da quebra de sigilos bancário e fiscal de quatro deles, parte da apuração sobre uma rede de disseminação de boatos contra o STF. “Ontem foi o último dia. Eu peço a Deus que ilumine as poucas pessoas que ousam se julgar melhor e mais poderosos que os outros que se coloquem no seu devido lugar, que nós respeitamos”, disse. E seguiu exaltado: “Não podemos falar em democracia sem um Judiciário independente, sem um Legislativo independente, para que possam tomar decisões não monocraticamente, por vezes, mas as questões que interessam ao povo que tomem, de modo que seja ouvido o colegiado. Acabou, porra”.

Em entrevista à rádio Bandeirantes, o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, opinou na mesma linha. “Vou me valer de novo das palavras de Ives Gandra Martins: o poder moderador para restabelecer a harmonia entre os Poderes não é o STF, são as Forças Armadas (…) Eles [militares] vêm, põem um pano quente, zeram o jogo e, depois, volta o jogo democrático. É simplesmente isso”.

Todos os discursos ocorrem seis dias depois de o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, emitir uma nota à República para advertir das consequências “imprevisíveis” para a “estabilidade nacional” caso o Supremo decidisse requisitar o celular do presidente no curso de uma investigação contra o presidente —há um pedido em análise na Procuradoria-Geral da República. A nota foi endossada pelo Ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, num inusual participação do chefe das Forças Armadas em questões de política interna.

O presidente “conspira contra a democracia”

Para Oscar Vilhena, professor da FGV Direito em São Paulo, Bolsonaro e seu clã, ao invocar o artigo 142 da Carta, usam a “interpretação de quem conspira contra a democracia e não é capaz de interpretar um artigo dentro do quadro geral da Constituição”. “Trata-se de uma interpretação enviesada de que seriam as Forças Armadas, e não o Supremo, que têm a última palavra sobre a defesa da Constituição”, diz Vilhena.

“Ele está claramente incitando golpe, ele e o filho [Eduardo]”, disse o advogado especializado em direito público Marco Aurélio de Carvalho. A mesma opinião tem Cezar Britto, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz. “Em nenhuma hipótese as Forças Armadas podem atuar a pedido dos poderes. Elas podem atuar para garantir a democracia, mas nunca contra a democracia”.

O advogado constitucionalista Guilherme Amorim Campos da Silva concorda que “não existe intervenção militar constitucional, como tem pregado o presidente”. Ele acredita que o mandatário está incorrendo em crime de responsabilidade ao quebrar o juramento de defender a Constituição. “As Forças Armadas entram em ação a pedido de algum dos poderes constituídos, para garantir a institucionalidade do país, e não para atuar como força autônoma ou soberana sobre os demais”.

Na opinião do criminalista José Carlos Abissamra Filho, diretor do Instituto em Defesa do Direito de Defesa, o presidente tem ficado sozinho politicamente e vem tentando se vincular à instituições que gozam de prestígio social, como Polícia Federal e Forças Armadas. “Ele vem pedindo esse apoio das Forças Armadas há algumas semanas já. Essa é mais uma tentativa. Está esperando para ver se as Forças Armadas vão dar. Eu não vejo clima para que isso ocorra”.

O constitucionalista Erick Pereira segue na mesma linha. Para ele, Bolsonaro faz um discurso “intimidador, mas inexequível”. “Não tem espaço constitucional para isso. Apenas se for ato de violência ditatorial e este não precisa da Constituição”. Outro especialista em direito público, Cristiano Vilela diz que o presidente tem andado no limite da incitação a um golpe. “Ele tem feito isso regularmente. Tem dado declarações que deixam a entender, mas sem dizer literalmente”.

Supremo e promessa a Aras

A aposta de Bolsonaro na tensão máxima com o Supremo acontece em meio à expectativa de que o plenário da Corte julgue, na próxima semana, a legalidade do inquérito das fake news, instaurado pelo próprio tribunal e objeto de debate no mundo jurídico. O relator do caso, Edson Fachin, pediu celeridade nessa análise, já que o procurador-geral, Augusto Aras, pediu a sua suspensão na quarta-feira. No ano passado, Aras, indicado por Bolsonaro, entendia que a apuração era legítima, agora, mudou de ideia.

Aras é uma figura central no xadrez político-jurídico não só por causa desta atuação no inquérito relatado por Moraes, mas também porque é ele quem decidirá se Bolsonaro deve ou não ser denunciado por suposta interferência na Polícia Federal. Depois de visitá-lo pessoalmente nesta semana, Bolsonaro resolveu, nesta quinta, oferecer a ele, em público, uma possível vaga no Supremo Tribunal Federal.

Em sua tradicional live de quinta-feira no Facebook, na qual abriu espaço para comentaristas da rádio Jovem Pan lhe fazerem perguntas, Bolsonaro teceu elogios a Aras. O mandatário disse que o procurador está fazendo um excelente trabalho, principalmente na área econômica e que, se ele pudesse indicar um terceiro ministro para o STF, o nome seria o de Aras. “Se aparecer uma terceira vaga, espero que ninguém ali desapareça, o Augusto Aras entra fortemente para essa vaga aí”. Até 2022 estão previstas duas aposentadorias de ministros da Corte a de Celso de Mello em novembro deste ano e a de Marco Aurélio Mello, em 2021.

Enquanto atacava na redes sociais o Supremo por um lado, por outro, o presidente recebia o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), que tenta atuar como bombeiro na crise. Em um relato feito a senadores, Alcolumbre disse seu objetivo é pedir calma ao presidente enquanto o país enfrenta a pandemia de coronavírus.

O gesto do presidente do Senado é importante porque a estratégia de Bolsonaro parece ser por água na fervura do conflito, mas sem perder a retaguarda no Congresso. Para tanto, tem forjado aliança com o Centrão, grupo de partidos de direita que aceitou apoiá-lo em troca de cargos e acesso a fundos públicos, e com parte da cúpula do Parlamento. Com os acordos já feitos, em tese, Bolsonaro consegue evitar o andamento de processos de impeachment ou de denúncias criminais na Câmara – já que as legendas do Centrão somam cerca de 200 deputados, 28 a mais do que o mínimo necessário para barrar os intentos. “Atendemos, sim, alguns interesses desses partidos”, disse o presidente sobre o Centrão nesta quinta-feira. Na campanha eleitoral, era comum ouvir do então candidato e de seus aliados mais próximos a afirmação de que o mal do Brasil estava nesse grupo partidário, que representava “a velha política”.

Por causa desta blindagem no Congresso, a oposição usa todas as armas jurídicas disponíveis contra o Planalto e ministros diz que a expectativa é que qualquer atitude contra o Governo venha ou do Supremo ou uma mobilização da sociedade no segundo semestre. “A panela de pressão vai estourar depois de julho, quando a economia degringolar por causa da pandemia”, ponderou o líder da minoria na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

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BOLSONARO AFAGA E TENTA SEDUZIR ARAS COM VAGA DO STF

Bolsonaro diz que Aras seria forte candidato a uma terceira vaga no STF

 CNN, em São Paulo

| Atualizado 28 de Maio de 2020 às 22:37

Jair Bolsonaro e Augusto ArasO presidente Jair Bolsonaro fala ao procurador-geral da República Augusto Aras no Palácio do Planalto, em Brasília

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (28) que o procurador-geral da República, Augusto Aras, “entraria fortemente” como candidato a uma eventual terceira vaga ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas que, no momento, não é cotado para as duas indicações que fará.

“Se aparecer uma terceira vaga, espero que ninguém ali do STF desapareça, mas o Augusto Aras entra fortemente na terceira vaga”, disse Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais.

Os ministros do STF devem se aposentar ao completar 75 anos. Dois atingirão essa idade durante o mandato de Bolsonaro como presidente da República: Celso de Mello, em novembro deste ano, e Marco Aurélio Mello, em junho de 2021.

Bolsonaro disse já ter três nomes em mente para as duas indicações que deve fazer à Corte e que dará preferência a um evangélico. Para o presidente, um ministro que tenha essa fé representaria a parcela cristã da população frente a questões como “ideologia de gênero”. “Nessas pautas ele pode até perder, mas vai mostrar aos demais ministros que existem 90% de cristãos no Brasil que não concordam”, afirmou.

O presidente elogiou a atuação de Aras na PGR, citando questões econômicas. É o procurador quem conduz o inquérito que investiga se Bolsonaro interferiu na Polícia Federal, como afirmou o ex-ministro Sergio Moro.

Foi Bolsonaro quem indicou Aras à posição em 2019, ignorando a lista tríplice —resultante de uma eleição interna da Associação Nacional de Procuradores da República que elege os três nomes mais recomendados para assumir a posição.

Historicamente, os dois têm se alinhado em muitas questões. Aras foi contra, por exemplo, a divulgação integral do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Nesta semana, o PGR também pediu a suspensão do inquérito das fake news, que atingiu muitos nomes ligados ao presidente.

Fonte: CNN

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DO DIA 28 DE MAIO DE 2020 NO G1

Por G1

 

Uma operação da PF contra grupos que espalham fake news e atacam instituições democráticas sacudiu o país. Bolsonaristas estão na mira da polícia: ouça em ‘O Assunto’. Saiu o pacote de R$ 60 bi do governo federal para ajudar os estados e municípios durante a pandemia. Enquanto o prefeito Bruno Covas detalha a flexibilização na cidade de São Paulo, outros 62 municípios do estado vão seguirão em quarentena. Veja quem recebe mais uma parcela de R$ 600 do Auxílio Emergencial. As faltas às sessões online na Câmara dos Deputados. E as lives de hoje, que já não estão tão em alta como no início do isolamento social.

Ajuda aos estados e municípios

Bolsonaro sanciona projeto de ajuda de R$ 60 bilhões a estados e municípios

Bolsonaro sanciona projeto de ajuda de R$ 60 bilhões a estados e municípios

O presidente sancionou com vetos o projeto que prevê ajuda financeira de R$ 60 bilhões a estados e municípios. Jair Bolsonaro acolheu os vetos sugeridos pela equipe econômica do governo. Ele vetou um trecho que abria exceções em relação ao congelamento dos salários de servidores – com isso, não haverá reajustes para servidores até o final do ano que vem – e outro que permitia a estados e municípios suspender o pagamento das dívidas com bancos e organismos internacionais.

Operação da PF

Operação contra fake news tem como alvo empresários aliados ao presidente Bolsonaro

Operação contra fake news tem como alvo empresários aliados ao presidente Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) cumpriu 29 mandados de busca e apreensão como parte do inquérito que apura grupos de disseminação de fake news e ataques a instituições nas redes sociais. Entre os alvos estão aliados do presidente Jair Bolsonaro, como o ex-deputado federal Roberto Jefferson; os empresários Luciano Hang, dono da Havan, e Edgard Corona, dono das redes de academia SmartFit e BioRitmo; o humorisa Reynaldo Bianchi Júnior; e os blogueiros Allan dos Santos, Winston Lima e Sara Winter.

Horas após a operação ter sido deflagrada, o atual PGR, Augusto Aras, pediu ao STF a suspensão do inquérito das fake news.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de suspeitos, e o Planalto já teme que a medida repercuta em ações para cassação do mandato de Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro defende reagir energicamente contra STF

Eduardo Bolsonaro defende reagir energicamente contra STF

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, cogitou a necessidade de adoção de “medida enérgica” pelo pai. Ele falou ainda em “momento de ruptura” e disse que a questão não é de “se”, mas, sim, de “quando” isto vai ocorrer.

Bolsonaro critica operação contra fake news em rede social

Bolsonaro critica operação contra fake news em rede social

Bolsonaro comentou nas redes sociais que “algo de muito grave está acontecendo com nossa democracia”.

Fake news e bolsonaristas na mira da PF

Empresários, ativistas e blogueiros que apoiam o presidente Jair Bolsonaro. Eles foram alvo de uma operação da PF, por ordem do STF, no inquérito que investiga a disseminação de fake news. Justamente uma das investigações que mais preocupam o presidente. Quem explica a investigação, os alvos, os indícios e o que acontece agora é a repórter da Globo em Brasília Camila Bomfim. Participa também Pablo Ortellado, filósofo e professor da USP que investiga a disseminação de notícias políticas, falsas ou não, na internet.

Covas detalha flexibilização em São Paulo

Plano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena — Foto: Governo de SP / DivulgaçãoPlano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena

Plano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena no estado — Foto: Governo de SP / DivulgaçãoPlano do governo de São Paulo para flexibilização da quarentena no estado — Foto: Governo de SP / Divulgação

O governo de São Paulo anunciou a prorrogação da quarentena no estado por 15 dias, com flexibilizações e aberturas econômicas progressivas, que serão feitas em cinco fases levando em conta as características de cada município. Na capital paulista, o prefeito Bruno Covas explica hoje os detalhes das flexibilizações.

62 cidades de SP seguirão em quarentena

Governo anuncia plano de retomada da economia

Governo anuncia plano de retomada da economia

Dos 645 municípios paulistas, ao menos 62 deles não poderão reabrir parte do comércio a partir de 1º de junho porque ainda estão na fase vermelha do plano estadual de combate ao coronavírus. As cidades que continuarão em quarentena após essa data estão nas regiões da Grande São Paulo (com exceção da capital), Baixada Santista e Registro, essas duas últimas no litoral.

Ajuda de R$ 600

 — Foto: Marcos Santos / USP Imagens Caixa Econômica Federal (CEF) credita nesta quinta-feira novos lotes do Auxílio Emergencial.

Ao todo, o benefício será pago a 2,5 milhões de trabalhadores. Veja quem recebe nesta quarta:

  • Primeira parcela: 600 mil trabalhadores do novo lote de aprovados do benefício, nascidos em novembro
  • Segunda parcela: 1,9 milhão de trabalhadores beneficiários do Bolsa Família, cujo NIS termina em 9

Os trabalhadores podem consultar a situação do benefício pelo aplicativo do auxílio emergencial ou pelo site auxilio.caixa.gov.br.

  • Veja calendário da 2ª parcela
  • Saiba tudo sobre o Auxílio Emergencial
  • Blog do Altieres Rohr: Auxílio emergencial – o que fazer quando se recebe um código não solicitado? Como conferir se o CPF foi usado em uma fraude?
  • Imigrantes enfrentam dificuldades para acessar o Auxílio Emergencial em SP
  • Sem trabalho na pandemia? Veja dicas de como conseguir uma renda extra

Rússia não convence

Médica descansa em hospital de Moscou — Foto: Maxim Shemetov / ReutersMédica descansa em hospital de Moscou

Com 370 mil casos registrados do novo coronavírus, atrás apenas dos EUA e do Brasil, o baixo número de mortes na Rússia — cerca de 4 mil, que equivalem à taxa ínfima de 27 para cada milhão de pessoas — leva a crer que o governo esteja maquiando os dados e que a situação é bem mais grave do que as estatísticas oficiais revelam. Nos EUA, a taxa de letalidade é de 305 por milhão; no Brasil, 116. Leia no blog da Sandra Cohen.

Deputados ‘faltam’ a sessões online

Plenário da Câmara vazio durante sessão — Foto: Maryanna Oliveira / Câmara dos DeputadosPlenário da Câmara vazio durante sessão

Em dois meses de sessão online durante a pandemia, apenas 13 deputados participam de todas as votações nominais da Câmara. Levantamento mostra que foram realizadas 64 votações nominais durante a quarentena. Parlamentares culpam falhas na conexão de internet e criticam sistema de votação virtual. Câmara afirma que o sistema ‘nunca apresentou qualquer falha de funcionamento contundente’. Especialista afirma que, com ‘plenário no bolso’, há poucos motivos para não votar.

Desemprego em abril

Saem hoje dados de abril do desemprego. A taxa de desemprego no Brasil subiu para 12,2% no 1º trimestre, atingindo 12,9 milhões de pessoas.

Lives

Fonte: YouTube e assessoria dos artistas — Foto: G1

O fenômeno das lives continua, mas em patamar menor do que há um mês. As principais transmissões do último final de semana tiveram menos audiência que as anteriores dos mesmos artistas. As buscas por lives também caíram.

Emicida, Supla e João Bosco e Vinícius fazem lives nesta quinta-feira (28) — Foto: DivulgaçãoEmicida, Supla e João Bosco e Vinícius fazem lives nesta quinta-feira (28) 

Hoje tem Emicida, Supla, João Bosco & Vinícius, Thaíde e festival americano Noisey Night In com Phoebe Bridgers, Finneas, Claud, Alex Lahey, Beach Bunny e Faye Webster. Veja lista e como assistir.

  • Setor da música está preocupado e sem saber o que vai acontecer, diz Paula Lima sobre pandemia
  • De Travis Scott a Pabllo Vittar: Veja quem já fez shows em games e o que está marcado
  • ‘Pesadão’ na faxina e ‘Love by grace’ para cortar cabelo: o que o Brasil ouve em casa na quarentena

Curtas e Rápidas:

Foto mostra homem como se estivesse voando em uma comunidade — Foto: Reprodução / Favelagrafia Foto mostra homem como se estivesse voando em uma comunidade

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