DEVIDO PANDEMIA QUEDA NA DOAÇÃO TEM ESVAZIADO BANCO DE PELE NO BRASIL

Queda de doações na pandemia pode esvaziar bancos de pele brasileiros

Segundo dados do Ministério da Saúde, trata-se da maior baixa no armazenamento em seis anos

Guilherme Gama

da CNN*

em São Paulo

Durante a pandemia houve uma redução das doações, dizem médicosDurante a pandemia houve uma redução das doações, dizem médicosBreno Esaki/Agência Saúde DF

A pele humana é utilizada como curativo biológico em casos de graves queimaduras e até de lesões decorrentes de doenças congênitas. Para que seja transplantada em pacientes, no Brasil, há cinco bancos de pele que são responsáveis pela captação, preparo e armazenamento do tecido.

Entretanto, desde o início da pandemia de Covid-19, a queda nas doações tem esvaziado os estoques nacionais. Segundo dados do Ministério da Saúde, levantados a pedido da CNN, o ano de 2021 sofreu uma redução de cerca de 30% no total de pele armazenada para transplante, em comparação com 2019. Trata-se do armazenamento mais baixo desde 2015.

O Banco de Tecidos da Divisão de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo, o principal responsável pela demanda de pele do estado, enfrenta uma baixa histórica.

Atualmente esse banco possui em média 3.400 cm² de pele, quantidade capaz de atender no máximo três pacientes com queimaduras graves. A nível de comparação, em 2018, o estoque era quase dez vezes maior, de 30 mil cm². O cenário apenas não é pior do que o de janeiro deste ano, quando o banco chegou a zero.

“O estoque zerado no momento deve-se a um aumento de demanda de pele associada à redução de captação nos primeiros meses de 2022”, afirma.

O Banco de Pele da Irmandade Santa Casa de Misericórdia, de Porto Alegre, também está com o estoque zerado. Há pele em processamento, mas, segundo o diretor Eduardo Chem, assim que liberada, imediatamente já é destinada para pacientes necessitados.

“Durante a pandemia, tivemos uma redução muito grande das doações, que estão retomando lentamente neste ano”, afirma. Nos últimos anos, as exigências para doação aumentaram: são feitos mais testes sorológicos e os doadores não podem ter contraído Covid-19 ou tomado a vacina contra o vírus recentemente — o que limitou as doações.

Em 2020, no início da circulação do coronavírus, o desconhecimento acerca da doença e a carência da testagem para a Covid-19 restringiam as doações — todas as captações chegaram a ser suspensas pela incerteza quanto à transmissão do vírus ao receptor a partir de um transplante de pele.

Com a disponibilidade de teste de diagnóstico molecular (RT- PCR) para os doadores de órgãos em morte encefálica, foi possível retomar a captação e, posteriormente, também aos doadores falecidos por parada cardiorrespiratória.

Já neste ano, mesmo com a possibilidade de garantir a segurança microbiológica dos tecidos, a captação continua em queda.

Segundo o médico e diretor do banco de pele de São Paulo, André Paggiaro, a melhora das condições sanitárias não caminha no mesmo ritmo da reposição do banco. “Mesmo com a retomada, nos deparamos com um problema bastante preocupante: a sensível queda na oferta de doadores de pele. Atualmente, trabalhamos no limite, com uma margem de reserva bastante exígua”, afirma.

O ministério informa que trabalha para a ampliação dos estoques, visando prevenir a falta do tecido em situações de grandes emergências e que, apesar da redução dos estoques, a oferta do tecido ainda não foi impactada. A oferta apresentou uma queda de 30%, em média, entre 2019 e 2021, o que sutilmente pode ter compensado a queda da captação e reduzido a baixa nos estoques.

No entanto, André Paggiaro alerta: “Em caso de um aumento do número de pacientes queimados no país ou de uma tragédia, como da boate Kiss, não conseguiríamos atender essa demanda”.

Em geral, todo o cenário de doação de órgãos foi afetado pelo cenário epidemiológico, ainda que, para Paggiaro, a queda constante das doações de pele tenha sido mais intensa devido aos estigmas quanto ao procedimento.

A doação de pele acontece quando um paciente morre e, ao ser ofertada a possibilidade, a família autoriza a retirada do tecido. Para ser um potencial doador, é importante que a vítima não tenha sido acometida por câncer com potencial metastático, não apresente infecção generalizada ou doenças infecciosas transmitidas através do sangue, como malária, por exemplo.

Em geral, são pessoas que morreram por morte encefálica e por parada cardiorrespiratória. Os especialistas destacam que são captadas peles de áreas que passam despercebidas no velório do doador, como das partes traseiras da coxa e das costas, de modo a não mudar a aparência. Os médicos destacam que é importante que as pessoas manifestem o desejo de doar entre amigos e familiares.

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SAIBA QUAIS OS SINTOMAS DE UMA INTOLERÂNCIA ALIMENTAR

CNN Sinais Vitais aborda sintomas e cuidados da intolerância alimentar

Hipersensibilidade alimentar define todo tipo de reação excessiva do organismo em relação a certo alimento, sejam alergias ou as chamadas intolerâncias

Lucas Rocha

da CNN Brasil Soft

em São Paulo

A intolerância alimentar ocorre quando o organismo não consegue digerir alguma substância presente no alimento, levando a sintomas como cólicas, diarreia, gases, vômito e dor de cabeça.

O termo hipersensibilidade alimentar define todo tipo de reação excessiva do organismo em relação a certo alimento, sejam alergias ou as chamadas intolerâncias.

No CNN Sinais Vitais desta semana, especialistas explicam as diferenças entre alergia, intolerância e a doença celíaca. O programa, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar neste domingo (3), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

“Entre os [sintomas] mais comuns estão: intolerância à lactose, ao glúten, à frutose, à sacarose, ao milho e à levedura”, afirma Ricardo Barbuti, médico-assistente do Departamento de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas de São Paulo (veja entrevista no vídeo acima).

“Temos a opção de usar produtos derivados do leite com menos lactose e a oportunidade de usar lactase, que é a enzima que desdobra a lactose. Na hora que a gente ingere alguma coisa que supostamente tem a lactose, toma a enzima junto e isso faz com que os sintomas melhorem ou não apareçam”, afirma Barbuti.

Na outra ponta estão as alergias alimentares, que ocorrem quando há uma resposta do sistema imunológico ao que foi consumido. Nos últimos anos, houve um crescimento de 18% no número de pessoas com o problema no mundo. As alergias mais comuns são à proteína do leite, a amendoim, a frutos do mar e ao sulfito (conservante presente em itens como vinho e frutas secas, por exemplo).

Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a equipe da CNN acompanha a rotina da imunologista Ariane Yang, coordenadora do ambulatório de alergia alimentar. A especialista mostra quais são os exames mais indicados para diagnosticar as principais alergias e intolerâncias, como o teste respiratório que mede a quantidade de gás exalado quando se consome lactose.

Impactos para crianças

O leite materno não causa intolerância e nem alergia ao bebê, mas a proteína do leite de vaca consumida pela mãe pode ser passada ao bebê através da amamentação. Quem explica é a nutricionista Patrícia Speridião coordenadora do curso de nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O episódio mostra a família do pequeno Gabriel, de apenas 5 anos, que mora em Santo André, no ABC Paulista. O menino nasceu com alergia a proteína do leite e, hoje, segue uma dieta restritiva.

De acordo com a especialista, para evitar as crises, principalmente em crianças, os pais devem ficar de olho nos rótulos dos produtos. “Deve estar em caixa alta e negrito a frase ‘alérgicos a leite, pode conter leite‘. Mas a principal orientação é que as crianças consumam alimentos feitos em casa e não industrializados”.

Os especialistas afirmam que tanto quadros de intolerância como de alergias requerem tratamento a partir de abordagens multidisciplinares, envolvendo profissionais como gastroenterologista, imunologista e nutricionistas.

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INSS PAGOU R$ 27 MILHÕES EM BENEFÍCIOS PARA PESSOAS FALECIDAS

INSS gasta R$ 27 mi com benefícios a pessoas falecidas, aponta TCU

Foto: Reprodução

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) gastou R$ 27 milhões em 2021 com benefícios pagos a pessoas já falecidas. Ao todo, foram R$ 80 milhões em pagamentos indevidos no ano passado, sendo R$ 53 milhões acima do teto do RGPS (Regime Geral de Previdência Social), que atualmente é de R$ 7.087,22.

Segundo auditoria financeira do TCU (Tribunal de Contas da União) no Fundo do Regime Geral de Previdência Social, foram mais de 8.500 benefícios previdenciários pagos a pessoas que já haviam morrido. O INSS realiza o pagamento mensal de 36 milhões de benefícios previdenciários.

Com a relatoria do ministro Aroldo Cedraz, a auditoria do TCU revelou ainda que outros R$ 329 milhões foram pagos acima do teto da remuneração dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), de R$ 39,2 mil.

O tribunal determinou, em sessão plenária no último dia 22 de junho, que o INSS implemente em até 150 dias medidas para impedir a concessão de benefícios previdenciários a pessoas mortas e o pagamento de valores superiores ao teto de contribuição do RGPS.

O instituto também deverá apurar a responsabilidade dos cartórios que enviarem informações de óbitos fora do prazo legal ou incompletas. Além de incluir no manual do Sistema de Pagamento de Benefícios o fluxo das atividades a serem adotadas para resolução dos problemas encontrados na folha de pagamento de benefícios, de acordo com decisão do TCU.

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RECONHECIMENTO DO ESTADO DE EMERGÊNCIA PROPOSTO NA PEC DOS COMBUSTÍVEIS NÃO SIGNIFICA CHEQUE EM BRANCO , AFIRMA LÍDER GOVERNISTA

Estado de emergência não é cheque em branco, diz líder governista sobre PEC dos Combustíveis

Senadores devem votar a proposta por volta das 16h desta quinta-feira (30)

Do CNN Brasil Business*

O reconhecimento de um estado de emergência, proposto na PEC dos Combustíveis em tramitação no Senado, não significa um cheque em branco para que estados e municípios gastem acima do que podem, disse o líder do governo na Casa, Carlos Portinho (PL-RJ), à CNN.

“(o reconhecimento do estado de emergência) é justificativa de emergência internacional liderada por uma guerra e pela crise dos combustíveis, mas não deve ser cheque em branco para que e municípios e estados saiam gastando acima do que podem, como houve na pandemia, quando talvez a medida se justificasse pela crise ser mais ampla”, disse em entrevista à CNN.

Os senadores devem votar a proposta por volta das 16h desta quinta-feira (30).

“A crise agora é muito específica para o setor de combustíveis, que afeta frete, combustíveis, preço dos produtos nas prateleiras, gás de cozinha, e os esforços do governo vem sendo nesse sentido”, disse

Fonte: CNN

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DOU PUBLICA DECRETO QUE O GOVERNO CRIOU PROGRAMA DE PROTEÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA E DEFESA SOCIAL

Governo cria programa de proteção de profissionais de segurança pública e defesa social

Medidas de proteção e promoção dos direitos humanos não foram detalhadas pelo decreto publicado nesta quinta-feira (30)

Luana Franzão

da CNN*

Em São Paulo

Agentes da Polícia FederalAgentes da Polícia FederalMarcelo Camargo/Agência BrasilCompartilhe:

Em decreto publicado nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União (DOU), o governo criou um programa de proteção dos profissionais de segurança pública e defesa social.

O Programa Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos Humanos dos Profissionais de Segurança Pública e Defesa Social e dos Profissionais do Sistema Socioeducativo (PraViver) será coordenado por dois ministérios: da Justiça e da Segurança Pública no que se refere aos profissionais de segurança pública e defesa social, e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no que se refere aos profissionais do sistema socioeducativo. A eles caberá elaborar, implementar e monitorar as iniciativas relacionadas aos direitos humanos.

As futuras medidas de promoção dos direitos humanos não foram detalhadas pelo governo. Entre os objetivos do programa, está a diminuição da “vitimização e do suicídio” dos profissionais.

Entre os agentes de segurança pública, estão policiais e agentes penitenciários, que são considerados parte importante da base eleitoral do presidente Jair Bolsonaro (PL), que sancionou a medida.

Outro decreto também publicado na quinta-feira sancionou a criação de um segundo programa voltado para os profissionais da segurança pública. O Programa Nacional de Qualidade de Vida para Profissionais de Segurança Pública — nomeado Programa Pró-Vida — visa elaborar, implementar e monitorar iniciativas de saúde biopsicossocial, ocupacional e segurança no trabalho desses funcionários.

Segundo a publicação no DOU, a medida entende como saúde biopsicossocial ações de atenção à saúde entre as dimensões biológica, psicológica e social, integrando diferentes abordagens terapêuticas.

A Rede Pró-Vida será coordenada pela Secretaria Nacional da Segurança Pública, e contará com representantes de órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional, o Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, as Policias Militares, os Corpos de Bombeiros Militares, as Polícias Civis, as Polícias Penais e aos Institutos Oficiais de Criminalística, Medicina Legal e Identificação.

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PESQUISADORES DA UNICAMP DESCOBRIRAM COMO O VÍRUS DA COVID-19 MANIPULA AS CÉLULAS DO CORPO HUMANO PARA SE REPLICAR

Estudo brasileiro identifica como o vírus da Covid-19 usa células para se replicar

À CNN Rádio, a primeira autora da pesquisa, Érika Pereira Zambalde, disse que a ideia é que o resultado eventualmente auxilie na busca por novos tratamentos

Amanda Garcia

Adene Sanchez/Getty Images

Um grupo de pesquisadores da Unicamp e da USP descobriu como o vírus da Covid-19 manipula as células do corpo humano para se replicar – e, dessa forma, causar uma infecção.

Em entrevista à CNN Rádio, a primeira autora da pesquisa, Érika Pereira Zambalde, disse que a importância do estudo é “conseguir entender melhor a função do vírus e como ele causa a infeção no organismo.”

“Isso auxilia a busca por novos tratamentos para combater a pandemia que atrapalha nossa vida nos últimos anos”, completou.

Basicamente, o vírus interage com uma proteína do organismo humano, que atua na replicação do DNA das células e, por tanto, na divisão celular. “O vírus usa essa qualidade a favor dele, e replica as células contaminadas.”

Ela destaca, porém, que a pesquisa é “super recente”: “A partir dela, surgem novas perguntas, a intenção é aprimorar e entender a relação do vírus com a proteína, testar outros tipos de drogas e diminuir a infecção.”

Os próximos passos do estudo, que foi publicado na revista científica Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, envolvem continuar com o estudo em cultura de células e, no futuro, testar em animais.

Fonte: CNN

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DANIELLA MARQUES É O NOME FAVORITO PARA ASSUMIR A PRESIDÊNCIA DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Saiba quem é Daniella Marques, cotada para a presidência da Caixa Econômica Federal

Atual secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia é formada em administração

João Pedro Malar

do CNN Brasil Business

em São Paulo

Daniella Marques deve assumir o lugar de Pedro Guimarães como presidente da CaixaDaniella Marques deve assumir o lugar de Pedro Guimarães como presidente da CaixaReprodução/ CNN Brasil

Em meio a denúncias de assédio sexual contra o atual presidente da Caixa Econômica FederalPedro Guimarães, o nome de Daniella Marques Consentino surgiu nesta quarta-feira (29) como favorito para substituí-lo no cargo.

A possibilidade da indicação de Marques foi confirmada pela analista de política da CNN, Thais Arbex. A secretária é considerada uma das pessoas mais próximas do ministro Paulo Guedes.

Atualmente, ela ocupa o cargo de secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, para o qual foi indicada em 2 de fevereiro de 2022.

Marques integra o governo federal desde 2019, quando foi nomeada como chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do ministro Paulo Guedes.

Ela é formada em administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e possui um MBA – modalidade de pós-graduação – em finanças pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec).

De acordo com o Ministério da Economia, ela atuou por 20 anos no mercado financeiro, na área de gestão independente de fundos de investimentos. Marques também foi sócia-fundadora e diretora de fundos de investimento.

Em 25 de maio, participou, junto com o presidente Jair Bolsonaro de um evento sobre a manutenção de recursos para micro e pequenas empresas no âmbito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

A nomeação de Marques ocorreria após o Ministério Público Federal (MPF) abrir uma investigação sobre denúncias de funcionárias da Caixa de que Pedro Guimarães teria praticado assédio sexual.

As denúncias contra Pedro Guimarães foram reveladas pelo portal “Metrópoles”, e a investigação do MPF foi confirmada pela CNN.

Em nota ao portal, a Caixa informou que “não tem conhecimento das denúncias apresentadas pelo veículo”. À CNN, aliados do presidente Bolsonaro indicaram que Guimarães pode ser demitido ainda nesta quarta-feira.

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SEGUNDO FÓRUM DE SEGURANÇA PÚBLICA, O NÚMERO DE HOMICÍDIOS NO BRASIL É O MENOR REGISTRADO DESDE 2011

Brasil tem menor taxa de homicídios em dez anos, diz anuário

Dados do 16º anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que país registrou o equivalente a 130 mortes por dia ao longo do último ano

Ítalo Lo Re,

do Estadão Conteúdo

País registrou o equivalente a 130 mortes por dia ao longo do último anoPaís registrou o equivalente a 130 mortes por dia ao longo do último anoESTADÃO CONTEÚDO

 

O Brasil registrou 47.503 homicídios ao longo do último ano, o equivalente a 130 mortes por dia, segundo dados divulgados, nesta terça-feira (28), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O número representa queda na comparação com 2020 e é o menor registrado desde 2011, quando se inicia a série histórica. Entre os motivos, especialistas apontam uma estabilização de conflitos entre facções criminosas, que na última década avançaram pelo Norte e Nordeste do País, e a implementação de programas estaduais focalizados em públicos mais jovens.

“As mortes caíram, o que é boa notícia”, disse ao Estadão o diretor-presidente do Fórum, o sociólogo Renato Sérgio de Lima.

“Mas comparando internacionalmente o número ainda é muito alto”, ponderou. Segundo ele, os dados divulgados neste ano foram contrapostos aos índices de 102 países, reunidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A comparação, segundo ele, não é positiva. “O Brasil é líder na quantidade absoluta de mortes e está entre os dez países mais violentos do planeta”, disse Lima.

“Quando se olha com zoom, 30 cidades brasileiras têm taxas acima de 100 mortes por 100 mil habitantes”, disse ele, reforçando que o índice nesses municípios é maior que o de qualquer país no mundo.

Entre as 30 cidades mais violentas do País, aponta o levantamento, 13 integram a Amazônia Legal e a maior parte delas está situada na região de fronteira.

“Existe um processo de migração da violência para a região Norte”, explicou Lima. Como causa disso, ele atribui a atuação na região de facções de bases prisionais e de milícias, o que teria elevado os índices de violência em Estados como, principalmente, o Amazonas.

O material do Fórum aponta que os registros de homicídio caíram em todas as regiões do País, exceto na Norte. Nela, foram registrados 6.291 assassinatos no último ano, ante 5.758 em 2020.

A maior alta foi no Amazonas, onde as mortes subiram de 1.121 para 1.670. Recentemente, o indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips foram mortos em Atalaia do Norte, na fronteira do Estado. O crime chamou atenção para a alta da violência na área.

Os conflitos na Amazônia, explicou Lima, dão continuidade a uma série de disputas entre facções que vêm ocorrendo desde 2017 e que antes resultaram na alta de homicídios no Nordeste.

Em 2017, o Nordeste chegou a registrar 27.288 homicídios. Agora, ainda é a líder em registros no País, mas passa por um processo de estabilização – foram 20.500 ocorrências em 2021.

Neste período, outras regiões entraram no radar das facções. “Tabatinga (AM) hoje é considerada a segunda principal cidade de tráfico internacional de drogas e armas. Só perde para a rota de Ponta Porã (MS)”, destacou Lima.

“A rota de Ponta Porã é controlada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), já a de Tabatinga é controlada pelo Comando Vermelho. Mas essas rotas são disputadas.”

Os conflitos pelo controle de regiões como essas, explicou, são um dos principais motivos que justificam a alta de mortes em regiões específicas do mapa, ao mesmo tempo em que outras localidades parecem sair de foco. “A área de Tabatinga ainda tem toda a interligação com as questões ambientais”, diz ele, lembrando que as execuções de Bruno Pereira e Dom Phillips, no Vale do Javari, foram perto daquela região.

“Mas o tráfico sozinho não explica isso (as variações nos homicídios), há outros fatores”, disse Lima. Conforme o diretor do Fórum, 23% da tendência observada em 2021 – seja de alta ou de diminuição dos índices de criminalidade – recebeu influência de alterações na estrutura demográfica da população brasileira.

“A gente sabe que quem morre mais e mata mais são os jovens”, disse o sociólogo. O processo de envelhecimento da população também resvala nos índices de criminalidade.

Lima reforça que as faixas de 10 a 19 anos e de 20 a 29 anos são as que mais influenciam nos indicadores, o que demanda políticas públicas focalizadas.

“É nesse segmento que a dinâmica da violência letal tem maior peso e, portanto, é nesse segmento que a gente tem que olhar com mais atenção o que está sendo feito”, disse.

Nesse contexto, ele reforça que programas específicos dos governos estaduais também podem ter influenciado a queda dos homicídios, sobretudo para evitar com que jovens sejam cooptados pelo crime organizado. Como exemplo, cita as iniciativas Viva Brasília, no Distrito Federal, e RS Mais Seguro, no Rio Grande do Sul.

“Esses programas, segundo os estudos disponíveis, funcionam. O problema é que são circunscritos à liderança do gestor daquele momento”, ponderou Lima.

Como não houve mudança estrutural na área, explicou, iniciativas como essas podem perder impacto, a depender dos planos dos próximos gestores.

Já o impacto da pandemia e das medidas de isolamento social em 2020 e no ano passado, segundo os analistas do Fórum, foi maior em crimes patrimoniais ou de oportunidade, como roubos, do que nos assassinatos.

Armamento e assassinatos

Nos últimos anos, relembrou ele, os discursos foram muito pautados pelo armamento da população. A facilitação do acesso às armas é uma das principais bandeiras do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição.

Conforme levantamento do Fórum, porém, esse não é um fator que reduz a criminalidade.

“A tese do governo seria ‘quanto mais armas, menos crimes’. Nos Estados que tiveram maior variação positiva no número de armas em circulação, deveria haver maior queda nos homicídios. E não é isso que acontece, a dispersão é muito grande, não existe um padrão.”

Conforme Lima, o levantamento mostra que há cerca de 4,4 milhões de armas de fogo em mãos de civis no País. Dessas, 1,5 milhão estão em circulação irregular, com registros expirados, o que se mostra inclusive como um ponto de preocupação.

“Mais de um terço das armas de fogo nas mãos de civis na circulação do País são armas irregulares, mostrando o grau de descontrole que as armas hoje encontram”, apontou. “Falta uma política de controle e rastreabilidade que, para a segurança pública, seria fundamental.”

Letalidade policial

Assim como os homicídios, a letalidade policial também teve queda em números absolutos: foi de 6.413, em 2020, para 6.145, no último ano, uma redução de 4,2%.

Ainda assim, a fatia ocupada por óbitos desse tipo, que compreendem as mortes decorrentes de intervenções policiais, teve leve aumento.

Foi de 12,7% para 12,9% das mortes violentas intencionais, que incluem ainda casos de homicídios dolosos (quando há intenção de matar), latrocínios (roubo seguido de morte) e lesões corporais seguidas de morte.

Lima reforçou que a queda em números absolutos da letalidade no País foi puxada por São Paulo, cujas mortes após intervenções policiais caíram de 814 para 570 em um ano.

Na avaliação de Lima, como o programa de câmeras ainda não atingiu o Estado todo, ainda não é possível correlacionar a baixa à adoção da tecnologia, que tem mostrado bons resultados em análises amostrais.

“A câmera é só um instrumento. O que aconteceu em São Paulo, que é mais importante, é uma política, como a própria PM chama, de compliance e controle. Reforçou a supervisão da atividade policial”, explicou o sociólogo.

“A polícia de São Paulo fez uma decisão de comando de controlar mais a sua tropa na rua, e isso tem esse impacto positivo. A câmera, por exemplo, no Rio de Janeiro ou em outro Estado não necessariamente vai funcionar se não vier junto da supervisão da atividade policial.”

Na outra ponta, Lima destacou que o Amapá chamou atenção em termos de letalidade policial. Ao todo, 31,8% dos homicídios no Estado foram por letalidade policial neste ano, número que corresponde a mais do que o dobro da média nacional (12,9%). Na região Sudeste, a maior letalidade é no Rio (28,5%).

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SENADOR PROTOCOLA REQUERIMENTO DE CRIAÇÃO DA CPI DO MEC

Oposição entrega pedido para abrir CPI do MEC

Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou o requerimento na manha desta terça-feira (28)

Da CNN

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protocolou o requerimento de criação da CPI do Ministério da Educação. Segundo ele, o pedido tem 31 assinaturas de senadores. O autor do pedido apresentou o documento acompanhado das deputadas federais Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Luiza Erundina (PSOL-SP).

A CPI terá como focos suspeitas de corrupção na gestão do ex-ministro Milton Ribeiro e na distribuição de recursos pelo FNDE, Fundo Nacional de Desenvolvimento da  Educação.

“Em decorrência da prisão do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro conseguimos, finalmente, as assinaturas que restavam para protocolar o pedido”, disse Randolfe Rodrigues.

O senador afirmou que a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF) está sob “forte intervenção e ameaça”.

“Desde a semana passada é de conhecimento de todos, em áudio do ex-ministro Milton Ribeiro, que o Presidente da República interveio de forma clara para impedir que a investigação avançasse, em um claro crime, conforme o Código Penal, de obstrução às investigações e de uso de informações privilegiadas”, acrescentou Randolfe.

Apuração no MEC 

Na última semana, a investigação da Polícia Federal (PF) sobre irregularidades no Ministério da Educação (MEC) ganhou notoriedade pela prisão preventiva do ex-ministro da pasta Milton Ribeiro, entre outros suspeitos, e investigações sobre possível interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) no caso. Porém, uma decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, revogou a prisão preventiva dos envolvidos.

As autoridades apuram possível tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao MEC. A defesa do ex-ministro afirma que ele “não cometeu qualquer ilicitude”  e que “sempre pautou sua vida, privada e pública, pela ética, honestidade e retidão e jamais cometeu qualquer desvio e ou infração penal dentro e ou fora do exercício do cargo público que ocupou”.

As investigações surgiram após vir a público uma gravação na qual o ex-ministro afirma ter recebido um pedido do presidente Jair Bolsonaro (PL) para liberar verbas do MEC para prefeituras específicas por meio de negociações com os pastores –que não possuem cargos no governo federal.

Abaixo, veja o que se sabe sobre o caso e os possíveis próximos passos.

Denúncias derrubaram ex-ministro

Em março deste ano, Milton Ribeiro pediu exoneração do cargo no Ministério da Educação depois que as denúncias vieram a público.

Em uma conversa gravada divulgada, Ribeiro diz que se trata de “um pedido especial do presidente da República”. “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar”, diz na conversa com prefeitos e outros dois pastores, segundo o jornal.

“Porque a minha prioridade é atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”. complementa o ex-ministro. Os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura são os citados nos áudios.

Na gravação, é indicado que, com a liberação de recursos, poderia haver uma contrapartida. “O apoio que a gente pede não é segredo, isso pode ser [inaudível] é apoio sobre construção de igrejas”. Nos áudios, não fica claro a forma como esse apoio se daria.

Em entrevista à CNN, em 23 de março, Ribeiro negou as acusações.

Dias depois, em 31 de março, ele admitiu pela primeira vez ser o autor do áudio vazado, mas disse que “as palavras foram colocadas fora de contexto”.

Segundo o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), entre 2019 e 2022, foram registradas 35 entradas de Moura no Planalto, entre visitas a ministros e ao vice-presidente, Hamilton Mourão. Deste número, em dez vezes Gilmar também esteve presente. Santos também frequentou o gabinete responsável pela agenda do presidente Jair Bolsonaro.

No dia 24 de abril, Bolsonaro defendeu Ribeiro. “Se o Milton estivesse armando não teria colocado na agenda aberta ao público. O Milton, eu boto minha cara no fogo por ele. Estão fazendo uma covardia”, disse.

Em entrevista exclusiva à analista de política da CNN Renata Agostini, o atual ministro da Educação, Victor Godoy, afirmou que mandou suspender todos os repasses da pasta que estão sendo investigados.

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CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA PETROBRAS APROVA CAIO PAES DE ANDRADE COMO NOVO PRESIDENTE DA ESTATAL

Saiba quem é Caio Paes de Andrade, novo presidente da Petrobras

Executivo vem da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia

Do CNN

Brasil Business

Andrade também é membro do Conselho de Administração da Embrapa e da PPSAAndrade também é membro do Conselho de Administração da Embrapa e da PPSADivulgação/Serpro

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta segunda-feira (27) o nome de Caio Mario Paes de Andrade como novo integrante do órgão e presidente da estatal. Com isso, ele substituirá Fernando Assumpção Borges, que ocupava interinamente a presidência desde 20 de junho.

Paes de Andrade foi indicado pelo governo para substituir José Mauro Ferreira Coelho, que havia sido indicado em 6 abril.

Caio Paes de Andrade tem formação em Comunicação Social pela Universidade Paulista, pós-graduação em Administração e Gestão pela Harvard University e Mestre em Administração de Empresas pela Duke University.

O executivo vem da Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, onde é responsável pela plataforma Gov.br. Em 2019 passou da iniciativa privada para a pública, onde atuou como presidente do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), empresa pública de prestação de serviços de Tecnologia da Informação, até agosto de 2020, quando foi para a secretaria do Ministério.

Andrade também é membro do Conselho de Administração da Embrapa e da PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A).

No último dia 13, a analista da CNN Thais Arbex antecipou que o Governo Federal não descartava uma nova mudança no comando da estatal. A mudança no cargo ocorre pouco após o atual presidente, José Mauro Coelho Ferreira, completar um mês à frente da Petrobras.

Como adiantado por Thais Arbex, a troca era defendida por integrantes do alto escalão da Esplanada dos Ministérios sob o argumento de que a cúpula da estatal precisa estar mais alinhada ao novo ministro, Adolfo Sachsida.

Segundo relatos feitos à CNN Brasil, o auxiliar de Guedes chegou a ser entrevistado pelo ministro de Minas e Energia da época, Bento Albuquerque, antes do convite feito ao economista Adriano Pires.

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PRESIDENTE BOLSONARO E PUTIN CONVERSARAM SOBRE GARANTIA DE ENVIO DE FERTILIZANTES PARA O BRASIL

Em telefonema a Bolsonaro, Putin garante envio de fertilizantes ao Brasil

Presidentes converesaram nesta segunda-feira (27) sobre a segurança alimentar global

Gustavo Uribe

da CNN*

Bolsonaro e Putin durante coletiva de imprensa em Moscou, Rússia, nesta quarta-feira (16)Bolsonaro e Putin durante coletiva de imprensa em Moscou, Rússia, nesta quarta-feira (16)Foto: Alan Santos/PR

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil, Jair Bolsonaro (PL) conversaram nesta segunda-feira (27) sobre a segurança alimentar global e confirmaram a intenção de fortalecer sua parceria estratégica, informou o Kremlin nesta segunda-feira (27).

Putin garantiu a Bolsonaro em um telefonema que a Rússia cumpriria todas as suas obrigações de fornecer fertilizantes ao Brasil, disse o Kremlin em comunicado.

À CNN, fontes da diplomacia brasileira confirmaram o aceno de Putin de não interrupção da exportação de fertilizantes ao Brasil.No acumulado de janeiro a maio, a aquisição de fertilizantes do Brasil alcançou 16,64 milhões, aumento de 16,5% sobre 2021, conforme dados da agência marítima Cargonave.

O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados na produção agrícola, e tem parceria comercial com os russos, um dos maiores produtores do insumo no mundo.

Em março, a então ministra Tereza Cristina solicitou ao comitê de segurança alimentar da Organização das Nações Unidas (ONU) que fertilizantes não sejam incluídos na lista de sanções à Rússia.

Em videoconferência com representantes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a ministra apresentou proposta para que os produtos sejam incluídos na mesma categoria dos alimentos, ou seja, que não tenham a exportação interrompida durante o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na reunião, a ministra salientou que o comércio de fertilizantes é indispensável para garantir a segurança alimentar do mundo e salientou que impedir o comércio do produto pode afetar a disponibilidade de alimentos e gerar uma pressão inflacionária.Em viagem à Rússia, em 16 de fevereiro, Bolsonaro discursou ao lado de Putin. No encontro, disse que prega a paz e respeita “quem age desta maneira” e que era solidário ao país.

Encontro pessoalmente

Em viagem à Rússia, em 16 de fevereiro, Bolsonaro discursou ao lado de Putin. No encontro, disse que prega a paz e respeita “quem age desta maneira” e que era solidário ao país.

Fonte: CNN

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PACOTE DOS COMBUSTÍVEIS ELABORADO PELO GOVERNO FEDERAL TENTA ALIVIAR PRESSÃO INFLACIONÁRIA PARA CONSUMIDORES DE BAIXA RENDA

Governo quer incluir até subsídio para idosos em pacote dos combustíveis

A medida, cuja expectativa é que tramite como projeto de lei e seja pautada nesta semana, tem impacto fiscal calculado pela gestão federal de R$ 34,8 bilhões

A medida, cuja expectativa é que tramite como projeto de lei e seja pautada nesta semana, tem impacto fiscal calculado pela gestão federal de R$ 34,8 bilhões

Gustavo Uribe

da CNN

Frentista abastece veículo em posto de combustíveis no Rio de JaneiroFrentista abastece veículo em posto de combustíveis no Rio de Janeiro08/07/2021REUTERS/Amanda Perobelli

O pacote dos combustíveis, elaborado pelo governo federal para tentar aliviar a pressão inflacionária sobre os consumidores de baixa renda, deve incluir até mesmo subsídio para garantir a gratuidade para maiores de 65 anos no transporte público.

gestão federal prevê incluir na proposta, cuja expectativa é de que tramite em formato de projeto de lei, um montante de R$ 2,5 bilhões para a criação de um programa de mobilidade para idosos em áreas urbanas.

A ajuda para estados e municípios é prevista no Estatuto do Idoso, estava paralisada na Câmara dos Deputados desde fevereiro e teria validade até o final deste ano. A ideia, ao incluir a iniciativa no pacote dos combustíveis, é justamente agilizar a sua aprovação.

Ao todo, a gestão federal calcula que o pacote dos combustíveis tenha um impacto fiscal de R$ 34,8 bilhões, recursos pagos fora do teto de gastos. A maior parte deles viria da realocação de montante que, inicialmente, seria destinado à compensação das unidades da federação que zerassem ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha.

A expectativa é de que o formato final da proposta seja fechado até terça-feira (28) para ser votado ainda nesta semana no Senado Federal. O pacote dos combustíveis deve incluir aumento do Auxílio Brasil para R$ 600, voucher para caminhoneiros de R$ 1 mil, elevação do auxílio-gás para R$ 100 e até mesmo subsídio ao mercado de etanol.

A ideia do voucher para caminhoneiros é beneficiar 900 mil trabalhadores autônomos do setor, medida cujo impacto fiscal é calculado pela gestão federal em R$ 5,4 bilhões. Já o aumento do Auxílio Brasil teria um custo até o final do ano de R$ 21,6 bilhões.

Apesar da disposição do Palácio do Planalto em criar um pacote de subsídios, há dúvidas ainda se ele poderia ser viabilizado em ano eleitoral. Isso porque o artigo 73 da Lei Eleitoral estabelece que, em ano de pleito eleitoral, “fica proibida a distribuição gratuita de benefícios por parte da administração pública”.

O subsídio, porém, é permitido “nos casos de calamidade pública e estado de emergência”. É por isso que o governo federal discute a possibilidade de decretação de um estado de emergência por causa da guerra entre Rússia e Ucrânia, o que enfrenta resistência no Congresso Nacional.

Caso o pacote de subsídio seja aprovado sem o estado de emergência, há o risco de a discussão ser judicializada e a medida de auxílio não ser implementada pelo governo federal neste ano.

Veja o impacto das medidas previstas no pacote dos combustíveis, segundo cálculo feito pelo governo federal:

  • Auxílio Brasil de R$ 600 – R$ 21,6 bilhões
  • Voucher para Caminhoneiros de R$ 1 mil – R$ 5,4 bilhões
  • Subsídio para o Etanol – R$ 3,8 bilhões
  • Transporte para Idosos – R$ 2,5 bilhões
  • Auxílio-Gás de R$ 100 – R$ 1,5 bilhão
  • Total – R$ 34,8 bilhões

 

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BOLSONARO ANUNCIARÁ NOS PRÓXIMOS DIAS O GENERAL BRAGA NETTO COMO VICE

“Pretendo anunciar nos próximos dias o general Braga Netto como vice”, diz Bolsonaro

Presidente confirma nome de seu ex-ministro da Casa Civil e da Defesa para chapa que disputará eleições em outubro

Da CNN

O ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto e o presidente Jair Bolsonaro (18.fev.2020)O ex-ministro da Casa Civil Walter Braga Netto e o presidente Jair Bolsonaro (18.fev.2020)Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou na noite deste domingo (26) que pretende anunciar nos próximos dias o nome do general da reserva do Exército Walter Braga Netto como vice em sua chapa que concorrerá à Presidência da República nas eleições deste ano.

Também filiado ao PL, Braga Netto foi ministro da Casa Civil e da Defesa no governo Bolsonaro. Ele deixou o cargo no final de março devido à exigência de não ocupar funções públicas para disputar um cargo eletivo em outubro, como previsto pela legislação eleitoral.

Nos últimos dias, o nome da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) também vinha sendo cogitado como vice de Bolsonaro. O presidente, porém, descartou a informação e confirmou o general para o cargo, em entrevista ao Programa 4 por 4.

“Temos outros excelentes nomes, como o da Tereza Cristina. O general Heleno [Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência] quase foi meu vice lá atrás. (…) Vice é só um. Gostaria que pudesse indicar dez, daí não teria problemas”, afirmou.

Bolsonaro ressaltou o currículo do general, dizendo que ele tem uma “vida de 45 anos de serviços na caserna”.

“Foi interventor por um ano aproximadamente no Rio de Janeiro, veio para o nosso governo, pegou a difícil missão da Casa Civil durante a pandemia, foi para o Ministério da Defesa e se desincompatibilizou para poder ficar livre aí para disputar um cargo eletivo. Então, é uma pessoa que eu admiro muito”, disse.

Em sua conta no Twitter, Bolsonaro publicou uma foto ao lado do ex-ministro minutos após a entrevista.

Ao falar sobre o tema, o presidente também reclamou do cargo que ocupa. “Essa cadeira é algo terrível quando se quer fazer a coisa certa. É pressão de tudo quanto é lado”, disse.

Fonte: CNN

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USP CRIA BANCA PARA VERIFICAR VERACIDADE NA DECLARAÇÃO RACIAL DE CANDIDATOS A COTA RACIAL NA UVERSIDADE

USP aprova criação de banca de identificação racial para evitar fraudes em cotas

Medida, aprovada pelo Conselho de Graduação, será aplicada já no próximo vestibular para ingresso na universidade

Júlia Marques,

do Estadão Conteúdo

Banca era uma demanda de estudantes negros, mas enfrentava resistência interna na universidadeBanca era uma demanda de estudantes negros, mas enfrentava resistência interna na universidadeMarcos Santos/USP Imagens

A Universidade de São Paulo (USP) aprovou na quinta-feira (23) a criação de uma comissão para verificar se candidatos que se declararam pretos ou pardos correspondem ao perfil racial informado por eles próprios na inscrição.

A banca de heteroidentificação dos candidatos era uma demanda de estudantes negros, mas enfrentava resistência interna na USP.

A medida, aprovada pelo Conselho de Graduação, visa a coibir fraudes nas cotas raciais e será aplicada já no próximo vestibular. A regra vale para as 8.230 vagas oferecidas pela Fuvest. A comissão deve verificar os candidatos antes da confirmação da matrícula.

Desde 2018, a USP adota cotas para alunos de escola pública e pretos, pardos e indígenas em todos os cursos de graduação. Apesar da política de cotas, não havia até então uma verificação prévia da autodeclaração dos candidatos.

Os critérios usados pela comissão de verificação da USP ainda serão definidos, assim como a composição da banca. A universidade deve colher sugestões até o fim de julho. A ideia é que a identificação ocorra pelo fenótipo do candidato, ou seja, pelas características físicas, como cor da pele.

“Nossa proposta é que primeiro seja feita uma avaliação a partir da fotografia de inscrição dos alunos e sobre aqueles em que restar algum tipo de dúvida ou questionamento, faríamos uma conversa presencial”, explicou a pró-reitora de Inclusão e Pertencimento, Ana Lúcia Duarte Lanna. Ela espera que a própria existência da comissão de verificação iniba as tentativas de fraudes.

Coletivos de estudantes pressionavam a universidade pela criação da banca de heteroidentificação para impedir que alunos que não teriam direito às cotas ocupassem as vagas de pretos e pardos.

“Discutir o combate às fraudes com os supostos fraudadores matriculados é muito mais complicado. Quase sempre uma discussão dessa natureza acabava no Poder Judiciário”, explica Lucas Módolo, advogado e um dos fundadores do Comitê Antifraude, responsável por encaminhar boa parte das denúncias à USP.

Para o ex-reitor Vahan Agopyan, no entanto, a verificação de todos os alunos que se autodeclaram PPI era vista como uma ação “policialesca”. “Não é porque tem (fraudes) que vamos punir todo mundo fazendo a exigência”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo, em 2020.

Neste ano, após a eleição do novo reitor, Carlos Gilberto Carlotti Junior, o Conselho Universitário aprovou a criação da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento. Carlotti Junior já havia indicado a possibilidade de criar uma banca de heteroidentificação.

Experiências adotadas em outras universidades devem ser estudadas para desenhar o modelo da USP. A banca de heteroidentificação já existe em universidades federais e nas estaduais paulistas. A Universidade de Brasília (UnB), primeira federal a utilizar cotas, foi pioneira no método de aferição.

Segundo Ana Lúcia, o modelo de verificação prévia por meio da fotografia já é adotado por outras instituições, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Outras medidas

A universidade também aprovou anteontem mais duas novidades no vestibular. Agora todos os candidatos independentemente da categoria em que se inscreveram (ampla concorrência, escola pública ou PPI) serão classificados de acordo com a nota no vestibular.

Serão preenchidas primeiramente as vagas para ampla concorrência, depois as de escola pública, e só então as vagas para PPI. Com isso, espera-se garantir que mais alunos negros e de escola pública ocupem as vagas na universidade.

O Conselho de Graduação determinou ainda a obrigatoriedade de apresentar comprovante de vacinação completo e doses de reforço para os calouros. “Inserir no sistema de matrícula o comprovante de vacinação vai ser condição para ter a matrícula aceita”, explica o pró-reitor adjunto de Graduação, Marcos Neira.

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MINISTRO DO STF CONVOCA REUNIÃO COM ESTADOS E UNIÃO PARA TENTAR ACORDO SOBRE ICMS

Gilmar Mendes convoca união e estados para acordo sobre ICMS

Reunião foi marcada para a próxima terça-feira (28)

Caio Junqueira

da CNN

Nelson Jr./SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes convocou uma reunião com estados e União para tentar um acordo sobre tributação de ICMS.

No despacho dentro da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 984, ele agenda uma reunião para a próxima terça-feira (28) as 9h.

“Considerando a busca por um compromisso conciliatório manifestado pelos Estados-membros e colhida, pessoal e informalmente, a concordância da submissão ao interesse autocompositivo com diversas autoridades do Poder Executivo da União, designo audiência de conciliação/mediação, na qual poderão comparecer os representantes de todos os entes federados, a ser presidida por mim e/ou pelo juiz auxiliar Diego Viegas Veras no dia 28 de junho de 2022, as 9h, virtualmente, pela plataforma Zoom”, afirma.

Ele diz ainda que “as partes deverão comparecer munidas de propostas que envolvam o pacto federativo discutido nesses autos, previamente autorizadas pelos setores técnico-administrativos, caso seja necessário”.

O despacho se deu dentro da ação proposta pelo Conpeg (Conselho Nacional de Procuradores Gerais dos estados e do Distrito Federal), que questionou, dentre outros pontos, a competência do ministro André Mendonça para decidir sobre critérios de essencialidade na tributação de combustíveis.

Mendonça concedeu uma liminar no dia 17 de junho para suspender a eficácia do convênio ICMS 16/2022 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e decidiu que as alíquotas do ICMS dos combustíveis devem ser uniformes em todo território nacional.

E na avaliação de Conpeg por meio dessa liminar ele invadiu a competência de Gilmar que ja debatia a essencialidade  do ICMS em combustíveis em outra ação.

“Esperamos que sob a condução do ministro Gilmar, que ja foi responsável por casos semelhantes exitosos,  consigamos chegar a bom termo e a uma solução atenda interesse de todos envolvidos”, disse a CNN Rodrigo Maia, presidente do Conpeg. 

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ANS APROVA NORMATIVA QUE AMPLIA REGRAS DE COBERTURAS DE PLANOS DE SAÚDE PARA USUÁRIOS COM AUTISMO E OUTROS TRANSTORNOS

ANS amplia cobertura de planos para tratamento de autismo e de outros transtornos

A partir de 1º de julho, passa a ser obrigatória a cobertura para qualquer método ou técnica indicado pelo médico para o tratamento desses pacientes

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou, na quinta-feira (23), uma normativa que amplia as regras de cobertura assistencial para usuários de planos de saúde com transtornos globais do desenvolvimento, entre os quais está incluído o transtorno do espectro autista (TEA).

A partir de 1º de julho de 2022, passa a ser obrigatória a cobertura para qualquer método ou técnica indicado pelo médico assistente para o tratamento do paciente que tenha um dos transtornos enquadrados na CID F84, conforme a Classificação Internacional de Doenças.

De acordo com a ANS, a normativa também ajustou o anexo II do rol para que as sessões ilimitadas com fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas englobem todos os transtornos globais de desenvolvimento.

“Decidimos estabelecer a obrigatoriedade da cobertura dos diferentes métodos ou terapias não apenas para pacientes com TEA, mas para usuários de planos de saúde diagnosticados com qualquer transtorno enquadrado como transtorno global do desenvolvimento”, disse o diretor-presidente da ANS, Paulo Rebello, em comunicado.

O transtorno global do desenvolvimento é caracterizado por um conjunto de condições que geram dificuldades de comunicação e de comportamento, prejudicando a interação dos pacientes com outras pessoas e o enfrentamento de situações cotidianas.

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID-10) são considerados transtornos globais do desenvolvimento:

  • Autismo infantil
  • Autismo atípico
  • Síndrome de Rett
  • Outro transtorno desintegrativo da infância
  • Transtorno com hipercinesia associada a retardo mental e a movimentos estereotipados
  • Síndrome de Asperger
  • Outros transtornos globais do desenvolvimento
  • Transtornos globais não especificados do desenvolvimento

As abordagens dos transtornos globais do desenvolvimento são variadas e contam com ações individuais realizadas por profissionais treinados em uma área específica ou compostas por atendimentos multidisciplinares.

Os procedimentos incluem o Modelo Applied Behavior Analysis (ABA), o Modelo Denver de Intervenção Precoce (DENVER ou ESDM), a Integração Sensorial, a Comunicação Alternativa e Suplementar ou Picture Exchange Communication System (PECS), dentre outros.

A escolha do método mais adequado deve ser feita pela equipe de profissionais de saúde assistente com a família do paciente.

De acordo com a ANS, as operadoras de planos de saúde não poderão negar atendimento a pessoas com condições tais como paralisia cerebral e Síndrome de Down que apresentem transtorno global do desenvolvimento.

Em nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) informou que vai avaliar o teor da decisão da ANS e que “entende a importância da iniciativa para esclarecer que os tratamentos de transtornos globais do desenvolvimento não serão impactados”.

“O órgão regulador abre um canal de diálogo importante junto às representações de profissionais de saúde, operadoras e sociedade, principalmente pais e pacientes, buscando garantir que a cobertura dessas terapias seja resolutiva e equilibrada, fundamentada em critérios técnicos de Avaliação de Tecnologia em Saúde (ATS)”, completa a nota.

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ANVISA DETERMINA O RECOLHIMENTO IMEDIATO DE DIVERSOS LOTES DO MEDICAMENTO LOSARTANA

Por g1

 

Prédio da Anvisa em Brasília — Foto: Adriano Machado/ReutersPrédio da Anvisa em Brasília — Foto: Adriano Machado/Reuters

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (23), o recolhimento e interdição de diversos lotes de vários fabricantes do medicamento losartana, usado para tratar pressão alta.

A agência recomendou que os pacientes que usam o remédio, mesmo que ele esteja entre os lotes afetados, devem continuar o tratamento, pois a medida é preventiva.

Em caso de dúvida ou se precisar de orientação, o paciente deve conversar seu médico.

“A hipertensão e insuficiência cardíaca exigem acompanhamento constante e qualquer alteração no tratamento deve ser feita somente pelo médico que acompanha o paciente. Deixar de tomar o medicamento pode trazer riscos para a saúde do paciente”, reforçou a Anvisa.

Veja as orientações completas:

  1. A minha losartana está entre os lotes recolhidos. O que eu devo fazer?
  2. Como faço para trocar a minha losartana?
  3. Por que a Anvisa está recolhendo ou interditando os lotes?

1) O que eu devo fazer se a minha losartana estiver entre os lotes afetados?

Nesse caso, a Anvisa orienta que você continue o tratamento e converse com o seu médico se precisar de orientações.

É importante que você não pare o tratamento. Só troque de remédio quando já tiver uma nova caixa em mãos, pois parar o remédio pode trazer problemas imediatos à saúde – como derrame, ataques cardíacos e piora da insuficiência cardíaca, inclusive com risco de morte.

2) Como faço para trocar a minha losartana?

Depois de falar com o seu médico, se for trocar o medicamento, você deve entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) do laboratório que fabrica a sua losartana para se informar sobre a troca.

O contato das empresas aparece na embalagem e na bula do remédio. É dever da empresa fazer a substituição ou a troca do remédio – os lotes que foram mantidos no mercado são considerados seguros e podem ser consumidos.

3) Por que a Anvisa está recolhendo ou interditando os lotes?

A agência detectou a impureza “azido” – uma substância que pode causar mutações – em uma concentração acima do limite de segurança aceitável nos remédios. A medida é preventiva.

A presença do azido no insumo farmacêutico da losartana foi identificado no mundo em setembro de 2021. O contaminante pode aparecer durante a produção do insumo farmacêutico ativo, que é utilizado pela indústria farmacêutica para fabricar o medicamento final.

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PF CLASSIFICA ESQUEMA DENTRO DO MEC COMO ” ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA”

Foi criada “organização criminosa” dentro do MEC, diz PF

Segundo a Polícia Federal, dupla de pastores que atuava dentro do Ministério da Educação durante a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro usou contas de parentes para receber propina decorrente de negócios na pasta

Daniela Lima

da CNN

São Paulo

Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação (MEC)Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação (MEC)Valter Campanato/Agência Brasil

A Polícia Federal afirma que a dupla de pastores que atuava dentro do Ministério da Educação durante a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro usou contas de parentes para receber propina decorrente de negócios na pasta.

A informação consta da decisão que autorizou a prisão do ex-ministro e dos pastores Gilmar Santos e Arilton Ribeiro. Todas as detenções foram revogados nesta quinta pelo desembargador Ney Belo, da Justiça Federal.

Segundo a PF, um sofisticado esquema foi montado pelo que a entidade classifica como “organização criminosa” dentro do MEC.

A Polícia também constatou que a esposa do ex-ministro Milton Ribeiro recebeu ou cedeu valores a parentes da dupla de pastores.

A investigação aponta ainda que um aliado da dupla investigada foi nomeado para cargo dentro do Ministério da Educação. Esse personagem, chegou a viajar com os pastores e a participar de eventos com eles.

CNN teve acesso à decisão do juiz Renato Borelli, que tornou-se alvo de ameaças após decretar a prisão do ex-ministro de Bolsonaro. No texto, o juiz aponta achados também da Constroladoria-Geral da União, que subsidiaram a investigação.

Além da prisão de três dos envolvidos, já revogada, o juiz determinou a quebra dos sigilos dos citados no caso, como foi pedido pela PF. Também partiu da PF o pedido de prisão, sob o argumento de que os investigados poderiam obstruir a investigação e destruir provas.

O MPF foi favorável à quebra de sigilo, mas sugeriu medidas cautelares, como proibição de comunicação entre os citados, como alternativa à prisão preventiva, o que o juiz negou.

A defesa do ex-ministro Milton Ribeiro só teve acesso à decisão nesta quinta. Ela classificou a prisão do ex-ministro como ilegal e extemporânea, argumento acatado pelo desembargador do TRF-1

Fonte: CNN

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LEI SANCIONADA POR BOLSONARO BENEFICIA ALUNOS INADIMPLENTES DO FIES COM ATÉ 99% DE DESCONTO

Bolsonaro sanciona lei sobre renegociação de dívidas do Fies

Alunos inadimplentes podem ter descontos de até 99% no pagamento dos débitos vencidos; medida vale apenas para quem aderiu ao financiamento a partir do segundo semestre de 2017

Giovanna Inoue

Léo Lopes

da CNN

em Brasília e São Paulo

Cerca de um milhão de beneficiários do Fies estão inadimplentesCerca de um milhão de beneficiários do Fies estão inadimplentesMarcello Casal Jr/Agência Brasil (3.set.2019)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou, nesta quarta-feira (22), uma lei que estabelece as regras para renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) – programa de financiamento de cursos de graduação pagos.

A lei surge após aprovação na Câmara dos Deputados e Senado, em maio, de uma Medida Provisória (MP), que havia sido editada pelo governo federal no final do ano passado.

Os alunos devedores há mais de 90 dias podem ter desconto de 12% no pagamento à vista, ou parcelar o débito em 150 meses, com perdão dos juros e multas.

Caso os débitos ultrapassem 360 dias do vencimento, os descontos a serem aplicados podem chegar a 77%. Se o aluno estiver inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), o desconto pode chegar a 99%.

O governo federal alega que o objetivo da MP é reduzir o índice de inadimplência do Fies.

O Fies é um programa do Ministério da Educação (MEC), que tem como objetivo conceder financiamento a estudantes em cursos superiores não gratuitos.

O governo federal paga a mensalidade do estudante beneficiado, que precisa quitar a dívida depois de formado.

De acordo com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), mais de 1 milhão de estudantes tem atrasos superiores a 90 dias no financiamento.

As obrigações financeiras com o Fies foram suspensas temporariamente pelo governo durante o estado de calamidade pública provocado pela pandemia de Covid-19.

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PESQUISADORES DA USP APROFUNDAM INVESTIGAÇÃO SOBRE O VÍRUS SABIÁ CAUSADOR DE FEBRE HEMORRÁGICA BRASILEIRA

Pesquisadores da USP investigam vírus sabiá, ressurgido no Brasil após 20 anos

Estudo indica comprometimento significativo do fígado e de órgãos associados à produção de células de defesa em pacientes infectados pelo vírus sabiá

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

Casos registrados tiveram como ponto em comum infecções ocorridas na zona ruralCasos registrados tiveram como ponto em comum infecções ocorridas na zona ruralWalterson Rosa/MS

Pesquisadores da Universidade de São Paulo aprofundam as investigações sobre o vírus sabiá (SABV), causador da febre hemorrágica brasileira.

Os estudos conduzidos pelo Instituto de Medicina Tropical (IMT) e pelo Hospital das Clínicas, ambos da Faculdade de Medicina da USP, são realizados a partir do diagnóstico de dois casos de infecção em 2019.

Anteriormente, apenas quatro infecções desse tipo haviam sido detectadas no país, a última delas há mais de 20 anos. Os dois diagnósticos mais recentes foram realizados em meio a um surto de febre amarela na região Sudeste.

“Fizemos esse estudo durante a epidemia de febre amarela, então nos casos em que não conseguimos fechar o diagnóstico, fomos atrás de outros vírus. Para nossa surpresa, achamos esses dois casos, que são extremamente raros”, afirmou a médica Ana Catharina Nastri, da Divisão de Doenças Infecciosas do Hospital das Clínicas, em comunicado.

Segundo a pesquisadora, primeira autora do estudo orientado pela professora Ana S. Levin, do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias, os avanços na área de investigação de doenças, especialmente na microscopia eletrônica, permitiram um estudo mais aprofundado sobre o vírus sabiá (Brazillian mammarenavirus).

As novas informações sobre manifestações clínicas, exames de tecidos e órgãos e possibilidade de transmissão hospitalar foram publicadas na revista Travel Medicine and Infectious Disease.

Novos casos

Os dois novos casos detectados ocorreram nas cidades de Sorocaba e Assis, no interior de São Paulo. Os pacientes foram atendidos no Hospital das Clínicas com suspeita de caso grave de febre amarela.

O primeiro foi um homem de 52 anos que havia caminhado pela floresta na cidade de Eldorado (170 quilômetros ao Sul de São Paulo) e passou a apresentar sintomas como dor muscular, dor abdominal e tontura.

No dia seguinte, ele desenvolveu conjuntivite, sendo medicado em um hospital local e depois liberado. Quatro dias depois, foi internado novamente com febre alta e sonolência. Suspeitou-se de febre amarela e ele foi transferido para o Hospital das Clínicas.

Durante a internação, o quadro clínico foi agravado até ele ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), dez dias após o início dos sintomas, com sangramento significativo, insuficiência renal, rebaixamento do nível de consciência e hipotensão, vindo a falecer dois dias depois.

O segundo caso é de um homem de 63 anos, trabalhador rural de Assis (440 quilômetros a Oeste de São Paulo), que apresentou febre, dor no corpo, náusea e prostração. Os sintomas pioraram e oito dias depois ele foi admitido no HC com queda do nível de consciência e insuficiência respiratória com necessidade de intubação. Uma disfunção no coração levou ao choque e à morte, 11 dias após o início dos sintomas.

O que apontam as análises

diagnóstico da infecção foi realizado a partir de uma técnica que envolve o sequenciamento do material genético viral. Na análise das duas infecções, os pesquisadores identificaram sintomas análogos aos registrados nos casos da década de 90.

“A parte clínica é muito parecida com o que já havíamos visto antes e, entre os dois novos casos, a manifestação também foi muito similar”, diz Ana.

O estudo indica que em todos os casos houve um comprometimento significativo do fígado e de órgãos associados à produção de células de defesa, o que pode ter facilitado o surgimento de infecções secundárias, tornando o diagnóstico inicial mais complexo.

Os casos registrados tiveram como ponto em comum infecções ocorridas na zona rural. “Inferimos, baseados nos outros Mammarenavirus da América do Sul, que provavelmente a pessoa se contamina por inalação de partículas virais, talvez de fezes de roedores. Mas isso não está comprovado justamente porque temos pouquíssimos casos descritos”, diz Ana.

A médica ainda alerta que, justamente por se tratar de áreas rurais com menos recursos laboratoriais e de diagnóstico, alguns casos podem não ter sido identificados, dificultando um panorama completo da febre hemorrágica brasileira.

Os cientistas não encontraram infecções por transmissão hospitalar durante o rastreamento de contatos.

“Isso mostra que com as precauções habituais, como máscara, luva, óculos e avental, não houve transmissão, e nos deixa um pouco mais tranquilos em relação ao nosso vírus”, diz Ana. Ela ressalta, entretanto, que ainda não é possível cravar uma conclusão, devido à limitação dos casos avaliados.

Sobre o vírus sabiá

O nome do vírus faz referência ao bairro Sabiá, localizado no município de Cotia, na Grande São Paulo, onde suspeita-se que a primeira vítima tenha sido infectada.

Embora existam vários tipos de Mammarenavirus descritos em diferentes países da América do Sul, o vírus sabiá é característico do Brasil.

“Alguns desses vírus possuem o ciclo viral mais bem conhecidos, já o nosso vírus sabiá possui pouquíssimos dados. Ainda não sabemos qual é o seu reservatório na natureza, a forma de transmissão, e se existiria infecção através do contato inter-humano”, diz a médica.

Anteriormente ao estudo, apenas quatro infecções por SABV haviam sido registradas no país. Os pesquisadores estimam que uma delas ocorreu na cidade de Cotia, em 1990, e outra, na cidade do Espírito Santo do Pinhal, em 1999, ambas localizadas na zona rural do estado de São Paulo.

Nos dois casos, a doença atingiu trabalhadores rurais que morreram devido às complicações da febre hemorrágica. As outras duas infecções, que não evoluíram para a morte, ocorreram em profissionais de laboratório que podem ter sido infectados durante a manipulação do vírus.

(Com informações do Jornal da USP)

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PESQUISA APONTA ESCASSEZ DE MÃO DE OBRA QUALIFICADA NO BRASIL

Escassez de mão de obra qualificada no Brasil atingiu 81% em 2022, diz pesquisa

À CNN Rádio, a diretora do ManpowerGroup, Wilma Dal Col, responsável pelo levantamento, afirmou que esse tipo de qualificação vai além da formação e execução da atividade

Amanda Garcia

Getty Images

Uma pesquisa realizada pelo ManpowerGroup apontou que a falta de mão de obra qualificada no Brasil atingiu a marca de 81% em 2022 – a média global é de 75%.

A consultoria ouviu 40 mil empregadores em 40 países e 3 em cada 4 empresários relatam dificuldades para encontrar talentos.

Em entrevista à CNN Rádio, a diretora de gestão estratégica de pessoas no ManpowerGroup, Wilma Dal Col, explicou que a pandemia “pisou no acelerador” do problema, mas não o causou.

“A cada ano, as empresas têm mais dificuldades para preencher vagas, desde as mais simples até algumas funções que exigem maior preparo e formação”, avaliou.

Essas dificuldades estão relacionadas “ao avanço e desenvolvimento da tecnologia, que vem cada vez mais trazendo soluções ágeis e exige o melhor da competência humana.”

“Mão de obra qualificada não é só formação e execução de atividade, mas comportamentos e habilidades humanas que podem fazer a diferença.”

As chamadas soft skills exigem que o “ser humano aprimore a capacidade de relacionamento e trabalho integrado, por exemplo.”

As empresas, diante desse quadro, podem seguir dois caminhos, segundo Wilma: uma de curto prazo e outra de abordagem sustentável.

“Primeiro é questionar como estou atraindo e retendo talentos, se estou com as melhores práticas de seleção e oferecendo o que querem, e a sustentabilidade é trabalhar com o preparo dos profissionais, ser um pool de talentos, não de pessoas prontas de imediato.”

Paralelamente a isso, a diretora reforça que a mudança está “na mão do profissional também”: “É uma via de mão dupla, escolhas individuais fazem parte, a proposta de valor para a carreira é importante e está nas mãos dele.”

Os segmentos em que há mais demanda por talentos, de acordo com a pesquisa são: tecnologia da informação, atendimento ao cliente, logística e operações e marketing e vendas.

*Com produção de Isabel Campos

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SAIBA QUAIS AS SETE LIÇÕES FINANCEIRAS QUE VOCÊ DEVE APRENDER ANTES DOS 30 ANOS

7 lições financeiras que você deve aprender antes dos 30 anos

Diz-se que 30 são os novos 20 e, do ponto de vista financeiro, parece ser verdade.

 Atualizado 21/06/2022 às 13:57

BINOMO

Antigamente, era comum que os estudantes ganhassem o seu caminho até a faculdade, se formassem sem dívidas aos 22 anos e imediatamente começassem a economizar para um adiantamento em uma casa. No entanto, o custo da mensalidade aumentou aproximadamente oito vezes mais rápido do que a renda nas três décadas anteriores, tornando praticamente inviável fazê-lo.

Os graduados de hoje estão sobrecarregados com milhares de dólares em empréstimos estudantis ou outros empréstimos. Não se pode nem pensar em comprar uma casa após a formatura. No entanto, existem algumas habilidades que você deve aprender se estiver determinado a estabelecer uma boa base financeira para o seu futuro, pois pode ser intimidante se aproximar dos 30 e sentir que ainda está lutando.

Você se sente frustrado ao iniciar sua jornada financeira? Você gostaria de acelerar sua jornada para a independência financeira? Você descobrirá as mudanças mentais e o comportamento necessários para alcançar a independência financeira.

Sua vida pode mudar se você começar a implementar essas 7 dicas hoje para pular os erros e provar o sucesso.

1. Diversifique seu investimento:

A diversificação de investimentos tem um enorme impacto em sua jornada financeira. Você deve alocar seus fundos de investimento para vários objetivos financeiros. Cada objetivo terá sua própria linha do tempo. Por exemplo, no final dos 20 anos, se você quiser comprar seu próprio apartamento, deverá depositar os fundos em uma conta poupança a cada mês ou a cada semana de acordo. A diversificação do seu investimento o ajudará a esclarecer seus objetivos financeiros.

Crie uma lista de objetivos financeiros que você deseja alcançar. Talvez você queira economizar para um carro ou uma casa, um casamento ou uma aposentadoria. Alinhe seus objetivos financeiros com um cronograma. Por exemplo: você quer comprar um veículo em dois anos, comprar uma casa em 5 anos, economizar para o seu casamento em 7 anos e pensar em se aposentar em 30 anos.

Agora que você conhece seus objetivos e prazos, pode diversificar seus investimentos. Coloque suas economias mensais em um instrumento financeiro que corresponda ao cronograma de cada meta. Por exemplo, suponha que você queira comprar uma casa em três a cinco anos. Atualmente, você tem alguns fundos e continua economizando a cada mês. Invista esses fundos em um ativo que renderá um retorno dentro de três a cinco anos.

Ou, suponha que você deseja se preparar para a aposentadoria. Se você tiver mais de dez anos, poderá investir em um instrumento financeiro que proporcione um retorno por um período maior de tempo. Em ambos os casos, você deve separar seu capital de investimento em objetivos financeiros distintos. Alinhe os instrumentos de investimento com o cronograma para cada objetivo financeiro.

2. Iniciar pequenos passos:

Mesmo que você tenha apenas uma pequena quantia para investir, você deve começar. A prática de reservar dinheiro para investimento é mais significativa do que o valor investido.

Além disso, você pode precisar desse tempo para compreender melhor a si mesmo. Desta vez irá ajudá-lo a desenvolver um plano verdadeiramente eficaz. Táticas diferentes funcionam para pessoas diferentes e não existe uma solução “tamanho único”.

Você deve escolher quais táticas funcionam para você! Para algumas pessoas, trata-se de: monitorar despesas, desenvolver um orçamento, automatizar economias, desenvolver planilhas e estabelecer previsões de fluxo de caixa. Diferentes táticas funcionam para vários indivíduos. Permita-se tempo neste momento de sua vida para compreender a si mesmo. Determine a estratégia mais eficaz testando uma variedade de abordagens. O que funciona para os outros não significa que funciona para você e vice-versa. Lembre-se sempre de começar pequeno, independentemente da quantidade.

3. Conheça seu ciclo de fluxo de caixa:

Você deve monitorar sua entrada e saída de dinheiro. Se você tem menos de 30 anos, provavelmente a maior parte de sua renda vem do seu salário. No entanto, não se esqueça de incluir outras fontes de renda (se tiver).

Considere quanto fundo está entrando e quanto está saindo como despesas. Isso difere do rastreamento de suas despesas, pois você pode observar seu ciclo de fluxo de caixa, que é de entrada e saída de dinheiro.

4. Fique de olho nas oportunidades:

Esteja atento às oportunidades ao seu redor, para que você possa se manter atualizado com o que está no mercado.

Por exemplo, de 16 a 29 de junho, a Binomo, uma das plataformas de negociação internacional, apresenta o iTrade, um concurso de negociação com prêmios quentes, iPhones 13.

Os participantes podem negociar na Binomo, por renda extra e ganhar smartphones novinhos em folha.

O evento acontece em duas etapas. Os vencedores da primeira etapa serão selecionados em 23 de junho e em 1º de julho da segunda. O número total de vencedores no iTrade é de 6 (seis) pessoas.

O organizador notifica os vencedores usando os detalhes de contato fornecidos na conta pessoal na plataforma Binomo.

Todos os usuários que se registraram em junho estão participando automaticamente do concurso iTrade.

Para participar do iTrade, os traders precisam mudar para uma conta Binomo real.

As condições do concurso iTrade são fazer 15 negociações por dia em uma conta real com um valor mínimo de cada negociação de 18 BRL /$5/€5

Fazer 15 negociações todos os dias durante uma semana maximizará as chances de ganhar um iPhone 13.

Mais informações podem ser encontradas na página do concurso iTrade.

5. Alavanque o mercado financeiro e aprenda a negociar:

Se você não está ciente da dinâmica do mercado financeiro e das negociações, provavelmente não está familiarizado com os inúmeros ativos financeiros lucrativos. No entanto, você pode aprender mais sobre como negociar na Binomo, oferecendo mais de 70 ativos financeiros que variam de índices de moeda a instrumentos de patrimônio. A plataforma prova ser eficaz para iniciantes que desconhecem a negociação. Assim, a plataforma disponibiliza tutoriais e orientações sobre estratégias de negociação que devem ser adotadas.

Muitos temem investir seus recursos no mercado financeiro por falta de informação. No entanto, você não precisa se preocupar, pois no Binomo você pode iniciar sua negociação com uma conta demo. Isso ajudará você a aprender estratégias e observar as tendências do mercado. Depois de entender a tendência, você pode começar a investir em contas reais. No entanto, você deve ter cuidado com seus fundos, pois a negociação envolve alto risco.

6. Gerar renda adicional:

Para atingir seus objetivos financeiros, você deve primeiro definir objetivos. Depois de definir os objetivos, você pode identificar fontes adicionais para obter renda adicional.

À medida que envelhece, você descobrirá que assumir um papel ativo na gestão de sua profissão afetará muito sua segurança financeira do que você acreditava anteriormente. Além de acelerar seus objetivos financeiros, um show paralelo pode alterar drasticamente sua perspectiva financeira.

7. Crie fundos de emergência:

Ter fundos alocados para emergências evitará problemas financeiros. Um fundo de emergência composto por três a seis meses de despesas de subsistência é o ideal, mas começar com uma pequena quantia será suficiente para pequenas crises ocasionais.

Utilize seu orçamento para determinar quanto você pode economizar a cada mês e, em seguida, configure uma transferência automática para facilitar a economia.

Fonte: CNN

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PETROBRAS JÁ ANUNCIOU NOVO PRESIDENTE INTERINO

Petrobras anuncia Fernando Borges como novo presidente interino

Borges substituirá José Mauro Ferreira Coelho, que renunciou ao cargo

João Pedro Malar

do CNN Brasil Business

em São Paulo

Petrobras informou nesta segunda-feira (20) que Fernando Assumpção Borges assumirá o cargo de presidente interino da estatal, substituindo José Mauro Ferreira Coelho, que renunciou no mesmo dia.

Borges é diretor-executivo de Exploração e Produção da estatal desde abril de 2021 e trabalha na Petrobras há 38 anos. Ele ficará no cargo até a eleição e posse do novo presidente da empresa, Caio Mario Paes de Andrade.

Coelho foi demitido há um mês, mas o processo de checagem do candidato indicado a ser seu substituto, Caio Paes de Andrade, ainda não foi iniciado. Além de deixar a presidência da estatal, ele também renunciou ao cargo de membro do Conselho, conforme divulgado pela Petrobras.

A renúncia ocorreu alguns dias após a Petrobras anunciar um novo reajuste nos preços da gasolina e do diesel, o que gerou críticas do presidente Jair Bolsonaro e do presidente da Câmara, Arthur Lira.

As sucessivas altas no preço dos combustíveis levaram o governo a buscar medidas para arrefecer o preço cobrado nas bombas. Na semana passada, o projeto de lei que estabeleceu um teto de 17% sobre o ICMS foi aprovado pela Câmara dos Deputados.

Com o novo reajuste no preço do diesel, o governo federal discute incluir na PEC dos Combustíveis uma espécie de auxílio para motoristas e caminhoneiros.

Ainda nesta segunda-feira, a empresa informou que tomou conhecimento de uma carta de um dos seus conselheiros, Francisco Petros, com propostas sobre a política de preços da companhia. Segundo a estatal, “as propostas são uma iniciativa pessoal de Petros e não foram discutidas internamente”.

Petros, que representa os acionistas minoritários, teria defendido um congelamento de preços de combustíveis por 45 dias, além da formação de um grupo de trabalho para discutir uma nova fórmula de reajustes.

Carreira

Fernando Assumpção Borges é graduado pela Universidade Federal de Uberlândia e possui MBA Executivo pela COPPEAD/UFRJ, além de ter participado do Programa de Gestão Avançada no Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead), na França.

O presidente interino iniciou sua carreira na Petrobras em 1983, tendo ocupado diversas funções gerenciais na área de exploração e produção, na qual ocupava o cargo de diretor antes de assumir a presidência da estatal interinamente.

Ele já atuou como gerente executivo na empresa, ocupando inicialmente a gerência executiva de libra e tornando-se depois gerente executivo de relacionamento externo.

Em abril de 2016, Fernando Borges assumiu a direção do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), onde ficou à frente até março de 2020. Atualmente ele continua como membro do conselho do IBP.

Por indicação da própria Petrobras, ele exerce a função de diretor da Associação Brasileira de Empresas de Exploração e Produção de Petróleo e Gás (ABEP) também desde 2016.

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VEJA A LISTA DE CONCURSOS PÚBLICOS COM INSCRIÇÕES ABERTAS NO BRASIL

Por g1

 

Prova de concurso público — Foto: Camila Batista/SemsaProva de concurso público — Foto: Camila Batista/Semsa

Pelo menos 165 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (20) e reúnem 15.972 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 32.004,65 no Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Entre os concursos abertos em órgãos federais, estão:

Há ainda concursos em tribunais, Ministério Público, Defensorias Públicas, Polícia Civil e Militar, Procuradorias e Conselhos Regionais em vários estados.

Nesta segunda, pelo menos 6 órgãos abrem o prazo de inscrições para 177 vagas em cargos de todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 14 mil. Veja abaixo as informações de cada concurso:

Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso

  • Inscrições: até 25/07/2022
  • 28 vagas
  • Salários de até R$ R$ 10.632,57
  • Cargos de nível médio e superior
  • Veja o edital

Câmara Municipal de Franca (SP)

  • Inscrições: até 17/07/2022
  • 1 vaga
  • Salários de até R$ 4.870,82
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Nova Resende (MG)

  • Inscrições: até 20/07/2022
  • 118 vagas
  • Salários de até R$ R$ 14.000
  • Cargos de nível fundamental, médio e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Pilar do Sul (SP)

  • Inscrições: até 29/07/2022
  • 8 vagas
  • Salários de até R$ 5.171,38
  • Cargos de nível médio, técnico e superior
  • Veja o edital

Prefeitura de Serranópolis (GO)

  • Inscrições: até 04/07/2022
  • 22 vagas
  • Salários de até R$ 4.587,52
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Tribunal Regional da 9ª Região (PR)

  • Inscrições: até 12/07/2022
  • Salários de até R$ 14.271,70
  • Cargos de nível superior
  • Veja o edital

Fonte:  G1

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MAIOR PAÇOCA DO MUNDO EM RORAIMA ATINGIU MAIS DE UMA TONELADA E SUPEROU RECORDES ANTERIORES

Maior paçoca do mundo bate o recorde em Roraima; pesagem marcou mais de 1 tonelada

Iguaria foi distribuída entre a população de Boa Vista após a pesagem

Anna Gabriela Costa

da CNN

em São Paulo

Maior paçoca do mundo foi pesada em Boa Vista (RO)Maior paçoca do mundo foi pesada em Boa Vista (RO)Katarine Almeida/PMBV SEMUC

A “maior paçoca do mundo” bateu mais um recorde de pesagem em Boa Vista (RR). A iguaria atingiu 1 tonelada e 131 quilos, superando os recordes anteriores que também eram da capital de Roraima. Um evento, neste sábado (18), reuniu os moradores da cidade para a pesagem do alimento, que depois foi distribuído entre a população.

A pesagem foi realizada com o auxílio de um guindaste no evento Boa Vista Junina 2022. A paçoca foi acomodada em um cenário que reproduz as tradicionais casas de farinha, comuns em comunidades indígenas e áreas rurais. Um enorme tacho, com forno artificial simulou a torragem.

A “maior paçoca do mundo” foi distribuída à população em embalagens lacradas, evitando o manuseio de quem servia.

Produção

Todo o recurso para a produção da iguaria foi aplicado em ingredientes provenientes da terra. Foram utilizadas 22 mil bananas, além da famosa farinha d’água roraimense.

“O preparo começou na última quarta-feira (15), com o recebimento da carne. Após desossada e cortada em pedaços pequenos, ela foi levada à área do forno a lenha para a segunda fase do processo. De um lado, ela foi dessalgada. Do outro, frita. Depois de frita a carne foi levada à forrageira, uma máquina adaptada para a tritura. Nessa fase é feita a mistura com 70% de carne e com 30% de farinha”, explicou a prefeitura.

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GRUPO DE BRASILEIRAS QUE AINDA NÃO TEM VOTO FIXO PODE DEFINIR ELEIÇÕES

40% das brasileiras ainda não têm voto fixo e grupo pode definir eleições, diz pesquisa

Entre as preocupações das mulheres, destacam-se a economia (43%), a saúde/pandemia (17%), as questões sociais (13%), a corrupção (9%) e a violência (8%), segundo a Genial/Quaest

Beatriz Carneiro

Bruna Festa

da CNN*

O total de 40% de brasileiras ainda não têm voto fixo em um candidato à presidência da República em 2022, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest. O grupo, que alega que “pode mudar de presidenciável caso algo aconteça”, pode definir as eleições presidenciais no Brasil, ainda conforme o levantamento.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (17), detalham que 50% das mulheres pretendem votar no ex-presidente Lula, enquanto 22% têm intenção de voto no presidente Jair Bolsonaro, que disputa a reeleição.

A respeito das preocupações das eleitoras, a pesquisa destaca como resultado a economia (43%), a saúde/pandemia (17%), as questões sociais (13%), a corrupção (9%) e a violência (8%).

Para 8% delas, outros fatores não listados são preocupantes e 2% não souberam responder ou não responderam.

Ainda segundo o levantamento, 51% das mulheres consideram a gestão Bolsonaro negativa e 65% acham que o presidente errou mais do que acertou durante a pandemia do novo coronavírus.

Para 51% das entrevistadas, as chances de voto em um candidato que viesse a defender publicamente o direito ao aborto cairiam.

Em abril, o pré-candidato do PT, Lula, defendeu o procedimento, afirmando que “[o aborto] deveria ser transformado em uma questão de saúde pública” e que todo mundo deveria ter direito e não vergonha.

A pesquisa quantitativa da Genial/Quaest foi realizada de 2 a 5 de junho com 2.000 mulheres. Dados como idade, escolaridade, renda familiar, religião e se as eleitoras recebem o benefício do Auxílio Brasil foram levados em consideração.

A margem de erro estima de dois pontos percentuais para mais ou para menos, conforme a Genial/Quaest.

O levantamento foi registrado junto ao TSE sob o número BR-03552/2922.

Debate

CNN realizará o primeiro debate presidencial de 2022. O confronto entre os candidatos será transmitido ao vivo em 6 de agosto, pela TV e por nossas plataformas digitais.

*Supervisionadas por Bárbara Brambila

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TRABALHADORES QUE NÃO SACARAM O PIS/PASEP DE 2019 AINDA PODEM SOLICITAR O DINHEIRO

Por Renata Baptista, g1

 

Quem deveria ter feito o saque entre julho de 2019 e junho de 2020 pode conseguir o dinheiro. — Foto: Lis Lopes/G1Quem deveria ter feito o saque entre julho de 2019 e junho de 2020 pode conseguir o dinheiro. — Foto: Lis Lopes/G1

Os trabalhadores que esqueceram ou preferiram não sacar o abono salarial PIS/Pasep do ano-base de 2019 ainda podem solicitar o dinheiro.

Esse público deveria ter realizado o saque entre julho de 2019 e junho de 2020, mas tem uma nova chance até o fim do ano – assim como os que tiveram o abono liberado neste ano, referente ao ano-base 2020, cujo calendário de pagamentos começou no dia 8 de fevereiro, com possibilidade de saque até o dia 29 de dezembro

Como sacar

Para fazer o saque do valor “esquecido”, o trabalhador precisa fazer uma requisição formal de reemissão.

O pedido pode ser feito

Caso a pessoa peça a reemissão, ela terá até dia 29/12 para sacar. E, se não sacar, somente poderá fazê-lo no calendário do próximo ano, pedindo novamente a reemissão.

Quem tem direito ao abono ‘esquecido’?

Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias naquele ano.

É preciso que o trabalhador já estivesse inscrito no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos naquele ano, e com os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou eSocial, conforme categoria da empresa.

PIS é destinado aos trabalhadores do setor privado e é pago na Caixa Econômica Federal. O Pasep é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil.

Como consultar?

Os trabalhadores podem consultar se têm direito ao abono salarial por meio do telefone 158, ou do aplicativo Carteira de Trabalho Digital.

Se o trabalhador já tem o aplicativo, é recomendado que ele faça a atualização.

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PESCA DO PEIXE PINTADO PASSA A SER PROIBIDA NO BRASIL POR SER CONSIDERADO AMEAÇADO DE EXTINÇÃO

Por Thaís Pimenta, Terra da Gente

 

Pesca de pintado na Argentina rende peixes grandes — Foto: Wilson AielloPesca de pintado na Argentina rende peixes grandes — Foto: Wilson Aiello

O Ministério do Meio Ambiente listou, pela primeira vez, o surubim (ou pintado) (Pseudoplatystoma corruscans) como espécie ameaçada de extinção. Com isso, a pesca desse peixe está proibida em todo o Brasil, incluindo a atividade esportiva do “pesque e solte”. A medida, publicada no início desse mês, passa a valer a partir do próximo dia 5 de setembro.

O surubim, ou pintado, (Pseudoplatystoma corruscans), é uma espécie que se distribui em grandes e importantes bacias da América do Sul, entre elas: São Francisco, Paraná, Paraguai e Uruguai. Também ocorre em mais quatro países além do Brasil: Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina.

De acordo com Luciana Carvalho Crema, coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Aquática Continental do ICMBio, é preciso saber diferenciar essa espécie de outras que também são chamadas de “surubim”.

“O surubim ameaçado é o popularmente chamado de pintado. A cachara (espécie distinta, mas também do gênero Pseudoplatystoma) apesar de ser chamada de ‘surubim’ não está na lista. Os surubins do Doce, do Paraíba do Sul, que pertencem a outro gênero de bagre, o Steindachneridion, estão ameaçados. Ou seja, é necessário diferenciar essas espécies’”, conta.

A espécie Pseudoplatystoma corruscans está na categoria Vulnerável da Lista Oficial de Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção

A decisão de listar o pintado como peixe ameaçado de exintção é resultado de uma extensa análise técnica do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que aplica os critérios de risco de extinção do método da IUCN (União Internacional de Conservação da Natureza), aceitos internacionalmente e utilizados por mais de 100 países.

“Esses critérios avaliam diferentes aspectos da biologia das espécies, desde a distribuição geográfica até as reduções das populações. O fato de o surubim ter sido classificado como uma espécie ameaçada de extinção tem a ver com a redução das populações, principalmente nas bacias do São Francisco e do Paraná“, explica Luciana.

Ainda segundo a especialista, tendo em mente que o surubim é uma espécie que migra por longas distâncias, o principal motivo desses declínios é a existência de diversos barramentos sequenciais nessas bacias, que impedem as rotas migratórias.

No trecho baixo do rio São Francisco, por exemplo, a jusante da Usina Hidrelétrica do Xingó, o surubim desapareceu. Na bacia do rio Paraná, em trechos do rio Paranapanema, ele também não é mais encontrado na pesca

Risco de desaparecer

O surubim é uma espécie de grande interesse para a pesca, especialmente no Pantanal, sendo um dos principais peixes desembarcados nas pescarias de toda a região pantaneira.

“Outro problema que prejudica as populações de surubim é a contaminação genética, que pode ocorrer em virtude da soltura ou escape de híbridos. Um dos híbridos mais comuns é a mistura do surubim com a espécie congênere cachara, Pseudoplatystoma reticulatum, gerando o que se conhece nas pisciculturas como o peixe “ponto-e-vírgula” por conta do padrão de pintas (do surubim pintado) e faixas (que vem da cachara, mais ‘tigrada’), explica Luciana.

Fonte: G1

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PRESIDENTE BOLSONARO VAI PROPOR UMA CPI PARA INVESTIGAR PETROBRAS

Vamos propor uma CPI para investigar Petrobras”, diz Bolsonaro após reajuste

“Conversei agora há pouco com o Arthur Lira, nossa ideia é propor uma CPI para investigar a Petrobras, seus diretores e os membros do Conselho”, afirmou o presidente

Da CNN

São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta sexta-feira (17) que vai “propor uma CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] para investigar a Petrobras” após a estatal anunciar reajuste.

“Conversei agora há pouco com o Arthur Lira [presidente da Câmara], reunido com com líderes partidários e nossa ideia é propor uma CPI para investigar a Petrobras, seus diretores e os membros do Conselho”, disse o presidente em entrevista à Rádio 96 FM, de Natal, no Rio Grande do Norte e transmitida em seu perfil oficial no Facebook.

Petrobras anunciou nesta sexta-feira um novo reajuste no preço dos combustíveis. A gasolina subiu 5,18%, enquanto o diesel teve acréscimo no preço de 14,26%.

“Traição para com o povo brasileiro. O lucro da Petrobras é uma coisa que ninguém consegue entender. Ela lucra 6x mais que a média que as petrolíferas de todo mundo. As petrolíferas fora do Brasil reduziram seu lucro, mas continuam tendo lucro para, exatamente, atender a população no momento difícil, por que isso tudo é fruto de uma guerra longe do Brasil”, afirmou Bolsonaro.

“Só no primeiro trimestre deste ano lucrou 44 bilhões de reais e você tem como reduzir essa parte de lucro porque está previsto nas leis estatais que ela tem que ter um fim social e ela não se preocupa com o social ,se preocupa com o lucro”, afirmou o presidente.

“Quando troquei o ministro das Minas e Energia, ele tem carta branca pra mexer no que da parte dele. Ele está há 30 dias tentando trocar o presidente da Petrobras e o Conselho. O Conselho não se reúne para dar sinal verde para ele e estão boicotando o ministro de Minas e Energia. Porque com a troca, vai ter gente mais competente lá dentro e entender o fim social da empresa e não conceder esse reajuste que, destrói a economia brasileira, leva inflação para toda população, leva perda de poder aquisitivo para toda população que já vive numa situação bastante crítica no tocante ao seu poder aquisitivo”, declarou Bolsonaro na entrevista sobre a mudança em maio quando exonerou Bento Albuquerque e nomeou Adolfo Sachsida para o cargo.

“O que a gente quer é uma CPI investigando o presidente, diretores e o pessoal do conselhos. A coisa mais importante é trocar o presidente e os diretores da Petrobras, esperamos poder conseguir fazer isso nos próximos dias. Mas não depende de uma canetada de um ministro, tem que negociar com o conselho uma coisa inconcebível. Quando acontece esse reajuste botam a culpa em mim e no ministro Minas e Energia, mas nós não temos porque interferir diretamente nessas questões da Petrobras. A CPI é o caminho”, declarou Bolsonaro, que continuou condenando a postura da estatal.

Nesta sexta-feira a Petrobras comunicou da empresa, a partir deste sábado (18) a gasolina terá variação de R$ 0,15 por litro, enquanto o diesel terá variação de R$ 0,63 por litro.

Como será aumento

No primeiro caso, a Petrobras afirmou que o preço médio de venda para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro.

Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da estatal no preço ao consumidor passará de R$ 2,81, em média, para R$ 2,96 a cada litro vendido na bomba.

Já em relação ao diesel o aumento é maior — o preço médio de venda da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,91 para R$ 5,61 por litro.

Ao considerar a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da companhia no preço ao consumidor passará de R$ 4,42, em média, para R$ 5,05 a cada litro vendido na bomba.

O reajuste no preço da gasolina ocorre após 99 dias, sendo o último aumento em 11 de março, enquanto sobre o diesel a última alteração aconteceu em 10 de maio, há 39 dias.

“Com esse movimento, a Petrobras reitera seu compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio, ou seja, evita o repasse das variações temporárias que podem ser revertidas no curto prazo. Dessa maneira, observando a evolução do mercado, foi possível manter os preços de venda para as distribuidoras estáveis por 99 dias para a gasolina e 39 dias para o diesel”, destacou a Petrobras, em nota.

O reajuste no preço do diesel foi antecipado pela analista de economia da CNN Raquel Landim. Segundo fontes, o conselho de administração autorizou o aumento em reunião na quinta-feira (16), marcada por divergências entre os conselheiros.

Com o reajuste no preço do diesel, o governo federal discute incluir na PEC dos Combustíveis uma espécie de auxílio para motoristas e caminhoneiros. O projeto, segundo relatos feitos à CNN, já teria recebido sinal verde da equipe econômica, segundo a qual a medida ficaria dentro do teto fiscal.

(Publicado por Carolina Farias, com informações de Kaio Teles)

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SAIBA COMO EVITAR A TROMBOSE

CNN Sinais Vitais explica como evitar a trombose

Quando não é tratada, a condição pode evoluir para um quadro grave chamado embolia pulmonar

Lucas Rocha

da CNN

em São Paulo

Ouvir A formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo caracteriza a trombose, que pode ser perigosa para a saúde. As principais causas da trombose incluem o sedentarismo, o uso de medicamentos, a obesidade, doenças hereditárias ou predisposição genética, além de fraturas ortopédicas.

CNN Sinais Vitais desta semana explica como evitar a trombose. O programa, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar neste domingo (19), às 19h30, reforçando o conteúdo diversificado com a marca CNN Soft.

“Quando se fala em trombose, a gente associa muito à trombose venosa, que é a formação de coágulos nas veias da perna ou qualquer veia do organismo, que pode causar embolia pulmonar. Mas a trombose inclui também a arterial é a principal causa de morte no mundo, porque inclui o infarto e o acidente vascular cerebral, que as pessoas normalmente chamam de derrame”, explica a cardiologista Ariane Macedo, diretora da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (veja a entrevista no vídeo acima).

A formação de coágulos que entopem os vasos sanguíneos e impedem o fluxo de sangue é chamada de trombose. Existem dois tipos, a trombose venosa, que atinge as veias, e a trombose arterial, quando o bloqueio acontece em uma das artérias.

Segundo o médico angiologista César Amorim Neves, Presidente da Associação Bahiana de Medicina (ABM), a formação da trombose venosa está associada a três fatores preponderantes: hipercoagulação do sangue, lesões na parede das veias e imobilização dos pacientes.

A hipercoagulação, condição que favorece a formação de coágulos do sangue, pode estar relacionada a diferentes causas. Entre elas estão predisposição genética, alterações na quantidade ou no funcionamento de proteínas do sangue que controlam a coagulação, como deficiência de proteína C, S ou Z, entre outros distúrbios.

“Outro fator responsável pela trombose venosa são lesões na parede dos vasos. O vaso é formado por substâncias que evitam a coagulação. Às vezes, lesões nas paredes dos vasos alteram essas substâncias e levam à formação do coágulo”, explica César.

Por fim, a imobilização de longa duração também é um fator importante para a formação da trombose. Pessoas que permanecem internadas por longos períodos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) podem ter um risco aumentado para o desenvolvimento da doença.

Embolia pulmonar

Quando não é tratada, a trombose pode evoluir para um quadro grave chamado embolia pulmonar. O coágulo pode se desprender e seguir o fluxo da corrente sanguínea, até se alojar nos pulmões. Os sintomas incluem dor no peito, falta de ar, tosse repentina, suor e tontura. A condição pode levar à necrose dos tecidos da região afetada, devido à interrupção da circulação sanguínea.

“10% das mortes dentro dos hospitais ocorrem por embolia pulmonar”, afirma Fábio Henrique Rossi, coordenador da residência médica em Cirurgia Vascular e Endovascular do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo.

O tromboembolismo é a terceira causa de morte no contexto das doenças cardiovasculares. Na pandemia da Covid-19, o número de casos de pessoas com trombose aumentou. Cerca de 16% dos pacientes infectados pelo coronavírus desenvolveram a condição.

O episódio mostra o caso do empresário Wendolino Israel. Aos 65 anos, ele teve uma embolia pulmonar quando estava internado em UTI, ainda se recuperando da Covid-19.

O cardiologista e professor titular da Divisão de Cardiologia da Duke University, dos Estados Unidos, Renato Lopes, publicou um estudo sobre um novo protocolo com o uso de anticoagulantes para pacientes internados em UTIs.

“O Brasil é referência no mundo em tratamento de trombose. As instituições estão se unindo em prol da ciência e conseguimos resultados até mais rápidos do que os Estados Unidos e Europa. O mundo passou a seguir nossos resultados”, destaca Lopes.

A equipe da CNN apresenta ainda a história da publicitária Beatriz Almeida. O uso precoce e prolongado de um anticoncepcional levou ao desenvolvimento da trombose aos 23 anos. A jovem foi submetida ao procedimento de angioplastia para colocar um stent na veia e, assim, liberar espaço para a circulação do sangue.

No episódio, especialistas mostram como é realizado o procedimento a partir de outro caso de um paciente internado no Hospital Dante Pazzanese.

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CONTADOR LIGADO A LULA TEM BENS BLOQUEADOS PELA JUSTIÇA

Justiça decreta sequestro de bens do PCC e de contador ligado a Lula

Contador João Muniz Leite foi responsável pelo Imposto de Renda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Marcelo GodoyLuiz Vassallo

do Estadão Conteúdo

Marcelo Godoy e

Luiz Vassallo, do Estadão Conteúdo

A 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro da Justiça estadual de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 40 milhões em imóveis e ônibus de integrantes do PCC e do contador João Muniz Leite, que foi responsável pelo Imposto de Renda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, até hoje, cuida da contabilidade e divide sala com empresas do filho do petista, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

O pedido foi feito pelo delegado Fernando Santiago, e endossado pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. Além de Muniz, atinge o traficante de drogas Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, considerado um dos principais fornecedores de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC), e seu sócio, Silvio Luiz Ferreira, o “Cebola”, chefe da Sintonia do Progresso, o setor que cuida do tráfico doméstico mantido pela facção. Santa Fausta foi morto, em dezembro de 2021, em uma emboscada na zona leste.

A medida da Justiça atingiu 250 ônibus da UPBus, a empresa de ônibus comprada por Santa Fausta supostamente com o dinheiro lavado nas loterias. A UPBus mantém contrato de R$ 660 milhões com a Prefeitura de São Paulo e toma conta de 13 linhas de ônibus na zona leste. Além de Santa Fausta, Cebola, que está foragido, faz parte da diretoria da empresa. O sequestro dos ônibus e não das contas da empresa serviu para que ela não paralise seu funcionamento, prejudicando os usuários.

O contador é suspeito de ser o “operador de um complexo esquema de lavagem de dinheiro através de prêmios da Loteria Federal”. Como mostrou o Estadão, Muniz, ao lado da esposa, ganhou em loterias federais 55 vezes somente no ano de 2021. Segundo a contagem final da Polícia Civil, o montante lavado pelo contador em prêmios na loteria chegou aos R$ 40 milhões. Do total, R$ 16 milhões ficaram com o contador e o restante teria ficado com Santa Fausta. Em diversas ocasiões, os valores das apostas superavam o dos prêmios obtidos, com exceção de dois prêmios de R$ 16 milhões na Mega Sena.

Familiares

O ex-presidente Lula não é alvo da investigação. Muniz é contador da família do ex-presidente até os dias atuais. Levam o logo da JML Assessoria Contábil e Fiscal os documentos de cadastro, na Junta Comercial de São Paulo, em fevereiro de 2022, da mais recente empresa criada por Lulinha, a LLF Tech Participações LTDA, sediada no apartamento onde o filho do ex-presidente reside. O imóvel está em nome do empresário Jonas Suassuna, que foi sócio de Lulinha e proprietário formal do sítio Santa Bárbara, em Atibaia, propriedade em razão da qual Lula foi processado na Lava Jato.

O advogado de João Muniz, Jorge Delmanto, afirmou ao Estadão que vai “acessar o processo”, para, então se manifestar sobre a investigação. “Adianto apenas que a empresa de Contabilidade tem mais de 30 anos de atuação, com mais de 60 funcionários e média de 1000 clientes ativos, sendo empresa voltada ao profissionalismo, legalidade, ilibada e com postura ética em todos os casos”, disse.

A reportagem procurou ainda a assessoria de Lula e a sua defesa e a de seu filho. O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, disse não saber se Muniz ainda presta serviços para o petista. O criminalista Fábio Tofic, que defende Lulinha, não se manifestou. A defesa da família Santa Fausta e dos demais integrantes do PCC investigados pelo Denarc também não foi localizada pela reportagem.

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MINISTÉRIO DA ECONOMIA AUTORIZA CONCURSO PARA O INSS E RECEITA FEDERAL

Por Marta Cavallini, g1

 

Concursos públicos — Foto: Reprodução/INSSConcursos públicos — Foto: Reprodução/INSS

Ministério da Economia autorizou dois dos concursos mais esperados pelos candidatos: 699 vagas para a Receita Federal e 1.000 vagas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ambos os órgãos não fazem concursos há bastante tempo. No caso do INSS, são sete anos de espera pela nova abertura de vagas, em meio ao atraso na análise e liberação de pedidos de benefícios. Na Receita Federal, são oito anos, mesmo com o déficit de servidores na fiscalização aduaneira.

As vagas autorizadas são as seguintes:

O prazo para a publicação dos editais de abertura é de 6 meses a partir da data de publicação das portarias, ou seja, até 13 de dezembro.

O último concurso para auditor-fiscal foi em 2014, para 278 vagas. A organizadora foi a Escola de Administração Fazendária (Esaf). Veja o edital e as provas anteriores do concurso.

Já para analista-tributário foram oferecidas 750 vagas em 2012, com a mesma banca organizadora. Veja o edital e as provas anteriores do concurso.

Os dois cargos exigem diploma de curso superior concluído em qualquer área. Os salários iniciais são de R$ 21.029 para auditor-fiscal e de R$ 11.684 para analista-tributário.

Nos concursos anteriores de 2012 para analista tributário e em 2014 para auditor fiscal, foram aplicadas provas objetivas e discursivas.

A prova objetiva foi dividida entre conhecimentos gerais e específicos. No caso dos conhecimentos gerais, as disciplinas foram praticamente as mesmas. Já na de conhecimentos específicos houve algumas diferenças. Veja abaixo:

Para auditor fiscal, a prova discursiva teve questões referentes a Direito Tributário e Comércio Internacional e Legislação Aduaneira.

Para analista tributário, a prova discursiva teve questões sobre Direito Constitucional e Administrativo, Administração Geral, Direito Tributário, Legislação Tributária e Aduaneira e Informática.

As provas foram elaboradas e aplicadas pela Escola de Administração Fazendária (Esaf), que acabou incorporada pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em 2019.

Receita Federal confirmou que a Enap não será a banca organizadora do concurso. O órgão informou que está em processo de seleção da banca que irá realizar o concurso. A data de divulgação do edital e de realização das provas, bem como da nomeação dos aprovados, não foi definida.

A concorrência dos concursos da Receita chegou a passar de 200 candidatos por vaga na ocasião. Para analista, o concurso de 2012 com 750 vagas teve 93.692 candidatos (125 por vaga). No caso do auditor, a concorrência foi o dobro: foram 68.540 candidatos para 278 vagas (246 por vaga).

De acordo com a Receita Federalas provas para ambos os cargos serão aplicadas no mesmo dia, para que os mesmos candidatos não concorram aos dois cargos, o que poderia prejudicar o preenchimento das vagas.

Foi autorizada a redução para dois meses do prazo entre a publicação do edital e a realização da primeira prova do concurso, ou seja, os candidatos terão menos tempo para se preparar para os testes.

O concurso teve prova objetiva de conhecimentos básicos e específicos com as disciplinas de Ética no Serviço Público, Regime Jurídico Único, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Administrativo, Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Noções de Informática e Seguridade Social.

Foram 1.043.807 inscritos para as 800 vagas – 1.304 candidatos por vaga.

O cargo exige nível médio de escolaridade. O salário inicial é de R$ 6.500.

INSS informou que a escolha da banca organizadora deve ser feita daqui a 60 dias, ou seja, até agosto.

Os aprovados serão convocados, de acordo com a classificação, para trabalhar nas Agências da Previdência Social espalhadas pelo país.

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PRIMEIRO CASO DE VARÍOLA DE MACACOS É CONFIRMADO NA CAPITAL FLUMINENSE

Rio de Janeiro confirma primeiro caso da varíola dos macacos

Até o momento, foram confirmados cinco casos da doença no país, segundo o Ministério da Saúde

Camille Couto

Léo LopesCarolina Figueiredo

Iuri Corsini

da CNN

no Rio de Janeiro e São Paulo

O Rio de Janeiro confirmou, nesta quarta-feira (15), o primeiro caso da varíola dos macacos na capital fluminense.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS-Rio), a pessoa infectada é “um homem brasileiro, de 38 anos, residente em Londres, que chegou ao Brasil em 11 de junho e procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) no dia seguinte da sua chegada”.

A SMS-Rio também informou que o resultado positivo para a doença foi confirmado nesta terça (14) pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Ele está com sintomas leves, em isolamento domiciliar e sob o monitoramento da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS-Rio). Todos os seus cinco contactantes estão em investigação para orientações e monitoramento”, informou a secretaria.

“A SVS-Rio mantém vigilância ativa para detecção oportuna de casos da doença no Município do Rio de Janeiro. Também está monitorando o cenário epidemiológico nacional e internacional mantendo as unidades de saúde informadas e orientadas para vigilância, alerta e resposta a eventos de saúde pública”, conclui a nota da SMS-Rio.

Terceiro caso em SP

A cidade de São Paulo confirmou, na noite de terça-feira (14), o terceiro caso de varíola dos macacos. O paciente é um homem, de 31 anos, que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e apresenta bom estado de saúde.

Cinco casos confirmados

Com os dois registros recentes nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, o país tem um total de cinco casos confirmados de varíola dos macacos, com outros dois casos em São Paulo e um no Rio Grande do Sul.

Em nota, o Ministério da Saúde confirmou que foi notificado sobre os dois novos casos na terça-feira.

“As medidas de controle foram adotadas de forma imediata, como isolamento e rastreamento de contatos em voo internacional com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ministério da Saúde, por meio da Sala de Situação e do CIEVS Nacional, segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contados”, diz a nota.

O terceiro caso confirmado foi de um homem de 51 anos, que está isolado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após viagem a Portugal.

O caso foi notificado à Saúde pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do Rio Grande do Sul após a confirmação laboratorial por RT-PCR realizada pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo (IAL/SP).

Segundo nota do ministério, o paciente está em isolamento, com quadro clínico estável, sem complicações e está sendo monitorado pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município.

O primeiro caso da Monkeypox foi confirmado na quinta-feira (9) na capital paulista. O paciente é um homem de  41 anos que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas com boa evolução do quadro clínico.

Um homem de 29 anos de Vinhedo, interior de São Paulo, com histórico de viagem para Portugal e Espanha, também testou positivo para a varíola dos macacos no último sábado (11).

Oito casos suspeitos

Um levantamento realizado pela CNN aponta que o Brasil investiga ao menos oito casos suspeitos da varíola dos macacos.

O Centro de Vigilância Epidemiológico (CVE) paulista e a prefeitura de São Paulo  investigam desde a semana passada um outro paciente, uma mulher de 26 anos, também moradora da Capital.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) também informou que foram notificados dois casos suspeitos da doença ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS-Minas).

Um deles foi uma morte informada pelo município de Uberlândia no dia 11 de junho, e um caso suspeito em Ituiutaba, comunicado no dia 12 de junho.

São os dois primeiros casos em investigação pela doença no estado de Minas Gerais.

Os casos não têm histórico de deslocamentos ou viagens para o exterior. Dentre os contatos próximos, ainda não há nenhum caso sintomático.

Além do caso confirmado no Rio Grande do Sul, o estado já notificou ao Ministério da Saúde a investigação de outro caso suspeito, de um residente de Porto Alegre.

O estado do Maranhão também investiga um casos suspeito.

O caso aguarda os resultados dos exames cujas amostras estão sob análise do Lacen/MA e do laboratório da Fundação Ezequiel Dias.

A Bahia também confirmou a existência de um casos suspeito da doença. Amostras do paciente foram encaminhadas ao LACEN Bahia para investigação.

A Secretaria da Saúde do Ceará recebeu, no dia 7 de junho, a notificação de um caso suspeito da varíola dos macacos, no município de Pacatuba. O caso é investigado.

Por fim, o Acre notificou, no dia 14, o primeiro caso suspeito da doença no estado. O paciente de 30 anos é da capital Rio Branco.

Ele está isolado e aguarda a investigação da Vigilância Epidemiológica.

Sobre a doença

A varíola dos macacos é uma doença infectocontagiosa encontrada principalmente na África Ocidental e Central. A transmissão da patologia ocorre por meio de contato direto com uma pessoa infectada que apresente lesões na pele, ou por gotículas de saliva.

Os sintomas iniciais são semelhantes aos da gripe, como febre, calafrios, exaustão, dor de cabeça e fraqueza muscular, seguidos de inchaço nos gânglios linfáticos, que ajudam o corpo a combater infecções e doenças.

(Com informações de Lucas Rocha e Rudá Moreira, da CNN)

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PROJETO QUE PREVÊ PUNIÇÃO PARA QUEM TOCAR POLICIAL DURANTE ABORDAGEM É APROVADO PELA CÂMARA

Por Luiz Felipe Barbiéri, g1 — Brasília

 

A Comissão de Segurança Pública da Câmara aprovou nesta terça-feira (14) um projeto que prevê pena de até um ano de detenção para quem descumprir “deveres” durante abordagem policial, incluindo tocar no agente durante a ação.

O texto ainda passará pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir ao plenário da Casa.

A proposta, de autoria do deputado Bibo Nunes (PL-RS) e relatado por Daniel Silveira (PTB-RJ), foi aprovada em votação simbólica.

O projeto lista cinco deveres do cidadão ao ser abordado por um agente policial:

  • atender às ordens do policial;
  • deixar as mãos livres e visíveis;
  • não realizar movimentos bruscos;
  • não tocar no policial;
  • manter uma distância mínima de um metro do policial, salvo se houver determinação contrária do agente.

Quem descumprir os “deveres” poderá ser multado e pegar de três meses a um ano de cadeia.

Deveres

“Quando atuamos nas ruas, o policial está adestrado a abordar, mas do outro lado o cidadão não está adestrado a obedecer”, afirmou Silveira durante a votação.

“Hoje, o cidadão sabe muito dos direitos e não sabe dos deveres. Quando é abordado, ele acaba resistindo às ordens policiais, porque também não foi ensinado a obedecer”, acrescentou.

Nenhum parlamentar pediu a palavra para falar contrariamente ao texto.

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MANIFESTAÇÃO DA PGR ENVIADA AO STF DEFENDE A EXTINÇÃO DA PENA E A REVOGAÇÃO DAS MEDIDAS CAUTELARES CONTRA DANIEL SILVEIRA

PGR pede extinção da pena e revogação das medidas cautelares contra Daniel Silveira

Procuradoria se manifestou após pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF)

Gabriela Coelho

da CNN

em Brasília

Daniel Silveira, deputado federal pelo União BrasilDaniel Silveira, deputado federal pelo União BrasilPlínio Xavier/Câmara dos Deputados

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação defendendo que seja declarada a extinção da punibilidade de Daniel Silveira (PTB-RJ) e que sejam revogadas todas as medidas cautelares retroativas à data da publicação do decreto de graça constitucional concedido pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em 31 de maio, o ministro Alexandre de Moraes deu 15 dias para que a PGR se manifestasse sobre pedido de revogação das medidas cautelares e multas aplicadas ao deputado. Segundo a Procuradoria, o parlamentar tem decretadas diversas medidas cautelares em curso contra si e algumas delas já perduram desde o início da persecução penal.

“Ocorre que as medidas cautelares não podem perdurar indefinidamente, encontrando limite máximo de duração no trânsito em julgado da decisão condenatória. Assim, no atual estágio do presente processo criminal, tais medidas acautelatórias devem ser revogadas, por força da provisoriedade”, disse.

Além disso, as multas aplicadas ao parlamentar chegam a quase R$ 1 milhão, o que ultrapassa consideravelmente a própria pena.

“A alta gravidade e intensidade dessa medida cautelar viola o princípio da proporcionalidade, já que configura excesso à restrição de direitos fundamentais do condenado, não estando em equilíbrio com o interesse da efetividade do processo, o que demanda seja revogada”, adicionou a PGR.

Em nota, a defesa de Daniel Silveira afirmou que a manifestação da PGR “acolheu as razões recursais constantes dos agravos que foram apresentados” e disse esperar que o Poder Judiciário declare extinção da pena e revogação das medidas cautelares.

O deputado federal foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal em abril por ataques à Corte e à democracia. Pouco tempo depois da decisão do STF, porém, Silveira recebeu perdão da pena por Bolsonaro, através de um decreto de “graça constitucional”.

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VALE DO JAVARI SOFRE COM PESCA ILEGAL E ATAQUES A TIRO, SEGUNDO RELATO DE INDÍGENAS

Indígenas relatam pesca ilegal e ataques a tiros no Vale do Javari

Seis informes nos últimos dois meses foram feitos às autoridades sobre crimes na área em que o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira sumiram

Leandro Resendeda

CNN
13/06/2022 às 13:09

Equipes de resgate fazem buscas pelo jornalista britânico Dom Phillips e pelo indigenista Bruno Pereira no Vale do Javari, na floresta amazônica brasileiraEquipes de resgate fazem buscas pelo jornalista britânico Dom Phillips e pelo indigenista Bruno Pereira no Vale do Javari, na floresta amazônica brasileira05/06/2022 Ministério da Defesa/Divulgação via REUTERS

Segunda maior terra indígena do país e local da maior concentração do mundo de povos isolados, o Vale do Javari, no Amazonas — onde desapareceram o jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira — vem sofrendo com ataques a tiros contra indígenas, saída de pesca irregular e constantes invasões para extração irregular de animais.

As informações constam em seis documentos feitos pela União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) e enviados ao Ministério Público Federal do AmazonasPolícia Federal, Força Nacional de Segurança Pública e à Funai (Fundação Nacional do Índio).

À CNN, o Ministério Público Federal informou que foi instaurado procedimento de apuração do caso desde que a instituição recebeu as representações da Univaja.

“As procuradoras da República que atuam na unidade do MPF em Tabatinga estiveram em Atalaia do Norte, no final de maio, para uma série de reuniões relacionadas a objetos de atuação do MPF na região — entre os temas estava a apuração em questão — para levantamento de informações que pudessem subsidiar os procedimentos. A investigação sob as ameaças está sob sigilo, o que impede a divulgação de outras informações sobre o caso no momento.”

Entre 12 de abril e 10 de maio deste ano, as denúncias documentadas pela Univaja relatam pesca irregular dentro do Vale do Javari, próximo a uma aldeia de indígenas da etnia Korubo.

Um dos documentos traz o nome de Amarildo da Costa de Oliveira, que teve a prisão temporária decretada na última quinta-feira (9) pela Justiça e é considerado, até o momento, o único suspeito do desaparecimento do jornalista e do indigenista. Nos ofícios enviados às autoridades, a Univaja atribui a ele a autoria de “diversos atentados com arma de fogo contra a base da Funai entre 2018 e 2019”.

De acordo com Guenter Francisco, membro do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), na área em que Bruno Pereira e Dom Philips desapareceram, a ação mais presente é a de pescadores que, irregularmente, extraem peixes considerados nobres, como o pirarucu, e fazem comércio ilegal com outros países — o Vale do Javari é uma área que faz fronteira com Peru e Colômbia.

Na região, há presença forte nos últimos anos, segundo ele, de traficantes de drogas.

Em ofício enviado no dia 12 de abril, a Univaja informa à representação local da Funai que integrantes da equipe de vigilantes indígenas foram alvo de sete tiros disparados por pescadores. Os documentos revelam ainda a presença de invasores e de prática de pesca ilegal nos dias 15, 18 e 23 de março.

Os indígenas afirmam também que após as invasões, acontece de ocorrer o aquecimento do mercado ilegal de venda de peixe na cidade de Atalaia do Norte.

CNN procurou a Funai, a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança Pública e aguarda as respostas.

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BOLSAS CONGELADAS E PROVAS DE IDIOMAS SE TORNARAM DESAFIOS PARA CANDIDATOS À COTAS DE MESTRADO E DOUTORADO EM UNIVERSIDADES BRASILEIRAS

Por Luiza Tenente, g1

 

'Nosso mestre preto acadêmico', diz cartaz segurado por Wescrey — Foto: Arquivo pessoal‘Nosso mestre preto acadêmico’, diz cartaz segurado por Wescrey — Foto: Arquivo pessoal

“Eu, negro e de família pobre, estou no doutorado de uma universidade pública. Meus binóculos foram trocados: vejo agora um horizonte diferente”, diz Wescrey Pereira, de 33 anos.

Ele é cotista na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) desde o mestrado, em 2016, quando a instituição implementou a política de ações afirmativas na pós-graduação.

Desde então, o número de alunos beneficiados nesta etapa de ensino aumentou significativamente. Em 2021, pela primeira vez na história, mais da metade dos cursos de mestrado e doutorado do Brasil tiveram cotas ou vagas extras reservadas para pretos, pardos, indígenas, quilombolas, transexuais, mães, pessoas com deficiência ou estudantes de baixa renda.

É o que mostra o estudo da pesquisadora Anna Venturini, publicado no “Observatório de ações afirmativas na pós-graduação”, com base na análise de todos os editais de seleção publicados pelas universidades. Dos 2.817 programas existentes, 54,3% apresentaram ações afirmativas no processo seletivo no ano passado – basicamente o dobro do registrado em 2018 (26,8%). Não existem números que sobre a participação desses alunos destes grupos sociais na pós-graduação.

Ainda

Aos poucos, a academia deixa de ser “a torre de marfim isolada da sociedade”, como define Luiz Augusto Campos, pesquisador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (IESP-UERJ).

Segundo ele, as ações afirmativas são ainda mais importantes se levarmos em conta que “boa parte da produção científica do Brasil vem da pós-graduação”.

“Se só tiver homem branco de classe média alta lá, sobre o que serão as pesquisas? Seria um apartheid cognitivo”, diz.

De fato, desde que mais grupos sociais passaram a entrar nos programas de mestrado e doutorado, a diversidade de trabalhos passou a chamar a atenção dos professores. É uma percepção qualitativa, já que não há, até o momento, estatísticas que dimensionem a mudança nas pautas.

“Temas de dissertações e teses estão trazendo problemáticas que até então não apareciam, como as de equidade de gênero e de raça”, conta o professor Gustavo Monaco, presidente da Comissão de Pós-Graduação da Faculdade de Direito da USP.

Por que cada vez mais universidades adotam cotas na pós-graduação?

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, há duas explicações principais para a ampliação das políticas de cotas.

A primeira é uma portaria publicada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2016, orientando todas as universidades federais a enviarem propostas de inclusão de pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência na pós-graduação.

“Apesar de não ter sido algo obrigatório, foi entendido assim por muitas instituições. A medida acabou tendo um papel indutor muito importante”, explica Venturini.

O segundo fator decisivo é o maior número de alunos pretos, pardos e de baixa renda na graduação, graças à Lei de Cotas, que completa 10 anos. A Universidade de São Paulo, por exemplo, vem aumentando a porcentagem de vagas reservadas para egressos de escola pública: em 2021, eles já formavam a maioria dos alunos ingressantes na instituição.

Quanto maior for a participação destes grupos nas faculdades, maior será o número de potenciais alunos de mestrado e doutorado.

“Eles colocam uma pressão maior para entrarem na pós, por meio de movimentos sociais e estudantis”, afirma Venturini.

Há ainda uma outra hipótese para a ampliação das ações afirmativas.

A repercussão nas redes sociais foi grande e fez com que o assunto voltasse a ser discutido e, na visão de especialistas, pode ter estimulado a ampliação de cotas em programas de graduação.

“Weintraub chamou atenção para um tema que estava meio adormecido, e o tiro saiu pela culatra”, diz Campos, da UERJ.

Como funcionam as ações afirmativas na pós?

Segundo a pesquisa de Venturini, dos 1.531 programas de pós-graduação com ações afirmativas, 73% aplicam exclusivamente o sistema de cotas, ou seja, reservam uma parte das vagas para determinados grupos sociais e/ou étnico/raciais.

Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, desde agosto de 2021, 25% das vagas são para pretos, pardos, indígenas e quilombolas.

Já na Universidade Federal Fluminense (UFF), o mestrado em ensino ofertou 41 vagas no primeiro semestre de 2022, sendo 8 para ampla concorrência e 33 para cotas (pessoas com deficiência, autodeclarados LGBTQIA+, professores de escola pública, indígenas, quilombolas, estrangeiros, estudantes de baixa renda e mulheres com filhos de até 14 anos).

Há ainda outras duas modalidades de ação afirmativa: a concessão de um bônus na nota do candidato em alguma etapa do processo seletivo e a criação de vagas suplementares (ou seja, extras) para incluir determinado grupo.

O pró-reitor de Ações Afirmativas da Universidade Estadual da Bahia, Marcelo Pinto, conta que a instituição mistura dois tipos de políticas: reserva 40% das oportunidades para negros e cria 5 vagas a mais para cada outro grupo (indígenas, ciganos, quilombolas, pessoas com deficiência e transexuais).

As dificuldades

Embora as ações afirmativas tenham crescido no mestrado e no doutorado nos últimos anos, ainda há obstáculos para garantir a entrada e a permanência destes grupos nos cursos de pós-graduação.

A piauiense Mariana Lucena, de 34 anos, concluiu recentemente o mestrado na Universidade Federal do Pará, por meio de ações afirmativas.

“Tive muita dificuldade na prova de proficiência em língua estrangeira. Era eliminatória; fiquei muito angustiada. Fora que depois, durante o curso, os professores passavam vários textos em inglês. Eu e outras pessoas negras ficávamos constrangidas, porque estávamos ao lado de gente que estudou nas melhores escolas privadas de Belém”, conta.

A pesquisadora Anna Venturini explica que a Capes exige que todos os alunos (cotistas e não cotistas) terminem os cursos dominando idiomas estrangeiros: um no mestrado e dois no doutorado.

“Assim, eles poderão internacionalizar as pesquisas e publicar artigos em revistas de outros países. O problema é que alguns programas exigem fluência em outra língua logo no processo seletivo, em uma prova eliminatória”, diz.

Nasce aí um obstáculo para quem não teve condições financeiras de fazer cursos de inglês fora da escola. Em geral, na rede pública brasileira, falta padronização nas aulas de idiomas estrangeiros, os materiais didáticos são insuficientes, a carga horária é baixa, e os professores não recebem a formação adequada, como mostrou um estudo divulgado pelo British Council em 2015.

Diante disso, as instituições de ensino superior vêm tentando corrigir a defasagem: a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), por exemplo, montou um curso especial de línguas estrangeiras para os alunos cotistas, cobrando mensalidades de valor simbólico.

Na Universidade de São Paulo (USP), a Faculdade de Direito aceita alunos que saibam ao menos uma língua, além do português, no mestrado, e duas no doutorado, entre inglês, francês, alemão e italiano. Mas, para não excluir os candidatos de ação afirmativa, foi implementada uma mudança na avaliação.

“Antigamente, só ia para a segunda fase quem tivesse tirado no mínimo 7 na prova de idiomas. Agora, os alunos que tirarem entre 5 e 7 podem avançar e ganhar a chance de refazer a prova um ano depois”, explica Monaco. “Neste período, eles recebem apoio do centro acadêmico para melhorar.”

Huri Paz, de 25 anos, está no 1º ano do mestrado de sociologia da USP, após ser aprovado na política de cotas para autodeclarados pardos. Ele gostaria de se dedicar exclusivamente à sua pesquisa, mas o valor da bolsa de auxílio é inferior ao que ele ganha trabalhando na Afro-Cebrap (núcleo de pesquisa racial).

“É uma pena, porque as ações afirmativas cresceram justamente quando o orçamento caiu. Não tem como largar meu emprego para ganhar R$ 1.500 de bolsa”, diz. “O jeito é ter aula só à noite, quando já estou exausto.”

Atualmente, a Capes e o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) pagam os tais R$ 1.500 para quem se dedicar (na maioria das vezes, exclusivamente) ao mestrado e R$ 2.200 para o doutorado. Há 9 anos, não já reajustes nos benefícios.

“Fica difícil se manter em cidades grandes, como São Paulo e Rio. O aluno acaba precisando escolher entre ajudar a família ou aceitar uma bolsa de valor pouco atrativo”, explica Anna Venturini.

“O trabalho do pesquisador no Brasil é muito precarizado”, complementa Campos.

Ao g1, a Capes afirmou que “reconhece como legítimo o pleito dos pós-graduandos no sentido de aumentar os valores pagos pelas bolsas de estudos de mestrado, doutorado e pós-doutorado”. Escreveu também que “determinou estudos de viabilidade e de compatibilidade orçamentária e financeira com o objetivo de aumentar os valores das bolsas, […] levando em conta o contexto de responsabilidade fiscal”.

Até a última atualização desta reportagem, o CNPq não havia se pronunciado.

A pesquisa do Observatório de ações afirmativas na pós-graduação mostra que determinadas áreas do conhecimento têm porcentagens menores de programas com cotas, bônus ou vagas suplementares.

Veja o gráfico abaixo:

“Os programas dessas áreas mais duras [como engenharia] têm mais dificuldade de ver qual o benefício da diversidade”, diz Venturini. “Mas estudos mostram que os ganhos são para a ciência como um todo.”

Campos dá um exemplo: “Na UFRJ, alunos estavam estudando estruturas de engenharia de favela, que são muito mais complexas, pela densidade demográfica. “As contribuições [de turmas mais plurais] são percebidas nas exatas também.”

Nada indica que haja queda no desempenho das universidades

Um ponto comum na discussão sobre políticas de cotas gira em torno da qualidade das universidades. Será que, aceitando alunos de outros grupos sociais, como os egressos de escolas públicas, haverá uma queda de nível no desempenho das turmas?

Por enquanto, não há dados que permitam concluir se as notas na pós-graduação e o ritmo de publicação de artigos subiram ou caíram depois da adoção das ações afirmativas.

Nas graduações, nas quais as cotas existem há mais tempo, pesquisas mostram que não houve comprometimento na excelência dos cursos. Em 2020, a Unesp, por exemplo, coletou dados de 30 mil alunos (cotistas e não cotistas) e concluiu que não houve diferenças significativas no desempenho acadêmico dos dois grupos.

Monaco, da Faculdade de Direito da USP, também reforça que, na graduação, nenhum prejuízo foi constatado.

“Os alunos [cotistas], em geral, são muito dedicados e têm excelente desempenho”, conta. “Não temos dados da pós, mas sou um entusiasta das ações afirmativas. Vejo com bons olhos.”

Mas, se já há cotas nas faculdades, haveria necessidade de prolongar o benefício para o mestrado e o doutorado? Anna Venturini explica que a questão foi levantada por professores e pró-reitores ao longo de sua pesquisa.

“Não dá para acreditarmos que todo mundo sai equalizado da graduação. As oportunidades continuam diferentes. Em geral, os cotistas precisam trabalhar e estudar, então terão mais dificuldade para se dedicar às atividades acadêmicas.”

Mariana, mestre pela UFPA, diz que ainda ainda há um abismo.

“No meu mestrado, os textos em inglês eram xerocados. Eu precisava digitar tudo para traduzir no computador”, conta. “A situação da desigualdade na pós melhorou nos últimos anos, mas sempre como resultado de muita luta.”

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TERCEIRO CASO DE VARÍOLA DOS MACACOS É CONFIRMADO NO BRASIL

Ministério da Saúde confirma terceiro caso da varíola dos macacos

Homem, de 51 anos, está isolado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após viagem a Portugal

Júlia Vieira

da CNN

São Paulo

Ministério da Saúde confirmou na noite deste domingo (12) o terceiro caso de varíola dos macacos no Brasil. Trata-se de um homem de 51 anos, que está isolado em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, após viagem a Portugal.

O caso foi notificado à Saúde pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) do Rio Grande do Sul após a confirmação laboratorial por RT-PCR realizada pelo Instituto Adolfo Lutz de São Paulo (IAL/SP).

Segundo nota do ministério, o paciente está em isolamento, com quadro clínico estável, sem complicações e está sendo monitorado pelas Secretarias de Saúde do Estado e do Município.

“Todas as medidas de contenção e controle foram adotadas imediatamente após a comunicação de que se tratava de um caso suspeito de monkeypox, com o isolamento do paciente e rastreamento dos seus contatos, tanto nacionalmente quanto do voo internacional, que contou com o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, informa a Saúde.

Organização Mundial de Saúde (OMS) já foi notificada sobre a confirmação.

“O caso, que estava em monitoramento desde o dia 27 de maio, trata-se de um homem que encontra-se em viagem a Porto Alegre. O homem procurou atendimento médico no último dia 19 e novamente no dia 23 de maio. Paciente desconhece contato com pessoas em Portugal que sejam confirmadas ou suspeitas para a doença varíola do macaco até o presente momento e relata melhora parcial das queixas citadas com tratamento instituído”, diz a secretaria.

Outros casos

O primeiro caso da Monkeypox foi confirmado na quinta-feira (9) na capital paulista. O paciente é um homem de  41 anos que está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas com boa evolução do quadro clínico.

Um homem de 29 anos de Vinhedo, interior de São Paulo, com histórico de viagem para Portugal e Espanha, também testou positivo para a varíola dos macacos no último sábado (11).

Sobre a doença

A varíola dos macacos é uma doença infectocontagiosa encontrada principalmente na África Ocidental e Central. A transmissão da patologia ocorre por meio de contato direto com uma pessoa infectada que apresente lesões na pele, ou por gotículas de saliva.

Os sintomas iniciais são semelhantes aos da gripe, como febre, calafrios, exaustão, dor de cabeça e fraqueza muscular, seguidos de inchaço nos gânglios linfáticos, que ajudam o corpo a combater infecções e doenças.

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ARARAS- AZUIS CONSIDERADAS EM EXTINÇÃO FORAM SOLTAS EM ÁREA DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL NO INTERIOR DA BAHIA

Ararinhas-azuis são soltas na natureza 20 anos depois de extinção

Espécie é considerada extinta desde o ano 2000

Agência Brasil

Ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii)Ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii)Camile Lugarini / via Agência Brasil

Oito ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) serão soltas hoje (11) em uma área de preservação ambiental no interior da Bahia. A espécie é considerada extinta na natureza desde o ano 2000, quando desapareceu o último animal selvagem, que era acompanhado por pesquisadores.,

As aves que serão soltas – cinco fêmeas e três machos – fazem parte de um grupo de 52 trazidas de um criadouro da Alemanha para o Brasil, em 2020, com o objetivo de reintroduzir a espécie na natureza.

O coordenador do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-Azul, Antonio Eduardo Barbosa, explica que esse primeiro grupo de oito aves foi escolhido entre os mais aptos a sobreviver na natureza.

“São animais sadios, que têm musculatura de voo, que interagem e que não apresentam comportamento agonístico, isto é, que não brigam com outro. São os animais mais aptos para a soltura”.

Nos últimos dois anos, as ararinhas passaram por processo de adaptação em um viveiro instalado na cidade de Curaçá, na Bahia, que envolveu a redução do contato com humanos, o convívio com araras-maracanã, o treinamento do voo, o reconhecimento de predadores e a oferta de alimentos que serão encontrados na natureza.

Para esse projeto de reintrodução, foram criadas, em 2018, duas áreas de preservação nos municípios de Curaçá e Juazeiro: a Área de Proteção Ambiental (APA) da Ararinha-Azul e o Refúgio da Vida Silvestre (Revis) da Ararinha-Azul, que, juntas, somam 120 mil hectares.

“Será uma soltura branda, como chamamos. A gente abre o recinto, mas quer que as aves permaneçam ali. Será ofertada alimentação suplementar durante um ano, para que elas ainda visitem o recinto. Nessa fase experimental, queremos conhecer a dinâmica que as aves vão apresentar”, explica Barbosa.

Essa primeira soltura servirá para que os pesquisadores observem o comportamento da ararinha na natureza, ou seja, os locais que visitam, o que comem etc. Os animais estão marcados com anilhas e transmissores, que permitirão seu rastreamento por alguns meses.

A proposta é soltar mais 12 ararinhas em dezembro deste ano, totalizando 20 aves em liberdade na caatinga. Por enquanto, não há previsão do número de animais que serão soltos a partir de 2023, mas pelo menos parte deles continuará no viveiro de Curaçá como uma reserva para garantir a sobrevivência da espécie, a soltura de novos indivíduos e a reposição das esperadas perdas no ambiente.

Extinção

A ararinha-azul foi descoberta em 1819 e sofreu gradual processo de extinção na natureza, devido a fatores como a destruição do ambiente e a captura para o comércio ilegal de animais silvestres.

Em 1986, a última população selvagem conhecida tinha apenas três indivíduos. O último indivíduo conhecido, um macho, desapareceu em 2000, decretando-se assim a extinção da espécie na natureza.

A ararinha só não desapareceu por completo porque havia cerca de 50 indivíduos vivendo em criadouros espalhados pelo Brasil e o mundo.

Ainda na década de 90, o governo brasileiro começou um projeto de manejo para reprodução desses animais e a negociação do retorno, para o país, de parte das aves que estavam no exterior.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) criou, em 2012, um Plano de Ação Nacional (PAN) para aumentar a população cativa, proteger o habitat e promover a reintrodução da ararinha-azul.

Em 2016, o criadouro alemão Association for the Conservation of Threatend Parrots (ACTP) e o ICMBio lançaram o Projeto de Reintrodução da Ararinha-azul, que permitiria a repatriação dos 52 animais quatro anos depois. Hoje, a população mundial de ararinhas é de quase 200 indivíduos, dos quais três nasceram no viveiro de Curaçá.

Fonte: CNN

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PT TEM AÇÕES CONTRA MOTOCIATAS DE BOLSONARO REJEITADAS PELO TSE

TSE rejeita ações do PT contra motociatas de Bolsonaro em Cuiabá e Rio Verde

Análise aponta que não foi possível enxergar o conceito de “pedido explícito de voto”

Gabriela Coelho

da CNN

São Paulo

O presidente da república, Jair Bolsonaro, em motociataO presidente da república, Jair Bolsonaro, em motociataCNN

O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou duas ações apresentadas pelo PT contra Jair Bolsonaro por suposta propaganda eleitoral em motociatas realizadas pelo presidente. Uma delas diz respeito aos eventos de Cuiabá e outra é sobre Rio Verde, em Goiás.

Na ação de Cuiabá, a ministra Maria Cláudia Bucchianeri afirmou que de acordo com a Lei das Eleições, a propaganda eleitoral só é permitida após o dia 15 de agosto do ano eleitoral.

“Por outro lado, tenho para mim que a intervenção judicial sobre o livre mercado de ideias políticas deve sempre se dar de forma excepcional e necessariamente pontual, apenas se legitimando naquelas hipóteses de desequilíbrio ou de excesso capazes de vulnerar princípios fundamentais outros, igualmente essenciais ao processo eleitoral, tais como a higidez e integridade do ambiente informativo, a paridade de armas entre os candidatos, o livre exercício do voto e a proteção da dignidade e da honra individuais”, disse.

“Das falas proferidas pelo primeiro representado, Jair Messias Bolsonaro, não identifico nenhum comportamento eleitoralmente explícito, capaz de configurar propaganda antecipada, mas, apenas, anúncio implícito de pré-candidatura. Inexistindo pedido de voto ou associação explícita entre aquele deslocamento coletivo, timbrado pela espontaneidade, e o pleito eleitoral que se avizinha, entendo não haver propaganda antecipada irregular, até mesmo por não se haver usado, no episódio, meios considerados proscritos pela legislação eleitoral durante o período de campanha”, explicou.

Sobre a motociata de Rio Verde, em Goiás, o ministro Raul Araujo afirmou que o ilícito de propaganda eleitoral antecipada pressupõe a existência de pedido explícito de votos.

“Na hipótese dos autos, o discurso proferido pelo representado Jair Messias Bolsonaro não contém pedido explícito de voto, consubstancia-se na exaltação de suas qualidades pessoais, revela opiniões críticas aos seus adversários, bem como exterioriza pensamento pessoal sobre questões de natureza política”, afirmou.
Segundo o ministro, quanto à alegação de propaganda eleitoral negativa nas falas de Jair Bolsonaro, é preciso reconhecer que as críticas direcionadas aos adversários políticos, mesmo que veementes, fazem parte do jogo democrático.

“Nesse contexto, não se deve optar por esgotar o debate democrático com a interferência da Justiça Eleitoral, cuja missão constitucional é a de preservar a isonomia do pleito e garantir uma democracia plural. A livre circulação de pensamentos, opiniões e críticas visam a fortalecer o Estado Democrático de Direito e à democratização do debate no ambiente eleitoral, de modo que a intervenção desta Justiça Especializada deve ser mínima em preponderância ao direito à liberdade de expressão”, disse.

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IMPASSE BUROCRÁTICO FRUSTRA BRASILEIROS QUE DESEJAM VIAJAR PARA O MÉXICO

Brasil pede ao México que resolva impasse burocrático que atrasa viagens

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que centenas de brasileiros não conseguem processar uma autorização eletrônica necessária para entrar no Méxic

da Reuters

Sombreros mexicanos em aeroporto internacional de Zumpango, no Estado do MéxicoSombreros mexicanos em aeroporto internacional de Zumpango, no Estado do México23/04/2022REUTERS/Quetzalli Nicte-Ha

Autoridades brasileiras expressaram preocupação na quinta-feira com um impasse burocrático que tem frustrado os planos de centenas de brasileiros que tentam viajar para o México.

Ministério das Relações Exteriores afirmou que centenas de brasileiros não conseguem processar uma autorização eletrônica necessária para entrar no México e que está acompanhando a questão “com preocupação”.

O Itamaraty acrescentou em comunicado que solicitou medidas urgentes ao Ministério das Relações Exteriores e Turismo do México e ao Instituto Nacional de Migração (INM) para resolver o problema com o site que processa a autorização.

O México encerrou um programa de isenção de visto para brasileiros em dezembro de 2021, mas os brasileiros que viajam de avião podem entrar no México se enviarem um formulário de autorização eletrônica 30 dias antes da viagem.

Cerca de 200 pessoas tiveram problemas para enviar o formulário na semana passada, de acordo com o portal de notícias GZH.O consulado do México em São Paulo, cuja página do Facebook foi inundada de reclamações, disse em e-mail à Reuters que não participa do processo de autorização eletrônica, lembrando que o serviço é prestado pelo Instituto Nacional de Migração.

“O sistema de autorizações eletrônicas do INM continua com problemas. Até o momento, não há nenhuma estimativa de quando ele retornará à normalidade”, disse o consulado, acrescentando que quem necessitar da autorização deve tentar novamente ou marcar uma entrevista com o consulado para solicitar um visto.

“Estou a um passo de perder quase 10.000,00 e um sonho transformado em pesadelo”, escreveu uma pessoa no Facebook.

No site do INM, a maioria dos pedidos recebeu uma mensagem dizendo que a autorização “não pôde ser processada”.

O INM do México e os ministérios de Relações Exteriores e Turismo não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

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SEGUNDO MINISTRO DA SAÚDE, CARTILHA EDITADA PELA PASTA MENTE SOBRE O ESTATUTO LEGAL DO ABORTE SERÁ DISCUTIDA COM A SOCIEDADE

 

Ministro Marcelo Queiroga — Foto: REUTERS/Ueslei MarcelinoMinistro Marcelo Queiroga — Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse ao blog nesta quinta (9) que a cartilha editada pela pasta – que mente sobre o estatuto legal do aborto no Brasil – será posta em discussão com a sociedade.

A cartilha, disponível no site do Ministério da Saúde, afirma que “todo aborto é crime”, o que não é verdade: o Código Penal brasileiro estabelece que extingue-se a punibilidade em caso de aborto de gravidez resultante de estupro e se não houver outro meio de salvar a vida da gestante. Além disso, em 2012 o STF decidiu que a punição é extinta também nos casos de interrupção de gravidez de feto anencéfalo.

“Não existe aborto ‘legal’ como é costumeiramente citado, inclusive em textos técnicos. O que existe é o aborto com excludente de ilicitude. Todo aborto é um crime, mas quando comprovadas as situações de excludente de ilicitude após investigação policial, ele deixa de ser punido, como a interrupção da gravidez por risco materno”, diz a cartilha.

Ao blogMarcelo Queiroga – que se diz radicalmente contrário ao aborto – afirmou que os casos em que o aborto é permitido, previstos em lei, devem ser respeitados e são atendidos pelo SUS.

No entanto, em vez de revogar a cartilha, Queiroga propõe debater a questão com a sociedade. O ministro afirmou ao blog que o tema do aborto deverá ser discutido em audiência pública, ainda sem data prevista, em que “todas as correntes de pensamento serão convidadas”.

Fonte: G1

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MISTÉRIO POR TRÁS DA MORTE DE POMBOS EM SÃO PAULO FOI DESVENDADO POR CIENTISTAS

Cientistas desvendam mistério por trás da morte de pombos em São Paulo

Dezenas de aves caíram misteriosamente do céu na cidade de São Paulo em 2019; pesquisadores identificaram a causa das mortes

Maria Fernanda Ziegler

da Agência Fapesp

Kieron Trufitt/Getty Images

Em 2019, dias antes de um evento climático que transformou o dia em noite na cidade de São Paulo, dezenas de pombos começaram a cair mortos misteriosamente. As aves apresentavam alguns ferimentos, sintomas neurológicos e foram encontradas já sem vida ou quase mortas próximas ao Centro de Controle de Zoonoses da capital paulista.

Uma equipe multicêntrica de pesquisadores descobriu que, apesar da proximidade das datas, as mortes não estavam relacionadas com a poluição gerada pelas queimadas na Amazônia. Eram, na verdade, efeito de um paramixovírus aviário do tipo 1 – também conhecido como vírus da doença de Newcastle.

vírus, com um genótipo denominado VI.2.1.2, costuma ser letal para pombos. Também conhecido como paramixovírus de pombo (PPMV), esse agente raramente infecta pessoas e, quando isso ocorre, é por meio do contato próximo com animais doentes.

Desde 2005, o laboratório conta com uma equipe que vai a campo para fazer pesquisas de vigilância epidemiológica em diferentes regiões do Brasil. A atividade é conduzida no âmbito da Rede de Diversidade Genética de Vírus (VGDN), coordenada pelo professor da USP Edison Luiz Durigon e financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Atualmente, o grupo integra a Rede Nacional de Vigilância de Vírus em Animais Silvestres (PREVIR), fomentada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Morte de pombos

O vírus da doença de Newcastle normalmente causa doença em galinhas, mas não em pombos. Segundo os pesquisadores, porém, com o genótipo VI.2.1.2 ocorre justamente o contrário.

“Ele é endêmico na população de pombos no mundo inteiro, causando sintomas neurológicos e alta mortalidade. Há relatos frequentes de casos na Ásia, na Europa e na América do Norte. Apesar de este ser o segundo registro no Brasil, não é caso para alarde, pois esse genótipo não representa um grande risco para humanos ou para a avicultura”, avalia Helena Ferreira, professora da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP em Pirassununga, integrante da rede PREVIR-MCTI e coordenadora da pesquisa.

Os cientistas destacam que o monitoramento tem se mostrado de extrema importância para o controle de epidemias, surtos e para alertar sobre a emergência de novas doenças.

“É fundamental uma vigilância ostensiva e ativa em todo o país para identificar e controlar as populações de pombos não só perto das granjas, mas também nas áreas urbanas. O monitoramento do vírus da doença de Newcastle é importante até mesmo do ponto de vista econômico, já que o Brasil é o maior exportador de carne de frango do mundo”, diz Thomazelli.

Trabalho de equipe

Para desvendar a doença misteriosa que acometia pombos na capital, foi necessário acionar uma ampla rede de pesquisadores. Primeiro, o Centro de Vigilância e Zoonoses do Estado de São Paulo identificou a morte das aves e acionou o Serviço Veterinário Oficial.

“De início imaginou-se que a causa pudesse ser uma bactéria, mas não se identificou nenhuma espécie patogênica. Enviaram amostras para o ICB-USP e para o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária. Lá eles fizeram a caracterização, que é o padrão recomendado para vírus de notificação obrigatória, pois afetam aves domésticas. Coube ao nosso laboratório, em Pirassununga, realizar a análise do genoma viral”, conta Helena.

A pesquisadora também realizou análises para a identificação de lesões no tecido. “Fizemos o sequenciamento do genoma completo desse vírus, que identificamos como VI.2.1.2. Isso nos permite fazer uma investigação mais aprofundada, comparar com surtos em outras partes do mundo e também acompanhar a evolução do patógeno aqui no país”, diz.

Segundo Helena, o conhecimento adquirido na análise pode ajudar a prever como o vírus vai se comportar daqui para a frente. A análise genômica mostrou que o vírus encontrado em São Paulo e no Rio Grande do Sul (em 2014) se agrupa com amostras da África.

“Outros casos precisam ser identificados para conseguirmos propor a classificação do genótipo que tem circulado no Brasil, que é relativamente diferente do africano. É muito importante fazer esse tipo de monitoramento. Nesse caso específico, esse genótipo não consegue infectar as aves domésticas [galinhas] de forma eficiente e, quando infecta, a galinha não transmite o vírus para outras com as quais convive”, diz.

Segundo a especialista, estudos sugerem que esse genótipo pode se adaptar em galinhas após algumas passagens e causar doença em aves domésticas também. “Mesmo assim, ele não é considerado muito perigoso para as aves comerciais”, reforça.

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VINHO É A BEBIDA MAIS CONSUMIDA POR 49% DOS BRASILEIROS DURANTE O INVERNO

Vinho é a bebida mais consumida durante o inverno; saiba o motivo

Na coluna de estreia da jornalista e sommelière Pri Matta no CNN Viagem & Gastronomia, opções de harmonizações que vão ajudar a te aquecer nesse inverno

Pri Matta

colaboração para o Viagem & Gastronomia

O frio chegou e com ele a vontade de se aquecer com bons vinhos também. Confira dicas de harmonização com a sommelière Pri MattaO frio chegou e com ele a vontade de se aquecer com bons vinhos também. Confira dicas de harmonização com a sommelière Pri MattaGustavo Silva Menasce

A palavra “vinho” é uma das mais buscadas no Mercado Livre desde abril deste ano, segundo dados recém-divulgados pela empresa.

Já outra pesquisa realizada pelo clube de assinatura Wine, em parceria com a MindMiners, mostra que a bebida é a atual preferida de 49% dos brasileiros e que, 43% deles, escolhem o vinho para um jantar especial ou quando recebem convidados em casa.

Claro que o interesse está diretamente associado à queda de temperatura que, consequentemente, é o período em que costumamos aumentar os encontros em casa. Mas o que faz a combinação entre frio e vinho ser tão harmoniosa?

Primeiro, vale lembrar que o álcool é vasodilatador, o que tem um efeito no corpo mais, digamos, “reconfortante” em relação ao frio. Por isso, há o aumento no consumo de bebidas alcoólicas em geral. Não é à toa que países como Escócia, República Tcheca ou Rússia, que têm invernos rigorosíssimos, estão entre os maiores consumidores do mundo.

E não só nos dias mais frios, claro. O clima intimista “forçado” durante os primeiros anos da pandemia da Covid-19 foram extremamente convidativos ao vinho – as assinaturas dos clubes de vinhos dispararam nesse período.

Outra explicação – e talvez a mais provável delas – é que, com as temperaturas mais baixas, buscamos um certo alento que o vinho, assim como a comida, proporcionam. No inverno, nosso corpo pede uma dose extra de roupas, mas também de garfadas e – por que não dizer – de bebidas que ajudam a aquecer e aconchegar.      

Quais vinhos escolher no inverno?

Não dá para negar que os tintos cumprem esse papel melhor que qualquer outro estilo de vinho: além de geralmente apresentarem maior graduação alcoólica, podem ser consumidos em uma temperatura um pouco mais alta, geralmente entre 16 e 18 graus.

O corpo do vinho também vai influenciar na sensação de aquecimento. Por isso, é natural que os vinhos argentinos da uva Malbec e Syrah e chilenos da uva Cabernet Sauvignon estejam liderando as buscas no Mercado Livre. Outras excelentes opções que seguem a mesma linha são uvas como a Tannat, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e a Tempranillo.

Mas calma, se sua preferência não é pelos tintos, nem tudo está perdido. É possível se deixar abraçar por outros estilos de vinho no inverno que carregam iguais características de opulência, principalmente se acompanhados de um bom prato. 

Harmonizações clássicas para o frio

Fondue de queijo 

Fondue de queijo pede um bom vinho para harmonizar / Photo by Angela Pham on Unsplash

Há muitas formas de preparar a fondue de queijo e o vinho deve ser escolhido de acordo com a intensidade final de sabor do prato. Mas, de modo geral, brancos com boa acidez e alguma untuosidade, como um Chardonnay, ou tintos mais leves e frescos, como Gamay e Pinot Noir, vão ajudar a limpar o paladar da gordura do queijo.

Pizza marguerita

Pizza e vinho, uma combinação perfeita / Photo by Aurélien Lemasson-Théobald on Unsplash

Na pizza destaca-se não somente o queijo, mas também a acidez do molho de tomate e o manjericão. Vinhos mais frutados com algum toque herbáceo, como um chianti, vão complementar os sabores sem sobressair à delicadeza dos ingredientes da pizza.

Risoto com funghi (cogumelos) 

Risoto de cogumelos é um prato reconfortante e ótimo para dias com temperaturas mais amenas /  Unsplash

A harmonização por similaridade é um clássico aqui: vinhos que trazem notas mais terrosas, como Syrah e Pinot Noir, vão ressaltar o sabor do prato.

Polenta com ragu de carne

Polenta com ragu de carne, um prato típico dos países mais frios / Tina Bini

As possibilidades são amplas: desde um Jerez Oloroso a um tinto sem passagem por barrica e com boa acidez, como um Barbera ou Merlot, podem ser suficientemente delicados para a polenta, mas ainda fazer frente à intensidade de sabor da carne.

Feijoada

Feijoada também combina com vinho? Sim! / Divulgação

Com alta intensidade de sabor e gordura, o prato queridinho dos brasileiros pede um vinho que tenha estrutura equivalente. Funciona bem aqui tanto um Tannat quanto um Lambrusco com bom corpo e acidez vibrante.

A Pri é jornalista, sommelière e idealizadora do canal @deondevinho no Instagram,  ela deixa claro que por lá não fala sobre vinhos, mas sobre momentos. É que o vinho está em todos!

Fonte: CNN


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SEGUE SEM ACORDO COM OS ESTADOS A PROPOSTA DE REDUÇÃO OU ZERAR ICMS DOS COMBUSTÍVEIS

Governadores defendem dois modelos de compensação para zerar ICMS sobre combustíveis

Proposta ainda será alinhada com a Câmara

Gabrielle Varela

João Victor Soares

da CNN

Em Brasília

Segue sem acordo com os estados a proposta de redução ou zerar o ICMS sobre combustíveis. Após reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), governadores não saíram satisfeitos com a ideia do governo de compensação do imposto.

De acordo com o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/22, já aprovado na Câmara, a compensação pelo governo federal seria por meio do abatimento das dívidas dos estados com a União em caso de queda de mais de 5% da arrecadação.

“O que dialogamos com o Senado para que o Senado entenda que estamos no meio do exercício fiscal e que é natural que se isso ocorrer precisamos mexer na lei de responsabilidade fiscal para que os prefeitos e governadores não incorra em ações de improbidade. Segundo ponto, as compensações necessárias para que a gente mantenha o princípio da boa gestão fiscal,” afirmou o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia.

Contudo, foi feita uma nova proposta pelos estados para que haja dois modelos de compensação: o primeiro modelo seria de suspensão do pagamento de dívida dos estados que têm débitos com a União por um prazo a ser calculado por cada governo, que é caso de 22 estados.

Rodrigo deu exemplo de São Paulo, que seria necessário um prazo de suspensão de dois anos da dívida, que atualmente é de R$ 25 bilhões por ano. “Suspensão. Por quê? Isso vai para o estoque da dívida. Isso é a melhor forma de você manter fiscal brasileira, mas você suspende o pagamento e joga para o estoque,” completou o governador paulista.

O segundo modelo abordado é de compensação com os recursos de dividendos da Petrobras, que atenderia estados sem dívidas, sendo 5 apenas. Na proposta, se controla os preços da Petrobras com subsídio direto, transparente no orçamento com lucro que entrar.

Para o governador da Bahia, Rui Costa (PT), haverá perda de recursos na saúde e educação caso não haja compensação da Petrobras na redução dos impostos.

“Estamos tirando dinheiro da saúde e da educação para aumentar ainda mais o lucro extraordinário, as importadoras de petróleo nunca ganharam tanto dinheiro no Brasil, dono de posto de gasolina nunca ganhou tanto dinheiro, a Petrobras nunca ganhou tanto dinheiro, então o que estamos alertando é que o objetivo que é louvável, de reduzir o preço, não será alcançado e vai provocar uma grande crise fiscal nos municípios e estados,” completou.

O relator da proposta, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE), tem reunião nesta quarta (8) com os secretários de Fazenda e com a Câmara para alinhar um texto para ser apresentado ainda nesta semana do projeto de lei complementar como da PEC dos Combustíveis.

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SEGUNDO ANFAVEA, INDÚSTRIA DE VEÍCULOS NO BRASIL TEVE CRESCIMENTO NA PRODUÇÃO E NAS VENDAS

Produção e vendas de veículos no Brasil dão salto em maio, mostra Anfavea

Vendas subiram 27% na passagem de abril para maio, chegando a 187,1 mil unidades, entre carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus

Reuters

A indústria de veículos do Brasil em maio teve crescimento de 10,7% na produção ante abril e alta de 27% nas vendas, impulsionada em parte por um período maior de atividade na comparação mensal, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela associação de montadoras, Anfavea.

A produção somou 205,9 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus e as vendas foram de 187,1 mil unidades.

Venda de veículos em maio / CNN BrasilNa comparação com maio de 2021, a produção subiu 6,8% enquanto os licenciamentos tiveram recuo de 0,9%.

O setor acumulou em 2022 até maio 888,1 mil veículos produzidos e 740 mil vendidos no mercado interno, o que corresponde a quedas de 9,5% e 17%, respectivamente, frente aos cinco primeiros meses do ano passado.

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PGR DEFENDE MANUTENÇÃO DE AÇÃO PENAL CONTRA EX-MINISTRO ROGÉRIO MARINHO

PGR diverge do STF e defende manter ação contra Rogério Marinho

06 jun 2022

Do UOL:

PGR diverge do STF e defende manter ação contra Rogério Marinho

 

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, discordou ontem da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli de suspender a ação penal e conceder habeas corpus ao ex-ministro do Desenvolvimento Regional do governo Bolsonaro Rogério Marinho em um processo movido contra ele na Justiça do Rio Grande do Norte. A PGR defendeu a manutenção da ação penal contra o ex-ministro.

O inquérito apura a suposta prática de peculato com a nomeação de funcionários fantasmas por Marinho quando ele ocupava o cargo de vereador e presidente da CMN (Câmara Municipal de Natal), nos períodos de março de 2003 a março de 2004 e de maio de 2005 a dezembro de 2006. O ex-ministro deve concorrer ao Senado do Rio Grande do Norte no pleito deste ano e contará com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para Araújo, o habeas corpus concedido por Toffoli deveria ser rejeitado e ponderou algumas razões para a manifestação contrária da PRG. Entre elas, a procuradora argumentou não observa o constrangimento ilegal no caso, como alegado pela defesa, “nas sucessivas decisões que determinaram, motivadamente, o recebimento da denúncia e o prosseguimento da persecução criminal contra Rogério Marinho”.

“As decisões desfavoráveis [ao ex-ministro] não podem ser confundidas como situações de constrangimento ilegal”, destacou a vice-PRG, completando que o pedido de habeas corpus pela defesa diretamente ao STF não poderia ocorrer sem a análise anterior em instâncias inferiores.

Em 11 de maio, a defesa do ex-ministro entrou com um pedido de habeas corpus, com tutela de urgência, no STF. A ação da defesa visava questionar a decisão da sexta turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), determinada no mês de abril, que decidiu manter o processo contra o ex-ministro e rejeitar o recurso dele.

O envio do pedido de habeas corpus ao STF foi remetido para análise do ministro Dias Toffoli, pois o magistrado já era o responsável pelo processo no STF. Toffoli foi o responsável por enviar o processo da Corte para a primeira instância de Natal. Em 17 de maio, o ministro aprovou a medida liminar para suspender a ação penal até o julgamento do habeas corpus.

Apesar da análise do STF, a procuradoria ainda apontou que “o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte demonstrou a inexistência da prestação de serviços pelos servidores comissionados” e que a “denúncia está fundamentada e amparada em documentos apreendidos, comprovantes de pagamento, depoimentos e um largo espectro probatório, confortando ampla justa causa”.

Araújo ainda cita o caso de uma funcionária, que nunca ofertou serviços à Câmara de Natal, mas atuava em uma clínica particular de Rogério Marinho prestando “atendimento médico gratuito a pessoas carentes cadastradas (eleitores)”.

“A denúncia descreve com clareza os atos envolvendo Rogério Marinho, os ajustes com os demais vereadores e as vantagens obtidas. (…) Vê-se, portanto, que a denúncia está fundamentada e amparada em documentos apreendidos, comprovantes de pagamento, depoimentos e um largo espectro probatório, confortando ampla justa causa.”

Fonte: Política em Foco
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HOMEM FOGE DE TRABALHO ESCRAVO EM FAZENDA E DENUNCIA CASO AS AUTORIDADES

Por Sthefanny Loredo, TV Globo

 

Juarez Souza fugiu de fazenda onde vivia em condições análogas à escravidão — Foto: TV Globo/ReproduçãoJuarez Souza fugiu de fazenda onde vivia em condições análogas à escravidão — Foto: TV Globo/Reprodução

Estrutura precária, jornadas de trabalho extenuantes e falta de pagamento. Essa é a rotina que Juarez Souza denuncia ter vivido em uma fazenda em São Sebastião, no Distrito Federal, onde estava em condições análogas à escravidão desde o início de maio deste ano.

“Não tinha banheiro, não tinha nada. A gente tinha que ir no mato”, conta, após fugir do local e denunciar o caso às autoridades.

Ele e outro homem, que preferiu não se identificar, foram abordados por um empregador, que ofereceu trabalho como cortadores de eucalipto na fazenda (veja detalhes abaixo). A dupla conta que, no local, precisou dormir em um curral e chegava a trabalhar 12 horas por dia.

A reportagem entrou em contato com o empresário Igor Emir, proprietário da fazenda, que afirmou ter contratado o serviço de um homem para cortar eucalipto na fazenda. No entanto, ele diz não saber que o contratado havia chamado outras duas pessoas informalmente para ajudar no trabalho.

Sem estrutura

Homem foge de fazenda em São Sebastião, no DF, onde vivia em condições análogas à escravidão — Foto: Reprodução

Homem foge de fazenda em São Sebastião, no DF, onde vivia em condições análogas à escravidão — Foto: Reprodução

À TV Globo, Juarez conta que saiu da Bahia no início do ano, para tratar uma hérnia. Ele aguardava uma cirurgia na rede pública de saúde, em Planaltina. No entanto, com a demora para o procedimento, precisou sair do hospital.

“Eu fiquei desesperado. Fiquei um pouco na rua, aí eu fui para Planaltina, em busca de qualquer serviço”, diz.

Lá, ele conheceu um homem, chamado Manoel, que lhe ofereceu emprego para cortar e transportar eucaliptos na fazenda Barra da Cachoeirinha, em São Sebastião. “Ele fez uma prosa muito bonita, [era] uma pessoa muito elegante. Quando cheguei lá, eu achei estranho”, lembra Juarez.

Ele e o colega descobriram que teriam que dormir em um curral. No início, nem colchão eles tinham. Juarez afirma que, durante a onda de frio que atingiu o DF no mês passado, os dois sofreram. “A gente passou bastante frio. Eu tinha coberta, mas o outro tinha uma cobertinha.”

Depois de 12 horas de expediente, mais precariedade: era preciso tomar banho gelado e não havia banheiro para os dois usarem. “A água, a gente tinha que pegar na torneira para tomar”, conta o homem.

Já a realidade do homem que o contratou era bem diferente, diz Juarez. “Ele morava na frente e nós morávamos no fundo. Ele morava na casa que tinha uma cozinha muito chique. A casa dele era boa”, relata.

“Nesse momento, eu me senti como um escravo, porque colocar a gente em um lugar daquele. Dormir dentro de um cocho de gado, muriçoca mordendo, morcego dentro do galpão, na beira de uma mata. Era aranha, escorpião. Enquanto ele estava dormindo em uma cama boa, nós estávamos sofrendo”, conta Juarez.

Fuga

Segundo o trabalhador, eles passaram por toda a situação sem receber salário. Juarez, então, decidiu fugir da fazenda na última semana. “Não aguentei mais. Não tinha conforto”, diz.

Ele conta que pediu para sair, mas o homem que o contratou se negou a pagar pelo serviço. “Só me pagava com 45 dias. Eu não disse nada para ele, peguei e fui embora. Coloquei o pé na estrada e fui caçar meus direitos”, afirma Juarez.

O homem saiu da zona rural de São Sebastião e caminhou por cinco horas, até o centro da cidade. Lá, ele conseguiu R$ 20 e foi até à Superintendência Regional do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Previdência, fazer uma denúncia

Com apoio da Polícia Federal, uma equipe de auditores fiscais do trabalho foi até a fazenda e resgatou o outro trabalhador que ficou no local. Os donos da propriedade foram notificados.

Juarez e o outro trabalhador receberam o pagamento do salário e mais R$ 10 mil por danos coletivos. Cada um também terá direito a receber três parcelas de seguro-desemprego especial para trabalhadores resgatados de situação análoga à escravidão, no valor de um salário mínimo.

Juarez diz estar feliz por ter conseguido fugir e por ter sido apoiado pela Justiça. “Me apoiou, deu suporte e deu tudo certo na minha vida. Eu estou feliz para chegar em casa”, conta.

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