PRIMEIRAS NOTÍCIAS DO DIA 01 DE DEZEMBRO DE 2020 POR G1

Por G1

 

Terror em Santa Catarina: quadrilha atacou bancos em Criciúma em uma noite tensa no Sul do país. Bandeira vermelha: a conta de luz terá taxa extra a partir de hoje e ficará mais cara. A farmacêutica Moderna pede o uso emergencial da vacina contra a Covid-19 nos Estados Unidos. Regressão para a fase amarela da quarentenashoppings, restaurantes e academias voltam a reduzir público e horário de atendimento a partir de quarta em São PauloRaio X da disputa: as vitórias e derrotas, surpresas e mais: veja 20 números que resumem a eleição. E mais ‘O Assunto’ fala sobre o dia seguinte ao pleito deste ano.

Criciúma sitiada

Quadrilha troca tiros com a polícia em Criciúma após tentativa de assalto à Caixa
Quadrilha troca tiros com a polícia em Criciúma após tentativa de assalto à Caixa

Uma quadrilha sitiou boa parte da cidade de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, levando terror aos moradores nesta madrugada. O bando atacou uma agência bancária, caixas eletrônicos, batalhão da PM, fez reféns e bloqueou acessos à cidade e às ruas do Centro. Houve tiroteio e incêndios. Duas pessoas firam feridas. Os criminosos fugiram em comboio.

 

Conta mais cara

Conta de luz terá cobrança extra a partir desta terça-feira — Foto: Estúdio NSC Branded ContentConta de luz terá cobrança extra a partir desta terça-feira — Foto: Estúdio NSC Branded Content

conta de luz vai pesar mais no bolso dos brasileiros. A Agência Nacional de Energia Elétrica decidiu que haverá cobrança extra a partir de hoje. Em reunião extraordinária, a Aneel determinou que será cobrada a bandeira vermelha patamar 2, cujo valor é o maior no sistema de bandeiras da agência. Com isso, a cobrança extra será de R$ 6,24 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em maio, a Aneel havia anunciado que não haveria cobrança extra em 2020 em razão da pandemia, mas a decisão foi revogada.

Corrida pela imunização

Pessoas são vistas na sede da Moderna Therapeutics, que está desenvolvendo uma vacina contra a Covid-19, em Cambridge, Massachusetts, nos EUA — Foto: Brian Snyder/Reuters/ArquivoPessoas são vistas na sede da Moderna Therapeutics, que está desenvolvendo uma vacina contra a Covid-19, em Cambridge, Massachusetts, nos EUA — Foto: Brian Snyder/Reuters/Arquivo

A empresa americana Moderna pediu autorização de uso emergencial da vacina contra a Covid-19 nos Estados Unidos. A agência reguladora dos EUA, a FDA, informou que agendou uma reunião para 17 de dezembro com seu comitê de vacinas para discutir a solicitação. Segundo o jornal ‘New York Times’, se houver aprovação os primeiros americanos podem receber a vacina já no dia 21 deste mês. Nesta segunda, a farmacêutica disse que os resultados completos de um estudo em estágio final mostram que seu imunizante foi 94,1% eficaz, sem preocupações sérias de segurança.

A empresa tem planos de pedir autorização para uso emergencial na Europa também.

Panorama Covid

Brasil ultrapassa 173 mil mortes por Covid
Brasil ultrapassa 173 mil mortes por Covid

O Brasil registrou média de 35,4 mil casos de Covid por dia na última semana, sendo o maior patamar em quase três meses. O total de óbitos passa de 173 mil. Nesta segunda, oito estados apresentaram alta na média móvel de mortes: Santa Catarina, Espírito Santo, Acre, Amazonas, Rondônia, Ceará, Pernambuco e Sergipe. Veja a situação do seu estado.

Recuo da flexibilização

Movimentação em shopping na Zona Leste de São Paulo neste domingo (29). — Foto: Cesar Conventi/Fotoarena/Estadão ConteúdoMovimentação em shopping na Zona Leste de São Paulo neste domingo (29). — Foto: Cesar Conventi/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Lojas, shoppings, bares e restaurantes da cidade de São Paulo voltarão a reduzir o horário de atendimento e a capacidade de público com a regressão para a fase amarela da quarentena. Nesta segunda (30), o governador João Doria anunciou que todo o estado ficará na fase amarela. A previsão é que o decreto seja publicado hoje e a reclassificação comece a valer nesta quarta (2). Saiba o que muda no retrocesso da fase verde para amarela.

Eleições 2020

Veja números das Eleições 2020
Veja números das Eleições 2020

Cinquenta e sete cidades tiveram disputa de 2º turno e finalizaram a votação no domingo (29). A abstenção de eleitores chegou a 29,43%, percentual maior do que os 23,14% do 1º turno. O MDB será o partido com o maior número de prefeituras: 784. E 45% dos municípios serão comandados pelo Centrão. Veja 20 números do pleito deste ano.

Mas as eleições ainda não acabaram: em Macapá, o apagão do começo do mês fez a votação ser adiada (o 1º turno foi remarcado para 6 de dezembro e, se necessário, o 2º turno acontece no dia 20). E em 104 cidades as eleições estão sub judice (isso porque os eleitos tiveram o registro indeferido e aguardam uma decisão da Justiça Eleitoral).

O Assunto

O dia seguinte das eleições municipais: com qual conjuntura os eleitos vão ter que lidar, e como isso afeta o cálculo político para 2022? Neste episódio, Renata Lo Prete conversa com o cientista político Fernando Schuler, professor do Insper.

Royalties do petróleo

PGR defende que STF rejeite ação do Rio e mantenha vinculação de royalties a saúde e educação — Foto: Ana Chaffin/Prefeitura de MacaéPGR defende que STF rejeite ação do Rio e mantenha vinculação de royalties a saúde e educação — Foto: Ana Chaffin/Prefeitura de Macaé

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu, no Supremo Tribunal Federal (STF), que seja rejeitada uma ação do governo do Rio de Janeiro contra a destinação obrigatória, para saúde e educação, das receitas geradas pelos royalties da extração de petróleo e gás natural.

Lembre o caso: a regra vale atualmente para estados, Distrito Federal e municípios, mas o governo do Rio é um dos principais recebedores desses recursos por conta das grandes reservas de óleo no litoral fluminense. A ação foi apresentada ao STF pelo governador afastado Wilson Witzel. Segundo o processo, a vinculação dos recursos asfixia a autonomia financeira do Estado e é inconstitucional.

Supremo

Kassio Nunes Marques — Foto: Marcos Oliveira/Agência SenadoKassio Nunes Marques — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a conclusão do julgamento de uma das ações que discute se o presidente Jair Bolsonaro pode bloquear seguidores em perfis oficiais nas rede sociais. O ministro Nunes Marques apresentou destaque e, na prática, retirou o julgamento do plenário virtual. Com isso, os ministros deverão se reunir em uma sessão do STF para discutir o tema, o que não tem data prevista.

Entenda o caso: no julgamento, em plenário virtual (no qual os ministros inserem os votos no sistema eletrônico), o tribunal analisa o caso específico de um jornalista e ex-candidato a vereador bloqueado pelo presidente em razão de postagens sobre queimadas na Amazônia.

Floresta devastada

Desmatamento na Amazônia bateu novo recorde nos alertas de desmatamento em junho de 2020 — Foto: ReutersDesmatamento na Amazônia bateu novo recorde nos alertas de desmatamento em junho de 2020 — Foto: Reuters

Entenda: o cálculo foi feito com base nas taxas apresentadas entre os anos de 1996 a 2005. A Política Nacional sobre Mudança do Clima leva em conta a média da perda de floresta nestes anos, que foi 19,5 mil km². Assim, o governo brasileiro, à época comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, definiu como objetivo uma redução de 80%. A ideia era chegar a quase 3 mil km² em 2020.

Economia

O Brasil tem 1,2 mil projetos e iniciativas de oportunidades que podem receber investimentos da iniciativa privada. Um levantamento realizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) mapeou todos os projetos da União, dos estados e do Distrito Federal que podem receber algum tipo de aporte do setor privado. Leia mais.

Fonte: G1

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DECISÃO DO STF SOBRE BOLSONARO BLOQUEAR PERFIS NA INTERNET É ADIADA À PEDIDO DE NUNES MARQUES

Por Fernanda Vivas e Márcio Falcão, TV Globo — Brasília

 

Pedido de Nunes Marques adia decisão do STF sobre bloqueio de perfis || Notícias |O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a conclusão do julgamento de uma das ações que discute se o presidente Jair Bolsonaro pode bloquear seguidores em perfis oficiais nas rede sociais.

No julgamento, em plenário virtual (no qual os ministros inserem os votos no sistema eletrônico), o tribunal analisa o caso específico de um jornalista e ex-candidato a vereador bloqueado pelo presidente em razão de postagens sobre queimadas na Amazônia.

A relatora, Cármen Lúcia, votou a favor do desbloqueio do usuário. O ministro Nunes Marques, contudo, apresentou destaque e, na prática, retirou o julgamento do plenário virtual. Com isso, os ministros deverão se reunir em uma sessão do STF para discutir o tema, o que não tem data prevista.

Em razão da pandemia do novo coronavírus, as sessões do STF têm sido feitas por videoconferência, sem que os ministros se reúnam em plenário.

Voto da relatora

Para Cármen Lúcia, as postagens do presidente Jair Bolsonaro são atos vinculados ao exercício do cargo.

A ministra disse ainda no voto que “ninguém é governante de uma República de si mesmo. Por gosto ou desgosto ideológico ou político, não se afasta do debate público o cidadão”.

Processo semelhante

No último dia 17, o ministro Nunes Marques também apresentou destaque em um processo semelhante, e o caso foi retirado do plenário virtual.

Na ação, um advogado foi bloqueado por Bolsonaro após ter feito críticas à atuação do presidente em relação à Polícia Federal. O processo está previsto para julgamento no dia 16 de dezembro.

Para o relator, ministro Marco Aurélio Mello, não cabe ao presidente da República “avocar o papel de censor de declarações em mídia social”, bloqueando o perfil do advogado, “no que revela precedente perigoso”.

Fonte: G1
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MAIA ARTICULA BLOCO DE OITO PARTIDOS PARA SUCESSÃO DA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA, MAS GOVERNO APOSTA EM IMPLOSÃO

Governo aposta em implosão de bloco de Maia

 

Caio Junqueira

Por Caio Junqueira, CNN  

 Atualizado 30 de novembro de 2020 às 20:46

Estou "namorando" Rodrigo Maia; é um parceiro, diz Bolsonaro | Exame

O governo aposta na implosão do bloco de oito partidos (DEM, PSDB, MDB, Cidadania, PT, PCdoB, PDT e PSB) que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, articula para a sucessão da presidência da Câmara. 

Na ponta do lápis, as legendas unidas carregariam cerca de 350 votos para o candidato a ser escolhido pelo grupo, mas governistas com quem a CNN conversou nos últimos dias avaliam que o grupo capitaneado não conseguirá chegar unido no dia 1 de fevereiro, data da eleição.

A aposta maior continua sendo na vitória do candidato preferido pelo Palácio do Planalto, Arthur Lira, líder do PP.

A avaliação dos governistas se dá dentro de dois cenários. Primeiro, considerando que Rodrigo Maia não conseguirá o aval jurídico para se candidatar para tentar seu quarto mandato consecutivo.A leitura é a de que o escolhido do bloco não terá os votos do restante do grupo uma vez que se sentiriam traídos por Maia que, segundo os governistas, prometeu a mais de um candidato a vaga.

Assim, a avaliação é a de que haveria um racha no grupo. Além disso, governistas dizem que é alto o grau de traições caso isso não ocorra por peculiaridades dentro de cada legenda e bancada.

No PSDB, por exemplo, calcula-se que metade da bancada de 31 deputados não votaria em Maia. O motivo é uma disputa interna ocorrida em 2019 quando o deputado Celso Sabino foi apoiado por Arthur Lira para assumir a liderança da Maioria na Câmara, mas o grupo mais próximo a Maia atuou para desfazer o acordo.

Além disso, parte dos tucanos está incomodada com a aproximação de Maia dos potenciais candidatos a presidente em 2022, como Sergio Moro e Luciano Huck.

João Doria, governador de São Paulo, não só pretende disputar como se isso ocorrer entrega o governo paulista ao vice, Rodrigo Garcia, do DEM.

No Republicanos, a avaliação dos governistas é a de que o nome do partido, Marcos Pereira, atual vice-presidente da Câmara, sofreria pressão do segmento evangélico para desistir de uma candidatura contra o governo.

Pereira e a legenda são ligados a esse segmento que tem muita proximidade com o presidente. Ademais, a sigla é a mesma de dois filhos do presidente, Carlos e Flávio, e a mesma de Marcelo Crivella e Celso Russomano, dois candidatos que o presidente apoiou –e perdeu— nessas eleições.

O PSL, segunda maior bancada da casa com 41 deputados, a situação é peculiar. Metade é bolsonarista e não votaria em  um candidato de Maia de qualquer modo.

A outra metade é ligada a Bivar, mas governistas garantem que se ele não for o candidato do bloco, todos migrarão automaticamente para a candidatura de Lira.

Baleia Rossi seria o nome do MDB no bloco, mas há resistência a seu nome por parte da esquerda uma vez que ele é muito ligado ao ex-presidente Michel Temer, artífice do impeachment de Dilma Rousseff.

Os paulistas, maior bancada da Câmara com 80 deputados, também têm resistência a fortalecer a legenda, minoritária dentro da bancada paulista.

Um outro nome do grupo, Agnaldo Ribeiro, relator da reforma tributária e próximo a Maia, é visto também com um longo caminho a se viabilizar, tendo em vista que sua própria bancada fechou com Arthur Lira.

O governo também avalia que a ideia de que toda a esquerda ao presidente Jair Bolsonaro marchará unida com Rodrigo Maia não prevalecerá.

No PSB, por exemplo, a conta é a de que mais da metade (17) da bancada de 31 deputados está com Lira. O segundo turno das eleições municipais neste domingo reforçaram esse elo, uma vez que Lira foi o principal articulador de JHC, candidato eleito pelo PSB em Maceió.

O governo tem trabalhado também os votos dos petistas, a maior bancada da casa com 54 deputados. A estratégia, porém, vem sendo feita por integrantes da própria base aliada com um discurso em duas frentes.

Primeiro, o de que Rodrigo Maia sempre foi oposição ao PT, ao passo que Lira integrou a base aliada dos governos petistas.

Segundo, que Maia teria compromisso muito maior com a agenda liberal a qual o PT se opõe do que Lira. Em suma, o governo avalia que Maia só tem fechado mesmo os votos do PC do B, que tem nove deputados. E que o prazo final para a formação dos blocos é o dia 1 de fevereiro às 11h.

STF

Os governistas também desenham um terreno arenoso para o caso de Rodrigo Maia conseguir o aval do Supremo Tribunal Federal para se candidatar.

Primeiro porque avalia-se que o bloco se diluiria tendo em vista que o que o mantém unido é a expectativa dos partidos de encabeçar o grupo. Nesse sentido, considerar-se-iam traídos por Maia e não o apoiariam.

Mas mesmo antes da decisão final do STF, os governistas já traçam suas estratégias para que a corte não interfira na disputa.

Os partidos da base articulam, por exemplo, a elaboração de um documento no qual se manifestariam contrariamente ao julgamento por considerarem que se trata de interferência de um poder em outro.

Pretendem também apontar o precedente que uma decisão favorável a Maia poderia abrir para eleições em geral, como para prefeitos, vereadores, governadores e até mesmo para presidente.

O julgamento no plenário virtual começa nesta sexta-feira e há uma expectativa grande no governo de que algum ministro peça vista.

Se isso ocorrer, o processo vai para o julgamento físico mas tão somente após o ministro que pedir vista liberar o processo e ainda assim o presidente da corte, Luiz Fux, pautá-lo. Se isso ocorrer, uma liminar poderá autorizar as candidaturas.

Se isso ocorrer, os governistas irão apostar em um discurso beligerante contra Maia focada na necessidade de alternância de poder na casa.

Isso porque Maia preside a Câmara desde 14 de julho de 2016, quando venceu a eleição após a renúncia de Eduardo Cunha. Depois, disputou e venceu as eleições de 1 de fevereiro de 2017 e de 2019.

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PRIMEIRAS NOTÍCIAS DO DIA 30 DE NOVEMBRO DE 2020 POR G1

Por G1

 

As eleições 2020 terminaram. Eleitores de 57 cidades brasileiras foram às urnas para votar no 2º turno. Veja os vencedores, o mapa com todos os eleitos nos dois turnos. Veja qual partido cresceu, qual encolheu, e mais números do pleito deste ano. O podcast “O Assunto” analisa qual foi o recado das urnas. Termina o prazo para que as empresas paguem aos seus funcionários o adiantamento da primeira parcela do 13º salário. E o Brasileirão tem três jogos hoje.

O 2º turno das eleições 2020

urna eletrônica, urna, votação, voto, eleição, eleições, justiça eleitoral, pleito — Foto: Heloise Hamada/G1urna eletrônica, urna, votação, voto, eleição, eleições, justiça eleitoral, pleito — Foto: Heloise Hamada/G1

Eleitores de 57 cidades brasileiras foram às urnas para votar no 2º turno da eleição para prefeito. Desses municípios, 18 são capitais. Bruno Covas (PSDB)Eduardo Paes (DEM)Sarto Nogueira (PDT)Sebastião Melo (MDB) e João Campos (PSB) ganharam em São PauloRio de JaneiroFortalezaPorto Alegre e Recife, respectivamente. E desta vez foi rápido: por volta das 20h30, a apuração nas capitais já havia terminado.

Clique aqui e veja todos os vencedores neste 2º turno, mapa mostra os eleitos em todas as cidades, nos dois turnos.

mapa mostra os mais votados — Foto: Reproduçãomapa mostra os mais votados — Foto: Reprodução

PSDB governará o maior número de brasileiros, porém, é partido que mais perdeu este ano em comparação com as eleições de 2016. O DEM foi a legenda que mais cresceuEntenda esse recorte do pleito de 2020.

Os partidos do Centrão, base política na Câmara dos Deputados do governo de Jair Bolsonaro, vão comandar quase metade dos municípios do país. O grupo vai administrar mais de 2,6 mil municípios a partir de 2021, o equivalente a 47% das cidades brasileiras. O número de moradores nessas cidades, por sua vez, representa aproximadamente 40% da população do Brasil.

Desta vez, o PT não elegeu prefeitos em capitais pela 1ª vez desde a redemocratização do país. Desde 2004, quando fez 9 prefeitos de capitais, o desempenho do partido só piorou.

MDB é o partido que mais elegeu prefeitos nas capitais, e DEM e PSDB ficaram em 2º lugar este ano. MDB é também o partido com mais prefeitos do país, e PP e PSD cresceram.

Apenas 1 das 26 capitais será governada por uma mulher: Cinthia Ribeiro (PSDB) foi a única eleita, em Palmas; 5 candidatas foram derrotadas no 2º turno.

Veja mais dos números das eleições na página especial do G1e o que pensam os prefeitos eleitos sobre saúde, educação e outros temas.

Abstenção na pandemia

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, afirmou que o comparecimento de mais de 70% dos eleitores ao 2º turno das eleições municipais ‘é fato que merece ser celebrado’. A abstenção atingiu 29,47% — no primeiro turno foi de 23,14%, segundo o TSE. Em razão da pandemia de Covid-19, analistas consideravam que a abstenção (percentual de eleitores que não compareceram para votar) seria elevada. E veja as cidades com maiores números de votos nulos e brancos no 2º turno.

Covas mantém PSDB no comando da maior cidade do país

Bruno Covas (PSDB) comemora vitória no 2º turno na capital paulista, acompanhado de seu filho, Tomás, e do governador João Doria — Foto: Fábio Tito/G1Bruno Covas (PSDB) comemora vitória no 2º turno na capital paulista, acompanhado de seu filho, Tomás, e do governador João Doria — Foto: Fábio Tito/G1

‘Equilíbrio’, ‘moderação’ e ‘ciência’. Essas foram as palavras usadas por Bruno Covas para explicar sua reeleição à prefeitura de São Paulo. Numa disputa acirrada no 2º turno, ele teve 59,3% dos votos válidos, contra 40,62% de Guilherme Boulos, do PSOL. Neto do ex-governador Mário Covas, Bruno afirmou ser fruto da democracia. Ele foi reeleito com um amplo leque de alianças políticas, formando uma coligação com 11 partidos. De acordo com o vencedor da disputa, a partir desta segunda-feira começa o ‘desafio de transformar a esperança em realidade’ e acabar com as divisões políticas na cidade.

Paes de volta

Eduardo Paes — Foto: REUTERS/Sergio MoraesEduardo Paes — Foto: REUTERS/Sergio Moraes

Eduardo Paes (DEM) foi eleito prefeito do Rio de Janeiro, derrotando Marcelo Crivella (Republicanos), que o sucedeu em 2016 e buscava a reeleição. Paes, que vai governar a cidade pela 3ª vez, somou 64,07% dos votos válidos, contra 35,93% do adversário. A abstenção neste 2º turno foi recorde, de 35,5%, e superou a votação do vencedor.

Casos de família

Eleito prefeito do Recife, João Campos discursa em hotel na Zona Sul — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco PressEleito prefeito do Recife, João Campos discursa em hotel na Zona Sul — Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press

No Recife, João Campos (PSB) foi eleito com 56,27% dos votos válidos, contra 43,73% de Marília Arraes (PT). Os adversários são primos: ele é filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em 2014, sobrinho do pai da candidata derrotada. Aos 27 anos, o prefeito eleito é o mais jovem a ocupar o cargo na capital pernambucana.

O Assunto

Nesta segunda-feira, no #episódio336, Renata Lo Prete conversa com Julia Duailibi, Nilson Klava e Valdo Cruz – três jornalistas da Globo que também cobriram intensamente o domingo de votação e apuração – sobre o saldo deste 2º turno das eleições municipais. Afinal, qual o recado das urnas?

Madeira ilegal

VÍDEO: PF apreende toneladas de madeira extraída ilegalmente da Amazônia
VÍDEO: PF apreende toneladas de madeira extraída ilegalmente da Amazônia

Política Federal (PF) apreendeu toneladas de madeira extraída ilegalmente da AmazôniaVeja os flagrantes no vídeo acima. A exportação de madeira foi alvo de polêmica com o presidente Jair Bolsonaro, que ameaçou divulgar uma lista com os países compradores e depois recuou.

Avanço da pandemia

Aumento no número de casos de Covid-19 volta a lotar hospitais e a preocupar especialistas de saúde
Aumento no número de casos de Covid-19 volta a lotar hospitais e a preocupar especialistas de saúde

casos de Covid voltam a lotar hospitais e preocupam especialistas. Relaxamento das medidas de segurança é uma das razões da alta na taxa de transmissão. O Brasil registrou 261 mortes em 24 horas e se aproxima de 173 mil óbitos.

13º salário

Termina nesta segunda-feira o prazo para que as empresas paguem aos seus funcionários o adiantamento da primeira parcela do 13º salário. A segunda parcela, por sua vez, precisa ser depositada na conta dos trabalhadores até o dia 18 de dezembro.

Aqueles que pediram o adiantamento do 13º nas férias, contudo, não recebem a primeira parcela agora (pois já receberam), apenas a segunda.

 

Curtas e Rápidas:

  • 113 concursos públicos abertos oferecem 11,4 mil vagas; veja a lista

Futebol

  • 18 horas: Vasco x Ceará
  • 18 horas: Grêmio x Goiás
  • 20 horas: Fluminense x Bragantino
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MDB LIDERA ELEITOS E PSDB GOVERNARÁ MAIS HABITANTES

PSDB governará mais habitantes; MDB lidera eleitos

Iuri Pitta

Por Iuri Pitta, CNN  

30 de novembro de 2020 às 05:00

Prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) faz seu discurso de vitória (Prefeito reeleito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB) faz seu discurso de vitória (29.nov.2020)l

Os resultados já confirmados pela Justiça Eleitoral no primeiro e no segundo turnos de 2020 criaram um clube de quatro partidos que governarão maior parte da população e as maiores economias. São as legendas que também estão entre as que mais elegeram prefeitos.

PSDB, DEM, MDB e PSD são as únicas agremiações que somam mais de 20 milhões de habitantes nas cidades conquistadas e pelo menos 10% dos PIBs municipais cada.

 

Com a reeleição do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e a vitória de outras sete cidades neste segundo turno, o PSDB é o líder desses dois rankings, puxado justamente pela capital paulista.

Serão mais de 34 milhões de pessoas sob a administração de prefeitos do partido. As economias locais dos 520 municípios superam R$ 1,449 trilhão em valores somados.

O MDB é o partido que elegeu mais prefeitos, com 782 municípios. Nestas cidades, são 26 milhões de pessoas e R$ 724,2 bilhões na aferição mais recente do IBGE.

Esse valor, porém, é inferior ao do DEM, que elegeu 319 cidades a menos (463 municípios), mas que são locais cujas economias somam R$ 829,6 bilhões. O DEM governará pouco mais de 24 milhões de brasileiros, com destaque para o Rio de Janeiro, do prefeito eleito Eduardo Paes, onde vivem 6,7 milhões.

Mais jovem das siglas desse grupo, o PSD vai administrar 654 cidades, com quase 23,5 milhões de habitantes e mais de R$ 705 bilhões em PIB municipal. No primeiro turno, o partido já havia sido um dos três, ao lado de PSDB e MDB, a romper a marca de 10 milhões de votos para prefeito.

Embora o PP tenha vencido mais cidades do que o DEM (683 versus 463), o primeiro vai administrar cidades menores e de economias mais modestas.

No campo da esquerda, a sigla que se destaca é o PDT, com menos prefeituras conquistadas que os partidos acima (314), mas população total acima dos 10 milhões.

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SERGIO MORO ASSUMIRÁ O CARGO DE DIRETOR NO BRASIL DA CONSULTORIA AMERICANA ALVAREZ & MARSAL

Sergio Moro é contratado como diretor de consultoria americana

 

Renata Agostini

Por Renata Agostini, CNN  

 Atualizado 29 de novembro de 2020 às 21:37

Sergio Moro faz pronunciamento e anuncia demissão do Ministério da Justiça e SegSergio Moro faz pronunciamento e anuncia demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública

 O ex-ministro Sergio Moro americana assume em algumas semanas o cargo de diretor no Brasil da consultora Alvarez & Marsal.

A informação foi confirmada à coluna pelo presidente da empresa no país, Marcelo Gomes.

O ex-juiz da Lava Jato, que deixou a magistratura para ingressar no governo Jair Bolsonaro, vai comandar a área de disputas e investigações da companhia, que tem sede em São Paulo. Ele começa no cargo já em dezembro deste ano.

Moro pediu demissão do posto de ministro da Justiça em abril deste ano. Ele saiu do governo acusando o presidente de tentar interferir politicamente na Polícia Federal.

Fonte: CNN
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NÃO ENTREGUE AOS OUTROS O SEU DESTINO, DIZ BARROSO EM PRONUNCIAMENTO

Por G1 — Brasília
 
Ministro Barroso pede que eleitores votem: 'Não entregue aos outros o seu destino'
Ministro Barroso pede que eleitores votem: ‘Não entregue aos outros o seu destino’

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, pediu neste sábado (28) aos eleitores das cidades onde haverá segundo turno que não deixem de comparecer às urnas no domingo (29). O apelo foi feito durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão.

De acordo com a Corte Eleitoral, haverá segundo turno das eleições para prefeitura em 57 cidades brasileiras. Dessas, 18 são capitais. Pela legislação, precisam ter segundo turno as cidades com mais de 200 mil eleitores em que nenhum dos candidatos tenha obtido maioria absoluta dos votos no primeiro turno.

“Uma vez mais, venho pedir a todos os eleitores: não deixe de votar. Ajude a escrever este segundo e último capítulo das eleições de 2020. Além disso, vote consciente. Você estará decidindo o seu futuro, o futuro dos seus filhos e do seu país. Não entregue aos outros o seu destino”, afirmou Barroso.

O ministro ressaltou que 38 milhões de eleitores estão aptos para votar neste domingo e que mesmo quem não tiver comparecido no primeiro turno poderá votar agora.

Uso de máscara

Em seu pronunciamento, o presidente do TSE também pediu aos eleitores que votem com segurança, usando máscara e mantendo distanciamento social, medidas de prevenção contra a Covid-19.

“Votem com segurança. Usem máscara e mantenham distanciamento social para protegerem a si mesmos e aos outros. Em breve, esta pandemia passará, e teremos muitas razões para celebrar a vida e a democracia brasileira”, disse o magistrado.

Sobre a realização do primeiro turno das eleições, em 15 de novembro, o magistrado afirmou que, “no geral, o plano de segurança sanitária criado pelo Tribunal Superior Eleitoral foi observado”.

“Conseguimos harmonizar, com sucesso, democracia e saúde da população. O povo brasileiro está de parabéns. Uma inequívoca demonstração de maturidade, disciplina e sentimento cívico”, declarou.

Barroso lembrou que 113 milhões de eleitores compareceram às urnas no primeiro turno, o que, na avaliação dele, representa um nível de abstenção “relativamente baixo para eleições realizadas em plena pandemia”.

Segundo o TSE, o índice de abstenção no primeiro turno das eleições municipais deste ano foi de 23,14%. Nas duas eleições municipais anteriores, a abstenção no primeiro turno foi de 17,58% em 2016 e de 16,41% em 2012. Na eleição mais recente, a presidencial de 2018, a abstenção no primeiro turno ficou em 20,33%.

O ministro ressaltou ainda que, “na própria noite da data das eleições, os resultados foram divulgados, expressando com fidelidade a vontade do povo brasileiro”.

Na ocasião, um problema técnico provocou lentidão na totalização dos votos e, consequentemente, na divulgação dos resultados, em relação a anos anteriores.

Íntegra

Leia a íntegra do pronunciamento do presidente do TSE:

Boa noite! No domingo, 15 de novembro, 113 milhões de eleitores compareceram às urnas. Um nível de abstenção relativamente baixo para eleições realizadas em plena pandemia. Na própria noite da data das eleições, os resultados foram divulgados, expressando com fidelidade a vontade do povo brasileiro.

Além disso, no geral, o plano de segurança sanitária criado pelo Tribunal Superior Eleitoral foi observado. Conseguimos harmonizar, com sucesso, democracia e saúde da população. O povo brasileiro está de parabéns. Uma inequívoca demonstração de maturidade, disciplina e sentimento cívico.

Aliás, poder agradecer é uma bênção. E, por isso mesmo, obrigado de coração aos mais de 2 milhões de mesários e de servidores da Justiça Eleitoral que ajudaram a fazer a vida acontecer.

Na maior parte dos municípios, o processo eleitoral está concluído. Cumprimento todos aqueles que foram eleitos para as Prefeituras e para as Câmaras Municipais. O Brasil conta com a integridade, o idealismo e o compromisso com o interesse público de todos vocês.

No entanto, em 57 cidades, teremos amanhã o segundo turno das eleições. São locais com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos obteve maioria absoluta dos votos. Quando isso ocorre, os dois mais votados devem disputar uma segunda rodada. Portanto, neste domingo, se decidirá quem vai governar algumas das maiores cidades do país, inclusive 18 capitais. 38 milhões de eleitores voltarão às urnas. Mesmo quem não compareceu no primeiro turno pode votar agora.

Uma vez mais, venho pedir a todos os eleitores: não deixe de votar. Ajude a escrever este segundo e último capítulo das eleições de 2020. Além disso, vote consciente. Você estará decidindo o seu futuro, o futuro dos seus filhos e do seu país. Não entregue aos outros o seu destino.

Por fim, votem com segurança. Usem máscara e mantenham distanciamento social para protegerem a si mesmos e aos outros. Em breve, esta pandemia passará, e teremos muitas razões para celebrar a vida e a democracia brasileira. Muito obrigado. Boa noite!

Fonte: G1

Continuar lendo NÃO ENTREGUE AOS OUTROS O SEU DESTINO, DIZ BARROSO EM PRONUNCIAMENTO

VOTAÇÃO DO SEGUNDO TURNO PARA DEFINIR OS PRÓXIMOS PREFEITOS, COMEÇAM ÀS 7 HORAS ATÉ ÀS 17 HORAS

Por Gustavo Garcia, G1 — Brasília

 

Trinta e oito milhões de brasileiros vão às urnas neste domingo

Cerca de 38 milhões de eleitores estão aptos a participar neste domingo (29) do segundo turno das eleições municipais em 57 cidades, entre as quais 18 capitais. Os eleitos, dentre 114 candidatos, tomarão posse em 1º de janeiro de 2021.

Trinta e oito milhões de brasileiros vão às urnas neste domingo

As eleições deste ano foram adiadas de outubro para novembro em razão da pandemia da Covid-19. Em Macapá (AP), as eleições serão realizadas somente em dezembro, por causa do apagão de 22 dias que atingiu o Amapá.

O segundo turno acontece nos municípios com mais de 200 mil eleitores em que nenhum dos candidatos conseguiu alcançar maioria absoluta (metade mais um) dos votos válidos no primeiro turno.

Disputam o segundo turno os dois candidatos mais votados no primeiro. Portanto, estão na disputa 114 candidatos a prefeito e igual número de candidatos a vice-prefeito — um candidato a prefeito em Piracicaba (SP) teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Ele poderá concorrer, mas a situação terá de ser analisada posteriormente pelo TSE.

Candidatos de 33 cidades participaram de debates do segundo turno das eleições municipais

Mesmo com uma série de medidas adotadas pela Justiça Eleitoral, como a ampliação do horário de votação e a obrigatoriedade do uso de máscaras, o índice de abstenção no primeiro turno (23,14%) foi maior que o dos pleitos anteriores.

Analistas já previam uma taxa de ausência mais elevada em razão da pandemia de coronavírus. Apesar do aumento, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, considerou o comparecimento na primeira etapa “extraordinário”. Projeções pessimistas apontavam para um índice de 30%, o que não se verificou.

Análise

Cientistas políticos ouvidos pelo G1 avaliam que, nas eleições municipais deste ano, houve um enfraquecimento de candidaturas apoiadas no discurso da negação da política e autointituladas de antissistema.

Para sustentar esse argumento, os especialistas recorrem ao aumento na taxa de reeleição e à predileção do eleitorado por legendas maiores e tradicionais em detrimento das siglas mais recentes e de menor tamanho.

Em 2016, 46,8% dos prefeitos que tentaram a reeleição conseguiram um novo mandato. Em 2020, o índice saltou para 61%.

MDB e PSDB elegeram menos prefeitos em 2020 que em 2016. PP e DEM, outros partidos tradicionais, foram os que, no intervalo de quatro anos, mais cresceram em número de prefeituras conquistadas.

“Há um retorno à própria política. A gente não vê aqueles candidatos que são negadores da política como candidatos fortes. Isso tem a ver com o fracasso de bolsonaristas que têm o discurso antipolítica e um desempenho muito fraco do partido Novo, que também tem esse discurso e que se houve mal nesta eleição”, afirmou o cientista político Cláudio Couto, professor da Fundação Getúlio Vargas São Paulo (FGV-SP).

Segundo ele, o eleitor está votando em políticos convencionais. “Não interessa se de esquerda ou direita, se mais novos ou mais antigos, mas que fazem o discurso da política convencional”, disse.

O especialista vê um certo “cansaço” do eleitor com políticos que se elegeram em 2018 e agora enfrentam dificuldades na gestão e rejeição da sociedade. Ele cita os casos de Wilson Witzel (PSC-RJ) e Carlos Moisés (PSL-SC), governadores afastados dos mandatos. Essas experiências fazem o eleitor, na visão de Couto, “jogar no seguro”.

Diretor da Vector Análise, o cientista político Leonardo Barreto diz que a onda da “nova política” diminuiu de 2016 para 2020.

MDB e PSDB, que são partidos da política, perderam muito espaço, mas acho que isso é mais um problema de renovação interna do que um voto antipartido ou antissistema. Se fosse um voto antissistema, aí o Novo tinha ganhado mais, o PSOL também”, afirmou Barreto.

“Aquele movimento antipolítico que atingiu o ápice em 2018, com aquela coisa de caras que surgiam do nada e atropelavam, isso não aconteceu em nenhum lugar, pelo menos, com expressão. Aquela figura da nova política deu uma arrefecida. Isso está claro nos sinais de reeleição e na redenção de caras julgados como enterrados”, disse.

Barreto também destaca o declínio no número de prefeituras conquistadas por partidos de esquerda, como PT, PSB e PDT; e o avanço de siglas de centro-direita, casos do DEM, PP, PSD, Republicanos e PL.

No entanto, para Creomar de Souza, fundador da consultoria política Dharma, é “precoce” dizer que o discurso da nova política foi derrotado nas eleições de 2020.

“As eleições municipais têm um elemento muito forte — o de zeladoria. Os prefeitos são muito avaliados pela capacidade de entrega de respostas aos dilemas cotidianos, como melhoria de transporte público, atendimento hospitalar, entrega de maior contingente na guarda municipal, nos municípios em que há. E essas ações têm impacto direto na vida das pessoas”, disse Souza.

“Há casos de políticos da ‘nova política’ que tiveram dificuldades, mas há casos também de prefeitos, eleitos quatro anos atrás com o discurso de nova política, que foram reeleitos no primeiro turno. É o caso do Alexandre Kalil (PSD-MG) em Belo Horizonte”, emendou o consultor político.

Totalização dos votos

Na última quinta-feira, o TSE informou, em nota, que realizou testes adicionais no computador e nos sistemas que realizam a totalização dos votos e a divulgação de resultados. Segundo a Corte, o sistema está “devidamente preparado para a realização exitosa do segundo turno”.

No documento, a Corte Eleitoral reiterou compromisso com a transparência e com a segurança do processo eleitoral no Brasil.

No primeiro turno, no último dia 15, houve atraso de cerca de três horas na divulgação dos resultados em relação às eleições passadas.

centralização da apuração dos votos no TSE, uma mudança implementada nestas eleições, pode ter sido a causadora da lentidão.

Uma falha em um dos núcleos do supercomputador que processa a soma dos votos também pode ter contribuído para o atraso – que, segundo a Corte, não teve relação com ataques cibernéticos.

Apesar das falhas e de narrativas criadas por críticos do sistema eletrônico de votação, especialistas afirmam que a urna eletrônica é segura e confiável

Horário de votação

Com o objetivo de evitar aglomerações, o TSE decidiu ampliar em uma hora o período de votação neste domingo.

Os eleitores podem votar das 7h às 17h. O período entre 7h e 10h é preferencial para eleitores com mais de 60 ano.

Medidas sanitárias

Além da ampliação de horário, deve ser disponibilizado nos locais de votação álcool em gel, para que o eleitor higienize as mãos antes e depois de votar.

O uso de máscara será obrigatório; quem chegar para votar sem a proteção deve ser barrado na entrada.

TSE recomenda aos eleitores que levem a própria caneta para assinar o caderno de votações. Os eleitores também serão orientados a manter o distanciamento das demais pessoas e a ficar o mínimo de tempo necessário para votar.

Para evitar a contaminação, não haverá identificação biométrica, que exige compartilhamento de objetos.

Quem apresentar febre neste domingo ou tiver sido diagnosticado com o coronavírus nos 14 dias anteriores não deve participar das eleições.

Nesse caso, a recomendação ao eleitor é que justifique a ausência, informando que deixou de votar por questões de saúde.

O eleitor que não votou no primeiro turno pode participar da votação no segundo.

Documentos

O eleitor deve levar um documento oficial com foto, como carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte.

Ainda que não seja obrigatório, o TSE recomenda o porte do título de eleitor para facilitar a localização da zona eleitoral e da seção de votação (consulte aqui o número do título e o local de votação).

O eleitor que souber o local de votação pode votar sem o título, desde que leve um documento oficial com foto.

Com o objetivo de não haver contato físico e aproximação, a documentação deve ser exibida ao mesário à distância.

Para facilitar a identificação, o mesário pode solicitar ao eleitor que abaixe rapidamente a máscara. Em seguida, a proteção deve ser recolocada no local correto, cobrindo nariz e boca.

E-título e justificativa

De acordo com a Justiça Eleitoral, o eleitor que estiver fora do domicílio eleitoral no dia da eleição pode justificar a ausência por georreferenciamento, por meio do aplicativo e-Título.

O app identificará que o eleitor está fora do município neste domingo e vai liberar a justificativa sem a necessidade de apresentação de documentos comprobatórios.

Essa funcionalidade estará disponível somente no dia da eleição, das 7h às 17h. No primeiro turno, eleitores de todo o país relataram dificuldades para realizar a operação.

Na ocasião, o presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso, disse que o problema foi causado por downloads “de última hora”. Segundo o TSE, cerca de 16 milhões de eleitores estão cadastrados no e-Título.

Prazo para justificativa

O eleitor que não votar e não justificar no dia, poderá fazê-lo no prazo de 60 dias após o dia da eleição, comprovando o motivo da ausência por meio da apresentação de atestado médico ou bilhete de viagem.

Essa justificativa pode ser feita presencialmente em um cartório eleitoral; pelo aplicativo e-Título ou pela internet no Sistema Justifica, que funciona após a eleição. É necessária a apresentação de documento que comprove o motivo da ausência.

Multa

eleitor que não votar e não justificar a ausência nas eleições dentro do prazo estipulado pelo TSE terá de pagar multa para regularizar a situação. O valor é de R$ 3,51 em cada turno de ausência sem justificativa.

Enquanto estiver em débito com a Justiça Eleitoral, ele não pode, por exemplo, tirar ou renovar passaporte, receber salário ou proventos de função em emprego público, prestar concurso público e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo – entre outras consequências.

Camisetas e broches

É permitido o uso individual de bandeiras, broches, adesivos e camisetas do partido ou candidato preferido no dia da eleição.

Pela lei, é permitida a demonstração individual e silenciosa de preferência por parte do eleitor com o uso desses itens.

Não é permitida a manifestação com alto-falantes e amplificadores de som.

Prisões de eleitores

Pela legislação eleitoral, para evitar perseguição política, nenhum eleitor pode ser preso nas 48 horas posteriores ao término da eleição, exceto em flagrante ou se existir contra ele uma condenação por crime inafiançável, como racismo ou tortura, ou ainda por desrespeito a salvo-conduto.

Boca de urna

Quem fizer boca de urna, como o recrutamento de eleitores ou propaganda, pode ser preso. A pena varia de seis meses a um ano de detenção, podendo ser trocada por prestação de serviços à comunidade, além de multa no valor de até R$ 16 mil.

No dia da votação, também são proibidos o uso de alto-falantes e amplificadores de som, a realização de comício ou carreata e a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos.

A propaganda de boca de urna consiste na atuação, nas seções de votação, de cabos eleitorais e até de candidatos, com o objetivo de promover ou pedir votos para concorrentes ou partidos. A prática é proibida pela legislação eleitoral.

No primeiro turno, a prática de boca de urna e a de compra de votos lideraram as ocorrências, segundo o Ministério da Justiça.

Cola eleitoral e celular

A lei permite que o eleitor leve um papel com o número do candidato de sua preferência, para facilitar e agilizar a votação.

O TSE alerta que é proibida a utilização de telefone celular, tablets, rádios comunicadores, câmeras e quaisquer outros aparelhos eletrônicos dentro da cabine de votação.

Urna eletrônica

Segundo o TSE, para o segundo turno da eleição, foram disponibilizadas 94.124 urnas eletrônicas. Os equipamentos não são conectados à internet.

Na urna, o eleitor escolherá uma chapa formada por um candidato a prefeito e um candidato a vice. O número do candidato é composto por dois dígitos.

Forças federais

Na última quinta-feira (26), o TSE aprovou o envio de tropas federais para as cidades de Manaus (AM), Fortaleza (CE) e Caucaia (CE) para o segundo turno das eleições.

Luís Roberto Barroso afirmou que ficou justificada a atuação de tropas militares nos locais devido à notícia de, por exemplo, aumento do número de crimes violentos nas localidades.

Segundo o presidente do TSE, nas cidades que receberão o apoio, há uma reduzida quantidade de policiais militares e civis, e existe a atuação de facções criminosas nas proximidades dos locais de votação.

Fonte: G1
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ALEXANDRE DE MORAES PRORROGA INQUÉRITO APÓS PEDIR PARECER DA PGR SOBRE DEPOIMENTO DE BOLSONARO

Moraes pede parecer da PGR sobre depoimento de Bolsonaro e prorroga inquérito

 

Daniela Lima
Thais Arbex

Por Daniela Lima e Thais Arbex, CNN  

Atualizado 27 de novembro de 2020 às 18:08

Alexandre de Moraes prorrogou por 60 dias o inquérito que investiga suposta interferência de Bolsonaro na PF

Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a prorrogação por 60 dias do inquérito que apura a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

No mesmo despacho, na tarde desta sexta-feira (27), Moraes pede ainda que o procurador-geral da República, Augusto Aras, se manifeste em até cinco dias, sobre a desistência de Bolsonaro em depor no inquérito.

Nesta quinta (26), Bolsonaro disse ao Supremo que não iria depor no caso. A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o presidente “declinava” de se explicar às autoridades e pediu que o processo fosse encaminhado à PF para elaboração de relatório final.

O depoimento do presidente é a etapa final para a conclusão do relatório dos investigadores. Assim que for finalizado, o parecer será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), a quem cabe decidir se há provas suficientes para a apresentação de uma denúncia contra Bolsonaro.

As investigações apuram acusações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, sobre suposta interferência indevida de Bolsonaro para trocar o comando da PF. Em abril, o ex-juiz da Lava Jato deixou o governo após pressão do Planalto para substituir o então diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, pelo diretor da Abin, Alexandre Ramagem, um nome próximo da família presidencial.

Moro também é  investigado no inquérito sobre o crime de denunciação caluniosa.

Fonte: CNN

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PROCURADORES VOLTAM À PRESSIONAR ARAS

Aras volta a enfrentar pressão de procuradores

Caio Junqueira
Por Caio Junqueira, CNN  
 Atualizado 27 de novembro de 2020 às 21:12

Augusto Aras: 8 pontos para decifrar como pensa o novo PGR

São três os principais pontos que fizeram o embate retomar. Primeiro, o que os procuradores chamam de desmantelamento nos últimos dias da Operação Greenfield, do Ministério Público do Distrito federal e que apura irregularidades em fundos de pensão, caixa Econômica Federal, BNDES e FGTS.

Nessa quinta-feira (26), por exemplo, o procurador Celso Três, um crítico da Lava Jato, foi escolhido para assumir o comando da operação após um longo processo de esvaziamento, bem simbolizado na saída do procurador Anselmo Duarte em setembro.

Some-se a isso o fato de a Força-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro ter já seu prazo de validade para acabar: 8 de dezembro.

Em razão disso, o coordenador da Força-Tarefa, Eduardo El Hage, encaminhou a Aras no dia 3 de novembro um longo ofício de 26 páginas na qual cita todas as investigações em curso e pede a prorrogação da força, que tem 11 procuradores, por mais um ano. No entanto, a dez dias do prazo final, ainda não houve resposta.

Por fim, um debate sobre um novo modelo de combate à corrupção nos estados. No documento no qual a Força-Tarefa do Rio pede a prorrogação, o coordenador do grupo, El Hage, diz que “a renovação da Força-Tarefa é imprescindível para dar conta do passivo judicial atualmente existente”, mas faz uma contraproposta: a estruturação de Grupos de Atuação Especial de Combate à Corrupção, os Gaecos.

“O modelo que a Força-Tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro propõe é a renovação do modelo atualmente existente por mais um ano com a criação simultânea do GAECO no Estado. Isso permitiria a desmobilização progressiva da FT com seus casos sendo absorvidos pelo GAECO.” Trata-se da mesma saída que Curitiba tenta dar também.

A fórmula passou a ser encampada por Rio e Curitiba porque os Gaecos conseguem trabalhar de maneira mais autônoma em relação a Brasília. Isso porque os GAECOs se formam por decisão do procurador-chefe local e do colegiado local, sem necessidade de concordância de Brasília.

Além disso, a proposta dos Gaecos acaba por fazer frente a uma tentativa de Aras de impor um modelo que mais lhe agrade. Nesta semana, Aras apresentou ao Conselho Superior do Ministério Público uma proposta de criar cargos fixos de combate á corrupção nos estados.

Mas a fórmula é rejeitada pela maioria dos procuradores, uma vez que Brasília continuaria a influenciar nos destinos dos grupos estaduais. Ao contrário dos Gaecos.

Por isso que myuitos deles dizem que o que está em jogo agora é o que está em jogo agora não é mais uma batalha contra o desmantelamento das forças-tarefas, mas contra sua captura e influência pela Procuradoria-Geral da República.

A definição final será dada dentro do Conselho Superior do Ministério Público, órgão que foi palco do último embate –público–entre Aras e a categoria, quando o procurador-geral discutiu com Nicolao Dino, um dos de seus integrantes.

Em princípio, o ambiente no colegiado é mais hostil a Aras, o que se constata pela nota divulgada na tarde desta sexta-feira na qual sete dos dez conselheiros criticam o esvaziamento da Greenfield e pedem definição sobre os núcleos.

O receio geral é que Curitiba e Rio caminhem para viver o que Brasília com a Greenfield vive hoje e o que São Paulo já viveu. Na maior cidade do país, processos que estavam em curso pela Força-tarefa da Operação Lava Jato de São Paulo já deixaram o núcleo e foram arquivados ou redistribuídos para outros locais.

Dentre elas grande parte da delação do ex-ministro da fazenda Antonio Palocci e as que apuravam irregularidades em bancos. Nenhuma denúncia também foi apresentada desde então. As colaborações premiadas também foram paralisadas.

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