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LIVROS: OS OLHOS NA ESCURIDÃO DE DEAN KOONTZ E A GRANDE COINCIDÊNCIA

Em meio a histeria da pandemia do coronavírus da última semana em face ao avanço da epidemia pelo mundo, vem a tona um livro publicado há 40 anos pelo escritor de suspenses e ficção Dean Koontz, The eyes of darkness ou Os olhos da escuridão sobre uma “arma biológica” chamada “Wuhan-400” que causaria pânico em todo o mundo. Numa extrema coincidência o autor prevê que 2020 aconteceria uma epidemia semelhante a do coronavírus. Leia o artigo completo a seguir e conheça a incrível história!

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981?

Thaís Garcia

Publicado em 26.02.2020

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 16

GETTY/TWITTER

O escritor de suspense, Dean Koontz, previu o surto do atual vírus corona há quase quarenta anos? Em seu livro “The Eyes of Darkness” (Os Olhos da Escuridão), escrito em 1981, o americano escreve sobre uma “arma biológica” chamada “Wuhan-400” que causaria pânico em todo o mundo.

O escritor de ficção – que frequentemente incorpora elementos de horror, ficção científica e mistério em seus ‘thrillers’ (suspenses) – forneceu uma descrição de um vírus que, para muitos, é assustadoramente semelhante ao “Covid-19”.

“Um cientista chinês chamado Li Chen fugiu para os EUA com um disquete com informações sobre a nova e mais perigosa arma biológica da China”, diz o livro de 312 páginas“Eles chamam de “Wuhan-400″ porque foi desenvolvido em laboratórios perto da cidade de Wuhan”.

The eyes of darkness conta a história de Tina Evans, que busca descobrir o que realmente aconteceu com seu filho Danny. O menino é dado como morto após um acidente, mas, cerca de um ano depois, ao entrar no quarto do garoto, Tina vê uma mensagem escrita no quadro-negro que há no cômodo: “Não morreu”.

O filho da protagonista é detido em uma unidade militar, depois de ter sido infectado com o microrganismo produzido pelos seres humanos.

Koontz escreveu que o Wuhan-400 foi desenvolvido como uma “arma perfeita”: afetava apenas as pessoas e não podia sobreviver fora de um corpo humano vivo por mais de um minuto. Era uma arma biológica projetada para matar pessoas, mas acidentalmente deu a uma criança habilidades psíquicas.

Décadas depois, seu romance está circulando on-line, com sugestões de que Koontz previu o coronavírus de 2019.

Uma postagem no Facebook inclui 3 fotos: duas páginas do livro e uma mostrando a capa do romance de Koontz, ‘The Eyes of Darkness’.

A legenda diz: “Koontz escreveu este livro no início dos anos 80 e descreveu o vírus Corona. Interessante.”

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 17

Página do livro de Dean Koontz: “Eles a chamam de ‘Wuhan-400’ porque foi desenvolvida em seus laboratórios de RDNA nos arredores da cidade de Wuhan, e foi a 400ª cepa viável de um micro-organismo feito pelo homem em um centro de pesquisa”.

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 18Trecho do livro que diz: “Por volta de 2020 uma doença severa, parecida com a pneumonia, se espalhará pelo globo, atacando pulmões, tubos bronquiais e resistindo a todos os tratamentos conhecidos”.

O coronavírus foi realmente previsto no livro de Dean Koontz em 1981? 19O livro “The Eyes of Darkness”, escrito em 1981 por Dean Koontz.

Instituto de Virologia de Wuhan

Várias pessoas estão convencidas de que não é uma história fictícia que Koontz escreveu no início dos anos 80. Elas acreditam que o “centro de pesquisa” descrito no livro é o Instituto Wuhan de Virologia.

De fato, existe um laboratório deste instituto que possui a mais alta classificação de laboratórios que estuda os vírus mais mortais. Ele está localizado a cerca de 30 quilômetros de onde “Covid-19” estourou pela primeira vez.

A China construiu um laboratório em Wuhan para estudar alguns dos vírus mais perigosos do mundo, o SARS e o Ebola – e especialistas em biossegurança dos EUA alertaram em 2017 que o vírus poderia “escapar” da instalação que se tornou essencial no combate ao surto.

Acredita-se que um mercado de peixe em Wuhan seja o local onde o vírus mortal se espalhou. Ele fica a cerca de 32 quilômetros do Laboratório Nacional de Biossegurança de Wuhan, que abrigava patógenos perigosos, incluindo SARS e Ebola.

Em 2017, quando a inauguração do laboratório se aproximava, cientistas americanos publicaram na revista Nature suas preocupações de que esses vírus assassinos pudesse “escapar” e infectar pessoas. Tim Trevan, consultor de biossegurança de Maryland, nos EUA, disse que temia que a cultura da China pudesse tornar o instituto inseguro, porque uma “estrutura em que todos se sentissem à vontade para falar e que tivesse uma abertura de informações seria importante”.

O vírus da SARS – que entre 2002 e 2004 infectou 8.098 pessoas e matou 774 – havia ‘escapado’ várias vezes de um laboratório em Pequim, antes da abertura do laboratório de Wuhan, segundo o artigo da Nature. A China instalou o primeiro dos 5 a 7 biolaboratórios planejados e projetados para a máxima segurança em Wuhan em 2017, com o objetivo de estudar os patógenos de maior risco, como o SARS.

O laboratório, instalado no Instituto de Virologia Wuhan, foi construído em 2015 e ficou pronto em 2017. Ele foi o primeiro laboratório do país projetado para atender aos padrões de biossegurança nível 4 (BSL-4) – o mais alto nível de risco biológico, o que significa que seria qualificado para lidar com os patógenos mais perigosos. Os laboratórios da BSL-4 devem ser equipados com roupas de proteção especiais ou espaços especiais de trabalho em gabinetes, nos quais são confinados vírus e bactérias que podem ser transmitidos pelo ar para caixas seladas que os cientistas alcançam usando luvas de alta qualidade. Existem cerca de 54 laboratórios BSL-4 em todo o mundo. O primeiro da China, em Wuhan, recebeu credenciamento federal em janeiro de 2017.

Apesar dos primeiros temores sobre a contaminação em massa, especialistas chineses disseram que “atualmente não há suspeitas de que a instalação tenha algo a ver com o atual surto”, detectado pela primeira vez na China em dezembro do ano passado.

O microbiologista da Universidade Rutgers, Richard Ebright – e também responsável pelo sequenciamento de genoma crucial que permite aos médicos diagnosticar o vírus – disse ao Daily Mail que “não há motivos para suspeitar de que o laboratório esteja conectado ao vírus corona em Wuhan”.

De acordo com Guizhen Wu, da revista Biosafety and Health, o laboratório de Wuhan estava operacional ‘para experimentos globais em patógenos BSL-4’ desde janeiro de 2018.

“Após um incidente de vazamento de laboratório da SARS em 2004, o Ministério da Saúde da China iniciou a construção de laboratórios de preservação de patógenos de alto nível, como SARS, vírus corona e vírus de gripe pandêmica”, disse Guizhen Wu.

Os cientistas americanos que alertaram dos riscos em 2017 disseram à Revista Nature que o trabalho realizado em Wuhan era importante para o desenvolvimento de vacinas e tratamentos. Isso incluiu a realização de testes em animais, incluindo macacos, já que os regulamentos para pesquisas com animais são muito mais flexíveis na China do que nos países ocidentais. O mais recente surto do vírus corona, que atualmente os cientistas acreditam ter sofrido mutação para infectar pessoas por meio de contato animal-humano, agora se espalhou para outros países, chegando ao Brasil.

Covid-19 x Wuhan-400

O Wuhan-400 tem algumas semelhanças com o Covid-19, mas as “previsões” de Koontz não se encaixam perfeitamente nas características do Covid-19.

O Wuhan-400 foi mencionado na versão original do livro como ‘Gorki-400’. Naquela época, o que preocupava era a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Somente em 2008 o nome foi alterado para Wuhan-400 e várias passagens do romance foram alteradas.

Ambos têm uma associação com a cidade chinesa de Wuhan. A doença fictícia de Koontz foi desenvolvida por pesquisadores de um laboratório. Embora não haja evidências de que o Covid-19 tenha sido criado em um laboratório ou tenha sido projetado por pessoas, essa hipótese não deve ser totalmente descartada.

O romance também diz que Wuhan-400 “afeta apenas seres humanos” e que “nenhuma outra criatura viva pode transmiti-lo”. Acredita-se, porém, que o Covid-19, segundo cientistas, tenha passado para os humanos a partir de animais.

No livro, a arma é mortal: com uma taxa de mortalidade de 100%, enquanto o atual vírus corona, apresentou até o momento no máximo – as opiniões diferem – 2%.

O período de incubação também é muito diferente. O fictício “Wuhan-400” tem um período de incubação extremamente rápido de cerca de 4 horas, em comparação com o COVID-19, que tem um período de incubação entre de 14 dias ou até mais, apresentando casos de 24, 27 e até 34 dias.

Casos graves de Covid-19 podem causar pneumonia e falta de ar, mas a Organização Mundial da Saúde diz que a maioria das vítimas se recuperará. E testes para vacinas e outros tratamentos em potencial estão sendo realizados.

Covid-19

Os coronavírus são um grupo de vírus que causa doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves. Um surto de uma nova cepa, chamada Covid-19, foi identificado em Wuhan, China, no final de dezembro de 2019.

De acordo com a atualização mais recente da Organização Mundial da Saúde sobre o surto, em 26 de fevereiro de 2020, o vírus já matou 2.770 pessoas.

Houve 81.280 casos confirmados de infecção por Covid-19 em todo o mundo, a maioria deles na China.

Thaís Garcia

Correspondente Internacional na Europa. Cristã, casada, mãe e bacharel em Relações Internacionais.
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DICA DE LIVRO: ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS DE ERICH VON DANIKEN

A minha DICA DE LIVRO desta quarta-feira vai para um best seller, do autor Erich Von Daniken, Eram os Deuses Astronautas?

O autor dedicou a vida a pesquisas pelo mundo todo. Neste livro ele defende a existência de outros seres inteligentes no Universo e propõe que extraterrestres tenham trazido grandes conhecimentos ao nosso planeta. São muitas as evidência disso que estariam nos achados arqueológicos, monumentos antigos, mapas e marcas intrigantes em solos rochosos, que foram analisados por ele em várias partes do mundo. Daniken comparou, por exemplo, fenômenos semelhantes ocorridos em épocas e culturas muito diferentes. Um estudo de misteriosos remanescentes da Antiguidade à luz do conhecimento de nossos dias. Vale a pena conferir!

Foto: Amazon

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DICA DE LIVRO: SABEDORIA DAS PARÁBOLAS DE HUBERTO ROHDEN

Na nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira estou indicando um livro que li muito tempo atrás, cujo tema e a mensagem são atemporais. O filósofo e educador Huberto Rohden, atinge neste livro, as mais excelsas culminâncias da visão cósmica da mensagem de Cristo. Talvez jamais tenha mergulhado tão profundamente nas águas vivas de suas parábolas. Rohden transcende todo intelectualismo e, por meio de luminosa intuição, explica em linguagem simples e atual, a simbologia que existe por detrás dessas mensagens atemporais. Portanto não deixe de ler este livro que é pura sabedoria!

Foto: Amazon

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DICA DE LIVRO: CHURCHILL UMA VIDA VOL. 1 E 2 DE MARTIN GILBERT

Na coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico os livros CHURCHILL UMA VIDA, Volumes 1 e 2, de autoria do mega escritor, best seller, Martin Gilbert. Uma leitura empolgante e super rica para os amantes de história, política e biografias. Vale a pena conferir!

SINOPSE

COMO FOI A VIDA DE UM DOS POLÍTICOS MAIS EMBLEMÁTICOS DA HISTÓRIA MODERNA? Escrito pelo biógrafo oficial de Churchill, o historiador mundialmente consagrado Martin Gilbert, este livro é a mais completa biografia já escrita sobre um dos estadistas mais importantes de todos os tempos um homem de inteligência sublime e personalidade explosiva que esteve no centro de acontecimentos fundamentais do século XX. Elaborado a partir de anos de pesquisa meticulosa e documentação exclusiva, e repleto de material apenas recentemente descoberto, Churchill uma vida é o casamento perfeito entre a dureza dos fatos da vida pública e os detalhes íntimos de um homem que exerceu papel preponderante para a divisão do mundo como o conhecemos hoje.

Fonte: Amazon

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AGENDA CULTURAL: CULTURA, LAZER, CIRCO, MUSICA, SHOWS, BALADAS E MUITO MAIS

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NA NOSSA AGENDA CULTURAL DESTA SEXTA-FEIRA TEMOS UMA VASTA PROGRAMAÇÃO PARA VOCÊ CURTIR, SE DIVERTIR E RELAXAR. VEJA AQUI AS PRINCIPAIS ATRAÇÕES OU CLIQUE NO ÍCONE E CONHEÇA TODA A PROGRAMAÇÃO.


CIRQUE AMAR

EVENTO

Capim Macio
Possui Estacionamento
A partir de R$ 20
16/08/2019 às 20:30

Após três anos, está de volta a Natal o Cirque Amar. Com nova estrutura e um novo espetáculo, o circo abre temporada na noite desta sexta-feira (5), às 20h30, no estacionamento do supermercado Hiper Bompreço, em Ponta Negra, na Zona Sul da cidade. A arquibancada tem capacidade para até 2.500 pessoas, e o show dura 2 horas.

PROGRAMAÇÃO

  • De terça a sexta-feira: 20h30;
  • Sábados e domingos: 16h, 18h e 20h30;
  • Bilheterias abrem de terça a domingo, das 10h às 22h.

Mais informações: clique aqui.


CAROL SANT’ANNA

EVENTO

Ponta Negra
Possui Música Ao Vivo
A partir de R$ 15
16/08/2019 às 21:30

CAROL SANT’ANNA natural de MG, carismática, com uma voz deliciosa e empolgante presença de palco, arrastou multidões pelos bares e grandes shows de Belo Horizonte – MG e no Carnaval de Natal em 2019, e ainda foi finalista do programa “Astros” do SBT, quando levantou a platéia em cada apresentação e extraiu elogios rasgados dos jurados!

Agora em Natal, e com uma super banda, faz sua temporada na Taverna Pub com um show muito especial para curtir e cantar junto, como também para dançar muito!

No repertório: Beyonce, Lady Gaga, Ana Carolina, Marisa Monte, Vanessa da Mata, Pitty, Cássia Eller, Alok, Lulu Santos, Maria Gadu, Elis Regina, Rita Lee, Paula Toller, Anitta, Ivete Sangalo, Claudia Leite, Gloria Gaynor, Justin Bieber, Bruno Mars, Tim Maia, Anitta, Iza, Ferrugem, e mais!

ENTRADA

  • Coloque seu nome na lista pelo aplicativo ou site até ás 21h e entre até 23h para pagar valor promocional de R$20
  • Meias entradas (R$15,00) devem ser reservadas nesta mesma lista. O benefício será concedido até o início do show, 23h.
  • Você pode inserir até quatro nomes na lista!

Mais informações: clique aqui.


ENCONTRO DE AUTOMÓVEIS CLASSICOS

EVENTO

Lagoa Nova
Possui Estacionamento
Gratuito
17/08/2019 às 09:00

Encontro de Automóveis Clássicos do RN, ocorre desde 2010 e está em sua 10 edição.

Mais informações: clique aqui.


FESTA ANOS 80

EVENTO

Candelária
Possui Música Ao Vivo
R$ 10
17/08/2019 às 21:00

Festa Anos 80 com DJ Ilton.

Mais uma vez o DJ Ilton volta ao Raimundo’s Pub para animar a noite de todos com seu setlist anos 80.

Muito David Bowie, The Cure, The Smiths, REM, Paralamas do Sucesso e todos aqueles hits que nos fazem sentir nos anos 80 mais uma vez!

Mais informações: clique aqui


Fonte: Agenda Natal


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ENTREVISTA: O ESCRITOR WAGNER BRAGA É ENTREVISTADO NO BOM DIA CIDADE DA 94 FM

Caro(a) leitor(a),

No dia de ontem estive sendo entrevistado pelos brilhantes jornalistas da Rádio 94 FM, Jener Tinôco e Raissa Melo, no programa Bom Dia Cidade, bem cedinho, pra falar da minha obra, se é que posso denominar assim, pois já são dois livros publicados e mais um vindo por ai, muito em breve. Os dois primeiros livros publicados pela Editora Sarau das Letras, dos amigos Clauder Arcanjo e Davi Leite, ambos de Mossoró, são Eu Cósmico, A Essência e Crer ou Não Crer, Eis a Questão! O primeiro publicado em 2017 e o segundo em março deste ano. O terceiro, cujo título será “Coração, Intuição e Gratidão está planejado para ser lançado até novembro. Reproduzo a seguir o conteúdo completo da entrevista, que foi muito boa, o Jener Tinôco, um conhecido de longa data, é uma pessoa fantástica, foi muito cortês e me deixou muito a vontade. Também adorei conhecer a jornalista Raissa Melo, pessoa maravilhosa e bastante cativante por que tive grande empatia logo de cara. Agora que sei é sobrinha de um grande amigo meu, passei a admirá-la ainda mais. No mais só tenho a agradecer pela oportunidade e pela grande receptividade dos dois.

Fonte: 

Transmitido ao vivo em 13 de ago de 2019

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DICA DE LIVRO: SAPIENS, UMA BREVE HISTÓRIA DA HUMANIDADE DE YUVAL NOAH HARARI

Na nossa coluna DICA DE LIVRO estou indicando um livro sensacional, Best-seller internacional, de autoria de Yuval Noah Harari que nos trás alguns questionamentos como, o que possibilitou ao Homo sapiens subjugar as demais espécies? O que nos torna capazes das mais belas obras de arte, dos avanços científicos mais impensáveis e das mais horripilantes guerras?  Faz afirmações como: Chegamos a isso por nossa capacidade imaginativa. Somos a única espécie que acredita em coisas que não existem na natureza, como Estados, dinheiro e direitos humanos. A partir dessas idéias, o autor, doutor em história pela Universidade de Oxford, aborda em Sapiens a história da humanidade sob uma perspectiva inovadora. Ele explica, com muita mestria, que o capitalismo é a mais bem-sucedida religião, que o imperialismo é o sistema político mais lucrativo e que nós, humanos modernos, apesar de sermos muito mais poderosos que nossos ancestrais, provavelmente não somos mais felizes. Um relato eletrizante sobre a aventura de nossa extraordinária espécie de primatas insignificantes a senhores do mundo. Um livro que deve fazer parte de todas as bibliotecas do país.

Foto: Amazon

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: COMO TER MAIS FORÇA DE VONTADE

Na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta segunda-feira você vai assistir a mais um resumo animado de Albano do canal Seja Uma pessoa Melhor. Desta vez ele trata do conteúdo de dois livros: “Os desafios à força de vontade” de Kelly McGonigol  e “Por que nós dormimos” de Matthew Walker. Destas leituras ele extraiu o conteúdo dessa mini-palestra sobre “Como ter mais força de vontade”. Não deixe de ver, vale a pena conferir!

Fonte: 

Publicado em 11 de ago de 2019

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DICA DE LIVRO: POR DENTRO DO PRIORADO DE SIÃO DE ROBERT HOWELLS

Na coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico “Por dentro do Priorado de Sião”. Neste livro o pesquisador Robert Howells analisa muitos mistérios sobre o tal Priorado, uma sociedade secreta que ficou bastante conhecida por causa do best-seller O código da Vinci. Para isso, ele se baseia não só em fontes históricas, mas também e pela primeira vez em documentos fornecidos pelo próprio Priorado e em entrevistas com um de seus integrantes. Esses documentos começaram a ser divulgados principalmente para preparar o mundo para uma catástrofe de proporções globais ou o próprio apocalipse. Você será conduzido numa interessante aventura através de sociedades secretas, heresia religiosa, história alternativa e esoterismo. Qual a história dessa misteriosa organização? Quem são seus membros? O que eles escondem?

Foto: Amazon

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ECONOMIA: A PROSPERIDADE POR MEIO DA COMPETIÇÃO RESOLVE OS PRINCIPAIS PROBLEMAS ECONÔMICOS

Na coluna ECONOMIA desta sexta-feira o editor de Mises Brasil cita os dois livros preferidos de Paulo Guedes, que são antagonistas em relação aos princípios econômicos. Um, “O Caminho da Servidão” de autoria de Friedrich Hayek e o outro “Prosperidade por meio da competição” de Wilhelm Erhard. Um narra como a expansão de políticas estatizantes destrói a capacidade produtiva e a capacidade de iniciativa de um povo. O outro narra o que efetivamente foi feito para reconstruir a economia alemã do pós-guerra. Leia o artigo e tire suas conclusões!

“A prosperidade por meio da competição” – vale para a Alemanha, vale para o Brasil

Esta única política resolve os principais problemas econômicos

Nota do Editor

O Ministro da Economia Paulo Guedes, em um evento recente, disse, corretamente, que:

Nós somos 200 milhões de trouxas explorados por duas empreiteiras, quatro bancos, uma produtora de petróleo, e seis distribuidoras de gás. Não há surpresa em por que o povo brasileiro segue empobrecido. São poucos produtores, mercados cartelizados, preços caros, e, ainda por cima, uma chuva de impostos. Sobra o quê? Sobra pouco. Então, despertar as forças competitivas é o que nós estamos fazendo desde o início.

E prosseguiu:

Nós não despertamos, ainda, as forças de mercado. Jamais despertamos as forças de mercado. O Brasil é um gigante acorrentado. O Brasil é um país amarrado por todos os lados.

E então ele citou seus dois livros favoritos sobre o assunto: O caminho da servidão e Prosperidade por meio da competição.

Em “O Caminho da Servidão“, Friedrich Hayek explica em detalhes como a expansão de políticas estatizantes destrói a capacidade produtiva e a capacidade de iniciativa de um povo. Trata-se de uma explicação simples, porém detalhada, de como o estatismo degenera os regimes políticos, cria corrupção e destrói os sistemas econômicos.

Tal fenômeno, lamentavelmente, já ocorreu diversas vezes na história. O mais recente exemplo prático é o da Venezuela, cujos cidadãos estão sofrendo exatamente esta degeneração completa do regime político e econômico, com hiperinflação, destruição de riqueza e milhões de pessoas fugindo do próprio país.

Já “Prosperidade por meio da Competição“, de Ludwig Wilhelm Erhard, o homem responsável pela reconstrução da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial, é um livro que pode ser visto como um complemento ao de Hayek.

Neste livro, Erhard — que foi discípulo de Wilhelm Roepke, que, por sua vez, havia sido discípulo de Ludwig von Mises — narra o que efetivamente foi feito para reconstruir a economia alemã do pós-guerra. Trata-se, portanto, de um livro que explica e ilustra na prática o que efetivamente deve ser feito para se reconstruir um país devastado por políticas estatizantes.

Ao passo que Hayek explica como os povos degeneram seus sistemas políticos e econômicos por meio do estatismo, Erhard mostra como, por meio do desenvolvimento dos mercados e do estímulo à competição, os povos conseguem produtividade e enriquecimento.

Paulo Guedes, ao citar o livro de Erhard, demonstra estar muito bem instrumentado. Resta saber se o deixarão colocar as medidas em prática.

Fonte: Mises Brasil

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DICA DE LIVRO: A ALMA DO MUNDO DE ROGER SCRUTON

Na coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico a leitura de um livro extraordinariamente bem fundamentado numa vasta biografia científica que trata da experiência do sagrado contra o ataque dos ateísmos contemporâneos. Neste livro o renomado filósofo Roger Scruton argumenta que nossos relacionamentos pessoais, intuições morais e julgamentos estéticos implicam na existência de uma dimensão transcendental que não pode ser completamente compreendida pelo olhar da ciência. O que o autor propõe neste livro é uma reflexão sobre por que o sentimento do sagrado é essencial à vida humana, e o que a perda dele pode significar em detrimento da defesa da existência de Deus ou da verdade da religião. A alma do mundo conclui, portanto, que, Ele analisa que mesmo com o papel cada vez menor do sagrado no mundo contemporâneo, os caminhos à transcendência permanecem abertos. E conta a história da nossa necessidade do sagrado através da experiência e da expressão humana na arte, arquitetura, música e literatura e que esta busca dá ao mundo uma alma.

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DICA DE LIVRO: DO PALÁCIO AO BORDEL, DE ANTÔNIO CARLOS SEIDL

A coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira traz a crítica do jornalista Euler de França Belém sobre a obra Do Palácio ao Bordel, do autor Antônio Carlos Seidl, continuando a lista de 50 livros para ler em 2019 da Revista Bula. Confira a seguir e boa leitura!

Do Palácio ao Bordel — Crônicas e Segredos de um Jornalista Brasileiro em Londres (Grua, 238 páginas), de Antonio Carlos Seidl
Do Palácio ao Bordel — Crônicas e Segredos de um Jornalista Brasileiro em Londres (Grua, 238 páginas), de Antonio Carlos Seidl 

Apesar de criticada, a democracia não sai da moda, ao menos nos livros. “Como as Democracias Morrem” (Zahar, 272 páginas, tradução de Renato Aguiar), de Daniel Ziblatt e Steven Levitsky, professores de Harvard, fez sucesso em 2018. Mas o livro que vai para minha lista é “Democracia” (Record, 477 páginas, tradução de Clóvis Marques), organizado por Robert Darnton e Olivier Duhamel. São ensaios. Estão na minha mira os artigos “Face ao totalitarismo”, de Martin Malia e Luc Ferry (cada um escreveu um ensaio), e “Democracia social em crise”, de Daniel Patrick Moynihan, e “O Estado Previdenciário”, de Daniel Cohen. Há artigos de vários outros autores, como Richard Rorty, Ronald Dworkin, Michael Löwy e Amartya Sen.

Isaiah Berlin é um grande vulgarizador da Filosofia que entendia como poucos de literatura. Explica com imensa clareza a obra dos filósofos Vico e, até, de Marx. Na minha lista consta um livro curto do filósofo britânico, “Uma Mensagem Para o Século XXI” (Âyiné, 66 páginas, tradução de André Bezamat). Vou ler, mais uma vez, alguns dos ensaios de “Estudos Sobre a Humanidade — Uma Antologia de Ensaios” (Companhia das Letras, 720 páginas, tradução de Rosaura Eichemberg). Vou revirar os ensaios sobre Roosevelt, Churchill e Anna Akhmátova.

No delicioso “Do Palácio ao Bordel — Crônicas e Segredos de um Jornalista Brasileiro em Londres” (Grua, 238 páginas), de Antonio Carlos Seidl, há uma entrevista com Isaiah Berlin. Ao tratar as utopias como perigosas, o filósofo afirma: “Não podemos reescrever a história. Todavia não quero abandonar a crença de que não seja um sonho utópico imaginar um mundo como uma colcha de retalhos de muitas cores, cada um deles desenvolvendo sua própria identidade cultural e tolerante em relação às outras”. De cara, o filósofo disse: “Você é o primeiro brasileiro que conheço pessoalmente”.

Fonte: Revista Bula

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AGENDA CULTURAL: NO PENÚLTIMO FIM DE SEMANA DE FÉRIAS MUITA DIVERSÃO E ENTRETENIMENTO

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NA COLUNA AGENDA CULTURAL DESTA SEXTA-FEIRA TEMOS UMA EXTENSA PROGRAMAÇÃO DE FÉRIAS NESSE MÊ DE JULHO. VEJA AQUI AS PRINCIPAIS ATRAÇÕES OU CLIQUE NO ÍCONE E CONHEÇA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA.


VALÉRIA OLIVEIRA

EVENTO

(84) 99988 – 9421
Tirol
Possui Música Ao Vivo
A partir de R$ 10
19/07/2019 às 19:30

“Sacrário” retorna ao palco do Teatro de Cultura Popular (TCP) no próximo dia 19 de julho com novidades no roteiro.

 Acompanhada por Jubileu Filho – músico, arranjador e diretor musical – “Sacrário” é um convite à intimidade. No palco Valéria Oliveira e Jubileu Filho dialogam por meio de linguagem dinâmica de vozes, violões e cavaquinho.

Contemplado no edital de economia criativa do SEBRAE RN, o projeto inclui ainda oregistro fonográfico do samba-título “Sacrário” e a gravação de Minidoc que aborda o processo de criação de canções e da concepção do show.

“Sacrário” é o título de um samba inédito composto por Valéria Oliveira que deu nome ao seu novo show em processo de experimentações e concepções de arranjos de uma série de outras novas canções, visando à gravação de um novo CD até meados de 2020.

Cheia de suingue, com um roteiro que traz sambas, baiões e boleros inéditos, Valéria também resgata sambas lado B e, a cada nova apresentação, escolhe para abrir o show uma obra da música popular brasileira que faça referência ao momento do seu processo criativo.

Em “Sacrário” Valéria Oliveira destaca o valor da nossa música com diversas parcerias com autores potiguares além de apresentar um roteiro que faz referência a nomes como Raymundo Olavo, da banda Flor de Cactus e Carlos Alexandre, entre outros.

PONTOS DE VENDA

  • Floricultura Flor de Algodão
  • Online: aqui (sujeito a taxa)
  • No dia do show

INGRESSO

  • Até dia 18 de julho: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)
  •  No dia: R$30 inteira e R$ 15 meia-entrada)

Mais informações: clique aqui.


NOITE DO SERTANEJO

EVENTO

Ponta Negra
Possui Música Ao Vivo
A partir de R$20
19/07/2019 às 21:00

O xerife, juntamente com a Wanted Band e o DJ residente Adriano Santos, anunciam a programação da semana e convidam todos os procurados para muita diversão em clima sertanejo e forró com Valber Fernandes e Filipe Santos.

ENTRADA:

  • 21h às 22h os 100 primeiros clientes free VIPs.
  • Lista amiga das 22h à 00h: R$20 ou R$50 sendo R$40 revertido pro consumo;
  • Sem lista amiga das 22h à 00h: R$30 ou R$60 sendo R$45 revertido pro consumo;
  • Sem lista amiga após 00h: R$40 ou R$70 sendo R$50 revertido pro consumo.

Mais informações: clique aqui.


SÁBADO LITERÁRIO

EVENTO

Cidade Alta
Gratuito
20/07/2019 às 16:00

As tradicionais Quintas da Nobel serão revividas em novo dia, novo ambiente, de forma participativa, dinâmica; destaque para nossa Literatura e nossos escritores.

Escritores convidados: Clotilde Tavares, Salizete Freire e José Martins. Mediação: José Pinheiro.

Apoio da Fundação José Augusto e do Governo do RN à Literatura, expressão artística inserida no movimento de revitalização do centro histórico de Natal.

Mais informações: clique aqui.


SAMBA NO LARGO

EVENTO

Petrópolis
Possui Música Ao Vivo
Gratuito
20/07/2019 às 17:00

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BANDA PRETTA

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Ponta Negra
Possui Música Ao Vivo
A partir de R$ 20
20/07/2019 às 21:00

O xerife, juntamente com a Wanted Pub e o DJ residente Adriano Santos,  convidam todos os procurados para muita diversão em clima sertanejo e forró nesse sábado com Zé Neto e Diego e Banda Pretta.

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  • Sem lista amiga após 00h: R$40 ou R$70 sendo R$50 revertido pro consumo.

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Museu Café Filho
Rua da Conceição, 42-90 – Natal
Eventos

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Rua da Conceição, 42-90
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DICA DE LIVRO: A MENTE IMPRUDENTE, DE MARK LILLA

A coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira traz a crítica do jornalista Euler de França Belém sobre a obra A Mente Imprudente, do autor Mark Lilla, de uma lista de 50 livros para ler em 2019, que estaremos disponibilizando para você a partir de hoje. Confira na matéria da Revista Bula e boa leitura!

50 Livros Para Ler em 2019

Por Euler de França Belém – Revista Bula

50 livros para ler em 2019

Tiranos querem ser ilustrados?

Se a Filosofia tem um santo — uma matriz —, este é Aristóteles (Platão fica próximo, quiçá como santo-júnior). Pois a Editora Autêntica nos presenteia com “Sobre a Arte Poética” (160 páginas), do filósofo grego, numa edição bilíngue. Antônio Queirós Campos e Antônio Mattoso traduziram o texto do original. Vale saudar a Editora É Realizações, que está devolvendo a obra de José Guilherme Merquior às livrarias. “De Anchieta a Euclides — Breve História da Literatura Brasileira” (400 páginas) é um livro magnífico.

A Mente Imprudente — Os Intelectuais na Atividade Política (Record, 195 páginas, tradução de Clóvis Marques)

O americano Mark Lilla é citado, corretamente, como historiador e cientista político. Deveria ser acrescentado: filósofo. Quiçá um filósofo político. “A Mente Imprudente — Os Intelectuais na Atividade Política” (Record, 195 páginas, tradução de Clóvis Marques) contém um ensaio extraordinário, “A sedução de Siracusa”. Conta que Díon pediu ao seu mestre, Platão, que fosse a Siracusa para orientar Dionísio, o Jovem, que “pretendia” ser um rei-filósofo. Mesmo relutante, até por saber que os homens do poder não dão muita importância àqueles que pensam para além da circunstância, o pensador grego decidiu acompanhar Díon. Percebeu, de cara, que Dionísio não dava a mínima para o pensamento verdadeiro, para a iluminação da política. Por certo, queria apenas uma caricatura de ilustração para manter o poder. Depois, Díon convenceu Platão a visitar Siracusa para, mais uma vez, “orientar” Dionísio. A visita deu em nada. Mais tarde, Díon, por meio de um golpe, chegou ao poder. Mas acabou assassinado. Por que, mesmo tendo dúvidas, Platão decidiu ser conselheiro do rei? É o que Mark Lilla explica. “A Mente Naufragada — Sobre o Espírito Reacionário” (Record, 126 páginas, tradução de Clóvis Marques) e “O Progressista de Ontem e o do Amanhã — Desafios da Democracia Liberal no Mundo Pós-Políticas Identitárias” (Companhia das Letras, 104 páginas, tradução de Berilo Vargas), de Mark Lilla, entram na minha lista para leituras frequentes.

Fonte: Revista Bula

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DICA DE LIVRO: A ILHA DO DIA ANTERIOR DE UMBERTO ECO

Na coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico um livro que li a bastante tempo, mas que permanece atual, de um dos maiores escritores contemporâneos. A Ilha do dia anterior de Umberto Eco é um best seller de originalidade ímpar. NÃO DEIXE DE CONFERIR!

SINOPSE:

A ilha do dia anterior conta a história do jovem piemontês Roberto Pozzo de San Patrizio, que, durante uma missão secreta a serviço do cardeal Mazarino, tem seu navio Amarilli naufragado por uma forte tempestade nos mares do sul. Após dias sobre uma tábua salvadora, Roberto defronta-se com um navio deserto, o Daphne, abarrotado de objetos antigos, metais, obras de arte, e dá início a uma jornada de volta à época barroca, uma aventura solitária, encenada na memória do rapaz. Repleto de alusões às grandes obras do passado, aos mestres, aos cientistas, este livro é uma enciclopédia em que o leitor se deixará levar pelos fascinantes andares dos labirintos que unem a prosa de Eco. “Uma história ao mesmo tempo estimulante e de humor surpreendente.” – USA Today “Um romance com engenhosidade e arte. Batalhas, poemas de amor e aventuras marítimas na época dos descobrimentos.” – The New York Times Book Review “Maravilhosamente exótico. Uma viagem intelectual emocionante.” – San Francisco Chronicle

Foto: Amazon

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DICA DE LIVRO: QUEM AMA EDUCA DE IÇAMITIBA

Na nossa DICA DE LIVRO desta quarta-feira estou indicando um livro que é um clássico na linha editorial educativa, “Quem ama educa” de IçamiTiba. Uma leitura indispensável para que tem filhos hoje em dia, pois nunca foi tão difícil educar.

SINOPSE:

Estamos no século XXI: educar não é mais seguir os padrões dos nossos pais, mas quebrar velhos modelos, atualizando-os com novos paradigmas. Pais e educadores precisam absorver o novo ritmo da geração digital de jovens, que, mergulhada em tantos estímulos tecnológicos, muitas vezes, funde-se à identidade dos grupos, permitindo que esta se sobreponha à estrutura  familiar.

Foto: Amazon

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DICA DE LIVRO: IKIGAI DE KEN MOGI

  1. Na coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira tenho o prazer de indicar um dos melhores livros que li nos últimos anos. IKIGAI, de Ken Mogi é sobre viver uma vida plena, longa e feliz. O segredo, segundo os japoneses, é encontrar o seu próprio ikigai, que vai lhe ajudar apreciar os prazeres da vida, a partir das coisas simples. O autor esclarece os cinco passos para alcançá-lo encontrando, desta forma, satisfação e alegria em tudo que faz. O objetivo desse antigo segredo japonês é viver mais, ter mais saúde, ser menos(as) estressado(a) e, principalmente, mais realizado(a) com a vida.

Ikigai: Os cinco passos para encontrar seu propósito de vida e ser mais feliz por [Mogi, Ken]

Foto: Amazon

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DICA DE LIVRO: LIÇÕES – O MEU CAMINHO PARA UMA VIDA COM SENTIDO, DE GISELE BUNDCHEN

A coluna DICA DE LIVROS desta quarta-feira traz Gisele Bündchen e as revelações surpreendentes de sua trajetória pessoal e profissional no livro Lições – O meu caminho para uma vida com sentido. Confira os detalhes do livro na entrevista de Gisele ao Observador.

“Cheguei a questionar se queria mesmo continuar a viver”. As revelações inesperadas do novo livro de Gisele Bündchen

De Olívia Palito a bomba brasileira, Gisele Bündchen é o rosto e o corpo de uma era. No livro que agora chega a Portugal, faz revelações surpreendentes sobre um trajeto de luzes e sombras.

Gisele Bündchen foi o rosto e o corpo de uma era. Substituiu as modelos brancas e sem formas e trouxe de volta as curvas que as supermodelos dos anos 1980 e 1990 eternizaram. Uma ascensão improvável quando olhamos para as suas origens. É uma de seis irmãs nascidas e criadas no interior do sul do Brasil. Aos 14 anos, cortou o cordão umbilical e mudou-se, sozinha, para São Paulo. Desde então, nunca mais parou de correr o mundo. De Olívia Palito a brazilian bombshell, a viragem do milénio foi o momento da sua consagração. Nos anos seguintes, conquistou lugar cativo na lista das manequins mais bem pagas do mundo.

Hoje, aos 38 anos, casada com uma estrela de futebol americano e com dois filhos, vive e trabalha longe dos holofotes das passerelles, dedicada, sobretudo, a causas ambientais. Um caminho feito de boas e de más decisões, todas elas partilhadas no livro Lições — O Meu Caminho Para uma Vida Com Sentido, agora editado em Portugal. Gisele é, na verdade, a personificação do sonho improvável que se torna realidade. E, ao fim de quase 250 páginas, eis as revelações mais surpreendentes.

“Foi a minha primeira viagem de avião”

Gisele Caroline Bündchen nasceu a 20 de julho de 1980. Cresceu em Horizontina, uma pequena cidade do estado brasileiro de Rio Grande do Sul, a uma hora da fronteira com a Argentina. Aos 13 anos, a mãe inscreveu-a num curso para manequins, com o objetivo de corrigir a má postura. Seguir uma carreira na moda nunca foi um sonho — imaginava-se como jogadora profissional de voleibol ou como veterinária. Mas foi numa excursão a Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro — 27 horas de viagem num autocarro — que chamou a atenção de um caça-talentos da Elite Model Management. Em 1994, ficou em segundo lugar no Elite Look of the Year. A boa classificação na competição fê-la voar até Ibiza, para participar na etapa mundial do concurso. “Foi a minha primeira viagem de avião, a primeira vez que saí do Brasil. E acabei por ficar entre as dez finalistas. Tudo estava a acontecer muito, muito rápido”, escreve logo nas primeiras páginas.

Em 2016, Gisele desfilou ao longo de 120 metros (e ao som de Tom Jobim) na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro © Clive Brunskill/Getty Images

“Cheguei a ouvir os meus pais a discutirem por causa de dinheiro”

Embora nunca tenha sonhado em ser manequim, Bündchen percebeu depressa que esse caminho poderia trazer algum conforto financeiro, a ela e à família. Filha de um professor e de uma funcionária bancária, ambos com ascendência alemã, tem cinco irmãs, incluindo uma gémea, que nasceu minutos mais tarde. “Em criança, cheguei a ouvir os meus pais a discutirem por causa de dinheiro. Achei que, se tentasse ser modelo e até me tornasse boa nisso, poderia ajudar a nossa família”, conta. No livro, fala numa “família trabalhadora de classe média”, numa mãe “batalhadora” e num pai “empreendedor”, mas também numa infância passada em contacto com a natureza. No quintal de casa, tinha árvores de fruto — de abacates, pêssegos e bergamotas a pitangas, goiabas e papaias. Depois, havia a casa da avó materna, que, segundo Gisele, “tirava o leite das vacas, cultivava quase tudo o que comia e fazia as suas próprias roupas”.

“Ficava quase sempre encarregada de limpar a casa de banho”

Num agregado familiar com oito pessoas, das quais seis eram crianças, a distribuição de tarefas domésticas era imperativa. “A minha mãe corria de um lado para o outro, esforçando-se ao máximo para cuidar de todas nós. Todos os dias, às seis horas da manhã, ela acordava e preparava-nos para o pequeno-almoço leite batido com abacate, banana ou maçã e um pouco de açúcar ou, às vezes, fazia torradas, que é como no Rio Grande do Sul chamamos a tosta mista […] Nos fins de semana, ela acordava ainda mais cedo para lavar as nossas roupa, preparar a comida e congelar as refeições para a semana seguinte”, relata.

Recorda também os momentos em que acordava a meio da noite e encontrava a mãe a trabalhar. A casa onde vivia tinha três quartos e duas casas de banho e cada filha tinha uma tarefa atribuída, que vinha antes de qualquer brincadeira. “Eu ficava quase sempre encarregada de limpar a casa de banho e, geralmente, passava muito tempo a esfregar o espaço entre os ladrilhos com uma escova de dentes até tudo ficar tão limpo que dava para comer chão”, escreve. Aos 8 anos, lembra-se de trocar as fraldas à irmã mais nova e de ajudar as mais velhas a fritar pastéis. “(…) éramos crianças a criar outras crianças”, admite no livro. “Boa menina” era, invariavelmente, o elogio — ou o “superelogio”, como assinala — final e uma recompensa mais do que suficiente para qualquer uma das seis irmãs. No caso de Gisele, o gosto pelas limpezas dura até hoje.

“Gozavam comigo por causa da minha altura, da minha magreza e da minha aparência”

Quem diria que Gisele já foi um patinho feio? Muito alta, magra e de tez pálida, sobretudo tendo em conta a fisionomia tipicamente brasileira, na escola, esteve longe de ser uma miúda popular. O físico peculiar valeu-lhe várias alcunhas: Oli, uma alusão à personagem Olívia Palito, saracura, uma ave brasileira que descreve como tendo olhos pequenas e pernas longas e finas, e camarão, dada a vermelhidão que rapidamente ganhava na pele, principalmente depois de um jogo de voleibol. “[…] aos 14 anos, eu era maria-rapaz — magra, musculosa e de aparência saudável, com seios do tamanho normal — mas veio a puberdade. Dois anos depois, o meu peito ficou bem maior, o que fez com que eu me destacasse de novo e me sentisse ainda mais envergonhada, principalmente numa época em que as modelos pálidas e de aparência andrógina conseguiam os trabalhos”, descreve.

Com quase 1,80 metros e 52 quilos, em meados dos anos 1990, a silhueta de Gisele era muito pouco consensual. Recorda que, em provas, as peças não eram feitas para corpos como o seu, bem como o dia em que entrou na sala de aula e deu de caras com um cartaz com um esqueleto desenhado. “Alguém viu a li?”, escreveram os colegas. “Senti-me humilhada”, refere. “Na escola, os meus colegas gozavam comigo por causa da minha altura, da minha magreza e da minha aparência. Por maior que seja o seu sucesso na vida adulta, não acredito que isso seja capaz de mudar completamente o modo como se via na infância”, escreve. De volta aos primeiros passos no mundo da moda, era frequente Bündchen sentir-se desajeitada e constrangida, sempre que alguém dizia que os seus “olhos eram pequenos demais” e o “nariz e os seios grandes demais”. Por vezes, os comentários eram feitos como se Gisele não estivesse lá.

“Durante 23 anos, também fui uma imagem sem voz”

Oriunda de um Brasil profundo e de uma família da classe trabalhadora, Gisele Bündchen desbravou o mundo da moda sozinha, por sua conta e risco. No livro, reconhece que o quão cruel a indústria pode ser para as mulheres — para as que trabalham dento dela e não só. “Somos todas bombardeadas com imagens de como deveria ser a nossa aparência ou de como deveríamos comportar-nos […] Durante 23 anos, também fui uma imagem sem voz”, escreve. “[…] uma das primeiras coisas que descobri foi como esta [a moda] podia ser superficial. Por muito tempo na minha carreira de modelo, senti-me dividida e culpada. Trabalhar como modelo nunca foi a minha paixão nem a minha identidade”, prossegue. Com o tempo aprendeu a construir uma personagem, uma mulher camaleónica, capaz de se moldar às diferentes fantasias de designers, stylists, fotógrafos e produtores.

Gisele num desfile da Victoria’s Secret, em novembro de 2006 © GABRIEL BOUYS/AFP/Getty Images

“A primeira coisa que faço de é agarrar num frasco de óleo de coco e bochechar”

Durante anos, muitos têm cobiçado os hábitos diários desta manequim de topo, da alimentação ao exercício, dos rituais de beleza à dinâmica familiar. Pois bem, normalmente, Gisele acorda entre as cinco e as seis da manhã, com o leve som do oceano a ecoar a partir do telemóvel. Espreguiça-se, alonga e vai até à casa de banho para um ritual, no mínimo, inusitado. “A primeira coisa que faço de manhã é agarrar num frasco de óleo de coco na casa de banho para fazer oil pulling, ou ‘terapia do bochechar com óleo’”, partilha. Diz que limpa as impurezas da boca, desintoxica os dentes e as gengivas e faz bem à saúde intestinal. O s cinco minutos de meditação são indispensáveis, prática que adotou em 2003 e que perpetua como segredo para “manter um equilíbrio interior durante o resto dia”.

Num dia normal, há ainda tempo para exercício físico, finalizado com um copo de água morna com o sumo de meio limão. Depois de servir o pequeno almoço dos dois filhos, toma o seu, quase sempre à base dos restos deixados pelos mais pequenos e de um sumo verde. Depois de deixar as crianças na escola, vai para o escritório. Chama-lhe “Santuário” e fica do outro lado do relvado de casa. O telemóvel fica sem som durante todo o dia — a manequim admite não gostar de falar ao telefone. O almoço? Sopa ou uma salada fresca.

“Quando tirei a mochila das costas para agarrar a carteira, ela tinha desaparecido”

Com 14 anos, mudou-se para São Paulo, para um apartamento arranjado pela agência e partilhado por outras jovens manequins. Na carteira, levava 50 reais para apanhar um táxi do terminal rodoviário até casa. Pelo menos, era esta a indicação deixada pelo pai. Mas teve uma outra ideia: ir de metro e aproveitar o dinheiro para comprar roupa nova. “Tudo o que tinha na mala era a farda da escola e algumas camisas de malha e calças que tinha herdado das minhas irmãs mais velhas. Como podia ir aos testes daquela forma?”, pensou. Apanhou o metro — nunca tinha visto tal meio de transporte, muito menos andado nele.

“Mas, quando tirei a mochila das costas para agarrar a carteira, ela tinha desaparecido”, conta. De mala aberta, percebeu rapidamente que tinha sido roubada dentro do metro. “As ruas estavam quentes e tinham mau cheio. Agachei-me sobre a mala e comecei a chorar”, recorda. Sem dinheiro nem documentos, conseguiu ligar para casa depois de uma mulher que passava lhe ter emprestado algumas moedas. Uma hora e um raspanete depois, chegou ao apartamento. Mais tarde comprou umas calças de ganga novas e uma camisa de malha branca. Usava-as em todos os castings e só as lavava ao fim de semana.

“Cheguei a questionar se queria mesmo continuar a viver”

Gisele é a primeira a admitir que o seu percurso como manequim também foi feito de más escolhas. Depois de uma temporada a viver em Tóquio, a manequim fixou-se em Nova Iorque. Embora nunca tenha adotado o estilo de vida de outras raparigas com quem convivia de perto, que incluía longas saídas à noite, álcool e drogas, as formas de atenuar um dia-a-dia frenético nem sempre foram saudáveis. Entre desfiles, provas, castings, sessões fotográficas e voos, Gisele revela que “dependia de estimulantes e calmantes para passar o dia”. “Café para me acordar de manhã. Cigarros para fazer pausas nas longas horas de trabalho [chegou a fumar um maço por dia] e criar um espaço para mim sem ninguém — estilistas, cabeleireiros, maquilhadores — a tocar-me. Bife, hambúrguer, batata frita, massa, piza, doces e qualquer coisa que me desse energia naquele momento. Vinho tinto para relaxar e ajudar a dormir”, conta.

Depois de um périplo pelas capitais da moda — Londres, Milão, Paris e Nova Iorque — era comum ficar doente. As ornadas de trabalho eram de horas a fio. “Era intenso”, desabafa. “Inevitavelmente, quando penso numa fase dos meus vinte e poucos anos, lembro-me de me sentir tão impotente, que cheguei a questionar se queria mesmo continuar a viver”, escreve. “Estava literalmente a matar-me”, remata.

“Sempre que via comida nos bastidores, enchia a carteira”

A vida nos bastidores nem sempre foi fácil, sobretudo quando ainda não era uma estrela internacionalmente conhecida. A certa altura, Gisele tornou-se conhecida por ser a rapariga que distribuía a comida que tirava de dentro da mala. Conta que bebeu álcool pela primeira vez aos 19 anos, um efeito tendo em conta que, como relata, o champanhe era ilimitado antes de um desfile. “Pouquíssimos estilistas ofereciam algo para comer às modelos, por isso, sempre que via comida nos bastidores, enchia a carteira”, recorda. Os episódios desconfortáveis e constrangedores não se ficaram pela questão da alimentação.

Olhando para os primeiros anos da sua carreira, Bündchen sabe muito bem onde é que a máquina errou e maltratou centenas de modelos como ela. Fala numa indústria cruel e na forma como muitos designers olhavam para as raparigas — eram cabides e, para alguns, era quase como se não fossem humanas. “Lembro-me de que, aos 15 anos, consegui um trabalho como modelo de provas, em que tinha de experimentar os potenciais looks para o desfile. Ficava lá em pé quase nua, só de cuecas, a tapar-me da melhor forma que podia com os braços cruzados sobre os seios enquanto alguém ia buscar as roupas. Às vezes demoravam muito tempo, deixavam-me a tremer. Ninguém pensava em trazer-me um roupão, nem que eu pudesse estar a sentir-me constrangida, vulnerável, ou com frio”, revela.

“Mais do que uma vez, descobri que alguém tinha trocado os meus sapatos”

A falta de solidariedade, a inveja e os esforços para prejudicar o próximo — com a ascensão na carreira de manequim, Bündchen provou também o gosto das investidas maldosas de quem a quis prejudicar. Fala da dificuldade em fazer amigos e do consequente sentimento de solidão, mas também num meio competitivo e cheio de inseguranças. “Mais do que uma vez cheguei a um desfile e descobri que alguém tinha trocado os meus sapatos por outros muito maiores ou, outras vezes, o meu salto simplesmente partia-se do nada no meio da passarelle […] ou as tiras das sandálias rebentavam-se […]”, relembra.

Também a saúde da manequim se ressente ainda hoje. Os deslocamentos dos ombros são recorrentes, bem como os problemas decorrentes de uma escoliose e de joelhos. Diz que tudo piorou graças aos saltos altos, à quantidade de metros percorridos em desfiles e às produções intermináveis. Recorda a sessão fotográfica que fez em 1998, no meio de icebergs, na Islândia. O frio era insuportável, contudo teve de posar com um vestido de alças.

“Naquele momento, a única resposta possível parecia ser saltar”

Em 2003, a pressão sobre Gisele Bündchen atingiu um novo patamar. Num pequeno avião a caminho da Costa Rica, a manequim teve o primeiro ataque de pânico. De regresso a Nova Iorque, o problema persistiu. “De repente, não me sentia à vontade para andar de elevador. Tinha a sensação de falta de ar […] O mesmo acontecia com túneis: nem pensar. Tinha recomeçado a viajar a trabalho mas já não queria entrar nos hotéis onde ia ficar hospedada. Cruzar o lobby sem janelas tornava respirar uma tarefa muito difícil […] Não conseguia entrar num estúdio de fotografia se não tivesse janelas. Apanhar o metro estava fora de questão”, escreve.

Com 23 anos e no auge da carreira, Gisele tinha um problema para resolver. Um dia, enquanto recebia uma massagem em casa, levantou-se subitamente e, enrolada na toalha, correu para o terraço. Começava a não tolerar estar no seu próprio apartamento. “Por fora, parecia que tinha tudo! Tinha assinado o maior contrato da indústria da moda com a Victoria’s Secret. Tinha pais e irmãs maravilhosos. Tinha bons amigos em Nova Iorque que eram como uma família. Mas, naquele momento, a única resposta possível parecia ser saltar”, conta. Gisele diz que se ouviu a si mesma. As melhoras chegaram nove meses após o primeiro ataque. A meditação e o yoga, bem como exercícios de postura e de respiração foi a tábua de salvação. Deixou de fumar, eliminou a fast food da dieta e cortou no açúcar — parte que se revelou especialmente difícil.

Gisele entre as manequins que pisaram o palco dos VH1 Fashion Awards, em 1999 © Scott Gries

“Comecei a chorar. Por nada no mundo ia desfilar sem a parte de cima”

Em 1998, Gisele dá o pontapé de saída na sua carreira internacional. Tinha acabado de fazer 18 anos, estava a passar uma temporada em Londres e a manequim ao estilo heroin chic ainda imperava. “Depois de três semanas e 43 castings, a maioria dos responsáveis por contratar as modelos para os desfiles mal olhava para mim”, recorda. Mas o vento começou a soprar na direção contrária, a partir do momento em que entrou no casting para um desfile de Alexander McQueen. Bündchen recorda o momento em que entrou numa sala onde o criador estava sentado num sofá. Pediu-lhe que calçasse uns saltos muito altos e que vestisse uma saia comprida travada. Desfilou e ouviu um “obrigado” no final. Dias depois, recebei um telefonema — estava no line-up do desfile da coleção primavera-verão 1999 do designer britânico.

No grande dia, chegou com um frio na barriga. Pentearam-lhe o cabelo para trás, colocaram-lhe uma peruca preta e colaram-lhe longas penas negras nas pestanas. De saltos altos e saia apertada, aguardou pela parte de cima. Após uma longa espera, decidiu perguntar. “Não há parte de cima”, responderam-lhe. “Comecei a chorar. Não tinha ideia do que fazer. Só pensava no quão dececionados e envergonhados ficariam os meus pais […] Por nada no mundo ia desfilar sem a parte de cima da roupa”, recorda. Pensou em fugir, enquanto as lágrimas ameaçavam fazer descolar as penas das pestanas. De repente, chega uma maquilhadora e começa a pintar-lhe um top branco sobre o corpo. Dos males o menor e, de cabeleira preta e no escuro da sala de desfiles, a pintura facilmente passaria por uma peça de roupa real.

“Eu já não conseguia nem mexer-me bem com a saia apertada e os saltos altos. Agora teria de entrar na passerelle com um top pintado no corpo e, ainda por cima, estava a chover?”, pensou no momento. A sensação era real — havia chuva artificial sobre a passerelle. A carreira internacional de Gisele descolou naquele dia, mas também nasceu a carapaça que passou a proteger a verdadeira Gisele do mundo que a rodeia. “Atravessei a passerelle a chorar, seminua, enquanto a chuva caía do teto”, resume.

“A Victoria’s Secret trar-me-ia segurança financeira pela primeira vez na vida”

A viragem do milénio foi o momento da consagração de Gisele Bündchen. Tinha apenas 19 anos quando a Victoria’s Secret lhe propôs um contrato de cinco. Pela mesma altura, a Vogue elegeu-a Modelo do Ano. Ainda hoje recorda as caras de Anna Wintour e Grace Coddington, diretora e diretora criativa da revista, respetivamente, quando a viram chegar com uma túnica hippie, umas calças de ganga largas e rasgadas e umas sandálias Birkenstock para receber o prémio. Mas as duas mulheres influentes não estranharam só a escolha da roupa — que depressa trataram de substituir. “Não havia uma mistura”, explica a manequim no livro. Depois de desfilar para grandes designers, a opção de se associar a uma marca tão comercial era, simplesmente, estranha. Ainda assim, Gisele avançou. “Trabalhar com a Victoria’s Secret trar-me-ia segurança financeira pela primeira vez na vida e um emprego estável durante cinco anos. Já não teria de fazer cem desfiles por ano”, recorda.

Passaram sete anos e Gisele tornou-se no rosto mais emblemático da marca norte-americana. O contrato estendeu-se por sete anos e, em 2006, chegou a proposta de renovação. Bündchen ficou hesitante. “Nos primeiros anos, sentia-me confortável em desfilar e posar em lingeriemas, com o passar do tempo, fui ficando cada vez menos à vontade em ser fotografada a desfilar pela passerelle a usar só um biquíni ou uma lingerie fio dental. Deem-me uma cauda, uma capa, umas asas — por favor, qualquer coisa para cobrir o meu rabo! Com o passar do tempo, fui me sentindo mais e mais desconfortável”, conta no livro.

Com um aperto no estômago, chegou ao dia da decisão sem a ter tomado. Precisava de uma confirmação e procurou-a no acaso. Dobrou dos pedaços de papel — num escreveu “sim”, no outro “não” — e colocou-os dentro de uma chávena. Fechou os olhos e tirou o primeiro que agarrou. A confirmação veio na forma de um “não”. Bündchen levou-o à letra e não renovou o contrato com a Victoria’s Secret.

“Não acho que este lado seja tão bom, Sr. Penn”

“De repente, muita gente queria trabalhar comigo”, escreve. De corpo estranho, ao qual o mundo da moda começou por oferecer resistência, Gisele passou a rapariga do momento. Mario Testino fotografou-a para a Vogue Paris, Patrick Demarchelier convidou-a a aparecer nas páginas da Harper’s Bazaar e Steven Meisel, mais do que um fotógrafo, foi, segundo a própria, um professor. Anna Wintour colocou-a na capa da Vogue. “O Regresso das Curvas” era o destaque da edição e Bündchen era o rosto e a silhueta de uma nova era. “[…] foi um momento crucial da minha carreira. Fui uma das modelos mais jovens a aparecer na capa da Vogue americana e dentro dessa edição também havia uma fotografia nua minha, tirada por Irving Penn”, recorda no livro.

O mestre da fotografia de moda tinha quase 80 anos, Gisele ainda não tinha 20. “Tirar a roupa não foi fácil para mim”, afirma. Só com luz natural e sem retoques, Penn fez-se acompanhar apenas de um assistente e da editora. O número de pessoas dentro do estúdio era invulgarmente reduzido, segundo conta a manequim, que refere também o facto de ter ficado imóvel e nua durante quase duas horas. “Não acho que este lado seja tão bom, Sr. Penn”, exclamou a certa altura, convencida de que o seu lado esquerdo a favorecia bem mais do que o direito. “Devagar, com a voz serena, ele disse-me que tudo e todos têm uma beleza única e própria — que todos os ângulos são lindos”, recorda.

Irving Penn convenceu-a, não só de que o seu lado direito também a favorecia, mas sobretudo de que não havia problema em se ser diferente. As singularidades de de Bündchen rapidamente se tornaram os seus maiores trunfos, a começar pela sua passada invulgar, que ficou conhecida como trote. Enquanto caminha na passerelle, levantava os joelhos e chutava o pé para a frente. “Calço o 37 e tenho um 1,80 metros de altura. Os saltos que as modelos usavam na passerelle eram muito mais altos do que os que eram vendidos nas lojas, tornando quase impossível, no meu caso, manter as pernas esticadas […] o meu caminhar era simplesmente uma forma de evitar cair”, esclarece.

Gisele com os pais, em outubro de 2004 © Evan Agostini/Getty Images

“Foi a economizar cada centavo que consegui comprar o meu primeiro apartamento em Nova Iorque”

Quando precisava de roupa, Gisele recorria a uma loja de roupa em segunda mão. O estilo relaxado, para não falar na quantidade de peças que tinha à disposição, fizeram com que gastasse pouco dinheiro em roupa, malas e sapatos. “Foi a economizar cada centavo que ganhava com o meu trabalho que consegui comprar o meu primeiro apartamento em Nova Iorque, na Beach Street, em Tribeca”, revela. Não tinha sobrado muito dinheiro, por isso pôs mãos à obra e tratou das reparações necessárias. “Lixei e envernizei o soalho e fiz o mesmo com quatro bancos brancos que encontrei numa venda de garagem na Houston Street […] decorei as outras divisões com móveis do Ikea. Para me lembrar o Brasil, comprei umas palmeiras em vasos e um peixinho”, continua. Remodelar a casa de banho demorou mais um pouco, mas a manequim não tem medo de admitir que passou seis meses a tomar banho no estúdio e na casa de amigos.

“Como carne duas vezes por mês e peixe uma vez por semana”

A carne pode fazer parte da ementa gaúcha, mas a certa altura, Gisele quis tornar-se vegetariana. A primeira tentativa durou quase um ano e meio. Os sinais de anemia falaram mais alto, as unhas ficaram muito frágeis e o médico aconselhou-a a reintroduzir a carne na alimentação. Anos depois, uma segunda tentativa, mas essa só durou dez meses. A anemia voltou e com ela a certeza de que não poderia banir a proteína animal da ementa. “[…] hoje aceito o facto de que uma dieta 100 por cento vegetariana não funciona para mim. Atualmente, como carne duas vezes por mês e peixe uma vez por semana”, conta.

“Quando estava grávida do Benny, resolvi aprender a pilotar helicópteros”

O insólito faz parte das revelações feitas no livro. Grávida do primeiro filho, Benny, Gisele resolveu aprender a pilotar helicópteros. “Aprendi a pilotar à noite e em más condições meteorológicas, a pousar o helicóptero numa área limitada e a comunicar com os controladores de tráfego aéreo na torre de comando”, conta. O teste final ficou adiado pelo risco que representava, ainda assim, Bündchen afirma ter continuado a pilotar a poucos dias de dar à luz.

Fonte: Observador

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: VEJA AQUI O QUE VOCÊ NÃO SABE SOBRE PRODUTIVIDADE

Na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta segunda-feira temos mais um resumo animado de Albano do Seja Uma Pessoa Melhor. Desta vez feito em cima de 03 livors: Productivity, Spark e Trabalhe 4 horas por semana, que vai lhe ensinar como cada vez trabalhar menos com mais produtividade. Asista ao vídeo e tire suas conclusões!

Fonte: 

Publicado em 2 de jun de 2019

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DICA DE LIVRO: KENTUKIS, UMA RELAÇÃO QUESTIONÁVEL DE SAMANTA SCHWEBLIN

A coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira traz a crítica do livro kentukis, da argentina Samanta Schweblin, indicado ao Prêmio Internacional Man Booker deste ano. A autora faz uma REFLEXÃO a respeito das nossas relações com a tecnologia, segundo ela, “bichos” através dos quais os utilizadores vivem, escondendo a sua verdadeira identidade e criando uma nova. Confira a seguir e boa leitura.

A triste realidade será sempre a triste realidade

Atual e inteligente, o novo romance da argentina Samanta Schweblin obriga-nos a repensar a nossa relação com a tecnologia e a questionar o futuro. Tudo isto através de uns bonecos chamados kentukis.

Por Rita Cipriano – Observador

Samanta Schweblin foi nomeada duas vezes para o Man Booker International Prize, em 2017 e 2019

Título: Kentukis
Autor: Samanta Schweblin
Editora: Elsinore
Páginas: 215
Preço: 16,59€

O segundo livro da escritora argentina, Kentukis, chegou às livrarias portuguesas neste mês de abril

Com cinco livros publicados, Samanta Schweblin é, aos 40 anos, considerada uma das melhores escritoras de língua castelhana. A sua estreia deu-se em 2002, com El núcleo del disturbio, mas foi com uma segunda coletânea de contos, Pássaros na Boca (2009), que Schweblin se tornou conhecida. O livro ganhou vários prêmios, incluindo o Casa de las Americas, e foi, numa primeira fase, nomeado para o Man Booker Internacional Prize de 2019. Foi a segunda vez que ao nome da argentina surgiu entre os candidatos a ganhar o prêmio de tradução de língua inglesa, depois de ter sido selecionada em 2017 com Distância de Segurança, o seu primeiro romance.

Kentukis é a sua segunda tentativa na ficção longa. Publicado em 2018, chegou recentemente em Portugal pela Elsinore, que tem vindo a disponibilizar as obras da autora em português. Neste novo livro, Schweblin disseca a atualidade como em nenhum outro. O tema central é o da tecnologia e a forma — complicada — como nos relacionamos com ela. Perturbador e ao mesmo tempo terrivelmente realista, Kentukis passa-se no tempo presente mas parece antecipar um futuro não muito longínquo, onde a barreira entre o público e o privado se esbate definitivamente revelando a triste realidade, as fragilidades de cada um.

Neste mundo criado por Schweblin, que é também o nosso, surge uma nova invenção japonesa — os kentukis. Estes peluches fofinhos, que podem ter várias formas e cores, servem para ligar pessoas em cantos opostos do globo. Pela módica quantia de 279 dólares, é possível comprar um kentuki e instalá-lo em casa, abrindo as portas da intimidade a alguém que, através de um computador ou de um tablet, o consegue manobrar remotamente. O bicho vem com rodas e tem uma câmara instalada nos olhos, permitindo que, do outro lado, o kentuki-pessoa, selecionado aleatoriamente, possa deslocar-se livremente (ou até onde lho permitirem) e observar tudo em seu redor.

A partir do momento em que a ligação é estabelecida, não é possível ao dono do kentuki (o “amo”) desligar o aparelho. Não existe nenhum botão para isso. A única forma de o fazer é impedir que o peluche chegue ao carregador, onde tem de ser colocado todos os dias, como um telemóvel. Uma vez gasta toda a bateria, o boneco desliga-se e não é possível voltar a ligá-lo. Se o “amo” quiser continuar a experiência, terá de adquirir outro. O kentuki-pessoa tem, contudo, a possibilidade de o fazer através do dispositivo que usa para o manobrar.

Os kentukis, que no início não passam de uma curiosidade tecnológica, vão a pouco e pouco conquistado grande popularidade. São cada vez em maior número, vivem em todo o lado e estão por todo o lado — nas paisagens quentes da América Central, na fria Noruega ou na amena Itália. Bichos independentes, são capazes de passar o dia a seguir os seus “amos” pedindo apenas um pouco de atenção em troca, uma fresta por onde possam ver um pouco das suas vidas. A experiência é semelhante à de ter um animal de estimação, mas sem todas as desvantagens. Os kentukis não precisam de ser alimentados, passeados, e é possível manter uma ligação emocional com eles. Quando “morrem”, os seus “amos” fazem-lhes funerais — enterram-nos num jardim, à sombra de uma árvore bonita, que o seu utilizador talvez tivesse apreciado. A perda de um boneco é sentida como se se tratassem da morte de um membro querido da família.

O romance de Schweblin acompanha as histórias de diferentes “amos” e kentukis, rendidos às maravilhas dos bonecos japoneses. Cada uma é independente e nunca nenhuma se cruza, algo que se manifesta na estrutura — inteligente — do próprio livro. Composto por pequenos capítulos, escritos da perspetiva de cada personagem, este deixa o leitor agarrado da primeira à última página, com um misto de terror e de contentamento. Pois se num primeiro momento a relação parece benigna, com a criação de uma rotina de companheirismo e troca de afetos, esta depressa se transforma em qualquer coisa muito semelhante a um filme de terror. Esse perigo sempre existiu, claro, e é nos apontado logo nas primeiras páginas quando se conta a história de Robin, uma jovem que é chantageada por um kentuki que, recorrendo a um tabuleiro ouija, lhe diz ter filmagens íntimas dela, da irmã, da mãe e do pai. Para que não as divulgue, pede-lhe dinheiro.

Numa outra história, um pai é obrigado a receber em sua casa um kentuki para fazer companhia ao filho. Enzo, cujo único interesse na vida parece ser tratar do viveiro que conseguiu arrancar à ex-mulher durante o processo de divórcio, vai vivendo alheio ao que se passa em seu redor e não se apercebe de que a relação do kentuki com o filho se transformou em algo doentio. Só quando a ex-mulher, que impingiu o boneco com a ajuda da psicóloga, toma a decisão de levar Luca consigo e de o afastar definitivamente do peluche é que Enzo, com a sua vida virada do avesso e uma obsessão tal pelo kentuki que é incapaz de o destruir, é que compreende finalmente que o seu “companheiro” de todas as tardes, que o avisava sempre que o manjericão precisava de ser regado, é, afinal, um pedófilo.

Oriundas de meios sociais e locais muito diferentes, as personagens de Schweblin têm muito em comum. Sofrem dos mesmos problemas, e é isso que os leva, ainda que por vezes por iniciativa de outros, ao encontro dos kentuki. Os bonecos japoneses tornam-se, para eles, num substituto daquilo que lhes falta na vida — um companheiro, um amigo, uma paixão —, preenchendo uma falha que parece não ser possível preencher. Para Marvin, um jovem de Antígua que perdeu a mãe muito cedo e que nunca recebeu a devida atenção do pai, é uma forma de libertação; para Alina, é o impulso necessário para compreender tudo o que está errado na sua vida. Isso conduz a uma relação obsessiva e, inevitavelmente, à tragédia. A natureza humana, escondida atrás de um boneco ou de um ecrã de computador, acaba por se revelar, mostrando o de que pior existe dentro de cada um de nós.

Quando isso acontece e a ligação é terminada, as personagens são obrigadas a voltar à realidade e a confrontar-se consigo próprias. O que fica é o que havia antes de um boneco com rodas nos pés e uma câmara nos olhos ter entrado nas suas vidas — a prisão que é o vazio sem sentido e a inércia que este parece causar. É a essa conclusão que chega Alina no final do romance, quando se interroga, “pela primeira vez, com um medo tão intenso que quase a poderia despedaçar, se haveria escapatória possível àquele mundo sobre o qual permanecia imóvel”; ou Marvin, quando é arrancado de um sonho de neve pelo pai e pelo “calor de Antígua” enquanto descia as escadas da sua casa nas Caraíbas.

É impossível não fazer um paralelismo entre as histórias criadas por Samanta Schweblin e as redes sociais, “bichos” através dos quais os utilizadores vivem, escondendo a sua verdadeira identidade e criando uma nova. Os kentukis da escritora argentina parecem ser uma metáfora disso mesmo — destes tempos onde, tão próximos uns dos outros, continuamos tão longe de nós próprios. Romance atual e muito inteligente, Kentukis faz-nos pensar sobre o futuro das redes, da tecnologia, o seu papel no mundo moderno, os seus perigos e os novos limites que estes nos impõem.

Fonte: Observador
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LIVROS: DE CAMILLE PAGLIA, A FEMINISTA MAIS POLÊMICA DA ATUALIDADE

“Homofobia de hoje é resultado direto dos erros da esquerda”, disse Camille Paglia em entrevista polêmica à Folha. A coluna LIVROS desta quarta-feira traz O “realismo” sexual de Camille Paglia, uma crítica publicada pelo The Public Discourse e traduzida pela Gazeta do Povo às obras de uma das feministas mais célebres da atualidade. Para quem quer conhecer ou tentar compreender um pouco mais os pensamentos complexos de Paglia, que trazem tanta REFLEXÃO, boa leitura! 

 

“O “realismo” sexual de Camille Paglia

Em seu novo livro, a escritora continua a diferenciar-se do feminismo mainstream e oferece conselhos sábios a conservadores que possam querer subir no bonde do #MeToo

Por Margaret Harper McCarthy The Public Discourse
[27/08/2018] [19:07]

A escritora norte-americana Camille Paglia em evento em São Paulo, em 2015| Foto: Greg SalibianWikiMedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Se eu fosse feminista, seria Camille Paglia.

Há mais de duas décadas, Paglia, professora de Humanidades na University of the Arts, na Filadélfia, vem se diferenciando com orgulho do feminismo americano mainstream, por meio de seus livros (Imagens Cintilantes: Uma Viagem através da Arte; Break, Blow, Burn; Vampes e Vadias; Personas Sexuais) e de muitos artigos. Uma coletânea desses artigos acaba e ser publicada sob o título Free Women, Free Men: Sex, Gender, Feminism (na tradução literal, Mulheres Livres, Homens Livres: Sexo, Gênero, Feminismo). Encontramos no livro sua crítica revigorante e politicamente incorreta das premissas inquestionadas e dos diagnósticos unilaterais que dominam o discurso feminista.

Um elemento central da crítica que Paglia faz desse discurso é sua insistência “roussauniana” sobre a ideia de que todas as diferenças entre homens e mulheres não passam de “construtos” que são “inscritos” sobre os sexos por pressões sociais adversas (masculinas) (essas pressões estariam à origem de todos e quaisquer problemas entre os sexos). Na visão de Paglia, essa visão representa uma cegueira intencional que ignora as evidências, cegueira essa aparente, por exemplo, na obra de Kate Millett, a matriarca do chamado “feminismo de segunda onda”, que escreveu: “O patriarcado é tão poderoso que tem o hábito bem-sucedido de se fazer passar por natureza”. Já Paglia afirma que certas diferenças cruciais – e não os estereótipos restritivos dos anos 1950 que ela tanto detestava quando era garota – na realidade têm suas raízes na natureza. Como ela ressalta, em todas as culturas e sociedades “existe algo de fundamentalmente constante no gênero, algo que tem suas raízes em fatos concretos”.

Nossas convicções: A valorização da mulher

Não sendo frutos de um patriarcado nefasto, essas “constantes” levam Paglia a ter uma visão muito mais positiva da maternidade, uma visão que coloca as mulheres mais do lado da natureza, representando-a, por assim dizer. Para ela, “a questão da maternidade é fundamental”. Colocando de ponta-cabeça o discurso usual sobre igualdade, ela escreve: “Existe um lugar onde os homens nunca poderão igualar as mulheres e onde o poder feminino está no auge: o reino da procriação”. Na visão de Paglia, a ideologia feminista nunca falou desse “poder materno” honestamente. “O retrato feito pelo feminismo da história como sendo uma história de opressão masculina e vitimação feminina é uma distorção grosseira dos fatos.”

Paglia rejeita “o rancor mal-humorado contra os homens”. Quanto à divisão tradicional do trabalho, ela cita aquele tempo bem anterior à década de 50 – sua referência constante –, quando suas duas avós “tinham uma majestade e um poder espantosos e uma estatura maior que a de qualquer feminista que eu já conheci… mas raramente saíam da cozinha, o santuário acolhedor do lar, do amanhecer até a meia-noite”. Quanto à maternidade, ela, que é mãe, denuncia a ausência de qualquer descrição positiva de crianças, que seriam no máximo “um problema a resolver, a serem delegadas aos cuidados de babás da classe trabalhadora” ou a creches, isso quando o problema não foi “resolvido” antes. Paglia, que está longe de ser “pró-vida” (ou seja, antiaborto), expõe a frieza do sine qua non feminista que não leva em conta a violência do aborto.

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Votar para a natureza
Sua insistência em que olhemos para as evidências e em “voltar para a natureza” se manifesta mais fortemente quando ela trata do desejo sexual. Sendo uma católica relapsa e de origem mediterrânea, Paglia é alérgica à “cultura protestante repressora, confinada, negadora do corpo” que domina uma parte tão grande do feminismo americano. “Deixar o sexo a cargo das feministas seria como deixar seu cachorro tirar férias com um taxidermista”, ela fala. Diferentemente de suas irmãs feministas “ingênuas e pudicas” – como Catharine Mackinnon e Andrea Dworkin –, ela é “pró-sexo” (para que não fique nada oculto: isso inclui ser pró-pornografia). Paglia defende uma visão “hobbesiana”: ou seja, que o sexo é uma “chama vermelha” envolvida com “os ritmos profundos e terrenos” da natureza: vitalidade, tesão e glamour, mas também agressão, poder e conflito. No caso dos homens, essa agressão assume a forma da caça, da perseguição e captura e, é claro, do estupro. No caso das mulheres, assume outra forma, principalmente a forma da maternidade possessiva. Paglia defende a igualdade de oportunidades.

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Pelo fato de negar tudo isso e rejeitar as precauções sociais, dizendo às mulheres “que elas podem fazer qualquer coisa, ir a qualquer lugar, dizer o que quiserem, vestir o que quiserem”, é o feminismo que deixou as mulheres vulneráveis, diz Paglia, e não os homens. “Uma mulher que se deixa ficar totalmente bêbada numa festa universitária é uma tola. Uma mulher que vai a um quarto sozinha com um dos rapazes numa festa universitária é uma idiota. As feministas dizem que isso é ‘culpar a vítima’. Eu digo que é bom senso.” É seu “realismo” que alimenta as críticas virulentas de Paglia ao conceito de “date rape” [quando uma mulher sai para um encontro e acaba estuprada] – as aspas são dela – e aos regimes e campanhas contra o assédio sexual, voltando ao passado até o affair Anita Hill e incluindo o mais recente festival de queixas contra homens, o movimento #MeToo.

Elogio da transcendência
O “realismo” de Paglia é revigorante, especialmente quando comparado à única narrativa hoje permitida no discurso público, segundo a qual os homens são agressores, as mulheres são vítimas, e a culpa é do patriarcado. Isto dito, apesar da seriedade com que encara a natureza humana, Paglia é tão a favor de transcendê-la quanto é de identificar nela as raízes das diferenças entre os sexos. Na realidade, boa parte de seu discurso favorável aos homens é movido pelo fato de que os homens são os principais responsáveis pela “transcendência” da natureza por meio da arte, ciência e política, graças à sua capacidade geral de projetar (um talento expresso na própria fisiologia deles).

Em sua obra “Personas Sexuais”, ela escreveu: “Se a civilização tivesse sido deixada a cargo das mulheres, ainda estaríamos vivendo em choupanas de capim”. Esse elogio da transcendência não seria alarmante, especialmente para quem já tem uma compreensão mais clássica da natureza humana (vendo-a como inerentemente própria à criação cultural). Mas, tendo uma visão “pagã” da natureza (o adjetivo é o que ela própria usa), Paglia não pode deixar de opor a transcendência à natureza. Isso fica muito claro quando ela afirma: “Temos o direito de frustrar as compulsões reprodutivas da natureza, por meio da sodomia ou do aborto. A homossexualidade masculina talvez seja a mais valorosa das tentativas de fugir da femme fatale e de derrotar a natureza.” E “meu direito absoluto sobre meu corpo tem precedência sobre as exigências brutas da mãe natureza”.

Mesmo assim, o “realismo” de Paglia lhe confere mais consciência que a maioria das feministas das limitações de tal projeto. Quer se trate de promiscuidade, do adiamento da gravidez das mulheres jovens, de ignorar a divisão tradicional do trabalho, da homossexualidade ou do aborto, o julgamento de Paglia é claro: “Existem certos princípios fundamentais da vida humana que voltam sempre… Tenho sérias dúvidas quanto a se a androginia poderia ser estendida utilmente como plano mestre para a raça humana.” De fato, “Free Women, Free Men” está repleto de avisos apocalípticos sobre colapso cultural em uma era engajada com “extravagâncias envolvendo experimentos de gênero”. “Há muitos paralelos a traçar entre nosso tempo e o do Império Romano. Sempre que temos culturas cosmopolitas que são muito tolerantes e permissivas … parece ser fato que essas culturas estão próximas ao colapso”.

Desafio necessário
O livro é uma mistura heterogênea, sem dúvida. Mesmo assim, oferece um desafio muito necessário às premissas do feminismo mainstream. E, o que talvez seja ainda mais importante, recomenda alguma cautela às mulheres de viés tradicional que sentem a tentação de subir no bonde feminista mais recente, na esperança de vender seu pacote moral (bom). Todas concordamos que o estupro (quando é estupro) é perverso, assim como é perverso exigir favores sexuais em troca de promoções e papéis no cinema. Mas os motivos e as “soluções” propostas por quem está conduzindo esse bonde não são os nossos. Elas querem androginia: indivíduos abstratos, desencarnados, intercambiáveis, sem relação natural uns com os outros, sem um caminho comum, sem um projeto comum. É isso o que queremos? Será que queremos realmente promover um mundo em que a eletricidade natural entre homens e mulheres foi desligada, ou pela ameaça de ação judicial (por um simples elogio) ou, para citar um dos desafios mais recentes de Jordan Peterson, a implementação de um código de vestimenta mais rígido, por exemplo uniformes de Mao para todo o mundo?

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O que vamos realizar se, em estado de “choque” diante das revelações mais recentes sobre erros de conduta, ajudarmos a soterrar os últimos resquícios de um mundo pré-andrógino? Um mundo em que homens e mulheres estudando e trabalhando lado a lado ainda são reconhecidos como justamente isso – um mundo, portanto, feito de eros, atração e flerte, ao lado da modéstia e do cavalheirismo que orientavam essas coisas, em um namoro, na direção de um casamento frutífero e vitalício.

Ao reconhecer certas evidências (naturais) e questionar caricaturas dominantes e críticas unilaterais, Paglia abre o caminho para um projeto mais amplo, um projeto que teria fontes mais antigas e profundas que suas próprias fontes hobbesianas, com certeza. Esse projeto aproximaria homens e mulheres sobre uma base mais positiva.

 

Margaret Harper McCarthy é professora assistente de Antropologia Teológica no Instituto João Paulo II de Estudos do Casamento e da Família, da Catholic University of America, e editora do Humanum Review.

Tradução por Clara Allain

©2018 Public Discourse. Publicado com permissão. Original em inglês”

Fonte: Gazeta do Povo

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DICA DE LIVRO: MATERNIDADE, DE SHEILA HETI

“Eu não quero ser uma passagem”. Na coluna DICA DE LIVRO desta quarta-feira, uma entrevista com a escritora canadense, Sheila Heti, a respeito do seu livro Maternidade nos leva para uma REFLEXÃO profunda sobre a opção de não ter filhos.

SINOPSE:

Em Maternidade, Sheila Heti reflete sobre os ganhos e as perdas para uma mulher que decide se tornar mãe, tratando a decisão que mais traz consequências na vida adulta com a franqueza, a originalidade e o humor que lhe renderam reconhecimento internacional por seu livro anterior, How Should a Person Be?.
Ao se aproximar dos quarenta anos, numa fase em que todas as suas amigas se perguntam quando irão ter filhos, a narradora do romance intimista e urgente de Heti ― no limiar entre a ficção e autorreflexão ― questiona se aquela é uma experiência que ela quer ter. Numa narrativa que se estende ao longo de muitos anos, moldada a partir de conversas com seus pares e seu parceiro e de sua relação com os pais, ela se vê em um embate para fazer uma escolha sábia e coerente. Depois de buscar ajuda na filosofia, no próprio corpo, no misticismo e no acaso, ela descobre a resposta num lugar bem mais familiar do que imaginaria.

Sheila Heti: “Parem de perguntar às mulheres que não têm filhos por que elas não têm”

Escritora canadense, autora de ‘Maternidade’, afirma que “ainda é uma opção muito corajosa decidir não ser mãe”

Em seus romances, a escritora canadense Sheila Heti se move com desenvoltura na fronteira invisível que separa a ficção da autobiografia. Maternidade(Companhia das Letras) é um novo exemplo de sua habilidade como equilibrista: lemos o romance como biográfico, mas não saberíamos discernir onde acaba a realidade e onde começa a ficção. Seja como for, Heti revolucionou a literatura de maternidade com um romance que, segundo ela, dá voz a um tipo de mulher que até agora não tinha sido representada: a que decide não ter filhos. Uma mulher que carrega o estigma de “egoísta, hedonista ou desconsiderada” e com o suposto malefício do arrependimento futuro.

Através de uma franca, corajosa e lacônica introspecção, Heti nos aproxima dessa decisão que cedo ou tarde toda mulher enfrenta: ser ou não ser mãe. Uma decisão para a qual, no caso da narradora de Maternidade, e por extensão de Sheila Heti, a escrita do romance atua como um profilático: “Escrever o livro não é uma forma de decidir o que ela quer fazer, mas de adiar a decisão até que seja tarde demais, até que o tempo tenha tomado a decisão por ela e ela já não tenha a capacidade de ter um filho biológico próprio”.

Às vezes você tem de enganar a si mesma para tomar decisões que ainda são difíceis de aceitar.

Pergunta. Maternidade é um livro muito corajoso, um romance que explora o conflito enfrentado por toda mulherque se aproxima de uma certa idade sem ter sido mãe. Por que você decidiu transformar esse dilema no tema central de um romance?

Resposta. Considerei que havia muito a escrever sobre esse assunto, muitos pensamentos que eu não tinha visto escritos sobre esse momento em que a mente questiona a ideia de ser mãe. Eu não tinha visto esse dilema emocional escrito. Acredito que todos os livros sobre a maternidade começam quando o bebê já foi concebido ou depois de ter nascido, então vi que havia um grande espaço nunca abordado, antes que nascesse o bebê, um período da vida que eu mesma estava atravessando. Quando comecei a pensar nesse livro, estava em um período de questionamento.

P. É por isso que o livro é pura introspecção.

R. Pessoalmente, adoro os romances que acontecem na mente de um personagem, e acredito que Maternidade segue a linhagem desses livros. Eu senti isso como uma forma de fazer uma investigação pessoal, filosófica e biológica a partir de uma matéria-prima que estava ao alcance de minhas próprias perguntas e dúvidas. Senti que queria oferecer a mim mesma uma nova narrativa para compartilhá-la com os leitores, utilizando-a para pensar o que poderia significar o fato de não ter filhos. Queria viver em um mundo onde existisse esse livro, para que, como mulher sem filhos, pudesse indicá-lo e mostrar que tipo de mulher era: uma que até agora não tinha se visto representada. E queria que essa decisão se entendesse em sua complexidade, porque uma mulher pode tomar essa decisão por razões complexas e pessoais, não porque seja egoísta, hedonista ou desconsiderada.

P. Essa ideia ainda é muito arraigada, não?

R. A mulher sem filhos é considerada por muitos como metade de uma mulher, metade de uma pessoa. É por isso que eu queria mostrar uma pessoa completa, sua interioridade em relação a essa vida que ela escolheu. E queria abrir ao leitor possibilidades que ela poderia não ter considerado antes por nunca tê-las visto manifestadas ou escritas. Acredito que com cada livro você cria um mundo e espera que esse mundo crie novos mundos em nosso mundo real e compartilhado.

P. A narradora parece ter tido sempre muito clara a ideia de que não queria ser mãe (“para mim, é isso que a procriação parece: um gesto necessário no passado e sentimental hoje em dia”, chega a afirmar), mas ainda assim acaba mergulhada nesse conflito. É impossível escapar dele?

R. Acho que algumas pessoas o evitam. Por exemplo, aquelas que têm filhos por acidente, as que não podem ter filhos, ou as que sabem muito bem se querem ou não querem. Para as demais, é uma pergunta real e inevitável, principalmente porque você tem um limite de tempo na questão da procriação biológica. Em todo caso, é uma pergunta que parece ser ativada em um certo ponto. Não está sempre aí. E então, em um determinado momento, volta a desaparecer quando o tempo acaba. Também gostei muito disso: como a pergunta sai do tempo e se situa no tempo. E como esse tempo acaba.

P. “Não ser mãe é o mais difícil. Sempre há alguém disposto a se interpor no caminho da liberdade de uma mulher”, escreve. É tão grande a pressão que as mulheres sofrem?

R. Acho que ainda é uma opção muito corajosa decidir não ter filhos. Ainda é algo que uma mulher tem de explicar. Ninguém pergunta a alguém que tem filhos por que teve, mas se você não tem, precisa responder por que não teve. Essa decisão ainda vai contra as expectativas da sociedade, contra nossas ideias da mais alta vocação das mulheres, contra nossas ideias sobre o que o corpo feminino deseja intrinsecamente.

P. Nesse sentido, a narradora explica como uma parte de suas preocupações com o fato de não ser mãe partia de uma realidade: “Ao longo da história, bastava para os homens que as mulheres existissem para dar à luz homens e criá-los”. “Eu não quero ser uma passagem”, afirma a narradora. Há muito feminismo nas páginas de Maternidade.

R. Sim, é claro. É impossível separar a capacidade de uma mulher para decidir sua vida por si mesma de toda a história do feminismo, que tem tentado dar às mulheres esse direito, essa permissão que os homens sempre tiveram.

P. Acredito que, em parte, é graças à ascensão do movimento feminista que podemos ler livros como o seu, em que a narradora aborda conscientemente o dilema entre ser ou não ser mãe. Isso já é um avanço social, não?

R. Sim, mas não é suficiente. Ainda não conseguimos aceitar que as mulheres possam ser diferentes entre si, que as mulheres sem filhos possam ficar satisfeitas sem eles. Não temos uma palavra em inglês, e não acredito que exista em nenhum idioma do mundo, para a pessoa ou mulher sem filhos que não expresse isso como uma carência. Não ter uma palavra para algo já diz muito sobre a invisibilidade e a ilegitimidade dessa coisa ou experiência em nosso mundo compartilhado.

P. Gosto de muito um trecho em que Erica, uma amiga da narradora, afirma que temos filhos para nos proteger de arrependimentos futuros. “É justo obrigar alguém a viver para evitar que nos arrependamos?”, pergunta a narradora. E não pude deixar de pensar em todas essas crianças que nascem para evitar arrependimentos ou para salvar relacionamentos.

R. É que não parece ser uma razão de peso para dar vida a alguém. Mas se você prestar atenção, a linguagem do arrependimento só é utilizada em relação a essa escolha vital; quando você escolhe um trabalho, não fica todo mundo dizendo: “Tem certeza de que está tomando a decisão certa? E se você se arrepender?” As pessoas não agem com tanta cautela quando você escolhe com quem quer se casar ou em que cidade viver. Também não fazem isso quando você diz que vai ter filhos. Essa questão só é levantada em relação ao fato de não tê-los.

P. Também não há nada terrível no arrependimento, não?

R. O arrependimento é uma parte inevitável da vida de todos, o resultado inevitável de ser uma pessoa que decide as coisas e põe essas decisões em prática. Quando as pessoas tentam assustar as mulheres para que tenham filhos porque poderiam lamentar depois, a pergunta que nunca surge é: o que há de errado com o arrependimento? Todos vivemos com algum pesar. Uma vida pode conter plenitude, alegria, interesse, emoção, tristeza, arrependimento, erros, boas escolhas, acidentes, caos. Cada vida contém, inevitavelmente, tudo isso.

P. Miles, o companheiro da narradora, afirma que não é possível ser uma grande artista e uma grande progenitora ao mesmo tempo, porque tanto a arte como os filhos ocupam todo o tempo e toda a atenção. Não sei se, como artista, você também chegou a ter esse dilema.

R. Qualquer escolha requer sacrifícios. Ter filhos requer sacrifícios de tempo, de privacidade, de espaço mental. É claro que é possível fazer as duas coisas, ter filhos e fazer arte, mas por que uma pessoa tem de fazer tudo? Por que uma pessoa tem de tornar sua vida tão plena, tão difícil, tão bem-sucedida? Por que uma pessoa não pode simplesmente fazer o que mais quer e deixar de lado as coisas menos importantes para ela? Por que não posso, como mulher, dizer que a maternidade é menos importante para mim do que outra coisa que quero fazer? Não é uma experiência necessária para todos.

P. Fiz a pergunta anterior devido a um trecho do romance: “Sei que quanto mais tempo eu trabalhar neste livro, menor será a probabilidade de ter um filho. (…) Este livro é um profilático”.

R. Foi assim. A narradora descobre que escrever o livro não é uma forma de decidir o que quer fazer, mas de adiar a decisão até que seja tarde demais, até que o tempo tenha tomado a decisão por ela e ela já não tenha a capacidade de ter um filho biológico próprio. Ela está usando sua arte para salvá-la de uma vida (a maternidade) que ela realmente não quer. Mas mesmo assim ela não pode simplesmente sair, dizer e aceitar isso, não pode assumir toda a responsabilidade por essa decisão porque ainda é muito difícil aceitá-la, então tem de enganar a si mesma.

P. Você levou vários anos para escrever o livro. Essa escrita te ajudou a tomar a decisão final?

R. Na verdade, não. Provavelmente teria sido mais fácil se eu não tivesse escrito o livro. O livro me abriu a possibilidade de ter um filho e de perguntar a mim mesma se deveria tê-lo ou não, o dilema central da minha vida durante muitos anos. Se eu não tivesse escrito esse livro, poderia ter sido um problema muito menor que teria sido resolvido mais rápido.

P. “Não chamamos de café da manhã a refeição que comemos depois que o sol se põe. Estou na tarde da minha vida. A hora de ter filhos é o café da manhã.” Quando se chega a essa certeza, o dilema da maternidade desaparece?

R. Acho que não desaparece nunca. Conheci mulheres que têm filhos adultos e ainda pensam em como teria sido sua vida se não tivessem tido filhos. Não, nenhuma pergunta é resolvida completamente na vida. Acredito que o trabalho da vida não é responder a todas as perguntas para sempre, e sim saber como conviver com elas.

Fonte: El País 

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Por G1

 


Imagens mostram incêndio no avião da Aeroflot no aeroporto de Moscou — Foto: Riccardo Dalla Francesca via AP

Imagens mostram incêndio no avião da Aeroflot no aeroporto de Moscou — Foto: Riccardo Dalla Francesca via AP

Ao menos 41 pessoas morreram após um incêndio que atingiu um avião da Aeroflot durante a aterrissagem. O acidente aconteceu durante um pouso de emergência no Aeroporto Internacional de Sheremetievo, em Moscou, neste domingo (5).

A bordo do avião estavam 78 pessoas, dentre elas cinco tripulantes. 37 pessoas sobreviveram ao acidente, segundo autoridades russas consultadas pela agência Interfax.

A companhia Aeroflot divulgou uma lista parcial com os nomes de 33 passageiros sobreviventes. Cinco deles estão hospitalizados, de acordo com a empresa. A lista ainda está em atualização. Entre os mortos há pelo menos duas crianças, de acordo com o Comitê de Instrução da Rússia.

Depois do pouso forçado, um incêndio atingiu a aeronave. Uma TV russa registrou o pouso da aeronave com muita fumaça. Os passageiros evacuaram a aeronave em rampas de emergência.

Avião faz pouso de emergência em aeroporto da Rússia após fogo a bordo

Avião faz pouso de emergência em aeroporto da Rússia após fogo a bordo

De acordo com a France Press, o avião havia decolado do Aeroporto Internacional de Sheremetievo em direção a Mursmank, no extremo norte da Rússia, mas precisou retornar para o ponto de partida por causa de uma emergência.

A aeronave, do modelo Sukhoi Superjet 100, “enviou um sinal de emergência logo após a decolagem, fez uma primeira tentativa fracassada de pouso de emergência e depois, no segundo, atingiu o solo com a fuselagem”. A informação é de uma fonte do aeroporto citada pela Interfax. De acordo com a agência Ria Novosti, um problema elétrico teria causado um incêndio no meio do voo.

Segundo a assessoria de imprensa do aeroporto, a aeronave, que operava o voo SU-1492, tinha decolado normalmente às 18h02 (hora local; 12h02 em Brasília) e 28 minutos depois fez o pouso de emergência.

Sobe para 13 o número de mortos em pouso emergencial de avião russo, em Moscou

Sobe para 13 o número de mortos em pouso emergencial de avião russo, em Moscou

Um vídeo mostra que, no momento em que a aeronave toca o solo, ainda não há incêndio aparente. O fogo começa depois que o trem de pouso é danificado. Outra gravação, feita por um passageiro, mostra o fogo visto de dentro da cabine.

Por Marília Moraes*, G1 Sorocaba e Jundiaí

 


Milena divulga nas redes sociais as maquiagens que produz com a mão biônica — Foto: Reprodução/Youtube

Milena divulga nas redes sociais as maquiagens que produz com a mão biônica — Foto: Reprodução/Youtube

Com apenas 19 anos, Milena Nenemann já é exemplo de superação. Após contrair meningite, a jovem precisou amputar as mãos e os pés. Porém, superou as dificuldades e ganhou visibilidade nas redes sociais com vídeos em que aparece se maquiando com uma mão biônica.

A repercussão foi tanta que um empresário de Sorocaba (SP) decidiu presentear a garota, que mora no Paraná, com três próteses sob medida para melhorar a qualidade de vida dela e ajudá-la a viver normalmente.

O canal da jovem no Youtube foi criado há quatro meses e, por enquanto, só tem um vídeo. Neste período, o tutorial de maquiagem recebeu mais de 6,2 mil visualizações (Assista abaixo).

“Pretendo continuar com o canal. No momento, não tenho muito tempo, estou estudando muito, mas em breve vou postar mais tutoriais”, explica.

Em entrevista ao G1, Milena comenta que ama se maquiar, mas que no começo precisou de ajuda. “No começo pedia para minha mãe e minhas amigas me maquiarem, mas não ficava do jeito que eu gostava. Então, eu mesma decidi fazer e foi assim que começou”, explica.

Segundo a jovem, após a amputação, o talento para fazer maquiagem até melhorou. “Eu precisei aprender tudo de novo e o resultado valeu a pena, hoje me maquio melhor que antes.”

Período de adaptação

O responsável por fornecer as próteses, Nelson Nolé, se comoveu com a história da menina e ficou surpreso com o talento dela para se maquiar.

“O tempo de adaptação à prótese varia de paciente para paciente. Agora a Milena poderá andar de salto alto pelo fato de usar prótese do pé de salto. Daqui para a frente é vida normal”, conta.

A mão biônica que Milena recebeu reproduz até 14 movimentos, como fechar a mão, pinça e apontar os dedos. “No começo é preciso se acostumar, mas depois vira rotina. Uma prótese dura em média de 5 a 10 anos”, continua Nelson.

Segundo o empresário, quanto maior for a amputação, maior o grau de dificuldade da pessoa na hora de se adaptar à prótese.

“Quando uma perna ou um braço é amputado acima do joelho ou cotovelo, a dificuldade é maior por não ter as articulações, mas com a Milena é diferente. Ela permaneceu com os cotovelos e joelhos, o que tornou o processo mais fácil. A vida não acabou, é uma nova fase.”

Milena Nenemann teve as mãos e os pés amputados após contrair uma superbactéria — Foto: Reprodução/Redes sociais

Milena Nenemann teve as mãos e os pés amputados após contrair uma superbactéria — Foto: Reprodução/Redes sociais

Entre a vida e a morte

Milena ficou entre a vida e a morte após contrair uma superbactéria durante um episódio de meningite, em janeiro de 2017. Na mesma semana, entrou em coma e precisou ser internada.

“Em fevereiro eu recebi a notícia de que teriam que amputar meus membros, pois tinha faltado oxigênio para as extremidades do corpo, como pés e mãos. Em março recebi alta e em julho comecei a reabilitação com as próteses”, lembra.

A jovem conta ao G1 que chegou a ficar 10 dias em coma induzido e relembra com carinho o apoio que recebeu dos amigos e familiares.

Mão biônica que Milena recebeu reproduz até 14 movimentos — Foto: Reprodução/TV TEM

Mão biônica que Milena recebeu reproduz até 14 movimentos — Foto: Reprodução/TV TEM

“Eu lembro que, mesmo em coma, eu sentia muita sede, também ouvia algumas coisas e sonhava muito, sonhos muito reais. Quando eu acordei, não sabia onde estava e achei que todos aqueles sonhos loucos eram verdade.”

“Eu sempre fui muito positiva. Os médicos disseram que ou amputavam meus membros ou eu morria, eu escolhi viver”, comenta.

Uma vez curada, Milena deu início a um curso de Nutrição e afirma que hoje é totalmente independente. Nas horas livres, gosta de assistir séries, ficar com a cachorra e sair com os amigos.

“No começo, eu dependia de alguém para tudo, hoje não mais. Moro sozinha e nunca me limitei a nada, faço tudo o que eu quero. Agora posso usar salto alto, dois anos depois. A limitação está na cabeça das pessoas”.

Jovem que recebeu próteses de pernas e braço ensina maquiagem na internet

Jovem que recebeu próteses de pernas e braço ensina maquiagem na internet

*Colaborou sob supervisão de Ana Paula Yabiku.

Fonte: G1

NACIONAIS

Bolsonaro diz que assina terça-feira decreto que beneficia atirador desportista

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste domingo, 5, que assinará na próxima terça-feira, 7, decreto para facilitar a vida de caçadores, atiradores e colecionadores de armas, os chamados CACs. Sem entrar em detalhes, ele disse que o texto tratará de quantidade de munição e do transporte de arma municiada. A declaração foi dada após ser questionado por pessoas que o aguardavam na porta do Palácio do Alvorada.

Em janeiro deste ano, pouco após assumir o cargo, Bolsonaro assinou decreto que flexibilizou a posse de armas no País. Na ocasião, o texto foi considerado “tímido” pelos que defendem mais acesso a armas pela população.

Bolsonaro deixou a residência oficial, no início da tarde deste domingo, para participar do enterro da mãe de um ex-funcionário de seu gabinete na Câmara. A cerimônia ocorreu na cemitério Campo da Esperança, em Brasília. Segundo os presentes, trata-se da mãe de Eduardo Guimarães.

Na chegada ao local, o presidente cumprimentou pessoas que acompanhavam o cortejo e caminhou abraçado ao ex-funcionário. O filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) também participou do enterro.

Nova York

Questionado sobre o cancelamento de sua ida a Nova York, prevista para a semana que vem, o presidente respondeu apenas que ainda “vai aos Estados Unidos”, mas não detalhou itinerário, nem a data.

Na sexta-feira, o porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros, divulgou nota em que comunicava a desistência de Bolsonaro de ir a Nova York receber o prêmio Pessoa do Ano, organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. O motivo do cancelamento foi a repercussão negativa da presença do presidente no evento, previsto para o próximo dia 14.

Bolsonaro vinha recebendo críticas de políticos americanos, principalmente do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e do senador Brad Hoylman, ambos democratas. Os dois comemoraram a desistência do brasileiro.

No sábado, o vice-presidente Hamilton Mourão atribuiu o cancelamento a disputas internas nos EUA. “A realidade é que o presidente se sente incomodado pela atitude do prefeito de Nova York, que nada mais é do que uma disputa interna nos Estados Unidos”, disse Mourão após participar da Festa Nacional da Cavalaria do Rio Grande do Sul, no município de Tramandaí. “O prefeito é democrata, o presidente Donald Trump é republicano e o presidente Jair Bolsonaro julgou por bem não se meter em algo que é uma disputa de outro país”, afirmou o vice.

Estadão Conteúdo

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‘Indústria alimentícia busca pesquisas que a favoreçam’, diz pesquisadora

Financiar pesquisas de seu interesse, oferecer presentes a formadores de opinião, promover a autorregulação e enfatizar as ações de responsabilidade social. Para a professora emérita da Universidade de Nova York Marion Nestle essas estratégias amplamente usadas por fabricantes de cigarros agora são repetidas com maestria pela indústria alimentícia.

Em seu primeiro livro lançado no Brasil, “Uma verdade indigesta: como a indústria de alimentos distorce a ciência sobre o que comemos”, a professora descreve como pesquisas financiadas por empresas podem ser usadas como peças de propaganda e também a pressão exercida sobre profissionais de saúde para que seus produtos sejam classificados como livre de riscos ou até mesmo miraculosos.

“É importante usar o bom senso. Um único alimento fará uma diferença profunda em dietas balanceadas que têm muitos alimentos? Acho que não. O conjunto da dieta é o que importa”, afirmou Marion ao jornal O Estado de São Paulo. A seguir, principais trechos da entrevista.

No livro, você fala sobre a ligação entre nutricionistas e indústria. É possível romper esse relacionamento para ter estudos confiáveis?

Os pesquisadores de nutrição não são obrigados a fazer estudos financiados pela indústria; eles podem obter financiamento de agências governamentais ou fundações privadas. Quando a indústria alimentícia financia estudos, procura tipos específicos de resultados, preferencialmente que favoreçam seus interesses. Isso é pesquisa de marketing, não ciência. A pergunta a fazer é se o tópico de pesquisa é iniciado pelo patrocinador ou pelo pesquisador. Pesquisas iniciadas pelo investigador tendem a se concentrar em questões científicas importantes, não em benefícios de um determinado produto alimentício. A qualidade científica dos estudos financiados pela indústria raramente é um problema. O viés não está em como o estudo foi conduzido; a maior parte do viés aparece em como as questões de pesquisa foram enquadradas.

A pressão da indústria sobre nutricionistas está crescendo?

No meu livro, dou exemplos de como as empresas de alimentos tentam influenciar opiniões de nutricionistas. A Coca-Cola, por exemplo, pagou nutricionistas para usarem redes sociais com objetivo de classificar bebidas açucaradas como apropriadas. Nutricionistas estão em posição de influenciar o que os pacientes comem. Por isso é compreensível que as empresas de alimentos queiram que esses profissionais aprovem seus produtos.

Se estudos são tendenciosos, como devemos nos alimentar?

Felizmente, a melhor orientação nutricional é simples e tem sido a mesma há décadas: tenha uma dieta baseada em vegetais; controle a ingestão calórica (não coma demais) e evite alimentos ultra-processados (“junk food”). O escritor Michael Pollan alerta: não coma muito e prefira vegetais.

Podemos confiar em pesquisas sobre riscos ou benefícios de determinados alimentos?

É importante usar o bom senso. Um único alimento fará uma diferença profunda em dietas balanceadas que têm muitos alimentos? Acho que não. O conjunto da dieta é o que importa. Desconfio de estudos financiados por indústrias de alimentos, especialmente aquelas divulgadas como “avanços”, “milagres”, “curas para muitos problemas de saúde” ou ainda a ideia de “tudo o que você sabia sobre nutrição está errado”. Não é assim que a ciência trabalha.

Você diz que é necessário reconhecer e gerenciar a influência da indústria no meio acadêmico. Isso é possível em países onde a indústria também influencia autoridades e reguladores?

A revista médica britânica The Lancet publicou recentemente um longo artigo sobre como gerenciar as práticas de marketing da indústria de alimentos. Nesse texto, os autores recomendaram deixar a indústria de alimentos fora da formulação de políticas públicas nessa área. Parece-me um conselho sensato. Pode não ser politicamente fácil, mas vale a pena defender políticas sem influência da indústria.

O Brasil está estudando mudança das regras para os rótulos de alimentos. A indústria critica as advertências, alegando que isso causa medo desnecessário. Qual é a sua avaliação?

Temos o exemplo do Chile (que recentemente alterou as regras e agora traz mensagens de advertências nos rótulos) . Se quisermos uma redução do consumo de alimentos ultraprocessados, as pessoas precisam identificá-los. Os rótulos de advertência chilenos são comprovadamente eficazes para incentivar as pessoas a escolherem alimentos. Os fabricantes desses alimentos ultraprocessados estão preocupados porque os rótulos desestimulam o consumo, mas, do ponto de vista da saúde pública, é exatamente isso o que é necessário.

Como o Brasil pode se proteger de informações distorcidas sobre alimentos?

Os defensores da saúde pública devem estar atentos ao apontar quando a informação vem da indústria e como a indústria está usando sua própria informação para lançar dúvidas sobre informações independentes. O artigo da Lancet ao qual me referi anteriormente tem uma longa lista de maneiras pelas quais os governos podem combater tentativas de a indústria enganar o público ou influenciar dietas.

Alimentos ultraprocessados são baratos. Como convencer as pessoas a fazer escolhas mais saudáveis?

Alimentos pouco processados também são baratos, mas podem ser menos práticos ou exigir habilidades culinárias. No entanto, preço é uma questão de política pública. Nos Estados Unidos, o governo subsidia os custos dos alimentos ultraprocessados para torná-los mais baratos. Os custos de marketing, por exemplo, são dedutíveis do imposto de renda. Essas políticas podem ser alteradas para promover alimentos mais saudáveis.

Entre mensagens baseadas em pesquisas distorcidas, qual você considera mais perigosa?

Não usaria a palavra “perigosa”. Mais importante é informar como funcionam as pesquisas nutricionais e evitar que elas sejam desqualificadas ou manipuladas. A indústria alimentícia se beneficia quando as pessoas não acreditam nas pesquisas que identificam riscos identificados de certos produtos e também quando se duvida dos benefícios em evitar alimentos ultraprocessados. Não acho que as empresas de alimentos devam financiar pesquisas de marketing fingindo ser ciência ou participando do desenvolvimento de políticas de alimentação e nutrição. As empresas de alimentos não são agentes das políticas públicas. São empresas com objetivo simples: vender e lucrar.

Estadão Conteúdo

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Troca de ataques entre Israel e palestinos deixa mais de uma dezena de mortos; mais de 600 foguetes foram disparados

Foto: Mohammed Salem/Reuters

 

NACIONAIS

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, ordenou neste domingo (5) que as Forças Armadas do país continuem seus “ataques em massa” contra alvos do Hamas e da Jihad Islâmica na faixa de Gaza.

A escalada já deixou mais de uma dezena de mortos, embora o número exato de vítimas não tenha sido confirmado. O jornal local Haaretz aponta que seriam 20 mortos, sendo 16 do lado palestinos e quatro do lado israelense, enquanto o americano The New York Times lista 15 mortes entre os palestinos e três entre os israelenses.

Desde sexta, mais de 600 foguetes foram disparados pelo palestinos em direção ao território israelenses.

O exército israelense declarou que seus tanques e aviões atingiram cerca de 220 alvos militares em Gaza.

“Instruí o exército a continuar seus ataques em massa contra elementos terroristas da faixa de Gaza, e ordenei reforços com tanques, artilharia e tropas”, disse Netanyahu no começo do conselho semanal de ministros. No sábado ele anunciou que se reuniria com autoridades de segurança do país.

Pouco antes deste ataque, a polícia israelense relatou três mortes na cidade de Ashkelon, vítima de um dos foguetes da faixa de Gaza.

Da mesma forma, um dos comandantes do movimento radical Hamas, que governa a faixa de Gaza, foi morto por um dos ataques israelenses. Hamad al Jodori, 34, era comandante do braço armado do Hamas, informou o movimento. O exército israelense confirmou a morte.

Os palestinos dispararam contra locais no sul e no centro de Israel. Várias dezenas de mísseis foram interceptados pela defesa antimísseis, disseram as Forças Armadas de Israel, e uma grande parte deles atingiu áreas desabitadas.

A troca de ataques pôs fim ao cessar fogo temporário que vigorava na região e fez aumentar os temores de uma nova escalada entre israelenses e palestinos.​

O aumento da tensão na região começou ainda na sexta-feira (3), quando militantes palestinos feriram dois soldados israelenses próximos da fronteira, o que fez Israel realizar um primeiro ataque contra a faixa de Gaza.

A Jihad Islâmica reivindicou o disparo de uma parte desses foguetes e disse que continuará atacando. Em um vídeo transmitido por redes sociais, o braço armado do grupo Hamas ameaçou atacar vários alvos estratégicos de Israel, como o Aeroporto Internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv.

Entre as mortes do lado palestino estão a de uma mãe e seu bebê, segundo informações das autoridades da faixa de Gaza. Israel, porém, afirma que os dois foram mortos pelo Hamas.

O Ministério da Saúde de Gaza havia dito no sábado que a palestina Abu Arar, 37, e sua filha de 14 meses foram mortas em um bombardeio israelense.

“Essa morte infeliz não foi resultado de armamento (israelense), mas de um foguete do Hamas que explodiu onde não deveria”, declarou Jonathan Conricus, porta-voz do Exército israelense, à imprensa.

Em Bruxelas, a União Europeia pediu o “cessar imediato” dos disparos.

O enviado da ONU encarregado do conflito israelense-palestino, Nickolay Mladenov, pediu “a todas as partes que acalmem a situação e retornem ao entendimento dos últimos meses”.

Por sua vez, os Estados Unidos disseram que apóiam o “direito” de Israel à “legítima defesa”.

A Turquia falou de “agressividade sem limites”. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, afirmou que as forças israelenses atacaram um prédio em Gaza onde estão localizados os escritórios da agência de notícias estatal Anadolu, e acrescentou que os ataques foram um crime contra a humanidade.

Segundo a Anadolu, a equipe da agência evacuou o prédio pouco antes do ataque, que foi precedido por uma advertência. Neste contexto, Israel anunciou no sábado o fechamento dos pontos de passagem da fronteira de Gaza e o fechamento das áreas pesca na costa do território.

A escalada dos conflitos acontece pouco antes do mês sagrado para os islâmicos, o Ramadã, e do feriado da independência de Israel. Mediadores egípcios e a ONU estão trabalhando para evitar uma escalada do conflito.

Desde 2008, a faixa de Gaza viu três conflitos de larga escala entre o Hamas e Israel e o temor é que a troca de ataques atual leve a um quarto confronto.

No final de março, sob os auspícios do Egito e da ONU, um cessar-fogo foi negociado, anunciado pelo Hamas, mas nunca confirmado por Israel. Isso permitiu manter relativa calma durante as eleições legislativas israelenses de 9 de abril.

Mas na terça-feira (30), Israel reduziu a zona de pesca autorizada na costa de Gaza depois que militantes palestinos lançaram um foguete em seu território. O foguete caiu no Mediterrâneo. O exército israelense acusou a Jihad Islâmica, um grupo aliado do Hamas.

Uma delegação do Hamas liderada por seu líder em Gaza, Yahya Sinwar, foi para o Cairo na quinta (2) discutir com autoridades egípcias meios de preservar a trégua.

Nos últimos meses, Israel aceitou que o Catar forneceria uma ajuda financeira aos palestinos para o pagamento de salários e o financiamento de combustível para enfrentar a escassez de eletricidade.

Desde março de 2018, palestinos protestam na fronteira entre a faixa de Gaza e Israel contra o bloqueio no enclave e pelo retorno de refugiados palestinos que foram expulsos ou tiveram que deixar suas terras após a criação de Israel em 1948.

Pelo menos 270 palestinos foram mortos desde o início da mobilização, em manifestações ou em ataques israelenses em retaliação. Do lado israelense, dois soldados morreram.

Os organizadores das manifestações e do Hamas asseguram que o movimento da “Grande Marcha de Retorno” é independente.

Israel, por outro lado, acusa o Hamas de orquestrar essas manifestações.

Folhapress/AFP/EFE

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‘Vingadores: Ultimato’ ultrapassa ‘Titanic’ tem segunda maior bilheteria da história

“Vingadores: Ultimato”, da Disney, continua atingindo marcas sem precedentes de bilheteria pelo mundo, ao arrecadar US$ 145 milhões (R$ 571,26 milhões) na América do Norte durante o segundo final de semana em exibição —trata-se de valores nominais, ou seja, não corrigidos pela inflação.

O último filme da saga dos Vingadores é agora o segundo maior filme da história de bilheteria, com US$ 2,18 bilhões, cerca de R$ 8,5 bilhões, mundialmente.

O longa da Marvel se tornou o filme que mais rapidamente arrecadou US$ 2 bilhões (R$ 8 bilhões) globalmente, em apenas 11 dias, superando o recorde anterior de “Avatar”, de 47 dias.

Até agora, o filme já arrecadou US$ 619 milhões (R$ 2,4 bilhões) em bilheterias na América do Norte e US$ 1,56 bilhão (R$ 6,14 bilhões) internacionalmente.

Na América do Norte, “Vingadores: Ultimato” caiu 59% do fim de semana de abertura. Dessa forma, o filme não conseguiu o título de maior segundo fim de semana da história, um recorde que ainda pertence a “Star Wars: O Despertar da Força”, com US$ 149 milhões, aproximadamente R$ 587 milhões.

Assim, “Ultimato” superou “Vingadores: Guerra Infinita” e conquistou a marca de segundo maior segundo fim de semana da história.

Enquanto “Ultimato” continua como a escolha óbvia entre espectadores, uma série de corajosos estúdios lançaram novos filmes com resultados mistos.

“The Intruder”, um thriller psicológico da Sony e Screen Gems, se saiu melhor entre os novatos. O filme estreou em segundo lugar, arrecadando US$ 11 milhões (R$ 43 milhões) em cinemas norte-americanos. É um início sólido, já que o estúdio desembolsou US$ 8 milhões (R$ 31,5 milhões) na produção do longa. O thriller foca em um casal que recentemente comprou sua casa dos sonhos, para depois perceber que o vendedor fica assustadoramente interferindo em sua vida.

“Casal Improvável”, da Lionsgate, uma comédia romântica com Seth Rogen e Charlize Theron, conquistou o terceiro lugar, com mornos US$ 10 milhões, cerca de R$ 39,39 milhões. Jonathan Levine dirigiu o filme sobre um jornalista (Rogen), que tenta conquistar sua ex-babá que se tornou política (Theron) e que concorre à presidência.

Outro lançamento neste fim de semana, “UglyDolls” ficou em quarto lugar, abaixo das expectativas, com US$ 8,5 milhões (R$ 33,4 milhões). O elenco de primeira inclui vozes como Kelly Clarkson, Nick Jonas e Pitbull, que gravaram músicas novas para o filme. O filme acompanha um grupo de bonecas desajustadas que tem o desejo de serem amadas mesmo sendo diferentes.

Quem nadou na onda de “Vingadores: Ultimato”, foi “Capitã Marvel”, que ganhou mais um impulso. O filme chegou ao quinto lugar, com US$ 4,3 milhões (R$ 16,9 milhões) durante o nono fim de semana em cartaz. Brie Larson dá vida à super-heroína e o longa já arrecadou US$ 420 milhões (R$ 1,6 bilhões) na América do Norte.

EFE/Folhapress

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Especialistas questionam eficácia de medida contra burocracia

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A medida provisória da Liberdade Econômica, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), trata de temas que estão fora do campo de competência do governo federal e outros que dependem de regulamentação adicional para que entrem em vigor.

Na prática, especialistas afirmam que a medida vai enfrentar desafios para cumprir o objetivo de melhorar o ambiente de negócios no Brasil e apontam ainda o risco de maior judicialização entre empresas.

O texto proposto pelo governo federal contempla princípios gerais que devem ser seguidos na relação entre estado e empresas para diminuir a burocracia. As mais destacadas são a dispensa de autorização de funcionamento para empresas de baixo risco, aprovação automática para funcionamento, caso o Estado não cumpra o prazo, e liberdade de definição de preços.

A MP trata também de temas que dependem de regulação adicional e que estão fora do campo de atuação do poder federal. Regras e prazo de licenciamento de empresas, por exemplo, são atribuições de municípios, diz Mário Nogueira, sócio do NHMF advogados.

Um exemplo de boa ideia que ainda precisa ser discutida, na avaliação de Nogueira, é a proposta de que produtos e serviços de startups possam ser testados sem a necessidade de que elas tenham todas as autorizações que seriam exigidas no caso de uma empresa maior.

“Como definir se uma empresa está testando algo? Tem coisas que levam um mês, outras, dez anos. Não dá para ter uma regra genérica e dizer que, a partir de um certo número de dias, não é mais teste.”

A maior parte do que está enunciado na medida, na prática, já era uma decorrência lógica do que está na Constituição, afirma Diego Gualda, sócio do escritório Machado Meyer.

Ele afirma que os princípios são positivos, mas que tem dúvidas sobre os efeitos práticos.

“Ela vai no sentido correto. Mas imaginar que esse texto dará causa a uma melhora no ambiente econômico no curto prazo é uma dose de otimismo muito grande.”

Por outro lado, Luiz Felipe Valerin, sócio do Xavier Vasconcelos Valerin e professor da FGV Direito SP, afirma que uma medida com princípios fundamentais tem valor simbólico e contribui para redação de novas leis e na interpretação das que já existem.

“O fato de a medida ser passível de regulamentação não a torna inútil. A partir do momento em que ela é enunciada, já é eficaz, ao menos para que se possa exigir que a regulamentação seja editada no menor prazo possível”, diz.

Há, porém, entre as medidas, pontos que podem tornar mais complexas as disputas entre empresas.

Osny da Silva, professor da FGV Direito SP, aponta que uma mudança no Código Civil trazida pela MP prevê que, em caso de dúvida na interpretação de um contrato, quem não escreveu o trecho questionado terá sua versão favorecida pelo Judiciário.

Segundo ele, isso levará a uma disputa com sucessivas análises de minutas e trocas de mensagens para descobrir quem escreveu cada coisa.

Renata de Abreu Martins, sócia do escritório Siqueira Castro que considera a MP em geral positiva, diz que essa alteração, de um lado, deve levar empresas a serem mais rigorosas na elaboração dos contratos. Porém também pode levar a judicialização pelo fato de o texto da MP ser muito aberto a interpretações.

“Até que ponto um contrato gera dúvida ou não?”

“Virão muitas disputas baseadas nesse argumento [de que uma das partes não redigiu determinado trecho do contrato]”, avalia Fabiana Fagundes, sócia do BMA.

Já Mário Nogueira, do NHMF, afirma que a premissa é positiva, pois incentiva que as duas partes entrem na negociação com o objetivo de tornar a redação do contrato o mais participativa possível.

Folhapress

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Bloqueios no MEC vão do ensino infantil à pós-graduação

O bloqueio orçamentário do governo Jair Bolsonaro (PSL) no Ministério da Educação atinge recursos que vão da educação infantil à pós-graduação. O congelamento inclui verbas para construção de escolas, ensino técnico, bolsas de pesquisa, transporte escolar, além de custeio das universidades federais.

O MEC provisionou R$ 5,7 bilhões em cortes, segundo dados obtidos no Siop (Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento do Governo). A iniciativa atende a um decreto de contingenciamento definido pela área econômica do governo da ordem de R$ 30 bilhões. No MEC, ele envolve, no total, 23% dos valores discricionários (que excluem despesas obrigatórias, como salários).

Na semana passada, o governo definiu um novo bloqueio, de R$ 1,6 bilhão —o que resultará em um corte total de R$ 7,3 bilhões. A divisão desse novo congelamento por área ou órgão ainda passa por análises dentro do MEC.

Após a polêmica sobre embargo de recursos por motivação ideológica em universidades federais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu que priorizaria creches. O discurso do governo tem sido o de privilegiar a educação básica, especialmente a educação infantil, alfabetização e ensino profissional, mas essas áreas foram atingidas.

Considerando as rubricas relacionadas à educação básica, etapa que vai da educação infantil ao ensino médio, foram congelados até agora R$ 680 milhões. Com relação à construção e manutenção de creches e pré-escolas, a pasta contingenciou 17% dos R$ 125 milhões do orçamento autorizado.

Esses recursos estão no âmbito do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), autarquia ligada ao MEC. O congelamento total do FNDE é de R$ 1,02 bilhão, equivalente a 21% do discricionário.

Além dos cortes em obras e manutenção do ensino, ações ligadas a livros didáticos e transporte escolar também sofreram impacto. Estão congelados R$ 144 milhões dos recursos para compra de livros, que representa 8% do autorizado. Já o programa de aquisição de veículos escolares perdeu R$ 23 milhões, equivalente a 7% do previsto.

Foram suspensos 40% dos valores separados para o ensino técnico e profissional. Dos R$ 250 milhões autorizados, R$ 99,9 milhões foram bloqueados.

O corte para ações de alfabetização e Educação de Jovens e Adultos atingiu 41% do previsto. São R$ 14 milhões congelados ante de R$ 34 milhões autorizados.

De acordo com Cesar Callegari, ex-secretário de Educação Básica do MEC, os cortes indicam a postura do governo com relação à educação. “É coerente com a falta de qualquer projeto na área educacional. O governo dá indicações de que, para ele, basta um ministro da Educação que seja vetor da guerra ideológica”, diz.

“Com uma estrada e uma ponte, você interrompe a obra e depois continua. Mas a descontinuidade de programas de educação representa sua destruição”.

Somadas todas as universidades federais, o contingenciamento é de 30% sobre os recursos discricionários. No total, essas instituições sofreram bloqueio de R$ 2 bilhões.

As instituições temem não conseguirem manter o funcionamento mínimo, como pagamento de energia e água, caso os cortes não sejam revertidos. O percentual bloqueado varia em cada instituição.

A área de pesquisa também foi atingida. A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), ligada ao MEC, sofreu corte de R$ 819 milhões, 19% do autorizado.

Mas na rubrica de bolsas, tanto para o ensino superior quanto relacionada à educação básica, o corte é um pouco maior: 23% dos R$ 3,4 bilhões reservados para essa finalidade foram congelados.

Questionado sobre os critérios para o contingenciamento, o MEC afirmou, em nota, que o bloqueio foi operacional e técnico, sem detalhar qual foi a prioridade. Sobre a determinação de novo corte, de R$ 1,6 bilhão, diz analisar a melhor forma “de cumprir a determinação do governo”.

Os bloqueios de orçamento podem ser revertidos pelo governo ao longo do ano. A gestão Bolsonaro defende que com a aprovação da reforma da Previdência a economia pode melhorar, e o aumento de arrecadação permitiria retomar o previsto no orçamento.

A Capes informou que, para atender o bloqueio, fará redução gradativa de novas bolsas em cursos de pós-graduação que têm registrado nota 3 (conceito mínimo de permanência no sistema avaliativa do órgão) no período de dez anos. Atualmente, 211 programas têm essa pontuação.

Também serão suspensas bolsas do programa Idiomas sem Fronteiras e o congelamento de bolsas ociosas. Haverá a retomada, segundo a Capes, de chamadas públicas para que empresas possam investir em pesquisa.

“A Capes esclarece que a economia racional de recursos, a melhoria do sistema de pós-graduação e a parceria com o setor empresarial são as diretrizes adotadas para superar os desafios apresentados”, disse o órgão, em nota.

Folhapress

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‘Não é porque é artista que não tem de prestar conta’, diz ministro da Cidadania

Enquanto tenta acalmar os ânimos da classe artística com as mudanças na Lei Rouanet, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, não foge de outras polêmicas envolvendo a sua pasta, que agrega os antigos ministérios da Cultura, Esporte e Desenvolvimento Social.

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o ministro disse que “não é porque é artista que não precisa prestar contas”, que o deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP), um de seus maiores críticos, “quer nomear todo mundo no ministério” e que ele recebeu do presidente Jair Bolsonaro “liberdade de dizer não às indicações até do vice-presidente”, tanto que demitiu um apadrinhado do general Hamilton Mourão.

Sobrou até para a reforma da Previdência. “O maior programa de combate à pobreza não é a Bolsa Família nem o BPC, é a aposentadoria do trabalhador rural. Não pode mexer”. Sobre não ter reajuste para o Bolsa Família este ano, afirma: “Para que reajuste? O 13º já é um up”. A seguir os principais trechos.

A classe artística reagiu à redução do teto da Lei Rouanet de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão. A atriz Ingrid Guimarães disse ao jornal O Estado de São Paulo que “quando a lei acabar, a cultura vai parar nesse País”.

Quem é Ingrid Guimarães?

A atriz…

Ah, sim. De todos os projetos culturais aprovados pela Lei Rouanet, 85% não têm mais de R$ 1 milhão e 95% usam, no máximo, R$ 6 milhões. Hoje, poucos artistas e espetáculos tinham acesso superior a isso. Qual a razão para ser R$ 60 milhões? Não estamos limitando a doação. Estamos estabelecendo um limite na captação. O valor vai circular pelo País, sair do circuito Rio-São Paulo e disseminar pelo Nordeste, Sul, Norte. No Nordeste, onde tem 26% da população, há menos de 4% de incentivos da Lei.

A classe artística diz que está sendo criminalizada pelo governo. Como o senhor responde?

Estamos fazendo um pente-fino nas contas. Tinha muita prestação de contas ruim. Tem gente que morreu sem prestar conta. Mas isso é dinheiro público e tem de ter o mínimo de controle. Não posso dizer que só porque é artista não precisa prestar conta.

O que o senhor já identificou?

Tem um musical que arrecadou R$ 13 milhões, cobriu toda a despesa e faturou R$ 15 milhões livres. Qual foi o benefício para a população? Eles pagaram caro para assistir. Ah, mas vão dizer que tem 10% de gratuidade. Isso não funciona. Esses ingressos grátis estavam nas mãos de ONGs que nem sei quais são. Tinha uma que trocava o ingresso por lata de leite condensado.

Houve descuido das gestões anteriores?

Não estou dizendo que os ministros anteriores tiveram culpa, mas estava mal amparado. Estamos tentando dar uma modernizada, democratizá-la. A gente quer que a prefeitura faça um cadastro único, convide as pessoas e dê transporte para leva-las à peça de teatro e depois as leve de volta.

O deputado Alexandre Frota (PSL-SP) é um dos seus maiores críticos e defende a volta do Ministério da Cultura…

O problema do Alexandre é que ele quer nomear todo mundo no ministério. Ele apresentou nomes para todos os cargos. Até atendi um que achei o currículo interessante. Mas para os outros cargos eu busquei técnicos. Quem vai responder depois sou eu e não o deputado. Acho que o Alexandre tem certa inexperiência na prática política. Ele nunca foi político. Respeito o trabalho dele e acho que ele é importante na cultura, mas o ministério é responsabilidade minha.

Também há um movimento para o Esporte voltar a ser ministério. Teme o esvaziamento da sua pasta?

Os ministérios (Cultura, Esporte e Desenvolvimento Social) foram unificados, mas o operacional continua o mesmo. Não reduzimos orçamento.

O governo tem força para barrar a volta dos ministérios?

Mas por que o Congresso vai recriar os ministérios? Não há argumento, já que não está diminuindo recurso, não diminuiu a estrutura operacional. Essa tentativa de recriar as pastas é o pensamento de alguns, é o lobby corporativo.

O que o senhor identificou no pente-fino do programa Bolsa Atleta?

Isso ainda está em andamento. Mas todos os programas que têm incentivos têm rolos. Não quer dizer que todo mundo faça. Aliás, 98% não fazem, mas 2% fazem. Então temos de ter mecanismos de controle mais detalhados.

Assim como a Lei Rouanet, pode haver mudanças no Bolsa Atleta (o programa patrocina atletas de alto rendimento em competições)?

Estamos estudando isso, não significa que vá ter. A forma como acontece favorece o desvio, então o estudo que estamos fazendo é sobre o formato da concessão. A gente quer que uma pessoa pegue o recurso incentivado e que aquilo tenha algum resultado.

O governo teme que o Congresso não aprove o 13° para os beneficiários do Bolsa Família?

O deputado que não aprovar vai ficar sujeito à pressão dos beneficiários do Bolsa Família. O 13º vai ser um aumento global no final do ano de 8,3%, o que é acima da inflação. A partir de junho também vamos começar a colocar R$ 48 a mais para o jovem do Bolsa Família que esteja fazendo curso técnico. Eu peço ao Paulo Guedes (ministro da Economia) para, em vez de cortar o Sistema S, colocar para me ajudar a fazer a capacitação dos jovens nem-nem (nem trabalham nem estudam).

O 13º compensa o reajuste que não teve este ano?

Para que precisa de reajuste? O 13º já é um up. A partir do ano que vem sim, vai ter 13º e o reajuste.

A recuperação da economia ainda está acanhada…

Eu confio muito no Paulo (Guedes) e é muito importante essa liberdade que Bolsonaro nos deu de montar as equipes. Ele não pediu cargos, não loteou e deu liberdade total para escolher sem interferência de partido político. Tirando as pressões corporativas, temos liberdade para agir.

Mas o senhor tinha no ministério o general Marco Aurélio Vieira, indicado pelo vice Hamilton Mourão para a secretaria de Esportes. Por que demitiu?

Ele estava jogando para voltar o Ministério do Esporte para ele ser o ministro. Não tenho nada contra ele. E não há nada contra militares também porque ele saiu e eu botei outro militar no cargo.

O general Décio Brasil, que assumiu a vaga, é indicação de quem?

Eu conversei com (o deputado federal) Luiz Lima (PSL-RJ), que falou muito bem dele.

Foi indicação do Luiz Lima?

Não. Foram sugestões do setor. Ele está disposto a trabalhar em equipe. E qualquer cargo público é assim. Tem de ter a experiência de convívio.

O senhor avisou ao vice-presidente que iria demitir o apadrinhado dele?

Eu expliquei ao Mourão. Eu tinha liberdade de dizer não às indicações até do vice. O presidente não me impôs nada. Eu tinha achado bom o nome indicado por ele. Mas depois, no andar da carruagem, ele foi numa direção diferente. Aí, ou você toma uma atitude ou perde a autoridade.

O senhor defendeu que a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) não fosse tratado na reforma da Previdência?

No passado, convenci o presidente Michel Temer (de quem foi ministro) a deixar o BPC fora da reforma e defendi o mesmo para Paulo (Guedes) e Rogério (Marinho). Disse que não deveria entrar e que, se entrasse que fosse de uma maneira que não tenha perda. E isso já está acertado.

A aposentadoria rural também?

A rural também não pode mexer. O maior programa de combate à pobreza não é a Bolsa Família nem o BPC, é a aposentadoria do trabalhador rural. É ela que mantém uma família no sertão. E o impacto é gigantesco, de R$ 110 bilhões por ano. O Bolsa Família é de R$ 30 bilhões. Tem de ser fiscalizado, mas não pode acabar e nem fazer redução abrupta.

No ano passado, o senhor defendeu os caminhoneiros. Como o senhor viu a decisão do Bolsonaro de intervir nos preços de combustíveis da Petrobrás?

Estava começando a ter aumentos quase diários. Fica impossível o caminhoneiro trabalhar. Ele inicia uma viagem, faz contrato de frete e chega lá o preço tá diferente. O presidente se preocupou em perguntar por que era assim e se não tinha como ser diferente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Estadão Conteúdo

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Uma empresa aérea quebra a cada dois anos no Brasil

Um leilão marcado para ocorrer na terça-feira, em um edifício próximo à Avenida Paulista, em São Paulo, colocará fim a mais uma companhia aérea brasileira. A Avianca Brasil será a 11.ª empresa do setor a encerrar as operações desde 2001 no País, que tem taxa de mortalidade de uma empresa a cada dois anos.

Os casos de falência ou de recuperação judicial na aviação não são exclusividade do Brasil. Neste ano, outras nove empresas aéreas endividadas deixaram de voar no mundo, desde pequenas, como a sul-coreana AirPhilip, até companhias mais relevantes, como a Jet Airways, que chegou a ser uma das maiores da Índia. Nos EUA, American Airlines, Delta e United já tiveram de recorrer ao Chapter 11, o equivalente à recuperação judicial brasileira, mas acabaram sobrevivendo.

Margens baixas, necessidade de injeções volumosas de capital, contratos de longo prazo com arrendadoras de aeronaves e vulnerabilidade ao preço do combustível – e ao dólar, no caso brasileiro – estão entre os fatores que explicam a elevada taxa de mortalidade.

“É uma indústria muito difícil no mundo todo”, diz Jerome Cadier, presidente da Latam no Brasil. “Temos incerteza de curto prazo em relação à demanda e necessidade de tomar decisões de longo prazo, como o tamanho da frota. São decisões caras e difíceis de tomar.”

Foram basicamente duas dessas decisões que tornaram a situação da Avianca insustentável nos últimos anos, segundo analistas. Uma delas foi a de não enxugar a frota em 2015 e 2016, período mais delicado da aviação brasileira desde os anos 2000. Foram nesses anos que a crise econômica derrubou a demanda por transporte aéreo e os custos foram pressionados pela alta do dólar e do petróleo.

Nessa época, muitos apostaram que a Gol seria a primeira a sucumbir – dado seu nível de endividamento -, mas uma renegociação com credores, aliada a um plano de devolução de aeronaves, garantiu a virada do jogo. Latam e Azul fizeram movimentos semelhantes em suas frotas e contaram ainda com novos recursos – a primeira vendeu uma participação para a Qatar e a segunda abriu capital. A Avianca, porém, não recuou no número de aeronaves, em uma tentativa de ganhar participação de mercado.

Outra decisão equivocada foi a entrada no mercado internacional, em 2017. Um voo para o exterior tem um custo médio dez vezes superior ao de um doméstico. Se o avião não sai lotado, portanto, o prejuízo é grande. A operação internacional da Avianca queimou rapidamente o caixa da companhia, que já não tinha boa performance.

Os resultados da empresa nunca foram dos melhores devido, em parte, ao fato de ela voar principalmente em rotas disputadas por Latam e Gol. A Gol foi a primeira companhia nacional a adotar um modelo de negócio de custo baixo, obrigando a Latam a ir por um caminho semelhante. Com aviões novos, mais eficientes e alta utilização da frota (em média voando 12 horas por dia, quando a média nacional era de 7 horas), a Gol estreou no mercado com um custo 40% inferior ao da Varig e da então TAM (hoje Latam). A Varig quebrou ao resistir ao corte de custos. A TAM se salvou justamente por fazê-lo – eliminou, mais recentemente, até a tradicional balinha de boas-vindas.

Competição

Gol e Latam se tornaram, assim, muito competitivas – o que tem dificultado a entrada de novas companhias no setor e feito novatas quebrarem no caminho, diz o especialista no setor aéreo André Castellini, sócio da consultoria Bain & Company.

Para tentar ganhar passageiros em rotas dominadas pelas concorrentes, a Avianca apostou em preços inferiores para passagens compradas de última hora, apesar de oferecer um serviço muitas vezes superior – e mais caro -, como comida quente e espaço maior entre poltronas. A estratégia poderia funcionar para ganhar participação de mercado, mas não era sustentável no longo prazo.

A Azul foi a única que conseguiu, até agora, entrar com sucesso no setor dominado por Latam e Gol. A receita foi fugir das rotas nas quais as duas estão presentes. Ajudou também o fato de ela começar a crescer quando a crise dava os primeiros sinais, obrigando Latam e Gol a focarem nas próprias operações, e não na concorrente. A questão é que atuar no mercado secundário é mais caro. Entrar no segmento da Azul tem, portanto, um desafio extra para uma possível nova estreante. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Estadão Conteúdo

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Nomeação de almirante para a presidência da Apex abre nova queda de braço entre olavistas e militares

A nomeação do almirante Sergio Ricardo Segovia Barbosa para a presidência da Apex inaugura nova etapa da queda de braço no órgão entre aliados do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e do escritor Olavo de Carvalho contra os militares.

Indicada pelo chanceler, a diretora de Negócios da agência, Letícia Catelani, atuou contra a indicação do almirante. Aliados dela dizem que o militar não tem experiência em comércio exterior nem fluência em inglês, requisitos para comandar a Apex.

A ofensiva contra Sergio Segovia aumentou consideravelmente nos últimos dias porque o grupo do governo que é ligado ao escritor Olavo de Carvalho recebeu a informação de que a nomeação do almirante para a Apex seria assinada na sexta (3).

A indicação de Segovia foi confirmada neste sábado (4). Na véspera, Olavo de Carvalho atacou nas redes o ministro Santos Cruz (Secretaria de Governo), um dos padrinhos do almirante.

Folhapress

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ATENÇÃO, PAIS: Cresce alerta para automutilação entre crianças e adolescentes no Brasil

“O que está doendo tanto em você para fazer isso?” Foi o que a aposentada Maria, de 40 anos, perguntou para Bárbara (nomes fictícios) quando viu cortes no braços da filha, de 11. “A dor dela era se achar tão inferior que não merecia carinho de ninguém.” Cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes, as automutilações trazem à tona feridas emocionais de meninos e meninas e mobilizam escolas em planos de intervenções e ações preventivas.

Depois de terapia e a aposta em um esporte novo, aos poucos os cortes deram lugar às cicatrizes nos braços de Bárbara, mas a menina ainda vê colegas da mesma idade que passam pelo problema. O Brasil não tem dados específicos sobre o número de jovens que se automutilam. Nos corredores dos colégios e consultórios, porém, a sensação é de aumento.

Conhecer a dimensão das lesões entre adolescentes é um dos objetivos de uma lei sancionada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A norma prevê que escolas passem a notificar casos de automutilação a conselhos tutelares – a ideia é que a família também seja avisada, ao mesmo tempo. “É um fenômeno. Outros países enfrentam os mesmos dilemas e, para instituir políticas públicas, precisamos de dados precisos”, disse ao jornal O Estado de São Paulo a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A pasta vai articular a regulamentação da norma.

A escola é vista por autoridades e especialistas com um papel central na identificação dos casos – parte ocorre dentro das unidades e com objetos cortantes de uso cotidiano dos estudantes. Mas, em meio a uma série de outros desafios ligados à aprendizagem e falta de recursos, os colégios ainda precisam superar tabus e a falta de formação de seus profissionais para lidar com o tema.

Pesquisadora da violência nas escolas há quase 20 anos, Miriam Abramovay se assustou quando percebeu o volume de relatos sobre automutilações em um estudo em escolas públicas do Ceará e Rio Grande do Sul. Realizada em 2016 e 2017, a pesquisa incluiu o tópico pela primeira vez e ouviu grupos de jovens. “Em uma escola onde fizemos pesquisa, devolveram ao professor um ‘kit de automutilação’. Disseram que não precisavam mais, já se sentiam reconhecidos não só pela escola, como também pela sociedade.”

“Era uma catarse, eles choravam muito”, lembra Miriam, pesquisadora da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). “Tanto que começamos a levar caixinhas de lenço de papel”, comenta.

Professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Leila Tardivo observa, além do aumento, uma mudança no perfil. “Era mais entre mulheres acima de 20 anos, pessoas com problemas psiquiátricos. Agora, acontece em pessoas mais jovens, de 12, 13, 14 anos.” As meninas são maioria, mas a prática também ocorre entre os meninos.

Raramente há intenção de causar a morte. “Os adolescentes se machucam até para não se suicidar. Muitos dizem que a dor no braço é menor do que a tristeza”, diz Leila, que, com uma equipe da USP e pesquisadores da Universidade de Sevilha, na Espanha, participa de ações preventivas em escolas públicas de São Paulo.

Automutilação está ligada a frustrações e depressão

Para ela, o contágio pelas redes sociais – há jovens que publicam as lesões na internet e páginas que incentivam a prática – ajuda a explicar o fenômeno, mas não é a única causa. “A automutilação está ligada a frustrações, à depressão.” Os casos também podem vir após violência em casa, bullying e abandono. O tratamento inclui psicoterapia e, em geral, não dura menos de um ano.

Espaços como o ambulatório do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP se especializaram no assunto. Jovens com histórico de autolesões começaram a chegar em 2013 e não pararam mais. “Hoje, temos mais adolescentes com automutilação do que uso de drogas no ambulatório”, diz a psiquiatra do IPq Jackeline Giusti, que também tem recebido ligações de escolas em dúvida sobre como agir.

Foi depois da demanda de colégios que uma equipe do Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) passou a estudar questões emocionais e afetivas relacionadas à automutilação entre adolescentes.

Para Antônio Augusto Pinto Júnior, professor da UFF, chama a atenção o número de jovens encaminhados pelas escolas de Volta Redonda, no Rio, onde o projeto é realizado: mais de dez em cada colégio. “Que problema é esse que está acontecendo com os jovens que eles precisam usar uma conduta autoagressiva para dar conta de suas questões?”, indaga.

A interrogação também ecoa entre professores e pais – que fazem parte de uma geração em que essa prática era menos comum. “Fiquei desesperada porque nunca imaginei que existisse isso”, conta Laís, de 37 anos, alertada pelo colégio de que o filho, aos 14, estava machucando os pulsos. Após terapia e o olhar atento da mãe, as lesões cessaram.

Para Gustavo Estanislau, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda é comum que as escolas reajam diante de casos de autolesão ou com susto excessivo ou banalização. Ele defende a abertura ao diálogo e o acompanhamento profissional.

“Temos de ter cuidado para não sobrecarregar o educador, mas fortalecê-lo para identificar e fazer ao menos o primeiro movimento de encaminhar ao orientador”, diz ele, que faz parte do projeto Cuca Legal, de formação de professores.

Muita atenção aos sinais

1. Feridas. A automutilação tem se tornado mais comum, mas não deve ser banalizada. Ela pode indicar dificuldades emocionais.

2. Comportamento. Fique atento a mudanças de humor e isolamento. O uso de mangas compridas no calor pode indicar uma tentativa de esconder lesões.

3. Apoio. Caso identifique a situação, acolha o adolescente, escute os motivos e evite repreendê-lo. Procure ajuda profissional.

Estadão Conteúdo

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Volkswagen supera GM e assume a liderança de vendas no Brasil no começo de maio: Gol e Voyage no top 5


A Volkswagen do Brasil registrou uma disparada de vendas no começo de maio de 2019, o que lhe rendeu a liderança de mercado brasileiro. A montadora alemã conta nos primeiros dois dias úteis com 19,2% do mercado, superando por larga margem a norte-americana GM, que está com 15,8%. A Fiat mantém a terceira posição com 15%, enquanto a Toyota mantém-se na quarta colocação, com 8,8% de participação.

Nesses dois primeiros dias de maio foram vendidos 20.500 carros e comerciais leves no Brasil, com média diária de 10.250 – um número bastante expressivo para um começo de mês – o que aponta para a continuidade do processo de retomada do mercado brasileiro.

Entre os modelos, a liderança permanece com o Chevrolet Onix, com 1.314 unidades vendidas, mas o destaque vai para o veterano Gol, em 2º, com 1.059 emplacamentos, e para sua respectiva versão sedã, o Voyage, em 4º , com 788 emplacamentos.

Car Blog

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MP vai pedir quebra do sigilo fiscal e bancário de Flávio Bolsonaro e Queiroz

De acordo com informações da coluna de Lauro Jardim, publicada no Globo, deste domingo (5), o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) vai pedir a quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente Jair Bolsonaro e atual senador pelo Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro (PSL).

Além dele, será pedido também o sigilo de Fabrício Queiroz, ex-motorista e assessor de Flávio.

O jornalista informa que o processo, que está nas mãos do promotor Luís Otávio Lopes, do MPRJ, desde fevereiro, está prestes a andar.

O MPRJ vai tornar a dupla formalmente investigada e, se o Judiciário autorizar, o sigilo de Flávio e de seu ex-motorista, hoje habitando local incerto, serão quebrados.

O filho do presidente chegou a entrar na Justiça acusando o MPRJ de ter aberto seus dados ilegalmente. Queria, assim, trancar, a pré-investigação dos procuradores.

Seu pedido foi indeferido pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, assim como foram barradas pelo Judiciário outras tentativas de matar as investigações na sua fase inicial.

Estadão Conteúdo

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Inscrições para o Enem 2019 começam nesta segunda-feira

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 começam amanhã (6), às 10h (no horário de Brasília), e podem ser feitas até o dia 17, exclusivamente pela internet, por meio da Página do Participante. As provas estão marcadas para os dias 3 e 10 de novembro (dois domingos consecutivos).

A taxa de inscrição custa R$ 85 e deve ser paga até o dia 23 de maio, de acordo com o cronograma do exame.

O participante terá até o dia 17 de maio para atualizar dados de contato, escolher outro município de provas, mudar a opção de língua estrangeira e alterar atendimento especializado e/ou específico. Depois dessa data, nenhuma informação poderá ser alterada.

O candidato que precisar de atendimento especializado e específico deve fazer a solicitação durante a inscrição. O prazo para pedidos de atendimento por nome social vai de 20 a 24 de maio.

Quem já concluiu o ensino médio ou vai concluir ainda este ano pode utilizar as notas no Enem, por exemplo, em programas de acesso à educação superior, de bolsas de estudo ou de financiamento estudantil.

A prova também pode ser feita pelos chamados treineiros – estudantes que vão concluir o ensino médio depois de 2019. Neste caso, os resultados servem somente para autoavaliação, sem possibilidade de concorrer efetivamente às vagas na educação superior ou para bolsas de estudo. Esses participantes devem declarar ter ciência disso já no ato da inscrição.

Mesmo quem solicitou a isenção da taxa precisa se inscrever. Estudantes que entraram com recurso relacionado ao pedido de isenção já podem verificar o resultado. As informações foram divulgadas na quinta-feira (2) no Sistema Enem. É necessário fazer login para acessar o resultado.

Agência Brasil

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Projetos ambientalmente sustentáveis terão financiamento acelerado

Projetos de infraestrutura com impactos ambientais e sociais positivos terão o financiamento acelerado. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia prepara mudanças no decreto que regulamenta a emissão de debêntures (títulos privados) sem cobrança de Imposto de Renda para empreendimentos da área.

Segundo a pasta, as mudanças pretendem atrair investidores para o financiamento de infraestrutura e fomentar o mercado de títulos verdes – títulos que financiam empreendimentos ecologicamente e socialmente corretos. O ministério pretende criar um fast track (via rápida) para a emissão de debêntures incentivadas para esse tipo de projeto.

Atualmente, o decreto relaciona sete setores que podem apresentar projetos prioritários para a emissão de debêntures incentivadas. Os empreendimentos, no entanto, só alcançam o status de prioritário após cada ministério envolvido no projeto publicar uma portaria. Os projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) dispensam a publicação das portarias para serem considerados prioritários. Agora, o governo quer estender a facilidade a projetos que ajudem o meio ambiente e a sociedade.

Segundo o Ministério da Economia, o desenvolvimento do mercado de títulos verdes representa uma opção para o Estado reorganizar a atuação na economia, regulando e induzindo investimentos privados no setor de meio ambiente, num momento em que o desequilíbrio nas contas públicas impede o governo de gastar mais.

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Privatização dos Correios deve entrar na pauta do Senado no início do segundo semestre

Aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estimam que as primeiras propostas de privatização de estatais vão chegar à Casa no início do segundo semestre. A expectativa é a de que Correios inaugure a lista, juntamente com a EPL (Empresa de Planejamento e Logística).

Na semana passada, após defender que os Correios continuem sendo uma empresa pública, o presidente da estatal, general Juarez Cunha, disse, para os funcionários da estatal, que estão sendo feitos estudos para a abertura de capital da empresa.

“Com vistas à modernização da empresa, já iniciamos estudos para a abertura do capital da empresa. Isso é uma medida fundamental, importante, de maneira que possamos ter um quadro de sócios minoritários”, afirmou.

Essa semana os Correios abriram um Plano de Desligamento Voluntário (PDV), cujas inscrições vão de 2 de maio a 12 de junho.

Fonte: Blog do BG

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: COMO CRIAR O HÁBITO DA LEITURA DIÁRIA COM ALBANO DO SEJA UMA PESSOA MELHOR

Na sessão DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta segunda-feira temos mais um resumo animado de Albano do Seja Uma Pessoa Melhor. Desta vez sobre “Como Criar o Hábito de Ler”. Não deixe de assistir este vídeo. é de grande valia!

Fonte: Seja Uma Pessoa Melhor

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DICA DE LIVRO: PARE DE SE SABOTAR E DÊ A VOLTA POR CIMA DE FLIP FLIPPEN

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira estou indicando um livro de AUTOCONHECIMENTO muito interessante, pois trata de um tema que acontece com muita gente, a AUTOSABOTAGEM. Flip Flippen convida: “Pare de se sabotar e dê a volta por cima”, como se livrar dos comportamentos que atrapalham  sua vida.

SINOPSE

O que aconteceria se, em vez de você se concentrar naquilo que já fez bem, passasse a identificar seus pontos fracos, aqueles comportamentos que já viraram hábito mas que continuam a impedir que alcance seu melhor desempenho?

Em Pare de se sabotar e dê a volta por cima, Flip Flippen mostra a importância do autoconhecimento para se alcançar a satisfação pessoal e sucesso profissional.

Ele acredita que, uma vez identificadas as limitações de cada personalidade, é possível superá-las de forma definitiva e atingir resultados gratificantes.

O autor analisa diversos tipos de personalidade e apresenta exemplos da vida real com os quais teve contato ao longo de sua carreira de psicoterapeuta, revelando como as soluções inusitadas que sugeria para cada caso levaram os indivíduos a refletir sobre seus comportamentos limitadores e a mudar de atitude a fim de alcançar objetivos profissionais e pessoais.

O programa de superação das limitações pessoais apresentado neste livro é bem simples e já ajudou a melhorar a vida de milhares de indivíduos, entre os quais líderes empresariais, executivos do mercado financeiro, educadores a atletas.

Ao corrigir comportamentos negativos, você irá se surpreender com um aumento considerável em sua produtividade e uma melhora nos relacionamentos pessoais.

Pare de se sabotar e dê a volta por cima: Como se livrar dos comportamentos que atrapalham sua vida por [Flippen, Flip]

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: EQUILÍBRIO MENTE E CORPO DE DANIEL GOLEMAN & GURIN

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira sugiro a leitura do livro Equilíbrio Mente e Corpo de Daniel Goleman e Joel Gurin que ensina como usar a sua mente para ter uma saúde melhor.

O poder da mente é infinito e pode realizar autocuras desde que você acredite de verdade. Neste livro o autor ensina como dominar e utilizar a sua mente na autocura.

Fonte: Amazon

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ÚLTIMAS NOTÍCIAS DESSA SEGUNDA-FEIRA

 

Bolsonaro visita o Muro das Lamentações em Jerusalém e comenta a reação palestina à decisão brasileira de abrir um escritório comercial na cidade sagrada: “É direito deles reclamar”. A Lava Jato no Rio recorre para mandar Temer e Moreira Franco de volta à prisão. No Reino Unido, o impasse sobre o Brexit continua após o Parlamento britânico rejeitar as quatro alternativas apresentadas ao acordo de Theresa May. E um assalto dentro de uma universidade na Paraíba deixa dois baleados e mais de 10 feridos.

INTERNACIONAIS

Bolsonaro em Israel

Bolsonaro posou para foto ao lado de Netanyahu no Muro das Lamentações — Foto: Menahem Kahana/Pool via REUTERS

Bolsonaro posou para foto ao lado de Netanyahu no Muro das Lamentações — Foto: Menahem Kahana/Pool via REUTERS

No 2º dia de visita a Israel, o presidente Jair Bolsonaro visitou o Muro das Lamentações, em Jerusalém, ao lado do premiê israelense, Benjamin Netanyahu. A estrutura é um local sagrado do judaísmo e fica na parte oriental da cidade.

Escritório em Jerusalém

Antes da visita, o presidente comentou a reação palestina à decisão brasileira de abrir um escritório comercial em Jerusalém: “É direito deles reclamar”. Ontem, a Autoridade Palestina chamou o embaixador em Brasília, Ibrahim Alzeben, para consultas. Hoje, o diplomata chamou a decisão de “passo desnecessário” e disse que embaixadores de países árabes pediram uma audiência com Bolsonaro.

Entenda: Jerusalém não é reconhecida internacionalmente como a capital israelense. No entanto, Estados Unidos e Guatemala transferiram, no ano passado, suas respectivas representações diplomáticas, que antes ficavam em Tel Aviv, para a cidade. Bolsonaro chegou a prometer fazer o mesmo, mas recuou.

Israel x Oriente Médio

O Brasil exportou no ano passado US$ 14,2 bilhões para os países do Oriente Médio, sem contar Israel, segundo dados do Ministério da Economia. Considerando somente Israel, foram US$ 321 milhões em exportações. Agora, os exportadores temem retaliação de países da região depois que Bolsonaro anunciou representação comercial em Jerusalém.

NACIONAIS

Golpe de 1964

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Palácio do Planalto divulgou um vídeo que nega o golpe de 1964 por ‘decisão do presidente’. O material foi enviado no domingo por um canal de comunicação da Presidência, que informou não saber quem produziu e quem compartilhou o material.

“Decisão do presidente. Foi divulgado pelo Planalto, é decisão dele” – Hamilton Mourão

Temer na mira

Ex-presidente Michel Temer é levado preso após ser abordado pela Polícia Federal no meio de uma via em São Paulo — Foto: Mariana Mendez/Band TV via AFP

Ex-presidente Michel Temer é levado preso após ser abordado pela Polícia Federal no meio de uma via em São Paulo — Foto: Mariana Mendez/Band TV via AFP

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu para que o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e mais 6 denunciados voltem para a prisão. O grupo é alvo de operação contra desvios em obras da usina nuclear de Angra 3. Temer foi solto há uma semana após passar 4 noites na sede da PF no Rio de Janeiro.

Tatuador preso

Tatuador era considerado foragido e foi levado para delegacia na Região Metropolitana — Foto: Carlos Eduardo Alvim/TV Globo

Tatuador era considerado foragido e foi levado para delegacia na Região Metropolitana — Foto: Carlos Eduardo Alvim/TV Globo

A polícia de Minas Gereis recebeu novas queixas contra o tatuadorLeandro Caldeira Alves Pereira, suspeito de assédio sexual. Desde 19 de março, 15 mulheres denunciaram abusos sofridos durante sessões de tatuagens. Leandro, que foi preso ontem e levado hoje para presídio, nega as acusações.

Tiros em universidade

Um tiroteio durante assalto na Universidade Estadual da Paraíba(UEPB), em Campina Grande, deixou um vigilante e uma estudante baleados. Outros alunos se feriram durante tumulto e, ao todo, 16 pessoas foram levadas para o hospital. Os criminosos fingiram ser estudantes e entraram no campus escondendo um fuzil dentro de um estojo de violão. O grupo armado assaltou um carro-forte no local e fugiu em seguida levando um malote de dinheiro. Ninguém foi preso.

Força do rock no Lolla

Arctic Monkeys, Kings of Leon, The 1975: G1 comenta em vídeo como serão os shows de três das mais aguardadas atrações roqueiras do Lollapalooza. Todas já vieram ao Brasil em anos anteriores e mudaram um pouco a sonoridade.

Bandas de rock agitam o Lollapalooza 2019

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Tudo tinha marca de fabricação de 1995 — Foto: Mayara Oliveira/Arquivo Pessoal

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Fonte: G1

Estados pouparão R$ 329,5 bilhões em dez anos com reforma da Previdência, diz ministério

 

Estudo do Ministério da Economia aponta que, se aprovada, a reforma da Previdência vai gerar uma economia de R$ 329,5 bilhões para os estados em dez anos.

A projeção, obtida pela TV Globo e pela GloboNews nesta segunda-feira (1º), revela que a maior parte do alívio nas contas acontecerá devido à mudança nas regras para servidores públicos: uma redução nos déficits estaduais (despesas maiores do que receitas) de R$ 277,4 bilhões no período, segundo a previsão da pasta.

Outros R$ 52,1 bilhões correspondem à alteração nas regras para policiais militares e bombeiros.

A proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, enviada pelo governo ao Congresso, prevê que as mudanças para os servidores valerão automaticamente para os estados assim que o texto virar lei.

Se a PEC for aprovada como proposta pelo governo, haverá uma idade mínima de aposentadoria de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, e a exigência de 25 anos de contribuição. O projeto também prevê uma regra de transição para quem já está no serviço público.

O projeto de lei que altera o regime previdenciário e prevê uma reestruturação das carreiras dos militares também vincula os policiais militares e bombeiros às novas regras. A principal alteração é o aumento de 30 para 35 anos no tempo de serviço.

Além disso, a alíquota de contribuição dos militares, ativos e inativos, para as pensões, passará de 7,5% para 10,5% do total do soldo. Os pensionistas, atualmente isentos, também passarão a contribuir.

G1

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Vale tem 17 barragens sem declaração de estabilidade válida

Foto: Washington Alves/Reuters

A Vale divulgou hoje (1º) informações atualizadas sobre as declarações de estabilidade necessárias para que cada barragem possa ser utilizada em suas operações. De acordo com a mineradora, foram renovadas as declarações de 80 estruturas que tinham validade até ontem (31). Por outro lado, não houve renovação para outras 17.

A declaração de estabilidade é emitida por uma empresa auditora que deve ser contratada pela mineradora. A confiabilidade do documento, porém, passou a ser questionada a partir da tragédia de Brumadinho (MG), ocorrida em 25 de janeiro, quando uma barragem na Mina do Feijão se rompeu causando mais de 200 mortes. A estrutura tinha uma declaração válida, emitida pela empresa alemã Tüv Süd, em setembro de 2018. e assinada pelo engenheiro Makoto Namba. Em depoimento no curso da investigação que apura as causas do rompimento, ele disse ter se sentido pressionado por um executivo da Vale para conceder o documento.

Desde então, a Justiça mineira tem atendido diversos pedidos formulados em ações movidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para paralisar outras barragens e exigir a contratação de novas auditorias externas para verificar a segurança das estruturas. Há casos em que a própria a Vale se antecipou e interrompeu as operações. Quatro dias após a tragédia, a mineradora também anunciou a descaracterização de estruturas ) que utilizavam o método de alteamento a montante. Trata-se da mesma técnica adotada na barragem que se rompeu em Brumadinho, a mesma que gerou a tragédia de Mariana (MG), em novembro de 2015, quando morreram 19 pessoas e dois distritos ficaram destruídos.

De acordo com as informações divulgadas pela Vale, entre as 17 barragens que não tiveram a declaração de estabilidade renovada, estão sete que tiveram recente elevação no nível de segurança para 2, levando ao acionamento de sirenes e gerando a necessidade de evacuação de casas situadas na zona de autossalvamento, ou seja, em toda a área que poderia alagada em menos de 30 minutos ou que se situa a uma distância de menos de 10 quilômetros.

Centenas de pessoas estão fora de suas residências nas cidades mineiras como Nova Lima, Ouro Preto e Barão de Cocais. Há quatro as barragens que já sofreram uma segunda elevação no nível de segurança , dessa vez para 3, o último na escala de alerta. Essa mudança deve ser feita quando há risco iminente de ruptura. Diante desse cenário, as populações que vivem nas áreas abrangidas pela mancha de inundação estão sendo treinadas em simulados organizados pela Defesa Civil de Minas Gerais.

Para assegurar a reparação dos prejuízos causados aos moradores que deixaram suas casas, o MPMG também tem conseguido decisões favoráveis para bloquear recursos da Vale. A última liminar, proferida na sexta-feira (29) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), estabelece o bloqueio de R$ 1 bilhão diante dos danos gerados pela situação da barragem Vargem Grande, em Nova Lima. Ao todo, estão bloqueados mais de R$ 17 bilhões das contas da Vale, o que inclui ainda as decisões que buscam assegurar recursos para o pagamento das indenizações aos atingidos pela tragédia de Brumadinho.

Interdição

Das 17 barragens que não tiveram suas declarações de estabilidade renovadas, há 10 que ainda não haviam passado por nenhuma alteração recente no nível de segurança. A mineradora informou que elas foram interditadas e passarão agora para nível 1, que não requer evacuação. A retomada das operações nas estruturas está condicionada à realização de estudos complementares e à conclusão de obras de reforço que já estão em andamento.

“Os auditores externos reavaliaram todos os dados disponíveis e novas interpretações foram consideradas em suas análises para determinação dos fatores de segurança, com a adoção de novos modelos constitutivos e parâmetros de resistência mais conservadores”, informou a Vale em nota. Segundo a mineradora, a perda das declarações de estabilidade não altera a projeção de vendas de minério de ferro e pelotas divulgadas na semana passada. O volume de vendas de minério de ferro em 2019 está projetado entre 307 e 332 milhões de toneladas.

Confira a situação das 17 barragens que estão sem declaração de estabilidade

Nível de emergência 3 e zona de autossalvamento evacuada

– Barragem Sul Superior da Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais

– Barragem B3/B4 da Mina de Mar Azul, em Nova Lima

– Barragens Forquilha I do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

– Barragens Forquilha III do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

Nível de emergência 2 e zona de autossalvamento evacuada
– Barragens Forquilha II do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

– Barragens Grupo do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

– Barragem Vargem Grande do Complexo de Vargem Grande, em Nova Lima

Nível de emergência 1

– Dique Auxiliar da Barragem 5 da Mina de Águas Claras, em Nova Lima

– Dique B da Mina de Capitão do Mato, em Nova Lima

– Barragem Capitão do Mato da Mina de Capitão do Mato, em Nova Lima

– Barragem Maravilhas II do Complexo de Vargem Grande, em Nova Lima

– Dique Taquaras da Mina de Mar Azul, em Nova Lima

– Barragem Marés II do Complexo de Fábrica, em Ouro Preto

– Barragem Campo Grande da Mina de Alegria, em Mariana

– Barragem Doutor da Mina de Timbopeba, em Ouro Preto

– Dique 02 do sistema de barragens de Pontal, em Itabira

– Barragem VI da Mina do Feijão, em Brumadinho

Gráfica responsável por imprimir o Enem decreta falência e ameaça exame

A RR Donnelley, multinacional responsável por imprimir o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2009, declarou nesta segunda-feira (01) que “precisou encerrar suas operações no Brasil” por causa das “atuais condições de mercado”, de acordo com informações do Estadão.

Segundo a reportagem, o cronograma ideal de produção do material esperava que a gráfica recebesse a prova ainda neste mês ou, no máximo, em maio, para que o Enem não atrasasse. As inscrições para o exame começaram nesta segunda-feira. A prova está marcada para ser aplicada em novembro.

“Não é qualquer gráfica que pode imprimir o Enem, há um risco grande”, disse Ocimar Olavarse, especialista em avaliação e professor da Universidade de São Paulo (USP), ao Estadão.

Ainda de acordo com o Estadão, a RR Donnelley assumiu a impressão do Enem quando a prova foi roubada e cancelada em 2009, na gestão de Fernando Haddad no MEC. O episódio foi revelado pelo Estado na época. Depois disso, os contratos foram prorrogados para se manter a mesma gráfica.

Uma licitação foi feita em 2016, mas a RR Donnelley venceu novamente. A Gráfica Plural entrou com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) alegando que havia “direcionamento do certame” por causa de “exigências restritivas que teriam a impedido de participar da disputa mesmo tendo uma das maiores capacidades instaladas do país”.

Ficou provado que o roubo se deu dentro da gráfica Plural, que havia sido contratada por uma empresa (que ganhou licitação para aplicar a prova) para imprimir o Enem. Desde então, o Inep instaurou diversos processos de logística e segurança para fazer a avaliação. A contratação da gráfica passou a ser de responsabilidade do Inep e não mais da empresa que aplica o Enem.

Estadão Conteúdo

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Além de Temer, MPF pede que outros sete sejam presos novamente

O Ministério Público Federal (MPF) pediu, na tarde desta segunda-feira (1º), que o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e mais seis acusados na Operação Descontaminação sejam presos novamente.

A operação Descontaminação foi feita a partir de uma investigação sobre desvios envolvendo a obra da usina nuclear de Angra 3 e a Eletronuclear. Na semana passada, o MP já tinha apresentado duas novas denúncias sobre o caso – os envolvidos respondem por crimes como corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Caso a Justiça não concorde com a nova prisão, o MPF pede que o ex-presidente seja colocado em prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Além disso, os investigadores querem que Temer seja proibido de manter contato com os acusados.

Alvos do novo pedido de prisão

– Michel Temer
– Moreira Franco
– João Baptista Lima Filho (Coronel Lima)
– Maria Rita Fratezi
– Carlos Alberto Costa
– Carlos Alberto Costa Filho
– Vanderlei de Natale
– Carlos Alberto Montenegro Gallo

Soltura

A soltura dos sete foi determinada há uma semana, na segunda-feira passada (25). A decisão foi do desembargador Antonio Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), em liminar (decisão de caráter temporário).

Em um trecho do recurso desta segunda, os procuradores regionais da República afirmam que a concessão do habeas corpus por Athié representou “inegável violação do principío da colegialidade, que se mantivera até o presente momento como padrão de julgamento em todos os recursos relacionados à operação Lava Jato no Rio de Janeiro”.

Segundo o MPF, não havia abertura jurídica para que o relator concedesse “açodadamente a ordem de habeas corpus em detrimento da prévia manifestação do Ministério Público Federal e do necessário debate entre os desembargadores da primeira turma especializada”.

Athié chegou a marcar o julgamento do habeas corpus dos sete na Primeira Turma Especializada do TRF-2, mas decidiu monocraticamente (ou seja, sem submeter ao órgão colegiado). Caso Athié não reconsidere sua decisão, o pedido protocolado nesta segunda deve ser julgado pela Turma.

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 POLÍTICA

Bolsonaro publica foto com arma em Israel e defende armamento da população

O presidente Jair Bolsonaro publicou nesta segunda-feira, 1, uma foto em rede social segurando uma submetralhadora. Marcando sua localização em Jerusalém, Israel, onde desembarcou neste domingo para viagem oficial, Bolsonaro escreveu na legenda da foto texto favorável ao decreto assinado em janeiro que flexibiliza o posse de armas de fogo no Brasil.

“O que torna uma arma nociva depende 100% das intenções de quem a possui. Defendo a liberdade, com critérios, para cidadãos que querem se proteger e proteger suas famílias”, escreveu o presidente.

Rebatendo críticas de especialistas a respeito da fraca fiscalização possibilitada com o novo decreto, além da opinião pública que aponta aumento do índice de violência com a legalização da posse, Bolsonaro conclui o texto afirmando que “Leis de desarmamento só funcionam contra aqueles que respeitam as leis; quem quer cometer crimes já não se preocupa com isso”.

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Todos brincam mas esse rapaz que foi afastado do exército por insanidade mental ele é uma das besta do apocalipse, gente vamos acordar, pastor da minha igreja falou isso ontem e agora me toquei.

Bolsonaro pede estudo sobre horário de verão; presidente analisa extinção da mudança nos relógios

O presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, um estudo para que ele possa avaliar a possibilidade de extinguir o horário de verão. Segundo o ministro, o estudo com prós e contras já está pronto e será apresentado ao presidente assim que possível.

O presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, um estudo para que ele possa avaliar a possibilidade de extinguir o horário de verão. Segundo o ministro, o estudo com prós e contras já está pronto e será apresentado ao presidente assim que possível.

– O presidente já deu declarações no passado de que era contrário ao horário de verão. Mas pediu de forma totalmente isenta para que eu apresente o estudo para ele tomar a decisão – disse Albuquerque, que está em Jerusalém na comitiva que participa da visita presidencial a Israel.

O ministro lembrou que “metade do país já não tem mais horário de verão”, que está em vigor no Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Albuquerque disse que em conversas com o ministro da Energia israelense, Yuval Steinitz, foram apontadas diretrizes para a cooperação em setores que interessam aos dois países, como óleo, gás e biocombustíveis, “principalmente naquilo que diz respeito a startups e desenvolvimento de novas tecnologias e inovação”.

Ele acrescentou que a Petrobras demonstrou interesse nos leilões para exploração de 19 áreas de gás natural que Israel fará em breve, e para isso mandou uma carta ao governo israelense para obter mais informações.

O Globo

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Boeing deve revisar alterações do sistema MCAS nos 737 MAX, diz FAA

A empresa aeronáutica Boeing deve rever as modificações feitas no seu sistema de estabilização MCAS, que foi envolvido na queda fatal de uma aeronave 737 MAX em 8 de outubro, informou a Administração Federal de Aviação (FAA) nesta segunda-feira (1).

“A FAA não vai aprovar o programa (…) enquanto a agência não estiver satisfeita” com a atualização que lhe foi apresentada, disse o regulador de transporte aéreo americano.

A decisão representa um golpe para a Boeing, que anunciou em 27 de março que havia finalizado as modificações do MCAS e estava disposta a trabalhar com os reguladores para obter a autorização para colocar seu 737 MAX de volta no céu.

A FAA proibiu voos desse modelo após o acidente que deixou 157 mortos na Etiópia em 10 de março. Essa catástrofe apresentou várias semelhanças com as quais ele tirou a vida de 189 pessoas em outubro no mar de Java.

AFP

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Após rumores de falência da empresa que imprime provas do Enem, Governo pede apoio da Casa da Moeda

O Inep consultou neste ano a Casa da Moeda para ajudar na impressão do Enem. O pedido foi tema de uma reunião no último dia 11, em Brasília. A informação de que a gráfica RR Donnelley passava por dificuldades já circulava havia mais de um mês dentro do Inep, órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo Enem e outras avaliações.

O anúncio da falência da empresa preocupa servidores do instituto com relação à realização do exame, marcado para novembro e porta de entrada para praticamente todas as universidades federais.

Participaram da reunião no mês passado o ex-presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, e o diretor de Inovação e Mercado da Casa da Moeda, Ary Vicente de Santana, além de outros dois superintendentes.

Os membros da Casa da Moeda, que ficam no Rio, viajaram a Brasília especialmente para falar do assunto, a pedido do Inep.

O Inep consultou neste ano a Casa da Moeda para ajudar na impressão do Enem. O pedido foi tema de uma reunião no último dia 11, em Brasília. A informação de que a gráfica RR Donnelley passava por dificuldades já circulava havia mais de um mês dentro do Inep, órgão do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo Enem e outras avaliações.

O anúncio da falência da empresa preocupa servidores do instituto com relação à realização do exame, marcado para novembro e porta de entrada para praticamente todas as universidades federais.

Participaram da reunião no mês passado o ex-presidente do Inep, Marcus Vinicius Rodrigues, e o diretor de Inovação e Mercado da Casa da Moeda, Ary Vicente de Santana, além de outros dois superintendentes.

Os membros da Casa da Moeda, que ficam no Rio, viajaram a Brasília especialmente para falar do assunto, a pedido do Inep.

Agência Brasil

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Relator da reforma da Previdência apresentará parecer dia 9 de abril

Foto: Agência Câmara 

O relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), disse hoje (1º) que deve apresentar o parecer sobre a medida no dia 9 de abril. No entanto, segundo o parlamentar, mudanças no cenário político podem antecipar o relatório.

“Tem condição de apresentar [o relatório] inclusive antes, a depender do cenário político. Nesse momento, está mantida a data do dia 9 de abril para apresentar”, disse. Para Freitas, uma relação harmônica entre Executivo e Legislativo pode agilizar a tramitação da proposta.

O relator afirmou que pretende apresentar um relatório global, ou seja, sem o fatiamento da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O deputado assegurou que a CCJ aprovará o parecer que deve ser apresentado na próxima semana.

“O que se observa nesse momento, em uma análise prévia sem antecipar juízo de valor, é perfeitamente possível que a Comissão de Justiça aprecie essa questão e entenda pela constitucionalidade. Mas só vamos enfrentar essa questão quando do relatório”, disse. “Não tenho dúvidas que o relatório que for apresentado na Comissão será aprovado”, completou.

Tramitação

A CCJ da Câmara é a porta de entrada da reforma da Previdência no Legislativo. A comissão analisará se a proposta está em conformidade com a Constituição. Depois, o texto segue para discussão em comissão especial e, quando aprovado, é votado pelo plenário. Para ser aprovada, a medida precisa de apoio de dois terços dos deputados por se tratar de Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Dessa forma, precisa ser aprovada por 308 deputados, em dois turnos de votação, para seguir para o Senado.

A previsão de Freitas é que dias 10 e 11 de abril fiquem destinados a eventuais pedidos de vista, e no dia 17 de abril o relatório seja votado na Comissão de Constituição e Justiça.

O presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), ressaltou hoje que está sendo realizado um estudo técnico e político para antecipar questões que poderão ser apresentadas por parlamentares da oposição no colegiado.

“A gente está tentando antecipar algumas questões de tramitação ou de requerimentos que a oposição possa apresentar, questões normais dentro do regimento interno. No entanto é essa a questão que podermos falar: preparação e antecedência a questões que podem ser levantadas”, argumentou.

Agência Brasil

Fonte: Blog do BG

 

Por TV Globo

 


Falha no sistema do governo impede aprovados no Fies de irem às aulas

Falha no sistema do governo impede aprovados no Fies de irem às aulas

As falhas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fizeram o Ministério da Educação (MEC) prorrogar até esta sexta-feira (5) o prazo para os estudantes selecionados na modalidade Fies conseguirem concluir sua inscrição no sistema. Milhares de universitários aprovados pelo programa estão sem poder ir à aula em universidades particulares por causa do problema, que tem impedido a conclusão do processo e a garantia da matrícula.

“Diante das dificuldades verificadas, o MEC esclarece que não haverá prejuízo ao estudante para a contratação do Fies. O prazo para validação da inscrição pela instituição de ensino foi ampliado para o dia 5 de abril”, afirmou o ministério, em nota.

Karen Castro foi selecionada no dia 25 de fevereiro para cursar a faculdade. As aulas já haviam começado, mas ela levou ainda outros 20 dias para conseguir se matricular por causa da burocracia. No fim, perdeu um mês de aula e até hoje não assinou o contrato de financiamento com a Caixa.

“Eu ainda não sei se vou perder ou não o semestre, se vai dar certo, e espero que dê. Eu tô perdendo dinheiro indo pra faculdade, comprando almoço, acordando cedo, tenho que pegar o ônibus 6h20. E sem a certeza se eu vou conseguir estudar ou não”, afirmou Karen, que aparece como “desistente” nos registros da faculdade (assista no vídeo acima).

Entenda o problema

O resultado da chamada única do Fies do primeiro semestre de 2019 foi divulgado em 25 de fevereiro. Inicialmente, o edital previa o período entre 26 de fevereiro a 7 de março, para a fase de complementação da inscrição, que é quando os estudantes apresentam documentos mostrando que preenchem os requisitos para participar do programa.

Porém, quando os estudantes chegavam à fase de efetivamente fechar o contrato do Fies com a Caixa Econômica Federal, eles são informados de que faltam informações no cadastro para finalizar o processo.

No mês passado, esse prazo já havia sido prorrogado até 11 de março. Agora, o MEC afirmou, em nota que adiaria novamente o prazo até a próxima sexta.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) informou ao Jornal Nacional que foi identificado um problema sistêmico, e que essa falha tem impedido a troca de informações com o agente financeiro em relação aos candidatos pré-selecionados do Fies.

O Fundo disse ainda, em nota divulgada nesta segunda-feira (1º), que casos de erros ou problemas no sistema podem levar o MEC ou os bancos operadores do programa a prorrogarem o prazo de conclusão da inscrição até 30 de junho (leia a íntegra da nota no fim da reportagem).

Estudantes sem matrícula

O programa oferece 100 mil contratos de financiamento em cursos de graduação em universidades privadas e é atrativo por não terem taxa de juros, além das condições de pagamento do financiamento após a conclusão da graduação.

Mas, enquanto não conseguem resolver o problema, estudantes selecionadas a um contrato de financiamento do Fies neste semestre agora contam que correm o risco de sofrer prejuízos acadêmicos.

“Eu tô desde o dia 1º de março tentando finalizar o meu contrato com a Caixa e eu não consigo”, reclamou a estudante Elen Alves. Luisa Bastos Lira também tem o mesmo problema. “Quanto tempo mais de aula a gente vai precisa perder até que eles resolvam esse erro? Qual vai ser o prejuízo acadêmico pra gente?”

Sólon Caldas, diretor-executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), disse que a orientação é que as faculdades aceitem a matrícula dos alunos enquanto o problema não for resolvido. Mas ele admite muitos podem perder o semestre.

“Os alunos que não estão frequentando as aulas por um motivo qualquer, eles têm duas opções: ou ele vai reprovar o primeiro semestre por conta das faltas, ou ele pode ingressar a partir do segundo semestre. Essa é a melhor opção.” – Sólon Caldas, diretor-executivo da Abmes

Leia a íntegra da nota do FNDE

“Foi identificado um problema sistêmico que tem impedido a troca de informações com o agente financeiro em relação aos candidatos pré-selecionados do Fies referente a este primeiro semestre de 2019. Nesse contexto, de acordo com o Edital SESU/MEC nº 1, de 2.1.2019, item 6.2 das disposições finais, os estudantes não serão prejudicados em relação ao prazo para contratação do financiamento tendo em vista que haverá prorrogação e, assim, poderão contratar normalmente o financiamento estudantil, desde que atendidos os demais requisitos para concessão do financiamento, nos termos da Portaria MEC nº 209, de 2018, e dos normativos vigentes da modalidade Fies. Veja abaixo trecho de edital que aponta essa possibilidade:

6.2. Exclusivamente para a modalidade Fies, em caso de erros ou da existência de óbices operacionais por parte da IES, da CPSA, do agente financeiro ou dos gestores do Fies, que resultem na perda de prazo para validação da inscrição e contratação do financiamento pelo CANDIDATO pré-selecionado, a SESU/MEC ou o agente operador do Fies, a depender do momento em que o erro ou óbice operacional for identificado, poderão, até o dia 30 de junho de 2019, adotar as providências necessárias à prorrogação dos respectivos prazos, nos termos do art. 107 da Portaria MEC nº 209, de 2018, após o recebimento e avaliação das justificativas apresentadas pela parte interessada e, se for o caso, autorização da SESu/MEC sobre a existência de vagas.”

7 perguntas para não cair em uma cilada no Fies

7 perguntas para não cair em uma cilada no Fies

Fonte: G1RN

 

Por G1 RN

 


Madson Vidal médico RN — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

Madson Vidal médico RN — Foto: Acson Freitas/Inter TV Cabugi

O médico potiguar Madson Vidal fez um desabafo em sua rede social no último domingo (31) ao relatar a dificuldade para conseguir marcar um transplante de coração com urgência para uma paciente de 7 anos de idade, que está internada e sobrevive com ajuda de aparelhos no Hospital Rio Grande, na Zona Leste de Natal.

O relato do médico, que ganhou repercussão nas redes sociais do estado, clamava por um decisão rápida para Brunna Silveira Lopes pudesse receber o novo órgão. “Não se deveria fazer contas ou haver ‘burocracias’ para tentar salvar uma vida”, exclamou na publicação.

O médico contou ao G1 que Brunna nasceu com um problema chamado “transposição das grandes artérias” e que ela havia passado por um cirurgia paliativa ainda quando bebê. A criança, que pesa 30 quilos, sempre recebeu acompanhamento médico pela sua condição. Há 14 dias, ela precisou passar por um novo procedimento para melhorar a sua oxigenação, porque seu tom de pele estava cada vez mais “roxo”. Neste novo procedimento, no entanto, o coração não suportou a circulação.

Brunna, que é paciente do Sistema Único de Saúde (SUS), hoje sobrevive por estar ligada a uma máquina de “oxigenação por membrana extracorpórea”, conhecida como ECMO. Ela chegou a ser retirada dos tubos, mas não teve resistência para ficar sequer oito horas longe dos aparelhos.

Em meio a esse processo, o médico Madson Vidal e sua equipe pediram para realizar o transplante do coração, o que foi negado pela Central Nacional de Transplantes, já que o Hospital Rio Grande não havia sido credenciado para isso. Nenhuma outra unidade foi indicada, no entanto, apesar da urgência solicitada. A equipe médica recorreu à Justiça, mas também teve o pedido negado. “Enquanto isso, ela continua na UTI em estado grave”, lamentou o médico, que já havia reclamado em sua postagem: “A burocracia é a mais importante que a vida e mata”.

O apelo do médico nas redes sociais levantou a possibilidade de que Brunna seja levada para Recife para a realização do transplante, ainda sem data definida. “Ela vai precisar ser levada numa UTI aérea. Tem um transporte delicado, tem um risco, claro, mas a gente sabe que está tentando”, explicou.

Pela situação delicada, Madson Vidal explica que a menina deve entrar na lista de prioridades da Central Nacional de Transplantes. “É importante que tudo se desenvolva de forma rápida. Isso porque hoje ela está ligada a máquina de ECMO, que pode lhe causar uma infecção ou outra complicação”, fala.

Fonte: G1RN
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DICA DE LIVRO: DECEPCIONADO COM DEUS DE PHILIP YANCEY

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira estou indicando um livro que merece profunda reflexão, pois trata de FÉ. A fé que muita gente perde ao longo da caminhada evolutiva por não obter respostas de Deus para os percalços, decepções e sofrimentos que a vida lhes impõe.

SINOPSE:

Decepcionado com Deus vem consolidando sua condição de clássico da literatura devocional moderna. Nele, o renomado jornalista e escritor Philip Yancey – cuja teologia solidamente estruturada destoa do triunfalismo inconseqüente que caracteriza muitos de seus contemporâneos – aborda, com extrema ousadia, um assunto que a maioria dos cristãos prefere evitar: as decepções comuns à experiência cristã. A partir de casos relatados na Bíblia e outros que testemunhou, nos quais pessoas cheias de fé e amor enfrentarem situações de profunda dor e angústia, o autor de Alma Sobrevivente aceita o desafio e confronta as três perguntas que colocam a fé em xeque: Deus é injusto? Deus está calado? Deus está escondido? Mesmo sem a pretensão de responder a elas, Yancey se dispõe a encontrar o sentido do sofrimento no aperfeiçoamento da relação entre o Criador e os seres humanos, bem como na restauração da condição original de sua Criação. Esta nova edição chega ao público brasileiro com texto revisado, capa moderna, formato maior, mais páginas, diagramação mais funcional e acabamento de primeira linha. O resultado é um livro mais elegante na apresentação, mantendo o conteúdo que o transformou num dos mais importantes títulos sobre a vida cristã lançados nos últimos anos.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: INTELIGÊNCIA MULTIFOCAL DE AUGUSTO JORGE CURY

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico um livro focado na multifacetada inteligência emocional, do renomado Augusto Cury.

O estereótipo da estética, a moda, a tecnologia, o consumismo e a cotação do dólar e das ações nas bolsas de valores são prioridades da vida moderna que limitam o ser humano a pensar apenas em si mesmo e nos seus afazeres. Vivendo nesse mundo, as pessoas não conseguem aprender a se interiorizar, a trabalhar suas perdas e frustrações e a se colocar no lugar do outro e perceber suas dores e necessidades psicossociais. Inteligência Multifocal é um livro que caminha na contramão desse mundo, apresentando mais de trinta elementos essenciais para a formação da inteligência humana. Baseada na filosofia e na psicologia, a nova teoria sobre o funcionamento da mente promove a formação do homem como pensador e engenheiro de ideias.

Inteligência Multifocal por [Cury, Augusto]

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: DEUS, DE DEEPAK CHOPRA

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira estou indicando uma leitura bastante reflexiva de autoria do grande médico e escritor Deepak Chopra: “DEUS”. Para crentes, não crentes, ateus ou seguidor de qualquer crença ou religião.

SINOPSE:

Sinopse: Há anos, Deepra Choprak, o guru indiano e mestre espiritual de milhões de pessoas em todo mundo, como Madonna e George Harrison, vem estudando a história e a força permanente de grandes líderes espirituais da História da Humanidade, tais como Jesus Cristo, Maomé e Buda, lançando livros que são best-sellers internacionais, somando mais de 65 milhões de exemplares vendidos. Agora, Deepra Choprak nos apresenta o auge do seu estudo, pois ele vai nos mostrar que, desde sempre, o homem traz em si a presença de Deus: uma presença e uma necessidade que faz parte do homem. Deus, de Deepra Chopra é um livro fundamental, para todos os leitores, de todas as idades e crenças religiosas, e mesmo para aqueles que não têm religião ou são ateus ou agnósticos, pois em Deus, Deepra Choprak nos mostra, ao longo do tempo, a história desse fundamento que faz do homem o que o homem é: para além do corpo, da natureza, e do tempo, o homem busca conceitos perenes, como a verdade e a ética. Sobre o autor: Guru de estrelas como Madonna e Lady Gaga, Deepak Chopra é autor de mais de 65 livros, traduzidos para mais de 80 línguas. Médico indiano radicado nos Estados Unidos, o autor é reconhecido como um dos principais tradutores do pensamento oriental para o Ocidente. Entrou mais de vinte vezes na lista de best-sellers de ficção e não ficção do jornal The New York Times.

Fonte: Amazon

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REFLEXÃO: PRECISAMOS PARAR DE CULPAR A, B, C OU D PELAS NOSSAS MAZELAS E ASSUMIR A NOSSA INCOMPETÊNCIA

Na sessão REFLEXÃO desta quarta-feira resolvi publicar o discurso do Presidente Oscar Arias, da Costa Rica, na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago em 18 de abril de 2009. Nesse discurso o eminente presidente reconhece que o a culpa de todas as mazelas dos países caribenhos e latino americanos é a educação. A falta de investimento na educação está tornando esses países cada vez mais pobres. Leia o texto, reflita e tire suas conclusões!

Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica
na Cúpula das Américas em
Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009
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“Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas. Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros. Não creio que isso seja de todo justo.

Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.

Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou

menos iguais: todos eram pobres.

Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão: Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta. Certamente perdemos a oportunidade.

Há também uma diferença muito grande. Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.

Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal. Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul. Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por habitante. Bem, algo nós fizemos mal, os latino americanos.

Que fizemos errado? Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal.
Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos. Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos.

Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus. De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário. Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.

Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países. Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.

Em 1950, cada cidadão norteamericano era quatro vezes mais rico que um cidadão latinoamericano. Hoje em dia, um cidadão norteamericano é 10 15 ou 20 vezes mais rico que um latinoamericano. Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.

No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado. Porque não pode ser que o mundo rico dedique

100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo “num planeta que tem 2.500 milhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia” e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados.

*Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000* milhões em armas e soldados. Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo? Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; que não criamos a infraestrutura necessária, os
caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos; que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente; é a
desigualdade que temos que nos envergonhar realmente; é produto, entre

muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.

Vá alguém a uma universidade latinoamericana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta. Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou. Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente
pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latinoamericanos. E eu, lamentavelmente, concordo com eles. Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os “ismos” (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo…) os asiáticos encontraram um “ismo” muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o *pragmatismo*. Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha: “Bem, a verdade, queridos
camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos”. E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que “a verdade é que enriquecer é glorioso”. E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e
tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.
A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.

Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos. Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.

Muchas gracias.”
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DICA DE LIVRO: A ARTE DA GUERRA DE SUN TZU

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira estou indicando um livro que todo ser humano deveria ler independente de crença, religião, sexo ou raça. Um verdadeira lição de vida e espiritualidade. Escrito há 500 anos antes de cristo resiste ao tempo e se torna atual até os nossos dias! É show!

SINOPSE:

O que faz de um tratado militar, escrito por volta de 500 a.C., manter-se atual a ponto de ser publicado praticamente no mundo todo até os dias de hoje? Você verá que, em A arte da guerra, as estratégias transmitidas pelo general chinês Sun Tzu carregam um profundo conhecimento da natureza humana. Elas transcendem os limites dos campos de batalha e alcançam o contexto das pequenas ou grandes lutas cotidianas, sejam em ambientes competitivos – como os do mundo corporativo – sejam nos desafios internos, em que temos de encarar nossas próprias dificuldades. Se você não conhece a si mesmo nem o inimigo, sucumbirá a todas as batalhas. Sun Tzu

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: POR DENTRO DO PRIORADO DE SIÃO DE ROBERT HOWELLS

Na sessão DICAS DE LIVRO desta quarta-feira estou indicando para leitura um livro sobre mistérios ocultos, verdades secretas de uma sociedade secreta que guarda segredos sobre a vida de Jesus. Uma leitura empolgante para quem gosta do tema.

SINOPSE

Neste livro o pesquisador Robert Howells analisa muitos mistérios sobre o Priorado de Sião, uma sociedade secreta que ficou bastante conhecida por causa do best-seller O código da Vinci. Para isso, ele se baseia não só em fontes históricas, mas também e pela primeira vez em documentos fornecidos pelo próprio Priorado e em entrevistas com um de seus integrantes. Esses documentos começaram a ser divulgados principalmente para preparar o mundo para uma catástrofe de proporções globais ou o próprio apocalipse. Você será conduzido numa interessante aventura através de sociedades secretas, heresia religiosa, história alternativa e esoterismo. Qual a história dessa misteriosa organização? Quem são seus membros? O que eles escondem?

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: A ARTE DE VIVER POR EPTCTETO COM INTERPRETAÇÃO DE SHARON LEBELL

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico mais um livro sobre filosofia da escola de EPICTETO sob o olhar de Sharon Lebell: “A Arte de Viver”.

SINOPSE

Com apaixonada simplicidade, o filósofo Epicteto escreveu o primeiro e mais admirável manual do ocidente sobre como se viver melhor – com maior sabedoria, dignidade e tranqüilidade.Nascido escravo por volta do ano 55 d.C. no Império Romano, ele se tornou um dos grandes mestres do Estoicismo e dedicou sua vida a responder a duas questões fundamentais: ‘Como viver uma vida plena e feliz?’ e ‘Como ser uma pessoa com boas qualidades morais?’.Epicteto acreditava que a meta principal da filosofia é ajudar as pessoas comuns a enfrentar positivamente os desafios cotidianos e a lidar com as inevitáveis perdas, decepções e mágoas da vida. A arte de viver prega a liberdade e a tranqüilidade interiores, e demonstra que virtude e felicidade são estados estreitamente relacionados.Os 93 pensamentos precisos reunidos neste livro trazem a essência de uma filosofia cujos méritos foram comprovados pelo tempo e cuja recompensa é um inabalável e lúcido contentamento.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: DIA A DIA, UM PENSAMENTO INSPIRADOR PARA CADA DIA DO ANO DE EMMET FOX

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico um livro com escritos inéditos de Emmet Fox. Dia a dia apresenta uma compilação desse pensador a respeito da presença do amor divino em todas as instâncias da vida. Fox oferece ao leitor textos breves, sempre acompanhados de passagens da Bíblia, nas quais aborda questões que permeiam a existência e ajudam a superar as dificuldades que afligem as pessoas diariamente. Um livro para ficar na cabeceira e ser consultado diariamente.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: O MITO DO GOVERNO GRÁTIS DE PAULO RABELLO DE CASTRO

Na DICA DE LIVRO desta quarta-feira Paulo Rabello de Castro desnuda as armadilhas das políticas públicas ilusórias encontradas em 13 países como exemplo apontando que esse modelo não serve para o Brasil e que precisa sair disso o quanto antes. É uma senhora aula do que não deve ser feito na gestão de um país.

O mito do governo grátis é um fenômeno político que promete distribuir vantagens e ganhos para todos, sem custos para ninguém. Está na raiz do declínio do vigor da economia brasileira e na estagnação do seu processo produtivo. O governo grátis, como expressão de controle social, é o ápice do ilusionismo político e, no Brasil, tem sido prática corrente por sucessivos governantes, deixando um rastro de atraso, decadência e injustiça social. Podemos considerá-lo o grande adversário da prosperidade e o inimigo número um da ascensão social e patrimonial dos brasileiros. Este livro oferece denúncia, antídotos e meios de superação desse mito. Paulo Rabello de Castro propõe uma reflexão aguda, apresenta dados consistentes e exemplos em todo o mundo, mostrando os efeitos nocivos desse regime e uma proposta lúcida e corajosa para o Brasil se libertar desse mito. Um brado de luta e de esperança.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: CAMINHOS E ESCOLHAS DE ABÍLIO DINIZ

Na DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico um livro de um aprendizado incrível para mim. Caminhos e Escolhas do grande Capitão de Empresas Abílio Diniz que vale a pena ler e aprender muito.

SINOPSE:

Apesar de o autor ser mais conhecido no âmbito pessoal por ser um esportista neste livro ele aborda a qualidade de vida em sua totalidade abrangendo os papéis de pai marido trabalhador cidadão entre outros o que exige equilíbrio e organização. Segundo o autor qualidade de vida exige método e disciplina. Mesmo não se tratando de uma autobiografia Abílio Diniz exemplifica por que e como mudou com fatos de sua vida mostrando- se aos leitores em seu lado mais humano. O livro apresenta fotos tiradas do álbum de família bem como depoimentos de seus filhos de sua namorada e de outras pessoas que se inspiraram com seu exemplo para melhorar sua qualidade de vida. Além disso o livro inclui um prático manual com dicas sobre alimentação esportes espiritualidade etc.

 

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DICA DE LIVRO: O ÓCIO CRIATIVO DE DOMENICO De MASI

Na DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico um livro muitíssimo interessante, pois o autor, Domenico De Masi, propõe um estilo de vida onde o trabalho, o estudo e o lazer podem ser vividos e gozados  simultaneamente, em um novo modelo social. Vale a pena a leitura!

SINOPSE:

O ócio criativo – O autor elabora temas da sociedade pos-industrial, do desenvolvimento sem emprego, da globalizacao, da criatividade e do tempo livre. Insatisfeito com o modelo social centrado na idolatria do trabalho, propoe um novo modelo baseado na simultaneidade entre trabalho, estudo e lazer.

Atento ao crescente interesse de um publico mais amplo em seus conceitos e sua visao de futuro, Domenico de masi elabora de forma acessivel neste livro os temas da sociedade pos-industrial, do desenvolvimento sem emprego, da globalizacao, da criatividade e do tempo livre.

Insatisfeito com o modelo social centrado na idolatria do trabalho, ele propoe um novo modelo baseado na simultaneidade entre trabalho, estudo e lazer, no qual os individuos sao educados a privilegiar a satisfacao de necessidades radicais, como a introspeccao, a amizade, o amor, as atividades ludicas e a convivencia.

Segundo de Masi, o “ocio pode transformar- se em violencia, neurose, vicio e preguica, mas pode tambem elevar-se para a arte, a criatividade e a liberdade. E no tempo livre que passamos a maior parte de nossos dias e e nele que devemos concentrar nossas potencialidades”.

Fonte: Amazon

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: ULTRAPASSE AS SUAS DIFICULDADES. VEJA O RESUMO ANIMADO DO LIVRO “A GUERRA DA ARTE”

Na sessão DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta sexta-feira trago o resumo animado do livro “A guerra da Arte” feito por Albano do Seja Um Pessoa Melhor. Uma das melhores palestras que já assisti deste rapaz. É uma palestra completa porque tem haver com DESENVOLVIMENTO PESSOAL e AUTOCONHECIMENTO. Assista e dê um salto quântico. 

Fonte: 

Publicado em 13 de jan de 2019

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DICA DE LIVRO: GUERRAS SANTAS DE PHILIP JENKINS

Na sessão DICA DE LIVROS desta quarta-feira estou indicando o livro GUERRAS SANTAS do escritor Philip Jenkins. Um livro com um olhar diferente das grandes guerras santas, em particular as cruzadas do cristianismo. Um excelente livro e uma leitura empolgante.

SINOPSE:

A história da igreja e da fé cristã como nunca se ouviu falar! Neste relato fascinante sobre a violenta igreja do século XV, Philip Jenkins descreve como as manobras políticas de alguns personagens poderosos moldaram a doutrina Cristã. Se não fosse por estas batalhas, a igreja de hoje poderia estar ensinando algo muito diferente sobre a natureza de Jesus e o papado, como o conhecemos, nunca teria existido. “Guerras Santas” revela as profundas implicações do que culminou em um acidente histórico, onde imperadores Romanos e uma milícia de bispos derrotam uns aos outros.

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DICA DE LIVRO: EM DEFESA DE DEUS DE KAREN ARMSTRONG

Na sessão DICA DE LIVRO desta quinta-feira indico um livro muito interessante sobre DEUS e RELIGIÃO. O título é EM DEFESA DE DEUS da escritora Karen Armstrong. Uma leitura que vale a pena.

SINOPSE

A trajetória de Karen Armstrong é pautada pelo rigor acadêmico e pelas marcantes experiências de vida. Freira convertida, seu caminho existencial pode ser visto como um retrato das agonias da pós-modernidade. Tocada simultaneamente pelo chamado da fé e pela lucidez da ciência, a autora aborda, em quase todos os seus livros, a crescente dicotomia entre religião e filosofia, numa tentativa de reconstituir historicamente os fragmentos dispersos dos nomes de Deus. Seu método ecoa o de Gianbattista Vico, para quem imaginação e intuição são as forças motrizes do movimento das épocas. Em defesa de Deus promove um vigoroso diálogo entre religião e filosofia. A autora ressalta o fato de que cisão entre fé e razão é recente, e que é possível, por meio de uma reformulação de conceitos, entender a religiosidade como parte fundamental da solução dos problemas da atualidade. Misto de história e filosofia da religião, o livro cobre o período de 30000 a.C. ao século XXI, dialogando com os principais pensadores do sagrado. Dos pré-socráticos, Platão e São Tomás de Aquino a Newton, Darwin e Freud, Em defesa de Deus investiga os alicerces da fé e da ciência, discutindo as repercussões, nas estruturas sociais, das crenças religiosas e do ateísmo.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: ANJOS E DEMÔNIOS DE DAN BROWN

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico um livro de ficção que se confunde com a realidade, pois a destreza e inteligência do autor Dan Brown, utiliza como sempre fatos, lugares e argumentos reais para transformar suas tramas em grandes sucessos de venda e de bilheteria nos cinemas.

SINOPSE:

Antes de decifrar O código Da Vinci, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em Anjos e demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade que ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica. De posse de uma nova arma devastadora, roubada do centro de pesquisas, ela ameaça explodir a Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon voa para Roma junto com Vittoria Vetra, uma bela cientista italiana. Numa caçada frenética por criptas, igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que pode levar ao covil dos Illuminati – um refúgio secreto onde está a única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e religião. **** “Uma trama bem amarrada e com um ritmo explosivo. Repleta de intrigas do Vaticano e drama hi-tech, a história contada por Dan Brown é costurada com reviravoltas e surpresas que mantêm o leitor ligado até a revelação final.” – Publishers Weekly Caro leitor, Obrigado por transformar O código Da Vinci em um sucesso tão grande. O livro que você tem agora nas mãos é o precursor de O código Da Vinci e conta a aventura do simbologista Robert Langdon na Cidade do Vaticano um ano antes da sua fatídica visita ao Louvre. Anjos e demônios foi o livro em que eu dei vida ao personagem de Langdon e me entreguei com prazer à sua paixão por arte, por simbologia, por códigos e sociedades secretas, assim como pela área nebulosa entre o bem e o mal. Eu acredito que você irá achar os enigmas de Anjos e demônios tão visualmente arrebatadores quanto aqueles presentes nos quadros de Leonardo Da Vinci. E, com certeza, também encontrará aqui uma enorme variedade de mistérios, histórias secretas, suspense e reviravoltas inesperadas. Espero sinceramente que você se divirta tanto ao ler a primeira aventura de Robert Langdon quanto eu me diverti ao escrevê-la. Com os melhores votos e meus agradecimentos, Dan Brown.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: CONSCIÊNCIA QUÂNTICA DE AMIT GOSWAMI

Ganhei este livro de presente de uma das minhas filhas e estou adorando. Um dos livros mais interessantes que já li. Pronto para abrir a nossa mente rumo a consciência cósmica. Vale a pena ler.

SINOPSE
Desde a antiguidade, temas como Deus, a morte e o sentido da vida são contemplados por diversas religiões e, mais recentemente, enquadrados pelo materialismo científico. No entanto, as duas visões de mundo parecem incapazes de dar um sentido satisfatório aos fenômenos da nossa existência. Enquanto uma submete o mundo material a regras transmitidas por líderes religiosos que falam em nome de Deus, a outra suprime a espiritualidade e descarta tudo que não pode ser explicado pela lógica newtoniana. Nesse contexto, surge uma nova e integradora visão de nossa existência e da nossa origem com base nos princípios da física quântica, apresentada por Amit Goswami nesta obra. Não somos apenas espírito, tampouco puramente matéria: somos todos consciência quântica, um conceito divisor de águas para a compreensão de nossa existência. A partir de temas como zen, sentimentos, pensamentos e intuição, sonhos, karma, morte e reencarnação, Goswami nos mostra, com dados científicos, que a nossa existência transcende a experiência física e, portanto, deve ser nutrida em todas as suas dimensões. Na visão de mundo quântica, a transformação não se dá em busca da iluminação, mas do empoderamento individual e coletivo.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: "DEUS" DE DEEPAK CHOPRA

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico um livro que li há um bom tempo e que me ajudou a estruturar tudo que eu entendo por crença e não crença nessa vida. Nele Deepak Chopra nos diz o que Deus pode representar para qualquer um: Crentes ou Ateus.

Sinopse: Há anos, Deepra Choprak, o guru indiano e mestre espiritual de milhões de pessoas em todo mundo, como Madonna e George Harrison, vem estudando a história e a força permanente de grandes líderes espirituais da História da Humanidade, tais como Jesus Cristo, Maomé e Buda, lançando livros que são best-sellers internacionais, somando mais de 65 milhões de exemplares vendidos. Agora, Deepra Choprak nos apresenta o auge do seu estudo, pois ele vai nos mostrar que, desde sempre, o homem traz em si a presença de Deus: uma presença e uma necessidade que faz parte do homem. Deus, de Deepra Chopra é um livro fundamental, para todos os leitores, de todas as idades e crenças religiosas, e mesmo para aqueles que não têm religião ou são ateus ou agnósticos, pois em Deus, Deepra Choprak nos mostra, ao longo do tempo, a história desse fundamento que faz do homem o que o homem é: para além do corpo, da natureza, e do tempo, o homem busca conceitos perenes, como a verdade e a ética.
Sobre o autor: Guru de estrelas como Madonna e Lady Gaga, Deepak Chopra é autor de mais de 65 livros, traduzidos para mais de 80 línguas. Médico indiano radicado nos Estados Unidos, o autor é reconhecido como um dos principais tradutores do pensamento oriental para o Ocidente. Entrou mais de vinte vezes na lista de best-sellers de ficção e não ficção do jornal The New York Times.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: O MENINO DO PIJAMA LISTRADO DE JOHN BOYNE

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira um livro que muito me emocionou e o filme mais ainda. Uma fábula tão bem contada que se confunde com uma história real. 

Sinopse:
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o holocausto e a solução final contra os judeus. Também não faz ideia que seu país está em guerra com boa parte da europa, e muito menos que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga. Em uma de suas andanças bruno conhece shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: PORQUE SOFREMOS DE HUBERTO ROHDEN

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico o livro PORQUE SOFREMOS do grande filósofo e teólogo Huberto Rohden. Um dos melhores livros que já li.

Os grandes mestres e guias espirituais da humanidade, em todos os tempos e países, falaram ou escreveram sobre o sofrimento humano. Moisés, Buda, Lao-tsé, Gandhi, o Livro de Jó e modernamente Émile Durkheim, compreenderam e explicaram a natureza e a finalidade do sofrimento. Este livro do filósofo e educador Huberto Rohden, publicado em 1976, não é uma pergunta sobre o sofrimento, mas uma resposta a esse fenômeno universal. Para o filósofo, o sofrimento é um fator positivo e não negativo. Rohden afirma que “o sofrimento é uma reação das Leis cósmicas contra o ‘pecador’, ou aquele que desarmonizou essas Leis cósmicas”. A grande mensagem educacional-espiritual deste livro é dizer que “a alternativa do homem de hoje e de todos os tempos não é sofrer ou não sofrer – mas saber sofrer”.

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DICA DE LIVRO: A DITADURA ENVERGONHADA DE ELIO GASPARI

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico o primeiro volume de uma coleção de quatro livros escritos por Elio Gaspari sobre a DITADURA. Neste primeiro livro intitulado A DITADURA ENVERGONHADA ele conta os primeiros anos do governo militar.

A obra mais importante sobre a história recente do país em uma nova edição revista e ampliada.
Durante os últimos trinta anos, o jornalista Elio Gaspari reuniu documentos até então inéditos e fez uma exaustiva pesquisa sobre o governo militar no Brasil. O resultado desse meticuloso trabalho gerou um conjunto de quatro volumes que compõe a obra mais importante sobre a história recente do país, e que acaba de ganhar uma edição revista e ampliada, enriquecida com novas fotos e projeto gráfico de Victor Burton.
A obra é dividida em dois conjuntos: As ilusões armadas e O sacerdote e o feiticeiro. Publicada originalmente em 2002, As ilusões armadas reúne os livros A ditadura envergonhada e A ditadura escancarada , e recebeu o prêmio de Ensaio, Crítica e História Literária de 2003, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Nos primeiros anos após o golpe de 1964, o governo militar ainda relutava em se assumir como uma ditadura, daí o título A ditadura envergonhada. Mas com a edição do AI-5, no final de 1968, que suspendeu direitos constitucionais, ela se revela. Em A ditadura escancarada , são reconstituídos os momentos mais tenebrosos do regime, como a prática da tortura contra os opositores do regime e a violência empregada contra os guerrilheiros do Araguaia, um dos últimos núcleos de resistência política.
Os personagens centrais de O sacerdote e o feiticeiro são respectivamente os generais Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva. A ditadura derrotada detalha os antecedentes desses dois importantes personagens, concentrando-se na articulação que os levou ao poder e também na vitória do partido de oposição nas eleições de 1974. A ditadura encurralada , quarto volume, culmina com a exoneração do general Sylvio Frota do cargo de ministro do Exército. Naquele momento, o presidenteErnesto Geisel punha um ponto final na anarquia militar que tomava conta do país. Desse relato fazem parte episódios como o assassinato do jornalista paulista Vladimir Herzog em outubro de 1975, nas dependências de uma unidade do Exército, fato que contribuiu para azedar a relação entre a Presidência e setores das Forças Armadas.
O quinto livro da série, a ser publicado futuramente, abordará o final da gestão do general Geisel, o governo do presidente João Baptista Figueiredo, em que se sobressaem o atentado do Riocentro, a bancarrota de 1982 e a campanha por eleições direitas.
– Principal obra sobre a história recente do país é reeditada com material inédito, incluindo trechos da gravação de uma reunião na Casa Branca em que o presidente dos Estados Unidos contempla a possibilidade de uma ação militar, caso surgisse um governo esquerdista no país.
– Atualizações realizadas a partir de atas do Conselho de Segurança Nacional divulgadas em 2008 pelo Arquivo Nacional.
– Mais de 100 fotos novas foram acrescidas ao material original
– Documentos do arquivo pessoal do autor, áudios e vídeos estão disponíveis em seu site.
– Duas versões de e-book, incluindo edição especial enriquecida com áudios e vídeos.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: LAVA-JATO DE VLADIMIR NETTO

Na sessão DICA DE LIVRO desta quarta-feira um dos bons livros de ficção que já li do repórter, da Rede Globo, Vladimir Netto, filho da comentarista de economia Miriam Leitão.

Em ‘Lava Jato – O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil’, o jornalista Vladimir Netto acompanha as investigações desde seu início, em março de 2014, e, como num livro de suspense, vai revelando, pouco a pouco, os principais desdobramentos que expuseram o maior escândalo de corrupção do país. À medida que a operação avança, vamos descobrindo quem são os personagens-chave desse processo – doleiros, dirigentes da Petrobras, políticos e empreiteiros – e como se articularam para desviar bilhões dos cofres da estatal. Para traçar o perfil do juiz Sergio Moro, fio condutor desta história, o autor se debruça sobre seu trabalho: o vasto conhecimento técnico, as perguntas meticulosas, as sentenças fundamentadas e a coragem de enfrentar a pressão de advogados de renome. Repleto de informações de bastidor, ligações perigosas e diálogos de um cinismo impensável, este grande livro-reportagem, com ares de trama policial, é um registro histórico do conturbado período que o Brasil atravessa. Os bastidores da Operação Lava Jato, a maior investigação de corrupção conduzida até hoje no Brasil. Os direitos desse livro foram comprados pelo cineasta José Padilha, de Tropa de Elite e Narcos, para virar uma série de TV.

Fonte: Amazon

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DICA DE LIVRO: O QUINTO EVANGELHO DE HUBERTO ROHDEN

Na DICA DE LIVRO desta quarta-feira indico mais um extraordinário livro do grande filósofo Huberto Rohden sobre o evangelho segundo Tomé – O Quinto Evangelho. Um dos evangelhos apócrifos.

Descoberto em 1945 na localidade de Nag Hammadi, no alto Egito, escrito em língua copta, este evangelho constitui um dos maiores acontecimentos religiosos dos tempos modernos. O evangelho segundo Tomé – O quinto evangelho – são as palavras originais de Jesus, o Vivo, ditas secretamente aos seus discípulos mais próximos, e vem confirmar os evangelhos canônicos, ratificando sua autenticidade. Esta edição traduzida e comentada pelo educador e filósofo Huberto Rohden, é uma contribuição oportuna e necessária a literatura espiritual brasileira.

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