PRESIDENTE DA VENEZUELA CONSIDEROU PROVOCAÇÃO A PRESENÇA DE AVIÃO NORTE-AMERICANO NO ESPAÇO AÉREO DO PAÍS

Venezuela denuncia violação de seu espaço aéreo pelos EUA

Avião cargueiro norte-americano teria sido identificado pelo exército venezuelano na região da fronteira com a Colômbia

INTERNACIONAL

Do R7

Presidente da Venezuela, Nicola Maduro
HANDOUT / VENEZUELAN PRESIDENCY / AFP

O governo venezuelano denunciou nesta sexta-feira (23) que um avião cargueiro norte-americano violou seu espaço aéreo em sua fronteira com a Colômbia, o que considerou uma “provocação”.

A incursão da aeronave, “tipo C-17 de transporte militar pesado” foi registrada na quinta-feira à noite durante “um intervalo de três minutos (…), fazendo um trajeto de aproximadamente 14 milhas náuticas sobre a área mais ocidental da Serra de Perijá, estado de Zulia”, informou em um comunicado o ministério da Defesa.

I”Esta flagrante provocação ocorre no âmbito de exercícios militares combinados desenvolvidos pela Força Aérea e o Exército colombianos nos Departamentos de Antioquia e Cundinamarca, respectivamente, nos quais também há presença de aviões caça americanos F-16 e RC135 de exploração estratégica”, acrescentou o texto.A Força Aérea Colombiana informou em 16 de julho sobre exercícios de treinamento militar combinado com os Estados Unidos “com o objetivo de melhorar a interoperabilidade com países aliados”.

“Temos conhecimento que como parte dos pré-citados exercícios estão sendo executadas tarefas de reconhecimento do espaço geográfico venezuelano, razão pela qual não descartamos outras possíveis ações hostis atentatórias contra nossa soberania e integridade territorial”, denunciou a Venezuela.

O presidente Nicolás Maduro “deu ordens precisas de permanecer alerta e responder de forma contundente a qualquer ato de agressão”, acrescentou o texto.

O ministério da Defesa destacou que ao longo deste ano, “aeronaves americanas violaram 21 vezes a Região de Informação de Voo (FIR) de Maiquetía [La Guaira, norte], comportando esta uma grave violação das normas internacionais de aeronáutica”.

Segundo as autoridades venezuelanas, os aviões que passam pela região de informação de voo são obrigados a se comunicar com a torre de controle do aeroporto.

A Venezuela não tem relações diplomáticas com os Estados Unidos e a Colômbia, país com o qual compartilha uma porosa fronteira de mais de 2.200 km.

As relações com os dois países são tensas desde o governo do falecido presidente Hugo Chávez, mas se intensificaram depois que Washington e Bogotá reconheceram o líder opositor Juan Guaidó como presidente, após considerar que a reeleição de Maduro em 2018 foi fraudulenta.

Maduro denuncia constantemente planos dos governos destes dois países, seus principais adversários internacionais, para assassiná-lo ou derrubá-lo.

Fonte: R7

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PRIMEIRA -DAMA DO HAITI PEDE JUSTIÇA PELO PRESIDENTE ASSASSINADO

Primeira-dama do Haiti diz que presidente assassinado foi ‘traído’

Jovenel Moise foi morto a tiros em um ataque à residência oficial na capital Porto Príncipe no dia 7 de julho

INTERNACIONAL

por Agência EFE

Primeira-dama Haiti Martine Moise

JEAN MARC HERVE ABELARD/EFE

A primeira-dama do Haiti, Martine Moise, pediu nesta sexta-feira justiça para o presidente do país, Jovenel Moise, que foi assassinado no dia 7 de julho e, segundo ela, “foi abandonado e traído”.

“Ele foi abandonado e traído. O assassinato expôs a falta de dignidade e a covardia”, comentou Martine na cerimônia civil em homenagem a Moise em Cap-Haïtien, no norte do país, onde o mandatário será enterrado nesta sexta-feira.

Martine afirmou que “o maior pecado” de Moise foi “amar o seu país e defender os mais necessitados conta a ganância de outros”.

“Foi brutalmente assassinado. Houve uma conspiração, eles o odiavam, atiravam veneno”, disse a primeira-dama, ao completar que “as aves de rapina” que mataram o seu marido “ainda estão soltas nas ruas, sem sequer se esconder, e sim observando e ouvindo”.

Em meio à indignação, Martine Moise pediu que “o sangue do presidente não seja derramado em vão”.

“Não queremos vingança, nem violência. Não cederemos ao medo. Vamos olhar diretamente nos olhos (dos assassinos). Vamos dizer a eles que basta”, declarou.

De acordo com a primeira-dama, que sofreu um ferimento de bala no ataque armado que matou o marido na residência de ambos em Porto Príncipe, sua família “está passando por dias sombrios”.

Martine falou durante 15 minutos sobre os 25 anos de relação com Jovenel Moise, o qual descreveu como uma pessoa “apaixonada e decidida, amável, alegre e com grande carisma”.

“Ele se tornou o meu hino, e eu a orquestra dele”, analisou, ao relatar a vida do casal e dizer que não entende “como a inveja do poder e a vulnerabilidade poderiam levar a tamanha maldade”.

O sistema político, segundo a primeira-dama, é “podre e injusto”, mas Jovenel Moise “lidou com todo o tipo de maldade e sempre tentou fazer mais e melhor para sair com as mãos limpas e puras” da presidência. Martine revelou que foram utilizados “todos os meios para destruir” seu marido.

“É um adeus, mas não uma despedida. Não pensei que esta mudança que ele queria fazer pudesse levar ao seu assassinato. Os oligarcas ganharam uma batalha. Perdemos uma batalha, mas a guerra ainda não acabou”, insistiu.

Fonte: R7
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DEPOIS DE 20 ANOS TROPAS AMERICANAS DEIXARÃO O AFEGANISTÃO

Como fica o Afeganistão depois da saída das tropas dos EUA e da Otan

País foi invadido após o 11 de setembro em uma tentativa de combater o terrorismo e de estabelecer uma democracia

INTERNACIONAL 

 Giovanna Orlando, do R7

Depois de 20 anos, americanos deixarão o Afeganistão

LUCAS JACKSON/REUTERS

Há 20 anos, os Estados Unidos sofreram o pior ataque terrorista da história do país, com a derrubada das Torres Gêmeas, em Nova York, no dia 11 de setembro. O atentado de autoria da Al-Qaeda, grupo radical árabe, deixou quase 3 mil mortos e teve um impacto direto na geopolítica mundial.

Como resultado, o governo norte-americano enviou militares para o Afeganistão, onde o líder do grupo terrorista, Osama Bin Laden, estaria escondido. A missão teve o apoio da ONU e dos países que fazem parte da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Em 2011, o extremista foi capturado e morto, mas as Forças Armadas dos EUA continuaram ocupando o país.

Além da missão de eliminar o líder da Al-Qaeda, havia também o objetivo de instaurar a democracia no país, que enfrentava uma guerra civil contra o grupo Talibã, formado por fundamentalistas religiosos adeptos de uma leitura radical do Alcorão, o livro sagrado do Islã.

Agora, em 2021, o presidente Joe Biden anunciou a retirada de todas as tropas que atuam em território afegão. A saída dos norte-americanos e dos europeus já começou e a Base de Bagram, um dos principais centros operacionais da missão já foi entregue.

A situação no Afeganistão nunca foi simples e anos de ocupação e intervenções internacionais não mitigaram os problemas políticos, econômicos e sociais. A questão agora é: com a saída das tropas internacionais, como fica a situação do Afeganistão?

A criação do talibã

O talibã é um grupo fundamentalista religioso fundado nos anos 90 que defende a visão e leitura mais radical e fiel do Alcorão. Para eles, a sociedade deve viver da forma que foi ensinada pelo profeta Maomé e que se afasta dos princípios ocidentais e mais progressistas, como a igualdade entre homens e mulheres, direitos humanos e liberdade de expressão.

“Em sua fundação, o talibã teve o apoio do exército paquistanês, que queria restabelecer a ordem no Afeganistão e controlar o fluxo de imigrantes que chegava no país”, explica o professor de Relações Internacionais da ESPM, Gunther Rudzit.

O grupo conseguiu o controle em boa parte do território afegão, principalmente na região sul, e buscava o controle total do país para garantir que a sociedade fosse regida a partir das leis islâmicas.

Nos anos 90, os religiosos encontraram outro grupo que compartilhava a mesma doutrina, a Al-Qaeda, e se aproximou dos terroristas. “Durante a caçada dos americanos, o talibã foi acusado de ajudar a proteger Bin Laden e entrou no radar de grupos perigosos para os Estados Unidos”, diz o professor de Relações Internacionais da FGV, Leonardo Paz.

Depois de se instalar no Afeganistão, os Estados Unidos começaram a articular uma forma de instaurar uma democracia, com eleições populares, um governo central estável e alguma forma de desenvolvimento na região.

“Existe a filosofia política nos Estados Unidos naquela época de que o mundo seria mais seguro se todos os países fossem democracias”, diz Paz. “Uma maneira de estabilizar o Oriente Médio é fazendo com que os governos autoritários se tornassem democráticos. Eles derrubaram os governos e construíram novos que eram a imagem de uma democracia ocidental.”

O problema é que esses governos são frágeis e nem todo o país segue as normas democráticas. Mesmo com a presença dos americanos e europeus no território, o talibã e o radicalismo religioso nunca deixaram de existir.

“Eles subestimaram dramaticamente a capacidade de criar uma democracia em um país que nunca teve isso”, diz Paz. “A democracia não está funcionando bem, tem problemas de corrupção, estruturas, conflitos, tem uma guerra civil no país. Como você deixa um país nessa situação?”

Depois da morte de Bin Laden, o governo norte-americano não sinalizou que deixaria o Afeganistão. Por anos, tentaram negociar termos de rendição e paz com o talibã, mas sem sucesso.

Antes de ser presidente, Joe Biden foi vice de Barack Obama e visitou o Afeganistão para avaliar a situação local. Na visita, ele constatou que o problema era maior do que os norte-americanos podiam lidar, porém, os militares convenceram tanto a gestão de Obama quanto a gestão de Donald Trump da necessidade de continuar na região.

“Os militares não queriam que parecesse que eles estavam abandonando o país e que perderam a guerra, como foi no Vietnã”, explica Rudzit.

Com a chegada de Biden ao poder, uma data foi firmada e a retirada das tropas se tornou real. O prazo estabelecido foi até o dia 11 de setembro deste ano, data em que se completam 20 anos do ataque às Torres Gêmeas.

“O Biden percebeu, com a sua experiência em Washington no comitê das Forças Armadas e como vice-presidente, que um acordo nunca seria alcançado”, diz o professor da ESPM.

A tomada do controle

Desde que os EUA começaram a deixar o Afeganistão, o talibã vem conquistando partes significativas do território. O governo de Cabul, eleito com a intervenção internacional, pode não sobreviver e cair, deixando o país na mão dos religiosos fundamentalistas.

“Na visão ocidental, o pior cenário é o talibã controlar o país inteiro”, afirma Rudzit.

Enquanto o resto do mundo pode rejeitar o governo talibã, o país pode passar por um período de estabilidade interna, com menos grupos guerrilheiros surgindo e uma trégua na guerra civil. O grande problema é o retrocesso nos direitos humanos, das mulheres e grupos minoritários.

Segundo agências russas, um representante do talibã afirmou que o grupo rebelde já controla 90% das fronteiras do Afeganistão. O grupo se apodera de territórios rurais vastos, postos fronteiriços importantes e cercam as grandes cidades, controladas pelo governo.

Apesar dos avanços, o presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Mark Milley, disse que a vitória dos religiosos está longe de ser certa. O talibã não controla ainda nenhuma das cidades importantes, onde a maior parte da população vive.

O presidente dos EUA, Joe Biden, também disse que a tomada do poder pelo Talibã “não é inevitável”.

Fonte: R7
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EUA VÃO IMPOR SANÇÕES À AUTORIDADES CUBANAS QUE CONSIDEREM ESTAR ENVOLVIDAS EM VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS

EUA vão impor sanções contra autoridades cubanas

Ação norte-americana tem como objetivo repreender violações dos direitos humanos nos protestos de 11 de julho

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

Presidente dos EUA, Joe BidenPresidente dos EUA, Joe Biden SAMUEL CORUM/EFE/ARQUIVO

Os Estados Unidos vão impor sanções, nesta quinta-feira (22), a autoridades cubanas que considerem estar diretamente envolvidas em violações dos direitos humanos durante os protestos de 11 de julho em Cuba, revelou à Agência Efe um funcionário do alto escalão americano.

As sanções fazem parte da resposta do governo do presidente dos EUA, Joe Biden, à situação na ilha, que inclui também possíveis medidas para tentar melhorar o acesso à internet em Cuba e um estudo sobre a possibilidade de voltar a autorizar o envio de remessas para o país.

Um alto funcionário dos EUA, que pediu anonimato, disse à Efe que o anúncio das sanções acontecerá hoje, 11 dias após os protestos antigovernamentais sem precedentes na ilha.

Uma fonte legislativa, familiarizada com as conversas no seio do governo americano, também confirmou à Efe que Biden vai impor uma nova onda de sanções “seletivas” contra funcionários do governo cubano, na tentativa de apoiar os protestos na ilha.

As sanções devem afetar um pequeno número de funcionários do Ministério do Interior cubano e seus militares.

Na última segunda-feira, o governo americano revelou que o Departamento do Tesouro estava “estudando a designação de funcionários cubanos responsáveis pela violência, repressão e violações dos direitos humanos contra manifestantes pacíficos” em Cuba.

Biden também ordenou sua equipe que estudasse a reautorização do envio de remessas a Cuba, proibidas desde novembro do ano passado, desde que seja garantido que o dinheiro “chegue diretamente às mãos do povo cubano”, explicou à Efe um funcionário americano.

Outra das medidas anunciadas pelo governo na segunda-feira e que estão em estudo é a transferência de mais pessoal para a embaixada dos Estados Unidos em Havana com o objetivo de “facilitar a participação diplomática, consular e da sociedade civil” e também por razões de “segurança”.

Fonte: R7
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DIRETOR ARTÍSTICO DA CERIMÔNIA DE ABERTURA DA OLIMPÍADA DE TÓQUIO FOI DEMITIDO POR FAZER UMA PIADA HÁ DUAS DÉCADAS SOBRE O HOLOCAUSTO

Tóquio: Diretor é demitido após vídeo com piada sobre Holocausto

Kentaro Kobayashi, diretor da cerimônia de abertura da Olimpíada de Tóquio, fez piada há duas decadas sobre o genocídio de judeus

OLIMPÍADAS

 por AFP

Relógio mostra quanto falta para a abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020Relógio mostra quanto falta para a abertura oficial dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020

O diretor artístico da cerimônia de abertura da Olimpíada de Tóquio, Kentaro Kobayashi, foi demitido por fazer uma piada há duas décadas sobre o Holocausto – genocídio de cerca de seis milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial. O anúncio da demissão foi feito nesta quinta-feira (22) pelos organizadores do evento.

“Soubemos que durante um espetáculo no passado, ele usou uma linguagem burlesca ao se referir a este trágico episódio do passado”, declarou a chefe da organização das Olimpíadas no Japão, Seiko Hashimoto, acrescentando que foi decidida “a retirada do Sr. Kobayashi das suas funções”.

Em um momento da gravação, Kobayashi se refere a alguns bonecos de papel como “aqueles que você disse da última vez: ‘Vamos brincar de Holocausto!'”, causando risos na plateia.

A dupla faz outra piada sobre a raiva que essa referência ao Holocausto provocaria em seu produtor de televisão.

Esse vídeo foi divulgado na madrugada desta quinta-feira, causando grande polêmica.

Em um comunicado, Kobayashi se desculpou por palavras “extremamente inadequadas”.

“Era uma época em que eu não conseguia fazer as pessoas rirem da maneira que queria, então acho que estava tentando chamar a atenção das pessoas de forma superficial”, justificou.

Kobayashi, um profissional de renome do teatro no Japão, é o mais recente responsável pela cerimônia de abertura dos Jogos que se envolveu em uma polêmica.

Outro demitido por praticar bullying

Na segunda-feira, Keigo Oyamada, compositor de uma das canções da cerimônia, pediu demissão por assediar colegas deficientes quando era estudante.

Em março, o diretor artístico das cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas, Hiroshi Sasaki, já havia pedido demissão por ter sugerido internamente vestir a atriz japonesa Naomi Watanabe com uma fantasia de porco.

Fonte: R7

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CHINA APRESENTOU UM TREM MAGLEV COM VELOCIDADE MÁXIMA DE 600 KM / H

China apresenta trem que alcança a velocidade de 600 km/h

Veículo terrestre mais rápido do mundo pode percorrer a distância de Pequim a Xangai no mesmo tempo que um avião

INTERNACIONAL

Do R7 com Reuters

Trem pode ir de Pequim a Xangai em apenas uma hora

REUTERS

A China apresentou na terça-feira (20) um trem maglev com velocidade máxima de 600 km/h, informou a mídia estatal. O modelo inaugural do veículo tem apenas 5 vagões, mas novas versões podem contar com dois ou até mesmo 10 vagões para transportar uma quantidade máxima de 100 passageiros.

A velocidade máxima atingida pelo trem do tipo maglev (levitação magnética) o torna no veículo terrestre mais rápido do mundo. Ele foi desenvolvido pela China e fabricado na cidade costeira de Qingdao.

O primeiro projeto do veículo chinês foi apresentado em 2016 e o primeiro protótipo foi lançado em 2019. Em 2020 foi realizado um teste bem-sucedido com o maglev.

Usando a força eletromagnética de imãs, o trem maglev levita acima dos trilhos sem contato entre a carroceria e o trilho, o que aumenta consideravelmente a velocidade atingida nas viagens.

A China vem usando essa tecnologia há quase duas décadas, mas em uma escala muito limitada. Xangai, por exemplo, tem uma pequena linha maglev que vai de um de seus aeroportos ao centro da cidade.

Embora ainda não existam linhas maglev entre cidades ou províncias na China que possam fazer bom uso das velocidades mais altas, algumas cidades, incluindo Xangai e Chengdu, começaram a realizar pesquisas.

Com a velocidade de 600 km/h, o novo trem levaria apenas 2h30 para viajar de Pequim a Xangai, percorrendo um trajeto de aproximadamente 1.000 km. Em comparação, a viagem demora o mesmo tempo de avião e mais de 5 horas em um trem tradicional.

Países do Japão à Alemanha também estão procurando construir redes maglev, embora os altos custos e a incompatibilidade com a infraestrutura de vias atuais continuem sendo obstáculos para o rápido desenvolvimento.

Fonte: R7
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MILHARES DE PESSOAS PROTESTAM NOVAMENTE NA COLÔMBIA ENQUANTO NOVA LEGISLATURA SE INSTALA NO CONGRESSO

Colômbia: deputados tomam posse em dia de novos protestos

Nova legislatura terá missão de conduzir reformas propostas pelo presidente Iván Duque, que enfrenta baixa popularidade

INTERNACIONAL

 por AFP

A polícia reprimiu protestos contra Iván Duque em Bogotá, capital da Colômbia

JOAQUIN SARMIENTO / AFP – 20.7.2021

Milhares de pessoas protestaram novamente nesta terça-feira (20) na Colômbia contra o presidente Iván Duque, enquanto uma nova legislatura se instala no Congresso, local onde as principais porta-vozes das manifestações esperam levar suas reivindicações.

“Espero que este Congresso finalmente comece a legislar em favor dos interesses de todo o povo colombiano e não apenas de um grupo de indivíduos que está enriquecendo”, disse à AFP o dentista Iván Chaparro, de 46 anos, ao entrar no meio de uma grande marcha no centro de Bogotá.

O Comitê Nacional de Paralisação, que é o maior grupo de manifestantes, embora não represente todos os setores insatisfeitos, convocou esta nova mobilização durante o feriado nacional, após mais de um mês de pausa.

A origem dos mercenários acusados de matar o presidente do Haiti

As manifestações percorrem as ruas das principais cidades com cartazes coloridos que basicamente exigem uma reforma policial e um Estado mais solidário diante dos estragos causados pela pandemia, que deixou 42% dos 50 milhões de habitantes na pobreza.

Formado por estudantes, indígenas e organizações sociais, o comitê havia suspendido as mobilizações no dia 15 de junho, mas voltou às ruas no Dia da Independência da Colômbia com o objetivo de levar suas reivindicações ao Congresso.

Os pedidos do comitê serão apresentados “ao Congresso porque o governo não quis negociar”, explicou Fabio Arias, líder da Central de Unidade dos Trabalhadores, à W Radio.

Protestos contra forças de segurança

Milhares de pessoas se reuniram em diferentes partes de Bogotá e marcharam enquanto cantavam, dançavam e levavam bandeiras colombianas de cabeça para baixo em direção à praça central de Bolívar, porém a força pública bloqueou o caminho para o Congresso e a sede presidencial.

“Estamos na luta pela reivindicação de nossos direitos contra a saúde, a educação, a não violência”, afirmou a professora Noelia Castro, de 30 anos, na capital.

A mobilização ocorre em um ambiente bombardeado por reclamações governamentais sobre suposta infiltração de grupos armados nos protestos, prisões de manifestantes e advertências das autoridades sobre um possível aumento de mortes e casos de covid-19 em um momento em que o país deixa para trás a pior onda da pandemia.

Segundo o Ministério da Defesa, mais de 65 mil policiais e militares vigiam as manifestações em todo o país, por conta de uma suposta participação de guerrilheiros do ELN e dissidentes das FARC nas marchas.

Mais de 60 pessoas morreram e milhares ficaram feridas desde o início das manifestações em 28 de abril, segundo o Ministério Público e as autoridades civis.

Brutalidade policial

O que começou como uma manifestação contra um plano governamental fracassado de aumento dos impostos da classe média foi reavivado pela repressão policial, criticada pela comunidade internacional.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que visitou o país em meio aos protestos, denunciou a resposta das forças de segurança como “desproporcional” e “letal”.

Por sua vez, a ONG Human Rights Watch acusa as forças de segurança de estarem envolvidas em pelo menos 20 homicídios durante os protestos e garante que 16 das vítimas foram baleadas por agentes do Estado com a intenção de “matar”.

Embora tenha admitido casos de violência policial, o governo contesta os números.

“Não se pode ficar indiferente à injustiça, ao assassinato de estudantes por protestar (…) que são atacados como se fossem terroristas”, ressalta a professora Jeanneth Gómez, de 59 anos, em Bogotá.

Reforma tributária

O surto social começou em 2019 contra o presidente conservador e, desde então, milhares de pessoas se manifestaram nas ruas em alguns intervalos de tempo. A última onda de protestos começou no final de abril em rejeição à proposta tributária.

A um ano de deixar o poder e com um nível de impopularidade de 76%, Duque inaugurou na manhã desta terça-feira o trabalho da nova legislatura, que terá a difícil tarefa de discutir uma nova reforma tributária.

“Ouvimos as vozes nas ruas e elas devem alimentar os debates, mas vocês são chamados pela história para serem os porta-vozes de um país em plena transformação”, anunciou Duque ao Congresso durante a cerimônia de posse.

Desta vez, o Executivo renunciou aos pontos mais polêmicos e propôs arrecadar US$ 3,9 bilhões de dólares, uma redução substancial em relação à iniciativa de US$ 6,3 bilhões que desencadeou a revolta popular e custou o cargo do então Ministro da Fazenda.

Os protestos foram em sua maioria pacíficos, embora tenha ocorrido bloqueios de estradas, distúrbios e confrontos entre civis e as forças de segurança.

Fonte: R7
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PRIMEIRO-MINISTRO DO HAITI ASSUMIU O GOVERNO DO PAÍS E PROMETE RESTABELECER A ORDEM E ORGANIZAR ELEIÇÕES EXIGIDA PELA POPULAÇÃO

Novo primeiro-ministro do Haiti pede união para evitar ‘abismo’

Ariel Henry tomou posse do cargo nesta terça (20), 13 dias após o assassinato do presidente Jovenel Moise, que o indicou

INTERNACIONAL |

por AFP

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Ariel Henry foi o sétimo e último primeiro-ministro indicado pelo presidente Jovenel Moise

VALERIE BAERISWYL / AFP – 20.7.2021

O novo primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry, assumiu oficialmente nesta terça-feira (20) o governo de um país à beira do caos, prometendo restabelecer a ordem e organizar as eleições exigidas pela população e pela comunidade internacional.

O ex-neurocirurgião de 71 anos é o sétimo e último primeiro-ministro nomeado pelo presidente Jovenel Moise, que foi assassinado por um grupo armado no dia 7 de julho.

“Uma das minhas prioridades será devolver à população a certeza de que faremos tudo o que for possível para restabelecer a ordem e a segurança”, declarou o novo líder do país.

“Este é um dos principais assuntos ao qual presidente da República queria que eu me dedicasse, porque ele entendia que era um passo necessário para atender sua outra preocupação, que era a realização de eleições limpas e honestas”, acrescentou.

A cerimônia de posse de seu governo em Porto Príncipe foi precedida por uma solene homenagem ao presidente Moise, com coreografias, discursos e uma orquestra em um cenário rodeado de flores brancas e coroado por um enorme retrato do chefe de Estado assassinado.

Cinco ministras mulheres

O novo governo, cuja composição foi publicada na segunda-feira no Diário Oficial da República do Haiti, é integrado por 18 ministros, entre eles 5 mulheres.

Além do cargo de primeiro-ministro, Ariel Henry também será o ministro de Assuntos Sociais e Trabalho.

Claude Joseph, que foi o primeiro-ministro interino após o assassinato do presidente e chegou a se mostrar disposto a se manter no poder, permanece no cargo do ministério de Relações Exteriores.

A disputa entre Joseph e Henry para assumir a liderança do Executivo finalmente foi decidida durante o fim de semana, após uma pressão exercida por embaixadores de diversos países, entre eles a França e os EUA, assim como por emissários dos EUA na OEA e na ONU.

Em um discurso transmitido pela televisão na noite de segunda, Henry disse que queria “lançar um solene apelo à unidade nacional, à união das nossas forças e à cooperação de todos, para frear essa caminhada do país rumo ao abismo, para voltar ao rumo e proteger noss país dos diversos perigos que o ameaçam”.

Segundo o novo primeiro-ministro, “a própria existência da nação” do Haiti atualmente está “em perigo”.

Sobre o assassinato de Moise, cujo funeral de Estado será realizado nesta sexta-feira, Henry prometeu “que todos os culpados, os autores e seus patrocinadores deverão ser identificados e responderão por seus atos diante da Justiça haitiana”.

O Haiti não tem um Parlamento funcionando no momento e estava afundado em uma profunda crise política e de segurança pública quando Moise foi assassinado.

A polícia haitiana prendeu cerca de 20 ex-militares colombianos que participaram como mercenários do assassinato e afirma ter descoberto um complô organizado por um grupo de haitianos. incluindo um ex-senador que está sendo procurado e um pastor radicado na Flórida (EUA). Estes homens teriam recrutado o grupo por meio de uma empresa de segurança venezuelana com sede em Miami.

Henry também agradeceu à comunidade internacional pelas vacinas contra a covid-19 que foram doadas ao povo haitiano. Os primeiros lotes chegaram em 14 de julho ao país, que conta com uma intraestrutura de saúde extremamente precária.

Fonte: R7
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ESCAVAÇÃO SUBMARINA DESCOBRIU VESTÍGIOS DA ANTIGA CIDADE DE HERACLEION SUBMERSA NO MEDITERRÂNEO

Vestígios de cidade antiga submersa são descobertos no Egito

Arqueólogos descobriram complexo funerário e navio militar que afundaram após um terremoto no século 2 a.C.

TECNOLOGIA E CIÊNCIA

por AFP

Escavação submarina descobriu vestígios na antiga cidade submersa de Heracleion

MINISTÉRIO DE ANTIGUIDADES DO EGITO / DIVULGAÇÃO VIA AFP

Arqueólogos descobriram vestígios de um navio militar e um complexo funerário em Heracleion, antiga cidade egípcia submersa no Mediterrâneo, anunciou o Ministério de Antiguidades do Egito nesta segunda-feira (19).

A descoberta foi feita durante escavações submarinas em Heracleion (Thonis no antigo Egito), que foi um dos principais portos do país na foz do Nilo até Alexandre, o Grande fundar a cidade de Alexandria, em 331 a.C..

A cidade, descoberta em 2001, submergiu após uma série de tremores e grandes marés. “Uma missão franco-egípcia encontrou rastros de um navio militar da era ptolomaica e vestígios de um complexo funerário grego do século IV a.C.”, informou o Ministério de Antiguidades egípcio em comunicado.

A embarcação, de fundo chato, equipada com remos longos, mastro e velas, tinha 25 metros de comprimento e era usada para navegação no Delta do Nilo, segundo as primeiras deduções dos arqueólogos. Segundo eles, o navio deveria atracar junto ao antigo templo de Amon e afundou após o colapso do prédio devido a um terremoto, no século II a.C..

“As descobertas de embarcações daquela época são excepcionais”, considerou Franck Goddio, do Instituto Europeu de Arqueologia Submarina, que dirigiu a missão. Os pesquisadores também descobriram um complexo funerário que mostra a presença de comerciantes gregos na região nessa época.

De acordo com o ministério, os gregos dominavam a região, onde construíram templos funerários, cujos vestígios foram descobertos debaixo d’água em excelente estado, assinalou Goddio. Essas últimas descobertas “mostram a riqueza dos templos naquela cidade, que agora repousa no Mediterrâneo”, ressaltou o ministério.

Fonte: R7
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CASTILLO FOI DECLARADO VENCEDOR DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO PERU

Júri eleitoral anuncia Castillo como novo presidente do Peru

Tribunal declara esquerdista como vencedor da eleição realizada no último dia 6 de junho; posse será no dia 28 de julho

INTERNACIONAL

 por AFP

Castillo foi declarado vencedor da eleição presidencial do Peru

SEBASTIAN CASTANEDA/REUTERS – 8.6.2021

O Júri Nacional de Eleições (JNE) do Peru proclamou nesta segunda-feira (19) o professor esquerdista Pedro Castillo novo presidente do Peru, seis semanas após o segundo turno, em que ele enfrentou a candidata de direita Keiko Fujimori.

“Proclamo presidente da república don José Pedro Castillo Terrones”, anunciou em breve cerimônia virtual o titular do JNE, Jorge Luis Salas, depois que o órgão concluiu a análise das impugnações e apelações de Keiko.

Dessa forma, o JNE valida a apuração atualizada de 100% das atas do órgão eleitoral (Onpe), que deu a vitória a Castillo, com 50,12% dos votos, contra 49,87% para Keiko. Horas antes, a direitista anunciou que iria reconhecer o resultado.

O novo presidente deve tomar posse no próximo dia 28, quando termina o mandato do presidente interino, Francisco Sagasti, e dia em que o Peru irá comemorar o bicentenário da independência.

A filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori havia denunciado uma suposta fraude em favor de Castillo, sem apresentar provas, apesar de os observadores da OEA, dos Estados Unidos e da União Européia terem afirmado que a votação foi limpa.

Castillo obteve 44.263 votos a mais do que a adversária, segundo a contagem atualizada validada pelo JNE, órgão autônomo formado por quatro membros.

Fonte: R7
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SOFTWARE ISRAELENSE PROJETADO PARA ESPIONAR CRIMINOSOS E TERRORISTAS FOI USADO PARA REPÓRTERES E ATIVISTAS

Software israelense Pegasus ajudou a espionar repórteres e ativistas

Projetado para rastrear criminosos e terroristas, Pegasus teria sido usado contra jornalistas, políticos e ativistas, aponta imprensa

INTERNACIONAL |

Do R7, com EFE e AFP

No centro da polêmica, spyware Pegasus foi criado pela empresa israelense NSO Group

REPRODUÇÃO/PEXELS

Um software israelense projetado para rastrear criminosos e terroristas foi usado para grampear pelo menos 37 telefones celulares pertencentes a repórteres, ativistas de direitos humanos, diretores de empresas e duas mulheres próximas ao jornalista saudita Jamal Khashoggi, morto por um esquadrão saudita em 2018.

Essa é uma das principais conclusões de uma investigação publicada neste domingo (18) e realizada pelo jornal americano “The Washington Post” e outros 16 veículos de comunicação com a ajuda da Anistia Internacional e da ONG francesa Forbidden Stories.

A AI  a Forbidden Stories tiveram acesso a uma lista de mais de 50 mil números de telefone e os compartilharam com a imprensa, que os utilizou para suas investigações. Desses 50 mil, 37 foram grampeados com o uso do software.

O programa no centro da polêmica é o spyware chamado Pegasus, criado pela empresa de tecnologia israelense NSO Group, que o vende para até 60 agências militares, de inteligência e de segurança em 40 países do mundo.

Vulnerabilidades

O Pegasus ganhou as manchetes pela primeira vez em 2016, quando o prestigiado Citizen Lab, da Universidade de Toronto, descobriu vulnerabilidades no iOS, o sistema operacional móvel da Apple. Mais tarde, em 2019, 1,4 mil pessoas foram vítimas de espionagem por meio do software, que explorou uma vulnerabilidade do WhatsApp para se infiltrar nos telefones.

Agora, entretanto, o “The Washington Post” revelou a existência de uma lista de 50 mil números de telefone pertencentes a países conhecidos por espionagem de seus cidadãos ou que são clientes do NSO Group.

Desses números, os autores da investigação conseguiram identificar 1 mil pessoas vivendo em 50 países e incluem vários membros de famílias reais árabes, pelo menos 65 funcionários do alto escalão de empresas, 85 ativistas de direitos humanos, 189 jornalistas e mais de 600 políticos e autoridades governamentais, incluindo chefes de estado e de governo, ministros e diplomatas.

A lista inclui números de telefone de jornalistas de veículos de todo o mundo, como AFP, “The Wall Street Journal”, CNN, “The New York Times”, Al-Jazeera, France 24, Radio Free Europe, Mediapart, “El País”, Associated Press, “Le Monde”, Bloomberg, “The Economist”, Reuters e Voice of America, informou o “The Guardian”.

Os relatórios apontam que muitos números da lista estão concentrados em 10 países: Azerbaijão, Barein, Hungria, Índia, Cazaquistão, México, Marrocos, Ruanda, Arábia Saudita e Emirados Árabes.

Ferramenta invasiva

O Pegasus é uma ferramenta extremamente invasiva, que pode ligar a câmera e o microfone do celular, bem como acessar dados do dispositivo, convertendo-o em um espião de bolso. Em alguns casos, ele pode ser instalado sem a necessidade de enganar o usuário para que ele realize um download.

Em comunicado divulgado neste domingo (18), o NSO afirma que o relatório da Forbidden Stories está “repleto de suposições errôneas e teorias infundadas” e ameaça entrar com um processo de difamação contra a organização.

“Como o NSO declarou anteriormente, nossa tecnologia não está, de forma alguma, relacionada ao assassinato hediondo de Jamal Khashoggi”, assinalou a empresa.

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INGLATERRA DERRUBA RESTRIÇÕES SANITÁRIAS NESTA SEGUNDA-FEIRA

Inglaterra retira quase todas as restrições sanitárias nesta segunda

A partir da meia-noite local, estabelecimentos voltarão a funcionar com capacidade máxima e uso de máscara não será obrigatório

INTERNACIONAL 

por AF

A TUALIZADO EM 18/07/2021 – 20H51

Inglaterra derruba restrições sanitárias na segunda; uso de máscara não será mais obrigatório

HENRY NICHOLLS/FILE PHOTO/REUTERS

A Inglaterra retira, nesta segunda-feira (19), quase todas as restrições ligadas à pandemia, em um dia batizado de “Freedom Day” – e apesar do aumento do número de infectados, o que preocupa cientistas e políticos.

A partir da meia-noite local, os estabelecimentos comerciais e estádios podem voltar a funcionar com capacidade máxima, as casas noturnas podem receber mais pessoas, os pubs podem retomar o serviço de bar, e não há mais limite no número de pessoas que podem se reunir, em um movimento que dá um passo para a volta da “normalidade” pós-pandemia.

A partir desta segunda-feira, o uso da máscara também deixa de ser obrigatório na Inglaterra, mas seu uso continua a ser recomendado nos meios de transportes e lojas. O trabalho remoto deixa de ser a norma.

Fonte: R7
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FRANÇA ANUNCIOU QUE VIAJANTES IMUNIZADOS CONTRA COVID-19, SEJA QUAL FOR A PROCEDÊNCIA, PODERÃO ENTRAR NO PAÍS

França libera entrada de turistas brasileiros totalmente vacinados

Medida vale para quem foi imunizado com Pfizer, AstraZeneca ou Janssen. Quem tomou CoronaVac não será beneficiado

INTERNACIONAL

R7, com AFP

A Torre Eiffel, em Paris, foi reaberta a visitantes na última sexta-feira

BERTRAND GUAY / AFP

A França anunciou neste sábado (17) que viajantes com imunização completa contra a covid-19 poderão entrar no país seja qual for sua procedência a partir deste domingo (18). Com isso, brasileiros também poderão entrar em terras francesas.

No entanto, a medida vale apenas para quem foi imunizado com uma das vacinas reconhecidas pela Agência Europeia de Medicamentos, ou seja, Pfizer, Moderna, AstraZeneca ou Janssen. Apesar de aprovadas pela OMS, as chinesas Sinopharm e Sinovac não são aceitas pelo país, o que afeta os brasileiros imunizados com a CoronaVac, a versão da Sinovac produzida pelo Instituto Butantan. A vacina russa Sputnik V, que não é validada pela União Europeia ou pela OMS, também não é aceita.

“Ao mesmo tempo e porque as vacinas são eficazes contra o vírus, especialmente sobre a variante Delta, as restrições que pesam sobre os viajantes já vacinados totalmente com uma vacina reconhecida pela Agência Europeia de Medicamentos (Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen) serão levantadas a partir deste sábado, 17 de julho, seja qual for seu país de procedência”, informa o comunicado do primeiro-ministro Jean Castex.

A França vai exigir um teste negativo de covid-19 de menos de 24 horas a todos os viajantes procedentes de alguns países europeus, entre eles Espanha. A medida, que afeta os cidadãos que não estão vacinados, afeta todas as pessoas procedentes do Reino Unido, Espanha, Portugal, Chipre, Grécia e Holanda.

Até agora, os viajantes do Reino Unido tinham que apresentar um teste negativo de um máximo de 48 horas e os dos países europeus de até 72 horas.

Além disso, o ministério também confirmou que a lista “vermelha” de países se amplia e passa a incluir, a partir de agora, Cuba, Indonésia, Tunísia e Moçambique.

Os viajantes procedentes desses países devem ter um motivo de peso para justificar o deslocamento e, mesmo se estiverem vacinados, devem realizar uma quarentena de sete dias ao chegarem.

Os novos casos de covid-19 seguem aumentando na França e já superaram os 10 mil por dia, embora as internações nos hospitais não tenham aumentado, segundo os dados oficiais do governo.

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PRESIDENTE DA SÍRIA BACHAR AL- ASSAD TOMOU POSSE PARA O 4º MANDATO

Bachar Al-Assad toma posse como presidente da Síria pela 4ª vez

Sucessor político de seu pai, que governara o país por quase 30 anos, presidente no poder desde 2000 foi eleito com 95% dos votos

INTERNACIONAL

Do R7

Atual mandato de Al-Assad terminará em 2028

SANA/HANDOUT VIA REUTERS – 12.8.2020

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, tomou posse neste sábado (17) para o quarto mandato consecutivo de sete anos cada, depois de ter conquistado ampla vitória em eleições polêmicas em 26 de maio.

“Com base nos artigos 7 e 90 da Constituição da República Árabe Síria, tenho a honra de convidar o presidente Bashar al-Assad a fazer seu juramento constitucional”, anunciou o orador parlamentar do palácio de Damasco, Hamuda al-Sabag.

Al-Assad foi recebido com honras militares e protagonizou um cerimonioso desfilando através de orquestras e armas. Depois, se encaminhou para um salão onde centenas de membros de seu governo, parlamentares, representantes da sociedade civil e altos comandantes militares o esperavam.

Bachar al-Assad tomou posse em 2000, depois da morte do pai, Hafez Al-Assad, que governara o país por quase 30 anos, e, de acordo com a constituição atual, terá que deixar a Presidência ao final do atual mandato, em 2028. Ele obteve 95,1% dos votos no final de maio, em uma eleição fortemente criticada pela oposição e por grande parte da comunidade internacional.

Milhões de pessoas nas regiões noroeste e nordeste, fora do controle de Damasco, foram deixadas de fora da votação, que também não aderiram ao plano de paz patrocinado pela ONU para uma solução política na Síria desde 2015.

Como era de se esperar, Al-Assad derrotou os pouco conhecidos adversários Mahmoud Marai, líder da oposição interna de Damasco, e Abdullah Salloum Abdullah, ex-vice-ministro de assuntos parlamentares, que concorreu como candidato independente.

Fonte: R7
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EX-PRESIDENTE DA ARGENTINA É SUSPEITO DE CONTRABANDEAR MUNIÇÃO PARA A BOLÍVIA

Argentina investiga Macri por contrabando de munição

Ex-presidente teria enviado às forças armadas bolivianas material usado para reprimir protestos de partidários de Evo Morales

INTERNACIONAL

por AFP

Ex-presidente da Argentina Mauricio Macri é suspeito de contrabandear munição para a Bolívia

EVA MARIE UZCATEGUI / AFP

A Promotoria argentina abriu um processo nesta sexta-feira (16) contra o ex-presidente Mauricio Macri, denunciado por contrabandear munição para a Bolívia em novembro de 2020, quando o país foi abalado por manifestações pela reeleição de Evo Morales, informaram fontes judiciais.

O promotor Carlos Navas Rial decidiu impulsionar a investigação contra Macri, com base em denúncias dos atuais ministros da Justiça, Martín Soria, e de Segurança, Sabina Frederic.

A acusação também incluiu a ex-ministra da segurança Patricia Bullrich e o ex-ministro da defesa Oscar Aguad no caso.

O chanceler boliviano, Rogelio Mayta, denunciou há uma semana que o governo de centro-direita de Macri (2015-2019) enviou munições e gás lacrimogêneo às forças armadas para reprimir os protestos dos partidários de Morales.

Poucos dias depois, o governo argentino denunciou Macri e vários de seus ministros por contrabando agravado de munições, crime que inclui penas de quatro a doze anos de prisão.

Macri negou as acusações e sustentou que seu governo concedeu asilo na embaixada argentina em La Paz a funcionários do governo de Morales.

“Quero negar categoricamente a veracidade dessas acusações”, disse Macri em uma carta pública.

Mas o ministro Frédéric indicou que a munição foi enviada “secretamente” em um avião da Força Aérea argentina que levou 10 policiais à Bolívia para reforçar  a segurança da embaixada.

Para o ministro Soria, “o crime consiste em dizer que a munição vai para a embaixada e acaba em poder da aeronáutica boliviana e no posto policial”, segundo afirmou a um grupo de correspondentes estrangeiros.

Um juiz deve decidir em breve se toma uma declaração de investigação dos réus neste caso.

Fonte: R7
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BIDEN AVALIA MEDIDAS PARA RESTABELECER A INTERNET MÓVEL EM CUBA

Biden afirma que EUA estudam como restaurar a internet em Cuba

Presidente norte-americano diz que poderia enviar vacinas anticovid, mas que precisaria de “garantias” do governo

INTERNACIONAL

 por AFP

Biden avalia medidas para restabelecer a internet móvel em Cuba

CHIP SOMODEVILLA / GETTY IMAGES VIA AFP – 15.7.2021

Os Estados Unidos estão analisando se podem restaurar o acesso à internet em Cuba, restrito à população por autoridades cubanas no contexto de protestos históricos contra o governo, disse o presidente Joe Biden nesta quinta-feira (15).

“Eles cortaram o acesso à Internet. Estamos considerando se temos capacidade tecnológica para restaurar esse acesso”, afirmou o presidente dos Estados Unidos durante uma entrevista coletiva com a chanceler alemã, Angela Merkel.

Biden também estava aberto a enviar “quantidades significativas” de vacinas anticovid para a ilha caribenha, que vivencia um forte aumento nos casos por coronavírus e está desenvolvendo suas próprias vacinas em meio a uma crise econômica agravada pela pandemia.

“Eles têm um problema de covid em Cuba. Estaria disposto a doar quantidades significativas de vacinas se, de fato, me garantissem que uma organização internacional administraria essas vacinas e faria de forma que os cidadãos comuns tivesse acesso a essas vacinas”, informou.

Em Cuba, sob governo comunista desde a revolução liderada por Fidel Castro em 1959, milhares de cubanos tomaram as ruas de 40 cidades no domingo gritando: “Estamos com fome!”, “Liberdade!” E “Abaixo a ditadura!”.

“Há várias coisas que consideraríamos fazer para ajudar o povo cubano”, acrescentou o líder democrata, “mas exigiriam” uma “garantia” de que “o governo não se aproveitaria deles” em seu próprio benefício.

Sanções de Trump permanecem

Nesse sentido, descartou a possibilidade de permitir novamente o envio formal de remessas a Cuba, suspensas por seu antecessor, o republicano Donald Trump.

“Não faria isso agora porque na verdade é muito provável que o regime confisque essas remessas ou grande parte delas”, acrescentou Biden.

Como candidato, Biden havia se mostrado favorável a suspender as restrições às remessas, a segunda fonte de divisas de Cuba depois da exportação de serviços médicos.

Mas até agora ele não reverteu essa ou outras políticas de Trump, que ampliou o embargo econômico que os Estados Unidos aplicam desde 1962 a Cuba para forçar uma mudança de regime.

Trump, que chegou ao poder em 2017, fez questão de apagar assim a reaproximação à ilha feita pelo ex-presidente democrata Barack Obama, de quem Biden era vice-presidente, desde 2015.

Fonte: R7
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LÍDERES DA PROVÍNCIA AFEGÃ ACORDARAM UM CESSAR-FOGO COM O TALIBÃ

Talibã e autoridades de província afegã acordam cessar-fogo

Província de Badghis, cuja capital, Qala-i-Naw está sendo atacada há dias, negociaram trégua, que entrou em vigor pela manhã

INTERNACIONAL

 Do R7

Autoridades afegãs e talibãs acordaram cessar-fogo

DANISH SIDDIQUI/REUTERS – 13.7.2021

Os líderes da província afegã de Badghis, cuja capital, Qala-i-Naw, está sob ataque dos insurgentes há vários dias, acordaram um cessar-fogo com o Talibã, anunciou nesta quinta-feira (15) à AFP o governador da província, Hessamuddin Shams.

“O cessar-fogo entre as forças afegãs e o Talibã entrou em vigor por volta das 10h00 de hoje e foi negociado pelos líderes tradicionais”, disse o governador, acrescentando que a trégua não tinha um prazo específico para terminar.

Fonte: R7
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GOVERNO DE CUBA AUTORIZOU A LIVRE ENTREDA DE REMÉDIOS, ALIMENTOS E PRODUTOS DE HIGIENE SEM TAXA TRAZIDOS POR VIAJANTES À ILHA

Cuba autoriza que viajantes tragam remédios e alimentos sem taxas

Decisão era um dos pedidos dos manifestantes que foram às ruas no domingo; produtos de higiene também entrarão de graça

INTERNACIONAL

 por AFP

Passageiros poderão trazer mais produtos para Cuba sem pagar taxas

YAMIL LAGE / AFP – ARQUIVO

O governo de Cuba autorizou a partir da próxima segunda-feira (19) a livre entrada no país de alimentos, remédios e produtos de higiene trazidos por viajantes, três dias após manifestações inéditas na ilha.

O governo concordou “em autorizar excepcionalmente e temporariamente a importação, através de passageiros, de alimentos, remédios e produtos de higiene sem limite de valor e sem o pagamento de taxas”, anunciou o premier Manuel Marrero na TV cubana.

Essa foi uma das medidas solicitadas por acadêmicos e intelectuais em carta aberta recente ao governo, a fim de amenizar a escassez de alimentos e remédios, uma das motivações dos protestos em massa que ocorreram nos dias 11 e 12 em cerca de 40 cidades da ilha.

“Esta é uma medida que estamos tomando até 31 de dezembro. Depois, faremos uma avaliação”, assinalou Marreo, na companhia do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.

As leis cubanas permitem a importação não comercial de 10 quilos de medicamentos livres de impostos, enquanto impõem limites a alimentos e outros produtos, pelos quais cobra impostos.

“Você pode trazer a quantidade de alimentos, produtos de higiene e remédios que desejar, o limite não é determinado por nós, não é determinado pelo país, não é determinado pela alfândega. O limite pode ser determinado pela companhia aérea”, ressaltou Marrero.

Um grupo de artistas e intelectuais, entre os quais o cineasta Fernando Pérez e o economista Carmelo Mesa Lago, havia pedido que fosse facilitado “o processo para permitir a entrada de medicamentos e insumos médicos no país”.

Fonte: R7
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ABERTURA DE EMBAIXADA EM ISRAEL PELOS EMIRADOS ÁRABES FOI UMA ETAPA-CHAVE NA NORMALIZAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE OS DOIS PAÍSES

Emirados Árabes inauguram sua primeira embaixada em Israel

Evento é uma etapa-chave na normalização das relações entre os dois países, que chegaram a um acordo em agosto do ano passado

INTERNACIONAL

 por AFP

No evento de inauguração, o presidente Isaac Herzog afirmou que acontecimento é "histórico"

AMIR COHEN / REUTERS – 14.07.2021

Os Emirados Árabes Unidos abriram, nesta quarta-feira (14), sua primeira embaixada em Israel, em Tel Aviv, uma etapa-chave na normalização das relações entre ambos os países.

Essa nova missão diplomática, localizada no prédio da Bolsa de Valores de Tel Aviv, é a terceira de um país árabe no território israelense. Os primeiros foram Egito e Jordânia.

“Os Emirados Árabes Unidos e Israel são dois países inovadores. Podemos usar essa criatividade para trabalharmos juntos por um futuro mais próspero e estável para nossos países e para a região”, declarou o embaixador dos Emirados em Israel, Mohamed Mahmud Fateh Ali Al Khaja, na cerimônia de inauguração.

Presente no evento, o presidente israelense, Isaac Herzog, foi além: “Este acordo histórico deve se estender para outros países que desejam a paz com Israel”.

Os Emirados e Israel anunciaram a normalização de suas relações em agosto de 2020, sob o impulso do então presidente americano, Donald Trump.

O Bahrein, outra monarquia do Golfo, assim como Marrocos e Sudão, anunciaram recentemente a assinatura de acordos de normalização com Israel.

No final de junho, o novo ministro israelense das Relações Exteriores, Yair Lapid, viajou para Abu Dhabi. Lá, inaugurou a primeira embaixada israelense em um país do Golfo. O gesto foi celebrado pelos Estados Unidos, um grande e histórico aliado de Israel, mas muito criticado pelos palestinos.

Desde o partido Fatah (laico) de Mahmud Abas, até os islamitas do Hamas, os palestinos denunciaram esses acordos de normalização, descrevendo-os como “traição” dos países árabes, por considerarem que este tipo de processo teria que acontecer depois da resolução do conflito israelense-palestino.

Com os bombardeios de maio entre Israel e o movimento islamita armado palestino Hamas, a normalização passou por um “teste importante”, comentou Yoel Guzansky, pesquisador do Instituto Nacional de Estudos de Segurança de Tel Aviv.

“Foi um sucesso, já que nenhum país cancelou os acordos, nem mesmo o Sudão ou o Marrocos”, explicou.

Por outro lado, embora esses acordos ainda estejam em vigor, seu desenvolvimento desacelerou nos últimos meses, afirmou Guzansky.

Os Emirados aumentaram seus investimentos em Israel, mas também pretendem, a longo prazo, investir nos Territórios Palestinos, incluindo a Faixa de Gaza, onde o Catar (monarquia rival dos Emirados) distribui milhões de dólares em auxílio, disse nesta quarta-feira Abdullah Baqer, presiente do Israel-Emirates Business Council.

Fonte: R7
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GOVERNO DA ITÁLIA APROVA DECRETO QUE IMPEDE NAVIOS DE GRANDES DIMENSÕES NAVEGAREM PELO CENTRO HISTÓRICO DE VENEZA

Itália vai banir cruzeiros no centro de Veneza a partir de agosto

Governo vai impedir embarcações de grande porte de passarem por dentro da cidade, exigência da Unesco para o tombamento

INTERNACIONAL

 Da ANSA Brasil

Manifestante já vinham realizando protestos contra a presença de grandes navios em Veneza Manifestante já vinham realizando protestos contra a presença de grandes navios em VenezaANDREA MEROLA / EFE – EPA – 5.6.2021

O governo da Itália aprovou nesta terça-feira (13) mais um decreto para impedir a navegação de navios de grandes dimensões pelo centro histórico de Veneza, com a promessa de que desta vez será para valer.

O bloqueio às grandes embarcações era uma das exigências da Unesco para não colocar uma das joias turísticas da Itália em uma lista de patrimônios em risco e já foi adiado em diversas ocasiões.

Agora, no entanto, o governo garante que, a partir de 1º de agosto, navios com mais de 25 mil toneladas, como os de cruzeiro, não passarão mais pela rota tradicional da Bacia de San Marco e do Canal de Giudecca, em pleno centro histórico da cidade.

“Não é exagero definir esse dia como histórico”, declarou o ministro da Cultura, Dario Franceschini, após uma reunião do Executivo italiano em Roma.

Atualmente, navios de cruzeiro atracam em um terminal de passageiros ao lado da principal estação ferroviária da cidade, e são famosas as fotos que mostram o contraste entre o gigantismo desses transatlânticos e a fragilidade das construções.

O novo decreto, no entanto, estabelece que os grandes navios sejam redirecionados para o porto comercial de Marghera, na parte continental de Veneza, de forma provisória.

Enquanto isso, o governo já lançou um concurso internacional de ideias para uma solução definitiva para o problema, com previsão de divulgação do vencedor em 30 de junho de 2023.

Planos apresentados pelo governo em 2017 e em março de 2021 já previam a transferência dos grandes navios para Marghera, porém sem estipular prazo. Além disso, o porto precisou ser adaptado para receber cruzeiros.

Segundo Franceschini, quem sofrer prejuízos com a mudança de rota receberá indenizações do governo, que destinou 157 milhões de euros para financiar o decreto. A medida também declara a Bacia de San Marco e o Canal de Giudecca como “monumento nacional”.

“O decreto aprovado hoje constitui uma importante passagem para a tutela do sistema lagunar veneziano”, diz um comunicado do Conselho dos Ministros, presidido pelo premiê Mario Draghi.

Fonte: R7
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SECRETÁRIO DE SEGURANÇA DOS EUA PEDIU QUE CIDADÃOS DE CUBA E HAITI NÃO ARRISQUEM SUAS VIDAS TENTANDO ENTRAR EM TERRITÓRIO AMERICANO PELO MAR

EUA pedem que cubanos e haitianos não venham pelo mar

Governo norte-americano faz apelo a população dos dois países do Caribe e diz que patrulhas marítimas serão ampliada.

INTERNACIONAL

por Agência EFE

Secretário de Segurança dos EUA fez apelo para caribenhos não tentarem migração pelo mar

SARAH SILBIGER / POOL VIA EFE – EPA – 30.6.2021

O secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Alejandro Mayorkas, pediu nesta terça-feira (13) para que os cidadãos de Cuba e Haiti, países que enfrentam crises políticas, não arrisquem suas vidas tentando entrar no território americano de forma irregular pelo mar, e advertiu que a entrada não será permitida.

“Nenhum imigrante interceptado no mar, independentemente da nacionalidade, será autorizado a entrar nos EUA”, disse em entrevista coletiva Mayorkas, que nasceu em Cuba e é o primeiro imigrante a comandar o Departamento de Segurança Nacional americano.

Segundo o secretário, os migrantes que tentam entrar nos EUA de “de forma irregular” continuarão sendo interceptados e as operações no estreito da Flórida e no mar do Caribe “permanecem sem mudanças”.

“Nunca é o momento adequado de tentar a migração pelo mar. Não vale a pena correr este risco”, declarou Mayorkas, ao enfatizar que o governo está “acompanhando de perto” as situações em Cuba e Haiti.

Nesse contexto, ratificou o compromisso do governo do presidente Joe Biden de apoiar o Haiti em busca de justiça após o assassinato do mandatário Jovenel Moise e confirmou o envio de três funcionários de seu departamento como parte de uma delegação americana.

“Também nos solidarizamos com o povo cubano”, acrescentou.

Entretanto, observou que a Guarda Costeira e os seus parceiros estaduais, locais e federais estão “monitorizando qualquer atividade que possa indicar um aumento da migração marítima insegura e irregular no Estreito da Florida, incluindo partidas não autorizadas de navios da Flórida para Cuba”.

Fonte: R7
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CUBANOS QUE VIVEM NOS EUA PROTESTAM CONTRA O COMUNISMO NA ILHA

Abaixo o comunismo!’, protestam cubanos que vivem nos EUA

Milhares de cubanos saíram às ruas em dezenas de cidades pedindo o fim da ditadura

INTERNACIONAL 

por AFP

Cubanos pedem ajuda dos EUA

JIM WATSON / AFP

Agitando bandeiras cubanas e americanas e gritando “Pátria ou Vida!”, milhares de cubanos protestaram em Miami e Washington D.C. em apoio aos protestos antigovernamentais históricos na ilha comunista, que podem significar grandes mudanças.

“Este é o momento, não há outro, e esta é a definição total de que o comunismo vai cair. Sou 100% a favor da Pátria e Vida; Abaixo o comunismo!”, afirmou o cubano Humberto Ponce Díaz à AFP nos protestos de domingo em Miami, em frente ao emblemático Café Versailles no bairro cubano de Little Havana, que começou como uma caravana de carros.

O prefeito de Miami, Francis Suárez, participou do protesto que, segundo a imprensa local, reuniu mais de 5.000 pessoas, e até pediu aos Estados Unidos para intervir na ilha.”Sessenta anos de comunismo, crueldade e opressão não podem durar mais!”, escreveu ele em seu Twitter após denunciar a repressão de manifestantes na ilha pela polícia cubana, que agrediu e prendeu inúmeros manifestantes.

“Imploramos aos Estados Unidos que tomem uma atitude enquanto nos manifestamos pacificamente nas ruas de Miami”, acrescentou.

“Pátria e vida!”, gritavam os manifestantes, muitos deles com camisetas com essa legenda, um novo grito de guerra em oposição ao governo, nascido do vídeo musical que se tornou viral e que modificou o lema oficial “Pátria ou morte”.

Cansados da crise econômica que agravou a escassez de alimentos e medicamentos e obrigou o governo a racionar eletricidade, além da explosão do número de casos de coronavírus, milhares de cubanos saíram às ruas no domingo em dezenas de cidades, gritando: “Estamos com fome”, “Liberdade” e “Abaixo a ditadura”.

Esta foi a primeira manifestação popular contra o governo a nível nacional desde a revolução de 1959 que levou Fidel Castro ao poder.

As únicas concentrações autorizadas em Cuba são geralmente as do Partido Comunista.

Embora o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, tenha reconhecido a “insatisfação” de alguns cubanos, ele também acusou Washington de querer provocar “distúrbios sociais” em Cuba e deu aos revolucionários uma “ordem de combate” para enfrentar os manifestantes.

“A Flórida apoia o povo de Cuba que vai às ruas contra o regime tirânico de Havana”, anunciou o governador do estado, Ron DeSantis, em sua conta no Twitter.

“Hoje o povo cubano disse basta! Como cubano-americana, tenho orgulho de me juntar a essas vozes que em todo o país pedem liberdade e democracia”, tuitou a vice-governadora, Jeanette Núñez, que compareceu ao protesto em Miami. “É hora de uma Cuba livre!”.

Exilados cubanos nos Estados Unidos não escondem a esperança de que os protestos de domingo signifiquem o fim do governo comunista na ilha.

Apoio dos EUA

Nesta segunda-feira (12), um grupo de 25 cubanos protestou em frente à Casa Branca, na capital americana, e alguns exigiram que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tomasse medidas a respeito.

“Espero que este presidente (Joe Biden) e o Congresso tomem medidas na direção certa e ajudem meu povo”, afirmou à AFP um deles, Sergio Álvarez, um cubano de 32 anos.

“Precisamos de ajuda”, disse este eletricista da Tesla que relatou que seu pai morreu este ano na ilha por falta de remédios.

Biden “precisa denunciar o que está acontecendo em Cuba (…) não estamos sentindo o apoio deste governo”, afirmou Elaine Miranda, uma estudante universitária cubana de 26 anos, em frente à Casa Branca.

Biden pediu na segunda-feira ao governo cubano que não recorra à violência e expressou o apoio dos Estados Unidos aos manifestantes.

O presidente, que assumiu o cargo em janeiro, ainda não reverteu nenhuma das sanções impostas pelo ex-presidente Donald Trump a Cuba e praticamente ignorou o dossiê cubano até hoje.

Seu porta-voz disse em março que “uma mudança na política em relação a Cuba não está” entre suas “maiores prioridades”.

Fonte: R7

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PROTESTOS CONTRA PRISÃO DO EX-PRESIDENTE E A SITUAÇÃO ECONÔMICA TOMARAM CONTA DAS RUAS NA ÁFRICA DO SUL

África do Sul vive dias de tensão após prisão de ex-presidente

Além da detenção de Jacob Zuma, protestos contra a situação econômica e a crise sanitária tomaram conta das ruas do país

INTERNACIONAL

 Do R7, com AFP

Policial observa grupo de seguranças fortemente armados nas ruas de Johannerburgo

MARCO LONGARI / AFP – 12.7.2021

A África do Sul vive dias de violência após a prisão, por desacato, do ex-presidente Jacob Zuma. Já são cinco dias de saques, pilhagens e protestos não apenas contra a detenção do antigo companheiro de Nelson Mandela, mas contra a situação econômica do país, imerso em uma grande crise econômica e que também é o mais atingido do continente pela pandemia.

Com cerca de 2,2 milhões de casos e 64 mil mortes por covid-19, a África do Sul já estava perto de um completo colapso do sistema hospitalar, devido à propagação da variante Delta do coronavírus e, no fim de junho, precisou implantar um toque de recolher nas províncias mais afetadas, das 21h às 4h, mas mesmo assim tem registrado quase 18 mil infecções por dia.

Na segunda-feira, o exército sul-africano anunciou, que começou a enviar tropas militares para as ruas de duas províncias do país, incluindo Johannesburgo, palco de violência e de saques desde sexta-feira (9). Pelo menos 10 pessoas já morreram no país e 490 foram presas.

“A Força de Defesa Nacional sul-africana já começou o procedimento de pré-mobilização, em consonância com um pedido de assistência recebido” para ajudar a polícia nas províncias de Gauteng e Kwazulu-Natal, disse o Exército, em um comunicado.

As emissoras locais têm mostrado ao vivo imagens de tensão, com estradas bloqueadas e centros comerciais saqueados na província de Kwazulu-Natal, no leste do país, onde Zuma se entregou na última quinta e local das primeiras manifestações violentas, que ocorreram logo a seguir.

Nas imagens, podia se ver uma imensa nuvem de fumaça sobre o centro comercial de Brookside, na cidade de Pietermaritzburgo, enquanto pessoas saíam do edifício em chamas com carrinhos cheios de mercadorias.

Violência se alastra

A violência também se espalhou para Johannesburgo, capital econômica do país, onde foram registrados saques na notie de domingo para segunda e onde bloqueios em estradas foram registrados ao longo do dia.

Na cidade de Eshowe, a cerca de 30km de Nkandla, onde Zuma tem uma mansão luxuosa que teria sido reformada com dinheiro público durante seu mandato (2009 a 2018), um supermercado foi saqueado na manhã de segunda antes da chegada da polícia, que dispersou a multidão com tiros de balas de borracha.

Além disso, foram incendiados caminhões ao longo de uma rodovia nacional perto de Durban, um dos maiores portos do sul da África. Vários carros foram incendiados nas regiões afetadas. A polícia afirmou que prendeu dezenas de suspeitos.

O presidente Cyril Ramaphosa pediu calma para a população em um pronunciamento no domingo, afirmando que estava preocupado com atos de violência “esporádicos, mas cada vez mais graves, sem dúvida há quem tenha se incomodado e esteja com raiva, mas nada justifica tantos estragos”.

Zuma se entregou à polícia depois de ter sido condenado, no fim de junho, a 15 meses de prisão por desacato, após ter se recusado a depor em uma comissão que investiga a corrupção estatal em seu mandato.

O ex-presidente, um conhecido militante contra o apartheid, ainda é muito popular entre os sul-africanos, especialmente na região zulu, onde nasceu.

Fonte: R7
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TALIBÃ ASSUME GRANDE PARTE DO TERRITÓRIO AFEGÃO COINCIDINDO COM A RETIRADA DAS TROPAS ESTRANGEIRAS

Avanço dos talibãs no Afeganistão gera preocupação internacional

Após saída das tropas americanas, houve avanço do grupo radical; Índia evacua os funcionários do consulado

INTERNACIONAL

Da AFP

Militantes do Talibã no Afeganistão: avanço preocupa comunidade internacional

GHULAMULLAN HABIBI / EFE-EPA – 6.2.2020

Um sistema de defesa capaz de interceptar foguetes e mísseis foi implantado no aeroporto de Cabul, a rota de saída para os estrangeiros no Afeganistão, mais um sinal da preocupação com o avanço do Talibã, que também se traduz na evacuação, pela Índia, de seus funcionários de um consulado.

O Talibã assumiu o controle de grandes porções do território afegão nos últimos dois meses, durante uma ofensiva coincidindo com a retirada final das tropas estrangeiras no Afeganistão. Privadas do apoio aéreo americano, as forças afegãs oferecem pouca resistência.

Atualmente, as forças afegãs só controlam as estradas principais e as capitais provinciais, várias das quais estão cercadas pelos insurgentes, aumentando o temor de que ataquem em breve Cabul ou seu aeroporto.

Vários distritos nas províncias vizinhas de Cabul, localizadas em um raio de 100 km da capital, caíram nas mãos do Talibã.

“O sistema de defesa aérea recém-instalado está operacional em Cabul desde as 2h00 deste domingo”, informou o ministério do Interior afegão. “Esse sistema se mostrou útil em todo o mundo para repelir ataques de mísseis e foguetes”, acrescentou.

O ministério não forneceu detalhes sobre o tipo de sistema implantado ou sua localização. Mas seu porta-voz, Tariq Arian, disse à AFP que o sistema foi instalado no aeroporto de Cabul para proteger apenas as instalações do aeroporto.

O sistema de defesa aérea “nos foi dado por nossos amigos estrangeiros. É uma tecnologia muito complicada. No momento, nossos amigos estrangeiros estão fazendo com que funcione enquanto adquirimos o conhecimento para usá-lo”, declarou Omar Shinwari, porta-voz das forças de segurança afegãs, sem especificar qual o país doou o material.

Durante seus 20 anos de presença no Afeganistão, o Exército americano implantou em suas bases diversos sistemas C-RAM (contra-foguetes, artilharia e morteiros), capazes de detectar e destruir projéteis. Este tipo de sistema foi implantado em particular na enorme base de Bagram, 50 km ao norte de Cabul, devolvida no início de julho às forças afegãs.

Diplomatas evacuados

O Talibã lançou, em diversas ocasiões, ataques com foguetes e morteiros contra o governo ou as forças estrangeiras, enquanto o grupo rival Estado Islâmico (EI) realizou um ataque do tipo em Cabul em 2020.

A Turquia se comprometeu a garantir a segurança do aeroporto de Cabul quando todas as tropas americanas e da OTAN deixarem o país, prazo previsto para 31 de agosto.

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan indicou na sexta-feira que Ancara e Washington concordaram com as “modalidades” do esquema.

Preocupada com os combates perto de Kandahar, a Índia anunciou que evacuou os funcionários indianos de seu consulado na grande cidade no sul do Afeganistão.

A província de Kandahar, local de nascimento e fortaleza histórica do Talibã, tem sido palco de intensos combates recentemente. Os insurgentes tomaram o distrito-chave de Panjwai, a cerca de 15 km da cidade de Kandahar no início de julho, e na sexta-feira atacaram uma prisão nos arredores da capital provincial antes de serem repelidos.

“O Consulado Geral da Índia (em Kandahar) não foi fechado. No entanto, devido aos intensos combates perto da cidade de Kandahar, sua equipe indiana foi retirada por enquanto”, disse o ministério das Relações Exteriores da Índia. “Esta é uma medida puramente temporária, até que a situação se estabilize. O consulado continua a funcionar graças ao seu pessoal local”, garantiu.

De acordo com uma fonte de segurança em Cabul, cerca de cinquenta indianos da equipe do consulado, incluindo seis diplomatas, foram evacuados de Kandahar, sem informações sobre seu destino, Cabul ou Nova Delhi.

Nos últimos dias, devido aos combates no norte do Afeganistão, a Rússia fechou seu consulado em Mazar-i-Sharif, capital da província de Balkh e um dos principais centros urbanos afegãos, próximo à fronteira com o Afeganistão.

Pequim aconselhou recentemente seus cidadãos a deixarem o país e evacuou 210 deles no início de julho.

Neste domingo, o porta-voz das forças de segurança afegãs tentou tranquilizar, negando que o Talibã controle 85% do território afegão, como afirma.

“Isso não é verdade. Os combates continuam na maioria das áreas” que o Talibã afirma controlar, disse Shinwari.

Fonte: R7
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CUBA RECUSA CORREDOR HUMANITÁRIO EM MEIO A CRISE AGRAVADA PELA PANDEMIA

 

Cuba reconhece crise sanitária, mas recusa corredor humanitário

Artistas, cidadãos e organizações de outros países fazem campanha nas redes para ajudar pior momento da pandemia no país

Cuba passa pela pior fase da pandemia com recorde de novos casos

YANDER ZAMORA/EFE – 9.7.2021
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba comunicou neste sábado que não é necessário abrir um corredor de ajuda humanitária em meio à crise sanitária agravada pela pior onda da covid-19 até então, mas reconheceu que a situação é “muito complexa” e pediu que as contribuições do exterior sejam feitas através de canais oficiais.

“Alguns, de maneira intencional e manipulada, mencionam a necessidade de implementar corredores humanitários, de intervenção humanitária”, disse em entrevista coletiva Ernesto Soberón, diretor-geral dos Assuntos Consulares e Cubanos Residentes no Exterior.

Soberón argumenotu que estes “são conceitos e termos relacionados a situações de conflito armado, violações graves do direito humanitário internacional, que não têm nada a ver com o que está acontecendo no país”.

Cuba vive seu pior momento na pandemia de covid-19. No sábado (10), pelo terceiro dia consecutivo, o país reportou novos recordes de casos e mortes em um só dia, com 6.750 contágios e 31 óbitos, informou o Ministério da Saúde Pública (Minsap).

Os hospitais estão sobrecarregados nas províncias mais afetadas – principalmente Matanzas, a leste de Havana – e o país convive com uma grave escassez de medicamentos e produtos básicos há meses.

Artistas, cidadãos e organizações de diversos países iniciaram uma campanha nas redes sociais para pedir a abertura de um corredor humanitário que permita combater a crise sanitária no território cubano.

Os organizadores da campanha, que usam as hashtags #SOSCuba e #SOSMatanzas, também se organizam dentro e fora de Cuba para angariar dinheiro, materiais médicos, alimentos e outros insumos para enviá-los aos locais mais afetados.

O representante do Ministério das Relações Exteriores para que os doadores do exterior façam suas contribuições através das embaixadas de Cuba ou associações oficiais de cubanos nos países onde residem, ou através de transferências para uma conta aberta pelo governo e disponível nos sites oficiais.

Soberón também denunciou que há “uma campanha para apresentar a imagem de Cuba como um caos total”, o que garantiu não corresponder com a situação sanitária real nem com os indicadores de covid-19 do país.

A resposta do governo vem após diversas celebridades se juntarem à campanha #SOSCuba, atraindo forte atenção internacional. Parte dos apoiadores da campanha criticam o governo, apontado como responsável pela situação.

No entanto, o governo de Cuba continua a afirmar que o principal motivo da crise econômica e sanitária é o embargo financeiro e comercial imposto pelos Estados Unidos.

Fonte: R7
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AUMENTA A DISPUTA DE PODER ENTRE GRUPOS RIVAIS NO HAITI APÓS ASSASSINATO DO PRESIDENTE

Rivais políticos lutam por poder no Haiti após morte do presidente

Disputa está entre Ariel Henry, nomeado primeiro-ministro por Jovenel Moise na segunda, e pelo interino Claude Joseph

INTERNACIONAL

 por Reuters

Uma disputa por poder está ganhando força no Haiti porque o homem nomeado primeiro-ministro pouco antes do assassinato do presidente do país nesta semana disse que ele — e não o premiê interino — deveria liderar a nação e que está formando um governo para fazê-lo.Ariel Henry, um neurocirurgião que foi nomeado primeiro-ministro pelo presidente Jovenel Moise na segunda-feira (5), dois dias antes de Moise ser assassinado por um esquadrão de homens armados em sua casa na capital, Porto Príncipe, disse que ele agora era a maior autoridade do Haiti, e não o primeiro-ministro interino Claude Joseph.

“Após o assassinato do presidente, eu me tornei a maior autoridade legal porque houve um decreto me nomeando”, disse Henry à Reuters em entrevista por telefone na sexta-feira (9).

Henry ainda não havia tomado posse para substituir Joseph no momento do assassinato, o que criou confusão sobre quem é o legítimo líder de 11 milhões de pessoas no Haiti, que divide a ilha de Hispaniola com a República Dominicana.

O ministro eleitoral Mathias Pierre afirmou que Joseph continuaria no cargo até a realização de novas eleições presidenciais e legislativas em 26 de setembro.

Henry afirmou que o novo governo que ele está formando, no entanto, criaria um novo conselho eleitoral — porque o anterior era considerado muito partidário — e que esse conselho determinaria uma nova data para as eleições.

A Constituição dno caso de Moise — o Parlamento deveria eleger um presidente.

Para complicar ainda mais a situação, o líder da Suprema Corte morreu mês passado após contrair covid-19, em meio a um surto de infecções em um dos poucos países do mundo que ainda não começou uma campanha de vacinação.

Também não há um Parlamento eleito porque as eleições legislativas marcadas para o fim de 2019 foram adiadas por distúrbios políticos.

Fonte: R7

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MINISTROS DAS FINANÇAS DO G20 APROVARAM ACORDO PARA IMPOSIÇÃO DE IMPOSTO ÀS MULTINACIONAIS COM OBJETIVO DE ACABAR COM OS PARAÍSOS FISCAIS

G20 aprova imposto global histórico sobre lucro de multinacionais

Ministros das finanças das maiores economias mundiais querem taxar companhias em 15% para evitar paraísos fiscais

ECONOMIA 

AFP

Manifestante segura bandeira com os dizeres "Não ao G10" em protesto na Itália

ANDREAS SOLARO / AFP

Os ministros das finanças do G20 aprovaram neste sábado (10), em Veneza, na Itália, um acordo “histórico” para a imposição de um imposto às multinacionais, com o objetivo de acabar com os paraísos fiscais, que deverá entrar em vigor em 2023.

É um acordo para uma arquitetura tributária internacional “mais estável e justa”, que estabelece um imposto global de “pelo menos 15%” sobre os lucros das multinacionais.

“Esta é uma nova arquitetura tributária para o século 21. É uma excelente notícia para todas as nações do planeta”, anunciou com entusiasmo o ministro da economia da França, Bruno Le Maire.

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, também reagiu positivamente e instou o mundo a “finalizar rapidamente o acordo”, que deve transformar a arquitetura tributária global.

Trata-se de atribuir um imposto global de “pelo menos 15%” às empresas para combater os paraísos fiscais e para que as empresas paguem impostos onde arrecadam receitas.

Um big bang fiscal, cujas regras serão traçadas entre agora e outubro, deve começar a ser aplicado em 2023.

“É um dia histórico”, reconheceu o comissário europeu para a Economia, o italiano Paolo Gentiloni, após elogiar o fim da corrida pelo imposto mais baixo.

Os países que respondem por 85% do PIB global querem tributar de forma justa os gigantes digitais que, em grande parte, sonegam impostos.

Vários membros do G20, incluindo França, Estados Unidos e Alemanha, fizeram campanha por uma taxa acima de 15%, mas mudanças estão descartadas até a próxima reunião dos 19 países mais ricos do mundo e a União Europeia, em outubro.

Mas vários membros do grupo de trabalho da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que chegaram a um acordo inicial em 1º de julho, como a Irlanda e a Hungria, continuam sem dar sinais.

A Irlanda aplica uma taxa de 12,5% desde 2003, muito baixa em comparação com outros países europeus, o que lhe permitiu abrigar sedes europeias de vários gigantes da tecnologia, como Apple ou Google.

Já as ilhas de São Vicente e Granadinas, ao contrário, assinaram o acordo, de acordo com o site da OCDE, para que 132 países fossem beneficiados.

Na declaração, os ministros lançaram um apelo aos países relutantes, para que obtenham a aprovação de todos os 139 membros do grupo de trabalho da OCDE que inclui países desenvolvidos e emergentes.

Dividir as taxas

A reforma visa distribuir equitativamente entre os países o direito de tributar os lucros das multinacionais. Por exemplo, uma empresa como a gigante do petróleo BP está presente em 85 países.

Tem como alvo as “100 empresas mais lucrativas do mundo, que sozinhas geram metade dos lucros mundiais”, como o GAFA (Google, Amazon, Facebook, Apple), explicou Pascal Saint-Amans, diretor do Centro de Política e Administração Fiscal da OCDE.

O imposto mínimo global afetaria menos de 10.000 grandes empresas, ou seja, aquelas cujo faturamento anual ultrapassa 750 milhões de euros (890 milhões de dólares).

Uma taxa efetiva mínima de 15% geraria uma receita adicional de 150 bilhões de dólares por ano (127 bilhões de euros), segundo a OCDE.

Sob a presidência italiana, os ministros das finanças do G20 se viram pela primeira vez desde a reunião de fevereiro de 2020 em Riad, no início da pandemia do coronavírus.

Além de Yellen, compareceram à reunião a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, e a diretora geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva. China e Índia optaram por participar virtualmente.

À tarde, centenas de manifestantes contrários ao G20 marcharam por Veneza, com momentos de tensão, enquanto o bairro do Arsenal, onde foi realizada a reunião, permaneceu cercado pela polícia.

Ajuda aos países vulneráveis

O G20 tem defendido em Veneza a iniciativa do FMI de aumentar a ajuda aos estados mais vulneráveis, na forma de uma nova emissão de DES (Direitos Especiais de Saque), um ativo para complementar as reservas dos países, no valor de 650 bilhões de dólares (547 bilhões de euros).

Georgieva elogiou o “apoio” do G20 aos esforços da instituição para “ajudar os países que enfrentam dívidas insustentáveis”.

 

 

Imposto para multinacionais pode trazer R$ 5,6 bilhões ao Brasil

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, aplaudiu o aumento das reservas do FMI na sexta-feira e pediu aos membros do G20 que “mostrem solidariedade” aos países em desenvolvimento.

Frente às desigualdades diante da pandemia de covid-19, o G20 também abordou a situação dos países mais pobres, que “correm o risco de perder a corrida contra o vírus”, segundo o FMI.

Os ministros alertaram para os “riscos” que pesam sobre a recuperação da economia mundial devido à “propagação de novas variantes da covid-19 e às diferentes taxas de vacinação”, destacaram no comunicado final.

Fonte: R7
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BILIONÁRIOS SE PREPARAM PARA IR AO ESPAÇO

Os bilionários Bezos e Branson estão prontos para ir ao espaço

Com diferença de dias, os empresários norte-americano e britânico darão início pessoalmente à era do turismo espacial

TECNOLOGIA E CIÊNCIA

 por AFP

Os bilionários Bezos e Branson fazem a primeira corrida espacial não-governamental

MANDEL NGAN – DON EMMERT / AFP – ARQUIVO

Duas naves, duas empresas e um objetivo: tendo cada um fundado sua própria companhia espacial no início dos anos 2000, os bilionários Jeff Bezos e Richard Branson se preparam para inaugurar pessoalmente — com poucos dias de intervalo — a era das viagens turísticas à fronteira do espaço.

Espantosamente coincidentes no cronograma de desenvolvimento e um reflexo da acirrada competição entre os dois empresários, seus respectivos voos também marcarão um ponto de inflexão para a nascente indústria do turismo espacial.

Porque os dois chefes têm o mesmo objetivo: fazer com que centenas de viajantes ricos admirarem com os próprios olhos, por alguns minutos, a curvatura da Terra.

Eles não serão os primeiros bilionários a ir para o espaço: o americano de origem húngara Charles Simonyi e o fundador canadense do Cirque du Soleil Guy Laliberté passaram vários dias a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2007 e 2009, mas fizeram a viagem em um foguete russo Soyuz.

Coincidência no calendário

Mas Bezos, à frente da Blue Origin, e Branson, da Virgin Galactic, serão os primeiros a voar em espaçonaves desenvolvidas por empresas criadas por eles mesmos.

“É uma coincidência incrível e maravilhosa irmos no mesmo mês”, disse o britânico Branson ao The Washington Post, garantindo que o anúncio de última hora da data de seu voo, 11 de julho, “não estava realmente” programado para antecipar a do americano Bezos, no dia 20

O voo da Virgin Galactic decolará no domingo do Novo México, no sul dos Estados Unidos. O horário programado ainda não foi anunciado, mas a empresa disse que organiza uma transmissão ao vivo a partir das 07h00.

Um avião transportando a espaçonave vai decolar de uma pista convencional e, ao atingir a altura desejada, vai largar a nave, cujo modelo se chama SpaceShipTwo, embora a unidade específica que será usada no domingo tenha sido batizada de VSS Unity.

Os dois pilotos a bordo da espaçonave vão então ligar o motor para uma subida supersônica, até superar mais de 80 km de altitude, altura estabelecida nos Estados Unidos para a fronteira espacial. Os passageiros, Richard Branson e três outros funcionários da Virgin Galactic, irão soltar os cintos de segurança e flutuar em gravidade zero por alguns minutos.

A nave então vai planar até pousar.

Assim, o fundador do grupo Virgin vai testar e avaliar a experiência dos futuros clientes, prevista a priori para 2022. Cerca de 600 pessoas já compraram seus ingressos, por entre US$ 200 mil e US$ 250 mil (o equivalente a R$ 1 milhão e R$ 1,3 milhão).

“Quando eu voltar, vou anunciar algo muito emocionante para que mais pessoas possam se tornar astronautas”, prometeu.

Treinamento mínimo

A segunda viagem espacial será realizada pela Blue Origin em 20 de julho, aniversário de 52 anos dos primeiros passos do homem na Lua.

O foguete, batizado de New Shepard em homenagem ao primeiro americano a chegar ao espaço, Alan Shepard, vai decolar verticalmente do oeste do Texas, no sul dos Estados Unidos.

A cápsula espacial se separará a uma altitude de cerca de 75 km, continuando sua trajetória até ultrapassar os 100 km de altitude, a Linha de Karman, que marca o início do espaço segundo a convenção internacional.

Em comparação, os aviões de passageiros geralmente voam a uma altitude de cerca de 10 km.

Depois de alguns minutos, a cápsula começará uma queda livre de volta à Terra, desacelerada por três grandes paraquedas e depois por foguetes.

A bordo, Jeff Bezos estará acompanhado por seu irmão, Mark, a ex-piloto veterana Wally Funk de 82 anos e o misterioso vencedor de um leilão, cujo nome ainda não foi revelado, mas que pagou US $ 28 milhões para participar.

Este será o primeiro voo tripulado deste foguete (enquanto o VSS Unity já embarcou pilotos, e até uma passageira).

Ao contrário de sua grande rival, a SpaceX, que planeja viagens de vários dias muito mais ambiciosas para seus próprios turistas espaciais, os chamados voos suborbitais da Virgin Galactic e da Blue Origin exigem treinamento mínimo.

Mas a chegada do turismo espacial, anunciada como iminente por anos, continuam em suspense até que os testes sejam totalmente bem-sucedidos.

Em 2014, um acidente com uma espaçonave Virgin Galactic resultou na morte de um piloto, atrasando significativamente o programa.

Fonte : R7

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BALADAS SERÃO REABERTAS NA FRANÇA COM CAPACIDADE LIMITADA

França vai reabrir baladas depois de 16 meses de fechamento

Capacidade dos clubes será limitada a 75% e será necessário um comprovante de vacinação ou teste negativo para entrar

INTERNACIONAL

Da AFP, com R7

França reabrirá baladas depois de 16 meses França reabrirá baladas depois de 16 mesesPIXABAY

A França vai reabrir suas boates nesta sexta-feira (9) após cerca de 16 meses de fechamento, embora as autoridades avisem que continuarão atentas a um eventual aumento de casos covid-19 no país, onde a variante Delta está ganhando terreno.

Embora a reabertura ofereça um alívio para os proprietários, a capacidade será limitada a 75% e será necessário um comprovante de vacinação ou um teste negativo recente para entrar.

O uso de máscaras também será recomendado, mas não obrigatório.

“É um alívio poder abrir, mesmo que não seja 100%”, disse Martin Munier, gerente do clube Sacré no centro de Paris, à AFP.

No entanto, a maioria dos clubes permanecerá fechada, visto que, em face das condições rígidas, muitos preferem continuar coletando ajuda do governo enquanto esperam para saber como a variante Delta irá evoluir.

“Esta é uma reabertura para 30% dos clubes, porque 70% não podiam aplicar os estritos protocolos sanitários”, disse o ministro da Saúde, Olivier Véran, à rádio France Inter.

“Continuaremos muito atentos e, obviamente, se tivermos de recuar porque as coisas vão mal, faremos o que for necessário”, acrescentou.

Véran destacou que os casos de infecções pela variante Delta já representam quase 50% do total registrado em todo o país, e “em breve serão a maioria, provavelmente neste fim de semana”.

O presidente Emmanuel Macron presidirá na segunda-feira um Conselho de Defesa de saúde excepcional, no qual serão abordados os avanços dessa variante que surgiu na Índia e a campanha de vacinação, entre outros assuntos.

Mais tarde, ele falará ao país em um discurso no horário nobre da televisão, anunciou o Palácio do Eliseu, sem dar mais detalhes.

Fonte: R7
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ASSASSINATO DO PRESIDENTE DO HAITI DEIXA FUTURO DO PAÍS INCERTO

Futuro do Haiti após assassinato do presidente é incerto

Para especialistas, a escalada de violência no país deve continuar e uma nova intervenção internacional é pouco provável

INTERNACIONAL

Fábio Fleury, do R7

Haitianos se reúnem diante de delegacia onde estavam suspeitos da morte de Jovenel Moise

VALERIE BAERISWYL / AFP – 8.7.2021

assassinato do presidente do Haiti, Jovenel Moise, dentro da residência presidencial em Porto Príncipe, na madrugada de quarta-feira (7), é mais um capítulo trágico da história de um país que vive décadas de grave crise social, econômica, política e de segurança pública.

A possibilidade de uma nova intervenção militar internacional, como foi a Minustah, liderada pelo Brasil entre 2004 e 2017, com o apoio de outros 21 nações existe, mas é remota, especialmente pela grande quantidade de recursos financeiros e de pessoal que precisaria ser destinada a uma eventual missão de paz.

“A situação é tão complicada que a intervenção não tem o que fazer, as chancelarias dos demais países sabem disso e é difícil que aconteça uma operação como a Minustah, que os países participantes financiam. É um custo para os cofres públicos e neste momento os governos estão lutando reativar suas economias por causa da pandemia. E além disso, o Haiti não pode se tornar um protetorado, uma área de controle militar permanente”, explica Carlo Cauti, professor de Instituições e Organizações Internacionais no curso de Relações Internacionais no Ibmec-SP.

Segundo o especialista, em 2004, após a fuga do então presidente Jean-Bertand Aristide, a comunidade internacional se uniu em torno de um projeto para pacificar e estabilizar o Haiti. Quatro anos após o fim da Minustah, hoje é quase impensável que uma intervenção parecida e no mesmo nível de engajamento mundial se repita.

“Assim como no Haiti, na maioria dos casos a presença militar estrangeira simplesmente não conseguiu construir uma estrutura estatal sólida, os militares estrangeiros acabaram saindo e novos problemas surgiram. É diferente de uma situação como a do Timor Leste, quando era para proteger um país ocupado, e outra quando a convulsão é interna”, lamenta Cauci.

Temor de mais violência

Na opinião do sociólogo Alexandre Pires, professor de Relações Internacionais do Ibmec, a morte de Jovenel Moise não deve representar um ponto de ruptura na crise institucional que o Haiti atravessa. O temor, para ele, é de que a escalada de violência possa se intensificar ainda mais.

“O que existe hoje é o surgimento de várias gangues tentando tomar conta do país, esse processo não deve cessar, provavelmente vamos ter mais uma sequência de golpes e caso não haja algum tipo de interferência externa é possível que tenhamos um cenário de guerra civil, mas sem uma estrutura militar, entre esses mesmos grupos”, alerta ele.

Após décadas de crise, sem falar em desastres naturais como terremoto de 2010, que matou cerca de 200 mil pessoas, o Estado haitiano tem cada vez menos capacidade de criar uma estrutura sócio-econômica que possa dar condições de melhorar a vida de seus cidadãos, na opinião do professor.

“O país está todo desorganizado e a população vai continuar padecendo, por catástrofes políticas, econômicas. É um país que não tem uma infraestrutura física e nem a institucional, sem capacidade do governo, de arrecadação, e não tem confiança das grandes potências para poder ganhar verbas”, diz Pires.

Para ele, o problema da violência tira do país até mesmo a capacidade de fomentar o turismo, que é a grande fonte de renda da maioria dos países caribenhos, inclusive Cuba. “Quase todos os países caribenhos tem algum tipo de solidez e conseguem receber turistas que trazem recursos importantes, menos o Haiti”, lamenta.

Fonte: R7
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SECRETÁRIO DE ESTADO FRANCÊS RECOMENDOU A SEUS CIDADÃOS QUE EVITEM PASSAR FÉRIAS NA ESPANHA E EM PORTUGAL

França recomenda que cidadãos evitem viajar a Portugal e Espanha

Disseminação da variante Delta e aumento do contágio por covid-19 entre jovens preocupam o secretário de Estado francês

INTERNACIONAL

 por AFP

Variante Delta já é predominante em PortugalVariante Delta já é predominante em Portugal

O secretário de Estado francês para Assuntos Europeus, Clément Beaune, recomendou a seus concidadãos, nesta quinta-feira (8), que evitem passar férias na Espanha e em Portugal, devido à alta incidência de covid-19.”Aqueles que ainda não reservaram suas férias, evitem. Vamos evitar Portugal e Espanha”, disse Beaune em entrevista à emissora de televisão France 2.

“É melhor ficar na França, ou ir para outro país”, acrescentou o ministro.

Beaune destacou a Catalunha em particular, onde, segundo ele, “muitos franceses vão para festas, ou passam o verão”.

Em resposta, o ministro português das Relações Exteriores, Augusto Santos Silva, estimou que “as preocupações de um Estado amigo como a França são compreensíveis”.

“É um conselho”, acrescentou o chanceler português, que reconheceu que a situação sanitária de seu país se agravou.

Quase metade dos dez milhões de portugueses está novamente submetida a um toque de recolher noturno para conter um novo surto da covid-19, causado pela variante Delta, que já é predominante.

A medida se aplica aos 45 municípios mais afetados pelos contágios, localizados principalmente nas regiões de Lisboa e de Algarve (sul), além de cidades do norte, como Porto e Braga.

Já o embaixador da Espanha na França, José Manuel Albares, pediu para “agir com prudência e consulta” entre os sócios europeus.

“Criar medos não serve para nada”, disse Albares à AFP, antes de afirmar que a Espanha é “um dos países com maior cobertura de vacinação do mundo”.

Com a chegada do verão boreal (inverno no Brasil) e com a redução das medidas — como o levantamento da obrigação de usar máscara ao ar livre em todos os momentos —, a incidência na Espanha disparou nos últimos dez dias, sobretudo, entre os mais jovens.

Beaune, que disse que a França acompanha especialmente a situação nesses dois países, acrescentou que “nos próximos dias” poderá haver um “reforço das medidas restritivas”.

Na segunda-feira (12), o presidente Emmanuel Macron presidirá um Conselho de Defesa excepcional, dedicado às questões sanitárias. Na reunião, entre outros assuntos, vai-se discutir o avanço da variante Delta no país.

O vírus “volta a ganhar terreno”, devido à variante Delta, que representa “mais de 40% dos contágios” na França, disse o porta-voz do governo, Gabriel Attal, na quarta-feira.

O número de novos casos aumentou mais de 20% em sete dias e, entre os jovens de 20 a 29 anos, a taxa de incidência dobrou.

Fonte: R7
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CÃES PULAM DE PARAQUEDAS EM EXERCÍCIO MILITAR COM SOLDADOS RUSSOS

Soldados russos fazem salto de paraquedas acompanhados de cães

Equipamento de segurança foi desenvolvido para atividades militares e suporta até 45 quilos

INTERNACIONAL 

João Melo, Do R7*

Cães pularam de uma altura de 3,9 km em teste militar de paraquedas

REPRODUÇÃO/TECHNODINAMIKA

O exército da Rússia realizou recentemente exercícios militares com paraquedas no qual cachorros saltaram junto com soldados. O objetivo do treinamento seria simular um pouso em uma zona de batalha em que seria necessário levar o animal.

O equipamento desenvolvido pelo Grupo Technodinamika suporta cães de até 45 kg mais o peso do corpo do militar. Até o momento, os testados foram feitos em saltos a até 3,9 km de altura.

“Os testes preliminares não revelaram quaisquer desvios ou resultados negativos. Um cão se comporta adequadamente após um salto aéreo e está pronto para realizar as tarefas atribuídas ao pousar”, destaca Alexey Kozin, designer-chefe de paraquedas da Technodinamika, em entrevista à Agência Tass.

Os cães se adaptaram bem ao paraquedas e, de acordo com a empresa, enquanto estão no avião eles observam bastante o solo e as nuvens. Quando estão perto de tocar o chão, eles movem rapidamente as patas em sinal de preparação para o pouso.

O equipamento está sendo testado no Centro de Testes de Voo Estatal do Ministério da Defesa da Rússia, e a expectativa é de que ele comece a ser utilizado pelo país já em 2022.

Além dos paraquedas, a Technodinamika está desenvolvendo também dispositivos de oxigênio que vão ser usados pelos animais em saltos de até 8 km de altitude nos próximos meses.

Fonte: R7
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LÍDER DO PARTIDO TRABALHISTA ISAAC HERZOG TOMA POSSE COMO PRESIDENTE DO ESTADO DE ISRAEL

Isaac Herzog assume como presidente de Israel

Líder do Partido Trabalhista como 11º presidente do Estado israelense, cargo mais simbólico que tem mandato de 7 anos

INTERNACIONAL

 por AFP

Herzog (de terno azul) chega à residência presidencial acompanhado da esposa, Michal

EMMANUEL DUNAND / AFP – 7.7.2021

Isaac Herzog, ex-líder do Partido Trabalhista, tomou posse nesta quarta-feira (7) como presidente do Estado de Israel, tornando-se a 11ª pessoa a ocupar este cargo, cujo papel é principalmente simbólico.

Com a mão esquerda sobre a Torá, ele jurou aos deputados da Knéset (Parlamento) “cumprir fielmente seu cargo de presidente”.

“Hoje me apresento a vocês honrado e emocionado”, disse Herzog, de 60 anos, acrescentando que quer ser “o presidente de todos”.

“Minha missão é, principalmente, fazer todo o possível para recuperar a esperança”.

Herzog foi eleito pelos deputados no início de junho, em meio à crise política, quando os opositores de Benjamin Netanyahu – o primeiro-ministro mais duradouro na história de Israel – realizavam negociações para tirá-lo do poder. Por fim, formaram um governo heterogêneo com o líder da direita radical Naftali Bennett à frente.

Em Israel, como em outros lugares, o poder Executivo é exercido pelo primeiro-ministro, enquanto o cargo de presidente é apolítico e em grande parte honorário. No entanto, possui a escolha de conceder indultos.

Herzog substitui como chefe de Estado Reuven Rivlin, de 74 anos, figura da direita israelense, que foi eleito em 2017 por um período não renovável de sete anos.

Apelidado “Buji”, Isaac Herzog foi eleito em 2 de junho com 87 votos dos deputados, contra 26 de sua adversária, Miriam Peretz, uma educadora sem experiência política, mas que é popular na sociedade israelense.

Herzog entrou pela primeira vez na Knéset em 2003, e na década seguinte assumiu ministérios, antes de tomar a liderança de um partido trabalhista em crise, em novembro de 2013.

Fonte: R7

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PROGRAMA NUCLEAR IRANIANO CAUSA PREOCUPAÇÃO NA EUROPA

Europa mostra preocupação com programa nuclear iraniano

Países do bloco temem que anúncio de novas medidas de enriquecimento de urânio pelo Irã ameace futuro do pacto nuclear

INTERNACIONAL

por AFP

Irã anunciou que aumentará o grau enriquecimento de urânio em seu programa nuclear

Os países europeus expressaram “grande preocupação” nesta terça-feira (6), depois que o Irã anunciou que aumentará o grau de enriquecimento de urânio, alegando que isso prejudica as negociações de Viena com o objetivo de resgatar o acordo de 2015 sobre o programa nuclear iraniano.

“Com seus últimos passos, o Irã está ameaçando um desfecho bem-sucedido das negociações de Viena, apesar do progresso feito nas seis rodadas de negociações até agora”, disseram em comunicado os ministérios das Relações Exteriores da França, Reino Unido e Alemanha.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) indicou pouco antes que o Irã pretende “produzir urânio metálico com uma taxa de enriquecimento de 20%”.

Questão delicada

Teerã, que cancelou seus compromissos depois que os Estados Unidos se retiraram do pacto em 2018, iniciou a produção de urânio metálico para fins de pesquisa em fevereiro, uma questão delicada já que esse elemento pode ser usado para fabricar armas nucleares.

O Irã agora quer passar para um nível mais alto de enriquecimento, “um processo de várias etapas” que ocorrerá em sua fábrica em Isfahan (centro), de acordo com o comunicado da AIEA enviado à AFP. Seu objetivo é “fabricar combustível” para alimentar o reator de pesquisa do Teerã.

“O Irã não tem nenhuma necessidade civil crível de continuar sua produção  ou atividades de urânio metálico, que constituem uma etapa-chave no desenvolvimento de uma arma nuclear”, estimam os europeus no comunicado.

O diretor-geral desse órgão da ONU, Rafael Grossi, informou os países membros dessa novidade, que se dá em um contexto complicado.

As negociações de Viena, iniciadas em abril, estão paralisadas e, segundo um diplomata europeu consultado pela AFP, “não serão retomadas esta semana”.

Essas discussões buscam devolver os Estados Unidos ao acordo fechado em 2015 na capital austríaca e acontecem semanas antes da chegada do novo presidente iraniano, Ebrahim Raisi, em agosto.

O pacto concedeu ao Irã um alívio das sanções do Ocidente e da ONU em troca do compromisso de não fabricar uma bomba atômica e reduzir seu programa nuclear.

Mas a decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar seu país e impor novamente as sanções, minou o plano. Teerã então desistiu da maioria de seus compromissos.

Fonte: R7
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PERU AINDA ESPERA SABER OFICIALMENTE QUEM SERÁ SEU NOVO PRESIDENTE, UM MÊS APÓS FIM DA VOTAÇÃO

Peru: eleitores acampam em Lima para ‘defender’ seus votos

Um mês após a votação, ainda não foi declarado um vencedor para a eleição presidencial no Peru

INTERNACIONAL

por AFP

Apoiadores dos dois candidatos acamparam em praças de Lima, capital do Peru

ERNESTO BENAVIDES / AFP – 6.7.2021

Um mês após o fim da votação, o Peru ainda espera saber oficialmente quem será seu novo presidente, enquanto eleitores dos candidatos de esquerda e direita, Pedro Castillo e Keiko Fujimori, respectivamente, acampam nas praças de Lima para “defender” seus votos.

Em meio ao frio em pleno inverno na capital, Lima, centenas de simpatizantes de Castillo, vindos da serra e da floresta, pernoitam nas cerca de 180 barracas armadas na Plaza de la Democracia, em frente ao prédio do Júri Nacional de Eleições (JNE), que está julgando impugnações de votos antes de anunciar quem venceu.

Os primeiros se instalaram na praça há mais de três semanas. Muitos vestem  trajes típicos da região andina ou amazônica enquanto esperam pacientemente que o professor da zona rural de Cajamarca (norte) seja declarado como novo presidente.

“O júri já deve anunciar Pedro Castillo para que isso tudo acabe”, afirmou à AFP Martín Quispe, de 35 anos, do distrito de Santa Teresa, região andina de Cusco.

“Morar em uma barraca significa sentir frio e não dormir bem, mas vale a pena a luta que estamos fazendo”, acrescenta Quispe, que acampa com sua esposa e filha em uma pequena barraca amarela forrada de plástico azul para se proteger da alta umidade de Lima.

“Vamos permanecer”

Merino Trigoso, líder do povo indígena amazônico Awajún, de 66 anos, que usa uma coroa de penas e um colar tradicional, também está acampando.

“Vamos permanecer até que combatam a corrupção”, disse à AFP.

“Vamos ficar até que Castillo seja proclamado, senão vamos fazer algo mais radical”, afirmou Maruja Inquilla, de 45 anos, natural de Coata, município próximo ao lago Titicaca, na fronteira com a Bolívia.

Banheiros químicos e uma tenda de serviços médicos foram instalados na praça. Os ativistas contam que se alimentam de doações.

Cerca de 200 “ronderos” — membros das rondas de vigilância rural à qual Castillo pertence — tomam conta do acampamento improvisado.

Eles carregam chicotes para manter a ordem e, se necessário, afastar adversários políticos.

“Estamos aqui para colocar ordem e disciplina. Queremos garantir que a vigília seja feita de forma ordenada”, afirma o presidente nacional das rondas camponesas, Víctor Vallejos, que usa colete preto e um sombrero, chapéu de palha.

“Vamos ajudar Keiko”

A apenas sete quarteirões de distância, a aproximadamente 700 metros, os apoiadores de Fujimori também montaram um acampamento “pela Democracia e Liberdade” neste fim de semana no Paseo de los Héroes Navales, em frente ao Palácio da Justiça.

Apesar da alta tensão, não houve confrontos após a votação de 6 de junho e todas as atividades decorrem normalmente no país.

Vestidos principalmente com camisetas da seleção de futebol peruano, esses partidários de Fujimori vêm de bairros pobres de Lima e buscam “defender” seus votos.

Fujimori denunciou que houve “fraude” na contagem, sem apresentar provas conclusivas, mas as autoridades peruanas, os Estados Unidos e a Organização dos Estados Americanos (OEA) afirmam que as eleições foram limpas e sem “irregularidades graves”.

“Não queremos um país comunista, queremos um país livre para que nossos filhos não sofram terrorismo como nos anos 1980”, com a guerrilha maoísta Sendero Luminoso, declara à AFP a cabelereira Dina Amaya, de 55 anos, do distrito de La Victoria.

Fonte: CNN
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LINHAS IMAGINÁRIAS NOS MAPAS SÃO TRANSFORMADAS EM BARREIRAS DE CONCRETO PARA CONTROLAR FLUXO DE PESSOAS E MOSTRAR O PODER

Por que países constroem muros em suas fronteiras?

Linhas nos mapas são transformadas em barreiras de concreto para controlar o fluxo de pessoas e para mostrar poder

INTERNACIONAL

 Giovanna Orlando, do R7

Em algumas partes do mundo, muros dividem países

JOSE LUIS GONZALEZ/ REUTERS – 26.10.2019

As fronteiras entre países são linhas imaginárias traçadas no mapa e, na maior parte do mundo, facilmente atravessáveis. Em outras regiões, entretanto, as fronteiras são reais e aparecem na forma de muros, com arame farpada e guardas.

As barreiras mais emblemáticas foram construídas entre os Estados Unidos e o México; no enclave espanhol de Melilla, no Marrocos, e Ceuta, na Espanha, que separa a Europa da África; na zona desmilitarizada entre as Coreias e na Faixa de Gaza, região em disputa por Israel e Palestina.

 

As justificativas pelos responsáveis por erguer essas estruturas nos limites entre dois países são controlar a entrada de imigrantes, criar zonas de segurança e garantir um cessar-fogo. No entanto, a explicação para construção dessas barreiras é, no fundo, mostrar quem manda na região.

“A materialização do muro expressa o distanciamento e materializa o poder. É a expressão do poder e da opressão, quem controla esse muro tem o poder”, diz a professora de Relações Internacionais da ESPM-POA, Ana Simão.

Controle da imigração ilegal

Os muros construídos na fronteira entre México e os Estados Univos e no reduto espanhol em Melilla e em Ceuta, no norte do Marrocos, surgiram com a premissa de controlar a imigração ilegal. Do lado norte-americano, a obra foi justificada também com uma medida  necessária para combater o tráfico de drogas e a criminalidade.

“A criação das fronteiras não controla o tráfico e nem elimina o terrorismo o muro aumenta a vulnerabilidade das pessoas, das regiões e expressa o poder”, diz a professora da ESPM.

Pessoas que vivem em situação de crise política, econômica ou humanitária deixam suas casas em busca de uma situação de vida melhor e fogem para regiões mais desenvolvidas. Apesar de existir possibilidade de conseguir asilo ao cruzar a fronteira, o volume desses pedidos é grande e o processo lento.

Nos últimos anos, a União Europeia se mostrou mais aberta à entrada de imigrantes, com exceção a Itália, que fechou portos e recusou ajudar navios que circulavam próximo a sua costa. O ultradireitista Matteo Salvini chegou a ser julgado pelo bloqueio de uma dessas embarcações.

“A barreira física é uma demonstração de problemas diplomáticos prévios. Mostra que a questão chegou em um ponto em que as negociações diplomáticas se esgotaram”, diz o coordenador do curso de Relações Internacionais da FAAP, Carlos Gustavo Poggio.

Nos EUA, o ex-presidente Donald Trump foi eleito com um discurso contra a imigração e, durante seu governo endureceu as medidas para asilo e recebeu críticas pelo tratamento dado aos latinos nas dependências de centros da Agência de Imigração e Alfândega (ICE).

Joe Biden chegou à Casa Branca com uma proposta mais flexível em relação aos imigrantes, mas deixou claro que não vai abrir as portas para todos.

A fronteira entre Israel e Palestina é uma zona de guerra e, em maio deste ano, um confronto que durou semanas terminou com 100 mortes no lado árabe do muro.

“Essa é uma região de bastante tensão política. Tem uma questão econômica e política, com elementos religiosos, culturais e históricos”, explica Poggio.

Com a saída de Benjamin Netanyahu do poder no começo de junho, é possível que a situação de fato mude. “É preciso aguardar para ver como ficam as relações com a nova política em Israel”, diz Ana.

A Zona Desmilitarizada entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul é uma das regiões mais armadas e vigiadas do mundo. Os dois países ainda estão em guerra, apesar de não trocarem tiros desde os anos 1950, quando a divisão do território foi formalizada.

Ainda assim, nunca houve um tratado de paz e as conversas sobre uma reintegração das Coreias ficam no campo das possibilidades para o futuro. Por hora, o maior perigo na região é o poderio militar da isolada Coreia do Norte, que rejeita as tentativas de diálogo com países do Ocidente e vizinhos.

O território sob o comando de Kim Jong-Un está isolado do restante do mundo desde o fim da guerra e relações principalmente com a China, que também tem um governo comunista. Enquanto isso, a Coreia do Sul cresce no campo da tecnologia, soft power e conta com aliados poderosos na Ásia e é próxima dos Estados Unidos.

Nesse muro não há imigrantes tentando passar para o outro lado. Os dissidentes da Coreia do Norte precisam enfrentar jornadas dificílimas para deixar o país e podem correr o perigo de serem traficados para outras regiões.

Para o professor Poggio, a permanência da proibição de circulação de pessoas entre as Coreias e a presença de outros muros pelo mundo vai contra o que era esperado para o mundo no século 21.

“A criação de todos esses muros é uma negação ao discurso pós-Guerra Fria de que viveríamos em um mundo aberto, globalizado, com trocas globais de comércio”, afirma.

Fonte: R7

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NA ÍNDIA, FORAM APLICADAS MAIS DE 4 MIL DOSES DE ÁGUA DO MAR NO LUGAR DA VACINA

Mais de 4 mil indianos recebem água do mar no lugar de vacinas

Esquema de vacinação envolveu o dono de um hospital particular em Mumbai; o local foi fechado e 14 pessoas foram presas

INTERNACIONAL

Fleury, do R7

Indianos fazem fila em um posto de vacinação em Mumbai

INDRANIL MUKHERJEE / AFP – 4.7.2021

Mais de 4 mil pessoas podem ter recebido água do mar no lugar de uma dose de vacina contra a covid-19 na região de Mumbai, a cidade mais populosa da Índia. Segundo a imprensa local. um elaborado esquema para aplicação de vacinas falsas estava sendo realizado por dirigentes de um importante hospital particular na região.

A polícia já prendeu 14 suspeitos de participarem do esquema, incluindo o dono do hospital Shivam, Shivraj Pataria, e sua esposa, Neeta, além de funcionários e alunos. O hospital foi lacrado pelas autoridades nesta segunda-feira (5) e todo o dinheiro arrecadado pelos fraudadores, 1,24 milhão de rúpias (o equivalente a cerca de R$ 850 mil) foi confiscado, junto com um carro.

De acordo com o Times Of India, o Shivam era um dos hospitais de Mumbai credenciados para realizar a vacinação contra a covid-19. Com a expansão da campanha, os proprietários decidiram fazer um cadastro para realizar a imunização em postos em outros locais da cidade, enquanto buscavam comprar mais 100 mil doses de vacina.

No entanto, eles não conseguiram um empréstimo que seria necessário para pagar as doses. Sem os imunizantes, o grupo decidiu encher ampolas com água do mar e vacinar os inscritos de todo jeito, para ficar com o dinheiro. Ao todo, dos 12 postos volantes montados por eles desde o final de abril, pelo menos 9 aplicaram vacinas falsas em um total de 4.077 pessoas.

Certificados adulterados

A farsa foi descoberta quando funcionários do sistema de saúde indiano notaram a falta de certificados das vacinas aplicadas nesses postos, além de alguns documentos falsificados ou duplicados. Pacientes também relataram à polícia que notaram que os lacres das vacinas estavam violados e que acharam estranho que só poderiam pagar pela vacinação em dinheiro vivo.

“Eles tinham regras bem definidas para esses postos”, explicou um investigador ao Times Of India. “As ampolas eram guardadas em caixas térmicas, para evitar suspeitas. Algumas vezes, eles guardavam os frascos dentro de geladeiras desligadas. Outra regra importante era que eles não deixavam ninguém tirar fotos nesses locais”.

Um estudante de medicina, Kareem Ali, que também foi preso pela polícia, foi usado de cobaia. Os idealizadores do esquema injetaram a água do mar no corpo dele para se certificar de que não causaria nenhum efeito colateral.

Desde abril, a Índia sofre com uma onda brutal de aumento de casos e mortes por covid-19. O governo intensificou os esforços de vacinação e até o momento já aplicou quase 350 milhões de doses de imunizantes. Até o momento, foram confirmados pouco mais de 30 milhões de casos (o 2º maior número do mundo) e 402 mil óbitos (o 3º maior) pela doença no país.

Fonte: R7
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DOIS ASTRONAUTAS CHINESES COMPLETARAM COM SUCESSO A CAMINHADA ESPACIAL FORA DA NOVA ESTAÇÃO

Astronautas da China fazem 1ª caminhada espacial desde 2008

Dois tripulantes da estação Tiangong saíram ao espaço por sete horas; Missão ainda prevê uma segunda saída da espaçonave

TECNOLOGIA E CIÊNCIA

 Do R7, com AFP

O astronauta Liu Boming realiza inspeções do lado de fora da estação Tiangong

REPRODUÇÃO / CCTV VIA AFP – 4.7.2021

Dois astronautas chineses completaram com sucesso neste domingo (4) a primeira caminhada espacial fora da nova estação da China, que está em órbita ao redor da Terra desde o fim de abril. A tripulação foi enviada ao espaço em junho para ocupar a Tiangong (Palácio Celestial), onde devem permanecer por três meses.

Eles saíram da cabine principal na manhã deste domingo para uma caminhada que durou cerca de sete horas, segundo informou a Agência Espacial da China.

“O retorno a salvo dos astronautas Liu Boming e Tang Hongbo ao módulo central Tianhe marca o completo sucesso da primeira caminhada da estação espacial do nosso país”, disse um comunicado divulgado pela agência.

A missão deles consistia em erguer a câmera panorâmica que fica fora do módulo central da Tianhe, além de verificar a capacidade de movimentação do braço robótico que usarão para transferir os módulos ao redor da estação, segundo a imprensa estatal.

“Oh, é tão bonito aqui fora”, disse Liu, em um vídeo filmado enquanto deixava a cabine.

As imagens da televisão estatal mostraram os dois astronautas vestindo os trajes e também enquanto realizavam avaliações médicas na preparação para a caminhada espacial.

Depois disso, eles apareceram na porta da cabine e saindo do módulo, na primeira das duas caminhadas previstas para a missão, cada uma delas com seis a sete horas de duração.

Essa é a primeira vez desde 2008 que astronautas chineses saem de sua nave no espaço. Naquela ocasião, o comandante Zhai Zhigang transformou seu país no terceiro do mundo a realizar uma caminhada espacial, depois da União Soviética e dos EUA.

Essa primeira missão tripulada chinesa em quase cinco anos é uma questão de muito prestígio para o país, que comemora este mês o centenário de fundação do Partido Comunista Chinês, com uma imensa campanha de propaganda.

Onze lançamentos previstos

Os tripulantes foram submetidos a mais de 6 mil horas de treinamentos antes da missão.

A Agência Espacial da China tem previsão de realizar 11 lançamentos até o fim do ano que vem, três deles tripulados, que devem entregar dois módulos de laboratórios para expandir a estação, além de transportar mantimentos para os tripulantes em órbita.

O comandante da missão é Nie Haisheng, um piloto condecorado da força aérea do Exército Popular de Libertação, que já participou de outras duas missões espaciais.

Neste domingo, a televisão estatal mostrou imagens da vida diária dos astronautas em Tiangong, incluindo cenas de exercício em bicicleta e esteira.

Também foi possível ver um membro da tripulação comendo usando palitos e outro andando com as mãos e dando uma pirueta.

A missão tem recebido muita atenção nas redes sociais do país, e a hashtag sobre a caminhada espacial teve cerca de 200 milhões de visualizações na plataforma chinesa Weibo, que é o equivalente no país do Twitter.

“Quanto me emociona cada sucesso, não tenho palavras”, escreveu um usuário.

O presidente Xi Jinping afirmou que a construção da primeira estação chinesa abre “novos horizontes” para a humanidade na exploração espacial.

O interesse chinês de ter sua própria base tripulada na órbita terrestre foi impulsionado em parte pela negativa norte-americana de lhes dar acesso à Estação Espacial Internacional (ISS), que é administrada em colaboração pelos EUA, Rússia, Canadá, Europa e Japão.

A ISS deve ser retirada de órbita em 2024, mas a Nasa já disse que ela ainda pode seguir em utilização até depois de 2028.

A estação chinesa Tiangong tem uma expectativa de vida de pelo menos 10 anos. A China disse que estará aberta, no futuro, a uma eventual colaboração internacional.

Fonte: R7
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‘AMPLITUDE’ DE ATAQUE CIBERNÉTICO À EMPRESAS NOS EUA É DESTACADO PELO FBI

FBI destaca ‘amplitude’ do ataque cibernético nos EUA

Invasão a empresa que vende programas para varejo fez hackers espalharem vírus por mais de mil empresas no mundo

INTERNACIONAL

 por AFP

Ataques com ransomware vêm se espalhando pelos EUA nas últimas semanas

KACPER PEMPER / REUTERS – ARQUIVO

O FBI destacou neste domingo (4) que a “amplitude” do ataque cibernético em curso desde sexta-feira contra a empresa Kaseya, que afeta seus clientes nos EUA e vários outros países, poderia impedir uma resposta a todas as vítimas individualmente.

Os hackers atacaram a Kaseya na sexta-feira, pouco antes do fim de semana prolongado do Dia da Independência nos Estados Unidos, para exigir um resgate de potencialmente mais de 1.000 empresas por meio do software de gerenciamento oferecido por essa empresa norte-americana.

“Se você acredita que seus sistemas foram comprometidos, encorajamos você a usar todas as medidas recomendadas e seguir o conselho da Kaseya para desligar imediatamente os servidores (que hospedam o software afetado) e relatar isso ao FBI”, informou a autoridade em uma mensagem.

“Embora a escala deste incidente possa nos impedir de responder a cada vítima individualmente, todas as informações que recebemos serão úteis para combater essa ameaça”, enfatizou.

Busca pelos autores

O FBI abriu uma investigação e está trabalhando com a Agência de Segurança de Infraestrutura e Cibersegurança dos Estados Unidos (CISA) e outras agências “para entender a escala da ameaça”.

O presidente americano, Joe Biden, declarou no sábado que ordenou uma investigação, em particular para determinar se o ataque veio ou não da Rússia. “Ainda não temos certeza”, havia dito.

É difícil estimar a extensão desse ataque de “ransomware”, um tipo de programa que paralisa sistemas de computador e exige um resgate financeiro para desbloqueá-los.

De acordo com a Kaseya, menos de 40 clientes foram afetados, mas alguns deles também têm outros clientes, e o ataque pode ter se espalhado para centenas ou até milhares deles.

Com sede em Miami, a Kaseya, que afirma ter mais de 40.000 clientes, oferece ferramentas de TI para empresas, incluindo o software VSA, que permite o gerenciamento da rede de servidores, computadores e impressoras de uma única fonte.

Em uma nova mensagem no domingo, a empresa disse que estava trabalhando 24 horas por dia, “em todas as regiões”, para resolver o problema e restaurar o serviço para seus clientes que usam o software afetado remotamente “dentro de 24 a 48 horas”.

A empresa de segurança cibernética ESET Research identificou vítimas do ataque cibernético em 17 países no sábado.

Como consequência direta do ataque cibernético, uma rede de supermercados sueca teve que fechar 800 lojas no sábado, depois que seu sistema de caixas ficou paralisado.

Fonte: R7
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INCÊNDIOS FLORESTAIS DEIXAM CANADÁ EM ESTADO DE ALERTA

Costa oeste do Canadá entra em alerta contra incêndios florestais

Em meio à intensa onda de calor que atinge a região, pelo menos 177 focos de incêndio foram registrados nos últimos dias

INTERNACIONAL

 por AFP

Dezenas de focos de incêndio na Columbia Britânica preocupam o governo canadenseDezenas de focos de incêndio na Columbia Britânica preocupam o governo canadense
SERVIÇO FLORESTAL DA COLUMBIA BRITÂNICA / DIVULGAÇÃO VIA AFP – 1.7.2021
As forças armadas do Canadá estão em alerta neste sábado (3) para ajudar a evacuar as cidades e combater mais de 170 incêndios causados por uma onda de calor sufocante e pela seca no oeste do país.

Ao menos 177 incêndios ocorreram na província da Colúmbia Britânica, dos quais 76 foram registrados nos últimos dois dias, disseram as autoridades. A maioria foi causada por raios.

“Ontem [sexta-feira] observamos cerca de 12.000 relâmpagos”, afirmou Cliff Chapman, diretor de operações do serviço de bombeiros da Colúmbia Britânica, de acordo com a emissora pública CBC.

“Muitos desses relâmpagos caíram perto de comunidades, como visto na área de Kamloops”, 350 quilômetros a nordeste de Vancouver, acrescentou.

Calor sem precedentes

Embora o fenômeno da “cúpula de calor” que retém o ar quente na região seja responsabilizado pelas condições sufocantes no oeste dos Estados Unidos e Canadá, os especialistas dizem que as mudanças climáticas estão fazendo com que os recordes de temperatura sejam quebrados com mais frequência.

A nível mundial, a década que antecedeu 2019 foi a mais quente já registrada, e os cinco anos mais quentes ocorreram desde 2012, de acordo com o climate.gov.

Na sexta-feira, o ministro canadense de Segurança Pública, Bill Blair, apontou para “condições de seca e calor extremo” que são “inéditas” na Colúmbia Britânica.

“Esses incêndios mostram que estamos no início do que promete ser um verão longo e difícil”, acrescentou em entrevista coletiva.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro Justin Trudeau se reuniu com um Grupo de Resposta a Incidentes, que inclui vários ministros, após conversar com lideranças locais, provinciais e indígenas.

“Estaremos aqui para ajudar”, disse ele a jornalistas.

O grupo informou que decidiu estabelecer um centro de operações em Edmonton, no oeste do país, com até 350 efetivos militares para prestar apoio logístico à região, segundo o ministro da Defesa, Harjit Sajjan. Aviões militares também foram enviados.

Cerca de mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas por causa dos incêndios na Colúmbia Britânica, e muitas outras estão desaparecidas.

Ao menos 719 pessoas morreram na semana, “três vezes mais” do que a média naquele período, relatou o departamento médico-legista d Colúmbia Britânica.

Lisa Lapointe, a chefe legista da província, informou que o calor extremo era provavelmente um “fator importante”.

A pequena cidade de Lytton foi evacuada na quarta-feira depois que um incêndio se espalhou rapidamente pela área. Cerca de 90% da cidade foi queimada, segundo Brad Vis, deputado que representa a área.

Na terça-feira, 49,6 graus Celsius foram registrados nesse povoado, um recorde no Canadá.

A onda de calor continuou a se expandir pelo Canadá neste sábado, afetando também as províncias de Alberta, Saskatchewan e Manitoba, assim como partes dos Territórios do Noroeste e partes do norte de Ontário.

Mais ao sul, os estados americanos de Washington e Oregon também vivenciam temperaturas recordes.

Ao menos 94 pessoas morreram em Oregon devido à onda de calor, alertaram as autoridades na sexta-feira. E na Califórnia, três incêndios já destruíram cerca de 16.200 hectares no norte do estado.

Fonte: R7
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DEFICIÊNCIA EM VACINAÇÃO CAUSA CRÍTICA AO GOVERNO DA GUATEMALA

Entidades pedem renúncia do presidente da Guatemala

Com vacinação ainda deficiente, entidades criticam gestão do presidente Alejandro Giammattei

INTERNACIONAL 

Da EFE

A Guatemala tem uma das vacinações mais lentas da América Latina

ESTEBAN BIBA / EFE – ARQUIVO

Diversas organizações sociais exigiram neste sábado (3) a renúncia do presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei, devido à gestão da pandemia, além da falta de vacinas contra a covid-19 no país

A aliança Convergência para os Direitos Humanos, formada por 11 organizações sociais, divulgou um comunicado pedindo “a renúncia imediata” de Giammattei e “das autoridades do Ministério da Saúde” guatemalteco.

“Este é o governo com maior orçamento atribuído, o que lhe permitiria enfrentar vários dos impactos da pandemia, mas os recursos foram difamados ou acabaram no bolso das pessoas, principalmente do círculo fechado de Alejandro Giammattei”, diz o comunicado.

As organizações afirmaram que “a incapacidade” do governo de Giammattei “só aumentou a pobreza, a pobreza extrema e a desnutrição no país”.

“Depois de um ano e meio no poder, Alejandro Giammattei deu sinais suficientes de ter trilhado o caminho de buscar e ampliar a corrupção e a impunidade, acima da proteção da população”, acrescenta o comunicado.

 

Índia passa de 400 mil mortes por covid-19

A aliança Convergência para os Direitos Humanos é formada pelas entidades Justicia Ya, a Fundação Myrna Mack, a União Nacional de Mulheres Guatemaltecas, o Instituto de Estudos Comparativos em Ciências Criminais da Guatemala, a Unidade de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos, o Centro para Análise Forense e Ciências Aplicadas e Equipe de Estudos Comunitários e Ação Psicossocial, entre outros.

Segundo dados do Ministério da Saúde, a Guatemala registrou pouco mais de 750 mortes por covid-19 nos últimos 15 dias, em um dos períodos mais letais da doença desde março de 2020.

As 750 mortes equivalem a 8% do total de vítimas da doença no país, que na última atualização, ontem, somava 9.350 óbitos.

O país governado por Alejandro Giammattei, com 16,3 milhões de habitantes, tem um dos piores registros de vacinação do continente, segundo índices de organismos internacionais.

De acordo com dados oficiais, uma em cada duas crianças na Guatemala sofre de desnutrição e 59% da população vive abaixo da linha da pobreza.

Fonte: R7
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NÚMERO DE VIAJANTES AUTORIZADOS À ENTRAR NA AUSTRÁLIA FOI REDUZIDO PARA 3 MIL POR SEMANA

Austrália reduz número de viajantes que podem entrar no país

Apenas 3 mil pessoas poderão aterrissar em voos comerciais por semana e turistas deverão cumprir quarentena de 2 semanas

INTERNACIONAL 

por AFP

Austrália reduz número de viajantes autorizados a entrar no país

SAEED KHAN / AFP

A Austrália anunciou, nesta sexta-feira (2), uma nova redução drástica do número de pessoas autorizadas a entrar e sair do país, onde várias cidades foram posta em confinamento para conter os focos de covid-19.

Quase metade da população australiana se encontra submetida a medidas de confinamento. Nesse contexto, o primeiro-ministro Scott Morrison anunciou que o número de viajantes que poderá ingressar no território será reduzido à metade.

Para evitar que cheguem contágios do exterior, apenas 6 mil pessoas estão autorizadas, a cada semana, a aterrissar em voos comerciais na Austrália. Assim que chegam, devem cumprir uma quarentena obrigatória de duas semanas em um hotel.

Essa cota passará para cerca de 3 mil até meados de julho, disse Morrison.

Este anúncio surge em um momento em que a população está cada vez mais exasperada com as restrições anticovid-19, com as falhas nos dispositivos de quarentena e com uma campanha de vacinação que avança lentamente.

Mais de um ano e meio depois do início da pandemia, menos de 8% da população adulta australiana recebeu duas doses da vacina.

“É um momento difícil para as pessoas que enfrentam restrições”, admitiu Morrison.

Nesta sexta-feira, os habitantes das cidades de Sydney, Brisbane e Perth, um total de 10 milhões de pessoas, permaneciam confinados após a detecção de vários focos de covid-19.

Na quinta-feira (1), 27 novos casos foram registrados no país.

As medidas de breve confinamento impostas em Alice Springs, Darwin e Gold Coast foram progressivamente suspensas, mas surtos da doença continuam a aparecer em outras áreas, sobretudo em Sydney.

Fonte: R7
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SEGUNDO BIDEN, GOVERNO DO AFEGANISTÃO TEM CAPACIDADE PARA SE SUSTENTAR APÓS RETIRADA DOS SOLDADOS AMERICANOS

Biden acredita que governo afegão se sustentará após saída dos EUA

Autoridades dos dois países temem um avanço do grupo Talibã após retirada das tropas norte-americanas

INTERNACIONAL

Da EFE

Autoridades dos dois países teme ofensivas do grupo Talibã nos próximos meses

FE/EPA/SAMUEL CORUM

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta sexta-feira (2) que o governo do Afeganistão tem capacidade para se sustentar após a retirada dos soldados americanos de seu território, apesar da ameaça do Talibã.

Biden foi questionado sobre a retirada dos EUA no final de um discurso na Casa Branca sobre o desemprego e horas depois de saber que as forças dos EUA haviam transferido o controle da base aérea de Bagram, sua principal instalação militar no Afeganistão, para as autoridades afegãs.

“Reunimo-nos com o governo afegão aqui na Casa Branca, no Salão Oval, creio que eles têm capacidade para manter o governo”, declarou o presidente americano, que lembrou que as forças armadas do seu país ficaram destacadas em solo afegão por 20 anos.

Por outro lado, expressou preocupação com o fato de as autoridades afegãs terem de lidar com uma série de questões internas e ressaltou que precisam gerar apoio em nível nacional para sustentar o governo.

Biden também foi questionado se os EUA fornecerão assistência para proteger a capital afegã diante das previsões de que ela pode cair nas mãos do Talibã nos próximos seis meses, ao que respondeu que seu país planejou “um capacidade de longo prazo que poderia agregar valor”

Ainda assim, enfatizou que “os afegãos terão que ser capazes de fazer isso sozinhos com a Força Aérea que têm” e que os EUA estão ajudando a manter.

A retirada dos soldados americanos começou em 1º de maio e deve ser concluída até 11 de setembro, por ocasião do 20º aniversário dos ataques terroristas contra os EUA.

As forças americanas e da OTAN têm evacuado gradualmente todas as suas bases no país, deixando para o fim suas principais fortificações, como a base de Bagram, entregue esta sexta-feira, e a base de Cabul, que ainda abriga as tropas da Aliança Atlântica.

Biden destacou nesta sexta-feira que a retirada das forças americanas está ocorrendo de acordo com o planejado e que não será totalmente concluída nos próximos dias, embora queira ter certeza de que haverá tempo suficiente para concluí-la até setembro.

Nesse sentido, explicou que algumas tropas americanas continuarão no país asiático em setembro dentro do processo de “redução racional” com os aliados.

Depois de ser questionado três vezes por jornalistas sobre o Afeganistão, Biden ficou exasperado e disse: “Não vou responder a mais perguntas sobre o Afeganistão”.

Em seguida, visivelmente irritado, acrescentou: “Olhem, é 4 de julho… Este é um fim de semana de feriado, vou comemorá-lo, temos coisas importantes acontecendo”.

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EXPANSÃO DO ARSENAL NUCLEAR CHINÊS PREOCUPA OS EUA

EUA consideram ‘preocupante’ expansão do arsenal nuclear chinês

Departamento de Estado norte-americano alertou para a construção de mais de 100 novos silos para mísseis balísticos na China

INTERNACIONAL

por AFP

A

Departamento de Estado fez relatório sobre a construção de novos silos para mísseis

MANDEL NGAN / POOL VIA REUTERS – 1.7.2021

Os Estados Unidos expressaram preocupação nesta quinta-feira (1º) com um relatório que aponta que a China está construindo mais de 100 novos silos para mísseis balísticos intercontinentais.

“Acho que é justo dizer que esses relatórios e outros sugerem que o arsenal nuclear da República Popular da China crescerá mais rápido e em um nível mais alto do que talvez anteriormente previsto”, declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, quando questionado sobre o tema pela imprensa local.

Como noticiou o Washington Post na quinta-feira, citando um estudo de imagens comerciais de satélite feito por um grupo da Califórnia, os silos estavam sendo construídos em um deserto próximo à cidade de Yumen, no noroeste chinês.

O Centro James Martin para Estudos de Não Proliferação (nuclear), em Monterrey, argumentou que os 119 locais de construção na província de Gansu eram semelhantes às instalações de lançamento chinesas existentes para mísseis balísticos com ogivas nucleares.

“Este acúmulo é preocupante”, admitiu Price, acrescentando: “Isso levanta questões sobre as intenções da República Popular da China”.

Price garantiu que o fato “reforça em nós a importância da aplicação de medidas práticas para reduzir os riscos nucleares” e “destaca como a República Popular da China parece estar se desviando novamente de décadas de uma estratégia nuclear baseada na dissuasão mínima”.

Fonte: R7
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ISRAEL RETALIA ATAQUES DE BALÕES INCENDIÁRIO DO HAMAS E BOMBARDEIA PRÉDIO DO GRUPO TERRORISTA

Israel retalia balões incendiários com ataques aéreos contra Gaza

Após o lançamento de artefatos por parte do Hamas, a força aérea israelense bombardeou um prédio do grupo terrorista

INTERNACIONAL

por AFP

Duas semanas depois, Israel voltou a realizar um bombardeio contra Gaza

MOHAMMED SALEM / REUTERS – 17.6.2021

Israel realizou ataques aéreos contra alvos islamitas em Gaza na noite desta quinta-feira (1º), em represália ao lançamento de balões incendiários do enclave palestino, que provocaram incêndios no território israelense.

Os ataques israelenses atingiram locais de treinamento, sem deixar feridos, informaram fontes de segurança do movimento islamita Hamas, no poder na Faixa de Gaza.

“Em resposta aos balões incendiários lançados contra o território de Israel, aviões de combate atacaram (…) um local de fabricação de armas pertencente à organização terrorista Hamas”, destacou o exército israelense em um comunicado.

Mais cedo, vários balões incendiários lançados de Gaza provocaram quatro incêndios em Israel, informou o serviço de bombeiros israelense em um comunicado.

“Houve quatro incêndios na região de Eshkol”, perto da Faixa de Gaza, disse o corpo de bombeiros, afirmando que segundo os especialistas a origem dos incêndios foram os “balões incendiários”.

As chamas foram controladas rapidamente, de acordo com os bombeiros.

Ataques após cessar-fogo

Em 18 de junho, a força aérea israelense bombardeou alvos do movimento islamita Hamas na Faixa de Gaza, em represália pelo lançamento de balões incendiários até Israel.

Esses são os segundos bombardeios desde 21 de maio, quando entrou em vigor uma trégua que encerrou uma guerra de 11 dias com o Hamas, no poder na Faixa de Gaza, um enclave palestino de dois milhões de pessoas que leva mais 15 anos sob o bloqueio israelense.

Entre 10 e 21 de maio, 260 palestinos morreram por ataques israelenses na Faixa de Gaza, incluindo combatentes, segundo as autoridades locais.

Em Israel, o lançamento de foguetes a partir de Gaza matou 13 pessoas, entre elas um soldado, segundo a polícia e o exército.

O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, disse nesta quinta-feira em uma cerimônia militar que Israel “não tem vontade de lutar”, mas que se for “necessário”, “não vai hesitar” em lutar com uma “resposta massiva e forte”.

Fonte: R7

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SEGUNDO DONALD TRUMP, BIDEN CAUSOU A PIOR CRISE MIGRATÓRIA DA HISTÓRIA DOS EUA

Trump vai à fronteira com México para criticar políticas de Biden

Ex-presidente diz que falará sobre “pior crise migratória do país” quando visitar a cidade de Weslaco, no Texas

INTERNACIONAL

 por AFP

Trump critica "pior crise migratória da história" dos EUA

BRANDON BELL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Donald Trump comparecerá à fronteira com o México nesta quarta-feira (30) para criticar “a pior crise migratória” da história dos Estados Unidos, causada segundo ele por seu sucessor, Joe Biden, e para retomar o fio condutor de sua Presidência: a luta contra a imigração ilegal.

Uma “fronteira sul destruída”, “uma verdadeira zona de desastre”, afirma Trump diante da possibilidade de uma nova candidatura presidencial em 2024. O republicano não perdeu sua retórica desde sua “reclusão” em suas propriedades na Flórida e Nova Jersey.

Com essas palavras, o republicano anunciou seu primeiro compromisso desde que deixou a Casa Branca em 20 de janeiro. O ex-presidente estará em Weslaco, uma pequena cidade no extremo sul do Texas, perto da fronteira.

A calma reinou neste município na manhã desta quarta-feira, antes da chegada do ex-presidente. Uma caminhonete repleta de bandeiras Trump simboliza a reminiscência de sua popularidade neste estado conservador.

Mais precisamente no Texas, em 12 de janeiro, ele fez sua última visita oficial para falar sobre imigração.

Junto com o governador do Texas, Greg Abbott, e uma delegação de parlamentares republicanos, ele se encontrará com autoridades por volta das 11h30 (13h30 de Brasília) para uma reunião de “segurança da fronteira” e, em seguida, visitará, uma hora depois, uma parte do “muro” que separa os Estados Unidos do México.

“Construam o muro!”, ouvia-se com frequência em seus comícios antes de sua eleição em 2016.

Durante seus quatro anos como presidente, aproximadamente 600 quilômetros foram levantados, embora a maioria desses trechos tenha sido apenas melhorias em cercas já existentes.

Para os republicanos, o programa do bilionário funcionou, mas a chegada de Biden à Casa Branca com a promessa de uma política de imigração “mais humana” gerou um efeito de atração ao país.

A primavera foi marcada por prisões recordes na fronteira sul dos Estados Unidos, de 3.200 quilômetros.Em maio, cerca de 180.000 pessoas foram presas após entrarem ilegalmente, o maior número em 15 anos.

A oposição acusa a vice-presidente, Kamala Harris, responsável por gerenciar a migração irregular, de ignorar a “crise”.

O governador do Texas decretou em meados de junho que o estado continuará a construir o muro fronteiriço. E a governadora republicana da Dakota do Sul, Kristi Noem, acaba de anunciar que enviará dezenas de soldados da Guarda Nacional de seu estado para a fronteira, apesar de estar a mais de 2.000 quilômetros de distância.

Os democratas acusam os republicanos de manipulação política e garantem que o aumento de migrantes na fronteira se deve a vários fatores, ao mesmo tempo em que relembram a polêmica política da separação das famílias imposta por Trump.

Sob sua presidência, quase 4.000 crianças migrantes foram separadas de suas famílias. No início de junho, mais de 2.000 ainda não haviam se reunido com seus entes queridos.

“Palhaços”

“Por quatro anos, os republicanos ficaram em silêncio enquanto Trump sabotava nosso sistema migratório”, afirmou o porta-voz do Partido Democrata, Ammar Moussa, nesta quarta-feira, chamando a visita do ex-presidente de um “espetáculo de palhaços”.

Banido das redes sociais desde o ataque dos seus apoiadores ao Capitólio em 6 de janeiro, Trump mantém muita influência em seu partido.

E está determinado a continuar tendo peso na política americana.Depois de meses quase em silêncio, sua agenda se acelera. O magnata do mercado imobiliário voltou a fazer comícios no último sábado, em Ohio, como início de sua campanha para as eleições parlamentares e locais de novembro de 2022.

Diante de milhares de apoiadores, ele repetiu suas acusações infundadas a respeito do “roubo” na última eleição, ao perder para Biden. E deu a entender que vai tentar uma nova candidatura nas próximas eleições presidenciais.

Ele fará outro grande comício neste sábado em Sarasota, na Flórida.

Fonte: R7
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SEGUNDO DEFESA DA EX-PRESIDENTE DA BOLÍVIA, ELA É VÍTIMA DE “PERSEGUIÇÃO” POLÍTICA

Defesa de ex-presidente da Bolívia apresenta 50 provas e pede soltura

Advogados alegam que Jeanine Áñez, presa preventivamente por conspiração, sedição e terrorismo, é vítima de ‘perseguição política’

INTERNACIONAL |

Da EFE

Até o momento, conteúdo das provas apresentadas pela defesa de Áñez não é conhecido

HENRY ROMERO/ REUTERS – 15.11.2019

A defesa da ex-presidente interina da Bolívia Jeanine Áñez apresentou nesta quarta-feira (30) cerca de 50 provas com as quais pretende mostrar que ela é vítima de uma “perseguição política” e pedir sua soltura imediata.

Áñez está em prisão preventiva há mais de três meses sob acusação de conspiração, sedição e terrorismo durante a crise política de 2019 que resultou na renúncia de Evo Morales à presidência do país e na anulação das eleições daquele ano em meio a alegações de fraude em favor do então mandatário.

A defesa da ex-presidente alega que, após vários meses, o Ministério Público não apresentou provas objetivas para provar os fatos pelos quais Áñez e dois de seus ex-ministros foram processados.

Até o momento, o conteúdo das provas apresentadas pela defesa de Áñez não é conhecido, o que deve ser avaliado por um juiz para determinar se deve ou não proceder com o pedido de soltura.

“Na Bolívia, o sistema judicial submetido ao MAS (Movimento ao Socialismo, partido de Evo Morales e que está atualmente no poder com o presidente Luis Arce) decidiu sequestrar a ex-presidente, acusando-a de terrorismo, sedição e golpe de Estado”, diz outra mensagem publicada nas redes de Áñez.

“Seus direitos civis e humanos estão sendo violados por ela ser mantida detida por um caso que sequer foi bem armado e que o próprio Evo está destruindo em cada declaração que faz”, acrescenta.

Fonte: R7

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ISRAEL INAUGURA SUA PRIMEIRA EMBAIXADA EM ABU DHABI NOS EMIRADOS ÁRABES

Israel inaugura nos Emirados Árabes sua 1ª embaixada no Golfo

Autoridades dos dois países se reuniram em Abu Dhabi após a normalização das relações bilaterais em setembro de 2020

INTERNACIONAL

 por AFP

Israel inaugura sua primeira embaixada no Golfo em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos

SHLOMI AMSALEM / AFP / GPO

O ministro israelense das Relações Exteriores, Yair Lapid, inaugurou nesta terça-feira (29), nos Emirados Árabes Unidos, a primeira embaixada de seu país no Golfo, dentro de uma inédita visita após a normalização das relações bilaterais em setembro de 2020.

“Cortando a fita de inauguração da embaixada de Israel em Abu Dhabi com a ministra emiradense da Cultura, Nura Al Kaabi”, tuitou o ministro com uma foto dele e da responsável local na capital dos Emirados.

A visita de Lapid é a primeira de um ministro israelense aos Emirados e foi descrita por ele como “histórica”.

Mundo supera três bilhões de doses de vacinas anticovid administradas

“O que fazemos aqui hoje não é o fim do trajeto, é o começo”, acrescentou Lapid no Twitter, onde também publicou uma foto sua com um ‘mezuzá’, uma pequena caixa com um pergaminho que contém versículos da Torá, que é colocada nas portas das casas e tocada com a mão antes de entrar em uma residência.

“Devemos conectar nossas economias e fazê-las prosperar”, disse, pedindo a todos os países árabes da região para “reconhecer” Israel.

Durante sua visita, Lapid se reunirá com seu homólogo, Abdalá ben Zayed Al-Nahyan, e com autoridades da área econômica dos Emirados.

“Orgulhoso de representar o Estado de Israel em sua primeira visita oficial aos Emirados Árabes Unidos. Obrigado pela recepção calorosa”, tuitou Lapid em hebraico e árabe em sua chegada.

O movimento islamita da Palestina, que controla a Faixa de Gaza, declarou em um comunicado que a inauguração da embaixada “reflete a insistência dos Emirados no pecado (…) que cometeram assinando os acordos de normalização”.

– Contexto de tensão
O ministro não foi, porém, recebido na pista do aeroporto por nenhuma autoridade e encontrou uma escassa cobertura de imprensa – uma discrição que contrasta com os grandes anúncios e com o tom de celebração dos primeiros meses de normalização das relações entre os dois países.

A visita de Lapid coincide com um aumento da tensão nos territórios palestinos ocupados por Israel.

Os países árabes, entre eles Emirados e Bahrein, criticaram a repressão das manifestações palestinas por parte das forças israelenses em Jerusalém Oriental, ocupado por Israel.

Além disso, os bombardeios israelenses sobre Gaza, muito criticados pela população do Golfo nas ruas e nas redes sociais, também deixaram os novos aliados comerciais de Israel em apuros.

Além dos Emirados, Bahrein, Marrocos e Sudão também assinaram acordos de normalização das relações com Israel, sob o impulso do ex-presidente americano Donald Trump.

Nesta terça, o Bahrein designou um embaixador para representar seu país no Estado hebreu.

Os palestinos denunciaram essas aproximações como “traição”. Até então, a resolução do conflito israelense-palestino era uma condição prévia indispensável para qualquer normalização das relações com Israel.

Fonte: R7
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EX-CHEFE DE INTELIGÊNCIA NO PERU FOI FLAGRADO TENTANDO SUBORNAR JUÍZES ELEITORAIS

Ligações mostram tentativa suborno a juízes eleitorais no Peru

Ex-chefe da inteligência no governo de Alberto Fujimori foi flagrado tentando garantir a vitória de Keiko de dentro da prisão

INTERNACIONAL

 por AF

Vladimiro Montesinos foi braço-direito de Alberto Fujimori e está preso há 20 anos
JAIME RAZURI / AFP – ARQUIVO

O homem que foi o todo poderoso chefe da inteligência do Peru, Vladimiro Montesinos, voltou ao olho do furacão no país após mais de 20 anos em uma prisão de segurança máxima. Chamadas telefônicas o conectaram a um esquema para alterar o resultado das eleições presidenciais e favorecer a filha de seu antigo chefe, o ex-presidente Alberto Fujimori.

Montesinos, que cumpre uma pena de 25 anos, ligou para um militar aposentado para coordenar uma tentativa de subornar juízes do Tribunal Nacional de Eleições (JNE) para que eles proclamassem como vencedora do segundo turno de 6 de junho a direitista Keiko Fujimori, em prejuízo do esquerdista Pedro Castillo, que a superou na votação.

“O método Montesinos é o que resolve os problemas além da legalidade, esse é seu esquema mental, esse é o seu pensamento. O encobrimento do legal para agir ilegalmente no país”, explicou à AFP o escritor Luis Jochamowitz, autor de vários livros sobre Montesinos.

“No início eu duvidei se as gravações (dos telefonemas de Montesinos de dentro da prisão), mas o episódio é real e foi confirmado pelas autoridades”, acrescenta.

Os áudios foram divulgados há quatro dias pelo ex-deputado Fernando Olivera, o mesmo que divulgou, no ano 2000, em um canal de TV a cabo, um vídeo que mostrava o ex-chefe da inteligência, na época o braço-direito do presidente Fujimori subornando um parlamentar da oposição para que se juntasse à base governista, de modo a criar uma maioria no Congresso.

“O Conde Montesinos”

No primeiro dos 17 telefonemas, Montesinos pede ao comandante aposentado Pedro Rejas, que fale com o advogado Guillermo Sendón, para que subornasse três dos quatro membros do JNE para impedir a proclamação de Castillo.

O candidato esquerdista venceu sua rival por 44 mil votos na contagem final, mas o JNE precisa resolver milhares de impugnações de votos pedidas pelo fujimorismo antes de proclamar o vencedor.

“Isso vai te custar três paus (3 milhões de dólares, cerca de R$ 15 milhões). Um para cada um” dos magistrados, disse Sendón para Rejas, de acordo com as gravações.

Em outra ligaçãõ, Montecinos diz a Rejas: “Não tem outro jeito, já passou muito tempo (…) mas você precisa fazer com que eles entendam, o pai ou a filha (Alberto ou Keiko), não sei com quem você fala, que estamos tratando de ajudá-los em um objetivo comum”.’

Apuração termina e aponta vitória de Castillo em eleições no Peru

“O que eu ganho com isso? Nada. Simplesmente estou tentando ajudar porque, do contrário, vão se ferrar: a filha vai acabar presa”, acrescenta Montesinos, de 76 anos, de dentro do presídio de segurança máxima da Base Naval de Callao.

Se perder a presidência, Keiko Fujimori deverá ser julgada ainda este ano por lavagem de dinheiro em um escândalo de contribuições ilegais feitas pela empreeiteira brasileira Odebrecht.

Ela disse que ouviu “com indignação esses áudios, de um homem que traiu todos os peruanos”.

A filha do ex-presidente sempre afirmou que Montesinos agiu pelas costas de seu pai durante o governo, de 1990 a 2000.

Para Jochamowitz: “o mais interessante não é apenas a tentativa de comprar os juízes, mas também a volta ao imaginário e às telas deste personagem que esteve desaparecido por 20 anos”.

Condenado por espionagem

Ao chegar ao poder de 1990, Alberto Fujimori colocou Montesinos à frente dos serviços de inteligência, onde se tornou a iminência parda de um governo em luta com os grupos terroristas Sendero Luminoso e MRTA.

Ele foi ligado a espionagem telefônica contra a oposição e contra um grupo paramilitar que atuou na época, enquanto cometia diversos crimes de corrupção.

Montesinos foi expulso do exército peruano e condenado a um ano de prisão na década de 1970, quando foi envolvido em uma suposta entrega à CIA de informações confidenciais sobre armamento soviético comprado pelo Peru e por falsificar a assinatura de um presidente para poder viajar para o exterior.

Em abril de 1997, Montesinos desfilou triunfalmente junto a Fujimori após encerrar um sequestro de reféns pelo MRTA na embaixada do Japão, um plano do qual participou ativamente, segundo o presidente.

No entanto, em 14 de setembro de 2000 e com o governo acuado, Montesinos caiu em desgraça com a divulgação do vídeo que o mostrava subornando um parlamentar da oposição para que apoiasse Fujimori, que havia sido reeleito para um terceiro mandato.

Isso deu início a uma crise que fez o presidente fugir para o Japão e enviar sua renúncia por fax e, nas semanas seguintes, novos vídeos foram divulgados.

Montesinos fugiu para a Venezuela, onde foi preso em 24 de junho de 2001 e extraditado para o Peru. O ex-presidente foi extraditado do Chile em 2007 e também foi condenado a 25 anos de prisão.

Fonte: R7
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