OS EUA ENVIARÃO UM EMISSÁRIO AO ORIENTE MÉDIO PARA EXORTAR ISRAELENSES E PALESTINOS A DIMINUIR ESCALADA DE ATAQUES E CONFRONTOS

EUA enviam emissário para tentar reduzir conflito na Faixa de Gaza

Secretário de Estado norte-americano Antony Blinken condenou disparos de foguetes do Hamas contra Israel

INTERNACIONAL

 Da AFP

Anúncio foi feito pelo secretário de Estado americano Antony Blinken

SAUL LOEB / POOL / AFP

Os Estados Unidos enviarão um enviado ao Oriente Médio para exortar israelenses e palestinos a “diminuir a escalada” após a série de ataques e confrontos nos últimos dias, informou nesta quarta-feira (12) o secretário de Estado americano, Antony Blinken.

Hady Amr, alto funcionário do Departamento de Estado encarregado dos assuntos israelenses e palestinos, será responsável por instar, “em nome do presidente Joe Biden, a uma redução da violência”, anunciou Blinken a repórteres.

O secretário de Estado voltou a condenar os disparos de foguetes do movimento islamita Hamas contra Israel “com a maior firmeza”, mas também considerou que “qualquer morte de civis” é “uma tragédia”.

“Acho que Israel tem um dever adicional de tentar fazer todo o possível para evitar baixas de civis, mesmo que tenha o direito de defender seu povo”, declarou Blinken, observando que as imagens de crianças palestinas mortas eram “comoventes”.

Mas Blinken enfatizou que havia uma “distinção muito clara e nítida entre uma organização terrorista, o Hamas, que está disparando foguetes indiscriminadamente — visando civis, na verdade — e a resposta de Israel que está se defendendo”.

Mais tarde, o Departamento de Estado disse em um comunicado que Blinken conversou por telefone com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, pedindo esforços para “acabar com a violência”.

“O Secretário de Estado reiterou seu apelo a todas as partes para reduzir as tensões e pôr fim à violência”, disse a nota para limitar que também “enfatizou a necessidade de israelenses e palestinos viverem com segurança” e “desfrutar de liberdade, segurança, prosperidade e democracia igualmente”.

Em recentes interações de alto nível, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, ligou para seu homólogo israelense, Benny Gantz, e expressou seu apoio ao “direito legítimo de Israel de defender a si mesmo e a seu povo”, enquanto instava a tomar medidas para restaurar a calma, disse o Pentágono.

Um alto funcionário dos EUA disse separadamente que espera mais contatos de alto nível, inclusive com a Jordânia e o Egito, embora Washington não fale com o movimento Hamas, que considera um grupo terrorista.

O governo do presidente Joe Biden já havia apelado ao seu tradicional aliado Israel para adiar um polêmico desfile em Jerusalém e impedir os despejos de palestinos na parte oriental ocupada e anexada da Cidade Santa, o ponto de gatilho imediato para o novo ciclo de violência.

Tomando um tom mais claro da administração pró-Israel de seu predecessor republicano Donald Trump, Blinken renovou o apoio dos EUA para a eventual criação de um estado palestino independente.

“O mais importante agora é que todas as partes parem a violência e se envolvam na redução da escalada”, insistiu.

Fonte: R7
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PRIMEIRAS DOSES DA ABDALA, VACINA DESENVOLVIDA EM CUBA COMEÇAM A SER APLICADAS

Cuba inicia campanha de vacinação com seu próprio imunizante

Primeiras doses de Abdala, uma das vacinas em desenvolvimento na ilha, começaram a ser aplicadas em idosos em Havana

INTERNACIONAL

 Da AFP

Idosos aguardam em posto para receber a vacina Abdala em Havana

YAMIL LAGE / AFP – 12.5.2021

“A picada, no momento, me deu uma ardenciazinha”, mas “me sinto muito bema”, explica Cecilia Reyes, de 69 anos, após receber a primeira dose da Abdala, um dos dois projetos de vacinas contra a covid-19 mais avançados de Cuba e com os quais Havana iniciou a imunização da população.

A ilha, que concebeu e desenvolveu seus próprios antígenos contra o coronavírus, apressou-se nesta semana para iniciar a campanha de imunização em populações de risco, antes de concluir os testes clínicos de suas vacinas candidatas.

Esse tipo de campanha antes do final dos testes é conhecido como intervenção de saúde pública.

As autoridades médicas planejam autorizar em junho o “uso de emergência e/ou registro condicional” para a Abdala e a Soberana 2 e, assim, continuar com a imunização em massa.

“Leve queimação

Sentada em um banco na entrada do consultório onde foi vacinada em Regla, na zona leste da capital, Reyes, hipertensa, cardiopata e asmática, passa uma hora sob vigilância médica, conforme estabelece o protocolo de vacinação. Ela ainda está um pouco nervosa e não consegue parar de falar.

Ela reclama apenas de uma leve queimação no local da injeção. “Me sinto muito bem, não tive nada (nenhuma reação) e agora vou trabalhar, vou fazer umas batatas recheadas”, disse a dona de casa à AFP.

Também aguardando a ordem de voltar para casa, e sem sofrer nenhuma reação adversa, Ana María Cabrera (74) destaca que estava “ansiosa por este momento”, pois não esconde sua preocupação “por todos os casos (de coronavírus)” que o país está relatando diariamente.

“Eles vão nos dar duas doses da Abdala e a terceira será de Soberana 2”, explica Cabrera, reproduzindo o que o médico lhe explicou na entrevista inicial, na qual também indagou sobre seus males, os medicamentos que toma e ouviu os detalhes do processo.

O pequeno país tem uma longa história de vacinas: sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, Cuba começou a desenvolver seus próprios remédios na década de 1980. Das 13 vacinas de seu programa de imunização, oito são produzidas localmente.

A campanha começou nesta quarta-feira em quatro municípios da capital, incluindo Regla, com os projetos de vacinas Abdala e Soberana 2, os mais avançados dos cinco que a ilha possui.

Cuba já realizou testes de intervenção com estas duas vacinas candidatas, mas em menor escala.

“Nem medo”, “nem preocupação”

Na capital do país, de 2,1 milhões de habitantes e atual epicentro local da pandemia, um primeiro grupo de 778.398 pessoas será vacinado entre maio e julho, e outro de 928.627, entre junho e agosto, conforme anunciado sábado pelo ministro da Saúde, José Angel Portal.

No mesmo período, mais de um milhão e meio de habitantes serão imunizados em Santiago de Cuba (sudeste), Isla de la Juventud (sudoeste) e Matanzas (oeste).

“Achamos que em junho teremos 22,6% da população imunizada, 33,5% em julho e 70% em agosto”, informou Portal à televisão cubana.

Com 11,2 milhões de habitantes, Cuba sofre há meses com um recrudescimento de casos de covid-19, mas continua registrando uma incidência menor do que seus vizinhos regionais, com 119.375 infecções e 768 mortes desde o início da pandemia, há mais de um ano.

Embora nervosos, a maioria dos moradores da capital chamados para serem vacinados nesta quarta-feira participou das 41 vacinações autorizadas, confiantes na eficácia do projeto Abdala.

Esta vacina candidata concluiu a terceira e última fase dos testes clínicos e está em processo de análise e avaliação desses resultados. Já o Soberana 2 deverá concluir sua terceira fase de teste  entre 15 e 18 de maio.

A Abdala é “uma vacina segura, embora (ainda) seja uma vacina candidata”, disse Niurka María Viciedo, 77, aposentada das Forças Armadas. “Graças a Fidel, graças a Deus (…). Graças a ele temos cientistas e temos capacidade para os cientistas trabalharem”, acrescentou com entusiasmo.

Fonte: R7
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SAIBA QUAIS SÃO OS CINCO PRINCIPAIS PONTOS QUE DEFINIRÃO O FUTURO DO CHILE NAS ELEIÇÕES

Os 5 principais pontos das eleições que definirão o futuro do Chile

Entenda o que está em jogo na votação que irá eleger os responsáveis pela primeira Constituição pós-Pinochet

INTERNACIONAL

 Do R7

ATUALIZADO EM 11/05/2021 – 13H59

Eleição da Assembleia Constituinte é resultado dos protestos que começaram em 2019

ALBERTO VALDÉS / EFE – 08.03.2021

As eleições mais importantes desde o plebiscito que marcou o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), o pleito que estabelecerá as regras do jogo durante as próximas décadas. Essas são algumas das frases ditas sobre a jornada eleitoral que o Chile viverá no próximo fim de semana, mas por que tanta expectativa?

1. O que está sendo votado?

O Chile terá nos dias 15 e 16 de maio quatro eleições simultâneas, com 16.730 candidatos: municipais e regionais, nas quais serão eleitos prefeitos, secretários e governadores, e as constituintes, nais quais se votará para eleger os 155 candidatos que redigirão a futura nova Constituição.

Mais de 1.300 candidatos concorrem para fazer parte da Convenção Constitucional, que será integrada por membros da sociedade civil, entre os quais há militantes de partidos tradicionais e independentes.

Os integrantes terão nove meses para apresentar um novo texto, e esse prazo pode ser ampliado por mais três meses. Dessa forma, em meados de 2022, o Chile terá um novo plebiscito para aprovar ou rejeitar a nova Constituição.

Nas eleições municipais, os chilenos deverão eleger os representantes de 346 municípios, além dos governadores das 16 regiões do país, que permanecerão no cargo durante quatro anos.

2. Paridade e indígenas

Uma das maiores conquistas do movimento feminista chileno foi fazer da Convenção Constitucional um órgão de paridade. Isto é algo sem precedentes no mundo e faz do Chile o primeiro país do mundoa ter uma Carta Magna escrita por um número equilibrado de homens e mulheres.

Leia também: Eleições no Chile serão realizadas em 2 dias para evitar aglomeração

A paridade foi uma exigência que nasceu nas ruas, durante os protestos sociais que começaram em 2019 e nos quais as mulheres desempenharam um papel preponderante, e logo entrou nas agendas de muitos parlamentares que a tornaram realidade através de uma reforma constitucional.

Além das mulheres, a participação dos povos indígenas também é garantida, com 17 dos 155 lugares reservados para eles. O Chile, onde uma dúzia de povos nativos representam 12,8% da população nacional, é um dos poucos países da América Latina que não reconhece os indígenas na sua Constituição.

3. A origem do processo constituinte

Em outubro de 2019, uma onda de protestos em massa eclodiu no Chile. O que começou como uma queixa contra o aumento do preço do bilhete do metro se transformou em clamor popular por um modelo socioeconômico mais igualitário, mas distúrbios deixaram cerca de 30 mortos e milhares de feridos.

Em resposta aos tumultos, foi levantada a possibilidade de elaborar uma nova constituição para substituir a atual, herdada de Pinochet e considerada por muitos como a origem das grandes desigualdades no país ao privatizar serviços básicos como a água, a saúde e as pensões.

A possibilidade de escrever uma nova lei fundamental se materializou em outubro do ano passado, com a celebração de um plebiscito histórico que foi aprovado por esmagadora maioria (80%) para enterrar a atual Carta Magna.

4. Os primeiros governadores

Pela primeira vez desde que o Chile voltou à democracia, os cidadãos poderão eleger as autoridades das 16 regiões administrativas nas quais o país é dividido. Até agora, o cargo existia, mas era nomeado pelo próprio presidente e a sua autonomia era bastante limitada.

A grande batalha está na Região Metropolitana, onde se encontra Santiago e vivem mais de oito milhões de pessoas, embora a região de Valparaíso, onde ficam os principais portos do país e parte da indústria agrícola, também esteja acirrada.

Esta eleição sem precedentes, contudo, será acompanhada pela introdução da figura dos delegados governamentais, um para cada região, que serão nomeados pelo governo, e ainda tramitam no Parlamento dois projetos de lei que abordam os poderes e limites de cada cargo.

Os novos governadores regionais tomarão posse, portanto, em meio à incerteza quanto às suas competências e autonomia do orçamento.

5. O desafio da abstenção

A grande incógnita é a participação popular, que não passou de 50% desde que a votação deixou de ser obrigatória, em 2012, com exceção do plebiscito de outubro (50,9%).

Especialistas dizem que a complexidade das eleições e a vasta gama de ofertas eleitorais podem jogar contra e desencorajar a votação, embora os eleitores não levem mais de 4 minutos para votar.

A pandemia, que já deixou 1,3 milhões de infectados, uma estimativa de 27 mil mortos e ainda mantém cerca de 90% do país em quarentena nos fins de semana, será o fator mais decisivo.

Em outubro, muitos eleitores mais velhos — os mais participativos — ficaram em casa por medo de contágio, mas espera-se que saiam para votar em massa neste fim de semana porque já estão imunizados.

As eleições, que deveriam ter ocorrido em abril e foram adiadas devido à pandemia, serão realizadas em dois dias, sábado e domingo, para evitar multidões.

Fonte: R7

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GOVERNO NORTE-AMERICANO DECRETOU ESTADO DE EMERGÊNCIA EM ALGUMAS REGIÕES APÓS MAIOR EMPRESA DE GASODUTOS SOFRER CIBERATAQUE

Ciberataque compromete maior empresa de oleodutos dos EUA

Sistemas da Colonial Pipeline foram invadidos por ataque hacker da Darkside e alguns estados já registram postos sem gasolina

INTERNACIONAL

 João Melo, Do R7* com AFP

Sistemas da Colonial Pipeline foram hackeados na última sexta-feira (7)

EFE/EPA/ERIK S. LESSER

A maior rede de gasodutos dos Estados Unidos, a Colonial Pipeline, sofreu um ciberataque na última sexta-feira (7), fazendo com que o governo norte-americano decretasse estado de emergência em algumas regiões do país.

A empresa, que transporta diesel e gasolina por mais de 8.800 km de oleodutos espalhados pelo país, teve de suspender as suas atividades no dia do ataque.

A investida dos hackers aconteceu por um ataque chamado ransomware, que ocorre quando um código malicioso torna inacessível dados de um determinado sistema de armazenamento. Na maioria das vezes, o cibercriminoso cobra uma quantia para liberar os dados bloqueados.

No total, a Colonial transporta 2,5 milhões de óleos por dia, quantidade que representa cerca de 45% do abastecimento total de combustíveis dos Estados Unidos, atendendo aproximadamente 50 milhões de consumidores.

Após tomar conhecimento do ataque hacker a organização logo entrou em contato com uma empresa de cibersegurança para resolver os problemas, assim como ganhou o apoio de instituições governamentais nas investigações para procurar os possíveis culpados pela invasão.

Na última segunda-feira (10), o FBI, que está auxiliando a Colonial Pipeline nas buscas, confirmou que identificou os autores do ataque.

“O FBI confirma que o ransomware Darkside é responsável pelo comprometimento das redes Colonial Pipeline. Continuamos trabalhando com a empresa e nossos parceiros governamentais na investigação”, destacou a instituição.

Empresa é responsável por 45% do abastecimento de combustíveis dos EUA

EFE/EPA/ERIK S. LESSER

A empresa responsável por 45% do abastecimento de combustíveis nos Estados Unidos afirmou, também na segunda-feira, que a restauração da distribuição vai acontecer em etapas, e que a previsão é de que o sistema seja totalmente restabelecido até o final de semana.

De acordo com a GasBuddy, empresa norte-americana de tecnologia que oferece plataformas para que consumidores possam ter acesso a disponibilidade e preço de combustíveis em diferentes pontos do país, confirmou que no início da tarde desta terça-feira (11) algumas regiões já registravam postos sem gasolina ou diesel.

Os destaques foram os Estados da Virgínia, onde 7,6% postos não tinham combustível, e Carolina do Norte, com 5,8% dos pontos de abastecimento sem óleos. Geórgia, Flórida e Calorina do Sul tinham, respectivamente, 4%, 2,5% e 1,9% de seus postos sem gasolina.

Além disso, o preço médio no país do galão de gasolina (3,79 litros) está em 2,97 dólares (cerca de R$ 15,50 na cotação atual), o nível mais alto desde 2018, de acordo com a GasBuddy, lembrando que o custo de um tanque cheio subiu fortemente desde o início do ano.

‘Não há razão para medo’

No entanto, os especialistas do mercado de petróleo não estão em pânico: o preço do contrato de referência da gasolina negociado em Nova York subiu temporariamente na noite de domingo, mas desde então caiu abaixo do nível de sexta-feira, antes do anúncio do ciberataque.

“Os preços que os postos pagam pela gasolina aumentaram apenas alguns centavos hoje em todo o sudeste dos Estados Unidos”, disse o analista Patrick De Haan no Twitter. “Não há razão para medo.”

John Catsimatidis, diretor da United Refining Company, que processa mais de 70 mil barris de petróleo por dia e possui mais de 400 postos de combustível na área de Nova York, afirmou na segunda-feira que a interrupção da Colonial Pipeline elevará os preços, estimando um aumento de “pelo menos quatro centavos por galão”.

Mas, segundo o porta-voz da Shell, Curtis Smith, “ainda é muito cedo para saber os possíveis impactos no fluxo de produtos”.

Fonte: R7

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VACINA DA PFIZER SERÁ DISPONIBILIZADA PARA NORTE-AMERICANOS DE 12 A 15 ANOS

EUA autorizam vacina da Pfizer para público de 12 a 15 anos

Agência de medicamentos do país amplia a faixa etária do imunizante e Biden pede que a campanha seja acelerada

INTERNACIONAL

 por Reuters

A vacina está disponível nos EUA sob uma autorização de uso emergencial para pessoas a partir dos 16 anos. A Pfizer e a BioNTech disseram que iniciaram o processo de aprovação total para essas idades na semana passada.A FDA afirmou que estava fazendo alterações para incluir milhões de crianças de 12 a 15 anos.É a primeira vacina contra covid-19 a ser autorizada nos Estados Unidos para essa faixa etária, vista como um passo importante para levar as crianças de volta às escolas com segurança.

O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu aos Estados que disponibilizassem a vacina aos adolescentes mais jovens imediatamente.

“A ação de hoje permite que uma população mais jovem seja protegida da covid-19, aproximando-nos de retornar a um senso de normalidade e acabar com a pandemia”, disse a comissária em exercício da FDA, Janet Woodcock, em um comunicado.

“Os pais e responsáveis podem ter certeza de que a agência realizou uma revisão rigorosa e completa de todos os dados disponíveis, como fizemos com todas as nossas autorizações de uso de emergência da vacina contra Covid-19.”

A maioria das crianças com covid-19 desenvolve apenas sintomas leves ou nenhum sintoma. No entanto, as crianças correm o risco de adoecer gravemente e ainda podem transmitir o vírus.

Houve surtos relacionados a eventos esportivos e outras atividades para crianças nessa faixa etária.

Fonte: R7

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FOGO NA ESPLANADA DAS MESQUITAS EM JERUSALÉM FOI VISTO A MAIS DE DOIS QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA

Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, é vista pegando fogo

Incêndio podia ser visto a cerca de dois quilômetros de distância e ainda não teve a causa esclarecida pelas autoridades

Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, é vista pegando fogoA tensão em Jerusalém segue forte.

Nesta segunda-feira (10) um incêndio era visível no terreno da Esplanada das Mesquitas na Cidade Santa.

O local, que é o terceiro mais sagrado do Islã no mundo, reunia na hora milhares de fiéis.

A causa do fogo, que podia ser visto a mais de dois quilômetros de distância, ainda não foi esclarecida.

Ainda nesta segunda-feira, foguetes foram disparados a partir da Faixa de Gaza contra Israel no final de um novo dia de violência em Jerusalém Oriental.

Confrontos entre palestinos e policiais israelenses deixaram mais de 300 feridos.

Sirenes de alarme soaram em Jerusalém, onde o Muro das Lamentações foi evacuado.

O movimento islâmico armado Hamas, no poder na Faixa de Gaza, havia ameaçado retaliar Israel caso as forças do Estado judeu não se retirassem da Esplanada das Mesquitas.

Uma das causas da recente tensão em Jerusalém Oriental é o futuro de várias famílias palestinas do bairro Shaykh Jarrah, ameaçadas de expulsão em benefício dos colonos israelenses.

Por causa da onda de violência, a justiça israelense adiou uma audiência sobre o caso marcada para esta segunda-feira.

Fonte: R7
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MUDANÇAS NA POLÍTICA EXTERNA DOS EUA PODEM FAVORECER RELAÇÃO DIPLOMÁTICA ENTRE IRÃ E ARÁBIA SAUDITA

As negociações ainda secretas que podem mudar o Oriente Médio

Após anos de tensões e conflitos, Irã e Arábia Saudita podem se reaproximar com mudança na política externa dos EUA

INTERNACIONAL

Fábio Fleury, do R7

Após visita do iraquiano al-Khadimi à Arábia Saudita, iranianos e sauditas iniciaram diálogos sigilosos
DIVULGAÇÃO / GOVERNO DA ARÁBIA SAUDITA

Durante muitos anos, as relações diplomáticas entre o Irã e a Arábia Saudita, as nações mais influentes e com as maiores economias do Oriente Médio, foram praticamente inexistentes. Com os sauditas cada vez mais próximos dos EUA, além dos diversos conflitos envolvendo grupos patrocinados pelos dois regimes em outros países, não havia indicação de um entendimento em um futuro próximo.

Agora, a situação parece sofrer uma mudança, ainda que longe de confirmações oficiais. Segundo fontes ouvidas por importantes veículos ocidentais, como o Financial Times e o New York Times, o chefe da inteligência saudita iniciou conversas em sigilo com um dos principais nomes da segurança iraniana durante um encontro em Bagdá, capital do Iraque, no início de abril.

O encontro aconteceu dias depois de uma visita do primeiro-ministro iraquiano, Mustafa al-Kadhimi, a Riad, capital da Arábia Saudita. Na ocasião, ele e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin-Salman, assinaram diversos acordos de cooperação. Coincidentemente, al-Khadimi é apontado como anfitrião do encontro entre os representantes saudita e iraniano.

Na conversa em Bagdá, que não foi confirmada oficialmente, foram abordadas áreas de atrito entre os dois países, como a guerra no Iêmen, disputada entre o governo oficial apoiado pela Arábia Saudita e rebeldes houthis financiados pelo Irã, as milícias pró-Irã que atuam no Iraque, a relação de ambos com os EUA, entre outras. Tudo isso poderia abrir caminho para um encontro em um nível diplomático oficial nos próximos meses.

No fim de abril, bin-Salman mostrou uma nova visão do país com relação ao Irã, dizendo em uma entrevista que, apesar de seu país se opor a “certos comportamentos negativos”, mas que esperava “contruir uma relação boa e positiva com o Irã, que possa beneficiar todos nós”.

Em resposta, um porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, afirmou que “com negociações e um panorama construtivo, os dois países que são importantes na região e no mundo islâmico podem deixar suas diferenças para trás e entrar em uma nova fase de cooperação e tolerância para trazer estabilidade e paz à região”.

Virada nos EUA

O motivo para esse novo panorama está em Washington. A entrada do novo presidente norte-americano, Joe Biden, mudou a política externa do país. Seu antecessor, Donald Trump, era aliado próximo dos sauditas e apostava em uma política linha-dura contra o Irã, com sanções e a saída do acordo para controlar o programa nuclear iraniano.

Biden, por sua vez, denunciou o envolvimento de bin Salmen com o assassinato do jornalista Jamaal Khashoggi e cancelou uma venda de armas para o país, autorizada por Trump. De acordo com Joaquim Racy, professor de relações exteriores do Mackenzie-SP, a transição de governo nos EUA é a principal causa dessa reaproximação.

“Tudo isso tem a ver com o governo Biden, que está mudando a política externa norte-americana. Mesmo nos governos anteriores ao Trump, havia uma certa linearidade, eles sempre foram aliados em primeiro lugar de Israel, mas também da Arábia Saudita. Isso está se reconfigurando, ele tem contrariado algumas coisas até que os próprios democratas já fizeram”, afirma.

Caso as negociações sejam bem-sucedidas, o futuro da região pode ser de mais cooperação, segundo o especialista. “Antes de mais nada, a pacificação é o mais importante. Não só regional, mas mundial”, ressalta.

Um ponto de divergência entre os dois países e que deve ser levado em conta é o posicionamento de ambos dentro do mundo islâmico. O reino saudita é regido pelos preceitos sunitas, enquanto o governo do Irã é partilhado entre autoridades seculares e religiosos xiitas.

“Esse elemento religioso é muito forte lá. A gente não sabe até que ponto a motivação para a rivalidade é religiosa. Essa reaproximação no contexto islâmico é positiva no sentido de diminuir as tensões. Outra coisa importante é ver para onde isso pode pender em termos de relações com Israel”, afirma o professor.

Nos últimos meses do governo Trump, o ex-presidente vinha costurando acordos de paz entre Israel e nações islâmicas como Emirados Árabes e Bahrein. Ainda não está claro como essas relações irão se desenvolver na administração de Biden.

Fonte: R7

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PARADA MILITAR NA RÚSSIA COMEMOROU O DIA DA VITÓRIA QUE FOI O FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E DO NAZISMO

Rússia comemora Dia da Vitória com tradicional parada militar

Para 69% dos russos, este é o principal feriado do ano; data celebra fim da Segunda Guerra Mundial e vitória sobre o nazismo

INTERNACIONAL

 Do R7, com AFP

Militares marcham ao longo da Praça Vermelha durante o desfile militar do Dia da Vitória em Moscou

DIMITAR DILKOFF / AFP – 09.05.2021

A Rússia comemorou neste domingo (9) o Dia da Vitória, data do fim da Segunda Guerra Mundial e da vitória sobre o nazismo. A festa foi celebrada com uma tradicional parada militar.

No ano passado, a festa foi realizada com 46 dias de atraso, em 24 de junho, devido à pandemia. Neste ano, o evento é realizado “com todas as medidas necessárias para conter o avanço da pandemia”, segundo a agência russa Sputinik News.

Participam neste ano mais de 190 unidades de equipamento bélico e 76 aeronaves militares, ainda de acordo com a agência.

Os eventos de 9 de maio em toda a Rússia, com paradas militares nas principais cidades, representam um momento de comunhão patriótica dedicado aos quase 20 milhões de soviéticos mortos durante o conflito mundial, segundo informações da AFP.

De acordo com o instituto de pesquisas Vtsiom, para 69% dos russos, este é o principal feriado do ano.

“Para mim e minha família, é um feriado que celebra uma vitória do povo russo. Estamos orgulhosos, lembramos e honramos nossos entes queridos e nossos bravos soldados”, declarou à AFP Yulia Goulevskikh, contadora que compareceu ao desfile militar com sua filha em Vladivostok, cidade no Extremo Oriente.

Somente após a queda da União Soviética, o grande desfile militar de 9 de maio na Praça Vermelha tornou-se um evento anual.

Em mais de 20 anos no poder, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, colocou essa data no centro de sua política, exaltando o sacrifício dos soviéticos e regularmente acusando seus adversários ocidentais de “revisionismo” histórico antirusso por tentar minimizar o papel da União Soviética na derrota de Adolf Hitler.

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CIENTISTAS ENCONTRARAM NO RIO DETROIT UM PEIXE QUE ACREDITAM TER MAIS DE 100 ANOS

EUA: Peixes gigantes encontrados no Rio Detroit podem ter mais de 100 anos

Peixe é chamado de “monstro do rio”

Amy Woodyatt, da CNN

 Atualizado 07 de maio de 2021 às 10:51

O peixe gigante, considerado fêmea, foi pescado no rio Detroit. O peixe gigante, considerado fêmea, foi pescado no rio Detroit.Foto: Reprodução Twitter – Jason Fischer/ Serviço norte-americano de pesca e vida selvagem

Os cientistas ficaram em choque quando encontraram um “monstro de rio da vida real” – um peixe gigante que se acredita ter mais de 100 anos.

A equipe do Escritório de Conservação de Peixes e Vida Selvagem de Alpena, no Michigan, pegou o peixe – uma esturjão fêmea medindo cerca de 1,80 metros e pesando impressionantes 108 quilos – no Rio Detroit em abril.

Os especialistas acreditam que o peixe é um dos maiores esturjões de lago já registrados nos Estados Unidos e, com base na circunferência e no tamanho da criatura, eles afirmam que é uma fêmea e tem mais de 100 anos de idade.

“Então, ela provavelmente nasceu no Rio Detroit por volta de 1920, quando Detroit se tornou a quarta maior cidade da América”, disse o Escritório de Conservação de Peixes e Vida Selvagem de Alpena no Facebook.

O esturjão do lago é um peixe de água doce que vive na América do Norte, desde a Baía de Hudson até as drenagens do rio Mississippi. As criaturas de movimento lento, que preferem os habitats de areia ou cascalho no fundo de lagos ou leitos de rios, sobem as conrrentezas durante a época de desova.

O esturjão macho tem uma vida útil de 50 a 60 anos, mas uma fêmea pode viver até 150 anos, de acordo com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.

As criaturas de água doce são listadas como ameaçadas em 19 dos 20 estados onde são encontradas, com a superexploração e a perda de habitat sendo as razões para seu declínio.
O peixe foi devolvido ao rio após o processamento, disse o serviço.

Fonte: CNN

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FORTALECIDA PELA VITÓRIA, PREMIÊ NA ESCÓCIA QUER UM REFERENDO DE AUTODETERMINAÇÃO

Premiê vence eleição na Escócia e quer referendo de independência

Partido nacionalista de Nicola Sturgeon ganha novo mandato e agora pressiona governo britânico por consulta popular

INTERNACIONAL

 Do R7

Após vitória neste sábado, Sturgeon vai governar a Escócia por mais 4 anos

ANDY BUCHANAN / AFP 8.5.2021

Fortalecida pela vitória de seu partido nas eleições locais, a primeira-ministra pró-independência da Escócia, Nicola Sturgeon, pediu a Boris Johnson neste sábado (8) que não se oponha à “vontade” do povo escocês em realizar um referendo de autodeterminação.

Faltando apenas uma cadeira para ter maioria absoluta, o SNP de Sturgeon ganhou um quarto mandato com 64 cadeiras de 129 no Parlamento escocês, de acordo com os resultados finais divulgados neste sábado.

Os verdes, também a favor da separação do Reino Unido, conquistam oito cadeiras, representando uma maioria a favor da independência, e conseguiram impedir o crescimento do novo partido Alba, do ex-primeiro-ministro escocês e ex-líder do SNP, Alex Salmond, que se tornou um ferrenho opositor de Sturgeon, mas que não obteve um assento sequer no Parlamento. Os conservadores do primeiro-ministro britânico ficaram em segundo, elegendo 31 parlamentares.

Os partidários da independência escocesa reivindicam uma maioria no Parlamento local em favor da separação de seu país do Reino Unido, o que segundo deles obriga Londres a aceirar o novo referendo de autonomia rejeitado por Johnson.

“O povo da Escócia votou para dar maioria aos partidos independentistas no Parlamento escocês”, declarou Sturgeon aos simpatizantes.

Onda conservadora segue forte

Dois dias após a “super quinta-feira” das eleições locais no Reino Unido, o primeiro-ministro britânico superou com folga o teste, arrebatando assentos em território tradicionalmente trabalhista, especialmente um reduto valorizado no nordeste do país, Hartlepool, e com avanços nas regiões desindustrializadas do norte cujo apoio foi conquistado com o Brexit.

Um resultado em que o sucesso da campanha de vacinação contra a covid-19 teve clara influência.

Após a vitória nas urnas, Sturgeon alertou Johnson contra qualquer recusa em autorizar um referendo de autodeterminação.

“Simplesmente não há justificativa democrática para Boris Johnson, ou quem quer que seja, tentar bloquear o direito do povo escocês de escolher seu próprio futuro”, afirmou Sturgeon em um discurso.

“É a vontade deste país”, concluiu Sturgeon, alertando que qualquer iniciativa dos conservadores para impedir um novo referendo os colocaria “em oposição direta à vontade do povo e demonstraria que o Reino Unido não é um parceiro igualitário.”

Johnson, que deve autorizar este referendo, opõe-se veementemente a tal, considerando que essa consulta só pode ser feita uma vez por geração. Em 2014, 55% dos eleitores votaram pela permanência no Reino Unido.

“Acho que um referendo no contexto atual é irresponsável e imprudente”, criticou Johnson ao jornal Telegraph.

Mas os partidários de um novo referendo apontam que o Brexit, que teve a oposição de 62% dos escoceses, mudou as coisas.

No entanto, Boris Johnson parabenizou Sturgeon pela vitória e a convidou a abordar com o governo britânico os “desafios comuns”, como a reativação da economia após a pandemia.

“Acredito fortemente que os interesses das pessoas em todo o Reino Unido, e em particular na Escócia, estão melhor servidos quando trabalhamos juntos”, escreveu o primeiro-ministro britânico.

A nível nacional, e apesar de uma série de escândalos sobre ligações estreitas entre poder e interesses privados, Johnson conseguiu manter os avanços que os conservadores alcançaram nas eleições legislativas de 2019 no chamado “muro vermelho” trabalhista, áreas do norte da Inglaterra afetadas pela desindustrialização e favoráveis ao Brexit.

Prefeito de Londres reeleito

O prefeito trabalhista de Londres, Sadiq Khan, que em 2016 se tornou o primeiro muçulmano a governar uma capital ocidental, foi reeleito para um segundo mandato.

O político de 50 anos, filho de imigrantes paquistaneses e criado em habitações sociais, derrotou o conservador Shaun Bailey, de ascendência jamaicana.

Durante sua gestão, Khan, um ex-advogado de direitos humanos, construiu uma reputação de eurófilo intransigente, contrário ao Brexit e a seu apóstolo Boris Johnson, seu antecessor como prefeito de Londres.

Na campanha, Khan adotou o slogan “empregos, empregos, empregos” como seu mantra na esperança de reavivar a economia de uma cidade marcada pela pandemia e pelo Brexit, que desferiu um golpe severo em seu poderoso setor financeiro.

Apesar da vitória em Londres, o Partido Trabalhista se vê perplexo após a derrota em Hartlepool, que deixou o líder do partido Keir Starmer “amargamente decepcionado”.

Ele prometeu fazer “todo o possível” para reconquistar a confiança dos eleitores.

Os trabalhistas podem presumir de resultados muito bons no País de Gales, onde mantêm o controle do parlamento local, permitindo-lhes permanecer no poder.

A trabalhista Joanne Anderson, de 47 anos, foi eleita prefeita de Liverpool (norte da Inglaterra), tornando-se a primeira mulher negra eleita à frente de uma grande cidade britânica.

Fonte: R7
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GOVERNO BRITÂNICO ANUNCIOU UM RELAXAMENTO DAS VIAGENS INTERNACIONAIS A PARTIR DE MAIO

Reino Unido suspende restrições de viagens a Portugal e Israel

Governo britânico anunciou que vai isentar turistas de 12 países de realizarem quarentena quando chegarem à região

INTERNACIONAL

 Da AFP

07/05/2021 – 14H40

Anúncio foi feito pelo secretário de Transportes Grant Shapps

TOLGA AKMEN / POOL / AFP

O governo britânico anunciou nesta sexta-feira (7) um relaxamento das restrições às viagens internacionais a partir de 17 de maio, isentando de quarentena aqueles que chegarem de 12 origens, incluindo Portugal, Gibraltar e Israel.

O secretário dos Transportes, Grant Shapps, anunciou o levantamento da proibição de viajar ao exterior, em vigor desde janeiro, e a introdução de um sistema de restrições que divide os países em três categorias de acordo com a sua situação sanitária.

Os viajantes que chegarem a partir de 17 de maio de origens classificadas em uma “lista verde” deverão fazer um teste de covid-19 antes de viajar e outro após a chegada, mas não terão que respeitar uma quarentena de 10 dias.

A “lista marrom” envolverá testes e uma quarentena na residência ou local escolhido pela pessoa.

E, como até agora, a “lista vermelha” só permitirá a chegada de cidadãos britânicos ou residentes legais, que deverão permanecer isolados por dez dias em um dos hotéis designados pelo governo pagando do próprio bolso.

Todos os países da América do Sul e Panamá estão na lista vermelha, à qual a Turquia entrou nesta sexta-feira.

Entre os 12 países e territórios da “lista verde”, que incluem as Ilhas Malvinas, Austrália, Nova Zelândia e Singapura, os únicos destinos turísticos importantes são Portugal, Gibraltar e Israel.

“Os destinos preferidos do verão, como França, Espanha e Grécia, ainda não estão incluídos, mas a cada três semanas a partir da reabertura faremos uma revisão dos países, para ver como e onde podemos expandir a lista verde, então isso é só um primeiro passo”, disse Shapps.

Fonte: R7
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SEGUNDO ESTUDO, A CHINA EMITIU MAIS GASES QUE PROVACAM O ESFEITO ESTUFA QUE TODOS OS PAÍSES DESENVOLVIDOS JUNTOS

China polui mais que todos países desenvolvidos juntos, diz pesquisa

Emissões do país mais que triplicaram nas últimas três décadas, constituindo 27% de tudo que foi registrado em escala global

China polui mais que todos países desenvolvidos juntos, diz pesquisa

STR/AFP – 4.5.2021

A China foi o país que mais emitiu gases que provocam o efeito estufa no ano de 2019, em valor que é maior do que todos os países desenvolvidos juntos, mostrou um estudo publicado pelo Rhodium Group nesta quinta-feira (6).

Segundo o grupo independente, as emissões do país mais que triplicaram nas últimas três décadas, constituindo 27% de tudo que foi registrado em escala global. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 11%, seguidos pela Índia (6,6%). Os 27 países da União Europeia somam juntos 6,4% das emissões dos gases tóxicos.

Os principais seis gases poluentes emitidos, entre eles, o dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, aumentaram para 14,09 bilhões de toneladas em 2019. O número supera a soma dos dados de todos os 37 países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em cerca de 30 milhões de toneladas.

No entanto, ao analisar a história, as nações da OCDE ainda são as maiores responsáveis pela emissão dos gases tóxicos, tendo emitido cerca de quatro vezes mais poluentes do que a China desde 1750.

“A história da China como principal fonte de emissão é relativamente curta em relação aos países desenvolvidos, muitos dos quais tiveram mais de um século de vantagem. O atual aquecimento global é resultado das emissões do passado recente e do mais longínquo”, destacam os especialistas no documento.

Os resultados do relatório ainda vem na esteira da cúpula sobre o clima convocada por Joe Biden em abril. Naquele momento, o presidente da China, Xi Jinping, confirmou que o país atingirá o pico de emissões até 2030 e, a partir de então, começará a cair até atingir a neutralidade em 2060.

Xi informou que a China irá controlar a produção energética através de carvão, extremamente poluente, que será limitada nos próximos cinco anos, com reduções sucessivas.

Fonte: R7
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PALESTINOS PROTESTAM CONTRA RETIRADA DE FAMÍLIAS AMEAÇADAS DE DESPEJOS EM BENEFÍCIOS DE COLONOS ISRAELENSES

Tensão cresce em Jerusalém por possível expulsão de palestinos

Suprema Corte vai decidir em caso controverso de retirada de famílias de região cobiçada por colonos em Jerusalém Oriental

INTERNACIONAL

 Do R7

Palestinos protestam contra retirada de famílias de bairro de Jerusalém Oriental

AHMAD GHARABLI / AFP – 6.5.2021

A Suprema Corte de Israel marcou para segunda-feira uma nova audiência no caso de famílias palestinas ameaçadas de despejo em benefício de colonos israelenses em Jerusalém Oriental, onde ocorreram confrontos entre manifestantes e a polícia.

Para a noite desta quinta-feira (6), novos protestos foram planejados contra a possível expulsão de suas casas de cerca de trinta palestinos de Sheikh Jarrah, um bairro próximo à Cidade Velha e uma fonte de tensão entre judeus e palestinos.

Vinte e dois palestinos ficaram feridos na noite de quarta-feira em confrontos com agentes israelenses, de acordo com os serviços de socorro palestinos. A polícia relatou que 11 manifestantes foram presos “por violar a ordem pública e agredir policiais”.

O cerne da disputa é a propriedade do terreno onde foram construídas várias casas nas quais vivem quatro famílias palestinas.

O tribunal distrital de Jerusalém decidiu no início deste ano em favor das famílias judias que reivindicam o direito a essas terras em Jerusalém Oriental, um setor palestino ocupado e anexado por Israel.

Segundo a lei israelense, se os judeus puderem provar que sua família vivia em Jerusalém Oriental antes da guerra de 1948, que estourou após a criação de Israel, eles podem pedir que seus “direitos de propriedade” sejam restaurados a eles.

Uma lei equivalente não existe para os palestinos que perderam suas propriedades durante a guerra.

A decisão do tribunal provocou a ira dos palestinos. Os protestos muitas vezes terminam em confrontos com as forças da ordem. No domingo, a Suprema Corte pediu às famílias palestinas e colonos para chegarem a um acordo até quinta-feira.

Na ausência de acordo, o tribunal superior deve agora decidir se as famílias palestinas podem apelar da decisão. Uma audiência deve ser realizada na segunda-feira, informou.

Os habitantes palestinos indicaram que rejeitaram um acordo baseado no reconhecimento dos direitos de propriedade dos colonos israelenses, em troca de considerar como “inquilino protegido” um membro de cada família palestina.

Segundo essa proposta, com a morte do “inquilino protegido”, a casa iria para a associação de colonos “Nahalat Shimon” e as famílias seriam despejadas, explicou Sami Irshid, um dos advogados palestinos da AFP.

Yehonatan Yosef, membro da “Nahalat Shimon”, acusou as famílias palestinas de rejeitar “qualquer acordo”. “É problema deles”, acrescentou.

– Chamados internacionais –
Os colonos afirmam que uma pequena comunidade judaica vivia em Sheikh Jarrah antes da guerra de 1948, após a qual o setor oriental de Jerusalém Oriental ficou sob controle da Jordânia até sua ocupação por Israel em 1967.

A Jordânia enviou documentos à Autoridade Palestina em abril indicando que “construiu” essas casas e as alugou para famílias palestinas.

Segundo Amã, esses contratos, certificados pela agência da ONU para refugiados palestinos, apoiariam as reivindicações das famílias.

Segundo os palestinos, este caso faz parte de uma campanha que visa expulsá-los de Jerusalém Oriental, onde hoje vivem mais de 210.000 colonos israelenses e mais de 300.000 palestinos.

A lei internacional torna ilegais os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental.

Israel proclamou toda Jerusalém como sua capital “eterna e indivisível”, enquanto os palestinos esperam fazer do setor oriental a capital de seu futuro estado.

França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Espanha apelaram a Israel nesta quinta-feira para “pôr fim à sua política de extensão das colônias (…) nos territórios palestinianos ocupados”.

O enviado especial da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, também pediu a Israel que acabe com os despejos em Jerusalém Oriental, chamando a situação de “muito preocupante”.

O caso de Sheikh Jarrah pode de fato alimentar tensões em Jerusalém. O chefe da ala militar do movimento islâmico palestino Hamas, Mohamed Deif, advertiu que “o inimigo pagará um alto preço” se a “agressão” não parar.

O deputado de extrema direita israelense Itamar Ben Gvir anunciou a transferência de seu gabinete para o bairro a partir desta quinta-feira.

Fonte: R7
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MAIS UMA POLÊMICA DO PRESIDENTE DAS FILIPINAS, QUE É PRISÃO PARA QUEM USAR MÁSCARA DE PROTEÇÃO CONTRA COVID -19 DE FORMA ERRADA

Presidente filipino ordena prisão para quem usar máscara errado

Milhares de pessoas no país já foram multadas ou precisaram cumprir penas alternativas por não respeitarem toque de recolher

INTERNACIONAL

 Da Ansa

Em mais uma de suas inumeráveis polêmicas, o presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, ordenou a prisão de pessoas que estejam usando máscaras de proteção contra a covid-19 de maneira incorreta.

A nova diretiva foi publicada após uma reunião de seu grupo de trabalho contra a pandemia em que todos os presentes, exceto Duterte, estavam usando máscaras. O encontro foi transmitido para a população de maneira online.

“Ordeno à polícia que prenda as pessoas que não usam corretamente as suas máscaras e investiguem os motivos pelas quais elas estão fazendo isso. Não é por mim, é por nós. É o interesse do país que ninguém seja contaminado”, disse à população.

Essa não é a primeira vez que o presidente filipino ordena a prisão de quem não cumpre as regras sanitárias para evitar a disseminação da doença. Milhares de pessoas já foram multadas ou precisaram cumprir penas alternativas por não respeitarem o toque de recolher.

O anúncio também ocorre pouco depois do chefe da Polícia, Vitaliano Aguirre, pedir que os agentes aplicassem medidas não prisionais de quem fosse pego infringindo as regras, como no caso de um homem que pagou 100 flexões por sair durante o toque de recolher.

No entanto, Duterte rejeitou a opção por penas brandas e disse que os policiais devem agir com a “máxima severidade”.

As Filipinas, conforme dados da Universidade Johns Hopkins, têm pouco mais de um milhão de casos de coronavírus confirmados desde o início da pandemia e 17.991 mortes.

Já a vacinação da população é feita com doses da Vaxzevria, da Universidade de Oxford/AstraZeneca, e com a CoronaVac, da Sinovac Biotech. De acordo com o portal Our World in Data, o país aplicou pouco mais de 2,1 milhões de doses de vacinas entre seus 108 milhões de habitantes.

Fonte: R7
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APÓS FRACASSO DO PRIMEIRO-MINISTRO DE ISRAEL O PRESIDENTE ENCARREGOU OPOSITOU DE FORMAR UM GOVERNO

Presidente de Israel dá a opositor a tarefa de tentar formar governo

Após Netanyahu perder o prazo para formar uma coalizão com maioria no Knesset, Yair Lapid ganha chance

INTERNACIONAL

 Da AFP

O centrista Lapid buscará consenso para formar o próximo governo de Israel

OREN BEN HAKOON / AFP – 5.5.2021

O presidente israelense, Reuven Rivlin, encarregou nesta quarta-feira (5) o chefe da oposição, Yair Lapid, de formar um governo, após o fracasso do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em fechar uma coalizão com maioria no Knesset, o Parlamento de Israel.

“Falei com Yair Lapid e disse a ele que estou dando a ele o mandato para formar um governo”, anunciou Rivlin durante um discurso oficial na sede da Presidência em Jerusalém.

O prazo concedido a Netanyahu após as eleições de 23 de março expirou à meia-noite sem que ele conseguisse formar uma maioria de 61 deputados de 120 no Knesset com vistas a uma coalizão governamental.

Após esse fracasso, que ainda não significa a saída do primeiro-ministro mais longevo da história de Israel, Rivlin teve três dias para decidir o próximo passo para tirar o país de dois anos de crise política.

Reuven Rivlin recebeu Lapid esta manhã, assim como o líder da formação de extrema direita Yamina, Naftali Bennett. Ambos pediram-lhe mandato para formar o próximo governo.

Paralelamente, o chefe de Estado israelense pediu aos partidos que lhe apresentassem possíveis candidatos ao cargo.

“Ficou claro pelas recomendações recebidas que Lapid tem uma chance melhor de formar um governo”, declarou o presidente israelense.

Lapid, cuja formação Yesh Atid (“Há um futuro”) ficou em segundo lugar com 17 deputados nas eleições legislativas, busca formar um governo de união nacional para tirar Netanyahu do poder, julgado por corrupção e peculato. Israel já passou por quatro eleições em menos de dois anos por conta de diferentes impasses na formação de uma coalizão.

“Chegou o momento para um novo governo, É uma oportunidade histórica para quebras as barreiras que dividem a sociedade israelense, para unir os religiosos e os laicos, a esquerda, a direita e o centro”, disse o centrista Lapid esta semana.

“Mais chances”

O presidente de Israel recebeu na quarta de manhã, em duas reuniões separadas, Lapid e o líder do partido de extrema-direita Yamina, Naftali Bennett. Ambos pediram a ele a permissão de formar o próximo governo do país.

Paralelamente, o chefe de Estado israelense pediu aos partidos que apresentassem eventuais candidatos ao cargo de primeiro-ministro.

“De todas as recomendações que recebi, fica muito claro que é Lapid quem teria mais chances de formar um governo”, declarou Rivlin.

Naftali Bennett, cujo partido elegeu 7 deputados na última eleição, se coloca entre o “bloco de direita”, que Netanyahu tentou unir sem sucesso, e o “bloco da mudança”, que Lapid tenta consolidar.

No Knesset, 65 dos 120 deputados são membros de partidos abertamente de direita. Mas dois deles, o Yamina e o “Nova Esperança”, comandado por Gideon Saar, se negaram a fazer parte da coalizão de Netanyahu.

Lapid e Bennett também poderiam tentar formar o governo juntos. De acordo com uma pesquisa feita pela emissora israelense 13, divulgada nesta quarta, 43% das pessoas apoiariam uma coalizão Lapid-Bennet.

No entanto, em um cenário político hiperfragmentado, os partidos de Lapid e Bennett não deveriam se unir apenas à esquerda, ao centro e à direita decepcionada com Netanyahu, mas possivelmente também a um partido árabe.

Pela primeira vez em sua carreira política, o líder do Yamina se reuniu com Mansur Abas, líder de um pequeno partido árabe e islamista que poderia ser a peça que falta para chegar ao número mágico de 61 deputados.

Se a oposição conseguir formar um governo de unidade, seria o ponto final de uma página importante da história de Israel, com a saída de Netanyahu, que está no poder nos últimos 12 anos.

Caso contrário, os isralenses podem se ver obrigados a votar pela quinta vez em dois anos. Segundo uma pesquisa publicada nesta quarta pelo Instituto Democrático de Israel, um centro de análise de Jerusalém, 70% dos entrevistados esperam que novas eleições sejam realizadas.

Fonte: R7
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MILHARES DE PESSOAS VOLTARAM ÀS RUAS DA COLÔMBIA EM PROTESTO CONTRA O GOVERNO DE IVÁN DUQUE

Aumenta a pressão contra Duque na Colômbia após novos protestos

Em uma semana de manifestações contra o governo, ao menos 24 pessoas morreram, 800 ficaram feridas e 89 estão desaparecidas

INTERNACIONAL

 Do R7

Milhares de colombianos foram às ruas de Bogotá e outras cidades em mais um dia de protestos

JOAQUIN SARMIENTO / AFP – 5.5.2021

Milhares de pessoas voltaram às ruas da Colômbia nesta quarta-feira (5) para protestar contra o governo do presidente Iván Duque, ao final de uma semana de manifestações que se tornaram violentas e deixaram 24 mortos, a maioria a tiros.

“Dói (…) o descaso de um governo surdo, que prefere mandar forças públicas, em vez de ajudar [o povo], prefere ajudar os bancos, as grandes empresas”, disse à AFP Héctor Cuinemi, estudante de 19 anos protestando em Bogotá.

Sob o escrutínio da comunidade internacional, que denunciou os excessos da força pública, estudantes, sindicatos, indígenas e outros setores tomaram as ruas da capital Bogotá, assim como Medellín, no noroeste, e Cali, no sudoeste.Após uma semana de mobilizações o governo cedeu ao diálogo e aceitou reunir-se com os setores inconformes “na semana que vem”, de acordo com o conselheiro presidencial, Miguel Ceballos.

“Milhares de manifestantes protegidos por máscaras chegaram de tarde à Praça de Bolívar, em Bogotá, nos arredores da sede presidencial. Um grupo tentou entrar no Congresso, mas foi dispersado pela polícia.

Reivindicações variadas

O que começou em 28 de abril como uma manifestação pacífica em repúdio a uma reforma tributária já retirada se transformou em protestos graves contra o governo conservador que chegou ao poder em 2018.

As reivindicações dos manifestantes são variadas: melhores condições de saúde, educação, segurança nas regiões, cessação dos abusos policiais contra manifestações, entre outros.

“A polícia está nos atacando (…), não somos vândalos”, criticou Natália (36), sem dar seu sobrenome, que protestou com um grupo vestido de luto.

As mobilizações foram em sua maioria pacíficas, mas em algumas cidades tornaram-se violentas. De acordo com dados oficiais contados até terça-feira, pelo menos 24 pessoas morreram (18 baleados), mais de 800 ficaram feridos e 89 estão desaparecidos. ONGs denunciam que a polícia atirou contra os manifestantes e que as mortes ultrapassam 30 pessoas.

As autoridades também registraram três policiais feridos por tiros.

Milhares de indígenas aderiram aos protestos em Cali (sudoeste) gritando “resistência”. Músicos e artistas acompanharam a marcha massiva em Medellín (noroeste), que terminou em protesto.

Condenação internacional

A pressão nas ruas não cede, frente a vigilância da comunidade internacional que denuncia os ataques da polícia contra civis.

A ONU, a União Europeia, os Estados Unidos, a Anistia Internacional e a Human Rights Watch pediram calma e exigiram garantias do governo em meio aos protestos.

Segundo a Repórteres Sem Fronteiras, também houve 76 ataques contra jornalistas, dez deles feridos pelas forças de segurança.

Bogotá viveu uma noite tensa na terça-feira. Trinta cidadãos e 16 policiais ficaram feridos após confrontos com soldados que deixaram 25 postos policiais afetados, segundo a prefeitura local.

A violência também estourou em Cali na segunda-feira, deixando cinco mortos e trinta feridos.

Segundo a promotoria, por trás dos excessos estão dissidentes das FARC que se desviaram do acordo de paz assinado em 2016; o ELN, a última guerrilha reconhecida na Colômbia, e as gangues de traficantes.

Negociação pendente

Além das mobilizações e tumultos, houve bloqueios nas principais rodovias de Cali, causando desabastecimento de gasolina e preocupação com o deslocamento de caminhões que levam oxigênio e material médico em meio à pandemia.

O chamado Comitê de Desemprego, que reúne setores insatisfeitos, disse estar aberto à negociação direta sem intermediários com o presidente.

O Ministério da Defesa enviou 47.500 soldados para áreas de todo o país. Só em Cali há 700 soldados, 500 homens das forças antimotins (Esmad), 1.800 policiais e dois helicópteros adicionais. Desde o fim de semana, os militares também patrulham a capital.

Com a popularidade despencando (33%), o presidente Duque enfrenta protestos massivos desde 2019, assolado pelo descontentamento alimentado pela pandemia em um país que sofre mais de meio século de conflito armado.

Embora o presidente tenha retirado a iniciativa de reforma tributária e o Ministro da Fazenda renunciado, o mal-estar pós-conflito parecia se instalar em um dos países mais desiguais do continente, com desemprego de 16,8% e pobreza chegando a 42,5% da população.

“A fome também é uma pandemia, assim como a injustiça”, declarou o estudante de sociologia Fabián Quiroga (22).

Fonte: R7

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GOVERNO DOS EUA ESTÁ EM CONTATO COM PRESIDENTE DO BRASIL PARA FORNECER AJUDA À HOSPITAIS DO PAÍS

Casa Branca trabalha com governo brasileiro para auxiliar hospitais

Medida está sendo tomada por conta da aceleração da pandemia no Brasil e vai girar em torno de R$ 108 milhões

INTERNACIONAL

por Agência Estado

Auxílio vai girar em torno de R$ 108 milhões, segundo a porta-voz da Casa Branca

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, afirmou nesta terça-feira (4), que o governo dos Estados Unidos está em contato com o Brasil para fornecer ajuda a hospitais diante da aceleração da  pandemia no país.

Durante uma coletiva de imprensa, a assessora informou que o auxílio deve ficar em torno de US$ 20 milhões (cerca de R$ 108 milhões na cotação atual) em medicamentos usados para a intubação de pacientes.

Segundo Jen Psaki, as negociações envolvem a Organização Pan-americana de Saúde (Opas) e ainda não estão finalizadas.

Recentemente, a Casa Branca anunciou que ajudaria no combate à crise sanitária na Índia, que tem registrado recordes de casos e mortes por covid-19.

Durante a coletiva de imprensa, a porta-voz informou que a ajuda enviada pela Casa Branca à Índia inclui 1.500 cilindros de oxigênio, 550 concentradores de oxigênio e uma unidade de geração de oxigênio em grande escala.

Ao ser questionada se uma parte dos estoques da vacina da AstraZeneca que serão doados pelos EUA irão para o Brasil, Psaki se limitou a responder que há “uma gama de solicitações” do mundo inteiro pelos imunizantes.

Fonte: R7
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VISANDO REDUZIR EMISSÃO DE GASES DO EFEITO ESTUFA, PARLAMENTO DA FRANÇA APROVA O PROJETO ECONOMIA VERDE

Parlamento da França aprova projeto por economia verde

País almeja reduzir a emissão de gases do efeito estufa em cerca de 40%, em comparação a 1990, até 2030

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Projeto tem o objetivo de tornar a economia francesa mais sustentável

REUTERS/SARAH MEYSSONNIER

A Assembleia Nacional da França aprovou nesta terça-feira (4) um projeto de lei abrangente contra mudanças climáticas que impedirá futuras expansões de aeroportos, proibirá aquecedores de terraços ao ar livre e diminuirá resíduos de embalagens.

A França almeja reduzir as emissões de efeito estufa em 40% até 2030 na comparação com os níveis de 1990, mas ativistas ambientais dizem que o país está se arrastando. Em um veredicto histórico em fevereiro, um tribunal determinou que o governo francês precisa fazer mais para combater a mudança climática.

Depois de mais de 200 horas de debate em comissões parlamentares e na câmara baixa, parlamentares aprovaram o projeto de lei por 332 votos a 77.

“Ao invés de grandes palavras e objetivos imensos e inalcançáveis que só geram resistência social, estamos adotando medidas eficazes”, disse a ministra do Meio Ambiente, Barbara Pompili, à câmara.

A legislação vem na esteira de uma consulta popular durante a qual 150 membros do público sugeriram dezenas de medidas para conter as emissões.

Diversos participantes criticaram o presidente francês, Emmanuel Macron, por diluir suas ideias, mas a um ano da eleição presidencial e vendo partidos verdes se saindo bem em outras partes da Europa, Macron espera que o projeto de lei reforce suas credenciais ambientais.

O Greenpeace disse que a legislação não foi longe o suficiente.

“É uma lei que poderia ter sido adequada 15 anos atrás (…) Em 2021, não bastará para enfrentar com eficiência o aquecimento global”, disse Jean-François Julliard, chefe do Greenpeace da França.

Fonte: R7
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NA ÍNDIA, PACIENTES COM COVID-19 QUEREM FUGIR DE HOSPITAIS DEVIDO AS PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE ATENDIMENTO

Hospital para Covid-19 na Índia é tão ruim que pacientes querem fugir

Doze pessoas, incluindo um médico, morreram em um hospital de Nova Delhi no último sábado (1), depois que o local ficou sem oxigênio

Sandi Sidhu, Julia Hollingsworth, Clarissa Ward, Elizabeth Joseph e Tanya Jain, CNN

03 de maio de 2021 às 11:14

Parentes tiram paciente sofrendo com Covid-19 da ambulânciaParentes tiram paciente com Covid-19 da ambulância em hospital em Allahabad, Índia – 27/04/2021 Foto: Ritesh Shukla/NurPhoto via Getty Images

Por três dias, Goldi Patel, de 25 anos, foi de hospital em hospital no forte calor do verão de Nova Delhi, capital da Índia, tentando desesperadamente encontrar um que mantivesse seu marido respirando.

Quatro hospitais recusaram a mulher, que está grávida de sete meses do primeiro filho do casal, antes que ela finalmente encontrasse um que aceitasse internar o marido. Mas o nível de atendimento no Centro de Atendimento Sardar Patel Covid, um hospital de campanha improvisado para a pandemia nos arredores da capital, é tão insuficiente que seu marido está implorando para ir embora.

Perto do marido dela, que se chama Sadanand Patel e tem 30 anos, pessoas estão morrendo. Ele quase não tem contato com médicos e os remédios são limitados. Com 80% dos pulmões já infectados, ele fica apavorada com o que acontecerá se sua condição piorar.

“Estou com muito medo”, disse Sadanand no último sábado (1º), de sua cama de hospital, com respiração difícil. “Se meu estado ficar crítico, não acho que eles vão conseguir me salvar”.

Com os casos de coronavírus em forte ascensão na Índia, o sistema de saúde do país foi esticado além do limite. Camas, oxigênio e profissionais de saúde são escassos. Alguns pacientes com Covid-19 estão morrendo em salas de espera ou do lado de fora de clínicas lotadas, antes mesmo de serem vistos por um médico.

Apenas alguns pacientes da Covid-19 conseguem ser internados em hospitais sobrecarregados da Índia. Mas, uma vez lá dentro, enfrentam um tipo diferente de terror: a ausência de cuidados médicos ou suprimentos e as pessoas morrendo ao seu redor.

Corrida contra o tempo

Em fevereiro, as autoridades ordenaram o fechamento do Centro de Atendimento Sardar Patel Covid, acreditando que a Índia havia vencido o vírus. Quando ficou bem claro que não era o caso, a instalação de 500 leitos reabriu em 26 de abril – e logo se viram cenas caóticas.

Reportagens da mídia local mostraram que, apesar das enormes filas de pacientes do lado de fora do hospital, muito menos pessoas foram admitidas do que a capacidade total. Autoridades do alto escalão do Ministério da Saúde e da Polícia de Fronteira Indo-Tibetana, que dirigem o centro, não responderam ao pedido da CNN para comentar.

Sadanand foi internado um dia após a inauguração do hospital. Quando sua esposa Goldi o visitou alguns dias depois, o local estava lotado.

Na instalação cavernosa, em estilo de depósito, alguns pacientes ficam deitados em camas feitas de papelão. A medicina é limitada. Sadanand disse que só interagiu com um médico uma ou duas vezes em três dias desde que foi internado no dia 27. Ele viu dois homens em camas próximas gritarem por remédio e morrerem poucas horas depois, quando o oxigênio pareceu acabar.

No último sábado (1º), seu quinto dia no centro, pelo menos cinco pessoas ao seu redor morreram, disse o paciente. Um cadáver ficou deitado na cama ao lado dele por horas antes de ser removido.

O Ministério da Saúde e Bem-Estar da Família da Índia declarou no mês passado que iria expandir “rapidamente” a instalação para dois mil leitos com suprimentos de oxigênio para ajudar a resolver a falta de espaço hospitalar na cidade. Cerca de 40 médicos e 120 especialistas em emergência já haviam sido enviados ao centro.

Mas essa meta não condiz com a experiência do paciente Sadanand. “O governo acha que abriu este hospital e que os pacientes aqui estão sendo tratados. Mas, na verdade, nada disso está acontecendo”.

O homem conta que os médicos verificam os pacientes com pouca frequência. Ele está preocupado com o fato de que, se precisar de mais atenção médica, estaria muito doente para pedir ajuda. Às vezes, ele conversa com um paciente em uma cama próxima – que o aconselhou a sair do centro se ele se sentir um pouco melhor.

“A gente vai morrer deitado na cama porque não há ninguém para chamar o médico”, contou.

Outros tiveram a mesma experiência. Sarita Saxena disse à CNN na última sexta-feira (30) que seu cunhado foi internado no centro depois de ser recusado por pelo menos sete hospitais. Ela acha que nenhum médico está tratando os pacientes: as únicas pessoas que cuidam deles são familiares e amigos, que correm o risco de pegar a Covid-19,  já que não há paredes no centro para impedir a propagação.

Outros, fora do hospital, estão tão preocupados com a falta de atendimento que estão tentando fazer com que seus parentes tenham alta. Sadanand diz que está com tanto medo que pediu várias vezes a um médico para transferi-lo para outro hospital. Ele fez o mesmo apelo à esposa. Mas não outros lugares para interná-lo.

“Ele me pediu para tirá-lo daqui, que preferia ficar em casa, ele não se sente bem aqui e está com muito medo”, disse a esposa. “Fiquei tentando explicar que, se ele ficar aqui, pelo menos vai conseguir oxigênio”.

“A gente vai morrer deitado na cama porque não há ninguém para chamar o médico”

Sadanand Patel, paciente com Covid-19 internado no hospital Sardar Patel Covid

Menos oxigênio

O Lala Lajpat Rai Memorial Medical College (LLRM), um hospital na cidade de Meerut, no estado vizinho de Uttar Pradesh, está abarrotado.

As pessoas estão por toda parte – em macas, em mesas, no chão – gemendo e desesperadas por oxigênio. São cerca de 55 leitos para 100 pacientes, de acordo com a equipe do hospital. Existem apenas cinco médicos. Alguns pacientes estão deitados no chão.

Um desses pacientes é Kavita, de 32 anos, mãe de dois filhos, que não tem sobrenome. Ela está no chão do hospital há quatro dias, lutando para respirar. A mulher conta que não recebeu oxigênio e viu 20 pessoas morrerem.

“Estou ficando ansiosa. Estou com medo de parar de respirar”, contou. O oxigênio é um produto escasso na Índia, país que relatou mais de 2,5 milhões casos na semana passada.

Outros países enviaram cilindros e concentradores de oxigênio para a Índia que podem ajudar a produzir oxigênio, e o governo está transportando suprimentos por todo o país usando sua rede ferroviária. O doutor Harsh Vardhan, ministro da Saúde e Bem-Estar Familiar, disse na semana passada que há oxigênio adequado no país e não há necessidade de pânico.

“O oxigênio estava disponível em quantidade adequada antes e agora há ainda mais”, declarou a repórteres do lado de fora de um hospital. “Temos muito mais fontes de oxigênio disponíveis no país. Quem precisa de oxigênio vai conseguir obtê-lo”. Mas os hospitais ainda estão lutando.

Alguns centros médicos tuitaram mensagens de pedido de socorro, marcando contas oficiais e implorando por mais oxigênio para ajudar os pacientes com falta de ar.

Os familiares dos pacientes fazem longas filas fora dos centros de reabastecimento de oxigênio, segurando cilindros de oxigênio vazios. Doze pessoas (incluindo um médico) morreram em um hospital de Nova Delhi no último sábado (1º), depois que o local ficou sem oxigênio, de acordo com doutor SCL Gupta, o diretor médico do Hospital Batra.

Alguns hospitais alertam os pacientes que, se quiserem ser internados para tratamento, terão que fornecer seu próprio oxigênio.

“Já dissemos aos pacientes, antes de interná-los, que eles podem ter que obter seu próprio suprimento de oxigênio em caso de emergência se estiverem internados aqui”, disse Poonam Goyal, médico sênior do Hospital Panchsheel, no norte de Delhi.

Fora do LLRM, na cidade de Meerut, parentes de pacientes andavam de um lado para o outro enquanto esperavam por notícias. Lá dentro, o administrador do hospital, doutor Gyanendra Kumar, disse que o local tinha oxigênio suficiente, mas faltava pessoal.

“Não estamos recusando ninguém. Antes do coronavírus, nunca tinha visto uma crise como essa, mas acho que estamos administrando bem essa fase”.

Falta de remédio

Embora Goldi Patel esteja aliviada por seu marido estar recebendo oxigênio, ela está preocupada com sua condição geral – sem remédio para tratar a infecção pulmonar, o dano se espalhou para 80% de seus pulmões, de acordo com uma tomografia.

Sempre que ele se senta, começa a tossir violentamente e a dor rasga seu peito, disse ela. No hospital, ele recebeu comida, água e oxigênio, mas poucos remédios. A equipe do hospital só deu antibióticos ao homem depois que a esposa disse a todos que se mataria.

Na última sexta-feira (30), ela foi ao centro levar remédios para o marido. Ele é a única pessoa a ganhar um salário na família. “Além do oxigênio, o tratamento é muito necessário”, disse Sadanand. “Não dá viver na esperança de que, se receber oxigênio, ficará bem”.

O doutor Chandrasekhar Singha, consultor sênior de cuidados intensivos pediátricos do Hospital Infantil Madhukar Rainbow em Nova Delhi, disse que um paciente com infecção em 80% dos pulmões precisaria ter sua infecção tratada com antivirais, esteroides e antibióticos, além de oxigênio. “Ao dar oxigênio, ganha-se algum tempo”, explicou, acrescentando que 80% da infecção nos pulmões “não parece algo bom”.

A cada duas ou três horas, Goldi liga para o marido. Eles conversam apenas por alguns minutos antes de sua respiração ficar difícil. “Parece perigoso. Eu não o deixo falar muito. Fico tensa o dia todo”.

Goldi teme por si própria: grávida de sete meses, ela não sabe se tem Covid-19. A mulher não apresenta sintomas, mas não foi testada, já que um exame custaria 900 rúpias (cerca de R$ 65). Mesmo assim, ela diz que precisa apoiar o marido. Os pais de ambos moram em Uttar Pradesh e não têm outro sustento.

Todos estão frustrados com a resposta ineficaz das autoridades. Sadanand disse que se pensasse que estava sendo tratado de maneira adequada, não teria envolvido sua esposa de forma alguma.

“Uma pessoa que foi internada e recebe tratamento adequado jamais deixaria que a esposa grávida saísse durante os casos da Covid-19 para (tentar encontrar um hospital)”, lamentou. “Na minha mente, fico sempre preocupado com o que acontecerá se ela pegar o coronavírus”.

Julia Hollingsworth escreveu de Hong Kong. Sandi Sidhu escreveu de Hong Kong. Tanya Jain relatou de Gurgaon, Índia. Elizabeth Joseph e Clarissa Ward relataram de Meerut, Índia. Vedika Sud, Manveena Suri, Swati Gupta e Esha Mitra relataram de Nova Delhi, Índia.

(Esse texto é uma tradução. Para ler o original, em inglês, clique aqui)

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FAMÍLIAS DE MIGRANTES QUE FORAM SEPARADAS DURANTE O GOVERNO TRUMP SERÃO REUNIDAS NOVAMENTE, AFIRMOU SECRETÁRIO DE SEGURANÇA INTERNA DOS EUA

EUA reunirão famílias migrantes separadas no governo Trump

Joe Biden criou uma equipe especialmente dedicada a rastrear as cerca de 1.000 crianças que estão separadas de seus pais no país

INTERNACIONAL

 Da AFP

JUSTIN HAMEL / AFP

Os Estados Unidos vão começar a reunir esta semana algumas famílias de migrantes separadas durante o governo do ex-presidente republicano Donald Trump – anunciou nesta segunda-feira (3) o secretário do Departamento de Segurança Interna (DHS), Alejandro Mayorkas.

Mayorkas informou que quatro mães que fugiram de “situações extremamente perigosas em seus países de origem” serão reunidas com seus filhos depois de serem separados na fronteira entre os Estados Unidos e o México.

O secretário comemorou esse avanço depois que a administração Joe Biden estabeleceu uma equipe especialmente dedicada para rastrear as famílias e reuni-las, chefiada pelo próprio secretário.

“A força-tarefa fez um progresso crítico em alguns meses e continuará a trabalhar incansavelmente para dar às famílias a oportunidade de se reunir e se curar”, disse Mayorkas, que é o primeiro latino e o primeiro imigrante a chefiar este Departamento que trata, entre outras tarefas, da segurança nas fronteiras.

A política de “tolerância zero” de Trump sobre a imigração irregular começou a ser aplicada em 2017 e foi formalmente anunciada em 2018. Ao separar famílias – a maioria de centro-americanos fugindo da violência -, o governo republicano procurava dissuadir os migrantes a iniciar a jornada para o norte.

Sua implementação, que estima ter afetado cerca de 5.000 menores de idade, foi suspensa devido a uma onda de indignação nacional e global.

Mayorkas manifestou sua alegria pelo início do processo de reunificação e pelo fato de estas “quatro mães poderem abraçar os seus filhos depois de tantos anos”. Ele indicou que este é apenas o “início” do programa.

O presidente democrata denunciou a política de seu antecessor como uma “desgraça moral e nacional”. Não está claro quantas crianças ainda estão longe de seus pais, mas estima-se em cerca de 1.000.

Muitas são originárias de áreas rurais e comunidades localizadas em zonas montanhosas de difícil acesso, tarefa logística também complicada pela pandemia e pelos dois furacões que assolaram a América Central durante o outono boreal.

O governo não esclareceu se as famílias terão permissão para residência legal nos Estados Unidos.

Fonte: R7
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PRESIDENTE DA COLÔMBIA VAI RETIRAR PROPOSTA DA REFORMA TRIBUTÁRIA DEPOIS DE PROTESTOS VIOLENTOS NO PAÍS

Após protestos, presidente da Colômbia retira reforma tributária

Ivan Duque disse na sexta-feira (30) que a lei seria revisada para remover pontos polêmicos; agora, desistiu da proposta

INTERNACIONAL

 por Reuters

Colômbia tem protestos violentos contra reforma tributária defendida pelo governo

MAURICIO DUEÑAS CASTAÑEDA / EFE

O presidente colombiano Ivan Duque disse neste domingo (2) que vai retirar a proposta de reforma tributária depois de protestos por vezes violentos no país e de ampla oposição por parte dos parlamentares.

Duque disse na sexta-feira (30) que a lei seria revisada para remover alguns de seus pontos mais polêmicos – como o nivelamento do imposto sobre vendas de alguns alimentos e de serviços públicos – mas o governo já havia insistido que não o retiraria de pauta.

Os protestos contra a reforma causaram diversas mortes em todo o país.

“Estou pedindo ao Congresso que retire a lei proposta pelo Ministério da Fazenda e processe urgentemente uma nova lei que seja fruto do consenso, a fim de evitar incertezas financeiras”, disse Duque em vídeo.

Fonte: R7
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BRAÇO DIREITO DO ESTADO ISLÂMICO FOI CAPTURADO PELA POLÍCIA TURCA EM ISTAMBUL

Polícia turca prende terrorista importante do Estado Islâmico

De acordo com a imprensa local, o homem, conhecido como Basim, ajudou líder morto Al Bagdadi a esconder-se em Idlib

INTERNACIONAL

 Da AFP

Preso ajudou ex-líder  Al Baghdadi a se esconder

REPRODUÇÃO VIA REUTERSTV

Uma figura importante do grupo Estado Islâmico, descrito como o “braço direito” do líder falecido da organização, foi capturada pela polícia em Istambul, informou a imprensa local neste domingo (2).

As autoridades prenderam um indivíduo afegão, conhecido como “Basim”, durante uma operação conjunta com o serviço de inteligência turco no distrito de Astasehir, na zona leste da cidade.

O líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al Baghdadi, foi morto em 2019 pelas forças especiais dos Estados Unidos durante uma operação com a participação de combatentes curdos na província síria de Idlib.

De acordo com a imprensa turca, o homem detido ajudou Al Bagdadi a esconder-se em Idlib.

O suspeito também seria responsável pela chamada “ala militar” do grupo, segundo o canal NTV.

“Basim” chegou a Istambul com um passaporte e um documento de identidade falsos, indicou a emissora. A agência de notícias DHA afirmou que ele foi detido em 28 de abril.

A Turquia intensificou os esforços contra os combatentes do grupo terrorista, que executaram atentados no país, como incluindo um ataque contra uma discoteca de Istambul em 2017 que matou 39 pessoas, incluindo 27 estrangeiros.

Desde então, a polícia fez várias operações para deter suspeitos em todo o país.

Fonte: R7

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O GOVERNO DOS EUA INICIOU OFICIALMENTE A RETIRADA DOS ÚLTIMOS SOLDADOS DO AFEGANISTÃO

EUA iniciam última fase da retirada de soldados do Afeganistão

Previsão é que tropas norte-americanas deixem país até 11 de setembro, 20 anos após ataque às Torres Gêmeas, em Nova York

INTERNACIONAL  

Da AFP

Militares norte-americanos vão deixar o país até 11 de setembro

PATRICK BAZ / AFP

O governo dos Estados Unidos iniciou oficialmente neste sábado (1°) a retirada de seus últimos soldados do Afeganistão. Ao ser concluída, a volta para casa marcará o fim de uma guerra de 20 anos, mas abrirá um período de grande incerteza pela forte presença dos talibãs.

O processo de retirada já está em curso, de acordo com os comandantes americanos no Afeganistão, e a data de 1º de maio é sobretudo simbólica. Este era o prazo estabelecido no acordo assinado em fevereiro de 2020 em Doha, no Qatar, com os talibãs pela administração anterior de Donald Trump.

Nos últimos dias, Cabul e a base aérea de Bagram registraram um fluxo incomum de helicópteros americanos, responsáveis por preparar a retirada, que deve ser concluída no dia 11 de setembro, data do 20º aniversário dos atentados de 2001 nos Estados Unidos.

As forças de segurança afegãs estavam em alerta neste sábado, por medo de ataques contra as tropas americanas durante a retirada.

O exército dos Estados Unidos informou que executou um “bombardeio de precisão”, depois que uma área da província de Kandahar, onde fica uma de suas bases, foi atacada com “disparos ineficazes indiretos”. O bombardeio “destruiu outros mísseis que apontavam contra a base”, afirmou um porta-voz do exército americano.

Os aliados da Otan iniciaram na quinta-feira a retirada dos contingentes da missão contingentes da missão ‘Apoito Resoluto” (“Resolute Support”), que deve acontecer de maneira coordenada com Washington. “Os talibãs poderiam intensificar a violência”, declarou o ministro do Interior, Hayatullah Hayat, aos comandantes de polícia.

O presidente americano, Joe Biden, confirmou em meados de abril a retirada dos 2.500 soldados ainda presentes no Afeganistão.

“Chegou o momento de acabar com a guerra mais longa dos Estados Unidos”, declarou, ao destacar que o país cumpriu o objetivo da intervenção, que era impedir o Afeganistão de servir novamente de base a ataques contra o território americano.

Os talibãs consideram que a retirada deveria ter acabado em 1º de maio e que manter as tropas depois da data é uma “clara violação” do acordo com Washington.

“Isto abre, a princípio, a via para que nossos combatentes adotem as ações apropriadas contra as forças invasoras”, declarou à AFP Mohammad Naeem, porta-voz do grupo.

A intervenção militar dos Estados Unidos no Afeganistão foi motivada pelos atentados de 2001 contra as Torres Gêmeas de Nova York e o Pentágono. As tropas americanas expulsaram do poder os talibãs, acusados de dar cobertura ao grupo terrorista Al-Qaeda, responsável pelos ataques de 11/9.

O anúncio da retirada das tropas americanas foi feito em abril deste ano

KIM JAE-HWAN / AFP

No momento mais intenso da intervenção, em 2010-2011, 100.000 militares americanos estavam no Afeganistão. Mais de 2.000 americanos e dezenas de milhares de afegãos morreram no conflito.

Desde a assinatura do acordo de Doha, os talibãs interromperam os ataques diretos às forças estrangeiras. Mas não deram trégua às tropas do governo, que são perseguidas nas zonas rurais, e continuam aterrorizando a população das grandes cidades com assassinatos seletivos.

O anúncio da retirada dos americanos aumentou o medo dos afegãos, que temem o retorno dos talibãs ao poder e a imposição do regime fundamentalista que implantaram quando governaram entre 1996 e 2001.

“Todos têm medo da volta dos dias obscuros da era talibã”, declarou à AFP Mena Nowrozi, funcionária da rádio privada Kabul. “Os talibãs continuam sendo os mesmos, não mudaram. Estados Unidos deveriam permanecer por mais um ano ou dois”.

Risco de caos

O presidente afegão, Ashraf Ghani, garante que as tropas do governo, que depois de vários meses lutam sozinhas na frente de batalha – mas com apoio aéreo americano -, são “totalmente capazes” de resistir aos insurgentes.

Ghani também considera que a retirada americana significa que os talibãs ficarão sem desculpas para continuar lutando. “Quem eles matam? O que destroem? Agora acabou o pretexto de matar os estrangeiros”, afirmou esta semana em um discurso.

Mas o comandante do Estado-Maior americano, general Mark Milley, admitiu na quarta-feira que não é possível descarta um caos total.

“No pior dos cenários, teremos o desmoronamento do governo afegão, o desmoronamento do exército afegão, uma guerra civil, a catástrofe humanitária que a acompanha e o retorno potencial da Al-Qaeda”, reconheceu.

Abdul Malik, policial de Kandahar (sul), província que é um dos redutos históricos dos talibãs, afirmou à AFP que as Forças Armadas estão preparadas. “Temos que defender nossa pátria (…) Faremos todo o possível para defender nosso solo”, disse.

Não há garantia de que os talibãs deixarão de atacar as tropas americanas ou da Otan durante a retirada.

Fonte: R7
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VICE-PRESIDENTE DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DE EL-SALVADOR PEDIU A DESTITUIÇÃO DE MAGISTRADOS E SUPLENTES DA SUPREMA CORTE DO PAÍS

Governo pede destituição de juízes da Suprema Corte de El Salvador

Presidente Nayib Bukele já acusou mais de uma vez os juízes de retirar suas faculdades para lidar com a pandemia de covid-19

INTERNACIONAL

EFE

Primeira vice-presidente da Assembleia Legislativa de El Salvador, Suecy Callejas

RODRIGO SURA / EFE – 01.05.2021

A primeira vice-presidente da Assembleia Legislativa de El Salvador, Suecy Callejas, pediu neste sábado (1º) a destituição dos magistrados e suplentes da Sala Constitucional da Suprema Corte.

A iniciativa foi aprovada para a votação com dispensa de trâmite com 64 votos dos 84 deputados da Assembleia Legislativa, todos do governo.

Os partidos que votaram para admitir a iniciativa foram Novas Ideias (NI), Grande Aliança pela Unidade Nacional (GANA), Partido Democrata Cristão (PDC) e Partido de Concertação Nacional (PCN). Esta é a primeira ação tomada pela nova Assembleia Legislativa, horas após ter sido constituída.

Os magistrados que a iniciativa pretende destituir são o presidente da Sala Constitucional e da Suprema Corte de Justiça (CSJ), Jose Armando Pineda, e os magistrados Aldo Enrique Cáder, Carlos Sergio Avilés, Carlos Ernesto Sánchez e Marina de Jesús Marenco. Ação também inclui a destituição dos juízes suplentes.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, já acusou mais de uma vez os juízes de retirar suas faculdades para lidar com a pandemia de covid-19.

No dia 9 de agosto de 2020, o mandatário salvadorenho disse que, “se fosse um ditador de verdade”, teria fuzilado os magistrados da Suprema Corte por terem declarado inconstitucionais os decretos emitidos em meio ao confinamento pela pandemia de covid-19.

“Eu teria fuzilado todos, ou algo assim, se fosse um ditador de verdade. Salvar mil vidas em troca de cinco”, comentou, em referência aos cinco juízes da Sala Constitucional.

Fonte: R7
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MEDIDAS ANUNCIADAS NA FLÓRIDA FACILITAM VACINAÇÃO PARA TURISTAS E PESSOAS SEM DOCUMENTOS

Flórida facilita vacinação de turistas e pessoas sem documentos

Estado americano havia imposto a apresentação de comprovante de residência para frear a vacinação de pessoas de outras regiões

INTERNACIONAL

 Da AFP

Medidas anunciadas facilitam a vacinação de turistas

Maiores de 16 anos podem receber vacinas contra a covid-19 na Flórida a partir desta sexta-feira (30) sem apresentar comprovante de residência, anunciaram autoridades de saúde, o que abre caminho para a imunização de pessoas sem documentos e facilita o “turismo da vacina” no estado americano.

Para responder à chegada de turistas ávidos pela imunização em janeiro, quando as vacinas contra a Covid-19 ainda eram escassas, a Flórida havia imposto a apresentação de comprovante de residência para liberar a aplicação do imunizante.

A medida afetou as pessoas sem documentos, muitas das quais não possuem habilitação, contratos ou contas no próprio nome, o que levou legisladores e ativistas a pedirem ao governador, Ron DeSantis, que eliminasse essa barreira.

Agora que mais de 6 milhões de pessoas já se vacinaram no estado e a demanda é menor, o Departamento de Saúde anunciou na noite de ontem que reverteu sua decisão de janeiro, e que as vacinas estarão disponíveis “para todos que sejam residentes ou estejam na Flórida com o propósito de oferecer bens ou serviços em benefício dos residentes e visitantes do estado”.

As pessoas sem documentos poderão se vacinar apenas indicando verbalmente que vivem ou prestam serviço no estado. A prefeita de Miami-Dade, Daniella Levine-Cava, democrata, comemorou hoje a mudança: “É uma vitória para todos que chamamos de lar a nossa comunidade”, tuitou.

A decisão, no entanto, também facilita o chamado “turismo da vacina”, que o obstáculo imposto em janeiro pretendia conter. “Os benefícios de abrir a vacinação para os sem documentos são muito maiores do que a necessidade de limitá-la para evitar os turistas”, defendeu Guadalupe de la Cruz, da ONG de justiça social American Friends Service Committee, da Flórida.

A restrição anterior não impedia turistas de se vacinarem na Flórida. Desde janeiro, latino-americanos burlavam de forma criativa a necessidade do comprovante de residência, apresentando contas bancárias com endereço nos Estados Unidos ou contratos temporários de aluguel pelo site Airbnb, por exemplo, que eram posteriormente cancelados.

Há uma semana, o prefeito de North Miami Beach, Anthony DeFillipo, disse em transmissão ao vivo pelo Facebook com entrevistadores colombianos que sua cidade havia vacinado muitos turistas que apresentaram apenas o endereço do hotel ou do consulado de seu país.

Seu aparente convite aos latinos para que viajassem a fim de se vacinar foi divulgado com entusiasmo pela imprensa da região, e na última segunda-feira a cidade teve que desfazer “o mal-entendido”, segundo o jornal local “Miami Herald”.

Fonte: R7
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“ESPERAMOS CONTINUAR A TRABALHAR JUNTOS PARA COLOCAR NOSSO MUNDO NO CAMINHO DE UM FUTURO SEGURO, PRÓSPERO E SUSTENTÁVEL”, AFIRMA ENVIADO DOS EUA APÓS CONVERSA COM MINISTROS DO MEIO AMBIENTE E DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO BRASIL

EUA anunciam diálogo com governo do Brasil sobre metas climáticas

Nas redes sociais, John Kerry disse ter conversado, nesta sexta-feira (30), com ministros das Relações Exteriores e do Meio Ambiente

INTERNACIONAL

por Reuters

John Kerry vai conversar com ministros brasileiros sobre clima

REUTERS – 30.4.2021

O enviado dos Estados Unidos para o clima, John Kerry, afirmou nesta sexta-feira (30) ter conversado com o ministro das Relações Exteriores, Carlos Alberto França, e com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a respeito de novas metas climáticas do Brasil.

“Eu falei hoje com os ministros do Meio Ambiente, Salles, e das Relações Exteriores, França, do Brasil sobre as importantes novas metas climáticas do Brasil”, disse Kerry no Twitter.

“Esperamos continuar a trabalhar juntos para colocar nosso mundo no caminho de um futuro seguro, próspero e sustentável”, acrescentou.

Na semana passada, em discurso durante a Cúpula do Dia da Terra, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil irá atingir a neutralidade climática em 2050, e reafirmou a intenção de zerar o desamamento ilegal em 2030, mas voltou a pedir recursos internacionais para o país atingir essas metas.

O Brasil e os Estados Unidos negociam desde fevereiro um possível financiameto norte-americano a medidas de combate ao desmatamento da Amazônia, com o Brasil pedindo recursos para financiar ações, enquanto os EUA pedem resultados antes de liberar dinheiro.

O desmatamento na Amazônia explodiu em 2019, depois da eleição do presidente Jair Bolsonaro, e atingiu em 2020 o maior índice desde 2012, com 11.088 km² de mata desaparecendo entre agosto de 2019 e julho de 2020, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Aliado do ex-presidente norte-americano Donald Trump, Bolsonaro foi pego de surpresa pela eleição do democrata Joe Biden, que não acreditava que aconteceria.

Com a mudança de governo nos EUA, o tema das mudanças climáticas –e, consequentemente, o desmatamento da Amazônia– mudou de patamar e passou a ser central no relacionamento entre os dois países, o que forçou o governo brasileiro a uma mudança de postura.

Procurados, o Itamaraty e o Ministério das Relações Exteriores não responderam de imediato a pedidos de comentários sobre a conversa dos ministros com Kerry.

Fonte: R7
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AUSTRÁLIA TESTOU EM JARDINS DE INFÂNCIA DISPOSITIVO DE DETECTAÇÃO DE COVID-19 EM FORMA DE PIRULITO

Áustria avalia teste de covid-19 em forma de pirulito para crianças

Com a reabertura das escolas, há temores de que as variantes mais contagiosas do coronavírus se espalhem entre crianças

INTERNACIONAL

Da AFP

Áustria avalia teste de covid-19 em forma de pirulito para crianças

JOE KLAMAR/AFP – 29.4.2021

A Áustria testou em jardins de infância dispositivos de detecção de covid-19 em forma de pirulito, uma alternativa para as crianças que temem os testes nasais ou na garganta.

Um grupo de crianças testou esse novo procedimento esta semana em uma creche de Viena.

Com a reabertura das escolas, há temores de que as variantes mais contagiosas do coronavírus se espalhem, especialmente entre as crianças.

Para “controlar os casos” e fornecer “uma alternativa sensível a outras opções de teste”, a província austríaca de Burgenland já reservou 35.000 desses testes de detecção, disse à AFP um porta-voz do governo regional.

Os pais desta região receberam uma carta que informava que cada criança receberia gratuitamente três desses testes por semana.

“Faz sentido ter controles mais rígidos na educação”, disse Dominik Krotschek, pai de um menino de três anos.

“Não houve nenhum problema: hoje fizemos de novo e funcionou bem”, acrescentou.

Esses dispositivos foram inventados por Manuela Foedinger, que dirige o laboratório do hospital Kaiser-Franz-Joseph de Viena, que já idealizou outro método fácil de usar, com gargarejo, muito usado neste país de 8,9 milhões de habitantes.

Atualmente, Foedinger desenvolve um estudo em cinco jardins de infância com crianças entre um e seis anos para determinar a confiabilidade desses testes para depois ampliar seu uso, disse um porta-voz.

Fonte: R7
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ESTABILIZAÇÃO DE CONTÁGIO POR CORONAVIRUS FAZ PORTUGAL ANTECIPAR DESCONFINAMENTO E REABRIR FRONTEIRA TERRESTRE COM A ESPANHA

Portugal antecipa desconfinamento e abre fronteira com Espanha

Ritmo de recuperação do país permitiu que o plano seja colocado em prática já no próximo sábado (1º)

INTERNACIONAL

Da EFE

Estabilização dos contágios permitiu uma maior velocidade na reabertura

JOSÉ SENA GOULÃO / EFE – EPA – 19.4.2021

Com a estabilização dos contágios por coronavírus, Portugal antecipará em dois dias a última fase de seu plano de saída gradual do confinamento, inicialmente prevista para a próxima segunda-feira (29), e reabrirá a fronteira terrestre com a Espanha.

“Podemos dar um passo adiante para a próxima etapa do desconfinamento”, anunciou o primeiro-ministro português, António Costa, em entrevista coletiva, durante a qual destacou a evolução positiva que o país manteve durante o processo de cancelamento gradual de medidas de combate ao vírus SARS-CoV-2, inicial em 15 de março.

Será o último alívio para as restrições impostas desde 15 de janeiro, quando o governo decretou ‘lockdown’ diante de uma terceira onda de contágio muito dura, que colocou Portugal como o país do mundo com os mais altos índices de infecção e mortes por 100 mil habitantes.

Com o aval dos epidemiologistas, o país deixou para trás o estado de emergência – o mais alto nível de alerta, em vigor desde 9 de novembro. A partir de 1º de maio, irá para o estado de calamidade, um grau abaixo.

Mesmo assim, o premiê deixou um aviso. “O dever cívico do confinamento continua. Todos devemos evitar contatos desnecessários para que a pandemia não se agrave novamente”, alertou.

Fim das restrições de horários

No próximo sábado, as restrições de horário dos restaurantes, que nos fins de semana só poderiam abrir até as 13h. A partir de então, como pediam os donos dos estabelecimentos, o fechamento deverá acontecer às 22h30 todos os dias, e o mesmo acontecerá com teatros e eventos culturais. Também aumentará o número máximo de pessoas permitidas por mesa, até dez em terraços e seis na área interna.

O horário comercial será estendido aos sábados e domingos, a capacidade máxima para casamentos e batizados será aumentada para 50% e todos os esportes serão autorizados, incluindo os de contato de alto risco, como artes marciais e rúgbi. As academias, que reabriram em 5 de abril, voltarão a ter aulas em grupo.

Apesar do desconfinamento, algumas limitações permanecem. O teletrabalho continuará sendo obrigatório até o fim do ano, e o consumo de álcool nas vias públicas continua proibido.

Além disso, os restaurantes só poderão servir bebidas alcoólicas com refeições, e os bares e boates permanecerão fechados, sem indicação de quando poderão reabrir.

As novas regras serão aplicáveis a 270 dos 278 municípios que compõem Portugal continental, enquanto os outros oito permanecem em fases anteriores de saída gradual da quarentena porque apresentam um risco maior de contágio.

Fronteiras reabertas

No sábado, também será aberta a fronteira terrestre com a Espanha, que está fechada desde 31 de janeiro. Apenas o trânsito de nativos, residentes e trabalhadores fronteiriços e transporte de mercadorias estavam autorizados.

Foi a segunda vez que os controles foram restabelecidos ao longo dos 1,2 mil quilômetros da chamada ‘la raya hispano-lusa’ durante a pandemia. Um primeiro fechamento esteve em vigor entre 17 de março e 30 de junho de 2020.

A abertura será bem-vinda na fronteira, onde autoridades políticas e civis, bem como o setor empresarial, insistiram nos últimos meses que a medida estava asfixiando a economia de suas regiões.

O presidente da região conhecida como Puerta de Europa, que inclui as regiões fronteiriças de Almeida (Portugal) e Ciudad Rodrigo (Salamanca), António Machado, disse hoje à Agência Efe que o saldo do segundo fechamento foi “extremamente negativo”.

Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal tem 836.033 casos confirmados do vírus e 16.974 mortes por covid-19 desde o início da pandemia.

Fonte: R7
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ARGENTINO COM DEFICIÊNCIA QUE ESCALOU O HIMALAIA AGORA QUER BATER MAIS UM RECORDE, IR AO ESPAÇO

Argentino quer ser a 1ª pessoa com deficiência a ir ao espaço

 Jean Maggi virou paratleta de alta performance após sofrer um infarto e já chegou ao topo do Himalaia em uma bicicleta adaptada

TECNOLOGIA E CIÊNCIA

 Sofia Pilagallo,

do R7*

“O difícil, nós fazemos. O impossível, nós tentamos.” Esse é o lema do argentino Jean Maggi, 58 anos, que após ter escalado o Himalaia em uma bicicleta adaptada em 2015, agora quer se tornar a primeira pessoa com deficiência a ir ao espaço.  Ele teve poliomielite, doença popularmente conhecida como paralisia infantil.O feito de Maggi rendeu o documentário O Limite Infinito, que estreou em 2020. Ao longo de 48 minutos, ele conta sua história desde a infância — quando uma vacina defeituosa o infectou com o poliovírus — e o caminho que percorreu até se tornar um paratleta de alta performance.

“Acho que o documentário foi o meu passaporte para chegar até as empresas de viagens espaciais, mas a ideia de ir ao espaço não surgiu quando cheguei ao topo do mundo. Tenho essa vontade há 8 anos, quando as companhias privadas começaram a falar sobre levar civis para fora da Terra”, afirma.

“Atualmente, estou em contato com duas das três empresas que planejam levar civis ao espaço. Tenho acordos de confidencialidade, então acho melhor não dizer quais são, mas tenho fotos nas minhas redes sociais de quando visitei a Space X [empresa de sistemas aeroespaciais do bilionário Elon Musk]”, completa.

Maggi na sede da SpaceX, na Califórnia

Para se preparar para a nova aventura, o argentino não mediu esforços. Ele já fez um curso no Centro Nacional de Treinamento e Pesquisa Aeroespacial (NASTAR, na sigla em inglês), que treina civis para ir ao espaço, e acabou de ter implantada uma nova órtese de joelho, tornozelo e pé em clínica na Flórida, nos EUA. Foi lá também que colocou seu primeiro aparelho, em 2013, e conseguiu finalmente andar com as próprias pernas.

Em paralelo, Maggi faz de tudo para conservar seu estado atlético — um fator importante para aqueles que querem embarcar em missão espaciais. Ele pratica corrida, hipismo, tênis, basquete, golfe, natação e esqui aquático.

Nem sempre, no entanto, o argentino teve um estilo de vida saudável. Até sofrer um infarto, aos 37 anos, ele chegava a beber duas garrafas de vinho, fumava mais de dois maços de cigarros por dia e não praticava exercício físico. Ele acredita que o infarto “salvou sua vida”.

“Eu teria perdido tudo — minha esposa, meus quatro filhos e tudo que tenho hoje”, diz. “Foi a partir dali que assumi minha condição, meu corpo, minha vida e comecei a trabalhar em uma reinvenção que veio por meio do esporte.”

Processo de aceitação

Como toda pessoa com poliomielite, Maggi teve infância e adolescência difíceis. Além do sofrimento com cirurgias, ele enfrentou preconceito em uma sociedade que não trabalhava para promover inclusão.

Na escola, a cada 90 minutos, os alunos tinham que trocar de salas, que muitas vezes ficavam em andares diferentes. O edifício não tinha rampas. Para o argentino, subir e descer as escadas era como escalar o Himalaia.

Maggi era ainda excluído de diversas atividades escolares, como aulas de educação física e festas, e sofria constante discriminação por parte de seus colegas. Ele ressalta, no entanto, que há uma linha muito tênue entre discriminação e autodiscriminação.

“Ao mesmo tempo em que a sociedade enxerga as pessoas com deficiência como ‘coitadinhos’, eu tinha pensamentos como ‘não vou à festa porque não posso dançar'”, afirma. Fui a uma festa pela primeira vez quando decidi me encarregar da música.”

O processo de aceitação veio após o infarto, quando os médicos pediram para que o argentino começasse a fazer atividades aeróbicas — e ele, influenciado por seu personal trainer, comprou uma bicicleta adaptada. Um mês depois, ele já participava de sua primeira maratona, em Rosário, na Argentina, e mais tarde, da Maratona de Nova York.

“Quando atravessei a linha de chegada do Central Park, senti que havia deixado para trás aquele corpo que me aprisonava”, diz. “Pensei: ‘Se participei da maratona de Nova York, posso fazer qualquer coisa’.”

Da aceitação à inspiração

Para Maggi, uma pessoa como ele conseguir tal feito, chegar ao topo do mundo e, futuramente, ao espaço, mostra que não há limites para uma pessoa com deficiência — e é esse o pensamento que ele tenta levar adiante.

Além de dedicar-se ao esporte, o argentino também faz palestras mundo afora e, em 2016, fundou uma ONG para auxiliar crianças com deficiência por meio da atividade física. Ao todo, 250 bicicletas adaptadas já foram entregues.

“Acredito que todos, independentemente de sua condição, têm dentro de si um potencial. Há muitas coisas que uma pessoa com deficiência pode fazer e sem necessidade de ter um infarto, como foi o meu caso. Há um ditado que diz que se você tem um corpo, não importa qual seja ele, você já é um esportista”, afirma.

“Não sou um ícone da superação nem procuro ser, mas sei que gero certo impacto na sociedade quando mostro uma pessoa com deficiência em lugares nos quais, talvez, a maioria das pessoas não tem coragem de chegar. Na minha época, eu não tinha referências. Hoje, tenho certeza de que não sou o único”, completa.

Fonte: R7

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BORIS JOHNSON FOI ACUSADO DE USAR DOAÇÕES PRIVADAS PARA REFORMAR APARTAMENTO OFICIAL

Premiê britânico será investigado por reforma de apartamento

Segundo ex-conselheiro, Boris Johnson teria usado dinheiro de doadores para bancar obras, que giram em torno de R$ 1,5 milhão

INTERNACIONAL |

Da AFP, com R7

Premiê britânico será investigado por reformas no apartamento do governo

PAUL ELLIS/POOL VIA REUTERS – 26.4.2021
Boris Johnson, premiê do Reino Unido, foi acusado pelo ex-conselheiro, Dominic Cummings, de usar doações privadas para refomar o apartamento oficial cedido pelo governo como residência oficial do político.

Johnson negou qualquer delito na quarta-feira (28), mas será aberta uma investigação no caso, uma semana antes das principais eleições do país.

Em 6 de maio, o Reino Unido realiza eleições regionais e municipais que representam o primeiro teste eleitoral para os conservadores de Johnson desde a entrada em vigor do Brexit no início do ano e o terremoto causado pela pandemia do coronavírus.

Nas últimas semanas, o governo foi abalado por uma série de escândalos de lobby e influência corporativa na sequência de uma série de vazamentos.

O altamente polêmico Cummings, estrategista político da campanha pró-Brexit e o conselheiro mais influente de Johnson até sua renúncia em novembro, foi apontado por alguns veículos como a fonte dos vazamentos. Na sexta-feira (23), ele se defendeu lançando um ataque devastador em seu blog contra Johnson, cuja competência e integridade foram questionadas.

Na postagem, ele afirmou que o primeiro-ministro renovou seu apartamento oficial em Downing Street com dinheiro de doadores do Partido Conservador, o que o governo negou categoricamente.Um porta-voz do executivo disse terça-feira que, além do orçamento do governo alocado para manutenção, as obras – de até 200 mil libras, cerca de R$ 1,5 milhão, segundo a imprensa – foram pagas por Johnson.

Cummings não especificou se o premiê recebeu um empréstimo ou se os fundos do partido foram inicialmente usados, referindo-se a reportagens da imprensa sobre uma contribuição de 58 mil libras (R$ 435 mil, aproximadamente) de um doador rico que não teria sido comunicada à comissão eleitoral britânica como requerido pela lei.

Após avaliar as informações prestadas pelo Partido Conservador, a comissão eleitoral anunciou nesta quarta-feira a abertura de uma investigação.

“Há motivos razoáveis para suspeitar que uma ou mais violações possam ter sido cometidas. Portanto, prosseguiremos com uma investigação formal para determinar se este é o caso”, disse ele.

O anúncio veio minutos antes da sessão semanal de perguntas ao primeiro-ministro na Câmara dos Comuns, que Johnson usou para se defender da oposição trabalhista.

“Fui eu que paguei as despesas (…) e posso dizer que cumpri integralmente o código de conduta ministerial”, disse.

Vazamentos comprometedores

Neste contexto, o Executivo anunciou a nomeação de um conselheiro, Christopher Geidt, ex-secretário da Rainha Elizabeth II, cuja missão será garantir o cumprimento do código de conduta ministerial.

Além das suspeitas sobre a reforma de sua residência, Johnson também foi alvo de outras revelações comprometedoras, como ter proferido uma frase chocante para se opor a um novo bloqueio contra o coronavírus em outubro.

O jornal Daily Mail afirmou na segunda-feira que durante uma reunião o primeiro-ministro disse: “Chega de fechamentos de m*, vamos deixar os corpos amontoados aos milhares.” Sem citá-lo como a fonte dessa divulgação, o jornal também afirmou que Cummings mantinha gravações de áudio e registros escritos de reuniões importantes.

Downing Street, a sede do governo, e o próprio Johnson negaram essas palavras, mas vários meios de comunicação as repetiram e alegaram ter a confirmação de fontes anônimas.

O líder conservador britânico tem sofrido severas críticas desde o início da pandemia, há mais de um ano, primeiro acusado de demorar para agir e depois de desperdiçar o dinheiro dos contribuintes fornecendo equipamentos de proteção sem licitação.

Fonte: R7

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ESTADO DE EMERGÊNCIA EM PORTUGAL NÃO SERÁ RENOVADO, SEGUNDO ANUNCIOU O PRESIDENTE MARCELO REBELO

Portugal suspenderá estado de emergência no próximo sábado

Presidente Marcelo Rebelo anunciou que não pedirá a renovação, após um bem-sucedido controle da pandemia até o momento

INTERNACIONAL

 Da EFE

País deve deixar o estado de emergência já no próximo sábado

ANDREA CABALLERO DE MINGO / EFE – ARQUIVO

O Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou nesta terça-feira (27) que não proporá uma nova renovação do estado de emergência por conta da pandemia do novo coronavírus, o mais alto nível de alerta do país, e portanto a medida será suspensa no próximo sábado (1º)

“Decidi não renovar o estado de emergência”, informou o chefe de Estado em um pronunciamento à nação, durante o qual explicou que tomou a decisão após ter ouvido especialistas, o governo e os partidos que compõem o Parlamento.

O estado de emergência, em vigor desde novembro e válido até a próxima sexta, deve ser proposto pelo presidente, aprovado pelo Parlamento e renovado a cada 15 dias, conforme estabelecido pela Constituição portuguesa.

“Para a decisão, foram levadas em conta a estabilização e até a diminuição do número médio de mortes e do número de pessoas internadas em hospitais e cuidados intensivos, a redução do Rt (taxa de transmissão) e a estabilização do número de pessoas infectadas”, detalhou Rebelo de Sousa.

Controle da pandemia

O presidente também destacou o esforço na realização de testes de coronavírus e o progresso na vacinação, e agradeceu aos portugueses por “um ano e dois meses de resistência corajosa e disciplinada”. Apesar disso, ele advertiu que não hesitará em avançar novamente com outro estado de emergência se a situação assim o exigir.

Depois de um mês e meio de estado de emergência no início da pandemia, Portugal voltou a declarar esse nível de alerta em 9 de novembro, diante do avanço do vírus SARS-CoV-2.

Com uma terceira onda de contágio muito dura, um confinamento geral foi decretado em 15 de janeiro, e o governo só começou a aliviar as restrições gradualmente dois meses depois.

Portugal está atualmente na terceira fase do plano de desconfinamento, e espera-se que na próxima segunda-feira a grande maioria do país avance para a última etapa do processo.

Nesta terça-feira, as autoridades realizaram uma reunião com epidemiologistas e outros especialistas, que confirmaram que a situação é estável. O índice de transmissão Rt está em 0,99, e a incidência de 14 dias é de 70,4 casos por 100.000 habitantes.

Portugal, com pouco mais de 10 milhões de habitantes, tem 834.991 casos de infecção confirmados e 16.970 mortes por covid-19 desde o início da crise sanitária.

Fonte: R7
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PRESIDENTE TURCO CONSIDEROU SEM FUNDAMENTO O RECONHECIMENTO DO GENOCÍDIO ARMÊNICO PELOS EUA

Erdogan critica reconhecimento dos EUA de genocídio armênio

Presidente turco disse ser ‘sem fundamento’ a declaração de Joe Bide e que afeta a relação entre os do país

 Da AFP

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan,

ADEM ALTAN / AFP

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou nesta segunda-feira (26) “sem fundamento” o reconhecimento dos Estados Unidos do genocídio armênio e alertou sobre seu “impacto destruidor” nas relações entre ambos os países.

“O presidente americano fez declarações sem fundamento, injustas e contrárias à realidade”, ao reconhecer o genocídio armênio no sábado, declarou Erdogan, alertando sobre o “impacto destruidor” deste gesto de Joe Biden nas relações já tensas entre Ancara e Washington.

“Acreditamos que esses comentários foram incluídos na declaração após a pressão de grupos radicais armênios e círculos anti-turcos”, acrescentou o presidente turco

“Mas esta situação não anula o impacto destruidor desses comentários”, reiterou.

A Armênia, apoiada por muitos historiadores e acadêmicos, afirma que 1,5 milhão de pessoas de seu povo morreram em um genocídio promovido pelo Império Otomano entre 1915 e 1917.

A Turquia afirma que tanto armênios como turcos morreram em grande número durante a Primeira Guerra Mundial, mas nega com veemência que houve uma política deliberada de genocídio, um termo que não era definido legalmente até então.

No sábado, Biden reconheceu o genocídio armênio e se tornou o primeiro presidente americano a usar a palavra ‘genocídio’ no comunicado que a Casa Branca costuma emitir com motivo do aniversário desse massacre.

“Se você fala de genocídio, deve olhar para o espelho”, respondeu Erdogan nesta segunda.

“Também podemos falar do que aconteceu com os nativos americanos, com os negros e no Vietnã”, criticou.

Fonte: R7
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CIENTISTAS DETECTARAM QUE HÁ MAIOR EMISSÃO DE CARBONO DO QUE A REPORTADA POR ALGUNS PAÍSES

Emissões de carbono são maiores do que dizem países, aponta estudo

Com diferenças de métodos encontradas por cientistas, países poderão ter de mudar suas metas de reduções de emissões

INTERNACIONAL 

por Reuters – Internacional

Com diferença nos métodos de aferição, países poderão ter de ajustar suas reduções de emissões

PIXABAY

Cientistas anunciaram nesta segunda-feira (26) que detectaram uma grande diferença, igual ao valor aproximado de emissões anuais dos Estados Unidos, entre a quantidade de emissões que causam o aquecimento global reportada por países e a quantidade que chega à atmosfera de acordo com modelos independentes.

A lacuna de cerca de 5,5 bilhões de toneladas de dióxido de carbono por ano ocorre não por conta de erros cometidos pelos países. O motivo é devido às diferenças entre métodos científicos utilizados em inventários nacionais que são reportados pelos países sob o Acordo de Paris de 2015 de mudanças climáticas, e os métodos utilizados por modelos internacionais.

“Se modelos e países falarem em línguas diferentes, a avaliação do progresso no clima será mais difícil”, disse Giacomo Grassi, autor de um estudo sobre o assunto e autoridade científica do Centro de Pesquisas Conjuntas da Comissão Europeia. “Para abordar esse problema, precisamos encontrar uma maneira de comparar as estimativas”.

A diferença entre os números de emissões, explicada no estudo publicado nesta segunda-feira na Nature Climate Change, pode significar que alguns países precisam ajustar suas reduções de emissões. Por exemplo, os modelos nacionais feitos por Estados Unidos e outros países mostram mais territórios florestais capazes de sequestrar carbono do que os modelos independentes indicam.

O estudo conclui que as estimativas nacionais, que permitem definições mais flexíveis dessas áreas, mostram cerca de 3 bilhões de hectares de florestas administradas pelo mundo a mais do que os modelos independentes.

O risco é que alguns países possam afirmar que suas florestas estão absorvendo grandes quantidades de emissões e não façam o bastante para cortar emissões de carros, residências e fábricas.

Fonte: R7
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A TURQUIA RESPONDERÁ DE VÁRIAS MANEIRAS A DECLARAÇÃO DE BIDEN SOBRE O MASSACRE DE ARMÊNIOS, AFIRMOU O PORTA-VOZ DO PRESIDENTE TURCO

Turquia promete resposta após EUA reconhecerem genocídio armênio

Porta-voz do presidente Tayyip Erdogan disse que haverá reação de diferentes formas e graus nos próximos dias e meses

NTERNACIONAL

 por Reuters

I5/04/2021 – 14H48

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

ADEM ALTAN / AFP

declaração do presidente norte-americano, Joe Biden, de que o massacre de armênios pelo Império Otomano constituiu um genocídio é “simplesmente ultrajante” e a Turquia responderá de várias maneiras nos próximos meses, disse o porta-voz presidencial da Turquia neste domingo (25)

Biden rompeu no sábado (24) com décadas de comentários cuidadosamente calibrados da Casa Branca sobre os assassinatos de 1915, para deleite da Armênia e a comunidade armênia nos Estados Unidos, mas tensionando ainda mais a relação entre Washington e Ancara, dois aliados da Otan.

“Haverá uma reação de diferentes formas e graus nos próximos dias e meses”, disse à Reuters Ibrahim Kalin, porta-voz e conselheiro do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Kalin não especificou se Ancara restringiria o acesso dos EUA à base aérea de Incirlik no sul da Turquia, que tem sido usada para dar suporte à coalizão internacional que luta contra o Estado Islâmico na Síria e no Iraque, ou outras medidas que possa tomar.

As autoridades turcas condenaram imediatamente a declaração de Biden feita no sábado, e Kalin disse que Erdogan trataria do assunto após uma reunião de gabinete na segunda-feira.

“Em um momento e local que consideramos apropriados, continuaremos a responder a esta lamentável e injusta declaração”, disse ele.

A Turquia aceita que muitos armênios que viviam no Império Otomano foram mortos em confrontos com as forças otomanas na Primeira Guerra Mundial, mas nega que as mortes tenham sido sistematicamente orquestradas e constituído um genocídio.

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EX-PRESIDENTE PERUANO MARTÍN VIZCARRA E A MULHER ESTÃO COM COVID, SEIS MESES APÓS TEREM SE VACINADO DE FORMA POLÊMICA

Peru: Ex-presidente que se vacinou de forma polêmica contrai covid

Martín Vizcarra e a mulher estão com Covid-19, seis meses após terem se vacinado de forma polêmica com o imunizante Sinopharm

INTERNACIONAL

Martin Vizcarra, ex-presidente do Peru

ERNESTO ARIAS / EFE – ARQUIVO

O ex-presidente peruano Martín Vizcarra e a mulher estão com Covid-19, seis meses após terem se vacinado de forma polêmica com o imunizante Sinopharm. A informação foi divulgada neste domingo, em meio à segunda onda da pandemia no país, impulsionada pela variante de coronavírus com origem no Brasil.

“Apesar dos cuidados para evitar levar o vírus para casa, minha mulher e eu testamos positivo e somos sintomáticos”, publicou Vizcarra, presidente entre 2018 e 2020, em sua conta no Twitter. “Minha família está tomando as medidas de isolamento necessárias. Não baixemos a guarda.”

Vizcarra, de 58 anos, foi criticado por não ter usado máscara, nem ter respeitado o distanciamento social, durante sua campanha para as eleições parlamentares do último dia 11. A infecção ocorreu na semana em que o Congresso o inabilitou a ocupar a cadeira que conquistou, por ter se vacinado de forma irregular em outubro, um mês antes de ser destituído devido a um suposto caso de corrupção.

O ex-presidente admitiu que recebeu as duas doses da vacina antes de a mesma ser aprovada pelas autoridades de saúde locais, mas negou ter agido de forma irregular. O escândalo, chamado de Vacinagate, explodiu em fevereiro e envolveu 487 pessoas, a maioria funcionários, incluindo duas ministras do governo interino atual.

Fonte: R7
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MORADOR DE MAIORCA NA ESPANHA FOI PRESO APÓS INFECTAR 22 PESSOAS COM COVID-19

Homem é preso na Espanha após infectar 22 pessoas com covid-19

Indivíduo foi ao trabalho e à academia mesmo depois de apresentar sintomas. Nenhum dos infectados precisou ser internado

INTERNACIONAL

Da AFP, com R7

Homem é preso após infectar 22 pessoas na Espanha

PIXABAY

Um morador de Maiorca, na Espanha, foi preso após infectar 22 pessoas com covid-19, informou a polícia neste sábado (24). O homem foi ao trabalho e à academia apesar de apresentar sintomas da doença.

A polícia da ilha espanhola começou a investigar no final de janeiro após detectar um surto na cidade de Manacor, depois de receber relatos sobre “um trabalhador que foi infectado e escondeu sua doença”, afirmou em comunicado.

Dias antes da detecção do surto, o indivíduo começou a apresentar sintomas, gerando preocupação nos colegas de trabalho. Porém, o homem se recusou a ir para casa.

No final do dia, ele realizou um teste de PCR para covid-19, mas não esperou o resultado. No dia seguinte, ele voltou ao trabalho e também foi para a academia local.

No trabalho, tanto o gerente quanto a equipe insistiram que ele fosse para casa porque poderia estar infectando outras pessoas. Mas ele os ignorou e durante sua jornada de trabalho, o homem circulou pelas instalações, tossindo enquanto abaixava a máscara, dizendo “vou infectar todos vocês com coronavírus”, segundo a polícia.

No final do dia, quando o resultado do teste deu positivo, seus colegas alarmados também tiveram que ser rastreados. Cinco deles testaram positivo e, por sua vez, infectaram vários de seus parentes, incluindo três bebês de um ano de idade.

Na academia, três pessoas que haviam entrado em contato direto com o homem também foram infectadas e transmitiram o vírus a seus familiares.

Em decorrência desses fatos, o trabalhador foi preso como suposto autor de crime de lesão corporal, e ontem foi colocado à disposição do Poder Judiciário.

A polícia disse que suas ações resultaram em um total de 22 infecções, embora nenhuma exigisse tratamento hospitalar.

Fonte: R7
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EUROPA INICIA AFROUXAMENTO DAS RESTRIÇÕES APÓS AVANÇO NA VACINAÇÃO

Com avanço da vacinação, Europa inicia afrouxamento de restrições

França, Reino Unido, Itália e outros países europeus retomam as atividades conforme controlam o número de casos de covid-19

INTERNACIONAL

 Do R7, com EFE

Portugal

Fonte:R7
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VAMOS PODER TOMAR MEDIDAS DE FORMA PRUDENTE, AFIRMA GOVERNO AUSTRÍACO PÓS ANÚNCIO DE REABERTURA GERAL

Governo da Áustria anuncia reabertura geral em 19 de maio

País diminuiu casos por covid-19 e permitirá o funcionamento de estabelecimentos das áreas de gastronomia, turismo e cultura

INTERNACIONAL

 Da AFP

Chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, anunciou reabertura do comércio no país

HELMUT FOHRINGER / APA / AFP – 23.04.2021

O governo austríaco anunciou nesta sexta-feira(23) a reabertura geral de restaurantes, hotéis e locais de culto em meados de maio, seis meses após seu fechamento e quando o número de infecções por covid-19 começar a diminuir.

“Vamos poder tomar medidas de reabertura, de forma prudente” a partir de 19 de maio, disse o chanceler conservador Sebastian Kurz a jornalistas.

Estas medidas serão aplicadas aos setores da gastronomia, turismo, cultura e desporto, com rígidas normas de segurança, “de forma a manter o número de infecções sob controle”, disse, lembrando que o país percorre “os últimos metros da luta contra a pandemia”.

Porém, para entrar nos diferentes locais será necessário realizar teste de detecção de coronavírus, quando possível, ou apresentar resultado negativo, certificado de vacinação ou presença de anticorpos.

Também será possível organizar eventos públicos novamente com capacidade limitada a 1.500 participantes internos e 3.000 externos.

Cerca de dois milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e esse número deve aumentar para 3 milhões até meados de maio, representando um terço da população de 8,9 milhões, segundo o chefe de governo, que prevê aumento de casos, mas diminuição de hospitalizações com imunização de grupos de risco.

Fonte: R7

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NO CHILE, APENAS HOMENS RECEBERÃO A VACINA DO PRIMEIRO LOTE DE OXFORD QUE CHEGOU AO PAÍS

Chile recebe as primeiras vacinas de Oxford e aplicará só em homens

Lote foi enviado pelo convênio Covax e não será administrado em mulheres pelo risco de formação de coágulos no sangue

INTERNACIONAL

 Da AFP

Governo chileno recebe primeiro lote de vacinas de Oxford nesta sexta-feira (23)

AFP/MINSAL

O Chile recebeu nesta sexta-feira (23) o primeiro lote de vacinas de Oxford contra a covid-19, que serão aplicadas apenas em homens, por recomendação de sua agência de saúde.

A remessa, com 158,4 mil doses, foi recebida pelo ministro da Saúde, Enrique Paris. “É a primeira vacina que chega pelo convênio Covax”, da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou o ministro.

Chile: veterinários são acusados de usar vacina canina em 75 pessoas

O Chile é um dos países que avança mais rápido no processo de vacinação. Cerca de 7,9 milhões de pessoas foram imunizadas com pelo menos uma dose em uma população total de 19 milhões.

A vacina de Oxford vem gerando controvérsias, principalmente na Europa, devido aos temores gerados pelos raros casos de coágulos sanguíneos detectados, em especial em mulheres.

Nesta sexta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) disse que uma revisão que realizou da vacina mostrou que seus benefícios aumentam com a idade e que superam os riscos.

Na semana passada, o Instituto de Saúde Pública (ISP) do Chile, que em janeiro concedeu autorização de emergência para essa vacina, recomendou seu uso em mulheres com mais de 55 anos e em homens acima dos 18.

Com base nessa recomendação, a subsecretária de Saúde, Paula Daza, anunciou nesta sexta que “todos os homens que aderirem ao calendário a partir da próxima semana receberão a vacina de Oxford. Ela será administrada apenas em homens”.

A segunda dose será administrada 12 semanas após a primeira.

Enquanto isso, o ministro da Saúde afirmou que a pasta estuda incluir gestantes no programa de vacinação. “Começará o mais rápido possível, quando tivermos todas as informações científicas”, disse.

Para as gestantes, será escolhida a vacina da Pfizer, que também é aplicada no Chile em conjunto com a CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac, acrescentou Paris.

Fonte: R7

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PERGAMINHO DE ISAÍAS É O MAIS BEM PRESERVADO ENTRE OS MANUSCRITOS DO MAR MARTO

Inteligência artificial revela segredo dos Manuscritos do Mar Morto

Comparando caracteres, computador apontou que o Grande Pergaminho de Isaías foi escrito por duas pessoas diferentes

TECNOLOGIA E CIÊNCIA

 Do R7

O Grande Pergaminho de Isaías é o mais bem-preservado entre os Manuscritos do Mar Morto

WIKIMEDIA COMMONS

Descobertos em uma caverna israelense em 1947 e escritos há mais de 2 mil anos, os Manuscritos do Mar Morto ainda são estudados por cientistas em busca de respostas sobre como foram escritos. Usando a tecnologia da inteligência artificial (A.I.), pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda, descobriram que o Grande Pergaminho de Isaías foi escrito por duas pessoas diferentes.

A conclusão foi feita após a análise do texto de 125 a.C., o mais bem preservado dos manuscritos, que mostrou diferentes padrões de escrita imperceptíveis a olho nu, mas que foram encontrados graças a uma análise feita por computador.

A caligrafia usada no Grande Pergaminho de Isaías parece idêntica até para leitores humanos altamente treinados em paleografia. Mas uma análise feita com A.I. publicada na revista científica PLOS One mostra que dois copistas diferentes colaboraram no documento.

“Com o uso da tecnologia e de estatísticas, pudemos encontrar diferenças muito sutis na caligrafia, que são muito difíceis de ver”, explicou o cientista líder da pesquisa, Mladen Popovic ao Art Newspaper. “Isso nos mostra que eles trabalharam em equipe para fazer o manuscrito. Isso não é mais uma conjectura, baseado nas evidências agora podemos dizer que é um fato”.

A pesquisa corrobora teorias de que os textos bíblicos antigos não foram copiados por um único escriba, mas teriam sido feitos em equipe, possivelmente com a ajuda de aprendizes, copiando detalhadamente o mesmo estilo.

O Grande Pergaminho de Isaías

Estudiosos já tinham detectado um intervalo que ocorre na metade do manuscrito do Livro de Isaías. No meio do texto, há um espaço de três linhas e uma segunda folha foi costurada na primeira. A partir desse ponto, segundo detectou o estudo, um segundo escriba assumiu o texto.

Para realizar a pesquisa, a equipe ensinou a inteligência artificial a analisar a imagem do texto e separar digitalmente a tinta do papiro. “Isso é importante porque a maneira como os traços foram feitos remete diretamente ao movimento dos músculos de cada pessoa e isso é individual”, afirmou um dos co-autores, Lambert Schomaker.

Os pesquisadores focaram em dois caracteres hebraicos, aleph e bet, e mapearam todas as vezes em que eles apareciam ao longo do pergaminho e todas as suas variações. Com isso, descobriram que as duas metades do manuscrito foram escritas em um estilo parecido, mas de dois modos distintos.

De acordo com o Museu de Israel, em Jerusalém, o Pergaminho de Isaías é um dos sete Manuscritos do Mar Morto encontrados nas cavernas de Cumran. É o maior e mais preservado deles e contém toda a versão hebraica do Livro de Isaías.

A descoberta abre caminho para novas maneiras de estudar os pergaminhos, segundo Popovic. “Esse é só o primeiro passo. Vamos poder estudar e separar os copistas que fizeram os Manuscritos e agora poderemos entender melhor como eles foram produzidos. Jamais saberemos os nomes deles, mas poderemos entender o papel de cada um”, comemorou.

Fonte: R7
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OS EUA ENVIARÃO REFORÇOS TEMPORÁRIOS AO AFEGANISTÃO PARA RETIRADA DAS FORÇAS DE COALIZÃO

EUA enviarão reforços para garantir saída de tropas do Afeganistão

Operação logística para a retirada de soldados norte-americanos e da Otan do país deve durar cerca de 3 meses

INTERNACIONAL

 Da AFP

Comandante das forças norte-americanas no Oriente Médio, general Kenneth McKenzie

PHIL STEWART/REUTERS – 09.07.2019

Os Estados Unidos enviarão reforços temporários ao Afeganistão para proteger a retirada das forças da coalizão internacional, informou nesta quinta-feira (22) o comandante das forças norte-americanas no Oriente Médio, general Kenneth McKenzie, ante uma comissão do Senado americano.

Cerca de 2,5 mil soldados americanos, além de mais de 16 mil contratistas civis e suas equipes, deixarão o Afeganistão. A eles se somam a cerca de 7 mil soldados da Otan, que dependem dos militares americanos para o transporte de tropas e equipamentos. Essa grande e delicada operação de logística requer ao menos três meses para que os militares a concluam de forma ordenada e segura.

McKenzie reconheceu que o talibã é mais numeroso atualmente do que em 2011, e estimou suas fileiras em 50 mil combatentes. Também afirmou que os rebeldes controlam hoje uma parte maior do território afegão do que há 10 anos.

Fonte: R7
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A CASA BRANCA AINDA ESTÁ DANDO OS RETOQUES FINAIS EM SEU PLANO PARA REDUZIR AS EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA DOS EUA

Mundo espera divulgação da meta climática dos EUA antes da cúpula

Encontro de Biden com líderes mundiais tem o objetivo de mostrar o compromisso norte-americano com as questões ambientais

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Governo Biden tem pressionado outros países a estabelecer metas para reduzir emissões

CHRIS KEANE/REUTERS – FOTO DE ARQUIVO

A Casa Branca ainda está dando os retoques finais em seu plano para reduzir as emissões de gases de efeito estufa dos EUA até 2030, antes de uma cúpula esta semana com líderes mundiais, incluindo Vladimir Putin, da Rússia, e Xi Jinping, da China.

O governo do presidente Joe Biden tem pressionado outros países a estabelecer metas ambiciosas para reduzir suas emissões, mas ainda não revelou seu próprio plano. Antes do início da cúpula na quinta-feira, a Casa Branca deve anunciar uma meta para cortar as emissões em cerca de 50% até 2030, em comparação com os níveis de 2005.

“Ainda resta muito tempo antes do início da cúpula”, disse um funcionário do governo a repórteres na quarta-feira (22), quando pressionado sobre a meta, conhecida como Contribuição Nacionalmente Determinada ou NDC, na sigla em inglês.

Os Estados Unidos têm sido o maior emissor histórico de gases do efeito estufa e atualmente estão atrás apenas da China. Sua meta será observada de perto como um sinal de quão seriamente Biden leva em conta a mudança climática. Ele prometeu restaurar a liderança dos EUA nas questões sobre o aquecimento global depois que o ex-presidente Donald Trump retirou o país do acordo climático de Paris.

Biden trouxe os EUA de volta ao acordo de Paris em janeiro, e a cúpula de dois dias foi projetada para mostrar um compromisso norte-americano e global renovado de limitar o aquecimento do planeta a 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais, a fim de evitar impactos climáticos cataclísmicos.

Uma ordem executiva de Biden que direcionará o Tesouro dos EUA e outras agências importantes para desenvolver uma estratégia sobre os riscos relacionados ao clima para ativos financeiros públicos e privados era inicialmente esperada esta semana, mas está atrasada, disse uma fonte familiarizada com a situação.

“Nos próximos dias e horas, muitos outros aumentos de ambição serão articulados”, disse o enviado internacional para o clima, John Kerry, em um evento organizado pelo Washington Post na manhã de quarta-feira.

Nas últimas 24 horas, Kerry anunciou medidas que ajudarão os Estados Unidos a reduzir sua participação nas emissões globais.

Ativistas, algumas corporações e outros líderes mundiais querem uma meta agressiva dos EUA, e alguns reagiram cedo para dizer que um corte de cerca de 50% não seria suficiente.

“Embora muitos aplaudam o compromisso do presidente de reduzir as emissões dos EUA em pelo menos metade até 2030, temos a responsabilidade de dizer a verdade: não está nem perto do suficiente”, afirmou Evan Weber, diretor político do influente grupo de jovens ativistas do Movimento Sunrise, acrescentando que a promessa reportada “será uma sentença de morte para nossa geração e para os bilhões de pessoas na linha de frente da crise climática nos Estados Unidos e no exterior.”

Líderes de todo o mundo estão participando da cúpula, que será realizada virtualmente por causa da pandemia covid-19.

Fonte: R7

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NOVA YORK VAI INVESTIR CERCA DE 30 MILHÕES DE DÓLARES EM CAMPANHA PARA REATIVAR O TURISMO

Nova York lança campanha inédita para reativar o turismo

Será feito investimento de R$ 167 milhões para em um primeiro momento incentivar parentes de nova-iorquinos a visitá-los

INTERNACIONAL

Da AFP

Nova York vai investir cerca de 30 milhões de dólares na campanha

FREEPIK

Como fazer os turistas voltarem? Depois de uma campanha de vacinação contra a covid-19 bem-sucedida e uma taxa de testes positivos inferior a 5%, Nova York espera recuperar sua atratividade antes de outras grandes cidades e lançará em junho uma campanha de magnitude inédita para atrair visitantes.

Dizer aos norte-americanos e aos turistas internacionais que “Nova York despertou” custará 30 milhões de dólares (cerca de R$ 167 milhões na cotação atual), quantia proposta nesta quarta-feira (21) pelo prefeito Bill de Blasio e pelo presidente da agência turística municipal, Fred Dixon.

Como as viagens ainda estão restritas, a mensagem nos veículos tradicionais, redes sociais e nos discursos de “influencers” terá como alvo principal os norte-americanos, começando pelos amigos e parentes de nova-iorquinos que serão convidados para “visitá-los”. Depois, se a pandemia permitir, será estendido a uma audiência mundial, explicou Dixon.

“Havia 400.000 empregos ligados ao turismo antes da pandemia, eles vão voltar”, garantiu De Blasio em coletiva de imprensa. “Nova York despertou, devemos dizer às pessoas que estamos abertos, que estamos seguros (…). Isso não vai acontecer do dia para a noite, nós sabemos, mas vai acontecer”.

O que está em risco é considerável para uma cidade que antes da pandemia era uma das mais visitadas do mundo, com um recorde de 66,6 milhões de visitantes em 2019. A quantidade de turistas caiu para 22 milhões em 2020.

Grandes investimentos pré-pandemia devem ser compensados, como o centro de convenções Javits Center que custou 1,2 bilhão de dólares, ou a renovação do aeroporto de LaGuardia, de 8 bilhões.

A aposta não está ganha de antemão: os bairros comerciais estão desertos há 13 meses, a maioria dos trabalhadores continua trabalhando de casa, o que prejudica financeiramente um vasto ecossistema de restaurantes, comércios e hotéis. Além disso, a criminalidade está em alta, o que relembra algumas pessoas da cidade suja e às vezes perigosa que foi Nova York nos anos 1970-80.

Apesar do início da recuperação das atividades esportivas e de alguns entretenimentos, ainda não se pode acessar atrações-chave como os musicais da Broadway: seu retorno está previsto para setembro, embora a agência de turismo não descarte que a data seja antecipada.

Nessas condições, Nova York espera receber uma grande quantidade de turistas até 2023. O governo municipal estima que a maior cidade dos Estados Unidos alcançará nesse ano seu nível de pré-pandemia, 64,7 milhões de visitantes, e retomará seu crescimento a partir de 2024, com 69 milhões de turistas.

Fonte: R7
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PRESIDENTES DA RÚSSIA E DE CUBA SE REUNIRAM PARA REFORÇAR A ASSOCIAÇÃO ESTRATÉGICA ENTRE OS DOIS PAÍSES NA LUTA CONTRA A COVID-19

Cuba e Rússia querem reforçar associação estratégica

Conversa entre os líderes dos dois países nesta-terça-feira (20) visou também uma cooperação na luta contra a covid-19

INTERNACIONAL

Da AFP

Putin e Miguel Díaz fizeram uma reunião nesta terça-feira (20)

ARIEL LEY / ACN / AFP

O presidente russo, Vladimir Putin, conversou nesta terça-feira (20) por telefone com Miguel Díaz-Canel, recém-eleito líder do Partido Comunista de Cuba, para reforçar a associação estratégica entre os dois países e cooperar na luta contra a covid-19. A conversa aconteceu um dia depois de Raúl Castro se retirar como máxima autoridade cubana e ceder a liderança do partido a Díaz-Canel.

Os dois presidentes “confirmaram a disposição mútua de reforçar sua associação estratégica, bem como de coordenar os esforços na luta contra a covid-19, informou a chancelaria russa, em mensagem compartilhada por sua embaixada em Havana.

Mais cedo, o Kremlin divulgou um comunicado em que Putin cumprimenta Díaz-Canel por seu novo cargo e se pronuncia pelo desenvolvimento de “um diálogo bilateral construtivo e uma cooperação mutuamente benéfica” entre os dois países.

O reforço da relação com a Rússia contrasta com o distanciamento dos Estados Unidos, apesar de, antes de deixar o comando, Raúl Castro ter convocado Washington a um “diálogo respeitoso, sem renunciar aos princípios da Revolução e do socialismo”.

A Casa Branca indicou recentemente que Cuba não é uma prioridade, após quatro anos de duras sanções contra a ilha impostas pelo ex-presidente Donald Trump. “Diz-se que Cuba não é uma prioridade para os Estados Unidos. Como nação soberana, não teria por que sê-lo. Valeria a pena questionar: por que, então, existem legislações cujo propósito é agredir e tentar controlar o destino de Cuba?”, indagou Díaz-Canel, em seu primeiro discurso como líder máximo cubano.

Fonte: R7
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BIDEN EM CONVERSA POR TELEFONE COM FAMILIARES DE GEORGE FLOYD SE DIZ “ALIVIADO” E CONDENOU O RACISMO

Biden comemora decisão do caso George Floyd e condena racismo

Presidente dos EUA disse em pronunciamento que preconceito é uma ‘mancha’ na história do pais e pede soluções

INTERNACIONAL

Do R7, com AFP

Biden fez um pronunciamento na Casa Branca após o veredicto ser anunciado

POOL VIA GETTY IMAGES / AFP – 20.4.2021

O presidente Joe Biden se disse “aliviado” ao saber do veredicto, durante uma conversa por telefone com familiares de George Floyd que eles divulgaram nas redes sociais, pouco após o júri decidir pela culpa do ex-policial Derek Chauvin na morte de Floyd, em maio do ano passado.

“Estamos todos tão aliviados”, disse Biden. “Vocês são uma família incrível. Teria adorado estar aí para abraçá-los”, acrescentou, prometendo levar os familiares de Floyd à Casa Branca no Air Force One.

No Salão Oval, o presidente fez um pronunciamento formal sobre o veredicto transmitido pela televisão.

Em sua fala, Biden denunciou o “racismo sistêmico” que “mancha” a alma dos Estados Unidos.

“O veredicto de culpa não trará George de volta”, disse o presidente. Mas pode marcar o momento de uma “mudança significativa”, acrescentou, pedindo unidade à nação e para não deixar que os “extremistas que não têm nenhum interesse na justiça social” tenham “êxito”.

Mais cedo, o presidente havia considerado as provas do crime “devastadoras”.

“Rezo para que o veredicto seja o correto. Acho que é devastador do meu ponto de vista. Não diria isto se o júri não estivesse isolado”, disse Biden a jornalistas no Salão Oval, enquanto o júri deliberava a portas fechadas.

Em 25 de maio de 2020, Chauvin foi filmado em vídeo ajoelhado por mais de nove minutos sobre o pescoço de Floyd, mesmo quando o homem corpulento de 46 anos, algemado, implorava, “Por favor, não consigo respirar”.

As imagens, registradas por pedestres que testemunharam a prisão de Floyd, acusado de comprar cigarros com uma nota falsa de 20 dólares, foram assistidas por milhões de pessoas dentro e fora do país.

Tensão e comemorações

Tropas da Guarda Nacional foram mobilizadas em Minneapolis e Washington, a capital do país, devido a temores de distúrbios.

Minneapolis tem sido cenário de protestos noturnos desde que Daunte Wright, um jovem negro de 20 anos, foi morto a tiros em um subúrbio desta cidade de Minnesota em 11 de abril por uma policial branca.

Cerca de 400 manifestantes marcharam na cidade na segunda-feira pedindo a condenação de Chauvin, repetindo em coro: “O mundo está olhando, nós estamos olhando, façam o certo”. Depois, comemoraram o veredito e se abraçaram nas ruas.

O veredicto também vai afetar os três ex-colegas de Derek Chauvin — Alexander Kueng, Thomas Lane e Tou Thao —, que serão julgados em agosto por “cumplicidade em assassinato”.

Fonte: R7
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TENSÃO ENTRE RÚSSIA E UCRÂNIA VEM GANHANDO FORÇA COM A CONCENTRAÇÃO MILITAR RUSSA NAS FRONTEIRAS COM O PAÍS VIZINHO

Entenda o motivo da tensão na fronteira da Rússia com a Ucrânia

Para especialista, situação pode provocar uma guerra civil entre população de Kiev e apoiadores ucranianos do governo russo

INTERNACIONAL

Sofia Pilagallo, do R7*

Conflito vem ganhando força nos últimos dias
 Conflito vem ganhando força nos últimos dias

A tensão entre a Rússia e a Ucrânia, que se estende desde 2014, quando os russos tomaram a Crimeia, vem ganhando força  com a repentina concentração militar russa nas proximidades da fronteira com o país vizinho.

Segundo os EUA, o número de tropas russas na fronteira com a Ucrânia está em seu nível mais alto desde 2014. Na terça-feira (13), o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, expressou sua preocupação  e pediu para que o russo Vladimir Putin reduzisse as tensões na região.

“O que a Rússia quer, de fato, é retomar a Ucrânia para o país voltar a ser a ‘grande Rússia’ — ideia imperialista que vem desde o século 19. Eles acreditam que o Ocidente é decadente e que os grandes ideais da humanidade se concentram no Oriente”, afirma o sociólogo e cientista político da UFPR (Universidade Federal do Paraná), Gustavo Lacerda.

Para Lacerda, se o conflito aumentar ainda mais, a Rússia poderia tomar Donbass, da mesma forma como ocorreu com a Crimeia. Outro possível desdobramento seria a Rússia ser barrada pelo guarda-chuva nuclear da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), da qual fazem parte os Estados Unidos e outros 29 países, muitos deles membros da União Europeia.

“O interesse da Rússia na Ucrânia se deve a uma série de elementos. O país domina o Mar Negro, região estratégica do ponto de vista político-geográfico, tem a base naval de Sebastopol, a única capaz de acolher e dar logística à completa frota de navios da Rússia no Mar Negro.”

EUA x Rússia

Em diversos momentos da história, um conflito localizado resulta em consequência e envolvimento de nações pelo mundo — como foi o caso da Primeira Guerra Mundial, que começou com uma disputa pelos Bálcãs, região da Europa, e evoluiu para uma guerra devido ao sistema de alianças entre os envolvidos.

Para o professor da UFPR, no caso específico de um conflito entre a Rússia e os Estados Unidos, o risco de uma guerra entre as duas potencias é baixo. Por outro lado, Lacerda acredita que há uma ameaça concreta de o conflito entre a população de Kiev e os russos étnicos separatistas escalar para uma guerra civil na Ucrânia.

“Acredito que o conflito poderia evoluir para algo semelhante ao que aconteceu na Alemanha durante a Guerra Fria, quando o país foi dividido entre as potências aliadas e a União Soviética. Enquanto a Alemanha Oriental estava sob influência socialista soviética, a parte ocidental vivia sob a órbita capitalista e americana”, diz.

Contexto histórico

Para compreender a tensão entre russos e ucranianos, é preciso recapitular a história recente e entender as motivações da Rússia ao invadir a Crimeia, península situada ao sul da região ucraniana de Kherson e a oeste da região russa de Kuban, que havia sido concedida à Ucrânia em 1954.

As divergências entre a Rússia e a União Europeia (UE) — aliada dos Estados Unidos e do Ocidente, de forma geral — se estendem desde, pelo menos, o final da Guerra Fria, em 1991, quando a União Soviética, que englobava tanto a Rússia quanto a Ucrânia, se desintegrou.

Em 2013, o então presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, manifestou interesse em assinar um acordo de livre comércio com a UE, mas, pressionado por Putin, que tem grande interesse em continuar exercendo poder sobre a Ucrânia, nada foi assinado.

Naquela altura, a Ucrânia, já dividida entre a população de Kiev, a capital do país, que almejava não mais estar sob influência da Rússia, e os russos étnicos separatistas de Donbass, região no extremo leste do país que faz fronteira com a Rússia.

Teve início uma onda de protestos que levou à queda de Yushchenko, e aproveitando o vácuo de poder, em 2014, Putin tomou a Crimeia.

 Fonte: R7
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COMO MEDIDA DE ESTÍMULO À INDÚSTRIA TURÍSTICA, MALDIVAS OFERECERÃO VACINA CONTRA COVID-19 À TURISTAS

Maldivas oferecerão vacinas contra a covid-19 a turistas

País tentará reaquecer a indústria de turismo, sua principal fonte de renda, quando a população estiver imunizada

INTERNACIONAL  

Da EFE

Presidente aposta no "programa 3V: visita, vacinação, férias (vacation, em inglês)"

DIVULGAÇÃO

As Maldivas vão oferecer aos turistas a possibilidade de vaciná-los contra o novo coronavírus, como uma medida de estímulo à indústria turística do arquipélago, da qual sua economia é fortemente depende.

“O turismo de vacinas é uma visão do presidente do país, Ibrahim Mohamed Solih. Planejamos executá-lo de forma semelhante ao turismo médico”, disse o ministro do Turismo das Maldivas, Abdulla Mausoom, à Agência Efe nesta segunda-feira.

O “programa 3V: visita, vacinação, férias (visit, vaccination, vacation, em inglês)”, começará no país quando todos os habitantes das Maldivas, com uma população total de 540 mil pessoas, estiverem totalmente vacinados, acrescentou ele.

O ministro explicou ainda que os turistas poderão escolher a vacina que preferirem para serem inoculados entre as disponíveis no país.

Fonte: R7
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PRESIDENTE MEXICANO ANUNCIOU QUE IRÁ PROPOR AO PRESIDENTE AMERICANO UM PLANO PARA “ORDENAR” A MIGRAÇÃO IRREGULAR

Presidente mexicano irá propor plano de imigração a Biden

Andrés Manuel López Obrador ampliar programa social na América Central que oferece ajuda econômica a produtores

INTERNACIONAL

AFP

Policiais vigiam fronteira entre México e EUA

JOSE LUIS GONZALEZ/REUTERS – 6.9.2019

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou neste domingo (18) que irá propor a seu homólogo norte-americano, Joe Biden, um plano para “ordenar” a migração irregular.

López Obrador disse em mensagem postada em suas redes sociais que as propostas serão apresentadas a Biden durante a cúpula virtual sobre o clima que o democrata convocou para os dias 22 e 23 de abril.

A iniciativa do presidente de esquerda consiste em “ampliar” seu programa social Semeando Vida na América Central, por meio do qual ajudas econômicas são concedidas a produtores inscritos.

“Isso nos permitirá ordenar o fluxo migratório. Em março essa situação transbordou”, declarou López Obrador.

Se sua proposta se concretizar, acrescentou, seria uma “terceira etapa” do TMEC, o novo acordo de livre comércio entre México, Estados Unidos e Canadá que substituiu o TLCAN em julho de 2020.

Os centro-americanos do programa Sembrando Vida teriam direito a vistos de trabalho temporário após os três primeiros anos e, depois de mais três anos, poderiam solicitar a cidadania norte-americana, de acordo com a proposta de López Obrador.

Diante do aumento dos fluxos migratórios, na última quarta-feira o presidente mexicano instou o Congresso dos Estados Unidos a aprovar o orçamento de 861 milhões de dólares solicitado por Biden para combater a pobreza na América Central.

Em junho de 2019, o México lançou o Plano de Desenvolvimento Integral para El Salvador, Guatemala e Honduras, no qual se comprometeu a fazer transferências econômicas para as pessoas inscritas em programas sociais.

Mais de 172 mil migrantes sem documentos foram detidos em março na fronteira dos Estados Unidos com o México, um aumento de 71% em um mês e o nível mais alto em 15 anos.

Fonte: R7
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AUMENTOU EM 200% O INTERESSE POR CIDADANIA EUROPEIA

Interesse por cidadania europeia aumentou até 200% na pandemia

Apesar de atrasos nos processos por conta de medidas de restrição, solicitantes seguiram com sonho de deixar o Brasil

INTERNACIONAL

 Giovanna Orlando, do R7

Por conta da instabilidade no país, brasileiros buscaram por dupla cidadania na Europa

REPRODUÇÃO

Se mudar para outro país é o sonho de muitos brasileiros e esse plano pode ser um conto de fadas se a mudança incluir uma dupla cidadão. No Brasil, há muitas pessoas com descendência europeia, são famílias que começaram por aqui com a chegada de portugueses, espanhóis, italianos, holandeses, alemães entre outros.

A busca por uma melhor qualidade de vida, estabilidade financeira e melhores oportunidades em outros países já vinha aumentando nos últimos anos, mas a pandemia intensificou esse ritmo. Segundo a secretária-geral da Comissão de Relações Internacionais da OAB-SP, Gabriela Tiussi, a procura por dupla cidadania entre março de 2020 a março de 2021 chegou a aumentar 200% em alguns escritórios e consultorias de São Paulo.

“Com empregos garantidos e cursos de pós-graduação e especialização no exterior, um passaporte europeu pode garantir descontos e bolsas”, diz Elizabete Rofeld, dona da consultoria DocMundo, que teve um aumento de 40% na busca pelo processo de dupla cidadania.

Esse aumento não foi visto por João Asturiano, dono da empresa Europe for You, que relatou uma queda no número de processos. “A maioria das pessoas que tinha planos de ir para a Europa para conseguir a cidadania teve que voltar atrás”, diz.

Segundo Asturiano, muita gente acaba deixando o emprego e vendendo o que possui no Brasil antes de embarcar para o Velho Continente, mas a pandemia colocou esses planos em uma pausa indefinida. “No segundo semestre de 2020 ficou mais incerto, os clientes ficaram com o pé atrás”.

Com o aumento no número de casos de covid-19 e o surgimento de uma variante brasileira do novo coronavírus, praticamente toda a Europa fechou as fronteiras para turistas com o passaporte do Brasil.

Meios de conseguir a cidadania

Os passaportes de Portugal, Espanha e Itália são os mais desejados por aqui e o processo varia de país para país. Enquanto para se tornar um cidadão lusitano e espanhol é só dar início ao processo em um consulado, conseguir a cidadania italiana é mais demorado e pode chegar a 10 anos, explica Gabriela Tiussi.

Para acelerar o trâmite, os descendentes de italianos têm duas opções: ou morar na Itália por um período e seguir com o processo in loco de forma mais rápida, ou por meio de ação judicial, em que a pessoa contrata advogados na Itália e pede que o prazo do processo, de até 6 meses, seja respeitado.

Segundo João Asturiano, os clientes que optaram pela opção de moradia antes da pandemia estão incertos sobre quando poderão seguir com o processo, mas a procura pela ação judicial aumentou, já que não é necessário que o solicitante esteja na Europa para contratar um advogado.

Os documentos necessários

Para dar início ao processo de cidadania, o solicitante precisa ter em mãos documentos que comprovem seu vínculo ao país desejado. No caso, certidões de nascimento dos parentes europeus que vieram ao Brasil ou outras certificações.

As assessorias podem ajudar na hora de buscar os documentos nos cartórios das cidades onde os parentes nasceram. Até o final do século 19, as igrejas eram responsáveis pela emissão de certidões de nascimento na Itália, e os consultores precisam entrar em contato com essas paróquias, explica João.

Também há casos em que os documentos foram destruídos em algum momento, como em guerras e outros conflitos, diz Elizabete, o que torna a busca por esses vínculos ainda mais complicada.

Com a pandemia, essa busca foi comprometido. Na Europa, diversos países decretaram lockdowns e fecharam os serviços considerados não essenciais, incluindo cartórios, e os consulados focaram na repatriação dos cidadãos e não mais em processos de dupla cidadania.

Além disso, diversos processos ainda não foram digitalizados e muitos dos funcionários responsáveis pela parte de arquivos e buscas de documentos são idosos, diz Asturiano. Apesar das demoras e atrasos nos prazos e na dificuldade de se conseguir documentos, os trâmites não foram cancelados.

No Brasil, os cartórios também ficaram fechados com a pandemia e as medidas de restrição e os prazos para encontrar a documentação necessária aumentaram. Segundo Elizabete Rofeld, os processos de dupla cidadania polonesa, por exemplo, demoravam em média 6 meses e passaram a demorar 8 meses, enquanto a espera pela cidadania portuguesa agora pode passar de 1 ano.

Fonte: R7
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