INTERNADO EM UTI PRESIDENTE TCHECO É DECLARADO PELOS MÉDICOS INCAPAZ DE EXERCER O CARGO

Presidente tcheco está incapacitado para exercer cargo, dizem médicos

Internado em UTI há uma semana, Milos Zeman não deve conseguir cumprir suas funções nos próximos meses

Portador de diabetes, Zeman vinha aparecendo em cadeiras de rodas nos últimos meses Portador de diabetes, Zeman vinha aparecendo em cadeiras de rodas nos últimos meses MARTIN DIVISEK / EFE – EPA – 10.5.2021

O presidente da República Tcheca, Milos Zeman, internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) há mais de uma semana, está incapacitado para exercer as funções e é pouco provável que recupere suas capacidades nas próximas semanas, segundo um boletim médico.

Zeman, de 77 anos, sofre de diabetes grave, o que o obrigou a usar uma cadeira de rodas. As aparições públicas do mandatário foram raras nos últimos meses.

Milos Vystrcil, o presidente do Senado, leu aos jornalistas alguns trechos do boletim médico que afirma que o presidente está “incapacitado para desenvolver qualquer atividade de trabalho”.

Situação indefinida

Vystrcil disse que, levando em conta o boletim, começará a tramitar a cláusula constitucional que transfere os poderes do presidente ao primeiro-ministro em exercício e ao presidente da Assembleia dos Deputados.

A República Tcheca acabou de realizar eleições legislativas e cabe ao presidente nomear um primeiro-ministro que se encarregue da formação de governo.

A cláusula de transferência de poder tem de ser aprovada por ambas as câmaras. Uma delas, a Assembleia dos Deputados, está atualmente dissolvida após as eleições, e a sessão inaugural da nova legislatura ocorrerá em 8 de novembro. O novo presidente da câmara baixa terá agora o poder de nomear o novo primeiro-ministro.

Esta situação atípica surge nove dias após as eleições legislativas, nas quais a coalizão de centro-direita SPOLU (Juntos) ganhou com 27,7%, derrotando o partido populista do primeiro-ministro em exercício, Andrej Babis, que ficou em segundo lugar com 27,1%.

O líder do SPOLU, o conservador Petr Fiala, esperava receber um mandato presidencial para formar governo, mas isto foi complicado pela doença do presidente, que foi internado em um hospital militar em 10 de outubro, um dia depois das eleições.

Fonte: R7

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RÚSSIA E OTAN ENFRENTAM MOMENTO DE TENSÃO POLÍTICA COM ACUSAÇÕES DE ESPIONAGEM

Rússia corta vínculos com Otan após acusação de espionagem

Moscou afirmou que “as condições básicas para um trabalho comum” com a aliança militar do Ocidente “não existem mais”

 por AFP

Russos e Otan enfrentam momento de tensão política com acusações de espionagem

EVGENY BYATOV/SPUTNIK/KREMLIN PO/EFE – 10.9.2021

A Rússia anunciou nesta segunda-feira (18) a suspensão de sua missão na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a da Aliança Atlântica em Moscou, após a retirada em 6 de outubro do credenciamento de oito representantes russos na organização acusados de espionagem.

Essa decisão ilustra ainda mais as fortes tensões entre Rússia e os países ocidentais existentes há vários anos, entre sanções, expulsões trocadas de diplomatas, acusações de interferência eleitoral, espionagem e ciberataques atribuídos a Moscou.

A Rússia, por sua vez, repreende a Aliança Atlântica pela sua ambição de se estender até suas fronteiras, integrando Ucrânia e Geórgia, duas ex-repúblicas soviéticas que ainda considera parte de sua esfera de influência.

“Após certas medidas tomadas pela Otan, as condições básicas para um trabalho comum não existem mais”, disse o ministro russo das Relações Exteriores, Serguéi Lavrov, destacando que as medidas entrarão em vigor em 1º de novembro.

Concretamente, a Rússia suspenderá indefinidamente sua missão em Bruxelas no berço da aliança militar ocidental, assim como a missão da Otan na embaixada da Bélgica em Moscou. Esta última tem como objetivo garantir a relação entre a aliança em Bruxelas e o Ministério da Defesa russo.

Lavrov também anunciou “acabar com a atividade do escritório de informação da Otan”, cuja missão, conforme definida pela aliança, é “melhorar o conhecimento e a compreensão mútuos”.

Desde 2014, com a anexação da península da Crimeia por parte da Rússia, “a Otan já reduziu consideravelmente os contatos com a nossa missão. No que diz respeito à parte militar, não houve nenhum contato desde então”, justificou o chefe da diplomacia russa.

“A atitude da Aliança com o nosso país se tornou cada vez mais agressiva”, denunciou a Rússia.

A Otan afirmou por sua vez que “soube das declarações do ministro Lavrov pela imprensa”. “Não temos nenhuma comunicação oficial sobre o assunto que as provocou”, afirmou uma porta-voz da Aliança, Oana Lungescu.

Acusações de espionagem

Em caso de “urgência”, a Aliança poderá, no futuro, contatar o embaixador russo na Bélgica, acrescentou Lavrov. Essas medidas ocorrem após uma nova série de acusações de espionagem.

No início de outubro, a Otan anunciou que estava retirando o credenciamento de oito membros da missão russa em Bruxelas, acusados de serem “agentes da inteligência russa não declarados”.

O secretário-geral da Aliança, Jens Stoltenberg, acusou na ocasião Moscou de aumentar suas “atividades maldosas” na Europa. A Rússia fez uma advertência ao considerar que a aliança político-militar, fundada em 1949 pelos rivais da União Soviética, já demonstrou sua rejeição em normalizar suas relações.

Em março de 2018, a aliança militar já havia decidido retirar as credenciais de sete membros da missão russa e expulsá-los da Bélgica, após o envenenamento de Serguei Skripal, um ex-agente russo, e de sua filha no Reino Unido.

Posteriormente, o número de credenciamentos para a missão russa em Bruxelas foi reduzido de 30 para 20. Em 7 de outubro de 2021, ainda mais, até restarem dez.

Apesar das fortes tensões, desde 2014 o alto comando militar russo se reuniu várias vezes em terceiros países com líderes militares da Otan e do Pentágono.

Em fevereiro de 2020, o chefe do Estado-Maior russo, Valeri Guerasimov, se reuniu no Azerbaijão com o comandante supremo da Otan para a Europa, o general americano Tod Wolters.

Em setembro de 2021, Guerasimov teve um encontro em Helsinki com seu homólogo americano Mark Milley, após uma conversa anterior em dezembro de 2019.

Fonte: R7
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SEGUNDO ENVIADO DAS NAÇÕES UNIDAS À SÍRIA, GOVERNO E OPOSIÇÃO CONCORDARAM EM REDIGIR UMA NOVA CONSTITUIÇÃO PARA O PAÍS

Síria: governo e oposição acertam acordo para reforma constitucional

Informação foi repassada neste domingo (17) pelo enviado especial das Nações Unidas para o país, Geir Pedersen

Na imagem, presidente Bashar al-Assad, da Síria

SANA/HANDOUT VIA REUTERS – 12.8.2020

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria disse neste domingo (17) que o governo e os copresidentes do grupo Comitê Constitucional da Síria concordaram em redigir uma nova Constituição para o país.

O comitê de redação, composto de 45 representantes do governo da Síria, oposição e sociedade civil, tem o mandato de redigir uma nova lei básica que conduza a eleições supervisionadas pela ONU.

O enviado especial Geir Pedersen disse que os copresidentes sírios, com quem ele se reuniu pela primeira vez antes de conversas de uma semana, concordaram em “preparar e começar a redigir uma reforma constitucional”.

As negociações, a sexta rodada em dois anos e a primeira desde janeiro para o comitê de redação, vão tratar de “princípios claros”, disse ele a repórteres em Genebra, sem entrar em detalhes.

Hadi Al-Bahra, copresidente do Comitê Constitucional da Síria, afirmou que sua delegação está buscando reformas, que incluem direitos iguais para todos os cidadãos sírios.

“Como não temos separação de poderes na Constituição atual, isso criou um desequilíbrio que foi utilizado de maneira errada”, disse ele a jornalistas na noite de domingo.

Cada lado apresentará propostas de texto sobre questões como soberania e Estado de Direito, disse ele. Os delegados do governo sírio para as negociações não falaram com a mídia.

A guerra na Síria, que durou uma década, resultou de um levante contra o governo do presidente Bashar al-Assad.

Após o apoio da aliada Rússia, Assad recuperou a maior parte da Síria, mas áreas significativas permanecem fora de seu controle: as forças turcas estão posicionadas em grande extensão do norte e noroeste e as forças dos Estados Unidos estão estacionadas no leste e nordeste, controlado pelos curdos.

Em janeiro, Pedersen, um veterano diplomata norueguês, disse que os representantes de Assad rejeitaram as propostas da oposição síria, bem como as próprias ideias do enviado para levar adiante o processo constitucional.

“Desde então, tenho tentado estabelecer um consenso sobre como vamos seguir em frente. E estou muito satisfeito em dizer que chegamos a este consenso”, disse ele neste domingo.

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CHINA REALIZOU UM NOVO TESTE ESPACIAL COM MÍSSIL HIPERSÔNICO EM ÓRBITA

China testou um míssil hipersônico em órbita e surpreende EUA

Segundo reportagem do jornal ‘Finantial Times’, Pequim realizou o teste em agosto e manteve a ação em segredo

INTERNACIONAL

Do R7

Lançamento de foguete chinês em abril

MATJAZ TANCIC / EFE – EPA – 29.4.2021

A China realizou um novo teste espacial com um míssil hipersônico em órbita, informou no sábado (16) o Financial Times.

A reportagem, que cita fontes que estavam cientes do teste, indica que Pequim lançou em agosto um míssil com capacidade nuclear que deu a volta na Terra em órbita baixa antes de descer para seu objetivo, do qual caiu a mais de 32 quilômetros de distância, segundo três fontes.

As fontes do FT disseram que o planador hipersônico foi transportado por um foguete Long March, cujos lançamentos geralmente são anunciados, enquanto o teste de agosto se manteve em segredo.

O progresso da China em armas hipersônicas “pegou de surpresa a inteligência americana”, diz a matéria.

Além da China, Estados Unidos, Rússia e ao menos outros cinco países estão trabalhando em tecnologia hipersônica.

Os mísseis hipersônicos, como os mísseis balísticos tradicionais que podem transportar armas nucleares, podem voar a mais de cinco vezes a velocidade do som.

Os mísseis balísticos voam alto no espaço fazendo um arco para alcançar seu objetivo, enquanto um míssil hipersônico toma uma trajetória baixa na atmosfera, atingindo seu objetivo potencialmente mais rápido.

O Pentágono não respondeu até o momento a um pedido da AFP para comentar a matéria do Financial Times.

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EUA ACEITARÃO ENTRADA DE VIAJANTES IMUNIZADOS COM MESCLA DE DOSES DIFERENTES DE VACINA CONTRA COVID-19

EUA aceitarão entrada de viajantes com mescla de tipos de vacina

Imunizantes precisam estar na lista de medicamentos aprovados pela OMS (Organização Mundial da Saúde)

INTERNACIONAL

Da EFE

EUA vão aceitar a partir do dia 8 de novembro entrada de viajantes imunizados contra a Covid-19

KEVIN MOHATT / REUTERS – ARQUIVO

Os Estados Unidos aceitarão a partir de 8 de novembro a entrada de viajantes imunizados contra a Covid-19 com uma mescla de doses de diferentes tipos de vacina, desde que os imunizantes tenham sido aprovados pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A informação foi confirmada na mais recente atualização das diretrizes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), com ênfase em que só serão aceitos comprovantes de vacinação com os imunizantes que receberam aval da OMS.

“As pessoas que tiverem uma combinação de duas (diferentes) doses de uma vacina de dose dupla licenciada pela FDA (Food and Drug Administration) ou que constem na lista de uso de emergência da OMS serão consideradas vacinadas com o ciclo completo”, disse um porta-voz dos CDC à Agência Efe neste sábado.

“Embora os CDC não tenham recomendado a mistura de tipos de vacina em uma série primária, reconhecemos que isso é cada vez mais comum em outros países, motivo pelo qual deve ser aceito para a interpretação dos ensaios de vacinação”, acrescentou.

A Casa Branca anunciou na sexta-feira que abrirá suas fronteiras aéreas e terrestres em 8 de novembro aos viajantes internacionais com o ciclo vacinal completo, incluindo os de países que estão sujeitos a restrições de entrada há mais de um ano, como Brasil e Espanha.

A última atualização dos CDC sobre o assunto, divulgada na sexta-feira, frisa que “para efeitos de entrada nos Estados Unidos, as vacinas aceitas incluirão as licenciadas ou aprovadas pela FDA ou que constam na lista de uso de emergência da OMS”.

Até agora, a OMS autorizou as três vacinas aprovadas pela FDA — Pfizer/BioNTech, Moderna e Janssen — e também incluiu em sua lista duas versões da vacina da AstraZeneca, assim como as da Sinopharm e da Sinovac.

A Casa Branca também anunciou nesta semana que abrirá as fronteiras terrestres com o México e o Canadá, que estão fechadas para viagens não essenciais desde março de 2020, período que coincide com o surto da pandemia e ainda com a gestão de Donald Trump como presidente.

O plano de abertura dessas fronteiras terrestres consistirá em duas fases. A primeira entrará em vigor em 8 de novembro e exigirá comprovante de vacinação de visitantes em viagens consideradas “não essenciais”, como turismo ou visitas.

A segunda será em janeiro de 2022, quando o comprovante de vacinação será obrigatório para todos os viajantes, incluindo os caminhoneiros, que terão tempo de se vacinar antes de a exigência entrar em vigor.

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O LÍDER DA OPOSIÇÃO JUAN GUAIDÓ CONDENOU PERSEGUIÇÃO A JORNALISTAS NA VENEZUELA

Guaidó critica ‘perseguição a jornalistas’ na Venezuela

Líder da oposição manifestou solidariedade a Roberto Deniz, cujos pais tiveram a casa invadida por agentes de segurança

INTERNACIONAL

 Da EFE

Líder da oposição ao governo venezuelano, Juan Guaidó critica 'perseguição a jornalistas'

RAYNER PEÑA / EFE – ARQUIVO

O líder da oposição Juan Guaidó condenou na sexta-feira a “perseguição a jornalistas” na Venezuela e manifestou solidariedade ao comunicador Roberto Deniz, cujos pais tiveram a residência em que vivem em Caracas invadida por agentes de segurança após a emissão de um mandado de prisão contra ele.

Deniz, que divulgou vários relatórios de investigação sobre o empresário colombiano Álex Saab, um suposto testa de ferro do presidente do país, Nicolás Maduro, contou que o 32º Tribunal da região metropolitana de Caracas solicitou à Interpol que o incluísse no sistema de “alerta vermelho internacional”.

Sobre o caso, Guaidó afirmou no Twitter que as autoridades “pretendem tornar invisível a luta dos venezuelanos e impedir que muitos levantem suas vozes contra o que está errado”.

“Com a perseguição aos líderes políticos e suas famílias, os ataques contra as ONGs e a perseguição a jornalistas, o objetivo da ditadura é silenciar as vozes”, disse.

Guaidó ressaltou que a liberdade de expressão é “um pilar da democracia” e que Deniz foi responsável por denunciar, no portal venezuelano Armando Info, “a corrupção da ditadura”.

“Somos solidários com Roberto e sua família, assim como com toda a imprensa independente venezuelana. A liberdade de expressão é um pilar da democracia”, enfatizou.

Em 2018, Deniz e os editores Alfredo Meza, Ewald Scharfenberg e Joseph Poliszuk, do Armando Info, foram processados por Saab por suposto crime de “difamação” e “calúnia” agravados, que acarretam penas de um a seis anos de prisão.

O portal publicou, em abril e setembro de 2017, dois relatórios que ligam Saab à empresa Group Grand Limited e à venda ao governo Maduro de alimentos a preços subsidiados para distribuição em bairros pobres.

De acordo com a investigação, o governo beneficiou a empresa com um contrato multimilionário para a compra de produtos alimentícios subsidiados.

Na ocasião, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou o processo e denunciou o uso pelo governo venezuelano de leis de difamação e processos judiciais para intimidar a imprensa.

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BARCO QUE ESTAVA À VENDA VIRA REFÚGIO DE CASAL PARA ESCAPAR DE LAVAS DO VULCÃO NAS ILHAS CANÁRIAS

Casal se refugia em barco para escapar de lava nas Ilhas Canárias

Alemães haviam posto a embarcação à venda antes de o Cumbre Vieja entrar em erupção, em La Palma

As lavas do Cumbre Vieja já destruíram mais de 1.600 edificações em La Palma

AFP – 29.09.2021

Juergen Doelz e sua namorada, Jacqueline Rehm, estavam vendendo seu pequeno veleiro na ilha espanhola de La Palma quando o vulcão Cumbre Vieja entrou em erupção, forçando-os a fugir de casa e se mudar para o barco.

Doelz, de 66 anos, e Rehm, de 49 anos, que são da Alemanha, vinham tentando vender o barco para juntar dinheiro depois que ela perdeu o emprego em uma locadora de automóveis devido à pandemia do novo coronavírus.

Em 19 de setembro, quando o vulcão começou a cuspir lava incandescente a apenas 4 quilômetros de sua casa, em Todoque, o casal tinha acabado de voltar de uma viagem com um comprador em potencial. A venda havia fracassado, porque a embarcação “não era esportiva o suficiente”, disse Doelz à Reuters sobre o barco, atracado no porto de Tazacorte.

Poucas horas depois, eles foram obrigados a sair da casa alugada, com terraço e vista para o mar. Tiveram que deixar para trás a maior parte de seus pertences.

“Felizmente, ainda tínhamos o barco… E desde então vivemos nele. É pequeno, mas está bem”, disse Doelz, que é aposentado.

Correntes de lava devastaram mais de 600 hectares de terra e destruíram perto de 1.600 estruturas em La Palma. Aproximadamente 6 mil pessoas foram retiradas de suas casas na ilha, que tem cerca de 83 mil habitantes.

“Mudamos para cá [La Palma] há dois anos e meio, e depois de meio ano encontramos a casa dos nossos sonhos… Perdê-la depois de dois anos é difícil”, afirmou Doelz.

Embora a lava ainda não tenha atingido sua casa, eles acreditam que é apenas uma questão de tempo, depois que o fluxo destruiu a casa de seus vizinhos suíços. A erupção não dá sinais de diminuir.

“Ficaremos no barco enquanto não soubermos o que fazer a seguir. Ficamos aqui ou vamos talvez para outra ilha, como Tenerife? Não faço ideia, não sei. Está escrito nas estrelas”, explicou Rehm.

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DOIS NAVIOS DE GUERRA RUSSO E UM AMERICANO CHEGARAM PERTO DE UM INCIDENTE NO MAR DO JAPÃO

Navios da Rússia e dos EUA se envolvem em incidente na Ásia

Segundo russos, americanos teriam tentado invadir as águas do país; Pentágono nega a informação de Moscou

INTERNACIONAL

 por AFP

Navios americanos são comuns na parte asiática do Pacífico

REPRODUÇÃO/DAILY MAIL

Dois navios de guerra russo e americano chegaram perto de um incidente no mar do Japão nesta sexta-feira (15), quando a Rússia acusou a Marinha dos Estados Unidos de se aproximar demais de suas águas territoriais, o que a Casa Branca negou.

Por volta das 17 horas (5 horas no horário de Brasília), o destróier americano USS Chafee, que operava no mar do Japão por vários dias, “aproximou-se das águas territoriais da Federação Russa e tentou cruzar a fronteira”, afirmou em comunicado o Ministério da Defesa russo.

“A embarcação Admiral Tribouts, que estava na área, alertou o navio estrangeiro sobre esses atos inaceitáveis”, acrescentou.

“O USS Chafee, convencido pela determinação da tripulação russa a evitar uma violação das fronteiras nacionais, deu meia-volta às 17h50, quando estava a menos de 60 metros” do Admiral Tribouts, continuou o Ministério da Defesa russo.

 

A Marinha russa também alertou o navio americano de que estava em uma área “fechada à navegação devido ao fogo de artilharia como parte das manobras do mar Conjunto Russo-Chinês de 2021”, acrescentou o comunicado.

O USS Chafee “estava conduzindo operações de rotina nas águas internacionais do mar do Japão”, garantiu em um comunicado, chamando a interação entre os dois navios de “segura e profissional”.

Casa Branca admitiu que a Rússia notificou os marinheiros americanos sobre as manobras na área, mas enfatizou que elas foram programadas “para o final do dia”.

O USS Chafee “respeitou as leis e costumes internacionais”, completou, enfatizando que os Estados Unidos “continuarão a voar, navegar e operar onde a lei internacional permitir”.

A área é dominada pela China, que desaprova as patrulhas regulares dos Estados Unidos e seus aliados nas águas internacionais da região para fazer valer seus direitos à liberdade de navegação.

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TRÊS ASTRONAUTAS VÃO DECOLAR NESTA SEXTA-FEIRA (15) PARA MAIS UMA MISSÃO ESPACIAL DA CHINA

Saiba mais sobre a missão espacial da China que decola nesta 6ª

Três astronautas — dois homens e uma mulher — vão passar 6 meses em módulo da estação espacial em construção

Ye Guangfu (e), Zhai Zhigang (c) e Wang Yaping vão passar os próximos 6 meses em órbita

REPRODUÇÃO / TWITTER

Três astronautas vão decolar nesta sexta-feira (15), às 13h23 (0h23 de sábado no horário de Pequim) para a mais longa missão espacial tripulada da história do programa espacial da China. Os membros da missão Shenzhou-13 vão passar seis meses no módulo da futura estação espacial do país, que está em órbita desde abril.

A tripulação, formada por Zhai Zhigang (55 anos), o primeiro chinês a fazer uma saída extraveicular, em 2008; Wang Yaping (41 anos), a segunda chinesa a viajar ao espaço, em 2013; e Ye Guangfu (41 anos), em seu primeiro voo espacial, vai conduzir diversos experimentos, fazer caminhadas espaciais e instalar equipamentos na estação.

A estação espacial deve ser concluída no fim de 2022 e receberá o nome Tiangong (“Palácio celestial”) em chinês ou CSS (“Estação espacial chinesa”) em inglês, com um tamanho similar ao da antiga estação soviética Mir (1986-2001). A previsão é que ela permanecerá operacional por pelo menos 10 anos.

Corrida espacial

O programa espacial chinês avançou de forma agressiva o seu cronograma de missões em 2021. O primeiro módulo da estação, chamado Tianhe (“Harmonia celestial”), foi colocado em órbita em uma missão que partiu em 29 de abril.

Desde então, outras três missões foram realizadas, em maio, junho e setembro. Na decolagem em maio, três astronautas foram para a estação, onde passaram 90 dias, a missão mais tripulada mais longa até a desta sexta.

A Agência Espacial Chinesa (CMSA, na sigla em inglês), anunciou que os tripulantes farão de duas a três “missões extraveiculares”. Com isso, Wang Yaping deve se tornar a primeira mulher chinesa a caminhar no espaço.

Wang, que esteve no espaço em junho de 2013 como tripulante da missão Shenzhou-10, chegou a dar uma aula para uma audiência calculada em cerca de 60 milhões de crianças chinesas. Na missão que se inicia nesta sexta-feira, ela deverá dar mais uma aula para alunos de todo o país.

Com a quinta missão este ano, a China busca reduzir seu atraso em relação a outras potências espaciais, como os EUA, a Rússia e a União Europeia. Para 2022, estão previstas pelo menos outras seis decolagens para seguir no processo de montagem da estação espacial.

Fonte: R7

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CARTA DE DEPUTADOS ENVIADA A CASA BRANCA PEDE QUE STATUS DO BRASIL DE PARCEIRO GLOBAL DA OTAN SEJA RETIRADO

Biden é pressionado a diminuir status militar do Brasil na Otan

Mais de 60 congressistas assinaram carta para Casa Branca

Da CNN

em São Paulo

 

Uma carta elaborada por 63 deputados democratas foi enviada à Casa Branca pedindo que o apoio ao status do Brasil de parceiro global da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) seja retirado. As informações são do analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna.O argumento é que o governo do presidente brasileiro Jair Bolsonaro (sem partido) é uma ameaça à democracia. O pedido ao presidente norte-americano Joe Biden é que o país volte ao status anterior ao do governo de Donald Trump.

A carta vai de desencontro à relação de aliado militar que o Brasil vinha construindo com os Estados Unidos. Além do apoio para parceiro global da Otan, em 2019 o país também se tornou parceiro preferencial militar dos norte-americanos.

Fonte: CNN
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FUNCIONÁRIOS AMERICANOS QUE TRABALHAM NA EMBAIXADA NA COLÔMBIA RELATARAM SINTOMAS DA SÍNDROME DE HAVANA

Americanos na Colômbia relatam sintomas da síndrome de Havana

Sintomas começaram a aparecer na capital cubana, em 2016, e foram relatados por mais de 100 autoridades americanas

Kylie Atwood

da CNN

 Atualizado 13/10/2021 às 11:04

O presidente dos EUA, Joe Biden, assinou lei para atender americanos acometidos pela síndromeO presidente dos EUA, Joe Biden, assinou lei para atender americanos acometidos pela síndrome Reprodução/CNN Brasil (24.set.2021)

Funcionários americanos que trabalham na Embaixada na Colômbia relataram, nas últimas semanas, sintomas relacionados ao que as autoridades dos Estados Unidos estão chamando de síndrome de Havana. As informações são de um funcionário americano e uma segunda fonte consultada pela CNN.

Algumas autoridades que relataram os sintomas na Colômbia tiveram que ser evacuadas do país, disseram as fontes. Alguns dos afetados já haviam relatado sintomas da doença misteriosa quando estavam em outros países.

Pesquisadores nos Estados Unidos têm se esforçado para determinar o que está causando os sintomas. Os incidentes da síndrome de Havana começaram no final de 2016 em Cuba e desde então foram relatados casos na Rússia, China, Áustria e outros países ao redor do mundo. O governo de Joe Biden continua investigando o assunto.

Os sintomas foram percebidos por mais de 100 diplomatas, espiões e soldados norte-americanos em todo o mundo desde então.

Os incidentes na Colômbia estão agora entre os que os Estados Unidos estão investigando e ocorrem às vésperas da viagem do secretário de Estado americano, Tony Blinken, a Bogotá, que deve acontecer na próxima semana. Nesta terça-feira, o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, não quis comentar sobre os incidentes ou sobre a viagem de Blinken.

Price disse que qualquer funcionário dos EUA afetado pela doença misteriosa “receberá o atendimento imediato de que necessita”.

O Wall Street Journal foi o primeiro a relatar os incidentes na Colômbia.

As viagens internacionais de altos funcionários do governo Biden foram afetadas por dois incidentes relacionados à síndrome de Havana nos últimos meses.

O Departamento de Estado assumiu a tarefa de alertar as autoridades americanas sobre os casos, mas não está divulgando publicamente informações como o número de pessoas afetadas e a localização dos incidentes, dados que eram divulgados em coletivas de imprensa nos casos anteriores, que foram relacionados a Cuba e China.

Na semana passada, o presidente Joe Biden assinou uma lei para apoiar as vítimas da estranha síndrome que está adoecendo diplomatas, espiões e militares em todo o mundo.

“Tive o prazer de promulgar a Lei Havana para garantir que estamos fazendo todo o possível para cuidar do pessoal do governo dos Estados Unidos que passou por problemas anormais de saúde “, disse Biden. No comunicado, o presidente americano se referiu aos episódios como “incidentes” e não como “ataques”, como fizeram os principais legisladores do Comitê de Inteligência do Senado dos Estados Unidos.

“Tratar desses incidentes tem sido uma das prioridades do meu governo”, disse ele após a assinatura da lei, a portas fechadas, na sexta-feira.

(Texto traduzido, leia o original em inglês.)

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CASA BRANCA REJEITOU PEDIDO DE TRUMP PARA PROTEGER DOS LEGISLADORES UM CONJUNTO DE DOCUMENTOS SOBRE INVASÃO DO CAPITÓLIO

Casa Branca nega pedido de Trump para ocultar documentos sobre invasão do Capitólio

 

Dossiê foi solicitado pelo comitê da Câmara que investiga o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro

Kaitlan

CNN

Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e os ex-presidente Donald TrumpPresidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e os ex-presidente Donald TrumpGetty Images

A Casa Branca rejeitou formalmente o pedido do ex-presidente Donald Trump para afirmar o privilégio executivo de proteger dos legisladores um conjunto de documentos. O dossiê foi solicitado pelo comitê da Câmara que investiga o ataque ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro, e definiu um cronograma para sua liberação.

A última carta veio depois que a administração Biden informou aos Arquivos Nacionais, na última sexta-feira (8), que não reivindicaria privilégio executivo sobre documentos relacionados a 6 de janeiro.

Quando a Casa Branca enviou sua primeira carta na semana passada, o ex-presidente ainda não havia apresentado formalmente suas objeções.

A carta enviada na sexta-feira e divulgada nesta quarta-feira (13), da advogada da Casa Branca Dana Remus ao arquivista dos Estados Unidos David Ferriero, solicita que os documentos sejam divulgados “30 dias após sua notificação ao ex-presidente, na ausência de qualquer ordem judicial interveniente”.

Depois que essa decisão foi relatada, Trump escreveu aos Arquivos Nacionais, objetando à liberação de certos documentos ao comitê com base no privilégio executivo.

Na carta divulgada na quarta-feira, Remus escreveu: “O presidente Biden considerou a afirmação do ex-presidente e me envolvi em consultas adicionais com o Gabinete de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça. Pelas mesmas razões descritas na carta anterior [sic], o presidente mantém sua conclusão de que uma afirmação de privilégio executivo não atende aos melhores interesses dos Estados Unidos e, portanto, não se justifica com relação a nenhum dos documentos fornecidos à Casa Branca em 8 de setembro de 2021”.

“Consequentemente, o presidente Biden não apoia a afirmação de privilégio do ex-presidente.”

Especialistas jurídicos dizem que Biden tem a palavra final sobre se esses documentos são cobertos pelo privilégio executivo e, considerando que o comitê é liderado por membros do partido de Biden, o poder de Trump de influenciar o resultado é uma questão em aberto.

O comitê selecionado da Câmara lançou uma investigação abrangente em 6 de janeiro. Como parte disso, o painel enviou pedidos de informações a várias agências federais, incluindo o Arquivo Nacional, o guardião dos registros da Casa Branca da administração Trump.

O comitê pediu “todos os documentos e comunicações dentro da Casa Branca” daquele dia, incluindo registros de chamadas, agendas e reuniões com altos funcionários e consultores externos, incluindo Rudy Giuliani.

Até o momento, o ex-presidente não foi tão agressivo legalmente ao tentar afirmar esse privilégio executivo quanto suas declarações públicas podem sugerir e o anúncio da Casa Branca indica que ele provavelmente terá problemas para evitar que o lote inicial de documentos seja liberado para o comitê.
Dito isso, Trump ainda pode tentar proteger seus registros processando agências relevantes – presumindo que ele possa reunir capacidade ofensiva legal suficiente para uma batalha judicial cara e complexa.

Se Trump entrar com uma ação judicial, isso poderia, no mínimo, retardar o processo de entrega dos documentos, mas o ex-presidente tem pouco tempo para tomar essa medida, segundo Deborah Pearlstein, professora de direito constitucional da Cardozo Faculdade de Direito que é especialista em poderes presidenciais.

“Se o presidente em exercício disse que não vai fazer valer o privilégio, então há um certo tempo (antes) que os documentos tenham de ser liberados, a menos que o ex-presidente consiga obter uma ordem judicial, uma liminar, por exemplo, proibindo sua lançamento “, disse ela à CNN .

“Isso exigiria uma decisão bastante significativa de um tribunal federal.”

“Não é impossível, mas tudo isso está sob um relógio correndo”, acrescentou ela, observando que poderíamos ver atividade “se o ex-presidente e sua equipe forem incisivos legalmente, mais cedo ou mais tarde”.

(Texto traduzido, leia original em inglês aqui)

 

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GOVERNO CUBANO NÃO PERMITIU REALIZAÇÕES DE MANISTAÇÕES PACÍFICAS POR MAIS LIBERDADE CIVIS

Governo cubano nega autorização para manifestações pacíficas

Ditadura alega que a iniciativa faz parte de esforços para derrubar o regime comunista do país

Bandeira cubana

Bandeira cubana | Foto: Gabrielmbulla/Pixabay

Em Cuba, o governo não permitiu a realização de manifestações pacíficas por mais liberdades civis. Nesta terça-feira, 13, as autoridades do país alegaram que a iniciativa faz parte de esforços para derrubar a ditadura comunista.

“Os organizadores e suas projeções públicas, assim como os vínculos de alguns com organizações subversivas ou agências financiadas pelo governo norte-americano, têm a intenção manifesta de promover uma mudança no sistema político de Cuba”, diz uma carta oficial entregue aos opositores.

Reunindo críticos ao regime, um grupo de Facebook chamado Archipiélago é responsável pelo planejamento do protesto. Inicialmente, os atos estavam marcados para 20 de novembro. Contudo, os eventos foram alterados para o dia 15 do mesmo mês, depois que o governo cubano declarou a data original como o ‘Dia Nacional da Defesa’.

Entre as reinvindicações, estão liberdades civis, o direito a se manifestar de maneira pacífica e anistia para os presos políticos.

Fonte: R7

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GOVERNO DO PARAGUAI ANUNCIA PARCERIA COM BRASIL PARA CRIAÇÃO DE COMANDO E INTENSIFICAR LUTA CONTRA O CRIME ORGANIZADO NA FRONTEIRA

Paraguai anuncia parceria com Brasil contra crimes na fronteira

Governos pretendem aumentar patrulhamento de policiais na região fronteiriça de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

Projeto prevê reforço policial na fronteira entre Brasil e Paraguai
ARTE/R7

O governo do Paraguai anunciou nesta terça-feira (12) que será criado em breve um comando que contará com policiais do país e do Brasil para intensificar a luta contra o crime organizado na fronteira, após os assassinatos de quatro pessoas no lado paraguaio no último sábado (9), uma delas filha do governador do departamento de Amambay.

O ministro do Interior do Paraguai, Arnaldo Giuzzio, disse em entrevista coletiva que a parceria, debatida há meses com a Polícia Federal brasileira, se concentrará na região de fronteira entre Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, a cidade paraguaia onde foram cometidas as quatro execuções.

A formação e logística deste comando não foram reveladas por Giuzzio na entrevista. “Estamos visando um plano de alcance imediato” e “propostas para estabelecer estratégias com maior duração”, disse o ministro. “Na realidade, hoje o problema do crime organizado transnacional se coloca na fronteira. E o efeito rebote já estamos vendo no interior de nosso país”, acrescentou.

Entre outras hipóteses, a polícia paraguaia está trabalhando na possibilidade de que os assassinatos ocorridos no último sábado em Pedro Juan Caballero, capital de Amambay, tenham sido cometidos por traficantes de drogas.

O ataque matou um homem paraguaio, Omar Vicente Álvarez Grance, de 32 anos, apontado pelas autoridades locais como o verdadeiro alvo dos criminosos, e outras três pessoas, entre elas Haylee Carolina Acevedo Yunis, de 21 anos, filha do governador de Amambay. Segundo a polícia local, as vítimas foram alvejadas após saírem de uma casa noturna no início da manhã

Fonte: R7

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SECRETÁRIO GERAL DA ONU CRITICOU O NÃO CUMPRIMENTO DAS PROMESSAS FEITAS PELO TALIBÃ SOBRE O DIREITO DAS MULHERES AFEGÃS

ONU diz que Talibã descumpriu promessas de direitos das mulheres

Secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que mantém diálogo constante com talibãs pelos direitos femininos

Sob regime talibã, mulheres perderam direitos básicos, como o acesso à educação

HOSHANG HASHIMI/AFP – 08.09.2021

O secretário-geral da ONU, António Guterres, criticou nesta segunda-feira (11) as promessas “não cumpridas” do Talibã às mulheres e meninas afegãs, e pediu ao mundo que injete dinheiro no Afeganistão para evitar o colapso econômico do país.

“Estou especialmente preocupado ao ver que as promessas feitas às mulheres e meninas afegãs pelos talibãs não estão sendo cumpridas”, disse à imprensa.

“Faço um apelo enérgico aos talibãs para que mantenham suas promessas às mulheres e meninas e cumpram suas obrigações em virtude dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário.”

“Não vamos abandonar” o assunto, afirmou Guterres, destacando que a questão é abordada diariamente com os talibãs, que não desfrutam de reconhecimento internacional, apesar de estarem no poder no Afeganistão desde meados de agosto.

“As promessas não cumpridas levam a sonhos desfeitos das mulheres e meninas no Afeganistão”, acrescentou, lembrando que, a partir de 2001, quando os talibãs foram derrubados do governo por uma invasão dos Estados Unidos, “o tempo médio [das afegãs] na escola passou de seis para dez anos”.

Guterres ressaltou que “80% da economia afegã é informal, com um papel preponderante das mulheres. Sem elas, não existe a possibilidade de a economia e a sociedade afegãs se recuperarem”.

Em um momento em que os bens afegãos estão sendo congelados e os auxílios ao desenvolvimento interrompidos, Guterres pediu “ao mundo que aja e injete liquidez na economia afegã”.

“Devemos encontrar formas de dar uma nova vida à economia” para que as pessoas sobrevivam, e “isso pode ser feito sem violar as leis internacionais”, acrescentou, referindo-se às sanções que pesam contra Cabul.

É possível transferir fundos internacionais ou fundos afegãos bloqueados a agências da ONU ou organizações não governamentais, que depois pagam salários aos afegãos no local, disseram funcionários do órgão multilateral.

Essa prática, com isenções bancárias autorizadas particularmente pelos Estados Unidos, já foi usada no passado, como, por exemplo, no Iêmen.

Guterres declarou que “a comunidade internacional está se movendo muito lentamente” para injetar liquidez na economia afegã e destacou que “o povo afegão não pode sofrer um castigo coletivo [pelas sanções] devido ao comportamento dos talibãs”.

A crise humanitária afeta pelo menos 18 milhões de pessoas, metade da população do país asiático.

Até agora, a ajuda humanitária internacional chegou a várias regiões do Afeganistão sem obstrução por parte dos talibãs, e inclusive com sua “cooperação” e assistência em “segurança”, afirmou Guterres.

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KIM JONG-HUN CULPA OS EUA POR TENSÕES E INSTABILIDADE NA PENÍNSULA ASIÁTICA

Líder norte-coreano diz que Estados Unidos são ‘raiz’ das tensões

Kim Jong-un afirma que norte-americanos pretendem construir diálogos falsos e questionou se algum país acreditaria nisto

INTERNACIONAL

 por AFP

O exército de Kim Jong-un tem realizado uma forte escalada militar nas últimas semanas

EFE/EPA/KCNA – 29.6.2021

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, culpou nesta terça-feira (12, segunda 11 no Brasil) os Estados Unidos por estarem na origem das tensões e instabilidade nesta península asiática, informou a mídia estatal.

Os Estados Unidos são “a raiz” da instabilidade e demonstram hostilidade em relação à Coreia do Norte, declarou Kim de acordo com a agência oficial KCNA. Este discurso acontece após semanas de vários testes balísticos na Coreia do Norte, incluindo mísseis de cruzeiro de longo alcance e uma suposta arma hipersônica.

O regime comunista isolado está sujeito a várias sanções internacionais por desenvolver um programa de armas nucleares e mísseis balísticos proibidos pela ONU, o que foi acelerado sob a liderança de Kim Jong-un.

Segundo Pyongyang, o arsenal é necessário para se proteger de uma possível invasão dos Estados Unidos.

O governo do presidente Joe Biden afirmou repetidamente que não é hostil à Coreia do Norte, mas Kim se mostra cético.

“Estou muito curioso se há pessoas ou países que acreditam nisso”, lançou. “Não há base nas ações americanas para acreditar que não sejam hostis”, acrescentou.

Kim se tornou o primeiro líder norte-coreano a se encontrar pessoalmente com um presidente americano em exercício na cúpula de Cingapura de 2018 com Donald Trump.

As negociações sobre uma possível suspensão das sanções em troca do encerramento do programa de armas de Pyongyang foram interrompidas um ano depois, após uma cúpula fracassada entre os dois mandatários em Hanói.

Biden, que assumiu o poder no início do ano, garante que quer retomar esses contatos com a Coreia do Norte e propõe um encontro sem pré-requisitos.

A Casa Branca é uma aliada próxima da Coreia do Sul e mantém 28.500 soldados no país para defendê-lo de uma possível invasão do Norte, como aconteceu em 1950.

O conflito entre os dois vizinhos segue tecnicamente aberto, já que as duas Coreias nunca assinaram um tratado de paz, apenas um armistício em 1953.

A Coreia do Sul também está aumentando suas capacidades militares e, em setembro, testou com sucesso um míssil balístico lançado por submarino e apresentou um míssil de cruzeiro supersônico.

Kim acusou seu vizinho de hipocrisia, observando que suas “tentativas irrestritas de fortalecer seu poder militar estão destruindo o equilíbrio militar na península coreana e aumentando a instabilidade militar e o perigo”.

Fonte: R7

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POPULAÇÃO DE SYDNEY PODE RETOMAR ATIVIDADES ROTINEIRAS APÓS 106 DIAS DE CONFINAMENTO

Austrália: Sydney reabre após 106 dias de confinamento

Aumento de casos do novo coronavírus causados pela variante Delta fez com que ‘lockdown’ fosse implementado na cidade

INTERNACIONAL

 por AFP

População de Sydney pode retomar atividades rotineiras após 106 dias

STEVEN SAPHOR/AFP – 10.10.2021

Os habitantes de Sydney, a cidade mais populosa da Austrália, enfrentaram o céu cinzento e a chuva para tomarem as ruas nesta segunda-feira (11), ainda domingo (10) no Brasil, após quase quatro meses de confinamento devido a um surto da variante Delta de covid-19.

Os mais de cinco milhões de habitantes de Sydney passaram 106 dias em ‘lockdown’ para conter o contágio do coronavírus. A suspensão das restrições foi possível devido ao declínio das infecções e ao aumento da vacinação, que atinge mais de 70% da população com mais de 16 anos.

Cafés e restaurantes abriram suas portas para os vacinados, enquanto pessoas desgrenhadas faziam fila em frente aos salões para cortar o cabelo.

“O clima está ótimo esta manhã”, disse Hannah Simmons, dona do Gordon’s Café no distrito de praia de Clovelly, que conseguiu manter seu negócio funcionando com entrega de comida.

Para muitos, o fim do confinamento foi uma oportunidade para ir às compras. À meia-noite, centenas de pessoas correram para lojas de descontos e as imagens nas redes sociais mostraram longas filas dentro do local.

Desde junho, lojas, escolas, salas de aula e escritórios foram fechados para trabalhadores não essenciais, com restrições sem precedentes às liberdades individuais. As restrições foram aplicadas a tudo, desde viajar mais de cinco 5 km de casa, visitar parentes, praticar esportes, ir a supermercados e comparecer a funerais.

“Poucos países tomaram medidas tão severas ou extremas contra a covid como a Austrália”, afirmou à AFP Tim Soutphommasane, acadêmico e ex-comissário para a discriminação racial no país.

Haverá limites para multidões, enquanto as fronteiras internacionais e as escolas permanecerão completamente fechadas por mais algumas semanas.

A Austrália conseguiu conter as infecções por coronavírus por meio do fechamento de fronteiras, bloqueios e uma política de testes agressiva. Mas a variante Delta acabou com o sonho de “zero covid”, especialmente nas grandes cidades de Sydney e Melbourne.

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ESPANHA PLANEJA RETIRAR POR MEIO DO VIZINHO PAQUISTÃO 200 CIDADÃOS AFEGÃOS COM QUEM TEM ALGUM VÍNCULO

Espanha vai retirar 200 pessoas do Afeganistão pelo Paquistão

Operação deve ser realizada nos próximos dias, mas não foram revelados detalhes de como será por questão de segurança

Espanha vai retirar 200 pessoas do Afeganistão a partir da fronteira com o Paquistão

EFE/EPA/SOHAIL SHAHZAD

A Espanha planeja retirar do Afeganistão nos próximos dias, por meio do vizinho Paquistão, cerca de 200 cidadãos afegãos com quem tem algum vínculo.

A operação de retidada dessas pessoas foi montada pelos Ministérios da Defesa e Relações Exteriores, cujos detalhes não foram divulgados, para preservar a segurança.

Fontes ligadas a essa operação confirmaram à Agência Efe que os 200 afegãos podem conseguir sair do país asiático em sua totalidade no início da próxima semana, se tudo correr conforme o planejado.
O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, viajou recentemente ao Paquistão e Qatar para transmitir às autoridades desses países o desejo de estabelecer formas de retirar de Cabul os colaboradores afegãos que não puderam deixar o país na primeira fase da operação de retirada.Qatar e o Paquistão são os países que têm a relação política mais próxima com o Talibã, grupo extremista islâmico que comanda o Afeganistão.

Na primeira operação de retirada realizada pela Espanha, em agosto, 2.206 pessoas — entre cidadãos espanhóis e afegãos — foram levadas do aeroporto de Cabul para a base aérea de Torrejón de Ardoz, na região de Madri.

Fonte: R7

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JORNALISTA VENCEDORA DO PRÊMIO NOBEL DA PAZ ACUSOU FACEBOOK DE SER UMA AMEAÇA MUNDIAL À DEMOCRACIA

Ganhadora do Nobel da Paz diz que Facebook ameaça democracia

Maria Ressa afirmou que rede social ‘prioriza a propagação de mentiras contaminadas de raiva e ódio acima dos fatos’

INTERNACIONAL

Lucas Ferreira, do R7, com informações da Reuters

Jornalista filipina Maria Ressa ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2021

REUTERS – 08.10.2021

A vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2021, a jornalista Maria Ressa, acusou o Facebook de ser uma ameaça à democracia mundial. Em entrevista à agência Reuters, a jornalista filipina disse que entende que a estrutura da rede social faz com que mensagens falsas se espalhem com uma facilidade maior do que fatos.

Ressa declarou que as tecnologias precisam trabalhar para o fortalecimento da democracia. O Facebook, por sua vez, falha em proteger seus usuários do ódio e desinformação, o que tornaria a rede social nociva à sociedade e a todo sistema político.

“[Os algoritmos do Facebook] priorizam a propagação de mentiras contaminadas de raiva e ódio acima dos fatos”, comentou Ressa, editora-chefe do site de notícias filipino Rappler.

Para a ganhadora do Nobel da Paz deste ano, o comitê que escolhe os vencedores notou que a luta pela verdade é essencial para o mundo e para os desafios deste século.

“O comitê do Prêmio Nobel da Paz percebeu que um mundo sem fatos é um mundo sem verdade e confiança. E, se você não tem nenhuma das duas coisas, você certamente não pode dominar o coronavírus, dominar a mudança climática.”

Ressa, que atuou junto à subsidiária asiática da rede CNN durante 20 anos, fundou o site Rappler para publicar reportagens investigativas sobre as Filipinas. A jornalista e o veículo que comanda enfrentam uma série de processos judiciais por críticas ao governo federal local.

“Esse é o melhor momento para ser jornalista. […] Um mundo sem fatos significa um mundo sem confiança.”

filipina dividiu o Prêmio Nobel da Paz de 2021 com o jornalista Dmitry Muratov, editor-chefe do principal jornal independente da Rússia.

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MIGRANTES EM CONTÊINER ABANDONADO SÃO RESGATADOS PELA POLÍCIA DA GUATEMALA

Polícia da Guatemala resgata 126 pessoas em contêiner abandonado

Autoridades guatemaltecas informaram que 106 migrantes resgatados são do Haiti, 11 do Nepal e outros nove de Gana

INTERNACIONAL

 por AFP

ATUALIZADO EM 09/10/2021 – 18H41

Migrantes pediam socorro e batiam em contêiner após terem sido abandonados Migrantes pediam socorro e batiam em contêiner após terem sido abandonados. REPRODUÇÃO TWITTER/POLÍCIA NACIONAL DA GUATEMALA

A polícia guatemalteca resgatou 126 migrantes neste sábado (9), na maioria haitianos, que foram abandonados dentro de um contêiner no sul do país enquanto tentavam cruzar para o México e chegar aos Estados Unidos, informou a instituição.

Os migrantes foram localizados na madrugada após “uma denúncia sobre um trailer abandonado” em uma rodovia entre as cidades de Nueva Concepción e Cocales, disse a jornalistas o porta-voz da Polícia Nacional Civil, Jorge Aguilar.

No local, havia um caminhão com um contêiner onde “foram encontrados 126 indocumentados”, acrescentou. “Ouvimos gritos e batidas dentro do contêiner. Abrimos as portas e encontramos no interior 126 pessoas sem documentos: 106 do Haiti, 11 do Nepal e nove de Gana”.

Fotografias divulgadas pela polícia mostraram migrantes saindo da van com mochilas ou sentados na estrada. O grupo foi levado a um abrigo do Instituto de Migração da Guatemala.

A região, onde milhares de guatemaltecos, hondurenhos, salvadorenhos e nicaraguenses emigram para os Estados Unidos todos os anos, também enfrenta uma crise migratória devido à passagem de uma onda de milhares de migrantes, principalmente haitianos, rumo aos EUA em busca de melhores oportunidades, apesar da jornada perigosa e exaustiva.

Mais de cinquenta migrantes morreram no Panamá este ano enquanto tentavam cruzar a área da selva de Darién, na fronteira com a Colômbia, informou esta semana um funcionário da promotoria panamenha.

Na sexta-feira (8), a OIM (Organização Internacional para as Migrações) disse que mais de 7.500 migrantes haitianos foram expulsos em menos de três semanas pelos Estados Unidos, que fretaram 70 voos para deportá-los.

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BRASIL E ARGENTINA FECHAM ACORDO PARA CORTAR TARIFA DO MERCOSUL

Brasil e Argentina anunciam acordo para reduzir tarifas do Mercosul

Fonte do Itamaraty afirmou que 75% do ‘universo tarifário’ pode ser afetado por mudanças na política econômica do bloco

INTERNACIONAL

 por AFP

Paraguai e Uruguai também precisarão aprovar acordo feito por Brasil e Argentina

ISAC NÓBREGA / PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Brasil e Argentina anunciaram nesta sexta-feira (8) um acordo para reduzir em 10% a tarifa externa comum do Mercosul “em um universo muito amplo de produtos”, numa guinada após meses de tensões sobre a reforma do bloco.

“O acordo de tarifa externa comum do Mercosul, que será agora levado aos sócios — tão importantes quanto Brasil e Argentina — Paraguai e Uruguai, permitirá a diminuição de 10% de um universo muito amplo de produtos”, anunciou o chanceler brasileiro, Carlos França, após receber, em Brasília, o colega argentino, Santiago Cafiero.

Cafiero ressaltou a importância desse tema vital para a flexibilização do bloco e disse que alguns setores “sensíveis” estão excluídos, como as indústrias têxtil e automotiva. Os ministros não detalharam em seu comunicado quantos produtos essa redução abrange, mas uma fonte do Itamaraty explicou que inclui 75% do “universo tarifário”.

O chanceler brasileiro disse, ainda, que o acordo, que será apresentado ao Uruguai e ao Paraguai, dá “liberdade para que os países possam, inclusive, ir além desse universo tarifário para a baixa tarifaria”.

A Argentina era tradicionalmente relutante em modificar a redução da tarifa, contrariando o proposto por Brasil e Uruguai, enquanto o Paraguai se mostrou aberto ao diálogo.

A imprensa brasileira interpretou esse acordo como uma derrota para o ministro da Economia, Paulo Guedes, que defendeu primeiro uma redução de 50% e depois de 20% em duas partes.

A redução da elevada tarifa externa comum a importações de países terceiros, que atualmente é de 13% a 14%, em média, tem sido um dos temas mais espinhosos do bloco nos últimos anos.

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GOVERNO FRANCÊS QUESTIONA PROTEÇÃO DE PEDÓFILOS PELA IGREJA CATÓLICA

França: Igreja Católica usa ‘sigilo da confissão’ para defender pedófilos

Presidente da Conferência Episcopal foi convocado pelo governo francês para prestar esclarecimentos

INTERNACIONAL

Do R7, com AFP

Governo francês questiona proteção de pedófilos pela Igreja Católica

SARAH MEYSSONNIER

O governo francês anunciou, nesta quinta-feira (7), que convocará o presidente da Conferência Episcopal (CEF), monsenhor Éric de Moulins-Beaufort, para que ele dê explicações sobre sua defesa do “direito da confissão” mesmo em casos de abusos de crianças.

O líder dos bispos da França declarou na quarta-feira (6), dia seguinte à publicação de um relatório devastador sobre os abusos sexuais contra menores na Igreja francesa, que o sigilo da confissão é “mais forte que as leis”.

“Nada é mais forte que as leis da República em nosso país”, disse nesta quinta-feira (7) o porta-voz do governo Gabriel Attal, destacando que o presidente Emmanuel Macron pediu ao ministro do Interior que o convoque.

Uma fonte próxima a Gérald Darmanin disse à AFP que o ministro “receberá no início da próxima semana o monsenhor De Moulins-Beaufort para pedir explicações sobre suas declarações”.

Na terça-feira, a Comissão Independente sobre Abusos Sexuais na Igreja (Ciase) divulgou o relatório que calcula em 330.000 o número de menores de idade vítimas de agressão sexual desde 1950 por clérigos e laicos que trabalhavam em instituições religiosas na França.

Para evitar novos casos, o relatório da Ciase recomendou que a Igreja deixe claro que o sigilo da confissão não cobre esses crimes, que devem ser denunciados à Justiça, entre outras propostas.

Embora o papa Francisco, que expressou sua “vergonha” pelos abusos contra crianças na França, tenha transformado o combate ao assédio em uma prioridade, sempre estabeleceu uma linha vermelha: o sigilo da confissão.

“Uma informação de ‘delictum gravius’ que tenha sido mencionada em uma confissão está sob o sigilo sacramental mais rígido”, afirma um manual de 2020 do Vaticano para administrar esses casos.

O respeito ao direito da confissão, um dos sete sacramentos na doutrina católica junto com o batismo e o casamento, exclui qualquer acusação a partir de uma admissão feita no confessionário.

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REPRESENTANTES DO TALIBÃ VÃO PARTICIPAR DE REUNIÃO INTERNACIONAL EM MOSCOU, NA RÚSSIA

Rússia convida Talibã para reunião com  China, Irã, Paquistão e Índia

Encontro em Moscou acontece após cúpula extraordinária do G20 que discutirá a situação humanitária no Afeganistão

INTERNACIONAL

 por AFP

Representantes do Talibã vão participar de reunião internacional em Moscou, na Rússia

WAKIL KOHSAR / AFP

A Rússia vai convidar os talibãs para negociações internacionais sobre o Afeganistão, em Moscou, em 20 de outubro – anunciou o enviado do Kremlin, Zamir Kabulov, nesta quinta-feira (7), citado por agências de notícias russas.

Ao ser questionado pelos jornalistas sobre se o Talibã seria convidado para a reunião, que terá representantes de China, Irã, Paquistão e Índia, Kabulov respondeu “sim”. Não especificou quem, do governo talibã, seria convidado.

Esta conferência internacional acontecerá na sequência de uma cúpula extraordinária do G20, em 12 de outubro, dedicada à crítica situação humanitária no Afeganistão.

Nesta quinta-feira (7), Kabulov disse que a Rússia estuda modalidades concretas para enviar ajuda humanitária para o Afeganistão.

O “material” está sendo recolhido para ser transferido, afirmou.

O grupo Talibã assumiu o controle de Cabul em agosto passado, ao final de uma rápida ofensiva contra o governo apoiado por países ocidentais.

Duas décadas depois de serem expulsos do poder pelos Estados Unidos, os fundamentalistas voltaram ao comando do país, deflagrando uma série de problemas de segurança, principalmente para os Estados vizinhos.

A Rússia tem muito interesse na situação no Afeganistão. O país foi ocupado durante dez anos pelas forças soviéticas até sua retirada em 1989, ao fim de guerra sangrenta. Moscou considera o movimento talibã como terrorista, mas mantém o diálogo com ele há anos.

Fonte: R7
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RÉPLICA DA ESTÁTUA DE DAVI DE MICHELANGELO É REPRODUZIDA NA ITÁLIA PARA EXPOSIÇÃO EM DUBAI

Itália produz replica de estátua de Davi para exposição em Dubai

Com 5,17 m de altura, a cópia idêntica da obra de 1504 do artista Michelangelo encanta turistas e se tornou sinônimo de tecnologia

TECNOLOGIA E CIÊNCIA

Lucas Ferreira, do R7

Peça impressa em 3D é idêntica à obra Davi, de Michelangelo, feita em 1504

REPRODUÇÃO INSTAGRAM/ITALY EXPO 2020

A Itália levou para seu pavilhão na Expo Dubai 2020 uma cópia idêntica à estátua de Davi, esculpida por Michelangelo, em 1504. Feita de resina acrílica, a escultura tem 5,14 m de altura e tem deixado visitantes e turistas encantados com tamanha imponência.

A peça da época da renascença, que celebra a vitória bíblica do personagem Davi sobre o gigante Golias, levou quatro meses para ter a réplica em resina acrílica pronta, em vez dos três anos que Michelangelo trabalhou na estátua no século 16.

Os italianos, ao lado de um grupo sueco, usaram uma impressora 3D para imprimir a estátua. Pelo enorme tamanho, a peça foi dividida em 14 partes para ser montada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde ocorre uma grande exposição mundial até março de 2022.

Acadêmicos de geometria e do departamento da Universidade de Florença trabalharam quatro meses ao lado da empresa sueca para a produção da réplica. É em Florença que também fica exposta a estátua original de Michelangelo.

A obra de arte foi escaneada usando equipamentos que captam rachaduras e erosões microscópicas, levando todos os detalhes da peça original para Dubai.

Os visitantes que forem ao pavilhão da Itália na Expo Dubai 2020 poderão encontrar a estátua de Davi na área de exibição chamada Teatro das Memórias. O público terá a oportunidade de chegar bem perto de uma das maiores obras da Idade Moderna, que ganhou toque tecnológico contemporâneo.

Fonte: R7

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MENSAGEM DE RENÚNCIA DE TODO GABINETE MINISTERIAL DO PERU FOI TRANSMITIDA PELA TELEVISÃO ESTATAL PARA TODO PAÍS

Presidente do Peru anuncia renúncia de todo gabinete

Ministros deixaram os cargos dois meses depois de assumir o poder; nova equipe pode ser divulgada nas próximas horas

INTERNACIONAL

 por AFP

Pedro Castillo se reunirá com nova equipe ministerial ainda nesta quarta-feira (6)

ERNESTO BENAVIDES / AFP – 15.6.2021

O presidente do Peru, Pedro Castillo, anunciou nesta quarta-feira (6) a renúncia do primeiro-ministro e de todo o gabinete ministerial, dois meses após ter assumido o cargo, em uma mensagem inesperada transmitida pela televisão estatal para todo o país.

“Informo ao país que no dia de hoje aceitamos a renúncia do presidente do Conselho de Ministros, Guido Bellido Ugarte, a quem agradeço pelos serviços prestados”, declarou Castillo durante o breve pronunciamento.

A renúncia do primeiro-ministro também afeta o restante do gabinete, de acordo com as normas locais. Bellido foi nomeado em 29 de julho para chefiar o primeiro gabinete do governo esquerdista de Castillo.

O presidente evitou dar detalhes sobre a renúncia e anunciou que o novo chefe de gabinete e seus membros se reunirão à noite, a partir das 20h (22h no horário de Brasília).

Mas, em sua carta de renúncia, publicada pela imprensa, Bellido indica que está se afastando do Executivo a pedido de Castillo.

“Tendo cumprido todas as funções correspondentes à instituição, apresento minha irrevogável renúncia ao cargo da Presidência do Conselho de Ministros conforme o senhor solicitou”, diz na carta Bellido, que voltará ao Congresso para exercer funções como parlamentar do partido Peru Livre.

Bellido é um membro linha-dura do governante Peru Livre, um pequeno partido marxista-leninista que, para surpresa geral, conquistou a presidência do Peru com Castillo, vencendo a candidata de direita Keiko Fujimori em votação apertada em 6 de junho, após uma campanha marcada pela polarização.

Durante o breve pronunciamento, Castillo reiterou sua invocação aos setores econômicos, políticos e sociais “à mais ampla unidade para alcançar objetivos comuns”, como a reativação econômica.

“É hora de colocar o Peru acima de todas as ideologias e posições partidárias isoladas”, enfatizou o presidente, um professor rural, que usava seu típico chapéu de palha.

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EX-PRESIDENTE DONALD TRUMP NÃO ESTÁ NA LISTA DAS 400 PESSOAS MAIS RICAS DO MUNDO

Trump deixa grupo dos 400 mais ricos do mundo, segundo Forbes

Ex-presidente dos EUA sai da lista da revista americana, pela primeira vez em 25 anos, após perder R$ 3,2 bilhões de sua fortuna

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

Ex-presidente Donald Trump não está na lista das 400 pessoas mais ricas do mundo

MICHAEL REYNOLDS/EFE/EPA/

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump saiu, pela primeira vez em 25 anos, da lista com as 400 maiores fortunas do mundo, que é feita pela revista americana Forbes.

A fortuna do empresário é calculada em US$ 2,5 bilhões (R$ 13,5 bilhões), valor semelhante ao que está na edição de 2020 do ranking, em que Trump apareceu na 339ª colocação.

Neste ano, no entanto, os principais negócios do ex-presidente, focados no setor imobiliário, estagnaram diante do impulso dos setores de transação com criptomoedas e tecnológico, em que ele está ausente.

Em comparação com os valores anteriores à pandemia de Covid-19, a fortuna de Trump caiu US$ 600 milhões (R$ 3,2 bilhões), o que a Forbes atribuiu às decisões do empresário de não diversificar os investimentos, como ele foi aconselhado em 2016, ao chegar à Casa Branca.

Em comunicado, a publicação incluiu um gráfico com a evolução da fortuna de Trump desde 1996, ano em que foi registrada a maior alta e o colocou próximo aos 100 mais ricos do mundo. Entre altos e baixos, a riqueza do magnata se manteve estável entre 2000 e 2015, para depois apresentar queda.

Durante o período de Trump na Presidência dos EUA, sua fortuna não deixou de cair, mas houve a saída dele do grupo dos 200 mais ricos do planeta, em 2016; em seguida, da lista dos 300, em 2020; para, nesta edição, ele ter deixado a dos 400.

Até o momento, o ex-presidente não se pronunciou sobre a lista da Forbes, por comunicado, o que vem fazendo, já que está com contas suspensas no Twitter e no Facebook.

Fonte: R7

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DEPARTAMENTO DE ESTADO AMERICANO DIVULGOU QUE O PAÍS TEM 3.750 OGIVAS NUCLEARES

Após censura de Trump, EUA revelam ter 3.750 ogivas nucleares

Número foi divulgado em meio ao esforço de Joe Biden para retomar as negociações sobre o controle de armas com a Rússia

INTERNACIONAL

 por AFP

 Departamento de Estado americano divulgou que país tem 3.750 ogivas nuclearesDepartamento de Estado americano divulgou que país tem 3.750 ogivas nuclearesPIXABAY

O Departamento de Estado americano divulgou nesta terça-feira (5), pela primeira vez em quatro anos, o número de ogivas nucleares que o país armazena, depois que o ex-presidente Donald Trump censurou os dados.

Em 30 de setembro de 2020, o Exército dos Estados Unidos mantinha 3.750 ogivas nucleares ativas e inativas, 55 a menos que no ano anterior e 72 a menos que na mesma data de 2017. O número também é o mais baixo desde que o arsenal nuclear americano atingiu seu pico, no auge da Guerra Fria, em 1967, quando eram contabilizadas 31.255 ogivas.

O inventário foi divulgado em meio ao esforço do governo de Joe Biden para retomar as negociações sobre o controle de armas com a Rússia, depois que elas foram paralisadas por Trump. “Aumentar a transparência das reservas nucleares dos Estados é importante para os esforços de não proliferação e desarmamento”, assinalou o Departamento de Estado.

Trump também se retirou de outro acordo crucial, o Tratado Novo Começo, congelado no ano passado antes do seu vencimento, em 5 de fevereiro. O documento limita o número de ogivas nucleares mantidas por Washington e Moscou, e permitir que ele expirasse poderia ter provocado uma reversão da redução das ogivas por ambos os países.

Trump disse que queria um novo acordo, o qual incluísse a China, que possui apenas uma fração das ogivas de Estados Unidos e Rússia. Biden, que assumiu o cargo em 20 de janeiro, propôs de imediato uma extensão de cinco anos para o Novo Começo, com a qual o presidente russo, Vladimir Putin, concordou rapidamente.

Na semana passada, diplomatas russos e americanos tiveram conversas a portas fechadas em Genebra para começar a discussão de um tratado para suceder ao Novo Começo e o controle das armas convencionais.

Segundo um cálculo de janeiro de 2021 feito pelo Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo, que inclui ogivas aposentadas (não incluídas nas cifras do Departamento de Estado), os Estados Unidos possuíam 5.550 ogivas, em comparação com 6.255 da Rússia, 350 da China, 225 da Grã-Bretanha e 290 da França. Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte juntos tinham cerca de 460 ogivas nucleares, de acordo com o instituto.

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REINO UNIDO TIRA VIAJANTES BRASILEIROS DE QUARENTENA OBRIGATÓRIA E MANTERÁ MEDIDAS RÍGIDAS PARA APENAS NOVE PAÍSES

Reino Unido tira viajantes do Brasil de quarentena obrigatória

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deve anunciar ainda nesta semana a flexibilização, informam os jornais locais

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Reino Unido deve manter medidas mais rígidas para apenas nove países

TOBY MELVILLE/REUTERS – 30.12.2019

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai flexibilizar para mais países as viagens com destino ao Reino Unido, tirando a necessidade de fazer quarentenas, e anunciará a medida ainda nesta semana, informou o The Sunday Telegraph, acrescentando que a “lista vermelha” será reduzida de 54 países para nove.

Viajantes totalmente vacinados do Brasil e de outros países incluindo África do Sul, México e Indonésia não terão mais que ficar em quarentena em hotéis designados pelo governo por dez dias quando chegarem à Inglaterra a partir do fim de outubro, disse o jornal.

As mudanças devem ser anunciadas na quinta-feira (7) e provavelmente resultarão em uma onda de reservas nos hotéis, ajudando as companhias aéreas e de viagens que ficaram seriamente comprometidas durante a pandemia.

A política de quarentena de hotéis para países de alto risco custa 2.285 libras (aproximadamente R$ 17 mil) por adulto.

A Grã-Bretanha já planejava relaxar suas regras de viagem a partir de 4 de outubro, descartando a lista para destinos de risco médio e não mais exigindo que os passageiros totalmente vacinados façam teste de Covid-19 antes de chegar ao país vindos de lugares que não estão na lista vermelha.

O governo informou que, a partir do fim de outubro, quem chegar à Inglaterra não precisará mais fazer o teste de PCR dois dias após a chegada e poderá optar por outro teste mais barato.

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NICOLÁS MADURO TENTA RESTABELECER LIGAÇÕES COM COLOMBIANOS

Venezuela reabre fronteira com Colômbia após dois anos

Passagens estão fechadas desde então, quando colombianos reconheceram Juan Guaidó como presidente venezuelano

INTERNACIONAL

 por AFP

Nicolás Maduro tenta restabelecer ligações com colombianos

HANDOUT / VENEZUELAN PRESIDENCY / AFP

A Venezuela anunciou nesta segunda-feira (4) a “abertura comercial” de sua fronteira com a Colômbia, fechada em 2019 pelo presidente Nicolás Maduro, durante uma crise política e diplomática.

“A partir de amanhã estaremos fazendo uma abertura comercial entre os nossos países”, informou a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, em pronunciamento na TV estatal.

Mais cedo, os contêineres que bloqueavam há dois anos a circulação na principal ponte fronteiriça entre a Venezuela e a Colômbia foram removidos por autoridades venezuelanas e a passagem de pedestres começou a fluir.

O governo havia ordenado o bloqueio das passagens binacionais em fevereiro de 2019, na disputa pela entrada de alimentos e insumos médicos geridos pelo líder opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino da Venezuela por mais de 50 países, incluindo Estados Unidos e Colômbia.

Os obstáculos e a forte presença militar impediram a entrada dos carregamentos a partir de Cúcuta em 23 de fevereiro, o que gerou violentos distúrbios no lado venezuelano.

Maduro, que rompeu relações diplomáticas com Bogotá por seu reconhecimento de Guaidó, ordenou, então, o fechamento da fronteira, alegando que as doações eram um pretexto para uma “invasão” dos Estados Unidos.

Venezuela e Colômbia dividem uma fronteira de mais de 2.000 quilômetros. “Virando a página”, comentou a vice-presidente, em Caracas. “Estamos aqui hoje dando abertura comercial binacional, para que comecem a entrar caminhões com produtos da Venezuela à Colômbia, da Colômbia à Venezuela”, acrescentou.

A Colômbia já havia decidido, em junho passado, abrir de forma unilateral suas fronteiras fluvial e terrestre com a Venezuela, medida então descrita como “intempestiva” pelo governo Maduro, que pedia uma “reabertura controlada”.

“A Colômbia também está disposta a iniciar um processo ordenado, para que possamos garantir essa passagem fronteiriça”, declarou o presidente Iván Duque. “Iremos fazê-lo sempre seguindo os critérios de nosso país em suas áreas de fronteira, principalmente no que se refere ao transporte de carga.”

“Enfim chegou o dia esperado, desejado por todos nós!”, comemorou Isabel Castillo, presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Produção de San Antonio del Táchira. “As expectativas são muitas, [vamos] começar desde já a trabalhar plenamente.”

Não está claro se será liberada a circulação de veículos particulares. A passagem de pedestres havia sido restringida por causa da pandemia.

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IGREJA CATÓLICA DA FRANÇA APRESENTARÁ RELATÓRIO INÉDITO SOBRE PEDOFILIA NA INSTITUIÇÃO

Relatório indica 3 mil pedófilos na Igreja Católica francesa desde 1950

Números são uma “estimativa mínima”, baseada no censo e em análises de arquivos da Igreja, Justiça, imprensa e testemunhos

INTERNACIONAL

 por AFP

Relatório final será divulgado na próxima terça-feira (5)

SEBASTIEN SALOM-GOMIS/AFP – 3.10.2021

A Igreja Católica da França teve “entre 2.900 e 3.200 pedófilos”, padres ou religiosos, desde 1950, de acordo com uma comissão que investiga os abusos sexuais na instituição e divulgará na terça-feira (5) um relatório, inédito e muito aguardado.

Após dois anos e meio de trabalho, a comissão independente sobre a pedofilia na Igreja nos últimos 70 anos, presidida por Jean-Marc Sauvé, vai apresentar as conclusões em um relatório de “2.500 páginas”, incluindo os anexos.

O número de pedófilos é uma “estimativa mínima”, baseada no censo e em análises de arquivos da Igreja, justiça, polícia judicial e imprensa, assim como de testemunhos recebidos pela comissão, afirmou Sauvé.

O número diz respeito a uma população total de 115.000 padres ou religiosos neste período iniciado em 1950. O relatório será enviado à CEF (Conferência Episcopal da França) e à Corref (Conferência de Religiosas e Religiosos de Institutos e Congregações), que encomendaram a investigação.

“Será uma explosão”, declarou à AFP, sob anonimato, um integrante da comissão, conhecida pelas iniciais Ciase. “Vai ter o efeito de uma bomba”, concorda Olivier Savignac, do grupo ‘Falar e Reviver’ (‘Parler et Revivre’), que recebe os depoimentos das vítimas de abusos sexuais.

Verdade e compaixão

A publicação “será um teste de verdade e um momento duro e grave”, afirma a mensagem divulgada pelo episcopado aos padres e paróquias antes das missas do fim de semana. O texto faz um apelo “a uma atitude de verdade e compaixão”.

No documento, a Ciase compara a prevalência da violência sexual na Igreja a que foi identificada em outras instituições, como associações esportivas e escolas, e no círculo familiar. A comissão também avalia os “mecanismos, principalmente institucionais e culturais” que podem ter favorecido os abusos sexuais e apresentará 45 propostas, antecipou Sauvé.

As propostas podem ser aplicadas em diversos âmbitos, como no momento de ouvir as vítimas, na prevenção, formação dos religiosos, na transformação da governança da Igreja, além de defender uma política de reconhecimento e de reparação.

Para elaborar o relatório, a Ciase transformou os testemunhos das vítimas na “matriz de seu trabalho”, explicou Sauvé. Primeiro com uma convocação para depoimentos, que permaneceu aberta durante 17 meses e recebeu 6.500 ligações ou contatos de vítimas e parentes. Em seguida, procedeu quase 250 longas audiências ou interrogatórios de investigação.

Também aprofundou as buscas durante uma imersão nos muitos arquivos (Igreja, ministério da Justiça, do Interior, imprensa).

Atos prescritos

Na maioria dos casos, os atos estão prescritos e os autores dos abusos falecidos, o que torna improvável um recurso à justiça. Os procedimentos canônicos — o Direito da Igreja —, quando ativados, são muito longos e pouco transparentes.

O episcopado já se antecipou ao prometer, não uma série de reparações, e sim um dispositivo de “contribuições” financeiras pagas às vítimas a partir de 2022, algo que não gera unanimidade entre as vítimas.

O relatório será acompanhado de perto pelo Vaticano, onde o tema foi abordado pelo papa Francisco e parte dos bispos franceses durante uma visita dos últimos em setembro à Santa Sé.

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CHAMADA TELEFÔNICA ENTRE AUTORIDADES DA COREIA DO NORTE E COREIA DO SUL RESTABELECE COMUNICAÇÃO ENTRE OS DOIS PAÍSES

Coreia do Norte e Coreia do Sul restabelecem comunicação

Sul-coreanos desejam concretizar uma paz duradora na península, que sofre há décadas com a tensão militar entre os países

INTERNACIONAL

 por AFP

Países tentaram estreitar laços em um passado recente

PYEONGYANG PRESS CORPS/REUTERS – 19.9.2018

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul restabeleceram seus canais de comunicação transfronteiriça, com a primeira chamada telefônica entre autoridades desde agosto, anunciou Seul neste domingo (3).

A restauração ocorre poucos dias depois que os norte-coreanoos despertaram preocupação internacional com uma série de testes de mísseis no espaço de algumas semanas, levando o Conselho de Segurança da ONU a realizar uma reunião de emergência.

O Ministério de Unificação sul-coreano confirmou em nota que oficiais das duas Coreias se falaram por telefone na manhã de segunda (4), no horário local. “Com a restauração da linha de comunicação Sul-Norte, o governo avalia que uma base para a recuperação das relações inter-coreanas foi fornecida”, disse a pasta.”O governo espera […] retomar rapidamente o diálogo e iniciar discussões práticas para recuperar as relações inter-coreanas”, acrescentou.Na segunda-feira, o líder norte-coreano Kim Jong-un “expressou a intenção de restaurar as linhas de comunicação Norte-Sul que haviam sido cortadas”, afirmou a KCNA, relatando que a mudança foi uma tentativa de estabelecer “uma paz duradoura” na península coreana.

As duas Coreias sinalizaram um surpreendente degelo nas relações no final de julho ao anunciarem a restauração das comunicações transfronteiriças, que haviam sido interrompidas mais de um ano antes.

Mas a trégua durou pouco, pois a Coreia do Norte parou de atender ligações apenas duas semanas depois.

Fonte: R7

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CANDIDATOS MASCULINOS VENCERAM TODAS AS CADEIRAS NAS ELEIÇÕES NO QATAR APESAR DE 28 MULHERES TEREM SE CANDIDATADO

Qatar: Eleições inéditas terminam sem nenhuma mulher eleita

Eleitores escolheram 30 dos 45 membros da assembleia consultiva; emir Tamim ben Hamad al Thani designará os restantes

INTERNACIONAL

por AFP

Mulheres representavam cerca de 10% das pessoas que se candidataram às eleições

AFP – 2/10/2021

Os eleitores do Qatar compareceram às urnas neste sábado (2) para definir a maioria dos integrantes do órgão legislativo. De acordo com os resultados iniciais, nenhuma mulher foi eleita. A votação é inédita no país, onde os partidos políticos são proibidos, e não vai alterar o equilíbrio de poder no rico emirado governado pela família Al Thani.

Os eleitores foram convocados para determinar 30 dos 45 membros da Majlis al Shura, uma assembleia consultiva de pouco poder. Os demais serão designados pelo emir Tamim ben Hamad al Thani, que até agora escolhia todos os integrantes.

Candidatos do sexo masculino venceram todas as cadeiras, segundo resultados preliminares divulgados pela mídia local, apesar de 28 mulheres terem concorrido.

Esse resultado abre a possibilidade de o emir usar suas 15 nomeações diretas para corrigir o desequilíbrio. Não se sabe quando as indicações serão anunciadas ou quando o conselho se reunirá.

A participação popular foi de cerca de 44,3% nos 29 distritos eleitorais com mais de um candidato, segundo a televisão pública.

Uma contagem preliminar divulgada na tarde de sábado na televisão pública indicou que um terço dos candidatos aprovados havia desistido da disputa, e a agência estatal de notícias Qatar News informou mais tarde que havia 233 candidatos.

“Quando os candidatos perceberam que não tinham chance de ganhar um assento, decidiram endossar outros candidatos”, explicou Andreas Krieg, professor do King’s College de Londres.

O conselho terá novas faculdades, como propor leis, aprovar o orçamento ou revogar ministros, mas o todo-poderoso emir continuará com o direito de veto. No Golfo Pérsico, apenas o pequeno reino do Kuwait tem um Parlamento eleito por seus cidadãos.

A votação, prevista pela Constituição de 2004, mas adiada em várias ocasiões, acontece em um momento de grande exposição para o país.

Qatar receberá no próximo ano a Copa do Mundo de futebol, e as autoridades acreditam que organizar as eleições “provocará uma atenção positiva” para o país, afirmou Luciano Zaccara, especialista na região do Golfo e professor na Universidade do Catar.

“É uma forma de mostrar que o país está no bom caminho, que deseja mais participação política”, completou. Na prática, no entanto, os analistas não esperam grandes mudanças após as eleições no maior produtor e exportador mundial de gás natural liquefeito.

Votação com limites

Cartazes dos candidatos foram espalhados pelas cidades do país. Organizaram-se alguns comícios e anúncios eleitorais foram exibidos na televisão. Mas a política externa e o status da monarquia continuam sendo temas tabu.

Outras limitações também foram registradas. Os 284 candidatos originais, incluindo apenas 28 mulheres, precisaram da aprovação do poderoso Ministério do Interior, seguindo critérios como idade, caráter ou histórico judicial.

Os candidatos também foram obrigados a informar o ministério com antecedência sobre suas ações de campanha e o nome das pessoas que discursariam nos eventos.

“É um dia histórico […] me sinto feliz. Espero que o próximo conselho esteja à altura do momento que o Qatar e o mundo vivem”, declarou à AFP Ali Abdullah al-Julaifi, eleitor de 44 anos.

Outra questão importante é que a maioria dos 2,5 milhões de habitantes do emirado são estrangeiros e não podem votar. E, entre os 330.000 cidadãos qataris, apenas os descendentes daqueles que já eram cidadãos em 1930 foram autorizados a votar e apresentar candidaturas.

Não é a primeira ocasião em que os qataris participam de um processo eleitoral, uma vez que já votaram em reformas constitucionais ou eleições locais.

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EXERCÍCIOS MILITARES NA FRONTEIRA COM TAIWAN AUMENTAM DURANTE O MANDATO DE JINPING

Taiwan acusa China de aumentar tensão após demonstração militar

Governo chinês fez exercícios com 39 aeronaves em região perto da fronteira dos dois territórios para celebrar feriado nacional

INTERNACIONAL

 por AFP

Exercícios militares na fronteira com Taiwan aumentaram durante o mandato de Jinping

GREG BAKER/AFP – 30/9/2021

Neste sábado (2), Taiwan acusou a China de elevar a pressão e tentar minar a paz na região, após a incursão recorde de 38 aviões militares chineses na zona de defesa da ilha.

A demonstração de força de Pequim começou na sexta-feira (1º), aniversário do Dia Nacional da China, com a incursão de um número recorde de aviões militares chineses, 38 no total, incluindo um bombardeiro H-6 com capacidade nuclear.

Segundo o Ministério do Interior de Taiwan, houve outro recorde neste sábado, com a incursão de 39 aviões na zona da ilha. Os 23 milhões de habitantes do território, governado por um regime democrático, vivem sob a ameaça constante de uma invasão da China.

Pequim considera que a ilha pertence a seu território e ameaça conquistá-la, inclusive pela força, em caso de necessidade.

Desde que Xi Jinping assumiu, em 2012, a liderança do Partido Comunista da China e, em consequência, do país, os aviões militares chineses entram com frequência na Adiz (Zona de Identificação de Defesa Aérea) de Taiwan.

Mas a incursão de sexta-feira provocou uma resposta especialmente forte de Taipé.

“A China foi beligerante e atacou a paz regional ao executar vários atos de intimidação”, declarou o primeiro-ministro Su Tseng-chang neste sábado. “É evidente que o mundo, a comunidade internacional, rejeita cada vez mais esses comportamentos da China.”

O ministério da Defesa de Taiwan informou que 22 caças, dois bombardeiros e um avião antissubmarino entraram na sexta-feira na Adiz, ao sudoeste da ilha. Durante a madrugada de sábado, um segundo grupo de 13 aviões entrou na mesma zona, de acordo com o ministério.

Adiz não é o mesmo que o espaço aéreo de Taiwan, pois inclui uma área maior que se sobrepõe à parte da zona de identificação de defesa aérea da China continental e até mesmo parte de seu território.

As manobras aconteceram depois que o Reino Unido enviou na segunda-feira (27), pela primeira vez desde 2008, um navio de guerra ao Estreito de Taiwan, o mar que separa esta ilha da China continental e que Pequim considera uma passagem marítima muito sensível.

O exército chinês acusou o Reino Unido de atuar com “má intenção para sabotar a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan”. Estados Unidos e outros países julgam que essa zona pertence a águas internacionais e que, portanto, está aberta a todos.

No ano passado, 380 militares chineses foram detectados na Adiz e, no decorrer de 2021, mais de 500 já foram identificados. O recorde diário anterior havia acontecido em 15 de junho, quando 28 aeronaves entraram na zona de defesa aérea de Taiwan.

Alguns analistas advertem que as relações entre a China continental e Taiwan não eram tão tensas desde meados da década de 1990. Fontes militares dos Estados Unidos disseram temer que a China possa estar contemplando invadir a ilha.

Alexander Huang, professor associado da Universidade Tamkang de Taipé, considera que a incursão aérea mais recente não busca apenas enviar uma mensagem a Taiwan.

“A China envia uma mensagem política aos Estados Unidos e ao Reino Unido no dia de seu feriado nacional: ‘Não façam bobagens em minha região'”, disse Huang, ao recordar que Washington mantém dois porta-aviões na região e Londres, um.

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INTÉRPRETES AFEGÃOS QUE TRABALHARAM PARA A HOLANDA ESTÃO SENDO AMEAÇADOS PELO TALIBÃ

Talibã ameaça intérpretes afegãos que ajudaram holandeses no país

Regime que governa o Afeganistão teria enviado cartas aos cidadãos que ajudaram europeus com traduções nos últimos anos

INTERNACIONAL

 Lucas Ferreira, do R7, com informações da AFP

Mais de 100 mil pessoas foram retiradas do Afeganistão por forças ocidentaisMais de 100 mil pessoas foram retiradas do Afeganistão por forças ocidentaisEFE/EPA/AKHTER GULFAM

A rede de televisão holandesa Nos divulgou nesta sexta-feira (1º) que intérpretes afegãos que trabalharam para a Holanda no Afeganistão receberam cartas dos talibãs exigindo que compareçam a um tribunal. Os tradutores também teriam recebido ameaças de represálias as suas famílias.

Os intérpretes foram comunicados no documento que se não forem ao tribunal, suas famílias poderão ser acusadas como responsáveis dos delitos de seus supostos crimes. Ainda de acordo com a carta publicada pela emissora holandesa, os familiares dos tradutores seriam castigados duramente para dar “uma lição ao restante dos traidores”.

O afegão que denunciou a carta talibã disse que trabalhou para uma missão da Europol (Polícia Europeia) e teria recebido “dinheiro desonroso e proibido”, na visão do novo governo do Afeganistão.

 

“Nos vingaremos. Se não pudermos te pegar, acertaremos este assunto com seus familiares”, advertem os talibãs em outra carta, na qual acusam o intérprete de ser responsável pela morte de combatentes do grupo.

De acordo com a Nos, tudo indica que estas cartas, que levam um selo oficial, foram enviadas pelos talibãs, a quem a emissora reconheceu ser muito difícil verificar a informação.

Jornalistas holandeses entraram em contato com antigos intérpretes afegãos, que disseram que a situação para eles no Afeganistão é cada vez mais dramática.

 

Em junho, os talibãs pediram que os intérpretes afegãos de forças estrangeiras se “arrependessem”, mas que continuassem vivendo no Afeganistão após a partida das tropas ocidentais.

Nas últimas semanas, o novo governo do Afeganistão afirmou que ninguém correria perigo. Entretanto, a ONU advertiu que afegãos que trabalharam para estrangeiros estavam em perigo no país.

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EX-PRESIDENTE DA ARGENTINA ESTÁ PROIBIDO DE DEIXAR O PAÍS POR DETERMINAÇÃO DA JUSTIÇA

Justiça argentina determina que Macri está proibido de deixar o país

Ex-presidente prestará depoimento por ser suspeito de espionagem no caso do submarino que desapareceu em 2017

INTERNACIONAL

 por AFP

Mauricio Macri, ex-presidente da Argentina, foi convocado para prestar depoimento e está proibido de deixar o país

EVA MARIE UZCATEGUI / AFP

O ex-presidente e líder da oposição na Argentina Mauricio Macri deve prestar depoimento a um juiz, sob suspeita de organizar um sistema de espionagem a parentes dos 44 tripulantes do submarino San Juan, que desapareceu em 2017.

Macri, de 62 anos, está nos Estados Unidos, mas ao retornar à Argentina será proibido de deixar o país, por ordem do juiz Martín Bava, que o convocou para um interrogatório em 7 de outubro.

“O então presidente [mandato de 2015 a 2019] tinha pleno conhecimento do acompanhamento feito pela Agência Federal de Inteligência sobre os parentes dos tripulantes”, disse o juiz Bava em resolução divulgada à imprensa.

A pena de prisão por violar a Lei de Inteligência Nacional é de três a 10 anos, mas neste caso alguns agravantes podem ser considerados.

O magistrado ordenou nesta sexta-feira (1º) o julgamento dos chefes dos serviços secretos, Gustavo Arribas e Silvia Majdalani, que se reportavam a Macri, acusados de “fazer inteligência ilegal” sobre os parentes, que tentavam descobrir o destino do submarino quando estava desaparecido havia um ano.

O juiz alega que houve “um interesse político nacional, que poderia afetar a gestão do governo” nas manifestações de rua e nas redes sociais que exigiam que Macri e a Marinha encontrassem os tripulantes do submarino.

Parentes foram monitorados e tiveram os telefones grampeados — também foram fotografados e filmados —, e inclusive sofreram intimidação para desistir de suas reivindicações, como denunciaram com provas no tribunal. Os 44 tripulantes morreram no acidente com o submarino, em novembro de 2017.

A embarcação era um TR-1700 de fabricação alemã, com 66 metros de comprimento, que permaneceu em operação desde 1985 até sofrer uma aparente explosão interna por falhas técnicas depois de sumir dos radares quando patrulhava as águas argentinas.

O San Juan foi localizado em novembro de 2018 a quase 900 metros de profundidade, depois de um ano de buscas com o apoio da Marinha de outros países.

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OCUPAÇÃO DE 100% EM EVENTO ESPORTIVO EM PORTUGAL FOI LIBERADO MEDIANTE O CUMPRIMENTO DE REGRAS SANITÁRIAS

Portugal libera ocupação de 100% pelo público em eventos esportivos

Pessoas só poderão acessar os estádios com o certificado de vacinação e terão de manter o uso de máscara de proteção

Apresentação de certificado de vacinação será obrigatória para acesso aos eventos

EFE/MAR MARÍN

A Direção Geral de Saúde de Portugal (DGS) divulgou, nesta quinta-feira (30), uma nova orientação que permite a ocupação total das instalações esportivas do país a partir de amanhã.

De acordo com o órgão, todos os assentos das arquibancadas de estádios e ginásios poderão ser ocupados, e as pessoas poderão acessá-los desde que apresentem um certificado de vacinação contra a Covid-19 e mantenham o uso de máscara.

A medida faz parte do terceiro plano de relaxamento, que foi anunciado pelo governo na semana passada, com entrada em vigor a partir de amanhã, diante da redução dos indicadores da pandemia no território português.

 

Assim, a partir desta sexta-feira (1º), bares e boates poderão reabrir as portas e, além disso, fica eliminada a exigência de certificado de vacinação contra a Covid-19 para entrar em restaurantes e hospedar-se em hotéis.

Os setores gastronômico e comercial deixarão de ter restrições de horário e poderão funcionar com ocupação completa. Também não haverá limitação de presentes em cerimônias de casamento e batizados.

O certificado digital de vacinação será exigido em viagens aéreas ou marítimas e em visitas a asilos e hospitais, onde passará a ser possível a presença de familiares como acompanhantes de pacientes internados.

A máscara, cujo uso já é opcional nas ruas e nos recreios nas escolas, terá que ser usada apenas no transporte público e em casas de espetáculos e grandes centros comerciais, entre outros lugares de grande circulação de pessoas.

Desde o começo da pandemia, Portugal registrou mais de 1 milhão de casos de infecção pelo novo coronavírus e 17.968 mil mortes por Covid-19.

Hoje, de acordo com o balanço mais recente das autoridades do país, 386 pessoas estão internadas com a doença, sendo que 68 permanecem em UTIs. Além disso, quase 85% da população já completou o ciclo de vacinação contra a Covid-19.

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ONU FAZ APELO À GOVERNOS QUE OFEREÇAM PROTEÇÃO OU ACORDOS LEGAIS PARA MIGRANTES HAITIANOS QUE ESTÃO PERCORRENDO AS AMÉRICAS

ONU faz apelo para que governos protejam migrantes haitianos

Agências da Nações Unidas pediram para que países das Américas ofereçam suporte às pessoas que se deslocam pelo continente

INTERNACIONAL

 por Agência EFE

Haitianos cruzam toda a América em direção aos Estados UnidosHaitianos cruzam toda a América em direção aos Estados Unidos
RAUL ARBOLEDA/AFP – 27.9.2021

Quatro agências das Nações Unidas fizeram um apelo nesta quinta-feira (30) para que governos ofereçam mecanismos de proteção ou acordos legais para os milhares de migrantes haitianos que estão percorrendo as Américas com destino, principalmente, aos Estados Unidos.

A Acnur (Agência da ONU para os Refugiados), OIM (Organização Internacional para as Migrações), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos pediram que os Estados não expulsem os cidadãos haitianos sem ter avaliado as suas necessidades de proteção e garantam sus direitos fundamentais.

Em um comunicado conjunto, as quatro agências convidaram “aos países nas Américas a adotar um enfoque regional integral para garantir que os haitianos em situação de mobilidade na região recebam proteção”.

“A ONU e seus parceiros estão oferecendo assistência aos haitianos dentro e fora do país, inclusive, no trajeto. No entanto, é necessário fazer muito mais para atender suas necessidades mais urgentes”, indica a nota.

O comunicado lembra que, na última década, a complexa situação no Haiti, assolada por fenômenos naturais extremos, além de crises políticas e sociais, obrigaram milhares de pessoas a deixar o país.

O texto também aponta que entre os haitianos que estão migrando pelas Américas, há pessoas de diferentes perfis, inclusive, crianças não acompanhadas ou separadas das famílias, vítimas de tráfico de pessoas, sobreviventes da violência de gênero, entre outras.

“Algumas têm motivos bem fundamentados para pedir proteção internacional como refugiados. Outras podem ter necessidades de proteção distintas. O direito internacional proíbe expulsões coletivas e exige a avaliação de cada caso para identificar necessidades de proteção”, indica o comunicado.

“O discurso público, com tons discriminatórios, que sugerem que a mobilidade humana é um problema, alimenta o racismo e a xenofobia, portanto, deve ser evitado e condenado”, apontam as agências da ONU na nota conjunta.

Fonte: R7

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EMBAIXADOR FRANCÊS VOLTOU AOS EUA DEPOIS DE DUAS SEMANAS ENQUANTO OS DOIS PAÍSES RESTABELECEM RELAÇÕES

Embaixador da França retorna aos EUA com diminuição das tensões

Atrito entre os países começou após norte-americanos e britânicos atravessarem a venda de submarinos franceses aos australianos

INTERNACIONAL

por AFP

Conversa de Macron (foto) e Biden por telefone amenizou os ânimos

LUDOVIC MARIN / POOL / AFP
O embaixador francês voltou aos Estados Unidos nesta quarta-feira (29) depois de quase duas semanas, enquanto os dois países estabelecem relações após a revolta da França com o cancelamento de um contrato para a compra de submarinos feita pela Austrália.

Em 17 de setembro, o embaixador Philippe Etienne foi ordenado a retornar a Paris para consultas depois que a Austrália cancelou um contrato multimilionário para aquisição de submarinos franceses, por conta de uma nova aliança com norte-americanos e britânicos.

Etienne chegou quarta-feira à tarde ao Aeroporto Internacional de Dulles, arredores da da capital americana, disse um porta-voz da embaixada francesa.

Seu retorno foi acertado durante um telefonema na semana passada entre o presidente francês, Emmanuel Macron, e seu homólogo americano, Joe Biden, que reconheceu que a Casa Branca poderia ter se comunicado melhor com seu aliado de longa data.

Em uma linguagem surpreendentemente forte, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, acusou os Estados Unidos de traição e a Austrália de dar uma facada nas costas.

Os australianos disseram que cancelaram o contrato porque decidiram que precisam de submarinos nucleares, que podem ficar submersos por períodos muito mais longos, em um momento de tensões crescentes com a China.

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VÍNCULO DO TALIBÃS COM AL-QAEDA CAUSA PREOCUPAÇÃO E GENERAIS DOS EUA ACONSELHAM A PERMANÊNCIA DE TROPAS PARA FORTALECER GOVERNO AFEGÃO

EUA: Generais dizem que sugeriram permanência no Afeganistão

Militares do alto escalão das Forças Armadas americanas teriam aconselhado a manutenção de 2.500 soldados no país

INTERNACIONAL

 por AFP

Mark Milley falou com senadores americanos nesta terça-feira (28)Mark Milley falou com senadores americanos nesta terça-feira (28)POOL/GETTY IMAGES NORTH AAMMERICA/GETTY IMAGES VIA AFP – 28.9.2021

Generais do mais alto escalão das Forças Armadas dos Estados Unidos disseram nesta terça-feira (28) que aconselharam a manutenção de tropas no Afeganistão para fortalecer o governo afegão e manifestaram preocupação quanto à possibilidade da continuidade do vínculo entre os talibãs e a organização jihadista Al-Qaeda.

O general Mark Milley, chefe do Estado-Maior Conjunto, e o general Kenneth McKenzie, que lidera o Comando Central dos Estados Unidos que abrange o Afeganistão, disseram que tinham recomendado pessoalmente a manutenção de aproximadamente 2.500 soldados americanos no país asiático.

O presidente Joe Biden ordenou, em abril, a retirada completa das forças americanas do Afeganistão antes de 11 de setembro, mantendo o estabelecido no acordo alcançado com os talibãs por seu antecessor na Casa Branca, Donald Trump.

Milley, McKenzie e o secretário de Defesa, Lloyd Austin, falaram nesta terça na Comissão das Forças Armadas do Senado sobre o fim da mobilização de tropas americanas no Afeganistão.

Ao ser questionado se a retirada dos militares e a evacuação caótica de civis em Cabul tinham prejudicado a imagem internacional dos Estados Unidos, Milley disse que aliados e adversários estavam revisando “intensamente” a credibilidade da Casa Branca.

“Creio que ‘prejuízo’ é uma palavra que poderia ser utilizada”, afirmou o militar.

Milley ressaltou que os talibãs “eram e continuam sendo uma organização terrorista, e que ainda não romperam completamente os laços com a Al-Qaeda”, a rede que usou o Afeganistão como base para planejar os ataques de 11 de setembro de 2001 em Nova York e Washington.

“Resta saber se os talibãs conseguirão ou não consolidar o poder, ou se o país se fragmentará novamente em uma guerra civil”, disse Milley. “Contudo, devemos continuar protegendo o povo americano dos ataques terroristas que possam surgir do Afeganistão”, afirmou.

“Uma rede Al-Qaeda ou um grupo Estado Islâmico reconstituídos com aspirações de atacar os Estados Unidos é uma possibilidade muito real”, advertiu o general aos senadores, apesar de admitir que ainda “é muito cedo para determinar a sua capacidade”.

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COREIA DO NORTE SEGUE AMPLIANDO SEU SISTEMA DEFENSIVO COM NOVO MÍSSIL HIPERSÔNICO

Coreia do Norte diz ter testado novo míssil hipersônico

Com novas armas, o país segue ampliando o desenvolvimento de seu sistema defensivo

INTERNACIONAL

 por Reuters – Internacional

Segundo imprensa local, o líder Kim Jong-un não acompanhou o disparo do novo míssil

KCNA / DIVULGAÇÃO VIA AFP – 17.6.2021

O artefato disparado a partir da costa leste da Coreia do Norte nesta terça-feira (28) foi um novo míssil hipersônico recém-desenvolvido pelo país, anunciou a agência estatal norte-coreana KCNA.

A Coreia do Norte disparou o míssil em direção ao mar a partir de sua costa leste, afirmaram as forças militares da Coreia do Sul, depois que o governo norte-coreano pediu que os Estados Unidos parem com seus “padrões duplos” sobre programas armamentistas para que as negociações diplomáticas possam ser retomadas.

O desenvolvimento do sistema de armas aumenta as capacidades defensivas da Coreia do Norte, disse a KCNA.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, não inspecionou o lançamento, de acordo com a reportagem.

“No primeiro lançamento-teste, os cientistas da Defesa Nacional confirmaram o controle de navegação e a estabilidade do míssil na seção ativa”, disse a agência.

A KCNA afirmou que o míssil, chamado Hwasong-8, comportou-se de acordo com suas especificações técnicas, “incluindo a manobrabilidade e as características de voo planador da ogiva hipersônica desanexada”.

Tanto a Coreia do Norte quanto a Coreia do Sul fizeram testes de mísseis balísticos no dia 15 de setembro, no último episódio de uma corrida armamentista na qual os dois países desenvolveram armas cada vez mais sofisticadas enquanto as iniciativas de negociações para diminuir as tensões se mostram infrutíferas.

Fonte: R7

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ESCASSEZ DE COMBUSTÍVEL NO REINO UNIDO SE AGRAVOU NO FIM DE SEMANA POR CAUSA DAS “COMPRAS MOTIVADAS PELO PÂNICO”

Governo britânico aciona Exército por crise de combustível

População do Reino Unido fez longas filas nos postos de gasolina com medo de bombas desabastecidas no país

INTERNACIONAL

 por AFP

Filas se formaram em postos de combustível ao longo do final de semana no Reino Unido

ADRIAN DENNIS/AFP – 26.9.2021

A escassez de combustível no Reino Unido se agravou no fim de semana por causa das “compras motivadas pelo pânico”, o que levou o governo a acionar o Exército para amenizar a falta de caminhoneiros.

“Um número limitado de motoristas de caminhão-tanque militar deve estar pronto para intervir e se deslocar, se necessário, para estabilizar o suprimento de combustível”, declarou o Ministério da Energia em um comunicado na noite desta segunda-feira (27).

Durante o fim de semana, foram registradas longas filas em vários postos de gasolina, especialmente nas grandes cidades e na capital, Londres. Nesta segunda, quase 30% dos postos do grupo BP eram afetados pela escassez de combustível.

“Um dos nossos membros recebeu um carregamento ao meio-dia e, no fim da tarde, já havia acabado completamente”, disse à emissora BBC Brian Madderson, presidente da PRA, a associação de postos de gasolina do país.

O tabloide The Sun cita o exemplo de uma enfermeira que precisou percorrer três postos de gasolina e esperou por muito tempo.

“Agora vou me atrasar para visitar os pacientes, que precisam da minha ajuda para suas refeições e medicamentos”, declarou esta profissional da saúde ao jornal, sem conter as lágrimas.

O aumento da demanda por gasolina levou a PRA a advertir que até dois terços de seus membros, quase 5.500 postos de gasolina independentes dos 8.000 no país, tinham pouca quantidade de combustível no domingo. Os demais estavam “quase sem nada”.

Nos últimos dias, apesar das tentativas do governo de tranquilizar a população, muitos cidadãos correram para os postos de gasolina. Ao observar a escassez de alguns alimentos nos mercados, temeram pela falta de combustível.

A situação recorda a década de 1970, quando a crise energética provocou o racionamento de combustível e a redução da semana de trabalho para três dias. Há quase 10 anos, as manifestações contra o preço elevado da gasolina também provocaram um bloqueio das refinarias e paralisaram as atividades no país durante semanas.

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MP DO CHILE INVESTIGA VIOLENTO ATAQUE A IMIGRANTES VENEZUELANOS

MP do Chile abre investigação por violência em atos contra imigrantes

Protesto de caráter xenofóbico reuniu 3.000 pessoas e queimou pertences de imigrantes venezuelanos na cidade de Iquique

Protesto anti-imigrante movimentou as ruas de Iquique

ALEX DIAZ/REUTERS – 25.9.2021

O Ministério Público do Chile abriu uma investigação sobre o violento ataque a imigrantes venezuelanos, cujos pertences foram queimados neste sábado (25) na cidade de Iquique por manifestantes que protestavam contra sua crescente presença na área.

A manifestação reuniu cerca de 3.000 pessoas com bandeiras chilenas e cartazes. Em meio a ameaças xenófobas, os mais radicais queimaram os poucos pertences dos imigrantes que acampavam nas ruas desta cidade da região de Tarapacá, cerca de 1.800 quilômetros ao norte de Santiago.

Em um clima de aberto repúdio aos imigrantes venezuelanos, os manifestantes entoaram o hino da cidade e agitaram bandeiras chilenas, assim como a Whiphala, pavilhão colorido dos povos originários andinos, para expressar sua oposição à migração ilegal, associada à criminalidade com boatos que circulam por todo tipo de plataforma. Também cantaram e exibiam cartazes com lemas como: “Chega de Imigração Ilegal” e “O Chile é uma república que se respeita”.

A promotora de Iquique, Jócelyn Pacheco, instruiu a PDI (Polícia de Investigação) a “averiguar os eventos ocorridos em Iquique que culminaram na queima de pertences de famílias de imigrantes”, segundo uma mensagem postada neste domingo (26) no Twitter oficial do MP de Tarapacá.

Pacheco também “ordenou medidas de proteção às vítimas [imigrantes]”, que após o ataque tiveram que fugir, se esconder e pernoitar nas ruas e praias de Iquique, confirmou um jornalista da AFP.

O protesto ocorreu um dia depois de uma ordem de despejo na Praça Brasil, onde há um ano pernoitam os migrantes mais pobres e sem documentos que não conseguem chegar a Santiago e sobrevivem vendendo balas, pedindo esmolas ou limpando vidros dos carros nos sinais de trânsito da cidade.

O ministro do Interior do Chile, Rodrigo Delgado, manifestou seu desacordo com o violento protesto, mas declarou que vão “continuar com os despejos em todos os espaços públicos que forem necessários” e também “com o plano de expulsão” de imigrantes sem documentos executado pelo governo chileno.

A violência contra os imigrantes em Iquique foi condenada por organizações como o ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) e o relator especial da ONU para os direitos humanos dos migrantes, Felipe González, que descreveu o incidente como uma “humilhação inadmissível contra migrantes especialmente vulneráveis”.

Por sua vez, o Unicef expressou “sua preocupação pela situação vivida por crianças e adolescentes imigrantes em Iquique e pede ao Estado que garanta e proteja seus direitos, cumprindo assim os tratados internacionais firmados pelo país”.

Os últimos incidentes ocorrem em meio à crescente chegada de milhares de migrantes sem documentos que cruzam a fronteira entre a Bolívia e o Chile a pé por travessias no inóspito Altiplano, colocando suas vidas em risco. Cerca de 11 migrantes morreram na área até agora este ano.

A maioria dos migrantes tenta chegar a Santiago. Mas os mais pobres não têm recursos para pagar por uma viagem à capital chilena e ficaram em Iquique ou outras cidades do norte do país, acampando nas ruas em condições precárias.

Fonte: R7

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SEGUNDO PESQUISA, CONSERVADORES E SEUS RIVAIS EMPATARAM NA ELEIÇÃO QUE VAI DEFINIR SUCESSOR DE MERKEL

Pesquisa mostra empate em eleição que vai definir sucessor de Merkel

União Democrata-Cristã e Partido Social-Democrata aparecem com 25% dos votos apurados em boca de urna do pleito alemão

INTERNACIONAL

Do R7, com Reuters

Boca de urna indica disputa acirrada na Alemanha

FABRIZIO BENSCH/REUTERS – 26.9.2021

Os conservadores da CDU/CSU (União Democrata-Cristã) e seus rivais da sigla SPD (Social-Democrata) empataram na eleição nacional realizada na Alemanha neste domingo (26), aponta uma pesquisa de boca de urna. O levantamento deixa em aberto qual dos grupos vai liderar o próximo governo no lugar de Angela Merkel, que se prepara para deixar o poder após 16 anos.

Conforme a pesquisa encomendada pela emissora ARD, o bloco CDU/CSU obteve 25% dos votos, o pior resultado em uma eleição federal desde o pós-guerra e o mesmo percentual alcançado pelo Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda. Outras pesquisas mostraram que o SPD estava marginalmente à frente.

 

O resultado confirma as previsões das pesquisas de intenção de voto, que mostravam um cenário bastante acirrado para Olaf Scholz e Armin Laschet. “Isso dói”, disse o secretário-geral da CDU, Paul Ziemiak, à ARD após a publicação das pesquisas de boca de urna.

A atenção agora mudará para discussões informais — provavelmente com os Verdes, com 15%, e os Liberais Democratas Livres (FDP), com 11% — seguidas por negociações de coalizão mais formais que podem levar meses, deixando Merkel no comando em uma função interina.

Depois de uma campanha eleitoral com foco doméstico, os aliados de Berlim na Europa e fora dela podem ter que esperar meses antes de ver se o novo governo alemão está pronto para se envolver em questões estrangeiras na medida em que eles gostariam.

Merkel está no poder desde 2005, mas planeja deixar o cargo após a eleição, tornando a votação um evento de mudança de era para definir o futuro da maior economia da Europa.

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CHILENOS PROTESTAM CONTRA ENTRADA DE IMIGRANTES ILEGAIS NO PAÍS

Fora ilegais!’: milhares protestam contra imigrantes no Chile

Cerca de três mil pessoas foram às ruas no norte do país, após desocupação de praça onde venezuelanos dormiam em barracas

INTERNACIONAL

por AFP

Chilenos protestam contra a entrada de imigrantes ilegais no país

MARTIN BERNETTI / AFP

Cerca de três mil pessoas foram às ruas neste sábado (25) em protesto contra a imigração ilegal na cidade de Iquique, norte do Chile, um dia depois da violenta desocupação de uma praça onde várias pessoas, a maioria venezuelanos com crianças, dormiam em barracas.

Em um clima de aberto repúdio aos imigrantes venezuelanos, os manifestantes entoaram o hino da cidade e agitaram bandeiras chilenas, assim como a Whiphala, pavilhão colorido dos povos originários andinos.

A partir da Praça Prat, no centro histórico de Iquique, os manifestantes marcharam por dez quarteirões até a praia banhada pelo oceano Pacífico, onde os carabineiros tiveram que controlar escaramuças isoladas provocadas pelos chilenos que se aproximavam para agredir os venezuelanos em situação de rua.

Desde a manhã de sábado, os imigrantes tentavam se esconder em outras áreas deste balneário para evitar os manifestantes, constataram jornalistas da AFP.

Outros manifestantes radicais se dirigiram a um pequeno acampamento de venezuelanos – que não estavam no local – e queimaram em uma barricada seus poucos pertences: barracas, colchões, bolsas, cobertores, brinquedos.

“Eu sou nascido, criado e mal-criado em Iquique. Sempre vivi nesta região do norte e isto que estamos vivendo é terrível porque o problema é que na Venezuela abriram as prisões e parte dessa gente chegou ao Chile”, disse à AFP Veliz Rifo, um agricultor de 48 anos de La Tirana, povoado em uma espécie de oásis no deserto 72 km a leste de Iquique, fazendo menção a uma informação falsa.

“O pior é que este governo do Chile deixou isto crescer e os que chegaram não são refugiados políticos, nem imigrantes que contribuem com seu trabalho, aqui chegaram muitos delinquentes”, acrescentou, lamentando, assim como muitos manifestantes, o aumento dos assentamentos erguidos pelos imigrantes com caixas de papelão e folhas de zinco nos arredores desta cidade portuária a quase 2.000 km de Santiago.

Outros manifestantes pediam que os mais violentos respeitassem o ato pacífico, enquanto nos restaurantes do centro histórico, garçons venezuelanos e clientes chilenos viam de longe a cena, que denominaram como “triste”.

“Nem todos os venezuelanos roubam, nem todos os chilenos nos odeiam”, diziam em uma mesa do Café Francesco da Praça Prat.

O protesto ocorreu um dia depois do desalojamento da Praça Brasil, onde há um ano pernoitam os migrantes mais pobres e sem documentos que não conseguem chegar a Santiago e sobrevivem vendendo balas, pedindo esmolas ou limpando vidros dos carros nos sinais de trânsito da cidade.

Na operação policial, repudiada por autoridades locais e organizações humanitárias, Jeremy, um menino venezuelano de 4 anos, ficou 24 horas desaparecido. Ele era procurado na manhã deste sábado por carabineiros, que mostravam fotos da criança aos pedestres na praia. Finalmente, o menino foi encontrado.

“Menos mal que encontraram o menino, mas isto resume a má gestão de todo esse drama humanitário, o governo pensa que é só deportar alguns e desalojá-los de uma praça”, queixou-se Franklin Pérez, administrador de um prédio no centro de Iquique.

O governador da região de Tarapacá, José Miguel Carvajal, culpou o governo do presidente Sebastián Piñera pela crise migratória no norte do país, queixando-se que nem ele, nem o prefeito da cidade foram alertados do desalojamento de sexta-feira, que gerou o repúdio de uma parte da população.

“As cem famílias na Praça Brasil hoje (sábado) estão perambulando em diferentes espaços públicos; estão realocando-se com amigos, próximos, com quem vão se alojar novamente com barracas nas praias de Iquique, e outros estão se mobilizando para assentamentos em Alto Hospicio”, zona industrial nos arredores de Iquique.

A colônia venezuelana é a mais numerosa do Chile, com mais de 400.000 pessoas, embora estime-se um número muito maior devido ao aumento de entradas por corredores clandestinos desde 2020, quando o Chile fechou suas fronteiras por causa da pandemia.

Além disso, o governo chileno deu uma guinada em sua política de solidariedade com os venezuelanos, defendida pelo presidente Piñera em 2018, inclusive oferecendo vistos exclusivos para que os venezuelanos “tivessem oportunidades no Chile”.

Desde então, diminuiu drasticamente a aprovação de qualquer visto para quem viaja da Venezuela, depois veio o fechamento de fronteiras pela pandemia e muitos venezuelanos começaram a chegar após viverem por alguns anos em Colômbia, Equador e Peru.

As chegadas de pessoas ao Chile por passagens clandestinas somaram 23.673 até julho, quase 7.000 a mais do que em todo o ano passado, segundo o relatório do Serviço Jesuíta aos Migrantes (SJM) no mês de setembro.

Fonte: R7

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VENEZUELA FECHA ACORDO COM IRÃ PARA TROCAR ÓLEO PESADO POR CONDENSADO

Venezuela e Irã fecham acordo para exportação de óleo

País sul-americano busca impulsionar suas exportações de petróleo, em baixa diante das sanções impostas pelos EUA

INTERNACIONAL

Do R7

Acordo pode ser uma violação das sanções dos EUA

CARLOS GARCIA RAWLINS/REUTERS

A Venezuela fechou um acordo importante para trocar o seu óleo pesado por um condensado iraniano que pode ser usado para melhorar a qualidade do seu petróleo bruto, com as primeiras entregas esperadas para esta semana, disseram cinco pessoas próximas ao acordo.

O país sul-americano busca impulsionar suas exportações de petróleo, em baixa diante das sanções dos EUA e, segundo as fontes, o acordo entre as empresas estatais PDVSA (Petroleos de Venezuela) e NIOC (Companhia Nacional de Petróleo Iraniana) aprofunda a cooperação entre dois adversários de Washington.

Uma das fontes disse que o planejamento é que o acordo de troca dure seis meses em sua fase inicial, mas pode ser estendido. A Reuters não conseguiu determinar em um primeiro momento outros detalhes do acordo.

Os ministérios do petróleo da Venezuela e do Irã, e as estatais PDVSA e NIOC não responderam aos pedidos por comentários. O acordo pode ser uma violação das sanções dos EUA contra as duas nações, segundo um e-mail do Departamento do Tesouro, citando ordens do Governo dos EUA que estabelecem as medidas punitivas.

Os programas de sanções dos EUA não apenas proíbem norte-americanos de fazerem negócios com os setores de petróleo de Irã e Venezuela, mas também ameaçam impor “sanções secundárias” contra qualquer pessoa ou entidade não norte-americana que realize transações com as empresas de petróleo de qualquer um dos dois países.

Fonte: R7

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FALTA DE COMUNICAÇÃO NA UE CRIOU DIFICULDADES ENTRE PAÍSES DO GRUPO E OS EUA

Crise dos submarinos afetou relação com os EUA, afirma UE

Diplomata espanhol ressalta que falta de comunicação no bloco criou dificuldades entre os países envolvidos nos contratos

Falta de comunicação na UE criou dificuldade entre os países do grupo e os Estados Unidos

BRENDAN ESPOSITO / POOL / AFP

O chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, admitiu nesta sexta-feira (24) que a crise dos submarinos criou dificuldades entre o grupo de países e os Estados Unidos e deveria ser outro argumento a favor do fortalecimento da defesa do bloco.

“A falta de comunicação e consulta entre parceiros próximos, como somos, sem dúvida criou dificuldades reais, e não dá uma boa imagem de coordenação entre aliados sólidos”, declarou Borrell em entrevista coletiva em Nova York.

Borrell, entretanto, expressou sua satisfação com os passos dados para resolver a crise, sobretudo com o aceno entre os presidentes Joe Biden e Emmanuel Macron nesta semana, em um momento em que “as tensões pareciam estar crescendo”.

O chefe da diplomacia da União Europeia destacou como fundamental o reconhecimento de Biden de que o processo não foi devidamente gerenciado e que teria sido bom realizar consultas prévias com os aliados antes do anúncio do pacto de defesa com o Reino Unido e Austrália. O acordo levou Canberra a cancelar um contrato com a França para a construção de 12 submarinos, avaliados em cerca de 56 bilhões de euros.

“Temos que estabelecer um sistema para evitar estes problemas no futuro”, frisou Borrell, que pediu um “diálogo estruturado” com os EUA sobre questões de segurança e defesa.

O espanhol também considerou muito importante que, seguindo o apelo, Washington expressou seu apoio para que a UE desempenhe um papel maior em assuntos de defesa, de forma complementar à Otan.

“Esta crise deve ser superada, mas há muito trabalho pela frente para reconstruir a confiança, para implementar nossa estratégia no Indo-Pacífico trabalhando com os EUA e outros, e para garantir um progresso real na aquisição das capacidades de defesa de que precisamos para assumir uma maior parcela de nossas responsabilidades”, finalizou.

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IRÃ RETOMARÁ NEGOCIAÇÕES PARA RETOMADA DO CUMPRIMENTO DO ACORDO NUCLEAR

Irã diz que negociações nucleares serão retomadas ‘muito em breve’

Diplomatas europeus vêm sendo intermediários nas tentativas de acordo entre norte-americanos e iranianos

Irã retomará em breve negociações sobre cumprimento de acordo nuclear de 2015

REUTERS/LEONHARD FOEGER
O Irã retornará às negociações para a retomada do cumprimento do acordo nuclear de 2015 “muito em breve”, disse a repórteres nesta sexta-feira (24) o ministro das Relações Exteriores iraniano, Hossein Amirabdollahian, mas não deu uma data específica.

“A República Islâmica do Irã retornará à mesa de negociações. Estamos revisando os arquivos das negociações de Viena e, muito em breve, as negociações do Irã com os países ‘quatro mais um’ serão reiniciadas”, disse Amirabdollahian.

Ele se referia às negociações iniciadas em abril entre o Irã e as outras cinco nações ainda no acordo de 2015 — Reino Unido, China, França, Alemanha e Rússia. Diplomatas europeus serviram como intermediários principais entre Washington e Teerã, que se recusou a negociar diretamente com as autoridades norte-americanas.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano disse na terça-feira que as negociações em Viena seriam retomadas em algumas semanas, segundo a agência de notícias oficial iraniana Irna.O chefe da política externa da União Europeia, Josep Borrell, que se encontrou com Amirabdollahian em Nova York, disse na sexta-feira que também esperava que o Irã retornasse às negociações em breve, acrescentando que está “otimista” sobre as perspectivas para o acordo nuclear.Sob o acordo, o Irã restringiu seu programa de enriquecimento de urânio, um caminho possível para armas nucleares, em troca do levantamento de sanções econômicas. Em 2018, o então presidente norte-americano, Donald Trump, retirou os Estados Unidos do acordo e voltou a impor as sanções, o que abalou a economia iraniana e levou o Irã a tomar medidas para violar seus limites nucleares.

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