O GOVERNO DO PERU ANUNCIOU PRORROGAÇÃO NA SUSPENSÃO DE VOOS DO BRASIL ATÉ 14 DE MARÇO

Peru prorroga suspensão de voos do Brasil até o dia 14 de março

Restrição terminava neste domingo (28), mas governo tenta evitar no país a disseminação da variante brasileira do coronavírus

BRASIL

 Do R7

Aeroporto de Cumbica vazio em maio do ano passado em razão de restrições

FERNANDO BIZERRA / EFE – 25.5.2020

O governo do Peru anunciou neste domingo (28) a prorrogação até o dia 14 de março da suspensão de voos originários do Brasil. A medida é uma forma de prevenção contra a disseminação da variante brasileira do novo coronavírus.

A decisão foi publicada em decreto no Diário Oficial do governo peruano.  “Resolve-se prorrogar, de 1º a 14 de março, a suspensão dos voos de passageiros procedentes do Brasil”, afirma a publicação. Antes, a suspensão estava marcada para terminar neste domingo.

O Peru é apenas um dos países com suspensão de voos do Brasil. A lista inclui ainda Portugal, Reino Unido, Itália, Colômbia, Turquia, Israel e África do Sul.

Fonte: R7
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MILITARES EM MIANMAR BLOQUEIAM INTERNET PARA EVITAR PROTESTOS

Mianmar e Austrália expõem o impacto da internet na democracia

Militares limitam o acesso da população às redes sociais no país asiático e o Facebook tem uma disputa com a imprensa australiana

INTERNACIONAL

 Giovanna Orlando, do R7

Militares em Mianmar bloquearam internet para evitar protestos

REUTERS/STRINGER – 18.2.2021

Cada vez mais presentes na nossa vida, as redes sociais se tornaram ferramentas para que as pessoas encontrem amigos, se informem e se sintam acolhidas. Nas plataformas digitais é possível se conectar com grupos que pensam como você, compartilham dos mesmos ideais e lutem pelos mesmos princípios. Por causa disso, esse ambiente virutal também se tornou protagonista em lutas políticas e embaraços legais.

Em fevereiro deste ano, Mianmar sofreu um golpe de Estado e a líder do país, Aung San Suu Kyi, foi presa. Uma junta militar assumiu o poder e pretende ficar no comando do país asiático por um ano.  Segundo a professora de Relações Internacionais da USP, Marislei Nishijima, o recente golpe entra no padrão de novas ditaduras do século 21, bastante diferentes das vistas anteriormente.

“Essas ditaduras surgem a partir de eleições legítimas em sistemas democráticos, onde um presidente se elege e, uma vez eleito, começa a usar a máquina do governo para não sair do poder”, explica.

Em Mianmar, a junta que assumiu o poder perdeu as eleições em dezembro do ano passado e rejeitou o resultado do pleito com a alegação de fraude.

O golpe foi criticado pela comunidade internacional, que exige que a democracia seja retomada, e mobilizou manifestantes vão às ruas diariamente para protestar contra o controle dos militares. Para evitar que informações sobre a situação em Mianmar vazassem e para impedir que outros movimentos de oposição fossem organizados, o novo governo decidiu bloquear a internet do país.

Em 2011, a ONU oficializou a acesso à rede como um direito humano básico à medida que o indivíduo utiliza a internet para exercer sua liberdade de opinião e de expressão e para promover o progresso da sociedade como um todo.

“O acesso à internet se torna interessante, até mesmo necessário, para que você consiga ter contato com uma pluralidade de crenças e ideias”, diz Carlos Piovezani, professor de Letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR) e autor do livro “A Linguagem Fascista”.

Piovezani explica que a internet também permitiu que “grupos minoritários e marginalizados ecoassem suas vozes” e ressalta que essa

Nos últimos dias, grupos pró-golpe militar entraram em confronto com opositores e a repressão da polícia já deixou 8 mortos, sendo que apenas 3 foram confirmadas pelos militares. Sem a possibilidade de ouvir o lado dos cidadãos, mesmo que de forma remota pela internet, é difícil de compreender a dimensão dos problemas. “Com as redes, você consegue uma repercussão muito maior das suas queixas”, diz o professor da UFSCAR.

O bloqueio na Austrália

Na Austrália, lei obriga gigantes da tecnologia a pagarem mídia por seus conteúdos

O governo da Australia criou uma lei para obrigar as gigantes de tecnologia, como o Facebook e o Google, a pagar para as empresas de mídia pelo uso de notícias nas redes sociais. Na última semana, a empresa de Mark Zuckerberg rejeitou a decisão das autoridades e decidiu bloquear as páginas de notícia do país temporariamente.

Segundo a professora Nishijima, a decisão da Austrália pode se tornar uma tendência entre os países ricos, principalmente na Europa, já que eles são mais preocupados com a questão do controle de dados. Isso porque a grande maioria das empresas de tecnologia começaram nos EUA e segue a legislação norte-americana, o que faz o controle na Europa “mais frágil”.

“O governo australiano viu que o Facebook ganha muito dinheiro e eles querem uma parte disso. Para eles, se os cidadãos repassam notícias que vem de jornais locais, o Facebook precisa pagar por isso”, explica a professora da USP.

“Caso essa tendência continue pelo mundo, as redes sociais podem ter dois futuros: ou elas serão pagas, ou deixarão de funcionar nestes países”, pondera o o advogado e presidente da comissão de Direito Digital da OAB, Spencer Toth Sydow.

A rede social e o governo já entraram em um acordo e o Facebook e o Google decidiram que vão investir R$ 5 bilhões cada nos próximos 5 anos em conteúdo de notícias.

Fonte: R7

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ILHA DA SARDENHA SE TORNA ‘ZONA BRANCA’ COM MELHORA NOS DADOS EPIDEMIOLÓGICOS

Sardenha se torna primeira região italiana a ficar livre de restrições

Pela primeira vez desde o início da pandemia, uma região italiana se torna ‘zona branca’, com melhora nos dados epidemiológicos

INTERNACIONAL

Da EFE

No restante da Itália, outras regiões ainda lutam para conter a pandemia

EFE/EPA/FILIPPO VENEZIA

A ilha da Sardenha se tornou a primeira região da Itália a ficar livre de restrições, embora os casos de covid-19 continuem em números altos no resto do país, que registrou 18.916 contágios de coronavírus e 280 mortes nas últimas 24 horas.

O ministro da Saúde, Roberto Speranza, assinou neste sábado (27) o decreto que estabelece as novas restrições em vigor a partir de 1º de março. Pela primeira vez desde o início da pandemia, a Sardenha se torna uma “zona branca”, onde a melhora dos dados epidemiológicos permitiu que as únicas medidas mantidas sejam o uso da máscara e o distanciamento social.

A Sardenha vai no sentido contrário da tendência do país, onde várias regiões tiveram que reforçar medidas. Molise, no centro do país, e Basilicata, no sul, por exemplo, foram confinadas como “zonas vermelhas”, de máximo risco.

Ao todo, 2.907.825 casos de covid-19 foram confirmados na Itália desde o início da pandemia, entre eles 97.507 mortes por complicações da doença.

A pressão sobre os hospitais tem aumentado, e vários já superaram o nível de alerta. Entre os atuais 411.966 casos ativos, 20.588 pessoas estão internadas, 102 a mais do que no dia anterior, e 2.194 estão em unidades de terapia intensiva (UTI), um aumento de 22 em relação à véspera.

4 milhões de vacinados

Em relação às vacinações, a Itália superou a marca de 4 milhões de vacinados, com 4.156.382 doses administradas em todo o país. Até agora, 1.386.406 pessoas já receberam a vacina completa.

Lombardia e Piemonte, ao norte, e Marcas, no centro da Itália, passaram a ser consideradas de risco intermediário, ou “zonas laranjas”, assim como Emilia-Romagna, Ligúria, Toscana e as províncias autônomas de Bolzano e Trentino, ao norte, Campânia, ao sul, e Abruzos e Úmbria, no centro.

A Campânia anunciou o fechamento de todas as escolas a partir de segunda-feira (01) devido ao grande aumento de casos da variante britânica do coronavírus, principalmente nos colégios da capital, Nápoles.

O restante das regiões, como Lazio, o que inclui a capital, Roma, será mantido como “zona amarela”, ou de baixo risco.

Fonte: R7
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ATIVISTAS CELEBRAM VITÓRIA EM CUBA SOBRE DIREITOS DOS ANIMAIS

Cuba aprova lei de bem-estar animal após pressão da sociedade

Ativistas celebram a nova medida, que visa prevenir a crueldade e aumentar a conscientização sobre a proteção aos animais

INTERNACIONAL

por Reuters

Ativistas celebram vitória em Cuba sobre os diretos dos animais

REUTERS/ALEXANDRE MENEGHINI

Cuba aprovou um decreto há muito pedido sobre o bem-estar animal, que alguns ativistas de direitos humanos estão saudando como um triunfo incomum da sociedade civil no país comunista, onde o sacrifício de animais e as rinhas de galos e cães continuam sendo comuns.

A medida visa prevenir a crueldade e aumentar a conscientização sobre a necessidade de proteger os animais, marcando um avanço cultural em uma nação onde há muitos animais de rua e cujo litoral fica repleto de carcaças de galinhas sacrificadas em rituais religiosos.

Embora os detalhes ainda sejam escassos, a nova legislação ficará clara em 90 dias, quando for publicada no Diário Oficial cubano.

Avanço nos direitos dos animais

“Cuba era um dos poucos países da América Latina que não tinha uma lei de bem-estar animal, então tê-la agora é uma alegria imensa”, diz Fernando Gispert, presidente da filial de Havana da Associação Cubana de Medicina Veterinária.

O Ministério da Agricultura disse que o decreto, que regulamenta experimentos científicos, manejo de animais abandonados e práticas veterinárias, entre outros assuntos, respondeu às preocupações levantadas há três anos em um debate nacional sobre a nova Constituição naquele país.

Por décadas, porém, ativistas dos direitos dos animais pediram uma legislação sobre o bem-estar animal, em grande parte por meio de canais oficiais no Estado de partido único, onde a dissidência pública é malvista.

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ESTADOS-MEMBROS DA UE ESTÃO PRESSIONANDO O BLOCO A INSTITUIR UM “PASSAPORTE SANITÁRIO” PARA PERMITIR QUE APENAS PESSOAS VACINADAS POSSAM VIAJAR

Países da UE querem criar ‘passaporte’ para vacinados

Ideia mira incentivar o turismo no próximo verão europeu e deve usar a ‘menor quantidade possível’ de dados dos cidadãos

INTERNACIONAL

D ANSA

Estados-membros da União Europeia estão pressionando o bloco a instituir um “passaporte sanitário” para permitir que apenas pessoas vacinadas contra o novo coronavírus viagem livremente dentro de suas fronteiras.

O tema foi discutido em reunião virtual dos líderes dos 27 países da UE na quinta-feira (25), mas ainda não há consenso. “Queremos um passaporte verde em nível europeu, com o qual se possa viajar livremente para negócios ou turismo”, escreveu no Twitter o chanceler da Áustria, Sebastian Kurz.

A ideia conta com o apoio da Grécia e mira incentivar o turismo no próximo verão europeu, a partir do fim de junho. Outro defensor da medida é o polonês Donald Tusk, presidente do Partido Popular Europeu (PPE), dono da maior bancada no Europarlamento.

“Apoio plenamente o certificado de vacinação comum europeu”, escreveu Tusk no Twitter. No entanto, países como Alemanha e Bélgica consideram essa discussão prematura, já que ainda existem poucos dados sobre a capacidade de pessoas vacinadas transmitirem o vírus.

Fonte: R7
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DIANTE DE UM VIRUS QUE TEM MUITA ENERGIA QUALQUER RELAXAMENTO É PERIGOSO, DIZ DIRETOR EXECUTIVO DA OMS SOBRE PANDEMIA NO BRASIL

Pandemia: Diretor da OMS admite preocupação com situação do Brasil

“A situação do Brasil mostra que isso não acabou para ninguém”, disse Mike Ryan nesta sexta-feira (26)

INTERNACIONAL

Do R7, com informações da EFE

"A situação do Brasil mostra que isso não acabou", disse Mike Ryan

SALVATORE DI NOLFI/EFE

O diretor-executivo de emergências da OMS (Organização Mundial da Saúde), Mike Ryan, admitiu preocupação com o momento do Brasil no combate ao novo coronavírus, que é o causador da covid-19.

“A situação do Brasil mostra que isso não acabou para ninguém, pois qualquer relaxamento é perigoso, diante de um vírus que ainda tem muita energia”, disse o representante da agência, em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (26).

“Se as medidas sanitárias de controle não forem mantidas durante a introdução das vacinas, pagaremos um preço alto”, completou Ryan.

O Brasil tem o terceiro maior número de casos de infecção no mundo (10,4 milhões, segundo o Ministério da Saúde), mas o diretor da agência admitiu não estar claro se a magnitude do contágio tem relação com o surgimento de uma variante do novo coronavírus no país.

Mas Ryan fez um apelo pela continuação dos cuidados, com distanciamento social e uso de máscaras, que se mostraram eficazes contra todas as cepas do coronavírus. “Aumentar a capacidade do sistema de saúde é algo positivo, mas não é suficiente”, afirmou o diretor da OMS.

Fonte: R7
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O CAPITÓLIO SEDE DO CONGRESSO PODERÁ SER ALVO DE UM NOVO ATENTADO EM DISCURSO DE BIDEN

Polícia alerta para possível ataque ao Capitólio em discurso de Biden

Sessão conjunta da Câmara e do Senado, que ainda não foi marcada, poderia ser alvo de extremistas mais uma vez

INTERNACIONAL

DA EFE 

O Capitólio, sede do Congresso, poderia ser alvo de um novo atentado

SHAWN THEW / EFE – EPA – 8.2.2021

A chefe da Polícia do Capitólio dos Estados Unidos, Yogananda Pittman, alertou nesta quinta-feira (25) sobre um possível plano de extremistas para atacar o edifício do Congresso quando o presidente Joe Biden pronunciar seu primeiro discurso diante das duas câmaras legislativas, ainda sem data definida.

“Sabemos que membros de milícias que estiveram presentes no dia 6 de janeiro manifestaram seus desejos de atacar o Capitólio e matar o máximo de membros (do Congresso) possível, com uma ligação com o discurso sobre o Estado da União, sobre o qual sabemos que ainda não há uma data definida”, disse Pittman.

No dia 6 de janeiro, centenas de apoiadores do ex-presidente Donald Trump invadiram o Capitólio enquanto as duas câmaras realizavam uma sessão conjunta para certificar a vitória eleitoral de Biden, que ainda não havia sido reconhecida pelo ex-mandatário. Cinco pessoas morreram durante o ataque.

Esquema de segurança

Com base nas informações da polícia, Pittman considera “prudente” que as forças de segurança do Capitólio mantenham as medidas de segurança.

Após o ataque à sede do Congresso, as autoridades instalaram várias barreiras ao redor do edifício e mobilizaram a Guarda Nacional, uma corporação militar da reserva.

Pittman frisou que os extremistas que invadiram o Capitólio não estavam apenas interessados em atacar legisladores e agentes de segurança, mas também “queriam enviar uma mensagem simbólica à nação sobre quem estava a cargo do processo legislativo”, advertiu.

De acordo com a imprensa americana, a expectativa é que Biden faça o seu discurso, semelhante ao do Estado da União (como ainda não completou um ano no poder, focaria em explicar os planos e realizações nas primeiras semanas de governo), em sessão conjunta do Congresso, depois da aprovação de um terceiro pacote de estímulo econômico em meio à pandemia.

Pittman, que substituiu o antigo chefe da Polícia do Capitólio, Steven Sund, após a demissão depois do ataque, disse que os serviços secretos reunidos antes do ataque mostraram que não havia “nenhuma ameaça crível”.

“Foi insinuado que o departamento não sabia ou ignorava informações cruciais que indicavam que ocorreria um ataque da magnitude que vivemos em 6 de janeiro”, afirmou, acrescentou que tal informação nunca existiu.

“Embora soubéssememos da probabilidade de violência por parte de extremistas, nenhuma ameaça crível indicava que dezenas de milhares atacariam o Capitólio dos EUA, nem as informações recebidas pelo FBI ou qualquer outro parceiro de segurança indicavam tal ameaça”, argumentou.

Fonte: R7
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EX-PROFESSORA ITALIANA DE 96 ANOS DEIXOU 25 MILHÕES DE EUROS DE HERANÇA PARA VÁRIAS INSTITUIÇÕES DE CARIDADE

Italiana de 96 anos deixa 25 milhões de euros para caridade

Marisa Cavanna dedicou sua vida ao ensino de literatura; sua decisão surpreendeu os vizinhos, que a consideravam reservada

VIRTZ

Da EFE

Herança da italiana será enviada a diversas instituições de caridade em seu país

REPRODUÇÃO/PIXABAY

A ex-professora italiana Marisa Cavanna, que morreu no final do ano passado, deixou 25 milhões de euros (cerca de R$ 165 milhões) de herança a várias diferentes organizações e instituições de caridade, incluindo dois dos principais hospitais de Gênova, revelou nesta quinta-feira (25) a imprensa local.

A história de Marisa, que dedicou sua vida ao ensino de literatura, surpreendeu seus vizinhos, que se lembram dela como “uma senhora reservada, o arquétipo genovês”, segundo a emissora local Telenord, que revelou a história.

Aqueles que a conheciam lembram-se de sua discrição e relutância em aparecer em eventos de caridade. “Ela era de fazer e não falar”, mencionaram à Telenord.

“Ela sempre cumprimentou, agradeceu aos médicos, deixou escrito seu obituário, no qual relembrou sua longa lista de alunos, motivo de alegria de uma vida”, afirmaram.

Marisa Cavanna, que morreu no dia 9 de dezembro do ano passado, “chegou muito lúcida” aos seus últimos dias e deixou tudo para depois de sua morte perfeitamente organizado, segundo a mídia local, que hoje tornou público o testamento da ex-professora.

Generosidade com os mais pobres

A idosa tinha planejado que 16 organizações recebessem a soma de 25 milhões de euros diretamente de seu espólio, cuja origem é desconhecida, embora se acredite que venha de sua família.

Do total, 5 milhões de euros irão para o hospital Galliera, juntamente com os lucros da venda de um edifício onde a própria professora vivia, que deve valer aproximadamente três milhões de euros.

Outros cinco milhões irão para o hospital pediátrico Gaslini, também em Gênova, e mais cinco milhões para a Associação Italiana de Pesquisa do Câncer.

Marisa Cavanna também destinou uma grande quantia de dinheiro a ONGs como a Anistia Internacional, Save the Children, as Pequenas Irmãs dos Pobres e as Missionárias da Obra de Santa Teresa de Calcutá.

Fonte: R7
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NOVA LEI EM ISRAEL PERMITE IDENTIFICAR OS CIDADÃOS QUE DECIDIRAM NÃO SE IMUNIZAR CONTRA COVID-19

Lei em Israel permite saber identidade de quem não se vacinar

Decisão do parlamento é válida por três meses ou até o fim da pandemia de covid-19 e levanta dúvidas sobre privacidade

INTERNACIONAL

 Da AFP

Nova lei permite identificar os cidadãos que decidiram não se imunizar contra a covid-19Nova lei permite identificar os cidadãos que decidiram não se imunizar contra a covid-19JACK GUEZ / AFP

O Parlamento israelense autorizou nesta quarta-feira (24) o Ministério da Saúde a revelar a outras autoridades do país as identidades das pessoas não vacinadas contra a covid-19, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos cidadãos que se recusam a se inocular.

A lei, aprovada por 30 votos a favor e 13 contra, dá às autoridades locais, ao diretor-geral do Ministério da Educação e a alguns membros do Ministério dos Assuntos Sociais o poder de obter nomes, endereços e números de telefone de pessoas não vacinadas.

O objetivo do texto, válido por três meses ou até que seja decretado o fim da pandemia, é “ajudar essas organizações a incentivar a vacinação de pessoas, comunicando-se pessoalmente com elas”, segundo nota de imprensa do Parlamento.

Israel já administrou duas doses da vacina Pfizer/BioNTech a três milhões de pessoas, cerca de um terço da população (estimada em cerca de 9 milhões de pessoas).

O governo autorizou a reabertura de shoppings e lojas a partir de domingo, no marco de seu terceiro desconfinamento desde o início da pandemia da covid-19.

Embora alguns locais sejam abertos a todos, outros só são acessíveis a quem usa o “crachá verde”, o que significa que já recebeu duas doses da vacina ou foi curado da doença, o que parte da população considera uma forma de discriminação.

No debate parlamentar na quarta-feira, o líder trabalhista Merav Michaeli acusou o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de “negar aos cidadãos (…) a confidencialidade de suas informações médicas”.

Enquanto isso, o deputado Haim Katz, do partido de direita Likud de Netanyahu, disse que a lei é uma forma de encorajar a vacinação. O primeiro-ministro pediu aos cidadãos israelenses que se vacinassem “para poder voltar à vida normal”.

A meta é vacinar 6,2 milhões de pessoas até abril.

Oficialmente, pouco mais de 760.000 infecções foram encontradas no país, entre as quais pouco mais de 5.600 mortes.

Fonte: R7
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BLOCO EUROPEU ALERTA QUE EXPULSÃO DA EMBAIXADORA DA UE NA VENEZUELA PODE ISOLAR O PAÍS NO CENÁRIO INTERNACIONAL

UE pede que Venezuela volte atrás em expulsão de embaixadora

Bloco europeu alerta que medida pode isolar ainda mais o país sul-americano no cenário internacional

NTERNACIONAL

 Da EFE

A União Europeia pediu nesta quarta-feira (24) para que o governo da Venezuela volte atrás na decisão de obrigar a embaixadora da UE, Isabel Brilhante, a abandonar o país em um prazo de 72 horas.

“A UE lamenta profundamente esta decisão, que apenas isolará a Venezuela internacionalmente. Pedimos que a decisão seja revertida”, disse à Agência Efe a porta-voz do Serviço Europeu para a Ação Externa (SEAE), Nabila Massrali.

Mais cedo, o governo da Venezuela declarou a diplomata portuguesa como ‘persona non grata’ e deu a ela o prazo de 72 horas para deixar o país, como forma de responder às sanções aprovadas pelo bloco contra 19 políticos e autoridades venezuelanos. A UE não reconhece as eleições de 6 de dezembro do ano passado no país sul-americano.

O ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza, entregou o documento com a comunicação das decisões à diplomata nesta quarta-feira, um dia após a Assembleia Nacional (parlamento) solicitar ao governo a adoção da medida, por considerar que a UE interferiu em assuntos internos do país.

O chanceler se reuniu com Brilhante por cerca de uma hora, encontro que, segundo Arreaza, serviu para explicar “o desrespeito à Constituição” representado pelas sanções europeias contra autoridades venezuelanas.

Pedido de diálogo

A porta-voz do SEAE disse que a “Venezuela apenas superará sua crise atual através da negociação e do diálogo, ao qual a UE está completamente comprometida”, mas afirmou que a decisão de hoje impacta essa vontade de cooperação.

No dia 29 de junho de 2020, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já havia ordenado a saída de Brilhante do país, decisão que acabou sendo revogada em 2 de julho, com a esperança de que facilitasse o diálogo entre as partes.

Aquela decisão também foi precedida por outra rodada de sanções por parte dos países da União Europeia à Venezuela.

Fonte: R7
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EM MEIO AO ESCÂNDALO DA VACINAÇÃO, PRESIDENTE DA ARGENTINA DIZ QUE RECEBEU DOSE PARA DEMONSTRAR A POPULAÇÃO QUE O IMUNIZANTE É CONFIÁVEL

Fernández reclama de escândalo da ‘vacinação VIP’ na Argentina

Presidente diz que já demitiu o ministro da Saúde e afirma que recebeu a vacina russa para provar sua segurança

INTERNACIONAL

 Do R7

Em visita ao México, Fernández reclamou de escândalo de vacinação Em visita ao México, Fernández reclamou de escândalo de vacinação

JOSÉ MENDEZ / EFE – 23.2.2021

Em meio a uma visita oficial ao México, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, criticou de maneira dura as denúncias sobre um suposto esquema de “vacinação VIP”, montado no Ministério da Saúde, que destinaria doses de imunizantes contra a covid-19 para políticos e aliados.

Na semana passada, o presidente pediu para que o ministro da Saúde, Ginés González García, entregasse o cargo depois que um jornalista admitiu que havia sido vacinado mesmo sem pertencer a grupos prioritários, após tratar com o ministro.

“Queria que a Argentina funcionasse de outro modo. Claramente, quando fiquei sabendo do que aconteceu, reagi e perdi um ministro. Li que fizeram uma denúncia, O fato foi suficientemente grave para que um ministro como Ginés deixasse seu cargo, mas precisamos terminar com a palhaçada. Peço aos promotores e juízes que façam o que for necessário”, disse Fernández.

“Não existe esse delito”

O presidente acrescentou ainda: “não existe nenhum tipo penal na Argentina que diga ‘será castigado aquele que vacina outro que se adiantou na fila’. Não existe esse delito e não se pode criar delitos de graça”.

Fernández também criticou o fato de ter sido colocado, junto com outros políticos, como beneficiado pela “vacinação VIP”, por ter sido vacinado no fim de janeiro.

“A imprensa argentina me coloca entre os que receberam a vacina indevidamente, mas precisei entrar na campanha porque esses mesmos veículos diziam que não era possível confiar na vacina russa e tive que fazer pela confiança das pessoas. Pelo mesmo motivo Cristina (Kirchner, vice-presidente) foi vacinada, Axel (Kiciloff, governador de Buenos Aire) e muitos governadores, vários dos quais são da oposição”, explicou. 

Segundo o presidente, cerca de 70 pessoas foram vacinadas no país no que ele chamou de “circunstâncias irregulares”, mas algumas delas foram escolhidas por questões estratégicas.

“Nessas listas, aparecem pessoas que devem se vacinar pelas funções que desempenham. Por exemplo, vacinamos o ministro da Economia (Martín Guzmán) e alguns de sua equipe porque eles vão fazer visitas aos países do G7”, disse.

Na lista divulgada pelo governo, além da equipe de Guzmán, alguns com menos de 40 anos, aparece o fotógrafo presidencial Estebán Colazzo, de 33, parentes de políticos e alguns jornalistas.

Fonte: R7

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PLANO DE IMUNIZAÇÃO NA VENEZUELA FAVORECE PARLAMENTARES, IMUNIZOU MENOS DE 10% DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE E EXCLUIU IDOSOS

Venezuela: Parlamentares recebem vacina contra covid antes de idosos

Três membros da oposição denunciam que já receberam a primeira dose da vacina russa Sputnik V

INTERNACIONAL

 Da EFE

O início da vacinação na Venezuela, com Sputnik V, excluiu os idosos

MIGUEL GUTIERREZ / EFE – 22.2.2021

Os 277 integrantes da Assembleia Nacional (parlamento) da Venezuela começaram a receber a vacina Sputnik V, seguindo o plano contra a covid-19 proposto pelo governo, que até esta terça-feira imunizou menos de 10% dos profissionais de saúde e excluiu os idosos.

Pelo menos três deputados da oposição relataram em redes sociais que foram vacinados com uma dose do medicamento russo, cujo primeiro lote, com 100 mil doses, chegou ao país em meados deste mês e será destinado a menos de 0,5% da população.

Os parlamentares Alfonso Campos, Anyelith Tamayo e Rubén Limas anunciaram que já tinham sido vacinados, mas a lista de deputados imunizados é mais longa e inclui, até o momento, pelo menos dez, de acordo com fontes legislativas consultadas pela Agência Efe.

Plano privilegia parlamentares

Está prevista a vacinação total do plenário, onde 92% dos integrantes são pró-governo. No entanto, o plano do governo dizia que os trabalhadores da saúde seriam os primeiros a receber proteção nesta primeira fase.

Esse esquema de vacinação incluirá os parentes diretos do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, uma vez que tanto a sua esposa, Cilia Flores, como o seu filho, Nicolás Maduro Guerra, ocupam cadeiras na câmara.

O presidente explicou na semana passada que depois de toda a vacinação para os profissionais da saúde seriam imunizados trabalhadores sociais, as forças de segurança e as autoridades do Governo, incluindo os deputados do Parlamento.

Desta forma, vários líderes chavistas também se beneficiarão deste tratamento preferencial, entre eles o deputado Diosdado Cabello, que sofreu com a doença em 2020.

Entretanto, o plano de vacinação que começou na quinta-feira passada proporcionou proteção a dezenas de trabalhadores da saúde, mas nenhum balanço oficial foi divulgado até agora.

Vários governadores e prefeito pró-governo relataram a chegada de algumas doses de Sputnik V às suas regiões, enquanto o governo assegura que o imunizante já está sendo aplicado em todo o país, sem explicar as quantidades.

A governadora de Táchira (na fronteira com a Colômbia), a opositora Laidy Gómez, denunciou o “desvio” de algumas vacinas na região, para a qual pediu ao governo que aderisse às normas internacionais e priorizasse os trabalhadores da saúde.

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VIVI UMA INFÂNCIA EM QUE PENSAVA ESTAR VIVENDO UMA VIDA NORMA, DIZ SOBREVIVENTE DO NAZISMO QUE FUGIU A PÉ PELOS ALPES

Eu dormia andando’: sobrevivente do nazismo fugiu a pé pelos Alpes

Ariella Pardo Segre tinha três anos quando as deportações de judeus começaram na Itália e sua família foi caminhando à Suíça

INTERNACIONAL

Eugenio Goussinsky, do R7

Ariella Segre morava na cidade de Bolonha

FACEBOOK/ARIELLA PARDO SEGRE

O frio cortante dos Alpes agredia o rosto da menina Ariella Pardo Segre, de três anos. Era o ano de 1943. Carregada por um contrabandista de cigarros, ela fazia parte de um grupo que fugira do regime nazista na Itália. Atrás dela, estavam seu irmão, Lucio, de sete anos, sua mãe Íris Volli e seu pai, Ferrucio Pardo, um renomado professor de filosofia em Bolonha, onde moravam até então.

A menina tremia de frio e de medo. Um medo que não se apresentava exatamente na forma de terror ou pânico, mas como uma incerteza paralisante, uma sina de explicação ainda impalpável para uma garota. Ela estava sendo embalada pelos ventos cruéis da vida, controlada por pessoas que guiavam o destino de populações inteiras, tão frias quanto esse imenso deserto de gelo que se deparava à sua frente.

“Vivi uma infância em que pensava estar vivendo uma vida normal. Mas não era. Havia restrições enormes e fui perceber isso anos depois que fugimos, quando fui crescendo”, revela Ariella, hoje com 80 anos.

Mas, naquele momento de fuga, ela começou a intuir que algo não ia nada bem. Dias antes, eles haviam saído às pressas de Bolonha, após o vizinho, Alfredo Giommi, alertar seu pai que a Guestapo (polícia secreta nazista) acabara de ir lá à sua procura.

“O vizinho despistou os nazistas, dizendo que não conhecia meu pai. Em seguida, assim que ele chegou, o alertou para ir embora naquele instante. Meus pais decidiram sair da Itália, a pé. Como os Alpes não são em linha reta para caminhar, demoramos muito, dias e dias para chegar à Suíça. Era um pequeno grupo decidido a sobreviver”.

Um contrabandista de cigarros conhecia rotas e abrigos e organizou a fuga.

“Minha mãe lhe deu seu anel de noivado para que me carregasse durante a caminhada. Me sentia como um saco de batatas sendo carregado de um lado para o outro, sem entender direito o porquê daquilo tudo”.

Eles saíram da Itália via Milão para onde foram, de Bolonha, de trem, no compartimento de animais.

“Assim ninguém notaria que estávamos lá. Foi um aluno de meu pai que nos ajudou a fugir de Bolonha, nos deu uma carroça e nos acompanhou até o terminal. Sem documentos em Milão, seríamos fuzilados. Por isso meu pai decidiu que atravessaríamos a fronteira para a Suíça. A situação se tornou insustentável na Itália depois de setembro de 1943, quando Mussolini voltou”, conta.

Perseguição na Itália

A partir de 1938, a situação dos judeus sob o regime fascista era penosa. Perseguidos, já não podiam frequentar escolas de outras comunidades, segundo o decreto denominado Leis Raciais Fascistas. Ferrucio também só poderia lecionar em escolas judaicas até que, gradualmente, a situação foi ficando ainda pior após setembro de 1943, quando as tropas alemãs se apoderaram da Itália.

Mussolini, após ser capturado em julho daquele ano pelos aliados, na Segunda Guerra, foi resgatado pelos alemães e reconduzido ao poder, tornando-se apenas uma marionete dos nazistas, neste novo regime denominado República Social Italiana. Foi quando as deportações de judeus para os campos de concentração se tornaram política no país.

Durante a travessia, Ariella viu sua mãe cair em uma fenda na neve. Uma sensação de abandono a abateu e ela começou a gritar desesperadamente. Um desespero que apenas aterrorizou seus companheiros de viagem, que lhe repreendiam para que parasse de gritar e expô-los ao perigo de que fossem descobertos.

“Alguém me falou: cale a boca, sua mãe morreu! Eu emudeci. Não falei mais nada, fiquei em silêncio por meses”, lembra.

Íris, no entanto, foi retirada com vida e se recuperou, a ponto de, na linha fronteiriça com a Suíça, ter forças para atirá-la pela cerca de arame farpado, antes mesmo dela.

“Ela não tinha certeza de que iria passar. Então me jogou para o meu condutor, o contrabandista, do outro lado, dizendo que era para ele me manter segura e que, se ela não sobrevivesse, pelo menos eu sobreviveria. Depois todos conseguiram passar. Eu não sentia fome nem sede, estava anestesiada. Dormia andando”.

Em campos de refugiados

Ao chegarem à Suiça, que se dizia neutra na guerra, foram enviados para um acampamento de refugiados na cidade de Lugano. Havia separação por idade e gênero. Ariella, portanto, ficou sozinha em um dos locais, longe da família, até 1945, quando as forças aliadas venceram a guerra e os levaram de volta para a Itália. As condições eram precárias.

“Eu apenas sobrevivi”, descreve Ariella.

No retorno a Bolonha, o cenário era o mesmo. Seu prédio ainda estava lá. A cidade vivia sua rotina. Mas o apartamento já não lhes pertencia. Teriam de morarna cidade onde Ariella nasceu, na condição de refugiado. Foram enviados para um campo de refugiados, onde teriam de dormir sob lonas erguidas em suportes de madeira. Mas, novamente, Alfredo Giommi, o vizinho, entrou em cena.

“Ele soube que estivemos no nosso antigo apartamento e que o novo proprietário disse que não era mais nosso. Que todos os judeus haviam perdido tudo. Ele então foi para o campo de refugiados. Me viu sentada em frente à tenda e me pegou no colo. Comecei a chorar. Meu pai, então, chegou e o abraçou. Ele nos cedeu um quarto de seu apartamento para que dormíssemos lá. Foi um anjo, nos deu um teto, o que para nós era tudo”.

Giommi recebeu, anos depois, o título de Justo entre as Nações, instituído pelo Memorial do Holocausto, em Jerusalém, em reconhecimento aos não judeus que salvaram a vida de judeus perseguidos na Segunda Guerra Mundial.

O preconceito na Europa ainda fazia da Itália e de outros países um lugar pouco confiável. Ariella iniciou o curso na Faculdade de Física, mas o interrompeu após conhecer o futuro marido, Marco Vittório Segre, que nascera em Turim, em 1934, e fugira com a família aos seis anos para o Brasil.

Ele estava na Itália para visitar parentes e os dois começaram um romance. Dois anos depois, Ariella veio para o Brasil, onde se casaram e tiveram quatro filhos. Ela passou a ser professora de italiano, inclusive em Botucatu (SP), onde morou por alguns anos, já que Marco era professor em uma faculdade na cidade. Lucio, o irmão de Ariella, ainda mora na Itália. Ferrucio faleceu em 1976 e Íris, em 1988. “Eles vinham sempre para cá, adoravam o Brasil”, conta Ariella.

Para ela, em parte, é um alívio o fato de nunca ter ido para um campo de concentração. Por outro, ela vivencia o drama também como uma vítima do nazismo. E, onde quer que vá, carrega a bandeira da defesa dos direitos humanos.

“Esse capítulo cruel da nossa história mostra como é nefasto um povo se fanatizar quando não pensa, quando não tem uma educação completa. Foi isso que ocorreu naquela época e que não pode mais ocorrer, com nenhum povo, jamais”.

Nos Alpes, Ariella aprendeu como é importante a existência do calor humano.

Fonte: R7

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GOVERNOS DO AFEGANISTÃO E TALIBÃ SE REUNIRAM PARA RETOMAR AS NEGOCIAÇÕES E POR UM FIM EM DUAS DÉCADAS DE GUERRA

Afeganistão e Talibã retomam negociações após 1 mês de impasse

Parada de 35 dias nos diálogos realizados no Catar resultou em uma nova onda de violência no país

INTERNACIONAL Do R7

Enquanto autoridades se reúnem, violência prossegue no Afeganistão

JAWED KARGAR / EFE – EPA – 21.2.2021

O governo do Afeganistão e o Talibã realizaram se reuniram pela primeira vez em mais de um mês nesta segunda-feira (22), em Doha, no Catar, após um atraso de 35 dias que causou uma preocupação generalizada sobre o futuro das conversações que visam pôr fim a duas décadas de guerra.

“Os negociadores principais e vários membros das equipes para as conversações de paz intra-afegãs se encontraram esta noite em uma atmosfera positiva”, informaram em um comunicado conjunto os escritórios de imprensa do governo afegão e as equipes de insurgentes.

Ambos os lados deram ênfase à continuação das reuniões e relataram a nomeação de grupos de trabalho para a agenda para continuar os encontros em busca de um acordo.

Atraso preocupante

Foi o primeiro encontro entre Cabul e os insurgentes em Doha após um atraso de mais de um mês que ocorreu sem motivo divulgado e criou preocupações entre os afegãos sobre o destino dessas conversações. As partes terão agora que trabalhar na redação final da agenda para as conversações de paz.

Espera-se que a discussão de um cessar-fogo seja um dos principais tópicos a serem incluídos na agenda, em meio à crescente violência em curso no país, que está tomando a forma de ataques direcionados em áreas urbanas, principalmente na capital nacional.

As conversações entre facções afegãs, que começaram em 12 de setembro, são precedidas pelo acordo histórico que os Estados Unidos e o Talibã assinaram há quase um ano no Catar, no qual Washington se comprometeu a retirar suas tropas em 14 meses.

Já o Talibã concordou em reduzir drasticamente a violência e participar das conversações para pôr fim à guerra. Na primeira rodada, as partes só chegaram a um entendimento sobre as regras e procedimentos para as tratativas.

Fonte: R7
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EXPORTAÇÃO DE SOJA PARA A CHINA TEM UM PESO SIGNIFICATIVO NA BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA

China deve aumentar produção de grãos no país e reduzir importações

Anúncio é um alerta principalmente para os produtores de soja, já que a exportação do grão para o país asiático é representativa

ECONOMIA

 Do R7

Exportação da soja para a China tem um peso significativo na balança comercial brasileira

PIXABAY

A China aumentará sua capacidade de garantir o abastecimento de grãos e produtos agrícolas importantes, disse a agência estatal de notícias Xinhua neste domingo.

Ela afirmou que a China diversificará as importações de produtos agrícolas e apoiará as empresas a se integrarem às cadeias de abastecimento de produtos agrícolas globais.

A Xinhua disse ainda que a mensagem foi incluída em um documento oficial “nº 1” que define as prioridades de Pequim para o ano.

Fonte: R7

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EM TAIWAN, VIAJANTES VINDOS OU COM PASSAGENS PARA O BRASIL FARÃO QUARENTENA

Taiwan confirma três casos da variante covid-19 do Brasil

Ministro da saúde determina que brasileiros ou pessoas que estiveram por aqui fiquem de quarentena em lugar isolado

INTERNACIONAL

 por Reuters

A partir de quarta viajantes vindos ou com passagem no Brasil farão quarentena
WALLACE WOON/EFE/EPA

O governo de Taiwan confirmou neste domingo (21) que foram diagnosticados três casos da variante brasileira da covid-19. Com isso, todas que chegaram do Brasil vão ter de passar por quarentena a partir dessa semana.

O ministro da Saúde, Chen Shih-chung, afirmou que três pessoas firam diagnosticadas com novo coronavírus no mês passado e só no último sábado foi confirmada que era pela P.1, como é chamada a mutação do Amazonas. Os infectados estão sendo tratados em hospitais.

Chen acrescentou que a partir da meia-noite da próxima quarta-feira, qualquer pessoa que chegue do Brasil em Taiwan ou que tenha estado no Brasil nos últimos 14 dias deve ficar em quarentena em um local fechado por duas semanas. Assim como as chegadas da Grã-Bretanha e da África do Sul, já que também devem ser evitadas a propagação de variantes encontradas lá.

As pessoas que chegam a Taiwan dos outros países devem ficar em quarentena em casa por 14 dias. Elas são acompanhadas de perto pelas autoridades para garantir que não saiam de casa.

A pandemia matou 245.977 pessoas no Brasil, o pior número de mortes fora dos Estados Unidos.

O Brasil tem mais de 10 milhões de casos confirmados de coronavírus, já que uma nova variante descoberta na Amazônia ameaça devastar ainda mais um país onde as inoculações foram suspensas em muitas cidades por falta de vacinas.

Taiwan manteve a pandemia sob controle graças à prevenção precoce e eficaz, incluindo o fechamento de suas fronteiras. Existem apenas 40 casos ativos em tratamento em hospitais.

Fonte: R7
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MAIOR OPOSITOR DE PUTIN FOI CONDENADO POR VIOLAR O CONTROLE JUDICIAL

Justiça russa confirma condenação do opositor Alexei Navalny

Maior opositor de Putin, presidente da Rússia, foi condenado a dois anos e meio de prisão por violar o controle judicial

INTERNACIONAL

 Da EFE

O Tribunal de Moscou, na Rússia, rejeitou neste sábado a apelação da sentença que converteu em efetiva a pena suspensa de três anos e seis meses de prisão a que foi condenado, em 2014, o líder opositor Alexey Navalny, em julgamento qualificado como arbitrário pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos.A decisão de hoje, dessa forma, confirmou a sentença de 2 de fevereiro anunciada no tribunal distrital Babushkinski, além de garantir que os 45 dias de prisão já cumpridos por Navalny será descontado da pena.

“Rebaixaram em um mês e meio a pena, é algo”, disse Navalny, em declaração divulgada pelo site independente “Meduza”.

Ao todo, o líder opositor teria que passar dois anos, seis meses e duas semanas de prisão, já que, da pena, será descontada também, segundo sentença anterior, os dez meses em que esteve em prisão domiciliar, durante julgamento de 2014.

A defesa de Navalny, dessa forma, pode apresentar um recurso de cassação, embora seja extremamente pouco provável que a medida prospere.

“Habitualmente, concluo com as palavras ‘A Rússia será livre’, mas não é suficiente. A Rússia, não só será livre, mas também será feliz. A Rússia será feliz”, disse o opositor, na manifestação final antes da decisão sobre o recurso.

Navalny teria que comparecer ainda hoje ao mesmo tribunal de Moscou, em um segundo julgamento, na qualidade de acusado de difamar um veterano da Segunda Guerra Mundial, em que pode ser condenado a pagar uma multa de até 1 milhão de rublos (R$ 72,8 mil).

Fonte: R7
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CRISE POLÍTICA NO HAITI VEM GANHANDO NOVOS CONTORNOS APÓS O PRESIDENTE SE RECUSAR A DEIXAR O PODER

Haiti: entenda a crise política que o país está enfrentando

Presidente Moïse alega que seu mandato vai até 2022, enquanto Judiciário e Legislativo afirmam que acaba neste ano

INTERNACIONAL

João Melo, Do R7*

Protestos no país tiveram início no dia 7 de fevereiro

REUTERS/JEANTY JUNIOR
O Haiti vive uma crise política que vem ganhando novos contornos nas últimas semanas, quando o presidente Jovenel Moïse se recusou a deixar o poder no dia 7 de fevereiro.

Moïse alega que o seu mandato deve terminar somente em fevereiro de 2022, afirmando que o primeiro ano, dos cinco que devem ser cumpridos, teve o cargo ocupado por um presidente interino. Ele usa como base o artigo 134-1 da Constituição haitiana, que afirma que o tempo de mandato deve ser contado a partir do momento que o político assume o cargo, que no seu caso foi em 2017.

Contudo, a sociedade civil e a oposição política afirmam que durante o mandato do presidente interino, em 2016, os cinco anos de Moïse no poder já estavam sendo contabilizados. Pois, de acordo com a emenda constitucional 134-2, de 2011, o mandato de um presidente começa a valer após anunciado o resultado das eleições, o que aconteceu em 2016.

De acordo com Fernando Romero Wimer, professor do curso de Relações Internacionais e Integração da UNILA (Universidade Federrelacionado a uma situação atual, à continuidade, ou não, de Moïse no poder. E o outro se relaciona a uma situação conjuntural, que tem a ver com acusações de golpes e fraude eleitoral das eleições realizadas no final de 2016”, afirma Fernando Romero.

Manifestações e prisões

No dia 6 de fevereiro, o Conselho Superior do Poder Judiciário do Haiti confirmou que o mandato de Moïse deveria acabar no dia 7 de fevereiro deste ano, afirmando que a soberania da lei deve ser aplicada a todos os atores políticos, inclusive ao presidente.

No dia seguinte, manifestações lideradas pela população, igrejas locais e organizações de direitos humanos tomaram conta das ruas do país pedindo a renúncia de Moïse. Isso gerou uma onda de violência e de repressão aos manifestantes liderada por militares que apoiam o atual presidente.Leia mais: Idosa de 90 anos caminha 10 km na neve para receber vacina nos EUA

No mesmo dia, o presidente alegou que sofreu uma tentativa de golpe de Estado e também de assassinato, e prendeu cerca de 20 pessoas sob a acusação de complô. Entre os presos estava o juiz Yvickel Dabrésil, que faz parte da Suprema Corte do Haiti, e está entre os representantes do poder Judiciário que poderia assumir como presidente provisório caso Moïse deixe a presidência.

Yvickel foi liberado no dia 11 de fevereiro após muita pressão da sociedade civil e da comunidade de juízes do Haiti. Porém, ele foi aposentado pelo presidente da República, mesmo sem ter concluído seu mandato de 10 anos na Suprema Corte.

No último domingo (14), novos protestos foram realizados em Porto Príncipe, capital do país, e novamente os manifestantes e jornalistas presentes para cobrir as passeatas foram reprimidos pelas forças armadas comandadas por Moïse.

“Há uma forte ameaça à liberdade de expressão e ao direito à informação no país”, afirma Handerson Joseph, professor de antropologia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Segundo Joseph, haitiano naturalizado brasileiro, as mobilizações populares no país caribenho vêm acontecendo há algum tempo.

“Em 2019, ocorreram manifestações de grupos políticos, sociais e religiosos haitianos. Eles lutaram contra diversos fatores: corrupção, inflação de aproximadamente 20%, aumento desenfreado do preço da gasolina e dos alimentos, desvalorização da moeda haitiana (gourdes) em relação ao dólar americano e desvalorização do salário mínimo”, destaca Joseph.

O professor de Relações Internacionais da UNILA entende que a crise no Haiti vai além dos impasses políticos. “Economicamente, o país é o mais pobre da América Latina com queda do PIB de quase 4% em 2020. Socialmente, 14% da população economicamente ativa está desempregada e a insuficiência alimentar pune quase um terço dos 11 milhões de habitantes”, afirma.

Diante destes problemas e incertezas relacionadas à continuidade do poder, Moïse governa através de decretos desde janeiro de 2020, uma vez que o parlamento foi dissolvido por ele com o intuito de que não fossem realizadas eleições em outubro do ano passado.

O presidente também está engajado em fazer uma reforma constitucional no país. Ele marcou um referendo para o dia 25 de abril para realizar alterações na Carta Magna haitiana, com o objetivo de legalizar a reeleição presidencial e convocar eleições para setembro deste ano.

Interferência Internacional

Em comunicado divulgado no dia 9 de fevereiro, a OEA (Organização dos Estados Americanos), declarou apoio à continuidade de Moïse no poder até fevereiro do ano que vem.

“A Secretaria-Geral da OEA renova seu apoio ao processo eleitoral como a única opção consistente com a Carta Democrática para substituir o atual Presidente constitucional em 7 de fevereiro de 2022”, afirmou a entidade.

Durante entrevista coletiva realizada em 5 de fevereiro, o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA,  Ned Price, também apoiou ao atual presidente haitiano. “De acordo com a posição da OEA sobre a necessidade de prosseguir com a transferência democrática do poder executivo, um novo presidente eleito deve suceder ao Moïse quando seu mandato terminar em 7 de fevereiro de 2022”.

Joseph, entretanto, questiona a interferência de órgãos internacionais na política do Haiti. De acordo com o antropólogo, a opinião da população haitiana perde cada vez mais força por conta da influência de autoridades estrangeiras no país.

Fonte: R7
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PRESIDENTE DA ARGENTINA PEDIU A DEMISSÃO DO MINISTRO DA SAÚDE EM MEIO A POLÊMICA SOBRE AUTORIZAÇÃO DE VACINA EM JORNALISTA

Presidente da Argentina pede saída do ministro da Saúde

Jornalista teria recebido autorização do titular da pasta para ser vacinado sem respeitar o protocolo seguido pela população

INTERNACIONAL

Da EFE

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, pediu nesta sexta-feira (19) a demissão do ministro da Saúde, Ginés González García, em meio à polêmica desencadeada por um jornalista próximo ao partido governista, que revelou ter sido vacinado contra a covid-19 depois de ter pedido ao titular da pasta, sem respeitar o protocolo seguido para a população em geral.Segundo fontes oficiais consultadas pela Agência Efe, o presidente deu a indicação ao chefe de gabinete, Santiago Cafiero, para pedir a saída do ministro, que por enquanto não falou publicamente sobre o assunto.

“Telefonei para meu velho amigo Gines González García, que conheço desde muito antes dele ser ministro, e ele me disse que eu tinha que ir ao Hospital Posadas. Quando eu estava para ir, recebi uma mensagem de seu secretário, que me disse que uma equipe de vacinadores do Posadas estava vindo para o Ministério, e para ir ao Ministério para me dar a vacina”, declarou o jornalista Horacio Verbitsky, de 79 anos, à estação de rádio “El Destape”.

Nas últimas horas, vários meios de comunicação locais divulgaram que outros rostos próximos ao governo teriam acesso à vacina de forma preferencial, mas nenhum deles confirmou a informação.

As declarações de Verbitsky, feitas esta manhã, vieram apenas um dia depois que a província de Buenos Aires, onde está localizado o referido hospital, foi a primeira a implantar a operação de vacinação contra o coronavírus para os maiores de 70 anos. A campanha começou após mais de um mês e meio em que apenas os funcionários da área da saúde foram imunizados em todo o país.

Em sua juventude, o jornalista foi militante na guerrilha Montoneros (esquerda peronista), tem uma longa carreira na mídia e atualmente é presidente do Centro de Estudos Jurídicos e Sociais. Ele admitiu hoje que há alguns meses disse que “preferia esperar um pouco” antes de ser vacinado, e ver “que efeitos colaterais poderia haver”.

“Eu não tinha pressa de me vacinar. Bem, ontem eu recebi a vacina. Decidi me vacinar”, afirmou ele, para revelar que pediu a González García, chefe da Saúde desde a chegada de Fernández ao poder, em dezembro de 2019, e que já havia ocupado o cargo durante o governo de Néstor Kirchner.

Até agora, a Argentina – que tem cerca de 45 milhões de habitantes, dos quais cerca de 7,2 milhões têm mais de 60 anos – recebeu 1,22 milhão de doses da vacina russa Sputnik V, longe dos 5 milhões inicialmente previstos para janeiro e dos 14,7 milhões assinados para fevereiro.

Também nesta semana, 580 mil doses do imunizante desenvolvido pelo Instituto Serum, na Índia, chegaram ao país vizinho, graças à transferência de tecnologia da AstraZeneca e da Universidade de Oxford.

Enquanto em outras cidades da província de Buenos Aires já começou a campanha em idosos, que devem se inscrever previamente em um site para ter acesso à vacinação, a capital, governada pela oposição ao governo nacional, por enquanto só abriu o registro online para aqueles com mais de 80 anos.

Fonte: R7
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O PRESIDENTE DOS EUA JOE BIDEN PLANEJA CORTES DRÁSTICOS NAS EMISSÕES DE GASES DO EFEITO ESTUFA

EUA voltam oficialmente ao Acordo de Paris sobre o clima

Desde que quase 200 países assinaram o pacto de 2015 para evitar a mudança climática catastrófica, os EUA foram o único a sair

INTERNACIONAL

 por Reuters

Biden planeja cortes drásticos nas emissões de gases do efeito estufa

GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Os Estados Unidos se reintegraram oficialmente ao Acordo de Paris sobre o clima nesta sexta-feira (19), revigorando a luta global contra a mudança climática enquanto o governo do presidente norte-americano, Joe Biden, planeja cortes drásticos nas emissões de gases do efeito estufa para as próximas três décadas.

Cientistas e diplomatas estrangeiros saudaram a volta dos EUA ao tratado, que se tornou oficial 30 dias depois de seu presidente, Joe Biden, ordenar a medida em seu primeiro dia no cargo.

Desde que quase 200 países assinaram o pacto de 2015 para evitar a mudança climática catastrófica, os EUA foram o único a sair. O ex-presidente Donald Trump adotou a ação, alegando que uma ação climática seria cara demais.

O enviado dos EUA para o clima, John Kerry, participará de eventos virtuais nesta sexta-feira para assinalar a volta dos EUA, aparecendo com os embaixadores do Reino Unido e da Itália, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e o enviado de ambição climática da ONU, Michael Bloomberg.

Biden prometeu traçar uma rota para zerar as emissões norte-americanas até 2050. Cientistas disseram que esta meta está alinhada ao que é necessário, mas também enfatizaram que as emissões mundiais precisam cair pela metade até 2030 para se evitar os impactos mais devastadores do aquecimento global.

Kerry e a conselheiro climática doméstica de Biden, Gina McCarthy, estão elaborando novos regulamentos e incentivos com o objetivo de acelerar a produção de energia limpa e a transição dos combustíveis fósseis.

Estas medidas formarão a espinha dorsal da próxima meta de redução de emissões de Washington, ou Contribuição Determinada Nacionalmente, anunciada antes de uma cúpula climática global de líderes que Biden presidirá em 22 de abril. A próxima conferência climática da ONU acontece em Glasgow em novembro.

Biden também já assinou mais de uma dúzia de decretos relacionados à mudança climática e mobilizou todas as agências federais para que ajudem a moldar a reação do governo.

Apesar do entusiasmo com a volta dos EUA às negociações mundiais, negociadores climáticos dizem que o caminho à frente não será fácil. As metas climáticas de Biden enfrentam desafios políticos nos EUA, a oposição de empresas de combustíveis fósseis e alguma preocupação de líderes estrangeiros com o vaivém norte-americano nas diretrizes para o clima.

Fonte: R7

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TOMOU POSSE O NOVO PREMIÊ ITALIANO, QUE TERÁ MUITOS DEFIOS PELA FRENTE

Com muitos desafios, novo governo toma posse na Itália

Liderado pelo novo primeiro-ministro Mario Draghi, novo gabinete terá de combater a pandemia e a recessão econômica

INTERNACIONAL

 Da EFE

Novo premiê italiano Mario Draghi tomou posse do cargo nesta 5ª

ROBERO MONALDO / POOL VIA EFE – EPA – 18.2.2021

O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, tomou posse nesta quinta-feira (18), após ter sido aprovado na Câmara dos Deputados, e a partir de amanhã se concentrará na gestão da pandemia do coronavírus e projetará reformas para impulsionar o fraco crescimento do país.

Draghi teve 535 votos a favor, menos que os 556 recebidos por Mario Monti em 2011, enquanto 56 votaram contra, quase todos eles do Irmãos de Itália. Houve cinco abstenções.

A posse era dada como certa, já que o governo tem o apoio quase unânime do Parlamento, com exceção do Irmãos de Itália, de extrema direita. Ao mesmo tempo, havia uma expectativa especial em torno dos deputados do Movimento 5 Estrelas, partido do qual 15 senadores votaram contra Draghi ontem, o que pode levar à expulsão de todos eles da legenda.

Mais uma vez, não houve unanimidade na formação, já que 12 deputados disseram “não” ao novo governo e 12 se abstiveram. Como isso, é possível que eles também sejam expulsos.

O governo do ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE) já havia obtido nesta quarta-feira a confiança do Senado. Amanhã, Draghi já terá o seu primeiro grande compromisso, a reunião virtual dos líderes do G7, atualmente sob a presidência do Reino Unido.

Luta contra a corrupção

Draghi já havia proferido um amplo discurso nesta quarta no Senado, em que defendeu o europeísmo e as reformas, e nesta quinta-feira limitou-se a responder aos questionamentos propostos durante debate parlamentar.

O ex-governador do Banco da Itália apontou a corrupção como um flagelo que castiga a economia e prometeu que combatê-la será uma de suas missões.

“Um país capaz de atrair investidores, incluindo os internacionais, deve se defender contra a corrupção. Eles representam um perigo de interferência criminosa, também da máfia, e um fator de desestímulo no tecido econômico devido aos efeitos depressivos sobre a competitividade e a livre concorrência”, destacou.

Ele se mostrou a favor de apoiar as pequenas e médias empresas em seu processo de recuperação após a crise provocada coronavírus e destacou que será essencial favorecer a “internacionalização” dessas companhias para fortalecer sua competitividade no mercado global.

Além disso, o premiê declarou que a salvaguarda da marca italiana também será fundamental, além de fornecer escudos para as PMEs contra a concorrência desleal.

Reforma do Judiciário

Draghi escolheu a primeira mulher a servir como presidente do Tribunal Constitucional italiano em dezembro de 2019, Marta Cartabia, como ministra da Justiça, e sua principal tarefa será impulsionar uma reforma que acelere os tempos dos processos judiciais, para alinhá-los aos de outros países da União Europeia.

“Ações inovadoras terão que ser tomadas para melhorar a eficiência da justiça civil e penal, como um serviço público fundamental que respeita todas as garantias e princípios constitucionais que exigem, ao mesmo tempo, um julgamento justo e um processo de duração razoável, em linha com outros países europeus”, declarou a ministra.

O governo de Draghi também trabalhará em uma reforma da Administração Pública, para aumentar a transparência e simplificação.

Draghi enfrentará a crise

O vice-presidente e chefe de Comércio da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, participou por videoconferência de uma reunião no Parlamento italiano sobre comércio internacional e salientou que Draghi ajudará a Itália a se recuperar da crise econômica decorrente da pandemia e a implementar as reformas e investimentos necessários.

Ele também disse estar “absolutamente convencido de que o novo governo terá sucesso brilhantemente na execução das medidas e passos necessários” para elaborar o plano de reforma e os objetivos com os quais a Itália pode receber, “o mais rápido possível”, os 209 bilhões de euros do Fundo de Recuperação da UE.

O líder do Forza Italia, Silvio Berlusconi, comentou em um evento que Draghi tem uma boa equipe de ministros e esperava aprovar em pouco tempo as medidas que o país precisa, já que tem o apoio de quase todo o Parlamento.

Quem não o apoia são os Irmãos de Itália. A líder da legenda, Giorgia Meloni, afirmou que a formação fará o que tem que fazer para defender o futuro da Itália, em um jogo de palavras com o famoso “O que for preciso” com o qual Draghi salvou o euro em 2012.

“Faremos o que tivermos que fazer. Vocês não terão nosso voto de confiança, mas terão nosso apoio para qualquer decisão que acharmos correta, porque somos, antes de tudo, patriotas”, avisou.

Fonte: R7
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A CHINA QUER EVITAR SER CULPADA COMO O LUGAR ONDE COMEÇOU A PANDEMIA

China escondeu informações sobre início da pandemia, diz ONG

Diretor executivo da Human Rights Watch afirma que país não quer ser visto como local de origem da covid-19

INTERNACIONAL

Do R7

Human Rights Watch diz que China escondeu informações da missão da OMS em Wuhan

CNSPHOTO VIA REUTERS – 30.4.2020

A China escondeu informações sobre os primeiros casos de covid-19 há um ano, o que favoreceu os contágios, e voltou a ocultar dados na recente missão de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) a Wuhan, denunciou nesta quinta-feira (18) o diretor executivo da ONG Human Rights Watch (HRW), Kenneth Roth.

“A China, claramente, quer evitar ser culpada como o lugar onde começou a pandemia”, disse Roth, em entrevista coletiva organizada pela Associação de Correspondentes das Nações Unidas (Acanu).

O ativista norte-americano afirmou que o ocultamento durante a missão foi visto, por exemplo, quando Pequim “se recusou a compartilhar informação anônima sobre os primeiros casos”, levando em conta que apenas metade dos 174 identificados inicialmente tinham relação com o mercado Huanan, em Wuhan.

“Houve em Wuhan 92 pacientes internados com sintomas similares aos da covid-19 em outubro e novembro de 2019, mas a China só deu à OMS testes de anticorpos muito mais tarde, não exames ou análises de sangue, provas que teriam mostrado que o surto estava presente um ou dois meses antes da sua admissão”, argumentou.

Além disso, “Pequim continua a insistir na teoria maluca de que a covid-19 poderia ter tido origem no contato com alimentos congelados, apesar de não haver provas de que alguém em qualquer parte do mundo tenha sido infectado desta forma”, disse o chefe da HRW.

Roth criticou também a recente missão de especialistas da OMS e de outras organizações parceiras por “dar credibilidade a essa teoria dizendo que estão investigando, dando uma injecção de propaganda a Pequim em um momento em que deveríamos nos concentrar melhor no que eles estão escondendo”.

O ativista destacou que na missão “não havia nenhum membro de alto cargo da OMS” e denunciou uma “cumplicidade institucional” com a China por “se recusar a dizer algo crítico contra ela” e ajudar nas primeiras semanas do ano passado a rejeitar a possibilidade de transmissão do vírus de humano para humano.

“Em três semanas, em janeiro de 2020, o governo chinês suprimiu informações sobre a transmissão entre humanos, fingindo que todos os casos estavam relacionados com o mercado em Wuhan”, enquanto milhões de pessoas deixaram a cidade, milhares delas para o exterior, recordou Roth.

‘Supressão de informação é ruim’

“Tudo isto mostra que a supressão da informação é ruim para a saúde pública e para nos permitir saber o que aconteceu, algo que é fundamental para evitar uma próxima pandemia de covid-22 ou covid-23”, declarou.

O representante da HRW admitiu que não existem provas de que o vírus causador da covid-19 tenha nascido em laboratório, mas que a falta de transparência chinesa ajuda a alimentar tais suspeitas.

“Quanto mais a China esconde, mais credibilidade dá a estas teorias, pois as pessoas se perguntam o que é que está sendo escondido. Mas isso pode significar que eles apenas querem evitar ser apontados como o local físico onde outra doença infecciosa começou, como aconteceu há quase 20 anos com a Sars”, comentou o ativista americano.

Fonte: R7
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SECRETARIA PARA ASSUNTOS RELACIONADOS AO ESPAÇO SIDERAL É CRIADA NA NICARÁGUA

Nicarágua cria secretaria para assuntos relacionados ao espaço

País é o terceiro mais pobre da América e enfrenta uma grave crise sociopolítica e de direitos humanos desde abril de 2018

INTERNACIONAL

 Da EFE

Nicarágua cria secretária para "espaço sideral, Lua e outros corpos celestes"

A Assembleia Nacional da Nicarágua aprovou nesta quarta-feira (17) a criação de uma secretaria nacional para administrar assuntos relacionados ao espaço sideral, à Lua e a outros corpos celestes.

A criação desta entidade governamental foi proposta pelo presidente do país, Daniel Ortega, e aprovada com 76 votos a favor de um total de 92 deputados.

Ortega solicitou a criação da “Secretaria Nacional para Assuntos do Espaço Sideral, da Lua e de outros Corpos Celestes” com o objetivo de defender “os interesses nacionais supremos e a busca por oportunidades” às quais o país deve aspirar, segundo detalha o texto da proposta presidencial.

Com a nova secretaria, o presidente pretende também “promover o desenvolvimento efetivo de atividades para expandir as capacidades do país nos ramos educacional, industrial, científico e tecnológico”.

A documento também destaca a intenção de “desenvolver a capacidade científica e tecnológica da Nicarágua através da articulação dos setores envolvidos em todos os campos de atividade espacial” e de “promover a criação de sistemas espaciais, meios, tecnologia e infraestruturas necessários para a consolidação e obtenção de autonomia” do país nesta área.

A proposta de Ortega causou surpresa na Nicarágua, que enfrenta uma grave crise sociopolítica e de direitos humanos desde abril de 2018. O país é o terceiro mais pobre da América e sua economia é majoritariamente informal, o que se traduz na susência de seguridade social e em baixos salários.

No entanto, os parlamentares explicaram que a Nicarágua, como membro das Nações Unidas, tem compromissos internacionais relacionados ao espaço sideral, particularmente conforme regulamentado pelo Tratado de Princípios que regem as Atividades dos Estados na Exploração e Utilização do Espaço Sideral, da Lua e de Outros Corpos Celestes.

Em janeiro de 2020, 110 países já haviam ratificado este tratado, assinado em 27 de janeiro de 1967 nas cidades de Londres, Moscou e Washington, data em que a Nicarágua se somou à iniciativa.

Os deputados também argumentaram que a ONU, desde 1959, criou o Comitê das Nações Unidas para o Uso Pacífico do Espaço Sideral, que é composto por 61 Estados-membros e cuja competência é a cooperação internacional, divulgação de informação, incentivo a pesquisas, e a criação de programas de cooperação técnica, além do desenvolvimento do direito espacial internacional.

Segundo o governo da Nicarágua, a criação da nova secretaria nacional busca acompanhar o cumprimento do compromisso dos tratados, convenções, acordos e declarações nesta área.

Fonte: R7

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LEI QUE COMBATE O RADICALISMO ISLÂMICO É APROVADA NA FRANÇA

França aprova a lei para combater o radicalismo islâmico

Polêmica norma adotada na Assembleia Nacional reforça o controle das mesquitas e penaliza o ódio na internet

O primeiro-ministro francês, Jean Castex (no centro), durante a sessão da Assembleia Nacional, em Paris, nesta terça.primeiro-ministro francês, Jean Castex (no centro), durante a sessão da Assembleia Nacional, em Paris, O nesta terça.ANNE-CHRISTINE POUJOULAT / AFP

É a lei mais ambiciosa e polêmica da última etapa do mandato de Emmanuel Macron, um projeto para combater o que o presidente francês chama de “separatismo islâmico”. A Assembleia Nacional aprovou nesta terça-feira um projeto que busca atualizar o modelo laico, fiador da liberdade de culto, e ao mesmo tempo a neutralidade do Estado perante as religiões. A decapitação de um professor secundarista por um radical islâmico e as críticas internacionais a Macron por sua estratégia contra o jihadismo marcaram uma discussão que afeta o núcleo da identidade política da França: seu laicismo.

O “projeto de lei que reafirma os princípios republicanos” ―este é afinal o nome completo, sem mencionar o islamismo― altera algumas leis fundamentais da França moderna, como a de 1882 sobre a liberdade de ensino e a de 1905 sobre a separação entre igrejas e Estado.

A nova lei foi aprovada com 347 votos favoráveis, 151 contrários e 65 abstenções. Votaram a favor os deputados do partido A República em Marcha, de Macron, e de várias pequenas siglas que o apoiam. O principal partido de oposição, Os Republicanos (direita tradicional), votou contra, assim como o França Insubmissa, de esquerda populista. Abstiveram-se o Partido Socialista e os seis deputados da Reagrupação Nacional, um partido de extrema direita que não tem benefícios como bancada própria na Assembleia Nacional, mas que aspira a governar a França a partir das eleições presidenciais de 2022 e ocupa um lugar central em todas as discussões sobre identidade nacional e islamismo.

A votação concluiu 135 horas de discussão legislativa em que foram adotadas mais de 300 emendas. Os debates encenaram o choque entre as diferentes interpretações sobre o laicismo. De um lado, os que defendem uma aplicação rigorosa da lei de 1905 como um princípio válido para todos os franceses, independentemente da sua religião. Do outro, quem advoga uma aplicação mais atenta à diversidade da França real e às discriminações que possam afetar os seis milhões de muçulmanos deste país. Na esquerda, uma crítica é que se evitem medidas contra a discriminação social e a estigmatização, e alguns acusam o presidente de fazer o jogo da extrema direita, que votou a favor de artigos concretos da lei, apesar da abstenção na votação final. Na direita, há críticas ao suposto acanhamento de Macron e ao fato de a lei não especificar claramente que está dirigida contra o islamismo.

O texto agora segue para o Senado, controlado pela direita. Depois, os deputados da Assembleia Nacional terão a última palavra sobre qualquer emenda.

O rastro do professor Paty

A lei reforçará o controle de mesquitas e entidades islâmicas para assegurar-se de que respeitam os princípios republicanos. Também reprimirá a incitação ao ódio na internet, criando um delito específico, punido com três anos da prisão e 45.000 euros (291.520 reais) para quem “colocar em perigo a vida alheia pela difusão, com objetivo mal-intencionado, de informações relativas à vida”. Essa norma específica ficou conhecida como “artigo Samuel Paty”. É o nome do professor do ensino médio assassinado em 16 de outubro depois de sofrer uma campanha de perseguição nas redes sociais encabeçada pelo pai de uma aluna, descontente porque Paty mostrou uma caricatura de Maomé em uma aula sobre a liberdade de expressão.

Uma das propostas que mais discussões causaram na Assembleia Nacional foi sobre a proibição da escolarização doméstica a partir dos três anos, para evitar a doutrinação fora do sistema educativo. A proposta recebeu críticas de grupos cristãos. O texto final contempla uma série exceções, e a medida só será aplicada a partir de 2024. As propostas para vetar o véu nas universidades ou proibir seu uso por menores de idade não prosperaram.

A lei responde a um contexto de quase uma década de atentados jihadistas que deixaram quase 300 mortos. Muitos deles foram cometidos por muçulmanos franceses. Desde 2014, 1.500 franceses aderiram ao Estado Islâmico na Síria e Iraque. As autoridades consideram que existe um caldo de cultivo desta radicalização em bairros onde mesquitas e ONGs promovem, por meio da doutrinação ou do discurso do ódio, um projeto de secessão da França, por considerarem que as normas religiosas devem prevalecer sobre as leis republicanas.

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PRÍNCIPE ALEMÃO PEDE, ATRAVÉS DE PROCESSO, QUE FILHO DEVOLVA PROPRIEDADE DE VERÃO DA FAMÍLIA

Príncipe alemão processa o filho para recuperar um castelo

Ernesto Augusto de Hannover pede que filho devolva propriedade de verão da família e outras duas propriedades da monarquia

INTERNACIONAL

Da AFP

Príncipe Ernesto Augusto de Hannover processa filho por castelo na Alemanha

JULIAN STRATENSCHULTE / DPA / AFP

O príncipe Ernesto Augusto de Hannover processou o filho, com o qual luta há anos, para recuperar propriedades na Alemanha, disse um tribunal de Hannover nesta terça-feira (16).

“Desde o final de 2020, o príncipe Ernesto Augusto de Hannover pede ao seu filho, o príncipe herdeiro, que lhe devolva o castelo de Marienburgo e a propriedade familiar de Calenberg, assim como o palácio de Herrenhausen em Hannover”, explicou o comunicado do tribunal, que não forneceu nenhuma data sobre uma possível audiência ou decisão.

Ernesto Augusto de Hannover, de 66 anos, é o chefe de uma das dinastias aristocráticas mais diferentes da Europa.

O castelo de Marienburgo, residência de verão da casa aristocrática de Welf, foi dado em sucessão antecipada ao príncipe herdeiro, ao qual agora seu pai acusa de querer removê-lo de todos os bens da casa de Hannover.

Seu filho nega essas alegações e diz que são falsas, mas não quer comentar os detalhes da disputa em respeito à família e “também para proteger meu pai”, declarou à agência alemã de imprensa dpa.

Fonte: R7
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AIEA INFORMOU QUE IRÃ REDUZIRÁ SUA COOPERAÇÃO E LIMITARÁ O ACESSO DE INSPETORES INTERNACIONAIS

Irã limitará inspeções nucleares a partir da semana que vem, diz AIEA

Regime iraniano quer pressionar os EUA a voltar ao acordo nuclear e retirar sanções de comércio internacional

INTERNACIONAL

 Da EFE

Irã deve restringir inspeções da AIEA já na semana que vem, disse a agência

WANA (WEST ASIA NEWS AGENCY) VIA REUTERS

A Agência Internacional de Energia Atómica ou Atômica (AIEA) informou nesta terça-feira (16) que o Irã reduzirá sua cooperação e limitará o acesso dos inspetores internacionais a certas instalações a partir da próxima terça-feira (23).

De acordo com a agência da ONU, o Irã deixará de aplicar “medidas voluntárias de transparência” do acordo nuclear assinado em 2015. Além disso, o governo iraniano comunicou que deixará de aplicar o chamado Protocolo Adicional, que permite que os inspetores da AIEA visitem no curto prazo e sem aviso prévio qualquer instalação nuclear civil ou militar do país.

“O Irã informou em 15 de fevereiro que o país deixará de implementar, a partir de 23 de fevereiro, medidas voluntárias de transparência ao acordo, incluindo o Protocolo Adicional”, disse a agência em comunicado.

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, disse estar disposto a viajar para o Irã com o objetivo de “encontrar uma solução aceitável para que a agência continue o seu trabalho de verificação essencial”.

Pressão pelo acordo nuclear

O Ministério das Relações Exteriores do Irã ameaçou na segunda-feira dar este passo se não houver progressos na volta dos EUA ao acordo nuclear.

“Caso as outras partes não cumpram os seus compromissos, o governo iraniano será obrigado a suspender a implementação voluntária do Protocolo Adicional”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, e Saeed Khatibzadeh.

Fonte: R7

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ACUSADO DE TRÊS CRIMES O EX-PRESIDENTE DO PERU ALEGA QUE SERIA VOLUNTÁRIO EM TESTE CLÍNICO

Escândalo da vacina no Peru: Ex-presidente é acusado de 3 crimes

Martín Vizcarra pode responder por extorsão, crime contra administração pública e receber vantagem indevida

INTERNACIONAL

 Da EFE

Vizcarra alega que seria voluntário em teste clínico, mas universidade nega

ERNESTO ARIAS / EFE – ARQUIVO

O Ministério Público do Peru iniciou uma investigação preliminar contra o ex-presidente Martin Vizcarra sob a acusação de três crimes, depois de ter sido revelado que ele recebeu a vacina contra o novo coronavírus do laboratório chinês Sinopharm que foi submetida a ensaios clínicos no país.

O Ministério Público afirmou em comunicado que os procedimentos preliminares estão feitos porque o ex-chefe de governo é acusado de crime contra a administração pública, extorsão e negociação incompatível ou proveito do cargo que ocupava.

O Ministério Público acrescentou que interrogará o próprio político, a sua esposa, Maribel Díaz, e o chefe da equipe de investigação dos julgamentos Sinopharm no país, Germán Málaga. Também são alvos o ex-primeiro-ministro Walter Martos, a ex-ministra da Saúde Pilar Mazzetti e o ex-ministro das Relações Exteriores Mário López.

A Procuradoria também solicitou informações sobre o processo de testes da vacina à Universidade Peruana Cayetano Heredia (UPCH) e ao Instituto Nacional de Saúde (INS).

A defesa de Vizcarra

Vizcarra publicou um vídeo em suas redes sociais no qual se defendeu das acusações de ter recebido diretamente as doses do Sinopharm e reiterou sua versão de que era um dos voluntários nos ensaios clínicos no país, algo que a UPCH negou.

Apesar de ter pedido desculpas à população por não ter relatado sua participação nos testes, o ex-chefe de governo fez uma nova revelação, observando que ele não só participou com sua esposa, como já havia informado, mas também com seu irmão mais velho.

Contágios de covid-19 caíram pela metade em 5 semanas, diz OMS

O ex-presidente argumentou que foi uma decisão pessoal de assumir o risco sanitário envolvido na aplicação de uma vacina experimental e negou que tenha mentido.

“Assumo minha responsabilidade nesse sentido e, por respeito aos cidadãos de meu país, peço sinceramente desculpas aos peruanos por não ter relatado esse fato naquele momento”, declarou Vizcrra, que prometeu colaborar com as investigações. “Não cometi crime algum, e não houve aqui dano contra ninguém, muito menos contra o Estado”, finalizou.

Fonte: R7
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OS SEPARATISTAS CATALÃES REFORÇARAM SUA MAIORIA NO PARLAMENTO REGIONAL NESTE DOMINGO (14)

Separatistas ganham força após eleição regional na Catalunha

Partidos que defendem a autonomia da região em relação à Espanha ficam com a maioria no Parlamento local

INTERNACIONAL

Da AFP

A proteção contra a covid-19 foi a marca da eleição regional na Catalunha

LLUIS GENE / AFP – 14.2.2021

Os separatistas catalães reforçaram sua maioria no Parlamento regional neste domingo (14), após eleições marcadas pela pandemia, nas quais os socialistas do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez conseguiram uma vitória insuficiente para tomar o poder.

A política foi parcialmente a, que deixou marcada a imagem de funcionários destacados para as sessões de votação protegidos da cabeça aos pés para permitir a votação presencial para eleitores doentes com covid-19 ou em quarentena.

Apesar das divisões internas que surgiram após o fracasso da tentativa de secessão em outubro de 2017, os separatistas no poder expandiram sua maioria parlamentar e até superaram os 50% dos votos pela primeira vez nas eleições regionais.

Isso diluiu a vitória dos socialistas de Pedro Sánchez, que se uniu à popularidade de seu ex-ministro da Saúde e timoneiro na luta contra o vírus na Espanha, Salvador Illa, para conquistar essa rica região de 7,8 milhões de habitantes.

Com 97,5% dos votos apurados, Illa foi o candidato mais votado (23,4%), mas, com apenas 33 das 135 cadeiras no Parlamento regional, parece difícil que seu Partido dos Socialistas da Catalunha (PSC) possa presidir a região, já que os independentistas prometeram vetar sua formação de pactos de governo.

Logo atrás na votação aparecem os dois partidos do governo regional, Esquerda Republicana (ERC), com 33 assentos, e Juntos pela Catalunha (JxC), com 32.

Com os nove assentos da esquerda radical CUP, os independentistas aumentarão de 70 para 74 assentos e poderão formar um governo se conseguiram deixar para trás as discrepâncias de opinião que surgiram desde o fracasso de 2017.

Pela primeira vez, o ERC supera seus parceiros de coalizão JxC, colocando seu candidato Pere Aragonés, um separatista moderado, como o favorito para presidir a região.

As eleições trouxeram para Parlamento catalão à extrema direita do partido Vox pela primeira vez, que com um discurso inflamado contra o separatismo catalão emergiu como a quarta força com 11 assentos.

Votação na pandemia

A pandemia condicionou eleições que ocorreram entre uma forte implantação de medidas sanitárias (máscaras, distanciamento, álcool em gel, controles de capacidade …) e nas quais as pessoas infectadas com covid-19 ou em quarentena puderam votar presencialmente.

A última hora de votação foi reservada para os doentes em uma situação excepcional que obrigou os funcionários do centro de votação a se cobrirem totalmente com macacão branco, luvas e protetor facial.

“Estou aqui por obrigação. Se pudesse escolher, não teria vindo”, disse Marta Manzanero, comerciante de 46 anos, escondida por trás de todas essas proteções, esperando a chegada de eleitores doentes.

O medo da pandemia enfraqueceu o comparecimento da população, que não chegou a 55% dos 5,6 milhões de eleitores, 25 pontos percentuais abaixo do nível recorde registrado nas eleições anteriores de 2017.

“Eu duvidava até o último momento se iria votar ou não (…) Acho que essas eleições deveriam ter sido adiadas”, criticou Cristina Caballero, uma educadora infantil de 34 anos de Barcelona.

“Não é o melhor momento para fazer eleições (…), mas quando você vai trabalhar todos os dias no metrô, você também está se expondo”, argumentou Sergi López, 40.

O governo regional tentou adiar as eleições no final de maio devido à pandemia, mas a justiça impediu.

Temeu-se pelo próprio sistema eleitoral, já que mais de 40% das pessoas designadas por sorteio para trabalhar como ajudantes e mesários pediram para não comparecer, mas finalmente todos os centros de votação foram abertos.

Para minimizar o risco de contágio, as autoridades estabeleceram pontos de votação em espaços abertos, como nos arredores do estádio do Barcelona ou uma praça de touros na cidade de Tarragona.

As eleições, as quintas nesta região desde 2010, aconteceram mais de três anos após a realização de um referendo ilegal de autodeterminação, marcado pela violência policial e a uma tentativa frustrada de proclamação de uma república independente.

O então presidente regional, Carles Puigdemont, está exilado na Bélgica e outros novos líderes cumprem penas de 9 a 13 anos de prisão por sedição.

Desde então, o movimento independentista se dividiu entre a estratégia disruptiva de Puigdemont e a moderação do ERC, que se tornou até mesmo o pilar do governo minoritário de Sánchez no Congresso espanhol.

Fonte: R7
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AO RELEMBRAR MASSACRE DA PARKLAND, JOE BIDEN PEDIU NOVAS LEIS PARA RESTRINGIR O COMERCIO DE ARMAS NOS EUA

No 3º aniversário do massacre da Parkland, Biden pede menos armas

Ao relembrar tiroteio em escola da Flórida que terminou com 17 mortos, presidente dos EUA pediu reforma nas leis de posse

INTERNACIONAL 

Da EFE

Joe Biden pediu novas leis para restringir o comércio de armas nos EUA
KEVIN DIETSCH / POOL VIA EFE – EPA – 12.2.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu ao Congresso, neste domingo, para reformar as leis que regulamentam a posse de armas de fogo, uma solicitação altamente simbólica por ocasião do aniversário de três anos do tiroteio no colégio da cidade de Parkland, na Flórida, na qual morreram 17 pessoas.

Em uma declaração, Biden reconheceu o trabalho dos sobreviventes da tragédia, que travaram uma campanha para restringir a posse de armas e se tornaram um símbolo para uma geração de jovens americanos que não querem aceitar tiroteios em escolas como algo normal.

“Esta”, disse Biden, “é uma história escrita por jovens de todas as gerações que desafiaram o dogma dominante para exigir uma verdade simples: podemos fazer melhor. E faremos”.

Proposta ao Congresso

Biden prometeu que seu governo não vai esperar o próximo tiroteio para fazer uma proposta ao Congresso, o único com poder de reformar a legislação sobre armas e que não aprovou nenhuma lei significativa por mais de duas décadas, em parte devido à influência da poderosa Associação Nacional de Rifles (NRA, sigla em inglês).

“Hoje, peço ao Congresso que promulgue reformas na lei de armas de senso comum”, pediu Biden.

Especificamente, ele pediu ao Legislativo que aprovasse leis que exigissem a verificação dos antecedentes dos compradores de armas e proibir fuzis de assalto e pentes de alta capacidade, que permitem aos proprietários de armas matar um grande número de pessoas sem ter que parar para recarregar as balas.

Biden também pediu o fim da “imunidade” de que gozam os fabricantes de armas que vendem essas “armas de guerra” nas ruas dos Estados Unidos.

Antes de Biden, vários presidentes democratas tentaram restringir o direito de portar armas, protegido pela Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Na verdade, quando deixou o poder, o ex-presidente Barack Obama reconheceu que sua maior frustração na Casa Branca foi o fracasso de seus esforços para expandir o controle de armas no país.

Nos EUA, onde vivem 319 milhões de pessoas, as armas ultrapassam o número de habitantes. Especificamente, a proporção de armas por 100 pessoas sobe para 120, de acordo com “The Small Arms Survey”, um estudo elaborado pelo Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais da Universidade de Genebra (Suíça).

Fonte: R7
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PORTUGAL ANUNCIOU PRORROGAÇÃO DE SUSPENSÃO DE VOOS DE E PARA O BRASIL E REINO UNIDO

Portugal amplia suspensão de voos de e para o Brasil até 1º de março

Decisão coincide com data em que a nova prorrogação do estado de emergência ficará em vigor, de 15 de fevereiro a 1º de março

TERNACIONAL

 Da EFE

ALIZADO EM 13/02/2021 – 12H03

As ruas de Lisboa devem ficar ainda mais vazias a partir de segunda-feira (15)

RAFAEL MARCHANTE / REUTERS – ARQUIVO

Portugal anunciou neste sábado (13) a prorrogação, até o dia 1º de março, da suspensão de todos os voos comerciais e privados de ou para Brasil e Reino Unido.

A medida foi tomada inicialmente em janeiro devido à situação da pandemia do novo coronavírus e às novas variantes detectadas nos dois países.

A decisão coincide com as datas em que a nova prorrogação do estado de emergência em Portugal ficará em vigor, de 15 de fevereiro a 1º de março.

Durante este período, somente voos de caráter humanitário serão permitidos para repatriar cidadãos portugueses e suas famílias, assim como outras pessoas residentes em Portugal.

Quem cumprir esses requisitos terá ainda que apresentar um teste PCR com resultado negativo para covid-19 e realizado até 72 horas antes do embarque. Além disso, precisará cumprir uma quarentena de 14 dias após desembarcar em Portugal.

Nos voos humanitários, cidadãos de países da União Europeia ou de estados associados ao espaço Schengen, assim como residentes e familiares, também estão autorizados a embarcar, exclusivamente para fins de repatriação.

Eles também deverão apresentar um PCR negativo para covid-19 antes do embarque e, ao chegarem em Portugal, terão que fazer uma escala obrigatória no local do aeroporto determinado para este fim.

As restrições de voos decretadas há duas semanas para os países da União Europeia ou associados ao espaço Schengen permanecerão em vigor em Portugal também até 1º de março. Entre elas estão a exigência, além de um PCR negativo, de uma quarentena de 14 dias para aqueles que chegam de países onde a incidência de coronavírus é superior a 500 casos por 100 mil habitantes.

Fonte: R7

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O EX-PRESIDENTE DOS EUA, DONALD TRUMP, É ABSOLVIDO EM IMPEACHMENT E COMEMORA

Trump comemora sua segunda absolvição em impeachment

Com 43 votos a seu favor e 57 contra, o ex-presidente não foi condenado e agora diz que seu movimento ‘apenas começou’

INTERNACIONAL

Do R7

Donald Trump emitiu comunicado após ser absolvido no Senado

MICHAEL REYNOLDS/EFE/EPA

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump comemorou neste sábado (13) sua absolvição no julgamento político do qual era alvo no Senado e ressaltou que seu movimento político (“Make America Great Again” ou “Tornar os EUA Grandes de Novo” em tradução livre) apenas “acabou de começar”.

“Nosso movimento histórico, patriótico e belo para ‘Tornar os EUA Grandes de Novo’ acabou de começar. Nos próximos meses, terei muito a compartilhar com vocês e espero continuar nossa incrível jornada juntos para alcançar a grandeza americana para todo o nosso povo. Nunca houve nada parecido”, disse Trump em comunicado.

Com essas palavras, o ex-presidente deixou no ar mais uma vez a possibilidade de voltar à política, mas sem dar detalhes concretos, como se pretende concorrer à presidência nas eleições de 2024.

Postura desafiadora

Trump, que governou por um mandato, entre janeiro de 2017 e janeiro deste ano, considerou o julgamento político parte da “maior caça às bruxas” da história dos EUA.

Ele agradeceu a seus advogados e aos senadores republicanos que votaram para absolvê-lo e criticou os políticos democratas que fizeram campanha por sua condenação.

O comunicado não incluiu nenhuma crítica à invasão, por parte de centenas de seus apoiadores, ao Capitólio — sede do Congresso americano — em 6 de janeiro, um dos dias mais convulsivos da história dos EUA. Naquela ação, cinco pessoas morreram, incluindo um policial Durante toda a semana que durou o julgamento, o ex-mandatário permaneceu em silêncio público. No entanto, através de assessores, ele vinha dando informações à imprensa sobre como estava se sentindo durante todo o processo.

Por exemplo, hoje uma fonte ligada a Trump disse à rede de televisão “ABC” que o ex-presidente havia ficado “petrificado”, “estupefato” e em estado de “pânico total” quando o Senado aprovou de surpresa uma proposta democrata de intimação de testemunhas, algo que anteriormente havia sido descartado.

No final, porém, o Senado decidiu por voltar atrás, algo que poderia ter prolongado o julgamento.

Este processo ficará na história de duas maneiras: porque fez de Trump o primeiro presidente americano a encarar e ser absolvido em dois julgamentos políticos – depois daquele realizado há um ano por sua pressão sobre a Ucrânia para investigar negócios no país envolvendo seu então concorrente nas eleições Joe Biden e seu filho Hunter Biden – e porque nunca havia sido julgado politicamente um presidente que já não estava mais no poder.

Trump mora atualmente em seu clube particular Mar-a-Lago, em Palm Beach, no estado da Flórida. Ele chegou ao local em 20 de janeiro, poucas horas antes da posse de Joe Biden como novo presidente dos EUA, uma cerimônia da qual ele se recusou a participar, já que reitera, sem mostrar provas, de que foi vítima de uma fraude nas eleições presidenciais de novembro do ano passado.

Fonte: R7
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RELATORA DA ONU DIZ QUE SANÇÕES DOS EUA EXACERBARAM PROBLEMAS DA VENEZUELA

Sanções dos EUA agravaram calamidades na Venezuela, diz ONU

Relatora afirma que punições unilaterais por parte dos EUA pioraram problemas e crises que já existiam no país antes

Relatora diz que sanções exacerbaram problemas da Venezuela

MIGUEL GUTIERREZ / EFE – 12.2.2021

A relatora especial da ONU sobre o impacto negativo das medidas coercitivas unilaterais nos direitos humanos, Alena Douhan, afirmou nesta sexta-feira que as sanções aplicadas pelos Estados Unidos à Venezuela exacerbaram as calamidades no país sul-americano.

“As sanções impostas, cada vez mais, pelos EUA exacerbaram as calamidades anteriormente relatadas”, disse a relatora na primeira e única declaração pública, após uma visita de 12 dias à Venezuela.

Diante de dezenas de jornalistas em Caracas, Douhan analisou o registro das reuniões que realizou durante a estadia no país, que incluiu reuniões com o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e cerca de 50 outras pessoas.

“Reconheço o efeito devastador das sanções sobre os direitos humanos, como a alimentação, a vida, a educação”, continuou a relatora, insistindo que as restrições dos últimos anos agravaram a crise na Venezuela, embora não tenha dito que elas causaram esta situação, como argumenta o governo de Nicolás Maduro.

Efeitos da crise

Entre esses efeitos devastadores relatados está o fato de o salário mínimo recebido pela maioria da população ser inferior a US$ 10 (cerca de R$ 53), o que fez com que entre 1 milhão e 5 milhões de venezuelanos deixassem o país desde 2015.

As sanções também apertaram o cerco financeiro, uma vez que vários representantes do governo têm restrições para representar os interesses da Venezuela no exterior, enquanto a principal indústria do país, a petroleira PDVSA, tem tido problemas para fazer negócios desde 2017.

Por esta razão, a relatora instou os países a suspenderem as sanções aplicadas à Venezuela, especialmente Estados Unidos, Portugal e Reino Unido, países que congelaram US$ 6 bilhões (cerca de R$ 32 bilhões) que, de acordo com o estudo, o país necessita para ter acesso a alimentos e medicamentos.

Fonte: R7
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O SENADO DOS EUA DEVE VOTAR NESTE SÁBADO O FUTURO POLÍTICO DE DONALD TRUMP

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IMIGRANTES VENEZUELANOS E COLOMBIANOS SÃO DEPORTADOS, COM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO CONTRA COVID-19, NO AEROPORTO DE IQUIQUE NO CHILE

Chile expulsa 138 imigrantes detidos na fronteira com a Bolívia

Governo de Sebastián Piñera busca enviar sinal de tolerância zero às entradas irregulares, em medida que contrasta com a da Colômbia, que anunciou garantia a venezuelano

PABLO CÁDIZ

Santiago – 11 FEV 2021 – 17:15

Imigrantes venezuelanos e colombianos são deportados com equipamentos de proteção contra a covid-19, no aeroporto de Iquique, Chile, nesta quarta-feira.Imigrantes venezuelanos e colombianos são deportados com equipamentos de proteção contra a covid-19, no aeroporto de Iquique, Chile, nesta quarta-feira.ALEX DIAZ / AP

Chile expulsou um total de 138 migrantes nesta quarta-feira em meio à tensão imigratória que se registra no norte do país. Vestidos com equipamentos de proteção contra a covid-19, 86 cidadãos venezuelanos e colombianos foram escoltados até o avião por policiais, enquanto outras 52 pessoas eram deportadas em ônibus para o Peru e a Bolívia no âmbito do chamado Plano Colchane, anunciado na terça-feira e com o qual o Governo de centro-direita de Sebastián Piñera procura enviar um sinal de tolerância zero para a imigração irregular.

Embora venha de longe, a crise se intensificou no dia 1º de fevereiro, após a entrada irregular de milhares de imigrantes na comuna de Colchane, pequena cidade na fronteira com a Bolívia, com apenas 1.700 habitantes, em sua maioria descendentes de aimarás, localizada a quase 2.000 quilômetros de Santiago, e cujo acesso a serviços básicos como eletricidade, água potável e saneamento é inexistente ou disponível por poucas horas. Além disso, a crise se agravou com a morte de duas pessoas —de origem venezuelana e colombiana—, provavelmente causada pelas baixas temperaturas nesta área, situada a 3.600 metros acima do nível do mar e que nesta época do ano registra altas tempeaturas durante o dia e termômetros abaixo de zero à noite.

Em declarações ao EL PAÍS, o prefeito local, Javier García Choque, indicou que a cidade vive “um momento de colapso, com 1.800 imigrantes”, o que ultrapassa a população total da região e causou a saturação dos serviços básicos de um município que já carece de infraestrutura (além de água e luz, farmácias e supermercados) para “poder responder às necessidades das pessoas, que têm tido seus direitos humanos violados”, acrescentou.

“Este é um marco, porque é a primeira vez que uma expulsão administrativa em massa é realizada em um único dia. São pessoas que não cometeram crimes graves, que não têm família no Chile, que não são pais nem têm filhos aqui, e o que deve ser feito, como diz a lei, é que sejam expulsos. O que queremos com isto é enviar um sinal bem poderoso de que temos que ordenar o fluxo migratório por nossas fronteiras”, declarou o ministro do Interior, Rodrigo Delgado, que explicou que do total de expulsos apenas 11 tinham processos judiciais pendentes.

Delgado chegou ao local acompanhado do ministro da Defesa, Baldo Prokurica, e do chanceler Andrés Allamand, que anunciou que “será realizada uma campanha muito intensa de divulgação ao exterior” para informar sobre as medidas que o Governo chileno está adotando. “Em particular, para quem entrar de forma irregular, será a expulsão”, frisou.

Em paralelo, centenas de imigrantes ainda estão estancados em Colchane sem alternativas. É o caso de Jesús Eduardo García, que, segundo fontes municipais, iniciou sua jornada migratória há três anos e meio em Mérida, no noroeste da Venezuela, para se reunir com parentes que residem no Chile. “Como estrangeiros vemos que o Chile é um país de primeiro mundo, desenvolvido, que oferece mais oportunidades quando você consegue se legalizar”, disse à assessoria de imprensa da prefeitura.

Sua jornada, diz ele, foi complexa. Chegou primeiro ao Peru, onde passou quase três anos, e em meio à falta de oportunidades em razão da pandemia do coronavírus, cruzou para a Bolívia, onde contratou um tronquero, como são chamados os caminhões que entram no Chile com imigrantes por meio de passagens não oficiais. Mas quando chegamos a Colchane tudo piorou: “Tem sido um pouco difícil, a comida, o clima, a hospedagem, porque não tínhamos nenhuma proteção.”

Em meio à chegada maciça de imigrantes, o prefeito García Choque pediu ao Governo que recorresse à diplomacia para encontrar uma solução para o problema. Choque qualificou o plano de La Moneda como “uma pirotecnia de comunicação que visa apenas proporcionar uma aparente tranquilidade à população chilena” perante uma crise “cada vez mais descontrolada”.

Enquanto isso, a presidente da Associação dos Venezuelanos no Chile, Patricia Rojas, afirmou que as autoridades não informaram os imigrantes expulsos sobre seus direitos. “Não lhes disseram que poderiam apelar aos tribunais do país para pedir um recurso de proteção ou de amparo. Estamos muito impressionados com a rapidez com que esses atos administrativos foram realizados”, disse ela em entrevista à TVN.

O Governo Piñera se situa no lado oposto da política adotada pela Colômbia, que busca regularizar quase um milhão de imigrantes venezuelanos ilegais que já estão em seu território por meio de um estatuto de proteção temporária válido por 10 anos.

Macarena Rodríguez, presidente do conselho do Serviço Jesuíta para imigrantes, entidade que apoia e assessora as pessoas que chegam ao Chile em busca de melhores oportunidades, disse à Rádio Concierto que “é muito impressionante que esta seja a resposta estatal do Chile, enquanto outros países, como a Colômbia —que recebeu uma quantidade ainda maior de pessoas e que tem problemas internos muito importantes—, foram capazes de olhar para isto com uma lógica de proteção”.

Rodríguez destacou que são pessoas que “não saem de seu país por vontade própria, mas porque as condições são muito duras, complexas, e que até tomam decisões como atravessar o altiplano, o deserto, cruzar todo o continente a pé, arriscando a vida, porque para elas a possibilidade de sobrevivência é maior do que no seu país de origem”.

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CERCO É APERTADO CONTRA OS HISTORIADORES DO HOLOCAUSTO PELO GOVERNO DA POLÔNIA

Governo ultranacionalista da Polônia aperta o cerco contra os historiadores do Holocausto

Condenação de dois pesquisadores e o interrogatório de uma jornalista geram protestos de organizações internacionais que estudam a II Guerra Mundial

GUILLERMO ALTARES

Madri – 11 FEV 2021 – 09:46

Um grupo de crianças atrás da cerca do campo nazista de Auschwitz.Um grupo de crianças atrás da cerca do campo nazista de Auschwitz.REUTERS

história da II Guerra Mundial na Polônia, sobretudo a da perseguição dos judeus por seus vizinhos católicos, mantém numerosos espaços de sombra, porque se trata de um campo de pesquisa recente, no qual só foi possível avançar quando houve amplo acesso a testemunhas e a documentos após a queda do regime comunista, em 1989. Entretanto, o Governo ultranacionalista polonês do partido Lei e Justiça (PiS), no poder desde 2015, lançou uma ofensiva legislativa contra a pesquisa independente, que se traduziu numa primeira condenação contra dois historiadores, anunciada nesta terça-feira, e no interrogatório de uma jornalista por policiais.

Dois pesquisadores respeitados internacionalmente, Jan Grabowski, professor da Universidade de Ottawa e ganhador do prêmio Yad Vashem por seus trabalhos sobre o Holocausto, e Barbara Engelking, diretora do Centro Polonês de Pesquisa do Holocausto, foram condenados nesta terça-feira a retificar um parágrafo de um ensaio de 1.600 páginas intitulado Noite Sem Fim: o Destino dos Judeus na Polônia Ocupada. Deverão retificar e pedir desculpas, mas sem pagar a multa equivalente a 143.700 reais solicitada pela autora da ação. Entretanto, Grabowski considera que a sentença ausa um dano enorme à pesquisa sobre a Shoah.

No livro, os autores afirmam que Edward Malinowski, então prefeito do povoado de Malinowo, no noroeste da Polônia, roubou uma mulher judia a quem havia resgatado e entregou judeus escondidos em um bosque aos ocupantes nazistas. Os pesquisadores foram denunciados pela sobrinha do prefeito, Filomena Leszczynska, de 80 anos, que contou com o apoio de organismos próximos ao PiS, como a Liga Polonesa contra a Difamação e o Instituto Nacional da Memória. O Governo declarou que não tem nenhuma relação com o julgamento, que no entanto se baseia numa lei de 2018 promovida pelo Executivo que condena os “insultos públicos à nação polonesa” ―o texto legal continua válido apesar de ter sido atenuado após protestos internacionais e um conflito diplomático com Israel.

Paralelamente, a jornalista Katarzyna Markusz, colaboradora do site jewish.pl e da Jewish Telegraphic Agency, foi interrogada pela polícia na quinta-feira da semana passada por ordem de um promotor de Varsóvia. Como contou a própria Markusz por e-mail nesta quarta, ela foi acusada de insultar a nação polonesa quando escreveu a seguinte pergunta em um artigo para a publicação Krytyka Polityczna: “Viveremos para ver o dia em que as autoridades polonesas admitam que entre os poloneses, em geral, não havia simpatia pelos judeus e que a participação polonesa no Holocausto é um fato histórico?”.

“Quando a polícia me perguntou se eu tinha tido a intenção de insultar a nação polonesa, afirmei que este artigo não pretende insultar ninguém”, relata Markusz, de 39 anos. “Houve poloneses que traíram os judeus e outros que lhes fizeram mal. São fatos históricos. É como se os alemães se enfurecessem porque alguém escreve que eles invadiram a Polônia em 1º de setembro de 1939. Posso dizer que estou orgulhosa de que me acusem sob o mesmo artigo (o 133, parágrafo 1º., do Código Penal polonês) que o professor Jan Tomasz Gross.”

A jornalista se refere ao primeiro caso conhecido da ofensiva ultranacionalista contra a pesquisa histórica na Polônia: Jan T. Gross publicou em 2001 um livro que teve enorme repercussão, Vizinhos, relatando o pogrom de Jedwabne, em 1941, atribuído durante décadas aos nazistas, mas que Gross demonstrou ter sido cometido por seus moradores católicos. Desde então, a bibliografia sobre as perseguições aos judeus por parte de poloneses aumentou grandemente e é inclusive o tema de fundo do filme Ida, de Pawel Pawlikowski, que ganhou o Oscar de melhor filme em língua não inglesa e foi repudiado pelo Governo.

Poucas horas depois do veredicto, Grabowski manifestava por telefone de Varsóvia, onde está atualmente, que “a sentença representa um problema muito grave para todos os historiadores do Holocausto na Polônia, mas também no exterior”. Não quis se estender muito em suas respostas porque seu advogado pretende recorrer da sentença, mas apontou que “se trata de um assunto que nunca deveria ter chegado a um tribunal, porque não são os tribunais que devem estabelecer o que é certo ou não em termos históricos”.

Numerosos centros de pesquisa do Holocausto ―o Yad Vashem de Jerusalém, o Centro Simon Wiesenthal, a Fundação pela Memória da Shoah de Paris, a Associação de Estudos Eslavos e do Leste Europeu, a Associação Histórica Americana, a Associação de Estudos Poloneses com sede em Paris, além da comunidade judaica de Varsóvia― manifestaram seu apoio público aos historiadores antes da sentença e consideram, nas palavras da Fundação pela Memória da Shoah, que o processo “representa uma caça às bruxas” porque “terá um efeito pernicioso sobre o próprio coração da pesquisa histórica”. A pesquisadora norte-americana Deborah E. Lipstadt, especialista na negação do Holocausto, escreveu em sua conta do Twitter que “a Polônia se dedica a negar o Holocausto de forma suave. Não nega o genocídio. Só reescreve o papel de alguns poloneses nele (…) e castiga os historiadores que dizem a verdade”.

Argumenta Katarzyna Markusz que “evidentemente o Governo polonês pretende silenciar os historiadores e jornalistas que desejam escrever a verdade sobre o Holocausto: houve poloneses que atacaram os judeus durante a guerra”. “É um fato. Por que somos perseguidos ao dizer isto?”, acrescenta. Grabowski, de 57 anos, afirma por sua vez que “esta sentença representa um balde de água fria sobre o que os estudantes poloneses e os historiadores podem fazer. Estou muito preocupado e muito pessimista”.

Vítimas e verdugos

A Polônia foi um dos países que mais sofreram durante a longa noite do terror nazista. Ocupada desde o começo do conflito por nazistas e soviéticos, seis milhões de poloneses foram assassinados pelo Terceiro Reich, entre eles três milhões de judeus. A Alemanha nazista instalou em seu território seis campos de extermínio, sem que os poloneses tivessem nada a ver com seu funcionamento. Na verdade, também foram vítimas neles: Auschwitz, por exemplo, foi aberto inicialmente como um campo de concentração destinado a poloneses e a prisioneiros soviéticos. Tampouco houve um Governo colaboracionista, e a resistência foi constante. A Polônia é, além disso, o país do mundo que tem mais justos entre as Nações reconhecidos pelo Yad Vashem: 7.112 pessoas que arriscaram a vida, ou a perderam, ajudando os judeus. Trata-se de fatos consensuais a respeito da II Guerra Mundial.

Entretanto, sobretudo a partir de 1989, com o final da ditadura comunista, também é um fato reconhecido por todos os especialistas na Shoah que cidadãos poloneses assassinaram, roubaram, chantagearam, denunciaram e perseguiram judeus durante e depois do conflito, e que além disso colaboraram com os nazistas nos assassinatos ―não nos campos de extermínio, mas em pogroms, guetos e fuzilamentos. Milhares de documentos e testemunhos comprovam isso. Grabowski acredita que a cifra citada em um livro anterior, de 200.000 judeus assassinados por poloneses, é conservadora. Trata-se de um fato investigado por historiadores como Havi Dreifuss, Anna Bikont, Grabowski, Engelking e Gross, mas que aparece em numerosos ensaios clássicos sobre o Holocausto, de autores como Timothy Snyder, Keith Lowe, Raul Hilberg e Tony Judt. Ninguém no mundo acadêmico duvida. Entretanto, na Polônia do século XXI, é possível ser julgado ou interrogado pela polícia por afirmar isso.

Fonte: El País

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MILITANTE PELOS DIREITOS DAS MULHERES NA ARÁBIA SAUDITA FOI LIBERTADA NA ÚLTIMA QUARTA FEIRA (10)

Ativista pelos direitos das mulheres é libertada na Arábia Saudita

Loujain al-Hathloul, que estava detida há mais de dois anos acusada de violar uma lei antiterrorismo, está em casa, disse a irmã

INTERNACIONAL

 Do R7, com AFP

Loujain al Hathloul estava detida desde maio de 2018

MARIEKE WIJNTJES / DIVULGAÇÃO VIA REUTERS – ARQUIVO

Loujain al-Hathloul, militante pelos direitos das mulheres na Arábia Saudita, foi libertada nesta quarta-feira (10), segundo anunciou sua família, enquanto o reino enfrenta uma nova pressão por parte dos EUA por suas políticas em relação às questões humanitárias.

“Loujain foi liberada”, escreveu no Twitter sua irmã Lina, que acrescentou em inglês: “Loujain está em casa depois de 1.001 dias encarcerada”.

A ativista tinha sido condenada no último dia 29 de dezembro a uma pena de 5 anos e 8 meses de prisão, em virtude de uma lei “antiterrorista”, sentença que ainda está em suspenso e que, por isso, a deixou ficar em liberdade por alguns meses, de acordo com a família.

Loujain al-Hathloul, 31, foi declarada culpada de “diversas atividades proibidas pela lei antiterrorista”, indicou o site estatal Sabq, que acompanhou a audiência.

Os meios de comunicação sauditas destacaram que a sentença prevê uma liberdade provisória por até 2 anos e 10 meses, “sob a condição de que ela não cometa nenhum novo delito nesse período”. O tempo que a ativista já passou detida em prisão preventiva, desde maio de 2018, foi descontado da pena.

O tribunal também proibiu que ela abandone o país durante 5 anos. A irmã de Loujain, Lina, disse que ela pretende apelar da sentença.

Pressão norte-americana

A libertação aconteceu depois que o novo presidente dos EUA, Joe Biden, se comprometeu a intensificar as investigações sobre os antecedentes em matéria de direitos humanos do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.

Depois de anos de alguma impunidade durante a presidência de Donald Trump, é esperado que Biden insista que ele liberte cidadãos norte-americanos e sauditas, ativistas e até membros da família real, muitos dos quais estão detidos sem nenhuma acusação formal.

Fonte: R7
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O PRESIDENTE DOS EUA JOE BIDEN PEDIU O FIM DO GOLPE DE ESTADO EM MIANMAR

Biden anuncia sanções a Mianmar e exige renúncia de militares

Presidente dos EUA pediu fim do golpe militar no país asiático e disse que o resultado da última eleição deve ser respeitado

INTERNACIONAL

 Da EFE

O presidente dos EUA, Joe Biden, pediu fim do golpe de Estado em Mianmar

MICHAEL REYNOLDS / POOL VIA EFE – EPA – 10.2.2021

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (10) a imposição de sanções econômicas a membros do governo militar que tomou o poder na semana passada em Mianmar, e insistiu que os militares “devem renunciar”.

Os militares de Mianmar “devem renunciar ao poder tomado e demonstrar respeito pela vontade do povo, expressada nas eleições de 8 de novembro”, comentou Biden em discurso na Casa Branca.

“Identificaremos uma primeira rodada de alvos nesta semana, e também vamos impor fortes controles às exportações”, acrescentou o mandatário americano.

Em concreto, Biden anunciou o congelamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bilhões) que o governo de Mianmar tem nos EUA para evitar que o dinheiro “seja controlado pelos generais”.

Golpe militar

No dia 2 de fevereiro, um dia após a revolta militar, o governo de Biden classificou o ato como golpe de Estado e anunciou que restringiria a ajuda voltada às autoridades de Mianmar, mais ainda mantendo a assistência humanitária à população, incluindo a minoria rohingya.

Desde o golpe de Estado, ao menos 190 pessoas foram detidas e 19 delas foram liberadas depois, informou nesta quarta-feira a Associação para a Assistência de Presos Políticos em Mianmar.

Fonte: R7
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NÚMERO DE MORTES POR COVID-19 NA RÚSSIA É MUITO MAIOR DO QUE OS DADOS OFICIAIS INFORMADOS ANTERIORMENTE

Novos dados apontam Rússia entre os países com mais mortes por Covid-19 em 2020

Mary Ilyushina, da CNN, em Moscou
09 de fevereiro de 2021 às 13:04 | Atualizado 09 de fevereiro de 2021 às 17:25
Mulheres de máscara na Praça Vermelha em MoscouMoscou é uma das cidades mais afetadas pela Covid-19 no mundo Foto: Reuters

Novos números divulgados pela agência federal de estatísticas da Rússia na segunda-feira (8) indicam até 162.429 mortes na Rússia relacionadas ao Covid-19 em 2020, um número muito maior do que o relatado anteriormente.

A Rússia relatou oficialmente 57.555 mortes de Covid-19 em 2020, de acordo com dados da força-tarefa de coronavírus do país, publicados em uma página da web de fácil acesso. Mas os números divulgados pela agência Rosstat são menos acessíveis: eles estão disponíveis online – mas enterrados em planilhas mensais.

Os dados publicados na segunda-feira (8) relatam um total cumulativo de 162.429 mortes por Covid-19 entre abril e dezembro de 2020. O número inclui mortes diretamente atribuídas à infecção por coronavírus e aqueles casos em que o coronavírus foi um fator contribuinte, bem como mortes por outras causas subjacentes em que Covid-19 estava presente.

Os números também mostram um aumento anual na taxa de mortalidade geral do país, o que sugere que os números podem ter sido subestimados.

De acordo com esses novos números, um total de 2.124.479 pessoas morreram na Rússia em 2020, um aumento de 323.802 em relação ao ano anterior, ou cerca de 18% de aumento anual. Esse número geral – o maior número de mortalidade anual registrado na Rússia em mais de uma década – reflete a relutância oficial em reconhecer plenamente o número de mortos.

A vice-primeira-ministra Tatyana Golikova, a principal autoridade responsável pela resposta ao coronavírus do país, disse em dezembro que “mais de 81%” do aumento nas mortes que o país viu em 2020 foi devido à Covid-19, sem fornecer o número exato de mortes causadas pelo vírus. Com base na avaliação de Golikova e no aumento anual geral nas mortes relatadas pela Rosstat, até 262.000 russos poderiam ter morrido de coronavírus no ano passado, pelos cálculos da CNN.

Dezembro também foi um dos meses mais mortíferos já registrados para a Rússia: Rosstat disse que 243.235 pessoas morreram em dezembro de 2020, tornando-o o mês mais mortal que a país já viu em anos. A agência de estatísticas disse que 44.435 dessas mortes foram de pessoas com coronavírus ou suspeita de coronavírus, mas acrescentou que em 10.820 desses casos a presença do vírus “não contribuiu para a morte de forma alguma”.

O método de contagem da Rússia, que permite atribuir mortes em pacientes infectados pelo coronavírus a outras causas, tem sido altamente questionado por observadores independentes e críticos.

Com base nos números divulgados pela Rosstat na segunda-feira, a Rússia seria classificada como o país com o terceiro maior número cumulativo de mortes por Covid-19 em 2020.

Fonte: CNN Internacional

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JOVEM DE APENAS 14 ANOS É CONDENADO PELA JUSTIÇA DO REINO UNIDO POR ATAQUE TERRORISTA

Reino Unido condena terrorista adolescente que liderava ataques da casa da avó

Michael Holden, Reuters
09 de fevereiro de 2021 às 15:35
polícia britânicaFoto: Peter Nicholls/ Reuters

A justiça do Reino Unido condenou na segunda-feira (8) um adolescente que chefiava um grupo neonazista e cometeu seu primeiro crime com apenas 13 anos. Ele é a pessoa mais jovem da Grã-Bretanha a ser condenada por crimes de terrorismo.

O menino disse à polícia que queria apenas parecer uma pessoa legal e confessou ser responsável por divulgação de publicações terroristas.

Em junho de 2019, quando tinha 14 anos, ele se tornou o chefe de uma célula britânica – agora proibida – de um grupo online internacional de extrema-direita chamado Feuerkrieg Division (FKD).

Segundo a promotoria, ele também baixou material sobre como fazer explosivos, bombas de gasolina e napalm e como construir um rifle AK-47.

“As pessoas ficam preocupadas com o fato de que um garoto de 13 anos tenha as crenças neonazistas mais terríveis e comece a coletar manuais sobre fabricação de bombas e armas de fogo”, disse Jenny Hopkins, da Crown Prosecution Service, agência governamental do Reino Unido que processa casos criminais.

“Ele alegou não ter opiniões racistas e disse que só queria parecer ‘legal’, mas o conjunto de evidências o levou a se declarar culpado de posse e disseminação de material terrorista.”

No momento da prisão, os policiais descobriram que o adolescente, que não pode ser identificado por motivos legais, tinha uma bandeira nazista em casa na Cornualha, sudoeste da Inglaterra, onde morava com a avó.

Havia uma pintura dom o termo “1488” em um galpão da casa. O número faz referências a um grito de guerra nazista e à oitava letra do alfabeto, HH, que significa “Heil Hitler”.

A denúncia da promotoria afirma que, de dentro da casa da avó, ele postou mensagens em fóruns de bate-papo de extrema-direita sobre matar gays, judeus e não-brancos usando bombas de pregos, armas de fogo e outros métodos.

O adolescente foi poupado da prisão e sentenciado a uma ordem de reabilitação de jovens de 24 meses, punição que tem restrições rígidas, mas que não detém o condenado em unidade prisional.

Fonte: CNN Internacional

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FREIRA FRANCESA, QUE É A SEGUNDA PESSOA MAIS VELHA DO MUNDO SUPERA A COVID-19

Segunda pessoa mais velha do mundo, freira de 116 anos supera a Covid-19

Abinoan Santiago, colaboração para a CNN Brasil
08 de fevereiro de 2021 às 22:42
Irmã AndréeIrmã Andrée, freira que é a segunda pessoa mais velha do mundo e se recuperou da Covid-19 Foto: St. Mary’s Church/Facebook

Às vésperas de completar 117 anos, a francesa Lucile Randon, conhecida como irmã Andrée, conseguiu se curar da Covid-19. Ela testou positivo para o novo coronavírus em 16 de janeiro na casa de repouso onde vive, em Sainte Catherine Labouré, em Toulon, e estava em isolamento até esta segunda-feira (8).

“Eu nem sabia que tinha”, teria dito surpresa a freira, segundo o jornal francês Lavoix Du Nord. Irmã
Andrée conseguiu vencer a Covid-19 na semana do aniversário de 117 anos, celebrado em 11 de fevereiro.

Ela é a pessoa mais velha da Europa e a segunda mais idosa do mundo, atrás somente da japonesa Kane Tanaka, de 118 anos.

Segundo a equipe médica, Irmã Andrée não apresentou sintomas graves, como a maioria dos infectados pela doença na casa de repouso que mora. Viviam 88 idosos no lugar, sendo que 81 contraíram a doença. Dez morreram.

Para proteger os demais idosos da casa de repouso, a equipe isolou a freira durante boa parte de janeiro.

“Ter o europeu mais velho conosco é um motivo de orgulho e também uma imensa responsabilidade”, frisou David Tavella, responsável comunicação da casa de saúde.

Irmã AndréeIrmã Andrée, freira que é a segunda pessoa mais velha do mundo e se recuperou da Covid-19 Foto: St. Mary’s Church/Facebook

Tavella, que se diz “muito apegado” à Irmã Andrée, revelou que, apesar da idade, a freira não demonstrava temer os efeitos do novo coronavírus. “Ela não tinha medo da doença. Estava muito preocupada com os outros moradores”, recorda.

A superação da Covid-19 é mais uma vitória na vida de Irmã Andrée. Cega e parcialmente surda, a freira conseguiu sobreviver às duas Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-1944) após perder os dois irmãos no front de batalha.

Ela é reconhecida pela caridade. Após se converter ao catolicismo aos 27 anos, cuidou de idosos e órfãos abandonados pós-Segunda Guerra Mundial, durante 28 anos, no Hospital Vichy.

Covid-19 controlada em casa de repouso

Após o surto do novo coronavírus que atingiu a casa de repouso onde a freira mora, Tavella garante que as equipes conseguiram controlar a propagação.

Com isso, foram autorizados a retornar pelas autoridades sanitárias francesas as celebrações na capela, refeições em grupos e passeios no pátio do espaço.

“Não entendíamos como, apesar dos gestos de barreira, da setorização, do confinamento dos moradores, o vírus conseguiu se espalhar tão rapidamente”, se surpreende Tavella.

Fonte: CNN Internacional

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BIDEN REAGE A GOLPE EM MIANMAR COMO PRIMEIRO TESTE PELA HEGEMONIA POLÍTICA E ECONÔMICA NO MUNDO

Taiwan e golpe militar em Mianmar testam Biden na disputa com a China

Lourival Sant'Anna
08 de fevereiro de 2021 às 05:00
O presidente dos EUA, Joe Biden, e o líder da China, Xi JinpingO presidente dos EUA, Joe Biden, e o líder da China, Xi Jinping Foto: Getty Images
O golpe militar em Mianmar é o primeiro teste para a política externa de Joe Biden. Não só no sentido da crise emergente no país, que requer uma resposta americana imediata, mas também porque ela definirá os alcances da diplomacia, das alianças e da projeção de poder militar na Ásia, no contexto da disputa estrutural que os Estados Unidos travam com a China pela hegemonia política, econômica e tecnológica no mundo.
Vista de transmissão de TV com pronunciamento do general Min Aung Hlaing, em MiaVista de transmissão de TV com pronunciamento do general Min Aung Hlaing, em Mianmar Foto: MRTV/Reuters

Em seu primeiro discurso sobre política externa como presidente, na tarde da última quinta-feira (4), Biden indicou que não deixará passar em branco o abrupto fim do experimento democrático em Mianmar. Biden exigiu que os militares birmaneses entreguem o poder, soltem ativistas, desbloqueiem as comunicações e abdiquem da violência.

Ele deixou claro que mobilizará os aliados dos Estados Unidos na abordagem da crise. O objetivo é isolar o regime militar sem sacrificar ainda mais a população, que é o que sanções econômicas produziriam.

A partir da democratização de Mianmar, em 2011, o então governo Barack Obama, do qual Biden era um vice atuante na política externa, retirou gradualmente as sanções impostas contra o antigo regime militar. Mas manteve ou impôs novas sanções contra os comandantes militares por suas violações dos direitos humanos. Donald Trump continuou com essa pressão, depois da perseguição à minoria muçulmana rohingya, em 2017. Há pouco a fazer nessa linha das sanções, que não atinja a população birmanesa em vez dos militares.

A democracia está refluindo no mundo inteiro, e o Sudeste Asiático não é exceção. Na Indonésia, os militares aumentaram sua influência; na Malásia, o governo impôs estado de emergência, usando a pandemia como pretexto, e reduzindo as liberdades civis. Nos outros países da região, já vigorava o sistema de tutela militar do governo, que os militares birmaneses procuraram manter nos últimos dez anos, e que sentiram que poderia escapar de suas mãos, com a vitória avassaladora da Liga Nacional pela Democracia, da líder civil Aung San Suu Kyi, nas eleições de novembro. A nova maioria de 84% das cadeiras em disputa assumiria nesta semana. Daí o timing do golpe.

Democracia e autoritarismo expressam a influência dos Estados Unidos e da China, respectivamente, sobre os países asiáticos. Isso se torna ainda mais agudo com a declarada intenção de Biden de reengajar os Estados Unidos na causa da democracia, dos direitos humanos e do meio ambiente.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe BidenO presidente dos Estados Unidos, Joe Biden Foto: CNN

“Vamos enfrentar os desafios impostos a nossa prosperidade, segurança e valores democráticos pelo nosso mais sério concorrente, a China”, afirmou Biden. “Vamos confrontar os abusos econômicos da China. Vamos pressionar contra os ataques da China aos direitos humanos, à propriedade intelectual e à governança global. Mas estamos preparados para cooperar com Pequim quando for do interesse da América.”

O golpe em Mianmar coincide com a primeira operação militar dos Estados Unidos sob o governo Biden na Ásia que coloca as forças americanas em estreita flexão de músculos com a China. Uma esquadra liderada pelo destróier USS John S McCain, armado com mísseis teleguiados, iniciou na quarta-feira (3) uma incursão pelo Estreito de Taiwan. A China, que reivindica a soberania sobre a Ilha de Formosa e não reconhece o governo taiwanês, tem patrulhado constantemente a região, por mar e ar, em operações percebidas como ameaça por Taiwan e pelos Estados Unidos.

Uma vez que o regime de Xi Jinping já concluiu a retomada de Hong Kong, com a imposição da lei de segurança nacional sobre o território, Taiwan torna-se o foco de tensão nas relações entre Estados Unidos e China, em termos militares e políticos. Claro que é uma disputa que passa também pelos aspectos econômicos e tecnológicos, cuja maior expressão são as pressões americanas para que os países aliados não aceitem a participação da gigante chinesa Huawei em sua frequência de 5G.

Trump tinha uma abordagem marcada pela obtenção de vantagens comerciais na disputa com a China. Biden retoma uma visão mais abrangente, resumida na frase: “A América está de volta. A diplomacia está de volta”. Quatro anos depois, a abordagem terá de ser atualizada, diante dos avanços da China em todas as áreas, e respectivo recuo dos Estados Unidos.

Fonte: CNN Internacional

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2º JULGAMENTO DE IMPEACHMENT DE TRUMP É APENAS UMA FORMALIDADE, POIS ABSOLVIÇÃO É DADA COMO CERTA

Saiba o que se espera do 2º julgamento de impeachment de Donald Trump

PorJeremy Herb e Daniella Diaz, da CNN*
08 de fevereiro de 2021 às 02:00
Trump fala a jornalistas antes de viajar ao TexasO ex-presidente americano Donald Trump Foto: Kevin Lamarque/Reuters (12.jan.2021)

O segundo julgamento de impeachment do ex-presidente  Donald Trump   no Senado está programado para começar na terça-feira (9) com algumas das principais questões sobre o julgamento em si – incluindo quanto tempo ele durará e se alguma testemunha será chamada – ainda sem resposta.

O resultado final do julgamento não parece estar em dúvida: Trump será absolvido pelo Senado pela segunda vez, ficando bem distante dos votos de dois terços necessários para a condenação.

Mas isso não significa que a próxima semana – e possivelmente duas – será sem drama para o republicano enquanto os administradores do impeachment da Câmara relatam a destruição causada na invasão do Capitólio de 6 de janeiro e argumentam que Trump foi quem incitou os insurreicionistas a saquear o prédio do Congresso americano.

Na quinta-feira, os democratas da Câmara buscaram o testemunho do próprio Trump no julgamento, uma ação que foi rapidamente rejeitada pela equipe jurídica do ex-presidente. Os democratas dificilmente intimarão o republicano e arriscarão uma batalha judicial prolongada, sentindo que podem argumentar que ele incitou os manifestantes sem seu testemunho, assim como eles abriram rapidamente o impeachment por “incitamento à insurreição” uma semana após o dia 6 de janeiro.

Nos próximos dias, o processo deve ser marcado pelos obstáculos logísticos que o líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, e o líder da minoria na Casa, Mitch McConnell, ainda precisam navegar para a primeira etapa do julgamento, seguindo suas próprias regras.

Senado quer julgamento rápido

Schumer e McConnell e seus assessores têm se envolvido em extensas discussões sobre a resolução de organização do julgamento, que o Senado aprovará antes do início dos argumentos.

Ao contrário do julgamento do ano passado, ambos os lados esperam chegar a um acordo bipartidário sobre os parâmetros do processo, que incluirá quanto tempo os gerentes de impeachment e a equipe de defesa terão para apresentar suas versões, como as testemunhas podem ser chamadas e outros assuntos.

Há motivos para otimismo bipartidário no Senado – pelo menos quando se trata de logística – porque ambos os lados estão buscando um julgamento rápido. Enquanto os administradores do impeachment da Câmara estão de olho em um processo que pode durar até duas semanas, alguns democratas do Senado estão pressionando por um prazo mais rápido.

A razão é simples. Os democratas do Senado estão mergulhando em seus esforços para aprovar o plano de estímulo de US$ 1,9 trilhão do presidente Joe Biden, um ato delicado que exigirá que todos os democratas do Senado concentrem energias no projeto.

Além disso, Biden ainda tem uma lista de indicados que precisa ser confirmada pelo Senado. E para que esse processo transcorra normalmente é necessário que o julgamento termine.

Embora os republicanos não tenham pressa em confirmar o gabinete de Biden, eles também não desejam que o público permaneça obcecado pelos acontecimentos de 6 de janeiro – e pelo ex-presidente – em um longo julgamento.

A expectativa de ambos os lados é que o segundo julgamento de impeachment de Trump seja mais curto do que o primeiro, que durou três semanas. Ainda assim, alguns pontos no caminho podem atrasar a conclusão.

O escritório de Schumer disse na noite de sábado que o Senado acomodará um pedido de um dos advogados de impeachment de Trump, David Schoen, para suspender o julgamento durante o sábado judaico. Isso significaria que o julgamento seria suspenso ao pôr do sol de sexta-feira e potencialmente não se reuniria novamente no domingo.

“Respeitamos o pedido deles e, é claro, iremos acomodá-lo. As conversas com as partes relevantes sobre a estrutura do julgamento continuam”, disse Justin Goodman, porta-voz de Schumer.

Seria necessário um acordo entre os senadores para realizar o julgamento em um domingo, noticiou o New York Times.

Como presidente pro tempore do Senado – o senador mais antigo do partido da maioria -, Patrick Leahy, um democrata de Vermont, está presidindo o julgamento de impeachment de Trump no lugar do chefe de justiça John Roberts.

Roberts, que supervisionou o primeiro julgamento de impeachment de Trump, optou por não supervisionar os procedimentos – porque Trump não está mais no cargo, disse Schumer.

Tendências dos republicanos

Quando o senador Rand Paul forçou uma votação sobre a constitucionalidade do julgamento de impeachment de Trump no mês passado – argumentando que seria inconstitucional condenar um ex-presidente – apenas cinco republicanos se juntaram a todos os democratas para eliminar a moção do republicano de Kentucky.

Foi uma votação reveladora, já que os democratas precisarão de pelo menos 17 senadores republicanos para votar para condenar Trump e impedi-lo de concorrer a um futuro cargo.

Muitos democratas e republicanos apontaram a votação do ponto de ordem de Paul como um indicador de como a votação final do julgamento provavelmente chegará. E o líder republicano do Senado, Mitch McConnell, apoiou Paul na votação – sugerindo que seus sinais iniciais de que ele pode estar aberto a condenar Trump provavelmente não resultarão em uma votação dessa forma.

A equipe de defesa de Trump provavelmente usará esse argumento exato na próxima semana para defender o ex-presidente.

Em uma resposta de 14 páginas à abertura de impeachment na Câmara, os advogados de Trump, Bruce Castor e David Schoen, apresentaram seu argumento de que o Senado não pode votar pelo impeachment do ex-presidente quando ele não mais ocupa o cargo, bem como o discurso de Trump alegando fraudes nas eleições não teriam causado os distúrbios de 6 de janeiro.

“A disposição constitucional exige que uma pessoa realmente ocupe o cargo para ser destituída. Visto que o 45º presidente não é mais ‘presidente’, a cláusula ‘será removida do cargo de impeachment por …’ é impossível para o Senado cumprir”, afirmou a equipe de Trump.

Os gerentes de impeachment da Câmara recuaram nesse ponto, escrevendo que há precedente para realizar um julgamento e condenar Trump, que foi acusado de impeachment pela Câmara no mês passado enquanto ainda estava no cargo.

“Não há ‘exceção de janeiro’ ao impeachment ou qualquer outra provisão da Constituição”, escreveram os gerentes. “Um presidente deve responder de forma abrangente por sua conduta no cargo, desde o primeiro dia até o último.”

‘Um Senado de coragem ou covardia’

Os gerentes de impeachment da Câmara não tomaram uma decisão final sobre se chamarão testemunhas para o julgamento. Eles estão se preparando para a possibilidade de não terem testemunhas – mas podem decidir usá-las se encontrarem alguém disposto a se apresentar voluntariamente, de acordo com fontes.

Os gerentes querem evitar qualquer tipo de briga no tribunal por testemunhas como a Câmara teve de lidar durante o primeiro impeachment de Trump, o que atrasaria ainda mais o julgamento.

Mesmo sem testemunhas, os democratas estão se preparando para usar evidências de vídeos e mídias sociais para ajudar a ilustrar como as palavras, ações e tuítes de Trump incitaram os desordeiros a atacar o Capitólio.

O julgamento certamente será convincente. Enquanto os republicanos estão contando com um argumento processual como razão para rejeitar a acusação de impeachment contra Trump – evitando um julgamento sobre sua conduta – a apresentação da Câmara catapultará os senadores – e o público – de volta aos acontecimentos angustiantes de 6 de janeiro, quando os senadores foram forçados a fugir do Congresso.

Para os democratas, o julgamento provavelmente tratará mais de responsabilizar Trump e os legisladores republicanos que fizeram suas falsas alegações de fraude eleitoral aos olhos do público do que a tarefa quase impossível de obter 17 votos republicanos.

“No tribunal do Senado, eles apresentarão seu caso. E no tribunal da opinião pública, eles apresentarão seu caso”, disse a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, em sua entrevista coletiva semanal na quinta-feira.

“E para a história e a posteridade, como disseram nossos fundadores, para nós mesmos e nossa posteridade, eles farão o caso. Mas tenho grande confiança neles e veremos. Veremos se será um Senado de coragem ou covardia”, acrescentou.

* Manu Raju e Lauren Fox da CNN contribuíram para esta reportagem

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VACINAÇÃO EM AMSSA NOS EAU UTILIZA ESTÁDIOS E ARENAS

Nos EUA, estádios e arenas estão sendo usados para agilizar vacinação em massa

Da CNN, em São Paulo
05 de fevereiro de 2021 às 23:50

No esforço de aumentar o ritmo de vacinação dos Estados Unidos, estádios e arenas esportivas estão abrindo suas portas para vacinar a população. É o caso do lendário estádio de baseball Yankee Stadium, casa do New York Yankees que iniciou processo de vacinação nesta sexta-feira (5).

O planejamento é que 15 mil pessoas possam se vacinar no local, mas apenas moradores do bairro do Bronx, onde fica o estádio. Para receber o imunizante, será preciso apresentar um comprovante de residência.

Em Louisville, no estado do Kentucky, uma arena de hockey e de shows foi transformada em um drive thru de vacinação que aplica cerca de 1.500 doses por dia. O processo está sendo tocado por voluntários, que ganham direito a se vacinar após 40h trabalhadas.

A utilização de grandes arenas faz parte de uma estratégia do governo americano de aumentar o ritmo de vacinação do país. A partir da próxima semana o governo vai aumentar em 20% a distribuição de doses para 10,5 milhões por semana. Além disso, 6.500 farmácias de rua também poderão oferecer a vacina.

Até agora foram distribuídas 57 milhões de doses nos EUA. Quase 28 milhões de pessoas já receberam pelo menos uma dose e cerca de 7 milhões receberam as duas doses.

O estádio de baseball Yankee Stadium está sendo usado como um ponto de vacinaçãoO estádio de baseball Yankee Stadium está sendo usado como um ponto de vacinação nos Estados Unidos Foto: Reprodução/CNN (05.fev.2021)

 

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PESCADOR ENCONTRA, EM PRAIA DA TAILÂNDIA UMA DAS PÉROLA MAIS RARAS E CARAS DO MUNDO

Pescador encontra pérola rara avaliada em R$ 1,8 milhão em praia da Tailândia

Karoline Porto, colaboração para a CNN
05 de fevereiro de 2021 às 11:20
pérolaFoto: Divulgação Pearl Wise

Um pescador da província de Nakhon Si Thammarat, ao sul da Tailândia, a 780 quilômetros da capital Bangkok, encontrou, por acaso, uma das pérolas mais caras e raras do mundo. O momento inusitado ocorreu no último dia 27 de janeiro.

Em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, o pescador Hatchai Niyomdecha, de 37 anos, disse que pegava conchas de ostras com a família quando se deparou com uma pérola laranja, conhecida como Melo Melo.

De acordo com o site especializado Pearlwise, a coloração dessas pérolas pode variar de laranja brilhante a marrom. Uma das características mais marcantes da Melo Melo é o padrão interno que se assemelha a chamas e que se espalha por toda a superfície da pedra. Esse tipo de pérola tem uma aparência fosca, parecida com uma porcelana e é formada por caramujos marinhos da espécie Volutiae.

Segundo Hatchai, a concha onde a pérola estava era em formato de caracol e se encontrava presa a uma boia que chegou à costa.

A pedra preciosa pode mudar a vida da família do pescador. Com o tamanho aproximado de uma moeda de 10 centavos e pesando 7,6 gramas, a pérola foi avaliada em 10 milhões de Baht tailandeses (o equivalente a R$ 1,8 milhão).

“Eu quero vender a pérola pelo preço mais alto. O dinheiro não mudará apenas a minha vida, mudará meu destino. Minha família inteira terá uma vida melhor”, disse o pescador ao jornal inglês.

Ainda segundo o Daily Mail, alguns colecionadores fizeram ofertas ao pescador para comprar a joia preciosa. Um comprador da China ofereceu o valor que a família de Hatchai espera conseguir. Para buscar a pérola, o colecionador está disposto a viajar para a Tailândia e cumprir a quarentena exigida de duas semanas por conta da pandemia de Covid-19.

De acordo com o site especializado em pérolas Obsessed by Pearls, a Melo Melo só é encontrada na natureza, nas regiões do mar do sul da China, Myanmar, Tailândia, Vietnã e Camboja.

Segundo o site, por causa da raridade, não existe um preço padrão para as pérolas Melo Melo. O valor é baseado na qualidade, aparência e no peso.

Fonte: CNN Internacional

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PORTUGAL TEM AS MAIRES TAXAS DE MORTALIDADE E DE INFECÇÃO DO BLOCO EUROPEU

Portugal tem a pior resposta à Covid-19 da Europa

Zeinab Bazzi*
04 de fevereiro de 2021 às 19:19
Resultado de imagem para Portugal tem a pior resposta à Covid-19 da Europa

 

Portugal, que era considerado um dos países que melhor lidou com a pandemia, agora tem a maior taxa de mortalidade da União Europeia – com 247,55 por milhão de habitantes.

De acordo com o Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças, o país tem também a taxa de infecção mais alta do bloco, com 1.429,43 por cem mil habitantes.

De acordo com a Universidade Johns Hopkins, o país acumula 748.858 casos confirmados e 13.482 mortes, 40% delas somente em janeiro.

De acordo com autoridades, esse aumento se deve ao fato da disseminação de variantes e da flexibilização adotada durante as festas de fim de ano – quando viagens entre cidades e encontros no Natal foram permitidos.

Essa escalada de casos fez com que hospitais ficassem sobrecarregados, e, com a falta de leitos, ambulâncias ficam, muitas vezes, enfileiradas por horas.

“Uma parte da situação grave que o país está vivendo no plano de resposta hospitalar, nas enfermarias, UTIs e etc. é muito resultado dessa falta de determinação de dar ao serviço nacional de saúde uma dimensão de profissionais e equipamentos suficientes para responder uma situação que já sabíamos que ia acontecer,” disse, José Manuel Pureza, deputado português.

Para lidar com o caos na saúde, o governo assumiu a necessidade de ajuda internacional e, na última quarta-feira, receberam 26 profissionais da saúde, 150 leitos e 50 respiradores vindos da Alemanha.

Além disso, o centro de treinamento da Seleção Portuguesa foi transformado em um hospital improvisado. Agora, cerca de 20 pacientes com Covid-19 são tratados nos quartos onde os jogadores se preparam para os jogos.

Agora, para frear esse aumento, as autoridades reforçaram medidas sanitárias. Moradores só podem deixar suas casas para trabalhar, comprar produtos essenciais, ir ao médico, ajudar idosos e praticar esportes ao ar livre – desde que estejam sozinhos. Escolas estão fechadas e o estado de emergência estendido até o dia 14 de fevereiro.

Bonde em rua de Lisboa durante pandemia de Covid-19 em PortugalBonde em rua de Lisboa durante pandemia de Covid-19 em Portugal Foto: Rafael Marchante/Reuters (31.out.2020)

(*Supervisão de Adriana Mabilia e Marcelo Favalli)

Fonte: CNN Internacional

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METADE DOS MÉDICOS EM HOSPITAL DE BUENOS AIRES SE NEGAM A FAZER ABORTO ALEGANDO ‘OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA’

Médicos usam ‘objeção de consciência’ para negar aborto na Argentina

Raphael Coraccini, colaboração para a CNN
04 de fevereiro de 2021 às 20:04
Protesto por legalização do aborto na ArgentinaMilitantes defendem a aprovação do aborto na Argentina. O verde é a cor-símbolo da campanha pela legislação no país.Foto: Reprodução/Twitter @florenciacanali

Metade dos médicos de um hospital público na região da Grande Buenos Aires estão se negando a realizar o aborto em mulheres que chegam ao local solicitando o procedimento, respaldadas na Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez (IVE, na sigla em Espanhol). O aborto foi legalizado no país no dia 30 de dezembro, depois da aprovação no Senado.

Os profissionais se valem de um mecanismo previsto na lei: a objeção de consciência (art. 11), que garante ao médico o direito de se negar a interromper a gravidez, se assim decidir.

A lei só obriga o profissional a seguir com o procedimento no caso de a vida da mãe estar em risco. Também está proibido de negar atendimento pós-aborto.

A objeção de consciência é um conceito defendido em códigos de ética da medicina, que concede o direito a todo profissional de seguir princípios religiosos, morais ou éticos de sua consciência

No entanto, o mesmo art.11 da lei Lei da Interrupção Voluntária da Gravidez é categórico ao afirmar que “a objeção de consciência institucional e/ou ideológica é proibida”.

Embora Juan Ciruzzi, diretor do hospital Alberto Antranik Eurnekian, que fica no município de Ezeiza, tenha garantido que seus funcionários estão tecnicamente prontos para realizar o procedimento, a realização do aborto tem encontrado forte oposição ética na equipe médica.

“Entre os servidores da área de Ginecologia e Obstetrícia, que estão envolvidos nesses casos, há 50% que se declararam contra o procedimento”, afirmou o diretor ao jornal argentino Clarín.

O texto da Lei aponta que, caso a paciente não encontre atendimento no hospital, ela precisa ser encaminhada a outro centro de atendimento com urgência. “No entanto, se houver alguma complicação médica no processo de interrupção, como hemorragia ou infecção, os médicos são obrigados a cuidar”, destacou Ciruzzi ao jornal argentino.

Todas as meninas com mais de 16 anos e mentalmente capazes são consideradas aptas a abortar na Argentina desde a aprovação da Lei. Para adolescentes até 16, o procedimento precisa ter o consentimento dos pais.

Pela lei aprovada em dezembro. O papel do estado é oferecer a condições apropriadas para isso no prazo máximo de 10 dias. Um levantamento feito pelo International Journal of Obstetrics & Gynaecology apontou que, só na América Latina e no Caribe, 760 mil mulheres precisam passar por tratamento médico todos os anos por conta de complicações derivadas de abortos clandestinos.

Fonte: CNN Internacional

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O CANADÁ CLASSIFICA O GRUPO DE EXTREMA DIREITA “PROUD BOYS” COMO “ORGANIZAÇÃO NEOFASCISTA”

Canadá coloca grupo Proud Boys em lista de terrorismo

Por Steve Scherer e David Ljunggren, da Reuters
03 de fevereiro de 2021 às 18:36 | Atualizado 03 de fevereiro de 2021 às 18:42
Proud BoysProud Boys mascarados durante protesto em Raleigh, na Carolina do Norte Foto: Anthony Crider/Wikimedia Commons

Canadá classificou o grupo de extrema-direita Proud Boys como uma entidade terrorista nesta quarta-feira (3), com a justificativa de que ele apoia a violência abertamente e desempenhou um “papel central” no ataque ao Capitólio norte-americano em 6 de janeiro, que deixou cinco mortos.

Qualificando-o como uma “organização neofascista”, o Ministério da Segurança Pública canadense disse que os Proud Boys “incentivaram, planejaram e realizaram abertamente atividades violentas contra aqueles que consideram ser opostos à sua ideologia e crenças políticas”.

O fundador do grupo, Gavin McInnes, é canadense, mas hoje mora nos Estados Unidos.

Para uma entidade ser rotulada como terrorista no Canadá, é preciso haver “motivos razoáveis para acreditar” que o grupo participou de ou facilitou conscientemente atividades terroristas, ou que agiu conscientemente em associação com outro grupo.

Estar na lista significa que os bens do grupo podem ser congelados por bancos ou instituições financeiras e que se torna um crime para um canadense lidar conscientemente com bens da entidade listada, disse uma autoridade graduada.

Qualquer um que pertença ao grupo também pode ser impedido de entrar no país.

Surgidos em 2016, os Proud Boys começaram como uma organização que protestava contra o politicamente correto e as supostas restrições à masculinidade nos Estados Unidos e no Canadá, e se tornaram um grupo que adotou as cores amarelo e negro e os confrontos de rua.

Fonte: CNN Internacional

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TESTE DE BAFÔMETRO PARA DETECTAR COVID-19 ESTÁ SENDO UTILIZADO COM SUCESSO NA HOLANDA

Holanda usa testes de bafômetro para detectar Covid-19

Da CNN, em São Paulo
03 de fevereiro de 2021 às 15:55
Resultado de imagem para Holanda usa testes de bafômetro para detectar Covid-19
 A Holanda começou a usar testes de bafômetro para diagnosticar pessoas com coronavírus. O teste é menos invasivo e mais rápido que o PCR, feito com cotonete. Após assoprar algumas vezes no aparelho, o resultado é descoberto em menos de três minutos.

O equipamento começou a ser usado nesta semana em alguns centros de Amsterdã. O teste foi considerado confiável para o resultado negativo. Se o paciente testar positivo, é encaminhado para fazer o PCR e descobrir se está mesmo com Covid-19.

(Publicado por Sinara Peixoto)

Fonte: CNN Internacional

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O CHILE DEVE COMEÇAR A VACINAÇÃO EM MASSA DA POPULAÇÃO NESTA QUARTA-FEIRA (3) UTILIZANDO A CORONAVAC

O CHILE DEVE COMEÇAR A VACINAÇÃO EM MASSA DA POPULAÇÃO NESTA QUARTA-FEIRA (3) UTILIZANDO A CORONAVAC
Empty vials that contained the Pfizer-BioNTech COVID-19 vaccine sit in a pile at the Posta Central Hospital in Santiago, Chile, Wednesday, Jan. 13, 2021. (AP Photo/Esteban Felix)

Chile começa vacinação em massa com Coronavac nesta quarta-feira (3)

Giulia Alecrim*, da CNN, em São Paulo
02 de fevereiro de 2021 às 10:38 | Atualizado 02 de fevereiro de 2021 às 10:55
Chile utilizará a Coronavac, importada de Pequim, para iniciar vacinação em massChile utilizará a Coronavac, importada de Pequim, para iniciar vacinação em massa Foto: Thomas Peter/Reuters

O Chile deve começar nesta quarta-feira (3) a vacinação em massa da população utilizando a Coronavac, de acordo com o anúncio feito pelo presidente Sebastian Piñera. Inicialmente, a prioridade será para os grupos de risco, que correspondem a cinco milhões de pessoas, previstos para serem imunizados em fevereiro e março.

A vacinação com profissionais da saúde já havia sido iniciada em 24 de dezembro de 2020 com o imunizante da Pfizer, aprovado pelo país na semana anterior ao natal. Já o uso da Coronavac foi aprovado no dia 20 de janeiro deste ano.

O país recebeu nesta semana quase 4 milhões de doses importadas da vacina desenvolvida pela empresa Sinovac, e que no Brasil está sendo produzida em parceira com o Instituto Butantan, responsável pela introdução da Coronavac na América Latina, com exceção do Chile e do Uruguai.

Na semana passada, o Chile autorizou o uso da vacina da AstraZeneca e da Universidade de Oxford, tornando-se a terceira candidata disponível no país. Além disso, está prevista a aquisição de outras quatro milhões de doses da Johnson&Johnson, ainda que não tenha sido aprovada. A meta é vacinar 15 milhões de chilenos até a metade deste ano.

O país registrou 730.888 casos confirmados e 18.537 mortes pelo novo coronavírus, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, e já imunizou mais de 67 mil pessoas, de acordo com o World In Data.

Sob supervisão Julyanne Jucá

Fonte: CNN Brasil

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