ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO EVANGELHO DE SÃO TOMÉ – PARTE 5

A nossa coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta segunda-feira vamos estudar a 5ª parte do evangelho de Tomé. Um estudo sob a ótica da física quântica. O Evangelho de São Tomé trás muitas revelações importantes, inclusive a de que Jesus o tempo todo ensinou física quântica. Então vamos continuar desvendando esse enigmático evangelho!

Compreendendo o Evangelho de Tomé

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Jesus de Nazaré – O Cristo:   “Prestai atenção àquele que vive enquanto estais vivos, para que, ao morrerdes, não fiqueis procurando vê-lo sem conseguir.”

O ser humano experiencia em uma realidade físico-biológica, que a constata com seus sentidos normais e, entre eles utiliza-se mais constante sua visão física, que não mais a terá, quando estiver experienciando em outra e paralela realidade (morto) e, nela a maneira que antes via, procurando fisicamente constatar, não mais a terá.

O “mundo dos espíritos” (realidade 02) é um mundo invisível à visão física, ele faz parte ainda da terceira dimensão (com ela se entrelaça, faz transição), mas já em uma frequência de vibração percebida agora pela visão mental (“3ª visão”), como uma realidade mais translucida, mais sutilizada.

Não se consegue ver o vento, mas ele é sentido e, nesta analogia o mundo dos mortos (“espiritual”) está em uma frequência de realidade não fisicamente vista, mas pode ser sentida/percebida no mundo dos vivos, como suaves arrepios corpóreos motivados pela aproximação dos mortos (“espíritos”), entre muitas outras formas de interações com esta realidade paralela (entrelaçamento de seus campos de energia).

 
Imagens das ruas estreitas da atual Jerusalém que nelas hoje estão lojas comerciais. Na última foto calçando parte da rua, estão algumas pedras guardadas por policiais e que foram retiradas mais ou menos a cinco metros de profundidade, portanto elas são da verdadeira rua em que por ela passou Jesus, carregando a sua cruz dois mil anos atrás – Fotos de Antônio Carlos Tanure.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Por que o homem (um samaritano carregando um cordeiro a caminho da Judéia) está carregando o cordeiro?  Enquanto o cordeiro estiver vivo (se for para mata-lo e come-lo), ele não o comerá, mas somente depois que o tiver matado e que o cordeiro se tornar um cadáver. Vós, também (não poderíeis fazer de outro modo) buscai um lugar para vós no repouso, a fim de que não vos torneis um cadáver e sejais devorados.”

O ser humano vive seu cotidiano buscando-se reencontrar, se perceber em sua verdadeira realidade divina mesmo que de forma inconsciente, mas quase sempre infelizmente se deixa conduzir de maneira contraria a este objetivo. Não caminha na Linha B ou do Meio de suas Três Linhas da Vida.

Ausenta-se do sentimento de tranquilidade, ao conduzir sua vida por conflitos e embates com interesses egoísticos e até cruéis, tornando-se” um cadáver que vai sendo devorado” e sendo destruído no turbilhão de suas próprias paixões.

Orgulho, vaidade, arrogância, ganancia e inveja são os “lixos” mais constantes que o ser humano vai mental e emocionalmente gerando e acumulando. Expressando-os através de seus pensamentos e ações, que vão moldando seu já “natimorto universo mental”, mas que interfere nos “universos” dos demais, através de rótulos e agressões fomentadores de diferenças e de destruição.

 
Para alguns historiadores é na Basílica acima, que está o Sepulcro de Jesus. Em seu altar é o local tradicionalmente considerado de sua crucificação. Nele está também a rocha do Calvário, que pode ser vista sob um vidro em ambos os lados do altar, que debaixo dele existe um buraco, onde sua cruz foi levantada junto com as de dois malfeitores – Imagens da Internet.

Jesus de Nazaré – O Cristo: “Dois repousarão sobre um leito: um morrerá, o outro viverá. Eu sou aquele que existe a partir do indivisível (respondendo a Salomé, a ele que tinha acomodado em seu divã e comido em sua mesa). Recebi algumas das coisas de meu pai…. Eu sou seu discípulo…. Por isso digo que, se for destruído, ele estará pleno de luz, mas, se ele estiver dividido, estará pleno de trevas.”

Jesus no mundo denso da matéria foi possuidor de corpo físico e tinha a noção dele ser temporal/passageiro, que morreria para ressuscita-lo e a seguir transmuta-lo, para um definitivo corpo de luz atemporal/eterno.

Ele como discípulo do “Pai” possuía o poder que dele recebia. E com ele veio ensinar ao ser humano (com seu próprio exemplo) como “diluir” seu corpo físico, transformando-o em um outro mais sutil, de mais luz, para não ficarem mais à mercê das “trevas” seu coração e sua mente. Não mais ficarem na “escuridão” provocada pelas sensações de seu corpo denso.

Os ensinamentos mencionados por ele e, muitos deles através de parábolas, tinham intenção de facilitar sua compreensão àqueles que os ouviam, mas mesmo assim foram poucos aqueles que os entendiam e mesmo assim ainda em parte, como hoje também são poucos, aqueles que os aceitam pela visão de um mundo quântico. Tendo-os pelo enfoque místico-religioso e não pela percepção energético-vibratória de uma visão mais cósmico-divina.

O ser humano é um ente em corpo denso, pensante e consciente provido dos sentimentos do desejo e da vontade conduzidos pela energia do pensamento. Ele (dentro do mundo quântico) é constituído em uma estrutura orgânica funcional (corpo), possuindo ao mesmo tempo partículas (elétrons/matéria) e ondas (biofótons/luz).

Assim constituído ele é um ser que fisicamente anda (bípede), mas também é um ser sutil, que com o seu corpo mental pode pelo seu pensamento “mover/voar” por realidades paralelas, além desta marcada e limitada pela sua noção de espaço-tempo que com ela experiencia.

  
Para outros pesquisadores seria no local mostrado acima, localizado fora da atual Porta de Damasco e em um jardim, que está a tumba onde foi depositado o corpo de Jesus. Ao lado desta tumba tem uma pedreira que nela mostra algo semelhante a uma caveira (Gólgota) – Fotos de Antônio Carlos Tanure.

Jesus de Nazaré – O Cristo“Eu digo meus mistérios aos [que são dignos de meus mistérios]. Que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita. Havia um rico que tinha muito dinheiro. Ele disse: ‘Empregarei meu dinheiro para semear, colher, plantar e encher meu celeiro com o fruto da colheita, para que não me venha a faltar nada’. Essas eram suas intenções, mas naquela mesma noite ele morreu. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Aqueles que eram mais próximos de Jesus foram por ele escolhidos pela riqueza de seus corações e por serem “dignos de seus mistérios”. Riqueza que eles depois procuraram acrescenta-la, inspirando-se nos exemplos e nos ensinamentos de Jesus, muitos destes transmitidos por parábolas, como as que incentivaram te prudência no mundo físico humano, comumente gerador de disputas.

Jesus os alertava para a sábia prudência de evitarem conflitos e não a de preocuparem em acumular riqueza passageira e ilusória dos bens materiais. Eles não deveriam esquecer, é de possuírem a verdadeira riqueza, a que não pode ser fisicamente vista.

A riqueza da iluminação da alma que deveria ser cultivada no coração de todos eles como bons sentimentos. A riqueza da alma com a iluminação pelo “espirito”, realmente com ela que ficam e a levam mesmo após a morte.


No interior da Basílica da Natividade um ponto marcado por uma estrela de prata, é tido como o local mais preciso que Jesus nasceu. – Foto de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Um homem tinha convidados. E quando a ceia estava pronta, mandou seu servo chamar os convidados. O servo foi ao primeiro e disse-lhe: Meu mestre te convida. O outro respondeu: ‘Tenho dinheiro aplicado com alguns comerciantes. Eles virão me procurar esta noite para que eu lhes dê minhas instruções. Apresento minhas desculpas por não ir à ceia. O servo foi até outro e disse: Meu senhor está te convidando. Este disse-lhe: Acabo de comprar uma casa e precisam de mim hoje. Não terei tempo’. O servo foi a outro e disse-lhe: Meu senhor está te convidando’. Este disse-lhe: Um amigo vai se casar e coube-me preparar o banquete. Não poderei ir à ceia, peço ser desculpado. O servo foi a outro ainda e disse-lhe: Meu senhor está te convidando. Este disse-lhe: Acabo de comprar uma fazenda e estou saindo para buscar o rendimento. Não poderei ir, por isso me desculpo. O servo retornou e disse a seu senhor: Os que convidaste para a ceia mandam pedir desculpas. O senhor disse ao servo: Vai lá fora pelos caminhos e traze os que encontrares para que possam cear. Os homens de negócios e mercadores não entrarão no recinto de meu Pai’.”

Os seres humanos são exteriormente diferentes, mas interiormente possuem a mesma essência divina, como partículas de luz originárias de uma mesma Fonte. No momento estão todos em um mundo físico com suas diferentes personalidades e experiências, mas mesmo assim são convidados igualmente metamorfosearem seus corpos densos em corpos de luz, transmuta-los pela ressureição e se redescobrirem com a mesma luz, que de fato nunca deixaram de possui-la.

Em suas experiências cotidianas, alguns vivem o encanto pecuniário de ter e tendo vivem a ilusão dos rendimentos de ter cada vez mais. Outros preocupados com bens materiais com eles se ocupam, adquirindo-os cada vez mais, para não empobrecerem

Outros ainda ocupados com festividades e com ambientes de sensualidade deixam se envolver por eles, satisfazendo mais o corpo e menos a alma/”espírito”.

Estes que ainda não acordaram para sua verdadeira realidade, cobertos pelo véu da ilusão no mundo dos sentidos que nele experienciam, “não entrarão no Recinto do Pai”.

Entretanto, outros já estão trilhando o caminho do autoconhecimento e com ele se voltam à sua verdadeira realidade cocriadora, já tendo desenvolvidas algumas de suas habilidades mentais, que com elas se conduzem pelo coração. Paralelamente já começam a mergulhar dentro de si, tornando-se seus próprios juízes, não para se julgarem, mas para realmente se conhecerem.

Jesus de Nazaré – O Cristo: “Um homem de bem tinha uma vinha. Ele a alugou a camponeses para que cuidassem dela e pagassem-lhe com uma parte da produção. Ele enviou seu servo para que os arrendatários lhe entregassem o fruto da vinha. Eles pegaram seu servo e o espancaram, deixando-o à beira da morte. O servo voltou e contou a seu senhor o ocorrido. O senhor disse: Talvez não o tenham reconhecido. Ele enviou outro servo. Os camponeses também o espancaram. Então o proprietário enviou seu filho e disse: Talvez eles tenham respeito por meu filho. Como os camponeses sabiam que aquele era o herdeiro da vinha, pegaram-no e mataram-no. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Com seu corpo físico o ser humano através de suas emoções dá à vida sua alma e se ilumina pelo seu espirito. Vivencia na realidade física, cultivando não só sentimentos relacionados aos interesses (honestos) de sua sobrevivência, mas muito mais ainda aqueles outros que o elevam, permitindo-lhe se perceber mais além, em sua verdadeira e original realidade.

Em suas experiências físico-biológicas em uma realidade de três dimensões, ele busca como objetivo a harmonia de bem viver consigo, com seus semelhantes e com o mundo ao seu derredor.

Aquele que assim não procede, não amando o próximo como a si mesmo e não percebendo que todos são filhos de um mesmo “Pai”, não é digno de voltar à “Casa Paterna”.

Jesus de Nazaré – O Cristo: “Mostrai-me a pedra que os construtores rejeitaram; ela é a pedra angular (pedra fundamental, ou o elemento essencial ao que se procura com harmonia construir). Se alguém que conhece o todo ainda sente uma deficiência pessoal, ele é completamente deficiente. Bem-aventurados os que são odiados e perseguidos. Mas os que vos perseguirem não encontrarão lugar.”

No tempo de Jesus os hebreus, israelitas e judeus constituíam o povo que na bíblia é descrito como “o escolhido de Deus ”. Eram orientados em sua crença religiosa por sacerdotes, com finalidade de os conduzir de acordo com leis de suas antigas escrituras.

Jesus expressava com sabedoria sempre realçando a necessidade na vida do ser humano os sentimentos do amor e da harmonia, porque só com eles pode-se construir solidamente, apesar de não poder fisicamente vê-los. Eles são como pedra angular e básica, que a partir dela outras são acrescentadas, para que se “erga uma solida construção” neste e em outros mundos.

Entretanto, a sabedoria contida em suas palavras não era compreendida. Era questionada e quase sempre rejeitada por aqueles que viviam em função de velhas e já mortas letras de antigas escrituras.

Letras que não permitiam com elas, alguém realmente se encontrar (interiorizar-se), não alcançar a percepção do verdadeiro significado do amor universal, energia que em sintonia com o Cosmo Jesus a vibrava com toda a força de seu poder mental, dando-lhe vida com seu exemplo, “no amai o próximo como a ti mesmo”.

 
Na imagem à esquerda vista aérea do vilarejo essênio de Qumran que foi destruído pelos romanos e que está em uma zona árida e quente próximo ao Mar Morto, onde foram encontrados na caverna mostrada na imagem à direita jarros com manuscritos, que continham documentos, revelações, leis, usos e costumes desta comunidade (“Manuscritos do Mar Morto“). Informações arqueológicas sobre os essênios são colhidas dentro de um período que vai do ano 150 (a.C) ao ano 70 (d.C.). – Imagens da Internet

Jesus de Nazaré – O Cristo: “Bem-aventurados aqueles que foram perseguidos em seu interior. São eles que realmente conheceram o pai. Bem-aventurados os famintos, porque se encherá o ventre de quem tem desejo. Aquilo que tendes vos salvará se o manifestardes. Aquilo que não tendes em vosso interior vos matará se não o tiverdes dentro de vós. Destruireis esta casa e ninguém será capaz de reconstruí-la […]”

Cada um possui sua riqueza velada dentro de si, em sua pureza original. Ela só vai sendo mostrada, na medida em que seu dono vai aumentando sua sintonia mental com o “Pai”, ao se iluminar pelo coração e se divinizar como cocriador.  Nesta riqueza encontra o sentido de se viver em plena e real abundancia, que deve ser preservada daqueles, que ”sendo mortos por dentro” e vazios dela, tentam usurpa-la.

A Boa Nova de Cristo mostra-se à humanidade como “um divisor de aguas”. Aquele que com ela vive em estado de graça, já percebe ter em mãos a chave de seu maior poder, o de gerar como cocriador através de seu pensamento seu próprio universo (mental). Sua própria e eterna casa, que não deve ser destruída, porque ninguém mais será capaz de reconstruí-la.

Aquele em sintonia à Boa Nova de Cristo não mais se sujeita a ser empurrado por crenças com conceitos dogmáticos, porque se conduz agora direcionado por novos conhecimentos.

Jesus de Nazaré – O Cristo: “Dize a meus irmãos para que partilhem os bens de meu pai comigo (disse lhe um homem). Ó, homem, quem me institui partilhador? Eu não sou um partilhador, sou? (Perguntando seus discípulos).

Jesus veio este mundo para mostrar aos seres humanos como conseguir “a salvação eterna”, libertando-se de seu penoso ciclo encantatório. Ele veio ensinar que todos podem consegui-la, mas com cada um se esforçando para alcança-la, porque um não pode obtê-la para o outro, já que um não pode ressuscitar e transmutar para o outro. Nesta caminhada o objetivo é de todos, mas a caminhada é de cada um.

Ele com seu exemplo foi ao mesmo tempo estimulador e “partilhador” desta esperança, ressuscitando seu corpo físico (revivendo-o), para depois definitivamente transmuta-lo.

Ensinou para que se alcance este feito, uns devem se apoiar nos outros, devem buscar a união através do sentimento do amor, que fortalece o sentimento da harmonia, eficaz antidoto ao sentimento de dualidade, de disputa que todos por natureza físico-corpórea o possuem., experienciando em um mundo energeticamente também de (bi) polaridades.

É a ocasião de cada um atravessar com sua mente e seu coração o mundo de energias opostas em que nele fisicamente se acha, para que possa se perceber unificado à sua verdade, à sua divindade cocriadora e com ela alcançar o Mundo de Luz Viva e Autoconsciente.

 
Basílica da Anunciação em Nazaré e debaixo dela o local onde se supõe que morou Maria mãe de Jesus – Fotos de Antônio Carlos Tanure.

Jesus de Nazaré – O Cristo: “A colheita é grande, mas os operários são poucos. Portanto, implorai ao senhor para que envie operários para a colheita. Ó senhor, há muitas pessoas ao redor do bebedouro, mas não há nada na cisterna. Muitos estão aguardando à porta, mas são os solitários que entrarão na câmara nupcial.”

O cristianismo que se iniciou com Jesus através do que mencionou e fez, auxiliou não só aqueles que realmente o escutaram Ele iniciou um momento ímpar na história da humanidade, ao dar início nítidas mudanças nos modelos comportamentais humanos da época, com grandes reflexos futuros.

Naquela época muitos que o ouviram, não alcançaram o verdadeiro sentido do que transmitia, mesmo ele utilizando em grande parte o recurso de alegorias, para facilitar melhor a assimilação de suas informações.

Mas, alguns que antes tinham realmente preparadas suas mentes e seus corações para escuta-lo com os “ouvidos da alma”, alcançaram a sabedoria contida em seus ensinamentos e através deles se candidataram “entrar na câmara nupcial, unindo seu – unir seu coração ao do “Pai”.

 
Cesaréia de Filipe é onde está hoje o Parque Nacional de Banias, uma das nascentes do Rio Jordão. Jesus quando ali esteve perguntando a Pedro quem ele era e, ele respondendo, “tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”, Jesus então lhe disse, feliz es tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu “Pai”, por isso…te darei as chaves do “Reino dos Céus” – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  O Reino do Pai é semelhante ao comerciante que tinha uma consignação (encomenda) de mercadorias e nelas descobriu uma pérola. Esse comerciante era astuto. Ele vendeu as mercadorias e adquiriu a pérola maravilhosa para si. Vós também deveis buscar esse tesouro indestrutível e duradouro, que nenhuma traça pode devorar nem o verme destruir.” Eu sou a luz que está sobre todos eles. Eu sou o todo. De mim surgiu o todo e de mim o todo se estendeu. Rachai um pedaço de madeira, e eu estou lá. Levantai a pedra e me encontrareis lá.”

O ser humano impulsionando-se pela sua inteligência mesclada pela sua curiosidade, vive em um mundo físico, que o experiencia através de seus cinco sentidos, quando pode construir várias opções de vida. Mas, se ele conduz sua vida com sapiência, ele possui uma só opção que com ela constrói e adquire um só “tesouro indestrutível e duradouro”, que realmente enriquece sua vida.

Esta sua opção traduzida como a sabedoria do amor, ele a tem como “uma preciosa perola”, que com ela sente sua vida se conduzir com mais clareza, com mais percepção e com mais iluminação em sua maneira de pensar e de agir.

Ela que lhe permite harmonizar com todos e com tudo, para que vivencie e desfrute desta sua verdadeira “riqueza, que nenhuma traça pode devorar nem o verme destruir” e que creditada ao seu favor a desfrutará além mesmo deste mundo.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Por que viestes ao deserto? Para ver um caniço agitado pelo vento? E para ver um homem vestido com roupas finas como vosso rei e vossos homens importantes? Esses usam roupas finas, mas são incapazes de discernir a verdade. Bem-aventurados os que ouviram a palavra do Pai e que realmente a guardaram (respondendo uma mulher na multidão, que lhe tinha dito, bem-aventurado o ventre que te portou e os seios que te nutriram). Pois virão dias em que direis: “Bem-aventurado o ventre que não concebeu, e os seios que não amamentaram. Aquele que reconheceu o mundo encontrou o corpo, mas aquele que encontrou o corpo é superior ao mundo. Quem enriqueceu, torne-se rei, mas quem tem poder que possa renunciar a ele.”

Aqueles que no mundo físico são ricos, importantes e poderosos e, por eles mesmos assim se encantam pelo que possuem por fora e não por dentro, “são incapazes de discernir a verdade” do que realmente possui valor.

Plantam o orgulho, vaidade e egoísmo no deserto estéril de suas vidas, não permitindo que nelas cresça floresça o amor, verdadeiro alimento da alma e o verdadeiro encanto da vida.

Aqueles outros que escutam a palavra do “Pai” no “Filho do Homem” e realmente a guardam, praticando-a, apesar de estarem em corpos físicos, seus corações e mentes não estão neste mundo, que o renunciando tornam-se superiores a ele. “Fazem-se reis, enriquecem-se, possuem o real poder e a verdadeira riqueza”.

A mentalização quando não corretamente gerada e direcionada magnetiza e fortalece o eu individual – o “ego”, formando quadros mentais, que magneticamente atraem mais realizações de desejos materiais e que conduzidos quase sempre de maneira egocêntrica, não permitem a assimilação de sentimentos mais amplos e verdadeiros de realização cocriadora.

E a meditação em seu real processo (mental) de se interiorizar, não é se deixar conduzir pelo relaxamento físico prazeroso, muitas vezes confuso e até mesmo ocioso. É se deixar conduzir de fato pela oração – ou, pela ação mental própria de um cocriador momentaneamente interiorizando-se em sintonia direta com a Mente Universal Criadora –  com o “Pai”.

 
Algumas oliveiras no Jardim do Getsemani”, em Jerusalém possuem centenas de anos, talvez passando de mil anos de existência – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo: “Aquele que está perto de mim está perto do fogo, e aquele que está longe de mim está longe do Reino. As imagens manifestam-se ao homem, mas a luz que está nelas permanece oculta na imagem da luz do Pai. Ele tornar-se-á manifesto, mas sua imagem permanecerá velada por sua luz. Quando vedes vossa semelhança, vós vos rejubilais. Mas, quando virdes vossas imagens que surgiram antes de vós, e que não morrem nem se manifestam, quanto tereis de suportar!”

Jesus com seu poder divino cocriador expressou-o com sua habilidade mental, que com ela manipulou a matéria, utilizando-se de sua energia crística/kundalini (frequência de luz/cor vermelha – “fogo”). Nestes momentos no mundo físico (3ª dimensão) utilizava desta energia com a força de sua vontade (espirito santo), para suas realizações, inclusive para realizar seus “milagres”.

Aqueles que o acompanhavam e testemunhavam seus “milagres” como manifestações do “Reino” ou, do poder do “Pai” dado ao “Filho”, não sabiam que para estas suas realizações acontecessem, era necessária através de sua vontade a presença da energia cristica/kundalin, que é a energia da vida (biológica) e de realização no mundo físico e que comumente é velada à visão física.

Quando ele dizia àquele que o procurava para ser curado, dizendo-lhe, que não foi ele que o tinha curado, mas: “tua fé te curou”, de fato ele apenas potencializava o campo de energia (biomagnetico) deste doente, para que seus vórtices de energia (chakras) entrassem em funcionamento de maneira harmônica e assim pudessem energeticamente acelerar, para que o próprio enfermo agora também se potencializando, realizasse mentalmente seu “milagre”, portanto sua própria cura.

Também, quando ele dizia ao enfermo depois de curado, “vá e não peques mais”, ele mais em sentido energético-vibratório e não em sentido moral de julgamento queria dize-lo, não desalinhe mais seus vórtices (chakras), não saia mais da frequência de equilíbrio (Linha B de suas Três Linhas da Vida), para que que não mais adoeça.

Jesus de Nazaré – O Cristo: “Adão surgiu de um grande poder e de uma grande riqueza, mas ele não se tornou digno de vós. Pois, se tivesse sido digno, não teria experimentado a morte. As raposas têm suas tocas] e as aves têm seus ninhos, mas o filho do homem não tem nenhum lugar para pousar sua cabeça e descansar. Miserável do corpo que depende de um corpo e da alma que depende desses dois.”

O primeiro ser humano (Adão) Homo sapiens que se tornou depois o Homo sapiens sapiens, apesar de ter sido uma criatura surgida de um grande poder e possuída de grande riqueza (qualidade), não se tornou digna de seu surgimento, pois se tivesse sido, ele não teria só experimentado a morte física, reviveria também seu corpo, ressuscitando-o e transmutando-o.

As criaturas de Deus possuem seus locais na Terra (condições de vida), que com eles se identificam, mas o “Filho do Homem” não o possuiu. Digno de compaixão aquele que vive apenas em função da necessidade física de seu corpo, miserável ele que (ausente do estado de graça) sua alma depende de sensações (físicas) que seu corpo gera.

O futuro do ser humano está sempre mudando. Todas possibilidades existem ou não em sua vida, quando ele pode então tomar qualquer rumo, tanto para melhor quanto para pior.

Depende de que “seu personagem” – o “eu/ego” define o que é necessário experienciar, através de sensações positivas ou negativas que direcionam sua vida, apesar às vezes são inconscientes estas escolhas, mas mesmo assim não deixam de ser escolhas geradoras de seus conflitos interiores.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Os anjos e os profetas virão a vós e darão aquelas coisas que já tendes. E dai vós também a eles as coisas que tendes e dizei a vós mesmos: ‘Quando virão tomar o que é deles? Por que lavais o exterior da taça? Não compreendeis que aquele que fez o interior é o mesmo que fez o exterior? Vinde a mim, pois meu jugo (autoridade) é fácil e meu domínio é suave, e encontrareis repouso para vós.”

O ser humano é em essência luz divina. Algumas vezes é mencionado com sentido místico que ele é um “anjo em potencial”, mas para que realmente assim se mostre em sua verdade original como Luz Viva, “ele não deve ficar só lavando o exterior da taça” ou, só conduzindo por interesses exteriores que apenas satisfazem seus sentidos, mas buscando sobretudo, aqueles interiores essencialmente necessários e mais verdadeiros, que o capacitam a irradiar sua luz.

Ele é aquele como um filho, que “se interioriza para chegar ao Pai”, percebendo suave autoridade nesta aproximação, repouso em sua alma e em seu espirito amorosa e iluminada compreensão.

Este que assim procede, já possui consciência de sua condição em projetar seus desejos e a materializa-los a partir de si mesmo. Ele percebe agora “sua mente quântica” (mental sutil) evidenciar-se através de estados mentais mais profundos, gerando pensamentos com sentimentos (emoções) energeticamente mais sublimados, capacitando-o como cocriador, utilizar da energia da vida e de realização no mundo físico (energia cristica/kundalini) e com ela condição de manipular e criar matéria.

 
Na primeira imagem à esquerda é a reconstituição por recursos computorizados do Fórum Romano e na segunda à direita para comparação suas ruinas atuais. Em 63 a.C., o general Pompeu conquistou a Judeia, trazendo assassinatos, escravização aos judeus e fazendo anexação daquela região ao domínio romano. Entre 63 a.C. e 6 d.C.,aquele território transformou-se em principado vassalo de Roma – Imagens da internet

Jesus de Nazaré – O Cristo“Vós decifrastes a face do céu e da terra, mas não reconhecestes aquele que está diante de vós e não soubestes perceber este momento (respondendo aqueles que lhes disseram: dize-nos quem tu és, para que possamos crer em ti). Buscai e encontrareis. No entanto, aquilo que me perguntastes anteriormente e que não vos respondi então, agora desejo vos dizer mas vós não me perguntais sobre aquilo. Não deis aos cães o que é sagrado, para que eles não o joguem no lixo. Não atireis pérolas aos porcos, para que eles …”

Jesus respondendo aqueles que lhe perguntaram, “dize-nos quem tu és, para que possamos crer em ti”, ele respondendo disse-lhes, procuram pelas escrituras interpretar o sentido e o porquê estarem na terra buscando o céu, “mas são incapazes de identificarem o momento e o verdadeiro sentido da presença deste que está diante de vocês”.

Em outra ocasião dirigindo-se aos que o escutavam ele mencionou, que às vezes me perguntam algo, mas por não estarem preparados no momento para saber o que me perguntam, não lhes respondo, mas agora que quero dize-lo, não me perguntam. O alimento precioso “não é dado aos cães, que pode tê-lo no lixo, da mesma maneira não se joga perolas aos porcos”.

Jesus era enfático com informações associadas ao “Pai”. Passava-as como ensinamentos, usando exemplos do cotidiano e alguns deles na forma de narrações alegóricas, em sua tentativa que fossem entendidos e absorvidos.

Ele queria mostrar àqueles que o ouviam, se usassem corretamente seus pensamentos com iguais sentimentos conduzidos pelo coração, podiam alcançar em plenitude o que buscavam. Insistia que o poder de cura das doenças físicas e sobretudo da alma estavam ao alcance de todos, como um poder neles literalmente inserido, que precisava apenas ser descoberto e utilizado.

Jesus de Nazaré – O CristoQuem busca, encontrará, e [quem bate] terá permissão para entrar. Se tendes dinheiro, não o empresteis a juro, mas dai-o àquele de quem não o recebereis de volta. O Reino do Pai é como [uma certa] mulher. Ela tomou um pouco de fermento, [escondeu-o] na massa, e fez com ela grandes pães. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!”

Aquele que busca se informar, que busca o conhecimento e com eles realmente se conhecer, ele neste seu processo de se interiorizar, “chega à porta” que por ela entrando, ao dar a si mesmo esta permissão, percebe se iluminando e se inserindo ao “Reino do Pai”.

Aquele que possui sua consciência vivificada por pensamentos iluminados, ele é Luz Viva que soma, ao se propagar. Ele é possuidor deste “fermento divino”, que nele atuando, faz crescer/ampliar sua sensibilidade de alma que mais iluminada, faz que outros também se iluminem.

Ele já experiencia a ocasião de sincronicidade da atividade cerebral, da conexão direta entre aqueles que já atingiram a necessária frequência mental, para dela se utilizando, poderem fazer a leitura do campo um do outro.

Ele já vivencia o momento da “comunhão dos santos” ou, ficar ciente não só das palavras que saem pela boca do próximo, mas o que é sobretudo, dito pelo seu pensamento saindo de seu coração. Ele se insere neste momento, que é daqueles, que já começam a se mostrar como fagulhas/faíscas divinas da Criação – como “pedacinhos” da Energia Suprema Criadora/Deus, que ainda no mundo físico já se unem.

 
Os relatos romanos fazem referências de cristãos sendo martirizados em locais de Roma (em anfiteatros e arenas), mas não pormenorizadamente. No Coliseu construído entre 70 e 90 d.C., onde eram realizados diversos espetáculos com os vários jogos, é bem provável que nele não tenham acontecidos estes martírios – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo: “O Reino do Pai é como uma certa mulher que estava carregando um cântaro cheio de farinha. Enquanto estava caminhando pela estrada, ainda distante de casa, a alça do cântaro partiu-se e a farinha foi caindo pelo caminho atrás dela. Ela não se deu conta, pois não tinha percebido o acidente. Quando chegou em casa, colocou o cântaro no chão e percebeu que ele estava vazio. O Reino do Pai é como um certo homem que queria matar um homem poderoso. Em sua própria casa ele desembainhou a espada e enfiou-a na parede para saber se sua mão poderia realizar a tarefa. Então ele matou o homem poderoso.”

O ser humano quando nasce e ainda criança é isento de premeditações, de maldades e de barreiras emocionais próprias de uma vida adulta. Na sua pureza e ingenuidade inicial de ser, é mais fácil para ela sintonizar pelo coração com o “Reino do Pai”.

Mas, na medida em que ela vai crescendo, tornando-se adulto, ele vai competindo em busca de sua sobrevivência, vai despertando sentimento de disputa (inserindo-o combativo no mundo da dualidade) e vai inversamente perdendo seu estado de graça original, vai desaparecendo a criança que nele existia.

Como adulto, voltando-se mais em conquistar e ganhar o mundo, vai gerado disputas e conflitos, que se tornam poderosos e dolorosos grilhões (energéticos) e que o prendem à ilusória realidade física. E para deles se livrar, deve se exercitar na árdua tarefa de mergulhar dentro de si e, de lá resgatar a criança, trazer de volta o que deixou de ser.

Aquele que “entra no Reino do Céu”, se faz como uma criança, que se ilumina e se guia com a visão/percepção de seu coração e não com a visão lógica impelida pelo frio raciocínio/entendimento de um adulto.

O ‘”vencedor” é aquele que se mostra como uma feliz e alegre criança grande, caminhando pela vida de forma destemida e sem medo pela ausência do egoísmo e da arrogância. Ele  foca (mentalmente) mais em ser do que mais em ter, conservando-se sua alma livre de um mundo comumente movido por excessivas disputas e conflitos.

Jesus de Nazaré – O Cristo.” Ele disse-lhes: Estes que estão aqui que fazem a vontade de meu Pai são meus irmãos e minha mãe. São eles que entrarão no Reino de meu Pai (respondendo os discípulos, que lhe disseram, teus irmãos e tua mãe estão aguardando lá fora. Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus, e dai a mim o que é meu (quando lhe mostraram uma moeda de ouro e lhe disseram, que os homens de César exigem tributos).

Os que reúnem, buscando unirem suas almas, assemelhando-se, fazem a vontade do “Pai”, que com ele já são unidos em “espirito”. Estes pais, mães e irmãos de diferentes famílias humanas, tornam-se filhos de um mesmo “Pai” e formam uma imensa família de um sutil/iluminado “Reino”.

Conseguem formar uma só família, depois de vencerem a atração de um mundo aprisionador por estimular disputas, que através delas geram a ilusão de ter. Conseguem agora perceber, que a verdadeira posse como sua real riqueza sempre esteve velada dentro de si e, que agora com a Boa Nova de Cristo podem exterioriza-la com novos conhecimentos,  conduzidos pelo “Filho do Homem”.

Com estes novos conhecimentos que os identificam  como possuidores de infinita riqueza e como cocriadores, sabem que para assim se mostrarem, devem se conduzir mentalmente na frequência da quinta dimensão com a força de seu pensamento, para que possam com ela movidos por desejo profundo na frequência da quarta dimensão ou, já no mundo do bioplasma começarem a plasmar nesta frequência de realidade o que é chamado de “milagre”, para depois já na realidade física (terceira dimensão) possam mostra-lo finalmente já materializado pela força de sua vontade.

  
O triunfo era uma cerimônia civil e rito religioso da Roma Antiga, para homenagear o conquistador, que usava uma coroa de louros, que se vestia com bordados de roxo a ouro em uma toga “pintada” (regalia que o identificava como quase divino) e que em uma carruagem puxada por quatro cavalos saia em procissão pelas ruas de Roma, acompanhado pelo seu exército, cativos e os despojos de sua guerra. O final desta procissão era no Templo de Júpiter, no Monte Capitolino, quando ele oferecia um sacrifício e os símbolos de sua vitória aos deuses. Depois disso, ele tinha o direito de ser mencionado como o “homem de triunfo” para o resto de sua vida. Ruínas do Fórum Romano e arredores – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo“Quem não odeia seu [pai] e sua mãe como eu não pode se tornar meu [discípulo]. E quem não ama seu [pai e] sua mãe como eu não pode se tornar meu [discípulo]. Porque minha mãe [ … ], mas [minha] verdadeira [mãe] deu-me a vida. Ai dos fariseus, porque eles são como um cachorro dormindo na manjedoura dos bois, pois eles não comem nem permitem que os bois comam. Feliz do homem que sabe por onde os ladrões vão entrar, porque dessa forma [ele] pode se levantar, passar em revista seu domínio e armar-se antes deles invadirem.”

Aqueles que verdadeiramente dão vida a um ser humano não são seu pai e sua mãe, que apenas emprestam seus corpos físicos e através da genética nasça também fisicamente o filho/filha, que deve mesmo assim agradece-los e ama-los, para que possa ser amado também pelo “Pai”, que é a verdadeira Fonte da vida, permitindo que todos nasçam.

Alguns que fazem leis e as pregam em locais que os constroem para isto (sinagogas),veem o mundo pela sua visão humana e não pela divina, que se julgando possui-la, verdadeiramente não se iluminam e ainda não permitem que outros alcancem a iluminação.

Aquele que já começa a enxergar com os olhos do “Filho do Homem” deve se cautelar, fortalecendo sua mente e coração, para não deixar sejam invadidos por aqueles que incapazes de se construírem por dentro, ainda roubam de outros a capacidade de poder assim construírem.

A Terra é uma gigantesca e estufa e também um grande berçário, que nela a Mente Universal/“O Pai” faz surgir e florescer o que é conhecido como vida. E, para além dela por todo o universo físico e ainda além dele na Multidimensionalidade se mostra o Sentido de Deus, como Luz Viva Criadora Autoconsciente.

A Real Natureza Divina e Criadora não é a mesma do ser humano cocriadora, que apenas se conduz em sintonia com o enunciado do 2º Principio (Lei) Universal. Quando ele cultiva belos e ornamentais jardins, nutritivos alimentos em hortas e pomares, entre outros cultivos, ele apenas os cuida sem ser sua verdadeira fonte como origem de vida.

A Terra é viva, mas não é concebível assim pelo entendimento humano, que apenas constata o efeito desta realidade. Seu “Real Sentido de Vida” (dentro do Analema Solar) só pode ser constatado em uma outra frequência de realidade, além da 1ª Muralha que a circunscreve e a identifica como o 1º primeiro e físico mundo.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Qual foi o pecado que cometi ou em que fui vencido? Porém, quando o noivo deixar a câmara nupcial, então que eles jejuem e orem (Jesus respondendo aqueles que lhe diziam, oremos e jejuemos hoje). Quem conhece o pai e a mãe será chamado filho de prostituta. Quando fizerdes de dois, um, vos tornareis filhos do homem, e quando disserdes: ‘Montanha, move-te! ’, ela se moverá.”

Aquele que vence em si condutas, que com elas poderia realizar faltas ou erros consigo mesmo e com o próximo emocionalmente desequilibrando-se (“pecando”), ele assim resistindo está realmente em constante e verdadeira prece que alcança o “Pai”, por agir com o coração e não com a boca apenas (“rezando”), pedindo perdão.

Ele é aquele que se enobrece e se sublima já conhecendo seus semelhantes como irmãos, e filhos do mesmo “Pai”. Com esta sua percepção já com sentimento do Sentido de Unidade, ele já começa também já se perceber em sua consciência cocriadora e com ela sua possibilidade de gerar seus próprios universos mentais.

 
\À esquerda como era a Basílica de Constantino e hoje à direita como está em ruínas. Constantino se tornou imperador romano no ano 306 d.C. E no ano de 323 d.C. depois do Concílio de Nicéia, tomou medidas (por conveniência), para evitar que a fé cristã fosse destruída por perseguição externa ou por conflitos internos. Ele não só preservou o cristianismo como também deu um passo da maior importância para torná-lo a religião dominante da Europa – Imagens da Internet

Jesus de Nazaré – O Cristo: “O Reino é como um pastor que tinha cem ovelhas. Uma delas, a maior de todas, extraviou-se. Ele deixou as noventa e nove e foi procurá-la, até encontrá-la. Depois de ter passado por todo esse incômodo, ele disse à ovelha: ‘Eu me interesso por ti mais do que pelas noventa e nove’. Quem beber de minha boca tornar-se-á como eu. Eu mesmo me tornarei ele, e as coisas que estão ocultas ser-lhe-ão reveladas.”

Os seres humanos que já estão em sintonia com o “Reino do Pai”, vivenciando sentimentos de amor e de harmonia não devem perde-los, inspirando-se em comportamentos, que outros julgando engrandecê-los, os incorporam.

Sentimentos de vaidade, orgulho e ganancia, entre outros, que depois de incorporados torna-se difícil deles se libertarem, dificultando a volta de sentimentos que antes os exteriorizavam e que sempre estiveram guardados em seus corações.

Sentimentos que o “Filho do homem” propagou e que capacitam aqueles que os exercitam, sublimarem de sua condição instintivo-humana e se perceberem em sua real condição divina, para absorverem conhecimentos até então ocultos, que lhes serão revelados e, que se postos em pratica se assemelharão a ele.

Conhecimentos que utilizam da “tríade energética” pensamento/desejo/vontade, conduzidos respectivamente pela consciência/bioplasma/energia crística (kundalini) e respectivamente ainda manipulados aos níveis das frequências da quinta/quarta/terceira dimensões. Conhecimentos que postos em pratica realizam não só “milagres”, mas também outras tarefas (paranormais) voltadas ao interesse da humanidade.

Jesus de Nazaré – O Cristo: “O Reino é como o homem que tinha um tesouro [escondido] em seu campo sem saber. Após sua morte, deixou o campo para seu [filho]. O filho não sabia [a respeito do tesouro]. Ele herdou o campo e o vendeu. O comprador ao arar o campo encontrou o tesouro. Começou então a emprestar dinheiro a juros a quem queria. Quem encontrou o mundo e tornou-se rico, que renuncie ao mundo.”

Aquele que se conduz pelas Leis Universais, se conduz também pela mente e pelo coração em sintonia com os conhecimentos que o “Filho do Homem” transmitiu. Conhecimentos como verdadeiros tesouros, que antes o ser humano não tinha deles ciência e que agora procura vivencia-los e propaga-los.

Com esta propagação ele vai acumulando indestrutível riqueza. Vai se enriquecendo à medida em que vai desterrando-a de seu interior e permitindo que outros dela também usufluem. Riqueza que não é deste mundo, não é visível, mas é o seu mais verdadeiro e precioso tesouro.

O ser humano sabe hoje, que o pensamento não pode experimentar, o que ele pode fazer é interpretar e criar. Ele precisa de um mundo de relatividade ou de um mundo físico corpóreo, para com ele experimentar. E com estes conhecimentos torna-se mais fácil para ele agora, desenvolver suas habilidades mentais e com elas agir como cocriador.

Ele sabe ainda, que o pensamento se expressa como energia invisível e que determina a forma que esta energia deve assumir. A mecânica quântica sinaliza isto, ao mencionar que o pensamento pode influenciar de partícula em partícula o universo ao seu derredor, criando ou modificando a matéria. Inclusive, pode auxilia-lo a modificar seu corpo físico, transmutando-o.

A inteligência humana através da física quântica, especialmente da mecânica quântica, já é capaz de constatar/ver o emaranhamento no interior do átomo e já ter certeza que a matéria que constitui o mundo denso como ele se apresenta aos cinco sentidos humanos, é ilusório, não é real.

A mecânica quântica está desvendando o que aparentemente está posto aos olhos físicos humanos, mas fica por aí. Para ir mais além ”os recursos” já não estão mais no mundo dos sentidos ou do ver, do entender com a lógica e com o raciocínio que procura fisicamente comprovar.

Para ir além da mecânica quântica os “recursos” não são mais físicos, não são visíveis. Não são alcançáveis por cientistas em laboratórios de pesquisas, mas por “cientistas” que “´pesquisam” suas próprias almas e se interiorizam.

Fazem de si mesmos laboratórios mentais, indo além da luz eletromagnética de seus corpos físicos. Alcançam conscientes a Luz Viva contida em suas almas, que com ela se fazem como “portais” para alcançarem outras realidades, outras, dimensões.

Jesus de Nazaré – O Cristo: “Os céus e a terra se dobrarão diante de vós. E aquele que vive do Vivo não conhecerá a’ morte. Jesus não disse: ‘Quem se encontra é superior ao mundo? Ai da carne que depende da alma; ai da alma que depende da carne. Ele não virá porque é esperado. Não é uma questão de dizer: ‘eis que ele está aqui’ ou ‘eis que está ali’. Na verdade, o Reino do Pai está espalhado pela terra e os homens não o veem. Respondendo aos discípulos que lhe perguntaram, quando virá o Reino).”

Aquele que toma conhecimento das informações que o “Filho do Homem” transmitiu e, se verdadeiramente as experiencia, vivificando-as, ele domina Leis Universais, manipula a matéria. Torna-se superior a ela e alcança realidades paralelas e outras dimensões, com “os céus e a terra dobrando diante dele”

Em outro nível de consciência e em outro estado d’alma ele não mais sujeita aos apelos do mundo físico e dos sentidos. E, em frequência mental mais acelerada começa a se tornar cocriador e partícipe atuante do “Reino do Pai”.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Eu mesmo vou guiá-la para torná-la macho, para que ela também possa tornar-se um espírito vivo semelhante a vós machos. Porque toda mulher que se tornar macho entrará no Reino do Céu (respondendo a Pedro, solicitando que Maria saísse do meio que estavam, porque as mulheres não são dignas da vida). ”

Na mulher mostra-se como seu princípio original ou causa primaria a fonte que é estática, que recebe e que gera.

No homem mostra-se como seu princípio original ou causa primaria a fonte que é dinâmica, que acende e que potencializa.

No homem vibra “o espirito” que proporciona capacidade de potencializar e acender o fogo/centelha da vida (energia da kundalini sublimada), para alcançar o “Reino do Céu” e de se fazer como “Filho Vivo do Pai”.

A mulher e o homem estão presentes em partes iguais e auxiliares na “fisiologia cósmico-divina”, que atua e materializa o “receptáculo físico” (corpo humano), que nele temporariamente “se deposita” o seu conteúdo em eterna essência (“espirito”), que o ilumina e que verdadeiramente o faz viver.

 

Fontes de pesquisas:
https://estiloadoracao.com › Personagens Bíblicos › Quem Foi o Apóstolo Tomé?
 https://www.ebiografia.com/sao_tome/
https://www.gdpatriarcajaco.org.br/livros/Apocrifo_Evangelho_Tome.pdf
https://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/megiddo-o-local-do-armagedom-fim-do-mundo.html
Apostilas de Dakila Pesquisas

Fonte: Pegasus Portal

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO EVANGELHO DE SÃO TOMÉ – PARTE 4

A nossa coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta segunda-feira vamos estudar a 4ª parte do evangelho de Tomé. Um estudo sob a ótica da física quântica. O Evangelho de São Tomé trás muitas revelações importantes, inclusive a de que Jesus o tempo todo ensinou física quântica. Então vamos continuar desvendando esse enigmático evangelho!

Compreendendo o Evangelho de Tomé

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Jesus de Nazaré – O Cristo:   “Se um cego guia outro cego, ambos cairão numa vala. Não é possível que alguém entre na casa de um homem forte e tome-a à força, a menos que lhe amarre suas mãos; então será capaz de saquear sua casa. Não vos preocupeis de manhã até a noite e de noite até a manhã com o que vestireis.”

Aquele que ouve e segue o que diz outro, mas o que lhe é dito e por ele escutado não está em sintonia com Princípios (Leis) Universais e Divinas, ambos caem em “uma vala comum”, impedindo-lhes continuarem suas jornadas para dentro de si mesmos e despertarem seus poderes cocriadores.

O ser humano deve mentalmente se sutilizar (mental sutil), fortalecendo sua consciência/pensamento, para não “ser assaltado” emocionalmente pela intensa força de atração do mundo das sensações aprisionadoras, ao seu derredor.

Ele deve sair da ilusória e excessiva “interação simbiótico-energética de “matéria desejando si mesma”. Ou, de seu corpo físico (matéria) com seus sentidos comuns impelindo-o excessivamente à posse de objetos (matéria), à sua volta. É a “Matrix” aprisionando-o no ter o que aparenta ser, mas o que de fato não é.

E, desta prisão movido pela sabedoria do discernimento deve, através de seus pensamentos, se libertar, Ele deve pensar, focando com ele sua atenção para se libertar das forças antagônicas dentrode si e, já livre do encantamento exterior e do que é aparente, possa descobrir interiorizada sua habilidade (mental) cocriadora.

Possa se conduzir emocionalmente pelos sentimentos da harmonia em sintonia mental à Linha B de suas Três Linhas da Vida). Nesta frequência de vibração com seu pensamento tudo pode.

Possa (mentalmente) ir além, não mais se aprisionando a um mundo aparentemente real/solido, “construído” temporariamente apenas para satisfazer seus sentidos normais.

 
Os discípulos estavam reunidos às portas fechadas no Cenáculo (imagens acima), em data próxima a festa judaica de Pentecostes que é celebrada 50 dias após a Páscoa, quando de repente uma ventania tomou a casa e apareceram línguas de fogo. Todos ficaram cheios do Espirito Santo e começaram a falar em outras línguas. E, nas imagens acima uma cantora gospel começou a cantar lindamente, ou melhor, vibrar melodiosamente sua voz envolvendo os presentes em um manto de encantamento e de harmonia, quando então todos ali naquele instante com seus corações e mentes em uma só frequência, proporcionaram o vórtice/”portal” para a manifestação de um sutil corpo de luz – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Quando tu te revelarás a nós e quando te veremos?” Jesus disse: “Quando vos despirdes sem vos envergonhardes e tomardes vossas vestes e, colocando-as sobre vossos pés, pisardes sobre elas como criancinhas, então (vereis) o filho daquele que vive e não tereis medo. Muitas vezes haveis desejado ouvir essas palavras que vos digo, e não tendes outro de quem ouvi-las. Pois virão dias em que me procurareis e não me encontrareis.”

Aquele que se fizer como uma criança, que em sua espontaneidade se despe de julgamentos e de preconceitos, ele verá a si mesmo como deve ser visto. Em sua transparência d’alma sem medo deve se vê, como se vê este (Jesus) que ainda no mundo físico lhes esclarece, mas chegará a ocasião que ele já ressuscitado, não poderá mais fisicamente presente ser escutado.

Muitos dos ensinamentos de Jesus foram transmitidos através de parábolas com intenção de facilitar seu entendimento, mas mesmo assim foram poucos aqueles, que naquele tempo os assimilaram. E, por não os entenderem, deixaram perder informações históricas ou mesmo as destruíram posteriormente por interesses próprios, como documentos apócrifos.

E, mesmo hoje muitos de seus ensinamentos contidos em documentos que foram resgatados, continuam mesmo assim seu sentido não compreendido com uma visão mais quântica.

 
Em Jerusalém estatua do Rei Davi e o com seus restos mortais Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Os fariseus e os escribas tomaram as chaves da gnose. Eles não entraram nem deixaram entrar aqueles que queriam entrar. Vós, no entanto, sede sábios como as serpentes e mansos como as pombas. Uma parreira foi plantada fora do Pai, porém, não sendo saudável, ela será arrancada pela raiz e destruída. Quem tiver algo em sua mão receberá mais, e quem não tiver nada perderá até mesmo o pouco que tem.”

“Deve-se ser sábio como a serpente e manso como a pomba”, com aquele que prega ostensivamente em templos julgando possuidor de poderes e “interprete do plano espiritual”, mas o que menciona não está verdadeiramente em sintonia com este plano mais sutil e de luz. E ainda mais, deixa também os que o escutam em sintonia mental.

Este que assim prega, deve deixa-lo sob a regência de Leis Universais e Divinas, que são irredutíveis àquele que se conduz à margem delas, mais cedo ou mais tarde será tirado de cena, será extirpado.

Aquele que verdadeiramente busca o autoconhecimento, que com ele vai se percebendo em sua realidade cocriadora e divina, ele vai cada vez mais exteriorizando sua real riqueza. A auto iluminação é um processo mental/”espiritual” dinâmico, que não se deve deixa-lo estagnar. Assim estagnado ele mesmo não estaria.

Expressar-se com “espiritualidade” é vivencia-la. É se mostrar mentalmente consciente inserido no “mais além” através dos ensinamentos do “Filho Primogênito do Pai”, que informava a necessidade de cultivar sentimentos de bondade, porque associados a eles estão frequências mais altas que o ser humano pode gerar/vibrar. Amor universal (500 Hz), alegria (540 Hz), harmonia/paz (600 Hz), estado mental sutil de iluminação (700 Hz) e estado total/final de consciência (1000 Hz).

O ser humano vivenciando a frequência do amor, gera o respectivo poder de atração, que com ele vai se transformando e ao mesmo tempo influenciando aqueles que estão em sua convivência e que vão também se transformando. Vão mudando seu comportamento e, inclusive, harmonizando o ambiente onde se acham.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Não percebeis quem sou eu pelo que vos digo, mas vos tornastes como os judeus! Com efeito, eles amam a árvore e odeiam seus frutos ou amam os frutos, mas odeiam a árvore. Quem blasfemar contra o Pai será perdoado e quem blasfemar contra o Filho será perdoado, mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado nem na terra nem no céu.”

Jesus mencionava a necessidade de cada vez mais pensar e proceder melhor (com mais equilíbrio emocional). Procurava especialmente ser compreendido desta maneira através de seus próprios exemplos e, quando também falava por parábolas.

Nesta sua maneira de se expressar, informava sobre o poder (vibracional) dos sentimentos como o do amor, da compreensão e da tolerância, entre outros. Ele percebia em si mesmos, que o cérebro humano é imensa fonte geradora de força mental, conduzindo o pensamento através da emoção.

Em sua época era muito questionado e quase sempre não aceito em função de seus ensinamentos, que com eles procurava remover milenares e ultrapassados paradigmas de comportamento.

E, apesar de ser aceito por alguns em função principalmente dos “milagres” que realizava, quase sempre não era compreendido por eles. Estas situações que com elas convivia cotidianamente, as compreendia apesar de deixa-lo humanamente aflito.

Entretanto, para ele aquele que pensava e blasfemava contra o espirito santo (energia da kundalini/crística de realização no mundo físico), não seria perdoado nem na terra nem no céu ”. Ou seja, aquele que não percebesse seu corpo físico o “veículo”, sua mente o “motorista” e sua emoção o “combustível” que se estivesse “adulterado, ele não iria a lugar nenhum. Assim estagnado ele mesmo não estaria se perdoando em corpo/alma – ou, na terra e no céu.

O pensamento não é apenas um processo mecânico, físico, biofísico. Ele é “ponte” que liga o ser humano pela sua Vontade através da energia crística/energia do espirito santo aos mundos paralelos, às dimensões e a outros planos de realidades.

 
Primeira imagem uma das extensões da caverna existente no subsolo da Basílica da Natividade, local onde provavelmente Jesus nasceu. Segunda imagem o interior desta Basílica – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Não se colhe uvas dos espinheiros nem figos dos cardos, pois eles não dão frutos. O homem bom retira o bem do seu tesouro; o malvado retira o mal de seu tesouro malévolo, que está em seu coração, e diz maldade. Pois da abundância do coração ele retira coisas más.”

Aquele que no mundo físico pensa e age com o sentido de unir, somar e construir, ele é movido pela energia do sentimento do amor, guardado dentro de si como seu precioso tesouro, que dele já foram retirados os maus sentimentos.

Sentimentos de maldade se alguém ainda os guarda em seu coração, ele está cultivando em seu dia a dia dentro de si “espinheiros e cardos (pragas) ”, que com eles vai se machucando, dificultando e empobrecendo sua vida.

A mentalização é importantemente eficiente quando se pensa de maneira positiva, exercitando-se com mente amorosa, para que facilite a materialização do que se almeja. Aquilo que alguém colhe na vida, é o reflexo persistente do que ele pensa e age ou, do que mentaliza/gera em seu campo de energia, que agindo como um imã, atrai resultados ao seu favor ou contra.

Aquele que sabe se direcionar na vida, consegue materializar o que pensa, Ele já sabe controlar situações, que o levam a viver de maneira mais plena sem perda de energia ou, sem mais o sentimento de sofrimento por já saber alcançar seu objetivo.

 
Muro das Lamentações em Jerusalém é o único vestígio do primeiro e antigo templo erguido por Herodes, portanto é o que restou dele como um muro de arrimo, que apenas já servia de sustentação ao segundo templo destruído no ano de 70 pelo general Tito, que se tornou imperador romano – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:   “Dentre os que nasceram da mulher, desde Adão até João, o Batista, não há ninguém superior a João, para que não abaixe os olhos [diante dele]. Mas eu digo, aquele dentre vós que se tornar uma criança conhecerá o Reino e se tornará superior a João.”

O ser humano que se mostra em pensamento e atitude como uma criança que não premedita, e agindo espontaneamente inocente, ingênuo, é mais fácil para ele por possuir coração e mente límpidos, exteriorizar a energia do espirito santo e, nesta frequência alcançar também o “Reino do Pai”, tornando-se superior a “João, o Batista”.

Aquele que se conduz na vida com pureza de propósitos, ele possui mais confiança em si e ausente de barreiras emocionais, abre com mais facilidade seus próprios caminhos. Ele já tem depositado em seu coração o sentimento de serenidade, que com ele caminha em seu dia a dia.

Sem mais o sentimento de julgamento de si mesmo e dos outros, ele possui a viva noção que suas experiências no mundo físico, são apenas trampolim em sua busca de outros e paralelos mundos.

Em suas experiências do dia a dia não se deixa conduzir pelo medo, mas pela espontaneidade e pela sinceridade, como condutoras de sua vida.

Move-se pelo autoconhecimento, que com ele vai percebendo suas verdadeiras possibilidades, quando vai ao mesmo tempo pesando seus defeitos e qualidades em uma aceitação de si mesmo. Vai assim se livrando do que nele não é autentico, do que não é de sua real natureza divina cocriadora.



A Mesquita do Domo da Rocha e o Murro da Lamentações estão fisicamente próximos daqueles que os frequentam com seus corpos físicos, mas muitos distantes dos mesmos que os frequentam com seus sentimentos – – Foto de Antônio Carlos Tanure.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  É impossível para um homem montar dois cavalos ou retesar dois arcos. E é impossível que um servo sirva a dois senhores, pois ele honra um e ofende o outro. Ninguém bebe vinho velho e logo em seguida deseja beber vinho novo. E não se coloca vinho novo em odres velhos, para que não arrebentem; nem se coloca vinho velho em odres novos, para que não o estraguem. E não se cose pano velho em veste nova, porque ela está arriscada a rasgar.”

A densa e ilusória realidade da matéria que o ser humano experiência em sua condição físico-corpórea, nela vibram forças fundamentais em polaridades opostas, dando-lhe (já ainda no mundo do átomo) ilusão de uma realidade consistente, que ele deve aprender a extrapola-la.

Deve se libertar destas forças, que nele também inseridas o influenciam, refletindo na alternância de seus sentimentos, interesses e ações, mostrados comumente em sua convivência com os outros.

Em suas experiências no mundo físico ele deve (mentalmente) se situar na Linha B ou do Meio de suas Três Linhas da Vida, para adquirir a possibilidade de neutralizar estas forças, que energeticamente “estruturadas” em seu corpo físico, o impulsionam em sua vida também fisica.

Na Linha B ele alcançando o estado de graça, alcança também capacidade de interagir consciente com seu Corpo de Luz (Eu do Futuro), que em outra frequência de realidade não estando sujeito às Leis do mundo físico, o auxilia em sua ressureição e transmutação, para que se liberte definitivamente deste mundo e volte à “Casa do Pai”.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Se os dois fizerem as pazes nesta casa, eles dirão a montanha: ‘Move-te! ’ e ela se moverá. Bem-aventurados os solitários e os eleitos, pois encontrareis o Reino. Pois, viestes dele e para ele retornareis.”

Aqueles em estado de graça que se acham mergulhados em si mesmo, estão em uma conduta solitária, mas não de solidão percebendo em seus corações e em suas mentes serem partes vivas do “Reino do Pai”, que dele temporariamente estão só separados pela barreira de seus corpos físicos, mas ao se ressuscitarem e se transmutarem, voltarão definitivamente para ele.

Quanto mais as presenças destes “bem-aventurados” que assim pensam, a energia (mental) que cada um vai gerando, vai se somando com a do outro, possibilitando-lhes no final a capacidade de realizarem maravilhas e, se “dizerem à montanha move-te, ela se moverá”.

A intensidade da energia, a velocidade do pensamento e como a mente atua na matéria ou, respectivamente as Linhas ABC da Vida que determinam o sucesso (ou não) do que foi por ele mentalizado. Estas três linhas quando já destacadamente funcionando/vibrando em harmonia no instante do que foi pensado e desejado, fica ainda mais fácil para ele se estabilizar emocionalmente na frequência de kundalini em espiral (sublimada), a frequência que é cocriadora.

 
Para os judeus o Muro das Lamentações é “um portal de entrada para o Céu”. É um local onde a plenitude de sua identidade encontra expressão, representando a eternidade de Deus e do Povo Judeu escrita em pedra – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Se vos perguntarem: ‘De onde vindes? ’ Respondei: ‘Viemos da luz, do lugar onde a luz nasceu dela mesma, estabeleceu-se e tornou-se manifesta por meio de suas imagens’. Se vos perguntarem: ‘Vós sois isto? ’ Digam: ‘Nós somos seus filhos e somos os eleitos do Pai vivo’. Se vos perguntarem: ‘Qual é o sinal de vosso Pai em vós? ’, digam a eles: ‘É movimento e repouso’.”

O ser humano é em sua essência energia/luz originada da Fonte Divino-Eterna, “que nasceu dela mesma” e que mostra apenas seu reflexo ao limitado entendimento humano, que com ele experiencia o raciocínio e a lógica através de seus limitados cinco sentidos, próprios para inseri-los apenas ao seu mundo exterior e físico.

Mas, aquele que não se sujeita esta limitação, impulsionando-se por sincera vontade conduzida pelo coração, busca sua origem divina não fora, mas dentro de si, em seu mundo interior.

Ele vai procurando alcança-la como sua verdadeira riqueza, ao ampliar seus conhecimentos nem tanto mais impulsionado pela inteligência, mas pela sabedoria que realmente esclarece, que ilumina seu mundo interior e que torna possível perceber não só ele, mas todos filhos de um mesmo ”Pai”.

A vida do ser humano é um dinâmico conjunto de experiências, conhecimentos e aprendizados. Conhecimentos que o levam ao aprendizado último e mais verdadeiro de buscar a Luz Viva e nela assim se perceber inserido.

 
Na primeira imagem imediações em Jerusalém da Mesquita do Domo da Rocha e na segunda imagem o Domo Dourado – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Aquilo que esperais (o repouso dos mortos e quando virá o novo mundo) já chegou, mas não o reconheceis. Omitistes aquele que vive em vossa presença e falastes dos mortos.”

A presença na realidade física de Jesus e depois sua ressureição e a transmutação final de seu corpo físico, abriu aos seres humanos a “porta” entre a realidade física e às realidades mais sutis/aceleradas.

Ele permitiu que um novo mundo mental de experiências e de transformações acontecesse àqueles que a muito vinham procurando passar por esta “porta”, que pudesse leva-los além da ilusória realidade de seu mundo físico e exterior, estimulando-os primeiro se conhecerem, interiorizarem-se, para só assim conhecerem a realidade de uma outra mais verdadeira e sutil vida.

Entretanto, muitos ainda hoje se movem como sonambúlicos ou mesmo mortos (em inercia mental total) persistindo não o ter verdadeiramente como exemplo, como “ponte” para regressar a “Casa do Pai” e, à sua verdadeira vida.

Ele como partícula de vibração mais intensa enviada à Terra, veio para conviver entre os seres humanos e lhes passar sua tecnologia mental, ensinando-a como sua Boa Nova a ressurreição e a transmutação.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Se ela (a circuncisão) fosse benéfica, os pais gerariam filhos já circuncisos de sua mãe. Mas a verdadeira circuncisão (iniciação) a espiritual, tornou-se inteiramente proveitosa.”

A verdadeira circuncisão não deve ser aquela que acontece na carne (corte físico do prepúcio), não aquela que acontece materialmente, mas em outro padrão mental e nível evolutivo, que com eles possam ser eliminados/cortados velhos e viciosos hábitos, para serem construídos novos e dinâmicos procedimentos, observando-se verdadeiramente a ciência lilarial com seus fundamentos (da natureza), conduzidos por Leis Universais.

O ser humano não deve limitar seu interesse apenas ao do seu corpo físico. Ele não deve esquecer, que é possuidor de corpo mental sutil gerado ao nível da 5ª camada de seu campo biomagnetico (aura), que com ele e seu vórtice (chakra) frontal, pode mudar a sua realidade através de seu pensamento, impulsionando-se pelo seu desejo e pela sua vontade. Com eles buscando o melhor para si e para os outros, tornando-se luz, que a reflete nos outros.

 
Na primeira imagem imediações em Jerusalém da Mesquita do Domo da Rocha e na segunda imagem a pedra que é venerada pelos muçulmanos e que está dentro da Cúpula Dourada. – Primeira foto de Antônio Carlos Tanure e a segunda foto da Internet.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Bem-aventurados os pobres, pois vosso é o Reino do céu. Aquele que não odiar seu pai e sua mãe não poderá se tornar meu discípulo. E quem não odiar seus irmãos e irmãs e tomar sua cruz, como eu, não será digno de mim. Aquele que conseguiu compreender o mundo encontrou (somente) um cadáver, e quem encontrou um cadáver é superior ao mundo.”

Aquele que não se deixa consumir (emocionalmente) pela sua momentânea e ilusória passagem na realidade física, ele não se preocupa por posses de bens materiais. Satisfaz em levar sua vida de maneira mais comedida e mais harmônica, tendo o que realmente necessita

Ele se volta mais em buscar o que está velado em seu interior e não em seu exterior. Busca em si mesmo a verdadeira riqueza, a verdadeira posse que lhe acalma e o leva “ao Reino do Céu” e, não a riqueza aparente e exterior, que o hipnotiza e que o leva a se aprisionar em um mundo ilusório tanto pelo que é “construído”, quanto pelo que oferece.

Aquele que neste mundo peleja em sua própria casa, ele já o compreende melhor este mundo de conflitos, que se assemelha a “um cadáver” e que não retrata a verdadeira vida em outras realidades mais sutis de existência. Realidades para serem alcançadas, é necessário que cada um tenha paciência e carregue sua própria cruz, mostrando-se “espiritualmente” superior àqueles que o crucificam, para assim se tornar digno do “Pai”.

Os que estão realmente em sua caminhada evolutiva, sabem dividir não só sua riqueza física, como também a mais valiosa delas, o amor em seu coração. Este sentimento é a sua mais preciosa riqueza, que compartilhada possui a magia divina de unir, de somar. Aqueles que assim procedem em sintonia à Lei Universal do Retorno, têm a solução de tudo em suas mãos.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “O Reino do Pai é semelhante ao homem que tem [boa] semente. Seu inimigo veio durante a noite e semeou joio por cima da boa semente. O homem não deixou que arrancassem o joio, dizendo: ‘temo que acabeis arrancando o joio e também o trigo junto com ele. No dia da colheita as ervas daninhas estarão bem visíveis e serão, então, arrancadas e queimadas. Bem-aventurado o homem que sofreu e encontrou a vida.”

O ser humano em essência é Luz Viva, que nela estão ausentes a logica pelos sentidos e o estimulo pelo instinto, “propulsores” de seu corpo físico como instrumento para experienciar um mundo denso e limitado por três dimensões.

Metaforicamente, em seu “espirito”/luz encontra-se a boa semente (“trigo”), que no momento está entrelaçada à “má semente (“joio”) constituída pelas suas sensações quando incorretamente conduzidas pelos seus sentidos e movidas pelo seu instinto, que devem ser removidas antes “do dia da colheita”.   Ou, antes do momento de ele ressuscitar/transmutar seu corpo físico em corpo de luz, para voltar à fonte de sua verdadeira origem – “ao Reino do Pai”.

O ser humano constituído por sentimentos/emoções vai gerando seu “universo”, que pode interferir nos “universos” de outros seres humanos em sua volta. A “realidade” que ele depara cotidianamente é consequência das consequências de seus pensamentos, decisões e atos já instalados em sua mente (em seu “universo mental”).

O “Joio e o “Trigo” nesta parábola estão associados respectivamente aos pensamentos e ações negativos e positivos.

A força do pensamento que o ser humano carrega, ele nem imagina. Com ela suas possibilidades (através de suas habilidades mentais) são imensas, tanto para construir, quanto para destruir.  Jesus muito mencionou, para que cada um se observasse e procurasse o máximo evitar tropeços em seu caminhar. A ressurreição e a transmutação e o porquê delas são dois pontos centrais impulsionadores àqueles, que buscam o “Reino do Céu”.

 
Imagens do Tanque de Siloé – Jesus depois de restituir a visão a um cego, cuspindo no chão e com a terra fazendo barro com sua saliva e em seguida ungindo os olhos do cego com aquela mistura, lhe disse: “Vai, lava-te no Tanque de Siloé”. E, sobre esta cura respondendo a um de seus discípulos, disse-lhe que a cegueira dele não vinha de algum pecado seu e nem de seus pais, mas se ele estava nesta condição desde o seu nascimento, foi para que as obras de Deus fossem reveladas na vida dele, E conclui, “faço as obras daquele que me enviou” – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Fonte: Pegasus Portal

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO EVANGELHO DE SÃO TOMÉ – PARTE 4

ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO EVANGELHO DE SÃO TOMÉ – PARTE 3

A nossa coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta segunda-feira vamos estudar a 3ª parte do evangelho de Tomé. Um estudo sob a ótica da física quântica. O Evangelho de São Tomé trás muitas revelações importantes, inclusive a de que Jesus o tempo todo ensinou física quântica. Então vamos continuar desvendando esse enigmático evangelho!

Compreendendo o Evangelho de Tomé

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Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Comparai-me com alguém e dizei-me com quem me assemelho (Simão Pedro disse-lhe: Tu és semelhante a um anjo justo. Mateus lhe disse: Tu te assemelhas a um filósofo sábio. Tomé lhe disse: Mestre, minha boca é inteiramente incapaz de dizer com quem te assemelhas). Não sou teu Mestre (dirigindo a Tomé), porque bebeste na fonte borbulhante que fiz brotar, tornaste-te ébrio. E, pegando-o, retirou-se e disse-lhe três coisas”… E, quando Tomé retornou, seus companheiros lhe perguntaram o que lhe tinha dito Jesus, ele respondeu, se os dissesse uma só das coisas que ele tinha escutado, apanhariam pedras e as atirariam nele e um fogo brotaria das pedras e os queimaria….

Tudo o que o ser humano vê e acredita ser ao seu derredor, está só dentro do alcance/limite do entendimento proporcionado pelos seus cinco sentidos, que são capazes apenas de o conduzir em uma realidade de três dimensões, quando tudo para ele nesta realidade começa como uma ideia limitada e quase sempre ainda lhe imposta, que vai crescendo ao ser compartilhada com os demais com os quais experiencia e, por fim, dando para todos ilusão de um mundo fisicamente acabado, mas de fato constituído apenas por uma série de aprendizados em uma longa caminhada, que se inicia nesta realidade e continua em outras.

O ser humano torna na maioria das vezes o que pensa. Portanto, sua vida torna a maioria das vezes o que imagina e acredita, quase sempre dentro da Linha A de suas Três Linhas da Vida, quando procura acertar, mas movendo com insegurança e medo, entre outros de seus sentimentos negativos. E assim, o mundo em sua volta é literalmente seu espelho, refletindo o que ele na realidade física experimenta, sentindo-o como sua verdade, até alterá-la.

Entre os Mensageiros de Deus Jesus se mostrou o mais iluminado, dotado de sabedoria em sua conduta, conhecedor das leis do universo físico, da multidimensionalidade e como condutor especial dos seres humanos revelou-o outras e diferentes verdades com sentido de eternidade.

 
Rio Jordão nasce na encosta do Monte Hérmon e desagua no mar Morto. Em relatos bíblicos João Batista desenvolveu suas pregações nas suas proximidades e nele Jesus foi batizado – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Se jejuardes, gerareis pecado para vós; se orardes, sereis condenados; se derdes esmolas, fareis mal a vossos espíritos. Quando entrardes em qualquer país e caminhardes por qualquer lugar, se fordes recebidos, comei o que vos for oferecido e curai os enfermos entre eles. Pois o que entrar em vossa boca não vos maculará, mas o que sair de vossa boca – é isso que vos maculará.”

O “Reino dos Céus” está em cada um, mas só será alcançado por aquele que pensa e age movido por sentimentos verdadeiramente fraternos, iluminados pelo amor. Portanto, a caminhada de cada um ao seu verdadeiro céu inicia-se, quando ele começa a vivenciar estes sentimentos velados em seu mundo interior, pondo-os em pratica.

Com estes sentimentos em sua escalada ao seu “céu interior” pelo que pensa, fala e age, ele já começa a perceber mais presente em sua vida o sentimento da harmonia, que com ele começa amorosamente se aceitar e depois sem julgamento aceitar também os demais. Em sentido mais pleno ele começa a se curar, para depois auxiliar os outros também se curarem.

Nesta “sua subida” à autoestima ele já começa a corrigir rotas de vida e paralelamente vai se fortalecendo pelo sentimento do perdão. Perdoando e se sentindo perdoado, já tendo a noção que o amor sem cobranças é a conexão com a verdadeira vida. É o elo constituído de energia divina, unindo um ao outro e unindo todos ao “Pai”.

 
A primeira imagem tirada de cima do Monte do Precipício, nela é vista a planície bem abaixo e distante onde se localizam ruinas da cidade estado de Megido, que por mais de quatro mil anos foi símbolo religioso do povo judeu e palco de centenas de batalhas em sua história disputando aquelas terras férteis. A palavra Armagedom que é originado do grego “Har-Magedone”, ou seja, Monte Megiddo (Megido em português), acabou hoje dando nome à uma pretensa batalha entre forças “do bem e do mal” e, extrapolando ainda mais neste sentido, acabou associando aquele local como a da batalha do fim do mundo (apocalipse), o que de fato foi uma grande e final batalha local entre muitas anteriores, entre aqueles povos mais antigos.
E, a segunda imagem ainda mais distante mostra o Monte Tabor com sua forma triangular, que nele pelo relato bíblico foi onde aconteceu a transfiguração de Jesus.
Ainda, no Monte do Precipício perto de Nazaré que Jesus procurou refúgio, fugindo dos membros de sua sinagoga. Uma multidão enfurecida que tentou joga-lo de cima dele dezenas de metro abaixo, depois de sua proclamação feita na sinagoga de Nazaré, tida por estes nazarenos como ousada, herética. Depois deste acontecimento Jesus foi para Cafarnaum – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:   “Quando virdes aquele que não foi nascido de uma mulher, prostrai-vos com a face no chão e adorai-o: é ele o vosso Pai.”

“Creio em Deus, Pai- todo-poderoso, criador do Céu e da terra…morto e sepultado; desceu à mansão dos mortosressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus…” Esta narração comumente expressada em sentido místico-religioso, ela pode ser exprimida em sentido semelhante de outra maneira ou, Jesus em sua condição humana e com ela ainda regido por Leis para terceira dimensão, ao ser crucificado, morto, e sepultado, ficou temporariamente na realidade paralela 02 (mansão dos mortos).

E, depois do terceiro dia (terreno) já em sua condição e poder divinos mais plenos e já mediante outras Leis associadas agora à sua nova realidade e mais divina/vibrátil, sem tanto mais com interferências energético-vibratórias de sua anterior condição humana, ele já nesta frequência de realidade reviveu pela sua própria vontade seu corpo (físico), o ressuscitou, para depois com ele já totalmente transmutado alcançar em definitivo dimensões mais sutis, mais vibráteis. “Subir aos céus, mostrando a veracidade do sentido divino de suas palavras, quando ainda no mundo físico dizia ser “Filho do Homem” e, nesta condição, “Filho Primogênito do Pai”.

O nascimento de Jesus deve ser especialmente considerado, como o instante que se mostrou no mundo físico em forma humana a presença de um ser especial possuidor de Consciência e Poder Divinos de O Cristo. Uma divindade no “Pai” que se tornou parte do mundo físico, unindo-se à matéria através de seu corpo físico, como o “Filho do Homem”.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Talvez os homens pensem que vim lançar a paz sobre o mundo. Não sabem que é a discórdia que vim espalhar sobre a Terra: fogo, espada e disputa. Com efeito, havendo cinco numa casa, três estarão contra dois e dois contra três: o pai contra o filho e o filho contra o pai. E eles permanecerão solitários.”

Crenças, opiniões e apegos como lições de vida já deveriam ter sido aprendidas pelo ser humano, mas são por ele ignoradas, condicionado como já está em suas constantes buscas de bens materiais, no mundo exterior. Age de maneira oposta que deveria, não evitando inúmeras de suas deficiências, que o impedem de buscar seu mundo interior.

Jesus “Filho do Homem” ou, “Mensageiro de Si Mesmo”, veio trazer aos seres humanos seus conhecimentos e seu exemplo, para que cada um pudesse dar seu “salto quântico” Em sua condição humana ele deu exemplo “de como vencer o mundo”.

Nesta sua “batalha de vencedor” enfrentou antagonismos ao passar informações e conhecimentos àqueles que o ouviam, para que não mais focalizassem mental e emocionalmente no velho modelo, mas no novo absorvendo seus ensinamentos.

E pudessem vivencia-los através do que posteriormente passou a ser chamado Novo Testamento, que hoje continua impulsionando e norteando a construção de um novo tempo – da Era Dourada como a Boa Nova de Cristo.

Mas, mesmo hoje ainda perdura ideias fundamentalistas, quando aqueles que as pregam, dizem até de maneira enfática, para que se observe a “Palavra”, fazendo referência a textos tidos por eles “sagrados”.

Esta advertência pode até possuir em seu conteúdo o sentido energético-vibratório correto, mas incorreto como o expressam fundamentados por conceitos desatualizados originados muitas vezes milhares de anos atrás, mas até hoje continuam alimentadores de preconceitos, que geram atitudes não fraternas, não cristãs.

Estas ideias fundamentalistas estão totalmente descompassadas, não aceitas pela maneira de ser de hoje e ainda, não se coadunam com o conhecimento e a linguagem científicos atuais.

Separações e divergências se ainda existem, são pela limitação mental e por falta de informações ou ignorância de conhecimentos do ser humano. Daquele que se acha perdido na arrogância de suas opiniões, refletindo desencontros de seus conflitos emocionais interiores.

Jesus de Nazaré – O Cristo: : “Eu vos darei o que os olhos não viram, o que os ouvidos não ouviram, o que as mãos não tocaram e o que nunca ocorreu à mente do homem.”

O conhecimento mesmo superficial da mecânica quântica, começa a abrir para aquele que o possui um largo horizonte e, nele perceber Jesus em sua verdadeira realidade multifrequencial, multivibracional e multidimensional.

Percebe-lo “inteiro” em sua real condição divina, além dos tacanhos limites de um mundo denso, onde “os olhos não podem ver, os ouvidos ouvir e as mãos não tocarem. Ou, o que nunca ocorreu à mente do homem”.

 

 


Imagens da esquerda para direita e de cima para baixo, trilha perto de Nazaré que dá a noção por onde transitavam as pessoas no tempo de Jesus; ruínas de suas pequenas construções de pedra, sem ventilação e entre elas ruas estreitas; alguns de seus utensílios, entre eles o de extração por esmagamento do azeite de oliva – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Haveis, então, discernido o princípio, para que estejais procurando o fim? Pois onde estiver o princípio ali estará o fim. Feliz daquele que tomar seu lugar no princípio: ele conhecerá o fim e não provará a morte.”

O ser humano não pode ser separado do Princípio de sua existência ou de Deus.  Ele não pode se separar do que realmente é, do fluxo da Consciência Divina que nele se acha inserido.

Mas, por ele gerar bloqueios e separações, às vezes se vê neles. Apenas quando vai os eliminando, vai também se permitindo perceber o que é de fato e então, sua vida vai fluindo e se enriquecendo em plenitude.

Aquele que busca como objetivo final ressuscitar seu corpo físico e a seguir transmuta-lo e, conseguindo este seu intento, readquire seu verdadeiro corpo. Reencontra seu corpo de luz, que com ele viverá a vida eterna. “Feliz daquele que toma seu lugar no princípio, porque ele conhecerá o fim e não provará a morte.”

Jesus de Nazaré – O Cristo:   “Feliz o que já era antes de surgir. Se vos tornardes meus discípulos e ouvirdes minhas palavras, estas pedras estarão a vosso serviço. Com efeito, há cinco árvores para vós no Paraíso que permanecem inalteradas inverno e verão, e cujas folhas não caem. Aquele que as conhecer não provará a morte.”

Jesus se identificou como o “Filho Primogênito do Pai”, condição divina assim constituída antes mesmo de se apresentar à realidade física, com a “tarefa“ de se tornar “o norte” dos seres humanos, fazendo-se como o exemplo e como o meio de sua salvação, se amassem a Deus sobre todas as coisas e os seus semelhantes como a si mesmos, já arrependidos dos males feitos.

Aqueles que seguissem seus ensinamentos fariam parte de seu “Reino”, onde as atribulações em um mundo denso com experiências físicas em seu sentido de dualidade, de conflito e de sensação de vida e de morte (biológicas) não mais existiriam.

Eles se libertariam de um mundo físico e ilusório das sensações dos sentidos, que se fossem vencidos, teriam como prêmio o “Paraíso”. Eles alcançariam planos de realidades ou dimensões mais sutis, não mais alcançáveis pelo raciocínio e pela lógica próprios de um mundo, que apenas é constatado com o entendimento trazido pelos seus cinco sentidos.

Alcançariam planos de existência mais vibráteis e mais sutis que se mostram àqueles já possuídos da “visão do coração” ou, dos sentimentos mais profundos de percepção do sentido do amor que unifica, próprio das Realidades de Verdadeira e Viva Luz, que nelas não mais se conhece a morte.

 
Mar morto é um lago de água salgada com uma superfície de aproximadamente 650 km, comprimento máximo aproximado de 50 km e a uma largura máxima de 18 km. É alimentado pelo Rio Jordão. Suas aguas banham hoje a Jordânia, Cisjordânia e Israel – Imagens da Internet

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “O reino do céu.se assemelha a uma semente de mostarda, a menor de todas as sementes. Mas, quando cai em terra cultivada, produz uma grande planta e torna-se um refúgio para as aves do céu.”.

A semente que constrói o “Reino do Céu” é a do amor, que assim plantada e adubada com pensamentos e ações e que cultivada com sentimentos de satisfação, alegria e felicidade com propósito apenas de unir e de somar, ela vai crescendo, agigantando e abrigando cada vez mais um número maior de pessoas, que à sua sombra vai se acalentando.

Esta semente nada custa, não está à venda no mundo exterior, necessita apenas ser adubada e cultivada no interior de cada um.  E crescendo, ela vai o enriquecendo com a verdadeira riqueza. A riqueza da harmonia que soma e a do amor que une. E ainda o impulsiona à visão do coração, para com ela (na frequência do mental sutil) alcance realidades muito além do mundo físico.

Realidades além do mundo da matéria com suas Leis, que com elas se alcança apenas o entendimento pelos sentidos ou, com o raciocínio e com a lógica voltados apenas aos interesses do mundo físico.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Eles (discípulos) se parecem com crianças que se instalaram num campo que não lhes pertence. Quando os donos do campo vierem, dirão: ‘Entregai nosso campo. ’ Elas se despirão diante deles para que eles possam receber o campo de volta e para entregá-lo a eles. Por isso digo: se o dono da casa souber que virá um ladrão, velará antes que ele chegue e não deixará que ele penetre na casa de seu domínio para levar seus bens. Vós, portanto, permanecei atentos contra o mundo. Armai-vos com todo poder para que os ladrões não consigam encontrar um caminho para chegar a vós, pois a dificuldade que temeis certamente ocorrerá. Que possa haver entre vós um homem prudente. Quando a safra estiver madura, ele virá rapidamente com sua foice em mãos para colhe-la. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A realidade física é o mundo, que nele o ser humano pode tanto com a mente e o coração se impulsionar, para se perceber em sua luz/essência interior (“espirito”), quanto se direcionar com seus sentidos para experienciar sensações de sua condição físico-corpórea, que como “ladras” estão sempre à espreita em seu cotidiano para lhe “roubar”, desviando-o da primeira opção, que é o seu real motivo existencial e que prudentemente deve para ela se voltar.

Este motivo que ele deve preserva-lo mentalmente sintonizado ao seu Cristo Interior e que deve percebe-lo em relação aos seus semelhantes com o sentimento de unidade.

 
Primeira imagem Cidade de Jericó (ao fundo) e ao lado dela na segunda imagem escavações arqueológicas, que vêm comprovando assentamentos ali já existentes milhares de anos antes. Jericó está situada na Palestina, às margens do rio Jordão. Por ela Jesus passou e curou a cegueira de Bartimeu (filho de Timeu) – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:   “Quando fizerdes do dois um e quando fizerdes o interior como o exterior, o exterior como o interior, o acima como o embaixo e quando fizerdes do macho e da fêmea uma só coisa, de forma que o macho não seja mais macho nem a fêmea seja mais fêmea, e quando formardes olhos em lugar de um olho, uma mão em lugar de uma mão, um pé em lugar de um pé e uma imagem em lugar de uma imagem, então, entrareis (no Reino) ”.

Aquele que já possui a percepção do Sentido de O Todo, já tem a noção também do Sentido de Unidade, que com ele está em ressonância o Segundo Princípio Universal de Correspondência, que expressa o que está em cima, é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está em cima.

O Todo é a sua própria Razão, a sua própria Lei, a sua própria ação, mas todas estas especificações são uma só coisa. A criação de imagens mentais na mente finita do homem separa daquela em que o Universo é criação da Infinita Mente Vivente/Deus.

Aquele que que já alcança esta percepção e com ela procura vivenciar, já está encurtando sua distância à “Casa do Pai”, já está começando a entrar no “Reino dos Céus”.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Escolherei dentre vós, um entre mil e dois entre dez mil, e eles permanecerão como um só. Aquele que tem ouvidos, ouça! Há luz no interior do homem de luz e ele ilumina o mundo inteiro. Se ele não brilha, ele é escuridão. Ama teu irmão como à tua alma, protege-o como a pupila de teus olhos.”

“Há luz no interior do homem de luz e com ela ilumina o mundo inteiro”. Aquele que já começa a alcançar esta percepção e já começa vivencia-la, irradiando-a, ele já começa também a alcançar O Grande Conhecimento. Ele já começa a alcançar a percepção do verdadeiro significado do amor universal através da energia taquionica, que é a soma de todas as formas de energia.

Com ela em sintonia com o Cosmo, que Jesus vibrava com a força de seu poder mental, quando ao mesmo tempo ensinava e vivenciava “amai o próximo como a si mesmo”, como exemplo de Luz Viva, como Luz que propaga.

 
A primeira imagem mostra o Monte da Tentação, que o seu cimo é alcançado através de teleférico e a segunda imagem mostra a Cidade de Jericó ao fundo e mais distante o deserto. Depois de batizado no Rio Jordão por João Batista e já iniciando sua vida pública, Jesus retirou-se para este local, ficando em oração, em jejum e preparando-se para seu compromisso como “Filho Primogênito do Pai”, quando passou ali por processo de “lapidação mental e emocional”. Entre ser em sua realidade divina e exterioriza-la e de ter em sua condição humana e exterioriza-la submetendo-se a tentação dos sentidos e com ela experienciando sensações próprias do mundo físico – Imagens de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Tu vês o cisco no olho de teu irmão, mas não vês a trave em teu próprio olho. Quando retirares a trave de teu olho, então verás claramente e poderás retirar o cisco do olho de teu irmão. Se não jejuardes com relação ao mundo, não encontrareis o Reino. Se não observardes o sábado como um sábado, não vereis o Pai.”

Aquele que não se ilumina, mas que se julga iluminar, ele se predispõe a ver as deficiências de seus semelhantes, mas não as suas. Exige de outros o que não exige de si mesmo. Exigência que antes deve ter consigo, para “retirar a trave de seu olho” e poder ver “ciscos no olho de seus irmãos” (defeitos), mas mesmo assim não com o sentimento de julgá-los.

Aquele que se encanta mais em julgar outros, é aquele também que mais se encanta com o mundo exterior. Por não estar em sintonia (mental) com o “Reino do Pai”, não é capaz de ver a verdadeira beleza, que está no interior de cada um a ser desvelada e que não pode ser fisicamente vista.

 
Imagens atual da Cidade de Jerusalém feitas do alto do Monte das Oliveiras. A última semana Jesus no mundo físico foi em Jerusalém. Aconteceram neste período sua entrada triunfal na cidade, a purificação do templo, tristeza em relação à cidade indiferente, as conspirações e tramas contra ele, a tristeza na última Ceia e a agonia do Getsêmani, a farsa de seu julgamento, a sua crucifixão e e finalmente o reviver de seu corpo com sua ressurreição e transmutação – Fotos de Antônio Carlos Tanure.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Assumi meu lugar no mundo e revelei-me a eles na carne. Encontrei todos embriagados. Não encontrei nenhum sedento, e minha alma ficou aflita pelos filhos dos homens, porque estão cegos em seus corações e não têm visão. Pois vazios vieram ao mundo e vazios procuram deixar o mundo. Mas no momento eles estão embriagados. Quando superarem a embriaguez, então mudarão sua maneira de pensar.”

A Consciência e o Poder Divino de O Cristo vieram ao mundo denso (Terra) através do ser humano Jesus de Nazaré, filho de Maria e de José que se mostrou como um condutor de mentes e corações, informando e passando conhecimento aos seres humanos. Ensinando-os com seu próprio exemplo, mas quase sempre aqueles que o ouviam, não estavam de fato sedentos de seus ensinamentos, embriagados que estavam pelas sensações do mundo.

Mesmo como Mensageiro de Deus às vezes sua alma se afligia, por perceber aqueles que o seguiam, seus ouvidos físicos o ouviam, mas eram incapazes de escuta-lo com seus corações, para alcançarem os esclarecedores e iluminados conhecimentos que lhes eram passados, porque “vazios vieram ao mundo e cheios de luz relutam em deixar o mundo”.

Com paciência Jesus continuou mesmo assim, passando seus conhecimentos àqueles que o ouviam, esperando que a embriaguez deles pelo mundo cessasse e, com suas almas não mais entorpecidas “já possuindo a visão do coração”, mudassem a maneira de pensar e de agir. Não mais cegos cada um se percebesse em sua verdade divina, em sua realidade cocriadora.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Seria uma maravilha se a carne tivesse surgido por causa do espírito. Mas seria a maior das maravilhas se o espírito tivesse surgido por causa do corpo. Estou realmente surpreso pela forma como essa grande riqueza fez morada nessa pobreza. Onde há três deuses, eles são deuses. Onde há dois ou um, estou com ele.”

O corpo humano é no mundo físico “morada” do ”espirito” (de sua essência/luz viva), que é o motivo da existência dele e não o inverso. Nesta interação “a grande pobreza se faz como morada para a grande riqueza”.

E nesta “simbiose vibracional divina” entre o denso e o altamente sutil/luz a consciência humana vivencia sensações com a noção de espaço-tempo, mas a sua Consciência Divina através do Eu do Futuro não mais a experiencia.

Aquele assim já consciente e em sintonia (mental) com este seu Corpo de Luz, ele não necessita de deuses para direcionar sua vida no mundo físico, porque este direcionamento vindo futuro se dá por ele mesmo.

 
Em um lugar no Jardim de Getsêmani, no Monte das Oliveiras Jesus tinha junto dele Pedro, Tiago e João e, ali estando muito aflito, diz aos três que estava profundamente triste e aflito e que mantivessem vigilantes com ele (seu suor estava como gotas de sangue caindo no chão), entretanto eles dormiam e quando os encontrou dormindo pela terceira vez, disse-lhes, “está se aproximando a hora de o “Filho do Homem” ser entregue às mãos de pecadores. Aquele que me trai está chegando” – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Nenhum profeta é aceito em sua cidade; nenhum médico cura aqueles que o conhecem. Uma cidade construída e fortificada sobre uma montanha elevada não pode cair nem pode ser escondida. Proclamai sobre os telhados aquilo que ouvirdes com vosso próprio ouvido. Pois ninguém acende uma lâmpada e coloca-a debaixo de um cesto, tampouco coloca-a num lugar escondido, mas num candelabro, para que todos que venham a entrar e sair vejam sua luz.”

Jesus um monoteísta reivindicou sua especial condição associada a único Deus, mas como uma Trindade Divina que com ela manifestando-se, convenceu muitos por meio de seus “milagres”. E, paralelamente com ela também enfatizou sua autoridade divina através de seus ensinamentos, com objetivo final voltado à ressurreição e à transmutação.

Ele ainda profetizou e levou sua voz às multidões, elevando-a como ensinamentos verdadeiros, sobre os que eram em seu tempo comumente pregados nos templos.

Com sua sabedoria divina iluminava as mentes de todos que o procuravam e que o escutavam, clareando-as nesta sua jornada humana, para que buscassem e se percebessem em sua nova realidade e mais divina/vibrátil,, velada dentro deles.

Jesus se era conhecido aos olhos humanos pelas maravilhas (“milagres”) que realizava, era porque através deles tinha intenção de despertar naqueles que os viam, o poder de também os realizar, possuíssemcomo ele o pleno domínio mental do “circuito energético-vibracional” também chamado de “Santíssima Trindade” e ainda conhecido como “Pai/Filho/Espírito Santo”.

E, nesta tríade energética para que acontecessem seus “milagres”, seu pensamento, desejo e vontade atuassem respectivamente nos níveis da 5ª dimensão/consciência, 4ª dimensão/bioplasma e 3ª dimensão/energia crística (kundalini).

 
Imagens do Cenáculo em Jerusalém. A palavra cenáculo está relacionada com o sentido de sala, que naquele tempo eram feitas as refeições ou, com o sentido de quarto que no primeiro andar de uma casa era utilizado como aposento de hóspedes. No Novo Testamento, cenáculo relaciona-se especificamente à palavra grega anogeon, como um local providenciado para que Jesus celebrasse a Páscoa acompanhado de seus discípulos. E nele foi onde ele realizou a Última Ceia, às vésperas de sua crucificação – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Fonte: Pegasus Portal

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO EVANGELHO DE SÃO TOMÉ – PARTE 3

ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO EVANGELHO DE SÃO TOMÉ – PARTE 2

A nossa coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta quinta-feira vamos estudar a 2ª parte do evangelho de São Tomé. Um estudo sob a ótica da física quântica. O Evangelho de São Tomé trás muitas revelações importantes, inclusive a de que Jesus o tempo todo ensinou física quântica. Então vamos continuar desvendando esse enigmático evangelho!

Compreendendo o Evangelho de Tomé

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Jesus de Nazaré – O Cristo:  Quem descobrir o significado interior destes ensinamentos não provará a morte. Aquele que busca, continue buscando até encontrar. Quando encontrar, ele se perturbará. Ao se perturbar, ficará maravilhado e reinará sobre o Todo.”

O que o ser humano vê e pega para senti-lo, esta solidez que acha ter em mãos, ela é de fato uma miragem e assim também a sua percepção acerca do mundo físico em sua volta, como faz entender a física quântica.

Os cinco sentidos comuns humanos são limitantes, constatando como real apenas o que pode com eles provocar sensação e o entendimento físico. Aquele que se deixa conduzir mais envolvido com os mesmos, ele apenas vai experienciando emocionalmente sensações em um mundo fugaz e enganoso, dando-lhe a sensação de ter.

Ele em sua condição de experienciar esta realidade e também nela de “se iludir”, ele está comumente limitado ao campo do mental concreto na 3ª camada (física) de seu campo biomagnetico, por não conseguir “ir mais além” já na 5ª camada (mental sutil) deste mesmo campo, para começar então, a alcançar realmente outras realidades além do mundo físico, além da morte.

As existências destas realidades mais vibráteis e não mais sujeitas às experiências de espaço-tempo e da morte de um mundo físico, nelas se insere à “ciência da alma/do espirito”, que transcende a “ciência do mundo denso/físico” e, dos acanhados sentidos normais humanos.

A mente quântica (mental sutil) proporciona “ponte vibracional” para mundos não visíveis e energicamente mais acelerados, “deslocando-se” além do tempo cronológico medido em um espaço ou, do ponto A para o ponto B e vice-versa em uma realidade física.

Ela proporciona “um voar ondulatório” na velocidade imensurável do pensamento, quando todos os mundos imagináveis são possíveis, já o que não existe fisicamente não pode sequer ser imaginado.

O Espírito/Essência/Luz Divina é “Tudo O Que É”, dando vida ao pensamento e ao corpo. O corpo não tem o poder de criar, ainda que dê a ilusão de poder fazê-lo. O corpo é puramente um efeito ou, apenas um instrumento físico sem o poder real de criar.

Na realidade física Deus manifesta regendo Princípios (Leis) Universais. Com ele como “Pai” vibrando em sua mente e em seu coração Jesus mostrou-se aos seres humanos como seu “Filho Primogênito”.

 
Na primeira imagem construção moderna (capela) dos franciscanos, que cobre e protege o que restou da casa de Pedro, em Cafarnaum. E à sua frente estão registros arqueológicos, do que também restou das casas ali construídas naquele tempo bíblico. E na segunda imagem utensílios domésticos que estão naquele local e que foram utilizados naquela ocasião – Fotos de Antônio Carlos Tanur

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Se aqueles que vos guiam disserem, ‘olhem, o reino está no céu’ então, os pássaros do céu vos precederão, se vos disserem que está no mar, então, os peixes vos precederão. Pois bem, o reino está dentro de vós, e também está em vosso exterior. Quando conseguirdes conhecer a vós mesmos, então, sereis conhecidos e compreendereis que sois filhos do Pai vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza e sereis essa pobreza.”

Aquele que não procura se clarear, se informar e se conhecer em sua verdadeira dimensão divina como extensão do Todo, ele não se desperta e, vivendo na pobreza e jugo de sua ignorância, não descobre o “Reino dos Céus” contido em si mesmo. Ele não se percebe como Jesus se percebeu na Consciência de O Cristo e, com ela como “Filho do Pai Vivo” a sua verdadeira e real riqueza.

O ser humano para experienciar inteiramente em seu mundo físico, são necessárias suas três realidades: 1ª realidade temporal e física, para com seu corpo senti-la através de seus sentidos normais; 2ª realidade ainda temporal e mental, para com esta sua energia gerar emoção, pensamento e consciência, “alimentando” sua alma; 3ª realidade atemporal e de seu “espirito”/essência como motivo de existirem as duas realidades anteriores e, se manifestar “Eu Sou no que É”.

Estas três realidades na existência do ser humano se inserem no Segundo Princípio (Lei) Universal que menciona, na Mente Universal existem (no universo) muitos planos de existência com muitos graus de existência em sua criação. E nesta sua escada de vida tudo (em ressonância) se move em cima e embaixo, cujo fim é O Todo/Deus.

Na realidade de seu corpo físico estão presentes forças/energias opostas (forças bipolares), que o constituem, que vibram dentro dos átomos e que em equilíbrio lhe dão a ilusão de densidade, de matéria e de suporte físico para que em um mundo também aparentemente físico, ele o experiencie.

Na sua realidade emocional e em ressonância à sua primeira realidade (bipolar) estão experiências com sentido de dualidade conduzidas pelo pensamento, que impulsiona uma personalidade voltada para o agir e o reagir ou, por ações movidas com sentimentos antagônicos, de disputar, de competir.

O ser humano experiencia um mundo, que nele a disputa é estimulada tanto para subir em um pódio, quanto para fincar sua bandeira de vencedor no território daquele que foi derrotado.

Em seu cotidiano buscando sua sobrevivência, se impulsiona pelas suas duas primeiras realidades. São elas em seu mundo denso suas prioridades, impelindo-lhe subir no pódio da vida, buscando sucesso através de concorrências e de disputas, muitas vezes conflitantes e às vezes cruéis.

O que o ser humano deve mentalmente focar é em sua terceira e atemporal realidade. Em sua realidade eterna como sua essência/”espirito humano”, que irradia “luz viva”, vibrando em sintonia ao que “É”, que tudo sabe e que nada precisa, diferentemente da luz eletromagnética que “prisioneira” constitui o ilusório mundo da matéria.

Ele deve iluminar seus pensamentos e ações, trilhando mental e emocionalmente a Linha B ou do Meio de suas Três Linhas da Vida ABC. Conservando-se seus sentimentos equidistante dos extremos ou, da Linha A com sentimentos negativos e da Linha C com sentimentos positivos.

O ser humano reconquista sua “luz” nele velada, com os sentimentos de amor e de harmonia, cultivando-os na Linha B ou do Meio de suas Três Linhas da Vida.

 
Interior da casa de Simão Pedro em Cafarnaum (próxima de Betsaida e Corozaim), local e cidade as margens do lago da Galileia, onde Jesus residiu de modo estável – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Reconheça o que está diante de teus olhos, e o que está oculto a ti será desvelado. Pois não há nada oculto que não venha ser manifestado. Não mintais e não façais aquilo que detestais, pois, todas as coisas são desveladas aos olhos do céu. Pois não há nada escondido que não se torne manifesto, e nada oculto que não seja desvelado.”

Com seus (cinco) sentidos o ser humano “se põe” primeiro diante do mundo físico à sua frente para o experienciar e, só quando ele começa a se exercitar também com outros de seus sentidos (habilidades paranormais), que ele vai saindo (mentalmente) dos limites do denso e vai paralelamente ampliando seu entendimento e sua percepção para aceitar a existência de outros mundos, de outras realidades ou, do oculto que vai lhe sendo revelado.

Quando se diz “tudo é ilusão”, não quer dizer que as projeções mentais sobre o que se tem normalmente como realidade são ilusões. Quer dizer, todas as coisas que no mundo denso se mostram na rigidez de suas formas, dando-lhes a sensação de realidade, elas são ilusões de acordo com física quântica, que diz ser de fato seu interior, um mar (emaranhamento) de energia disforme e não rígida.

O que a visão física alcança e aceita como real, não é alcançável pelo processo de percepção/”visão” mental, que “sintoniza/vê” outros mundos mais sutis, que com suas Leis mostram-se em seu sentido vibracional mais verdadeiros, mais divinos.

O ser humano experiencia seu ilusório cotidiano, nele vivenciando sentimentos constantes e alternados entre o que ele acha “certo e errado”, entre “o negativo e positivo”, não os percebendo como geradores de conflitos, que nele estão comumente inseridos.

E não os percebendo como forças interiores, não permite sua neutralização. Negando-os como parte de si mesmo, não permite verdadeiramente em suas “flutuações emocionais” a iluminação “de suas sombras”, que para removê-las precisa possuir sentimentos não mais conflitantes constituídos por dissimulações ou mesmo por mentiras, que o impelem se revelar mais unificado à sua real identidade divina.

Esta sua alternância emocional é a razão de sua impotência e de seu sofrimento, que o impede sair da prisão que ele próprio nela se coloca.  É não saber agir com a sabedoria para caminhar pela vida na Linha B (Neutra ou do Meio), de suas Três Linhas da Vida.

Mas, também é não saber caminhar quando necessário pelas duas outras Linhas A (-) e C (+), sem se deixar afetar pelas energias que delas vibram e irradiam. Ele precisa com maior clareza não tanto mais humana, “escapulir da Matrix”, que o condiciona a dissimular, mentir e enraivecer.

Como a Física Quântica sinaliza, “tudo é só um jogo, é só uma brincadeira”, portanto nada é de fato real, todos sofrimentos e alegrias são também ilusões emocionais. São oscilações (sentimentos) criadas para lhe dar a ilusão de movimento e de diferença ou, que está vivenciando (biologicamente) experiências em um mundo físico.

 
Lugar provável onde aconteceu a conhecida mensagem de Jesus, identificada como o Sermão da Montanha. Ele está localizado na margem noroeste do Mar da Galileia, entre Cafarnaum e Genesaré (Ginosar). Hoje este local é mais conhecido como Monte das Bem-Aventuranças e ainda como Monte das Beatitudes, bem cuidado pelas irmãs franciscanas, que ali construíram uma capela – Fotos de Antônio Carlos Tanure.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Bem-aventurado o leão que se torna homem quando consumido pelo homem; maldito o homem que o leão consome, e o leão torna-se homem.”

Regido por Princípios (Leis) Universais o processo da Criação Mental do Universo (físico) consiste no abaixamento da Vibração até que é alcançado um grau bem inferior de energia vibratória, com o qual é manifestada a forma mais possível da Matéria. Este processo é chamado o estado de Involução, em que o Todo está envolvido dentro de sua criação.

Existem muitos planos de Existência, muitos planos inferiores de Vida, muitos graus de existência no Universo. E tudo depende do avançamento dos entes na escada evolutiva. E nesta Escada de Vida, tudo se move em cima e embaixo, cujo fim é O Todo.

A palavra ilusão significa algo passageiro, algo efêmero. Ela vem do latim “ludare” (brincadeira) ou “iludare” (jogando ou brincando com), que também deu origem a palavra “iludir”. O plano físico e mesmo outros planos mais sutis de existência são também no fundo ilusões. Não constituem Verdade Absoluta, mas expressões gradativas desta.

O ser humano pode até possuir a sensação do que acha que é ou que deve ser, mas não pode perceber verdadeiramente em essência “O que É”, com sua condição físico-corpórea carregando como bagagens conflitos emocionais.

Entretanto, ele pode em “iluminada batalha” consigo mesmo, “domando e moldando a fera nele contida”, se descobrir ainda na realidade física, possuidor de sua condição cocriadora.

 
Mensa Christi, é o nome dado uma igreja católica romana localizada em Nazaré, no norte de Israel, por conter em seu interior um grande bloco retangular de calcário (3,6 x 2,7 x 9 m), que segundo crença oral religiosa serviu de mesa, para Jesus ter com seus discípulos uma refeição – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “O homem é como pescador sábio que lança sua rede ao mar e a retira cheia de peixinhos. O pescador sábio encontra entre eles um peixe grande e excelente. Joga todos os peixinhos de volta ao mar e escolhe o peixe grande sem dificuldade. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Aquele que ama realmente o próximo como a si mesmo, por já perceber o Sentido Divino de Unidade expresso no Primeiro Princípio (Lei) Universal, ele está também como consequência amando a Deus.

Ele é aquele que busca redescobrir e reencontrar o que de fato nunca deixou de ser. E, com este sentido, sabiamente focado e sem mais perda de energia mental, ele deve sobretudo, “fisgar este seu grande e excelente peixe”.

A verdadeira prisão é aquela que ele cria para si mesmo e que dela deve aprender a sair, porque só ele pode dela se libertar, tornando seu dia a dia sem amarras emocionais, pensando e agindo de maneira menos dispersa, com mais objetivo.

Ele deve aprender sair da inconsistência e da inconsciência que o aprisionam à “Matrix”, que é geradora de suas ilusões e que incauto vai nela se aprisionando cada vez mais por sentimentos confusos e conflitantes, distanciando-se do que é em essência.

Aquele que já se despertou para sua verdadeira realidade multidimensional e divina, ele já é conhecedor da tecnologia mental da Boa Nova de Cristo, que com ela pode transformar a matéria de seu corpo em energia, como fez Jesus, quando deu seu exemplo ao alcançar a vida eterna através de sua ressurreição – ou, do reviver de seu corpo físico, para logo a seguir transmuta-lo.

Ele já é também um persistente viajor na trilha do autoconhecimento em uma busca muitas vezes perturbadora, mas que vai também lhe permitindo maravilhado mesmo ainda em sua limitada condição humana, se perceber cocriador sintonizado pela mente e coração ao “Pai”.

 
O “mar” da Galileia, também conhecido como “mar” de Tiberíades ou lago de Genesaré, é um extenso lago de água doce localizado ao norte de Israel, possuindo comprimento máximo em torno de 19 quilômetros e largura máxima cerca de 13 km Segundo a bíblia grande parte dos ensinamentos de Jesus aconteceu nas margens deste lago – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Eis que o semeador saiu, encheu sua mão e semeou. Algumas sementes caíram na estrada; os pássaros vieram e as recolheram. Algumas caíram sobre rochas, não criaram raízes no solo e não produziram espigas. Outras caíram em meio a um espinheiro, que sufocou as sementes e os vermes as comeram. E outras caíram em solo fértil e produziram bons frutos; renderam sessenta por uma e cento e vinte por uma.”

Tudo é possível àquele que crê ou, que foca sua mente com um desejar verdadeiro ao que busca. Aquele que não se deixa vitimar pelos próprios pensamentos, ele se liberta, harmoniza suas emoções, que com elas vai transformando para melhor sua vida e a de outros. Libertar-se, é possuir “fé” (desejo profundo), mas com obras porque sem elas (sem agir) é estéril.

Aquele já realmente consciente de sua condição cocriadora, não fica seduzido com falsos sonhos no mundo estéril dos sentidos e das sensações, que constituído por emoções dispersas, mais o iludem.

Ele que já “planta em terreno fértil”, já sabe que qualquer uma de suas emoções (sentimentos) pode ser trabalhada, transformada e direcionada, para que em seu cotidiano colha mais o sentimento da harmonia, que com ele possa primeiro melhor se conhecer, para depois possa também melhor assim proceder com os demais.

Neste seu “salto quântico” ele já está começando a unir em si as “Linhas ABC da Vida” ou, já está começando a utilizar a tríade pensamento, desejo e vontade como uma única energia focalizada em um único ponto de seu campo biomagnetico (aura), direcionando-a ao seu vórtice (chakra) do frontal, quando então começa a se tornar verdadeiramente senhor de seu mundo interior e, fazer dele trampolim para alcançar não só outras realidades, outras dimensões, como também se tornar criador de seus próprios universos (mentais).

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Eu lancei fogo sobre o mundo, e eis que estou cuidando dele até que queime.”

Os seres humanos em seu dia a dia se conduzem, tentando adaptar melhor ao que eles mesmos não sabem o que é, mas julgando-se sabe-lo, vão se tornando cada vez mais incautos, aprisionando-se às suas ilusões.

Aprisionam-se em um mundo de competição movido por sentimentos de inveja, vaidade e orgulho, entre outros, que com eles tanto agridem, quanto por eles são agredidos, gerando para todos infindáveis problemas emocionais e psicológicos, que deles quase sempre não conseguem se libertar. Não conseguem ficar livres desta angustiante prisão, que nela uns vão colocando os outros.

Jesus veio à realidade física, para com seus ensinamentos e ações acontecessem à humanidade um novo ciclo civilizatório, que nele com outros procedimentos surgisse um novo modelo de vida. Para isso, utilizando-se da energia cristica (energia de luz/cor vermelha, kundalini) literalmente “lançou fogo sobre o mundo”.

Com esta sua energia (“fogo crístico”) para realização/materialização no mundo físico Jesus efetuou seus “milagres, para que estes funcionando como chamarizes, àqueles que o escutavam pudessem se despertar e se transformar em “novos homens”, experienciando um novo modelo de vida.

Ele plantou as sementes de um novo tempo, para que nele não mais existissem sentimentos de antagonismo e de disputa. Energias que não deveriam mais existir em um “Novo e Dourado Ciclo”, que nele os seres humanos conduziriam com comportamentos mais fraternos, verdadeiramente como filhos de um mesmo “Pai”.

 
Energia Crística para realização/materialização no mundo físico, Campus da UFMG, novembro de 2003 – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Este céu passará, e aquele acima dele passará. Os mortos não estão vivos e os vivos não morrerão. Nos dias em que consumistes o que estava morto, vós o tornastes vivo. Quando estiverdes morando na luz, o que fareis? No dia em que éreis um vos tornastes dois. Mas quando vos tornardes dois, o que fareis?”

Hoje a mecânica quântica demonstra que existe “algo” além do chamado mundo real, que não se pode comumente enxerga-lo. E nesse sentido, que Jesus em sua época procurou com outra linguagem informar.

Procurou mostrar que existem outras realidades e que também existem outras forças não fisicamente visíveis, mas podem ser constatadas pelos seus efeitos, quando ele criava e transformava a matéria, através de seus “milagres”.

Se ele falava de vida eterna, citando a ressureição, ele sabia que não havia morte. Ele sabia que (energeticamente) apenas “se vai” em outra forma de energia desta realidade de existência para outra. “Desloca-se” com outro tipo de corpo para além dos limites espaço e tempo ou, de um mundo mais denso para outros mais sutis, onde (em energia/luz) se existirá para sempre.

O ser humano deve desde agora ainda em corpo físico acostumar a pensar e agir movido pelos sentimentos de harmonia e de amor, energias que somam, que unem e, por isso, são constantes em realidades mais vibráteis, mais sutis e de mais luz.

Jesus de Nazaré – O Cristo:  “Não importa onde estiverdes, devereis dirigir-vos a Tiago, o justo, para quem o céu e a terra foram feitos.”

Tiago, o Justo, foi o líder do movimento cristão em Jerusalém nas décadas seguintes à crucificação de Jesus, embora informações sobre a sua vida sejam escassas e ambíguas, várias fontes primitivas o citam de diversas maneiras como sendo um irmão de Jesus em “sentido espiritual”, como meio-irmão ou ainda como um irmão de criação.

Para ele “quem o céu e a terra foram feitos”, foi para ele programado do futuro compromisso, que para exerce-lo, ele deveria possuir necessária capacidade de agir com o poder de julgar, punir ou recompensar. Ainda, de pensar e agir com justeza e assim saber direcionar e conduzir.

Compromisso cósmico-divino que as “Placas Físicas” também trazem em escrita universal dos símbolos, como mostram as fotos abaixo a “Placa” que foi “entregue” ao autor deste texto e que foi materializada “vinda” do futuro.

  
Aquele dimensional que já despertou suas habilidades (paranormais) alcança outras dimensões, utilizando-se de seu campo de energia como sua “tecnologia mental”, para zerar o tempo e gerar seu próprio “portal”/vórtice. Neste instante seu “mecanismo cérebro-mente” transforma-se em uma eficiente e “viva tecnologia” para este objetivo. Primeira foto é do “portal”/vórtice energético que ele mentalmente o induziu e a segunda e terceira fotos são de sua “Placa Física”, que naquele instante nesta conexão interdimensional lhe trouxe (materializou) na realidade física informações de seu futuro, em escrita universal dos símbolos (extraterrestre). Mais informações neste Site na Página O Portal e na Página Relatos com o texto: No milharal, “a entrega da Quinta Placa” – Fotos de Antônio Carlos Tanure

Fonte: Pegasus Portal

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO EVANGELHO DE SÃO TOMÉ

Estamos de volta com a nossa coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS e desta vez vamos estudar em algumas edições o evangelho de São Tomé. Um dos muitos evangelhos apócrifos, ou seja, evangelhos que não fazem parte do cânon sagrado. Apenas 4 evangelhos fazem parte do cânon sagrado: Mateus, Marcos, Lucas e João. O Evangelho de São Tomé trás muitas revelações importantes que merecem estudo e reflexão. Então vamos a primeira parte desse enigmático evangelho!

Compreendendo o Evangelho de Tomé

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Compreendendo o Evangelho de Tomé

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na bíblia cristã o cânone do Novo Testamento é o conjunto de informações, que os cristãos consideram como inspirados por Deus.

Para a maioria das denominações cristãs, trata-se de uma lista de vinte e sete livros, dentre os quais estão os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos, diversas epístolas e o Apocalipse.

No Concílio I de Nicéia acontecido entre 20 de maio e 25 do ano de julho de 325, foi promulgada a lei canônica em sua primeira forma. E de acordo com ela, aquelas escritas que para a fé cristã “não foram inspirados por Deus”, foram tidas como apócrifas.

Na tradição cristã os Quatro Evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João, são os autores atribuídos à criação dos quatro evangelhos do Novo Testamento e são aceitos oficialmente. E, os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas), são assim denominados por conterem uma grande quantidade de histórias em comum, na mesma sequência, e algumas vezes utilizando exatamente a mesma estrutura de palavras.

O apócrifo de Tomé datado no século I d.C., é constituído por informações sobre Jesus, mas ele não é oficialmente considerado pela fé cristã.

Acima imagem de parte dos 114 ditos ou sentenças do Evangelho de Tomé, preservado em versão completa num manuscrito copta descoberto em Nag Hammadi/Egito. Estes ditos são semelhantes aos dos evangelhos canônicos de Mateus, Marcos, Lucas e João, mas alguns deles eram desconhecidos até a sua descoberta em 1945. Tomé como os outros evangelistas expõe seu texto de forma narrativa, mas não a organiza. Suas frases ou ditos são diálogos entre Jesus a seus discípulos de maneira breve e despidos de um contexto filosófico ou retórico (e não maquiados) – Imagem da Internet.

Tomé ou Tomás foi um dos doze apóstolos de Jesus. Em algumas passagens bíblicas ele é chamado de Dídimo. A presença de Tomé na bíblia está registrada nos quatro Evangelhos do Novo Testamento, além de constar no livro de Atos ao lado dos demais apóstolos.

Como o termo “dídimo” era um apelido, que transliterado tanto no grego quanto no hebraico tem o mesmo significado de “gêmeo”, daí a curiosidade histórica surgida sobre a família de Tomé.  Mas, não se sabe muito sobre sua biografia, portanto tem pouco conhecimento sobre sua vida pessoal, origem etc. Devido ao significado de seu nome, evidentemente ele era irmão gêmeo de alguém, porém não existe qualquer informação séria quem seria ele ou ela.

Na bíblia ele se mostra como sendo alguém de extremos, pessimista em sua condição de seguidor de Jesus e ao mesmo tempo possuidor de enorme devoção e comprometimento a ele, sujeitando-se até por ele morrer.

De acordo com a bíblia Tomé ao demonstrar dúvida e perguntar a Jesus: “Senhor, não sabemos para onde estás indo; como podemos conhecer o caminho”? (João 14:5), ele nesta pergunta e em outras, talvez não estivesse com o sentido de propriamente expressar dúvidas, mas ao contrário expressar inconsciente crença, que buscava cada vez mais ter certeza dela, alimentando-a desta forma.

De se clarear cada vez mais à sua maneira e, com ela cada vez mais também se convencer. Talvez ainda, nestes seus questionamentos estivessem refletindo o que pensavam os outros apóstolos.

Quando Jesus apareceu aos apóstolos depois de ressuscitado, Tomé não estava presente nesta ocasião, mas foi informado deste acontecimento (João 20:24,25), quando então deixou transparecer com sua característica personalidade movida pela sinceridade consigo mesmo, que aceitaria a ressureição de Jesus, se pudesse constata-la pessoalmente, tocando seus dedos nas marcas dos cravos que transfixaram suas mãos e na marca feita pela lança em seu peito.

Passados oito dias, os apóstolos estavam outra vez juntos e nesta ocasião Tomé estava presente. No recinto em que se achavam, as portas estavam fechadas porque tinham medo de seus perseguidores judeus. E, tal como antes Jesus apareceu no meio deles e como está no evangelho canônico de João 20:29, ele disse para Tomé: “Paz seja convosco! Mete o dedo nas feridas das minhas mãos, e a mão no meu lado. Não continues descrente. Acredita! ”…

Ao ler o evangelho apócrifo de Tomé e com ele interagir, sua leitura é mais viva, é mais presente. É percebida mais real sem possíveis maquiagens posteriores, que “ornam” nos evangelhos canônicos as informações e os aconselhamentos de Jesus. Na imagem acima “A incredulidade de São Tomé”, de Caravaggio – Imagem da Internet

Eusébio de Cesárea cita Orígenes, como quem afirma ter sido Tomé o apóstolo dos partos. Mas, ele é mais conhecido como missionário na Índia por meio dos Atos de Tomé, escrito em torno do ano 200. De acordo com a tradição oral Tomé chegou a Maliankara, próxima à vila de Moothakunnam, na região de Paravoor Thaluk, no ano de 52

Esse vilarejo está localizado a 5 km de Kodungallur, no Estado indiano de Querala, região onde estão as igrejas dedicadas a ele e popularmente conhecidas como Sete igrejas e meia.

Tomé propagou os conhecimentos adquiridos de Jesus. Foi perseguido, martirizado e morto à flechadas enquanto orava, na localidade indiana Chennai/Madras onde hoje fica a Catedral com seu nome e também onde é o suposto local de seu sepultamento. Ele é festejado pelos católicos no dia 3 de julho.

Basílica de São Tomé, em Chennai/Madras, Índia – Imagem da Internet

Abaixo as 114 sentenças (ditos) contidas no evangelho de Tomé, tidas como proferidas por Jesus de Nazaré e que colocadas neste texto em blocos de duas, às vezes de três, está logo depois de cada um deles, a compreensão dos mesmos escrita por este seu autor.

Este texto como seu próprio título indica, foi escrito pela percepção do autor com a essência do evangelho, ao procurar através de seu conteúdo interagir com sua mente e com seu coração, tentando nestas frequências entrar em sintonia com o significado do que disse Jesus e com a maneira pela qual se conduziu.

E, nestas frequências procurando “se aproximar” do que ele disse cerca de dois mil anos atrás, compreendeu Jesus de Nazaré um ser humano possuidor de imensa sabedoria, que refletia sua divindade no que dizia e fazia. Percebeu nele Luz Viva, iluminando com ela o sentido eterno do que é verdadeiro. Do que é a verdade, mesmo sendo hoje outra a forma de a expressar.

Fonte: Pegasus Portal

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: UMA DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA OU NÃO DOS IRMÃOS DE JESUS

A Semana Santa sempre é mais rica em literatura sobre o assunto: Jesus. Por isso estamos editando a coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS novamente, com um tema muito polêmico entre cristãos: os irmãos de Jesus! Nesta edição está em discussão as afirmações do livro “Jesus e os manuscritos do Mar Morto” do autor David Donnini, que acredita ter tido Jesus muitos irmãos. Leia o texto completo a seguir e tire suas conclusões!

Os irmãos de Jesus: um mistério bíblico ainda sem solução

Maria deu à luz uma única vez ou teve vários filhos depois de Jesus? Trechos da Bíblia levam pesquisadores a acreditar na segunda hipótese

Os irmãos de Jesus: um mistério bíblico ainda sem solução - Planeta
Jesus faz o Sermão da Montanha, em tela de Carl Bloch (1834-1890): há pistas na Bíblia de que ele tinha irmãos. Crédito: The Museum of National History/Wikimedia
Em várias passagens dos evangelhos há menções diretas ou indiretas a irmãos e irmãs de Jesus, todos filhos de Maria. Ao contar como Jesus nasceu, Lucas diz, no evangelho que leva seu nome, que Maria deu à luz seu filho primogênito. Se Jesus fosse o único filho de Maria, não haveria por que referir-se a ele como o primogênito, isto é, o primeiro entre outros.

“Também no Evangelho de Mateus a palavra primogênito aparece nas antigas versões em latim, mas os tradutores cortaram essa palavra”, diz o historiador florentino David Donnini, autor do livro Jesus e os Manuscritos do Mar Morto. “Estava escrito em Mateus – diz ele: ‘Peperit filium suum primogenitum‘. A última palavra foi suprimida. E na versão em grego se lê, com mais detalhe: ‘E não a conheceu até que deu à luz seu filho primogênito, a quem deu o nome de Jesus’.” A frase refere-se a José, o pouco lembrado pai de Jesus, com quem Maria não teria tido relações sexuais “até que deu à luz seu filho primogênito”. E a família foi numerosa, segundo o especialista em cristianismo antigo Mauro Pesce, da Universidade de Bolonha: quatro irmãos e um número não sabido de irmãs.

Segundo o historiador David Donnini, a palavra primogênito figura nas primeiras versões em latim do Evangelho de Mateus, mas depois os tradutores a cortaram.

Tiago, o chefe da Igreja de Jerusalém após a morte de Jesus, seria outro dos filhos de Maria e José.

Facção antirromana

“Sobre a existência dos irmãos e irmãs de Jesus não faltam menções no Novo Testamento. O mais importante deles chamava-se Giacomo (Tiago), que foi o chefe da Igreja de Jerusalém após a morte de Jesus”, diz o historiador. De acordo com ele e outros estudiosos, Tiago era o líder de uma facção antirromana do cristianismo antigo, até ser assassinado.

O Evangelho de Marcos diz explicitamente: “Chegaram sua mãe e seus irmãos e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo. Muita gente estava sentada ao redor dele, e lhe disseram: Olha, tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora, à tua procura” (Marcos, capítulo 3, versículos 31-32). A mesma passagem é descrita por Lucas (Lc 8, 19-20). E Marcos, em outra passagem (Mc 6, 3), cita os nomes dos quatro irmãos de Jesus e ainda pergunta pelas irmãs: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset (variação de José), Judas e Simão? E as suas irmãs, não estão aqui entre nós?”

A mesma passagem está em Mateus, com ligeiras diferenças de palavras: “Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não estão todas conosco?” (Mt 13, 55).

Em João também há referência aos irmãos de Jesus: “Aproximava-se a Festa dos Judeus, chamada dos Tabernáculos, e seus irmãos lhe disseram: Parte daqui e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que tu fazes” (Jo 7, 2-3). O trecho é importante porque faz uma clara distinção entre irmãos e discípulos. Irmãos poderiam significar não irmãos de sangue, mas de fé, e o texto descarta essa hipótese.

A menção de Paulo

De todos os textos canônicos do catolicismo, as cartas de Paulo, o grande propagador do cristianismo entre os não hebreus, são consideradas os documentos mais próximos da realidade histórica. Todas foram escritas por ele mesmo, após a morte de Jesus e muitos anos antes das transcrições dos evangelhos. Numa das cartas, ele diz: “Só três anos depois fui a Jerusalém para conhecer Pedro e não vi nenhum dos outros apóstolos, com exceção de Tiago, o irmão do Senhor” (Gal 1, 18-19).

Os evangelistas nunca escreveram seus evangelhos. Todos foram transmitidos por via oral e transcritos dezenas de anos depois por diferentes escribas da Igreja, que lhes deram os nomes que têm como homenagem aos apóstolos, já falecidos. As cartas de Paulo, ao contrário, não passaram por transcrições ou traduções de terceiros e foram preservadas tal qual o apóstolo as escreveu. Nelas, em nenhum momento Paulo fala em virgindade de Maria ou que Jesus fosse seu único filho. Na verdade, de Maria não cita nem mesmo o nome. Sobre o nascimento de Jesus, a única coisa que diz é que “nasceu de uma mulher, segundo a Lei”, referindo-se à lei dos hebreus.

O culto a Maria é posterior. Ela só foi declarada virgem no século 4 d.C., quando o patriarca Cirilo fez valer sua tese de que Maria era mãe de Deus, o Deus Jesus, e não do homem Jesus – tornando, assim, possível (ao menos no plano teológico) sua virgindade carnal. No entanto, a ideia de que Jesus era Deus é estranha aos evangelhos, pois o próprio Jesus refere-se inúmeras vezes ao “Pai que está no céu”, inclusive quando, na cruz, pronuncia a célebre frase: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27, 46; Mc 15, 34) – cujo real significado permanece um grande mistério.

Sucessão familiar

As incongruências provam como era importante para a Igreja demonstrar a virgindade de Maria, 400 anos depois do nascimento de Jesus. E o porquê disso é também um mistério. A questão não existia na época em que Maria era viva. Aparentemente, havia coisas mais importantes a tratar. Havia perseguições, a Palestina vivia convulsionada. Quando Jesus morre, quem será seu sucessor? Jesus havia feito uma multidão de seguidores e eles precisavam de um chefe. Seria Pedro? João? Ou Maria Madalena? E Maria, a mãe, seria ouvida sobre essa questão? E José, o pai?

A sucessão de Jesus seria um problema sério se ele fosse o único filho de Maria. Felizmente, para o cristianismo, não era. O escolhido foi Tiago – o que pode parecer estranho, porque Jesus diz no Evangelho de Mateus (Mt 16, 18) que seu eleito para construir sua Igreja era Pedro. Mas Tiago foi escolhido porque era irmão de Jesus, “seguindo uma regra semelhante à do califado muçulmano xiita, em que o sucessor deve ser sempre um membro da família, diferentemente da regra sunita, em que o sucessor é eleito por seus seguidores”, explica o historiador Mauro Pesce.

Mas Tiago, além de irmão, tinha méritos. De acordo com o historiador Robert Eisenman, da California State University e autor de Tiago, o Irmão de Jesus, ele era o chefe de um grupo de cristãos que não aceitavam a dominação romana da Palestina, pregavam que o reino de Deus estava próximo – seria antirromano e neste mundo – e defendiam a pureza da tradição hebraica (eram, por isso mesmo, chamados de integristas). Não havia unanimidade entre os judeus sobre a dominação romana e toda a região vivia, já naquela época, em pé de guerra.

Sobrinhos de Jesus

O irmão de Jesus foi chefe da Igreja até o ano 61 d.C., quando irromperam violentas revoltas na Palestina e ele foi apedrejado até a morte, a mando de judeus colaboracionistas que o acusaram de estar por trás das rebeliões. Em 70 d.C., as tropas de ocupação romanas atearam fogo ao Templo de Jerusalém, destruindo-o, fato que é atribuído nos evangelhos apócrifos do Mar Morto à punição divina pelo assassinato de Tiago.

Outro irmão de Jesus, Judas, também teria participado dos movimentos de libertação. Seus filhos foram presos como subversivos em 90 d.C., durante as perseguições movidas pelo imperador romano Domiciano. O fato é citado por Eusébio de Cesareia – historiador, teólogo e bispo da Igreja do século 4 -, lembrando que os presos eram sobrinhos de Jesus e membros da estirpe real de Israel.

A Igreja Católica justifica a menção a irmãos e irmãs de Jesus nas escrituras como um mal-entendido semântico. Seriam primos dele, filhos de uma irmã de Maria também chamada Maria, dita “de Cleofas”. De acordo com essa explicação, a confusão vem do fato de que em aramaico se emprega a mesma palavra para irmão e primo. “Mas essa ideia não se sustenta”, afirma David Donnini. “Os evangelhos não foram escritos originariamente em aramaico, mas em grego, e o termo utilizado é adelphos, que significa inequivocamente irmão, e não primo.”

Outro historiador, Daniel Maguerat, da Universidade de Bolonha, foi tirar a prova: examinou os textos dos evangelhos na língua original e só descobriu um único caso em que o termo irmão podia estar sendo usado para designar primo. Em todos os outros, era irmão mesmo.

Fonte: Revista Planeta

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO PILATOS É DESNUDADO PELO HISTORIADOR ALDO SCHIAVONE

Enfim um novo livro sobre um personagem polêmico e enigmático na história da humanidade que nunca havia ficado claro a sua participação ou intenção no que tange a condenação e crucificação de Jesus. Nesse livro, o autor, Aldo Schiavone revista a figura do governador que julgou Jesus para explicar sua ambiguidade e afirma ser inverossímil que ele tenha lavado as mãos. Portanto lhe convido a ler o artigo a seguir e conhecer melhor esse grande personagem da história.

Historiador desterra mitos sobre Pilatos e diz que é inverossímil que ele tenha lavado as mãos

Aldo Schiavone revisita a figura do governador que julgou Jesus para explicar sua ambiguidade

'Ecce Homo', de Antonio Ciseri.‘Ecce Homo’, de Antonio Ciseri.

Poucas figuras entraram para a história como Pilatos, aparecendo brevemente, com uma só ação, para depois se volatilizar deixando poucos rastros. Além disso, chegou a nós como uma figura ambígua. O historiador italiano Aldo Schiavone publica na Espanha o livro Poncio Pilato – Un Enigma entre la Historia y el Misterio (editora Trotta), um interessante livro que mergulha em tudo o que se pode saber sobre ele, nos Evangelhos e nas únicas quatro fontes históricas encontradas: textos de Flavio Josefo e Fílon de Alexandria, uma menção de Tácito e a inscrição em uma pedra achada em 1961.

Para o autor, Pilatos se viu metido num imbróglio que punha em risco os complexos equilíbrios políticos de um país revoltoso e cuja cultura lhe parecia bárbara e incompreensível. Para complicar ainda mais as coisas, o relato teria sido desfigurado pela óptica antijudaica impressa nos Evangelhos, que procurava também deixar os romanos com uma boa imagem para que a nova fé prosperasse no império, e força situações incompreensíveis à luz histórica. E, como última tese, Schiavone aponta que Pilatos inclusive chegou a compreender que Jesus estava decidido a morrer e não poderia fazer nada para evitá-lo. Não só isso: intuiu que devia colaborar em um desenho sobrenatural que lhe escapava, como uma espécie de cooperador necessário.

“Este o ponto mais delicado de toda a história”, afirma o autor por telefone de Roma. “Eu acredito que isso foi ocultado porque punha em xeque o equilíbrio entre predestinação e livre arbítrio, e sobretudo a responsabilidade judaica na morte de Jesus. O relato de João, o mais preciso, trai esta realidade, esta profecia que se autocumpria, pois há saltos no relato que tornam evidente que algo aconteceu ali. Pilatos, depois da enésima tentativa de salvar Jesus, se rende e diz: que se cumpra o seu destino. Mas isso era difícil de dizer, e os evangelhos não dizem”. Assim se explica, opina Schiavone, a ambiguidade de Pilatos na tradição e o fato de Tertuliano, um dos primeiros grandes autores cristãos, ter dito no século II que o governador da Judeia tinha “coração cristão”.

Schiavone segue em sua análise os Evangelhos, escritos décadas depois do ano 30, porque acredita que “há na memória um fundo de verdade decifrável, não quer dizer que seja tudo falso, e o que se pode verificar costuma corresponder aos dados históricos”. Pelo caminho, detona estereótipos. O mais famoso: a lavagem de mãos: “É um gesto totalmente hebraico. É impensável que um dirigente romano fizesse um gesto assim em um processo. Uma incongruência cultural e jurídica”, raciocina. “Mas era necessário que ficasse claro para o leitor judeu que o praefectus não tinha nada a ver com o assunto”. Para o autor, é o marco zero na genealogia do antissemitismo cristão.

Haveria outros elementos forçados. Como a introdução do povo judeu como tal no processo contra Jesus. Marcos e Mateus colocam a multidão no relato, em frente ao palácio de Pilatos, para que compartilhe uma responsabilidade que, de outra forma, recairia apenas sobre os sacerdotes. Sobretudo, em nenhuma parte se explica o motivo: por que a mesma cidade que seis dias antes recebera Jesus como um herói muda de opinião e exige sua morte. Na mesma linha se situa o dilema público entre Jesus e Barrabás, outro personagem sem base histórica. “É outra falsificação. Era necessário que o povo por completo se apresentasse em cena. Mas é totalmente irreal que se convocasse uma assembleia popular em frente ao palácio. Ali não havia uma praça, uma ágora, nem quem a convocasse. Certamente não os sacerdotes, pois os romanos não teriam permitido, e tampouco os próprios romanos. O mais provável é que fossem só os sacerdotes com um pequeno grupo.”

Os sacerdotes, que viam em Jesus um perigo teológico e político, queriam envolver os romanos em seu plano para eliminá-lo, usando-os como anteparo perante o povo, cuja reação temiam. Jesus, acredita o autor, era um personagem conhecido, destacava-se no exército de pregadores e iluminados da Palestina no século I. A acusação útil foi de que instigava à insurreição. Roma governava com o consenso, com alianças com as aristocracias locais, e isto era ainda mais marcado nas províncias do Oriente, com civilizações mais antigas. Não eram os bárbaros do norte, que simplesmente eram submetidos. Nessa época se vivia na Judeia um messianismo apocalíptico, misturado com a política e a resistência ao invasor. Os romanos, tão afastados desta cultura, viam esse lugar como um hospício. “Nenhuma das populações submetidas tinha produzido nada parecido com a Bíblia”, diz o historiador.

Pilatos temia uma armadilha, ser instrumento de um ajuste de contas entre facções, acabar utilizado por sacerdotes saduceus para se livrarem de um adversário, e que isso desencadeasse a ira popular. Os saduceus eram a aristocracia local, colaboravam com os romanos, mas eram uma minoria. De fato, seriam massacrados na revolta do ano 66. Todo o interrogatório de Jesus, segundo o relato dos Evangelhos, é uma sondagem de Pilatos para saber o que se está tramando. E revela que ele não tinha nada contra Jesus, procurava uma imputação, mas não a encontrava. Os textos não esclarecem em que língua falaram, provavelmente aramaico. Em nenhum lugar consta que Jesus falasse grego. Talvez houvesse um intérprete. Jesus não se defende em nenhum momento, e frases como “Meu reino não é deste mundo” desnorteariam Pilatos que, em todo caso, percebeu que não se achava diante de um rebelde. Segundo Schiavone, mais que um interrogatório, tornou-se “uma conversa em que Pilatos parece cada vez mais fascinado e perturbado”, e quase um diálogo platônico. Até que, muito a seu pesar, o envia para a morte.

Só há sete nomes próprios na Paixão: Judas, Anás, Caifás, Barrabás, Herodes Antipas, José de Arimateia e Pilatos. Sobre Judas e Barrabás não há confirmação histórica, mas dos outros cinco, sim. E Pilatos é o mais importante. Não vivia em Jerusalém, e sim em Cesareia, a capital, perto da Síria. Cidade pagã e litorânea, mais agradável. Mas naquela semana havia festas e ele estava em Jerusalém, 40.000 habitantes. Uma cidade grande na época, mas tudo ficava perto. Os deslocamentos do relato evangélico são questão de ruas. Aldo Schiavone aponta que tudo começou provavelmente em 6 de abril do ano 30, uma quinta-feira.

Pilatos estava na Judeia desde o ano 26. Chegou com 40 anos de idade. Não sabemos nada de sua vida anterior, nem seu nome. É possível que fosse Lúcio ou Tito. Seu primeiro episódio conhecido, relatado por Flávio Josefo, foi um incidente assim que assumiu o cargo. Entrou à noite em Jerusalém com as tropas, que levavam insígnias e retratos do imperador, algo proibido na religião judaica, que se opunha às imagens na Cidade Santa. Uma multidão se congregou por cinco dias diante do seu palácio dias para exigir que fossem retiradas, e no sexto a situação estourou: o governador mandou a guarda dissolver a multidão à força. Mas os judeus se jogaram no chão dispostos ao sacrifício, algo que deixou Pilatos estupefato. Viu então que a religião era algo “passional e decisivo” para essa gente, diz Schiavone, e isso condicionou sua atitude posterior, para se movimentar com mais tato.

Depois da morte Jesus só há duas menções a Pilatos, sobre novos incidentes. Foi afastado após dez anos em seu cargo e chamado a Roma. Como era inverno, ano 36 ou 37, não podia fazer a viagem por mar e foi por terra. Mas justo então morreu o imperador Tibério, em 17 de março de 37, e não voltamos a saber mais nada sobre ele.

Fonte: EL PAÍS

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE BÍBLIA E O PERSONAGEM “JESUS”

ESTUDOS TEOLÓGICOS: O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE BÍBLIA E O PERSONAGEM “JESUS”
SP - 22/07/2016 - ISTOE - OS GURUS DA INTELECTUALIDADE BRASILEIRA. MARIO SERGIO CORTELLA - FOTO: FELIPE GABRIEL

Nesta quinta-feira voltamos com a coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS com o professor Mario Sérgio Cortella, numa entrevista,  esclarecendo muitos pontos obscuros da história de Jesus, como ele existiu realmente?. Vale a pena conferir e tirar suas dúvidas. Assista a esse vídeo espetacular!

Fonte:

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: 7 QUESTIONAMENTOS BÁSICOS SOBRE REENCARNAÇÃO

Caro(a) leitor(a), nesta sexta-feira vamos apreciar na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS sete questionamentos fundamentais sobre Reencarnação. São perguntas básicas com respostas plausíveis que pode esclarecer dúvidas que você e um sem número de pessoas têm sobre esse fenômeno natural da humanidade, mas tão mal compreendido pela cristandade por pura ignorância. ´Portanto, você que ainda tem dúvidas ou não conhece o fenômeno aproveite a oportunidade para entender quando, como e porque isso ocorre com o ser humano!

Reencarnação: sete perguntas básicas

Confira uma síntese das perguntas mais comuns sobre reencarnação e suas respostas, oriundas de fontes como escolas orientais, o espiritismo e as pesquisas de Ian Stevenson, o mais conhecido estudioso do assunto.

“Vinte e Cinco Bodhisattvas Descendo do Céus”, pintura japonesa, c. 1300. No budismo, os bodhisattvas são almas que voltam ao plano terrestre para missões de grande importância para a coletividade. Imagem: Museu de Arte Kimbell, Texas

Para que serve a reencarnação?

Se tivemos vidas passadas, por que não nos lembramos delas?

Segundo as escrituras védicas, o trauma do nascimento nos faz esquecer tudo sobre nossas vidas anteriores. Muitos adeptos da ideia da reencarnação observam que lembrar-se de informações sobre vidas passadas poderia ser um fator de perturbação, ao fazer a pessoa perder o foco na existência presente e na resolução das questões que ela envolve.

O que trazemos, então, de nossas vidas passadas?

Traços de caráter, personalidade, qualidades e habilidades. O caso de Mozart, compositor desde os 4 anos de idade, seria um exemplo disso. Para vários estudiosos, porém, crianças-prodígio como Mozart possuem uma característica mental própria que lhes dá uma memória de alta retenção e uma habilidade incomum para organizar pensamentos.

Quantas encarnações teremos ao todo?

É impossível precisar isso, pois cada alma segue uma trajetória evolutiva particular. É a maior ou menor rapidez ao conquistar o estado de equilíbrio psicoespiritual que vai ditar o número de reencarnações.

Em que momento ocorreria a reencarnação?

Os espíritas afirmam que a ligação da alma com o corpo existe desde a fecundação, mas não há certeza absoluta sobre isso.

Ian Stevenson estudou o caso de um menino indiano, Jasbir Lal Jat, que aos 3 anos quase morreu de varíola. Depois da recuperação, seu comportamento mudou drasticamente; ele dizia que morava a 30 km de distância, pertencia à casta brâmane e recusava os alimentos que a mãe preparava no chão, por não serem feitos segundo os costumes de sua classe.

Seu modo de expressar-se também se sofisticara. Ele disse chamar-se Sobha Ram na vida anterior e que morrera ao cair de uma carruagem. Stevenson conseguiu confirmar 38 informações dadas por Jasbir sobre Sobha Ram. Para o pesquisador, poderia tratar-se de um caso de reencarnação, embora a hipótese de possessão espiritual não devesse ser descartada.

Qual é o tempo que se passa entre duas encarnações?

É variável. Segundo o espiritismo, esse intervalo tem relação com a gradação do resgate a ser cumprido na vida seguinte – os mais endividados permanecem menos tempo no outro plano. Mas casos estudados por Ian Stevenson e as reencarnações dos dalai lamas, por exemplo, parecem indicar que existem outros fatores a ser considerados.

Quem atinge a perfeição não volta a reencarnar?

Para escolas orientais e ocidentais, a reencarnação não é necessária nesse estágio, mas algumas almas regressam à matéria em missões de grande importância para a coletividade (por exemplo, mestres, santos, bodhisattvas).

Fonte: Revista Planeta

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: JESUS É RELEVANTE HOJE EM DIA?

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta terça-feira estou publicando um texto extraído do site y-jesus.org, que questiona a relevância de Jesus nos dias de hoje. Um estudo com muitos questionamentos e explicações que vale a pena ler e aprofundar o conhecimento teológico para tentar entender a verdadeira missão de Jesus aqui na terra.

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Jesus é relevante hoje em dia?

Muitos pensam que Jesus Cristo quer que sejamos religiosos. Eles pensam que Jesus veio para tirar toda a diversão da vida e nos dar regrar impossíveis de seguir. Eles estão dispostos a chamá-lo de grande líder do passado, mas dizem que ele não é relevante para as suas vidas hoje em dia.

Josh McDowell era um universitário que pensava que Jesus era somente outro líder religioso que definiu regras impossíveis de seguir. Ele pensava que Jesus era totalmente irrelevante para sua vida.

Então um dia, em uma mesa de refeições de um grêmio estudantil, McDowell sentou-se ao lado de uma vibrante e jovem colega com um sorriso radiante. Intrigado, ele perguntou a ela por que ela estava tão feliz. Sua resposta imediata foi“Jesus Cristo!” 

Jesus Cristo? McDowell rosnou, disparando de volta:

“Ah, pelo amor de Deus, não comece com isso. Estou cheio de religião, cheio da igreja e cheio da Bíblia. Não comece com esse lixo sobre religião.”

Mas a jovem não se alterou e calmamente informou,

“Senhor, eu não disse religião, eu disse Jesus Cristo.”

McDowell ficou perplexo. Ele nunca havia considerado Jesus mais do que uma figura religiosa e ele não queria fazer parte da hipocrisia da igreja. Ainda assim aqui estava esta alegre cristã falando sobre Jesus como de alguém que havia trazido sentido à sua vida.

Cristo alegou responder a todas as profundas questões sobre nossa existência. Em um momento ou outro, todos nos questionamos sobre o sentido da vida. Você já olhou as estrelas em uma noite negra e perguntou-se quem as colocou lá? Ou olhou um pôr-do-sol e pensou sobre as maiores questões da vida:

  • “Quem sou eu?”
  • “Por que estou aqui?”
  • “Para onde vou depois que morrer?”

Apesar de outros filósofos e líderes religiosos terem oferecido suas respostas sobre o sentido da vida, mas somente Jesus Cristo provou suas credenciais voltando dos mortos. Céticos como McDowell que originalmente zombavam da ressurreição de Jesus descobriram que existem evidências convincentes que isto realmente aconteceu.

Jesus concede real sentido à vida. Ele disse que a vida é muito mais do que ganhar dinheiro, divertir-se, ter sucesso e terminar em um cemitério. Ainda assim, muitas pessoas tentam encontrar sentido na fama e no sucesso, mesmo as maiores estrelas…

Madonna tentou responder a pergunta de “Por que estou aqui?” tornando-se uma diva, confessando: “por muitos anos pensei que a fama, fortuna e a aprovação popular trariam felicidade. Mas um dia você acorda e percebe que não trazem… Eu ainda sentia que faltava algo… Eu queria saber o sentido da felicidade verdadeira e duradoura e como poderia encontrá-la”.[1]

Outros desistiram de encontrar sentido. Kurt Cobain, vocal da banda grunge de Seattle Nirvana, desesperou-se com a vida aos 27 anos e cometeu suicídio. O desenhista da era do Jazz Ralph Barton também pensava que a vida era sem sentido e deixou a seguinte nota de suicídio: “Eu tive algumas dificuldades, muitos amigos, grandes sucessos; Passei de esposa a esposa e de casa a casa, visitei muitos países do mundo, mas agora estou farto de inventar coisas para preencher 24 horas do dia.”[2]

Pascal, o grande filósofo francês acreditava que o vazio interior que todos sentimos somente pode ser preenchido por Deus. Ele declara que “há um vácuo no formato de Deus no coração de cada homem que somente Jesus pode preencher”.[3] Se Pascal estiver certo, esperaríamos que Jesus não somente respondesse às questões da nossa identidade e sentido da vida, mas também nos desse esperança de vida após a morte.

Pode haver sentido sem Deus? Não, de acordo com o ateu Bertrand Russell, que escreveu: “a menos que você aceite a existência de deus, a questão do sentido da vida é insignificante”.[4]  Russell resignou-se por fim a “apodrecer” no túmulo. Em seu livro Porque não sou cristão, Russell refutou tudo o que Jesus disse sobre o sentido da vida, incluindo sua promessa de vida eterna.

Mas se Jesus de fato derrotou a morte como declarado pelas testemunhas, (veja “Jesus ressuscitou dos mortos?”) então somente ele poderia falar sobre o sentido da vida e responder à pergunta “para onde vamos?” A fim de entender como as palavras, vida e morte de Jesus podem estabelecer nossas identidades, dar sentido à nossa vida e proporcionar esperança no futuro, precisamos entender o que ele disse sobre Deus, sobre nós e sobre si mesmo.

O que Jesus disse sobre Deus?

Deus é relacional

Muitos pensam que Deus é mais como uma força do que uma pessoa que podemos conhecer e aproveitar. O Deus de quem Jesus falou não é uma Força impessoal como em Guerra nas Estrelas, cuja bondade é medida em voltagem. E nem ele é um grande bicho-papão insensível no céu, tendo prazer em tornar nossas vidas miseráveis.

Pelo contrário, Deus é relacional como nós, mas muito mais. Ele pensa e ouve. Ele se comunica em uma língua que podemos entender. Jesus nos disse e mostrou como Deus é. De acordo com Jesus, Deus conhece cada um de nós intima e pessoalmente, e pensa sobre nós continuamente.

Deus é amoroso

E Jesus disse que Deus é amoroso. Jesus demonstrava o amor de Deus onde quer que fosse, ao curar os doentes e alcançar os feridos e pobres.

O amor de Deus é radicalmente diferente do nosso, pois não é baseado em atração ou desempenho. É totalmente sacrifical e altruísta. Jesus comparou o amor de Deus com o amor de um pai perfeito. Um bom pai quer o melhor para seus filhos, sacrifica-se por eles e abastece-os. Mas, pensando neles, também lhes dá disciplina.

Jesus ilustra o coração amoroso de Deus com uma história sobre um filho rebelde que rejeitou o conselho de seu pai sobre a vida e sobre o que é importante. Arrogante e teimoso, o filho queria deixar de trabalhar e “viver um pouco”. Em vez de esperar até que seu pai estivesse pronto para lhe dar sua herança, ele começou a insistir a seu pai que lhe desse mais cedo.

Na história de Jesus, o pai concede o pedido do filho. Mas as coisas não foram nada bem para o filho. Após desperdiçar seu dinheiro com frivolidades, o filho rebelde teve que trabalhar em uma fazenda de porcos. Logo ele estava tão faminto que até a comida dos porcos lhe parecia boa. Abatido e sem certeza de que seu pai lhe aceitaria de volta, ele arrumou suas coisas e voltou para casa.

Jesus conta que não somente seu pai lhe aceitou de volta, mas também correu para lhe encontrar. E então o pai foi totalmente radical em seu amor e deu uma grande festa para celebrar o retorno de seu filho.

É interessante que mesmo que o pai tenha amado profundamente seu filho, ele não foi atrás dele. Ele deixou o filho que ele amava sentir dor e sofrer as consequências de sua escolha rebelde. De maneira semelhante, as Escrituras ensinam que o amor de Deus nunca arriscará o que é melhor pra nós. Ele nos deixará sofrer as consequências das nossas próprias escolhas erradas.

Jesus também ensinou que Deus nunca compromete Seu caráter. O caráter é quem somos no fundo. É nossa essência da qual todos os pensamentos e ações resultam. Então, como é Deus? Quão profundo?

Deus é sagrado

Ao longo das Escrituras (quase 600 vezes), Deus é denominado “sagrado”. Sagrado significa que o caráter de Deus é moralmente puro e perfeito de todas as maneiras. Imaculado. Isto significa que Ele nunca possui um pensamento impuro ou inconsistente com Sua excelência moral.

Além disso, a santidade de Deus significa que Ele não pode estar na presença do mal. Visto que o mal é o oposto de Sua natureza, Ele o odeia. É como poluição para Ele.

Mas se Deus é sagrado e detesta o mal, por que não criou nosso caráter como o Dele? Por que existem pedófilos, assassinos, estupradores e pervertidos? E por que nós lutamos tanto para manter nossas próprias escolhas morais? Isso nos leva à próxima parte da nossa busca por sentido. O que Jesus disse sobre nós?

O que Jesus disse sobre nós?

Feito para um relacionamento com Deus

Se lermos o Novo Testamento, descobrimos que Jesus falava continuamente do nosso imenso valor para Deus, dizendo que Deus nos criou para ser Seus filhos.

Estrela do rock da banda irlandesa U2, Bono declarou em uma entrevista: “é um conceito surpreendente que o Deus que criou o universo esteja procurando por companhia, um relacionamento real com as pessoas….”[5] Em outras palavras, antes do universo ser criado, Deus já planejava adotar-nos em Sua família. Não somente isto, Deus também planejou uma incrível herança para nós. Como o coração do pai na história de Jesus, Deus quer nos esbanjar com uma herança de bênçãos inimagináveis e privilégios reais. Em Seus olhos, somos especiais.

Liberdade de escolha

No filme Mulheres Perfeitas, homens fracos, mentirosos, gananciosos e assassinos criaram robôs submissos e obedientes para substituir suas mulheres liberais que eram consideradas um perigo. Apesar de os homens supostamente amarem suas mulheres, eles as substituíram por brinquedos para forçar sua obediência.

Deus poderia ter-nos feito desta forma—pessoas robóticas (iPeople) programadas para amá-lo e obedecê-lo, a idolatria codificada em nós como um protetor de tela. Mas desta maneira nosso amor compulsório não teria sentido. Deus quer que O amemos livremente. Em relacionamentos reais, todos desejamos alguém para nos amar por quem somos, não por obrigação—preferimos uma alma-gêmea do que uma noiva sob encomenda. Søren Kierkegaard resumiu o dilema nesta história.

Suponha que existia um rei que amava uma humilde donzela. O rei era como nenhum outro. Todos os homens de estado tremiam perante seu poder… E ainda assim o poderoso rei derretia-se de amor por uma humilde donzela. Como ele poderia declarar seu amor por ela? De uma maneira estranha, seu status limitava seus passos. Se ele a trouxesse ao palácio e a coroasse com joias ela com certeza não resistiria—ninguém ousava resistir a ele. Mas será que ela o amaria? Ela poderia dizer que o amava, claro, mas será que seria verdadeiro?[6]

Agora vemos o problema. De maneira menos poética: Como terminar com um namorado onisciente? (“As coisas não estão funcionando com a gente, mas acho que você já sabia disso.”) Porém, para tornar o amor doado livremente possível, Deus criou os humanos com uma capacidade única: livre arbítrio.

Rebelião contra as leis morais de Deus

C.S. Lewis argumentou que mesmo que sejamos internamente programados com um desejo de conhecer Deus, rebelamo-nos contra ele desde o momento que nascemos.[7] Lewis também começou a examinar seus próprios motivos, que levaram-no a descobrir que ele instintivamente sabia discernir o certo do errado.

Lewis se perguntou de onde este senso de certo e errado vinham. Todos nós experimentamos este senso de certo e errado quando lemos que Hitler matou seis milhões de judeus ou sobre um herói ou heroína sacrificando sua vida por alguém. Sabemos instintivamente que é errado mentir e trapacear. O reconhecimento de que somos programados com uma lei moral interna levou o antes ateu à conclusão de que deve existir um “legislador” moral.

De fato, de acordo com Jesus e com as Escrituras, Deus nos deu uma lei moral para obedecer. E não somente nos afastamos do relacionamento com Ele, mas também infringimos essas leis morais estabelecidas por Deus. A maioria de nós conhece alguns dos Dez Mandamentos:

“Não mentir, roubar, matar, cometer adultério, etc.” Jesus resumiu as leis dizendo que devemos amar a Deus com todo nosso coração e o próximo como a nós mesmos. O pecado, portanto, não é o único mal que fazemos ao infringir a lei, mas também falhamos em fazer o que é certo.

Deus criou o universo com leis que governam tudo que há nele. Elas são invioláveis e imutáveis. Quando Einstein derivou a fórmula E=MC2, ele liberou o mistério da energia nuclear. Junte os ingredientes corretos sob as condições corretas e um poder imenso é liberado. As Escrituras nos dizem que a lei moral de Deus não é menos válida, pois deriva do Seu caráter.

Desde os primeiros homem e mulher, desobedecemos as leis de Deus, mesmo que tenham sido para o nosso bem. E falhamos em fazer o que é certo. Herdamos esta condição do primeiro homem, Adão. A Bíblia chama essa desobediência de pecado, que significa “errar o alvo” como um arqueiro erra seu objetivo. Por isso nossos pecados destroem o relacionamento com Deus destinado a nós. Usando o exemplo do arqueiro, erramos o alvo sobre o propósito para o qual fomos criados.

O pecado causa a destruição de todos os relacionamentos: a raça humana isolada de seu ambiente (alienação), indivíduos isolados de si mesmos (culpa e vergonha), pessoas isoladas umas das outras (guerra, assassinato) e pessoas isoladas de Deus (morte espiritual). Como uma corrente, após o primeiro elo entre Deus e a humanidade ter sido quebrado, todos os elos ligados soltaram-se.

E estamos destruídos. Como no rap de Kayne West, “eu não acho que há nada agora que posso fazer para consertar meus erros… Quero falar com Deus, mas tenho medo, pois não nos falamos há tanto tempo…” As letras de West falam da separação que o pecado traz para nossas vidas. E, de acordo com a Bíblia, esta separação é mais do que apenas letras de uma música de rap. Ela tem consequências mortais.

Nossos pecados nos separam do amor de Deus

Nossa rebelião (pecado) criou uma muralha de separação entre Deus e nós (veja Isaías 59:2). Nas Escrituras, “separação” significa morte espiritual. Uma morte espiritual significa estar completamente isolado da luz e da vida de Deus.

“Mas espere um minuto”, você pode dizer. “Deus não sabia disso tudo antes de nos criar?”

“Por que Ele não viu que Seu plano falharia?” Com certeza, um Deus onisciente saberia que nos rebelaríamos e pecaríamos. De fato, são nossas falhas que tornam o plano de Deus tão incrível. Isto nos leva à razão pela qual Deus veio à Terra em forma humana. E ainda mais incrível—a notável razão para sua morte.

O que Jesus disse sobre si mesmo?

A solução perfeita de Deus

Durante seus três anos de ministério público, Jesus nos ensinou como viver e realizou muitos milagres, mesmo ressuscitando os mortos. Ele declarou que sua missão principal era salvar-nos dos nossos pecados.

Jesus afirmou que ele era o Messias prometido que traria toda a iniquidade sobre si. O profeta Isaías havia escrito sobre o Messias 700 anos antes, dando várias dicas sobre sua identidade. Mas a dica mais difícil de entender era a de que o Messias seria tanto homem quanto Deus!

“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. E ele será chamado… Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

O autor Ray Stedman escreve sobre o Messias prometido por Deus: “Desde o início do Velho Testamento há um senso de esperança e expectativa, como o som de passos que se aproximam: Alguém está vindo! … Essa esperança aumenta ao longo dos registros proféticos quando profeta após profeta declara dica instigante após outra: Alguém está vindo!”[8]

Os profetas antigos previram que o Messias se tornaria a oferenda perfeita de Deus pelos pecados, satisfazendo sua justiça. O homem perfeito que se qualifica para morrer por nós. (Isaías 53:6)

De acordo com os autores do Novo Testamento, a única razão pela qual Jesus estava qualificado para morrer por nós é porque, como Deus, ele havia vivido uma vida moralmente perfeita e não estava sujeito ao julgamento do pecado.

É difícil entender como a morte de Jesus pagou por nossos pecados. Talvez uma analogia jurídica esclareça como Jesus resolve o dilema do amor e justiça perfeitos de Deus.

Imagine-se entrando em um tribunal, culpado de assassinato (você teria sérios problemas). Ao aproximar-se do júri, você percebe que o juiz é seu pai. Sabendo que ele o ama, você imediatamente começa a implorar, “Pai, deixe-me ir!”

Ao que ele responde: “eu te amo filho, mas sou um juiz. Eu não posso simplesmente deixá-lo ir”.

Ele está arrasado. Eventualmente ele bate o martelo e o declara culpado. A justiça não pode ser comprometida, ao menos não por um juiz. Mas, por ele lhe amar tanto, ele desce do júri, retira o manto e oferece-se para pagar a pena em seu lugar. De fato, ele toma seu lugar na cadeira elétrica.

Esta é a imagem mostrada no Novo Testamento. Deus desceu na história humana como a pessoa de Jesus Cristo e foi para a cadeira elétrica (leia-se: cruz) em nosso lugar, por nós. Jesus não é um bode expiatório que leva os pecados, mas sim o próprio Deus. De forma mais clara, Deus tinha duas escolhas: julgar o pecado em nós ou assumir ele mesmo a punição. Em Cristo, Ele escolheu a segunda opção.

Apesar de Bono, do U2, não ter intenção de ser um teólogo, ele declara corretamente a razão da morte de Jesus:

“O motivo da morte de Cristo é que ele assumiu todos os pecados do mundo, para que o que nós fizemos não voltasse para nós e que nossa natureza pecadora não trouxesse uma morte óbvia. É esse o motivo. Isso deveria nos manter humildes. Não são nossos bons atos que nos levam para o céu”.[9]

E Jesus deixou claro que ele é o único que pode nos levar a Deus, dizendo: “Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”. (João 14:6)

Mas muitos argumentam que a afirmação de Jesus de que ele é o único caminho para Deus é muito limitada, dizendo que existem muitos caminhos a Deus. Os que acreditam que todas as religiões são uma só negam que temos o problema do pecado. Eles recusam-se a levar as palavras de Cristo a sério. Eles dizem que o amor de Deus aceitará a todos, independente do que fizermos.

Talvez Hitler mereça um julgamento, argumentam, mas não eles ou outros que vivem “vidas decentes”. É como dizer que Deus dá nota para a média e todos que tirarem um D- ou melhor entrarão. Mas isto apresenta um dilema.

Como vimos, o pecado é o oposto absoluto do caráter de Deus. Portanto, ofendemos aquele que nos criou e nos amou a ponto de sacrificar Seu próprio filho por nós. De certa maneira, nossa rebelião é como cuspir em sua face. Bons atos, religião, meditação nem Karma podem pagar pelas dívidas criadas pelos nossos pecados.

De acordo com o teólogo R. C. Sproul, somente Jesus pode pagar essa dívida. Ele escreve:

“Moisés podia meditar sobre a lei, Maomé podia brandir uma espada, Buda podia dar conselhos pessoais e Confúcio podia oferecer palavras sábias, mas nenhum desses homens era qualificado para oferecer redenção dos pecados do mundo. Somente Cristo é digno de devoção e servidão ilimitados”.[10]

Um presente não merecido

O termo bíblico que descreve o perdão espontâneo de Deus através da morte em sacrifício de Cristo é graça. Enquanto a misericórdia nos salva de algo que merecemos, a graça de Deus nos dá o que não merecemos. Revisemos por alguns instantes como Cristo fez por nós o que não poderíamos ter feito por nós mesmos:

  • Deus nos ama e nos criou para um relacionamento com Ele.[11]
  • Foi-nos dada a liberdade de aceitar ou rejeitar esse relacionamento.[12]
  • Nosso pecado e rebelião contra Deus e Suas leis criou uma muralha de separação entre nós e Ele.[13]
  • Apesar de merecermos julgamento eterno, Deus pagou nossas dívidas completamente com a morte de Jesus em nosso lugar, tornando uma vida com Ele possível.[14]

Bono nós dá sua perspectiva sobre a graça.

“A graça desafia a razão e a lógica. O amor interrompe, por assim dizer, as consequências das suas ações, o que no meu caso é realente ótimo, pois eu já fiz muitas coisas estúpidas… Eu teria muitos problemas se Karma fosse meu juiz no fim das contas, pois ele não perdoa meus erros, mas eu acredito na graça. Acredito que Jesus levou meus pecados em sua cruz, porque eu seu quem sou e espero que não tenha que depender da minha própria religiosidade”.[15]

Agora temos uma ideia do plano de Deus se desenvolvendo pelas eras. Mas ainda há um ingrediente faltando. De acordo com Jesus e com os autores do Novo Testamento, cada um de nós individualmente deve responder ao presente gratuito que Jesus nos oferece. Ele não nos força a aceitá-lo.

É você quem escolhe o final

Nós fazemos escolhas continuamente—o que vestir, o que comer, nossa carreira, nosso cônjuge, etc. É o mesmo ao escolher um relacionamento com Deus. O autor Ravi Zacharias escreve:

“A mensagem de Jesus revela que cada indivíduo… chega a conhecer Deus não por virtude do seu nascimento, mas sim por uma escolha consciente para deixar que Ele comande sua vida”.[16]

Nossas escolhas são muitas vezes influenciadas por outros. Porém, algumas vezes, recebemos conselhos errados. Em 11 de setembro de 2001, 600 pessoas inocentes confiaram em um conselho errado e sofreram inocentemente as consequências. Esta é a história verdadeira:

Um homem que estava no 92º andar da torre sul do World Trade Center havia acabado de ouvir um jato colidir contra a torre norte. Atordoado pela explosão, ele ligou a polícia e pediu instruções de como agir. “Precisamos saber se precisamos sair daqui, pois sabemos que houve uma explosão”, disse ele com urgência no telefone.

A voz do outro lado da linha aconselhou-o a não evacuar o prédio. “Eu aguardaria por novas instruções.”

“Muito bem”, disse o homem que ligara. “Não iremos evacuar o prédio.” Ele então desligou o telefone.

Logo após as 9hs, outro jato chocou-se contra o 80º andar da torre sul. Quase todas as 600 pessoas que estavam nos andares mais altos da torre sul pereceram. A falha em evacuar o prédio foi uma das maiores tragédias do dia.[17]

Essas 600 pessoas morreram porque confiaram em informações erradas, mesmo que dada por uma pessoa que tentou ajudá-las. A tragédia não teria ocorrido se as 600 vítimas tivessem recebido a informação correta.

Nossa escolha consciente sobre Jesus é infinitamente mais importante do que as enfrentadas pelas mal-informadas vítimas do 9/11. A eternidade está em jogo. Podemos escolher uma de três diferentes respostas. Podemos ignorá-lo. Podemos rejeitá-lo. Ou podemos aceitá-lo.

A razão pela qual muitas pessoas passam a vida ignorando Deus é por estarem ocupadas demais com seus próprios planos. Chuck Colson era assim. Aos 39 anos, Colson ocupava o escritório ao lado do presidente dos Estados Unidos. Ele era o cara “durão” da Casa Branca de Nixon, o “carrasco” que tomava as decisões difíceis. Contudo, em 1972, o escândalo Watergate arruinou sua reputação e seu mundo se desfez. Mais tarde, ele escreve:

“Eu estava preocupado comigo mesmo. Fiz várias coisas, alcancei várias coisas, tive sucesso e não dei a Deus nenhum crédito, não agradeci nenhuma vez por qualquer dos Seus presentes para mim. Eu nunca pensei em nada como sendo ‘imensuravelmente superior’ a mim nem pensei em momento algum sobre o poder infinito de Deus, não fiz nenhuma relação com Ele na minha vida”.[18]

Muitos identificam-se com as palavras de Colson. É fácil deixar-se levar pelo ritmo rápido da vida e deixar pouco ou nenhum tempo para Deus. Ignorar a graciosa oferta do perdão de Deus tem as mesmas consequências drásticas que rejeitá-la diretamente. Nossa dívida do pecado permanece sem pagamento.

Em casos criminais, poucos rejeitam um perdão completo. Em 1915, George Burdick, editor da cidade do New York Tribune recusou revelar suas fontes e infringiu a lei. O presidente Woodrow Wilson declarou um perdão completo para as ofensas que Burdick “cometeu ou possa ter cometido”. O que tornou o caso histórico foi que Burdick recusou este perdão. Isto levou o caso à Suprema Corte, que ficou do lado de Burdick e declarou que um perdão presidencial não poderia ser forçado a ninguém.

Com relação a rejeitar o perdão completo de Cristo, as pessoas indicam diversas razões. Muitas dizem que não há evidência suficiente, mas como Bertrand Russell e uma horda de outros céticos, eles não estão interessados em investigar. Outros recusam-se a olhar além de alguns Cristãos hipócritas que conhecem, indicando um comportamento sem amor e inconsistente como desculpa. E outros ainda rejeitam Cristo por culparem Deus por alguma experiência trágica ou triste que sofreram.

Contudo, Zacharias, que debateu com intelectuais em centenas de universidade acredita que o real motivo pelo qual as pessoas rejeitam Deus é a moral. Ele escreve:

“Um homem rejeita Deus não por causa de demandas intelectuais nem por falta de evidências. Um homem rejeita Deus por causa
da sua resistência moral que recusa-se a admitir que precisa de Deus”.[19]

O desejo pela liberdade moral manteve C. S. Lewis longe de Deus pela maioria de seus anos na universidade. Após sua busca pela verdade levou-o a Deus, Lewis explica como a aceitação de Cristo requer mais do que apenas concordar intelectualmente com os fatos. Ele escreve:

“O homem caído não é simplesmente uma criatura imperfeita que precisa de melhoria: ele é um rebelde que deve abaixar suas armas. Abaixar as armas, render-se, dizer que se arrepende, perceber que tem estado no caminho errado e preparar-se para recomeçar a vida… é isto que os cristãos chamam de arrependimento”.[20]

Arrependimento é uma palavra que significa uma mudança dramática de pensamento. Foi isso que aconteceu ao “carrasco” de Nixon. Após a exposição do Watergate, Colson começou a pensar de maneira diferente sobre a vida. Sentindo sua própria falta de propósito, ele começou a ler o Cristianismo Puro e Simples de Lewis que havia sido presenteado por um amigo. Advogado treinado, Colson pegou um bloco de notas amarelo e começou a escrever os argumentos de Lewis. Colson relembra:

“Eu sabia que havia chegado a minha hora… Eu deveria aceitar Jesus Cristo sem reservas como Senhor da minha vida? Era como se houvesse um portão à frente. Não havia meios de dar a volta nele. Ou passava por ele ou ficaria de fora. Um ‘talvez’ ou ‘preciso de mais tempo’ seria brincar comigo mesmo”.

Após um certo conflito interno, este ex-ajudante do presidente dos Estados Unidos realmente percebeu que Jesus Cristo merecia sua total dedicação. Ele escreve:

“E então na sexta-feira pela manhã, enquanto eu sentava sozinho olhando o mar que tanto amo, palavras que eu não sabia que entenderia ou diria saíram naturalmente dos meus lábios: ‘Senhor Jesus, eu acredito. Eu O aceito. Por favor, entre na minha vida. Eu me comprometo Convosco”.[21]

Colson descobriu que suas questões de “quem sou eu?” “por que estou aqui?” e “para onde vou?” todas são respondidas com um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. O apóstolo Paulo escreve: “Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade”. (Efésios 1:11, A Mensagem)

Quando entramos em um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, ele preenche nosso vazio interno, nos traz paz e satisfaz nosso desejo por sentido e esperança. Não precisamos mais buscar estímulos ou satisfação temporários. Quando Ele entra em nós, também satisfaz nossas ânsias mais profundas com amor e segurança verdadeiros e duradouros.

E a coisa mais impressionante é que o próprio Deus veio como homem pagar toda a nossa dívida. Portanto, nós não estamos mais sob o castigo do pecado. Paulo afirma isto claramente aos Colossenses quando escreve:

“Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação”.(Colossenses 1:21b-22a NLT).

Por isso, Deus fez o que não podíamos ter feito por nós mesmos. Foram liberados de nossos pecados pela morte em sacrifício de Jesus. É como se um assassino em sério estivesse perante um júri e lhe fosse concedido perdão total e completo. Ele não merece o perdão, nem nós merecemos. A bênção de Deus da vida eterna é totalmente gratuita—e é para quem quiser. Mas mesmo que o perdão nos seja oferecido, é nossa escolha aceitá-lo. A escolha é sua.

Você está em um momento da sua vida em que deseja aceitar a oferta franca de Deus?

Talvez como Madonna, Bono, Lewis e Colson sua vida também tenha sido vazia. Nada do que você tentou satisfez o vazio interior que você sente. Deus pode preencher este vazio e transformá-lo em apenas um momento. Ele o criou para ter uma vida abundante de sentido e propósito. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. (João 10:10b)

Talvez as coisas não estejam indo bem na sua vida e você tem sentido-se cansado e sem paz. Você percebe que infringiu as leis de Deus e que está isolado de seu amor e perdão. Você teme o julgamento de Deus. Jesus disse: “Eu lhe trago um presente—paz de espírito e coração. E a paz que trago não se parece com nenhuma que o mundo traz”.

Esteja você simplesmente cansado de uma vida de buscas vazias ou incomodado por uma falta de paz com o Criador, a resposta é Jesus Cristo.

Ao confiar em Jesus Cristo, Deus perdoará todos os seus pecados—do passado, do presente e do futuro, e o tornará Seu filho. E como Seu filho amado, Ele traz propósito e sentido para a vida na Terra e a promessa de uma vida eterna com Ele.

A Palavra de Deus diz: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”. (João 1:12)

Perdão dos pecados, propósito para a vida e vida eterna são todos seus se quiser. Você pode convidar Cristo para sua vida agora mesmo com uma oração. Orar é falar com Deus. Deus conhece seu coração e não está preocupado com suas palavras, mas sim com a atitude do seu coração. A seguir está uma sugestão de oração:

“Amado Deus, quero conhecer Você pessoalmente e viver eternamente Contigo. Obrigado, Senhor Jesus, por morrer na cruz pelos meus pecados. Eu abro as portas da minha vida para recebê-lo como Senhor e Salvador. Tome o controle da minha vida e me transforme, fazendo de mim a pessoa que Você quiser que eu seja.”

Esta oração expressa o desejo do seu coração? Se sim, basta orar de acordo com a sugestão acima na sua própria língua.

Ao assumir um compromisso com Jesus Cristo, ele entra na sua vida, torna-se seu guia, conselheiro, confidente e melhor amigo. Além disso, ele lhe dá forças para superar as provações e a tentação, liberando-o para experimentar uma nova vida cheia de sentido, propósito e poder.

Chuck Colson descobriu esse nosso propósito e poder. Colson admite prontamente que antes de tornar-se cristão ele era ambicioso, orgulhoso e egoísta. Ele não tinha nenhum desejo ou poder para amar os que precisavam. Porém, seus pensamentos e motivações mudaram drasticamente após seu compromisso com Cristo.

Fonte: y-jesus.org

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: ONDE ESTÁ O TEU DEUS!

Na coluna ESTUDOS BÍBLICOS deste domingo temos um texto, de autoria de David de Oliveira, que analisa um questionamento frequente nas pessoas que se decepcionam com Deus. Quando passamos por momentos difíceis que parecem ser insuperáveis, geralmente fazemos essa pergunta: “Oh! Deus, onde estás que não respondes?”

Leia o texto com atenção e talvez você encontre a resposta para essa pergunta nessas entrelinhas!

Onde está o teu Deus? (DO)

(Deverá “clicar” nas referências bíblicas, para ter acesso aos textos)

 

Oh! Deus, onde estás que não respondes? (Castro Alves).

Aqueles que ainda não acharam um intermediário (profissional religioso da retórica ou outra figura autoproclamada “enviada” ou mais ou menos isso) na terra, ficam com essa mesma indagação, a procurar o seu deus “até encontra-lo”. Encontrarão os seus deuses em algum “refúgio” esquemático religioso, senão irão tratar de “fabrica-los”.

Existem milhares de deuses nas vitrines do mundo. Existe deus para todos os gostos; são deuses de um barro invisível: fácil de molda-los, vesti-los, manipula-los e carrega-los para onde quer que se vá. Cada pessoa ajusta o seu deus à sua maneira, conveniência e necessidade. Muitas vezes, de acordo com o seu próprio perfil psicológico, expectativas ou desilusões. Um revoltado com as injustiças sociais, muito provavelmente moldará o seu deus para ser um justiceiro social, do tipo “comunista”: contra os “impérios capitalistas”, não importando quem esteja no governo. Para um falido empresário; o seu deus será contra os governantes corruptos, que só sabem sobre taxar os impostos. Se for um empresário bem sucedido; será um deus divertido, bem humorado, bem arrumado, com túnicas de seda pura da Índia; que não se importa muito com ele, já que está rico! Pra que tanto “grude”? Se for um pobretão fracassado: não arreda o pé da igreja e seu deus é “grudento”, e lhe fará rico um belo dia. Para os paladinos da justiça, existe o deus tipo fundamentalista; sanguinário e até amigo dos terroristas! Será olho por olho, dente por dente. Para aqueles “supersensíveis humanitários”, tem o deus tipo “paz verde”: não se pode matar uma formiga! Ah! O meu deus é muito sensível, não faria uma coisa desta! Existem aqueles que se vangloriam com os seus deuses: ah! O meu deus é bem diferente, não é como o teu! Existe o deus “nacionalista”: aquele que só protege o país de quem o “adotou”; os outros países formam o “eixo do mal”, menos o dele. Enfim, cada cabeça; cada classe social, econômica e cultural; cada país tem o deus que acha que merece. Mesmo entre os “experts” em “teologias”, seus deuses são bem conflitantes: “a escola A, tem essa linha de pensamento, enquanto a B…”. “Eu sou da linha de doutrina X, e sigo o fundador fulano”. “Nossa igreja é assim e assado”. Existe também o deus dos “sem igreja”: não sou de nenhuma; desisti de igrejas, não vale a pena; não me importo com “placas denominacionais”. E o deus dos incrédulos? Bem, deus não existe, estou convicto disso, senão o mundo não seria assim e assado… É o deus que “não pode existir!”. E o deus de alguns “Ministros da Palavra?” É aquele que defende suas mordomias de dentro da igreja; somente eles podem levar vantagens financeiras sobre os demais; ao contrário do que ocorria na Igreja primitiva, onde as ofertas sagradas eram distribuídas democraticamente.

Os deuses das denominações são os mais concorrentes hoje em dia. A disputa é acirrada e lei da oferta e procura impera no mercado religioso: Quem quiser riqueza imediata e fácil, deve procurar aquela igreja aderente à tão propalada “teologia da prosperidade”: é chegar, se inscrever numa determinada campanha; desprover dos bens que possui, principalmente os melhores, entregar para o “pastor” e esperar o dinheiro cair do céu! Além das campanhas, existem outros “produtos”, como: danças, bandas, eventos, feiras de livros, CD’s, cassetes, filmes (religiosos, claro), procissões, santinhos milagreiros, água do mar morto (benta), cavacos da cruz (se ainda existe), sudários, fogueiras santas, exorcismos, promessas de curas, orações dos “poderosos homens de deus”, etc.

No livro de Gálatas 5:6, Está escrito: Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. O que vem a ser circuncisão e incircuncisão, a não ser preceitos, doutrinas, dogmas e normas religiosas? Circuncisão, nesse contexto, representa uma lei religiosa do velho testamento que alguns dos Gálatas quiseram implantar na igreja de Cristo. Incircuncisão é a rejeição desse preceito na Igreja. Nenhuma coisa nem outra têm valor algum para Jesus. O que importa é “a fé que opera pelo amor”. Isso envolve alguma coisa que toca na reformulação do âmago pessoal, que vai ser o referencial por toda a vida da pessoa. É uma experiência individual, íntima entre alguém e Deus, sem interferência de ninguém! A escala de valores de Cristo, não inclui os partidos religiosos com suas invenções! Para Ele, isso não têm valor algum. O ajuntamento tem sim, sua importância, mas não somos obrigados a aceitar coisas que são “além da Palavra”, ou aquilo que Cristo não queria nos dizer.

No livro de 2ª Coríntios 3:18, diz: Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. Noutro lugar, em Romanos 8:29 diz: Portanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele (Cristo) seja o primogênito entre muitos irmãos (nós).

Olhando para esses trechos, aparentemente, em Deus existem dois desejos que poucas pessoas atinam: no primeiro, Ele não quer que fiquemos parados, escorados numa “religião”, ouvindo somente aquele sermão semanal de uma só pessoa (que o faz muitas vezes por obrigação profissional), dependendo da fé, experiência (ou enganação) dos outros. Aprendemos a cuidar das coisas espirituais por procuração! Delegamos sempre um intermediário pago por nós, para interceder e amenizar nossas culpas diante de Deus. Os sermões, parece que abrandam o “furor” de Deus a cada semana da nossa vida! Deus não nos projetou essa vida de ficar somente esperando a Sua boa vontade de nos satisfazer, favorecer ou suprir em tudo o que queremos e nos socorrer a todo tempo, nas mais variadas “tragédias” que nossa mente produz; na posição de inúteis, e incompetentes; mendigos sem nenhuma função, a não ser a de ficar a pedir e pedir. Tudo o que nos acontece de ruim, é culpa dEle; as coisas boas… bem, para que incomodá-lo? No segundo desejo (de Deus), Ele quer que sejamos auto-suficientes em Seu filho, ou melhor: semelhantes, conforme a imagem de Cristo. Quer simplesmente que sejamos apenas cristãos, ou “pequenos cristos”. “Quer nossa transformação evolutiva e gradativa, para refletirmos a glória de Seu filho”, porque “somos predestinados para ser conforme a imagem de Cristo” e Ele (Deus), quer que Cristo seja nosso irmão mais velho, para estarmos no mesmo patamar dEle. Esse é o nosso alvo; isso é um processo por toda a vida! Na linguagem de nossos dias, é andar com as nossas próprias pernas; nós e Cristo. Temos de ser, tal como Cristo é, independendo do nosso momento: bom ou ruim, rico ou pobre, feliz ou infeliz, com saúde ou doente. Em Efésios 3:20 diz: Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera. Em 1ª João 5:15 diz: e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos.

As pessoas incumbidas de “apresentar” o Deus verdadeiro – os líderes religiosos – têm fracassado de várias maneiras, porque eles próprios não conseguiram entendê-Lo. Acredito que muitos deles têm boas intenções, mas estão iludidos; muitos estão nessa posição confortável e não abrem mão de suas “faturas”: o fim justifica os meios. Seus deuses são muito emblemáticos! Inventam vários tipos de estratégias. Não acreditam numa só palavra que pregam, porque seus sermões são de acordo com seus desejos e não com os de Deus. Isso só nos faz ficar cada vez mais confusos também.

Na verdade – na minha opinião – temos muito pouco de Deus (em matéria de pesquisa e de história). Temos muitas histórias contadas por homens pecadores; de numa época remota, em que os valores fundamentais da vida, costumes, moral, tradição, cultura, religião, região, clima etc. eram muito diferentes dos nossos. Seus documentos foram copiados e traduzidos diversas vezes, em diversos idiomas, de maneira que temos a cópia da cópia da cópia… Existem muitas promessas e preceitos dados a um povo específico, que não podemos tomá-los para nós, simplesmente porque não somos judeus! Muitos espertos querem nos entregar essas promessas, à base de trocas, mas sabemos que Jesus é nossa única e bastante promessa. Ele disse uma vez, que erramos muitas vezes, porque não conhecemos melhor, as Escrituras e isso é a causa principal de muita enganação. As pessoas não querem saber de estudar melhor as Escrituras e ler bons livros espirituais. Preferem e gostam de ser enganadas.

Hoje, é também um tempo em que Deus quase não se manifesta (em termos de sinais e prodígios). Não caminhamos com Cristo, quando estava em carne na terra! Já naquela época, a credencial principal para ser apóstolo (um mensageiro da Palavra), era a de ter caminhado com o Mestre, ou seja, dava-se muito valor a quem era testemunha ocular de Seus passos. Qual seria a principal credencial para escolhermos quem de melhor poderia nos ensinar ou mostrar Cristo e Deus? Aquela exigência; não poderemos ter, pois já se passaram quase dois mil anos! Que faremos com a nossa fé, e sede de Deus, em meio a tantas dificuldades? Valorizo muito aquele versículo, em João 20:29 Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram. Realmente deve ser muito bem aventurado crer nesse tempo; porque não vimos nada do que Cristo fez e quase nada do que os “crentes” fazem. Será que dizem aquilo que podemos levar a sério? Tenho, pelo menos certa razão em dizer isto, se olharmos para o que o apóstolo Paulo disse, já no seu tempo em 1ª Coríntios 1:21Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Veja, Paulo considerava a pregação do evangelho, loucura, em sua época! Imagine agora, passados quase dois milênios?

David de Oliveira  Março de 2005

Fonte:Estudos Bíblicos

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: QUEM DESCOBRIR O SENTIDO DESTAS PALAVRAS, NÃO PROVARÁ A MORTE

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta segunda-feira trago o 5º evangelho, o Evangelho de São Tomé, que foi descoberto em 1945, num velho cemitério de Nag Hammadi, no Egito, dentro de alguns potes de barro com manuscritos em caracteres copta. Esses manuscritos foram guardados durante 11 anos até que alguns peritos examinaram cientificamente e verificaram que, além de outros manuscritos, esses papiros continham o Evangelho do Apóstolo Tomé. Por ser um Evangelho apócrifo, ou seja, não reconhecido pela Igreja Católica, não é conhecido pelos fiéis em geral, mas traz revelações muito importantes que esclarecem melhor as enigmáticas parábolas e afirmações feitas por Jesus que a humanidade ainda não entendeu.

No estudo de hoje transcrevo a reflexão feita pelo estudioso das escrituras e filósofo Huberto Rohden sobre o 1º capítulo que afirma:

1 – Quem descobrir o sentido destas palavras, não provará a morte.

Segundo Huberto Rohden:

Esta primeira palavra de Jesus referida por Tomé, logo revela o caráter místico do seu Evangelho. Os livros sacros usam a palavra “morte” tanto em sentido físico como metafísico; e aqui “morte” quer dizer a permanência no plano do ego humano, ignorando o Eu divino do homem; porquanto nenhum homem se imortaliza pela mentalização do seu ego, mas tão somente pela transmentalização rumo a seu Eu, ao seu Atman, à sua Alma, que é o espírito de Deus em forma individual.

Já no livro do Gênesis, a palavra “morte” é usada em sentido metafísico, quando os Eloim, as potências divinas, dizem a Adão: “Se comeres do fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal (do ego), logo morrerás”. Adão comeu desse fruto e viveu ainda diversos séculos. O texto não se refere à morte do corpo físico, mas sim à morte pelo ego mental: O homem, pelo despertamento do ego-consciência, permanece no plano da mortalidade. Somente subindo ao plano superior da “árvore da vida” é que ele entrará na imortalidade. O homem pode mortalizar-se, e pode também imortalizar-se. A serpente do Gênesis simboliza o ego mortal, o poder que esmagará a cabeça da serpente representa o Eu imortal. Esse processo evolutivo do ego-mortal para o Eu-imortal, vai através de todos os livros sacros.

O próprio Cristo se identifica com o Eu-imortal quando se compara à “serpente erguida às alturas”, que preserva da morte os que haviam sido mordidos pelas serpentes rastejantes do ego humano.

Na Filosofia Oriental, aparece a palavra Kundalini, cujo radical Kundala, significa serpente, símbolo da energia cósmica. A kundalini dormente no chakra inferior da coluna vertebral representa o subconsciente do homem primitivo; quando ela desperta e rasteja horizontalmente, entra o homem na zona do ego-consciente; e, quando kundalini se verticaliza e atige as alturas, então entra o homem no mundo do cosmo-consciente, onde ele se imortaliza.

O homem é potencialmente imortal, ou imortalizável, mas não é não é atualmente imortal; se assim fosse, não poderia sucumbir à morte metafísica. A imortalização, ou imortalidade atual, é a conquista suprema da consciência cosmo-crística do homem. Nesse sentido afirma o Evangelho: “A tal ponto amou Deus o mundo que lhe enviou seu filho unigênito, para que todos aqueles que com ele tenham fidelidade não pereçam, mas tenham a vida eterna”.

Também a história do filho pródigo usa a palavra “morto” em sentido metafísico: O pai daquele jovem diz que seu filho estava morto e reviveu, estava no ego e passou para o Eu. E toda a subsequente alegria e solenidade só se compreende quando se sabe que simboliza a apoteose de um ser humano que se auto-realizou, passando da ego-consciência mortal para a Eu-consciência imortal.

Também no caso do discípulo que queria sepultar seu pai antes de atender ao convite de Jesus, o Mestre usa a palavra “morte” em dois sentidos, físico e meta-físico: “Deixa os (espiritualmente) mortos sepultar os seus (fisicamente) mortos”.

Fonte: O Quinto Evangelho, A mensagem do Cristo segundo Tomé, Huberto Rohden,2001

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AUTOCONHECIMENTO: CARMA NÃO É CASTIGO, MAS O CUMPRIMENTO DA LEI UNIVERSAL

Na coluna AUTOCONHECIMENTO deste sábado temos um texto, magnífico de Emmet Fox, para reflexão sobre “Carma”. Aqui você vai entender de uma vez por todas o que realmente é Carma e assim poder utilizá-lo a seu favor na sua jornada cósmica. Leia o texto atentamente e ganhe o dia!

CARMA

Assim como o semelhante atrai o semelhante, o semelhante produz o semelhante. Esta é uma lei cósmica, o que significa que ela é verdadeira universalmente, através de toda a existência, até os planos superiores. Como afirmou Jesus, não se colhem uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos; e ele disse também:

Assim, toda arvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. (Mateus 7:17)

O mesmo acontece com nossos pensamentos, palavras e atos. Colheremos o que semearmos, às vezes quase imediatamente, às vezes depois de um longo intervalo. Mas sempre, cedo ou tarde, o semelhante produz o semelhante.

A reencarnação explica também as diferenças de talento que encontramos entre as pessoas. O músico nato é um homem que estudou música em uma vida anterior, talvez em várias vidas, portanto construiu essa capacidade em sua alma. Ele é hoje um músico talentoso porque está colhendo o que semeou ontem. No Oriente, essa lei de plantar e colher é conhecida como carma, e esse termo é conveniente.

É preciso ressaltar, no entanto, que o carma não é um castigo. Se você encostar a mão numa chapa quente, vai queimar os dedos. Isso vai doer, mas não é um castigo, apenas uma consequência benigna e reformativa, pois, depois de algumas experiências como essa na infância, você vai aprender a manter a mão longe do ferro quente. Assim, é tudo uma retribuição natural – você sofre porque tem uma lição a aprender.

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia; Um pensamento inspirador para cada dia do ano, 2008.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: A REENCARNAÇÃO

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICO desta terça-feira um texto para refletirmos bastante sobre um assunto polêmico, já que os cristãos não acreditam em REENCARNAÇÃO. Mas a própria Bíblia trata desse assunto, em algumas passagens com muita clareza. Quando nos aprofundamos no estudo da Conscienciologia não há como não acreditar nesse fenômeno. Portanto leia o texto a seguir e e faça a sua reflexão, unindo as pontas soltas dessa grande teia.

A REENCARNAÇÃO

Você alguma vez se perguntou por que há tanta diferença entre o destino de um homem e o de outro? Você já quis saber por que algumas pessoas parecem tão felizes e afortunadas na vida, enquanto outras parecem passar por muito sofrimento imerecido? Para a alma honesta e destemida, o problema da desigualdade das vidas humanas clama por solução.

Os homens e as mulheres não nascem livres e iguais. Eles começam esta vida como cavalos numa corrida com vantagem – não há dois carregando uma carga igual. Ora, por que é assim, se Deus é Amor, se Deus é justo, se Deus é todo-poderoso?

A resposta é que esta vida que você está vivendo hoje não é a única vida; e que isto não pode ser compreendido ou julgado por si mesmo. Você já viveu ants, em épocas diferentes e civilizações diferentes. Algumas pessoas que estão no fundo da escala social hoje já foram reis, generais e sumo-sacerdotes; e algumas que agora estão no poder já trabalharam como camponeses, ou usaram as correntes de escravos. E você mesmo, no futuro, com certeza, voltará a este planeta e viverá outra vida. As condições sob as quais você iniciará essa vida serão consequência da vida que você já viveu; mas, mais particularmente, elas serão consequência da vida que você está vivendo agora. o que é costumeiramente chamado de uma vida é, na realidade, e em comparação, um curto dia em uma vida muito longa, e as circunstâncias em que você nasce são a consequência natural do modo como viveu e se comportou nas vidas anteriores.

(…) Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará. (II Coríntios 9:6)

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia, Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Nova Era, Riod e Janeiro, 2008.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: UM DEBATE SOBRE O CELIBATO CLERICAL

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta terça-feira vamos começar realmente a debater sobre temas polêmicos e controversos dos dogmas clericais e vamos começar por um assunto bastante polêmico e atual: O Celibato Clerical! Leia o artigo a seguir e tire suas conclusões!

Celibato clerical (CC)

Introdução

Um dos assuntos que mais tem despertado a opinião pública dos nossos dias são os escândalos na Igreja Católica devido ao aumento da pedofilia praticado por alguns elementos do clero católico romano em vários países. Claro que podemos desconfiar de que só vieram ao conhecimento público os casos passados em países que tenham liberdade de expressão e uma imprensa atenta aos acontecimentos, e muitos mais casos idênticos haverá em que tal não seja notícia suficientemente importante para ser publicada nos órgãos de informação.

Eu já fui católico, durante alguns anos evangélico, depois protestante e hoje considero-me crente somente em Cristo e aceito o nome de cristão, embora não esteja ligado a nenhuma igreja, pois estas tentam “monopolizar” toda a nossa personalidade e até fazem o favor de nos ensinar o que devemos pensar e dizer, pois um bom membro de alguma igreja é aquele que aprendeu a dizer amem a toda a sua tradição e teologia.

Sempre houve problemas em todas as igrejas, mas penso que a origem de grande parte dos problemas do Catolicismo dos nossos dias está no celibato clerical com todas as consequências nos casos de pedofilia, e discriminação da mulher.

Iremos utilizar a palavra “clérigo” para nos referirmos aos clérigos em geral, como os presbíteros, padres, pastores, bispos, diáconos, anciãos etc. das várias igrejas cristãs.

Situação social da mulher no Velho e no Novo Testamento  (clicar)

Celibato clerical

Depois de ler alguns artigos sobre o celibato, verifico que partem de pressupostos diferentes e princípios diferentes quanto às prioridades das informações disponíveis, pois os evangélicos fundamentalistas consideram a inspiração e inerrância bíblica do Génesis ao Apocalipse, os católicos tradicionais baseiam-se nas conclusões dos concílios através dos tempos, outros consideram a Bíblia como a gradual revelação de Deus etc.

Certamente que cada um é livre para estabelecer as suas próprias prioridades, mas partindo de prioridades diferentes, chegarão sempre a diferentes conclusões.

Assim, julgo importante definir qual a base da fé que temos e quais as prioridades que considero nas informações disponíveis:

1) O que Jesus disse sobre o assunto.

2) O que disseram os apóstolos e outros teólogos neotestamentários.

3) Interpretação do primitivo cristianismo. (De Jesus até Niceia – 325)

4) Resultados da experiência cristã ao longo dos séculos

5) O que diz a tradição das várias igrejas.

6) O que diz o Velho Testamento, que seja aplicável nos nossos dias.

Esta sequência é muito importante, pois se por exemplo, colocarmos o ponto 5) ou 6) em primeiro lugar, chegaríamos a conclusões bem diferentes.

Considera-se celibato a decisão de alguém continuar solteiro por motivos religiosos. Como forma de devoção e pureza ética, o celibato já era praticado em algumas religiões e escolas filosóficas antes da época de Jesus. Alguns historiadores informam que foi praticado no Catolicismo Romano a partir do século IV, mas o Concílio de Latrão tornou obrigatório a todo o clero e Trento (1545 a 1563) confirmou essa decisão.

Assim, não há dúvidas de que o celibato é uma antiga tradição, como afirmam os teólogos católicos que o defendem. Mas não encontro fundamento bíblico para o celibato. Se tivesse fundamento bíblico, de preferência neotestamentário, certamente que esses artigos não deixariam de o mencionar.

Claro que a Igreja Católica e todas as outras, são livres para criar as doutrinas que entenderem necessárias para o seu trabalho, mas se não houver uma clara referência de Jesus a este assunto, deverão estar atentas aos seus resultados e suponho que já é tempo do assunto ser debatido na Igreja Católica, não só pelo clero, mas também por todos os seus membros, visto tratar-se duma doutrina que:

  1. a) É tradição da Igreja Católica sem sólido fundamento nas Escrituras, que até contrariam o celibato. Penso que o simples facto de ser uma antiga tradição, não é motivo suficiente para que se mantenha. A tradição não pode legalizar seja o que for, pois também a monarquia absoluta, a pena de morte por motivos religiosos, a forte discriminação da mulher etc. são antigas tradições que foram rejeitadas pelos países mais civilizados nos nossos dias.
  2. b) No Velho Testamento era permitido o casamento e até a poligamia dos sacerdotes levitas e foi esse exemplo que nos deixaram quase todos os que consideramos os grandes exemplos veterotestamentários a começar pelo Rei Salomão com as suas 700 esposas e 300 concubinas, como vemos em1º Reis 11:01/03. (Coitado do Rei Salomão que teve milsogras!!)

No Novo Testamento, as passagens já citadas 1ª Timóteo 3:2, e 1ª Timóteo 3:12, bem como Tito 1:6 são passagens que parecem excluir tanto os solteiros como os polígamos para clérigos das igrejas e talvez ainda permitam a poligamia para o crente que não exerça algum cargo na Igreja. Mas estavam ainda no início do cristianismo e talvez houvesse muitos convertidos com mais de uma mulher, situação perfeitamente legal nessa cultura. Em certas épocas é necessária certa tolerância como já tivemos numa igreja protestante tradicional em Moçambique, quando um grupo de famílias islâmicas se converteu e tinham mais de uma mulher. Eu também fui a favor de os receber, pois eram famílias disciplinadas. A tradição e até “o que está escrito” nem sempre é a última palavra. Lucas 12:12 ou João 14:15/18

  1. c) O resultado do celibato tem sido desastroso para o prestígio da Igreja. Fala-se em punir exemplarmente os culpados, mas falta coragem para investigar quem são os principais culpados.

Penso que é necessário maior empenho e intervenção das autoridades civis, pois esperar que seja a hierarquia da igreja a tratar do assunto é, como diriam no Brasil, “pedir à raposa para guardar o galinheiro”. Certamente que o resultado foi o encobrimento e impunidade como aconteceu em alguns países.

Enquanto o catolicismo mantem a obrigatoriedade do celibato do seu clero, as igrejas protestantes e evangélicas em geral têm mais confiança num pastor casado. Mas a maior parte, embora prefira que o pastor seja casado, também aceita pastores solteiros, embora, se forem jovens, geralmente fiquem como pastores secundários sob responsabilidade de outro pastor.

Talvez eu seja demasiado influenciado pela minha formação em ciências em que toda a teoria deve ser comprovada pelos seus resultados práticos. Duvido que tal se aplique também em teologia, mas mesmo assim, penso que a teologia não pode continuar a “viver na sua torre de marfim” ignorando o que se passa no mundo em que vivemos. Quando os órgãos de informação nos apresentam tantos casos de abuso sexual de menores, cometidos por padres, noto que entre pastores protestantes e evangélicos a percentagem destes crimes é muito menor e custa-me a crer que não haja alguma relação com o celibato clerical. Certamente que esses crimes cometidos por alguns padres, deverão ser punidos. Mas o criminoso será só o padre? Não haverá culpa também da organização que exige o que contraria a Natureza e as próprias Escrituras?

O actual Papa Francisco pediu desculpa por crimes que não praticou, mas o que se espera dele não é o pedido de perdão mas que tome as providências necessárias para resolver o problema da obrigatoriedade do celibato dos clérigos católicos. Penso que teria o apoio duma grande percentagem de católicos e não católicos.

Sacerdócio feminino

No catolicismo a mulher não pode chegar a Padre, e nas igrejas protestantes e evangélicas o assunto tem sido muito polémico.

  1. a) No Velho Testamento, como dissemos, a mulher era fortemente discriminada e nem podia entrar na parte central do Templo da época de Jesus que era reservada só aos homens circuncidados. A mulher não podia ir além do Pátio das Mulheres.
  2. b) Jesus não chamou nenhuma mulher para o grupo restrito dos discípulos entre os quais escolheu os seus apóstolos, mas nenhuma apóstola. Será que assim estabeleceu uma norma para vigorar para sempre? Ou foi devido ao contexto cultural fortemente machista dessa época, que tornaria muito mais difícil o trabalho duma mulher e Jesus escolheu os mais indicados para essa função?

Bem sei que este assunto é polémico, mas penso que não deve ser visto com a vulgar mentalidade dos nossos dias de luta pelos direitos. O único objectivo deverá ser a divulgação da mensagem de Jesus. A ordenação de alguma pastora ou sacerdotisa, não deve ser para satisfazer os “direitos adquiridos” de quem estudou no seminário ou devido à falta de vocações, mas deve ter como único objectivo o que for melhor para a Igreja. Dizem-me que no Brasil, pastores muito tradicionalistas e fundamentalistas, que nem toleravam que se falasse em pastoras, mudaram subitamente de opinião, mas duvido que fosse por motivos teológicos. Consta que foi por motivos económicos, quando viram que a ordenação de suas esposas como pastoras iria duplicar o rendimento ao fim do mês.

Não vejo grande impedimento teológico à ordenação de pastoras, mas pelo que observei nalgumas igrejas protestantes em Portugal que têm pastoras, os resultados não foram os melhores e nalguns casos foram mesmo desastrosos. Mas também há alguns casos de sucesso em Portugal e noutras culturas como na Igreja Metodista de Pangim em Goa – Índia, que é fruto do trabalho missionário da Pastora Sarogin Samrás, já falecida, que tive oportunidade de conhecer, pelo que é necessária muita precaução na ordenação de pastoras. Nunca tive conhecimento de algum apuramento estatístico da evolução do número de membros e visitantes nas igrejas que têm pastoras. Talvez nunca houve a coragem de abordar imparcialmente o assunto.

Se formos às origens, quero lembrar o que Pedro (considerado pelo catolicismo como o primeiro Papa) disse em 1ª Pedro 5:01/03, que na tradução Ave-Maria está:

1ª Pedro 5

1 Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participantecom eles daquela glória que se há-de manifestar. 2 Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesses sórdidos, mas com dedicação: 3 não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho”.

Tanto nesta tradução Avé-Maria como na nova tradução de Frederico Lourenço a palavra “presbítero”, em grego, em vez de ser transliterada foi traduzida por ancião. Estou plenamente de acordo pois utilizando a palavra “presbítero”, em português, certamente que a grande maioria dos católicos e protestantes tradicionais iriam interpretar como o presbítero da teologia das suas igrejas, quando afinal o seu significado é “ancião” e pelo seu contexto, um ancião escolhido para estar à frente duma igreja local, certamente que seria um ancião com as características mencionadas nos versículos seguintes.

Esses anciãos não frequentaram nenhum seminário de teologia, mas o seu Seminário foram alguns meses de trabalho prático ao lado do Apóstolo Paulo e certamente que, devido aos resultados alcançados, muitos dos teólogos dos nossos dias gostariam de aprender com eles.

Enquanto um bom clérigo (homem ou mulher) se preocupa com a formação dos membros da sua igreja, de acordo com os ideais de Paulo em Actos14:23Tito 1:5, um mau clérigo/a tenta em primeiro lugar defender o seu lugar e impor a sua autoridade pois bem sabe que para ele/a “fora da sua igreja não há salvação”. Não digo isto num contexto de teologia, mas num contexto secular, pois refiro-me à “salvação económica”. Geralmente, fora da sua igreja, ao mau clérigo/a só restará o Fundo de Desemprego (c). Assim, a sua primeira preocupação será concentrar todas as actividades nas suas mãos, evitando delegar responsabilidades em outros crentes com mais preparação e até os melhores colaboradores dos antigos pastores, para se tornar imprescindível para o funcionamento da sua igreja local. Será portanto o contrário dos conselhos de Pedro e do exemplo de Paulo que ao fim de poucos anos deixava uma igreja já madura e organizada.

No caso da Igreja Católica, certamente que terá de ser muito cautelosa na ordenação de mulheres, que nalgumas culturas poderá ser um desastre enquanto noutras talvez seja aceitável. Mas não encontrei fundamento bíblico neotestamentário para a ordenação feminina.

Esposa de padre (ou de pastor)

Compreendo que esta expressão “esposa de padre” será um tanto chocante para a cultura católica. Será bem diferente de “esposa de pastor” que já ganhou o respeito e aceitação no protestantismo.

Penso que na Igreja Católica, com uma organização tão complicada e por vezes desajustada aos nossos dias, há dois cargos importantíssimos que faltam. O de “esposa do padre” e o de “porteiro”.  Ambos devem ser pessoas simpáticas, sociáveis e cultas. Não só com cultura teológica mas também cultura geral, pois para algum visitante que vá à Igreja pela primeira vez ou depois de muitos anos, ficará como que uma “imagem da igreja”. Talvez essa seja uma das explicações do rápido crescimento do primitivo cristianismo. Não tenho dúvidas de que uma verdadeira “família cristã” do primitivo cristianismo seria muito mais eficiente na evangelização do que um missionário isolado.

Não encontro, como já mencionei, fundamento bíblico neotestamentário para o celibato clerical, bem pelo contrário as passagens já citadas, 1ª Timóteo3:21ª Timóteo 3:12, e Tito 1:6 só podem suscitar dúvidas de que um celibatário possa ser consagrado para algum cargo na Igreja.

Mas, estamos numa época em que, nas igrejas cristãs, já temos alguns séculos de experiência do celibato no catolicismo e dos pastores casados nas outras igrejas protestantes e ortodoxas.

Já alguma informação tem sido publicada nos jornais e na internet sobre os resultados do celibato do sacerdote católico e sua possível relação com os casos de pedofilia. Em primeiro lugar, temos de ser realistas, pois quando lidamos com seres humanos, temos de estar preparados para as desilusões, pois nenhum de nós é perfeito. Mas se nalguns países esses casos, sempre lamentáveis, são excepcionais, noutros atinge percentagens escandalosas.

Pelo que tenho observado no Protestantismo a esposa de pastor tanto pode ser bênção como maldição, o que já era de esperar, pois elas também não são perfeitas e será necessário ter vocação e uma “chamada especial” de Deus para ser esposa de pastor que considero um importante cargo nas igrejas. Certamente que o mesmo irá acontecer com as eventuais esposas do Padre.

Penso que os nomes dos cargos nas igrejas não têm base na mensagem de Jesus, mas foram adoptados pelos Apóstolos, em especial o Apóstolo Paulo, para as organizar e disciplinar, possivelmente com certa influência veterotestamentária, e terão sempre de se adaptar às várias culturas e épocas, que nos nossos dias são bem diferentes do que eram no primitivo cristianismo. Mas o Pai está muito acima de todos esses problemas e toda a hierarquia das nossas igrejas, pois conhece e lida com cada um dos seus filhos por outros meios, sem necessitar de títulos eclesiásticos nem de palavras, pois nos considera a todos como seus filhos e não há normas a cumprir numa conversa entre Pai e filho/a.

No século passado a Igreja Presbiteriana de Portugal tinha no seu Seminário de Teologia um curso vivamente aconselhado às esposas de pastor, que infelizmente já não funciona, mas ainda há algumas dessas esposas de pastor e nalguns casos viúvas de pastor do século passado que continuam a servir nas igrejas e onde for necessário, incluisive nas homilias. Costumo comparar uma eficiente esposa de pastor a uma raínha num tabuleiro de xadrez devido à sua mobilidade e facilidade em contactar com todos, saber de tudo e tudo resolver discretamente. Algumas foram mais eficientes que os pastores, mas sempre se limitaram a ser “esposas de pastor”.

Claro que nem todas as mulheres têm vocação para serem esposa de padre. Compreendo as dificuldades, certamente maiores na Igreja Católica do que no Protestantismo, pois a simples abolição do celibato clerical poderá ter consequências desastrosas.

Penso que sempre existiram, no primitivo cristianismo as esposas dos clérigos até o celibato ser aprovado. Mulheres que deram uma boa ajuda na Igreja Primitiva, mas por influência cultural veterotestamentária têm passado despercebidas. Mulheres incógnitas, que geralmente não ficam na história das igrejas que são somente partes isoladas da Verdade que só o Pai conhece.

Conclusão

Certamente que não pode haver nenhuma conclusão, mas coloco esta minha página na internet, que não está comprometida com nenhuma igreja ou escola doutrinária, para eventual publicação de outras opiniões, desde que apresentadas de forma construtiva com novos argumentos e opiniões sobre o assunto.

Lembro-me dum pastor do século passado em Moçambique, que eu muito apreciava pela sua sabedoria, imparcialidade e dons de oratória, mas tinha uma das piores esposas de pastor que é possível imaginar. Os membros dessa igreja queixavam-se, até que ele acabou por dizer: Reconheço que têm razão… mas então, digam-me qual a solução? O que devo fazer? Querem que trate do divórcio?!

Claro que a solução não é fácil. Mas penso que duma maneira geral a esposa do sacerdote deve ser prestigiada e incentivada, mas com muita precaução.

Grande será a responsabilidade das primeiras esposas de padres, pois serão o foco de toda a atenção e terão de ultrapassar uma tradição de muitos séculos que as relaciona com a ilegalidade e o pecado em países de forte tradição católica.

Se tiverem de optar entre o casamento ou celibato do padre católico, penso que o mais prudente será acabar com a obrigatoriedade do celibato e deixar que eles próprios procurem, de forma responsável, a opção que Deus lhes indicar. Então haveria os padres casados e os celibatários e o tempo acabaria por mostrar qual a melhor opção. Possivelmente não a mesma para as várias culturas e tradições.

Camilo – Marinha Grande, Outubro de 2018

Transcrevemos as principais passagens 1ª Timóteo 3:21ª Timóteo 3:12 e Tito 1:6, tal como estão na tradução católica Ave-Maria

1ª Timóteo 3:02 e 3:12

1 “Eis uma coisa certa: quem aspira ao episcopado, saiba que está desejado uma função sublime.

2  Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio prudente, regrado no seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar.

3 Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado;

4 deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade.

5 Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?

6 Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demónio.

7 Importa, outrossim, que goze de boa consideração por parte dos de fora, para que não se exponha ao desprezo e caia assim nas ciladas diabólicas.

8 Do mesmo modo, os diáconos sejam honestos, não de duas atitudes nem propensos ao excesso da bebida e ao espírito de lucro;

9 que guardem o mistério da fé numa consciência pura.

10 Antes de poderem exercer o seu ministério, sejam provados para que se tenha certeza de que são irrepreensíveis.

11 As mulheres também sejam honestas, não difamadoras, mas sóbrias e fiéis em tudo.

12 Os diáconos não sejam casados senão uma vez, e saibam governar os filhos e a casa.

13 E os que desempenharem bem este ministério alcançarão honrosa posição e grande confiança na fé, em Jesus Cristo.

14 Estas coisas te escrevo, mas espero ir visitar-te muito em breve.”

 

Tito 1:06

5 “Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei.

(Devem ser escolhidos entre) quem seja irrepreensível, casado uma só vez, tenha filhos fiéis e não acusados de má conduta ou insubordinação.

7 Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que e posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento nem cobiçoso.

8 Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente,

9 firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem.”  

Literatura consultada:

Traduções da Bíblia:  Bíblia de Jerusalém, B. de Frederico Lourenço, B. TEB (completa), B. de Almeida, B. Ave-Maria, B. dos Capuchinhos,

Jerusalém no tempo de Jesus, por Joaquim Jeremias

Enciclopédica histórico-teológica a Igreja Cristã

Dicionário de teologia bíblica – Edições Loyola.

 

Fonte: Estudos Bíblicos.Net

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: JESUS AFIRMOU SER DEUS?

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS deste domingo trago um questionamento que pouquíssimas pessoas se dispõem a fazer, mas que para os buscadores faz muita diferença, pois é a partir da resposta a este questionamento que podemos ter certeza ou não da sua divindade. Não que seja crucial essa constatação. Para mim, por exemplo, pouco importa esse status quo sobre Jesus. O fundamental e mais importante é a mensagem e o comportamento dele como exemplo para a humanidade. 

Portanto vamos nos aprofundar no estudo a esse questionamento para entendermos melhor essa figura extraordinária.

Jesus afirmou ser Deus?

Muitos estão dispostos a aceitar Jesus Cristo como um bom homem ou um grande profeta, mas argumental que Jesus nunca afirmou ser Deus. Os que negam a divindade de Jesus indicam escrituras que suportam sua crença de que Jesus nunca teve a intenção de ser idolatrado como um Deus.

As evidências, contudo, indicam que desde os tempos dos apóstolos Jesus era idolatrado como o Senhor. Após a morte dos apóstolos, vários líderes da igreja do século um e dois escreveram sobre a divindade de Jesus. Por fim, em 325 d. c., a liderança da igreja articulou a crença de que Jesus era totalmente Deus.

Alguns argumentam que a igreja “inventou” a divindade de Jesus ao reescrever os relatos dos evangelhos.  De fato, o livro de ficção mais vendido no mundo, O Código Da Vinci, vendeu mais de 40 milhões de livros ao fazer esta declaração (Veja “Houve mesmo uma Conspiração Da Vinci?”).

Apesar de o livro ter tornado seu autor, Dan Brown, rico, seu relato fictício foi refutado pelos estudiosos como historicamente fraco. De fato, o Novo Testamento foi considerado “o mais confiável de todos os documentos da história antiga” (Veja “Os evangelhos são verdadeiros?“).

Neste artigo examinaremos o que Jesus Cristo disse sobre si mesmo. O que Jesus significa com os termos “Filho do homem” e “Filho de Deus”? Se Jesus não fosse Deus, por que seus inimigos o acusaram de “blasfêmia”? Ainda mais importante: se Jesus não fosse Deus, por que ele aceitou idolatria?

Vamos primeiramente ver o que os cristãos acreditavam sobre Jesus Cristo.

De criador a carpinteiro?

No núcleo do cristianismo está a crença de que Deus veio à Terra na Pessoa de seu Filho, Jesus Cristo. A Bíblia ensina que Jesus não é um ser criado como os anjos, mas sim o próprio Criador do universo. Como o teólogo J. I. Packer escreve, “o evangelho nos diz que nosso Criador tornou-se nosso Redentor”.[2]

O Novo Testamento revela que, de acordo com a vontade de seu Pai, Jesus temporariamente deixou de lado seu poder e glória para tornar-se um pequeno bebê indefeso. Conforme crescia, Jesus trabalhou em uma carpintaria, sentiu fome e cansaço, sofreu com a dor e a morte como nós. Aos 30 anos ele começou seu ministério público.

Deus único

A Bíblia descreve Deus como o Criador do universo. Ele é infinito, eterno, onipotente, onisciente, pessoal, honrado, amoroso, justo e sagrado.  Ele nos criou à sua imagem e para sua satisfação. De acordo com a Bíblia, Deus nos criou para termos um relacionamento eterno com Ele.

Quando Deus falou com Moisés na sarça ardente 1500 anos antes de Cristo, Ele reafirmou que ele era o único Deus. Deus disse a Moisés que seu nome era Jeová (EU SOU). (A maioria de nós conhece a tradução como Jeová ou SENHOR.)[6] Desde aquela época, a Escritura fundamental (Shemá) do Judaísmo foi:

“Ouça, ó Israel: o SENHOR, o nosso Deus, é o único SENHOR”. (Deuteronômio 6:4)

Foi neste mundo de crença monoteísta que Jesus entrou, ministrou e começou a fazer declarações que surpreendiam todos os que ouviam. E de acordo com Ray Stedman, Jesus é o tema central das Escrituras Hebraicas.

“Aqui, na forma de um ser humano vivo, está aquele que satisfaz e cumpre todos os símbolos e profecias desde o Gênesis até Malaquias. Ao percorrermos desde o Velho Testamento até o Novo, descobrimos que essa pessoa única, Jesus de Nazaré, é o ponto focal de ambos os Testamentos”.[7]

Mas de Jesus é o cumprimento do Velho Testamento, suas declarações devem confirmar que “Deus é o único Senhor”, a começar pelo que considerava a si mesmo. Vejamos.

O nome sagrado de Deus

Quando Jesus iniciou seu ministério, seus milagres e ensinamentos radicais rapidamente atraíram grandes multidões, criando um frenesi. Ao passo que sua popularidade aumentava com as massas, os líderes Judeus, (Fariseus, Saduceus e Escribas) começaram a ver Jesus como uma ameaça. Eles começaram a procurar uma maneira de prendê-lo.

Um dia Jesus estava debatendo com alguns Fariseus no Templo, quando repentinamente disse que era “a luz do mundo”. É quase bizarro imaginar a cena na qual um carpinteiro viajante das terras baixas da Galileia diz a esse PhD em religião que ele é a “luz do mundo”. Acreditando que Jeová é a luz do mundo, ele respondeu indignado:

“Você está testemunhando a respeito de si próprio. O seu testemunho não é válido!” (João 8:13 NVI).

Jesus disse então que dois mil anos antes Abraão já o havia previsto. Sua resposta foi incrédula:

Disseram-lhe os judeus: “Você ainda não tem cinquenta anos e viu Abraão?” (João 8:57 NVI)

Então Jesus chocou-o ainda mais:

Respondeu Jesus: “Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, EU SOU!”. (João 8:58 NVI)

Vindo do nada, este carpinteiro rebelde sem nenhuma graduação em religião declarou ter existência eterna. Além disso, ele havia usado o título EU SOU (ego eimi),[8] o próprio Nome de Deus para descrever-se! Esses especialistas religiosos viviam e respiravam as Escrituras do Novo Testamento que declaram que somente Jeová é Deus. Eles conheciam a Escritura dita por Isaías:

“Vocês são minhas testemunhas”, declara o Senhor, “e meu servo, a quem escolhi, para que vocês saibam e creiam em mim e entendam que eu sou Deus. Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum”. Isaías 43:10, 11 NVI)

Visto que a pena por blasfêmia era morte por apedrejamento, os líderes judeus ferozmente pegaram pedras para matar Jesus. Eles pensaram que Jesus estava chamando a si mesmo de “Deus”. Neste momento Jesus poderia ter dito “Espere! Vocês entenderam mal—Eu não sou Jeová”. Mas Jesus não mudou sua afirmação, mesmo sob risco de morte.

Lewis explica a ira dos líderes:

“Ele diz… ‘Eu fui gerado pelo Deus Único, antes de Abraão ser, Eu sou’ e lembre-se do que as palavras ‘Eu sou’ significavam em hebraico. Elas significavam o nome de Deus, que não deve ser falado por nenhum ser humano, o nome cuja pronúncia significada morte”.[9]

Alguns argumentam que este foi um momento isolado. Mas Jesus também usou “EU SOU” para descrever-se em diversas outras ocasiões. Vejamos algumas dessas, tentando imaginar nossas reações ao ouvir as declarações radicais de Jesus:

  • “Eu sou a luz do mundo” (João 8:12)
  • “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6)
  • “Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (João 14:6)
  • “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11:25)
  • “Eu sou o bom pastor” (João 10:11)
  • “Eu sou a porta” (João 10:9)
  • “Eu sou o pão vivo que desceu do céu” (João 6:51)
  • “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (João 15:1)
  • “Eu sou o Alfa e o Ômega” Apocalipse 1:7,8)

Como Lewis observa, se essas declarações não fossem do próprio Deus, Jesus teria sido considerado um tolo. Mas o que fez com que Jesus fosse crível para os que o ouviam eram os milagres que ele realizava e seus sábios ensinamentos proferidos com autoridade.

Filho do homem

Alguns dizem que Jesus não teve intenção de usar o nome EU SOU para significar que era Deus. Eles dizem que Jesus faz referência a si mesmo como o “Filho do homem”, provando que ele não afirmou ser divino. Qual o contexto do título “Filho do homem” e o que isso significa?

Packer escreve que o nome “Filho do homem” refere-se ao papel de Jesus como Rei e Salvador, cumprindo a profecia messiânica de Isaías 53.[10] Isaías 53 é a passagem profética mais abrangente da vinda do Messias e claramente retrata-o como Salvador sofredor. Isaías também referiu-se ao Messias como “Deus Poderoso” “Pai Eterno” e “Príncipe da Paz” Isaías 9:6).

Além disso, muitos estudiosos dizem que Jesus referia-se a si mesmo como o cumprimento da profecia de Daniel sobre o “filho do homem”. Daniel profetizou que o “filho do homem” teria autoridade sobre a humanidade e seria idolatrado:

“Na minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de um homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença. A ele foram dados autoridade, glória e reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram”. (Daniel 7:13, 14)

Quem é este “filho do homem” e por que ele está sendo idolatrado se somente Deus deve ser? Jesus disse aos seus discípulos que quando retornasse para a terra, “Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória”.(Lucas 21:27). Jesus está dizendo aqui que cumpriu a profecia de Daniel?

Filho de Deus

Jesus também afirmou ser “Filho de Deus”. Isso não significa que Jesus é o filho biológico de Deus. Nem o termo “filho” implica em inferioridade mais do que um filho humano é em sua essência inferior a seu pai. Um filho compartilha o DNA de seu pai e apesar de serem diferentes, ambos são homens. Os estudiosos dizem que o termo “Filho de Deus” nos idiomas originais quer dizer semelhança ou “da mesma ordem”. Foi isso que Jesus quis dizer quando disse possuir a essência divina ou, em termos do século 21, o “DNA de Deus”. O professor Peter Kreeft explica:

“O que Jesus quis dizer quando se chamou de ‘Filho de Deus’? O filho de um homem é um homem. (Tanto ‘filho’ quanto ‘homem’ no idioma tradicional, significando homens e mulheres igualmente.) O filho de um macaco é um macaco. O filho de um cão é um cão. O filho de um tubarão é um tubarão. E o filho de Deus é Deus. ‘Filho de Deus’ é um título divino”.[11]

Em João 17, Jesus fala sobre a glória que ele e seu Pai compartilharam antes do início do mundo. Mas ao chamar-se de “Filho de Deus” Jesus está declarando que é igual a Deus? Packer responde:

Quando, portanto, a Bíblia proclama Jesus como o Filho de Deus, esta declaração significa uma cofirmação de sua distinta divindade pessoal”.[12]

Assim sendo, os nomes que Jesus usou para descrever-se indicam o fato de que ele declarou que é igual a Deus. Mas será que Jesus falou e agiu com a autoridade de Deus?

Perdão dos pecados

Na religião judaica, o perdão dos pecados é reservado somente a Deus. Perdão não é algo pessoal. Uma pessoa não pode perdoar pela pessoa ofendida, principalmente se esta pessoa ofendida for Deus. Mas em diversas ocasiões Jesus agiu como se fosse Deus ao perdoar pecados. Os raivosos líderes religiosos finalmente explodiram quando Jesus perdoou os pecados de um homem com paralisia diante deles.

“Por que esse homem fala assim? Está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?” (Marcos 2:7)!

Lewis imagina as reações estarrecidas dos que ouviram Jesus:

‘E aí que vem o verdadeiro choque’, diz Lewis: ‘Entre esses judeus, de repente surge um homem que começa a falar como se Ele fosse Deus. Ele diz perdoar os pecados. Ele diz que Ele sempre existiu. Ele diz que Ele está vindo para julgar o mundo no final dos tempos. Vamos esclarecer isso. Entre panteístas, como os indianos, qualquer pessoa poderia dizer que é parte de Deus, ou um com Deus. … Porém este homem, por ser judeu, não poderia dizer que era esse tipo de Deus. Deus, em seu idioma, significava Estar fora do mundo, aquele que criou o mundo e era infinitamente diferente de qualquer outra coisa. Ao entender isso, você verá que o que esse homem disse, de forma muito simples, foi a coisa mais chocante jamais dita por um homem.’[13]

Afirmação de unidade com Deus

Os que ouviram Jesus, observaram sua perfeição moral e viram-no realizar milagres imaginaram se ele era o Messias prometido há tempos. Por fim, seus oponentes o cercaram no Templo e perguntaram:

“Até quando nos deixará em suspense? Se é você o Cristo, diga-nos abertamente”.

Jesus respondeu: “Eu já lhes disse, mas vocês não creem. As obras que eu realizo em nome de meu Pai falam por mim”. Ele comparou seus seguidores a ovelhas, dizendo: “Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão”. Então ele revelou a eles que “Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai”. A humildade de Jesus deve ter sido desconcertante. Mas então Jesus soltou uma bomba, dizendo: (João 10:25-30)

“Eu e o Pai somos um.”

Se Jesus tivesse significado que ele somente concordava com Deus, não haveria uma forte reação. Mas os judeus tomaram pedras para matá-lo. Mas Jesus lhes disse: “Eu lhes mostrei muitas boas obras da parte do Pai. Por qual delas vocês querem me apedrejar?”

Responderam os judeus: “Não vamos apedrejá-lo por nenhuma boa obra, mas pela blasfêmia, porque você é um simples homem e se apresenta como Deus”. (João 10:33)

Quando Jesus estava preparando seus discípulos para sua morte iminente na cruz e partida, Tomé queria saber onde ele iria e o caminho até lá. Jesus respondeu a Tomás:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm visto”. (João 14:5-9)

Eles ficaram confusos Filipe então falou, pedindo a Jesus para “mostrar o Pai”. Jesus respondeu a Filipe com essas palavras chocantes:

“Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai”.

De fato, Jesus estava dizendo “Filipe, se quiser ver o Pai, olhe para mim!”
Em João 17, Jesus revela que sua unidade com o Pai existia no passado eterno “antes do início do mundo”. Segundo Jesus, nunca houve um tempo que ele não compartilhasse a glória e essência de Deus.

Autoridade de Deus

Os judeus sempre consideraram Deu a autoridade suprema. Autoridade era um termo muito bem compreendido na Israel ocupada. Nesse tempo, os editos de César poderiam enviar legiões para guerra, condenar ou exonerar criminosos e estabelecer leis e normas do governo. De fato, a autoridade de César era tal que ele mesmo se afirmava uma divindade.

Antes de deixar a terra, Jesus explicou o escopo de sua autoridade:

“Então, Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra’” (Mateus 28:18, NVI).

Nessas palavras surpreendentes, Jesus afirma ser a autoridade suprema, não somente na terra, mas também no céu. John Piper observa:

“É por isso que os amigos e inimigos de Jesus ficavam espantados constantemente com suas palavras e ações. Ao andar pelas estradas, aparentando ser uma pessoa qualquer, ele virava e dizia coisas como “Antes de Abraão nascer, Eu Sou” ou “Quem me vê, vê o Pai”. Ou, com muita calma, depois de ser acusado de blasfêmia, ele dizia: ‘O Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados’. Para os mortos ele simplesmente dizia ‘Apareçam’ ou ‘Ergam-se’. E eles obedeciam. Para as tempestades ele dizia ‘Acalmem-se’. E para um pedaço de pão ele dizia ‘Transforme-se em mil refeições’. E tudo acontecia imediatamente”.[14]

Alguns podem argumentar que visto que a autoridade vem de seu Pai, não significa que Jesus seja Deus. Mas Deus nunca concede Sua autoridade a um ser criado para que este seja idolatrado. Isto seria violar Seu Comando.

Aceitação de idolatria

Nada é mais fundamental nas Escrituras hebraicas do que o fato de que somente Deus deve ser idolatrado. De fato, o primeiro dos Dez Mandamentos é:

“Não terás outros deuses além de mim” (Êxodo 20:3 NVI).

Portanto, o pecado mais terrível que um judeu poderia cometer é idolatrar outra criatura como Deus ou receber idolatria. Então se Jesus não for Deus, seria blasfêmia receber idolatria.

Após a ressurreição de Jesus, os discípulos disseram a Tomé que haviam visto o Senhor vivo (João 20:24-29). Tomé zombou deles, dizendo que acreditaria somente se pudesse colocar seus dedos nos ferimentos das mãos e lateral de Jesus. Oito dias depois, os discípulos estavam reunidos em uma sala trancada quando Jesus repentinamente apareceu perante eles. Jesus olhou para Tomé e disse a ele “coloque seu dedo aqui e veja minhas mãos. Coloque sua mão no ferimento da minha lateral”.

Tomé não precisou de outras provas. Ele acreditou instantaneamente, exclamando para Jesus:

“Meu Senhor e Deus!”

Tomé idolatrou Jesus como Deus! Se Jesus não é Deus, ele certamente teria repreendido Tomé nesse momento. Porém, em vez de repreender Tomé por idolatrá-lo como Deus, Jesus o felicitou, dizendo:

“Você acredita porque me viu. Abençoados aqueles que não me viram e ainda assim acreditam”.

Jesus aceitou idolatria em nove ocasiões registradas. No contexto da crença judaica, a aceitação de Jesus de idolatria diz muito sobre sua afirmação de divindade. Mas não foi até depois de Jesus ter ascendido aos céus que seus discípulos compreenderam totalmente. Antes de Jesus deixar a terra, ele disse a seus apóstolos: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28:19), colocando ele e o Espírito Santo no mesmo nível do Pai.[15]

Alfa e ômega

Enquanto João, o apóstolo estava em exílio na Ilha de Patmos, Jesus revelou a ele em uma visão os eventos que ocorreriam nos últimos dias. Na visão, João descreve as seguintes cenas incríveis:

“Eis que ele vem com as nuvens. Todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram… Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus. “O que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso.”

Quem é essa Pessoa a quem chamam de “Alfa e Ômega”, “Senhor Deus” e “Todo-poderoso”? Nos é dito que ele foi “traspassado”. Isso deixa claro que o Alfa e Ômega é Jesus. Foi ele quem foi traspassado na cruz.

João, que era o discípulo mais próximo de Jesus, vê a imagem da Pessoa falando com ele. Ele escreve:

“E entre os candelabros alguém “semelhante a um filho de homem … Sua cabeça e seus cabelos eram brancos como a lã, tão brancos quanto a neve. E seus olhos eram como chama de fogo. … Sua face era como o sol quando brilha em todo o seu fulgor (Apocalipse 1:13, 14 e 16b).

É impossível conceber as emoções de João quando ele viu esta Pessoa brilhando como o sol em todo seu fulgor, com os olhos como chamas de fogo. Ele imediatamente caiu como morte perante o que viu. Se esse fosse Jesus, porque João não o reconheceu? Talvez pensasse que fosse um anjo? Vejamos as palavras de João.

“Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Então ele colocou sua mão direita sobre mim e disse: ‘Não tenha medo. Eu sou o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!’” (Apocalipse 1:17)

Aquele que falou com João se identificou como “o Primeiro e o Último” em uma referência clara à sua eternidade. E como somente Deus é eterno, este deve ser Deus. Porém na mesma frase ele diz a João que ele é ‘aquele que vive”. Portanto, sabemos que este não poderia ser Deus-pai porque o Pai nunca sofreu a morte como um homem.

“Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. … Disse-me ainda: ‘Está feito… Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim.’” (Apocalipse 20:11; 21:6)

É o Senhor Jesus Cristo que reina do grande trono branco. Jesus já havia dito a seus discípulos que ele seria o juiz final dos homens. Ele prometeu que aqueles que confiarem nele seriam salvos do julgamento do pecado, mas aqueles que o rejeitassem seriam julgados.

Conclusão

Jesus afirmou ser Deus ou foi simplesmente mal compreendido? Vejamos novamente as afirmações de Jesus e perguntar: teria Jesus feito tais afirmações radicais se não fosse Deus?

  • Jesus usou o Nome de Deus para si mesmo
  • Jesus chamou a si mesmo de “Filho do homem”
  • Jesus chamou a si mesmo de “Filho de Deus”
  • Jesus  afirmou perdoar pecados
  • Jesus afirmou ter unidade com Deus
  • Jesus afirmou ter toda a autoridade
  • Jesus aceitou idolatria
  • Jesus chamou a si mesmo de “O Alfa e Ômega”

Alguns podem dizer: “como podemos acreditar nas afirmações de Jesus? Que provas ele deixou?” Três dias após sua crucificação, seus discípulos afirmaram que o viram vivo. Se sua história fosse uma farsa, ela teria perecido quando os romanos os submeteram às torturas mais terríveis conhecidas pelo homem. Mas sua convicção e sinceridade prevaleceram sobre Roma e mudou nosso mundo (Veja “Jesus ressuscitou dos mortos?”). Lewis explica a razão de suas convicções:

“O que está além do tempo e do espaço, o que foi descriado e eterno, isto entrou na natureza, desceu em Seu próprio universo e elevou-se novamente”.

Este estudioso brilhante pensava antes que Jesus era um mito como os deuses criados pelo homem da Grécia e Roma antiga. Mas ao começar a ver as evidências de Jesus Cristo, ele percebeu que os relatos do Novo Testamento de Jesus Cristo baseiam-se em fatos históricos sólidos. Este ex-cético concluiu sua investigação sobre as evidências de Jesus Cristo com esses pensamentos:

“Você precisa se decidir. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou é um louco ao algo ainda pior. … Mas não vamos considerar besteiras arrogantes dizendo que Ele era um grande professor moral. Ele não nos deu essa possibilidade”.[17]

Lewis descobriu que um relacionamento pessoal com Jesus concedeu significado, propósito e alegria à sua vida que superou todos seus sonhos. Ele nunca se arrependeu de sua escolha e tornou-se um grande orador por Jesus Cristo. E você? Já fez sua escolha?

Fonte: y-jesus .org

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: (MARCOS 10:25) EIS UM DAS MAIS ENIGMÁTICAS PASSAGENS DE JESUS

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta quinta-feira trago mais uma maravilhosa interpretação de Emmet Fox sobre uma das mais famosas sentenças já exaradas por Jesus, que poucas pessoas entendem. Até porque nas liturgias igrejas cristãs não se  faz esse tipo de interpretação.

Jesus disse: É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus (Marcos 10:25).

Jesus usou uma imagem como ilustração para os que o ouviam. Naquele tempo, toda cidade importante era rodeada por uma muralha, como defesa. Havia um grande portão na muralha, que era fechado ao pôr-do-sol e bem vigiado. No entanto, costumava haver também um portão estreito, conhecido como o fundo da agulha, recortado no portão grande. Quando um camelo chegava depois do p^r-do-sol, o único meio de fazê-lo entrar era descarregá-lo de todas as mercadorias, e ele entraria ajoelhado pelo fundo da agulha.

Descarregue seu camelo se você quer entrar no Reino dos Céus. Você não estará se livrando das coisas em si, mas de seu senso de dependência a elas. Com certeza, você vai se sentir tão bem sem aquela carga que não vai querer colocá-la de volta.

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Nova Era, 2008.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: OS EVANGELHOS GNÓSTICOS

Estamos de volta com os ESTUDOS TEOLÓGICOS e neste domingo vamos conhecer melhor os “Evangelhos Gnósticos”. Aqueles evangelhos que não fazem parte dos evangelhos canônicos, que foram no Concílio de Nicéia incorporados oficialmente à Bíblia como a conhecemos hoje. Esses evangelhos ficaram de fora do conjunto de livros da Bíblia atual, alguns  por serem considerados hereges e outros por não se encaixarem nas diretrizes teológicas da igreja. Portanto vamos nos aprofundar nesse assunto que poucas pessoas têm conhecimento. 

Os evangelhos gnósticos

Eles são a verdadeira história de Jesus?

Existem textos secretos sobre Jesus?

Em 1945, foi feita uma descoberta no norte do Egito, próximo à cidade de Nag Hammadi. Cinquenta e duas cópias de textos antigos, chamados de evangelhos gnósticos, foram encontradas em 13 códices de papiro envoltos em couro (livros escritos à mão). Eles foram escritos em copto e pertenciam a uma biblioteca de um monastério.Alguns estudiosos gnósticos chegaram até a afirmar que esses textos recentemente descobertos são a história verdadeira de Jesus em vez do Novo Testamento. Mas será que a fé deles nesses documentos bate com as evidências históricas? Vamos olhar com mais detalhes para ver se conseguimos separar a verdade da ficção.

“Conhecedores” Secretos

Os evangelhos gnósticos foram atribuídos a um grupo conhecido como (para nossa surpresa) os Gnósticos. Seu nome vem da palavra grega gnosis que significa “conhecimento”. Essas pessoas pensavam ter conhecimentos secretos e especiais, ocultos das pessoas comuns. Com a propagação do cristianismo, os Gnósticos combinaram algumas doutrinas e elementos do cristianismo com suas próprias crenças, transformando o Gnosticismo em uma simulação. Talvez tenham feito isto para aumentar o número de fiéis e tornar Jesus um garoto-propaganda para sua causa. Contudo, para que sua linha de pensamento fosse compatível com o cristianismo, Jesus precisava ser reinventado, retirando sua humanidade e sua divindade absoluta.

Em A História do Cristianismo de Oxford, John McManners escreveu sobre a mistura de cristianismo e crenças míticas dos gnósticos. O gnosticismo foi (e ainda é) uma teosofia com muitos ingredientes. Ocultismo e misticismo oriental combinam-se com astrologia e mágica. … Eles integram os ensinamentos de Jesus e acomodam-nos em sua própria interpretação (como no Evangelho de Tomás), oferecendo aos seus membros uma forma alternativa ou rival de cristianismo.[1]

Primeiros Críticos

Uma pequena linha filosófica gnóstica já crescia no primeiro século, apenas décadas depois da morte de Jesus. Os apóstolos, em seus ensinamentos e escritos, condenaram fortemente essas crenças como opostas à verdade de Jesus, de quem foram testemunha. Veja, por exemplo, o que o apóstolo João escreveu perto do fim do primeiro século:

Quem é o mentiroso? Senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho. (1 João 2:22, NVI).

Seguindo os ensinamentos dos apóstolos, os líderes da igreja primitiva condenam unanimemente os gnósticos como um culto. O padre Ireneu, escrevendo 140 anos antes do Concílio de Niceia, confirmou que os gnósticos eram condenados pela igreja como hereges. Ele também rejeitou seus “evangelhos”. Porém, com relação aos quatro evangelhos do Novo Testamento, ele diz: “Não é possível que os evangelhos sejam em quantidade maior ou menor do que são”. [2] O teólogo cristão Orígenes escreveu no início do terceiro século mais de cem anos antes de Niceia:

Conheço um certo evangelho chamado “O Evangelho segundo Tomás” e um “Evangelho segundo Matias” e muitos outros que li, já que não devemos ser considerados de nenhuma maneira ignorante pelos que imaginam ter algum conhecimento sobre esses. Contudo, dentre todos esses aprovamos somente os reconhecidos pela igreja, que são os únicos quatro evangelhos que devem ser aceitos.[3]

Autores Misteriosos

Com relação aos evangelhos gnósticos, cada livro leva o nome de uma personagem do Novo Testamento: O Evangelho de Filipe, o Evangelho de Pedro, o Evangelho de Maria e assim em diante. Mas será que eles foram mesmo escritos por seus supostos autores? Vamos dar uma olhada. Os evangelhos gnósticos são datados de 110 a 300 anos depois de Cristo e nenhum acadêmico crível acredita que algum deles poderia ter sido escrito por seus homônimos. No abrangente A Biblioteca de Nag Hammadi de James M. Robinson, vemos que os evangelhos gnósticos foram escritos por “autores desconhecidos e independentes”.[4] O estudioso do Novo Testamento Norman Geisler escreve: “Os escritos gnósticos não foram escritos pelos apóstolos, mas por homens do século dois (ou posterior) com intenções de usar a autoridade apostólica para divulgar seus próprios ensinos. Nos dias de hoje chamamos isto de fraude e falsificação”.[5]

Mistérios versus história

Os evangelhos gnósticos não são relatos históricos da vida de Jesus, mas sim declarações esotéricas, envoltas em mistério, que deixam de fora detalhes históricos como nomes, locais e eventos. Este é um contraste marcante com os evangelhos do Novo Testamento que contém diversos fatos históricos sobre a vida, ministério e palavras de Jesus. Em quem você preferiria acreditar: em alguém que diz “ei, tenho alguns fatos secretos que foram revelados pra mim misteriosamente” ou em alguém que diz “pesquisei todas as evidências e história e aqui estão elas para que você possa formar sua opinião”? Mantendo esta pergunta em mente, considere as duas afirmações a seguir, a primeira do Evangelho Gnóstico de Tomé (cerca de 110 a 150 d. c.) e a segunda do Evangelho de Lucas do Novo Testamento (cerca de 55 a 70 d. c.).

  • Esses são os ditos ocultos que o Jesus vivente falou e Judas Tomé, o gêmeo registrou.[6]
  • Muitos já se dedicaram a elaborar um relato dos fatos que se cumpriram entre nós, conforme nos foram transmitidos por aqueles que desde o início foram testemunhas oculares e servos da palavra. Eu mesmo investiguei tudo cuidadosamente, desde o começo, e decidi escrever-te um relato ordenado, ó excelentíssimo Teófilo, para que tenhas a certeza das coisas que te foram ensinadas. (Lucas 1:1-4, NVI)

Você gostou da abordagem aberta e direta de Lucas? E acha que o fato de ter sido escrito mais próximo dos eventos originais favorece sua confiabilidade? Se sim, também foi isso que a igreja antiga pensou. E a maioria dos estudiosos concorda com a visão da igreja antiga de que o Novo Testamento é a história autêntica de Jesus. O estudioso do Novo Testamento Raymond Brown comentou dos evangelhos gnósticos: “não conhecemos nenhum novo fato verificável sobre o ministério de Jesus, apenas algumas novas declarações que podem ter sido dele”.[7] Portanto, mesmo que os textos gnósticos tenham impressionado alguns estudiosos, sua data tardia e autoria questionável não se comparam ao Novo Testamento. Tal contraste entre o Novo Testamento e os textos gnósticos é devastante para os que apoiam teorias de conspiração. O historiador do Novo Testamento F. F. Bruce escreveu: “não há obra de literatura antiga no mundo que goza de tamanha riqueza de comprovação textual do que o Novo Testamento”.[8]

Essa é uma das muitas visões dos estudiosos dos evangelhos. Existem outras que traremos à luz do debate aqui nesse blog. Mas por enquanto reflita sobre essas afirmações e veja se concorda!

Muita coisa ainda há de ser debatida sobre o gnosticismo!

Fonte: y-jesus.org

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: DEUS NÃO EXISTE, ELE É!

Nos ESTUDOS TEOLÓGICOS desta quinta-feira temos um texto que recebi de um amigo a quem muito já admirava e respeitava pelo seu profundo conhecimento teológico e depois desse texto virei fã de carteirinha, pela mais enigmática, profunda e inteligente definição de DEUS. Este é um texto para nos debruçarmos por muito tempo analisando e assimilando esse pensamento. Confesso que nunca havia pensado em Deus por esse prisma da “Não Existência”, mas faz sentido. Não há como afirmar que o autor deste texto não está certo!

Portanto vamos estudar e aguardo os comentários sobre o assunto!

Deus não existe, Ele É! Se existir, teve começo e terá fim; se estiver aberto para detecção, é criatura, é mensurável, é finito; se for especulável e couber dentro de uma sistematização, é pensamento, é menor do que a celebração humana. Tudo o que existe é criação, é criatura. Deus, todavia, é aquele em quem tudo existe, mas ele próprio não existe, porque se ele existisse não seria Deus. Deus É! E nele todas as coisas passaram a existir. Deus está para além dos tópicos averiguáveis; o que existe é o tudo que Ele fez ,depois que houve o big bang, depois que ele disse “haja”, e houve. Essas coisas existem, mas Deus está fora da existência. O Deus verdadeiro é invisível, inescrutável, intangível. Deus é eterno. Se Deus fosse contado na existência, Deus não seria Deus, seria uma coisa”.

Autor: Dr. Eudes Pinheiro

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: COMANDO À PERFEIÇÃO E LIVRE ARBÍTRIO. TEM ALGUMA DIFERENÇA?

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS desta quarta-feira vamos analisar um texto sobre o comando à perfeição, do livro de Emmet Fox, Dia a dia, um pensamento inspirador para cada dia do ano.

Fiquei profundamente identificado com o raciocínio e a linha de pensamento do autor, pois sempre pensei desta forma. Sempre achei que o maior presente de Deus para os seus filhos foi o livre arbítrio, que aqui está travestido Comando à Perfeição, quando Jesus “ordena que sejamos perfeitos e que este é o nosso objetivo maior: “que sejamos tão perfeitos quanto o próprio Deus é perfeito”. Ele ainda vai mais longe: “Ele coloca como algo que é necessário ser feito”.

Desta forma, ele dá a entender que só existe esse caminho. Da mesma forma acredito que o caminho único para a humanidade é o autoconhecimento, para a expansão da consciência que vai nos levar à perfeição ou a plenitude da consciência, que significa usar todo o seu potencial.

Portanto quanto mais leio, maior é a minha convicção.

Então leia o texto abaixo e tire suas conclusões!

 

COMANDO À PERFEIÇÃO

Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. (Mateus 5:48)

Examine cuidadosamente o que Jesus está dizendo. Ele está nos ordenando que sejamos perfeitos, como o Próprio Deus é perfeito; e como sabemos que Jesus não irá ordenar o impossível, Ele aqui deu sua autoridade à doutrina de que é possível que o homem se torne divinamente perfeito. E, mais ainda, Ele a coloca como algo que é necessário ser feito.

Ora, se realmente somos filhos de Deus, capaz de perfeição eterna e absoluta, não pode haver poder real no mal, nem mesmo no pecado, para nos manter permanentemente aprisionados. Assim não percamos mais tempo em começar nossa marcha para o alto. Vamos agora – neste exato momento, se ainda não o fizemos – erguer-nos, como o filho pródigo entre o materialismo e a limitação, e exclamar, com toda a confiança nos ensinamentos e nas promessas de Jesus:

Levantar-me-ei e irei ter com meu pai. (Lucas 15:18)

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia, Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Nova Era, Rio de Janeiro, 2008.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: SAIBA O QUE É TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO COM OLAVO DE CARVALHO

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS deste domingo vamos assistir uma palestra do filósofo Olavo de Carvalho sobre TEORIA DA LIBERTAÇÃO. Saiba quem criou, quando e como se iniciou essa teoria e como ela influencia até hoje a nossa sociedade.

Fonte: 

Publicado em 4 de abr de 2018

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”.

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS deste domingo trago mais uma das Bem-aventuranças. Desta vez os perseguidos por causa da justiça. Uma das mais lindas passagens do Sermão da Montanha. Vamos tentar entender a profundidade dessas palavras no entendimento de Emmet Fox.

“Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”.

Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós.

Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vós. (Mateus 5:10-12).

Em vista do que sabemos sobre os ensinamentos de Jesus, que a vontade de Deus para nós é harmonia, paz e alegria, e que essas coisas não são conseguidas cultivando-se pensamentos corretos, ou “justos”, esta afirmação nos causa espanto. Jesus nos diz muitas vezes que é prazer do nosso Pai nos dar o Reino, e que a maneira de recebê-lo é cultivando a serenidade, ou paz de espírito. Ele diz que os pacificadores que agem assim, orando na “mansidão”, herdarão a Terra, terão a sua tristeza transformada em alegria e que, na verdade, tudo o que pedirem ao Pai, do modo como Ele ensinou, ser-lues-á concedido. No entanto, aqui Ele nos diz que é bem-aventurado ser perseguido como resultado de nossa”justiça”, pois assim triunfaremos; que ser difamado e acusado é motivo de alegria e que os profetas e os Iluminados também sofrerão essas coisas.

Tudo isso é espantoso, porém inteiramente correto. No entanto, a perseguição só se transforma em ocasião de alegria quando estamos muito conscientes da nossa natureza real, nossa verdadeira imortalidade, e sabemos que o sofrimento de nossos corpos pode se transcendido e até mesmo transmutado por nosso estado de consciência.

A perseguição pode ser uma condição bem-aventurada para nós quando percebemos que em tais momentos estamos realmente progredindo…Sejais fiéis até a morte, e eu voz darei uma coroa de vida (Apocalipse 2:10) é uma promessa que pode tornar-se realidade aqui mesmo nesta Terra.

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia, Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Rio de Janeiro, Nova Era, 2008.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus. (Mateus 5:9)

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS deste sábado de carnaval continuamos com a análise das Bem-aventuranças. A de hoje é “Bem-aventurados os pacificadores, continuação, porque serão chamados filhos de Deus”. Um boa REFLEXÃO pra você.

Para o leitor casual, essa Bem-aventurança pode soar como mera generalização religiosa convencional, ou até mesmo um lugar-comum. Aqui recebemos uma lição prática valiosa sobre a arte da prece – e a prece é o nosso único meio de retornar à comunhão com Deus. Na verdade, a prece é a única ação real, no sentido total da palavra, porque é a única coisa que muda o caráter de alguém. Quando acontece uma mudança, você se torna uma pessoa diferente e pelo resto da vida vai agir de modo diferente.  Se você obtiver uma percepção muito forte da Presença de Deus em você, Isso ocasionará uma mudança tão grande em seu caráter que num piscar de olhos sua aparência, seus hábitos e toda a sua vida mudarão completamente. Muitos casos assim foram registrados, incluindo aqueles que costumavam ser chamados de “conversão”. Uma vez que essa mudança é radical, Jesus refere-se a ela como “nascer novamente”.

O essencial para o sucesso em obter essa consciência da Presença de Deus é que, em primeiro lugar, obtenhamos um certo grau de verdadeira paz de espírito.

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia, Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Rio de Janeiro, Nova Era, 2008.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: DEIXO-VOS A PAZ, A MINHA PAZ VOS DOU; (…) NÃO SE TURBE O VOSSO CORAÇÃO, NEM SE ATEMORIZE. (JOÃO 14:27)

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS desta sexta-feira temos mais um excelente texto de Emmet Fox sobre a Bem-aventurança dos PACIFICADORES. Leia atentamente e faça sua REFLEXÃO.

Essa paz de espírito interior e verdadeira era conhecida pelos místicos como serenidade, e eles não se cansaram de nos dizer que a serenidade é o grande passaporte para a Presença de Deus – o mar liso como vidro que rodeia o Grande Trono Branco. Isso não quer dizer que uma pessoa não possa enfrentar até mesmo as dificuldades mais sérias pela prece sem ter qualquer serenidade. Mas antes de poder fazer um progresso espiritual verdadeiro você tem de obter a serenidade; e é a essa fundamental tranquilidade de espírito que Jesus se refere com a palavra “paz” – a paz que ultrapassa todo o entendimento humano.

Os pacificadores são aqueles que trazem essa paz e suas próprias almas; eles vencem as limitações e se tornam de fato, e não apenas potencialmente, os filhos de Deus. Essa condição da mente é o objetivo de Jesus.

É claro que ser um pacificador, no sentido normal de acabar com as brigas dos outros, é algo excelente; mas, como todas as pessoas práticas sabem, é uma tarefa excessivamente difícil. Uma vez, porém, que você entenda o poder da prece, poderá terminar com muitas brigas pelo método verdadeiro; provavelmente sem precisar falar.

O pensamento silencioso do Poder Total do Amor e da Sabedoria farão com que os problemas desapareçam quase de forma imperceptível. Você se tornará um pacificador.

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia, Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Rio de Janeiro, Nova Era, 2008.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: (…) GUARDA O TEU CORAÇÃO, PORQUE DELE PROCEDEM AS FONTES DA VIDA. (PROVÉRBIOS 4:23)

No ESTUDOS TEOLÓGICOS deste sábado temos mais um texto reflexivo sobre Bem-aventuranças, ainda continuando um comentário sobre o CORAÇÃO. Vamos analisar estas palavras de sabedoria.

“A maioria das pessoas, especialmente as eruditas, tem todo tipo de conhecimento que nada afeta nem melhora sua vida prática. Médicos conhecem tudo sobre higiene, mas com frequência vivem de modo insalubre; e filósofos, que conhecem a sabedoria acumulada de várias épocas, e concordam com a maior parte dela, continuam a agir de maneira tola e estúpida em suas vidas particulares. Ora, o conhecimento assim é apenas opinião, ou conhecimento de cabeça, como algumas pessoas o chamam.  É preciso que ele se torne conhecimento de coração, ou se incorpore ao sub-consciente, antes de poder realmente mudar alguém. Os psicólogos modernos, em seu esforço para “reeducar o subconsciente”, pensam corretamente, embora ainda não tenha descoberto o modo correto de agir, que é a oração atenta, ou a Prática da Presença de Deus.

Jesus, naturalmente, compreendia perfeitamente tudo isso, e enfatizava o fato de que temos de ser puros de coração.

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia, Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Rio de Janeiro, Nova Era, 2008

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: “BEM-AVENTURADOS OS LIMPOS DE CORAÇÃO PORQUE VERÃO A DEUS

Ainda estudando essa Bem-aventurança sobre os Puros de Coração, a análise sobre o: “…porque verão a Deus”. Uma análise do subconsciente.

(…) porque verão a Deus. Nessa maravilhosa Bem-aventurança é nos dito exatamente como essa tarefa suprema deve ser alcançada, e quem são aqueles que o farão. Eles são os puros de coração. A pureza, em seu sentido inteiro e completo, é reconhecer somente Deus como única Causa real, e a única Força real em existência. É o que, em outra parte do Sermão, é chamado “o olho único”.

Vejam que Jesus fala dos puros de coração. A palavra “coração”, na Bíblia, em, geral, significa a parte da mentalidade do homem que a psicologia moderna conhece sob o nome de “mente subconsciente”. Isto é muito importante, porque não é suficiente que aceitemos a Verdade apenas com a mente consciente. Nesse estágio, trata-se apenas de mera opinião. Só quando ela é aceita pelo subconsciente, e assim assimilada por toda a mente, é que isso fará alguma diferença no caráter ou na vida da pessoa.

(…) como imagina em sua alma, assim ele é. (Provérbios 23:7)

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia, Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Rio de Janeiro, Nova Era, 2008.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: “BEM-AVENTURADOS OS LIMPOS DE CORAÇÃO PORQUE VERÃO A DEUS”

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS desta quinta-feira continuamos estudando o Sermão da Montanha e suas Bem-aventuranças. E a de hoje é “Bem-aventurados os limpos de coração porque verão a Deus”. Entenda aqui o que é “Ver a Deus”. Bom estudo! 

Esta é uma das sentenças resumidas de que a Bíblia é tão rica. É, em poucas palavras, toda uma filosofia de religião.

Vamos começar examinando qual é a promessa nesta Bem-aventurança. E nada menos que ver a Deus. “Ver”, no sentido aqui usado, significa percepção espiritual, que é exatamente a capacidade de apreender a verdadeira natureza do Ser, que infelizmente falta a todos nós.

Vivemos no mundo de Deus, mas não conhecemos nenhum pouco de como realmente ele é. O Céu está em volta de nós – mas, por nos faltar percepção espiritual, somos incapazes de reconhecê-lo, experimentá-lo; portanto, nesse sentido, pode-se dizer que estamos fechados fora do Céu.

Estamos na posição de um homem daltônico em um jardim cheio de flores. À sua volta há cores gloriosas, mas ele só vê preto, branco e cinzento. Se imaginarmos que ele não tem também o sentido do olfato, veremos que para ele existe apenas uma parte muito pequena da glória do jardim. No entanto, o jardim está ali, sem que ele possa senti-lo.

Nossa tarefa é superar essas limitações o mais rápido possível, até atingirmos o ponto em que podemos conhecer as coisas como elas realmente são – experimentar o Céu como ele realmente é. Isso é o que significa “Ver a Deus”. Ver a Deus é apreender a Verdade como ela realmente é, e isso é liberdade infinita e êxtase completo.

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Rio de Janeiro, Nova Era, 2008.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: “BEM AVENTURADOS OS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA, PORQUE SERÃO SACIADOS”

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS desta segunda-feira estamos iniciando um estudo mais detalhado sobre o SERMÃO DA MONTANHA de Jesus Cristo. Vamos analisar uma a uma as Bem Aventuranças, que no pensamento de Mahatma Gandhi se constitui na maior de todas as obras sacras de todos os tempos. Então vamos começar pela Bem Aventurança dos que têm fome e sede de justiça. Uma boa boa leitura e reflexão pra você meu caro leitor.

“Justiça” é outra palavra-chave da Bíblia, uma dessas chaves que o leitor tem de possuir se pretende chegar ao verdadeiro significado do livro. Como “terra”, “manso” e “consolo”, ela é usada num sentido especial e definido. Justiça não significa apenas conduta certa, mas pensamento certo. No Sermão da Montanha, todos os tópicos reiteram a verdade de que as coisas exteriores são apenas consequências. Como é dentro, assim é fora.

Quando as pessoas despertam para o conhecimento dessas verdades, naturalmente começam a aplicá-las em suas próprias vidas. Finalmente percebendo a importância vital da “justiça”, elas logo começam a tentar colocar a casa em ordem. O princípio envolvido é simples; infelizmente, porém, sua exemplificação não é fácil. Ora, por que deveria ser assim? A resposta está na força do hábito; e ps hábitos de pensamento são, de longe, os mais sutis e mais difíceis de serem quebrados.

Talvez o fracasso em se conseguir justiça seja o fracasso da hesitação; você deseja, mas não muito. Sua fome e sede não nascem do sentido de necessidade total. Faça um balanço mental, ou uma revisão, em sua vida. É impossível que uma busca entusiasmada da verdade e da justiça. se houver perseverança, não seja coroada de sucesso. De Deus não se zomba, e ele não zomba de Seus filhos.

Texto de Emmet Fox

Fonte: Dia a dia, um pensamento inspirador para cada dia do ano, Rio de Janeiro, Nova Era, 2008.

 

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: A CIÊNCIA DESCOBRIU DEUS?

Hoje na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS trouxe um texto complementar do último que refletimos aqui: “ciência e cristianismo são compatíveis?”

A ciência descobriu Deus?

Einstein não acredita que isso seria possível.

Stephen Hawking declarou que essa poderia ser a maior descoberta científica de todos os tempos.

Que descoberta confundiu as maiores mentes científicas do século passado, e por que fez com que elas repensassem a origem do nosso universo? Telescópios modernos e mais poderosos revalaram mistérios sobre nosso universo que trouxeram novas perguntas sobre a origem da vida.

A ciência descobriu Deus?

Espere aí! A ciência não havia provado que não precisamos de Deus para explicar o universo? Raios, terremotos e até mesmo bebês costumam ser explicados como atos de Deus. Mas agora sabemos mais do que isso. O que torna essa descoberta tão fundamentalmente diferente e por que ela chocou o mundo científico?

Essa descoberta e o que biólogos moleculares aprenderam sobre a sofisticada codificação que compõe o DNA fez com que muitos cientistas atualmente admitam que o universo parece fazer parte de um grande plano.

Um cosmologista coloca da seguinte forma: “Muitos cientistas, ao admitirem seus pontos de vista, inclinam-se para o argumento teleológico, ou da finalidade.”[1]

Surpreendentemente, muitos cientistas que estão falando sobre Deus não têm qualquer crença religiosa.[2]

Então, quais são essas chocantes descobertas que fazem com que de repente os cientistas comecem a falar de Deus? Três descobertas revolucionárias dos campos da astronomia e da biologia molecular se destacam:

  1. O universo teve um início
  2. O universo tem condições ideais para a vida
  3. A codificação do DNA revela inteligência

As declarações que destacados cientistas têm feito sobre essas descobertas podem chocá-lo. Vamos dar uma olhada.

Princípio exato

Desde o surgimento da civilização, o Homem contempla as estrelas assombrado, perguntando-se o que elas são e como foram parar lá. Embora em uma noite clara seja possível ver aproximadamente 6.000 estrelas a olho nu, o Hubble e outros telescópios poderosos indicam que há trilhões delas, agrupadas em mais de 100 bilhões de galáxias. Nosso sol é como um grão de areia em meio às praias do mundo.

Contudo, antes do século XX, muitos cientistas acreditavam que nossa galáxia Via Láctea fosse o universo completo, e que existiam apenas certa de 100 milhões de estrelas.

Muitos cientistas acreditavam que nosso universo nunca teve um início. Eles acreditavam que massa, espaço e energia existiram desde sempre.

Mas no início do século XX, o astrônomo Edwin Hubble descobriu que o universo está se expandindo. Rebobinando o processo matematicamente, ele calculou que tudo no universo, incluindo matéria, energia, espaço e até mesmo o próprio tempo, de fato tiveram um princípio.

Ouviram-se altas ondas de choque em toda a comunidade científica. Muitos cientistas, incluindo Einstein, reagiram negativamente. No que Einstein mais tarde chamou de “o erro mais estúpido da minha vida“, ele manipulou as equações para evitar a implicação de um início. [3]

Talvez o mais pronunciado adversário da teoria de um princípio do universo tenha sido o astrônomo britânico Sir Fred Hoyle, que sarcasticamente apelidou o evento de “big bang”. Ele obstinadamente agarrou-se à sua teoria do estado estacionário, de que o universo sempre havia existido. Assim fizeram também Einstein e outros cientistas, até que a evidência de um início tornou-se esmagadora. A implicação óbvia da existência de um início é que algo ou Alguém além da investigação científica começou tudo.

Por fim, em 1992, experiências do satélite COBE provam que o universo realmente teve um início exato em um inacreditável lampejo de luz e energia. [4] Embora alguns cientistas tenham chamado isso de momento da criação, muitos preferiram chamar de “big bang”.

O astrônomo Robert Jastrow tenta nos ajudar a imaginar como tudo começou. “A imagem sugere a explosão de uma bomba cósmica de hidrogênio. O instante em que a bomba cósmica explodiu marcou o nascimento do Universo.” [5]

Tudo a partir do nada A ciência não é capaz de nos dizer o que ou quem causou o início do universo. No entanto, alguns acreditam que esse mistério claramente aponta para um Criador. “O teórico britânico Edward Milne escreveu um tratado matemático sobre relatividade que é concluído afirmando, ‘no que se refere à primeira causa do Universo, no contexto de expansão, fica por conta do leitor imaginar, mas nossa imagem fica incompleta sem Ele’“. [6]

Outro cientista britânico, Edmund Whittaker, atribuiu o início do nosso universo à “Vontade divina de criar a Natureza a partir do nada”. [7]

Muitos cientistas ficaram impressionados com o paralelo entre um evento de criação exato a partir do nada e o relato da criação bíblica no Genesis 1:1. [8] Antes da descoberta, vários cientistas consideravam o relato bíblico da criação a partir do nada como sendo não científico.

Embora considerasse a si mesmo um agnóstico, Jastrow foi obrigado, pelas evidências, a admitir que “agora, vemos como a evidência astronômica leva à visão bíblica da origem do mundo“. [9]

Outro agnóstico, George Smoot, o cientista vencedor do Prêmio Nobel responsável pelo experimento COBE, também admite esse paralelo. “Não existem dúvidas de que há um paralelo entre o big bang como evento e a noção cristã de criação a partir do nada.” [10]

Cientistas que costumavam ridicularizar a Bíblia como um livro de contos de fadas, agora estão admitindo que o conceito bíblico de criação a partir do nada estava certo o tempo todo.

Cosmologistas, que são especializados no estudo do universo e de suas origens, logo perceberam que a possibilidade de uma explosão cósmica ao acaso gerar vida é a mesma de uma bomba nuclear criar vida, a menos que a explosão cósmica tivesse sido precisamente projetada para isso. E isso significa que seria necessário um criador planejar isso. Eles começaram a usar termos como “Superintelecto”, “Criador” e até mesmo “Ser Supremo” para descrever esse autor. Vejamos por quê.

Ajustado para a vida Físicos calcularam que, para a vida existir, a gravidade e outras forças da natureza precisaram estar em níveis precisamente corretos, ou nosso universo não poderia existir. Se a taxa de expansão tivesse sido ligeiramente menor, a gravidade teria sugado toda a matéria de volta para um “grande triturador”.

Não estamos falando meramente de uma redução de 1 ou 2% na taxa de expansão do universo. Stephen Hawking escreve que “se a taxa de expansão um segundo após o big bang tivesse sido menor em até mesmo uma parte em cem mil trilhões, o universo teria sofrido um novo colapso antes de atingir o tamanho atual“. [11]

Por outro lado, se a taxa de expansão tivesse sido uma mera fração maior do que foi, as galáxias, as estrelas e os planetas nunca poderiam ter se formado, e não estariam aqui.

Além disso, para a vida existir, as condições do nosso sistema solar e planeta também precisam ser ideais. Por exemplo, todos entendemos que sem uma atmosfera de oxigênio, nenhum de nós poderia respirar. E sem oxigênio, a água não existiria. Sem a água não haveria chuva e colheitas. Outros elementos como hidrogênio, nitrogênio, sódio, carbono, cálcio e fósforo também são essenciais para a vida.

No entanto, esses elementos sozinhos não são suficientes para a existência de vida. O tamanho, a temperatura, a proximidade relativa e a composição química do nosso planeta, do sol e da lua também precisam ser simplesmente perfeitos. E há também dezenas de outras condições que precisaram ser perfeitamente ajustadas, ou não estaríamos aqui falando sobre isso. [12]

Talvez os cientistas que acreditam em Deus tenham previsto esse ajuste, mas os ateus e agnósticos não foram capazes de explicar as incríveis “coincidências”. O físico teórico Stephen Hawking, um agnóstico, escreve: “O fato incrível é que os valores desses números parecem ter sido ajustados com muita exatidão para tornar possível o desenvolvimento da vida”.[13]

Acidente ou milagre?

Mas esse ajuste não poderia ser atribuído ao acaso? Afinal, analistas de apostas sabem que até mesmo os azarões podem vencer uma corrida. E, contra todas as pessimistas possibilidades, alguém acaba ganhando as loterias. Então, quais as adversidades que impediriam o surgimento da vida humana a partir de uma explosão aleatória na histórica cósmica?

A possibilidade de a vida humana surgir a partir de um big bang desafia as leis da probabilidade. Um astrônomo calcula as chances em menos de 1 em 1 trilhão trilhão trilhão trilhão trilhão trilhão trilhão trilhão trilhão trilhão trilhão trilhão. [14] Seria mais fácil uma pessoa cega descobrir um grão de areia com uma marcação especial em todas as praias do mundo, se ela tentasse fazer isso.

Outro exemplo do quão improvável seria um big bang aleatório produzir vida é uma pessoa ganhar loterias de milhares de milhões de dólares mais de mil vezes consecutivas, após comprar um único bilhete para cada uma delas.

Qual seria sua reação a essas notícias? Impossível. A menos que fosse arranjado por alguém nos bastidores, é o que todos pensariam. E é isso que muitos cientistas estão concluindo: alguém nos bastidores planejou e criou o universo.

Essa nova compreensão do universo levou cientistas como George Greenstein a perguntar: “É possível que repentinamente, sem intenção, tenhamos nos deparado com a prova científica da existência de um ser supremo?“. [15]

No entanto, como agnóstico, a Greenstein mantém sua fé na ciência, e não em um Criador, para dar a explicação definitiva das nossas origens. [16]

Jastrow explica por que alguns cientistas relutam em aceitar um Criador superior.

Existe um tipo de religião na ciência: é a religião de uma pessoa que crê na ordem e na harmonia do Universo… Essa fé religiosa dos cientistas é violada pela descoberta de que o mundo teve um início em condições nas quais as leis físicas conhecidas não são válidas, e como um produto de forças ou circunstâncias que não podemos desvendar. Quando isso acontece, significa que o cientista perdeu o controle. Se ele realmente examinasse as implicações dessa descoberta, ficaria traumatizado. [17]

É compreensível o motivo pelo qual cientistas como Greenstein e Hawking buscaram outras explicações em vez de atribuir nosso universo perfeitamente ajustado a um Criador. Hawking especula que outros universos não vistos (e que não podem ser comprovados) possam existir, o que aumenta as chances de que um deles (o nosso) ser perfeitamente ajustado para a existência de vida. No entanto, uma vez que sua proposta é especulativa, e sem possibilidade de confirmação, dificilmente poderia ser chamada de “científica”. Embora também seja agnóstico, o astrofísico britânico Paul Davies descarta a ideia de Hawking por considerá-la excessivamente especulativa. Ele afirma que “Tal crença baseia-se mais na fé do que na observação“. [18]

Apesar de Hawking continuar liderando a exploração de explicações puramente científicas de nossas origens, outros cientistas, incluindo muitos agnósticos, reconhecem o que parece ser uma evidência avassaladora da existência de um Criador. Hoyle escreveu que

“Uma interpretação de bom senso dos fatos sugere que um superintelecto brincou com a física, bem como com a química e biologia, e que não existem forças ocultas dignas de nota na natureza.” [19]

Apesar de não ter sido religioso e não acreditar em um Deus pessoal, Einstein ponderou sobre o gênio por trás do universo, chamando-o de “uma inteligência tão superior que, comparada com ela, todo o pensamento sistemático e atitudes dos seres humanos é uma reflexão infinitamente insignificante“.[20]

O ateu Christopher Hitchens, que passou grande parte da vida escrevendo e defendendo a inexistência de Deus, ficou mais perplexo pelo fato de que a vida não poderia existir se as coisas diferissem em “um grau ou por um fio de cabelo”[21]

Davies reconhece que

Para mim, há uma evidência poderosa de que há alguma coisa por trás disso tudo. Parece que alguém ajustou os números da natureza para criar o Universo… A impressão causada por esse projeto é impressionante. [22]

DNA: a linguagem da vida

A astronomia não é única área em que a ciência viu evidências de um projeto. Biólogos moleculares descobriram um complexo desenho do microscópico mundo do DNA. No século passado, os cientistas descobriram que uma pequena molécula chamada DNA é o “cérebro” por trás de cada célula do nosso corpo e de todos os outros seres vivos. Quando mais descobriam sobre o DNA, mais abismados ficavam com o esplendor por trás dele.

Cientistas que acreditam que o mundo material é tudo o que existe (materialistas), como Richard Dawkins, argumentam que o DNA evoluiu por meio da seleção natural, sem um Criador. Ainda assim, mesmo os evolucionistas mais fervorosos admitem que a complexidade do DNA é inexplicável.

A complexidade do DNA fez co que seu codescobridor, Francis Crick, acreditasse que ele nunca pudesse ter sido originado de forma natural na Terra. Crick, um evolucionista que acredita que a vida é complexa demais para ter sido originada na Terra e deve ter vindo de um espaço distante, escreveu que:

Um homem honesto armado de todo o conhecimento disponível a nós até agora, só poderia dizer que de certa maneira a origem da vida parece, no momento, ser quase um milagre, de tantas serem as condições necessárias para sua existência.[23]

O código por trás do DNA revela tal inteligência que atordoa a imaginação. Uma mera ponta de alfinete de DNA contém informação equivalente a uma pilha de livros suficiente para circundar a Terra 5 mil vezes. E o DNA opera como uma linguagem com seu próprio código de software extremamente complexo. O fundador da Microsoft Bill Gates diz que o software do DNA é “muito mais complexo do que qualquer software já desenvolvido”.[24]

Dawkins e outros materialistas acreditam que toda essa complexidade originou-se através da seleção natural. Contudo, conforme declarado por Crick, a seleção natural não poderia ter produzido a primeira molécula. Muitos cientistas creem que a codificação da molécula de DNA indica a presença de uma inteligência superior à que poderia haver por causas naturais.

No início do século XXI, o ateísmo de Antony Flew, um ateu de destaque, teve um abrupto fim quando ele estudou a inteligência existente por trás do DNA. Flew explica o que mudou sua opinião.

Penso que o DNA veio para mostrar que uma inteligência deve estar envolvida na união extraordinária desses elementos distintos. A enorme complexidade pela qual os resultados foram obtidos me parece o trabalho de uma inteligência superior… Agora parece-me que as descobertas de mais de cinquenta anos de pesquisa de DNA forneceram material suficiente para a criação de um novo e incrivelmente poderoso argumento.[25]

Apesar de Flew não ser um cristão, ele admite agora que o “software” por trás do DNA é complexo demais para originar-se sem um “desenvolvedor”. A descoberta da inteligência inacreditável por trás do DNA, nas palavras desse ex-ateu, “forneceu materiais para um argumento novo e imensamente poderoso em prol da criação.

Impressões digitais de um Criador

Agora os cientistas estão convencidos de que um Criador deixou suas “impressões digitais” no universo?

Embora muitos cientistas ainda tendam a “expulsar” Deus para fora no universo, muitos reconhecem as implicações religiosas dessas novas descobertas. Em seu livro O Grande Projeto, Stephen Hawking, que não acredita em um Deus pessoal, tenta explicar por que o universo não precisa de um Deus. Contudo, quando confrontado com a evidência, até mesmo o próprio Hawking admitiu que “Deve haver alguma conotação religiosa. Mas penso que a maioria dos cientistas prefere ignorar esse lado religioso”[26]

Como agnóstico, Jastrow não possui nenhum objetivo cristão nessas conclusões. No entanto, ele reconhece espontaneamente que os argumentos que defendem a existência de um Criador são convincentes. Jastrow escreve sobre o choque e o desalento enfrentado por cientistas que acreditavam ter excluído Deus de seu mundo.

Para o cientista que sempre viveu pela fé no poder da razão, o fim dessa história parece um pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância; ele está prestes a conquistar o pico mais alto; quando ele ergue-se sobre a última rocha, é saudado por um bando de teólogos que estavam sentados lá por séculos. [27]

Um Criador pessoal?

Se existe um Criador superinteligente, surge a seguinte pergunta: como Ele é? Ele e apenas alguma Força, como em Star Wars, ou é um Ser pessoal, como nós? Uma vez que somos seres pessoais e relacionais, não seria Aquele que nos criou também um ser pessoal e relacional?

Muitos cientistas como Arthur L. Schawlow, Professor de Física na Stanford University e vencedor do Prêmio Nobel de Física, acreditam que essas novas descobertas oferecem evidências convincentes de um Deus pessoal. Ele escreve que “para mim, quando alguém se depara com as maravilhas da vida e do universo, precisa perguntar por quê, e não apenas como. As únicas respostas possíveis são religiosas… No universo em minha própria vida, eu encontro a necessidade de Deus“. [28] Se Deus é pessoal e, uma vez que nos deu a capacidade de nos comunicarmos, não esperaríamos que Ele se comunicasse conosco e nos permitisse saber por que estamos aqui?

Com vimos, a ciência não é capaz de responder a perguntas sobre Deus e o propósito da vida. No entanto, como a Bíblia estava certa sobre a criação a partir do nada, seria ela também confiável no que diz sobre Deus, a vida e seu propósito?

Há dois mil anos, pisou em nosso planeta um homem que alegava ter a resposta para a vida. Embora sua passagem pela Terra tenha sido breve, seu impacto mudou o mundo, e é sentido ainda hoje. Seu nome é Jesus Cristo.

As testemunhas oculares de Jesus Cristo contam que ele demonstrava continuamente poder criativo sobre as leis da natureza. Dizem que ele era sábio, humilde e misericordioso. Ele curou os aleijados, os surdos e os cegos. Cessou turbulentas tempestades e criou alimentos para os famintos instantaneamente, transformou água em vinho em um casamento e até mesmo trouxe vida aos mortos. Essas testemunhas alegam que, após sua brutal execução, ele ressuscitou dos mortos.

Também afirmam que foi Jesus Cristo quem lançou as estrelas no espaço, ajustou o universo e criou o DNA. Poderia ser Ele a quem Einstein inconscientemente se referiu como a “superinteligência” por trás do universo? Poderia ser Jesus Cristo quem Hoyle afirmou que havia “brincado com a Física, a Química e a Biologia?”.

Teria o mistério de quem está por trás do big bang e da inteligência do DNA sido revelado na seguinte passagem do Novo Testamento?

Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis,sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste. [29]

Jesus falou com autoridade sobre o amor de Deus por nós e sobre a razão por que Ele nos criou. Jesus afirmou que Deus tinha um plano para nossas vidas, e esse plano gira em torno da relação com Ele. No entanto, para que essa relação fosse possível, Jesus teve de morrer na cruz pelos nossos pecados. E foi necessário que ele se levantasse dos mortos para que nós também pudéssemos ter vida após a morte. [30]

Se Jesus fosse o Criador, ele certamente teria poder sobre a vida e a morte. E aqueles mais próximos a ele alegam que o viram vivo após Ele morrer e permanecer enterrado por três dias.

Fonte: y-jesus.org

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: CIÊNCIAS E CRISTIANISMO SÃO COMPATÍVEIS?

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS deste sábado trago uma discussão que está muito em evidência, visto que, no ano passado foi lançado um livro de autoria do Pe. Fábio de Melo em conjunto com o filósofo Leandro Karnal, cujo título é: CRER OU NÃO CRER, Uma conversa franca entre um padre católico e um filósofo ateu; e este livro esteve entre os 10 mais vendidos na lista de VEJA. Eu mesmo estou para lançar um livro sobre o assunto cujo título é: CRER OU NÃO CRER, EIS A QUESTÃO! Essas discussões começam a se manifestar com mais frequência, dado que, quanto mais a ciência evolui e descobre coisas mais longe fica de provar que Deus não existe, ou seja mais se aproxima da existência de um “DESENVOLVEDOR”.

Ciência e cristianismo são compatíveis?

O ateu Richard Dawkins da Oxford e o líder geneticista Francis Collins debateram este tema de Deus versus Ciência em um artigo da revista Time.[1] A questão foi se as crenças na Ciência e em Deus eram compatíveis.

Dawkins, autor de Deus, um Delírio, argumenta que a crença em Deus é insignificante perante as novas descobertas científicas. Collins, um cristão que liderou 2400 cientistas no mapeamento do código genético humano, tem uma visão diferente e diz que crer ao mesmo tempo em Deus e na ciência é totalmente sensato.

Apesar de a Bíblia claramente declarar que Deus criou o universo, ele não revela nada sobre como Ele fez isto. Contudo ela indica que Deus é racional e influenciou de maneira profunda e pessoal cientistas como Copérnico, Galileu, Pascal e Faraday.  Suas crenças de que o mundo foi criado por um Deus sensato lhes deu confiança na observação e experimentação científica.

Como cristãos, esses cientistas acreditavam em um Criador onipotente e onisciente que, apesar de não estar limitado pelas leis da natureza, escolheu usá-las no universo. Esses homens e mulheres brilhantes eram fascinados pelo mundo à nossa volta e buscaram descobrir os mistérios por trás do que reconheciam como a criação de Deus.

As testemunhas oculares de Jesus contam que ele demonstrava continuamente poder criativo sobre as leis da natureza. O Novo Testamento nos diz que antes de Jesus tornar-se um homem, ele possuía uma existência eterna como o Pai nos céus. De fato, o autor de Hebreus e os apóstolos João e Paulo escrevem de Jesus como o Criador. Paulo diz aos Colossenses:

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste.” Colossenses 1:15-17 NVI

Quando Paulo disse que “ele [Jesus ] é antes de todas as coisas”, ele fez uma declaração que não possuía embasamento científico na época. De fato, os cientistas achavam que a matéria sempre havia existido em uma forma ou outra.

Os materialistas argumentavam que se a matéria sempre existiu, nunca houve uma criação. E isso levou o ateu Carl Sagan a declarar na TV internacional que “o cosmos é tudo o que jamais existiu ou existirá”.[2]

A visão materialista do mundo de Sagan e a visão cristã do mundo não podem ambas estar certas. A questão é: a ciência esclareceu nossas origens? Então, em quem devemos acreditar? E foi esta a questão enfrentada pelo jovem Jeff Smith de apenas dezessete anos.

Jeff estava confuso. No acampamento ele ouviu que Jesus Cristo oferece perdão pelos pecados e vida eterna. Além disso, ele descobriu que Jesus nos projetou para ter uma vida com significado, propósito e esperança. Pela primeira vez na vida Jeff sentiu como se entendesse o porquê de estar aqui na Terra. Ele queria perdão para seus pecados, queria que sua vida tivesse significado e propósito.

Mas Jeff lutava intelectualmente. Ele queria acreditar que Jesus era real, mas ele amava a ciência. Ele pensava “será que é possível acreditar tanto na criação quanto na ciência?”.

Para Jeff e outros que querem acreditar tanto em Deus quanto na ciência, temos boas notícias. Nas últimas décadas, um crescente número de cientistas líderes falaram publicamente sobre incríveis novas evidências que suporta a visão bíblica da criação. E muitos desses cientistas não possuem fé pessoal em Deus.

Então, qual é esta evidência que fez com que tantos cientistas repentinamente falassem de um Criador? Para responder a essas questões precisamos abordar as descobertas recentes da astronomia e biologia molecular, deixando que as evidências falem por si mesmo. [Para um estudo mais aprofundado, leia os artigos em www.y-Origins.com]

Início único

Ao longo de toda a história da humanidade, o homem observou com admiração as estrelas, perguntando-se o que eram e como chegaram até lá. Apesar de em uma noite clara serem visíveis apenas cerca de 6 mil estrelas, trilhões delas espalham-se por bilhões de galáxias.

Contudo, antes do século 20, muitos cientistas acreditavam que nossa galáxia Via Láctea fosse o universo completo, e que existiam apenas certa de 100 milhões de estrelas. O ponto de vista que prevalecia mesmo na época é que nosso universo material sempre existiu.

Porém, no início do século 20, o astrônomo Edwin Hubble descobriu que o universo de fato teve um início. E um início deixa implícito um “iniciador”, conforme firmemente indicado na Bíblia. Materialistas interessados como Sir Fred Hoyle rejeitaram a ideia de um início único, chamando a explosão sarcasticamente de um “big bang” (grande boom). Contudo, a evidência de um início continuou a se fortalecer. Por fim, em 1992, os experimentos do satélite COBE provaram que o universo de fato teve um início único.[3] Os descrentes foram silenciados com evidências irrefutáveis. Por falta de um nome melhor, este início tornou-se conhecido pelo nome sagrado de “o big bang”. (veja “De volta ao início”)

Muitos cientistas perceberam que esta descoberta era semelhante com o relato do início em Gênesis. Além disso, perceberam que antes da criação nem matéria nem energia poderiam ter existido. Assim sendo, após muitos anos de crenças erradas, a ciência veio a concordar com a Bíblia que tudo veio do nada.

Alguns cientistas viam um grande problema nesta confirmação da Bíblia e buscaram outras explicações. Contudo, nem todos pensam da mesma forma. O agnóstico George Smoot, cientista ganhador do Prêmio Nobel e encarregado do experimento COBE, admite:

“Não existem dúvidas de que há um paralelo entre o big bang como evento e a noção cristã de criação a partir do nada”.[4]

Os experimentos COBE e teoremas de Einstein confirmaram uma criação única do universo, um fato que a Bíblia havia sustentado por mais 3500 anos.

Ajustado para a vida

Já foi difícil para os materialistas aceitarem a evidência de um evento de criação único. Mas descobertas ainda mais surpreendentes sobre o universo surgiriam.

Os cientistas calcularam que para que a vida existisse, cada uma das leis da natureza deveria estar precisamente ajustada. Em outras palavras, a gravidade e outras forças naturais deveriam ter uma medida dentro de parâmetros bem restritos ou o universo não poderia existir. Caso a força da criação fosse mais fraca, a gravidade teria puxado para a matéria de volta para uma “grande trituração”. Caso fosse mais forte, as estrelas e galáxias não teriam sido formadas.

Da mesma maneira, nosso sistema solar e planeta também precisavam estar no local exato para existirem. Por exemplo, todos entendemos que sem uma atmosfera de oxigênio, nenhum de nós poderia respirar. E sem oxigênio, a água não existiria. Sem a água não haveria chuva e colheitas. Outros elementos como hidrogênio, nitrogênio, sódio, carbono, cálcio e fósforo também são essenciais para a vida.

O tamanho e natureza do nosso planeta, do sol e da lua também precisaram ser exatos. E existem y-origins.com que precisavam ser detalhadamente ajustadas ou não estaríamos aqui para pensar sobre isso.[5]

Os cientistas que acreditavam em Deus podem ter esperado tal necessidade de exatidão, mas os que não possuem fé não foram capazes de explicar essas incríveis “coincidências”. O físico teórico Stephen Hawking, um agnóstico, escreve:

“O fato incrível é que os valores desses números parecem ter sido ajustados com muita exatidão para tornar possível o desenvolvimento da vida”.[6]

Os cientistas avaliaram a probabilidade de tal ajuste assombroso ter sido acidental. Os estatísticos sabem que mesmo tiros às cegas podem acertar o alvo. Então, qual é a probabilidade contra a existência de vida por puro acaso? De acordo com a maioria dos cientistas, as chances de nós estarmos aqui por puro acaso é impossível.

Os cosmologistas compararam as probabilidades contra a vida ocorrer por acidente os as de atirar uma flecha da Terra em um pequeno alvo em Plutão e acertar na mosca. Imagine a engenharia necessária para que tal façanha fosse possível. Tal probabilidade seria comparável com ganhar mais de cem loterias comprando apenas um tíquete de cada uma. Impossível — a menos que este resultado fosse arranjado por alguém nos bastidores. E é isso que muitos cientistas vêm concluindo — que alguém nos bastidores projetou e criou o universo.

Essa probabilidade incrível está muito além de qualquer acaso. Essa nova compreensão do universo levou cientistas como George Greenstein a perguntar:

“É possível que repentinamente, sem intenção, tenhamos nos deparado com a prova científica da existência de um ser supremo?”.[7]

Alguns materialistas tentaram explicar o ajuste do universo como sorte. Contudo, outros têm sido mais abertos para o realismo. Sir Fred Hoyle, agnóstico convicto, ficou surpreso com a evidência de um Criador, e declarou:

“Uma interpretação de bom senso dos fatos sugere que um superintelecto brincou com a física, bem como com a química e biologia, e que não existem forças ocultas dignas de nota na natureza”.[8]

Einstein chegou à mesma conclusão. Apesar de não ter sido religioso e não acreditar em um Deus pessoal, Einstein ponderou sobre o gênio por trás do universo, chamando-o de “uma inteligência tão superior que, comparada com ela, todo o pensamento sistemático e atitudes dos seres humanos é uma reflexão infinitamente insignificante”.[9]

Os cientistas continuaram a procurar uma explicação para o que poderia estar por trás da criação do universo. Mas quanto mais fundo cavavam, mais abismados ficavam com a origem inexplicável do nosso universo e seus incríveis ajustes.

DNA: a linguagem da vida

Apesar de a Bíblia nos dizer que Jesus criou toda a vida, não diz nada sobre como Ele o fez. Contudo, alguns dos mistérios da criação estão sendo descobertos.

Por exemplo, na metade do século passado, os cientistas descobriram que uma pequena molécula chamada DNA é o “cérebro” por trás de cada célula do nosso corpo e de todos os outros seres vivos. Quando mais descobriam sobre o DNA, mais abismados ficavam com o esplendor por trás dele.

Apesar de os evolucionistas acreditarem que o DNA desenvolveu-se através da seleção natural, eles não têm ideia de como uma molécula tão intrincada e complexa pode ter sido iniciada por puro acaso. A intrincada complexidade do DNA fez com que seu co-descobridor, Francis Crick, acreditasse que este nunca poderia ter sido originado na terra de forma natural. Crick, um evolucionista que acreditava que a vida era tão complexa que deve ter vindo do espaço sideral, escreveu:

“Um homem honesto armado de todo o conhecimento disponível a nós até agora, só poderia dizer que de certa maneira a origem da vida parece, no momento, ser quase um milagre, de tantas serem as condições necessárias para sua existência”.[10]

O código por trás do DNA revela tal inteligência que atordoa a imaginação. Uma mera ponta de alfinete de DNA contém informação equivalente a uma pilha de livros suficiente para circundar a Terra 5 mil vezes. E o DNA opera como uma linguagem com seu próprio código de software extremamente complexo. O fundador da Microsoft Bill Gates diz que o software do DNA é “muito mais complexo do que qualquer software já desenvolvido”.[11]

Os materialistas acreditam que toda essa complexidade originou-se através da seleção natural. Contudo, conforme declarado por Crick, a seleção natural não poderia ter produzido a primeira molécula. Visto que nenhum processo científico, incluindo a seleção natural, pode explicar a origem do DNA, muitos cientistas acreditam que este deve ter sido projetado.

É compreensível para os cristãos ver o DNA como evidência de um Criador. Mas para um ateu renomado mudar de opinião após 50 anos de discursos e debates contra Deus seria um evento de implicações sísmicas, especialmente para os materialistas.

Ainda assim, foi exatamente isso que aconteceu com professor de filosofia Antony Flew. Após proclamar o ateísmo em salas de aula da universidade, livros e discursos por cinquenta anos, o ateísmo de Flew encerrou-se abruptamente quando ele descobriu a inteligência por trás do DNA. Flew explica por que ele não é mais um ateu:

“Penso que o DNA veio para mostrar que uma inteligência deve estar envolvida na união extraordinária desses elementos distintos. A enorme complexidade pela qual os resultados foram obtidos me parece o trabalho de uma inteligência superior… Agora parece-me que as descobertas de mais de cinquenta anos de pesquisa de DNA forneceram material suficiente para a criação de um novo e incrivelmente poderoso argumento”.[12]

Apesar de Flew não ser um cristão, ele admite agora que o “software” por trás do DNA é complexo demais para originar-se sem um “desenvolvedor”. E Flew não está sozinho. As descobertas da incrível inteligência por trás no DNA convenceram muitos antes agnósticos e ateus de que a vida no nosso universo não é um acidente.

Impressões digitais de um desenvolvedor

Em resumo, três descobertas científicas recentes convenceram muitos cientistas de que um Desenvolvedor inteligente havia planejado e criado nosso universo:

  • O início do universo e suas leis
  • O ajuste incrível das leis da natureza que tornam a vida possível
  • A complexidade intrincada do DNA

E o que os cientistas líderes estão dizendo sobre essas notáveis descobertas? Stephen Hawking, reconhecido como um dos maiores físicos teóricos do mundo, pergunta:

O que é isso que cospe fogo nas equações e cria um universo para elas descreverem? A abordagem normal da ciência de construir um modelo matemático não pode responder questões como o porquê de existir um universo para ser descrito por tal modelo.[13]

Em reflexão mais profunda, Hawking declara: “Deve haver alguma conotação religiosa. Mas penso que a maioria dos cientistas prefere ignorar esse lado religioso”.[14] E mesmo que muitos cientistas de fato ignorem as implicações religiosas dessas novas descobertas, um número crescente agora admite que as impressões digitais de um Desenvolvedor estão aparecendo.  (Veja o que os maiores cientistas têm dito: http://www.y-origins.com)

O fato de que muitos cientistas têm falado abertamente de Deus não significa que todos os materialistas como Flew estão descartando suas opiniões ateias. De fato, muitos como Richard Dawkins têm se tornado ainda mais agressivos contra a fé em Deus. Ainda assim, ao observar objetivamente a evidência com relação à origem do universo e a complexidade intrincada do DNA, mesmo muitos cientistas não cristãos admitem que a evidência de “impressões digitais” de um Desenvolvedor está em foco.

O Dr. Robert Jastrow é um desses cientistas. Jastrow é um físico teórico que juntou-se à NASA quando esta foi formada em 1958. Ele ajudou a estabelecer as metas científicas para a exploração da lua durante as aterrissagens lunares do Apolo. Ele abriu e dirigiu o Instituto Goddard de Estudos Espaciais da NADA, que conduziria as pesquisas de astronomia e ciência planetária. Jastrow, um agnóstico, escreveu esses pensamentos que refletem a visão de muitos cientistas:

“Para o cientista que sempre viveu pela fé no poder da razão, o fim dessa história parece um pesadelo. Ele escalou as montanhas da ignorância. ele está prestes a conquistar o pico mais alto. quando ele ergue-se sobre a última rocha, é saudado por um bando de teólogos que estavam sentados lá por séculos”. [15]

Como agnóstico, Jastrow não possui nenhum objetivo cristão nessas conclusões. Ele simplesmente declara que a visão bíblica da criação única do universo finalmente foi confirmada pela ciência. E esse “início” não foi uma explosão casual, mas sim um evento desenvolvido com precisão que tornou a vida humana possível. Esta conclusão combina perfeitamente com a declaração bíblica de que “no início Deus criou os céus e a terra”.

Se a Bíblia estiver certa, e Deus de fato existe, como podemos saber como Ele é? Ele comunicou-se conosco pessoalmente? As testemunhas de Jesus Cristo nos dizem que ele dizia representar o Deus verdadeiro. E apesar de muitos outros declararem falar por Deus, os seguidores de Jesus nos dizem que ele comprovou suas declarações.

Mas Jesus nos deu provas de que ele falava por Deus? Ele supostamente realizou coisas milagrosas que requerem poder de criação. Contudo, o milagre mais dramático de todos foi sua ressurreição dos mortos. Ninguém na nossa história jamais morreu, ficou enterrado por três dias e retornou à vida. E for verdade, Jesus Cristo provou com ampla evidência que suas palavras de fato eram as palavras de Deus.

Fonte: y-jesus.org

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ESTUDOS TEOLÓGOCOS: OS APÓSTOLOS ACREDITAVAM QUE JESUS ERA DEUS?

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS deste domingo vamos discutir sobre um questionamento que poucas pessoas se submetem a pensar sobre o assunto: Os apóstolos acreditavam que Jesus era Deus?

Aqui você vai poder esclarecer e amadurecer o assunto na sua mente!

Os apóstolos acreditavam que Jesus era Deus?

Jesus de Nazaré passou seus primeiros trinta anos em relativa obscuridade, trabalhando como um carpinteiro desconhecido em uma pequena vila da Judeia. Mas nos três anos seguintes, ele proferiu palavras que surpreenderam todos os que as ouviram, palavras que de fato mudaram o mundo. Ele também realizou feitos que nenhum outro realizou, acalmando tempestades, curando doenças, restaurando a visão e até mesmo ressuscitando os mortos.
Mas a maior diferença entre Jesus Cristo e todos os outros líderes religiosos é que, segundo os cristãos, ele afirmou ser Deus (veja “Jesus afirmou ser Deus?”). Se esta afirmação for falsa, a mensagem do evangelho perde toda a credibilidade. A mensagem de que Deus nos amou de tal maneira que fez-se homem para morrer por nossos pecados, oferecendo-nos vida eterna com Ele. Por isso, se Jesus não for Deus, fomos enganados.
Algumas religiões ensinam que Jesus foi um ser criado. E livros como O Código Da Vinci tornaram-se um sucesso ao dizer que nem Jesus nem seus apóstolos declararam que ele era Deus (veja “O sorriso de Mona Lisa”).
Esses ataques à divindade de Cristo levantam a questão do que teria acontecido quase dois mil anos atrás para que o cristianismo afirmasse que seu fundador, Jesus Cristo, de fato é Deus. Em “Jesus afirmou ser Deus” vemos que as evidências do Novo Testamento indicam fortemente para o fato de que Jesus realmente afirmou ser Deus. Porém, será que as testemunhas que ouviram as palavras de Jesus e viram seus feitos milagrosos estavam convencidas de que ele era igual em todos os sentidos ao Pai? Ou será que pensavam que Jesus era meramente um ser superior criado ou um grande profeta como Moisés?
Para separar a verdade da ficção, é necessário retornar às palavras dos apóstolos que estavam com Jesus quando ele andou pela terra e que escreveram testemunhos do que viram e ouviram.

As testemunhas

Jesus escolheu homens comuns como seus seguidores. Ele passou três anos com eles, ensinando-os sobre si mesmo e explicando a eles as profundas verdades da Palavra de Deus. Durante esses três anos, Jesus realizou inúmeros milagres, fez afirmações audaciosas e viveu uma vida totalmente justa. Posteriormente, esses apóstolos escreveram muitas das palavras e feitos de Jesus. Esses relatos do Novo Testamento foram considerados extremamente confiáveis, com uma autenticidade muito além de todos os outros documentos históricos antigos (veja Jesus.doc).
Os estudiosos notaram que o Novo Testamento revela uma objetividade que faz com os relatos dos apóstolos sobre Jesus sejam totalmente críveis. Eles verdadeiramente relataram o que viram e ouviram. O historiador Will Durant comenta:

“Esses homens não eram do tipo que alguém teria escolhido para moldar o mundo. Os Evangelhos diferenciavam seus caracteres de forma realista, e expunha abertamente suas falhas”.[1]

Quando eles encontraram Jesus pela primeira vez, os apóstolos não tinham ideia de quem ele era. Contudo, ao ouvir suas profundas palavras e vê-lo restaurar a visão de um cego e ressuscitar os mortos, eles podem ter-se lembrado das profecias que indicavam que o Messias seria o próprio Deus. (Isaías 9:6; Miqueias 5:2). Quando eles o viram morrer na cruz, Jesus parecia vencido e incapaz. Qualquer pensamento deles de que Jesus fosse Deus sem dúvida desapareceu naquela cruz.
Contudo, três dias depois deste evento traumático, aquele que parecia incapaz preso à cruz milagrosamente apareceu vivo para seus seguidores. E ele ressuscitou em carne e osso. Eles o viram, tocaram, comeram com ele e ouviram-no falar de sua posição gloriosa como autoridade suprema do universo. Simão Pedro, o discípulo mais próximo de Jesus e uma das testemunhas, escreveu:

“Nós fomos testemunhas oculares da sua majestade”. Ele recebeu honra e glória da parte de Deus Pai, quando da suprema glória lhe foi dirigida a voz que disse: “Este é o meu filho amado, em quem me agrado”. (2 Pedro 1: 16, 17 NVI)

Mas o fato de os apóstolos terem visto a glória e ouvido a voz de Deus através de Jesus significa que eles o consideravam o próprio Deus? O estudioso do Novo Testamento A. H. McNeile tem a resposta:

“…assim que a vida de Jesus terminou em aparente fracasso e vergonha, a grande massa de cristãos—não pessoas aqui e ali, mas a massa da igreja—passou a acreditar piamente que Ele era Deus”. [2]

Assim, os apóstolos que escreveram os relatos do Novo Testamento realmente acreditavam que Jesus era Deus ou o consideravam um ser criado? Se o consideravam como Deus, pensavam que ele era o Criador do universo ou algo inferior? Os que negam a divindade de Jesus dizem que os apóstolos ensinavam que Jesus é a criação suprema de Deus e que somente o Pai é o Deus eterno. Assim, a fim de esclarecer as crenças deles sobre Jesus, examinaremos suas palavras e responderemos a três questões:

  1. Os apóstolos e os cristãos antigos idolatravam e rezavam para Jesus como Senhor?
  2. Os apóstolos ensinaram que Jesus é o Criador descrito no Gênesis?
  3. Os apóstolos idolatraram Jesus como supremo?

Senhor

Após a ascensão de Jesus, os apóstolos surpreenderam tanto os judeus quanto os romanos proclamando que ele era o “Senhor”.[3] E os apóstolos fizeram o inimaginável e idolatraram Jesus, até mesmo rezando pra ele como se fosse Deus. Estevão rezou “Senhor Jesus, recebe o meu espírito” enquanto era apedrejado até a morte. (Atos 7:59).
Outros crentes logo juntaram-se a Estevão, que mesmo diante da morte “todos os dias… não deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo”. (Atos 5:42) Os apóstolos, que foram em sua maioria martirizados, passaram seu conhecimento de Jesus para os pais da igreja, que levaram a mensagem para a próxima geração.
Inácio, um discípulo do apóstolo João, escreveu sobre a segunda vinda de Jesus: “Busque por ele que está acima do tempo e que não possui tempo, aquele que é invisível”. Em uma carta a Policarpo ele declara que “Jesus é Deus” e “Deus encarnado” e para os efésios ele escreve que “… o próprio Deus apareceu na forma de homem para a renovação da vida eterna”. (Epístola de Inácio aos Efésios 4:13)
Clemente Romano também ensinou sobre a divindade de Jesus em 96 d. c., dizendo “devemos pensar em Jesus Cristo como Deus”. (2ª Epístola de Clemente aos Coríntios 1:1)
Policarpo, outro pupilo de João, foi julgado diante do procônsul romano por idolatrar Jesus como o Senhor. Enquanto a multidão enfurecida gritava por sangue, o juiz romano ordenou que ele proclamasse César como Senhor. Mas Policarpo foi para a foi para a fogueira em vez de renunciar a Jesus como Senhor, respondendo:

“Por oitenta e seis anos servi a Cristo e ele nunca me fez nenhum mal. Como posso blasfemar contra o Rei que me salvou?”[4]

Com o crescimento da igreja antiga, os gnósticos e outros cultos começaram a ensinar que Jesus era um ser criado, inferior ao Pai. Isto culminou no quarto século, quando Ário, um pregador popular na Líbia, convenceu muitos líderes de que Jesus não era completamente Deus. Então em 325 d. c., no Concílio de Niceia, os líderes da igreja reuniram-se para resolver o problema de se Jesus era o Criador ou somente uma criação.[5] Esses líderes da igreja afirmaram com maioria esmagadora a tradicional convicção cristã e do Novo Testamento de que Jesus é completamente Deus.[6]

Criador

Em Gênesis, o Deus da Bíblia é descrito como Criador de todas as coisas, desde o menor átomo até a magnitude do espaço com suas bilhões de galáxias. Por isso, seria uma heresia para um judeu pensar em um anjo ou outro ser criado como o Criador. Isaías confirma que Deus (Jeová) é o Criador:

“Assim diz o Senhor, o Santo de Israel, o seu Criador: … Fui eu que fiz a terra e nela criei a humanidade. Minhas próprias mãos estenderam os céus. Eu dispus o seu exército de estrelas. … Diz o Senhor dos Exércitos”. (Isaías 45:11a, 12, 13b)

Então, os apóstolos viam Jesus como parte da criação ou como o próprio Criador?

O testemunho de João

Quando os discípulos de Jesus olhavam para as estrelas em noites escuras, eles provavelmente não sonhavam que o Criador dessas estrelas poderia estar ali em sua presença. Porém, após sua ressurreição, eles viram Jesus com outros olhos. E depois que ele deixou a terra, Jesus começou a revelar a eles os mistérios sobre sua identidade.
Relembrando as palavras do Senhor, João começou seu evangelho revelando quem era Jesus:

“No princípio era o Verbo (logos). E o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. … Todas as coisas foram feitas por ele. E sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e esta era a luz dos homens.” (João 1:1, 3-4)

Apesar de os cientistas acreditarem hoje em dia que o universo teve um início a partir do nada, eles não podem dizer quem estava lá para iniciar tudo. João revela que antes da criação “no princípio era o Verbo” e que ele estava “com Deus”.
Então quem ou o quê é esse Verbo pré-existente? As palavras seguintes de João esclarecem de quem ele fala: “o Verbo era Deus.”[7]
Como judeu, João acreditava em um Deus único. Mas João fala de duas entidades aqui, Deus e o Verbo. As Testemunhas de Jeová, que ensinam que Jesus foi criado, interpretam erroneamente esta passagem significando que o “Verbo é um deus” em vez de “o Deus”. Mas o estudioso do Novo Testamento F. F. Bruce escreve que “interpretar a frase como ‘um deus’ é um erro de tradução medonho, pois a omissão do artigo indefinido é comum em substantivos em construções predicativas”.[8]
Portanto, João, comandado pelo Espírito Santo, nos diz:
1. O “Verbo” existia antes da criação
2. O “Verbo” é o Criador, aquele que criou todas as coisas
3. O “Verbo” é Deus
Até o momento, João nos disse que o Verbo é eterno, criou todas as coisas e é Deus. Mas ele não nos conta se o Verbo é uma força ou uma pessoa até o verso 14.

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:14).

João refere-se claramente a Jesus. Ele ainda confirma isto em sua epístola:

“O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam. Isto proclamamos a respeito da Palavra da vida” (1 João 1:1).

João nos diz que “sem ele nada do que foi feito se fez”. Se nada existia sem ele, entende-se que Jesus não poderia ter sido um ser criado. E segundo João, o Verbo (a Palavra, Jesus) é Deus.

O testemunho de Paulo

Ao contrário de João, o apóstolo Paulo (anteriormente Saulo) era um ferrenho opositor e perseguidor dos cristãos até que Jesus se revelou para ele em visões. Anos mais tarde, Paulo revela aos colossenses o que descobriu sobre a identidade de Jesus:

“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação. Pois nele foram criadas todas as coisas …; todas as coisas foram criadas por ele e para ele. Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste” (Colossenses 1:15-17 NVI).

Paulo revela coisas importantes nessa passagem:
1. Jesus é a imagem exata de Deus
2. Jesus é o “primogênito” da criação
3. Jesus criou todas as coisas
4. Jesus é a razão da criação
5. Jesus existia antes de todas as cosias
6. A criação subsiste em Jesus
O que significa “imagem exata de Deus”? Bruce comenta: “Chamar Cristo de imagem de Deus quer dizer que Nele o ser e natureza de Deus foram manifestados de forma perfeita — que Nele o invisível tornou-se visível”.[9] O fato de Deus ser visível em Cristo corresponde às próprias palavras de Jesus para Filipe: “Quem me vê, vê o Pai” (João 14:9).
No verso 15, a palavra grega para primogênito (prototokos) significa “supremo” em vem do sentido cronológico de “nascido após”.[10] Segundo Bruce, Paulo refere-se à “pré-existência de Cristo e sua atividade cósmica na criação e denota não somente a prioridade de Jesus, mas também sua primazia”.[11] Isto fica claro no verso 16 que nos diz que todas as coisas do universo foram criadas através de Jesus Cristo e também para ele.
No verso 17, vemos que o Cristo eterno sustenta a criação. Segundo Paulo, cada átomo, cadeia de DNA e todos os bilhões de galáxias subsistem no poder de Jesus Cristo. Portanto, Jesus é aquele de quem todas as coisas foram originadas, por quem foram criadas e o que as mantém.

O testemunho dos hebreus

O livro aos Hebreus do Novo Testamento [12] também descreve Jesus como o Criador de todas as coisas. Sua passagem introdutória corresponde às palavras de Paulo aos colossenses:

“Há muito tempo Deus falou muitas vezes e de várias maneiras aos nossos antepassados por meio dos profetas, mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo. O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa.” (Hebreus 1:1-3a)

Assim como descrevem João e Paulo, o autor de Hebreus nos diz que antes de Jesus tornar-se um homem, Deus criou todas as coisas através dele. E Hebreus também descreve Jesus Cristo como aquele que as sustenta.
O verso 3 fala de Jesus como “a expressão exata de seu ser”.[13] As palavras em grego aqui significam “o Filho é a o esplendor, irradiação da glória de Deus”.[14] Esta declaração de que Jesus é a “expressão exata” do Deus infinito confirma que os apóstolos acreditavam que Jesus é completamente Deus.
O autor de Hebreus começa então a dizer que Jesus não somente é superior aos profetas, mas também está acima dos anjos.
“Tornando-se tão superior aos anjos quanto o nome que herdou é superior ao deles” (Hebreus 1:4).
John Piper explica por que Jesus é amplamente superior aos anjos:
“Nenhum anjo do céu recebeu tantas honras e carinho quanto o Filho recebeu em toda a eternidade de seu Pai. Mesmo grandiosos e maravilhosos como são, os anjos não rivalizam com o Filho. … O Filho de Deus não é um anjo—nem mesmo o maior dos arcanjos. Em vez disso Deus diz: ‘Todos os anjos de Deus o adorem’. (Hebreus 1:6). O Filho de Deus era digno de toda a adoração que as legiões dos céus pudessem dar—sem mencionar a nossa”.[15]
O autor dos Hebreus revela então a divindade de Jesus:

“Mas a respeito do Filho, diz: ‘O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre’. …” (Hebreus 1:8 NVI)

Mais tarde em Hebreus, vemos que Jesus Cristo “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre”, uma declaração clara de sua Divindade eterna (Hebreus 13:8). Um ser criado não é o mesmo hoje o que foi ontem, pois haveria um tempo quando ele não teria existido. Seria difícil interpretar essas passagens de Hebreus para significar qualquer outra coisa que não o fato de que Jesus é o Deus descrito no Velho Testamento, que junto com seu Pai e o Espírito Santo, criou o universo.
Os apóstolos devem ter ficados perplexos ao saber que aqueles que tinham visto sangrar e pairar apregoado em uma cruz romana era o Próprio que criou a árvore do qual a cruz foi feita, bem como os homens que o prenderam ali.

Supremo

Os cristãos antigos foram acusados pelos romanos de roubar a glória de César e pelos judeus de roubar a glória de Deus (Jeová). O cristianismo é criticado por “concentrar-se demais em Jesus”. Mas será que era isso que os apóstolos pensavam? Vamos ver novamente o que Paulo escreveu aos Colossenses sobre Jesus.
“É o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a supremacia. Pois foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a plenitude” (Colossenses 1:19 NVI).
Paulo escreve que agrada a Deus ter Jesus como pessoa suprema do universo. Mas o Velho Testamento claramente ensina que Deus nunca delegará sua supremacia a um ser criado (Deuteronômio 6:4, 5; Salmos 83:18; Provérbios 16:4; Isaías 42:11). Isaías fala claramente da supremacia de Deus (Jeová).
“Voltem-se para mim e sejam salvos, todos vocês, confins da terra; pois eu sou Deus, e não há nenhum outro. Por mim mesmo eu jurei, a minha boca pronunciou com toda integridade uma palavra que não será revogada: Diante de mim todo joelho se dobrará; junto a mim toda língua jurará.” (Isaías 45:22, 23 NVI)
Mas como podem tanto Jesus quanto Jeová serem supremos? Pode haver uma dica no Gênesis, onde a palavra hebraica usada para Deus, o Criador está no plural (Elohim). E, quando Isaías afirma que somente Deus criou todas as coisas, a palavra hebraica usada para Deus (Yahweh) também está no plural. Dr. Norman Geisler conclui: “falando biblicamente, existem evidências mais que suficientes para concluir que a natureza fundamental de Deus é indicada nas Escrituras como uma unidade plural”.[16]
Paulo atribui a Jesus as mesmas palavras de honra que Isaías atribui a Jeová:

“Que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!
Por isso Deus o exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:6-11 NVI)

Esta passagem revela que antes de Jesus tornar-se um homem, ele tinha todos os direitos da Divina Trindade. Paulo também nos diz “para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor”.
Mais de setecentos anos antes de Cristo, Deus fala através de Isaías que somente Ele é Deus, Senhor e Salvador:

“Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum” (Isaías 43:10,11).

Também vemos no Velho Testamento que Jeová criou o universo sozinho. Que “diante dele mim todo joelho se dobrará”. Que Ele é “o Senhor, Rei de Israel”. “O Redentor”. “O Primeiro e o Último”. Daniel o chamou de “Ancião”. Zacarias fala de Deus como “o Rei, o Senhor das Hostes que julgará a terra”.
Mas no Novo Testamento, vemos João chamar Jesus de “Salvador”, “Alfa e Ômega”, “Primeiro e Último”, “Rei dos Reis” e “Senhor dos Senhores”. Paulo diz que “todo joelho se dobrará perante Jesus”. Segundo os apóstolos, somente Jesus julgará nosso destino eterno. Jesus é o Senhor supremo do universo.
Packer argumenta que o cristianismo somente faz sentido se Jesus for completamente Deus:

“Se Jesus tiver sido apenas um homem notável e muito devoto, seria imensa a dificuldade de acreditar no que o Novo Testamento nos conta sobre sua vida e trabalho.”
“Mas se Jesus era a mesma pessoa que o Verbo eterno, o agente do Pai na criação, ‘por meio de quem fez o universo’ (Hebreus 1:2 NVI), é compreensível se novos atos de poder criativo marcassem sua vinda, vida e saída deste mundo. Não é estranho que ele, o Autor da vida, ressuscitasse dos mortos. … A própria encarnação é um mistério incomensurável, mas faz sentido em conjunto com tudo o mais dito no Novo Testamento”[17]

Conclusão

Se Jesus é Jeová, então a mensagem cristã de que o próprio Deus veio para a terra, permitiu que os homens lhe cuspissem, zombassem e prendessem-no em ma cruz como um sacrifício supremo por nosso pecado. A justiça perfeita de Deus somente poderia ser satisfeita pelo próprio Deus como pagamento pelos nossos pecados e iniquidade. Nenhum anjo ou representante criado seria suficiente. Tal ato de condescendência demonstra a imensidão do amor do Pai, bem como a alta estima que tem por cada um de nós (veja “Por que Jesus?”). E isto é exatamente o que os apóstolos ensinaram e pregaram com tanto fervor.
Em suas palavras de despedida aos anciões efésios, Paulo os encorajou a “pastorearem a igreja de Deus, que ele comprou com o seu próprio sangue” (Atos 20:28 NVI). Paulo repete a profecia de Zacarias, onde Deus (Jeová) diz:

“Naquele dia o Senhor protegerá os que vivem em Jerusalém; … olharão para mim, aquele a quem traspassaram, e chorarão por ele como quem chora a perda de um filho único” (Zacarias 12:8a, 10b).

Zacarias revela que quem foi traspassado na cruz não foi outro senão o próprio Deus. Assim, vemos que Jesus Cristo une o Novo e o Velho Testamento como instrumentos separados harmonizam-se em uma bela sinfonia. Pois, a menos que Jesus seja Deus, o cristianismo perde seu tema principal. Mas se Jesus é Deus, todas as outras principais doutrinas cristãs encaixam-se como um quebra-cabeças. Kreeft e Tacelli explicam:[18]
1. “Se Cristo for divino, então a encarnação ou ‘fazer-se carne’ de Deus é o evento mais importante da história. É o ponto principal da história. Ela muda tudo.”
2. “Se Cristo for Deus, então quando ele morreu na cruz, os portões dos céus, fechados pelo pecado, abriram-se pela primeira vez desde o Éden. Nenhum evento na história poderia ser mais importante para todas as pessoas da terra que esse.”
3. “Se Cristo for Deus, então, visto que ele é onipotente e onipresente agora, ele pode transformar você e sua vida como nada ou ninguém poderia.”
4. “Se Cristo for divino, ele tem o direito sobre todas as nossas vidas, incluindo nossas vidas internas e pensamentos.”
Os apóstolos fizeram de Jesus o Senhor de suas vidas, escreveram dele como o Criador e o idolatraram como supremo. Essas primeiras testemunhas estavam absolutamente convencidas de que Deus havia visitado a terra na Pessoa de Jesus Cristo, que retornará como Rei dos reis, Senhor dos senhores e nosso eterno Juiz. Nesta carta para Tito, Paulo descreve a identidade de Jesus e o propósito de Deus para nossas vidas:

“Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas. e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo”. [19] (Tito 2:11-13 NVI).

Fonte: Y-jesus.org

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: JESUS AFIRMOU SER DEUS?

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS desse domingo um questionamento para se investigar e refletir. Jesus realmente afirmou ser Deus? Quem perdoa os pecados de outro é Deus? Mas ele afirmou a sua unidade com Deus e se dizia Filho do Homem. Como é isso?

Esclareça todas essas dúvidas nessa discussão a seguir.

Jesus afirmou ser Deus?

Muitos estão dispostos a aceitar Jesus Cristo como um bom homem ou um grande profeta, mas argumental que Jesus nunca afirmou ser Deus. Os que negam a divindade de Jesus indicam escrituras que suportam sua crença de que Jesus nunca teve a intenção de ser idolatrado como um Deus.
As evidências, contudo, indicam que desde os tempos dos apóstolos Jesus era idolatrado como o Senhor. Após a morte dos apóstolos, vários líderes da igreja do século um e dois escreveram sobre a divindade de Jesus. Por fim, em 325 d. c., a liderança da igreja articulou a crença de que Jesus era totalmente Deus.
Alguns argumentam que a igreja “inventou” a divindade de Jesus ao reescrever os relatos dos evangelhos.  De fato, o livro de ficção mais vendido no mundo, O Código Da Vinci, vendeu mais de 40 milhões de livros ao fazer esta declaração (Veja “Houve mesmo uma Conspiração Da Vinci?”). Apesar de o livro ter tornado seu autor, Dan Brown, rico, seu relato fictício foi refutado pelos estudiosos como historicamente fraco. De fato, o Novo Testamento foi considerado “o mais confiável de todos os documentos da história antiga” (Veja “Os evangelhos são verdadeiros?“).
Neste artigo examinaremos o que Jesus Cristo disse sobre si mesmo. O que Jesus significa com os termos “Filho do homem” e “Filho de Deus”? Se Jesus não fosse Deus, por que seus inimigos o acusaram de “blasfêmia”? Ainda mais importante: se Jesus não fosse Deus, por que ele aceitou idolatria?
Vamos primeiramente ver o que os cristãos acreditavam sobre Jesus Cristo.

De criador a carpinteiro?

No núcleo do cristianismo está a crença de que Deus veio à Terra na Pessoa de seu Filho, Jesus Cristo. A Bíblia ensina que Jesus não é um ser criado como os anjos, mas sim o próprio Criador do universo. Como o teólogo J. I. Packer escreve, “o evangelho nos diz que nosso Criador tornou-se nosso Redentor”.[2]
O Novo Testamento revela que, de acordo com a vontade de seu Pai, Jesus temporariamente deixou de lado seu poder e glória para tornar-se um pequeno bebê indefeso. Conforme crescia, Jesus trabalhou em uma carpintaria, sentiu fome e cansaço, sofreu com a dor e a morte como nós. Aos 30 anos ele começou seu ministério público.

Deus único

A Bíblia descreve Deus como o Criador do universo. Ele é infinito, eterno, onipotente, onisciente, pessoal, honrado, amoroso, justo e sagrado.  Ele nos criou à sua imagem e para sua satisfação. De acordo com a Bíblia, Deus nos criou para termos um relacionamento eterno com Ele.
Quando Deus falou com Moisés na sarça ardente 1500 anos antes de Cristo, Ele reafirmou que ele era o único Deus. Deus disse a Moisés que seu nome era Jeová (EU SOU). (A maioria de nós conhece a tradução como Jeová ou SENHOR.)[6] Desde aquela época, a Escritura fundamental (Shemá) do Judaísmo foi:

“Ouça, ó Israel: o SENHOR, o nosso Deus, é o único SENHOR”. (Deuteronômio 6:4)

Foi neste mundo de crença monoteísta que Jesus entrou, ministrou e começou a fazer declarações que surpreendiam todos os que ouviam. E de acordo com Ray Stedman, Jesus é o tema central das Escrituras Hebraicas.

“Aqui, na forma de um ser humano vivo, está aquele que satisfaz e cumpre todos os símbolos e profecias desde o Gênesis até Malaquias. Ao percorrermos desde o Velho Testamento até o Novo, descobrimos que essa pessoa única, Jesus de Nazaré, é o ponto focal de ambos os Testamentos”.[7]

Mas de Jesus é o cumprimento do Velho Testamento, suas declarações devem confirmar que “Deus é o único Senhor”, a começar pelo que considerava a si mesmo. Vejamos.

O nome sagrado de Deus

Quando Jesus iniciou seu ministério, seus milagres e ensinamentos radicais rapidamente atraíram grandes multidões, criando um frenesi. Ao passo que sua popularidade aumentava com as massas, os líderes Judeus, (Fariseus, Saduceus e Escribas) começaram a ver Jesus como uma ameaça. Eles começaram a procurar uma maneira de prendê-lo.
Um dia Jesus estava debatendo com alguns Fariseus no Templo, quando repentinamente disse que era “a luz do mundo”. É quase bizarro imaginar a cena na qual um carpinteiro viajante das terras baixas da Galileia diz a esse PhD em religião que ele é a “luz do mundo”. Acreditando que Jeová é a luz do mundo, ele respondeu indignado:
“Você está testemunhando a respeito de si próprio. O seu testemunho não é válido!” (João 8:13 NVI).
Jesus disse então que dois mil anos antes Abraão já o havia previsto. Sua resposta foi incrédula:
Disseram-lhe os judeus: “Você ainda não tem cinquenta anos e viu Abraão?” (João 8:57 NVI)
Então Jesus chocou-o ainda mais:

Respondeu Jesus: “Eu lhes afirmo que antes de Abraão nascer, EU SOU!”. (João 8:58 NVI)

Vindo do nada, este carpinteiro rebelde sem nenhuma graduação em religião declarou ter existência eterna. Além disso, ele havia usado o título EU SOU (ego eimi),[8] o próprio Nome de Deus para descrever-se! Esses especialistas religiosos viviam e respiravam as Escrituras do Novo Testamento que declaram que somente Jeová é Deus. Eles conheciam a Escritura dita por Isaías:

“Vocês são minhas testemunhas”, declara o Senhor, “e meu servo, a quem escolhi, para que vocês saibam e creiam em mim e entendam que eu sou Deus. Antes de mim nenhum deus se formou, nem haverá algum depois de mim. Eu, eu mesmo, sou o Senhor, e além de mim não há salvador algum”. Isaías 43:10, 11 NVI)

Visto que a pena por blasfêmia era morte por apedrejamento, os líderes judeus ferozmente pegaram pedras para matar Jesus. Eles pensaram que Jesus estava chamando a si mesmo de “Deus”. Neste momento Jesus poderia ter dito “Espere! Vocês entenderam mal—Eu não sou Jeová”. Mas Jesus não mudou sua afirmação, mesmo sob risco de morte.
Lewis explica a ira dos líderes:

“Ele diz… ‘Eu fui gerado pelo Deus Único, antes de Abraão ser, Eu sou’ e lembre-se do que as palavras ‘Eu sou’ significavam em hebraico. Elas significavam o nome de Deus, que não deve ser falado por nenhum ser humano, o nome cuja pronúncia significada morte”.[9]

Alguns argumentam que este foi um momento isolado. Mas Jesus também usou “EU SOU” para descrever-se em diversas outras ocasiões. Vejamos algumas dessas, tentando imaginar nossas reações ao ouvir as declarações radicais de Jesus:

  • “Eu sou a luz do mundo” (João 8:12)
  • “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6)
  • “Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (João 14:6)
  • “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11:25)
  • “Eu sou o bom pastor” (João 10:11)
  • “Eu sou a porta” (João 10:9)
  • “Eu sou o pão vivo que desceu do céu” (João 6:51)
  • “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor” (João 15:1)
  • “Eu sou o Alfa e o Ômega” Apocalipse 1:7,8)

Como Lewis observa, se essas declarações não fossem do próprio Deus, Jesus teria sido considerado um tolo. Mas o que fez com que Jesus fosse crível para os que o ouviam eram os milagres que ele realizava e seus sábios ensinamentos proferidos com autoridade.

Filho do homem

Alguns dizem que Jesus não teve intenção de usar o nome EU SOU para significar que era Deus. Eles dizem que Jesus faz referência a si mesmo como o “Filho do homem”, provando que ele não afirmou ser divino. Qual o contexto do título “Filho do homem” e o que isso significa?
Packer escreve que o nome “Filho do homem” refere-se ao papel de Jesus como Rei e Salvador, cumprindo a profecia messiânica de Isaías 53.[10] Isaías 53 é a passagem profética mais abrangente da vinda do Messias e claramente retrata-o como Salvador sofredor. Isaías também referiu-se ao Messias como “Deus Poderoso” “Pai Eterno” e “Príncipe da Paz” Isaías 9:6).
Além disso, muitos estudiosos dizem que Jesus referia-se a si mesmo como o cumprimento da profecia de Daniel sobre o “filho do homem”. Daniel profetizou que o “filho do homem” teria autoridade sobre a humanidade e seria idolatrado:

“Na minha visão à noite, vi alguém semelhante a um filho de um homem, vindo com as nuvens dos céus. Ele se aproximou do ancião e foi conduzido à sua presença. A ele foram dados autoridade, glória e reino; todos os povos, nações e homens de todas as línguas o adoraram”. (Daniel 7:13, 14)

Quem é este “filho do homem” e por que ele está sendo idolatrado se somente Deus deve ser? Jesus disse aos seus discípulos que quando retornasse para a terra, “Então se verá o Filho do homem vindo numa nuvem com poder e grande glória”.(Lucas 21:27). Jesus está dizendo aqui que cumpriu a profecia de Daniel?

Filho de Deus

Jesus também afirmou ser “Filho de Deus”. Isso não significa que Jesus é o filho biológico de Deus. Nem o termo “filho” implica em inferioridade mais do que um filho humano é em sua essência inferior a seu pai. Um filho compartilha o DNA de seu pai e apesar de serem diferentes, ambos são homens. Os estudiosos dizem que o termo “Filho de Deus” nos idiomas originais quer dizer semelhança ou “da mesma ordem”. Foi isso que Jesus quis dizer quando disse possuir a essência divina ou, em termos do século 21, o “DNA de Deus”. O professor Peter Kreeft explica:
“O que Jesus quis dizer quando se chamou de ‘Filho de Deus’? O filho de um homem é um homem. (Tanto ‘filho’ quanto ‘homem’ no idioma tradicional, significando homens e mulheres igualmente.) O filho de um macaco é um macaco. O filho de um cão é um cão. O filho de um tubarão é um tubarão. E o filho de Deus é Deus. ‘Filho de Deus’ é um título divino”.[11]
Em João 17, Jesus fala sobre a glória que ele e seu Pai compartilharam antes do início do mundo. Mas ao chamar-se de “Filho de Deus” Jesus está declarando que é igual a Deus? Packer responde:

Quando, portanto, a Bíblia proclama Jesus como o Filho de Deus, esta declaração significa uma cofirmação de sua distinta divindade pessoal”.[12]

Assim sendo, os nomes que Jesus usou para descrever-se indicam o fato de que ele declarou que é igual a Deus. Mas será que Jesus falou e agiu com a autoridade de Deus?

Perdão dos pecados

Na religião judaica, o perdão dos pecados é reservado somente a Deus. Perdão não é algo pessoal. Uma pessoa não pode perdoar pela pessoa ofendida, principalmente se esta pessoa ofendida for Deus. Mas em diversas ocasiões Jesus agiu como se fosse Deus ao perdoar pecados. Os raivosos líderes religiosos finalmente explodiram quando Jesus perdoou os pecados de um homem com paralisia diante deles.
“Por que esse homem fala assim? Está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser somente Deus?” (Marcos 2:7)!
Lewis imagina as reações estarrecidas dos que ouviram Jesus:

‘E aí que vem o verdadeiro choque’, diz Lewis: ‘Entre esses judeus, de repente surge um homem que começa a falar como se Ele fosse Deus. Ele diz perdoar os pecados. Ele diz que Ele sempre existiu. Ele diz que Ele está vindo para julgar o mundo no final dos tempos. Vamos esclarecer isso. Entre panteístas, como os indianos, qualquer pessoa poderia dizer que é parte de Deus, ou um com Deus. … Porém este homem, por ser judeu, não poderia dizer que era esse tipo de Deus. Deus, em seu idioma, significava Estar fora do mundo, aquele que criou o mundo e era infinitamente diferente de qualquer outra coisa. Ao entender isso, você verá que o que esse homem disse, de forma muito simples, foi a coisa mais chocante jamais dita por um homem.’[13]

Afirmação de unidade com Deus

Os que ouviram Jesus, observaram sua perfeição moral e viram-no realizar milagres imaginaram se ele era o Messias prometido há tempos. Por fim, seus oponentes o cercaram no Templo e perguntaram:
“Até quando nos deixará em suspense? Se é você o Cristo, diga-nos abertamente”.
Jesus respondeu: “Eu já lhes disse, mas vocês não creem. As obras que eu realizo em nome de meu Pai falam por mim”. Ele comparou seus seguidores a ovelhas, dizendo: “Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão”. Então ele revelou a eles que “Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai”. A humildade de Jesus deve ter sido desconcertante. Mas então Jesus soltou uma bomba, dizendo: (João 10:25-30)
“Eu e o Pai somos um.”
Se Jesus tivesse significado que ele somente concordava com Deus, não haveria uma forte reação. Mas os judeus tomaram pedras para matá-lo. Mas Jesus lhes disse: “Eu lhes mostrei muitas boas obras da parte do Pai. Por qual delas vocês querem me apedrejar?”
Responderam os judeus: “Não vamos apedrejá-lo por nenhuma boa obra, mas pela blasfêmia, porque você é um simples homem e se apresenta como Deus”. (João 10:33)
Quando Jesus estava preparando seus discípulos para sua morte iminente na cruz e partida, Tomé queria saber onde ele iria e o caminho até lá. Jesus respondeu a Tomás:

“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim. Se vocês realmente me conhecessem, conheceriam também o meu Pai. Já agora vocês o conhecem e o têm visto”. (João 14:5-9)

Eles ficaram confusos Filipe então falou, pedindo a Jesus para “mostrar o Pai”. Jesus respondeu a Filipe com essas palavras chocantes:

“Você não me conhece, Filipe, mesmo depois de eu ter estado com vocês durante tanto tempo? Quem me vê, vê o Pai”.

De fato, Jesus estava dizendo “Filipe, se quiser ver o Pai, olhe para mim!”
Em João 17, Jesus revela que sua unidade com o Pai existia no passado eterno “antes do início do mundo”. Segundo Jesus, nunca houve um tempo que ele não compartilhasse a glória e essência de Deus.

Autoridade de Deus

Os judeus sempre consideraram Deu a autoridade suprema. Autoridade era um termo muito bem compreendido na Israel ocupada. Nesse tempo, os editos de César poderiam enviar legiões para guerra, condenar ou exonerar criminosos e estabelecer leis e normas do governo. De fato, a autoridade de César era tal que ele mesmo se afirmava uma divindade.
Antes de deixar a terra, Jesus explicou o escopo de sua autoridade:

“Então, Jesus aproximou-se deles e disse: ‘Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra’” (Mateus 28:18, NVI).

Nessas palavras surpreendentes, Jesus afirma ser a autoridade suprema, não somente na terra, mas também no céu. John Piper observa:

“É por isso que os amigos e inimigos de Jesus ficavam espantados constantemente com suas palavras e ações. Ao andar pelas estradas, aparentando ser uma pessoa qualquer, ele virava e dizia coisas como “Antes de Abraão nascer, Eu Sou” ou “Quem me vê, vê o Pai”. Ou, com muita calma, depois de ser acusado de blasfêmia, ele dizia: ‘O Filho do homem tem na terra autoridade para perdoar pecados’. Para os mortos ele simplesmente dizia ‘Apareçam’ ou ‘Ergam-se’. E eles obedeciam. Para as tempestades ele dizia ‘Acalmem-se’. E para um pedaço de pão ele dizia ‘Transforme-se em mil refeições’. E tudo acontecia imediatamente”.[14]

Alguns podem argumentar que visto que a autoridade vem de seu Pai, não significa que Jesus seja Deus. Mas Deus nunca concede Sua autoridade a um ser criado para que este seja idolatrado. Isto seria violar Seu Comando.

Aceitação de idolatria

Nada é mais fundamental nas Escrituras hebraicas do que o fato de que somente Deus deve ser idolatrado. De fato, o primeiro dos Dez Mandamentos é:
“Não terás outros deuses além de mim” (Êxodo 20:3 NVI).
Portanto, o pecado mais terrível que um judeu poderia cometer é idolatrar outra criatura como Deus ou receber idolatria. Então se Jesus não for Deus, seria blasfêmia receber idolatria.
Após a ressurreição de Jesus, os discípulos disseram a Tomé que haviam visto o Senhor vivo (João 20:24-29). Tomé zombou deles, dizendo que acreditaria somente se pudesse colocar seus dedos nos ferimentos das mãos e lateral de Jesus. Oito dias depois, os discípulos estavam reunidos em uma sala trancada quando Jesus repentinamente apareceu perante eles. Jesus olhou para Tomé e disse a ele “coloque seu dedo aqui e veja minhas mãos. Coloque sua mão no ferimento da minha lateral”.
Tomé não precisou de outras provas. Ele acreditou instantaneamente, exclamando para Jesus:
“Meu Senhor e Deus!”
Tomé idolatrou Jesus como Deus! Se Jesus não é Deus, ele certamente teria repreendido Tomé nesse momento. Porém, em vez de repreender Tomé por idolatrá-lo como Deus, Jesus o felicitou, dizendo:

“Você acredita porque me viu. Abençoados aqueles que não me viram e ainda assim acreditam”.

Jesus aceitou idolatria em nove ocasiões registradas. No contexto da crença judaica, a aceitação de Jesus de idolatria diz muito sobre sua afirmação de divindade. Mas não foi até depois de Jesus ter ascendido aos céus que seus discípulos compreenderam totalmente. Antes de Jesus deixar a terra, ele disse a seus apóstolos: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Mateus 28:19), colocando ele e o Espírito Santo no mesmo nível do Pai.[15]

Alfa e ômega

Enquanto João, o apóstolo estava em exílio na Ilha de Patmos, Jesus revelou a ele em uma visão os eventos que ocorreriam nos últimos dias. Na visão, João descreve as seguintes cenas incríveis:

“Eis que ele vem com as nuvens. Todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram… Eu sou o Alfa e o Ômega”, diz o Senhor Deus. “O que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso.”

Quem é essa Pessoa a quem chamam de “Alfa e Ômega”, “Senhor Deus” e “Todo-poderoso”? Nos é dito que ele foi “traspassado”. Isso deixa claro que o Alfa e Ômega é Jesus. Foi ele quem foi traspassado na cruz.
João, que era o discípulo mais próximo de Jesus, vê a imagem da Pessoa falando com ele. Ele escreve:

“E entre os candelabros alguém “semelhante a um filho de homem … Sua cabeça e seus cabelos eram brancos como a lã, tão brancos quanto a neve. E seus olhos eram como chama de fogo. … Sua face era como o sol quando brilha em todo o seu fulgor (Apocalipse 1:13, 14 e 16b).

É impossível conceber as emoções de João quando ele viu esta Pessoa brilhando como o sol em todo seu fulgor, com os olhos como chamas de fogo. Ele imediatamente caiu como morte perante o que viu. Se esse fosse Jesus, porque João não o reconheceu? Talvez pensasse que fosse um anjo? Vejamos as palavras de João.

“Quando o vi, caí aos seus pés como morto. Então ele colocou sua mão direita sobre mim e disse: ‘Não tenha medo. Eu sou o primeiro e o último. Sou aquele que vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre!’” (Apocalipse 1:17)

Aquele que falou com João se identificou como “o Primeiro e o Último” em uma referência clara à sua eternidade. E como somente Deus é eterno, este deve ser Deus. Porém na mesma frase ele diz a João que ele é ‘aquele que vive”. Portanto, sabemos que este não poderia ser Deus-pai porque o Pai nunca sofreu a morte como um homem.

“Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. … Disse-me ainda: ‘Está feito… Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim.’” (Apocalipse 20:11; 21:6)

É o Senhor Jesus Cristo que reina do grande trono branco. Jesus já havia dito a seus discípulos que ele seria o juiz final dos homens. Ele prometeu que aqueles que confiarem nele seriam salvos do julgamento do pecado, mas aqueles que o rejeitassem seriam julgados.

Conclusão

Jesus afirmou ser Deus ou foi simplesmente mal compreendido? Vejamos novamente as afirmações de Jesus e perguntar: teria Jesus feito tais afirmações radicais se não fosse Deus?

  • Jesus usou o Nome de Deus para si mesmo
  • Jesus chamou a si mesmo de “Filho do homem”
  • Jesus chamou a si mesmo de “Filho de Deus”
  • Jesus  afirmou perdoar pecados
  • Jesus afirmou ter unidade com Deus
  • Jesus afirmou ter toda a autoridade
  • Jesus aceitou idolatria
  • Jesus chamou a si mesmo de “O Alfa e Ômega”

Alguns podem dizer: “como podemos acreditar nas afirmações de Jesus? Que provas ele deixou?” Três dias após sua crucificação, seus discípulos afirmaram que o viram vivo. Se sua história fosse uma farsa, ela teria perecido quando os romanos os submeteram às torturas mais terríveis conhecidas pelo homem. Mas sua convicção e sinceridade prevaleceram sobre Roma e mudou nosso mundo (Veja “Jesus ressuscitou dos mortos?”). Lewis explica a razão de suas convicções:

“O que está além do tempo e do espaço, o que foi descriado e eterno, isto entrou na natureza, desceu em Seu próprio universo e elevou-se novamente”.[16]

Este estudioso brilhante pensava antes que Jesus era um mito como os deuses criados pelo homem da Grécia e Roma antiga. Mas ao começar a ver as evidências de Jesus Cristo, ele percebeu que os relatos do Novo Testamento de Jesus Cristo baseiam-se em fatos históricos sólidos. Este ex-cético concluiu sua investigação sobre as evidências de Jesus Cristo com esses pensamentos:
“Você precisa se decidir. Ou esse homem era, e é, o Filho de Deus, ou é um louco ao algo ainda pior. … Mas não vamos considerar besteiras arrogantes dizendo que Ele era um grande professor moral. Ele não nos deu essa possibilidade”.[17]
Lewis descobriu que um relacionamento pessoal com Jesus concedeu significado, propósito e alegria à sua vida que superou todos seus sonhos. Ele nunca se arrependeu de sua escolha e tornou-se um grande orador por Jesus Cristo. E você? Já fez sua escolha?
Fonte: Y-Jesus.org

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: COMO ERA A APARÊNCIA DE JESUS?

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS desta terça-feira temos uma questão bastante interessante sobre Jesus que até hoje é dúvida entre os teólogos.

O que os historiadores dizem sobre a real aparência de Jesus

Cícero Moraes/BBC Brasil
Foram séculos e séculos de eurocentrismo – tanto na arte quanto na religião – para que se sedimentasse a imagem mais conhecida de Jesus Cristo: um homem branco, barbudo, de longos cabelos castanhos claros e olhos azuis. Apesar de ser um retrato já conhecido pela maior parte dos cerca de 2 bilhões de cristãos no mundo, trata-se de uma construção que pouco deve ter tido a ver com a realidade.
O Jesus histórico, apontam especialistas, muito provavelmente era moreno, baixinho e mantinha os cabelos aparados, como os outros judeus de sua época.
A dificuldade para se saber como era a aparência de Jesus vem da própria base do cristianismo: a Bíblia, conjunto de livros sagrados cujo Novo Testamento narra a vida de Jesus – e os primeiros desdobramentos de sua doutrina – não faz qualquer menção que indique como era sua aparência.
“Nos evangelhos ele não é descrito fisicamente. Nem se era alto ou baixo, bem-apessoado ou forte. A única coisa que se diz é sua idade aproximada, cerca de 30 anos”, comenta a historiadora neozelandesa Joan E. Taylor, autora do recém-lançado livro What Did Jesus Look Like? e professora do Departamento de Teologia e Estudos Religiosos do King’s College de Londres.
“Essa ausência de dados é muito significativa. Parece indicar que os primeiros seguidores de Jesus não se preocupavam com tal informação. Que para eles era mais importante registrar as ideias e os papos desse cara do que dizer como ele era fisicamente”, afirma o historiador André Leonardo Chevitarese, professor do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autor do livro Jesus Histórico – Uma Brevíssima Introdução.
Em 2001, para um documentário produzido pela BBC, o especialista forense em reconstruções faciais britânico Richard Neave utilizou conhecimentos científicos para chegar a uma imagem que pode ser considerada próxima da realidade. A partir de três crânios do século 1, de antigos habitantes da mesma região onde Jesus teria vivido, ele e sua equipe recriaram, utilizando modelagem 3D, como seria um rosto típico que pode muito bem ter sido o de Jesus.
O que os historiadores dizem sobre a real aparência de Jesus

Image caption Ilustração feita por especialista Richard Neave para documentário da BBC em 2001

Esqueletos de judeus dessa época mostram que a altura média era de 1,60 m e que a grande maioria deles pesava pouco mais de 50 quilos. A cor da pele é uma estimativa.
Taylor chegou a conclusões semelhantes sobre a fisionomia de Jesus. “Os judeus da época eram biologicamente semelhantes aos judeus iraquianos de hoje em dia. Assim, acredito que ele tinha cabelos de castanho-escuros a pretos, olhos castanhos, pele morena. Um homem típico do Oriente Médio”, afirma.
“Certamente ele era moreno, considerando a tez de pessoas daquela região e, principalmente, analisando a fisionomia de homens do deserto, gente que vive sob o sol intenso”, comenta o designer gráfico brasileiro Cícero Moraes, especialista em reconstituição facial forense com trabalhos realizados para universidades estrangeiras. Ele já fez reconstituição facial de 11 santos católicos – e criou uma imagem científica de Jesus Cristo a pedido da reportagem.
“O melhor caminho para imaginar a face de Jesus seria olhar para algum beduíno daquelas terras desérticas, andarilho nômade daquelas terras castigadas pelo sol inclemente”, diz o teólogo Pedro Lima Vasconcellos, professor da Universidade Federal de Alagoas e autor do livro O Código da Vinci e o Cristianismo dos Primeiros Séculos.
Outra questão interessante é a cabeleira. Na Epístola aos Coríntios, Paulo escreve que “é uma desonra para o homem ter cabelo comprido”. O que indica que o próprio Jesus não tivesse tido madeixas longas, como costuma ser retratado.
“Para o mundo romano, a aparência aceitável para um homem eram barbas feitas e cabelos curtos. Um filósofo da antiguidade provavelmente tinha cabelo curto e, talvez, deixasse a barba por fazer”, afirma a historiadora Joan E. Taylor.
O que os historiadores dizem sobre a real aparência de Jesus

Image caption O ator Jim Caviezel interpretou Jesus no filme ‘A Paixão de Cristo’, de 2004, dirigido por Mel Gibson

Icon Productions/Divulgação
Chevitarese diz que as primeiras iconografias conhecidas de Jesus, que datam do século 3, traziam-no como um jovem imberbe e de cabelos curtos. “Era muito mais a representação de um jovem filósofo, um professor, do que um deus barbudo”, pontua ele.
“No centro da iconografia paleocristã, Cristo aparece sob diversas angulações: com o rosto barbado, como um filósofo ou mestre; ou imberbe, com o rosto apolíneo; com o pálio ou a túnica; com o semblante do deus Sol ou de humilde pastor”, contextualiza a pesquisadora Wilma Steagall De Tommaso, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e do Museu de Arte Sacra de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Teologia e Ciências da Religião.

Imagens

Joan acredita que as imagens que se consolidaram ao longo dos séculos sempre procuraram retratar o Cristo, ou seja, a figura divina, de filho de Deus – e não o Jesus humano. “E esse é um assunto que sempre me fascinou. Eu queria ver Jesus claramente”, diz.
A representação de Jesus barbudo e cabeludo surgiu na Idade Média, durante o auge do Império Bizantino. Como lembra o professor Chevitarese, eles começaram a retratar a figura de Cristo como um ser invencível, semelhante fisicamente aos reis e imperadores da época.
“Ao longo da história, as representações artísticas de Jesus e de sua face raras vezes se preocuparam em apresentar o ser humano concreto que habitou a Palestina no início da era cristã”, diz o sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, coordenador do Núcleo Fé e Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
“Nas Igrejas Católicas do Oriente, o ícone de Cristo deve seguir uma série de regras para que a imagem transmita essa outra percepção da realidade de Cristo. Por exemplo, a testa é alta, com rugas que normalmente se agrupam entre os olhos, sugerindo a sabedoria e a capacidade de ver além do mundo material, nas cenas com várias pessoas ele é sempre representado maior, indicando sua ascendência sobre o ser humano normal, e na cruz é representado vivo e na glória, indicando, desde aí, a sua ressurreição.”
O que os historiadores dizem sobre a real aparência de Jesus

Image caption Joaquin Phoenix interpretou Jesus no filme ‘Maria Madalena’, de 2018

Direito de imagem Divulgação
Como a Igreja ocidental não criou tais normas, os artistas que representaram Cristo ao longo dos séculos criaram-no a seu modo. “Pode ser uma figura doce ou até fofa em muitas imagens barrocas ou um Cristo sofrido e martirizado como nas obras de Caravaggio ou Goya”, pontua Ribeiro Neto.
“O problema da representação fiel ao personagem histórico é uma questão do nosso tempo, quando a reflexão crítica mostrou as formas de dominação cultural associadas às representações artísticas”, prossegue o sociólogo. “Nesse sentido, o problema não é termos um Cristo loiro de olhos azuis. É termos fiéis negros ou mulatos, com feições caboclas, imaginando que a divindade deve se apresentar com feições europeias porque essas representam aqueles que estão ‘por cima’ na escala social.”
Essa distância entre o Jesus “europeu” e os novos fiéis de países distantes foi reduzida na busca por uma representação bem mais aproximada, um “Jesus étnico”, segundo o historiador Chevitarese. “Retratos de Jesus em Macau, antiga colônia portuguesa na China, mostram-no de olhos puxados, com a forma de se vestir própria de um chinês. Na Etiópia, há registros de um Jesus com feições negras.”
No Brasil, o Jesus “europeu” convive hoje com imagens de um Cristo mais próximo dos fiéis, como nas obras de Cláudio Pastro (1948-2016), considerado o artista sacro mais importante do país desde Aleijadinho. Responsável por painéis, vitrais e pinturas do interior do Santuário Nacional de Aparecida, Pastro sempre pintou Cristo com rostos populares brasileiros.
Para quem acredita nas mensagens de Jesus, entretanto, suas feições reais pouco importam. “Nunca me ocupei diretamente da aparência física de Jesus. Na verdade, a fisionomia física de Jesus não tem tanta importância quanto o ar que transfigurava de seu olhar e gestos, irradiando a misericórdia de Deus, face humana do Espírito que o habitava em plenitude. Fisionomia bem conhecida do coração dos que nele creem”, diz o teólogo Francisco Catão, autor do livro Catecismo e Catequese, entre outros.

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: JESUS RESSUSCITOU DOS MORTOS?

Na sessão ESTUDOS TEOLÓGICOS desta quinta-feira temos mais um questionamento que em algum momento da vida passa pela cabeça de todas as pessoas do mundo ocidental e até mesmo do oriental, sejam elas teístas ou ateias.

Jesus ressuscitou dos mortos?

Todos temos curiosidade de saber sobre o que acontecerá conosco depois da morte. Quando um ente querido morre, queremos vê-lo novamente assim que chegar nossa vez. Teremos um encontro glorioso com aquele a quem amamos ou a morte é o fim de toda a consciência?
Jesus nos ensinou que a vida não termina depois da morte de nossos corpos.  Ele fez esta declaração impressionante: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;” Segundo as testemunhas oculares mais próximas a Jesus, Ele demonstrou seu poder sobre a morte levantando-Se dos mortos depois de ter sido crucificado e ficar sepultado por três dias. Essa é a crença que tem dado esperança aos cristãos nestes quase 2.000 anos.
Mas algumas pessoas não têm nenhuma esperança em vida após a morte. O filósofo ateu Bertrand Russell escreveu, “Acredito que, ao morrer, apodrecerei e nada do meu ego sobreviverá”.[1] Russel obviamente não acreditava nas palavras de Jesus.
Os seguidores de Jesus escreveram que Ele apareceu vivo para eles depois da crucificação e do sepultamento. Eles alegam que além de vê-Lo, tomaram refeições com ele, tocaram-No e permaneceram juntos por 40 dias.
Então, será que isso é simplesmente uma ficção que se desenvolveu ao longo do tempo ou ela se baseia em provas sólidas? A resposta a essa questão é fundamental para o Cristianismo. Pois se Jesus levantou-Se dos mortos, isso validaria tudo o que Ele disse sobre Si mesmo, sobre o significado da vida e sobre o nosso destino depois da morte.
Se Jesus ressuscitou dos mortos então ele tem sozinho as respostas sobre o significado da vida e sobre o que enfrentaremos após a morte. Por outro lado, se a história da ressurreição de Jesus não for verdadeira, então o Cristianismo se baseia em uma mentira. O teólogo R. C. Sproul colocou isso nos seguintes termos:

“A veracidade da ressurreição é vital para o Cristianismo.  Se Cristo foi erguido dos mortos por Deus, então Ele detém as credenciais e a certificação que nenhum outro líder religioso possui. Buda está morto. Maomé está morto. Moisés está morto. Confúcio está morto. Mas, de acordo com… o Cristianismo, Cristo vive.”[2]

Muitos céticos tentaram contestar a ressurreição. Josh McDowell foi um desses que gastou mais de 700 horas pesquisando a evidência da ressurreição. McDowell fez a seguinte declaração a respeito da importância da ressurreição:

“Cheguei à conclusão de que, de duas uma, ou a ressurreição de Jesus é um dos embustes mais mal-intencionado, cruel e desumano jamais impostos às mentes humanas OU é o fato mais fantástico da história.”[3]

Então, a ressurreição de Jesus é um fato fantástico ou um mito cruel? Para chegarmos a essa resposta, temos de examinar a evidência da história e tirar nossas próprias conclusões. Vamos ver o que os céticos que investigaram a ressurreição descobriram por conta própria.

Cínicos e céticos

Nem todos estão dispostos a examinar detalhadamente as evidências. Bertrand Russell admite que a sua opinião acerca de Jesus “não se baseou” em fatos históricos.[4] O historiador Joseph Campbell, sem citar nenhuma prova, alegou calmamente aos seus espectadores no canal de televisão americano PBS, que a ressurreição de Jesus não é um evento fatual.[5] Outros eruditos, como John Dominic Crossan, do Seminário de Investigação sobre Jesus, concordam com ele.[6] Nenhum desses céticos apresentou nenhuma prova que embase seu ponto de vista.
Os verdadeiros céticos, em oposição aos cínicos, estão interessados em evidências. Um editorial da revista Cética intitulado “O que é um cético?”, apresentou a seguinte definição: “Ceticismo é… a prevalência da razão sobre qualquer ideia, sem exceção à regra. Em outras palavras… os céticos não entram em uma investigação quando não há nenhuma possibilidade de que o fenômeno seja real e de que a crença seja verdadeira. Quando alegamos que somos “céticos”, queremos dizer que queremos ver evidência convincente antes de acreditarmos.”[7]
Diferente de Russel e Crossan, muitos céticos verdadeiros investigaram as provas da ressurreição de Jesus. Neste artigo, entraremos em contato com alguns deles e veremos como analisaram a evidência da que talvez seja a pergunta mais importante da história da raça humana: Jesus realmente ressuscitou dos mortos?

Autoprofecia

Antes da sua morte, Jesus disse a seus discípulos que seria traído, preso e crucificado, e que voltaria à vida três dias depois. Esse plano é, no mínimo, estranho! O que estava por detrás disso? Jesus não era nenhum artista tentando atuar de acordo com os anseios da plateia. Pelo contrário, ele prometeu que a Sua morte e ressurreição provariam a todos (se as suas mentes e corações estivessem abertos) que Ele era realmente o Messias esperado.
O pesquisador bíblico Wilbur Smith alegou sobre Jesus:

“Quando disse que Ele próprio ressuscitaria dentre os mortos, ao terceiro dia depois de ter sido crucificado, alegava algo que só um louco ousaria dizer, se esperasse ainda a devoção de algum discípulo, a menos que tivesse certeza de que isso aconteceria. Nenhum fundador de nenhuma religião do mundo conhecida pelo homem se atreveu alguma vez a fazer uma afirmação semelhante.”[8]

Em outras palavras, como Jesus disse claramente a seus discípulos que voltaria depois da sua morte, deixar de cumprir com essa promessa o exporia como uma fraude. Mas estamos indo depressa demais. Como morreu Jesus antes de (se isso realmente aconteceu) Se levantar dos mortos?

Uma morte terrível e depois. . . ?

Você sabe como foram às últimas horas da vida terrena de Jesus se assistiu ao filme do guerreiro das estradas/coração valente Mel Gibson. Se você perdeu parte do filme A Paixão de Cristo porque estava tapando os olhos (seria mais fácil se ele tivesse sido filmado com um filtro vermelho na câmera), basta folhear as últimas páginas de qualquer um dos evangelhos do Novo Testamento para encontrar o que perdeu.
Como Jesus predisse, ele foi traído por um dos seus próprios discípulos, Judas Iscariotes, e foi preso. Em um julgamento simulado diante do governador romano Pôncio Pilatos, Ele foi declarado culpado de traição e condenado a morrer em uma cruz de madeira. Antes de ser pregado à cruz, Jesus foi espancado brutalmente por um “gato com nove rabos” romano, um chicote feito com pontas de ossos e metal que se destinava a rasgar a carne. Ele foi esbofeteado repetidas vezes, chutado e cuspido.
Em seguida, usando martelos, os carrascos romanos cravaram os pesados pregos de ferro forjado nos punhos e pés de Jesus. Finalmente, eles erigiram a cruz em um buraco no solo, entre duas outras cruzes, onde se encontravam ladrões condenados.
Jesus ficou pendurado por aproximadamente seis horas. Então, às três horas da tarde, ou seja, exatamente no mesmo momento que o cordeiro da páscoa judaica estava sendo sacrificado como uma oferta pelo pecado (há um pouco de simbolismo aí, não concorda?)—Jesus gritou “Está consumado” (em aramaico) e morreu. Repentinamente, o céu ficou escuro e um terremoto sacudiu a terra.[9]
Pilatos queria uma comprovação de que Jesus estava morto antes de permitir que seu corpo crucificado fosse sepultado. Assim, um guarda romano perfurou com uma lança um lado de Jesus. A mistura de sangue e água que verteu era uma clara indicação de que Jesus estava morto. O corpo de Jesus foi tirado da cruz e sepultado no túmulo que pertencia a José de Arimateia. Os guardas romanos, em seguida, selaram a tumba e a vigiavam 24 horas por dia.
Nesse meio tempo, os discípulos de Jesus estavam em choque. O Dr. J. P. Moreland explica quão devastados e confusos eles ficaram depois da morte de Jesus na cruz. “Eles não tinham mais confiança de que Jesus tinha sido enviado por Deus. Eles também tinham sido ensinados de que Deus não permitiria que seu Messias sofresse a morte. Dispersaram. O movimento de Jesus terminava naquele momento.”[10]
Toda esperança havia acabado. Roma e os líderes judaicos haviam prevalecido, pelo menos, era o que parecia.

Aconteceu algo

Mas não era o fim. O movimento de Jesus não desapareceu (obviamente) e, de fato, hoje o Cristianismo é a principal religião do mundo. Assim, temos que saber o que aconteceu depois que o corpo de Jesus foi tirado da cruz e colocado em uma sepultura.
Em um artigo do New York Times, Peter Steinfels menciona os eventos impressionantes que ocorreram três dias depois da morte de Jesus: “Pouco tempo depois da execução de Jesus, os seus seguidores foram repentinamente reanimados, passando de um grupo confuso e amedrontado a pessoas cuja mensagem central era acerca de um Jesus vivo e de um reino vindouro, colocando a sua própria vida em risco e mudando, com o tempo, todo um império. Algo Aconteceu. … Mas exatamente o quê?”[11] Essa é a pergunta que temos de responder com uma investigação dos fatos.
Existem apenas cinco explicações plausíveis para a alegada ressurreição de Jesus, tal como descrita no Novo Testamento:

  1. Jesus realmente não morreu na cruz.
  2. A “ressurreição” foi uma conspiração.
  3. Os discípulos tiveram uma alucinação.
  4. A história é uma lenda.
  5. Ela realmente aconteceu.

Vamos detalhar agora cada uma dessas opções e ver qual melhor se encaixa aos fatos.

Jesus morreu?

“Marley estava tão morta como uma pedra, e disso não havia dúvida.” Assim começa Um Cântico de Natal, de Charles Dickens, o autor não queria enganar ninguém sobre o caráter sobrenatural do que se seguiria. Do mesmo modo, antes de iniciarmos uma investigação nos moldes da série CSI e juntarmos as evidências da ressurreição, teremos de verificar se, de fato, havia um cadáver. É claro que, ocasionalmente, surgem na imprensa notícias acerca de algum “cadáver” no necrotério que se mexe e volta a viver. Poderia algo desse tipo ter acontecido com Jesus?
Há quem tenha sugerido que Jesus sobreviveu à crucificação e foi reanimado pelo ar frio e úmido do túmulo—“Opa! Por quanto tempo fiquei fora?”  Mas essa teoria não é muito compatível com as evidências médicas. Um artigo na Revista da Associação Médica Americana explica porque a chamada “teoria do desfalecimento” é insustentável: “É inegável que o peso das provas históricas e médicas indicam que Jesus morreu. … A lança, atravessada entre as Suas costelas do lado direito, perfuraram provavelmente não apenas o pulmão direito, como também o pericárdio e o coração, assegurando a Sua morte.”[12]Mas esse veredicto pode encarar opiniões céticas, uma vez que o caso esteve parado durante 2.000 anos. Pelo menos, precisamos de uma segunda opinião.
Podemos encontrar essas opiniões em relatos de historiadores não Cristãos, da época próxima à que Jesus viveu. Três desses historiadores mencionaram a morte de Jesus.

  • Luciano (cerca de 120 a 180 d.C.) refere-se a Jesus como um sofista (filósofo) crucificado.[13]
  • Josefo (cerca de 37 a 100 d.C.) escreveu: “Nesse tempo surgiu Jesus, um homem sábio e autor de grandes feitos. Quando Pilatos O condenou à morte na cruz, os nossos líderes acusaram-No, e aqueles que O amavam não deixaram de o fazer.”[14]
  • Tácito (cerca de 56 a 120 d.C.) escreveu: “Cristo, de quem o nome teve sua origem, sofreu o castigo máximo… às mãos do procurador Pôncio Pilatos.”[15]

Isso é como buscar nos arquivos e descobrir que, num dia de primavera do primeiro século, O Jornal de Jerusalém tinha na sua primeira página o destaque para a crucificação e morte de Jesus. Nada mal para um trabalho de detetive, e completamente conclusivo.
Na verdade, não existem relatos históricos de cristãos, romanos ou judeus, que contradigam a morte de Jesus ou o seu sepultamento. Até mesmo Crossan, um cético da ressurreição, acredita que Jesus viveu e morreu. “Que Ele foi crucificado, é certo como qualquer outro fato histórico pode ser.”[16] À luz de tal evidência, estamos bem embasados para rejeitar a primeira das nossas cinco opções. Jesus claramente morreu, “disso não havia dúvida”.

A questão do túmulo vazio

Nenhum historiador sério duvida que Jesus estava morto no momento em que foi retirado da cruz. No entanto, muitos questionaram o modo como o corpo de Jesus desapareceu do túmulo. O jornalista inglês Dr. Frank Morison pensou inicialmente que a ressurreição era um mito ou um embuste, e iniciou a sua pesquisa para escrever um livro que a refutasse.[17] O livro tornou-se conhecido, mas por razões diferentes ao seu propósito inicial, como veremos.
Morison começou por tentar resolver o caso do túmulo vazio. O sepulcro pertencia a um membro do conselho do Sinédrio, José de Arimateia.  Naquele tempo, em Israel, ser do conselho era como ter o status de uma estrela de rock. Todo mundo sabia quem pertencia ao conselho. José de Arimateia deve ter sido uma pessoa real. Caso contrário, os líderes judeus exporiam a história como uma fraude na sua tentativa de refutar a ressurreição. Além disso, o túmulo de José de Arimateia deve ter sido em um local bem-conhecido e facilmente localizável, assim qualquer ideia que leve a crer que Jesus estava “perdido no cemitério” tem que ser descartada.
Morison questionou o porquê os inimigos de Jesus permitiriam a continuidade do “mito do túmulo vazio” se este não fosse verdadeiro. Bastaria descobrir o corpo de Jesus para terminar com as dúvidas.
Aquilo que é conhecido historicamente acerca dos inimigos de Jesus, diz-nos que esses acusaram os Seus discípulos de roubarem o corpo, uma acusação que corrobora a crença do túmulo vazio
O Dr. Paul L. Maier, professor de história antiga na Universidade do Michigan, afirmou de modo similar que “Se todas as evidências forem pesadas de uma forma cuidadosa e imparcial, é plenamente justificável… concluir que o túmulo em que Jesus foi colocado, estava vazio na manhã da primeira Páscoa. E não foi descoberto nenhum vestígio de evidência… que refute essa declaração.”[18]
Os líderes judeus estavam espantados e acusaram os discípulos de roubarem o corpo de Jesus. Mas os romanos escalaram na sepultura uma guarda treinada (de 4 a 12 soldados), 24 horas por dia. Morison questiona: “Como poderiam esses profissionais permitir que o corpo de Jesus fosse vandalizado?” Teria sido impossível a qualquer um livrar-se dos soldados romanos e mover uma pedra de duas toneladas No entanto, a pedra foi movida e o corpo de Jesus desaparecera.
Se o corpo de Jesus se encontrasse onde pudesse ser localizado, os seus inimigos teriam rapidamente exposto a ressurreição como fraude. Tom Anderson, ex-presidente da Associação de Advogados da Califórnia, resume a força desse argumento:

“Com um evento tão difundido, não seria razoável que um historiador, uma testemunha ou um antagonista tivessem registrado para todos os tempos que tinham visto o corpo de Cristo? … O silêncio da história é ensurdecedor quando alguém tenta testemunhar contra a ressurreição.”[19]

Assim, sem um corpo como prova, e com um túmulo claramente vazio, Morison teve de aceitar a evidência como sólida de que o corpo de Jesus desapareceu, de alguma forma, do túmulo.

Ladrões de sepultura?

Dando continuidade à sua investigação, Morison começou a examinar os motivos dos seguidores de Jesus. Talvez a suposta ressurreição não passasse de um corpo roubado.  Mas se isso fosse verdade, como se justificam as várias aparições de um Jesus ressuscitado? O historiador Paul Johnson, na História dos Judeus, escreveu: “O que importava não eram as circunstâncias da Sua morte, mas o fato de a ressurreição ter sido larga e obstinadamente acreditada, por um círculo cada vez maior de pessoas.”[20]
O túmulo estava realmente vazio. Mas não poderia ter sido apenas a ausência de um corpo o que reanimou os seguidores de Jesus (especialmente, se eles mesmos o tivessem roubado). Algo extraordinário deve ter acontecido, para que os discípulos de Jesus deixassem de se lamentar e esconder, e começassem a proclamar sem medo que O tinham visto vivo.
O relato das testemunhas referia que Jesus teria aparecido fisicamente aos seus seguidores de uma forma repentina, inicialmente às mulheres. Morison se perguntou por que razão é que algum conspirador faria das mulheres um ponto central nesse enredo.  No primeiro século, as mulheres praticamente não tinham direitos, personalidade ou status. Arrazoou Morison que, se uma conspiração quisesse ter sucesso, os seus autores teriam escolhido os homens e não as mulheres, como os primeiros a verem Jesus vivo. Além disso, ouvimos que as mulheres foram as primeiras a tocar-Lhe, a falar com Ele e a encontrar o túmulo vazio.
Mais tarde, segundo as testemunhas oculares, todos os discípulos viram Jesus em mais de dez ocasiões separadas. Escreveram que Este lhe mostrou as mãos e os pés, e lhes disse para que Lhe tocassem. E alegadamente comeu com eles e depois apareceu a mais de 500 pessoas numa ocasião.
John Warwick Montgomery, um estudioso de leis, declarou: “No ano 56 d.C. [o apóstolo Paulo escreveu que mais de 500 pessoas viram Jesus ressuscitado, e que a maioria deles ainda vivia naquele tempo (1 Coríntios 15:6 em diante). Ultrapassa os limites do bom senso que os primitivos Cristãos pudessem ter fabricado tamanha história e depois a pregado entre aqueles que facilmente a refutariam, simplesmente encenando o corpo de Jesus.”[21]
Eruditos da Bíblia como Geisler e Turek concordam.  “Se a ressurreição não aconteceu, porque nos daria o Apóstolo Paulo uma lista tão grande de supostas testemunhas? Ele perderia toda a credibilidade que detinha com seus leitores de Corinto ao mentir tão descaradamente.”[22]
Pedro explicou a uma multidão em Cesareia a razão de ele e os outros discípulos estarem tão convictos de que Jesus estava vivo.
E nós somos testemunhas de todas as coisas que fez, tanto na terra da Judeia como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o num madeiro. A este ressuscitou Deus ao terceiro dia… nós, que comemos e bebemos juntamente com ele, depois que ressuscitou dentre os mortos. (Atos 10:39-41)
O erudito bíblico britânico Michael Green comentou: “As aparições de Jesus são tão autenticadas como qualquer evento da antiguidade. … Não há nenhuma dúvida razoável de que elas ocorreram.”[23]

Coerente até o fim

Ainda que os relatos das testemunhas oculares não fossem suficientes para desafiar o seu ceticismo, Morison ainda estava confuso com o comportamento dos discípulos. Um fato da história que tem deixado historiadores, psicólogos e céticos perplexos é que esses 11 “anteriormente covardes” passaram a estar dispostos a sofrer humilhações, torturas e morte. Todos, à exceção de um dos discípulos de Jesus, foram martirizados. Teriam eles feito tanto por uma mentira, sabendo que tinham roubado o corpo?
Os mártires islâmicos do 11 de setembro provaram que alguns podem morrer por causas falsas em que acreditam. Contudo, ser mártir por uma mentira é loucura. Como escreveu Paul Little “Homens morrerão pelo que acreditam ser verdade, podendo, no entanto, ser falso. Porém, eles não morrem por aquilo que sabem que é falso.”Os discípulos de Jesus comportavam-se de uma maneira coerente com uma crença genuína de que o seu líder estava vivo.
Ninguém explicou adequadamente por que os discípulos estariam dispostos a morrer por uma mentira que eles conheciam. Mas, mesmo que tivessem conspirado uma mentira acerca da ressurreição de Jesus, como poderiam manter essa conspiração durante décadas sem que, pelo menos um deles, vendesse a verdade por dinheiro ou posição? Moreland escreveu: “Aqueles que mentem para terem ganhos pessoais não se mantêm juntos por muito tempo, especialmente quando as dificuldades diminuem os benefícios.”[24]
O antigo braço direito da administração Nixon, Chuck Colson, implicado no escândalo Watergate, falou sobre as dificuldades de um grande grupo de pessoas de manter uma mentira por um período extenso de tempo.

“Eu sei que a ressurreição é um fato, e o Watergate provou-me isso. Como? Porque 12 homens testemunharam que viram Jesus levantado de entre os mortos, e depois proclamaram essa verdade durante 40 anos, nunca a negando. Todos eles foram espancados, torturados, apedrejados e colocados na prisão. Eles não teriam suportado isso, caso não fosse verdade. O Watergate envolveu 12 dos mais poderosos homens do mundo—e eles não foram capazes de manter a mentira nem por três semanas. Querem que eu acredite que os 12 apóstolos puderam manter uma mentira durante 40 anos? Absolutamente impossível.”[25]

Aconteceu algo que alterou tudo para esses homens e mulheres.  Morison reconheceu: “Quem quer que pense neste assunto acabará por confrontar-se com um fato que não pode ter explicação fácil. … Esse fato é que… uma profunda convicção atingiu esse pequeno grupo de pessoas—uma alteração que atesta o fato de Jesus ter-Se levantado do túmulo.”[26]

Teria sido uma alucinação dos discípulos?

Há pessoas que ainda pensam ver um Elvis gordo e de cabelo grisalho a jogar dardos no café ao lado. E depois existem os que pensam ter passado a noite anterior com extraterrestres, na nave-mãe, estando a mercê de testes indescritíveis. Por vezes, algumas pessoas conseguem “ver” as coisas da forma que querem que elas sejam, coisas que não estão mesmo lá.  É por isso que alguns alegam que os discípulos estariam tão fora de si e consternados após a crucificação que o desejo de verem Jesus vivo causou uma alucinação em larga escala, um efeito em massa. Plausível?
Ao psicólogo Gary Collins, ex-presidente da Associação Americana de Conselheiros Cristãos, foi colocada a questão da possibilidade das alucinações estarem por trás da radical alteração de comportamento dos discípulos. Collins comentou: “Alucinações são ocorrências individualizadas. Pela sua própria natureza, uma alucinação só pode ser observada por uma pessoa de cada vez. Certamente não é algo a ser visto por grupos de pessoas.”[27]
A alucinação não é sequer uma possibilidade remota, de acordo com o psicólogo Thomas J. Thorburn. “É absolutamente inconcebível que… quinhentas pessoas, em pleno poder das suas capacidades mentais… pudessem experimentar todos os tipos de impressões sensoriais—visuais, auditivas e tácteis—e que todas essas… experiências se devessem inteiramente a… uma alucinação.”[28]
Além do mais, na psicologia das alucinações, a pessoa precisaria de estar num estado mental em que quisesse ver o outro de tal forma que a sua mente a projetasse. Dois dos principais líderes da Igreja primitiva, Tiago e Paulo, encontraram ambos um Jesus ressuscitado, sem nenhuma expectativa ou esperança de satisfação. Pelo contrário, o apóstolo Paulo liderava as primeiras perseguições aos Cristãos, e a sua conversão continua inexplicável, excetuando o seu testemunho de que Jesus lhe apareceu, ressuscitado dos mortos.

Da mentira à lenda

Alguns céticos, pouco convencidos, atribuem a ressurreição a uma lenda que teria começado com uma ou mais pessoas mentindo ou pensando que viram Jesus ressuscitado.  Com o passar do tempo, a lenda teria se expandido e recebido adornos à medida que crescia. Segundo essa teoria, a ressurreição de Jesus está no mesmo nível da távola redonda do Rei Artur, da incapacidade do pequeno George Washington de mentir e da promessa de que a Segurança Social será dissolvida quando já não precisarmos dela.
Existem, no entanto, três grandes problemas com essa teoria.

  1. As lendas raramente se desenvolvem enquanto várias testemunhas oculares se encontram vivas para refutá-las. Um historiador da Roma e Grécia antigas, A. N. Sherwin-White, argumentou que as notícias da ressurreição se espalharam demasiado cedo e depressa para que fosse uma lenda.[29]
  2. As lendas desenvolvem-se por tradição oral e não surgem em documentos históricos contemporâneos que podem ser verificados. Ainda assim, os Evangelhos foram escritos no espaço de tempo de três décadas após a ressurreição.[30]
  3. A teoria da lenda não justifica adequadamente o fato de o túmulo se encontrar vazio ou da historicamente comprovada convicção dos apóstolos de que Jesus estava vivo.[31]

Porque o Cristianismo venceu?

Morison estava perplexo pelo fato de “um pequeno e insignificante movimento ter sido capaz de prevalecer sobre o domínio astuto da instituição judaica, assim como sobre o poder de Roma.”   Porque é que venceu, contra todas as probabilidades?
Ainda escreveu: “No espaço de vinte anos, as afirmações desses pescadores e camponeses galileus desestabilizaram a Igreja judaica. … Em menos de cinquenta anos começaram a ameaçar a paz do Império Romano.  Quando dissemos tudo o que havia para dizer… confrontamo-nos com o maior mistério de todos.  Por que venceu?”[32]
Por várias razões, o Cristianismo deveria ter morrido na cruz quando os discípulos voltaram às suas vidas. Porém os apóstolos foram capazes de estabelecer um movimento Cristão crescente.
J. N. D. Anderson escreveu: “Pense no absurdo psicológico de imaginar um pequeno bando de covardes derrotados, num sótão, em um dia e, poucos dias depois, transformados numa companhia que nenhuma perseguição podia silenciar—e depois tente atribuir essa mudança dramática a uma mera farsa elaborada nada convincente.  … Isso não faz nenhum sentido.”[33]
Vários eruditos acreditam (nas palavras de um antigo comentarista) que “o sangue dos mártires foi a semente da Igreja.” O historiador Will Durant observou: “César e Cristo encontraram-se na arena e Cristo venceu.”[34]

Uma conclusão surpreendente

Com as questões do mito, alucinação e autópsias imperfeitas descartadas; com as provas incontestáveis de um túmulo vazio, com um grupo substancial de testemunhas do Seu reaparecimento e com a inexplicável transformação e impacto no mundo daqueles que clamavam tê-Lo visto; Morison convenceu-se de que a sua primeira concepção contra a ressurreição de Jesus Cristo estava errada.  Começou a escrever um livro diferente—intitulado Quem moveu a pedra?—para detalhar suas novas conclusões. Morison seguiu simplesmente as pistas e evidências, prova por prova, até que a verdade do caso lhe parecesse clara. Para sua surpresa, as evidências levaram-no a crer na ressurreição.
No capítulo inicial de “O livro que se recusou a ser escrito”, este anteriormente cético explica como as provas o convenceram de que a ressurreição de Jesus foi um evento histórico.  “Foi como se um homem se dispusesse a cruzar um bosque por um caminho familiar, bem demarcado, e saísse de repente por onde não esperava sair.”[35]
Morison não está sozinho. Inúmeros céticos têm examinado as evidências da ressurreição de Jesus e aceitado essa como o mais incrível fato de toda a história humana. Mas a ressurreição de Jesus Cristo suscita a questão: o que tem a ver com a minha vida o fato de Jesus ter derrotado a morte? A resposta a essa questão é o tema central de todo o Cristianismo do Novo Testamento.

Jesus disse o que acontece após a morte?

Se Jesus ressuscitou, apenas Ele conhece o outro lado. O que disse Jesus sobre o significado da vida e sobre o nosso futuro?  Existem vários caminhos para Deus ou Jesus afirmou ser o único? Leia as respostas impressionantes em “Por que Jesus”.
Clique aqui para ler “Por que Jesus?” e descubra o que Jesus disse sobre a vida após a morte.

Jesus pode trazer significado para a vida?

“Por que Jesus?” examina a questão se Jesus é ou não relevante nos dias de hoje. Jesus pode responder as grandes questões da vida: “Quem sou eu?” Por que estou aqui? E, “Para onde estou indo?” Catedrais vazias e crucifixos nos levam a pensar que Ele não nos pode responder, e que Jesus nos deixou a mercê de um mundo fora de controle. Mas Jesus fez afirmações acerca da vida e do propósito aqui na terra, que necessitam ser examinadas antes que se escreva algo que fale de alguma espécie de impotência da Sua parte. Este artigo examina o mistério do porquê de Jesus ter vindo à terra.

 
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ESTUDOS TEOLÓGICOS: OS EVANGELHOS SÃO VERDADEIROS?

Na sessão de ESTUDOS TEOLÓGICOS desta quarta-feira temos um questionamento bem polêmico: Os Evangelhos são verdadeiros?

O texto a seguir tenta desvendar quando,como, onde e por quem foram escritos os evangelhos do novo testamento. Se foram alterados e como chegaram até os nossos dias? Leia o texto e tire suas conclusões!

Os Evangelhos são verdadeiros?

Os Evangelhos do Novo Testamento são a testemunha ocular da verdadeira história de Jesus Cristo, ou a história pode ter sido mudada ao longo dos anos? Devemos simplesmente aceitar os relatos do Novo Testamento de Jesus pela fé, ou existem evidências de sua confiabilidade?
Peter Jennings, âncora do ABC News, esteve em Israel transmitindo um programa de TV especial sobre Jesus Cristo. Seu programa, “The Search for Jesus” (A Busca por Jesus), explorou a questão sobre se o Jesus do Novo Testamento tinha precisão histórica.
Jennings apresentou opiniões sobre os relatos do Evangelho do professor da DePaul University, John Dominic Crossan, de três colegas de Crossan do Seminário de Investigação sobre Jesus, e de dois outros estudiosos da Bíblia. (O Seminário de Investigação sobre Jesus é um grupo de estudiosos que debate as palavras e ações registradas de Jesus e, em seguida, utiliza as cores vermelha, rosa, cinza e preta para indicar a confiabilidade dos relatos do Evangelho, na opinião deles.)[1]
Alguns dos comentários foram impressionantes. No programa de TV nacional, o Dr. Crossan não apenas lançou dúvida sobre mais de 80% das declarações de Jesus como também negou a divindade, os milagres e a ressurreição atribuídos a Jesus. Jennings ficou claramente intrigado pela imagem de Jesus apresentada por Crossan.
A busca pela verdadeira história da Bíblia sempre é notícia, motivo pelo qual todo ano as revistas Time e Newsweek trazem uma matéria de capa sobre Maria, Jesus, Moisés e Abraão. Ou—quem sabe?—talvez a matéria deste ano seja “Bob: a história não contada do 13º discípulo desconhecido”.
Trata-se de entretenimento e, portanto, a investigação nunca terminará nem renderá respostas, pois isso acabaria com o assunto para o futuro. Em vez disso, pessoas com opiniões radicalmente diferentes são reunidas como em um episódio de Survivor, embaralhando a questão em vez de trazer mais clareza.
Mas o relatório de Jennings enfocou um aspecto que merece ser levado a sério. Crossan afirmou que os relatos originais de Jesus foram embelezados pela tradição oral e não haviam sido escritos até depois da morte dos apóstolos. Assim, eles seriam altamente não confiáveis e não poderiam nos oferecer uma imagem precisa do verdadeiro Jesus. Como saberemos se isso realmente é verdade?

Perdidos na tradução?

Então, o que as evidências mostram? Começamos com duas perguntas simples: Quando foram escritos os documentos originais do Novo Testamento? E quem os escreveu?
A importância dessas perguntas é óbvia. Se os relatos de Jesus foram escrito após a morte das testemunhas oculares, ninguém pôde confirmar sua precisão. Mas se os relatos do Novo Testamento foram sido escritos enquanto os apóstolos originais ainda estavam vivos, sua autenticidade poderia ser estabelecida. Pedro poderia se defender de uma falsa afirmação atribuída a ele dizendo, “Ei, não escrevi isso”. E Mateus, Marcos, Lucas e João poderiam responder a perguntas ou desafios relacionados aos seus relatos sobre Jesus.
Os autores do Novo Testamento afirmaram terem sido testemunhas oculares dos relatos de Jesus. O apóstolo Pedro declarou o seguinte em uma carta: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade” (2 Pedro 1:16 NLT).
Uma grande parte do Novo Testamento é composta pelas 13 cartas de Paulo para jovens da igreja. As cartas de Paulo, datadas da metade dos anos 40 e da metade dos anos 60 (anos 12 a 33 depois de Cristo), constituem as primeiras testemunhas da vida e dos ensinamentos de Jesus. Will Durant escreveu sobre a histórica importância das cartas de Paulo: “A evidência cristã de Cristo começa com as cartas atribuídas a São Paulo. … Ninguém questionou a existência de Paulo, ou seus repetidos encontros com Pedro, Thiago e João; e Paulo admitia enciumadamente que esses homens haviam conhecido pessoalmente o Cristo.”[2]

Mas será que é verdade?

Em livros, revistas e documentários da TV, o Seminário de Investigação sobre Jesus sugere que os Evangelhos foram escritos entre os anos 130 a 150 d.C. por autores desconhecidos. Se essas datas estiverem corretas, haveria uma lacuna de aproximadamente 100 anos após a morte de Cristo (estudiosos situam a morte de Jesus entre os anos 30 e 33 d.C.). E, uma vez que todas as testemunhas oculares estariam mortas, os Evangelhos só poderiam ter sido escritos por autores desconhecidos, fraudulentos.
Portanto, quais evidências temos em relação a quando os relatos do Evangelho de Jesus foram realmente escritos? O consenso da maioria dos estudiosos é que os Evangelhos foram escritos por apóstolos durante primeiro século. Eles mencionam diversas razões que serão analisadas mais adiante neste artigo. Por enquanto, observe no entanto que três formas iniciais de evidência parecem criar uma base sólida para as conclusões deles:

  • documentos primitivos de hereges como Marcião e a escola de Valentino mencionando livros, temas e passagens do Novo Testamento (leia “O sorriso de Mona Lisa”)
  • numerosos escritos de fontes primitivas do Cristianismo, como do Clemente de Roma, Ignácio e Policarpo
  • descoberta de cópias de fragmentos do Evangelho com verificação de carbono datada de 117 d.C.

O arqueólogo bíblico William Albright concluiu, na base de sua pesquisa, que todos os livros do Novo Testamento foram escritos enquanto a maioria dos apóstolos ainda estava viva. Segundo ele, “Já podemos afirmar enfaticamente que não existe mais nenhuma base sólida para atribuir a data de qualquer livro a depois de 80 d.C., ou seja, duas gerações inteiras antes da data entre 130 e 150 d.C., dada pelos críticos atuais mais radicais do Novo Testamento”.[4] Em outro ponto, Albright situa a escrita de todo o Novo Testamento “provavelmente entre 50 d.C. e 75 d.C.”[5]
O estudioso John A. T. Robinson, notoriamente cético, atribui ao Novo Testamento uma data anterior àquela afirmada até mesmo pelos estudiosos mais conservadores. Em Redating the New Testament (A Redatação do Novo Testamento), Robinson afirma que a maior parte do Novo Testamento foi escrita entre 40 d.C. e 65 d.C. Isso significa que ele teria sido escrito sete anos após o período em que Cristo viveu.[6]Se isso for verdade, quaisquer erros históricos teriam sido imediatamente apontados tanto por testemunhas oculares como por inimigos do Cristianismo.
Assim, vamos ver a trilha de pistas que nos leva dos documentos originais às nossas cópias atuais do Novo Testamento.

Quem precisa tirar cópias?

Os escritos originais dos apóstolos foram reverenciados. Eles foram estudados, compartilhados, cuidadosamente preservados e armazenados como um tesouro escondido pelas igrejas.
Mas, infelizmente, os confiscos romanos, a passagem de 2000 anos e a segunda lei da termodinâmica cobraram seu preço. Então, hoje, o que temos desses escritos originais? Nada. Os manuscritos originais se foram (embora, sem dúvida, toda semana estudiosos da Bíblia sintonizem no programa de TV Antiques Roadshow esperando que um manuscrito seja descoberto).
Ainda assim, o Novo Testamento não está sozinho nesse destino; nenhum outro documento comparável da história antiga continua existindo atualmente. Os historiadores não são incomodados pela falta de manuscritos originais, uma vez que têm cópias confiáveis para examinar. Mas existem cópias antigas do Novo Testamento disponíveis e, se existem, elas são fiéis aos originais?
Conforme o número de igrejas se multiplicava, centenas de cópias eram cuidadosamente feitas sob a supervisão dos líderes da igreja. Cada carta foi meticulosamente escrita à tinta em pergaminho ou papiro. E assim, atualmente, estudiosos podem examinar as cópias sobreviventes (e as cópias das cópias, e as cópias das cópias das cópias—você entendeu) para determinar a autenticidade e chegar muito perto dos documentos originais.
De fato, os acadêmicos que estudam literatura antiga desenvolveram a ciência da crítica textual para examinar documentos como A Odisseia, comparando-os a outros documentos antigos para determinar sua precisão. Mais recentemente, o historiador militar Charles Sanders ampliou a crítica textual desenvolvendo um teste dividido em três partes que analisa não apenas a fidelidade da cópia, mas também a credibilidade dos autores. Os testes são:

  1. O teste bibliográfico
  2. O teste da evidência interna
  3. O teste da evidência externa[7]

Vamos ver o que acontece quando aplicamos esses testes aos primeiros manuscritos do Novo Testamento.

Teste bibliográfico

Este teste compara um documento a outros documentos históricos antigos do mesmo período. Ele questiona:

  • Quantas cópias do documento original existem?
  • Quanto tempo se passou entre os escritos originais e as primeiras cópias?
  • Como um documento se compara a outros documentos históricos antigos?

Imagine se tivéssemos apenas duas ou três cópias dos manuscritos originais do Novo Testamento. A amostragem seria tão pequena que não poderíamos confirmar sua precisão. Por outro lado, se temos centenas ou até mesmos milhares de cópias, podemos facilmente disseminar erros de documentos mal transmitidos.
Então, como o Novo Testamento se compara a outros escritos antigos considerando-se o número de cópias e o intervalo em relação aos originais? Atualmente, existem mais de 5000 manuscritos do Novo Testamento no idioma grego original. Quando contamos traduções para outros idiomas, o número é espantoso: 24.000 — datadas dos séculos II a IV.
Compare isso ao segundo manuscrito histórico antigo mais bem documentado, a Ilíada de Homero, com 643 cópias.[8] E lembre-se de que a maioria dos trabalhos históricos antigos têm muito menos cópias existentes do que esse (geralmente, menos de 10). O estudioso do Novo Testamento Bruce Metzger ressalta, “Em contraste com esses números [de outros manuscritos antigos], a crítica textual do Novo Testamento é atrapalhada pela integridade do material”.[9]

Intervalo de tempo

Não apenas o número de manuscritos é significativo, mas também o intervalo de tempo transcorrido entre quando o original foi escrito e a data da cópia. Ao longo de mil anos de cópias, não é possível dizer no quê um texto poderia se transformar. Mas quando se trata de cem anos, a história é diferente.
O crítico alemão Ferdinand Christian Baur (1792–1860) certa vez afirmou que o Evangelho de João não havia sido escrito por volta de 160 d.C. e, portanto, não poderia ter sido escrito por João. Isso, se for verdade, não questionaria apenas os escritos de João, mas também lançaria suspeita sobre todo o Novo Testamento. Mas então, quando um esconderijo dos fragmentos em papiro do Novo Testamento foi descoberto no Egito, no meio estava um fragmento do Evangelho de João (especificamente, P52: João 18:31-33) datado de aproximadamente 25 anos depois que João havia escrito o original.
Metzger explicou que, “assim como Robinson Crusoé, que viu uma única pegada na areia e concluiu que havia outro ser humano, com dois pés, presente na ilha junto com ele, o fragmento P52 prova a existência e o uso do Quarto Evangelho durante a primeira metade do século II em uma província ao longo do Nilo, muito afastada do local de escrita tradicional (Éfeso, na Ásia Menor).”[10]Achado após achado, a arqueologia desvendou cópias de grandes partes do Novo Testamento, datadas de até 150 anos após os originais.[11]
Muitos outros documentos antigos têm intervalos de 400 a 1400 anos. Por exemplo, a Poética de Aristóteles foi escrita por volta de 343 a.C., e a primeira cópia é datada de 1100 d.C., sendo que existem apenas cinco cópias. E, ainda assim, ninguém sai em busca do histórico Platão, afirmando que na verdade ele era um bombeiro, e não um filósofo.
De fato, existe um corpo quase completo da Bíblia chamado Codex Vaticanus, que foi escrito somente cerca de 250 a 300 anos depois da escrita original dos apóstolos. O corpo completo mais antigo conhecido do Novo Testamento em um manuscrito uncial antigo é chamado Codex Sinaiticus que, agora, está guardado no Museu Britânico.
Assim como o Codex Vaticanus, ele é datado do século IV. Voltando ao início da história cristã, o Vaticanus e o Sinaiticus são como outros manuscritos bíblicos no sentido em que diferem minimamente um do outro e nos oferecem uma imagem muito boa do que os documentos originais devem ter dito.
Até mesmo o crítico acadêmico John A. T. Robinson admitiu que “a integridade dos manuscritos e, acima de tudo, o curto intervalo entre a escrita original e as primeiras cópias existentes, tornam o Novo Testamento de longe o texto mais certificado de qualquer escrito antigo no mundo.”[12]O professor de Direito John Warwick Montgomery afirmou que “ser cético em relação ao texto resultante dos livros do Novo Testamento é permitir que toda a antiguidade clássica deslize para a obscuridade, já que nenhum documento do período antigo é tão bem confirmado bibliograficamente como o Novo Testamento.”[13]
A questão é: Se os registros do Novo Testamento foram feitos e circulados tão próximos aos eventos reais, é muito mais provável que o seu retrato de Jesus seja preciso. Mas a evidência externa não é a única forma de responder à dúvida sobre a confiabilidade; estudiosos também usam a evidência interna para responder a essa pergunta.

A descoberta do Codex Sinaiticus

Em 1844, o estudioso alemão Constantine Tischendorf estava procurando manuscritos do Novo Testamento. Acidentalmente, ele percebeu um cesto cheio de páginas velhas na biblioteca do monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai. O estudioso alemão ficou eufórico e chocado. Ele nunca havia visto manuscritos gregos tão antigos. Tischendorf perguntou ao bibliotecário sobre os papéis e ficou surpreso ao descobrir que as páginas haviam sido descartadas para serem usadas como combustível. Dois cestos daqueles papéis já haviam sido queimados!
O entusiasmo de Tischendorf deixou os monges desconfiados, e eles não quiseram lhe mostrar outros manuscritos. No entanto, eles deixaram que Tischendorf levasse as 43 páginas que havia descoberto.
Quinze anos depois, Tischendorf voltou ao monastério de Sinai, desta vez com a ajuda do Czar russo Alexandre II. Uma vez lá, um monge levou Tischendorf até seu quarto e lhe mostrou um manuscrito envolto em tecido que havia sido armazenado em uma prateleira com xícaras e louças. Tischendorf imediatamente reconheceu as valorosas partes restantes dos manuscritos que havia visto anteriormente.
O monastério aceitou dar o manuscrito como presente ao czar russo, como protetor da igreja grega. Em 1933, a União Soviética vendeu o manuscrito ao Museu Britânico por £100.000.
O Codex Sinaiticus é um dos primeiros manuscritos completos do Novo Testamento que temos, e está entre os mais importantes. Alguns especulam que ele é uma das 50 Bíblias que o imperador Constantino encomendou para a preparação de Eusébio no início do século IV. O Codex Sinaiticus tem sido um enorme auxílio para os estudiosos na verificação da precisão do Novo Testamento.

Teste de evidência interna

Assim como bons detetives, os historiadores verificam a confiabilidade observando pistas internas. Essas pistas revelam as motivações dos autores e sua disponibilidade para revelar detalhes e outros aspectos que podem ser verificados. As principais pistas internas que esses estudiosos usam para testar a confiabilidade são:

  • consistência dos relatos das testemunhas oculares
  • detalhes dos nomes, locais e eventos
  • cartas para indivíduos ou grupos pequenos
  • aspectos embaraçosos para os autores
  • a presença de material irrelevante ou não produtivo
  • falta de material relevante[14]

Vamos usar como exemplo o filme Friday Night Lights. O filme é supostamente baseado em eventos históricos mas, assim como em muitos filmes livremente baseados em fatos reais, você fica constantemente perguntando “as coisas aconteceram assim mesmo?” Então, como você determinaria sua confiabilidade histórica?
Uma pista seria a presença de material irrelevante. No meio do filme, o técnico, sem motivo aparente, recebe uma chamada telefônica informando que sua mãe tem câncer no cérebro. O evento não tem relação com o enredo e nunca é mencionado novamente. A única explicação para a presença desse fato irrelevante seria que ele realmente ocorreu e que o diretor desejava ser historicamente preciso.
Outro exemplo do mesmo filme. Seguindo o fluxo dramático, queremos que o Permian Panthers vença o campeonato estadual. Mas eles não vencem. Isso parece não ser produtivo para o drama, e imediatamente descobrimos que o fato está lá porque, na vida real, o Permian perdeu o jogo. A presença de material não produtivo também é uma pista para a precisão histórica.
Por fim, o uso de cidades reais e pontos de referência familiares, como Houston Astrodome, nos leva a considerar como históricos esses elementos da história, porque eles são muito fáceis de corroborar ou de falsificar.
Existem poucos exemplos de como a evidência interna aproxima ou afasta a conclusão de que um documento é historicamente confiável. Analisaremos brevemente a evidência interna da historicidade do Novo Testamento.
Diversos aspectos do Novo Testamento nos ajudam a determinar sua historicidade com base em seu próprio conteúdo e qualidades.

Consistência

Documentos inexatos ou deixam de fora relatos de testemunhas oculares ou são inconsistentes. Por isso, claras contradições entre os Evangelhos provariam que eles contêm erros. Mas, ao mesmo tempo, se todo Evangelho dissesse exatamente a mesma coisa, isso levantaria suspeitas de conspiração. Seria como conspiradores tentando concordar em cada detalhe de um esquema. O excesso de consistência é tão duvidoso quanto a falta.
Testemunhas oculares de um crime ou incidente geralmente percebem corretamente os eventos significativos, mas os veem a partir de perspectivas diferentes. Da mesma forma, os quatro Evangelhos descrevem os eventos da vida de Jesus de diferentes perspectivas. Ainda assim, independentemente dessas perspectivas, estudiosos da Bíblia se surpreendem com a consistência dos relatos e com a clara imagem de Jesus e de seus ensinamentos que esses relatos complementares compõem.

Detalhes

Historiadores adoram detalhes em um documento porque eles facilitam a verificação da confiabilidade. As cartas de Paulo são repletas de detalhes. E os Evangelhos estão cheios deles. Por exemplo, tanto o Evangelho de Lucas como o seu Livro de Atos foram escritos para um nobre chamado Teófilo, que era sem dúvida um indivíduo muito conhecido na época.
Se esses escritos tivessem sido meras invenções dos apóstolos, a inexatidão de nomes, locais e eventos teria rapidamente sido apontada por seus inimigos, como os líderes judeus e romanos. Isso teria sido o escândalo de Watergate do século I. Além disso, muitos detalhes do Novo Testamento foram confirmados por verificações independentes. O historiador clássico Colin Hemer, por exemplo, “identifica 84 fatos nos últimos 16 capítulos dos Atos que foram confirmados por pesquisa arqueológica”.[15]
Nos séculos anteriores, estudiosos céticos da Bíblia questionaram a autoria de Lucas e sua datação, afirmando que os escritos eram do século II e de um autor desconhecido. O arqueólogo Sir William Ramsey estava convencido de que estavam certos e começou a investigar. Após uma extensa pesquisa, o arqueólogo mudou sua opinião. Ramsey cedeu, “Lucas é um historiador de primeira classe. … Este autor pode ser colocado entre os grandes historiadores. … A história de Lucas goza de respeito e confiabilidade insuperáveis”.[16]
Os Atos contam as viagens missionárias de Paulo, listando os locais que ele visitou, as pessoas que viu, as mensagens que transmitiu e a perseguição que sofreu. Seria possível falsificar todos esses detalhes? O historiador romano escreveu A. N. Sherwin-White que “a confirmação da historicidade dos Atos é claríssima. … A partir de agora, qualquer tentativa de rejeitar sua historicidade básica será um absurdo. Os historiadores romanos já haviam aceitado isso como fato há muito tempo”.[17]
Dos relatos do Evangelho até as cartas de Paulo, os autores do Novo Testamento descreveram abertamente detalhes, chegando a citar nomes de indivíduos que viveram na época. Os historiadores confirmaram pelo menos 30 desses nomes.[18]

Cartas para grupos pequenos

A maioria dos textos forjados é de documentos de natureza geral e pública, como este artigo de revista (sem dúvidas, incontáveis falsificações já estão circulando no mercado negro). O especialista em História Louis Gottschalk observa que cartas pessoais destinadas a públicos pequenos têm alta probabilidade de serem confiáveis.[19] Em qual categoria os documentos do Novo Testamento se encaixam?
Bem, alguns deles tinham claramente a finalidade de serem amplamente distribuídos. Ainda assim, grandes partes do Novo Testamento consistem em cartas pessoais escritas para pequenos grupos e indivíduos. Esses documentos, no mínimo, não seriam considerados grandes candidatos à falsificação.

Aspectos embaraçosos

A maioria dos escritores não quer ser constrangido em público. Por isso, os historiadores têm observado que documentos contendo revelações embaraçosas sobre os autores geralmente são confiáveis. O que os autores do Novo Testamento disseram sobre si mesmos?
Surpreendentemente, todos os autores do Novo Testamento se apresentavam como frequentemente tolos, covardes e descrentes. Por exemplo, considere a tripla negação de Pedro a Jesus ou a discussão dos discípulos sobre qual deles era o melhor—ambas as histórias registradas nos Evangelhos. Uma vez que o respeito aos apóstolos era crucial na igreja primitiva, a inclusão desse tipo de material não indica outra coisa, senão que os apóstolos eram verdadeiros em seus relatos.[20]
Em A História da Civilização, Will Durant escreveu sobre os apóstolos, “esses homens dificilmente eram do tipo que seria escolhido para remodelar o mundo. Os Evangelhos diferenciavam seus caracteres de forma realista, e expunha abertamente suas falhas”.[21]

Material não produtivo ou irrelevante

Os Evangelhos nos contam que a tumba vazia de Jesus foi descoberta por uma mulher embora, em Israel, o testemunho de mulheres fosse considerado praticamente sem valor e não fosse nem mesmo admitido em julgamentos. Existem registros de que a mãe e a família de Jesus acreditavam que ele havia perdido a razão. Diz-se que algumas das últimas palavras de Jesus na cruz foram “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” E por aí vai a lista de incidentes registrados no Novo Testamento que não seriam produtivos se a intenção do autor fosse algo diferente da transmissão precisa da vida e dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Falta de material relevante

É irônico (e talvez lógico) que alguns dos maiores problemas enfrentados pela igreja do primeiro século—missões em gentios, dádivas espirituais, batismo, liderança—tenham sido abordados diretamente nas palavras registradas de Jesus. Se seus seguidores estivessem simplesmente gerando o material para incentivar o crescimento da igreja, não seria possível explicar por que eles não teriam forjado instruções de Jesus sobre essas questões. Em um caso, o apóstolo Paulo afirmou claramente sobre um determinado assunto “Sobre isto não temos ensinamento do Senhor”.

Teste de evidência externa

A terceira e última medida da confiabilidade de um documento é o teste de evidência externa, que questiona “os registros históricos externos ao Novo Testamento confirmam sua confiabilidade?” Portanto, o que os historiadores não cristãos dizem sobre Jesus Cristo?
“De forma geral, pelo menos 17 escritos não cristãos registram mais de 50 detalhes relacionados à vida, aos ensinamentos, à morte e à ressurreição de Jesus, além de detalhes relativos à igreja primitiva.”[22] Isso é impressionante, considerando a falta de outros dados históricos deste período. Jesus é mencionado por mais fontes do que as conquistas de César durante o mesmo período. O que impressiona ainda mais é o fato de que essas confirmações dos detalhes do Novo Testamento datam de 20 a 150 anos depois de Cristo, “o que é bastante cedo, considerando os padrões da historiografia antiga”.[23]
A confiabilidade do Novo Testamento é adicionalmente embasada por mais de 36 mil documentos cristão fora da Bíblia (citações de líderes da igreja dos primeiros três séculos) datados de 10 anos após o último escrito do Novo Testamento).[24] Se todas as cópias do Novo Testamento fossem perdidas, seria possível reproduzi-las a partir dessas outras cartas e documentos, com exceção de alguns poucos versos.[25]
O professor emérito da Boston University, Howard Clark Kee, conclui que “o resultado da avaliação das fontes externas ao Novo Testamento relacionadas… ao nosso conhecimento de Jesus confirma sua existência histórica, seus poderes incomuns, sua devoção aos seus seguidores, a continuação da existência do movimento após sua morte… e a penetração do Cristianismo na própria Roma no final do primeiro século”.[26]
Assim, o teste de evidência externa se soma às evidências fornecidas pelos outros testes. Apesar da suposição de alguns céticos radicais, o retrato que o Novo Testamento oferece do Jesus Cristo real é praticamente à prova de máculas. Embora haja alguns dissidentes, como o Seminário de Investigação sobre Jesus, o consenso dos especialistas, independentemente de suas crenças religiosas, confirma que o Novo Testamento que lemos hoje representa fielmente tanto as palavras como os eventos da vida de Jesus.
Clark Pinnock, professor de interpretação no McMaster Divinity College, resumiu bem ao dizer “não existe nenhum documento do mundo antigo testemunhado por um conjunto de depoimentos textuais e históricos tão excelentes. … Uma pessoa honesta não pode desconsiderar uma fonte desse tipo. O ceticismo relacionado às credenciais históricas do Cristianismo tem uma base irracional”.[27]
Fonte: Y-JESUS

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: OS EVANGELHOS SÃO VERDADEIROS?

ESTUDOS TEOLÓGICOS: JESUS FOI O MESSIAS?

Na nossa 2ª sessão de ESTUDOS TEOLÓGICOS desta segunda-feira trago um questionamento que povoa o inconsciente de 10 em cada 10 pessoas: Jesus foi o messias?

O texto a seguir tenta desvendar essa dúvida indo buscar desde escritos bem antigos até artigos e livros contemporâneos com o intuito de nos ajudar a expandir a consciência e chegarmos cada vez mais perto da elucidação desse mistério. 

Jesus foi o Messias?

Quais evidências existem de que Jesus foi quem ele dizia ser? Como saber que ele não era um impostor? Vamos dar uma olhada em alguns impostores renomados e veremos se esse título se aplica a Jesus ou se há evidências que suportem suas declarações.
Ferdinand Waldo Demara, Jr. foi chamado de o grande impostor. Demara manteve identidades falsas como psicólogo, professor de universidade, chefe de departamento de faculdade, professor de escola e diretor de escola. Ele até mesmo realizou cirurgias como um falso médico.
Alguns dizem que Frank Abagnale foi um impostor ainda maior. Entre seus 16 e 21 anos, Abagnale foi um dos golpistas mais bem sucedidos do mundo. Ele embolsou $2,5 milhões de dólares em cheques sem fundos em todos os 50 estados dos EUA e em 26 países. Ele também conseguiu se passar por um piloto aéreo, um advogado, professor de faculdade e pediatra antes de ser preso pela polícia francesa.
Se esta história lhe parece familiar, provavelmente é por causa do filme Prenda-me se for capaz (Catch Me If You Can) de 2002, no qual Abagnale foi interpretado por Leonardo DiCaprio (que se passou por ator em Titanic).
O que seria necessário para superar a carreira de Abagnale como golpista? Bem, se Jesus Cristo não fosse o Messias que declarou ser, não restaria dúvida. Não estamos falando de golpes aplicados em milhares de pessoas como no caso de Abagnale. Se Jesus Cristo for um impostor, seus golpes iludiram bilhões de pessoas e alteraram o curso de dois mil anos de história.
Então, será que Jesus pode ter sido um falso messias, enganando até mesmo os mais notórios estudiosos da religião? É possível que ele tenha sido criado por seus pais ou mentores ocultos para tornar-se o tão prometido rei que Israel há tanto buscava?
De fato, se Jesus foi um impostor, ele não teria sido a primeira pessoa na história de Israel a ter mentido sobre ser o Messias. Por séculos antes do nascimento de Cristo, e também depois dele, surgiram muitos autoproclamados messias, que se mostraram ser golpistas ou lunáticos.
As antigas profecias hebraicas haviam predito claramente o reino de um futuro rei que traria paz a Israel e seria seu Salvador. Um senso de expectativa espalhou-se por todo o território e cativou as esperanças e aspirações dos judeus. Em uma atmosfera como Israel, poderia ser que alguém menos qualificado poderia ter sido moldado, ou moldou a se mesmo, para ocupar o modelo do Messias? A resposta a esta questão está nas profecias do Velho Testamento que falam sobre o Messias.

Porta-vozes de Deus

De acordo com as Escrituras, o Deus dos Hebreus falou a seu povo através de profetas, homens e mulheres que estavam especialmente alinhados com Deus e que podem ou não ter feito parte da instituição religiosa. Algumas das mensagens dos profetas eram somente para o presente, enquanto outras eram para o futuro. De qualquer maneira, seu papel foi proclamar as declarações e revelações de Deus para o povo.
Em geral, ser um profeta na época estava junto trabalhar em um açougue como as profissões mais perigosas do mundo. Mesmo se dissessem a verdade, os profetas poderiam ser mortos ou jogados na prisão pelas pessoas que não gostavam do que eles estavam dizendo. (Alguns reis odiavam ouvir notícias ruins.) De acordo com relatos histórias, o profeta Isaías foi serrado ao meio.
Consideremos então o dilema do profeta: morte se ele estivesse errado e a possibilidade de morte se ele estivesse certo. Nenhum profeta de verdade queria ofender a Deus tanto quanto nenhum queria ser serrado ao meio. Por isso, a maioria dos profetas esperava até estarem absolutamente convencidos de que Deus lhes havia falado, e mantinham a boca fechada até então. Os reis começaram a estremecer perante suas palavras. As mensagens de um profeta de verdade nunca estavam erradas.
Agora temos a seguinte questão: como a precisão desses profetas bíblicos poderia ser comparada com a dos médiuns atuais?

Profetas versus médiuns?

Para considerarmos se a precisão dos médiuns modernos aproxima-se dos profetas bíblicos, vamos tomar Jean Dixon como estudo de caso. Este médium americano pareceu ter a capacidade especial de prever eventos. Porém após análise sua reputação parece ser indevida.
Por exemplo, Dixon teve uma visão que em 5 de fevereiro de 1962 nasceu uma criança no Oriente Médio que transformaria o mundo no ano 2000. Este homem especial criaria uma religião mundial unificada e traria paz ao mundo para sempre. Ela viu uma cruz se erguer sobre este homem que cobriria toda a Terra. De acordo com Dixon, esta criança seria uma descendente da Rainha do Egito antigo Nefertiti.[1] Onde está este homem? Você o viu por aí? E sobre aquela paz mundial, legal não é mesmo?
De fato, uma pesquisa exaustiva da sua profecia concluiu dois fatos irrefutáveis. Sua taxa de precisão é equivalente aos que adivinham o futuro e suas realizações mais divulgadas eram profecias intencionalmente tão vagas que diversos eventos poderiam ter sido considerados suas realizações. Mesmo as profecias mais amplamente divulgadas de Nostradamus tem se provado erradas mesmo com seus vagos oráculos, que são difíceis de refutar.[2] Por exemplo, esta é uma das profecias de Nostradamus:

“Toma a Deusa da Lua por seu dia e movimento: Uma testemunha errante e fanática das Leis de Deus, no despertar das grandes regiões do mundo para a vontade de Deus (Vontade Dele).”[3]

Isto é dito sobre a morte da Princesa Diana. (Você provavelmente pensou em Margaret Thatcher.) Profecias como estas são tão nebulosas quanto ver imagens nas nuvens. Ainda assim alguns insistem que isto é evidência da realização da profecia de Nostradamus. Altamente suspeito, mas difícil de refutar.
E isto é geralmente o que ocorre nos registros dos médiuns. Quando a “The People’s Almanac” pesquisou as profecias de 25 dos melhores médiuns, 92 por cento das profecias estavam erradas. Os outros 8 por cento eram questionáveis e poderiam ser explicadas pela sorte ou conhecimento geral das circunstâncias.[4] Em outro experimento com os médiuns mais importantes do mundo, sua taxa de precisão esteve por volta dos 11 por cento, o que pode não ser uma média ruim exceto pelo fato de que qualquer pessoa dando palpites aleatórios sobre o futuro obteria o mesmo percentual. Isso não refuta todo e qualquer tipo de profecia, mas com certeza explica o porquê de os médiuns não estarem ganhando na loteria.
A diferença entre médiuns e profetas parece ser mais de tipo do que de grau. Os profetas faziam declarações específicas sobre eventos futuros em relação ao desenvolvimento do plano de Deus e faziam isto com precisão constante. Médiuns são como mercenários, fornecendo visões vagas do futuro a um mercado disposto a pagar por seus serviços. Eles oferecem informações sensacionais, mas com uma precisão incerta.

Profecia religiosa em perspectiva

Profecias podem ser um tanto místicas, metafísicas e por falta de palavra melhor – assustadoras. Ela conjura imagens de sessões espirituais e outros mundos. Em Guerra nas Estrelas há uma profecia do escolhido que traria equilíbrio para a Força. Os filmes do Senhor dos Anéis constroem seus temas imaginários com cenas de enunciados proféticos. Porém tal mundo é somente imaginação.
Com relação ao mundo real, é dito que se uma pessoa soubesse somente um minuto do futuro ela poderia dominar o mundo. Pense nisso. Um minuto de conhecimento de cada mão do Trump Casino. Você se tornaria a pessoa mais rica do mundo e o Donald Trump se tornaria um carteiro.
Mas no mundo da religião, a profecia serve uma importante função. Ela torna-se a maneira certa de saber se Deus está falando através de alguém ou não, pois somente um Deus onisciente poderia saber constantemente o futuro. E neste ponto as profecias do Velho Testamento são únicas, pois a maioria dos livros sagrados renomados de outras religiões não possuem profecias. Por exemplo, enquanto o Livro de Mórmon e o Hindu Vedadeclaram ter inspiração divina, não existem maneiras de comprovar suas declarações, simplesmente nos dão um “É, isso parece mesmo com algo que Deus diria”.
O estudioso da bíblia Wilbur Smith comparou as profecias da Bíblia com outros livros históricos, dizendo que a Bíblia “é o único volume produzido pelo homem, ou grupo de homens, no qual encontramos grandes obras proféticas relacionadas a nações específicas, a Israel, a todas as pessoas da Terra, a certas cidades e à vinda do que será o Messias”.[5]Desta maneira, a Bíblia provê duas declarações de inspiração de uma maneira que pode ser confirmada ou refutada.
E se colocarmos a graduação de precisão sob a perspectiva do cotidiano, vemos como é surpreendente. Por exemplo, seria milagroso se em 1910 você profetizasse que um homem chamado George Bush seria eleito em 2000. Mas imagine se alguns desses detalhes fossem incluídos nas suas previsões:

  • O candidato com a maioria dos votos perderia a eleição.
  • Todas as grandes redes de TV anunciariam o ganhador e depois se contradiriam.
  • Um estado (Flórida) decidiria a eleição.
  • A Suprema Corte dos EUA denominaria o vencedor no fim das contas.

Caso isso tivesse ocorrido, igrejas e estátuas seriam erguidas em seu nome. Isso não ocorreu, por isso essas igrejas e estátuas não existem. Tão difícil (ou impossível) quanto teria sido predizer em 1910 corretamente essa sequência de eventos, a probabilidade é incrivelmente menor para Jesus, ou para qualquer pessoa, ter cumprido todas as profecias hebraicas sobre o Messias. Contidas no Velho Testamento, escritas séculos antes do nascimento de Jesus, estão 61 profecias específicas e quase 300 referências sobre o Messias.[6]
De acordo com o requisito hebreu de que uma profecia deve ter uma taxa de precisão de 100 por cento, o verdadeiro Messias de Israel deve cumprir todas ou então ele não é o Messias. Assim, a questão que apoia Jesus ou o torna culpado de um dos maiores golpes do mundo é: ele era adequado e cumpriu essas profecias do Velho Testamento?

Qual a probabilidade?

Vejamos duas profecias específicas sobre o Messias no Velho Testamento.

“E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá. De ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos.” (Miquéias 5:2, NLT)
“Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá. E dará à luz um filho. E chamará o seu nome Emanuel-“Deus é conosco”. (Isaías 7:14, NLT)

Agora, antes de considerar as outras 59 profecias, devemos parar e nos perguntar quantas pessoas na categoria de potenciais Messias ao longo da história nasceram de uma virgem na cidade de Belém. “Hm, vejamos, tem esse meu vizinho Jorge, mas… ah não, não, ele nasceu no Brooklyn.” No caso de 61 profecias detalhadas sendo cumpridas por uma única pessoa, estamos falando de probabilidade zero.
Quando os cientistas forenses descobrem uma combinação de perfil de DNA, as chances de ser uma pessoa errada é geralmente uma em vários bilhões (algo que os desviados devem ter em mente). Parece que estamos com uma probabilidade parecida e também numero de zeros, se considerarmos que um único indivíduo cumpre todas essas profecias.
O professor de matemática Peter Stoner deu a 600 um problema de probabilidade matemática que determinaria a probabilidade de uma pessoa cumprir oito profecias específicas. (Isto não é o mesmo que jogar uma moeda oito vezes seguidas e obter cara todas as vezes.) Primeiramente os estudantes calcularam a probabilidade de uma pessoa cumprir todas as condições de uma profecia específica, como ser traído por um amigo por 30 peças de prata. Em seguida os estudantes fizeram o melhor para estimar a probabilidade para todas as oito profecias combinadas.
Os estudantes calcularam que a probabilidade de uma pessoa cumprir todas as oito profecias é um astronômico um em dez à vigésima primeira potência (1021). Para ilustrar este número, Stoner nos deu o seguinte exemplo: “Primeiramente, cubra toda a massa terrestre da Terra com moedas de dólares até a altura de 120 pés. Segundo, marque especificamente um desses dólares e enterre-o aleatoriamente. Em terceiro lugar, peça a uma pessoa para viajar pela Terra e selecionar o dólar marcado, estando vendada, dentre os trilhões de outros dólares”.[7]
As pessoas podem fazer coisas bem estranhas com os números (especialmente com um sobrenome desses [NT: Stoner também significa “chapado” em inglês]), então é importante notar que o trabalho de Stoner foi revisado pela Associação Científica Americana, que declarou que “A análise matemática… baseia-se nos princípios da probabilidade que são perfeitamente seguros e o Professor Stoner aplicou esses princípios de maneira apropriada e convincente”.[8]
Com isto como introdução, vamos adicionar mais seis previsões às duas que já consideramos, chegando ao total de oito do Professor Stoner:

Profecia: O Messias seria da linhagem do Rei Davi.Jeremias 23:5600 a.c.Realização:“Jesus …o filho de Davi…”Lucas 3:23, 314 a.c.
Profecia:O Messias seria traído por 30 peças de prata.Zacarias 11:13487 a.c.Realização: “E eles lhe pesaram trinta moedas de prata.”Mateus 26:1530 d.c.
Profecia: O Messias teria suas mãos e pés perfurados.Salmos 22:161000 a.c.Realização: “E, quando chegaram ao lugar chamado a Caveira, ali o crucificaram, e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda.”Lucas 23:3330 d.c.
Profecia: As pessoas lançariam a sorte pelas roupas do Messias.Salmos 22:181000 a.c.Realização:“Tendo, pois, os soldados crucificado a Jesus, tomaram as suas vestes, e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e também a túnica. A túnica, porém, tecida toda de alto a baixo, não tinha costura. Disseram, pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela, para ver de quem será.”João 19:23-2430 d.c.
Profecia:O Messias apareceria montado em um jumento.Zacarias 9:9500 a.c.Realização: “Trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima.”Mateus 21:730 d.c.
Profecia: Uma mensagem seria enviada para anunciar o Messias.Malaquias 3:1500 a.c.Realização: “João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água; mas no meio de vós está um a quem vós não conheceis.”João 1:2627 d.c.

As oito profecias que revisamos sobre o Messias foram escritas por homens de diferentes tempos e locais entre 500 e 1000 anos antes do nascimento de Jesus. Não houve possibilidade de conluio entre eles. Observe também a especificidade. Este não é o tipo de previsão de Nostradamus como “Quando a lua tornar-se verde, a fava ficará oculta na beira da estrada”.

Fora do seu controle

Imagine ganhar na loteria com apenas um tíquete entre dezenas de milhares de tíquetes vendidos. Agora imagine ganhar uma centena de loterias seguidas dessa maneira. O que as pessoas pensariam?  Correto, “Isso foi fraude!”
E ao longo dos anos declarações semelhantes foram feitas pelos céticos sobre as realizações de Jesus sobre as profecias do Velho Testamento. Eles consideram que Jesus cumpriu profecias messiânicas, mas o acusam de viver de maneira a cumpri-las intencionalmente. Uma objeção razoável, mas não tão plausível quanto parece.
Considere a natureza de somente quatro das profecias messiânicas:

  • Sua linhagem viria de Davi (Jeremias 23:5).
  • Seu nascimento ocorreria em Belém (Miqueias 5:2).
  • Ele imigraria ao Egito (Oseias 11:1).
  • Ele viveria em Nazaré (Isaías 11:1).[9]

Agora, o que Jesus poderia ter feito para cumprir essas profecias? Nem ele nem seus pais tinham qualquer controle sobre seus ancestrais. Seu nascimento em Belém foi o resultado de um censo mandado por César Augusto. A mudança de seus pais para o Egito foi causada pela perseguição do Rei Herodes. E, após a morte de Herodes, os pais de Jesus decidiram naturalmente acomodar-se em Nazaré.
Mesmo se quando jovem um Jesus impostor tivesse olhado as profecias que tinha acidentalmente cumprido e decidisse continuar para ver se poderia realizar o resto (como alguém decidindo “acertar a lua” em um jogo de copas) as chances já estariam impossíveis contra ele. Considere alguns fatores das profecias que já observamos: o Messias seria traído por 30 peças de prata, ele seria morto por crucificação e as pessoas tirariam a sorte por suas roupas. Essas profecias se cumpriram para Jesus, mas que controle ele teria sobre a realização de qualquer uma delas?
Os estudiosos da Bíblia dizem que quase 300 referências a 61 profecias específicas sobre o Messias foram cumpridas por Jesus Cristo. As chances de uma única pessoa cumprir esse número de profecias estariam além de qualquer possibilidade matemática. Nunca poderia ocorrer, independente do tempo transcorrido. Uma das estimativas dos matemáticos dessa probabilidade impossível é “uma chance em um trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão, trilhão.”[10]
Bertrand Russell, ateu ferrenho, foi perguntado em uma entrevista da revista Look qual evidência seria necessária para que ele acreditasse em Deus. Russell respondeu, “Bem, se eu ouvisse sua voz dos céus e ele profetizasse uma série de coisas que viessem a acontecer, acho que eu teria que acreditar em algo sobrenatural”.
O estudioso da Bíblia Norman Geisler respondeu ao ceticismo de Russell: “Eu diria, Senhor Russell, que houve uma voz dos céus que profetizou muitas coisas e que as vimos inegavelmente cumprir-se”.[11] Geisler referia-se ao fato de que somente um ser transcendental fora do tempo poderia predizer com precisão os eventos futuros.

Prova em um frasco

Já vimos as evidências do cumprimento por Jesus das profecias messiânicas por todos os ângulos exceto um. E se os escribas cristãos que copiaram os manuscritos de Isaías e outros dos livros proféticos do Velho Testamento os tivessem alterado para corresponder à vida de Jesus?
Essa é uma pergunta que muitos estudiosos e céticos fizeram. E parece possível, mesmo plausível, num primeiro momento. Isto evitaria pensar em Jesus como um impostor mentiroso, o que parece muito improvável, e explicaria a precisão impressionante do cumprimento de suas profecias. Então, como saber se os livros proféticos do Velho Testamento, como Isaías, Daniel e Miqueias foram escritos séculos antes de Cristo, como suposto? E mesmo se tiverem sido, como saber se os cristãos não alteraram os textos depois?
Por 1900 anos, muitos céticos seguraram-se a este teoria, baseada na impossibilidade humana de predizer eventos futuros com precisão. Mas ocorreu algo que arruinou todo o entusiasmo de tal conspiração clandestina. Algo chamado os Manuscritos do Mar Morto.
Meio século atrás, a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto concedeu aos estudiosos da Bíblia cópias de livros do Velho Testamento muito mais antigos do que quaisquer outros existentes. Testes extensivos provaram que muitas dessas cópias foram feitas antes mesmo do nascimento de Jesus Cristo. E eles são praticamente idênticos aos textos da Bíblia que usamos.
Por isso, mesmo estudiosos que negavam que Jesus era o Messias aceitam esses manuscritos do Velho Testamento como sendo anteriores ao seu nascimento, e por isso concordam que as profecias sobre o Messias neles contidos não foram alteradas para combinar com Jesus.
Se essas profecias foram cumpridas tão precisamente ao longo da vida de Jesus, parece lógico pensar por que todo mundo em Israel não pode perceber isto. Mas, como comprovado por sua crucificação, nem todos puderam enxergar isto. Como disse o apóstolo João de Jesus, “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”. (João 1:11, NLT). Por quê?
Considerando a bélica história de Israel, não é difícil ler na definição de Messias a ideia de um lutador pela liberdade política. É compreensível como um judeu do século pensaria “como pode o Messias ter vindo se Israel ainda está oprimido pela ocupação Romana?”
Embora Jesus tenha cumprido as profecias messiânicas, ele o fez por maneiras que ninguém esperava. Ele buscou uma revolução moral e espiritual, não uma revolução política, atingindo seus objetivos através do sacrifício próprio e serviço humilde, cura e ensinamentos. Enquanto isso, Israel estava procurando outro Moisés ou Josué que os lideraria em uma conquista para recuperar o reino perdido.
Com certeza, muitos judeus da época de Jesus o reconheceram como o Messias; toda a fundação da igreja cristã era judia. A maioria, contudo, não reconheceu. E não é difícil entender o porque.
Para entender melhor a compreensão equivocada dos judeus do século um, considere esta profecia messiânica escrita 700 anos antes do nascimento de Jesus pelo profeta Isaías. Ela se referia a Jesus?

“Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas. Cada um se desviava pelo seu caminho. Mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”
“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca. Como um cordeiro foi levado ao matadouro. E como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca. Da opressão e do juízo foi tirado. E quem contará o tempo da sua vida? Porquanto foi cortado da terra dos viventes; pela transgressão do meu povo ele foi atingido. E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico na sua morte. Ainda que nunca cometeu injustiça, nem houve engano na sua boca.”

“Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar. Quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias. … Com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si.” (Partes de Isaías 53:6-11, NLT)

Quando Jesus morreu na cruz, alguns com certeza se perguntaram: “Como esse pode ser o Messias?” Ao mesmo tempo, outros estavam pensando “Quem mais se não Jesus seria a pessoa de quem falava Isaías?”

Impostor impossível

Assim, o que concluímos de Jesus ter cumprido tantas profecias escritas centenas de anos antes de seu nascimento? Leonardo DiCaprio… Quer dizer, Frank Abagnale pode ter sido um bom impostor, mas mesmo ele foi pego quando já tinha idade suficiente para beber cerveja.
Jesus não parece ser um Frank Abagnale mais competente. Ele faz parte totalmente de outra categoria. Nenhum impostor poderia vencer tal probabilidade como a apresentada pelas profecias hebraicas.
E o que isso significa? Surgem duas conclusões: Primeira: somente um ser transcendental poderia orquestrar tais eventos. E segunda: isto torna todas as outras declarações de Jesus críveis e dignas de séria consideração.
No Evangelho de João, Jesus declarou: “Eu sou a verdade, o caminho e a vida”. Evidências avassaladoras parecem indicar que a assinatura neste cheque não é falsa.
Fonte: Y-jesus.org

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ESTUDOS TEOLÓGICOS: JESUS FOI UMA PESSOA REAL?

Caro leitor(a),

A partir de hoje teremos mais uma sessão: ESTUDOS TEOLÓGICOS. Nessa sessão vamos nos aprofundar nas questões que povoam a nossa mente desde sempre:

  • Jesus Cristo é Deus?

  • Jesus Cristo existiu?

  • Jesus Cristo ressuscitou dos mortos?

  • Os evangelhos são verdadeiros?

  • Jesus afirmou ser Deus?

  • De onde viemos?

  • Para onde vamos?

E muitas outras perguntas que, as vezes, vivemos toda uma vida e não conhecemos as respostas.

Vou apresentar textos de diversos autores que procurarão esclarecer essas questões da metafísica. Espero que haja comentários e que abramos um debate sobre os assuntos aqui publicados. Portanto deixe o seu comentário ou a sua dúvida aqui!

Hoje vamos iniciar com um texto cujo tema é: 

  • Jesus foi uma pessoa real?

Jesus Cristo realmente existiu ou o cristianismo foi criado em torno de uma lenda? Poucos estudiosos questionam a existência de Jesus, mas alguns inimigos do cristianismo estão tentando provar o contrário.
Em um processo contra o Vaticano, a Igreja foi acusada de inventar a história da existência de Jesus. Apesar de o caso ter sido retirado da corte em fevereiro de 2006, o querelante, Luigi Cascioli, apelou, mas o caso foi finalmente fechado. Os argumentos contra a existência de Jesus vieram a público na rede CNN de TV quando Ellen Johnson, presidente dos American Atheists, declarou:

“A realidade é que não existe nem uma vírgula de evidência secular de que Jesus Cristo existiu. Jesus Cristo e o cristianismo se referem uma religião moderna. E Jesus Cristo é uma compilação de outros deuses: Osíris, Mitras, e outros tiveram as mesmas origens e a mesma morte como o mitológico Jesus Cristo”. – Ellen Johnson, ateia

Johnson e um grupo especial de líderes religiosos discutiram a questão, “O que acontece depois que morremos?” em um programa Larry King Live da CNN. O normalmente imperturbável King pausou e refletiu, respondendo depois: “Então você não acredita que Jesus Cristo existiu?” Com um ar de confiança Johnson respondeu: “Não, não existiu. Não é no que eu acredito, simplesmente não existe evidência secular de que JC, Jesus Cristo, de fato existiu”. King ficou sem resposta e foi para uma pausa para os comerciais. Nenhuma discussão de evidência contra ou a favor da existência de Jesus se prosseguiu. A audiência internacional da televisão ficou apenas se perguntando.[1]

Cinquenta anos antes, Bertrand Russell chocou sua geração com o livro Porque não sou cristão onde questionou a existência de Jesus. Ele escreveu: “Historicamente, é bastante duvidoso se Cristo de fato existiu, e se Ele existiu não sabemos nada sobre Ele, tanto que não estou preocupado com a questão histórica, que é por si uma questão bastante difícil”.[2]
É possível que o Jesus que muitos acreditam ser real nunca tenha existido? Em A História da Civilização, o historiador secular Will Durant colocou a seguinte questão: “Terá Cristo realmente existido? Será que a história do fundador do cristianismo é o produto da dor, imaginação e esperança humanos—um mito comparável às lendas de Krishina, Osíris, Átis, Adônis, Dionísio e Mitras?”[3] Durant indicou como a história do cristianismo possui “muitas semelhanças suspeitas com lendas dos deuses pagãos”.[4] Mais tarde neste artigo veremos como este grande historiador respondeu suas próprias questões sobre a existência de Jesus. Então, como podemos saber com certeza que este homem, que muitos idolatram e outros amaldiçoam, foi de fato real? Será que Johnson está correta quando afirma que Jesus Cristo é uma “compilação de outros deuses”? E Russell está certo quando ele diz que a existência de Jesus é “bastante duvidosa”?

Mito versus Realidade

Vamos começar com uma questão mais fundamental: O que distingue mito de realidade? Como sabemos, por exemplo, que Alexandre o Grande de fato existiu? Supostamente, em 336 a.C., Alexandre o Grande tornou-se rei da Macedônia com 20 anos de idade. Um gênio militar, este líder belo e arrogante aniquilou vilas, cidades e reinos do mundo greco-persa até dominá-lo por completo. No curto período de oito anos, os exércitos de Alexandre atravessaram um total de 22.000 milhas em suas conquistas.
Foi dito que Alexandre chorou quando ele não tinha mais mundos para conquistar. (Penso que este não é o tipo de pessoa com quem eu gostaria de jogar Banco Imobiliário.)
Antes de morrer aos 32 anos, Alexandre supostamente alcançou mais feitos militares que qualquer um na história, não somente em comparação aos reis que viveram antes dele, mas também os que vieram depois até nossos tempos. Mas hoje em dia, com exceção de algumas cidades com nome de Alexandria, um filme chato de Oliver Stone e alguns livros, seu legado está quase esquecido. De fato o nome Colin Farrell teve mais poder de atração nas bilheterias do que o de Alexandre.
Apesar do fracasso nas bilheterias, os historiadores acreditam que Alexandre existiu por causa de três razões primárias:

  • documentos escritos de historiadores antigos
  • impacto histórico
  • outras evidências históricas e arqueológicas

Documentos históricos sobre Jesus

A historicidade de Alexandre o Grande e suas conquistas militares são tiradas de cinco origens antigas, mas nenhuma delas foram testemunhas oculares. Apesar de escrito 400 anos após a morte de Alexandre, o Vida de Alexandre de Plutarco é o principal relato de sua vida.
Visto que Plutarco e outros escritores estavam separados por centenas de anos dos eventos da vida de Alexandre, eles baseiam suas informações em relatos anteriores. Dos vinte relatos históricos contemporâneos a Alexandre, nenhum sobreviveu. Existem relatos mais tardios, mas cada um apresenta um “Alexandre” diferente, deixando muito para a imaginação. Porém, apesar do intervalo de centenas de anos, os historiadores estão convencidos de que Alexandre foi um homem real e que os detalhes essenciais do que lemos sobre sua vida são verdadeiros.
Mantendo Alexandre como um ponto de referência, notaremos que para Jesus existem relatos tanto religiosos quanto seculares. Mas devemos levantar a questão: será que eles foram escritos por historiadores confiáveis e objetivos? Vamos dar uma olhada.

O Novo Testamento

Os 27 livros do Novo Testamento declaram ter sido por autores que conheciam Jesus ou obtiveram conhecimento sobre ele de outros. Os quatro relatos de evangelho registram a vida e as palavras de Jesus de diferentes perspectivas. Esses relatos foram amplamente analisados por estudiosos tanto de dentro quanto de fora do cristianismo.
O estudioso John Dominic Crossan acredita que menos de 20 por cento do que lemos nos evangelhos são os dizeres originais de Jesus. Mas mesmo este cético não refuta que Jesus Cristo de fato existiu.
Apesar das visões de Crossan e das de alguns outros estudiosos marginais como ele, o consenso da maioria dos historiadores é de que os relados do evangelho nos dão uma figura clara de Jesus Cristo. A confiabilidade dos relatos do Novo Testamento é o tema de outro artigo (consulte “Jesus.doc”), então observaremos fontes não cristãs para responder nossa questão de se Jesus de fato existiu.

Relatos não cristãos antigos

Quais historiadores do primeiro século que escreveram sobre Jesus não tinham intenções cristãs?
Primeiramente, vamos ver os inimigos de Jesus.
Seus oponentes judeus seriam os que mais teriam a ganhar negando a existência de Jesus. Mas as evidências apontam o contrário. “Muitos textos judeus contam sobre sua existência em carne e sangue. Ambos os Guemoras do Talmude judeu fazem referência a Jesus. Apesar de consistirem apenas de algumas poucas e amargas passagens que visam refutar a divindade de Jesus, esses são textos judeus muito antigos que não o indicam como uma pessoa histórica.”[5]
Flávio Josefo foi um notável historiador judeu que começou a escrever sob a autoridade romana em 67 d.C. Josefo, nascido apenas alguns anos após a morte de Jesus, tinha conhecimento da reputação de Jesus tanto entre os romanos quanto entre os judeus. Em seu famoso Antiguidades Judaicas (93 d. c.), Josefo escreveu de Jesus como uma pessoa real. “Naquele tempo viveu Jesus, um homem santo, se ele pode ser chamado de homem, pois realizou trabalhos poderosos, ensinou os homens, e recebeu com prazer a verdade. E ele foi seguido por muitos judeus e muitos gregos. Ele foi o messias”.[6] Apesar de haver certa controvérsia sobre a redação do relato, especialmente quanto à referência de Jesus ser o messias (estudiosos são céticos, pensando que os cristãos inseriram esta frase), Josefo de fato confirmou sua existência.
E sobre os historiadores seculares que viveram nos tempos antigos, mas não tinham motivações religiosas? Existe atualmente confirmação de pelo menos 19 escritores seculares antigos que fizeram referência a Jesus como uma pessoa real.[7]
Um dos maiores historiadores da antiguidade, Cornélio Tácito, afirmou que Jesus sofreu com Pilatos. Tácito nasceu cerca de 25 anos antes da morte de Jesus e ele testemunhou como o alastramento do cristianismo começou a afetar Roma. Os historiadores romanos escreveram negativamente sobre Cristo e os cristãos, identificando-os em 115 d. c. como uma “raça de homens detestados por suas práticas e chamados geralmente de Chrestiani. O nome deriva-se de Chrestus, que, no reino de Tibério, sofreu com Pôncio Pilatos, procurador da Judeia.”[8]

Os seguintes fatos sobre Jesus foram escritos por fontes antigas não cristãs:

  • Jesus era de Nazaré.
  • Jesus viveu uma vida virtuosa e sábia.
  • Jesus foi crucificado na Judeia por Pôncio Pilatos durante o reinado de Tibério César na época da páscoa, sendo considerado um rei judeu.
  • Os discípulos de Jesus acreditavam que ele morreu e ressuscitou dentre os mortos três dias depois.
  • Os inimigos de Jesus reconheciam que ele realizava feitos desconhecidos que eram chamados de “bruxaria”.
  • O pequeno grupo de discípulos de Jesus multiplicou-se rapidamente, alastrando-se até Roma.
  • Os discípulos de Jesus negavam o politeísmo, viviam vidas moralmente adequadas e idolatravam Cristo como Deus.

O teólogo Norman Geisler declarou:

“Esta visão geral é completamente coerente com a do Novo Testamento”.[9]

Todos esses relatos independentes, religiosos e seculares, falam de um homem real que combina muito bem com o que é dito de Jesus nos evangelhos. A Enciclopédia Britânica cita esses vários relatos seculares da vida de Jesus como prova convincente de sua existência. Ela declara:

“Esses relatos independentes provam que nos tempos antigos os oponentes do cristianismo nunca duvidaram da historicidade de Jesus”.[10]

Impacto histórico

Uma importante distinção entre um mito e uma pessoa real é como esta figura impacta a história. Por exemplo, muitos livros foram escritos e filmes foram produzidos sobre o Rei Artur de Camelot e seus Cavaleiros da Távola Redonda. Esses personagens tornaram-se tão notáveis que muitos acreditam terem sido pessoas reais. Porém os historiadores buscaram pistas da sua existência e não conseguiram descobrir nenhum impacto histórico exercido nas leis, ética ou religião. Um reino com a grandiosidade de Camelot teria certamente deixado suas marcas na história contemporânea. A falta de impacto histórico indica que o Rei Artur e seus Cavaleiros da Távola Redonda não passam de mito.
O historiador Thomas Carlyle disse: “Nenhum grande homem vive em vão. A história do mundo é como uma biografia dos grandes homens”.[11] Como indicado por Carlyle, são as pessoas reais, não os mitos, que exercem impacto na história.
Como uma pessoa real, Alexandre afetou a história com suas conquistas militares, alteração de nações, governos e leis. E sobre Jesus Cristo e seu impacto no mundo?
Os governos do primeiro século da Judeia e de Roma não foram muito afetados pela vida de Jesus. O cidadão romano médio não sabia que ele existiu até muitos anos após sua morte, e a cultura romana permaneceu à parte de seus ensinamentos por décadas, e muitos séculos se passariam antes de matar cristãos no coliseu tornar-se um passatempo nacional. O resto do mundo do mundo teve pouco conhecimento dele. Jesus não liderou nenhum exército. Ele não escreveu nenhum livro nem mudou nenhuma lei. Os líderes judeus esperavam ter eliminado sua memória e parecia terem conseguido.
Hoje, contudo, a Roma antiga está em ruínas. As poderosas legiões de César e a pompa da potência imperial romana foram esquecidas. E como Jesus é lembrado hoje? Qual é a sua influência duradoura?

  • Mais livros foram escritos sobre Jesus do que sobre qualquer outra pessoa na história.
  • Nações usaram suas palavras como base para seus governos. De acordo com Durant, “o triunfo de Cristo foi o início da democracia”.[12]
  • Seu Sermão no monte estabeleceu um novo paradigma de ética e moral.
  • Escolas, hospitais e trabalhos humanitários foram criados em seu nome. Harvard, Yale, Princeton e Oxford são algumas das universidades que devem aos cristãos sua fundação.
  • O papel elevado das mulheres na cultura Ocidental tem suas raízes em Jesus. (As mulheres dos dias de Jesus eram consideradas inferiores e praticamente não pessoas até seus ensinamentos serem seguidos.)
  • A escravidão foi abolida no Reino Unido e nos Estados Unidos com base nos ensinamentos de Jesus de que cada vida humana é valiosa.
  • Ex-dependentes de drogas e álcool, prostitutas e outros buscando propósito na vida declaram que ele é a explicação para a mudança nas suas vidas.
  • Dois bilhões de pessoas consideram-se cristãs. Enquanto algumas são cristãs apenas no nome, outras continuas a influenciar nossa cultura de acordo com os princípios ensinados por Jesus de que toda vida é valiosa e que devemos amar uns aos outros.

Um dos céticos que pensaram que Jesus era um mito foi o jornalista britânico Malcolm Muggeridge. Em uma designação da televisão para Israel, foram apresentadas a Muggeridge evidências sobre Jesus Cristo que ele não sabia que existiam. Ao visitar os locais históricos—o local do nascimento de Jesus em Belém, a cidade de Nazaré, o local da crucificação e a tumba vazia—um sentido da realidade de Jesus começou a surgir.
Mais tarde ele declarou:

“Foi quando eu estava na Terra Sagrada para realizar três programas de televisão para a BBC sobre o Novo Testamento que uma… certeza apoderou-se de mim sobre o nascimento, ministérios e crucificação de Jesus. … Eu percebi que de fato existiu um homem, Jesus, que também era Deus”.[15]

Alguns estudiosos alemães altamente críticos dos séculos 18 e 19 questionaram a existência de Jesus, dizendo que tais figuras principais como Pôncio Pilatos e clérigo chefe Caifás dos relatos do evangelho nunca foram confirmados como reais. Não foi possível nenhuma resposta até meados do século 20.
Arqueólogos confirmaram a existência de Pilatos em 1962 quando descobriram este nome incluído em uma inscrição em uma pedra escavada. Da mesma maneira, a existência de Caifás era incerta até 1990, quando um ossuário (caixa de ossos) foi descoberto contendo esta inscrição. Os arqueólogos também descobriram o que acreditam ser a casa de São Pedro e uma caverna onde João Batista teria feito seu batizado.
Por fim, talvez a evidência histórica mais convincente da existência de Jesus foi a rápida ascensão do cristianismo. Como pode ser explicado sem Cristo? Como esse grupo de pescadores e outros trabalhadores poderiam ter inventado Jesus em um poucos anos? Durant respondeu sua própria questão introdutória—Cristo realmente existiu?—com a seguinte conclusão:

Alguns homens simples terem inventado em uma geração uma personalidade não poderosa e atraente, tão elevada, ética e inspiradora de uma visão de irmandade humana, seria um milagre ainda mais incrível do que os registrados nos evangelhos. Após dois séculos de muitas críticas a descrição da vida, personalidade e ensinamentos de Jesus permanecem razoavelmente claras e constituem uma das obras mais fascinantes da história do Ocidente.

O veredito dos estudiosos

Clifford Herschel Moore, professor da Universidade de Harvard, declarou sobre a historicidade de Jesus que “o cristianismo conheceu seu salvador e redentor e não um deu qualquer cuja história era baseada em fé mítica. … Jesus foi histórico e não um ser mítico. Nenhum mito remoto ou desagradável introduziu-se na crente cristão; sua fé baseava-se em fatos positivos, históricos e aceitáveis”.[16]
Poucos historiadores sérios ainda concordam com as afirmações de Ellen Johnson e Bertrand Russell de que Jesus não existiu. A ampla documentação da vida de Jesus por escritores da época, seu profundo impacto histórico e a evidência tangível e confirmadora da história persuadiram os estudiosos de que Jesus de fato existiu. Será que um mito poderia ter feito tudo isso? Apenas alguns estudiosos extremamente céticos dizem que não.
Dr. Michael Grant da Cambridge escreveu: “resumindo, os métodos críticos modernos falham em suportar a teoria de Cristo como mito. Ela foi diversas vezes respondida e eliminada por estudiosos de primeira linha. Nos últimos anos nenhum estudioso sério se aventuraria a postular a não historicidade de Jesus”.[17]
O historiador da Yale Jaroslav Pelikan declarou: “independente do que qualquer um possa pensar ou acreditar sobre ele, Jesus de Nazaré foi uma figura dominante na história da cultura ocidental por quase vinte séculos. … É de seu nascimento que a maioria das raças humanas datam seus calendários, é em seu nome que milhões amaldiçoam e rezam”.[18]
Fonte: Y-jesus.org

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