ESTUDOS TEOLÓGICOS: UMA DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA OU NÃO DOS IRMÃOS DE JESUS

A Semana Santa sempre é mais rica em literatura sobre o assunto: Jesus. Por isso estamos editando a coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS novamente, com um tema muito polêmico entre cristãos: os irmãos de Jesus! Nesta edição está em discussão as afirmações do livro “Jesus e os manuscritos do Mar Morto” do autor David Donnini, que acredita ter tido Jesus muitos irmãos. Leia o texto completo a seguir e tire suas conclusões!

Os irmãos de Jesus: um mistério bíblico ainda sem solução

Maria deu à luz uma única vez ou teve vários filhos depois de Jesus? Trechos da Bíblia levam pesquisadores a acreditar na segunda hipótese

Os irmãos de Jesus: um mistério bíblico ainda sem solução - Planeta
Jesus faz o Sermão da Montanha, em tela de Carl Bloch (1834-1890): há pistas na Bíblia de que ele tinha irmãos. Crédito: The Museum of National History/Wikimedia
Em várias passagens dos evangelhos há menções diretas ou indiretas a irmãos e irmãs de Jesus, todos filhos de Maria. Ao contar como Jesus nasceu, Lucas diz, no evangelho que leva seu nome, que Maria deu à luz seu filho primogênito. Se Jesus fosse o único filho de Maria, não haveria por que referir-se a ele como o primogênito, isto é, o primeiro entre outros.

“Também no Evangelho de Mateus a palavra primogênito aparece nas antigas versões em latim, mas os tradutores cortaram essa palavra”, diz o historiador florentino David Donnini, autor do livro Jesus e os Manuscritos do Mar Morto. “Estava escrito em Mateus – diz ele: ‘Peperit filium suum primogenitum‘. A última palavra foi suprimida. E na versão em grego se lê, com mais detalhe: ‘E não a conheceu até que deu à luz seu filho primogênito, a quem deu o nome de Jesus’.” A frase refere-se a José, o pouco lembrado pai de Jesus, com quem Maria não teria tido relações sexuais “até que deu à luz seu filho primogênito”. E a família foi numerosa, segundo o especialista em cristianismo antigo Mauro Pesce, da Universidade de Bolonha: quatro irmãos e um número não sabido de irmãs.

Segundo o historiador David Donnini, a palavra primogênito figura nas primeiras versões em latim do Evangelho de Mateus, mas depois os tradutores a cortaram.

Tiago, o chefe da Igreja de Jerusalém após a morte de Jesus, seria outro dos filhos de Maria e José.

Facção antirromana

“Sobre a existência dos irmãos e irmãs de Jesus não faltam menções no Novo Testamento. O mais importante deles chamava-se Giacomo (Tiago), que foi o chefe da Igreja de Jerusalém após a morte de Jesus”, diz o historiador. De acordo com ele e outros estudiosos, Tiago era o líder de uma facção antirromana do cristianismo antigo, até ser assassinado.

O Evangelho de Marcos diz explicitamente: “Chegaram sua mãe e seus irmãos e, tendo ficado do lado de fora, mandaram chamá-lo. Muita gente estava sentada ao redor dele, e lhe disseram: Olha, tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora, à tua procura” (Marcos, capítulo 3, versículos 31-32). A mesma passagem é descrita por Lucas (Lc 8, 19-20). E Marcos, em outra passagem (Mc 6, 3), cita os nomes dos quatro irmãos de Jesus e ainda pergunta pelas irmãs: “Não é este o carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, Joset (variação de José), Judas e Simão? E as suas irmãs, não estão aqui entre nós?”

A mesma passagem está em Mateus, com ligeiras diferenças de palavras: “Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não estão todas conosco?” (Mt 13, 55).

Em João também há referência aos irmãos de Jesus: “Aproximava-se a Festa dos Judeus, chamada dos Tabernáculos, e seus irmãos lhe disseram: Parte daqui e vai para a Judeia, para que também os teus discípulos vejam as obras que tu fazes” (Jo 7, 2-3). O trecho é importante porque faz uma clara distinção entre irmãos e discípulos. Irmãos poderiam significar não irmãos de sangue, mas de fé, e o texto descarta essa hipótese.

A menção de Paulo

De todos os textos canônicos do catolicismo, as cartas de Paulo, o grande propagador do cristianismo entre os não hebreus, são consideradas os documentos mais próximos da realidade histórica. Todas foram escritas por ele mesmo, após a morte de Jesus e muitos anos antes das transcrições dos evangelhos. Numa das cartas, ele diz: “Só três anos depois fui a Jerusalém para conhecer Pedro e não vi nenhum dos outros apóstolos, com exceção de Tiago, o irmão do Senhor” (Gal 1, 18-19).

Os evangelistas nunca escreveram seus evangelhos. Todos foram transmitidos por via oral e transcritos dezenas de anos depois por diferentes escribas da Igreja, que lhes deram os nomes que têm como homenagem aos apóstolos, já falecidos. As cartas de Paulo, ao contrário, não passaram por transcrições ou traduções de terceiros e foram preservadas tal qual o apóstolo as escreveu. Nelas, em nenhum momento Paulo fala em virgindade de Maria ou que Jesus fosse seu único filho. Na verdade, de Maria não cita nem mesmo o nome. Sobre o nascimento de Jesus, a única coisa que diz é que “nasceu de uma mulher, segundo a Lei”, referindo-se à lei dos hebreus.

O culto a Maria é posterior. Ela só foi declarada virgem no século 4 d.C., quando o patriarca Cirilo fez valer sua tese de que Maria era mãe de Deus, o Deus Jesus, e não do homem Jesus – tornando, assim, possível (ao menos no plano teológico) sua virgindade carnal. No entanto, a ideia de que Jesus era Deus é estranha aos evangelhos, pois o próprio Jesus refere-se inúmeras vezes ao “Pai que está no céu”, inclusive quando, na cruz, pronuncia a célebre frase: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27, 46; Mc 15, 34) – cujo real significado permanece um grande mistério.

Sucessão familiar

As incongruências provam como era importante para a Igreja demonstrar a virgindade de Maria, 400 anos depois do nascimento de Jesus. E o porquê disso é também um mistério. A questão não existia na época em que Maria era viva. Aparentemente, havia coisas mais importantes a tratar. Havia perseguições, a Palestina vivia convulsionada. Quando Jesus morre, quem será seu sucessor? Jesus havia feito uma multidão de seguidores e eles precisavam de um chefe. Seria Pedro? João? Ou Maria Madalena? E Maria, a mãe, seria ouvida sobre essa questão? E José, o pai?

A sucessão de Jesus seria um problema sério se ele fosse o único filho de Maria. Felizmente, para o cristianismo, não era. O escolhido foi Tiago – o que pode parecer estranho, porque Jesus diz no Evangelho de Mateus (Mt 16, 18) que seu eleito para construir sua Igreja era Pedro. Mas Tiago foi escolhido porque era irmão de Jesus, “seguindo uma regra semelhante à do califado muçulmano xiita, em que o sucessor deve ser sempre um membro da família, diferentemente da regra sunita, em que o sucessor é eleito por seus seguidores”, explica o historiador Mauro Pesce.

Mas Tiago, além de irmão, tinha méritos. De acordo com o historiador Robert Eisenman, da California State University e autor de Tiago, o Irmão de Jesus, ele era o chefe de um grupo de cristãos que não aceitavam a dominação romana da Palestina, pregavam que o reino de Deus estava próximo – seria antirromano e neste mundo – e defendiam a pureza da tradição hebraica (eram, por isso mesmo, chamados de integristas). Não havia unanimidade entre os judeus sobre a dominação romana e toda a região vivia, já naquela época, em pé de guerra.

Sobrinhos de Jesus

O irmão de Jesus foi chefe da Igreja até o ano 61 d.C., quando irromperam violentas revoltas na Palestina e ele foi apedrejado até a morte, a mando de judeus colaboracionistas que o acusaram de estar por trás das rebeliões. Em 70 d.C., as tropas de ocupação romanas atearam fogo ao Templo de Jerusalém, destruindo-o, fato que é atribuído nos evangelhos apócrifos do Mar Morto à punição divina pelo assassinato de Tiago.

Outro irmão de Jesus, Judas, também teria participado dos movimentos de libertação. Seus filhos foram presos como subversivos em 90 d.C., durante as perseguições movidas pelo imperador romano Domiciano. O fato é citado por Eusébio de Cesareia – historiador, teólogo e bispo da Igreja do século 4 -, lembrando que os presos eram sobrinhos de Jesus e membros da estirpe real de Israel.

A Igreja Católica justifica a menção a irmãos e irmãs de Jesus nas escrituras como um mal-entendido semântico. Seriam primos dele, filhos de uma irmã de Maria também chamada Maria, dita “de Cleofas”. De acordo com essa explicação, a confusão vem do fato de que em aramaico se emprega a mesma palavra para irmão e primo. “Mas essa ideia não se sustenta”, afirma David Donnini. “Os evangelhos não foram escritos originariamente em aramaico, mas em grego, e o termo utilizado é adelphos, que significa inequivocamente irmão, e não primo.”

Outro historiador, Daniel Maguerat, da Universidade de Bolonha, foi tirar a prova: examinou os textos dos evangelhos na língua original e só descobriu um único caso em que o termo irmão podia estar sendo usado para designar primo. Em todos os outros, era irmão mesmo.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: UMA DISCUSSÃO SOBRE A EXISTÊNCIA OU NÃO DOS IRMÃOS DE JESUS

ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO PILATOS É DESNUDADO PELO HISTORIADOR ALDO SCHIAVONE

Enfim um novo livro sobre um personagem polêmico e enigmático na história da humanidade que nunca havia ficado claro a sua participação ou intenção no que tange a condenação e crucificação de Jesus. Nesse livro, o autor, Aldo Schiavone revista a figura do governador que julgou Jesus para explicar sua ambiguidade e afirma ser inverossímil que ele tenha lavado as mãos. Portanto lhe convido a ler o artigo a seguir e conhecer melhor esse grande personagem da história.

Historiador desterra mitos sobre Pilatos e diz que é inverossímil que ele tenha lavado as mãos

Aldo Schiavone revisita a figura do governador que julgou Jesus para explicar sua ambiguidade

'Ecce Homo', de Antonio Ciseri.‘Ecce Homo’, de Antonio Ciseri.

Poucas figuras entraram para a história como Pilatos, aparecendo brevemente, com uma só ação, para depois se volatilizar deixando poucos rastros. Além disso, chegou a nós como uma figura ambígua. O historiador italiano Aldo Schiavone publica na Espanha o livro Poncio Pilato – Un Enigma entre la Historia y el Misterio (editora Trotta), um interessante livro que mergulha em tudo o que se pode saber sobre ele, nos Evangelhos e nas únicas quatro fontes históricas encontradas: textos de Flavio Josefo e Fílon de Alexandria, uma menção de Tácito e a inscrição em uma pedra achada em 1961.

Para o autor, Pilatos se viu metido num imbróglio que punha em risco os complexos equilíbrios políticos de um país revoltoso e cuja cultura lhe parecia bárbara e incompreensível. Para complicar ainda mais as coisas, o relato teria sido desfigurado pela óptica antijudaica impressa nos Evangelhos, que procurava também deixar os romanos com uma boa imagem para que a nova fé prosperasse no império, e força situações incompreensíveis à luz histórica. E, como última tese, Schiavone aponta que Pilatos inclusive chegou a compreender que Jesus estava decidido a morrer e não poderia fazer nada para evitá-lo. Não só isso: intuiu que devia colaborar em um desenho sobrenatural que lhe escapava, como uma espécie de cooperador necessário.

“Este o ponto mais delicado de toda a história”, afirma o autor por telefone de Roma. “Eu acredito que isso foi ocultado porque punha em xeque o equilíbrio entre predestinação e livre arbítrio, e sobretudo a responsabilidade judaica na morte de Jesus. O relato de João, o mais preciso, trai esta realidade, esta profecia que se autocumpria, pois há saltos no relato que tornam evidente que algo aconteceu ali. Pilatos, depois da enésima tentativa de salvar Jesus, se rende e diz: que se cumpra o seu destino. Mas isso era difícil de dizer, e os evangelhos não dizem”. Assim se explica, opina Schiavone, a ambiguidade de Pilatos na tradição e o fato de Tertuliano, um dos primeiros grandes autores cristãos, ter dito no século II que o governador da Judeia tinha “coração cristão”.

Schiavone segue em sua análise os Evangelhos, escritos décadas depois do ano 30, porque acredita que “há na memória um fundo de verdade decifrável, não quer dizer que seja tudo falso, e o que se pode verificar costuma corresponder aos dados históricos”. Pelo caminho, detona estereótipos. O mais famoso: a lavagem de mãos: “É um gesto totalmente hebraico. É impensável que um dirigente romano fizesse um gesto assim em um processo. Uma incongruência cultural e jurídica”, raciocina. “Mas era necessário que ficasse claro para o leitor judeu que o praefectus não tinha nada a ver com o assunto”. Para o autor, é o marco zero na genealogia do antissemitismo cristão.

Haveria outros elementos forçados. Como a introdução do povo judeu como tal no processo contra Jesus. Marcos e Mateus colocam a multidão no relato, em frente ao palácio de Pilatos, para que compartilhe uma responsabilidade que, de outra forma, recairia apenas sobre os sacerdotes. Sobretudo, em nenhuma parte se explica o motivo: por que a mesma cidade que seis dias antes recebera Jesus como um herói muda de opinião e exige sua morte. Na mesma linha se situa o dilema público entre Jesus e Barrabás, outro personagem sem base histórica. “É outra falsificação. Era necessário que o povo por completo se apresentasse em cena. Mas é totalmente irreal que se convocasse uma assembleia popular em frente ao palácio. Ali não havia uma praça, uma ágora, nem quem a convocasse. Certamente não os sacerdotes, pois os romanos não teriam permitido, e tampouco os próprios romanos. O mais provável é que fossem só os sacerdotes com um pequeno grupo.”

Os sacerdotes, que viam em Jesus um perigo teológico e político, queriam envolver os romanos em seu plano para eliminá-lo, usando-os como anteparo perante o povo, cuja reação temiam. Jesus, acredita o autor, era um personagem conhecido, destacava-se no exército de pregadores e iluminados da Palestina no século I. A acusação útil foi de que instigava à insurreição. Roma governava com o consenso, com alianças com as aristocracias locais, e isto era ainda mais marcado nas províncias do Oriente, com civilizações mais antigas. Não eram os bárbaros do norte, que simplesmente eram submetidos. Nessa época se vivia na Judeia um messianismo apocalíptico, misturado com a política e a resistência ao invasor. Os romanos, tão afastados desta cultura, viam esse lugar como um hospício. “Nenhuma das populações submetidas tinha produzido nada parecido com a Bíblia”, diz o historiador.

Pilatos temia uma armadilha, ser instrumento de um ajuste de contas entre facções, acabar utilizado por sacerdotes saduceus para se livrarem de um adversário, e que isso desencadeasse a ira popular. Os saduceus eram a aristocracia local, colaboravam com os romanos, mas eram uma minoria. De fato, seriam massacrados na revolta do ano 66. Todo o interrogatório de Jesus, segundo o relato dos Evangelhos, é uma sondagem de Pilatos para saber o que se está tramando. E revela que ele não tinha nada contra Jesus, procurava uma imputação, mas não a encontrava. Os textos não esclarecem em que língua falaram, provavelmente aramaico. Em nenhum lugar consta que Jesus falasse grego. Talvez houvesse um intérprete. Jesus não se defende em nenhum momento, e frases como “Meu reino não é deste mundo” desnorteariam Pilatos que, em todo caso, percebeu que não se achava diante de um rebelde. Segundo Schiavone, mais que um interrogatório, tornou-se “uma conversa em que Pilatos parece cada vez mais fascinado e perturbado”, e quase um diálogo platônico. Até que, muito a seu pesar, o envia para a morte.

Só há sete nomes próprios na Paixão: Judas, Anás, Caifás, Barrabás, Herodes Antipas, José de Arimateia e Pilatos. Sobre Judas e Barrabás não há confirmação histórica, mas dos outros cinco, sim. E Pilatos é o mais importante. Não vivia em Jerusalém, e sim em Cesareia, a capital, perto da Síria. Cidade pagã e litorânea, mais agradável. Mas naquela semana havia festas e ele estava em Jerusalém, 40.000 habitantes. Uma cidade grande na época, mas tudo ficava perto. Os deslocamentos do relato evangélico são questão de ruas. Aldo Schiavone aponta que tudo começou provavelmente em 6 de abril do ano 30, uma quinta-feira.

Pilatos estava na Judeia desde o ano 26. Chegou com 40 anos de idade. Não sabemos nada de sua vida anterior, nem seu nome. É possível que fosse Lúcio ou Tito. Seu primeiro episódio conhecido, relatado por Flávio Josefo, foi um incidente assim que assumiu o cargo. Entrou à noite em Jerusalém com as tropas, que levavam insígnias e retratos do imperador, algo proibido na religião judaica, que se opunha às imagens na Cidade Santa. Uma multidão se congregou por cinco dias diante do seu palácio dias para exigir que fossem retiradas, e no sexto a situação estourou: o governador mandou a guarda dissolver a multidão à força. Mas os judeus se jogaram no chão dispostos ao sacrifício, algo que deixou Pilatos estupefato. Viu então que a religião era algo “passional e decisivo” para essa gente, diz Schiavone, e isso condicionou sua atitude posterior, para se movimentar com mais tato.

Depois da morte Jesus só há duas menções a Pilatos, sobre novos incidentes. Foi afastado após dez anos em seu cargo e chamado a Roma. Como era inverno, ano 36 ou 37, não podia fazer a viagem por mar e foi por terra. Mas justo então morreu o imperador Tibério, em 17 de março de 37, e não voltamos a saber mais nada sobre ele.

Fonte: EL PAÍS

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: O ENIGMÁTICO PILATOS É DESNUDADO PELO HISTORIADOR ALDO SCHIAVONE

ESTUDOS TEOLÓGICOS: O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE BÍBLIA E O PERSONAGEM “JESUS”

ESTUDOS TEOLÓGICOS: O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE BÍBLIA E O PERSONAGEM “JESUS”
SP - 22/07/2016 - ISTOE - OS GURUS DA INTELECTUALIDADE BRASILEIRA. MARIO SERGIO CORTELLA - FOTO: FELIPE GABRIEL

Nesta quinta-feira voltamos com a coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS com o professor Mario Sérgio Cortella, numa entrevista,  esclarecendo muitos pontos obscuros da história de Jesus, como ele existiu realmente?. Vale a pena conferir e tirar suas dúvidas. Assista a esse vídeo espetacular!

Fonte:

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: O QUE A CIÊNCIA DIZ SOBRE BÍBLIA E O PERSONAGEM “JESUS”

ESTUDOS TEOLÓGICOS: 7 QUESTIONAMENTOS BÁSICOS SOBRE REENCARNAÇÃO

Caro(a) leitor(a), nesta sexta-feira vamos apreciar na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS sete questionamentos fundamentais sobre Reencarnação. São perguntas básicas com respostas plausíveis que pode esclarecer dúvidas que você e um sem número de pessoas têm sobre esse fenômeno natural da humanidade, mas tão mal compreendido pela cristandade por pura ignorância. ´Portanto, você que ainda tem dúvidas ou não conhece o fenômeno aproveite a oportunidade para entender quando, como e porque isso ocorre com o ser humano!

Reencarnação: sete perguntas básicas

Confira uma síntese das perguntas mais comuns sobre reencarnação e suas respostas, oriundas de fontes como escolas orientais, o espiritismo e as pesquisas de Ian Stevenson, o mais conhecido estudioso do assunto.

“Vinte e Cinco Bodhisattvas Descendo do Céus”, pintura japonesa, c. 1300. No budismo, os bodhisattvas são almas que voltam ao plano terrestre para missões de grande importância para a coletividade. Imagem: Museu de Arte Kimbell, Texas

Para que serve a reencarnação?

Se tivemos vidas passadas, por que não nos lembramos delas?

Segundo as escrituras védicas, o trauma do nascimento nos faz esquecer tudo sobre nossas vidas anteriores. Muitos adeptos da ideia da reencarnação observam que lembrar-se de informações sobre vidas passadas poderia ser um fator de perturbação, ao fazer a pessoa perder o foco na existência presente e na resolução das questões que ela envolve.

O que trazemos, então, de nossas vidas passadas?

Traços de caráter, personalidade, qualidades e habilidades. O caso de Mozart, compositor desde os 4 anos de idade, seria um exemplo disso. Para vários estudiosos, porém, crianças-prodígio como Mozart possuem uma característica mental própria que lhes dá uma memória de alta retenção e uma habilidade incomum para organizar pensamentos.

Quantas encarnações teremos ao todo?

É impossível precisar isso, pois cada alma segue uma trajetória evolutiva particular. É a maior ou menor rapidez ao conquistar o estado de equilíbrio psicoespiritual que vai ditar o número de reencarnações.

Em que momento ocorreria a reencarnação?

Os espíritas afirmam que a ligação da alma com o corpo existe desde a fecundação, mas não há certeza absoluta sobre isso.

Ian Stevenson estudou o caso de um menino indiano, Jasbir Lal Jat, que aos 3 anos quase morreu de varíola. Depois da recuperação, seu comportamento mudou drasticamente; ele dizia que morava a 30 km de distância, pertencia à casta brâmane e recusava os alimentos que a mãe preparava no chão, por não serem feitos segundo os costumes de sua classe.

Seu modo de expressar-se também se sofisticara. Ele disse chamar-se Sobha Ram na vida anterior e que morrera ao cair de uma carruagem. Stevenson conseguiu confirmar 38 informações dadas por Jasbir sobre Sobha Ram. Para o pesquisador, poderia tratar-se de um caso de reencarnação, embora a hipótese de possessão espiritual não devesse ser descartada.

Qual é o tempo que se passa entre duas encarnações?

É variável. Segundo o espiritismo, esse intervalo tem relação com a gradação do resgate a ser cumprido na vida seguinte – os mais endividados permanecem menos tempo no outro plano. Mas casos estudados por Ian Stevenson e as reencarnações dos dalai lamas, por exemplo, parecem indicar que existem outros fatores a ser considerados.

Quem atinge a perfeição não volta a reencarnar?

Para escolas orientais e ocidentais, a reencarnação não é necessária nesse estágio, mas algumas almas regressam à matéria em missões de grande importância para a coletividade (por exemplo, mestres, santos, bodhisattvas).

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: 7 QUESTIONAMENTOS BÁSICOS SOBRE REENCARNAÇÃO

ESTUDOS TEOLÓGICOS: JESUS É RELEVANTE HOJE EM DIA?

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta terça-feira estou publicando um texto extraído do site y-jesus.org, que questiona a relevância de Jesus nos dias de hoje. Um estudo com muitos questionamentos e explicações que vale a pena ler e aprofundar o conhecimento teológico para tentar entender a verdadeira missão de Jesus aqui na terra.

Resultado de imagem para Jesus é relevante hoje em dia?

Jesus é relevante hoje em dia?

Muitos pensam que Jesus Cristo quer que sejamos religiosos. Eles pensam que Jesus veio para tirar toda a diversão da vida e nos dar regrar impossíveis de seguir. Eles estão dispostos a chamá-lo de grande líder do passado, mas dizem que ele não é relevante para as suas vidas hoje em dia.

Josh McDowell era um universitário que pensava que Jesus era somente outro líder religioso que definiu regras impossíveis de seguir. Ele pensava que Jesus era totalmente irrelevante para sua vida.

Então um dia, em uma mesa de refeições de um grêmio estudantil, McDowell sentou-se ao lado de uma vibrante e jovem colega com um sorriso radiante. Intrigado, ele perguntou a ela por que ela estava tão feliz. Sua resposta imediata foi“Jesus Cristo!” 

Jesus Cristo? McDowell rosnou, disparando de volta:

“Ah, pelo amor de Deus, não comece com isso. Estou cheio de religião, cheio da igreja e cheio da Bíblia. Não comece com esse lixo sobre religião.”

Mas a jovem não se alterou e calmamente informou,

“Senhor, eu não disse religião, eu disse Jesus Cristo.”

McDowell ficou perplexo. Ele nunca havia considerado Jesus mais do que uma figura religiosa e ele não queria fazer parte da hipocrisia da igreja. Ainda assim aqui estava esta alegre cristã falando sobre Jesus como de alguém que havia trazido sentido à sua vida.

Cristo alegou responder a todas as profundas questões sobre nossa existência. Em um momento ou outro, todos nos questionamos sobre o sentido da vida. Você já olhou as estrelas em uma noite negra e perguntou-se quem as colocou lá? Ou olhou um pôr-do-sol e pensou sobre as maiores questões da vida:

  • “Quem sou eu?”
  • “Por que estou aqui?”
  • “Para onde vou depois que morrer?”

Apesar de outros filósofos e líderes religiosos terem oferecido suas respostas sobre o sentido da vida, mas somente Jesus Cristo provou suas credenciais voltando dos mortos. Céticos como McDowell que originalmente zombavam da ressurreição de Jesus descobriram que existem evidências convincentes que isto realmente aconteceu.

Jesus concede real sentido à vida. Ele disse que a vida é muito mais do que ganhar dinheiro, divertir-se, ter sucesso e terminar em um cemitério. Ainda assim, muitas pessoas tentam encontrar sentido na fama e no sucesso, mesmo as maiores estrelas…

Madonna tentou responder a pergunta de “Por que estou aqui?” tornando-se uma diva, confessando: “por muitos anos pensei que a fama, fortuna e a aprovação popular trariam felicidade. Mas um dia você acorda e percebe que não trazem… Eu ainda sentia que faltava algo… Eu queria saber o sentido da felicidade verdadeira e duradoura e como poderia encontrá-la”.[1]

Outros desistiram de encontrar sentido. Kurt Cobain, vocal da banda grunge de Seattle Nirvana, desesperou-se com a vida aos 27 anos e cometeu suicídio. O desenhista da era do Jazz Ralph Barton também pensava que a vida era sem sentido e deixou a seguinte nota de suicídio: “Eu tive algumas dificuldades, muitos amigos, grandes sucessos; Passei de esposa a esposa e de casa a casa, visitei muitos países do mundo, mas agora estou farto de inventar coisas para preencher 24 horas do dia.”[2]

Pascal, o grande filósofo francês acreditava que o vazio interior que todos sentimos somente pode ser preenchido por Deus. Ele declara que “há um vácuo no formato de Deus no coração de cada homem que somente Jesus pode preencher”.[3] Se Pascal estiver certo, esperaríamos que Jesus não somente respondesse às questões da nossa identidade e sentido da vida, mas também nos desse esperança de vida após a morte.

Pode haver sentido sem Deus? Não, de acordo com o ateu Bertrand Russell, que escreveu: “a menos que você aceite a existência de deus, a questão do sentido da vida é insignificante”.[4]  Russell resignou-se por fim a “apodrecer” no túmulo. Em seu livro Porque não sou cristão, Russell refutou tudo o que Jesus disse sobre o sentido da vida, incluindo sua promessa de vida eterna.

Mas se Jesus de fato derrotou a morte como declarado pelas testemunhas, (veja “Jesus ressuscitou dos mortos?”) então somente ele poderia falar sobre o sentido da vida e responder à pergunta “para onde vamos?” A fim de entender como as palavras, vida e morte de Jesus podem estabelecer nossas identidades, dar sentido à nossa vida e proporcionar esperança no futuro, precisamos entender o que ele disse sobre Deus, sobre nós e sobre si mesmo.

O que Jesus disse sobre Deus?

Deus é relacional

Muitos pensam que Deus é mais como uma força do que uma pessoa que podemos conhecer e aproveitar. O Deus de quem Jesus falou não é uma Força impessoal como em Guerra nas Estrelas, cuja bondade é medida em voltagem. E nem ele é um grande bicho-papão insensível no céu, tendo prazer em tornar nossas vidas miseráveis.

Pelo contrário, Deus é relacional como nós, mas muito mais. Ele pensa e ouve. Ele se comunica em uma língua que podemos entender. Jesus nos disse e mostrou como Deus é. De acordo com Jesus, Deus conhece cada um de nós intima e pessoalmente, e pensa sobre nós continuamente.

Deus é amoroso

E Jesus disse que Deus é amoroso. Jesus demonstrava o amor de Deus onde quer que fosse, ao curar os doentes e alcançar os feridos e pobres.

O amor de Deus é radicalmente diferente do nosso, pois não é baseado em atração ou desempenho. É totalmente sacrifical e altruísta. Jesus comparou o amor de Deus com o amor de um pai perfeito. Um bom pai quer o melhor para seus filhos, sacrifica-se por eles e abastece-os. Mas, pensando neles, também lhes dá disciplina.

Jesus ilustra o coração amoroso de Deus com uma história sobre um filho rebelde que rejeitou o conselho de seu pai sobre a vida e sobre o que é importante. Arrogante e teimoso, o filho queria deixar de trabalhar e “viver um pouco”. Em vez de esperar até que seu pai estivesse pronto para lhe dar sua herança, ele começou a insistir a seu pai que lhe desse mais cedo.

Na história de Jesus, o pai concede o pedido do filho. Mas as coisas não foram nada bem para o filho. Após desperdiçar seu dinheiro com frivolidades, o filho rebelde teve que trabalhar em uma fazenda de porcos. Logo ele estava tão faminto que até a comida dos porcos lhe parecia boa. Abatido e sem certeza de que seu pai lhe aceitaria de volta, ele arrumou suas coisas e voltou para casa.

Jesus conta que não somente seu pai lhe aceitou de volta, mas também correu para lhe encontrar. E então o pai foi totalmente radical em seu amor e deu uma grande festa para celebrar o retorno de seu filho.

É interessante que mesmo que o pai tenha amado profundamente seu filho, ele não foi atrás dele. Ele deixou o filho que ele amava sentir dor e sofrer as consequências de sua escolha rebelde. De maneira semelhante, as Escrituras ensinam que o amor de Deus nunca arriscará o que é melhor pra nós. Ele nos deixará sofrer as consequências das nossas próprias escolhas erradas.

Jesus também ensinou que Deus nunca compromete Seu caráter. O caráter é quem somos no fundo. É nossa essência da qual todos os pensamentos e ações resultam. Então, como é Deus? Quão profundo?

Deus é sagrado

Ao longo das Escrituras (quase 600 vezes), Deus é denominado “sagrado”. Sagrado significa que o caráter de Deus é moralmente puro e perfeito de todas as maneiras. Imaculado. Isto significa que Ele nunca possui um pensamento impuro ou inconsistente com Sua excelência moral.

Além disso, a santidade de Deus significa que Ele não pode estar na presença do mal. Visto que o mal é o oposto de Sua natureza, Ele o odeia. É como poluição para Ele.

Mas se Deus é sagrado e detesta o mal, por que não criou nosso caráter como o Dele? Por que existem pedófilos, assassinos, estupradores e pervertidos? E por que nós lutamos tanto para manter nossas próprias escolhas morais? Isso nos leva à próxima parte da nossa busca por sentido. O que Jesus disse sobre nós?

O que Jesus disse sobre nós?

Feito para um relacionamento com Deus

Se lermos o Novo Testamento, descobrimos que Jesus falava continuamente do nosso imenso valor para Deus, dizendo que Deus nos criou para ser Seus filhos.

Estrela do rock da banda irlandesa U2, Bono declarou em uma entrevista: “é um conceito surpreendente que o Deus que criou o universo esteja procurando por companhia, um relacionamento real com as pessoas….”[5] Em outras palavras, antes do universo ser criado, Deus já planejava adotar-nos em Sua família. Não somente isto, Deus também planejou uma incrível herança para nós. Como o coração do pai na história de Jesus, Deus quer nos esbanjar com uma herança de bênçãos inimagináveis e privilégios reais. Em Seus olhos, somos especiais.

Liberdade de escolha

No filme Mulheres Perfeitas, homens fracos, mentirosos, gananciosos e assassinos criaram robôs submissos e obedientes para substituir suas mulheres liberais que eram consideradas um perigo. Apesar de os homens supostamente amarem suas mulheres, eles as substituíram por brinquedos para forçar sua obediência.

Deus poderia ter-nos feito desta forma—pessoas robóticas (iPeople) programadas para amá-lo e obedecê-lo, a idolatria codificada em nós como um protetor de tela. Mas desta maneira nosso amor compulsório não teria sentido. Deus quer que O amemos livremente. Em relacionamentos reais, todos desejamos alguém para nos amar por quem somos, não por obrigação—preferimos uma alma-gêmea do que uma noiva sob encomenda. Søren Kierkegaard resumiu o dilema nesta história.

Suponha que existia um rei que amava uma humilde donzela. O rei era como nenhum outro. Todos os homens de estado tremiam perante seu poder… E ainda assim o poderoso rei derretia-se de amor por uma humilde donzela. Como ele poderia declarar seu amor por ela? De uma maneira estranha, seu status limitava seus passos. Se ele a trouxesse ao palácio e a coroasse com joias ela com certeza não resistiria—ninguém ousava resistir a ele. Mas será que ela o amaria? Ela poderia dizer que o amava, claro, mas será que seria verdadeiro?[6]

Agora vemos o problema. De maneira menos poética: Como terminar com um namorado onisciente? (“As coisas não estão funcionando com a gente, mas acho que você já sabia disso.”) Porém, para tornar o amor doado livremente possível, Deus criou os humanos com uma capacidade única: livre arbítrio.

Rebelião contra as leis morais de Deus

C.S. Lewis argumentou que mesmo que sejamos internamente programados com um desejo de conhecer Deus, rebelamo-nos contra ele desde o momento que nascemos.[7] Lewis também começou a examinar seus próprios motivos, que levaram-no a descobrir que ele instintivamente sabia discernir o certo do errado.

Lewis se perguntou de onde este senso de certo e errado vinham. Todos nós experimentamos este senso de certo e errado quando lemos que Hitler matou seis milhões de judeus ou sobre um herói ou heroína sacrificando sua vida por alguém. Sabemos instintivamente que é errado mentir e trapacear. O reconhecimento de que somos programados com uma lei moral interna levou o antes ateu à conclusão de que deve existir um “legislador” moral.

De fato, de acordo com Jesus e com as Escrituras, Deus nos deu uma lei moral para obedecer. E não somente nos afastamos do relacionamento com Ele, mas também infringimos essas leis morais estabelecidas por Deus. A maioria de nós conhece alguns dos Dez Mandamentos:

“Não mentir, roubar, matar, cometer adultério, etc.” Jesus resumiu as leis dizendo que devemos amar a Deus com todo nosso coração e o próximo como a nós mesmos. O pecado, portanto, não é o único mal que fazemos ao infringir a lei, mas também falhamos em fazer o que é certo.

Deus criou o universo com leis que governam tudo que há nele. Elas são invioláveis e imutáveis. Quando Einstein derivou a fórmula E=MC2, ele liberou o mistério da energia nuclear. Junte os ingredientes corretos sob as condições corretas e um poder imenso é liberado. As Escrituras nos dizem que a lei moral de Deus não é menos válida, pois deriva do Seu caráter.

Desde os primeiros homem e mulher, desobedecemos as leis de Deus, mesmo que tenham sido para o nosso bem. E falhamos em fazer o que é certo. Herdamos esta condição do primeiro homem, Adão. A Bíblia chama essa desobediência de pecado, que significa “errar o alvo” como um arqueiro erra seu objetivo. Por isso nossos pecados destroem o relacionamento com Deus destinado a nós. Usando o exemplo do arqueiro, erramos o alvo sobre o propósito para o qual fomos criados.

O pecado causa a destruição de todos os relacionamentos: a raça humana isolada de seu ambiente (alienação), indivíduos isolados de si mesmos (culpa e vergonha), pessoas isoladas umas das outras (guerra, assassinato) e pessoas isoladas de Deus (morte espiritual). Como uma corrente, após o primeiro elo entre Deus e a humanidade ter sido quebrado, todos os elos ligados soltaram-se.

E estamos destruídos. Como no rap de Kayne West, “eu não acho que há nada agora que posso fazer para consertar meus erros… Quero falar com Deus, mas tenho medo, pois não nos falamos há tanto tempo…” As letras de West falam da separação que o pecado traz para nossas vidas. E, de acordo com a Bíblia, esta separação é mais do que apenas letras de uma música de rap. Ela tem consequências mortais.

Nossos pecados nos separam do amor de Deus

Nossa rebelião (pecado) criou uma muralha de separação entre Deus e nós (veja Isaías 59:2). Nas Escrituras, “separação” significa morte espiritual. Uma morte espiritual significa estar completamente isolado da luz e da vida de Deus.

“Mas espere um minuto”, você pode dizer. “Deus não sabia disso tudo antes de nos criar?”

“Por que Ele não viu que Seu plano falharia?” Com certeza, um Deus onisciente saberia que nos rebelaríamos e pecaríamos. De fato, são nossas falhas que tornam o plano de Deus tão incrível. Isto nos leva à razão pela qual Deus veio à Terra em forma humana. E ainda mais incrível—a notável razão para sua morte.

O que Jesus disse sobre si mesmo?

A solução perfeita de Deus

Durante seus três anos de ministério público, Jesus nos ensinou como viver e realizou muitos milagres, mesmo ressuscitando os mortos. Ele declarou que sua missão principal era salvar-nos dos nossos pecados.

Jesus afirmou que ele era o Messias prometido que traria toda a iniquidade sobre si. O profeta Isaías havia escrito sobre o Messias 700 anos antes, dando várias dicas sobre sua identidade. Mas a dica mais difícil de entender era a de que o Messias seria tanto homem quanto Deus!

“Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado. E ele será chamado… Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz.” (Isaías 9:6)

O autor Ray Stedman escreve sobre o Messias prometido por Deus: “Desde o início do Velho Testamento há um senso de esperança e expectativa, como o som de passos que se aproximam: Alguém está vindo! … Essa esperança aumenta ao longo dos registros proféticos quando profeta após profeta declara dica instigante após outra: Alguém está vindo!”[8]

Os profetas antigos previram que o Messias se tornaria a oferenda perfeita de Deus pelos pecados, satisfazendo sua justiça. O homem perfeito que se qualifica para morrer por nós. (Isaías 53:6)

De acordo com os autores do Novo Testamento, a única razão pela qual Jesus estava qualificado para morrer por nós é porque, como Deus, ele havia vivido uma vida moralmente perfeita e não estava sujeito ao julgamento do pecado.

É difícil entender como a morte de Jesus pagou por nossos pecados. Talvez uma analogia jurídica esclareça como Jesus resolve o dilema do amor e justiça perfeitos de Deus.

Imagine-se entrando em um tribunal, culpado de assassinato (você teria sérios problemas). Ao aproximar-se do júri, você percebe que o juiz é seu pai. Sabendo que ele o ama, você imediatamente começa a implorar, “Pai, deixe-me ir!”

Ao que ele responde: “eu te amo filho, mas sou um juiz. Eu não posso simplesmente deixá-lo ir”.

Ele está arrasado. Eventualmente ele bate o martelo e o declara culpado. A justiça não pode ser comprometida, ao menos não por um juiz. Mas, por ele lhe amar tanto, ele desce do júri, retira o manto e oferece-se para pagar a pena em seu lugar. De fato, ele toma seu lugar na cadeira elétrica.

Esta é a imagem mostrada no Novo Testamento. Deus desceu na história humana como a pessoa de Jesus Cristo e foi para a cadeira elétrica (leia-se: cruz) em nosso lugar, por nós. Jesus não é um bode expiatório que leva os pecados, mas sim o próprio Deus. De forma mais clara, Deus tinha duas escolhas: julgar o pecado em nós ou assumir ele mesmo a punição. Em Cristo, Ele escolheu a segunda opção.

Apesar de Bono, do U2, não ter intenção de ser um teólogo, ele declara corretamente a razão da morte de Jesus:

“O motivo da morte de Cristo é que ele assumiu todos os pecados do mundo, para que o que nós fizemos não voltasse para nós e que nossa natureza pecadora não trouxesse uma morte óbvia. É esse o motivo. Isso deveria nos manter humildes. Não são nossos bons atos que nos levam para o céu”.[9]

E Jesus deixou claro que ele é o único que pode nos levar a Deus, dizendo: “Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.”. (João 14:6)

Mas muitos argumentam que a afirmação de Jesus de que ele é o único caminho para Deus é muito limitada, dizendo que existem muitos caminhos a Deus. Os que acreditam que todas as religiões são uma só negam que temos o problema do pecado. Eles recusam-se a levar as palavras de Cristo a sério. Eles dizem que o amor de Deus aceitará a todos, independente do que fizermos.

Talvez Hitler mereça um julgamento, argumentam, mas não eles ou outros que vivem “vidas decentes”. É como dizer que Deus dá nota para a média e todos que tirarem um D- ou melhor entrarão. Mas isto apresenta um dilema.

Como vimos, o pecado é o oposto absoluto do caráter de Deus. Portanto, ofendemos aquele que nos criou e nos amou a ponto de sacrificar Seu próprio filho por nós. De certa maneira, nossa rebelião é como cuspir em sua face. Bons atos, religião, meditação nem Karma podem pagar pelas dívidas criadas pelos nossos pecados.

De acordo com o teólogo R. C. Sproul, somente Jesus pode pagar essa dívida. Ele escreve:

“Moisés podia meditar sobre a lei, Maomé podia brandir uma espada, Buda podia dar conselhos pessoais e Confúcio podia oferecer palavras sábias, mas nenhum desses homens era qualificado para oferecer redenção dos pecados do mundo. Somente Cristo é digno de devoção e servidão ilimitados”.[10]

Um presente não merecido

O termo bíblico que descreve o perdão espontâneo de Deus através da morte em sacrifício de Cristo é graça. Enquanto a misericórdia nos salva de algo que merecemos, a graça de Deus nos dá o que não merecemos. Revisemos por alguns instantes como Cristo fez por nós o que não poderíamos ter feito por nós mesmos:

  • Deus nos ama e nos criou para um relacionamento com Ele.[11]
  • Foi-nos dada a liberdade de aceitar ou rejeitar esse relacionamento.[12]
  • Nosso pecado e rebelião contra Deus e Suas leis criou uma muralha de separação entre nós e Ele.[13]
  • Apesar de merecermos julgamento eterno, Deus pagou nossas dívidas completamente com a morte de Jesus em nosso lugar, tornando uma vida com Ele possível.[14]

Bono nós dá sua perspectiva sobre a graça.

“A graça desafia a razão e a lógica. O amor interrompe, por assim dizer, as consequências das suas ações, o que no meu caso é realente ótimo, pois eu já fiz muitas coisas estúpidas… Eu teria muitos problemas se Karma fosse meu juiz no fim das contas, pois ele não perdoa meus erros, mas eu acredito na graça. Acredito que Jesus levou meus pecados em sua cruz, porque eu seu quem sou e espero que não tenha que depender da minha própria religiosidade”.[15]

Agora temos uma ideia do plano de Deus se desenvolvendo pelas eras. Mas ainda há um ingrediente faltando. De acordo com Jesus e com os autores do Novo Testamento, cada um de nós individualmente deve responder ao presente gratuito que Jesus nos oferece. Ele não nos força a aceitá-lo.

É você quem escolhe o final

Nós fazemos escolhas continuamente—o que vestir, o que comer, nossa carreira, nosso cônjuge, etc. É o mesmo ao escolher um relacionamento com Deus. O autor Ravi Zacharias escreve:

“A mensagem de Jesus revela que cada indivíduo… chega a conhecer Deus não por virtude do seu nascimento, mas sim por uma escolha consciente para deixar que Ele comande sua vida”.[16]

Nossas escolhas são muitas vezes influenciadas por outros. Porém, algumas vezes, recebemos conselhos errados. Em 11 de setembro de 2001, 600 pessoas inocentes confiaram em um conselho errado e sofreram inocentemente as consequências. Esta é a história verdadeira:

Um homem que estava no 92º andar da torre sul do World Trade Center havia acabado de ouvir um jato colidir contra a torre norte. Atordoado pela explosão, ele ligou a polícia e pediu instruções de como agir. “Precisamos saber se precisamos sair daqui, pois sabemos que houve uma explosão”, disse ele com urgência no telefone.

A voz do outro lado da linha aconselhou-o a não evacuar o prédio. “Eu aguardaria por novas instruções.”

“Muito bem”, disse o homem que ligara. “Não iremos evacuar o prédio.” Ele então desligou o telefone.

Logo após as 9hs, outro jato chocou-se contra o 80º andar da torre sul. Quase todas as 600 pessoas que estavam nos andares mais altos da torre sul pereceram. A falha em evacuar o prédio foi uma das maiores tragédias do dia.[17]

Essas 600 pessoas morreram porque confiaram em informações erradas, mesmo que dada por uma pessoa que tentou ajudá-las. A tragédia não teria ocorrido se as 600 vítimas tivessem recebido a informação correta.

Nossa escolha consciente sobre Jesus é infinitamente mais importante do que as enfrentadas pelas mal-informadas vítimas do 9/11. A eternidade está em jogo. Podemos escolher uma de três diferentes respostas. Podemos ignorá-lo. Podemos rejeitá-lo. Ou podemos aceitá-lo.

A razão pela qual muitas pessoas passam a vida ignorando Deus é por estarem ocupadas demais com seus próprios planos. Chuck Colson era assim. Aos 39 anos, Colson ocupava o escritório ao lado do presidente dos Estados Unidos. Ele era o cara “durão” da Casa Branca de Nixon, o “carrasco” que tomava as decisões difíceis. Contudo, em 1972, o escândalo Watergate arruinou sua reputação e seu mundo se desfez. Mais tarde, ele escreve:

“Eu estava preocupado comigo mesmo. Fiz várias coisas, alcancei várias coisas, tive sucesso e não dei a Deus nenhum crédito, não agradeci nenhuma vez por qualquer dos Seus presentes para mim. Eu nunca pensei em nada como sendo ‘imensuravelmente superior’ a mim nem pensei em momento algum sobre o poder infinito de Deus, não fiz nenhuma relação com Ele na minha vida”.[18]

Muitos identificam-se com as palavras de Colson. É fácil deixar-se levar pelo ritmo rápido da vida e deixar pouco ou nenhum tempo para Deus. Ignorar a graciosa oferta do perdão de Deus tem as mesmas consequências drásticas que rejeitá-la diretamente. Nossa dívida do pecado permanece sem pagamento.

Em casos criminais, poucos rejeitam um perdão completo. Em 1915, George Burdick, editor da cidade do New York Tribune recusou revelar suas fontes e infringiu a lei. O presidente Woodrow Wilson declarou um perdão completo para as ofensas que Burdick “cometeu ou possa ter cometido”. O que tornou o caso histórico foi que Burdick recusou este perdão. Isto levou o caso à Suprema Corte, que ficou do lado de Burdick e declarou que um perdão presidencial não poderia ser forçado a ninguém.

Com relação a rejeitar o perdão completo de Cristo, as pessoas indicam diversas razões. Muitas dizem que não há evidência suficiente, mas como Bertrand Russell e uma horda de outros céticos, eles não estão interessados em investigar. Outros recusam-se a olhar além de alguns Cristãos hipócritas que conhecem, indicando um comportamento sem amor e inconsistente como desculpa. E outros ainda rejeitam Cristo por culparem Deus por alguma experiência trágica ou triste que sofreram.

Contudo, Zacharias, que debateu com intelectuais em centenas de universidade acredita que o real motivo pelo qual as pessoas rejeitam Deus é a moral. Ele escreve:

“Um homem rejeita Deus não por causa de demandas intelectuais nem por falta de evidências. Um homem rejeita Deus por causa
da sua resistência moral que recusa-se a admitir que precisa de Deus”.[19]

O desejo pela liberdade moral manteve C. S. Lewis longe de Deus pela maioria de seus anos na universidade. Após sua busca pela verdade levou-o a Deus, Lewis explica como a aceitação de Cristo requer mais do que apenas concordar intelectualmente com os fatos. Ele escreve:

“O homem caído não é simplesmente uma criatura imperfeita que precisa de melhoria: ele é um rebelde que deve abaixar suas armas. Abaixar as armas, render-se, dizer que se arrepende, perceber que tem estado no caminho errado e preparar-se para recomeçar a vida… é isto que os cristãos chamam de arrependimento”.[20]

Arrependimento é uma palavra que significa uma mudança dramática de pensamento. Foi isso que aconteceu ao “carrasco” de Nixon. Após a exposição do Watergate, Colson começou a pensar de maneira diferente sobre a vida. Sentindo sua própria falta de propósito, ele começou a ler o Cristianismo Puro e Simples de Lewis que havia sido presenteado por um amigo. Advogado treinado, Colson pegou um bloco de notas amarelo e começou a escrever os argumentos de Lewis. Colson relembra:

“Eu sabia que havia chegado a minha hora… Eu deveria aceitar Jesus Cristo sem reservas como Senhor da minha vida? Era como se houvesse um portão à frente. Não havia meios de dar a volta nele. Ou passava por ele ou ficaria de fora. Um ‘talvez’ ou ‘preciso de mais tempo’ seria brincar comigo mesmo”.

Após um certo conflito interno, este ex-ajudante do presidente dos Estados Unidos realmente percebeu que Jesus Cristo merecia sua total dedicação. Ele escreve:

“E então na sexta-feira pela manhã, enquanto eu sentava sozinho olhando o mar que tanto amo, palavras que eu não sabia que entenderia ou diria saíram naturalmente dos meus lábios: ‘Senhor Jesus, eu acredito. Eu O aceito. Por favor, entre na minha vida. Eu me comprometo Convosco”.[21]

Colson descobriu que suas questões de “quem sou eu?” “por que estou aqui?” e “para onde vou?” todas são respondidas com um relacionamento pessoal com Jesus Cristo. O apóstolo Paulo escreve: “Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade”. (Efésios 1:11, A Mensagem)

Quando entramos em um relacionamento pessoal com Jesus Cristo, ele preenche nosso vazio interno, nos traz paz e satisfaz nosso desejo por sentido e esperança. Não precisamos mais buscar estímulos ou satisfação temporários. Quando Ele entra em nós, também satisfaz nossas ânsias mais profundas com amor e segurança verdadeiros e duradouros.

E a coisa mais impressionante é que o próprio Deus veio como homem pagar toda a nossa dívida. Portanto, nós não estamos mais sob o castigo do pecado. Paulo afirma isto claramente aos Colossenses quando escreve:

“Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dele santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação”.(Colossenses 1:21b-22a NLT).

Por isso, Deus fez o que não podíamos ter feito por nós mesmos. Foram liberados de nossos pecados pela morte em sacrifício de Jesus. É como se um assassino em sério estivesse perante um júri e lhe fosse concedido perdão total e completo. Ele não merece o perdão, nem nós merecemos. A bênção de Deus da vida eterna é totalmente gratuita—e é para quem quiser. Mas mesmo que o perdão nos seja oferecido, é nossa escolha aceitá-lo. A escolha é sua.

Você está em um momento da sua vida em que deseja aceitar a oferta franca de Deus?

Talvez como Madonna, Bono, Lewis e Colson sua vida também tenha sido vazia. Nada do que você tentou satisfez o vazio interior que você sente. Deus pode preencher este vazio e transformá-lo em apenas um momento. Ele o criou para ter uma vida abundante de sentido e propósito. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. (João 10:10b)

Talvez as coisas não estejam indo bem na sua vida e você tem sentido-se cansado e sem paz. Você percebe que infringiu as leis de Deus e que está isolado de seu amor e perdão. Você teme o julgamento de Deus. Jesus disse: “Eu lhe trago um presente—paz de espírito e coração. E a paz que trago não se parece com nenhuma que o mundo traz”.

Esteja você simplesmente cansado de uma vida de buscas vazias ou incomodado por uma falta de paz com o Criador, a resposta é Jesus Cristo.

Ao confiar em Jesus Cristo, Deus perdoará todos os seus pecados—do passado, do presente e do futuro, e o tornará Seu filho. E como Seu filho amado, Ele traz propósito e sentido para a vida na Terra e a promessa de uma vida eterna com Ele.

A Palavra de Deus diz: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus”. (João 1:12)

Perdão dos pecados, propósito para a vida e vida eterna são todos seus se quiser. Você pode convidar Cristo para sua vida agora mesmo com uma oração. Orar é falar com Deus. Deus conhece seu coração e não está preocupado com suas palavras, mas sim com a atitude do seu coração. A seguir está uma sugestão de oração:

“Amado Deus, quero conhecer Você pessoalmente e viver eternamente Contigo. Obrigado, Senhor Jesus, por morrer na cruz pelos meus pecados. Eu abro as portas da minha vida para recebê-lo como Senhor e Salvador. Tome o controle da minha vida e me transforme, fazendo de mim a pessoa que Você quiser que eu seja.”

Esta oração expressa o desejo do seu coração? Se sim, basta orar de acordo com a sugestão acima na sua própria língua.

Ao assumir um compromisso com Jesus Cristo, ele entra na sua vida, torna-se seu guia, conselheiro, confidente e melhor amigo. Além disso, ele lhe dá forças para superar as provações e a tentação, liberando-o para experimentar uma nova vida cheia de sentido, propósito e poder.

Chuck Colson descobriu esse nosso propósito e poder. Colson admite prontamente que antes de tornar-se cristão ele era ambicioso, orgulhoso e egoísta. Ele não tinha nenhum desejo ou poder para amar os que precisavam. Porém, seus pensamentos e motivações mudaram drasticamente após seu compromisso com Cristo.

Fonte: y-jesus.org

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: JESUS É RELEVANTE HOJE EM DIA?

ESTUDOS TEOLÓGICOS: ONDE ESTÁ O TEU DEUS!

Na coluna ESTUDOS BÍBLICOS deste domingo temos um texto, de autoria de David de Oliveira, que analisa um questionamento frequente nas pessoas que se decepcionam com Deus. Quando passamos por momentos difíceis que parecem ser insuperáveis, geralmente fazemos essa pergunta: “Oh! Deus, onde estás que não respondes?”

Leia o texto com atenção e talvez você encontre a resposta para essa pergunta nessas entrelinhas!

Onde está o teu Deus? (DO)

(Deverá “clicar” nas referências bíblicas, para ter acesso aos textos)

 

Oh! Deus, onde estás que não respondes? (Castro Alves).

Aqueles que ainda não acharam um intermediário (profissional religioso da retórica ou outra figura autoproclamada “enviada” ou mais ou menos isso) na terra, ficam com essa mesma indagação, a procurar o seu deus “até encontra-lo”. Encontrarão os seus deuses em algum “refúgio” esquemático religioso, senão irão tratar de “fabrica-los”.

Existem milhares de deuses nas vitrines do mundo. Existe deus para todos os gostos; são deuses de um barro invisível: fácil de molda-los, vesti-los, manipula-los e carrega-los para onde quer que se vá. Cada pessoa ajusta o seu deus à sua maneira, conveniência e necessidade. Muitas vezes, de acordo com o seu próprio perfil psicológico, expectativas ou desilusões. Um revoltado com as injustiças sociais, muito provavelmente moldará o seu deus para ser um justiceiro social, do tipo “comunista”: contra os “impérios capitalistas”, não importando quem esteja no governo. Para um falido empresário; o seu deus será contra os governantes corruptos, que só sabem sobre taxar os impostos. Se for um empresário bem sucedido; será um deus divertido, bem humorado, bem arrumado, com túnicas de seda pura da Índia; que não se importa muito com ele, já que está rico! Pra que tanto “grude”? Se for um pobretão fracassado: não arreda o pé da igreja e seu deus é “grudento”, e lhe fará rico um belo dia. Para os paladinos da justiça, existe o deus tipo fundamentalista; sanguinário e até amigo dos terroristas! Será olho por olho, dente por dente. Para aqueles “supersensíveis humanitários”, tem o deus tipo “paz verde”: não se pode matar uma formiga! Ah! O meu deus é muito sensível, não faria uma coisa desta! Existem aqueles que se vangloriam com os seus deuses: ah! O meu deus é bem diferente, não é como o teu! Existe o deus “nacionalista”: aquele que só protege o país de quem o “adotou”; os outros países formam o “eixo do mal”, menos o dele. Enfim, cada cabeça; cada classe social, econômica e cultural; cada país tem o deus que acha que merece. Mesmo entre os “experts” em “teologias”, seus deuses são bem conflitantes: “a escola A, tem essa linha de pensamento, enquanto a B…”. “Eu sou da linha de doutrina X, e sigo o fundador fulano”. “Nossa igreja é assim e assado”. Existe também o deus dos “sem igreja”: não sou de nenhuma; desisti de igrejas, não vale a pena; não me importo com “placas denominacionais”. E o deus dos incrédulos? Bem, deus não existe, estou convicto disso, senão o mundo não seria assim e assado… É o deus que “não pode existir!”. E o deus de alguns “Ministros da Palavra?” É aquele que defende suas mordomias de dentro da igreja; somente eles podem levar vantagens financeiras sobre os demais; ao contrário do que ocorria na Igreja primitiva, onde as ofertas sagradas eram distribuídas democraticamente.

Os deuses das denominações são os mais concorrentes hoje em dia. A disputa é acirrada e lei da oferta e procura impera no mercado religioso: Quem quiser riqueza imediata e fácil, deve procurar aquela igreja aderente à tão propalada “teologia da prosperidade”: é chegar, se inscrever numa determinada campanha; desprover dos bens que possui, principalmente os melhores, entregar para o “pastor” e esperar o dinheiro cair do céu! Além das campanhas, existem outros “produtos”, como: danças, bandas, eventos, feiras de livros, CD’s, cassetes, filmes (religiosos, claro), procissões, santinhos milagreiros, água do mar morto (benta), cavacos da cruz (se ainda existe), sudários, fogueiras santas, exorcismos, promessas de curas, orações dos “poderosos homens de deus”, etc.

No livro de Gálatas 5:6, Está escrito: Porque em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo amor. O que vem a ser circuncisão e incircuncisão, a não ser preceitos, doutrinas, dogmas e normas religiosas? Circuncisão, nesse contexto, representa uma lei religiosa do velho testamento que alguns dos Gálatas quiseram implantar na igreja de Cristo. Incircuncisão é a rejeição desse preceito na Igreja. Nenhuma coisa nem outra têm valor algum para Jesus. O que importa é “a fé que opera pelo amor”. Isso envolve alguma coisa que toca na reformulação do âmago pessoal, que vai ser o referencial por toda a vida da pessoa. É uma experiência individual, íntima entre alguém e Deus, sem interferência de ninguém! A escala de valores de Cristo, não inclui os partidos religiosos com suas invenções! Para Ele, isso não têm valor algum. O ajuntamento tem sim, sua importância, mas não somos obrigados a aceitar coisas que são “além da Palavra”, ou aquilo que Cristo não queria nos dizer.

No livro de 2ª Coríntios 3:18, diz: Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. Noutro lugar, em Romanos 8:29 diz: Portanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que Ele (Cristo) seja o primogênito entre muitos irmãos (nós).

Olhando para esses trechos, aparentemente, em Deus existem dois desejos que poucas pessoas atinam: no primeiro, Ele não quer que fiquemos parados, escorados numa “religião”, ouvindo somente aquele sermão semanal de uma só pessoa (que o faz muitas vezes por obrigação profissional), dependendo da fé, experiência (ou enganação) dos outros. Aprendemos a cuidar das coisas espirituais por procuração! Delegamos sempre um intermediário pago por nós, para interceder e amenizar nossas culpas diante de Deus. Os sermões, parece que abrandam o “furor” de Deus a cada semana da nossa vida! Deus não nos projetou essa vida de ficar somente esperando a Sua boa vontade de nos satisfazer, favorecer ou suprir em tudo o que queremos e nos socorrer a todo tempo, nas mais variadas “tragédias” que nossa mente produz; na posição de inúteis, e incompetentes; mendigos sem nenhuma função, a não ser a de ficar a pedir e pedir. Tudo o que nos acontece de ruim, é culpa dEle; as coisas boas… bem, para que incomodá-lo? No segundo desejo (de Deus), Ele quer que sejamos auto-suficientes em Seu filho, ou melhor: semelhantes, conforme a imagem de Cristo. Quer simplesmente que sejamos apenas cristãos, ou “pequenos cristos”. “Quer nossa transformação evolutiva e gradativa, para refletirmos a glória de Seu filho”, porque “somos predestinados para ser conforme a imagem de Cristo” e Ele (Deus), quer que Cristo seja nosso irmão mais velho, para estarmos no mesmo patamar dEle. Esse é o nosso alvo; isso é um processo por toda a vida! Na linguagem de nossos dias, é andar com as nossas próprias pernas; nós e Cristo. Temos de ser, tal como Cristo é, independendo do nosso momento: bom ou ruim, rico ou pobre, feliz ou infeliz, com saúde ou doente. Em Efésios 3:20 diz: Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera. Em 1ª João 5:15 diz: e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos.

As pessoas incumbidas de “apresentar” o Deus verdadeiro – os líderes religiosos – têm fracassado de várias maneiras, porque eles próprios não conseguiram entendê-Lo. Acredito que muitos deles têm boas intenções, mas estão iludidos; muitos estão nessa posição confortável e não abrem mão de suas “faturas”: o fim justifica os meios. Seus deuses são muito emblemáticos! Inventam vários tipos de estratégias. Não acreditam numa só palavra que pregam, porque seus sermões são de acordo com seus desejos e não com os de Deus. Isso só nos faz ficar cada vez mais confusos também.

Na verdade – na minha opinião – temos muito pouco de Deus (em matéria de pesquisa e de história). Temos muitas histórias contadas por homens pecadores; de numa época remota, em que os valores fundamentais da vida, costumes, moral, tradição, cultura, religião, região, clima etc. eram muito diferentes dos nossos. Seus documentos foram copiados e traduzidos diversas vezes, em diversos idiomas, de maneira que temos a cópia da cópia da cópia… Existem muitas promessas e preceitos dados a um povo específico, que não podemos tomá-los para nós, simplesmente porque não somos judeus! Muitos espertos querem nos entregar essas promessas, à base de trocas, mas sabemos que Jesus é nossa única e bastante promessa. Ele disse uma vez, que erramos muitas vezes, porque não conhecemos melhor, as Escrituras e isso é a causa principal de muita enganação. As pessoas não querem saber de estudar melhor as Escrituras e ler bons livros espirituais. Preferem e gostam de ser enganadas.

Hoje, é também um tempo em que Deus quase não se manifesta (em termos de sinais e prodígios). Não caminhamos com Cristo, quando estava em carne na terra! Já naquela época, a credencial principal para ser apóstolo (um mensageiro da Palavra), era a de ter caminhado com o Mestre, ou seja, dava-se muito valor a quem era testemunha ocular de Seus passos. Qual seria a principal credencial para escolhermos quem de melhor poderia nos ensinar ou mostrar Cristo e Deus? Aquela exigência; não poderemos ter, pois já se passaram quase dois mil anos! Que faremos com a nossa fé, e sede de Deus, em meio a tantas dificuldades? Valorizo muito aquele versículo, em João 20:29 Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram. Realmente deve ser muito bem aventurado crer nesse tempo; porque não vimos nada do que Cristo fez e quase nada do que os “crentes” fazem. Será que dizem aquilo que podemos levar a sério? Tenho, pelo menos certa razão em dizer isto, se olharmos para o que o apóstolo Paulo disse, já no seu tempo em 1ª Coríntios 1:21Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação. Veja, Paulo considerava a pregação do evangelho, loucura, em sua época! Imagine agora, passados quase dois milênios?

David de Oliveira  Março de 2005

Fonte:Estudos Bíblicos

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: ONDE ESTÁ O TEU DEUS!

ESTUDOS TEOLÓGICOS: QUEM DESCOBRIR O SENTIDO DESTAS PALAVRAS, NÃO PROVARÁ A MORTE

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta segunda-feira trago o 5º evangelho, o Evangelho de São Tomé, que foi descoberto em 1945, num velho cemitério de Nag Hammadi, no Egito, dentro de alguns potes de barro com manuscritos em caracteres copta. Esses manuscritos foram guardados durante 11 anos até que alguns peritos examinaram cientificamente e verificaram que, além de outros manuscritos, esses papiros continham o Evangelho do Apóstolo Tomé. Por ser um Evangelho apócrifo, ou seja, não reconhecido pela Igreja Católica, não é conhecido pelos fiéis em geral, mas traz revelações muito importantes que esclarecem melhor as enigmáticas parábolas e afirmações feitas por Jesus que a humanidade ainda não entendeu.

No estudo de hoje transcrevo a reflexão feita pelo estudioso das escrituras e filósofo Huberto Rohden sobre o 1º capítulo que afirma:

1 – Quem descobrir o sentido destas palavras, não provará a morte.

Segundo Huberto Rohden:

Esta primeira palavra de Jesus referida por Tomé, logo revela o caráter místico do seu Evangelho. Os livros sacros usam a palavra “morte” tanto em sentido físico como metafísico; e aqui “morte” quer dizer a permanência no plano do ego humano, ignorando o Eu divino do homem; porquanto nenhum homem se imortaliza pela mentalização do seu ego, mas tão somente pela transmentalização rumo a seu Eu, ao seu Atman, à sua Alma, que é o espírito de Deus em forma individual.

Já no livro do Gênesis, a palavra “morte” é usada em sentido metafísico, quando os Eloim, as potências divinas, dizem a Adão: “Se comeres do fruto da arvore do conhecimento do bem e do mal (do ego), logo morrerás”. Adão comeu desse fruto e viveu ainda diversos séculos. O texto não se refere à morte do corpo físico, mas sim à morte pelo ego mental: O homem, pelo despertamento do ego-consciência, permanece no plano da mortalidade. Somente subindo ao plano superior da “árvore da vida” é que ele entrará na imortalidade. O homem pode mortalizar-se, e pode também imortalizar-se. A serpente do Gênesis simboliza o ego mortal, o poder que esmagará a cabeça da serpente representa o Eu imortal. Esse processo evolutivo do ego-mortal para o Eu-imortal, vai através de todos os livros sacros.

O próprio Cristo se identifica com o Eu-imortal quando se compara à “serpente erguida às alturas”, que preserva da morte os que haviam sido mordidos pelas serpentes rastejantes do ego humano.

Na Filosofia Oriental, aparece a palavra Kundalini, cujo radical Kundala, significa serpente, símbolo da energia cósmica. A kundalini dormente no chakra inferior da coluna vertebral representa o subconsciente do homem primitivo; quando ela desperta e rasteja horizontalmente, entra o homem na zona do ego-consciente; e, quando kundalini se verticaliza e atige as alturas, então entra o homem no mundo do cosmo-consciente, onde ele se imortaliza.

O homem é potencialmente imortal, ou imortalizável, mas não é não é atualmente imortal; se assim fosse, não poderia sucumbir à morte metafísica. A imortalização, ou imortalidade atual, é a conquista suprema da consciência cosmo-crística do homem. Nesse sentido afirma o Evangelho: “A tal ponto amou Deus o mundo que lhe enviou seu filho unigênito, para que todos aqueles que com ele tenham fidelidade não pereçam, mas tenham a vida eterna”.

Também a história do filho pródigo usa a palavra “morto” em sentido metafísico: O pai daquele jovem diz que seu filho estava morto e reviveu, estava no ego e passou para o Eu. E toda a subsequente alegria e solenidade só se compreende quando se sabe que simboliza a apoteose de um ser humano que se auto-realizou, passando da ego-consciência mortal para a Eu-consciência imortal.

Também no caso do discípulo que queria sepultar seu pai antes de atender ao convite de Jesus, o Mestre usa a palavra “morte” em dois sentidos, físico e meta-físico: “Deixa os (espiritualmente) mortos sepultar os seus (fisicamente) mortos”.

Fonte: O Quinto Evangelho, A mensagem do Cristo segundo Tomé, Huberto Rohden,2001

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: QUEM DESCOBRIR O SENTIDO DESTAS PALAVRAS, NÃO PROVARÁ A MORTE

AUTOCONHECIMENTO: CARMA NÃO É CASTIGO, MAS O CUMPRIMENTO DA LEI UNIVERSAL

Na coluna AUTOCONHECIMENTO deste sábado temos um texto, magnífico de Emmet Fox, para reflexão sobre “Carma”. Aqui você vai entender de uma vez por todas o que realmente é Carma e assim poder utilizá-lo a seu favor na sua jornada cósmica. Leia o texto atentamente e ganhe o dia!

CARMA

Assim como o semelhante atrai o semelhante, o semelhante produz o semelhante. Esta é uma lei cósmica, o que significa que ela é verdadeira universalmente, através de toda a existência, até os planos superiores. Como afirmou Jesus, não se colhem uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos; e ele disse também:

Assim, toda arvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. (Mateus 7:17)

O mesmo acontece com nossos pensamentos, palavras e atos. Colheremos o que semearmos, às vezes quase imediatamente, às vezes depois de um longo intervalo. Mas sempre, cedo ou tarde, o semelhante produz o semelhante.

A reencarnação explica também as diferenças de talento que encontramos entre as pessoas. O músico nato é um homem que estudou música em uma vida anterior, talvez em várias vidas, portanto construiu essa capacidade em sua alma. Ele é hoje um músico talentoso porque está colhendo o que semeou ontem. No Oriente, essa lei de plantar e colher é conhecida como carma, e esse termo é conveniente.

É preciso ressaltar, no entanto, que o carma não é um castigo. Se você encostar a mão numa chapa quente, vai queimar os dedos. Isso vai doer, mas não é um castigo, apenas uma consequência benigna e reformativa, pois, depois de algumas experiências como essa na infância, você vai aprender a manter a mão longe do ferro quente. Assim, é tudo uma retribuição natural – você sofre porque tem uma lição a aprender.

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia; Um pensamento inspirador para cada dia do ano, 2008.

Continuar lendo AUTOCONHECIMENTO: CARMA NÃO É CASTIGO, MAS O CUMPRIMENTO DA LEI UNIVERSAL

ESTUDOS TEOLÓGICOS: A REENCARNAÇÃO

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICO desta terça-feira um texto para refletirmos bastante sobre um assunto polêmico, já que os cristãos não acreditam em REENCARNAÇÃO. Mas a própria Bíblia trata desse assunto, em algumas passagens com muita clareza. Quando nos aprofundamos no estudo da Conscienciologia não há como não acreditar nesse fenômeno. Portanto leia o texto a seguir e e faça a sua reflexão, unindo as pontas soltas dessa grande teia.

A REENCARNAÇÃO

Você alguma vez se perguntou por que há tanta diferença entre o destino de um homem e o de outro? Você já quis saber por que algumas pessoas parecem tão felizes e afortunadas na vida, enquanto outras parecem passar por muito sofrimento imerecido? Para a alma honesta e destemida, o problema da desigualdade das vidas humanas clama por solução.

Os homens e as mulheres não nascem livres e iguais. Eles começam esta vida como cavalos numa corrida com vantagem – não há dois carregando uma carga igual. Ora, por que é assim, se Deus é Amor, se Deus é justo, se Deus é todo-poderoso?

A resposta é que esta vida que você está vivendo hoje não é a única vida; e que isto não pode ser compreendido ou julgado por si mesmo. Você já viveu ants, em épocas diferentes e civilizações diferentes. Algumas pessoas que estão no fundo da escala social hoje já foram reis, generais e sumo-sacerdotes; e algumas que agora estão no poder já trabalharam como camponeses, ou usaram as correntes de escravos. E você mesmo, no futuro, com certeza, voltará a este planeta e viverá outra vida. As condições sob as quais você iniciará essa vida serão consequência da vida que você já viveu; mas, mais particularmente, elas serão consequência da vida que você está vivendo agora. o que é costumeiramente chamado de uma vida é, na realidade, e em comparação, um curto dia em uma vida muito longa, e as circunstâncias em que você nasce são a consequência natural do modo como viveu e se comportou nas vidas anteriores.

(…) Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará. (II Coríntios 9:6)

Fonte: Emmet Fox, Dia a dia, Um pensamento inspirador para cada dia do ano, Nova Era, Riod e Janeiro, 2008.

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: A REENCARNAÇÃO

ESTUDOS TEOLÓGICOS: UM DEBATE SOBRE O CELIBATO CLERICAL

Na coluna ESTUDOS TEOLÓGICOS desta terça-feira vamos começar realmente a debater sobre temas polêmicos e controversos dos dogmas clericais e vamos começar por um assunto bastante polêmico e atual: O Celibato Clerical! Leia o artigo a seguir e tire suas conclusões!

Celibato clerical (CC)

Introdução

Um dos assuntos que mais tem despertado a opinião pública dos nossos dias são os escândalos na Igreja Católica devido ao aumento da pedofilia praticado por alguns elementos do clero católico romano em vários países. Claro que podemos desconfiar de que só vieram ao conhecimento público os casos passados em países que tenham liberdade de expressão e uma imprensa atenta aos acontecimentos, e muitos mais casos idênticos haverá em que tal não seja notícia suficientemente importante para ser publicada nos órgãos de informação.

Eu já fui católico, durante alguns anos evangélico, depois protestante e hoje considero-me crente somente em Cristo e aceito o nome de cristão, embora não esteja ligado a nenhuma igreja, pois estas tentam “monopolizar” toda a nossa personalidade e até fazem o favor de nos ensinar o que devemos pensar e dizer, pois um bom membro de alguma igreja é aquele que aprendeu a dizer amem a toda a sua tradição e teologia.

Sempre houve problemas em todas as igrejas, mas penso que a origem de grande parte dos problemas do Catolicismo dos nossos dias está no celibato clerical com todas as consequências nos casos de pedofilia, e discriminação da mulher.

Iremos utilizar a palavra “clérigo” para nos referirmos aos clérigos em geral, como os presbíteros, padres, pastores, bispos, diáconos, anciãos etc. das várias igrejas cristãs.

Situação social da mulher no Velho e no Novo Testamento  (clicar)

Celibato clerical

Depois de ler alguns artigos sobre o celibato, verifico que partem de pressupostos diferentes e princípios diferentes quanto às prioridades das informações disponíveis, pois os evangélicos fundamentalistas consideram a inspiração e inerrância bíblica do Génesis ao Apocalipse, os católicos tradicionais baseiam-se nas conclusões dos concílios através dos tempos, outros consideram a Bíblia como a gradual revelação de Deus etc.

Certamente que cada um é livre para estabelecer as suas próprias prioridades, mas partindo de prioridades diferentes, chegarão sempre a diferentes conclusões.

Assim, julgo importante definir qual a base da fé que temos e quais as prioridades que considero nas informações disponíveis:

1) O que Jesus disse sobre o assunto.

2) O que disseram os apóstolos e outros teólogos neotestamentários.

3) Interpretação do primitivo cristianismo. (De Jesus até Niceia – 325)

4) Resultados da experiência cristã ao longo dos séculos

5) O que diz a tradição das várias igrejas.

6) O que diz o Velho Testamento, que seja aplicável nos nossos dias.

Esta sequência é muito importante, pois se por exemplo, colocarmos o ponto 5) ou 6) em primeiro lugar, chegaríamos a conclusões bem diferentes.

Considera-se celibato a decisão de alguém continuar solteiro por motivos religiosos. Como forma de devoção e pureza ética, o celibato já era praticado em algumas religiões e escolas filosóficas antes da época de Jesus. Alguns historiadores informam que foi praticado no Catolicismo Romano a partir do século IV, mas o Concílio de Latrão tornou obrigatório a todo o clero e Trento (1545 a 1563) confirmou essa decisão.

Assim, não há dúvidas de que o celibato é uma antiga tradição, como afirmam os teólogos católicos que o defendem. Mas não encontro fundamento bíblico para o celibato. Se tivesse fundamento bíblico, de preferência neotestamentário, certamente que esses artigos não deixariam de o mencionar.

Claro que a Igreja Católica e todas as outras, são livres para criar as doutrinas que entenderem necessárias para o seu trabalho, mas se não houver uma clara referência de Jesus a este assunto, deverão estar atentas aos seus resultados e suponho que já é tempo do assunto ser debatido na Igreja Católica, não só pelo clero, mas também por todos os seus membros, visto tratar-se duma doutrina que:

  1. a) É tradição da Igreja Católica sem sólido fundamento nas Escrituras, que até contrariam o celibato. Penso que o simples facto de ser uma antiga tradição, não é motivo suficiente para que se mantenha. A tradição não pode legalizar seja o que for, pois também a monarquia absoluta, a pena de morte por motivos religiosos, a forte discriminação da mulher etc. são antigas tradições que foram rejeitadas pelos países mais civilizados nos nossos dias.
  2. b) No Velho Testamento era permitido o casamento e até a poligamia dos sacerdotes levitas e foi esse exemplo que nos deixaram quase todos os que consideramos os grandes exemplos veterotestamentários a começar pelo Rei Salomão com as suas 700 esposas e 300 concubinas, como vemos em1º Reis 11:01/03. (Coitado do Rei Salomão que teve milsogras!!)

No Novo Testamento, as passagens já citadas 1ª Timóteo 3:2, e 1ª Timóteo 3:12, bem como Tito 1:6 são passagens que parecem excluir tanto os solteiros como os polígamos para clérigos das igrejas e talvez ainda permitam a poligamia para o crente que não exerça algum cargo na Igreja. Mas estavam ainda no início do cristianismo e talvez houvesse muitos convertidos com mais de uma mulher, situação perfeitamente legal nessa cultura. Em certas épocas é necessária certa tolerância como já tivemos numa igreja protestante tradicional em Moçambique, quando um grupo de famílias islâmicas se converteu e tinham mais de uma mulher. Eu também fui a favor de os receber, pois eram famílias disciplinadas. A tradição e até “o que está escrito” nem sempre é a última palavra. Lucas 12:12 ou João 14:15/18

  1. c) O resultado do celibato tem sido desastroso para o prestígio da Igreja. Fala-se em punir exemplarmente os culpados, mas falta coragem para investigar quem são os principais culpados.

Penso que é necessário maior empenho e intervenção das autoridades civis, pois esperar que seja a hierarquia da igreja a tratar do assunto é, como diriam no Brasil, “pedir à raposa para guardar o galinheiro”. Certamente que o resultado foi o encobrimento e impunidade como aconteceu em alguns países.

Enquanto o catolicismo mantem a obrigatoriedade do celibato do seu clero, as igrejas protestantes e evangélicas em geral têm mais confiança num pastor casado. Mas a maior parte, embora prefira que o pastor seja casado, também aceita pastores solteiros, embora, se forem jovens, geralmente fiquem como pastores secundários sob responsabilidade de outro pastor.

Talvez eu seja demasiado influenciado pela minha formação em ciências em que toda a teoria deve ser comprovada pelos seus resultados práticos. Duvido que tal se aplique também em teologia, mas mesmo assim, penso que a teologia não pode continuar a “viver na sua torre de marfim” ignorando o que se passa no mundo em que vivemos. Quando os órgãos de informação nos apresentam tantos casos de abuso sexual de menores, cometidos por padres, noto que entre pastores protestantes e evangélicos a percentagem destes crimes é muito menor e custa-me a crer que não haja alguma relação com o celibato clerical. Certamente que esses crimes cometidos por alguns padres, deverão ser punidos. Mas o criminoso será só o padre? Não haverá culpa também da organização que exige o que contraria a Natureza e as próprias Escrituras?

O actual Papa Francisco pediu desculpa por crimes que não praticou, mas o que se espera dele não é o pedido de perdão mas que tome as providências necessárias para resolver o problema da obrigatoriedade do celibato dos clérigos católicos. Penso que teria o apoio duma grande percentagem de católicos e não católicos.

Sacerdócio feminino

No catolicismo a mulher não pode chegar a Padre, e nas igrejas protestantes e evangélicas o assunto tem sido muito polémico.

  1. a) No Velho Testamento, como dissemos, a mulher era fortemente discriminada e nem podia entrar na parte central do Templo da época de Jesus que era reservada só aos homens circuncidados. A mulher não podia ir além do Pátio das Mulheres.
  2. b) Jesus não chamou nenhuma mulher para o grupo restrito dos discípulos entre os quais escolheu os seus apóstolos, mas nenhuma apóstola. Será que assim estabeleceu uma norma para vigorar para sempre? Ou foi devido ao contexto cultural fortemente machista dessa época, que tornaria muito mais difícil o trabalho duma mulher e Jesus escolheu os mais indicados para essa função?

Bem sei que este assunto é polémico, mas penso que não deve ser visto com a vulgar mentalidade dos nossos dias de luta pelos direitos. O único objectivo deverá ser a divulgação da mensagem de Jesus. A ordenação de alguma pastora ou sacerdotisa, não deve ser para satisfazer os “direitos adquiridos” de quem estudou no seminário ou devido à falta de vocações, mas deve ter como único objectivo o que for melhor para a Igreja. Dizem-me que no Brasil, pastores muito tradicionalistas e fundamentalistas, que nem toleravam que se falasse em pastoras, mudaram subitamente de opinião, mas duvido que fosse por motivos teológicos. Consta que foi por motivos económicos, quando viram que a ordenação de suas esposas como pastoras iria duplicar o rendimento ao fim do mês.

Não vejo grande impedimento teológico à ordenação de pastoras, mas pelo que observei nalgumas igrejas protestantes em Portugal que têm pastoras, os resultados não foram os melhores e nalguns casos foram mesmo desastrosos. Mas também há alguns casos de sucesso em Portugal e noutras culturas como na Igreja Metodista de Pangim em Goa – Índia, que é fruto do trabalho missionário da Pastora Sarogin Samrás, já falecida, que tive oportunidade de conhecer, pelo que é necessária muita precaução na ordenação de pastoras. Nunca tive conhecimento de algum apuramento estatístico da evolução do número de membros e visitantes nas igrejas que têm pastoras. Talvez nunca houve a coragem de abordar imparcialmente o assunto.

Se formos às origens, quero lembrar o que Pedro (considerado pelo catolicismo como o primeiro Papa) disse em 1ª Pedro 5:01/03, que na tradução Ave-Maria está:

1ª Pedro 5

1 Eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participantecom eles daquela glória que se há-de manifestar. 2 Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesses sórdidos, mas com dedicação: 3 não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho”.

Tanto nesta tradução Avé-Maria como na nova tradução de Frederico Lourenço a palavra “presbítero”, em grego, em vez de ser transliterada foi traduzida por ancião. Estou plenamente de acordo pois utilizando a palavra “presbítero”, em português, certamente que a grande maioria dos católicos e protestantes tradicionais iriam interpretar como o presbítero da teologia das suas igrejas, quando afinal o seu significado é “ancião” e pelo seu contexto, um ancião escolhido para estar à frente duma igreja local, certamente que seria um ancião com as características mencionadas nos versículos seguintes.

Esses anciãos não frequentaram nenhum seminário de teologia, mas o seu Seminário foram alguns meses de trabalho prático ao lado do Apóstolo Paulo e certamente que, devido aos resultados alcançados, muitos dos teólogos dos nossos dias gostariam de aprender com eles.

Enquanto um bom clérigo (homem ou mulher) se preocupa com a formação dos membros da sua igreja, de acordo com os ideais de Paulo em Actos14:23Tito 1:5, um mau clérigo/a tenta em primeiro lugar defender o seu lugar e impor a sua autoridade pois bem sabe que para ele/a “fora da sua igreja não há salvação”. Não digo isto num contexto de teologia, mas num contexto secular, pois refiro-me à “salvação económica”. Geralmente, fora da sua igreja, ao mau clérigo/a só restará o Fundo de Desemprego (c). Assim, a sua primeira preocupação será concentrar todas as actividades nas suas mãos, evitando delegar responsabilidades em outros crentes com mais preparação e até os melhores colaboradores dos antigos pastores, para se tornar imprescindível para o funcionamento da sua igreja local. Será portanto o contrário dos conselhos de Pedro e do exemplo de Paulo que ao fim de poucos anos deixava uma igreja já madura e organizada.

No caso da Igreja Católica, certamente que terá de ser muito cautelosa na ordenação de mulheres, que nalgumas culturas poderá ser um desastre enquanto noutras talvez seja aceitável. Mas não encontrei fundamento bíblico neotestamentário para a ordenação feminina.

Esposa de padre (ou de pastor)

Compreendo que esta expressão “esposa de padre” será um tanto chocante para a cultura católica. Será bem diferente de “esposa de pastor” que já ganhou o respeito e aceitação no protestantismo.

Penso que na Igreja Católica, com uma organização tão complicada e por vezes desajustada aos nossos dias, há dois cargos importantíssimos que faltam. O de “esposa do padre” e o de “porteiro”.  Ambos devem ser pessoas simpáticas, sociáveis e cultas. Não só com cultura teológica mas também cultura geral, pois para algum visitante que vá à Igreja pela primeira vez ou depois de muitos anos, ficará como que uma “imagem da igreja”. Talvez essa seja uma das explicações do rápido crescimento do primitivo cristianismo. Não tenho dúvidas de que uma verdadeira “família cristã” do primitivo cristianismo seria muito mais eficiente na evangelização do que um missionário isolado.

Não encontro, como já mencionei, fundamento bíblico neotestamentário para o celibato clerical, bem pelo contrário as passagens já citadas, 1ª Timóteo3:21ª Timóteo 3:12, e Tito 1:6 só podem suscitar dúvidas de que um celibatário possa ser consagrado para algum cargo na Igreja.

Mas, estamos numa época em que, nas igrejas cristãs, já temos alguns séculos de experiência do celibato no catolicismo e dos pastores casados nas outras igrejas protestantes e ortodoxas.

Já alguma informação tem sido publicada nos jornais e na internet sobre os resultados do celibato do sacerdote católico e sua possível relação com os casos de pedofilia. Em primeiro lugar, temos de ser realistas, pois quando lidamos com seres humanos, temos de estar preparados para as desilusões, pois nenhum de nós é perfeito. Mas se nalguns países esses casos, sempre lamentáveis, são excepcionais, noutros atinge percentagens escandalosas.

Pelo que tenho observado no Protestantismo a esposa de pastor tanto pode ser bênção como maldição, o que já era de esperar, pois elas também não são perfeitas e será necessário ter vocação e uma “chamada especial” de Deus para ser esposa de pastor que considero um importante cargo nas igrejas. Certamente que o mesmo irá acontecer com as eventuais esposas do Padre.

Penso que os nomes dos cargos nas igrejas não têm base na mensagem de Jesus, mas foram adoptados pelos Apóstolos, em especial o Apóstolo Paulo, para as organizar e disciplinar, possivelmente com certa influência veterotestamentária, e terão sempre de se adaptar às várias culturas e épocas, que nos nossos dias são bem diferentes do que eram no primitivo cristianismo. Mas o Pai está muito acima de todos esses problemas e toda a hierarquia das nossas igrejas, pois conhece e lida com cada um dos seus filhos por outros meios, sem necessitar de títulos eclesiásticos nem de palavras, pois nos considera a todos como seus filhos e não há normas a cumprir numa conversa entre Pai e filho/a.

No século passado a Igreja Presbiteriana de Portugal tinha no seu Seminário de Teologia um curso vivamente aconselhado às esposas de pastor, que infelizmente já não funciona, mas ainda há algumas dessas esposas de pastor e nalguns casos viúvas de pastor do século passado que continuam a servir nas igrejas e onde for necessário, incluisive nas homilias. Costumo comparar uma eficiente esposa de pastor a uma raínha num tabuleiro de xadrez devido à sua mobilidade e facilidade em contactar com todos, saber de tudo e tudo resolver discretamente. Algumas foram mais eficientes que os pastores, mas sempre se limitaram a ser “esposas de pastor”.

Claro que nem todas as mulheres têm vocação para serem esposa de padre. Compreendo as dificuldades, certamente maiores na Igreja Católica do que no Protestantismo, pois a simples abolição do celibato clerical poderá ter consequências desastrosas.

Penso que sempre existiram, no primitivo cristianismo as esposas dos clérigos até o celibato ser aprovado. Mulheres que deram uma boa ajuda na Igreja Primitiva, mas por influência cultural veterotestamentária têm passado despercebidas. Mulheres incógnitas, que geralmente não ficam na história das igrejas que são somente partes isoladas da Verdade que só o Pai conhece.

Conclusão

Certamente que não pode haver nenhuma conclusão, mas coloco esta minha página na internet, que não está comprometida com nenhuma igreja ou escola doutrinária, para eventual publicação de outras opiniões, desde que apresentadas de forma construtiva com novos argumentos e opiniões sobre o assunto.

Lembro-me dum pastor do século passado em Moçambique, que eu muito apreciava pela sua sabedoria, imparcialidade e dons de oratória, mas tinha uma das piores esposas de pastor que é possível imaginar. Os membros dessa igreja queixavam-se, até que ele acabou por dizer: Reconheço que têm razão… mas então, digam-me qual a solução? O que devo fazer? Querem que trate do divórcio?!

Claro que a solução não é fácil. Mas penso que duma maneira geral a esposa do sacerdote deve ser prestigiada e incentivada, mas com muita precaução.

Grande será a responsabilidade das primeiras esposas de padres, pois serão o foco de toda a atenção e terão de ultrapassar uma tradição de muitos séculos que as relaciona com a ilegalidade e o pecado em países de forte tradição católica.

Se tiverem de optar entre o casamento ou celibato do padre católico, penso que o mais prudente será acabar com a obrigatoriedade do celibato e deixar que eles próprios procurem, de forma responsável, a opção que Deus lhes indicar. Então haveria os padres casados e os celibatários e o tempo acabaria por mostrar qual a melhor opção. Possivelmente não a mesma para as várias culturas e tradições.

Camilo – Marinha Grande, Outubro de 2018

Transcrevemos as principais passagens 1ª Timóteo 3:21ª Timóteo 3:12 e Tito 1:6, tal como estão na tradução católica Ave-Maria

1ª Timóteo 3:02 e 3:12

1 “Eis uma coisa certa: quem aspira ao episcopado, saiba que está desejado uma função sublime.

2  Porque o bispo tem o dever de ser irrepreensível, casado uma só vez, sóbrio prudente, regrado no seu proceder, hospitaleiro, capaz de ensinar.

3 Não deve ser dado a bebidas, nem violento, mas condescendente, pacífico, desinteressado;

4 deve saber governar bem a sua casa, educar os seus filhos na obediência e na castidade.

5 Pois quem não sabe governar a sua própria casa, como terá cuidado da Igreja de Deus?

6 Não pode ser um recém-convertido, para não acontecer que, ofuscado pela vaidade, venha a cair na mesma condenação que o demónio.

7 Importa, outrossim, que goze de boa consideração por parte dos de fora, para que não se exponha ao desprezo e caia assim nas ciladas diabólicas.

8 Do mesmo modo, os diáconos sejam honestos, não de duas atitudes nem propensos ao excesso da bebida e ao espírito de lucro;

9 que guardem o mistério da fé numa consciência pura.

10 Antes de poderem exercer o seu ministério, sejam provados para que se tenha certeza de que são irrepreensíveis.

11 As mulheres também sejam honestas, não difamadoras, mas sóbrias e fiéis em tudo.

12 Os diáconos não sejam casados senão uma vez, e saibam governar os filhos e a casa.

13 E os que desempenharem bem este ministério alcançarão honrosa posição e grande confiança na fé, em Jesus Cristo.

14 Estas coisas te escrevo, mas espero ir visitar-te muito em breve.”

 

Tito 1:06

5 “Eu te deixei em Creta para acabares de organizar tudo e estabeleceres anciãos em cada cidade, de acordo com as normas que te tracei.

(Devem ser escolhidos entre) quem seja irrepreensível, casado uma só vez, tenha filhos fiéis e não acusados de má conduta ou insubordinação.

7 Porquanto é mister que o bispo seja irrepreensível, como administrador que e posto por Deus. Não arrogante, nem colérico, nem intemperante, nem violento nem cobiçoso.

8 Ao contrário, seja hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente,

9 firmemente apegado à doutrina da fé tal como foi ensinada, para poder exortar segundo a sã doutrina e rebater os que a contradizem.”  

Literatura consultada:

Traduções da Bíblia:  Bíblia de Jerusalém, B. de Frederico Lourenço, B. TEB (completa), B. de Almeida, B. Ave-Maria, B. dos Capuchinhos,

Jerusalém no tempo de Jesus, por Joaquim Jeremias

Enciclopédica histórico-teológica a Igreja Cristã

Dicionário de teologia bíblica – Edições Loyola.

 

Fonte: Estudos Bíblicos.Net

Continuar lendo ESTUDOS TEOLÓGICOS: UM DEBATE SOBRE O CELIBATO CLERICAL

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar