ECONOMIA: AUMENTO SALARIAL EM TEMPOS DE COVID-19 NO RN DESTOA DA REALIDADE

Aumento para professores da rede estadual vai à sanção da governadora

Reajuste de 12,84% foi aprovado nesta quinta pela Assembleia Legislativa do RN

Por Redação – Publicado em 29/05/2020 às 06:00

Categoria receberá reajuste escalonado

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou nesta quinta-feira (28) o projeto de lei que aumenta em 12,84% o piso salarial dos professores da rede estadual de ensino. O reajuste é uma determinação do governo federal e acontece todos os anos. O projeto segue agora para sanção da governadora Fátima Bezerra.“Esse reajuste vem em um momento oportuno, ainda que não seja aquilo que os professores merecem, mas a Assembleia e o Governo do Estado demonstram gestos de sensibilidade para com os professores do RN ao aprovar esse projeto”, disse o deputado Dr. Bernardo (Avante), relator da matéria.

O reajuste aprovado será de 12,84%, retroativo a janeiro de 2020 e ocorrerá de forma indistintamente sobre os salários dos ativos, inativos e pensionistas, sendo os recursos oriundos da secretaria Estadual de Educação e do Instituto da Previdência (Ipern).

A categoria receberá o reajuste da seguinte forma: 3% em junho, 3% em outubro e 6,3% em dezembro de 2020, de forma cumulativa. Já o retroativo de 40% será dividido em 6 parcelas de janeiro a junho 2021, e os 60% restante, de julho a novembro 2021.

“É preciso destacar que o acordo é legítimo e foi aprovado entre o Governo do Estado e os representantes da categoria, através do Sindicato dos Trabalhadores em Educação”, justificou o deputado Francisco do PT.

Fonte: Agora RN

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ECONOMIA: RESTITUIÇÃO DO IR COMEÇA EM 29 DE MAIO E VAI ATÉ 30 DE SETEMBRO

Veja calendário de restituição do IR 2020; 1º lote vence no dia 29 de maio

O pagamento do primeiro lote ficou programado para o dia 29 de maio, com a última data prevista para 30 de setembro

Por CNN Brasil – Publicado em 22/05/2020 às 11:21

A declaração do Imposto de Renda (IR) é feita por meio de um programa da Receita Federal

Nesta sexta-feira (22), a partir das 9h, a Receita Federal libera a consulta do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Depois que a pandemia de coronavírus se alastrou pelo Brasil, algumas regras do processo de declaração do IRPF 2020 passaram por mudanças, a começar pela adoção de um novo calendário.Depois dos ajustes, o pagamento do primeiro lote ficou programado para o dia 29 de maio, com a última data prevista para 30 de setembro. No ano passado, as restituições iniciaram no dia 17 de junho e se estenderam até o dia 16 de dezembro.

Outra mudança no processo foi a prorrogação do prazo de entrega da declaração, que agora se estende até o próximo dia 30 de junho. A medida tem como objetivo evitar aglomerações em agências, a sobrecarga dos sistemas digitais do órgão, e não prejudicar os contribuintes com dificuldade no acesso à internet.

Fonte: Agora RN

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ECONOMIA: A CIÊNCIA COMPROVA QUE O DESEMPREGO PODE MATAR MAIS QUE A PANDEMIA

De volta com os extraordinários artigos da Mises Brasil estamos publicando nesta sexta-feira aqui na coluna ECONOMIA um artigo imperioso para esclarecer essa dicotomia entre salvar vidas da Covid-19 e manter a economia de pé evitando o desemprego em massa. Este artigo começa mostrando a situação atual do desemprego nos EUA e foca nos estudos científicos acerca das consequências catastróficas do desemprego em outras recessões econômicas para a saúde mental dessas pessoas. Portanto, peço a você que leia com atenção esse artigo maravilhoso e procure entender o que pode acontecer caso as autoridades insistam no isolamento social por muito tempo.

Fatos e dados médicos comprovam: desemprego mata – e quanto mais tempo durar a quarentena, pior será

O desemprego dobra o risco de morte por doença, suicídio ou overdose de drogas

Nota do Editor

Vale sempre repetir o óbvio: políticos fizeram isso.

Em resposta a um vírus, a classe política (governadores e prefeitos, com o apoio do legislativo) impôs uma implacável e profunda contração econômica sobre a população, proibindo o comércio, interrompendo o setor de serviços e impedindo milhões de pessoas de empreender, produzir e trabalhar.

Com um único decreto, a divisão do trabalho foi implodida e milhões de empreendedores e trabalhadores foram humilhados pelo estado, que ainda afirmou arrogantemente que suas atividades não são essenciais para ninguém.

No Brasil, já se espera que a taxa de desemprego ultrapasse 25%. Trata-se de um valor superior à taxa de desemprego vivenciada nos EUA durante a Grande Depressão.

Até o momento, perde-se infindáveis tempo e energia debatendo-se sobre o que é mais importante, proteger a vida ou a economia, como se ambas as medidas fossem perfeitamente separáveis.

De um lado, há aqueles que defendem o fim total da quarentena com o argumento de que o esfacelamento econômico causado por ela será muito pior do que a eventual difusão da Covid-19. De outro, há aqueles que afirmam que proteger pessoas é muito mais importante do que qualquer economia minimamente funcional, de modo que a quarentena deve ser mantida por tempo indeterminado, até as infecções e mortes começarem explicitamente a cair.

No final, a grande realidade é que tal dicotomia não existe. Não há vida digna e saudável com a economia em frangalhos. E não há economia forte com uma população sem saúde.

E tampouco, ao contrário do que dizem as propagandas oficiais de governos estaduais, a economia é “fácil de ser recuperada”. Se fosse realmente simples assim, não haveria preocupação com recessões.

Por isso, se tivermos de fazer uma escolha, é bom levarmos em consideração o que vai abaixo.

No artigo a seguir, alguns fatos e dados médicos sobre a relação entre saúde e desemprego. O leitor é livre para tirar suas conclusões.

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O presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano, Jerome Powell, anunciou que os dados econômicos que estão sendo divulgados “são os piores dados econômicos que já vimos”.

Isso se deve em parte a vinte anos de crescimento econômico impulsionado por estímulos artificiais, baseados em inflar e sustentar bolhas por meio da expansão do crédito a juros baixos. Mas, agora, a situação é muito pior pelo fato de que muitos governos paralisaram as economias de seus estados e nações, fecharam empreendimentos e ainda adotaram inúmeras intervenções que impedem que os mercados se adaptem à nova realidade de consumidores e trabalhadores em um mundo com um risco exacerbado de doenças.

O resultado foi um desemprego catastrófico. Nos EUA, cujos dados divulgados já estão mais avançados, 30 milhões de americanos já entraram com o pedido de seguro-desemprego nas últimas seis semanas (uma pesquisa coloca em 50 milhões o número de americanos que já pediram o seguro-desemprego). Nos estados que insistem em continuar com políticas extremas e coercitivas de fechamento econômico, os números só pioram.

Infelizmente, muitos formuladores de políticas públicas continuam agindo como se os custos associados a essas paralisações fossem mínimos ou insignificantes (ou, na melhor das hipóteses, fáceis de serem recuperados). E aqueles que ousam se manifestar contra as paralisações – seja da perspectiva da proteção dos direitos humanos ou simplesmente por motivos pragmáticos – são prontamente acusados de estarem colocando o odioso lucro acima da saúde pública.

A realidade, no entanto, é que, quando o desemprego leva ao empobrecimento ou à perda do status social, ele se torna um grande problema de saúde.

Isso é comprovado de maneira evidente em pesquisas que vêm sendo empreendidas há anos. Mas como essa narrativa não apoia o míope e obstinado impulso de “combater a Covid-19” a todo custo, muitos políticos e “especialistas” simplesmente optam por ignorar esses fatos. Os formuladores de políticas públicas continuam agindo com se tudo fosse ficar bem tão logo os políticos decidam unilateralmente que já houve “testagens suficientes” ou que as coisas estão “sob controle”.

O custo do desemprego: um estudo das pesquisas

Falando sobre o desemprego causado pelo fechamento de empresas na crise de 2008 e 2009, uma matéria de 2014 da revista Harvard Public Health afirma:

Aumentaram em 83% as chances de novos problemas de saúde provavelmente desencadeados pela perda de empregos – condições relacionadas ao estresse, como acidente vascular cerebral, hipertensão, doenças cardíacas, artrite, diabetes e problemas emocionais e psiquiátricos.

O risco de morte também aumentou:

Uma meta-análise de 2011 das pesquisas internacionais – publicada na Social Science & Medicine por David Roelfs, Eran Shor, Karina Davidson e Joseph Schwartz – descobriu que o risco de morte era 63% maior, durante os períodos de estudo, entre aqueles que vivenciaram desemprego do que entre aqueles que não perderam seu emprego, ajustando-se para idade e outras variáveis.

E para os homens os impactos costumam ser piores:

Um estudo de 2009 sobre o impacto da crise do petróleo dos anos 1980 [quando o preço do petróleo caiu forte e várias petrolíferas quebraram] e da recessão subsequente na Pensilvânia, publicado pelos economistas Daniel Sullivan e Till von Wachter no Quarterly Journal of Economics, descobriu que, um ano após os homens terem perdido seus empregos em uma onda de demissões em massa, suas chances de morrer dobraram.

Em um estudo sobre o efeito do crescimento econômico na morbidade no século XX, M. Harvey Brenner escreve no International Journal of Epidemiology que

a ampla e crescente literatura sobre desemprego e saúde é altamente consistente em comprovar a elevada morbimortalidade associada ao desemprego e à expulsão da força de trabalho.

A literatura sobre os desempregados de longa duração também mostra maior exposição ao alcoolismo e uso de outras substâncias psicotrópicas, como tabaco e alimentos baratos e menos nutritivos.

Igualmente importante, os desempregados de longa duração estão especialmente em risco de terem relações familiares despedaçadas e amizades prejudicadas, além do isolamento social induzido pela própria perda de emprego.

Neste estudo de 2003 sobre desemprego no Journal of Health Economics, os autores concluíram:

O desemprego aumenta o risco de morte de 5,36% para 7,83% — ou seja, o risco aumenta 46%.

E, quando se consideram mortes não-causadas por câncer ou problemas cardiovasculares, o desemprego mais do que duplica esse risco, e tal efeito é significativo. Também para suicídios, o efeito estimado do desemprego é significativo, e a estimativa pontual implica que o desemprego aumenta o risco de suicídios em 145%.

Os efeitos do desemprego na saúde também pioram quanto mais cedo no ciclo a pessoa fica desempregada. Em um estudo finlandês sobre desemprego, Pekka Martikainen descobriu que

Homens desempregados pela primeira vez em 1990, 1991 ou 1992 tiveram, respectivamente, 111%, 72% e 35% maior mortalidade padronizada do que os homens que permaneceram empregados.

Em outras palavras, aqueles que ficaram desempregados primeiro – ou seja, em 1990 – tiveram maior mortalidade do que aqueles que ficaram sem emprego nos anos posteriores. Mas a conclusão geral foi familiar. A mortalidade aumentou consideravelmente para aqueles que ficaram desempregados:

foi observado um excesso de mortalidade de 47% entre os homens desempregados ou trabalhando em regime de tempo parcial por outros motivos que não a doença, após ajuste por idade, região geográfica, classe social, tabagismo, consumo de álcool, peso e doença pré-existente conhecida.

Além disso, os efeitos a longo prazo podem ser significativos. Em um estudo sueco sobre o efeito a longo prazo do desemprego, os pesquisadores descobriram que

A mortalidade relacionada ao álcool foi significativamente aumentada entre homens e mulheres que perderam o emprego.

Para os homens, o risco de morte relacionada ao álcool era mais que o dobro para os desempregados do que para os empregados. O risco era quase o dobro para as mulheres. O mesmo estudo também mostrou que, para homens que ficaram desempregados, o risco de morte a longo prazo por suicídio era mais que 40% maior do que o empregado. Até o risco de morte por “acidentes de trânsito” tornou-se maior após surtos de desemprego.

Os autores concluem:

No mínimo, o desemprego afetou um segmento vulnerável da população, particularmente homens jovens, homens solteiros e homens de baixa escolaridade ou renda.

Pior ainda: os efeitos do desemprego tendem a ser ampliados por períodos anteriores de desemprego, pois “o risco de ficar desempregado é maior entre pessoas que já tiveram experiência anterior de desemprego. Isso foi chamado de ‘cicatriz’, ‘dependência de caminho’ ou ‘dependência do estado’. ”

Isso aumenta os efeitos do desemprego na saúde entre os grupos mais desfavorecidos economicamente.

Não é de se surpreender que o aumento do desemprego também aumente o risco de morte por causas relacionadas às drogas. Neste estudo de 2017,

os pesquisadores descobriram que um aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego do município está associado a 0,2 mortes adicionais relacionadas a drogas opioides por 100.000 residentes do condado, um aumento de 3,6% em relação à taxa média de 5,4 mortes por 100.000.

Similarmente, há um aumento de 3,3% na taxa de todas as mortes relacionadas a drogas. No que tange a emergências médicas, um aumento de um ponto percentual na taxa de desemprego do município está associado a mais 0,95 visitas às emergências médicas por overdose de opioides por 100.000 habitantes, um aumento de 7%.

Estudos já começaram a ser publicados em nossa atual recessão. Embora não estudem diretamente o desemprego, um novo estudo de dados suíços sobre as “consequências relacionadas à saúde mental da mitigação da COVID-19” (ou seja, quarentenas, lockdown e paralisações econômicas), os autores concluíram:

O estudo projeta que o indivíduo médio sofreria 0,205 AVP [anos de vida perdidos] devido às consequências psicossociais das medidas de mitigação da Covid-19. No entanto, essa perda seria inteiramente suportada por 2,1% da população, que sofrerá uma perda média de 9,79 AVP. […] Os resultados apresentados aqui provavelmente subestimarão o verdadeiro impacto das estratégias de mitigação nos AVP.

Em outras palavras, as estratégias de “mitigação” que supostamente salvam vidas estão apenas transferindo o fardo de algumas pessoas para outras. Em alguns casos, as quarentenas representam quase uma década de anos perdidos, graças ao farol imposto à saúde mental.

Confrontados com os custos prováveis de suas políticas de quarentena, muitos recorrerão à afirmação de que a aritmética básica pode nos dar a resposta. “Quantas mortes são causadas pelo desemprego versus a Covid-19?” Essa alegação tem como premissa a ideia de que cabe aos defensores da liberdade provar que o número de mortes causadas pela destruição econômica superará o número total de mortes pelo Covid-19. Na opinião dos defensores da quarentena, se o número líquido de vidas salvas pela quarentena continuada for de uma única pessoa, então suas políticas de massacre da liberdade individual e do estado de direito serão totalmente justificáveis.

Eles estão errados, é claro. O ônus da prova é todo deles. Afinal, são eles que defendem a violência. Ou seja, são eles que desejam multar e até mesmo prender pessoas não-violentas que querem apenas abrir suas lojas, ou irem trabalhar, ou venderem seu trabalho em troca salários. Se essas pessoas não se sujeitarem, os defensores da quarentena e do lockdown abertamente afirmam que tais “desobedientes” devem ser trancados em jaulas ou arruinados financeiramente por meio de multas, ações judiciais e acusações criminais.

Os oponentes das quarentenas, por outro lado, desejam apenas permitir que as pessoas exerçam sua liberdade.

O ônus da prova recai sobre aqueles que desejam usar os poderes da polícia e o monopólio estatal da violência para coagir todos os outros.

Por fim, a verdade é que os “especialistas” não têm ideia de como ou em que quantidade as quarentenas estão realmente impedindo a propagação de doenças ou de como o emprego e o crescimento econômico seriam afetados na ausência de quarentenas forçadas. Os proponentes da quarentena simplesmente não têm dados suficientes para justificar sua posição. Não há nenhum artigo acadêmico específico sobre isso. Há apenas modelos matemáticos.

Tudo o que eles sabem é que desejam forçar as pessoas a abandonarem seus empregos, abandonarem suas lojas e viverem de esmolas do estado. Como resultado, muitos se matam. Outros vários terão uma overdose de drogas.

Fonte: Mises Brasil

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ECONOMIA: GUEDES TEM APOIO DE BOLSONARO NO AJUSTE FISCAL EM REUNIÃO COM MINISTROS NO ALVORADA

Guedes reafirma ajuste fiscal em reunião com Bolsonaro e ministros no Alvorada

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN   da CNN, em Brasília
27 de Abril de 2020 às 08:48 | Atualizado 27 de Abril de 2020 às 08:49

Jair Bolsonaro e Paulo GuedesO presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes.

Em sinal de apoio àquele que é considerado o último “superministro” de governo, o presidente da República, Jair Bolsonaro, convocou Paulo Guedes, no Alvorada, para defender o ajuste fiscal em uma conversa com ministros de áreas que pedem por novos investimentos neste momento de pandemia.

Essa defesa significa que o governo não está disposto a exceder nos gastos. Os titulares das pastas da Agricultura, Tereza Cristina, e da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, estão na reunião na residência presidencial.

“Essa reunião é um freio de acerto para mostrar que quem está no comando da Economia é Paulo Guedes e ninguém pode fazer nada à revelia”, afirmou, à coluna, um auxiliar do ministro.

A avaliação da equipe de confiança de Guedes é de que com a saída do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, o ministro da Economia ficou mais forte. É que na escala de ministros poderosos do governo, Paulo Guedes posa isolado diante de outros ministros com currículo menor.

A rivalidade com o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, ex-auxiliar de Guedes na Economia, já extrapolou as paredes do Planalto. A defesa de Marinho pela liberação de mais recursos públicos para conter os efeitos do coronavírus foi entendida como uma afronta à política de ajuste fiscal.

Em uma comparação que incomoda o governo, o programa pró-Brasil, que prevê investimentos públicos em obras públicas, foi igualado a um novo PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento.

Fonte: CNN

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ECONOMIA: UMA ANÁLISE SOBRE A NOVA ECONOMIA PÓS PANDEMIA

Na nossa coluna ECONOMIA deste sábado trago um artigo muito importante sobre os riscos que os investidores correm após saída de Moro com cenário de incertezas e até mesmo a possibilidade de impeachment do presidente Bolsonaro!

Os riscos que os investidores veem após a saída de Moro – e como isso ainda afetará o mercado

Cenário de incertezas ganha forças, com mercado vendo maiores chances de virada de política econômica e até mesmo de impeachment

SÃO PAULO – O Ibovespa voltou a registrar uma sessão de forte queda, comparado aos dias mais agudos da incerteza com o coronavírus na economia global, na sessão desta sexta-feira (24). Porém, o fator de incerteza agora é outro, ainda que recorrente para o Brasil nos últimos anos: a crise política.

Se a incerteza com o coronavírus havia levado a uma crise de saúde e, posteriormente, a uma crise econômica, a decisão de Sergio Moro de deixar o Ministério da Justiça e Segurança Pública fazendo acusações contundentes de que o presidente Jair Bolsonaro teria tentado interferir politicamente na condução dos trabalhos, deu ainda mais combustível para que a crise também se instalasse na política.

Além disso, a segunda demissão de ministros de peso em duas semanas coloca Paulo Guedes, ministro da Economia, em foco. Justamente antes da crise com Moro ganhar destaque no noticiário – o que aconteceu na última quinta-feira -, a força do “posto Ipiranga” Guedes vinha sendo questionada pelo fato de Bolsonaro não ter dado o comando do plano pós-crise à pasta da Economia, o chamado “Plano Pró-Brasil”, anunciado na quarta-feira após o fechamento do mercado.

A saída de Guedes “seria o fim da ‘boa história’ para o Brasil”, disse Delphine Arrighi, gestor de fundos da Merian Global Investors em Londres, para a Bloomberg.

Os investidores também temem que uma eventual perda de popularidade do governo em meio à combinação dessas crises prejudique a continuidade da aprovação da agenda econômica.

“[A saída de Moro] afeta o mercado de várias maneiras. A primeira e mais óbvia é que o mercado não gosta de incerteza. Fosse em um cenário normal, um ministro pedindo demissão já seria algo importante que mexeria com o mercado”, afirmou ao InfoMoney Marcelo Giufrida, CEO da Garde Asset Management e ex-presidente da Anbima, destacando, contudo, que o momento atual é pior em meio às críticas já recorrentes ao presidente, à saída de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde e aos sinais de divergências do Planalto com a equipe econômica.

Na última quarta-feira, encabeçado pelo ministro-chefe da Casa Civil, o general Walter Braga Netto, o governo apresentou um programa de retomada da economia via investimentos públicos, apelidado de Plano Pró-Brasil.

Apesar do suposto impacto fiscal do programa não ser alto – seriam cerca de R$ 10 bilhões por ano, em três anos –, a premissa de maior protagonismo do estado no crescimento vai de encontro com o pensamento liberal de Guedes e da equipe econômica, destaca a equipe de análise da Levante Ideias de Investimento.

“Na verdade, mal existe espaço no Orçamento para que o plano seja posto em prática. A proposta parece embrionária, mas merece atenção: caso seja levada adiante, o governo terá de explicar muito bem como custeará esses gastos novos sem renunciar à responsabilidade fiscal”, avaliam os analistas. Nos bastidores, o que se fala é de insatisfação da equipe econômica com o programa Pró-Brasil, considerado um “Dilma 3” por prever a ampliação do gasto público para a retomada econômica por meio de obras em infraestrutura (veja mais clicando aqui).

Para Giufrida, há três cenários para o futuro: um otimista, um pouco menos otimista e um péssimo. No cenário otimista, há um fator pontual que é a pandemia, que leva a um desvio de rota para um cenário de maiores gastos, mas o Brasil volta para a “trilha principal” de maior austeridade fiscal. Para isso, demandaria um Congresso alinhado com o Executivo.

Já no cenário menos otimista, haverá um “desvio”, sem que se consiga voltar para a rota anterior. “Não vamos aprovar tudo o que prevíamos antes da pandemia, mas ainda assim a economia anda. Agora, o pior cenário é aquele em que tudo dá errado e o presidente toma medidas que mudem o direcionamento econômico que tínhamos antes da crise”, avalia. Para Giufrida, o que aconteceu foi que a chance de o cenário otimista se concretizar diminuiu.

Para Renato Ometto, gestor de renda variável da Mauá Capital, a questão pode ir além disso, em meio aos desdobramentos que as declarações de Moro podem gerar para a crise política. Para ele, o tom da declaração de Moro ao se demitir foi duro, com acusações nas entrelinhas que geram desconfiança no prosseguimento do governo Bolsonaro.

“Num momento crítico da economia, com desemprego e os números de Covid-19, acaba atrapalhando ainda mais um pouco e coloca mais um nível de incerteza de como esse governo continua”, avalia Ometto. Já para ativos de Bolsa, avalia, por mais que não dê para pontuar que não haverá impacto financeiro nas companhias, no curto prazo os olhos se voltam para a expectativa de quando haverá melhora da economia e dados melhores.

Contudo, vale destacar que com o governo em conflito, as medidas econômicas, como as reformas, ficam cada vez mais difíceis de serem viabilizadas, retardando uma recuperação já bastante difícil da economia.

Realinhamento dos pilares

O banco suíço UBS avalia que os dois eventos que movimentaram o mercado nesta semana têm consequências ainda bem incertas. Contudo, Tony Volpon e Fabio Ramos, economistas do banco, apontam que está tendo uma reconfiguração dos quatro pilares originais do governo Bolsonaro.

São eles: i) uma bancada minoritária, mas leal, no Congresso Nacional e uma base política popular; 2) apoio e participação da área militar no governo; iii) alinhamento com o discurso anticorrupção, cujo símbolo é Sergio Moro e iv) alinhamento com a agenda econômica liberal de Paulo Guedes.

Conforme aponta o UBS, o primeiro pilar foi enfraquecido quando o presidente deixou o PSL, partido político pelo qual ele se elegeu, dividindo-o em dois enquanto ele procura fundar um novo partido político. Bolsonaro começou a se reunir com membros do bloco político do “Centrão”, discutindo apoio e participação em seu governo.

O segundo pilar foi reforçado recentemente, à medida que mais figuras militares entraram no governo (como Braga Netto). Já a demissão de Moro e as acusações de interferência indevida em investigações em andamento significam que o terceiro pilar está estragado. Por fim, Paulo Guedes declarou publicamente que trabalhará no programa “Pró-Brasil” que será construído dentro das restrições fiscais do país (apesar de criticar a proposta nos bastidores).

“É possível que a demissão e as acusações de Moro aumentem os pedidos de processo de impeachment contra Bolsonaro. Mas, para isso acontecer, em nossa opinião, terá que haver um forte apoio popular”, avaliam os economistas.

Além disso, o UBS opina que, apesar de assumir uma postura mais crítica em relação ao governo, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados (DEM-RJ), não deva optar por iniciar processo de impeachment enquanto o Brasil ainda enfrenta os efeitos econômicos e de saúde de pandemia de coronavírus, a menos que haja prova concreta de interferência política nas investigações judiciais em andamento.

Contudo, os pedidos para saída do presidente ganham força: o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição no Senado, afirmou que pedirá o impeachment do presidente, diante das “graves denúncias feitas pelo agora ex-ministro da Justiça”.

Assim, os próximos desenvolvimentos a serem monitorados de perto são: i) a posição adotada por Paulo Guedes em se alinhar ao governo e receber suporte de Bolsonaro e ii) as negociações de Bolsonaro com o bloco político “Centrão”. “Acreditamos que os elementos-chave de curto prazo serão os sinais de apoio contínuo a Paulo Guedes por Bolsonaro e a relação do governo com o Congresso”, avaliam.

Deste modo, a incerteza paira sobre os mercados, o que deve fazer inclusive com que os ativos nacionais registrem um desempenho inferior aos dos pares emergentes. O Ibovespa acumula queda de 55% em dólar desde o início do ano, de longe a pior performance entre os principais índices globais de ações. O real perdeu um terço de seu valor, ficando atrás de todas as outras moedas.

Com o cenário político ainda mais turbulento, a tendência é que os investidores voltem a prestar mais atenção no noticiário vindo de Brasília.

“Estamos vendo um governo se desfazer em meio à uma situação gravíssima de política internacional”, afirma Fernando Bergallo, diretor de Câmbio da FB Capital.

“A troca do Ministro da Saúde em plena pandemia, obviamente, já pegou muito mal para o investidor estrangeiro, e no momento em que o segundo pilar do governo, que é o Ministro da Justiça, que emprestou a credibilidade toda para o Bolsonaro sai do governo, está perdendo outra perna desse tripé que não vai se sustentar sozinho”, avalia.  Para ele, caso Guedes saia, pode representar “o fim do governo”. A turbulência política ganha uma nova temporada em Brasília.

Fonte: Infomoney

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ECONOMIA: BRASIL O PAÍS QUE NÃO PERDE UMA OPORTUNIDADE DE PERDER UMA OPORTUNIDADE (ROBERTO CAMPOS)

Neste domingo, na coluna ECONOMIA o destaque é um artigo sensacional do jornalista Felippe Hermes publicado na coluna de economia do site InfoMoney que faz uma análise muito sóbria e realista do panoramoa político-econômico mundial e nacional. Faz um grave alerta para as consequências da dependência das grandes multinacionais da mão-de-obra chinesa e do movimento de saída do mercado chinês para outros tigres asiáticos de mão-de-obra barata que as principais mega empresas americanas já estão fazendo. Um artigo indispensável para quem está antenado(a) com os fatos que estão ocorrendo no Brasil e no mundo.

A oportunidade do Brasil no pós-pandemia

Saída de multinacionais da China pode ser chance para o Brasil, enfim, chegar ao futuro

Economia brasileira(Mario Tama/Getty Images)

Foi em 1941 que o austríaco radicado no Brasil Stefan Zweig publicou seu livro mais conhecido: “Brasil, País do futuro”.

De lá para cá, o livro, cujo título virou um epíteto nacional, tornou-se também uma maneira irônica do brasileiro lidar com o próprio país. Afinal, esse tal futuro parece nunca chegar.

Não foram poucas as vezes em nossa história nas quais tivemos boas oportunidades de pavimentar uma estrada rumo a um país desenvolvido, que consiga tornar tantas riquezas naturais potenciais em melhores condições de vida para a sua população.

Como Roberto Campos resumiria algumas décadas após o lançamento do livro de Zweig, “o Brasil não perde uma oportunidade de perder uma oportunidade” – e elas foram inúmeras.

Lembre-se por exemplo da penúltima oportunidade pela qual passamos. Lá por 2007 tivemos um achado, daqueles que podem mudar radicalmente a história de um país: descobrimos reservas com dezenas de bilhões de barris de petróleo, o chamado pré-sal.

Na década anterior, entre o fim do monopólio da Petrobras e essa descoberta, tínhamos visto nossa produção crescer absurdos 150% em meros 10 anos.

Havíamos criado um marco regulatório que permitia leiloar os campos e colocar recursos privados para explorar o petróleo em parceria com a Petrobras, além de uma boa grana nos cofres do governo.

Qual caminho decidimos tomar? Pois bem, com o petróleo chegando a US$ 140 em alguns momentos, e antes dos EUA verem sua produção explodir com o shale gas, decidimos jogar este modelo pela janela.

A partir dali, o pré-sal era exclusividade da Petrobras, que passaria os anos seguintes se tornando a empresa mais endividada do planeta para investir (e dar uma força para a indústria nacional de empreiteiras).

O resultado é que passamos os cinco anos mais prósperos da indústria do petróleo sem atrair um mísero centavo de investimento para o país, tudo para garantir nossa visão nacionalista.

A lista de incontáveis oportunidades perdidas é longa, das maiores às menores.

Enquanto o mundo nadava em dinheiro com quantitative easing nesta década, nós nos metemos em uma enrascada fiscal.
Enquanto a grana das commodities abundava na primeira década do século, decidimos gastar os recursos de um boom temporário contratando despesas fixas, e assim por diante.

Veja bem, estamos falando aqui de três oportunidades nas últimas duas décadas, com potencial de transformar o país. Para acessá-las, tudo o que teríamos de ter feito era encarado um ou dois anos mais amargos debatendo reformas para sedimentar a segurança jurídica no país, convencendo os investidores mundiais a se arriscarem por aqui.

Tudo isso, claro, não começou hoje. Se você, enquanto leitor, me permitir ser o chato das citações, gostaria de adicionar uma outra, de Nelson Rodrigues: “Subdesenvolvimento não se inventa, é uma obra de século”.

Passamos os últimos 40 anos ignorando nosso problema de produtividade, atuamos muito mal para resolver a questão da educação, na qual nosso único grande mérito foi incluir de certa maneira a maioria da população e universalizar o sistema.

Criamos um Estado de bem-estar social ignorando as causas da nossa pobreza, relegando a segundo plano aquilo que poderia alavancar nossa população a um status de melhor qualidade de vida.

Nada disso é novidade. Mas é certo que deixamos muito a desejar. Por conta disso, estamos na situação em que estamos.

Vivemos num país onde metade da população não tem acesso a esgoto – se somarmos Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Paraguai, ainda não teríamos a totalidade de população desassistida por aqui. Também pouco nos preocupamos com infraestrutura, deixando de lado projetos ferroviários que alavancariam nosso setor mais produtivo, o agronegócio.

Sim, a despeito de toda pregação em contrário, o agro segue sendo a parte do Brasil que deu certo. A produtividade nas lavouras brasileiras cresceu em média 2,1% nas últimas três décadas, e exceto por crédito subsidiado (em proporção bem menor que os países desenvolvidos), nunca lhe demos qualquer atenção especial.

Este, portanto, é apenas um retrato do Brasil que irá disputar com o restante do mundo as oportunidades que se seguirão. E elas serão inúmeras.

Neste exato momento, seja em função da pandemia global, ou da guerra comercial, uma oportunidade imensa se coloca diante de nós.

Há dezenas de grandes empresas globais buscando maneiras de não depender da China em sua cadeia de produção. Apenas em 2019, foram nada menos do que 50 grandes empresas americanas saindo do gigante asiático.

Companhias como Google, Apple, HP, que se acostumaram a produzir por lá e aproveitar dos ganhos de escala e custos baixos, agora buscam reinventar sua cadeia de suprimentos. Segundo o diretor do conselho econômico da Casa Branca, essa é uma medida que tende apenas a acelerar nos próximos anos.

Esse movimento não era novidade, mas por outros motivos: entre 2005 e 2015 o salário médio de um trabalhador chinês subiu de US$ 1,50 por hora para US$ 3,30 por hora (sim, os chineses hoje ganham em média 15% mais do que brasileiros – e a diferença está aumentando). Mas o que já era uma tendência tornou-se uma necessidade em função da pandemia.

Governos como o do Japão já anunciaram pacotes para “trazer de volta” suas empresas. Foram US$ 2 bilhões em uma primeira medida, mas os anúncios dão conta de que mais está por vir.

Sem qualquer surpresa, destinos como o Vietnã e Taiwan estão ganhando destaque. Países que fizeram a lição de casa e buscaram melhorar sua educação, segurança jurídica e estabilidade política.

Para o Brasil, essa oportunidade deveria ser um ótimo sinal.

Como assinala o Wall Street Journal, o destino mais óbvio para empresas americanas seria o México. Seria, claro, se o país não estivesse em situações tão pouco confortáveis graças a sua dependência do petróleo e histórico de problemas com cartéis de drogas e instabilidade política.

Essa, porém, não é uma batalha perdida, ainda mais considerando que ela está apenas começando.

Temos muito o que oferecer ao resto do mundo, se agirmos de maneira correta. Nenhum país tem tantas oportunidades na infraestrutura quanto o Brasil. Não por um acaso somos o 4º destino global de investimentos. Há um mar de oportunidades por aqui.

O problema, como minha memória insiste em lembrar, está em uma discussão entre a jornalista Miriam Leitão e Eike Batista, no começo da década passada.

A jornalista questiona o empresário sobre o motivo pelo qual suas empresas são focadas em infraestrutura e por que não há inovação em seus projetos (Eike era o 7º homem mais rico do mundo na época). A resposta, óbvia, é um pouco triste: porque este é um país onde tudo ainda está por fazer.

O Brasil tem hoje uma oportunidade de ouro que podemos disputar. Basta para isso algum consenso nacional sobre como melhorar nosso ambiente de negócios. Não se trata de uma oportunidade momentânea, mas de um rearranjo global que durará alguns anos.

Precisamos encarar esse momento sabendo que, na pior das hipóteses, caso sejamos deixados de lado por players globais que prefiram continuar no sudeste asiático, teremos encarado alguns dos nossos maiores problemas internos.

O remédio para ambas as questões é rigorosamente o mesmo. Atacar os juros subsidiados como prática comum na economia (atualmente, R$ 47 de cada R$ 100 em crédito na economia é direcionado pelo governo), aumentar a segurança dos credores (hoje, de cada R$ 100 em calote que alguma empresa dê, os bancos recuperam apenas R$ 14, contra US$ 86 nos EUA e US$ 70 no Japão).

Temos a menor corrente comercial do G20, importamos e exportamos menos do que qualquer país em relação ao tamanho do nosso PIB, e nossa educação vê 1 em cada 5 jovens abandonarem a escola no ensino médio.

Nos próximos anos nossa demografia jogará contra o crescimento, forçando o país a buscar alternativas no aumento de produtividade. Teremos menos jovens no mercado de trabalho e mais idosos na previdência.

Serão menos crianças para estudar e mais gastos com saúde. Tudo isso deve ser encarado por um país repleto de cooperações e preso a frases de efeito que ainda acreditam estar no aumento dos impostos a solução para as grandes mazelas nacionais.

Nada disso, porém, nos impede de seguirmos uma agenda de reformas que atue em frentes micro e macro. Trata-se da única alternativa do Brasil enquanto país, para quem sabe um dia, chegar ao futuro.

Felippe Hermes

jornalista e co-fundador do Spotniks.com

Fonte: Infomoney

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ECONOMIA: UMA RADIOGRAFIA DO IMPACTO DO CORONAVÍRUS NA ECONOMIA E COMO VOCÊ PODE SE PROTEGER

Nesta segunda-feira temos um artigo longo e que pode até ser sacal diante de tantos gráficos e termos técnicos macro e micro-econômicos que podem deixar você em parafuso, mas se tiver calma, paciência e tempo (isso não falta nessa quarentena) para lê-lo completo você vai ter uma noção precisa do cenário econômico brasileiro e mundial e poder saber como agir com os seus investimentos e patrimônio num momento turbulento como esse. Portanto, convido você a sentar num canto, respirar fundo e ler com calma esse artigo!

Uma radiografia de como a Covid-19 já impactou salários, vendas e setores da economia brasileira

E o que você está fazendo para se proteger

 

Este artigo irá se concentrar exclusivamente em mostrar alguns dados que fazem parte de pesquisas pessoais que venho realizando para entender o impacto da epidemia do novo coronavírus na economia, nas empresas e no comportamento das pessoas.

O objetivo deste compartilhamento de informações, e de suas respectivas fontes, é estimular o leitor a fazer seus próprios estudos e se adaptar à nova realidade que nos acomete.

Situação do comércio

Começo com alguns dados que fazem parte de uma pesquisa feita pela Elo Performance e Insights (você pode encontrar os dados neste endereço ou aqui).

Os números mostram que as vendas no varejo brasileiro caíram pela metade até o fim de março, refletindo o forte impacto da crise provocada pela pandemia de Covid-19. É possível que esses números estejam muito piores hoje, pois o processo de fechamento do comércio por determinações de governadores e prefeitos ainda não terminou.

O estudo comparou as vendas do varejo nas últimas semanas de março com uma média de períodos anteriores, quando ainda não existiam casos registrados do novo coronavírus no Brasil e o comércio ainda estava totalmente aberto.

Observe no gráfico abaixo que a linha azul representa as compras utilizando cartão de crédito e a linha preta as compras realizadas com cartão de débito em todos os estabelecimentos do país.

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O governo confirmou o primeiro caso de coronavírus no dia 26/02 (fonte). Já a primeira morte foi confirmada no dia 17/03, justamente no início do declínio das vendas utilizando os cartões em comparação ao mês anterior. Exemplo: o número -50% no dia 25 de março, no gráfico acima, significa que as vendas por cartão de crédito caíram 50% em relação ao dia 25 do mês anterior.

Podemos observar, no canto direito da figura, que essa queda foi de 91% no setor de vestuário. Os supermercados, por outro lado, foram os menos atingidos.

Já no gráfico abaixo temos os dados dos supermercados e farmácias separados dos demais setores.

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Podemos observar um forte aumento nas vendas dos supermercados e farmácias antes mesmo da confirmação da primeira morte. Logo depois ocorre um declínio desse aumento (ou seja, uma desaceleração) em relação ao período anterior, pois provavelmente as pessoas aumentaram suas compras na fase inicial para evitar sair de casa.

O próximo gráfico mostra as vendas pela internet (e-commerce).

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Podemos ver que, no geral, as vendas online caíram 35% em todo Brasil (linha laranja). A venda de bares e restaurantes cresceu 85% pela internet (canto direito da imagem). Supermercados online tiveram alta de 17% nas vendas por meio do cartão. Podemos entender que os brasileiros estão concentrando suas despesas em produtos essenciais.

Expectativas

Agora, eis os dados recentes de uma pesquisa sobre as expectativas das pessoas e seu comportamento diante da crise. Expectativas são cruciais. São elas que mais interferem nas decisões de compra dos consumidores e de investimentos dos empreendedores. Você encontra a pesquisa aqui.

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No gráfico acima podemos somar os valores e descobrir que 36% das pessoas pesquisadas acreditam que a crise terá duração de 1 até 3 meses. Somadas, temos que 57% das pessoas esperam uma crise que dure de 6 meses para mais. E 19% esperam que a crise dure por mais de 1 ano.

Esses valores, como dito, são cruciais, pois as pessoas normalmente tomam decisões de consumo e investimentos com base nessas expectativas.

No relatório detalhado (fonte) podemos ver que as pessoas com mais escolaridade estão mais pessimistas: 17% dos mais escolarizados se preparam para uma crise superior a 2 anos. Por outro lado, apenas 4% das pessoas com menos escolaridade esperam que a crise dure mais de 2 anos.

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As pessoas entre 25 e 40 anos são as mais pessimistas enquanto as pessoas com mais de 60 anos são as mais otimistas (onde existem muitos aposentados). As pessoas com maior renda estão mais pessimistas e as de menor renda, mais otimistas.

Medo e incerteza

Já o próximo gráfico mostra que 31% das pessoas conhecem alguém que já perdeu o emprego após o início da pandemia.

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Saber que seus amigos, parentes e conhecidos estão perdendo o emprego favorece o aumento do pessimismo e isso inevitavelmente produz efeitos nas decisões de consumo, economia de dinheiro e investimentos.

No próximo gráfico temos uma espécie de “medidor do medo”. Sabemos que o comportamento dos consumidores e dos investidores possuem como principais motores: o medo e a ganância/euforia. Muitos negócios como imóveis, eletroeletrônicos, moda, entretenimento, turismo entre outros, dependem de pessoas  otimistas com relação ao futuro.

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Ninguém compra um imóvel maior, abre um novo negócio, faz investimentos de maior risco e de longo prazo, ou gasta dinheiro com luxo e entretenimento quando está com medo de perder o emprego. Normalmente as pessoas gastam mais dinheiro com o essencial e com a educação ou com qualquer tipo de qualificação que possa melhorar seus resultados financeiros. As pessoas tendem a cortar os supérfluos e a aumentar o hábito de poupar, e começam a se preparar para o que está por vir (que podem ser riscos ou oportunidades).

Pelo gráfico, 43% das pessoas estão com medo grande ou muito grande de perder o emprego nessa fase inicial da crise. Nos detalhes da pesquisa existe a informação de que 87% das pessoas acredita que a taxa de desemprego será maior (49%) ou muito maior (38%) nos próximos 3 meses.

Redução salarial

Já o gráfico abaixo mostra que 46% dos entrevistados já tiveram, ou acreditam que terão, redução em sua renda mensal.

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E mais: entre as pessoas que já tiveram perdas na renda, a média dessa perda foi de 44%, como mostrado abaixo.

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Pelos números, e adotando-se uma estimativa conservadora, as pessoas que ainda não tiveram redução de renda já deveriam agora estar tomando medidas preventivas para se preparar para uma redução de pelo menos 30% na renda. Tudo indica que até mesmo os funcionários públicos estaduais, outrora estáveis, irão entrar nessa.

Endividamento

O que torna tudo isso muito pior são as dívidas. O gráfico abaixo indica que 58% das pessoas estão endividadas.

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Nos detalhes da pesquisa, 56% dessas pessoas que possuem dívida declararam que terão de atrasar o pagamento de algumas dívidas. Isso significa que além das empresas já estarem prejudicadas com a queda nas vendas, elas terão problemas para receber o pagamento da vendas que já fizeram no passado.

Agora, preste atenção aos valores vermelhos. Podemos observar que 64% das pessoas reduziram gastos com compra de roupas, 56% reduziram compras de bens duráveis como eletrodomésticos e eletrônicos, 54% reduziram compra de bebidas, 47% reduziram a compra de comida pronta (restaurantes). As pessoas estão comprando mais produtos de limpeza, remédios e alimentos em supermercados.

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Agora é com você

Espero que esses dados possam ajudar você que trabalha, empreende ou investe nos setores que aparecem nas pesquisas.

Assim como as grandes empresas estão nesse momento estudando, planejando e tomando decisões preventivas e proativas, os indivíduos deveriam fazer a mesma coisa.

Existem pessoas cantando e batendo panelas na varanda. Existem pessoas que passam o dia fazendo maratona nas séries do Netflix e fingindo heroísmos nos videogames. Existem aqueles que ficam vigiando e brigando com outras pessoas nas redes sociais. Tudo isso resultará em paralisia.

Para quem tem um emprego e está agora no home office, esse é o momento de ser ainda mais produtivo, proativo e preocupado com a empresa onde você trabalha, como se você fosse o dono dela.

Para quem tem um negócio, esse é o momento de desenvolver um plano de ação e começar a agir. Para o empreendedor, não importa o que vai acontecer. O importante é se ele sabe o melhor a ser feito diante dos possíveis acontecimentos. O bom empreendedor espera o melhor e se prepara para o pior. É o momento de fazer mais com menos.

Para quem é investidor e fez seus estudos no passado e já entende como os investimentos funcionam, esse é o momento de praticar o que aprendeu. Para quem só tomou decisões de investimentos baseadas em recomendações de terceiros, esse é o momento de dedicar um tempo para aprender sobre o funcionamento dos investimentos. Esqueça a ideia de que as pessoas que fazem recomendações sabem o que vai acontecer no futuro. Elas apenas sabem como os investimentos funcionam e vão tomando decisões e ajustando as carteiras de investimentos diante dos cenários que se apresentam.

Enfim, o que você está fazendo para mitigar as enormes incertezas futuras?

Fonte: Mises Brasil

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ECONOMIA: A SAÍDA DA CRISE ECONÔMICA CAUSADA PELA PANDEMIA SERÁ EM L E NÃO EM V

Neste extraordinário e esclarecedor artigo escrito pelo eminente economista Daniel Lacalle mostra o quão suicida é a política que os governos que optaram pelo Lock Down. Explica que, ao contrário do que pensam a saída da crise econômica gerada por esse tipo de política pública será em L  e não em V como imaginam esses economistas. Então eu convido você a ler o artigo completo a seguir e entender como isso vai se processar.

Destruir a economia não é uma política social – e muito menos uma questão de saúde pública

Governos não podem consertar a crise econômica que eles próprios causaram

 

A economia é o coração do organismo social. Se desligarmos o coração de um organismo para proteger os membros e o cérebro, o organismo morre.

Isso é bastante óbvio, mas, ao que tudo indica, nunca foi tão crucial e necessário repetir o óbvio. Em face a esta crise sem precedentes gerada pela pandemia de Covid-19, temos de ser realistas, responsáveis e cautelosos.

A Lei de Say mandou lembranças

Estamos vivenciando um profundo choque de oferta causado por um desligamento compulsório da economia. Políticos deram a ordem para que o comércio fosse fechado, para que o setor de serviços fosse interrompido, e para que pessoas fossem proibidas de empreender e produzir, e até mesmo de circular livremente. Várias fábricas tidas como produtoras de bens não-essenciais também foram compulsoriamente fechadas.

Com uma só canetada, milhões de empreendedores foram humilhados pelo estado, o qual, além de proibi-los de auferirem seu ganha-pão no livre mercado, ainda afirmou arrogantemente que suas atividades não são essenciais para ninguém. Um golpe duplo.

Com a produção e a oferta paralisadas, não há renda para essas pessoas. Sem renda, não há como elas demandarem outros produtos e serviços. Este é o básico da Lei de Say: quem não oferta bens e serviços não aufere renda; sem renda, não há como demandar outros bens e serviços.

Sendo assim, em decorrência deste choque de oferta, uma resposta séria deve ser feita também pelo lado da oferta. Mas não. Todas as políticas apresentadas são do lado da demanda. É completamente insensato os governos adotarem políticas do lado da demanda para resolver um problema de oferta.

Um choque de oferta causado por um fechamento compulsório da economia não tem como ser resolvido por meio de expansão monetáriaaumento dos gastos públicos e redistribuição de renda. Políticas de demanda em um ambiente de confinamento e de oferta profundamente reduzida não irá aumentar a oferta. Isso é lógica pura.

Com efeito, a crise de oferta nem sequer decorre de algum desarranjo econômico. Tampouco decorre de alguma destruição em massa. Ela decorre das medidas tomadas em decorrência de uma pandemia. Só que uma crise pandêmica é solucionada adotando-se protocolos de segurança e equipamentos sanitários no ambiente de trabalho (sair às ruas com máscaras e luvas, por exemplo), de modo que empresas e empregos continuem existindo. Não se combate pandemia simplesmente desligando toda a economia, medida essa que pode criar problemas sociais e de saúde muito maiores no longo prazo, independentemente de eventuais injeções maciças de liquidez e políticas fiscais expansionistas.

Políticas do lado da demanda não fazem nenhum sentido em um cenário de fechamento forçado de todos os setores. Não existe uma demanda a ser “incentivada” quando o governo ordena o fechamento de todas as atividades produtivas. E não há oferta a ser oferecida quando a inevitável crise econômica gera um colapso no emprego, na produção, na renda e no consumo.

Não será em V, mas em L

Médicos, jornalistas, artistas, intelectuais e até mesmo economistas estão dizendo que o desligamento da economia é uma medida essencial para se ganhar tempo para controlar o vírus e, principalmente, para preparar os hospitais para atender os futuros infectados.

Mas esse tipo de análise é típica de quem simplesmente não entende os efeitos em cascata — bem como todas as ramificações — de um completo desligamento. Tais pessoas veem esse desligamento da economia como um pequeno e temporário dano colateral, pois acreditam que tudo pode voltar ao normal em um mês. Errado. O impacto será severo, generalizado e exponencial.

A decisão de fechar a economia pode causar estragos duradouros aos empregos e às empresas, danos estes que não podem ser desfeitos em poucos meses. Sim, é essencial conter a disseminação do vírus e medidas drásticas podem ser necessárias, mas é crucial relembrar que cada mês de confinamento significa milhões a mais de desempregados e milhares a mais de empresas falidas e fechadas para sempre.

E de nada adianta o governo fornecer capital de giro a juros baixos para empresas que não estão tendo receitas. É uma questão de contabilidade básica. A realidade de um balancete não pode ser abolida por uma simples “vontade política”. Se os custos são fixos, mas a receita cai a zero por muito tempo, os ativos vão se tornando menores que o passivo, o patrimônio líquido se torna negativo e a falência está contabilmente decretada.

Mecanismos artificiais de suporte estatal às empresas (basicamente, empréstimos estatais a juros baixos) duram por apenas alguns dias, ao passo que a ausência de receitas e a subsequente expansão dos prejuízos destroem o fluxo de caixa e os balancetes. Empresas veem suas faturas serem atrasadas ou simplesmente caloteadas. Ao mesmo tempo, por causa da total incerteza, encomendas para o restante do ano vão sendo canceladas.

Não há como dizer que isso será passageiro.

A vasta maioria das empresas não está vivenciando um problema de acesso ao crédito (ao redor do mundo, há ampla liquidez e oferta de crédito a taxas baixas para empresas solventes). Elas estão vivenciando, isso sim, a total paralisação de suas atividades, e as inevitáveis demissões por causa dessa interrupção completa das atividades. Várias empresas descobrirão que apenas postergar (diferir) o pagamento de impostos ou receber empréstimos subsidiados pelo estado não resolverão seus problemas contábeis.

O principal problema vivenciado pelas empresas não é o de fornecer garantias para conseguir empréstimos, mas sim a impossibilidade de sequer ter motivos para requerer um empréstimo. Não estamos em uma crise causada pela falta de acesso ao crédito, mas sim em uma crise causada pelo desaparecimento da atividade econômica.

Isso, por si só, afasta a tese de que haverá um recuperação econômica em formato de V. O mais provável é uma “recuperação” em formato de L. Ou seja, depressão seguida de estagnação. Mesmos todos os eventuais pacotes de estímulo e auxílio dos governos não podem abolir esse verdadeiro pesadelo que é a abolição do capital de giro e a destruição do balancete das empresas.

A saúde pública

Essa crise sanitária tem de ser atacada por três ângulos: prevenção, testagem, e a garantia de que tratamentos e vacinas estarão amplamente disponíveis quando prontos. Se os governos continuarem em pânico, destruindo o tecido social das economias, eles irão apenas adicionar pobreza, miséria, falências e desespero às fatalidades da epidemia, criando assim uma depressão sanitária e social muito maior e mais longeva.

As melhores medidas a serem tomadas para lidar com essa crise sanitária, bem como o risco de colapso econômico, é seguir a estratégia da Coreia do Sul, de Cingapura e de Hong Kong. Realmente, não é necessário reinventar a roda. Basta copiar o que deu certo.

A Coreia do Sul, com seus 51 milhões de habitantes, é um dos países mais bem posicionados no ranking de liberdade econômica da Heritage (25ª economia mais livre do mundo). Seu gasto público em porcentagem do PIB (30% do PIB) é menor que o das principais economias do mundo, e seu gasto per capita em saúde é muito menor que o dos EUA e da União Europeia. A Coreia do Sul também é um exemplo mundial no gerenciamento da pandemia, com 186 mortes e 10.284 casos (em 6 de abril de 2020).

O mesmo pode ser dito de Cingapura e Hong Kong, também líderes em liberdade econômica e com gastos em relação ao PIB bem menores (17% e 18%, respectivamente).

No lado oposto, temos Espanha e Itália, com maciços gastos governamentais (acima de 41% na Espanha e acima de 48% na Itália) e amplos sistemas de saúde pública. Ambos, infelizmente, apresentam a maior taxa de letalidade. Há vários fatores envolvidos, é claro, mas um é evidente: maiores gastos estatais com saúde não são a solução mágica para uma crise gerada por má prevenção e má gestão.

Mas, afinal, qual tem sido o sucesso dos países mais bem posicionados no combate? Pouca burocracia na administração e um rápido, efetivo e eficiente sistema de prevenção, análise e contenção. Em suma, testagem e isolamento dos contaminados, e liberação para o trabalho dos não-contaminados e dos já imunizados.

Qualquer cidadão espanhol ou italiano pode perceber que o acúmulo de ineficiências que vivenciaram no gerenciamento da pandemia teria sido o mesmo caso os gastos de seus governos fossem ainda maiores, pois os recursos teriam sido alocados em outras coisas, e não especificamente para um surto pandêmico que todos os governos falharam em reconhecer. Trata-se de um problema de gestão, e não de fundeio — e muito menos de fundeio gerenciado pelo governo.

No final, o serviço público (em especial os médicos) e o setor privado estão fazendo de tudo, e mais um pouco, nesta pandemia. A crise mostrou que a única solução para futuros desafios virá exatamente de uma maior colaboração, com um sólido e poderoso setor privado. Não há setor público sem o setor privado. Não há saúde pública sem a tecnologia, a inovação, a pesquisa, os produtos e os remédios produzidos pelo setor privado. Nenhum governo do mundo poderá lidar com os desafios da saúde no futuro impondo o gerenciamento político como a única opção.

É indiscutível que iremos precisar de concorrência, liberdade de escolha e liderança tecnológica para atender a muito mais pessoas no futuro, ao mesmo tempo em que maximizamos o uso dos recursos disponíveis. Por tudo isso, acreditar que é possível destruir o setor privado, como está sendo feito agora, e ainda assim ter maior e melhor acesso a bens e serviços no futuro é postura de quem tem sérios problemas com a história e com as estatísticas. No mundo, nenhum sistema de saúde de ponta é exclusivamente estatal. E nenhum trabalha exclusivamente com recursos estatais.

Com efeito, esta crise tem demonstrado a realidade de que o capitalismo é o sistema mais eficiente e social possível. Empresas e trabalhadores autônomos têm respondido de maneira exemplar. O número de empresas, empreendedores e organizações que atuaram rápida e eficientemente para apoiar os países em dificuldades — convertendo suas linhas de montagem para a produção de máscaras, equipamentos hospitalares e álcool em gel — é enorme.

Por outro lado, e infelizmente, exemplos de solidariedade e de contribuição da parte dos agitadores anti-capitalistas são quase nulos. Com efeito, é curioso que exatamente aqueles anti-capitalistas radicais que vivem entonando slogans anti-corporações agora estão exigindo a adoção de medidas que só podem ser levadas a cabo em ambientes capitalistas. Querem que multinacionais reduzam seu patrimônio líquido doando e ofertando equipamentos (algo que seria impossível não fossem os lucros anteriores); querem que as grandes empresas emitam bilhões em títulos que terão de ser comprados pelos fundos de investimento que eles odeiam; querem que os governos incorram em endividamentos maciços financiados por investidores que eles abominam; querem maciços investimentos que terão de ser feitos por empresas que condenam; e querem empréstimos volumosos feitos por bancos que eles querem destruir. Nunca os anti-capitalistas foram tão capitalistas.

Sim, graças ao capitalismo, sairemos dessa crise — que foi pessimamente prevista e gerenciada pelos governos — em tempo recorde, desde que não haja mais obstáculos artificiais à recuperação econômica.

Para concluir

Esta crise irá destruir milhões de empregos, mas a recuperação poderia ser rápida se os governos não incorressem no erro de atacar a pandemia criando uma depressão econômica. Por ora, os governos, ao fecharem suas economias, estão mandando a esmagadora maioria das pequenas e médias empresas para o colapso, gerando anos de estagnação econômica, pobreza e desemprego maciço. Destruir a economia, como está sendo feito agora, não é uma política social.

Governos, em existindo, deveriam fornecer aos cidadãos e às empresas as ferramentas para garantir a segurança, e não matar o tecido social de um país.

Mas, em vez de proteger o tecido produtivo para possibilitar a criação de mais empregos quando a pandemia for controlada, alguns governos irão, ao contrário, levar centenas de milhares de pequenas empresas à falência. E essas empresas não ressurgirão quando a crise passar.

A pandemia sanitária será superada graças à genialidade humana, à ciência, à tecnologia e às empresas. Já a pandemia intervencionista irá custar muito mais, em termos de vidas, de emprego, de crescimento e de oportunidades.

Fonte: Mises Brasil

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ECONOMIA: SERÁ QUE JÁ É TARDE DEMAIS PRA ESCAPAR DA ARMADILHA CHINESA?

Caro(a) leitor(a),

Faço aqui um pequeno comentário sobre o artigo a seguir que é um grande alerta para todos os países ocidentais e em especial ao Brasil, pois estamos subestimando e, o que é pior, ignorando o plano de poder do Partido Comunista chinês, só para não sair da nossa “zona de conforto“, que já não consegue mais esconder essa obsessão, pois é muito evidente para quem tem mais de 5 neurônios na cabeça. É muito clara essa intenção. Por isso lhe convido a ler com atenção o artigo a seguir, de autoria de Luciano Pires, Diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação. Reflita e tire suas conclusões!

A armadilha chinesa: O mundo está alimentando um enorme dragão e ficará refém dele

Fotomontagem ilustrativa

Um determinado produto que o Brasil fabrica em um milhão de unidades, uma só fábrica chinesa produz quarenta milhões…

A qualidade já é equivalente. E a velocidade de reação é impressionante.

Os chineses colocam qualquer produto no mercado em questão de semanas…

Com preços que são uma fração dos praticados aqui.

Uma das fábricas está de mudança para o interior, pois os salários da região onde está instalada estão altos demais: 100 dólares.

Um operário brasileiro equivalente ganha 300 dólares no mínimo que acrescidos de impostos e benefícios representam quase 600 dólares.

Quando comparados com os 100 dólares dos chineses, que recebem praticamente zero benefícios…. estamos perante uma escravatura amarela e alimentando-a…

Horas extraordinárias? Na China…? Esqueça !!!

O pessoal por lá é tão agradecido por ter um emprego que trabalha horas extras sabendo que não vai receber nada por isso…

Atrás dessa “postura” está a grande armadilha chinesa.

Não se trata de uma estratégia comercial, mas sim de uma estratégia “de poder” para ganhar o mercado ocidental.

Os chineses estão tirando proveito da atitude dos ‘marqueteiros’ ocidentais, que preferem terceirizar a produção ficando apenas com o que ela “agrega de valor”: a marca.

Dificilmente você adquire atualmente nas grandes redes comerciais dos Estados Unidos da América um produto “made in USA”.

É tudo “made in China”, com rótulo estadunidense.

As Empresas ganham rios de dinheiro comprando dos chineses por centavos e vendendo por centenas de dólares…

Apenas lhes interessa o lucro imediato e a qualquer preço.

Mesmo ao custo do fechamento das suas fábricas e do brutal desemprego. É o que pode-se chamar de “estratégia preçonhenta”.

Enquanto os ocidentais terceirizam as táticas e ganham no curto prazo, a China assimila essas táticas, cria unidades produtivas de alta performance, para dominar no longo prazo.

Enquanto as grandes potências mercadológicas que ficam com as marcas, com os designes…suas grifes, os chineses estão ficando com a produção, assistindo estimulando e contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais.

Em breve, por exemplo, já não haverá mais fábricas de tênis ou de calçados pelo mundo ocidental. Só haverá na China.

Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um “choque da manufatura”, como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde demais.

Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.

Perceberá que alimentou um enorme dragão e acabou refém do mesmo.

Dragão este que aumentará gradativamente seus preços, já que será ele quem ditará as novas leis de mercado, pois será quem manda, terá o monopólio da produção .

Sendo ela e apenas ela quem possuirá as fábricas, inventários e empregos, é quem vai regular os mercados e não os “preçonhentos”.

Iremos, nós e os nossos filhos, netos… assistir a uma inversão das regras do jogo atual que terão nas economias ocidentais o impacto de uma bomba atômica… chinesa.

Nessa altura em que o mundo ocidental acordar será muito tarde.

Nesse dia, os executivos “preçonhentos” olharão tristemente para os esqueletos das suas antigas fábricas, para os técnicos aposentados jogando bocha no clube, e chorarão sobre as sucatas dos seus parques fabris desmontados.

E então lembrarão, com muitas saudades, do tempo em que ganharam dinheiro comprando “balatinho dos esclavos” chineses, vendendo caro suas “marcas-grifes” aos seus conterrâneos.

E então, entristecidos, abrirão suas “marmitas” e almoçarão as suas marcas que já deixaram de ser moda e, por isso, deixaram de ser poderosas pois foram todas copiadas….

REFLITAM E COMECEM A COMPRAR – JÁ – OS PRODUTOS DE FABRICAÇÃO NACIONAL, FOMENTANDO O EMPREGO EM SEU PAÍS, PELA SOBREVIVÊNCIA DO SEU AMIGO, DO SEU VIZINHO E ATÉ MESMO DA SUA PRÓPRIA… E DE SEUS DESCENDENTES.

Luciano Pires. Diretor de marketing da Dana e profissional de comunicação

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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ECONOMIA: ADIADO ATÉ 30 DE JUNHO A ENTREGA DA DECLARAÇÃO DO IR

O Governo Federal finalmente decide novo prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda. Ficou prorrogado para 30 de junho. Veja maiores detalhes na reportagem a seguir!

Governo Federal prorroga prazo de entrega da declaração do IR por dois meses

IOF de operações de crédito é desonerado e contribuições são adiadas.

Redação

Publicado em 

Por  

 

Marcelo Casal Jr. | Agência Brasil

Segundo o secretário, apesar de a entrega das declarações neste ano estar em ritmo superior ao do mesmo período do ano passado, a Receita concordou em prorrogar o prazo depois de ouvir relatos de contribuintes confinados em casa com dificuldades em obter documentos na empresa ou de conseguir recibos com clínicas médicas para deduzirem gastos.

“O ritmo de entrega continua bom. Até ontem, tínhamos recebido 8,8 milhões de declarações, 400 mil a mais que no mesmo período do ano passado. Isso representa 27% do esperado. Porém decidimos pela prorrogação por demanda de contribuintes confinados em casa, mas que relatam a falta de documentos ou documentos que estão na empresa, no escritório ou na clínica. Eles estão com dificuldade momentânea de obter todos os documentos necessários”, explicou.

Sobre a possibilidade de rever o cronograma de restituição para quem já entregou a declaração, o secretário disse que ainda vai reavaliar a medida. Neste ano, a Receita tinha reduzido, de sete para cinco, o número de lotes de restituição e antecipado o primeiro lote de 15 de junho para 30 de maio.

Tostes também anunciou a total desoneração, por 90 dias, de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. A medida terá como objetivo baratear as linhas emergenciais de crédito já anunciadas pelo governo. Segundo ele, o governo deixará de arrecadar R$ 7 bilhões com a desoneração.

A última medida anunciada pelo secretário foi o adiamento das contribuições de abril e de maio para o Programa de Integração Social (PIS), o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição patronal para a Previdência Social, paga pelos empregadores. As parcelas só serão pagas de agosto a outubro, permitindo a injeção de R$ 80 bilhões na economia.

Com informações, Agência Brasil

Fonte:
Redação

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