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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: INICÊNDIOS NA AUSTRÁLIAS PODEM TER SIDO CRIMINOSOS

Na nossa coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE desta terça-feira o destaque é “incêndios na Austrália” cuja reportagem do Conexão Política revela que o primeiro incêndio em novembro foi criminoso, iniciado por homem que queria salvar colheita de maconha. O interessante é que ainda não vi nenhuma nota na imprensa cobrando ou acusando o governo australiano de negligência ou culpa. Incêndios que causaram destruição infinitamente maior do que no Brasil não mereceram nenhuma nota de repúdio ou de lamento pela morte dos 380 milhões de animais, das 25 pessoas, dos 6,3 milhões de hectares de florestas destruídas e das mais de 1.000 casas destruídas ? Leia a reportagem completa a seguir e saiba como foi!

Em novembro, incêndios na Austrália foram iniciados por homem que queria salvar colheita de maconha, diz polícia

Neste mês de janeiro, já foram registrados que 6,3 milhões de hectares já foram atingidos pelos incêndios, área superior ao território da Áustria.

Redação

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Em novembro, incêndios na Austrália foram iniciados por homem que queria salvar colheita de maconha, diz polícia 16

Saeed Khan | AFP

Segundo a polícia local, ele fez isso para proteger sua safra de maconha.

Tudo começou com uma tentativa de queimada, que é exercício operado pelos bombeiros para detergir a vegetação rasteira que alimenta os incêndios. Contudo, ao fazer isso, as chamas se propagaram rapidamente.

De acordo com a polícia, o acusado não fez nada para tentar apagar o fogo.

Quatro pessoas perderam a vida e 300 casas pegaram fogo como resultado da queimada.

Ainda sobre esse caso, autoridades entenderam que os incendiários provocados por esse homem de 51 anos estão por trás de outros incêndios em Nova Gales do Sul e em Queensland, e pediram ajuda à população na tentativa de impedir mais culpados.

25 pessoas e 480 milhões de animais mortos: os números do incêndio na Austrália

Os graves incêndios na Austrália continuam.

O país enfrenta altas temperaturas acima de 47 graus Celsius e ventos fortes que agravam as centenas de incêndios que já causaram vinte e cinco mortes e cerca de 480 milhões de animais.

A periferia de Sydney, a maior cidade da Austrália, concentrou grande parte dos esforços dos bombeiros no mês passado.

As autoridades declararam a área e seus arredores em condições catastróficas.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: INCÊNDIOS FLORESTAIS E SUAS POSSÍVEIS SOLUÇÕES

Na coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE deste domingo trago um artigo do especialista em Direito Ambiental André L. Tejerina Queiroz, advogado especializado em Direito Ambiental que trata das queimadas e incêndios nas florestas da América do sul, em especial a Floresta Amazônica. O especialista André, na verdade é Doutor em Direito Ambiental, com especialização feita na China, e é filho de uma prima querida que mora na Bolívia.

Resultado de imagem para incêndios florestais na amazônia

INCENDIOS FORESTALES

posibles soluciones

André L. Tejerina Queiroz abogado especializado en  Derecho Ambiental.

Es indudable el daño ambiental que causan los incendios forestales; sus consecuencias e
impactos afectan a todo el planeta.
El año 2019 fue especialmente catastrófico en este contexto. Se perdieron al rededor de
cuatro millones de hectáreas de bosques y pastizales; casi el 75% de esta destrucción ocurrió
dentro del departamento de Santa Cruz. En Brasil se registraron 72.843 focos de incendios
de acuerdo a las cifras del (INPE). De igual manera Paraguay sufrió uno de sus peores años,
con la consumición de 120.000 hectáreas en la región del Chaco.
Según un estudio realizado por la Gobernación de nuevo León en México 9 de cada 10
incendios forestales son causados por el ser humano, es decir, el 1% corresponde a
fenómenos naturales derivados de eventos meteorológicos. La práctica del chaqueo es una
actividad demostrada científicamente como perjudicial para la tierra, el aire y el agua. Con la
quema, los insectos que cumplen las funciones biológicas en el suelo desaparecen por
completo, tornado la tierra menos fértil y provocando su expedita erosión.
Por lo que se requiere una mayor inversión en la educación ciudadana para dar a conocer las
implicancias de las quemas conocidas en el país.
(Lee el artículo completo en la revista)
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Revista Vintage

 

TRADUÇÃO DO TEXTO

INCENDIOS FORESTAIS

possíveis soluções

André L. Tejerina Queiroz é especialista em Direito Ambiental.

É indutável o dano ambiental que causa os incêndios florestais; suas consequências afetam todo o planeta. O ano de 2019 foi especialmente catastrófico neste contexto. Se perderam em torno de quatro milhões de hectares de bosques e pastagens; quase 75% desta destruição ocorreu dentro do departamento de Santa Cruz. No Brasil, registre-se 72.843 focos de incêndios de acordo com dados do (INPE). Da mesma maneira, o Paraguai sofreu um de seus piores anos, com o consumo de 120.000 hectares na região do Chaco. Segundo um estudo realizado pelo Governo de Novo Leão no México 9 de 10 incêndios florestais são causados pelo ser humano, e apenas, 1% corresponde a fenômenos naturais derivados de eventos meteorológicos. A prática do chaco é uma atividade demonstrada cientificamente como prejudicial para a terra, o ar e a água. Com a queima, insetos que possuem funções biológicas no solo desapareceram por completo, tornando a terra menos fértil e provocando a erosão rápida. Por isso é necessário uma inversão cuktural na educação dos cidadãos para que tomem conhecimento nas implicações das queimadas no país.

(Ler o artigo completo na revista)

Fonte: Revista Vintage

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PF JÁ TEM FORTE EVIDÊNCIA DE QUEM COMETEU O CRIME AMBIENTAL

Na coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE desta sexta-feira a Polícia Federal investiga navio grego que atracou na Venezuela , abasteceu com o óleo cru no mês de julho e navegou pelo Oceano Atlântico até Cingapura. Tudo indica que o vazamento ocorreu neste navio. Leia a reportagem completa e tire suas conclusões! 

PF mira em navio grego por derramamento de óleo no litoral brasileiro

Crédito: Adema/Governo de Sergipe

Substância, de aspecto oleoso, foi encontrada em diversas praias nordestinas (Crédito: Adema/Governo de Sergipe)

Estadão Conteúdo

01/11/19 – 10h34 – Atualizado em 01/11/19 – 11h12

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira, dia 1º, a Operação Mácula para apurar a origem e autoria do derramamento de óleo que atingiu mais de 250 praias nordestinas brasileiras. A ação cumpre dois mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em uma agência marítima e na sede de representantes de uma empresa grega. A companhia seria responsável por um navio mercante que é apontado como origem da mancha de óleo que atinge a costa nordestina. As ordens foram expedidas pela 14ª Vara Federal Criminal de Natal (RN).

A Polícia Federal informou que a partir da localização da mancha inicial de petróleo cru, a aproximadamente 700 km da costa brasileira, foi possível identificar um único navio petroleiro que navegou pela área suspeita entre os dias 28 e 29 de julho.

Segundo o Ministério Público Federal, o inquérito Policial teve acesso a imagens de satélite que partiram das praias atingidas até o ponto de origem. O relatório de detecção de manchas de óleo indicou uma mancha original, do dia 29 de julho, e fragmentos se movendo em direção à costa brasileira.

Com informações da Marinha, a Diretoria de Inteligência Policial da PF concluiu que “não há indicação de outro navio (…) que poderia ter vazado ou despejado óleo, proveniente da Venezuela”. Ainda de acordo com a Marinha, esse mesmo navio ficou detido nos Estados Unidos por quatro dias, devido a “incorreções de procedimentos operacionais no sistema de separação de água e óleo para descarga no mar”.

A embarcação, de bandeira grega, atracou na Venezuela em 15 de julho, lá permaneceu por três dias, e seguiu rumo a Cingapura, pelo Oceano Atlântico, vindo a aportar apenas na África do Sul. O derramamento investigado teria ocorrido nesse deslocamento, diz a PF.

Para os procuradores da República Cibele Benevides e Victor Mariz, “há fortes indícios de que a (empresa), o comandante e tripulação do navio deixaram de comunicar às autoridades competentes acerca do vazamento/lançamento de petróleo cru no Oceano Atlântico.” Para eles, “a medida de busca e apreensão mostra-se necessária e de urgência”, para a coleta de documentos que auxiliem no esclarecimento dos fatos.

Segundo a corporação, o navio grego está vinculado, inicialmente, à empresa de mesma nacionalidade, mas ainda não há dados sobre a propriedade do petróleo transportado pela embarcação identificada, e por isso há a necessidade de continuar a apuração.

As investigações ocorreram em ação integrada com a Marinha do Brasil, o Ministério Público Federal, o Ibama – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, a Agência Nacional do Petróleo, a Universidade Federal da Bahia, a Universidade de Brasília e a Universidade Estadual do Ceará – além do apoio espontâneo de uma empresa privada do ramo de geointeligência.

A Polícia Federal indicou ainda que solicitou diligências em outros países pelo canal Interpol a fim de obter dados adicionais sobre a embarcação, tripulação e empresa responsável.

A PF informou que, paralelamente, realiza exames periciais no material recolhido em todos os Estados brasileiros atingidos, bem como exames em animais mortos, já havendo a constatação de asfixia por óleo, assim como a similaridade de origem entre as amostras.

De acordo com a corporação, a operação foi denominada “Mácula” pois a palavra significa sujeira e impureza.

Fonte: Isto É Independente

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: CIENTISTAS CONSEGUEM CRIAR EMBRIÕES QUE PODEM SALVAR O RINOCERONTE BRANCO DO NORTE

Na coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE temos uma excelente notícia! Cientistas da organização Ol Pejeta Conservancy criaram embriões de rinoceronte branco do norte para salvar a espécie da extinção. Confira lendo a reportagem a seguir e saiba dos detalhes!

Cientistas criam embriões para salvar rinoceronte branco do Norte

Pesquisadores produziram dois embriões viáveis com óvulos das duas fêmeas remanescentes da espécie e o esperma congelado de machos que já morreram

Cientistas criam embriões de rinoceronte branco do Norte para salvar a espécie / Foto: Jeff Keeton / Licença CC BY-SA 4.0 / Wikimedia Commons

Cientistas criam embriões para salvar o rinoceronte branco do Norte da extinção. Existem apenas dois indivíduos conhecidos dessa espécie no mundo, duas fêmeas que vivem em uma reserva no Quênia. O último macho morreu no ano passado.

Pesquisadores da organização Ol Pejeta Conservancy, ondem vivem as fêmeas, conseguiram produzir dois embriões viáveis a partir de óvulos das fêmeas remanescentes e de esperma congelado de machos que estavam armazenados.

As duas fêmeas da espécie não são capazes de sustentar uma gestação. Então o plano é inseminar animais da espécie rinoceronte branco do Sul com os embriões.

Os rinocerontes são animais muito visados por caçadores, graças à crença de que seus chifres são capazes de tratar e curar diversas doenças. O rinoceronte-negro-ocidental foi declaro extinto em 2011, e as cinco espécies remanescentes do animal são consideradas ameaçadas.

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: NÃO É PECADO EXPLORAR AS NOSSAS FLORESTAS

Na coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE desta quinta-feira trago um belo artigo de Joakim Book sobre exploração da floresta amazônica e a desmistificação das queimadas e desmatamento. Um texto profundamente esclarecedor que mostra o sensacionalismo barato e altamente danoso para o nosso país que está sendo feito pela mídia internacional. Leia este precioso texto e entenda o que realmente está acontecendo e conheça como os suecos exploram as suas densas florestas há centenas de anos preservando-as.

Por que proibir o Brasil de explorar suas florestas? – E o exemplo sueco

Em vez de fazer sensacionalismo barato, tentemos uma abordagem mais racional

Com todos os olhos do mundo voltados para o Brasil nas últimas semanas, a histeria alcançou ápices inéditos.

Erroneamente caracterizada como “o coração do planeta” ou “o pulmão do mundo“, a vasta região amazônica foi exaustivamente noticiada pela mídia como estando sob um impiedoso ataque de incêndios criminosos feitos por homens que querem acabar com a floresta para abrir espaço para a agricultura e a pecuária.

Os oponentes do desmatamento afirmam que as queimadas são um ataque direto ao planeta e um ataque a uma floresta pura e imaculada, que é um patrimônio natural do mundo — além de também serem, é claro, um ataque genocida à população indígena do Brasil.

Para agravar, as queimadas também estariam submetendo todos os indivíduos do planeta a um duplo risco: de um lado, um enorme capturador e armazenador natural de carbono estaria sendo destruído; de outro, vastas quantidades de CO2 estariam sendo jogadas na atmosfera pelas queimadas, exacerbando as mudanças climáticas.

Ignorando os absurdos mais óbvios (Cristiano Ronaldo compartilhou fotos de uma queimada ocorrida no sul do Brasil em 2013; Madonna e Leonardo DiCaprio insuflaram seus milhões de seguidores a “tomarem uma atitude” utilizando fotos de incêndios ocorridos décadas atrás), políticos ao redor do mundo (com Emmanuel Macron utilizando uma foto de 1989condenaram o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmando que sua política de “abrir a Amazônia” estimulou os incendiários.

Várias das afirmações melodramáticas também são incorretas ou falsas: tudo indica que os focos de incêndio ocorreram em campos já desmatados, e não estavam fora de controle; a Amazônia não é responsável por 20% do oxigênio do planeta (e nem mesmo por 6%); ao contrário, ela consome todo o oxigênio que produz; e a fumaça dos fogos da Amazônia não virou chuva negra em São Paulo, a 3.000 quilômetros de distância. De acordo com a BBC, os meteorologistas afirmam que os resíduos vieram de queimadas totalmente distintas, que estavam ocorrendo muito mais próximas da cidade.

Muitos dos explosivos números que estão sendo jogados para o público (de 35 a 80% mais ocorrências de queimadas em relação ao ano passado, um aumento de 15397388 ou 278 por cento no desmatamento total) estão tecnicamente corretos, mas altamente enganosos — o inevitável resultado de se ter jornalistas sensacionalistas sendo imprudentes com estatísticas oficiais e escolhendo arbitrariamente períodos de tempo que são mais convenientes para sua narrativa.

A enorme amplitude dos números citados acima já basta para mostrar que há algo de estatisticamente esquisito em como eles foram conseguidos. Logo, se você for às fontes oficiais e fizer uma análise mais sóbria irá descobrir que o número de incêndios, embora um tanto maior que o do ano passado, está em linha com os de 2016 e 2017 e também com a média de longo prazo. Mais ainda: os atuais são bem menores que os ocorridos em meados da década de 2000. (No gráfico abaixo, o ano de 2019 vai até agosto).

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Já as taxas de desmatamento apresentaram um ligeiro aumento nos últimos anos em determinados estados (Pará, Mato Grosso e Amazonas), mas o desmatamento na parte brasileira da floresta amazônica ficou essencialmente estável na última década – e caiu acentuadamente em um período de 30 anos.

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Em 2018, a área total da floresta amazônica que os brasileiros desmataram foi de 7.500 quilômetros quadrados (o que equivale 0,2% do total brasileiro da floresta amazônica). Isso dificilmente pode ser rotulado de “ecocídio“.

Um editorial do Wall Street Journal apresentou o sensato argumento de que os países ricos são mais eficazes que os mais pobres em proteger seu ambiente, ressaltando aquela obviedade que ambientalistas de esquerda se recusam a aceitar: “a riqueza aumenta as preocupação com as ‘mudanças climáticas, de modo que a solução é fazer com que todos sejam mais ricos“.

Logo, em vez de xingar chefes de governo, fazer sensacionalismo com notícias enganosas, ou prognosticar iminentes desastres ambientais, consideremos uma questão mais intrigante: quem sabe o Brasil não deveria queimar mais, em vez de menos, suas florestas?

O Brasil é um país comparativamente pobre (em termos per capita), e a região norte, onde está a floresta amazônica, é ainda mais pobre, com uma renda equivalente às de Albânia, Namíbia e Iraque — em contraste com os padrões de classe média emergente observados nos estados mais ao sul do país. No geral, a economia do Brasil depende de recursos naturais, sendo que mais da metade de suas exportaçõesé de matéria-prima.

Transformar uma floresta relativamente improdutiva em terras agrícolas e pecuárias relativamente mais produtivas iria melhorar substantivamente o padrão de vida de algumas das pessoas mais pobres do Brasil — com efeito, este é o principal motivo de elas estarem fazendo o que estão fazendo. Aliás, por que não podemos deixar as pessoas se aproveitarem de um grande ativo que está logo à sua porta, ativo esse que pode aditivar seu crescimento e sua transição para um padrão de vida melhor?

Proibir os pobres de melhorarem de vida utilizando ativos naturais em seu quintal é puro elitismo.

As lições da Suécia

Atualmente, poucas pessoas pensam na Suécia como um país em desenvolvimento exportador de matérias-primas. Suas infindáveis florestas de coníferas, em conjunto com as vizinhas norueguesas e finlandesas, se estendem até a imensidão do Ártico. Mesmo hoje, a Suécia é um país muito mais florestado que o Brasil, e pode oferecer algumas dicas sobre como exitosamente preservar e desenvolver suas florestas.

Na década de 1870, metade das exportações do país era madeira — uma fatia muito mais significativa que a do Brasil, que hoje possui uma mais diversificada indústria de matérias-primas —, e essas exportações de madeira representavam uma fatia do PIB bem maior do que a silvicultura e a agriculturarepresentam para o PIB do Brasil de hoje.

E o principal: desde o explosivo crescimento das indústrias de madeireira e serraria no final do século XIX, o volume de florestas suecas aumentou em pelo menos 80%. Hoje, somente 0,3% das florestas suecas permanecem intocadas e originais. E, ainda assim, ninguém em sã consciência diria que as atividades de exploração e corte de madeira — totalmente voltadas para o lucro e que exploraram 99,7% das florestas do país — foram um desastre ambiental para a península escandinava.

Eis o segredo: a imensa maioria das florestas da Suécia se tornou propriedade privada. Elas têm donos e são administradas por entes privados. Consequentemente, são sustentavelmente cultivadas. (Óbvio: se o dono destruir a floresta de maneira inconsequente, ele não terá como ter novos lucros futuros. Logo, sua preservação é crucial).

Somente 3% das florestas são propriedade do governo (outros 14% são geridos por uma empresa que tem o estado como seu principal acionista, sendo que ela é gerida como qualquer outro empreendimento em busca de lucro), e a maior parte delas está nas mãos do governo por terem sido classificadas como patrimônio nacional, estando localizadas em regiões montanhosas remotas e inacessíveis.

Com efeito, as florestas da Suécia cresceram tanto em tamanho quanto em volume à medida que o país enriqueceu e sua economia foi se expandindo para outras indústrias. Desde 1975, quando seu PIB per capita se assemelhava ao do Brasil de hoje, as taxas de reflorestamento líquido vêm se mantendo em torno de 3 a 4% ao ano. Surpresa nenhuma: quando você é dono de sua própria terra, você possui todos os incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, você irá ceifar apenas um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo ano.

Em contraste, aproximadamente 40% da floresta amazônica é protegida, estando entregue ou a tribos indígenas (terras demarcadas) ou sob o controle direto do estado. Aproximadamente 35% da região são fazendas particulares: uma parte é legalmente registrada e outra parte foi apossada por migrantes e ainda está no aguardo da regularização fundiária (um processo extremamente complexo e demorado). O restante, aproximadamente 25% da floresta amazônica, é totalmente devoluta e sem proprietário.

Qualquer um familiarizado com a obra de Hernando de Soto e seu livro O Mistério do Capital entende perfeitamente por que isso é um problema.

Pesquisadores especializados em Amazônia já entenderam esse básico há muito tempo. O professor Brian Robinson, da McGill University, e colegas da Universidade de Winconsin concluíram em uma meta-análise sobre florestas e desmatamento, feita há alguns anos, que “terras públicas parecem ser particularmente vulneráveis a ataques ambientais na América do Sul”. Dois pesquisadores brasileiros do departamento de economia da Universidade de Campinas concluíram o mesmo: “O desmatamento ocorre principalmente porque os direitos de propriedade não são claramente estabelecidos, e ocorre em terras direta ou indiretamente gerenciadas pelo estado”.

Conclusão

Fatos e realidade nunca foram o forte do movimento verde, o qual consistentemente opera com base em emoções, táticas que apelam ao medo, e hipóteses catastrofistas. Sim, há queimadas devastando partes da Amazônia. Sim, em algumas regiões desta imensa floresta tropical, as taxas de desmatamento aumentaram levemente após alguns anos de taxas impressionantemente baixas. No entanto, a histérica reação ambientalista que estamos testemunhando é, como sempre, incrivelmente exagerada.

Ao contrário do que dizem os ambientalistas, está longe de ser “algo óbvio” que explorar a floresta amazônica é uma má idéia. Por que seria? Com efeito, no atual estágio de desenvolvimento do país, seria bastante insensato proibir brasileiros de converter áreas da floresta em terra agrícola ou em terras de exploração de madeira. Noventa por cento do desmatamento mundial aconteceu antes de 1950, e, ao que tudo indica, a meta de desmatamento líquido zero, estipulada pelo World Wildlife Fund, será alcançada ano que vem.

Florestas podem ser replantadas, e, com efeito, elas sempre são — tão logo o país enriquece e sua agricultura se torna moderna e produtiva, necessitando de cada vez menos áreas para plantio. Se a famosa curva de Simon Kuznets possui alguma aplicação prática, então o desmatamento é um sério candidato para ela.

A história florestal sueca oferece algumas soluções que podem ser copiadas pelo Brasil. Iniciativa privada, com direitos de propriedade garantidos, gera indústria próspera com sustentabilidade de longo prazo. Sim, a resolução da questão amazônica é relativamente simples: defender a propriedade privada como meio de resolução dos problemas.

As florestas da Suécia mandam floreadas lembranças.

Fonte: Mises Brasil

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: COMO SERIA A TERRA SEM OS SERES HUMANOS?

Na coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE deste sábado temos um artigo intrigante e ao mesmo tempo instigante, pois levanta um questionamento muito pertinente nos dias atuais, que todo ser humano devia levar a reflexão! Leia o artigo e tire suas conclusões!

Vitória da natureza: como seria a Terra sem os humanos

Ao trabalhar tão arduamente para dificultar sua sobrevivência no planeta, a humanidade inspira uma pergunta: o que aconteceria à Terra se nossa raça sumisse de repente daqui? As respostas de especialistas mostram que o mundo resistiria muito bem à mudança.

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Angkor Wat, no Camboja: a vegetação tomou conta da antiga capital do reino Khmer. Foto: Max Pixel

Equipe Planeta

Em tempos de aquecimento global e suas consequências – elevação do nível do mar, secas acentuadas de um lado, chuvas torrenciais de outro, furacões e tornados devastadores –, além de terremotos, erupções vulcânicas e alguns insanos ansiosos para apertar um gatilho nuclear, nada mais normal que as velhas profecias apocalípticas estejam de volta. Será o fim da humanidade? O fim do planeta? É difícil responder à primeira pergunta. Mas a segunda, com certeza, tem resposta – e ela é negativa.

Ninguém pode desprezar a incrível força regeneradora da natureza. Quem já viu um recife artificial se formar a partir dos restos de um navio afundado conhece bem esse poder. Se ervas brotam até mesmo numa fresta no asfalto, por que deixariam intocadas as construções humanas? As espetaculares construções de Palenque e Angkor Wat, por exemplo, foram encontradas em meio a densas florestas.

E se a raça humana subitamente desaparecesse da Terra? Em sua edição de fevereiro de 2005, a revista científica americana “Discover” especulou sobre o tema e, pelas projeções colhidas, o mundo continuaria repleto de vida, com uma vantagem adicional – seu mais problemático ocupante já não estaria por aqui brincando de deus incompetente.

Para começar, não haveria mais as emissões industriais (e de queimadas propositais) de dióxido de carbono. Esse gás levaria cerca de 200 anos para se dissipar. A camada de ozônio se recuperaria, reduzindo muito os efeitos nocivos dos raios ultravioleta.

Eventuais vazamentos de metais pesados e toxinas chegariam à natureza, e alguns deles poderiam exigir um milênio inteiro para se decompor. Enquanto isso, as represas e barragens ficariam assoreadas e transbordariam, permitindo que os rios voltassem a levar nutrientes para o mar, reduto da maior parte dos seres vivos. Seria, grosso modo, um retorno aos velhos tempos – e a Terra estaria pronta para outra etapa de sua vida.

Oásis entre as Coreias

Imaginar a superfície terrestre sem homens não é pura ficção. Alguns redutos isolados nos dão esse privilégio hoje. Um deles é a Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias. Antes da guerra que devastou a península coreana, esse território de cerca de 250 km de comprimento por 4 km de largura era ocupado há milênios por plantações de arroz.

Delimitada após o fim do conflito, em 1953, a área já mal apresenta vestígios dos arrozais. Entre os trechos pantanosos em que muitas plantações se transformaram despontam bandos de grous de cabeça vermelha, uma das espécies mais raras do planeta. Essas aves tocam o solo tão suavemente que nem ativam as inúmeras minas enterradas ali.

Um sumiço dos humanos ali não significaria uma imediata vitória da natureza. Antes disso, as represas que desviam rios para ajudar no abastecimento de água da região metropolitana de Seul (a capital sul-coreana) teriam de entrar em colapso.

Nesse intervalo entre 100 e 200 anos, porém, muita coisa aconteceria, imaginou o biólogo Edward Wilson, da Universidade Harvard. Segundo ele, ursos-negros asiáticos, lontras, almiscareiros e leopardos-de-amur voltariam a percorrer aquelas terras, então repletas de carvalhos e cerejeiras. Os tigres-siberianos, hoje restritos à fronteira entre a China e a Coreia do Norte, também se espalhariam pela área. “Poucas espécies de animais domesticados sobreviveriam depois de uns duzentos anos”, avaliou Wilson.

Predestinação

Outro relance da ausência humana no mundo é a Floresta Bialowieza, entre a Polônia e a Belarus (antiga Bielo-Rússia) – um resto da vastidão verde que já recobriu a Europa desde os Montes Urais, a leste, até o Canal da Mancha. Seus pouco mais de 200 mil hectares contêm carvalhos de meio milênio e freixos e tílias de mais de 40 metros, em meio a arbustos, samambaias, trepadeiras e fungos. Uivos de lobos e pios de corujas e pica-paus são ouvidos em meio à densa vegetação.

Floresta Bialowieza, na Polônia: praticamente intacta, apesar dos esforços em contrário. Foto: Max Pixel

Ficar tanto tempo intacta é uma proeza notável neste planeta, mas a Floresta Bialowieza parece predestinada a isso. Ainda no século 14, um duque lituano declarou-a área de caça exclusiva para a família real. Quando os russos a tomaram, ela foi doada aos czares. Os alemães usaram a floresta para retirar madeira (e massacrar inimigos) durante a I Guerra Mundial, mas um núcleo permaneceu intocado e foi transformado em parque nacional polonês em 1921.

Os soviéticos recomeçaram a retirar madeira, mas, com a chegada dos nazistas, o marechal Hermann Goering, ambientalista fanático, protegeu a área de novo. Depois da II Guerra Mundial, um embriagado Josef Stálin teria aceito, em Varsóvia, conceder à Polônia 40% da floresta.

Destruição por água e plantas

O que aconteceria com o habitat preferido dos humanos – as grandes cidades – se eles sumissem? O modelo escolhido foi nada menos do que Nova York, a capital do mundo.

Segundo Jameel Ahmad, diretor do departamento de engenharia civil da Cooper Union College, os repetidos congelamentos e descongelamentos comuns em meses como março e novembro rachariam o cimento em cerca de dez anos, permitindo a infiltração da água. O tempo faria essas fendas se alargarem, favorecendo a irrupção de ervas. E, sem ninguém para controlar as árvores, raízes de ailanto (uma espécie que os nova-iorquinos trouxeram da China) invadiriam as calçadas e rachariam a rede de esgoto em cinco anos, afirmou Dennis Stevenson, curador do Jardim Botânico da cidade.

Animais cuja sobrevivência depende do homem desapareceriam em dez anos. As baratas, por exemplo, não resistiriam ao frio dos edifícios sem calefação, e os ratos, cujo alimento vem do lixo, virariam refeição para falcões e gaviões. Vegetais hoje comestíveis, como a cenoura, o brócolis, a couve-flor e o repolho, voltariam a suas irreconhecíveis formas originais.

As fendas no solo ampliariam muito um dos problemas já existentes em Nova York: a elevação do nível de água subterrânea. Assim como em São Paulo e outras metrópoles do mundo, o oceano de concreto e asfalto não deixa muito espaço para absorver essa água. Sem energia elétrica, as bombas de sucção que impedem inundações no metrô não funcionariam. Em consequência, as águas inundariam o solo sob o pavimento, o que originaria crateras nas ruas.

Fogo espalhado

Não é só isso. Se os esgotos forem destruídos, antigos cursos d’água reapareceriam e novos surgiriam, afirmou Eric Sanderson, membro da Bronx Zoo Wildlife Conservation Society. Com isso, em duas décadas as colunas de aço que sustentam a rua acima dos túneis de metrô do East Side ficariam encharcadas, sofreriam corrosão e deformariam.

Central Park, em Nova York: após 200 anos sem humanos, a grama estaria na altura do joelho. Foto: Max Pixel

Steven Clemants, vice-presidente do Jardim Botânico do Brooklyn, também deu suas pinceladas no quadro. Após 200 anos sem humanos, observou, toneladas de folhas de carvalhos e plátanos recobririam as ruas da cidade. Qualquer relâmpago que caísse sobre a grama seca do Central Park – já na altura do joelho – poderia espalhar fogo por todo o município.

Como as pontes da cidade resistiriam por uns 300 anos, em duas décadas Nova York receberia grandes contingentes de coiotes, seguidos por veados, ursos e lobos. Nos cursos d’água, sapos, arenques e mexilhões marcariam presença.

Ainda não se sabe ao certo quanto tempo os animais e vegetais resistiriam a materiais tóxicos. Sem ninguém para cuidar de lugares como a usina nuclear de Indian Point, cerca de 50 quilômetros ao norte de Times Square, imagina-se que a radiatividade vazaria após 50 anos e contaminaria o rio Hudson por pelo menos 10 milênios. Enquanto isso, os prédios erigidos com pedras – as construções mais resistentes – estariam ficando em ruínas.

O toque final estaria por conta de uma glaciação, que, como as outras três que atingiram Nova York, varreriam os resíduos da cidade. Quando o gelo recuasse, haveria uma incomum concentração de metais avermelhados, restos de fiação e encanamentos. O futuro dominador das terras poderia explorar essas reservas, mas não teria ideia de como elas surgiram ali. Pena: se soubesse, provavelmente não repetiria a trajetória catastrófica daqueles antigos humanos.

QUADRO

O último reduto da vida selvagem

Para vários cientistas, a responsabilidade humana vai muito além dos males derivados da Revolução Industrial. “Quando o homem deixou a África e a Ásia e chegou a outras partes do mundo, foi o caos”, afirmou o paleoecologista Paul Martin, da Universidade do Arizona. Para ele, a humanidade está por trás do grosso das extinções em massa de seu período, porque elas começaram em todos os lugares com a chegada de nossos antepassados: na Austrália, há 60 mil anos; nas Américas, há uns 15 mil anos; no Caribe, há 6 mil anos; e em Madagascar, há 2 mil anos.

Só os oceanos continuam relativamente a salvo da capacidade de destruição humana, simplesmente porque o homem pré-histórico não era capaz de caçar grandes animais marinhos. Até a época de Colombo, por exemplo, pelo menos 12 espécies oceânicas eram maiores do que a maior nau de sua frota, afirmou o paleoecologista marinho Jeremy Jackson, do Smithsonian Tropical Research Institute, no Panamá.

Mesmo que o atual estrago nos oceanos seja significativo – haja vista a agonia dos recifes de coral e o quase colapso enfrentado pela indústria da pesca do bacalhau –, a situação não é tão dramática quanto a da terra firme, considerou Jackson. “A grande maioria das espécies marinhas está profundamente exaurida, mas ainda existe”, afirmou. “Se as pessoas realmente fossem embora, a maioria delas se recuperaria.”

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PESQUISA DA UNICAMP REVELA EFEITOS DURADOUROS DA TRAGÉDIA DE MARIANA

Na coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE desta quinta-feira estudo feito pela Unicamp conclui que consequências do rompimento da barragem de Mariana na foz do rio Doce deixa sequelas e por mais tempo do que aquelas das cheias naturais. Veja a reportagem completa e conheça as conclusões do estudo.

Estudo revela efeitos duradouros da ruptura de barragem no rio Doce

Pesquisa da Unicamp mostra que consequências do rompimento da barragem de Mariana na foz do rio Doce permanecem por muito mais tempo do que aquelas das cheias naturais

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  Foz do rio Doce semanas após a tragédia: efeitos perenes. Foto: Arnau Aregio/Wikimedia

(Paula Penedo | Instituto de Geociências, Unicamp) – O rio Doce, que cruza Minas Gerais e Espírito Santo, é um dos cursos d’água mais importantes da região Sudeste brasileira, com uma bacia hidrográfica que incorpora 184 municípios. Em novembro de 2015, ele sofreu o maior impacto socioambiental de sua história, quando a ruptura da barragem de Fundão, em Mariana (MG), despejou em suas águas cerca de 60 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração. Em poucos dias essa lama percorreu 600 quilômetros, chegou à Vila de Regência, no município de Linhares (ES), e atingiu a foz do rio, no Oceano Atlântico.

Além desse desastre provocado pela ação humana, eventos naturais impactaram a qualidade da água na foz do rio, mas com efeitos bem diferentes do primeiro caso. Essa é a conclusão de um artigo publicado recentemente no periódico “Science of the Total Environment”, de autoria de Keyla Coimbra, aluna de doutorado do Instituto de Geociências (IG) da Unicamp e de seus orientadores, os professores Carlos Roberto de Souza Filho (IG/Unicamp) e Enner Alcântara, do Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp de São José dos Campos.

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O estudo integra a tese de Keyla sobre os efeitos do colapso da barragem no Rio Doce. Foram utilizados dados de sensoriamento remoto para comparar as alterações causadas pelo desastre em Mariana e por chuvas intensas sobre o campo de luz na água na foz do rio.

Componentes opticamente ativos (que interagem com a radiação eletromagnética) presentes na coluna d’água podem espalhar ou absorver a energia em determinado comprimento de onda. O balanço entre o que é espalhado e o que é absorvido permite inferir como o sistema aquático reflete a energia que incide sobre ele. Esses componentes são o fitoplâncton, o material particulado em suspensão, a matéria orgânica dissolvida colorida. além de outros detritos.

Inundações significativas

Inicialmente, a ideia da pesquisa era verificar apenas a alteração na concentração de matéria particulada em suspensão na superfície da água após o colapso da barragem. Entretanto, quando os pesquisadores começaram a organizar a série de dados históricos sobre a bacia do rio Doce, constatou-se que, em determinados anos, também ocorrem precipitações acima da média na bacia, produzindo inundações significativas, como aquela ocorrida em dezembro de 2013.

“Constatamos que essa chuva intensa de 2013 também produziu o carreamento de uma grande quantidade de sedimentos para a foz do rio Doce. Daí surgiu a motivação de comparar os efeitos dessa chuva intensa com o evento de Fundão”, relata Keyla.

O estudo constatou que, em ambos os eventos, a pluma de sedimentos do rio alcançou grandes proporções e alterou significativamente os parâmetros bio-ópticos da água. Entretanto, na inundação de dezembro de 2013, a situação foi regularizada gradualmente e de forma natural poucos meses depois do ocorrido. Em contraste, os efeitos do rompimento da barragem foram muito mais duradouros, de longo prazo.

“No caso do colapso, o rejeito foi depositado no período de um mês”, observa Keyla. “Porém, observamos nas imagens de sensoriamento remoto que ocorreram processos de ressuspensão desses sedimentos de fundo oito meses após a chegada do rejeito na foz. Nesse momento, foram constatados os maiores valores do coeficiente de atenuação da água e do material particulado em suspensão de toda a série histórica.”

O estudo realizado representa a primeira parte da tese de Keyla sobre os efeitos do colapso da barragem no rio Doce. Atualmente, Keyla também está concluindo a avaliação da dinâmica de dispersão da pluma do rio após o colapso por meio do uso de imagens de satélite. O objetivo é verificar se o rejeito alcançou a região do arquipélago de Abrolhos (a primeira unidade de conservação marinha criada no país, que possui a maior biodiversidade marinha do Brasil e da região do Atlântico Sul).

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: GLOBO TAMBÉM DESMENTE ONDA DE FAKE NEWS SOBRE QUEIMADAS NA AMAZÔNIA

Na coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE deste sábado temos os desmentidos feitos pelos correspondentes estrangeiros da Globo sobre as queimadas na Amazônia. É como eu falei, a situação é delicadíssima e precisamos esquecer as diferenças, principalmente a ideológica, e nos unirmos como brasileiros patriotas que zelam pelo país! 

Até a Globo está desmentindo a onda de fake news sobre a Amazônia

Marcos Rocha

Publicado em 24.08.2019

Por  

 

Até a Globo está desmentindo a onda de fake news sobre a Amazônia 21

Reprodução | GloboNews

 

Após a própria Folha de São Paulo desmentir o presidente francês Emmanuel Macron (leia aqui), foi a vez do Grupo Globo denunciar a onda de fake news sobre a Amazônia.

Durante seu comentário no programa ‘GloboNews em Pauta’, o jornalista e correspondente internacional Jorge Pontual afirmou que a polêmica sobre a Amazônia “chegou a um nível de histeria e muitos erros”.

“Infelizmente, o que estamos vendo, é uma repetição de coisas erradas e fotos antigas que são dadas como atuais. É muito triste, porque o desmatamento da Amazônia e as queimadas são problemas seríssimos, mas a reação [frente a tudo isso] perdeu as estribeiras. Veja, por exemplo, o tuíte do presidente da França, existem vários erros, a foto foi publicada em 1989 pelo jornal The Guardian, então o presidente francês devia checar primeiro. A amazônia não é o pulmão do planeta, isso é uma metáfora velha e errada, ela [Amazônia] não produz 20% do oxigênio. Está errado e todo mundo nas redes sociais está repetindo esse erro”, afirmou.

Na edição desta sexta-feira (23) do Jornal Nacional, a emissora desmentiu personalidades que usaram imagens antigas – e de outros lugares – para dar a entender que os acontecimentos se davam na floresta brasileira.

Além do francês Macron, a modelo Gisele Bundchen, o ator Leonardo DiCaprio e o futebolista Cristiano Ronaldo também foram desmentidos pelo telejornal.

Ser desmentido pela Folha de São Paulo e Grupo Globo – os maiores produtores de fake news deste país – não é para qualquer um.

Allan dos Santos@allantercalivre

Até quem produz fake news está chocado com a fake news dos outros.

Vídeo incorporado

Patriotas@PATRlOTAS

Até o Jornal Nacional mostrando que o Macron é um mentiro.

Vídeo incorporado
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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: IBAMA VAI CONTRATAR EMPRESA PARA MONITORAR O DESMATAMENTO

Na coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE desta quinta-feira o assunto é desmatamento e queimadas na amazônia. O Ibama toma providências para melhorar o monitoramento das ações criminosas na região. Leia a reportagem a seguir e saiba quais são as providências!

Ibama lança edital para contratar empresa que monitore desmatamento

Redação

Publicado em 22.08.2019

Por  

 

Ibama lança edital para contratar empresa que monitore desmatamento 20

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) publicou edital no Diário Oficial da União dessa quarta-feira (21) chamamento público de empresas especializadas no fornecimento diário por imagens de satélites de alta resolução espacial para geração de alertas diários de indícios de desmatamento.

O documento, assinado pelo diretor de Proteção Ambiental do Ibama, Olivaldi Alves Borges de Azevedo, diz que a medida justifica-se pela “busca de uma solução viável e operacional para atuação mais eficiente, eficaz, efetiva e com maior celeridade na gestão das ações de fiscalização ambiental no combate ao desmatamento ilegal e exploração florestal seletiva ilegal na região Amazônica”.

O texto do edital diz ainda que o Ibama, por mor meio de sua Diretoria de Proteção (Dipro), objetiva combater o desmatamento ilegal na Amazônia Legal de forma preventiva ou, no mínimo, contemporânea, para que seja possível interromper a ação criminosa, viabilizando uma atuação mais expedita e não permitindo a evolução e consolidação da ocorrência do ilícito.

Nesse sentido, segundo o instituto, faz-se necessário obter alertas de desmatamento diários das áreas mais críticas na Amazônia, em uma área pré-determinada de aproximadamente de 1 milhão de quilômetros quadrados, distribuídos a leste dos estados do Acre e Rondônia, norte de Rondônia e Mato Grosso, sul do estado do Amazonas e meio norte do estado do Pará.

Queimadas

Hoje (22), Bolsonaro voltou a dizer que as queimadas na Amazônia são criminosas e que organizações não governamentais (ONGs) podem estar por trás dos incêndios.

Pode ser fazendeiro, pode, todo mundo é suspeito, mas a maior suspeita vem de ONGs”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta quinta-feira.

O presidente ressaltou que o governo está investigando o crime, mas que não existem provas de quem está provocando as queimadas.

A Amazônia é maior do que a Europa, como vai combater incêndio criminosos nessa área? E é criminoso, mas você não vai pegar quem está tacando fogo lá, só se for em flagrante”, disse.

É um indício fortíssimo de que são ONGs. Não se tem prova disso, se vocês não pegar em flagrante quem está queimando e buscar quem mandou”, acrescentou.

Fonte: Conexão Política

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