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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: AQUECIMENTO GLOBAL DEVE CAUSAR MIGRAÇÃO DE UM TERÇO DA POPULAÇÃO MUNDIAL ATÉ 2070

Nesta segunda-feira estamos de volta com a nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE trazendo um artigo muito importante e preocupante sobre aquecimento global, que pode causar a migração de um terço da população da Terra. Portanto, lhe convido a ler essa interessante reportagem e tirar suas conclusões!

Calor extremo poderá forçar mais de 3 bilhões de pessoas a migrar até 2070

Segundo estudo, regiões onde vive atualmente um terço da população da Terra terão temperatura média de pelo menos 29 °C, algo que hoje só acontece em áreas do Saara

Saara: condições de temperaturas hoje existentes apenas no maior deserto do mundo serão observadas também em quase 20% das terras emersas se o cenário de emissão de poluentes permanecer o mesmo até 2070. Crédito: Fiontain/Wikimedia

Até 3 bilhões de pessoas poderão lutar para sobreviver em condições de calor extremo daqui a 50 anos se o mundo não reduzir as emissões de gases de efeito estufa, revelou um estudo realizado por uma equipe internacional de arqueólogos, ecologistas e cientistas climáticos. Segundo os pesquisadores, cerca de um terço da população mundial viverá em áreas onde a temperatura média anual é estimada em mais de 29 graus Celsius – a menos que emigre.

De acordo com um dos coautores do estudo, Marten Scheffer, da Universidade de Wageningen (Holanda), viver nessas condições colocaria essas pessoas fora do nicho climático que os humanos habitam nos últimos 6 mil anos. O trabalho foi publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”.

“O coronavírus mudou o mundo de uma maneira que era difícil de imaginar há alguns meses, e nossos resultados mostram como a mudança climática poderia fazer algo semelhante”, disseram os cientistas em comunicado.

Prevê-se que as mudanças climáticas ocorram tão rapidamente quanto as provocadas pela pandemia de coronavírus, mas, diferentemente da situação atual do mundo, não haveria esperança de alívio no futuro próximo, acrescentou Scheffer. Ele e seus colegas basearam parcialmente suas conclusões em uma análise de dados passados, comparando as condições climáticas nas regiões em que os seres humanos mais preferem se instalar.

Os cientistas descobriram que a raça humana atingiu o pico de prosperidade em locais onde as temperaturas médias anuais oscilavam em torno de 11 a 15 graus Celsius, com um segundo pico menor de 20 °C a 25 °C.

Nicho ecológico

Essa distribuição quase não mudou nos últimos 6 mil anos, motivo pelo qual os pesquisadores chamam essa faixa de temperatura de “nicho ecológico humano”.

Olhando para o futuro, os cientistas usaram uma previsão climática do Quinto Relatório de Avaliação de 2014 do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O relatório pressupõe que as concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa (como dióxido de carbono, liberado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, e metano) se desenvolverão praticamente sem controle, como ocorreram nas últimas décadas, levando a aumentos de temperatura correspondentes em todo o mundo.

Usando as projeções internacionais do terceiro cenário do relatório Shared Socioeconomic Pathways (SSP3), que prevê um futuro marcado por rivalidades regionais, os pesquisadores conseguiram modelar a população mundial prevista diante das temperaturas crescentes.

As pequenas manchas pretas no mapa indicam as atuais áreas de calor extremo na Terra (todas estão no deserto do Saara). Segundo o cenário previsto no estudo, outras regiões se somariam a elas em 2070, atingindo 19% das terras emersas. Crédito: PNAS

Eles descobriram que, no cenário avaliado, a porcentagem de área terrestre com uma temperatura média anual de mais de 29 °C aumentará de 0,8% (a maior parte da qual está atualmente no deserto do Saara) para 19% até 2070.

Redução severa

“Grandes áreas do planeta se aqueceriam até níveis de difícil sobrevivência e não esfriariam novamente”, disse Scheffer. “Isso não apenas teria efeitos diretos devastadores, como deixaria as sociedades menos capazes de lidar com crises futuras como novas pandemias. A única coisa que pode impedir que isso aconteça é um rápido corte nas emissões de carbono.”

As áreas mais atingidas no cenário previsto estão no norte da América do Sul, na África, na Índia, no Sudeste da Ásia e no norte da Austrália.

O clima mais quente afetará mais de 1 bilhão de pessoas somente na Índia e mais de 100 milhões de pessoas na Nigéria, no Paquistão, na Indonésia e no Sudão.

Mas esse cenário de poluição atmosférica não contempla reduções severas de emissão de poluentes, como o proporcionado pela pandemia de covid-19. Uma condição como a deflagrada pelo coronavírus já não parece tão inimaginável quanto alguns meses atrás.

“A boa notícia é que esses impactos podem ser bastante reduzidos se a humanidade conseguir conter o aquecimento global”, disse Tim Lenton, especialista em clima da Universidade de Exeter (Reino Unido) e coautor do estudo. “Nossos cálculos mostram que cada grau [Celsius] de aquecimento acima dos níveis atuais corresponde a aproximadamente 1 bilhão de pessoas que ficam fora do nicho climático. É importante que agora possamos expressar os benefícios de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em algo mais humano do que apenas termos monetários.”

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ORQUÍDEA OFICIALMENTE EXTINTA REAPARECE EM VERMONT

Uma raridade é redescoberta após 120 anos dada como extinta. É o caso da orquídea de Vermont. Leia o artigo completo a seguir e conheça essa raridade.

Orquídea rara que se pensava estar extinta em Vermont por 120 anos é redescoberta – biólogos chamam isso de ‘surpreendente’

Botânicos do Departamento de Peixes e Vida Selvagem de Vermont confirmaram que descobriram uma população de pequenas orquídeas que se acredita estarem extintas em Vermont desde 1902.

“Descobrir uma população viável de uma espécie ameaçada pelo governo federal desconhecida em nosso estado há mais de um século é surpreendente”, disse o botânico do Departamento de Pesca e Vida Selvagem de Vermont, Bob Popp. “É o equivalente de Vermont a redescobrir o pica-pau de bico de marfim.”

A pequena pogônia espiralada é uma orquídea globalmente rara que, no passado, floresceu nos estados do leste dos EUA e em Ontário. Pesquisas anteriores para a espécie em Vermont não foram bem sucedidas, mas agora foram documentadas como crescendo nas terras de conservação do Winooski Valley Park District, no condado de Chittenden.

Tal como acontece com muitas orquídeas, pouco se sabe sobre as necessidades de habitat da espécie.

“Um desafio de localizar populações de orquídeas raras para conservação é que muito de onde elas crescem é determinado por coisas que não podemos ver ou medir facilmente, como redes de fungos no solo”, disse o botânico Aaron Marcus , assistente do Departamento de Peixes e Vida Selvagem de Vermont. .

Populações em Maine e New Hampshire são encontradas em áreas de sol parcial, incluindo bordas e aberturas de florestas – e a descoberta mais recente foi graças a entusiastas de flores silvestres que relataram suas descobertas em um aplicativo.

Marcus diz que o departamento foi notificado pela primeira vez de uma possível pequena população de pogônias em Vermont graças às observações de dois cientistas da comunidade: John Gange de Shelburne e Tom Doubleday de Colchester.

 

Pequena Pogonia Whorled por John Gange / VT Fish and Wildlife 

“John é um botânico apaixonado e habilidoso, especializado em orquídeas e acompanha de perto os avistamentos que as pessoas relatam no aplicativo de ciência da comunidade iNaturalist”, disse Marcus. “John notou que um observador de pássaros, o gerente aposentado de estufas Tom Doubleday, usou o iNaturalist para pedir ajuda para identificar uma flor silvestre desconhecida em julho passado e nos procurou com a notícia de que a orquídea provavelmente havia sido descoberta em Vermont.”

Popp, Marcus, Doubleday e Gange voltaram ao local juntos nesta primavera e confirmaram a presença de pequenas pogônias, que estavam florescendo na época.

Orquídeas raras correm alto risco de coleta ilegal e pisoteio acidental por visitantes passivos, de acordo com Marcus. Para proteger a localização da pogonia de possíveis distúrbios, Doubleday removeu as coordenadas públicas de seu post usando as configurações de privacidade do iNaturalist.

Os próximos passos do departamento serão trabalhar com o Winooski Valley Park District para procurar a pequena pogônia em áreas de conservação próximas e monitorar a população para garantir que esta espécie tenha a melhor oportunidade possível de florescer na porção nativa de Vermont.

“Estamos incrivelmente afortunados que esta pequena população de pogônias verticiladas esteja em terras protegidas pelo Winooski Valley Park District”, disse Popp. “Isso fala da importância da conservação do habitat.

“Quando conservamos um pedaço de terra, raramente conhecemos todas as espécies que estão lá, mas sabemos que conservar comunidades naturais intactas gera as melhores chances de apoiar a biodiversidade de Vermont, de espécies comuns a raras.”

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: AQUECIMENTO GLOBAL DEVE CAUSAR MIGRAÇÃO DE UM TERÇO DA POPULAÇÃO MUNDIAL ATÉ 2070

Nesta quinta-feira estamos de volta com a nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE trazendo um artigo muito importante e preocupante sobre aquecimento global, que pode causar a migração de um terço da população da Terra. Portanto, lhe convido a ler essa interessante reportagem e tirar suas conclusões!

Calor extremo poderá forçar mais de 3 bilhões de pessoas a migrar até 2070

Segundo estudo, regiões onde vive atualmente um terço da população da Terra terão temperatura média de pelo menos 29 °C, algo que hoje só acontece em áreas do Saara

Saara: condições de temperaturas hoje existentes apenas no maior deserto do mundo serão observadas também em quase 20% das terras emersas se o cenário de emissão de poluentes permanecer o mesmo até 2070. Crédito: Fiontain/Wikimedia

Até 3 bilhões de pessoas poderão lutar para sobreviver em condições de calor extremo daqui a 50 anos se o mundo não reduzir as emissões de gases de efeito estufa, revelou um estudo realizado por uma equipe internacional de arqueólogos, ecologistas e cientistas climáticos. Segundo os pesquisadores, cerca de um terço da população mundial viverá em áreas onde a temperatura média anual é estimada em mais de 29 graus Celsius – a menos que emigre.

De acordo com um dos coautores do estudo, Marten Scheffer, da Universidade de Wageningen (Holanda), viver nessas condições colocaria essas pessoas fora do nicho climático que os humanos habitam nos últimos 6 mil anos. O trabalho foi publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”.

“O coronavírus mudou o mundo de uma maneira que era difícil de imaginar há alguns meses, e nossos resultados mostram como a mudança climática poderia fazer algo semelhante”, disseram os cientistas em comunicado.

Prevê-se que as mudanças climáticas ocorram tão rapidamente quanto as provocadas pela pandemia de coronavírus, mas, diferentemente da situação atual do mundo, não haveria esperança de alívio no futuro próximo, acrescentou Scheffer. Ele e seus colegas basearam parcialmente suas conclusões em uma análise de dados passados, comparando as condições climáticas nas regiões em que os seres humanos mais preferem se instalar.

Os cientistas descobriram que a raça humana atingiu o pico de prosperidade em locais onde as temperaturas médias anuais oscilavam em torno de 11 a 15 graus Celsius, com um segundo pico menor de 20 °C a 25 °C.

Nicho ecológico

Essa distribuição quase não mudou nos últimos 6 mil anos, motivo pelo qual os pesquisadores chamam essa faixa de temperatura de “nicho ecológico humano”.

Olhando para o futuro, os cientistas usaram uma previsão climática do Quinto Relatório de Avaliação de 2014 do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (IPCC). O relatório pressupõe que as concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa (como dióxido de carbono, liberado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, e metano) se desenvolverão praticamente sem controle, como ocorreram nas últimas décadas, levando a aumentos de temperatura correspondentes em todo o mundo.

Usando as projeções internacionais do terceiro cenário do relatório Shared Socioeconomic Pathways (SSP3), que prevê um futuro marcado por rivalidades regionais, os pesquisadores conseguiram modelar a população mundial prevista diante das temperaturas crescentes.

As pequenas manchas pretas no mapa indicam as atuais áreas de calor extremo na Terra (todas estão no deserto do Saara). Segundo o cenário previsto no estudo, outras regiões se somariam a elas em 2070, atingindo 19% das terras emersas. Crédito: PNAS

Eles descobriram que, no cenário avaliado, a porcentagem de área terrestre com uma temperatura média anual de mais de 29 °C aumentará de 0,8% (a maior parte da qual está atualmente no deserto do Saara) para 19% até 2070.

Redução severa

“Grandes áreas do planeta se aqueceriam até níveis de difícil sobrevivência e não esfriariam novamente”, disse Scheffer. “Isso não apenas teria efeitos diretos devastadores, como deixaria as sociedades menos capazes de lidar com crises futuras como novas pandemias. A única coisa que pode impedir que isso aconteça é um rápido corte nas emissões de carbono.”

As áreas mais atingidas no cenário previsto estão no norte da América do Sul, na África, na Índia, no Sudeste da Ásia e no norte da Austrália.

O clima mais quente afetará mais de 1 bilhão de pessoas somente na Índia e mais de 100 milhões de pessoas na Nigéria, no Paquistão, na Indonésia e no Sudão.

Mas esse cenário de poluição atmosférica não contempla reduções severas de emissão de poluentes, como o proporcionado pela pandemia de covid-19. Uma condição como a deflagrada pelo coronavírus já não parece tão inimaginável quanto alguns meses atrás.

“A boa notícia é que esses impactos podem ser bastante reduzidos se a humanidade conseguir conter o aquecimento global”, disse Tim Lenton, especialista em clima da Universidade de Exeter (Reino Unido) e coautor do estudo. “Nossos cálculos mostram que cada grau [Celsius] de aquecimento acima dos níveis atuais corresponde a aproximadamente 1 bilhão de pessoas que ficam fora do nicho climático. É importante que agora possamos expressar os benefícios de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em algo mais humano do que apenas termos monetários.”

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UM ESTUDO IMPRESSIONANTE ATRAVÉS DE REGISTROS FOTOGRÁFICOS DA NOSSA AMAZÔNIA

Um estudo que começou lá no início dos anos 2000, que apresentou mais de 120 mil registros fotográficos demais de 289 espécies na vida selvagem da floresta amazônica faz parte de um grande projeto para proteger melhor a diversidade da Amazônia. Leia o artigo completo a seguir e entenda como esse estudo pode ajudar a melhorar e proteger a nossa imensa floresta.

Foto impressionante de uma pantera agora faz parte de um grande projeto para proteger melhor a diversidade da Amazônia

Olhando para a câmera, esta foto de uma pantera na floresta amazônica é parte de um grande projeto para proteger melhor a enorme diversidade de vida selvagem encontrada lá.

Os conservacionistas reuniram mais de 120.000 fotos de armadilhas fotográficas da floresta para melhorar a pesquisa sobre a abundância, diversidade e condições de habitat de espécies ameaçadas da floresta tropical.

As câmeras de vida selvagem na Bacia Amazônica, equipadas com sensores que acionam quando os animais se aproximam, capturaram fotos de onças, tucanos, harpias, jaguatiricas, antas, queixadas e muito mais.

Um total de 120.849 registros de 289 espécies de 2001 a 2020 foram coletados e padronizados.

A construção desse novo banco de dados envolveu 147 cientistas de 122 instituições de pesquisa e grupos de conservação sob a liderança do Centro Alemão de Pesquisa Integrativa em Biodiversidade (iDiv) e da Universidade Friedrich Schiller de Jena.

Até agora, o conhecimento sobre o número, diversidade, padrões de distribuição e comportamento das espécies neste território tem sido irregular e, portanto, escasso. A informação estava espalhada entre muitas publicações individuais, literatura cinzenta e dados brutos não publicados.

Os dados, publicados na revista Ecology , fornecem informações de 143 locais de estudo em toda a Bacia, uma área de quase 8,5 milhões de quilômetros quadrados abrangendo estados no Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Peru, Suriname. e Venezuela.

A armadilha fotográfica é um método de pesquisa não invasivo e de baixo custo que permite a detecção de espécies de baixa densidade e esquivas que, de outra forma, poderiam ser subestimadas.

Imagem Ocelot da armadilha da câmera lançada – iDiv via SWNS 

“Nosso banco de dados melhora significativamente a situação das informações sobre vertebrados na região amazônica”, disse Ana Carolina Antunes , pesquisadora de doutorado da Universidade de Jena e membro do grupo de pesquisa iDiv.

Esse imenso mosaico de habitats abriga mais de 5.520 espécies de vertebrados e, juntos, fornecem ao mundo serviços ecossistêmicos essenciais.

“Não é só que as câmeras permitem tirar belas fotos dos animais. Eles também fornecem mais dados importantes a partir dos quais é possível deduzir como as mudanças climáticas e as mudanças na paisagem induzidas pelo homem afetam os animais e seus habitats em grande escala.”

Esse banco de dados agora permite análises em maior escala das mudanças nas densidades populacionais e nos padrões de residência dos animais. Por exemplo, o banco de dados pode ajudar a manter a onça-pintada protegida na Floresta Amazônica fornecendo análises de habitat mais precisas; declarações sobre onde os habitats melhor atendem aos requisitos das onças e onde eles não atendem.

2 onças – iDiv via SWNS 

Os resultados das análises podem ser usados ​​para mapear e designar áreas protegidas. Eles também confirmam a importância das áreas protegidas já designadas para a onça-pintada e suas presas.

Os dados anteriormente fragmentados, que cobriam apenas áreas menores, permitiram que fossem feitas declarações muito esparsas sobre os habitats de grande escala que as onças – e outras espécies – exigem.

A Amazônia é a maior e mais biodiversa floresta tropical da Terra, com 34
milhões de pessoas e metade do carbono terrestre armazenado das florestas tropicais do planeta, um total de 100 bilhões de toneladas de carbono em biomassa.

Esta região hiperdiversa tem mais de 15.000 espécies de árvores distribuídas em uma variedade de habitats, como savanas, florestas de areia branca e florestas inundadas ou não inundadas. Cruzando esses habitats, o rio Amazonas é a maior bacia hidrográfica do mundo em extensão e volume, contendo de 12 a 20% da água doce global.

“Juntos, esses dados nos permitem avançar em nosso potencial de abordar questões importantes relacionadas à conservação e ao desenvolvimento de políticas públicas”, disse um dos autores do estudo, Milton Ribeiro, professor da Universidade Estadual Paulista.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: A NATUREZA AGRADECE MAIS UMA VEZ AOS CIENTISTAS QUE TROUXERAM DE VOLTA AS GRANDES BORBOLETAS AZUIS

Na nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta segunda-feira temos um artigo sobre um grande feito da CIÊNCIA. Cientistas de Minchinhampton e Rodborough Commons em Gloucestershire trazem de volta espécie de grandes borboletas extinta desde 1979 e registraram o grande sucesso, com 750 borboletas emergindo após 1.100 larvas terem sido liberadas na área. Para saber dos detalhes desta maravilhosa notícia leia o artigo completo a seguir.

Grandes borboletas azuis foram extintas na Inglaterra, mas agora essas belezas estão de volta após 150 anos

Após uma ausência de 150 anos, 750 das grandes borboletas azuis apropriadamente chamadas emergiram com sucesso de seus casulos para repovoar partes de seu habitat histórico no sudoeste da Inglaterra.

A maioria dos dólares de preservação não passa de elefantes, pandas e tigres, mas os biólogos ingleses – notoriamente orgulhosos e ligados à vida natural em sua ilha – precisaram de apenas cinco anos para começar a repovoar parte do país com a maior das nove borboletas azuis da Inglaterra espécie: uma criatura inconfundível graças à fileira de manchas pretas em suas asas anteriores.

Foto grande de borboleta azul por PJC & Co 

Phengaris arion, que é chamado de ‘grande azul’, foi extinto na Grã-Bretanha em 1979, mas os esforços de fundos privados e associações ecológicas criaram o maior e mais bem-sucedido programa de conservação de insetos do mundo, e de 1984 a 2008, viu o grande retorno azul para 30 locais de reprodução anteriormente ocupados e novos.

O projeto mais recente em Minchinhampton e Rodborough Commons em Gloucestershire é onde os conservacionistas registraram o grande sucesso, com 750 borboletas emergindo após 1.100 larvas terem sido liberadas na área.

Além disso, eles confirmaram que essas borboletas botam ovos na natureza.

“Criar as condições certas para que esta borboleta globalmente ameaçada não apenas sobreviva, mas também prospere tem sido o ponto culminante de muitos anos de trabalho”, disse Richard Evans, guarda florestal do Commons.

“As borboletas são criaturas muito sensíveis e, com os requisitos específicos do grande azul, são verdadeiros barômetros do que está acontecendo com nosso meio ambiente e com as mudanças climáticas.”

Amiguinhos do Large Blue

A recuperação do grande azul é um exemplo clássico da ‘teia da vida’ de como os animais e as plantas dependem uns dos outros para sobreviver. Não é o suficiente para proteger as borboletas, e os cientistas – como aqueles que trabalham no Butterfly Conservation Trust – tiveram que organizar a proteção para o tomilho selvagem e as formigas vermelhas, duas espécies que são partes integrantes do grande mundo do azul.

O tomilho selvagem e a manjerona são a principal fonte de alimento da grande lagarta azul, e as formigas vermelhas trabalham simbioticamente para proteger as lagartas do perigo.

Foto grande de borboleta azul por PJC & Co 

David Simcox, ecologista pesquisador e co-autor do plano de manejo Commons, observou essa importância em uma declaração : “No verão, quando as formigas estão forrageando, a natureza executa um truque muito legal – as formigas são enganadas pensando que a larva parasita do grande azul é um deles e carrega-o para o ninho. ”

“É nesse ponto que a lagarta passa de herbívora a carnívora, alimentando-se de formigas durante o outono e a primavera até que esteja pronta para entrar em fase de pupa e emergir no verão seguinte”, acrescentou.

Em 2014, o Butterfly Conservation Trust concluiu uma restauração massiva de grande habitat azul nas Colinas Polden em Somerset, incluindo o plantio de mais de 100.000 plantas de tomilho selvagem em sete locais diferentes, bem como a melhoria de 10 hectares (30 acres) de habitat de arbustos para as formigas vermelhas.

O projeto resultou em três recolonizações, bem como um criadouro inteiramente novo, e em 2019 havia 10 grandes criadouros azuis ao todo, um salto de seis em 2017, de acordo com um artigo na revista  Butterfly .

Como polinizador, a recuperação do grande azul pinta um sinal encorajador para a força da biodiversidade na Inglaterra e para o mundo. Viva isso.

Fonte: Good News Network

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MPRN QUER QUE PREFEITURAS SINALIZEM OS PONTOS DE RISCOS E REALIZEM OBRAS EMERGENCIAIS PARA EVITAR DESASTRES E DANOS AMBIENTAIS

Risco de desastres naturais: MPRN move ação contra municípios de Canguaretama e Baía Formosa

Redação/Portal da Tropical

Atualizado em:

Foto: Internet

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) quer que as Prefeituras de Canguaretama e de Baía Formosa sinalizem todos os pontos de risco de enchentes, inundações e deslizamentos, realizem obras emergenciais para evitar tais desastres e danos ambientais, além de fazer inspeções nessas áreas e de alertar os residentes. O pedido foi feito em liminar em duas ações civil públicas (ACP) que estão sendo movidas contra as duas prefeituras.

De acordo com o MPRN, a intenção é que essas medidas sejam tomadas no prazo máximo de 15 dias. As ACPs são reflexo de investigações feitas pela 2ª Promotoria de Justiça de Canguaretama que apontaram a existência de áreas de risco de desastres naturais nos dois municípios e a negligência das duas Prefeituras em relação a essa questão.

Os pontos de risco foram mapeados pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia do Governo Federal. Baía Formosa é uma das  áreas de risco geológico em razão de movimentos de massa e de inundações. O estudo também indica que Canguaretama tem locais sujeitos a enchentes e inundações na região central da cidade e também a deslizamentos e quedas de barreira em Barra de Cunhaú.

Ainda segundo o MPRN, os municípios foram notificados inúmeras vezes, inclusive, com pedidos para informar o que estava sendo feito para sanar ou equalizar os riscos detectados. No entanto, nada de concreto foi elaborado até o momento.

Pedidos nas ações civis públicas

Os pedidos finais das ACPs incluem a realização de uma audiência de conciliação e mediação com os dois Municípios.

Em específico para Canguaretama, o MPRN quer que o Judiciário obrigue a gestão a executar as seguintes medidas: remover as famílias em situação de emergência localizadas nas áreas de risco destacadas nos mapas de setorização (centro e Barra do Cunhaú), mediante a execução de obras de urbanização e revitalização da área, na forma da legislação ambiental vigente; criar uma Defesa Civil Municipal e campanhas de sensibilização junto às comunidades (palestras, cursos, campanhas preventivas antes da época das chuvas), além da formação de líderes comunitários que possam apoiar nas horas de emergência.

Já para Baía Formosa, requer a implantação de sistema de captação de águas pluviais em toda a extensão da crista da falésia, controlando o avanço do processo erosivo instalado; a remoção do lixo, entulhos e restos de construção das margens dos cursos d’agua e das drenagens naturais; fiscalização efetiva das áreas onde existe histórico de destruição de imóveis pela ação do mar, impedindo novas ocupações; entre outras solicitações.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: MARAVILHA! MAIS CINCO ESPÉCIES CONSIDERADAS EXTINTAS REAPARECEM

O destaque desta segunda-feira aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE é a descoberta de 05 espécies de animais tidas como extintas nos lugares mais remotos da terra. Em apenas 2 anos a lista de 25 espécies perdidas da Global Wildlife Conservation ( GWC ), após uma série de redescobertas reduziu esse número para 20. Maravilha, não? Assim a natureza agradece!

Em apenas 2 anos, eles redescobriram 4 animais incríveis em sua lista de ’25 espécies perdidas ‘

Pouco mais de dois anos desde que a Global Wildlife Conservation ( GWC ) promoveu sua lista das ’25 Mais Procuradas ‘de’ espécies perdidas ‘, uma série de redescobertas reduziu esse número para 20.

Em expedições ao redor do mundo, nos últimos meses os cientistas têm ido às selvas mais profundas e às partes mais remotas de vários países, tudo em nome da preservação da biodiversidade.

Dê uma olhada na carismática flora e fauna que agora sabemos que ainda estão conosco e celebre essas descobertas fascinantes.

De ‘perdido’ a encontrado

1. Jackson’s Climbing Salamander
Visto pela última vez: 1975. Redescoberto: 2017

Crédito: Carlos Vásquez Almazán 

A primeira espécie na lista dos 25 mais procurados a ser redescoberta aconteceu por completo acidente e, na verdade, ocorreu meses antes de uma expedição planejada pelo GWC à cordilheira Cuchumatanes da Guatemala para procurar o animal.

Descoberta por um guarda da Reserva de Anfíbios Finca San Isidro, fundada pelo GWC durante uma patrulha, a história da redescoberta da “maravilha dourada” fará seu coração inchar de alegria e inclui o culminar do trabalho da vida do herpetólogo Carlos Vásquez Almazán, bem como a redescoberta de duas outras espécies de salamandras perdidas no processo.

Longa e dourada como mel cristalizado, com uma faixa preta correndo nas costas, a redescoberta da salamandra foi “para mim pessoalmente … um momento de pura alegria”, diz Vasquez.

2. Abelha gigante de Wallace vista pela
última vez: 1981. Redescoberta: 2019

38 anos é muito tempo para passar sem ver a maior espécie de abelha do mundo, que possui uma envergadura de 2,5 polegadas. Quatro vezes maior que a abelha melífera europeia, este inseto gigante foi redescoberto em 2019 nas ilhas indonésias conhecidas como Molucas do Norte.

Você pode ouvir a paixão em Clay Bolt, o homem responsável por sua redescoberta, quando ele falou ao GWC sobre como foi riscar a segunda espécie da Lista dos 25 Mais Procurados.

“Foi absolutamente impressionante ver esse ‘buldogue voador’ de um inseto que não tínhamos mais certeza de que existia, ter uma prova real bem na nossa frente na natureza”, disse Bolt, que passou anos pesquisando o tipo de habitat certo com o companheiro de viagem, Eli Wyman.

“Para realmente ver como a espécie é linda e grande em vida, ouvir o som de suas asas gigantes batendo enquanto voava passando por minha cabeça, foi simplesmente incrível. Meu sonho agora é usar essa redescoberta para elevar esta abelha a um símbolo de conservação nesta parte da Indonésia e um ponto de orgulho para os habitantes locais. ”

3. Velvet Pitcher Plant
Visto pela última vez: 1918. Redescoberta: 2019.

Crédito da ilustração: Originalmente publicado em Danser, BH 1928 

Como mencionado acima, esta espécie desapareceu do registro científico com a mesma rapidez com que entrou. Vinda do mundo bizarro das plantas carnívoras, a planta do jarro de veludo foi redescoberta em maio de 2019 nas encostas de uma montanha chamada Kemul, que a GWC descreve como situada no “mais remoto e último remanescente grande pedaço de verdadeira selva em Bornéu”.

4. Chevrotain com fundo de prata
visto pela última vez: 1990. Redescoberta: 2019.

Crédito: Global Wildlife Conservation

Tirando três espécies da lista dos 25 Mais Procurados em um ano, o GWC ficou maravilhado quando puderam confirmar a existência do apropriadamente chamado “cervo-rato com presas” – o primeiro mamífero da lista a ser redescoberto.

Os cientistas não sabem quase nada sobre a ecologia geral ou o estado de conservação desta espécie, tornando-a uma das maiores prioridades de conservação de mamíferos nas montanhas da Grande Anamita da Indochina, uma das áreas selvagens focais do GWC.

Usando o conhecimento local, a equipe de pesquisa apoiada pelo GWC colocou armadilhas fotográficas em torno de áreas onde os moradores alegaram ter visto um chevrotain com uma faixa prateada nas costas, o que o diferencia do cervo-rato menor, que é muito mais comum.

Isso resultou em 275 fotos da espécie. A equipe então instalou outras 29 câmeras na mesma área, desta vez registrando 1.881 fotografias da chevrotain ao longo de cinco meses.

5. Somali Sengi
Last Seen: 1968. Rediscovered: 2020.

Crédito: Steven Heritage at Global Wildlife Conservation

descoberta, como relata o GNN, do “minúsculo musaranho elefante” marca o primeiro animal africano na lista dos 25 mais procurados a ser encontrado, bem como o único a ser encontrado vivendo em populações relativamente estáveis ​​e saudáveis.

Parente distante de golias, como o peixe-boi e o elefante, essa minúscula encarnação de mamíferos com troncos corre tão rápido quanto um velocista olímpico, aspirando formigas com o focinho da mesma forma que o porco-da-terra.

Uma expedição iniciada em 2019 procurou utilizar o conhecimento local sobre o sengi do povo de Djibouti, ao invés do país do homônimo do sengi. Os habitantes locais acertaram completamente e bastou uma armadilha cheia de coco, manteiga de amendoim e fermento para encontrar o carinha.

“Foi incrível”, disse Steven Heritage, cientista pesquisador da Duke University, nos Estados Unidos, ao  Guardian . “Quando abrimos a primeira armadilha e vimos o pequeno tufo de cabelo na ponta da cauda, ​​apenas olhamos um para o outro e não podíamos acreditar. Uma série de pesquisas com pequenos mamíferos desde a década de 1970 não encontrou o sengi somali em Djibouti – foi um acaso que aconteceu tão rapidamente para nós. ”

Ansioso

Usando artistas renomados e talentosos para ajudar a representar os 25 Mais Procurados no site do GWC, a instituição de caridade conservacionista tenta retratar os animais como obras de arte e sua potencial extinção como algo semelhante à perda de uma pintura ou escultura de valor inestimável.

O GWC está atualmente aguardando o resultado do teste de DNA para confirmar se a tartaruga gigante Fernandina Galápagos pode ou não se tornar o primeiro réptil da lista a ser redescoberto. Então, quem sabe? Em breve, essa lista de Mais Procurados pode cair para apenas 19.

Fonte: News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: DOIS DESABAMENTOS FORAM REGISTRADOS EM FALÉSIAS NA PRAIA DE PIPA

Perigo: Trechos de falésias desabam em Pipa

Heilysmar Lima

Atualizado em:

Foto: Divulgação

Mais dois desabamentos de falésias foram registrados na praia de Pipa, no município de Tibau do Sul, nesta quinta-feira (02). Os deslizamentos aconteceram na Baía dos Golfinhos e na Praia do Centro. As informações foram confirmadas pelo Tenente-Coronel Marcos de Carvalho, coordenador da Defesa Civil do Rio Grande do Norte.

Segundo ele, a movimentação de maior intensidade aconteceu na Baía dos Golfinhos, em um ponto próximo ao que uma família foi atingida por outro deslizamento e morreu, em 2020. À época, a queda de parte de uma falésia matou Hugo Pereira, Stella Souza e Sol, filho de 7 meses.

“O local onde caiu hoje fica à esquerda do ponto houve o desastre com a família”, explicou Carvalho, ao explicar a localização partindo de um observador que esteja no mar.

Desta vez, ninguém se feriu. O segundo desabamento registrado foi na Praia do Centro. Segundo o coordenador da Defesa Civil, o movimento no local foi menos intenso.

O professor Rodrigo de Freitas, do Departamento de Geografia da UFRN e que integra o Projeto Falésias, explicou à reportagem que o local já era monitorado pelas equipes da universidade. Ele contou ainda que vai ao local para realizar um novo levantamento das áreas.

O ponto 4 foi onde houve o deslizamento na Praia do Centro | Foto: Cedida

O coordenador da Defesa Civil disse que os locais já foram isolados, tanto na praia quanto na parte superior das falésias. “A defesa civil do município foi ao local e realizou os isolamentos. A sinalização também foi reforçada. A situação, no fim da manhã, continuava estável, sem grandes preocupações”, pontuou.

O tenente-coronel ainda relacionou os deslizamentos ao período chuvoso e tratou a queda como movimento natural das falésia, mas reforçou os perigos, já que se trata de áreas com a presença de pessoas.

“É natural a falésia liberar blocos, sobre tudo no período chuvoso que tem água infiltrando. Fica tudo mais pesado. Então, é normal que ocorram tombamentos. Quando não há população por perto, é só uma queda. Mas quando é uma área densamente ocupada, como é o caso, evidentemente que se deve redobrar os cuidados”, comentou.

Ele ainda completou que “estamos redobrando a atenção nessas áreas monitoradas desde o início de maio. A população tem sido mobilizada para com os cuidados”.

Fonte: Portal da Tropical _ Notícia

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: JÁ É REALIDADE E BONS FRUTOS A MAIOR FAZENDA URBANA NA COBERTURA DO MUNDO

Mais uma vez a natureza agradece a inteligente e promissora iniciativa do homem. Em Paris, começa a colheita da maior fazenda urbana na cobertura do mundo, numa área de 3,4 acres equivalentes a dois campos de futebol, no topo do Centro de Exposições de Paris. A nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE deste sábado trás mais essa excelente novidade para a humanidade!

A maior fazenda urbana na cobertura do mundo agora está dando frutos (e muito mais) em Paris

Colocar produtos frescos no coração de uma grande cidade costumava ser feito por uma frota de caminhões poluentes e estrondosos – agora é uma questão de trazê-los do telhado.

A maior fazenda urbana na cobertura do mundo usa técnicas de cultivo vertical para criar frutas e legumes no centro de Paris, sem o uso de pesticidas, caminhões frigoríficos, fertilizantes químicos ou mesmo solo.

A Nature Urbaine usa técnicas aeropônicas que agora estão fornecendo produtos para os residentes locais, incluindo hotéis próximos, refeitórios e muito mais. Por um preço de 15 euros, os residentes podem solicitar on-line uma cesta de produtos contendo um grande buquê de menta ou sálvia, uma cabeça de alface, vários brotos jovens, dois cachos de rabanete e um de acelga, além de um pote de geleia ou purê.

“A composição pode mudar um pouco, dependendo da colheita”, disse Sophie Hardy, diretora da Nature Urbaine, à publicação francesa Agri City . Crescendo em 3,4 acres, do tamanho de dois campos de futebol, no topo do Centro de Exposições de Paris, eles também estão produzindo cerca de 150 cestas de morangos, além de beringelas, tomates e muito mais.

Falando ao Guardian , Pascal Hardy, consultor de desenvolvimento sustentável e membro da Agripolis , uma empresa de agricultura urbana, chamou o projeto Nature Urbaine em Paris “um modelo de agricultura limpo, produtivo e sustentável que pode, com o tempo, dar uma contribuição real à raesiliência – social, econômico e também ambiental – do tipo de grandes cidades onde hoje vive a maior parte da humanidade. ”

Agricultura de ficção científica

Atualmente, apenas um terço do espaço total no salão 6 do centro de exposições é utilizado no jardim de aparência alienígena de Pascal e, quando o projeto for concluído, 20 funcionários poderão colher até 1.000 kg (talvez 1.000 kg) de talvez 35 diferentes tipos de frutas e legumes todos os dias.

Nas torres de plástico alveoladas com pequenos orifícios, pequenas quantidades de água transportando nutrientes, bactérias e minerais, arejam as raízes que ficam no ar.

Por mais estranhos que pareçam os canos e torres dos quais cultivam tudo, exceto vegetais de raiz, Hardy diz que a agricultura de ficção científica tem grandes benefícios sobre a agricultura tradicional.

“Eu não sei sobre você”, ele começa, “mas eu não gosto muito do fato de que a maioria das frutas e legumes que comemos foram tratadas com algo como 17 pesticidas diferentes, ou que as técnicas agrícolas intensivas que produziram eles são grandes geradores de gases de efeito estufa ”.

“Ele usa menos espaço. Uma fazenda intensiva comum pode cultivar nove saladas por metro quadrado de solo; Eu posso crescer 50 em uma única torre. Você pode selecionar variedades de culturas pelo seu sabor, não pela resistência à cadeia de transporte e armazenamento, e pode selecioná-las quando elas estiverem realmente no seu melhor, e não antes. ”

Agripolis

Quebrando a corrente

Atualmente, a Agripolis está discutindo projetos nos EUA, no Reino Unido e na Alemanha e concluiu várias outras fazendas na França, incluindo uma no telhado do hotel Mercure em 2016, que cultiva berinjela, abobrinha, pimentão, tomate e tomate cereja, saladas, agrião, morangos, chagas e aromáticos, todos servindo diretamente o restaurante do hotel.

Crescer no telhado e vender no chão pode ter um papel importante na produção de alimentos neutros em carbono, porque, segundo Agripolis , frutas e vegetais viajam em média por transporte aéreo e terrestre refrigerado entre 2.400 e 4.800 quilômetros de fazenda a mercado.

A força de transporte global é a maior das atividades de emissão de carbono da humanidade, e reduzir o número de vôos e caminhões de produtos é um ótimo lugar para começar a reduzir a quantidade de CO2 que entra na atmosfera.

Para uma cidade culinária como Paris, a proposta do prefeito parisiense de instalar 130 acres adicionais de espaço agrícola agrícola na cobertura e na parede pode reduzir significativamente o número de caminhões que entram na cidade, facilitando o tráfego e a poluição.

Com a agricultura no telhado sendo adotada de Detroit a Xangai, o futuro está melhorando.

Fonte:: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL CHAMADA IONCEL PRODUZ ROUPAS COM MADEIRA USADA

Na sessão ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE publico aqui uma reportagem sobre uma nova tecnologia sustentável desenvolvida por acadêmicos da Universidade de Aalto na Finlândia. Veja reportagem e saiba como funciona.

Como a Finlândia fabrica roupa com madeira usada

A Finlândia começou a fazer roupas de madeira.
Num baile de gala recente, a primeira-dama usou um vestido feito de bétula, um tipo de árvore.
Não foi uma escolha feita por acaso: ela usou-o para apoiar uma nova tecnologia que pode reduzir o dano ambiental provocado pela indústria da moda.
O vestido escolhido por Jenni Haukio, poeta e mulher do presidente, foi criado por acadêmicos da Universidade Aalto, na Finlândia, usando uma nova tecnologia sustentável chamada Ioncell.
Seus criadores dizem que o processo é mais respeitoso com o meio ambiente do que usar algodão ou fibras sintéticas e aproveita uma madeira que, do contrário, seria desperdiçada.

Tecido ‘suave e bonito’

O processo cria fibras têxteis a partir de materiais como madeira, jornais, papelão e algodão e os converte em vestidos, cachecóis e pastas para laptop.

Como a Finlândia fabrica roupa com madeira usada

Image caption O processo cria fibras têxteis a partir de materiais como madeira, jornais, papelão e algodão e os converte em vestidos, cachecois e pastas para laptop

A professora Pirjo Kaariainen, da Universidade Aalto, está satisfeita com as reações ao vestido.
“Ele foi desenhado por um jovem estudante de moda daqui que quis mostrar seu respeito pela natureza finlandesa e pela tradição do país de ter mulheres fortes”, diz ela.
A docente ressalta que a fibra funciona bem para a fabricação de roupa porque é “suave ao tato, tem um brilho incrível e cai muito bem”.
Há uma demanda crescente para que a indústria da moda reduza urgentemente seus impactos danosos ao meio ambiente.

Moda sustentável

A indústria da moda produz 10% das emissões de carbono globais e usa quase 70 milhões de barris de petróleo a cada ano para fabricar fibras de poliéster que podem levar mais de 200 anos para se decompor.
As microfibras de plástico de roupas sintéticas compreendem uma grande parte dos materiais feitos pelo ser humano que se acumulam nos oceanos.

Como a Finlândia fabrica roupa com madeira usada

Image caption As roupas com a nova tecnologia têm sido desenhadas por estudantes da Universidade Aalto

Os ecologistas pedem aos consumidores que comprem roupa nova com menos frequência, mas mudar o comportamento das pessoas é difícil quando as empresas de moda promovem novas coleções a cada temporada.
Fazer roupas com materiais sustentáveis poderia ser uma alternativa mais realista.
A técnica foi desenvolvida por químicos e engenheiros da universidade, mas a professora Kaariainen ressalta que foi muito importante que estilistas fizessem o vestido para atrair o interesse das pessoas.
“As pessoas querem se vestir de um jeito que as faça sentir bem, então o desenho tem que ser bom”, diz ela.
“Precisamos fazer uma mudança para que os materiais sustentáveis sejam integrados ao sistema e as pessoas possam comprar facilmente roupas bonitas e confortáveis e que não causem danos ambientais.”

Repensando a moda

A primeira dama da Finlândia não foi a primeira usuária famosa de Ioncell. O presidente da França, Emmanuel Macron, levou um cachecol feito de jeans reciclados quando visitou Aalto em agosto passado.

Como a Finlândia fabrica roupa com madeira usada

Image caption O presidente da França, Emmanuel Macron, levou um cachecol feito de jeans reciclados quando visitou Aalto em agosto passado

Ana Portela, uma estilista que promove tecidos sustentáveis, diz que se pessoas influentes aderirem a essa nova moda os consumidores vão ter vontade de experimentar.
“Esse vestido não é para todo dia, mas definitivamente cumpriu a missão e é importante que pessoas como a primeira-dama advoguem por opções mais sustentáveis e promovam inovações”, diz ela.
Portela acha que os consumidores devem “liderar a revolução” usando seu poder de compra para incentivar empresas a fazerem coleções sustentáveis.
“Precisamos adotar um enfoque diferente sobre como vemos a moda”, diz ela.
“Isso poderia se traduzir na compra de produtos usados, produtos de origem certificada, uso de fibras naturais mais eficientes, como o cânhamo, na compra de um filtro para a máquina de lavar que evite que as microfibras entrem no sistema de água ou em pressão sobre as empresas para que tenham uma postura melhor.”
A equipe de Aalto espera ter uma linha de produtos feita com a nova fibra até 2020 e quer que essas roupas feitas de bétula façam parte da lista de compras de Natal de 2025.

Fonte: va.newsrepublic.net

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SIDNEY NA AUSTRÁLIA JÁ É 100% ALIMENTADA COM ENERGIA VERDE

Graças ao “maior contrato independente de energias renováveis ​​para um conselho australiano até hoje”, Sidney, a maior cidade australiana, com 5,3 milhões de habitantes, passa a ser 100% alimentada com energia verde, numa composição de energia solar e eólica. Leia o artigo completo a seguir e saiba dos detalhes!

A maior cidade da Austrália agora é alimentada por energia 100% renovável graças ao acordo histórico

A maior cidade da Austrália agora é oficialmente alimentada com 100% de energia verde, graças ao “maior contrato independente de energias renováveis ​​para um conselho australiano até hoje”.

A cidade de Sydney, que abriga um quarto de milhão de pessoas, começou a fornecer toda a sua energia de dois parques solares e o maior parque eólico de toda a Nova Gales do Sul.

A transição foi facilitada por meio de um contrato de compra de energia (PPA) com o varejista de energia Flow Power. Embora o acordo histórico custe AU $ 60 milhões, a iniciativa deverá economizar AU $ 500.000 por ano, de acordo com a Euronews .

Também é esperado que a iniciativa elimine cerca de 20.000 toneladas de CO2 da pegada de carbono da cidade – cerca de 70% de sua produção total – antes de 2024, o que é vários anos antes do seu objetivo original.

“As cidades são responsáveis ​​por 70% das emissões de gases do efeito estufa em todo o mundo, por isso é fundamental que tomemos ações climáticas eficazes e baseadas em evidências”, disse o prefeito de Sydney, Clover Moore.

“A cidade de Sydney tornou-se neutra em carbono em 2007 e foi o primeiro governo na Austrália a ser certificado em neutro em 2011”, acrescentou. “Este inovador acordo de eletricidade renovável de US $ 60 milhões também economizará dinheiro de nossos contribuintes e apoiará empregos regionais em parques eólicos e solares em Glen Innes, Wagga Wagga e Shoalhaven”.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: FAUNA DA AMAZÔNIA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO NOS PRÓXIMOS 30 ANOS

AMAZÔNIA PODE TER 90% DA FAUNA AMEAÇADA PELO CALOR EM 2050

NOVO ESTUDO AFIRMA QUE AQUECIMENTO LANÇARÁ ESPÉCIES NO PRECIPÍCIO BEM ANTES DO FIM DO SÉCULO; OCEANOS TROPICAIS JÁ PODEM ESTAR CHEGANDO LÁ

Entre 80% e 100% das espécies amazônicas poderão não resistir ao aumento de temperatura projetado para 2050 no pior cenário do aquecimento global. Crédito: ncassullo/Pixabay

No meio do século, grandes áreas da Amazônia terão entre 80% e 100% de suas espécies de animais abruptamente expostas a temperaturas jamais experimentadas por elas. Algumas poderão não resistir e se extinguir, provocando um efeito cascata em todo o ecossistema.

Os resultados são de um novo estudo que mostra como o aquecimento global pode impactar a fauna em todo o planeta, com efeito mais severo nos trópicos.

Se nada for feito para conter emissões de gases de efeito estufa, antes do fim do século 81% dos grupos de espécies terrestres e 37% dos de espécies marinhas terão ao menos uma espécie vivendo além do limite de temperatura. Nos trópicos, onde os bichos já vivem perto do limite, 68% dos grupos de espécies terrestres e 39% dos de espécies marinhas terão ao menos 20% de suas espécies vivendo em superaquecimento.

Regiões como a Amazônia, o Sahel, o noroeste da Austrália e o Sudeste Asiático poderão ter 90% de suas comunidades de animais empurradas para além do limite de temperatura no qual elas evoluíram por milhares de anos. Pior ainda: em muitos casos a virada será abrupta, ou seja, ocorrerá em intervalos de tempo muito curtos, de uma década ou menos. É o caso da Amazônia, onde a maior parte das espécies entra na zona quente por volta de 2050.

NA BEIRA DO PRECIPÍCIO

Isso não significa necessariamente extinção, mas indica que todo o ecossistema foi empurrado para a beira de um precipício. Algumas espécies podem cair imediatamente. Outras podem ficar tão na beirada que qualquer peteleco pode fazê-las despencar.

“A exposição marca o ponto a partir do qual nós entramos em território desconhecido e nossa incerteza sobre a capacidade de uma espécie sobreviver na natureza aumenta dramaticamente”, diz Alex Pigot, do University College de Londres. O biólogo e mais dois colegas da África do Sul e dos EUA publicaram o estudo em 8 de abril na revista científica “Nature”.

Percentual de espécies expostas na pior década (no alto) e ano da exposição (acima)

 

E talvez nem seja preciso esperar 20 anos para começar a ver esses efeitos. As projeções do trio de pesquisadores indicam que os oceanos tropicais podem ter suas comunidades animais (“assembleias”, no jargão dos pesquisadores) lançadas na beira do abismo antes de 2030. De fato, pode ser que isso já esteja acontecendo com os recifes de coral.

Em 2020 estamos assistindo ao terceiro evento de branqueamento em massa de corais da Grande Barreira de Corais australiana em cinco anos. O branqueamento é causado por ondas de calor marinhas. A temperatura da água sobe tanto que as microalgas que dão cor aos corais não conseguem sobreviver, deixando as colônias brancas – e matando-as de fome.

“Os intervalos entre esses eventos estão ficando cada vez mais curtos, dando menos tempo para os corais se recuperarem”, disse Pigot. “Infelizmente, nossos modelos estão projetando que na próxima década o que hoje consideramos uma condição extrema se torne o novo normal.” A exposição ao calor, afirma, pode levar a extinções locais nesse caso.

HORIZONTE CLIMÁTICO

Entender como a biodiversidade sofrerá com a mudança climática tem sido um desafio para os cientistas. Ao mesmo tempo, é fundamental para orientar estratégias de conservação e adaptação. Se um ecossistema pode ser muito afetado pelo aquecimento da Terra, então provavelmente é uma boa ideia conservá-lo hoje para evitar que os efeitos cumulativos de clima, desmatamento e outras formas de exploração predatória acelerem o processo.

No entanto, a maioria dos estudos olha para cenários de extinção de espécies individuais no fim do século, em vez de considerar a perspectiva, mais realista, de uma caminhada de todo o grupo de espécies que partilha um mesmo ambiente para o abismo.

Pigot e seus colegas usaram os resultados de 22 modelos climáticos e os cruzaram com a distribuição geográfica de mais de 30.600 espécies para saber qual era o limite de temperatura tolerado por elas. A partir disso, projetaram o clima futuro segundo três cenários do IPCC, o painel do clima da ONU: o chamado RCP 2.6, no qual o Acordo de Paris é cumprido e o aquecimento fica abaixo de 2 °C neste século; o RCP 4.5, um cenário intermediário; e o RCP 8.5, no qual não se faz nada para conter emissões e a temperatura sobe 4 °C. As projeções de ruptura do ecossistema amazônico apresentadas acima foram feitas nesse pior cenário.

REDUÇÃO PELO CONFINAMENTO

Mesmo com as promessas dos países no Acordo de Paris para cortar emissões, Pigot acha que é cedo para descartar o cenário 8.5. “Há feedbacks potenciais no sistema terrestre que podem levar a um aumento de emissões por fontes naturais. Isso significa que um grande aquecimento, correspondente ao cenário 8.5, ainda é muito provável se não agirmos agora e depressa.”

“Esse estudo é muito importante e sai em boa hora. Pela primeira vez o impacto sobre espécies do aumento de temperatura causado pelas mudanças climáticas é projetado para coletivos ou assembleias de espécies e não para espécies individualmente”, disse o biólogo Fabio Scarano, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável. A boa notícia do trabalho, prossegue, é que, se a sociedade global alcançar a meta do Acordo de Paris, menos de 2% das assembleias de espécies mundo afora sofreriam disrupções.

“À luz da mudança de comportamento planetário ao longo desse último mês de março, com uma brutal redução na emissão de gases estufa por conta do confinamento, já não parece tão impossível frear a rápida velocidade das mudanças climáticas. Tomara que possamos fazê-lo por sabedoria, em vez de em resposta a novas pestes, que certamente irão proliferar em um cenário de biodiversidade abruptamente em declínio.”

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: RESIDÊNCIAS SAUDÁVEIS E TECNOLÓGICAS

Residências saudáveis e tecnológicas

Incorporadora Zmart Hauz, baseada em São Paulo, conta com aporte de R$ 100 milhões de investidor japonês para se tornar referência no mercado de luxo consciente

Rosenildo Ferreira

Para poucos: ar puro, água filtrada e temperatura controlada, são alguns dos itens que compõe a Casa SaudávelFoto: Divulgação

Nos últimos 40 anos, o empresário Nelson Tanaka, 71 anos, se dedicou a fortalecer a rota comercial Brasil-Japão. Especialmente no que se refere à disseminação de tecnologias destinadas ao lazer e ao bem-estar. Fez isso por meio da importação de aparelhos de TVs de tela grande, da marca Sharp, no início dos anos 2000, além de modernos purificadores de ar, cujos modelos portáteis podem ser usados até dentro de automóveis. “É ideal para quem dirige em ambientes poluídos como a cidade de São Paulo”, diz. “Desde que comecei a usá-los, meu nível de estresse tem ficado próximo de zero”.

O aumento da concorrência e a comoditização do setor de aparelhos eletrônicos de uso domésticos fez com que o Tanaka decidisse promover uma guinada no modelo de negócio, em 2012, migrando do segmento de importação de produtos para o ramo de construção civil. Foi aí que nasceu a incorporadora Zmart Hauz, especializada em imóveis de luxo. Nesta empreitada, ele se associou a nomes destacados do mercado, como o paulistano João Armentano, encarregados de projetar as mansões erguidas em bairros sofisticados da cidade de São Paulo.

A atuação de Tanaka despertou a atenção dos conterrâneos. Tanto que o negócio acabou entrando na mira de investidores de um grupo japonês, cujo nome não revela, que acaba de injetar o equivalente a R$ 100 milhões na incorporadora. Os recursos fizeram com que o empreendedor, mais uma vez, alterasse o foco do negócio. Em vez de apenas projetar residências de ato padrão, ele passou a apostar em casas inteligentes. “Acredito que, cada vez mais, as pessoas levarão em conta a qualidade de vida na hora de decidir consumir produtos e serviços”, argumenta. “E isso inclui a habitação”.

Dono de uma carteira de terrenos em pontos estratégicos de São Paulo, a Zart Hauz dispõe de três imóveis: dois já finalizados. Um deles, cotado em R$ 45 milhões, ainda é da safra antiga e por isso conta com equipamentos portáteis para as funções de purificação do ar, filtragem da água e controle térmico. Todos os itens são da marca Sharp. “Temos um contrato de exclusividade na importação”, conta.

Para poucos: ar puro, água filtrada e temperatura controlada, são alguns dos itens que compõe a Casa Saudável

Outro, em estágio final de construção, foi erguido com estas mesmas facilidades incorporadas à edificação. Neste caso, os equipamentos em versão maior serão embutidos nas paredes, no subsolo e no encanamento. De acordo com o empreendedor, a tecnologia embarcada nas Casas Saudáveis impacta entre 1% e 1,5% no custo total da construção, dependendo do tipo e do porte dos equipamentos e da construção.

Apesar de mirar o topo da pirâmide, o controlador da Zmart Hauz, acredita que este conceito tem tudo para se tornar acessíveis a um número maior de brasileiros. “Tudo depende do interesse do mercado. Quanto maior o volume de equipamentos que importamos, menor o preço de venda”, explica.

Além de ajudar na guinada do negócio, a entrada do investidor japonês incentivou Tanaka a mudar a gestão do negócio. Agora, os sócios júniores (os arquitetos Natalia Máximo e Vitor Yamamoto) controlam 10% da empresa, enquanto o empreendedor ficou com 90% do bolo ainda sob controle nacional. “Meu objetivo é que esta proporção se inverta no futuro”, diz. Desta forma, ele espera não apenas oxigenar a gestão, como também viabilizar a perenidade do negócio.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: BATERIA DE SAL VAI TORNAR OS VEÍCULOS ELÉTRICOS MAIS BARATOS

Os carros elétricos fazem parte da rotina de pesquisadores brasileiros, debruçados em projetos que lidam, principalmente, com novas formas de abastecimentos, Entre elas, “BATERIA DE SAL”, testada na usina de Iaipu. Empreendimentos imobiliários já oferecem vaga com tomada para recarga de veículos elétricos. É o que você vai conhecer hoje, no segundo capítulo da série de reportagens “carro: o futuro é elétrico”. 

Baterias mais modernas devem deixar carros elétricos mais baratos

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: DESSALINIZADOR PORTÁTIL TRANSFORMA ÁGUA DO MAR EM POTÁVEL COM O APERTAR DE UM BOTÃO

Um dessalinizador portátil é o destaque da coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta sexta-feira, que transforma água salgada em potável com o simples apertar de um botão. Convido você a ler o artigo completo a seguir e se inteirar sobre essa maravilhosa descoberta!

Transformando água do mar em água potável – com o apertar de um botão

Pesquisadores do MIT desenvolveram uma unidade portátil de dessalinização, pesando menos de 10 quilos, que pode remover partículas e sais para gerar água potável.

O dispositivo do tamanho de uma mala, que requer menos energia para funcionar do que um carregador de celular, também pode ser acionado por um pequeno painel solar portátil, que pode ser comprado online por cerca de US$ 50. Gera automaticamente água potável que excede os padrões de qualidade da Organização Mundial da Saúde. A tecnologia é empacotada em um dispositivo amigável que funciona com o apertar de um botão.

Ao contrário de outras unidades portáteis de dessalinização que exigem que a água passe pelos filtros, este dispositivo utiliza energia elétrica para remover partículas da água potável. A eliminação da necessidade de substituição de filtros reduz consideravelmente os requisitos de manutenção a longo prazo.

Isso pode permitir que a unidade seja implantada em áreas remotas e com recursos severamente limitados, como comunidades em pequenas ilhas ou a bordo de navios de carga marítimos. Também poderia ser usado para ajudar refugiados que fogem de desastres naturais ou por soldados que realizam operações militares de longo prazo.

“Este é realmente o culminar de uma jornada de 10 anos em que eu e meu grupo estivemos. Trabalhamos durante anos na física por trás dos processos individuais de dessalinização, mas colocar todos esses avanços em uma caixa, construir um sistema e demonstrá-lo no oceano, foi uma experiência realmente significativa e gratificante para mim ”, diz o autor sênior Jongyoon Han, professor de engenharia elétrica e ciência da computação e de engenharia biológica e membro do Laboratório de Pesquisa em Eletrônica (RLE).

Tecnologia sem filtro

As unidades de dessalinização portáteis disponíveis comercialmente normalmente exigem bombas de alta pressão para empurrar a água através dos filtros, que são muito difíceis de miniaturizar sem comprometer a eficiência energética do dispositivo, explica Yoon.

Em vez disso, sua unidade se baseia em uma técnica chamada  polarização de concentração de íons  (ICP), que foi iniciada pelo grupo de Han há mais de 10 anos. Em vez de filtrar a água, o processo ICP aplica um campo elétrico às membranas colocadas acima e abaixo de um canal de água. As membranas repelem partículas carregadas positiva ou negativamente – incluindo moléculas de sal, bactérias e vírus – à medida que passam. As partículas carregadas são canalizadas para uma segunda corrente de água que é eventualmente descarregada.

O processo remove sólidos dissolvidos e suspensos, permitindo que a água limpa passe pelo canal. Uma vez que requer apenas uma bomba de baixa pressão, o ICP usa menos energia do que outras técnicas.

Mas o ICP nem sempre remove todos os sais que flutuam no meio do canal. Assim, os pesquisadores incorporaram um segundo processo, conhecido como eletrodiálise, para remover os íons de sal restantes.

Yoon e Kang usaram o aprendizado de máquina para encontrar a combinação ideal de módulos ICP e eletrodiálise. A configuração ideal inclui um processo ICP de dois estágios, com água fluindo através de seis módulos no primeiro estágio e depois por três no segundo estágio, seguido por um único processo de eletrodiálise. Isso minimizou o uso de energia, garantindo que o processo permaneça autolimpante.

“Embora seja verdade que algumas partículas carregadas possam ser capturadas na membrana de troca iônica, se ficarem presas, apenas invertemos a polaridade do campo elétrico e as partículas carregadas podem ser facilmente removidas”, explica Yoon.

Eles encolheram e empilharam os módulos ICP e eletrodiálise para melhorar sua eficiência energética e permitir que eles se encaixassem em um dispositivo portátil. Os pesquisadores projetaram o dispositivo para não especialistas, com apenas um botão para iniciar o processo automático de dessalinização e purificação. Uma vez que o nível de salinidade e o número de partículas diminuem para limites específicos, o dispositivo notifica o usuário que a água é potável.

Os pesquisadores também criaram um aplicativo de smartphone que pode controlar a unidade sem fio e relatar dados em tempo real sobre consumo de energia e salinidade da água.

Testes de praia

Depois de executar experimentos de laboratório usando água com diferentes níveis de salinidade e turbidez (nublado), eles testaram o dispositivo em Carson Beach, em Boston.

Yoon e Kwon colocaram a caixa perto da costa e jogaram o tubo de alimentação na água. Em cerca de meia hora, o dispositivo encheu um copo de plástico com água potável.

“Foi um sucesso mesmo em sua primeira execução, o que foi bastante emocionante e surpreendente. Mas acho que a principal razão do nosso sucesso é o acúmulo de todos esses pequenos avanços que fizemos ao longo do caminho”, diz Han.

A água resultante superou as diretrizes de qualidade da Organização Mundial da Saúde e a unidade reduziu a quantidade de sólidos suspensos em pelo menos um fator de 10. Seu protótipo gera água potável a uma taxa de 0,3 litros por hora e requer apenas 20 watts de energia por litro .

“No momento, estamos impulsionando nossa pesquisa para aumentar essa taxa de produção”, diz Yoon.

Um dos maiores desafios de projetar o sistema portátil foi projetar um dispositivo intuitivo que pudesse ser usado por qualquer pessoa, diz Han.

Yoon espera tornar o dispositivo mais fácil de usar e melhorar sua eficiência energética e taxa de produção por meio de uma startup que planeja lançar para comercializar a tecnologia.

No laboratório, Han quer aplicar as lições que aprendeu na última década a questões de qualidade da água que vão além da dessalinização, como a detecção rápida de contaminantes na água potável.

“Este é definitivamente um projeto empolgante e estou orgulhoso do progresso que fizemos até agora, mas ainda há muito trabalho a fazer”, diz ele.

A pesquisa foi publicada online na revista Environmental Science and Technology .

Fonte: MIT

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UMA ENZIMA QUE LITERALMENTE COME PLÁSTICO EM POUCAS HORAS É A MAIS PROMISSORA DESCOBERTA NO CAMPO DA SUSTENTABILIDADE

O destaque desta quarta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE é a mais nova vedete da sustentabilidade global. Ela é literalmente uma enzima ‘comedora de plástico’ e em tempo record. Acredita-se que em alguns casos essa enzima devora plástico em menos de 24 horas. A descoberta foi feita por cientistas norte-americanos que prometem eliminar bilhões de toneladas de resíduos de aterros sanitários pelo mundo. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa novíssima tecnologia!

Cientistas desenvolvem enzima que ‘come’ plástico em menos de 24hs

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Por Andréa Fassina
Imagem de capa para Cientistas desenvolvem enzima que ‘come’ plástico em menos de 24hsEnzima comedora de plástico pode eliminar bilhões de toneladas de resíduos de aterros sanitários Foto: reprodução

Cientistas norte-americanos desenvolveram uma enzima ‘comedora de plástico‘ que pode eliminar bilhões de toneladas de resíduos de aterros sanitários pelo mundo.

Ela foi criada por engenheiros e cientistas da Universidade do Texas em Austin e tem o poder de destruir o PET (polietileno tereftalato), que é onipresente em embalagens de alimentos e bebidas, têxteis e fibras de tapetes de poliéster.

A descoberta oferece esperança para resolver a poluição global superalimentando a reciclagem em grande escala. Grandes indústrias seriam capazes de recuperar e reutilizar produtos em nível molecular.

Reciclagem turbinada

Esta descoberta, publicada na Nature , pode ajudar a resolver um dos problemas ambientais mais prementes do mundo: o que fazer com os bilhões de toneladas de resíduos plásticos que se acumulam em aterros sanitários e poluem nossas terras naturais e água.

A enzima tem o potencial de acelerar a reciclagem em larga escala, o que permitiria que as principais indústrias reduzissem seu impacto ambiental recuperando e reutilizando plásticos em nível molecular.

O PET representa 12% de todo o lixo global. Como todos os plásticos, é feito de longas moléculas semelhantes a cordas.

Decomposição em 24 hs

A enzima reduz o plástico em partes menores – substâncias químicas que podem ser reagrupadas. Em alguns casos, os plásticos podem ser totalmente decompostos em menos de 24 horas.

“As possibilidades são infinitas entre as indústrias para alavancar esse processo de reciclagem de ponta”, disse Hal Alper , professor do Departamento de Engenharia Química McKetta da UT Austin.

“Além da óbvia indústria de gerenciamento de resíduos, isso também oferece às empresas de todos os setores a oportunidade de liderar a reciclagem de seus produtos.

Por meio dessas abordagens enzimáticas mais sustentáveis, podemos começar a imaginar uma verdadeira economia circular de plásticos.”

Com informações do Sunnyskyz

Fonte: Só Notícia Boa

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: VÍDEOS INCRÍVEIS FLEGRAM UMA BALEI JUBARTE AMAMENTANDO SEU FILHOTE NA COSTA DO HAVAI

BIÓLOGOS FLAGRAM BALEIA AMAMENTANDO FILHOTE NO HAVAÍ. 

Os pesquisadores queriam entender  como as fêmeas lidavam com os filhotes e acabaram gravando a mais linda das imagens: uma jubarte amamentando o filhote.

O momento íntimo foi feito com câmeras especiais colocadas nos próprios filhotes, o que permitiu que os pesquisadores medissem a velocidade do nado e momentos únicos desses mamíferos subaquáticos.

“Podemos realmente ver o que esses animais estão vendo, encontrando e experimentando. São imagens raras e únicas, o que nos permite quantificar esses eventos de amamentação que são tão importantes”, disse Lars Bejder, diretor do Programa de Pesquisa em Mamíferos Marinhos dos EUA.

O programa é da Universidade do Havaí, em colaboração com o Goldbogen Lab da Universidade de Stanford e o Friedlander Lab da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, nos Estados Unidos.

Como

A equipe usou um drone no projeto e gravou um clipe.

As câmeras colocadas nos mamíferos foram recuperadas via acompanhamento por satélite.

As imagens foram captadas em fevereiro e publicadas agora em abril.

As imagens extraordinárias fornecem aos pesquisadores novas informações sobre o comportamento de repouso de baleias e filhotes.

Cerca de 120 baleias foram estudadas, no total.

Migração

As baleias-jubarte migram para Maui, no Havaí, durante os meses de inverno no hemisfério norte, ou seja, entre dezembro e abril.

A cada ano, mais de dez mil desses animais se deslocam para aproveitar as águas mais rasas e quentes da região.

As jubartes podem chegar a 14 a 16 metros de comprimento e pesar até 45 toneladas.

Elas são encontradas em todo o mundo e algumas populações viajam até oito mil quilômetros de ambientes tropicais, onde se reproduzem, a ambientes mais frios, onde se alimentam. É por isso que é tão difícil estimar o tamanho dessas populações.

De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional americana (NOAA), de 14 populações conhecidas distintas, 12 possuem mais de dois mil animais cada, e duas tem menos do que isso.

Algumas podem ter até vinte mil animais, como as da Austrália. Essa é uma recuperação inacreditável após as mesmas populações quase serem erradicadas devido à caça, seis anos atrás.

Assista:

Veja o clipe feito com drone:

Com informações do Daily Mail

Fonte: Só Notícia Boa

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O PAQUISTÃO DÁ SHOW NO CUMPRIMENTO DOS OBJETIVOS CLIMÁTICOS DA ONU

PAQUISTÃO CUMPRE OS OBJETIVOS CLIMÁTICOS DA ONU UMA DÉCADA ANTES DO PRAZO FINAL NA CONTINUAÇÃO DO LEGADO ECONÔMICO VERDE

Para grande satisfação dos conservacionistas globais, no entanto, o Paquistão já cumpriu os critérios do ODS 13, que pede às nações que tomem medidas urgentes contra as mudanças climáticas e seus efeitos.

O Paquistão não é o país mais rico, mas tem um grande incentivo para enfrentar a crise climática, pois está classificado entre os países mais vulneráveis ​​aos efeitos climáticos e meteorológicos diretos da mudança climática global.

Malik Amin Islam, consultor do Premier em mudança climática, anunciou que no Relatório de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2020, o Paquistão havia cumprido o ODS 13 por meio da implementação de uma variedade de programas.

“Com a conquista do ODS 13 da Ação Climática, o Paquistão provou que está comprometido com os esforços globais contra o desafio das mudanças climáticas para proteger a vida no planeta Terra”, disse ele a repórteres.

DO PLANTIO DE ÁRVORES À ÁGUA LIMPA

As principais iniciativas que contribuíram para o cumprimento do ODS 13 pelo país incluem o Projeto Tsunami dos 10 Bilhões de Árvores – um projeto nacional lançado em 2015 pelo primeiro-ministro Imran Khan para reflorestar terras degradadas nas montanhas Hindu Kush, na província de Khyber Pakhtunkhwa, no norte.

Desde que o projeto foi relançado em abril, durante as paralisações do COVID-19, também ajudou a colocar milhares de trabalhadores paquistaneses recentemente desempregados de volta ao trabalho.

Outro programa pioneiro que contribuiu para o eco-sucesso do país foi o Índice Clean Green Pakistan , que classifica cidades e vilas com base na qualidade do tratamento e remoção de resíduos sólidos e líquidos, serviços de saneamento e água potável e parques e espaços verdes.

As comunidades que atingem as pontuações mais altas recebem uma recompensa em reconhecimento ao seu trabalho.

Neste artigo da IUCN, escrito pelo próprio Amin Islam, o conselheiro descreve outro dos pilares do progresso do Paquistão em direção ao ODS 13 – a Iniciativa de Áreas Protegidas – com uma citação do autor americano Henry David Thoreau: “ Na natureza é a preservação do mundo . ”

Explicando o valor inerente à preservação das áreas protegidas do Paquistão, Amin Islam escreve: “Esses refúgios protegidos da natureza também criam um mecanismo de retorno, criando espaços para recreação humana, promovendo o ecoturismo, gerando empregos verdes, melhorando a resiliência a desastres naturais, contribuindo para alimentos e água. segurança através da restauração do ecossistema e abordando questões como as mudanças climáticas, seqüestrando carbono ”.

A Iniciativa de Áreas Protegidas tem como objetivo encobrir os 15% do país que existe como santuários da vida selvagem e parques nacionais nos melhores planos de manejo ecológico e fundos de conservação da comunidade.

CLIMA: TUDO A GANHAR, TUDO A PERDER

De acordo com Germanwatch, um grupo de defesa do desenvolvimento sustentável que aconselha o relatório Climate Risk 2020, o Paquistão é o quinto país mais vulnerável a longo prazo a eventos climáticos extremos devido à sua posição geográfica e está entre os dez primeiros nos últimos 30 anos.

“Isso significa que a nossa economia está em perigo de catástrofes climáticas e isso não é apenas um desafio ambiental, mas também uma questão que afeta nossa economia, saúde humana, agricultura e ecossistema”, disse Amin Islam.

“Recorrer à energia renovável e a uma série de outras medidas que reduzirão as emissões e aumentarão os esforços de adaptação é um caminho fundamental a ser seguido como parte de uma ação climática viável”, acrescentou ele, de acordo com o The News Pakistan .

O primeiro-ministro Khan anunciou que as empresas de energia estavam retirando os planos de construir uma série de projetos de carvão importado de 2.740 megawatts, leiloados pelo governo anterior, girando em vez de zero para projetos hidrelétricos de carbono e indígenas com uma capacidade muito maior de 3.700 megawatts.

O Paquistão tem um produto interno bruto que, embora em alta, ainda soma apenas US $ 316 bilhões por ano.

Tendo em mente que o PIB não é a melhor medida de condições econômicas, isso é menos da metade da Lei de Autorização de Defesa Nacional dos EUA de US $ 740 bilhões recentemente aprovada em 2021.

O sucesso do Paquistão, em contraste com os recursos limitados, demonstra que nem sempre são as “superpotências” que lideram a cena mundial, mas os países que têm vontade e talento para fazer mudanças positivas.

Reproduzido com permissão da World at Large , um jornal on-line focado em viagens, assuntos externos, saúde e fitness e meio ambiente.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: NÃO É PECADO EXPLORAR AS NOSSAS FLORESTAS

POR QUE PROIBIR O BRASIL DE EXPLORAR SUAS FLORESTAS? – E O EXEMPLO SUECO

EM VEZ DE FAZER SENSACIONALISMO BARATO, TENTEMOS UMA ABORDAGEM MAIS RACIONAL

Com todos os olhos do mundo voltados para o Brasil nas últimas semanas, a histeria alcançou ápices inéditos.

Erroneamente caracterizada como “o coração do planeta” ou “o pulmão do mundo“, a vasta região amazônica foi exaustivamente noticiada pela mídia como estando sob um impiedoso ataque de incêndios criminosos feitos por homens que querem acabar com a floresta para abrir espaço para a agricultura e a pecuária.

Os oponentes do desmatamento afirmam que as queimadas são um ataque direto ao planeta e um ataque a uma floresta pura e imaculada, que é um patrimônio natural do mundo — além de também serem, é claro, um ataque genocida à população indígena do Brasil.

Para agravar, as queimadas também estariam submetendo todos os indivíduos do planeta a um duplo risco: de um lado, um enorme capturador e armazenador natural de carbono estaria sendo destruído; de outro, vastas quantidades de CO2 estariam sendo jogadas na atmosfera pelas queimadas, exacerbando as mudanças climáticas.

Ignorando os absurdos mais óbvios (Cristiano Ronaldo compartilhou fotos de uma queimada ocorrida no sul do Brasil em 2013; Madonna e Leonardo DiCaprio insuflaram seus milhões de seguidores a “tomarem uma atitude” utilizando fotos de incêndios ocorridos décadas atrás), políticos ao redor do mundo (com Emmanuel Macron utilizando uma foto de 1989condenaram o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirmando que sua política de “abrir a Amazônia” estimulou os incendiários.

Várias das afirmações melodramáticas também são incorretas ou falsas: tudo indica que os focos de incêndio ocorreram em campos já desmatados, e não estavam fora de controle; a Amazônia não é responsável por 20% do oxigênio do planeta (e nem mesmo por 6%); ao contrário, ela consome todo o oxigênio que produz; e a fumaça dos fogos da Amazônia não virou chuva negra em São Paulo, a 3.000 quilômetros de distância. De acordo com a BBC, os meteorologistas afirmam que os resíduos vieram de queimadas totalmente distintas, que estavam ocorrendo muito mais próximas da cidade.

Muitos dos explosivos números que estão sendo jogados para o público (de 35 a 80% mais ocorrências de queimadas em relação ao ano passado, um aumento de 15397388 ou 278 por cento no desmatamento total) estão tecnicamente corretos, mas altamente enganosos — o inevitável resultado de se ter jornalistas sensacionalistas sendo imprudentes com estatísticas oficiais e escolhendo arbitrariamente períodos de tempo que são mais convenientes para sua narrativa.

A enorme amplitude dos números citados acima já basta para mostrar que há algo de estatisticamente esquisito em como eles foram conseguidos. Logo, se você for às fontes oficiais e fizer uma análise mais sóbria irá descobrir que o número de incêndios, embora um tanto maior que o do ano passado, está em linha com os de 2016 e 2017 e também com a média de longo prazo. Mais ainda: os atuais são bem menores que os ocorridos em meados da década de 2000. (No gráfico abaixo, o ano de 2019 vai até agosto).

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Já as taxas de desmatamento apresentaram um ligeiro aumento nos últimos anos em determinados estados (Pará, Mato Grosso e Amazonas), mas o desmatamento na parte brasileira da floresta amazônica ficou essencialmente estável na última década – e caiu acentuadamente em um período de 30 anos.

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Em 2018, a área total da floresta amazônica que os brasileiros desmataram foi de 7.500 quilômetros quadrados (o que equivale 0,2% do total brasileiro da floresta amazônica). Isso dificilmente pode ser rotulado de “ecocídio“.

Um editorial do Wall Street Journal apresentou o sensato argumento de que os países ricos são mais eficazes que os mais pobres em proteger seu ambiente, ressaltando aquela obviedade que ambientalistas de esquerda se recusam a aceitar: “a riqueza aumenta as preocupação com as ‘mudanças climáticas, de modo que a solução é fazer com que todos sejam mais ricos“.

Logo, em vez de xingar chefes de governo, fazer sensacionalismo com notícias enganosas, ou prognosticar iminentes desastres ambientais, consideremos uma questão mais intrigante: quem sabe o Brasil não deveria queimar mais, em vez de menos, suas florestas?

O Brasil é um país comparativamente pobre (em termos per capita), e a região norte, onde está a floresta amazônica, é ainda mais pobre, com uma renda equivalente às de Albânia, Namíbia e Iraque — em contraste com os padrões de classe média emergente observados nos estados mais ao sul do país. No geral, a economia do Brasil depende de recursos naturais, sendo que mais da metade de suas exportaçõesé de matéria-prima.

Transformar uma floresta relativamente improdutiva em terras agrícolas e pecuárias relativamente mais produtivas iria melhorar substantivamente o padrão de vida de algumas das pessoas mais pobres do Brasil — com efeito, este é o principal motivo de elas estarem fazendo o que estão fazendo. Aliás, por que não podemos deixar as pessoas se aproveitarem de um grande ativo que está logo à sua porta, ativo esse que pode aditivar seu crescimento e sua transição para um padrão de vida melhor?

Proibir os pobres de melhorarem de vida utilizando ativos naturais em seu quintal é puro elitismo.

As lições da Suécia

Atualmente, poucas pessoas pensam na Suécia como um país em desenvolvimento exportador de matérias-primas. Suas infindáveis florestas de coníferas, em conjunto com as vizinhas norueguesas e finlandesas, se estendem até a imensidão do Ártico. Mesmo hoje, a Suécia é um país muito mais florestado que o Brasil, e pode oferecer algumas dicas sobre como exitosamente preservar e desenvolver suas florestas.

Na década de 1870, metade das exportações do país era madeira — uma fatia muito mais significativa que a do Brasil, que hoje possui uma mais diversificada indústria de matérias-primas —, e essas exportações de madeira representavam uma fatia do PIB bem maior do que a silvicultura e a agriculturarepresentam para o PIB do Brasil de hoje.

E o principal: desde o explosivo crescimento das indústrias de madeireira e serraria no final do século XIX, o volume de florestas suecas aumentou em pelo menos 80%. Hoje, somente 0,3% das florestas suecas permanecem intocadas e originais. E, ainda assim, ninguém em sã consciência diria que as atividades de exploração e corte de madeira — totalmente voltadas para o lucro e que exploraram 99,7% das florestas do país — foram um desastre ambiental para a península escandinava.

Eis o segredo: a imensa maioria das florestas da Suécia se tornou propriedade privada. Elas têm donos e são administradas por entes privados. Consequentemente, são sustentavelmente cultivadas. (Óbvio: se o dono destruir a floresta de maneira inconsequente, ele não terá como ter novos lucros futuros. Logo, sua preservação é crucial).

Somente 3% das florestas são propriedade do governo (outros 14% são geridos por uma empresa que tem o estado como seu principal acionista, sendo que ela é gerida como qualquer outro empreendimento em busca de lucro), e a maior parte delas está nas mãos do governo por terem sido classificadas como patrimônio nacional, estando localizadas em regiões montanhosas remotas e inacessíveis.

Com efeito, as florestas da Suécia cresceram tanto em tamanho quanto em volume à medida que o país enriqueceu e sua economia foi se expandindo para outras indústrias. Desde 1975, quando seu PIB per capita se assemelhava ao do Brasil de hoje, as taxas de reflorestamento líquido vêm se mantendo em torno de 3 a 4% ao ano. Surpresa nenhuma: quando você é dono de sua própria terra, você possui todos os incentivos para cuidar muito bem dela. Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo. Assim, você irá ceifar apenas um número limitado de árvores, pois não apenas terá de replantar todas as que ceifou, como também terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo ano.

Em contraste, aproximadamente 40% da floresta amazônica é protegida, estando entregue ou a tribos indígenas (terras demarcadas) ou sob o controle direto do estado. Aproximadamente 35% da região são fazendas particulares: uma parte é legalmente registrada e outra parte foi apossada por migrantes e ainda está no aguardo da regularização fundiária (um processo extremamente complexo e demorado). O restante, aproximadamente 25% da floresta amazônica, é totalmente devoluta e sem proprietário.

Qualquer um familiarizado com a obra de Hernando de Soto e seu livro O Mistério do Capital entende perfeitamente por que isso é um problema.

Pesquisadores especializados em Amazônia já entenderam esse básico há muito tempo. O professor Brian Robinson, da McGill University, e colegas da Universidade de Winconsin concluíram em uma meta-análise sobre florestas e desmatamento, feita há alguns anos, que “terras públicas parecem ser particularmente vulneráveis a ataques ambientais na América do Sul”. Dois pesquisadores brasileiros do departamento de economia da Universidade de Campinas concluíram o mesmo: “O desmatamento ocorre principalmente porque os direitos de propriedade não são claramente estabelecidos, e ocorre em terras direta ou indiretamente gerenciadas pelo estado”.

Conclusão

Fatos e realidade nunca foram o forte do movimento verde, o qual consistentemente opera com base em emoções, táticas que apelam ao medo, e hipóteses catastrofistas. Sim, há queimadas devastando partes da Amazônia. Sim, em algumas regiões desta imensa floresta tropical, as taxas de desmatamento aumentaram levemente após alguns anos de taxas impressionantemente baixas. No entanto, a histérica reação ambientalista que estamos testemunhando é, como sempre, incrivelmente exagerada.

Ao contrário do que dizem os ambientalistas, está longe de ser “algo óbvio” que explorar a floresta amazônica é uma má idéia. Por que seria? Com efeito, no atual estágio de desenvolvimento do país, seria bastante insensato proibir brasileiros de converter áreas da floresta em terra agrícola ou em terras de exploração de madeira. Noventa por cento do desmatamento mundial aconteceu antes de 1950, e, ao que tudo indica, a meta de desmatamento líquido zero, estipulada pelo World Wildlife Fund, será alcançada ano que vem.

Florestas podem ser replantadas, e, com efeito, elas sempre são — tão logo o país enriquece e sua agricultura se torna moderna e produtiva, necessitando de cada vez menos áreas para plantio. Se a famosa curva de Simon Kuznets possui alguma aplicação prática, então o desmatamento é um sério candidato para ela.

A história florestal sueca oferece algumas soluções que podem ser copiadas pelo Brasil. Iniciativa privada, com direitos de propriedade garantidos, gera indústria próspera com sustentabilidade de longo prazo. Sim, a resolução da questão amazônica é relativamente simples: defender a propriedade privada como meio de resolução dos problemas.

As florestas da Suécia mandam floreadas lembranças.

Fonte: Mises Brasil

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: OS OCEANOS PEDEM SOCORRO E O PLANETA TAMBÉM

MAR DE PLÁSTICO

A NOTÍCIA DE QUE A GRANDE MANCHA DE LIXO DO PACÍFICO JÁ OCUPA UMA ÁREA 16 VEZES MAIOR DO QUE SE ESTIMAVA AUMENTA A URGÊNCIA DE UMA SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DOS RESÍDUOS PLÁSTICOS, OS PRINCIPAIS POLUIDORES DOS MARES

Acúmulo de lixo plástico flutuando na costa norte de Honduras, em foto de Caroline Power: o problema é global
(Foto: Caroline Power Photography)

A vida moderna é inimaginável sem os plásticos. Eles estão em praticamente todos os produtos tecnológicos que caracterizam a civilização atual. A lista é infindável: computadores, celulares, televisões e até contêineres e assentos de privada, afora produtos descartáveis como talheres, pratos, canudos, garrafas, boias, cordas, embalagens, cotonetes e redes de pesca. Não há dúvida de que é um produto útil, durável e versátil. Mas também é incontestável que os plásticos são uma praga ambiental, que contamina todo tipo de ambiente na Terra. Apenas nos oceanos, estima-se que sejam despejados 8 milhões de toneladas de plástico a cada ano.

Foca capturada em rede de pesca (um dos principais itens dos resíduos plásticos) no atol de Kure, na região do Havaí (Foto: Nature Picture Library / Easypix Brasil)

Esse volume se espalha por todos os mares do planeta, com destaque para a chamada Grande Mancha de Lixo do Pacífico, localizada entre a costa oeste dos Estados Unidos e o Havaí. Essa “ilha” de entulhos está crescendo mais rapidamente que se previa. Uma pesquisa recente, publicada na revista científica “Scientific Reports”, constatou que ela tem cerca de 80 mil toneladas de plásticos descartados, em uma área de 1,6 milhão de quilômetros quadrados, um pouco maior que o estado do Amazonas (1.559.159km2) e quase duas vezes e meia o território da França (643.800km2). O estudo também concluiu que a mancha ocupa hoje uma área 16 vezes maior do que se estimava.

Montanha de lixo plástico em uma ilha das Maldivas, no Oceano Índico (Foto: Alison’s Adventures)
A pesquisa da Ocean Cleanup é considerada uma das maiores realizadas até hoje para avaliar a extensão da Grande Mancha de Lixo do Pacífico. Para fazer o trabalho, os pesquisadores contaram com o apoio de 30 navios, várias aeronaves e imagens tridimensionais obtidas do alto e na superfície. Além disso, 1,2 milhão de amostras foram coletadas. Desse total, selecionaram-se 50 itens com data de fabricação legível. Verificou-se que havia plástico de 1977, sete itens da década de 1980, 17 da década de 1990, 24 da década de 2000 e um de 2010.

FRAGMENTOS

A análise também revelou que os pedaços pequenos, que medem menos de meio centímetro, compõem a maior parte do 1,8 trilhão de peças que flutuam na mancha, embora respondam por apenas 8% da massa suspensa no mar. Em todos os oceanos do planeta, estima-se que esse número chegue a 5,25 trilhões, com um peso total de cerca de 290 mil toneladas. As redes de pesca descartadas são responsáveis por quase metade do peso dos resíduos.

Pilhas de pneus no leito oceânico da Grande Mancha de Lixo do Pacífico (Foto: Divulgação) 

Segundo a pesquisadora Daniela Gadens Zanetti, que faz pós-graduação em oceanografia com ênfase em microplásticos na Universidade Federal de Santa Catariana (UFSC), essas partículas estão presentes em todos os habitats marinhos, desde a superfície oceânica até o fundo do mar, e estão disponíveis para todos os níveis da cadeia alimentar, dos produtores primários aos superiores. “Um relatório de 2016 da Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 800 espécies marinhas e costeiras são afetadas pela ingestão desses plásticos”, diz. “Além disso, esses resíduos têm um efeito adverso nas indústrias de pesca, navegação e turismo. O relatório da ONU avalia o custo da poluição causada por detritos marinhos em US$ 13 bilhões.”
Para o professor Sandro Donnini Mancini, do Instituto de Ciência e Tecnologia de Sorocaba da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o problema do lixo de um modo geral é bem complexo e ainda sem solução. “Se mal conseguimos resolver o problema em cidades, imagine no mar”, afirma. “Apesar de todos os alertas, como a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, não creio que a situação esteja melhorando, embora tecnologias venham sendo desenvolvidas para tentar capturar e depois tirar o material dali. A imensidão do oceano torna isso bem difícil, quase um sonho mesmo. Mais do que em qualquer lugar, o ideal é não sujar os mares.”

Amostra de água da Grande Mancha de Lixo do Pacífico coletada pelo pesquisador Charles Moore,
que descobriu essa área do oceano em 1997 (Foto: Jonathan Alcorn, Bloomberg/Getty)
Mas os plásticos não são os únicos poluentes jogados ao mar. Como observa Sandra Tédde Santaella, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC), o problema vai bem além deles. “Eles são mais visíveis e por isso mais ‘lembrados’, incomodam mais e expõem a situação”, afirma. “Mas aos oceanos chegam vários tipos de resíduos com tempo de degradação muito elevado, como bitucas de cigarro, latas, fraldas descartáveis, vidro, entulho de construção civil, concreto, pneus, tecidos, entre outros.”

PRAIAS POLUÍDAS

Seja como for, os plástico compõem o grosso da poluição marítima. Um monitoramento que vem sendo realizado desde 2012, pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) em parceria com o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), associação que reúne entidades e empresas do setor, constatou que mais de 95% do lixo encontrado nas praias brasileiras é composto por itens feitos desse material.

Albatroz encontrado morto no atol de Midway, com o interior repleto de plástico (Foto: Dan Clark/USFWS/AP)

O levantamento foi feito em seis praias do estado de São Paulo (Ubatumirim, Boraceia, Itaguaré, Barra do Una, Jureia e Ilha Comprida), três da Bahia (Taquari, Jauá e Imbassaí) e três de Alagoas (Ipioca, Praia do Francês e do Toco). “No total foram realizadas seis coletas, inicialmente com intervalos de seis meses e, depois, de um ano”, conta o biólogo Alexander Turra, do IO-USP, coordenador do trabalho. “Dessas, as mais poluídas são Boraceia e Itaguaré, Praia do Francês e Taquari.” O monitoramento também mostrou que, em São Paulo, o maior volume de lixo se acumula nas dunas ou restingas e é proveniente das atividades de pesca. No Nordeste, o grosso do material é encontrado na areia seca e vem do turismo.
Diante desses resultados, não é de se estranhar que o Brasil ocupe a 16a posição no ranking dos países mais poluidores dos mares, segundo um estudo realizado por pesquisadores americanos e divulgado em 2015. Eles estimaram a quantidade de resíduos sólidos de origem terrestre que entram nos oceanos em países costeiros de todo o mundo. Aqui, todos os anos são lançados nas praias entre 70 mil e 190 mil toneladas de materiais plásticos descartados. Para Sandra, o Brasil é um grande poluidor porque não há educação, conscientização, sensibilização, legislação, orientação e punição no que diz respeito ao lançamento de resíduos no oceano. “Somos todos omissos e culpados, população e Estado”, conclui.

Arraia-manta nada perto de plástico no litoral da Indonésia (Foto:
Divulgação)

Mancini lista cinco condições para afirmar que o Brasil é um grande poluidor dos mares: economia razoavelmente forte; grande população; muita gente morando no litoral; muita troca internacional marítima e um péssimo gerenciamento de lixo de um modo geral. “Ainda falamos em ‘jogue o lixo no lixo’ e lutamos para acabar com os lixões”, afirma. “Não tem por que termos realidade e comportamento diferente quando falamos de poluição dos oceanos.”

DOMÍNIO CHINÊS

A mesma pesquisa de 2015 mostrou que a China, a Indonésia e as Filipinas são os países que mais poluem os oceanos, descartando até 3,5 milhões de toneladas de plásticos por ano. Elas também aparecem nos primeiros lugares de outro levantamento, realizado pela ONG americana Ocean Conservancy. Juntos com a Tailândia e o Vietnã, são responsáveis por 60% dos resíduos desse material encontrados nos mares do mundo.
Segundo Sandra, também é importante lembrar os danos que os resíduos sólidos causam à fauna marinha, pois muitos animais morrem enroscados em linhas, sacos e redes de pesca perdidas. “Ou então por ingestão de pedaços de lixo de diversos tamanhos que ficam no seu trato digestivo por muito tempo e lhes dão sensação de saciedade, levando-os à morte por inanição”, acrescenta. “Além disso, muitos ficam aprisionados nas embalagens, tambores, outros enroscam-se e ferem-se letalmente nos resíduos.”

Barreira coletora de plástico que a organização The Ocean Cleanup pretende usar na Grande Mancha de Lixo do Pacífico (Foto: Divulgação)

O mais grave é que a situação tende a piorar. Um relatório recente, divulgado pelo governo britânico, concluiu que até 2025 os oceanos do planeta estarão três vezes mais poluídos com plástico. Outro estudo, tornado público em 2016 no Fórum Econômico Mundial de Davos, afirmou que até 2050 os mares da Terra terão mais pedaços desse produto do que peixes. São materiais que levam pelo menos 450 anos para serem totalmente decompostos.
Para tentar mitigar a situação atual e evitar que ela piore, a Ocean Cleanup está desenvolvendo um sistema de grandes barreiras flutuantes com telas suba­quáticas com o objetivo de coletar cinco toneladas de lixo por mês a partir dos próximos anos. “O esforço pode ser inócuo, no entanto, diante de um aumento desenfreado da produção de plástico que, segundo pesquisas, pode triplicar na próxima década”, alertou Lebreton. “É preciso reduzir o desperdício, criar opções biodegradáveis alternativas e, principalmente, mudar a forma como usamos e descartamos os produtos feitos com esse material.”

DEPÓSITO DE DETRITOS

Descoberta na segunda metade da década de 1980, a Grande Mancha de Lixo do Pacífico está na área do Giro Pacífico Norte, um dos cinco maiores giros oceânicos do mundo, entre a costa ocidental dos Estados Unidos e o Havaí. A mancha acumula resíduos trazidos pelas correntes oceânicas.


Os detritos (plástico fragmentado, em sua maior parte) encontrados nessas águas calmas não são detectados em imagens de satélite por causa de sua baixa densidade: apenas quatro partículas por metro cúbico. Somente quem está em embarcações que se encontram na região consegue vê-los.


ESBOÇO DE AÇÃO

A comunidade internacional também está se mexendo para tentar resolver o problema do lixo nos oceanos. Em 2011, foi criado o Compromisso de Honolulu, para discutir a questão de resíduos nos mares em nível global. O documento é dirigido a governos, indústrias, organizações não governamentais (ONGs) e demais interessados. Seu objetivo principal é servir como instrumento de gestão para a redução da entrada de lixo nos oceanos e praias, bem como retirar o que já existe.
Um dos resultados concretos do Compromisso de Honolulu foi a assinatura da Declaração Global Conjunta da Indústria dos Plásticos, da qual a Plastivida é signatária. Para implementar no Brasil esse compromisso mundial, a associação, como uma das entidades representantes da cadeia produtiva dos plásticos no país, e o IO-USP assinaram o convênio em 2012. A meta é se capacitar e desenvolver estudos científicos para embasar as discussões no Brasil sobre a questão do lixo nos oceanos.

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: BATERIA DE SAL VAI TORNAR OS VEICULOS ELÉTRICOS MAIS BARATOS

Baterias mais modernas devem deixar carros elétricos mais baratos

Os carros elétricos fazem parte da rotina de pesquisadores brasileiros, debruçados em projetos que lidam, principalmente, com novas formas de abastecimento. Entre elas, a “bateria de sal”, testada na usina de Itaipu. Empreendimentos imobiliários já oferecem vaga com tomada para recarga de veículos elétricos. É o que você vai conhecer hoje, no segundo capítulo da série de reportagens “Carro: o futuro é elétrico”.

TERÇA, 07/08/2018, 06:00
Ecologia & Meio Ambiente

Ônibus elétrico transporta alunos na UFSC.Foto: Soninha Vill/ GIZ. (Crédito: )
Ônibus elétrico transporta alunos na UFSC.Foto: Soninha Vill/ GIZ.
Por Chico Prado (chico.prado@cbn.com.br)

O programador Vitor Ruiz, de 31 anos, comprou um apartamento ainda na planta, na Zona Sul de São Paulo. Os atrativos na hora de fechar o negócio foram os de um imóvel ecologicamente correto. Água de reúso, espaço para instalação de placas de energia solar e ponto de recarga para carro elétrico. Isso chamou a atenção do Vitor.
“Com certeza é uma possibilidade para poder comprar um carro elétrico no futuro. Só de pensar que eu não preciso adaptar nada no meu condomínio, na minha casa, para conseguir carregar ou ter que procurar um ponto externo, me faz cogitar realmente comprar um carro elétrico num futuro próximo. Eu não sei quanto custa um carro elétrico no Brasil. Eu sei que não é preço de carro de entrada.”
Não é barato.
Um carro elétrico ou híbrido, com dois motores, um deles movido a gasolina, tem preço inicial em torno de R$ 120 mil.
Em todo o Brasil, a frota de modelos 100% elétricos não passa de trezentas unidades.
As variáveis que formam o preço são muitas.
Uma delas é a bateria de lítio tubular, item fundamental mas que encarece ainda mais os carros e ocupa mais espaço.
O grafeno, uma das formas cristalinas do carbono, tem sido testado com a promessa de armazenar 45% a mais de energia que as tradicionais, com autonomia para até 250 quilômetros.
Na usina hidrelétrica de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai, o sal é a principal matéria prima de um protótipo de bateria desenvolvido há cerca de um ano, com testes previstos para o primeiro semestre de 2019.
O engenheiro coordenador da pesquisa, Márcio Massakiti, diz que o modelo será bem menor e mais barato.
“Cloreto de sódio, que é o sal de cozinha, e o níquel. Quimicamente é a mesma coisa, porém a geometria dela propícia uma redução de custo de duas a três vezes. Ou seja, vai custar metade ou um terço da célula tubular. Ela tem um formato de um disco de aproximadamente dez centímetros de diâmetro e uns dois centímetros de altura.”
Na Universidade Federal de Santa Catarina, a recarga de veículos elétricos é feita com placas solares.
É assim que há 12 anos um ônibus transporta alunos pelo campus.
Coordenado pelo engenheiro Ricardo Ruther, o projeto também testa, com bons resultados, o uso das placas para abastecer um carro elétrico.
“Não existe problema de área disponível no telhado de uma casa para receber essa nova demanda. No lugar onde você trabalha, por exemplo, no lugar onde você vai fazer compras, quando você vai ao cinema. Todas essas vagas de veículos poderiam ser cobertas com placas fotovoltaicas, gerando sombra para o carro, além de toda energia que o carro precisa, já que o carro passa mais de vinte horas por dia parado. E a área ocupada pelo carro é suficiente para você ter uma cobertura solar pra atender integralmente o consumo de energia desse carro.”
A recarga de carros elétricos tem sido alvo de experiências em rodovias brasileiras.
Na via Dutra, entre São Paulo e Rio, uma montadora e uma empresa de energia portuguesa inauguraram seis pontos de abastecimento, com distância máxima de 120 quilômetros entre cada um.
Os carros disponíveis hoje têm autonomia mínima de 160 quilômetros.
Outro projeto, uma parceria entre a usina de Itaipu e a Companhia Paranaense de Energia, prevê a instalação de dez eletropostos ao longo dos 700 quilômetros entre Paranaguá e Foz do Iguaçu.

Fonte:  CBN

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TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE: RESIDÊNCIAS SAUDÁVEIS E TECNOLÓGICAS

Empreendedorismo Sustentável

Residências saudáveis e tecnológicas

Incorporadora Zmart Hauz, baseada em São Paulo, conta com aporte de R$ 100 milhões de investidor japonês para se tornar referência no mercado de luxo consciente

Rosenildo Ferreira

Residências saudáveis e tecnológicas - ISTOÉ DINHEIRO

Nos últimos 40 anos, o empresário Nelson Tanaka, 71 anos, se dedicou a fortalecer a rota comercial Brasil-Japão. Especialmente no que se refere à disseminação de tecnologias destinadas ao lazer e ao bem-estar. Fez isso por meio da importação de aparelhos de TVs de tela grande, da marca Sharp, no início dos anos 2000, além de modernos purificadores de ar, cujos modelos portáteis podem ser usados até dentro de automóveis. “É ideal para quem dirige em ambientes poluídos como a cidade de São Paulo”, diz. “Desde que comecei a usá-los, meu nível de estresse tem ficado próximo de zero”.
O aumento da concorrência e a comoditização do setor de aparelhos eletrônicos de uso domésticos fez com que o Tanaka decidisse promover uma guinada no modelo de negócio, em 2012, migrando do segmento de importação de produtos para o ramo de construção civil. Foi aí que nasceu a incorporadora Zmart Hauz, especializada em imóveis de luxo. Nesta empreitada, ele se associou a nomes destacados do mercado, como o paulistano João Armentano, encarregados de projetar as mansões erguidas em bairros sofisticados da cidade de São Paulo.
A atuação de Tanaka despertou a atenção dos conterrâneos. Tanto que o negócio acabou entrando na mira de investidores de um grupo japonês, cujo nome não revela, que acaba de injetar o equivalente a R$ 100 milhões na incorporadora. Os recursos fizeram com que o empreendedor, mais uma vez, alterasse o foco do negócio. Em vez de apenas projetar residências de ato padrão, ele passou a apostar em casas inteligentes. “Acredito que, cada vez mais, as pessoas levarão em conta a qualidade de vida na hora de decidir consumir produtos e serviços”, argumenta. “E isso inclui a habitação”.
Dono de uma carteira de terrenos em pontos estratégicos de São Paulo, a Zart Hauz dispõe de três imóveis: dois já finalizados. Um deles, cotado em R$ 45 milhões, ainda é da safra antiga e por isso conta com equipamentos portáteis para as funções de purificação do ar, filtragem da água e controle térmico. Todos os itens são da marca Sharp. “Temos um contrato de exclusividade na importação”, conta.

Para poucos: ar puro, água filtrada e temperatura controlada, são alguns dos itens que compõe a Casa Saudável

Outro, em estágio final de construção, foi erguido com estas mesmas facilidades incorporadas à edificação. Neste caso, os equipamentos em versão maior serão embutidos nas paredes, no subsolo e no encanamento. De acordo com o empreendedor, a tecnologia embarcada nas Casas Saudáveis impacta entre 1% e 1,5% no custo total da construção, dependendo do tipo e do porte dos equipamentos e da construção.

Apesar de mirar o topo da pirâmide, o controlador da Zmart Hauz, acredita que este conceito tem tudo para se tornar acessíveis a um número maior de brasileiros. “Tudo depende do interesse do mercado. Quanto maior o volume de equipamentos que importamos, menor o preço de venda”, explica.
Além de ajudar na guinada do negócio, a entrada do investidor japonês incentivou Tanaka a mudar a gestão do negócio. Agora, os sócios júniores (os arquitetos Natalia Máximo e Vitor Yamamoto) controlam 10% da empresa, enquanto o empreendedor ficou com 90% do bolo ainda sob controle nacional. “Meu objetivo é que esta proporção se inverta no futuro”, diz. Desta forma, ele espera não apenas oxigenar a gestão, como também viabilizar a perenidade do negócio.
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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SE A RAÇA HUMANA DESAPARECESSE DA TERRA COMO FICARIA A NATUREZA?

Na coluna ECOLOGIA & MEIO AMBIENTE desta sexta-feira temos um artigo intrigante e ao mesmo tempo instigante, pois levanta um questionamento muito pertinente nos dias atuais, que todo ser humano devia levar a reflexão! Leia o artigo e tire suas conclusões!

Vitória da natureza: como seria a Terra sem os humanos

Ao trabalhar tão arduamente para dificultar sua sobrevivência no planeta, a humanidade inspira uma pergunta: o que aconteceria à Terra se nossa raça sumisse de repente daqui? As respostas de especialistas mostram que o mundo resistiria muito bem à mudança.

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Angkor Wat, no Camboja: a vegetação tomou conta da antiga capital do reino Khmer. Foto: Max Pixel

Equipe Planeta

Em tempos de aquecimento global e suas consequências – elevação do nível do mar, secas acentuadas de um lado, chuvas torrenciais de outro, furacões e tornados devastadores –, além de terremotos, erupções vulcânicas e alguns insanos ansiosos para apertar um gatilho nuclear, nada mais normal que as velhas profecias apocalípticas estejam de volta. Será o fim da humanidade? O fim do planeta? É difícil responder à primeira pergunta. Mas a segunda, com certeza, tem resposta – e ela é negativa.

Ninguém pode desprezar a incrível força regeneradora da natureza. Quem já viu um recife artificial se formar a partir dos restos de um navio afundado conhece bem esse poder. Se ervas brotam até mesmo numa fresta no asfalto, por que deixariam intocadas as construções humanas? As espetaculares construções de Palenque e Angkor Wat, por exemplo, foram encontradas em meio a densas florestas.

E se a raça humana subitamente desaparecesse da Terra? Em sua edição de fevereiro de 2005, a revista científica americana “Discover” especulou sobre o tema e, pelas projeções colhidas, o mundo continuaria repleto de vida, com uma vantagem adicional – seu mais problemático ocupante já não estaria por aqui brincando de deus incompetente.

Para começar, não haveria mais as emissões industriais (e de queimadas propositais) de dióxido de carbono. Esse gás levaria cerca de 200 anos para se dissipar. A camada de ozônio se recuperaria, reduzindo muito os efeitos nocivos dos raios ultravioleta.

Eventuais vazamentos de metais pesados e toxinas chegariam à natureza, e alguns deles poderiam exigir um milênio inteiro para se decompor. Enquanto isso, as represas e barragens ficariam assoreadas e transbordariam, permitindo que os rios voltassem a levar nutrientes para o mar, reduto da maior parte dos seres vivos. Seria, grosso modo, um retorno aos velhos tempos – e a Terra estaria pronta para outra etapa de sua vida.

Oásis entre as Coreias

Imaginar a superfície terrestre sem homens não é pura ficção. Alguns redutos isolados nos dão esse privilégio hoje. Um deles é a Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias. Antes da guerra que devastou a península coreana, esse território de cerca de 250 km de comprimento por 4 km de largura era ocupado há milênios por plantações de arroz.

Delimitada após o fim do conflito, em 1953, a área já mal apresenta vestígios dos arrozais. Entre os trechos pantanosos em que muitas plantações se transformaram despontam bandos de grous de cabeça vermelha, uma das espécies mais raras do planeta. Essas aves tocam o solo tão suavemente que nem ativam as inúmeras minas enterradas ali.

Um sumiço dos humanos ali não significaria uma imediata vitória da natureza. Antes disso, as represas que desviam rios para ajudar no abastecimento de água da região metropolitana de Seul (a capital sul-coreana) teriam de entrar em colapso.

Nesse intervalo entre 100 e 200 anos, porém, muita coisa aconteceria, imaginou o biólogo Edward Wilson, da Universidade Harvard. Segundo ele, ursos-negros asiáticos, lontras, almiscareiros e leopardos-de-amur voltariam a percorrer aquelas terras, então repletas de carvalhos e cerejeiras. Os tigres-siberianos, hoje restritos à fronteira entre a China e a Coreia do Norte, também se espalhariam pela área. “Poucas espécies de animais domesticados sobreviveriam depois de uns duzentos anos”, avaliou Wilson.

Predestinação

Outro relance da ausência humana no mundo é a Floresta Bialowieza, entre a Polônia e a Belarus (antiga Bielo-Rússia) – um resto da vastidão verde que já recobriu a Europa desde os Montes Urais, a leste, até o Canal da Mancha. Seus pouco mais de 200 mil hectares contêm carvalhos de meio milênio e freixos e tílias de mais de 40 metros, em meio a arbustos, samambaias, trepadeiras e fungos. Uivos de lobos e pios de corujas e pica-paus são ouvidos em meio à densa vegetação.

Floresta Bialowieza, na Polônia: praticamente intacta, apesar dos
esforços em contrário. Foto: Max Pixel
 

Ficar tanto tempo intacta é uma proeza notável neste planeta, mas a Floresta Bialowieza parece predestinada a isso. Ainda no século 14, um duque lituano declarou-a área de caça exclusiva para a família real. Quando os russos a tomaram, ela foi doada aos czares. Os alemães usaram a floresta para retirar madeira (e massacrar inimigos) durante a I Guerra Mundial, mas um núcleo permaneceu intocado e foi transformado em parque nacional polonês em 1921.

Os soviéticos recomeçaram a retirar madeira, mas, com a chegada dos nazistas, o marechal Hermann Goering, ambientalista fanático, protegeu a área de novo. Depois da II Guerra Mundial, um embriagado Josef Stálin teria aceito, em Varsóvia, conceder à Polônia 40% da floresta.

Destruição por água e plantas

O que aconteceria com o habitat preferido dos humanos – as grandes cidades – se eles sumissem? O modelo escolhido foi nada menos do que Nova York, a capital do mundo.

Segundo Jameel Ahmad, diretor do departamento de engenharia civil da Cooper Union College, os repetidos congelamentos e descongelamentos comuns em meses como março e novembro rachariam o cimento em cerca de dez anos, permitindo a infiltração da água. O tempo faria essas fendas se alargarem, favorecendo a irrupção de ervas. E, sem ninguém para controlar as árvores, raízes de ailanto (uma espécie que os nova-iorquinos trouxeram da China) invadiriam as calçadas e rachariam a rede de esgoto em cinco anos, afirmou Dennis Stevenson, curador do Jardim Botânico da cidade.

Animais cuja sobrevivência depende do homem desapareceriam em dez anos. As baratas, por exemplo, não resistiriam ao frio dos edifícios sem calefação, e os ratos, cujo alimento vem do lixo, virariam refeição para falcões e gaviões. Vegetais hoje comestíveis, como a cenoura, o brócolis, a couve-flor e o repolho, voltariam a suas irreconhecíveis formas originais.

As fendas no solo ampliariam muito um dos problemas já existentes em Nova York: a elevação do nível de água subterrânea. Assim como em São Paulo e outras metrópoles do mundo, o oceano de concreto e asfalto não deixa muito espaço para absorver essa água. Sem energia elétrica, as bombas de sucção que impedem inundações no metrô não funcionariam. Em consequência, as águas inundariam o solo sob o pavimento, o que originaria crateras nas ruas.

Fogo espalhado

Não é só isso. Se os esgotos forem destruídos, antigos cursos d’água reapareceriam e novos surgiriam, afirmou Eric Sanderson, membro da Bronx Zoo Wildlife Conservation Society. Com isso, em duas décadas as colunas de aço que sustentam a rua acima dos túneis de metrô do East Side ficariam encharcadas, sofreriam corrosão e deformariam.

Central Park, em Nova York: após 200 anos sem humanos, a grama estaria na altura do joelho. Foto: Max Pixel 

Steven Clemants, vice-presidente do Jardim Botânico do Brooklyn, também deu suas pinceladas no quadro. Após 200 anos sem humanos, observou, toneladas de folhas de carvalhos e plátanos recobririam as ruas da cidade. Qualquer relâmpago que caísse sobre a grama seca do Central Park – já na altura do joelho – poderia espalhar fogo por todo o município.

Como as pontes da cidade resistiriam por uns 300 anos, em duas décadas Nova York receberia grandes contingentes de coiotes, seguidos por veados, ursos e lobos. Nos cursos d’água, sapos, arenques e mexilhões marcariam presença.

Ainda não se sabe ao certo quanto tempo os animais e vegetais resistiriam a materiais tóxicos. Sem ninguém para cuidar de lugares como a usina nuclear de Indian Point, cerca de 50 quilômetros ao norte de Times Square, imagina-se que a radiatividade vazaria após 50 anos e contaminaria o rio Hudson por pelo menos 10 milênios. Enquanto isso, os prédios erigidos com pedras – as construções mais resistentes – estariam ficando em ruínas.

O toque final estaria por conta de uma glaciação, que, como as outras três que atingiram Nova York, varreriam os resíduos da cidade. Quando o gelo recuasse, haveria uma incomum concentração de metais avermelhados, restos de fiação e encanamentos. O futuro dominador das terras poderia explorar essas reservas, mas não teria ideia de como elas surgiram ali. Pena: se soubesse, provavelmente não repetiria a trajetória catastrófica daqueles antigos humanos.

QUADRO

O último reduto da vida selvagem

Para vários cientistas, a responsabilidade humana vai muito além dos males derivados da Revolução Industrial. “Quando o homem deixou a África e a Ásia e chegou a outras partes do mundo, foi o caos”, afirmou o paleoecologista Paul Martin, da Universidade do Arizona. Para ele, a humanidade está por trás do grosso das extinções em massa de seu período, porque elas começaram em todos os lugares com a chegada de nossos antepassados: na Austrália, há 60 mil anos; nas Américas, há uns 15 mil anos; no Caribe, há 6 mil anos; e em Madagascar, há 2 mil anos.

Só os oceanos continuam relativamente a salvo da capacidade de destruição humana, simplesmente porque o homem pré-histórico não era capaz de caçar grandes animais marinhos. Até a época de Colombo, por exemplo, pelo menos 12 espécies oceânicas eram maiores do que a maior nau de sua frota, afirmou o paleoecologista marinho Jeremy Jackson, do Smithsonian Tropical Research Institute, no Panamá.

Mesmo que o atual estrago nos oceanos seja significativo – haja vista a agonia dos recifes de coral e o quase colapso enfrentado pela indústria da pesca do bacalhau –, a situação não é tão dramática quanto a da terra firme, considerou Jackson. “A grande maioria das espécies marinhas está profundamente exaurida, mas ainda existe”, afirmou. “Se as pessoas realmente fossem embora, a maioria delas se recuperaria.”

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UMA TURBINA EÓLICA QUE PODE SER RECONSTRUÍDA À MEDIDA QUE ENVELHECE É A NOVIDADE DA GE

Na medida que a tecnologia avança as novidades em termos de preservação do meio ambiente ficam mais espetaculares. Desta vez a General Eletric inovou produzindo a primeira turbina eólica 100% reciclável que quanto mais envelhece melhor fica de ser reconstruída. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível invenção!

General Electric produz sua primeira turbina eólica 100% reciclável que pode ser reconstruída à medida que envelhece

A produção do primeiro protótipo de pá de turbina eólica 100% reciclável acaba de ser apresentada.

A lâmina de 62 m (203 pés) foi feita com resina Elium da Arkema, que é uma resina termoplástica conhecida por suas propriedades recicláveis.

Lançado em setembro de 2020, o projeto Zero waste Blade ReseArch (ZEBRA) é uma parceria única liderada pelo centro de pesquisa francês IRT Jules Verne e reúne empresas industriais como Arkema, CANOE, Engie, LM Wind Power, Owens Corning e SUEZ. Seu objetivo é demonstrar a relevância técnica, econômica e ambiental das pás de turbinas eólicas termoplásticas em escala real, com uma abordagem de design ecológico para facilitar a reciclagem.

Dentro do projeto, a LM Wind Power projetou e construiu a maior pá termoplástica do mundo em sua planta de Ponferrada na Espanha. Este marco é alcançado após um ano de desenvolvimento de materiais e testes apoiados por testes de processo em nível de subcomponentes pelos parceiros do consórcio.

A resina termoplástica líquida é perfeitamente adaptada para a fabricação de grandes peças por infusão de resina, combinada com tecidos de alta performance da Owens Corning. O material composto resultante está oferecendo desempenhos semelhantes às resinas termofixas, mas com um benefício exclusivo: reciclabilidade.

Os componentes compostos à base de Elium podem ser reciclados usando um método avançado chamado reciclagem química que permite despolimerizar totalmente a resina, separar a fibra da resina e recuperar uma nova resina virgem e vidro de alto módulo pronto para ser reutilizado, fechando o ciclo.

Este método, desenvolvido pela Arkema e parceiros CANOE, é testado em todas as peças compostas, incluindo resíduos gerados na produção. A Owens Corning também é responsável por encontrar soluções para a reciclagem de fibra de vidro por meio de refusão ou reutilização em várias aplicações.

Além de testes de materiais e testes de processos, as empresas também avançaram no desenvolvimento e otimização do processo de fabricação por meio da automação, para reduzir o consumo de energia e os desperdícios da produção.

A LM Wind Power começará agora o teste de vida útil estrutural em escala real em seu Centro de Teste e Validação na Dinamarca, para verificar o desempenho do material composto usado na fabricação da pá e sua viabilidade para produção sustentável futura de pás. Uma vez concluídos esses testes, os métodos de reciclagem de fim de vida também serão validados.

Os próximos passos são a reciclagem dos resíduos da produção, a desmontagem e reciclagem desta primeira lâmina e a análise dos resultados dos testes. Até o final do projeto, em 2023, o consórcio terá cumprido o desafio de trazer o setor de energia eólica para o ciclo da economia circular de forma sustentável, de acordo com os princípios do ecodesign.

“A fabricação desta primeira pá é um grande sucesso para todo o consórcio e para a indústria eólica em geral”, disse Céline Largeau, Gerente de Projetos do IRT Júlio Verne. Isso é uma boa notícia mesmo.

Fonte: General Electric

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: GOVERNO BRITÂNICO CONSEGUE EXTRAIR OURO DE LIXO ELETRÔNICO

São ideias simples e revolucionárias como a da  Casa da Moeda Real do Reino Unido, que está analisando o mercado de metais preciosos para oferecer soluções de investimento mais verdes, desenvolvendo um ETF de ouro 100% reciclado e construindo uma fábrica no País de Gales para extrair ouro do lixo eletrônico. Convido você a ler  o artigo completo a seguir para conhecer essa inédita iniciativa do governo britânico.

A Casa da Moeda Real da Grã-Bretanha está recuperando ouro do excedente e do lixo eletrônico – Reciclagem para fazer metais preciosos para investidores verdes

 

Desde investir em empresas públicas de energia solar até literalmente comprar ações de programas de compensação de carbono no mercado de carbono, há muitas maneiras de tentar garantir que o verde permaneça verde.

A Casa da Moeda Real do Reino Unido está analisando o mercado de metais preciosos para oferecer soluções de investimento mais verdes, desenvolvendo um ETF de ouro 100% reciclado e construindo uma fábrica no País de Gales para extrair ouro do lixo eletrônico.

Em parceria com o Quintet Private Bank, o Royal Mint está lançando um ETF de commodities de ouro físico na Bolsa de Valores de Londres sob o código RMAU. Este fundo representará cotas de barras feitas inteiramente de ouro excedente usado no processo de cunhagem, e não ouro extraído de zonas de conflito ou por mineração extrativa com emissões pesadas.

É impossível saber se uma barra ou moeda possuída hoje veio da mineração ou de uma fonte reciclada, e normalmente esse ouro excedente seria vendido a terceiros para produzir coisas como placas de circuito ou outros componentes elétricos. Agora, no entanto, a Casa da Moeda está garantindo que todo o peso e ações da RMAU sejam provenientes de ouro reciclado.

Com lançamento nas bolsas de valores italianas, francesas e alemãs, atualmente não há planos para introduzi-lo nas bolsas americanas e, portanto, um corretor internacional seria necessário para comprá-lo dos Estados Unidos.

O lixo de um homem…

Por pelo menos 4.000 anos, as pessoas viram o valor de basear os sistemas de câmbio em torno do ouro. Ele permite que uma grande quantidade de valor seja armazenada em um objeto muito pequeno, e antigos ferreiros descobriram que era flexível, nunca poderia ser contaminado com metais menores e poderia ser facilmente derretido e reutilizado.

Hoje em dia, o ouro é usado extensivamente não apenas em joias, mas na aeronáutica, astronáutica, odontologia, engenharia de áudio e indústria eletrônica.

Talvez o menos debatido de todos os perigos ambientais, o lixo eletrônico não reciclável de longa duração está se acumulando em todo o mundo a taxas alarmantes: 1,6 milhão de toneladas por ano só na Grã-Bretanha e 50 milhões de toneladas em todo o mundo entre os países que podem rastrear essas coisas.

Placas de circuito existem na maioria dos dispositivos de ordem superior, como laptops e smartphones, e usam ouro como isolante e condutor de componentes sensíveis. É este ouro que fará parte da estratégia de sustentabilidade da Royal Mint daqui para frente.

A Casa da Moeda está usando uma nova química patenteada – criada pela Excir , sediada no Canadá – para recuperar ouro dentro das placas de circuito de laptops e telefones celulares.

“Estimamos que 99% das placas de circuito do Reino Unido são atualmente enviadas para o exterior para serem processadas em altas temperaturas em fundições”, disse Sean Millard, diretor de crescimento da The Royal Mint. “À medida que o volume de lixo eletrônico aumenta a cada ano, esse problema só tende a aumentar.”

“Esta abordagem é revolucionária e oferece um enorme potencial para reutilizar os preciosos recursos do nosso planeta, reduzir a pegada ambiental do lixo eletrônico e criar novos empregos.”

A química exclusiva é capaz de recuperar mais de 99% dos metais preciosos contidos no lixo eletrônico – visando seletivamente o metal em segundos. No entanto, é biodegradável e tem um impacto insignificante no meio ambiente.

A construção no sul do País de Gales está em andamento, e a fábrica estará em funcionamento em 2023 e será capaz de processar 90 toneladas de placas de circuito enquanto produz centenas de quilos de ouro. A GNN entende que não há planos atualmente para o uso do ouro recuperado.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O CICLO DA ÁGUA ESTÁ ALTERANDO MAIS RÁPIDO POR CAUSA DO AQUECIMENTO GLOBAL

Por causa do aquecimento global o ciclo da água está alterando mais rápido do que se imaginava, ou seja, as regiões secas estão ficando mais secas e as regiões mais chuvosas estão recebendo mais inundações. O artigo a seguir explica como e porque isso está acontecendo. Leia e se atualize.

REDAÇÃO GALILEU

 ATUALIZADO EM 

Aquecimento global está alterando ciclo da água mais rápido que o esperado (Foto: Vlad Chețan/Pexels)Aquecimento global está alterando ciclo da água mais rápido que o esperado (Foto: Vlad Chețan/Pexels)

Uma pesquisa publicada em fevereiro na Nature indica que a alteração do ciclo da água está evoluindo mais rápido que o esperado. Com intuito de monitorar esse fenômeno, estudiosos da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW), na Austrália, escolheram observar um conjunto de dados históricos sobre as áreas com maior quantidade de água salgada do globo.

O ciclo da água é muito importante para nossa sobrevivência e para nosso planeta, já que ele é responsável por transportar, em forma de chuva, a água doce do oceano para o solo, fertilizando-o. Contudo, por conta do aumento da temperatura global, esse ciclo pode desencadear consequências severas para o meio ambiente. Uma delas é que as altas temperaturas fazem a chuva se mover de regiões secas para regiões úmidas.

Isso ocasiona, por exemplo, a falta de chuva em locais secos e a abundância de preciptação em locais suscetíveis a inundações e outros desastres hídricos. “O ciclo da água leva essa água doce para regiões mais frias onde cai como chuva”, explica Jan Zika, coautor do estudo e professor associado do UNSW.

Para entender melhor o impacto dessas altas temperaturas no ciclo da água, os estudiosos averiguaram três conjuntos de dados históricos sobre o sal presente na água entre 1970 e 2014. A escolha de colher essas informações se dá pelo fato de que, em áreas mais quentes, a água doce é preciptada e a salgada é deixada no oceano.

Acompanhamento da migração de afloramentos para o norte de superfícies de temperatura fixa e percentil de temperatura. (Foto: Nature)

Acompanhamento da migração de afloramentos para o norte de superfícies de temperatura fixa e percentil de temperatura. (Foto: Nature)

Após a análise dos dados, os estudiosos estimam que um acréscimo de 46 mil a 77 mil quilômetros cúbicos de água doce foram transportados da linha do Equador para os pólos, cerca de 123 vezes a quantidade de água no porto de Sidney. Esse número é entre três a quatro vezes maior do que o esperado e estimado por modelos climáticos atuais.

Ao comparar os resultados com 20 modelos climáticos existentes sobre o assunto, os pesquisadores concluíram que esses protótipos subestimaram a real mudança na transferência de água doce quente e fria causada pelas altas temperaturas.

“Cada nova geração de modelagem adapta modelos anteriores com dados reais, encontrando áreas que podemos melhorar em modelos futuros. Esta é uma evolução natural na modelagem climática”, explica o coautor Taimoor Sohail. Para os cientistas, o estudo publicado na Nature pode ajudar projeções e pesquisas futuras sobre o assunto.

Fonte: Revista Galileu

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UMA PESQUISA REVELA O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA AMBIENTAL NOS BRITÂNICOS

Uma pesquisa encomendada pela marca de limpeza doméstica Ecover para marcar o lançamento da Ecover Refilry – um posto de gasolina reutilizado que combate o desperdício de plástico com recargas, concluiu que dois terços dos britânicos admitem amar o impulso de humor que recebem ao fazer algo ambientalmente consciente. É o despertar da consciência ambiental dando bons frutos. Leia o artigo completo a seguir e saiba dos detalhes dessa abrangente pesquisa.

Dois terços dos britânicos adoram o impulso de humor que obtêm ao fazer algo ecologicamente correto

Dois terços dos britânicos admitem amar o impulso de humor que recebem ao fazer algo ambientalmente consciente, de acordo com uma nova pesquisa.

Uma pesquisa com 2.000 adultos descobriu que eles se orgulham ao comprar produtos que reduzem seu impacto no meio ambiente e ao lavar banheiras para reutilizá-las – além de descartar resíduos de alimentos em sua própria caixa de compostagem.

Metade também fica excitada ao levar uma ‘bolsa para a vida’ para as lojas com eles, enquanto os espíritos são elevados para um em cada três ao abandonar os lenços descartáveis ​​​​em favor dos reutilizáveis.

E dois em cada cinco estão fazendo mais esforços para visitar lojas de lixo zero para reabastecer garrafas e potes velhos com produtos, em vez de comprá-los em embalagens.

A pesquisa foi encomendada pela marca de limpeza doméstica Ecover para marcar o lançamento da Ecover Refilry – um posto de gasolina reutilizado que combate o desperdício de plástico com recargas.

Tom Domen, diretor global de inovação de longo prazo da Ecover, disse: “Uma pequena mudança pode fazer uma grande diferença.

“O simples ato de reabastecer uma garrafa plástica pode fazer você se sentir bem, além de reduzir a quantidade de resíduos plásticos enviados para aterros sanitários.

“É por isso que pedimos que você escolha reutilizar e aderir à ‘recarga’, optando por produtos domésticos recarregáveis ​​e reutilizáveis, onde você pode usar a embalagem repetidamente.”

A pesquisa também descobriu que 41% acham que o governo deveria fazer mais para tornar o reabastecimento tão acessível quanto a reciclagem.

E um em cada cinco quer fazer do reabastecimento de seus produtos e despensas uma prioridade para o próximo ano.

Na verdade, mais da metade (53%) usaria mais lojas de ‘recarga’ se tivessem uma mais perto de casa, enquanto mais estações de recarga em supermercados convencionais tornariam 62% mais propensos a reutilizar em vez de reciclar.

Mas milhões de britânicos já estão fazendo trocas valiosas – incluindo reabastecimento de garrafas de água, copos de café reutilizáveis ​​e optando por sacolas reutilizáveis.

Tom Domen, da Ecover, acrescentou: “As estações de reabastecimento estão se tornando cada vez mais comuns em todo o país, e uma simples pesquisa lhe dirá onde está sua loja local.

“Até o final de 2022, nosso objetivo é ajudar as pessoas a reabastecer suas garrafas Ecover mais de três milhões de vezes no Reino Unido – o que seria o equivalente a uma recarga a cada 10 segundos.

“Lembre-se de que o plástico pode durar uma vida inteira, então vamos todos colocá-lo em prática.”

A Ecover Reillery estará aberta ao público por dois dias: 23 de março (10h às 19h) e 24 de março (9h às 19h), na 69 Borough Road, em Londres.

20 PRINCIPAIS ATIVIDADES AMIGÁVEIS DO MEIO AMBIENTE PARA COLOCAR OS BRITÂNICOS DE BOM HUMOR:

1. Levar uma sacola reutilizável para fazer compras
2. Desligar as luzes quando não estiver em uso
3. Reutilizar restos de comida
4. Lavar os recipientes de plástico e reciclá-los
5. Desligar as coisas na tomada quando não estiver em uso
6. Usar uma garrafa de água reutilizável
7 . Desligar o aquecimento / usar o aquecimento com menos frequência
8. Lavar embalagens / garrafas plásticas para reutilizá-las
9. Andar de bicicleta ou caminhar em vez de dirigir em algum lugar
10. Lavar roupas a 30 graus
11. Usar um recipiente de comida em vez de filme plástico ou papel alumínio
12 . Usar panos reutilizáveis ​​em vez de lenços descartáveis
​​13. Comer menos carne
14. Lavar as roupas com menos frequência
15. Descartar os restos de comida em compostagem
16. Reciclagem ou reparo de itens e roupas para dar-lhes uma segunda vida
17. Comprar frutas e/ou vegetais sem embalagens plásticas
18. Comprar itens de segunda mão
19. Comprar produtos ecológicos
20. Colocar restos de comida em uma caixa de compostagem

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: A CALIFÓRNIA RESOLVEU ELIMINAR OS MICROPLASTICOS DO SEU OCEANO

A Califórnia está desenvolvendo um plano de gerenciamento e repressão de microplásticos que poluem o oceano. Os plásticos se decompõem em ambientes aquáticos em pedaços de tamanho cada vez menor, com menos de 5 mm de tamanho conhecidos como “microplásticos”, que podem prejudicar a vida oceânica porque são facilmente ingeridos. “O gerenciamento preventivo da poluição por microplásticos e a redução da fonte upstream são a resposta mais eficaz a esta crise.” Leia o artigo completo a seguir e conheça como funciona esse plano estratégico.

Autoridades da Califórnia aprovam plano para reprimir microplásticos que poluem o oceano

A Califórnia está se preparando para enfrentar o flagelo generalizado dos microplásticos no oceano desde 2018. Agora, um painel estadual adotou um plano.

O Conselho de Proteção do Oceano da Califórnia aprovou o que chama de “a primeira estratégia abrangente de microplásticos do país”.

A Estratégia Estadual de Microplásticos identifica ações iniciais e prioridades de pesquisa que reduzirão a poluição.

Com o tempo, os plásticos se decompõem em ambientes aquáticos em pedaços de tamanho cada vez menor, com menos de 5 mm de tamanho conhecidos como “microplásticos”, que podem prejudicar a vida oceânica porque são facilmente ingeridos.

O Conselho diz que pneus e roupas de estrada, têxteis sintéticos e utensílios de plástico descartáveis ​​estão entre as principais fontes.

“O gerenciamento preventivo da poluição por microplásticos e a redução da fonte upstream são a resposta mais eficaz a esta crise.”

“Devemos agir, e esta estratégia nos mostra como”, disse o secretário de Recursos Naturais da Califórnia, Wade Crowfoot. “Ao reduzir a poluição em sua fonte, protegemos a saúde de nossos rios, pântanos e oceanos e protegemos todas as pessoas e a natureza que dependem dessas águas.”

Estratégia de 37 páginas fornece um roteiro de vários anos para a Califórnia assumir um papel de liderança nacional e global no gerenciamento da poluição por microplásticos, utilizando uma abordagem de duas vias para gerenciar a poluição por microplásticos.

A primeira faixa lista 22 ações imediatas “sem arrependimentos” e soluções multibenefícios para reduzir e gerenciar a poluição microplástica, incluindo intervenções em rotas específicas, como escoamento de águas pluviais e tratamento de águas residuais.

Para evitar a poluição em sua fonte, seu plano é eliminar produtos e materiais específicos por meio de incentivos financeiros ou incentivar a inovação ou alternativas de produtos. Outras opções são identificar fontes e projetos alternativos, melhorar a redução de resíduos ou instituir “quando necessário, proibições de produtos e materiais”.

“Algumas soluções, como projetos de infiltração de águas pluviais e melhor cumprimento das proibições de descarga de nurdles, podem reduzir os microplásticos imediatamente”, disse o Diretor Executivo do Conselho, Mark Gold.

Mas Gold também pediu uma melhor liderança da indústria têxtil e dos fabricantes de pneus para “produzir produtos de consumo que não aumentem o problema crescente”.

O Legislativo da Califórnia reconheceu a necessidade de um plano abrangente para enfrentar esse desafio ambiental em 2018, com a adoção do Senado Bill 1263, exigindo que o California Ocean Protection Council (OPC) adote uma estratégia de pesquisa em todo o estado e identifique ações iniciais para reduzir a poluição por microplásticos em ambiente marinho da Califórnia.

O plano foi então lançado para um período de comentários públicos de um mês, que terminou em 21 de janeiro.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: BACTÉRIA QUE COME CO2 PROMETE SER UMA BENÇÃO PARA A INDÚSTRIA DE EMISSÕES PESADAS

Um extraordinária novidade vindo da engenharia química com relação a redução de CO2 na atmosfera terrestre é o destaque desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Michael Jewett, químico da Northwestern University juntamente com seu colegas encontraram cepas anteriores de bactérias utilizadas industrialmente para projetar uma cepa individual de closridídio autoethanogenum,  um tipo de criatura bacteriana chamada acetogênio que se alimenta de acetato através da fermentação. Essa bactéria come CO2 e libera acetona e isopropanol. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível descoberta científica que promete ser uma bênção para a indústria de emissões pesadas.

Cientistas criam bactérias para comer CO2 e liberar acetona e isopropil valiosos que são carbono-negativos

Os cientistas descobriram uma maneira de engenharia genética de bactérias que consumirão óxido de carbono e dióxido de carbono antes de convertê-los em dois produtos químicos amplamente utilizados, acetona e isopropanol, tornando todo o processo negativo em carbono.

Usado em uma ampla variedade de produtos, de desinfetante para as mãos a lâmpadas, e quase sempre feito de combustíveis fósseis virgens, o mercado global de acetona e isopropanol é de mais de US$ 10 bilhões, com a acetona produzindo duas toneladas métricas de CO2 por tonelada de acetona . As bactérias que os cientistas removeram chegaram a 1,78 kg de emissões da atmosfera por kg de acetona produzida e 1,17 kg de emissões por kg de isopropanol.

Michael Jewett, químico da Northwestern University, fez parceria com a grande empresa de bioetanol LanzaTech para ser pioneira neste novo método de síntese química verde.

Ele e seus colegas encontraram cepas anteriores de bactérias utilizadas industrialmente para projetar uma cepa individual de closridídio autoethanogenum,  um tipo de criatura bacteriana chamada acetogênio que se alimenta de acetato através da fermentação.

Ao final de seu trabalho, eles criaram um acetogênio que consumia emissões industriais como o CO2, convertendo-o em acetona ou isopropanol com alta eficiência de cerca de 3 gramas por litro por hora, quase sem subprodutos alternativos.

O uso de bactérias para fermentar açúcares é um método de produção comum e menos intensivo em carbono para o etanol. Os pesquisadores pegaram suas cepas únicas de bactérias produtoras de acetona e isopropanol e trabalharam com a instalação de produção de etanol da LanzaTech para testar se sua ideia poderia funcionar no mundo real.

Um novo caminho

“Nossa visão para comercialização é transformar instalações de fermentação de gás produtoras de etanol estabelecidas que a LanzaTech já opera em plantas de produção flexíveis de produtos”, disse Jewett à GNN por e-mail.

“Especificamente, a LanzaTech já está operando com sucesso duas plantas comerciais convertendo as emissões da indústria pesada em etanol, com mais de 30 milhões de galões de etanol produzidos e mais de 150.000 toneladas de CO2 evitadas.”

“Ao trocar o micróbio produtor de etanol atualmente implantado em nossas instalações comerciais de fermentação a gás por um novo micróbio programado para produção de acetona ou propanol, podemos aumentar instantaneamente a gama de produtos que uma instalação individual pode fabricar. Essa flexibilidade do produto permitirá que os operadores da planta tomem decisões baseadas no mercado sobre quais produtos focar a qualquer momento”, disse Jewett.

Isso é particularmente relevante por dois motivos. A primeira é que, como esses produtos químicos são usados ​​na fabricação de tintas, removedor de esmaltes, vernizes, suplementos de cetona, resinas, epóxis, diluentes, terpenos, limpadores de lentes, esponjas desinfetantes, álcool isopropílico, aditivos para combustíveis e nos processos de triagem para tumores de linfonodos e extração de DNA, a demanda do mercado pode mudar rapidamente. Um exemplo perfeito disso foi o uso de desinfetante para as mãos em muitos países durante a primeira onda do COVID-19.

Em segundo lugar, a flexibilidade oferecida pela fermentação permite o uso da mesma infraestrutura de biorreator para múltiplas conversões – por exemplo, etanol, acetona e isopropanol – e se destaca como um benefício chave em relação à fabricação química tradicional, onde as plantas são tipicamente construídas especificamente para um único processo de conversão , o que significa que as empresas podem economizar os milhões normalmente gastos na construção de novas fábricas para novos produtos químicos.

É o material dos sonhos da engenharia química, e o trabalho de Jewett promete ser uma bênção para a indústria de emissões pesadas.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: A CIDADE DE HAMBURGO, NA ALEMANHA, ESTÁ CRIANDO O HÁBITO DE REUTILIZAR MERCADORIAS QUE ANTES ERAM DESCARTADAS EM ATERROS SANITÁRIOS

Uma nova mentalidade começa a prosperar na cidade de Hamburgo, na Alemanha. Móveis, utensílios, equipamentos e eletrodomésticos residenciais e de escritórios que há décadas eram descartados, ainda em condições de uso passaram a ser reformados e/ou consertados e até retirados de lixões com essa finalidade para serem reutilizados. O artigo a seguir conta como isso está sendo feito!

Cidade alemã desvia mercadorias de aterros sanitários, conserta-as e depois vende para reutilização em ‘loja de departamentos para reutilização’

Não é todo dia que um departamento municipal de resíduos passa mais tempo pensando em salvar coisas do que em descartá-las. Em Hamburgo, na Alemanha, no entanto, há dinheiro a ser ganho no mercado de segunda mão, e quem melhor para capitalizar isso do que as pessoas que transportam o lixo da cidade?

Stilbruch é a “IKEA de bens usados” e todos os dias, coletas de particulares – ou de coletores de lixo em suas rotas – trazem bens que serão limpos, consertados e revendidos para apoiar uma economia mais circular no segunda maior cidade do país.

Cerca de 400.000 objetos são processados ​​em dois armazéns cavernosos gigantes todos os anos; tudo, desde ursinhos de pelúcia usados ​​até laptops e balcões de cozinha reformados.

Lançado em 2001 como uma iniciativa do departamento de saneamento, o Stilbruch passou de um funcionário em tempo integral para 70, e de uma orientação em grande parte sem fins lucrativos para trazer de € 300.000 a € 500.000 (US$ 330.000 a US$ 550.000) por ano em lucro .

“Essas coisas são úteis. Eles realmente não são lixo”, disse Roman Hottgenroth, gerente de operações da Stilbruch, à The Progress Network . “Usado é o novo sexy… Estamos tentando acabar com a cultura descartável e o desperdício. Há muito valor no que tratamos como lixo.”

A Stilbruch contrata técnicos e artesãos que garantem que todos os móveis usados ​​recebam um embelezamento completo e todos os eletrônicos possam ser vendidos com garantia de 1 ano.

O armazém faz parte de um movimento mais amplo da UE para tentar reduzir todos os fluxos de resíduos, mas especialmente móveis e eletrônicos. O principal desses esforços é restaurar o “ direito de consertar ” aos consumidores, 70% dos quais se acredita que preferem consertar itens a substituí-los.

Stilbruch foi anunciado pelas legislaturas e thinktanks da UE e da Alemanha como um modelo pioneiro que pode ser replicado pela maioria dos municípios.

Mesmo pequenas cidades que não têm as populações necessárias para encher um armazém como Stilbruch podem administrar mercados de pulgas semanais.

Quanto ao futuro? Hottgenroth está planejando abrir mais um armazém e até mesmo fornecer mini-bibliotecas para ônibus públicos.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SENSIBILIDADE DOS ANIMAIS PODE AJUDAR NA PREVISÃO DE CATÁSTROFES NATURAIS

Um estudo completo e aprofundado sobre o comportamento dos animais na situação de iminente perigo de uma catástrofe mostra que é possível utilizar essa espécie de “sexto sentido” para nos protegermos previamente dessas fúrias da natureza e evitar a perda de muitas vidas. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa curiosa habilidade dos animais.

Os animais que detectam desastres naturais

  • Norman Miller
  • BBC Future
Afirma-se que cavalos correram em pânico antes do terremoto de São Francisco em 1906CRÉDITO,BERNARD FRIEL/GETTY IMAGES
Legenda da foto, Afirma-se que cavalos correram em pânico antes do terremoto de São Francisco em 1906

Em 2004, um tsunami causado por um terremoto subaquático com magnitude de 9,1 graus na escala Richter, na costa da Indonésia, dizimou comunidades litorâneas ao longo do Oceano Índico, matando pelo menos 225 mil pessoas em uma dúzia de países. A enorme quantidade de mortos foi causada, em parte, pelo fato de que muitas comunidades não receberam alerta de tsunami.

Os sistemas locais de alerta precoce feitos pelo homem, como sensores de marés e terremotos, não geraram nenhum aviso claro. Muitos sensores estavam fora de operação por questões de manutenção, enquanto muitas áreas costeiras não contavam com sistemas de sirene de alerta de tsunamis.

Sistemas de comunicação instáveis também deixaram de fornecer avisos. Muitas mensagens de texto não foram recebidas pelos telefones celulares em áreas ameaçadas ou não chegaram a ser lidas.

Nos minutos e horas decorridos antes que as enormes ondas de água com até 9 metros de altura atingissem as faixas litorâneas, alguns animais pareciam sentir o perigo iminente e esforçavam-se para fugir.

Segundo relatos de testemunhas, elefantes correram para os terrenos mais altos, flamingos abandonaram áreas de ninhos em locais baixos e cães se recusaram a sair de casa. Na aldeia costeira de Bang Koey, na Tailândia, habitantes locais relataram ter visto uma manada de búfalos na praia subitamente levantar as orelhas, olhar para o mar e debandar para o topo de um morro próximo poucos minutos antes de o tsunami chegar.

“Sobreviventes também relataram terem visto animais, como vacas, cabras, gatos e pássaros, movimentando-se deliberadamente para o interior pouco depois do terremoto e antes da chegada do tsunami”, diz Irina Rafliana, que fez parte de um grupo consultivo da Estratégia Internacional para Riscos de Desastres das Nações Unidas (UNISDR) e agora é pesquisadora do Instituto Alemão para o Desenvolvimento em Bonn, na Alemanha. “Muitos dos sobreviventes correram junto com esses animais ou imediatamente depois deles.”

Dois elefantes em um lago raso com a boca aberta; um deles é acariciado por uma pessoaCRÉDITO,CHAIDEER MAHYUDDIN/GETTY IMAGES

Legenda da foto, Elefantes correram para locais mais altos antes da chegada do tsunami do Oceano Índico em 2004

Rafliana relembra histórias similares relacionadas ao seu campo de trabalho em outros desastres, com o tsunami de 2010, gerado por um terremoto subaquático perto de Sumatra, que matou cerca de 500 pessoas nas ilhas Mentawai, na Indonésia. Também nesse caso, houve relatos de que alguns animais, como elefantes, reagiram como se tivessem algum tipo de conhecimento precoce do evento. E, poucas semanas atrás, uma tartaruga recém-libertada deu meia-volta subitamente dois dias antes da erupção vulcânica em Tonga, em janeiro de 2021.

Não existem sistemas de alerta precoce em muitas áreas atingidas regularmente por desastres naturais. Em 2017, a Organização Meteorológica Mundial concluiu que os governos de cerca de 100 países ainda não possuem sistemas de alerta precoce para os desastres naturais a que estão sujeitos.

Esses relatos de comportamentos dos animais antes dos desastres levaram alguns pesquisadores a dedicar atenção científica séria à teoria de que os animais podem ter sistemas próprios que os alertam sobre desastres naturais iminentes. Isso levanta uma questão fascinante: os animais poderiam fornecer sistemas naturais de alerta precoce para os seres humanos?

Os relatos são antigos

A referência mais antiga registrada sobre comportamentos incomuns dos animais antes de um desastre natural data de 373 a.C., quando o historiador grego Tucídides relatou que ratos, cães, cobras e doninhas abandonaram a cidade de Hélice, na Grécia, dias antes de um terremoto catastrófico.

Existem descrições similares em outros momentos da história humana. Minutos antes do terremoto de Nápoles, na Itália, em 1805, os bois, carneiros, cães e gansos supostamente começaram a emitir sinais de alarme em uníssono. E há relatos de que cavalos correram em pânico pouco antes do terremoto de São Francisco, nos Estados Unidos, em 1906.

Mesmo com tecnologia avançada, pode ser difícil detectar muitos tipos de desastres naturais iminentes. No caso de terremotos, por exemplo, os sismógrafos somente começam a mover-se e registrar oscilações no papel quando a terra já começou a tremer.

Previsões confiáveis exigem sinais precursores – e, até o momento, os cientistas não encontraram nenhum indício característico que possa ser identificado antes dos grandes terremotos. Por isso, alguns cientistas estão cada vez mais dispostos a considerar sinais de alerta menos ortodoxos, como o comportamento dos animais.

“Mesmo com toda a tecnologia disponível hoje em dia, não conseguimos prever adequadamente os terremotos, nem a maior parte das catástrofes naturais”, afirma Charlotte Francesiaz, líder de uma equipe de ornitólogos do Escritório Francês da Biodiversidade (OFB) e parte do projeto Kivi Kuaka, que está examinando como as aves migratórias que cruzam o Oceano Pacífico parecem ser capazes de desviar-se de tempestades e outros perigos.

Afirma-se que cavalos correram em pânico antes do terremoto de São Francisco em 1906CRÉDITO,BERNARD FRIEL/GETTY IMAGES

Legenda da foto, Afirma-se que cavalos correram em pânico antes do terremoto de São Francisco em 1906

Rastreamento remoto

Uma das pesquisas mais importantes sobre a forma como os animais podem prever desastres naturais foi conduzida cinco anos atrás por uma equipe liderada por Martin Wikelski do Instituto Max Planck de Comportamento Animal, na Alemanha.

O estudo envolveu registros dos padrões de movimento de diferentes animais (vacas, carneiros e cães) – um processo conhecido como rastreamento remoto – em uma fazenda na região de Marcas, na Itália, que é sujeita a terremotos. Colares com chips foram colocados em todos os animais e enviaram dados de movimentação para um computador central em intervalos de minutos, entre outubro de 2016 e abril de 2017.

Durante esse período, as estatísticas oficiais registraram mais de 18 mil terremotos na região, desde tremores minúsculos com apenas 0,4 graus de magnitude até uma dúzia de tremores de magnitude 4 ou acima – incluindo o devastador terremoto de Nórcia, com magnitude de 6,6 graus.

Os pesquisadores encontraram evidências de que os animais da fazenda começaram a mudar de comportamento até 20 horas antes dos terremotos. Sempre que os animais monitorados, coletivamente, apresentavam 50% mais atividade por um período de mais de 45 minutos, os pesquisadores previram terremotos de magnitude superior a 4,0. Sete dos oito terremotos fortes foram previstos corretamente desta forma.

“Quanto mais próximos os animais estavam do epicentro do tremor iminente, mais cedo eles mudavam seu comportamento”, afirmou Wikelski em 2020, quando o estudo foi publicado. “Este é exatamente o esperado quando mudanças físicas ocorrem com mais frequência no epicentro do terremoto iminente e tornam-se mais fracas com o aumento da distância.”

Outro estudo conduzido por Wikelski, que acompanhou os movimentos de cabras monitoradas nas encostas vulcânicas do Monte Etna, na Sicília (Itália), também concluiu que os animais pareciam sentir antecipadamente quando o Etna entraria em erupção.

O cientista Martin Wikelski monitorou cabras para saber se elas conseguem detectar erupções vulcânicas no Monte Etna, na ItáliaCRÉDITO,CHRISTAN ZIEGLER/MPI-AB

Legenda da foto, O cientista Martin Wikelski monitorou cabras para saber se elas conseguem detectar erupções vulcânicas no Monte Etna, na Itália

Já a ecologista comportamental Rachel Grant – agora na Universidade South Bank, em Londres – encontrou resultados similares na Cordilheira dos Andes. Ela realizou monitoramento remoto dos padrões de movimentação dos animais, utilizando câmeras acionadas por movimentos no Parque Nacional Yanachaga, no Peru, por um período que incluiu o terremoto de Contamana de magnitude 7,0 em 2011.

“O número de animais gravados pelas câmeras começou a cair cerca de 23 dias antes do terremoto – e a redução se acelerou oito dias antes do tremor”, segundo Grant em seu relatório de pesquisa em 2015. “Nos dias 10, 6, 5, 3 e 2 antes do terremoto – e no próprio dia do tremor – não foi registrado nenhum movimento dos animais, o que é muito incomum.”

Essencialmente, Grant também encontrou evidências do que poderá estar acionando as mudanças de comportamento dos animais locais – uma série de fortes perturbações das cargas elétricas da atmosfera local a cada dois a quatro minutos, que começam duas semanas antes do tremor. Foi registrada uma flutuação particularmente grande cerca de oito dias antes do terremoto de Contamana – o que coincide com o início do segundo estágio de desaparecimento dos animais da região.

Os cientistas agora estão explorando se essas perturbações eletromagnéticas na atmosfera antes dos terremotos poderão ser um sinal de alerta de tremores iminentes que os animais podem sentir.

Os terremotos são invariavelmente precedidos por um período em que surgem fortes tensões nas rochas profundas. Essas tensões são conhecidas por criarem cargas eletrônicas chamadas de “buracos positivos”. Essas portadoras de cargas eletrônicas têm alta mobilidade e podem fluir rapidamente da crosta para a superfície da Terra, onde ionizam moléculas de ar acima do local onde elas surgem.

Essa ionização foi observada antes de terremotos em todo o mundo. À medida que esses buracos positivos fluem, eles também geram ondas eletromagnéticas em ultrabaixa frequência, fornecendo um sinal adicional que alguns animais podem ser capazes de captar.

“Os precursores de terremotos não são bem documentados cientificamente”, segundo Matthew Blackett, professor de geografia física e riscos naturais da Universidade de Coventry, no Reino Unido. Mas ele afirma que alguns cientistas defendem a teoria de que os animais poderão ter um mecanismo evoluído de fuga de sismos.

“Talvez eles detectem ondas de pressão antes da chegada dos terremotos ou talvez detectem mudanças no campo elétrico como linhas de falha quando a rocha começa a comprimir-se. Os animais também contêm [no corpo] muito ferro, que é sensível ao magnetismo e aos campos elétricos”, explica Blackett.

Os buracos positivos poderão também causar o surgimento de certas substâncias tóxicas antes dos terremotos. Se eles entrarem em contato com a água, por exemplo, podem acionar reações oxidantes que criam o agente lixiviador peróxido de hidrogênio. Reações químicas entre as portadoras de carga e a matéria orgânica do solo poderão gerar outros produtos desagradáveis, como o ozônio.

Dias antes do terremoto de Gujarat, na Índia, de magnitude 7,7 em 2001, satélites captaram um pico dos níveis de monóxido de carbono sobre uma região de 100 km2 em volta do que viria a ser o epicentro do terremoto. Cientistas indicaram que o gás monóxido de carbono poderá ter sido forçado para fora da terra devido ao acúmulo de tensão nas rochas à medida que a pressão do tremor se acumulava.

Naturalmente, muitos animais possuem aparelhos sensoriais altamente desenvolvidos que podem ler uma série de sinais naturais dos quais dependem suas vidas. Por isso, parece perfeitamente possível que alguns animais possam ser capazes de captar precursores de terremotos. Eles podem detectar substâncias desagradáveis pelo olfato, captar ondas de baixa frequência e perceber o ar ionizado pelas sensações no pelo ou nas penas.

Um helicóptero da marinha norte-americana sobrevoa Sumatra, na Indonésia, após o tsunami de 2004CRÉDITO,JORDON R. BEESLEY/US NAVY/GETTY IMAGES

Legenda da foto, Um helicóptero da marinha norte-americana sobrevoa Sumatra, na Indonésia, após o tsunami de 2004

Animais como alerta de terremotos

Com a enorme dificuldade enfrentada para prever os terremotos, essas descobertas trazem a questão: os seres humanos realmente poderão prever terremotos observando os animais e assim poder avisar as pessoas do que está por acontecer?

Em um estudo de 2020, Wikelski e seus colegas formaram um protótipo de sistema de alerta precoce de terremotos utilizando locais de monitoramento da atividade dos animais, com base em dados das suas pesquisas na Itália.

Ele estimou que animais de criação acima do ponto de origem do terremoto iminente que fossem capazes de percebê-lo de alguma forma exibiriam atividade em 18 horas antes do tremor. Animais situados a 10 km de distância do epicentro deveriam exibir sinais de alerta oito horas mais tarde, seguidos em mais oito horas por animais em fazendas a 20 km de distância.

“Se isso der certo, indicará a iminência de um terremoto nas próximas duas horas”, afirma ele.

Os pesquisadores precisarão observar um número maior de animais por períodos de tempo mais longos em diferentes regiões sujeitas a terremotos em várias partes do mundo antes que eles possam ser utilizados para prever tremores. Para isso, Wikelski e outros estão buscando a ajuda de Icarus – o sistema global de observação de animais da Estação Espacial Internacional – para reunir dados de movimentos de animais em todo o planeta.

Icarus (sigla em inglês de Cooperação Internacional para a Pesquisa de Animais Usando o Espaço e também referência à mitologia grega) é uma iniciativa formada em 2002 por cientistas em colaboração global. Seu objetivo é oferecer um sistema preciso de observação global de uma série de pequenos animais rastreados (aves, por exemplo) para fornecer dados e indicações sobre a interação entre a vida animal do planeta e seus sistemas físicos.

Paralelamente, a China já criou um sistema de alerta de terremotos, instalado no seu escritório de terremotos em Nanning, no sul do país, que monitora o comportamento de animais que ficam muito mais próximos do solo – especificamente, cobras em fazendas ao longo de uma ampla região sujeita a terremotos.

As cobras possuem um poderoso conjunto de mecanismos sensoriais para detectar minúsculas alterações de aspectos do seu ambiente. Foram, em parte, mudanças súbitas no comportamento das cobras e outros animais que alertaram as autoridades para evacuar a cidade chinesa de Haicheng, em 1975, pouco antes de um grande terremoto – uma ação que salvou um incontável número de vidas.

“De todas as criaturas da Terra, as cobras talvez sejam as mais sensíveis aos terremotos”, afirmou Jiang Weisong, então diretor do escritório de Nanning, ao jornal China Daily em 2006. “Quando um terremoto está por acontecer, as cobras saem dos seus ninhos, mesmo no frio do inverno.”

Jiang Weisong segura uma cobra pela raboCRÉDITO,BBC HORIZON

Legenda da foto, Jiang Weisong, diretor do Escritório de Terremotos de Nanning, no sul da China, com uma das cobras que ele acredita poderem ajudar a prever terremotos

Aves fogem de tempestades

Os terremotos não são os únicos desastres que os animais parecem conseguir detectar com antecedência. As aves estão sendo cada vez mais estudadas por aparentemente poderem identificar a aproximação de outros desastres naturais.

Em 2014, cientistas que rastreiam mariquitas-de-asa-amarela nos Estados Unidos registraram um exemplo surpreendente do que é conhecido como migração de evacuação. Essas aves começaram a sair do seu local de reprodução nas montanhas Cumberland, no leste do Tennessee, e voaram por 700 km – mesmo tendo acabado de voar por 5 mil km desde o norte da América do Sul.

Pouco depois que as aves voaram, uma terrível série de mais de 80 tornados atingiu a região, matando 35 pessoas e causando prejuízos de mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões).

A indicação parece clara: os pássaros sentiram de alguma forma os ciclones se aproximando a mais de 400 km de distância. Mas como? Estudos iniciais concentram-se no infrassom – sons de fundo de baixa frequência inaudíveis para os seres humanos, mas presentes em todo o ambiente natural.

“Os meteorologistas e físicos sabem há décadas que tempestades com tornados produzem infrassons muito fortes que podem viajar por milhares de quilômetros de distância da tempestade”, disse na época Henry Streby, biólogo da vida selvagem da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. Ele afirmou ainda que o infrassom de tempestades intensas viaja a uma frequência na qual os pássaros estariam sintonizados para ouvir.

O projeto Kivi Kuaka instala rastreadores de GPS nas aves para observar como elas reagem aos desastres naturaisCRÉDITO,KIVI KUAKA

Legenda da foto, O projeto Kivi Kuaka instala rastreadores de GPS nas aves para observar como elas reagem aos desastres naturais

Também se acredita que a variação de infrassom seja o mecanismo pelo qual as aves migratórias parecem ser capazes de desviar-se de tempestades em vastos cruzamentos oceânicos – uma ideia que agora está sendo analisada pelo projeto Kivi Kuaka, um estudo em andamento no Oceano Pacífico.

Esse estudo foi inspirado por um programa de rádio que o oficial da marinha francês Jérôme Chardon ouviu sobre o pássaro Limosa lapponica, conhecido como fuselo, que todos os anos viaja 14 mil km para migrar entre a Nova Zelândia e o Alasca.

Como coordenador experiente de operações de resgate em todo o sudeste asiático e na Polinésia Francesa, Chardon sabia como essa viagem pode ser traiçoeira. Violentas tempestades varrem o Oceano Pacífico e suas comunidades em ilhas isoladas com frequência. Como os fuselos conseguem fazer suas viagens anuais sem enfrentar dificuldades com os riscos de tempestades que estão sempre presentes?

Formado em janeiro de 2021, o projeto envolve uma equipe do Museu Nacional de História Natural da França, que instalou rastreadores de GPS em 56 aves de cinco espécies diferentes para acompanhar as rotas percorridas através do oceano.

A Estação Espacial Internacional oferece a supervisão, recebendo os sinais dos pássaros durante o voo e observando como eles reagem aos riscos naturais durante o trajeto. E os rastreadores dos pássaros também coletam dados meteorológicos para ajudar a melhorar a formação de modelos climáticos e a previsão do tempo em todo o Pacífico.

O projeto Kivi Kuaka está rastreando os movimentos dos pássaros para entender se o seu comportamento poderia servir de alerta de riscos como tsunamisCRÉDITO,R. LORRILLIERE/KIVI KUAKA

Legenda da foto, O projeto Kivi Kuaka está rastreando os movimentos dos pássaros para entender se o seu comportamento poderia servir de alerta de riscos como tsunamis

O projeto Kivi Kuaka também observará se o comportamento dos pássaros poderá servir de alerta contra riscos iminentes como tsunamis, que, como se sabe, geram padrões de infrassom distintos que antecipam as fortes ondas. O projeto pretende testar a possível contribuição das aves para um sistema de alerta precoce que informe a chegada iminente de um tufão ou tsunami, segundo Charlotte Francesiaz.

A equipe está atualmente em processo de recuperar os rastreadores de GPS dos pássaros para examinar se eles reagiram a uma onda de ultrassom registrada por balões meteorológicos franceses no Oceano Pacífico poucas horas depois da recente erupção vulcânica em Tonga.

Samantha Patrick, bióloga marinha da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, também está examinando o infrassom como método utilizado pelas aves para detectar e evitar riscos naturais – e, por extensão, também alertar os seres humanos.

“Acho que podemos dizer que é possível que as aves sejam capazes de sentir mudanças no infrassom”, segundo Patrick. No momento, ela está verificando se os albatrozes demonstram preferência por áreas de alto ou baixo infrassom, mas a análise ainda não está completa.

Nem todos os especialistas concordam que os sistemas de alerta precoce com animais seriam uma opção viável para prever desastres naturais. E, mesmo se eles realmente ajudarem, é improvável que os movimentos de animais isoladamente sejam suficientes. As pessoas precisarão de uma combinação de diversos sistemas de alerta precoce para terem o quadro completo.

Ainda assim, embora ainda não possamos falar com os animais, talvez seja hora de prestar mais atenção aos seus avisos.

Fonte: BBC NEWS

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: NA ÍNDIA O SOL ESTÁ AJUDANDO A COMBATER O DESPERDÍCIO DE ALIMENTOS

A mente imaginativa é o legado mais poderosa que Deus deixou para a humanidade. Pena que o desenvolvimento humano é tão lento, pois ter evitado a morte de milhões de pessoas por fome e desnutrição. As vezes técnicas simples e da forma que menos se podia esperar resolvem problemas milenares. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer como famílias agrícolas na Índia rural estão ganhando dinheiro extra por seus alimentos que não são vendidos, colocando-os em desidratadores solares de alimentos.

Usando o sol para combater o desperdício de alimentos e aumentar o rendimento

Famílias agrícolas na Índia rural estão ganhando dinheiro extra por seus alimentos que não são vendidos, colocando-os em desidratadores solares de alimentos. Em um país onde o calor intenso pode estragar os alimentos poucos dias após a colheita, também pode mantê-los seguros por meses.

Dezenas de milhares de toneladas de alimentos na Índia são desperdiçados todos os anos, muitas vezes porque não parecem atraentes o suficiente ou porque não há acesso à refrigeração para mantê-los frescos.

Normalmente, isso seria simplesmente jogado fora, acarretando uma perda para aqueles que muitas vezes não podem pagar, mas agora mulheres em Maharashta, no oeste da Índia, estão sendo contratadas para operar tinturas de condução solar especialmente projetadas que sugam todos os vestígios detectáveis ​​​​de umidade. da comida em apenas quatro horas.

Produtos em excesso como tomate, alho, cebola, gengibre, coco, pimenta e milho são então transformados em produtos fáceis de usar e vendidos para mais de 1.100 clientes da indústria de alimentos e bebidas do criador do secador solar, S4S ou Science 4 Society .

Os secadores de condução solar da S4S também preservam 20-50% mais nutrientes do que outros métodos, enquanto reduzem as emissões de refrigeração e desperdício de alimentos.

Eles alegam que impediram que 350.000 toneladas métricas de CO2 entrassem na atmosfera e 40.000 toneladas de desperdício de alimentos através do uso desses secadores, que empregaram 800 mulheres em todo o estado, muitas das quais, como  relata a BBC , teriam um dificuldade em encontrar trabalho regular.

Também está criando um aumento real nos salários médios nessas famílias rurais, de até 110% em relação aos métodos anteriores, mas, ao contrário do apoio do governo, não dependeu do aumento do dinheiro dos impostos.

Assista ao vídeo da BBC para esta história abaixo.)

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: AVES MIGRATÓRIAS ESTÃO DIMINUINDO DE TAMANHO AFETADAS PELAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Um estudo feito por pesquisadores norte-americanos mostrou que, devido às mudanças do clima, aves migratórias estão encolhendo e que as mais afetadas são as que possuem cérebros menores. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa pesquisa.

Por conta das mudanças climáticas, pássaros estão cada vez menores

Estudo norte-americano mostrou que aves migratórias estão encolhendo devido às mudanças do clima e aquelas com cérebros menores são as mais afetadas

Katie Huntda CNN
14/02/2022 às 18:54
Pássaro é visto no Mirante da Janela, em Alto Paraíso de Goiás (GO)Pássaro é visto no Mirante da Janela, em Alto Paraíso de Goiás (GO)Marcelo Camargo/Agência Brasil

A cada primavera e outono, milhares de pássaros morrem quando colidem contra os arranha-céus de Chicago, que ficam em uma importante rota de migração das aves que seguem entre o Canadá e a América Latina.

Mas os pássaros não morrem em vão. Desde a década de 1970, muitos deles foram coletados na rua e catalogados pelo Museu Field da cidade. Esse conjunto único e detalhado de dados foi um sucesso científico, revelando que as aves migratórias norte-americanas parecem estar encolhendo em resposta às mudanças climáticas.

Um novo estudo desses dados destacou uma nuance importante nessa tendência: as aves que têm cérebros maiores, em relação ao tamanho do corpo, não estão encolhendo tanto quanto aquelas com cérebros menores.

O estudo é o primeiro a identificar uma ligação potencial entre a cognição e a resposta animal às mudanças climáticas provocadas pelos humanos, de acordo com os pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis, nos Estados Unidos.

“À medida que as temperaturas aumentam, os tamanhos dos corpos diminuem”, disse em nota à imprensa Justin Baldwin, estudante de doutorado na Universidade de Washington e autor do estudo publicado na revista Ecology Letters. “Mas as espécies de cérebros maiores estão diminuindo menos fortemente do que as espécies de cérebros pequenos”.

De acordo com a pesquisa, o tamanho relativo do cérebro é frequentemente considerado um indicador de flexibilidade comportamental em aves. A ideia é controversa quando aplicada a alguns outros animais, disse Baldwin, mas funciona para os pássaros.

“Tamanho relativo do cérebro se correlaciona com maior capacidade de aprendizagem, maior memória, maior expectativa de vida e dinâmica populacional mais estável”, disse Baldwin.

“Neste caso, uma espécie de ave de cérebro maior pode ser capaz de reduzir sua exposição a temperaturas mais altas, procurando microhabitats com temperaturas mais baixas, por exemplo”, disse ele.

Os pesquisadores analisaram informações de 70 mil pássaros que morreram após baterem contra os prédios em Chicago entre 1978 e 2016. Eles adicionaram medições de volume cerebral e dados de expectativa de vida de 49 das 52 espécies do banco de dados.

O estudo descobriu que aves que tinham cérebros grandes, em relação a seus corpos, como o pardal-canoro e outros pardais do Novo Mundo, tiveram reduções de tamanho corporal de cerca de apenas um terço daquelas observadas para pássaros com cérebros menores. As toutinegras da madeira (Parulidae) tendiam a ter cérebros menores e tendiam a encolher mais.

“Os autores desse estudo incrível compartilharam seus dados brutos […] o que nos permitiu adicioná-los e descobrir mais”, disse Baldwin por e-mail.

Metamorfose

Não se sabe exatamente por que as aves estão diminuindo de tamanho. O tamanho corporal maior ajuda os animais em lugares frios a se manterem aquecidos, enquanto um corpo menor retém menos calor.

Os pesquisadores descobriram que a envergadura das asas das aves pode ter aumentado para compensar corpos menores que produzem menos energia para as distâncias incrivelmente longas percorridas durante a migração.

Da mesma forma, outras pesquisas descobriram que alguns animais estão desenvolvendo bicos, pernas e orelhas maiores que lhes permitem regular melhor a temperatura corporal à medida que o planeta fica mais quente. Embora a maioria das mudanças morfológicas tenha ocorrido em aves, morcegos e musaranhos também foram afetados. As mudanças climáticas têm alterado até os corpos humanos.

No entanto, a redução do tamanho tem um custo potencial para uma ave, com um risco aumentado de ser vítima de predadores ou dificultar a competição por recursos com outras espécies de aves, disse em nota o coautor do estudo Carlos Botero, professor assistente de biologia da Universidade de Washington.

É neste contexto que ter um cérebro maior pode oferecer alternativas que não estão disponíveis para espécies de cérebro pequeno, disse ele.

“Uma das primeiras coisas que me salta à vista dessas descobertas é que já podemos ver que a mudança climática está tendo um efeito desproporcional em espécies que têm menos capacidade de lidar com a mudança ambiental por meio de seu comportamento”, disse Botero.

“Isso não significa que a mudança climática não esteja afetando os pássaros inteligentes […] ou que eles vão se sair bem. O que nossas descobertas sugerem é que a mudança climática pode ter um efeito muito mais forte sobre os pássaros menos inteligentes”.

Fonte: CNN Brasil

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: O SONHO É COLOCAR ÁGUA, AR E LUZ SOLAR PARA CRIAR UM COMBUSTÍVEL

A amônia é a vedete da nossa edição desta quarta-feira da coluna ECOLOGIA  E MEIO AMBIENTE. Químicos da Universidade de Wisconsin  Madison descobriram uma nova maneira de converter amônia em gás nitrogênio, utilizando um processo que pode ser um passo para a substituição dos combustíveis à base de carbono pela amônia. Ao ler o artigo completo a seguir você vai entender como funciona o processo dessa incrível transformação.

Químicos descobrem nova maneira de aproveitar a energia limpa da amônia

Uma equipe de pesquisa da Universidade de Wisconsin  Madison identificou uma nova maneira de converter amônia em gás nitrogênio por meio de um processo que pode ser um passo para a substituição da amônia pelos combustíveis à base de carbono.

A descoberta desta técnica, que usa um catalisador metálico e libera, em vez de exigir, energia recebeu uma patente provisória da Wisconsin Alumni Research Foundation.

“O mundo atualmente funciona com uma economia de combustível de carbono”, explica Christian Wallen, autor do artigo e ex-pesquisador de pós-doutorado no laboratório do químico John Berry da UW-Madison. “Não é uma grande economia porque queimamos hidrocarbonetos, que liberam dióxido de carbono na atmosfera. Não temos como fechar o ciclo para um verdadeiro ciclo de carbono, onde poderíamos transformar o dióxido de carbono de volta em um combustível útil”.

Para avançar em direção à meta das Nações Unidas de que o mundo se torne neutro em carbono até 2050, os cientistas devem considerar maneiras ambientalmente responsáveis ​​de criar energia a partir de outros elementos que não o carbono, e a equipe da UW-Madison está propondo uma economia de energia de nitrogênio baseada em interconversões de nitrogênio e amônia.

Os cientistas ficaram entusiasmados ao descobrir que a adição de amônia a um catalisador metálico contendo o elemento semelhante à platina, rutênio, produzia nitrogênio espontaneamente, o que significa que não era necessária energia adicional. Em vez disso, esse processo pode ser aproveitado para produzir eletricidade, com prótons e gás nitrogênio como subprodutos. Além disso, o complexo de metal pode ser reciclado através da exposição ao oxigênio e usado repetidamente, um processo muito mais limpo do que o uso de combustíveis à base de carbono.

“Descobrimos que, não apenas estamos produzindo nitrogênio, estamos produzindo em condições completamente sem precedentes”, diz Berry, que é o professor de química Lester McNall e concentra seus esforços de pesquisa na química dos metais de transição. “Ser capaz de completar a reação de amônia a nitrogênio sob condições ambientais – e obter energia – é um grande negócio.”

A amônia foi queimada como fonte de combustível por muitos anos. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi usado em automóveis, e os cientistas hoje estão considerando maneiras de queimá-lo em motores como substituto da gasolina, principalmente na indústria marítima. No entanto, a queima de amônia libera gases tóxicos de óxido de nitrogênio.

A nova reação evita esses subprodutos tóxicos. Se a reação fosse alojada em uma célula de combustível onde a amônia e o rutênio reagem na superfície de um eletrodo, poderia produzir eletricidade de forma limpa sem a necessidade de um conversor catalítico.

“Para uma célula de combustível, queremos uma saída elétrica, não uma entrada”, diz Wallen. “Descobrimos compostos químicos que catalisam a conversão de amônia em nitrogênio à temperatura ambiente, sem qualquer voltagem aplicada ou produtos químicos adicionados. Este é o primeiro processo, até onde sabemos, a fazer isso.”

“Temos uma infraestrutura estabelecida para distribuição de amônia, que já é produzida em massa a partir de nitrogênio e hidrogênio no processo Haber-Bosch”, diz Michael Trenerry, estudante de pós-graduação e autor do artigo. “Esta tecnologia pode permitir uma economia de combustível livre de carbono, mas é metade do quebra-cabeça. Uma das desvantagens da síntese de amônia é que o hidrogênio que usamos para produzir amônia vem do gás natural e dos combustíveis fósseis.”

Essa tendência está mudando, no entanto, à medida que os produtores de amônia tentam produzir amônia “verde”, na qual os átomos de hidrogênio são fornecidos pela eletrólise da água neutra em carbono, em vez do processo Haber-Bosch, que consome muita energia.

À medida que os desafios da síntese de amônia forem superados, de acordo com Berry, haverá muitos benefícios em usar amônia como fonte de energia ou combustível comum. É compressível, como propano, fácil de transportar e fácil de armazenar. Embora já existam algumas células de combustível de amônia, elas, ao contrário desse novo processo, requerem energia adicional, por exemplo, primeiro dividindo a amônia em nitrogênio e hidrogênio.

Os próximos passos do grupo incluem descobrir como projetar uma célula de combustível que aproveite a nova descoberta e considerar maneiras ecológicas de criar os materiais iniciais necessários.

“Um dos próximos desafios em que gostaria de pensar é como gerar amônia a partir da água, em vez de gás hidrogênio”, diz Trenerry. “O sonho é colocar água, ar e luz solar para criar um combustível.”

Esta pesquisa é relatada na revista Nature Chemistry .

Fonte: Universidade de Wisconsin  Madison

Energia limpa a partir de amônia: descoberta da universidade é um passo em direção à economia livre de carbono

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: CIENTISTAS DESCOBREM QUE LEDS VERDES NAS REDES DE EMALHAR SALVAM VIDAS MARINHAS

Um estudo feito por biólogos marinhos demonstrou que LEDs verdes de US$ 8 afixados nas redes de emalhar dos pescadores foram suficientes para afastar grandes quantidades de animais marinhos como tartarugas, raias e tubarões dessas redes e impedi-los de serem vítimas. O artigo a seguir explica como eles chegaram a essa conclusão e detalha todas as as consequentes benesses dessa inteligente iniciativa. 

Luzes LED verdes simples salvam tubarões e tartarugas da captura acidental em redes de pesca

Pesca NOAA

Biólogos marinhos descobriram que LEDs verdes de US$ 8 afixados nas redes de emalhar dos pescadores foram suficientes para dissuadir grandes quantidades de animais marinhos como tartarugas, raias e tubarões de serem vítimas dessas redes.

Originalmente testados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica em tartarugas marinhas na costa do Havaí, eles estão se mostrando ainda mais eficazes na lula Humboldt e na família de elasmobrânquios que contém tubarões e raias.

Redes de emalhar são indiscriminadas, e se um pescador pegar um tubarão, uma lula Humboldt de um metro e meio de comprimento – conhecida em espanhol como o “Diabo Vermelho” – ou uma arraia indesejada, pode ser incrivelmente perigoso enredá-los sem matá-los diretamente. primeiro.

Denominada captura acessória, a captura de vida marinha não procurada representa 40% de todos os animais capturados com rede em todo o mundo e tem sido uma grande ameaça para tubarões, raias e tartarugas.

Jesse Senko, biólogo da Escola de Ciências da Vida da Universidade Estadual do Arizona, descobriu que apenas algumas luzes verdes reduziram a quantidade de elasmobrânquios e lulas capturados nas redes dos pescadores em 95% e 81%, respectivamente.

A importante tartaruga marinha também foi capturada com 51% menos frequência .

Além disso, mesmo espécies de peixes não cinegéticas evitaram a luz verde mais do que nas redes de controle apagadas.

“Ficamos surpresos com nossas descobertas”, disse um pesquisador à Reuters.

Em seu estudo publicado na Cell , Senko e o resto da equipe de pesquisa compararam 5.000 redes acesas com 5.000 redes apagadas na costa da Península de Baja, no México, onde várias espécies de tubarões e raias estão diminuindo devido à captura acidental, incluindo o diabo e arraias mantas.

De alguma forma, embora os peixes normais não cinegéticos tenham sido reduzidos, não houve diferença estatisticamente na quantidade de espécies cinegéticas capturadas nas redes acesas e apagadas, o que significa que não houve mudança na renda dos pescadores.

“Independentemente disso, o aumento da eficiência operacional e a redução no total de capturas acessórias podem justificar os custos para os pescadores que se convertem em redes iluminadas. Em casos de alta biodiversidade e importância para a conservação, governos e ONGs poderiam subsidiar sua adoção”, escreveu Senko.

“Em outras pescarias com redes de emalhar, estima-se que a iluminação da rede custe apenas US$ 16 a US$ 34 para evitar um evento de captura acidental de tartarugas marinhas. Incentivamos os profissionais de conservação, gestores de pesca e outras partes interessadas a trabalhar com a indústria para desenvolver novas tecnologias, fabricar internamente luzes LED e buscar novos métodos para aumentar a eficiência e a disponibilidade.”

Uma das reações inesperadas e bastante interessantes de reduzir essa captura acidental foi a quantidade de tempo que levou para puxar e desembaraçar as redes, economizando uma média de 63 minutos por viagem.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: UM MUTIRÃO PARA SALVAR O SALMÃO SELVAGEM NA ESCÓCIA PLANTANDO MILHÕES DE ARVORES NAS MARGENS DOS RIOS

O destaque da nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta quarta-feira é o mutirão que está sendo feito nas margens dos rios da Escócia para salvar o salmão selvagem. O país lançou uma campanha de plantio de árvores nativas em massa para esconder as águas rasas na sombra, a fim de proteger as águas frias que os salmões preferem. Com os rios de desova do salmão na Escócia atingindo temperaturas recordes os biólogos perceberam que apenas 30% da quilometragem ribeirinha tinha cobertura de árvores adequada para manter a temperatura da água fresca ao longo do dia. Ao ler o artigo completo a seguir você vai conhecer os detalhes desse projeto radical.

A missão da Escócia para salvar o salmão selvagem: eles estão plantando milhões de árvores ao lado dos rios

Com os rios de desova do salmão na Escócia atingindo temperaturas recordes, o país lançou uma campanha de plantio de árvores nativas em massa para esconder as águas rasas na sombra, a fim de proteger as águas frias que os salmões preferem.

Na última estação de desova por pelo menos um dia, as temperaturas da água em 70% dos locais de desova foram registradas como “muito altas” para que os ovos de salmão sobrevivessem. Mas os biólogos de água doce descobriram que apenas 30% da quilometragem ribeirinha tinha cobertura de árvores adequada para manter a temperatura da água fresca ao longo do dia.

Há um total de 64.000 milhas (103.000 km) de habitat do rio salmão na Escócia, e espera-se que o plantio de árvores aumente a biodiversidade geral de insetos, pássaros e plantas ao longo deles.

Os viveiros de árvores incluem álamo tremedor, salgueiro, espinheiro, pinheiro escocês, sorveira nativa, zimbro e bétula, e começarão com 250.000 indivíduos e crescerão para mais de um milhão. As áreas devem ser cercadas para evitar que sejam comidas por veados.

A temporada de pesca acabou de começar para o salmão ao longo de rios como o Dee, em Aberdeenshire, perto do Parque Nacional Cairngorms. Deeside é um dos rios de pesca de salmão mais famosos do mundo, e estima-se que forneça entre 5 e 6 milhões de libras (7 a 8 milhões de dólares) anualmente para as comunidades locais.

“Precisamos de mais pessoas pescando, não apenas mulheres e crianças”, disse o pescador local Cameron Stewart ao Guardian . “A gente ganha muito com isso. Apenas estar do lado de fora e estar em estado selvagem. Mesmo que você não pegue nada, você volta do dia realizado.”

O Rio Dee não é o primeiro rio a apresentar esses programas de plantio de árvores para criar sombra. Juntas de pesca em todo o país experimentaram o plantio de árvores de sombra e viram benefícios na biodiversidade.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: DESPERDÍCIO ZERO É O LEMA DE FAMÍLIA DA CATALUNHA NA ESPANHA

Uma família 100% consciente do seu dever com relação a preservação da natureza é o destaque desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. São quatro pessoas, um casal e dois filhos menores, num estilo de vida “desperdício zero”. Eles aproveitam tudo que pode como embalagens de vidro e/ou de plástico, até o resto de comida que vai para a caixa de compostagem. Sugiro a leitura do artigo completo a seguir para você ficar sabendo como vive essa família tão consciente!

Família de quatro pessoas passa semanas sem produzir um único pedaço de lixo com estilo de vida ‘desperdício zero’

Conheça a eco-família que passa semanas sem jogar um único pedaço de lixo graças à quantidade épica de reciclagem e compras inteligentes.

Esther Peñarrubia, de 41 anos, incentiva seus dois filhos a fazer artesanato e desenhos com pedaços de embalagens velhas para que nada acabe em aterros sanitários.

Nas últimas duas semanas, Esther só foi forçada a descartar um balão de uma festa, o verso de uma folha de adesivos, uma camiseta velha que ela usava para limpar sapatos e um brinquedo quebrado.

Ela começou a minimizar o desperdício de sua família quando mudou de casa e decidiu que deixaria para trás todos os itens de uso único.

A mãe de dois filhos, que mora em Girona, na Catalunha, evitou filme plástico e papel alumínio e decidiu comprar tudo o que precisava a granel ou em lojas de segunda mão.

Ela disse: “Já existem itens reutilizáveis ​​que teríamos que comprar uma vez, então seria uma perda de tempo e dinheiro comprar os de uso único.

“É mais barato e você sabe que o item continuará sendo usado em vez de ser deixado de lado – então é simplesmente perfeito!

“Cada um de nós desempenha um grande papel no cuidado com o meio ambiente.

“É agradável tentar ajudar em vez de ficar apenas reclamando da situação atual.

SWNS

“Além disso, você não tira seu lixo com tanta frequência, porque você não o gera! “

Quaisquer sobras de cozinha vão para a caixa de compostagem, e os recipientes de vidro são lavados e reaproveitados para outra coisa.

Isso significa que a família só envia um pedaço de lixo para o aterro a cada duas semanas, em média.

Ela tenta não comprar nenhum plástico, mas quando o faz, como na garrafa de cinco litros de azeite que dura alguns meses, ela é completamente lavada e reciclada.

Seus filhos de cinco e sete anos sabem desenhar e fazer artesanato a partir de embalagens de papel, antes que também sejam recicladas.

Depois de assistir a uma palestra no TED em novembro de 2015, Esther percebeu que seu estilo de vida era chamado de ‘desperdício zero’.

Para produtos de limpeza, como detergente, ela caminha ou pedala até um fornecedor a granel uma vez a cada dois meses para comprar até 4 kg.

Ela compra frutas, legumes e pão de fornecedores locais a granel semanalmente.

A família também cultiva seus próprios tomates, alface, brócolis e ervas na horta e tem laranjeiras e tangerinas ao ar livre.

Esther também encontrou em uma comunidade de amigos que trocam itens de que precisam, como móveis ou pratos, comunicando-se em conversas em grupo do WhatsApp.

Quando seus filhos eram pequenos, Esther usava fraldas de pano reutilizáveis ​​em vez de descartáveis.

Embora isso resultasse em que ela lavasse três vezes por semana, ela preferiria que eles fossem para o aterro sanitário.

Ela disse: “Tentamos usar o mínimo possível e herdamos alguns brinquedos e equipamentos para bebês de amigos e parentes.

“Se realmente tivéssemos que comprar alguma coisa, primeiro tentávamos no mercado de segunda mão ou em aplicativos gratuitos.”

Agora, os presentes de Natal e aniversário são embrulhados em um pano reutilizável em vez de papel de embrulho.

SWNS

Mamãe Esther disse: “Eles sabem que se um brinquedo novo entra em nossa casa, outro deve ir para a casa de outra família, então tentamos não acumular muita coisa.

“Evitamos brinquedos ou outros materiais feitos de plástico e optamos por papelão, madeira ou metal.

“Não temos TV em casa, então na época do Natal eles não são expostos a propagandas de brinquedos diariamente.

“Quando pedem um brinquedo novo, explicamos que dependendo do material pensaríamos nele, e se for de plástico eles entendem que não vamos gostar.”

Eles também tendem a organizar atividades familiares como presentes, como uma ida ao cinema, ou comprar itens de segunda mão.

Para ajudar a educar seus filhos, Esther os leva em caminhadas pela natureza até a floresta, onde eles recolhem lixo à medida que vão.

“Eles usam suas luvinhas e gostam dessa atividade, porque sabem que é melhor para o meio ambiente”, disse ela.

Eles também levam livros na biblioteca sobre mudanças climáticas e plástico que leem todos juntos.

Esther acha que a parte desafiadora de sua vida é convencer os outros de que é possível, já que as pessoas geralmente assumem que trocar por produtos reutilizáveis ​​é caro.

Ela disse: “Se você pensar e organizar seus hábitos de compra, consumir menos coisas e de melhor qualidade, escolher alternativas reutilizáveis, comprar tudo o que puder a granel e do mercado de segunda mão – então não é mais caro e você pode economizar dinheiro. ”

Esther, que tem doutorado em engenharia agrícola, acha que muitas vezes é mais simples do que as pessoas pensam.

Ela disse: “A cultura do lixo zero não se resume apenas à redução do nosso lixo, envolve um estilo de vida e uma forma de consumo mais conscientes.

“Existem muitos empreendimentos locais que produzem sob critérios mais sustentáveis, éticos e sociais.

“Pense e informe-se sobre quem, como e onde sua comida, roupas e outros itens foram produzidos.”

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ALGO EM TORNO DE 14,2% DAS ESPÉCIES DE ARVORES DO PLANETA AINDA SÃO DESCONHECIDAS

A natureza é incrível, a diversidade das nossas florestas é fabulosa, o planeta é imenso, mas é finito. Mesmo assim ainda não conhecemos todas as espécie de arvores. A ciência atual estima que mais de 9 mil espécies de arvores ainda são desconhecidas e isso representa 14,2% de todas as espécies existentes no planeta. O artigo a seguir trata das novas estimativas publicadas recentemente. Então leia e conheça os detalhes do trabalho publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

Mais de 9 mil espécies de árvores ainda são desconhecidas

Amazônia: uma das regiões que abrigam espécies ainda desconhecidas. Crédito: Pxfuel

Deutsche Welle01/02/22 – 11h03min

Das mais de 73 mil espécies de árvores que habitam o planeta, mais de 9 mil ainda são desconhecidas. Esse novo número é consideravelmente maior do que o relatado até então, exatamente 14,2% superior ao que a ciência localizou e descreveu até agora.

As novas estimativas foram publicadas nesta segunda-feira (31/01) na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). “É um resultado que surpreendeu a equipe, já que, quando começamos esse trabalho, não sabíamos exatamente o total que encontraríamos”, afirma à DW Peter Reich, da Universidade de Michigan, primeiro autor do estudo que reuniu 148 pesquisadores de diferentes continentes.

A maior parte desse universo a ser ainda explorado está na América do Sul. “São árvores que estão localizadas em hotspots de diversidade da Bacia Amazônica e na interface Andes-Amazônia, no sopé das cordilheiras”, detalha Reich. Só nessa parte do mundo, podem existir cerca de 3.900 espécies a serem descobertas, de um total de 31.100 estimadas.

“Seria preciso muito trabalho para desvendar quais são. Teríamos que priorizar ir até esses lugares para responder a isso”, comenta Reich sobre os desafios logísticos e financeiros para custear as expedições. Porém, “mais importante do que saber e dar nome a essas espécies é protegê-las”.

Espécies raras e vulneráveis

Parte considerável dessa riqueza planetária a ser detalhada são árvores raras, particulares de uma determinada região (endêmicas), tropicais ou subtropicais. Essas características as tornam mais vulneráveis ao risco de extinção.

“A contribuição de espécies raras para os serviços ecossistêmicos pode ser relevante e é tema de pesquisa, mas é desafiador, pois a maioria permanece mal documentada. Portanto, estimar o número de espécies de árvores é essencial para informar, otimizar e priorizar os esforços de conservação florestal em todo o mundo”, afirmam os cientistas.

É na América do Sul que está o maior número de espécies raras e endêmicas (49%), enquanto a Eurásia e a África respondem juntas por quase outros 32% das espécies únicas no mundo.

Segundo os autores, o estudo mostra que a conservação florestal deveria ter prioridade absoluta na América do Sul, especialmente quando se considera o ritmo de destruição das florestas por desmatamento, incêndios e mudanças climáticas.

O mesmo esforço deveria ser empregado também em vegetações de outros continentes, acrescentam os autores, segundo os quais “provavelmente há um alto número de espécies não descobertas na América Central e no Sudeste Asiático”.

Em todos os países da Amazônia, mais de 860 mil hectares de floresta nativa foram perdidos em 2021, conforme apontou o relatório publicado em outubro último pelo Projeto de Monitoramento da Amazônia Andina (MAAP). A maior parte foi em território brasileiro (79%), seguido por Peru (7%) e Colômbia (6%).

No Brasil, especificamente, o sistema de monitoramento via satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou o desmatamento de 13,2 mil quilômetros quadrados entre agosto de 2020 e julho de 2021. A taxa é 22% superior à apurada no período anterior.

Bancos de dados internacionais

Para chegar a essa nova estimativa, os pesquisadores se apoiaram em dois grandes bancos de dados, o Global Forest Biodiversity Initiative e o TreeChange. O primeiro conta com uma plataforma que reúne informações coletadas em mais de 70 países, cobrindo 1,2 milhão de parcelas permanentes de florestas. Já o segundo, reúne dados sobre 65 mil espécies documentadas.

Dentre os colaboradores em todo mundo, estão pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Acre, Universidade Federal do Sudoeste do Bahia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade Regional de Blumenau e Universidade de São Paulo.

“Nós compartilhamos dados e ideias de como usar e interpretar as informações disponíveis. Foi um trabalho todo feito durante a pandemia, pode ser um exemplo de como pesquisadores de todo o mundo podem colaborar num grande estudo”, diz Reich sobre a parceria.

Futuro em xeque

Segundo o estudo, conhecer a extensão da diversidade das árvores é fundamental para o futuro da humanidade. “Pode nos ajudar a inferir os mecanismos evolucionários que geraram a diversidade, para que possamos prever como esses mesmos mecanismos podem funcionar no futuro”, argumentam os autores. “Pode também auxiliar na avaliação de quais sistemas podem ser mais resilientes às mudanças globais.”

Como muitas dessas espécies ainda não identificadas são raras e, portanto, mais vulneráveis, compreender mais a fundo os números seria crucial para traçar estratégias de preservação de toda essa biodiversidade.

“A natureza é incrível, e a ciência está tentando aprender, responder perguntas para entender quais são as espécies que convivem conosco. Há muitas que são mais ameaçadas do que pensávamos. Esse é um alerta que lançamos também”, destaca o ecólogo Reich a que considera a principal mensagem do estudo.

Fonte: Revista Planeta

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PLÁSTICOS NÃO RECICLÁVEIS AGORA VIRAM BLOCOS DE CONSTRUÇÃO PARA CONSTRUÇÃO

A cada dia existem mais empresas preocupadas com a preservação da natureza. Uma delas, a ByFusion de Los Angeles, está provando que os aterros não precisam ser escavados para plásticos, se alguém puder simplesmente esmagar o suficiente deles em um bloco semelhante ao Minecraft. São blocos de construção novos, compostos e ridiculamente durável. Peço que leia o artigo completo a seguir para conhecer os detalhes dessa incrível inovação.

Nova empresa transforma 100 toneladas de plástico não reciclável em blocos de construção para construção

Reciclar nem sempre significa separar quimicamente as coisas em partes componentes ou encontrar uma nova vida para um objeto antigo. Uma startup sediada em Los Angeles está provando que os aterros não precisam ser escavados para plásticos, se alguém puder simplesmente esmagar o suficiente deles em um bloco semelhante ao Minecraft.

De fato, 103 toneladas de plásticos não recicláveis ​​foram desviadas do sepultamento desde que a empresa foi fundada, tudo por meio das máquinas patenteadas da ByFusion conhecidas como “Blockers”. Os bloqueadores têm um design simples, mas engenhoso. Eles trituram o plástico e, em seguida, aplicam a massa multiplicada pela aceleração repetidamente, até que o “plástico não reciclável” seja tão esmagado que se funde.

Os plásticos compostos melhoraram o padrão de vida mundial, mas muitas vezes tendem a não ser recicláveis.

Muitas mentes estão tentando desenvolver métodos térmicos ou químicos para separar os polímeros desses materiais para permitir que sejam reciclados. A ByFusion evitou esse problema cortando esse intermediário e simplesmente transformando o material como está em um bloco de construção novo, composto e ridiculamente durável.

Chamados de “ByBlocks”, eles têm um formato simples de 16x8x8 e podem ser usados ​​para construir pontos de ônibus, cercas, muros de contenção, muros de cortina, terraços públicos e muito mais.

A operação de serviço completo da ByFusion em LA pode processar 450 toneladas de plástico por ano em blocos e espera instalar mais 12 bloqueadores em breve.

Eles fizeram parcerias com cidades de todo o país, da ilha de Kauai a Boise, em Idaho, para colocar o maior número de bloqueadores nas mãos de pessoas que desejam usá-los.

ByFusion 

Uma grande vantagem dos Bloqueadores é sua indiscriminação; eles transformam todo tipo de plástico, até mesmo redes de pesca, em blocos com as mesmas propriedades materiais. A única coisa que eles não podem enfrentar é poliestireno ou isopor.

ByFusion 

Nem uma onça de cola adesiva, argamassa ou qualquer tipo de substância extra é usada. Se 22 libras de plástico entrarem, um bloco de 22 libras sairá.

As máquinas vêm em dois tamanhos, um para a indústria e outro para a comunidade. O último vem em um contêiner de transporte, enquanto o primeiro apresenta uma série de bloqueadores para empresas que realmente produzem os resíduos plásticos.

ByFusion 

Assista a uma comparação de durabilidade entre os ByBlocks e os blocos de cimento ocos clássicos e veja a diferença.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: A LOGÍSTICA REVERSA TRANSFORMA VIDRO EM AREIA EM NOVA ORLEANS E EVITA A EROSÃO COSTEIRA

Uma reciclagem reversa bastante original é o destaque desta quarta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE. Em Nova Orleans a empresa Glass Half Full investe no maior programa de reciclagem reversa do mundo, transformando vidro em areia para evitar erosão costeira. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa incrível iniciativa!

O maior programa de reciclagem de base do mundo transforma vidro em areia para evitar a erosão costeira em Nova Orleans

Copo meio cheio

 

Foi durante uma conversa sobre uma garrafa de vinho, que eles sabiam que simplesmente acabaria em um aterro sanitário, que dois moradores de Nova Orleans começaram seu próprio serviço de reciclagem de vidro sem fins lucrativos.

No que parece um acéfalo, a dupla coleta garrafas de vidro e as tritura em areia super macia para usar para alívio de desastres, construção ecológica e até mesmo vidro novo.

A Glass Half Full está enfrentando o problema de que centenas de municípios nos EUA pararam de oferecer reciclagem de vidro, entre eles sua cidade natal, Nova Orleans. Seus esforços os levaram a receber recentemente o prêmio The Most Innovative Program da Keep Louisiana Beautiful Conference.

Os EUA estão se afastando da reciclagem de vidro na calçada porque muitas vezes o vidro que recebem está contaminado ou se desfaz e atua como contaminante em outros fluxos de resíduos, como metal e papel.

Se a responsabilidade for reciclada, o vidro é 100% reutilizável, mas, apesar disso, apenas um quarto do vidro nos EUA é reciclado.

Uma nova visão

Copo meio cheio 

Entre no Glass Half Full, o maior programa de reciclagem de base do mundo, financiado principalmente por doações. Eles coletam o vidro da calçada das empresas ou de seus pontos de entrega especificados e os levam para a instalação de processamento.

Depois disso, o vidro é separado, limpo de objetos de metal e cortiça, pulverizado e peneirado em areia das respectivas cores que empilham em sacos de areia, aquecem em novos objetos de vidro ou vendem para eco-construção.

Atualmente, o Glass Half Full está com 90% do caminho para terminar sua campanha de arrecadação de fundos para expandir suas operações.

“Um único pedaço de vidro em sua lixeira no NOLA fará com que toda a carga seja enviada para o aterro, onde nunca se decomporá”, escreve Glass Half Full. “Nova Orleans desperdiça milhões de dólares em impostos… importando milhões de quilos de areia. Estamos prevenindo essas práticas desnecessárias, dispendiosas e dispendiosas, fornecendo uma alternativa sustentável”.

Mas eles veem sua areia como tendo muito mais potencial do que criar mais garrafas de vinho.

Eles esperam ajudar a restaurar a costa da Louisiana com o vidro reciclado em meio à escassez mundial de areia. A dragagem de areia é um processo extremamente trabalhoso e prejudicial aos ecossistemas ribeirinhos e de outros ecossistemas próximos ao local da mineração.

“A areia é uma ferramenta crucial para reconstruir as ilhas-barreira e os bancos de areia que protegem nossa costa de tempestades tropicais e furacões”, escrevem eles, apontando que muitos dos sistemas de prevenção de inundações que a Louisiana construiu ao longo dos anos impedem que os sedimentos fluam para o Golfo. e outros ecossistemas costeiros.

“A devolução de sedimentos às zonas úmidas combate a erosão e promove o retorno da folhagem nativa e da vida selvagem, o que acabará fortalecendo a economia da Louisiana e preservando nosso suprimento de alimentos.”

Se você mora em Nova Orleans e deseja se envolver ou reciclar seu copo, todas as informações do programa podem ser encontradas nas perguntas frequentes sobre o Copo Meio Cheio. 

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ESTA SEMANA A AMÉRICA DO SUL SERÁ ASSOLADA POR UMA ONDA DE CALOR QUE PODERÁ CHEGAR A 50 GRAUS

A expectativa para esse fim de semana é de uma onda de calor intensa atingir a região central da América do Sul e pode fazer com que cidades na Argentina, Uruguai e Paraguai registrem temperaturas recordes, próximas dos 50ºC. Leia o artigo completo a seguir e saiba o porquê dessa mudança climática.

Onda de calor na América do Sul pode elevar temperaturas a quase 50 graus

Julia Braun

Da BBC News Brasil em São Paulo

Um homem bebe água de uma garrafa com o sol ao fundoCRÉDITO,GETTY IMAGESLegenda da foto, Onda de calor pode fazer com que cidades na Argentina, Uruguai e Paraguai registrem temperaturas próximas dos 50º.

Uma onda de calor intensa atinge a região central da América do Sul nesta semana e pode fazer com que cidades na Argentina, Uruguai e Paraguai registrem temperaturas recordes, próximas dos 50ºC. Causado por uma massa de ar quente e seca, o fenômeno repercute também no sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os termômetros podem chegar a 40ºC.

Os primeiros sinais do aquecimento já são sentidos desde segunda-feira (10/1), quando a cidade de San Antonio Oeste, na Patagônia argentina, registrou 42,8ºC, e a província de Mendoza foi colocada sob alerta vermelho.

Nesta terça-feira (12/1), a previsão de máxima de 37ºC para Buenos Aires foi superada e os termômetros marcavam 40ºC por volta das 16h do horário local – a maior temperatura desde 1995.

Segundo o Serviço Meteorológico Nacional (SMN), a capital argentina enfrenta seu quarto dia mais quente em 115 anos, ou desde que os registros passaram a ser arquivados em 1906.

A expectativa é que o calor só cresça nos próximos dias. Os locais mais quentes da Argentina devem registrar entre 45ºC e 47ºC, de acordo com previsões feitas pela MetSul, empresa de meteorologia gaúcha. Os termômetros uruguaios devem ficar entre 41ºC e 43ºC.

Já no Brasil, as temperaturas mais altas no Rio Grande do Sul devem ser marcadas no oeste do estado, com máximas entre 10ºC e 15ºC acima da média para esta época do ano. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu aviso de perigo para 216 municípios do RS em razão da onda de calor.

De acordo com o modelo feito pela MetSul, a área da cidade de Uruguaiana pode ver uma escalada de calor com máximas de 41ºC e 42ºC nos próximos dias. Até regiões mais frias, como a Serra Gaúcha, podem ter marcas extremas no final da semana, com máximas de até 37ºC em Caxias do Sul e ao redor dos 40ºC nos vales de Farroupilha e Bento Gonçalves.

Em Porto Alegre e região, o calor será maior no final da semana e no próximo fim de semana, com marcas ao redor ou acima dos 40ºC e índices de radiação ultravioleta entre 11 e 16. A Defesa Civil do município pede cuidado extremo e recomenda que a população se proteja do sol, mantenha a hidratação constante e evite exercícios entre 10h e 16h.

A maior temperatura já registrada no Rio Grande do Sul, de acordo com os dados oficiais contabilizados desde 1910, foi de 42,6ºC, nos verões de 1917, em Alegrete, e de 1943, em Jaguarão.

Mapa divulgado pela MetSul aponta calor extremo para os próximos dias no sul do Brasil e no centro da América do Sul

CRÉDITO,METSUL

Legenda da foto, Mapa divulgado pela MetSul aponta calor extremo para os próximos dias no sul do Brasil e no centro da América do Sul

Prejuízos no campo e cortes de energia

O impacto das condições climáticas extremas deve ser sentido especialmente pelos agricultores. A região que engloba o sul do Brasil, o Uruguai e a Argentina sofreu perdas significativas no cultivo com uma profunda seca que marcou o ano que passou, e as temperaturas elevadas podem agravar ainda mais a situação.

No Rio Grande do Sul, 159 municípios já estão em situação de emergência devido à estiagem que começou em novembro. Os prejuízos registrados até o momento estão espalhados pela produção de grãos, frutas, hortigranjeiros e leite.

Já no sul da Argentina, onde as chuvas não acumularam nem 200 milímetros em todo o ano de 2021, a seca atinge especialmente o polo portuário de Rosário, onde cerca de 80% das exportações agrícolas do país são carregadas.

“O setor agropecuário que já vinha sofrendo com a falta de chuva deve ser ainda mais castigado pelas altas temperaturas. O calor em excesso afeta diretamente o desenvolvimento das plantas e pode queimar as plantações”, diz Olivio Bahia, meteorologista do Inmet.

Há ainda risco de incêndios florestais e quedas de energia. No Uruguai, os primeiros dias de 2022 já foram marcados por imagens assustadoras do fogo no oeste do país. Cerca de 37 mil hectares foram arrasados nas regiões de Paysandú e Río Negro, marcando a maior queimada da história do país.

Enquanto isso, as autoridades argentinas já alertavam desde a semana passada para a possibilidade de uma crise de abastecimento de luz com cortes de energia em Buenos Aires e outras cidades do país. Só nesta terça-feira, 11 bairros e 700 mil usuários ficaram sem luz na capital.

A falta de energia está associada à alta demanda e ao baixo nível dos rios que abastecem as usinas hidrelétricas do país.

O cenário preocupante levou o governo argentino a reunir vários ministérios e organismos para coordenar ações que possam amenizar os riscos provocados pelas altas temperaturas.

No encontro realizado na segunda-feira, as autoridades discutiram a ampliação da oferta de unidades de terapia intensiva, centros de diálise e neonatologia para acompanhar a população mais vulnerável e buscaram soluções para manter o fornecimento de energia e água.

“Fizemos contato com governadores e prefeitos para unir forças e responder a esta difícil situação excepcional”, disse à imprensa o ministro chefe da Casa Civil, Juan Manzur.

Mesa com Juan Manzur e outros membros do governo da Argentina

CRÉDITO,JEFATURA DE GABINETE DE MINISTROS DE ARGENTINA

Legenda da foto, O ministro chefe da Casa Civil argentina, Juan Manzur (ao centro, com o microfone), em reunião em Buenos Aires sobre alta das temperaturas no país

O que está causando o calor extremo?

Segundo Éder Maier, especialista em climatologia da América do Sul e membro do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a onda de calor atual é consequência da massa de ar quente e seca instalada entre a Argentina e o Brasil. O fenômeno é favorecido pela área de alta pressão atmosférica que está atuando sobre o Rio Grande do Sul, inibindo a formação de nebulosidade e, consequentemente, elevando as temperaturas e reduzindo a umidade do ar.

“A baixa cobertura de nuvens e o tempo seco causam maior eficiência do sistema ambiental em converter a radiação solar em calor”, diz o especialista.

O que se observa atualmente também pode ser classificado como um “extremo climático composto”. O termo é utilizado pelos meteorologistas para descrever eventos climáticos extremos simultâneos, concorrentes ou coincidentes, que podem levar a impactos ainda maiores para o meio ambiente e a população.

Atualmente na América do Sul, a poderosa onda de calor é acompanhada por um quadro de estiagem forte a severa – enquanto a seca favorece as altas temperaturas, o calor também piora a estiagem.

Segundo o climatologista e professor de ciências atmosféricas da USP, Pedro Leite da Silva Dias, a onda de calor está ainda associada às fortes chuvas registradas na Bahia e em Minas Gerais nas últimas semanas. O bloqueio de alta pressão atmosférica impede que as chuvas se desloquem para o sul, fazendo com que elas fiquem retidas sobre as regiões nordeste e sudeste do Brasil.

“Funciona como uma gangorra: enquanto o centro da América Latina experimenta seca e calor, o nordeste e sudeste brasileiros sofrem com a chuva”, diz.

Mapa de calor na América do Sul

CRÉDITO,CLIMATEMPO

Legenda da foto, Instituto Nacional de Meteorologia emitiu aviso de perigo para 216 municípios do RS em razão da onda de calor

Há ainda uma relação com o fenômeno climático La Niña, que se desenvolve quando ventos que sopram sobre o Pacífico empurram as águas quentes da superfície para o oeste, em direção à Indonésia. Isso causa grandes mudanças climáticas em diferentes partes do mundo, inclusive na América do Sul.

“A atmosfera está toda conectada e um fenômeno anômalo nunca acontece de forma isolada”, explica o climatologista e professor de ciências atmosféricas da USP, Pedro Leite da Silva Dias. “O La Ninã contribui não só para potencializar a intensidade da atual onda de calor, como também pode fazer com que ela demore a passar”.

Há registros de eventos extremos associados ao La Ninã há pelo menos 2 milhões de anos, mas já se sabe que seus efeitos negativos estão se tornando cada vez mais intensos.

Cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) atribuem essa e outras mudanças do comportamento natural do planeta às mudanças climáticas. O estudo, feito por centenas de cientistas que analisam milhares de evidências coletadas ao redor do planeta, alerta para o aumento de ondas de calor, secas, alagamentos e outros eventos climáticos extremos nos próximos dez anos.

“As temperaturas máximas aumentaram significativamente nos últimos 60 anos e o aquecimento global é, sem dúvidas, um potencial candidato para explicar o aumento da intensidade das ondas de calor”, diz Silva Dias.

Fonte: BBC.COM

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: 5 BENEFÍCIOS QUE A ÁGUA DO MAR PODE LHE PROPORCIONAR

Muitas pessoas dizem que a água do mar é curativa e que pode trazer boas energias e bons fluidos para a sua vida. Na edição desta quarta-feira, aqui no Blog do Saber, você vai conhecer 5 benefícios que essa maravilha pode proporcionar a sua saúde. Leia o texto completo a seguir e saiba mais sobre o assunto.

Mesmo de olhos fechados, ele é inconfundível. O som das ondas quebrando na praia. O cheiro da maresia. O sal sobre a pele… Dizem que a água do mar cura tudo. De ressaca até feridas (do corpo ou da alma). Para alguns privilegiados, um mergulho logo pela manhã ou no fim de semana é o que dá a energia necessária para enfrentar o dia a dia. De certa forma, também é o nosso caso. É no mar que a gente busca e transforma a energia em movimento para toda a sociedade.

Além de constituir mais de 70% do planeta, a água do mar proporciona inúmeros benefícios. Listamos 5 deles a seguir.

1 – Bem-estar e relaxamento
Se você se sente melhor depois de dar um mergulho no mar, saiba que não é por acaso. O magnésio, presente na água salgada, contribui para aliviar a tensão muscular e reduzir o estresse ou até mesmo a ansiedade.

2 – Imunidade e respiração
Alguns minerais encontrados na água marinha, como o cloreto de sódio, ajudam a aumentar a imunidade, fortalecendo nosso corpo contra inflamações. A mesma substância, que pode ser respirada na brisa do mar, também contribui com a limpeza das vias aéreas.

3 – Melhora a pele
Além do sódio, potássio, iodo, zinco, silício e magnésio são importantes para a regeneração celular e hidratação da pele, diminuindo reações alérgicas. A água do mar também alivia a coceira e ajuda a eliminar a pele morta acumulada.

4 – Acelera a cicatrização
A água salgada ajuda também na cicatrização de feridas. Os sais minerais presentes na água, como o iodo e o cloreto de sódio, têm efeito antisséptico e cicatrizante, contribuindo com a cura de ferimentos e machucados.

5 – Circulação e articulações
Devido à sua composição, a água do mar melhora os sintomas de doenças articulares, já que é capaz de reduzir a inflamação. A temperatura mais fria do mar promove a vasoconstrição e o aumento da oxigenação de tecidos, melhorando a circulação sanguínea e reduzindo o inchaço das pernas.

Além de todos esses benefícios, o mar abriga milhares de espécies e uma biodiversidade que é essencial para o planeta. Algumas dessas espécies, como o Golfinho Rotadoras Baleias Jubarte e Franca , os Merosos Albatrozesos Budiões , entre outras, a gente ajuda a preservar por meio dos nossos projetos ambientais patrocinados.

E já que estamos na Década do Oceano, aproveite também para saber mais sobre as nossas pesquisas marinhas. Conhecer para preservar: a Década do Oceano.

Fonte: Nossa Energia.Petrobras

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: ONDA DE CALOR QUE OCORRIA A CADA 100 ANOS PASSARÁ A OCORRER A CADA 2 ANOS ATÉ 2030

Na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta quarta-feira temos um artigo acerca do assunto mais sério dos últimos anos, o aquecimento global. Pesquisadores revelam que a maioria dos países sofrerá com ondas de calor com muito mais frequência até 2030. Isso deverá ocorrer a cada dois anos. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa importante pesquisa.

REDAÇÃO GALILEU

 ATUALIZADO EM 

Ondas de calor no Oriente Médio e Norte da África podem chegar a 56ºC (Foto: Bradley Hook/Pexels)Em termos de frequência, ondas de calor afetarão mais a África (Foto: Bradley Hook/Pexels)

Ondas de calor extremo que na era pré-industrial ocorriam uma vez a cada século agora devem se repetir ao menos a cada dois anos em quase todos os países do planeta até 2030. A estimativa consta em um estudo publicado nesta quinta-feira (6) na revista Communications Earth and Environment.

Para chegar a essa previsão, os pesquisadores consideraram os dados sobre emissões dos cinco maiores poluidores atmosféricos do mundo: ChinaEstados UnidosUnião EuropeiaÍndia Rússia. Também foram levadas em conta as promessas de redução de gases poluentes anteriores à COP26.

Um estudo de modelagem a partir dessas informações indicou que 92% dos 165 países estudados devem atravessar anos de calor extremo antes extremamente raros. “Isso realmente mostra a urgência e como estamos entrando em um mundo que é muito mais quente para todos”, afirmou em entrevista à Agência France Press Alexander Nauels, coautor do estudo.

A pesquisa também mostra que sem as emissões dos cinco maiores poluentes do mundo a partir de 1991 – ano em que o IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) alertou pela primeira vez sobre as mudanças climáticas – a proporção de países afetados por essas ondas de calor seria cerca de 46% menor.

Embora os anos de calor intenso estejam previstos para todos os cantos do globo, eles devem afetar desproporcionalmente algumas regiões. Enquanto a África Tropical é a região que deve ter anos quentes com mais frequência, os países mais ao norte global são os que devem experimentar os maiores aumentos de temperatura.

Segundo os pesquisadores, o estudo consegue dar concretude ao aquecimento global, indicando quando e o quanto a Terra deve aquecer nos próximos anos. “Normalmente falamos sobre essas quantidades abstratas de emissões ou temperaturas globais, que nós conhecemos mas não conseguimos realmente sentir”, afirmou à AFP Lea Beusch, autora principal do estudo.

Esta matéria faz parte da iniciativa #UmSóPlaneta, união de 19 marcas da Editora Globo, Edições Globo Condé Nast e CBN. Saiba mais em umsoplaneta.globo.com.

Fonte: Revista Galileu

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: CIENTISTAS DE CINGAPURA DESCOBREM UMA NOVA FORMA DE EMBALAR ALIMENTOS MAIS DURÁVEL E MAIS SEGURA PARA A SAÚDE

Um novo tipo de embalagem para alimentos que pode prolongar a validade e evitar intoxicação alimentar é o destaque da edição desta sexta-feira, aqui na coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE do Blog do Saber. Então leia o artigo completo a seguir e conheça esse novo método de conservação dos alimentos desenvolvido por uma equipe de pesquisadores de Cingapura. 

Novo pacote inteligente pode tornar a intoxicação alimentar uma coisa do passado e é ecologicamente correto

Uma nova forma ‘inteligente’ de embalagem pode erradicar a intoxicação alimentar, de acordo com um novo estudo.

Os cientistas dizem que ele mata insetos nocivos – como E.coli, Salmonella e listeria – mantendo a carne, o peixe, as frutas e os vegetais frescos por mais tempo.

A embalagem impermeável também pode ajudar a salvar o planeta, reduzindo o desperdício, segundo a equipe de pesquisadores. Parece plástico, mas é biodegradável.

A co-líder do projeto, Professora Mary Chan, da Universidade Tecnológica de Nanyang, Cingapura, disse: “Esta invenção serviria como uma opção melhor na indústria de alimentos.

“Ele demonstrou qualidades antimicrobianas superiores no combate a uma miríade de bactérias e fungos relacionados com alimentos que podem ser prejudiciais aos humanos.

“A liberação inteligente de antimicrobianos só ocorre quando há presença de bactérias ou alta umidade.

“Ele fornece proteção quando necessário – minimizando assim o uso de produtos químicos e preservando a composição natural dos alimentos embalados.”

O material transparente é feito de amido, um tipo de proteína de milho chamada zeína, e outros biopolímeros derivados naturalmente.

Ele também é infundido com um coquetel de compostos antimicrobianos encontrados nas plantas.

Eles incluem óleo de tomilho, uma erva comum usada na culinária, e ácido cítrico encontrado em laranjas e toranjas.

Em experimentos, pequenas quantidades só foram liberadas quando expostas à umidade ou enzimas de bactérias e fungos que contaminam os alimentos.

Isso garante que a embalagem possa resistir a várias exposições – e durar meses.

Os produtos químicos destroem qualquer bactéria que cresça na superfície – bem como no próprio produto.

Os morangos permaneceram frescos por sete dias antes de desenvolverem mofo – três dias a mais do que os equivalentes em caixas plásticas convencionais.

O co-líder do projeto, Prof Philip Demokritou, da Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan, em Boston, disse: “A segurança alimentar e o desperdício se tornaram um grande desafio para a sociedade de nossos tempos, com imenso impacto econômico e de saúde pública que compromete a segurança alimentar.

“Uma das maneiras mais eficientes de aumentar a segurança alimentar e reduzir a deterioração e o desperdício é desenvolver materiais de embalagem de alimentos biodegradáveis ​​e não tóxicos eficientes.

“Neste estudo, usamos compostos derivados da natureza, incluindo biopolímeros, solventes não tóxicos e antimicrobianos inspirados na natureza, e desenvolvemos sistemas escaláveis ​​para sintetizar materiais antimicrobianos inteligentes.

“Eles podem ser usados ​​não apenas para melhorar a segurança e qualidade dos alimentos, mas também para eliminar os danos ao meio ambiente e à saúde e reduzir o uso de plásticos não biodegradáveis ​​em nível global e promover sistemas agroalimentares sustentáveis.”

SWNS

A indústria de embalagens é a grande consumidora de plásticos sintéticos derivados de combustíveis fósseis.

É responsável pela maior parte dos resíduos plásticos que poluem o meio ambiente.

Peter Barber, CEO da ComCrop, uma empresa de Cingapura pioneira na agricultura urbana em telhados, disse: “O material de embalagem de alimentos da NTU-Harvard Chan School serviria como uma solução sustentável para empresas como nós, que desejam reduzir o uso de plástico e abraçar alternativas mais verdes.

“À medida que a ComCrop busca aumentar o produto para impulsionar a capacidade de produção de alimentos de Cingapura, o volume de embalagens de que precisamos aumentará em sincronia, e mudar para um material como esse nos ajudaria a ter o dobro do impacto.

“As propriedades antimicrobianas da embalagem, que poderiam estender a vida útil de nossos vegetais, nos serviriam bem.

“O material de embalagem é uma promessa para a indústria, e estamos ansiosos para aprender mais sobre a embalagem e, possivelmente, adotá-la para nosso uso algum dia.”

O professor Chan disse que isso tem implicações enormes – servindo como uma alternativa ecologicamente correta.

O objetivo é substituir as embalagens plásticas convencionais pelo novo material, que também dobrará o prazo de validade dos produtos.

O professor Chan disse: “Os vegetais são uma fonte de desperdício porque, mesmo se forem refrigerados, continuarão a respirar, levando à deterioração depois de uma ou duas semanas.

“Com a embalagem antimicrobiana, há uma chance de estender sua vida útil – e também fazer com que os vegetais e frutas pareçam frescos com o tempo”.

A equipe espera expandir a tecnologia com um parceiro industrial – com o objetivo de comercialização dentro de alguns anos.

Os resultados foram publicados na revista ACS Applied Materials & Interfaces.

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: PESQUISADORES DE YALE CONCLUEM QUE VEÍCULOS ELÉTRICOS SÃO VERDES EM QUALQUER SITUAÇÃO

Os carros elétricos são “verdes” em qualquer situação, mesmo considerando as emissões indiretas da cadeia produtiva dessa espécie de veículo, quando comparado com a produção de veículos movidos a combustível fóssil. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes do estudo feito por pesquisadores da Escola de Meio Ambiente de Yale.

Outros motivos pelos quais os veículos elétricos são ‘verdes’, de acordo com pesquisadores de Yale

Com novos grandes pacotes de gastos investindo bilhões de dólares em veículos elétricos nos EUA, alguns analistas levantaram preocupações sobre o quão verde a indústria de veículos elétricos realmente é, focando particularmente nas emissões indiretas causadas nas cadeias de abastecimento dos componentes dos veículos e os combustíveis usados ​​para energia elétrica que carrega os veículos.

Mas um estudo recente da Escola de Meio Ambiente de Yale descobriu que o total de emissões indiretas de veículos elétricos empalidece em comparação com as emissões indiretas de veículos movidos a combustível fóssil. Isso se soma às emissões diretas da queima de combustíveis fósseis – seja no tubo de escape para veículos convencionais ou na chaminé da usina para geração de eletricidade – mostrando que os veículos elétricos têm uma clara vantagem de emissões em relação aos veículos convencionais.

“O elemento surpreendente foi como as emissões dos veículos elétricos foram muito mais baixas”, disse Stephanie Weber, associada de pós-doutorado. “A cadeia de abastecimento de veículos de combustão é tão suja que os veículos elétricos não conseguem superá-la, mesmo quando você leva em consideração as emissões indiretas.”

Weber fez parte do estudo liderado por Paul Wolfram ’21 PhD – agora um pós-doutorado no Joint Global Change Research Institute da Universidade de Maryland – e que incluiu o professor de economia YSE Ken Gillingham e Edgar Hertwich, um ecologista industrial da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia e ex-membro do corpo docente do YSE.

A equipe de pesquisa combinou conceitos de economia de energia e ecologia industrial – precificação de carbono, avaliação de ciclo de vida e modelagem de sistemas de energia – para descobrir se as emissões de carbono ainda eram reduzidas quando as emissões indiretas da cadeia de abastecimento de veículos elétricos eram consideradas.

“Uma grande preocupação com os veículos elétricos é que a cadeia de abastecimento, incluindo a mineração e o processamento de matérias-primas e a fabricação de baterias, está longe de ser limpa”, diz Gillingham. “Portanto, se precificássemos o carbono incorporado nesses processos, a expectativa é que os veículos elétricos seriam exorbitantes. Acontece que não é o caso; se você nivelar o campo de jogo também fixando o preço do carbono na cadeia de abastecimento de veículos movidos a combustível fóssil, as vendas de veículos elétricos realmente aumentariam. ”

O estudo também considerou mudanças tecnológicas futuras, como a descarbonização do fornecimento de eletricidade, e concluiu que isso fortaleceu o resultado de que os veículos elétricos dominam quando as emissões indiretas da cadeia de fornecimento são contabilizadas.

A equipe de pesquisa coletou dados usando um National Energy Modeling System (NEMS) criado pela Energy Information Administration, que modela todo o sistema de energia dos EUA usando informações detalhadas do sistema de energia doméstico atual e uma previsão do futuro do sistema elétrico.

Wolfram concluiu uma avaliação do ciclo de vida que forneceu resultados de emissões indiretas, que foram então conectadas ao modelo NEMS para ver como um imposto de carbono sobre essas emissões indiretas mudaria o comportamento de consumidores e fabricantes. Weber ajudou a modificar o código NEMS.

De acordo com Wolfram, o estudo, publicado na Nature Communications , mostra que “o elefante na sala é a cadeia de abastecimento dos veículos movidos a combustível fóssil, não a dos veículos elétricos”. Ele observa que quanto mais rápido mudarmos para veículos elétricos, melhor – pelo menos em países com fornecimento de eletricidade suficientemente descarbonizado, como os EUA

Gillingham, cuja pesquisa se concentrou extensivamente na adoção de energia alternativa no transporte, diz que esta pesquisa fornece uma melhor compreensão de como a precificação abrangente do carbono – que inclui toda a cadeia de abastecimento – pode levar os consumidores a veículos elétricos.

Fonte: Yale School of the Environment

Fonte: Good News Network

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: FINALMENTE NATAL PODE SONHAR COM O PROGRESSO SUSTENTÁVEL

Finalmente o novo Plano Diretor de Natal foi aprovado pelo plenário da Câmara de vereadores nesta quinta-feira, 23/12, e vai trazer novos rumos e bons ventos para o progresso da cidade de Natal com a mudança do zoneamento. O novo Plano Diretor levou mais de dois anos e meio para tomar forma e ficar pronto, tudo isso visando fazer da cidade um lugar mais bonito, mais saudável e ecologicamente correto para se viver.Veja a seguir como ficou o novo Plano Diretor da cidade de Natal!

Ruth Maria da Costa Ataide¹
Alexsandro Ferreira Cardoso da Silva²
Esthefanny Emmanuelly Priscylla de Araújo Bezerra³

No último dia 29 de setembro de 2021, o Prefeito da Cidade do Natal, Álvaro Dias, enviou a minuta do novo Plano Diretor de Natal, depois de um conturbado processo de elaboração ocorrido em meio a pandemia da Covid-19. A toda velocidade, o executivo municipal espera que o texto da minuta, agora na forma de Projeto de Lei – PL 09/21, com 261 artigos, seja discutido e votado até o dia 23 de dezembro, dois dias antes do aniversário de 422 anos da Cidade do Natal. Pode ser um “presente de grego”, se os vereadores não conseguirem reverter uma série de problemas, riscos e ameaças contidos nesta proposta (ATAÍDE et al., 2021). Nesta segunda parte, vamos abordar as propostas para o zoneamento urbano contidas no texto que, na prática, foi suprimido do Projeto de Lei 09/2021. O objetivo dessas reflexões é contribuir para um debate qualificado e acessível sobre os riscos do texto submetido ao legislativo, auxiliando os acadêmicos, vereadores e a população na compreensão dos rumos do Planejamento Urbano de Natal e os possíveis efeitos à cidade e ao meio ambiente.

Ver também:

Importante lembrar, de partida, que o uso e a ocupação do solo urbano são matérias privativas do Município, que exerce seu poder de regulamentar, fiscalizar e punir atos que possam prejudicar ou estar em desacordo com as normas definidas pelos regramentos urbanísticos, entre eles o Plano Diretor, o Código de Obras e o Código do Meio Ambiente. Entretanto, além dessas funções, é dever do Poder Público municipal estabelecer e gerir instrumentos de salvaguarda urbanística e ambiental, de longo prazo, de modo a ampliar a qualidade de vida da sua população. Não é, portanto, matéria desta ou daquela gestão, mas sim de um Planejamento que deve orientar uma justa distribuição do bônus e dos ônus do processo de urbanização. A Constituição Federal de 1988 (BRASIL, 1988) e o Estatuto da Cidade, estabelecido pela Lei 10.257/01 (BRASIL, 2001) oferecem o instrumental para cumprir tais objetivos.

O Zoneamento é um dos mais antigos desses instrumentos, tanto quanto à própria noção de Urbanismo. É utilizado para delimitar diferentes frações da cidade, conforme certas características, funções ou ordenações urbanísticas e ambientais necessárias à aplicação dos demais artigos constantes no Plano Diretor, definido hoje como o principal instrumento de desenvolvimento urbano. É a primeira “base” onde são lançadas as demais estruturas do Plano. Mas, historicamente, há várias formas e modelos de aplicar o zoneamento urbano, que pode definir o uso e a função de uma determinada área, restringir o acesso de veículos ao centro, definir limitações na intensidade de utilização do solo urbano ou, até mesmo, proteger áreas socioambientalmente vulneráveis. Devido a sua importância e alcance não deve o zoneamento ser alterado de modo a perder ou se distanciar de tais fundamentos, ou diminuir as premissas de salvaguardas existentes no Plano Diretor, prejudicando ou impedindo o controle urbanístico da cidade. Como lembra Hely Lopes Meirelles, “O município só deve impor ou alterar zoneamento quando essa medida for exigida pelo interesse público, com real vantagem para a cidade e seus habitantes” (MEIRELLES, 2011, 130).

No Município de Natal, não temos Zona Rural, desde o Plano Diretor de 1984 – Lei 3.175/84 (NATAL, 1984), que passou a considerar o seu território como integralmente urbano. Foi partir deste Plano que o município também teve aprovada a sua primeira Lei de uso e ocupação do solo, estruturada num zoneamento de base racional-funcionalista. Desde então outros planos o sucederam, até o vigente, atualmente em revisão. O PDN 1984 recortava a cidade em diversas Zonas, por uso, função, tipo de instalação fabril ou de serviços, se residencial ou não, etc. A crítica que se fazia a este Plano era, além da setorização funcional dissociada das práticas sociais, a rigidez técnica das prescrições urbanísticas, sem os correspondentes mecanismos de controle e gestão sobre o ritmo do crescimento urbano e as constantes transgressões que o tornava ineficaz.

O Plano Diretor de 1994, estabelecido pela Lei 07/94 (NATAL, 1994), resultou de uma obrigatória revisão do instrumento urbanístico, a luz da Constituição de 1988 e dos novos marcos regulatórios estaduais municipais. Em razão disso e mantendo o zoneamento como base estruturante este Plano estabeleceu dois níveis de orientação e controle do uso e da ocupação do solo: o Macro, definido pelo Macrozoneamento, e o micro, sobreposto ao primeiro e definido pelas Áreas Especiais – AE (ATAÍDE, 2013). Ressalte-se que, diferente do zoneamento funcional do Plano anterior, este desenho de zoneamento materializava as diretrizes do plano, pautadas no cumprimento da função social da propriedade, no equilíbrio do meio ambiente e na adequação da ocupação do solo à infraestrutura instalada. Assim é que o Macrozoneamento dividiu o território em três grandes zonas: Zona Adensável (ZA), Zona de Adensamento Básico (ZAB) e Zona Proteção Ambiental (ZPA). Quanto as AEs, estas estavam sobre alguma das três Macrozonas e, pelas suas características particulares, possuíam prescrições ou orientações próprias. O artigo 6º desta lei especificava ainda que Áreas Especiais eram “porções do território municipal, delimitadas por lei, que se sobrepõe às zonas em função de peculiaridades que exigem tratamento especial” (NATAL, 1994). Portanto, Macrozoneamento e Áreas Especiais são entidades urbanísticas distintas.

Em 2007, a Lei 082/07 (NATAL, 2007) que dispõe sobre o Plano Diretor em vigor, PDN 2007, manteve as três macrozonas e redefiniu as Áreas Especiais como “porções da Zona Urbana situadas em zonas adensáveis ou não, com destinação específica ou normas próprias de uso e ocupação do solo” (art. 20), mantendo o entendimento da Lei 07/94 também para as AEs. Portanto, a legislação existente em Natal desde 1994 consolidou a ideia de um Macrozoneamento e de Áreas Especiais de modo a criar uma norma geral de ordenamento do solo urbano e, sobrepostas, normas especiais sobre o mesmo, quando plenamente justificadas pelas dimensões: social, urbanística, paisagística, cultural ou ambiental. Não se pode falar, assim, em conflito entre Macrozona e Área Especial, na medida em que sua aplicação se dá guiada pelos princípios do equilíbrio e do menor dano, para o maior ganho possível à cidade.

Voltemos ao PL 09/21, que rompe com essa orientação e os princípios do próprio Plano. Sem justificativa técnica ele altera o Macrozoneamento, reduzindo as três zonas atuais em duas: a) Zona Adensável e b) Zona de Proteção Ambiental, e ainda estabelece que todo o território da cidade é passível de algum grau de adensamento, acima do Coeficiente de Aproveitamento 1,0, estabelecido como básico. As ZPAs, no total de dez, são as mesmas definidas na Lei 082/07, com algumas alterações em limites territoriais e na flexibilização nas condições de ocupação. Para essa redefinição do zoneamento O PL 09/21, em seu artigo 12, parte do pressuposto que todas as áreas urbanas possuem condições e disponibilidade de infraestrutura, podendo, assim, prescindir de uma Zona de Adensamento Básico. Internamente a esta única Macrozona adensável, e numa relação inversa a Lei 082/07, cria três “subzonas” que nomeia de “unidades territoriais” (art. 11), sobrepostas entre si e ao bairro, sendo elas: a) Bacias de Esgotamento Sanitário, baseadas no Plano de Drenagem urbana e no Plano de Esgotamento Sanitário b) Bairros e c) Eixos Estruturantes definidos como as vias principais que cortam bairros. O Plano Diretor vigente estabelece o Bairro como a única unidade referencial de planejamento, aplicando sobre ele o zoneamento e as demais prescrições urbanísticas.

Portanto, há neste PL uma unidade administrativa (bairro), uma unidade física (bacia) e uma unidade de ligação viária (linear, não de área). Como o zoneamento proposto hierarquiza ou ordena as funções de cada uma dessas unidades, o instrumento do Macrozona Adensável perde suas funções originais de planejamento e ordenamento urbano e ambiental e passa a servir, apenas, como suporte cartográfico, delimitação sem sentido, pois, de fato, as prescrições urbanísticas seguirão as bacias e as vias principais.

Convém salientar que a definição de Zona Adensável do PL 09/21 (caput do art. 12) é mesma da Lei 082/07 do Plano em vigor (caput do art.11), sendo: “aquela onde as condições do meio físico, a disponibilidade de infraestrutura e a necessidade de diversificação de uso possibilitem um adensamento maior do que aquele correspondente aos parâmetros básicos de coeficiente de aproveitamento” (NATAL, 2021). Ocorre que o PL suprimiu a Macrozona não adensável que, na lei vigente, faz o contraponto territorial (e diferencial) com a zona adensável. Com essa alteração, tal definição é meramente conceitual, carecendo de função urbana, ou seja, tudo que não for ZPA tornar-se adensável e se submete às prescrições definidas pela bacia de esgotamento e pelas vias principais, não porque já tenha infraestrutura, mas devido à retirada da Macrozona adensamento básico. É um movimento sutil, de fato, mas impede que a “cidade real”, aquela que não possui infraestrutura, possa ser visualizada, introduzindo a ideia de que o único contraponto territorial ao adensamento são as ZPAs.

Ponta Negra, Natal (RN). Foto: Valter Campanato (Agência Brasil).

Sobre as ZPAs cabem algumas observações. O Art. 16, do PL 09/21, mantém a definição da Lei 082/07 para essas 10 zonas, sendo: “a área na qual as características do meio físico restringem o uso e ocupação, visando a proteção, manutenção e recuperação dos aspectos ambientais, ecológicos, paisagísticos, históricos, arqueológicos, turísticos, culturais, arquitetônicos e científicos” (NATAL, 2021). Introduz, entretanto, polêmicas alterações de limites em algumas delas e flexibilizações no controle da ocupação sem os estudos correspondentes, quais sejam:

O PDN 082/07 em vigor também estabelece que as ZPAs estão submetidas a regulamentações específicas, que os parâmetros gerais aplicados às Zonas de Adensamento Básico ou Adensáveis não se aplicam aos territórios que delimita. E ainda, que nessas regulamentações, os subzoneamentos específicos de cada ZPA devem observar, onde couber, a divisão do território em três subzonas, as quais correspondem a três níveis de Preservação, Conservação e Uso Restrito. Na subzona de preservação, mais restritiva, há indicações de proteção rigorosa para nove unidades geoambientais características do sitio geográfico do município de Natal, entre elas as dunas e sua vegetação fixadora, as nascentes, a vegetação nas margens dos rios, os mangues, os recifes e as falésias, etc. Na proposta do PL 09/21, as disposições para os subzoneamentos das ZPAs associadas ao nível de preservação suprimem as especificidades do município de Natal, reforçadas desde a Lei Orgânica do Município e limita-se a remeter proteção ambiental dessas unidades geoambientais aos termos das legislações federais, notadamente: Lei Federal 12.651/12, Lei Federal 9.985/00 e Lei Federal 11.428/06 (BRASIL, 2012, 2000 e 2006). Com esta mudança no PL desaparece do texto normativo especifico o entendimento sobre o que é, de fato, importante a preservar em Natal, ficando esta decisão dependente das disposições nacionais. O município perde, portanto, em especificidade e focalização, pois Natal já era obrigada a seguir tais legislações, mas poderia aplicar restrições adicionais na proteção dos seus elementos naturais, como, por exemplo, nas vegetações fixadoras de Dunas, protegidas desde o Código de Meio Ambiente do município – Lei 3100/92 (NATAL, 1992). Em que pese à simplificação do texto do PL sobre este nível de proteção no subzoneamento das ZPAs nos perguntamos se a supressão desta especificidade na escala local direcionada à preservação ambiental pode sugerir, em longo prazo, uma perda de efetividade na proteção desses recursos naturais, especialmente quando temos um cenário nacional adverso ao tema ambiental, expresso nas iniciativas do Congresso Nacional, principalmente, dos últimos 05 anos. Afinal, ganhamos em proteção ambiental ou perdemos com tal simplificação?

Cabe ainda ressaltar que a perda é ampliada quando a aplicação do nível preservação está restrita às ZPAs, ou seja, como uma das suas categorias de proteção ou subzonas. Uma avaliação do Plano Diretor em vigor sobre as unidades geoambientais do município, que também não foi considerada, revelou que existiam pequenas frações de espaços naturais distribuídos na cidade, cuja proteção precisava ser incorporada ao novo regramento urbanístico. É o caso das “Dunas remanescentes”, dos cursos d’água e das suas margens, da cobertura vegetal das encostas, entre outros. Ou seja, os mesmos elementos naturais, estando eles, localizados ou não no interior das ZPAs, que deveriam ser igualmente protegidos.

As outras duas subzonas, Conservação e Uso Restrito, podem delimitar frações das ZPAs que já apresentem algum tipo de ocupação do solo que, dependendo da sua natureza e intensidade na relação com os objetivos de proteção de cada ZPA, deve ser reconhecida e controlada a partir das suas respectivas regulamentações. Como exemplo, tem-se o reconhecimento dos assentamentos precários de origem formal ou informal, atividades agrícolas ou outras atividades consolidadas em diversas ZPAs. Neste ponto surge outra alteração no PL 09/21 que afeta o zoneamento. Trata-se da flexibilização do controle da ocupação do solo nas ZPAs ainda não regulamentadas. O PDN em vigor estabelece limites de ocupação para essas zonas, enquanto as suas regulamentações não se concluírem. Ocorre que mais da metade delas estão nessa situação, mas com os processos em curso, seja no âmbito do próprio órgão de planejamento, seja no âmbito dos conselhos setoriais que integram o sistema de gestão. Dentre as 10 ZPAs em apenas 4 foram regulamentadas. Assim, as ZPAs conhecidas por seus números 02, 06, 07, 08, 09 e 10 não foram regulamentadas, sendo a de número 02, protegida por um plano de manejo, com limites coincidentes com o Parque das Dunas – unidade de conservação estadual. Para essas ZPAs, o PL 09/21 introduz, em seu artigo 20, a possibilidade de ocupação sem regramento estabelecido, quando indica que “enquanto não forem regulamentadas (…) ficam temporariamente instituídas as regras contidas nos processos de regulamentação que estão em trâmite no CONCIDADE/Natal” (Natal, 2021). Ou seja, em flagrante desconformidade jurídica, o texto traz para uma Proposta de Lei Complementar prescrições que são desconhecidas na Minuta e que não podem ser aplicadas pelo licenciamento urbanístico e ambiental, pois não foram aprovadas pelo CONCIDADE, coordenador do sistema de gestão e nem votadas pela Câmara Municipal. Saliente-se ainda, que, desde o início do processo de revisão do Plano, em 2017, as discussões dessas propostas de regulamentação pouco avançaram, algumas retidas à espera do novo Plano.

Com isso é importante deixar uma indagação para o caso da manutenção desse artigo pelo legislativo: como o licenciamento do órgão gestor irá se conduzir para analisar este ou aplicar este ou aquele projeto, sem a clareza dos parâmetros e a autorização em específico, isto é, para efeito de cálculo? Entendemos que a simples autorização em geral do parágrafo único do art. 20, não autoriza o poder público a aprovar ou reprovar projetos tendo como base minutas de lei ainda em discussão no CONCIDADE e que podem ser alteradas livremente pelos conselheiros.

Importante destacar ainda, que todas as regulamentações das ZPAs em discussão nos conselhos tomam como base o Macrozoneamento em vigor, ou seja, as prescrições para três tipos de zonas. Nestas, as prescrições menos restritivas aplicadas às áreas delimitadas como subzonas de Conservação e Uso Restrito, em razão do grau de consolidação da ocupação, remetem, por vezes, as estabelecidas para a Zona de Adensamento básico. A sua supressão do PL 09/21 reforça, portanto, a inviabilidade da aplicação de mais essa incongruência jurídica do texto.

Por fim, cabe comentar sobre as Áreas Especiais (Capítulo II, PL 09/21) e seu relacionamento com o Macrozoneamento. Como referido, as AEs são porções do território que estão sobrepostas as Macrozonas. Devido a suas singularidades, elas exigem tratamento especial – com destinação específica e passível de alteração, quando tal característica deixa de fazer sentido (por exemplo, caso a situação de risco que fundamentou a delimitação de uma dada área como AEIS seja revertida ela pode, em tese, deixar de ser, no futuro, assim classificada). É importante lembrar que uma AE não “anula” uma Macrozona, mas estabelece com esta uma relação de “norma geral para norma especial”, isto é, quando se tratar da sua competência específica, com foco, a AE pode ser acionada como instrumento de intervenção ou proteção social, urbanística ou paisagística desde que não exceda seu objetivo finalístico definido no Plano Diretor. Por exemplo, uma Área Especial de Interesse Social – AEIS pode conviver com uma ZPA, desde que o foco da ação da AEIS seja para minorar as condições de vulnerabilidade social existentes da sua população residente e não ampliar o risco ambiental à ZPA. Este entendimento evita que se utilize uma AE para diminuir uma ZPA ou prejudicá-la. Ou seja, a existência de uma AE não pode desconfigurar uma ZPA como instrumento de Projeto, sendo uma referência a esta ZPA como instrumento de Planejamento (escala micro para macrozona), podendo se configurar, inclusive, como uma nova subzona, distinta das três categorias previstas pelo Plano Diretor. Na iminência da necessidade de intervenção física de uma AEIS encravada sobre uma ZPA, deve esta intervenção respeitar os limites já definidos da ZPA e, ao mesmo tempo, melhorar as condições habitacionais e urbanas da população existente. Este sutil manejo técnico e jurídico entre ZPAs e AEs, infelizmente, também não é bem resolvido no PL 09/21, como demonstrado a seguir.

Na minuta proposta, em seu art. 21, há previsão de nove Áreas Especiais. Dentre estas, algumas são modificações de subzonas criadas em 1984 como a Zona Especial de Preservação Histórica – ZEPH, que passa a se chamar Área Especial de Preservação Cultural – AEPC, entre outras. Outras são novas denominações como a Área Especial Costeira Estuarina e, a mais polêmica, a Área Especial Militar. Vejamos algumas delas e como se relacionam com as duas macrozonas. A Área Especial Costeira Estuarina está definida no Mapa 19, Anexo 3. Ela se divide em uma faixa de orla marítima e as margens dos Rios Potengi e Jundiaí, sobrepondo-se com duas ZPAs (08 e 07). Dúvida: como serão aplicados os direcionamentos de usos dessa estreita faixa de terra e como se ajustam ao subzoneamento de cada ZPA? A minuta não traz nenhuma especificação adicional, remetendo genericamente a um futuro Plano de Gestão da Orla Marítima.

O artigo 24 da proposta é um dos mais estranhos e inadequados. A Área Especial de Interesse Turístico e Paisagístico, definida no Mapa 7, anexo 3, acomoda as atuais Áreas Especiais de Controle Gabarito – AECG as quais, por sua vez, incorporam as antigas Zonas Especiais Turísticas (ZETs 01, 02, 03 e 04). Entretanto, suprime a AECG do entorno do Parque das Dunas e flexibiliza a ocupação do solo da orla da Redinha, atual ZET4, permitindo construções de até 30 metros, aproximadamente 10 pavimentos (parágrafo 2o do art. 21). Tal flexibilização não é acompanhada de nenhuma salvaguarda ou limite de proteção, inviabilizando a própria AEITP. Além disso, cria a possibilidade de uso residencial multifamiliar na Via Costeira, área à beira mar, de propriedade da União, concedida a particulares para exploração de hotelaria desde os anos 1980, o que é estranho à natureza do próprio artigo que, em tese, deveria estar preocupado em salvaguardar o turismo e a paisagem. Ainda, permite padrões de reparcelamento do solo na mesma Via Costeira, cujo domínio é da União e foi concedido para fins de exploração comercial e de serviços turísticos. Por fim, no artigo 25, retira trecho da ZPA10, alegando “urbanização consolidada”, sem as correspondentes explicações. Como podemos ver, em um único artigo – que objetivava proteger a paisagem – foram inseridos vários parágrafos que, ou não possuem vinculação com a AEITP, ou diminuem a efetividade da proteção paisagística e turística. Em todo o texto que trata das AEITPs, a única adição de estratégia protetiva da paisagem está representada pelo destaque as ZPAs e aos cordões dunares dos bairros de Guarapes e Felipe Camarão como de Interesse Paisagístico.

Porém, a AE mais estranha e sem sentido é a chamada Área Especial Militar. Natal, por seu histórico de participação na Segunda Grande Guerra, possui equipamentos militares distribuídos pelo seu litoral e cordões dunares. Essas bases conviveram, até aqui, de modo equilibrado com as suas delimitações como ZPAs, no caso, as de número 06, 07 e 10. No texto do PL, art. 51, houve um redirecionamento dessa convivência. Sem suporte nos fundamentos do zoneamento foi criada a Área Especial Militar – AEM, definida como “àquelas áreas que tenham seu registro imobiliário em nome de pessoa jurídica das Forças Armadas Brasileiras”.

Com essa inserção dissonante pergunta-se: qual a especialidade de tais áreas? Para quê se destinam, se elas convivem com as ZPAs há décadas? Embora não encontremos respostas nos fundamentos do zoneamento, cabe registrar aqui algumas alegações dos representantes das corporações militares na fase discussão do Plano no âmbito do executivo, que resultou no PL. A mais enfática era de que, em nome da “segurança nacional” os terrenos ocupados pelas corporações não poderiam estar submetidos aos regramentos dos municípios, situação que se aplicaria, principalmente, as ZPAs. De fato, essa é a interpretação possível do disposto no parágrafo segundo do artigo 16, quando especifica que “ressalvando-se a observância obrigatória das prescrições urbanísticas correspondentes a cada ZPA em caso da finalidade de uso das áreas militares”. Nota-se uma indicação para a suspensão da aplicação de tais prescrições enquanto a utilização do uso militar. Ainda, o parágrafo único do art. 51 dispõe que “para situações em que for necessário o licenciamento de obras ou serviços nessas áreas, serão aplicadas as prescrições urbanísticas previstas para a localidade onde se situar, sem definir, portanto, a zona de referência: se seria da ZPA ou da Zona Adensável. Tal situação fragiliza as ZPAs que envolvem tais AEMs, pois – de modo inadequado – suspende a aplicação das salvaguardas ambientais que lhes são inerentes.

Como podemos ver nos exemplos destacados (há outros em desconformidade no texto do PL 09/21) a proposta do novo Plano Diretor do município de Natal expressa um desenho de planejamento urbano e ambiental fragmentado, contraditório e pouco elucidativo, deixando margens para interpretações e contribuindo para uma maior insegurança jurídica. É necessária uma reestruturação do Macrozoneamento utilizando técnica urbanística e razoabilidade na tomada de decisões, de modo a evitar graves riscos ao ordenamento urbano e a qualidade ambiental da cidade de Natal.

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¹ Professora do Departamento de Arquitetura (UFRN) e pesquisadora do Observatório das Metrópoles Núcleo Natal.

² Professor do Departamento de Políticas Públicas (UFRN) e pesquisador do Observatório das Metrópoles Núcleo Natal.

³ Graduanda em Arquitetura e Urbanismo e bolsista de extensão (UFRN).

REFERÊNCIAS

ATAÍDE, Ruth Maria da Costa. Interés Ambiental frente a interés social: La gestión de los conflitos socio-espacilaes em los espacios naturales protegidos: los retos de laregulación urbanística de los asentamientos informales em Natal, RN, Brasil. Universitat de Barcelona. Barcelona, 2013.

ATAÍDE, Ruth Maria da Costa; SILVA, Alexsandro Ferreira Cardoso da; SOBRINHA, Maria Dulce P. Bentes. Os rumos do (novo) Plano Diretor em Natal-RN | Parte 1. Observatório das Metrópoles, 2021. Disponível em: https://www.observatoriodasmetropoles.net.br/os-rumos-do-novo-plano-diretor-em-natal-rn-parte-1. Acesso em 11 de outubro de 2021.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília/DF: DOU, 1988.

BRASIL. Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1o, incisos I, II, III e VII da Constituição Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 2000. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9985.htm. Acesso em 11 de outubro de 2021.

BRASIL. Lei 10.257, de 10 de julho de 2001. Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 2001. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm. Acesso em 12 de outubro de 2021.

BRASIL. Lei nº 11.428, de 22 de dezembro de 2006. Dispõe sobre a utilização e proteção da vegetação nativa do Bioma Mata Atlântica, e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11428.htm. Acesso em 11 de outubro de 2021.

BRASIL. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012. Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa; altera as Leis nºs 6.938, de 31 de agosto de 1981, 9.393, de 19 de dezembro de 1996, e 11.428, de 22 de dezembro de 2006; revoga as Leis nºs 4.771, de 15 de setembro de 1965, e 7.754, de 14 de abril de 1989, e a Medida Provisória nº 2.166-67, de 24 de agosto de 2001; e dá outras providências. Brasília, DF: DOU, 2012. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm. Acesso em 12 de outubro de 2021.

MEIRELLES, Hely Lopes. Direito de Construir. São Paulo: Malheiros, 2011.

NATAL, Câmara Municipal de. Projeto de Lei Complementar nº 09, de 29 de setembro de 2021. Dispõe sobre o Plano Diretor de Natal, e dá outras providências. Natal: Câmara Municipal, 2021.

NATAL, Prefeitura Municipal do. Lei nº 3.100, de 19 de junho de 1992. Dispõe sobre o código do MEIO AMBIENTE do Município de Natal. Natal: DOMNatal, 1992.

NATAL, Prefeitura Municipal do. Lei nº 07, de 05 de agosto de 1994. Dispõe sobre o Plano Diretor de Natal e dá outras providências. Natal: DOMNatal, 1994.

NATAL, Prefeitura Municipal do. Lei nº 082, de 21 de junho de 2007. Dispõe sobre o Plano Diretor de Natal e dá outras providências. Natal: DOMNatal, 2007.

NATAL, Prefeitura Municipal do. Lei nº 3.175, de 26 de janeiro de 1984. Dispõe sobre o Plano Diretor de Organização Físico-Territorial do Município de Natal e dá outras providências. Natal: DOMNatal, 1984. Disponível em: https://planodiretor.natal.rn.gov.br/anexos/GT/normas/10_Plano%20Diretor%201984.pdf. Acesso em 08 de outubro de 2021.

Fonte: Observatório das metrópoles

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: TARTARUGA MARINHA RESGATADA NA COSTA BRANCA POTIGUAR ESTÁ SENDO REABILITADA PELO CRF

Por g1 RN

 

Tartaruga marinha é 'resgatada' por técnicos do Cetáceos após tentativa de soltura na Costa Branca potiguar
Tartaruga marinha é ‘resgatada’ por técnicos do Cetáceos após tentativa de soltura na Costa Branca potiguar

Uma tartaruga marinha de 140 quilos resgatada na Costa Branca potiguar está em processo de reabilitação no Centro de Reabilitação de Fauna (CRF) do Projeto Cetáceos da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (Uern), em Areia Branca. Vídeo feito por turistas na manhã de quarta-feira (22) mostram a retirada do animal do mar após uma tentativa de soltura na praia de Upanema (veja acima).

De acordo com os pesquisadores do projeto Cetáceos, após avaliação da equipe medico-veterinária, foi realizado o teste de soltura, mas o animal “não apresentou condições plenas de retornar para a natureza”.

Trata-se de uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta) adulta. O animal é uma fêmea, com 1,12m de comprimento. Segundo o Cetáceos, não é possível determinar a idade do animal, mas, “de fato, é um adulto com uma longa história de vida”.

Em comunicado, o Cetáceos destaca que vai continuar o tratamento e o manejo adequado para devolver o animal ao mar.

No mundo existem sete espécies de tartarugas marinhas, das quais cinco ocorrem no Brasil. Todas ocorrem no Rio Grande do Norte. A Uern desenvolve ações de pesquisa e conservação destes animais ameaçados de extinção.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SAIBA O QUE É UM BIOMA

As publicações da coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE visão trazer conhecimento, conscientização e educação acerca dos conceitos de sustentabilidade dos ecossistemas do nosso planeta. Por isso temos duas publicações semanais, onde uma delas lhe informa e atualiza sobre as últimas novidades tecnológicas em termos de meio ambiente e sustentabilidade e a outra procura conscientizar quanto a preservação dos nossos “Biomas”. E é justamente sobre isso o tema da nossa publicação desta quarta-feira. Então convido você a ler o artigo completo a seguir!

Biomas

Bioma é uma comunidade ambiental estável. Saiba mais sobre os biomas no artigo a seguir.

Bioma aquático
Bioma aquático

 

Introdução – o que é

Em Ecologia chama-se bioma a uma comunidade biológica, ou seja, fauna e flora e suas interações entre si e com o ambiente físico: solo, água e ar.

Área biótica e os principais características dos biomas

Área biótica é uma área geográfica ocupada por um bioma, ou seja, regiões com um mesmo tipo de clima e vegetação. Entretanto, um bioma pode ter uma ou mais vegetações predominantes.

Apesar de poderem apresentar diferentes animais e plantas, sabe-se que há muitas semelhanças entre as paisagens dos mais diferentes continentes, isso ocorre devido à influência do macroclima (tipo de solo, condição do substrato e outros fatores físicos).

Segundo alguns, os cinco tipos mais importantes de biomas são: aquático, desértico, florestal, de vegetação rasteira e tundra (vegetação proveniente do material orgânico que aparece no curto período de degelo das regiões de clima polar).

Entretanto, alguns vão um pouco mais longe nesta classificação. Segundo estes, só no Brasil há seis diferentes tipos de biomas, sendo eles: Floresta Amazônica, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Mata Atlântica e Zonas Costeiras.

Há também uma classificação para os biomas aquáticos, que são divididos em biomas de água doce e marinhos, ou seja, aqueles que pertencem a água do mar.

Curiosidade ecológica:

– O bioma da Terra compreende a biosfera.

Grupo de cervos numa floresta

Bioma Terrestre

Fonte: Toda Biologia

Última atualização: 19/03/2021

Por Elaine Barbosa de Souza
Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Metodista de São Paulo.

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ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE: SAIBA QUAIS AS CAUSAS DO AQUECIMENTO GLOBAL E O QUE É EFEITO ESTUFA

Na nossa coluna ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE desta sexta-feira você vai entender melhor, em detalhes, o que é Efeito Estufa, as principais causas e consequências do efeito estufa e do aquecimento global, bem como o que dizem os estudos mais recentes sobre esse tema tão importante.

Aquecimento Global e Efeito Estufa

O aquecimento global é um processo gerado, principalmente, pelo efeito estufa.

E se as calotas polares derretessem? | Super
Degelo dos polos: uma das consequências do aquecimento global

 

O que é Efeito Estufa?

O fenômeno climático conhecido por efeito estufa tem contribuído com o aumento da temperatura no globo terrestre, nas últimas décadas. Dados de pesquisas recentes mostram que o século XX foi o mais quente dos últimos 500 anos.

Principais causas e consequências do efeito estufa

Pesquisadores do clima mundial afirmam que, num futuro bem próximo, o aumento da temperatura, provocado pelo efeito estufa, poderá favorecer o derretimento do gelo das calotas polares e o aumento do nível das águas dos oceanos. Como consequência deste processo, muitas cidades localizadas no litoral poderão ser alagadas e desaparecer do mapa. O efeito estufa é ocasionado pela derrubada de florestas e pela queimada das mesmas, pois são elas que regulam a temperatura, os ventos e o nível de chuvas em várias regiões do planeta. Como as matas estão diminuindo no mundo, a temperatura terrestre tem aumentado na mesma proporção.

Outro fator que está ocasionando o efeito estufa é o lançamento de gases poluentes na atmosfera, principalmente aqueles que resultam da queima de combustíveis fósseis. A queima do óleo diesel e da gasolina pelos veículos nas grandes cidades tem contribuído para o efeito estufa. O dióxido de carbono e o monóxido de carbono ficam concentrados em determinadas áreas da atmosfera, formando uma camada que bloqueia a dissipação do calor. Esta camada de poluentes, tão visível nos grandes centros urbanos, funciona como um “isolante térmico” do planeta Terra. O calor fica retido nas camadas mais baixas da atmosfera trazendo graves problemas climáticos e ecológicos ao planeta.

Cientistas ligados aos temas do meio ambiente já estão prevendo os problemas futuros que poderão atingir nosso planeta caso esta situação continue. Vários ecossistemas poderão ser atingidos e espécies vegetais (plantas e árvores) e animais poderão ser extintos.

Outras catástrofes ecológicas poderão ocorrer como, por exemplo, o derretimento de geleiras e alagamento de ilhas e regiões litorâneas, provocados pelo aquecimento global. Tufões, furacões, maremotos e enchentes poderão devastar áreas com mais intensidade. Estas alterações climáticas influenciarão negativamente na produção agrícola de vários países, reduzindo a quantidade de alimentos em nosso planeta. A elevação da temperatura nos mares poderá ocasionar o desvio de curso de correntes marítimas, provocando a extinção de várias espécies de animais marinhos, desequilibrando o ecossistema litorâneo.

Preocupados com todos estes problemas, organizações ambientais internacionais, ONGS e governos de diversos países já estão adotando medidas para reduzir a poluição e a emissão de gases na atmosfera. O Protocolo de Quioto, assinado em 1997 no Japão, prevê a diminuição da emissão de gases poluentes para os próximos anos. Contudo, países como os Estados Unidos tem dificultado o progresso deste acordo. Os Estados Unidos, maior potência industrial do mundo e também o maior poluidor, alegam que a redução da emissão de gases poluentes poderia dificultar o crescimento da produção industrial no país.

Cidade com poluição do arEfeito estufa: uma das principais causas do aquecimento global

Principais causas e consequências do aquecimento global

As causas apontadas pelos cientistas para justificar este fenômeno podem ser naturais ou provocadas pelo homem. Contudo, cada vez mais as pesquisas nesta área apontam o homem como o principal responsável.

Fatores como a grande concentração de agentes poluente na atmosfera contribui para um aumento bastante significativo do efeito estufa.

No efeito estufa a radiação solar é normalmente devolvida pela Terra ao espaço em forma de radiação de calor, contudo, parte dela é absorvida pela atmosfera, e esta, envia quase o dobro da energia retida à superfície terrestre. Este efeito é o responsável pelas formas de vida de nosso planeta. Entretanto, os agentes poluentes presentes na atmosfera o intensificam ocasionando um aumento de temperatura bem acima do “normal”.

O fator que evidenciou este aquecimento foi à investigação das medidas de temperatura em todo o planeta desde 1860. Alguns estudos mostram ser possível que a variação em irradiação solar tenha contribuído significativamente para o aquecimento global ocorrido entre 1900 e 2000.

Dados recebidos de satélite indicam uma diminuição de 10% em áreas cobertas por neve desde os anos 60. A região da cobertura de gelo no hemisfério norte na primavera e verão também diminuiu em cerca de 10% a 15% desde 1950.

Estudos recentes

Estudos recentes mostraram que a maior intensidade das tempestades ocorridas estava relacionada com o aumento da temperatura da superfície da faixa tropical do Atlântico. Esses fatores foram responsáveis, em grande parte, pela violenta temporada de furações registrada nos Estados Unidos, México e países do Caribe.

Curiosidade: 

O Protocolo de Kyoto visa a redução da emissão de gases que promovem o aumento do efeito estufa.

Foto mostrando área desertificada

Aumento da temperatura global e desertificação podem ser algumas das consequências do aquecimento global.


Última revisão: 20/10/2021

Por Elaine Barbosa de Souza
Graduanda em Ciências Biológicas pela Universidade Metodista de São Paulo.

Fonte: Toda Biologia

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