DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O CAMINHO PARA A UNIÃO COM BRAHMA É O AMOR

Na sabedoria do Buda o verdadeiro caminho para chegar a união com Brahma, ao contrário do que muita gente pensa é muito simples, singelo e algo que viemos a esse mundo para aprender: o Amor! Convido você a ler o texto fantástico a seguir e aprender um pouco mais sobre o amor!

Brahma - Mitologias Textos

A UNIÃO COM BRAHMA – por Martin Claret

(A Sabedoria do Buda)

Tendo dois brâmanes perguntado ao Buda qual o verdadeiro caminho para chegar à união com Brahma, respondeu o Bem-Aventurado:

– Qualquer dentre os brâmanes versados no estudo dos Vedas já viu Brahma face a face?

– Não, responderam os dois brâmanes.

– Mas algum mestre versado no estudo dos Vedas, ou qualquer dos autores dos Vedas, já viu Brahma face a face?

– Não, responderam os dois brâmanes.

– Então, retrucou o Buda, acaso deveriam dizer os brâmanes: “Indicamos o caminho para chegar a uma união com aquilo que não conhecemos, que nunca vimos?” Se tal é a substância da tradição dos brâmanes, bem vã é a sua missão. É exatamente como uma fila de cegos agarrados uns aos outros: o primeiro não vê, o do meio não vê, os últimos não podem ver.

– Imaginai agora, disse ainda o Buda, que um homem chega à margem deste rio e quer atravessá-lo. Julgais que se ele rogasse à outra margem que se aproximasse dele, ela, com efeito, viria por virtude de suas orações? É isso, no entanto, o que fazem os brâmanes. Negligenciam na prática das qualidades que realmente fazem um brâmane, e dizem: “Indra, nós te imploramos; Varuna, nós te imploramos, Brahma, nós te imploramos!” Mas não é possível que só por força dessas invocações possam eles jamais chegar à união com Brahma.

Mas, se um homem penetra sucessivamente os quatro quartéis do mundo com pensamentos de amor; se ele enche o mundo de pensamentos de um amor crescente, incessante e sem medida; se, como a trombeta que se faz ouvir facilmente em todas as direções, não deixa esquecido ente algum, no mundo, que tenha forma e vida, e a todos envolve em sentimentos de amor, de piedade, de simpatia e de serenidade crescente, incessante e sem medida, então, na verdade, esse homem conhecerá o caminho que leva à união com Brahma.

(Extraído do livro “Buda – Aquele que Despertou”; Editora Martin Claret).

Fonte: IPPB
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A ORAÇÃO QUÂNTICA DO AGRADECER E DO SENTIR

A nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL deste domingo trás um texto muito breve, porém de uma sabedoria profunda. Uma sabedoria milenar da cultura indígena que, infelizmente não é observado e não foi aprendida pelos desbravadores ocidentais na época das grandes conquistas: a forma correta de se rezar. Aprendemos a forma mais errada de orar com o cristianismo: o pedir. Ao passo que os indígenas americanos aprenderam a oração do sentir. E é tão curta e simples! Convido você a ler o texto de sabedoria a seguir e entender como é a verdadeira oração quântica.

AGRADECER E SENTIR COMO SE JÁ FOSSE REAL

Conta-se que em um de seus documentários, o físico quântico Gregg Braden conta que na década de 90 ele morava perto de um deserto em Los Angeles e naquela época a região passava por uma das maiores secas da história. Então um amigo dele, nativo-americano, o chamou para ir em um local sagrado no meio do deserto para rezar pela chuva. Eles foram. .
Chegando lá, Gregg observou que havia um círculo de pedras no chão, onde as pessoas rezavam. Seu amigo ficou descalço e entrou no círculo, fechou os olhos e saudou seus ancestrais. Ficou lá por 20 segundos, depois olhou para Gregg e disse: “Vamos comer alguma coisa! Está com fome?” Gregg então respondeu: “Mas pensei que você iria rezar pela chuva!” Seu amigo então disse: “Se eu rezar pedindo pela chuva, nunca choverá! Porque quando se reza pedindo algo, se está apenas constatando que não se tem aquilo e aquilo nunca chegará”. Gregg então perguntou: “Mas então o que você fez nos 20 segundos que esteve no círculo?” Seu amigo disse: “Eu senti o que sinto quando piso descalço na lama, e a lama está lá porque choveu muito. Senti o cheiro da chuva nas paredes de barro de nossa vila, senti o que sinto quando ando em meio às plantações e elas estão altas porque choveu. Foi isso o que fiz”. .
O Universo não entende palavras, somente frequências e para PEDIR eu preciso necessariamente sentir a ausência. Se há ausência, essa é a vibração e é isso que será atraído à você. .
A verdadeira oração quântica é baseada em AGRADECER E SENTIR COMO SE JÁ FOSSE REAL. Sentir como se já tivesse no agora – e, por isso, ser grato! É uma oração de ABUNDÂNCIA e não de escassez! 🔮 .
O título desse post também poderia ser “COMO É FEITA A DANÇA DA CHUVA”, pois é exatamente assim que os indígenas fazem, dançam sentindo felicidade e gratidão como se a chuva já tivesse caído e não pedindo, implorando por ela.

 

Esta é a melhor forma de oração, é baseada no sentir e não no pedir.

Sentir como se já tivesse no agora!

Assim é a Lei da Atração. 🦋🙏
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: VOCÊ É CAPAZ DE CRIAR SUAS PRÓPRIAS SOLUÇÕES. POR ISSO É UMA OBRA DE ARTE RARA

Deus lhe capacita e orienta na opção de cada escolha que fizer! É por isso, que você é capaz de criar suas próprias soluções, pois tens o livre arbítrio, seja o seu senhor! Saiba, você é o único e 100% responsável pela sua realidade. Essa é a mensagem do texto esclarecedor a seguir, que você precisa ler, refletir e fazer o seu juízo de valor!

Você é uma obra de arte rara

Harmonize-se nobre amigo, o equilíbrio interior, é fundamental no enfrentamento dos percalços exteriores, Deus lhe capacita e orienta na opção de cada escolha que fizer!

Ninguém está abandonado por Deus, você está sendo agraciado com uma nova oportunidade hoje, isto representa, que seus objetivos necessitam ser reiniciados, e neste momento, você está no direcionamento deles, porquê há escolhas que somente o seu idealizador é capaz de suprir!

Há partes deste processo, que são de sua competência e somente você, tem a permissão para explorar e fazer conforme o seu intuito. A fórmula para concretizar seus objetivos, são efetivadas por sua força de vontade e determinação, o ritmo do seu progresso e estabelecido por você!

Os sonhos de algumas pessoas podem até coincidir com o seu, entretanto, cada um possui uma experiência de vida e por isso, o confrontamento das adversidades, terão soluções diferenciadas para cada pessoa. É por isso, que você é capaz de criar suas próprias soluções, foi para isso, que Deus te concedeu a inteligência e o livre arbítrio, seja o seu senhor!

Você é único em todo o planeta terra, a sua essência é bela e repleta de pérolas preciosas, quanto vale a criatividade que está dotado? Ou a incrível memória que possui! E ainda, qual é o valor do amor próprio e da sabedoria que está contemplado? Desconheço uma cifra para estas capacidades, porém, posso te afirmar com muita certeza, é INCOMENSURÁVEL!

A pintura de uma obra de arte, possui um valor e fica exposta no museu, porém, as obras de Deus, são de valor incalculável e possuem a liberdade de viver como e onde bem desejarem.

Tens o poder para redefinir e recomeçar quantas vezes desejar, podem fazer suas escolhas e explorar novos horizontes sempre que desejar, as obras de Deus possuem vida e são livres, podem pensar, arquitetar, imaginar, sentir, visualizar a melhor faceta do amor, restaurar-se a todo momento, transformar o difícil em possível,  irradiar sua luz interior, ser um terreno fértil para as oportunidades, cultivar a benevolência a si e ao seu próximo, cuidar e aflorar suas potencialidades, regando com a energia do otimismo e adubando com a positividade que lhe é relevante. Por isso, sou grato por você existir.

Como é bom, compartilhar este maravilhoso dia com uma pessoa tão extraordinária e especial como você, o meu dia está abençoado e magnífico com sua presença, e eu saúdo sua presença, você é um ser humano importante para mim e para Deus! Você é um ser de luz, que abrilhanta nosso mundo!

Vamos extrair o máximo e o melhor possível deste momento? Juntos, você, eu e com Deus a frente, formamos um trio de incomensurável luminuosidade para este dia, que brilhe a sua luz interior! Sorria e Harmonize-se! Seja a divindade do Amor, seja a luz do seu dia!

Autor: Reginaldo Rodrigues
Email: r3.reginaldorodrigues.7@gmail.com

Fonte: Leve Consciência

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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: DEVEMOS SEMPRE FAZER O NOSSO MELHOR PARA ALCANÇARMOS A NOSSA MELHOR VERSÃO

Faça o seu Melhor foi o texto escolhido como destaque, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta terça-feira. Mais um belíssimo texto, escrito pela  extraordinária psicóloga e escritora Patrícia Gerbrim, que trata do esforço e da vontade que devemos ter em alcançar a nossa melhor versão, sempre tentando evitar a armadilha de sermos sugados por essa ilusão coletiva que diz que o nosso destino está nas mãos de alguém, que não nós próprios. Por isso, convido você a ler o magnífico texto a seguir, refletire fazer o seu juízo de valor!

Faça o seu melhor, sempre… – Tenha um Bom Dia Hoje

FAÇA O SEU MELHOR!

“Estamos vivendo um momento desafiador no mundo.
A sombra veio à tona.
O escondido está sendo revelado, e isso não se refere apenas à situação político-econômico-social, mas a cada um de nós.
A forma como reagimos a esse momento revela também nossas sombras. Isso não é ruim. Só podemos limpar a sujeira que enxergamos.
Mas ouça. Enquanto nos ocupamos em apontar a escuridão lá fora, nos outros, na política, naqueles que atacamos por pensarem diferente de nós, deixamos de agir e transformar o que nos cabe. Nós mesmos.
Pense que cada um de nós tem dons e habilidades que servem ao todo. Uns tem uma mente clara e ótimas ideias, outros são ágeis em encontrar soluções criativas. Uns sabem usar agulhas para curar, outros têm o dom da oratória.
Uns amam estar em grupo e iniciar movimentos que se expandam, outros preferem ficar no jardim cuidando de uma única sementinha.
O momento requer que cada um de nós descubra seu dom e o coloque a serviço do todo.
Existe algo que só você tem a dar, entende?
Precisamos evitar a armadilha de sermos sugados por essa ilusão coletiva que diz que o nosso destino está nas mãos de alguém, que não nós próprios.
Enquanto ficamos aguilhoados pela revolta, reclamando, atacando uns aos outros, alimentando essa onda que causa angústia e medo, deixamos de fazer a única coisa que poderia ser verdadeiramente revolucionária.
Existir.
Ser a luz que somos.
Não importa a sombra que nos rodeie, estamos aqui para manifestar nossa luz. Uma única vela acesa rompe a escuridão.
Se você for alguém influente na política, seja luz.
Se você for influente na educação, seja luz na educação.
Se for dono de um quiosque na praia, coloque amor ao preparar os sanduiches.
Onde quer que esteja, faça o seu melhor.
Pare de desperdiçar sua energia julgando, polarizando, atacando. Isso não resolve.
Apenas aprofunda esse véu de separatividade e cega a todos nós.
Essa é a última tentativa da sombra de nos afastar de nós mesmos.
Não se deixe iludir pelo que vê à sua volta. Respire. Faça o seu melhor. Vibre a luz que você é.
E confie!
Estamos a caminho!
Por Patrícia Gerbrim
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Leniana Herrmann Neuhaus
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: PRECE DO ÍNDIO AMERICANO, POR FALÇÃO AMARELO – CHEFE SIOUX

A nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL deste domingo trás uma oração, uma prece indígena, que revela toda a sabedoria espiritual do índio americano, que consegue enxergar lições e aprendizado em todas as coisas, em cada folha e em cada pedra. Convido você a ler esse texto maravilhoso, recheado de sabedoria!

Prece Navajo do Belo CaminhoAtualmente as pessoas começam a ter más notícias, a partir do momento que acordam ligando o r… | Tribo indigena, Índio americano, Navajo

PRECE DO ÍNDIO AMERICANO

“OH! GRANDE ESPÍRITO, cuja voz eu escuto nos ventos, e cuja respiração dá vida a todo o mundo – escute-me.
Eu estou perante você, um dos seus filhos. Eu sou pequeno e fraco. Eu preciso de sua Força e Sabedoria. Deixe-me caminhar em sua beleza e faça meus olhos observarem para sempre o pôr do sol vermelho e púrpura.
Faça minhas mãos respeitarem as coisas que você fez, meus ouvidos aguçados para escutar sua voz.
Faça-me sábio, para que eu possa conhecer as coisas que Você ensinou ao meu povo, as lições que Você escondeu em cada folha e em cada rocha.
Eu busco a força não para ser superior a meus irmãos, mas para ser capaz de lutar com meu maior inimigo: “Eu mesmo”. Prepare-me para ir até Você, com as mãos limpas e olhos corretos, então, quando a vida desvanecer-se assim como o pôr-do-sol, meu espírito irá até Você sem nenhuma mancha.
Deixe sua voz sussurrar em nossos ouvidos através do vento oeste no final do dia. Deixe-nos ser confortados com amor por nossos irmãos e irmãs sem nenhuma guerra.
Deixe-nos preservar boa saúde mentalmente e fisicamente para solucionar nossos problemas e realizar algo para as futuras gerações. Deixe-nos ser sinceros com nós mesmos e nossa juventude e fazer do mundo um lugar melhor para viver.”
Prece do índio americano.
Falcão Amarelo – Chefe Sioux
Fonte: Pensador
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: BUSCAR O EQUILÍBRIO ENTRE O SER E O TER É CONDIÇÃO SINEQUANON PARA A EVOLUÇÃO ESPIRITUAL

Nesse mundo tão materialista e efêmero é imperativo darmos atenção ao nosso DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL, já que dessa vida nada levamos quando partimos para uma nova jornada, a não ser o nosso espírito, a nossa essência, a nossa consciência e só conseguimos caminhar rumo a uma dimensão mais evoluída se conseguirmos o equilíbrio entre o ser e o ter. Por isso lhe convido a ler o texto de sabedoria a seguir para que possa expandir sua consciência rumo a essa evolução!

Ser ou Ter? Este é um grande Dilema para muitos » Benito Pepe

O equilíbrio entre o ser e o ter

Vivemos em um mundo que valoriza extremamente os bens materiais. Em sua maioria, as pessoas valorizam ou não o próximo, a partir do que o outro possui e aparenta, e não pela essência de seu ser.

Em um mundo dominado por nações materialistas e ainda sem ter alcançado suficiente desenvolvimento espiritual, grande parte das pessoas dedica sua vida a acumular dinheiro e bens materiais.

Desde cedo as crianças se acostumam a ter o que querem. E passam a valorizar seus amigos por suas aparências.

O que ocorre é que, sem reservas morais suficientes, muitos se tornam verdadeiros escravos da posse material e, muitas vezes, escravizam outros para atingir seus objetivos.

Sem dúvida que as posses materiais são uma conquista sócioeconômica do ser humano, ao longo de suas inúmeras jornadas na Terra.

O desenvolvimento material das sociedades é importante, pois gera melhorias na qualidade de vida, incentiva o desenvolvimento da indústria, do comércio, das ciências, das artes.

Todas essas conquistas permitem à Humanidade superar obstáculos de sobrevivência básica e, com isso, a possibilidade de desenvolver seu lado espiritual e moral.

A conquista do ter é dever de todos. A família depende dos recursos materiais para seu desenvolvimento, bem como a sociedade.

A conquista do ter, contudo, jamais deve ser mais importante que a do ser, que é a conquista dos valores morais e leva o indivíduo a elevar-se como Espírito.

O risco da posse ou da aquisição da propriedade não está no fato em si, mas da maneira como isto se dá e no que representa emocionalmente.

A aquisição de bens materiais não deve ter como base a avareza, e como objetivo a conquista de posição social passível de inveja ou de submissão de outrem.

A conquista material deve ser resultado do trabalho digno e constante, frequentemente oriundo de uma profissão baseada em estudo e preparo.

A conquista material deve prover conforto e equilíbrio àqueles que a possuem, mas jamais levar ao desequilíbrio das posses supérfluas e do modo de vida de ostentação e prazeres intermináveis.

Quem acumula bens materiais em quantidade superior àquela necessária à sua dignidade bem como de sua família, tem uma obrigação moral: dividir seus bens de uma maneira inteligente e sensata.

Obviamente que a doação àqueles que necessitam é necessária e nobre, mas a verdadeira divisão é baseada na geração de empregos e desenvolvimento.

Para ter tal lucidez é preciso que o indivíduo já tenha maior evolução espiritual a fim de que possa perceber que de nada serve uma fortuna acumulada em instituições financeiras e transformada apenas em bens de uso próprio.

É preciso ter equilíbrio, é preciso pensar no próximo, é preciso ser mais do que ter.

A felicidade, na Terra, independe do que se tem, mas se constitui naquilo que o ser cultiva interiormente em termos de amor sincero, ilimitado e em simplicidade.

Redação do Momento Espírita com base no cap. Propriedade, do livro Jesus e o Evangelho à luz da psicologia profunda, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco,ed. Leal

Fonte: Momento de Reflexão

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O EMPODERAMENTO ESPIRITUAL SE DÁ QUANDO COMEÇAMOS A ENXERGAR ALÉM DOS 5 SENTIDOS

O texto deste domingo, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL aborda as limitações da 3ª dimensão a qual estamos inseridos  enfatizando que o medo e a separação sempre estarão presentes neste nível evolutivo porque a energia da terceira dimensão consiste na crença em dois poderes que sempre se expressarão como dualidade e separação. Aqueles que conseguem ler e compreender um texto como esse não estão mais totalmente na consciência tridimensional e isso se chama “empoderamento espiritual”. Ao ler esse magnífico texto a seguir você irá entender o que isto significa!

Caros leitores, nós, juntamente com muitos das dimensões superiores, estamos trabalhando para assistir, lembrar e ajudar as pessoas da Terra a compreender que algo profundo está acontecendo que excede em muito as aparências e a compreensão da maioria.

O medo e a separação sempre estarão presentes na terceira dimensão, independentemente de quantas “guerras contra” algo ocorram, porque a energia da terceira dimensão consiste na crença em dois poderes que sempre se expressarão como dualidade e separação. Lembrem-se, a consciência é a substância da forma porque a consciência é tudo o que existe.

Pessoal e globalmente, a mente atrai automaticamente da consciência para formar o material. A mente é matéria. Com o tempo, os mestres ensinaram que o mundo é uma ilusão, mas isso não foi entendido corretamente pela maioria. O mundo não é ilusão, é uma expressão espiritual perfeita da Fonte. É a falsa sensação hipnotizada do universo espiritual que constitui a ilusão.

Vocês superaram a vida tridimensional. Vocês não estariam lendo ou mesmo compreendendo essas mensagens se ainda estivessem totalmente na consciência tridimensional. Isso pode tornar difícil estar perto da família, amigos, empregadores e os chamados especialistas que estão totalmente envolvidos na energia da terceira dimensão. Haverá momentos em que vocês devem “jogar o jogo”, mas ao manter silenciosamente a verdade em cada situação, vocês trarão Luz a ela.

Ao longo de muitas e muitas existências, todos experimentaram medo, perda, tortura e, ocasionalmente, felicidade. Vocês experimentaram pobreza e riqueza, doença e saúde, mataram e foram mortos. Vocês foram tanto um pacificador quanto um guerreiro. Vocês foram ensinados que eram melhores e mais valiosos do que os outros e agiram de acordo, mas depois voltaram a experimentar vidas em que eram considerados e tratados como inúteis.

As religiões ensinaram e continuam a ensinar que todos nascem contaminados pelo pecado até serem “salvos” por meio de certas ações, palavras ou cerimônias tridimensionais.

Muitas e variadas experiências constituem a jornada de cada um para a realização. Mesmo as menores experiências de vida expandem a percepção e tornam-se o estado de consciência da pessoa. Cada um está em seu próprio lugar ao longo da jornada em direção à realização, então as experiências negativas que vocês podem querer remover de outra pessoa podem muito bem ser as mesmas experiências de que a pessoa precisa e escolheu antes de nascer para o seu crescimento espiritual.

Isso nunca significa ignorar o sofrimento enquanto grita “É apenas uma ilusão”. Em vez disso, significa que vocês fazem o que são intuitivamente orientados a fazer, enquanto mantêm em mente que há algo mais do que as aparências externas indicariam estar ocorrendo. Sempre permitam que sua intuição os orientem nessas questões porque, para alguns, a experiência do fracasso total pode ser parte integrante do plano de sua alma. Sempre respeitem o livre arbítrio dos outros, mesmo quando vocês podem facilmente ver um caminho melhor.

Vocês estão preparados para irem além das velhas formas tridimensionais de aprendizado e não precisam mais de experiências de dor e sofrimento para aprenderem o que estão prontos para aprender. No entanto, velhas experiências dolorosas do passado frequentemente formam bolsões de energia densa que são carregados com vocês por longos períodos de tempo. Vocês pagaram suas dívidas, aprenderam, evoluíram e estão prontos para passarem para a fase do emponderamento espiritual, se quiserem, mas para a maioria, isso inclui um período de liberação e limpeza de bolsões remanescentes de velha energia.

O empoderamento espiritual traz uma sensação de liberdade não experimentada quando se vive como um ser humano tridimensional. É a capacidade de aceitar ou rejeitar sem medo, novos fatos, crenças sociais de certo e errado, doutrina religiosa, etc. junto com as centenas de outros conceitos considerados verdadeiros que foram impostos à humanidade. É se libertar de ações que surgem unicamente de obrigação, culpa ou porque os outros consideram seu “dever”.

Liberdade é abrir mão de conceitos que atribuem certos empregos, características e “deveres” a um gênero ou outro. É saber que está tudo bem escolher quem amar ou ter em parceria e parar de guerrear com as pessoas simplesmente porque suas crenças podem ser diferentes. É a liberdade de escolher sua vida, crenças e ações através da compreensão de que vocês não são um ser humano impotente que deve agradar a algum velho no céu.

A liberdade espiritual não é licença para fazer o que quer que se tenha vontade de fazer às custas do outro, mas, ao contrário, permite que a pessoa execute ações fortalecidas no amor.

Vocês fizeram o trabalho e estão preparados para aceitarem totalmente que existe apenas UM e, portanto, porque não há nada mais, vocês só podem ser esse UM. Chega de dançar em torno da verdade, continuando com aulas, rituais e cerimônias destinadas a chamar a atenção de um Deus separado de vocês.

A maioria de vocês fez essas coisas e foram uma faceta importante e necessária de suas jornadas. Elas ajudaram vocês a evoluirem para onde vocês estão agora, mas vocês não precisam mais das ferramentas metafísicas. Vocês alcançaram o lugar onde vocês sabem que VOCÊS JÁ SÃO aquilo que estavam procurando por meio delas e até que possam realmente aceitar isso, vocês permanecem na energia da dualidade e da separação.

Há muito ainda por vir, queridos. Estes são os tempos de mudanças tremendas que vocês esperavam, oravam e ansiavam, embora possa não parecer assim ou ser o que vocês esperavam. A crescente presença e integração de alta energia ressonante está afetando os corpos físico, emocional, mental e espiritual de todos – tanto aqueles que entendem o que está acontecendo quanto aqueles que não entendem.

As pessoas estão experimentando dores físicas que freqüentemente vêm e vão. Para muitos, emoções profundas e dolorosas estão surgindo aparentemente do nada. Mentalmente, o mundo inteiro está começando a examinar e avaliar os sistemas de crenças pessoais e globais que parecem não estar mais funcionando.

Porque a presença crescente de energia de alta frequência na Terra está expondo energias densas que permaneceram ocultas e adormecidas por existências, alguns dos que vivem plenamente na energia tridimensional estão agindo com violência e tendo ações negativas. Isso ocorre porque, essas energias há muito enterradas, negadas ou mantidas sob controle, podem se alinhar facilmente com os que possuem esse estado de consciência. Eles nem sempre estão cientes do impacto de suas ações porque as energias mais densas parecem novas e válidas para eles.

A maioria das pessoas é incapaz de ver seus guias, seres de dimensões superiores ou amigos e parentes falecidos porque a energia de ressonância superior das dimensões superiores é invisível para a maioria dos olhos físicos. Alguns carregaram a habilidade de ver a energia dimensional mais elevada com eles nesta vida, mas psíquico nem sempre significa espiritual. Estejam alertos para o que aceitam como verdade só porque alguém que tem dons psíquicos o diz. Sempre confiem em sua intuição.

Vocês começam a se alinhar com as energias dimensionais superiores à medida que sua energia pessoal se torna mais elevada e mais leve por meio do crescimento espiritual. A meditação torna-se um modo de vida comovente, em vez de uma parte separada do dia, e vocês podem se descobrir cada vez mais buscando a quietude e a solidão em vez das atividades barulhentas de que antes gostavam.

Permitam que o processo se desenvolva sem intervenção pessoal na crença de que vocês devem pessoalmente (ego) gerenciar e controlar tudo para que estejam certos de acordo com algum conceito de espiritualidade. A jornada e as experiências de cada pessoa são diferentes. Comecem a aceitar verdadeiramente que vocês são Seres Divinos na Terra, e que estão aqui, para trazer e manter a Luz da transformação para um mundo que está quase inconsciente de que está em processo de mudança para um nível de energia dimensional superior.

Sejam pacientes e confiem que tudo está ocorrendo de acordo com o plano, sabendo que as coisas simplesmente não podem mudar em um minuto. A realidade da perfeição Divina está e sempre esteve totalmente presente, mas a maioria coletiva deve atingir um certo nível de consciência antes que possa ser entendida ou experimentada. Em sua maior parte, a consciência coletiva ainda está adormecida, mas a cada dia mais desperta e começa a entender que algo está acontecendo diferente do que as notícias estão relatando.

A maioria das fontes de notícias acredita no que está relatando porque é o que lhes foi dito para relatar. Tornem-se intuitivamente seletivos quanto ao que vocês aceitam na consciência como verdade. Sua capacidade de fazer isso é o motivo pelo qual vocês foram um dos escolhidos para estarem na Terra neste momento. Nem todo mundo que queria vir tinha permissão para vir. Sua força e dons espirituais eram considerações sobre quem estaria na Terra durante esses tempos.

Os tempos atuais não são sobre vírus, política ou regras e tradições obsoletas. Essas coisas são simplesmente facetas do processo de um planeta tridimensional mudando para uma dimensão mais elevada por meio da evolução espiritual coletiva da humanidade.

Não tentem manter o que é antigo e concluído, pessoal ou globalmente, independentemente de quão agradável possa ter sido. Deixar de lado as partes de sua vida que acabaram não significa necessariamente “tomar uma posição” em relação aos amigos e à família. Em vez disso, simplesmente permita que seja a vivência silenciosa e secreta de seu maior senso de verdade enquanto vocês passam o dia fazendo coisas aparentemente comuns.

Ninguém precisa saber o que está acontecendo dentro de vocês, isso é entre vocês e seus Eus Superiores. Aqueles que são receptivos podem sentir sua energia e ser atraídos para vocês em busca do que vocês conhecem ou possuem. Estranhos podem começar a fazer perguntas ou buscar sua orientação e é aí que o discernimento espiritual se torna muito importante.

Sempre sirva aqueles (estranhos ou amigos) que vêm até vocês em busca de conselhos de um nível de compaixão e não de simpatia. Simpatia (“Coitado de você, eu sinto sua dor.”) Fará com que vocês se alinhem com a energia da outra pessoa, enquanto na compaixão vocês permanecerão fortalecidos em sua própria energia. O alinhamento com uma energia mais densa que a sua o deixará exausto e confuso. Isso é especialmente importante para aqueles que trabalham nas áreas de orientação.

Saibam que, em vez de a vida ficar mais fácil, ela pode se tornar mais difícil depois de fazerem a escolha de abraçar e viver a verdade. Isso ocorre porque, ao escolher evoluir, vocês dão permissão para a abertura das portas internas que vocês, ignorantemente, construiram para si mesmos ao longo de suas vidas. Essas portas têm funcionado como bloqueios para a consciência espiritual e devem ser removidas. Abri-las permite a liberação de tudo o que está atrás delas – tudo o que é antigo, acabado e precisa de limpeza.

A vida comum para uma pessoa já desperta e consciente pode desmoronar completamente física, emocional, mental e espiritualmente. Freqüentemente, chegam a um ponto em que simplesmente desejam voltar para onde não tinham conhecimento da verdade e onde a vida parecia muito mais simples e fácil. No entanto, uma vez que a porta que bloqueia alguma faceta da consciência que uma pessoa está pronta para entender é aberta, ela não fecha.

Tentem lembrar que se a luta e o fracasso aparecem aparentemente do nada quando vocês pensavam que sua jornada espiritual estava fluindo bem, na verdade representa uma graduação, um afastamento, a eliminação de falsas crenças que agora se manifestam exteriormente e das quais de outra forma não se dariam conta.

Uma pessoa nunca pode retornar ao seu antigo estado de consciência porque a Consciência Divina é a realidade, tudo o que existe e, portanto, qualquer pequena fenda através da qual ela possa se expressar permanecerá. A sombra não pode se refazer na presença da luz.

A evolução espiritual é a jornada de abrir totalmente todas as portas e janelas, removendo todas as barreiras e levantando todos os escudos de autoproteção já criados para parar a dor, mas que na realidade serviam apenas para se esconder de si mesmos.

Permitam que a realidade de quem e o que vocês são brilhe mais uma vez em toda a sua glória e expressão.

Nós somos o Grupo Arcturiano.

Canal: Marilyn Rafaelle 
Fonte: http://www.onenessofall.com/
Tradução: Sementes das Estrelas / Flávia Grimaldi

Fonte: Portal Arcoiris

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: SEPARAR O JOIO DO TRIGO, INTELIGENTES DE IDIOTAS É A MISSÃO DO BICHINHO QUE VEIO ASSOLAR A POPULAÇÃO

A principio você pode achar o texto a seguir lúdico, sem sentido ou até mesmo infantil, mas quando evoluímos na leitura percebemos a linguagem metafórica de grande profundidade. De alguém com uma consciência superior analisou a conjectura atual das sociedades ocidentais e orientais, todas no mesmo barco em meio a uma pandemia global e sabedor de que nada acontece por acaso, percebeu que esse vírus tem uma missão que nos remete, também metaforicamente falando ao dia do juízo final relatado nos livros sagrados. O dia em que o joio será separado do trigo. É quando conheceremos quem é quem, conheceremos a verdade para a nossa libertação final. É  a que se refere o autor quando fala sobre separar INTELIGENTES de IDIOTAS. Então passamos por uma evolução espiritual!

O Dragāo e a Espada – Inteligentes e idiotas

Close em rosto de homem branco com expressão serena.
Emile Guillemot / 123rf

Conversa com Sr. Exu Pinga-Fogo

Estava eu no final do ano em exercício mediúnico, batendo papo (literalmente) com Sr. Exu Pinga-Fogo por meio da psicofonia de uma médium incorporada, ou melhor, ele incorporado nela.

Ele me diz:

– Vamos conversar? (Tipo papo de bar). Pergunte-me o que você quiser. Se puder, lhe responderei.

Perguntei a ele, então, qual seria a perspectiva deste próximo ano de 2021 e se ele poderia dar uma prévia. E ele me respondeu:

  • VAI DAR MERDA! – amo a linguagem simples e direta do Exus.

Logo retruquei:

– Como assim? Mas que desanimador…

Ele me responde:

– Não necessariamente, e vou lhe dar meu ponto de vista. Sabe qual a função do bichinho que veio assolar a população?

E, diante de minha negativa, ele respondeu:

– Separar os INTELIGENTES dos IDIOTAS.

Mulher branca com cabelo curto e ruivo olhando para o lado.

Priscilla Du Preez / Unsplash

Mais uma vez, fiquei chocado, mas rindo da resposta. Pedi então que me explicasse melhor. Ele diz então:

– Cada problemática da vida pode ser encarada como DESAFIO e não como problema. E se encarada como desafio, pode ser instrumento pra exercitar a inteligência e a parte cognitiva/emocional do indivíduo. Idiotas reclamam ou se paralisam diante dos problemas. Inteligentes exercitam a massa encefálica e buscam soluções. Olhem para o bichinho e para os desafios que virão como oportunidades de exercer a inteligência, criatividade e desenvoltura.

Complementa ele:

– Você tem 2 braços, 2 pernas e a média de neurônios igual à maioria da população (quase que totalidade). Então todos têm capacidade, independentemente da cor, gênero, raça, classe social… essa é a beleza Divina, todos são capacitados para…

Ele exemplifica, então, de forma lúdica (amo a capacidade de sintetizar fatos e traduzir para uma linguagem simples que os Exus têm):

– Uns dias atrás, um rapaz veio em um portal (Terreiro) pedir ajuda pra arrumar um emprego. E disse eu: “Claro, vou te ajudar”. Então perguntei ao moço: “Que horas você acorda todo dia?”. E ele respondeu: “Às 10 horas da manhã”. E perguntei: “Quantos currículos você enviou ou envia por dia?”. O moço respondeu: “Nenhum”.

Sr. Pinga-Fogo diz, então, para mim:

– Tá vendo? Este é um exemplo de idiota. Inteligentes acordariam cedo e mandariam currículos para arrumar emprego. Até dá pra ajudar nesses casos, quando a energia do indivíduo está de acordo com a intenção e atitude. Aí, nós, do lado de cá, podemos usar esta energia a favor do mesmo e ligar alguns pontos. Do contrário, nada poderá ser feito.

Pois bem!

Você, este ano, será um idiota ou pretende ser inteligente?

Fabio Nasa
Escrito por Fabio Nasa

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: REINVENTAR O QUE SOU É EVOLUIR ESPIRITUALMENTE

Reinventando o que sou é o tema deste domingo aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL. Como não podia deixar de ser. Anna Bheatriz Nunes, autora do excelente texto a seguir utiliza como pano de fundo a pandemia da Covid-19 para enfatizar que esta é mais do que nunca uma ótima oportunidade para nos reinventarmos, nos interiorizarmos, nos reciclarmos. Enfim, não só devemos, como também podemos aproveitar esse momento para dar um salto quântico em nossas vidas! 

Reinventando o que sou

Mulher com roupas de academia sentada no chão de uma casa meditando usando o laptop
citalliance / 123RF

Para muitas pessoas, acredito que a situação da pandemia tenha causado mudanças de hábitos, padrões no dia a dia e dentro de si mesmas. Diante do caos, é muito comum termos medo e querermos nos agarrar a algo para sentir segurança, seja num relacionamento ou num emprego. E quando, no entanto, esse caos demora mais do que o esperado? E quando o caos parece ser a nova realidade? É porque a entrega deve acontecer e dela nasce a reinvenção do que pensávamos ser.

Dentro da nossa vida, creio que acontecem pequenas mortes e esses choques de realidade, muitas vezes encarados com pesar e tristeza, são finais de ciclos e, depois do fim, sempre há um início. É só depois da tempestade que novos dias podem surgir com mais brilho e cor. E durante o caos? Fomos acostumados a crer no fato de que o que está organizado é bonito e bom e o que está bagunçado é feio e ruim, porém existe, sim, beleza no caos, porque ele significa mudança e, enquanto estamos mudando, é sinal de que estamos vivos.

Mulher sentada no chão mexendo no notebook no meio da bagunça.

Andrea Piacquadio / Pexels

Há muito tempo, li uma passagem em um livro que me marcou profundamente. Uma pessoa reclamava que passava por muitos testes na vida e, então, outra respondia que isso era bom, pois significava que a vida considerava aquela pessoa passível de melhorar e pior seria se nenhum caos acontecesse. Isso significaria, então, que ela não tinha jeito e que pertenceria ao ferro velho das almas. Ler isso me fez olhar para os desafios da minha vida por uma nova ótica, pois antes de eu reclamar sobre as situações que não consigo mudar, posso pensar no que ela vai me trazer de lição. O caos nos dá o presente de aprender que nosso propósito é transformar o nosso mundo interior e, consequentemente, o exterior, além de nos dar a oportunidade de expandirmos o que somos.

Confiar no caos criativo é vivenciar a manifestação por meio da reinvenção do nosso ser, que antes queria buscar segurança em tudo ao redor, mas, durante o caos, aprende que a vida é um rascunho, e não um roteiro a ser seguido. É só quando a vida nos vira do avesso que podemos enxergar novas possibilidades que sempre habitaram em nosso interior.

Por já experienciarmos um desafio coletivamente, quer dizer que somos passíveis de sermos moldados pelo fogo da vida em vez de irmos para o ferro velho das almas. E isso é muito! Mudança é presente, é movimento. E movimento é o sinal de que estamos vivos! É como escreveu o poeta português Fernando Pessoa no seguinte verso de um poema do livro “Poesia Completa de Alberto Caeiro” (p. 103): “Ser real é a cousa mais nobre do mundo.”

Anna Bheatriz Nunes
Escrito por Anna Bheatriz Nunes

 

Fonte: Eu Sem Fronteiras

 

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: ENERGIA KUNDALINI, SAIBA COMO DESPERTÁ-LA

Nesta quinta-feira, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL você vai conhecer a energia Kundalini, que todas as pessoas guardam na base da coluna, região conhecida como cóccix, mas que permanece adormecida em nossos corpos, até que uma alma de nível superior a desperte. Então é necessário desenvolver a própria alma, conectando-se com a própria essência e se abrindo para a espiritualidade. Convido você a ler o artigo completo a seguir e entender como isso pode ocorrer!

Kundalini — O que é e como despertar sua energia

Silhueta de uma pessoa meditando em posição de lotus com a representação dos seus 7 chakras
Nikki Zalewski / 123RF

Conforme acumulamos mais conhecimentos sobre a nossa espiritualidade, compreendemos que todos os corpos apresentam centros de energia. De acordo com o hinduísmo, por exemplo, esses centros de energia são chamados de chakras, mas há outras maneiras de interpretá-los.

O fato é que todos os corpos carregam energia e, quanto mais equilibrada ela estiver, melhor uma pessoa se sentirá. Do contrário, ela pode vibrar energias negativas em excesso, o que acarreta problemas na saúde física e na saúde emocional. Sendo assim, é muito importante atentar-se para essa parte de quem somos.

Além disso, também devemos considerar que existem outros planos espirituais que não conseguimos enxergar. Se direcionarmos as nossas energias da maneira correta, poderemos acessá-los e, com isso, experienciar um despertar da própria consciência.

Um dos meios de alcançar esse plano espiritual mais profundo e revelador é a partir da Kundalini. A seguir, você vai entender como esse conceito se relaciona com a energia presente nos nossos corpos e com a capacidade de acessar um conhecimento superior. Confira!

O que é Kundalini?

Kundalini é uma energia que todas as pessoas guardam na base da coluna, região conhecida como cóccix. No entanto, essa energia permanece adormecida em nossos corpos, até que uma alma de nível superior a desperte. Por esse motivo, a palavra “Kundalini” significa, em sânscrito, “enrolada como uma cobra”.

Uma vez que a Kundalini for ativada, ela terá o poder de atravessar os seis chakras que estão acima do centro de energia onde ela reside (o sacro). Isso significa que ela percorrerá os chakras Svadhisthana, Manipura, Anahata, Vishuddha, Ajna e Sahasrara.

Nessa trajetória, a energia Kundalini equilibra os centros energéticos de um corpo, além de se conectar com o poder primordial divino, chamado de Param Chaitanya. Dessa forma, será possível descobrir a existência de Deus no próprio inconsciente, obtendo disciplina e maturidade além da iluminação espiritual.

Como despertar a Kundalini?

Depois de conhecer os benefícios de despertar a Kundalini, como o equilíbrio dos chakras e a iluminação espiritual, é compreensível que uma pessoa queira realizar essa técnica sozinha. Mas será que isso é possível?

Como foi dito anteriormente, somente uma alma evoluída é capaz de despertar a Kundalini. Então o primeiro ponto necessário para que isso ocorra é desenvolver a própria alma, conectando-se com a própria essência e se abrindo para a espiritualidade.

Um pessoa sentada no chão de uma praça meditando em frente ao Sol.

Prasanth Inturi / Pexels

Para que isso ocorra da melhor forma possível, e para que a energia Kundalini seja ativada, basta realizar a prática chamada de Kundalini Yoga. Também conhecida como Yoga de Consciência, ela é considerada uma ciência milenar para a expansão da consciência, o que estimula a subida da energia Kundalini para os chakras que estão acima dela.

Ou seja, se você quer ativar essa energia poderosa e diferente que já está dentro de você, procure um profissional que ofereça a Kundalini Yoga e desperte a sua capacidade de se conectar com o universo, favorecendo a evolução da sua alma!

Os benefícios da Energia da Kundalini

Caso você ainda esteja em dúvida se deve mesmo se dedicar a despertar a sua energia Kundalini, conheça alguns dos benefícios que ela oferece para a sua mente e para o seu corpo!

1) Restauração da harmonia do corpo

Ao ativar a energia Kundalini, é possível promover a harmonia entre os sistemas nervoso e glandular. Dessa forma, os chakras serão alinhados com mais facilidade, trazendo uma sensação de bem-estar.

2) Fortalecimento da musculatura

O fortalecimento da musculatura é outro benefício proporcionado pela liberação da Kundalini. Isso porque, além dos exercícios sugeridos pela prática, é recomendada uma transformação dos hábitos alimentares, favorecendo a saúde física.

3) Aumento da vitalidade física e psíquica

O aumento da vitalidade física e psíquica é uma consequência do fluxo de energia Kundalini pelo corpo. Com ela, uma pessoa tem mais consciência sobre o próprio corpo e sobre a própria mente, tendo a capacidade de se conectar com a própria essência.

4) Relaxamento do corpo e da mente

O relaxamento do corpo e da mente é possível por meio da energia Kundalini porque ela nos leva a um estado de meditação profundo. Assim conseguimos nos desligar das preocupações e dos problemas, dando espaço somente para a iluminação.

5) Sensação de êxtase

A sensação de êxtase proveniente do despertar da energia Kundalini é um dos melhores benefícios desse processo. O indivíduo que o realiza entra em um estado de expansão da própria consciência e consegue perceber a sutileza de cada parte do universo.

A partir de tudo o que foi apresentado sobre a Kundalini, compreendemos que essa forma de energia que existe em todos nós, quando ativada, pode nos transformar. Aproveite o seu dia para buscar um local que realize a Kundalini Yoga e se sinta melhor com os benefícios incríveis dessa prática!

Fonte: Eu Sem Fronteiras

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O SERMÃO DA MONTANHA, POR HUBERTO ROHDEN

É com muito prazer e satisfação que publico, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL o texto a seguir: “Sermão da Montanha”, do renomado e grande sábio Huberto Rohden, que pode ser considerado a obra prima de toda a literatura espiritual já escrita até hoje, já que o não menos sábio MahatmaGandhi expressou: “Se toda a literatura espiritual da humanidade perecesse, e só se salvasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido”. Então, convido você para conhecer através de um olhar diferente o maior ensinamento que Jesus nos deixou.

Sermão da Montanha

“Se toda a literatura espiritual da Humanidade perecesse, e só se salvasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido”. (Mahatma Gandhi)
 Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de Mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós.
(Mateus, 5:3-12)

O SERMÃO DA MONTANHA

por Huberto Rohden

Parte1

“Bem-Aventurados os Pobres Pelo Espírito!”
“Poucas palavras do Evangelho sofreram, através dos séculos, tão grande adulteração e ludíbrio tamanho como estas. Escritores e oradores de fama mundial, e até ministros do Evangelho, aderem à blasfêmia de que o Nazareno tenha proclamado bem-aventurados e cidadãos do reino dos céus os “pobres de espírito”, isto é, os apoucados de inteligência, os idiotas e imbecis, os mentalmente medíocres.
“Se assim fosse, o próprio Nazareno, riquíssimo de espírito, não faria parte dos bem-aventurados e possuidores do reino dos céus.
“Jesus proclama bem-aventurados, todos aqueles que são pobres, ou desapegados, dos bens terrenos…
“O verdadeiro abandono decorre da libertação interna. A questão é possuir sem ser possuido, pois todo possuído é escravo.
“…Ser rico ou ser pobre são coisas que nos acontecem, de fora — mas a arte de saber ser rico ou de ser pobre, é algo que nós produzimos, de dentro. O que nos faz bons ou maus não é aquilo que nos acontece, mas sim o que nós mesmos fazemos e somos.
“Ser rico não é pecado — ser pobre não é virtude. Virtude ou pecado é saber ou não saber ser rico ou pobre.
“…Bem-aventurados os pobres pelo espírito, os que, pela força do espírito, se emanciparam da escravidão da matéria. Deles é o reino dos céus, que está dentro do homem e esse leva consigo o reino da sua felicidade aonde quer que vá…”

Parte 2

“Bem-Aventurados os Puros de Coração”
“Puro de coração é aquele que se libertou, não só dos objetos externos, mas, também, do sujeito interno, isto é, daquilo que ele idolatrava como sendo o seu sujeito, o seu eu, embora fosse apenas o seu pseudo-eu, o seu pequeno ego físico-mental.
“De maneira que ser puro de coração é ainda mais glorioso do que ser pobre pelo espírito; ser interiormente livre da obsessão do ego vivo é mais do que ser livre da escravidão da matéria morta.
“…Enquanto o pequeno eu não tiver em si suficiente segurança interna, necessita de buscar seguranças em fatores externos; mas a segurança interna torna supérflua as seguranças externas; o pequeno eu fez tantos ‘seguros de vida’ porque não possui segurança. Age sob o impulso da lei da compensação.
“…Ninguém pode ver claramente o Deus transcendente do universo de fora antes de ver nitidamente o Deus imanente do universo de dentro.
“Nas letras sacras — como também nos escritos de Mahatma Gandhi — “impureza” quer dizer egoísmo, e “pureza” significa o oposto, que é o amor universal a solidariedade cósmica.
“Enquanto o homem não ultrapassar as estreitas barreiras do seu ego personal, está com os olhos vendados, separados de Deus por uma camada impermeável à luz, que é a impureza do coração. Por mais que um ególatra ouça falar em Deus, nada compreende, porque com­preender supõe ser. Ninguém pode compreender senão aquilo que ele vive ou é no seu íntimo ser. Entender é um ato mental, mas compreender é uma atitude vital; entender mentalmente é uma função parcial, unilateral do nosso ego humano — compreender é uma vivência total, unilateral, do nosso Eu divino. Quem não é divino não pode saber o que é Deus. O egoísta é antidivino, e por isso não pode compreender o que é divino, não pode ver a Deus, antes de adquirir “pureza de coração”.
“Ver a Deus” “ver o reino de Deus”, são ex­pressões típicas que Jesus usa para designar a experiência direta da Realidade eterna, o contato íntimo com ela. Outros crêem em Deus — mas só o puro de coração vê a Deus. O simples crer, embora necessário como estágio preliminar, não é suficiente para a definitiva redenção do homem, que consiste na vidência ou visão de Deus.”
*
“Se é difícil a “pobreza pelo espírito”, muito mais difícil é a “pureza do coração”. O desapego dos bens externos é o abandono de algo que não fez, nem jamais poderá fazer parte integrante do homem algo que nunca foi nem pode ser realmente “seu” – ao passo que o ego personal faz parte integrante do homem, é “seu”, embora não seja ele mesmo; e por isso a renúncia à sua personalidade físico-mental em prol da sua individualidade espiritual é, incom­paravelmente, mais difícil do que a renúncia à cobiça dos bens externos. Parece ser uma morte para o homem que ainda não descobriu o seu eterno Eu. Mas essa morte é indispensável para a ressurreição. A coragem de arriscar ou não arriscar esse salto mortal do ego humano para o Eu divino é que divide a humanidade em dois campos: em profanos e iniciados, nos de fora e nos de dentro, em cegos e videntes, em inexperientes e experientes, em insipi­entes e em sapientes. É necessário que o homem sofra tudo isso para, assim, entrar em sua glória…”
“O despertar dessa nova vidência, que existe, dormente, em cada um de nós, requer exercício in­tenso, assíduo e prolongado, porque o homem tem de superar barreiras já estabilizadas há séculos e milênios…
“Esse exercício diário é vital consiste, principal­mente, em uma permanente atitude interna de querer servir, servir espontânea e gratuitamente a todos. Esse clima de querer servir, espontânea e gratuitamente, remove os obstáculos que existem entre nós e o Todo (Deus), porque diminui gradualmente o egoís­mo unilateral e exclusivista e aumenta a solidariedade inclusivista, que uns chamam altruísmo, outros amor, outros ainda benevolência universal. Com essas práticas diárias, a muralha opaca que se ergue entre nós e Deus se torna cada vez mais transparente, permitindo-nos a visão da grande Luz.”

Parte 3

“Bem-Aventurados os Mansos…”
“O homem que encontrou o seu Eu divino é necessariamente manso.
“Todos os seres que não atingiram a consciência espiritual recorrem à violência para conseguirem os seus fins. Os irracionais só conhecem violência ma­terial. O homem, depois de intelectualizado, desco­briu outro tipo de violência muito mais eficiente, que é a violência mental… são certos argumentos analíticos de que a inteligência se serve para conseguir os seus fins próprios da personalidade do ego.
“Quando o homem descobre em si as potências di­vinas, desiste definitivamente de toda e qualquer espécie de violência física e mental. Não mais confia em máquinas e aparelhos materiais manobrados pela força do intelecto, nem recorre às energias do mundo astral para conseguir efeitos de magia mental a atuarem sobre o mundo visível.
“O homem auto-realizado descobriu a essência de si mesmo e de todas as coisas, essência essa que é imaterial, e por isso não mais o interessam as aparências periféricas, que os profanos consideram realidades.
“Por isto, não há para o homem manso de coração motivo algum para recorrer à fraqueza da violência brutal, quando ele possui a força da suavidade e benevolência espiritual.”
*
“O que, à primeira vista, causa estranheza nessa bem-aventurança é a promessa de que os mansos possuirão (ou herdarão) a “terra”… A humanidade imperfeita que agora habita esta terra com suas vibrações baixas e pesadas terá de passar por muitos estágios de evolu­ção, em outros mundos, outros planetas ou nos espaços intersiderais, e, após longos milênios de experiências e sofrimentos, voltará ela, purificada e com outras vibrações, a habitar esta terra, transforma­da em um habitáculo de seres puros. Esses homens puros serão “mansos”, isto é, não violentos; nada farão por meio de força bruta, tudo farão com força espiritual. O espírito da força será substituído pela força do espírito
“Violenta non durante*, diziam os antigos pensadores romanos; as coisas violentas não duram — as coisas suaves têm duração garantida, embora a sua atuação inicial seja, quase sempre, lenta e quase imperceptível. Uma bomba atômica destrói uma cidade inteira em poucos segundos, ao passo que uma semente viva leva séculos inteiros para construir uma árvore no seio da floresta. Aqui, a força suave da vida — acolá a força brutal da morte.
“Amar incondicionalmente, é o caminho mais curto e rápido às alturas da compreensão integral e universal.”

Parte4

“Bem-Aventurados os Misericordiosos”
“Misericordioso é aquele que tem coração para os míseros; aquele que com­preende e ama os fracos, os ignorantes, os doentes, todos os necessitados de corpo, mente e alma, e procura aliviar-lhes os sofrimentos.
“O homem meramente profano é ruidosamente , o homem místico é silenciosamente solitário. Mas o homem plenamente crístico é dinamicamente solidário.
“Essa solidariedade dinâmica do homem cristi­ficado não exclui, mas inclui a solidão espiritual do místico. O homem crístico é, por dentro, unicamente de Deus, e, por fora, de todas as creaturas de Deus.
“Quanto mais o homem dá, na horizontal, tanto mais recebe, na vertical. Existe uma lei cósmica que produz infalívelmente o enriquecimento do homem que em si mantém, permanentemente, uma atitude doadora, que está sempre disposto a dar do que tem e a dar o que é, isto é, ajudar a seus semelhantes com os objetos que possui e com o amor do próprio sujeito que ele é. Não basta “fazer o bem” (dar objetos) — é necessário também “ser bom” (dar o sujeito).
“Pode alguém fazer o bem sem ser bom, porque esse ‘bem” é apenas um objeto — mas ninguém pode ser bom sem fazer o bem, porque esse “ser bom” é o próprio sujeito, que, como o próprio vocábulo diz, “subjaz” (jaz por debaixo) como causa a todos os efeitos, que “objazem” (jazem defronte ou de fora). Não são os efeitos que produzem a causa, mas é a causa que produz os efeitos; não são os objetos, o “fazer bem”, que produzem o sujeito, o “ser bom”, mas sim vice-versa, o “ser bom” produz o “fazer bem”.
“Por isso, os misericordiosos que Jesus proclama bem-aventurados não são apenas pessoas eticamente boas, fazedoras do bem — mas são pessoas misticamente perfeitas, experientes de Deus, e, por isto, essencialmente boas.
“Esses homens essencialmente perfeitos pelo imediato contato com Deus são, também, existencialmente bons pela solidariedade com todas as creaturas de Deus. Quem viveu misticamente o Deus do mundo, vive eticamente com todo o mundo de Deus, porquanto a profunda vertical da mística produz necessariamente a vasta horizontal da ética — é esta a grandiosa matemática cósmica da Verdade Libertadora.
“Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.” Esses misericordiosos receberão misericórdia, não dos homens, mas de Deus. A misericórdia que eles fazem a seus semelhantes não é causa, mas condição para que recebam misericórdia de Deus, porque ninguém pode merecer causalmente uma dádiva divina; tudo que é espiritual e divino é es­sencialmente gratuito, é de graça, porque é graça; é, todavia, necessário que o homem crie dentro de si o clima propício para que essa dádiva gratuita lhe possa ser concedida; esse clima propício, ou essa receptividade, é que é a condição, que em hipótese alguma é causa.
Quem espera recompensa, pagamento, pelos benefícios que presta à humanidade é egoísta, mercenário, ainda que essa recompensa consista apenas no desejo de reconhecimento ou gratidão da parte de seus beneficiados. Esse desejo não deixa de ser egoísta e mercenário e tolhe ao homem a “gloriosa liberdade dos filhos de Deus”, tornando-o escravo e prisioneiro de uma prisão muito perigosa, porque sumamente sutil e, aparentemente, justificada, como é o desejo de gratidão. O beneficiado, é certo, tem a obrigação de ser grato, mas o benfeitor não tem o direito de esperar gratidão. Com esse desejo, por mais secreto e bem camuflado, ele inutilizaria a sua ação e tolheria a si mesmo a liberdade.
“O homem crístico está liberto de qualquer espírito mercenário; trabalha inteiramente de graça, nem espera resultado algum externo de seus trabalhos. Trabalha por amor à sua grande missão, pois sabe que é embaixador plenipotenciário de Deus aqui na terra e em outros mundos. E é por isso, que ele trabalha com o máximo de perfeição e alegria em tudo, tanto nas coisas grandes como nas coisas peque­nas. Nunca trabalha para ter público que o aplauda. Por isso, não o exaltam louvores, nem o deprimem censuras; é indiferente a vivas e a vaias, a aplausos e a apupos, a benquerenças e malquerenças, porque se libertou definitivamente de todas as escravidões do homem profano, do “homem velho”, e se revestiu da leve e luminosa vestimenta do “homem novo” liberto pela Verdade.
“Esse homem vive permanentemente na atmosfera serena e sorridente da “gloriosa liberdade dos filhos de Deus”, cujo diploma crístico vem resumido nas seguintes palavras: “Quando tiverdes feito tudo o que devíeis fazer, dizei: “Somos servos inúteis, cumprimos apenas a nossa obrigação, nenhuma recompensa merecemos por isto”…
“São estes os misericordiosos que alcançarão misericórdia — esses bem-aventurados…”

Parte 5

“Bem-Aventurados os que Têm Fome e Sede da Justiça”
“Esta bem-aventurança visa, sobretudo, os insatisfeitos, os descontentes consigo mesmos, os que sofrem o tormento do Infinito, a nostalgia do Eterno, os que vivem ou agonizam em uma estranha inquietude metafísica, os que crêem mais no muito que ignoram do que no pouco que sabem.”
“Antes de tudo convém esclarecer o que aqui se entende pela palavra “justiça”. Esta palavra, toda vez que ocorre nas sagradas Escrituras, significa a relação ou atitude justa e reta que o homem assume em face de Deus. Não se refere à justiça no sentido jurídico, do plano horizontal, como é usada na vida social de cada dia. Justiça é, pois, a compreensão intuitiva de Deus (a mística) e o seu natural trans­bordamento na vida cotidiana (a ética).
“Jesus proclama felizes os que têm fome e sede dessa experiência íntima, os que estão insatisfeitos com o pouco ou muito que alcançaram no caminho árduo da sua cristificação. Sabem que estrada imensa lhes resta ainda a percorrer; mas sabem que é glorioso continuarem a andar rumo a seu grande destino. São como aves migratórias que, à aproxima­ção do outono, percebem em si o tropismo de regiões distantes, nunca vistas, onde a luz e o calor, já em declínio na zona do seu habitat, se acham em plena ascensão. Daí o misterioso magnetismo que as atrai para regiões longínquas.
“Para que o homem sinta em si essa espécie de nostalgia metafísica, deve ele ter ultrapassado certas fronteiras de vivência comum; deve sentir certo can­saço — ia quase dizendo pessimismo — da vida terrestre, deve sentir, com maior ou menor intensidade e nitidez, o anseio de algo que nunca viu, mas de cuja existência tem intuitiva certeza. O homem que ainda vive totalmente engolfado nos afazeres da lufa-lufa comum dos profanos, caçadores de matéria morta e carne viva , esse não está maduro para ter fome e sede de um mundo invisível. Antes de sentir essa fome, terá de experimentar o fastio daquilo de que agora tem fome. “Quem bebe desta água (das coisas materiais) torna a ter sede (das mesmas); mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede (das coisas materiais)” porque esta água se lhe tornará em uma fonte que jorra para a vida eterna.
“Sendo que as coisas materiais não apagam o desejo; pelo contrário, quanto mais gozadas tanto mais acendem o desejo, porque a posse aumenta o desejo, e o desejo exige novas posses — os profanos têm de intensificar cada vez mais os estímulos para sentirem ainda novos gozos; e, não raro, procuram narcotizar-se com os pequenos finitos de cada dia para não sofrerem a insatisfação de que estas coisas não podem dar definitiva satisfação. Em vez de ultrapassarem a barreira das quantidades e entrarem na zona da qualidade, tentam aumentar as quantidades – assim como quem bebe água salgada para apagar a sede, acendendo-a cada vez mais.”
“O divino Mestre proclama felizes os que sofrem essa fome e sede da experiência de Deus, porque eles serão “saciados”.
“É certo que, um dia, em outros mundos, essa nostalgia será satisfeita, porque a natureza não engana seus filhos, impelindo-os a um alvo fictício. Se existem terras tropicais adivinhadas pelas aves migra­tórias das zonas frias, não pode deixar de existir aquele mundo que os anseios metafísicos dos melhores dentre os filhos dos homens sentem nas profundezas da alma.
“Ainda que o finito em demanda do Infinito tenha sempre diante de si itinerário ilimitado, e jamais chegará a um ponto onde lhe seja vedado progredir ulteriormente — porque não há “luz vermelha” nos caminhos de Deus — é certo que o humano viajor chegará a um ponto em que a sua compreensão e amor de Deus o tornará profundamente feliz.”

Parte 6

“Bem-Aventurados os Pacificadores”
“A palavra latina pacificare, da qual é derivada pacificus, é composta de dois radicais (e o mesmo acontece em grego): pax e facere, isto é, “paz” e “fazer”. Pacificador (em latim: pacificus) é, pois, aquele que faz a paz, é um “fazedor de paz”, um homem que possui em si a força creadora de estabelecer ou restabelecer um estado ou uma atitude permanente de paz no meio de qualquer campo de batalha.
“A tradução “pacíficos”, em vez de “pacificadores”, que se encontra em muitas versões portuguesas, não corresponde ao sentido do original grego eirenopoíí, nem ao latim pac~fici, porque ambos significam um processo ativo e dinâmico, e não apenas um estado passivo de paz.
“Quem é, pois, verdadeiro pacificador?
“Não é, em primeiro lugar, aquele que restabelece a paz entre pessoas ou grupos litigantes, mas sim aquele que estabelece e estabiliza a paz dentro de si mesmo. Aliás, ninguém pode ser verdadeiro pacificador de outros se não for pacificador de si mesmo. Só um autopacificador é que pode ser um alo-pacificador. A pior das discórdias, a mais trágica das guerras é o conflito que o homem traz dentro de si mesmo o conflito entre o ego físico-mental da sua humana personalidade e o Eu espiritual da sua divina individua­lidade. Se não houvesse conflito interior, entre o seu Lúcifer e o seu Lógos, não haveria conflitos exteriores na família, na sociedade, nas nações, entre povos. Todos os conflitos externos são filhos de algum conflito interno não devidamente pacificado. Por isso, é absurdo querer abolir as guerras ou revoluções de fora, as discórdias domésticas no lar ou no campo de batalha, enquanto o homem não abolir primeiro o conflito dentro da sua própria pessoa.
“O grande tratado de paz tem de ser assinado no foro interno do Eu individual antes de poder ser ratificado no foro externo das relações sociais. Nunca haverá Nações Unidas, nunca haverá sociedade ou família unida enquanto não houver indivíduo unido. Pode, quando muito, haver um precário armistício (que quer dizer “repouso de armas”), mas não uma paz sólida e duradoura enquanto o indivíduo estiver em guerra consigo mesmo. Que é um armistício se não uma trégua, maior ou menor, entre duas guerras? Paz social, segura e estável, supõe paz individual, firme e sólida.”
“Quando o homem é mau e desabrido com os outros é porque não tem paz interior e sente a necessidade de descarregar o exces­so da sua infelicidade — “nervosismo”, na linguagem eufemística de cada dia — em alguém ou em alguma coisa, e os objetos mais próximos servem de para-raios para essa tensão do homem infeliz. Propriamen­te, deveria esse homem ser áspero consigo mesmo, o principal culpado; mas, como o egoísmo não lhe permite semelhante sinceridade, são os inocentes ou os menos culpados não raro, até coisas e animais domésticos alvo dessa irritação do homem intimamente desarmonizado consigo mesmo.
“Quando o homem tolera a si mesmo, graças a uma profunda paz de consciência, todas as coisas e pessoas do mundo são toleráveis; mas, quando o homem, de consciência insatisfeita, não se tolera a si mesmo, nada lhe é tolerável.
“O remédio não está em mudar os objetos, mas em corrigir o sujeito. Isto, porém, supõe uma sinceridade muito difícil e rara.”
“A paz é, pois, um atributo do ser, é algo qualitativo, algo que tem afinidade com o EU SOU do homem. O homem que tem plena consciência do seu divino EU SOU não tem motivo para brigar ou declarar guerra a alguém por causa dos teres, que desunem os homens profanos. Mesmo que os outros o tratem com injustiça por causa dos teres, o homem espiritual sabe que todo esse mundo quantitativo do ter é pura ilusão: ninguém pode ter algo que ele não é, só o nosso ser é realmente nosso.
“Por isso, o homem que chegou ao conhecimento de si mesmo é invulnerável; ninguém pode prejudicá­-lo, ninguém pode ofendê-lo, ninguém pode empobre­cê-lo, ninguém lhe pode infligir perda de espécie alguma, uma vez que ninguém pode obrigá-lo a perder o que ele é, e aquilo que ele tem não o enriquece nem a sua perda o empobrece.
“A paz nasce, portanto, de uma profunda sabedoria, do conhecimento da verdade sobre si mesmo. Quem conhece essa verdade é livre de todo o ódio, tristeza, rancor, senso de perda e frustração.”
“Uma pessoa profundamente harmonizada em si mesma irradia harmonia ao redor de si e satura dessa imponderável e benéfica radiação, todas as coisas.
“As suas auras benéficas envolvem tudo em um halo de serenidade e bem-estar, de fascinante leveza e luminosidade, que atuam, imperceptível, porém, seguramente, sobre outras pessoas receptivas.
“O homem que estabeleceu a paz de Deus em sua alma é um poderoso fator para restabelecer a paz em outros indivíduos, e, através destes, na sociedade. Não é necessário que fale muito em paz, que aduza eruditos argumentos propace — basta que ele mesmo seja uma fonte abundante e um veemente foco de paz.
“O filósofo místico norte-americano Émerson disse, certa vez, a um homem que falava muito em paz, mas não possuía paz dentro de si: “Não posso ouvir o que dizes, porque aquilo que és troveja muito alto.”
“Quem não é pacificado dentro de si mesmo, não pode ser pacificador fora de si.”

Parte 7

“Bem-Aventurados os Tristes”
“… pode haver uma tristeza-­atitude e uma alegria-atitude — como também pode haver uma tristeza-ato e uma alegria-ato. Pode alguém ser triste e estar alegre — como também pode ser alegre e estar triste, o que é decisivo é a atitude interna, permanente, negativa ou positiva. E essa atitude radica, em última análise, em um profundo substrato metafísico, a VERDADE, ou então o seu contrário. Quem tem a consciência reta e sincera de estar na Verdade é profundamente alegre, calmo, feliz, embora externamente lhe aconteçam coisas que o entristeçam — e quem , no íntimo da sua consciência, sabe que não está na Verdade é pro­fundamente triste, ainda que externamente se distraia com toda a espécie de alegrias.
“Quanto mais triste o homem é internamente, pela ausência de harmonia espiritual, tanto mais necessita ele de alegrias externas, geralmente ruidosas e violentas. Esse homem não tolera a solidão, que lhe traz consciência mais nítida da sua vacuidade ou desarmonia interior; por isso, evita quanto possível estar a sós consigo; procura companhia por toda a parte, e, quando não a pode ter em forma de pessoas, canaliza para dentro da sua insuportável solidão parte dos ruídos da rua, por meio do jornal, do rádio, da televisão. Alguns vão mais longe e recorrem a entorpecentes — maconha, cocaína, morfina, etc., para camuflarem, por algum tempo, a sensação da sua triste solidão.
“Quem teme a concentração necessita de toda a espécie de distrações para poder suportar a si mesmo. E, como essas distrações e prazeres, pouco a pouco, calejam a sensibilidade, necessita esse ho­mem de intensificar progressivamente os seus estimulantes artificiais para que ainda produzam efeito sobre seus nervos cada vez mais embotados. Por fim, nem já os mais violentos estimulantes lhe causam mossa e então esse homem chega, não raro, a tal grau de tristeza, no meio de suas “alegrias” que põe termo à sua tragédia por meio do suicídio. Outros acabam no manicômio. É que nenhum homem pode viver sem uma certa dose de alegria.
“Enquanto o homem não descobrir a bela tristeza da vida espiritual, tem de iludir a sua fome e sede de felicidade com essas horrorosas alegrias da vida material. Essas alegrias externas, porém, têm sobre ele o efeito da água do mar, que tanto maior sede dá quanto mais dela se bebe.”
“O homem cuja felicidade nasceu da verdade é calmo e sereno em todas as vicissitudes da vida, porque sabe que não precisaria mudar de direção fundamental se a morte o surpreendesse nesse instante. Perguntaram ao jovem estudante João Berchmans, que estava jogando bola, o que faria se soubesse que, daí a cinco minutos, tivesse de morrer; respondeu calmamente: “Continuaria a jogar.” Assim só pode falar quem tem plena certeza de que está no caminho certo, em linha reta ao seu destino, embora distante da meta final.
“Ora, esse caminho não pode deixar de ser es­treito e árduo, uma espécie de tristeza, como é toda a disciplina; mas no fundo dessa tristeza externa dormita uma grande alegria interior. É, todavia, uma alegria anônima, silenciosa, imponderável, como costumam ser os grandes abismos e as grandes alturas. Aos olhos dos profanos, leva o homem espiritual uma vida tristonha e descolorida; o seu ambiente parece monótono e cor de cinza como um vasto deserto. E talvez não seja possível dar ao profano uma idéia da profunda alegria e felicidade que o homem espiritual goza, porque esta felicidade jaz numa outra dimensão totalmente igno­rada pelo profano. O homem habituado a certo grau de espiritualidade tem uma imensa vantagem sobre o homem não-espiritual; não necessita de estímulos violentos para sentir alegria, porque a sua alegria não vem de fora, e sim de dentro. Basta-lhe uma florzinha à beira da estrada; basta o sorriso de uma criança caminho à escola; basta o tanger de um sino ao longe; basta o cintilar de uma estrela através da escuridão — tudo enche de alegria, suave e pura, a alma desse homem, porque ela está afinada pelas vibrações delicadas que vêm das luminosas alturas de Deus. E as fontes da sua alegria brotam por toda a parte; nem é necessário que saia de casa para encontrar motivos de alegria, porque a sua alegria é de qualidade, que não está sujeita às categorias de tempo e espaço, como as alegrias ruidosas e grosseiras dos profanos. Um único grau de alegria-qualidade dá maior felicidade do que cem graus de alegria-quantidade.
“Por isso a vida do homem espiritual é uma bela tristeza, ao passo que a vida do homem profano é uma pavorosa alegria. Mas o homem espiritual prefere a sua bela tristeza à pavorosa alegria do profano, que ele compreende perfeitamente, porque também ele já passou por esse estágio infeliz — ao passo que o profano não compreende a felicidade anônima do iniciado, porque nunca passou por essa experiência.”
“Geralmente, os homens mais felizes são ignorados pela humanidade que escreve e lê livros e jornais, que fala do alto dos púlpitos e das tribunas, que perde tempo com rádio e televisão ou procura salvar o gênero humano pela política, Os milionários da felicidade são, quase sempre, os grandes anônimos da história, os “não-existentes”. Os poucos homens que aparecem em público são raras exceções da regra. O grande exército dos “bem-aventurados” não aparece em catálogos e cadastros estatísticos. São os irmãos anônimos da “fraternidade branca” que estão presentes em toda a parte onde haja serviços a prestar, mas ninguém lhes percebe a presença, porque sempre desaparecem por detrás das suas obras. Os muitos e os ruidosos que se servem das suas obras como de fogo de artifício e deslumbramento pirotécnico para iluminar a sua personalidade não fazem parte da “fraternidade branca”, porque não se eclipsaram no anonimato da benevolência universal.
“Os verdadeiros redentores da humanidade são tão felizes no cumprimento da sua missão que nunca esperam pelos aplausos de platéias, mas desaparecem por detrás dos bastidores do esquecimento, no mesmo tempo em que terminam a sua tarefa. São igualmente indiferentes a vivas como a vaias, a aplausos como a apupos, a louvores como a vitupérios, porque eles vivem no mundo da silenciosa e profunda verticalidade invisível, incompreendidos pelos habitantes da ruidosa horizontalidade visível.
“Bem-aventurados os que estão tristes — porque eles serão consolados.”

Parte 8

“Bem-Aventurados os que Sofrem Perseguição por Causa da Justiça”
“Justiça” significa a atitude justa e reta do homem para com Deus. O homem “justo”, nos livros sacros, é o homem santo, o homem crístico, o homem que realizou em alto grau o seu Eu divino pela experiência mística manifestada na ética. O homem “justo” é o homem que se guia, invariavelmente, pelos dois grandes mandamentos, o amor de Deus e a caridade do próximo.
“Mas, será possível que alguém sofra perseguição por causa dessa justiça, por causa da sua santidade?
“O Evangelho de Jesus está repleto de afirmações dessa natureza, e a experiência multissecular o con firma. “Por causa do meu nome sereis odiados de todos, e chegará a hora em que todo aquele que vos matar julgará prestar um serviço a Deus. “Arrastar- vos-ão perante reis e governadores e sinagogas; mas não vos perturbeis! Porque o servo não está acima de seu senhor; se a mim perseguiram também vos hão de perseguir a vós. “Os inimigos do homem são os seus companheiros de casa.”
“Estamos habituados a pensar e a dizer que esses perseguidores dos justos são homens maus, perversos, de má-fé; e, de fato, assim acontece muitas vezes. Entretanto, as mais cruéis perseguições que a história humana conhece foram perpetradas por homens sinceros e subjetivamente bons, em nome da verdade e do bem, em nome de Deus e do Cristo. Sobretudo as igrejas e sociedades religiosas organi zadas têm empreendido, e empreendem ainda, cruzadas e “guerras santas”, trucidando infiéis, queimando hereges, torturando homens de elevada espirituali dade, excomungando como apóstatas e perversos muitos dos homens mais puros e santos que o mundo conhece. A maior parte desses perseguidores não tem má intenção nem consciência pecadora; agem por um sentimento de dever.
“Há duas razões fundamentais por que o homem justo é perseguido por outros homens individuais ou por sociedades humanas.
“1 — Um indivíduo persegue outro indivíduo, não só porque este seja mau, mas, também, pelo fato de ser bom.
“Por quê?
“Porque o homem justo aparece como elemento hostil a outro homem menos justo. A simples presença de um homem mais santo do que eu é, para mim, uma declaração de guerra, ou, pelo menos, uma permanente ofensa. O homem espiritual, pelo simples fato de existir, diz silenciosamente a outros: “Vós devíeis ser como eu, mas não sois, e isto é culpa vossa”. Nenhum homem espiritual, é claro, diz isto; mas os profanos interpretam deste modo a presença do homem justo, e atribuem a este a ingrata censura. Ora, ninguém tolera, por largo tempo, a consciência da sua inferioridade. Enquanto não aparece outro homem de elevada espiritualidade, pode o homem menos espiritual viver tranqüilo na sua inferiorida de, porque esta não é nitidamente percebida senão quando polarizada pelo contrário ou por uma espiritualidade superior. Quando o homem pouco espiritual encontra outro ainda menos espiritual, sente-se ele relativamente seguro do seu plano, e tem mesmo a tendência instintiva de fechar os olhos para as virtudes do outro, a fim de poder brilhar mais intensamente, ele só, como aquele fariseu, no templo em face do publicano. E que o homem profano mede o seu valor pelo relativo desvalor dos outros. Quando então a sua luz é, ou parece ser, mais forte que as luzes dos outros, o homem profano ou de escassa espiritualidade experimenta um senso de segurança e tranqüilidade; não tem remorsos da sua pouca espiritualidade nem se julga obrigado a um esforço especial para subir. Entre cegos, diz o provérbio, quem tem um olho é rei.
“Mas ai desse homem complacentemente satisfeito consigo mesmo, se lhe aparecer alguém de maior espiritualidade! Logo começa ele a sentir-se inseguro e inquieto. Em face dessa inquietação, duas atitudes seriam possíveis: a) o vivo desejo de ser tão espiritual como o outro e o esforço correspondente a esse desejo; b) uma atitude de despeito e agressividade.
“A primeira atitude é a dos homens humildes e sinceros; a segunda é a dos homens orgulhosos e insinceros consigo mesmos. Os primeiros se tornam discípulos do homem espiritual, os últimos se tornam seus adversários.
“É doloroso para um pigmeu ver-se eclipsado por um gigante. É desagradável para um impuro ter a seu lado um homem puro. Se o pigmeu não sente em si a capacidade de crescer; se o impuro não dispõe da força de se tornar puro, declarará guerra ao gigante e ao puro.”
“2 — No terreno social das organizações eclesi ásticas acresce ao primeiro, outro fator, aparentemente mais justificável: o homem altamente espiritualizado é sempre uma espécie de exceção da regra, é um pioneiro que abandonou as velhas estradas conhecidas e batidas pela turbamulta dos crentes e rasga caminhos novos, “por mares nunca dantes navegados”, por ignotas florestas, por ínvios desertos que poucos conhecem. Esse homem ultrapassa, quase sempre, os caminhos tradicionais do passado, e até do presente, e abre novas rotas para o futuro. Toda e qualquer inovação, por mais verdadeira, é, no principio, considerada como erro, e até como perigo social.
“De maneira que o fator “massa” e o fator “tradição” nos dão uma espécie de segurança e firmeza, no meio da insegurança e incerteza que, naturalmente, experimentamos por entre as trevas ou penumbras da vida espiritual. E isto nos faz bem.
“Por isso , as sociedades religiosas organizadas, que contam sempre com o fator massa e tradição, dão grito de alerta e de alarme, e previnem seus filhos contra o perigoso inovador, o herege, o demo lidor, o apóstata. Quando as sociedades religiosas possuem suficiente poder físico, eliminam do número dos vivos o perigoso demolidor das tradições, e isto “pela maior glória de Deus e salvação das almas”. Quando não possuem esse poder, procuram neutra lizar a ação do herege matando-o moralmente, isolando-o por meio de campanhas sistemáticas de difamação e calúnia. E como, segundo eles, o fim justifica os meios, e como o fim é (ou parece ser) bom, todos os meios são considerados lícitos e bons, mesmo os maiores atentados à verdade, à justiça, à caridade.
“Donde se segue que o homem espiritual vive em uma relativa solidão. A massa não simpatiza com ele se não lhe é positivamente antipático, mantém pelo menos uma atitude de apatia e desconfiança em face dele.
“Para o homem espiritual, porém, o fator “massa” é sobejamente compensado pelo fator “elite” ou mesmo pelo simples testemunho da sua consciência em plena solidão.
“Existe, aqui na terra, e por toda a parte, a “comunhão dos santos”, isto é, a misteriosa união de todos os que conhecem e amam a Deus, a fra­ternidade branca dos irmãos anônimos formada pelos solitários pioneiros do Infinito. E eles sabem quE é profundamente verdadeiro o que o grande Mestre disse: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”. Dois ou três — porque nunca serão muitos no mesmo lugar e tempo, os homens cristificados. E mesmo que sejam mais, nunca deixará de imperar a misteriosa lei da polaridade ou da trindade; dentro de um grupo maior haverá sempre essa constelação interna de dois ou três. A grande experiência crística circulará sempre entre dois ou três, e só mediante essa pequena constelação é que ela se comunicará ao resto do céu estrelado e às galáxias do universo espiritual.”

Parte 9

“Vós Sois a Luz do Mundo”
“Sabemos, em nossos dias, que a luz cósmica, não focalizada — o “c” da conhecida fórmula einsteiniana, E = mc2 — é a base e, por assim dizer, a matéria-prima de todas as coisas do mundo material e astral. Os elementos da química, desde o mais simples até ao mais complexo, são filhos da luz invisível, a qual quando condensada em diversos graus, produz os elementos, e destes são feitas todas as coisas do mundo.
“Quer dizer que, no plano físico, a luz é a causa e origem de todas as matérias e forças do universo.
“Ora, o que a luz é no plano físico, isto é Deus na ordem metafísica ou espiritual do cosmos. A luz física é o grande símbolo desse simbolizado metafísico.
“A luz é a única coisa incapaz de ser contaminada, porque a sua vibração é máxima, que não é afetada por nenhuma vibração inferior.
“Todas as coisas do mundo são lucigênitas, e sua íntima essência é luz ou lucidez. E tanto mais incontaminável é uma coisa quanto mais lúcida.
“Toda a tarefa da espiritualização do homem consiste em que ele faça a sua existência humana tão pura e luminosa como a sua essência divina — que essencialize toda a sua existência.
“A lucidez ou luminosidade consiste na intensi dade da nossa consciência divina. No plano da ideologia dualista, em que se move quase toda a teologia e filosofia do ocidente cristão, é difícil o homem convencer-se definitivamente de que a íntima essência do seu próprio ser seja idêntica à essência divina.”
Diz, pois, o divino Mestre:
“Vós sois a luz do mundo… Não pode permanecer oculta uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma lampada e se põe debaixo do alqueire, mas sim sobre o candelabro para que alumie a todos os que estão na casa. Assim brilhe a vossa luz perante os homens para que vejam as vossas boas obras —e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus”.
“O homem realmente cristificado não deve ocultar-se debaixo do alqueire do anonimato, mas brilhar no candelabro da mais larga publicidade —deve ser até como uma cidade ou um farol no alto de um monte, para que o mundo inteiro veja os fulgores dessa luz e por ela oriente a sua vida.
“É opinião assaz comum entre os inexperientes que o homem espiritual deva evitar a publicidade e procurar o mais possível a obscuridade da solidão e do anonimato, a fim de não perder a sua sacralidade e cair vítima da profanidade. E, de fato, essa solidão e esse anonimato são necessários, embora num sen tido diferente daquele que os profanos supõem.
O ego físico-mental do homem comum deve desaparecer no anonimato, e o seu Eu divino deve viver em profunda solidão. O homem espiritual deve ser profundamente solitário com Deus, para que possa ser vastamente solidário com todas as creaturas de Deus: assim não há perigo de profanação.
Ai daquele que perder a sua silenciosa sacrali dade em Deus! De nada lhe servirá a sua ruidosa sociabilidade com os homens e o mundo. A profana sociedade tem de ser fecundada pela mística sacrali dade para que resulte em fecunda solidariedade.
“Em suas relações com Deus é todo homem profundamente só e solitário; ninguém o pode acom­panhar a essas alturas e profundezas, envoltas em eterno silêncio. Ninguém poderá saber jamais o que se passou entre a alma e Deus, nas silenciosas alturas do Himalaia ou na taciturna vastidão do Saara onde se dá esse encontro entre Deus e a alma humana. A experiência mística se dá para além das barreiras do tempo e do espaço, no anonimato do “terceiro céu”, e por isso é essencialmente intransferível e incomunicável; o que é dito à alma, nessa luminosa escuridão, são “ditos indizíveis”.
“Essa solidão vertical é necessária e não pode jamais ser substituida pela sociedade horizontal. Esse santuário íntimo do homem é indevassável; nem as relações mais íntimas, de pai a filho, de mãe e filha, de esposo a esposa, de amigo a amigo, podem desvendar esse mistério. Onde não existe e persiste essa solidão cósmica, esse profundo silêncio metafísico , esse indevassável anonimato místico entre a alma e Deus, toda a publicidade é um perigo e uma profanação, é uma apostasia e uma infidelidade cometida contra a sacralidade do Eu divino. O homem que não possua suficiente fidelidade a seu Eu divino não deve arriscar-se à publicidade; não deve colocar-se no alto do candelabro ou no cume do monte; é preferível que fique debaixo do alqueire ou no fundo do vale, onde não há perigo de quedas catastróficas. Quanto mais alto o homem está, mais profundamente poderá cair , se essa altura lhe der vertigens.
“O perigo da vertigem vem da ilusão de que essa sublime posição seja obra do seu ego personal, vem do erro fatal de que a pessoa humana tenha creado essa glória no alto do candelabro ou no cume do monte.
“Duas vezes, diz um grande iniciado oriental, Brahman se sorri do homem, da primeira vez quando o homem afirma: “Eu faço isto, eu faço aquilo”, e da segunda vez quando o homem diz: “Eu vou morrer”.
“Ambas às vezes o homem confunde o seu verdadeiro Eu com o seu pseudo-eu. Quando o homem pensa que é ele — seu ego personal — que fez isto ou aquilo, e não o “pai dos céus” — o seu Eu divino; quando o homem pensa que o seu eterno e imortal Eu divino vai morrer — então se revela totalmente analfabeto no conhecimento de si mesmo.
“Onde há ilusão há possibilidade de queda. Só quando a totalidade da ilusão cedeu à totalidade da verdade é que há segurança absoluta.
“Tem-se dito que a experiência mística torna o homem orgulhoso e desprezador de seus semelhantes, os “profanos” lá embaixo. Quem assim pensa e fala não sabe o que quer dizer experiência mística. Esse orgulho é possível no caso da pseudomística, quando o homem atribui a sua espiritualidade ao mérito de seu ego personal, ignorando que “todo o dom perfeito vem de cima, do Pai das luzes”, e que a iluminação espiritual é obra da graça divina. Mas, ninguém pode orgulhar-se daquilo que é de Deus, só se pode envaidecer de algo que seja do seu ego.
“Um jovem ocultista britânico perguntou a um grande místico da Índia se achava que ele, o ocultista, poderia, um dia, chegar a fazer as “obras de poder”, chamadas “milagres”, que Jesus fazia; ao que o iniciado lhe respondeu calmamente: “Pode, sim, contanto que você não creia que é você que fez essas obras.”
“Quem atribui a seu pequeno ego humano qualquer obra espiritual está no erro; o erro gera o orgulho, e o orgulho prepara a queda. Mas quem compreendeu definitivamente que nenhum efeito espiritual pode provir de uma causa material ou mental, esse está na verdade, e a verdade o libertará de qualquer ilusão e perigo de queda.
“Quando Jesus diz a seus discípulos que devem colocar a sua luz no candelabro ou no alto do monte supõe ele que esses homens possam ultrapassar o estágio da Ilusão sobre si mesmos e adquirir plena clareza e certeza sobre a causa real de todos os efeitos espirituais.
“Não existe, no mundo físico, nenhum elemento incontaminável exceto a luz. Todas as outras coisas aceitam impureza.
“É esta, sem dúvida a mais pura glória do homem crístíco, poder ser puro no meio dos impuros e das impurezas em derredor; purificar as impurezas sem se contaminar com essas impurezas É o máximo de invulnerabilidade.
“Nenhum homem purificado pelo conhecimento da verdade sobre si mesmo se sente ofendido por atos, palavras ou opiniões injustas dos outros, porque sabe que essas ofensas não atingem o seu verdadeiro Eu divino, senão apenas o seu falso eu humano.
“Esta luz divina que em mim está deve ser colo cada no candelabro como uma lâmpada, no alto do monte como um farol. Quem é remido do seu falso eu pode ajudar outros para se redimirem também. Por isso, deve ele fazer brilhar a sua luz, porque essa luz é a luz de Deus que brilha através do homem, como através de um límpido cristal, no caso que o homem renuncie à opacidade do seu egoísmo e aceite a transparência do amor.”
Huberto Rohden
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A TERAPIA CHAMADA COMPAIXÃO,POR OSHO

Um texto fenomenal de bom é o destaque da nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta quinta-feira. A terapia chamada compaixão, nos convida a entender porque a Compaixão é a forma mais pura e elevada do amor. Segundo Buda, “sentir compaixão pelo mundo inteiro, compartilhar seu amor, faz você liberar a energia na atmosfera e essa energia pode ser usada pelos outros”. Então convido você a ler o texto completo a seguir e ficar mais iluminado!

A terapia chamada compaixão

Disseram a Osho:

Uma vez ouvi você dizer “Só a compaixão é terapêutica”. Por favor, fale sobre a compaixão.

Sim, só a compaixão é terapêutica – porque tudo que é ruim no homem é devido à falta de amor. Tudo que é errado no homem está em algum lugar associado com o amor. Ele não tem sido capaz de amar, ou não tem sido capaz de receber amor. Ele não tem sido capaz de compartilhar seu ser. Essa é a miséria. Isso cria todo tipo de complexos por dentro.

Esses ferimentos íntimos podem vir à tona de muitas maneiras: podem se tornar doenças físicas, podem se tornar doenças mentais – mas profundamente o homem sofre de falta de amor. Assim como a comida é necessária para o corpo, amor é necessário para a alma. O corpo não pode sobreviver sem comida, e a alma não pode sobreviver sem amor. Na verdade, sem amor a alma sequer nasceu – não existe a questão de sua sobrevivência.

Você simplesmente pensa que tem uma alma; você acredita que tem uma alma devido ao seu medo da morte. Porém, você não sabe a não ser que você tenha amado. Só no amor a pessoa vem a sentir que é mais do que o corpo, mais do que a mente.

É por isso que digo que a compaixão é terapêutica. Que é compaixão? Compaixão é a forma mais pura de amor. Sexo é a forma mais baixa do amor, compaixão é a forma mais elevada do amor. No sexo, o contato é basicamente físico; na compaixão o contato é basicamente espiritual. No amor, compaixão e sexo estão misturados, o físico e o espiritual estão misturados. Amor é o meio caminho entre sexo e compaixão.

Você também pode chamar a compaixão de oração. Você também pode chamar a compaixão de meditação. A mais alta forma de energia é compaixão. A palavra compaixão é bela: metade dela é paixão – de algum modo paixão tornou-se tão refinada que não é mais como uma paixão. Ela tornou-se compaixão.

No sexo, você usa o outro, você reduz o outro a um meio, você reduz o outro a uma coisa. Eis porque num relacionamento sexual você se sente culpado. Essa culpa não tem nada a ver com ensinamentos religiosos; essa culpa é mais profunda do que os ensinamentos religiosos. Num relacionamento sexual como tal você se sente culpado. Sente-se culpado porque você está reduzindo um ser humano a uma coisa, a um produto a ser usado e jogado fora.

É por isso que no sexo você também sente uma espécie de servidão; você também está sendo reduzido a uma coisa. E quando você é uma coisa sua liberdade desaparece porque sua liberdade só existe quando você é uma pessoa. Quanto mais você for uma pessoa, mais livre você é, quanto mais uma coisa você for, menos livre você é.

A mobília do seu quarto não é livre. Se você deixar o quarto trancado e voltar após muitos anos, a mobília estará no mesmo lugar, da mesma maneira; ela não irá se arrumar de uma nova maneira. Ela não tem nenhuma liberdade. Contudo se você deixar um homem no quarto, você não irá encontrá-lo do mesmo jeito – nem mesmo no outro dia, nem mesmo no próximo momento. Você não pode encontrar o mesmo homem novamente.

O velho Heráclito diz: Você não pode pisar no mesmo rio duas vezes. Você não pode encontrar o mesmo homem novamente. É impossível encontrar o mesmo homem duas vezes, porque o homem é um rio, continuamente fluindo. Você nunca sabe o que vai acontecer. O futuro permanece aberto.

Para uma coisa, o futuro está fechado. Uma pedra permanecerá uma pedra. Ela não possui nenhuma potencialidade para crescer. Ela não pode mudar, não pode evoluir. Um homem nunca permanece o mesmo. Ele pode recuar, pode ir adiante, pode ir para o inferno ou para o céu, ele, porém, nunca permanece o mesmo. Continua se movendo, desse ou daquele jeito.

Quando você tem um relacionamento sexual com alguém, você reduziu essa pessoa a uma coisa. E reduzindo-a você reduziu a si mesmo também a uma coisa, porque é um compromisso mútuo que “Eu lhe permito me reduzir a uma coisa, você me permite lhe reduzir a uma coisa. Eu lhe permito usar-me, você me permite usá-lo. Usamos um ao outro. Nos tornamos coisas”.

Eis porque… observe dois amantes: quando eles ainda não estão consolidados. O romance ainda está vivo, a lua de mel ainda não acabou e você vai ver duas pessoas pulsando com vida, prontas para explodir – prontas para explodir no desconhecido. E então observe um casal, o marido e a esposa, e você verá duas coisas mortas, dois túmulos, lado a lado – ajudando um ao outro permanecer morto, forçando um ao outro permanecer morto. Esse é o constante conflito do casamento. Ninguém quer ser reduzido a uma coisa!

Sexo é a forma mais baixa dessa energia “X”. Se você for religioso, chame isso de “Deus”, se você for científico, chame-o de “X”. Essa energia, X, pode tornar-se amor. Quando ela se torna amor, então você começa a respeitar a outra pessoa. Sim, às vezes você usa a outra pessoa, mas você se sente grato por isso. Você nunca diz obrigado para uma coisa. Quando você está apaixonado por uma mulher e faz amor com ela, você diz obrigado.

Quando você faz amor com sua esposa, você já disse alguma vez obrigado? Não, você tem isso como certo. Alguma vez sua esposa já lhe disse obrigado? Talvez, muitos anos atrás, você pode se lembrar algum tempo quando você estava indeciso, estava só tentando, cortejando, seduzindo um ao outro – talvez. Mas uma vez consolidado, ela alguma vez já lhe disse obrigado por alguma coisa? Você já fez tantas coisas por ela, ela já fez tantas coisas por você, ambos estão vivendo um para o outro, a gratidão porém, desapareceu.

No amor, existe gratidão, existe uma profunda gratidão. Você sabe que o outro não é uma coisa. Você sabe que o outro possui uma grandeza, uma personalidade, uma alma, uma individualidade. No amor você concede liberdade total ao outro. É claro, você dá e recebe: é um relacionamento de dar e receber… mas com respeito.

No sexo, é um relacionamento de dar e receber sem nenhum respeito. Na compaixão, você simplesmente dá. Não há nenhuma idéia na sua cabeça em receber alguma coisa de volta; você simplesmente compartilha. Não que coisa alguma venha! Isso retorna um milhão de vezes, mas isso é só dessa maneira, só uma consequência natural. Não há nenhum anseio por isso.

No amor, se você der alguma coisa, bem lá no fundo você continua esperando que isso deve retornar. Se isso não retornar, você fica reclamando. Você pode não dizer isso, mas de mil e uma maneiras pode se deduzir que você está resmungando, que você está sentindo que foi enganado. Amor parece ser uma barganha sutil.

Na compaixão você simplesmente dá. No amor, você fica agradecido porque o outro lhe deu algo. Na compaixão, você fica agradecido porque o outro levou algo de você; você está agradecido porque o outro não lhe rejeitou. Você veio com energia para dar, você tinha vindo com muitas flores para partilhar, e o outro lhe permitiu, o outro foi receptivo. Você é grato porque o outro foi receptivo.

Compaixão é a forma mais elevada do amor. Muito retorna – um milhão de vezes mais, digo – mas isso não é o mais importante, você não anseia por isso. Se isso não vier não há nenhuma queixa quanto a isso. Se vier você fica simplesmente surpreso! Se isso vier, é inacreditável. Se não vier não há problemas – você nunca deu seu coração a alguém por alguma barganha. Você simplesmente derrama porque você tem.

Você tem tanto que se você não derramar você ficará sobrecarregado. Assim como uma nuvem carregada de água de chuva precisa derramar. E da próxima vez quando uma nuvem estiver chovendo observe em silêncio, e você irá sempre ouvir, quando a nuvem derramou a chuva e a terra a absorveu, você irá sempre ouvir a nuvem dizer para a terra “Obrigado”. A terra ajudou a descarregar a nuvem.

Quando uma flor brota, ela precisa compartilhar sua fragrância com os ventos. É natural! Isso não é uma barganha, não é um negócio; é simplesmente natural! A flor está repleta de fragrância – que fazer? Se a flor mantiver a fragrância para si mesma então a flor se sentirá muito tensa, numa profunda angústia.

A maior angústia na vida é quando você não pode expressar, quando você não pode comunicar, quando você não pode compartilhar. O homem mais pobre é aquele que não tem nada para partilhar, ou tem alguma coisa para partilhar, mas perdeu a capacidade, a arte, de como compartilhá-la; assim um homem é pobre.

O homem sexual é muito pobre. O homem amoroso é comparativamente mais rico. O homem compassivo é o mais rico; ele está no topo do mundo. Ele não tem nenhum confinamento, nenhuma limitação. Ele simplesmente dá e prossegue em seu caminho. Ele nem mesmo espera que você diga um obrigado. Com tremendo amor ele compartilha sua energia. Isso é que chamo de terapêutico.

Buda costumava dizer aos seus discípulos, “Após cada meditação, sejam compassivos – imediatamente – porque quando você medita, o amor cresce, o coração fica repleto. Após cada meditação, sinta compaixão pelo mundo inteiro para que você compartilhe seu amor e você libera a energia na atmosfera e essa energia pode ser usada pelos outros”.

Eu também gostaria de dizer isso a vocês: Após cada meditação, quando vocês estiverem celebrando, tenham compaixão. Apenas sinta que sua energia deve ir e ajudar as pessoas de qualquer maneira que elas necessitem. Apenas libere-a! Você ficará descarregado, você irá se sentir bem relaxado, irá se sentir muito calmo e quieto, e as vibrações que você liberou ajudarão a muitos. Termine suas meditações sempre com compaixão.

E a compaixão é incondicional. Você não pode ter compaixão só por aqueles que são amigáveis com você, só por aqueles que estão relacionados a você. Compaixão inclui tudo… intrinsecamente tudo. Assim se você não pode sentir compaixão pelo seu vizinho, então esqueça tudo sobre meditação, porque isso não tem nada a ver com alguém em particular. Tem algo a ver com seu estado interior.

Seja a compaixão! Incondicionalmente, não direcionada, não endereçada. Assim você se torna uma força curativa nesse mundo miserável.

Osho, em “A Sudden Clash of Thunder”
Fonte: Osho.com
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: CONHEÇA A SINCRONICIDADE,UM CONCEITO DESENVOLVIDO POR CARL JUNG

Domingo é dia de reflexão. É o dia da semana que temos mais tempo para pensar na vida e o que estamos fazendo aqui. Por isso trago um artigo superinteressante que fala sobre a sincronicidade, um fenômeno recorrente entre seres humanos, que o icônico psicanalista Carl Jung desenvolveu um conceito sobre tal fenômeno. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer mais sobre esse fenômeno tão comum, mas que a maioria das pessoas não entende!

Sincronicidade: entenda esse conceito desenvolvido por Carl Jung

Mulher meditando
Mikhail Nilov / Pexels

Alguma vez você já observou uma série de coincidências acontecendo? Pense na seguinte situação: uma pessoa precisa comprar determinado produto. E, então, esse produto entra em promoção justamente quando ela pensou nele. Depois, essa mesma pessoa descobre que iria ganhar esse produto de alguém querido.

Ainda que a situação apresentada seja muito simples, alguém que se deparasse com ela poderia dizer algo como “é muita coincidência!”. Mas será que uma série de eventos que se relacionam um com o outro são simplesmente uma coincidência? Ou será que existe algo por trás disso?

O conceito de sincronicidade, desenvolvido por Carl Gustav Jung, nos apresenta uma nova perspectiva sobre essa questão. Esse mesmo conceito também é interpretado pela espiritualidade, o que pode ampliar ainda mais os seus conhecimentos sobre esses eventos inexplicavelmente conectados.

A seguir, desvende se existe algo por trás dessas supostas coincidências que o Universo nos apresenta e tire as suas conclusões sobre o assunto. Depois disso, você vai descobrir que há mais de uma maneira de analisar os eventos que acontecem em nossas vidas, e todas elas são válidas!

A sincronicidade por Carl Jung

Carl Gustav Jung é conhecido por ter fundado a psicologia analítica. Entre os conceitos desenvolvidos por ele estão o arquétipo, o inconsciente coletivo e a sincronicidade, que será o nosso foco neste artigo.

Homem segurando livro aberto

Lisa Fotios / Pexels

De maneira simples, Jung definiu a sincronicidade como uma coincidência significativa. Porém, se analisarmos de forma mais aprofundada, saberemos que ele propõe que determinados acontecimentos não estão relacionados pelo acaso, e sim por algum outro significado.

Isso significa que, ao presenciar mais de um evento acontecendo em sequência, que coincidem revelando um padrão entre eles, esse padrão é o que indica o significado que está relacionando essas duas situações em um caso de sincronicidade.

Coincidência x sincronicidade

Muitas pessoas podem confundir os conceitos de coincidência e de sincronicidade. Para evitar esse tipo de equívoco, vamos analisar o que é cada um deles.

Em primeiro lugar, coincidência é o nome dado a eventos que apresentam semelhança entre si, ainda que não estejam diretamente relacionados.

Em segundo lugar, a sincronicidade ocorre quando existe uma relação entre os eventos que são semelhantes, como se esses acontecimentos não fossem aleatórios.

Tipos de sincronicidade

Jung ainda definiu que a sincronicidade pode ser classificada em três categorias distintas. Para que você consiga entender cada uma delas de forma simples, adaptamos a explicação de cada uma com termos que costumamos utilizar no cotidiano. Confira!

1) Coincidência de um estado psíquico do observador com um acontecimento objetivo externo e simultâneo

Uma mulher na praia em frente ao pôr sol

Manny Moreno / Unsplash

Nesse caso, o pensamento ou o sonho de uma pessoa está relacionado com algum evento que ainda irá acontecer. Assim, seria impossível estabelecer uma relação de causa e efeito entre eles. É como se você sonhasse com um gato e, enquanto estivesse falando sobre esse sonho, um gato semelhante ao que você viu no sonho aparecesse diante de você.

2) Coincidência de um estado psíquico com um acontecimento exterior correspondente mais ou menos simultâneo

Para essa categoria, uma pessoa tem um pensamento ou um sonho que se relaciona a um fato que está acontecendo no mesmo momento, em um lugar muito distante dessa pessoa. Então, a relação entre ambos só será percebida posteriormente. É como sonhar que está chovendo ao mesmo tempo em que chove em uma cidade distante.

3) Coincidência de um estado psíquico com um acontecimento futuro, distante no tempo e ainda não presente

Finalmente, esse tipo de coincidência ocorre como se a pessoa que está pensando ou sonhando fosse capaz de prever o futuro. Alguma vez você já sonhou que algo iria acontecer e, alguns dias depois, aquilo realmente aconteceu? Esse é o exemplo mais preciso desse tipo de sincronicidade.

Sincronicidade e espiritualidade

Outra forma de analisar a sincronicidade é a partir do ponto de vista espiritual. Nesse caso, devemos compreender que tudo que acontece com uma pessoa tem uma razão de ser. Nada é por acaso, e tudo apresenta um significado por trás, ainda que não sejamos capazes de entendê-lo plenamente.

Dessa forma, a sincronicidade é o que nos traz um novo olhar sobre a vida. Uma vez que sabemos que tudo está acontecendo por um motivo, tanto as coisas boas quanto as coisas ruins, nos tornamos capazes de analisar as lições por trás de tudo isso. Isso significa que precisamos prestar atenção às mensagens espirituais que constantemente são enviadas para nós.

Da próxima vez que algo inesperado ou indesejado acontecer na sua vida, ou quando um plano der errado, reconheça que isso é uma lição que o Universo está lhe enviando. É um indício de que você precisa respirar fundo, compreender o que você está buscando para a sua vida e desenvolver um novo caminho.

A sincronicidade é um conceito desenvolvido por Carl Jung que nos mostra como as coincidências podem ser muito mais do que uma obra do acaso. Se você acredita que tudo que acontece tem um motivo e que é possível interpretar as lições que a vida nos oferece, avalie como esse conceito se manifesta na sua vida diariamente!

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: FÉ E ESPERANÇA COEXISTEM HARMONICAMENTE

O destaque desta quinta-feira, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL é o tema Fé e esperança do texto a seguir de autoria de Luiz Guimarães, na ótica da doutrina espírita. Na teologia católica o tripé fundamental é: Fé, esperança e caridade. Mas pela doutrina espírita a fé e a esperança coexistem harmonicamente e, se uma delas enfraquece, teremos o reflexo na outra. Integram o cotidiano de todo ser humano nas pelejas da vida. Ocorre que a ‘esperança’, tanto numa como na outra é contextualizada no sentido de esperar, como consta em Hebreus 11:1 – “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”. Convido você a ler o texto completo a seguir e refletir se não seria melhor termos a esperança sonhar? Já que o sonho pode ser planejado, executado e celebrado?

Fé e esperança

Mão masculina próxima de plantas. Ao fundo, há a luz solar.
gajus / 123RF

“Se podes? Tudo é possível àquele que crê” Marcos 9:23

Todo aquele que possui fé terá a esperança como porto de chegada. Coexistem harmonicamente e, se uma delas enfraquece, teremos o reflexo na outra. Integram o cotidiano de todo ser humano nas pelejas da vida. Tudo que realizamos tem um objetivo e a vontade de atingi-lo tem por base a fé. Consta em Hebreus 11:1 – “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem”.

Contudo a razão não pode estar ausente desse binômio. Sem ela essa estrutura não tem sustentação, pois a consciência do objetivo colimado deve estar presente, já que somos os seres inteligentes da criação e não podemos prescindir do raciocínio lógico.

Temos no Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB Ed. 131ª, Capítulo XIX, item 7: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da humanidade”. Por outro lado, a fé cega, que é desprovida do bom senso, pode desaguar nos excessos do fanatismo, que igualmente padece da falta de fundamento. Resulta dessa irreflexão o insucesso do que se almeja, sendo essa irracionalidade prejudicial a todos.

Referimo-nos a Rodolfo Calligaris no livro “Páginas do Espiritismo Cristão”, p. 17, onde consta: “[…] a fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer”. Nos caminhos da fé temos de percorrer os degraus da paciência, resiliência e perseverança para que as conquistas que repousam na esperança sejam alcançadas. É um percurso que no dia a dia consolida nossas aspirações, sempre amparadas pela prece e louvor a Deus.

Imprescindível nessa trajetória é a realização de obras. A fé não pode se constituir de sentimento inerte. Tal qual a caridade que é o amor na dimensão dinâmica, ela necessita do labor diário para que não esmoreça a esperança. Corroborando essa assertiva, citamos Tiago 2:18 – “Mas alguém dirá: ‘Você tem fé; eu tenho obras’. Mostre-me sua fé sem obras e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras”.

Nesse contexto devemos entender que é preciso ter mérito naquilo que pretendemos conseguir. Nem sempre o que queremos será o melhor e, não raro, não merecemos. Lembremo-nos de que estamos vinculados à lei do merecimento e que Deus soberano e justo nos proverá daquilo de que necessitamos.

No livro “O consolador”, questão 257, encontramos: “A esperança é a filha direta da fé. Ambas estão uma para a outra como a luz reflexa dos planetas está para a luz central e positiva do Sol. A esperança é como o luar que se constitui dos bálsamos da crença. A fé é a divina claridade da certeza”. Elas são fortalecidas quando concebemos a reencarnação e a imortalidade da alma.

A cada existência renovam-se as oportunidades e aspirações. Temos nas bem-aventuranças o manual perfeito para nortear o nosso sentimento de esperança (quem tem fé está no caminho daquilo que plantou no terreno da esperança).

Luiz Guimaraes
Escrito por Luiz Guimaraes
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: MEDITAÇÃO PARA TERMINAR O DIA E DORMIR BEM, POR CAMILA ZEN

Na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta sexta-feira temos um exercício de meditação para relaxar do estresse da semana que termina. Todo dia é uma nova chance de um novo começo. E toda noite é uma chance de deixar pra trás o que não te serve mais. Essa é uma meditação guiada para você terminar o dia bem e aprender a respirar mais profundamente, pra você poder relaxar e ter uma proveitosa noite de sono. Uma meditação simples e curta, para todos os níveis e iniciantes. Foi gravada no Templo Budista Chagdud Gonpa, em Três Coroas, no RS. Amor e luz, namastê!

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O SAGRADO FEMININO AINDA PODE SER RESGATADO

Hoje temos, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL um texto especialíssimo que aborda um tema muito em evidência “O Sagrado Feminino”. O Sagrado Feminino é um movimento muito antigo que busca resgatar o lado Sagrado que existe dentro de cada mulher. Lendo o texto a seguir você saber o que é o Sagrado Feminino, como ele foi perdido ao longo da história da humanidade e como ele pode ser resgatado. 

O QUE É O SAGRADO FEMININO? RESGATE O SEU PODER INTERIOR


Por WeMystic Brasil
TimeTempo de leitura: 5 min

 

mulher contemporânea viu a sua essência ser apagada pelas diversas imposições da nossa sociedade e do mundo moderno: a mulher que tem que ser boa mãe, boa esposa, uma excelente profissional, boa dona de casa, com aparência física em dia, boa amiga, enfim, as pressões para que as mulheres sejam boas em tudo apagou o que elas têm de mais precioso: a sua porção sagrada. Existe um poema muito bonito de autor desconhecido que diz, veja um trecho:

“Houve um tempo, em que todas as mulheres eram sagradas.

Em que eram vistas como Deusas, como senhoras de seu próprio destino.

Houve um tempo, em que o corpo era sagrado, em que o sexo era uma prece.

Em que homens e mulheres respeitavam-se e reverenciavam-se.”

A mulher foi, com o passar dos tempos, sendo diminuída em importância pela sociedade patriarcal, considerada menos inteligente, menos apta, como mera complementação do homem e deixou a sua essência ser apagada. A sua divindade ainda existe, dentro de cada uma delas, o seu poder e a sua energia feminina estão presos dentro da Mulher Interior, e o objetivo do Sagrado Feminino é despertá-los.

 

OS CAMINHOS DO SAGRADO FEMININO

Falar do Sagrado Feminino é trocar conhecimento sobre a sabedoria interna da energia feminina, é abrir os caminhos da intuição nata de cada mulher, despertar a sua essência, o poder da sua feminilidade, o poder de uma força geradora de vida e da sexualidade sagrada.

Essa consciência do poder e valor da mulher é muito antiga, é ancestral, e ao conhecê-la podemos nos reconectar às nossas ancestrais e reconectar à nossa natureza, com todos os seus ciclos. Na busca pelo Sagrado Feminino, as mulheres envolvem-se em uma consciência amorosa para retomar os seus valores no âmbito pessoal, social, cultural, psicológico e religioso, para encontrar dentro de si a plenitude, a sua verdade e sua essência. Ao se conectar consigo mesmo, a mulher passa a se valorizar e honrar o dom sagrado de ser mulher, de ser mãe, esposa, avó ou filha. É uma caminhada de autovalorização e de autoconhecimento que toda mulher deveria fazer para conhecer a força feminina que reside dentro de cada uma delas.

OS MÉTODOS DO SAGRADO FEMININO

Existem, nas reuniões de mulheres que evocam o Sagrado Feminino, diversos métodos específicos de ordem mental, espiritual, física e psíquica para que as mulheres consigam despertar de forma verdadeira a sua essência e encontrar a sua sacralidade. É uma busca lenta e longa pela sua feminilidade para alcançar esta consciência. As metas a nível pessoal e corporal são voltadas ao reequilíbrio do ciclo, purificando e reconectando a mulher ao poder intrauterino que só elas possuem, onde reside a a transformação da sua energia vital em poder mental e consciente. O reequilíbrio busca integrar o poder da alma com a consciência exterior. As práticas buscar realinhar, harmonizar e rejuvenescer a nossa saúde física, sexual, emocional e mental através da reconexão com a Terra, com o Cosmos, com outras mulheres e consiga mesma. As metas específicas podem ser listadas da seguinte maneira:

  • A RECONEXÃO DA MULHER À TERRA

    É o conhecimento da sua origem, dos outros planos dimensionais a que ela faz parte para que ela possa ser a sua própria porta voz, que consiga encontrar os seus propósitos, entender a sua relação com a Terra e com os outros seres e se renovar como mulher.

  • HARMONIZAR E ATIVAR A SUA VIBRAÇÃO

    Todo ser humano possui uma vibração própria, mas todos os dias as mulheres vêm a sua vibração sendo apagada e podada, e por isso muitas vezes a ignoram ou mesmo a anulam. A prática ajuda a desbloquear a energia criadora, geradora e ancoradora, abre a consciência da mulher e a reconecta com aquilo que é importante para ela e para sua missão. Expande sua consciência para seus propósitos e missões para inaugurar um ciclo de evolução.

  • INTEGRAR A ‘FEMINILIDADE SAGRADA’

    Por fim, encontrar e reconhecer a porção sagrada que existe dentro de cada uma. Ancorar a sua nova consciência interior e saber utilizá-la para a evolução, para distribuir luz e despertar a luz dentro de cada mulher que possui a sua consciência apagada ou anulada.

Este despertar do Sagrado Feminino tem sido redescoberto e está se multiplicado em trabalhos desenvolvidos por mulheres empenhadas em divulgar essa sabedoria ancestral com outras. Isso é feito através de círculos de mulheres, terapias individuais, retiros e workshops (formações específicas) onde o trabalho das Deusas femininas são despertados dentro da estrutura psíquica de cada mulher, para a maior compreensão da sua alma, do seu corpo e da sua missão. Procure um grupo de estudo do Sagrado Feminino mais próximo de você e desperte o que há de sagrado na sua mulher interior.

WeMystic Brasil

Fonte: We Mystic

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O MEDO GERADO PELAS CRENÇAS LIMITANTES NOS IMPEDE DE CONHECERMOS A VERDADE

No texto Transcendendo as ilusões a seguir o autor fala da prisão em que vivemos nesse plano 3D, das crenças limitantes que nos impedem de crescer, evoluir e transcender para planos mais elevados, onde a liberdade impera e não há dor nem sofrimento. O medo gerado pelas nossas crenças limitantes nos aprisiona e nos impede de dar esse salto quântico. Portanto, convido você a ler o texto completo a seguir sair do mundo de ilusões para o mundo da verdade!

Transcendendo as ilusões

Nós não conhecemos a liberdade, portanto temos medo de deixá-la florescer; os seres humanos vivem nas trevas de uma prisão, e por isso têm medo da luz do sol que brilha fora das muralhas erigidas por suas próprias mentes, as muralhas da crença e do preconceito ‘

Clemice Petter*

Muita coisa tem sido dita e escrita a respeito da verdade. Muitas pessoas pensam que sabem o que significa viver uma vida espiritual, que sabem o modo, as “práticas” exigidas e o caminho para chegar à verdade. Facilmente esquecemos o que os ensinamentos têm assinalado; está nos Upanishades, foi dito por J. Krishnamurti e por H. P. Blavatsky: “Aqueles que dizem que sabem, não sabem.” A suposição de que sabemos pode ser a maior de todas as ilusões. Se considerarmos a história da humanidade, veremos que aqueles que pensavam que sabiam, que tinham certeza e que criaram fórmulas e moldes para a vida, e assim se colocaram na posição de ditar aos outros como viver, foram as pessoas que trouxeram miséria e corrupção.

Nossa estrutura social está construída sobre moldes de respostas prontas aos desafios da vida. Nossos sistemas educativos estão voltados a moldar a mente da criança numa direção preestabelecida. Pensamos que sabemos qual é o modo correto de vida, e assim, ensinamos aos nossos filhos a serem tão infelizes quanto nós. Nós não conhecemos a liberdade, portanto temos medo de deixá-la florescer; os seres humanos vivem nas trevas de uma prisão, e por isso têm medo da luz do sol que brilha fora das muralhas erigidas por suas próprias mentes, as muralhas da crença e do preconceito, as muralhas do “conhecimento”.

Pelo fato de termos sido moldados segundo um determinado padrão, pensamos que seguir um padrão é um modo de vida. Cada um tem sua própria fórmula a respeito do que os outros devem fazer ou ser. Certamente não aplicamos nossas teorias a nós mesmos, em nossa própria vida; mas queremos que os outros as apliquem em suas vidas. Temos certeza do que há de errado no mundo e de que sabemos como pode ser corrigido, mas somos impotentes no nosso próprio lar. Não sabemos como pôr fim às nossas tristezas, às nossas incertezas diárias e aos nossos medos profundos, nem sabemos como responder aos nossos filhos quando nos fazem as perguntas mais simples e mais inocentes. O fato é que não sabemos como nos relacionar, como vivermos juntos em harmonia e cooperação. Divisão e competição têm sido o modo de vida dos seres humanos neste planeta.

Sendo assim, o que realmente sabemos, e não o que pensamos que sabemos? Lemos muitas coisas em livros e ouvimos as conclusões a que as pessoas chegam, e, portanto, pensamos que sabemos. Quanto mais lemos, mais pensamos que sabemos. Quanto mais pensamos que sabemos, menos entendemos. O conhecimento fecha a porta à compreensão; isso é muito fácil de ver, se realmente quisermos olhar. Portanto, o grande inimigo da humanidade no atual estágio de ignorância é o conhecimento. Isso pode soar um tanto contraditório, mas não é, porque ignorante é aquele que não conhece a si próprio. Não importa quantos livros se tenha lido, se esses livros são sagrados ou mundanos, ou quantos títulos antecedem o nome da pessoa – se não tem autoconhecimento, o ser humano é um ignorante. Se a pessoa percebe o que está ocorrendo no mundo, verá que a atual estrutura social é o resultado da ignorância humana.

A ciência avançou tremendamente no último século, mas foi incapaz de resolver os nossos mais básicos problemas; pelo contrário, eles estão aumentando. Vivemos na era da informação – jamais anteriormente na história da humanidade tivemos tanto conhecimento – e, contudo, estamos enfrentando a maior de todas as crises. Sabemos muito, mas entendemos tão pouco… O conhecimento não está ajudando o ser humano a despertar a natureza humana  gentileza, compaixão e responsabilidade que permanece oculta. Para lidar com isso precisamos compreender a nós mesmos. O autoconhecimento é a chave que abre os portais desta prisão autoimposta, é o caminho para a liberdade, e essa liberdade é o libertar-se do “eu” e do “meu”. Sem liberdade, a aquisição incessante de conhecimento leva inevitavelmente à autodestruição, como podemos ver acontecendo bem diante dos nossos olhos: a insana destruição do meio ambiente, a poluição da água e do ar e o envenenamento deliberado do nosso próprio alimento. Estamos destruindo nosso próprio lar e somos incapazes de ver; consequentemente, não conseguimos mudar isso.

                                                                  Espírito cooperativo

Para ir além da ilusão, precisamos primeiramente entender o mundo por ela criado. O mundo no qual vivemos é um mundo que não conhece a compaixão, que está se tornando cada vez mais violento, brutal e competitivo. Existem aqueles que dizem que a competição é o caminho, que precisamos ser competitivos para progredir. Isso mostra apenas o quão pouco entendemos. Precisamos questionar o que chamamos de progresso e civilização. Ensinar às crianças nas escolas a serem competitivas é um crime contra a humanidade, pois a competição mata o espírito cooperativo; ensinar às crianças uma fórmula para a vida, dizendo-lhes o que devem sentir, como devem amar, é ainda pior. Dizer-lhes o que é o amor é matar a inocência e estupidificar a mente. A verdadeira educação é permitir à criança pensar por si mesma, e não lhe ensinar o que pensar. Até aqui não entendemos ainda este fato simples e óbvio.

Blavatsky nos advertiu a respeito da necessidade de se entender os modos e meios da mente, para não sermos escravos dela. Na primeira página de A Voz do Silêncio, ela escreveu: “A mente é a grande assassina do real. Que o discípulo mate o assassino.” Ela disse que devemos “buscar o rajá [rei] dos sentidos, o produtor de pensamento, aquele que desperta a ilusão.” Blavatsky escreveu isso há mais de cem anos; quantos realmente deram atenção a este ensinamento básico? Muito poucos, parece.

Krishnamurti viajou pelo mundo por mais de sessenta anos explicando, em centenas de locais diferentes, essas afirmações curtas e profundas feitas por Blavatsky. Quantos de nós somos capazes de lhe dar ouvidos? Nenhum instrutor antes de Krishnamurti foi tão profundo e explicou de modo tão detalhado o despertar das ilusões e os meios e modos da mente – a grande assassina do real. Mas, pelo fato de sua linguagem ser simples, de ele não se apresentar
como autoridade e nada prometer, poucos querem ouvi-lo.

Krishnamurti não alega que sabe, ele convida a viajar com ele, a descobrir por si próprio, caminhar juntos como amigos; e caminhar juntos é muito difícil para nós, porque estamos acostumados à autoridade. Nós adoramos autoridade estabelecida pela mente; somos incapazes de ver a natureza destrutiva da autoridade no reino psicológico.

Para ir além da ilusão precisamos sentir o impulso, sermos sérios e capazes de permanecer sós. Assim, a primeira coisa a compreender é a nossa própria ignorância; mais uma vez Blavatsky advertiu sobre isso. Gostamos de pensar que somos grandes e que sabemos. É a vaidade que nos cega; em vez de começar com o primeiro passo pensamos que podemos saltar até o último; em vez de começar a caminhar, pensamos que podemos começar com a chegada. Mas não existem atalhos ou milagres que possam nos fazer entender o mecanismo do nosso criador de ilusões, dessa máquina de pensar chamada mente. Isso pode parecer possível – afinal, a mente é perita em enganar.

      A chave da prisão

Não existe saída desta prisão autoimposta na qual os seres humanos vivem. O autoconhecimento é a chave, e isso foi esclarecido por Blavatsky mo prefácio de A Voz do Silêncio: “O Livro dos Preceitos Áureos – alguns dos quais são pré budistas, ao passo que outros pertencem a uma época posterior – contém uns noventa pequenos tratados distintos. Destes aprendi de cor, há muitos anos, trinta e nove. Para traduzir os outros, teria que recorrer a apontamentos
dispersos entre um número de papéis e notas, acumulados em vinte anos e nunca postos em ordem, demasiado grande para que a tarefa fosse fácil. Nem poderiam eles ser, todos, traduzidos e dados a um mundo demasia- do egoísta e aprisionado aos objeto dos sentidos, para que pudesse estar preparado a receber, com a devida atitude do espírito, uma moral tão elevada. Porque, a não ser que um homem se entregue perseverante ao cultivo do autoconhecimento, ele jamais dará, de bom grado, ouvidos a conselhos de tal natureza.” [itálico acrescentado]

Aqueles que estão estudando A Voz do Silêncio entendem que o autoconhecimento é o início, é o primeiro passo. Sem ele a pessoa é cega e surda em questões espirituais. Portanto, é totalmente inútil continuar lendo livros se não queremos assumir uma jornada interior que revelará as ilusões projetadas pela mente.

Muitos dizem que ir além da ilusão é apenas para poucos, que não é para todos; seria melhor dizer que é para aqueles que são sérios, para aqueles interessados na verdade, não importa o que aconteça. É para aqueles que não mais estão encantados com a doce canção das ilusões despertadas pelo desejo de conforto, seja físico ou psicológico. Assim, a
verdadeira dificuldade nesta questão é de quanto a pessoa está disposta a abrir mão, o quanto está disposta a considerar, a penetrar dentro de si mesma. Os Instrutores disseram que o “eu” é a ilusão primária. Intelectualmente sabemos disso, mas não conseguimos entender ou ver. Não conseguimos entender que esse “eu” seja criação da mente, e, enquanto não entendermos os modos e meios da mente, não conseguiremos ver as ilusões que são os seus subprodutos.

A mente é uma ferramenta cega destinada a ser usada pela inteligência. O problema é que os seres humanos transformaram uma ferramenta cega no rei supremo – um rei cego, adorado por ignorância. A ilusão de que existe inteligência na mente é criada pela falsa impressão de que, pelo fato de termos desenvolvido muita tecnologia, somos inteligentes. Mas tecnologia é basicamente o conhecimento do processo mecânico das coisas, enquanto a inteligência está muito além do mecânico.

Para a inteligência se concretizar é preciso desenvolver a mente e o coração; inteligência significa amor, compaixão e responsabilidade. Responsabilidade no sentido de poder responder – e para isso precisamos primeiramente ser capazes de ouvir. Para ouvir precisamos ser sensíveis; portanto, para a inteligência se concretizar, precisamos trabalhar muito. Não é uma tarefa fácil para uma mente preguiçosa, uma mente que foi colocada para dormir pelas crenças. A mente mecânica, sem a luz da inteligência, está propensa a criar cada vez mais miséria, como atualmente está acontecendo no mundo. nos dividiu em eu e você, meu país e seu país, é o que está destruindo a ca-
sa em que vivemos – a Terra. O poder dessa ilusão é tal que nos torna incapazes de ver que estamos destruindo o próprio ambiente no qual estamos nos desenvolvendo. Nos últimos cinquenta anos, em nome do que orgu-
lhosamente chamamos de progresso, destruímos o meio ambiente com uma velocidade inacreditável. Pensamos que somos inteligentes e civilizados, mas a realidade mostra o contrário; somos bárbaros, como éramos há dois mil anos ou mais. Temos que mudar agora, não no futuro, porque o comportamento humano tornou-se uma ameaça à vida no planeta.

Para transformar a sociedade, precisamos transformar a nós mesmos; isso é muito óbvio. Não podemos ter uma sociedade diferente com o mesmo tipo de mentalidade que criou essa desordem. Para trazer ordem ao mundo precisamos trazê-la a nós mesmos. Pensar que podemos ajudar a humanidade a se livrar dos pensa-
mentos, sentimentos e comportamentos desordenados e conflitantes é a mesma coisa que pensar que podemos limpar uma casa com um pano sujo e uma água suja.

Ir além da ilusão é pôr fim ao “eu”, o local de origem de toda a miséria e degeneração humana.

Fonte: SOPHIA • NOV/DEZ 2020

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A FILOSOFIA INDIANA É UM DOS GRANDES LEGADOS QUE RECEBEMOS DO ORIENTE

                 A FILOSOFIA DO YOGA

“A Filosofia indiana  é um dos grandes legados que recebemos do Oriente. É um manancial de ensinamentos essenciais para compreendermos a nós mesmos, e possui uma riqueza espiritual sem precedentes. A prática do yoga é um dos seus pilares.”

Cleber Pacheco*

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A Filosofia indiana é um dos grandes legados que recebemos do Oriente. É um manancial de ensinamentos essenciais para compreendermos a nós mesmos, e possui uma riqueza espiritual sem precedentes. A prática do yoga é um dos seus pilares, e engloba psicologia, ciência e religiosidade  ,em busca da integração interna e da união com o divino.

Os Yoga-Sutras de Patañjali (A Ciência do Yoga, Ed. Teosófica) estabeleceram um sistema, um guia completo que nos auxilia em nossa jornada de autoconhecimento. É como se ele tivesse traçado um mapa muito bem detalhado das diversas etapas do nosso desenvolvimento espiritual, a fim de nos libertarmos da ilusão, de superarmos o irreal para, enfim, atingirmos o real. E isso foi feito de um modo muito mais profundo do que qualquer método da psicologia ocidental. Esta, inicialmente, buscou estudar os aspectos patológicos do ser humano, dando ênfase às doenças psíquicas. Freu visava à cura, mas rejeitava o lado místico e espiritual, pois ele almejava legitimar os seus ensinamentos como estritamente científicos, rejeitando assim o aspecto mais sutil de nossas experiências. Esta é a chamada Primeira Psicologia, limitada ao estudo do inconsciente pessoal.

Foi Jung que ampliou as pesquisas, buscando englobar a memória ancestral da humanidade, chamando-a de inconsciente coletivo e estudando as manifestações artísticas e religiosas, incluindo até mesmo a alquimia em suas pesquisas. A sua além do nível pessoal, alcançando o arquetípico. Mas, a rigor, a Segunda Psicologia ocorreu por meio de Abraham Maslow, Eric Fromm e outros, concentrando-se não apenas no aspecto doentio, mas dando enfoque ao ser humano saudável, dito “normal”, em busca de sua essência.  contribuição  foi levar a psicologia

A Terceira Psicologia volta-se para a Supraconsciência, ou seja, é a psicologia dos seres autorrealizados,  aqueles que já desenvolveram todas as suas possibilidades de crescimento.

Os Yoga-Sutras sistematizara tudo isso muito antes da psicologia ocidental, de modo científico e integrado com a filosofia, sendo, portanto, um caminho completo, que abarca toda a experiência humana na Terra– cuja tarefa é conhecer o mundo manifesto para alcançar o imanifesto, o puro ser, e unir-se a ele por inteiro. Assim, uma vez autorrealizado, o ser humano se torna divino, e, em unidade e totalidade, contribui para auxiliar a todos aqueles que trilham o caminho espiritual.

Trabalhar o ser humano de modo integral é a tarefa proposta pelos Sutras. Cuidar do corpo, lidar corretamente com o prana, a energia vital, trabalhar a mente e libertá-la de to-

dos os seus condicionamentos, a fim de que ela se torne um instrumento adequado para a manifestação de Atma, o nosso eu verdadeiro. O trabalho mais intenso e profundo a ser feito dá-se em nível mental, pois é este o local onde a união proposta pelo yoga deve ocorrer. É a mente que divide; nela reside a dualidade, a ilusão da separatividade, de solidão, gerando desordem.

O conflito só existe na dualidade, onde os opostos lutam entre si, um do yoga A sabedoria Cleber Pacheco* A Filosofia indiana é um dos grandes legados que recebemos do Oriente. É um manancial de ensinamentos essenciais para compreendermos a nós mesmos, e possui uma riqueza espiritual sem precedentes. A prática do yoga é um dos seus pilares, e engloba psicologia, ciência e religiosidade, em busca da integração interna e da

união com o divino. Os Yoga-Sutras de Patañjali (A Ciência do Yoga, Ed. Teosófica) estabeleceram um sistema, um guia completo que nos auxilia em nossa jornada de autoconhecimento. É como se ele tivesse traçado um mapa muito bem detalhado das diversas etapas do nosso desenvolvimento espiritual, a fim de nos libertarmos da ilusão, de superarmos o irreal para, enfim, atingirmos o real. E isso foi feito de um modo muito maisprofundo do que qualquer método da psicologia ocidental. Esta, inicialmente, buscou estudar os aspectos patológicos do ser humano, dando ênfase às doenças psíquicas. Freudvisava à cura, mas rejeitava o lado místico e espiritual, pois ele almejava legitimar os seus ensinamentos como estritamente científicos, rejeitando assim o aspecto mais sutil de nossas experiências. Esta é a chamada Primeira Psicologia, limitada ao estudo do inconsciente pessoal. Foi Jung que ampliou as pesquisas, buscando englobar a memória ancestral da humanidade, chamando-a de inconsciente coletivo e estudando as manifestações artísticas e religiosas, incluindo até mesmo a alquimia em suas pesquisas. A sua contribuição foi levar a psicologia “A Filosofia indiana  é um dos grandes legados que recebemos do Oriente. É um manancial de ensinamentos essenciais para compreendermos a nós mesmos, e possui uma riqueza espiritual sem precedentes. A prática do yoga é um dos seus pilares.”tentando conquistar e possuir o outro, podendo fazer uso da força, e até mesmo da violência, se achar necessário. A dualidade gera medo. Por sua vez, este produz insegurança e a sensação da necessidade de luta, de fugir da dor para obter o prazer. Uma vez alcançada a unidade, o medo desaparece, assim como a necessita de lutar ou de fugir. Não há mais oscilação de um extremo para outro. O yoga nos ensina que é possível ir ainda além da reconciliação dos opostos. Ele nos possibilita uma integração total. Os obstáculos mentais são removidos e a iluminação enfim ocorre.

Afirma um dos Sutras: “Falta de percebimento da realidade, o senso de egoísmo, atrações erepulsões  emrelação a objetos e o forte desejo de viver são as grandes aflições ou causas de todas as misérias da vida.” A capacidade de dizer muito com um mínimo de palavras é característica dos Sutras, que exigem um estudo sério por parte dos aspirantes e, com isso, levam cada um a vencer suas próprias limitações a fim de alcançar a compreensão da riqueza de significados neles existentes.

Explicar e analisar detalhadamente todas as etapas necessárias para chegar à autorrealização é tarefa mais importante e prodigiosa que o sistema do yoga nos traz. É um verdadeiro tesouro legado a todos, indicando, com grande sabedoria, como podemos cumprir o autêntico objetivo de nossas vidas.

Fonte: SOPHIA • NOV/DEZ 2020

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: ENTENDER O CONTEXTO QUE O CARNAVAL ESTÁ INSERIDO E TER A VISÃO ENERGÉTICA DA FESTA

Uma visão geral sobre o carnaval, sua origem, significado e o contexto sob o qual essa grande festa profana está inserida é o destaque deste domingo, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL. A energia do carnaval e dos atos cometidos, leva em torno de seis meses para serem limpos da atmosfera espiritual. Por isso, precisamos ter consciência do que realmente acontece quando estamos no meio de tudo isso, pois não estamos sozinhos, nem fisicamente, nem espiritualmente. Se entregar a isso sem a consciência, é sem dúvida absorver para o seu campo energético todas essas vibrações densas, que depois irão lhe custar caro. Sendo assim lhe convido a ler o conteúdo completo do texto a seguir para entender as energias que estão envolvidas nessa festa e saber se defender  da parte negativa associada a ela.

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* CARNAVAL – O QUE OS OLHOS FÍSICOS NÃO PODEM VER! *

A visão energética da festa.

Carnaval: A festa que antecede a quaresma.
É importante entendermos o contexto que o carnaval está inserido e a origem obscura dessa festa.
A origem ainda é bastante discutida pelos historiadores, mas o Carnaval é uma festa pagã que teve início na Grécia por volta de 600 à 400 anos antes de Cristo, através da qual os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção.
É uma festa marcada pelo “adeus a carne” que a partir dela se fazia um grande período de abstinência e jejum, em latim “carnis levale”, significado  “retirar a carne”.
A palavra “Carnaval” está relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne.
Em geral, o Carnaval tem a duração de três dias, os dias que antecedem a Quarta-Feira de Cinzas.
Em contraste com a Quaresma, tempo de penitência e privação, estes dias são chamados “gordos”, em especial a terça-feira (Terça-Feira Gorda, também conhecida pelo nome francês Mardi Gras). O termo mardi gras é sinônimo de Carnaval.”
Para a preparação do Carnaval, havia uma grande concentração de festejos populares.
Cada lugar e região brincava a seu modo, geralmente de uma forma propositadamente extravagante, de acordo com seus costumes.
Era uma festa marcada pelo impulso sexual desenfreado (bacanal), reverenciando ao Deus Baco.
Tinha também sacrifícios de seres humanos para agradar aos Deuses pagãos.
Além do uso indiscriminado de álcool e drogas de todos os tipos.
As pessoas comiam carne até vomitar e bebiam até cair, se entregavam à liberação geral dos costumes, cometendo todo tipo de atos, principalmente sexuais.
Conforme a igreja cristã foi ganhando força por volta de 590 depois de cristo, o Papa Gregório incorporou o Carnaval e essa festividade passou a fazer parte do calendário cristão, que era sempre comemorada no período que antecede a quaresma.
A quaresma é o período de 40 dias que Jesus ficou no deserto, e que a igreja determinou ser um período de recolhimento, (recomposição energética). É um período em que não se come carne, e evita-se os excessos de toda natureza.
Então a quaresma é um período de 40 dias de jejum e santificação entre a quarta-feira de cinzas e a páscoa, o Carnaval foi oficializado como uma festa que se realiza antes da Quaresma.
Devido ao fato de que, no período seguinte, eles não poderiam comer carne, tudo seria consumido nos dias antecedentes, era uma espécie de “despedida da carne”, em latim “carnis levale”, significado  “retirar a carne”.
Então, o carnaval era uma forma de liberar todo o impulso reprimido, e abusar da liberdade.
É a festa em que tudo é permitido, para extravasar, e depois enfrentar o período de quaresma.
Carnaval é, de fato, uma festa espiritual. Uma época de uma energia muito densa, onde várias religiões e estudiosos dizem que são abertos muitos portais, e espíritos de todos os tipos vem para a Terra.
Alguns para auxiliar as pessoas e outros para aproveitarem os exageros e extravasar seus desejos carnais, que não morrem com o corpo e “reviverem” as experiências terrenas.
Tudo que existe tem um campo de energia. Este campo de energia, nos estudos é conhecido como aura, é o que os gregos chamam de “psicossoma” e na Bíblia é citado como “campo de luz ou corpo de luz” ou ainda “corpo espiritual”, segundo Paulo de Tarso.
Cada um dos seus pensamentos e sentimentos qualificam o seu campo de energia lhe protegendo das invasões energéticas.
Este campo de luz não pode ser visto a olho nu, mas é uma energia extrafísica, ou seja, ela extrapola o limite físico do seu corpo e se mantém como um invólucro ao seu redor.
Existem vários portais energéticos, e cada portal é aberto através de uma vibração, uma frequência.
Quando existe um conglomerado de energias vibrando na mesma frequência, forma-se uma egrégora, e esse portal é aberto, sintonizando com o que se pensa, o que se fala e o que se sente, nesse inconsciente coletivo.
Quando falamos sobre o carnaval, precisamos observar a energia que esse nome carrega.
O que as pessoas sentem, pensam e falam no período que antecede essa data.
Isso pode nos afetar e seres de baixa vibração podem chegar até nós, através das nossas vibrações.
Se estamos em paz, bem e alegres, esses espíritos não nos afetam.
Mas se estamos com a vibração mais baixa, eles vão se aproximar e vão nos influenciar.
Não há mal algum em se divertir, celebrar, comemorar, sorrir, cantar, dançar, tudo isso pode elevar seu espírito. O cuidado que se deve ter sobre o carnaval, é aquele momento que você deixa de estar no controle.
É muito sutil, difícil de perceber.
Mas o poder de atuação, a capacidade de influenciar você é enorme.
As EGRÉGORAS, o PSIQUISMO são entidades vivas, formada pelos pensamentos e sentimentos do coletivo. Nós criamos uma atmosfera astral com a mesma frequência, e se você estiver participando, com certeza irá receber a influência dessa energia poderosa, que pode ser positiva ou negativa.
O período do Carnaval brasileiro pode ser considerado sombrio, já que alimenta o psiquismo da promiscuidade, da hiper sexualidade,  de muita bebedeira, muitas drogas de todo tipo para alimentar qualquer vício, muita violência, muitos acidentes, muitos crimes, etc…
Estimula a profanação, gerando grandes ondas de alienação, futilidade, que abastecem a atmosfera extra-física da terra de um padrão que muitas vezes demora seis meses para ser transmutado.
Esse psiquismo promove um rebaixamento no padrão moral e espiritual do país, afetando todo o planeta.
No plano espiritual, as zonas umbralinas são abastecidas com fluidos perniciosos, que dão vida à maldade e tornam os homens indefesos contra os ataques obsessivos de ordem espiritual.
Em resumo, a energia do Carnaval alimenta o umbral, assim como nossos resíduos domésticos alimentam os esgotos e aterros sanitários.
Assim como nossas orações purificam os ambientes, os fluidos densos do carnaval escurecem a aura do nosso país.
As festas em geral são regadas a muita bebida, drogas e promiscuidade, que contribuem para a formação de um ambiente desregrado espiritualmente, onde os fluidos mais sutis são densificados.
A energia do carnaval e dos atos cometidos, leva em torno de seis meses para serem limpos da atmosfera espiritual. Imagine o quanto compactuamos para que isso piore a cada ano, quando participamos e usufruímos de tudo que é disponível em termos de inferioridades.
Nós escolhemos entre o bem ou o mal, entre a luz e a escuridão.
Podemos até pensar que uma festinha não fará nada conosco e que podemos nos proteger, mas precisamos ter consciência do que realmente acontece quando estamos no meio de tudo isso, pois não estamos sozinhos, nem fisicamente, nem espiritualmente.
Se entregar a isso sem a consciência, é sem dúvida absorver para o seu campo energético todas essas vibrações densas, que depois irão lhe custar caro.
Precisamos Orar e Vigiar, mas nesse período precisamos aumentar nossa proteção energética, existem variadas formas: Reiki, oração, visualização e criação etérica de campos de proteção, como a pirâmide ou o ovo dourado que ensino nos cursos de reiki, meditação, yoga, etc…
Use qualquer ritual que você conheça e acredite e estará protegido.
Cuide-se 😉
Namastê
Gratidão
Ana Tom
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O SEGREDO DOS CRISTAIS

O Segredo dos CRISTAIS é o destaque desta edição da nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL com o Professor Laércio Fonseca. Ele fala sobre a importância e a influência desses minerais na vida humana e ensina como podemos tirar proveito de suas propriedades, energia e dessa relação. Portanto, assista ao vídeo completo a seguir e descubra o poder da energia dos cristais!

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: SAIBA O QUE É DUPLO ETÉRICO, QUAL A SUA FUNÇÃO E IMPORTÂNCIA NO FENÔMENO DA PROJEÇÃO

O texto deste domingo, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL trata de projeção da consciência e nos esclarece um pouco mais sobre o duplo etérico. Ao ler esse texto você vai saber quase tudo sobre esse filtro das energias que chegam e saem do físico, protegendo o ser de cargas negativas, fazendo a ligação entre o perispírito e o corpo carnal. Então, se você tem curiosidade em se aprofundar nessa ciência leia o texto completo a seguir.

Duplo Etérico: Conceito Espírita ou Não? - Associação Espírita Allan Kardec

O DUPLO ETÉRICO

Sua função primordial é servir de ligação entre o perispírito e o corpo carnal, funcionando como um filtro das energias que chegam e saem do físico, protegendo o ser de cargas negativas.

– Por Edvaldo Kulcheski –

 

Quando os elementos espiritual, perispiritual e físico se contactaram, observou-se a necessidade de haver um filtro que absorvesse e reciclasse as energias vitalizadoras que passariam a percorrer essas três entidades. Assim, criou-se o filtro conhecido como “duplo etérico”, que é a sede dos centros de captação de energia, o elo mais tênue, que liga o corpo ao seu perispírito, ou o mais denso, que une o perispírito e o espírito ao seu corpo físico momentâneo.

O duplo etérico, composto por energias bastante densas, quase materiais, mas ainda ocultas da visão humana, é o responsável pela repercussão vibratória direta do perispírito sobre o corpo carnal. Sua atividade principal é filtrar, captar e, por isso mesmo, canalizar para o corpo físico todas as energias que deverão alimentá-lo. Esta comunicação é realizada por meio dos chacras, que captam as vibrações do espírito e as transferem para as regiões correspondentes na matéria física.

As obras complementares, sobretudo as de autoria de André Luiz, trouxeram mais dados sobre a especificação dos invólucros dos espíritos. Ele afirma que o corpo mental é o envoltório sutil da mente e que o corpo vital ou duplo etérico é a duplicata energética que reveste o corpo físico do homem. Diz ainda que o corpo mental preside a formação do corpo espiritual, que, por sua vez, comanda a formação do corpo físico juntamente com o corpo vital.

Natureza e Características

O duplo etérico é permanentemente acoplado ao corpo físico, sendo responsável por sua vitalização. Portanto, morrendo o corpo físico, imediatamente morrerá o correspondente corpo etérico. É constituído por éter físico emanado do próprio planeta Terra e funciona com êxito tanto no limiar do plano espiritual como do plano físico. Sua textura varia conforme o tipo biológico humano, ou seja, será mais sutil e delicado nos seres superiores e mais denso nas criaturas primitivas.

Ele funciona como um mediador na ligação entre o corpo físico e o perispírito, não sendo, portanto, um veículo separado da consciência. É um campo mais denso que o perispiritual, condensando as energias espirituais que seguem para o físico, mas, ao mesmo tempo, recebe os impulsos físicos, converte-os e direciona-os aos arquivos perispiríticos, mentais, inconscientes e espirituais. Atua como uma proteção natural contra intensas investidas de habitantes menos esclarecidos do plano espiritual, defendendo-o também do ataque de bactérias e larvas que podem invadir não só a organização física na encarnação, mas a própria constituição perispiritual.

No entanto, o duplo etérico é a reprodução exata do corpo físico do homem e se distancia ligeiramente da epiderme, formando uma cópia vital e de idênticos contornos. Apesar dele ser um corpo invisível aos olhos carnais, apresenta-se aos videntes e aos desencarnados como uma capa densa e algo física. De aparência violeta-pálida ou cinza-azulada, o duplo etérico, em condições normais, estende-se cerca de 6mm além da superfície do corpo denso correspondente.

As energias que entram no organismo físico, como o fluido vital, passam pelas regiões do duplo etérico responsáveis pela absorção e circulação destas: os centros de força conhecidos como chacras. Os chacras do duplo etérico são temporários, durando o tempo que este existir, ao contrário dos chacras perispirituais, que são permanentes. Cada chacra conta com uma localização e função principal, correspondente a uma região de plexos nervosos do corpo físico. São sete os principais chacras, ligados entre si por condutos conhecidos como meridianos, por onde flui a energia vital modificada pelo duplo etérico.

Sensibilidade do Duplo Etérico

O duplo etérico acusa de imediato qualquer tipo de hostilidade ao corpo físico e ao perispírito, através dos centros sensoriais correspondentes na consciência perispiritual e física. Por sua vez, o perispírito, como um equipamento de atuação nos planos sutilíssimos do espírito imortal, ao manifestar seu pensamento, seus desejos ou sentimentos em direção à consciência física, também obriga o duplo etérico a sofrer os impulsos bons e maus, tal qual os espíritos desencarnados quando atuam no mundo oculto, inclusive acusando aos sentidos físicos os ataques dos espíritos malfeitores.

Algumas criaturas que sofreram mutilação de um ou mais membros de seu corpo se queixam de dores nesses órgãos físicos amputados. Essa sensibilidade ocorre porque a operação cirúrgica não foi exercida sobre o duplo etérico, que é inacessível às ferramentas do mundo material. Assim, é comum as pessoas sem pernas ou braços ainda conservarem uma certa sensibilidade reflexa por algum tempo, transmitida para sua consciência através de seus correspondentes membros etéricos.

Apesar do duplo etérico ser desprovido de inteligência e não apresentar sensibilidade consciente, ele não é apenas um intermediário passivo entre o perispírito e o organismo carnal, reagindo de forma instintiva às emoções e aos pensamentos daninhos que perturbam o perispírito e, depois, causam efeitos enfermiços no corpo carnal. Este automatismo instintivo lhe possibilita deter a carga deletéria dos aturdimentos mentais que baixam do perispírito para o corpo físico, pois, do contrário, bastaria o primeiro impacto de cólera para desintegrar o organismo carnal e romper sua ligação com o perispírito, resultando no desencarne do ser.

Deve-se considerar que os pensamentos desatinados provocam emoções indisciplinadas, gerando ondas, raios ou dardos violentos que se lançam da mente incontrolada para o cérebro físico por meio do duplo etérico, destrambelhando o sistema nervoso do homem nesse mar revolto de vibrações antagônicas. Em seguida, perturba-se a função delicada dos sistemas endócrino, linfático e sanguíneo, podendo gerar consequências físicas na forma de patologias, como apoplexia, decorrente do derrame de sangue vertido em excesso pela cólera, síncope cardíaca, em virtude da contenção súbita da corrente sanguínea alterada pelos impactos do ódio, ou a repressão violenta da vesícula, devido a uma explosão de ciúme.

Algumas emoções afetam o duplo etérico em sua tarefa de mediador entre o perispírito e o corpo físico. No entanto, quando ele é submetido a impactos agressivos do perispírito perturbado, baixa seu tom vibratório, impedindo que os raios emocionais que partem da consciência perispiritual afetem o corpo carnal, promovendo uma espécie de barreira vibratória. Assim, o duplo etérico faz com que haja uma imunização contra a frequência vibratória violenta do perispírito, contraindo sua densidade no sentido de evitar o fluxo dessas toxinas mortíferas, deixando o impacto psíquico de ódio, cólera ou ciúme impossibilitado de fluir livremente e atingir o sistema fisiológico do corpo físico.

Alastramento Compulsório

Entretanto, quando o duplo etérico não consegue reagir com seus recursos instintivos de modo a proteger o corpo físico contra uma explosão emocional do perispírito, ele recebe um impulso de afastamento compulsório. Neste caso, a vitalidade orgânica do homem cai instantaneamente, fazendo com que desmaie ou tenha o que chamamos de “ataques”.

Diante dos impactos súbitos e violentos do perispírito, o chacra cardíaco é o centro de forças etéricas que mais sofre os efeitos dessa descarga, por ser responsável pelo equilíbrio vital e fisiológico do coração. É por isso que, nestes casos, há o risco de enfartes cardíacos de consequências fatais. No entanto, o duplo etérico, com seu instinto de defesa, mobiliza todos os recursos no sentido de evitar que os centros de força etérica se desintegrem por completo.

Agora, caso a descarga violenta do perispírito não consiga atingir o corpo físico devido à reação defensiva do duplo etérico, as toxinas emocionais sofrem um choque de retorno e voltam a se fixar no perispírito, ficando nele instaladas até que sejam expurgadas na atual ou em uma futura encarnação. Isto porque a única válvula de escape para esses venenos psíquicos é o corpo físico, que, para propiciar essa “limpeza”, sofre o traumatismo das moléstias específicas inerentes às causas que lhes dão origem.

Aliás, os desajustes morais são uma fonte crescente de distúrbios psíquicos, gerando um número cada vez maior de pessoas neuróticas, esquizofrênicas e desesperadas, tudo isso como consequência da intensa explosão de emoções alucinantes que destrambelham o sistema nervoso. Isto resulta em um aumento cotidiano do índice de vítimas, uma vez que o duplo etérico se torna impotente para resistir ao bombardeio incessante das emoções tóxicas e agudas vertidas pela alma e alojadas no perispírito até que sejam transferidas ao corpo físico. Se a carga deletéria acumulada em vidas anteriores for aumentada com desatinos da existência atual, essa saturação pode gerar afecções mórbidas mais rudes e cruciantes, como o câncer e outras enfermidades.

O transe mediúnico, a anestesia total, os passes, os ataques epilépticos, a hipnose, a catalepsia e os
acidentes bruscos são fatores que afastam o perispírito do duplo etérico. Quando este se separa do corpo carnal, provoca uma redução de vitalidade física e queda de temperatura no homem, pois o corpo físico se mantém com uma reduzida cota de fluido vital para se nutrir, esteja adormecido ou em transe.

Epilepsia e Hipnose

O epiléptico é uma pessoa cujo duplo etérico se afasta com frequência de seu corpo físico. O ataque epiléptico e o transe mediúnico do médium de fenômenos físicos apresentam certa semelhança entre si, com a diferença de que o médium ingressa no transe de forma espontânea, enquanto o epiléptico é atirado ao solo assim que seu duplo etérico fica saturado dos venenos expurgados pelo perispírito e se afasta violentamente, a fim de escoá-los no meio ambiente sob absoluta imprevisão de seu portador. Em certos casos, verifica-se que o epiléptico também é um médium de fenômenos físicos em potencial, já que a incessante saída de seu duplo etérico pode lhe abrir uma brecha pela qual fica sensibilizado para a fenomenologia mediúnica.

Todo ataque epiléptico é um estado de defesa do corpo físico, que expulsa o duplo etérico e o perispírito para que estes se recomponham energeticamente, trocando energias negativas por positivas. Os epilépticos são pessoas que tiveram ação com energias muito densas em encarnações passadas. Assim, os psicotrópicos utilizados pelos médicos dificultam o desprendimento do duplo etérico, evitando os ataques.

Já o hipnotizador atua pela sugestão na mente do hipnotizado, induzindo-o ao estado de transe hipnótico. Resulta daí o afastamento parcial do duplo etérico, que fica à deriva, permitindo a imersão no subconsciente. Com isso, o hipnotizado abre uma fresta no plano espiritual que lhe permite até mesmo manifestar e dar vivência aos estágios de sua infância e juventude ou mesmo de alguns acontecimentos e fatos de suas vidas pretéritas.

Quando o duplo etérico se afasta por alguns centímetros do corpo físico, a ação física diminui e se amplia a abertura para a atuação do perispírito, tornando-se um catalizador de energias espirituais. Por isso, favorece o despertar de seu subconsciente e a imersão ou exteriorização dos acontecimentos arquivados nas camadas mais profundas do ser.

As anestesias operatórias, os anti-espasmódicos, os gases voláteis, as drogas e sedativos hipnóticos, o óxido de carbono, o fumo, os barbitúricos, os entorpecentes, o ácido lisérgico e certos alcaloides como a mescalina são substâncias que operam violentamente nos interstícios do duplo etérico. Embora a necessidade obrigue o médium a se utilizar, por vezes, de algumas destas substâncias em momentos imprescindíveis, é sempre imprudente exagerar sob qualquer pretexto ou motivo. O médium que abusa de entorpecentes que atuam com demasiada frequência em seu duplo etérico se transforma em um alvo muito mais acessível ao assédio do mundo inferior.

Rompimentos do Duplo Etérico

A estrutura íntima do duplo etérico fica seriamente afetada quando, por meio de desregramentos e vícios, a pessoa utiliza substâncias corrosivas como álcool, fumo, drogas em geral e medicamentos cujos componentes químicos sejam inegavelmente tóxicos. Neste caso, ocorre um bombardeio à constituição do duplo etérico, que queima e envenena as células etéricas e forma buracos semelhantes às bordas queimadas de um papel, criando brechas por onde penetram as várias comunidades de larvas e vírus do subplano espiritual, normalmente utilizados por inteligências sombrias como uma maneira de facilitar seu domínio sobre o homem.

Acontece que, sem a proteção dessa tela, que os mantém naturalmente afastados dos habitantes dos subplanos espirituais, os médiuns começam a perceber formas horripilantes, criadas e mantidas pelos seres infelizes que estagiam nas regiões mais densas do plano umbralino, ocorrendo os mais diversos distúrbios que comprometem o equilíbrio físico-psíquico do ser humano. Falta aos médiuns a proteção etérica que violentaram pelo uso de substâncias químicas tóxicas, as quais lhes destruíram parte do escudo que a natureza os dotou para sua segurança, a fim de impedir a abertura prematura da comunicação entre o plano espiritual e o físico. Embora a destruição não seja completa, criando apenas rasgos ou brechas, sua falta é verdadeiramente nociva, já que o duplo etérico é de suma importância para o equilíbrio do ser humano.

As lesões do duplo etérico são difíceis de se recompor. Para restabelecer seu equilíbrio em tais situações, deve-se lançar mão, além dos recursos terapêuticos utilizados com frequência nos centros espíritas, da doação e da transfusão de fluido vital citoplasmático, suprindo a falta ou revitalizando as partes afetadas do duplo etérico.

O QUE DIZ O LIVRO NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE

Cap. 11 – Desdobramento em serviço

(…) Era, agora, bem ele mesmo, sem qualquer deformidade, leve e ágil, embora prosseguisse encadeado ao envoltório físico através do laço aeriforme, que parecia mais adelgaçado e mais luminoso à medida que Castro-espírito se movimentava em nosso meio.

Enquanto Clementino o encorajava com palavras amigas, nosso orientador, certamente assinalando-nos a curiosidade, teve pressa em esclarecer:

– Com o auxílio do supervisor, o médium foi convenientemente exteriorizado. A princípio, seu perispírito ou “corpo astral” estava revestido com os eflúvios vitais que asseguram o equilíbrio entre a alma e o corpo de carne, conhecidos em seu conjunto como sendo o “duplo etérico”, formado por emanações neuropsíquicas que pertencem ao campo fisiológico e que, por isso mesmo, não conseguem maior afastamento da organização terrestre, destinando-se à desintegração tanto quanto ocorre ao instrumento carnal por ocasião da morte renovadora. Para se ajustar melhor ao nosso ambiente, Castro devolveu essas energias ao corpo inerme, garantindo o calor indispensável à colmeia celular. (…)

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A IMPORTÂNCIA DO KUNG-FU E TAI-CHI CHUAN

Nesta quinta-feira, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL trago um PODCAST do professor Laércio sobre a importância das artes marciais do Kung-fu e do Tai-Chi Chuan para o nosso crescimento evolutivo espiritual. Ao praticar essas artes ou, pelo menos, uma delas, você vai começar a despertar o espírito do guerreiro da luz e encontrar as suas respostas e compreender o significado da sua existência. É um facilitador para se alcançar a sua melhor versão. Então, não perca essa oportunidade!

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: CONHEÇA O JAPAMALA E O SIGNIFICADO DO NÚMERO 108

Quando comecei a falar sobre exercícios de mentalização e meditação para a minha audiência sugeri que cada frase ou mantra fosse repetida, pelo menos 30 vezes, duas vezes ao dia. Ao despertar pela manhã e a noite, antes de dormir. Algumas pessoas questionaram como eu havia chegado a esse número de repetições. Na ocasião eu justifiquei, afirmando que, na verdade não existe um número de repetições definida. Pessoalmente, repito muitas vezes mais, pois é uma forma de o nosso subconsciente gravar mais rápido aquele mantra como uma verdade e materializar aquele desejo. Eu sugeri um mínimo de 30 vezes para que as pessoas não tivessem preguiça de começar a fazer ou desistissem, até mesmo antes de começar se a quantidade de repetições fosse muito alta. O ser humano é naturalmente muito preguiçoso devido a força do seu ego. Como eu sempre repeti inúmeras vezes, independentemente de haver um número mágico, sempre obtive bons resultados nos meus exercícios de mentalização e obtive muitas curas. Mas, na verdade, existe um número mágico sim, através do qual se consegue uma mudança de padrão mental. É o número 108. Por isso selecionei o artigo a seguir que fala tudo sobre esse número e também sobre o JAPAMALA, uma espécie de colar de contas semelhante ao terço da igreja católica que possui 108 contas. Então, convido você a ler o texto completo a seguir, que está repleto de conhecimento e sabedoria!

SAIBA O QUE É JAPAMALA, SEU SIGNIFICADO E SUAS FUNÇÕES

6 minutos para ler

Um japamala é uma guirlanda espiritual usado em práticas meditativas para contar mantras, orações ou intenções da pessoa. O artefato tem uma simbologia importante para os indianos, que o enxergam como um objeto sagrado.

Utilizado por muitos praticantes de yoga e hindus, o japamala vem se popularizando também no ocidente. Atualmente, é possível encontrá-lo facilmente para venda em lojas, que comercializam as contas em diferentes anatomias e materiais.

Continue acompanhando e saiba o que é e quais são os maiores benefícios do japamala. Confira a seguir!

O que é japamala?

O japamala é um cordão de contas utilizado nas práticas de meditação indiana para contar mantras, desejos, intenções ou apenas orações de quem manuseia o objeto. Na religião católica, por exemplo, o objeto é similar aos terços.

A palavra “japa” significa rezar, sussurrar, enquanto que “mala” significa terço, cordão. Já em sânscrito, “mala” apresenta o significado de guirlanda. Apesar da variedade de formas de uso do japamala, ele é considerado um item sagrado para diferentes religiões.

Existe uma crença de que o cordão é capaz de reunir as energias espirituais de quem o carrega. Sua origem baseia-se, sobretudo, na religião hinduísta e no budismo, que consideram o japamala uma ferramenta eficiente para manter a mente focada e livre de pensamentos negativos.

São diversas as técnicas de manuseio de um japamala, por exemplo, a pessoa pode usá-lo para fazer a contagem das pedras ao mesmo tempo que entoa um mantra. Ou ainda intercalar o japamala com uma meditação de respiração clássica, um método que ajuda a diminuir a taxa de respiração e concentração, promovendo maior relaxamento para a mente.

Quais são as partes do japamala?

O japamala pode ser feito de inúmeros materiais, sendo que os mais comuns são de madeira, sementes ou pedras. A depender do tipo de elemento, as propriedades das contas também promove efeitos energéticos na pessoa que o manuseia.

Na Índia, por exemplo, as contas são feitas principalmente de sementes de sândalo, tulsi e rudraksha. Já no Nepal e no Tibete, os cordões são feitos com bodhi, lótus e osso. Para segurar as pérolas de contagem, geralmente utilizam-se fios de algodão ou nylon, mas também é comum encontrar japamalas em fios trançados e revestidos para que tenha maior durabilidade.

Uma curiosidade é que o objeto tem sempre 108 contas. Este número, nos costumes indianos, tem um significado importante e bastante poderoso. O primeiro deles é que existem 108 letras no alfabeto sânscrito. Do mesmo modo, a deusa Krishna do hinduísmo apresenta 108 nomes diferentes.

Já na yoga de linha tântrica, são relatadas 108 linhas de energia por todo o corpo humano, sendo que todas convergem e se conectam ao chakra do coração. Assim, acredita-se que a repetição de 108 vezes entoando um mantra ou uma oração pode potencializar os benefícios da meditação.

Quais são os benefícios do japamala?

Embora existam diversas tradições e estilos para ter uma vida mais saudável e equilibrada, o uso do japamala, de fato, diferencia-se devido às suas vantagens para o praticante regular. Isso porque o cordão de pedras ou sementes transmite poderes de cura que beneficiam seu corpo, mente e coração.

De certo modo, é preciso fazer uso do japamala com intenção e propósito, tendo conhecimento e acreditando em seus efeitos curativos para todo o corpo. Veja, a seguir, outra funções do artefato para a saúde.

Auxilia no controle do movimento respiratório durante a meditação

Realizando a contagem com o japamala durante a meditação, é possível ter um melhor controle dos seus batimentos cardíacos, diminuindo, com isso, a pressão arterial e a frequência cardíaca. A técnica de meditação é simples. No entanto, é preciso ter foco e concentração redobrada para conseguir respirar, entoar o mantra, tocar o objeto e movimentar as contas na mão.

É utilizado na prática de contemplação de gratidão

O Ho’ponopono é uma prática de contemplação e gratidão que se utiliza do japamala para a repetição da oração. O mantra é um conjunto de frases que desenvolve a aceitação, o perdão, a gratidão e o amor em quem o entoa, e deve-se repetir 108 vezes com as contas do cordão.

A mão direita deve segurar o objeto entre os dedos médio e polegar. O polegar movimenta as contas e deve-se evitar ao máximo tocar o dedo indicador no cordão, pois na tradição yogi o indicador representa o ego.

Gera emoções positivas

Praticando com frequência a meditação, a pessoa tem mais propensão a elevar seu nível de compaixão e empatia do que não praticantes, gerando emoções positivas. Muitas áreas do cérebro estão associadas diretamente com tais emoções e a meditação é capaz de favorecer a mente, os bons pensamentos e, também, a paz interior.

Diminui pensamentos negativos e melhora o humor

Você sabia que mais da metade dos nossos pensamentos são negativos? Isso mesmo, a repetição de padrões de pensamentos negativos na mente fortalece e aumenta os sentimentos de tristeza, raiva e solidão. O japamala, por exemplo, é uma ferramenta capaz de trazer novos padrões positivos ao cérebro, por meio de orações ou práticas meditativas orientadas e diárias.

Funciona como acessório

Algumas pessoas também utilizam o japamala como um acessório de proteção, no pescoço ou enrolado no pulso. Estando sempre com o objeto, inclusive, é possível manter a mente mais focada e absorver energias positivas em seu cotidiano.

Quando você exercita bons sentimentos, é possível atingir níveis mais elevados de consciência, eliminando karmas e atraindo mais prosperidade. As palavras devem ser ditas sempre em voz alta, fazendo o seu cérebro assimilar e se conectar mais rapidamente com o seu objetivo.

A Índia tem uma série de costumes interessantes, não é mesmo? O mais bacana disso tudo é que você mesmo pode confeccionar o seu japamala, apenas lembre-se de realizar a limpeza do cordão com um bom incenso após finalizar as orações. Assim, você poderá aproveitar todos os benefícios desse item sagrado!

Fonte: Casa da Índia

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: ANIMAL DE PODER, QUAL O SEU?

Na nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta terça-feira temos um artigo muito interessante sobre “Animal de Poder”. Algo que poucas pessoas se preocupam ou pensam sobre, mas que tem o fulcro num profundo simbolismo em nosso subconsciente. Tais símbolos são capazes de ativar informações existentes no mais profundo do nosso ser. Então, vale a pena tentar descobrir qual é o seu animal de poder no texto a seguir de autoria da May Andrade!

Como descobrir meu animal do Poder?

Como descobrir qual é o seu animal de poder?

Animal de Poder

No curso da existência humana as pessoas desenvolveram uma relação muito específica e especial com os animais, com algumas espécies mais do que com outras. Nós começamos a nos relacionar de forma simbiótica com os animais, por exemplo, nós começamos a viver e a interagir com animais como gatos e cachorros, começamos a montar cavalos e usá-los como um meio de transporte, etc.

Com alguns desses animais desenvolvemos uma relação mais próxima, enquanto que com outros, estabelecemos uma relação mais antagônica por percebê-los como uma ameaça, como cobras e mosquitos.

Em geral, nossos animais favoritos carregam características que mais valorizamos. Por exemplo: o valor que damos ao companheirismo e à lealdade nos fizeram amar os cães. Enquanto que, o valor que damos ao poder nos fizeram, de certa forma, admirar e respeitar os grandes predadores como leões e tigres.

Os animais carregam um profundo simbolismo em nosso subconsciente, esses símbolos são capazes de ativar informações existentes no mais profundo do nosso ser. Muitas culturas, como as indígenas, em especial os indígenas norte-americanos, reconheceram essa ligação dos humanos com os animais num nível inconsciente e até espiritual.

Através da tradição indígena do Xamanismo, pode-se identificar que cada pessoa tem uma relação espiritual com um ou mais animais, e a conexão com o simbolismo desse animal pode nos ajudar no autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.

O animal de poder, em inglês chamado de “spirit animal”, ou animal espiritual, é aquele cuja vibração é a mais parecida com a vibração da sua única e específica essência de ser. Cada pessoa é única, e suas características específicas fazem parte da sua assinatura energética, do seu DNA espiritual contido em sua essência. O animal de poder, ou animal espiritual, é aquele cuja vibração é mais parecida com essas características da sua essência única.

Porque é nossa assinatura energética que define a forma física que assumimos, posto que, as formas materiais são energias não-físicas materializadas. Nas tradições ancestrais, acredita-se também que o animal de poder foi uma de nossas muitas e antigas encarnações, e que alguns desses traços podem ser percebidos em nossas características físicas e comportamentais.

Quando se descobre qual é seu animal de poder, ele pode servir como um guia espiritual e um protetor para a pessoa, conforme a conexão com ele se intensifica. É possível também ativar as qualidades do animal de poder na pessoa, ajudando-a a lidar com as questões da vida cotidiana.

Mas como descobrir qual é seu animal de poder?

Preparamos algumas dicas que podem ser úteis na sua jornada de autoconhecimento e conexão com animal espiritual, são elas:

Sincronicidades: preste atenção em qual animal sempre aparece na sua frente. Você vai perceber que desde sua infância tem um animal que parece estar sempre presente em sua vida e pelo qual você sente alguma ligação.

Estabeleça a intenção: estabeleça a intenção de descobrir qual é seu animal de poder e se conectar com a energia dele. Você pode dizer para o universo algo como: eu desejo descobrir qual é meu animal de poder.

Preste atenção: fique atento nas coisas à sua volta. Seu animal de poder pode aparecer em uma imagem na internet, em um livro, em uma visão ou mesmo na sua frente. Quando aparecer você vai sentir algo especial.

Sonhos: antes de dormir, você pode dar um comando ao seu subconsciente pedindo que te mostre em sonho qual é o seu animal de poder. Você pode dizer antes de dormir: esta noite eu quero sonhar com meu animal de poder.

Medite: durante a prática da meditação, você pode se conectar com a sua Centelha Divina e pedir que ela te indique qual é o seu animal de poder. Nem sempre a resposta virá naquele momento. Fique atento, a resposta pode surgir a qualquer momento do seu dia a dia.

Significado: quando aparecer, pense sobre como se sente conectado a esse animal, quais sentimentos e emoções te vêm à mente. Pesquise o significado e as características que esse animal representa e compare com as suas próprias características.

Animal favorito: Acredita-se que, não somos nós que escolhemos nosso animal de poder, mas é ele que nos escolhe! Então, pense em qual é o seu animal favorito e o porquê você gosta tanto dele. Pode ser que este seja o seu animal de poder e você já foi escolhido por ele.

Por: May Andrade

Fonte: Temporariamente Humana

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: SAIBA O QUE É ESPIRITUALIDADE E A DIFERENÇA PARA RELIGIOSIDADE

O texto de hoje, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL é justamente sobre espiritualidade. Você vai saber o que é espiritualidade, o que é religiosidade e quais as diferenças. O fato é que a maioria das pessoas confundem uma com a outra e muitas vezes não sabem mesmo o que significa cada uma. Então, não perca essa oportunidade de esclarecer suas dúvidas e expandir sua consciência!

ESPIRITUALIDADE – O que é; qual a importância; e como desenvolvê-la. – Camila Schmidt

O que é espiritualidade?

Mensagem de 15 de Novembro de 2020

Talvez você já tenha ouvido falar de espiritualidade, mas não tem certeza do que é. Bem, é diferente da religião, e você pode praticá-la mesmo que não seja religioso. Descubra sobre diferentes tipos de espiritualidade e as razões pelas quais algumas pessoas decidem viver vidas espirituais.

Isto pode ajudar se:

Você está se perguntando o que significa espiritual
Você está curioso sobre os diferentes tipos de espiritualidade
Você quer saber como você pode ser espiritual, mas não religioso.
Garota lendo livro em uma biblioteca

O que é espiritualidade?

Espiritualidade é algo muito falado, mas muitas vezes mal compreendido. Muitas pessoas pensam que espiritualidade e religião são a mesma coisa, e por isso trazem suas crenças e preconceitos sobre religião para as discussões sobre espiritualidade. Embora todas as religiões enfatizem o espiritualismo como sendo parte da fé, você pode ser ‘espiritual’ sem ser religioso ou membro de uma religião organizada.

Qual é a diferença entre religião e espiritualidade?

Há algumas formas bastante claras de diferença entre religião e espiritualidade.

Religião: Este é um conjunto específico de crenças e práticas organizadas, geralmente compartilhadas por uma comunidade ou grupo.

Espiritualidade: Esta é mais uma prática individual, e tem a ver com ter um senso de paz e propósito. Também está relacionado ao processo de desenvolvimento de crenças em torno do sentido da vida e da conexão com os outros, sem nenhum valor espiritual definido.

Organizado vs. forma livre

Uma maneira de entender a relação entre espiritualidade e religião é imaginar um jogo de futebol. As regras, árbitros, outros jogadores e as marcas de campo ajudam a guiá-lo enquanto joga o jogo de uma forma semelhante à que a religião pode guiá-lo a encontrar sua espiritualidade.

Chutar a bola em um parque, sem ter que jogar no campo ou com todas as regras e regulamentos, também pode lhe dar realização e diversão e ainda expressar a essência do jogo, semelhante à espiritualidade na vida.

Você pode fazer um ou ambos

Você pode identificar como sendo qualquer combinação de religioso e espiritual, mas ser religioso não o torna automaticamente espiritual, ou vice versa.

Por que as pessoas praticam a espiritualidade?

A vida pode ser cheia de altos e baixos, de bons e maus momentos. Muitas pessoas veem a espiritualidade como uma ótima maneira de buscar conforto e paz em suas vidas. Muitas vezes ela pode ser praticada ao lado de coisas como a Yoga, que finalmente se concentra no alívio do estresse e na liberação da emoção.

Espiritualidade é uma forma de ganhar perspectiva

A espiritualidade reconhece que seu papel na vida tem um valor maior do que o que você faz todos os dias. Ela pode aliviá-lo da dependência de coisas materiais e ajudá-lo a compreender o propósito maior de sua vida. A espiritualidade também pode ser usada como uma forma de lidar com as mudanças ou incertezas.

Fonte: https://eraoflight.com/
Rafaella Dourado e Marco Iorio Júnior — Tradutora e Editor exclusivos do Trabalhadores da Luz

Fonte: Trabalhadores da Luz

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: NEM EM CIMA NO CÉU NEM EM BAIXO NA TERRA NÃO HÁ OUTRO NOME PELO QUAL DEVAMOS SER SALVOS

O texto a seguir tenta decifrar, através de todos os ensinamentos de todas as religiões e sabedoria oriental e ocidental, a existência de mais de uma divindade, aqui no planeta terra, no sistema solar ou no universo e conclui que não há “outro”. Vale a pena ler o texto completo a seguir refletir e fazer o seu juízo de valor!

Não há “outro”

Neste mundo, neste planeta, no vasto sistema solar e no Universo  ilimitado, não há “outro”. Nas palavras daquele grande  mestre construtor, São Paulo, “somos membros uns dos outros”

A história  das religiões presta testemunho das divisões causadas pela apreensão literal dos ensinamentos. Essas divisões baseiam-se na tirania do ‘único ponto de vista válido’.”

Pedro Oliveira*

NÃO HÁ OUTRO EVANGELHO – Celebrando a suficiência da graça de Deus – Igreja Batista Betel de Mesquita

Radha Burnier disse, na Palestra sobre Blavatsky que proferiu na Convenção do Centenário da Seção Inglesa da Sociedade Teosófica em 30 de julho de 1988: “A tradição do yoga, contrariamente à crença geral, não está confinada à Índia, e não é uma atividade esotérica à qual apenas alguns conseguem admissão. Está relacionada a uma corrente universal de investigação e compreensão que flui através das eras nas diversas escolas que tratam da transcendência do homem. No Egito e na Grécia, Na tradição sufi, nos ensinamentos do budistas e taoístas, na tradição cristã, no Tantra e no Vedanta, no âmago dos ensinamentos externos há um modo de vida e um treinamento apropriado à busca e ao direcionamento interiores indicados pela palavra yoga.”

Ela parece sugerir que o verdadeiro ensinamento que brota da palavra sabedoria, e não de especulação, é como uma vasta corrente que sempre se move para frente, renovando-se, jamais permanecendo estática, elevando o estudante para níveis cada vez mais profundos de realização e de verdadeira compreensão. Como sugeriu Orígenes, o ensinamento tem corpo, alma e espírito. O corpo pode ser o significado literal, a alma a compreensão de qual é o propósito da existência humana, e o espírito a dimensão de liberdade coberta de um profundo senso de unidade com tudo que é.

Aqueles que estão tentando entender a Teosofia num nível mais profundo, e que portanto  a vivem, podem estar na posição do samurai que visitou um mestre zen e lhe pediu que mostrasse o caminho para o céu. Na primeira visita, em vez de responder à pergunta do visitante, o mestre lhe ofereceu chá. E também na segunda visita. Não é preciso dizer que o samurai estava ficando impaciente. Diz a tradição, que na terceira visita e posteriormente, o mestre mais uma vez ofereceu chá, e o samurai, por apenas uma fração de segundo, e sem mover a cabeça, olhou para a espada que deixara à porta, como sinal de respeito. Ele não compreendeu, no entanto, que estava na presença de uma pessoa plenamente atenta e sensível. Na segunda vez que ele olhou para a espada, o mestre pousou a cabeça sobre a pequena mesa na frente dele e disse, apontando para seu pescoço: “Este é  o caminho para o inferno. Golpeie.

O choque na consciência do samurai foi tão intenso que ele compreendeu a sua situação e a si mesmo completamente, e atingiu a iluminação. Se permanecermos fixos no que é superficial no ensinamento, e assim desenvolvermos um mero relacionamento intelectual com ele, perderemos muito. A história das religiões e dos movimentos espirituais presta testemunho das infinitas e acaloradas divisões causadas pela apreensão literal dos ensinamentos. Essas divisões baseiam-se essencialmente numa amarga disputa pela fonte da autoridade escritural e na tirania do “único ponto de vista  válido”. Uma atitude assim nunca permite alcançar a viva corrente da verdade, que sempre está acima das representações mentais. Como consta do opúsculo  Madame Blavatsky on How to Study Theosophy, “nenhum quadro jamais representará a verdade”.

O Glossário Teosófico define a palavra psique como “alma animal, terrestre; o Manas inferior”. O âmago do ensinamento tem a ver com princípios e conceitos metafísicos profundos e práticos. Não são conceitos que possam ser considerados atrativos por uma mente mundana. Alguns dos princípios que nos são apresentados estão revestidos de uma linguagem paradoxal. No artigo “O Grande Paradoxo”, Blavatsky adverte que “os paradoxos  do Ocultismo devem ser vividos, não apenas enunciados. Aqui mora um grande perigo, pois é simplesmente fácil demais se perder na contemplação intelectual da senda, e ao assim fazer esquecer que a estrada só pode ser conhecida ao ser trilhada.” pois é simplesmente fácil demais se perder na contemplação intelectual da senda, e ao assim fazer esquecer que a estrada só pode ser conhecida ao ser trilhada.

” O risco inerente a esse nível mais profundo do ensinamento é que a mente pode ficar tão completamente satisfeita e deslumbrada com conceitos que não consiga, por isso, compreender que os conceitos são oferecidos ao estudante para que ele possa assimilar a essência libertadora dos mesmos, que reside nas profundezas da Mente Universal. O estudo da Teosofia, sugeriu Blavatsky, é uma forma de Jnana-Yoga, uma investigação transformadora que leva do Será Existência. Há mais de vinte anos, numa palestra em Adyar, Radhaji disse: “Aspiramos trilhar a senda porque ouvimos um chamado. E trilhá-la significa nos aproximarmos cada ver mais da  fonte desse chamado, para que ele possa governar nossas vidas completamente.”

Porém, o svarupa da Teosofia, ou a sabedoria em sua forma essencial, está numa dimensão completamente livre de representação, ideação e conceitualização. Todos os genuínos instrutores teosóficos, desde a infância da humanidade até os dias de hoje, enfatizaram que o incriado Espírito da Teosofia é a indivisa Unidade de toda a existência; nas palavras de HPB, “aquilo que une não apenas todos os homens, mas também todos os seres e todas as coisas em todo o universo num grande todo”.

Vejamos como várias tradições, infundidas com o verdadeiro espírito teosófico, descrevem a senda que leva àquela experiência fundamental, a que o idioma sânscrito refere-se como sakshatkara, “ver com os próprios olhos” – uma compreensão direta sem mediação, intraduzível de que toda a ilimitada existência é Una.

A tradição mística cristã fala da via purgativa, via iluminati e via unitiva. O primeiro estágio é purgar a consciência das formas grosseiras de autoapego, autoilusão, autoimportância, separatividade. O segundo estágio é clarear a mente ponderando sobre as verdades essenciais, universais. No terceiro estágio, a mente, fundida à consciência maior, torna-se um vaso puro para a verdade das verdades – a Unidade de toda a vida.

A tradição budista menciona shila, samadhi, prajña – conduta harmoniosa e responsável, a educação e purificação da mente, e a sabedoria. Em todas as tradições a real atitude pessoal é o ponto de partida. Não pode haver outro. Um antigo Shankaracharya de Kanchipuram, Swami Chandrasekharendra Saraswati Mahaswamigal, escreveu: “O autoconhecimento é a viagem mais longa para o local mais próximo.” A jornada é longa porque muito amiúde nos perdemos no labirinto de nossa própria mente. O Visvasara Tantra enuncia a mesma verdade de modo diferente: “O que está aqui está lá: o que não está aqui não está em lugar algum.”

Nesse estágio, a harmonia é um imperativo para se seguir adiante. Quando isso é feito com algum sucesso pode-se seguir em frente a fim de entender todas as correntes e hábito mentais e começar a educar a mente rumo à percepção tranquila. O último estágio está lindamente descrito no Terceiro Fragmento de A Voz do Silêncio: “O portal de Dhyana é como um vaso de alabastro, branco e  transparente; no interior arde um firme fogo dourado, a chama de Prajña que irradia de Atman. É difícil encontrar uma definição de meditação mais precisa e eloquente: “como um vaso de alabastro, branco e transparente”. Nas profundezas da verdadeira prática meditativa dificilmente é deixado algo pessoal; todas as reações cromáticas desaparecem.

Os Upanishades afirmam que para conhecer Atman, o verdadeiro Eu, que é idêntico a Brahman, a Realidade Ilimitada, deve-se prosseguir através de três estágios: sravana, manana, nididhyasana – audição, reflexão, meditação. Nós mesmos podemos ver a verdade de que o verdadeiro ouvir produz tanto ordem quanto sensibilidade em nossa consciência, já que ela tem a capacidade de pôr fim a toda forma de ruído produzido pela mente pessoal, em sua desatenção. Refletir num sentido mais profundo é buscar contato com o significado essencial daquilo sobre o que ponderamos. Quando uma reflexão assim alcança um nível de maturidade e quietude interior, ela se funde num estado de percepção meditativa que pode ser um pré-requisito para seguir adiante, rumo à verdade da existência.

A fonte de ensinamentos tão exaltados, poderíamos com hesitação dizer “Os paradoxos Ocultismo devem ser vividos,  não apenas enunciados. Aqui mora um grande perigo, pois é fácil demais se perder na contemplação intelectual da senda, e ao assim fazer esquecer que a estrada só pode ser conhecida ao ser trilhada.” dizer, está na consciência repleta de sabedoria e compaixão. Pois ela parece reconhecer plenamente o fato de que a mente sofre de velhas limitações, a que a evolução espiritual segue muito lentamente, embora as tradições falem de almas avançadas que podem mover-se rapidamente através desse estágios para um campo de percepção e insight incondicionados.

O ensino da Sabedoria aborda a condição humana com olhos objetivos, embora compassivos, e coloca perante nós uma senda que começa na nossa vida diária e que eventualmente nos ajuda a vê-la novamente– não como um campo de prazer, realização, busca de poder, auto engrandecimento ou orgulho, mas com* Pedro Oliveira é coordenador educacional da Sociedade Teosófica na Austrália e ex-secretário internacional da ST.

Um dos Guardiões da Teosofia verdadeira, perene, não sectária, compartilhou conosco seu insight sobre o fato extraordinário que é a vida: “Acredite-me,  chega um momento na vida de um Adepto quando as dificuldades por que passou são mil vezes recompensadas. Para adquirir mais conhecimento, ele não mais tem de passar por um minucioso e lento processo de investigação e comparação de várias questões, mas lhe é proporcionada uma visão instantânea e implícita de cada verdade básica.”(Cartas dos Mahatmas para A. P. Sinnett, Ed. Teosófica).mo campo de aprendizado, de serviço constante, de múltiplas oportunidades de sermos úteis.

Nos Mistério de Elêusis, na Grécia antiga, o estágio final era chamado epopteia, “ver as coisas como elas são”. Outra definição da mesma palavra é “a visão da verdade, da bondade e da beleza eternas”. Essa descoberta é, na verdade, uma redescoberta, uma lembrança, na linguagem de Platão, daquilo que sempre soubemos no âmago da nossa consciência: que neste mundo, neste planeta, no vasto sistema solar e no universo, não há “outro”. Nas palavras daquele grande mestre construtor, São Paulo, “somos membros uns dos outros”.

Fonte: SOPHIA • SET/OUT 2020

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: ANJOS SÃO SERES ESPECIAIS QUE NOS ACOMPANHAM E CONTRIBUEM PARA EXECUÇÃO DO PLANO DIVINO

                Os anjos e o

              plano divino

Anjo significa mensageiro ou enviado. Na língua hebraica o termo é malach, “aquele que tem um trabalho a fazer”. São seres especiais que nos acompanham e contribuem para a execução do plano divino.

Marcos Queiroz*

A “Anunciação do Senhor” como início cronológico do plano divino

Quase todas as pessoas que acreditam em Deus creem também nos seus mensageiros, responsáveis pela construção e manutenção do mundo, que possuem a missão de auxiliar o reino humano em seu plano evolutivo. Se estendermos esta classificação a todo o reino ao qual eles pertencem, os anjos também auxiliam a natureza e os seres vivos que a compõem, mas nesses casos podemos chamá-los pelo nome mais específico de elementais. Ou seja, os seres que protegem a natureza pertencem à mesma linha evolutiva dos anjos, sendo estes, contudo, os seus representantes mais elevados na hierarquia espiritual.

Essa linha evolutiva, segundo muitas culturas religiosas, não é a mesma linha evolutiva humana, mas segue paralelamente, em uma espécie de coevolução. Cada conquista de um anjo sobre um humano representa também alguns passos em direção à sua evolução. Geoffrey Hodson, um dos teósofos que mais estudou sobre os anjos, autor do livro A Fraternidade dos Anjos e Homens e O Reino dos Deuses, recém-publicados pela Editora Teosófica, afirma, em um livreto intitulado Anjos e a Nova Raça:

“Como  cristãos, fomos levados a pensar nos anjos como mensageiros enviados por Deus ao homem somente em ocasiões muito importantes, e que são, normalmente, separados do homem e invisíveis para ele. Embora eu deseje manter essa concepção, quero também estendê-la, e dizer que os anjos estão sempre ao nosso alcance.” Eles podem se fazer visíveis mesmo para quem não é clarividente, e muitas vezes são confundidos com espíritos desencarnados, na designação dos espíritas.

A palavra “anjo”, derivada do grego antigo ângelus, significa mensageiro ou enviado. Na língua hebraica o termo usado para anjo é malach, que significa “aquele que tem um trabalho a fazer”. Ambos significados representam muito bem a função desses seres especiais que nos acompanha e que contribuem para a execução do plano divino.

Para os judeus cabalistas, Deustem mil nomes e cada nome corresponde a um ser angelical que trabalha para Ele. Os cristãos reconhecem que todos nós temos um anjo da guarda, e que o Criador não necessita, por exemplo, dos pais e de parteiros para fazer crianças nascerem, pois a natureza e seus auxiliares se incumbem da missão de fazer a vida ser preservada. Eles podem falhar, mas estão sempre de prontidão. Os hinduístas chamam esses seres de devas e os consideram criaturas absolutamente necessárias para a estruturação do universo e dos seres vivos. Annie Besant, em The Evolution of the Life and the Form, afirma (em tradução livre): “Ao meu entender,  a falta de fé nos anjos é muito nociva à evolução espiritual, porque o conceito de Deus Anjo significa mensageiro ou enviado. Na língua

Annie Besant, em The Evolution of the Life and the Form, afirma (em tradução livre): “Ao  meu entender, a falta de fé nos anjos é muito nociva à evolução espiritual, porque o conceito de Deus se degrada e antropomorfiza quando, por desconhecimento dos agentes intermediários, se submete à direta ação de Deus nos mais minuciosos assuntos da vida humana.” Portanto, segundo Besant, não acreditar nos anjos é como subestimar Deus em sua capacidade de criar arautos de sua grande obra.

Mais adiante, ela completa: “Não morre um homem na Terra sem que um deva fira o corpo cuja obra tenha terminado. Não ocorre nenhum dos chamados fenômenos naturais sem que um deva presida sua execução. Não recebe auxílio o necessitado sem que um deva o guie com sua mão invisível e protetora. Toda resposta aos clamores do afligido é a resposta de um deva à tristeza humana. Em qual quer lugar atuam os devas. Em qualquer lugar executam o labor que, ao homem vulgar, parece cega e mecânica obra da natureza. Todo fenômeno é o véu de um deva, e nada se faz sem que um deva participe.” Assim, está claro que desconhecemos o alcance da ação dos anjos.

Os ocultistas e os cientistas falariam a mesma linguagem se não existisse preconceito por parte da ciência acadêmica em admitir a existência de seres transcendentes capazes de gerenciar e produzir forças por eles estudadas apenas como matéria morta e sem alguma consciência sobre o que ocorre com elas. O ocultista francês Michel Coquet, no livro O Mundo dos Anjos e os Devas, afirma que “quando  falamos de força ou de energia, é preciso lembrar que esses termos são apenas interpretações intelectuais para os corpos de miríades de vidas a que chamamos de anjos no Ocidente e de devas no Oriente. Consequentemente, quaisquer que sejam nossas ações, agimos constantemente através do corpo dessas vidas e as influenciamos também.”

O biólogo inglês Rupert Sheldrake, no livro que escreveu como teólogo Mathew Fox, A Física dos Anjos, chegou a uma conclusão que nos permite encontrar uma justificativa “mais acadêmica” da ciência para a interferência transcendente dos seres angelicais no mundo físico: “Ao contrário da ideia de que a natureza, em sua totalidade, seria logo compreendida em termos de física e matemática, a verdade é que mais de 80% da matéria no cosmo é ‘matéria escura’, completamente desconhecida para nós. É como se a física tivesse descoberto o inconsciente cósmico.”

Para Sheldrake, os anjos podem, inclusive, ser responsáveis pelos campos que dão forma e evolução para os seres vivos – chamados por esse autor de “campos morfogenéticos; eles pos suem uma diversidade tão grande que  é capaz de atender a todas as forças e formas existentes na natureza. Cada um de nós evoluiu por si mesmo, mas o procedimento físico que faz nossa natureza energética passar de um estágio de vibração para outro se deve aos anjos. Estes se encontram, e sua diversidade, em uma hierarquia entrelaçada, muito similar aos emaranhamentos registrados nas partículas da física quântica, recebendo de Sheldrake a denominação de “holoarquia”. Trata-se de uma hierarquia holística, em que cada anjo se conecta a um arcanjo superior e este com uma potestade, e assim por diante, até alcançar o nível mais alto da holoarquia, o dos serafins, os portadores do amor divino que induzem os seres humanos a amarem uns aos outros e a amarem a Deus – ou seja, os anjos da presença divina que servem de intermediário do Altíssimo para todas as atividades, inclusive as dos outros anjos. Este grupo elevadíssimo de anjos é liderado por Metatron, cujo nome resulta de palavra meta (acima de) e throno (ordem elevada de anjos); seriam os anjos que se situam acima dos tronos, que acompanham lado a lado a presença de Deus. Cada ordem angélica possui seu arcanjo líder, e todo o coro de anjos que a ele é subordinado segue uma função específica na senda dévica evolutiva. Deus, faz uma analogia muito elucidativa com a eletricidade para entendermos a nossa conexão com o ser supremo ou com o nosso próprio eu maior: “Um contato direto com a eletricidade pode ser fatal, pois ela é uma energia de prodigiosa potência. Para que ela chegue até nós e possamos utilizá-la com menos riscos, é necessário atenuar seu formidável poder por meio de transformadores. Estas são as inúmeras entidades luminosas que povoam os céus e que a tradição chamou de hierarquias angélicas. É por meio delas que  recebemos a luz divina, e através delas é que conseguimos estabelecer uma relação com Deus.”

Essa conexão divina promovida pelos anjos é o que nos faz ascender, superando nossas limitações e vencendo as barreiras que nos impedem de evoluir. Nossos altos e baixos provam que, quando caímos, temos sempre um deva nos ajudando a levantar. Esclarecendo essa importante função dos anjos em sua fraternal colaboração com os homens, Jean-Yves Leloup, no livro O Anjo Como Mestre Interior, cita Khalil Gibran, que diz: “Todos os homens são dois homens; um está acomodado na escuridão e outro está dormindo na luz.” E ele mesmo completa afirmando: “A presença do anjo nos vem despertar e erguer nos momentos em que somos tentados a ficar dormindo para sempre; há um alimento que nos é dado, um alimento exterior e um alimento interior, para que continuemos o nosso caminho.”

FONTE: Revista SOPHIA • SET/OUT 2020

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: TEMOS QUE TIRAR O MELHOR APRENDIZADO NESSAESCALADA EVOLUTIVA

O texto a seguir nos trás uma grande reflexão sobre o nosso aprendizado aqui nessa caminhada evolutiva. Que pode ser longo ou menos longa de acordo com o grau de empenho e de despertar da alma de cada um. Você pode abreviar substancialmente essa caminhada se fizer bom uso do livre arbítrio, mas também pode ficar patinando em várias encarnações desnecessárias se usar mal essa liberdade. Então lhe convido a ler o texto completo a seguir para entender como isso funciona!

A grande escola

Imagem ilustrativa remetendo a vida depois da morte
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A passagem dos espíritos (somos espíritos num corpo perecível) pela vida corporal é necessária para que possamos cumprir por meio de uma ação material os desígnios cuja execução Deus nos confia. É necessária para o nosso bem, visto que a atividade que somos obrigados a exercer nos auxilia no desenvolvimento da inteligência.

Sendo soberanamente justo, Deus tem de distribuir tudo igualmente por todos os seus filhos; assim é que estabeleceu para todos o mesmo ponto de partida, a mesma aptidão, as mesmas obrigações a cumprir e a mesma liberdade de proceder. Qualquer privilégio seria uma preferência, uma injustiça. Mas a encarnação, para todos os espíritos, é apenas um estado transitório. É uma tarefa que Deus nos impõe, quando iniciamos a vida, como primeira experiência do uso que faremos do livre-arbítrio.

Os que desempenham com zelo essa tarefa transpõem rapidamente e menos penosamente os primeiros graus da iniciação e mais cedo gozam do fruto de seus labores. Os que, ao contrário, usam mal da liberdade que Deus lhes concede retardam a sua marcha e, tal seja a obstinação que demonstrem, podem prolongar indefinidamente a necessidade da reencarnação, e é quando se torna um castigo. S. Luís. (Paris, 1859)

Uma comparação vulgar fará com que se compreenda melhor essa diferença. O escolar não chega aos estudos superiores da ciência, senão depois de haver percorrido a série das classes que até lá o conduzirão. Essas classes, qualquer que seja o trabalho que exijam, são um meio de o estudante alcançar o fim e não um castigo que se lhe inflige. Se ele é esforçado, abrevia o caminho, no qual, então, menos espinhos encontrará. Outro tanto não sucede àquele a quem a negligência e a preguiça obrigam a passar duplamente por certas classes. Não é o trabalho da classe que constitui a punição; esta se acha na obrigação de recomeçar o mesmo trabalho. Assim acontece com o homem na Terra. Para o espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência; contudo, para o homem esclarecido, em quem o senso moral se acha largamente desenvolvido e que é obrigado a percorrer de novo as etapas de uma vida corpórea cheia de angústias, quando já poderia ter chegado ao fim, é um castigo, pela necessidade em que se vê de prolongar sua permanência em mundos inferiores e desgraçados.

Aquele que, ao contrário, trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores. Pergunta: não poderiam os espíritos encarnar uma única vez em determinado globo e preencher em esferas diferentes suas diferentes existências? Semelhante modo de ver só seria admissível se, na Terra, todos os homens estivessem exatamente no mesmo nível intelectual e moral. As diferenças que há entre eles, desde o selvagem ao homem civilizado, mostram quais os degraus que eles têm de subir. A encarnação, aliás, precisa ter um fim útil.

Fonte: Eu Sem Fronteira

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: NENHUM SER HUMANO PODE SABER O QUE É A VERDADE

Eis ai um compêndio, um estudo profundo, retirado da mais refinada sabedoria oriental para explicar o que é a “Verdade”. Então, lhe convido a ler o texto completo a seguir, refletir, interpretar  e fazer o seu juízo de valor!

 O que é a verdade?

Somos interna e instintivamente inclinados a aceitar, ou pelo menos a contemplar, a existência do Absoluto. Por quê? Porque temos experienciado em nossas próprias vidas a natureza da incondicionalidade sob certas formas e em certos momentos ‘

C.V. Agarwal

Estigmatizados, solteiros sofrem para provar que não são solitários, infelizes e encalhados - 15/08/2012 - UOL Universa

Nenhum ser  humano pode saber o que é a verdade. Aquele que sabe, há muito deixou o estágio humano. Ao se deparar com o lema da Sociedade Teosófica, as pessoas naturalmente pensam que temos algo de positivo a dizer a respeito da verdade; isso  coloca uma enorme responsabilidade sobre nós. Cada investigador tem que ser tratado no seu próprio nível. Se as pessoas não conseguem entender o que é a verdade, por que discutir um assunto como este? Por que deve alguém ir em busca da verdade?

P. Blavatsky escreveu: “A verdade Absoluta é o Símbolo da Eternidade e nenhuma mente finita pode jamais apreender o Eterno; por isso, nenhuma Verdade em sua plenitude jamais consegue nela surgir.” Os seres humanos estão engajados na busca de inúmeras metas, todas transitórias, perecíveis. É preciso voltar a atenção numa direção diferente.

A natureza e o problema da busca da verdade foram esclarecidos por um homem santo, em sua simplicidade. Ele contou o caso de uma mãe que corria pela aldeia, de casa em casa, procurando em vão o seu bebê. O bebê estava o tempo inteiro grudado ao seu seio. Da mesma forma, correr de um instrutor para outro ou memorizar escritura após escritura não nos levará à verdade.

Algumas pessoas podem dizer que eu estou me desviando do tema. Deixe-me então abordá-lo por um ângulo diferente. Os atributos que algumas culturas dão ao Supremo são Sat, Chit, Ananda. Aqui Sat significa aquilo que é. Assim, a verdade é. É interessante saber que a palavra “verdadeiro”,  que em latim é verus, também significa “aquilo que é”

Embora o Supremo esteja muito além da compreensão humana, muitas religiões consideram seus livros sagrados, como os Vedas ou o Alcorão, como palavras que vieram diretamente Dele. Um grande sábio, SriShankaracharya, disse serem falsas todas as religiões e filosofias. Ele talvez tenha pretendido dizer que elas não corporificam as verdades últimas. Então, como devemos proceder com a nossa busca? Onde devemos buscar ajuda e orientação?

Shankara e alguns Acharyas budistas simplificaram nossa procura quando postularam dois níveis de verdade: Paramarthic Satya, ou Verdade Absoluta, e Vyavaharic Satya, ou verdade relativa ou empírica. Esclareçamos, entretanto, que não existem dois tipos de verdades, uma verdade pura e a outra que seja uma mistura de verdade e falsidade – uma ideia que está muito difundida no mundo hoje em dia. Na realidade, existe apenas uma única verdade.

P. Blavatsky escreveu, em A Doutrina Secreta, que “o homem, incapaz de formar um conceito simples, a não ser em termos de coisas empíricas, é impotente desde a constituição do seu próprio ser para levantar o véu que oculta a majestade do Absoluto”. Sendo assim, vamos deixar de lado todas as considerações a respeito da verdade absoluta?

Sri Ram disse: “Todavia, somos interna e instintivamente inclinados a aceitar, ou pelo menos a contemplar, a existência do Absoluto. Por quê? Porque temos experienciado, em nossas próprias vidas, a natureza da incondicionalidade sob certas formas e em certos momentos.”

Blavatsky classificou assim nosso relacionamento com a verdade empírica: “Fora de um  certo estado de mente altamente espiritual e elevado, durante o qual o homem está de acordo com a Mente Universal, ele nada consegue obter na Terra, a não ser a verdade relativa, ou as verdades, de qualquer que seja a filosofia ou religião.”

Ela escreveu ainda que “não existe espaço para a Verdade Absoluta sobre algum tema, qualquer que seja ele, num mundo tão finito e condicionado como o é o próprio homem. Mas existem verdades relativas, e temos que aproveitá-las da melhor maneira possível”

Seguindo o conselho de Blavatsky, tentemos fazer o melhor que pudermos das verdades relativas. Tomemos a simples verdade empírica do nascer do sol. Quando alguém diz que o sol nasce no leste, está dizendo a verdade? Este é um fenômeno observável do qual ninguém pode duvidar. No entanto, os astrônomos, estribados em sólida evidência, nos dizem que o sol não se move. A Terra gira no seu eixo e orbita em torno do Sol.

Esta é a verdade? Então, onde está o observador? Não é ele parte integrante dessa vastidão, dessa unidade? Com uma experiência assim as barreiras e escravidões imaginárias ou intelectuais começam gradualmente a desaparecer – “a gota dentro do oceano”, como disse Blavatsky em A Voz do Silêncio.

Voltemos às realidades do dia a dia, no nível ao qual nossa   personalidades funcionam e formam conceitos mentais, jamais esquecendo que esses conceitos não são verdades. I. K. Taimni nos fez lembrar, com o auxílio de diagramas, que um número incontável de círculos podem ser desenhados  em torno de um centro sobre um plano. Como podem existir inúmeros planos em interseção, pode existir um número infinito de círculos com um centro comum. E não apenas isto: pode haver qualquer número de esferas com o mesmo centro. Cada ciclo ou esfera pode considerar o seu centro como sendo separado, distinto e único.

Como um ponto geométrico não tem dimensões, ele só pode ser imaginado. Taimni assinala que, em toda a manifestação, existe apenas Um Centro, e qualquer um, mergulhando profundamente dentro de si mesmo, pode alcançar esse centro. E esse centro é a verdade, pois somente ela existe. Todos os outros centros separados são imaginários, ilusórios. Mas como podemos mergulhar profundamente dentro de nós mesmos para contactá-lo?

Devemos viver uma vida tão pura quanto possível. Assim, inconscientemente seremos canais para a irradiação da luz da verdade. Blavatsky afirmou: “Embora a verdade geral abstrata seja a mais preciosa de todas as bênçãos para muitos de nós (…), temos, entrementes, que nos contentar com as verdades relativas. Quanto à Verdade Absoluta, a maioria de nós a vê como chegando à lua de bicicleta.” Ela está certa. Temos medo de enfrentar até mesmo uma verdade relativa.

Abaixo do emblema nacional da Índia estão inscritas as antigas palavras Satyameva Jayate: “Somente  a Verdade Triunfa.

Vivendo neste mundo e seguindo várias ocupações, ganhando nosso sustento, frequentemente ocorrem situações nas quais nos sentimos perdidos quanto ao modo de agir que devemos adotar. O livro de bolso Aos Pés do Mestre dá um conselho muito prático. Quando se está em dúvida a respeito do modo de ação a ser adotado, deve-se pensar em como um Ser Perfeito agiria, ou reagiria sob  circunstâncias semelhantes. Isso nos deve guiar. Nossas vidas diárias, então, refletirão a verdade, e não haverá necessidade de perguntar a ninguém o que a verdade é.

Um número incontável de círculos podem  ser desenhados em torno de um centro. Também pode haver qualquer número de esferas com o mesmo centro. Cada  ciclo ou esfera pode considerar o seu centro como sendo separado, distinto e único.”

Fonte:  Revista Sophia  set/out/2020

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O PROPÓSITO DA EVOLUÇÃO É PERMITIR A CONSCIÊNCIA ALCANÇAR A PERFEIÇÃO NA MANIFESTAÇÃO HUMANA COMO SERES ALTRUÍSTAS

Em a Mente Compassiva, artigo a seguir, na nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta quinta-feira você vai mergulhar numa REFLEXÃO que mescla o pensamento de Buda, Mahavira, Malala e Nelson Mandela para falar de não violência, igualdade e o poder que todos temos para brilhar. Por que será que isso não acontece pra todo mundo?

A mente  compassiva

Nelson Mandela disse: “Quem sou eu para ser tão brilhante, talentoso e famoso? Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Brincar de ser pequeno não serve ao mundo

Bhupendra Vora*

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O propósito da evolução é permitir à consciência alcançar a perfeição na manifestação humana como seres altruístas, com as qualidades de amor e compaixão, à imagem da divina inteligência que é a fonte de toda a vida. O amor dessa inteligência é visível em toda a sua criação, criada com infinita compaixão. Isso fica evidente nas miríades de espécies de vida com as habilidades especiais que lhes foram fornecidas pela natureza para sua sobrevivência.

Mahavira, o grande instrutor e reformador do Jainismo, declarava que não bastava a não violência como credo. Ele estendia esse princípio à solidariedade e ao auxílio a outros seres vivos, para se viver naturalmente, de acordo com as leis da natureza. A Nova Era exige sensibilidade e compaixão, mantendo em mente a interconexão e interdependência da vida em todos os níveis.

No Nobre Caminho Óctuplo de Buda, o primeiro passo, Reta Visão, é considerado de vital importância. Isso significa a compreensão da unidade da vida e das leis que governam o universo. Buda ensinou que trishna ou desejo, é a causa do sofrimento. Os seres humanos se prendem Ao ciclo de vida e morte por meio de desejos incessantes que causam um imenso sofrimento. A ignorância do propósito da vida mantém as pessoas escravizadas.

A mente humana, condicionada por coisas como raça, religião, classe social, etc., está encurralada num modo preconceituoso  de considerar o A mente compassiva mundo. Para compreender esse condicionamento é necessário sabedoria para descobrir suas causas. Os preconceitos a respeito das pessoas são as causas da divisão que cria conflito e sofrimento. Com a percepção, esse condicionamento pode ser reconhecido e a pessoa pode se libertar dele.

J. Kaalam, ex-presidente da Índia, falando perante o Parlamento Europeu, citou o antigo poeta tâmil Kaniyan Pungudranar: “Eu sou um cidadão do mundo e todos os cidadãos do mundo são meus parentes e amigos. Onde há retidão no coração há beleza no caráter. Onde há beleza no caráter há harmonia no lar. Onde há harmonia no lar há ordem na nação. Onde há ordem na nação há paz no mundo.”

São necessários, portanto, corretos valores e corretas formas de educação que resultem em indivíduos responsáveis e compassivos. Há muita coisa errada numa sociedade baseada apenas em valores materiais. Não deveria haver sensibilidade e compaixão para compartilhar os limitados recursos do mundo com aqueles que são menos afortunados que nós?

A extrema ganância de políticos, patrões e outros, com suas práticas ardilosas é responsável por muita iniquidade no mundo Essa doença é visível nos níveis individual, social e nacional do mundo. Há muito sofrimento no continente africano, que é explorado por seus recursos naturais e vida selvagem. O tráfico de “diamantes de sangue” e outras pedras preciosas abastece as indústrias de armamento que fornecem armas para milícias e tribos inimigas. Essas práticas nefastas são responsáveis por assassinatos, estupros e saques.

Em diversas partes do mundo há extrema crueldade contra cães e outros animais, que são cozidos vivos para deleite de pessoas que apreciam esse tipo de culinária. Radha Burnier escreveu: “Viver  de maneira compassiva no mundo moderno dificilmente parece ser um ideal, já que atrapalha grandes e imediatos lucros de negócios e entra em conflito com a procura de novos prazeres e satisfações.”

Outra causa de conflito é a doutrinação religiosa, que cria sociedades intolerantes. No discurso que fez nas Nações Unidas, a jovem Malala Yousufzai enfatizou a necessidade da educação promover um pensamento liberal e a não violência, citando os exemplo de Buda, Cristo, Maomé, Gandhi e Pashtun Badshah Khan.

Para o mundo mudar, o indivíduo precisa mudar. Uma mente que tenha preocupação compassiva com o bem-estar global deve estar envolvida em ações proativas. Nelson Mandela disse: “Nosso medo  mais profundo não é de sermos inadequados. É de sermos poderosos além da conta. É  luz, e não as trevas que nos assusta.‘ Quem sou eu para ser tão brilhante, talentoso e famoso?’ Na verdade, quem é você para não ser? Você é um filho de Deus. Brincar de ser pequeno não serve ao mundo… Nascemos para tornar magnífica a glória de Deus que está dentro de nós.”

Fonte: Revista Sophia • SET/OUT 2020 nº 87

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AUTOCONHECIMENTO: O QUE É PROJEÇÃO OU VIAGEM ASTRAL CONSCIENTE

Nesta sexta-feira você vai conhecer, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL tudo sobre Projeção ou Viagem Astral Consciente, num curso online ministrado pelo professor Laércio Fonseca em 9 aulas que você pode acompanhar através do link http://espacocaminhodaluz.com.br/inte… Assista ao pitch de venda do curso no vídeo a seguir e conheça os detalhes. Abaixo do vídeo, veja o conteúdo do curso. Então não perca essa oportunidade de aprender a se projetar conscientemente!

Curso Completo com 9 Aulas. DATA DAS AULAS: 09, 10, 11, 12, 13, 14, 16, 17 e 18 de Novembro as 20:30 LINK PARA AQUISIÇÃO: http://espacocaminhodaluz.com.br/inte…

TEMAS ABORDADOS NAS AULAS: – O que vem a ser a Projeção Astral;

– Projeção Astral inconsciente, consciente e involuntária;

– A Projeção Astral na história:

– A projeção astral do profeta Enoch, João Evangelista e outros;

– Projeção Astral na Índia, Tibete e China;

– As diferenças entre Sonho e Projeção Astral;

– Os benefícios da Projeção Astral

– Onde se pode ir e onde não se pode ir em projeção astral;

– Cordão de Prata:

– suas funções, comprimento e como se liga ao corpo físico;

– 1ª série de exercícios práticos.

– A natureza bioenergética do homem;

– Os 7 chakras e suas ligações com a projeção Astral consciente. Alimentação e Projeção Astral;

– As 7 dimensões esotéricas do Universo e os 7 corpos do homem;

– A vida no Plano Astral; – Umbral ou Inferno?

– Cidades e colônias astrais, hospitais, escolas;

– Os relacionamentos afetivos nos planos astrais:

– paixões e romances;

– Os planos superiores, divindades e anjos;

– O tempo e espaço nas dimensões espirituais;

– A física dos planos superiores;

– 2ª série de exercícios práticos.

– A mediunidade e os projetores naturais;

– Nossos guias espirituais, nossos anjos da guarda;

– Contatos com nossos mentores kármicos:

– os responsáveis pela nossa reencarnação;

– O Registro Akáshico

– um encontro com os registros do passado e nossas vidas anteriores;

– Uma viagem astral através do tempo:

– passado e futuro;

– O encontro com o Reino dos Devas:

– os elementais da natureza. A vida espiritual das plantas, insetos, animais, peixes, etc.;

– Os mistérios da morte:

– como são recepcionadas as almas logo após suas mortes sobre a Terra;

– 3ª série de exercícios práticos.

– A experiência humana na terra:

– O projeto Terra (Projeto Shan). O significado oculto da experiência humana na Terra;

– O comando Asthar

– O comando espiritual da Terra: humanos ou extraterrestres?

– A viagem astral a outros planetas e estrelas da Galáxia;

– Os planos espirituais de outros mundos e planetas;

– A projeção mental

– Viagens às dimensões superiores

– A saída do corpo mental do corpo astral;

– Encontros com espíritos e seres de outros planetas aqui no astral da Terra;

– Os portais dimensionais e estelares:

– tecnologias avançadas para transportes nas dimensões superiores;

– As transmigrações estelares:

– Encarnações de almas ascencionadas na Terra em outros mundos e planetas;

– A Fraternidade Branca e os mestres ascencionados:

– como atuam no Projeto Terra;

– 4ª série de exercícios práticos.

* Todo vídeo adquirido em nosso site pelo sistema online, ficará disponível em sua conta por tempo indeterminado, você poderá assisti-lo quantas vezes desejar, apenas sendo necessário acesso a internet, você pode assisti-lo em qualquer dispositivo com acesso a internet, sem restrições ou tempo determinado. * Estas aulas serão disponibilizadas para compra futura, então caso não tenha assistido no dia, não se preocupe, ele ficará disponível após o término para acesso e compra, todos os vídeos ficam gravados em sua conta para assistir posteriormente caso não consiga assistir no dia.

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: EVOLUÇÃO ESPIRITUAL SEGUNDO OS CONCEITOS HINDU E BUDISTA

A nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta terça-feira nos trás um artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo nº 28, páginas 44-50, que trata da evolução do espírito de forma concisa, clara e científica para facilitar a compreensão do leitor leigo o que é espírito, utilizando os conceitos hindu e budista, ou seja, a sabedoria oriental. Esclarece o que é karma, sansara e prisão espiritual. Portanto uma excelente oportunidade de se aprofundar no AUTOCONHECIMENTO e na busca incessante do conhecimento para a expansão da consciência. Então lhe convido  a ler o texto completo a seguir e dar esse importante e necessário salto quântico! 

A IMPORTÂNCIA DA DOR NA EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO

ESPÍRITO E EVOLUÇÃO

Uma pequena análise segundo os conceitos hindus e budistas.

Por Eliane Moura Silva

O espiritismo, ao surgir na segunda metade do século XIX, firmou-se como doutrina espiritualista, filosófica e científica centrada na relação com a morte, contato sistemático e regular com os espíritos dos mortos, nas manifestações conscientes desses mesmos espíritos e nos ensinamentos por eles transmitidos. Foi um novo influxo segundo os princípios positivos da ciência de sua época. O espiritismo sempre incentivou o estudo, a aquisição de novos conhecimentos, o aprimoramento intelectual e moral e a transformação do homem, enfatizando a realidade e a permanência da vida espiritual, bem como a sua continuidade antes e depois da morte do corpo físico, revestimento adensado constituído por matéria grosseira, vista como decorrência natural condicionada por fatores e limitações biológicas, vivenciais e cármicas; é o corpo material que reveste o corpo espiritual.

E justamente a crença convicta e absoluta nesses pressupostos que permite manter e aprofundar o diálogo com seres que, em algum período, estiveram nesta terra encarnados.

Provavelmente, devido ao fácil acesso às sociedades e instituições dedicadas à prática e ao estudo, aos centros espíritas, hoje em número crescente, e à farta literatura encontrada facilmente nos mais variados pontos, locais e livrarias (Literatura esta de valor freqüentemente questionável), pode o leitor iniciante curioso ou o ocasional observador deixar-se levar, iludido pela aparente simplicidade advinda de “palestras” e “literatura”.

O espiritismo, na sua essência, hoje, tal qual na época do seu surgimento, é matéria por demais complexa, recheada de filosofia e ciência, testada pelo tempo que lhe conferiu ativa e importante participação histórica em causas e movimentos sociais, haja vista as perseguições surdas e implacáveis a ele movidas, frutos da incompreensão cega e intolerante das forças conservadoras que viam nele, assim como na maçonaria, na homeopatia, nos libertários, nos livres-pensadores etc., a ameaça do “novo”, lançando-os na vala comum do preconceito e do apriorismo.

Quanto mais se desenvolve o homem em todas as áreas do conhecimento, mais se aprofunda a ciência espírita, não inventando nada de novo, não aceitando dogmas, pressupostos rígidos nem “verdades estabelecidas” que não possam ser livremente examinadas pela clara luz da razão, rediscutindo e atualizando verdades antigas por vezes mal compreendidas, quando não totalmente desconhecidas e oferecendo-as de forma mais adequada à compreensão ocidental moderna. E nesse sentido que apresento, procurando adotar a forma mais simplificada e resumida possível, este estudo sobre os corpos sutis, segundo os milenares ensinamentos hindus e budistas, que acredito, poderão ser de valia para ampliar os limites e os conhecimentos sobre a natureza espiritual daquilo a que chamamos de existência, tanto “encarnada” como “desencarnada”.

Evidentemente, como é característica na “fala sagrada”, principalmente na oriental, o estilo freqüentemente adotado é de fundo poético, profético, oculto, cabalístico, místico, reservado aos sábios, eruditos e iniciados, propositalmente vedado aos leigos que não vêem nele sentido.

Certamente existe aí mais um mérito da filosofia espírita, que procura colocar o conhecimento espiritual de forma mais acessível aos interessados.

SABEDORIA ORIENTAL

De acordo com a tradição hindu transmitida pela tradição filosófica religiosa a partir dos Upanishads, no centro de cada alma individual existe a centelha divina, o atman (alento vital), uma noção equivalente ao que chamamos de alma. Quando o atman encontra-se envolvido em limitações morais, mentais e físicas, as uphadis ou as limitações naturais da alma encamada, temos, então, jiva, um indivíduo, uma reunião de energias que se adensam em corpos físicos, dos mais sutis ao mais denso. Este é o princípio da encarnação num corpo físico: o atman vai revestindo-se de corpos de paixões, emoções, sentimentos e desejos, ganhando uma dimensão cada vez mais material até chegar a um corpo físico, tornando-se jiva atman, a alma individual de um ser encamado.

Segundo essa concepção, o atman está localizado no olho ou no coração, uma forma de mostrar que tudo o que move, impulsiona, emociona, mas também prende e detém a libertação, situa-se entre o olho e o coração, a razão e a emoção.

A união e a separação entre o corpo e o atman são processos repletos de tensões que antecedem o nascimento e não ocorre de forma normal e tranqüila nem mesmo após a morte. Há uma transição vibratória contínua entre a matéria e os planos psíquicos e espirituais, entre os quais reside o sentido da personalidade e da individualidade, assim como entre o corpo físico, sutil e o espiritual, seja na existência encarnada, seja após a morte do corpo físico. Assim, o ser humano é composto de elementos densos, sutis, mistos, espirituais e divinos, ou seja, corpos de diferentes naturezas, densidades e escalas vibratórias, adequado, cada um, a habitar um diferente Loka, Planeta ou Plano.

O primeiro corpo, material e visível, é formado de diversos elementos e nele estão localizados os órgãos físicos de percepção e ação. Este primeiro corpo material, que é afastado da alma no momento da morte, é chamado Sthula sharira, a matéria física.

Esse afastamento e a conseqüente destruição da matéria não significam a libertação da alma, o retomo de atman a Brahman. Corpos sutis da natureza mais densa continuam envolvendo a alma e nele estão as emoções, os sentimentos, a mente racional e a mente emocional, o intelecto e as resperições vitais. Todos os elementos psicológicos da vida humana ficam nesses corpos. As imagens após a morte são, portanto, projeções da mente e da consciência que permanecem nesses corpos de natureza sutil, os sukshma sharira, de natureza astral, onde situam-se os chacras, os centros de energia que são os canais de comunicação entre corpos físicos, mentais e espirituais. Esses “cascões” podem obstruir as relações e o contato entre os corpos individuais, o meio ambiente e o corpo universal, tudo isso com graves conseqüências.

E por isso que, ao invés de encontrar a liberação e a conscientização de sua essência criadora, o atman, como num sonho, vaga através do labirinto de mortes e renascimentos, sempre ligado a esses corpos sutis, de acordo com suas ações, reações e pensamentos, imaginando, por desconhecimento, sua separação de outras almas e da Alma Primordial.

Temos, também, um “corpo” ou nível mais sutil, o chamado corpo causal, karana sharira, a existência individual. É a parte composta por todas as coisas que fazem o ser humano diferente de animais e da matéria inanimada. Confere a individualidade em todos os aspectos possíveis. E o corpo da diferença entre iguais, desde as físicas até a personalidade, emoções etc.

Essa concepção de corpos de diferentes naturezas reflete um conjunto de doutrinas e sabedoria que vê a vida, a existência material dentro de um universo, como uma grande vibração, uma profusão de energias exprimindo-se numa variedade inimaginável. A matéria, a vida e a existência psíquica são modulações, freqüências vibratórias da mesma energia primordial e essencial, manifestações mais sutis ou condensadas, que vão compondo corpos de diferentes densidades e natureza extrafísica, todos sujeitos ao ciclo de metamorfoses, a vida e a morte. Isso é uma lei primordial, base da teoria do karma.

TEORIA DO KARMA

A palavra karma deriva da raiz sânscrita Kr’ma e significa “efeitos do fazer, efeitos do que se faz, reação à ação e conseqüência”, em suma, as conseqüências das ações movidas pelos desejos de qualquer natureza. É uma lei eterna e imutável. invisível e absoluta, que afeta a alma e os corpos sutis e materiais, obrigando ao renascimento numa forma humana determinada pela qualidade e natureza dos atos, pensamentos e intenções de todo o passado.

A idéia de karma na tradição hindu e, posteriormente, na budista, não possui o sentido de castigo ou punição. É uma lei universal que coloca em equilíbrio todas as ações, pensamentos, sentimentos, palavras, desejos e paixões praticadas durante a vida. É o outro lado da moeda, da constatação de que “a toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário”. Karma é uma força imensa, inexorável, completamente cega, sem sabedoria ou discernimento próprios. É uma força que obedece a uma das muitas leis. Sua compreensão e aceitação geram sabedoria, compreensão, entendimento e poder de superar a condição humana. Em linhas gerais, a lei do karma deixa, entre outras, uma lição: “Nós somos os construtores de nosso destino na vida e na morte, no passado, presente ou futuro”.

O karma, como uma lei universal, afeta toda forma de existência, inclusive os “deuses”, pois todo o universo reflete ação e tudo o que nele está sofre o movimento eterno e a lei fundamental do karma, da qual ninguém pode fugir. Tanto a matéria como os planos mentais e emocionais sofrem as conseqüências das ações, num eterno ciclo de ações e reações. Tudo que age sobre o universo age sobre os seres. As coisas, os seres e as situações aparecem e desaparecem na tela da nossa consciência. Cada ação, seja ela positiva ou negativa, grandiosa ou sórdida, espelha uma imagem da existência.

Diante da falta de compreensão dessa lei, o quadro da existência humana afigura-se necessariamente decepcionante, cercado de tensões, avidez e sofrimento permanente. Somos o que desejamos, pensamos, acreditamos, falamos, fazemos e sofremos. Somos as causas e os resultados de nosso próprio destino, tanto na vida e na morte, como após a morte. A doutrina do karma, dentro dessa concepção, traz a responsabilidade para o indivíduo, retirando da divindade o papel de juiz e verdugo das ações humanas.

SAMSARA, A RODA DA VIDA

O termo samsara (divagação, preambulação) aplica-se ao ciclo de mortes e renascimentos em muitas formas e condições diferentes de existência. É o apoio necessário à doutrina do karma. A comparação mais tradicional dessa doutrina da transmissão indefinida dos seres em diferentes tempos, formas e situações está simbolizada na imagem de uma roda que gira sem cessar.

A alma, após a morte e um período determinado de existência num plano espiritual, regressa à Terra com os “cascões”, resíduos de carma produzidos em sua vida vital material, somados aos das vidas anteriores ainda não desfeitos, resíduos estes que determinam e subordinam as condições em que se darão o seu renascimento. A maioria dos homens morre com um cem número de desejos insatisfeitos, de temores não apaziguados, ambições não consumadas, necessidades físicas e afetivas irrealizadas, sonhos e, como no pano de fundo, a obscura lembrança das ações praticadas e ocasiões perdidas. A própria condição da morte, se violenta ou calma, na juventude ou na velhice, aponta para o destino tanto da existência após a morte como da futura reencarnação.

Disso tudo resulta um conjunto de impressões residuais poderosas e indeléveis, de aspirações latentes, que se deseja realizar ou apaziguar através de um novo renascimento num contexto material, familiar, social e psicológico. É esse o fator determinante de uma nova reencarnação para a realização dessas ações e desejos.

Cada encarnação é um elo da roda dos renascimentos e mortes, sinal de um atman que ainda não alcançou a sua liberação e imortalidade na consciência de Brahman, por estar preso, envolvido em condição carnal, aprisionado em vestes grosseiras da matéria densa e sutil. A existência encarnada na matéria é um aspecto provisório, acidental e frágil, sujeito tanto à deterioração e corrupção como os caminhos do conhecimento e da libertação. O corpo físico morre, porém, a verdadeira vida do espírito transcorre eterna, indestrutível.

Para chegar a essa essência doutrinária da impermanência e do papel da mente na construção da “realidade”, surge uma inovação filosófica e doutrinária no budismo: a concepção de que toda a forma de existência no mundo está classificada em cinco categorias de “agregados”, conhecidos como skandhas. Essa concepção é definitiva pois traça a anatomia, a fisiologia, a mecânica de funcionamento dos pensamentos, sentimentos e suas relações com a vida, com a existência encarnada, a sua qualidade e relações com as futuras reencarnações.

Os skandhas são agregações, aderências, conjuntos de elementos físicos, mentais, emocionais e espirituais interpenetrados que compõem e formam a percepção física e sensorial das coisas e também o estabelecimento das relações, de idéias, as associações entre formas, sentidos e a construção de projeções mentais objetivas e subjetivas. De forma bastante simples e resumida, os cinco skandhas são definidos da seguinte maneira:

Rupa-Kandha – É o agregado que distingue; a percepção física que permite distinguir coisas e sua natureza material, vegetal, animal, humana, mineral, elemento, imagem ou qualquer outra coisa.

Vedana-Kandha – É o agregado de sensações desencadeadas pelo contato do objeto tal qual é percebido e captado pelos órgãos dos sentidos, por exemplo: leve, pesado, quente, frio, duro, mole, liso, áspero, perfumado, nauseante, claro, escuro, doce, salgado etc.

Sanna-Kandha – É o agregado da elaboração mental, o conhecimento obtido a partir do contato das percepções físicas e sensoriais produzidas pelos agregados anteriores. É o conjunto de elementos, de conhecimentos transmitidos ao campo mental pelo Rupa-Kandha e Vedana-Kandha, o que se apreende através das sensações. Por exemplo, o “fogo é quente, queima e dói”, “comida estragada é ruim e faz mal”, “bebida alcóolica deixa tonto e faz mal”. É o princípio do que chamamos experiência acumulada. Há quem afirme que produz as sensações de prazer, dor etc., desde que oriundas de fatores materiais, por exemplo, comida, sexo, carícias, machucaduras etc.

Skankara-Kandha – É o agregado das associações mentais, das produções psíquicas. É dele que parte a imaginação com toda a gama de possibilidades. É onde realidade e suposição se mesclam podendo apresentar-se até com distorções. Há quem afirme que partem daqui os pensamentos, sentimentos de prazer ou sofrimentos ligados a lembranças de situações, fatos, momentos, pessoas ou coisas, que podem ou não ter ocorrido.

Vinnana-Kandha – É o agregado equilibrador, harmonizador, organizador e integrador das sensações, dos sentimentos, das emoções das experiências, da imaginação, das memórias dos vários skandhas. Talvez por isso se atribua a ele, também, a capacidade de produzir prazer, dor, sofrimento ou qualquer outra forma de sentimento. É evidente que, peta sua capacidade de gerar pensamentos, deve sempre tentar conduzir e fazer prevalecer o impulso que lhe pareça mais proveitoso e agradável. Seria, também, neste caso, as formas de se proporcionar prazer a si próprio, resultantes da ação prevalecente desse agregado. Evita, ou miniminiza, que a excessiva preponderância de qualquer dos outros agregados predomine sobre o conjunto desarmonizando a estrutura interior. Tenta dividir a carga de força e influência. Possibilita a aprendizagem e, possivelmente, a realimenta. Desenvolve conceitos de lógica, abstração etc. É como o cérebro e o coração funcionando harmoniosamente; de outra forma, seria um verdadeiro caos. Daí pode-se te
r ações devidamente equilibradas.

Sendo os skandhas corpos formados por agregação, não possuindo em si por si consistência e materialidade, são construções que produzem construções que produzem construções…

É como se estivéssemos constantemente acumulando karma ao mesmo tempo em que o dissolvemos e o produzimos. Vida após vida tentamos reverter essa situação, dissolvendo mais que produzindo. Se o conseguimos, gradativamente, à custa de grande esforço, vida após vida, chamamos a isso evolução, senão…

No Oriente ensina-se que as voltas dos ciclos dessa “roda” podem ser paradas e a “roda” extinta, dissolvida em si mesma. E a isso que chamam de Nirvana, Nibbana, a Suprema Libertação, a Grande Extinção, que ocorre, também em conjunto com o Samadhi, Satori, a Suprema Beatitude, o Divino Êxtase, a Suprema Fusão, a Perfeita Reabsorção em Deus, O Princípio Criador. Uma vez atingindo tal estado, todos os skandhas são automaticamente dissolvidos, desintegrados, sendo a sua “matéria”, corpo de energia e estrutura energética desfeitos e reincorporadas à massa da “matéria” cósmica universal.

PRISÃO ESPIRITUAL

Porém, ocorre que, na maioria das vezes, quase sempre após o desencarne, a alma permanece aprisionada, encarcerada, envolvida pelos seus skandhas, retornando a este plano com os mesmos impulsos, sentimentos e desejos. Neste caso, cabe à alma fazer “evoluir” os skandhas, tornando-os mais tênues, suaves e sutis, para diminuir-lhes a aderência, tornar mais fácil a sua liberação tirando proveito da sua força e energia. Note-se que, sendo a alma “parcela” do Criador, já que é perfeita em Si, não lhe cabendo evoluir, mas, sim, aos agregados, que são construções da mente iludida pela falsa idéia de ser uma personalidade individual separada de Deus.

Se a alma conseguir libertar-se de um ou mais agregados, ainda que não os tenha extinguido de todo, podem, esses agregados, expulsos, porém livres, ficarem atraídos e absorvidos por outros agregados de densidade, carga, estrutura e energia semelhantes ou maior, com atração mútua, formando, então, um grande skandha que pode, depois, repetir o processo, vindo a se constituir num imenso agregado que pode repetir tudo novamente, tornando-se um superagregado.

As correntes mágicas e místicas, tanto do hinduísmo como no budismo, que afirmam a real existência dessas forças, nos falam, também, da possibilidade desses agregados virem mesmo a tomar forma, influenciar, possuir ou habitar um corpo animal, vegetal ou mineral, ainda que momentaneamente, pois, na maioria das vezes, tentam, sempre que possível, reunir-se num corpo humano.

Construções da mente? Temos aí um verdadeiro “ser” sem matéria densa, sem fisiologia estabelecida, sem alma, porém, capaz de, literalmente, arrasar com todas as formas possíveis de vida. Pode, também, ser considerada uma das piores formas de obsessor, entre a humana, a animal, a elemental, a mental-emocional, a imaginária, a mitológica, figura resgatada pelo moderno espiritismo, porém comum a muitas religiões antigas, ainda que com particularidades de visão. Todos os pensamentos, sentimentos, emoções, e paixões adquirem forma e também uma materialidade semi-densa ou sutil. Trata-se da materialização, em forma aparente, dos sentimentos e emoções fortes, intensas ou violentas. Tais imagens, materializadas em diferentes graus e sutilezas, são formadas por pura concentração de energia, sem racionalidade, ética ou senso comum. Podem ser objetos, alimentos, animais variados, inclusive formas lendárias ou monstruosas, extintas, os mais diferentes seres em várias condições de tamanho, forma, altura e até mesmo sexo.
Podem também nem ter forma definida, apresentando-se como nuvens, redemoinhos, vendavais, ciclones etc.

São pura energia condensada em diferentes intensidades, altamente destrutivas, podendo prejudicar, desorganizar, adoecer, enlouquecer, matar ou até absorver a energia da vítima. Tudo isso é freqüentemente gerado por emoções de encarnados e desencarnados e passível de ser “incorporado” por algum ser desencarnado sob forte carga emocional de ódio, vingança, remorso etc. Pode também produzir um tipo de “efeito fantasma”, poltergeist etc.

Pelo sim pelo não, o que os antigos mestres orientais nos ensinam é: cuidado com os sentimentos; cuidado com os desejos; cuidado com os pensamentos; cuidado com as palavras; cuidado com as ações.

Esse conjunto de concepções dotadas de forte carga espiritual, filosófica e transcendental é de suprema importância para tentarmos entender tanto a vida como a morte. Assim, é possível pensar que a transição chamada de “morte” apenas dissolve o agregado de matéria física e as formas. Não constrói realmente uma nova união mas apenas novos elementos de diferentes densidades que se agregam às antigas estruturas das existências, sejam elas doces ou amargas, boas ou más, agradáveis ou desagradáveis.

Evidentemente, este pequeno artigo não tem, nem de longe, a menor pretensão de esgotar um assunto tão vasto, sério, profundo e de grande conseqüências filosóficas e morais para todos os que de fato pretendem aprofundar-se em temas relevantes e capazes de alterar o sentido da vida. É apenas uma tentativa de contribuir para a ampliação dos estudos espíritas sugerindo que, em diferentes culturas e tempos históricos, um rico e importante conhecimento foi estruturado e a sua divulgação poderá contribuir para os importantíssimos estudos desenvolvidos pelos espíritas de “boa vontade”, estudiosos, sérios, dedicados e criteriosos, nos moldes de Allan Kardec e seus seguidores.

(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 28, páginas 44-50)

Fonte: IPPB
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: FAMÍLIAS DE VÍTIMA E DE ASSASSINO SE TORNAM AMIGAS

Uma história emocionante é o destaque da nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL deste domingo. Um exemplo raro de como através da não violência se alcança estágios bem mais elevados de espiritualidade e que este é o caminho para um mundo mais pacífico e melhor. Não é fácil, mas é possível e é o único caminho. Por favor, leia o artigo completo a seguir, reflita e tire suas conclusões.

A surpreendente amizade entre as famílias de um assassino e de sua vítima

Após a morte do filho, Azim Khamisa iniciou uma campanha educativa contra a violência armada – e se juntou a um aliado improvável, Ples Felix, o avô do assassino

INTERNACIONAL

por BBC NEWS BRASIL

 

Azim Khamisa e Ples Felix são hoje grandes amigos

Azim Khamisa ficou devastado quando perdeu o filho de forma trágica, morto em uma tentativa de assalto por um jovem de apenas 14 anos, membro de uma gangue nos EUA.

Após a perda do filho, ele iniciou uma campanha educativa contra a violência armada, junto a um aliado improvável: Ples Felix, o avô do assassino.

Mais de 20 anos depois, os dois são hoje melhores amigos.

Em entrevista ao programa de rádio Outlook, do serviço mundial da BBC, Azim e Ples contam como a tragédia deu origem a essa amizade.

Aos 20 anos, Tarik Khamisa era aluno da Universidade Estadual de San Diego, na Califórnia, e trabalhava como entregador de pizza às sextas e sábados.

“Ele era uma grande alma, eu diria um espírito antigo em um corpo jovem. Abençoado com um grande senso de humor, era uma alegria estar perto dele. Ele tinha a habilidade de descontrair qualquer situação com uma piada”, recorda o pai.

Na noite de 21 de janeiro de 1995, ele saiu para entregar uma pizza em um bairro de classe média da cidade. Mas não podia imaginar que havia sido atraído para um endereço falso por uma gangue juvenil.

“Deram o endereço certo, mas o número do apartamento errado. Ele bateu em várias portas tentando descobrir quem tinha pedido a pizza, mas claro que ninguém tinha pedido”, conta Azim.

Quando voltou para o carro, Tarik foi abordado por um grupo de quatro jovens: três de 14 anos e um de 18. Era uma tentativa de assalto, mas ele se recusou a entregar as pizzas.

O mais velho, apontado como o líder da gangue, entregou então uma arma a um dos menores, no que seria parte de um ritual de iniciação, e pediu que atirasse.

“Quando meu filho estava tentando dar ré com o carro, o jovem de 14 anos puxou o gatilho. Foi uma única bala, que entrou pela janela do motorista e acertou meu filho.”

“Tariq morreu alguns minutos depois, afogado em seu próprio sangue por causa de uma mísera pizza, aos 20 anos”, diz o pai.

Infância conturbada

O menor de idade que matou Tariq foi identificado como Tony Hicks. Ele morava com o avô, Ples Felix, a quem considera até hoje como pai.

“(Tony) foi criado como filho de uma menina de 14 anos, minha filha. E sempre foi o tipo de criança que era levada de um lado para o outro, ora estava na casa da minha mãe, ora na casa da avó, e sempre tinha um monte de gente lá. Os primos da minha filha eram todos envolvidos com gangues”, conta Ples.

Quando o primo favorito de Tony foi brutalmente assassinado por uma gangue rival, a família decidiu que o menino, com sete anos na época, deveria sair de Los Angeles e ir morar com o avô em San Diego.

“Ele era um garoto traumatizado, precisando de toda ajuda e apoio que nunca havia tido. E eu realmente não estava em condições de dar toda a ajuda que ele precisava, mas com certeza eu tentei”, diz.

Más companhias

Apesar da dificuldade de se adaptar a San Diego, Tony se esforçava para ser um bom aluno na escola e corresponder às expectativas do avô. Mas, à medida que foi crescendo, as amizades começaram a ter uma influência cada vez mais forte sobre ele.

Até que, no dia do crime, Tony fugiu de casa.

“Tony era um caso clássico de juventude transviada por andar com pessoas que ele pensava que eram seus amigos.”

“(Os colegas) o levaram até um rapaz de 18 anos que ofereceu álcool e drogas a eles. E depois de consumirem álcool e drogas, esse rapaz convidou Tony e outros dois meninos de 14 anos para participarem de um assalto a um entregador de pizza”, revela.

Ples estava assistindo ao telejornal quando viu a notícia do assassinato.

“Um sentimento muito ruim tomou conta de mim naquele momento, porque era a primeira vez que Tony não estava na cama àquela hora da noite. E eu sabia que ele estava pelas ruas em algum lugar.”

Até então, Ples não tinha feito nenhuma conexão entre Tony e a morte de Tariq. Só ficou sabendo do envolvimento do neto quando recebeu um telefonema da polícia avisando que ele tinha sido preso como principal suspeito do crime.

Azim Khamisa também recebeu a notícia da morte do filho pelo telefone.

“Perdi a força em ambas as pernas, desabei no chão, todo encolhido, bati a cabeça na geladeira. Não tenho palavras para descrever o quão insuportavelmente dolorosa essa experiência foi para mim.”

“Foi literalmente como uma bomba nuclear que detonou dentro do meu coração”, descreve Azim.

De quem é a culpa?

Em um discurso emocionado, Tony confessou no tribunal ter matado Tariq. E pediu perdão à família Khamisa. Após se declarar culpado, foi condenado a 25 anos de prisão.

“Essa audiência aconteceu dois anos e meio depois (do crime). Obviamente é fácil ver que meu filho foi vítima de um jovem de 14 anos. Mas eu também vi que o jovem de 14 anos foi vítima da sociedade”, afirma Azim.

“Quer dizer, quem é o inimigo aqui? É o jovem 14 anos ou é a sociedade que força muitos jovens, especialmente jovens com um histórico como o de Tony, que foram negligenciados, a escolher uma vida de gangues, drogas, álcool e armas?”

Com isso em mente, nove meses após a morte do filho, Azim fundou a Tariq Khamisa Foundation, uma organização educacional com a missão de “impedir que crianças matem crianças, quebrando o ciclo da violência juvenil”.

“Decidi honrar a memória do meu filho. Minha família e eu lidamos com essa tragédia muito negativa em nossas vidas de uma forma positiva”, diz ele.

“A Tariq Khamisa Foundation ensina essencialmente os princípios da não violência, responsabilidade, empatia, compaixão e perdão. E o mais importante, a construção da paz”, explica Azim.

O início da amizade

Mas como nasceu a amizade entre Ples e Azim?

“Meu foco na meditação e oração sempre foi conseguir uma chance de me encontrar com a família de Tariq. E soube pelo advogado de Tony que Azim gostaria de se encontrar comigo”, relembra Ples.

“Eu queria manifestar meu apoio, expressar minhas condolências, e foi realmente algo especial.”

Durante o encontro, Azim contou sobre a fundação que tinha criado. E convidou Ples para participar de uma reunião em sua casa, junto com sua família, para discutir a iniciativa.

A recepção foi mais calorosa do que ele podia imaginar dadas as circunstâncias. E foi só o começo.

Ples se tornou membro do conselho da Tariq Khamisa Foundation. E hoje os dois dão palestras para jovens sobre formas de acabar com a violência armada.

“Quando vamos às escolas, somos apresentados como ‘o neto deste homem matou o filho deste homem, e eles estão aqui no espírito de compaixão, perdão e fraternidade’. E isso é algo que as crianças normalmente não vivenciam, porque o que elas basicamente veem em nossa cultura é que a violência gera mais violência”, diz Azim.

Cara a cara com o assassino do filho

Já o encontro de Azim com Tony só viria a acontecer alguns anos depois

“Eu só conheci o Tony cinco anos depois da morte de Tarik, pois não sabia como reagiria. Mas sabia que, para completar minha jornada de perdão, em algum momento teria que ficar cara a cara com ele”, conta Azim.

Os dois conversaram por uma hora e meia.

“Olhei nos olhos dele tentando encontrar um assassino, mas não consegui (encontrar). Não esperava isso.”

A Justiça americana concedeu liberdade condicional a Tony em novembro de 2018, quase 24 anos após o crime. Ele foi solto em abril de 2019.

Parceria além do trabalho

O fato é que a amizade de Azim e Ples vai muito além do trabalho.

“Ples e eu somos solteiros e saímos para jantar com frequência, ambos gostamos de comida apimentada. Por isso, sempre pedimos tabasco para acompanhar nossos pratos”, diz Azim.

Ples complementa: “Azim me ajudou a perceber o equilíbrio dos sabores, o valor de um vinho para complementar uma refeição. Agora tenho um apreço notável por vinho.”

Segundo Azim, a cumplicidade entre os dois é evidente. “Quando estamos juntos numa palestra, em que somos apresentados como ‘o neto deste homem matou o filho deste aqui’, mesmo se não dissermos uma palavra, é possível sentir o amor, o respeito e a confiança que temos um no outro.”

Fonte: R7

 

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A LIMPEZA PSICOLÓGICA É NECESSÁRIO PARA AQUELES QUE BUSCAM O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL

Quando nascemos, independente de onde sejamos educados já trazemos dos nossos ancestrais seus sistemas de crenças e seus padrões de comportamento, através do inconsciente coletivo. Durante muito tempo o homem não evoluiu com relação a isso, pois muitas dessas crenças e padrões de comportamento já estão ultrapassados emperrando a evolução da humanidade. Por isso é preciso começar a fazer sua limpeza espiritual. Precisa começar a influenciar a si mesmo. O texto a seguir nos explica como esse processo acontece na nossa mente, através do nosso cérebro e suas três camadas. Portanto, convido você a ler o texto completo a seguir e entender como funciona esse processo evolutivo!

Passos   no   caminho

‘Estamos sendo estruturados para levar adiante o que nossos ancestrais deixaram; seus sistemas de crenças e padrões de comportamento. Não é possível começar a vida com um caderno em branco ‘

Caty Green*

Bonsai: a árvore da felicidade

A limpeza psicológica é necessária para aqueles que buscam o desenvolvimento espiritual. Se não for feita com seriedade e êxito, se os problemas pessoais ou as necessidades emocionais não forem primeiramente expostos e depois resolvidos e curados, o indivíduo pode permanecer como uma criança, num nível muito vulnerável. É a criança que está contente com a figura de Deus ou de um grande pai que está no céu, que dará doces  se ela se comportar como deve ou a castigará caso não o faça. Dessa forma você não encontra o seu caminho espiritual; você simplesmente restabelece seu eu infantil e se convence a permanecer no modo “criança  boazinha.

Obviamente esse comportamento terá muito apoio, uma vez que é com isso que a maioria das religiões está preocupada. Mas se você busca o desenvolvimento espiritual com seriedade, como uma experiência pessoal e não apenas como um tópico intelectual de conversa, precisa começar a fazer sua limpeza espiritual. Precisa começar a influenciar a si mesmo.

A definição do eu começa muito cedo. Desde bebês nós ingerimos alimentos e eliminamos os resíduos, respiramos, vocalizamos e tentamos compreender o que significa tudo isso, toda essa informação chegando através dos cinco sentidos. O que é o aqui? O que é este corpo que eu tenho que operar? O que é tudo aquilo que está lá fora na minha frente? As respostas chegam lentamente, à medida que o reconhecimento se desenvolve, junto com a experiência e a  prática.

Esse processo assegura que nós nos desenvolvamos de acordo com os padrões do tempo e do lugar  onde  chegamos ao mundo. Embora a maioria das coisas que lemos a princípio sejam orientações   básicas para a instância física em que nos encontramos,  os aspectos físicos que experimentamos ao nosso derredor, à medida que dominamos essas coisas, também nos apresentam aos valores socioculturais do mundo – ao lugar imediato, ao período histórico, às pessoas que são responsáveis por nós e a quem nós, por nossa vez, devemos responsabilidade.

Estamos sendo estruturados para levar adiante o que nossos ancestrais deixaram; levar adiante seus sistemas de crenças e seus padrões de comportamento. Normalmente não é possível começar a vida com um caderno em branco, por assim dizer. Aprendemos por imitação, um processo que se estabelece muito antes de termos suficiente desenvolvimento intelectual para selecionar o que queremos ou não  imitar.

Esse processo de imitação se aprofunda no cérebro e mergulha no subconsciente até a memória da raça, a raiz do celeiro psicológico. No fundo da raiz do celeiro está nosso cérebro; acima dela está a segunda camada do cérebro. Contudo, toda a codificação que constitui a base da consciência individual é limitada pelo terceiro cérebro, que adquirimos há algumas centenas de milhares de  anos.

Temos um cérebro tripartite, com três camadas, por assim dizer. As partes do cérebro que lidam com a nutrição do corpo físico e com a padronização da respiração, vocalização, movimentos, reprodução e autodefesa são as partes mais antigas – essa é a nossa camada mais ancestral, a primeira, o Cérebro Reptiliano.

Mais recente – embora com muitos milhões de anos – é o Cérebro Mamífero, o cérebro animal que se desenvolveu a partir do Cérebro Reptiliano. Ele gerencia, em um nível mais elevado, questões como a vigilância do nosso ambiente, o impulso para reproduzir e o desenvolvimento deliberado de sistemas que atuam em nossa defesa – tudo que compartilhamos com a maioria dos outros mamíferos.

O cérebro que nomeia

A última aquisição é o Cérebro que  Nomeia, o cérebro da linguagem, um recém-chegado em termos de evolução. Como a chegada de uma nova camada ao cérebro nunca faz com que a funcionalidade prévia desapareça, nós retemos as duas primeiras camadas, principalmente no nível subconsciente. Mas temos razão de questionar o status da integração do  Cérebro  que Nomeia com os outros dois. Onde os cérebros Reptiliano e Mamífero parecem coordenar, com êxito, o Cérebro que  Nomeia, o recém-chegado, parece ainda estar tentando se encaixar. Intelecto e instinto nem sempre andam de mãos dadas.

Ao aceitar a narrativa do Gênesis como o grande mito que resume a chegada do Cérebro que Nomeia, uma mudança tectônica na composição de nossas espécies, somos obrigados a estar em conformidade com várias versões que refletem essa grande ocorrência histórica. Consideremos alguns versículos da Bíblia (a versão do Rei James). No Gênesis capítulo 1, versículo 28, consta que os seres humanos foram instruídos a “povoar a terra, e subjugá-la: e exercer domínio (…) sobre toda criatura viva que se mova sobre a terra”.

No capítulo 2, versículos 19 e 20, lê-se que, depois de ter formado todas as criaturas, Deus as “trouxe para Adão ver que nome lhes daria (…) E Adão deu nome a todas”. Transportados para o Novo Testamento, vemos em João, capítulo 1, versículos 1-3: “No início era o Verbo e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no início com Deus. E todas as coisas foram feitas através d’Ele, e sem Ele nada seria feito do que foi feito.”

As raízes do conceito de Verbo remontam muito além da referência judaico-cristã. A Wikipedia refere-se a “um mantra Indo-iraniano efetivamente significando ‘Verbo’”, e indica que os satya mantras indo-iranianos “não significam simplesmente ‘Verbo verdadeiro’, mas pensamento estabelecido em conformidade com consumação inerente (realização)”. Observa-se que esse uso da palavra realização inclui seu significado em francês de tornar real). Uma outra referência: “a tradição chinesa [do termo mantra] é zhenyan, literalmente ‘palavras verdadeiras’”. Essas antigas referências à nossa capacidade linguística não parecem estar relacionadas e evidentemente justificariam um estudo considerável, mas o conceito de Cérebro que Nomeia, e que nos diz respeito, é limitado.

Esse conceito pode ser resumido da seguinte forma: nosso cérebro línguístico define tudo para nós. Ele recebe informações dos cinco sentidos do corpo físico. Portanto, a percepção da realidade disponível ao ser humano é limitada ao que esses cinco sentidos conseguem perceber. Quando o assunto vai além da experiência humana direta, o ser humano pode interpretá-lo apenas através da capacidade do Cérebro que Nomeia, desse modo percebendo o tema em termos dos limites impostos. O intelecto pode ir muito além, mas ainda deve interpretar conceitos nos termos definidos pelos cinco sentidos.

Qualquer cão ouve melhor do que um ser humano. Muitas criaturas ouvem melhor do que conseguimos ouvir; muitas veem melhor. O cavalo tem um campo de visão de quase 360°, o equivalente, para nós, a ter olhos atrás da cabeça. A abelha vê duas escalas separadas de preto.

Considerando a situação de nossa percepção de um modo um pouco diferente: aqui está uma mesa bem robusta. Você pode subir nela, até mesmo pular sobre ela. Ela é sólida, não há qualquer dúvida a respeito. Mas o que você vê quando olha para a mesa através de um potente microscópio?  Você vê movimento, poderoso, constante, impressionante. A mesa é uma massa de moléculas em movimento.

Conclusão: nossa percepção do mundo e também nossa compreensão de tudo que podemos chamar de realidade, e de tudo que podemos imaginar, é determinada pelo Cérebro  que Nomeia, um cérebro alimentado apenas pelas informações dos cinco limitados sentidos humanos. Aquilo que chamamos de real é apenas o que é real para nós.

Embora a riqueza de referências ao Verbo exija estudo e reflexão, a realização do nosso propósito de Verbo sobre o nosso eu  exige que demos os próximos passos no caminho.

Radicada no solo do Cérebro que Nomeia, a consciência não acha fácil reconhecer qualquer outra percepção da realidade, qualquer outro senso de seu eu. O ser humano que no momento consideramos como normal permanece engajado em representar o cenário de seu drama pessoal. Sugerir que outro nível de experiência possa ser desejável e até vantajoso é muitas vezes percebido como tolice mística.

Shakespeare disse: “O mundo é um palco, e os homens e mulheres são apenas atores.” Esta é uma instrução espiritual da mais elevada ordem. A tarefa para aqueles que estão no caminho espiritual é deixar esse palco, erradicar o processo mental do Cérebro que Nomeia e permitir-lhe chegar ao solo da consciência superior.

Porém, é fácil falar; fazer é outra coisa. A decisão de fazer é o resultado de um anseio apaixonado pelo que tem sido chamado de união divina, união com o divino, aquilo que está além do humano. Ou pode ser simplesmente uma questão de curiosidade intelectual. Ou ambas ao mesmo tempo. O que quer que invoque o impulso deve ser forte e contínuo para ser bem-sucedido.

     A voz do silêncio

A palavra-chave para a natureza desse processo é escutar. O místico Eckhart Tolle escreve e fala sobre isso. Seu trabalho nos transporta a um ponto de onde podemos dar nossos primeiros passos no caminho. Recomendo ouvir seus discursos gravados, pois sua voz carrega o peso dos seus processos interiores.

A maioria de nós não coordenou conscientemente nosso processo auditivo. Temos a antiga resposta instintiva a sons inesperados. Isso é ouvir. Podemos ouvir muito bem, mas ouvir não deve ser confundido com escutar.

Em muitas línguas a conversação comum e casual é cheia de orações que começam com “escute”. Por quê? Será que, como regra geral, nós realmente não escutamos? Se assim for, o fato de que pedimos ao nosso ouvinte para escutar mostra que nós percebemos a nossa necessidade de desenvolver e enriquecer nosso processo de escuta.

A escuta acontece em vários níveis de atenção. Muitas vezes tudo que fazemos é ficar em silêncio enquanto a outra pessoa fala. Podemos simplesmente estar esperando a nossa vez de falar. Um outro nível é escutar em busca de informação – quando a atenção está focada em reter as especificações da informação crua.

Contudo, um terceiro grau do ato de ouvir permite obter informação e também captar como a pessoa se sente a respeito do que está dizendo; em outras palavras, compreender que peso emocional, psicológico e intelectual o tema e as afirmações podem ter para quem está falando. O ouvinte pode avaliar o que essas várias perspectivas significam, sendo assim capaz de uma conversação profundamente enriquecedora para as duas partes. É a partir desse terceiro nível que o indivíduo pode avançar no caminho espiritual, pois grande parte desse movimento é o processo de escutar internamente

Então, já que a definição do eu é estruturada pelo Cérebro que Nomeia, vamos dar uma olhada na sua estrutura e escutar. Ouvir o chamado e o mais importante de todos os sons: a voz do silêncio.

“O ato de ouvir permite também captar como a pessoa se sente; compreender que peso emocional, psicológico e intelectual o tema e as afirmações podem ter para quem está falando.”

Fonte: Revista SOPHIA • JUL/AGO 2020

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: UMA EXPERIÊNCIA FORA DO CORPO É UM ENCONTRO CONSCIENTE COM PESSOAS DE OUTRO PLANO

Nesta segunda-feira de finados, aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL não vamos explorar os mortos, mas a vida após a morte. Trago um texto bastante esclarecedor sobre projeção do corpo e EQM ou Experiência de Quase Morte. Algo que a ciência vem estudando desde sempre e a cada dia chega mais perto dessa conexão ou desconexão que liga e desliga a nossa consciência, que é eterna, a cada nova experiência de vida aqui na terra. Portanto, lhe convido a ler esse riquíssimo texto e entender um pouco mais sobre essa experiência que todos temos, mas a maioria não percebe!

ENCONTROS E MENSAGENS ALÉM DO CORPO

por William Buhlman 

O que significa sonhar com pessoa que já morreu? - Sonhar com - Significado dos Sonhos

“Eu não pude acreditar quando vi. Ele estava saudável e cheio de energia, pleno de vida. Era este o pai de quem eu me lembrava – e não o homem franzino e frágil que jazera durante semanas num leito de hospital.”
– Barb G., Nova York.

Uma das experiências fora do corpo mais surpreendentes é um encontro plenamente consciente com uma pessoa amada que já faleceu. Esse contato pessoal pode proporcionar revelações surpreendentes sobre a nossa natureza espiritual e as dimensões invisíveis que nos cercam, além de uma poderosa confirmação de nossa própria imortalidade. Ele também nos oferece uma excelente oportunidade para nos reunirmos e nos comunicarmos com uma pessoa amiga ou amada que temíamos ter perdido para sempre. É comum as pessoas relatarem encontros pessoais, ocorridos durante experiências fora do corpo e experiências de quase-morte, com pessoas amadas que se foram. O que eu acho especialmente interessante é a diversidade desses encontros. O contato relatado pode assumir quase qualquer forma: uma criança, uma mulher ou marido recém-falecidos, uma nuvem ou esfera inteligente, ou um avô ou avó gentis. Às vezes, o contato é com alguém conhecido; outras vezes, pode ser com alguém que aparece como um guia ou professor.

No levantamento sobre EFCs* que eu conduzi, 24 por cento das experiências dos respondentes envolviam contato com uma pessoa amada que já partira. Além disso, 22 por cento dos respondentes viram ou sentiram a presença de um ser não-físico. Evidencias em números cada vez maiores sugere que a maior parte dos contatos é feita com indivíduos que nós conhecemos em algum momento do passado. Com freqüência, os espíritos são atraídos para nós porque existe uma ligação com a nossa alma grupal, com uma vida passada ou porque há um relacionamento emocional ou espiritual de que nós não estamos cientes.

ENCONTROS CONSCIENTES COM PESSOAS AMADAS QUE JÁ SE FORAM

Um dos grandes benefícios da exploração fora do corpo é a autopotencialização que ela oferece. Ela nos proporciona habilidades e percepções que se estendem muito além dos limites da matéria. Para muitos, ela abre um novo mundo de possibilidades que a nossa sociedade está apenas começando a examinar e a entender. Por exemplo, nossas concepções atuais sobre a morte e o morrer se baseiam em algumas suposições muito antigas. Muitos de nós ainda consideram a morte como o fim da vida. O nosso vocabulário está cheio de afirmações que indicam o caráter final da morte: “o último suspiro”, “os momentos finais”, e assim por diante. As experiências fora do corpo fornecem evidencias substanciais de que, quando alguém morre, essa pessoa, na verdade, apenas mudou sua taxa vibratória e a densidade do seu corpo. A pessoa ainda está muitíssimo viva e passa bem.

“Eu estava morando em Michigan quando minha mãe telefonou de Maryland por volta de 1 hora da madrugada para me dizer que, depois de uma longa doença, meu pai havia falecido. Depois de fazer a mala e reservar uma passagem de avião, decidi me deitar no sofá de minha sala de visitas para descansar durante cerca de uma hora antes do vôo. De repente, houve uma sensação de movimento ou de vibração, e eu me encontrei sentada no porão da casa dos meus pais, num divã de estilo dinamarquês que eles tiveram durante anos. Havia uma voz que vinha de um canto – e que se parecia muito com a de minha falecida sogra – e que disse: ‘Susie, seu pai está aqui.’ Num instante, vi o meu pai de pé diante de mim, com um cachimbo na boca, usando uma camisa de flanela e uma calça Levi’s marrom. Eu disse: ‘O que você está fazendo aqui? Pelo que se supõe, você deveria estar morto. Mas você parece muito bem.’ Ele abriu os braços para mim e me disse: ‘Aqui, tudo é bom. Eu me sinto ótimo. Eu só queria que você soubesse.’ Fiquei de pé e o abracei – ele parecia sólido – e num instante eu estava de volta ao meu sofá em Michigan. Foi essa experiência que me convenceu, para além de qualquer coisa que me tivesse sido dita durante a minha formação católica, que há uma existência para além desta vida. Tenho a certeza de que nos encontraremos novamente.”
– Susan W., Bel Air, Califórnia.

É comum as pessoas que morreram continuarem relativamente perto do mundo físico durante vários dias após a morte. Ao longo desse período, elas visitam freqüentemente as pessoas amadas e expressam a sua despedida. Nós, com freqüência, recebemos essa comunicação durante o sono. Muitas pessoas não estão cientes de que durante o sono nós saímos ligeiramente fora de sincronia com o nosso corpo biológico. Isso fornece um potencial janela de comunicação direta com a nossa mente. A maneira como percebemos essa comunicação e nos lembramos dela está baseada em nossa percepção. Algumas pessoas não têm lembrança da visita, enquanto outras percebem o contato como um sonho que varia desde uma vaga lembrança até uma experiência interativa incrivelmente vívida. Aquelas que estão treinadas e que se sentem à vontade com a exploração fora do corpo têm uma enorme vantagem porque a sua consciência está muito mais aberta e mais bem preparada para esse contato e essa comunicação multidimensionais. Em outras palavras, é muito mais provável que elas tenham plena percepção dessas visitas. Aquelas que temem o contato espiritual permanecem, em grande medida, inconscientes do contato ou o interpretam como um sonho passageiro.

Uma das razões que levam pessoas a aprender a se auto-iniciar em explorações fora do corpo é que elas querem se encontrar conscientemente e se comunicar com as pessoas amadas que faleceram. Esse tipo de encontro é muito mais comum do que se comunicar com as pessoas amadas que faleceram. Esse tipo de encontro é muito mais comum do que se costuma acreditar. Pesquisas indicam que uma grande porcentagem de pais que perderam um filho terão algum tipo de contato com essa criança em até um ano a contar da data da perda, e que mais de 50 por cento das pessoas experimentaram uma reunião com os seus falecidos cônjuges.

“A minha mulher morreu depois de uma longa doença, e os primeiros dias após a sua morte transcorreram como borrão. Mesmo que a morte tivesse aliviado a sua dor, eu estava entorpecido pela tristeza. Durante a maior parte do tempo, eu tinha os amigos e a família junto a mim, mas, numa noite, quando estava sozinho, eu me relaxei sobre o sofá, lembrando-me da vida que tínhamos passado juntos. Quando fechei os olhos para repousar, senti que o meu corpo começou a formigar e a vibrar, e então eu fiquei muito, muito leve. Eu estava quase desmaiando. Então, subitamente, me senti como se estivesse numa pintura. Era surreal: era a minha casa, mas estava diferente, as cores era vibrantes, e havia bordas macias ao redor de tudo. E foi quando eu a vi. Ela nunca me pareceu tão bela; havia até mesmo um brilho ao seu redor. Ela usava o vestido do nosso casamento, mas estava descalça. Ela não falou, mas a expressão pacifica em seu rosto me fez saber que ela estava bem. Eu pude sentir que os seus pensamentos me diziam que estaríamos juntos novamente quando chegasse a hora. Com uma graça sobrenatural, ela saiu para fora do meu campo de visão. Quando abri os olhos, senti que o meu corpo pensava como chumbo. Passaram-se vários minutos até que eu conseguisse me mover. Isso aconteceu seis anos atrás, e deu inicio ao meu processo de cura.”
– Les D., Raleigh, Carolina do Norte.

Quando desenvolvemos as nossas capacidades naturais para perceber e explorar conscientemente além dos limites do corpo, não ficamos mais limitados a sonhos e a visões a fim de nos comunicar com as pessoas que amamos e que já morreram. Nossa capacidade para vivenciar a comunicação pessoal além do físico é profundamente autopotencializadora. À medida que crescemos nessa habilidade, vamos nos tornando mais capazes de expandir as maneiras como percebemos e nos comunicamos com os mundo invisíveis ao nosso redor. Eventualmente, chegaremos a um ponto em que nos tornaremos exploradores espirituais plenamente cientes das outras dimensões da realidade e interagindo conscientemente com elas. Acredito que o número crescente de pessoas ao redor do mundo que estão começando a explorar e a cultivar essa capacidade representa um dos saltos mais importantes no desenvolvimento e na evolução da consciência humana.

(Texto extraído do excelente livro “O Segredo da Alma” – O Uso de Experiências Fora do Corpo Para Entender a Nossa Verdadeira Natureza – William Buhlman – Editora Pensamento – Páginas 15-18.)

– Nota de Wagner Borges:

William Buhlman é projetor consciente e autor de dois ótimos livros sobre as experiências fora do corpo: “Aventuras Além do Corpo” (publicado no Brasil pela Editora Ediouro); e “O Segredo da Alma” (publicado recentemente no Brasil pela Editora Pensamento). Ambas as publicações são obras de referência séria dentro do estudo das projeções da consciência. O link para a página eletrônica do pesquisador americano é esse: http://www.mach1audio.com/out-of-body/ – ou www.out-of-body.com

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: CONSCIÊNCIA É O SAGRADO QUE PODE SER ENCONTRADO NO SILÊNCIO DO PENSAMENTO

 No meu livro Coração, Intuição e Gratidão, um atalho para a vida plena eu falo sobre a carência do nosso sistema educacional no que tange ao DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL dos adolescentes. O artigo a seguir vem a confirmar essa minha percepção quando diz: “A verdadeira natureza do irreal e do real, de treva e luz, de morte imortalidade talvez seja a coisa mais importante a ensinar a nossos filhos, na escola e em casa. Mas, no essencial, nosso sistema educacional é inteiramente carente em relação a isso”. Isso ocorre porque porque a humanidade, em grande parte, ainda não acordou para o seu verdadeiro propósito aqui na terra. Então, eu gostaria que você lesse o artigo completo a seguir e desperte a sua mente para esse objetivo maior: “A expansão da consciência”!

A natureza da consciência

“A consciência é um meio no qual todos os pensamentos e coisas flutuam: o suporte do universo, seu início e fim. Consciência é o sagrado que pode ser
encontrado quando o pensamento está silencioso.”

SOPHIA • JUL/AGO 2020

Dara Tatray*

Espaço Holístico Natureza e Consciência - Posts | Facebook

Do ponto de vista espiritual, nosso sistema educacional é extremamente carente. Seria necessário muito mais para renová-lo do que simplesmente oferecer espiritualidade ou meditação como matérias opcionais, juntamente com trabalho em madeira e culinária. Isso daria uma impressão equivocada de que o sistema atual se baseia na ignorância da verdadeira natureza do ser humano e da vida.

Na tradição do Yoga essa ignorância, ou a vida, é a causa de toda miséria; faz com que tomemos o irreal pelo real, que vejamos luz onde na verdade há trevas e escolhamos a morte e a escravidão em vez da imortalidade e da liberdade. Por morte quero dizer morte em vida, não a morte literal. Do ponto de vista de uma pessoa liberta ou iluminada, a maioria de nós poderia estar perambulando num estado de morte viva, aprisionados na carapaça do eu.

A verdadeira natureza do irreal e do real, de treva e luz, de morte imortalidade talvez seja a coisa mais importante a ensinar a nossos filhos, na escola e em casa. Mas, no essencial, nosso sistema educacional é inteiramente carente em relação a isso. A consequência é que, como espécie, não sabemos qual é a saída. Qualquer um que já tenha sido derrubado por uma grande onda na praia e, ao tentar respirar, descobriu que na verdade atingiu o fundo arenoso, sabe as consequências de tentar fazer coisas básicas da maneira errada.

Nosso sistema educacional e sua mentalidade têm algo de essencial, mas da maneira errada. Coloca-se ênfase demais nos pensamentos e muito pouca ênfase na atenção e percepção. Isso talvez não importasse muito se percepção e atenção fossem opcionais, mas na verdade elas são essenciais ao nosso bem-estar como indivíduos e como sociedade. A percepção e a consciência incluem o pensamento. Semelhante ao silêncio e à meditação, a atenção é um dos caminhos para essa percepção essencial. Conforme os Yoga Sutras e textos espirituais, é nos espaços entre pensamentos que a inteligência, a felicidade e a paz podem ser encontradas. O espaço entre pensamentos é que assegura o suave transcurso da vida.

É a consciência, e não o pensamento, que impede que nossas vidas escoem para o fosso. Todos já compreenderiam isso se tivessem sido educados com a natureza da consciência em mente. A maioria de nós, no entanto, não teve o benefício dessa educação. É preciso assinalar que a palavra consciência não significa a consciência de um objeto, ou “consciência de” em geral, como habitualmente é o caso na filosofia ocidental. A consciência é o que permanece após todos os objetos terem sido removidos, negados ou transcendidos. Consciência é o que há antes de surgir a divisão entre sujeito e objeto.

A consciência é um meio no qual todos os pensamentos e coisas flutuam: o suporte do universo, seu início e fim. Consciência é o sagrado que pode ser encontrado quando o pensamento está silencio só, e possui muitas das qualidades normalmente atribuídas a Deus: onipotência, onisciência e onipresença. Todos nós possuímos esses poderes em nosso interior, exatamente agora; somos todos produtos vivos dos poderes da consciência. Contudo, ao mesmo tempo, cada único pensamento de cada um de nós tem um movimento para longe dessa mesma consciência, não importa o quão sublime esse pensamento possa parecer.

Fonte:  Revista Sophia  ANO 18 • No 86

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: CONHEÇA AS 12 LEIS UNIVERSAIS E PARE DE PATINAR NA VIDA

A humanidade precisa conhecer as 12 leis universais e entender como funcionam para que deixe de patinar e comece a caminhar a passos largos em direção a 5ª dimensão. Essa é uma oportunidade de você descobrir qual dessas leis está indo contra e/ou desobedecendo para deixar de patinar e seguir em frente!

AUTOCONHECIMENTO: AS 12 LEIS DO UNIVERSO QUE VOCÊ NÃO PODE IGNORAR - Blog do Saber

As 12 Leis Universais

Mensagem de Outubro de 2020

As 12 Leis universais

  1. Lei da Unidade Divina
  2. Lei da Vibração
  3. Lei da Ação
  4. Lei de Correspondência
  5. Lei de Causa e Efeito
  6. Lei de compensação
  7. Lei da Atração
  8. Lei da Transmutação Perpétua de Energia
  9. Lei da Relatividade
  10. Lei de Polaridade
  11. Lei do Ritmo
  12. Lei de Gênero

A FREQUÊNCIA DA ALMA

Se você se sente incapaz de avançar em uma área específica de sua vida, é provavelmente porque você está trabalhando contra o fluxo das leis fundamentais do universo. Para seguir em frente, a primeira coisa que você precisa identificar é qual das leis universais você está trabalhando especificamente contra.

Quando você se ajustar para trabalhar com as leis universais, você alcançará níveis ótimos de alinhamento. Vamos dar uma olhada mais detalhada no livro das 12 Leis Universais e em cada lei.

UM OLHAR SOBRE AS 12 LEIS UNIVERSAIS

  1. A LEI DA UNIDADE DIVINA

Enquanto possa parecer haver uma barreira física entre as coisas, como você e os outros, na verdade todos nós somos parte da unidade divina.

Isto significa que tudo o que fazemos tem um efeito sobre os outros, assim como sobre o meio ambiente e o universo mais amplo que nos envolve. Quando você está ciente deste fato e age de acordo com este fato, você começa a tratar todas as facetas da unidade divina como se tratasse a si mesmo.

Esta realização tem um enorme impacto sobre o comportamento individual, pois é impossível separar nossas ações do coletivo.

  1. A LEI DA VIBRAÇÃO

Como somos todos parte da unidade divina, estamos conectados através do mecanismo da vibração. Cada coisa no universo ressoa a uma certa frequência e cada coisa ressoa em conjunto.

Esta vibração se estende às nossas ações, pensamentos e sentimentos. Como seres vibracionais, nossa ressonância atrai frequências semelhantes. Isto significa que, se você tiver uma perspectiva negativa, você atrairá aqueles com uma perspectiva negativa. É a razão do velho ditado que “como atrai como”.

Quando você escolhe ativamente a positividade, você atrairá mais positividade para sua vida através de seus tons vibracionais.

  1. A LEI DA AÇÃO

Há séculos se diz aos seres humanos que nada chega àqueles que estão ociosos. A Lei de Ação confirma isto quando diz que é preciso agir para receber a abundância.

A ação pode ser na forma de sonhos, emoções, palavras, meditações, discussões, decisões, ou movimentos físicos. Se você não tomar ações que estejam alinhadas com seus resultados pretendidos, então os resultados não se concretizarão.

Se você não fizer nada, você receberá exatamente o que você decidiu receber – absolutamente nada!

  1. A LEI DA CORRESPONDÊNCIA

Você não notou como algumas pessoas simplesmente brilham tanto por dentro quanto por fora? A Lei de Correspondência afirma que a maneira como alguém ou algo aparece por fora é um reflexo direto de seu estado interior.

Se você está descontente com a maneira como aparece no mundo, considere se seu bem-estar interior, relacionamentos, atitude, humor, espiritualidade, escolhas, hábitos, posição, riqueza ou saúde podem ser os culpados. Quando seu interior estiver alinhado com seu exterior, você começará a transformar a frequência de sua alma de forma positiva.

  1. A LEI DE CAUSA E EFEITO

Assim como nosso estado interior corresponde ao exterior, nossas ações também voltam para nós. A Lei de Causa e Efeito afirma que nada acontece por acaso.

Quando você se põe a caminho em seu dia com um humor negativo, quando profere palavras negativas, quando tenta ativamente fazer mal a outro, a Lei fará com que essas ações se repercutam em você.

Por outro lado, quando você escolhe ativamente apenas ações positivas, atos e pensamentos, esses atos voltarão diretamente para você, aumentando sua abundância. A razão disto é simples; a Lei trabalha para estabelecer o equilíbrio no universo.

  1. A LEI DE COMPENSAÇÃO

A Lei de Causa e Efeito não volta para nós apenas em pensamentos e atos. Ao contrário, vemos o resultado de nossas ações sob a forma de abundância física.

Esta abundância pode consistir em uma variedade de coisas, tais como presentes monetários, doações, presentes, novos relacionamentos, reuniões com pessoas chave, heranças e bênçãos de entes queridos ou figuras influentes.

Quando nos alinhamos com o fluxo positivo da abundância no universo, somos recompensados materialmente, que podemos então utilizar para continuar o fluxo do bem no mundo – o que devemos fazer se quisermos receber mais bem no futuro!

  1. A LEI DA ATRAÇÃO

Todos já ouviram falar da lei mais famosa, A Lei da Atração. Esta lei afirma que atraímos tudo o que experimentamos em nossas vidas.

Se você quer que sua vida seja mais abundante, peça mais abundância ao universo através de sua energia. Se você se concentrar nos aspectos negativos, como a perda de dinheiro, então você só atrairá mais perda de dinheiro.

Esta lei nos lembra que devemos ter muito cuidado quando se trata de nossos padrões de pensamento e é um lembrete para mantê-lo positivo, sempre!

  1. A LEI DA TRANSMUTAÇÃO PERPÉTUA DA ENERGIA

Todos têm o poder de mudar sua experiência de vida através da prática do realinhamento vibratório. Isto significa que todos e tudo está em constante estado de mudança.

Alinhando-se a este fluxo de mudança energética, você alcançará novas alturas de satisfação na vida. Se você tentar trabalhar contra o fluxo da mudança, você não chegará a lugar algum.

Quando você está desalinhado com uma ou mais leis universais, é típico experimentar padrões negativos que reaparecem continuamente, sentimentos de estar preso ou incapaz de seguir adiante facilmente, e medo do futuro.

Através de uma orientação intuitiva, você pode descobrir qual é a lei universal que está fora de alinhamento e como isto está impactando sua vida e como corrigir isto em sua vida.

  1. A LEI DA RELATIVIDADE

Ao longo de nossa jornada de vida, todos nós recebemos nosso próprio conjunto de questões que servem para nos fazer crescer e desenvolver de várias maneiras. Podemos comparar nossos problemas com os de outros, o que permite colocar nossa situação em perspectiva.

Quando sentimos que estamos na pior crise possível, a Lei da Relatividade nos mostra que há sempre alguém que está em pior situação do que nós. Através deste processo comparativo, os opostos são estabelecidos.

Como yin e yang, os opostos existem para dar sentido. Não é verdade que não conheceríamos a abundância sem a experiência da pobreza e não conheceríamos o amor sem a experiência do ódio?

  1. A LEI DA POLARIDADE

Semelhante à Lei de Relatividade, a Lei de Polaridade afirma que tudo tem um oposto. Isto nos permite direcionar nossa energia para o extremo mais positivo do espectro, por exemplo – abundância no espectro da riqueza, e amor no espectro dos sentimentos.

Embora não seja agradável testemunhar os fins mais escuros do espectro, ele proporciona equilíbrio no universo em termos de fluxo energético. Como parte da unidade divina, você pode escolher com que polaridade você se alinha – que escolha você está fazendo agora?

  1. A LEI DO RITMO

Como sabemos, o universo marcha a seu próprio ritmo único. Cada coisa no planeta tem um ritmo, que forma a base do nascimento do sol, estações, marés, ciclos, padrões e passos no desenvolvimento de cada forma de vida.

Cada ritmo é regular o que lhe diz que, para se beneficiar disso, você deve se alinhar ao ritmo do universo. Como um dos muitos exemplos, você já considerou os benefícios para a saúde do nascer com o sol, como fizeram seus ancestrais durante milhares de anos?

Os ritmos podem flutuar, o que é totalmente normal. Permita-se ajustar junto com o fluxo do ritmo ao invés de resistir. Você se sentirá mais alinhado e à vontade se o fizer.

  1. A LEI DO GÊNERO

A lei final das 12 Leis do Universo nos diz que como tudo tem um oposto, tudo tem um gênero. Isto significa que todas as coisas se apresentam consciente ou inconscientemente como masculinas ou femininas.

Esta lei se expressa em todo o reino animal, onde todos os aspectos da natureza são determinados masculinos ou femininos para que a vida exista e continue. Para estar no fluxo ideal com esta lei, você precisa garantir o alinhamento com um ou outro gênero, como você julgar conveniente.

Se você sente que é o gênero errado, tentando ser algo que você não é. Não está trabalhando com a Lei de Gênero, está na verdade trabalhando contra ela. Quando você aparece honestamente no mundo e trabalha de acordo com a regra do universo, uma existência abundante será sentida sem esforço.

Com quais leis do universo você está esplendidamente alinhado no momento? Com quais você está trabalhando contra? Como você acha que sua vida mudaria se você tomasse a iniciativa de trabalhar de acordo com as regras deles?  Como viver de acordo com as leis universais?

Fonte: https://higherdensity.wordpress.com/2020/10/06/are-you-living-according-to-the-12-universal-laws/ – Rafaella Dourado e Marco Iorio Júnior — Tradutora e Editor exclusivos do Trabalhadores da Luz

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A PARÁBOLA DO LEÃO E DO IDIOTA. QUANTA SORTE VOCÊ TEM?

Na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta terça-feira temos a Parábola do Leão e do Idiota, contada por Camila Zen. Uma história que nos faz refletir sobre quanta sorte nós temos? E onde encontramos a nossa sorte? Eu espero que essa história possa te ajudar ou ajudar alguém que você ama. Amor e luz, namastê.

Fonte:

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PONTO DE VISTA: É DIFÍCIL DIZER A QUE O HOMEM É MAIS APEGADO, SE AO DINHEIRO OU AO PODER

Caro(a) leitor(a),

Não tem como não acreditar que o real motivo da antecipação, em apenas duas semanas, da aposentadoria do decano Celso de Mello é por causa da real possibilidade de se aposentar por invalidade, devido a cirurgia que fez no quadril ainda neste ano. Neste caso ele passa a receber sua aposentadoria por invalidez integralmente, sem o desconto do Imposto de Renda. É incrivelmente deprimente e altamente decepcionante perceber que esses atores não estão nem ai para o povo brasileiro, mas única e exclusivamente com o seu próprio bem estar. É difícil dizer qual o maior, se o apego ao poder ou ao dinheiro. Então meus amigos, os exemplos da insensibilidade e desrespeito ao cidadão brasileiro é flagrantemente perceptível e sendo assim é praticamente impossível apoiar e proteger aquele que está fora do raio de ação. 

Celso de Mello, do STF, antecipa aposentadoria e deixará cargo em 13 de outubro

Publicad0 em 25.09.2020

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), informou à presidência da Corte que vai se aposentar no dia 13 de outubro.

A previsão inicial era de que Celso de Mello optasse pela aposentadoria compulsória em 1º de novembro, quando completa 75 anos.

Entretanto, com a decisão comunicada ao ministro Luiz Fux, presidente do STF, o mais antigo membro da Suprema Corte brasileira deve adiantar sua saída em pouco mais de duas semanas.

No mês passado, Celso completou 31 anos desde a sua indicação, em 1989, pelo então presidente José Sarney.

Antes de deixar o cargo, ele espera participar do julgamento que definirá se o depoimento do presidente Jair Bolsonaro ocorrerá de forma presencial ou por escrito.

O chefe do Executivo será ouvido no âmbito do inquérito que apura uma suposta tentativa de interferência na Polícia Federal (PF).

Marcos Rocha

Editor-chefe do Conexão Política; residente e natural de Campo Grande/MS | FALE COMIGO: contatomarcosrocha@icloud.com
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DESENVOLVIMENTO PESSOAL: SAIBA QUAIS SÃO AS 10 COISAS QUE VOCÊ DEVE PARAR DE FAZER AO ACORDAR

Nesta sexta-feira trago mais um didático resumo animado de Albano do Seja Uma Pessoa Melhor. Desta vez, sobre hábitos não saudáveis, pois deixando de fazer o que te faz mal, você abre espaço para aquilo que te faz bem. Pare de fazer essas 10 coisas pela manhã. Então assista ao vídeo a seguir e saiba quais são esses 10 hábitos danosos que você precisa abandonar imediatamente!

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: UBUNTU, SOU QUEM SOU PORQUE SOMOS TODOS NÓS

Estamos aqui para aprender, crescer, evoluir e alcançar a nossa melhor versão. Por isso, o DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL é tão importante. E ser evoluído espiritualmente não requer QI alto ou ser letrado. Isso requer apenas sensibilidade intuitiva e vontade de alcançar a sabedoria. Existe pessoas de origem humilde que são altamente evoluídos espiritualmente. O exemplo do vídeo a seguir do Thiago Rodrigo mostra exatamente o que acabo de afirmar. Ubuntu Todos Os Dias, Ame Todos Os Dias! “Ubuntu” é uma palavra que representa uma filosofia e uma ética antiga africana que significa: “Sou quem sou, porque somos todos nós”. ASSISTA!

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A FILOSOFIA HAVAIANA HO’OPONOPONO COMO AUXÍLIO DA MEDITAÇÃO

Uma meditação linda, para todos os níveis, inclusive para iniciantes, é o destaque da nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL. Inspirada na filosofia Havaiana Ho’oponopono, essa meditação nos ajuda a fazer as pazes com nós mesmos, com o nosso passado e com o mundo à nossa volta, nos ajudando a sentir em paz com gratidão e amor à nossa vida. Eu espero que essa meditação possa te ajudar ou ajudar alguém que você ame.❤️ Amor e luz, namastê.🙏✨ Camila.✨

Fonte: 

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: CONHEÇA O ANTÍDOTO PARA LIMPAR E LIBERAR BLOQUEIOS E NEGATIVIDADE À MEDIDA QUE ELES SURGEM

O texto que estamos publicando nesta sexta-feira aqui na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL é um verdadeiro manual ou mantra para se libertar da negatividade de uma vez por todas, através de um antídoto simples disponível para limpar e liberar bloqueios e negatividade à medida que eles surgem. Portanto, se você se acha cercado(a) por energias negativas, essa é a ferramenta apropriada para você usar e ganhar a sua liberdade.

Limpando blocos de negatividade

Mensagem canalizada em 9 de Agosto de 2020 – Arcanjo Metatron, Arcanjo Miguel e Orion.

Saudações de Orion, Metatron e Miguel – Nós os lembramos agora que em períodos de Luz e frequência intensificadas no planeta, pode haver sintomas de feridas de dor no passado, e até mesmo medos surgindo à superfície em sua vida causando uma sensação de intensidade.

Quando isso acontecer, saiba que não é a frequência da Luz que você está sentindo. Sentir-se leve é ​​uma experiência incrivelmente bem-aventurada e pacífica. No entanto, frequências mais altas de Luz têm uma maneira de revelar bloqueios em você onde a Luz é incapaz de fluir livremente.

Quando esses bloqueios são revelados pela Luz, a intensidade é sentida

A boa notícia é que existe um antídoto simples disponível para limpar e liberar bloqueios e negatividade à medida que eles surgem.

Quando você cumprimenta uma emoção inferior, dor passada, medo ou um aspecto de sombra que vem à tona com consciência … Quando você se torna ciente de suas “coisas”, e quando você se torna ciente das experiências passadas que estão mantidas dentro de seu mental, emocional e até ser físico, a partir de um certo nível de consciência, você capacita esses bloqueios a se dissiparem.

O estado de consciência a que nos referimos é aquele em que você está reconectado com o Divino Eu Sou dentro de você. Quando você está reconectado com o Conhecimento Divino e a Inteligência Divina, a Luz e a energia da força vital são capazes de circular através de você. É capaz de fluir para áreas bloqueadas e a Luz é capaz de subir para encontrar o seu “material”.

E, em vez de causar desafios, emoções dolorosas e pensamentos malucos, como pode fazer a partir de um estado de relativa inconsciência, um leve estado de sono, quando você permite que a Luz e a energia da força vital circulem a partir de um local de plena consciência, amor, presença, Sabedoria Divina, os bloqueios têm uma maneira de resolver porque a Luz é capaz de circular.

Conforme a Luz circula pelo seu ser, ela pode encontrar um ponto crítico, que você percebe porque está ciente. E então, você opta por reconhecer a ferida passada, para enfrentar o bloqueio, para aceitar as coisas que aconteceram com você e que estão armazenadas em algum lugar no fundo de você.

Os bloqueios ficam armazenados dentro de você, porque, no passado, você não os deixava ir quando algo desafiador acontecia. Você não permitiu que a energia circulasse. Em vez disso, você ficou tenso, ou resistiu, fazendo com que um bloqueio aparecesse. Isto é normal…

Mas agora é a hora de eliminar esses bloqueios e você pode fazer isso relaxando e permitindo que a Luz Divina e a Energia da Força Vital circulem através de você.

Isso permite que você cavalgue as ondas de Luz e energia de ascensão enquanto elas continuam a fluir para o planeta.

Isso não quer dizer que você necessariamente chegará a um ponto onde nunca mais será desafiado emocionalmente, nem quer dizer que nunca mais enfrentará um bloqueio, porque a limpeza acontece em camadas.

Quando você remove as camadas, o que está enterrado mais profundamente pode ser tratado e se torna possível ser resolvido.

Quando você faz este trabalho de manter a consciência, de enfrentar onde você enterrou as feridas do passado e os bloqueios ligados a certas coisas nas quais você não gosta de pensar, não querer ir para lá, e apenas querer rechear, enterrar, ou manter fora do alcance da mente consciente, pois isso perturba a mente e você pode deixá-los partir.

Quando você ilumina a Luz da consciência nesses lugares, quando você revela o que foi enterrado profundamente, quando você enfrenta a sombra, não com julgamento, não precisando repetir e refazer cada detalhe e voltar ao drama ou trazer velhos dramas para dentro do agora, mas apenas enfrentando-o com consciência, com amor, com aceitação, a força vital consegue circular.

Você é capaz de deixá-lo ir e você é capaz de elevar para um novo estado de conexão, um novo estado de fluxo e sincronização com o infinito.

Você é capaz de se expandir para um novo lugar de conhecimento divino, capacitando mais inspiração para ancorar através de você, capacitando mais da sua verdade e autenticidade para brilhar, pois você está limpando o que não é.

Você está limpando aquilo que só o tem pesado.

Você está enfrentando isso, amando isso, aceitando, brilhando uma Luz sobre isso.

E através disso, permitindo que seja, você permite que ele se libere e deixe ir, permitindo que o Amor Divino, a Luz e a paz o preencham para iluminar seu núcleo, para limpar e expandir sua mente, para despertar e capacitar seu centro cardíaco, e para animar e energizar suas forças de vontade, de forma que você possa plenamente, por meio dessas três áreas-chave, brilhar a Luz de sua alma e sua verdade mais elevada.

Para incorporar a Divina Presença Eu Sou, para viver como um ser de Luz Divina na forma física, continuando a permanecer acordado, ficar atento, ficar presente, enfrentar as coisas que parecem pesadas com a Luz da consciência, a inteligência da mente divina, a compaixão, presença e amor do seu ser mais divino interior, pois quando o fizer, os bloqueios podem ser resolvidos.

As feridas e dores do passado se libertaram do seu corpo e da sua estrutura energética e, com isso, você é capaz de florescer.

Sua estrutura é capaz de se cristalizar para permitir que mais de sua pura expressão Divino Eu Sou se levante, brilhe, se derrame através de você, recebendo inspiração clara, sentindo-se fortalecido, centrado e amado, agindo com integridade, sendo impecável com todos os seus pensamentos, palavra e ação enquanto você percorre o caminho de maestria do amor.

E com isso, você é capaz de levantar.

Sua vibração pode aumentar.

Através disso, os códigos de ascensão e as ondas de Luz fluindo, não precisam mais ser focados em limpar os bloqueios de coisas antigas.

Os códigos de Luz são então capazes de trabalhar para elevá-lo a um lugar da mente divina expandida, trazendo-lhe as ativações de seu DNA, de seus códigos-chave, de sua verdade divina mais elevada. Trazendo a você conhecimento, inspiração e sabedoria para apoiar seu trabalho exclusivo da alma, caminho da alma e jornada da alma.

Você é capaz de fazer a diferença no mundo mostrando-se como o verdadeiro você, impactando positivamente a vida de outras pessoas por meio de seu trabalho, por meio de seus atos, por meio de suas ações, sim.

Mas talvez o mais profundo de tudo seja através da sua presença, através da Luz do amor que você exala, através da Luz do amor que você irradia através do seu coração, através da clareza dentro de sua mente, através de sua atuação em alinhamento com seu amor mais elevado com cada passo que você dá, sendo um exemplo de como viver e se desenvolver nas novas energias.

Dançando através das mudanças que se desdobram, fluindo com facilidade através das ondas de Luz, recebendo as atualizações, as bênçãos, a magia armazenada simplesmente por ficar alerta, consciente, claro, conectado ao seu núcleo interno Divino Eu Sou, conectado à Inteligência Divina, e Sabedoria Divina, e permitindo que a Força da Vida Divina circule através de você.

E quando a circulação de Luz e força vital atinge um ponto de constrição? Quando há um seixo, uma pedra, um bloqueio no fluxo? Você enfrenta esse bloqueio com amor, aceitação e consciência.

Você aceita o que foi. Você se ama através dele agora, e através do amor, e relaxando no fluxo de energia no momento, a Força Divina da Vida é capaz de trabalhar por você, para limpar os bloqueios, para aumentar sua vibração, para expandir seu conhecimento, para conectá-lo com o que você mais precisa agora para reabastecer sua energia, para viver em um estado de alegria radiante, êxtase e vitalidade aqui e agora.

É sua hora de brilhar e prosperar, e tudo começa e depende da sua presença.

Você está permitindo que a Luz, a Força Vital, o Conhecimento Divino cheguem até você e circulem.

Então, limpe sua mente. Deixe de lado o pensamento. Permita que seu coração relaxe, sua energia relaxe e se abra, e permita-se receber de cima, uma onda, um riacho, um influxo de Luz, uma bênção de frequência para fluir para o seu próprio âmago, para fortalecer seu conhecimento, para aumentar a sua consciência, para apoiá-lo em ser o verdadeiro você aqui e agora.

Você está livre do que foi, livre de se preocupar com o que poderia ser, tornando-se totalmente presente, totalmente desperto, centrado, recarregado, fortalecido por esta Luz de amor com a qual está conectado e que está permitindo que flua para dentro de você para circular.

Permita que a Luz e a Força Vital fluam para cima e para baixo pela coluna central do seu ser, ancorando-o no núcleo cristalino da Terra desperta abaixo e fluindo para cima, ancorando-o na Luz da Fonte, o infinito acima.

Permita que a energia flua, circulando ao seu redor em um fluxo toroidal, limpando sua energia, elevando sua vibração, sintonizando-o com o poder do amor e da Luz e da paz que estão sempre disponíveis, mas com os quais você está conscientemente se sintonizando, tornando-se uno, permitindo circular e ser o verdadeiro você agora.

Mantenha seu coração aberto. Mantenha sua mente limpa. Continue brilhando, agindo em sua inspiração interna e saudando o que surge em seu mundo interno ou externo com consciência, com amor e com presença enquanto você progride neste caminho de despertar alegre, jornada de ascensão porque você está incorporando sua Luz Divina mais elevada.

Nós te amamos, nós te apoiamos, nós te abençoamos. E assim é…

Obrigado, obrigado, obrigado…

Melanie Beckler
Fonte: https://higherdensity.wordpress.com/ — Robson Marcio de Souza e Marco Iorio Júnior — Tradutor e Editor exclusivos do Trabalhadores

Fonte: Trabalhadores da Luz

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A INDISPENSÁVEL SOBERANIA DO CORAÇÃO PARA A PRÁTICA DO PERDÃO

A nossa caminhada diária no DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL passa obrigatoriamente pela prática do perdão. Entretanto não se consegue essa prática sem a harmonização de mente e coração. Essa harmonização só se viabiliza se houver a soberania do coração nessa relação. É isto que o texto a seguir nos revela e esclarece. Portanto convido você a ler, refletir e fazer o seu valor de juízo!

Coerência Cardíaca para prática do perdão

Mãos abertas com uma pequena flor no meio
Lina Trochez/Unsplash

O perdão requer prática, e você não precisa de uma história dramática para praticá-lo. Você deve praticar o perdão sempre que sentir que está guardando qualquer emoção negativa seja por você mesmo seja por qualquer outra pessoa.

Você pode utilizar o perdão no seu diário de bordo, local no qual diariamente você escreve sobre seu dia e suas emoções, ou inseri-lo no seu ritual da manhã, uma hora sagrada para sua evolução pessoal. Mas às vezes você precisa de alguma ferramenta “on the go” na mão com a qual você possa fazer isso facilmente onde estiver, para que não se conecte com as vibrações negativas da situação gerada. E é aí que a prática de harmonização funciona muito bem.

Mulher sentada em uma doca de madeira em frente para o mar
Freestocks/Unsplash

Quando sentir que precisa perdoar, trocar sua energia, comece a se conectar com a sua respiração diminuindo lentamente a velocidade de inspiração e de expiração. Comece a colocar toda a sua consciência no coração e passe intencionalmente a colocar a atenção em emoções de gratidão, compaixão e cuidado. Quando você verdadeiramente se conectar, passará a se sentir diferente e começará a transmutar sua energia, harmonizando mente e coração. Nesse momento você pode trazer um comando de perdão: “Hoje eu escolho o perdão, hoje eu escolho a compaixão e me liberto para criar tudo aquilo que eu escolher”.

Faça de olhos fechados e em um lugar reservado se for possível; se não for, você pode fazer apenas mentalizando e sentindo internamente. A harmonização tira você da mente, onde estão as críticas e os julgamentos, e o coloca em um estado de SER, harmonizando mente e coração e permitindo que você acesse com mais facilidade o perdão e as suas vibrações.

Assim como seres autorresponsáveis pela nossa própria vida, você não precisa ficar sujeito a emoções negativas durante o seu dia. Você pode praticar o perdão em qualquer lugar e a qualquer momento. Mas lembre-se de que para isso é preciso se auto-observar e despertar a sua força de vontade para não permitir que a mente tome conta e se coloque na posição de vítima, o que muitas vezes acaba acontecendo. Independentemente do que o papel de vítima traga para você, libertar-se de qualquer situação é impagável.

Juliana Loureiro
Escrito por Juliana Loureiro

Fonte: Eu Sem Fronteiras

 

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: MEDITAÇÃO GUIADA PARA VENCER O MEDO

Hoje vamos fazer uma meditação guiada para vencer o medo aqui na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL sob o comando de Camila Zen. “Nesse momento em que estamos passando, que pouco podemos ir pra fora, se tornou a oportunidade perfeita pra olharmos pra dentro. E entendermos que o que a gente estava buscando fora, está bem aqui dentro. E uma bela e imperdível oportunidade de aprendermos a lidar com muitas coisas que sentimos. Essa é uma meditação curta, simples e pra todos os níveis, inclusive iniciantes. Eu espero que essa meditação possa ajudar a trazer paz ao seu coração ou pro coração de alguém que você ama. Amor e luz, namastê.”

Fonte:

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: AS 12 LEIS DO UNIVERSO QUE VOCÊ NÃO PODE IGNORAR

Que o universo é regido por leis universais me parece óbvio. Agora, quantas, quais são e como funcionam essas leis é o xis da questão. Elas são em número de doze e estão espalhadas nos escritos religiosos mais antigos como a Bíblia Sagrada, o Alcorão e os Vedas, bem como no Caibalion da Cabala.

Nessas leis está presente a vontade suprema de Deus, criador do universo e de tudo o que existe. Essas leis são os fundamentos da criação e estabelecem o fluxo da vida em todo o cosmos e orientam todo o universo. conhecê-las ou procurar conhecê-las é fundamental e parte da busca incessante que devemos fazer todos os que procuramos evoluir de forma consciente.

Elas são os pilares da criação e regulam os movimentos e atividades tanto da vida humana quanto de todo o cosmos, visando o nosso aperfeiçoamento e a evolução. Nelas está plasmada a vontade do Criador, que estabelece a evolução integral e permanente do homem. Para que possamos alcançar a evolução é imprescindível termos consciência dessas leis. 

As 12 leis universais são apresentadas sobre o ponto de vista das análises mais recentes e criteriosas da ciência, da metafísica e da física quântica.

Então vamos conhecer, uma a uma, essas leis fundamentais para a evolução humana:

AS 12 LEIS DO UNIVERSO

26/06/2018

As Leis Universais, também chamadas de Leis Espirituais ou Leis da Natureza, são os princípios inabaláveis e imutáveis que governam todos os aspectos do Universo e são os meios pelos quais o nosso mundo e todo o cosmos continuam a existir, prosperar e expandir.

1. LEI DA UNIDADE DIVINA

Primeiro que tudo, o Universo é feito de partículas de energia. É uma grande massa de partículas. A Lei da Unidade diz-nos que tudo está interligado. O que pensamos, fazemos, dizemos ou acreditamos tem um efeito correspondente nos outros e no universo. Não há separação. A ideia de que somos seres individuais é apenas uma ilusão. Podemos sentir que estamos sozinhos enquanto vivemos a nossa experiência de vida, mas quando morremos, a energia do nosso ser é devolvida ao Todo.

“Quando olha para uma árvore e percebe a calma da árvore, você também se acalma. Conecta-se com a árvore num nível muito profundo. Sente uma unidade com tudo o que percebe na calma e através dela. Sentir a sua unidade com todas as coisas é amor.” – Eckhart Tolle

2. LEI DA VIBRAÇÃO

Tudo no Universo viaja, move e vibra com energia. Nada está em repouso, seja a própria Terra e as moléculas da cadeira onde está sentado ou os próprios pensamentos, sentimentos, desejos e vontades. Cada som, coisa ou pensamento tem a sua própria frequência vibracional, única em si mesma. Tudo tem a sua própria frequência, ou seja, a velocidade em que vibra.

“O Universo não ouve o que dizes, apenas sente a vibração daquilo que estás a transmitir.” – Abraham Hicks

3. LEI DA AÇÃO

Inseparável da Lei da Atração. A Lei da Ação estabelece que, para atingir, alcançar e atrair o que se quer, deve-se agir em conformidade. Tal como um tigre que não fica sentado à espera que a comida pouse aos seus pés, nós devemo-nos envolver em ações que apoiem os nossos pensamentos, sonhos, emoções e palavras. O tigre age para atingir o seu objetivo de obter comida, a Lei da Ação ajuda-nos a facilitar o que desejamos. Não requer esforço, apenas um movimento na direção certa faz com que a Lei da Vibração atue e, por sua vez, manifeste a Lei da Ação. Todas as Leis Espirituais funcionam em conjunto.

“Dê o primeiro passo com fé. Não precisa de ver a escada inteira. Apenas dê o primeiro passo.” – Martin Luther King

4. LEI DA CORRESPONDÊNCIA

Esta Lei Universal resulta da Lei da Unidade Divina. Afirma que os princípios ou leis da física que explicam a energia do mundo físico, luz, vibração e movimento têm os seus princípios correspondentes no universo “Tanto em cima como em baixo”. Em suma, significa que os padrões observados no universo em grande escala também são observados no nível macro. Isto resulta em harmonia e concordância, ciclos que estão conectados e relacionados. Com que frequência observamos o padrão espiral na natureza? Esse padrão também pode ser observado nas galáxias, nas descargas de águas da banheira e no centro de um girassol. Cada vez que consultamos o nosso horóscopo, estamos a basear-nos na Lei da Correspondência.

“O que está em cima, é como o que está em baixo, e o que está em baixo é como o que está em cima.” – The Kybalion

5. LEI DA CAUSA E EFEITO OU LEI DO KARMA

Nada acontece por acaso ou fora das Leis Universais. Esta Lei é provavelmente a mais fácil de entender. Afirma que para cada ação há algum tipo de reação “Colheremos o que semeamos”. No plano físico é bastante óbvio, mas acontece também no plano espiritual. Relembremos: energia está em todo o lado. Wallace Wattles chamou-a de “substância pensante”. Enche o espaço, enche-nos a nós. Não existe tal coisa como vácuo de energia. Cada ação, pensamento e emoção é um movimento de energia e, portanto, tem um efeito sobre a energia ao seu redor.

“A vida é um eco. Se não está a gostar do que está a receber, observe o que está a emitir.” – Buda

6. LEI DA COMPENSAÇÃO

Esta Lei trabalha em conjunto com a Lei da Causa e Efeito e é, em suma, a colheita daquilo que se semeou. Receberemos aquilo que “atirámos” cá para fora. E não se aplica apenas a presentes, amizades, riqueza e abundância. Riqueza pode ser uma recompensa, mas também uma punição. Uma pessoa que ganhe a lotaria pode apenas estar no processo da sua própria queda se não estiver a colher benefícios de uma vida boa. Existem inúmeros exemplos que mostram que a riqueza não é necessariamente um indicador de uma vida feliz e realizada. Então, a Lei da Compensação é um pouco como o Karma. Colhemos o que semeamos. Bom, mau, positivo ou negativo não são fatores, a Lei da Compensação sim.

“Na vida, a qualidade dos frutos que colhemos, depende da qualidade das sementes que plantámos.” – Márcio Souza

7. LEI DA ATRAÇÃO

Esta Lei, já conhecida de muitos através do best seller “O Segredo”, está emparelhada com a Lei da Vibração que diz que todas as coisas na mesma frequência vibracional são atraídas umas pelas outras. A Lei da Atração demonstra como atraímos as coisas, os eventos e as pessoas para a nossa vida. Os nossos pensamentos, sentimentos, palavras e ações produzem energias que, por sua vez, atraem energias semelhantes. Energias negativas atraem energias negativas, energias positivas atraem energias positivas. A chave para trabalhar com a Lei da Atração é alinhar pensamentos e emoções com o que quer que se deseja alcançar. É inegável o sucesso do livro “O Segredo”, mas infelizmente pouco se viu na prática. Infelizmente a maioria de nós julga que é suficiente alinhar a vibração para atrair, mas é preciso estar ciente de todas as 12 Leis Universais para se criar uma vida saudável e próspera.

“Pensamentos tornam-se coisas. Se consegues vê-lo com a mente, conseguirás segurá-lo com a mão.” – Bob Proctor

 

8. LEI DA TRANSMUTAÇÃO DA ENERGIA PERPÉTUA

Toda a energia, aquela que está em constante movimento devido à Lei da Vibração, também está em fluxo constante, desde as estrelas e planetas às células dos nossos corpos. É verdade que algumas alterações não são visíveis porque as partículas simplesmente se transformam no que eram anteriormente. Vibrações mais altas têm a capacidade de encorajar as mais baixas a acelerar. Assim, a Lei da Transmutação diz que todas as pessoas têm dentro de si o poder de mudar as condições das suas vidas. Digamos que se sente triste e resolve sair para um pequeno passeio ao ar livre. Regressa a sentir-se melhor do que antes, mesmo que seja um estado temporário, é um exemplo da Lei da Transmutação.

“No meio da confusão, encontre a simplicidade. A partir da discórdia, encontre a harmonia. No meio da dificuldade reside a oportunidade.” – Albert Einstein

9. LEI DA RELATIVIDADE

Esta Lei mostra-nos que nada pode ser julgado, seja bom ou mau, até ser comparado com outra coisa. A Lei da Relatividade funciona para nós e contra nós constantemente e deveríamos lembrar-nos dela sempre que ligamos o nosso botão de julgamento. Esta lei ensina-nos a comparar os nossos problemas com outros problemas na sua perspectiva correta. Não importa o quão difícil seja a nossa situação, há sempre alguém que está numa situação pior. Aquela pessoa é má porque tem um comportamento socialmente inaceitável. Aquela vizinha é mais altruísta que a outra. Não podemos saber o quão ricos somos até compararmos com a riqueza de outros. É tudo relativo.

“Entende a relatividade quando vê que uma hora com a sua namorada parece um minuto, e um minuto sentado num formigueiro parece uma hora.” – Albert Einstein

10. LEI DA POLARIDADE

Tudo o que existe tem um oposto. Não podemos discernir a escuridão sem termos conhecido a luz. Não podemos reconhecer a felicidade sem nunca termos experimentado a tristeza. Imaginemos um bastão em que de um lado está a coragem e do outro lado está o medo. A decisão de onde pegar no bastão é nossa. Podemos suprimir e transformar pensamentos indesejáveis concentrando-nos no pólo oposto.

“Um peixe não aprenderá verdadeiramente a aproveitar a água, sem ofegar por ar.” – Markus W. Lunner

11. LEI DO RITMO

É também chamado de Lei do Movimento Perpétuo. Diz-nos que tudo vibra e se move em certos ritmos. Esses ritmos estabelecem estações, padrões, estados de desenvolvimento e ciclos: órbitas, marés e até política. Imperadores erguem-se e caem, economias prosperam e falham, as estações mudam, a roda do ano gira, tudo se move no ritmo da vida e da morte.

“Tudo no Universo tem ritmo. Tudo dança.” – Maya Angelou

12. LEI DO GÊNERO

Esta lei está interligada com todas as outras Leis Universais e é a manifestação do Yin e Yang. É outra forma da Lei da Polaridade. É a manifestação de todas as coisas como masculinas e femininas e não se limita ao género sexual de cada pessoa, é o equilíbrio interior do Sagrado Masculino e Feminino. Tudo no universo tem essa dupla qualidade e cada extremo tem o seu oposto correspondente. Noite e dia. É esta lei que conhecemos como criação que determina também que tudo tem um tempo gestacional.

“Tudo tem um período de gestação. Os nossos sonhos e esperanças precisam de tempo para crescer.” – Autor desconhecido

Fonte: namaskar

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: O SALTO QUÂNTICO JÁ OCORREU E É IMPARÁVEL

Na nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta terça-feira temos uma importantíssima mensagem que precisa ser vista e observada por todos. Trata do despertar da consciência coletiva que já começou e é irreversível. Com isso a frequência vibracional do planeta mudou e não haverá mais espaço para quem vibra nas energias densas. Portanto lhe convido a ler o texto completo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor!

Essencia Ayam
A elite já sabia sobre o salto quântico, então lançou essa coisa.
Não é do interesse deles que sejamos livres e eles não podem evitá-lo.
Somos poderosos no amor e nos subestimamos, e é por isso que eles têm pressa de lançar
 oficialmente uma nova ordem mundial.
O SALTO QUÂNTICO JÁ OCORREU
As elites das trevas estão muito assustadas, sabiam que o coletivo humano estava 
atingindo uma vibração muito alta, mas não sabiam até que ponto nem o número de almas 
despertadas que existem agora.
Eles não estão mais ocultos, seus ataques são diretos e frontais, ainda existem aqueles
que não conseguem vê-lo, mas isso não significa que não seja real.
Os ataques aumentarão, tentarão de todas as formas que as pessoas não acordem, que os 
acordados não possam se comunicar para não acordar os outros e que os avançados sejam 
vistos como loucos ou criminosos.
O que quer que façam, não importa, o salto quântico já ocorreu, é imparável, a 
humanidade já vê os animais como iguais, já respeita a Mãe Terra, já entende que não 
há separação.
As almas que encarnam já vêm como mestres, para não experimentar, elas encarnam por amor.
Podemos ou não testemunhar uma mudança total, a transição pode levar uma semana ou 
300 anos, mas é imparável.
Aconteça o que acontecer durante a transição, lembre-se de que você se ofereceu para 
estar aqui e agora, você é o impulsionador da mudança, aconteça o que acontecer, o que 
quer que veja, você tem uma responsabilidade.
Você é solicitado apenas uma coisa, apenas uma, não seja comida.
É a única coisa que você deve fazer, é simples assim, não seja comida.
O ser humano, entre outras coisas, é um dos geradores mais poderosos que existem, somos 
vórtices, dependendo da polaridade em que você se alinha, cria uma frequência ou outra.
Essas entidades se alimentam da frequência negativa, nós as alimentamos há milênios.
O despertar da humanidade inclinou o vórtice coletivo em direção ao pólo positivo; 
portanto, eles estão atacando com tanta ferocidade que estão morrendo de fome.
Certamente você já sabia ou talvez seja a primeira vez que essa mensagem chega até você, 
não importa, pergunte-se se ela ressoa, não acredite em nada.
Conecte-se com sua alma e veja, se sua alma lhe diz que é verdade, não perca mais um 
segundo de sua existência servindo como alimento.
Elimine as paixões baixas em sua vida, ódio, rancor, inveja, medo, vícios, comida que 
provém do sofrimento de outro ser, mentiras, ambição, egoísmo, tristeza, desconfiança, 
tudo isso gera energia densa, alimento para as trevas.
Esteja ciente de suas emoções e, se você se sentir assim, mude sua energia ipso facto, 
coloque uma música que o levante e cante, dance, respire, acenda um incenso, abrace seus 
gatos, seu cachorro ou seu animal familiar. Dê um passeio na natureza ou no parque, medite, 
exercite-se, faça o que for necessário, mas troque imediatamente essa energia porque você 
está servindo como alimento.
Esteja sempre atento, é a única coisa que lhe é pedida, não alimente as hordas das trevas.
Alimente sua alma com tudo o que a ajuda a se elevar; se você se acostumar a viver na 
frequência do amor, sua realidade mudará para sua vontade sem esforço, você será imparável, 
você será um ser poderoso.
Não tema, liberte sua mente da matriz, concentre sua atenção no que deseja, mas acima de 
tudo, desfrute, seja feliz, sorria, cante, dance, ame.
EU SOU A PORTA ABERTA QUE NADA OU NINGUÉM PODE FECHAR.
EU SOU A SAÚDE PERFEITA NESTE CORPO PERFEITO QUE DEUS CRIOU PARA MINHA ALMA.
EU SOU O CÍRCULO MÁGICO DA PROTEÇÃO, É INVENCÍVEL, REVOGAR TODOS OS ELEMENTOS PERTURBANTES 
E CADA PERIGO QUE TENTA PENETRAR PARA ME PREJUDICAR.
EU SOU A PERFEIÇÃO NO MEU MUNDO.
EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA ETERNA.
EU SOU EU SOU EU SOU CONSCIÊNCIA INFINTA AQUI E AGORA
OBRIGADO, OBRIGADO, OBRIGADO!!!
FEITO ISSO !!!

MENSAGEM BRUTAL DE ALEJANDRO JODOROWSKI.
 

 

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: A NOVA ESPIRUTIALIDADE NOS DIZ QUE EXISTE CIÊNCIA NAQUILO QUE ANTES PARECIA SÓ UM MISTÉRIO

Um artigo espetacular sobre “a nova espiritualidade” é o destaque da nossa coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta quarta-feira. Uma REFLEXÃO maravilhosa sobre a aproximação da ciência à espiritualidade, que só foi possível devido a essa “nova espiritualidade” desenvolvida, que nos diz que existe ciência naquilo que antes parecia só um mistério. Então convido você a ler esse texto fantástico, refletir e fazer o seu juízo de valor!

A nova espiritualidade

Mulher de olhos fechados meditando
Young woman with closed eyes experiencing harmony with nature

Primeiro, o que é a espiritualidade? Na minha concepção, é toda a nossa parte mais íntima, aquele nosso lado mais emocional e inconsciente. Acredito na conexão com o todo, com outros “mundos”, mas a espiritualidade também é essa conexão conosco, então, falo a partir desse ponto de vista.

Outro dia eu estava assistindo a um programa sobre física quântica. Amo o tema, mas confesso que ainda tenho muito o que entender. Mas o que me deixou muito interessada foi como a ciência e a espiritualidade estão se aproximando dia a dia e como essas barreiras entre as duas coisas estão se dissipando.

Antes existia a religião. Sim, a religião ainda existe, mas hoje podemos ver pessoas que são espíritas indo a uma missa sem problemas. Ou, em um mesmo altar, ver GaneshaJesus Cristo e mais uma infinidade de deidades. Aliás, assistam ao excelente “A história de Deus com Morgan Freeman” na Netflix, para entender mais desse tema.

Mãos abertas uma do lado da outra vistas de frente

Foto de Luis Quintero no Pexels

Aí tinha a ciência. E tudo o que a religião dizia ou fazia era necessariamente anticientífico. O que a ciência dizia era tudo o que poderia ser comprovado, certo, sem margem para erros. E o que a religião dizia era “acredite no mistério”.

Jesus Cristo falou “Meu Pai tem muitas moradas”, e a física quântica já pode provar a existência de “mundos paralelos”. A NASA, no início de maio de 2020, anunciou que encontrou um portal para um suposto mundo paralelo, localizado na Antártida. Nesse suposto mundo paralelo, o tempo corre ao contrário. E não, não é fake news de um novo filme de Benjamin Button, é a realidade mesmo.

Ou seja, cada vez mais vemos os véus que separam as duas coisas caindo por terra. Hoje sabemos que a ciência só pode dizer algo com certeza depois de inúmeras pesquisas e, mesmo assim, no final de todas elas, você encontra um “ainda necessitamos de mais estudos sobre alguns ou todos os aspectos”. A ciência já cometeu erros. O famoso caso de se comer ovo é bom ou não para a saúde é um deles. Cada linha de pesquisa falava uma coisa, e assim muitas pessoas não consumiram ovos com medo do colesterol, enquanto outras pessoas mantêm a saúde impecável com eles.

Ou seja, ainda sabemos muito pouco. Mas a nova espiritualidade é isso mesmo, nova. Ela nos traz novas perspectivas. Ela nos diz que existe ciência naquilo que antes parecia só um mistério. Estamos, pela primeira vez na história, conseguindo provar a existência do espiritual. Provando que o emocional causa doenças físicas e que orar por uma pessoa doente pode salvar a vida dela.

A nova espiritualidade é mais aberta, real e pode ser experimentada por todos. Entre na internet e entenda mais sobre isso. Leia as dezenas de livros maravilhosos, conecte-se e sinta sua vibração e sua vida mudarem. Entenda o poder da aplicação do reiki, da acupuntura, da homeopatia, que antes apenas “não tinham comprovação” porque não existiam meios de comprovar. Não é tomar um partido ou dizer “esta é a certa e esta é a errada”. A nova espiritualidade é tudo junto e misturado, e graças a Deus por isso. A Deus e ao pessoal da ciência.

Andrea Pavlo
Escrito por Andrea Pavlo
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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: PRÁTICA YOGA COM REGULARIDADE PROPORCIONA O EQUILÍBRIO E A SABEDORIA PARA AS TOMADAS DE DECISÕES ASSERTIVAS

O Yoga é uma das formas do ser humano se encontrar com o seu Eu Interior, com o seu Eu Superior e entrar no equilíbrio necessário para gerar a conexão que vai te levar você a esse estado mental tranquilo, sensível e consciente que vai lhe proporcionar mais sabedoria nas tomadas de decisão. Então leia o texto completo a seguir, reflita e faça o seu juízo de valor!

Yoga, um chamado para o equilíbrio

Cenapop · Isis Valverde demonstra força e equilíbrio em postura da ioga

Uma pessoa que pratica Yoga com regularidade pode conseguir uma
abertura maior para ter paz no coração, ser mais tranquila, sensível e
consciente, tendo assim mais sabedoria nas tomadas de decisão e
condições para um plantio de flores na sua caminhada ‘

Samira Santana de Almeida*

A palavra Yoga vem do sânscrito e quer dizer união – unir o interno e o externo, o eu e o outro, a mente e o corpo, fazendo com que a ilusão de separação se dissipe e a pessoa se sinta mais integrada com esse grande sistema vivo, essa unidade que se diversifica: o universo.
Existe um magnetismo que faz com que as coisas estejam interligadas, um fluxo que perpassa tudo e todos, gerando vida e consciência. É uma força sublime que promove essa conexão.
Com a prática do Yoga, podemos acessar essa força que nos trás ao momento presente, e nos faz ter a real noção do que é estarmos vivas e cada vez mais conscientes, fazendo parte da história da humanidade.
Numa prática de Yoga comumente são feitos os ásanas, que vão tornar a pessoa mais apta para meditar de maneira plena e profunda. Os ásanas são posturas corporais que alongam, fortalecem e equilibram o corpo, levando a um estado de mais tranquilidade, concentração e bem-estar, que se estende para além das aulas de Yoga.
Nossa vida ganha uma nova dimensão. Saímos do automático, do condicionamento de agir sem pensar, e prestamos mais atenção ao modo que nos portamos em relação àquilo que nos rodeia. Uma pessoa que pratica Yoga com regularidade pode conseguir uma abertura maior para ter paz no coração, ser mais tranquila, sensível e consciente, tendo assim mais sabedoria nas tomadas de decisão e condições para um plantio de flores na sua caminhada.
Cada postura de Yoga precisa ser acompanhada de um modo correto de respirar, fazendo com que haja um despertar gradual nos campos físico, mental e espiritual. Essa forma correta de respirar permite focar as áreas trabalhadas na postura – os músculos, nervos e tendões. Essas áreas acumulam tensões do dia a dia e também bagagens afetivas antigas, de que muitas vezes nem temos consciência, mas que estão registradas em nosso corpo. Por meio da respiração consciente, clareamos os aspectos que estavam encobertos e, a partir daí, detectamos aquilo que precisamos trabalhar e melhorar.
A qualidade da respiração influencia nossa qualidade de vida. Quanto melhor se respira, melhor se vive. O oxigênio alimenta nossas células e o gás carbônico que eliminamos é uma limpeza. Quando aumentamos nossa capacidade pulmonar, com o aprofundamento das inspirações e expirações, expandimos nossa capacidade de autorrevitalização
e autopurificação. Nossa qualidade cerebral está intimamente ligada à nossa capacidade de respirar de modo completo – ou seja, quem respira bem pensa bem e, consequentemente, age bem. Os indianos acreditam que temos centros de energia que agem como vórtices canalizadores do fluxo energético do corpo. Esses centros são chamados de chakras; existem sete chakras principais. Por meio do equilíbrio desses centros, harmonizamos toda a área do nosso corpo em que eles se encontram. Por exemplo, o chakra cardíaco, localizado no centro do peito, rege as questões cardíacas e
pulmonares. Uma pessoa que guarda mágoas, de maneira consciente ou inconsciente, traz um desequilíbrio para essa região e isso pode gerar algumas doenças. Por outro lado, quanto mais trabalharmos essa região, por meio de posturas de Yoga voltadas para a limpeza do coração e o equilíbrio do sentimento, mais intensificamos o fluxo energético que nos conecta com a força vital, podendo, dessa maneira, ter mais qualidade nos nossos sentimentos. Afinal, tudo está interligado: o físico e o etéreo.
A intenção primeira de uma prática de Yoga é elevar os sentimentos e limpar a mente de conteúdos que nos afastam da realidade. Desse modo, vamos equilibrando e purificando nossos chakras inferiores, que regem as funções vitais mais básicas do corpo, para ativar também os chakras superiores, responsáveis por nossas funções mentais e espirituais, como a intuição.
O sexto chakra, conhecido como chakra frontal ou terceiro olho, por causa da sua localização no centro da testa, está ligado à glândula pineal, que fica no centro do cérebro e é importantíssima na produção de melatonina, um hormônio que regula o ciclo menstrual feminino, entre outras coisas. Quando está bem ativado e trabalhado, o sexto chakra faz com que tenhamos mais consciência dos nossos sonhos e mais agudez na intuição. Essa é uma característica comum entre mulheres, devido à nossa sensibilidade aguçada. Somos intuitivas por natureza, e, quanto mais despidas de julgamentos e pensamentos confusos, maior nossa capacidade de escutar a voz interior. A intuição nos alerta para coisas que não são boas e também nos deixa mais confiantes para aproveitar as oportunidades que a vida oferta.
Uma pessoa que está ligada no momento presente pode ter mais facilidade para ouvir o chamado da
intuição. A conexão entre nossas pulsões afetivas e mentais gera um equilíbrio espiritual que faz com que
vejamos as coisas como elas são e não como projetamos ou julgamos. O ego dá lugar ao eu, que está integrado com tudo ao redor, de modo que a percepção torna-se ampliada e fica mais difícil nos enganarmos e nos frustrarmos. Nós nos tornamos um espelho que reflete cada pessoa ou situação como ela de fato é, e nossa atitude perante a vida fica mais sincera, pacífica e amorosa.

* Samira Santana de Almeida é Bacharel em Filosofia
e Mestre em Bioética pela Universidade
de Brasília; instrutora de Yoga certificada pela Aliança do Yoga.

Fonte: Revista Sophia edição 84

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DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL: EXISTE UM ABISMO ENORME ENTRE ESPIRITUALIDADE E RELIGIOSIDADE

Na coluna DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL desta quinta-feira temos um tema importantíssimo para REFLEXÃO. A maioria das pessoas costuma confundir RELIGIOSIDADE com ESPIRITUALIDADE, que são coisas bem diferentes e não podem ser confundidas para que possamos evoluir na nossa jornada espiritual. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir que ressalta as diferenças entre espiritualidade e religiosidade e assim você parar de patinar e dar um salto quântico no seu DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL.   

Diferença entre espiritualidade e religiosidade

Pessoa com a mão aberta em direção ao céu
Jeremy Perkins/Unsplash

Apesar de muitas e muitas pessoas colocarem religião e espiritualidade em par de igualdade, elas se enganam. A religiosidade tem como base uma religião. E religião consiste num conjunto de crenças e filosofias, tendo um superior como guia dos demais. Esse superior é uma pessoa dotada de certa autoridade para determinar as condutas corretas para cada um; ou seja, para determinar aquilo que se deve ou não fazer, quais são as crenças ideais, quais os rituais e em quê se deve crer. A religião nos apresenta dogmas, doutrinas e padrões para seguir. Somente seguindo as regras dessa específica religião haveria a possibilidade de desenvolvimento, crescimento, expansão na vida ou, ainda, alcance da salvação.

Podemos considerar a religiosidade como uma característica de um indivíduo: uma vez que ele tenha adotado dogmas, crenças e fundamentos de determinada religião, passa a segui-los de maneira quase “automática”.

Quando dizemos que “fulano” é religioso, isso quer dizer que ele é espiritualizado? Nem sempre. Existem sim pessoas religiosas e espiritualizadas ao mesmo tempo. Inclusive, algumas podem até encontrar sua espiritualidade por meio do caminho da religião escolhido. No entanto, uma pessoa pode cumprir todos os rituais religiosos, ir todos os dias à igreja, à missa, ao centro espírita… e ser altamente julgadora, critica, desonesta, maldosa, e por aí vai…

Pessoa sentada em um banco com as mãos voltadas para cima

Jeremy Yap/Unsplash

Uma pessoa que seja muito religiosa, sem de fato ter desenvolvido a sua espiritualidade, pode se tornar até mesmo fanática, considerando-se acima dos outros e tornando-se intolerante com as diferenças. Algumas pessoas de religiões diferentes se odeiam, não se falam, se agridem e até se matam. Não é isso que vemos por aí nas notícias mundiais? Essas pessoas são como os fariseus na época de Jesus. Cristo os chamava de “hipócritas”, e dizia a eles que faziam belas orações e gritavam para que todos os ouvissem, mas o coração fedia mais do que um sepulcro caiado.

Nem sempre pessoas religiosas fazem reflexões profundas acerca dos ensinamentos de sua religião; nem sempre há uma ação prática benevolente; nem sempre há um verdadeiro conectar com o Divino; e nem sempre há uma transformação pessoal ou para com a vida dos outros.

A espiritualidade é algo diferente, que realmente produz transformações na vida do indivíduo, tornando-o um ser humano melhor. Ela vem de dentro de nós. É algo que flui do nosso ser e que nos traz uma conexão com a nossa essência, com o Universo e com o Criador de todas as coisas. A espiritualidade nos traz paz, harmonia e equilíbrio! Ela nos traz serenidade, nos ensina a respeitar aos outros e a tolerar as diferenças.

Pessoa com a mão esticada em direção ao sol e ao mar
Marc Olivier/Unsplash

A espiritualidade nos leva a enxergar o outro como igual a nós no que se refere aos aspectos humanos, ainda que tenha opções e escolhas diversas, mostrando que isso é perfeitamente normal, e que somente assim estaremos em conformidade com o Criador do Universo, pois ELE deu a cada um o livre-arbítrio.

Então, acredito eu, quanto mais espiritualizados estivermos, mais tolerantes, compassivos, menos julgadores e disputadores uns com os outros seremos. Não precisamos converter ninguém! Quando somos verdadeiramente espiritualizados, não precisamos trazer ninguém para o nosso lado, pois não vemos mais o outro como inadequado, errado, pecaminoso, incorreto! Só porque alguém escolheu uma religião ou opção de vida diferente da minha eu não tenho o direito de ofendê-lo, desrespeitá-lo ou de tentar convertê-lo.

A espiritualidade nos ensina que não existe uma crença correta ou uma incorreta. O fato de alguém não concordar com as minhas crenças não significa que esse alguém é indigno e, portanto, merecedor do fogo do inferno. Assim, eu passo a enxergar os outros como seres iguais a mim, com liberdade de escolhas.

Nós precisamos acordar! Muitas religiões são fruto de interesses próprios e manipulação. No passado foram cometidas inúmeras atrocidades em nome de Deus. Hoje ainda se vê isso acontecendo.

Eu acho que a frase “Quem não está do nosso lado está contra nós” só funciona para seres involuídos e que estão vivendo lá na época da Pré-História. São cérebros ainda reptilianos, que pensam que, para sobreviver, precisam aniquilar os diferentes, e isso não condiz com o desejo de Cristo, com a vontade de Deus, do Universo e do Criador de todas as coisas.

Vamos respeitar as diferenças, meu povo!

Herica Rodrigues
Escrito por Herica Rodrigues
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