Blog do Saber, Cultura e Conhecimento!

CIÊNCIAS: A TERAPIA QUÂNTICA MELHORA AQUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE COM ELA

A ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA E A TERAPIA QUÂNTICA

Dth. Miguel Galli
Terapeuta

Existe uma intenção muito séria por trás da brincadeira do desafio do balde de água e gelo disseminada pelo mundo todo, principalmente entre celebridades, há exatamente um ano atrás.

Foi uma forma de alerta e arrecadação de recursos para pesquisas e tratamento de uma doença sem cura, a “ELA” – Esclerose Lateral Amiotrófica, criada pela ALS Association.

Ao destruir os neurônios ligados à coordenação motora a pessoa perde lentamente e de forma irreversível os movimentos das mãos e pernas, ocorre atrofia e fraqueza muscular generalizada. Suas consequências na deglutição e fala, visão, paladar, olfato, audição, tato e raciocínio intelectual não são afetados. A morte acontece por danos causados aos músculos responsáveis pela respiração. De causa ainda desconhecida, é a doença do cientista Stephen Hawking.

Além das recentes evidências da grande influência epigenética no surgimento de todas as doenças, estudos atuais ligam o glutamato monossódico ao agravamento de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer, Parkinson, autismo, esclerose múltipla, derrames cerebrais e, notadamente, a própria ELA. O glutamato é um aminoácido simples que existe no organismo e age como neurotransmissor, facilitando a comunicação de neurônio para neurônio. Entretanto, o excesso está por trás do agravamento e, talvez, do surgimento de diversos males. Ele é mais encontrado no cérebro e acredita-se ter papel fundamental no desenvolvimento da ELA, devido ao efeito neurotóxico sobre os neurônios motores!

O organismo produz a quantidade correta do glutamato natural distribuído nos músculos, cérebro, rins, fígado e em outros órgãos e tecidos. Entretanto, nós excedemos esta quantidade diariamente!

O Glutamato Monossódico (MSG) é muito utilizado na indústria alimentícia, mas quando absorvido em quantidades excessivas, pode ocasionar, em curto prazo, hiperatividade, cefaleia, dor torácica, tonteira e palpitações.

O excesso no cérebro mata certos neurônios, por permitir demasiado fluxo de cálcio para dentro dessas células. Injeções de glutamato em animais de laboratório também resultaram em danos irreversíveis às células cerebrais específicas.

Acumulamos o MSG no organismo quando consumimos cubos de caldos, pozinhos ou envelopinhos de temperos alimentares, ou mesmo em sua forma pura, como aditivo para realçar sabores em produto de nome comercial popular. A grande maioria dos alimentos industrializados contém o aminoácido, como frios, empanados de frangos, salgadinhos de todos os tipos, embutidos, salsichas, molho de tomate, ketchup, entre outros. Diante destes estudos sérios e conclusivos fica o alerta para que rótulos sejam lidos com cuidado e atenção. Sempre!

Os medicamentos alopáticos disponíveis para tratar a doença são poucos, e geralmente só retardam o agravamento do quadro.

Acompanhamos uma paciente com ELA, sexo feminino, 60 anos de idade, que fez uso por cinco meses da Terapia Frequencial Floral. Algo inusitado ocorreu neste caso, pois no segundo exame idirológico, o arco senil, completo e bem definido no exame inicial, desapareceu! O protocolo utilizado foi: Quellanthus (15 gotas manhã e noite), Diátese IV, Mentalis e Oxyflower (15 gotas manhã e noite), carvão vegetal ativado 200 mg (10 dias). Além disso, Envolucron Gel (duas gotas “gordas” na região do abdômen e fricções após o banho, repetindo-se sempre o mesmo procedimento diariamente).

O reequilíbrio energético promovido pelos Frequenciais Florais trouxe melhora à qualidade de vida da paciente com ELA. Como pudemos perceber na prática, a Terapia Frequencial Floral ofereceu respostas efetivas na harmonização do organismo como um todo. Vários amigos médicos e terapeutas têm relatos documentados de uso dos florais vibracionais, mas neste caso em especial, relatei o procedimento adotado para que todos de fato saibam que podemos melhorar a qualidade de vida e promover o equilíbrio energético e emocional com esta abordagem ou, devolver o bem-estar e o sorriso ao rosto de quem já não acreditava em mais nada e ninguém!

Fonte: Revista Saúde Quântica

Continuar lendo CIÊNCIAS: A TERAPIA QUÂNTICA MELHORA AQUALIDADE DE VIDA DO PACIENTE COM ELA

CIÊNCIAS: RAIO ATINGE IRMÃOS NO EXATO MOMENTO QUE FAZIAM SELFIE E REGISTRO É FEITO

A nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira trás um destaque impressionante. Três irmãos ciclistas foram atingidos por um raio no momento em que faziam selfie, conseguiram registrar o momento e saíram ilesos. Agora eles têm uma história mirabolante pra contar para filhos e netos!

Irmãos fazem selfie exatamente quando são atingidos por raio

Imagem mostra o intenso clarão que iluminou o enquadramento enquanto os jovens londrinos tiravam a foto

Raio: os jovens ingleses não seguiram as recomendações de segurança para essas ocasiões, mas nenhum deles ficou gravemente ferido. Crédito: Piqsels

Como é fazer uma selfie no exato momento em que se é atingido por um raio? E o que sai nela? Três jovens irmãos londrinos por sorte sobreviveram a um incidente desses no dia 12 de julho para responder a essas perguntas à reportagem da BBC.

Isobel, Rachel e Andrew Jobson haviam saído para um passeio de bicicleta em Molesey Lock, no sudoeste de Londres, e depois de enfrentarem uma chuva bem pesada decidiram dar uma parada para que Rachel fosse a um toalete. Isobel e Andrew buscaram então abrigo embaixo de uma árvore. Essa ação é extremamente perigosa em tais circunstâncias, porque o relâmpago busca o caminho de menor resistência para o solo e ele geralmente passa pelo objeto mais alto da área.

Enquanto Rachel voltava, a dupla decidiu tirar uma selfie de si próprios. Foi quando o raio caiu, derrubando e ferindo os três. “De repente, eu estava no chão e não conseguia ouvir nada além desse zumbido estridente”, disse Rachel à BBC. “Meu braço direito estava todo dormente e eu não conseguia movê-lo.”

A impressionante selfie feita por Isobel Jobson enquanto o raio caía. Crédito: Isobel Jobson/Twitter

Placa de titânio

Ajudados por transeuntes, os irmãos foram levados para um hospital próximo, onde foram tratados de queimaduras. Nenhum deles ficou gravemente ferido.

A família foi informada de que uma placa de titânio no braço de Isobel, colocada após um acidente de bicicleta em 2020, pode ter sido a causa de o relâmpago percorrer os corpos do trio. “O braço da minha irmã estava muito quente, por causa da placa”, disse Rachel. “Todos ficaram espantados com o que havia acontecido conosco.”

Depois da experiência, eles entraram em contato com a mídia para agradecer toda a ajuda que receberam. E divulgaram em seu Twitter o impressionante registro da foto feita na ocasião.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: RAIO ATINGE IRMÃOS NO EXATO MOMENTO QUE FAZIAM SELFIE E REGISTRO É FEITO

CIÊNCIAS: ATRAVÉS DA DECODIFICAÇÃO DA ATIVIDADE CEREBRAL DURANTE O SONO PESQUISADORES ESTÃO DECIFRANDO OS MECANISMOS NEURONAIS DE CONSOLIDAÇÃO DA MEMÓRIA

A ciência tenta avançar no estudo e na pesquisa sobre o que acontece dentro do nosso cérebro quando dormimos através de um sistema único que decodifica a atividade cerebral durante o sono decifrando os mecanismos neuronais de consolidação da memória. A equipe da Universidade de Genebra fornece evidências sem precedentes de que o trabalho de separar as milhares de informações processadas durante o dia ocorre durante o sono profundo. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta fantástica.

Em que o cérebro pensa durante o sono?

Graças a um sistema único que decodifica a atividade cerebral durante o sono, pesquisadores suíços estão decifrando os mecanismos neuronais de consolidação da memória

Sono: cientistas criam “decodificador” para sondar o que o cérebro pensa durante esse período. Crédito: Pikrepo

Dormimos em média um terço do nosso tempo. Mas o que o cérebro faz durante essas longas horas? Usando uma abordagem de inteligência artificial capaz de decodificar a atividade cerebral durante o sono, cientistas da Universidade de Genebra (Suíça,) conseguiram vislumbrar o que pensamos quando dormimos. Seu estudo foi publicado na revista Nature Communications.

Ao combinar imagens de ressonância magnética funcional (fMRI) e eletroencefalografia (EEG), a equipe da Universidade de Genebra fornece evidências sem precedentes de que o trabalho de separar as milhares de informações processadas durante o dia ocorre durante o sono profundo. De fato, nesse momento, o cérebro, que não recebe mais estímulos externos, pode avaliar todas essas memórias para reter apenas as mais úteis. Para isso, estabelece um diálogo interno entre suas diferentes regiões. Além disso, associar uma recompensa a uma informação específica estimula o cérebro a memorizá-la em longo prazo.

Os resultados abrem pela primeira vez uma janela para a mente humana durante o sono.

Papel importante

Na ausência de ferramentas capazes de traduzir a atividade cerebral, o conteúdo de nossos pensamentos enquanto estamos adormecidos permanece inacessível. No entanto, sabemos que o sono desempenha um papel importante na consolidação da memória e no controle emocional: quando dormimos, nosso cérebro reativa o rastro da memória construída durante o dia e nos ajuda a regular nossas emoções.

“Para descobrir quais regiões do cérebro são ativadas durante o sono, e para decifrar como essas regiões nos permitem consolidar nossa memória, desenvolvemos um decodificador capaz de decifrar a atividade do cérebro no sono profundo e a que corresponde”, explicou Virginie Sterpenich, pesquisadora do laboratório da professora Sophie Schwartz no Departamento de Neurociências Básicas da Faculdade de Medicina da Universidade de Genebra e investigadora principal deste estudo. “Em particular, queríamos ver até que ponto as emoções positivas desempenham um papel neste processo.”

Durante o sono profundo, o hipocampo (estrutura do lobo temporal que armazena traços temporários de eventos recentes) envia de volta ao córtex cerebral as informações que armazenou durante o dia. Estabelece-se um diálogo que permite a consolidação da memória ao repetir os acontecimentos do dia e, portanto, reforça o vínculo entre os neurônios.

Combinação de ferramentas

Para conduzirem o experimento, os cientistas colocaram voluntários em ressonância magnética no início da noite e os fizeram jogar dois videogames. Um era um jogo de reconhecimento facial; o outro, um labirinto 3D de onde a saída deve ser encontrada.

Esses jogos foram escolhidos porque ativam regiões cerebrais muito diferentes e, portanto, são mais fáceis de distinguir nas imagens de ressonância magnética. Além disso, os jogos eram manipulados sem o conhecimento dos voluntários, de forma que apenas um dos dois jogos pudesse ser vencido (metade dos voluntários venceu um e a outra metade venceu o segundo), de modo que o cérebro associasse o jogo vencido a uma emoção positiva.

Os voluntários então dormiram no aparelho de ressonância magnética por uma ou duas horas – a duração de um ciclo de sono – e sua atividade cerebral foi registrada novamente. “Combinamos eletroencefalograma (EEG), que mede os estados de sono, e ressonância magnética funcional, que tira uma foto da atividade cerebral a cada dois segundos, e então usamos um ‘decodificador neuronal’ para determinar se a atividade cerebral observada durante o período de jogo reaparecia espontaneamente durante o sono”, explicou Sophie Schwartz.

Gosto por recompensa

Comparando imagens de ressonância magnética das fases de vigília e sono, os cientistas observaram que, durante o sono profundo, os padrões de ativação do cérebro eram muito semelhantes aos registrados durante a fase de jogo. “E, muito claramente, o cérebro reviveu o jogo ganho e não o jogo perdido ao reativar as regiões usadas durante a vigília. Assim que você vai dormir, a atividade cerebral muda. Gradualmente, nossos voluntários começaram a ‘pensar’ nos dois jogos novamente, e quase exclusivamente sobre o jogo que ganharam quando entraram em um sono profundo”, disse Virginie Sterpenich.

Dois dias depois, os voluntários realizaram um teste de memória: reconhecer todas as faces do jogo, por um lado, e encontrar o ponto de partida do labirinto, por outro. Aqui, novamente, quanto mais as regiões do cérebro relacionadas ao jogo foram ativadas durante o sono, melhores foram os desempenhos da memória. Assim, a memória associada à recompensa é maior quando é reativada espontaneamente durante o sono.

Com este trabalho, a equipe de Genebra abre uma nova perspectiva no estudo do cérebro adormecido e do incrível trabalho que ele realiza todas as noites.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: ATRAVÉS DA DECODIFICAÇÃO DA ATIVIDADE CEREBRAL DURANTE O SONO PESQUISADORES ESTÃO DECIFRANDO OS MECANISMOS NEURONAIS DE CONSOLIDAÇÃO DA MEMÓRIA

CIÊNCIAS: O SOL ARTIFICIAL DA CHINA ACABA DE QUEBRAR UM NOVO RECORDE

O sonho da energia verde (limpa) ilimitada está cada dia mais próximo e é o destaque desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS. Os chineses da EAST Fusion Facility, em Heifei, estabeleceram um novo recorde mundial de calor e duração. Eles criaram recentemente um gás de plasma que foi aquecido a 120 ° milhões Celsius, por 101 segundos antes de se dissipar. É algo extraordinário e você precisa ler o artigo completo a seguir para ficar por dentro dessa nova descoberta da ciência.

O ‘Sol Artificial’ da China traz a fusão nuclear um passo mais perto, quebrando o recorde mundial

É hora de acordar e sentir o cheiro do plasma, enquanto a energia de fusão termonuclear se aproxima cada vez mais da realidade.

Em sua busca para desenvolver energia verde ilimitada, a EAST Fusion Facility em Heifei, China, criou recentemente um gás de plasma que foi aquecido a 120 ° milhões Celsius – que é três vezes mais quente que o sol – e o manteve lá por 101 segundos antes de se dissipar , estabelecendo um novo recorde mundial de calor e duração.

“A descoberta é um progresso significativo e o objetivo final deve ser manter a temperatura em um nível estável por um longo tempo”, disse Li Mao, diretor de física da Southern University of Sci-Tech em Shenzhen.

O recorde anterior era de 50 ° milhões Celsius, mantido pelos cientistas que trabalham no reator de fusão na Coréia do Sul.

Carros voadores, jetpacks, trens-bala – há muitos marcos clássicos da tecnologia de ficção científica que alcançamos, mas um reator de fusão nuclear, essencialmente um sol artificial, é atualmente considerado apenas plausível.

Tomando emprestada a física das reações no centro do sol, um reator de fusão termonuclear transforma o hidrogênio em hélio, criando um sonho de energia verde ilimitada, já que a quantidade de deutério, uma versão do hidrogênio, encontrada em 1 litro de água do mar poderia produzir tanto energia como 300 litros de gasolina.

A razão pela qual esse quebra-cabeça de todos os quebra-cabeças é apenas plausível é que o sol conta com suas enormes forças gravitacionais para esmagar os átomos, enquanto na Terra temos que usar temperaturas como a que EAST alcançou.

O desafio que vem junto com essa necessidade: como você pode construir uma máquina que pode aquecer e conter matéria em tais extremos, que não apenas usa mais energia do que gera?

O dispositivo ao redor desses reatores de fusão é chamado de tokamak, que é um tubo em forma de donut revestido de superímãs.

Muitos tokamaks existem na Terra, e diferentes governos e institutos científicos estão todos lutando para realmente sustentar um plasma por dias em vez de segundos, e de alguma forma usar muito pouca energia para aquecer uma máquina a 120 milhões de graus Celsius.

projeto principal é o ITER , uma colaboração entre a UE, Rússia, Japão, Coreia do Sul, Índia e os EUA. Seu tokamak é do tamanho de um edifício e contém 3.000 toneladas de ímãs, 141 quilômetros de cabeamento e os mais sofisticados do mundo sistema de refrigeração.

Outros esforços incluem reatores de fusão menores de empresas privadas nos Estados Unidos, no MIT e no Commonwealth Fusion Systems e Tokamak Energy do Reino Unido. Esses dois criaram uma fita supercondutora engenhosa para enrolar em torno de ímãs poderosos, que criam imensa pressão além do calor, permitindo reatores de fusão “portáteis” – que custam um iota do preço inicial de € 20 bilhões do ITER.

O benefício de ter esse problema resolvido é que, essencialmente, a questão da energia está resolvida. Petróleo, carvão e gás podem permanecer no solo, não haveria perigo de outro Fukushima ou Chernobyl, e toda a miríade de problemas, ineficiências e custos atualmente inerentes às formas comuns de energia verde poderiam ser esquecidos.

O Experimental Advanced Superconductor Tokamak ( EAST ) na Academia Chinesa de Ciências de Heifei está provando que é possível estender e intensificar o efeito, e que enquanto o recorde de calor e duração puder ser continuamente superado, o sonho de energia limpa ilimitada sobreviverá .

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: O SOL ARTIFICIAL DA CHINA ACABA DE QUEBRAR UM NOVO RECORDE

CIÊNCIAS: CIENTISTAS REDUZEM POSSÍVEIS ERROS DO SEQUENCIAMENTO GENÉTICO PARA 0,3%

Cientistas da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, ambos dos Estados Unidos conseguiram preencher quase todas as lacunas dos 8% restantes e sequenciar um genoma humano mais completo, podendo haver erros em apenas 0,3% do sequenciamento. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa descoberta fascinante.

Cientistas conseguem sequência mais completa de genoma humano

Possíveis erros ocupariam apenas 0,3% do sequenciamento

Crédito: Marcia Minillo

Em 27 de maio, o consórcio T2T, uma colaboração internacional de 30 instituições de pesquisa, tornou disponível na plataforma de manuscritos bioRxiv o artigo intitulado “A sequência completa de um genoma humano”.

“A mais completa” talvez fosse a expressão mais apropriada. A última tentativa de sequenciamento completo havia sido realizada em 2013 e conseguiu cobrir 92% do genoma. Muito dos 8% faltantes era formado por lacunas espalhadas pelo genoma, difíceis de serem ordenadas por serem repetitivas demais.

Agora, uma nova tecnologia permitiu à colaboração preencher as lacunas e sequenciar um genoma humano mais completo (pode haver erros em apenas 0,3% do sequenciamento).

A equipe liderada por Karen Miga, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, e por Adam Phillippy, do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano, ambos dos Estados Unidos, sequenciou o material genético a partir do DNA extraído de um tumor de útero, formado quando um espermatozoide fertiliza um óvulo sem núcleo. Assim, embora tenha sido extraído de uma mulher, o genoma era do homem gerador do espermatozoide, que no caso carregava uma cópia de seu cromossomo X. O consórcio trabalha agora para sequenciar o cromossomo Y.

* Este artigo foi republicado do site Revista Pesquisa Fapesp sob uma licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o artigo original aqui.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: CIENTISTAS REDUZEM POSSÍVEIS ERROS DO SEQUENCIAMENTO GENÉTICO PARA 0,3%

CIÊNCIAS: CIENTISTAS QUESTIONAM UM PROPÓSITO BIOLÓGICO PARA AS EXPERIÊNCIAS DE QUASE MORTE

A nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira trás um assunto muito interessante, que deveria fazer parte dos questionamentos de todos os humanos. A ciência tenta de todas as formas encontrar uma resposta para tais experiências experiências. O estudo mais recente, feito por pesquisadores dinamarqueses e belgas atribui pela primeira vez um propósito biológico às EQMs e levantam o seguinte questionamento: experiências de quase morte seriam uma estratégia de sobrevivência? Convido você a ler o instigante artigo a seguir, refletir e fazer o seu juízo de valor! 

Experiências de quase morte seriam uma estratégia de sobrevivência?

Estudo de pesquisadores dinamarqueses e belgas atribui pela primeira vez um propósito biológico às experiências de quase morte (EQMs)

Experiências de quase morte têm como origem a tanatose, afirmam os pesquisadores. Crédito: Kornpoj/Wikimedia Commons

As experiências de quase morte (EQMs, ou NDE, na sigla em inglês) são conhecidas em todas as partes do mundo, em várias épocas e em várias culturas. Essa universalidade sugere que eles podem ter uma origem e um propósito biológicos. Mas exatamente o que isso poderia ser era amplamente inexplorado.

Um novo estudo conduzido em conjunto pela Universidade de Copenhague (Dinamarca) e pela Universidade de Liège (Bélgica) mostra como as experiências de quase morte em humanos podem ter surgido de mecanismos evolutivos. Um artigo sobre o trabalho foi publicado na revista Brain Communications.

“Seguindo um protocolo pré-registrado, investigamos a hipótese de que a tanatose é a origem evolutiva das experiências de quase morte”, disse Daniel Kondziella, neurologista de Rigshospitalet, Hospital Universitário de Copenhague.

Quando atacados por um predador, como mecanismo de defesa de último recurso, os animais podem simular a morte para aumentar suas chances de sobrevivência, a exemplo do gambá. Esse fenômeno é denominado tanatose, também conhecido como simulação de morte ou imobilidade tônica. “Como estratégia de sobrevivência”, acrescentou Kondziella, “a tanatose é provavelmente tão antiga quanto a reação de lutar ou fugir.”

Sobreposição

Charlotte Martial, neuropsicóloga do Coma Science Group na Universidade de Liège, explicou: “Primeiramente mostramos que a tanatose é uma estratégia de sobrevivência altamente preservada que ocorre em todos os pontos de interseção principais em um cladograma que varia de insetos a peixes, répteis, pássaros e mamíferos, incluindo humanos. Mostramos então que humanos sob ataque de grandes animais, como leões ou ursos-pardos, predadores humanos, como criminosos sexuais, e predadores ‘modernos’, como carros em acidentes de trânsito, podem experimentar tanatose e experiências de quase morte. Além disso, mostramos que a fenomenologia e os efeitos da tanatose e das experiências de quase morte se sobrepõem.”

Steven Laureys, neurologista e chefe da unidade de pesquisa Giga Consciousness e do Centre du Cerveau (Universidade de Liège e Centro Hospitalar da Universidade de Liège), afirmou: “Neste artigo, construímos uma linha de evidências que sugere que a tanatose é a base evolutiva das experiências de quase morte e que seu propósito biológico compartilhado é o benefício da sobrevivência”.

Os autores propõem que a aquisição da linguagem permitiu aos humanos transformar esses eventos de simulação de morte relativamente estereotipada sob ataques predatórios em percepções ricas que formam experiências de quase morte e se estendem a situações não predatórias.

Peça importante

“É digno de nota que os mecanismos cerebrais propostos por trás da simulação de morte não são diferentes daqueles que foram sugeridos para induzir experiências de quase morte, incluindo a intrusão do sono de movimento rápido dos olhos na vigília”, explicou Daniel Kondziella. “Isso fortalece ainda mais a ideia de que os mecanismos evolutivos são uma peça importante de informação necessária para desenvolver uma estrutura biológica completa para experiências de quase morte.”

Nenhum trabalho anterior havia tentado fornecer tal base filogenética. “Esta também pode ser a primeira vez que podemos atribuir um propósito biológico às experiências de quase morte, o que seria o benefício da sobrevivência”, afirmou Steven Laureys.

Daniel Kondziella acrescentou: “Afinal, as experiências de quase morte são, por definição, eventos que sempre sobrevivem, sem exceção”.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: CIENTISTAS QUESTIONAM UM PROPÓSITO BIOLÓGICO PARA AS EXPERIÊNCIAS DE QUASE MORTE

CIÊNCIAS: O ANO DE 2021 DEU UM SALTO QUÂNTICO NO QUE TANGE AS ENERGIAS RENOVÁVEIS

As energias renováveis continuam avançando pujantemente e o primeiro semestre de 2021 já pode comemorar em termos de aumento impressionante em implantação de novas usinas geradoras de energia solar, eólica, fusão nuclear e carros elétricos. Leia o artigo completo a seguir e conheça a nova matriz energética mundial.

O mundo alcançou grandes marcos em 6 áreas de energia renovável até agora neste ano

Apesar de alguns governos nacionais continuarem a manter seus projetos de carvão e petróleo à tona, a demanda do mercado e o empreendedorismo privado estão impulsionando o que só pode ser descrito como uma revolução nas energias renováveis.

SWNS

Essas últimas conquistas podem ter sido consideradas inacreditáveis ​​quando a mudança climática global foi discutida pela primeira vez como uma ameaça séria, mas hoje cada desenvolvimento sucessivo de energia renovável, fusão nuclear e carros elétricos torna os desenvolvimentos subsequentes mais baratos e mais fáceis de escalar.

Apenas seis meses em 2021, já vimos algum progresso surpreendente em energia eólica, solar e VEs.

Aproveitando o sol africano

Meio milhão de pessoas que vivem nas cidades de Gemena, Isiro e Bumba, no norte da República Democrática do Congo, terão uma surpresa, pois um trio de empresas de energia solar do Reino Unido, França e Espanha procuram fechar negócios para fornecer energia renovável confiável à região .

Os cidadãos da RDC sofrem com as taxas mais baixas de eletricidade confiável do mundo, e as usinas de energia solar estão definidas para ajudar neste problema com 18 meses de construção começando.

Na África Ocidental, as cidades senegalesas de Kael e Kahone encontrarão 60 MW de energia solar à sua disposição nos próximos meses, à medida que várias instituições oferecem financiamento governamental para energia sustentável. O Senegal é um grande importador líquido de energia, colocando enormes encargos financeiros sobre as pessoas e, portanto, as importações têm sido geralmente baratas, ou seja, carvão marrom e petróleo.

Por último, na Nigéria, uma das maiores economias da África, o programa Solar Power Naija  pretende equipar 500.000 residências com painéis solares, gerando eletricidade para 25 milhões de nigerianos nos próximos anos.

A comunidade de Jangefe já experimentou o início da gigantesca eletrificação verde, com 1.000 casas já equipadas com painéis solares no telhado.

O mais ventoso já registrado

Pixabay 

2021 foi o melhor ano já registrado se você for uma empresa que fabrica turbinas eólicas ou uma instituição que as financia, com 93 novos gigawatts adicionados – o que equivale a um aumento de 53% desde 2020. O 2021 Global Wind Report é de tirar o fôlego, e basta citar o sumário executivo.

“Por meio de inovações tecnológicas e economias de escala, o mercado global de energia eólica quase quadruplicou de tamanho na última década e se estabeleceu como uma das fontes de energia mais competitivas em termos de custos e resilientes em todo o mundo.”

“Hoje, existem 743 GW de capacidade eólica em todo o mundo, ajudando a evitar mais de 1,1 bilhão de toneladas de CO2 globalmente – o equivalente às emissões anuais de carbono da América do Sul.”

O chanceler de alumínio

Andrew Roberts 

Dados reunidos em março a partir da maior análise da indústria automotiva da Alemanha produziram uma estatística surpreendente para quem já olhou para um estacionamento de aeroporto de longo prazo – que 1 em cada 5 carros fabricados na Alemanha pode ser conectado.

O Schmidt Automotive Research Center descobriu que 74.000 dos 373.900 carros que deixaram as linhas de montagem alemãs eram veículos elétricos ou híbridos.

Essa foi a história do lado da oferta, e do lado da demanda as coisas estão igualmente animadoras. A Alemanha é o quarto maior mercado automotivo do mundo, e os registros de carros elétricos – que são VEs comprados e dirigidos – cresceram de uma participação de mercado nacional de 4% em dezembro de 2019, para uma participação de mercado colossal de 26% apenas 12 meses depois. 24% desses VEs foram feitos pela Volkswagen.

Os híbridos também saltaram de 3% para 13%, o que significa que há mais híbridos e VEs nas estradas alemãs do que carros movidos a gasolina.

Isso ocorre apenas no contexto de um aumento global na compra de VE que subiu 40% durante 2020, quando a maioria dos mercados estava sofrendo de problemas relacionados ao COVID.

A nova pensão verde

Como detentores do maior fundo de pensão estatal do planeta, as autoridades monetárias sul-coreanas divulgaram um comunicado em maio de que o Fundo Nacional de Pensão, de US $ 771 bilhões, encerrará todos os investimentos relacionados à energia do carvão, tanto no país quanto no exterior.

O fundo também anunciou que iria renovar as diretrizes para estratégias de investimento para garantir que um padrão mais sustentável surja no futuro.

Adios, carvão: Espanha atinge marco de 50% de energias renováveis

Mineração de carvão: Parolan Harahap, licença CC 

Em meados de maio, a legislatura espanhola anunciou que eliminaria gradualmente toda a produção de petróleo, carvão e gás até 2042, e que todas as vendas de veículos emissores de carbono seriam proibidas até 2040.

No curto prazo, os legisladores espanhóis querem que 74% do consumo nacional de energia seja totalmente renovável até o final da década. Já estão bastante próximos dessa meta, pois no mês de maio 50% da demanda energética do país foi atendida por energia verde.

A Roménia também se juntou ao esforço, alertando a UE que através do seu Plano Nacional de Recuperação e Resiliência o país cessaria toda a produção de carvão até 2032, altura em que espera ter instalado 34% de electricidade renovável para assumir o comando.

O G7, as sete maiores economias desenvolvidas do mundo, concordou em interromper o financiamento do carvão até o final do ano, deixando os grandes emissores africanos, Índia e China, como os últimos remanescentes, agora que o Japão, parte do G7, aderiu.

Óleo verde

Nem tudo é business-as-usual nas salas de reuniões de alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo.

Em uma decisão judicial histórica, um juiz da Holanda ordenou que a Royal Dutch Shell cortasse as emissões em 45% depois que 17.000 pessoas entraram com um processo que sugeria que a pegada bastante grande da Shell na situação dos gases de efeito estufa merece um investimento significativo na redução de CO2 como uma dívida para sociedade.

Na Europa, a petrolífera italiana Eni se tornou a primeira petrolífera europeia a lançar um título corporativo vinculado à sustentabilidade.

A obrigação de 7 anos de € 1 bilhão está ligada a dois indicadores-chave de desempenho: “Aumentar a capacidade instalada de energias renováveis ​​para 5 GW até o final de 2025; e reduzir pela metade a pegada de carbono líquida de seus negócios upstream para 7,4 milhões de toneladas de CO2 equivalente no final de 2024 em relação aos níveis de 2018 ”, relata Dow Jones.

Por último, a Engine No.1, um grupo de acionistas da ExxonMobil, conseguiu fazer com que dois de seus candidatos fossem eleitos para o conselho da empresa americana com o argumento de que a estratégia de negócios de longo prazo da empresa não levava em consideração todo o potencial de perda de valor de mudanças climáticas, tanto de acionistas abandonando o navio, quanto danos potenciais de eventos climáticos extremos.

A BlackRock, a maior administradora de ativos do mundo, com US $ 8,6 trilhões em capital privado, e cujas estratégias de investimento sustentável a GNN relatou extensivamente , garantiu que os candidatos do Engine No.1 conseguissem as posições, utilizando seu voto como grandes acionistas.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: O ANO DE 2021 DEU UM SALTO QUÂNTICO NO QUE TANGE AS ENERGIAS RENOVÁVEIS

CIÊNCIAS: UMA NOVA ESPÉCIE HUMANA É DESCOBERTA NA REGIÃO DE NESHER RAMLA EM ISRAEL

texto

Descobertos em Israel fósseis de nova espécie humana

Achados em Nesher Ramla podem revolucionar os conhecimentos atuais sobre a trajetória humana e a relação com os neandertais

  Crânio, mandíbula e ortografia parietal do Nesher Ramla Homo. Crédito: Universidade de Tel Aviv

Pesquisadores internacionais liderados pela Universidade de Tel Aviv e pela Universidade Hebraica de Jerusalém (Israel) identificaram um novo tipo de humano primitivo no sítio de Nesher Ramla (centro de Israel), datado de 140 mil a 120 mil anos atrás. De acordo com os pesquisadores, a morfologia dos humanos de Nesher Ramla compartilha características com neandertais (especialmente os dentes e mandíbulas) e o Homo arcaico (especificamente o crânio). Ao mesmo tempo, esse tipo de Homo é muito diferente dos humanos modernos. Ele exibe uma estrutura de crânio completamente diferente, sem queixo e com dentes muito grandes.

Após as descobertas do estudo, os pesquisadores acreditam que o Nesher Ramla Homo é a população “fonte” a partir da qual a maioria dos humanos do Pleistoceno Médio se desenvolveu. Além disso, eles sugerem que esse grupo é a chamada “população perdida” que se miscigenou com o Homo sapiens quando este chegou à região, há cerca de 200 mil anos. A novidade foi publicada em artigo na revista Science.

Duas equipes de pesquisadores participaram da descoberta. Uma é a equipe de antropologia chefiada pelo prof. Israel Hershkovitz, pela drª Hila May e pela drª Rachel Sarig, da Universidade de Tel Aviv. A outra é o grupo arqueológico chefiado pelo dr. Yossi Zaidner, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebraica de Jerusalém.

História fascinante

“A descoberta de um novo tipo de Homo é de grande importância científica”, afirmou Hershkovitz. “Ela nos permite dar um novo sentido aos fósseis humanos encontrados anteriormente, adicionar outra peça ao quebra-cabeça da evolução humana e compreender as migrações dos humanos no mundo antigo. Mesmo tendo vivido há muito tempo, no final do Pleistoceno Médio (474.000-130.000 anos atrás), o povo de Nesher Ramla pode nos contar uma história fascinante, revelando muito sobre a evolução e o modo de vida de seus descendentes.”

O fóssil foi encontrado pelo dr. Zaidner durante escavações de resgate no sítio pré-histórico de Nesher Ramla, na área de mineração da fábrica de cimento Nesher perto da cidade de Ramla. Cavando cerca de 8 metros, os escavadores encontraram grandes quantidades de ossos de animais, incluindo cavalos, gamos e auroques, bem como ferramentas de pedra e ossos humanos. A equipe internacional identificou a morfologia dos ossos como pertencente a um novo tipo de Homo, até então desconhecido pela ciência. Esse é o primeiro tipo de Homo a ser definido em Israel e, de acordo com a prática comum, recebeu o nome do local onde foi descoberto – o tipo Nesher Ramla Homo.

“Esta é uma descoberta extraordinária”, disse Zaidner. “Nunca tínhamos imaginado que, ao lado do Homo sapiens, o Homo arcaico vagasse pela área tão tarde na história humana. Os achados arqueológicos associados a fósseis humanos mostram que o Nesher Ramla Homo possuía tecnologias avançadas de produção de ferramentas de pedra e provavelmente interagia com o Homo sapiens local.”

Restos fósseis de crânio e mandíbula. Crédito: Universidade de Tel Aviv

Hipótese desafiada

A cultura, o modo de vida e o comportamento do homem de Nesher Ramla também foram abordados em um artigo complementar publicado na mesma edição da Science.

Hershkovitz acrescentou que a descoberta do Nesher Ramla Homo desafia a hipótese prevalecente de que os neandertais se originaram na Europa. “Antes dessas novas descobertas”, disse ele, “a maioria dos pesquisadores acreditava que os neandertais eram uma ‘história europeia’, na qual pequenos grupos de neandertais foram forçados a migrar para o sul para escapar das geleiras que se espalharam, com alguns chegando à terra de Israel há cerca de 70 mil anos. Os fósseis de Nesher Ramla nos fazem questionar essa teoria, sugerindo que os ancestrais dos neandertais europeus viveram no Levante há 400 mil anos, migrando repetidamente para o oeste, para a Europa, e para o leste, para a Ásia. Na verdade, nossas descobertas implicam que os famosos neandertais da Europa Ocidental são apenas remanescentes de uma população muito maior que viveu aqui no Levante – e não o contrário”.

De acordo com a drª Hila May, apesar da ausência de DNA nesses fósseis, as descobertas de Nesher Ramla oferecem uma solução para um grande mistério na evolução do Homo: como os genes do Homo sapiens penetraram na população neandertal, que provavelmente viveu na Europa por muito tempo antes da chegada do Homo sapiens? Os geneticistas que estudaram o DNA dos neandertais europeus já sugeriram a existência de uma população semelhante ao neandertal, que eles chamaram de “população perdida” ou “população X” que acasalou com o Homo sapiens há mais de 200 mil anos.

Grupo separado

No artigo publicado na Science, os pesquisadores sugerem que o homem de Nesher Ramla pode representar essa população, até então ausente do registro de fósseis humanos. Além disso, os pesquisadores propõem que os humanos de Nesher Ramla não são os únicos de sua espécie descobertos na região e que alguns fósseis humanos encontrados anteriormente em Israel que confundiram os antropólogos durante anos – como os fósseis da caverna Tabun (160 mil anos atrás), da caverna Zuttiyeh (250 mil) e da caverna Qesem (400 mil) – pertencem ao mesmo novo grupo humano agora chamado de homem de Nesher Ramla.

“As pessoas pensam em paradigmas”, disse a drª Rachel Sarig. “É por isso que esforços têm sido feitos para atribuir esses fósseis a grupos humanos conhecidos como o Homo sapiensHomo erectusHomo heidelbergensis ou os neandertais. Mas agora dizemos: Não. Esse é um grupo em si, com aspectos e características distintos. Em um estágio posterior, pequenos grupos do tipo Homo Nesher Ramla migraram para a Europa, onde evoluíram para os neandertais “clássicos” com os quais estamos familiarizados. E também para a Ásia, onde se tornaram populações arcaicas com características semelhantes às dos neandertais. Como uma encruzilhada entre a África, Europa e Ásia, a terra de Israel serviu como um caldeirão onde diferentes populações humanas se misturaram, para posteriormente se espalharem pelo Velho Mundo. A descoberta do sítio de Nesher Ramla escreve um capítulo novo e fascinante na história da humanidade.”

O prof. Gerhard Weber, da Universidade de Viena, coautor do estudo, argumentou que a história da evolução dos neandertais será contada de forma diferente após essa descoberta. “A Europa não foi o refúgio exclusivo dos neandertais de onde eles ocasionalmente se difundiram para a Ásia Ocidental”, disse ele. “Achamos que houve muito mais troca lateral na Eurásia, e que o Levante é geograficamente um ponto de partida crucial, ou pelo menos a cabeça de ponte, para esse processo.”

Continuar lendo CIÊNCIAS: UMA NOVA ESPÉCIE HUMANA É DESCOBERTA NA REGIÃO DE NESHER RAMLA EM ISRAEL

CIÊNCIAS: DESTINO DA HUMANIDADE PODE TER MUDADO HÁ 13 MIL ANOS

Cientistas da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) sugerem que um aglomerado de fragmentos de cometa que se acredita ter atingido a Terra há quase 13 mil anos pode ter moldado as origens da civilização humana. Essa colisão pode ter alterado toda a forma de vida de caçadores-coletores do sudoeste da Ásia. Leia o artigo completo a seguir e saiba como se deu essa mudança!

Choque de cometa pode ter mudado a civilização humana

Colisão ocorrida há cerca de 13 mil anos teria alterado o modo de vida de caçadores-coletores do sudoeste da Ásia

Cometa ruma para a Terra: um desses incidentes, há 13 mil anos, teria levado comunidades humanas a investir na agricultura e a agrupar-se em núcleos urbanos. Crédito: Nasa/Don Davis

Um aglomerado de fragmentos de cometa que se acredita ter atingido a Terra há quase 13 mil anos pode ter moldado as origens da civilização humana, sugere um estudo da Universidade de Edimburgo (Reino Unido). Possivelmente o impacto cósmico mais devastador desde a extinção dos dinossauros, ele parece coincidir com grandes mudanças na forma como as sociedades humanas se organizaram, afirmam os pesquisadores. Seu estudo foi publicado na revista Earth-Science Reviews.

A análise apoia as afirmações de que um impacto ocorreu antes do início do período Neolítico no chamado Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. Durante esse tempo, os humanos na região –que abrange partes de países modernos como Egito, Iraque e Líbano – mudaram de estilos de vida de caçadores-coletores para outros centrados na agricultura e na criação de assentamentos permanentes.

Acredita-se que a colisão – conhecida como impacto Younger Dryas (Dryas Recente) – também exterminou muitas espécies de animais grandes e marcou o início de uma mini era do gelo que durou mais de mil anos.

Sítio arqueológico no Arizona (EUA), com uma camada preta distinta, indicando mudanças ambientais substanciais começando por volta de 10800 a.C., com detritos de impacto em sua base. Crédito: Comet Research Group

Evidências revisadas

Desde que foi proposta, em 2007, a teoria sobre o choque catastrófico tem sido objeto de acalorados debates e muitas pesquisas. Agora, cientistas da Universidade de Edimburgo revisaram as evidências que avaliam a probabilidade de um impacto ter ocorrido e como o evento pode ter se desenrolado.

A equipe diz que um grande corpo de evidências apoia a teoria de que um cometa atingiu a Terra cerca de 13 mil anos atrás. Os pesquisadores analisaram dados geológicos de quatro continentes, particularmente da América do Norte e da Groenlândia, onde os maiores fragmentos teriam caído.

Sua análise destaca níveis excessivos de platina, sinais de materiais derretidos em temperaturas extremamente altas e a detecção de nanodiamantes que existem dentro dos cometas e se formam durante explosões de alta energia. Todas essas evidências apoiam fortemente a teoria do impacto, dizem os pesquisadores.

A equipe diz que mais pesquisas são necessárias para lançar mais luz sobre como isso pode ter afetado o clima global e mudanças associadas nas populações humanas ou extinções de animais.

O dr. Martin Sweatman, da Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo, que liderou o estudo, disse: “Essa grande catástrofe cósmica parece ter sido homenageada nos gigantescos pilares de pedra de Göbekli Tepe, possivelmente o ‘primeiro templo do mundo’, que está ligado à origem da civilização no Crescente Fértil do sudoeste da Ásia. A civilização, portanto, começou com um estrondo?”

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: DESTINO DA HUMANIDADE PODE TER MUDADO HÁ 13 MIL ANOS

CIÊNCIAS: CHARYN CANYON NO SUDESTE DO CAZAQUISTÃO TEM O ELO QUE FALTAVA PARA EXPLICAR A MUDANÇA NO CLIMA GLOBAL DOS ÚLTIMOS 5 MILHÕES DE ANOS

A ciência continua evoluindo e descobrindo coisas incríveis. Pesquisadores internacionais liderados pelo Instituto Max Planck de Química na Alemanha, conseguiu reconstruir as mudanças nas chuvas e seus efeitos ao estudar Charyn Canyon no sudeste do Cazaquistão, na Ásia Central. Um penhasco sedimentar de mais de 260 pés de altura pode ser o elo que faltava para a compreensão das mudanças no clima global nos últimos cinco milhões de anos. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa incrível pesquisa!

Cinco milhões de anos de mudança climática encontrados preservados em um local

As informações preservadas em um penhasco sedimentar de mais de 260 pés de altura estão fornecendo o elo que faltava para a compreensão das mudanças no clima global nos últimos cinco milhões de anos.

Uma equipe internacional de pesquisadores, liderada pelo Instituto Max Planck de Química na Alemanha, conseguiu reconstruir as mudanças nas chuvas e seus efeitos ao estudar Charyn Canyon no sudeste do Cazaquistão, na Ásia Central.

“A sequência sedimentar de 80 metros de espessura que encontramos nos fornece um registro virtualmente contínuo de cinco milhões de anos de mudanças climáticas. Esta é uma ocorrência muito rara em terra ”, explicou a paleo pesquisadora Charlotte Prud’homme.

As camadas alternadas de poeira e solo fornecem a primeira evidência confiável, em um lugar, de interações de longo prazo entre os principais sistemas climáticos do continente eurasiano.

“Nos últimos cinco milhões de anos, as superfícies terrestres da Eurásia parecem ter contribuído mais ativamente para o ciclo da água da terra-atmosfera-oceano do que se reconhecia anteriormente. Os sedimentos preservados no Charyn Canyon atuaram como um teste de tornassol para o influxo de água doce no Oceano Ártico, estimulando o transporte de massas de ar úmido do Atlântico Norte de volta para a terra por meio de fluxos de ar do oeste ”, diz o autor correspondente, Prud’homme.

Fornecendo uma boa analogia para a atmosfera de alto carbono de hoje

Os pesquisadores concentraram sua investigação no período do Plioceno de cinco a 2,6 milhões de anos atrás, que representa o melhor análogo para as condições climáticas do Antropoceno: este período de tempo geológico foi a última vez que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera foi comparável à de hoje, por volta de 400 partes por milhão (ppm).

“É por isso que nossas percepções dos sedimentos do Charyn Canyon são tão essenciais para a compreensão do clima futuro”, diz Prud’homme.

Até agora, pouco se sabe sobre o papel que a Ásia Central desempenha na evolução do clima global no passado e no presente. A evolução do clima da Terra nos últimos cinco milhões de anos foi entendida principalmente da perspectiva dos mecanismos marinhos. Em contraste, o significado dos feedbacks climáticos que se originaram na terra – ao invés dos oceanos, lagos ou núcleos de gelo – permaneceu amplamente inexplorado. A equipe de pesquisa internacional preencheu essa lacuna com sua pesquisa de campo em Charyn Canyon.

A localização geográfica do local do estudo no meio da Ásia Central foi de importância fundamental para a equipe.

“Precisávamos encontrar um lugar que fosse no interior e o mais longe possível do oceano”, explicou Kathryn Fitzsimmons, do Terrestrial Paleoclimate Reconstruction Research Group do Max Planck Institute for Chemistry . “Dificilmente poderíamos encontrar uma situação mais continental do que em Charyn Canyon, no sudeste do Cazaquistão.” O clima semi-árido do cânion e sua paisagem foram moldados pela interação entre os ventos de latitude média e as frentes polares de alta latitude e por sedimentos transportados das montanhas Tien Shan próximas, tornando-o ideal para estudos de longa latitude. mecanismos de feedback terra-clima.

Charlotte Prud’homme coleta amostras de solo em Charyn Canyon, Cazaquistão – MAX PLANCK INSTITUTE 

Os pesquisadores examinaram a sucessão sedimentar de 80 metros de espessura e amostraram por rapel para garantir a cobertura contínua do registro. Ao medir as concentrações relativas de isótopos nos carbonatos do solo, eles reconstruíram a disponibilidade variável de umidade no solo ao longo do tempo. Uma combinação de análises paleomagnéticas e datação absoluta de urânio-chumbo dos carbonatos do solo estabeleceu a idade e as taxas de acumulação do registro de sedimentos. As amostras de solo revelaram uma região caracterizada por uma aridez cada vez maior nos últimos cinco milhões de anos. No início do Plioceno, o solo era significativamente mais úmido do que nas épocas subsequentes ou do que o clima de hoje. Este processo de aridificação não foi linear, entretanto;

“Estamos confiantes de que as mudanças na umidade do solo que encontramos em nosso site também podem ser usadas como um proxy para a atividade do rio Siberian mais ao norte.

Uma fase particular em que esta ligação é importante se destaca: um período sustentado de condições úmidas em Charyn Canyon pouco antes da primeira grande glaciação global, cerca de 3,3 milhões de anos atrás. É provável que essas condições úmidas se estendessem aos rios siberianos ao norte, cujo escoamento de água doce para o oceano Ártico pode ter violado um ponto crítico para o aumento generalizado da formação de gelo marinho.

Seus resultados foram publicados na revista científica Communications Earth and Environment , um arquivo climático terrestre de cinco milhões de anos que fornece uma base valiosa para modelos climáticos futuros.

Prud’homme disse literalmente: “Abrimos uma porta.”

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: CHARYN CANYON NO SUDESTE DO CAZAQUISTÃO TEM O ELO QUE FALTAVA PARA EXPLICAR A MUDANÇA NO CLIMA GLOBAL DOS ÚLTIMOS 5 MILHÕES DE ANOS

CIÊNCIAS: WOLBACHIA É A NOVA BACTÉRIA QUE VAI ERRADICAR O MOSQUITO DA DENGUE DE UMA VEZ POR TODAS DA INDONÉSIA

 Cientistas estudam uma bactéria que, se utilizada, poderá reduzir a taxa de doença da dengue em 77%. A aposta é que a  wolbachia  competiria melhor e impediria a replicação da Dengue. A bactéria Wolbachia, está ajudando a Indonésia a combater a dengue. Uma luta, outrora inglória, mas agora com grandes chances de erradicar essa doença do mapa da Indonésia!

Hack de mosquito ‘milagroso’ reduz a taxa de doença da dengue em 77%

Assim como os mosquitos e as doenças que eles transmitem infestam as sociedades tropicais, o controle da própria praga da sociedade do mosquito,  a bactéria Wolbachia  , está ajudando a Indonésia a combater a dengue.

Cientistas que criaram uma epidemia de wolbachia  entre mosquitos na Indonésia reduziram as taxas de infecção de dengue em 77%, abrindo novas portas no controle potencial de epidemias transmitidas por mosquitos.

Às vezes chamada de “febre quebra-ossos” devido às fortes dores articulares e musculares decorrentes da infecção, a dengue, transmitida principalmente pelo mosquito do Nilo Ocidental, aedes aegypti,  pode deixar um ser humano sem ação por um mês.

Espalhado por todo o mundo ao longo das rotas comerciais fora da Ásia desde o século 2 aC, existem agora entre 100 a 400 milhões de infecções em todo o mundo a cada ano .

A cidade de Yogyakarta, na Indonésia, foi o local de um teste do Programa Mundial de Mosquito para ver se talvez a Dengue pudesse ser controlada usando uma espécie de bactéria frequentemente encontrada alojada em um. aegypti. Wolbachia  é talvez o parasita reprodutivo mais comum que existe na biosfera, e entre 25% e 70% de todas as espécies de insetos o carregam.

Programa Mosquito Mundial 

A lógica é que essa bactéria “milagrosa” vive no mosquito exatamente para onde a Dengue tenta ir, enquanto também compete por recursos como comida. A teoria é que a  wolbachia  competiria melhor e impediria a replicação da Dengue.

Não foi difícil, pois a wolbachia também foi usada para prevenir a propagação do vírus Zika no Brasil em 2016.

Cinco milhões de ovos de mosquito foram infectados com wolbachia  e foram deixados em baldes de água pela cidade ao longo de 9 meses para formar uma população consistente de mosquitos infectados.

Os resultados foram sucessos no nível da vacina, com a disseminação de todas as quatro variedades de Dengue reduzida em 77% e a taxa de hospitalização em 86%, em 12 zonas geográficas de Yogyakarta onde foram implantadas em comparação com 12 outras zonas nas quais não foram.

O Diretor de Avaliação de Impacto do Programa Mundial Mosquito descreveu os resultados como “inovadores”, acrescentando “acreditamos que pode ter um impacto ainda maior quando implantado em grande escala em grandes cidades ao redor do mundo, onde a dengue é um grande problema de saúde pública. ”

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: WOLBACHIA É A NOVA BACTÉRIA QUE VAI ERRADICAR O MOSQUITO DA DENGUE DE UMA VEZ POR TODAS DA INDONÉSIA

CIÊNCIAS: HISTÓRIA REMOTA DA AMÉRICA DO SUL É REVELADA EM FLORESTA PETRIFICADA NO PERU

Muitas e novas revelações da paleontologia são o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira. Paleontólogos descobrem que o Bosque Petrificado Piedra Chamana, no norte do Peru, era uma exuberante floresta tropical há 39 milhões de anos, antes dos andes se erguerem. Convido você a ler este impressionante artigo e conhecer as fantásticas descobertas!

Floresta petrificada no Peru revela história remota da América do Sul

O Bosque Petrificado Piedra Chamana, no norte do país, era uma exuberante floresta tropical há 39 milhões de anos, quando os Andes ainda não existiam

Com as evidências descobertas por paleontólogos, uma artista esboçou El Bosque Petrificado Piedra Chamana como poderia ter sido muito antes dos humanos. Crédito: Mariah Slovacek/NPS-GIP

Nas colinas fora da pequena aldeia de Sexi, Peru, uma floresta fóssil guarda segredos sobre os últimos milhões de anos da América do Sul.

Quando visitamos essas árvores petrificadas pela primeira vez, há mais de 20 anos, não se sabia muito sobre sua idade ou como foram preservadas. Começamos datando as rochas e estudando os processos vulcânicos que preservaram os fósseis. A partir daí, começamos a reconstituir a história da floresta, a partir do dia, 39 milhões de anos atrás, em que um vulcão entrou em erupção no norte do Peru.

Choveram cinzas na floresta naquele dia, arrancando as folhas das árvores. Em seguida, fluxos de material cinza passaram, quebrando as árvores e carregando-as como troncos em um rio para a área onde foram enterrados e preservados. Milhões de anos depois, após os Andes modernos se erguerem e carregarem os fósseis com eles, as rochas foram expostas às forças da erosão, e as madeiras e folhas fósseis novamente viram a luz do dia.

Estudo pioneiro

Essa floresta petrificada, El Bosque Petrificado Piedra Chamana, é a primeira floresta tropical fóssil da América do Sul a ser estudada em detalhes. Está ajudando paleontólogos como nós a compreender a história das florestas megadiversas dos trópicos do Novo Mundo e os climas e ambientes anteriores da América do Sul.

Examinando finas fatias de madeira petrificada sob microscópio, conseguimos mapear a mistura de árvores que floresciam aqui muito antes da existência dos humanos.

Relação de árvores de Sexi, Peru, com seções transversais da madeira. Crédito: Mariah Slovacek/NPS-GIP, CC BY-ND

Madeira petrificada sob um microscópio

Para descobrir os tipos de árvores que cresciam na floresta antes da erupção, precisávamos de amostras finas da madeira petrificada que pudessem ser estudadas ao microscópio. Isso não foi tão fácil por causa do volume e da diversidade de madeira fóssil no local.

Tentamos amostrar a diversidade da floresta contando com características que poderiam ser observadas a olho nu ou com pequenos microscópios de mão, coisas como a disposição e largura dos vasos que carregam água para cima dentro da árvore ou a presença de anéis em árvores. Em seguida, cortamos pequenos blocos dos espécimes e, a partir deles, pudemos preparar finas seções petrográficas em três planos. Cada plano nos dá uma visão diferente da anatomia da árvore. Eles nos permitem ver muitas características detalhadas relacionadas aos vasos, às fibras de madeira e ao componente de tecido vivo da madeira.

Com base nessas características, pudemos consultar estudos anteriores e usar informações em bancos de dados de madeira para descobrir quais tipos de árvores estavam presentes.

Seções finas de madeira identificada como Cynometra, uma árvore da família das leguminosas. Os vasos na seção transversal têm cerca de um décimo de milímetro de largura. As duas seções à direita mostram detalhes da estrutura de madeira em uma ampliação maior. Crédito: Woodcock et al. 2017, CC BY-ND

Pistas na floresta e nas folhas

Muitas das árvores fósseis têm parentes próximos nas atuais florestas tropicais da América do Sul.

Uma tem traços típicos de cipós, que são trepadeiras lenhosas. Outras parecem ter sido grandes árvores com copa, incluindo parentes da moderna ceiba. Também encontramos árvores bem conhecidas nas florestas da América do Sul, como hura, ou árvore de caixa de areia; Anacardium, um tipo de cajueiro; e Ochroma ou balsa. O maior espécime no sítio de Sexi – um tronco fóssil com cerca de 75 cm de diâmetro – tem características como as de Cynometra, uma árvore da família das leguminosas.

A descoberta de uma planta de mangue, Avicennia, foi mais uma evidência de que a floresta estava crescendo em uma altitude baixa perto do mar antes que os Andes se erguessem.

Condições bem quentes

As folhas fósseis que encontramos forneceram outra pista para o passado. Todas tinham bordas lisas, em vez das bordas dentadas ou lóbulos que são mais comuns nos climas mais frios das latitudes médias a altas. Isso indica que a floresta experimentou condições bastante quentes. Sabemos que a floresta estava crescendo em uma época do passado geológico em que a Terra era muito mais quente do que hoje.

Embora existam muitas semelhanças entre a floresta petrificada e as florestas amazônicas atuais, algumas das árvores fósseis têm características anatômicas incomuns nos trópicos sul-americanos. Uma delas é uma espécie de Dipterocarpaceae, um grupo que tem apenas outro representante na América do Sul, mas que é comum hoje nas florestas tropicais do sul da Ásia.

Esses fósseis de folhas pertenciam a um tipo de planta de mangue, indicando que a floresta estava originariamente perto do mar. Crédito: NPS, CC BY-ND

Uma artista dá vida à floresta

Nosso conceito de como era essa floresta antiga se expandiu quando tivemos a oportunidade de colaborar com uma artista no Monumento Nacional Florissant Fossil Beds, no Colorado (EUA), para reconstruir a floresta e a paisagem. Outros locais com árvores fósseis incluem Florissant, que tem tocos de sequoia gigantes petrificados, e o Parque Nacional da Floresta Petrificada, no Arizona (EUA).

Trabalhar com a artista Mariah Slovacek, que também é paleontóloga, nos fez pensar criticamente sobre muitas coisas. Como seria a floresta? As árvores eram perenes ou decíduas? Quais eram altas e quais eram mais baixas? Qual seria a aparência delas em flores ou frutos?

Sabíamos, por nossa investigação, que muitas das árvores fósseis provavelmente cresceram em um riacho ou local de floresta inundada. Mas e quanto à vegetação crescendo de volta aos cursos d’água em áreas mais altas? As colinas teriam sido arborizadas ou suportariam vegetação adaptada à seca? Mariah pesquisou os parentes atuais das árvores que identificamos em busca de pistas de sua aparência, como o formato e a cor de suas flores ou frutos.

Nenhum fóssil de mamíferos, pássaros ou répteis do mesmo período foi encontrado no sítio de Sexi, mas a antiga floresta certamente teria sustentado uma diversidade de vida selvagem. Os pássaros já haviam se diversificado nessa época, e os répteis da família dos crocodilos há muito nadavam nos mares tropicais.

Um grande tronco petrificado perto de Sexi, Peru. Crédito: NPS, CC BY-ND

Exuberância à beira-mar

Recentes descobertas paleontológicas descobriram que dois grupos importantes de animais – macacos e roedores caviomorfos, que incluem porquinhos-da-índia – chegaram ao continente na época em que a floresta fóssil estava crescendo.

Com essa informação, Mariah conseguiu povoar a antiga floresta. O resultado é uma exuberante floresta à beira-mar com altas árvores floridas e trepadeiras lenhosas. Os pássaros voam pelo ar e um crocodilo salta na costa. Você quase pode imaginar que estava lá no mundo de 39 milhões de anos atrás.

* Deborah Woodcock é cientista pesquisadora na Universidade Clark (EUA); Herb Meyer é paleontólogo do Serviço Nacional de Parques dos EUA.

** Este artigo foi republicado do site The Conversation sob uma licença Creative Commons. Leia o artigo original aqui.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: HISTÓRIA REMOTA DA AMÉRICA DO SUL É REVELADA EM FLORESTA PETRIFICADA NO PERU

CIÊNCIAS: PARALISIA ESPINHAL BÍFIDA NÃO É MAIS UM DIAGNÓSTICO DEVASTADOR

As notícias deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS são excelentes graças a alguns avanços surpreendentes na cirurgia pré-natal. As operações realizadas no útero estão produzindo resultados muito mais promissores. Por isso convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa fantástica cirurgia!

Cirurgia “alucinante” no útero de mães salvou dezenas de bebês da paralisia espinhal bífida

Para o feto, a espinha bífida, um defeito de nascença no qual a medula espinhal não se desenvolve ou se fecha adequadamente, é um diagnóstico devastador. Até recentemente, os médicos não conseguiam corrigir a condição até o nascimento do bebê. Mesmo com intervenção médica pós-parto, o resultado nem sempre foi bom.

Agora, no entanto, graças a alguns avanços surpreendentes na cirurgia pré-natal, as operações realizadas no útero estão produzindo resultados muito mais promissores.

Os médicos teorizam que quanto mais o tecido espinhal fica exposto ao líquido amniótico no útero, maior o dano aos nervos, o que pode levar à paralisia permanente das pernas, perda de sensibilidade e falta de função nos rins, bexiga e intestinos .

Os procedimentos corretivos realizados durante o segundo trimestre (geralmente entre 23 a 26 semanas) são relatados para minimizar os danos aos nervos e mitigar problemas de saúde de longo prazo, dando a muitos bebês com espinha bífida a esperança de levar uma vida próxima à normal.

Helena Purcell, uma futura mamãe no Reino Unido, descobriu que sua filha ainda não nascida tinha espinha bífida e também hidrocefalia (um acúmulo anormal de fluido no cérebro) durante um exame de rotina de 20 semanas. Metade da coluna do bebê foi exposta por uma grande lesão. Disseram a ela que as chances de seu filho andar eram mínimas e ela provavelmente teria incontinência durante toda a vida.

Poucos dias depois de ouvir aquele prognóstico sombrio, Helena foi testada pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS) para ver se ela se qualificava para o programa de cirurgia intra-uterina que mudou sua vida – e foi aprovada. “Eu sabia que se não fizesse a operação, a qualidade de vida dela seria muito diferente”, disse Purcell à BBC .

Purcell estava com 23 semanas de gravidez quando chegou à Bélgica, onde a cirurgia seria realizada. Cerca de 30 especialistas e médicos do University College London Hospitals, do Great Ormond Street Hospital for Children e do University Hospitals Leuven participaram do procedimento.

A equipe incluiu cirurgiões fetais e pediátricos, neurocirurgiões, anestesiologistas, obstetras, radiologistas e uma equipe de higienização. Havia até neonatologistas à disposição para o caso de o bebê de Purcell precisar nascer (o que ela não fez).

Três meses depois, nasceu a filha de Helena, Mila (abreviação de Milagro que significa “milagre” em espanhol). Embora ela ainda tenha alguma retenção de líquidos no cérebro, seu desenvolvimento é bom.

“Não consigo explicar a enorme diferença que [isso] teve para minha família. Os médicos do NHS são heróis aos meus olhos, e a cirurgia que eles fizeram é simplesmente alucinante ”, disse Purcell à Sky News . “Se não fosse por eles, Mila ficaria paralisada … Estou muito grato por ela ter tido essa chance.”

Helena Purcell com o bebê Mila / GOSH

Pré-nascido nos EUA

O NHS relata que, desde janeiro de 2020, 32 bebês britânicos e suas mães foram submetidos ao procedimento cirúrgico duplo, mas a operação também está sendo realizada com sucesso na América.

Um ultrassom de 20 semanas revelou que o filho de Mallorie e Chris Deruyter, Max, tinha espinha bífida. Os médicos do casal de Wisconsin enviaram Mallorie ao Hospital Infantil Lurie de Chicago para tratamento posterior.

Embora a operação – conhecida como “reparo fetoscópico fechado” – seja muito menos invasiva do que os procedimentos anteriores, Mallorie ainda corria o risco de parto prematuro que a cirurgia às vezes induz.

“Quando eu inicialmente ouvi isso, eu realmente pensei que não faria uma cirurgia de jeito nenhum. Eu apenas pensei que era absolutamente louco ”, disse Mallorie à WGN News 9 . “E quanto mais pesquisas eu fiz, mais percebi que isso vai dar a ele a melhor vida.”

Após a operação de sete horas, comandada pelo neurocirurgião fetal Dr. Robin Bowman e o cirurgião pediátrico Dr. Aimen Shaaban, a mãe e o bebê ainda não nascido estavam bem. Os Deruyter voltaram para Green Bay, mas deveriam retornar a Lurie para uma cesariana quando a gravidez chegasse a 39 semanas.

O bebê tinha outros planos. Mallorie entrou em trabalho de parto e Max chegou às 3 da manhã, poucas horas antes da cesariana programada, sem complicações.

Em casa, Max está prosperando. “A chance de uma vida realmente normal para ele realmente parece aparente”, disse Chris à WGN . “Você pode ver que ele vai ser um garotinho próspero e feliz. Não acho que teríamos feito de outra maneira. ”

A impressão 3D traz um novo nível de precisão

Enquanto isso, na Flórida, junto com ressonâncias magnéticas e ultrassom, os cirurgiões estão usando bebês “virtuais” impressos em 3D como ferramentas para melhor orientá-los durante o procedimento complexo.

O Hospital Orlando Health Winnie Palmer para Mulheres e Bebês na Flórida é uma das instalações de última geração que utiliza a nova tecnologia. Trabalhando em conjunto com o Digital Anatomy Simulations for Healthcare (DASH), com base em Orlando, 25 modelos fetais foram criados desde 2018.

“A reconstrução 3D do feto pode realmente educar o cirurgião sobre a forma, tamanho e localização da lesão espinhal na vida real, bem como preparar o cirurgião para ter o equipamento apropriado pronto para tratar esta condição cirurgicamente,” Dr. Samer Elbabaa, diretor médico de neurocirurgia pediátrica da Orlando Health, disse em um comunicado .

“É um nível de detalhe que não podemos ver na imagem tradicional, mas é extremamente valioso nesses casos em que não podemos realmente ver o defeito antes da cirurgia”.

“Os modelos fetais não apenas ajudam os cirurgiões a planejar coisas como onde fazer uma incisão e como reparar o defeito, mas também ajudam a reduzir a duração da cirurgia para limitar a exposição do bebê em desenvolvimento”, afirmou o CEO da DASH, Jack Stubbs.

Jocelyn Rodriguez, uma paciente de Winnie Palmer, descobriu que o bebê que ela e seu marido Jared estavam esperando tinha espinha bífida quando ela tinha 18 semanas. O casal afirma que a tecnologia 3D permitiu que eles entendessem melhor o que estava acontecendo com a gravidez e também se sentissem mais otimistas em relação ao procedimento.

Embora Jocelyn não tenha chegado à data prevista, os exames subsequentes desde a cirurgia revelam que a condição do bebê melhorou muito.

“Ela estava chutando, mexendo os dedos dos pés, mexendo os tornozelos”, disse ela. “Ela adora soluços. Quero dizer, tudo o que poderíamos ter desejado definitivamente aconteceu. ”

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: PARALISIA ESPINHAL BÍFIDA NÃO É MAIS UM DIAGNÓSTICO DEVASTADOR

CIÊNCIAS: SINTONIZAR O NOSSO “RÁDIO MENTAL” NO CANAL DA “CONSCIÊNCIA CÓSMICA” PODE MUDAR O ESTADO DAS COISAS

No atual estágio evolutivo da Física Quântica, os cientistas quânticos afirmam que temos o poder de realizar e mudar o estado das coisas, mas para isso necessitamos sintonizar o nosso “rádio mental” (parafraseando Paramahansa Yogananda) no canal da dita “Consciência Cósmica”. Só assim poderemos fazer a interação quântica mente e matéria. O artigo a seguir explica de que forma isso pode acontecer. Por isso convido você a ler, refletir e fazer o seu juízo de valor!

A INTERAÇÃO QUÂNTICA: MENTE E MATÉRIA

A INTERAÇÃO QUÂNTICA: MENTE E MATÉRIA

 

– Dr. Marco Rogério Marcondes –

Einstein acreditava que os eventos quânticos não eram puramente aleatórios, mas que as partículas surgiriam em determinados locais devido a razões ocultas que ainda iríamos descobrir. A ciência afirma hoje que a mente ocupa um lugar de destaque na seleção do local de surgimento das partículas e postula que, uma vez determinado o evento, todas as demais possibilidades ocorreriam em outros Universos inteiramente diferentes. Matematicamente, já é possível a existência de até 11 dimensões extras (veja em Scientific American Brasil de Janeiro de 2009).

A mecânica quântica usa o acaso quântico para chegar a leis determinísticas, mas a influência da mente humana como coparticipante do experimento, e não como mero observador, gera um grande fator complicador nas experiências. Até que ponto nós temos o poder de influenciar os eventos quânticos? E quando não influenciamos, quem ou o que o influencia? Aquilo que não observamos existe mesmo, ou tem apenas uma probabilidade de existir, passando a existir somente depois de observado pela mente humana? Ou é a mente que cria a observação?

Esses questionamentos, longe de serem apenas questões acadêmicas, ocorrem em nossa vida diária. Existe algo como destino, algo como a predestinação, ou temos o poder de mudar o destino? Dois argumentos surgem dessas questões. Se o nosso destino foi irremediavelmente traçado pelo evento do Big-Bang (que gerou um Universo de partículas interligadas pelo efeito teorema de Bell), quem, ou o que, desencadeou essa explosão? E o que existia antes dele?

Já que não existia espaço nem tempo, nesta situação, matematicamente falando, existiam infinitas possibilidades, como se fosse um programa com todas as possibilidades possíveis. Com eventos simultâneos à espera da quebra da função onda. Quem quebra a função onda? A mente do observador.

Se podemos mudar o nosso futuro, pois ele é apenas uma possibilidade e não tem existência absoluta, poderemos também mudar o nosso passado, que não tem também uma existência absoluta? (veja também na entrevista de Amit Goswami em http://orion.med.br)

No campo dogmático inflexível separam as doutrinas que pregam a predestinação absoluta do homem ou a sua salvação através de seu livre arbítrio ou pela graça de um Ser superior. Mas da mesma forma que os estados de matéria e energia, como polos opostos das subpartículas, são verdadeiros, todos os polos opostos também são verdadeiros e plenamente reconciliáveis. Parece haver algo como uma “Mente” ou “Consciência multiversal paralela” responsável pela aparente criação, que quando sintonizada pela mente em estados alterados de consciência, faculta ao homem o poder de modificar a matéria no tempo e no espaço. Se a única coisa que percebemos como real é o que existe no “aqui e agora”, temos o poder de modificar a nós mesmos e, consequentemente, pelo teorema de Bell, todo o Universo sincronizado conosco.

Temos o poder de realizar e mudar o estado das coisas, mas para isso necessitamos sintonizar o nosso “rádio mental” (parafraseando Paramahansa Yogananda) no canal da dita “Consciência Cósmica”. Enquanto estivermos sintonizados com o nosso mundo finito de pensamentos e emoções, não experimentaremos nenhuma mudança substancial em nós mesmos e muito menos no Universo à nossa volta, já que a existência é um fenômeno da consciência.

Sintonizar o nosso “rádio mental” no silêncio que está além de nossos pensamentos, emoções e sensações é experimentar o vazio da meditação. É no vazio físico que todas as partículas surgem e desaparecem, e é no vazio mental que as transformações pessoais ocorrem. Somente quando a nossa mente está vazia é que a voz do silêncio de nossa intuição consegue se fazer audível na forma de insights ou de impulsos criativos e artísticos.

Esse estado mental é descrito em todas as tradições místico-religiosas: o pangree africano, o Samadhi hindu, o Sanmai zen-budista, o êxtase contemplativo cristão (contemplação infusa), o nirvana budista, o fanan muçulmano, a superconsciência de Sri Aurobindo (1872-1950), a supraconsciência de Paramahansa Yogananda (1893-1952), a Grande Imobilidade dos taoístas, etc…

Então…. diante do fato exposto, a doença ou estados alterados de saúde provêm de estados sintonizados da mente patológica com a própria enfermidade. Pois bem, o que temos a fazer em proposta terapêutica para estas mudanças?

A terapia floral quântica esta aí para ser usada, pronta para uso. Já pesquisada e confirmada como método terapêutico, não só válido como único para cumprir este objetivo.

Fonte: Revista saúde quântica

Continuar lendo CIÊNCIAS: SINTONIZAR O NOSSO “RÁDIO MENTAL” NO CANAL DA “CONSCIÊNCIA CÓSMICA” PODE MUDAR O ESTADO DAS COISAS

CIÊNCIAS: UM OBSERVATÓRIO ORBITAL MUNIU A NASA DE IMAGENS FANTÁSTICAS DO CENTRO DA VIA LÁCTEA

O observatório de Raios-X Chandra, que está em órbita há décadas abasteceu a NASA com uma bateria de 370 observações fotográficas, que proporcionou um ensaio fotográfico espetacular onde mostra bilhões de estrelas e um número aparentemente infinito de buracos negros a 26.000 anos-luz da Terra, no centro da Via Láctea. Você não pode perder essa oportunidade de apreciar essa imagem fabulosa e saber como ela foi gerada!

Imagem da NASA mostra a beleza espetacular do ‘centro’ da Via Láctea

Uma nova imagem espetacular foi divulgada pela NASA mostrando o ‘centro’ da galáxia espiral em que vivemos.

A fotografia é uma composição composta de 370 observações feitas no Observatório de Raios-X Chandra em órbita nas últimas décadas. Ele mostra bilhões de estrelas e um número aparentemente infinito de buracos negros a 26.000 anos-luz da Terra, no centro da Via Láctea.

Muito do trabalho necessário para fazer essa imagem foi realizado por Daniel Wang. Astrônomo da Universidade de Massachusetts Amherst, ele passou seu ano pandêmico trabalhando na foto que você pode ver acima.

“O que vemos na foto é um ecossistema violento ou energético no centro de nossa galáxia”, disse Wang à Associated Press . “Há muitos vestígios de supernovas, buracos negros e estrelas de nêutrons lá. Cada ponto de raio-X ou característica representa uma fonte energética, a maioria das quais estão no centro. ”

Bem, não podemos negar que o que Wang fez no ano passado superou nossa farra do Netflix. Somos gratos por seu trabalho.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: UM OBSERVATÓRIO ORBITAL MUNIU A NASA DE IMAGENS FANTÁSTICAS DO CENTRO DA VIA LÁCTEA

CIÊNCIAS: NOVA DESCOBERTA PERMITE COMPREENDER COMO OS GENES SE EXPRESSAM E AS CONSEQUÊNCIAS DISSO

No artigo a seguir, aqui na coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira, você vai saber que cada corpo humano tem cerca de 30 mil genes. Que eles ditam não apenas nossa aparência, mas também processos biológicos essenciais e que uma equipe de pesquisa da Universidade Estadual da Flórida descobriu como esse processo está implicado no câncer. Eles descobriram ainda que a forma como essa região se apresenta determina como os genes são ativados ou desativados. Portanto, convido você a ler o artigo completo e entender essa nova descoberta!

Descobertas novas informações sobre como genes ‘ligam’ e ‘desligam’

Processos agora revelados permitem avançar na compreensão de como os genes se expressam e as consequências disso

Mecanismos revelados desafiam os modelos atuais de como um gene é expresso. Crédito: CC0 Public Domain

Cada corpo humano tem cerca de 30 mil genes. Eles ditam não apenas nossa aparência, mas também processos biológicos essenciais. Agora, uma equipe de pesquisa da Universidade Estadual da Flórida (FSU, nos EUA) e da Universidade Nacional Australiana (ANU) descobriu um aspecto-chave da regulação do gene e, em última análise, como esse processo está implicado no câncer. Seu estudo foi publicado na revista Nature Communications.

No artigo, Jonathan Dennis, professor associado de ciências biológicas da FSU, e David Tremethick, professor da ANU, revelam informações importantes sobre a região de controle de um gene – onde as proteínas se ligam para ativar ou desativar genes. Os pesquisadores descobriram que a forma como essa região se apresenta determina como os genes são ativados ou desativados.

Esse “acondicionamento” se refere a todas as características de como e onde tais proteínas se fixam. O processo é crítico para a biologia humana, observou Dennis. “Quando a coisa errada se liga, você obtém fisiologia inadequada, em alguns casos, câncer”, disse ele.

As novas informações desafiam os modelos atuais de como um gene é expresso. Elas revelam que existem muitas maneiras diferentes de um promotor (a região do DNA que inicia a transcrição de um determinado gene) ser acondicionado para permitir ou restringir a expressão de um gene.

Papel importante

Uma proteína chamada H2A.Z desempenha um papel importante na regulação desse acondicionamento de genes de diferentes maneiras. Os pesquisadores descobriram que um papel importante da H2A.Z na regulação do gene é garantir que apenas os fatores regulatórios adequados tenham acesso aos promotores do gene.

“A H2A.Z é um tipo de proteína chamado variante da histona [as principais proteínas que compõem o nucleossomo]”, disse Lauren Cole, ex-doutoranda da FSU e primeira autora do artigo. “Como as variantes das histonas desempenham um papel importante na regulação do gene, este trabalho leva a uma compreensão ampliada do genoma humano.”

Segundo Tremethick, a descoberta ressalta quanto trabalho ainda precisa ser feito para entender o genoma humano e como essa descoberta pode trazer avanços nas pesquisas.

“Embora já tenham se passado quase 20 anos desde que o genoma humano foi sequenciado, como essa informação genômica é seletivamente utilizada para direcionar os padrões de expressão gênica que sustentam as decisões sobre o destino das células ainda permanece pouco compreendido”, disse Tremethick. “Embora ainda haja muito trabalho a ser feito, nosso estudo ajudará a mover essa área adiante para obter uma melhor compreensão de como nossos genes são expressos na hora e no lugar certos, o que tem implicações críticas para a saúde humana.”

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: NOVA DESCOBERTA PERMITE COMPREENDER COMO OS GENES SE EXPRESSAM E AS CONSEQUÊNCIAS DISSO

CIÊNCIAS: TÉCNICAS EMERGENTES E GENES DE ALGAS SENSÍVEIS À LUZ RESTAURAM A VISÃO EM CEGOS, DECLARAM CIENTISTAS

Cientistas descobrem que genes de algas que codificam proteínas sensíveis à luz, são capazes de restaurar lentamente a visão do paciente até o ponto em que ele possa localizar, identificar e contar objetos novamente. O destaque deste sábado na nossa coluna CIÊNCIAS. O tratamento que está sendo chamado de um avanço na terapia optogenética, oferece uma chance de restauração da visão em pessoas com retinite pigmentosa, a degradação das células fotorreceptivas dos olhos. Leia o artigo completo a seguir e fique por dentro de todos os detalhes!

Cientistas restauram parcialmente a visão em cegos usando técnicas emergentes e genes de algas sensíveis à luz

Ao injetar no olho de um homem parisiense genes de algas que codificam proteínas sensíveis à luz, os cientistas foram capazes de restaurar lentamente a visão do paciente até o ponto em que ele pudesse localizar, identificar e contar objetos novamente.

O tratamento está sendo chamado de um avanço na terapia optogenética e oferece uma chance de restauração da visão em pessoas com retinite pigmentosa, a degradação das células fotorreceptivas dos olhos.

Encontrada em algas brilhantes, a proteína, chamada channelrhodopsin ChrimsonR, auxilia no fluxo de íons para dentro e para fora da célula após ser exposta à luz. A aplicação dessa proteína abre novas possibilidades para a terapia gênica da retina, uma vez que ignora os fotorreceptores quebrados que caracterizam a retinite pigmentosa.

Em vez disso, os genes ChrimsonR foram direcionados para células ganglionares da retina, que são parte do equipamento de visão responsável por obter informações dos fotorreceptores e retransmiti-las para os nervos ópticos e, em seguida, para o cérebro, onde são transformadas no que conhecemos como visão.

Os gânglios receberam essencialmente a função de fotorreceptores, que devido à doença não funcionaram mais. Um par de óculos feitos sob medida coletou a imagem do mundo e condensou-a em um único espectro de luz âmbar, aquele que faz com que a proteína crimsonR do canal rodopsina mude de forma e envie sinais ao cérebro.

Ao longo de meses de treinamento, o paciente foi capaz de ver objetos, as linhas brancas na calçada e muito mais com a ajuda dos óculos – tudo detalhado no estudo resultante, publicado na revista Nature . Este não parece um tratamento particularmente avançado, mas a retinite pigmentosa não tem terapia aprovada e é uma das causas mais comuns de cegueira em jovens.

Novos desenvolvimentos neste campo podem tornar a terapia optogenética muito mais futurística, como se um gene em algum lugar da biologia pudesse ser encontrado que reagisse da mesma maneira que ChrimsonR, mas em direção a múltiplos espectros de cores. Isso permitiria que uma versão mais natural da visão fosse restaurada.

Por outro lado, métodos com células-tronco para restaurar fotorreceptores foram pioneiros em camundongos e também realizados em humanos. Sai Chavala, Ph.D. no Laboratório de Reabilitação da Retina da University of North Texas, recentemente mostrou que os fibroblastos, um tipo de célula da pele, podem se reprogramar em fotorreceptores em pacientes e camundongos com degeneração macular relacionada à idade (DM), um tipo de cegueira progressiva que é assim comum é praticamente descrito como “envelhecimento”.

Chavala está planejando a aprovação da FDA para este tratamento para reverter a DM relacionada à idade nos próximos 1-2 anos.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: TÉCNICAS EMERGENTES E GENES DE ALGAS SENSÍVEIS À LUZ RESTAURAM A VISÃO EM CEGOS, DECLARAM CIENTISTAS

CIÊNCIAS: A GRANDE NOVIDADE, BATERIA DE LONGA DURAÇÃO E CARREGAMENTO RÁPIDO

O destaque desta segunda-feira na nossa coluna CIÊNCIAS é a nova bateria de lítio de estado sólido, com longa duração e carregamento rápido. Além de tudo isso, é uma bateria de estado sólido de metal de lítio estável que pode ser carregada e descarregada pelo menos 10.000 vezes. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer, em detalhes, como foi o desenvolvimento dessa fantástica bateria!

Bateria de lítio de estado sólido de longa duração de Harvard pode resolver um problema de 40 anos

Baterias de longa duração e carregamento rápido são essenciais para a expansão do mercado de veículos elétricos, mas as baterias de íon de lítio de hoje ficam aquém do que é necessário – são muito pesadas, muito caras e demoram muito para carregar.

Durante décadas, os pesquisadores tentaram aproveitar o potencial das baterias de metal de lítio de estado sólido, que retêm substancialmente mais energia no mesmo volume e carregam em uma fração do tempo em comparação com as baterias de íon de lítio tradicionais.

“Uma bateria de metal de lítio é considerada o Santo Graal para a química de baterias por causa de sua alta capacidade e densidade de energia”, disse Xin Li , Professor Associado de Ciência de Materiais na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Harvard John A. Paulson (SEAS). “Mas a estabilidade dessas baterias sempre foi ruim.”

Agora, Li e sua equipe projetaram uma bateria de estado sólido de metal de lítio estável que pode ser carregada e descarregada pelo menos 10.000 vezes – muito mais ciclos do que foi demonstrado anteriormente – em uma alta densidade de corrente. Os pesquisadores emparelharam o novo design com um material catódico de alta densidade de energia comercial.

Essa tecnologia de bateria poderia aumentar a vida útil dos veículos elétricos para a dos carros a gasolina – 10 a 15 anos – sem a necessidade de substituir a bateria. Com sua alta densidade de corrente, a bateria pode abrir caminho para veículos elétricos que podem carregar totalmente em 10 a 20 minutos.

“Nossa pesquisa mostra que a bateria de estado sólido pode ser fundamentalmente diferente da bateria de íon-lítio com eletrólito líquido comercial”, disse Li. “Ao estudar sua termodinâmica fundamental, podemos desbloquear um desempenho superior e aproveitar suas oportunidades abundantes.”

O grande desafio com as baterias de metal de lítio sempre foi a química. As baterias de lítio movem íons de lítio do cátodo para o ânodo durante o carregamento. Quando o ânodo é feito de metal de lítio, estruturas semelhantes a agulhas chamadas dendritos se formam na superfície. Essas estruturas crescem como raízes no eletrólito e perfuram a barreira que separa o ânodo e o cátodo, causando um curto-circuito ou até mesmo um incêndio na bateria.

Para superar esse desafio, Li e sua equipe projetaram uma bateria multicamadas que ensanduicha diferentes materiais de diferentes estabilidades entre o ânodo e o cátodo. Esta bateria multimaterial, multicamadas, impede a penetração de dendritos de lítio, não os parando totalmente, mas sim controlando-os e contê-los.

Como um sanduíche BLT

Pense na bateria como um sanduíche BLT. Primeiro vem o pão – o ânodo de metal de lítio – seguido pela alface – uma camada de grafite. Em seguida, uma camada de tomate – o primeiro eletrólito – e uma camada de bacon – o segundo eletrólito. Termine com outra camada de tomate e o último pedaço de pão – o cátodo.

Cortesia de Second Bay Studios: Harvard SEAS

O primeiro eletrólito (nome químico Li5.5PS4.5Cl1.5 ou LPSCI) é mais estável com lítio, mas propenso à penetração de dendritos. O segundo eletrólito, (Li10Ge1P2S12 ou LGPS) é menos estável com o lítio, mas parece imune aos dendritos. Neste projeto, os dendritos podem crescer através da grafite e do primeiro eletrólito, mas são interrompidos quando alcançam o segundo. Em outras palavras, os dendritos crescem através da alface e do tomate, mas param no bacon. A barreira do bacon impede os dendritos de empurrar e causar curto na bateria.

“Nossa estratégia de incorporar instabilidade para estabilizar a bateria parece contra-intuitiva, mas assim como uma âncora pode guiar e controlar um parafuso que vai para uma parede, também pode nosso projeto de multicamadas guiar e controlar o crescimento de dendritos”, disse Luhan Ye, co -autora do artigo e pós-graduanda do SEAS.

“A diferença é que nossa âncora rapidamente se torna muito apertada para o dendrito perfurar, então o crescimento do dendrito é interrompido”, acrescentou Li.

A bateria também é autocurativa; sua química permite preencher buracos criados pelos dendritos.

“Este projeto de prova de conceito mostra que as baterias de estado sólido de metal de lítio podem ser competitivas com as baterias de íon de lítio comerciais”, disse Li. “E a flexibilidade e versatilidade de nosso design multicamadas o torna potencialmente compatível com os procedimentos de produção em massa na indústria de baterias. Aumentar para a bateria comercial não será fácil e ainda existem alguns desafios práticos, mas acreditamos que serão superados. ”

A pesquisa foi publicada na Nature  e apoiada pelo Fundo Competitivo do Dean para uma bolsa de estudos promissora da Universidade de Harvard e pelo Fundo de Pesquisa Competitiva da Harvard Data Science Initiative.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: A GRANDE NOVIDADE, BATERIA DE LONGA DURAÇÃO E CARREGAMENTO RÁPIDO

CIÊNCIAS: UMA VACINA PERSONALIZADA ANTICÂNCER OBTEVE ÊXITO EM CAMUNDONGOS E PODE DAR CERTO EM HUMANOS

CIÊNCIAS: UMA VACINA PERSONALIZADA ANTICÂNCER OBTEVE ÊXITO EM CAMUNDONGOS E PODE DAR CERTO EM HUMANOS
Vaccine test on laboratory mouse, applied by injection

Um novo alento em busca da cura do câncer é o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS deste sábado. Uma equipe de cientistas modificam os vírus para torná-los específicos para as células de um tumor. Esses vírus, chamados de vírus oncolíticos infectam e destroem especificamente as células cancerosas sem tocar nas células saudáveis. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer o princípio ativo dessa poderosa vacina.

Cientistas desenvolvem vacina anticâncer personalizada que funciona em camundongos

vac

Uma equipe de pesquisa em Montreal está ocupada desenvolvendo uma vacina anticâncer personalizada que funciona em camundongos.

No Centro de Pesquisa do Hospital da Universidade de Montreal (CRCHUM), Marie-Claude Bourgeois-Daigneault e uma equipe de cientistas modificam os vírus para torná-los específicos para as células de um tumor.

Uma vez no corpo do paciente, esses vírus – chamados de vírus oncolíticos – infectam e destroem especificamente as células cancerosas sem tocar nas células saudáveis. Esses vírus podem até estimular o sistema imunológico para que fique mais bem armado para reconhecer e matar células malignas. Isso é conhecido como imunoterapia.

Em um estudo publicado na  Nature , os pesquisadores mostram como eles criaram uma vacina personalizada eficaz, combinando vírus oncolíticos com pequenas moléculas sintéticas (peptídeos) específicas para o câncer alvo.

Aqui, Bourgeois-Daigneault explica a abordagem e as descobertas de sua equipe.

Em seu estudo, você usa vírus oncolíticos como adjuvantes de vacina anticâncer para imunizar camundongos. Como você faz isso?

Marie-Claude Bourgeois-Daigneault, CRCHUM 

Para que uma vacina induza uma resposta imunológica, ela deve conter elementos que estimulem as células do sistema imunológico – os famosos glóbulos brancos.

Esses elementos, chamados adjuvantes, são ingredientes de todas as vacinas. Eles permitem que o corpo humano perceba o perigo potencial e contenha a ameaça enviando seu exército de células imunológicas.

Nossa abordagem consiste em usar vírus oncolíticos para estimular essa resposta imune e direcioná-la ao câncer. Para ter sucesso, criamos uma vacina misturando vírus com peptídeos sintéticos (antígenos) que se assemelham ao câncer visado.

Porque é verdade que, para ser eficaz, a vacina tem que ser personalizada para cada paciente, a partir das mutações específicas de cada célula cancerosa. Graças ao trabalho de identificação feito por outras equipes de pesquisa, podemos prever quais peptídeos usar para cada paciente por meio das informações obtidas em uma biópsia.

A vantagem de nossa abordagem é que os próprios vírus oncolíticos têm o poder de matar o câncer. Podemos, assim, atacar o câncer em duas frentes: matá-lo diretamente com o vírus e induzir uma resposta imune, graças não só ao vírus, mas também à vacina.

Em nossos camundongos, pudemos demonstrar a eficácia da imunização resultante.

O que diferencia sua estratégia de vacina dos ensaios clínicos atualmente conduzidos por outras equipes?

As outras vacinas anticâncer personalizadas clinicamente testadas não usam vírus oncolíticos como adjuvantes de vacinação. Portanto, seu adjuvante não tem efeitos anticâncer diretos, ao passo que, em nosso caso, nossos vírus podem destruir o câncer.

Uma vacina anticâncer usando vírus oncolíticos está sendo testada no Canadá e nos Estados Unidos. No entanto, ela não é personalizada. Em vez disso, tem como alvo certos cânceres específicos que têm um antígeno em comum. Ao direcionar esse antígeno, a vacina induz uma resposta imune.

Nesse caso, os vírus oncolíticos devem ser geneticamente modificados para permitir a inserção do antígeno no genoma dos vírus.

Isso é muito diferente da nossa abordagem. Podemos ter como alvo todos os cânceres sem modificação genética. Um pouco como montar Lego – é uma questão de misturar peptídeos sintéticos semelhantes ao câncer com o vírus escolhido. Será muito mais fácil de implementar em um ambiente clínico.

Que desafios precisam ser enfrentados antes que sua abordagem de vacinação anticâncer personalizada possa ser traduzida em prática clínica?

O principal desafio é identificar as mutações contra as quais queremos vacinar. Porque um câncer é único em suas dezenas ou centenas de mutações, mas apenas algumas delas, uma vez direcionadas, terão um efeito terapêutico e nos permitirão eliminá-lo.

A identificação dessas mutações é a etapa fundamental que ainda precisa ser otimizada. Felizmente, muitos grupos estão trabalhando nessa área.

Fonte: Universidade de Montreal; Imagem em destaque: Dodgerton Skillhause, licença CC

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: UMA VACINA PERSONALIZADA ANTICÂNCER OBTEVE ÊXITO EM CAMUNDONGOS E PODE DAR CERTO EM HUMANOS

CIÊNCIAS: EM ABRIL DESTE ANO TERMINOU A JORNADA DE 4 ANOS E 2.500 KM DO MEGA ICEBERG A-68A

A nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira trás como destaque a saga do mega iceberg A-68A, um dos maiores icebergs já conhecidos que em julho de 2017, se desprendeu da plataforma de gelo Larsen C, ao longo da costa leste da Península Antártica e iniciou uma jornada que durou 4 anos e mais de 2.500 km. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e assistir ao vídeo que mostra todas as etapas de longa jornada!

Mega iceberg A-68A: a jornada épica chega ao fim

Confira em vídeo a odisseia de quatro anos de um dos maiores icebergs conhecidos, da Península Antártica até o Atlântico Sul

O A-68A em fevereiro de 2020: 14 meses depois, um dos maiores icebergs já registrados finalmente se desintegrou. Crédito: Copernicus Sentinel/ESA, CC BY-SA 3.0 IGO

Em julho de 2017, a plataforma de gelo Larsen C, ao longo da costa leste da Península Antártica, gerou o A-68A – um dos maiores icebergs já registrados no planeta. O iceberg se desintegrou em abril de 2021, encerrando uma jornada de mais de 2.500 quilômetros que durou quase quatro anos.

O vídeo abaixo (em inglês, com legendas que podem ser vertidas para o português no YouTube), preparado pelo site Earth Observatory, da Nasa, destaca alguns dos momentos notáveis ​​do iceberg. Ele vai de sua ruptura inicial em meio à escuridão do inverno até sua estreia ao sol e seu encontro próximo com a remota ilha da Geórgia do Sul.

Vídeo de Kathryn Hansen, baseado em imagens do Nasa Earth Observatory por Lauren Dauphin, Joshua Stevens e Jesse Allen

O derretimento do A-68A não contribuirá diretamente para o aumento do nível do mar. Mas imagens de satélite como essas – capturadas ao longo da rachadura, quebra e subsequente deriva do gelo – ajudarão os cientistas a estudar os ciclos de vida naturais das plataformas de gelo da Antártida e dos icebergs ainda por vir.

Continuar lendo CIÊNCIAS: EM ABRIL DESTE ANO TERMINOU A JORNADA DE 4 ANOS E 2.500 KM DO MEGA ICEBERG A-68A

CIÊNCIAS: TECNOLOGIA INCRÍVEL A BASE DE FUSÃO NUCLEAR PODERÁ SUBSTITUIR TODOS OS OUTROS TIPOS DE ENERGIA LIMPA

Uma nova tecnologia incrível está sendo desenvolvida por duas empresas privadas, uma de Massachusetts nos EUA e outra da Inglaterra, a base de fusão nuclear para resolver os problemas de energia do mundo como eventual fonte de energia limpa e ilimitada. Convido você a ler o artigo completo a seguir para conhecer essa novíssima e incrível tecnologia que provavelmente será a solução para a sustentabilidade do nosso planeta.

Tecnologia incrível desenvolvida por empresas privadas está prestes a criar reatores de fusão nuclear para dar poder à humanidade

Enquanto as indústrias estão aproveitando a energia solar, hídrica e geotérmica para resolver os problemas de energia do mundo, muitos pensam há algum tempo que a eventual fonte de energia limpa e ilimitada será a fusão nuclear.

Os reatores de fusão replicam a energia e o processo do Sol aqui na Terra criando plasma, o quarto estado material, dentro de um dispositivo controlado que aproveita o calor emitido como energia para ser transformado em eletricidade.

Agora, duas empresas privadas, uma perto do MIT e outra na Inglaterra, estão desenvolvendo algo que poderia ser descrito como um reator de fusão “portátil”, utilizando minerais super-raros e alguns dos ímãs mais poderosos já feitos.

Se as empresas pudessem resolver uma lista de lavanderia de alguns dos problemas tecnológicos mais complexos imagináveis, carvão e petróleo poderiam permanecer no solo, não haveria necessidade de arriscar outro Fukushima, as enormes ineficiências com energias renováveis ​​poderiam ser todas esquecidas, e todos esses engenheiros e tecnólogos poderiam emprestar seus talentos a outras áreas da economia.

“É o sonho de todo engenheiro, realmente, ter um projeto que seja tecnicamente desafiador, que requer que você desenvolva novas tecnologias e soluções para problemas difíceis, mas que também são importantes para o mundo ter”, Dr. Greg Brittles, da Tokamak Energy, o Empresa britânica que está desenvolvendo um novo reator de fusão, disse à BBC 

O aperto

Ao contrário de outras equações da física, a teoria do reator de fusão é, na verdade, bastante simples de explicar. Os átomos de hidrogênio vão para o reator, uma pressão imensa faz com que eles se fundam e se tornem hélio. Parte dessa massa de hidrogênio é convertida em calor, que pode ser usado para gerar eletricidade. Simples.

A dificuldade vem com o processo. Para fazer a fusão ocorrer na Terra, cientistas como Brittle precisam aquecer isótopos de hidrogênio em graus na casa das centenas de milhões, ponto em que eles se separam e formam um plasma.

O sol tem seu campo gravitacional para conter o plasma dentro dele. Na falta de um objeto 330.000 vezes a massa da Terra, a Tokamak Energy e outras empresas estão planejando manter o plasma controlado com ímãs superpoderosos.

Aqui está o problema: como você pode construir um dispositivo que pode aquecer e conter matéria a tais extremos, que não apenas usa mais energia do que gera?

Durante cinco anos, Brittles ajudou a desenvolver uma série de ímãs de energia envoltos em camadas de fita supercondutora, para serem dispostos em uma câmara de fusão esférica ou em forma de maçã chamada tokamak.

À medida que as forças magnéticas interagem umas com as outras, a pressão na câmara aumenta a um nível incrível – cerca de duas vezes mais intensa do que no ponto mais profundo do oceano. A fita supercondutora retira grandes quantidades de energia do tokamak, permitindo que o reator produza mais do que consome.

Energia Tokamak

“Será uma montagem de muitas, muitas bobinas gerando forças que estão todas interagindo e puxando umas sobre as outras formando um conjunto equilibrado. Isso tem que ser controlado ou as forças podem ficar desequilibradas ”, explica ele à  BBC.

Uma corrida para o topo

Mais dessa tecnologia semelhante a Tony Stark, desta vez da Commonwealth Fusion Systems (CFS) da América, também está trabalhando para resolver o problema de ineficiência. Em forma de D grande o suficiente para um ser humano ficar em pé, poderosos ímãs são envolvidos por 300 quilogramas (660 libras) de fita supercondutora feita de óxido de bário e cobre.

Essa fita levou décadas para ser desenvolvida e, quando resfriada a 253 ° C, que costumava levar uma geladeira do tamanho de uma casa, ela conduz quase todos os 40.000 amperes que passam pelo tokamak a qualquer momento.

18 dos ímãs do CFS devem ser dispostos neste formato de rosca, semelhante a um acelerador de partículas, e sua equipe de pesquisa e desenvolvimento se orgulha de que seu reator será capaz de transformar um copo de água no consumo de eletricidade de um ser humano por toda a vida.

CFS

O financiamento do governo já foi investido em reatores de fusão, dezenas de bilhões de dólares na verdade, mas até agora isso não resolveu os problemas fundamentais. Por exemplo, o projeto internacional de pesquisa de fusão nuclear ITER, sobre o qual a GNN relatou e que é financiado por dezenas de países , está anos atrasado.

O leviatã de metal e imãs que está sendo construído na França por todas essas nações pode um dia ser capaz de produzir fusão, mas estará em uma instalação que requer muitos funcionários, com componentes que requerem gobs de minerais terrestres mais raros, e será completamente imóvel – sem mencionar que a humanidade talvez precisasse de mais de um desses reatores.

Esse tipo de inovação privada, essa “corrida”, como Kingham a chama, feita com recursos limitados, produz as tecnologias mais inovadoras. Não há razão para fazer um reator que pesa e custe tanto quanto um navio de cruzeiro se você puder torná-lo do tamanho de uma cabine telefônica.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: TECNOLOGIA INCRÍVEL A BASE DE FUSÃO NUCLEAR PODERÁ SUBSTITUIR TODOS OS OUTROS TIPOS DE ENERGIA LIMPA

CIÊNCIAS: A DUKE UNIVERSITY DESENVOLVE O PRIMEIRO TRANSISTOR ELETRÔNICO TOTALMENTE RECICLÁVEL DO MUNDO

Um transistor eletrônico totalmente reciclável é o destaque da coluna CIÊNCIAS nesta segunda-feira, aqui no Blog do Saber. De acordo com uma estimativa das Nações Unidas, menos de um quarto dos eletrônicos é reciclado, a cada ano. Parte do problema é que os dispositivos eletrônicos são difíceis de reciclar. Por isso, os engenheiros da Duke University desenvolveram a primeira eletrônica impressa totalmente reciclável do mundo. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer essa nova nanotecnologia que reduzir substancialmente os resíduos eletrônicos no mundo.

O primeiro transistor eletrônico totalmente reciclável do mundo produzido por impressoras 3D na Duke University

Os engenheiros da Duke University desenvolveram a primeira eletrônica impressa totalmente reciclável do mundo. Seu processo de reciclagem recupera quase 100% dos materiais usados ​​- e preserva a maioria de seus recursos de desempenho para reutilização.

Ao demonstrar um componente de computador crucial e relativamente complexo – o transistor – criado com três tintas à base de carbono, os pesquisadores esperam inspirar uma nova geração de eletrônicos recicláveis.

“Os componentes de computador baseados em silício provavelmente nunca irão desaparecer, e não esperamos que eletrônicos facilmente recicláveis ​​como os nossos substituam a tecnologia e os dispositivos que já são amplamente usados”, disse Aaron Franklin, Professor Addy de Engenharia Elétrica e de Computação da Duke . “Mas esperamos que, ao criar novos produtos eletrônicos totalmente recicláveis ​​e facilmente impressos e mostrar o que eles podem fazer, eles possam se tornar amplamente usados ​​em aplicações futuras.”

Embora a pilha cada vez maior de eletrônicos descartados esteja diminuindo , menos de um quarto deles a cada ano é reciclado, de acordo com uma estimativa das Nações Unidas.

Parte do problema é que os dispositivos eletrônicos são difíceis de reciclar. Grandes fábricas empregam centenas de trabalhadores que invadem dispositivos volumosos. Mas embora restos de cobre, alumínio e aço possam ser reciclados, os chips de silício no coração dos dispositivos não podem.

No novo estudo, publicado em 26 de abril na revista Nature Electronics , Franklin e seu laboratório demonstram um transistor totalmente reciclável e totalmente funcional feito de três tintas à base de carbono que podem ser facilmente impressas em papel ou outras superfícies flexíveis e ecologicamente corretas. Nanotubos de carbono e tintas de grafeno são usados ​​para os semicondutores e condutores, respectivamente. Embora esses materiais não sejam novos no mundo da eletrônica impressa, diz Franklin, o caminho para a reciclabilidade foi aberto com o desenvolvimento de uma tinta dielétrica isolante derivada de madeira chamada nanocelulose.

Eletrônica de impressão 3D – Duke University 

“A nanocelulose é biodegradável e tem sido usada em aplicações como embalagens há anos”, disse Franklin. “E embora as pessoas já conheçam há muito tempo suas aplicações potenciais como isolantes eletrônicos, ninguém ainda descobriu como usá-lo em uma tinta para impressão. Esse é um dos segredos para tornar funcionais esses dispositivos totalmente recicláveis ​​”.

Os pesquisadores desenvolveram um método para suspender cristais de nanocelulose extraídos de fibras de madeira que – com a aspersão de um pouco de sal de cozinha – produz uma tinta que funciona admiravelmente como isolante em seus transistores impressos. Usando as três tintas em uma impressora a jato de aerossol em temperatura ambiente, a equipe mostra que seus transistores totalmente de carbono funcionam bem o suficiente para uso em uma ampla variedade de aplicações, mesmo seis meses após a impressão inicial.

A equipe então demonstra o quão reciclável é seu design. Submergindo seus dispositivos em uma série de banhos, vibrando-os suavemente com ondas sonoras e centrifugando a solução resultante, os nanotubos de carbono e o grafeno são recuperados sequencialmente com um rendimento médio de quase 100%. Ambos os materiais podem ser reutilizados no mesmo processo de impressão, perdendo muito pouco de sua viabilidade de desempenho. E como a nanocelulose é feita de madeira, ela pode simplesmente ser reciclada junto com o papel em que foi impressa.

Comparado a um resistor ou capacitor, um transistor é um componente de computador relativamente complexo usado em dispositivos como controle de energia ou circuitos lógicos e vários sensores. Franklin explica que, demonstrando primeiro um transistor impresso multifuncional totalmente reciclável, ele espera dar um primeiro passo em direção à tecnologia que está sendo buscada comercialmente para dispositivos simples. Por exemplo, Franklin diz que pode imaginar a tecnologia sendo usada em um grande edifício que precisa de milhares de sensores ambientais simples para monitorar seu uso de energia ou patches de biossensor personalizados para rastrear condições médicas.

“Eletrônicos recicláveis ​​como este não vão sair e substituir uma indústria inteira de meio trilhão de dólares de forma alguma, e certamente não estamos nem perto de imprimir processadores de computador recicláveis”, disse Franklin. “Mas demonstrar esses tipos de novos materiais e sua funcionalidade é, esperançosamente, um trampolim na direção certa para um novo tipo de ciclo de vida de eletrônicos.”

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: A DUKE UNIVERSITY DESENVOLVE O PRIMEIRO TRANSISTOR ELETRÔNICO TOTALMENTE RECICLÁVEL DO MUNDO

CIÊNCIAS: CÉLULAS SOLARES PEROVSKITA É A NOVA APOSTA DOS PESQUISADORES NA PRODUÇÃO DE ENERGIA LIMPA

As células solares de perovskita, uma tecnologia fotovoltaica relativamente nova, que são vistas como as melhores candidatas a PV para fornecer eletricidade solar de baixo custo e altamente eficiente nos próximos anos são o destaque desta edição da coluna CIÊNCIAS, neste sábado. Em um estudo ,  os pesquisadores da QUT – Queensland University of Technology, Austrália mostraram que os nanopontos de carbono podem ser usados ​​para melhorar o desempenho das células solares de perovskitas. Saiba o que é isso e o que significa essa descoberta para a humanidade lendo o artigo completo a seguir!

Pesquisadores aumentam o desempenho das células solares usando cabelo humano em uma barbearia

QUT

Os pesquisadores usaram pontos de carbono, criados a partir de resíduos de cabelo humano provenientes de uma barbearia, para criar uma espécie de ‘armadura’ para melhorar o desempenho da tecnologia solar de ponta.

Em um estudo ,  os pesquisadores liderados pelo professor Hongxia Wang em colaboração com o professor associado Prashant Sonar do Centro de Ciência de Materiais da QUT mostraram que os nanopontos de carbono podem ser usados ​​para melhorar o desempenho das células solares de perovskitas.

As células solares de perovskita, uma tecnologia fotovoltaica relativamente nova, são vistas como as melhores candidatas a PV para fornecer eletricidade solar de baixo custo e altamente eficiente nos próximos anos. Eles provaram ser tão eficazes na eficiência de conversão de energia quanto as células solares de silício monocristalino atualmente disponíveis no mercado, mas o obstáculo para os pesquisadores dessa área é tornar a tecnologia mais barata e mais estável.

Ao contrário das células de silício, eles são criados com um composto que é facilmente fabricado e, como são flexíveis, podem ser usados ​​em cenários como roupas movidas a energia solar, mochilas que carregam seus dispositivos em movimento e até mesmo tendas que podem servir como energia independente origens.

Esta é a segunda grande pesquisa resultante de pontos de carbono derivados de um cabelo humano como material multifuncional.

No ano passado, o professor associado Prashant Sonar liderou uma equipe de pesquisa, incluindo o pesquisador do Centro de Ciência de Materiais Amandeep Singh Pannu, que transformou restos de cabelo em nanopontos de carbono quebrando os fios e depois queimando-os a 240 graus Celsius. Nesse estudo, os pesquisadores mostraram que os pontos de carbono poderiam ser transformados em telas flexíveis que poderiam ser usadas em futuros dispositivos inteligentes.

Neste novo estudo, publicado no Journal of Materials Chemistry A , a equipe de pesquisa do professor Wang, incluindo o Dr. Ngoc Duy Pham, e o Sr. Pannu, trabalhando com o grupo do professor Prashant Sonar, usaram os nanopontos de carbono em células solares de perovskita por curiosidade. A equipe do professor Wang havia descoberto anteriormente que materiais de carbono nanoestruturados poderiam ser usados ​​para melhorar o desempenho de uma célula.

Depois de adicionar uma solução de pontos de carbono no processo de fabricação das perovskitas, a equipe do professor Wang encontrou os pontos de carbono formando uma camada de perovskita em forma de onda, onde os cristais de perovskita são circundados pelos pontos de carbono.

“Isso cria uma espécie de camada protetora, uma espécie de armadura”, disse o professor Wang.

“Ele protege o material perovskita da umidade ou de outros fatores ambientais, que podem causar danos aos materiais.”

O estudo descobriu que as células solares de perovskita cobertas com os pontos de carbono tinham uma maior eficiência de conversão de energia e uma maior estabilidade do que as células de perovskita sem os pontos de carbono.

O professor Wang pesquisa células solares avançadas há cerca de 20 anos e trabalha com células de perovskita desde que foram inventadas há cerca de uma década, com o objetivo principal de desenvolver materiais e dispositivos fotovoltaicos estáveis ​​e econômicos, para ajudar a resolver o problema de energia em o mundo.

“Nosso objetivo final é tornar a eletricidade solar mais barata, mais fácil de acessar, mais duradoura e tornar os dispositivos fotovoltaicos mais leves porque as células solares atuais são muito pesadas”, disse o professor Wang.

“Os grandes desafios na área de células solares de perovskita são resolver a estabilidade do dispositivo para poder operar por 20 anos ou mais e o desenvolvimento de um método de fabricação adequado para produção em larga escala.

“Atualmente, todas as células solares de perovskita de alto desempenho relatadas foram feitas em um ambiente controlado com baixíssimo teor de umidade e oxigênio, com uma área de célula muito pequena que é praticamente inviável para comercialização.

“Para tornar a tecnologia comercialmente viável, os desafios para a fabricação de painéis solares de perovskita para grandes áreas eficientes, estáveis, flexíveis e de baixo custo precisam ser superados.

“Isso só pode ser alcançado por meio de um conhecimento profundo das propriedades dos materiais na produção em grande escala e sob condições industrialmente compatíveis.”

O professor Wang está particularmente interessado em como as células de perovskita podem ser usadas no futuro para fornecer energia a naves espaciais.

A Estação Espacial Internacional é alimentada por quatro painéis solares, que podem gerar até 120 kW de eletricidade. Mas uma desvantagem da tecnologia atual de PVs espaciais é o peso da carga útil para levá-los até lá.

Embora a perovskita seja muito mais leve, um dos desafios para os pesquisadores é desenvolver células de perovskita capazes de lidar com a radiação extrema e ampla faixa de variação de temperatura no espaço – de 185 graus negativos a mais de 150 graus Celsius.

O professor Wang disse que a solução pode demorar dez anos, mas os pesquisadores continuam a obter maiores conhecimentos na área.

Atualmente, a equipe de pesquisa do professor Wang está colaborando com o professor Dmitri Golberg no QUT Center for Materials Science para entender as propriedades dos materiais perovskita sob condições ambientais extremas, como forte irradiação de um feixe de elétrons e mudanças drásticas de temperatura.

“Estou bastante otimista, considerando o quanto essa tecnologia melhorou até agora”, disse o professor Wang.

ASSISTIR ao vídeo da QUT sobre a inovação abaixo.)

Fonte: Queensland University of Technology

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: CÉLULAS SOLARES PEROVSKITA É A NOVA APOSTA DOS PESQUISADORES NA PRODUÇÃO DE ENERGIA LIMPA

CIÊNCIAS: ENFIM O CONTROLE TOTAL DE PROBLEMAS GENÉTICOS HERDADOS SEM ALTERAR O DNA

CIÊNCIAS: ENFIM O CONTROLE TOTAL DE PROBLEMAS GENÉTICOS HERDADOS SEM ALTERAR O DNA
Conceptual paper illustration of human hands and DNA in a lab.

O destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira éa última e promissora descoberta feita por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e do Instituto de Pesquisa Biomédica Whitehead. Os cientistas descobriram como modificar a ferramenta incomparável de edição de genes CRISPR para estender seu alcance ao epigenoma, que controla como os genes são ligados ou desligados, ou seja, criaram o botão liga/desliga para controlar problemas genéticos herdados sem alterar o DNA e reversível!

Pesquisadores criam ‘botão liga / desliga’ CRISPR para controlar problemas genéticos herdados sem alterar o DNA

 

Os cientistas descobriram como modificar a ferramenta incomparável de edição de genes CRISPR para estender seu alcance ao epigenoma, que controla como os genes são ligados ou desligados.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Francisco, e do Instituto de Pesquisa Biomédica Whitehead, sem fins lucrativos do MIT, já usaram a ferramenta em laboratório para desativar principalmente o gene que produz a proteína Tau, que está implicada na doença de Alzheimer.

A nova ferramenta baseada em CRISPR chamada “CRISPRoff” permite que os cientistas desliguem quase qualquer gene em células humanas sem fazer uma única edição no código genético – e uma vez que um gene é desligado, ele permanece inerte nos descendentes da célula por centenas de gerações , a menos que seja ligado novamente com uma ferramenta complementar chamada CRISPRon.

Como o epigenoma desempenha um papel central em muitas doenças, de infecção viral a câncer, a tecnologia CRISPRoff pode um dia levar a terapias epigenéticas poderosas que são mais seguras do que a terapêutica CRISPR convencional porque não envolve nenhuma edição de DNA.

“Embora as terapias genéticas e celulares sejam o futuro da medicina, existem potenciais preocupações de segurança em relação à mudança permanente do genoma, razão pela qual estamos tentando encontrar outras maneiras de usar o CRISPR para tratar doenças”, disse Luke Gilbert, PhD, professor da UCSF e co-autor sênior do novo artigo, publicado na revista Cell de 9 de abril .

Como foi construído

O CRISPR convencional é equipado com duas peças de hardware molecular que o tornam uma ferramenta eficaz de edição de genes. Um dos componentes é uma enzima de corte de DNA, que dá ao CRISPR a capacidade de alterar as sequências de DNA. O outro é um dispositivo de localização que pode ser programado para zerar qualquer sequência de DNA de interesse, conferindo controle preciso sobre onde as edições são feitas.

RELACIONADO : Cada paciente tratado com terapia gênica CRISPR para doenças do sangue continua a prosperar, mais de um ano depois

Para construir o CRISPRoff, os pesquisadores dispensaram a função da enzima de corte de DNA convencional do CRISPR, mas mantiveram o dispositivo de homing, criando um CRISPR reduzido capaz de atingir qualquer gene. Em seguida, eles amarraram uma enzima a este CRISPR barebones. Mas, em vez de processar o DNA, essa enzima atua no epigenoma, que consiste em proteínas e pequenas moléculas que se prendem ao DNA e controlam quando e onde os genes são ativados ou desativados.

A nova ferramenta tem como alvo uma característica epigenética específica conhecida como metilação do DNA, que é uma das muitas partes moleculares do epigenoma. Quando o DNA é metilado, uma pequena etiqueta química conhecida como grupo metil é afixada ao DNA, silenciando os genes próximos. Embora a metilação do DNA ocorra naturalmente em todas as células de mamíferos, o CRISPRoff oferece aos cientistas um controle sem precedentes sobre esse processo.

Crédito: Jennifer Cook-Chrysos / Whitehead Institute 

Outra ferramenta descrita no artigo, chamada CRISPRon, remove as marcas de metilação depositadas pelo CRISPRoff, tornando o processo totalmente reversível.

“Agora temos uma ferramenta simples que pode silenciar a grande maioria dos genes”, disse Jonathan Weissman, PhD, membro do Whitehead Institute, co-autor sênior do novo artigo e ex-membro do corpo docente da UCSF. “Podemos fazer isso para vários genes ao mesmo tempo, sem nenhum dano ao DNA e de uma forma que pode ser revertida. É uma ótima ferramenta para controlar a expressão gênica. ”

‘Grande surpresa’ vira um princípio básico

Com base no trabalho anterior de um grupo na Itália, os pesquisadores estavam confiantes de que o CRISPRoff seria capaz de silenciar genes específicos, mas suspeitavam que cerca de 30 por cento dos genes humanos não responderiam à nova ferramenta.

O DNA consiste em quatro letras genéticas – A, C, G, T – mas, em geral, apenas Cs próximo a Gs podem ser metilados. Para complicar as coisas, os cientistas sempre acreditaram que a metilação poderia apenas silenciar genes em locais no genoma onde as sequências de CG são altamente concentradas, regiões conhecidas como “ilhas CpG”.

Como quase um terço dos genes humanos carecem de ilhas CpG, os pesquisadores presumiram que a metilação não desligaria esses genes. Mas seus experimentos CRISPRoff derrubaram esse dogma epigenético.

“O que se pensava antes deste trabalho era que 30 por cento dos genes que não têm ilhas CpG não eram controlados pela metilação do DNA”, disse Gilbert . “Mas nosso trabalho mostra claramente que você não precisa de uma ilha CpG para desligar os genes por metilação. Isso, para mim, foi uma grande surpresa. ”

Aumentando o potencial terapêutico de CRISPRoff

Editores epigenéticos fáceis de usar, como o CRISPRoff, têm um enorme potencial terapêutico, em grande parte porque, como o genoma, o epigenoma pode ser herdado.

Quando CRISPRoff silencia um gene, não apenas o gene permanece desativado na célula tratada, mas também permanece desativado nos descendentes da célula à medida que se divide, por até 450 gerações.

Para a surpresa dos pesquisadores, isso se manteve até mesmo em células-tronco em maturação. Embora a transição da célula-tronco para a célula adulta diferenciada envolva uma reconfiguração significativa do epigenoma, as marcas de metilação depositadas por CRISPRoff foram fielmente herdadas em 90 por cento das células que fizeram essa transição, o que mostrou que as células retêm uma memória das modificações epigenéticas feitas pelo Sistema CRISPRoff mesmo quando mudam o tipo de célula.

Alzheimer e a proteína Tau

Eles selecionaram um gene para usar como exemplo de como o CRISPRoff pode ser aplicado à terapêutica: o gene que codifica a proteína Tau, que está implicada na doença de Alzheimer. Depois de testar o método em neurônios, eles descobriram que o uso de CRISPRoff poderia ser usado para diminuir a expressão de Tau – embora não totalmente. “O que mostramos é que essa é uma estratégia viável para silenciar Tau e evitar que a proteína se expresse”, diz Weissman . “A questão é, então, como você entrega isso a um adulto? E seria realmente o suficiente para impactar o Alzheimer? Essas são grandes questões em aberto, especialmente a última. ”

Mesmo que CRISPRoff não leve a terapias de Alzheimer, existem muitas outras condições às quais ele poderia ser aplicado. Suas descobertas sugerem que CRISPRoff só precisa ser administrado uma vez para ter efeitos terapêuticos duradouros, tornando-se uma abordagem promissora para o tratamento de doenças genéticas raras – incluindo a síndrome de Marfan, que afeta o tecido conjuntivo, a síndrome de Job, um distúrbio do sistema imunológico e certas formas de câncer – que são causados ​​pela atividade de uma única cópia danificada de um gene.

Embora a entrega em tecidos específicos continue sendo um desafio, “nós mostramos que você pode entregar transitoriamente como um DNA ou como um RNA, a mesma tecnologia que é a base da vacina de coronavírus Moderna e BioNTech”, diz Weissman.

Como o epigenoma desempenha um papel central em tantas doenças, esta nova e estimulante tecnologia pode um dia levar a terapias poderosas para enfrentar nossos inimigos mais mortais, embora “seja necessário mais trabalho para realizar todo o seu potencial terapêutico”.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: ENFIM O CONTROLE TOTAL DE PROBLEMAS GENÉTICOS HERDADOS SEM ALTERAR O DNA

CIÊNCIAS: PEQUENAS MOLÉCULAS CHAMADAS NANOCORPOS PODE BLOQUEAR INFECÇÃO TRANSMITIDA POR CARRAPATO

Uma infecção chamada de erliquiose monocítica humana (HME), uma das doenças transmitidas por carrapatos mais prevalentes e potencialmente fatais nos Estados Unidos é o destaque deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS. Pesquisadores descobriram que pequenas moléculas chamadas nanocorpos, que podem ser projetadas para imitar estruturas e funções de anticorpos, podem ser a chave para bloquear essa infecção. Leia o artigo completo a seguir e saiba como essas pequenas moléculas atuam!

Infecção transmitida por carrapato imune à maioria dos antibióticos pode ser bloqueada usando ‘nanocorpos’ especiais

Pequenas moléculas chamadas nanocorpos, que podem ser projetadas para imitar estruturas e funções de anticorpos, podem ser a chave para bloquear uma infecção bacteriana transmitida por carrapatos que permanece fora do alcance de quase todos os antibióticos, sugere uma nova pesquisa.

A infecção é chamada de erliquiose monocítica humana (HME) e é uma das doenças transmitidas por carrapatos mais prevalentes e potencialmente fatais nos Estados Unidos. A doença causa inicialmente sintomas semelhantes aos da gripe, comuns a muitas doenças e, em casos raros, pode ser fatal se não tratada.

A maioria dos antibióticos não consegue se acumular em concentrações altas o suficiente para matar a bactéria causadora da infecção, Ehrlichia chaffeensis, porque os micróbios vivem e se multiplicam dentro das células imunológicas humanas. Patógenos bacterianos comumente conhecidos, como Streptococcus e E. coli, causam danos infecciosos fora das células do hospedeiro.

Pesquisadores da Ohio State University criaram nanocorpos destinados a atingir uma proteína que torna a bactéria E. chaffeensis particularmente infecciosa.

Uma série de experimentos em culturas de células e camundongos mostrou que um nanocorpo específico criado em laboratório poderia inibir a infecção, bloqueando três maneiras pelas quais a proteína permite que as bactérias sequestrem as células do sistema imunológico.

“Se vários mecanismos são bloqueados, isso é melhor do que apenas interromper uma função, e nos dá mais confiança de que esses nanocorpos realmente funcionarão”, disse o autor do estudo Yasuko Rikihisa, professor de biociências veterinárias no estado de Ohio.

O estudo forneceu suporte para a viabilidade do tratamento de erliquiose baseado em nanocorpos, mas muito mais pesquisas são necessárias antes que um tratamento esteja disponível para humanos. Há uma certa urgência em surgir uma alternativa ao antibiótico doxiciclina, o único tratamento disponível. O antibiótico de amplo espectro não é seguro para mulheres grávidas e crianças e pode causar efeitos colaterais graves.

“Com apenas um antibiótico disponível como tratamento para essa infecção, se houver resistência ao antibiótico nessas bactérias, não há mais tratamento. É muito assustador ”, disse Rikihisa.

A pesquisa foi publicada este mês em Proceedings of the National Academy of Sciences .

O início da descoberta

As bactérias que causam a erliquiose fazem parte de uma família chamada bactérias intracelulares obrigatórias. E. chaffeensis não só requer acesso interno a uma célula para viver, mas também bloqueia a capacidade das células hospedeiras de programar sua própria morte com uma função chamada apoptose – que mataria a bactéria.

“As células infectadas normalmente cometeriam suicídio por apoptose para matar as bactérias internas. Mas essas bactérias bloqueiam a apoptose e mantêm a célula viva para que possam se multiplicar centenas de vezes muito rapidamente e, em seguida, matar a célula hospedeira ”, disse Rikihisa.

Uma especialista de longa data na família de bactérias Rickettsiales à qual pertence a E. chaffeensis, Rikihisa desenvolveu as condições de cultura precisas que permitiram o cultivo dessas bactérias em laboratório na década de 1980, o que a levou a dezenas de descobertas explicando como elas funcionam. Entre essas descobertas estava a identificação de proteínas que ajudam a E. chaffeensis a bloquear a morte celular programada das células do sistema imunológico.

Os pesquisadores sintetizaram uma dessas proteínas, chamada Etf-1, para fazer um agente do tipo vacina que eles usaram para imunizar uma lhama com a ajuda de Jeffrey Lakritz, professor de medicina veterinária preventiva no estado de Ohio. Camelos, lamas e alpacas são conhecidos por produzir anticorpos de cadeia única que incluem um grande sítio de ligação ao antígeno na ponta.

A equipe separou segmentos desse local de ligação para criar uma biblioteca de nanocorpos com potencial para funcionar como anticorpos que reconhecem e se ligam à proteína Etf-1 e interrompem a infecção por E. chaffeensis.

“Eles funcionam de forma semelhante aos nossos próprios anticorpos, mas são minúsculos nano-anticorpos”, disse Rikihisa. “Por serem pequenos, eles entram em recantos e reconhecem os antígenos com muito mais eficácia.

“Os grandes anticorpos não cabem dentro de uma célula. E não precisamos depender de nanocorpos para bloquear bactérias extracelulares porque elas estão fora e acessíveis aos anticorpos comuns que se ligam a elas. ”

Depois de examinar os candidatos quanto à sua eficácia, os pesquisadores pousaram em um único nanocorpo que se ligou ao Etf-1 em culturas de células e inibiu três de suas funções. Ao fazer os nanocorpos no fluido dentro das células de E. coli, Rikihisa disse que seu laboratório poderia produzi-los em escala industrial, se necessário – empacotando milhões deles em uma pequena gota.

Ela colaborou com o co-autor Dehua Pei, professor de química e bioquímica no estado de Ohio, para combinar as moléculas minúsculas com um peptídeo de penetração celular que permitiu que os nanocorpos fossem entregues com segurança às células de camundongos.

Camundongos com sistema imunológico comprometido foram inoculados com uma cepa altamente virulenta de E. chaffeensis e receberam tratamentos com nanocorpos intracelulares um e dois dias após a infecção. Em comparação com os ratos que receberam tratamentos de controle, os ratos que receberam o nanocorpo mais eficaz mostraram níveis significativamente mais baixos de bactérias duas semanas após a infecção.

Com este estudo fornecendo a prova de princípio de que os nanocorpos podem inibir a infecção por E. chaffeensis alvejando uma única proteína, Rikihisa disse que existem vários alvos adicionais que poderiam fornecer ainda mais proteção com nanocorpos administrados sozinhos ou em combinação. Ela também disse que o conceito é amplamente aplicável a outras doenças intracelulares.

“O câncer e as doenças neurodegenerativas atuam em nossas células, então, se quisermos bloquear um processo anormal ou uma molécula anormal, essa abordagem pode funcionar”, explicou ela.

Teremos a certeza de compartilhar mais notícias sobre essa nova abordagem promissora para bloquear doenças em nossas células.

Fonte: Ohio State University

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: PEQUENAS MOLÉCULAS CHAMADAS NANOCORPOS PODE BLOQUEAR INFECÇÃO TRANSMITIDA POR CARRAPATO

CIÊNCIAS: ESTUDOS SOBRE CONTROLE DA OBESIDADE DÃO UM GRANDE PASSO RUMO A CURA DA DOENÇA

Um remédio utilizado há muito tempo para o tratamento de doenças cardíacas é o destaque aqui na coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira. Um grupo de pesquisadores  de Fatores de Crescimento, Nutrientes e Câncer do Centro Nacional de Pesquisa do Câncer (CNIO) da Espanha descobriu que a digoxina, uma droga já em uso contra doenças cardíacas, reduz a inflamação e leva a uma perda de peso de 40% em ratos obesos, sem quaisquer efeitos colaterais. O grupo decidiu tentar combater a obesidade evitando a inflamação – e eles conseguiram. Então leiao artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa incrível descoberta!

Medicamento comum para doenças cardíacas reverte a obesidade ao direcionar a inflamação em camundongos

Há muito se sabe que a obesidade é uma doença inflamatória, ou seja, uma reação defensiva crônica do corpo ao estresse causado pelo excesso de nutrientes.

Com base nesse conhecimento, um grupo de pesquisadores liderado por Nabil Djouder, chefe do Grupo de Fatores de Crescimento, Nutrientes e Câncer do Centro Nacional de Pesquisa do Câncer (CNIO) da Espanha, decidiu tentar combater a obesidade evitando a inflamação – e eles conseguiram.

O artigo, publicado este mês na Nature Metabolism, mostra que a digoxina, uma droga já em uso contra doenças cardíacas, reduz a inflamação e leva a uma perda de peso de 40% em ratos obesos, sem quaisquer efeitos colaterais.

A digoxina reverte completamente a obesidade, de acordo com a CNIO. Os ratos tratados ficaram com o mesmo peso que os animais saudáveis ​​e não obesos. Os ratos também foram curados de distúrbios metabólicos associados à obesidade.

A digoxina reduz a produção de uma molécula chamada interleucina 17A (IL-17A), que geralmente causa inflamação. O estudo a identifica como um fator causal da obesidade: “Quando você inibe a produção de IL-17A ou a via de sinalização que essa molécula ativa, você não tem obesidade”, diz Djouder.

Os pesquisadores de Madrid descobriram que a IL-17A atua diretamente no tecido adiposo para causar obesidade e graves alterações metabólicas associadas ao ganho de peso corporal, a chamada síndrome metabólica, que inclui diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares.

“Uma vez que nenhum tratamento eficaz para obesidade e síndrome metabólica está disponível, a digoxina pode representar uma opção terapêutica eficaz”, escreveram eles no artigo na Nature Metabolism .

Mesma comida – mas o metabolismo foi acelerado

Os animais, obesos devido a uma dieta hipercalórica, continuaram a se alimentar como antes quando tomavam digoxina. No entanto, eles mostraram ativação de seu metabolismo basal, o que resulta na queima do excesso de gordura e perda de peso.

Camundongo obeso (esquerda) e camundongo magro tratado com digoxina (direita), mostra melhora do metabolismo e queima de gordura / CNIO

O grupo de Djouder no CNIO já observou perda de peso em poucas semanas, sem efeitos adversos. Os benefícios foram mantidos por pelo menos oito meses, sugerindo que os mecanismos de resistência não se desenvolvem.

Esses achados são, portanto, clinicamente relevantes: “É tentador propor que pacientes obesos tomem digoxina por um curto período até que a perda de peso se estabilize e depois sigam uma dieta saudável”, diz Ana Teijeiro, primeira autora do artigo. “O medicamento também pode ser indicado para patologias relacionadas à obesidade, como hipercolesterolemia, esteatose hepática e diabetes tipo 2”, acrescenta Teijeiro.

Mas os pesquisadores também destacam que os resultados foram obtidos em camundongos e que estudos epidemiológicos e ensaios clínicos são necessários para comprová-los em humanos.

O ‘primeiro elo causal entre obesidade e inflamação’

Além dessa relevância clínica potencial, o achado tem valor básico porque “identifica uma ligação causal entre inflamação e ganho de peso”, dizem os autores. Ele abre novos caminhos para pesquisas cruciais para elucidar os mecanismos moleculares que tornam a obesidade uma doença inflamatória.

“Graças a este estudo, sabemos que a perda de peso e as alterações metabólicas sistêmicas são controladas por um mecanismo molecular único, IL-17A, que atua diretamente nos adipócitos e altera seu perfil genético e capacidade de resposta ao excesso de nutrientes”, diz Djouder.

“Ainda não sabemos como os nutrientes desencadeiam a reação inflamatória ou quais células produzem a interleucina 17A e é isso que vamos estudar a seguir”, revela Djouder. “Compreender a conexão entre o excesso de nutrientes, inflamação e obesidade é essencial para encontrar novas abordagens para tratar o ganho de peso”, acrescenta.

Definida pelos autores do artigo como “acúmulo excessivo de gordura geralmente causado por superalimentação crônica e / ou atividade física inadequada”, a obesidade hoje não tem um tratamento eficaz.

“As opções atuais são limitadas e não melhoraram nos últimos 20 anos, principalmente devido ao conhecimento insuficiente sobre a fisiopatologia da obesidade e os mecanismos que regem o acúmulo de gordura”, escreveu a equipe.

As terapias baseadas em mudanças no estilo de vida – mudanças na dieta e atividade física – alcançam uma redução de peso de aproximadamente 10%, e medicamentos que visam o apetite ou a absorção de gordura normalmente resultam em uma perda de peso corporal entre 2% e 7%.

Este estudo fornece uma possível estratégia terapêutica baseada em uma nova abordagem: o combate à obesidade visando seu componente inflamatório.

A equipe iniciou essa linha de pesquisa há cinco anos, quando, em outro estudo sobre inflamação e câncer de fígado, observaram que os camundongos estavam perdendo peso, então postularam que o bloqueio da produção de IL-17A com digoxina reduziria a ação da IL- 17A e, assim, reduzir o peso dos camundongos. “Isso foi realmente o que vimos imediatamente”, diz Djouder.

Uma droga já disponível

A digoxina tem sido usada há muito tempo para tratar a insuficiência cardíaca e era conhecida por atuar na IL-17A. Seu efeito sobre o peso corporal, no entanto, nunca foi observado. Djouder atribui isso ao fato de que a doença cardiovascular em pacientes que usam digoxina causa alta retenção de líquidos, o que mascara o efeito de perda de peso da digoxina.

Além disso, a dose com que a digoxina é usada atualmente em humanos é três vezes menor que a usada em camundongos para combater a obesidade, sem efeitos tóxicos. O fato de não terem sido observados efeitos colaterais em animais sugere que, em humanos, a dose em que a perda de peso pode ser observada pode não ser prejudicial.

Este estudo foi financiado pelo Ministério Espanhol de Ciência e Inovação, a Agência Estatal de Pesquisa, co-financiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, o Instituto de Saúde Carlos III, a Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes e a Fundação Pfizer.

Fonte: CNIO

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: ESTUDOS SOBRE CONTROLE DA OBESIDADE DÃO UM GRANDE PASSO RUMO A CURA DA DOENÇA

CIÊNCIAS: UMA INCRÍVEL E ESPANTOSA COINCIDÊNCIA DA CIÊNCIA COM O AUTOCONHECIMENTO

A sabedoria e a solidão podem ser moldadas por micróbios intestinais saudáveis, acreditam os pesquisadores

A evolução da ciência da sabedoria repousa na ideia de que os traços definidos da sabedoria correspondem a regiões distintas do cérebro, e que maior sabedoria se traduz em maior felicidade e satisfação com a vida, enquanto ser menos sábio resulta em consequências opostas e negativas.

Cientistas descobriram em vários estudos que pessoas consideradas mais sábias são menos propensas a se sentirem sozinhas, enquanto aquelas que estão mais solitárias também tendem a ser menos sábias.

Em um novo estudo, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego levam a conexão entre sabedoria, solidão e biologia mais adiante, relatando que a sabedoria e a solidão parecem influenciar – e / ou ser influenciadas pela – diversidade microbiana do intestino.

A microbiota intestinal humana é composta por trilhões de micróbios – bactérias, vírus, fungos – que residem no trato digestivo. Os pesquisadores já sabem há algum tempo sobre o “eixo intestino-cérebro”, que é uma rede complexa que liga a função intestinal aos centros emocionais e cognitivos do cérebro.

Esse sistema de comunicação bidirecional é regulado pela atividade neural, hormônios e sistema imunológico; alterações podem resultar em interrupções na resposta ao estresse e nos comportamentos, disseram os autores, desde a excitação emocional até habilidades cognitivas de ordem superior, como a tomada de decisões.

Estudos anteriores associaram a microbiota intestinal a transtornos de saúde mental, incluindo depressão, transtorno bipolar e esquizofrenia, bem como traços de personalidade e psicológicos considerados componentes essenciais da sabedoria de base biológica.

Uma pesquisa recente conectou o microbioma intestinal ao comportamento social, incluindo descobertas de que pessoas com redes sociais maiores tendem a ter microbiotas intestinais mais diversificadas.

O novo  estudo Frontiers in Psychiatry  envolveu 187 participantes, com idades entre 28 e 97, que completaram medidas validadas de auto-relato de solidão, sabedoria, compaixão, apoio social e engajamento social. A microbiota intestinal foi analisada por meio de amostras fecais.

A diversidade do intestino microbiano foi medida de duas maneiras: diversidade alfa, referindo-se à riqueza ecológica das espécies microbianas dentro de cada indivíduo e diversidade beta, referindo-se às diferenças na composição da comunidade microbiana entre os indivíduos.

“Descobrimos que níveis mais baixos de solidão e níveis mais altos de sabedoria, compaixão, apoio social e envolvimento foram associados a uma maior riqueza filogenética e diversidade do microbioma intestinal”, disse a primeira autora Tanya T. Nguyen, PhD, professora assistente de psiquiatria em Escola de Medicina da Universidade da Califórnia em San Diego.

Os autores disseram que os mecanismos que podem ligar a solidão, a compaixão e a sabedoria com a diversidade microbiana intestinal não são conhecidos, mas observaram que a diversidade microbiana reduzida geralmente representa pior saúde física e mental e está associada a uma variedade de doenças, incluindo obesidade, doenças inflamatórias doença intestinal e transtorno depressivo maior.

Uma microbiota intestinal mais diversa pode ser menos suscetível à invasão por patógenos externos, o que poderia contribuir e ajudar a promover melhor resiliência e estabilidade da comunidade.

“É possível que a solidão resulte em diminuição da estabilidade do microbioma intestinal e, consequentemente, redução da resistência e resiliência às perturbações relacionadas ao estresse, levando a efeitos fisiológicos a jusante, como inflamação sistêmica”, escreveram os autores.

“Comunidades bacterianas com baixa diversidade alfa podem não manifestar doença evidente, mas podem ser menos do que ideais para prevenir doenças. Assim, pessoas solitárias podem ser mais suscetíveis a desenvolver diferentes doenças. ”

A relação entre solidão e diversidade microbiana foi particularmente forte em idosos, sugerindo que os idosos podem ser especialmente vulneráveis ​​às consequências da solidão relacionadas à saúde, o que é consistente com pesquisas anteriores.

Por outro lado, os pesquisadores disseram que o apoio social, a compaixão e a sabedoria podem conferir proteção contra a instabilidade do microbioma intestinal relacionada à solidão. A microflora intestinal saudável e diversa pode atenuar os efeitos negativos do estresse crônico ou ajudar a moldar comportamentos sociais que promovem a sabedoria ou a solidão. Eles observaram que estudos com animais sugerem que a microbiota intestinal pode influenciar comportamentos e interações sociais, embora a hipótese não tenha sido testada em humanos.

A complexidade do tópico e as limitações do estudo, como a ausência de dados sobre as redes sociais dos indivíduos, dieta e grau de isolamento social objetivo versus relatos subjetivos de solidão, justificam estudos maiores e mais longos, escreveram os autores.

“A solidão pode levar a mudanças no microbioma intestinal ou, reciprocamente, alterações do ambiente intestinal podem predispor um indivíduo a se tornar solitário”, disse Dilip V. Jeste, MD, distinto professor de psiquiatria e neurociências da UC San Diego School of Medicine e autor sênior do artigo. “Precisamos investigar muito mais profundamente para entender melhor o fenômeno do eixo intestino-cérebro.”

Teremos a certeza de compartilhar atualizações de pesquisas sobre os fascinantes vínculos potenciais entre o que está acontecendo no intestino e o que está acontecendo na mente conforme eles surgem.

Fonte: Universidade da Califórnia – San Diego ; Imagem em destaque: Curtis Clark, licença CC

Fonte: Good NewsNetwork

Continuar lendo CIÊNCIAS: UMA INCRÍVEL E ESPANTOSA COINCIDÊNCIA DA CIÊNCIA COM O AUTOCONHECIMENTO

CIÊNCIAS: UMA NOVA ENGENHARIA EM VACINA TESTADA EM HUMANOS CONTRA A AIDS PRODUZIU 97

Temos uma notícia e tanto na coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira como destaque, que você vai vibrar! Estamos muito próximos de uma vacina contra a AIDS. Cientistas da International AIDS Vaccine Initiative (IAVI) e Scripps Research fizeram o primeiro teste humano de vacina contra a AIDS e tiveram resposta imunológica em 97% dos voluntários. A boa notícia é que eles Acreditam que “esse tipo de engenharia de vacina pode ser aplicado de forma mais ampla, trazendo um novo dia para a vacinologia.” Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes sobre essa matéria!

Primeiro teste humano de vacina contra HIV produziu resposta imunológica em 97% dos voluntários

Um ensaio clínico de fase 1 de uma vacina experimental preparou o sistema imunológico usando uma abordagem única para prevenir o HIV.

Com resultados promissores, anunciados em fevereiro pela International AIDS Vaccine Initiative (IAVI) e Scripps Research, a vacina mostrou sucesso em estimular a produção de células imunes raras necessárias para gerar anticorpos contra o vírus de mutação rápida – e a resposta direcionada foi detectada em 97 porcentagem de participantes que receberam a vacina.

“Nós mostramos que as vacinas podem ser projetadas para estimular células imunes raras com propriedades específicas, e esta estimulação direcionada pode ser muito eficiente em humanos”, disse William Schief, PhD, professor e imunologista da Scripps Research e diretor executivo de projeto de vacinas da IAVI’s Neutralizing Antibody Center, cujo laboratório desenvolveu a vacina.

“Acreditamos que esta abordagem será a chave para fazer uma vacina contra o HIV e possivelmente importante para fazer vacinas contra outros patógenos.”

Como uma próxima etapa, a IAVI e a Scripps estão fazendo parceria com a empresa de biotecnologia Moderna para desenvolver e testar uma vacina baseada em mRNA que aproveita a abordagem para produzir as mesmas células imunológicas benéficas. O uso da tecnologia de mRNA pode acelerar significativamente o ritmo de desenvolvimento da vacina contra o HIV.

O HIV, que afeta mais de 38 milhões de pessoas em todo o mundo, é conhecido por estar entre os vírus mais difíceis de combater com uma vacina, em grande parte porque evolui constantemente para diferentes cepas para escapar do sistema imunológico.

“Essas descobertas empolgantes emergem de uma ciência extremamente criativa e inovadora e são uma prova do talento, da dedicação e do espírito colaborativo da equipe de pesquisa e da generosidade dos participantes do ensaio”, disse Mark Feinberg, MD, PhD, presidente e CEO da IAVI.

Um em um milhão

Há décadas, os pesquisadores do HIV buscam o Santo Graal de estimular o sistema imunológico a criar anticorpos raros, mas poderosos, que podem neutralizar diversas cepas do HIV. Conhecidas como “anticorpos amplamente neutralizantes”, ou bnAbs, essas proteínas especializadas do sangue podem se ligar a picos de HIV, proteínas na superfície do vírion que permitem que o vírus entre nas células humanas e os desabilita por meio de regiões importantes, mas de difícil acesso, que não o fazem t variam muito de cepa para cepa.

“Nós e outros postulamos há muitos anos que, para induzir bnAbs, você deve iniciar o processo ativando as células B certas – células que têm propriedades especiais que lhes dão potencial para se desenvolverem em células secretoras de bnAb”, diz Schief.

“Neste ensaio, as células-alvo eram apenas cerca de uma em um milhão de todas as células B virgens. Para obter a resposta certa de anticorpos, primeiro precisamos preparar as células B certas. Os dados deste ensaio afirmam a capacidade do imunógeno da vacina de fazer isso. ”

A etapa de preparação seria o primeiro estágio de um regime de vacina de várias etapas com o objetivo de induzir muitos tipos diferentes de bnAbs, diz ele.

Promessa além do HIV

A estratégia de direcionar células B virgens com propriedades específicas é chamada de “direcionamento da linha germinativa”, uma vez que essas células B jovens exibem anticorpos codificados por genes não mutados ou “germinativos”. Os pesquisadores acreditam que a abordagem também pode ser aplicada a vacinas para outros patógenos desafiadores, como influenza, dengue, Zika, vírus da hepatite C e malária.

“Esta é uma grande conquista para a ciência das vacinas como um todo”, diz Dennis Burton, PhD, professor e presidente do Departamento de Imunologia e Microbiologia da Scripps Research, diretor científico do IAVI Neutralizing Antibody Center e diretor do NIH Consortium for HIV / AIDS Vaccine Development. “Este ensaio clínico mostrou que podemos impulsionar as respostas imunológicas de maneiras previsíveis para fazer vacinas novas e melhores, e não apenas para o HIV. Acreditamos que esse tipo de engenharia de vacina pode ser aplicado de forma mais ampla, trazendo um novo dia para a vacinologia. ”

O ensaio clínico, IAVI G001, ocorreu em dois locais: George Washington University em Washington, DC, e Fred Hutchinson Cancer Research Center em Seattle, inscrevendo 48 voluntários adultos saudáveis. Os participantes receberam um placebo ou duas doses do composto da vacina, eOD-GT8 60mer, junto com um adjuvante desenvolvido pela empresa farmacêutica GSK.

“Este é um estudo de referência no campo da vacina contra o HIV, demonstrando o sucesso na primeira etapa de um caminho para induzir anticorpos neutralizantes amplos contra o HIV-1”, diz McElrath.

O estudo prepara o terreno para ensaios clínicos adicionais que buscarão refinar e estender a abordagem – com o objetivo de longo prazo de criar uma vacina segura e eficaz contra o HIV.

O financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates, por meio da Colaboração para a descoberta de vacinas contra a AIDS – e doações do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) – apoiou uma rede de parceiros conduzindo análises e contribuindo para o desenvolvimento de vacinas, incluindo a Vacina NIH Centro de Pesquisa, o governo da Holanda e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.

(FONTE: Scripps.edu )

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: UMA NOVA ENGENHARIA EM VACINA TESTADA EM HUMANOS CONTRA A AIDS PRODUZIU 97

CIÊNCIAS: CIENTISTAS JAPONESES CONCLUEM QUE CELULAS MORTAS SINALIZAM QUANDO DEVEM SER ELIMNADAS

A natureza é tão maravilhosamente perfeita que até as células mortas sinalizam quando devem ser eliminadas. Cientistas japoneses conseguiram desvendar como ocorre a eliminação dos 10 bilhões de células que morrem todos os dias no corpo humano. Elas são engolidas pelos fagócitos, células sanguíneas. Elas emitem sinais em sua superfície de “coma-me”. Então convido você

Coma-me’: como uma célula morta sinaliza que deve ser eliminada

Cientistas japoneses dissecam o processo pelo qual os 10 bilhões de células que morrem diariamente no corpo humano são engolidos pelos fagócitos

Pedaços cortados da proteína XRCC4 viajam do núcleo para a membrana celular a fim de ativar as proteínas scramblases, acionando um sinal de “coma-me” reconhecido pelos fagócitos. Crédito: Mindy Takamiya/iCeMS, Universidade de Kyoto

Cientistas do Instituto de Ciências Integradas de Material Celular (iCeMS) da Universidade de Kyoto e colegas no Japão revelaram mecanismos moleculares envolvidos na eliminação de células indesejadas do corpo. Um fragmento de proteína nuclear liberado no citoplasma ativa uma proteína da membrana plasmática para exibir um lipídio na superfície da célula, sinalizando para outras células se livrarem dele. As descobertas foram publicadas na revista “Molecular Cell”.

“Todos os dias, 10 bilhões de células morrem e são engolfadas por células sanguíneas chamadas fagócitos. Se isso não acontecesse, as células mortas estourariam, desencadeando uma reação autoimune”, explica o bioquímico Jun Suzuki, do iCeMS, que liderou o estudo. “É importante entender como as células mortas são eliminadas como parte da manutenção do nosso corpo.”

Os cientistas já sabem que as células mortas exibem em sua superfície um sinal de “coma-me”, o qual é reconhecido pelos fagócitos. Durante esse processo, os lipídios são transferidos entre as partes interna e externa da membrana celular por meio de uma variedade de proteínas chamadas scramblases. Suzuki e sua equipe já identificaram várias dessas proteínas, mas alguns de seus mecanismos de ativação não eram claros.

Ativação específica

Para resolver isso, a equipe usou uma série de abordagens de triagem a fim de estudar a proteína codificadora chamada Xkr4. O objetivo geral era identificar os genes que estão ativos durante a morte celular e esmiuçar a Xkr4 e suas proteínas associadas para entender como se dá essa interação.

“Descobrimos que um fragmento de proteína nuclear ativa a Xkr4 para exibir o sinal de ‘coma-me’ aos fagócitos”, disse Masahiro Maruoka, biólogo celular do iCeMS e primeiro autor do estudo.

Especificamente, os cientistas descobriram que os sinais de morte celular levam a uma enzima que corta uma proteína nuclear chamada XRCC4. Um fragmento da XRCC4 deixa o núcleo, ativando a Xkr4, que forma um dímero: a ligação de peças idênticas em configurações. A ligação da XRCC4 e a formação de dímero são necessárias para que a Xkr4 transfira lipídios na superfície da célula a fim de alertar os fagócitos.

A Xkr4 é apenas uma das proteínas de “deslocalização” (scrambling). Outras são ativadas muito mais rapidamente durante a morte celular. A equipe agora quer entender quando e por que a via Xkr4 é ativada especificamente. Uma vez que ela é fortemente expressa no cérebro, é provavelmente importante para o funcionamento dele. “Estamos agora estudando a eliminação de células indesejadas ou seções no cérebro para entender melhor esse processo”, diz Maruoka.

Continuar lendo CIÊNCIAS: CIENTISTAS JAPONESES CONCLUEM QUE CELULAS MORTAS SINALIZAM QUANDO DEVEM SER ELIMNADAS

CIÊNCIAS: OS SISMÓLOGOS DA CALTECH VÃO APROVEITAR OS CABOS DE FIBRA ÓTICA JÁ EXISTENTES NOS OCEANOS PARA DETECTAR TERREMOTOS E TSUNAMIS

Incrível a nova TECNOLOGIA desenvolvida por sismólogos da Caltech, trabalhando com especialistas em óptica do Google, para usar os cabos de telecomunicações subaquáticos existentes para detectar terremotos. Eles descobriram uma maneira de analisar a luz que viaja através de fibras “iluminadas” – em outras palavras, cabos submarinos existentes e funcionando – para detectar terremotos e ondas do oceano sem a necessidade de qualquer equipamento adicional. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer, aqui na coluna CIÊNCIAS como funciona esse novíssimo método!

Caltech usa cabos subaquáticos existentes para detectar terremotos e tsunamis antes do tempo

Os sismólogos da Caltech, trabalhando com especialistas em óptica do Google, desenvolveram um método para usar os cabos de telecomunicações subaquáticos existentes para detectar terremotos. A técnica pode melhorar os sistemas de alerta de terremotos e tsunamis em todo o mundo.

Uma vasta rede de mais de um milhão de quilômetros de cabos de fibra óptica encontra-se no fundo dos oceanos da Terra. Na década de 1980, as empresas de telecomunicações e os governos começaram a instalar esses cabos, cada um dos quais pode abranger milhares de quilômetros. Hoje, a rede global é considerada a espinha dorsal das telecomunicações internacionais.

Os cientistas há muito procuram uma maneira de usar esses cabos submersos para monitorar a sismicidade. Afinal, mais de 70% do globo está coberto por água e é extremamente difícil e caro instalar, monitorar e operar sismômetros subaquáticos para rastrear os movimentos da Terra no fundo do mar.

O ideal, dizem os pesquisadores, é monitorar a sismicidade fazendo uso da infraestrutura já instalada ao longo do fundo do oceano.

Agora Zhongwen Zhan, PhD, professor assistente de geofísica na Caltech, e seus colegas descobriram uma maneira de analisar a luz que viaja através de fibras “iluminadas” – em outras palavras, cabos submarinos existentes e funcionando – para detectar terremotos e ondas do oceano sem a necessidade de qualquer equipamento adicional. Eles descrevem o novo método na edição de 26 de fevereiro da revista Science .

“Esta nova técnica pode realmente converter a maioria dos cabos submarinos em sensores geofísicos com milhares de quilômetros de extensão para detectar terremotos e possivelmente tsunamis no futuro”, diz Zhan. “Acreditamos que esta seja a primeira solução para monitorar a sismicidade no fundo do oceano que poderia ser implementada de forma viável em todo o mundo. Ele poderia complementar a rede existente de sismômetros baseados em terra e bóias de monitoramento de tsunami para tornar a detecção de terremotos e tsunamis submarinos muito mais rápida em muitos casos ”.

As redes de cabo funcionam por meio do uso de lasers que enviam pulsos de informação através de fibras de vidro agrupadas dentro dos cabos para entregar dados a taxas mais rápidas do que 200.000 quilômetros por segundo para receptores na outra extremidade, onde os dispositivos verificam o estado de polarização de cada sinal para veja como ele mudou ao longo do caminho do cabo para ter certeza de que os sinais não estão sendo misturados.

Em seu trabalho, os pesquisadores se concentraram no Curie Cable, um cabo de fibra óptica submarino que se estende por mais de 10.000 quilômetros ao longo da borda leste do Oceano Pacífico de Los Angeles a Valparaíso, no Chile.

Em terra, todos os tipos de distúrbios, como mudanças de temperatura e até mesmo relâmpagos, podem alterar a polarização da luz que viaja pelos cabos de fibra óptica. Como a temperatura no fundo do oceano permanece quase constante e como há tão poucos distúrbios lá, a mudança na polarização de uma extremidade do cabo Curie para a outra permanece bastante estável ao longo do tempo, descobriram Zhan e seus colegas.

No entanto, durante os terremotos e quando as tempestades produzem grandes ondas do oceano, a polarização muda repentina e dramaticamente, permitindo aos pesquisadores identificar facilmente tais eventos nos dados.

Atualmente, leva minutos para que as ondas sísmicas de terremotos que ocorrem a quilômetros da costa alcancem os sismômetros baseados em terra – e ainda mais para que as ondas de tsunami sejam verificadas. Usando a nova técnica, todo o comprimento de um cabo submarino atua como um único sensor para locais difíceis de monitorar. A polarização pode ser medida até 20 vezes por segundo. Isso significa que, se um terremoto ocorrer perto de uma área específica, um aviso pode ser enviado às áreas potencialmente afetadas em questão de segundos.

Durante os nove meses de testes relatados no novo estudo, os pesquisadores detectaram cerca de 20 terremotos moderados a grandes ao longo do Cabo Curie, incluindo o terremoto de magnitude 7,7 que ocorreu na costa da Jamaica em 28 de janeiro de 2020.

Embora nenhum tsunamis tenha sido detectado durante o estudo, os pesquisadores foram capazes de detectar mudanças na polarização produzida pelas ondas do oceano que se originaram no Oceano Antártico. Eles acreditam que as mudanças na polarização foram causadas por mudanças de pressão ao longo do fundo do mar, à medida que ondas poderosas passavam pelo cabo. “Isso significa que podemos detectar as ondas do mar, então é plausível que um dia seremos capazes de detectar as ondas do tsunami”, diz Zhan.

Zhan e seus colegas da Caltech estão agora desenvolvendo um algoritmo de aprendizado de máquina que seria capaz de determinar se as mudanças detectadas na polarização são produzidas por terremotos ou ondas do oceano, em vez de alguma outra mudança no sistema, como um navio ou caranguejo movendo o cabo. Eles esperam que todo o processo de detecção e notificação possa ser automatizado, somando-se à rede de sismômetros baseados em terra e às bóias do sistema DART (Avaliação e Relatório de Tsunamis do Oceano Profundo operado pela NOAA).

– Fonte: Caltech News de Kimm Fesenmaier

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: OS SISMÓLOGOS DA CALTECH VÃO APROVEITAR OS CABOS DE FIBRA ÓTICA JÁ EXISTENTES NOS OCEANOS PARA DETECTAR TERREMOTOS E TSUNAMIS

CIÊNCIAS: NOVO REMÉDIO PODE REGENERAR DENTES PERDIDOS, UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO DENTÁRIA

O que parecia impossível, de repente virou realidade e o tal do anticorpo para o gene USAG-1 mostrou estimular o crescimento dentário. Segundo,  Katsu Takahashi, um dos principais autores do estudo e professor sênior da Escola de Medicina da Universidade de Kyoto, as moléculas fundamentais responsáveis ​​pelo desenvolvimento do dente já foram identificadas. Revolução dentárianovo remédio pode regenerar dentes perdidos. Um novo estudo realizado por cientistas das universidades de Kyoto e de Fukui (Japão) representa uma esperança para adultos que perderam dentes. Leia o artigo completo a seguir e expanda sua consciência

Revolução dentária: novo remédio pode regenerar dentes perdidos

Anticorpo para o gene USAG-1 mostrou estimular o crescimento dentário

Problemas com o sorriso? Uma descoberta de pesquisadores japoneses pode significar o fim deles. Crédito: Pikrepo

Um novo estudo realizado por cientistas das universidades de Kyoto e de Fukui (Japão) representa uma esperança para adultos que perderam dentes. A equipe relata que um anticorpo para um gene – o gene associado à sensibilização uterina-1, ou USAG-1 – pode estimular o crescimento dentário em camundongos que sofrem de agenesia dentária, uma condição congênita. O artigo foi publicado na revista “Science Advances”.

Embora a boca normal de um adulto tenha 32 dentes, cerca de 1% da população tem mais ou menos dentes devido a doenças congênitas. Os cientistas exploraram as causas genéticas de casos com muitos dentes como pistas para a regeneração de dentes em adultos.

De acordo com Katsu Takahashi, um dos principais autores do estudo e professor sênior da Escola de Medicina da Universidade de Kyoto, as moléculas fundamentais responsáveis ​​pelo desenvolvimento do dente já foram identificadas.

Foco no gene

“A morfogênese de dentes individuais depende das interações de várias moléculas, incluindo BMP, ou proteína morfogenética óssea, e via de sinalização da Wnt”, disse Takahashi.

A BMP e a Wnt estão envolvidas em muito mais do que o desenvolvimento dentário. Elas modulam o crescimento de vários órgãos e tecidos muito antes de o corpo humano ter o tamanho de uma uva passa. Por isso, drogas que afetam diretamente sua atividade são comumente evitadas, uma vez que os efeitos colaterais podem afetar todo o corpo.

Supondo que direcionar os fatores que antagonizam BMP e Wnt especificamente no desenvolvimento dentário poderia ser mais seguro, a equipe considerou o gene USAG-1.

“Sabíamos que suprimir o USAG-1 beneficia o crescimento dentário. O que não sabíamos era se isso seria suficiente”, acrescentou Takahashi.

Os cientistas, portanto, investigaram os efeitos de vários anticorpos monoclonais para USAG-1. Os anticorpos monoclonais são comumente usados ​​para tratar câncer, artrite e desenvolvimento de vacinas.

Em camundongos com deficiência de USAG-1, um antagonista de BMP, o traço dos incisivos decíduos sobrevive e irrompe como excesso de dentes. Crédito: Universidade de Kyoto/Katsu Takahashi

Interação interrompida

O USAG-1 interage com BMP e Wnt. Como resultado, vários dos anticorpos levaram a baixas taxas de nascimento e sobrevivência dos camundongos, afirmando a importância da BMP e da Wnt no crescimento do corpo inteiro. Um anticorpo promissor, no entanto, interrompeu a interação de USAG-1 com BMP apenas.

Experimentos com esse anticorpo revelaram que a sinalização de BMP é essencial para determinar o número de dentes em camundongos. Além disso, uma única administração foi suficiente para gerar um dente inteiro. Experimentos subsequentes mostraram os mesmos benefícios em furões.

“Os furões são animais difiodontes [que possuem duas dentições ao longo da vida] com padrões dentários semelhantes aos humanos. Nosso próximo plano é testar os anticorpos em outros animais, como porcos e cães”, explicou Takahashi.

O estudo é o primeiro a mostrar os benefícios dos anticorpos monoclonais na regeneração dentária e fornece uma nova estrutura terapêutica para um problema clínico que atualmente só pode ser resolvido com implantes e outras medidas artificiais.

“A engenharia de tecidos convencional não é adequada para a regeneração dentária. Nosso estudo mostra que a terapia molecular sem células é eficaz para uma ampla gama de agenesia dentária congênita”, concluiu Manabu Sugai, da Universidade de Fukui, outro autor do estudo.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: NOVO REMÉDIO PODE REGENERAR DENTES PERDIDOS, UMA VERDADEIRA REVOLUÇÃO DENTÁRIA

CIÊNCIAS: TERAPIA EXPERIMENTAL DE RNA NO OLHO REVERTE A CEGUEIRA EM PACIENTE COM GENÉTICO RARO

CIÊNCIAS: TERAPIA EXPERIMENTAL DE RNA NO OLHO REVERTE A CEGUEIRA EM PACIENTE COM GENÉTICO RARO
Optometrist performing visual field test

Pesquisadores da Perelman School of Medicine da Universidade da Pensilvânia  descobriram que as injeções de sepofarsen repetidas a cada três meses resultaram em ganhos contínuos de visão em 10 pacientes. Esta curta molécula de RNA funciona aumentando os níveis normais da proteína CEP290 nos fotorreceptores do olho e melhorando a função retinal em condições de visão diurna. Saiba maislendo o artigo completo a seguir.

Uma única injeção reverte a cegueira em paciente com distúrbio genético raro – outro sucesso de RNA

 

Um paciente com uma forma genética de cegueira infantil ganhou visão, que durou mais de um ano, após receber uma única injeção de uma terapia experimental de RNA no olho.

A pesquisa de edição de genes foi conduzida na Perelman School of Medicine da Universidade da Pensilvânia. Os resultados do caso, detalhados em artigo publicado em 1º de abril na Nature Medicine , mostram que o tratamento levou a mudanças marcantes na fóvea, o ponto mais importante da visão central humana.

No ensaio clínico internacional, os participantes receberam uma injeção intraocular de um oligonucleotídeo antisense chamado sepofarsen. Esta curta molécula de RNA funciona aumentando os níveis normais da proteína CEP290 nos fotorreceptores do olho e melhorando a função retinal em condições de visão diurna.

O tratamento foi desenhado para pacientes com diagnóstico de amaurose congênita de Leber (LCA) – uma doença ocular que afeta principalmente a retina – que têm uma mutação CEP290, que é um dos genes mais comumente implicados em pacientes com a doença. Os pacientes com esta forma de LCA sofrem de deficiência visual grave, geralmente começando na infância.

“Nossos resultados definem um novo padrão de quais melhorias biológicas são possíveis”, disse o co-autor Artur Cideciyan, PhD, professor pesquisador de oftalmologia no Instituto de Olhos Scheie da Penn Medicine. “É importante ressaltar que estabelecemos um comparador para as terapias de edição de genes em andamento para a mesma doença, o que permitirá a comparação dos méritos relativos de duas intervenções diferentes.”

Em um estudo de 2019 publicado na Nature Medicine , Cideciyan e colaboradores, incluindo o Dr. Samuel G. Jacobson, descobriram que as injeções de sepofarsen repetidas a cada três meses resultaram em ganhos contínuos de visão em 10 pacientes.

O décimo primeiro paciente, cujo tratamento foi detalhado no último artigo, recebeu apenas uma injeção e foi examinado durante um período de 15 meses. Antes do tratamento, o paciente apresentava redução da acuidade visual, pequenos campos visuais e ausência de visão noturna. Após a dose inicial, o paciente decidiu renunciar às doses de manutenção trimestrais, porque a dosagem regular poderia causar catarata.

Melhoria importante em uma dose ‘micro’

Após uma única injeção de sepofarsen, mais de uma dúzia de medições da função visual e da estrutura da retina mostraram grandes melhorias, apoiando um efeito biológico do tratamento. Uma descoberta importante do caso foi que esse efeito biológico foi relativamente lento na absorção. Os pesquisadores observaram uma melhora na visão após um mês, mas a visão do paciente atingiu um efeito máximo após o segundo mês. Mais impressionante, as melhorias permaneceram quando testadas por mais de 15 meses após a primeira e única injeção.

De acordo com os pesquisadores, a durabilidade estendida da melhora da visão foi inesperada e fornece implicações para o tratamento de outras ciliopatias – o nome da grande categoria de doenças associadas a mutações genéticas que codificam proteínas defeituosas, que resultam na função anormal dos cílios, uma organela sensorial protuberante encontrados nas células.

“Este trabalho representa uma direção realmente emocionante para a terapia antisense de RNA. Já se passaram 30 anos desde que surgiram novos medicamentos usando oligonucleotídeos antisense de RNA, embora todos percebessem que esses tratamentos eram muito promissores ”, disse Jacobson. “A inesperada estabilidade da zona de transição ciliar observada no paciente solicita a reconsideração dos esquemas de dosagem para sepofarsen, bem como outras terapias direcionadas ao cílio.”

Uma razão pela qual o oligonucleotídeo antisense provou ser bem-sucedido no tratamento desta doença rara, de acordo com os pesquisadores, é que essas minúsculas moléculas de RNA são pequenas o suficiente para entrar no núcleo da célula, mas não são eliminadas muito rapidamente, então permanecem o tempo suficiente para fazer seu trabalhos.

Para estudos futuros, os autores da Penn estão planejando terapias genéticas específicas para outros distúrbios hereditários de retina, atualmente incuráveis, que cegam.

Fonte: Penn Medicine

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: TERAPIA EXPERIMENTAL DE RNA NO OLHO REVERTE A CEGUEIRA EM PACIENTE COM GENÉTICO RARO

CIÊNCIAS: ASTEROIDE APOPHIS NÃO CAUSARÁ PREOCUPAÇÃO AOS TERRÁQUEOS ANTES DE 100 ANOS

Nesta edição da nossa coluna CIÊNCIAS temos uma boa nova para toda a humanidade. A NASA confirmou que nosso planeta está a salvo de um asteróide particularmente preocupante, o 99942 Apophis – que foi descoberto em 2004 e foi identificado como um dos asteróides mais perigosos que poderiam impactar o planeta não deve nos preocupar nos próximos 100 anos. Leia o artigo completo a seguir e saiba de todos os detalhes!

Confirmação da NASA: a Terra está protegida contra asteróides por 100 anos

Os terráqueos podem sentir algum alívio por enquanto, já que a NASA confirmou que nosso planeta está a salvo de um asteróide particularmente preocupante pelo menos no próximo século.

NASA 

99942 Apophis – que foi descoberto em 2004 – foi identificado como um dos asteróides mais perigosos que poderiam impactar o planeta. Mas os resultados de uma nova campanha de observação de radar, combinada com uma análise precisa da órbita, ajudaram os astrônomos a concluir que o Apophis não atingirá a Terra em 2068 – como havia acontecido com o medo.

Estima-se que tenha cerca de 1.100 pés de largura, quando Apófis – batizado em homenagem ao deus egípcio da destruição – sobrevoou a Terra no início de março, a NASA afirma que seus cientistas aproveitaram a oportunidade para usar observações de radar poderosas para refinar a estimativa de sua órbita ao redor do Sol com extrema precisão, permitindo-lhes excluir com segurança qualquer risco de impacto em 2068 e muito depois.

“Embora Apophis tenha feito uma aproximação recente com a Terra, ela ainda estava a quase 10,6 milhões de milhas de distância. Mesmo assim, fomos capazes de adquirir informações incrivelmente precisas sobre sua distância com uma precisão de cerca de 150 metros [490 pés] ”, disse a cientista do JPL Marina Brozovic, que liderou a campanha de radar. “Esta campanha não só nos ajudou a descartar qualquer risco de impacto, mas também nos preparou para uma oportunidade científica maravilhosa.”

Em 13 de abril de 2029, a NASA disse que o asteróide passará a menos de 20.000 milhas (32.000 quilômetros) da superfície do nosso planeta. Durante essa aproximação, o Apophis ficará visível para os observadores em solo no hemisfério oriental sem o auxílio de um telescópio ou binóculo.

A NASA explica que isso cria uma chance incomparável para os astrônomos obterem uma visão de perto de uma relíquia do sistema solar.

“Quando comecei a trabalhar com asteróides após a faculdade, Apophis era o garoto propaganda dos asteróides perigosos”, disse Davide Farnocchia, do Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra da NASA. “Há uma certa satisfação em vê-lo removido da lista de risco, e estamos ansiosos para a ciência que poderemos descobrir durante sua aproximação em 2029.”

Parece que todos deveríamos estar anotando em nossos diários sobre uma incrível oportunidade de observar o céu noturno daqui a 8 anos.

ASSISTA o vídeo sobre o asteróide Apophis abaixo).

Fonte: NASA 

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: ASTEROIDE APOPHIS NÃO CAUSARÁ PREOCUPAÇÃO AOS TERRÁQUEOS ANTES DE 100 ANOS

CIÊNCIAS: PNEUS QUE NÃO PRECISA ENCHER E QUE NÃO FURAM É A MAIS NOVA INVENÇÃO DA NASA

O destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira é um pneu de bike que não precisa ser enchido e também não fura. O pneu foi desenvolvido originalmente para uso em missões lunares, em especial pelos robôs ‘rover’, de Marte. Suporta todo terreno, é flexível como borracha e, ao mesmo tempo, forte como titânio. Ao ler o artigo completo a seguir você vai conhecer todos os detalhes desta incrível invenção!

NASA cria pneus de bike que não precisam ser enchidos e não furam

Os pneus de bicicleta, que não precisam ser enchidos e que não furam, foram desenvolvidos originalmente pela NASA, para uso em missões lunares, em especial pelos robôs ‘rover’, de Marte. Ideia de 2017, que agora vira realidade.

O pneu dos sonhos é flexível como borracha e, ao mesmo tempo, forte como titânio. Os pneus METL são feitos de materiais avançados e leves, conhecidos como NiTinol +, e fabricados nas versões ouro, prata e azul metálico.

Eles são usados para missões no espaço, em planetas com terrenos acidentados, estão sendo desenvolvidos numa parceria entre a NASA e a startup SMART Tire Company.

“Os ciclistas vão ficar ansiosos para ter acesso a esses pneus de aparência bacana da era espacial e que não furam”, disse Earl Cole, ex – campeão Survivor: Fiji e CEO da SMART, em um comunicado .

“A combinação única desses materiais avançados, juntamente com um design ecológico de última geração, tornam o produto revolucionário”, explica.

Startup

A SMART foi fundada em 2020 por Cole e o engenheiro Brian Yennie.

Junto com o ex-estagiário de engenharia da NASA Calvin Young, a equipe SMART consultou inventores no Centro de Pesquisa Glenn, da NASA, para desenvolver o pneu.

Essas ligas são diferentes de qualquer outro material.

Em outras palavras, de acordo com Darrell Etherington, do TechCrunch , o desenvolvimento chave da NASA tem sido “criar uma liga que pode retornar à sua forma no nível molecular, o que significa que pode se deformar para se adaptar a terrenos irregulares, incluindo obstáculos como cascalho e buracos, e retornam à sua forma sem perder a integridade estrutural com o tempo. ”

Ecológico

Além do mais, os pneus METL da SMART são bons para o planeta, utilizando materiais de longa duração que reduzem o desperdício de borracha.

O plano final? Para que esses pneus se tornem o principal componente de alta tecnologia para o ciclista moderno em aplicações de estrada, cascalho, montanha e e-bike.

“Pode revolucionar toda a indústria de pneus terrestres”, diz Santo Padula, Engenheiro de Ciência de Materiais da NASA, “e isso é apenas a ponta do iceberg”.

No mercado em 2022

Os pneus METL estarão disponíveis para a comunidade do ciclismo no início de 2022, antes de chegar à indústria automobilística.

E a SMART também fez parceria com o fornecedor líder de micromobilidade, Spin, para desenvolver pneus SMA para os usuários de ‘scooters’.

Pneus de bicicleta imunes a furos, mesmo nas estradas mais esburacadas? Levante a mão se você não puder esperar para dar uma volta com esta nova tecnologia.

Veja como são desenvolvidos e o desempenho dos pneus de bike da nova geração:

Por Andréa Fassina, da redação do Só Notícia Boa – Com informações do GNN

Fonte: Só Notícia Boa

Continuar lendo CIÊNCIAS: PNEUS QUE NÃO PRECISA ENCHER E QUE NÃO FURAM É A MAIS NOVA INVENÇÃO DA NASA

CIÊNCIAS: A AMBICIOSA E POLÊMICA PROPOSTA DE UM GRUPO DE CIENTISTAS DOS EUA É DE ESCURECER O SOL PARA CONTER AQUECIMENTO NA TERRA

Uma ala de cientistas propõe uma ousada iniciativa para escurecer o sol com o intuito de conter o aquecimento da terra. Trata-se de sugestões de geoengenharia que inclui injeção de partículas reflexivas na estratosfera para refletir a luz solar e também a formação de nuvens cirrus cada vez mais finas. Leia o artigo completo a seguir e saiba dos detalhes dessa curiosa descoberta da ciência!

Cientistas propõem escurecer o Sol para conter aquecimento da Terra

Sugestões de geoengenharia incluem injeção de partículas reflexivas na estratosfera para refletir a luz solar e formação de nuvens cirrus cada vez mais finas

Nuvens cirrus: uma das ideias de geoengenharia propostas envolve trabalhar com essas formações. Crédito: Piqsels

Um grupo de cientistas do governo dos EUA apresentou nesta semana uma proposta ambiciosa e polêmica para impulsionar novas pesquisas sobre geoengenharia solar como uma saída para se enfrentar o problema do aquecimento do planeta. Em relatório divulgado pelas Academias Nacionais de Ciências (NAS) do país, os pesquisadores recomendam um financiamento de até US$ 200 milhões nos próximos cinco anos para entender melhor a viabilidade de intervenções para diminuir a intensidade da luz solar, o risco de consequências indesejadas prejudiciais e como essa tecnologia poderia ser administrada de maneira ética.

No documento, os autores reforçam que a redução das emissões de carbono segue sendo a ação mais urgente contra a mudança do clima, mas o progresso lento e preocupante nessa frente pressiona pela consideração de outras soluções viáveis ainda pouco estudadas.

O relatório considera três tipos de geoengenharia solar para aumentar a reflexão da radiação solar de volta para o espaço, diminuindo o aquecimento do planeta: a injeção de partículas reflexivas na estratosfera para refletir a luz solar; o uso de partículas para tornar as nuvens baixas sobre os oceanos mais reflexivas; e a formação de nuvens cirrus de alta altitude cada vez mais finas.

Fenômenos imprevisíveis

Para os defensores dessa proposta, a geoengenharia pode trazer benefícios mais rápidos em termos de contenção do aumento de temperatura. Já para os críticos, o uso desse tipo de tecnologia abre espaço para uma série de fenômenos imprevisíveis com efeitos negativos sobre o clima, que podem inclusive intensificar o processo de aquecimento da Terra. Além disso, seria necessário manter esses efeitos permanentemente, já que a concentração de CO2 não diminui e um eventual esgotamento desse processo permitiria um salto significativo na temperatura terrestre.

Fonte: Revista Planeta

Continuar lendo CIÊNCIAS: A AMBICIOSA E POLÊMICA PROPOSTA DE UM GRUPO DE CIENTISTAS DOS EUA É DE ESCURECER O SOL PARA CONTER AQUECIMENTO NA TERRA

CIÊNCIAS: UM NOVO ESTUDO DEMONSTROU QUE NÍVEIS MAIS ELEVADOS DE VITAMINA D REDUZEM O RISCO DE INFECÇÃO NA POPULAÇÃO NEGRA

Uma nova pesquisa que relaciona a suscetibilidade de contrair a covid-19 aos níveis de vitamina D no organismo é o destaque da coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira. O referido estudo mostra que níveis mais elevados de ‘vitamina do sol’ reduzem o risco de infecção na população negra, que normalmente possui níveis mais baixos desta vitamina porque ter mais melanina em sua pele reduzindo assim sua capacidade de sintetizar vitamina D do sol. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes desta pesquisa!

Suplementos de vitamina D protegem pessoas negras contra COVID-19, de acordo com uma nova pesquisa

Um novo estudo revelou que níveis mais elevados de ‘vitamina do sol’ reduzem o risco de infecção na população negra.

Quase metade dos americanos são deficientes em vitamina D, de acordo com David O. Meltzer, MD, PhD, chefe de medicina hospitalar da University of Chicago Medicine. Porém, mais de três quartos das pessoas com pele mais escura têm baixos níveis desse nutriente crucial.

Ele se inspirou a examinar os dados sobre os casos da Covid-19, depois de ver um artigo há mais de um ano relatando que as pessoas que tomavam suplementos de vitamina D tinham taxas muito mais baixas de infecções respiratórias virais.

O estudo analisou mais de 3.000 pacientes na cidade que tiveram sua vitamina D medida dentro de duas semanas de um teste de Covid-19.

Níveis de pelo menos 30 ng / ml (nanogramas por mililitro) são geralmente considerados “suficientes”, mas os participantes negros com esse nível de vitamina D tinham risco duas vezes e meia maior de pegar Covid do que aqueles que tinham 40 ng / ml ou mais.

Eles tinham 7,2 por cento de chance de teste positivo para o vírus – 2,64 vezes maior do que a população em geral.

A vitamina D pode ser obtida comendo gema de ovo, salmão ou carne ou tomando suplementos, mas também é produzida naturalmente pelo corpo quando a pele é exposta à luz solar.

Pessoas com pele mais escura são mais frequentemente deficientes porque ter mais melanina em sua pele reduz sua capacidade de sintetizar vitamina D do sol.

As descobertas publicadas no JAMA Open Network são baseadas em um estudo anterior que sugere que menos de 20 ng / ml de vitamina D aumenta o risco de Covid.

Outro estudo recente mostrou que mais de oito em dez pacientes com coronavírus eram deficientes em vitamina D.

“Isso apóia os argumentos para a elaboração de ensaios clínicos que podem testar se a vitamina D pode ou não ser uma intervenção viável para reduzir o risco da doença, especialmente em pessoas de cor”, disse o Dr. Meltzer, o principal autor do estudo.

Os suplementos são relativamente seguros de tomar – e, atualmente, a ingestão alimentar recomendada para adultos de vitamina D é de 600 a 800 UI por dia (15 a 20 microgramas). O NHS na Grã-Bretanha recomenda tomar 10 microgramas de vitamina D todos os dias no inverno – o equivalente a um filé de salmão – para manter os ossos e músculos saudáveis.

Mas eles atualizaram seus conselhos, já que os bloqueios estão levando os britânicos para dentro de casa.

“A National Academy of Medicine disse que tomar até 4.000 UI por dia é seguro para a grande maioria das pessoas”, acrescenta Meltzer.

Um dos desafios do estudo atual é que é difícil determinar exatamente como a vitamina D pode estar apoiando a função imunológica.

O Dr. Meltzer disse: “Este é um estudo observacional. Podemos ver que há uma associação entre os níveis de vitamina D e a probabilidade de um diagnóstico de Covid-19.

“Mas não sabemos exatamente por que isso acontece, ou se esses resultados se devem diretamente à vitamina D ou a outros fatores biológicos relacionados.”

Motivados pelas novas evidências, os pesquisadores agora estão conduzindo dois estudos para saber se tomar um suplemento diário pode ajudar a prevenir Covid-19 ou diminuir a gravidade de seus sintomas – e o secretário de Saúde britânico, Matt Hancock, reverteu suas crenças anteriores e perguntou à Saúde Pública da Inglaterra para “revisar novamente as evidências existentes sobre a ligação entre a Covid-19 e a vitamina D.”

Continuar lendo CIÊNCIAS: UM NOVO ESTUDO DEMONSTROU QUE NÍVEIS MAIS ELEVADOS DE VITAMINA D REDUZEM O RISCO DE INFECÇÃO NA POPULAÇÃO NEGRA

CIÊNCIAS: FRAGMENTOS DE TEXTO BÍBLICO, UM ESQUELETO DE 6 MIL ANOS E OUTROS ARTEFATOS FORAM ENCONTRADOS EM CAVERNAS NO MAR MORTO

A descoberta de fragmentos de texto bíblico em caverna no Mar Morto por arqueólogos israelitas é o destaque, aqui na coluna CIÊNCIAS desta quinta-feira. Pesquisadores conseguiram reconstituir parte de texto bíblico e ainda descobriram um esqueleto com 6 mil anos. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes desta incrível descoberta!

Arqueólogos israelitas encontram fragmentos de texto bíblico em caverna

Pesquisadores conseguiram reconstruir cerca de onze linhas do pergaminho. Outros artefatos da época e um esqueleto de 6.000 anos atrás também foram descobertos

Jack Guy, da CNN
16 de março de 2021 às 15:56
Fragmentos encontrados são os primeiros pedaços de texto bíblicoFoto: Shai Halevi/Israel Antiquities Authority

Dezenas de fragmentos do texto bíblico Manuscritos do Mar Morto foram encontrados por arqueólogos no deserto da Judéia, de acordo um comunicado do governo israelense divulgado nesta terça-feira (16).

Os fragmentos são os primeiros pedaços do Manuscritos do Mar Morto, recuperados de uma caverna onde rebeldes judeus se esconderam contra o Império Romano há 1.900 anos. A última descoberta havia sido feita há 60 anos.

Os pedaços de pergaminho estão escritos em grego e contêm versículos dos livros dos profetas Zacarias e Naum.

Os arqueólogos têm trabalhado nas cavernas e falésias do Deserto da Judéia desde 2017 como parte de uma “operação nacional que visa impedir o saque de antiguidades”.

As equipes também encontraram o esqueleto de uma criança de 6.000 anos atrás, moedas raras e uma cesta completa com mantimentos que pode ser a mais velha do mundo, que pode ter mais de 10.500 anos.

Descobertos há 70 anos em cavernas ao redor de Qumran, os Manuscritos do Mar Morto estão entre os achados mais significativos da arqueologia, contendo as versões mais antigas da Bíblia Hebraica e outros textos judaicos que datam da época de Jesus.

A maioria dos rolos é mantida no Santuário do Livro, parte do Museu de Israel em Jerusalém.

Os últimos fragmentos de pergaminho foram encontrados na Caverna do Horror, que fica a cerca de 80 metros abaixo do topo de um penhasco no Deserto da Judéia, cujo único acesso é por meio de um rapel.

Pesquisadores trabalham dentro de caverno no deserto da Judeia Pesquisadores trabalham dentro da Caverna do Horror, no deserto da Judéia Foto: Eitan Klein/Israel Antiquities Authority

Desde que os Manuscritos do Mar Morto foram descobertos há mais de 70 anos, a área atraiu a atenção dos saqueadores principalmente pela região ter excelentes condições climáticas, o que significa que pergaminhos e documentos antigos ficam excepcionalmente bem preservados.

“O objetivo desta iniciativa nacional é resgatar esses raros e importantes bens patrimoniais das garras dos ladrões”, disse Israel Hasson, diretor da Autoridade de Antiguidades de Israel, que pediu mais recursos para concluir a operação de recuperação.

“Devemos garantir que recuperemos todos os dados que ainda não foram descobertos nas cavernas, antes que os ladrões o façam. Algumas coisas não têm valor”, ressaltou Hasson.

Hananya Hizmi, chefe da equipe do Departamento de Arqueologia da Administração Civil da Cisjordânia, disse que este foi “um momento emocionante” e que os resultados da operação colocam um holofote sobre a história da região.

“Os achados atestam um estilo de vida rico, diversificado e complexo, bem como as duras condições climáticas que prevaleciam na região há centenas e milhares de anos”, disse Hizmi.

Desde outubro de 2017, as equipes pesquisaram 80 quilômetros de cavernas do deserto, muitas das quais são praticamente inacessíveis, segundo o comunicado à imprensa.

Onze linhas de texto foram reconstruídas, incluindo partes de uma tradução grega de Zacarias 8: 16-17. Em outro fragmento, versos de Naum 1: 5-6 foram identificados.

Esqueleto de 6.000 anos atrás preservado

Os arqueólogos também descobriram um esqueleto parcialmente mumificado de uma criança de 6 a 12 anos, enterrado em uma cova rasa sob duas pedras planas e envolto em um pano, que data 6.000 anos atrás.

“Era óbvio que quem enterrou a criança a envolveu e empurrou as pontas do pano por baixo dele, assim como um pai cobre seu filho com um cobertor”, disse Ronit Lupu, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel.

“O esqueleto da criança e o envoltório de tecido estavam notavelmente bem preservados e por causa das condições climáticas na caverna, um processo de mumificação natural ocorreu; a pele, tendões e até mesmo o cabelo foram parcialmente preservados, apesar do passar do tempo.

“Séculos de clima quente e seco significam que a grande cesta, com capacidade para 90-100 litros e feita de material vegetal, pode fornecer uma nova visão sobre como os produtos eram armazenados cerca de 1.000 anos antes da invenção da cerâmica”, explicou o comunicado.

(Esse texto é uma tradução. Para ler a versão original, em inglês, clique aqui)

Fonte: CNN

Continuar lendo CIÊNCIAS: FRAGMENTOS DE TEXTO BÍBLICO, UM ESQUELETO DE 6 MIL ANOS E OUTROS ARTEFATOS FORAM ENCONTRADOS EM CAVERNAS NO MAR MORTO

CIÊNCIAS: UTILIZANDO CÉLULAS-TRONCO DO PRÓPRIO PACIENTE CIENTISTAS REPARAM COM SUCESSO A MEDULA ESPINHAL FERIDA

Uma descoberta incrível, feita por pesquisadores da Universidade de Yale e do Japão é o destaque deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS. Pacientes que sofreram lesões não penetrantes na medula espinhal, através de injeção intravenosa de células-tronco derivadas da medula óssea é capaz  de restaurar a função após uma lesão no cérebro e na medula espinhal. Foram observadas melhorias substanciais em funções-chave – como a capacidade de andar ou usar as mãos em mais da metade dos pacientes estudados, semanas após a injeção de células-tronco, relatam os pesquisadores. Então, você não pode deixar de ler esse artigo sensacional, pois estamos nos aproximando muito da cura permanente da paraplegia.

Cientistas de Yale reparam com sucesso a medula espinhal ferida usando células-tronco dos próprios pacientes

A injeção intravenosa de células-tronco derivadas da medula óssea em pacientes com lesões na medula espinhal levou a uma melhora significativa nas funções motoras, relataram pesquisadores da Universidade de Yale e do Japão.

Para mais da metade dos pacientes estudados, melhorias substanciais em funções-chave – como a capacidade de andar ou usar as mãos – foram observadas semanas após a injeção de células-tronco, relatam os pesquisadores. Nenhum efeito colateral substancial foi relatado.

Os pacientes sofreram lesões não penetrantes na medula espinhal, em muitos casos de quedas ou traumas leves, várias semanas antes da implantação das células-tronco. Seus sintomas envolviam perda da função motora e coordenação, perda sensorial, bem como disfunção intestinal e da bexiga.

As células-tronco foram preparadas a partir da própria medula óssea dos pacientes, por meio de um protocolo de cultura que durou algumas semanas em um centro especializado de processamento de células. As células foram injetadas por via intravenosa nesta série, com cada paciente servindo como seu próprio controle. Os resultados não foram cegos e não houve controles com placebo.

Os cientistas de Yale  Jeffery D. Kocsis e  Stephen G. Waxman foram os principais autores do estudo – que foi realizado com pesquisadores da Sapporo Medical University, no Japão – com os resultados publicados no mês passado no Journal of Clinical Neurology and Neurosurgery.

MAIS: A meta de abundantes transplantes de órgãos se aproxima da realidade à medida que os cientistas criam pequenos fígados funcionais a partir de células da pele

Kocsis e Waxman enfatizam que estudos adicionais serão necessários para confirmar os resultados deste estudo preliminar não cego. Eles também enfatizam que isso pode levar anos. Apesar dos desafios, eles permanecem otimistas.

 Resultados semelhantes com células-tronco em pacientes com acidente vascular cerebral aumentam nossa confiança de que esta abordagem pode ser clinicamente útil”, observou Kocsis. “Este estudo clínico é o culminar de um extenso trabalho de laboratório pré-clínico usando MSCs entre colegas de Yale e Sapporo ao longo de muitos anos.”

 A ideia de que podemos ser capazes de restaurar a função após uma lesão no cérebro e na medula espinhal usando as células-tronco do próprio paciente nos intrigou por anos”, disse Waxman. “Agora temos uma dica, em humanos, de que pode ser possível.”

Fonte: YaleNews

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: UTILIZANDO CÉLULAS-TRONCO DO PRÓPRIO PACIENTE CIENTISTAS REPARAM COM SUCESSO A MEDULA ESPINHAL FERIDA

CIÊNCIAS: PLANETA 50% MAIOR DO QUE A TERRA É DESCOBERTO NA ÓRBITA DE UMA DAS ESTRELAS MAIS ANTIGAS DA VIA LÁCTEA

Uma descoberta incrível pegou uma equipe de cientistas caçadores de planetas de surpresa. Um planeta 50% maior do que a terra, carinhosamente chamado pelos cientistas de a nova ‘super terra’ e se encontra na órbita de um dos planetas mais antigos da Via Láctea. Porém, devido a sua proximidade com sua estrela sua órbita completa equivale a menos de meio dia nosso. Conheça os detalhes sobre essa descoberta lendo o artigo completo a seguir!

Uma nova ‘super terra’ foi descoberta perto de uma das estrelas mais antigas de nossa galáxia

Uma “super Terra” quente e rochosa, perto de uma das estrelas mais antigas da galáxia, pegou uma equipe de cientistas caçadores de planetas de surpresa.

O planeta é cerca de 50 por cento maior do que a Terra, mas requer menos de meio dia para orbitar sua estrela.

“Para cada dia que você está na Terra, este planeta orbita sua estrela duas vezes”, disse o astrofísico planetário da UC Riverside e membro da equipe Stephen Kane.

Parte da razão para a curta órbita é a proximidade do planeta de sua estrela, o que também cria um calor incrível. Sua temperatura média de superfície estimada é de mais de 2.000 graus Kelvin – muito quente para hospedar a vida como a conhecemos hoje, embora possa ter sido possível.

Além disso, Kane disse que embora o planeta tenha aproximadamente três vezes a massa da Terra, a equipe calculou que sua densidade seja igual à do nosso planeta.

“Isso é surpreendente porque você esperaria que a densidade fosse maior”, disse Kane. “Isso é consistente com a noção de que o planeta é extremamente antigo.”

Quanto mais antigo for um planeta, menos denso será, porque não havia tantos elementos pesados ​​disponíveis quando ele se formou, explicou Kane. Elementos pesados ​​são produzidos por reações de fusão em estrelas à medida que envelhecem. Eventualmente, as estrelas explodem, dispersando esses elementos a partir dos quais novas estrelas e planetas se formarão.

A descoberta do planeta TOI-561b, e observações adicionais que a equipe fez sobre sua composição, foram aceitas para publicação no  Astronomical Journal.

“TOI-561b é um dos planetas rochosos mais antigos já descobertos”, disse Lauren Weiss, colega de pós-doutorado e líder de equipe da Universidade do Havaí. “Sua existência mostra que o universo vem formando planetas rochosos quase desde seu início, há 14 bilhões de anos.”

Nomeado para o Transiting Exoplanet Survey Satellite da NASA, o TESS Object of Interest (TOI) 561 pertence a uma rara população de estrelas chamada de disco espesso galáctico. As estrelas nesta região são quimicamente distintas, com menos elementos pesados, como ferro ou magnésio, associados à construção de planetas.

A equipe da Missão TESS usou o acesso da Universidade da Califórnia ao Observatório WM Keck no Havaí – lar de alguns dos telescópios mais produtivos cientificamente da Terra – para confirmar a presença do planeta TOI-561b. O equipamento do observatório também ajudou a equipe a calcular a massa, densidade e raio do planeta.

Os astrônomos estão continuamente tentando entender a relação entre a massa e o raio dos planetas que encontram. Essas informações fornecem uma visão sobre a estrutura interna dos planetas que, com a tecnologia de hoje, estão muito distantes para serem visitados e amostrados.

“As informações sobre o interior de um planeta nos dão uma ideia se a superfície do planeta é habitável pela vida como a conhecemos”, disse Kane. “Embora seja improvável que este planeta em particular seja habitado hoje, ele pode ser o prenúncio de muitos mundos rochosos ainda a serem descobertos em torno das estrelas mais antigas de nossa galáxia.”

Fonte: Universidade da Califórnia, Riverside

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: PLANETA 50% MAIOR DO QUE A TERRA É DESCOBERTO NA ÓRBITA DE UMA DAS ESTRELAS MAIS ANTIGAS DA VIA LÁCTEA

CIÊNCIAS: MÉDICO DESENVOLVE MÉTODO PARA ESCOLHER O REMÉDIO PERFEITO PARA CADA TUMOR

Todos os dias a ciência e a medicina avançam com novas descobertas, principalmente na área da oncologia. Por isso, mais uma vez o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS é um oncologista pioneiro e professor clínico da Universidade da Califórnia em Irvine, que está tendo o dobro das taxas de sucesso no tratamento do câncer. Ele desenvolveu um método para a escolha do remédio perfeito para cada tipo de tumor e acabou com o velho método de tentativa e erro. Leia o artigo completo a seguir e conheça qual é esse método revolucionário!

O médico determina o remédio perfeito para o câncer em estágio 4 de qualquer pessoa com perfil funcional – e seus resultados são ‘impressionantes’

Um oncologista pioneiro e professor clínico da Universidade da Califórnia em Irvine está tendo o dobro das taxas de sucesso no tratamento do câncer – e uma mãe ficou tão emocionada com o resultado que ela procurou um estranho que recomendou a clínica e os novos amigos agora estão ligados como fortes sobreviventes de diagnósticos terminais.

Quando Maria Lewis sentiu pela primeira vez um caroço, seu coração afundou porque ela havia perdido muitos membros da família para o câncer. Ela foi diagnosticada com câncer de mama triplo negativo – o que significa que não tinha nenhum dos receptores comumente encontrados no câncer de mama – e recebeu 3-6 meses de vida com pouca esperança de que qualquer tratamento funcionasse.

Depois de receber ordens para se preparar para o pior, o jovem de 50 anos com quatro filhos que moravam em casa viajou para Los Angeles depois de procurar ajuda na Internet.

Ela foi ver o Dr. Robert Nagourney, que usa a técnica emergente de “perfil funcional” para testar quais drogas funcionarão em qualquer paciente, usando amostras dos tumores ou fluidos reais.

Basicamente, isso envolve matar o tumor de um paciente primeiro no laboratório, com base em quais drogas e combinações de drogas aprovadas pelo FDA funcionam melhor, e então fornecê-las ao paciente – usando medicina personalizada baseada não na genômica, mas na biologia celular.

Nagourney ficou desencantado com a abordagem de tentativa e erro que testemunhou durante as bolsas em Georgetown e em outros lugares, e decidiu que deveria haver uma maneira melhor. Hoje, sua abordagem está pegando no mundo todo, devido ao sucesso de seus pacientes.

Quando Maria chegou à clínica dele, ela estava no estágio 4 – com um grande tumor de 6 cm em sua mama, um tumor em seu rim e envolvimento de linfonodos.

Uma semana depois de ir para casa em Utah, o Dr. Nagourney terminou seus testes e ela voltou a receber quimioterapia com base nos resultados do laboratório que visavam apenas os medicamentos certos. Três semanas após a sessão de quimio, ela não conseguia mais sentir o tumor. Três semanas depois disso, o tumor havia sumido.

Depois que Maria se recuperou, ela ouviu sobre Shellie Chrum em St. Louis (uma amiga de seu vizinho) que estava lidando com um diagnóstico terrível semelhante: câncer de mama metastático que se espalhou para seus pulmões e ossos, incluindo a coluna vertebral. Ela imediatamente ligou para Shellie.

Novos melhores amigos

“Embora nunca nos tenhamos conhecido pessoalmente, falamos ao telefone por muitas horas”, disse Maria ao GNN. “Tendo eu mesmo tido um diagnóstico de câncer com risco de vida e tendo sido abençoado com os resultados que obtive, quero gritar para que todos possam ouvir e aprender com a minha experiência com o teste de perfil funcional do Dr. Nagourney.”

Shellie seguiu o conselho de seu novo amigo e foi para a Califórnia no verão passado para que Nagourney pudesse remover o fluido de 43 anos de idade, o que forneceu células amplas para sua análise de EVA / PCD (Análise Ex-Vivo de Morte Celular Programada).

Depois de determinar que ela era HER2-positiva (para fator de crescimento epidérmico humano 2), Nagourney sabia que ela seria uma boa candidata para a combinação de drogas comuns Trastuzumabe (Herceptin) e Pertuzumabe (Perjeta), mas como tratar a doença envolvendo pulmão e ossos deixou o médico intrigado.

Ele descobriu uma interação altamente favorável entre a vinorelbina e o trastuzumabe e adicionou uma dose baixa de Everolimus – que resultou em uma combinação de quatro medicamentos que “nenhum outro paciente com câncer de mama já havia recebido”.

Depois de apenas dois ciclos dos medicamentos, administrados no primeiro e no oitavo dia de um ciclo de três semanas, os resultados da varredura em comparação com o final de junho foram “impressionantes … e consistentes com uma resposta completa ou quase completa à terapia”.

O derrame pleural de Shellie havia desaparecido, a enorme massa mamária havia desaparecido, sua metástase óssea havia desaparecido e todos os outros locais da doença eram virtualmente indetectáveis. Sem perda de cabelo, dano à medula óssea ou efeitos colaterais significativos além de feridas leves na boca do Everolimus, ela se aproximou de uma remissão completa com um regime criado especialmente para ela.

“O que aprendemos, no entanto, é que a seleção cuidadosa de todas essas drogas ativas, a substituição de uma droga por outra e a combinação inteligente de inibidores da via podem fornecer atividade inédita com pouca ou nenhuma toxicidade”, disse Nagourney.

Vários laboratórios em todo o mundo começaram a usar culturas primárias de tumor humano, semelhante ao trabalho realizado no Instituto do Câncer de Nagourney em Long Beach – e isso não é surpresa.

Nagourney conduziu uma meta-análise de resultados para um grande número de cânceres (> 2500) de tumores sólidos transmitidos pelo sangue que mostrou que os pacientes que receberam medicamentos “bons” (aqueles considerados ativos ou sensíveis no laboratório) eram 2,04 vezes mais prováveis responder.

Em um estudo em câncer de pulmão metastático em que a taxa de resposta é normalmente de 30%, os pacientes do Dr. Nagourney tiveram uma taxa de resposta de 64,5% (p <0,001) quando pré-selecionaram os tratamentos para eles e só lhes deram medicamentos que funcionassem para eles.

“Concluímos com sucesso mais de 10.000 estudos de pacientes”, disse Nagourney, que é autor do livro Outliving Cancer . Ter compilado um banco de dados tão grande provou ser a chave para prescrever o medicamento personalizado certo.

Qual é o custo?

Embora custe US $ 4-6.000 para testar o DNA de um tumor e transformá-lo em um perfil genômico, esse mapeamento ainda não prescreve uma terapia.

O método do Dr. Nagourney, que tem preço semelhante, na verdade determina a sensibilidade ou resistência ao medicamento, porque medicamentos que funcionam para um paciente podem não funcionar para outro, mesmo que ambos os pacientes tenham exatamente o mesmo diagnóstico.

O Instituto tenta manter os serviços de laboratório de perfil funcional o mais acessível possível. O preço atual de um painel é de US $ 4.950, que inclui a análise de medicamentos e uma discussão das descobertas com referências da literatura e, quando aplicável, o fornecimento de esquemas de protocolo de tratamento para o médico assistente.

Pacientes que não têm capacidade para pagar – conhecidos como “indigentes do ponto de vista médico” – podem ter seus custos cobertos se seus pedidos forem aprovados na Fundação Vanguard do Câncer , que foi iniciada pela mãe de John Stamos, Loretta.

Maria está emocionada com o resultado de Shellie. “Embora eu não esteja surpreso. Eu disse a ela desde o primeiro telefonema que um dia em breve ela estaria ajudando outras pessoas, compartilhando sua própria história de sucesso com o câncer ”, ela disse ao GNN por e-mail.

“Acredito que dei esperança a ela, quando a esperança era muito necessária. Graças ao Dr. Nagourney, temos outra vida salva, outra família salva. ”

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: MÉDICO DESENVOLVE MÉTODO PARA ESCOLHER O REMÉDIO PERFEITO PARA CADA TUMOR

CIÊNCIAS: PEPTÍDEOS INATIVAM O COVID COM FALSO “APERTO DE MÃO”

texto

Enganando o coronavírus com um falso ‘aperto de mão’ – os cientistas desenvolvem peptídeos que podem inativar o COVID

Engane o novo coronavírus uma vez e ele não poderá causar infecção de células, sugere uma nova pesquisa.

Os cientistas desenvolveram fragmentos de proteínas – chamados de peptídeos – que se encaixam perfeitamente em uma ranhura na proteína SARS-CoV-2 Spike que normalmente seria usada para acessar uma célula hospedeira. Esses peptídeos enganam efetivamente o vírus, fazendo-o “apertar as mãos” com uma réplica, em vez da proteína real na superfície da célula que permite a entrada do vírus.

Pesquisas anteriores haviam determinado que o novo coronavírus se liga a uma proteína receptora na superfície de uma célula-alvo chamada ACE2. Este receptor está localizado em certos tipos de células humanas no pulmão e na cavidade nasal, fornecendo ao SARS-CoV-2 muitos pontos de acesso para infectar o corpo.

Para este trabalho, os cientistas da Ohio State University projetaram e testaram peptídeos que se assemelham ao ACE2 o suficiente para convencer o coronavírus a se ligar a eles, uma ação que bloqueia a capacidade do vírus de realmente entrar na célula.

“Nosso objetivo é que sempre que o SARS-CoV-2 entrar em contato com os peptídeos, o vírus seja inativado. Isso ocorre porque a proteína Spike do vírus já está ligada a algo que precisa usar para se ligar à célula ”, disse Amit Sharma, co-autor do estudo e professor assistente de biociências veterinárias no estado de Ohio. “Para fazer isso, temos que pegar o vírus enquanto ele ainda está fora da célula.”

A equipe do estado de Ohio prevê a entrega desses peptídeos fabricados em um spray nasal ou desinfetante de superfície em aerossol, entre outras aplicações, para bloquear os pontos de acesso do SARS-CoV-2 em circulação com um agente que impede sua entrada nas células-alvo.

“Com os resultados que geramos com esses peptídeos, estamos bem posicionados para avançar para as etapas de desenvolvimento de produtos”, disse Ross Larue, co-autor e professor assistente de pesquisa em farmácia e farmacologia no estado de Ohio.

O estudo foi publicado na edição de janeiro da revista Bioconjugate Chemistry .

O SARS-CoV-2, como todos os outros vírus, requer acesso a células vivas para causar seus danos – os vírus sequestram as funções das células para fazer cópias de si mesmos e causar infecções. A replicação muito rápida do vírus pode sobrecarregar o sistema hospedeiro antes que as células imunológicas possam reunir uma defesa eficaz.

Um dos motivos pelos quais esse coronavírus é tão infeccioso é porque ele se liga fortemente ao receptor ACE2, que é abundante em células em humanos e em algumas outras espécies. A proteína Spike na superfície do SARS-CoV-2, que se tornou sua característica mais reconhecível, também é fundamental para seu sucesso em se ligar ao ACE2.

Avanços recentes na cristalização de proteínas e microscopia tornaram possível criar imagens de computador de estruturas específicas de proteínas sozinhas ou em combinação, como quando elas se ligam umas às outras.

Sharma e seus colegas examinaram de perto as imagens da proteína SARS-CoV-2 Spike e ACE2, ampliando precisamente como suas interações ocorrem e quais conexões são necessárias para as duas proteínas travarem no lugar. Eles notaram uma cauda em forma de fita em espiral no ACE2 como o ponto focal do acessório, que se tornou o ponto de partida para o projeto de peptídeos.

“A maioria dos peptídeos que projetamos é baseada na fita em contato com o Spike”, disse Sharma, que também tem uma nomeação como docente em infecção microbiana e imunidade. “Nós nos concentramos em criar os peptídeos mais curtos possíveis com o mínimo de contatos essenciais.”

A equipe testou vários peptídeos como “inibidores competitivos” que podiam não apenas se ligar com segurança às proteínas SARS-CoV-2 Spike, mas também prevenir ou diminuir a replicação viral em culturas de células. Dois peptídeos, um com os pontos de contato mínimos e outro maior, foram eficazes na redução da infecção por SARS-CoV-2 em estudos celulares em comparação com os controles.

Sharma descreveu essas descobertas como o início de um processo de desenvolvimento de produto que será continuado pela equipe de virologistas e químicos farmacêuticos que colaboram neste trabalho.

“Estamos adotando uma abordagem multifacetada”, disse Sharma. “Com esses peptídeos, identificamos os contatos mínimos necessários para inativar o vírus. No futuro, planejamos nos concentrar no desenvolvimento de aspectos dessa tecnologia para fins terapêuticos.

“O objetivo é neutralizar o vírus de forma eficaz e potente e agora, devido ao surgimento de variantes, estamos interessados ​​em avaliar nossa tecnologia contra as mutações emergentes.”

(Fonte: Estado de Ohio – Foto de @visuals)

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: PEPTÍDEOS INATIVAM O COVID COM FALSO “APERTO DE MÃO”

CIÊNCIA: PESQUISA REVELA QUE OS BRASILEIROS SÃO O POVO QUE MAIS SE SENTE SOLITÁRIO NO MUNDO

Brasileiro é o povo que se sente mais solitário no mundo, revela pesquisa

No quadro Correspondente Médico, Fernando Gomes explicou o sentimento da solidão e onde ele é acionado no cérebro

Fernanda Lanza, da CNN, em São Paulo

 Atualizado 05 de março de 2021 às 11:07

Um levantamento apontou que os brasileiros são o povo que mais se sente solitário em todo o mundo. A pesquisa ouviu mais de 23 mil pessoas em 28 países. Em segundo lugar, vieram os turcos e depois indianos e sauditas. Na parte de baixo do ranking, está a Holanda, que é o país que menos sofre com a solidão.

Na edição desta sexta-feira (5) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou o sentimento da solidão e por que o Brasil apareceu no topo do ranking.

“O ser humano é uma espécie gregária, que gosta de ficar perto de pessoas, trocar experiência, gosta do toque, do calor e da emoção. Mas quando temos a pitada da cultura brasileira, a gente sabe que isso ressalta”, afirmou o médico. “Quando vivemos uma situação diferente como agora, que impõe restrições, é natural que a gente acabe sentindo na pele a falta de algo que nos faz muito bem”, completou.

“Tem alguns núcleos cerebrais chamados núcleos da Rafe, que são responsáveis pela manutenção da vida e são acionados quando temos a sensação de querer estar junto, querer estar perto, esse bem-estar, até nos casos de relacionamento amoroso ele é ativado. Existe uma explicação de fundo neurobiológico para isso [o sentimento de solidão]”, explicou Gomes.

Fonte: CNN

Continuar lendo CIÊNCIA: PESQUISA REVELA QUE OS BRASILEIROS SÃO O POVO QUE MAIS SE SENTE SOLITÁRIO NO MUNDO

CIÊNCIAS: TUBARÕES COM CAMUFLAGEM LUMINESCENTE SÃO AS VEDETES DE CIENTISTAS DA NOVA ZELÂNDIA

Uma espécie de tubarão kitefin, agora considerado o maior vertebrado bioluminescente do mundo, vive na “zona crepuscular” a profundidades de 300 a 1.000 metros foi confirmado como uma espécie brilhante em um estudo recente na costa leste da Nova Zelândia. O animal, que mede em média 1,5 metros é o maior animal a apresentar essa característica. Ao ler o artigo completo a seguir você ficará sabendo como vive esta espécie!

Tubarões gigantes que brilham no escuro, descobertos por cientistas que se acostumaram com sua camuflagem

Para muitos, os tubarões são assustadores o suficiente – e um tubarão que brilha no escuro é simplesmente mais do que nossos nervos poderiam suportar.

Felizmente, o tubarão kitefin ( Dalatias licha) , agora considerado o maior vertebrado bioluminescente do mundo, vive na “zona crepuscular” a profundidades de 300 a 1.000 metros.

Frontiers in Marine Science Journal / Jérôme Mallefet

O tubarão de um metro e meio foi confirmado como uma espécie brilhante em um estudo recente na costa leste da Nova Zelândia. A bioluminescência é um fenômeno evolutivo bem estabelecido entre a vida marinha profunda, e não é a primeira vez que é documentada em tubarões.

A confirmação de que a kitefin de fato emite bio-luz a torna o maior animal a apresentar essa característica.

Mas por que os tubarões, que normalmente consideramos caçadores de emboscada, evoluiriam para transmitir sua posição aos habitantes da zona mesopelágica?

A hipótese do estudo correspondente, publicado na Frontiers of Marine Science , sugere que o que a princípio parece uma forma de iluminar e ser visto é na verdade uma espécie de “contra-iluminação”, ou camuflagem.

Por exemplo, o tubarão-papagaio ataca as duas espécies de tubarões-lanterna analisados ​​no estudo. Os tubarões bioluminescentes, detalha o estudo, emitem luz azul-esverdeada quando vistos a profundidades de cerca de 450 metros, potencialmente rompendo sua forma e permitindo que passem despercebidos.

Para o caçador, essa bioluminescência funciona como as listras de um tigre ou o padrão de escamas de uma cobra – permitindo que eles se aproximem o suficiente das espécies de presas sem serem detectados.

“Considerando a vastidão do fundo do mar e a ocorrência de organismos luminosos nesta zona, é cada vez mais evidente que a produção de luz em profundidade deve ter um papel importante na estruturação do maior ecossistema do nosso planeta”, escreveram os pesquisadores .

Fonte: Good News Ntework

Continuar lendo CIÊNCIAS: TUBARÕES COM CAMUFLAGEM LUMINESCENTE SÃO AS VEDETES DE CIENTISTAS DA NOVA ZELÂNDIA

CIÊNCIAS: CIENTISTAS DA ALEMANHA DESCOBRIRAM UMA PROTEÍNA QUE ESTÁ RELACIONADA COM A LONGEVIDADE

Estudo alemão descobre proteína associada ao tempo de vida

Na edição desta quinta-feira (4) do Correspondente Médico, neurocirurgião Fernando Gomes explica por que níveis elevados da proteína NFL podem ser prejudiciais

Da CNN, em São Paulo

04 de março de 2021 às 08:48

Estudo alemão descobre proteína associada ao tempo de vida

Cientistas da Alemanha descobriram que uma proteína, conhecida como NFL, está relacionada com a longevidade. Ela é encontrada nas células nervosas do sangue. Os pesquisadores estudaram os níveis dessa proteína em idosos com cerca de 90 anos e também em um grupo centenário. De acordo com os resultados, ter níveis baixos dessa proteína pode aumentar o tempo de vida.

Na edição desta quinta-feira (4) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explicou por que níveis elevados dessa proteína podem ser prejudiciais para o organismo.

“Essa proteína é um neurofilamento que existe nos neurônios que estão dentro do nosso sistema nervoso central. Se o indivíduo tiver alguma doença neurodegenerativa, os neurofilamentos vão para a corrente sanguínea — conseguimos detectar por meio de um exame de sangue”, disse Gomes.

“Portanto, a correlação é que se for detectado níveis altos significa que eu estou tendo perda ou lesão neuronal, e isso se associa a um tempo de vida mais curto ou a presença de alguma doença neurodegenerativa. [A proteína] funciona como um biomarcador que nos mostra que o bom mesmo é ter os neurofilamentos onde precisam estar: dentro dos neurônios.”

(Publicado por: André Rigue)

Continuar lendo CIÊNCIAS: CIENTISTAS DA ALEMANHA DESCOBRIRAM UMA PROTEÍNA QUE ESTÁ RELACIONADA COM A LONGEVIDADE

CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESENVOLVEM ATÉ APLICATIVO PARA CONVERSAR COM SONHADORES LÚCIDOS ENQUANTO DORMEM

A ciência avança nos estudos e pesquisas sobre o comportamento humano durante o sono, através de monitoramento e conversas com sonhadores lúcidos enquanto dormem. Um novo estudo liderado por pesquisadores da Northwestern University mostra que, de fato, uma pessoa em meio a um sonho vívido é capaz de perceber as perguntas que chegam e fornecer respostas para elas e desenvolveram um aplicativo para quem gostaria de experimentá-lo em casa. Portanto, você não pode deixar de ler o artigo completo a seguir, já que isso se aproxima muito do estado alterado de consciência e pode desvendar mistérios nunca antes desnudados da nossa consciência!

Cientistas realizam avanços, conversando com sonhadores lúcidos enquanto dormem – e agora existe um aplicativo para isso

Monitor de relógios Konkoly – Northwestern University

Os sonhos nos levam a uma realidade alternativa enquanto dormimos profundamente. Portanto, você não pode esperar que uma pessoa em meio a um sonho vívido seja capaz de perceber as perguntas que chegam e fornecer respostas para elas. Mas um novo estudo liderado por pesquisadores da Northwestern University mostra que, de fato, eles podem – e desenvolveram um aplicativo para quem gostaria de experimentá-lo em casa.

Com parceiros em três universidades ao redor do mundo, eles confirmaram que o diálogo em tempo real com uma pessoa que sonha é possível – e que os sonhadores foram capazes de resolver problemas matemáticos simples e responder perguntas sim ou não.

Os pesquisadores estudaram 36 voluntários que almejavam ter um sonho lúcido, no qual uma pessoa tem consciência de que está sonhando.

Usando dados polissonográficos, eles puderam confirmar que os participantes do estudo haviam alcançado o estágio REM do sono – a fase de movimento rápido dos olhos em que os sonhos lúcidos podem ocorrer.

“Descobrimos que os indivíduos em sono REM podem interagir com um experimentador e se comunicar em tempo real”, disse o autor sênior Ken Paller, professor de psicologia e diretor do Programa de Neurociência Cognitiva da Northwestern. “Também mostramos que os sonhadores são capazes de compreender perguntas, engajar-se em operações da memória de trabalho e produzir respostas.

“A maioria das pessoas pode prever que isso não seria possível – que as pessoas acordariam quando uma pergunta fosse feita ou deixariam de responder e certamente não compreenderiam uma pergunta sem interpretá-la incorretamente.”

Embora os sonhos sejam uma experiência comum, os cientistas ainda não os explicaram adequadamente. Contar sonhos de uma pessoa também é repleto de distorções e detalhes esquecidos. Portanto, Paller e seus colegas decidiram tentar se comunicar com as pessoas durante os sonhos lúcidos.

Os pesquisadores perceberam que encontrar um meio de comunicação poderia abrir a porta em investigações futuras para aprender mais sobre sonhos, memória e como o armazenamento da memória depende do sono, dizem os pesquisadores.

Eles também usaram um cheiro de ovo podre para associar ao fumo do cigarro, o que deixou o sonhador menos inclinado a fumar na semana seguinte.

O artigo é o único que inclui quatro experimentos conduzidos independentemente usando diferentes abordagens para atingir um objetivo semelhante. Os estudos foram conduzidos na Sorbonne University, na França; Universidade de Osnabrück na Alemanha; e Radboud University Medical Center na Holanda.

“Colocamos os resultados juntos porque sentimos que a combinação dos resultados de quatro laboratórios diferentes usando abordagens diferentes atesta de forma mais convincente a realidade desse fenômeno de comunicação bidirecional”, disse Karen Konkoly, Ph.D. estudante de psicologia na Northwestern e principal autora do artigo publicado este mês na revista Current Biology .

“Desta forma, vemos que diferentes meios podem ser usados ​​para comunicar.”

Como isso pode ser útil para as pessoas

Um dos indivíduos que teve sucesso imediato com a comunicação bidirecional tinha narcolepsia e sonhos lúcidos frequentes. Entre os outros, alguns tinham muita experiência em sonhos lúcidos e outros não. No geral, os pesquisadores descobriram que era possível para as pessoas, enquanto sonhavam, seguir instruções, fazer matemática simples, responder a perguntas com sim ou não ou dizer a diferença entre diferentes estímulos sensoriais.

Eles podem responder usando movimentos oculares ou contraindo os músculos faciais. Os pesquisadores se referem a essas conversas bem-sucedidas como “sonhos interativos” e escolheram perguntas com respostas conhecidas para que pudessem avaliar se as respostas dos participantes estavam corretas.

Konkoly diz que estudos futuros sobre sonhar poderiam usar esses mesmos métodos para avaliar as habilidades cognitivas durante os sonhos e quando acordado. Eles também podem ajudar a verificar a precisão dos relatos dos sonhos pós-despertar. Fora do laboratório, os métodos podem ser usados ​​para ajudar as pessoas de várias maneiras, como resolver problemas durante o sono ou oferecer a quem sofre de pesadelo novas maneiras de lidar com a situação. Experimentos de acompanhamento realizados por membros das quatro equipes de pesquisa têm como objetivo aprender mais sobre as conexões entre o sono e o processamento da memória, e sobre como os sonhos podem lançar luz sobre esse processamento da memória.

Existe um aplicativo para isso …

Os alunos do grupo de laboratório de Paller desenvolveram um aplicativo de smartphone para dispositivos Android que visa tornar mais fácil para as pessoas alcançarem a lucidez durante seus sonhos. As informações sobre o aplicativo lúcido e o link para baixá-lo estão disponíveis no site do laboratório de neurociência cognitiva da Paller, aqui .

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESENVOLVEM ATÉ APLICATIVO PARA CONVERSAR COM SONHADORES LÚCIDOS ENQUANTO DORMEM

CIÊNCIAS: A COQUELUXE DO MOMENTO NO COMBATE AO CORONAVÍRUS SE CHAMA ÓXIDO NÍTRICO

Na coluna DESENVOLVIMENTO PESSOAL desta quarta-feira, 24/02, publicamos um artigo sobre o Óxido Nítrico, um gás existente na natureza, mas também no nosso corpo. Infelizmente, logo aos 30 anos de idade nosso organismo começa a diminuir sensivelmente a produção desse gás extremamente importante para a manutenção da nossa saúde e bem estar. A ciência descobriu agora que esse composto é extremamente eficaz no combate ao COVID-19. Éo que você vai saber ao ler o artigo a seguir!

O aumento dos níveis de óxido nítrico natural nos pulmões é um possível tratamento para COVID-19, conclui o estudo

Os pesquisadores descobriram que uma forma eficaz de tratar o coronavírus por trás da epidemia de SARS de 2003 também atua no vírus que está no centro da pandemia de COVID-19 em andamento.

A substância em questão é o óxido nítrico, um composto com propriedades antivirais que é produzido naturalmente pelo próprio corpo.

“Até onde sabemos, o óxido nítrico é a única substância que demonstrou ter um efeito direto sobre o SARS-CoV-2 [o vírus por trás da atual pandemia]”, disse Åke Lundkvist, professor da Universidade de Uppsala, que liderou o estudo, publicado em Redox Biology.

Embora as vacinas existam para ajudar a evitar que as pessoas adoeçam, ainda não existe uma cura eficaz para as pessoas que contraem COVID-19.

A ênfase principal nos tratamentos testados tem sido o alívio dos sintomas. Isso pode encurtar as internações hospitalares e reduzir a mortalidade. Até o momento, entretanto, não foi possível provar que algum desses tratamentos afetou o vírus real por trás da infecção.

O óxido nítrico é um composto produzido no corpo. Suas funções incluem atuar como um hormônio no controle de vários órgãos. Ele regula, por exemplo, a tensão nos vasos sanguíneos e o fluxo sanguíneo entre e dentro dos órgãos. Na insuficiência pulmonar aguda, o óxido nítrico pode ser administrado como gás inalado, em baixas concentrações, para aumentar o nível de saturação de oxigênio no sangue.

Durante a epidemia de coronavírus SARS (síndrome respiratória aguda grave) de 2003, esta terapia foi testada com sucesso. Uma das principais razões para os resultados bem-sucedidos foi que a inflamação nos pulmões dos pacientes diminuiu. Essa propriedade do óxido nítrico – a proteção que ele oferece contra infecções, por ser antibacteriana e antiviral – é exatamente o que agora interessa aos pesquisadores.

Seu estudo se baseia em uma descoberta sobre o coronavírus que causou a primeira epidemia de SARS. Em 2003, o óxido nítrico liberado da S-Nitroso-N-acetilpenicilamina (SNAP) provou ter um efeito antiviral distinto.

Os pesquisadores da Universidade de Uppsala e do Instituto Karolinska investigaram agora como o novo coronavírus envolvido na pandemia atual, SARS CoV-2, reage ao composto. E o SNAP também demonstrou um claro efeito antiviral neste vírus – e um efeito que ficou mais forte à medida que a dose foi aumentada.

“A dosagem e o momento do início do tratamento provavelmente desempenham um papel importante no resultado e agora precisam ser explorados o mais rápido possível”, diz Åke Lundkvist.

O grupo de pesquisa agora planeja prosseguir investigando os efeitos antivirais do óxido nítrico emitido na forma de gás. Para isso, eles construirão um modelo em laboratório para simular com segurança uma forma concebível de terapia para os pacientes.

Fonte: Uppsala University

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: A COQUELUXE DO MOMENTO NO COMBATE AO CORONAVÍRUS SE CHAMA ÓXIDO NÍTRICO

CIÊNCIAS: PESQUISADORES BRASILEIROS DESENVOLVERAM TÉCNICA PARA RECONSTRUIR E PRODUZIR FIGADO EM LABORATÓRIO

Uma metodologia baseada em técnicas de bioengenharia de tecidos desenvolvidas nos últimos anos para a produção de órgãos para transplante, chamadas descelularização e recelularização é o destaque aqui na coluna CIÊNCIAS desta quinta-feira. As técnicas consistem em submeter o órgão de um doador falecido – no caso, o fígado – a sucessivas lavagens com soluções detergentes ou enzimas, para retirar todas as células do tecido até restar apenas a matriz extracelular, com a estrutura e o formato originais do órgão. Leia o artigo completo e saiba dos detalhes desta incrível descoberta!

Cientistas brasileiros criam técnica para produzir fígado em laboratório

Viva a ciência! Pesquisadores brasileiros desenvolveram uma técnica para reconstruir e produzir fígado em laboratório.

O método foi criado no Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP).

Isso poderá permitir a fabricação em escala do órgão para realização de transplantes.

Os resultados do estudo, apoiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), foram publicados na revista Materials Science and Engineering: C.

Em humanos

A prova de conceito do método foi realizada com fígado de ratos. Na próxima etapa do estudo, os pesquisadores pretendem adotar a técnica para, futuramente, produzir fígados humanos para aumentar a disponibilidade do órgão para transplante.

“A ideia é produzir fígados humanos em laboratório, em escala, com o intuito de diminuir a espera por doadores compatíveis e os riscos de rejeição do órgão transplantado”, diz à Agência FAPESP Luiz Carlos de Caires Júnior, primeiro autor do estudo.

O pesquisador faz pós-doutorado no CEGH-CEL – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP.

Como

A metodologia é baseada em técnicas de bioengenharia de tecidos desenvolvidas nos últimos anos para a produção de órgãos para transplante, chamadas descelularização e recelularização.

As técnicas consistem em submeter o órgão de um doador falecido – no caso, o fígado – a sucessivas lavagens com soluções detergentes ou enzimas, para retirar todas as células do tecido até restar apenas a matriz extracelular, com a estrutura e o formato originais do órgão.

A matriz extracelular é recomposta com células derivadas do paciente receptor, para evitar o risco de reações imunológicas e diminuir o risco de rejeição em longo prazo do órgão transplantado.

“É como se o receptor recebesse um fígado recauchutado, que não seria rejeitado porque foi reconstituído usando suas próprias células. Ele não precisaria nem tomar imunossupressores”, explica Mayana Zatz, coordenadora do CEGH-CEL e coautora do estudo.

Por meio dessas técnicas também é possível reconstituir órgãos considerados limítrofes, aumentando a sua disponibilidade para os pacientes na fila de espera.

“Muitos órgãos disponíveis para o transplante não são aproveitáveis porque são provenientes de pessoas que sofreram acidentes de trânsito. Por meio dessas técnicas é possível recuperar esses órgãos, dependendo de sua condição”, afirma Luiz Carlos de Caires Júnior.

O processo de descelularização, contudo, remove os principais componentes da matriz extracelular do órgão, como moléculas que sinalizam para as células que elas devem proliferar e formar vasos.

Dessa forma, compromete a recelularização do tecido e diminui as propriedades de adesão das células à matriz extracelular.

Para solucionar esse obstáculo, os pesquisadores do CEGH-CEL aprimoraram as técnicas de descelularização e recelularização, introduzindo uma nova etapa. Após isolar e descelularizar o fígado de ratos, eles injetaram na matriz extracelular uma solução rica em moléculas, como as proteínas Sparc e a TGFB1, produzidas por células hepáticas cultivadas em laboratório em um meio condicionado.

Essas proteínas sinalizam para as células hepáticas que elas devem se proliferar e formar vasos sanguíneos – funções essenciais para o bom funcionamento do fígado. “O enriquecimento da matriz extracelular com essas moléculas permite que ela se torne muito mais parecida com a de um fígado saudável”, afirma Caires.

Depois de tratar a matriz extracelular do fígado de ratos com a solução, foram introduzidos no material hepatócitos, células endoteliais e mesenquimais – essas últimas produzidas a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS, na sigla em inglês). O método consiste em reprogramar células adultas (provenientes da pele ou de outro tecido de fácil acesso) para fazê-las assumir estágio de pluripotência semelhante ao de células-tronco embrionárias.

“O trabalho mostrou que é possível induzir a diferenciação de células-tronco humanas em linhagens de células que fazem parte de um fígado e usá-las para reconstruir o órgão de modo que seja funcional. É a primeira prova de conceito de que a técnica funciona”, disse Mayana Zatz.

Com o auxílio de uma bomba de seringa, as células hepáticas foram introduzidas na matriz extracelular de fígado de ratos para produzir um órgão com as características do humano.

O órgão cresceu durante cinco semanas em uma incubadora que simula as condições de um corpo humano. As análises indicaram que o enriquecimento da matriz extracelular com a solução rica em proteínas Sparc e TGFB1 melhorou muito a recelularização do fígado produzido.

“As células hepáticas crescem e funcionam melhor por meio desse tratamento. Pretendemos, agora, construir um biorreator para fazer a descelularização de um fígado humano e avaliar a possibilidade de produzi-lo em laboratório e em escala”, diz Caires. Segundo o pesquisador, a técnica também pode ser adaptada para produção em laboratório de outros órgãos, como pulmão, coração e pele.

Fabricação de órgãos

O projeto integra uma das linhas de pesquisa do CEGH-CEL, voltada à fabricação ou reconstrução de órgãos para transplante a partir de diferentes técnicas.

Por meio de um projeto em parceria com a farmacêutica EMS, apoiado pela FAPESP no âmbito do Programa de Apoio à Pesquisa em Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), os pesquisadores do Centro pretendem modificar órgãos de porcos, como o rim, coração e pele, para transplantá-los para humanos.

Como não é possível transplantar fígado de porcos para humanos, os pesquisadores partiram para outras estratégias: a descelularização e recelularização e a produção do órgão por impressão 3D. “Essas diferentes frentes de estudo são complementares. A expectativa é termos, no futuro, fábricas de órgãos para transplante”, afirmou Zatz.


Com informações da Galileu 

Fonte: Só Notícia Boa

Continuar lendo CIÊNCIAS: PESQUISADORES BRASILEIROS DESENVOLVERAM TÉCNICA PARA RECONSTRUIR E PRODUZIR FIGADO EM LABORATÓRIO

CIÊNCIAS: UM ESTUDO CIENTÍFICO CONCLUIU QUE OS GOLFINHOS NARIZ-DE-GARRAFA TÊM TRAÇOS DE PERSONALIDADE SEMELHANTES AOS HUMANOS

Os golfinhos-nariz-de-garrafa têm características semelhantes tanto aos primatas quanto aos humanos, são traços de personalidade semelhantes divergiram de outros mamíferos há 95 milhões de anos, o que permite que os psicólogos evolucionistas localizem a aplicação de 5 grandes personalidades pelo menos até aquele ponto. Este o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta terça-feira, que você não pode deixar de ler e conhecer os detalhes dessa descoberta!

Golfinhos têm traços de personalidade semelhantes aos humanos, conclui estudo

Se você já olhou para o rosto de um golfinho e sentiu por um segundo que eles sabiam quem você era, é porque eles são naturalmente curiosos e sociáveis ​​de uma maneira semelhante a nós, humanos.

Em um estudo de psicologia da personalidade, descobriu-se que os golfinhos-nariz-de-garrafa têm características semelhantes tanto aos primatas quanto aos humanos (assim como alguns outros que parecem ser próprios), lançando uma nova luz sobre as pressões evolutivas que desenvolvem a personalidade.

Quando não se refere a grandes mamíferos africanos, o ‘Big 5’ se refere a traços de personalidade gerais que tendem a ser compartilhados pela maioria dos animais inteligentes e são definidos como abertura, consciência, neuroticismo, extroversão e simpatia.

O Big 5 foi estudado em chimpanzés, ratos e agora em golfinhos – e todas as criaturas na Terra apresentam algumas variações dessas características – com alguns tendo versões mais demonstrativas do que outros.

No recente estudo com golfinhos, publicado no Journal of Comparative Psychology , os pesquisadores observaram 134 golfinhos diferentes em oito instalações diferentes no mundo. A personalidade foi medida em 49 golfinhos usando um questionário de 42 itens e em 85 golfinhos usando uma versão do questionário que incluía sete itens adicionais.

Quatro traços de personalidade foram determinados pelos questionários, três dos quais são típicos de primatas humanos e não humanos: eles são de alta abertura (amplamente definida como criatividade ou curiosidade), baixa agradabilidade (uma falta de priorizar a felicidade dos outros sobre a sua) e alta extroversão (sociabilidade).

Traços como esse são freqüentemente discutidos em psicologia clínica. Psicólogos da personalidade como Jordan Peterson notariam que a baixa agradabilidade, encontrada nos golfinhos, por exemplo, é típica em pessoas que pedem grandes aumentos no trabalho, enquanto alguém com alta agradabilidade muitas vezes tem dificuldade em escalar escadas corporativas.

O quarto, que os cientistas descreveram como “direcionamento”, era exclusivo dos golfinhos e parecia ser uma mistura de alta consciência, uma característica que tende a ser alta em pessoas como empresários e baixo neuroticismo.

Por último, ao contrário de outros primatas, mas bem como os humanos, os golfinhos não tinham um domínio de dominação forte.

Os pesquisadores não têm certeza de por que os 5 grandes evoluíram, e estender seu campo de estudo para mais e mais animais ajudará os psicólogos evolucionistas a determinar o quanto esses traços evoluíram no passado.

Os golfinhos divergiram de outros mamíferos há 95 milhões de anos, o que permite que os psicólogos evolucionistas localizem a aplicação de 5 grandes personalidades pelo menos até aquele ponto. Eles agora também sabem que a evolução dessas características pode ocorrer apesar das grandes diferenças no ambiente, como viver na terra ou na água, e na organização social.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: UM ESTUDO CIENTÍFICO CONCLUIU QUE OS GOLFINHOS NARIZ-DE-GARRAFA TÊM TRAÇOS DE PERSONALIDADE SEMELHANTES AOS HUMANOS

CIÊNCIAS: PESQUISADORES INDICAM QUE TECNOLOGIA WEARABLE SERÁ SUBSTITUÍDA NO FUTURO POR COGUMELOS OSTRA

Hoje em dia, os fungos estão surgindo como candidatos promissores para a produção de têxteis sustentáveis ​​para serem usados ​​como biocombustíveis ecologicamente corretos. A eletrônica orgânica e a bioeletrônica, especialmente com substratos vivos, oferecem uma grande oportunidade de incorporar recursos de detecção paralela e processamento de informações de sistemas naturais em vestíveis futuros e emergentes. Sensores eletrônicos vestíveis, como aqueles em relógios Fitbit e pedômetros que detectam sinais biológicos, podem ser substituídos no futuro por … cogumelos. Para entender como isso se processa leia o artigo completo a seguir.

Processadores em wearables técnicos como Fitbits podem ser substituídos usando micélio de cogumelo

Sensores eletrônicos vestíveis, como aqueles em relógios Fitbit e pedômetros que detectam sinais biológicos, podem ser substituídos no futuro por … cogumelos.

Não, isso não é um erro de digitação. Em um estudo de prova de conceito, o micélio foi capaz de perceber vários estímulos externos como luz, temperatura e umidade, mas também certos produtos químicos no ambiente e até mesmo sinais elétricos.

O micélio do cogumelo ostra, os tecidos fibrosos do mainframe dos fungos que colonizam sob o solo e de onde os cogumelos brotam, eram capazes de perceber sinais elétricos de forma a replicar essa parte para sensores e processadores, que são legíveis por um computador.

Em outras palavras (fantásticas), as percepções do cogumelo do ambiente se tornariam os dados que fornecem a contagem de batimentos por minuto em seu monitor de frequência cardíaca.

Na natureza, o micélio se organiza em estruturas geométricas dentro e ao longo do solo. Embora o micélio fúngico não tenha muitos motivos para detectar sinais elétricos na natureza que conhecemos, a reprogramação de genes de micélio de cogumelo ostra para formar diferentes estruturas geométricas que otimizariam o poder de detecção de sinais elétricos é a passagem que torna o Prof. Andrew Adamtzky acredito que vale a pena investigar.

“Mostramos que é possível discernir a natureza dos estímulos das respostas elétricas dos fungos”, escreveu Adamatzky, que ficou famoso por utilizar fungos viscosos para resolver labirintos e otimizar o planejamento de estradas em Tóquio e na França, em seu novo artigo de pesquisa.

Fungal wearable incorporado em tecido real – cortesia de A. Adamatzky, Reactive fungal wearables study

“Os resultados abriram um caminho para o design futuro de patches de detecção inteligente para serem usados ​​em vestíveis fúngicos reativos.”

Os remendos mencionados eram tecidos de cânhamo colonizados com micélio e depois ligados a sensores de computador.

Pulverizar diferentes produtos químicos no adesivo, bem como expô-lo aos diferentes estímulos mencionados acima, foi o que deu a Adamatzky a segurança da voz.

Não é nada que tomará o controle dos mercados em breve, mas é outra aplicação fascinante de micélio, que a GNN informou que pode ser usada para fazer tijolos de construção , caixões , canoas e com grande efeito na limpeza de lixo nuclear .

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: PESQUISADORES INDICAM QUE TECNOLOGIA WEARABLE SERÁ SUBSTITUÍDA NO FUTURO POR COGUMELOS OSTRA

CIÊNCIAS: UM ROBÔ DE SEIS RODAS CHAMADO PERSEVERANÇA POUSARÁ HOJE NA SUPERFÍCIE DE MARTE

A primeira missão da NASA, desde a década de 1970, a procurar diretamente por sinais de vida antiga no Planeta Vermelho é o destaque desta edição de sexta-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS. O Rover por nome Perseverance está prestes a pousar na superfície de Marte e é o veículo espacial mais sofisticado que a agência espacial já construiu. Por isso você não pode deixar de ler o artigo completo a seguir ever todos os detalhes.

O Rover da Nasa está prestes a pousar em Marte: veja como observar o Perseverance em ação

Em um grande momento para a exploração espacial, a agência espacial americana tentará hoje pousar um novo rover na superfície de Marte.

O robô de seis rodas, chamado Perseverança, será a primeira missão da NASA desde a década de 1970 a procurar diretamente por sinais de vida antiga no Planeta Vermelho.

Alimentado por plutônio, este é o veículo espacial mais sofisticado que a agência espacial já construiu.

NASA / JPL-Caltech 

O rover está direcionado para o ponto de aterrissagem? Um antigo delta de rio na cratera Jezero empoeirada e repleta de pedregulhos – onde as rochas podiam conter sinais de micróbios do que era, 3,5 bilhões de anos atrás, um lago profundo.

Se tudo correr conforme o planejado, o Perseverance está programado para pousar às 3:55 pm EST – ou pelo menos, é quando a NASA vai descobrir se seu rover pousou.

Os sinais de rádio levam cerca de 11 minutos e 22 segundos para viajar entre Marte e a Terra, então haverá um pequeno atraso antes que a NASA saiba oficialmente o sucesso de seu pouso.

A transmissão ao vivo pode ser assistida no canal oficial da NASA no YouTube , começando às 14h15 EST (11h15 PST). Isso significa que é hora de se acalmar, se acalmar e se preparar para um touchdown extremamente emocionante.

Fonte: Good News Network

Continuar lendo CIÊNCIAS: UM ROBÔ DE SEIS RODAS CHAMADO PERSEVERANÇA POUSARÁ HOJE NA SUPERFÍCIE DE MARTE

Fim do conteúdo

Não há mais páginas para carregar

Fechar Menu
×

Carrinho