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CIÊNCIA E TECNOLOGIA: UMA NOVA MANEIRA DE EXAMINAR O CÂNCER, REALIDADE VIRTUAL 3D

O que é o ‘tumor virtual’, uma nova maneira de estudar o câncer

Cientistas de Cambridge, na Inglaterra, criaram um modelo 3D de realidade virtual de um câncer, uma nova maneira de examinar a doença.

A amostra do tumor, tirada de um paciente, pode ser estudada em detalhes e de todos os ângulos, com cada célula individual mapeada.

Pesquisadores dizem que isso ampliará nossa compreensão do câncer e ajudará na busca por novos tratamentos.

O projeto faz parte de um esforço de pesquisa internacional.

Como foi feito

Para criar o modelo, os pesquisadores fizeram uma biópsia do tecido tumoral de uma mama. A amostra de 1mm² continha cerca de 100 mil células.

A amostra foi então dividida em fatias bem finas, que foram escaneadas. Depois, marcadores coloridos foram aplicados para identificar sua composição molecular e características do DNA.

O tumor foi então reconstruído usando realidade virtual para criar um modelo 3D que pode ser analisado em um laboratório virtual acessível de qualquer lugar do mundo.

“Ninguém analisou antes a composição de um tumor com este nível de detalhamento. É uma nova maneira de enxergar um câncer”, disse à BBC o professor Greg Hannon, diretor do Instituto de Pesquisa do Câncer do Reino Unido (CRUK, na sigla em inglês) e líder da pesquisa.

O projeto do “tumor virtual” faz parte de um programa do CRUK, o Grand Challenge Awards, que oferece financiamentos de 20 milhões de libras (cerca de R$ 100 milhões), liberados ao longo de cinco ou seis anos, para projetos inovadores de pesquisa sobre câncer.

A equipe de Hannon, composta por 15 cientistas do Reino Unido, Suíça, Canadá e Irlanda, começou a ser financiada pelo CRUK em 2017.

Como funciona

Dentro do laboratório virtual, Hannon e eu nos tornamos avatares, enquanto o câncer era representado por uma massa multicolorida de bolhas.

O tumor que estávamos observando por meio de nossos óculos de realidade virtual havia sido retirado do tecido de ductos de leite de uma mama.

Embora a amostra de tecido humano tivesse aproximadamente o tamanho de uma cabeça de alfinete, ela pode ser ampliada dentro do ambiente digital para ser vista como se tivesse vários metros de diâmetro.

Para explorar o câncer mais detalhadamente, o sistema de realidade virtual nos permite “voar em meio” às células.

O que é o 'tumor virtual', uma nova maneira de estudar o câncer

Image caption O sistema permite, por exemplo, identificar o ponto em que o câncer se espalhou para o tecido sadio ao seu redor

Enquanto o professor Hannon girava o modelo, apontei para um grupo de células que estavam voando para fora do grupo principal. “Aqui você pode ver algumas células tumorais que escaparam do ducto”, explicou o cientista.

Hannon disse que aquele poderia ser o ponto em que o câncer se espalhou para o tecido ao redor e se tornou realmente perigoso. “Examinar o tumor em 3D nos permite capturar esse momento.”

Karen Vousden, cientista-chefe do CRUK, dirige um laboratório no Instituto Francis Crick, em Londres, que examina como genes específicos nos ajudam a nos proteger do câncer e o que acontece quando há algo errado com eles.

Ela explica que ver tumores usando este novo sistema é “muito mais dinâmico” do que nas versões 2D estáticas que são normalmente usadas.

“Entender como as células cancerígenas interagem umas com as outras e com tecidos sadios é fundamental para desenvolvermos novas terapias”, disse ela à BBC.

Fonte: va.newsrepublic.net

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CIÊNCIAS: SEGUNDO ESTUDO, SETE HORAS DE SONO POR NOITE É O TEMPO IDEAL PARA MEIA -IDADE E VELHICE

Sete horas de sono por noite é o ideal na meia-idade e na velhice, diz estudo

Pesquisa descobriu que pessoas que dormiram por pouco tempo, ou mesmo por longos períodos, apresentaram piora no bem-estar geral e mais sintomas de ansiedade e depressão

Katie Hunt

da CNN

Andisheh A/Unsplash

A quantidade ideal de sono não é muito pouco, mas não muito — pelo menos na meia-idade e na velhice.

Novas pesquisas descobriram que cerca de sete horas de sono é a noite de descanso ideal, com sono insuficiente e excessivo associado a uma capacidade reduzida de prestar atenção, lembrar e aprender coisas novas, resolver problemas e tomar decisões.

Sete horas de sono também estavam associadas a uma melhor saúde mental. As pessoas que dormiram por pouco tempo, ou mesmo por longos períodos, apresentaram piora no bem-estar geral e mais sintomas de ansiedade e depressão.

“Embora não possamos dizer conclusivamente que pouco ou muito sono causa problemas cognitivos, nossa análise observando indivíduos por um longo período de tempo parece apoiar essa ideia”, disse Jianfeng Feng, professor da Universidade Fudan da China e autor de o estudo publicado na revista científica Nature Aging.

“Mas as razões pelas quais as pessoas mais velhas têm um sono mais pobre parecem ser complexas, influenciadas por uma combinação de nossa composição genética e a estrutura de nossos cérebros“, explicou em um comunicado.

Pesquisadores da China e do Reino Unido analisaram dados de quase 500 mil adultos com idades entre 38 e 73 anos que faziam parte do UK Biobank — um estudo de saúde de longo prazo apoiado pelo governo.

Os participantes foram questionados sobre seus padrões de sono, saúde mental e bem-estar, e participaram de uma série de testes cognitivos. Imagens do cérebro e dados genéticos estavam disponíveis para quase 40 mil dos participantes do estudo.

Outra pesquisa descobriu que adultos mais velhos que têm dificuldade significativa em adormecer e que experimentam despertares noturnos frequentes correm alto risco de desenvolver demência ou morrer precocemente por qualquer causa, enquanto dormir menos de seis horas por noite tem sido associado a doenças cardiovasculares.

Uma razão para a ligação entre muito pouco sono e declínio cognitivo pode ser por causa da interrupção do sono profundo, que é quando o cérebro repara o corpo do desgaste do dia e consolida as memórias. Pouco sono também está associado ao acúmulo de amiloide, uma proteína chave que pode causar emaranhados no cérebro que caracterizam alguma forma de demência.

O estudo também disse que é possível que uma duração prolongada do sono seja decorrente de um sono fragmentado e de má qualidade.

Raj Dasgupta, porta-voz da Academia Americana de Medicina do Sono e professor assistente de medicina clínica na Escola de Medicina Keck da Universidade do Sul da Califórnia, disse que a duração do sono mais longa foi associada a problemas cognitivos, mas não ficou totalmente claro o motivo.

“Isso define uma marca para pesquisas futuras e a busca por tratamento”, disse Dasgupta, que não esteve envolvido na pesquisa.

“O sono é essencial à medida que envelhecemos e precisamos tanto quanto os mais jovens, mas é mais difícil de encontrar”.

O estudo teve algumas limitações – apenas avaliou quanto tempo os participantes dormiram no total e não qualquer outra medida da qualidade do sono, como acordar durante a noite.

Além disso, os participantes relataram sua quantidade de sono, de modo que não foi medida objetivamente. No entanto, os autores disseram que o grande número de pessoas envolvidas no estudo significa que suas conclusões provavelmente são robustas.

Os autores disseram que suas descobertas sugerem que é importante que o sono, idealmente de cerca de sete horas, seja consistente.

O estudo mostrou uma ligação entre muito e pouco sono e problemas cognitivos, não causa e efeito, alertou Russell Foster, professor da Universidade de Oxford e diretor do Sir Jules Thorn Sleep and Circadian Neuroscience Institute, que não estava envolvido. na pesquisa.

Ele disse que o estudo não levou em consideração o estado de saúde dos indivíduos e que o sono curto ou longo pode ser uma indicação de condições de saúde subjacentes com problemas cognitivos.

Ele também disse que tomar a média de sete horas como a quantidade ideal de sono “ignora o fato de que há uma variação individual considerável na duração do sono” e na qualidade. Menos ou mais sono pode ser perfeitamente saudável para alguns indivíduos, disse ele.

“Nos dizem regularmente que a noite ‘ideal’ de sono para os idosos deve ser sete horas de sono ininterrupto. Essa crença está errada de muitas maneiras. Muito tempo de sono, por exemplo,  pode causar confusão e ansiedade para muitos”, disse Foster.

“Quanto tempo dormimos, nossos horários de sono preferidos e quantas vezes acordamos durante a noite variam entre os indivíduos e à medida que envelhecemos. O sono é dinâmico, e todos temos padrões de sono diferentes, e o principal é avaliar quais necessidades são.”

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CIÊNCIAS: SAIBA COMO IDENTIFICAR PELO CHEIRO QUANDO A MULHER ESTÁ EXCITADA SEXUALMENTE

Pesquisa descobre que o homem pode reconhecer pelo odor do suor quando a mulher está excitada sexualmente. Veja essa interessante reportagem a seguir.

Homem pode distinguir pelo cheiro se mulher está excitada sexualmente

Em pesquisa britânica, participantes consideraram aroma de suor de mulheres sexualmente excitadas mais atraente

Uma pesquisa da Universidade de Kent (Reino Unido) sugere que os homens podem distinguir pelo olfato se as mulheres estão sexualmente excitadas ou não. A detecção da excitação sexual pelo odor emitido pode funcionar como um canal adicional na comunicação do interesse sexual e fornecer uma verificação adicional do interesse sexual humano.

Publicada na revista “Archives of Sexual Behavior”, a pesquisa de Arnaud Wisman, psicólogo da Universidade de Kent, expande estudos anteriores que concluíram que os seres humanos podem se comunicar e detectar emoções como medo ou tristeza através do aroma. A excitação sexual também é identificada como um estado físico emocional.

As descobertas foram estabelecidas através de três experimentos diferentes, nos quais homens processavam o perfume de amostras de suor das axilas de mulheres anônimas excitadas sexualmente ou não. Os participantes avaliaram o perfume das mulheres sexualmente excitadas como relativamente mais atraente, e isso aumentou sua motivação sexual. O dado sugere que os sinais químicos do perfume isoladamente podem provocar uma resposta sexual nos destinatários.

Wisman disse: “Os estudos atuais sugerem que os homens são sensíveis aos sinais olfativos de excitação sexual liberados pelas mulheres. Esta pesquisa sugere que esses sinais liberados juntamente com as correspondentes expressões visuais e auditivas de interesse sexual podem produzir um sinal geral mais forte que aumenta a motivação sexual. O interesse sexual pode envolver mais do que aparenta e esperamos que as descobertas atuais incentivem pesquisas adicionais para examinar o papel dos sinais olfativos sexuais na comunicação humana”.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: SENTIR QUANDO ALGUÉM ESTÁ NOS OBSERVANDO É SEXTO SENTIDO OU EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA?

POR QUE CONSEGUIMOS SENTIR QUANDO ALGUÉM NOS ESTÁ OBSERVANDO FIXAMENTE?

Image caption Podemos realmente sentir que alguém está nos observando? Getty Images

Qualquer uma já passou por essa perturbadora situação: concentrado s em alguma tarefa, percebemos, subitamente, uma alteração no ambiente. Uma energia vindo de outro lugar.

Levantamos a cabeça e vemos alguém nos olhando fixamente.

Como soubemos?

Apesar de que o olhar pode ser de intimidação, admiração ou compaixão, detectá-lo é algo surpreendente, e a ciência tenta encontrar respostas para o que parece ser uma espécie de sexto sentido.

Os resultados, pelo menos até agora, sugerem que pode se tratar de uma habilidade sustentada por uma complexa rede neurológica.

Há vários fatores combinados, como a evolução do olho do humano, a evolução da comunicação humana e mesmo nossos instintos de defesa e sobrevivência.

OLHOS HUMANOS

Em contraste com outros animais, o homem tem a parte brancas dos olhos consideravelmente maior. Na maioria das espécies, a pupila toma conta de quase todo o olhos.

Isso é útil tanto para não chamar a atenção de predadores, mas também serve para que presas não saibam que predadores as têm na mira.

Em humanos, porém, o branco dos olhos permite rapidamente determinar a direção do olhar de outra pessoa ou animal. Podemos definir com bastante precisão se ela está olhando à direita, esquerda, acima, abaixo ou diretamente para nós.

E não precisamos necessariamente estar de frente: podemos, por exemplo, avaliar, ainda que de forma menos precisa, a direção de um olhar com nossa visão periférica.

Ou sequer precisamos olhar os olhos alheios: a visão periférica leva em consideração a posição da cabeça e o ângulo do corpo para saber se uma pessoa está olhando ou não para nós.

Mas se não estamos certos, nosso cérebro presume que somos alvo do olhar.

Colin Clifford, professor de Psicologia da Universidad de Sidney , na Austrália, explica que um indivíduo vai querer prestar atenção ao que pode ser uma ameaça.

“Simplesmente presumir que a outra pessoa está olhando para nós pode ser a melhor estratégia”, diz Clifford.

A LINGUAGEM DOS OLHOS

Humanos são muito sensíveis aos olhares alheios. Isso porque a sobrevivência humana ao longo do tempo dependeu muito de nossa cooperação e coordenação com outros indivíduos.

Por que conseguimos sentir quando alguém nos está observando fixamente?

Image caption Nossa visão periférica permite detectar a direção para a qual outras pessoas olham, mesmo quando não estamos de frente

Getty Images

Biólogos sugerem que o branco de nossos olhos evoluiu para melhorar nossas habilidades de comunicação.

Ainda que tenhamos desenvolvido uma complexa linguagem falada, um olhar ainda pode expressar muitas coisas que o idioma não consegue. E também comunicar conceitos de forma rápida e mais discreta.

O contato visual direto com outra pessoa é o mais frequente e poderoso sinal não-verbal que temos em nosso repertório. É um fator crucial em situações de intimidade, intimidação e influência social.

Por isso é que é difícil para humanos esconder emoções: olhares expressam uma gama de sentimentos.

Por que conseguimos sentir quando alguém nos está observando fixamente?

Image caption Olhadelas podem expressar toda uma gama de sentimentos

Direito de imagem Getty Images

É daí que surgem expressões como “mentiu com os olhos”, ou “olhar gélido”.

E também explica porque estamos sempre conscientes de que alguém nos olha.

PREDISPOSIÇÃO

E há várias situações que derrubam o mito de um sexto sentido: um estudo publicado pela revista científica Current Biology, em 2013, diz que estamos predispostos a pensar que alguém nos olha. Mesmo que nada o sugira.

Por que conseguimos sentir quando alguém nos está observando fixamente?

Image caption Há alguém olhando para nós?

Direito de imagem Getty Images

Olhar para alguém é um sinal social que, normalmente, significar que queremos iniciar uma conversa. Mas o fenômeno também poder ser resultado de informações que registramos no nosso entorno.

Uma das primeiras coisas que detectamos em outra pessoa é a posição de sua cabeça e seu corpo. Se algum deles está posicionado em nossa direção e, particularmente, de forma pouco natural, isso é motivo para alerta.

O caso mais óbvio é quando o corpo de alguém está na direção contrária, mas sua cabeça está voltada para nós. Isso faz que prestemos mais atenção aos olhos.

Por que conseguimos sentir quando alguém nos está observando fixamente?

Image caption Quem olhou primeiro?

Direito de imagem Getty Images

Só que, quando pressentimos essa espiada, levantamos a cabeça na direção de onde acreditamos estar vindo. E esse movimento pode fazer com que a outra pessoa dirija seu olhar para nós.

Quando os olhos de encontrarem, cada pessoa vai supor que a outra a estava olhando.

Outra situação vem do que chamamos de viés de confirmação: somente lembramo-nos das vezes em que realmente encontramos alguém nos olhando, não das vezes que isso não acontece.

E essa sensação perturbadora que sentimos é psicológica.

Fonte: va.newsrepublic.net

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CIÊNCIAS: ESTUDO DE HARVARD DEMONSTRA QUE RESPIRAR PROFUNDAMENTE PODE COMBATER VÍRUS

Um estudo de Harvard demonstrou que os meros movimentos da respiração, conhecidos por influenciar as funções vitais dos pulmões, incluindo a manutenção do tecido saudável, quando em padrão constante de alongamento e relaxamento faz ainda mais – gera respostas imunes contra vírus invasores, como o COVID-19. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes desse estudo.

Humanos podem combater vírus respirando profundamente – estudo de Harvard mostra como funciona

A pessoa média terá mais de 600 milhões de respirações ao longo de sua vida. Cada respiração estica os tecidos dos pulmões a cada inspiração e os relaxa a cada expiração. Os meros movimentos da respiração são conhecidos por influenciar as funções vitais dos pulmões, incluindo a manutenção do tecido saudável.

Agora, uma nova pesquisa do Wyss Institute da Universidade de Harvard revelou que esse padrão constante de alongamento e relaxamento faz ainda mais – gera respostas imunes contra vírus invasores, como o COVID-19.

Usando um ‘Chip de Pulmão Humano’ que replica as estruturas e funções do saco de ar do pulmão, ou “alvéolo”, a equipe de pesquisa descobriu que, aplicando forças mecânicas que imitam os movimentos respiratórios, eles podem suprimir a replicação do vírus da gripe, enquanto ativam o sistema imunológico protetor inato. respostas.

“Esta pesquisa demonstra a importância dos movimentos respiratórios para a função pulmonar humana, incluindo respostas imunes à infecção, e mostra que nosso chip de alvéolo humano pode ser usado para modelar essas respostas nas porções profundas do pulmão, onde as infecções geralmente são mais graves e levam à hospitalização e à morte”, disse o co-primeiro autor Haiqing Bai, Ph.D., um bolsista de desenvolvimento de tecnologia Wyss no Instituto. Os resultados foram publicados esta semana na Nature Communications.

Criando uma gripe em um chip

Como as fases iniciais da pandemia de COVID-19 deixaram dolorosamente claro, o pulmão é um órgão vulnerável onde a inflamação, em resposta à infecção, pode gerar uma “tempestade de citocinas” que pode ter consequências mortais. No entanto, os pulmões também são muito complexos e é difícil replicar suas características únicas no laboratório. Essa complexidade dificultou a compreensão da ciência de como os pulmões funcionam nos níveis celular e tecidual, em estados saudáveis ​​e doentes.

Os Chips de Órgãos Humanos do Wyss Institute foram desenvolvidos para resolver esse problema e demonstraram replicar fielmente as funções de muitos órgãos humanos diferentes no laboratório, incluindo o pulmão. Como parte de projetos financiados pelo NIH e DARPA desde 2017, os pesquisadores da Wyss têm trabalhado na replicação de várias doenças em Lung Airway e Alveolus Chips para estudar como os tecidos pulmonares reagem a vírus com potencial pandêmico e testar possíveis tratamentos.

Durante seu doutorado treinando, Bai estudou doenças que afetam os minúsculos sacos de ar dentro dos pulmões, onde o oxigênio é rapidamente trocado por dióxido de carbono. Essa fundação o preparou para enfrentar o desafio de recriar uma infecção de gripe em um Alveolus Chip para que a equipe pudesse estudar como esses espaços pulmonares profundos montam respostas imunes contra invasores virais.

Microestrutura de alvéolos pulmonares humanos pelo Instituto Wyss da Universidade de Harvard 

Bai e sua equipe primeiro alinharam os dois canais microfluídicos paralelos de um Organ Chip com diferentes tipos de células humanas vivas – células pulmonares alveolares no canal superior e células dos vasos sanguíneos pulmonares no canal inferior – para recriar a interface entre os sacos aéreos humanos e seus capilares de transporte de sangue. Para imitar as condições que os alvéolos experimentam no pulmão humano, o canal revestido por células alveolares foi preenchido com ar, enquanto o canal do vaso sanguíneo foi perfundido com um meio de cultura fluido contendo nutrientes que normalmente são fornecidos pelo sangue. Os canais foram separados por uma membrana porosa que permitiu que as moléculas fluíssem entre eles.

Estudos anteriores do Wyss Institute estabeleceram que a aplicação de alongamento cíclico em Alveolus Chips para imitar os movimentos respiratórios produz respostas biológicas que imitam as observadas in vivo. Isso é feito aplicando sucção em câmaras laterais ocas adjacentes aos canais fluídicos revestidos de células para esticar e relaxar ritmicamente os tecidos pulmonares em 5%, que é o que os pulmões humanos normalmente experimentam a cada respiração.

Quando a equipe infectou esses chips de alvéolos “respiradores” com influenza H3N2, introduzindo o vírus no canal de ar, eles observaram o desenvolvimento de várias características conhecidas da infecção por influenza, incluindo a quebra de junções entre as células, um aumento de 25% na morte celular, e o início de programas de reparo celular. A infecção também levou a níveis muito mais altos de múltiplas citocinas inflamatórias no canal dos vasos sanguíneos, incluindo o interferon tipo III, uma defesa natural contra a infecção viral que também é ativada em estudos de infecção por gripe in vivo.

Além disso, as células dos vasos sanguíneos dos chips infectados expressaram níveis mais altos de moléculas de adesão, o que permitiu que as células imunes, incluindo células B, células T e monócitos no meio de perfusão, se ligassem às paredes dos vasos sanguíneos para ajudar a combater a infecção. Esses resultados confirmaram que o Alveolus Chip estava montando uma resposta imune contra o H3N2 que recapitulou o que acontece no pulmão de pacientes humanos infectados pelo vírus da gripe.

Concentre-se em sua respiração

A equipe então realizou o mesmo experimento sem movimentos respiratórios mecânicos. Para sua surpresa, os chips expostos a movimentos respiratórios tiveram 50% menos mRNA viral em seus canais alveolares e uma redução significativa nos níveis de citocinas inflamatórias em comparação aos chips estáticos. A análise genética revelou que a cepa mecânica ativou vias moleculares relacionadas à defesa imunológica e múltiplos genes antivirais, e essas ativações foram revertidas quando o alongamento cíclico foi interrompido.

“Esta foi a nossa descoberta mais inesperada – que o estresse mecânico por si só pode gerar uma resposta imune inata no pulmão”, disse o co-primeiro autor Longlong Si , Ph.D., ex-bolsista de desenvolvimento de tecnologia da Wyss que agora é professor na Universidade de Shenzhen. Instituto de Tecnologia Avançada na China.

Sabendo que às vezes os pulmões sofrem mais de 5% de tensão, como no distúrbio pulmonar obstrutivo crônico (DPOC) ou quando os pacientes são colocados em ventiladores mecânicos, os cientistas aumentaram a tensão para 10% para ver o que aconteceria. A cepa mais alta causou um aumento nos genes e processos da resposta imune inata, incluindo várias citocinas inflamatórias.

“Como o nível de tensão mais alto resultou em maior produção de citocinas, isso pode explicar por que pacientes com doenças pulmonares como DPOC sofrem de inflamação crônica e por que os pacientes que são colocados em ventiladores de alto volume às vezes sofrem lesão pulmonar induzida pelo ventilador”, explicou Si.

Os cientistas então deram um passo adiante, comparando as moléculas de RNA presentes nas células dentro dos Chips Alveolus tensos versus estáticos para ver se eles poderiam identificar como os movimentos respiratórios estavam gerando uma resposta imune. Eles identificaram uma proteína de ligação ao cálcio, chamada S100A7, que não foi detectada em chips estáticos, mas altamente expressa em chips tensos, sugerindo que sua produção foi induzida por estiramento mecânico. Eles também descobriram que o aumento da expressão de S100A7 regulava positivamente muitos outros genes envolvidos na resposta imune inata, incluindo múltiplas citocinas inflamatórias.

Com base nesse resultado promissor, a equipe infectou Chips Alveolus com o vírus H3N2 e administrou o medicamento azeliragon em sua dose terapêutica duas horas após a infecção.

Este medicamento bloqueou significativamente a produção de citocinas inflamatórias – um efeito que foi ainda mais aprimorado quando eles adicionaram o medicamento antiviral molnupiravir (que foi recentemente aprovado para pacientes com COVID-19) ao regime de tratamento.

No entanto, embora o azeliragon seja um medicamento anti-inflamatório promissor, os cientistas alertaram que são necessários mais estudos para determinar um regime de tratamento seguro e eficaz em humanos.

Enquanto isso, a respiração robusta é algo que todos podemos fazer ao longo de qualquer estação para promover uma boa saúde.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA: VIDA FORA DA TERRA – PARTE 1, COM MARCELO GLEISE

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CIÊNCIAS: ESTUDO COMPROVA QUE AMEIXAS SECAS PODEM PROTEGER MULHERES MAIS VELHAS CONTRA OSTEOPOROSE

As ameixas secas são ricas em antioxidantes que amortecem a inflamação e destroem os radicais livres nocivos. Elas contêm substâncias químicas vitais que podem proteger as mulheres mais velhas contra a osteoporose, segundo estudo de Pesquisadores do Programa de Fisiologia Integrativa e Biomédica e dos Departamentos de Ciências Nutricionais e Cinesiologia da Universidade Estadual da Pensilvânia. Então leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes desta incrível descoberta.

Ameixas secas podem proteger as mulheres mais velhas contra a osteoporose, diz estudo da Penn State

Um punhado de ameixas secas por dia protege as mulheres mais velhas contra a osteoporose, de acordo com uma nova pesquisa.

Os níveis de estrogênio, hormônio que aumenta os ossos, caem após a menopausa, o que desencadeia um aumento na inflamação no corpo, o que também pode contribuir para a perda óssea.

As ameixas secas contêm substâncias químicas vitais que a imitam.

Eles são ricos em antioxidantes que amortecem a inflamação e destroem os radicais livres nocivos.

Mais de 50 anos que comiam regularmente eram menos propensos à doença que deixa as pessoas com ossos quebradiços que aumentam o risco de fraturas.

A condição afeta três milhões de adultos britânicos, principalmente mulheres. Todos os anos, 300.000 pessoas sofrem uma “fratura por fragilidade” devido a uma queda da própria altura ou menos.

Eles causam dor significativa, incapacidade e perda de independência. Mais de 1.000 pessoas morrem por causa deles – todos os meses.

Pesquisas anteriores mostraram que as ameixas contêm extratos de polifenóis, compostos vegetais que atuam como antioxidantes e reduzem a inflamação.

Eles promovem níveis mais baixos de estresse oxidativo e inflamação em um tipo de célula óssea chamada osteoclastos.

Pesquisadores do Programa de Fisiologia Integrativa e Biomédica e dos Departamentos de Ciências Nutricionais e Cinesiologia da Universidade Estadual da Pensilvânia exploraram os efeitos das ameixas secas na saúde óssea após a menopausa.

O estudo de 235 mulheres com escore de densidade mineral óssea definido como baixo é o primeiro a demonstrar o benefício da simples mudança na dieta.

As mulheres na pós-menopausa foram divididas em três grupos: um que comeu 50 gramas de ameixas (cerca de seis) diariamente por 12 meses, um que comeu 100 g de ameixas (cerca de 12 ameixas) diariamente por 12 meses e um grupo controle que não comeu ameixas.

A equipe de pesquisa analisou amostras de sangue retiradas de todos os voluntários antes e depois do teste e encontrou reduções significativas nos marcadores inflamatórios em ambos os grupos que comem ameixas em comparação com o grupo controle.

O primeiro autor do estudo, o estudante de doutorado Janhavi Damani, disse: “Nossas descobertas sugerem que o consumo de seis a 12 ameixas por dia pode reduzir os mediadores pró-inflamatórios que podem contribuir para a perda óssea em mulheres na pós-menopausa.

“Assim, as ameixas podem ser uma intervenção nutricional promissora para prevenir o aumento de mediadores inflamatórios frequentemente observados como parte do processo de envelhecimento”.

A principal autora, professora Mary Jane De Souza, da Pennsylvania State University, disse: “É emocionante que os dados de nosso grande estudo controlado randomizado em mulheres na pós-menopausa mostraram que consumir de cinco a seis ameixas por dia demonstrou o benefício de proteger contra a perda óssea no quadril.

“Nossos dados apoiam o uso de ameixas secas para proteger o quadril da perda óssea após a menopausa.

“De fato, esses dados podem ser especialmente valiosos para mulheres na pós-menopausa que não podem fazer terapia farmacológica para combater a perda óssea e precisam de uma estratégia alternativa”.

Com menos de 100 calorias por porção, as ameixas são uma fruta rica em nutrientes que contém um poderoso soco de vitaminas e nutrientes.

Eles também contêm boro, potássio, cobre e um coquetel de compostos vegetais saudáveis ​​que são bons para os ossos.

Eles são considerados um ‘superalimento’ para melhorar as bactérias intestinais, retardar o envelhecimento, combater a deficiência de ferro, diabetes e doenças cardíacas.

Este estudo foi publicado em Advances in Nutrition .

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA: NOVA TÉCNICA RETIRA O PULMÃO, EXTIRPA O TUMOR E RECONECTAM NOVAMENTE NO CORPO DO PACIENTE

CIÊNCIA E TECNOLOGIA: NOVA TÉCNICA RETIRA O PULMÃO, EXTIRPA O TUMOR E RECONECTAM NOVAMENTE NO CORPO DO PACIENTE

 

Esperança contra o câncer de pulmão. Em vez de esperar por um doador, médicos de Israel conseguiram retirar o pulmão de um paciente, “limpar” os tumores e depois recolocaram o órgão saudável no corpo do homem.

O procedimento cirúrgico foi feito com sucesso no Hospital Beilinson e “pode mudar a maneira” como os cânceres são tratados ultimamente.

O paciente, que não teve o nome revelado, tem aproximadamente 40 anos. Ele foi hospitalizado após um tumor no pulmão esquerdo bloquear a artéria principal, levando ao colapso.

No Centro Médico Rabin, em Petah Tikva, os médicos perceberam que o pulmão ficaria ressecado até que surgisse um doador para um possível transplante.

“Se tivéssemos simplesmente cortado o pulmão, aguardando um transplante, o paciente continuaria com risco de vida”, disse Yuri Faischowitz, diretor da Unidade de Cirurgia Cardiotorácica de Beilinson, ao Dr. Itai Gal, da Ynet News. .

O câncer de pulmão é um dos cânceres mais mortais, apesar de as taxas de mortalidade da doença terem diminuído no mundo desde os anos 90.

Esperança

Durante a cirurgia, no mês passado, o homem continuou a respirar pelo pulmão bom, enquanto o outro era desconectado, limpo do tumor e reconectado – após inflá-lo para garantir que continuasse funcionando e que o tecido estava saudável.

A “limpeza” dos órgãos humanos dos tumores dessa maneira está em um estágio inicial e os cirurgiões disseram que pode mudar o tratamento do câncer e, em alguns casos, evitar a necessidade de transplantes de pulmão, risco de rejeição e o tempo de espera.

“O novo método pode mudar a maneira como os pacientes tratam o câncer no mundo”, diz o professor Dan Arav, que participou da cirurgia junto com Faischowitz.

O professor afirmou que o procedimento pode ser aplicado também a outros órgãos e outras formas de câncer.

Isso aumenta a esperança de pacientes que hoje teriam poucas opções de tratamento.

Com informações do Ynet News e GNN

Fonte: Só Notícia Boa

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CIÊNCIAS: O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS, POR MARCELO GLEISER

Continuando a nossa busca por conhecimento na coluna CIÊNCIA segunda-feira temos mais uma palestra do físico Marcelo Gleiser, que fala sobre seu livro “A Ilha do Conhecimento – Os Limites da Ciência e A Busca Por Sentido”. Um vídeo que você que é curioso(a) e questionador(a) não pode deixar de assistir!

Fonte:

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CIÊNCIAS: SENTIR QUANDO ALGUÉM ESTÁ NOS OBSERVANDO É SEXTO SENTIDO OU EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA?

Na sessão CIÊNCIAS desta segunda-feira temos um estudo interessantíssimo sobre a nossa sensibilidade ao sermos observados por alguém com olhar fixo. Leia o artigo e saiba o porquê!

Por que conseguimos sentir quando alguém nos está observando fixamente?

Getty Images

Qualquer uma já passou por essa perturbadora situação: concentrado s em alguma tarefa, percebemos, subitamente, uma alteração no ambiente. Uma energia vindo de outro lugar.

Levantamos a cabeça e vemos alguém nos olhando fixamente.

Como soubemos?

Apesar de que o olhar pode ser de intimidação, admiração ou compaixão, detectá-lo é algo surpreendente, e a ciência tenta encontrar respostas para o que parece ser uma espécie de sexto sentido.

Os resultados, pelo menos até agora, sugerem que pode se tratar de uma habilidade sustentada por uma complexa rede neurológica.

Há vários fatores combinados, como a evolução do olho do humano, a evolução da comunicação humana e mesmo nossos instintos de defesa e sobrevivência.

Olhos humanos

Em contraste com outros animais, o homem tem a parte brancas dos olhos consideravelmente maior. Na maioria das espécies, a pupila toma conta de quase todo o olhos.

Isso é útil tanto para não chamar a atenção de predadores, mas também serve para que presas não saibam que predadores as têm na mira.

Em humanos, porém, o branco dos olhos permite rapidamente determinar a direção do olhar de outra pessoa ou animal. Podemos definir com bastante precisão se ela está olhando à direita, esquerda, acima, abaixo ou diretamente para nós.

E não precisamos necessariamente estar de frente: podemos, por exemplo, avaliar, ainda que de forma menos precisa, a direção de um olhar com nossa visão periférica.

Ou sequer precisamos olhar os olhos alheios: a visão periférica leva em consideração a posição da cabeça e o ângulo do corpo para saber se uma pessoa está olhando ou não para nós.

Mas se não estamos certos, nosso cérebro presume que somos alvo do olhar.

Colin Clifford, professor de Psicologia da Universidad de Sidney , na Austrália, explica que um indivíduo vai querer prestar atenção ao que pode ser uma ameaça.

“Simplesmente presumir que a outra pessoa está olhando para nós pode ser a melhor estratégia”, diz Clifford.

A linguagem dos olhos

Humanos são muito sensíveis aos olhares alheios. Isso porque a sobrevivência humana ao longo do tempo dependeu muito de nossa cooperação e coordenação com outros indivíduos.

Biólogos sugerem que o branco de nossos olhos evoluiu para melhorar nossas habilidades de comunicação.

Ainda que tenhamos desenvolvido uma complexa linguagem falada, um olhar ainda pode expressar muitas coisas que o idioma não consegue. E também comunicar conceitos de forma rápida e mais discreta.

O contato visual direto com outra pessoa é o mais frequente e poderoso sinal não-verbal que temos em nosso repertório. É um fator crucial em situações de intimidade, intimidação e influência social.

Por isso é que é difícil para humanos esconder emoções: olhares expressam uma gama de sentimentos.

É daí que surgem expressões como “mentiu com os olhos”, ou “olhar gélido”.

E também explica porque estamos sempre conscientes de que alguém nos olha.

Predisposição

E há várias situações que derrubam o mito de um sexto sentido: um estudo publicado pela revista científica Current Biology, em 2013, diz que estamos predispostos a pensar que alguém nos olha. Mesmo que nada o sugira.

Olhar para alguém é um sinal social que, normalmente, significar que queremos iniciar uma conversa. Mas o fenômeno também poder ser resultado de informações que registramos no nosso entorno.

Uma das primeiras coisas que detectamos em outra pessoa é a posição de sua cabeça e seu corpo. Se algum deles está posicionado em nossa direção e, particularmente, de forma pouco natural, isso é motivo para alerta.

O caso mais óbvio é quando o corpo de alguém está na direção contrária, mas sua cabeça está voltada para nós. Isso faz que prestemos mais atenção aos olhos.

Só que, quando pressentimos essa espiada, levantamos a cabeça na direção de onde acreditamos estar vindo. E esse movimento pode fazer com que a outra pessoa dirija seu olhar para nós.

Quando os olhos de encontrarem, cada pessoa vai supor que a outra a estava olhando.

Outra situação vem do que chamamos de viés de confirmação: somente lembramo-nos das vezes em que realmente encontramos alguém nos olhando, não das vezes que isso não acontece.

E essa sensação perturbadora que sentimos é psicológica.

Fonte: va.newsrepublic.net

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CIÊNCIAS: QUAL A RELAÇÃO ENTRE VIVER MAIS E SER SAUDÁVEL?

É sabido que a longevidade, de uma maneira geral vem aumentando paulatinamente. Entretanto o que devemos considerar realmente como anos saudáveis na vida de uma pessoa? Se levarmos em consideração que a saúde integral é a composição da saúde mental, física, emocional e espiritual, quem realmente é plenamente saudável? O artigo a seguir pode esclarecer a você essa questão. 

O número de anos saudáveis ​​que uma pessoa vive está aumentando, em média

 

O número de anos saudáveis ​​que uma pessoa vive está aumentando, em média, mesmo para pessoas com condições crônicas comuns, de acordo com um novo estudo.

Houve avanços na área da saúde nas últimas décadas, o que significa que muitas pessoas com condições crônicas de saúde estão vivendo mais.

No novo estudo, os pesquisadores queriam determinar se essa extensão da vida envolve um aumento de anos com ou sem deficiência. A equipe analisou dados de dois grandes estudos populacionais de pessoas com 65 anos ou mais na Inglaterra.

Os estudos, os Estudos de Função Cognitiva e Envelhecimento (CFAS I e II) envolveram entrevistas de linha de base com 7.635 pessoas em 1991-1993 e com 7.762 pessoas em 2008-2011, com dois anos de acompanhamento em cada caso.

Tanto para pessoas saudáveis ​​quanto para aquelas com problemas de saúde, a média de anos de expectativa de vida livre de deficiência (DFLE) aumentou de 1991 a 2011. No geral, os homens ganharam 4,6 anos na expectativa de vida (IC 95%: 3,7—5,5 anos, p<0,001 )) e 3,7 anos em DFLE (IC 95%: 2,7— 4,8, p<0,001)). Homens com doenças como artrite, doença cardíaca coronária, acidente vascular cerebral e diabetes ganharam mais anos no DFLE do que anos com deficiência. As maiores melhorias no DFLE em homens foram observadas para aqueles com dificuldades respiratórias e aqueles que vivem pós-AVC.

Entre 1991 e 2011, as mulheres experimentaram um aumento na expectativa de vida aos 65 anos de 2,1 anos (IC 95%: 1,1-3,0 anos, p<0,001), e um aumento no DFLE de 2,0 anos (IC 95%: 1,0-2,9 anos, p<0,001).

Semelhante aos homens, a maior melhora na expectativa de vida para mulheres com condições de longo prazo ocorreu em anos sem deficiência. No entanto, as mulheres com comprometimento cognitivo experimentaram um aumento na expectativa de vida com incapacidade (1,6 anos, IC 95%: 0,1-3,1, p = 0,04) sem qualquer melhora no DFLE.

Homens com comprometimento cognitivo experimentaram apenas um pequeno aumento no DFLE (1,4 anos, IC 95%: -0,7-3,4, p = 0,18) com um aumento na expectativa de vida com incapacidade que foi comparável em magnitude (1,4 anos, IC 95%: 0,2 -2,5, p=0,02).

Portanto, aos 65 anos, a porcentagem de anos restantes de vida que foram gastos sem deficiência diminuiu para homens com comprometimento cognitivo (diferença CFAS II-CFAS I: -3,6%, intervalo de confiança de 95% (IC): -8,2-1,0, p=0,12) e mulheres com déficit cognitivo (diferença CFAS II—CFAS I: -3,9%, IC 95%: -7,6—0,0, p=0,04).

“Embora esses resultados sejam principalmente positivos, encontramos um aumento na porcentagem de anos restantes gastos com deficiência para homens e mulheres com deficiência cognitiva. Dado que o comprometimento cognitivo também foi a única condição de longo prazo em que a prevalência diminuiu, isso é motivo de preocupação e requer mais investigação”, dizem os autores.

Fonte: PLOS ; Imagem em destaque: Maria Madalena, licença CC

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIA: DORMIR 29 MINUTOS A MAIS CADA NOITE PODE SER A CHAVE PARA MELHORAR A ATENÇÃO PLENA

ESTUDO REVELA O NÚMERO PERFEITO DE MINUTOS EXTRAS DE SONO POR NOITE PARA MELHORAR A ATENÇÃO PLENA

 

A plena atenção é alcançada trazendo intencionalmente a consciência e a atenção de um indivíduo para as experiências que ocorrem no momento presente, sem formar uma opinião.

Ao contrário de estudos anteriores, uma nova pesquisa publicada no  Sleep Health  analisou como as múltiplas dimensões do sono noturno impactam a atenção diária, ao invés de focar apenas na qualidade ou duração do sono.

O estudo, liderado pela University of South Florida, descobriu que um sono melhor melhora a atenção plena no dia seguinte, o que, por sua vez, reduz a sonolência durante o dia.

A pesquisa se concentrou em enfermeiras, o maior grupo de profissionais de saúde cuja necessidade de sono ideal e atenção plena é particularmente alta.

Problemas de sono são comuns nesta população devido a longos turnos, falta de controle situacional e proximidade de condições de saúde potencialmente fatais. Sua ótima saúde do sono e atenção plena são particularmente importantes, pois atuam na linha de frente da pandemia COVID-19.

“Pode-se estar acordado e alerta, mas não necessariamente atento. Da mesma forma, uma pessoa pode estar cansada ou com pouca excitação, mas ainda assim pode estar consciente ”, disse o autor principal Soomi Lee, professor assistente de estudos de envelhecimento da USF . “A atenção plena está além de apenas estar acordado. Indica o controle da atenção e autorregulação que facilita a sensibilidade e o ajuste adaptativo às pistas ambientais e internas, que são essenciais ao fornecer cuidados cuidadosos aos pacientes e ao lidar eficazmente com situações estressantes ”.

Lee e seus colegas da USF e do Moffitt Cancer Center acompanharam 61 enfermeiras por duas semanas e examinaram várias características da saúde do sono. Eles descobriram que a atenção cuidadosa das enfermeiras era maior do que o normal após noites com maior suficiência de sono, melhor qualidade do sono, menor eficiência, e maior duração do sono (meia hora extra a mais).

A atenção consciente diária contribuiu para menos sonolência no mesmo dia. Aqueles com maior atenção plena também tiveram 66% menos probabilidade de apresentar sintomas de insônia durante o período de estudo de duas semanas.

Os pesquisadores chegaram a essas conclusões usando uma variedade de ferramentas para medir o quanto os participantes estavam conscientes a cada momento diário e como seus estados mentais eram afetados pelo sono.

Os participantes foram solicitados a responder a perguntas diárias sobre a consciência plena e a sonolência três vezes por dia durante duas semanas usando o aplicativo para smartphone RealLife Exp.

A atenção plena diária foi medida pela Escala de Conscientização de Atenção Consciente, que fazia perguntas como: “Eu estava fazendo algo automaticamente, sem estar ciente do que estava fazendo” e “Estava achando difícil manter o foco no que estava acontecendo”. Os participantes também usaram um dispositivo Actiwatch Spectrum pelas mesmas duas semanas que mediu a atividade do movimento do pulso para quantificar os padrões de sono e vigília.

Os resultados deste estudo fornecem informações sobre o desenvolvimento de uma estratégia de intervenção de saúde comportamental para uma gama mais ampla de pessoas, especialmente profissionais de saúde que precisam de um sono melhor e de atenção plena. Dada a associação entre atenção consciente e melhor atendimento ao paciente, melhorar o sono nessa população também pode trazer benefícios importantes para os resultados de saúde do paciente.

Fonte: goodnewsnetwork.org

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CIÊNCIAS: ESTUDO CONFIRMA QUE DORMIR NO ESCURO EVITA DOENÇAS CARDÍACAS E DIABETES

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REDAÇÃO GALILEU

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Estudo explica por que você deveria sempre dormir em um quarto escuro (Foto: Quin Stevenson/Unsplash)Estudo explica por que você deveria sempre dormir em um quarto escuro (Foto: Quin Stevenson/Unsplash)

Luzes de ar-condicionado e do computador, televisão ligada, ruas iluminadas o dia todo… Está cada vez mais difícil dormir em um lugar totalmente escuro, e isso pode prejudicar substancialmente a saúde cardiovascular e metabólica. O alerta vem de estudo da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, publicado na última segunda-feira (14) no periódico PNAS.

“Apenas uma única noite de exposição à iluminação moderada durante o sono pode afetar a regulação cardiovascular e de glicose, que são fatores de risco para doenças cardíacasdiabetes e síndrome metabólica”, afirma Phyllis Zee, autora sênior da pesquisa e chefe da Divisão de Medicina do Sono da Escola Feinberg da Universidade Northwestern, em comunicado.

A exposição à luz durante o dia comprovadamente aumenta a frequência cardíaca a partir da ativação do sistema nervoso simpático, que acelera o coração e aumenta o estado de alerta para o funcionamento ativo do corpo. A questão é que, de acordo com os resultados do estudo, o mesmo ocorre se há exposição durante o sono, ainda que ela seja branda.

“Mesmo que você esteja dormindo, seu sistema nervoso autônomo está ativado. Isso é ruim. Normalmente, sua frequência cardíaca, juntamente com outros parâmetros cardiovasculares, é menor à noite e maior durante o dia”, explica a coautora e professora assistente de pesquisa de neurologia na Northwestern, Daniela Grimaldi.

A exposição à luz aumenta a frequência cardíaca através da ativação do sistema nervoso simpático. (Foto: Alexandra Gorn/Unsplash)A exposição à luz aumenta a frequência cardíaca através da ativação do sistema nervoso simpático. (Foto: Alexandra Gorn/Unsplash)

Participaram do estudo adultos de 18 a 40 anos que costumam ir para a cama entre 21h e 1h e dormem de 6,5 horas a 8,5 horas por noite. Durante a investigação, eles passaram três dias e duas noites no laboratório.

Uma semana antes da estadia, passaram por um acompanhamento para que os autores entendessem seus hábitos e os reproduzissem na clínica. Os voluntários foram aleatoriamente divididos em dois grupos: um dormiu em um quarto com claridade e outro passou a noite em um local com luz fraca.

Na turma que dormiu com maior exposição à luz, os investigadores constataram resistência à insulina na manhã seguinte. Isso acontece quando as células de músculos, gordura e fígado não respondem bem a esse hormônio e, assim, não conseguem usar a glicose do sangue para obter energia. Para compensar, o pâncreas produz mais insulina, aumentando o açúcar no sangue. A longo prazo, isso pode causar diabetes.

As recomendações de Phyllis para uma noite mais saudável de sono são, primeiramente, o uso de iluminação fracaa ao nível do chão, se for imprescindível tê-las. Depois, optar por luzes amareladas ou alaranjadas em vez de brancas ou azuis. Por último, utilizar cortinas blackout ou máscaras de dormir para evitar ao máximo o contato com a luz durante o descanso noturno. Na dúvida, faça o teste: “Se você consegue ver as coisas muito bem, provavelmente está muito claro”, orienta Zee.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: ESPÉCIES RARAS ESTÃO VIVENDO NO BARCO ENDURANCE QUE NAUFRAGOU EM 1915

Cientistas descobrem nas profundezas da Antártida espécies raras de seres marinhos que vivem na carcaça da embarcação Endurance e que podem indicar efeitos da crise climática. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa nova descoberta.

REDAÇÃO GALILEU

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 Lírio do mar amarelo (Foto: Huw Griffiths/Twitter)Lírio do mar amarelo (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Desaparecido em 1915, o Endurece, barco que naufragou durante expedição que levava 28 homens para cruzar a Antártida pela primeira vez, foi recentemente encontrado. Sua descoberta foi divulgada nesta quarta-feira (9), pelo Fundo do Patrimônio Marítimo das Malvinas e, desde então, atraiu os olhares de muitos cientistas, pesquisadores e curiosos. Entre eles, o biólogo marinho Huw Griffiths, do Grupo de Trabalho BAS-Arctic. O cientista chamou atenção nas redes sociais ao olhar além da carcaça da embarcação e apontar para sua nova (e incrível) tripulação.

Em uma thread no Twitter que hoje já conta com mais de 1800 compartilhamentos, Huw destaca que a luz limitada e temperaturas congelantes do local do naufrágio tornou a embarcação o lugar perfeito para algumas das espécies mais desconhecidas da Antártida, um elenco colorido e muito resistente.

“Meu lugar favorito do @Endurance_22 até agora é o lírio do mar amarelo brilhante ou o #crinoid perseguido! Os lírios do mar datam de mais de 480 milhões de anos e costumavam ser muito comuns e diversos em todos os oceanos do mundo até o período Triássico!”, escreveu o pesquisador em um de seus posts, acompanhado da foto que colocamos no início dessa reportagem.

Anêmonas-do-mar da Antártida (Foto: Huw Griffiths/Twitter)
Anêmonas-do-mar da Antártida (Foto: Huw Griffiths/Twitter)
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Olhando com atenção as imagens ainda é possível ver Anêmonas-do-mar da Antártida. Elas estão nas pranchas quase intodo navio e uma até parece ter assumido o mache.

 caranguejo yeti (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Descobertas podem apontar para uma migração causada pelas mudanças climáticas. caranguejo yeti (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Griffiths e sua colega de pesquisa, Dra. Katrin Linse, também acreditam ter identificado nas imagens um caranguejo yeti, criaturas que, até onde se sabia, não habitavam o Mar de Weddell. A descoberta, embora fascinante, pode apontar para uma migração causada por mudanças climáticas, apontam os pesquisadores.

Thread no Twitter Endurance 22 (Foto: Huw Griffiths/Twitter)
O navio Endurance foi encontrado a uma profundidade de mais de 3 mil metros (Foto: Huw Griffiths/Twitter)

Cem anos após a morte de seu capitão, Ernest Shackleton, o navio Endurance foi encontrado a uma profundidade de mais de 3 mil metros, nas águas do Mar de Weddell, pela Expedição Endurance 22. A investigação arqueológica partiu da Cidade do Cabo, na África do Sul, e utilizou o navio sul-africano de pesquisa e logística SA Agulhas II, além de veículos de busca submarina.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: TUMORES OVARIANOS E COLORRETAIS PODERÃO SER DESTRUÍDOS COMPLETAMENTE MUITO EM BREVE COM NOVA TERAPIA

Vamos começar essa nova semana com muita empolgação, pois aqui na coluna CIÊNCIAS temos uma excelente notícia para lhe dar.  Pesquisadores da Rice University em Houston, Texas descobriram uma nova terapia contra o combate ao câncer, que destrói completamente tumores ovarianos e colorretais avançados em apenas 6 dias. Convido você a ler esse artigo completo e conhecer os detalhes.

Nova terapia contra o câncer destrói completamente tumores ovarianos e colorretais avançados em 6 dias

Uma nova terapia contra o câncer destruiu completamente tumores ovarianos e intestinais avançados em apenas seis dias.

Espera-se que os ensaios clínicos comecem nos próximos meses, depois que os resultados em camundongos foram descritos como “muito emocionantes”.

Fábricas de drogas do tamanho de uma cabeça de alfinete foram entregues para fornecer rajadas contínuas e altas de uma proteína que estimula o sistema imunológico.

“Nós administramos apenas uma vez, mas eles continuam fazendo a dose todos os dias, onde é necessário até que o câncer seja eliminado”, disse o coautor Dr. Omid Veiseh, da Rice University em Houston, Texas, cujo amigo da família morreu da doença mortal. .

“Uma vez que determinamos a dose correta – quantas fábricas precisávamos – fomos capazes de erradicar tumores em 100% dos animais com câncer de ovário e em sete dos oito animais com câncer colorretal.”

As pequenas esferas têm um invólucro protetor contendo células projetadas para produzir interleucina-2. Eles podem ser usados ​​para combater os cânceres mais letais, incluindo os de pâncreas, fígado e pulmões.

Eles podem ser implantados com cirurgia minimamente invasiva e podem ser testados em pacientes humanos até o outono, para que possam levá-los aos hospitais o mais rápido possível.

Para a mistura, a equipe escolheu apenas componentes que já haviam se mostrado seguros para humanos.

As esferas produtoras de drogas foram colocadas ao lado de tumores em roedores de laboratório e dentro do revestimento da cavidade abdominal, um revestimento semelhante a um saco que sustenta os intestinos, ovários e outros órgãos abdominais e limita a exposição em outros lugares.

“Um grande desafio no campo da imunoterapia é aumentar a inflamação tumoral e a imunidade antitumoral, evitando os efeitos colaterais sistêmicos de citocinas e outras drogas pró-inflamatórias”, disse o coautor Professor Amir Jazaeri , da Universidade do Texas.

“Neste estudo, demonstramos que as ‘fábricas de medicamentos’ permitem a administração local regulável de interleucina-2 e a erradicação do tumor em vários modelos de camundongos, o que é muito empolgante”.

A interleucina-2 é uma citocina, uma proteína que o sistema imunológico usa para reconhecer e combater doenças, que foi aprovada como tratamento contra o câncer pela Food and Drug Administration dos EUA.

A autora principal Amanda Nash, estudante de pós-graduação no laboratório do Dr. Veiseh, disse que as contas provocam a resposta imune mais forte até o momento.

“Se você der a mesma concentração da proteína através de uma bomba intravenosa, seria extremamente tóxico.

Com as fábricas de medicamentos, a concentração que vemos em outras partes do corpo, longe do local do tumor, é realmente menor do que os pacientes precisam tolerar com tratamentos IV. A alta concentração é apenas no local do tumor.

A Sra. Nash disse que isso abre a porta para a mesma abordagem geral para tratar cânceres de pâncreas, fígado, pulmões e outros órgãos.

Se uma citocina diferente for necessária para atingir uma forma específica de câncer, as esferas podem ser carregadas com qualquer composto imunoterapêutico.

A casca externa do grânulo protege suas células produtoras de citocinas de ataques imunológicos, pois são feitas de materiais que o sistema imunológico reconhece como objetos estranhos, mas não como ameaças imediatas.

Dr. Veiseh disse: “Encontramos reações de corpo estranho de forma segura e robusta que desligamos o fluxo de citocinas das cápsulas em 30 dias.

Na pesquisa, publicada esta semana na revista científica Science Advances , eles também mostraram que poderiam administrar com segurança um segundo curso de tratamento caso fosse necessário na clínica.

O câncer colorretal é um dos cânceres mais comuns, enquanto o ovário é particularmente letal porque geralmente é diagnosticado apenas nos estágios finais.

A Avenge Bio , uma startup sediada em Massachusetts co-fundada pelo Dr. Veiseh, licenciou a tecnologia de fábrica de citocinas da Rice.

Assista a um vídeo da Rice U. abaixo:

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CIÊNCIAS: PESQUISADORES DE HARVARD CONSTROEM O PEIXE BIOHÍBRIDO COM CÉLULAS DE CORAÇÃO HUMANO

O peixe biohíbrido com células do coração humano é o destaque desta edição da coluna CIÊNCIAS. O objetivo desta pesquisa, segundo pesquisadores da Universidade de Harvard, é chegar a um coração artificial que possa substituir órgãos malformados em crianças. Leia o artigo completo a seguir e saiba como funciona.

REDAÇÃO GALILEU

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Primeiro peixe biohíbrido totalmente autônomo, feito a partir de células musculares cardíacas derivadas de células-tronco humanas. (Foto: Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)Primeiro peixe biohíbrido totalmente autônomo, feito a partir de células musculares cardíacas derivadas de células-tronco humanas. (Foto: Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)

Pesquisadores da Universidade Harvard, em colaboração com cientistas da Universidade Emory, desenvolveram o primeiro peixe biohíbrido totalmente autônomo a partir de células musculares cardíacas derivadas de células-tronco humanas.

O peixe artificial nada recriando as contrações musculares de um coração bombeando sangue. O projeto aproxima a ciência do desenvolvimento de uma bomba muscular artificial mais complexa, além de fornecer uma plataforma para estudar doenças cardíacas como a arritmia.

O objetivo final do estudo é construir um coração artificial para substituir um coração malformado em crianças, segundo Kit Parker, professor na Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas John A. Paulson (SEAS) de Harvard e autor sênior da pesquisa, que foi publicada no periódico Science nesta quinta-feira (10).

Confira um vídeo do peixe biohíbrido:

A maior parte dos trabalhos na construção de tecidos cardíacos ou corações está focada em replicar as características anatômicas ou mesmo o simples batimento do órgão nos tecidos projetados. “Mas aqui, estamos nos inspirando no design da biofísica do coração, o que é mais difícil de fazer. Agora, em vez de usar imagens do coração como um modelo, estamos identificando os princípios biofísicos que o fazem funcionar. Ao usá-los como critérios de design e replicá-los em um sistema, no caso com peixes nadando, é mais fácil ver se fomos bem-sucedidos”, disse o pesquisador, em comunicado.

Esquemas de peixes biohíbridos com natação autônoma (Foto: Reprodução/Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)Esquemas de peixes biohíbridos com natação autônoma (Foto: Reprodução/Michael Rosnach, Keel Yong Lee, Sung-Jin Park, Kevin Kit Parker)

O peixe biohíbrido desenvolvido em Harvard baseia-se em pesquisas anteriores do Parker’s Disease Biophysics Group. Em 2021, esse laboratório usou células musculares cardíacas de ratos para construir uma bomba biohíbrida semelhante a uma água viva. A partir desse mesmo tipo de células, em 2016, eles desenvolveram uma arraia artificial.

Na pesquisa atual, a equipe construiu o primeiro dispositivo biohíbrido autônomo feito de cardiomiócitos, a fibra muscular cardíaca, derivados de células-tronco humanas. A inspiração foi a forma e o movimento de natação de um peixe-zebra.

Ao contrário dos dispositivos anteriores, o peixe-zebra biohíbrido tem duas camadas de células musculares, uma de cada lado da barbatana da cauda. Quando um lado se contrai, o outro estica. Esse estiramento desencadeia a abertura de um canal mecanossensível de proteína, que causa uma contração, a qual leva a um outro estiramento e assim por diante. O que se tem, portanto, é um sistema de circuito fechado que pode impulsionar o peixe por mais de 100 dias.

Os pesquisadores também projetaram um nó de estimulação autônomo, como um marca-passo, que controla a frequência e o ritmo dessas contrações espontâneas. Juntos, as duas camadas de músculo e o nó de estimulação autônomo permitiram a geração de movimentos contínuos, espontâneos e coordenados de vaivém.

Por causa desses dos dois mecanismos internos de estimulação, esses peixes podem viver mais, mover-se mais rápido e nadar com mais eficiência do que os projetos de trabalhos anteriores, disse Sung-Jin Park, ex-bolsista de pós-doutorado no Grupo de Biofísica de Doenças do SEAS e coautor do estudo. “Esta nova pesquisa fornece um modelo para investigar a sinalização mecanoelétrica como um alvo terapêutico no gerenciamento do ritmo cardíaco e para entender a fisiopatologia das disfunções do nó sinoatrial e da arritmia cardíaca”.

O condicionamento do peixe biohíbrido ainda melhora com a idade. Sua amplitude de contração muscular, velocidade máxima de natação e coordenação muscular aumentaram no primeiro mês à medida que as células dos cardiomiócitos amadureceram. Eventualmente, o peixe biohíbrido atingiu velocidades e eficácia de natação semelhantes às do peixe-zebra na natureza.

Em seguida, a equipe pretende construir dispositivos biohíbridos ainda mais complexos a partir de células cardíacas humanas. “Eu poderia construir um modelo de coração com massinha de modelar, isso não significa que eu possa construir um coração”, disse Parker.

Ele explica que é possível cultivar algumas células tumorais aleatórias até que elas se transformem em um nódulo latejante, e então passe a chamá-las de “organoide cardíaco”. No entanto, a semelhança na forma não vai “recapitular a física de um sistema que bate mais de 1 bilhão de vezes durante sua vida enquanto simultaneamente reconstrói suas células em tempo real”. “Esse é o desafio. É aí que vamos trabalhar.”

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: FUSÃO SUPERMASSIVA DE BURACOS NEGROS PODE ESTAR PARA ACONTECER EM GALÁXIA HÁ CERCA DE 1,3 BILHÃO DE ANOS LUZ

Cientistas preveem que uma galáxia com um par de buracos negros supermassivos pode estar prestes a receber um alerta bem alto, já que as entidades titânicas se unirão e se fundirão em apenas alguns meses, com uma expressão de energia que literalmente sacudirá todo o universo. Isso poderia ser uma fusão supermassiva de buracos negros e os cientistas não sabem como eles crescem tanto. Leia o artigo completo a seguir e saiba como isso ocorre!

Estamos prestes a testemunhar uma fusão supermassiva de buracos negros?

Reimpresso com permissão do  World At Large , um site de notícias sobre natureza, política, ciência, saúde e viagens.

Montagem editada do Telescópio Espacial Hubble (criado pela NASA) de galáxias com buracos negros crescentes devido a colisões de galáxias, por Stuart Rankin – licença CC 4.0 (cortada) 

Uma galáxia com um par de buracos negros supermassivos pode estar prestes a receber um alerta bem alto, já que as entidades titânicas se unirão e se fundirão em apenas alguns meses, com uma expressão de energia que literalmente sacudirá todo o universo.

Este big bang pode ser o primeiro de seu tipo que os cientistas poderão testemunhar, e a simples menção de uma previsão de que sabemos quando e onde tal evento ocorreria leva cientistas de todo o mundo lutando pelo tempo do telescópio para tentar capturar um vislumbre de raios X, raios gama e ondas de rádio.

A maioria das galáxias provavelmente tem buracos negros supermassivos em seu centro, mas os cientistas não sabem como eles crescem tanto. Uma teoria é que eles sugam periodicamente material que os torna grandes e brilhantes, tornando-se núcleos galácticos ativos ou AGN. Outra teoria é que quando duas galáxias colidem, os buracos negros em seu centro se colocam em rota de colisão que faz com que eles se fundam, trazendo-os para o tamanho supermassivo.

As fusões aproximariam demais os buracos negros para que sua luz fosse separada. Em vez disso, eles são detectados através de ondas gravitacionais em observatórios como o LIGO , ou opticamente através de oscilações periódicas nas assinaturas de energia e calor liberadas na matéria circundante pelo par à medida que se aproximam.

Ning Jiang, da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, estava operando um telescópio de pesquisa do Zwicky Transient Facility, na Califórnia, onde ele e sua equipe encontraram dados que pareciam ser de um AGN com dois desses buracos negros, nos quais as oscilações durante um período de observação de 3 anos, diminuiu de 1 ano para 3 meses, sugerindo que dentro de 100 dias, o par de buracos negros daria o nó.

“Se a interpretação for verdadeira, uma campanha eletromagnética coordenada de várias bandas deve ser planejada para este primeiro evento de fusão binário [buraco negro supermassivo] observado na história da humanidade”, escrevem os autores em seu artigo que ainda não foi revisado por pares – e alguns críticos são céticos.

Só tens de esperar e ver

Felizmente para todos os envolvidos e impactados por essa previsão extremamente ousada, os períodos usuais de espera atribuídos à pesquisa astronômica são muito mais curtos, pois a fusão dos buracos negros pode ser de 100 a 300 dias, ou até menos.

Se ocorrer uma fusão, juntamente com uma explosão massiva de luz ao longo do espectro eletromagnético, haverá uma chuva de partículas de neutrinos, que pode ser detectada no observatório de neutrinos IceCube no Pólo Sul, e uma ondulação maciça no tecido de neutrinos. espaço e tempo chamado de onda gravitacional.

Afirmações ousadas exigem evidências ousadas, e a Science Magazine teve outras opiniões de cientistas que acreditam que as evidências são meramente circunstanciais.

O teórico Daniel D’Orazio, do instituto Niels Bohr, em Copenhague, aponta que a galáxia, registrada como SDSSJ1430+2303, carecia das oscilações decrescentes em sua curva de luz nos anos antes de Jiang começar a observá-la. Antes disso, havia emissões constantes de energia na matéria circundante, sugerindo que é apenas uma galáxia binária de buraco negro e nada mais.

No entanto, em 14 de setembro de 2015, as colaborações LIGO-Virgo anunciaram a primeira observação de ondas gravitacionais de um sinal de dois buracos negros com massas de 29 e 36 massas solares se fundindo a cerca de 1,3 bilhão de anos-luz de distância. Durante a fração final de segundo da fusão, ela liberou mais de 50 vezes o poder de todas as estrelas do universo observável combinadas.

Essa fusão seria muito maior. Em vez de conter 36 vezes a massa do sol, eles conteriam a massa de centenas de milhões de sóis – e ninguém pode dizer com certeza qual seria o efeito observável nesse caso.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM NOVAS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS SOBRE A ESCLEROSE MÚLTIPLA

Um tipo de célula no sistema nervoso central conhecido como oligodendrócitos  é o destaque deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS. Pesquisadores internacionais descobriram que este tipo de célula  pode ter um papel diferente no desenvolvimento da esclerose múltipla (EM) do que se pensava anteriormente. Essa descoberta pode abrir um leque de novas abordagens terapêuticas para a EM. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes!

Avanço da MS: Novas pistas genéticas para o que desencadeia a esclerose múltipla descobertas por cientistas

Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu que um tipo de célula no sistema nervoso central conhecido como oligodendrócitos pode ter um papel diferente no desenvolvimento da esclerose múltipla (EM) do que se pensava anteriormente.
As descobertas podem abrir novas abordagens terapêuticas para a EM.

A EM é impulsionada por células imunes que atacam os oligodendrócitos e a mielina que eles produzem, que é uma camada isolante que envolve as células nervosas.

Esses ataques interrompem o fluxo de informações no cérebro e na medula espinhal e causam danos nos nervos que desencadeiam sintomas associados à esclerose múltipla, como tremores e perda de marcha.

Compreender quais mecanismos influenciam o risco de EM é fundamental para encontrar terapias eficazes. Estudos genéticos anteriores encontraram regiões no genoma humano que contêm mutações (polimorfismos de nucleotídeo único) associadas ao aumento do risco de EM.  Muitas dessas regiões estão localizadas próximas a genes ativos nas células imunes.

Configuração aberta do genoma

Neste estudo, os pesquisadores mostram em camundongos e amostras de cérebro humano que os oligodendrócitos e seus progenitores têm uma configuração aberta do genoma perto de genes imunológicos e em regiões associadas ao risco de esclerose múltipla.

Isso sugere que as mutações de risco da EM podem ter um papel na ativação de genes próximos em oligodendrócitos e seus progenitores, o que significa que podem desempenhar um papel mais importante do que se pensava anteriormente no desenvolvimento da EM.

“Nossas descobertas sugerem que o risco de esclerose múltipla pode se manifestar pelo mau funcionamento não apenas das células imunes, mas também dos oligodendrócitos e suas células precursoras”, diz Gonçalo Castelo-Branco, professor do Departamento de Bioquímica Médica e Biofísica do Karolinska Institutet, que conduziu o estudo – publicado na Neuron – com os co-primeiros autores Mandy Meijer, estudante de doutorado, e Eneritz Agirre, pesquisador.

“Essas descobertas indicam que essas células também podem ser direcionadas para abordagens terapêuticas para esclerose múltipla, para evitar o mau funcionamento que pode ser causado por essas mutações”.

Fonte: Karolinska Institutet; Imagem em destaque: Geralt, licença CC

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: SAIBA QUAIS SÃO AS EVIDÊNCIAS MAIS CONSIDERADAS PELOS CIENTISTAS NO QUE TANGE A REENCARNAÇÃO

A CIÊNCIA continua em busca de provas e/ou evidências acerca da reencarnação. Este é o destaque da edição desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS, onde você pode observar quais as evidências mais consideradas pelos pesquisadores sobre a reencarnação.

Reencarnação pela ciência: em busca de provas

Como a reencarnação pode ser estudada pelo prisma científico? Confira a seguir as evidências mais consideradas pelos pesquisadores

Crianças são o objeto preferido de estudos reencarnatórios, segundo Ian Stevenson

Comprovar a reencarnação segundo os parâmetros limitados da ciência atual ainda parece um sonho impossível, embora o pesquisador canadense-americano Ian Stevenson (professor da Universidade da Virgínia falecido em 2007) tenha levado esse campo a avanços consideráveis.

As pesquisas envolvendo o tema analisam evidências que podem ser classificadas em três tipos diferentes. O primeiro deles se refere a episódios nos quais as pessoas falam espontaneamente sobre fatos e lembranças do que teria sido uma vida anterior. O segundo deriva da regressão hipnótica, e o terceiro está relacionado a mensagens do tipo mediúnico. Conheça mais sobre eles a seguir.

Memórias espontâneas

Esse grupo inclui ocorrências de sonhos, déjà vu, lembranças pós-traumáticas e experiências espontâneas (em geral apresentadas por crianças) de lembranças de vidas passadas. Nesta última subdivisão se encontram os casos mais sólidos, na opinião de Stevenson e de outros pesquisadores.

Segundo Stevenson, as crianças são o objeto preferido de estudos reencarnatórios porque a possibilidade de que elas tenham absorvido informações por meio de mídias diversas é bem reduzida. Em geral, elas começam a falar sobre essas “memórias” antes de ser alfabetizadas e as descrevem de forma bem simples, como se não se preocupassem com o fato de alguém acreditar ou não nelas. Como a pessoa morta teria falecido pouco antes do nascimento da criança na qual ela reencarnaria, fica mais fácil também reunir testemunhos de indivíduos que possam confirmar ou não dados dessa vida passada.

Sob esse prisma, as recordações do tipo déja vu têm importância muito menor. O general americano George S. Patton, herói da II Guerra Mundial, teve experiências famosas nesse terreno. Em 1943, após bater as tropas do Eixo na Sicília, por exemplo, o general passou algum tempo na ilha para conhecê-la. Ele interrompeu seu guia diversas vezes para falar sobre locais e detalhes de fatos históricos obscuros. Surpreso, o guia perguntou-lhe no fim se já havia visitado a Sicília e ele respondeu: “Acho que sim.”

Sonhos relacionados à reencarnação podem envolver tanto informações sobre uma vida passada quanto mensagens para uma mulher grávida relativas à existência anterior de seu bebê (estas últimas são mais comuns em culturas que aceitam a ideia de reencarnação).

Uma mulher britânica, por exemplo, sonhava constantemente que ela e um amiguinho caíam de uma galeria alta sobre um piso de mármore, num antigo pátio. Ao visitar uma casa abandonada, ela reconheceu o lugar e, ao ver dois retratos na parede, identificou-os como os de seus “pais”. Em seguida, descobriu que, séculos antes, um menino e uma menina, filhos do casal retratado, haviam caído daquela galeria e morrido.

Após um tombo no qual quase perdeu a vida, outra mulher britânica, então com 3 anos, passou a dizer que a Inglaterra não era seu país. Quando adulta, ela foi ao Museu Britânico e concluiu que sua morada anterior era o Egito, onde teria vivido como uma sacerdotisa. Tal era a força dessa conclusão que ela se casou com um egípcio e mudou-se em definitivo para o país africano.

Regressão hipnótica

Esse grupo, que abrange recordações extraídas sob hipnose ou terapia de vidas passadas (TVP), foi o responsável por reintroduzir o tema reencarnação em grande escala no Ocidente. Esse marco ocorreu em 1954, quando o hipnólogo amador Morey Bernstein causou um grande impacto nos Estados Unidos ao divulgar em jornais a história de Ruth Simmons, uma jovem dona de casa paciente sua que, sob hipnose, declarou se chamar Bridey Murphy e ter vivido na Irlanda no início do século 19.

Embora a moça fornecesse diversas informações verificáveis sobre Bridey e a vida cotidiana irlandesa daquela época, o caso posteriormente perdeu força porque muitos estudiosos disseram que a moça poderia simplesmente ter descrito dados lidos, vistos ou ouvidos quando ela era criança. Muitos profissionais que trabalham com a TVP, aliás, dizem que os conteúdos revelados por seus pacientes não representam necessariamente vidas passadas.

Mediunidade

Nesse grupo, detalhes sobre vidas passadas seriam transmitidos por médiuns – por exemplo, os relatos de reencarnações feitos pelo médium americano Edgar Cayce. Segundo os pesquisadores, esses são os casos mais vulneráveis a fraudes, e mesmo os dados mais críveis colhidos dessa forma podem ter sido obtidos consciente ou inconscientemente pelo médium em outras fontes de informação.

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CIÊNCIAS: UM OBJETO MISTERIOSO QUE EMITE ONDAS DE RADIO PELO MENOS 3 VEZES POR HORA ANDA TIRANDO O SONO DOS ASTRÔNOMOS

Uma equipe de mapeamento de ondas de rádio no Universo descobriu algo incomum que libera uma explosão gigante de energia três vezes por hora. Um objeto misterioso diferente de tudo que os astrônomos já haviam visto antes. O estranho objeto envia um feixe de radiação que cruza nossa linha de visão e, por um minuto a cada vinte, é uma das fontes de rádio mais brilhantes do céu. Uma das mais espetaculares descobertas deste século. Então você não pode deixar de ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes!

Objeto misterioso diferente de tudo que os astrônomos já viram antes de ser descoberto

 

O ícone de estrela mostra a posição do transiente repetido na Via Láctea/Dra. Natasha Hurley-Walker; ICRAR-Curtin 

Uma equipe de mapeamento de ondas de rádio no Universo descobriu algo incomum que libera uma explosão gigante de energia três vezes por hora, e é diferente de tudo que os astrônomos já viram antes.

A equipe que a descobriu acha que poderia ser uma estrela de nêutrons ou uma anã branca – núcleos de estrelas em colapso – com um campo magnético ultrapoderoso.

Girando no espaço, o estranho objeto envia um feixe de radiação que cruza nossa linha de visão e, por um minuto a cada vinte, é uma das fontes de rádio mais brilhantes do céu.

A astrofísica Dra. Natasha Hurley-Walker, do nó da Universidade Curtin do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia, liderou a equipe que fez a descoberta.

“Este objeto estava aparecendo e desaparecendo ao longo de algumas horas durante nossas observações”, disse ela.

“Isso foi completamente inesperado. Foi meio assustador para um astrônomo porque não há nada conhecido no céu que faça isso.

“E está realmente muito perto de nós – cerca de 4.000 anos-luz de distância. Está em nosso quintal galáctico.”

O objeto foi descoberto pelo estudante Tyrone O’Doherty da Curtin University Honors usando o telescópio Murchison Widefield Array (MWA) no interior da Austrália Ocidental e uma nova técnica que ele desenvolveu.

“É empolgante que a fonte que identifiquei no ano passado tenha se revelado um objeto tão peculiar”, disse O’Doherty, que agora está fazendo doutorado em Curtin.

Composto do telescópio SKA-Low na Austrália Ocidental; ICRAR/SKAO 

“O amplo campo de visão e a extrema sensibilidade do MWA são perfeitos para pesquisar todo o céu e detectar o inesperado.”

Objetos que ligam e desligam no Universo não são novos para os astrônomos – eles os chamam de ‘transitórios’.

A astrofísica e coautora do ICRAR-Curtin, Gemma Anderson, disse que “ao estudar os transitórios, você está assistindo a morte de uma estrela massiva ou a atividade dos remanescentes que ela deixa para trás”.

A impressão de um artista de como o objeto pode parecer se for um magnetar/ICRAR 

‘Transientes lentos’ – como supernovas – podem aparecer ao longo de alguns dias e desaparecer após alguns meses.

‘Transientes rápidos’ – como um tipo de estrela de nêutrons chamada pulsar – acendem e apagam em milissegundos ou segundos.

Mas o Dr. Anderson disse que encontrar algo que ligou por um minuto foi realmente estranho.

Ela disse que o objeto misterioso era incrivelmente brilhante e menor que o Sol, emitindo ondas de rádio altamente polarizadas – sugerindo que o objeto tinha um campo magnético extremamente forte.

Hurley-Walker disse que as observações coincidem com um objeto astrofísico previsto chamado de ‘magnetar de período ultra-longo’.

“É um tipo de estrela de nêutrons que gira lentamente e que se prevê existir teoricamente”, disse ela.

“Mas ninguém esperava detectar diretamente um como este porque não esperávamos que fossem tão brilhantes.

“De alguma forma, está convertendo energia magnética em ondas de rádio de forma muito mais eficaz do que qualquer coisa que já vimos antes.”

Dr Hurley-Walker agora está monitorando o objeto com o MWA para ver se ele liga novamente.

“Se isso acontecer, existem telescópios em todo o Hemisfério Sul e até em órbita que podem apontar diretamente para ele”, disse ela.

Dr Hurley-Walker planeja procurar mais desses objetos incomuns nos vastos arquivos do MWA.

“Mais detecções dirão aos astrônomos se este foi um evento único raro ou uma vasta nova população que nunca havíamos notado antes”, disse ela.

O diretor da MWA, professor Steven Tingay, disse que o telescópio é um instrumento precursor do Square Kilometer Array – uma iniciativa global para construir os maiores radiotelescópios do mundo na Austrália Ocidental e na África do Sul.

“A chave para encontrar este objeto e estudar suas propriedades detalhadas é o fato de termos sido capazes de coletar e armazenar todos os dados que o MWA produz durante quase a última década no Pawsey Research Supercomputing Center. Ser capaz de olhar para trás através de um conjunto de dados tão grande quando você encontra um objeto é bastante único na astronomia”, disse ele.

“Há, sem dúvida, muitas outras joias a serem descobertas pelo MWA e pelo SKA nos próximos anos.”

O estudo para este artigo foi publicado na revista Nature .

Fonte: Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: REVESTIMENTO NÃO TÓXICO EXTINTOR DE INCÊNDIO PODE EVITAR QUE EDIFÍCIOS SEJAM ENGOLIDOS PELAS CHAMAS

Um revestimento não tóxico retardador de fogo potencialmente salva-vidas é o destaque da edição desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS. A descoberta foi de uma equipe de pesquisa australiana desenvolveu um revestimento extintor de incêndio que poderia salvar edifícios de serem engolidos pelas chamas. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes.

Inspirado na lava, o novo revestimento não tóxico pode deter o fogo em suas trilhas

Foto por DDP 

A lava é uma das substâncias mais quentes encontradas na superfície da Terra e também uma fonte de inspiração para o projeto de um revestimento retardador de fogo potencialmente salva-vidas.

Uma equipe de pesquisa, liderada pelo engenheiro químico da Universidade do Sul de Queensland e Futuro Fellow do Conselho de Pesquisa Australiano, Professor Pingan Song, desenvolveu um revestimento não tóxico e extintor de incêndio que poderia salvar edifícios de serem engolidos pelas chamas.

O professor Song disse que a lava despertou sua ideia de um revestimento híbrido que derreteria e depois formaria gradualmente uma camada cerâmica fluida, mas não combustível, quando exposta a calor extremo.

“A lava de Melton é como um líquido viscoso, mas não inflamável”, disse o professor Song.

“Uma vez resfriado, ele se solidifica para se tornar uma camada cerâmica que não suporta fogo.

“Inspirados por esse fenômeno interessante, projetamos um revestimento retardador de fogo que pode criar uma camada cerâmica não combustível que pode oferecer proteção contra incêndio para os substratos subjacentes, assim como um escudo contra incêndio.”

O professor Song disse que pulverizar o revestimento em materiais de construção, como espuma de isolamento térmico, madeira e estruturas de aço, durante a construção, pode evitar desastres como o incêndio da Grenfell Tower em Londres em 2017, onde 72 pessoas morreram.

“As espumas de polímero foram identificadas como a principal causa de desastres catastróficos recentes, particularmente o incêndio da Torre Grenfell”, disse ele.

“Materiais de madeira maciça, também amplamente utilizados em edifícios, mas extremamente combustíveis, também podem desencadear incêndios, como o incêndio de Notre-Dame de Paris em 2019.”

Os retardadores de fogo têm sido usados ​​em materiais de construção há décadas, mas a maioria não é suficientemente eficaz, caro e às vezes difícil de produzir em massa.

O professor Song disse que sua versão oferece melhor proteção e pode ser usada em outras configurações de aplicativos, como móveis de madeira, mineração, túneis e transportes.

“Nosso revestimento retardante de fogo produz uma camada cerâmica muito robusta e termicamente estável, em comparação com os revestimentos existentes, que geralmente produzem uma camada protetora que é frágil e se degrada em altas temperaturas”, disse ele.

O professor Song disse que o revestimento retardante de fogo ainda precisa passar por mais testes e refinamentos antes que possa ser comercializado e colocado em uso generalizado, o que ele espera que aconteça nos próximos três anos.

A pesquisa, que foi financiada por um Australian Research Council Future Fellowship, foi publicada na revista Matter .

Fonte: Universidade do Sul de Queensland

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CIÊNCIAS: A CIÊNCIA SE APROXIMA CADA VEZ MAIS DE COMO SÃO PROCESSADAS AS SINAPSES NO CÉREBRO

Um estudo revolucionário sobre as sinapses que ocorrem no cérebro é o destaque da edição desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS. Descoberta deverá ajudar em tratamento como o do estresse pós-traumático. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes.

Estudo mostra como as memórias são armazenadas no cérebro

Aprendizado faz conexões entre neurônios proliferarem em algumas áreas e desaparecerem em outras; descoberta deverá ajudar em tratamentos como o do estresse pós-traumático

Software especializado desenvolvido pela equipe de pesquisa cria um mapa da localização e tamanho específicos das sinapses a partir da imagem tridimensional do microscópio. Comparando os mapas de sinapses de antes e depois do aprendizado, podemos identificar sinapses que foram criadas ou eliminadas no processo. A linha vermelha na figura da direita mostra um limite entre as regiões do cérebro que mostram o ganho geral e a perda geral. Crédito: Don Arnold, Universidade do Sul da Califórnia

Que mudanças físicas ocorrem no cérebro quando uma memória é feita? Pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia (EUA) responderam pela primeira vez a essa pergunta induzindo uma memória em uma larva de peixe-zebra e mapeando mudanças em suas cabeças transparentes com células cerebrais bem iluminadas.

Após seis anos de pesquisa, eles fizeram a descoberta inovadora de que o aprendizado faz com que as sinapses, as conexões entre os neurônios, proliferem em algumas áreas e desapareçam em outras, em vez de apenas mudar sua força, como comumente se pensa. Essas mudanças nas sinapses podem ajudar a explicar como as memórias são formadas e por que certos tipos de memórias são mais fortes que outros.

Liderado por Don Arnold, Scott E. Fraser e Carl Kesselman, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), o estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Novo método e ferramentas

O estudo foi possível graças a um novo tipo de rotulagem de células e um microscópio personalizado inventado na USC. Os pesquisadores também desenvolveram uma forma pioneira de rastrear e arquivar os dados coletados para tornar suas descobertas o mais acessíveis e reproduzíveis possível.

Antes de seu trabalho, não era possível determinar a localização de uma sinapse em um cérebro vivo sem modificar sua estrutura e função. Isso inviabilizava comparações antes e depois da formação da memória.

Por meio de uma colaboração multidisciplinar entre a Escola Viterbi de Engenharia e o Colégio Dornsife de Letras, Artes e Ciências, ambos da USC, as equipes conseguiram determinar pela primeira vez a força e a localização das sinapses antes e depois do aprendizado no cérebro de um peixe-zebra vivo, um animal comumente usado para estudar a função cerebral. Os peixes-zebra são grandes o suficiente para ter cérebros que funcionam como os nossos, mas pequenos e transparentes o suficiente para oferecer uma janela para o cérebro vivo. Ao manterem o peixe intacto vivo, eles puderam comparar sinapses no mesmo cérebro ao longo do tempo, um avanço no campo da neurociência.

A fim de criar memórias para medir, a equipe de pesquisa teve de elaborar novos métodos para induzir uma larva de peixe-zebra a aprender. Os pesquisadores fizeram isso treinando os peixes de 12 dias de idade para associar uma luz acesa com o aquecimento na cabeça com um laser infravermelho, uma ação que eles procuraram evitar tentando nadar para longe. Os peixes que aprendessem a associar a luz ao laser iminente sacudiriam suas caudas, indicando que haviam aprendido. Cinco horas de treinamento depois, a equipe conseguiu observar e capturar mudanças significativas nos cérebros desses peixes-zebra.

DNA alterado

Além de criar essa nova abordagem, Arnold, neurocientista do Colégio Dornsife e professor de ciências biológicas e engenharia biomédica, liderou uma equipe que criou novos métodos para alterar o DNA do peixe a fim de que a força e a localização de uma sinapse fossem marcadas com um proteína fluorescente que brilha quando escaneada por um laser.

“Nossas sondas podem rotular sinapses em um cérebro vivo sem alterar sua estrutura ou função, o que não era possível com ferramentas anteriores”, disse Arnold.

Isso possibilitou que o microscópio especializado desenvolvido pela equipe de Fraser escaneasse o cérebro e a imagem onde as sinapses estavam localizadas.

“O microscópio que construímos foi adaptado para resolver esse desafio de imagem e extrair o conhecimento de que precisávamos”, disse Fraser, professor reitor de ciências biológicas e engenharia biomédica do Centro Michelson de Biociência Convergente da USC. “Às vezes, você tenta obter uma imagem tão espetacular que mata o que está vendo. Para este experimento, tivemos de encontrar o equilíbrio certo entre obter uma imagem que fosse boa o suficiente para obter respostas, mas não tão espetacular que matasse os peixes com fótons.”

Imagens de microscópio fornecem uma composição tridimensional do cérebro do peixe-zebra. Pequenos pontos verdes são sinapses. Pontos verdes maiores são o núcleo dos neurônios no cérebro do peixe. Crédito: Don Arnold, Universidade do Sul da Califórnia
Microscópio e algoritmos inovadores

Com este microscópio inovador, eles puderam observar mudanças em animais vivos e obter imagens antes e depois das mudanças no mesmo espécime. Anteriormente, como os experimentos eram realizados em espécimes falecidos, eles só podiam comparar dois cérebros diferentes, um condicionado, outro não.

“Isso é imagem ninja, nós entramos sem ser notados”, disse Fraser.

O resultado foram centenas de imagens e experimentos que tiveram de ser processados ​​e analisados. Um terceiro grupo, liderado por Kesselman – cientista da computação do Centro Michelson Center de Biociência Convergente e professor de Engenharia da Escola Viterbi –, desenvolveu algoritmos inovadores que tornaram isso possível, mantendo o controle dos grandes e complexos experimentos realizados ao longo da investigação.

Resultados surpreendentes

A principal conclusão ao analisar essas imagens: em vez de a memória fazer com que a força das sinapses existentes mude, as sinapses em uma parte do cérebro foram destruídas e sinapses completamente novas foram criadas em uma região diferente do cérebro.

“Nos últimos 40 anos, a sabedoria comum era que você aprende alterando a força das sinapses”, disse Kesselman. “Mas não foi isso que encontramos neste caso.”

“Este foi o melhor resultado possível que poderíamos ter tido”, afirmou Arnold, “porque vimos essa mudança dramática no número de sinapses – algumas desaparecendo, outras se formando, e vimos isso em uma parte muito distinta do cérebro. O dogma foi que as sinapses mudam sua força. Mas fiquei surpreso ao ver um fenômeno de puxar e empurrar, e que não vimos uma mudança na força das sinapses.”

Os resultados sugerem que mudanças no número de sinapses codificam memórias no experimento e podem ajudar a explicar por que memórias associativas negativas, como aquelas associadas ao transtorno do estresse pós-traumático (TEPT), são tão robustas.

“Pensa-se que a formação da memória envolve principalmente a remodelação das conexões sinápticas existentes”, disse Arnold, “enquanto neste estudo, encontramos a formação e eliminação de sinapses, mas vimos apenas pequenas mudanças aleatórias na força sináptica das sinapses existentes. Isso pode ser porque este estudo se concentrou em memórias associativas, que são muito mais robustas do que outras memórias e são formadas em um local diferente no cérebro, a amígdala, versus o hipocampo para a maioria das outras memórias. Isso pode algum dia ter relevância para o TEPT, que é pensado para ser mediado pela formação de memórias associativas.”

Garantia de acessibilidade

Um aspecto incomum do artigo e do estudo associado foi seu foco em como tornar os resultados da investigação o mais transparentes e reprodutíveis possível, tornando todos os dados associados ao artigo pesquisáveis ​​e disponíveis para qualquer cientista em um site disponível publicamente, Mapping the Dynamic Synaptome. A acessibilidade de todos os dados e códigos é essencial para a reprodução de resultados científicos, mas o acesso a todos os dados necessários para a produção de um artigo raramente é realizado. Por exemplo, estudos recentes mostraram que apenas 20% das pesquisas sobre o câncer são reproduzíveis porque os dados não estão disponíveis.

“A equipe da USC estabeleceu um novo padrão para o acesso a dados, pois todos os dados gerados durante a investigação de seis anos foram capturados e organizados para esta pesquisa”, disse Kesselman, que projetou esse novo paradigma. “Abordamos esse problema desde o início criando um sistema abrangente projetado para compartilhamento e análise de dados. Foi útil durante nossos experimentos porque as equipes podem acessar os dados a qualquer momento e orientar aqueles que desejam usar nosso trabalhar no futuro.”

“Acredito realmente que este é o futuro da transparência na pesquisa, uma nova era, e a USC está à frente da curva”, afirmou Fraser.

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CIÊNCIAS: GERADORES CRIAM ENERGIA A PARTIR DE ALGAS MARINHAS UTILIZANDO ONDAS SUBAQUÁTICAS

A energia renovável nem sempre se parece com algo criado a partir da natureza, mas certamente às vezes é inspirada pela natureza. Um protótipo de dispositivo de energia renovável modelado a partir de algas marinhas gera energia cinética enquanto flutua suavemente sob as ondas e criam energia a partir das ondas subaquáticas. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes desta incrível descoberta!

Estes geradores inspirados em algas marinhas criam energia das ondas subaquáticas

Um protótipo de dispositivo de energia renovável modelado a partir de algas marinhas gera energia cinética enquanto flutua suavemente sob as ondas.

Embora seja apenas um conceito comprovado, em escala suficientemente grande, os pequenos filamentos podem fornecer energia para alimentar os principais aparelhos elétricos em habitações costeiras, como bóias flutuantes, usinas costeiras, dispositivos submersos, equipamentos de monitoramento de água ou até mesmo um farol.

A energia renovável nem sempre se parece com algo criado a partir da natureza, mas certamente às vezes é inspirada pela natureza. Já existem painéis solares inteligentes que rastreiam o sol no céu como girassóis, “ pipas de maré ” que nadam como peixes, e agora essas tiras de algas marinhas geradoras de energia.

A maneira como eles geram energia é por meio de nanogeradores triboelétricos, ou (TENGs), que coletam o excesso de energia da transferência de elétrons de uma superfície para outra, como na eletricidade estática.

Após quatro anos, dois cientistas trabalhando para desenvolver uma fonte de alimentação que imitasse algas marinhas decidiram usar FEP, um copolímero usado para fazer tubos flexíveis em torno de cabos, e PET, um dos plásticos mais comuns, ambos revestidos com tinta condutora.

À medida que as ondas movem as TENGs de algas marinhas para frente e para trás, o revestimento é conectado e desconectado repetidamente, gerando eletricidade. Em um artigo recente descrevendo seu sucesso, os cientistas mostraram como apenas algumas dessas TENGs de algas marinhas foram capazes de alimentar uma série de 30 luzes LED .

Como eles não produzem calor, luz ou som, eles podem não ter nenhum impacto em seu ambiente marinho. Alguns geradores de energia das marés são grandes máquinas pesadas cheias de ângulos retos que o sal do mar pode morder, mas como eles balançam para frente e para trás sem esforço, suspeita-se que a corrosão seja baixa.

Minyi Xu, professor de engenharia marinha e pesquisador visitante do Instituto de Tecnologia da Geórgia que ajudou a desenvolver os TENGs de algas marinhas, estima que , desde que a energia subaquática seja suficiente para estimular os TENGs duas ou três vezes por segundo, uma fazenda de marés igual ao tamanho da Geórgia poderia atender às necessidades de energia de todo o mundo, e embora isso seja extremamente impraticável devido à infra-estrutura que seria necessária para transportar essa energia, digamos, Iowa, pode-se inferir que uma área muito menor de TENGs de algas marinhas poderia fornecer a energia de uma costa cidade.

Assista o vídeo para esta história abaixo.)

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: A CIÊNCIA TENDE A CONFIRMAR A FICÇÃO DE JULIO VERNE

Uma descoberta incrível é o destaque da nossa edição desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS do Blog do Saber. Os animais da história de ficção escrita por Júlio Verne podem ser pura ficção, mas a camada desconhecida no interior do planeta é, pelo estudo, um fato. Os cientistas afirmam que, devido uma mudança na estrutura do ferro, foi possível detectar “núcleo interno mais interno” do nosso planeta. Leia o artigo completo a seguir e saiba dos detalhes dessa incrível descoberta.

Cientistas descobrem nova camada no interior da Terra

“Núcleo interno mais interno” do nosso planeta, embora difícil de observar, foi detectado a partir de uma mudança na estrutura do ferro

Ilustração de Édouard Riou feita em 1864 para “Viagem ao Centro da Terra”, de Júlio Verne: os animais podem ser pura ficção, mas a camada desconhecida no interior do planeta é, pelo estudo, um fato

O escritor francês de ficção científica Júlio Verne, autor de Viagem ao Centro da Terra, certamente gostaria desta novidade: pesquisadores da Universidade Nacional Australiana (ANU) confirmaram a existência do “núcleo interno mais interno” da Terra. Segundo a pesquisadora Joanne Stephenson, doutoranda da ANU e autora principal do estudo, embora essa nova camada seja difícil de observar, suas propriedades distintas podem apontar para um evento desconhecido e dramático na história da Terra.

O estudo foi publicado na revista Journal of Geophysical Research: Solid Earth.

“Encontramos evidências que podem indicar uma mudança na estrutura do ferro, o que sugere talvez dois eventos separados de resfriamento na história da Terra”, disse Stephenson. “Os detalhes desse grande evento ainda são um pouco misteriosos, mas adicionamos outra peça do quebra-cabeça quando se trata de nosso conhecimento do núcleo interno da Terra.”

Algoritmo de busca

A cientista afirmou que investigar a estrutura do núcleo interno pode nos ajudar a entender mais sobre a história e evolução da Terra.

“Tradicionalmente, nos ensinaram que a Terra tem quatro camadas principais: a crosta, o manto, o núcleo externo e o núcleo interno”, declarou Stephenson. “A ideia de outra camada distinta foi proposta algumas décadas atrás, mas os dados não eram muito claros. Conseguimos contornar isso usando um algoritmo de busca muito inteligente para vasculhar milhares de modelos do núcleo interno. É muito emocionante – e pode significar que teremos de reescrever os livros!”

No mínimo, o famoso romance de Verne poderia precisar de algumas páginas adicionais.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM QUE É POSSÍVEL IDENTIFICAR ANIMAIS EM UM ZOOLÓGICO PELA LEITURA DO DNA DO AR LOCAL

Um anova técnica permite identificar, através do DNA do ar os animais que habitam um determinado zoológico. Pesquisadores da Dinamarca e do Reino Unido identificaram uma variedade de animais do zoológico de Hamerton no Reino Unido. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa novíssima técnica.

DNA em ar de zoológico permite identificar os animais que moram lá

Técnica permitiu a duas equipes diferentes, na Dinamarca e no Reino Unido, a identificação de uma grande variedade de animais do zoológico e seus arredores, até mesmo peixes ornamentais

Dingos (espécie de canídeo australiano) no zoológico de Hamerton, no Reino Unido, observam com curiosidade o equipamento de amostragem. Crédito: Elizabeth Clare

O ar em um zoológico está cheio de odores, desde os peixes usados ​​na alimentação até o estrume dos herbívoros que pastam, mas agora sabemos que também está cheio de DNA dos animais que vivem lá. Na revista Current Biology, dois grupos de pesquisa – um da Universidade de Copenhague (Dinamarca) e outro da Queen Mary University (Reino Unido) – publicaram estudos independentes de prova de conceito mostrando que, pela coleta de ar de um zoológico local, eles podem recolher DNA suficiente para identificar os animais nas proximidades. Essa pode ser uma ferramenta valiosa e não invasiva para rastrear a biodiversidade.

“Capturar DNA ambiental aerotransportado de vertebrados nos permite detectar até mesmo animais que não podemos ver estão lá”, disse a pesquisadora Kristine Bohmann, chefe da equipe da Universidade de Copenhague.

Animais terrestres podem ser monitorados de várias maneiras: diretamente, por câmera e observação pessoal, ou indiretamente, por aquilo que deixam para trás, como pegadas ou fezes. A desvantagem desses métodos é que eles podem envolver trabalho de campo intensivo e exigir que o animal esteja fisicamente presente. Por exemplo, monitorar animais pela câmera requer conhecimento de onde colocar as câmeras no caminho do animal, vasculhar milhares de fotos e, geralmente, um pouco de sorte.

Funcionamento surpreendentemente bom

“No início da minha carreira, fui para Madagascar na esperança de ver muitos lêmures. Mas, na realidade, raramente os vi. Em vez disso, eu principalmente ouvia-os pulando pela copa das árvores”, afirmou Bohmann. “Portanto, para muitas espécies, pode ser muito trabalhoso detectá-los por observação direta, especialmente se eles são esquivos e vivem em habitats muito fechados ou inacessíveis.”

“Em comparação com o que as pessoas encontram em rios e lagos, monitorar o DNA aerotransportado é muito, muito difícil, porque o DNA parece superdiluído no ar”, disse Elizabeth Clare, pesquisadora-chefe da equipe da Queen Mary University de Londres (Clare está agora na Universidade de York, em Toronto, Canadá). “Mas nossos estudos em zoológicos ainda não falharam para diferentes amostradores, genes, locais e abordagens experimentais. Tudo funcionou e surpreendentemente bem.”

Bohmann e Clare baseiam-se fortemente em suas pesquisas anteriores de monitoramento da vida selvagem, coletando outros tipos de amostras contendo DNA eliminado por animais. Isso é conhecido como “DNA ambiental”, ou eDNA, e é uma técnica bem estabelecida usada com mais frequência para monitorar organismos aquáticos por meio do sequenciamento de eDNA de amostras de água.

“O ar envolve tudo e queríamos evitar a contaminação em nossas amostras e, ao mesmo tempo, otimizar a detecção real de DNA animal”, afirmou Bohmann. “Nosso trabalho mais recente com eDNA aerotransportado envolve o que normalmente fazemos ao processar amostras de eDNA, apenas com uns poucos ajustes.”

Várias fontes

Cada grupo de pesquisa conduziu seu estudo em um zoológico local, coletando amostras em vários lugares da instituição, incluindo recintos fechados com paredes como a casa tropical e estábulos internos, bem como recintos externos ao ar livre. “Para coletar o eDNA aerotransportado, usamos uma ventoinha, como a que você usaria para resfriar um computador, e anexamos um filtro a ela. Então, deixamos funcionando por algum tempo”, disse Christina Lynggaard, primeira autora do estudo e pós-doutoranda na Universidade de Copenhague.

A ventoinha inspira ar do zoológico e de seus arredores, que pode conter material genético de várias fontes, como respiração, saliva, pelo ou fezes, embora os pesquisadores não tenham determinado a fonte exata. “Pode ser qualquer coisa que pode voar e é pequena o suficiente para continuar flutuando no ar”, observou Lynggaard. “Depois da filtração do ar, extraímos o DNA do filtro e usamos a amplificação por PCR para fazer várias cópias do DNA do animal. Após o sequenciamento de DNA, processamos milhões de sequências e, por fim, nós as comparamos a um banco de dados de referência de DNA para identificar as espécies animais.”

“Há um componente de voto de confiança em parte disso porque quando você lida com tecido regular ou até mesmo amostras de DNA aquático, você pode medir quanto DNA tem, mas com essas amostras estamos lidando com pequenas quantidades de DNA forenses”, afirmou Clare. “Em muitos casos, quando coletamos amostras por apenas alguns minutos, não podemos medir o DNA, então temos que pular para o próximo estágio do PCR, onde descobrimos se há algo nele ou não. Quando fazemos a amostragem por horas, obtemos mais, mas há uma troca.”

Medidas de segurança

Em cada estudo, os pesquisadores detectaram animais dentro do zoológico e vida selvagem nas proximidades. A equipe de Clare, da Queen Mary University de Londres, detectou DNA de 25 espécies de mamíferos e pássaros, e até mesmo DNA pertencente ao ouriço-terrestre, que está ameaçado de extinção no Reino Unido. A equipe de Bohmann na Universidade de Copenhague detectou 49 espécies de vertebrados não humanos, incluindo mamíferos, pássaros, répteis, anfíbios e espécies de peixes. Isso incluía animais de zoológico como o ocapi e o tatu e até mesmo o lebiste (peixe ornamental) em um lago na casa tropical, animais de ocorrência local como esquilos e espécies nocivas como a ratazana e o rato-doméstico. Além disso, os pesquisadores detectaram espécies de peixes usadas para alimentação de outros animais no zoológico.

Ambas as equipes tomaram medidas extensas para verificar se suas amostras não estavam contaminadas, inclusive por DNA já em seus laboratórios.

Confirmações independentes

Ao escolherem um zoológico para o local de seus estudos, os pesquisadores sabiam a posição de uma grande coleção de espécies não nativas, de modo que puderam dizer a diferença entre um sinal real e um contaminante. “Originariamente, tínhamos pensado em ir para uma fazenda, mas se você pegar DNA de vaca, deve perguntar: ‘Essa vaca está aqui ou é alguma vaca a 160 quilômetros de distância ou no almoço de alguém?’”, observou Clare. “Mas, usando o zoológico como modelo, não há outra maneira de detectar o DNA de um tigre, exceto pelo tigre do zoológico. Isso nos permite realmente testar as taxas de detecção.”

Clare acrescentou: “Uma coisa que nossos laboratórios fazem é desenvolver e aplicar novas ferramentas. Então, talvez não seja tão surpreendente que ambos terminemos com a mesma ideia ao mesmo tempo”.

No entanto, o fato de os dois grupos de pesquisa estarem publicando ao mesmo tempo na revista Current Biology está longe de ser coincidência. Depois de ver os artigos um do outro em um servidor de pré-impressão, os dois grupos decidiram enviar seus manuscritos para a revista juntos. “Decidimos que preferíamos arriscar um pouco e dizer que não estamos dispostos a competir nisso”, avaliou Clare. “Na verdade, é uma ideia tão maluca que é melhor ter confirmações independentes de que isso funciona. Ambas as equipes estão ansiosas para ver essa técnica se desenvolver.”

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: MÚMIA DOADA A MUSEU POLONÊS DESDE 1826 É DE UMA MULHER GRÁVIDA

Uma múmia egípcia grávida é o destaque desta edição da coluna CIÊNCIAS desta primeira segunda-feira de 2022, aqui no Blog do Saber. A múmia doada à Universidade de Varsóvia em 1826 foi considerada um sacerdote do sexo masculino. Em 2016 pesquisadores poloneses, através de tomografia, computadorizada acabaram descobrindo que, na verdade,  a múmia era de uma mulher grávida, segundo o site do The New York Times. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível história.

REDAÇÃO GALILEU

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Feto de múmia egípcia de 2 mil anos foi estudado por pesquisadores poloneses (Foto: Warsaw Mummy Project/Facebook/Reprodução)Feto de múmia egípcia de mais de 2 mil anos foi estudado por pesquisadores poloneses (Foto: Warsaw Mummy Project/Facebook/Reprodução)

O primeiro caso conhecido de uma múmia egípcia grávida foi registrado em abril de 2021 por pesquisadores poloneses. Em um novo estudo, publicado no Journal of Archaeological Science, no último dia 30 de dezembro, eles revelaram informações impressionantes sobre a preservação do feto.

Ao longo de décadas, a múmia doada à Universidade de Varsóvia em 1826 foi considerada um sacerdote do sexo masculino, mas acabou sendo revelada em 2016 como uma mulher grávida, segundo o site do The New York Times. A descoberta de tal fato ocorreu um ano antes durante um estudo abrangente de mais de 40 múmias no Museu Nacional de Varsóvia.

Um exame com imagens tomográficas mostrou que a mulher tinha entre 20 e 30 anos de idade quando morreu e estava na 26ª a 30ª semana de gravidez, de acordo com o site Heritage Daily.

A nova pesquisa indica que o feto permaneceu preservado por mais de 2 mil anos devido a um processo incomum de decomposição. Ele estava coberto por natrão, um mineral composto por carbonato de sódio hidratado e bicarbonato de sódio, além de pequenas quantidades de cloreto de sódio e sulfato de sódio.

Feto de mulher egípcia mumificada permaneceu preservado por mais de 2 mil anos devido a um processo incomum de decomposição. (Foto: Warsaw Mummy Project/Facebook/Reprodução)Feto de mulher egípcia mumificada permaneceu preservado por mais de 2 mil anos devido a um processo incomum de decomposição. (Foto: Warsaw Mummy Project/Facebook/Reprodução)

O feto permaneceu no útero, onde o Ph foi alterado por processos químicos relacionados à decomposição, que formaram ácido fórmico e outros compostos. A mudança do ambiente alcalino para ácido causou a descalcificação dos ossos daquele que poderia ser um futuro bebê.

Enquanto os ossos começaram a secar e se mineralizar, os tecidos moles do feto ainda ficaram perfeitamente preservados. Por isso, em radiografias e tomografias computadorizadas, os pesquisadores do projeto, Warsaw Mummy Project, observaram as ossadas muito dificilmente.

“Depois que uma pessoa morre, o ácido fórmico começa a ser liberado no sangue e o ambiente no corpo do falecido torna-se ácido. Um fenômeno semelhante ocorreu no ventre da senhora misteriosa”, explicaram os cientistas, em uma postagem no Facebook.

A múmia egípcia de uma mulher grávida que morreu quando tinha entre 20 e 30 anos de idade (Foto: Warsaw Mummy Project/Facebook/Reprodução)A múmia egípcia de uma mulher grávida que morreu quando tinha entre 20 e 30 anos de idade (Foto: Warsaw Mummy Project/Facebook/Reprodução)

A publicação informa ainda que os ossos de fetos já são pobremente mineralizados por natureza, especialmente antes do 7º mês de gravidez, quando eles se dissolvem em grande parte. “Mais tarde, quando o corpo da mãe foi embalsamado, o útero e o feto secaram”, diz o post.

A descoberta foi considerada única pelos pesquisadores, que continuam investigando o fenômeno sem precedentes. Eles planejam publicar mais artigos sobre a múmia grávida, que data por volta do século 1 a.C. Ela pertencia a uma mulher de alto status e estava envolta em linho e tecidos, acompanhada por um rico conjunto de amuletos.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DA USP CONSTATARAM QUE ALGUMAS PESSOAS PODEM TESTAR POSITIVO PARA COVID-19 DURANTE MESES

Uma investigação conduzida por cientistas da USP concluiu que o isolamento de 14 dias após o início dos sintomas recomendado a pessoas com Covid-19 pode não ser suficiente em alguns casos, depois de monitorar alguns pacientes saudáveis que seguiram testando positivo para Covid-19 por meses. Leia o artigo a seguir, conheça esses casos e saiba como foi! 

REDAÇÃO GALILEU

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Coronavírus Sars-CoV-2 sofre mutação uma vez por semana (Foto: NIH)Cientistas ainda não sabem afirmar se pacientes com positividade prolongada seguem transmitindo o vírus por mais tempo (Foto: NIH)

Um estudo conduzido por pesquisadores da Plataforma Científica Pasteur-USP (SPPU, na sigla em inglês) acendeu um novo alerta sobre pacientes com sintomas leves da Covid-19: cerca de 8% deles podem ter positividade prolongada. Em outras palavras, isso significa que o vírus pode continuar ativo em no organismo por muito mais tempo do que o observado até agora. A pesquisa foi detalhada em um artigo publicado na revista Frontiers, em novembro de 2021.

Os pesquisadores se depararam com essa “positividade prolongada” durante o monitoramento da Covid-19 na região metropolitana de São Paulo. Entre março e novembro de 2020, eles coletaram amostras de pessoas contaminadas com o vírus e, depois, separaram 38 casos em que os sintomas da doença foram leves. Entre estes, constataram que alguns continuaram testando positivo para  a Covid-19 por um período além do esperado.

“Nós coletamos amostras desses pacientes a cada semana para testagem. Três pacientes foram classificados como atípicos, pois se mantiveram positivos por mais tempo”, explica em nota Marielton dos Passos Cunha, pós-doutorando na SPPU e um dos autores do artigo publicado na Frontiers.

Enquanto a maioria dos infectados com a Covid-19 segue testando positivo por apenas duas ou três semanas após o início dos sintomas, os três pacientes atípicos acompanhados no estudo permaneceram com o vírus ativo no organismo por meses. O maior período foi de 232 dias, observado em um paciente com HIV, mas que estava com a contagem normal de células do sistema imune – ou seja, o organismo estava em condições de defender-se do vírus. Os outros dois pacientes seguiram com o coronavírus no organismo por 71 e 81 dias.

O estudo ainda não conseguiu determinar ao certo o que levou o vírus a resistir tanto tempo nessas pessoas saudáveis, já que até agora os casos de positividade prolongada haviam sido observados apenas em imunossuprimidos. “Alguns fatores do hospedeiro podem estar ligados a essa positividade prolongada, como estado nutricional, condição imunológica e idade”, afirma Cunha. Uma segunda possibilidade é que o próprio vírus tenha se adaptado para permanecer mais tempo no organismo desses indivíduos.

Outra pergunta que ainda deve ser respondida pelos cientistas é se esses pacientes com positividade prolongada seguem transmitindo a Covid-19 a outras pessoas durante todo o período em que o vírus está detectável. Ainda que os resultados do estudo precisem ser aprofundados, eles já deixam um alerta importante: o isolamento de 14 dias após o início dos sintomas recomendado a pessoas com Covid-19 pode não ser suficiente em alguns casos.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: IMPACTO SIGNIFICATIVO PARA UMA ALIMENTAÇÃO SUSTENTÁVEL SÓ OCORRERÁ SE AO MENOS 75% DOS CARDÁPIOS FOREM VEGETARIANOS

Uma mudança radical precisa feita nos cardápios dos carnívoros para que haja um impacto significativo de escolhas alimentares sustentáveis. Essa é a conclusão de um estudo realizado no Reino Unido e é o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira. Leia, analise, reflita e tire suas conclusões!

  • REDAÇÃO GALILEU

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Pessoas com dieta vegetariana têm um perfil de biomarcador mais saudável do que aquelas que são carnívoras, segundo pesquisa (Foto: Anna Pelzer/Unsplash)A conclusão leva a crer que os comedores de carne podem sim mudar suas preferências quando recebem opções vegetarianas suficientes para escolher (Foto: Anna Pelzer/Unsplash)

Nem 25%, nem 50%, para que pessoas que geralmente comem carne mudem sua escolha para uma comida vegetariana, 75% do cardápio deve oferecer esse tipo de opção. É o que afirmam as pesquisadoras Beth Parkin, da Universidade de Westminster e Sophie Attwood, do World Resources Institute, ambas as instituições localizadas no Reino Unido.

O estudo randomizou os participantes entre cardápios que continham diferentes proporções de carnes e pratos vegetarianos. O objetivo era determinar exatamente quanta disponibilidade de carne é necessária para promover escolhas sustentáveis. A conclusão leva a crer que os comedores de carne podem sim mudar suas preferências quando recebem opções vegetarianas suficientes para escolher, embora uma grande proporção dessas opções seja necessária para mudar hábitos fixos de consumo de carne.

Em comunicado para a imprensa, as cientistas responsáveis pela pesquisa publicada no Journal of Environmental Psycholog sugerem que este resultado indica que o setor de alimentos pode ter um impacto significativo na promoção de escolhas alimentares sustentáveis, uma vez que isso pode ser alcançado mudando, por exemplo, a forma como a escolha é apresentada ao consumidor.

Para a Dra. Beth Parkin, principal autora do estudo da Universidade de Westminster: “Se a indústria de serviços de alimentação deve diminuir sua pegada de carbono, ela precisa agir fornecendo muito mais itens à base de plantas do que atualmente em oferta.”

Ainda segundo o comunicado do artigo à imprensa, as indústrias de carnes e laticínios são grandes poluidoras, responsáveis ​​por aproximadamente 25% das emissões globais e se não for questionado, o impacto do sistema alimentar por si só nos impediria de atingir as metas estabelecidas pelo acordo de Paris.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: A PEQUENA IDADE DO GELO PODE TER SIDO CAUSADA POR UM ESTRANHO AQUECIMENTO

Um fenômeno ocorrido há aproximadamente 600 anos, a transferência anormal forte de água quente do oceano atlântico para os mares do norte causou a Pequena Idade do Gelo concluiu pesquisa da Universidade de Massachusetts Amherst (EUA). A Pequena Idade do Gelo foi um dos períodos mais frios dos últimos 10 mil anos. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes desse estranho fenômeno.

Aquecimento incomum causou a Pequena Idade do Gelo

Fenômeno ocorrido há cerca de 600 anos está relacionado a uma transferência anormalmente forte de água quente do Atlântico para os mares do norte

Uma pesquisa da Universidade de Massachusetts Amherst (EUA) fornece uma nova resposta a uma das questões persistentes em climatologia histórica, história ambiental e ciências da terra: o que causou a Pequena Idade do Gelo (ou Pequena Era Glacial)? A resposta, agora sabemos, é um paradoxo: aquecimento.

A Pequena Idade do Gelo foi um dos períodos mais frios dos últimos 10 mil anos, uma época de resfriamento que foi particularmente pronunciado na região do Atlântico Norte. Esse período de frio, cuja cronologia precisa os estudiosos debatem, mas que parece ter ocorrido há cerca de 600 anos, foi responsável por quebras de safra, fomes e pandemias em toda a Europa, resultando em miséria e morte para milhões de pessoas.

Até o momento, os mecanismos que levaram a esse estado de clima severo permaneciam inconclusivos. No entanto, um novo artigo publicado recentemente na revista Science Advances oferece uma imagem atualizada dos eventos que deram origem à Pequena Idade do Gelo. Surpreendentemente, o resfriamento parece ter sido desencadeado por um episódio de calor incomum.

Mudança repentina

Quando o autor principal do estudo, François Lapointe, pesquisador de pós-doutorado e conferencista em geociências na Universidade de Massachusetts Amherst, e Raymond Bradley, professor distinto de geociências na mesma instituição, começaram a examinar cuidadosamente sua reconstrução de 3 mil anos das temperaturas da superfície do mar do Atlântico Norte (cujos resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences em 2020), eles notaram algo surpreendente: uma mudança repentina de condições muito quentes no final dos anos 1300 para condições frias sem precedentes no início dos anos 1400, apenas duas décadas depois.

Usando muitos registros marinhos detalhados, Lapointe e Bradley descobriram que houve uma transferência anormalmente forte de água quente para o norte no final dos anos 1300, que atingiu o pico por volta de 1380. Como resultado, as águas ao sul da Groenlândia e dos mares nórdicos tornaram-se muito mais quentes do que o normal. “Ninguém reconheceu isso antes”, observa Lapointe.

Normalmente, há sempre uma transferência de água quente dos trópicos para o Ártico. É um processo bem conhecido denominado Circulação Meridional de Capotamento do Atlântico (Atlantic Meridional Overturning Circulation, ou Amoc), que é como uma correia transportadora planetária. Normalmente, a água quente dos trópicos flui para o norte ao longo da costa setentrional da Europa e, quando atinge latitudes mais altas e encontra as águas árticas mais frias, perde calor e se torna mais densa, fazendo com que a água afunde no fundo do oceano. Essa formação de águas profundas então flui para o sul ao longo da costa da América do Norte e continua a circular ao redor do mundo.

Mapa de correlação média multimodelo entre Amoc de baixa frequência a 26° N e SST (12). Estrelas numeradas de 1 a 15 denotam a localização dos sítios. Crédito: Imagem de Lapointe et. al., 10.1126/sciadv.abi8230

Salinidade diluída

Mas no final do século 13, a Amoc se fortaleceu consideravelmente, o que significava que muito mais água quente do que o normal estava se movendo para o norte. Isso, por sua vez, causava uma rápida perda de gelo ártico. Ao longo de algumas décadas no final dos anos 1300 e 1400, grandes quantidades de gelo foram despejadas no Atlântico Norte. Esse fato não apenas resfriou as águas do Atlântico Norte, mas também diluiu sua salinidade, causando o colapso da Amoc. Foi esse colapso que desencadeou um resfriamento substancial.

Avançando rapidamente para o nosso tempo: entre os anos 1960 e 1980, também vimos um rápido fortalecimento da Amoc, que tem sido associada a uma pressão persistentemente alta na atmosfera sobre a Groenlândia. Lapointe e Bradley acham que a mesma situação atmosférica ocorreu pouco antes da Pequena Idade do Gelo. Mas o que poderia ter desencadeado aquele evento persistente de alta pressão na década de 1380?

A resposta, descobriu Lapointe, pode ser encontrada nas árvores. Uma vez que os pesquisadores compararam suas descobertas com um novo registro da atividade solar revelado por isótopos de radiocarbono preservados em anéis de árvores, eles descobriram que uma atividade solar excepcionalmente alta foi registrada no final do século 13. Essa atividade solar tende a causar alta pressão atmosférica sobre a Groenlândia.

Atividade solar

Ao mesmo tempo, menos erupções vulcânicas estavam acontecendo na Terra, o que significa que havia menos cinzas no ar. Uma atmosfera “mais limpa” significava que o planeta estava mais sensível às mudanças na produção solar. “Portanto, o efeito da alta atividade solar na circulação atmosférica no Atlântico Norte foi particularmente forte”, disse Lapointe.

Lapointe e Bradley têm se perguntado se um evento de resfriamento tão abrupto poderia acontecer novamente em nossa era de mudanças climáticas globais. Eles observam que agora há muito menos gelo marinho ártico devido ao aquecimento global, então um evento como aquele no início de 1400, envolvendo o transporte de gelo marinho, é improvável.

“No entanto, temos que ficar de olho no acúmulo de água doce no Mar de Beaufort (norte do Alasca), que aumentou 40% nas últimas duas décadas. Sua exportação para o Atlântico Norte subpolar pode ter um forte impacto sobre a circulação oceânica”, disse Lapointe. “Além disso, períodos persistentes de alta pressão sobre a Groenlândia no verão têm sido muito mais frequentes na última década e estão associadas ao derretimento de gelo recorde. Os modelos climáticos não capturam esses eventos de forma confiável e, portanto, podemos estar subestimando a perda futura de gelo do manto de gelo, com mais água doce entrando no Atlântico Norte, potencialmente levando ao enfraquecimento ou colapso da Amoc.”

Os autores concluem que há uma necessidade urgente de abordar essas incertezas.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: O ACÚMULO DE PLÁSTICOS NOS OCEANOS ESTÁ GERANDO COMUNIDADES DE SERES MARINHOS EM SEU INTERIOR

Segundo estudo a poluição por plástico já é tão grave no Oceano Pacífico que plantas e animais marinhos formaram “comunidades” para sobreviver agrupadas em tanto lixo. O fenômeno foi detectado no Giro Subtropical do Pacífico Norte, localizado entre a Califórnia e o Havaí. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer como esse fenômeno aconteceu!

REDAÇÃO GALILEU

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Detritos de plástico com uma mistura de cracas costeiras (Foto: SERC/Marine Invasions Lab)Detritos de plástico com uma mistura de cracas costeiras (Foto: SERC/Marine Invasions Lab)

poluição por plástico já é tão grave no Oceano Pacífico que plantas e animais marinhos formaram “comunidades” para sobreviver agrupadas em tanto lixo. A situação preocupante foi descrita em uma pesquisa publicada no último dia 2 de dezembro, no jornal Nature Communications.
Segundo o estudo, espécies oceânicas e até mesmo aquelas que normalmente vivem nas áreas costeiras agora se acumulam no plástico mar adentro. O resultado são os agrupamentos caracterizados pelos cientistas como “neopelágicos”. O termo “neo” significa novo e “pelágico” refere-se ao oceano aberto, onde esses seres vivos se alojam.

Anika Albrecht do Ocean Voyages Institute, em uma expedição de 2020 coletando plástico no Oceano Pacífico (Foto: Ocean Voyages Institute 2020 Gyre Expedition)Anika Albrecht do Ocean Voyages Institute, em uma expedição de 2020 coletando plástico no Oceano Pacífico (Foto: Ocean Voyages Institute 2020 Gyre Expedition)

O fenômeno foi detectado no Giro Subtropical do Pacífico Norte, localizado entre a Califórnia e o Havaí. A região contém uma gigantesca concentração de detritos: cerca de 79 mil toneladas métricas de plástico flutuam em aproximadamente 1,6 milhão de km². A poluição é tanta que chamam o local de “Grande Mancha de Lixo do Pacífico”.

A líder do estudo, Linsey Haram, do Smithsonian Environmental Research Center (SERC), colaborou com o Ocean Voyages Institute, organização que coleta plástico em barcos à vela com baixa pegada de carbono. Jan Hafner e Nikolai Maximenko, coautores da pesquisa, por sua vez, montaram modelos estatísticos para prever onde esse lixo se acumularia.

Ao longo de 2020, a equipe coletou um recorde de 103 toneladas de plástico e outros detritos no Giro Subtropical do Pacífico Norte. No Laboratório de Invasões Marinhas do SERC, Haram analisou algumas amostras de lixo e encontrou nelas espécies costeiras, como anêmonas, hidroides (um tipo de cnidário) e anfípodes, pequenos crustáceos que se parecem com camarões.

A bióloga marinha Linsey Haram em laboratório no Centro de Pesquisa Ambiental Smithsonian durante a pandemia, analisando seres vivos em detritos de plástico (Foto: Luz Quiñones/SERC Marine Invasions Lab)A bióloga marinha Linsey Haram em laboratório no Centro de Pesquisa Ambiental Smithsonian durante a pandemia, analisando seres vivos em detritos de plástico (Foto: Luz Quiñones/SERC Marine Invasions Lab)

A existência dessa “comunidade” contendo criaturas da costa no meio do oceano foi uma surpresa. “O oceano aberto não era habitável para organismos costeiros até agora”, diz Gregory Ruiz, chefe do laboratório e coautor do estudo, em comunicado. “Em parte devido à limitação do habitat —  não havia plástico lá no passado —  e em parte, pensamos, porque era um deserto de comida”.

O plástico pode estar provendo justamente um habitat com alimento para as espécies. Os cientistas especulam que as criaturas costeiras podem achar comida de dois modos: ou elas já estão indo para pontos adequados na região ou, de alguma forma, o próprio lixo está agindo como um “recife”, que atrai fontes de alimentação.

Luz Quiñones, cientista do Laboratório de Invasões Marinhas do SERC, analisa uma mistura de organismos costeiros e organismos de oceano aberto (Foto: Smithsonian Institution)Luz Quiñones, cientista do Laboratório de Invasões Marinhas do SERC, analisa uma mistura de organismos costeiros e organismos de oceano aberto (Foto: Smithsonian Institution)

O problema é que essas espécies costeiras que se juntam aos aglomerados de plástico podem causar mudanças ecológicas nada favoráveis. “As espécies costeiras estão competindo diretamente com as oceânicas”, alerta Haram. “Elas estão competindo por espaço. Estão competindo por recursos. E essas interações são muito mal compreendidas”.

Os cientistas começaram a suspeitar que os seres da costa poderiam usar plástico no oceano em 2011, após um tsunami no Japão. Eles descobriram na ocasião que cerca de 300 espécies haviam navegado por todo o Pacífico em destroços ao longo de vários anos.

Ainda não se sabe o quão comum podem ser tais “comunidades” ou se elas existem fora do Giro Subtropical do Pacífico Norte. Porém, a tendência é que a poluição por plástico só aumente. A estimativa é que esse lixo acumulado no planeta chegue a mais de 25 bilhões de toneladas métricas até 2050 — e tempestades mais intensas fruto das mudanças climáticas podem levar essa sujeira cada vez mais ao mar.

Esta matéria faz parte da iniciativa #UmSóPlaneta, união de 19 marcas da Editora Globo, Edições Globo Condé Nast e CBN. Saiba mais em umsoplaneta.globo.com.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: NA VISÃO DAS 5 GRANDES RELIGIÕES

Na edição deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS você vai conhecer cientificamente como pensam as cinco maiores religiões sobre a nossa existência e a origem da alma. Saiba em que momento para cada uma dessas grandes religiões a alma entra ou se cola ao corpo humano após a sua concepção carnal.

Alma: o que dizem as cinco grandes religiões sobre sua existência

Judaísmo, cristianismo, islamismo, budismo e hinduísmo creem em alguma versão de um “eu”, com vários nomes, que sobrevive à morte – mas imaginam sua origem, jornada e destino de formas bem diferentes

Crédito: Pxfuel

Uma pesquisa recente descobriu que quase 70% dos australianos acreditavam ou estavam abertos à existência da alma – o que significa que eles acreditam que somos mais do que a matéria da qual nossos corpos são feitos.

A alma pode ser definida como a parte espiritual ou imaterial de nós que sobrevive à morte.

A cultura pop ocidental está atualmente enfeitiçada pelo que nos acontece após a morte, com programas de TV como The Good Place e Miracle Workers ambientados principalmente na vida após a morte. E o filme da Disney Soul retrata a alma de um pianista de jazz separando-se de seu corpo terreno para uma jornada pela vida após a morte.

Trailer de “Soul”, animação da Disney Pixar

Todas as cinco grandes religiões mundiais – judaísmo, cristianismo, islamismo, budismo e hinduísmo – acreditam em alguma versão de um “eu”, com vários nomes, que sobrevive principalmente à morte. Mas elas imaginam sua origem, jornada e destino de maneiras bem diferentes e distintas.

Deus medindo uma alma, representado como um homem nu, século 14. Crédito: Biblioteca Britânica

A origem da alma – judaísmo, cristianismo e islamismo

Todas essas três religiões acreditam que houve um tempo em que as almas não existiam. Ou seja, antes de Deus criar o mundo, não havia absolutamente nada.

Dentro do cristianismo, como a alma estava unida ao seu corpo era uma questão de incerteza. Mas todos concordavam que a alma estava presente dentro do feto, senão no momento da concepção, pelo menos nos primeiros 90 dias. Quando se trata do debate cristão contemporâneo sobre o aborto, esse momento é crucial. A maioria dos cristãos hoje acredita que a alma entra no corpo no momento da concepção.

O cristianismo adotou a visão do filósofo grego Platão de que consistimos em um corpo mortal e uma alma imortal. A morte é, portanto, a separação da alma do corpo.

Segundo o judaísmo, a alma foi criada por Deus e unida a um corpo terreno. Mas essa religião não desenvolveu uma teoria definitiva sobre o momento ou a natureza desse evento (até porque a separação entre corpo e alma não era absolutamente clara). O judaísmo moderno permanece incerto sobre quando, entre o nascimento e a concepção, um ser humano está totalmente presente.

Da mesma forma, no Islã, a alma foi soprada no feto por Deus. Como no cristianismo, as opiniões variam sobre quando isso ocorreu, mas a ideia dominante diz que a alma entra no feto cerca de 120 dias após a concepção.

Para essas três religiões, as almas viverão para sempre.

Krishna segurando o Monte Govardhan. Crédito: Wikimedia Commons

A origem da alma – hinduísmo e budismo

Dentro do hinduísmo, nunca houve um tempo em que as almas não existissem. Todos nós existimos no passado infinito. Assim, todos nós estamos ligados ao samsara – o ciclo infinito de nascimento, morte e renascimento.

Nossas almas estão continuamente reencarnadas em diferentes formas físicas de acordo com a lei do carma – uma lei cósmica de débito e crédito moral. Cada ato moral, virtuoso ou não, deixa sua marca no indivíduo. No momento da morte, a soma total do carma determina nosso status na próxima vida.

Como o hinduísmo, o budismo aceita que não houve época em que não estivéssemos presos ao ciclo de nascimento e renascimento. Mas, ao contrário do hinduísmo, ele não acredita que haja uma “alma” eterna e imutável que transmigra de uma vida para a outra. Não há nada permanente em nós, da mesma forma que não há qualquer permanência no mundo em geral.

No entanto, os budistas acreditam que nossa consciência é como uma chama na vela de nosso corpo. No momento da morte, deixamos o corpo, mas essa chama, particularmente a nossa chama de crédito ou débito moral, vai para um novo corpo. No budismo, essa “chama cármica da consciência” desempenha o mesmo papel que a “alma” em outras religiões.

William Adolphe Bouguereau, “Alma Levada para o Céu” (1878). Crédito: Wikimedia Commons

O destino da alma – judaísmo, cristianismo e islamismo

Dentro do cristianismo, acredita-se que a alma continua sua existência imediatamente após a morte. A maioria acredita que o fará conscientemente (em vez de em um estado semelhante ao do sono). No momento da morte, Deus determinará o destino final da alma – punição eterna ou felicidade eterna.

Ainda assim, no final do primeiro milênio, houve um reconhecimento de que a maioria de nós não era suficientemente boa para merecer a felicidade imediata, nem suficientemente má para merecer o sofrimento eterno. O catolicismo desenvolveu assim um estado intermediário – o purgatório –, oferecendo aos ligeiramente ou moderadamente perversos uma chance de serem purificados de seus pecados. Todas as almas se reunirão com seus corpos ressuscitados no Dia do Julgamento, quando Cristo voltar e Deus finalmente confirmar seu destino.

O judaísmo permanece incerto sobre a consciência dos mortos na vida após a morte, embora a visão dominante sustente que, após a morte, a alma estará em um estado de consciência.

O judaísmo ortodoxo está comprometido com a ideia da ressurreição do corpo no Dia do Julgamento e sua reunião com a alma, junto com a bem-aventurança celestial pelos salvos. As formas liberais do judaísmo moderno, como o cristianismo liberal moderno, consideram ligeiramente a ideia da ressurreição do corpo e enfatizam a vida espiritual imediatamente após a morte.

Miniatura persa representando o Paraíso de “A História de Maomé”. Crédito: Bibliothèque Nationale de France, Paris/Wikimedia Commons

Dentro do Islã, as almas aguardam o dia da ressurreição em seus túmulos. É um estado semelhante ao de um limbo: aqueles que estão destinados ao inferno sofrerão em seus túmulos; aqueles destinados ao céu esperarão em paz.

Há duas exceções a isso: aqueles que morrem lutando pela causa do Islã vão imediatamente para a presença de Deus; aqueles que morrem como inimigos do Islã vão diretamente para o inferno.

No Dia do Julgamento final, os muçulmanos acreditam que os ímpios sofrerão tormentos no inferno. Os justos irão desfrutar dos prazeres do Paraíso.

O destino da alma – hinduísmo

No Ocidente moderno, a reencarnação tem um sabor positivo como uma alternativa desejável à vida após a morte ocidental tradicional. Mas todas as tradições indianas concordam que é o horror supremo – seu objetivo é escapar dele.

Eles, entretanto, diferem radicalmente em suas visões do destino da alma além do ciclo eterno de nascimento, morte e renascimento. No hinduísmo, podemos distinguir quatro escolas diferentes de pensamento sobre isso.

No primeiro deles, conhecido como Samkhya Yoga, o objetivo é perceber a separação essencial da alma de seu corpo material, permitindo-nos viver aqui e agora sem apego às coisas do mundo. Na morte, a alma liberada existirá eternamente além de qualquer outro envolvimento com o mundo. A ioga postural ocidental moderna deriva disso, embora sua intenção não seja tanto nos remover do mundo, mas nos capacitar para melhor funcionar dentro dele.

A segunda visão, conhecida como escola Dvaita Vedanta, está completamente focada na devoção amorosa da alma a Deus, que ajudará a libertar as almas além da morte. Como George Harrison cantou, cantando os nomes do Senhor (Krishna e Rama) “você estará livre”. Essa é a filosofia dominante subjacente ao movimento Hare Krishna e, de todas as tradições indianas, a que mais se assemelha ao cristianismo.

“Awaiting on You All”, de George Harrison

A terceira visão é a da escola Vishishtadvaita Vedanta. Aqui, a liberação ocorre quando a alma entra na unidade de Deus, como uma gota d’água se funde com o oceano, enquanto paradoxalmente mantém sua identidade individual.

A visão final do destino da alma dentro do hinduísmo é a da escola Advaita Vedanta. A liberação é alcançada quando a alma percebe sua identidade essencial com Brahman – a Divindade impessoal além dos deuses.

O destino da chama cármica – budismo

Embora haja uma abundância de divindades no budismo, os deuses não são essenciais para a liberação. Então, é possível ser um ateu budista. A libertação de um renascimento sem fim vem de nossa compreensão de que tudo é sofrimento e nada é permanente, incluindo o eu.

No budismo theravada (presente no Sri Lanka, Tailândia, Camboja, Mianmar e Laos), a pessoa realizada entra no Pari-Nirvana na morte. A chama da consciência está “extinta”. A “alma” não existe mais.

No budismo mahayana (no Japão, Vietnã e China, incluindo o Tibete), a liberação é alcançada quando o mundo é visto como realmente é, com o véu da ignorância removido – como não tendo nenhuma realidade última. Isso significa que, embora em um nível os muitos deuses, deusas, Budas e bodhisattvas possam nos ajudar no caminho da liberação, eles também, como nós, nunca existiram realmente.

Pintura butanesa mostrando seis reinos de existência nos quais um ser pode reencarnar de acordo com a doutrina do renascimento do budismo. O rosto do deus budista Yama está no topo da borda externa. Crédito: Nagarjun Kandukuru/Wikimedia Commons

No nível cotidiano, podemos distinguir entre verdade e falsidade. Mas da perspectiva do que é em última análise real, só existe o Vazio ou Consciência Pura. A libertação consiste em saber que a ideia da alma individual sempre foi ilusória. Em suma, a alma individual nunca existiu realmente. Era parte da grande ilusão que é o reino do samsara.

A prática da “atenção plena” (mindfulness) budista, agora se tornando popular no Ocidente em uma forma secular, é a atenção contínua para a impermanência ou irrealidade do eu e do mundo, e o sofrimento causado por pensar e agir de outra forma.

O significado da alma

Dentro da tradição cristã, a ideia de que cada indivíduo era corpo mortal e alma imortal distinguia os humanos de outras criaturas.

Tornou a humanidade qualitativamente única, assegurando que a vida de cada alma individual tinha um significado último dentro do grande esquema divino. No entanto, mesmo sem uma crença no transcendente, humanistas e existencialistas ateus ainda afirmam o valor distinto de cada pessoa humana.

A questão das almas ainda é importante. É, com efeito, lutar com o significado da vida humana – e se cada um de nós tem mais significado último do que uma rocha ou uma minhoca.

É por isso que a crença nas almas persiste, mesmo nesta era aparentemente secular.

* Philip C. Almond é professor emérito de História do Pensamento Religioso na Universidade de Queensland (Austrália).

** Este artigo foi republicado do site The Conversation sob uma licença Creative Commons. Leia o artigo original aqui.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM ICTIOSSAURO-MONSTRO NA COLOMBIA

Uma equipe de pesquisadores do Canadá, da Colômbia e da Alemanha descobriu um espécime pré-histórico, com um crânio de um metro de comprimento incrivelmente preservado, é um dos últimos ictiossauros (animais antigos que se pareciam assustadoramente com os atuais peixes-espada) a viver no planeta. Leia o artigo completo a seguir e saiba todos os detalhes dessa descoberta incrível! 

‘Ictiossauro-monstro’ é descoberto na Colômbia

Réptil marinho de 130 milhões de anos é o único da espécie a ter desenvolvido uma dentição apropriada para ingerir presas grandes

Concepção artística do Kyhytysuka sachicarum, que viveu onde hoje é a Colômbia no Cretáceo Inferior. Crédito: Dirley Cortés

Uma equipe de pesquisadores do Canadá, da Colômbia e da Alemanha descobriu um novo réptil marinho pré-histórico. O espécime, um crânio de um metro de comprimento incrivelmente preservado, é um dos últimos ictiossauros (animais antigos que se pareciam assustadoramente com os atuais peixes-espada) a viver no planeta. A pesquisa sobre a descoberta foi objeto de artigo na revista Journal of Systematic Palaeontology.

“Esse animal desenvolveu uma dentição única que lhe permitia comer presas grandes”, disse Hans Larsson, diretor do Museu Redpath da Universidade McGill (Canadá) e coautor do estudo. “Enquanto outros ictiossauros tinham dentes pequenos e do mesmo tamanho para se alimentar de pequenas presas, essa nova espécie modificou o tamanho e o espaçamento dos dentes para construir um arsenal capaz de matar presas de porte maior, como peixes grandes e outros répteis marinhos.”

O animal recebeu o nome de Kyhytysuka sachicarum. “Decidimos chamá-lo de Kyhytysuka, que pode ser traduzido como ‘aquele que corta com algo afiado’ em uma língua indígena da região central da Colômbia onde o fóssil foi encontrado, para homenagear a antiga cultura muisca que existiu lá por milênios”, afirmou Dirley Cortés, graduada na Universidade McGill sob a supervisão de Hans Larsson e Carlos Jaramillo, do Instituto Smithsonian de Pesquisa Tropical.

Panorama mais claro

O panorama geral da evolução dos ictiossauros fica mais claro com essa nova espécie, dizem os pesquisadores. “Comparamos esse animal com outros ictiossauros jurássicos e cretáceos e conseguimos definir um novo tipo de ictiossauros”, disse Erin Maxwell, do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart (graduada do laboratório de Hans Larsson na Universidade McGill). “Isso abala a árvore evolutiva dos ictiossauros e nos permite testar novas ideias de como eles evoluíram.”

Segundo os pesquisadores, essa espécie vem de um importante período de transição durante o período Cretáceo Inferior. Nessa época, a Terra estava saindo de um período relativamente frio, os níveis do mar aumentavam e o supercontinente Pangeia estava se dividindo em massas de terra ao norte e ao sul. Houve também um evento de extinção global no final do Jurássico que mudou os ecossistemas marinhos e terrestres. “Muitos ecossistemas marinhos jurássicos clássicos de ictiossauros que se alimentavam em águas profundas, plesiossauros de pescoço curto e crocodilos adaptados aos mares foram sucedidos por novas linhagens de plesiossauros de pescoço longo, tartarugas marinhas, grandes lagartos marinhos chamados mosassauros e agora esse ictiossauro monstro”, disse Dirley Cortés.

“Estamos descobrindo muitas novas espécies nas rochas de onde vem esse novo ictiossauro. Estamos testando a ideia de que essa região e época na Colômbia era um antigo hotspot de biodiversidade e estamos usando os fósseis para entender melhor a evolução dos ecossistemas marinhos durante esse período de transição”, acrescentou ela.

Como próximos passos, os pesquisadores continuam a explorar a riqueza de novos fósseis alojados no Centro de Investigaciones Paleontológicas de Villa de Leyva, na Colômbia. “Foi aqui que cresci”, disse Cortés, “e é muito gratificante poder fazer pesquisas aqui também.”

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: UMA SOLUÇÃO PARA A POLUIÇÃO CAUSADA PELOS MICROPLÁSTICOS ESTÁ CHEGANDO!

Na edição deste sábado, aqui na coluna CIÊNCIAS vamos discutir um assunto que já está preocupando muito a humanidade. O artigo a seguir fala acerca das soluções para os poluentes de plástico, que estão chegando aos rios e oceanos, pondo em perigo a vida marinha.

Filtrar e remover essas partículas da água é uma tarefa difícil e oportuna, mas o uso de ondas acústicas pode fornecer uma solução para essa tarefa impenetrável.

Portanto convido você a ler o artigo completo a seguir e se inteirar  sobre as últimas novidades e soluções para esse tipo de problema ambiental!

Nova solução para livrar oceanos de microplásticos usa ondas acústicas

Filtrar microplásticos de águas poluídas por ondas acústicas é a nova solução para limpar nossos oceanos, de acordo com novas pesquisas.

Os microplásticos são liberados no meio ambiente à medida que cosméticos, roupas, processos industriais e produtos plásticos como embalagens se rompem naturalmente.

Os poluentes de plástico então chegam aos rios e oceanos, pondo em perigo a vida marinha.

Filtrar e remover essas partículas da água é uma tarefa difícil e oportuna, mas o uso de ondas acústicas pode fornecer uma solução para essa tarefa impenetrável.

O Dr. Dhany Arifianto do Institut Teknologi Sepuluh Nopember em Surabaya, Indonésia, criou um protótipo de filtragem usando ondas acústicas e apresentou seu método e seus dados na Reunião da 181ª Sociedade Acústica da América em Seattle, projetada para apresentar as pesquisas mais recentes sobre a ciência de som.

O Dr. Arifianto e sua equipe usaram dois alto-falantes para criar as ondas acústicas e a força produzida foi capaz de separar os microplásticos da água criando pressão em um tubo de entrada de água.

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À medida que o tubo se divide em três canais, as partículas microplásticas são pressionadas em direção ao centro, enquanto a água limpa flui em direção aos dois canais externos de cada lado.

O dispositivo prototipado limpou incríveis 150 litros de água poluída por hora e foi testado filtrando três microplásticos diferentes.

Cada plástico foi filtrado com eficiência diferente, mas todos tinham eficiência acima de 56% em água pura e 59% na água do mar.

A equipe mediu diferentes variáveis ​​em relação à sua eficiência e descobriu que a frequência acústica, a distância entre o alto-falante e o tubo e a densidade da água afetaram a quantidade de força gerada.

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O grupo agora está estudando como as ondas acústicas podem impactar a vida marinha se a frequência das ondas estiver na faixa audível.

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CIÊNCIAS: SAIBA TUDO QUE JÁ SE SABE SOBRE A NOVA VARIANTE DO SARS-CO-V-2, ÔMICRON

Diante de uma nova variante do Sars-coV-2, mais conhecida por Ômicron, cientistas de universidades e institutos da África do Sul foram questionados sobre o poder de contaminação, de causar doenças graves, o quanto as vacinas já aplicadas podem proteger a população contra essa variante e outras dúvidas que o artigo a seguir tenta esclarecer. Então leia o artigo completo e tire suas dúvidas!

  • *PROF. WOLFGANG PREISER, CATHRINE SCHEEPERS, JINAL BHIMAN, MARIETJIE VENTER E TULIO DE OLIVEIRA | THE CONVERSATION

 ATUALIZADO EM 

Ômicron: 5 perguntas e respostas sobre a nova variante do Sars-CoV-2 (Foto: NIAID)Ômicron: 5 perguntas e respostas sobre a nova variante do Sars-CoV-2 (Foto: NIAID)

Desde o início da pandemia de Covid-19, a Rede de Vigilância Genômica na África do Sul tem monitorado as mudanças no Sars-CoV-2. Essa foi uma ferramenta valiosa para entender melhor como o vírus se espalhou. No final de 2020, a rede detectou uma nova linhagem de vírus, 501Y.V2, que mais tarde ficou conhecida como a variante beta. Agora, uma nova variante do Sars-CoV-2 foi identificada — B.1.1.529.

A Organização Mundial da Saúde [OMS] declarou que é uma variante de preocupação e atribuiu a ela o nome de ômicron. Para nos ajudar a entender melhor, Ozayr Patel, do The Conversation África, pediu a cientistas que compartilhassem o que sabem.

A busca por variantes requer um esforço concentrado. A África do Sul e o Reino Unido foram os primeiros grandes países a implementar esforços nacionais de vigilância genômica para o Sars-CoV-2, já em abril de 2020.

A caça de variantes, por mais empolgante que pareça, é realizada por meio do sequenciamento do genoma inteiro de amostras que deram positivo para o vírus. Esse processo envolve verificar todas as sequências obtidas em busca de diferenças em relação ao que sabemos que está circulando na África do Sul e no mundo. Quando vemos várias diferenças, isso imediatamente levanta uma bandeira vermelha e investigamos mais para confirmar o que notamos.

Felizmente, a África do Sul está bem preparada para isso. E graças a um repositório central de resultados de laboratórios do setor público no Serviço Nacional de Laboratório de Saúde (NGS-SA), além de boas ligações com laboratórios privados, o Centro Provincial de Dados de Saúde da Província do Cabo Ocidental e a expertise com o estado da arte em modelagem.

Além disso, a África do Sul tem vários laboratórios que podem cultivar e estudar o vírus real e descobrir até que ponto os anticorpos, formados em resposta a vacinação ou infecção anterior, são capazes de neutralizar o novo vírus. Esses dados nos permitirão caracterizá-lo.

A variante beta se espalhou com muito mais eficiência entre as pessoas em comparação com o “tipo selvagem” ou “ancestral” do Sars-CoV-2 e causou a segunda onda pandêmica na África do Sul. Portanto, foi classificada como uma cepa de preocupação. Durante 2021, outra variante de preocupação, chamada delta, se espalhou por grande parte do mundo, incluindo a África do Sul, onde causou uma terceira onda pandêmica.

]Proteína spike da superfície das células do Sars-CoV-2 causa alterações nas células dos vasos sanguíneos do coração (Foto: British Heart Foundation )77 amostras coletadas em meados de novembro de 2021 na província de Gauteng continham a variante ômicron (Foto: British Heart Foundation )

Muito recentemente, o sequenciamento de rotina pelos laboratórios membros da Rede para Vigilância Genômica detectou uma nova linhagem de vírus, chamada B.1.1.529, na África do Sul. Setenta e sete amostras coletadas em meados de novembro de 2021 na província de Gauteng continham esse vírus. [A variante] Também foi relatada em pequenos números em Botswana e Hong Kong. O caso de Hong Kong é supostamente um viajante da África do Sul.

A Organização Mundial da Saúde deu a B.1.1.529 o nome de Ômicron e classificou-a como uma variante de preocupação, como beta e delta.

Por que a África do Sul está gerando variantes preocupantes?

Não sabemos com certeza. Certamente parece ser mais do que apenas o resultado de esforços conjuntos para monitorar o vírus circulante. Uma teoria é que pessoas com sistema imunológico altamente comprometido e que apresentam infecção ativa prolongada porque não conseguem eliminar o vírus podem ser a fonte de novas variantes virais.

O pressuposto é que algum grau de “pressão imunológica” (o que significa uma resposta imunológica que não é forte o suficiente para eliminar o vírus, mas exerce algum grau de pressão seletiva que “força” o vírus a evoluir) cria as condições para o surgimento de novas variantes .

Apesar de um programa de tratamento antirretroviral avançado para pessoas que vivem com HIV, muitos indivíduos na África do Sul têm a doença por HIV em estágio avançado e não estão em um tratamento eficaz. Vários casos clínicos foram investigados que suportam essa hipótese, mas ainda há muito a ser aprendido.

Por que essa variante é preocupante?

A resposta curta é: não sabemos. A resposta longa é, B.1.1.529 carrega certas mutações que são preocupantes. Elas não foram observadas nessa combinação antes, e a proteína spike [de pico] sozinha tem mais de 30 mutações. Isso é importante porque a proteína de pico compõe a maioria das vacinas.

Também podemos dizer que B.1.1.529 tem um perfil genético muito diferente de outras variantes circulantes de interesse e preocupação. Não parece ser “filha da delta” ou “neta da beta”, mas representa uma nova linhagem do Sars-CoV-2.

Algumas de suas alterações genéticas são conhecidas a partir de outras variantes e sabemos que podem afetar a transmissibilidade ou permitir a evasão imunológica, mas muitas são novas e ainda não foram estudadas. Embora possamos fazer algumas previsões, ainda estamos estudando até que ponto as mutações influenciarão seu comportamento.

Queremos saber sobre a transmissibilidade, a gravidade da doença e a capacidade do vírus de “escapar” da resposta imune em pessoas vacinadas ou recuperadas [da Covid-19]. Estamos estudando isso de duas maneiras.

Em primeiro lugar, estudos epidemiológicos cuidadosos procuram saber se a nova linhagem apresenta alterações na transmissibilidade, capacidade de infectar indivíduos vacinados ou previamente infectados, e assim por diante.

Estudo nos EUA mostrou que proteção de vacinas contra Covid-19 caiu em 8 meses (Foto: World Health Organization )Estudos epidemiológicos procuram saber se a nova linhagem apresenta alterações na transmissibilidade, capacidade de infectar indivíduos vacinados ou previamente infectados (Foto: World Health Organization )

Ao mesmo tempo, estudos de laboratório examinam as propriedades do vírus. Suas características de crescimento viral são comparadas com as de outras variantes e é determinado quão bem o vírus pode ser neutralizado por anticorpos encontrados no sangue de indivíduos vacinados ou recuperados.

No final, o significado total das mudanças genéticas observadas em B.1.1.529 se tornará aparente quando os resultados de todos esses diferentes tipos de estudos forem considerados. É um empreendimento complexo, exigente e caro, que se estenderá por meses, mas indispensável para entender melhor o vírus e traçar as melhores estratégias para combatê-lo.

As primeiras indicações indicam que esta variante cause sintomas diferentes ou doença mais grave?

Não há evidências de quaisquer diferenças clínicas ainda. O que se sabe é que os casos de infecção B.1.1.529 aumentaram rapidamente em Gauteng, onde a quarta onda pandêmica do país parece estar começando. Isso sugere uma fácil transmissibilidade, embora em um contexto de intervenções não farmacêuticas muito relaxadas e baixo número de casos. Portanto, não podemos realmente dizer ainda se B.1.1.529 é transmitida de forma mais eficiente do que a variante de preocupação antes prevalente, a delta.

Covid-19 tem maior probabilidade de se manifestar como doença grave, muitas vezes com risco de vida, em idosos e indivíduos com doenças crônicas. Mas os grupos populacionais mais expostos a um novo vírus em geral são os mais jovens, que circulam mais e geralmente são saudáveis. Se B.1.1.529 se espalhar ainda mais, levará um tempo antes que seus efeitos, em termos de gravidade da doença, possam ser avaliados.

Felizmente, parece que todos os testes de diagnóstico verificados até agora são capazes de identificar o novo vírus. Melhor ainda, alguns ensaios comerciais amplamente usados mostram um padrão específico: duas das três sequências do genoma alvo são positivas, mas a terceira não. É como se a nova variante marcasse consistentemente duas das três caixas no teste existente.

Isso pode servir como um marcador para B.1.1.529, o que significa que podemos estimar rapidamente a proporção de casos positivos devido à infecção por B.1.1.529 por dia e por área. Isso é muito útil para monitorar a propagação do vírus quase em tempo real.

As vacinas atuais podem proteger contra a nova variante?

Novamente, não sabemos. Os casos conhecidos incluem indivíduos vacinados. No entanto, aprendemos que a proteção imunológica fornecida pela vacinação diminui com o tempo e não protege tanto contra infecções, mas sim contra doenças graves e morte. Uma das análises epidemiológicas iniciadas está analisando quantas pessoas vacinadas foram infectadas com B.1.1.529.

A possibilidade de que B.1.1.529 possa escapar da resposta imune é desconcertante. A expectativa é que as altas taxas de soroprevalência — pessoas que já foram infectadas — encontradas por vários estudos forneçam um grau de “imunidade natural” por pelo menos um período.

Em última análise, tudo o que se sabe sobre B.1.1.529 até agora destaca que a vacinação universal ainda é nossa melhor aposta contra a Covid-19 grave e, juntamente com intervenções não farmacêuticas, contribuirá muito para ajudar o sistema de saúde a lidar com a próxima onda.

*Prof. Wolfgang Preiser é chefe da Divisão de Virologia Médica da Universidade de Stellenbosch; Cathrine Scheepers é cientista médica sênior da Universidade de Witwatersrand; Jinal Bhiman é cientista médica principal do Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD); Marietjie Venter é chefe do Programa de Zoonoses, Arbo e Vírus Respiratórios e professora do Departamento de Virologia Médica da Universidade de Pretória; e Tulio de Oliveira é diretor do KRISP – Plataforma de Sequenciamento de Inovação e Pesquisa KwaZulu-Natal, da Universidade de KwaZulu-Natal

Fonte: Revista Galileu
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CIÊNCIAS: COMPORTAMENTO DOS CÃES COM SEUS DONOS VARIA DE ACORDO COM SUAS EMOÇÕES

Nesta sexta-feira você vai ver, aqui na coluna CIÊNCIAS como funciona a psicologia dos cães, que é um animal altamente emotivo. Pesquisadores concluíram que cães reconhecem o perfil de cada morador de uma residência e os trata de formas diferente. Covido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer como isso funciona!

Cães reconhecem emoções do dono e tomam decisões a partir disso

Pesquisa da USP mostra que esses animais podem prever o comportamento humano ao olhar para nosso rosto e diferenciar emoções neutras, de alegria ou raiva

Os testes mostraram que os cães levam em consideração as expressões faciais humanas para tomar decisões, já que pode ser mais fácil conseguir alguns petiscos de alguém mais amigável. Foto: Pixabay

Será que seu cachorro sabe o que fazer quando você está bravo ou feliz? Com o objetivo de entender se os cães respondem de forma diferente às expressões humanas positivas e negativas, pesquisadores do Instituto de Psicologia (IP) da USP e da Universidade de Lincoln, no Reino Unido, estudaram 90 cães e descobriram que eles são capazes não apenas de inferir emoções humanas através de expressões faciais, mas também de relacionar essa informação com suas possíveis consequências e tomar decisões a partir de uma previsão do nosso comportamento.

artigo intitulado “Dogs can infer implicit information from human emotional expressions” foi publicado na revista científica Animal Cognition e desenvolvido pelos pesquisadores Natalia Albuquerque e Briseida Resende, do Instituto de Psicologia da USP, e Daniel Mills, Kun Guo e Anna Wilkinson, da Universidade de Lincoln.

Emoção neutra, de alegria e raiva: testes mostraram que os cães levam em consideração as expressões faciais humanas para tomar decisões. Crédito: fotos cedidas pela pesquisadora

Adaptação à mudança

Acreditava-se que essa habilidade fosse exclusivamente humana, mas as evidências científicas construídas ao longo das últimas décadas mostraram o contrário. A capacidade de reconhecer emoções já havia sido observada em primatas, como chimpanzés, capazes de reconhecer emoções entre si, mas apenas com um estudo de 2016, também conduzido pela pesquisadora Natalia e colaboradores. Nesta pesquisa comprovou-se que os cães vão além: reconhecem emoções humanas, não apenas da sua própria espécie – sendo os únicos animais a atingir esse feito.

Em 2018, outro trabalho da cientista mostrou ainda que os cães respondem a esse reconhecimento de emoções de outra espécie. “Assim, o próximo passo foi saber se eles entendem que o estado emocional de uma pessoa altera a forma como ela se comporta e, portanto, ele pode se ajustar a isso”, explica Natalia ao Jornal da USP.

Para o experimento, foram necessários 90 cães, duas atrizes, alguns objetos e uma sala no Laboratório do IP. O recrutamento dos animais aconteceu de forma voluntária, segundo alguns critérios como serem saudáveis, não agressivos, acostumados com novos lugares e pessoas e sem problemas de visão – o que dificultaria o teste.

Alguns dos cachorros que participaram do estudo. Crédito: fotos cedidas pela pesquisadora

Face mais amigável

Depois de habituados na sala, os cães observaram uma interação entre duas atrizes, treinadas para, a cada sessão, demonstrarem expressões faciais neutras, positivas (alegria) ou negativas (raiva). Vestidas da mesma maneira, elas passavam objetos uma para a outra, silenciosamente e, em seguida, sentavam-se com um pote de ração em uma das mãos e uma folha de jornal na outra.

A coleira era solta e, então, o cão podia interagir com as atrizes, agora, ambas com expressões neutras. Para conseguir um pouco de ração, os cães precisavam pedir a uma das mulheres – e essa escolha revelou a capacidade desses animais. A maioria tomava a decisão de interagir com a atriz que, no momento da observação, mostrava-se feliz, e evitava contato com a atriz antes com raiva. Os testes mostram que os cães levam em consideração as expressões faciais humanas para tomar decisões, já que pode ser mais fácil conseguir alguns petiscos de alguém mais amigável.

Crédito: imagens cedidas pela pesquisadora

“A pesquisa evidencia que os cães levam em conta as expressões das emoções dos humanos para fazer escolhas. As pessoas poderão perceber o animal como um ser que presta atenção ao que fazemos e que toma suas decisões com base nisso. Desta forma, acho que podemos desenvolver uma relação mais saudável e respeitosa”, afirma a coautora do trabalho, a professora Briseida. Ela destaca que é importante não tratá-lo como humano, e sim respeitá-lo enquanto cão.

Um vídeo do experimento com um dos cães interagindo com as atrizes pode ser visto na matéria original, disponível aqui.

Mais informações: e-mail natalia.ethology@gmail.com, com Natalia de Souza Albuquerque

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: MULHER ARGENTINA PASSA POR PROCESSO DE AUTOCURA E CIÊNCIA ENTENDE COMO ALGO EXTRAORDINÁRIO

Cada um dê o nome que quiser ao que aconteceu com a mulher argentina, que pode ter se tornado a primeira pessoa cujo sistema imunológico, por si só, a curou do vírus. Eu digo, por tudo que li na reportagem que a mulher realizou uma AUTOCURA, através do poder da sua mente. Para mim não há nada de extraordinário nisso, há não ser a raridade do acontecimento aos olhos da ciência e da medicina tradicional. Essa mulher, como ela própria diz: “gosto de ser saudável”. “Eu tenho uma família saudável. Não preciso me medicar e vivo como se nada tivesse acontecido. Isso já é um privilégio.” Faz parte da elite dos 5% da humanidade 100% saudável, que nunca adoece.

Mulher torna-se ‘supressor natural’ do HIV à medida que seu corpo elimina completamente a doença – médicos encontram apenas anticorpos

Outro paciente aparentemente se recuperou totalmente de um diagnóstico de HIV.

A mulher na Argentina pode ter se tornado a primeira pessoa cujo sistema imunológico, por si só, a curou do vírus. E, embora tenha sido anunciado como um milagre, representa esperança para os cientistas – e pacientes – de que um dia seremos capazes de colocar o flagelo do HIV para trás.

A mulher de 30 anos apelidada de Paciente “Esperanza” (na tradição de nomear os pacientes curados com o nome de sua cidade de residência), pode ser um pouco mais especial.

“Este é realmente o milagre do sistema imunológico humano que fez isso”, disse o Dr. Xu Yu, imunologista viral do Ragon Institute em Boston, à NBC . Yu liderou uma busca exaustiva e sem remorso por qualquer traço de HIV no paciente Esperanza e publicou o estudo este mês na revista Annals of Internal Medicine.

Os poucos detalhes divulgados ao público sobre o caso único incluem que ela foi diagnosticada em 2013 e tem mostrado ‘presença viral inexistente’ por 8 anos. Então, em 2020, ela deu à luz uma criança HIV-negativa. Se os pesquisadores conseguirem descobrir como o sistema imunológico dela é capaz de neutralizar o vírus de forma tão eficaz, isso levará a tratamentos mais eficazes e básicos, e talvez até mesmo à cura.

O HIV foi hipotetizado como curado em 2 outras pessoas, os pacientes de “Londres” e “Berlim”, que foram ambos curados com um tratamento de transplante de células-tronco.

As células do doador transplantadas tinham um defeito no gene denominado CCR5delta32mutant, que resulta na ausência de um dos guardiões de entrada críticos que o HIV geralmente precisa para infectar as células.

No caso da Paciente Esperanza, ela é definida como uma ‘controladora de elite’, com raras chances e um sistema imunológico que pode suprimir o temido vírus naturalmente. O HIV é difícil de tratar e detectar, pois é capaz de infectar e viver latentes nas células do sistema imunológico, que vivem mais, o que lhe confere excelente resiliência.

Esses controladores de elite têm a capacidade de direcionar preferencialmente essas células de vida longa, de acordo com outro artigo publicado por Yu em 2020 com “Esperanza” como participante. O “reservatório viral” seca, removendo a estratégia de sobrevivência mais eficaz do HIV.

“Gosto de ser saudável”, disse a paciente Esperanza, que falou sob condição de anonimato, à NBC News em um e-mail traduzido. “Eu tenho uma família saudável. Não preciso me medicar e vivo como se nada tivesse acontecido. Isso já é um privilégio. ”

38 milhões de pessoas vivem com o HIV, que nas últimas duas décadas se tornou um tanto tratável com drogas, mas os autores afirmam que quanto mais casos como o Esperanza que a ciência médica puder descobrir e estudar, mais podemos começar a entender o que isso significa – e parece – para curar a doença.

Talvez outra razão pela qual as pessoas estão se sentindo esperançosas. A palavra ‘esperanza’, em espanhol, significa literalmente esperança .

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CIÊNCIAS: PESQUISA DESCOBRE COMO ELIMINAR A PROCRASTINAÇÃO DE MANEIRA SIMPLES

Procrastinação é o tema da nossa coluna CIÊNCIAS deste sábado, aqui no Blog do Saber. Uma pesquisa da Universidade de Otago descobriu que, se você deseja que alguém o ajude em algo, é melhor não definir um prazo. Mas se você definir um prazo, encurte-o. Conclusões que indicam que eliminar a procrastinação é mais fácil do que você pensa. Leia o artigo completo a seguir e saiba como!

A melhor maneira de eliminar a procrastinação é mais fácil do que você pensa, afirma uma nova pesquisa

Eles dizem que a procrastinação é uma ladra de tempo – na verdade, os prazos são.

Uma nova pesquisa da Universidade de Otago descobriu que, se você deseja que alguém o ajude em algo, é melhor não definir um prazo. Mas se você definir um prazo, encurte-o.

O professor Stephen Knowles, da Otago Business School, Department of Economics, e seus co-autores testaram o efeito do comprimento do prazo na conclusão de tarefas para suas pesquisas.

Os participantes foram convidados a preencher uma pesquisa online na qual uma doação vai para instituições de caridade. Eles tiveram uma semana, um mês ou nenhum prazo para responder.

O professor Knowles diz que a pesquisa começou porque ele e sua equipe – Dr. Murat Genç, do Departamento de Economia de Otago, Dra. Trudy Sullivan, do Departamento de Medicina Preventiva e Social de Otago, e o Professor Maroš Servátka, da Escola de Graduação em Administração da Macquarie – estavam interessados em ajudar instituições de caridade a arrecadar mais dinheiro.

No entanto, os resultados são aplicáveis ​​a qualquer situação em que alguém pede ajuda a outra pessoa. Isso pode ser pedir a um colega para ajudar no trabalho ou pedir ao seu parceiro para fazer algo por você, diz o professor Knowles.

O estudo constatou que as respostas à pesquisa foram as mais baixas para o prazo de um mês e as mais altas quando nenhum prazo foi especificado.

A falta de prazo e o prazo de uma semana levaram a muitas respostas iniciais, enquanto um prazo longo parecia dar às pessoas permissão para procrastinar e depois esquecer.

O professor Knowles não ficou surpreso ao descobrir que especificar um prazo mais curto aumentava as chances de receber uma resposta em comparação com um prazo mais longo. No entanto, ele achou interessante que eles receberam a maioria das respostas quando nenhum prazo foi especificado.

“Interpretamos isso como uma evidência de que especificar um prazo mais longo, em oposição a um prazo curto ou nenhum prazo, retira a urgência de agir, que muitas vezes é percebida pelas pessoas quando solicitadas a ajudar”, diz ele.

“As pessoas, portanto, adiam a realização da tarefa e, como estão desatentas ou esquecem, postergá-la resulta em taxas de resposta mais baixas.”

Ele diz da pesquisa, publicada na Economic Inquiry , que é possível que a não especificação de um prazo ainda pudesse ter levado os participantes a supor que existe um prazo implícito.

O professor Knowles espera que sua pesquisa possa ajudar a reduzir a quantidade de procrastinação que as pessoas fazem.

“Muitas pessoas procrastinam. Eles têm as melhores intenções de ajudar alguém, mas simplesmente não se preocupam em fazê-lo. ”

Fonte: Universidade de Otago

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: AS ABELHAS POSSUEM UMA LINGUAGEM DE COMUNICAÇÃO PARA ALERTAR SOBRE ATAQUES DE VESPAS ASSASSINAS

Assim como os golfinhos, em reportagem publicada, aqui na coluna CIÊNCIAS, se comunicam através de sinais e sons, as abelhas também possuem um dialeto através da emissão de sons. Elas avisam a colmeia sobre o ataque de vespas assassinas através da emissão de guichos antipredadores em ritmo frenético. Leia o artigo completo a seguir e conheça um pouco mais sobre a vida e o comportamento das abelhas.

Como abelhas alertam colmeia sobre ataque de vespas assassinas

Pesquisadores descobriram, entre o arsenal usado pelos insetos para se defender, a emissão de “guinchos antipredadores” em ritmo frenético

Vespas atacam abelhas em colmeia no Vietnã. Crédito: Heather Mattila/Wellesley College

Pela primeira vez, os sons únicos que as abelhas (Apis cerana) usam para alertar os membros de sua colmeia de um ataque de vespas gigantes “assassinas” foram documentados. Esses sinais – incluindo um “guincho antipredador” recém-descrito – são o foco de novas pesquisas de Heather Mattila, professora associada de ciências biológicas do Wellesley College (EUA), e seus colegas. As descobertas do grupo foram publicadas na revista Royal Society Open Science.

Mattila e uma equipe internacional de pesquisadores observaram que as abelhas soam o alarme para as outras abelhas se defenderem dos ataques de vespas gigantes (Vespa soror), que podem exterminar colônias inteiras. As abelhas emitem sons, especialmente os guinchos antipredadores, em um ritmo frenético quando as vespas gigantes estão do lado de fora da colmeia.

É um sinal de socorro tão distinto que Mattila ficou arrepiada ao ouvi-lo. “Os guinchos compartilham traços em comum com muitos sinais de alarme de mamíferos, então, como um mamífero os escuta, há algo que é imediatamente reconhecível como uma comunicação de perigo”, disse ela. “Parece uma experiência universal.”

Sons diferentes

Os guinchos antipredadores são diferentes dos sons observados anteriormente nas colônias, incluindo “assobios” e “sinais de parada”. Esses sinais recém-descobertos são ásperos e irregulares, e suas frequências mudam abruptamente, semelhantes aos gritos de alarme que chamam a atenção, gritos de medo e chamadas de pânico que primatas, pássaros e suricatos fazem em resposta a predadores.

Além de alertarem a colmeia sobre a chegada de vespas gigantes, os sinais resultam em um aumento no número de abelhas na entrada da colmeia e no início de suas ações de defesa, que incluem espalhar esterco de animal ao redor das entradas da colônia para repelir vespas gigantes (o primeiro uso documentado de ferramentas por abelhas) e formando bolas de abelha para matar os zangões atacantes coletivamente.

Mattila e seus colegas estudaram as interações entre vespas gigantes e abelhas asiáticas no Vietnã por mais de sete anos, coletando gravações de áudio e vídeo de ataques de vespas em apiários de apicultores locais. Microfones em colmeias capturaram quase 30 mil sinais feitos por abelhas em 1.300 minutos de monitoramento.

Sinais complexos

Suas gravações de colmeias sofrendo ataques ativos de vespas gigantes eram barulhentas e frenéticas, enquanto as de colônias de controle eram comparativamente silenciosas e calmas. Ataques de vespas gigantes fizeram com que as abelhas aumentassem a tagarelice da colmeia para níveis oito vezes mais altos do que quando não havia ameaças de vespas. “[As abelhas] estão constantemente se comunicando umas com as outras, tanto nos momentos bons quanto nos ruins, mas a troca de sinal antipredador é particularmente importante durante momentos difíceis, quando reunir operárias para a defesa da colônia é imperativo”, escreveram os pesquisadores em seu artigo.

“Esta pesquisa mostra o quão incrivelmente complexos os sinais produzidos pelas abelhas asiáticas podem ser”, disse Gard Otis, colega de Mattila e professor emérito da Escola de Ciências Ambientais da Faculdade de Agricultura de Ontário da Universidade de Guelph (Canadá). “Sentimos que apenas roçamos a superfície para entender a comunicação delas. Há muito mais a ser aprendido.”

A equipe notou que quando as abelhas emitem guinchos antipredadores, elas levantam seus abdômens, batem suas asas e correm freneticamente, ao mesmo tempo que revelam sua glândula de Nasonov, produtora de feromônios. O comportamento das abelhas sugere que elas produzem vários tipos de informações para chamar a atenção de suas companheiras de colmeia. Mattila planeja investigar mais a fundo esse comportamento também.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: UM INCRÍVEL TRATAMENTO PARA DOENÇAS AUTOIMUNES É A ESPERANÇA PARA PESSOAS COM DOENÇAS COMO LUPUS

Na edição da coluna CIÊNCIAS deste sábado você vai conhecer um novo e incrível tratamento para doenças autoimunes como o lúpus, que  é um distúrbio do sistema imunológico que faz com que os mecanismos naturais de defesa do corpo se voltem contra si mesmo. O Institutos Feinstein de Pesquisa Médica em Manhasset está estudando os efeitos de um medicamento para lúpus chamado Benlysta. Convido você a ler o artigo completo a seguir para ver os detalhes desse tratamento que pode ser a solução para uma infinidade de pessoas que sofrem de doenças autoimunes.

A maratonista parada por lúpus está correndo novamente graças ao incrível tratamento para doenças autoimunes

Quando uma corredora de maratona foi colocada fora de ação por lúpus, um distúrbio autoimune debilitante, um ensaio experimental a colocou de volta nos trilhos e pode vir a criar a primeira terapia segura para interromper a progressão da doença.

Foi durante o treinamento para a Maratona de Nova York de 2020 que Sasheen Reid, de 35 anos, teve a infeliz honra de morar na cidade com o mais severo bloqueio do país, colocando seus planos para a maratona em espera.

“Eu dei à luz em maio de 2020 e então tive uma crise muito forte por cerca de seis semanas após o parto”, Reid disse ao GNN.

Como a esclerose múltipla ou ELA, o lúpus é um distúrbio do sistema imunológico que faz com que os mecanismos naturais de defesa do corpo se voltem contra si mesmo.

Um ensaio estava sendo aberto ao mesmo tempo nos Institutos Feinstein de Pesquisa Médica em Manhasset para estudar os efeitos de um medicamento para lúpus chamado Benlysta. Então Reid se inscreveu para participar.

“Comecei o teste em outubro de 2020. Meu marido é assinante da Lupus Foundation, então sempre que um novo medicamento era lançado, ele me contava”, diz Reid. “Eu li muito sobre a luta das pessoas contra o lúpus, só tenho dores nas articulações e queda de cabelo. Não tenho envolvimento com rins ou arritmia cardíaca e acho que esse é o objetivo do estudo, se os pacientes podem ser diagnosticados precocemente, você pode prevenir a progressão da doença? ”

Pegando-o cedo e parando a doença em seu caminho

“Um dos maiores obstáculos [para o tratamento] é diagnosticar precocemente os pacientes com a doença”, disse Cynthia Aranow MD, reumatologista da Feinstein envolvida no estudo, ao GNN. “Em média, pode levar até seis anos para se obter um diagnóstico adequado, o que pode atrasar o início do tratamento de medicamentos para as pessoas, para controlar seus sintomas, controlar sua doença e prevenir danos a órgãos”.

Benlysta foi aprovado para pacientes com lúpus por mais de dez anos e, mais recentemente, foi aprovado pelo FDA para o tratamento da doença renal lúpica. No entanto, geralmente é usado depois que outros medicamentos falharam.

“O objetivo deste ensaio clínico de dois anos é focado em pacientes com um diagnóstico recente e precoce. Estamos especificamente interessados ​​em ver se o tratamento precoce com Benlysta pode interromper a progressão da doença em seus caminhos ”, disse ela.

“Se pudermos alterar o curso da doença por meio de intervenção precoce, esperamos poupar os pacientes da necessidade de medicamentos imunossupressores (que estão associados a muitos efeitos colaterais) para controlar sua doença no futuro.

Reid não sabe se ela recebeu o placebo ou Benlysta, mas ela já se sente muito melhor, e seus testes para o principal biomarcador de lúpus – anti DNA de fita dupla – caíram de 650 (normal para pacientes com lúpus).

Para Reid, isso se traduziu em: tirar os tênis de corrida, comprar as bebidas de colágeno pós-treino e entrar na pista.

“Eu era uma corredora. Fiz 10Ks, fiz meias maratonas, viajei para Barbados para fazer maratonas, no interior do estado de Nova York ”, disse ela. “Então, quando recebi o diagnóstico, estava determinada a, tanto quanto possível, não fazer com que mudasse meu estilo de vida.”

Ela diz que com um cronograma de treinamento de corredor, um trabalho em tempo integral e três filhos, ela tem que se certificar de que se cuida, especificamente alongando antes e depois das corridas, e alternando corridas com cross-training para força, para fortalecer as articulações que estão sujeitas a uma inflamação maior com o lúpus.

Reid completou recentemente uma corrida de 6 km, um marco em seu treinamento para a Maratona de Nova York de 2023 que se aproxima.

“Temos esperança de que os dados importantes coletados de Sasheen e outros levem a avanços na compreensão, tratamento e cuidado de pessoas com lúpus”, disse o Dr. Aranow.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS CONFIRMAM QUE PEPTÍDEOS EXISTENTES NO LEITE AJUDAM A MELHORAR O SONO

Finalmente pesquisadores conseguiram comprovar cientificamente porque tomar leite antes de dormir pode ser bom para a melhor qualidade do sono. Eles identificaram na bebida de origem animal peptídeos capazes de ajudar no sono depois de realizarem testes com resultados promissores em camundongos. Leia o artigo completo a seguir e confira os detalhes dessa descoberta sensacional!

REDAÇÃO GALILEU

 ATUALIZADO EM 

Leite morno contém peptídeos que ajudam a aliviar o estresse para uma noite de sono mais tranquila (Foto: Charlotte May/Unsplash)Leite morno contém peptídeos que ajudam a aliviar o estresse para uma noite de sono mais tranquila (Foto: Charlotte May/Unsplash)

Sua avó estava certa: tomar um leitinho antes de se deitar pode realmente ajudar você a dormir melhor. A bebida contém triptofano, um aminoácido envolvido na produção de serotonina e melatonina, que são fundamentais na regulação do sono. Mas não só por isso.

O líquido proveniente da vaca também tem uma mistura de peptídeos que alivia o estresse e pode ajudar a adormecer, segundo aponta um novo estudo publicado no jornal científico Journal of Agricultural and Food Chemistry, no último dia 20 de setembro.

Os autores da pesquisa, que atuam na Universidade de Tecnologia do Sul da China identificaram os peptídeos presentes nessa mistura, conhecida como caseína hidrolisada tríptica (CTH). Para obter esse mix, a caseína, uma proteína do leite de vaca, costuma ser tratada com a enzima digestiva tripsina.

Entre os peptídeos já conhecidos da CTH, está a α-casozepina (α-CZP), que pode gerar alguns efeitos possivelmente benéficos ao sono. Mas os pesquisadores queriam encontrar outros pedaços de proteína que também pudessem ajudar a dormir –  e quem sabe de modo ainda mais potente.

Então, eles resolveram testar isoladamente os efeitos da CTH e da α-CZP em camundongos. A mistura de peptídeos demonstrou mais benefícios ao sono do que a α-CZP sozinha, segundo informa um comunicado. Logo, os cientistas concluíram que outros peptídeos também estavam dando “uma força” nesse processo de adormecer.

Ao utilizarem espectrometria de massa, a equipe conseguiu rastrear esses peptídeos durante o processo de digestão dos roedores. Com isso, os especialistas descobriram várias das substâncias que se ligam ao GABA, um receptor atuante no sistema nervoso responsável pelas sensações de calma e relaxamento.

Em seguida, os ratos foram medicados com os peptídeos e aquele que se saiu melhor foi o YPVEPF. Esse peptídeo em específico aumentou em cerca de 25% o número de camundongos que dormiram. Além do mais, a duração da soneca dos animais aumentou em 400%, em comparação com um grupo de roedores que não foram tratados.

Com os resultados positivos, os cientistas têm esperanças de que outros peptídeos da CTH também possam ser utilizados para melhorar a qualidade do sono. As moléculas podem ser usadas na fabricação de medicamentos contra a insônia, por exemplo.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM ORIGEM DE FRAGMENTOS DE VIDRO SOBRE A SUPERFÍCIE DO DESERTO DO ATACAMA

Pesquisadores mostram que as amostras de vidro coletadas do deserto do Atacama contêm pequenos fragmentos com minerais frequentemente encontrados em rochas de origem extraterrestre. Eles acreditam que, por volta de 12 mil anos atrás, algo queimou uma vasta área do deserto do Atacama, no Chile. O calor foi tão intenso que transformou o solo arenoso em extensas placas de vidro de silicato. Então essa equipe de pesquisa que estuda a distribuição e composição desses vidros chegou a uma conclusão sobre o que causou esse inferno e você pode conhecer todos os detalhes lendo o artigo completo a seguir!

Explosão de cometa teria criado manchas de vidro no Atacama

Calor emitido pela explosão de um cometa logo acima da superfície teria fundido o solo arenoso em pedaços de vidro que se estendem por 75 km, segundo cientistas

O vidro de silicato escuro espalhado por uma vasta faixa do deserto do Atacama teria sido criado por uma explosão de cometa há cerca de 12 mil anos. Crédito: P. H. Schultz, Universidade Brown

Por volta de 12 mil anos atrás, algo queimou uma vasta área do deserto do Atacama, no Chile. O calor foi tão intenso que transformou o solo arenoso em extensas placas de vidro de silicato. Agora, uma equipe de pesquisa que estuda a distribuição e composição desses vidros chegou a uma conclusão sobre o que causou esse inferno.

Em um estudo publicado na revista Geology, os pesquisadores mostram que as amostras de vidro do deserto contêm pequenos fragmentos com minerais frequentemente encontrados em rochas de origem extraterrestre. Esses minerais correspondem de perto à composição do material trazido à Terra pela missão Stardust da Nasa, que coletou amostras de partículas do cometa Wild 2. A equipe conclui que essas amostras são provavelmente os restos de um objeto extraterrestre – provavelmente um cometa com uma composição semelhante à do Wild 2 – os quais caíram após a explosão que derreteu a superfície arenosa abaixo.

“Esta é a primeira vez que temos evidências claras de vidros na Terra criados pela radiação térmica e ventos a partir da explosão de um bólido explodindo logo acima da superfície”, disse Pete Schultz, professor emérito do Departamento de Terra, Meio Ambiente e Ciências Planetárias da Universidade Brown (EUA) e primeiro autor do estudo. “Para ter um efeito tão dramático em uma área tão grande, essa foi uma explosão verdadeiramente massiva. Muitos de nós já vimos bolas de fogo cruzando o céu, mas elas são pequenos pontos comparados a isso.”

Os depósitos de vidro se estendem ao longo de um corredor de 75 quilômetros no norte do Chile. Crédito: Schultz et al., Geology, 2021

Origem em debate

Os vidros estão concentrados em manchas ao longo do deserto de Atacama, a leste do Pampa del Tamarugal, um planalto no norte do Chile situado entre a Cordilheira dos Andes, a leste, e a Cordilheira Costeira, a oeste. Campos de vidro verde escuro ou preto ocorrem dentro de um corredor que se estende por cerca de 75 quilômetros. Não há evidências de que os vidros possam ter sido criados por atividade vulcânica, disse Schultz. Assim, sua origem é um mistério.

Alguns pesquisadores propuseram que o vidro era o resultado de incêndios antigos na grama, já que a região nem sempre foi deserta. Durante o Pleistoceno, havia oásis com árvores e pântanos gramados criados por rios que se estendiam das montanhas a leste, e sugeriu-se que os incêndios generalizados podem ter atingido temperaturas suficientemente altas para derreter o solo arenoso em grandes lajes vítreas.

Mas a quantidade de vidro presente e várias características físicas importantes tornavam o fogo por incêndio simples um mecanismo de formação impossível, descobriu a nova pesquisa. Os vidros mostram evidências de terem sido torcidos, dobrados, enrolados e até mesmo lançados enquanto ainda estavam na forma fundida. Isso é consistente com a chegada de um grande meteoro e uma explosão de ar, que teria sido acompanhada por ventos com força de tornado.

A mineralogia do vidro lança mais dúvidas sérias sobre a ideia do incêndio na grama, disse Schultz. Ele e seus colegas do Fernbank Science Center, na Geórgia (EUA), da Universidade Santo Tomás (Chile) e do Serviço de Geologia e Mineração do Chile realizaram uma análise química detalhada de dezenas de amostras retiradas de depósitos de vidro em toda a região.

Análise das amostras revelou uma mineralogia consistente com uma origem cometária. Crédito: Schultz et al., Geology, 2021

Minerais exóticos

A análise encontrou minerais chamados zircões que se decompuseram termicamente para formar badeleíta. Essa transição mineral normalmente ocorre em temperaturas acima de 1.650 graus Celsius – muito mais quente do que o que poderia ser gerado por incêndios em grama, diz Schultz.

A análise também revelou associações de minerais exóticos encontrados apenas em meteoritos e outras rochas extraterrestres, disseram os pesquisadores. Minerais específicos como cubanita, troilita e inclusões ricas em cálcio e alumínio combinaram com as assinaturas minerais de amostras de cometas recuperadas da missão Stardust da Nasa.

“Esses minerais são o que nos diz que esse objeto tem todas as marcas de um cometa”, afirmou Scott Harris, geólogo planetário do Fernbank Science Center e coautor do estudo. “Ter a mesma mineralogia que vimos nas amostras de poeira estelar incorporadas nesses vidros é uma evidência realmente poderosa de que o que estamos vendo é o resultado de uma explosão de ar cometária.”

Mais trabalho precisa ser feito para estabelecer as idades exatas do vidro, o que determinaria exatamente quando o evento ocorreu, disse Schultz. Mas a datação provisória coloca o impacto na hora certa de que os grandes mamíferos desapareceram da região.

Desaparecimento da megafauna

“É muito cedo para dizer se houve uma conexão causal ou não, mas o que podemos dizer é que esse evento aconteceu na mesma época em que pensamos que a megafauna desapareceu, o que é intrigante”, disse Schultz. “Também existe a possibilidade de que isso tenha sido testemunhado pelos primeiros habitantes, que acabavam de chegar à região. Teria sido um show e tanto.”

Schultz e sua equipe esperam que pesquisas adicionais possam ajudar a limitar o tempo e lançar luz sobre o tamanho do objeto causador do evento. Por enquanto, Schultz espera que este estudo possa ajudar pesquisadores a identificar sítios de explosão semelhantes em outros lugares e revelar o risco potencial representado por tais eventos.

“Pode haver muitas dessas cicatrizes de explosão por aí, mas até agora não tínhamos evidências suficientes para nos fazer acreditar que elas estavam realmente relacionadas a eventos de explosão aérea”, afirmou Schultz. “Acho que esse sítio fornece um modelo para ajudar a refinar nossos modelos de impacto e ajudará a identificar sites semelhantes em outros lugares.”

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: FILHOTES DE CONDORRES CALIFORNIANOS FOREM GERADOS APENAS COM MATERIAL GENÉTICO DA MÃE

Uma descoberta feita por pesquisadores da San Diego Zoo Wildlife Alliance constatou que dois filhotes de condor nascidos no zoo são relacionados geneticamente apenas a mãe, ou seja os filhotes eram biologicamente órfãos de pai. Vale a pena ler o artigo completo a seguir e saber como aconteceu essa extraordinária reprodução.

Fêmea de condor pode gerar filhotes sem precisar de macho

Estudo realizado com condores-californianos no zoológico de San Diego confirmou o nascimento de dois filhotes relacionados geneticamente apenas às mães

Condor-californiano no zoológico de San Diego: cientistas comprovaram que fêmeas alojadas ali tiveram dois filhotes por partenogênese. Crédito: Stacy/Wikimedia Commons

Cientistas da San Diego Zoo Wildlife Alliance relataram esta semana uma descoberta extraordinária no Journal of Heredity, revista oficial da American Genetic Association, que pode ter efeitos propagadores para a genética da vida selvagem e a ciência da conservação. Durante uma análise de rotina de amostras biológicas de dois condores-californianos no programa de reprodução gerenciado da San Diego Zoo Wildlife Alliance, os cientistas confirmaram que cada filhote de condor estava geneticamente relacionado à respectiva fêmea de condor (mãe) que botou o ovo do qual eclodiu. No entanto, eles descobriram que nenhum dos pássaros era geneticamente relacionado a um macho – o que significa que os dois filhotes eram biologicamente órfãos. Trata-se das duas primeiras ocorrências de reprodução assexuada, ou partenogênese, a serem confirmadas nas espécies de condores-californianos.

Além disso, as duas mães foram continuamente alojadas com parceiros férteis do sexo masculino. Portanto, essa descoberta de partenogênese não é apenas a primeira a ser documentada em condores, mas também a primeira descoberta por meio de testes genéticos moleculares, e a primeira em qualquer espécie de ave em que a fêmea teve acesso a um parceiro.

Fenômeno raro

“Essa é realmente uma descoberta incrível”, disse o dr. Oliver Ryder, diretor de Genética de Conservação do Kleberg Endowed na San Diego Zoo Wildlife Alliance e coautor do estudo. “Não estávamos exatamente procurando por evidências de partenogênese, isso apenas nos atingiu na cara. Só a confirmamos por causa dos estudos genéticos normais que fazemos para provar a ascendência. Nossos resultados mostraram que ambos os ovos possuíam os cromossomos sexuais masculinos ZZ esperados, mas todos os marcadores foram herdados apenas de suas mães”.

A partenogênese é uma forma natural de reprodução assexuada em que um embrião que não é fertilizado por espermatozoides continua a se desenvolver, contendo apenas materiais genéticos da mãe. Os descendentes resultantes são chamados partenotos. Embora esse fenômeno seja bem conhecido dos biólogos, é relativamente raro em pássaros e normalmente observado em fêmeas que não têm acesso a machos.

Os partenotos do condor-californiano foram produzidos por duas fêmeas diferentes, cada uma das quais estava continuamente alojada com um macho fértil. Ambas as fêmeas também produziram vários filhos com seus companheiros – uma teve 11 filhotes, enquanto a outra foi pareada com um macho por mais de 20 anos e teve 23 filhotes. O último par reproduziu mais duas vezes após a partenogênese.

“Acreditamos que nossas descobertas representam o primeiro exemplo de partenogênese aviária facultativa em uma espécie de ave selvagem, onde um macho e uma fêmea são alojados juntos”, disse Cynthia Steiner, diretora associada da divisão de pesquisa de conservação da San Diego Zoo Wildlife Alliance e coautora do estudo. “Ainda assim, ao contrário de outros exemplos de partenogênese aviária, essas duas ocorrências não são explicadas pela ausência de um macho adequado.”

Confirmação dificultada

Historicamente, o estudo da partenogênese em aves dependia de observação cuidadosa, o que dificultava sua confirmação, e os casos se restringiam principalmente a aves domésticas. Por exemplo, estudos conduzidos em 1965 e 1968 identificaram o desenvolvimento partenogenético em perus; e em 1924 e 2008, os cientistas notaram o mesmo em tentilhões e pombos domésticos, embora os ovos não tenham progredido para o estágio de incubação nos últimos casos.

Avançando até hoje, os pesquisadores conseguiram confirmar a nova descoberta na San Diego Zoo Wildlife Alliance, aproveitando dados abrangentes coletados ao longo do bem-sucedido e colaborativo Programa de Recuperação do Condor-da-Califórnia. Por mais de 30 anos, os conservacionistas conduziram extensas pesquisas genéticas e genômicas, usando amostras de sangue, membranas de casca de ovo, tecidos e penas para coletar dados hereditários de 911 condores individuais. Eles foram capazes de cruzar a referência de registros genéticos históricos antes de confirmar o resultado deste caso distinto de partenogênese.

A equipe de conservação da San Diego Zoo Wildlife Alliance acredita que, embora esses resultados representem apenas dois casos documentados na população de condores, a descoberta pode ter implicações demográficas significativas. Embora um filhote tenha falecido em 2003 aos 2 anos e outro em 2017 aos 8, a equipe planeja continuar os esforços de genotipagem futuros na esperança de identificar outros casos partenogenéticos. “Essas descobertas agora levantam questões sobre se isso pode ocorrer sem ser detectado em outras espécies”, disse Ryder.

Fonte: Revista Planeta
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CIÊNCIAS: CIENTISTAS DESCOBREM QUE A ÁGUA DA TORNEIRA FORMA, COM O TEMPO, UMA PELÍCULA CONTRA OS MICRO PLÁSTICOS

Uma nova descoberta sobre os micro plásticos é o destaque desta edição da coluna CIÊNCIAS deste sábado. Cientistas da AMBER, o Centro SFI para Materiais Avançados e Pesquisa em Bioengenharia, Trinity e University College Dublin descobriram que a água da torneira produz um escudo protetor natural contra micro plásticos prejudiciais. Itens, como chaleiras de plástico, que são usadas repetidamente com água da torneira, podem desenvolver com o tempo uma proteção pele que impede a liberação de micro plásticos inteiramente. Leia o artigo completo a seguir e saiba como isso acontece!

A água da torneira produz um escudo protetor contra os microplásticos, descobrem os cientistas

A água da torneira produz um escudo protetor natural contra microplásticos prejudiciais, o que pode ajudar a evitar que produtos domésticos os liberem.

Isso é de acordo com uma equipe de cientistas da AMBER, o Centro SFI para Materiais Avançados e Pesquisa em Bioengenharia, Trinity e University College Dublin.

A pesquisa da Irlanda revela que a água da torneira contém oligoelementos e minerais, que evitam que os plásticos se degradem na água e liberem microplásticos.

Os microplásticos podem carregar uma variedade de contaminantes, como traços de metais e alguns produtos químicos orgânicos potencialmente prejudiciais.

Estudos anteriores investigando a liberação de microplásticos usaram formas de água pura, que só existem em laboratórios e não levam em consideração especificamente os íons e as impurezas encontradas na água da torneira.

O professor John J Boland da AMBER, e da Trinity’s School of Chemistry, que era um co-líder da equipe de pesquisa, disse: “É bem sabido que os plásticos podem se degradar e liberar microplásticos, que podem entrar no meio ambiente e ser consumidos por humanos . ”

Boland cita chaleiras de plástico – que ainda são bastante comuns no Reino Unido para ferver água – como um exemplo, dizendo: “Nossa pesquisa mostra que muitos itens, como chaleiras de plástico, que são usadas repetidamente com água da torneira, podem desenvolver com o tempo uma proteção pele que impede a liberação de microplásticos inteiramente. ”

Lisa

“Como a água da torneira não é H2O 100% pura – uma vez que contém oligoelementos e minerais, o que mostramos é que, se você incluir esses oligoelementos e minerais, a degradação dos plásticos na água da torneira é completamente diferente. Em vez de os plásticos se desfazerem, os minerais revestem o plástico e evitam qualquer tipo de degradação e, assim, o produto se torna livre de microplásticos.

“Por exemplo, aquela cor marrom escura em sua chaleira [para água fervente] é uma coisa boa. É óxido de cobre que se forma a partir de minerais de cobre na água da torneira, que por sua vez vem dos canos de cobre em sua casa – tudo isso se combina para dar uma proteção perfeita para a chaleira. ”

Sobre a pesquisa, publicada no Chemical Engineering Journal , Boland disse: “Esta descoberta é importante porque aprendemos que esses tipos de películas protetoras podem ser fabricadas em laboratório e aplicadas diretamente no plástico sem ter que esperar que ele se acumule naturalmente . Essa descoberta também mostra que a natureza está liderando o caminho, apontando soluções para o que é um problema muito significativo que nossa sociedade moderna de alta tecnologia enfrenta. ”

Fonte: Trinity College Dublin

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: PROCESSO EVOLUTIVO DE ELEFANTES PASSA PELA PERDA DE SUAS PRESAS PARA SE PROTEGEREM DE EXPLORADORES DE MARFIM

Na nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira você vai saber como uma mutação genética pode ocorrer com animais no processo evolutivo para se protegerem de predadores e da extinção. No artigo a seguir temos o exemplo das presas perdidas por elefantas para se protegerem dos exploradores de marfim. Leia e saiba como ocorre esse processo!

Elefantas perderam presas em processo evolutivo contra exploradores de marfim

Elefantas perderam presas em processo evolutivo contra exploradores de marfimElefantas perderam presas em processo evolutivo contra exploradores de marfim (Foto: Tobin Rogers/Unsplash)

De acordo com um novo estudo, as elefantas em Moçambique perderam suas presas após um processo evolutivo para se tornarem animais sem presas, com o intuito de evitar a caça furtiva de marfim durante a guerra civil do país, embora uma das mutações envolvidas mata os filhotes machos.

Durante a guerra, que durou de 1977 a 1992, ambos os lados caçaram elefantes para obter marfim e a população de elefantes do Parque Nacional da Gorongosa despencou.

Uma análise de vídeos históricos e avistamentos contemporâneos por Shane Campbell-Staton da Universidade de Princeton e seus colegas mostrou que a proporção de fêmeas sem presas aumentou de 19 para 51 por cento durante o conflito, e uma análise estatística indicou que era extremamente improvável que ocorreram na ausência de uma pressão seletiva. A proporção de elefantes sem presas vem diminuindo desde o fim da guerra.

Essa perda de presas devido à caça de marfim também aconteceu em muitos outros lugares. Por exemplo, no Sri Lanka, menos de 5% dos elefantes asiáticos machos ainda têm presas. Estranhamente, porém, todos os elefantes africanos machos retêm suas presas, apesar da pressão da caça. Isso parece ser o resultado de uma peculiaridade genética.

A equipe ainda não encontrou as mudanças genéticas precisas que causam ausência de presas em fêmeas, mas parece que duas mutações estão envolvidas. Provavelmente, um está em um gene no cromossomo X chamado AMELX, que desempenha um papel na formação do dente.

Parece que essa mutação também afeta outros genes cruciais próximos. As fêmeas têm duas cópias do cromossomo X, então, se uma cópia não sofrer mutação, os genes que ela carrega ainda funcionarão normalmente e o elefante continuará saudável. Mas os homens têm apenas um cromossomo X, então essa mutação é letal para qualquer homem que a herde.

Quase a mesma condição genética pode ocorrer em pessoas, explicou Campbell-Staton. As mulheres com ela não têm os incisivos laterais superiores, o equivalente às presas, e os fetos masculinos que herdam a mutação geralmente são perdidos no terceiro trimestre.

É possível que outras mudanças genéticas compensem a letalidade e resultem na perda de presas dos machos também. Por enquanto, não há sinal de que isso aconteça. Mas mesmo a perda de presas em mulheres pode ter todos os tipos de efeitos indiretos, segundo os especialistas.

“As presas são basicamente um canivete suíço para elefantes africanos”, explicou ele. Eles os usam para arrancar a casca das árvores, cavar buracos para água subterrânea ou minerais e assim por diante, então a perda das presas pode poupar as fêmeas dos caçadores furtivos, mas torna mais difícil para elas sobreviver de outras maneiras.

Além disso, outros animais dependem indiretamente de elefantes com presas. Por exemplo, para obter água dos buracos cavados com as presas. “Isso é o que mantém a biodiversidade”, disse Campbell-Staton. “Existem todas essas consequências em cascata que podem resultar de nossas ações que são bastante surpreendentes.”

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: NOVA DROGA DRIVADA DE FUNGO DO HIMALAIA É A NOVA VEDETE NO TRATAMENTO CONTRA O CÂNCER

Com sucesso absoluto nos primeiros testes clínicos a nova droga NUC-7738 – uma droga de quimioterapia, derivada de um fungo – tem potência até 40 vezes maior para matar células cancerosas do que seu composto original, com efeitos colaterais tóxicos limitados. Conhecido como Cordycepin (também conhecido como 3′-desoxiadenosina) é encontrado no fungo Cordyceps sinensis do Himalaia e tem sido usado na medicina tradicional chinesa por centenas de anos para tratar câncer e outras doenças inflamatórias. Leia o artigo completo a seguir, aquina coluna CIÊNCIAS e saiba como funciona esta nova droga!

Medicamento anticâncer derivado do fungo do Himalaia elimina os primeiros testes clínicos

Universidade de Oxford

Um estudo da Universidade de Oxford mostrou que a nova droga NUC-7738 – uma nova droga de quimioterapia, derivada de um fungo – tem potência até 40 vezes maior para matar células cancerosas do que seu composto original, com efeitos colaterais tóxicos limitados.

O análogo de nucleosídeo natural conhecido como Cordycepin (também conhecido como 3′-desoxiadenosina) é encontrado no fungo Cordyceps sinensis do Himalaia e tem sido usado na medicina tradicional chinesa por centenas de anos para tratar câncer e outras doenças inflamatórias.

No entanto, ele se decompõe rapidamente na corrente sanguínea, de modo que uma quantidade mínima de medicamento destruidor do câncer é liberada para o tumor.

A fim de melhorar sua potência e avaliar clinicamente suas aplicações como medicamento contra o câncer, a empresa biofarmacêutica NuCana desenvolveu Cordycepin em uma terapia clínica, usando sua nova tecnologia ProTide, para criar um medicamento de quimioterapia com eficácia dramaticamente melhorada.

Uma vez dentro do corpo, Cordycepin requer transporte para as células cancerosas por um transportador de nucleosídeo (hENT1), deve ser convertido no metabólito anticâncer ativo, conhecido como 3′-dATP, por uma enzima fosforiladora (ADK), e é rapidamente decomposto no sangue por uma enzima chamada ADA.

Juntos, esses mecanismos de resistência associados ao transporte, ativação e degradação resultam na entrega insuficiente do metabólito anticâncer para o tumor.

NuCana utilizou a nova tecnologia ProTide para projetar uma terapia que pode contornar esses mecanismos de resistência e gerar altos níveis do metabólito anticâncer ativo, 3′-dATP, dentro das células cancerosas.

A tecnologia ProTide é uma nova abordagem para a distribuição de drogas quimioterápicas nas células cancerosas. Ele age ligando pequenos grupos químicos a análogos de nucleosídeos como a Cordicepina, que são metabolizados posteriormente, uma vez que atinge as células cancerosas do paciente, liberando a droga ativada. Esta tecnologia já foi usada com sucesso nos medicamentos antivirais aprovados pela FDA Remsidivir e Sofusbuvir para tratar diferentes infecções virais, como hepatite C, Ebola e COVID-19.

Os resultados do estudo, publicados na Clinical Cancer Research, sugerem que, ao superar os principais mecanismos de resistência ao câncer, o NUC-7738 tem maior atividade citotóxica do que a Cordycepin contra uma variedade de células cancerosas.

Pesquisadores de Oxford e seus colaboradores em Edimburgo e Newcastle estão agora avaliando o NUC-7738 no ensaio clínico de Fase 1 NuTide: 701, que testa a droga em pacientes com tumores sólidos avançados que eram resistentes ao tratamento convencional.

Os primeiros resultados do ensaio mostraram que o NUC-7738 é bem tolerado pelos pacientes e mostra sinais encorajadores de atividade anticâncer.

Outros ensaios clínicos de Fase 2 deste medicamento estão agora sendo planejados em parceria com a NuCana, para aumentar o número crescente de medicamentos contra o câncer com tecnologia ProTide que estão sendo desenvolvidos para tratar o câncer. De fato, são notícias promissoras.

Fonte: Universidade de Oxford

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIA: CIENTISTAS ENCONTRARAM FÓSSIL DE CARANGUEJO QUE VIVEU ENTRE OS DINOSSAUROS

Caranguejo preservado em âmbar de 100 milhões de anos viveu entre os dinossauros

Cientistas consideram este o fóssil de caranguejo mais completo já descoberto

Katie Hunt

da CNN

Primeiro caranguejo âmbar da era dos dinossauros a ser observadoPrimeiro caranguejo âmbar da era dos dinossauros a ser observadoLida Xing/China University of Geosciences, Beijing

Fósseis preservados em âmbar estão entre os achados mais fascinantes da paleontologia nos últimos anos – são globos de resina de árvores antigas, endurecidos, que capturaram detalhes tentadores sobre aranhas, lagartos, animais microscópicos, insetos, pássaros e até mesmo um pequeno dinossauro que muitas vezes não existe nos fósseis encontrados em rochas.

No entanto, todas essas criaturas eram espécies terrestres que você poderia esperar encontrar em um tronco ou galho de árvore. Agora, os cientistas encontraram o animal aquático mais antigo preservado em âmbar – e é o fóssil de caranguejo mais completo já descoberto.

Os cientistas chineses, americanos e canadenses que trabalharam na espécime de âmbar, originária do norte de Mianmar, chamaram o minúsculo caranguejo de Cretapsara athanata. O nome faz referência ao Cretáceo, o período da era dos dinossauros durante o qual esse caranguejo viveu, e Apsara, um espírito das nuvens e das águas na mitologia do Sul e Sudeste Asiático. O nome da espécie é baseado em “athanatos”, que significa imortal em grego, referindo-se à sua preservação natural em âmbar.

Primeiro caranguejo âmbar da era dos dinossauros a ser observado /
Lida Xing/China University of Geosciences, Beijing

 

Na aparência, a criatura de 100 milhões de anos se parece superficialmente com os caranguejos que correm pelas costas hoje. A tomografia computadorizada revelou partes delicadas do corpo como antenas, guelras e pelos finos nas partes bucais. A criatura tinha apenas 5 milímetros de comprimento e provavelmente era um bebê caranguejo.

Os pesquisadores acham que o Cretapsara não era um caranguejo marinho nem habitava completamente na terra. Eles acham que ele teria vivido em água doce, ou talvez salobra, no solo da floresta. Também era possível, eles disseram, que ele estivesse migrando para a terra como os famosos caranguejos vermelhos da Ilha do Natal, que soltam seus filhotes no oceano e depois voltam para a terra.

Enquanto os fósseis de caranguejos mais antigos datam do período Jurássico, há mais de 200 milhões de anos, os fósseis de caranguejos não marinhos são esparsos e em grande parte incompletos.

Os pesquisadores disseram que o Cretapsara prova que os caranguejos deram o salto do mar para a terra e água doce durante a era dos dinossauros, não durante a era dos mamíferos, como se pensava anteriormente, empurrando a evolução dos caranguejos não marinhos para um período muito mais distante.

Enquanto a maioria dos caranguejos vivem em um ambiente marinho, alguns podem viver em terra ou em água doce, outros podem subir em árvores / Javier Luque/Harvard University

“No registro fóssil, os caranguejos não marinhos evoluíram há 50 milhões de anos, mas esse animal tem o dobro dessa idade”, disse Luque.

Fósseis de âmbar da era dos dinossauros são encontrados apenas em depósitos do estado de Kachin, no norte de Mianmar, e preocupações éticas sobre a proveniência do âmbar da região surgiram nos últimos anos.

A Sociedade de Paleontologia de Vertebrados pediu uma moratória na pesquisa sobre âmbar proveniente de Mianmar depois de 2017, quando os militares do país assumiram o controle de algumas áreas de mineração de âmbar.

Os autores deste estudo disseram que a espécime de âmbar foi adquirida pelo Longyin Amber Museum de um vendedor na cidade de Tengchong, perto da fronteira com Mianmar, no sul da China, em agosto de 2015.

Eles esperavam que “a realização de pesquisas em espécimes coletadas antes do conflito e o reconhecimento da situação no Estado de Kachin sirvam para aumentar a conscientização sobre o atual conflito em Mianmar e o custo humano por trás dele”.

Reconstrução artística da espécie “Cretapsara athanata” / Franz Anthony/courtesy Javier Luque

(Texto traduzido, leia original em inglês aqui)

Fonte: CNN
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CIÊNCIAS: A RALPH LAUREN DESENVOLVE NOVA TECNOLOGIA SUSTENTÁVEL PARA TINGIMENTO DE TECIDOS

Um trabalho pioneiro, inédito e sensacional da Ralph Lauren é o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira. Utilizando muita ciência e tecnologia a Ralph Lauren ao lado de parceiros desenvolvedores de novas tecnologias lança uma nova maneira de tingir algodão, usando 90% menos produtos químicos, 50% menos água e 40% menos energia, numa forma sustentável de produzir tecidos. Leia o artigo completo a seguir e saiba de todos os detalhes!

Ralph Lauren oferece aos concorrentes uma nova maneira de tingir algodão, usando 90% menos produtos químicos, 40% menos energia e metade da água

Todos os anos, trilhões de litros de água são usados ​​apenas para tingir tecidos, gerando cerca de 20% das águas residuais do mundo. Não tratada, é incrivelmente poluente, por isso requer um tratamento rigoroso, demorado e caro para tornar a água reutilizável.

Recentemente, Ralph Lauren reuniu quatro inovadores líderes, incluindo a Dow, para desenvolver uma maneira de reduzir significativamente a quantidade de água, produtos químicos e energia necessários para colorir o algodão, permitindo até 90% menos produtos químicos de processamento, 50% menos água, 50% menos corante e 40% menos energia sem sacrificar a cor ou a qualidade.

O sistema Color on Demand usa um conjunto de tecnologias que permitirá a reciclagem e reutilização de toda a água do processo de tingimento, para estabelecer o sistema de tingimento de algodão “primeiro efluente zero escalável do mundo”.

Além da economia significativa de água, o Color on Demand reduz drasticamente a quantidade de produtos químicos, corantes, tempo e energia usados ​​no processo de tingimento do algodão. Mais importante ainda, o sistema utiliza o equipamento de tingimento atual já nas fábricas.

“Se quisermos proteger nosso planeta para a próxima geração, temos que criar soluções escaláveis ​​que nunca foram consideradas antes. Isso requer uma colaboração profunda e às vezes inesperada e uma vontade de quebrar as barreiras da exclusividade ”, disse Halide Alagöz, Diretor de Produtos e Sustentabilidade da Ralph Lauren.

De acordo com um comunicado da empresa , “Para implementar sua abordagem inovadora, a Ralph Lauren reuniu quatro inovadores em seus respectivos campos, incluindo a Dow, líder em ciência de materiais; Jeanologia, líder em soluções sustentáveis ​​para vestuário e acabamento de tecidos, com alta expertise em tingimento de roupas e sistemas de tratamento de água de circuito fechado; Huntsman Textile Effects, uma empresa química global especializada em tintas e produtos químicos têxteis; e Corob, um líder global em tecnologia em soluções de distribuição e mistura, para reimaginar cada estágio do processo de coloração e se juntar a esta missão compartilhada para criar um sistema mais sustentável e eficiente para o tingimento de algodão. ”

Como parte da primeira fase do Color on Demand, Ralph Lauren otimizou o uso do ECOFAST Pure Sustainable Textile Treatment, que é uma solução de pré-tratamento.

E trabalharam com o World Wildlife Fund para acelerar a mudança das práticas desatualizadas da indústria da moda, e em uma escala que importa.

Um manual de código aberto para mudanças

Este mês, as empresas lançaram em conjunto um manual de código aberto detalhado para criar um impacto ambiental positivo ainda mais significativo.

O manual passo a passo co-desenvolvido detalha como usar ECOFAST Pure, um tratamento de algodão catiônico desenvolvido pela Dow, que utiliza equipamentos de tingimento já existentes.

“Temos orgulho de compartilhá-lo abertamente com nossa indústria, na esperança de que ajude a transformar a forma como preservamos e usamos a água em nossas cadeias de abastecimento globais”, disse Alagöz.

Ralph Lauren começou a integrar Color on Demand em sua cadeia de suprimentos no início deste ano e primeiro lançou produtos utilizando ECOFAST Pure como parte da coleção da equipe dos EUA da empresa para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2020 em Tóquio.

“À medida que as cadeias de suprimentos da moda procuram se recuperar dos impactos da pandemia, há uma janela crítica para incorporar práticas mais sustentáveis ​​aos processos de produção”, disse Mary Draves , diretora de sustentabilidade da Dow. “Colaborando hoje para dimensionar um processo de tingimento com menos recursos, podemos ajudar a enfrentar desafios urgentes, como as mudanças climáticas e a resiliência da água, a longo prazo.”

Você pode baixar o manual e saber mais sobre o ECOFAST Pure aqui .

Em três anos, a marca Ralph Lauren pretende usar a plataforma Color on Demand para tingir mais de 80% de seus produtos de algodão sólido.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: O ENVELHECIMENTO PODE SER RETARDADO ATRAVÉS DA DIETA MIND

Na nossa coluna CIÊNCIAS deste sábado, pesquisadores do Rush University Medical Center descobriram que adultos mais velhos podem se beneficiar de uma dieta específica chamada dieta MIND, mesmo quando desenvolvem esses depósitos de proteína, conhecidos como placas amilóides e emaranhados. Conheça todos os detalhes deste novo estudo lendo o artigo completo a seguir.

Novo estudo da dieta ‘MIND’ mostra que pode melhorar as habilidades de memória e pensamento na velhice

O envelhecimento afeta o corpo e a mente. Por exemplo, o tecido do cérebro humano envelhecido às vezes desenvolve aglomerados anormais de proteínas que são a marca registrada da doença de Alzheimer. Como você pode proteger seu cérebro desses efeitos?

Pesquisadores do Rush University Medical Center descobriram que adultos mais velhos podem se beneficiar de uma dieta específica chamada dieta MIND, mesmo quando desenvolvem esses depósitos de proteína, conhecidos como placas amilóides e emaranhados. Placas e emaranhados são uma patologia encontrada no cérebro que se acumulam entre as células nervosas e normalmente interferem nas habilidades de pensamento e resolução de problemas.

Desenvolvido pela falecida Martha Clare Morris, ScD, que era uma epidemiologista nutricional do Rush, e seus colegas, a dieta MIND é um híbrido das dietas mediterrânea e DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension). Estudos de pesquisa anteriores descobriram que a dieta MIND pode reduzir o risco de uma pessoa desenvolver a demência da doença de Alzheimer.

Agora, um estudo mostrou que os participantes do estudo que seguiram a dieta MIND moderadamente mais tarde na vida não tiveram problemas de cognição.

“Algumas pessoas têm placas e emaranhados suficientes em seus cérebros para ter um diagnóstico post-mortem da doença de Alzheimer, mas não desenvolvem demência clínica durante a vida”, disse Klodian Dhana, MD, PhD, autor principal do artigo e professor assistente em a Divisão de Geriatria e Medicina Paliativa do Departamento de Medicina Interna do Rush Medical College.

“Alguns têm a capacidade de manter a função cognitiva apesar do acúmulo dessas patologias no cérebro, e nosso estudo sugere que a dieta MIND está associada a melhores funções cognitivas, independentemente das patologias cerebrais relacionadas à doença de Alzheimer.

Melhor funcionamento do cérebro

Neste estudo, os pesquisadores examinaram as associações de dieta – desde o início do estudo até a morte – patologias cerebrais e funcionamento cognitivo em adultos mais velhos que participaram do Projeto de Envelhecimento e Memória em andamento do Rush Alzheimer’s Disease Center, que começou em 1997 e inclui pessoas morando na grande Chicago. Os participantes eram em sua maioria brancos sem demência conhecida, e todos concordaram em se submeter a avaliações clínicas anuais enquanto vivos e autópsia cerebral após sua morte.

Os pesquisadores acompanharam 569 participantes, que foram convidados a completar avaliações anuais e testes cognitivos para ver se haviam desenvolvido problemas de memória e pensamento. A partir de 2004, os participantes receberam um questionário anual de frequência alimentar sobre a frequência com que comeram 144 itens alimentares no ano anterior.

Usando as respostas do questionário, os pesquisadores deram a cada participante uma pontuação da dieta MIND com base na frequência com que os participantes comeram alimentos específicos. A dieta MIND tem 15 componentes dietéticos, incluindo 10 “grupos de alimentos saudáveis ​​para o cérebro” e cinco grupos não saudáveis ​​- carne vermelha, manteiga e margarina em barra, queijo, doces e tortas e frituras ou fast food.

Os cientistas têm estudado a dieta MIND por anos, como GNN explorou em histórias anteriores.

Para aderir e se beneficiar da dieta, uma pessoa precisaria comer pelo menos três porções de grãos inteiros, um vegetal de folhas verdes e um outro vegetal todos os dias – junto com uma taça de vinho – lanche quase todos os dias com nozes, coma feijão a cada outro dia ou assim, coma aves e frutas vermelhas pelo menos duas vezes por semana e peixes pelo menos uma vez por semana. A pessoa também deve limitar a ingestão de alimentos não saudáveis ​​designados, limitando a manteiga a menos de 1 1/2 colher de chá por dia e comendo menos de uma porção por semana de doces e tortas, queijo gordo integral e frituras ou fast food.

Foguete G. steph 

Com base na frequência de ingestão relatada para os grupos de alimentos saudáveis ​​e não saudáveis, os pesquisadores calcularam a pontuação da dieta MIND para cada participante durante o período do estudo – cujos resultados foram publicados no Journal of Alzheimer’s Disease . Uma média da pontuação da dieta MIND desde o início do estudo até a morte do participante foi usada na análise para limitar o erro de medição. Sete medidas de sensibilidade foram calculadas para confirmar a precisão dos resultados.

“Descobrimos que uma pontuação mais alta na dieta MIND estava associada a melhores habilidades de memória e raciocínio, independentemente da patologia da doença de Alzheimer e de outras patologias cerebrais comuns relacionadas à idade. A dieta parece ter uma capacidade protetora e pode contribuir para a resiliência cognitiva em idosos ”, disse Dhana.

“Mudanças na dieta podem afetar o funcionamento cognitivo e o risco de demência, para melhor ou para pior”, continuou ele. “Existem mudanças bastante simples na dieta e no estilo de vida que uma pessoa pode fazer que podem ajudar a desacelerar o declínio cognitivo com o envelhecimento e contribuir para a saúde do cérebro”.

Fonte: Rush University Medical Center

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: EQM OU PROJEÇÃO ASTRAL?

O artigo em destaque na nossa edição desta segunda-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS, aborda um assunto muito polêmico, que para a ciência convencional ainda parece ser algo relacionado a algum distúrbio neurológico não explicável denominado de EQM ou Experiência de Quase Morte. A boa notícia como evolução é que os estudos mais recentes indicam que 10% das pessoas têm EQM. Uma ciência denominada Projeciologia tem outra explicação para esse fenômeno e afirma ser recorrente em 100% da humanidade, mas apenas 10% possui sensibilidade suficiente para perceber tal fenômeno. Os conhecimentos das duas ciências começam a se aproximar e não demora vão atar as pontas!

Cerca de 10% das pessoas têm experiências de quase morte, segundo estudo

Luz branca intensa é uma das características comuns em episódios de EQM. Imagem: Jesse Krauß/Wikimedia

É uma ocorrência mundial: pessoas de todas as idades, das mais diversas latitudes, têm relatado, em momentos em que suas vidas estavam em perigo real, ver uma luz branca intensa, sentir muita tranquilidade e, de alguma forma, pairar acima de seu corpo. Para os neurologistas, essas chamadas experiências de quase morte (EQM, ou, em inglês, NDE, abreviatura de near death experience) têm uma base neural, que pode, de acordo com recentes pesquisas, ser semelhante ao que acontece no cérebro durante certos distúrbios do sono.

A novidade mais fresca nessa área vem do neurologista Daniel Kondziella, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), que em 29 de junho de 2019 apresentou seus estudos em uma reunião do Congresso da Academia Europeia de Neurologia, em Oslo (Noruega) segundo o site NBC News. Segundo ele, cerca de 10% das pessoas que participaram de sua pesquisa declararam ter vivido experiências de quase morte.

As descobertas dele e de sua equipe, ainda não publicadas em um periódico revisado por especialistas, sugerem que características típicas de tais episódios, como a luz branca brilhante e uma sensação de tranquilidade, são provavelmente o resultado da atividade neural no cérebro, semelhante ao que se observa durante um fenômeno chamado paralisia do sono.

“Acho que essas experiências podem ser desencadeadas em situações de morte iminente”, disse Kondziella à NBC News. “Mas, ao perceberem essas experiências, as redes cerebrais estão trabalhando para armazená-las, para serem ressuscitadas, para que se recuperem essas memórias e para nos falar sobre elas.”

“Acho que, antes de desmaiarem, (essas pessoas) têm a experiência de quase morte. Quando são ressuscitadas, a última coisa que lembram é essa experiência”, disse ele.

Definição ampla

O estudo de Kondziella foi baseado em questionários enviados anonimamente para 1.034 pessoas online. Os questionários começavam com uma única pergunta: você já teve uma experiência de quase morte?

A definição de tal experiência foi ampla: “Qualquer experiência perceptiva consciente, incluindo experiências emocionais, autorrelacionadas, espirituais e/ou místicas, ocorrendo em uma pessoa próxima à morte ou em situações de intenso perigo físico ou emocional”. Como as respostas vieram de indivíduos anônimos, foi impossível para os pesquisadores confirmar qualquer uma das respostas.

Ressalvas à parte, os pesquisadores descobriram que 106 pessoas, ou cerca de 10% dos entrevistados, relataram o que era considerado uma “verdadeira” experiência de quase morte. Desse total, 53% descreveram a experiência como prazerosa, e 14% como desagradável.

Essas pessoas se mostraram também mais propensas a ter um histórico de distúrbios do sono extremos e vívidos, referido como intrusão do sono REM (REM é a abreviatura em inglês de movimento rápido dos olhos, etapa do sono em que ocorrem os sonhos). Essa descoberta, segundo pesquisadores, impulsionou a teoria de que tais experiências têm uma base neurológica. Durante o sono REM, quando uma pessoa está sonhando, a maioria dos músculos do corpo fica paralisada para que a ação desenrolada nos sonhos não se manifeste no nível físico.

Visões estranhas

A paralisia do sono foi descrita por alguns dos entrevistados no estudo de Kondziella e sua equipe. “Às vezes acordo à noite e não consigo me mexer”, escreveu um participante. “Vejo coisas estranhas, como espíritos ou demônios na minha porta, e depois de um tempo os vejo chegando ao meu lado. Eu não posso me mover ou falar, e eles se sentam no meu peito. Isso é assustador!”

Uma revisão de 2011 estimou que quase 8% da população mundial teve pelo menos um episódio de paralisia do sono durante a vida, e nem todas as experiências são tão vivas ou assustadoras.

Kondziella sugere que os mecanismos cerebrais responsáveis ​​por esses distúrbios do sono também permitem que as pessoas visualizem experiências quando suas vidas estão verdadeiramente em perigo, uma hipótese reforçada pela descoberta do estudo de que há sobreposição entre aqueles que relatam ambos os fenômenos.

O neurologista defende o que as pessoas vivenciam como episódios de quase morte, frequentemente relatados como sendo de mudança de vida e espiritualmente significativos. “Como cientista, acho que há uma explicação biológica”, disse ele. “Mas se há um significado mais profundo para elas, isso é uma questão para filósofos e líderes religiosos.”

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: PESQUISADORES DESCOBREM PORQUE MACHOS E FÊMEAS SENTEM A TEMPERATURA DE FORMA DIFERENTE

Saiba o porquê de machos e fêmeas sentirem a temperatura de forma diferente lendo o artigo completo a seguir. Pesquisadores da Escola de Zoologia da Universidade de Tel Aviv (Israel) oferecem uma explicação nova e evolucionária para esse questionamento tão antigo. Então convido você a ler o artigo completo a seguir e entender isso!

Evolução explica por que as mulheres sentem mais frio do que os homens

Diferença está relacionada aos sistemas de detecção de calor dos dois sexos, afirmam pesquisadores israelenses

Crédito: Pixabay

Pesquisadores da Escola de Zoologia da Universidade de Tel Aviv (Israel) oferecem uma explicação nova e evolucionária para o cenário familiar em que as mulheres trazem um suéter para o trabalho enquanto os homens se sentem confortáveis ​​usando mangas curtas em um escritório com ar-condicionado. Os pesquisadores concluíram que esse fenômeno não é exclusivo dos humanos: muitos machos de espécies endotérmicas (pássaros e mamíferos) preferem uma temperatura mais fria do que as fêmeas.

“Propomos que machos e fêmeas sentem a temperatura de forma diferente”, escrevem os pesquisadores em artigo publicado na revista Global Ecology and Biogeography. “Esta é uma diferença evolutiva embutida entre os sistemas de detecção de calor dos dois sexos, que está relacionada, entre outras coisas, ao processo de reprodução e cuidado com a prole.”

O estudo foi liderado pelos doutores Eran Levin e Tali Magory Cohen, da Escola de Zoologia e do Museu Steinhardt de História Natural da Universidade de Tel Aviv, Yosef Kiat, da Universidade de Haifa, e pelo dr. Haggai Sharon, especialista em dor de Faculdade Sackler de Medicina da Universidade de Tel Aviv e do Centro Médico Sourasky de Tel Aviv (Hospital Ichilov).

Análise aprofundada

O trabalho incluiu uma análise estatística e espacial aprofundada da distribuição de dezenas de espécies de pássaros e morcegos que vivem em Israel, aliada a uma revisão abrangente da literatura de pesquisa internacional sobre o assunto. O dr. Levin, que entre outras coisas estuda a fisiologia e o comportamento dos morcegos, observou em seus estudos anteriores que, durante a época de reprodução, machos e fêmeas tendem a segregar-se, com os machos habitando áreas mais frias. Por exemplo, colônias inteiras em cavernas nas encostas do Monte Hermon são compostas apenas por machos durante a estação de reprodução, enquanto na área mais quente do Mar da Galileia há principalmente fêmeas, que dão à luz e criam seus filhotes lá. Foi esse fenômeno que despertou sua curiosidade.

Além disso, um estudo da literatura científica revela vários exemplos de um fenômeno semelhante sendo observado em muitas espécies de pássaros e mamíferos. Nas espécies de aves migratórias, os machos passam o inverno em áreas mais frias do que as fêmeas (deve-se notar que nas aves a segregação entre os sexos ocorre fora da época de reprodução, uma vez que os machos participam da criação dos filhotes). Entre muitos mamíferos, mesmo em espécies que vivem em pares ou em grupos mistos durante toda a vida, os machos preferem a sombra enquanto as fêmeas preferem a luz do sol, ou os machos ascendem aos picos das montanhas enquanto as fêmeas permanecem nos vales.

Após a revisão da literatura, os pesquisadores conduziram suas próprias pesquisas. Eles reuniram amostras de informações coletadas em Israel ao longo de quase 40 anos (1981-2018) em milhares de espécimes de 13 espécies de pássaros migratórios de 76 locais (dados da Birdlife Israel e do Museu Steinhardt de História Natural) e 18 espécies de morcegos de 53 locais (dados dos pesquisadores e da Sociedade para a Proteção da Natureza). No total, o estudo incluiu mais de 11 mil pássaros e morcegos, desde o Monte Hermon, no norte, até Eilat, no sul.

Separação clara

O raciocínio por trás da escolha de pássaros e morcegos para o estudo é o fato de que eles voam e, portanto, são altamente móveis, e os pesquisadores levantaram a hipótese de que a separação espacial entre os sexos – às vezes estendendo-se a diferentes zonas climáticas – seria particularmente clara nesses grupos. Além disso, a diversidade climática significativa de Israel permitiu que eles estudassem animais individuais da mesma espécie que vivem em condições climáticas muito diferentes.

Os resultados do estudo demonstraram claramente que os machos preferem uma temperatura mais baixa do que as fêmeas, e que essa preferência leva a uma separação entre os sexos em certos períodos durante os ciclos de reprodução, quando machos e fêmeas não precisam, e podem até interferir, uns com os outros.

“Nosso estudo mostrou que o fenômeno não é exclusivo dos humanos. Entre muitas espécies de pássaros e mamíferos, as fêmeas preferem um ambiente mais quente do que os machos e, em certos momentos, essas preferências causam segregação entre as duas espécies”, disse o dr. Levin. “À luz das descobertas e do fato de ser um fenômeno generalizado, levantamos a hipótese de que estamos lidando com uma diferença entre os mecanismos de detecção de calor das mulheres e dos homens, que se desenvolveram ao longo da evolução. Essa diferença é semelhante em sua essência às diferenças conhecidas entre as sensações de dor vivenciadas pelos dois sexos, e é impactada por diferenças nos mecanismos neurais responsáveis ​​pela sensação e também por diferenças hormonais entre homens e mulheres.”

Paz e sossego

A drª Magory Cohen observou que essa diferença tem várias explicações evolutivas. Primeiramente, a separação entre machos e fêmeas reduz a competição pelos recursos do meio ambiente e afasta os machos que podem ser agressivos e colocar em perigo os bebês. Além disso, muitas fêmeas de mamíferos devem proteger seus filhotes em um estágio em que eles ainda não são capazes de regular a temperatura corporal por conta própria, e por isso desenvolveram uma preferência por um clima relativamente quente.

Levin e Magory Cohen concluíram: “O ponto principal é que, voltando ao reino humano, podemos dizer que essa diferença na sensação térmica não surgiu para que pudéssemos discutir com nossos parceiros sobre o ar-condicionado, mas pelo contrário: visa fazer com que o casal se distancie um do outro para que cada um possa desfrutar de um pouco de paz e sossego. O fenômeno também pode estar ligado a fenômenos sociológicos observados em muitos animais e até mesmo em humanos, em um ambiente misto de mulheres e homens: as mulheres tendem a ter muito mais contato físico entre si, enquanto os homens mantêm mais distância e evitam o contato uns com os outros.”

Fonte: Revista Planeta

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