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CIÊNCIAS: UMA GAROTA DE 6 ANOS DE BRISBANE NA AUSTRÁLIA É A PESSOA MAIS JOVEM A PUBLICAR ARTIGO CIENTÍFICO

Na nossa coluna CIÊNCIAS deste domingo você vai conhecer a pessoa mais jovem a publicar um artigo científico. Uma menina de apenas 6 anos, moradora de Brisbane na Austrália, publicou juntamente com seu pai um artigo científico sobre o comportamento de corujas e outras aves noturnas em florestas tropicais da Austrália. Leia o artigo completo a seguir e conheça os detalhes dessa história!

REDAÇÃO GALILEU

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Crianças prodígio estão sempre nos surpreendendo com sua capacidade. Muitas entram em universidades antes da hora ou então superam Einstein e Hawking no teste de QI. A pequena Grace Fulton, uma menininha australiana de apenas 6 anos, entrou para o time e é possivelmente a pessoa mais jovem a ter um artigo científico publicado.

Claro que Grace puxou o gosto pela ciência de seu pai, Graham Fulton, que é ecólogo e historiador da Universidade de Queensland, na Austrália. Ambos participaram de pesquisas de campo para ajudar a proteger espécies raras de corujas, como as aves do gênero Ninox e Tyto, a mascarada australiana e o boobook australiano.

“Grace absolutamente adora corujas. Ela viaja pelo país coletando dados sobre onde essas aves estão e o que está acontecendo com suas populações a medida que os habitats declinam”, conta o pai orgulhoso.

A menina é uma das principais autoras de um artigo cientifico que analisou a presença de corujas em áreas urbanas e florestais. A pesquisa foi realizada em dois locais: um perto da casa da família, em Brisbane, e outro na floresta tropical de Mount Glorious, em Queensland.

Pai e filha compararam o comportamento de corujas selvagens e outras aves noturnas. Com o estudo de campo, eles viram que os animais precisam de reservas maiores em Brisbane, com árvores antigas para que possam ser habitadas por corujas e muitas outras espécies florestais. Outra observação da família é que animais de estimação também atrapalham a permanência de corujas na cidade.

Grace não é apegada somente às corujas. Ela gosta de muitos outros animais, como as cobras, por exemplo. “Ela não as vê como algo ruim; e definitivamente não tem medo de tocá-las”, diz Graham. “Também gostamos de brincar com sanguessugas, pois ela acha que são fofas!”

O pai de Grace afirma que, desde os dois anos , a pequena nunca parou de perguntar o porquê das coisas. “Estou emocionado por ajudar a estimular sua curiosidade sobre o mundo natural”, comemora.

Fonte: Galileu

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CIÊNCIAS: VEJA AQUI AS ÚLTIMAS DESCOBERTAS SOBRE O AUTISMO

O foco da nossa coluna CIÊNCIAS desta sexta-feira é o Autismo. Trago aqui resumidamente as três descobertas mais recentes por cientistas e pesquisadores dos Estados Unidos, China, Austrália, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Israel sobre o Autismo. Caso você queira se aprofundar em cada uma dessas descobertas é fácil acessando o google e procurando pelo título.

Conheça as últimas descobertas sobre o autismo

Novas descobertas podem significar evolução no tratamento do transtorno

Autismo: saiba o que é, as principais características e ...

Escrito por Redação

Redação Minha Vida

Em 31/3/2020

autismo é um transtorno de desenvolvimento que compromete as habilidades de comunicação e interação social. Ainda que as causas sejam desconhecidas, muitas pesquisas recentes apontam descobertas significativas para a compreensão desta condição e para o desenvolvimento de tratamentos.

Em 2 de abril, celebra-se o dia do autismo. Confira abaixo algumas das novas descobertas sobre a condição.

Estudo identifica 102 genes associados ao autismo

Um estudo feito por pesquisadores americanos, e publicado na revista ?Cell?, identificou 102 genes ao risco de desenvolver o espectro autista.

Segundo declaração do pesquisador Joseph D. Buxbaum à revista, essa descoberta servirá de base essencial para o desenvolvimento dos futuros tratamentos.

“Quanto mais se entende as causas, mais é possível compreender a biologia do autismo. Cada gene dará novos insights sobre essa biologia”, comenta ele.

Cientistas conseguiram provocar autismo em macacos

O experimento publicado na revista Nature foi feito por cientistas chineses e americanos. Após a intervenção, os animais passaram a demonstrar comportamentos semelhantes ao dos humanos com o transtorno.

Os pesquisadores afirmam que técnica aplicada em macacos pode também ajudar a mapear mais profundamente essa condição e criar melhores opções de tratamentos para os pacientes com o autismo.

Pesquisa global indica possível causa do autismo

Estudo publicado no site JAMANetwork descobriu uma das principais questões sobre o autismo: sua causa. Segundo a pesquisa, a genética é o maior fator de risco para o desenvolvimento do autismo.

O estudo foi realizado com mais de 2 milhões de crianças com o transtorno na Suécia, Finlândia, Dinamarca, Israel e Austrália Ocidental no período de 1998 até 2011. Os pesquisadores acompanharam esses pacientes até completarem 16 anos.

Síndrome rara pode estar por trás de milhares de casos de autismo no Brasil

Segundo estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP), um dos fatores que pode contribuir para milhares de casos do espectro autista no Brasil é uma alteração no DNA que causa a síndrome Phelan-McDermid.

Essa doença é definida como um transtorno global no desenvolvimento que afeta a condição motora, intelectual e verbal, além de complicações nos rins e no aparelho gastrointestinal.

Segundo a pesquisa, dos 2 milhões de autistas brasileiros, existem 12 mil casos relacionados a essa condição rara. No entanto, devido ao fato de o teste genético não ser indicado pelos médicos com frequência, grande parte dessa população não sabe que possui essa condição.

Fonte:

Redação

Minha Vida

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CIÊNCIAS: ESTUDO REVELA QUE CORONAVÍRUS PODE SEGUIR ATIVO APÓS DESAPARECIMENTO DOS SINTOMAS

Em nossa coluna CIÊNCIAS desta segunda-feira o destaque é um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Yale mostrando que 50% dos pacientes tratados da Covid-19 ainda podem ter o coronavírus ativo no organismo por até oito dias após o desaparecimento dos sintomas. Leia a reportagem completa a seguir e veja a orientação médica quanto ao prazo da quarentena. 

REDAÇÃO GALILEU

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Coronavírus pode seguir ativo no organismo mesmo após sintomas ...Coronavírus Sars-CoV-2 (Foto: Creative Commons)

Um novo estudo realizado pela Universidade Yale, nos Estados Unidos, e pelo Hospital Geral Chinês, na China, aponta que metade dos pacientes tratados da Covid-19 ainda podem ter o coronavírus ativo no organismo por até oito dias após o desaparecimento dos sintomas. A pesquisa foi publicada no último dia 23 de março na revista científica American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

Os autores da investigação analisaram 16 casos de pacientes com idades em torno de 35 anos que foram infectados pelo novo coronavírus, mas que já haviam sido tratados e recebido alta. Os pesquisadores coletaram amostras de secreção da garganta dos voluntários em dias alternados para analisarem se eles estavam 100% curados.

“A descoberta mais significativa de nosso estudo é que metade dos pacientes continuava eliminando o vírus mesmo após o fim dos sintomas”, diz Lokesh Sharma, um dos autores do estudo, em comunicado. Os sintomas primários nesses pacientes incluíam febre, tosse, dor na faringe e falta de ar.

O tempo entre a infecção e o início dos sintomas, o período de incubação, foi em média de cinco dias. A duração média dos sintomas foi de oito dias, enquanto o tempo em que os pacientes permaneceram contagiosos após o final dos sintomas variou de um a oito dias. Duas pessoas tinham diabetes e um teve tuberculose, mas essas condições não afetaram o curso da infecção por Covid-19.

“Se você teve sintomas respiratórios leves e ficou em casa para não infectar pessoas, estenda sua quarentena por mais duas semanas após a recuperação para garantir que você não infectará outras pessoas”, recomenda Lixin Xie, médico e professor da Faculdade de Medicina Pulmonar e Intensiva do Hospital Geral Chinês que também participou da pesquisa.

Fonte: Galileu

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CIÊNCIAS: IMAGENS IMPRESSIONANTES DO CORONAVÍRUS ATACANDO CÉLULAS HUMANAS

Nesta sexta-feira a na coluna CIÊNCIAS trago uma reportagem da revista GALILEU com imagens impressionantes que mostram como se dá o ataque do coronavírus nas células humanas e como se processa a sua reprodução. Leia a reportagem completa a seguir e veja as imagens para ter a real noção de como acontece a contaminação.

REDAÇÃO GALILEU

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Imagens mostram coronavírus Sars-CoV-2 "matando" célula humana ...Imagens mostram novo coronavírus atacando célula humana (Foto: NIAID

O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID) disponibilizou novas fotos do novo coronavírus, responsável pela pandemia de Covid-19, no momento em que ele ataca células humanas. As imagens foram feitas usando um microscópio eletrônico e coloridas digitalmente.

De acordo com o NIAID, os registros foram feitos a partir do material coletado de um paciente norte-americano, quando as células entraram em apoptose, processo também conhecido como morte celular. Nas fotos, o vírus SARS-CoV-2 (pontinhos) está na superfície das células (estrutura maior).

Como é possível perceber, o vírus é minúsculo se comparado às células do nosso corpo. Isso porque esses organismos são estruturas simples: o coronavírus consiste em uma única cadeia de RNA (material genético) coberta por uma bicamada lipídica e picos de proteína — as chamadas proteínas spike.

Novas imagens mostram o coronavírus matando célula humanaAs fotos foram feitas com um microscópio e coloridas digitalmente (Foto: NIAID)

Ainda assim, esses agentes infecciosos podem causar danos reais em quem for infectado. Para contaminar uma célula, os coronavírus usam sua proteína spike para se ligar à membrana celular do hospedeiro. Uma vez dentro, o vírus passa a comandar a célula, obrigando-a a replicar seu material genético milhares de vezes.

Isso acontece até que, eventualmente, a célula hospedeira fica sobrecarregada e morre, causando uma “inundação” de material genético do vírus no organismo, o que leva à contaminação de novas células. E é exatamente essa parte do processo que a NIAID capturou nas novas imagens.

Imagens mostram coronavírus Sars-CoV-2 "matando" célula humana ...Fotos mostram o vírus SARS-CoV-2 (pontinhos) na superfície de uma célula humana (estrutura maior) (Foto: NIAID)

Fonte: Galileu

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CIÊNCIAS: ASTRÔNOMOS CALCULAM QUE A VIA LÁCTEA TENHA 2 MILHÕES DE ANOS LUZ DE DIÂMETRO

Uma descoberta importante é o nosso destaque na coluna CIÊNCIAS desta quinta-feira. Astrônomos calculam que a fronteira da Via Láctea com a sua vizinha Andrômeda esteja bem mais distante do que se imaginava. Leia a reportagem completa a seguir e entenda essa nova descoberta.  

REDAÇÃO GALILEU

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Nossa galáxia pode ser muito maior do que parece. Uma pesquisa publicada no arXiv e liderada por especialistas da Universidade de Durham, na Inglaterra, indica que a Via Láctea se estende por quase 2 milhões de anos-luz — sendo que um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros.

Isso não significa que seu disco luminoso, ou seja, sua parte visível, ocupe todo esse espaço: um estudo do ano passado defende que essa região da nossa galáxia meça apenas 260 mil anos-luz.

Assim como o Sol influencia corpos para além do Sistema Solar, por conta de sua força gravitacional e densidade, o halo “invisível” de matéria escura da Via Láctea também abrange uma área muito maior — e foi justamente esse diâmetro que os pesquisadores mediram recentemente.

Para encontrar a borda da Via Láctea, a equipe realizou simulações por computador de como galáxias enormes como a nossa se formam, focando em casos nos quais duas galáxias gigantes surgiram lado a lado (como é o caso da Via Láctea e de nossa vizinha Andrômeda). Isso porque esses aglomerados celestes influenciam uns aos outros — e é o limite dessa influência que, para os especialistas, delimita a fronteira de cada galáxia.

Tendo isso em vista, os astrônomos perceberam que a influência da Via Láctea chega a cerca de 950 mil anos-luz de seu centro, delimitando, assim, o seu diâmetro de 2 milhões de anos-luz. “Em muitas análises da auréola da Via Láctea, seu limite externo é uma restrição fundamental. Muitas vezes a escolha é subjetiva, mas, como discutimos, é preferível definir um limite externo física e observacionalmente motivado”, escreveram os especialistas no artigo.

Os cientistas esperam conseguir mais dados para continuar estudando o tópico, tornando essa medição cada vez mais precisa. “Há uma grande esperança de que dados futuros forneçam uma medição mais robusta e precisa da borda da Via Láctea e das galáxias próximas dela”, concluíram.

Fonte: Galileu
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CIÊNCIA E TECNOLOGIA: NOVA TÉCNICA RETIRA O PULMÃO, EXTIRPA O TUMOR E RECONECTAM NOVAMENTE NO CORPO DO PACIENTE

Na coluna CIÊNCIAS desta quarta-feira temos uma novidade muito bem vinda no combate ao câncer de pulmão. Médicos Israelenses conseguiram retirar o pulmão de um paciente, “limpar” os tumores e depois recolocaram o órgão saudável no corpo do homem. Uma nova técnica que visa evitar a necessidade de transplantes de pulmão, risco de rejeição e o tempo de espera. Leia a reportagem completa e conheça tudo sobre essa nova técnica cirúrgica.

Médicos retiram pulmão com câncer, “limpam” e devolvem ao paciente

Esperança contra o câncer de pulmão. Em vez de esperar por um doador, médicos de Israel conseguiram retirar o pulmão de um paciente, “limpar” os tumores e depois recolocaram o órgão saudável no corpo do homem.

O procedimento cirúrgico foi feito com sucesso no Hospital Beilinson e “pode mudar a maneira” como os cânceres são tratados ultimamente.

O paciente, que não teve o nome revelado, tem aproximadamente 40 anos. Ele foi hospitalizado após um tumor no pulmão esquerdo bloquear a artéria principal, levando ao colapso.

No Centro Médico Rabin, em Petah Tikva, os médicos perceberam que o pulmão ficaria ressecado até que surgisse um doador para um possível transplante.

“Se tivéssemos simplesmente cortado o pulmão, aguardando um transplante, o paciente continuaria com risco de vida”, disse Yuri Faischowitz, diretor da Unidade de Cirurgia Cardiotorácica de Beilinson, ao Dr. Itai Gal, da Ynet News. .

O câncer de pulmão é um dos cânceres mais mortais, apesar de as taxas de mortalidade da doença terem diminuído no mundo desde os anos 90.

Esperança

Durante a cirurgia, no mês passado, o homem continuou a respirar pelo pulmão bom, enquanto o outro era desconectado, limpo do tumor e reconectado – após inflá-lo para garantir que continuasse funcionando e que o tecido estava saudável.

A “limpeza” dos órgãos humanos dos tumores dessa maneira está em um estágio inicial e os cirurgiões disseram que pode mudar o tratamento do câncer e, em alguns casos, evitar a necessidade de transplantes de pulmão, risco de rejeição e o tempo de espera.

“O novo método pode mudar a maneira como os pacientes tratam o câncer no mundo”, diz o professor Dan Arav, que participou da cirurgia junto com Faischowitz.

O professor afirmou que o procedimento pode ser aplicado também a outros órgãos e outras formas de câncer.

Isso aumenta a esperança de pacientes que hoje teriam poucas opções de tratamento.

Com informações do Ynet News e GNN

Fonte: Só Notícia Boa

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CIÊNCIAS: MAPEAMENTO DE RESPOSTA DO SISTEMA IMUNOLÓGICO HUMANO CONTRA CORONAVÍRUS

Na coluna CIÊNCIAS deste sábado você vai saber os cientistas australianos mapearam resposta do sistema imunológico humano contra coronavírus. Leia  a reportagem completa a seguir e entenda o comportamento. 

REDAÇÃO GALILEU

18 MAR 2020 – 16H17 ATUALIZADO EM 18 MAR 2020 – 16H17

Resultado de imagem para Cientistas mapeiam resposta do sistema imunológico contra coronavírus, GALILEU
à esquerda, pulmão de paciente com 5 dias de infecção por Covid-19; à direita, com 10 dias (Foto: Divulgação/Thevarajan, I., Nguyen, T.H.O., Koutsakos, M. et al.)

Pesquisadores do Instituto Peter Doherty para Infecção e Imunidade, na Austrália, descobriram como funciona a resposta do sistema imunológico no combate à Covid-19. A pesquisa, publicada na revista médica Nature Medicine, mostra que as pessoas estão se recuperando da infecção da mesma maneira como superam uma gripe comum.

Em quatro momentos diferentes, os cientistas testaram amostras de sangue de uma mulher saudável de 40 anos de idade, que apresentava sintomas leves a moderados da doença. “Três dias após a internação da paciente, vimos grandes populações de várias células imunológicas, que são um sinal revelador de recuperação durante a infecção por gripe. Por isso, previmos que a paciente se recuperaria em três dias, o que aconteceu”, afirma Oanh Nguyen, autor da pesquisa, em comunicado.

Trabalhando em conjunto com a professora e pesquisadora de imunologia Katherine Kedzierska, da Universidade de Melbourne, a equipe conseguiu decodificar a resposta imune que leva à recuperação bem-sucedida da doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, o que pode ser o segredo para encontrar uma vacina eficaz.

“Este é um passo incrível para entender o que impulsiona a recuperação. As pessoas podem usar nossos métodos para conhecer as respostas imunológicas e também o que está faltando naqueles que têm resultados fatais.”, disse Kedzierska.

As estimativas atuais mostram que mais de 80% dos casos são leves a moderados, e entender a defesa do organismo nessas situações é muito importante. “Esperamos agora expandir nosso trabalho nacional e internacionalmente para compreender por que há casos mais graves e desenvolver mais conhecimento para ajudar na resposta rápida ao COVID-19 e a futuros vírus emergentes”, afirmou a cientista.

Fonte: Galileu

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CIÊNCIA E TECNOLOGIA: A VIA LÁCTEA ESTÁ SE DEFORMANDO GRAÇAS A UM CHOQUE COM OUTRA GALÁXIA

Na nossa coluna CIÊNCIAS & TECNOLOGIA desta quinta-feira você vai saber tudo sobre um fenômeno natural que está acontecendo há algum tempo, mas que só agora os cientistas conseguiram decifrar e explicar que este fenômeno é a Via Láctea se deformando por colisão com outra galáxia, graças ao satélite Gaia da Agência Espacial Européia que há seis anos monitora mais de um bilhão de estrelas. Leia o riquíssimo artigo completo a seguir e descubra uma parte da história de um universo nunca antes imaginado!

Via Láctea está se deformando por colisão com outra galáxia

Informações do satélite Gaia indicam que a distorção tem origem numa galáxia menor próxima, como Sagitário; choque não tem efeitos visíveis na Terra

Via Láctea: disco um pouco curvado nas extremidades. Crédito: ESO/F. Char

Os astrônomos discutem há anos por que a Via Láctea está distorcida. Dados do satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), que faz mapeamento de estrelas, sugerem que a distorção pode ser causada por uma colisão contínua com outra galáxia menor, que envia ondas pelo disco galáctico como uma rocha jogada na água.

Sabe-se desde o fim da década de 1950 que o disco da Via Láctea – onde reside a maioria de centenas de bilhões de estrelas – não é plano, mas um pouco curvado para cima de um lado e para baixo do outro. Durante anos, eles debateram o que está causando essa distorção. Propuseram várias teorias, incluindo a influência do campo magnético intergalático ou os efeitos de um halo da matéria escura, uma grande quantidade de matéria invisível que se espera que rodeie as galáxias. Se tal auréola tivesse uma forma irregular, sua força gravitacional poderia dobrar o disco galáctico.

Com sua pesquisa exclusiva de mais de um bilhão de estrelas em nossa galáxia, Gaia pode ser a chave para resolver esse mistério. Uma equipe de cientistas que usam os dados da segunda leva de informações liberadas por Gaia confirmou agora indicações anteriores de que essa distorção não é estática, mas muda sua orientação ao longo do tempo. Os astrônomos chamam esse fenômeno de precessão, e ele pode ser comparado à oscilação de um pião à medida que seu eixo gira.

Além disso, a velocidade com que a distorção ocorre é muito mais rápida do que o esperado – mais rápida do que o campo magnético intergalático ou o halo da matéria escura permitiriam. Isso sugere que a distorção deve ser causada por outra coisa. Algo mais poderoso – como uma colisão com outra galáxia.

Diferença de velocidade

“Medimos a velocidade da distorção comparando os dados com nossos modelos. Com base na velocidade obtida, a distorção completaria uma rotação em torno do centro da Via Láctea entre 600 milhões e 700 milhões de anos”, diz Eloisa Poggio, do Observatório Astrofísico de Turim (Itália), principal autora do estudo, publicado na revista “Nature Astronomy”. “Isso é muito mais rápido do que o esperado, com base em previsões de outros modelos, como aqueles que observam os efeitos do halo não esférico.”

A velocidade da distorção é, no entanto, mais lenta que a velocidade com que as próprias estrelas orbitam o centro galáctico. O Sol, por exemplo, completa uma rotação em cerca de 220 milhões de anos.

Essas ideias só foram possíveis graças à capacidade sem precedentes da missão Gaia de mapear a Via Láctea em 3D, determinando com precisão as posições de mais de um bilhão de estrelas no céu e estimando sua distância da Terra. O telescópio, parecido com um disco voador, também mede as velocidades com as quais estrelas individuais se movem no céu, permitindo que os astrônomos ‘reproduzam’ o filme da história da Via Láctea, indo e voltando no tempo ao longo de milhões de anos.

“É como ter um carro e tentar medir a velocidade e a direção da viagem dele por um período muito curto de tempo e, com base nesses valores, tentar modelar a trajetória passada e futura do carro”, diz Ronald Drimmel, astrônomo pesquisador do Observatório Astrofísico de Turim e coautor do artigo. “Se fizermos essas medições para muitos carros, poderemos modelar o fluxo de tráfego. Da mesma forma, medindo os movimentos aparentes de milhões de estrelas no céu, podemos modelar processos em larga escala, como o movimento da distorção.”

Sagitário?

Os astrônomos ainda não sabem qual galáxia pode estar causando a ondulação nem quando a colisão começou. Uma das candidatas é Sagitário, uma galáxia anã que orbita a Via Láctea, que se acredita ter rompido o disco galáctico da Via Láctea várias vezes no passado. Os astrônomos pensam que Sagitário será gradualmente absorvida pela Via Láctea, um processo que já está em andamento.

Diagrama da ESA que apresenta o disco da Via Láctea, com as distâncias do núcleo em relação ao Sol (26 mil anos-luz) e às extremidades deformadas (52 mil anos-luz): a amplitude da distorção onde está a Terra é muito pequena. Crédito: Stefan Payne-Wardenaar; Inset: Nasa/JPL-Caltech; Layout: ESA

“Com Gaia, pela primeira vez, temos uma grande quantidade de dados sobre uma grande quantidade de estrelas, cujo movimento é medido com precisão para que possamos tentar entender os movimentos em larga escala da galáxia e modelar sua história de formação”, diz Jos de Bruijne, cientista de projeto adjunto do Gaia. “Isso é algo único. Esta é realmente a revolução de Gaia.”

Por mais impressionantes que a distorção e sua precessão apareçam na escala galáctica, os cientistas nos asseguram que não há efeitos visíveis na vida de nosso planeta.

Muitas colisões

“O Sol está a uma distância de 26 mil anos-luz do centro galáctico, onde a amplitude da distorção é muito pequena”, diz Poggio. “Nossas medidas foram dedicadas principalmente às partes externas do disco galáctico, a 52 mil anos-luz do centro galáctico e além.”

Gaia anteriormente descobriu evidências de colisões entre a Via Láctea e outras galáxias no passado recente e distante, o que ainda pode ser observado nos padrões de movimento de grandes grupos de estrelas bilhões de anos após os eventos ocorrerem.

Enquanto isso, o satélite, atualmente no sexto ano de sua missão, continua varrendo o céu e um consórcio europeu está ocupado processando e analisando os dados que continuam fluindo em direção à Terra. Astrônomos de todo o mundo estão ansiosos pelos próximos dois lançamentos de dados de Gaia, planejados para o final de 2020 e a segunda metade de 2021, respectivamente, para encarar outros mistérios da galáxia que chamamos de lar.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: MÉDICOS NÃO CONSEGUEM EXPLICAR COMO MÃOS TRANSPLANTADAS DE JOVEM INDIANA MUDARAM DE COR

Um desafio para a ciência é o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS desta quarta-feira. Uma garota de 21 anos indiana, Shreya Siddanagowder, teve mãos transplantadas em 2017. As mãos vieram de um doador do sexo masculino de outro tom de pele, que agora estão mudando para o tom da pela da própria garota. Leia a reportagem completa a seguir e entenda como ocorreu essa curiosa mudança! 

REDAÇÃO GALILEU

09 MAR 2020 – 16H38ATUALIZADO EM 09 MAR 2020 – 16H38

Resultado de imagem para A indiana de 21 anos Shreya Siddanagowder teve ambas as mãos transplantadas em 2017 (Foto: Facebook/Amrita Hospital)A indiana de 21 anos Shreya Siddanagowder teve ambas as mãos transplantadas em 2017 (Foto: Facebook/Amrita Hospital)

A indiana de 21 anos Shreya Siddanagowder faz parte do seleto grupo com menos de 100 pessoas que recebeu um transplante de mãos nos último 25 anos. O caso dela foi amplamente documentado em 2017, quando a cirurgia foi conduzida, mas recentemente a jovem voltou aos noticiários por um motivo inusitado: as mãos transplantadas, que eram de um homem de outro tom de pele, adquiraram a mesma cor que seu corpo.

“Não sei como ocorreu a transformação. Mas agora parece que essas são minhas próprias mãos. A cor da pele ficou muito escura após o transplante, não que isso fosse minha preocupação, mas agora corresponde ao meu tom de pele”, disse a jovem em entrevista ao Indian Express.

Siddanagowda teve as duas mãos transplantadas após perder os membros em um acidente de ônibus. Ela foi operada no Hospital Amrita, em Kerala, sudoeste da Índia, e seu procedimento foi o primeiro entre pessoas de gêneros diferentes realizado na Ásia.

Os especialistas acreditavam que a diferença de gêneros seria um desafio devido aos hormônios, e por isso mativeram cuidados redobrados durante os anos seguintes à cirurgia. A surpresa, entretanto, aconteceu quando os médicos da jovem perceberam a mudança de cor dos tecidos transplantados.

“Esperamos publicar dois estudos sobre transplante de mãos em uma revista científica. Isso levará tempo. Estamos registrando a mudança de cor no caso [de Shreya], mas precisamos de mais evidências para entender o processo”, afirmou Subramania Iyer, chefe de cirurgia plástica e reconstrutiva do Instituto Amrita, ao jornal Indian Express. “Um soldado afegão que recebeu um transplante de mão de um doador do sexo masculino também havia notado uma ligeira mudança no tom de pele, mas morreu no Afeganistão na semana passada. Não pudemos documentar muita coisa.”

Como explicou o cirurgião plástico Mohit Sharma, que fazia parte da equipe que operou a menina, pesquisas sobre casos entre pessoas de gêneros diferentes são escassas. “Houve um transplante de mão de mulher para homem no Ocidente, mas não houve pesquisas científicas sobre o que acontece depois”, disse o profissional.

Segundo Sharma, demora cerca de um ano para que o canal linfático entre a mão do doador e o corpo do hospedeiro se abram completamente, permitindo o fluxo de fluidos. “É possível que as células produtoras de melanina [cuja função é pigmentar a pele] substituam lentamente as células do doador — e isso leve à mudança”, teorizou o médico.

As mãos de Siddanagowda ainda não são completamente funcionais, pois um de seus nervos não está funcionando como esperado, e os médicos também não descobriram o que causou a mudança de cor dos tecidos. Ainda assim, a jovem parece feliz com os resultados do transplante: no semestre passado ela mesma respondeu às suas provas da faculdade — escrevendo com as próprias mãos.

Fonte: Revista Galileu

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CIÊNCIAS: SAIBA COMO IDENTIFICAR PELO CHEIRO QUANDO A MULHER ESTÁ EXCITADA SEXUALMENTE

Pesquisa descobre que o homem pode reconhecer pelo odor do suor quando a mulher está excitada sexualmente. Veja essa interessante reportagem a seguir.

Homem pode distinguir pelo cheiro se mulher está excitada sexualmente

Em pesquisa britânica, participantes consideraram aroma de suor de mulheres sexualmente excitadas mais atraente

Uma pesquisa da Universidade de Kent (Reino Unido) sugere que os homens podem distinguir pelo olfato se as mulheres estão sexualmente excitadas ou não. A detecção da excitação sexual pelo odor emitido pode funcionar como um canal adicional na comunicação do interesse sexual e fornecer uma verificação adicional do interesse sexual humano.

Publicada na revista “Archives of Sexual Behavior”, a pesquisa de Arnaud Wisman, psicólogo da Universidade de Kent, expande estudos anteriores que concluíram que os seres humanos podem se comunicar e detectar emoções como medo ou tristeza através do aroma. A excitação sexual também é identificada como um estado físico emocional.

As descobertas foram estabelecidas através de três experimentos diferentes, nos quais homens processavam o perfume de amostras de suor das axilas de mulheres anônimas excitadas sexualmente ou não. Os participantes avaliaram o perfume das mulheres sexualmente excitadas como relativamente mais atraente, e isso aumentou sua motivação sexual. O dado sugere que os sinais químicos do perfume isoladamente podem provocar uma resposta sexual nos destinatários.

Wisman disse: “Os estudos atuais sugerem que os homens são sensíveis aos sinais olfativos de excitação sexual liberados pelas mulheres. Esta pesquisa sugere que esses sinais liberados juntamente com as correspondentes expressões visuais e auditivas de interesse sexual podem produzir um sinal geral mais forte que aumenta a motivação sexual. O interesse sexual pode envolver mais do que aparenta e esperamos que as descobertas atuais incentivem pesquisas adicionais para examinar o papel dos sinais olfativos sexuais na comunicação humana”.

Fonte: Revista Planeta

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