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CIÊNCIAS: CIVILIZAÇÕES PERDIDAS, LENDA OU FICÇÃO?

Civilizações perdidas: importância e influência para a sociedade moderna

Cidade perdida embaixo d'água

Com certeza você já ouviu falar de civilizações perdidas, como Atlântida/Atlantis ou a menos conhecida Lemúria, ambas tidas como mitologias e teorias que não foram confirmadas até os dias atuais. Mas você sabia que teóricos e estudiosos da antropogenese (origem e desenvolvimento humano) afirmam que há milhões de anos existiram formas de vida nesses locais, conhecidas hoje como raças raízes? Acredita-se que uma humanidade planetária nasce, evolui e se desenvolve, evoluindo e involuindo em sete etapas planetárias chamadas de Sete Raças-Raízes ou Raças Planetárias. Foi indicado, inclusive, que duas dessas raças – terceira e quarta raças-raiz – foram, respectivamente, originadas em Lemúria e em Atlântida.

A maioria das pessoas acredita que as histórias sobre Atlântida não passam de teorias da conspiração ou de lendas criadas para aflorar a imaginação da população, porque não há registros que comprovem que o lugar realmente existiu, onde era localizado e como uma ilha-cidade inteira desapareceu, mas há hipóteses de que Atlântida tenha estado na região do Mar Mediterrâneo e de que sua destruição foi causada pela erupção de um vulcão gigantesco na Ilha de Thera, no Mar Egeu, ocorrida provavelmente no século XVI a.C. Nos dias de hoje, o que restou do vulcão e de sua cratera é um círculo de ilhas atualmente conhecido como Santorini, na Grécia. Na história que deu origem à lenda, contada pelo filósofo Platão, contudo, Atlântida estaria localizada além das Colunas de Hércules, no Oceano Atlântico.

Imagem de cidades embaixo d'água

Em 2012, na área conhecida mundialmente como Triângulo das Bermudas, um grupo de cientistas canadenses alega ter descoberto uma cidade perdida. A noroeste da costa de Cuba, a 700 metros de profundidade, um robô submarino tirou as fotografias das ruínas de edifícios, quatro pirâmides gigantes e um objeto parecido com uma esfinge. Especialistas acreditam que os edifícios pertencem ao período pré-clássico do Caribe e da história da América Central da mesma época; já pesquisadores independentes insistem de que as ruínas são de Atlântida. Arqueólogos dizem que as construções foram construídas em terra e depois submergiram por causa de uma catástrofe natural, todavia essa hipótese implica em admitir a existência de uma vasta porção de terra no meio do Atlântico numa época geológica recuada, ideia que reforça a crença na Atlântida de Platão.

Cidade perdida embaixo d'água

Já Lemúria, que estaria localizado no Oceano Índico, trata-se de um continente inteiro desaparecido. Os pensamentos que incitaram a possível existência de um continente misterioso surgiram na metade do século XIX, com Philip Lutley Sclater, zoologista e advogado britânico, e Ernst Haeckel, biólogo alemão, que foram os primeiros que a iniciar os estudos sobre isso, levantando questionamentos sobre as migrações de animais e humanos. De acordo com Ernst, havia uma espécie de “pedaço faltando” quando se pensava no trânsito de humanos que saíam da Ásia e chegavam à África, pois apenas uma porção continental de terra na região poderia explicar a capacidade dos humanoides de se locomoverem de um lugar tão distante de outro sem cruzar o oceano. Anteriormente, Lutley teve quase as mesmas dúvidas que Haeckel, mas pensando nos lêmures: foi observado que havia muitos mais desses animais em Madagascar do que na África ou na Índia, podendo-se concluir que eles teriam saído de um lugar e ido para os outros.

Monumentos de cidade perdida embaixo d'água

Até os tempos modernos, muito se especula acerca destas civilizações. Para espanto geral, em 2013, geologistas encontraram evidências de que poderia ter existido um continente na região onde a tal da Lemúria estaria. Foi localizado ao sul da Índia, mais precisamente nas ilhas Maurício, um zircão datado de 3 bilhões de anos atrás, época em que a ilha supostamente não existia, já que ela é datada de 2 milhões de anos e só surgiu graças à movimentação das placas tectônicas. Desta forma, os cientistas afirmaram a existência de uma porção enorme de terra ali há muito tempo, mas ela desapareceu para dentro do oceano há cerca de 84 milhões de anos. Atualmente, o continente perdido é chamado de de Mauritia, em homenagem às ilhas que agora estão ali. Contudo não se conseguiu comprovar a lenda dos lemurianos, seres hermafroditas fabulosos, com quatro braços, que seriam, de acordo com a crença popular, os ancestrais dos humanos que habitavam Lemúria.

Falando em reais cidades perdidas – e encontradas -, a cidade de Alexandria foi descoberta no Mar Mediterrâneo em 1998. Exploradores encontraram a antiga cidade egípcia de Alexandria debaixo d’água, praticamente inteira, mesmo após estar submersa por cerca de 1.600 anos. É possível que ela tenha afundado devido a vários desastres naturais, como a subida do nível do mar, além de terremotos. Lá os mergulhadores encontraram o palácio real de Cleópatra, com direito a pisos de mármore, colunas, fornos e bacias, blocos de calcário vestido, paredes e estátuas de divindades egípcias, além de uma esfinge de granito cinza-escuro; todos itens que deveriam fazer parte da imensa construção.

Muitas culturas falam de terras míticas, cidades submersas e reinos perdidos que desafiam a ciência a comprovar suas teorias e histórias, e essas civilizações misteriosas entram e saem do campo do interesse público, sendo popularizadas na TV, em livros, revistas e agora na internet. Tornou-se cada vez mais difícil haver quem nunca tenha ouvido falar destas regiões ou que sequer tenha se sentido curioso ou incentivado a pesquisar mais sobre o assunto para saber se novas descobertas ocorreram. Esses lugares, sejam reais ou não, demonstram uma coisa: a forma como a criatividade, a imaginação e a especulação são atiçadas com essas histórias estimula um louvável desenvolvimento crítico e questionador na população, o que não deixa de ser benéfico para as mentes acostumadas a receber informações prontas, sem interesse de procurar saber mais sobre algum assunto que pode nem ser verídico.

Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
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CIÊNCIAS: NOVOS DADOS SOBRE DINOSSAURO BRASILEIRO NOS APROXIMA DOS NOSSOS ANCESTRAIS

Nesta quinta-feira, aqui na coluna CIÊNCIAS temos novas informações sobre o dinossauro brasileiro. Pesquisadores do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, divulgaram ontem (15) dados inéditos de uma pesquisa sobre o crescimento ósseo da espécie do dinossauro Vespersaurus paranaensis, que viveu no Paraná no período Cretáceo. Para que gosta de antropologia é uma ótima oportunidade para ler e conhecer a história dos nossos antepassados!

Pesquisadores apresentam dados inéditos sobre dinossauro brasileiro

O Vespersaurus paranaensis viveu no Paraná no período Cretáceo, há cerca de 90 milhões de anos

Pesquisadores recolhem fósseis no noroeste do Paraná: dinossauro tinha um crescimento mais parecido com o de jacarés e crocodilos. Crédito: © Cenpaleo/Museu Nacional

Pesquisadores do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, divulgaram ontem (15) dados inéditos de uma pesquisa sobre o crescimento ósseo da espécie do dinossauro Vespersaurus paranaensis. O estudo foi conduzido em parceria com o Centro Paleontológico da Universidade do Contestado, em Santa Catarina. Ele revela que esse animal poderia viver entre 13 e 14 anos e atingia a maturidade sexual entre 3 e 5 anos de idade.

Vespersaurus paranaensis foi uma espécie de dinossauro de pequeno porte, com 1,5 metro de comprimento. Ele viveu no período Cretáceo, entre 90 milhões e 70 milhões de anos atrás, no noroeste do Paraná. Nessa época, partes do Centro-Oeste, do Sudeste e do Sul do Brasil formavam o Deserto Caiuá. A espécie habitava o entorno de áreas úmidas, possivelmente um oásis. Nessa mesma região, também já foram encontrados fósseis de lagartos extintos e de duas espécies de pterossauros.

Graças ao grande número de fósseis preservados do Vespersaurus paranaensis, foi possível traçar um panorama mais completo e confiável sobre como esses animais se desenvolviam, qual eram suas taxas de crescimento e quanto tempo levavam para se tornar adultos. A técnica da ósteo-histologia, empregada no estudo, consiste na retirada de fragmentos do osso, por meio de cortes com serras elétricas. Por ser relativamente destrutiva, costuma ser usada apenas quando existe abundância de fósseis.

Fêmur do dinossauro. Crédito: Geovane Souza/Museu Nacional

Tecido incomum

A pesquisa constatou ainda a existência de um tipo de tecido ósseo incomum para os dinossauros, conhecido como paralelo-fibroso. Ele é caracterizado por um alto grau de organização das fibras de colágeno contida nos ossos e demanda mais tempo para se formar ao longo do crescimento do animal. Assim, as taxas de crescimento do Vespersaurus paranaensis eram provavelmente mais lentas do que o observado em outros dinossauros e mais similares às de jacarés e crocodilos.

A hipótese dos pesquisadores é de que a desaceleração do crescimento desses animais estaria relacionada com o seu tamanho corpóreo. Também é possível que seja uma adaptação ao ambiente árido onde viviam.

Reconstituição artística do dinossauro. Crédito: Geovane Souza

O trabalho integrou a pesquisa de mestrado de Geovane Alves de Souza, financiada com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Mobilizou mais seis cientistas: Arthur Brum, Juliana Sayão, Maria Elizabeth Zucolotto, Marina Soares, Luiz Weinschütz, além do paleontólogo e diretor de Museu Nacional Alexander Kellner.

Perguntas sem respostas

De acordo com nota divulgada pelo Museu Nacional, as descobertas revelam a importância do financiamento de bolsas de pós-graduação, lançando luz sobre como os dinossauros viveram em um mundo de constante mudança climática e quais os mecanismos e estratégias de sobrevivência existiam no passado do planeta. “Apesar de os dinossauros fascinarem tanto cientistas quanto o público leigo, muitas perguntas sobre seu crescimento, metabolismo e anatomia ainda permanecem sem respostas”, diz o texto.

Vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Museu Nacional vem se reconstruindo desde o grave incêndio ocorrido em sua sede em 2018.  De acordo com a instituição, essa pesquisa inédita surge em momento oportuno e reforça a sua capacidade de produzir ciência de ponta e de qualidade. Os resultados do estudo também foram divulgados na “PeerJ”, revista científica internacional focada em ciências biológicas e ciências médicas.

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: VIDA NA SUPERFÍCIE DE VENUS?

Em 1967 o cientista Carl Sagan escreveu um artigo na renomada Revista Nature com o título “Vida na superfície de Venus?” e pareceque agora a sua pergunta será respondida ou foi respondida, já que cientistas de diversas nacionalidades confirmaram a presença de gás gás de fosfina na atmosfera do planeta. Evidência que confirma sinal de vida em Vênus. Então, seja curioso(a) e leia o artigo completo a seguir para  conhecer os detalhes desta importante descoberta!

Cientistas encontram possível sinal de vida em Vênus

Cientistas de diversas nacionalidades anunciaram nesta segunda-feira, 14, a descoberta da presença do gás de fosfina na atmosfera do planeta

Pesquisadores encontraram sinal de vida em Vênus, que fica a cerca de 41 milhões de quilômetros distante da Terra, o planeta mais próximo do nosso. Os cientistas de diversas nacionalidades anunciaram nesta segunda-feira, 14, a descoberta da presença do gás de fosfina na atmosfera do planeta — o que pode indicar a presença de seres vivos no local (mas não deixe sua imaginação ir muito longe). A pesquisa foi publicada na prestigiada revista científica Nature Astronomy.

A fosfina, um gás altamente tóxico, é composto por hidreto de fósforo e é comumente utilizado em inseticidas na Terra, uma vez que não é encontrado em seu estado natural por aqui. Não se sabe a origem da substância em Vênus, mesmo depois de várias análises e mais estudos devem ser feitos para garantir a descoberta, que não deixa de ser um marco importante para a ciência. Segundo os cientistas, a fosfina na Terra é produzida por micróbios anaeróbicos (sem oxigênio) — e o mesmo pode ser verdade para o planeta quente, que beira os 462,2º graus celsius. Os astrônomos ainda não coletaram espécimes de micróbios de Vênus e não têm imagens deles.

“Essa descoberta é muito interessante porque no momento esse composto só é fabricado na Terra via algum ser vivo”, conta Janot Pacheco do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas – IAG da Universidade de São Paulo (USP). “Mas pode ser a mesma coisa que o metano encontrado em Marte. No planeta vermelho, as sondas encontraram algumas concetrações grandes de metano que podiam ter ligação com a vida, mas não descobriu nada ainda”, explica. “Em Vênus as temperaturas são extremamente variáveis, então você pode achar um lugar na atmosfera onde a bactéria pode viver. Assim como na Terra. A ideia mais sensacional é que essa bactéria deve viver em uma temperatura de 0 a 30 graus e produz essa fosfina”, conclui.

Mas isso significa que temos semelhantes vivendo em um planeta próximo ao nosso? Ainda não. O que a pesquisa dos cientistas indica é que podem existir micróbios em Vênus, indício mais forte encontrado sobre vida em Vênus até o momento.

Alguns pesquisadores têm questionado a hipótese levantada pelos cientistas e sugerem que o gás pode ter sido resultado de diversos processos geológicos. A descoberta, entretanto, pode mudar o foco dos cientistas para Vênus, planeta que foi ignorado nos últimos anos por pesquisadores no mundo todo, cujo foco era sempre voltado para Marte.

Para chegar a essa conclusão, os cientistas usaram o telescópio James Clerk Maxwell, no Havaí, e o telescópio Atacama, no Chile. Os cientistas eram da Universidade de Manchester, Cardiff e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, e também teve a participação da Universidade de Kyoto.

A história toda parece tirada direto do apontamento feito pelo cientista Carl Sagan, que escreveu um artigo, também na Nature, em 1967, com o título de “vida na superfície de Vênus?”. A pergunta do renomado cientista pode, então, ser respondida em breve.

Fonte: Exame

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CIÊNCIAS: UMA POSSÍVEL CURA PARA A RETINITE PIGMENTOSA ESTÁ EM FASE DE TESTES CLÍNICOS NA HUNGRIA

Um grande avanço da CIÊNCIA no campo da deficiência visual é o nosso destaque desta quinta-feira na coluna CIÊNCIAS e vem lá de Budapeste na Hungria, através de um tratamento revolucionário de edição de genes, que pode curar um tipo de cegueira que afeta cerca de uma em cada 4.000 crianças. O trabalho do biólogo celular Botond Roska está passando por testes clínicos. Ele descobriu uma possível cura para a retinite pigmentosa. Então, convido você a ler o artigo completo a seguir para conhecer os detalhes dessa grande descoberta!

O Prêmio Körber de Ciência Europeia deste ano vai para um cientista húngaro cujo tratamento revolucionário de edição de genes pode curar um tipo de cegueira que afeta cerca de uma em cada 4.000 crianças.

O trabalho do biólogo celular Botond Roska contra um tipo de doença degenerativa dos olhos está atualmente passando por testes clínicos.

Crédito: Botund Roska / Laitr Keiows 

Roska receberá o prestigioso prêmio e um subsídio de € 1 milhão por seu trabalho pioneiro na retina humana, que o colocou entre os líderes mundiais no estudo da oftalmologia – trabalho que incluiu o esforço presumivelmente meticuloso de identificar mais de 100 tipos diferentes de células de retina e seus inter-relações complexas.

Para isso, ele descobriu uma possível cura para a retinite pigmentosa, um grupo de doenças genéticas raras que causa mutações nos genes que codificam as proteínas necessárias para fazer fotorreceptores humanos – a célula que identifica a luz e nos permite ver.

Ao contrário de outras formas de degeneração visual que se correlacionam com a idade, a retinite pigmentosa geralmente começa na infância e pode levar à cegueira.

Embora raro, é uma das causas mais comuns de cegueira degenerativa.

O trabalho de Roska em novas terapias genéticas, que ele realiza na Universidade de Basel, na Suíça, envolve a reprogramação de células da retina em fotorreceptores, substituindo as danificadas e restaurando a luz e a cor nas retinas cegas.

O Prémio Körber é atribuído todos os anos a um único europeu nas disciplinas das ciências da vida e das ciências físicas.

Este é o quinto grande reconhecimento que o cientista de Budapeste conquistou desde que abandonou o violoncelo e começou a estudar medicina: em seu currículo já está o Prêmio Louis-Jeantet de Medicina por suas descobertas sobre o processamento de informação visual e a Ordem de Santo Estêvão da Hungria do Presidente János Áder, entre outros prêmios.

Fonte: Good News Network

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CIÊNCIAS: UM NOVO ESTUDO FEZ VARREDURA E CONSTATOU DIFERENÇAS NA ARQUITETURA DO CORAÇÃO ENTRE HOMENS E MULHERES

UM estudo minucioso e preciso, utilizando um novo “kit de ferramentas” de análise de imagem específico do coração, chamado CMR radiomics, para obter informações mais detalhadas sobre o coração. A pesquisa mostrou as diferenças na forma e na textura dos corações dos homens e das mulheres, que podem explicar por que o risco de doenças cardíacas diferem. Então lhe convido a ler o artigo completo a seguir e tomar conhecimento dos detalhes do resultado dessa importantíssima pesquisa!

Forma do coração difere entre homem e mulher e muda com a idade

Diferenças na estrutura do coração podem explicar por que homens e mulheres têm riscos distintos de doenças cardíacas

Coração: pesquisa constatou diferenças na arquitetura desse órgão em homens e mulheres. Crédito: BHF

As diferenças na forma e na textura dos corações dos homens e das mulheres podem explicar por que o risco de doenças cardíacas difere, de acordo com uma pesquisa financiada pela British Heart Foundation (BHF), do Reino Unido. As descobertas estão sendo apresentadas no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Pesquisadores da Queen Mary University de Londres, em colaboração com a Universidade de Barcelona (Espanha) e a Universidade de Southampton (Reino Unido), usaram novas maneiras de observar a estrutura do coração de 667 pessoas saudáveis ​​– 309 homens e 358 mulheres – do estudo UK Biobank Imaging.

A equipe analisou exames de ressonância magnética cardíaca (CMR, na sigla em inglês), um tipo de exame do coração usado para diagnosticar e fornecer informações sobre várias doenças cardíacas. Eles desenvolveram um novo “kit de ferramentas” de análise de imagem específico do coração, chamado CMR radiomics, para obter informações mais detalhadas sobre o órgão. O “kit de ferramentas” foi aplicado a varreduras do ventrículo esquerdo – a parte do coração responsável por bombear o sangue pelo corpo.

Ao compararem várias medidas de textura e formato do coração, os pesquisadores descobriram que, nos homens, o músculo cardíaco era dominado por texturas mais grossas. Já os corações das mulheres tinham texturas de granulação mais fina.

Área de superfície maior

Os pesquisadores também encontraram diferenças significativas na forma geral dos corações masculino e feminino. Por exemplo, os homens tinham uma área de superfície maior do músculo cardíaco em comparação com as mulheres, mesmo depois de levar em conta o tamanho do corpo.

O formato e a textura do coração mudam com a idade. Os participantes foram categorizados em três diferentes grupos de idade: 45-54 anos, 55-64 anos e 65-74 anos de idade.

As diferenças na forma do coração entre homens e mulheres diminuíram com a idade. Já as diferenças de textura permaneceram em todas as faixas etárias e dominaram na idade avançada.

Os pesquisadores agora aplicarão essa técnica às varreduras CMR de pessoas com doenças cardíacas e circulatórias. Estarão inclusos aí indivíduos com diabetes, pressão alta, colesterol alto e doenças coronárias. Isso poderá revelar como os detalhes mais intrincados da estrutura do coração diferem entre saúde e doença cardiovascular.

A drª Zahra Raisi-Estabragh, bolsista de treinamento em pesquisa clínica da BHF na Queen Mary University de Londres e pesquisadora principal, disse: “As atuais ferramentas de análise de imagem disponíveis em hospitais não abrangem totalmente a complexidade da arquitetura do coração. Precisamos conseguir ver o coração com muito mais detalhes para realmente entender como ele muda entre homens e mulheres, com o envelhecimento, e durante o desenvolvimento de doenças cardíacas. Nossa tecnologia tem grande potencial para fazer exatamente isso.”

Diagnóstico mais rápido e preciso

Raisi-Estabragh acrescentou: “Este trabalho é parte de uma estratégia de pesquisa mais ampla para desenvolver o CMR radiomics como uma ferramenta para melhorar o atendimento ao paciente. Nosso objetivo final é usar nosso ‘kit de ferramentas’ de imagem para permitir um diagnóstico mais rápido e preciso de doenças cardíacas, melhorar nossas estimativas de risco futuro de doenças cardíacas e compreender melhor os processos subjacentes às doenças cardiovasculares”.

“As varreduras CMR nos fornecem uma riqueza de informações sobre o coração, o que significa que podemos entendê-lo mais profundamente do que nunca”, afirmou a drª Sonya Babu-Narayan, diretora médica associada da British Heart Foundation. “Mas os pesquisadores cavaram ainda mais fundo para encontrar um tesouro enterrado nesses dados de rotina, revelando diferenças mais sutis que variam mais entre os homens e mulheres e por idade do que normalmente vemos. Em seguida, precisamos descobrir se essa tecnologia pode ser útil para avaliar o risco cardiovascular em mulheres e homens.”

Steffen Petersen, professor de cardiologia da Queen Mary University de Londres que supervisionou o projeto, disse: “Este trabalho inovador demonstra o potencial do UK Biobank como um poderoso recurso de pesquisa e o imenso valor das colaborações interdisciplinares e internacionais para o avanço do conhecimento do coração.”

Fonte: Revista Planeta

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CIÊNCIAS: A VACINA CONTRA COVID CADA VEZ MAIS PERTO DE CHEGAR AO MERCADO

A Pfiser anuncia que o resultado da última fase de testes da sua vacina contra Covid-19 deve sair já no começo de outubro. Ela afirmou que, se os resultados da vacina forem bons, deve pedir autorização ao FDA – a Anvisa norte-americana – para que a vacinação seja autorizada “o mais rápido possível”. Então, alegrai-vos e regozijai-vos, pois, ao que tudo indica, o pior já passou e a luz no fim do túnel já começa a brilhar!

Resultado da vacina da Pfizer contra Covid sai em outubro

A Pfizer anunciou que o resultado da última fase de testes da vacina norte-americana contra Covid-19 deve sair já no começo de outubro.

A declaração foi dada pelo presidente da empresa, Albert Bourla. Ela afirmou que, se os resultados da vacina forem bons, deve pedir autorização ao FDA – a Anvisa norte-americana – para que a vacinação seja autorizada “o mais rápido possível”.

A Pfizer espera produzir até 100 milhões de doses até o fim do ano e outras 1,3 bilhão de doses podem ser fabricadas no ano que vem.

Em julho o governo americano se comprometeu a pagar 2 bilhões de dólares pelas doses da vacina da Pfizer, caso sua eficácia seja comprovada.

Vacina

A vacina da Pfizer tem como base o RNA mensageiro, para produzir as proteínas antivirais no corpo do indivíduo.

Com a injeção, o conteúdo é capaz de informar as células do corpo humano sobre como produzir as proteínas capazes de lutar contra o coronavírus.

Fase final

A última fase de testes da proteção ainda está em andamento e já foi realizada com 23.000 voluntários com idades entre 18 e 85 anos.

Desse total, 1.000 serão testados no Brasil, com voluntários na Bahia e em São Paulo.

Os demais participantes estão distribuídos em 39 estados dos Estados Unidos, e também na Argentina e na Alemanha.

A empresa espera chegar a um total de 30.000 voluntários.

A vacina feita parceria com a BioNtech é uma das 176 vacinas potenciais sendo pesquisadas contra o novo coronavírus no mundo.

Desse total, 34 vacinas estão em fase de testes clínicos em humanos, segundo o último relatório da Organização Mundial da Saúde – OMS.

Com informações da Exame

Fonte: Só Notícia Boa

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CIÊNCIAS: MEGA ESTUDO ISLANDÊS CONCLUI QUE ANTICORPOS DA COVID-19 NÃO DESAPARECEM RÁPIDO

Mais um mega-estudo sobre o coronavírus é o destaque da nossa coluna CIÊNCIAS e aponta que os anticorpos do novo coronavírus podem durar até quatro meses e não desaparecem com a facilidade que outras pesquisas mostram. A pesquisa, feita pela biofarmacêutica islandesa deCODE genetics estudou 30.576 indivíduos e vale a pena você ler o artigo completo a seguir para entender um pouco mais sobre esse enigmático vírus. 

Anticorpos da covid-19 não desaparecem rápido, mostra megaestudo

Pesquisa feita na Islândia é a maior já realizada e estudou 30.576 indivíduos

Um megaestudo feito com mais de 30 mil pessoas na Islândia (o maior até o momento) apontou que os anticorpos do novo coronavírus podem durar até quatro meses e não desaparecem com a facilidade que outras pesquisas mostram.

A pesquisa, feita pela biofarmacêutica islandesa deCODE genetics, foi publicada no prestigiado jornal científico The New England Journal of Medicine e indica uma maior duração dos anticorpos da covid-19, bastante semelhante ao dos demais casos de infecção por algum tipo de coronavírus. As 30.576 pessoas representam 8,4% da população total da Islândia.

Para chegar a conclusão, os cientistas testaram 2.102 amostras de 1.237 indivíduos que tiveram o teste positivo para a covid-19, mesmo após quatro meses do diagnóstico inicial, e os anticorpos de 4.222 amostras de pessoas que foram expostas mesmo na quarentena e de outras 19 mil que não sabiam ter sido expostas ao vírus.

Se os anticorpos realmente não desaparecerem rapidamente, isso pode servir de alento até que uma vacina ou tratamento seja aprovado e comprovado seguro para uso na população. “Se uma vacina conseguir induzir a produção de anticorpos duradouros como a infecção natural faz, isso dá esperança de que a imunidade para esse vírus imprevisível e altamente contagioso pode não ser passageira”, disseram pesquisadores da Universidade de Harvard e do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos em um comentário no estudo islandês.

O que dizem os demais estudos?

A pesquisa islandesa vem de contramão a de outros cientistas. Em uma transmissão ao vivo no YouTube o professor John Bell, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirmou que pessoas que foram infectadas pelo vírus em março já podem estar suscetíveis a reinfecções. Segundo Bell os anticorpos da covid-19 podem se esgotar entre 10% e 30% a cada mês e eles “desaparecem rapidamente”.

Recentemente um estudo feito pela King’s College de Londres com cerca de 90 pessoas apontou que os anticorpos desapareciam com o tempo, atingindo um ápice três semanas após os primeiros sintomas e abaixando rapidamente depois disso. Nenhum estudo teve uma base tão grande quando o da deCODE.

Outra pesquisa publicada na revista científica Cell.com apontou que, mesmo sem a produção de anticorpos contra o vírus, um indivíduo pode produzir células capazes de destruir a doença em casos de reinfecção. São os chamados linfócitos T — células reativas que ajudam o organismo na defesa de infecções.

Mais um estudo, dessa vez divulgado na revista científica Nature, aponta que foram encontradas células imune contra a doença em amostras sanguíneas de 100 voluntários, entre eles alguns que não foram sequer expostos à doença.

Cientistas da Universidade de Washington e do Instituto de Pesquisas Benaroya encontraram a presença de células B em alguns casos — linfócitos responsáveis pelo reconhecimento e luta contra o vírus, bem como os T.

Segundo eles, os indivíduos recuperados tiveram as células T e B persistentes e, em alguns casos, aumentadas em até três meses após o aparecimento dos primeiros sintomas da doença.

Os pesquisadores analisaram quadros leves, também estudados por outros cientistas, quando foi apontado que as pessoas têm uma resposta imune ao vírus apesar da gravidade do caso.

As duas pesquisas citadas acima, no entanto, não passaram pelo processo de revisão de pares e tampouco foram publicadas em revistas científicas.

Em outros casos de doenças respiratórias causadas por um coronavírus (como o SARS e a MERS) uma imunidade de cerca de dois anos foi criada. Em outras variações do vírus (como a OC43 e a HKU1), as pessoas ficaram imunes por um período determinado de tempo.

A Islândia, com uma população de 364.134 habitantes, tem 2.116 infectados e 10 mortes, segundo o monitoramento em tempo real da universidade americana Johns Hopkins. Os Estados Unidos ainda são o epicentro da doença no mundo, com 6.076.281 doentes e 184.697 mortes. Em segundo lugar está o Brasil, com 3.950.931 casos confirmados e 122.596 óbitos. No mundo todo mais de 25 milhões de pessoas foram infectadas pela covid-19 e cerca de 857 mil morreram.

Mesmo com o avanço das pesquisas, o tempo de duração da imunidade contra o novo coronavírus permanece um mistério e apenas mais estudos sobre o tema poderão revelar por quanto tempo o corpo humano pode ficar protegido de novas infecções.

O que são os anticorpos?

Os anticorpos tem como principal função a defesa do organismo contra infecções e doenças e atuam como neutralizadores de micro-organismos capazes de infectar o corpo humano.

O anticorpo de uma doença como a gripe, por exemplo, existe até que outra cepa do vírus infecte o indivíduo. É isso que faz com que os humanos tenham gripe várias vezes.

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CIÊNCIAS: UM NOVO REMÉDIO CAPAZ DE MELHORAR A MEMÓRIA, A COORDENAÇÃO E OS MOVIMENTOS ATRAVÉS DA RESTAURAÇÃO DAS CONEXÕES PERDIDAS ENTRE OS NERVOS

O avanço da ciência está a cada dia mais rápido e em breve chegaremos a cura total de algumas doenças degenerativas como Alzeheimer, epilepsia e paralisia. Este é o destaque desta terça-feira na coluna CIÊNCIAS. Cientistas ingleses em parceria com outros, Alemães e Japoneses desenvolveram um medicamento que repara danos causados no cérebro e na medula espinhal. Convido você a ler o artigo completo a seguir e conhecer os detalhes dessa incrível descoberta!

Cientistas criam remédio que repara danos no cérebro e medula

Esperança contra Alzheimer, epilepsia e paralisia. Cientistas britânicos desenvolveram um medicamento que repara danos causados no cérebro e na medula espinhal.

O remédio restaura as conexões perdidas entre os nervos e é capaz de melhorar a memória, a coordenação e o movimento.

Os resultados dos testes, feitos em camundongos e células cultivadas em laboratório, foram descritos como “surpreendentes” e saíram na revista científica Science.

O autor principal do estudo é o Dr. Radu Aricescu (foto acima), neurocientista do Laboratório de Biologia Molecular MRC, em Cambridge. Ele trabalhou com colegas da Alemanha e do Japão no projeto.

Como

O medicamento usa uma proteína sintética que faz uma “ponte molecular” e restabelece ligações neuronais destruídas por acidente ou doença.

O composto chamado CPTX imita uma proteína natural conhecida como cerebelina-1, que liga os neurônios que enviam sinais àqueles que os recebem.

Esses ‘transmissores’ e ‘receptores’ são encontrados em pontos especiais de contato – as sinapses. A cerebelina-1 e proteínas relacionadas são conhecidas como ‘organizadores sinápticos’.

Eles são essenciais para ajudar a estabelecer a vasta rede de comunicação que sustenta todas as funções do sistema nervoso.

Medula espinhal

O maior impacto foi observado na lesão da medula espinhal, onde a função motora retornou por pelo menos sete a oito semanas, depois de uma única injeção no local.

“Criamos uma molécula que acreditávamos que ajudaria a reparar ou substituir as conexões neuronais de uma forma simples e eficiente…Ficamos muito encorajados pela forma como funcionou bem nas células e começamos a olhar para modelos de camundongos de doenças ou lesões onde vemos uma perda de sinapses e degeneração neuronal”, disse o Dr. Radu Aricescu.

Alzheimer

Nos primeiros estágios do Alzheimer e em outros distúrbios neurodegenerativos, as sinapses – ou conexões cerebrais – são perdidas. Isso eventualmente faz com que os neurônios morram.

O mesmo acontece com o dano à medula espinhal, que interrompe o fluxo constante de sinais elétricos do cérebro para o corpo. Pode levar à paralisia abaixo de uma lesão.

“Em nosso laboratório, estudamos o efeito da CPTX em ratos que exibiam certos sintomas da doença de Alzheimer e descobrimos que melhorou o desempenho da memória dos ratos”, disse o co-autor do professor Alexander Dityatev, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas de Bonn.

Os pesquisadores também descobriram que o CPTX aumentou a capacidade das sinapses de mudar, o que é vital para a formação da memória perdida no Alzheimer.

Além disso, a proteína agia especificamente nas sinapses que promoviam a atividade da célula contatada. Também aumentou a densidade das ‘espinhas dendríticas’, minúsculos protuberâncias na membrana da célula que são essenciais para estabelecer conexões sinápticas.

Em humanos

Versões novas e mais estáveis ​​do CPTX estão sendo feitas para ter um efeito mais duradouro. Os pesquisadores estão confiantes de que podem corrigir isso.

Eles querem descobrir agora se as descobertas valem para seres humanos.

“Nosso estudo sugere que o CPTX pode até fazer melhor do que alguns de seus análogos naturais na construção e fortalecimento de conexões nervosas. Assim, a CPTX poderia ser o protótipo de uma nova classe de medicamentos com potencial clínico… Nossa abordagem pode levar a tratamentos que realmente regeneram as funções neurológicas”, concluiu o Dr. Aricescu.

Com informações da Science e GNN

Fonte: Só Notícia Boa

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CIÊNCIAS: A ALUCINANTE PRECISÃO E PERFEIÇÃO DO GIRASSOL CONSTATADA PELA MATEMÁTICA

Esta cada dia mais difícil a ciência provar que Deus não existe. O artigo postado aqui na coluna CIÊNCIAS deste sábado nos trás mais uma descoberta da ciência que só mostra mais perfeição nas entranhas da natureza, na medida em que a física e a matemática adentram no mundo micro.  Cientistas descobriram que milhares de pequenas florzinhas no meio de um girassol realmente crescem com a precisão matemática de uma sequência de Fibonacci, o matemático italiano que descreveu uma sequência – freqüentemente vista na natureza – em que cada número é a soma dos dois anteriores. Uma impressionante precisão e perfeição, que não parece coincidência. Então convido você a ler esse artigo completo, refletir e tirar suas conclusões!

A matemática alucinante dos girassóis … da revista Scientific American sobre seu 175º aniversário

Foto de Aaron Burden 

Você sabia que os milhares de pequenas florzinhas no meio de um girassol realmente crescem com a precisão matemática de uma sequência de Fibonacci?

Uma espiral de crescimento uniforme em homenagem ao matemático italiano que a descreveu, os números de Fibonacci formam uma sequência – freqüentemente vista na natureza – em que cada número é a soma dos dois anteriores.

O fenômeno do girassol é perfeitamente ilustrado em um vídeo da série Instant Egghead YouTube da Scientific American, que hoje está celebrando seu 175º aniversário.

Nesse dia de 1845 , a revista publicou sua primeira edição, fundada pelo inventor Rufus M. Porter, que começou a reportar o que estava acontecendo no US Patent Office.

A mais antiga revista mensal publicada continuamente nos Estados Unidos, ela agora relata avanços notáveis ​​em ciência e tecnologia e educa jovens e adultos com seu canal e site no YouTube.

Marcando o aniversário do marco histórico, o site está apresentando uma mistura de Harry Houdini e MC Escher; está reinserindo uma coluna regular de poesia; e mergulhar fundo em algumas das descobertas mais transformadoras, emocionantes e estonteantes dos últimos 175 anos .

VEJA o girassol desvendar seus mistérios abaixo …

Fonte: Good News Network
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CIÊNCIAS: A INTRÍNSECA RELAÇÃO ENTRE CÉREBRO E ESPÍRITO – PARALELOS E SIMILARIDADES

Na coluna CIÊNCIAS desta quinta-feira trago um artigo muito interessante e bem escrito por Fernando Gaspar Sobrinho sobre os paralelos entre cérebro e espírito. Como ocorre a relação entre essas duas entidades. Uma que está diretamente ligada a matéria, ao corpo humano. Nele está aprisionada e possui uma vida finita. A outra que permeia o campo do sutil, possui liberdade para abandonar o corpo de vezem quando e não está limitada a vida finita do corpo. Então lhe convido a ler o texto completo a seguir e entender como se dá essa intrínseca relação entre matéria e espírito!

Cérebro o órgão da alma - Planeta

Paralelos entre cérebro e espírito

“Existem similaridades na estrutura e na função do
cérebro e da mônada que constituem o ser humano. A
mônada corresponde, sob o ponto de vista espiritual,
ao cérebro físico. Refletir sobre esse fato favorece a
busca consciente pela saúde física e espiritual”

Fernando Gaspar Sobrinho*
O cérebro é o órgão mais importante do corpo humano e os neurônios que o constituem são células altamente diferenciadas, permanentes
e bastante exigentes. Nossos comportamentos, emoções e pensamentos estão relacionados a esse órgão. As ações motoras, nossos movimentos, os sentidos e a manutenção do equilíbrio e das funções corporais, como respiração, circulação, digestão, crescimento, reprodução, metabolismo e temperatura, entre outros, estão associados a regiões específicas do cérebro. Cada parte do cérebro, portanto, desempenha uma função, cuida de um segmento corporal e processa informações.

Além dessa biologia já aceita, o debate sobre a independência da consciência ou alma em relação ao cérebro permanece em aberto desde
a Antiguidade. O cérebro é um maestro biológico, mas, sob um ponto de vista metafísico, pode ser a batuta de uma alma maestra que rege
sua orquestra física. Na literatura teosófica, que divide o homem em diferentes elementos constitutivos, o componente mais espiritual do ser humano é chamado espírito (atman, em sânscrito) e é a fonte última e profunda de nossa consciência. É o ser humano sem cascas.

Neste texto vamos fazer analogias entre o cérebro e o espírito na perspectiva biológica-teosófica.

O cérebro é envolvido por sete revestimentos, que podem ser listados, de dentro para fora: as três meninges (pia-máter, aracnoide-máter e dura-máter), o osso do crânio e seus dois revestimentos (interno ou endósteo e externo ou periósteo), e a pele (couro cabeludo). Cada uma dessas camadas possui suas peculiaridades e suas funções. Elas protegem, isolam, filtram e nutrem o cérebro. Elas tornam viável a existência do cérebro num ambiente que, de outro modo, seria incompatível com sua vida. O cérebro, como outros órgãos vitais, não pode se relacionar diretamente com o meio exterior. O mesmo pode ser dito da relação entre o espírito e seus veículos materiais.

Segundo Jinarajadasa, em seu livro Os Sete Véus Sobre a Consciência, e outras obras similares, uma pessoa é constituída por sete princípios, sendo, do mais grosseiro ao mais sutil: físico, etérico (físico em estado sutil), kama (desejos-paixões-emoções), manas (mente inferior e mente superior), búdico (buddhi) e átmico (atman ou espírito). Este último, segundo a literatura esotérica, é revestido por um envoltório delicado: o ovo áurico. De certo ponto de vista, a consciência está para o cérebro como o espírito está para o ovo áurico. Dada a incognoscibilidade de atman, buddhi é tido como foco fundamental da vida. Portanto, a vida real é a de buddhi, cuja síntese prática é dada
pela fraternidade. A respeito, a fraternidade é o primeiro objetivo da Sociedade Teosófica.

Cada um daqueles princípios constitutivos se relaciona a complexas funções físicas, psíquicas e espirituais. Eles processam informações
que poderão afetar a consciência profunda e ao mesmo tempo são instrumentos que viabilizam a manifestação dessa mesma consciência.
Existe, guardadas as devidas proporções, uma similaridade numérica e funcional entre os revestimentos do cérebro e os espirituais.

Vejamos os sentidos e as ações corporais. Embora os impulsos nervosos oriundos dos órgãos dos sentidos, como os olhos e os ouvidos, possam chegar ao cérebro e nos fazer conscientes dessas percepções, ou seja, visão e audição, o cérebro em si é insensível. Ele pode ser tocado e cortado sem que a pessoa sinta nada, porque inexiste sensor de dor no cérebro. A cefaleia nunca advém do cérebro, mas
das estruturas a ele relacionadas. O cérebro também é incapaz de se mover sozinho, pois não possui estrutura locomotora. Portanto, ele não fala, não anda, não vê e não ouve. O cérebro é como o olho: tudo vê, exceto a si mesmo. A despeito disso, nenhuma das ações e sensações conscientes são possíveis sem o cérebro, o destino ou a origem desses impulsos nervosos. Mas para que tudo isso ocorra, o cérebro precisa de instrumentos, ferramentas capazes de sentir ou executar ordens. Esses órgãos estão distantes do cérebro; daí a necessidade de nervos para conduzir sinais. Quando o ser humano se torna consciente de algo à sua volta ou consigo próprio é porque a informação nervosa chegou até o cérebro, mais especificamente ao córtex, a substância cinzenta que o reveste. Por isso ele é considerado, junto com a medula espinal, parte do sistema nervoso central. Ele é o destino dos sentidos corporais que, por sua vez, começam no estímulo dos órgãos dos sentidos. Ele também é a origem física das ordens motoras para os músculos e secretoras para as glândulas.
Se alguém deseja fazer algo conscientemente, essa ordem partirá de modo obrigatório do córtex cerebral, que é sua camada mais superficial.

Após abordar o cérebro, voltemos ao espírito. Em Teosofia, a mônada é o cerne espiritual do ser humano. Ela é constituída de um complexo formado pelo espírito e pela chamada alma espiritual. O espírito é visto aqui como um princípio universal, comum a todos os seres humanos, e não uma individualidade personalista. Ele é tido como uma emanação imortal do princípio subjacente à origem e manutenção do universo, sendo, portanto, parte dessa própria fonte. Trata-se de algo cuja quintessência e sutileza estão além da cognição humana e, portanto, é abstrata, especulativa e intuitiva. Mas o ovo áurico que o envolve é menos abstrato e, em nossa analogia, corresponde ao córtex cerebral, destino do que pode ser assimilado e origem imediata dos impulsos espirituais.

Não é por acaso que a reflexão a respeito do espírito exige intuição. O instrumento imediato do espírito, seu veículo de manifestação, é a chamada alma espiritual, cuja principal característica é a perspectiva impessoal da vida e do cosmo e a percepção intuitiva de verdades. Na dimensão da alma espiritual, nos sentimos unidos e empáticos em relação a todos os outros seres. Tem-se acesso direto ao conhecimento das coisas. De algum modo, essa alma está conectada ao espírito e esse grau de visão universal é um indício da união atman-buddhi.

Um complexo multidimensional

Nos textos teosóficos-hindus, o espírito é atman e a alma espiritual é buddhi. Esta última pode ser influenciada por nossa mente superior ou abstrata (manas arupa, literalmente “mente amorfa”), que reflete e constrói nossos pensamentos melhores e mais altruístas. Já a mente concreta representa o aspecto inferior da mente, mais ligada ao que é terreno ou egoísta. Quanto mais forte a sintonia com os níveis superiores, mais intensa é a consciência de unidade cósmica, manifestada principalmente pela fraternidade, espiritualidade e sabedoria, e maior é o intercâmbio entre esses planos existenciais.

Logo, o ser humano é um complexo multidimensional. Podemos, assim, abordar as dimensões relativas ao que chamamos personalidade
transitória e à mônada imortal. A propósito, a mônada, em seu próprio nível, é incapaz, ela mesma, das tarefas da personalidade.

Do ponto de vista sensitivo, as experiências são processadas em seus respectivos níveis dimensionais até que determinados fluxos chegam à mente superior e à mônada, que é o destino daquilo que pode ser especialmente codificado e assimilado através das encarnações. Aqueles princípios sutis e o corpo que formam o ser humano funcionam como órgãos sensoriais e efetores para a mônada, ou seja, são portas de entrada para percepções e vias de saída dos fluxos monádicos. Em última análise, o desenvolvimento da mente superior e da mônada dependem das experiências vividas pelo indivíduo em suas diversas dimensões e existências. Como será visto adiante, o objetivo da vida é elevar a mente superior até harmonizá-la com buddhi e com esta fundir-se.

Retornemos ao cérebro para falar sobre seu desenvolvimento e potencialidades. Para alcançar sua plena capacidade, o sistema nervoso necessita se desenvolver, pois a criança nasce imatura. Por isso não anda nem fala. Com o tempo, a partir da nutrição e dos estímulos da experiência cotidiana, os neurônios crescem, formam conexões, circuitos, e codificam dados e habilidades. O cérebro se torna ativo, a memória e a destreza se expandem junto com o aprendizado: o ser alcança a maturidade. Isso permite a capacidade criativa, armazenadora e executora. O ser adquire protagonismo no mundo, deixando a passividade em prol da atividade.

Um processo semelhante ocorre com a mônada por meio das reencarnações. Ela se torna ativa, desenvolve suas potencialidades, se expande e amadurece progressivamente conforme se relaciona com os demais princípios da manifestação por meio da mente. Esses veículos-instrumentos se tornam melhores e capazes de expressar a força, a vontade, a genialidade, a virtude e a sabedoria, frutos da
ressonância monádica. Num estágio avançado, é dito que a mente superior se une à alma espiritual (buddhi) e o ser humano se realiza em seu atual momento evolutivo. Essa fusão é o moksa hindu ou o nirvana budista, o fim dos ciclos de renascimentos e mortes (samsara).

Aprendizado internalizado

Fisicamente, vimos que os impulsos nervosos que chegam ao córtex do cérebro são já processados e adaptados às condições exigidas. Porém, outro ponto a ser considerado diz respeito à circulação do sangue, pois nem todas as substâncias aí presentes têm acesso ao cérebro. Isso porque existe um filtro, uma triagem celular chamada “barreira hematoencefálica”. Deste modo, somente substâncias nobres de interesse do cérebro aí chegam.

Algo análogo se dá com a mônada e seus veículos. Somente aquilo que é assimilável pela mônada pode ter acesso a ela. A brutalidade das
paixões, os vícios, os pensamentos mesquinhos, as grosserias e o moralmente reprochável são descartados e reciclados em seus respectivos níveis insólitos. Nesses casos, somente o fluxo da lição é assimilado pela mente superior e daí pela mônada. As marcas e cicatrizes permanecem na Terra, enquanto o aprendizado é internalizado. As experiências se somam e desenvolvem a natureza interior. Práticas virtuosas têm acesso, por ressonância, aos princípios superiores do ser humano e agem diretamente no crescimento espiritual da pessoa. Essa capacitação progressiva da mônada-mente torna a individualidade que reencarna positivamente qualificada e capaz de prodígios maiores associados ao autocontrole, à mente sagaz e à vivência de emoções construtivas manifestas nas atitudes nobres. Assim, as chances de acertos crescem e os erros decrescem.

É importante considerar que todos os movimentos, sejam mentais, emocionais ou físicos, mobilizam energias próprias que repercutem em seus respectivos níveis ou dimensões. Isso significa que, de fato, toda ação gera consequências. É o karma hindu-budista, que resulta em júbilo ou sofrimento, conforme a qualidade, direção e intensidade da energia mobilizada. É, em certo sentido, a “providência” dos cristãos
ou as “mutações” de que fala Confúcio. Segundo Paulo, “o que o homem semear, isso ele colherá”.

Conclui-se que existem similaridades na estrutura e na função do cérebro biológico e da mônada teosófica que constituem o ser humano.
Para uma pessoa, a mônada corresponde, sob o ponto de vista espiritual, ao cérebro físico. Refletir sobre esse fato favorece a busca consciente pela saúde física e espiritual, haja vista o reconhecimento da importância de ambos. O paralelo entre nosso centro físico e o espiritual reforça a relação entre esses extremos enquanto princípios. As analogias discutidas aqui endossam o fundo espiritual que permeia a vida humana, colocando-o como meta existencial, uma vez que somos essencialmente espíritos e não apenas corpos.

* Fernando Gaspar Sobrinho é médico e professor universitário.

Fonte: Revista Sophia, 85ª edição

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