CANDIDATURA DE EX-MINISTRA DA JUSTIÇA DA FRANÇA À PRESIDÊNCIA DO PAÍS É OFICIALMENTE ANUNCIADA

Ex-ministra da Justiça da França anuncia candidatura à Presidência

Buscando unificar esquerda contra Emmanuel Macron, Christiane Taubira quer se tornar primeira mulher e negra presidente

Christiane Taubira anunciou candidatura à Presidência da França

Christiane Taubira anunciou candidatura à Presidência da França | Foto:
Reprodução/Flickr

A ex-ministra da Justiça da França Christiane Taubira anunciou oficialmente neste sábado, 15, que é candidata à Presidência do país nas eleições de abril. Ela pretende unificar a esquerda francesa para enfrentar o atual mandatário do país, Emmanuel Macron.

A confirmação da candidatura foi feita em Lyon. Caso seja eleita, Christiane seria a primeira mulher e primeira pessoa negra a governar a França.

A agora candidata ao Palácio do Eliseu, de 69 anos, foi ministra da Justiça no governo do socialista François Hollande (2012-2017). Em 2002, ela concorreu na eleição presidencial e obteve pouco mais de 2% dos votos.

Em seu discurso ao lançar a candidatura, Christiane afirmou que deseja responder à “raiva” e às “injustiças sociais” que atingem o país. Ela defendeu um governo “que saiba dialogar, em vez de dar lição de moral”. “Faremos isso juntos. Nós somos capazes”, disse a esquerdista.

A esquerda francesa tenta encontrar um nome único para disputar as eleições presidenciais deste ano, mas está dividida.

Neste momento, a cerca de três meses do pleito, o campo considerado “progressista” já conta com seis postulantes ao cargo — nenhum deles ultrapassa 10% das intenções de voto nas pesquisas.

Entre os candidatos de esquerda, já se apresentaram a prefeita de Paris, a socialista Anne Hidalgo; o líder do partido extremista França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon; e o ambientalista Yannick Jadot.

Macron, que deve se candidatar à reeleição, também deve ter como principais adversárias duas candidatas de direita: Marine Le Pen e Valérie Pécresse.

Apesar de ainda ser apontado como favorito na eleição, Macron vem perdendo apoio e tem recebido uma série de críticas, à esquerda e à direita. Seu governo é marcado por uma série de medidas restritivas em meio à pandemia de covid-19, o que gerou dezenas de protestos e manifestações em várias regiões do país nos últimos meses.

Fonte: R7

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