Na sessão AUTOCONHECIMENTO deste domingo trago um texto para REFLEXÃO muitíssimo esclarecedor. Nessa caminhada da “expansão da consciência” suportamos cotidianamente na nossa internalidade a luta da consciência cósmica com a “consciência” do ego.  Essa consciência do ego é que rege o “monstro autocrítico” dentro de nós e nos impede de sermos simplesmente “bons”, sem a obrigação de querer e ter de fazer o bem, pois não é suficiente fazermos o bem, mas também sermos intimamente bons.

Já parou para pensar que desde que você nasceu, está tentando ser bom, o melhor, o correto o tempo todo ? Esses dias me peguei refletindo sobre algo que, para mim, adotou uma perspectiva inédita.

Até então, nunca havia questionado esse desejo que me acompanha desde que eu me entendo por gente de ser boa o tempo todo. Para mim, sempre foi algo normal, afinal, todo ser humano quer ser bom e o melhor que pode ser em todos os momentos da vida, não é mesmo? Sim… mas isso é um problema se não tivermos com uma atenção interior um pouco mais aguçada. Explico:

Quando nascemos vamos aprendendo o que é certo, o que é errado e a sermos uma boa menina e um homenzinho honesto! Crescemos e buscamos ser o melhor na educação física ou no campeonato de redação. Queremos vencer a competição de natação ao mesmo tempo que buscamos ser o melhor filho ou a neta preferida. Nessa avalanche de metas, nossa autocrítica vai se desenvolvendo até virar um grande monstro quase indomável que vive em 99,9% das mentes de pessoas assim como eu… e você!

Essa autocrítica nos impulsiona de uma maneira prejudicial a sermos melhores e a conquistarmos mais.

  • Tirou 9 na prova? “Não acredito! Por 1 ponto você não foi nota 10? Que vacilo, devia ter me esforçado mais.”
  • Esqueceu o horário do futebol do filho? “Nossa, que tipo de mãe/pai sou eu?”… E esqueceu da história que contou antes del@ dormir, do abraço, da ajuda na lição e do cereal predileto que você trouxe para o café da manhã.
  • Recebeu um aumento? “Que demais, mas certamente eu fui menos do que eu poderia, senão teria sido promovid@”

E por aí vai… Preste atenção em quantas frases essas voz autocrítica te sugere por dia. Quando comecei a fazer esse exercício, me espantei com tamanha crueldade, de mim para mim mesma. O lado negativo disso tudo é que estamos ‘acostumados’ a vivermos assim, porém, o lindo dessa situação é que podemos escolher agora a parar de andar com a manada sem questionar.

Kristin Neff afirma que a fraqueza e a imperfeição fazem parte da experiência humana compartilhada. E é exatamente isso que você deveria acolher na sua vida a partir de hoje. Sim, você erra, comete enganos, magoa quem ama sem querer. Não, você não precisa ser o mais forte, o mais atlético, o mais rico, o mais bonito e nem o mais bem-sucedido do seu círculo social. Quando a gente aceita quem somos com inteireza, passamos a viver dias mais leves e a nos conectar com as pessoas à nossa volta com mais verdade, afinal, quando eu compreendo minha imperfeição, sou capaz de compreender e aceitar a imperfeição da pessoa ao meu lado.

Depois desses pensamentos e estalos, para mim, ficou pesado demais sustentar o rótulo de ‘a melhor’, de ‘bom’ ou de ‘perfeita’. Primeiro, porque isso é uma ilusão e nos coloca, inevitavelmente em uma situação de competição (para ser a melhor, alguém deve ser pior do que eu); e segundo, porque é muito mais prazeroso viver aceitando minhas ‘humanices’, me permitindo errar e experimentar o que a vida me traz.

Se o monstro autocrítico se calou dentro de mim? Lá em cima eu disse que ele era quase indomável. Hoje, ele ainda está aqui, mas adestrado por uma consciência de autoamor e autorespeito.

Experimente se aceitar!

Amor, luz e consciência. Sempre.

Cíntia Rizzo

Fonte: Sabedoria Universal

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