ATLETA UCRANIANA REFUGIADA EM ISRAEL VENCE MARATONA DE JERUSALÉM

Atleta refugiada ucraniana vence a maratona de Jerusalém

Valentina Veretska fugiu da guerra com a filha e depois de cruzar a fronteira com a Polônia foi para Israel

Atleta ucraniana Valentina Veretska após vencer a maratona de Jerusalém

SPORTSPHOTOGRAPHY / JERUSALEM’S INTERNATIONAL MARATHON / AFP

A atleta ucraniana Valentina Veretska, que fugiu recentemente de seu país devido à invasão russa e buscou  refúgio em Israel, venceu a maratona de Jerusalém nesta sexta-feira.

A ucraniana de 31 anos venceu a prova com o tempo de 2 horas, 45 minutos e 54 segundos.

Valentina Veretska, campeã da maratona de Tirana (Albânia) em outubro, fugiu recentemente da Ucrânia com a filha, seguiu para a Polônia e depois para Israel.

O marido da atleta permaneceu na Ucrânia para servir no exército. Após a vitória, Veretska exibiu as bandeiras israelense e ucraniana.

Veretska declarou ter participado da competição para “fazer ouvir sua voz e pedir a unidade e o fim da guerra”, segundo declarações publicadas pela prefeitura de Jerusalém, organizadora do evento.

“Corri e pensei na minha terra natal e nas pessoas que estão lá. Ouvi-os na minha cabeça enquanto corria”, disse.

Desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, mais de 16.800 ucranianos chegaram a Israel, de acordo com o ministério do Interior.

O Ministro dos Esportes de Israel, Hili Tropper, anunciou, nesta sexta-feira, um acordo obtido com o Ministério do Interior que permitirá o país acolher 100 atletas ucranianos fugidos da guerra.

O ministro do partido centrista ‘Azul e Branco’, indicou também que havia acolhido em sua casa dois refugiados, uma mãe e o seu filho de 9 anos, considerado uma jovem promessa do tênis.

O estado hebreu adotou uma posição prudente depois da invasão russa da Ucrânia em 24 de fevereiro, fazendo valer as boas relações com os dois países.

Em um discurso, no domingo, por videoconferência, diante do Parlamento israelense, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez um pedido a Israel “fazer uma eleição”, apoiando a Ucrânia contra a Rússia.

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