ARTIGOS: CAVALEIROS TEMPLÁRIOS, O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS

Na  série O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, aqui na coluna ARTIGOS, já apresentamos Os Essênios, uma das seitas judaicas, a Irmandade Rosacruz e a Maçonaria. Na nossa 5ª publicação dessa série vou apresentar para você uma a mais controversa de todas elas, pelo fato de ter sido criada pela Igreja para proteger Jerusalém após a conquista da cidade como um exército religioso, mas foi desvirtuada e se tornou mais poderosa do que quem a criou: Os Cavaleiros Templários.

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Cavaleiros Templários

Quem eram os templários?

Os Cavaleiros Templários surgiram como uma espécie de exército religioso, com o objetivo de proteger Jerusalém após a conquista da cidade, no século XII, durante o período das ‘Cruzadas[1].

Este exército chegou a reunir cerca de 20 mil cavaleiros e ganhou o nome de Cavaleiros Templários por ocuparem uma ala do palácio real da cidade, cujo relato bíblico afirma ter sido construído pelo Rei Salomão. Eles também ficaram conhecidos como Cavaleiros Pobres de Cristo e do Templo de Salomão. Sua identificação era a túnica branca com uma cruz e foram fundamentais na defesa dos Estados cristãos constituídos, à força, no Oriente Médio.

Esta Ordem foi fundada em 1099 por um homem conhecido por Godofredo de Bulhão. Ele foi um dos líderes da Primeira Cruzada. Atendendo a convocação do papa Urbano II para libertar a Terra Santa dos muçulmanos ele partiu em 1096 de Lorena, na França, a frente de um exército de 40.000 homens. Chegou a Jerusalém no início de 1099 e promoveu um verdadeiro massacre contra muçulmanos e judeus lá residentes. Este massacre é descrito no livro The Monks of War de Desmond Seward da senguinte forma:

Jerusalém foi devastada em julho de 1099. A raivosa ferocidade de sua pilhagem mostrou quão pouco a Igreja (católica) fora bem-sucedida em cristianizar instintos atávicos. Toda a população da Cidade Santa foi passada a fio de espada, tanto judeus quanto muculmanos. Setenta mil homens, mulheres e crianças pereceram num holocausto que durou três dias. Em alguns lugares os homens andavam com sangue acima dos seus tornozelos, e homens montados eram respingados por ele enquanto galopavam através das ruas. Chorando, esses conquistadores devotos iam descalços orar no Santo Sepulcro antes de correr ansioso de volta à matança.

Aqui vale pontuar sobre o pensamento da Igreja de não ser pecado matar em nome de Deus para defender os seus interesses, quando se trata de expulsar invasores da Terra Santa. Não conheço passagem nenhuma no Novo Testamento que valide algo parecido com isso. Jesus Cristo nunca pregou a violência em nenhuma hipótese. De onde o clero tirou isso?  Nem mesmo o Deus do antigo testamento que era tão vingativo autorizou esse tipo de atrocidade. Pelo contrário, ele tornou pecado matar em um dos dez mandamentos. E quando se mata inclusive mulheres e crianças indiscriminadamente esse ato definitivamente não tem o aval de Deus e muito menos de Jesus Cristo.

Com o tempo o poder econômico e político dos Cavaleiros Templários se tornou imenso e ultrapassou em muito a sua finalidade inicial de exército protetor.  Acumularam fortuna incalculável devido as doações de terras, castelos e outros bens e passaram a transportar tesouros da Europa para a Terra Santa, até se tornarem, inclusive, banqueiros.  Habilidade que desenvolveram muito a frente de seu tempo, criando um sistema onde a pessoa podia depositar dinheiro em alguma das numerosas casas da ordem e através de um recibo codificado resgatar esse dinheiro em outra casa da ordem. Desta forma os viajantes, peregrinos e mercadores podiam viajar sem correr o risco de ter o dinheiro roubado, o que era muito comum naquela época. Este expediente revolucionou a transferência de fundos de uma região para outra.

Então os nobres e reis importantes começaram a se sentir ameaçados com esse vertiginoso crescimento do poder econômico e político do grupo. Foi quando o rei da França, Felipe IV, juntamente com outros soberanos que deviam dinheiro à ordem, de uso da sua autoridade, passaram a perseguir e acusá-los de blasfêmia, heresia, corrupção, aliança com o Islã e homossexualismo.

Vale abrir um breve parêntese aqui para observar sobre esse tema tão debatido na atualidade que é o “homossexualismo na igreja”. Note-se que já na Idade Média o homossexualismo era combatido pelo clero. Entretanto visando sempre a interesses escusos da igreja e ao seu bel prazer. Comentamos que os Cavaleiros Templários foram criados pelo próprio Clero, para proteger os interesses da Igreja. Foram importantes e muito úteis enquanto se submetiam plenamente a esses interesses. Porém na medida que foram ganhando poder e dinheiro esse mesmo Clero que os criou tratou de perseguir, denegrir e destruir a imagem dos Cavaleiros Templários, inclusive difamando-os pela prática do homossexualismo, claro, através de fake News.

Segundo o historiador Carlos Roberto Figueiredo Nogueira, da USP, “todas as acusações eram provavelmente falsas”, mas, em 1312, o ‘papa Clemente V’ determinou a dissolvicão da ordem. Apesar de sua extinção, essa, talvez seja a ordem ou sociedade secreta que mais gerou mitos e lendas até os dias atuais. Paira até hoje a lenda, e muitos europeus acreditam, que os cavaleiros remanescentes possuíam poderes sobrenaturais e tesouros escondidos pelo mundo. Uma outra lenda conta que o dinheiro da ordem teria financiado o descobrimento da América e do Brasil. Finalmente, até grupos esotéricos, tais como a Maçonaria afirmam ser herdeiros de seus segredos.

[1] Eram expedições organizadas pelas potências cristãs europeias para tomar a região do domínio muçulmano. Em 1139 os Cavaleiros franceses, liderados por Hugues de Payens, criaram o grupo, com inspiração em São Bernardo, que era um místico e ativista religioso fomentador de ações militares contra os “infiéis” na Terra Santa.

Wagner Braga

 

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