ARTIGOS: A IRMANDADE ROSACRUZ, O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, POR WAGNER BRAGA

Na  série O DESTINO DA HUMANIDADE NAS MÃOS DAS SOCIEDADES SECRETAS, aqui na coluna ARTIGOS, já apresentamos Os Essênios, uma das seitas judaicas. No ARTIGO de hoje vamos falar sobre a Irmandade Rosacruz, uma das mais misteriosas e secretas dessas sociedades. 

O que é a Ordem Rosacruz? | Super

A Irmandade Rosacruz

Como já mencionei, todas essas sociedades, irmandades ou agremiações possuem um ponto principal em comum: A sabedoria, o conhecimento e a expansão da consciência. Não é à toa que falo tanto nisso, no meu blog e nos meus livros.

O outro ponto é o que intitula este capítulo: O Segredo. Portanto, poucas sociedades precisaram tanto do segredo para sobreviver como a Rosacruz. Na Idade Média, enquanto os participantes da confraria, a fim de mergulhar nos mistérios mais profundos, que ninguém ousava penetrar, a dita ‘Santa Inquisição’ lançava na fogueira quem desafiasse questionar os dogmas católicos. Para tanto, recorriam as mais diversas crenças: gnosticismo (que buscava o conhecimento à margem do que dizia a Igreja), cabala (misticismo judaico), esoterismo islâmico, filosofia, mitologia egípcia, astrologia e alquimia.

Lançando mão desse vastíssimo repertório os rosacrucianos esperavam dar um salto quântico das trevas da ignorância para a luz da sabedoria. Acreditavam ser o autoconhecimento a chave para a expansão da consciência e o bem-estar da humanidade. Até os nossos dias os ditos herdeiros da Rosacruz celebram a tolerância religiosa, a harmonia e a paz. Mas a grande dúvida que permanece é como essa sociedade surgiu.

A Origem do Nome ROSACRUZ

São muitas as teorias para a origem dessa ordem. Uma dessas teorias acredita que aconteceu no ano de 46, após um sábio gnóstico, chamado Ormus e seus seguidores serem convertidos ao cristianismo, em Alexandria no Egito. Outros acreditam que isso só aconteceu bem mais adiante, no século XVII, de carona com a Reforma Protestante. Entretanto, conforme a lenda mais popular, o seu criador foi o monge alemão, que nasceu em 1378, Christian Rosenkreuz. Conta a lenda que, quando tinha apenas 16 anos fez uma viagem ao Oriente Médio para estudar artes ocultas com mestres muçulmanos. Depois desse aprendizado voltou para a Alemanha onde fundou uma congregação chamada de Spiritus Sanctum (“Casa do Espírito Santo”), com o objetivo de celebrar seus rituais secretos.

Após a sua morte, que teria acontecido por volta de 1484, já com 106 anos, as atividades da Rosacruz teriam ficado inertes por 120 anos, quando sua tumba foi encontrada e isso motivou o pastor luterano Johann Andrae a retomá-las. Ele publicou três manifestos que, pela primeira vez, mencionavam a ordem: Fama Fraternitatis Rosae Crucis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Químicas de Christian Rosenkreuz (1616). Esses textos causaram grande impacto entre os europeus e foram o impulso para espalhar os rosacrucianos pelo Velho Mundo.

De certa forma me sinto um Rosacruciano, pois me identifico com a forma de pensar dessa ordem, já que para as fraternidades modernas que se dizem herdeiras da Rosacruz, não importa se seu fundador realmente existiu. Para eles, assim como para mim, no caso de Jesus, o importante é o valor simbólico dele e de sua história. Para eles, por exemplo, ser cristão faria parte da busca do conhecimento oculto e esotérico, não se limitando apenas a seguir a figura bíblica de Jesus. Portanto, suas andanças pelo mundo, assimilando elementos de várias tradições, coincidem com o meu pensamento que, assim como eles, acredito na chamada Religião Universal da Sabedoria.

Segundo a pesquisadora Sylvia Browne, em seu livro Sociedades Secretas, a Rosacruz contava com o Colégio dos Invisíveis, espécie de fonte de informação por trás do movimento. Seus integrantes acreditavam que o significado do Universo estava explicado no símbolo da ordem:

“Como a flor que brota no meio da cruz, os seres humanos deveriam desenvolver a capacidade de amar de forma irrestrita, compreender as leis que regem o mundo e agir por meio da intuição e da inteligência amorosa do coração.”

(Browne,2008)

Eis aí a razão maior, pela qual eu me identifico tanto com essa ordem: o agir por meio da intuição e da inteligência amorosa do coração. Sendo que o mais curioso é que já pensava assim bem antes de conhecer a história dos rosacruzes. Daí se conclui facilmente que não foi uma mera coincidência e sim uma questão de lógica, a confirmação de que o caminho para a plenitude é como uma ‘Freeway’ de mão única, cujas estradas vicinais, sem exceção, mais cedo ou mais tarde desembocam, todas, nela.

Atualmente, são várias as sociedades que se autoproclamam descendentes da confraria inicial. As mais conhecidas são, a Fraternidade Rosacruz de Max Heindel, a Fraternitas Rosacruciana Antiqua e a Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz (Amorc). O ponto de convergência entre todas elas, de acordo com o que dizem em seus sites, é o incentivo para despertar no ser humano o seu potencial interior pela busca da verdade.

A próxima sociedade fraterna em que irei falar é a Maçonaria, que, as vezes, chega a se confundir com a Ordem Rosacruz, já que nos séculos 17 e 18, maçons e rosacrucianos trocaram muitas informações e tinham pensamentos similares, tais como: formar uma sociedade tolerante, livre de dogmas e se aperfeiçoar através da sabedoria. Já suas principais diferenças eram: A Ordem Rosacruz seguia o cristianismo e o ‘misticismo’, enquanto a Maçonaria segue, até os dias atuais, o pensamento racional.

Wagner Braga

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