APÓS RECOMENDAÇÃO DA ANVISA MINISTÉRIO DA SAÚDE DEVE DEFINIR SOBRE APLICAÇÃO DA TERCEIRA DOSE DA CORONAVAC

Anvisa recomenda dose de reforço da Coronavac para idosos e imunossuprimidos

Após recomendação da agência reguladora, Ministério da Saúde deve definir sobre aplicação da terceira dose

Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo

Atualizado 18 de agosto de 2021 às 20:22

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou, nesta quarta-feira (18), uma dose de reforço da vacina Coronavac para pacientes imunossuprimidos e idosos, especialmente, acima de 80 anos. A decisão da terceira dose ficará a critério do Ministério da Saúde.

De acordo com a Anvisa, o Instituto Butantan ainda não solicitou a análise da terceira dose, entretanto, a agência antecipou-se na recomendação.

“A decisão de recomendar uma dose de reforço é complexa. Reforço a necessiade de continuar a gerar dads e o monitaremtno de vacinados. Também pondero que a variante Delta está circulando no Brasil, e uma dose extra pode ajudar a prevenir casos graves em idosos”, afirmou a diretora da Anvisa, Meiruze Sousa Freitas.

Até o momento, a Anvisa já aprovou três pedidos formais para realização de estudos clínicos considerando a administração de doses extras das vacinas:

O primeiro é um estudo da Pfizer/BioNTech que investiga os efeitos, a segurança e o benefício de uma dose de reforço da sua vacina, a Comirnaty.

“Nesse estudo, a dose de reforço da vacina da Pfizer será aplicada em pessoas que tomaram as duas doses completas do produto há pelo menos seis meses”, esclarece a agência.

O segundo estudo em andamento é o do laboratório AstraZeneca, que desenvolveu uma segunda versão da vacina (AZD2816) que está em uso no país, “buscando a imunização contra a variante B.1.351 do Sars-CoV-2, identificada primeiro na África do Sul”, disse a Anvisa.

O terceiro é um estudo clínico para avaliar a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de uma terceira dose da versão original da vacina da AstraZeneca (AZD1222) em participantes do estudo inicial que já haviam recebido as duas doses do imunizante, com um intervalo de quatro semanas entre as aplicações.

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