APESAR DE TER VIVIDO UMA VIDA EXTRAORDINÁRIA, PRÍNCIPE PHILIP TEVE UMA INFÂNCIA TRÁGICA E ASSUSTADORA

Conheça as histórias da infância trágica do Príncipe Philip

Duque de Edinburgo foi abandonado pelos pais quando criança e sua irmã mais velha morreu em acidente com toda a família

INTERNACIONAL

 Sofia Pilagallo, do R7*

Príncipe Philip conheceu a Rainha Elizabeth II em uma universidade nos Estados UnidosPríncipe Philip conheceu a Rainha Elizabeth II em uma universidade nos Estados UnidosAFP / ARQUIVO – 25.11.1947

Apesar de ter vivido uma “vida extraordinária”, nas palavras do primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson, o Príncipe Philip, marido da Rainha Elizabeth 2ª, que morreu nesta sexta-feira (9) aos 99 anos, teve uma infância trágica e assustadora em alguns momentos.

Philip nasceu em Mon Repos, uma vila na ilha de Corfu, na Grécia, em 10 de junho de 1921. Primeiro filho homem da princesa Alice de Battenberg e do príncipe André da Grécia e Dinamarca, ele foi consagrado o sexto na linha de sucessão do trono grego.

Como membro da realeza, era de se esperar que seus primeiros anos fossem um mar de rosas — no entanto, a família foi apanhada no tumulto que tomou conta da Europa na primeira metade do século 20.

Seu pai estava servindo no exército quando a Turquia invadiu a Grécia em 1922 e, após desobedecer às ordens durante uma batalha, foi acusado de traição e exilado. Ele fugiu para Paris de barco, com Philip ainda pequeno carregado a bordo em uma caixa de laranja, e foi lá que a família gradualmente se desfez.

Sua mãe, por sua vez, sofria de uma forma de psicose e, em 1931, foi internada à força em um sanatório psiquiátrico na Suíça após sofrer um colapso nervoso. Desiludido, seu pai mudou-se para o sul da França para ficar com a amante. Do verão de 1932 até a primavera de 1937, o Duque de Edinburgo não viu nem recebeu nenhuma palavra de sua mãe, nem mesmo um cartão de aniversário. Mais tarde, ela se tornaria freira.

“Foi simplesmente o que aconteceu”, afirmou Philip em entrevista ao jornal britânico The Daily Telegraph em maio de 2017. “A família se separou. Minha mãe estava doente, minhas irmãs eram casadas, meu pai estava no sul da França. Eu apenas tinha que seguir em frente.” Anos mais tarde, quando um entrevistador lhe perguntou qual idioma ele falava em casa, ele respondeu: “O que você quer dizer com ‘em casa?”

Para a sorte do duque, o irmão mais velho de sua mãe, Georgie, interveio para cuidar dele por um período de sete anos, até sua morte. Na sequência, ele foi acolhido por outro tio, o Lord Louis Mountbaten, que o mandou para o difícil internato de Gordonstoun na orla do Mar do Norte, na Escócia — a mesma escola para a qual ele enviaria mais tarde o príncipe Charles.

Foi enquanto ele estava lá que sua irmã favorita Cecilie morreu, na Bélgica, em um acidente de avião acompanhada do marido George e dos dois filhos pequenos. Ela estava grávida de seu terceiro filho. A árdua tarefa de contar a Philip coube a seu diretor, Kurt Hahn. Segundo Hahn, Philip não desabou e “sua tristeza foi a de um homem.”

Um ano depois, o duque deixou a escola e passou a estudar no Royal Naval College, em Dartmouth, nos Estados Unidos, a conselho de seu guardião Lord Mountbatten. Foi lá que ele conheceu a jovem princesa Elizabeth, na época com 13 anos, com quem teve quatro filhos, oito netos e dez bisnetos. O casal permaneceu junto por 70 anos.

Fonte: R7

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