A SUSPEIÇÃO DO EX-JUÍZ SÉRGIO MORO NÃO SIGNIFICA ABSOLVIÇÃO DE LULA, EXPLICA CRIMINALISTA

STF não absolveu Lula, mas ‘zerou o jogo’ para petista, explica criminalista

“A decisão de quinta-feira (22) significa que o processo começa do zero absoluto”, avalia Celso Vilardi sobre caso do Tríplex do Guarujá

Produzido por Thiago Felix, da CNN em São Paulo

 Atualizado 24 de abril de 2021 às 17:23
STF não absolveu Lula, mas 'zerou o jogo' para petista, explica criminalista

 

O Supremo Tribunal Federal confirmou na última quinta-feira (22) a decisão que reconheceu a suspeição do ex-juiz Sergio Moro ao julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Lava Jato. Por maioria, o plenário da corte entendeu que Moro não atuou com equidistância e imparcialidade. Para o professor da Fundação Getulio Vargas, o criminalista Celso Vilardi, a imagem da Justiça sai desgastada — embora a decisão não signifique absolvição do petista

“É muito ruim para a imagem do nosso Poder Judiciário porque a população que não entende de incompetência de juízo e critérios de suspensão fica sem entender como uma pessoa condenada em primeira e segunda instância — e que o próprio STF mandou prender — anula tudo anos depois”, explica.

Vilardi acrescenta que a 13ª Vara Federal de Curitiba sempre foi incompetente para processar a denúncia contra Lula e que a decisão do STF foi tardia. “Curitiba era incompetente desde o início, mas o Supremo falhou porque, quando os advogados reclamavam, a corte acabou mantendo a competência de Curitiba, ainda que mudando gradualmente no tempo. Explicar tudo isso ao cidadão comum é muito difícil”, afirma.

Segundo explicou Vilardi, Lula se torna elegível para 2022, apesar de não ser possível interpretar que ele foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal, já que a corte não entrou no mérito das acusações.

“A decisão de quinta-feira significa que o processo começa do zero absoluto. Efetivamente, vai ter que reiniciar a própria investigação, mas isso não quer dizer que o STF tenha absolvido o ex-presidente Lula, ele zerou o jogo”. “O ex-presidente Lula pode concorrer em 2022, mas terá que enfrentar os processos criminais se eles forem possíveis à luz da questão prescricional”, completa

Fonte: CNN

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