UMA IMAGEM SIMBÓLICA DE SOLIDARIEDADE SEM PRECEDENTES EVITOU UM CONFRONTO SANGRENTO

Se eu me ajoelhar com vocês, sairão daqui pacificamente?”

Um dos protestos em Los Angeles oferece uma imagem simbólica de solidariedade sem precedentes da polícia com os manifestantes em todos os Estados Unidos

PABLO XIMÉNEZ DE SANDOVAL

Los Angeles – 02 JUN 2020 – 20:49 
Policiais se ajoelham durante manifestação em Coral Gables, (Flórida), no domingo.Policiais se ajoelham durante manifestação em Coral Gables, (Flórida), no domingo

Ninguém podia ter certeza se tinha havido uma manifestação ou não. O medo da violência nestes dias deixou no ar um protesto que, em teoria, deveria continuar na segunda-feira nas ruas de Los Angeles pela morte de George Floyd. Seria no Sunset Boulevard, esquina com a rua Laurel, um cruzamento vistoso, a poucos metros do hotel Chateau Marmont. Mas a paranoia das redes sobre a suposta infiltração nas manifestações para provocar a polícia a tinha deixado no ar. Finalmente, as poucas centenas de pessoas que apareceram no Sunset Boulevard com cartazes do Black Lives Matter teriam a oportunidade de dar o tom geral dos protestos nos Estados Unidos.

O comandante Cory Palka, da divisão oeste da polícia de Los Angeles, com 33 anos de experiência, estava no comando da operação que monitorava a concentração. Acompanhado por alguns agentes, ele entrou no meio do grupo e pediu o megafone. O toque de recolher entraria em vigor às 17h, dentro de 20 minutos, informou. “Já sei, também mudam as nossas regras de supetão”, disse quando as pessoas começaram a protestar. Mas não era essa toda a solidariedade que o veterano policial queria mostrar.

“Estamos vendo seus cartazes, lemos o que eles dizem, sabemos que há problemas, não pensem que existe uma grande fissura entre nós”, disse Palka. “Eu sou um cara normal, que tenta fazer o melhor pela comunidade”. Em contraste com o comandante sem capacete, as unidades da Guarda Nacional estavam esperando a um quarteirão de distância. “Não queremos atirar, não queremos machucar, não queremos mobilizar as centenas de agentes que estão disponíveis.” E então veio uma frase que definiu algo que talvez esteja ficando camuflado pelas fotos de destroços: “Ouçam, se eu me ajoelhar com vocês, tenho vossa palavra de que isto será pacífico?”. Palka e os policiais que estavam com ele se ajoelharam ao lado dos manifestantes. “Nos próximos 30 ou 40 minutos, se vocês saírem daqui pacificamente por onde vieram, dou minha palavra de honra de que vocês não encontrarão com policiais.”

Um país necessitado de símbolos de unidade os encontra nestes dias também entre seus cidadãos de uniforme. A brutalidade policial que matou George Floyd em Minneapolis não apenas revirou o estômago do mundo, mas também os próprios corpos e chefes de polícia, que nestes dias demonstraram uma solidariedade nunca vista com os protestos que pedem a reforma de seus métodos e o fim do racismo sistêmico. Cenas semelhantes às do Sunset haviam acontecido no domingo em Camden, Nova Jersey, e em Santa Cruz, Califórnia. Na segunda-feira, uma topa de choque de Atlanta seguiu o exemplo. O chefe de polícia de Denver juntou-se à linha de frente de uma manifestação. Cenas semelhantes foram vistas em todo o país. Dos chefes de polícia e prefeitos só se escuta solidariedade e compreensão diante da indignação dos cidadãos.

Sade Sellers e EJ Joseph são dois dos organizadores do protesto do Sunset. “Não podemos cancelar nossa cor de pele por medo”, disse para justificar ter seguido em frente, apesar de uma mobilização tática nas ruas de Los Angeles que não se via desde os distúrbios de Rodney King, em 1992, quando mais de 60 pessoas morreram em quatro dias de violência. Sobre os saqueadores, Joseph disse que era “gente qualquer que anda na rua e não dá a mínima”.

Exatamente às cinco da tarde, Sellers e Joseph pediram que as pessoas fossem para casa. Cerca de 50 pessoas ficaram esperando por alguma ação da polícia. Nos EUA, não é raro uma manifestação se deixar prender pacificamente pela polícia para deixar claro o compromisso com um protesto, como faz Jane Fonda diante do Congresso. Joseph acreditava que esta segunda-feira seria o último dia de protestos e estava feliz que tivessem terminado de forma pacífica.

Enquanto isso, a alguns quilômetros de distância, outra manifestação acontecia perto do turístico cruzamento entre o Hollywood Boulevard e a rua Vine. Nas imediações, grupos organizados de saqueadores começaram uma noite de caos e violência em pleno centro de Hollywood. O som das sirenes e dos helicópteros inundou a cidade durante toda a noite. A divisão de Hollywood quebrou seu recorde de prisões na segunda-feira: 585. A maioria delas foi por violação do toque de recolher. Apenas 20 foram por vandalismo. Um dia antes tinham sido presas 700 pessoas em toda a cidade.

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PROTESTOS PELA MORTE DE GEORGE FLOYD NOS EUA JÁ CHEGA AO SÉTIMO DIA E AVANÇAM EM 75 CIDADES AMERICANAS

 

Protestos pela morte de George Floyd nos Estados Unidos chegam a 75 cidades americanasProtestos pela morte de George Floyd nos Estados Unidos chegam a 75 cidades americanas

Um vídeo viralizou nesta semana pelos Estados Unidos. Nele, George Floyd, um homem negro, é imobilizado por um policial branco, que pressiona o joelho na garganta de Floyd, mesmo ele estando algemado e no chão.

Para a polícia, ele se parecia com a descrição de um suspeito de falsificação de dinheiro. Foram nove minutos imobilizados e pelo menos cinco com o pescoço pressionado, sob protestos das testemunhas.

Desde segunda-feira (25), quando George Floyd foi morto, milhares de pessoas estão indo às ruas diariamente para protestar contra a morte dele. Na madrugada deste domingo (31), as manifestações chegaram a 75 cidades, segundo o jornal americano “The New York Times”. E a agressividade entre manifestantes e policiais aumentou. Quatro pessoas morreram e 1.700 foram presas.

Fonte: G1

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CANDIDATO DEMOCRATA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DECLARA APOIO A PROTESTOS NOS EUA

CANDIDATO DEMOCRATA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA DECLARA APOIO A PROTESTOS NOS EUA
Former Vice President Joe Biden speaks at the Kilcawley Center at Youngstown State University, Monday, Oct. 29, 2018, in Youngstown, Ohio. (AP Photo/Tony Dejak)

 

Biden declara apoio a protestos nos EUA, mas condena distúrbios

Candidato democrata à presidência disse compreender o drama dos negros no país e disse que é correto protestar contra a brutalidade policial

INTERNACIONAL

Da EFE

 

Biden declara apoio às manifestações nos EUA Biden declara apoio às manifestações nos EUA

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos, e atual pré-candidato democrata à presidência, Joe Biden condenou neste domingo (31) os distúrbios ocorridos nos últimos dias derivados dos protestos contra o assassinato de George Floyd, homem negro sufocado até a morte por um policial branco, e afirmou que o país não pode permitir que a dor o destrua.

“Somos uma nação com dor, mas não podemos permitir que esta dor nos destrua. Somos uma com raiva, mas não podemos permitir que a raiva nos consuma. Somos uma nação exausta, mas não podemos permitir que o cansaço nos derrote”, disse em comunicado.

Biden acrescentou que, nos últimos dias, foi feito um manifesto de que os EUA são um país “furioso por justiça”.

“Qualquer pessoa consciente pode compreender o trauma que os negros experimentam neste país, desde indignações diárias à violência extrema, como o horrível assassinato de George Floyd”, declarou.

Floyd morreu enquanto estava sendo detido na segunda-feira passada, em Minneapolis. O policial Derek Chauvin pressionou Floyd contra o chão com o joelho em seu pescoço durante quase nove minutos, provocando uma morte por sufocamento.

A brutalidade policial desencadeou uma onda de protestos e distúrbios, com saques, incêndios e repressão da polícia em Minneapolis e outras cidades dos EUA.

Biden reconheceu que “é correto e necessário” protestar contra a brutalidade policial, “uma resposta completamente americana”, mas advertiu que “queimar comunidades e a destruição desnecessária não são, nem a violência que coloca vidas em risco”.

“Nunca deveria ser permitido o ato de protestar ofusque a razão do nosso protesto”, comentou.

O pré-candidao pediu para que os Estados Unidos se juntem a ele para fazer o país atravessar “o limiar turbulento para uma nova fase de progresso, inclusão e oportunidade”.

“Como presidente, vou ajudar a liderar esta conversa e, mais importante ainda, vou ouvir. Vou manter o compromisso que assumi com o irmão de George, Philonise, de que George não será uma mera hashtag”, enfatizou.

“Devemos e vamos chegar a um ponto em que todos, independentemente da raça, acreditem que ‘proteger e servir’ significa protegê-los e servi-los. Só ficando juntos é que ficaremos mais fortes do que antes. Mais iguais, mais justos, mais esperançosos e mais próximos da nossa união mais perfeita”, concluiu.

Fonte: R7

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DEPUTADA ISOLDA DANTAS PARTICIPA DE MANIFESTAÇÃO DESRESPEITANDO ISOLAMENTO SOCIAL

Deputada Isolda Dantas desrespeita isolamento social e participa de manifestação

A Deputada Estadual Isolda Dantas (PT) desrespeitou o isolamento social e participou neste sábado (30) de uma manifestação, a V Ação da Marcha Mundial das Mulheres. Além de ações de solidariedade, o ato contou com distribuição de adesivos com os dizeres “Fora Bolsonaro”. Assim fica difícil pedir que a população “Fique em Casa”.

CommentsFonte:  Blog do BG

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APÓS DESFERIR FRASE ESTÚPIDA DE “SAQUES LEVAM A TIROTEIO” TRUMP RECUA NO TWEETER

Trump recua após ameaçar ‘força letal’ contra em manifestantes de Mineápolis

Reuters

29 de Maio de 2020 às 23:42

O presidente dos EUA Donald Trump em pronunciamento na Casa BrancaO presidente dos EUA Donald Trump, em pronunciamento na Casa Branca (29.mai.2020)

Em sua conta no Twitter, o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, tentou voltar atrás da ameaça de uma resposta com “força letal” aos protestos violentos em Mineápolis pelo assassinato de um homem negro desarmado por policiais locais.

Depois que seu comentário online de que “saques levam a tiroteio” atraiu um aviso do Twitter e uma ampla condenação dos democratas, Trump disse que entendeu porque o incidente provocou protestos em todo o país sobre a violência policial contra afro-americanos.

Mas o presidente acrescentou que eles não devem se voltar para a “anarquia sem lei”. “Os saqueadores não devem abafar as vozes de tantos manifestantes pacíficos”, disse ele na Casa Branca. “Eu entendo a mágoa, eu entendo a dor.”

Trump disse que expressou sua tristeza à família de George Floyd, um homem negro visto ofegante em vídeo enquanto um policial branco pressionava o joelho em seu pescoço. O policial, Derek Chauvin, foi preso e acusado de homicídio culposo e assassinato em terceiro grau.

Trump, republicano que concorrerá à reeleição em novembro, tem um histórico de inflamar tensões raciais. Ele culpou “ambos os lados” pela violência entre supremacistas brancos e contra-manifestantes de esquerda em Charlottesville, na Virgínia, em 2017, e chamou alguns imigrantes que cruzam a fronteira EUA-México de estupradores.

Fonte: CNN

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ESTADO PRECÁRIO DA VENEZUELA SUSCITA RESPOSTA HUMANITÁRIA EM LARGA ESCALA

Coronavírus desencadeia tempestade perfeita na Venezuela

Emergência aprofunda a precariedade de um país atingido por uma crise estrutural. A Human Rights Watch pede “uma resposta humanitária em larga escala liderada pela ONU”

FRANCESCO MANETTO

México – 27 MAY 2020 – 10:36 BRT

Motoristas fazem fila para abastecer em Caracas.Motoristas fazem fila para abastecer em Caracas.

Na Venezuela, desencadeou–se  tempestade perfeita,emergência sanitária do coronavírus, à instabilidade política e à precariedade social acrescentou-se um coquetel de escassez de gasolina, colapso dos serviços, cortes de energia e de água que multiplicam as graves disfunções do país. Desde que Nicolás Maduro sucedeu o ex-presidente Hugo Chávez em 2013, mais de cinco milhões de venezuelanos migraram em busca de oportunidades. Embora nos últimos meses dezenas de milhares de pessoas tenham retornado devido à falta de recursos diante das restrições e quarentenas decretadas por diferentes Governos, o fluxo migratório transbordou para a região e ainda hoje é um de seus principais desafios.

Os dados oficiais da crise da covid-19 colocam a Venezuela entre os países do mundo com menos casos, com pouco mais de 1.000 contágios e uma dezena de mortes, mas por trás desses números existe um sistema sanitário sem capacidade de detecção e a habitual falta de transparência do regime chavista. Diferentes associações, profissionais vinculados à oposição e a Academia de Ciências Físicas, Naturais e Matemáticas questionaram essas informações. Esta última instituição advertiu sobre o atraso do desenvolvimento da doença no país e inclusive os números divulgados pelo Governo refletem um aumento de 40% dos casos na semana passada.

Enquanto isso, milhões de venezuelanos têm de enfrentar uma crise de combustível sem precedentes. A espoliação da empresa estatal de petróleo PDVSA, a deterioração das refinarias e a má gestão levaram Maduro a pedir ajuda ao Irã, um de seus principais aliados internacionais. Teerã enviou cinco navios com 1,5 milhão de litros de combustível. Mas a isso se juntou nos últimos dias a interrupção do abastecimento de água, que se tornou um drama, especialmente nos hospitais. A catástrofe econômica e a hiperinflação completam o panorama de uma crise que é estrutural há anos.

“A crise humanitária na Venezuela e o colapso do sistema de saúde geraram uma situação perigosa que favorece a rápida disseminação do vírus na população em geral, condições de trabalho inseguras para o pessoal de saúde e uma alta taxa de mortalidade entre os pacientes que necessitam de tratamento hospitalar”, diz a doutora Kathleen Page, professora da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins. Segundo sua análise, citada em um relatório da Human Rights Watch (HRW) publicado nesta terça-feira, essas premissas podem “fazer com que mais pessoas tentem sair do país”, saturando assim os sistemas sanitários dos países vizinhos. A ONG pede que os Estados Unidos, a União Europeia e os países membros do Grupo de Lima pressionem as autoridades venezuelanas para que “permitam a entrada na Venezuela de uma resposta humanitária em grande escala liderada pela ONU”.

“Para contribuir com uma resposta eficaz à covid-19 na Venezuela, os Governos preocupados com a situação venezuelana deveriam as financiar as iniciativas humanitárias da ONU para garantir que a ajuda seja distribuída de maneira apolítica”. É a proposta de José Miguel Vivanco, diretor para as Américas da HRW. “Mas para que a ajuda chegue efetivamente ao povo venezuelano, a responsabilidade máxima recai sobre as autoridades que respondem a Maduro; para tanto é preciso pressioná-las para que garantam o pleno acesso ao Programa Mundial de Alimentos e permitam que os atores humanitários e médicos trabalhem sem medo de represálias”, acrescenta.

A discussão em torno da ajuda humanitária é motivo de conflito entre o Governo e a oposição há anos. Desde a época em que o principal adversário de Maduro era Henrique Capriles, as forças críticas ao chavismo pediram a abertura de um corredor através da fronteira para permitir a entrada de remédios e alimentos. No ano passado, um mês depois que Juan Guaidó se autoproclamou presidente interino, esse instrumento foi pervertido com a intenção de introduzir caminhões com material sanitário e suplementos nutricionais pela cidade colombiana de Cúcuta. A operação, promovida pelo Governo de Iván Duque e pela Administração de Donald Trump, derivou em uma batalha campal e fracassou. Desde então a situação se precipitou.

Apesar de a emergência vir de longe e estar relacionada essencialmente à gestão do regime, as sanções internacionais, especialmente as impostas por Washington, dificultam agora a cooperação e repercutem na população. A HRW pede que os Estados Unidos determinem regras de jogo muito claras. Por exemplo, “estabelecer claramente que ninguém será penalizado por financiar ou fornecer assistência humanitária à Venezuela neste período de crise de saúde pública e reiterar que a assistência humanitária está isenta de sanções”. Além disso, “estabelecer procedimentos para que as empresas e organizações possam enviar assistência humanitária à Venezuela sem controles excessivamente burocráticos nem atrasos desnecessários” e, por último, “apoiar um robusto esforço humanitário, liderado pela ONU, na Venezuela”.

Fonte: El País

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RESTRIÇÕES DOS EUA À HUAWEI AUMENTA TENSÃO ENTRE AS DUAS POTÊNCIAS

Tensão entre Washington e Pequim aumenta com novas restrições dos EUA à Huawei

Os dois países, também em confronto sobre o status de Taiwan e a origem do coronavírus, terão uma reunião na segunda-feira em uma complicada Assembleia da Organização Mundial da Saúde.

AMANDA MARS
|MACARENA VIDAL LIY
Washington – 15 MAY 2020 – 17:27 BRT
Nesta foto de arquivo, tirada em 22 de abril, pessoas passam diante de uma loja da Huawei em Pequim.Nesta foto de arquivo, tirada em 22 de abril, pessoas passam diante de uma loja da Huawei em Pequim.

escalada da tensão entre os Estados Unidos e a China sobe um novo degrau, embora em uma frente já conhecida: o embate tecnológico entre as duas potências. O Governo Donald Trump anunciou nesta sexta-feira novas restrições à chinesa Huawei, desta vez, limitações à capacidade da empresa de empregar tecnologia e software norte-americanos na fabricação e design de seus semicondutores no exterior. Na prática, isso significa impedir que a segunda maior fabricante de celulares do mundo receba remessas de fabricantes de mundiais de chips. Mesmo assim, renovou por mais 90 dias, até 13 de agosto, as licenças de empresas que já negociam com a Huawei.

O Departamento de Comércio justificou as restrições aos semicondutores pela necessidade de “proteger a segurança nacional” e pelas tentativas da empresa asiática de “minar os controles de exportação” nos Estados Unidos, apesar da trégua no restante, um jogo explicado por razões econômicas e de equilíbrio político em meio à maior crise econômica desde a Grande Depressão, como consequência do coronavírus.

O anúncio ocorre em um momento turbulento nas relações entre Washington e Pequim em decorrência da brutal pandemia pela qual os Estados Unidos responsabilizam em boa parte a gestão do regime chinês. Na noite de quinta-feira, em uma entrevista à rede de televisão Fox, Trump sugeriu a possibilidade de “romper todas as relações” com o gigante asiático. “Há muitas coisas que poderíamos fazer”, disse, e acrescentou: “Poderíamos romper todas as relações.”

Os Estados Unidos acusam a Huawei de espionar para a ditadura chinesa por meio de seus dispositivos e, por isso, submeteram a empresa a diferentes medidas de veto que afetaram suas finanças. O fabricante alcançou um lucro líquido de 62,7 bilhões de iuanes (cerca de 50 bilhões de reais) em 2019, o que é uma boa fatia e um aumento de 5,6%, mas está longe dos 25% de expansão obtidos em 2018.

De acordo com o jornal Global Times, de propriedade do Partido Comunista da China, que cita uma fonte anônima próxima ao Governo, as autoridades chinesas estão dispostas a responder com uma série de medidas, como a colocação de empresas norte-americanas em sua própria lista negra de entidades que prejudicam os interesses chineses, uma iniciativa que já havia ameaçado adotar no ano passado, quando o Departamento de Comércio anunciou as primeiras restrições contra a Huawei, sua joia da coroa tecnológica.

As represálias também incluiriam a abertura de investigações e a imposição de restrições contra gigantes da tecnologia como Apple, Cisco e Qualcomm, bem como a suspensão da compra de aviões fabricadas pela aeronáutica Boeing, acrescenta o jornal. “A China tomará medidas contundentes para proteger seus interesses legítimos” se os Estados Unidos seguirem com os planos anunciados, disse a fonte, segundo o jornal oficial chinês.

O novo atrito ocorre quando os dois países já estão imersos em uma amarga disputa sobre as origens da pandemia da covid-19, que cristalizou toda a tensão e desconfiança que ambos acumulam há anos. Os Estados Unidos exigem uma investigação sobre o início da crise e Trump acredita que o vírus saiu de um laboratório na cidade chinesa de Wuhan, enquanto a China rejeita essa acusação e afirma que não há nada claro. A disputa ameaça se estender para a Assembleia mundial de ministros da Saúde da OMS na próxima segunda e terça-feira, com Taiwan e pesquisas sobre as origens da epidemia como catalisadores.

Taiwan, que a China considera uma parte inalienável de seu território, pediu permissão para participar como observadora na reunião de dois dias. Deu como argumento a necessidade de saber em primeira mão o que será tratado sobre a pandemia. A ilha manteve esse status entre 2009 e 2016, mas a pressão de Pequim fez com que fosse retirada, após a vitória eleitoral da presidenta Tsai Ing-wen, que o Governo de Xi Jinping considera independentista, e a deterioração dos laços entre os dois lados do estreito. Desta vez, as pressões de Taiwan receberam o respaldo dos Estados Unidos e de países aliados, incluindo Japão, Austrália, Reino Unido e várias nações europeias. Entre seus argumentos, o de que o mundo se beneficiaria por conhecer em profundidade o modelo taiwanês de resposta à pandemia, que deixou apenas 440 infectados e sete mortos na ilha.

A China se moveu com rapidez e contundência para evitar o que seria um forte revés diplomático e garantir o apoio de outros países diante da pressão dos EUA na OMS. Nos últimos dias, o Ministério das Relações Exteriores da China multiplicou seus telefonemas para outros ministérios das Relações Exteriores para discutir a resposta à pandemia e à Assembleia. O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, entrou em contato com colegas de países europeus. Seu vice-ministro Zheng Zeguang manteve teleconferências com países do Pacífico e do Caribe.

Segundo a agência de notícias Xinhua, pelo menos o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjanto, expressou o apoio de seu país ao “princípio de uma só China” ―a doutrina de Pequim que considera Taiwan apenas uma província de seu território― e a recusa da Hungria em permitir que a ilha participe da assembleia.

OMS alega que não lhe compete decidir sobre a situação de Taiwan, mas aos países membros. A China defende que é a representante da ilha, enquanto Taiwan sustenta que somente seu Governo, eleito democraticamente, pode representar os 23 milhões que habitam seu território.

Embora Taiwan não tenha recebido um convite para participar da Assembleia, seu ministro da Saúde, Chen Shih-chung, garantiu que a ilha prosseguirá com seus esforços para participar.

Em um comunicado divulgado na sede da OMS em Genebra, a representação diplomática dos EUA reiterou que saber mais sobre a gestão da pandemia em Taiwan beneficiaria o restante do mundo, mas a China “preferiria que esse sucesso não seja compartilhado, certamente para evitar comparações incômodas”.

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ÚLTIMAS NOTÍCIAS SOBRE O CORNAVÍRUS NO BRASIL E NO MUNDO

Ministério da Saúde confirmou mais 166 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas e, com isso, subiu para 2.741 o total de óbitos por covid-19 no Brasil, até esta terça-feira. Número de infectados chega a 43.079, e o índice de letalidade da doença no país é de 6,4%, segundo o mais novo balanço da pasta. Em meio ao avanço do nos EUA, o presidente Donald Trump anunciou que quer proibir a imigração no país para, segundo ele, “proteger empregos” dos norte-americanos durante a crise econômica provocada pela pandemia de covid-19. Até esta terça-feira, os Estados Unidos registrava mais de 42.000 mortes causadas pelo vírus Sars-Cov-2, que também infectou mais de 787.000 pessoas no país nesta segunda-feira. Na Espanha, após mais de um mês de quarentena, o Governo anunciou que vai autorizar que crianças façam caminhadas curtas, desde que acompanhadas por um adulto. Parques ainda não serão liberados.

Os destaques sobre a crise do coronavírus:

  • Brasil tem 2.741 mortos por covid-19 e 43.079 casos confirmados.
  • STF autoriza investigação de protestos que pediam fechamento do Congresso e do STF em plena crise da covid-19.
  • Pandemia levará mais de 28 milhões de pessoas para a situação de pobreza na América Latina.
  • Brasil ainda está em fase inicial da epidemia, diz Ministério da Saúde.
  • Trump ameaça proibir imigração nos EUA para “proteger” empregos de norte-americanos.
  • Espanha vai autorizar que crianças façam “caminhadas curtas” acompanhadas, após mais de um mês de quarentena.
  • ONU alerta para aumento da fome no mundo, especialmente na África onde mais de 70 milhões de pessoas não têm o que comer.

Siga ao vivo as últimas notícias sobre a pandemia da covid-19:

Fonte: El País

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MANIFESTAÇÕES: APESAR DO CORONAVÍRUS E DAS PROIBIÇÕES AS MANIFESTAÇÕES ACONTECERAM PELO BRASIL

Apesar de todas as recomendações do Ministério da Saúde e dos governos municipais o povo foi pras ruas se manifestar contra o Congresso Nacional e o STF. A Avenida Paulista permaneceu aberta para o trânsito de veículos para evitar aglomerações, mas mesmo assim as pessoas ignoraram e se reuniram na Paulista. Os atos também aconteceram em Brasília, Rio de Janeiro e nas principais cidades de outros Estados.

AO VIVO | Últimas notícias sobre o coronavírus

Após recomendar adiar protestos, Bolsonaro compartilha imagens dos atos a seu favor. Brasil tem 121 casos. Na Espanha, número de mortos dobra em 24 horas

Apoiadores de Bolsonaro protestam em Brasília contra o Congresso e o STF, apesar da recomendação do presidente dias atrás para que os atos fossem cancelados pelo risco do Covid-19. Alguns manifestantes usam máscaras.Apoiadores de Bolsonaro protestam em Brasília contra o Congresso e o STF, apesar da recomendação do presidente dias atrás para que os atos fossem cancelados pelo risco do Covid-19. Alguns manifestantes usam máscaras.SERGIO LIMA / AFP (AFP)

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) fez a Espanha decretar “estado de alarme”, uma medida que restringe a circulação das pessoas e determina o fechamento dos estabelecimentos comerciais que não vendam itens de necessidade básica. Já o presidente dos EUA, Donald Trump, foi submetido a um teste para verificar se havia contraído a doença, mas o resultado foi negativo. Enquanto o Governo brasileiro começa a endurecer as regras para enfrentar a pandemia de Sars-Cov-2. Até este sábado havia 121 casos confirmados pelo Ministério da Saúde no Brasil, número que tem subido exponencialmente, já que há dezenas de casos confirmados por hospitais particulares e secretarias estaduais de Saúde ainda não contabilizados.

Os destaques da cobertura da crise do coronavírus:

  • Manifestantes ignoram recomendação de evitar aglomerações e vão às ruas se manifestar a favor de Bolsonaro em Brasília e outras capitais do Brasil.
  • Após recomendar adiamento de protestos, Bolsonaro compartilha imagens dos atos a seu favor.
  • Número de mortes por coronavírus na Espanha dobra em 24 horas e vai a 288.
  • Sobe de 98 para 121 o número de casos de coronavírus no Brasil.
  • Resultado do exame de Donald Trump dá negativo pra o Covid-19.
  • Justiça suspende missas no Santuário de Aparecida, em São Paulo.

As últimas notícias ao vivo sobre a pandemia do coronavírus:

Fonte: El País
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MANIFESTAÇÕES: QUEM TEM CONSCIÊNCIA NÃO FICARÁ EM CASA NO DIA 15 DE MARÇO

As coisas que estão acontecendo um dia após o outro são quase inacreditáveis. A cara de pau dos parlamentares não tem óleo de peroba que lustre. É incrível a falta de consciência dessa escória humana. Por isso continuo, como desde o início, apoiando e incentivando essa manifestação do dia 15/03. Quem tem consciência não ficará em casa em hipótese alguma.

Vamos tirar o sossego da escória!

Um gigantesca manifestação popular deve acontecer no dia 15 de março

Os exterminadores do futuro querem impedir o combate à corrupção e preservar privilégios. Mas é preciso lembrar o que diz Edmund Burke:

“Para que o mal triunfe basta que os bons fiquem de braços cruzados”.

O Congresso, por exemplo, além de criar leis para atrapalhar quem investiga os graúdos, ameaça detonar a Lei da Ficha Limpa e acabar com a “delação premiada”.

E o STF reforma sua própria jurisprudência para manter fora da cadeia certos bandidos de estimação. Mas tudo seria

diferente, se não houvesse uma epidemia de comodismo no país.

Sim, o Brasil real, com virtudes e muitos defeitos, é produto da ação de todos: egoísmo de uns, omissão de muitos e esforço generoso de outros (que salvam a Pátria).

A maioria dos brasileiros tem boa inclinação moral. Mas, apesar da boa índole, ainda há muita gente omissa. E o Brasil precisa de todos!

A pergunta que cada brasileiro precisa fazer é “com quem estou: com os egoístas, com os omissos ou com quem tenta ajudar o Brasil?”

Manifestando-se nas ruas (dia 15) ou usando redes sociais, todo mundo pode fazer alguma coisa! E é mais decente do que só se queixar!

A escória que sequestrou nosso futuro vai perder o sossego se as ruas se encherem de gente com a energia boa que se viu em 2013.

Advogado e psicólogo. E-mail do autor: sentinela.rs@uol.com.br

Fonte: Jornal da Cidade On Line

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